Cooperativa de Crédito Rural da Alta
Paulista – Sicoob Cocrealpa
Demonstrações financeiras dos exercícios findos
em 31 de dezembro de 2014 e de 2013 e o
Relatório dos Auditores Independentes
Cooperativa de Crédito Rural da Alta Paulista – Sicoob Cocrealpa
Demonstrações financeiras dos exercícios findos em 31 de dezembro de
2014 e de 2013 e o Relatório dos Auditores Independentes
Conteúdo
Relatório dos Auditores Independentes sobre as Demonstrações Financeiras ................................ 2
Demonstrações financeiras
Balanços patrimoniais ................................................................................................................... 4
Demonstrações do resultado ........................................................................................................ 5
Demonstrações das mutações do patrimônio líquido .................................................................. 6
Demonstrações dos fluxos de caixa .............................................................................................. 7
Notas explicativas da Administração às demonstrações financeiras ........................................... 8
1 Contexto operacional............................................................................................................... 8
2 Apresentação das demonstrações financeiras e resumo das principais práticas contábeis ... 9
3 Composição do caixa e equivalentes de caixa ....................................................................... 14
4 Títulos e valores mobiliários .................................................................................................. 14
5 Relações interfinanceiras ....................................................................................................... 15
6 Operações de crédito ............................................................................................................. 16
7 Investimentos ........................................................................................................................ 19
8 Imobilizado de uso ................................................................................................................. 20
9 Intangível................................................................................................................................ 21
10 Depósitos ............................................................................................................................... 22
11 Obrigações por empréstimos e repasses ............................................................................... 23
12 Outras obrigações .................................................................................................................. 24
13 Patrimônio líquido ................................................................................................................. 25
14 Outros dispêndios operacionais ............................................................................................ 27
15 Outras receitas operacionais ................................................................................................. 27
16 Imposto de renda e contribuição social................................................................................. 28
17 Coobrigações e riscos em garantias prestadas ...................................................................... 28
18 Seguros contratados .............................................................................................................. 29
19 Instrumentos financeiros ....................................................................................................... 29
20 Partes relacionadas ................................................................................................................ 30
21 Cooperativa Central de Crédito do Estado de São Paulo – Sicoob São Paulo ....................... 31
22 Resumo da descrição da estrutura de gerenciamento de riscos ........................................... 32
1
Relatório dos Auditores Independentes
sobre as Demonstrações Financeiras
Aos Cooperados e Administradores da
Cooperativa de Crédito Rural da Alta Paulista – Sicoob Cocrealpa
Adamantina SP
Examinamos as demonstrações financeiras da Cooperativa de Crédito Rural da Alta Paulista Sicoob Cocrealpa (“Cooperativa”), que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro
de 2014 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos
fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas
contábeis e demais notas explicativas.
Responsabilidade da administração sobre as demonstrações financeiras
A Administração da Cooperativa é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas
demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às
instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil e pelos controles internos que
ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações financeiras livres
de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro.
Responsabilidade dos auditores independentes
Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras com
base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de
auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a
auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as
demonstrações financeiras estão livres de distorção relevante.
2
Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a
respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações financeiras. Os
procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos
riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras, independentemente se causada por
fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes
para a elaboração e a adequada apresentação das demonstrações financeiras da Cooperativa para
planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para
expressar uma opinião sobre a eficácia dos controles internos da Cooperativa. Uma auditoria
inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das
estimativas contábeis feitas pela Administração, bem como a avaliação da apresentação das
demonstrações financeiras tomadas em conjunto.
Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar
nossa opinião.
Opinião
Em nossa opinião, as demonstrações financeiras acima referidas apresentam adequadamente, em
todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Cooperativa de Crédito Rural
da Alta Paulista - Sicoob Cocrealpa em 31 de dezembro de 2014, o desempenho de suas
operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas
contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central
do Brasil.
Ribeirão Preto SP, 23 de janeiro de 2015.
Moore Stephens Prisma Auditores Independentes
CRC 2SP017256/O-3
Júlio César de Souza Nunes
Contador CRC 1SP186234/O-2
As firmas-membro da Moore Stephens no Brasil, cada qual constituindo uma pessoa jurídica independente, são associadas à Moore
Stephens International Limited (MSIL), uma rede mundial de empresas de auditoria, consultoria e contabilidade. A MSIL e suas firmasmembro, presentes nas principais cidades do mundo, são entidades legalmente distintas e independentes entre si.
3
Cooperativa de Crédito Rural da Alta Paulista – Sicoob Cocrealpa
Balanços patrimoniais
Em 31 de dezembro de 2014 e de 2013
Em reais
Nota
Ativo
Circulante
Disponibilidades
Títulos e valores mobiliários
Relações interfinanceiras
Operações de crédito
Outros créditos
Outros valores e bens
Não circulante
Realizável a longo prazo
Operações de crédito
Outros créditos
Investimentos
Imobilizado de uso
Intangível
Total do ativo
3
4
5
6
6
7
8
9
2014
2013
130.304.951
653.227
47.692.605
4.841.118
76.965.259
7.405
145.337
119.501.210
519.803
54.564.996
5.433.579
58.896.420
33.729
52.683
19.238.996
14.502.221
13.337.203
1.200
3.878.760
1.779.552
242.281
10.390.401
900
2.364.862
1.521.164
224.894
149.543.947
134.003.431
2014
2013
109.753.288
78.617.776
21.132.290
10.003.222
100.990.667
73.671.434
18.676.991
8.642.242
1.966.425
40.382
11
12
1.965.225
1.200
39.482
900
13
37.824.234
13.802.516
21.552.612
2.469.106
32.972.382
10.792.424
18.809.161
3.370.797
149.543.947
134.003.431
Nota
Passivo
Circulante
Depósitos
Obrigações por empréstimos e repasses
Outras obrigações
Não circulante
Exigível a longo prazo
Obrigações por empréstimos e repasses
Outras obrigações
Patrimônio líquido
Capital social
Reserva legal
Sobras acumuladas
Total do passivo e patrimônio líquido
As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações financeiras.
