1 TRAJETÓRIA E ATUAÇÃO DE DA COSTA E SILVA: A PRODUÇÃO LITERÁRIA VISTA COMO MUDANÇA SOCIAL. Carlos Alberto Alves da Cruz Universidade Estadual do Piauí - UESPI [email protected] Orientador: José Maria Vieira de Andrade – IFPI [email protected] Atualmente, a literatura é um tipo de fonte bastante utilizada por historiadores para a construção da historia, pois a literatura possibilita uma serie de interpretação a respeito das relações sociais tecidas em diferentes contextos históricos. São vários os caminhos que os historiadores podem seguir quando utilizam a literatura como fonte de pesquisa, tornando necessário o conhecimento das condições de produção do escrito, como o meio sóciopolítico, considerando o nível de envolvimento do literato em questões de seu tempo, estilo vigente, gênero da obra, instituição em que o escritor estava vinculado ao escrever. Nesse sentido, um elenco variado de fontes é passível de ser feita, desde que o relevo buscado por essa nova história literária e o viés que atravessa essa nova relação entre História e Literatura, esteja voltado para o problema da investigação. Assim, propor um problema distinto de investigação significa a necessidade de voltar-se para categorias diferentes de fontes e para a explosão renovada de velhas fontes. Um novo conjunto de perguntas pode ser elencado e respondido através de fontes diversas. Essa nova corrente historiográfica, que vem está em discussão nas academias, aborda o social, o cotidiano, o imaginário, faz referência a tramas que antes não eram consideradas de natureza historiográfica e que não eram lembradas no marco de uma historiografia mais tradicional, geralmente conhecida como positivista. De acordo com Jose D´Assunção a relação entre História e literatura são muito antigas e tem se intensificado nas décadas recentes. As ambigüidades entre as duas áreas do saber são muitas e se interpenetram: a História, ainda que se postule ser uma ciência, é ainda assim um gênero literário; a Literatura, ainda que se postule ser uma Arte, está mergulhada na História; é a História que a constitui enquanto um gênero produzido pelo homem e incontornavelmente inserido na temporalidade; e é ainda da História que a Literatura extrai boa parte dos materiais, seja da História dos historiadores ou da História 2 vivida, mesmo que esta seja a História anônima, vivida diariamente através dos dramas pessoais que não se tornam público. Neste mesmo trabalho José de Barros aborda a possibilidade da História apreender com a Literatura ás maneiras de representar o tempo, e de utilizar a temporalidade na construção do texto narrativo. Para o historiador desenvolver sua habilidade de lidar com o tempo de maneira não estereotipada, necessita reconhecer a dimensão de Literatura que deve estar presente em seu trabalho. Segundo Barros, Marc Bloch já havia pressentido o problema do condicionamento do historiador com relação o tempo. Em a Introdução á História, ele fala que seria um grave erro julgar que a ordem adotada pelos historiadores nas suas investigações tenha necessariamente de modelar-se pela dos acontecimentos. Sugere que os historiadores incorporem no seu Métier o que chamou de “método regressivo”, e que consistiria em partir do presente mais conhecido para ir recuando em direção ao passado durante o processo de investigação. Barros, afirma que a História, qualquer que ela seja, irmana-se á Literatura pelo viés da narratividade. Nesse sentido Ricoeur, chama atenção para o fato de que uma das principais funções da narrativa histórica seria a mesma que vemos configurar a própria razão de ser da Literatura. O mundo precisa de narrativas, sejam estas históricas baseadas ou inspiradas em um vivido que deixou suas marcas através de suas fontes históricas, sejam narrativas Literárias, a principio gerada pela criatividade livre de um autor, mas na verdade oriundas de relação que se dão na própria vida e através das próprias estruturas básicas do vivido, portanto através da própria História. A compreensão de que a Literatura é, além de um fenômeno estético, uma manifestação cultural, portanto uma possibilidade de registro do movimento que realiza o homem na sua historicidade, seus anseios e suas visões do mundo, tem permitido ao historiador assumi-la como objeto de pesquisa. Mesmo que o Literário tenha produzido esse compromisso com a verdade dos