UNIVERSIDADE ESTADUAL DE FEIRA DE SANTANA
Departamento de Letras e Artes
Programa de Pós-Graduação em Literatura e Diversidade Cultural - PpgLDC
TURMA DE 2005
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1. Adriano Eysen Rêgo
2. Ana Carolina Cruz de Souza
3. Clarissa dos Santos Bertino
4. Eugênia Mateus de Souza
5. Idmar Boaventura Moreira
6. Jecilma Alves Lima
7. Naynara Tavares Moreira
8. Patrícia Conceição B. F. F. Cerqueira
9. Patrício Nunes Barreto
10. Valéria Marta Ribeiro Soares
11. Valquíria Lima da Silva
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE FEIRA DE SANTANA
Departamento de Letras e Artes
Programa de Pós-Graduação em Literatura e Diversidade Cultural - PpgLDC
ADRIANO EYSEN RÊGO
CANTOS EPIFÂNICOS DA PAIXÃO:
A POESIA LÍRICO-AMOROSA EM RUY ESPINHEIRA FILHO
Mestrando: Adriano Eysen Rego
Data da Defesa: 21/12/2006
Banca Examinadora:
Prof. Dr. Aleilton Santana da Fonseca (UEFS) (Orientador)
Prof. Dr. Antonio Carlos Secchin (UFRJ)
Prof. Dr. Roberto Alves Pereira(UEFS)
RESUMO:
Trata-se de um trabalho dissertativo cuja temática é a poesia lírico-amorosa em Ruy
Espinheira Filho, poeta baiano da geração 60 nascido em 1942 na cidade do Salvador.
Selecionamos um corpus de 22 poemas retirados das suas obras publicadas desde Heléboro
(1974) até Elegias de agosto e outros poemas (2005). Ao nos aprofundarmos nos estudos da
poesia de Ruy, percebemos que o autor detém, como poucos poetas contemporâneos, uma
lírica amorosa através da qual gravitam, platônica ou carnalmente, imagens de mulheres
amadas, as mesmas que são encontradas em diversos poemas criados por um eu-lírico
consciente dos seus sentimentos e capaz de retratar o feminino num equilíbrio raro de forças
emotivas e racionais. Em muitos poemas, a exemplo de “Canção da moça de dezembro”;
“poema de Novembro”; “Campo de Eros”; “Passionária”; “Soneto de Julho”; “Soneto para
Safira Disparue”; “Soneto para Sandra”; “Segundo Soneto para Sandra”, dentre outros,
notamos forte presença do corpo feminino num jogo de voluptuosidade e erotismo, uma vez
que palavras como “ventres”, “coxas”, “seios”, “lábios” retratam a percepção do poeta no
tocante a mulher e sua sensualidade. Percepções essas nas quais “os lábios compassivos”
representam a alquimia dos corpos que se amam. A poesia amorosa do autor de Heléboro é
um amálgama entre vida e morte, conduzindo o escritor a uma memória sempre (re)visitada.
Desejos, inquietações, angústias, prazeres; o vivido e o não vivido vão sendo construídos num
jogo poético que exige do criador habilidade na elaboração dos versos. Ruy Espinheira
possibilita a fusão dos tempos: presente, passado e futuro, desencadeando um diálogo entre a
vida, Eros, e a morte, Thânatos, forças míticas que propiciam a criação de imagens femininas
através do desejo, da concretude do amor; das inevitáveis lembranças de mulheres que, como
fantasmas, povoam seu universo mnemônico.
PALAVRAS-CHAVE: Amor e morte. Memória. Poesia lírica. Ruy Espinheira Filho.
