PROGRAMAÇÃO E CADERNO DE RESUMOS
PROMOÇÃO:
ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE HISTÓRIA – SEÇÃO DO PARANÁ
GT DE HISTÓRIA DAS RELIGIÕES E DAS RELIGIOSIDADES – ANPUH/PR
GT DE HISTÓRIA DAS RELIGIÕES E DAS RELIGIOSIDADES – ANPUH/SC
GT DE HISTÓRIA DAS RELIGIÕES E DAS RELIGIOSIDADES – ANPUH/PR
DEPARTAMENTO DE HISTÓRIA – DHI/UEM
LABORATÓRIO DE ESTUDOS EM RELIGIÕES E RELIGIOSIDADES – LERR/UEM
APOIO:
2
DIRETORIA DA ANPUH/PR
Angelo Priori – Presidente
Frank Antônio Mezzomo – Vice-presidente
Márcia Elisa Teté Ramos – Secretária geral
Edson Armando da Silva – Tesoureiro
GT HISTÓRIA DAS RELIGIÕES E DAS RELIGIOSIDADES – ANPUH
Solange Ramos de Andrade – Coordenadora Nacional
Vanda Fortuna Serafim – Coordenadora Seção Paraná
Artur César Isaia – Coordenador Seção Santa Catarina
Gerson Machado – Vice-coordenador Seção Santa Catarina
Gizele Zanotto – Coordenadora Seção Rio Grande do Sul
Marta Rosa Borin – Vice-coordenadora Seção Rio Grande do Sul
COMISSÃO ORGANIZADORA DO EVENTO
Vanda Fortuna Serafim – UEM
Solange Ramos de Andrade –UEM
Natally Vieira Dias – UEM
José Henrique Rollo Gonçalves – UEM
Artur César Isaia – UFSC
Marta Rosa Borin – UFSM
COMISSÃO TÉCNICO-CIENTÍFICA
Angelo A. Priori – UEM
Artur Cesar Isaia - UFSC
Cláudia Touris – Universidad de Buenos Aires
Eliane Cristina Deckmann Fleck - UNISINOS
Gerson Machado - FCJ/MASJ
Gizele Zanotto - UPF
José Carlos Gimenez - UEM
Marta Rosa Borin - UFSM
Patrícia Fogelman - Universidad de Buenos Aires Richard Gonçalves André - UEL
Terezinha Oliveira – UEM
Solange Ramos de Andrade - UEM
COMISSÃO DISCENTE
Agamedes Leite Fonseca
Flávio Guadagnucci Palamin
Helisson de Oliveira Soares
Leide Barbosa Rocha Schuelter
Mariana Rodrigues da Silva
Murilo Toffanelli
Tereza de Fatima Mascarin
Tônia Kio Fuzihara Piccoli
Daniel Lula Costa
Giovane Marrafon Gonzaga
Laís Pinheiro de Souza Guelis
Maria Helena Azevedo Ferreira
Michel Bossone
Rafaela Arienti Barbieri
Thauan Bertão dos Santos
Ricardo Gomes da Silva
3
PROGRAMAÇÃO GERAL
8h00 às
19h00
05/11/2013
Terça-feira
06/11/2013
Quarta-feira
07/11/2013
Quinta-feira
CREDENCIAMENTO
CREDENCIAMENTO
CREDENCIAMENTO
Local: BLOCO 04 SALA 10
Local: BLOCO 04 SALA 10
8h30 – Cerimônia de
Abertura
Manhã
9h00 – Conferência de
Abertura: “Festejar a morte,
chorar em vida - os ritos
sacrificiais nas religiões e
religiosidades”
Local: BLOCO 04 SALA 10
9h00 – Mesa Redonda 2
““Ritos de Vida e Morte”
Local: BLOCO I 12 SALA 001
9h00 – Mesa-Redonda 4
“Espaços de Vida e Morte”
Local: BLOCO H 35 SALA 007
Local: BLOCO I 12 SALA
001
Tarde
14h00 às 18h00 – Simpósios
Temáticos
14h00 às 18h00 – Simpósios
Temáticos
Local: Bloco D34
14h00 às 18h00 – Simpósios
Temáticos
Local: Bloco D34
Local: Bloco D34
19h30 Mesa- Redonda 1
“Religião e Política:
biografias, mitos e ritos”
Noite
Local: BLOCO I 12
SALA 001
18h00 – 19h00 – Reunião
Administrativa do GT
19h30 Mesa- Redonda 3
“Vida e Morte na Literatura e na
História”
Local: BLOCO H 35
SALA O07
19h30 – Conferência de
Encerramento.
“Viver e morrer entre irmão: as
irmandades religiosas da Bahia”
Local: BLOCO H 35 –
SALA 007
4
O credenciamento será realizado todos os dias do evento.
Local: Laboratório de Estudos em Religiões e Religiosidades (BL 04 – Sala 10)
Próximo a Cantina Central e na rua da Caixa Econômica Federal.
Horário: Das 8h00 às 19h00.
Primeiro dia – 05/11/2013
8h30 – Cerimônia de Abertura
Local: UEM/ Auditório do Bloco I-12 (Sala 001)
9h00 – Conferência de Abertura
Profª. Dra. Solange Ramos de Andrade – UEM
Profª Dra. Vanda Fortuna Serafim (Coordenadora da Mesa)
Local: UEM/ Auditório do Bloco I-12
14h00 às 18h00 – Simpósios Temáticos
19h30 Mesa- Redonda 1
―Religião e Política: biografias, mitos e ritos‖
Prof. Dr. Artur Cesar Isaia – UFSC
Profª Dra. Marta Rosa Borin – UPF
Profª Dra. Virgínia Albuquerque de Castro Buarque – UFOP
Prof. Dr. Ângelo Priori (Coordenador da Mesa)
Local: UEM/ Auditório do Bloco I-12
Segundo dia - 06/11/2013
9h00 – Mesa Redonda 2: ―Ritos de Vida e Morte‖
Prof. Dr, Gilberto Martins – UNESP (Assis)
Profª Dra. Vanda Serafim - UEM
Prof. Dr. Gerson Machado – UFSC
Profª Me. Natally Vieira Dias (Coordenadora da Mesa)
Local: UEM/ Auditório do Bloco I-12 (Sala 001)
5
14h00 às 18h00 – Simpósios Temáticos
18h00 – 19h00 – Reunião Administrativa do GT
Local: UEM/ Auditório do Bloco H-35
19h30 Mesa- Redonda 3:―Vida e Morte na Literatura e na História‖
Profª Dra Karin Volobuef – UNESP (Araraquara)
Profª Dra Aline Dias da Silveira – UFSC
Profª. Dra. Salma Ferraz – UFSC
Profª Dr. José Carlos Gimenez (Coordenador da Mesa)
Local: UEM/ Auditório do Bloco H-35
Terceiro dia - 07/11/2013
9h00 – Mesa-Redonda 4: ―Espaços de Vida e Morte‖
Prof. Dr. Sylvio Fausto Gil Filho – UFPR
Profa. Dra. Eliane Cristina D. Fleck - UNISINOS
Prof. Dr. José Henrique Rollo Gonçalves – UEM
Local: UEM/ Auditório do Bloco H-35
14h00 às 18h00 – Simpósios Temáticos
19h30 – Conferência de Encerramento.