fatos, construindo um mundo singular que contrapõe ao mundo real, é inegável que, através dos textos artísticos a imaginação produz imagens, e o leitor no momento da leitura recupera tais imagens, encontra uma outra forma de ler os acontecimentos constitutivos da realidade que motiva a arte Literária. A obra de literatura é um “testemunho histórico”, ou seja, é testemunha das concepções da época na qual foi produzida, por isso deve ser estudada, explorada, analisada. O historiador deve relevar a especificidade do testemunho literário, assim como 3 o faz quando analisa uma fonte iconográfica, jurídica, parlamentar. Descobrir as intenções do autor, como ele vê a relação entre o que diz e o real, o que ele testemunha ao longo da obra, consciente e inconscientemente. Enfim, o pesquisador deve sempre buscar a “lógica social do texto”. Dessa possibilidade da literatura como fonte de pesquisa, são vários os trabalhos que vem abordando literatos como fonte de pesquisa, tanto nacional, como regional. Hoje no Piauí são vários os trabalhos com essa temática, só que existem literatos piauienses que não foram trabalhados, e suas produções são de grande importância para o conhecimento da influência que ele teve no cotidiano do período a ser investigado e sua ação na transformação da sociedade. E um desses trabalhos que trata dessa temática, é “Os Literatos e a República” (1998), de Teresinha Queiroz, onde a historiadora trabalha vários intelectuais de uma geração. Porém, seu estudo acaba deixando de fora ou de lado a produção de outros personagens importantes do cenário intelectual piauiense desse mesmo período, como seria o caso do escritor Da Costa e Silva. Como a História é um processo em construção existindo sempre lacunas a serem preenchidas, veio o interesse de discutir á atuação e a produção intelectual de Da Costa e Silva para a compreensão das transformações cultuais ocorridas na sociedades piauiense do período. O trabalho ora realizado versa sobre Antonio Francisco Da Costa e Silva1, considerado pela crítica, o maior poeta telúrico do Piauí. Nascido em Amarante a 23 de novembro de 1885. Viveu sua infância entre a casa de Amarante e a fazenda do pai, na zona rural. Ainda em sua “terra natal”, começa a produzir as primeiras produções poéticas na Revista do Grêmio Amarantino. Desde cedo se mostrou interessado em arte, literatura, pintura e escultura. Estudou o primário em sua “terra natal” é partiu para Recife, onde cursou Direito. Ingressou no Ministério da Fazenda, depois de concurso, onde serviu como Fiscal do Tesouro Nacional. Membro da Academia Piauiense de Letras. Faleceu em 1950 no Rio de Janeiro. Suas obras são: Sangue (1908), Zodíaco (1917), Pandora (1919), Verônica (1927), Alhambra (1925-1933), Poesias Completas (2000). É importante ressaltar a relação do literato Da Costa e Silva com sua “terra natal”, Amarante. Tal o apego que mesmo distante de sua cidade, nunca esqueceu, e todos os seus trabalhos estão relacionados com sua terra. Em suas produções são tratadas as temáticas, 1 Da Costa e Silva é conhecido por parte da critica piauiense como o “príncipe dos poetas piauienses”. 4 como a sublimação do amor, a morte, a saudade do Rio Parnaíba, de Amarante, da mãe, fala da natureza esplendida de sua “terra querida”. Estudar a trajetória sócio-profissional de um poeta-bacharel importa compreender as possibilidades abertas á elite letrada do período, as características e os limites dessa atuação. A política e a burocracia aparecem como lugares privilegiados para o exercício desse poder e para o desempenho de atividades profissionais relevantes (QUEIROZ, 1998, p. 172). Pois quando se pretende fala de um poeta torna evidente fazer uma levantamento do contexto histórico, isto é, o meio em que ele está inserido poderá definir como ele produz sua realidade. Com relação ao que acontecia no mundo e no Brasil, Alberto da Costa e Silva faz uma síntese, mostrando as transformações e os principais acontecimentos ocorridos: Da Costa e Silva viveu entre a metade do final do século XIX e as primeiras décadas do século XX, um período de transformação social, política, econômica e cultural em todo o mundo. Nascido em 1885, dois anos e meio antes da abolição da escravatura e quase quatro anos antes da proclamação da República. Na sua pequenina Amarante até mesmo na mais que provinciana Teresina nada sabia do que