Reprodução
Clima
ALÉM DA IMAGINAÇÃO
O volume de CO2 – tido como o grande responsável pelo
“aquecimento global” – aumenta, mas a temperatura da
Terra continua estável, ao contrário do previsto
por Álvaro Caropreso
A TEMPERATURA MÉDIA da
atmosfera perto da superfície da Terra
está constante nos últimos 15 anos. Não
KiXPDWHQGrQFLDGHDTXHFLPHQWRÀUPH
e persistente. Ainda estão longe de ser
FRQVHQVRFLHQWtÀFRRVPRGHORVFRPSXtacionais que simulam os efeitos no clima
dos gases de efeito estufa. Há dúvidas se
DDWLYLGDGHKXPDQDpVXÀFLHQWHSDUDTXH
suas emissões desses gases realmente
pesem no problema. Certeza, só uma:
ainda há muito por estudar para se
compreender o clima em grande escala.
Desde 1990, e exceto por um salto
entre 1998 e 1999, a temperatura média
realmente observada perto da superfície
da Terra está abaixo da mais famosa curva que projeta o aquecimento ao longo
das primeiras décadas do século XXI em
função do aumento da concentração de
gases de efeito estufa: a divulgada pelo
Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês),
organismo da Organização das Nações
34
| retratodoBRASIL 71
Unidas (ONU) que monitora o assunto.
A curva do IPCC foi corrigida mais de
uma vez e é a expressão da média das
projeções feitas por diversos modelos
climáticos computacionais, cada qual
com sua própria margem de incerteza.
Particularmente nos últimos 15 anos,
a temperatura média está praticamente
FRQVWDQWH FRPR VH Yr QR JUiÀFR DR
lado (“Abaixo das previsões”), no qual a
curva dos dados realmente observados
se sobrepõe às faixas de incerteza das
simulações feitas pelo IPCC.
$ YHUVmR RULJLQDO GHVVH JUiÀFR IRL
apresentada recentemente pelo climatologista Ed Hawkins, da Universidade
de Reading e do Centro Nacional para a
Ciência Atmosférica, na Grã-Bretanha.
Os dados, no entanto, revelam mais do
que a manutenção das temperaturas em
um patamar relativamente constante.
Mostram que a temperatura média nos
anos recentes está no limite inferior da
faixa de incerteza de qualquer um dos
38 mais respeitáveis modelos climáticos
computacionais da atualidade. Ou seja,
se a temperatura se mantiver no mesmo
patamar nos próximos anos, ela cairá
fora inclusive das próprias margens de
incerteza desses modelos.
I
sso dá um nó na lógica e nos pressupostos dos complexos algoritmos que simulam o clima, além de
exigir mais esforços para a compreensão do papel dos gases de efeito estufa
presentes na atmosfera, com muito
suor e neurônios para o aperfeiçoamento dos modelos. Recoloca também
o debate sobre a correlação entre a
atividade humana e o comportamento
do clima, mas não nega que está em
curso um aumento da concentração
desses gases. Na primeira década do
século XX, a humanidade lançou cerca
de 100 bilhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera, o
equivalente a um quarto de todo o volume desse gás produzido desde 1750,
marco do começo da industrialização.
Apesar disso, “a temperatura média
global está constante há uma década”,
como observou James Hansen, diretor
do Instituto Goddard para Estudos
Espaciais, da Nasa (agência espacial
dos EUA), citado em artigo publicado
QRÀQDOGHPDUoRSHODUHYLVWDEULWkQLFD
The Economist.