4
10
11
12
Cooperativa de Crédito Rural da Alta Paulista – Sicoob Cocrealpa
Demonstrações do resultado
2º semestre de 2014 e exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e de 2013
Em reais
Ingressos da intermediação financeira
Operações de crédito
Ingressos de depósitos intercooperativos
Títulos e valores mobiliários
Dispêndios da intermediação financeira
Operações de captação no mercado
Operações de empréstimos, cessões e repasses
Provisão para operações de crédito de liquidação duvidosa
Nota
2º semestre
2014
Exercício
2013
Exercício
5
4
13.249.729
10.301.617
252.749
2.695.363
24.628.958
19.111.024
442.940
5.074.994
19.047.002
14.317.239
292.221
4.437.542
6d
(9.223.344)
(4.213.736)
(592.524)
(4.417.084)
(15.157.653)
(7.820.629)
(1.067.295)
(6.269.729)
(9.431.274)
(5.113.051)
(901.086)
(3.417.137)
4.026.385
9.471.305
9.615.728
(1.434.671)
365.750
(2.515.116)
(1.987.072)
(42.596)
2.744.363
(3.844.763)
726.444
(4.726.629)
(3.850.012)
(607.696)
4.613.130
(1.997.235)
630.980
(3.721.060)
(2.787.299)
(1.201.654)
5.081.798
2.591.714
5.626.542
7.618.493
2.817
17.438
17.843
2.594.531
5.643.980
7.636.336
(24.924)
(51.718)
(47.190)
2.569.607
5.592.262
7.589.146
Resultado bruto da intermediação financeira
Outros (dispêndios) ingressos operacionais
Ingressos de prestação de serviços
Dispêndios de pessoal e honorários da diretoria
Outros dispêndios administrativos
Outros dispêndios operacionais
Outros ingressos operacionais
14
15
Resultado operacional
Resultado não operacional
Sobra antes da tributação
Imposto de renda e contribuição social
16
Sobra líquida do semestre / exercícios
As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações financeiras.
5
Cooperativa de Crédito Rural da Alta Paulista – Sicoob Cocrealpa
Demonstrações das mutações do patrimônio líquido
2º semestre de 2014 e exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e de 2013
Em reais
Capital
social
Saldos em 1º de janeiro de 2013
Incorporação de sobras ao capital
Integralizações de capital
Baixas de capital
Sobra líquida do exercício
Reserva legal
Fundo de assistência técnica, educacional e social
7.248.551
3.966.242
63.613
(485.982)
-
Reserva
legal
Sobras
acumuladas
Total
15.063.828
3.745.333
-
3.966.242
(3.966.242)
7.589.146
(3.745.333)
(473.016)
26.278.621
63.613
(485.982)
7.589.146
(473.016)
3.370.797
(3.370.797)
5.592.262
(2.743.451)
(379.705)
32.972.382
-
Saldos em 31 de dezembro de 2013
Incorporação de sobras ao capital
Integralizações de capital
Baixas de capital
Sobra líquida do exercício
Reserva legal
Fundo de assistência técnica, educacional e social
10.792.424
-
18.809.161
2.743.451
-
Saldos em 31 de dezembro de 2014
13.802.516
21.552.612
2.469.106
37.824.234
Saldos em 1º de julho de 2014
Integralizações de capital
Baixas de capital
Sobra líquida do semestre
Reserva legal
Fundo de assistência técnica, educacional e social
14.040.857
5.700
(244.041)
-
18.809.161
2.743.451
-
3.022.655
2.569.607
(2.743.451)
(379.705)
35.872.673
5.700
(244.041)
2.569.607
(379.705)
Saldos em 31 de dezembro de 2014
13.802.516
21.552.612
2.469.106
37.824.234
3.370.797
12.270
(372.975)
As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações financeiras.
6
12.270
(372.975)
5.592.262
(379.705)
Cooperativa de Crédito Rural da Alta Paulista – Sicoob Cocrealpa
Demonstrações dos fluxos de caixa
2º semestre de 2014 e exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e de 2013
Em reais
2º semestre
2014
Exercício
2013
Exercício
Fluxo de caixa das atividades operacionais
Sobra ajustada do semestre / exercícios
Sobra líquida do semestre / exercícios
Depreciações e amortizações
Valor residual de baixa de imobilizado de uso
Valor residual de baixa de intangível
(Aumento) redução nos ativos
Títulos e valores mobiliários
Operações de crédito
Outros créditos e outros valores e bens
Aumento nos passivos
Aumento em depósitos
Obrigações por empréstimos e repasses
Outras obrigações
4.748.561
2.759.004
2.569.607
189.397
(657.204)
(560.228)
(96.976)
2.646.761
(7.468.085)
3.473.578
6.641.268
(4.499.398)
5.894.209
5.592.262
301.947
(21.082.271)
(21.015.641)
(66.630)
10.688.664
4.946.342
4.381.042
1.361.280
17.763.977
8.430.002
7.589.146
570.246
45.085
225.525
(7.318.265)
3.667.690
(10.924.628)
(61.327)
16.652.240
11.729.118
3.160.190
1.762.932
Fluxo de caixa das atividades de investimentos
Aumento de investimentos
Aquisições de imobilizado de uso
Aplicações do intangível
(1.454.986)
(1.287.185)
(118.077)
(49.724)
(2.091.620)
(1.513.898)
(516.579)
(61.143)
(968.817)
(267.099)
(197.744)
(503.974)
(618.046)
5.700
(244.041)
(379.705)
(740.410)
12.270
(372.975)
(379.705)
(895.385)
63.613
(485.982)
(473.016)
Fluxo de caixa das atividades de financiamentos
Integralizações de capital
Baixas de capital
Fundo de assistência técnica, educacional e social
Aumento (diminuição) do caixa e equivalentes de caixa
Demonstração da variação do caixa e equivalentes de caixa
Caixa e equivalentes de caixa no início do semestre / exercícios
Caixa e equivalentes de caixa no fim do semestre / exercícios
Aumento (diminuição) do caixa e equivalentes de caixa
2.675.529
(7.331.428)
15.899.775
50.511.421
53.186.950
60.518.378
53.186.950
44.618.603
60.518.378
2.675.529
(7.331.428)
15.899.775
As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações financeiras.