Profª Dra. Edilece Souza Couto- UFBA
Profª Dra. Vanda Fortuna Serafim (Coordenadora da Mesa)
Local: UEM/ Auditório do Bloco H-35
6
PROGRAMAÇÃO DE APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS
DIA 05 DE NOVEMBRO DE 2013
TERÇA-FEIRA
ST- A MORTE E O BEM MORRER NA TRANSIÇÃO PARA A MODERNIDADE
Dr. José Carlos Gimenez (UEM)
Drando. Paulo Henrique Vieira (Faculdade Alvorada – Maringá)
Data: 05 de novembro de 2013
Local: Bloco D-34 Sala 204
André
Luiz
Marcondes
Pelegrinelli
Cézar de Alencar
Arnaut de Toledo
Rodrigo Pinto de
Andrade
Cézar de Alencar
Arnaut de Toledo
Rodrigo Pinto de
Andrade
Gabrieu de Queiros
Souza
José Carlos Gimenez
Maria Aparecida de
Araújo Barreto Ribas
Odailson Volpe de
Abreu
Saulo
Henrique
Justiniano Silva
Tiago
Silva
Varges
da
UMA ANÁLISE DO AFRESCO ―CRUCIFICAÇÃO‖, DE GIOTTO NA BASÍLICA
DE SÃO FRANCISCO, ASSIS.
A ORAÇÃO PELOS MORTOS NO ―CATECISMO ROMANO‖, DE 1566.
A ORAÇÃO PELOS MORTOS NA ―CONFISSÃO DE FÉ DE WESTMINSTER‖
(1647).
―PIENSA QUÉ ESTARÁ TU CUERPO DEBAJO DE LA TIERRA‖: A MORTE E O
LUTO EM JOÃO DE ÁVILA
OS SERMÕES DAS EXÉQUIAS DE FELIPE II, REI DE ESPANHA E PORTUGAL.
MORRER NO BRASIL HOLANDÊS: COMO TER UMA BOA MORTE?
PURGATÓRIO: DOGMA OU HERESIA? BREVE DISCUSSÃO SOBRE AS
CONCEPÇÕES DE PURGATÓRIO ENTRE CATÓLICOS E PROTESTANTES NA
BAIXA IDADE MÉDIA E INÍCIO DA MODERNIDADE.
NAQUELE TEMPO, O SENHOR LEVANTARÁ DE NOVO A MÃO PARA
RESGATAR O RESTO DE SEU POVO: CABALA, PROFETISMO E
MESSIANISMO EM PORTUGAL NO SÉCULO XVI
―NARRATIVAS DA MORTE E DO PECADO: UMA REFLEXÃO ACERCA DOS
PECADOS CAPITAIS NA OBRA DE HIERONYMUS BOSCH"
7
ST- ENCRUZILHADAS HISTORIOGRÁFICAS:
CRENÇAS MEDIÚNICAS E AFRO-BRASILEIRAS.
Dra. Vanda Fortuna Serafim (UEM)
Dr. Gerson Machado (FCJ/MASJ)
Data: 05 de novembro de 2013
Local: Bloco D-34 Sala 212
Gerson Machado
Fabio Ferreira dos
Santos da Silva
Ricardo José Sanca
Glauciane da Silva
Souza
Renilda
Aparecida
Costa
Renilda
Aparecida
Costa
Edvaldo
Sapia
GonÇalves
Vanda
Fortuna
Serafim
A HISTÓRIA NA ENCRUZILHADA: O CANDOMBLÉ, O HISTORIADOR E SUAS
FERRAMENTAS
O SENTIDO DA MORTE ENTRE OS IORUBÁS E NO CANDOMBLÉ NAGÔ
PRÁTICAS DE CULTO DOS ANCESTRAIS NA GUINÉ-BISSAU: O DESTINO
DOS MORTOS NA ETNIA MACANHA.
PRÁTICAS DE CULTO DOS ANCESTRAIS NA GUINÉ-BISSAU: O DESTINO
DOS MORTOS NA ETNIA MACANHA.
FUNERAL DE UM PAI DE SANTO: PAI NYARAI HISTÓRIAS DE VIDA,
HISTÓRIAS VIVIDAS
FILME CAFUNDÓ: IDENTIDADE NACIONAL BRASILEIRA E IDENTIDADE
ÉTNICO/RACIAL EM CONSTRUÇÃO
RELIGIÃO E LOUCURA: A VIOLÊNCIA MÉDICA CONTRA AS RELIGIÕES DE
TRANSE MEDIÚNICO NO RIO DE JANEIRO DA PRIMEIRA REPÚBLICA
CIÊNCIA, IDEIAS E CRENÇAS: HISTÓRIA E CULTURA AFRO-BRASILEIRAS
POR MEIO DE SEUS INTELECTUAIS.
ST - RELIGIOSIDADES E CULTURAS NA AMÉRICA LATINA
Dranda. Natally Vieira Dias (UEM)
Me. Flávio Guadagnucci Palamin (UEM)
Data: 05 de novembro de 2013
Local: Bloco D-34 Sala 205
Rafael José Barbi
Rosângela Paulino de
Oliveira
Antonio
Jorge
Paraense da Paixao
Fábio L. Stern
Michelle Ferreira Maia
Laís Pinheiro de Souza
Guelis
Marina
Fazani
Manduchi
Rodrigo Pereira da
Silva
IRMÃOS EM TEMPOS INCERTOS: A IRMANDADE DE SÃO BENEDITO DE
ITU NAS ÚLTIMAS DÉCADAS DO OITOCENTOS.
