Aplicação de recursos fisioterapêuticos em pacientes portadores de câncer sob cuidados paliativos, em ambiente hospitalar FACULDADE SÃO MIGUEL CURSO DE BACHARELADO EM FISIOTERAPIA ADMA THAÍSA DIONISIO LOPES APLICAÇÃO DE RECURSOS FISIOTERAPÊUTICOS EM PACIENTES PORTADORES DE CÂNCER SOB CUIDADOS PALIATIVOS, EM AMBIENTE HOSPITALAR RECIFE 2012 ADMA THAÍSA DIONISIO LOPES APLICAÇÃO DE RECURSOS FISIOTERAPÊUTICOS EM PACIENTES PORTADORES DE CÂNCER SOB CUIDADOS PALIATIVOS, EM AMBIENTE HOSPITALAR RECIFE 2012 ADMA THAÍSA DIONISIO LOPES APLICAÇÃO DE RECURSOS FISIOTERAPÊUTICOS EM PACIENTES PORTADORES DE CÂNCER SOB CUIDADOS PALIATIVOS, EM AMBIENTE HOSPITALAR RECIFE 2012 ORIENTADOR: PROF. FÁBIO ROMERO GALLOTE DE ALBUQUERQUE Conceito A Recife n. 3 p.287-304 2012 287 Revista Conceito A | Recista dos Trabalhos de Conclusão de Curso RESUMO O câncer uma das doenças que mais cresce e que leva a óbito no mundo na população mundial, sendo este um desenvolvimento celular anormal, geneticamente modificado, classificado como: benigno, maligno, metástase, neoplasia/tumor. Os pacientes quando são diagnosticados com câncer, já se encontra em fase avançada, sem possibilidade de cura e a Organização Mundial de Saúde (OMS) criou uma abordagem de tratamento constituído por uma equipe multiprofissional, estando inclusos os pacientes portadores de câncer, em fase terminal, os Cuidados Paliativos. Tem como uma revisão sistemática da literatura, onde a busca foi feita nas bases de dados da internet, com restrição do período de 2002 a 2011, sem restrições de idiomas, onde a seleção foi elaborada na definição de cuidados paliativos, quais as características dos pacientes que entram nos cuidados paliativos, o desenvolvimento do câncer e os recursos utilizados na fisioterapia em oncologia, com a finalidade de mostrar os benefícios dos mesmos, aplicados nos pacientes sob os cuidados paliativos, enfatizando a melhora que esses recursos oferecem na função pulmonar, e mostrar que não há muitos estudos que detalham a eficácias dessas técnicas nesses pacientes com câncer em fase terminal. Palavras-Chaves: Cuidados paliativos. Câncer. Fisioterapia. Recursos terapêuticos INTRODUÇÃO Os cuidados paliativos não enfatizam a cura. Prioriza o paciente, no qual, é compreendido como uma pessoa ativa e com direitos a comunicação e decisão sobre suas escolhas de tratamento. Oferece um suporte psicológico, físico, espiritual e social dos pacientes e de seus familiares, proporcionando uma melhor qualidade de vida dos doentes (RODRIGUES, 2004; SANTOS, PAGLIUCA, FERNANDES, 2007; SOUZA et al, 2010). Neste contexto, a abordagem da fisioterapia contribui tanto na melhora dos sintomas quanto no bem-estar, tanto na reabilitação biopsicossocial quanto na recuperação funcional do paciente. Com uma equipe multidisciplinar atuando na sintomatologia e faz orientações aos cuidadores dos pacientes e suas famílias (MÜLLER et al, 2011; MARCUCCI, 2004; BORGES et al, 2008). O câncer, uma das doenças que mais cresce e que mais leva a óbito na população mundial, é definido como um desenvolvimento celular anormal, que sofre modificações genéticas, alterando todo o seu ciclo celular (DAROLT, FREITAS, FREITAS, 2011). O câncer é classificado como benigno, maligno, metástase e neoplasia/tumor. O mesmo provoca inúmeras alterações no organismo, fazendo com que o paciente necessite de tratamentos paliativos Conceito A 288 Recife n. 3 p.287-304 2012 MATERIAIS E MÉTODOS O presente trabalho, tem como metodologia uma revisão sistemática da literatura. A busca dos artigos foi realizada, nas bases de dados da internet, como Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (MEDLINE) e Scientific Electronic Library Online (Scielo). No período entre março e outbubro de 2012, optando-se pela revisão dos últimos dez anos. Os descritores utilizados na base de dados LILACS foram doente terminal, exercícios de alongamento muscular, terapia por inalação, extremidade superior, modalidades de fisioterapia e medicina paliativa. Na base de dados MEDLINE, foram: palliative