aconteciam no mundo, nenhum meio de comunicação informava o que se passava no mundo, isso é devido às precariedades da província, pois, a mesma necessitava de investimento em vários setores essenciais para sua modernização, como no setor de infra-estrutura, educação, saneamento básico entre outros. Naquele fim de século e inicio de um outro, décadas de extraordinária expansão da ciência e da técnica. Numerosas invenções e descobertas como a lâmpada elétrica, o telégrafo, o cabo submarino, o rádio, o telefone, o motor de combustão interna, o automóvel com pneu de câmara de ar, o avião, o navio a vapor com hélice e casco de ferro, as máquinas agrícolas, os raios-X, a aspirina, o cinematógrafo e suas aplicações práticas. Bem como as novas construções do espírito, a sociologia, a psicanálise, a antropologia, o positivismo, o marxismo, o monismo e o evolucionismo. Preludiavam uma era em que homem, a sociedade e a natureza perderiam seus mistérios e em que se encontrariam remédios para os grandes problemas que afligiam os povos. Esse período de transformações por que passava um mundo ficou conhecido como “Belle Epoque” (SILVA, 2002, p. 15-16). No entanto, o mesmo autor faz referência preferência cultural naquele período, e também fala sobre o que acontecia nesse mesmo período na política econômica brasileira: Nesse período de efervescência cultural um fato interessante a ressalta é que, foi grande variedade de livros e revista que chegavam com facilidade ao Brasil e a quase inexistência de quadros famosos como um Monet entre outros. Esses livros chegavam até as províncias do Brasil, como Amarante, porto fluvial de certa importância na vida econômica do Piauí, obras de 5 Verlaine e Baudelaire, de Antonio Nobre e Eugênio de Castro, de Ruben Dario e Oscar Wilde, os poemas de Cruz e Sousa. As Revistas Francesas, portuguesas, cariocas, impregnadas de imagens do pré-rafaelismo, do neogoticismo e do “art nouveau”. As revistas ilustradas e as capas de livros contribuíram decisivamente para popularizar esses estilos e impô-los como moda no Brasil (Silva, 2002, p.17). No Brasil, após um período que vai de 1824 a 1881, em que era ampla a participação eleitoral, os próprios analfabetos tinham então direitos a voto, reduziu-se o universo dos cidadãos ativos. A imigração européia e do Oriente Médio substituiu a entrada maciça de Africanos, que se prolongara até 1850, e marginalizou no mercado de trabalho a maior parte dos antigos escravos. Essas ondas de imigrante vinham substituiu a mão-de-obra escrava na produção de café em São Paulo e na produção da borracha no Amazonas, com resultados diferentes nessa prosperidade regional. Num Brasil abalado pela queda dos preços internacionais de seu principal produto de exportação, o café, a inclinação nacionalista e totalitária vai expressar-se no Integralismo. A principal conseqüência da depressão econômica foi o desencadeamento da Revolução de 1930, feita em nome da pureza do voto e do respeito aos resultados reais das eleições. Uma vez no poder, Vargas e seus co-revolucionários, todos ou quase todos fortemente influenciados pelas idéias políticas de Augusto Comte, desenvolverão o projeto de um Estado Novo, que tomará rumo semelhante ao dos regimes ditatoriais de diferentes matizes que se vinham impondo na Europa (SILVA, 2008, p.18-20). Já no Piauí a situação era diferente, pois o estado tentava aos poucos ganhar novos ares, com seus governos buscando medidas que modernizassem a sociedade da época. Nesse período foi constante a iniciativa pública em infra-estrutura, saneamento básico, pavimentação de estradas, educação, saúde entre outros. Cabe salientar que no principio parte das iniciativas coube á particulares, mas as primeiras mudanças são de iniciativas públicas. As transformações sofridas por Teresina no final do século XIX e inicio do século XX, não são significativas se comparada com cidades da Europa, Estados Unidos e mesmo o Brasil em aspecto quantitativo. Mas devido o rearranjo das atividades econômicas e pela inflexão que vai a economia do estado a partir da passagem do século, reorganizou a população e adensou-a no sentido das margens do rio Parnaíba e norte do estado, num movimento que favorece Teresina, em vista de sua localização. A partir do inicio do século XX, com a exploração da maniçoba, há um período de evidência da régião-sudeste; mas ao longo do tempo, a tendência mais forte é a do adensamento da população no centro-norte do estado. As décadas de 1880 são significativas no Piauí, no sentido de sua integração regional, quando aparecem os primeiros elementos de modernização, representados pela navegação a vapor e pelo telegrafo (QUEIROZ, 1998, p. 19-21). 