MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
COLÉGIO PEDRO II
Diretoria de Extensão
Campo de São Cristóvão, 177 – São Cristóvão – Rio de Janeiro/RJ – CEP 20921–903 – Telefone: (55) (21) 3891–0006
Endereço eletrônico: [email protected]
DEPARTAMENTO DE FÍSICA
Campus Tijuca II
Professor Alcibério Caetano da Silva
[email protected]
Professor Joaquim Pereira Neto
[email protected]
Professor Ramon Seara Neto
[email protected]
Coordenação
Professor José Fernando Rodrigues de Sousa
[email protected]
TÉCNICAS DE APRENDIZAGEM
O USO DO LABORATÓRIO DE FÍSICA
Rio de Janeiro
Abril de 2014
No ano de 2006 a Equipe de Professores de Física do Campus Tijuca
II propôs uma consulta à comunidade discente de Ensino Médio. Para
tanto foi desenvolvida uma pesquisa de opinião, onde uma das questões apresentadas foi: O que poderia ser feito para melhorar o ensino
de Física? O resultado deu origem ao projeto, descrito a seguir, que
teve seu inicio no ano de 2007 e continua sendo aplicado com excelentes resultados.
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SUMÁRIO
Capítulo 1 Público alvo .................................................................................. 01
Capítulo 2 Justificativa .................................................................................. 03
2.1 Breve comentário .............................................................................. 03
2.2 Aspectos pedagógicos ....................................................................... 03
2.3 Resultados previstos .......................................................................... 04
Capítulo 3 Introdução ..................................................................................... 05
Capítulo 4 Objetivos ....................................................................................... 08
4.1 Objetivo geral .................................................................................... 08
4.2 Objetivos específicos ......................................................................... 08
Capítulo 5 Marco teórico ................................................................................ 09
5.1 Aspectos gerais ................................................................................ 09
5.2 Proposta de trabalho ......................................................................... 09
Capítulo 6 Metodologia utilizada .................................................................... 11
6.1 Modelo de trabalho ........................................................................... 11
6.2 O espaço do laboratório .................................................................... 12
Capítulo 7 Estrutura física utilizada e materiais necessários .......................... 13
7.1 Estrutura física ................................................................................. 13
7.2 Materiais disponíveis e necessários .................................................. 13
Capítulo 8 Recursos humanos necessários .................................................. 14
Capítulo 9 Cronograma ................................................................................. 15
Referências Bibliográficas ................................................................................ 16
Anexos ........ ................................................................................................... 17
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Capítulo 1
Público alvo
Considerando que a estrutura do Colégio Pedro II não prevê atividades regulares
para a equipe de Física no Ensino Fundamental I e II, o trabalho de pesquisa foi elaborado para ser aplicado aos alunos regularmente matriculados no Ensino Médio regular, do
Campus Tijuca II.
A atividade no laboratório teve inicio no ano de 2007 com os alunos matriculados
nas turmas de primeira série do Ensino Médio. Nos anos subsequentes foi estendido para
as demais séries, culminando como atividade regular na grade, para todas as séries regulares, a partir de 2009.
As turmas que compõe o trabalho, em 2014, estão distribuídas entre o 1º turno e 2º
turno das três séries regulares distribuídas da seguinte forma:
1º turno:

Três turmas de 1ª série:


Duas turmas de 2ª série:


1101; 1103 e 1105 – totalizando 102 alunos.
1201 e 1203 – totalizando 71 alunos.
Três turmas de 3ª série

1301; 1303 e 1305 – totalizando 91 alunos.
2º turno:

Duas turmas de 1ª série:


Três turmas de 2ª série:


2102 e 2014 – totalizando 46 alunos.
2202; 2204 e 2206 – totalizando 64 alunos.
Duas turmas de 3ª série:

2302 e 2304 – totalizando 41 alunos.
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Em virtude das aulas serem ministradas em turno oposto os alunos do curso integrado não tem possibilidade de participarem das aulas de laboratório devido à dificuldade
em compor o horário com as disciplinas específicas do curso.
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Capítulo 2
Justificativa
2.1 – Breve comentário
O processo ensino–aprendizagem em Física não vinha apresentando bons resultados. Assim, no ano de 2006, foi feita uma pesquisa de opinião onde se aplicou um questionário (Anexo I) aos alunos regularmente matriculados na 3ª série do Ensino Médio para
que expressassem suas opiniões a respeito de diversos assuntos inclusive, o que poderia
ser feito para melhorar o desempenho dos alunos nas aulas teóricas de Física.
A participação foi voluntária e 163 alunos, a grande maioria, responderam ao questionário. A escolha pela 3ª série se deve ao fato dos alunos terem, teoricamente, percorrido todas as etapas do processo ensino–aprendizagem em Física no Colégio Pedro II.
O questionário era composto por 23 perguntas sendo que a de nº 16 falava especificamente do tema abordado. Em resposta à pergunta os alunos sugerem que para melhorar o rendimento (aproveitamento) dos conteúdos desenvolvidos nas aulas teóricas de
Física haveria necessidade de:
I.
Aulas de apoio – 45% dos entrevistados
II.
Aulas em laboratório – 39% dos entrevistados.
A tabulação completa do questionário pode ser encontrada no anexo II.
2.2 – Aspectos pedagógicos
Considerando que a educação é a base para a formação das pessoas e que a formação cidadã independe de idade ou condição social podemos, então, afirmar que a
mesma é de suma importância à construção do nosso juízo de valor. É preciso, assim,
exercitar a liberdade de pensamento, sentimento e imaginação possibilitando o pleno desenvolvimento dos nossos talentos e habilidades. Nesse contexto, é importante realçar
que, para alcançarmos essa formação, necessitamos de uma contínua dedicação, base
do êxito da prática pedagógica.
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Nesse projeto, procuramos demonstrar a importância do experimento na fixação
dos conteúdos e o valor do laboratório como fonte essencial no desenvolvimento pedagógico do educando.
2.3 – Resultados previstos
Espera–se, na conclusão do projeto, que o aluno possa contribuir com mudanças
significativas em seu ambiente de estudo/trabalho, proporcionando oportunidades de ressignificação dos conteúdos, garantindo melhor construção da aprendizagem e do crescimento, individual e coletivo, dos educandos.
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Capítulo 3
Introdução
Como é de conhecimento geral, a experimentação sempre esteve presente no processo evolutivo do homem. Tudo ao nosso redor ressalta a importância do laboratório de
pesquisa, desde o mais simples remédio para qualquer tipo de dor ao mais sofisticado,
por exemplo, sistema de comunicação. Tudo é resultado de experimentos ocorridos em
algum momento e em algum lugar.
Observa–se, por exemplo, que desde o surgimento do método científico, na Idade
Média as pesquisas na área médica, por exemplo, fizeram dobrar a expectativa de vida no
mundo. A Física, Química e a Engenharia ajudaram a alavancar a humanidade das formas mais rústicas de transporte às viagens espaciais. Em suma conduziram a humanidade ao patamar tecnológico dos dias atuais.
O método científico é um sistema de procedimentos que
permite provar e comprovar os resultados de um experimento científico.
Devemos considerar, porém que nem só de experiências vive a ciência. O desenvolvimento teórico tem um papel importante nas descobertas e pesquisas. O laboratório
deve unir teoria à prática, deve ser o elo entre o abstrato das ideias e o concreto da realidade física.
Sendo assim, as práticas utilizadas em laboratório devem ser precedidas ou acompanhadas de aulas teóricas. A linguagem deve ser simples e adequada ao grupo de alunos, as estratégias didáticas devem ser bem escolhidas para que as atividades laboratoriais não sejam meras demonstrações. Assim, a teoria, as demonstrações, o exercício prático e o experimento produzirão a interação entre o aluno e o aprendizado de maneira
prazerosa.
O uso do laboratório, no ambiente educacional, alcança grandes dimensões e se
torna de extrema valia aos professores que a utilizam em suas atividades experimentais
nas aulas teóricas. Sabemos, contudo, que nem todos a utilizam, gerando uma maior dificuldade na assimilação dos conhecimentos por falta de atividades práticas, o que, por sua
vez, prejudica a construção do conhecimento, por parte do educando. A discordância enColégio Pedro II – Campus Tijuca II