care, physiotherapy. Na base de dados Scielo, utilizaram-se as palavras-chave: cuidados paliativos, fisioterapia e doente terminal. Na base LILACS, os descritores foram “doente terminal”, “exercícios de alongamento muscular”, “terapia por inalação”, “extremidade superior”, “modalidades de fisioterapia” e “medicina paliativa”. Os operadores lógicos foram “and” e “or” para o tipo de publicação artigo de revista. Para a análise, foram selecionados 40 artigos publicados entre 2002 e 2011. Na base MEDLINE, optou-se pela revisão da literatura com limitação de período e continuou-se uma pesquisa estruturada, aplicando o formulário básico. Os descritores utilizados foram os termos “cuidados paliativos”, “tratamento paliativo”, “modalidades de fisioterapia”, “exercícios de alongamento muscular” e “extremidade superior”. Selecionou-se o operador lógico “and” para a publicação do artigo de revista sem limitar à busca aos idiomas. Com restrições do período, devido aos artigos mais antigos datavam de 1991. Na base Scielo, a busca foi feita com limitação de período, onde buscou-se os termos “cuidados paliativos”, “fisioterapia”, “doente terminal” e “fisioterapia”. O levantamento bibliográfico teve como objetivo, localizar as publicações mais recentes que acrescentam novas discussões nos textos. Além disso, buscou-se textos e de autores de referência, de reconhecida produção científica da área. Os trabalhos foram colocados em grupos de quatro categorias: a Conceito A Recife n. 3 p.287-304 2012 289 Aplicação de recursos fisioterapêuticos em pacientes portadores de câncer sob cuidados paliativos, em ambiente hospitalar como a radioterapia, quimioterapia, hormonioterapia entre outras (MARTINS et al, 2002; BORGES et al, 2008; DAROLT, FREITAS, FREITAS, 2011). A fisioterapia oferece assistência aos doentes e suas famílias para que eles enfrentem o tratamento até o fim da vida (GOMES, 2007). Promove prevenção, manutenção e restauração da funcionalidade do organismo, reabilitando as sequelas provocadas pela neoplasia, atuando em todas as fases do paciente e orientando os seus familiares (GOMES, 2007; MÜLLER, SCORTEGAGNA, MOUSSALLE, 2011). Os recursos utilizados, na fisioterapia, em pacientes sob cuidados paliativos, como a mobilização de membros superiores, oxigenoterapia, deambulação, ventilação mecânica não-invasiva (VMNI), tosse assistida, posicionamento no leito, ventilação mecânica invasiva (VMI), objetiva a melhoria da qualidade e do bem-estar desses pacientes até os últimos dias de vida (GOMES, 2007; MÜLLER, SCORTEGAGNA, MOUSSALLE, 2011). Revista Conceito A | Recista dos Trabalhos de Conclusão de Curso definição de cuidados paliativos, como são esses pacientes que estão nesta abordagem de tratamento, a atuação da fisioterapia e os recursos terapêuticos utilizados nesses pacientes. Na primeira categoria (definição de cuidados paliativos), foram selecionados os trabalhos sobre: os cuidados paliativos, o funcionamento dos cuidados paliativos, a definição de câncer, a epidemiologia do câncer, os aspectos éticos dos profissionais da saúde e quais são os pacientes que entram em cuidados paliativos. Na segunda categoria (pacientes que estão nos cuidados paliativos), foram selecionados trabalhos que descrevem como é: a situação física e mental desses pacientes e de suas famílias; como é que a equipe dos profissionais de saúde trabalham com esses pacientes; e a definição de “boa morte”. Na terceira categoria (atuação da fisioterapia nos cuidados paliativos), foram selecionados os trabalhos que argumentam sobre os benefícios da fisioterapia nesses pacientes e sobre a situação psicológica desses profissionais. Na quarta categoria (recursos fisioterapêuticos nos pacientes sob os cuidados paliativos) foram selecionados os trabalhos que debatem o efeito de diversos tratamentos realizados pela fisioterapia respiratória e a eficácia desses tratamentos nos pacientes. Todo o material bibliográfico (bases de dados, sítios na Internet, textos de autores referenciais e banco de teses e dissertações) foi analisado em três fases: crítica do material coletado, análise e interpretação dos trabalhos e ao todo teve um total de 43 artigos. CUIDADOS PALIATIVOS Tem origem do Latim “palliare”, que tem como definição manto, capa, ou seja, proteção, amparo e abrigo (SILVA, 2010). Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS, 2002), Os cuidados paliativos é uma abordagem que promove qualidade de vida de pacientes e seus familiares diante de doenças que ameaçam a continuidade da vida, através de prevenção e alívio do sofrimento. Requer a identificação precoce, avaliação e tratamento impecável da dor e outros problemas de natureza física, psicossocial e espiritual. De acordo com a OMS, os princípios dos Cuidados Paliativos proporcionam um suporte psicológico, físico, espiritual e social até os últimos dias dos pacientes inclusive no período de luto de seus familiares (RODRIGUES, 2004; SANTOS, PAGLIUCA, FERNANDES, 2007; SOUZA et al, 2010). Os Cuidados Paliativos (CP) em pacientes com câncer em fase terminal proporcionam um máximo contato com os doentes, procurando suavizar os sintomas e oferecer uma melhor condição de vida (SANTOS, PAGLIUCA, FERNANDES, 2007; MONTEIRO, KRUSE, ALMEIDA, 2010). Os CP não têm como prioridade à cura, mas sim, minimizar os sintomas, proporcionando um bemestar a esses pacientes (MONTEIRO, KRUSE, ALMEIDA, 2010). O trabalho é realizado por uma equipe multiprofissional como clínico, psiquiatra, psicólogo, anestesiologista, enfermeiro, fisioterapeuta, farmacêutico e assistente social, a fim de se oferecer um melhor tratamento e a melhoria da condição de vida dos pacientes (SALAMONDE et al, 2006). Conceito A 290 Recife n. 3 p.287-304 2012 O câncer se caracteriza pelo desenvolvimento celular anormal. Onde a célula cancerígena é bioquimicamente e morfologicamente modificada; tem como principal causa genética alterada, sofrem as modificações em nível molecular e resultam na alteração da função do ciclo celular normal (DAROLT, FREITAS, FREITAS, 2011). O câncer pode ser classificado como: benigno (que são massas de células, localizadas, que se multiplicam lentamente, conforme o tecido original e geralmente não apresentam perigos à vida), maligno (definido como um desenvolvimento celular desordenado, invadindo órgãos e tecidos), metástase (podendo ser definida como migração celular de tumor primário) e neoplasias/tumor (definido como um aglomerado de células cancerígenas) (NUCCI, 2003; SILVA, 2010; DAROLT, FREITAS, FREITAS, 2011). O câncer está como a segunda doença que mais leva a óbito no mundo, principalmente em países subdesenvolvidos como o Brasil, onde apresentam o agravante do diagnóstico tardio levando-o em fase avançada (SILVA, HORTALE, 2006; FRIPP, 2009). Essa doença provoca alterações no organismo como: fadiga, lesões cutâneas, náuseas, restrições de movimentos como: deambular e AVD´S (Atividades de Vida Diária), modificações na cognição, vômitos, mudança no paladar, modificações cardiorrespiratórias, diminuição do peso devido à falta de apetite, induzindo à anorexia e a dor (RODRIGUES, 2004; BORGES et al, 2008; BENARROZ, FAILLACE, BARBOSA, 2009; MONTEIRO, KRUSE, ALMEIDA, 2010). Devido a esses sintomas, o doente notando essas modificações em seu corpo, e ao saber que é portador desta patologia, fica no primeiro momento aterrorizado, como reflexo da proximidade do seu falecimento, mudando o seu estado psicológico e fazendo que sua condição de vida se agrave ainda mais (BENARROZ, FAILLACE, BARBOSA, 2009). Mesmo apresentando esses sentimentos, os doentes desejam o tratamento e não abandonam, mesmo sabendo que o efeito de retardar o processo de óbito seja mínimo (DINIZ et al, 2006). O câncer, tem como tratamento primário a quimioterapia e radioterapia, podendo ser pré-operatória/neoadjuvante (sendo uma terapia sistêmica, executada anteriormente ao tratamento localizado, tem como objetivo, minimizar a terapêutica do tumor e sensibilizar a quimioterapia/radioterapia) e adjuvante (que é realizada posteriormente a cirurgia), a hormonioterapia (feita por dosagens elevadas de progestágenos, estrógenos e andrógenos), a cirurgia, entre outras (MARTINS et al, 2002; BORGES et al, 2008; SILVA, 2008; LEAL, CUBERO, GIGLIO, 2010; PACHNICKI et al, 2012). No tratamento, o diálogo entre o profissional e o paciente é fundamental conservando a dignidade do doente e respeitando as adinamias que os atingem os mesmos (OLIVEIRA et al, 2011). Conceito A Recife n. 3 p.287-304 2012 291 Aplicação de recursos fisioterapêuticos em pacientes portadores de câncer sob cuidados paliativos, em ambiente hospitalar O CÂNCER Revista Conceito A | Recista dos Trabalhos de Conclusão de Curso TRATAMENTO PALIATIVO Caracteriza-se no uso de medicamentos como os de via oral, o analgésico dissociativo como os opióides, sendo um deles a morfina, que é mais utilizada no tratamento de dor crônica, de ação lenta, porém de longa duração (RIBEIRO, SCHMIDT E SCHMIDT, 2002). SINTOMAS MAIS FREQUENTES EM PACIENTES SOB CUIDADOS PALIATIVOS O sintoma mais frequente, que surge entre 30 a 75% dos pacientes com neoplasias e que tenham comprometimento na função pulmonar é a dispneia, que tem como definição, uma sensação incômoda de falta de ar, devido à necessidade maior de oxigênio do que o fornecido na atmosfera (MARCUCCI, 2005). Ocasionando mal-estar, influenciando no dia a dia, tanto emocionalmente como socialmente (GOMES, 2007). A atelectasia é bastante frequente nesses pacientes, definida como fechamento dos alvéolos e pode surgir, devido à própria doença, o paciente acumula muita secreção ou o próprio tratamento quimioterápico (MARCUCCI, 2005; JUNIOR et al, 2007). A tosse é um reflexo de defesa, do organismo, para retirar das vias aéreas, corpo estranho ou para favorecer a expectoração de secreção, ela atua em fases: irritação, inspiração, fechamento da glote, contração da musculatura expiratória e fechamento da glote (BRITO et al, 2009). A dor oncológica muscular, na coluna vertebral, em membros superiores e inferiores pode ser ocasionada pela restrição no leito, pela anorexia, falta de sono, pelo isolamento, pelo crescimento do tumor, pela terapia antineoplásica, por deixar de realizar as atividades diárias, tanto profissional quanto social, e o acúmulo dessas alterações, gera grande estresse e angústia, além do desenvolvimento do tumor e da metástase, que pode elevar em até 80% dos casos nesses pacientes (FERREIRA, LAURETTI, 2007; TAMBORELLI et al, 2010). A dor oncológica crônica, se manifesta a partir da hiperexcitação dos neurônios do corno dorsal da medula espinhal, reduzindo o limiar que ativa e amplia as áreas que recebem e desporalizam de modo espontâneo, manifestando através de hiperpatia, hiperalgesia e alodinia (RIBEIRO, SCHMIDT E SCHMIDT, 2002). O PAPEL DA FISIOTERAPIA NOS CUIDADOS PALIATIVOS A fisioterapia oncológica é essencial para o tratamento, atuando diariamente no incurável, e no fim da vida. Tem por meios terapêuticos promover a prevenção, manutenção e restauração da funcionalidade de órgãos e sistemas, além de reabilitar fisicamente as sequelas, atua também no lado psicológico, para que os pacientes readquiram suas atividades, cultivando por meio do toque, da atenção diária, desta maneira, favorecendo desta forma, uma condição de vida melhor, e principalmente a sua autoestima (GOMES, 2007; MÜLLER, SCORTEGAGNA, MOUSSALLE, 2011; CIPOLAT, PEREIRA, FERREIRA, 2011). Tratando desde o diagnóstico da doença, durante o pré-trata- Conceito A 292 Recife n. 3 p.287-304 2012 AVALIAÇÃO FISIOTERAPÊUTICA DO SISTEMA RESPIRATÓRIO A avaliação terapêutica constitui em: avaliar, fazer uma boa anamnese, procurando toda a história clínica, em prontuários de hospitais; analisar e realizar exames físicos, verificando como se encontra a amplitude de movimento, a Pressão Arterial, Frequência Respiratória, Saturação de Oxigênio, a tosse de seca/produtiva, se apresenta dispneia/apneia, o comprometimento em nível pulmonar como a força da musculatura, se está utilizando musculatura acessória, se mesma apresenta encurtamento, se tem expansibilidade torácica, verificar