VAI UM, VEM OUTRO E A GIRA DO ROSÁRIO NUNCA ACABA: OS RITOS
DE MORTE NAS CONGADAS BELO-HORIZONTINA
O SENTIDO DAS CAMINHADAS RELIGIOSAS: Estudo sobre o deslocamento
Belem Castanhal no Círio de Nazaré
AS DIFERENTES FORMAS DE SE EXPLICAR A ORIGEM DA DOENÇA PELA
RELIGIÃO
DR. OLAVO CAVALCANTE CARDOSO: DE MÉDICO HUMANITÁRIO Á
SANTO POPULAR NA CIDADE DE CRATEÚS, CEARÁ
ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE A QUEIMA DE BÍBLIAS EM ASTORGA
- PR (1953)
O ―JEJUM DE DANIEL‖: A ABSTINÊNCIA AUDIOVISUAL DA IGREJA
UNIVERSAL DO REINO DE DEUS
AS REPRESENTAÇÕES DAS RELIGIÕES AFRO-BRASILEIRAS NOS MANUAIS
DIDÁTICOS DE HISTÓRIA DE IVAIPORÃ – PR
8
ST –RELIGIÕES E RELIGIOSIDADES
E SUAS REPRESENTAÇÕES NO CINEMA E NA LITERATURA
Dra. Solange Ramos de Andrade (UEM)
Me. Daniel Lula Costa (Fecilcam)
Data: 05 de novembro de 2013
Local: Bloco D-34 Sala 211
Aline
Ribeiro
Vitor
Camila
Karina
Marcelo da Cruz
Cristina
de
Toledo Romano
Dante Luiz de
Lima
Daniel Lula Costa
Leide
Barbosa
Rocha Schuelter
Leide
Barbosa
Rocha Schuelter
A CRUELDADE E A INJUSTIÇA CHAMAM A CÓLERA DO DEUS ONIPOTENTE: O
DISCURSO ABOLICIONISTA DE HARRIET BEECHER STOWE EM A CABANA DO
PAI TOMÁS
O HISTORIADOR E SUAS FONTES: O CASO DA CARTA DE PAULO AOS
CORINTIOS
―A CAVERNA DOS SONHOS ESQUECIDOS‖: A SACRALIZAÇÃO DA ARTE
RUPESTRE POR WERNER HERZOG
A VIDA DOS MORTOS: VAMPIROS E AS SAGRADAS ESCRITURAS
LITERATURA E HISTÓRIA: A DIVINA COMÉDIA E SUA REPRESENTAÇÃO DOS
AMBIENTES DO PÓS-MORTE
PROJETO MISSIONÁRIO: A CIDADE DE PARANAVAÍ.
FREI ULRICO GOEVERT: PRÁTICAS RELIGIOSAS.
ST –RELIGIÃO, INSTITUIÇÕES E PLURALISMO RELIGIOSO
Dra. Marta Rosa Borin (UFSM)
Dr. Vitor Biasoli (UFSM)
Data: 05 de novembro de 2013
Local: Bloco D-34 Sala 210
Dalvan Alberto Sabbi
Lins
Josué
Domingues
Nunes da Silva
Paulo Henrique Silva
Vianna
Lucineide
Demori
Santos
Selson Garutti
João Valerio Scremin
João Paulo Berto
Gabriela
Cristina
Maceda Rubert
A PRÁTICA DA BENZEÇÃO NA CIDADE DE SANTA
RELIGIOSIDADE NO CONTEXTO CONTEMPORÂNEO
AS RAÍZES DESENCANTADAS DO PROTESTANTISMO
MARIA:
A
ESTUDOS INICIAIS SOBRE AS ASSEMBLEIAS DE DEUS: A MAIOR
DENOMINAÇÃO EVANGÉLICA NO BRASIL
O MILAGRE ENQUANTO PARTE DA UTENSILAGEM MENTAL NA OBRA DE
LUCIEN FEBVRE E NA PSICOLOGIA HISTÓRICA DE MARC BLOCH
VIAGENS PITORESCAS AO BRASIL: ENTRE PRÁTICAS E REPRESENTAÇÕES
ENTRE A CRUZ E A ESPADA: OS FRADES CAPUCHINHOS E A SOCIEDADE
PIRACICABANA EM FINS DO SÉCULO XIX
LITURGIAS DA BOA MORTE E DO BEM MORRER: PRÁTICAS E
REPRESENTAÇÕES FÚNEBRES NA CAMPINAS OITOCENTISTA (1830-1880)
EM BUSCA DA VIDA: UM ESPAÇO DE EX-VOTOS
9
DIA 06 DE NOVEMBRO DE 2013
QUARTA-FEIRA
ST- RELIGIÕES E RELIGIOSIDADES ORIENTAIS:
CONFLUÊNCIAS E CONFLITOS
Dr. Richard Gonçalves André (UEL)
Data: 06 de novembro de 2013
Local: Bloco D-34 Sala 204
Caroline
Camila
Batilani
Elisangela Marina de
Freitas E Silva
Luís
Henrique
Menezes Fernandes
Luiz
Alexandre
Solano Rossi
Marcelo Leandro de
Campos
Paula Moreira Saito
Richard
André
Gonçalves
SIGNIFICADO DA PALAVRA PARRHESIA NO EVANGELHO DE JOÃO
A ORDEM DOS ANTEPASSADOS: O SAGRADO COMO MECANISMO DE
COMPORTAMENTO DA IGREJA MESSIÂNICA MUNDIAL DO BRASIL
OS CONFLITOS RELIGIOSOS NAS ÍNDIAS ORIENTAIS LUSO-HOLANDESAS E
A TRADUÇÃO BÍBLICA DE JOÃO FERREIRA DE ALMEIDA (1642-1694)
RELIGIÃO, MORTE E TERROR NA AÇÃO MILITAR ASSÍRIA
SEXO SAGRADO: APROPRIAÇÕES DO TANTRISMO HINDU NO
GNOSTICISMO SAMAELIANO.
ENCONTROS E DESENCONTROS NA PRODUÇÃO CATEQUÉTICA JESUÍTICA
NO JAPÃO
LUGARES E DIMENSÕES DO SAGRADO: RELIGIOSIDADE, CULTO AOS
ANCESTRAIS E CULTURA MATERIAL ENTRE NIKKEIS EM LONDRINA (1929
– 2013)
ST- ENCRUZILHADAS HISTORIOGRÁFICAS:
CRENÇAS MEDIÚNICAS E AFRO-BRASILEIRAS.