6 Com relação à política de infra-estrutura e a política econômica a mesma autora mostra os rumos que o Piauí vai tomando para modernizar-se: A mudança da capital de Oeiras para Teresina e o incremento da navegação a vapor eram condições tidas como fundamentais pelos homens públicos para o desenvolvimento da província e para a independência do seu comercio em relação ao do Maranhão. Essas medidas deveriam ser complementadas com abertura de estradas de rodagem ligando as regiões produtoras aos portos fluviais. Aos poucos o Piauí vai ganhando traços de um estado moderno, se constituindo como estado produtor e exportador de produtos que interessava o mercado internacional. Essa iniciativa publica tinham como finalidade romper o isolamento da província e integrá-lo ao espaço regional (Queiroz, 1998, p.21) A construção de estrada de ferro foi incentivada devido ao clima de exacerbado otimismo que se criou com a integração do Piauí ao comercio internacional via borracha de maniçoba. Os motivos apresentado junto ao governo era, o desenvolvimento cada vez maior do comercio de maniçoba, a expansão das relações comerciais do Estado que já alcança outras praças, a argumentação mais forte era quanto à exaustão do rio Parnaíba, devido à falta de invernos regulares ( Queiroz, 1998, p. 23). Além dos serviços d´água, da iluminação elétrica e dos telefones, outro melhoramento requeria a cidade no seu projeto modernizador. Algumas dessas solicitações estavam ligadas às condições de higiene e salubridade, portanto á vida diária-como os serviços de rampas e taludes do rio Parnaíba, que preveniriam as enchentes anuais; a coleta de lixo urbano; a proibição da criação de animais no centro da cidade, como porcos, cachorros, galináceos e vacas; as demandas por calçamento de ruas (QUEIROZ, 1998, p.29). Da Costa e Silva acompanhou todas essas mudanças, primeiro como jornalista, depois como funcionário do Estado. Apaixonou-se pela causa aliada na Primeira Grande Guerra. Assistiu como Delegado do Tesouro Nacional em Porto Alegre e em São Paulo, á Revolução de 30 e á gestação do movimento constitucionalista de 1932. Acreditava que os funcionários do Estado não deviam imiscuir-se em atividades partidárias, embora pudessem e devessem ter idéias políticas. As suas era de um democrata liberal, o foram afastando dos rumos que tomava o governo nascido da Revolução de 30, entre cujos figurantes tinham tantos amigos e por cujo ideário chegou a entusiasmar-se. Este trabalho tem como objetivo, fazer uma leitura critica da produção intelectual de Da Costa e Silva e analisar sua contribuição para a mudança de habito na sociedade piauiense e com base na sua trajetória individual analisar a particularidade e similaridade 7 desse literato com os literatos de sua geração, tendo em vista que ele foi reconhecido por parte da critica e teve sua obra publicada nas principais províncias do Brasil. Já que no contexto sociocultural do final do século XX, a historiadora Teresinha Queiroz, ressaltava que existiam dois meios de um escritor ser reconhecido: O sucesso, a fama, os mecanismo de projeção pessoal, são visto como fora da alçada dos literatos locais. Há que fazer um deslocamento espacial, pois a consecução da fama não ocorre nesse meio, esse processo ocorre fora, e esse fora é um lugar determinado, é o Rio de Janeiro. Outra forma de projeção a nível pessoal ou de grupo era a prática da remessa de telegrama de parabéns aos grandes escritores, caso de Rui Barbosa, quando do seu aniversário. Naturalmente, os agradecimentos eram devidamente publicados na imprensa. (QUEIROZ, p. 198-1972, 1998). Neste trabalho também será avaliada o impacto da produção de Da Costa e Silva na sociedade piauiense nas primeiras décadas do século XX, as representações de Amarante na literatura de Da Costa e Silva e discutir sua atuação política e intelectual. Porém este trabalho tem como preocupação maior de refletir melhor ou mesmo desconstruir alguns mitos relacionados á produção do autor ou sua á atuação intelectual. A compreensão de que a literatura, é