1R HQWDQWR R GHVFRPSDVVR HQWUH
R DXPHQWR GDV HPLVV}HV GH JDVHV GH
HIHLWR HVWXID H R IDWR GH R SDWDPDU GD
WHPSHUDWXUDWHUVHPDQWLGRUHODWLYDPHQWH
FRQVWDQWH WDPEpP QmR VLJQLÀFD TXH R
DTXHFLPHQWRJOREDOVHMDSXUDLOXVmR$
WHPSHUDWXUD PpGLD QD SULPHLUD GpFDGD
GRVpFXOR;;,HVWiTXDVHXPJUDXFHQWtJUDGRDFLPDGRVHXYDORUQDSULPHLUD
GpFDGDGRVpFXOR;;
7DPEpPpLQHJiYHOTXHFHUWRVJDVHV
WrPPDLVFDSDFLGDGHGRTXHRXWURVGH
UHWHUFDORU,VVRGHSHQGHGDPDVVDHGD
HVWUXWXUD PROHFXODU GH FDGD XP 7DPEpPQmRKiG~YLGDGHTXHFHUWRVJDVHV
WrP HIHLWRV LQGLUHWRV QR DTXHFLPHQWR
GD DWPRVIHUD TXH SRWHQFLDOL]DP HRX
DWHQXDPVHXVSDSpLVQRHIHLWRHVWXID3RU
H[HPSORRPHWDQR&+4UHWpPPHQRV
FDORU GR TXH R &22 HVWi SUHVHQWH QR
DUHPSHTXHQDSURSRUomRHSHUPDQHFH
DWLYR SRU SRXFR WHPSR PDV FRQWULEXL
SDUDDIRUPDomRGHR]{QLR23RXWUR
JiVGHHIHLWRHVWXIDRTXHSRWHQFLDOL]D
VXDDomR2&22SRUVHXODGRpERP
UHWHQWRUGHFDORUHFRPHWHDPDOYDGH]D
GHSHUPDQHFHUPXLWRPDLVWHPSRQRDU
GRTXHR&+4RTXHDORQJRSUD]RR
WRUQDPDLVSUREOHPiWLFRVHDVHPLVV}HV
QmRWLYHUHPFRQWUROH
H WRGRV RV JDVHV GH HIHLWR
HVWXIDSRUpPQHQKXPJDQKD
GRYDSRUG·iJXDeDEXQGDQWtVVLPRHVXDPROpFXODUHWpPGH]HQDVGH
YH]HVPDLVFDORUGRTXHDVGRVGHPDLV
JDVHVPDVDRIRUPDUQXYHQVHOHUHÁHWH
DOX]VRODUHDWHQXDRDTXHFLPHQWRDWp
FHUWROLPLWH7HRULFDPHQWHHVVHVPHFDQLVPRVGHUHDOLPHQWDomR²RXfeedback
QR WHUPR HP LQJOrV SUHIHULGR SHORV
FLHQWLVWDV ² HVWmR QR ODGR IiFLO GH VH
FRPSUHHQGHURSUREOHPD
2GLItFLOpFRORFDUWXGRLVVRMXQWRHP
XPPRGHORPDWHPiWLFRTXHFRQVLGHUHRV
HIHLWRV GLUHWRV H LQGLUHWRV GD LQWHUDomR
HQWUHWRGRVRVJDVHVGDDWPRVIHUDFRPR
VHHOHVHVWLYHVVHPSUHVRVHPXPEDOmR
GHHQVDLRPDVDRPHVPRWHPSROLYUHV
HVROWRVQXPDDWPRVIHUDFXMDIURQWHLUD
VXSHULRU QmR p XPD SDUHGH GH YLGUR
PDVXPGHJUDGrGHSUHVV}HVPDLVDOWDV
D
HPEDL[RHPDLVIUDFDVHPFLPDDWpTXH
SUHYDOHoDRYiFXR7XGRLQWHUDJLQGRFRP
RFRPSRUWDPHQWRGRVRFHDQRVFRPDV
YDULDo}HVGDUDGLDomRVRODUDVVXWLOH]DV
GRVPRYLPHQWRVRUELWDLVGD7HUUDHPDLV
RTXHVHVDEHVREUHDFURVWDGRSODQHWD
VXDV UDFKDGXUDV JLJDQWHVFDV SRU RQGH
HVFDSD R PDJPD GR LQWHULRU R PRGR
FRPRLVVRDTXHFHDiJXDGRVRFHDQRVH
DID]FLUFXODUHLQWHUIHULUQDVFRUUHQWHVGH
DURUHJLPHJHUDOGRVYHQWRV(WXGR
WDPEpPVRPDGRDRSRXFRFRQKHFLPHQWRVREUHROHLWRGRVRFHDQRVDWpDJRUD
PHQRVPDSHDGRGRTXHDVXSHUItFLHGR
SODQHWD0DUWHHVREUHRTXHDFRQWHFH
FRPRVGHVSRMRVGDYLGDPDULQKDTXHVH
SUHFLSLWDPQHVVDVSURIXQGH]DVPLOrQLR
DSyVPLOrQLRSDUDHVWRFDUPHWDQR
1mR p LPSRVVtYHO MXQWDU HP XP
PRGHOR PDWHPiWLFR WRGDV DV YDULiYHLV
TXHLQWHUIHUHPQRFOLPD2VFRPSXWDGRUHVHVWmRFDGDYH]PDLVSRGHURVRVH
DMXGDPDWHVWDUFHUWDVKLSyWHVHVRTXH
p XPD PmR QD URGD SDUD RV FLHQWLVWDV
HVFROKHUHP RV YHLRV GH SHVTXLVD PDLV
SURPLVVRUHV0DVDLQGDpSDUFDDEDVH
GH GDGRV DFXPXODGRV SHOD FLrQFLD
ABAIXO DAS PREVISÕES
A temperatura média ficou constante nos últimos 15 anos
e pode ficar abaixo dos limites inferiores dos modelos de simulação
1,5
Estimativas e variação real da temperatura
média da Terra, em °C (1950-2030)
Dados reais
1,0
Intervalo de confiança dos modelos
5% a 95%
25% a 75%
0,5
0
-0,5
1950
1960
1970
1980
1990
2000
2010
2020
2030