7
Cooperativa de Crédito Rural da Alta Paulista – Sicoob Cocrealpa
Notas explicativas da Administração às demonstrações financeiras
2º semestre de 2014 e exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e de 2013
Em reais
1 Contexto operacional
A Cooperativa de Crédito Rural da Alta Paulista – Sicoob Cocrealpa é uma sociedade
cooperativista que visa proporcionar, por meio da mutualidade, assistência financeira que atenda
às necessidades específicas dos cooperados. A Cooperativa tem sede em Adamantina – SP, sendo
sua área de ação nos municípios de Adamantina, Alfredo Marcondes, Álvares Machado,
Andradina, Araçatuba, Bastos, Bento de Abreu, Bilac, Birigui, Clementina, Dracena, Flora Rica,
Flórida Paulista, Gabriel Monteiro, Guaraçaí, Guararapes, Iacri, Inúbia Paulista, Irapuru,
Junqueirópolis, Lavínia, Lucélia, Mariápolis, Martinópolis, Mirandópolis, Murutinga do Sul, Monte
Castelo, Nova Guataporanga, Osvaldo Cruz, Ouro Verde, Pacaembu, Panorama, Parapuã,
Paulicéia, Penápolis, Piacatu, Presidente Bernardes, Presidente Prudente, Presidente Venceslau,
Rancharia, Regente Feijó, Rinópolis, Sagres, Salmourão, Santa Mercedes, Santo Anastácio,
Santópolis do Aguapeí, São João do Pau D’alho, Tupã, Tupi Paulista e Valparaíso, com Posto de
Atendimento nas cidades de Bastos, Dracena, Osvaldo Cruz, Junqueirópolis, Penápolis, Andradina,
Rinópolis e Araçatuba.
Tem sua constituição e o funcionamento regulamentados pela Resolução nº 3.859/2010 do
Conselho Monetário Nacional (CMN). A Cooperativa é filiada à Cooperativa Central de Crédito do
Estado de São Paulo (Sicoob São Paulo), acionista minoritária do Banco Cooperativo do Brasil S/A
(Bancoob) e componente do Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil (Sicoob).
Em 5 de dezembro de 2014, a Cooperativa recebeu manifestação favorável do Banco Central do
Brasil (Bacen) quanto ao seu projeto de transformação para livre admissão. A alteração
estatutária deve ocorrer em ato societário no início do exercício de 2015.
8
Cooperativa de Crédito Rural da Alta Paulista – Sicoob Cocrealpa
Notas explicativas da Administração às demonstrações financeiras
2º semestre de 2014 e exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e de 2013
Em reais
2 Apresentação das demonstrações financeiras e resumo das principais
práticas contábeis
a
Apresentação das demonstrações financeiras
As demonstrações financeiras foram elaboradas de acordo com as práticas contábeis
adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do
Brasil (Bacen), considerando as Normas Brasileiras de Contabilidade, especificamente aquelas
aplicáveis às entidades Cooperativas, a Lei do Cooperativismo nº 5.764/1971, a Lei
Complementar nº 130/2009 e as normas e instruções do Bacen, apresentadas conforme o
Plano Contábil das Instituições do Sistema Financeiro Nacional (COSIF), e os pronunciamentos,
orientações e as interpretações do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) aprovados
pelo Bacen até o momento (CPC 00, 01, 03, 05, 10, 23, 24, 25). As demonstrações financeiras,
incluindo as notas explicativas, são de responsabilidade da Administração da Cooperativa, e
foram aprovadas em 23 de janeiro de 2015.
b
Descrição das principais práticas contábeis
As principais práticas contábeis aplicadas na preparação dessas demonstrações financeiras
estão assim definidas:
b.1 Apuração do resultado
Os ingressos e os dispêndios são reconhecidos pelo regime de competência do exercício.
b.2 Estimativas contábeis
A preparação de demonstrações financeiras requer o uso de certas estimativas contábeis
críticas e também o exercício de julgamento por parte da Administração da Cooperativa no
processo de aplicação das políticas contábeis. As demonstrações financeiras da Cooperativa
9
Cooperativa de Crédito Rural da Alta Paulista – Sicoob Cocrealpa
Notas explicativas da Administração às demonstrações financeiras
2º semestre de 2014 e exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e de 2013
Em reais
incluem, portanto, estimativas referentes à seleção das vidas-úteis do ativo imobilizado,
provisão para perdas nas operações de crédito, provisão para contingências e outras
similares. Os resultados reais podem apresentar variações em relação às estimativas. A
Administração da Cooperativa monitora e revisa as estimativas e suas premissas pelo menos
semestralmente.
b.3 Caixa e equivalentes de caixa
Compreendem dinheiro em caixa, depósitos bancários livres, títulos e valores mobiliários e
relações interfinanceiras (centralização financeira) de curto prazo e de alta liquidez, com
prazo inferior a 90 dias de vencimento.
b.4 Títulos e valores mobiliários e Relações interfinanceiras
Classificados conforme a intenção da Administração da Cooperativa em mantê-los até o
vencimento, e são atualizados pelos rendimentos pactuados auferidos até a data do balanço
pelo critério “pro rata temporis”, não superando o valor de mercado.
b.5 Operações de crédito
As operações pré-fixadas são registradas pelo valor futuro, retificadas pela conta de rendas a
apropriar, e as operações pós-fixadas são atualizadas até a data do balanço, observados os
índices contratados. Para as operações vencidas há mais de 60 dias, os juros permanecerão
em rendas a apropriar, até a liquidação da operação.