o formato do tórax se está patológico, presença de sons patológicos na ausculta pulmonar e se está simétrica, analisar os exames complementares como: gasometria arterial, hemograma, leucograma, raio x, avaliar a postura e realizar uma conduta mais direcionada, prevenindo, reduzindo e aliviando os sintomas, principalmente as mudanças cardiorrespiratórias (BERGMANN et al, 2006; ROSA et al, 2007; ARCÊNCIO et al, 2008; RIBEIRO, COSTA, SANDOVAL, 2008). TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO NAS COMPLICAÇÕES PULMONARES EM PACIENTES SOB CUIDADOS PALIATIVOS POSICIONAMENTO NO LEITO Posicionamentos realizados no leito com o ângulo entre 30° e 45°, são importantes para: a movimentação diafragmática, favorecer a mecânica respiratória e adicionar volumes pulmonares (MARCUCCI, 2005; JERRE et al, 2007). O posicionamento realizado em prono, melhora a ventilação/perfusão, a capacidade residual funcional, diminui o shunt pulmonar para pacientes que apresentem dispneia, padrão ventilatório superficial e hipoxemia grave, já o posicionamento nas laterais, com a utilização da gravidade, contribui no deslocamento das secreções traqueobrônquicas e beneficia a ventilação pulmonar para pacientes que apresenta ter secreção e atelectasia (MARCUCCI, 2005; SANTOS et al, 2010). MOBILIZAÇÃO DE MEMBROS SUPERIORES A musculatura dos membros superiores estão diretamente interligados à caixa torácica na execução dos movimentos diagonais (DUARTE, HELFSTEIN, 2011). O alongamento promove a recuperação do comprimento muscular, necessário para uma estabilização da articulação e da postura correta, a prevenção de dores musculares, permitindo uma boa funcionalidade do músculo (MORENO et al, 2009; CIPOLAT, PEREIRA, FERREIRA, 2011). Os benefícios atuam em nível pulmonar, promovendo altas pressões inspiratórias, melhorando na expansão torácica, na prevenção de contraturas e diminuição da força musculoesquelética, na ansiedade, nas úlceras de pressão, devido muito tempo de imobilização, no tromboembolismo pulmonar, além de, preservar os movimentos, as amplitudes normais e manter fisicamente o corpo em boas condições (FRANÇA et al, 2010; TAMBORELLI et al, 2010). Conceito A Recife n. 3 p.287-304 2012 293 Aplicação de recursos fisioterapêuticos em pacientes portadores de câncer sob cuidados paliativos, em ambiente hospitalar mento e na fase aguda e crônica da patologia (BERGMANN et al, 2006). Revista Conceito A | Recista dos Trabalhos de Conclusão de Curso TOSSE ASSISTIDA É uma técnica realizada para auxiliar a tosse do paciente, é aplicada quando o paciente executa a tosse e a compressão será realizada simultaneamente à tosse do paciente. Sendo feita uma pressão forte sobre o tórax, ao iniciar uma expiração passiva, provocando, ao expirar, um aumento da força de compressão, fazendo com o que, a agilidade do ar na expiração, amplie, e como resultado, auxilia no deslocamento da secreção para a traquéia, esta técnica, pode ser aplicada especificamente no tórax (colocando-se as mãos pelos dois lados no terço inferior do tórax), pode ser feita com as mãos em um único lado (entre o terço médio e inferior do tórax), e pode ser realizada ao mesmo tempo no tórax e no abdome (posicionando-se uma mão no tórax ventralmente, em uma localidade superior ao esterno e a outra mão no abdome), como resultado, ocorre uma mudança na pressão intratorácica, induzindo a tosse, gerando uma grande influência na ventilação, na mecânica pulmonar e nos componentes elásticos do mesmo (AVENA et al, 2008; FRANÇA et al, 2010). DEAMBULAÇÃO A deambulação nos pacientes oncológicos é restrita devido às alterações que o câncer provoca no organismo. Esta técnica oferece um melhor funcionamento e evita alterações neuromusculares (FRANÇA et al, 2010). A marcha executada por vinte minutos com a respiração mais intensa, bem como o suspiro, oferecem uma melhor expansão pulmonar, como resultado, melhora a postura e o domínio postural, facilitando a realização da marcha de forma eficiente nestes pacientes (RIBEIRO, GASTALDI, FERNANDES, 