Instituto de Ciências Naturais- Geografia/Bacharelado TCC Ana Luiza Marcelo Antunes dos Santos PROPOSIÇÃO DE INDICADORES PARA AVALIAÇÃO DA QUALIDADE AMBIENTAL DO PERÍMETRO URBANO DE ALFENAS-MG. Alfenas / MG 2011 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO Universidade Federal de Alfenas . Unifal-MG Rua Gabriel Monteiro da Silva, 714 – Alfenas/MG – CEP 37130-000 Fone: (35) 3299-1000 . Fax: (35) 3299-1063 Ana Luiza Marcelo A. dos Santos PROPOSIÇÃO DE INDICADORES PARA AVALIAÇÃO DA QUALIDADE AMBIENTAL DO PERÍMETRO URBANO DE ALFENAS-MG. Trabalho de Conclusão de Curso, apresentado como requisito para obtenção do título de Bacharel em Geografia pela Universidade Federal de Alfenas (UNIFALMG). Orientador: Professor Dr. Clibson Alves dos Santos. Ana Luiza Marcelo A. dos Santos 2 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO Universidade Federal de Alfenas . Unifal-MG Rua Gabriel Monteiro da Silva, 714 – Alfenas/MG – CEP 37130-000 Fone: (35) 3299-1000 . Fax: (35) 3299-1063 PROPOSIÇÃO DE INDICADORES PARA AVALIAÇÃO DA QUALIDADE AMBIENTAL DO PERÍMETRO URBANO DE ALFENAS-MG. A Banca examinadora abaixo assinada aprova o Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como parte dos requisitos para aprovação na disciplina de Trabalho de Conclusão de Curso II e obtenção do título de Bacharel em Geografia pela Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL-MG). Prof. Dr. Lineo Aparecido Gaspar Júnior Universidade Federal de Alfenas Assinatura: Clíbson Alves dos Santos Universidade Federal de Alfenas Assinatura: Adriano Correa Maia UNESP- Rio Claro Assinatura: 3 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO Universidade Federal de Alfenas . Unifal-MG Rua Gabriel Monteiro da Silva, 714 – Alfenas/MG – CEP 37130-000 Fone: (35) 3299-1000 . Fax: (35) 3299-1063 Dedico este trabalho aos meus melhores amigos Rogério e Maria que sempre estarão presentes nos melhores e piores momentos da minha vida, me dando forças pra continuar e asas para voar cada vez mais alto. 4 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO Universidade Federal de Alfenas . Unifal-MG Rua Gabriel Monteiro da Silva, 714 – Alfenas/MG – CEP 37130-000 Fone: (35) 3299-1000 . Fax: (35) 3299-1063 AGRADECIMENTOS - Ao Prof. Dr. Clibson Alves dos Santos, pela paciência e por caminhar junto a mim, me ajudando a dar os primeiros passos no mundo acadêmico, pelo incentivo e confiança no meu trabalho; - Aos pais – Rogério e Maria – e ao meu irmão Caio que foram a base que me sustentou durante esses anos longe de casa; - Aos amigos pelo companheirismo nestes anos que estiveram junto comigo, compartilhando momentos de lazer e trabalho; - Ás republicas Geolatras, Meninas Gerais, Belisca, Bala Chita e ás moradoras honorárias da minha casa, pelos dias de descontração, indispensáveis companheiros nos momentos de alegria, festas e também quando nem tudo dava certo; - Á FAPEMIG pela bolsa de Iniciação Científica que recebi, e foi o principal incentivo para continuar e aprofundar ainda mais minha pesquisa; - Ao Instituto de Ciências da Natureza (UNIFAL), que por meio dos funcionários, docentes e infraestrutura me deram apoio material para o desenvolvimento do trabalho; - Aos funcionários da Prefeitura Municipal de Alfenas, Cassiana e Ademar por disponibilizarem os dados para a base da minha pesquisa e á Prof. Rúbia Gomes Morato por disponibilizar os dados dos setores censitários do município. - E ao meu anjo protetor, por estar sempre comigo, me olhando, protegendo e guiando meu caminho mesmo enquanto eu olhava para os lados. 5 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO Universidade Federal de Alfenas . Unifal-MG Rua Gabriel Monteiro da Silva, 714 – Alfenas/MG – CEP 37130-000 Fone: (35) 3299-1000 . Fax: (35) 3299-1063 ÍNDICE AGRADECIMENTOS ...................................................................................................................... 5 ÍNDICE ............................................................................................................................................. 6 RESUMO .......................................................................................................................................... 7 ABSTRACT ...................................................................................................................................... 8 1. Introdução .................................................................................................................................. 9 1.1 CARACTERIZAÇÃO FÍSICO-NATURAL DA ÁREA DE ESTUDO: .............................................. 13 2. OBJETIVO .............................................................................................................................. 14 2.1 OBJETIVO GERAL ............................................................................................................. 14 2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS .................................................................................................. 14 3. BASE TEÓRICA DO TRABALHO:........................................................................................ 15 3.1 Qualidade de vida e qualidade do meio ambiente. ................................................................ 15 4. METODOLOGIA .................................................................................................................... 17 4.1 BASE UTILIZADA PARA CARACTERIZAÇÃO GERAL DO PERÍMETRO URBANO . ............................... 17 - Base Topográfica: ...................................................................................................................... 17 - Modelo Digital de Elevação, Mapas de Declividade e Hipsometria: ........................................... 17 - Mosaico de imagens de satélite: ................................................................................................. 18 - Uso e Ocupação das Terras: ....................................................................................................... 19 - Mapa dos Setores Censitários do Censo Demográfico de 2000:.................................................. 19 4.2 IDENTIFICAÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DAS UNIDADES AMBIENTAIS PRESENTES NA BACIA:........... 20 4.3 Metodologia utilizada para escolha dos indicadores de qualidade ambiental: ...................... 21 5. RESULTADOS E DISCUSSÃO: ............................................................................................. 22 5.1 CARACTERIZAÇÃO GERAL DO PERÍMETRO URBANO DE ALFENAS MG: ................... 22 Meio Físico-Natural: .................................................................................................................... 22 Meio Socioeconômico:.............................................................................................................. 27 6. UNIDADES AMBIENTAIS PRESENTES NO PERÍMETRO URBANO:............................... 