Fonte: Ed Hawkins, Universidade de Reading; banco de dados do Coupled Model Intercomparison Project Phase 5 – World Climate Research Programme
71 retratodoBRASIL
|
35
A incerteza dos modelos computacionais deixa
governos, cientistas e políticos com um pé na frente
e outro atrás com relação às mudanças climáticas
sobre a história do clima na Terra e as
interações dos fatores mais determinantes das condições em cada época. Por
enquanto, as simulações revelam muito
mais as preferências teóricas dos autores
dos modelos do que cenários previsíveis
para o futuro. Mas também ajudam, sim,
a fazer boas perguntas.
$GRPRPHQWRpRTXHVLJQLÀFDHVVD
incompatibilidade entre as temperaturas
relativamente constantes em uma década
de notório aumento da concentração de
CO2 na atmosfera?
Os cientistas usam o conceito de
“sensibilidade climática” para descrever
RTXDQWRDVXSHUItFLHGD7HUUDÀFDPDLV
quente a cada duplicação na concentração de CO2. E chamam essa medida de
“sensibilidade de equilíbrio” quando se
referem à elevação da temperatura em
um grau centígrado após a atuação de
todos os mecanismos de feedback, mas
sem levar em conta as alterações na vegetação e nas coberturas de gelo. Assim,
o aumento da concentração desse gás
dos níveis da época pré-industrial de 280
partes por milhão (ppm) para 560 ppm
elevaria a temperatura média da superfície da Terra em um grau centígrado.
Hoje, há medições que registram marcas
perto de 400 ppm.
Os gases de efeito estufa absorvem
calor da radiação no infravermelho
emitida por tudo que há na superfície do
planeta – e sobre ela – que se encontre
VXÀFLHQWHPHQWHDTXHFLGRVHMDSHORFDORU
do núcleo terrestre, seja pela luz solar.
Sozinho, o calor absorvido pelo CO2
poderia ser desprezado nas equações
climáticas. O problema está nos feedbacks.
Qualquer aumento da concentração de
XP JiV LQÁXHQFLD RXWURV IHQ{PHQRV
como a formação de vapor d’água e de
nuvens, de modo que o aumento da concentração de CO2 poderia resultar tanto
em aquecimento como em resfriamento.
Essas duas tendências poderiam ser potencializadas com a adição de fuligem e
outros aerossóis (micropartículas sólidas
que vagam na atmosfera).
Os climatologistas concordam, no
36
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geral, com esse raciocínio, mas divergem
quanto à ordem de grandeza das variações de temperatura que se podem prever para um lado ou outro. Os que amparam os relatórios do IPCC, por exemplo,
calculam que a temperatura deve subir
cerca de três graus centígrados, com
margem de erro de mais ou menos um
grau centígrado para cada duplicação da
concentração de CO2. Para o IPCC, um
aumento da temperatura em cerca de três
JUDXVFHQWtJUDGRVSRGHUiLQWHQVLÀFDUDV
secas, colocar em risco de extinção 30%
das espécies vivas, provocar perdas sigQLÀFDWLYDVQDELRGLYHUVLGDGHGRVFRUDLV
e aumentar a probabilidade de grandes
ciclones tropicais e outras desgraças.