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ANA CAROLINA CRUZ DE SOUZA
O CÂNONE LITERÁRIO NO CINEMA:
O GUARANI, DOM (CASMURRO) E MACUNAÍMA –
LEITURAS, OLHARES E DESVIOS
Mestrando: Ana Carolina Cruz de Souza
Data da Defesa: 30/08/2007
Banca Examinadora:
Prof. Dr. Cláudio Cledson Novaes (Orientador)
Profa. Dra. Elvya Shirley Ribeiro Pereira
Profa. Dra. Marinyze Prates de Oliveira
RESUMO:
Este trabalho transita entre duas linguagens: a literária e a cinematográfica, enfocando-se as
adaptações e as contribuições do cinema brasileiro para a permanência do cânone literário na
memória nacional. Por meio do estudo, procurou-se averiguar de que forma obras
consagradas da literatura nacional vem sendo apropriadas nas versões cinematográficas e
quais as consequências teóricas, críticas e historiográficas dessa interação nas artes brasileiras.
Parte-se da hipótese de que na tradução de textos literários para o cinema dá-se um duplo
processo: subordinação/independência, que a depender da potência ética e estética da
recriação, pode resultar, ao mesmo tempo, na sacralização e na dessacralização da obra
literária adaptada. Para proceder este estudo, partiu-se da análise comparativa entre os
romances O Guarani (1857), de José de Alencar, Dom Casmurro (1900), de Machado de
Assis e Macunaíma (1928), do escritor Mário de Andrade, e suas respectivas versões
cinematográficas dirigidas por Norma Bengell (1996), Moacyr Góes (2003) e Joaquim Pedro
de Andrade (1969). Serviu de base bibliográfica o pensamento de estudiosos da literatura e do
cinema e outras teorias e críticas da cultura e das identidades aplicadas aos estudos do
comparatismo no campo literário, como Harold Bloom, Artur Emílio Silva, José Nunes
Oliveira Filho, Roberto Reis, Antoine Compagnon, Mikhail Bakhtin, Roland Barthes, Renato
Ortiz, Lúcia Helena, Gilda de Melo e Souza, Ligia Chiappini, Alfredo Bosi, Silviano
Santiago, Anélia Pietrani, Elvya Pereira, dentre outros; e outros também de estudos aplicados
ao comparatismo no campo cinematográfico, como André Bazin, Haroldo de Campos, Júlio
Plaza, Jean-Claude Bernadet, Ismail Xavier, Robert Stam, José Carlos Avellar, Randal
Johnson, Marinyze Oliveira, Cláudio Novaes, etc. Além destas orientações, foram consultados
outros autores que abordam alguns temas transversais desenvolvidos na pesquisa, como corpo
e gênero; por exemplo, Michel Foucault, Affonso Romano de Sant’anna, Bernadette Lyra e
Wilton Garcia, Simone de Beauvoir, Marlene Strey, entre outros. A partir dessas e de outras
referências, procurou-se promover o diálogo e suscitar reflexões sobre algumas temáticas
focadas no comparatismo entre literatura e cinema brasileiros.
PALAVRAS-CHAVE: Literatura. Cinema. Adaptação. Nacional. Cânone
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CLARISSA DOS SANTOS BERTINO
O CORDEL DE AUTORIA FEMININA:
TRADIÇÃO, RASURAS, IMAGENS
Mestrando: Clarissa dos Santos Bertino
Data da Defesa: 23/08/2007
Banca Examinadora:
Profa. Doutora Rosana Maria Ribeiro Patrício (Orientadora)
Professor Doutor Jorge de Souza Araújo
Professora Doutora Vilma Mota Quintela
RESUMO:
O presente estudo abordará a situação de mulheres autoras de folhetos de cordel, silenciadas
durante algum tempo pela tradição literária, que, num universo predominantemente
conservador e patriarcal, começam a ensaiar seus primeiros passos de alteridade, numa
tentativa de verificar a possibilidade de trazerem novos sintagmas que questionem o
paradigma convencional da autoria masculina. Os folhetos O violino do diabo, ou O valor da
honestidade, de Maria das Neves Batista Pimentel (1938) – pseudônimo Altino Alagoano,
Sinhá Deodata: O coronel de saia, de Neide Siqueira Amback (197?) e A mulher de sete
vidas, de Salete Maria da Silva (2006), serão os pontos de partida para recuperar a polifonia
de vozes femininas através da prosa/poesia popular impressa, burlando e/ou ampliando sua
participação no discurso cultural brasileiro como autores “outros”, permeados pela diferença,
diversidade e heterogeneidade.