32 7. INDICADORES PROPOSTOS PARA AVALIAÇÃO DA QUALIDADE AMBIENTAL DAS UNIDADES: ................................................................................................................................... 33 7.1 INDICADORES DE PRESSÃO: ...................................................................................... 33 Densidade demográfica: ............................................................................................................... 33 Serviço de coleta domiciliar de lixo: ............................................................................................ 33 Domicílios ligados à rede geral de esgoto:.................................................................................... 33 7.2 INDICADORES DE ESTADO: ....................................................................................... 34 Declividade: ................................................................................................................................. 34 Densidade de drenagem: .............................................................................................................. 34 Impermeabilização e exposição do solo e presença de cobertura vegetal: ..................................... 34 Renda dos responsáveis por domicílios ........................................................................................ 34 7.3 INDICADORES DE RESPOSTA: ................................................................................... 35 Prioridades definidas no Orçamento Participativo ligadas à melhoria da qualidade ambiental: ..... 35 Diretrizes definidas pelo Plano Diretor de Alfenas referentes à melhoria da qualidade ambiental: 35 8. CONCLUSÃO: ........................................................................................................................ 36 9. Referências Bibliográficas........................................................................................................ 37 6 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO Universidade Federal de Alfenas . Unifal-MG Rua Gabriel Monteiro da Silva, 714 – Alfenas/MG – CEP 37130-000 Fone: (35) 3299-1000 . Fax: (35) 3299-1063 RESUMO A cidade é um sistema complexo, resultante das inter-relações entre o subsistema social, econômico e natural. Tornar este sistema compatível, conciliando o respeito entre os limites do potencial natural e do desenvolvimento urbano é a meta de um processo sustentável de desenvolvimento dentro da cidade. Cidades médias com um crescimento populacional grande como Alfenas são um desafio a esse processo, pois apresentam tanto características de cidades pequenas no que diz respeito à ruralidade, como também de uma cidade grande no que se refere à exclusão social e degradação dos recursos naturais. A proposição de indicadores de qualidade ambiental surge no sentido de auxiliar a implantação de políticas capazes de mitigar ou até mesmo sanar os principais problemas causados pelo crescimento desordenado do município. O uso de indicadores permite sintetizar informações sobre a dinâmica deste sistema de interrelações, promovendo assim o entendimento da estrutura e dinâmica ambiental existente dentro dela. Assim, tendo como base teórica a complexidade de ralações dentro do sistema urbano e o uso adequado dos recursos naturais dentro do perímetro urbano das cidades, e como método o sistema de indicadores “pressão-estado-resposta” desenvolvido pela OECD (1998), o objetivo do trabalho foi a proposição de indicadores capazes de quantificar e qualificar a qualidade ambiental no município de Alfenas - MG. Para a espacialização e definição de quais indicadores seriam aplicados foram definidas sete unidades ambientais através do cruzamento de mapas de geomorfologia, setores censitários, uso e ocupação do solo, mosaico de imagens de satélite e através de análise social dos bairros no interior de cara unidade. Após definidas as unidades ambientais, foram selecionados também os nove indicadores divididos nas categorias de: 1)Pressão: Densidade demográfica, Serviço de coleta domiciliar de lixo e Domicílios ligados à rede geral de esgoto. 2)Estado: Declividade Densidade de drenagem, Impermeabilização e exposição do solo e presença de cobertura vegetal e Renda dos responsáveis por domicílios. 3)Resposta: Prioridades definidas no Orçamento Participativo ligadas à melhoria da qualidade ambiental e Diretrizes definidas pelo Plano Diretor de Alfenas referentes à melhoria da qualidade ambiental. Estas categorias descrevem respectivamente: As pressões das atividades humanas sobre o meio ambiente e sua repercussão sobre a qualidade e quantidade de recursos naturais disponíveis. Condições ambientais, ou de estado, referindo-se a qualidade do ambiente e quantidade de recursos naturais, fornece também informações sobre a situação do ambiente e sua evolução no tempo. E por fim as respostas sociais, que mostram a resposta da sociedade às mudanças ambientais, podendo estar relacionadas à prevenção dos efeitos negativos da ação do homem sobre o ambiente, à paralisação ou reversão de danos causados ao meio, e à preservação e conservação da natureza e dos recursos naturais. (Perspec. Contemp., Campo Mourão, v. 3, n. 1, p. 31-45, jan./jul 2008). Ao relacionar o subsistema físico-natural ao subsistema socioeconômico podemos perceber dentro no município de Alfenas uma segregação socioespacial, caracterizada pela ocupação preferencial do centro e de locais onde existe uma infra-estrutura já consolidada, por uma população com maior poder aquisitivo, enquanto áreas de urbanização periférica e de expansão urbana são ocupadas predominantemente por população em piores condições socioeconômicas. Alguns bairros caracterizados dentro do perímetro urbano não apresentam infraestruturas básicas como coleta de esgoto, iluminação e coleta domiciliar de lixo enquanto outros bairros são abastecidos de toda a infra-estrutura necessária. Essa disparidade de circunstâncias encontradas dentro de uma área tão pequena nos revela a necessidade de políticas mais pontuais, que consigam expor e diagnosticar os principais problemas de cada unidade, mas que também sejam capazes de planejar ações integradas dentro de todo o perímetro urbano. A metodologia utilizada para seleção dos indicadores se mostra satisfatória neste sentido, pois ela analisa pontualmente os problemas encontrados tendo como base a busca pelo desenvolvimento sustentável como um todo. Palavras chave: Qualidade Ambiental, indicadores, desenvolvimento sustentável. 