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tre a importância dada pelos docentes e a pouca realização dessas atividades, na prática
pedagógica, podem estar associadas à falta de clareza que ainda se tem quanto ao papel
do laboratório no processo ensino–aprendizagem. Cabe destacar que o Colégio Pedro II
atento às necessidades pedagógicas do Departamento de Física investiu de forma contundente em seus laboratórios, nos últimos anos, oferecendo dessa forma condições necessárias para a sua implementação.
O laboratório tem a vantagem de ajudar na interdisciplinaridade e na transdisciplinaridade, já que permite desenvolver vários campos, testar e comprovar diversos conceitos, favorecendo a capacidade de abstração do aluno. Além disso, auxilia–o na resolução
de situações–problema do cotidiano, permite a construção de conhecimentos e a reflexão
sobre diversos aspectos, levando–o a fazer inter–relações. Isso o capacita a desenvolver:
habilidades, competências, atitudes e valores que proporcionam maior conhecimento e
destaque no cenário sociocultural.
Assim, a necessidade de inserir novas tecnologias, demostra a importância da alfabetização científica e tecnológica no processo de formação dos indivíduos.
Há necessidade de se destacar que a associação entre as diferentes teorias e o
ensino experimental se torna fundamental e fortalece o uso do laboratório nas escolas, na
era moderna.
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), no seu Artigo 35, Inciso IV, diz:
“É essencial à compreensão dos fundamentos científico–
tecnológicos dos processos produtivos, relacionando a teoria com a prática, no ensino de cada disciplina”.
(destaque nosso)
De acordo com a LDB as escolas de Ensino Médio devem proporcionar ao aluno
oportunidades de união entre a teoria e a prática em cada disciplina.
Fica demonstrado, assim, que as escolas devem destinar espaço físico para a
construção de laboratórios pedagógicos, que devem estar inseridos na proposta pedagógica, propiciando melhor organização dos conteúdos, de tal modo que sua inserção nas
disciplinas possa promover a aquisição dos conhecimentos e consequente melhoria da
qualidade de ensino.
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Convém destacar que o uso do laboratório, nas escolas, não é a profissionalização
do ensino, nem a garantia de que a teoria vai se tornar algo fútil, mas que a teoria vai se
ancorar na prática. Para tanto, a escola deve ter uma proposta pedagógica bem fundamentada, a ponto de construir, cuidadosa e explicitamente, as pontes que irão unir teoria
à prática.
As atividades experimentais podem e devem contribuir para um melhor aproveitamento acadêmico, entretanto, é fundamental que se tenha a devida clareza dos fins a que
se pretende chegar. É necessário, então, estabelecer regras e rotinas específicas para
sua utilização, caso contrário, poderá se incorrer em erros antigos, levando o laboratório a
ser mais um recurso didático frustrado, como tantos outros já presenciados no ensino.
Para isso, a realização de práticas experimentais, no ensino, deve ser decisão coletiva da escola, sendo necessário consenso acerca da validade de realiza–las, seja no
sentido da metodologia aplicada, seja nas dificuldades de aprendizagem ou para ilustração de um fenômeno discutido teoricamente.
Vale lembrar que o professor regente não é o único responsável pelo processo ensino–aprendizagem, pois a escola é um complexo de pessoas, e todas devem estar engajadas na formação integral dos alunos. Todos os profissionais escolares devem participar
do crescimento individual e coletivo dos jovens confiados à escola, pela sociedade.
Nesse projeto, a proposta é procurar fazer um estudo sobre a atuação do professor
e do técnico de laboratório em multimeios didáticos, tendo em vista que esses profissionais tem um papel fundamental no desenvolvimento e execução das atividades de apoio
técnico, destinando ao ensino instrumentos que viabilizem a pesquisa e a extensão dos
conhecimentos. Em suma facilitar o processo ensino–aprendizagem que deve ser um objetivo fundamental da escola.
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Capítulo 4
Objetivos
4.1 – Objetivos gerais
O laboratório deve proporcionar ao aluno, através, da pratica o que é ensinado nas
aulas teóricas. Nesse cenário é que deve ser entendida a disciplina Física. Nele o aluno
não está apenas adquirindo conhecimento, mas está construindo o conhecimento, exatamente como no processo de pesquisa científica. As experiências evoluem de um processo simples até alcançar experimentos complexos. Mas são esses experimentos que conduziram à construção da Física atual bem como os avanços tecnológicos associados.
Para tanto o laboratório de Física foi aparelhado para atender as diversas áreas do
conhecimento que compõe a Física:

Termologia – 1ª série

Óptica geométrica – 1ª série

Mecânica – 2ª série

Eletricidade e eletromagnetismo – 3ª série

Estudos dos fenômenos ondulatórios – 3ª série
4.2 – Objetivos específicos

Fornecer ao aluno a oportunidade de relacionar a teoria e prática;

Participação ativa do aluno na manipulação de equipamentos e
dispositivos que vão agregar valores práticos e reais sobre os assuntos estudados.
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Capítulo 5
Marco teórico
5.1 – Aspectos gerais
As atividades de laboratório constituem–se em uma das mais importantes ferramentas didáticas no ensino de ciências e, em particular, no ensino da Física. A utilização
de aparatos nas diversas propostas do ensino experimental está fundamentada em referenciais ligados à pesquisa em educação e ciências, dentre os quais, poderíamos citar a
análise epistemológica da gênese e desenvolvimento das teorias científicas e as estratégias problematizadoras utilizadas no seu ensino.
A análise crítica da história da ciência propiciou um amadurecimento acerca da
função histórica do experimento, permitindo construir um melhor entendimento sobre a
relação entre teoria – experimento – realidade, possibilitando entender as visões de ciência embutidas nas diversas propostas de ensino experimental que são utilizadas em nossas escolas.
A consciência da existência de tais características permite a construção de categorias através das quais podemos classificar as diversas propostas de ensino experimental
e suas potencialidades pedagógicas. Sendo assim, nos preocupamos em construir uma
linha de trabalho que contemple de modo significativo a tendência do uso de experimentos na formação dos nossos alunos em Física.
5.2 – Proposta de trabalho
Considerando que um número expressivo de artigos que envolvem a utilização de
experimentos ainda se faz de forma meramente ilustrativa e/ou quantitativa, podemos
constatar que a atitude verificacionista das leis e teorias está presente. Muito embora esteja claro que o objetivo a ser alcançado com a atividade experimental depende, fundamentalmente, do modo como o pesquisador vê a relação teoria – experimento – realidade,
a maior parte dos professores realizam atividades experimentais sem fazerem, contudo,
uma reflexão da visão de ciência que está embutida [Sá; Borges – 2009], em pesquisa
realizada com professores e estudantes da primeira série do Ensino Médio no âmbito de
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uma atividade experimental sobre mecânica, conclui que muitos deles sequer conseguem
perceber de que conteúdo trata a atividade desenvolvida.
Optamos pela linha de experimentos quantitativos com aparatos sofisticados. Nessa categoria estão enquadrados os artigos nos quais subjaz a tendência de desenvolvimento de habilidades científicas, mas que se utiliza de aparatos experimentais mais sofisticados e precisos, tais como aqueles utilizados nos laboratórios de Física Básica das universidades.
Nessa categoria, encontram–se ainda as propostas das famosas fichas de laboratório com roteiros prontos, nos quais os passos das atividades já estão programados.
Consideramos também as propostas do uso do computador e das interfaces digitalizadoras, tais como placas de som AD/DA, portas seriais e USB, além de instrumentos e dispositivos MIDI. Tais equipamentos são utilizados na aquisição e processamento de dados
nas experiências.
Completando a nossa proposta foram introduzidos experimentos problematizadores. Nessa categoria enquadram–se as atividades experimentais que se baseiam em uma
proposta de ensino investigadora. Nesse caso, o experimento passa a ter um papel importante como ponte de ligação entre os conteúdos que se quer ensinar e os conhecimentos
e experiências que os alunos possuem, materializados através de suas interpretações.
Tais propostas buscam a análise da adequação das teorias às experiências e não das
experiências às teorias, ligações com o cotidiano, propostas interdisciplinares, tentando
traduzir a Física como linguagem, construção metafórica, consonante com uma visão de
ciência realista crítica. Apesar das duas propostas serem aparentemente excludentes o
trabalho desenvolvido tem sido satisfatório.