Sobre as operações de crédito, a Administração da Cooperativa constituiu provisão para
perdas em montante considerado suficiente para cobrir eventuais perdas na realização de
valores a receber, com base em critérios consistentes e verificáveis, amparadas por
informações internas e externas, pelo menos em relação ao devedor e seus garantidores
10
Cooperativa de Crédito Rural da Alta Paulista – Sicoob Cocrealpa
Notas explicativas da Administração às demonstrações financeiras
2º semestre de 2014 e exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e de 2013
Em reais
(situação econômico-financeira, grau de endividamento, capacidade de geração de
resultados, fluxo de caixa, administração e qualidade de controles, pontualidade e atrasos nos
pagamentos, contingências, setor de atividade econômica, limite de crédito) e, em relação à
operação (natureza e finalidade, características das garantias com suficiência de liquidez e
valor), conforme determina a Resolução CMN nº 2.682/1.999, que classifica as operações em
nove níveis de risco (de AA a H).
b.6 Investimentos
Representados por participações societárias avaliadas ao custo de aquisição.
b.7 Imobilizado de uso
As imobilizações de uso são demonstradas pelo custo de aquisição deduzido da depreciação
acumulada. As depreciações são calculadas pelo método linear, aplicando-se taxas que
contemplam a estimativa de vida útil-econômica dos bens.
b.8 Intangível
Demonstrado pelo valor dos gastos, que são amortizados pelo método linear em função do
prazo dos benefícios futuros esperados.
b.9 Redução ao valor recuperável de ativos
O imobilizado e outros ativos são revistos anualmente para se identificar evidências de perdas
não recuperáveis, ou ainda, sempre que eventos ou alterações nas circunstâncias indicarem
que o valor contábil não pode ser recuperável (teste de impairment).
11
Cooperativa de Crédito Rural da Alta Paulista – Sicoob Cocrealpa
Notas explicativas da Administração às demonstrações financeiras
2º semestre de 2014 e exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e de 2013
Em reais
b.10 Depósitos à vista, sob aviso e a prazo
Os depósitos pré-fixados são registrados pelo valor futuro, retificado pela conta de dispêndios
a apropriar; e os depósitos pós-fixados são atualizados até a data do balanço, observados os
índices contratados.
b.11 Obrigações por empréstimos e repasses
São atualizadas pelos encargos contratados proporcionalmente até a data do balanço pelo
critério “pro-rata temporis”.
b.12 Demais ativos e passivos
Os demais ativos são apresentados ao valor de custo ou de realização, incluindo, quando
aplicável, os rendimentos e as variações monetárias auferidas não superando o valor de
mercado. Os demais passivos são demonstrados pelos valores conhecidos ou calculáveis,
acrescidos, quando aplicável, dos correspondentes encargos e das variações monetárias
incorridas.
b.13 Ativos e passivos contingentes
Os ativos contingentes não são reconhecidos, exceto quando da existência de evidências
concretas que assegurem a sua realização. Os passivos contingentes são reconhecidos
contabilmente pela Administração da Cooperativa quando, com base na opinião dos
assessores jurídicos e outras análises das matérias, for considerado que há risco de perda de
ações judicial ou administrativa, gerando uma possibilidade de saída de recursos no futuro
para a liquidação dessas ações e, ainda, quando os montantes envolvidos possam ser
mensurados com suficiente segurança. Esse é um julgamento subjetivo, sujeito às incertezas
de uma previsão sobre eventos futuros, mas que leva em consideração o fundamento jurídico
da causa, a viabilidade de produção de provas, a jurisprudência em questão, a
12
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Notas explicativas da Administração às demonstrações financeiras
2º semestre de 2014 e exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e de 2013
Em reais
possibilidade de recorrer à instâncias superiores e a experiência histórica. A Administração da
Cooperativa revisa periodicamente a situação dos passivos contingentes para fins de provisão
ou divulgação.
b.14 Provisões
As provisões são constituídas como resultado de um evento passado, sendo provável que um
recurso econômico seja requerido para saldar a obrigação no futuro.
b.15 Imposto de renda e contribuição social
O imposto de renda e a contribuição social são calculados sobre o lucro apurado em
operações consideradas como atos não-cooperativos, de acordo com a legislação tributária e
as alíquotas vigentes para o imposto de renda - 15%, acrescida de adicional de 10% quando
for o caso, e para a contribuição social - 15%. A sobra apurada em operações realizadas com
cooperados é isenta de tributação.
b.16 Segregação do circulante e não circulante
Os valores realizáveis e exigíveis com prazos inferiores ao encerramento do próximo exercício
social estão classificados no circulante, e os com prazos superiores, no não circulante.
b.17 Demonstração dos fluxos de caixa
As demonstrações dos fluxos de caixa foram preparadas pelo método indireto e estão sendo
apresentadas de acordo com o estabelecido pelo CPC e Bacen.
13
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Notas explicativas da Administração às demonstrações financeiras
2º semestre de 2014 e exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e de 2013
Em reais
3 Composição do caixa e equivalentes de caixa
Às disponibilidades, títulos e valores mobiliários e as relações interfinanceiras são classificadas
como caixa e equivalentes de caixa para fins de apresentação da demonstração dos fluxos de
caixa, quando atendido às determinações da Resolução CMN 3.604/2008.
Descrição
2014
Disponibilidades
Caixa e depósitos bancários
Títulos e valores mobiliários (nota 4)
Relações interfinanceiras (nota 5)
2013
653.227
519.803
47.692.605 54.564.996
4.841.118 5.433.579
53.186.950 60.518.378
4 Títulos e valores mobiliários
Instituição financeira
Tipo de aplicação
Sicoob São Paulo
Livres
2014
2013
47.692.605 54.564.996
Essas aplicações são remuneradas à taxa de 100% do CDI. No exercício de 2014 foram registrados
os rendimentos em resultado com títulos e valores mobiliários no montante de
R$ 5.074.994 (R$ 4.437.542 em 2013).
14
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Notas explicativas da Administração às demonstrações financeiras
2º semestre de 2014 e exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e de 2013
Em reais
5 Relações interfinanceiras
Instituição financeira
Tipo de aplicação
Sicoob São Paulo
Centralização financeira
2014
2013
4.841.118
5.433.579
A centralização financeira é remunerada pela taxa do Certificado de Depósito Interbancário (CDI).