PALAVRAS-CHAVE: Literatura. Cordel. Gênero. Identidade. Cultura.
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EUGÊNIA MATEUS DE SOUZA
UMA EPOPÉIA DE INDIGNAÇÃO E TERNURA
Meu querido canibal sob a ótica da metaficção historiográfica
Mestrando: Eugenia Mateus de Souza
Data da Defesa: 16/08/2007
Banca Examinadora:
Prof. Dr. Roberto Henrique Seidel (Orientador)
Prof. Dr. Roland Walter
Prof. Dr. Márcio Ricardo Coelho Muniz (UEFS)
RESUMO:
A partir da leitura de Meu querido canibal, de Antônio Torres, esta dissertação procura
mapear o imaginário colonial na contemporaneidade, através de uma revisitação da história,
com um olhar pós-colonial. A cristalização quebra-se pelo paradoxo metaficcional, para
permitir o encaixe de mais uma peça (versão) do mosaico que forma a nação/identidade
cultural brasileira. O mito de nação, o enquanto fundador de comunidade, gerou um sem-fim
de pesquisas e invenções das mais variadas e adversas possíveis. Torres utiliza-se de mitos e
mostra a narrativa de uma nação desvestida da cor, para reconhecer, em sua identidade, o
híbrido gerado não só do processo de aculturação, mas de algo mais específico, do processo
da transculturação. Vários povos de territórios distintos se estabelecem num mesmo espaço,
desenhando uma história de diversidade cultural. A literatura cabe a função de recuperar
passado/presente, fora/dentro em atos antropofágicos para expressar a cultura nacional. Nesse
mapeamento do imaginário colonial, amplia-se um universo dentro das singularidades que
não permitem fronteiras, porque estas fronteiras são construídas pelo homem, que resiste em
reconhecer-se no outro. Meu querido canibal representa esse conflito em reconhecer o outro.
As tribos indígenas aqui viviam em guerras; no entanto, a luta contra os invasores uniu os
índios dessas tribos, através do grande chefe Cunhambebe, na Confederação dos Tamoios. Os
tamoios perderam o seu espaço, ficaram a margem – num lugar indefinido, vago –, mas
buscavam reconquistar o seu lugar. Tarefa árdua face a resistência europeia em aceitar uma
“cultura incivilizada e desprovida de um mínimo de organização”. Um redimensionamento do
olhar permite uma conscientização da hibridez na formação de uma identidade coletiva e
plural. Uma hibridização em todos os sentidos: raça, linguagem, cultura... Nesse sentido surge
o espaço do subalterno: o interstício, o lugar nenhum. Espaço formado mediante o processo
inegável de transculturação, formador do povo brasileiro, criador da imagem das fissuras da
diversidade, situado num espaço intervalar desconhecedor de fronteiras que marcaram um
passado de negação, de superioridade, de exploração. A antropofagia contemporânea,
retomada por Torres através da ficção, repete de um outro lugar e com um outro olhar a
história da dominação cultural.
PALAVRAS-CHAVE: Identidade. Transculturação. Antropofagia. História. Nação.
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IDMAR BOAVENTURA MOREIRA
O HOMEM E SEUS DUPLOS: A REFLEXIVIDADE DO
SUJEITO NA POESIA DE ROBERVAL PEREYR
Mestrando: Idmar Boaventura Moreira
Data da Defesa: 31/08/2007
Banca Examinadora:
Prof. Doutor Francisco Ferreira de Lima (UEFS) (Orientador)
Profa. Dra. Ligia Guimaraes Teles (UFBA)
Prof. Dr. Jorge de Souza Araújo (UEFS)
RESUMO:
O conceito de sujeito, como foi definido na modernidade (atomístico e centrado na razão),
especialmente à partir o Iluminismo, entra em falência na crise da modernidade, a ponto de,
nas últimas décadas, muitos pensadores dentre eles os pósmodernos preconizarem a sua
morte, junto com a modernidade. Entretanto, é possível encontrar um meio termo entre o
sujeito monolítico da modernidade iluminista e entre o sujeito esquizofrênico da
pósmodernidade: o sujeito reflexivo da alta modernidade. Tal conceito aponta para uma
definição do ''sujeito lírico" como abertura para a outridade, o que só se torna possível numa
concepção fenomenológica da experiência lírica, em que autor/leitor/poema dissolvem seu ser
no ser da linguagem.