Dra. Vanda Fortuna Serafim (UEM)
Dr. Gerson Machado (FCJ/MASJ)
Data: 06 de novembro de 2013
Local: Bloco D-34 Sala 212
Tereza de Fatima Mascarin
Thauan Bertão dos Santos
Giovane Marrafon Gonzaga
José Henrique Motta de
Oliveira
Alexandre Fiori de Almeida
Martins Costa
Giovane Marrafon Gonzaga
Thauan Bertão dos Santos
Tônia Kio Fuzihara Piccoli
Tônia Kio Fuzihara Piccoli
COMIDA DE ORIXÁ: UM RITUAL DE CORTE PARA EXU
A REPRESENTAÇÃO DE EXU EM JOÃO DO RIO E NINA RODRIGUES:
ALGUMAS CONSIDERAÇÕES
MANDINGA: A TÁTICA DO ESCRAVO.
O MITO FUNDADOR DA UMBANDA: UMA QUESTÃO DE
INTERPRETAÇÃO
EXU: UMBANDA E CYBERESPAÇO
ESPIRITUALIDADE E NATUREZA NO COTIDIANO URBANO
A CERIMÔNIA DOS EGUNS E A EVIDÊNCIA DO "TRANSHISTÓRICO"
NA OBRA DE JOÃO DO RIO
MARIA BUENO: UM ESTUDO DE RELIGIOSIDADE NO PARANÁ
MARIA BUENO: A SANTA DO CEMITÉRIO QUE DESCE NO TERREIRO
10
ST -RELIGIOSIDADES E CULTURAS NA AMÉRICA LATINA
Dranda. Natally Vieira Dias (UEM)
Me. Flávio Guadagnucci Palamin (UEM)
Data: 06 de novembro de 2013
Local: Bloco D-34 Sala 205
Marcelo Leandro de
Campos
Ana Paula Mariano dos
Santos
Cezar Felipe Cardozo
Farias
Eloize
Fabiola
Do
Nascimento
Schimmelfenig
Suelene Leite Pavao
Angelica Ramos Alvares
Thiago Caetano Custódio
Andre Rodrigues
Natally Vieira Dias
UM ESTUDO DE CASO SOBRE O ESOTERISMO LATINO-AMERICANO: O
MOVIMENTO GNÓSTICO DO COLOMBIANO SAMAEL AUN WEOR
A MEDICINA NATURAL EM JARDIM ALEGRE- PR (SÉCULO XXI).
SEU JÉSU E A MEDICINA NATURAL EM JARDIM ALEGRE – PR
MITOS, CRENÇAS E PRÁTICAS DE CURA.
CIÊNCIA E RELIGIÃO: INTERVENÇÃO E INTERCESSÃO NA BUSCA DE
CURA DAS DOENÇAS.
AS IMAGENS NOS LIVROS DIDÁTICOS DE HISTÓRIA: AFIRMAÇÃO OU
DESCONSTRUÇÃO DE ESTEREÓTIPOS E DE IDEIAS RACISTAS?
AS CULTURAS ASTECA, MAIA E INCA NOS LIVROS DIDÁTICOS USADOS
PELAS ESCOLAS PÚBLICAS DA REGIÃO DO VALE DO IVAÍ NA ÚLTIMA
DÉCADA
O ANTICLERICALISMO DO JORNAL A LANTERNA ATRAVÉS DE
IMAGENS (1901-1904)
REALISMO GROTESCO E POTENCIALIDADE TRANSFORMADORA DO
RISO: AS ALEGRES CALAVERAS DE POSADA NA IMPRENSA POPULAR
MEXICANA NO INÍCIO DO SÉCULO XX
ST –RELIGIÕES E RELIGIOSIDADES
E SUAS REPRESENTAÇÕES NO CINEMA E NA LITERATURA
Dra. Solange Ramos de Andrade (UEM)
Me. Daniel Lula Costa (Fecilcam)
Data: 06 de novembro de 2013
Local: Bloco D-34 Sala 211
Fabio Ferreira dos
Santos da Silva
Helisson de Oliveira
Soares
Helisson de Oliveira
Soares
Rafaela Sales Goulart
Roselara
Soares
Zimmer
Simone Maria Boeira
Carlos
Rodrigo
Soares
Thais
Aparecida
Bassi Soares
ABSURDO E REVOLTA: A CRÍTICA DE ALBERT CAMUS À VISÃO DA MORTE
NO CRISTIANISMO
O TRANSE DE MADRE JOANA DOS ANJOS: A POSSESSÃO DIABÓLICA NA
OBRA ―OS DEMÔNIOS DE LOUDUN‖
RELAÇÃO ENTRE HISTÓRIA E LITERATURA: O OLHAR DO SÉCULO XX
PARA UM CASO DE POSSESSÃO NA FRANÇA DO SÉCULO XVII
MEMÓRIA, SENSIBILIDADES E RESSIGNIFICAÇÕES DA COMPANHIA DE
REIS FLOR DO VALE (DÉCADAS DE 1990 E 2000)
JAVÉ NEGRO SOB O OLHAR DE PAULINA CHIZIANE EM ―NIKETCHE: UMA
HISTÓRIA DA POLIGAMIA‖
BICICLETAS DE NHANDERÚ: ANÁLISE SOBRE O SAGRADO E O PROFANO
NA CULTURA INDÍGENA CONTEMPORÂNEA
REPRESENTAÇÕES NO FILME A ÚLTIMA BATALHA: AS ANSIEDADES E O
MEDO ENTRE SALVAÇÃO E PERDIÇÃO
ENTRE DEUSES E ARQUIBANCADAS: A RELIGIÃO NOS JOGOS ROMANOS
11
ST - RELIGIÃO, INSTITUIÇÕES E PLURALISMO RELIGIOSO
Dra. Marta Rosa Borin (UFSM)
Dr. Vitor Biasoli (UFSM)
Data: 06 de novembro de 2013
Local: Bloco D-34 Sala 210
Bruno
CortÊs
Scherer
Renan
Santos
Mattos
Fabio
Eduardo
Celant
Luana Rodrigues
de Carvalho
Veroni Friedrich
Lara de Fátima
Grigoletto Bonini
Glauciane
da
Silva Souza
Jonathan
Menezes
―FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO‖: REPRESENTAÇÕES SOBRE VIDA E
MORTE NO ESPIRITISMO
ESPIRITISMO E SEUS PROPAGANDISTAS: CONFLITOS E CONCORRÊNCIAS NO
CAMPO RELIGIOSO DE SANTA MARIA
O USO DA AYAHUASCA NO CONTEXTO URBANO: ENTRE O "TRADICIONAL" E
O "MODERNO"
IGREJA BOLA DE NEVE DE LONDRINA: ANÁLISE DO ESPAÇO DE
SOCIALIZAÇÃO CRISTÃ E DA CONSTRUÇÃO DE IDENTIDADES JUVENIS.