No exercício de 2014 foram registrados no resultado rendimentos, em ingresso de depósitos
intercooperativos, no montante de R$ 442.940 (R$ 292.221 em 2013).
15
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Em reais
6 Operações de crédito
a
Composição por tipo de operação e prazo de vencimento
2014
Descrição
Adiantamento a depositantes
Cheque especial e conta garantida
Empréstimos e títulos descontados
Financiamentos rurais: próprios e repasses
Provisão para operações de crédito de liquidação duvidosa
Circulante
Não
circulante
240.771
12.361.400
47.040.419
21.172.975
(3.850.306)
2.443.065
11.702.283
(808.145)
76.965.259
13.337.203 90.302.462
16
Total
2013
Circulante
240.771
294.625
12.361.400
7.168.027
49.483.484 33.597.132
32.875.258 18.662.638
(4.658.451)
(826.002)
58.896.420
Não
circulante
Total
294.625
- 7.168.027
10.507.284 44.104.416
235.805 18.898.443
(352.688) (1.178.690)
10.390.401 69.286.821
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2º semestre de 2014 e exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e de 2013
Em reais
b
c
Composição por nível de risco e situação de vencimento
Nível de Provisão
risco
% Vencidas
2014
Total Vencidas
Vincendas
AA
A
B
C
D
E
F
G
H
25.757
0,50%
40.046
1% 352.754
3% 661.770
10%
1.744
30%
3.956
50%
8.075
70% 1.735.712
100% 391.944
670.692
696.449
14.125.759 14.165.805
70.089.807 70.442.561
3.831.785 4.493.555
102.579
104.323
51.452
55.408
8.075
2.522.420 4.258.132
344.661
736.605
6.451
493.892
138.423
487
5.983
21.469
2.373
2.373
1.031.060 1.037.511
59.141.988 59.635.880
9.316.090 9.454.513
31.832
32.319
11.718
17.701
825
825
262.920
284.389
3.221.758
91.739.155 94.960.913
666.705
69.798.806 70.465.511
Composição do não circulante por ano de vencimento
2015
2016
2017
2018
2019
2021
2014
2013
8.184.092
4.504.458
424.568
835.900
196.330
6.452.008
2.416.243
1.678.508
196.330
14.145.348 10.743.089
17
Vincendas
2013
Total
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Notas explicativas da Administração às demonstrações financeiras
2º semestre de 2014 e exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e de 2013
Em reais
d
e
Movimentação da provisão para operações de crédito de liquidação duvidosa
2º semestre
2014
Exercício
2013
Exercício
Saldo inicial
Créditos baixados para prejuízo
Constituição da provisão
Reversão da provisão (nota 15)
(1.841.335)
293.572
(4.417.084)
1.306.396
(1.178.690)
422.420
(6.269.729)
2.367.548
(1.166.790)
304.852
(3.417.137)
3.100.385
Saldo final
(4.658.451)
(4.658.451)
(1.178.690)
Créditos baixados como prejuízo
As operações classificadas como nível H (100% de provisão) permanecem nessa classificação
por seis meses e, desde que apresentem atraso superior a esse prazo, são baixadas contra a
provisão existente e controladas em conta de compensação, não figurando mais no balanço
patrimonial.
Até 31 de dezembro de 2014 os créditos baixados como prejuízo, registrados em conta de
compensação, montam R$ 3.421.829 (R$ 3.262.926 em 2013), e em sua maioria encontramse em processo de cobrança judicial. Em 2014, foram recuperados créditos baixados como
prejuízo no montante de R$ 1.188.232 (R$ 813.586 em 2013), registrados em outros ingressos
operacionais (nota 15).
18
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2º semestre de 2014 e exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e de 2013
Em reais
7 Investimentos
Descrição
Sicoob São Paulo (nota 22)
Bancoob
2014
2013
3.547.108
331.652
2.086.014
278.848
3.878.760
2.364.862
No exercício de 2014 a Cooperativa aumentou seu capital social na Sicoob São Paulo em R$
1.461.094 (R$ 219.670 em 2013). A Cooperativa também aumentou seu capital no Bancoob no
exercício em R$ 52.804 (R$ 47.429 em 2013).
19
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2º semestre de 2014 e exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e de 2013
Em reais
8 Imobilizado de uso
a
Composição de saldo
Descrição
Taxa
anual de
depreciação
Custo
4%
10%
10%
20%
10%
20%
-
60.000
812.798
873.936
64.479
530.187
152.914
381.945
-
(144.730)
(322.350)
(18.483)
(356.364)
(60.340)
(194.440)
-
2.876.259
(1.096.707)
Terrenos
Edificações
Móveis e equipamentos de uso
Sistema de comunicação
Sistema de processamento de dados
Sistema de segurança
Sistema de transporte
Imobilizado em curso
b
Depreciação
acumulada
2014
2013
Líquido
Líquido
60.000
668.068
551.586
45.996
173.823
92.574
187.505
60.000
695.629
385.249
35.436
164.036
63.884
106.445
10.485
1.779.552 1.521.164
Movimentação do imobilizado
Custo de
aquisição
Depreciação
acumulada
Total
Saldos em 1º de janeiro de 2013
Adições
Baixas
2.659.141
197.744
(385.045)
(995.924)
(294.712)
339.960
1.663.217
(96.968)
(45.085)
Saldos em 31 de dezembro de 2013
Adições
Baixas
2.471.840
516.579
(112.160)
(950.676)
(258.191)
112.160
1.521.164
258.388
-
Saldos em 31 de dezembro de 2014
2.876.259
(1.096.707)
1.779.552
20
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2º semestre de 2014 e exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e de 2013
Em reais
9 Intangível
Descrição
Gastos com aquisição e desenvolvimento de logiciais (softwares)
Taxa
anual de
amortização
20%
21
Amortização
Custo
acumulada
512.797
(270.516)
2014
2013
Líquido
Líquido
242.281
224.894
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2º semestre de 2014 e exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e de 2013
Em reais
10 Depósitos
Descrição
2014
Depósitos à vista (i)
Depósito sob aviso (ii)
Depósitos a prazo (iii)
2013
9.343.756 8.968.785
3.019.524 3.659.701
66.254.496 61.042.948
78.617.776 73.671.434
(i) Os depósitos à vista não são remunerados.