A obra poética de Roberval Pereyr, por sua vez, aponta para a questão do sujeito na alta
modernidade quando dramatiza a luta deste pela sobrevivência. E faz isso assumindo a
fragmentação formal e temática, desafiando a razão estabelecida e apelando para os estratos
inconscientes da natureza humana. Sua poesia é uma negação do ego, a um só tempo
controlador das potencialidades do indivíduo e controlado por forças externas; é a narrativa
das andanças de um sujeito em busca de uma origem, um rosto e uma identidade, sempre
construída à partir do encontro com o outro, numa postura que revela a atitude reflexiva do
sujeito na construção de uma história coerente de si mesmo; finalmente, é a assunção da
poesia como meio único, talvez de realização plena da subjetividade.
PALAVRAS-CHAVE: Modernidade. Sujeito. Sujeito lírico. Roberval Pereyr.
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JECILMA ALVES LIMA
HERA: "Decifradores dos mitos esquecidos"
UM GRUPO DE POETAS E UMA REVISTA DE POESIA NO CENÁRIO DA
LITERATURA BAIANA
Mestrando: Jecilma Alves Lima
Data da Defesa: 23/08/2007
Banca Examinadora:
Prof. Dr. Jorge de Souza Araújo (Orientador)
Profa. Dra. Elvya Shirley Pereira
Profa. Dra. Célia Pedrosa
RESUMO:
A dissertação intitulada “Hera: ‘Decifradores dos mitos esquecidos’ Um grupo de poetas e
uma revista de poesia no cenário da literatura baiana” procede a uma análise da formação e
contribuição da revista HERA e do grupo homônimo, que surge em Feira de Santana, Bahia,
em 1973 com o intento de implantar, em uma cidade acusada de ser avessa as questões
culturais e artísticas, um projeto que viria não só a divulgar novo valores literários, mas,
também, formar e ampliar um público leitor da nova poesia que circulava país afora. Neste
sentido, o estudo faz uma retomada das contribuições e problemas enfrentados pelas revistas
literárias no modernismo brasileiro e baiano, e seus desdobramentos através do século a fim
de apresentar o contexto cultural no qual emerge a revista, analisando o seu itinerário ao
longo de trinta e três anos, entre os números 1 e 20. Em seguida são analisadas as
peculiaridades dos mais representativos poetas de cada geração e, como os poemas publicados
se encaixam em uma linha estética e ideológica, dialogando através de aspectos formais e
eixos temáticos. Por fim são analisadas as marcas culturais da cidade nos textos publicados na
revista HERA.
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NAYNARA TAVARES MOREIRA
O CANTO DA CIGARRA: A POESIA CÓSMICA E EXISTÊNCIALISTA DE
VALDELICE PINHEIRO.
Mestrando: Naynara Tavares Moreira
Data da Defesa: 30/07/2007
Banca Examinadora:
Prof. Dr. Jorge de Souza Araújo (UEFS) (Orientador)
Profa. Dra. Rosana Maria Ribeiro Patrício (UEFS)
Profa. Dra. Maria de Lourdes Netto Simões (UESC)
RESUMO:
O presente trabalho tem por objetivo realizar uma exegese crítica da obra de Valdelice Soares
Pinheiro, à partir das obras publicadas: De dentro de mim (1961), Pacto (1977) e Expressão
poética de Valdelice Pinheiro (2002). Para isso, procura reconhecer os aspectos que permitem
sua inserção na lírica moderna e a singularidade com que pontua as vicissitudes do homem
contemporâneo. A proposta principia na contextualização da poeta e das obras no panorama
da poesia baiana e brasileira, ressaltando as mulheres; depois busca compreender o
desenvolvimento da escritura poética de Valdelice, à partir da leitura interpretativa dos
poemas; e, por fim, aprofunda a análise do conteúdo, à partir da temática cósmica e
existencialista. Procuramos, nessa trajetória, estabelecer diálogo com Jean-Paul Sartre, Albert
Camus, Dostoiévsky, Milan Kundera e Marcel Proust, os quais servem para a compreensão de
temas recorrentes na poética em estudo, seja o absurdo da condição humana, a liberdade, o
exercício da literatura e a preocupação com o ser e com o estar no universo. Tais questões
exigem discutir o papel da poesia na contemporaneidade, buscando na base metafísica de
Hegel, que define a poesia como expressão da subjetividade, condicionada pelo estado de
ânimo, resultado da relação do sujeito com o mundo exterior, a identificação da poética de
Valdelice Pinheiro essencialista e espiritualista, fazendo um cotejo com outros exemplos
dessa poesia, tanto do seu contexto íntimo, quanto de contextos mais distantes.