7 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO Universidade Federal de Alfenas . Unifal-MG Rua Gabriel Monteiro da Silva, 714 – Alfenas/MG – CEP 37130-000 Fone: (35) 3299-1000 . Fax: (35) 3299-1063 ABSTRACT The cities are a complex system, a result of the interrelationships between the social, economic and natural subsystem. Make this system compatible, reconciling respect between the limits of potential natural and urban development is the goal of a sustainable process of development within the city. Medium-sized cities with a population growth like Alfenas are a challenge to this process, since they have characteristics of both small towns in relation to rurality, but also from a big city with regard to social exclusion and degradation of natural resources. The proposition of environmental quality indicators appears to assist the implementation of policies that can mitigate or even solve the main problems caused by the uncontrolled growth of the municipality. The region is in the context of the Rio Grande basin tributary of the Paraná River, where at the beginning of the 1960s was built the Furnas Hydroelectric Power Plant in southern Minas Gerais, making known the Furnas Lake, responsible for energy supply in the cities of Rio de Janeiro, Sao Paulo and Belo Horizonte. After defining the environmental units were also selected indicators divided into nine categories:1) Pressure: Population density, home collection service of garbage and Households connected to the main sewer. 2) State: Density Slope drainage, waterproofing and soil exposure and presence of vegetation and the income account for households. 3) Answer: Priorities defined in the Participatory Budget linked to improving environmental quality and Guidelines set by the Master Plan Alfenas linked to improving environmental quality. These categories describe respectively: The pressures of human activities on the environment and its impact on the quality and quantity of available natural resources. Environmental conditions, or state, referring to environmental quality and quantity of natural resources, it also provides information about the environmental situation and its evolution in time. And finally the social responses that show society’s response to environmental changes and may be related to the prevention of negative effects of human activity on the environment, stopping or reversing damage to the environment, and preservation and conservation and natural resources. Some neighborhoods characterized within the city do not have basic infrastructure such as sewage, lighting and household garbage collection while other districts are supplied with all necessary infrastructure. This disparity of conditions found within such a small area reveals the need for more specific policies, they can expose and diagnose the main problems of each unit, but also be able to plan integrated actions within the entire urban area. The methodology used for selection of indicators proves satisfactory in this regard because it examines the problems encountered occasionally based on the pursuit of sustainable development as a whole. Keywords: Environmental Quality indicators, sustainable development. 8 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO Universidade Federal de Alfenas . Unifal-MG Rua Gabriel Monteiro da Silva, 714 – Alfenas/MG – CEP 37130-000 Fone: (35) 3299-1000 . Fax: (35) 3299-1063 1. INTRODUÇÃO A evolução das fronteiras agrícolas em múltiplas regiões do Brasil tem provocado impactos na configuração ambiental, e o avanço dessas áreas em regiões de proteção ambiental são cada vez mais constantes. O município de Alfenas está inserido na porção sul do estado de Minas Gerais localizado na região sudeste do Brasil (Figura 1), na qual, se observa um expressivo potencial para abrigar atividades agroindustriais (IBGE, 2009). O quadro paisagístico da região onde o município de Alfenas está situado caracterizase pela alteração do ambiente natural, sendo marcado pela inserção de atividades agropastoris, em substituição das matas nativas. Com isso, as feições de Mata Atlântica e Cerrado que antes existiam, foram praticamente excluídos, restando somente fragmentos de pequenos remanescentes da vegetação nativa da região. Segundo Campos e Silva (1998) os tipos de relevo que compõem topografia regional, facilitam a mecanização da terra, cooperando ainda mais com a degradação do meio ambiente natural. A região está no contexto da bacia do Rio Grande afluente do Rio Paraná, onde no início da década de 1960 foi construída a Usina Hidrelétrica de Furnas no sul de Minas, formando o conhecido Lago de Furnas, responsável pelo abastecimento de energia das cidades do Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte. O sistema hidrográfico de Furnas no sul de minas influencia diretamente as atividades socioeconômicas e ambientais dos municípios na região, que tiveram sua paisagem modificada e muitas de suas atividades econômicas e turísticas potencializadas e alteradas com a formação do lago. Tradicionalmente a região já era utilizada para o cultivo de café, sendo uma das regiões de maior produção desse bem no país. No entanto, outras culturas tem se destacado na região, como o cultivo de batata inglesa, onde o sul de minas é a principal região produtora do estado e Minas Gerais e o maior produtor nacional. Os cultivos de cana-de-açúcar e mais recentemente a introdução de silvicultura, principalmente com o plantio de eucalipto, tem-se destacado na região. Além disso, nas últimas décadas no sul de minas tem aumento de forma crescente as atividades industriais e no setor de serviços, incluindo as atividades aduaneiros como o Porto Seco do Sul de Minas na cidade de Varginha. 9 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO Universidade Federal de Alfenas . Unifal-MG Rua Gabriel Monteiro da Silva, 714 – Alfenas/MG – CEP 37130-000 Fone: (35) 3299-1000 . Fax: (35) 3299-1063 Figura 1 – Localização da área de estudo no contexto do município de Alfenas, na porção sul do estado de Minas Gerais, Brasil. Esse crescimento no setor econômico vem acompanhado do aumento populacional considerável na região. O município de Alfenas apresentou um crescimento muito grande se sua população e conseqüentemente em sua área urbana entre os anos de 1987 até 2008 (Figura 2 e 3), intensificando uma dinâmica danosa de apropriação do solo urbano e 10 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO Universidade Federal de Alfenas . Unifal-MG Rua Gabriel Monteiro da Silva, 714 – Alfenas/MG – CEP 37130-000 Fone: (35) 3299-1000 . Fax: (35) 3299-1063 rural, causando problemas sociais e ambientais, devido à falta de ordenamento territorial adequado as potencialidades e fragilidades naturais dos ambientes. Esse comportamento provoca, inevitavelmente, maior pressão na relação disponibilidade e demanda dos recursos naturais, gerando principalmente conflitos de uso da água, devido ao aumento do consumo humano, industrial e agrícola, refletindo em uma série de problemas socioambientais, tais como: evolução de processos erosivos laminares e lineares, degradação de matas ciliares, desequilíbrios em ecossistemas terrestres e aquáticos, poluição hídrica, entre outros problemas. Figura 2- Crescimento demográfico de Alfenas entre 1980 e 2008. (Lima, 2008) 11 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO Universidade Federal de Alfenas . Unifal-MG Rua Gabriel Monteiro da Silva, 714 – Alfenas/MG – CEP 37130-000 Fone: (35) 3299-1000 . Fax: (35) 3299-1063 Figura 3- Expansão Urbana entre 1987 e 2008. Lima, 2008. Diante desse cenário a proposição de indicadores de Qualidade Ambiental aparece a fim de se propor uma metodologia capaz de quantificar problemas causados por essa exploração e crescimento cada vez maiores. A utilização de indicadores ambientais é um procedimento metodológico que liga as idéias de complexidade dos sistemas e de desenvolvimento sustentável (Shields et al., 2002). A sistematização e simplificação das informações propiciada pelos indicadores de qualidade ambiental facilitam a modelagem do sistema ambiental e o entendimento de sua organização espacial, bem como auxilia na tomada de decisões sobre ações a serem desencadeadas para melhoria da qualidade ambiental e sustentabilidade (Mattos 2005). 