uma manifestação cultural, possibilita uma serie de registro do movimento que o homem realiza na sua historicidade, como seus anseios, visões de mundo, permitido ao historiador assumi-la como objeto de pesquisa. Dessa forma o romance, a poesia, o conto pode ser tomando com fonte de pesquisa, quando se quer trabalhar com a literatura como fonte de pesquisa. Partido dessa perspectiva a literatura será pensada não como uma obra de criadores singulares atemporais, mais como um “testemunho histórico”, tal como apresenta a professora Sandra Jotahy Pesavento, quando diz que, “História e Literatura corresponde a narrativas explicativas do real que se renovam no tempo e no espaço, mas que são dotadas de um traço de permanência ancestral. Os homens desde sempre expressam pela linguagem o mundo do visto e do não visto, através de suas diferentes formas, a oralidade, a imagem e a música”. Nessa linha de pensamento historiográfico, que a literatura se torna um veículo de constituição da História. É importante salientar o trabalho, “Teoria Literária e Escrita da História” de Hayder White, onde o autor mostra a importância da Teoria Literária para a compreensão da escrita da História. 8 Segundo o mesmo autor a tal teoria se torna importante direta e indiretamente. Direta no sentido de que ela elaborou algumas teorias gerais do discurso que podem ser utilizadas para analisar a escrita histórica e para identificar seus aspectos especificamente “literários”. E indireta na medida em que as concepções da linguagem, fala escrita, discurso e textualidade que informa e permite insights de alguns problemas tradicionais, colocados pela a filosofia da história. Tais como classificação dos gêneros do discurso histórico, relação de uma representação histórica com seus referentes, o status epistemológico das explicações históricas, e a relação dos aspectos interpretativos com os aspectos descritivos e explanatórios do discurso do historiador. Tendo em vista a complexidade que é trabalhar com a literatura como fonte de pesquisa histórica, os elementos metodológicos a serem adotados para a efetivação do estudo consistem em dois caminhos: O primeiro consiste em fazer um levantamento do contexto histórico, social, político, econômico, isto é, um levantamento das idéias que permeavam o período. Para analisar, estudar um literato esse recurso se torna necessário, pois, os meios sociais em que ele está inserido definirem como o autor produz a realidade, como ele escreve suas obras. O segundo caminho será a realização de uma pesquisa bibliográfica, que permitirá o conhecimento da vida e idéias do escritor, além das fontes citadas, serão consultados jornais da época que tratam da temática e será feita uma consulta no arquivo público, para que dessa forma possamos ter um embasamento para as formulações propostas e a efetivação do projeto. No entanto, este trabalho tem por fundamento mostra que Da Costa e Silva não foi só um mestre do verso, do artifício, da onomatopéia, da técnica como todos os artigos, jornais, revista publicam sobre ele e sua produção, pois nas entrelinhas de suas produções há outras preocupações vigentes, como a questão social entre outras. 9 REFERENCIAL TEÓRICO QUEIROZ, Teresinha. Os Literatos e a República, Clodoaldo Freitas, Higino Cunha e as tiranias do tempo. 2 ed. Editora Universitária/UFPB. Teresina/João Pessoa, 1998. QUEIROZ, Teresinha. Do Singular ao Plural. Edições Bagaço, Teresinha, 2006. WHITE, Hayden. Teoria Literária e Escrita da História. Estudos Históricos, Rio de Janeiro, vol. 7, n.13, 1991, p. 21-48. VINICIUS, Carlos. Da Alegria e da Angústia de Diluir Fronteiras: O diálogo entre a história e a literatura. Artigo. In: Fronteiras do Literário. Niterói: EDUF, 1997. GAIA, Farias Farias. História e Literatura: reflexões sobre a República em Esaú e Jacó. Artigo. Revista Cantareira, 2003. D`ASSUNÇÃO, José Barros. História e Literatura – novas relações para novos tempos. Contemporânea, Revista de Artes e Humanidades, N.6, MAI-OUT 2010. JOSÉ, Ueber de Oliveira. Diálogo Possíveis entre literatura, História e ensino: considerações acerca da República brasileira em Lima Barreto. RIDA – Revista de Interação e Debate Acadêmico. Ano 1, n.03, p.09-17,setembro de 2009. SILVA, Alberto da Costa e. A Literatura Piauiense em Curso: Da Costa e Silva. 3 ed./ Alberto da Costa e Silva. – Teresina: Corisco, 2002.