PALAVRAS-CHAVE: Poesia Cósmica. Existencialismo. Contemporaneidade. Intimismo.
Linguagem telúrica.
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PATRÍCIA CONCEIÇÃO B. F. F. CERQUEIRA
DENUNCIAÇÕES E CONFISSÕES EM RITOS DE ALTERIDADE:
O Santo Inquérito de Dias Gomes
Mestrando: Patrícia Conceição B.F.F. Cerqueira
Data da Defesa: 16/08/2007
Banca Examinadora:
Prof. Dr. Jorge de Souza Araújo (Orientador)
Profa. Dra. Lyslei de Souza Nascimento
Prof. Dr. Eurelino Teixeira Coelho Neto
RESUMO:
Este trabalho faz um estudo da peça O Santo Inquérito, do escritor baiano Dias Gomes, que
está situada entre a ficção e a história, e gira em torno da prisão e execução de Branca Dias
pelo Tribunal do Santo Ofício, podendo ser lida, também, de maneira alegórica, como uma
denúncia indignada por parte do autor contra a repressão generalizada que se deu no Brasil
após o golpe militar, em 1964. Isso, devido as semelhanças existentes entre os sistemas, visto
que, ambas, tanto a Inquisição, quanto a Ditadura representam um poder extremamente
hegemônico, autoritário e centralizador. Desta maneira, este estudo tem como objetivo
analisar de que forma o julgamento e a condenação de Branca Dias ocorreram devido a
intolerância religiosa e também a intolerância a alteridade de pensamento, bem como verificar
de que maneira essa intolerância se estabelece contra aqueles que, de alguma forma, se opõem
aos sistemas pré-estabelecidos. Embora seja uma peça teatral, o texto em questão será
analisado enquanto literatura, dando o enfoque principal a palavra, a narrativa literária.
Também a abordagem histórica e filosófica dos temas tratados deverá ser feita de forma a
contextualizar e fazer emergir os elementos necessários para o bom entendimento do texto. A
metodologia utilizada tem como principal recurso a pesquisa bibliográfica das bases teóricas e
informativas, e também de pesquisadores e historiadores dos temas abordados, os quais darão
o suporte necessário para a análise da obra dramática O Santo Inquérito dentro dos requisitos
propostos.
PALAVRAS-CHAVE: Literatura. Alteridade. Intolerância. Inquisição. Cristãos-novos.
Ditadura.
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PATRÍCIO NUNES BARRETO
CANTOS TRISTES, NO CEMITÉRIO DA ILUSÃO: EDIÇÃO DOS SONETOS DE
EULÁLIO MOTTA
Mestrando: Patrício Nunes Barreiros
Data da Defesa: 22/03/2007
Banca Examinadora:
Profa. Dra. Rita de Cássia Ribeiro de Queiroz (Orientadora)
Profa. Dra. Rosa Borges dos Santos
Profa. Dra. Maria da Conceição Reis Teixeira
RESUMO:
Edição dos sonetos do escritor baiano Eulálio de Miranda Motta (1907-1988). Trata-se do
primeiro trabalho de edição da obra do escritor, portanto, apresentam-se os textos apurados
através do método filológico da Crítica textual Moderna e um roteiro de pesquisa no qual se
apresentam o estudo da obra do autor e as fontes documentais que possibilitaram a edição. Os
sonetos de Eulálio Motta seguem o estilo parnasiano-simbolista, comum na Bahia da primeira
metade do século XX. Entretanto, a temática de seus sonetos segue uma orientação romântica
na qual o sofrimento amoroso, a dor da saudade e o sepultamento das ilusões são os tons mais
vibrantes dos versos. O corpus desta edição constitui-se de 48 sonetos éditos e inéditos.