12 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO Universidade Federal de Alfenas . Unifal-MG Rua Gabriel Monteiro da Silva, 714 – Alfenas/MG – CEP 37130-000 Fone: (35) 3299-1000 . Fax: (35) 3299-1063 1.1 CARACTERIZAÇÃO FÍSICO-NATURAL DA ÁREA DE ESTUDO: A região do município insere-se num contexto paisagístico de transição entre a Mata Atlântica e o Cerrado, no entanto, a cobertura vegetal nativa é representada pela Floresta Estacional Semidecídua, constituída por fragmentos de diversos tamanhos e formas que se apresentam como um mosaico heterogêneo (GOLFARI, 1975 apud FERREIRA et al. 2008). Com isso, observa-se que a floresta nativa da região resume-se a pequenos remanescentes, em meio ao uso intenso pela agricultura, destacando-se o cultivo de café, milho, banana e culturas temporárias, associadas à pecuária (FERREIRA et. al. 2008). De acordo com Campos e Silva (1998) apud CAMARGO et. al. (1962) as unidades geomorfológicas mais expressivas da região são caracterizadas por colinas de topo aplainado, com rampas expressivas e os solos predominantes são os latossolos, com ocorrência de podzólicos, litólicos e cambissolos. O relevo é em grande parte constituído por rochas cristalinas e o clima é caracterizado como tropical mesotérmico. Pode-se considerar também que as precipitações médias anuais variam de 1200mm a 1700mm (TOGORO et. al. 2007). O reservatório da usina hidroelétrica de Furnas foi formado na década de 1960. Tinha como principal objetivo a geração de energia elétrica para a região e juntamente com a sua implantação, atividades de cunho agrícola e turístico receberam motivos para serem implantados ao longo de suas margens e nos municípios englobados por ele. É sabido que atividades agroindustriais, principalmente aquelas encontradas ao longo de margens de lagos e cursos d’água causam significativos impactos ambientais para o solo, através de assoreamento das margens e também geram impactos negativos para a flora e fauna local. Nesse contexto, pode-se afirmar que a implantação do reservatório de Furnas, juntamente com a atratividade agrícola gerou para a região significativos impactos ambientais negativos. As matas ciliares, importantes refúgios para a manutenção da biodiversidade aquática e terrestre, são as que mais sofrem com esses impactos na região. (BARELLA et al., 2000, LIMA & ZAKIA, 2000, MARINHO -FILHO & GASTAL, 2000 apud BORTEL et. al., 2000). 13 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO Universidade Federal de Alfenas . Unifal-MG Rua Gabriel Monteiro da Silva, 714 – Alfenas/MG – CEP 37130-000 Fone: (35) 3299-1000 . Fax: (35) 3299-1063 2. OBJETIVO 2.1 OBJETIVO GERAL O objetivo geral deste trabalho é a proposição de indicadores de análise de qualidade ambiental para o perímetro urbano do município de Alfenas utilizando dados do subsistema socioeconômico e físico-natural. 2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS - Caracterizar o meio físico e socioeconômico; - Mapear a cobertura vegetal e o uso e ocupação dos solos; - Criar o Modelo Digital do Terreno; - Propor Unidades Geomorfológicas; - Definir as Unidades Geoambientais do município; - Definir os Indicadores de pressão, estado e resposta; 14 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO Universidade Federal de Alfenas . Unifal-MG Rua Gabriel Monteiro da Silva, 714 – Alfenas/MG – CEP 37130-000 Fone: (35) 3299-1000 . Fax: (35) 3299-1063 3. BASE TEÓRICA DO TRABALHO: 3.1 QUALIDADE DE VIDA E QUALIDADE DO MEIO AMBIENTE. Em meados dos anos 60 ocorreram no mundo todo inúmeros eventos relacionados a problemas ambientais causados principalmente pela ação antrópica, este episódio levou para o centro das discussões a necessidade de se criar alternativas para garantir a qualidade do meio ambiente juntamente com a qualidade de vida das pessoas. Era necessária uma mudança nos paradigmas da relação sociedade-natureza. A idéia de que o progresso teria de ser buscado a qualquer custo e que a natureza seria uma fonte inesgotável de recursos naturais levou a uma intensificação dos problemas ambientais, a concepção de desenvolvimento sem limites foi contestada haja vista que as conseqüências haviam finalmente afetado a humanidade. Com a comprovação desta crise-ambiental o homem finalmente constatou que a qualidade do meio ambiente está diretamente relacionada à qualidade de vida da sociedade e de cada indivíduo, surge neste sentido a noção de desenvolvimento sustentável. 3.2 O MODELO DE SUSTENTABILIDADE . A sustentabilidade é pautada em dois paradigmas, de um lado as concepções de desenvolvimento no mundo globalizado, e de outro a relação sociedade-natureza, que em conjunto resultaram nas últimas décadas nos diversos problemas ambientais nos grandes, médios e pequenos aglomerados urbanos, bem como no campo com o crescente êxodo rural e o crescimento dos cultivos em grandes glebas de terra. Segundo Matos (2005) “os problemas ambientais estão em uma interface entre esses dois paradigmas: ao mesmo tempo em que suas inter-relações e interdependências desafiam os cientistas a irem além de uma abordagem analítica e reducionista caso queiram compreender esses problemas, as conseqüências desse processo de degradação levam toda a sociedade a se defrontar com a necessidade de mudanças nos padrões de desenvolvimento, a fim de garantir a qualidade de vida sem comprometer a qualidade e a sustentabilidade dos ambientes”. A RIO 92 ou ECO 92 promovida Organização das Nações Unidas pode ser considerada como um marco para o desenvolvimento econômico mundial, que deverá ser voltado para sustentabilidade, pautada no tripé de crescimento econômico, social e preservação ambiental. Nesse sentido surgi a relação intrínseca entre a qualidade de vida e a qualidade ambiental. Entre as diversas decisões a Agenda 21 aponta para a 15 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO Universidade Federal de Alfenas . Unifal-MG Rua Gabriel Monteiro da Silva, 714 – Alfenas/MG – CEP 37130-000 Fone: (35) 3299-1000 . Fax: (35) 3299-1063 necessidade de desenvolver e aplicar métodos que determinem o estado do ambiente e monitorar suas mudanças em níveis locais, regionais, nacionais e globais. 