A RELIGIÃO E A EDUCAÇÃO BÁSICA PÚBLICA: DAS POSSIBILIDADES DA
PROMOÇÃO DO PATRIMÔNIO CULTURAL RELIGIOSO E TAMBÉM DAS AÇÕES
ESCOLARES DE NATUREZA PROSELITISTA.
A RELIGIÃO EM CAMPANHAS ELEITORAIS: ELEIÇÕES PROPORCIONAIS DE
CAMPO MOURÃO EM 2012
LIBERDADE RELIGIOSA: UM ESTUDO DE CASO
DA TOLERÂNCIA À CARIDADE: UM DIÁLOGO COM GIANNI VATTIMO À LUZ
DA RELAÇÃO ENTRE RELIGIÃO E LAICIDADE NA PÓS-MODERNIDADE
ST- LITERATURA RELIGIOSA
E OS DISCURSOS SOBRE A MORTE E O MORRER
Dra. Eliane Cristina Deckmann Fleck (Unisinos/RS)
Drando. Mauro Dillmann (Unisinos/RS)
Data: 06 de novembro de 2013
Local: Bloco D-34 Sala 203
Adriane Piovezan
Alessandra Navarro
Fernandes
Eliane
Cristina
Deckmann Fleck
Mauro
Dillmann
Tavares
Nadia
Maria
Guariza
Roberta Pimenta da
Silva
Rosângela Wosiack
Zulian
Tarcila
Nienow
Stein
Maria
Helena
Azevedo Ferreira
A BOA MORTE EM COMBATE: O MANUAL DE ORAÇÕES DO SOLDADO
BRASILEIRO DA FORÇA EXPEDICIONÁRIA BRASILEIRA NA SEGUNDA
GUERRA MUNDIAL
NOTAS FILOSÓFICAS DO BEM-MORRER: PREPARAÇÃO PARA AS ―ÚLCERAS
DA MORTE‖
QUEM NA VIDA FOI LEÃO, NÃO TERÁ MORTE DE CORDEIRO: AS
ORIENTAÇÕES PARA O BEM MORRER NA LITERATURA PORTUGUESA DO
SÉCULO XVIII.
Quem na vida foi Leão, não terá morte de Cordeiro: as orientações para o bem morrer na
literatura cristã portuguesa do século XVIII
A MORTE DE IRMÃ CELESTE: O ÚLTIMO ―DUELO DA NATUREZA E DA
GRAÇA‖
CARTAS PASTORAIS: ORIENTAÇÕES SOBRE SALVAÇÃO E CONDENAÇÃO
ARCEBISPADO DE DOM SILVÉRIO GOMES PIMENTA (1890-1922)
A "MORTE" DE UM BISPO
TROCÓ ESTA VIDA MISERABLE CON LA IMORTALIDAD: QUATRO ESTUDOS
DE CASO SOBRE OS MARTÍRIOS NO SETECENTOS
MORTE E IMORTALIDADE EM ―DEUS UM DELÍRIO‖: UM OLHAR SOBRE A
OBRA DE RICHARD DAWKINS.
12
DIA 07 DE NOVEMBRO DE 2013
QUINTA-FEIRA
ST- ENCRUZILHADAS HISTORIOGRÁFICAS:
CRENÇAS MEDIÚNICAS E AFRO-BRASILEIRAS.
Dra. Vanda Fortuna Serafim (UEM)
Dr. Gerson Machado (FCJ/MASJ)
Data: 07 de novembro de 2013
Local: Bloco D-34 Sala 212
Pedro
Paulo
Amorim
Thiago Linhares
Weber
ESPIRITISMO E O PROGRESSO ALÉM DA MORTE.
A FUGA DA AFRICANIDADE NO RITUAL DE ALMAS E ANGOLA: AS OBRAS DE
GIOVANI MARTINS E A TENDA ESPÍRITA CABOCLO COBRA VERDE
(2006/2012).
UMA ABORDAGEM INICIAL DE ESPIRITISMO NA REVISTA ETERNIDADE
Rayssa Almeida
Wolf
Isonete Vilvert
O DEMÔNIO E OS MÉDIUNS: BOAVENTURA KLOPPENBURG E O DISCURSO
CATÓLICO SOBRE A AÇÃO DEMÔNÍACA NO ESPIRITISMO (MEADOS DO
SÉCULO XX).
AS PESQUISAS DISCENTES NO LABORATÓRIO DE ESTUDOS EM RELIGIÕES E
RELIGIOSIDADES – UEM.
AS MÚSICAS DE MARTINHO DA VILA (1972 A 1994) E O ENSINO DA HISTÓRIA
E CULTURA AFRO-BRASILEIRA.
RICHARD DAWKINS E A HISTÓRIA DAS IDEIAS A PARTIR DA TEORIA DA
COMPLEXIDADE
Mariana Rodrigues
da Silva
Fabio de Oliveira
Cardoso
Maria
Helena
Azevedo Ferreira
ST – RELIGIÕES E RELIGIOSIDADES
E SUAS REPRESENTAÇÕES NO CINEMA E NA LITERATURA
Dra. Solange Ramos de Andrade (UEM)
Me. Daniel Lula Costa (Fecilcam)
Data: 07 de novembro de 2013
Local: Bloco D-34 Sala 211
Flávio Guadagnucci
Palamin
Luis
de
Castro
Campos
Michel Bossone
Rafaela
Arienti
Barbieri
Rafaela
Arienti
Barbieri
Murilo Toffanelli
Murilo Toffanelli
Michel Bossone
Suelene Leite Pavao
ATITUDES DO GUERREIRO VIKING PERANTE A MORTE, REPRESENTADAS
NA LITERATURA ESCANDINAVA.
A SALVAÇÃO E A MORTE NO CINEMA: REPRESENTAÇÕES A
INTERPRETAÇÕES NO FILME O POÇO E O PÊNDULO
FICHA DE ANÁLISE FÍLMICA: UMA OPÇÃO METODOLÓGICA PARA SE
TRABALHAR CINEMA E HISTÓRIA DAS RELIGIÕES
UMA ABORDAGEM SOBRE HISTÓRIA DO MEDO NO CINEMA DE TERROR
REPRESENTAÇÃO E SIMBOLOGIA NO FILME "O BEBÊ DE ROSEMARY"
O CANIBALISMO NO CINEMA NORTE-AMERICANO DO SÉCULO XX
O CANIBALISMO NAS HISTÓRIAS VAMPIRESCAS: ALGUMAS REFLEXÕES
EXORCIZO TE, OMINIS SPIRITUS IMMUNDE: AS REPRESENTAÇÕES DO
RITUAL ROMANO DE EXORCISMOS NO CINEMA
ICONOGRAFIAS, HIERARQUIZAÇÃO, RELIGIOSIDADES E RITOS NOS
CEMITÉRIOS: PRATICAS VOLTADAS PARA A MORTE/MORTO.