Estabeleceu-se o texto de base à partir da análise dos testemunhos. Apresentam-se as
variantes no aparato crítico; ao lado do texto crítico, um fac-símile do texto de base.
PALAVRAS-CHAVE: Literatura Baiana. Sonetos. Crítica Textual. Eulálio Motta.
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VALÉRIA MARTA RIBEIRO SOARES
DAS CARTAS AOS CONTOS:
ASPECTOS DA NARRATIVA DE MONTEIRO LOBATO
Mestrando: Valéria Marta Ribeiro Soares
Data da Defesa: 22/03/2007
Banca Examinadora:
Prof. Dr. Aleilton Santana da Fonseca (UEFS) (Orientador)
Profa. Dra. Rita de Cássia Ribeiro de Queiroz (UEFS)
Prof. Dr. Luciano Rodrigues Lima (UNEB)
RESUMO:
José Bento Monteiro Lobato (1882-1948) ficou conhecido, no Brasil, como um escritor de
livros infantis, mas escreveu para adultos também. Ele teve várias ocupações: fazendeiro,
empresário, advogado, jornalista, editor, tradutor e escritor. Escreveu vários gêneros literários:
ensaios, artigos, romance, cartas literárias e contos. O objetivo deste trabalho é,
primeiramente, apresentar a vida familiar, política e literária de Monteiro Lobato, utilizando
suas cartas literárias do livro A Barca de Gleyre e, com base nas epístolas, discutir literatura,
estilo, pensamentos críticos e teoria literária para entender a estrutura dos seus contos nos
livros Urupes (1918), Cidades Mortas (1919) e Negrinha (1920). Alguns contos serão
analisados individualmente; outros em grupos temáticos. Outros tipos de textos de Lobato
serão usados neste trabalho, porém os textos principais serão as cartas literárias e os contos.
PALAVRAS-CHAVE: Cartas. Contos. Análise literária.
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VALQUÍRIA LIMA DA SILVA
“ESCREVENDO COM O CORPO: PAIXÃO PAGU E A EXPERIMENTAÇÃO
REVOLUCIONÁRIA DE PARQUE INDUSTRIAL. ”
Mestrando: Valquíria Lima da Silva
Data da Defesa: 29/08/2007
Banca Examinadora:
Prof. Dr. Rubens Edson Alves Pereira (Orientador)
Profa. Dra. Eliana Mara de Freitas Chiossi
Prof. Dr. Cláudio Cledson Novaes
RESUMO:
Este trabalho tem por objetivo discutir as características de produção do romance Parque
Industrial, publicado em 1933, da escritora paulista Patrícia Galvão. Tal debate deverá ser
feito, levando em conta as dimensões da militância política da escritora. Para isso, serão
associadas a leitura sua carta autobiográfica (lançada em 2005, com o título Paixao Pagu) e
duas obras recentes da literatura brasileira, Cidade de Deus e Capão Pecado. A obra será lida
como uma forma singular, permeada de contradições que resultam da maneira febril e
pulsante com que analisa e se relaciona com os acontecimentos históricos que a circundaram.
Neste sentido, propõe-se aqui um novo olhar sobre Parque Industrial que o retire do lugar
exclusivo da propaganda partidária e o compreenda como uma forma literária radical e
contraditória, pois que no limiar entre a vontade de transformar o mundo e a impossibilidade
de fazê-lo através da literatura.
PALAVRAS-CHAVE: Pagu. Militância política. Literatura. História.
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mestrado 2005