3.3 SUSTENTABILIDADE NOS CENTROS URBANOS. A crescente decadência dos níveis de qualidade ambiental e conseqüentemente a sua interferência na qualidade de vida dentro dos centros urbanos levou a um aumento considerável da preocupação da população com os problemas ambientais. São muitas as dificuldades encontradas para se alcançar o desenvolvimento sustentável, uma delas está pautada na própria definição do termo e em como alcançá-la. Seria possível alcançar a sustentabilidade urbana? Algumas correntes de pensamento defendem a possibilidade de haver desenvolvimento sustentável dentro do modelo capitalista em que vivemos, e que para isso seria necessária apenas uma mudança e aprimoramento das técnicas utilizadas hoje em dia, este seria chamado “capitalismo ecológico”. 16 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO Universidade Federal de Alfenas . Unifal-MG Rua Gabriel Monteiro da Silva, 714 – Alfenas/MG – CEP 37130-000 Fone: (35) 3299-1000 . Fax: (35) 3299-1063 4. METODOLOGIA 4.1 BASE UTILIZADA PARA CARACTERIZAÇÃO GERAL DO PERÍMETRO URBANO. A pesquisa foi dividida em três fases. A fase preliminar consistiu na caracterização dos aspectos do meio físico, socioeconômico e ambiental do município, bem como, o levantamento dos produtos cartográficos existentes (mapas temáticos, cartas topográficas, imagens de satélite, fotografias aéreas), e auxiliou nas fases seguintes de identificação das unidades ambientais e proposição dos indicadores. Para cada subsistema, os passos percorridos, metodologia utilizada e produtos gerados nesta fase foram os seguintes: MEIO FÍSICO-NATURAL: - Base Topográfica: A base topográfica utilizada na pesquisa foi produzida para criação do Zoneamento Municipal pela Prefeitura Municipal de Alfenas, em escala de 1: 300.000 e eqüidistância de curvas de nível de 10m. O município de Alfenas abrange as seguintes cartas: Foram editadas as curvas de nível mestras, curvas de nível auxiliares, cotas máximas de altitude, limites do perímetro urbano e a rede de drenagem referente apenas ao perímetro urbano presentes nas cartas topográficas. Elas foram editadas em diferentes camadas (“layers”) e salvas em um único arquivo de extensão “dwg”. Este arquivo serviu como base para a geração de outros mapas de caracterização do meio natural. - Modelo Digital de Elevação, Mapas de Declividade e Hipsometria: Após a digitalização e edição dos layers foi produzido um modelo digital de elevação do perímetro urbano do município. Para tanto, foi utilizada a ferramenta 3D Analyst do ArcMap® versão 10.0, o qual compõe o pacote ArcGis® versão 10.0. Vale ressaltar que existem diferentes métodos de geração de MDE, os quais podem ser construídos, basicamente, através de grades regulares retangulares (GRID) ou redes irregulares triangulares (TIN), com a utilização de diferentes algoritmos de interpolação. A escolha do melhor modelo depende diretamente da intenção de uso, do tipo de terreno que se queira representar e da disponibilidade dos dados de entrada (FERNANDES e MENEZES, 2005) 17 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO Universidade Federal de Alfenas . Unifal-MG Rua Gabriel Monteiro da Silva, 714 – Alfenas/MG – CEP 37130-000 Fone: (35) 3299-1000 . Fax: (35) 3299-1063 A metodologia utilizada para geração do modelo digital foi o TIN (“triangulated irregular network”), em que a representação vetorial da superfície é feita por um conjunto de triângulos adjacentes e não-sobrepostos. Os vértices dos triângulos se interseccionam formando nós irregularmente espaçados que contém o valor da altitude, as facetas dos triângulos armazenam as informações de declividade e orientação das vertentes (Chou 1997, appud MATTOS 2005), esta metodologia preserva as características topográficas, e utiliza dados importantes na busca de um maior refinamento do MDE que são as linhas de divisores e hidrografia. As vantagens apresentadas por este tipo de modelo de superfície são: a) preservar toda a precisão dos dados do arquivo de entrada ao mesmo tempo em que calcula os valores entre os pontos conhecidos; b) ter resolução mais alta em áreas em que a superfície é altamente variável ou onde se deseja maior detalhamento e resolução mais baixa em áreas menos variáveis ou de menor interesse (ArcGIS Desktop Help, 1999). A ferramenta 3D Analyst do modelo também permitiu a geração do mapa clinográfico a partir da transformação do TIN em um arquivo no formato raster. As classes iniciais de declividade foram modificadas e classificadas em 7 categorias: 0-3%, 3-6%, 6-12%, 12- 20%, 20-40%, 40-90. A partir do modelo digital também foi possível a confecção do mapa hipsométrico do perímetro a partir da transformação do arquivo vetorial em raster. No mapa as altitudes foram separadas em classes de intervalo de 18 metros. MEIO SOCIO-ECONOMICO: - Mosaico de imagens de satélite: As imagens de satélite em escala de 1: 10.000 – provenientes do Google Earth foram importantes fontes de informação para divisão das unidades ambientais e escolha de alguns indicadores. Inicialmente para a criação do mosaico de imagens do perímetro urbano, foi feito o georreferenciamento das imagens em formato jpg. Nesta etapa foi utilizado o Georreferencing do programa ArcMap® versão 10.0, foi utilizado também como base a hidrografia, curvas de nível e shape dos setores censitários. A imagem georreferenciada serviu de base para desenhar os polígonos referentes aos diferentes tipos de uso. Foram identificados pontos de fácil localização nas fotografias aéreas (tais como cruzamentos de 18 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO Universidade Federal de Alfenas . Unifal-MG Rua Gabriel Monteiro da Silva, 714 – Alfenas/MG – CEP 37130-000 Fone: (35) 3299-1000 . Fax: (35) 3299-1063 vias, confluência de corpos d’água, praças e grandes edificações) e a eles atribuídos as coordenadas geográficas dos pontos correspondentes nas cartas topográficas. As imagens georreferenciadas foram gravadas em arquivos jpg. A partir das imagens já georreferenciadas criou-se o mosaico correspondente á área de estudo. Todas as imagens foram carregadas no ArcMap® e devido ao georreferenciamento o mosaico foi gerado automaticamente sendo necessário apenas usar um arquivo com a delimitação do perímetro urbano como máscara para retirar do mosaico as partes das imagens que não pertenciam a área de estudo. - Uso e Ocupação das Terras: A partir do mosaico de imagens aéreas foi feita a identificação do uso e ocupação das terras e a distribuição espacial dentro da área de estudo. Os polígonos foram delineados de acordo com as áreas ocupadas pelos diferentes usos utilizando a ferramenta Editor do ArcMap®. A classificação dos usos abrangeu as seguintes categorias: 1) área densamente urbanizada; 2) urbanização periférica; 3) vazios urbanos e uso rural; e 4) remanescentes de mata nativa. As áreas com solo exposto na área rural do perímetro de Alfenas foram identificadas como área rural, pois tratam-se de áreas de cultura anual e de café, as áreas com exposição de solo são temporárias, sendo ocupadas posteriormente por outros cultivos. - Mapa dos Setores Censitários do Censo Demográfico de 2000: A utilização dos mapas dos setores censitários e do seu banco de dados foi de extrema importância, pois grande parte dos indicadores propostos deriva seus dados do Censo Demográfico realizado pelo IBGE no ano 2000. Dentro do Mapa dos Setores Censitários há arquivos em formato shapefile contendo as divisões dos setores censitários dentro do perímetro urbano da cidade de Alfenas, e junto com ele os dados do Censo 2000. 