C
laro, se a temperatura média na
superfície da Terra for, um dia,
cerca de três graus centígrados
superior à de hoje, certamente o mundo
será diferente! Mas isso não é um desígnio inexorável que emana das simulações
computacionais como uma força da
natureza. Se algum modelo pudesse dar
tanta certeza, a humanidade respiraria
aliviada e os governos teriam todo o
tempo do mundo para redirecionar as
economias no rumo da realidade por
YLU(VHIRVVHSRVVtYHODÀUPDUFRPD
mesma certeza que a hipótese do aquecimento é uma balela, bastaria deixar
tudo como está. Ou seja, os modelos
computacionais podem também ser formatados conforme certos interesses não
QHFHVVDULDPHQWHFLHQWtÀFRV,VVRHTXLYDOH
a dizer que pode haver uma política embarcada neles, já que nada impede que
se coloquem entre as variáveis da física
e da química algumas representativas de
LQWHUHVVHHFRQ{PLFR0DVpDLQFHUWH]D
FLHQWtÀFDSUySULDGRVPRGHORVTXHGHL[D
governos, cientistas e políticos, todos,
com um pé na frente e outro atrás.
Não é à toa, portanto, que também se
usam hoje modelos computacionais com
premissas na contramão das que formatam os relatórios do IPCC. É o caso, por
exemplo, das simulações do Conselho
de Pesquisa da Noruega executadas pela
equipe liderada por Terje Berntsen, da
Universidade de Oslo. Um documento
preliminar do grupo conclui que é de
90% a probabilidade de que a duplicação
da concentração de CO2 incremente a
temperatura em uma faixa de 1,2 a 2,9
graus centígrados, com pico de probabilidade em 1,9 grau. Ou seja, tanto a média
quanto o limite superior nesse estudo
estão abaixo do previsto pelo IPCC. Há
outras estimativas dessa ordem.
Um modelo do Instituto para a Mudança Global, em Yokohama, no Japão,
rodado em 2012 pela equipe de Julia Hargreaves, sugere a mesma probabilidade
de 90% para uma faixa de temperatura
entre 0,5 e 4 graus centígrados, com
média em 2,3 graus. O climatologista
independente Nic Lewis reanalisou o
recente relatório do IPCC e, com base
nos mesmos dados, concluiu por uma
faixa de temperatura ainda mais baixa,
entre um e três graus centígrados, com
média em 1,6 grau.
Os diferentes resultados dependem
dos pressupostos de cada modelo, mas a
lógica que estrutura cada um é ainda mais
determinante. Nesse aspecto, há duas
grandes famílias de modelos climáticos:
os de Circulação Geral (CG), muito
complexos, que dividem a superfície
da Terra e a atmosfera em uma grade
de setores nos quais são efetuadas as
simulações do sistema climático e as
P~OWLSODV LQÁXrQFLDV VREUH HOH RV GH
Balanço de Energia (BE), mais simples,
que tratam a Terra como um todo ou
como dois hemisférios e representam
o clima em grande escala por meio de
algumas poucas equações que expressam
as alterações nos gases de efeito estufa,
os aerossóis vulcânicos, as temperaturas
médias globais, etc.
A vantagem dos modelos CG é que
eles são extremamente detalhados. A
desvantagem é que eles não respondem
bem a novas leituras de temperatura.