(ii) Os depósitos sob aviso são remunerados por encargos financeiros calculados com base no CDI
e tem exigibilidade imediata. Conforme Resolução CMN 3.454/2007, essa modalidade pode
ser mantida até o seu resgate total, sendo vedada nova contratação após 31 de dezembro de
2007.
(iii) Os depósitos a prazo são remunerados por encargos financeiros calculados com base no CDI e
podem ser contratados em prazos de vencimento variados. No exercício de 2014, foram
registrados encargos de R$ 7.820.629 (R$ 5.113.051 em 2013) no resultado em operações de
captação no mercado.
Os depósitos estão garantidos até o limite de R$ 250 mil por CPF/CNPJ pelo FGCoop (Fundo
Garantidor do Cooperativismo de Crédito), fundo este constituído por todas as cooperativas de
crédito brasileiras e bancos cooperativos integrantes do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo
(SNCC). O FGCoop tem por finalidade conforme seu estatuto: I - proteger depositantes e
investidores das instituições associadas, respeitados os limites e condições estabelecidos no seu
Regulamento; II - contribuir para a manutenção da estabilidade do Sistema Nacional de Crédito
Cooperativo (SNCC); e III - contribuir para prevenção de crise sistêmica no segmento
cooperativista. O Estatuto e o Regulamento do fundo teve aprovação através da Resolução CMN
nº 4.284/2013.
22
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Notas explicativas da Administração às demonstrações financeiras
2º semestre de 2014 e exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e de 2013
Em reais
11 Obrigações por empréstimos e repasses
a
Composição do saldo
2014
Instituição financeira Finalidade
Bancoob
Bancoob
Bancoob
Funcafé
Custeio
Pronaf
Encargos Vencimento
financeiros
final
Circulante
Não
circulante
5,50% a. a. 15/10/2015 1.710.065
5,5% a. a. 12/06/2019 19.409.065
2% a 4% a. a. 01/11/2016
13.160
1.952.065
13.160
21.132.290
As garantias são avais da diretoria e penhores cedulares.
23
2013
Circulante
Não
circulante
Total
1.710.065 2.895.131
21.361.130 15.781.860
26.320
-
39.482
2.895.131
15.781.860
39.482
39.482
18.716.473
Total
1.965.225 23.097.515
18.676.991
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Notas explicativas da Administração às demonstrações financeiras
2º semestre de 2014 e exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e de 2013
Em reais
b
Composição do não circulante por ano de vencimento
2016
2017
2019
2014
2013
1.414.156
531.717
19.351
39.482
-
1.965.224
39.482
12 Outras obrigações
Descrição
Cobrança e arrecadações de tributos e assemelhados
Sociais e estatutárias:
Fundo de assistência técnica, educacional e social (i)
Provisão para participação nos lucros
Circulante
2014
Não
circulante
Circulante
2013
Não
circulante
22.071
-
21.277
-
2.076.630
-
-
1.750.169
148.000
-
1.898.169
-
2.076.630
Fiscais e previdenciárias:
Impostos e contribuições a recolher
Diversas:
Cheques administrativos (ii)
Provisão para pagamentos a efetuar
Credores diversos no País
Provisão para contingências
24
267.656
-
164.756
-
6.900.073
588.724
148.068
-
1.200
5.788.967
552.238
216.835
-
900
7.636.865
1.200
6.558.040
900
10.003.222
1.200
8.642.242
900
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2º semestre de 2014 e exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e de 2013
Em reais
(i)
O FATES tem sua formação, classificação e utilização conforme Lei do Cooperativismo e
normas do Bacen (nota 13b).
(ii) Trata-se de cheques administrativos emitidos e não compensados no exercício.
Os impostos e as contribuições apurados e recolhidos pela Cooperativa, bem como as respectivas
declarações acessórias, os registros fiscais e societários, estão sujeitos a exame por parte das
autoridades fiscais durante prazos prescricionais variados, conforme a legislação aplicável em
cada circunstância, mas em geral cinco anos.
13 Patrimônio líquido
a
Capital social
É representado pelas integralizações de 4.947 cooperados em 31 de dezembro de 2014 e
4.605 cooperados em 31 de dezembro de 2013. De acordo com o Estatuto Social cada
cooperado tem direito a um voto independentemente do número de suas cotas-partes.
Ainda, o capital social integralizado poderá ser remunerado na forma de juros no percentual
máximo de 12% a. a., por deliberação da Assembleia Geral Ordinária. A Cooperativa
aumentou seu capital social no montante de R$ 12.270 no exercício de 2014 (R$ 63.613 em
2013) com recursos provenientes dos cooperados, e também ocorreram baixas em 2014 no
montante de R$ 372.975 (R$ 485.982 em 2013) provenientes de cooperados desligados. O
capital social é de R$ 13.802.516 e de R$ 10.792.424 em 31 de dezembro de 2014 e de 2013,
respectivamente.
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Em reais
b
Destinações estatutárias e legais

50% das sobras são destinadas para a reserva legal que tem como função reparar perdas
eventuais e atender ao desenvolvimento das atividades da Cooperativa. Também, os créditos
não reclamados decorridos três anos, excluídos os das contas de depósito, os auxílios e
doações sem destinação específica e as rendas não operacionais são incorporados nessa
reserva; e

5% das sobras e 100% do lucro em operações com não cooperados são destinados para o
Fundo de Assistência Técnica, Educacional e Social – FATES, que tem como função à
assistência e educação aos cooperados e empregados, segundo programa aprovado pela
Cooperativa. Atendendo à instrução do Bacen, o FATES é registrado como exigibilidade, e
utilizado em despesas para o qual se destina, conforme a Lei 5.764/1971 (Lei do
Cooperativismo) (nota 12(i)).
c
Aprovação da destinação das sobras acumuladas
As sobras são distribuídas e apropriadas conforme o Estatuto Social, normas do Bacen e
posterior deliberação da Assembleia Geral Ordinária (AGO).