13
ST - RELIGIÃO, INSTITUIÇÕES E PLURALISMO RELIGIOSO
Dra. Marta Rosa Borin (UFSM)
Dr. Vitor Biasoli (UFSM)
Data: 07 de novembro de 2013
Local: Bloco D-34 Sala 210
Selson Garutti
Amanda
Cristina
Nascimento
Martins
Do
Amanda
Cristina
Martins
Nascimento
Allan Azevedo Andrade
Do
Elisa Paula Marques
Franciele Roveda Maffi
Lorena Amona Jinlè Mascarin Tomás
Talita Samanta Sene
NARRATIVA E SENTIDO HISTÓRICO: A EPÍSTOLA A
FILÊMON
ENTRE REPRESENTAÇÕES E CONDUTAS RELIGIOSAS: A
ESTRUTURAÇÃO DO CAMPO RELIGIOSO CRISTÃO ANTIGO
(SÉC. I D.C.).
AS MULHERES EM CORINTO: A PRESENÇA E O PAPEL
FEMININO NO CRISTIANISMO PRIMITIVO (SÉC. I D.C.).
A
ROMANIZAÇÃO
NA
AMAZÔNIA:
UM
BISPO
ULTRAMONTANO NO PARÁ OITOCENTISTA ENTRE A IGREJA
E O ESTADO
RACIONALISMO CRISTÃO: UMA FILOSOFIA ESPIRITUALISTA
PARA A VIDA E A MORTE.
ULTRAPASSANDO OS MURROS DO CONVENTO: AS IRMÃS
FRANCISCANAS E O OFÍCIO DE INFORMAR A COMUNIDADE
RELIGIOSA PROVINCIAL
CIDADANIA GRECO-ROMANA ANTIGA
EM BUSCA DAS ALMAS
14
RESUMOS
15
__________________________________________________________________________
A BOA MORTE EM COMBATE: O MANUAL DE ORAÇÕES DO SOLDADO
BRASILEIRO DA FORÇA EXPEDICIONÁRIA BRASILEIRA NA SEGUNDA
GUERRA MUNDIAL
Adriane Piovezan
(UFPR)
___________________________________________________________________________
Resumo: A FEB (Força Expedicionária Brasileira), enviada à Itália em 1944, para lutar ao
lado dos aliados era composta na sua grande maioria de católicos. A ação dos padres no front
enfatizava consolidar aspectos da religiosidade católica, com missas, sermões, bençãos,
comunhões, crismas junto aos soldados, além de funções e rituais religiosos de assistência aos
moribundos. Para tais atividades, o Manual de Oração do Soldado Brasileiro tinha a função de
relembrar aspectos da catequese, e principalmente de elaborar um roteiro de salvação da alma
do soldado em risco de morrer. O manual possui orações específicas como a Oração a Caxias,
o patrono do Exército Brasileiro, na qual o mesmo é tratado como um santo católico
tradicional. Destaque maior na nossa pesquisa se refere ao discurso sobre a morte nesta
publicação. A guerra está presente no Manual, com a Oração pela Vitória e a Oração para
pedir uma morte gloriosa. Esta aparece com os seguintes dizeres: ―O soldado, quanto mais
bravo, deve se encontrar sempre preparado para receber a morte a qualquer momento.‖ Além
disso, existia a oração que era uma preparação espiritual para o combate. Elemento tradicional
no catolicismo, o Manual de Oração da FEB revela aspectos das atitudes diante da morte e do
morrer no contexto de guerra.
Palavras-chave: Morte; Manual de Orações; Segunda Guerra Mundial.
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EXU: UMBANDA E CYBERESPAÇO
Alexandre Fiori de Almeida Martins Costa
UFSC
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Resumo: O presente trabalho tem como objetivo principal o estudo das representações
referente ao Exu veiculadas no cyberespaço. Nosso fundamento teórico partirá, em primeiro
lugar de Renato Ortiz e sua obra A morte branca do feiticeiro negro, a fim de analisarmos as
transformações do significante Exu operadas na sua vinda, da África para o Brasil. Outrossim,
trabalharemos com a noção de representação a partir do proposto por Roger Chartier para
estudarmos as imagens divulgadas no cyberespaço sobre o Exu. Vamos nos socorrer das
contribuições de Bronislaw Baczko no tocante às ideias de comunidade de sentido e
imaginário, principalmente para delimitarmos os contornos da apreensão cultural da religião.
Vamos enfocar as diferenças entre o estereótipo da representação imagética do Exu e os
significados sobre o mesmo na ancestralidade africana.
Palavras-chave: Exu; Umbanda; Religiões Afro-brasileiras.
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NOTAS FILOSÓFICAS DO BEM-MORRER: PREPARAÇÃO PARA AS “ÚLCERAS
DA MORTE”
Alessandra Navarro Fernandes
PG/UEL
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Resumo: A noção de um bem-morrer sempre esteve associada, na cultura ocidental
cristianizada, à existência de um além-morte encantatório a solucionar os três problemas
fundamentais da morte humana: a necessidade de remissão dos pecados mediante a
espiritualização do corpo; a supressão do curto tempo fisiológico a impedir a plenitude
idealizada; e, por fim, a angústia da condição humana indagadora da gênese e da finitude do
homem. Alphonsus de Guimaraens exacerba em toda sua obra a preocupação com estas
noções, representante da obsessão oitocentista pelo tema da morte. Pretende-se aqui analisar,
em seu inventário poético, a meditação daquele que ―miserando‖ caminha desorientado e só,
tentando pela rua espiritual preparar-se para receber ―as úlceras da morte‖ como ele bem
resume num poema, sugerindo o nível de tormento contido nas várias representações e
harmonias fúnebres que se pode observar em todos os seus livros.
Palavras-chave: Alphonsus de Guimaraens; boa morte; condição humana.