Com base nos dados do passado, eles
simulam o modo como o clima funciona,
mas não conseguem trabalhar com dados
novos que eventualmente saiam dos pa-
GU}HVDQWHVYHULÀFDGRVHTXHIRUPDWDUDP
RPRGHOR(PRXWUDVSDODYUDVHPERUD
VHMDPEDVWDQWHSUHFLVRVQDGHVFULomRGRV
SURFHVVRVFOLPiWLFRVQmRVmRPRGHORV
VXÀFLHQWHPHQWHLQWHOLJHQWHVSDUDVLPXODU
FRPSRUWDPHQWRVIRUDGHFHUWRVSDGU}HV
FRQKHFLGRV
2V PRGHORV %( VmR PHOKRUHV SDUD
UHSUHVHQWDURVPHFDQLVPRVPDLVVLPSOHV
HGLUHWRVTXHLQÁXHQFLDPRFOLPDRTXHp
XPDYDQWDJHPPDVQmRVmRLGHDLVSDUDRV
IDWRUHVLQGLUHWRVHGLQkPLFRVFRPRDFDdeia de feedbacksGRVJDVHVGHHIHLWRHVWXID
DHURVVyLVYDSRUG·iJXDHQXYHQV3RUpP
WrPDYDQWDJHPGHHVWDUIRFDOL]DGRVQRV
GDGRVGHWHPSHUDWXUDSDUDHVWLPDUDVHQVLELOLGDGHFOLPiWLFDHSRULVVRVHHQFDL[DP
EHPQRVGDGRVREVHUYDGRVQDUHDOLGDGH
$VHVWLPDWLYDVGR,3&&VHEDVHLDP
SDUFLDOPHQWH HP PRGHORV &* TXH UHÁHWHPXPDFRPSUHHQVmRVREUHRFOLPD
TXH QmR WHP PXGDGR D GHVSHLWR GRV
GDGRVUHFHQWHVGHWHPSHUDWXUDIRUDGDV
VXDVSUySULDVSUHYLV}HV3RURXWURODGR
RFLWDGRHVWXGRQRUXHJXrVIRLEDVHDGR
HPXPPRGHORGH%DODQoRGH(QHUJLD
PHVPR PpWRGR IRL XVDGR HP
RXWURVWUDEDOKRVTXHHQFRQWUDUDP VHQVLELOLGDGHV FOLPiWLFDV
PDLVEDL[DVGRTXHDVGR,3&&/HYDQWDPHQWRGHThe Economist FLWDRVVHJXLQWHV
RFRQGX]LGRSRU5HWR.QXWWLGR,QVWLWXWR
SDUDD&LrQFLD$WPRVIpULFDH&OLPiWLFD
HP=XULTXH6XtoDRGH3LHUV)RUVWHUGD
8QLYHUVLGDGHGH/HHGVH-RQDWKDQ*UHJRU\GD8QLYHUVLGDGHGH5HDGLQJDPEDV
QR5HLQR8QLGRRGH1DWDOLD$QGURQRYD
H 0LFKDHO 6FKOHVLQJHU GD 8QLYHUVLGDGH
GH,OOLQRLV(8$HRGH0DJQH$OGULQ
GR &HQWUR 1RUXHJXrV GH &RPSXWDomR
WDPEpPHQWUHRVDXWRUHVGRHVWXGRFLWDGR
DQWHULRUPHQWH2paperGH)RUVWHUH*UHJRU\HVWLPDDVHQVLELOLGDGHGHHTXLOtEULR
QD PpGLD GH JUDX FHQWtJUDGR FRP
GHSUREDELOLGDGHQDIDL[DHQWUHH
JUDXV2WUDEDOKRGH$OGULQHQFRQWUD
GHSUREDELOLGDGHQDIDL[DGHD
JUDXV&RQWXGRGHYHVHLUFRPFDOPD
2V PRGHORV %( QmR GmR FRQWD GH
WRGRVRVfeedbacksHSRGHPQmRWHUFRQVLGHUDGRIDWRUHVHYHQWXDLVTXHWHPSRUDULDPHQWHDWHQXDUDPRLPSDFWRGDVHPLVV}HV
GHJDVHVGHHIHLWRHVWXID3RUH[HPSORDV
SDUWtFXODVODQoDGDVQRDUSHORVYXOF}HV
TXH UHÁHWHP D OX] VRODU H FRQWULEXHP
GLUHWDPHQWHSHORUHVIULDPHQWRPDVTXH
PXGDP RV SDGU}HV GH FLUFXODomR GD
DWPRVIHUDHSRGHPLQGLUHWDPHQWHFRQWULEXLUSDUDRDTXHFLPHQWR2XWURVDHURVVyLV
O
CALOR NOS OCEANOS
As camadas superficiais parecem estar retendo menos calor,