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Capítulo 6
Metodologia utilizada
6.1 – Modelo de trabalho
Para a nossa atividade no laboratório foram escritos dois volumes contendo teoria
e experimentos a serem feitos pelos alunos. O padrão utilizado, basicamente, encontra–
se descrito na figura 01.
FICHA DE LABORATÓRIO
Nome do Aluno:
Nome do experimento:
Turma
Data
Prática nº
Introdução teórica
Nessa parte, o professor fará um breve comentário sobre o conteúdo a ser desenvolvido
no laboratório de Física. Considerando que a aula teórica já foi ministrada anteriormente,
essa introdução serve para que haja uma interligação da teoria com a prática.
Material
Objetivo
Listar todo material que será utilizado
em aula.
Essa ficha será entregue antecipadamente ao técnico, que preparará
todo ambiente antes da aula.
Descrever os objetivos a serem alcançados, pelos alunos, com a proposição da aula prática.
Procedimentos
Como realizar o experimento
Aqui, serão descritas todas as ações realizadas durante a atividade prática.
Questões, dúvidas e
curiosidades.
Todas as questões levantadas pelos alunos devem ser registradas nesse campo, pois tanto podem ser respondidas no mesmo
momento, como podem gerar temas para as próximas atividades.
Conclusão.
Essa parte pode ser relacionada ao conteúdo, acrescida de uma
autoavaliação da aula e dos funcionários. Fica a cargo dos educadores envolvidos..
Figura 01 – Ficha utilizada pelos alunos
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6.2 – O espaço do laboratório
Em uma sala de aula convencional, os alunos ficam sentados em carteiras e cadeiras fixas, voltados para frente da sala, mais especificamente para o lado onde ficam o
quadro e o professor. Esse trabalho facilita a transmissão de informações no sentido professor–aluno. Ao contrário do modelo tradicional, nos laboratórios, o centro das atenções
não é o professor, mas o experimento. Por isso, as mesas e as cadeiras são combinadas
com o trabalho a ser realizado, podendo ser em grupo ou individual. Dessa maneira, trabalha–se com uma proposta didática diferente, em que a interação professor–aluno e entre os próprios alunos é estimulada, obtendo um resultado significativo na aprendizagem.
Além do arranjo físico mais adequado e interativo, a utilização de um caderno de laboratório servirá para que os alunos anotem o material utilizado e a evolução do experimento.
Pode ser organizada, também, uma pasta com todos os experimentos que forem desenvolvidos no decorrer do ano. Os experimentos podem ser registrados em fichas, elaboradas pelo professor, preenchidas pelos alunos durante as aulas e corrigidas.
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Capítulo 7
Estrutura física utilizada e materiais necessários
7.1 – Estrutura física
O Campus Tijuca II dispõe de uma sala específica para o laboratório de Física dentro dos padrões necessários para sua utilização (ventiladores e aparelho de ar condicionado, uma bancada fixa com fornecimento de água e gás para os experimentos, janelas
amplas para uma melhor ventilação do ambiente, extintor de incêndio...).
7.2 – Materiais disponíveis e necessários
Para o funcionamento do laboratório dispomos de todos os kits básicos em número
suficiente para atender aos diversos grupos em atividade, um sistema de quadro interativo, computadores para simulações virtuais, aparelho de televisão bem como armários
suficientes para a guarda e proteção dos aparelhos além de mesas com diversos tamanhos para atender a demanda de cada experimento.
Falta adquirir:
 Máquina fotográfica/filmadora de alta velocidade;
 Refletores para filmagem;
 Mola para manter a porta do laboratório fechada;
 Suporte para o extintor de incêndio, existente no laboratório, bem
como sua demarcação conforme padrões de segurança;
 Impressora para um computador do laboratório;
 Divisórias para otimizar o uso do laboratório criando 03 (três) salas –
02 (duas) para experimentos e 01 (uma) para reuniões;
 Mais um aparelho de ar condicionado 30000btu (janela).
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Capítulo 8
Recursos humanos necessários
O trabalho vem sendo desenvolvido, no momento, por três professores fixos no
laboratório, um técnico de laboratório e um coordenador:

Professor Alcibério Caetano da Silva responsável pelas turmas da 1ª
série;

Professor Ramon Seara Neto responsável pelas turmas de 2ª série;

Professor Joaquim Pereira Neto responsável pelas turmas de 3ª série;

Técnico do laboratório de Física Caio Jordão Ferreira responsável pela montagem dos experimentos das três séries.

Professor José Fernando Rodrigues de Sousa responsável pela coordenação dos trabalhos
Há, também, uma equipe de suporte em informática, no Campus, que pode atender
ao laboratório.
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Capítulo 9
Cronograma
A presença dos alunos no laboratório de Física é obrigatória. Para que o trabalho
dos professores seja eficaz as turmas são divididas em dois grupos, se possível com o
mesmo número de alunos. A distribuição é feita a partir da lista de chamada, fornecida
pela secretaria do Campus.
O encontro de cada grupo com o professor ocorre a cada 15 dias. No primeiro encontro é explicado e realizado o experimento (em grupo ou individual) no segundo encontro é entregue o relatório e realizado um novo experimento (e assim sucessivamente).
Os experimentos ocorrem em turno contrário permitindo ao aluno participar das
aulas teóricas da grade curricular. Com o encontro ocorrendo a cada 15 dias a disciplina
Física passou a ter 05 (cinco) aulas semanais: 04 (quatro) teóricas e 01 (uma) experimental.
As aulas de Física, no Colégio Pedro II, ocorrem em dias fixos (dias ímpares), sendo assim o sábado é dedicado à reposição de algum experimento perdido pelos alunos.
Para que determinada turma não fique prejudicada a cada certificação é feito o rodizio dos tempos no horário do laboratório.
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Referências bibliográficas
CRUZ, J. B., Curso Técnico de Formação para os Funcionários da Educação. Universidade de Brasília, 2009.
AZEVEDO, H. L., e outros. O Uso do experimento no ensino de Física: Tendências a partir do levantamento de artigos em periódicos da área no Brasil. Encontro Nacional de
Pesquisas em Educação em Ciências, Florianópolis, 08 de novembro de 2009.
PCN – Parâmetros Curriculares Nacionais. Ensino Médio. Brasília: Ministério da Educação, 1999.
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ANEXO I
PESQUISA – 2006
ATENÇÃO
A pesquisa abaixo procura avaliar o perfil do aluno que está no Colégio Pedro II e incorporar à análise
dos dados de rendimento das diversas turmas da Unidade Tijuca II. Para isso é necessário que a resposta
dada seja expressão da verdade a fim de que a análise possa chegar ao melhor resultado possível. Todas as
informações fornecidas permanecerão em completo sigilo.
DADOS PESSOAIS
NOME: _____________________________________________ no: _____ TURMA: _______ DATA:
/
/2006
IDADE: _____ BAIRRO (MORA): __________ TEMPO DE VIAGEM: _______ANO DE INGRESSO NO CPII: ________