19 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO Universidade Federal de Alfenas . Unifal-MG Rua Gabriel Monteiro da Silva, 714 – Alfenas/MG – CEP 37130-000 Fone: (35) 3299-1000 . Fax: (35) 3299-1063 4.2 IDENTIFICAÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DAS UNIDADES AMBIENTAIS PRESENTES NA BACIA: As unidades ambientais são subsistemas que compõem as cidades, a pesar de serem divididas em sistemas, elas apresentam um arranjo e dinâmica próprias. Em cada lugar as relações entre o meio físico-natural e socioeconômico assumem relações diferentes dependentes das características expressas pelos subsistemas naquele espaço. Sendo assim a divisão da área em unidades permite compreender melhor a dinâmica dos principais processos que influenciam a distribuição espacial. Para definir as unidades que compõem o perímetro urbano, adaptou-se o procedimento usado pelo projeto “Rede Euro-Latino-Americana de Monitoramento Ambiental” (RELESA/ELANEM) (Cendrero et al., 2002; Lima, 2002). Segundo MATTOS (2005) a pesquisa de indicadores deve buscar “o estabelecimento de um proposta metodológica de avaliação de qualidade ambiental que seja aplicável a diferentes regiões e cujos resultados permitam a comparação quantitativa entre elas. Para tanto, os indicadores de qualidade ambiental são avaliados tendo como base as chamadas “unidades ambientais integradas”, definidas em função tanto de aspectos físico-naturais como político administrativos”. As características geomorfológicas estão entre os principais critérios usados para delimitar tais unidades, pois, segundo a concepção do projeto, “(...) o relevo, como base física de sustentação, converte-se em bem passível de apropriação, servindo de suporte às atividades humanas e, conseqüentemente, como capacidade de suporte ambiental.” (Cendrero et al., 2002 – p.35). Os dados do meio físico-natural como mapas de declividade, clinográfico e o modelo digital de terreno foram umas das principais fontes para a definição das unidades ambientais. Alem disso a análise dos mapas de drenagem também foram bastantes úteis. Em locais onde as características físico-naturais apresentavam certa homogeneidade foi traçada uma unidade ambiental. Para a finalização da definição das unidades ambientais as linhas inicialmente traçadas foram cruzadas com o mapa de setores censitários e com o mosaico de fotografias aéreas, nos trechos em que o traçado original dos setores não correspondia aos limites das unidades a delimitação ficou passível de alterações de acordo com os critérios de Mattos, 2005: 20 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO Universidade Federal de Alfenas . Unifal-MG Rua Gabriel Monteiro da Silva, 714 – Alfenas/MG – CEP 37130-000 Fone: (35) 3299-1000 . Fax: (35) 3299-1063 a) quando parte dos domicílios de um setor censitário ficava em uma unidade e parte em outra(s), ajustou-se o limite original da unidade neste trecho de modo a coincidir com o limite mais próximo do setor; b) quando um setor censitário era cortado pelos limites de duas ou mais unidades, mas seus domicílios ficaram contidos em apenas uma unidade, foi mantido o traçado original das unidades neste trecho. A busca pela compatibilidade entre as unidades ambientais e os setores censitários foi de primordial importância, pois parte das informações dos indicadores derivam da base do Censo 2000. Nos casos onde esta compatibilidade não ocorria a inclusão ou exclusão dos setores seguiu critérios específicos para cada indicador que utilizou dados oriundos deste nível de análise. 4.3 METODOLOGIA UTILIZADA PARA ESCOLHA DOS INDICADORES DE QUALIDADE AMBIENTAL: A escolha dos indicadores foi a ultima etapa da fase prática da pesquisa. Para tanto se utilizou da metodologia denominada “Pressão- Estado- Resposta” (PER), originalmente proposta pela Organização para Cooperação e desenvolvimento Econômico (OCDE). Assim segundo Mattos (2005), os grupos de indicadores buscam simular as seguintes características da dinâmica do sistema ambiental estudado: - Indicadores de Pressão: indicam fontes de perturbações devido às ações antrópicas surgidas no sistema e que têm o potencial de retirá-lo ou mantê-lo afastado de um estado estável; - Indicadores de Estado: representam a organização atual do sistema ambiental, identificando sua tendência à estabilidade ou instabilidade. Em relação ao subsistema socioeconômico, esta tendência se manifesta pelas condições de vida e grau de vulnerabilidade da população; para o subsistema físico-natural, ela é representada pela sua sensibilidade às perturbações e pela capacidade de resiliência; - Indicadores de Resposta: refletem reações da sociedade, frente às perturbações por ela introduzidas, na tentativa de manter a estabilidade do sistema ou de se ajustar às novas condições surgidas, a fim de atingir um novo estado estável. Assim, tais respostas representam regulações e adaptações da sociedade visando tanto a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos quanto do ambiente do qual fazem parte. 21 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO Universidade Federal de Alfenas . Unifal-MG Rua Gabriel Monteiro da Silva, 714 – Alfenas/MG – CEP 37130-000 Fone: (35) 3299-1000 . Fax: (35) 3299-1063 A seleção dos indicadores se baseou também na disponibilidade de dados privilegiando aqueles já existentes ou possíveis de serem obtidos dentro do prazo estabelecido para a pesquisa. 5. RESULTADOS E DISCUSSÃO: 5.1 CARACTERIZAÇÃO GERAL DO PERÍMETRO URBANO DE ALFENAS MG: Meio Físico-Natural: O município abrange as margens da porção sul do reservatório da usina hidroelétrica de Furnas, inseridas nos limites dos municípios de Alterosa, Alfenas, Areado, Serrania, Divisa Nova e Cabo Verde, que fazem parte da microrregião administrativa de Alfenas, sul de Minas Gerais. Localiza-se nos limites da bacia hidrográfica do rio Sapucaí, sendo este inserido na bacia do Rio Grande. O perímetro urbano se localiza a ás margens do braço direito do lago de Furnas á oeste do município (figura 4). 