2008). OXIGENOTERAPIA Utilizada no tratamento da dispneia, com altas concentrações de oxigênio umidificado e a temperatura entre 34° e 43° C. Proporciona uma atividade ciliar, reduz à viscosidade das secreções, alterações ocorridas no epitélio da mucosa respiratória, diminui o broncoespasmo, o edema, o espaço morto e reduz o trabalho respiratório. Melhora a dispneia, os volumes pulmonares, a capacidade residual funcional e a saturação de hemoglobina, podendo associar com o uso de medicamentos como os corticoesteróides, os imunosupressores, os beta-agonistas e as xantinas (VILLAESCUSA et al, 2008; PICCOLODAHER, MAGALHÃES, 2012). VENTILAÇÃO MECÂNICA NÃO-INVASIVA (VMNI) É recomendado para pacientes colaborativos, que tenha adaptação à máscara. Esse procedimento deve ser feito caso o indivíduo apresente: fadiga da musculatura respiratória, insuficiência respiratória nas fases: aguda/crônica, que apresente hipoxemia/hipercapnia. O intuito é a redução da dispneia e do esforço da musculatura respiratória, favorecer uma boa troca gasosa, Conceito A 294 Recife n. 3 p.287-304 2012 VENTILAÇÃO MECÂNICA INVASIVA (VMI) É o meio mais avançado de manter a vida (FONSECA, JUNIOR, FONSECA, 2012). Utiliza-se quando há falha na VMNI, quem apresenta: instabilidade hemodinâmica, alterações na condição mental, falta/deficiência no intercâmbio gasoso, na arritmia ventricular e isquemia no miocárdio (GOMES, 2007). Buscar evoluir o paciente, durante a ventilação mecânica, resultando na interrupção e no desmame do suporte ventilatório e posteriormente evoluir para a extubação (JERRE et al, 2007). RESULTADOS E DISCUSSÃO Para melhor compreensão dos resultados, foi feito um quadro relatando as técnicas abordadas no artigo. Dos sete artigos selecionados, um para cada técnica, originados das bases Biblioteca Virtual de Saúde, LILACS, MEDLINE e SCIELO. Conceito A Recife n. 3 p.287-304 2012 295 Aplicação de recursos fisioterapêuticos em pacientes portadores de câncer sob cuidados paliativos, em ambiente hospitalar minimizando o desconforto respiratório (GOMES, 2007; BASSANI et al, 2008; MANFRIM, 2008). Revista Conceito A | Recista dos Trabalhos de Conclusão de Curso Quadro 01. Artigos das Técnicas abordadas para análise da revisão sistemática da literatura. A T1, o artigo publicado pela Revista Brasileira de Cancerologia, por MARCUCCI, 2005, afirma que a posição sentada aumenta os volumes pulmonares e reduz o trabalho respiratório dos pacientes. O autor relata que a posição em prono melhora a ventilação/perfusão e melhora a capacidade residual funcional, e que as posições nas laterais, auxiliam na mobilização da secreção, favorecendo a ventilação pulmonar. Na T2, o artigo publicado pela Faculdade Assis Gurgacz, FRANÇA et al, 2010, relatam que não encontraram evidências consistentes na literatura, que comprovem a eficácia da mobilização de membros para promover a manutenção dos movimentos articulares e a melhora na função muscular. Porém os autores descrevem estudos relatando que a técnica é mais bem tolerada em pacientes críticos crônicos e que deve ser utilizada na fase aguda e nos pacientes que não possuem a capacidade de mover de modo espontâneo. Os autores, afirmam que a aplicação da técnica na fase aguda mantém a amplitude de movimento, preserva a força muscular e previne encurtamentos, as úlceras de decúbito, tromboembolismo pulmonar e perda da força muscular. Os autores relatam estudos que se for aplicada por três horas de mobilização contínua através do cicloergômetro, reduz a perda de proteínas e a atrofia muscular. Afirmam que reduz o tempo no leito, traz benefícios na função pulmonar, na força muscular e promove independência funcional. NA T3, o artigo publicado pelo Jornal Brasileiro de Pneumologia, em 2008, os autores AVENA et al, 2008, relatam que há estudos que demonstram que esta técnica é capaz de deslocar secreções das vias aéreas que influencia na oxigenação e na mecânica pulmonar, também relatam que estudos comprovaram que o uso frequente desta técnica, reduz a incidência de