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A CRUELDADE E A INJUSTIÇA CHAMAM A CÓLERA DO DEUS ONIPOTENTE: O
DISCURSO ABOLICIONISTA DE HARRIET BEECHER STOWE EM “A CABANA
DO PAI TOMÁS”
Aline Vitor Ribeiro
(Mestranda/ Universidade Federal de São Paulo)
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Resumo: Essa comunicação é parte do projeto de mestrado que tem por objetivo investigar a
circulação do romance A cabana do Pai Tomás no Brasil, na segunda metade do século XIX,
em meios críticos à escravidão. A obra foi escrita pela estadunidense Harriet Beecher Stowe e
foi publicada entre 1851 e 1852, no contexto da Lei dos Escravos Fugidos, de 1848. Essa lei
proibia que se ajudasse, acolhesse ou fornecesse comida a escravos fugitivos. O livro de
Stowe foi primeiramente publicado em forma seriada por um jornal abolicionista semanal
intitulado National Era. Na obra, a autora constrói seu discurso abolicionista, ao se aproximar
da doutrina religiosa protestante que em grande parte era a favor da abolição e seus membros
eram muitas vezes abolicionistas radicais. Sabe-se que o pai e o irmão de Stowe pertenciam a
grupos religiosos bastante fervorosos, o que pode ter contribuído para a temática da religião
estar muito presente em sua obra. Contudo, não se pode esquecer que durante a primeira
metade do século XIX nos EUA a luta contra o escravismo foi fortemente influenciada por
movimentos religiosos, como o Reformismo religioso. Tal movimento propunha uma reforma
para a sociedade estadunidense, buscando alcançar níveis de ―perfeição cristã‖ e atacava os
pecados considerados ―coletivos‖, como o tráfico de bebidas alcoólicas, a guerra e a
escravatura. Nesse sentido, essa comunicação tem como objetivo discutir as aproximações
construídas pela autora Harriet Beecher Stowe entre sua obra A Cabana do pai Tomás e o
discurso religioso protestante presente no século XIX nos Estados Unidos.
Palavras-chave: literatura, abolicionismo, religião
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A ROMANIZAÇÃO NA AMAZÔNIA: UM BISPO ULTRAMONTANO NO PARÁ
OITOCENTISTA ENTRE A IGREJA E O ESTADO
Allan Azevedo Andrade
Universidade Federal do Pará
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Resumo: Este trabalho tem como escopo analisar os passos iniciais da Romanização da Igreja
Católica na Amazônia em meados do século XIX, na figura do 9° bispo do Pará, José Afonso
de Moraes Torres, considerando seu empenho na formação do clero e sua dedicação aos
seminários da diocese. O apoio da documentação foi fundamental para perceber como âmbito
da época propiciou as transformações verificadas no poder espiritual e temporal,
proporcionando examinar a complexa ligação entre o campo religioso e político. Com isso, é
fundamental a análise do que vem a ser o processo de Romanização, sem, no entanto ter a
pretensão de esgotar o assunto, verificando que antes mesmo do bispado de Dom Macedo
Costa, o processo romanizador já se iniciara na Amazônia tendo como precursor Dom Afonso
Torres. Dessa forma, ao perceber a necessidade de reformar o clero e o povo cristão, o bispo
político empregou significativo esforço para imprimir um catolicismo romano sobre o
catolicismo-luso brasileiro herdado desde os tempos coloniais.
Palavras-chave: Palavras-chave: Dom Afonso; Romanização; Igreja.
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ENTRE REPRESENTAÇÕES E CONDUTAS RELIGIOSAS: A ESTRUTURAÇÃO
DO CAMPO RELIGIOSO CRISTÃO ANTIGO (SÉC. I D.C.).
Amanda Cristina Martins do Nascimento
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Resumo: A presente comunicação propõe uma análise da estruturação das comunidades
cristãs que emergiram no primeiro século, a partir da leitura e estudo de caso do fenômeno
dos banquetes particulares e religiosos romanos apresentados pelo apóstolo Paulo na I Carta
aos Coríntios. Também abarcaremos conceitos da Sociologia, mais especificamente do autor
Pierre Bourdieu, ao trabalharmos com as hierarquias e a arquitetura social. Uma metodologia
teórica e prática, que busca questionar as estruturas encontradas no mundo social para
entender a lógica de seu funcionamento. O novo campo religioso que surgiu no século I ainda
não detinha uma autonomia própria, não há uma lógica imanente que esclareça as relações
que eles mantêm com o mundo social, com os agentes, com o espaço das classes sociais. Por
isso o constante jogo pela definição da hierarquização, e a alteração constante de posições
entre dominantes e dominados na comunidade coríntia, demonstram a inexistência de um
habitus cristão. Assim, o campo cristão acaba entrando em conflito com os outros campos que
os agente participavam, que se utilizavam de diferentes bens simbólicos, que detém em outros
campos, para demarcar sua posição na comunidade cristã.
Palavras-chave: Cristianismo antigo, campo religioso, apóstolo Paulo.
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A MEDICINA NATURAL EM JARDIM ALEGRE- PR (SÉCULO XXI).
Ana Paula Mariano Dos Santos (LERC – UEM)
Eloize Fabíola Nascimento Schimmelfenig (LERC – UEM)
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Resumo: A comunicação objetiva apresentar nosso projeto de Iniciação Científica intitulado
―Crenças e práticas de cura no Vale do Ivaí: a medicina natural em Jardim Alegre- PR
(Século XXI)‖, o qual visa pensar as crenças e as práticas de cura no munício de Jardim
Alegre – PR, no século XXI, a partir da atuação de um médico natural existente na região
que atrai uma ampla quantidade de interessados, o senhor Jesus Gomes Prudêncio. Para tanto
será feito levantamento da documentação existente como panfletos em geral. Utilizar-se-á
ainda a aplicação de questionários aos pacientes, além de observações de campo. Os aportes
teóricos e metodológicos utilizados consistem na História Cultural e na História das
Religiões e das Religiosidades. A problemática da pesquisa consiste em compreender como
as práticas de cura, associadas a formas de crenças contemporâneas, estão estabelecidas no
Vale do Ivaí.
Palavras-chave: Crenças; práticas de cura; Vale do Ivaí.
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AS MULHERES EM CORINTO: A PRESENÇA E O PAPEL FEMININO NO
CRISTIANISMO PRIMITIVO (SÉC. I D.C.).