22 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO Universidade Federal de Alfenas . Unifal-MG Rua Gabriel Monteiro da Silva, 714 – Alfenas/MG – CEP 37130-000 Fone: (35) 3299-1000 . Fax: (35) 3299-1063 FIGURA 4 - Localização do perímetro urbano de Alfenas. As altitudes dentro do perímetro urbano variam entre 770m e 930m (Figura 5 e Figuras 5.1). Em relação aos cursos d’água, podemos perceber que são 4 bacias presentes dentro do perímetro (Figura 3 e 4), sendo que 3 delas tem suas nascentes localizadas dentro da área de estudo, são elas: Bacia do Córrego do Pântano, Chafariz e Boa Esperança. Conforme pode ser observado essas três bacias apresentam suas nascentes dentro do centro urbano do município, e são utilizadas para escoamento da rede de esgoto. A bacia do córrego Pedra Branca não tem sua nascente localizada dentro do perímetro urbano, mas apresenta algumas pequenas nascentes localizadas dentro da área de estudo, é hoje o córrego mais utilizado para escoamento de esgoto. A prefeitura em parceria com a empresa Colymar, que executa a obra, COPASA, e a Caixa Econômica Federal, está executando obras de revitalização destes córregos, retirada de moradores de áreas de risco e implantação do sistema de tratamento de esgoto. Figura 3- Modelo Digital do Terreno em perspectiva dos Córregos do Pântano, Chafariz e Boa Esperança. 23 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO Universidade Federal de Alfenas . Unifal-MG Rua Gabriel Monteiro da Silva, 714 – Alfenas/MG – CEP 37130-000 Fone: (35) 3299-1000 . Fax: (35) 3299-1063 Figura 4: Mapa da rede hidrográfica do Perímetro Urbano de Alfenas MG 24 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO Universidade Federal de Alfenas . Unifal-MG Rua Gabriel Monteiro da Silva, 714 – Alfenas/MG – CEP 37130-000 Fone: (35) 3299-1000 . Fax: (35) 3299-1063 Fig ura 4: Mapa da Clinográfico do Perímetro Urbanos de Alfenas MG. 25 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO Universidade Federal de Alfenas . Unifal-MG Rua Gabriel Monteiro da Silva, 714 – Alfenas/MG – CEP 37130-000 Fone: (35) 3299-1000 . Fax: (35) 3299-1063 Figura 5: Mapa da Hipsométrico do Perímetro Urbanos de Alfenas MG. 26 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO Universidade Federal de Alfenas . Unifal-MG Rua Gabriel Monteiro da Silva, 714 – Alfenas/MG – CEP 37130-000 Fone: (35) 3299-1000 . Fax: (35) 3299-1063 Figura 5.1: Modelo Digital de Terreno do Perímetro Urbanos de Alfenas MG. Meio Socioeconômico: O mosaico de imagens de satélite e o mapa de uso e ocupação do solo (Figura 6, figura 6.1 e 6.2) mostram a ocupação urbana caracterizada pelo predominante uso residencial no centro da área de estudo e uso rural no entorno. O mapa dos setores censitários (Figura 7) e o mapa dos setores com a imagem de satélite (Figura 8) também fornecem informações sobre a intensidade de urbanização, já que a extensão areal de um setor censitário é influenciada pela densidade de domicílios (uma vez que cada setor censitário é composto geralmente por 200 a 300 domicílios) (MATTOS, 2005). 27 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO Universidade Federal de Alfenas . Unifal-MG Rua Gabriel Monteiro da Silva, 714 – Alfenas/MG – CEP 37130-000 Fone: (35) 3299-1000 . Fax: (35) 3299-1063 Nas áreas de maior urbanização prepondera a presença de casas, não havendo no município um processo intenso de verticalização. Foi observado também a presença de residências de médio padrão e alto padrão nos locais centrais e nos bairros periféricos apresentam uma população de renda mais baixa, incluindo algumas pequenas aglomerações de favelas. A zona industrial localizada a noroeste na área de estudo ainda apresenta poucas indústrias e alguns galpões. A presença de áreas verdes e livres é irrisória se comparada aos outros tipos de uso que ocorrem na região. Figura6 – Mosaico de Imagens, Perímetro Urbano Alfenas MG. 28 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO Universidade Federal de Alfenas . Unifal-MG Rua Gabriel Monteiro da Silva, 714 – Alfenas/MG – CEP 37130-000 Fone: (35) 3299-1000 . Fax: (35) 3299-1063 Figura 6.2- Mapa de Uso e Ocupação do solo. 29 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO Universidade Federal de Alfenas . Unifal-MG Rua Gabriel Monteiro da Silva, 714 – Alfenas/MG – CEP 37130-000 Fone: (35) 3299-1000 . Fax: (35) 3299-1063 Figura 7 – Mapa dos setores censitários. 30 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO Universidade Federal de Alfenas . Unifal-MG Rua Gabriel Monteiro da Silva, 714 – Alfenas/MG – CEP 37130-000 Fone: (35) 3299-1000 . Fax: (35) 3299-1063 Figura 8- Mapa dos setores censitários. Através da observação das imagens nota-se o crescimento da cidade em cima dos divisores de água dos córregos já citados. Este fato demanda um aumento do planejamento urbano principalmente nestas áreas de crescimento, pois os divisores são locais mais frágeis que requerem maior atenção. 31 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO Universidade Federal de Alfenas . Unifal-MG Rua Gabriel Monteiro da Silva, 714 – Alfenas/MG – CEP 37130-000 Fone: (35) 3299-1000 . Fax: (35) 3299-1063 6. UNIDADES AMBIENTAIS PRESENTES NO PERÍMETRO URBANO: Foram definidas, de acordo com a metodologia já citada, sete unidades ambientais presentes dentro da área de estudo (Figura 9). As unidades de mesma coloração apresentam características semelhantes. Tais características referentes ao meio físiconatural e socioeconômico já foram descritas anteriormente. Figura 9- Divisão das Unidades Ambientais. 32 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO Universidade Federal de Alfenas . Unifal-MG Rua Gabriel Monteiro da Silva, 714 – Alfenas/MG – CEP 37130-000 Fone: (35) 3299-1000 . Fax: (35) 3299-1063 7. INDICADORES PROPOSTOS PARA AVALIAÇÃO DA QUALIDADE AMBIENTAL DAS UNIDADES: A partir das características físicas ambientais e sociais pesquisadas os indicadores de avaliação de qualidade ambiental foram propostas da segunte maneira: 7.1 INDICADORES DE PRESSÃO: Densidade demográfica: Quanto maior o numero de pessoas em um local há maior tendência de se aumentar problemas ambientais ligados ao elevado consumo de recursos naturais, geração excessiva de resíduos e saturação da infra-estrutura urbana. Aglomerações populacionais constituem-se em fontes potencialmente geradoras de perturbações que podem afetar a estabilidade do sistema ambiental. Serviço de coleta domiciliar de lixo: A coleta de lixo nos domicílios é a primeira etapa para se garantir uma destinação correta dos resíduos sólidos domésticos e minimizar os problemas ambientais que ele pode causar. (Alfenas começa agora a construir um aterro sanitário, atualmente usa-se aterro “controlado”). Porém quando não existe a coleta ele lixo passa a ser jogado em terrenos, córregos, rua, gerando outros tantos problemas como, proloferação de animais, doenças, enchentes etc. Domicílios ligados à rede geral de esgoto: Nos lugares onde não há rede coletora, o esgoto costuma correr a céu-aberto nas imediações das residências, constituindo-se em fonte eminente de proliferação de agentes e vetores de doenças. O mesmo acontece quando o esgoto é lançado diretamente nos rios sem qualquer tipo de tratamento. Além dos problemas relacionados à saúde e qualidade de vida, o lançamento de esgoto in natura provoca alterações na dinâmica destes ecossistemas aquáticos. Já no caso do esgoto armazenado em fossas e valas, a falta de planejamento, construção e/ou manutenção adequada normalmente associada a este tipo de destinação do esgoto doméstico pode resultar na contaminação do solo e das águas subterrâneas e de poços. 