Conceito A 296 Recife n. 3 p.287-304 2012 Conceito A Recife n. 3 p.287-304 2012 297 Aplicação de recursos fisioterapêuticos em pacientes portadores de câncer sob cuidados paliativos, em ambiente hospitalar complicações pulmonares decorridas do acúmulo de secreções. No artigo, AVENA et al, 2008, fez um estudo com dezesseis pacientes que foram submetidos a procedimentos cirúrgicos e que foram posteriormente encaminhados para a UTI, como resultado, os autores perceberam através da mensuração da Ppico, Pplatô, Presistiva, Rsr, Cdyn e Cstat e da SpO2 pré-TMA, pós-TMA e pós-aspiração, as forças resistivas da mecânica respiratória através do deslocamento das secreções aumentaram, além de deslocar e remover as secreções das vias aéreas. Na T4, o artigo publicado pela Revista Einstein, pelos autores RIBEIRO, GASTALDI, FERNANDES, 2008, realizaram um estudo experimental com trinta pacientes submetidos à cirurgia abdominal alta, onde foram dividido em dois grupos, cada um com quinze pacientes, o primeiro grupo realizou a deambulação por vinte minutos com respirações profundas como o suspiro, proporcionou uma reexpansão pulmonar, recuperando as funções pulmonares do pacientes mais do que o grupo dois que realizou a deambulação por cinco minutos. Na T5, o artigo publicado pela revista Anales de Periatría, pelos autores VILLAESCUSA et al, em 2008, relatam estudos relatam que o sistema de alto fluxo, proporcionado pelo cateter nasal, diminui o trabalho respiratório, melhora a hipoxemia. Os autores realizaram um estudo prospectivo e observacional em pacientes com insuficiência respiratória moderada em pacientes na UTI, onde foram utilizados um sistema de 10l/min com intervalo 10-23l/min. Após o início do tratamento com terapia de alto fluxo, observou que houve um ligeiro acréscimo na frequência respiratória e um aumento na saturação de oxigênio, sem alterações significativas na frequência cardíaca, além de o ar umidificado na mucosa respiratória ajuda a diminuir o edema, melhorar a capacidade residual funcional, sendo útil na insuficiência respiratória moderada. A T6, descrita no artigo publicado pela Revista Brasileira de Terapia Intensiva, pelos autores BASSANI et al, 2008, relatam que a técnica abordada objetiva minimizar o trabalho respiratório, melhora a troca gasosa, a frequência respiratória, a dispneia e nos casos de insuficiência respiratória aguda e crônica e proporcionar um conforto e alívio sem precisar de intubação traqueal do paciente. Os autores descrevem a técnica como um suporte ventilatório por pressão positiva e que geralmente é utilizado por meio de máscaras. O mesmo artigo relata estudos que a técnica prolonga a vida de pacientes com doenças terminais. Na T7, o artigo publicado pela Revista Brasileira de Terapia Intensiva, pelos autores FONSECA, JUNIOR, FONSECA, 2012, relatam que encaminhar o paciente terminal para a UTI é disponibilizar dos recursos mais modernos para a manutenção da vida, oferecendo aos pacientes e de seus familiares, o alívio dos sintomas. Também foca na procura ininterrupta pela reversibilidade do quadro clínico por meio de instrumentos cujo dano poderá ser maior que o benefício proposto. Revista Conceito A | Recista dos Trabalhos de Conclusão de Curso CONSIDERAÇÕES FINAIS O intuito deste trabalho foi definir o câncer, os Cuidados Paliativos, mostrar a equipe de profissionais que atuam nesta área, como estes paciente se apresentam, mostrar a atuação da fisioterapia nos Cuidados Paliativos, os benefícios dos recursos fisioterapêuticos utilizados e constatar a escassez de estudos que abordem este tema. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ARCÊNCIO, Lívia; SOUZA, Marilize Diniz de; BORTOLIN, Bárbara Schiavon; FERNANDES, Adriana Cristina Martinez; RODRIGUES, Alfredo José; EVORA, Paulo Roberto Barbosa. Cuidados pré e pós-operatórios em cirurgia cardiotorácica: uma abordagem fisioterapêutica. Revista Brasileira de Cirurgia Cardiovascular, São Paulo, v. 23, n. 3, p. 400-410, 2008. 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