mas as mais profundas podem estar se aquecendo
50
25
0
-25
Evolução do calor retido até
700 metros de profundidade
nos oceanos, em zetajoules
[=1021 joules] (1993-2012)
-50
-75
-100
1995
2000
2005
2010
2012
Fonte: Pacific Marine Environmental Laboratory
ID]HPRRSRVWRFRPRQRFDVRGRVVXOIDWRVTXHFDXVDPDOJXPDTXHFLPHQWRPDV
QREDODQoRÀQDOHVIULDPDDWPRVIHUDHP
DJUDXFHQWtJUDGR
1R JHUDO R HIHLWR GH UHVIULDPHQWR
GHYLGR DRV DHURVVyLV p PHQRU GR TXH
VHLPDJLQDYDHRHIHLWRGHDTXHFLPHQWR
TXDQGRRFRUUHpPDLRUFRPRVXJHUHP
DVPHGLo}HVPDLVUHFHQWHVIHLWDVSRUVDWpOLWHVHEDO}HV(PDYDOLDomRSUHOLPLQDU
DLQGDVXMHLWDDUHYLVmRR,3&&GL]TXHD
´IRUoDQWHUDGLDWLYDµGRVDHURVVyLVDFDSDFLGDGHGHLQÁXLUSDUDRDTXHFLPHQWRRX
SDUDRUHVIULDPHQWRHVWLPDGDHP
HPZDWWSRUPHWURTXDGUDGR:P
GD VXSHUItFLH GD 7HUUD R VLQDO QHJDWLYR
LQGLFD´IRUoDQWHµSHORUHVIULDPHQWRVHULD
KRMH FDOFXODGD HP :P RX VHMD
p PHQRV ´UHVIULDQWHµ 3DUWLFXODUPHQWH
VREUH D IXOLJHP GDGRV SXEOLFDGRV HP
MDQHLURGHPRVWUDPTXHVHXHIHLWR
OtTXLGRSHORDTXHFLPHQWRWDPEpPpPDLRU
GR TXH VH VXSXQKD &iOFXORV DQWHULRUHV
GR3URJUDPDGD218SDUDR$PELHQWH
GDYDP j IXOLJHP XPD ´IRUoDQWHµ HQWUH
H:P$JRUDHVVHLQGLFDGRUIRL
FDOFXODGRHP:P
6H FRUUHWRV HVVHV FiOFXORV WRUQDP
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GHWHPSHUDWXUDVFRQVWDQWHV$ÀQDOFRP
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VHSHQVDYDDIDYRUGRUHVIULDPHQWRHD
IXOLJHPFRQWULEXLQGRPDLVSDUDRDTXHFLPHQWRHUDGHVHHVSHUDUXPDGLVSDUDGD
QRDTXHFLPHQWRPDVRFRUUHRRSRVWR
2 TXH HQWmR HVWDULD GHWHUPLQDQGR R
DUUHIHFLPHQWR" 7DOYH] D VHQVLELOLGDGH
FOLPiWLFDVHMDGHIDWRPHQRUGRTXHVH
LPDJLQDYDHRVPRGHORVGHFLUFXODomRJHUDOWHQKDPVXSHUHVWLPDGRRLPSDFWRGDV
QXYHQVTXHVmRPXLWRLQÁXHQFLDGDVSHORVDHURVVyLV(PWRGRVRVPRGHORV&*
DVQXYHQVDPSOLÀFDPRDTXHFLPHQWR²H
PXLWRHPFHUWRVFDVRV2SUySULR,3&&
DGPLWH TXH R SDSHO GDV QXYHQV FRPR
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QRV PHFDQLVPRV GH UHDOLPHQWDomR GRV
PRGHORVFOLPiWLFRVµ
7DOYH]DH[SOLFDomRHVWHMDQRVRFHDQRV'HIDWRGXUDQWHD~OWLPDGpFDGDSDUHFHTXHRVPDUHVQmRHVWmRDEVRUYHQGR
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GRFDORUGDDWPRVIHUDYDLSDUDRVRFHDQRVPDVTXHDViJXDVSURIXQGDVDEDL[R
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