As Assembleias Gerais Ordinárias de 17 de março de 2014 e de 4 de março de 2013,
aprovaram, por unanimidade, a incorporação das sobras acumuladas dos exercícios de 2013 e
2012, nos montantes de R$ 3.370.797 e R$ 3.699.242, respectivamente, diretamente no
capital social de cada cooperado, conforme critério que levou em consideração a usufruição
dos serviços da Cooperativa.
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Em reais
14 Outros dispêndios operacionais
Descrição
Dispêndios de impostos e contribuições
Resultado da centralização financeira
Dispêndios operacionais diversos
2º semestre
2014
Exercício
2013
Exercício
(19.889)
(22.707)
(36.914)
(517.088)
(53.694)
(28.326)
(955.166)
(218.162)
(42.596)
(607.696) (1.201.654)
15 Outras receitas operacionais
Descrição
Recuperação de créditos baixados como prejuízo
Recuperação de encargos e despesas
Reversão de provisão para operações de crédito
de liquidação duvidosa (nota 6d)
Outras receitas (i)
2º semestre
2014
Exercício
2013
Exercício
1.123.731
113
1.188.232
3.724
813.586
4.255
1.306.396
314.123
2.367.548
1.053.626
3.100.385
1.163.572
2.744.363
4.613.130
5.081.798
(i) Deste saldo, R$ 242.428, referem-se aos valores ressarcidos pelo Fundo Garantidor Sicoob
(FGS), em conformidade com a Assembleia Geral Ordinária – AGE do respectivo fundo,
realizada em 12/8/2014, onde foram aprovados a dissolução e liquidação do FGS, com a
devolução das contribuições acumuladas pela Cooperativa.
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Em reais
16 Imposto de renda e contribuição social
A sobra apurada em operações realizadas com cooperados é isenta de tributação e o lucro de atos
não cooperados são tributados pelas alíquotas vigentes, conforme demonstrado abaixo:
Descrição
Sobras antes da tributação
(-) Exclusão
Resultados não tributáveis de sociedades cooperativas
Base de cálculo
2014
2013
5.643.980
7.636.336
(5.471.587) (7.479.038)
172.393
157.298
Imposto de renda – 15%
25.859
23.595
Contribuição social - 15%
25.859
23.595
17 Coobrigações e riscos em garantias prestadas
A Cooperativa é avalista de seus cooperados em transações com o BNDES, que montam
R$ 697.054 e R$ 1.321.474 em 31 de dezembro de 2014 e de 2013, respectivamente, registradas
em contas de compensação.
28
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Notas explicativas da Administração às demonstrações financeiras
2º semestre de 2014 e exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e de 2013
Em reais
18 Seguros contratados
A Administração da Cooperativa adota a política de contratar seguros de diversas modalidades,
cujas coberturas são consideradas suficientes pela Administração e agentes seguradores para
fazer face à ocorrência de sinistros. As premissas de risco adotadas, dada a sua natureza, não
fazem parte do escopo da auditoria das demonstrações financeiras, consequentemente, não
foram auditadas pelos nossos auditores independentes.
19 Instrumentos financeiros
Os ativos e passivos financeiros estão demonstrados no balanço patrimonial por valores
contábeis, os quais são iguais ou que se aproximam dos seus valores justos, conforme critérios
mencionados nas correspondentes notas explicativas, com destaque para os equivalentes de
caixa, operações de crédito, depósitos e obrigações por empréstimos e repasses.
Não foram realizadas operações com instrumentos financeiros derivativos nos exercícios.
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Cooperativa de Crédito Rural da Alta Paulista – Sicoob Cocrealpa
Notas explicativas da Administração às demonstrações financeiras
2º semestre de 2014 e exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e de 2013
Em reais
20 Partes relacionadas
As partes relacionadas existentes são as pessoas físicas que têm autoridade e responsabilidade de
planejar, dirigir, controlar e fiscalizar as atividades da Cooperativa (Diretoria Executiva, Conselho
de Administração e Conselho Fiscal) e membros próximos da família de tais pessoas. As operações
são realizadas no contexto normal das atividades operacionais da Cooperativa e de suas
atribuições estabelecidas em regulamentação específica, e são assim resumidas nos exercícios:
2014
2013
%
Operações
de crédito
%
277.688
58.784
0,29%
0,06%
156.670
67.299
0,22%
0,10%
Depósitos
%
Depósitos
%
Diretoria Executiva e Conselho de Administração
Conselho Fiscal
.
1.992.125
328.984
2,36%
0,40%
2.145.967
1.137.040
2,96%
1,56%
Descrição
Benefício
Recebidos
em 2014
Benefício
Recebidos
em 2013
Honorários
Cédula de presença
Cédula de presença
169.416
78.192
39.096
Honorários
Cédula de presença
Cédula de presença
158.652
73.224
36.612
Descrição
Diretoria Executiva e Conselho de Administração
Conselho Fiscal
.
Descrição
Diretoria Executiva
Conselho de Administração
Conselho Fiscal
Operações
de crédito
As operações de crédito e depósitos são realizados em condições similares aos demais
cooperados.
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Cooperativa de Crédito Rural da Alta Paulista – Sicoob Cocrealpa
Notas explicativas da Administração às demonstrações financeiras
2º semestre de 2014 e exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e de 2013
Em reais
21 Cooperativa Central de Crédito do Estado de São Paulo – Sicoob São Paulo
A Cooperativa é filiada à Sicoob São Paulo, que representa suas filiadas perante os organismos
governamentais e privados ligados ao cooperativismo e às instituições financeiras, além de
prestar diversos serviços ligados à operação.
a
Atribuições estatutárias
A Sicoob São Paulo tem por objetivo a organização em comum e em maior escala dos serviços
econômico-financeiros e assistenciais de interesse das cooperativas singulares filiadas,
integrando e orientando atividades, bem como facilitando a utilização recíproca dos serviços,
para a consecução de seus objetivos estatutários.
b
Saldos das transações da Cooperativa com o Sicoob São Paulo nos exercícios:
Descrição
2014
2013
Ativo circulante
Títulos e valores mobiliários (nota 4) 47.692.605 54.564.996
Relações interfinanceiras (nota 5)
4.841.118 5.433.579
Ativo não circulante
Investimentos (nota 7)
3.547.108
2.086.014
As operações são realizadas em condições normais de mercado e regulamentações internas.