QUESTIONÁRIO
1. Você trabalha?
( ) SIM
11.
O que você costuma estudar mais em Física?
( ) Conceitos
( ) Exercícios
12.
Com que parte da Física você tem maior afinidade?
( ) Mecânica
( ) Termologia
( ) Óptica
( ) Ondas
( ) Eletricidade
( ) Nenhuma
13.
Onde você costuma estudar mais?
( ) Em casa
( ) Biblioteca – CPII
( ) Casa de colegas
( ) Outra biblioteca
( ) Outro lugar.
Qual?_____________
14.
Você faz algum curso pré-vestibular?
( ) SIM
( ) NÃO
15.
Se fizer, como influi no seu aproveitamento, em
Física, no CPII:
( ) Ajuda
( ) Prejudica
( ) Indiferente
( ) NÃO
2. Faz ou terminou algum curso de língua estrangeira?
( ) SIM
( ) NÃO
3. Você tem hábito de ler jornal, revista, etc...?
( ) SIM
( ) NÃO
4. Tem TV a cabo em casa?
( ) SIM
( ) NÃO
5. Ordene, utilizando os números 1, 2, 3, 4, 5 e 6,
sua
preferência (do mais para o menos visto) as emissoras
de TV você costuma assistir:
( ) Rede Globo
( ) Sistema SBT
( ) Rede TV
( ) MTV
( ) Rede Bandeirantes
( ) Outra. Qual? ______________________
6. Tem acesso a internet em casa?
( ) SIM
16. Assinale a opção, caso o CPII a adotasse, que você
( ) NÃO
7. Qual a sua frequência de acesso à internet?
( ) Diariamente
(
( ) 3 ou 4 x por semana (
( ) Não acesso a internet
) 1 x por semana
) Raramente
8. É usuário do programa de relacionamento “Orkut”?
( ) SIM
( ) NÃO
9. É usuário do programa de comunicação “MSN”?
( ) SIM
( ) NÃO
10. Com que frequência você costuma estudar Física?
( ) 1 x por semana
( ) 2 x por semana
( ) 3 x por semana
( ) 5 x por semana
( ) Na véspera da prova ( ) Não estudo
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acha ajudaria melhor no rendimento em Física?
( ) Aulas de apoio
( ) menor número de avaliações
( ) Aulas de laboratório
( ) maior número de avaliações
( ) Outra. Qual?_____________________
17. Você pretende fazer o concurso vestibular 2007?
( ) SIM
( ) NÃO
18. Em que área você pretende concorrer?
( ) Tecnológica
( ) Humanas
( ) Biomédica
17
19. Seu concurso vestibular inclui universidade pública?
( ) SIM
20.
21. Como você se sente em relação ao concurso vestibular?
( ) Seguro
( ) Indiferente
( ) NÃO
Em qual ou quais concursos vestibular(es) de universidade(s) pública(s) você pretende se inscrever?
( ) UERJ
( ) UFRJ
( ) UFF
( ) UNIRIO
( ) UENF
( ) Outra.
Qual? _________________
22.
( ) Inseguro
Você acha que as aulas de Física ministradas no
CPII, durante o ensino médio, permitirão um bom resultado no concurso vestibular?
( ) SIM
( ) NÃO
CONTINUAÇÃO DO QUESTIONÁRIO
23. O que você acha que devemos fazer para melhorar o ensino de Física no CPII – Unidade Tijuca II?
Obrigado – Equipe de Física – Unidade Tijuca II
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ANEXO II
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19
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técnicas de aprendizagem o uso do laboratório de física