33 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO Universidade Federal de Alfenas . Unifal-MG Rua Gabriel Monteiro da Silva, 714 – Alfenas/MG – CEP 37130-000 Fone: (35) 3299-1000 . Fax: (35) 3299-1063 7.2 INDICADORES DE ESTADO: Declividade: A declividade do relevo é fator determinante no grau de estabilidade ou instabilidade morfodinâmica de determinada área. Vertentes muito íngremes favorecem os processos morfogenéticos em detrimento à pedogênese, levando a um comportamento morfodinâmico instável. Planícies e fundos de vales com fraca declividade também se caracterizam por elevada instabilidade morfodinâmica, já que estão sujeitos a inundações. Densidade de drenagem: A rede de drenagem influencia da estabilidade do terreno,conseqüentemente na estruturação do relevo. A relação entre comprimento e área revela a dissecação do relevo assim revelando a fragilidade do ambiente. Densidade hidrográfica corresponde à relação entre o número de cursos d’água e a área por eles drenada, enquanto a densidade de drenagem é resultante da relação entre o comprimento dos cursos d’água e a área por eles drenada. (Christofoletti, 1982) Impermeabilização e exposição do solo e presença de cobertura vegetal: A falta de cobertura vegetal aumenta a quantidade e o volume de escoamento superficial, O excesso de impermeabilização também provoca mudanças na capacidade térmica da área, na evaporação da água e na circulação das massas de ar, favorecendo a formação de ilhas de calor. Todos estes problemas são agravados pelo fato do avanço das áreas impermeabilizadas ser feito às custas das áreas verdes, as quais têm importante papel regulador nas condições climáticas e hidrológicas. Renda dos responsáveis por domicílios A renda dos chefes de família representa indicador fundamental de inclusão/exclusão social e se reflete em outros componentes socioeconômicos, como acesso à educação e a serviços de saúde e condições de moradia. Assim, a 34 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO Universidade Federal de Alfenas . Unifal-MG Rua Gabriel Monteiro da Silva, 714 – Alfenas/MG – CEP 37130-000 Fone: (35) 3299-1000 . Fax: (35) 3299-1063 vulnerabilidade das pessoas – inclusive aos riscos ambientais – está fortemente associada ao segmento social a qual elas pertencem. Além disso, como uma das prerrogativas do desenvolvimento sustentável é a universalização de condições socioeconômicas satisfatórias para toda população, este indicador aponta o quão distante se está desta meta. 7.3 INDICADORES DE RESPOSTA: Prioridades definidas no Orçamento Participativo ligadas à melhoria da qualidade ambiental: No Orçamento Participativo, as demandas reivindicadas pela população junto ao poder público municipal são organizadas na forma de prioridades, ou seja, elege-se aquelas consideradas mais importantes em relação à determinada região ou tema e estabelece-se uma hierarquia entre elas. Alfenas foram Saúde e Ambiente. Diretrizes definidas pelo Plano Diretor de Alfenas referentes à melhoria da qualidade ambiental: De acordo com as prioridades do Plano Diretor sabe-se se o município apresenta uma preocupação ambiental no que diz respeito ao Planejamento Urbano. 35 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO Universidade Federal de Alfenas . Unifal-MG Rua Gabriel Monteiro da Silva, 714 – Alfenas/MG – CEP 37130-000 Fone: (35) 3299-1000 . Fax: (35) 3299-1063 8. CONCLUSÃO: Os indicadores propostos procuram revelar as conseqüências do modo de urbanização regido pelos interesses econômicos, sem nenhuma preocupação com os limites dos recursos naturais, essa despreocupação gera e reforça as desigualdades refletindo na segregação socioespacial além de refletir também em conseqüências negativas ao meio físico-natural. Como conseqüência desta forma de urbanização verificou-se nas unidades ambientais a saturação da capacidade de manutenção do sistema físico-natural nas áreas com ocupação urbana mais adensada, devido principalmente à alta concentração populacional aliada a crescente impermeabilização do solo. A escolha dos indicadores mostrou-se bastante satisfatória, pois pôde representar os problemas sociais e ambientais dentro do perímetro urbano de Alfenas. Através da seleção dos indicadores pode-se avaliar tanto a qualidade do ambiente quanto os problemas sociais que a falta de planejamento ambiental vem causando. O problema pelo qual o município vem passando não representa uma novidade, cidades médias com crescimento acelerado apresentam problemas sociais e ambientais devido a falta de planejamento e de infra estrutura suficientes. Apenas nos últimos anos a cidade mostrou-se interessada na questão ambiental, e por isso a qualidade do meio ambiente mostrou-se mediana. É necessário investimentos no tratamento do esgoto e planejamento urbano nas regiões que se mostraram aptas a expansão. A superação deste quadro representa o maior desafio, mas também a maior esperança, a aplicação de medidas mitigadores ou até mesmo a solução dos problemas é um trabalho que requer a união entre pesquisadores e prefeitura, só assim será possível aliar o desenvolvimento á sustentabilidade. 36 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO Universidade Federal de Alfenas . Unifal-MG Rua Gabriel Monteiro da Silva, 714 – Alfenas/MG – CEP 37130-000 Fone: (35) 3299-1000 . Fax: (35) 3299-1063 9. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS GARÓFALO, D. F. T.; FERREIRA, M. F. M. Caracterização dos fragmentos florestais do sul de Minas Gerais a partir da elaboração de cartas temáticas utilizando o DIVA GIS. I Semana de Geotecnologias da UNESP, Rio Claro-SP. 2008. JANNUZZI, P.M. Repensando a prática de uso de indicadores sociais na formulação e avaliação de políticas públicas municipais. In: KEINERT, M.M., KARRUZ, A.P. Qualidade de vida: observatórios, experiências e metodologias. São Paulo: Annablume, 2002. p.53-71. GUIMARÃES, R.P. Ecopolítica em áreas urbanas: a dimensão política dos indicadores de qualidade ambiental. In: SOUZA, A. Qualidade da Vida Urbana. Rio de Janeiro: Zahar, 1984. p.2153. SERRA, A.L.R.C. Indicadores de pressão para o córrego do Piçarrão. Campinas, 2002. 119p. Dissertação (Mestrado) – Faculdade de Engenharia Civil, Unicamp. CENDRERO, A. et al. 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