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Notas explicativas da Administração às demonstrações financeiras
2º semestre de 2014 e exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e de 2013
Em reais
22 Resumo da descrição da estrutura de gerenciamento de riscos
a
Risco operacional
As diretrizes para o gerenciamento do risco operacional encontram-se registradas na Política
Institucional de Risco Operacional que foi aprovada pela Diretoria Executiva e pelo Conselho
de Administração do Sicoob Confederação, entidade responsável por prestar os serviços de
gestão centralizada do risco operacional para as entidades do Sicoob.
O processo de gerenciamento do risco operacional consiste na avaliação qualitativa dos riscos
por meio das etapas de identificação, avaliação, tratamento, testes de avaliação dos sistemas
de controle, comunicação e informação.
As perdas operacionais são comunicadas à Área de Controles Internos e Riscos que interage
com os gestores das áreas e identifica formalmente as causas, a adequação dos controles
implementados e a necessidade de aprimoramento dos processos, inclusive com a inserção
de novos controles.
Os resultados são apresentados à Diretoria Executiva e ao Conselho de Administração.
A metodologia de alocação de capital, para fins do Novo Acordo da Basileia, utilizada para
determinação da parcela de risco operacional (RWAopad) é a Abordagem do Indicador Básico
(BIA).
Em cumprimento à Resolução CMN 3.380/2006, encontra-se disponível no sítio do Sicoob
(www.sicoob.com.br) relatório descritivo da estrutura de gerenciamento do risco operacional.
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Em reais
b
Riscos de mercado e de liquidez
O gerenciamento dos riscos de mercado e de liquidez da Cooperativa objetiva garantir a
aderência às normas vigentes e minimizar os riscos de mercado e de liquidez, por meio das
boas práticas de gestão de riscos, na forma instruída na Resolução CMN 3.464/2007 e
4.090/2012.
Conforme preceitua o artigo 11 da Resolução CMN 3.721/2009, a Cooperativa aderiu à
estrutura única de gestão dos riscos de mercado e de liquidez do Sicoob, centralizada no
Banco Cooperativo do Brasil S.A. (Bancoob), que pode ser evidenciada em relatório disponível
no sítio www.sicoob.com.br.
No gerenciamento dos riscos de mercado são adotados procedimentos padronizados de
identificação de fatores de risco, de classificação da carteira negociação (trading) e não
negociação (banking), de mensuração do risco de mercado de estabelecimento de limites de
risco, de testes de stress e de aderência do modelo de mensuração de risco (backtesting).
No gerenciamento do risco de liquidez são adotados procedimentos para identificar, avaliar,
monitorar e controlar a exposição ao risco de liquidez, limite mínimo de liquidez, fluxo de
caixa projetado, testes de stress e planos de contingência.
Não obstante a centralização do gerenciamento do risco de mercado e de liquidez, a
Cooperativa possui estrutura compatível com a natureza das operações e com a
complexidade dos produtos e serviços oferecidos, sendo proporcional à dimensão da
exposição ao risco de mercado da Cooperativa.
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Em reais
c
Risco de crédito
O gerenciamento de risco de crédito da Cooperativa objetiva garantir a aderência às normas
vigentes, maximizar o uso do capital e minimizar os riscos envolvidos nos negócios de crédito
por meio das boas práticas de gestão de riscos.
Conforme preceitua o artigo 10 da Resolução CMN 3.721/2009, a Cooperativa aderiu à
estrutura única de gestão do risco de crédito do Sicoob, centralizada no Banco Cooperativo do
Brasil S.A. (Bancoob), a qual encontra-se evidenciada em relatório disponível no sítio
www.sicoob.com.br.
Compete ao gestor a padronização de processos, de metodologias de análises de risco de
clientes e de operações, de criação e de manutenção de política única de risco de crédito para
o Sicoob, além do monitoramento das carteiras de crédito das cooperativas.
Não obstante a centralização do gerenciamento de risco de crédito, a Cooperativa possui
estrutura compatível com a natureza das operações, a complexidade dos produtos e serviços
oferecidos, sendo proporcional à dimensão da exposição ao risco de crédito da Cooperativa.
d
Gerenciamento de capital
A estrutura de gerenciamento de capital da Cooperativa objetiva garantir a aderência às
normas vigentes e minimizar o risco de insuficiência de capital para fazer face aos riscos em
que a entidade está exposta, por meio das boas práticas de gestão de capital, na forma
instruída na Resolução CMN 3.988/2011.
Conforme preceitua o artigo 9 da Resolução CMN 3.988/2011, a Cooperativa aderiu à
estrutura única de gerenciamento de capital do Sicoob, centralizada na Confederação
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Em reais
Nacional das Cooperativas do Sicoob Ltda. (Sicoob Confederação), a qual encontra-se
evidenciada em relatório disponível no sítio www.sicoob.com.br.
O gerenciamento de capital centralizado consiste em um processo contínuo de
monitoramento do capital, e é realizado pelas entidades do Sicoob com objetivo de:
 Avaliar a necessidade de capital para fazer face aos riscos a que as entidades do Sicoob
estão sujeitas;
 planejar metas e necessidade de capital, considerando os objetivos estratégicos das
entidades do Sicoob; e
 adotar postura prospectiva, antecipando a necessidade de capital decorrente de possíveis
mudanças nas condições de mercado.
Adicionalmente, são realizadas também simulações de eventos severos em condições extremas
de mercado, com a consequente avaliação de seus impactos no capital das entidades do Sicoob.
Osvaldo Kunio Matsuda
Diretor Presidente
Valdenir Aparecido Bettio
Diretor Administrativo
Cesar Augusto Molina Martins
Diretor Operacional
Marcelo Afonso Silva
Contador CRC 1SP 220794/O-1
*** fim ***
35
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