Amanda Cristina Martins do Nascimento
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Resumo: A presente comunicação tem como objetivo apresentar uma análise acerca da
presença e o papel social da mulher nas primeiras comunidade cristãs, pertencentes ao século
I d.C. Para tal empreendimento optamos por analisar a I Carta aos Coríntios do apóstolo
Paulo e a I Carta de Clemente aos Coríntios. Os dois documentos são cartas que remetem ao
cotidiano vivido na comunidade. Desse modo, podemos notar questões que emergiam na
comunidade e, por meio das tensões relatadas podemos observar que tipos de indivíduos a
compunham, e assim compreender a convivência entre os fiéis no interior da assembleia e
fora dela. Apesar de encontrarmos nesse período um mundo social que atribui uma posição
submissa à mulher, observamos conflitos de papéis que se desenvolveram por meio da grande
heterogeneidade de culturas e povos nesse mundo helenístico. Diferenças étnicas, sociais,
culturais, entre outras devem ser levados em consideração nessa complexidade que
constituem o lugar social. E, além disso, o movimento cristão proporcionou uma abertura para
participação feminina no mundo antigo. Corinto se revelou (e ainda se revela), um estudo de
caso distinto de outras igrejas primitivas. Mais do que estereótipos e normas, os papéis
femininos passam por relações de poder, embates cotidianos, tanto no espaço da comunidade
cristã como fora dela.
Palavras-chave: Cristianismo antigo; Corinto; papéis femininos.
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UMA ANÁLISE DO AFRESCO “CRUCIFICAÇÃO”, DE GIOTTO NA BASÍLICA DE
SÃO FRANCISCO, ASSIS.
André Luiz Marcondes Pelegrinelli
Universidade Estadual de Londrina
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Resumo: Neste trabalho, oferecemos uma possibilidade de análise do afresco ―Crucificação‖,
produzido por Giotto para a Igreja Inferior da Basílica de São Francisco, em Assis. A
Crucificação é o momento de maior importância dentro da História da Salvação Cristã, mas,
embora se tratasse do Filho de Deus, é uma morte, assim, a imagem ―Crucificação‖ é,
sobretudo, uma grande mensagem de luto, de práticas de morte. Partilhamos do pensamento
de Jérôme Baschet e Jean Claude Schimitt, segundo os quais as imagens medievais não
devem ser pensadas a partir do conceito de ―imagem‖ que hoje temos. Buscamos a
intencionalidade dos que encomendaram essa obra, a Ordem dos Frades Menores, e, se
atentando a composição da imagem, seus principais personagens e a escolha dos temas,
podemos observar o quanto a espiritualidade do século XIV e sua forma própria de ver o
cristianismo interfere nessas imagens, percebemos o quanto o sentimentalismo e os gestos são
importantes na representação da morte de Cristo.
Palavras-chave: Franciscanos; Imagem da Morte; Crucificação.
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O ANTICLERICALISMO “TÁTICO” DE A LANTERNA: APROPRIAÇÕES DO
CRISTIANISMO E IDEAL DE SOCIEDADE LAICA ENTRE TEXTOS E IMAGENS
(1901-1904)
André Rodrigues
LERC – UEM
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Resumo: Este trabalho analisa as primeiras edições do jornal anticlerical A Lanterna
atentando para a forma como as imagens foram utilizadas, juntamente com o texto, na
composição de um discurso anticlerical bastante específico. Partindo da perspectiva de
―história visual‖ proposta por Ulpiano Bezerra de Meneses, tratamos as imagens como
enunciados situados em um determinado contexto de interação social, nesse caso, como parte
constitutiva do discurso anticlerical veiculado pelo periódico. Utilizando-nos das categorias
de ―apropriação‖ (uso) e ―tática‖ desenvolvidas por Michel de Certeau, procuramos mostrar
que o anticlericalismo de A Lanterna foi construído a partir de uma apropriação subversiva do
próprio cristianismo e, nesse sentido, constituiu-se numa tática. Tendo em vista a
marginalidade da posição anticlerical frente à força da religião naquele contexto, os editores
do periódico tiveram astúcia suficiente para, a partir dos códigos sociais dominantes, produzir
―uma inovação infiltrada‖ nos próprios termos da tradição.
Palavras-chave: anticlericalismo; imprensa; imagens.
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AS IMAGENS NOS LIVROS DIDÁTICOS DE HISTÓRIA: AFIRMAÇÃO OU
DESCONSTRUÇÃO DE ESTEREÓTIPOS E DE IDEIAS RACISTAS?
Angélica Ramos Alvares (UEM)
Rodrigo Pereira da Silva (UEM)
Ângelo Aparecido Priori (UEM)
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Resumo: Esse trabalho aborda uma discussão sobre como os valores culturais, ideológicos e
sociais da população negra são pensados e retratados nos livros didáticos de História do
ensino fundamental. Partindo do pressuposto que as imagens fazem parte do cotidiano escolar
e que o desenvolvimento social do indivíduo decorre também das representações com as quais
teve contato considera-se que as imagens exercem papéis essenciais para criação de
estereótipos e pensamentos afirmativos ou negativos, principalmente no que concerne ao
ambiente escolar. Desse modo, por meio da análise dos livros didáticos de História do Projeto
- Araribá, utilizado na maioria das Escolas Públicas do município de Ivaiporã – Estado do
Paraná, refletiremos sobre o papel das expressões visuais presentes nos referidos manuais de
História, com o objetivo de entender se o livro didático colabora para o enfraquecimento ou
para manutenção de estereótipos e das ideias racistas no Brasil.
Palavras-chave: Livros didáticos de História; Racismo; Imagens.
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O SENTIDO DAS CAMINHADAS RELIGIOSAS: ESTUDO SOBRE O
DESLOCAMENTO BELEM- CASTANHAL NO CIRIO DE NAZARÉ
Antonio Jorge Paraense da Paixão
Universidade do Estado do Pará e IFPA – Castanhal
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Resumo: A procissão do Círio de Nazaré acontece em Belém do Pará no segundo domingo
de outubro e as autoridades religiosas afirmam que essa festividade é composta de outras
grandes romarias que foram criadas e incentivadas pela hierarquia católica. Há somente uma
delas que foge a essas características: a peregrinação feita entre o município de Castanhal
localizado a 72 da capital e que vai até a igreja santuário de Nazaré. Os fieis percorrem essa
distancia durante um dia pelo menos. O objetivo do estudo é apresentar o histórico da
caminhada, o perfil do peregrino e principalmente as motivações para realização da
caminhada. Mircea Eliade, Edgar Morin com a teoria da Complexidade serão os aportes
teóricos básicos. O conceito turismo religioso entra de forma enviesada na proposta pois a
festa do Círio é considerada uma dos maiores atrativos turísticos do estado. A metodologia
será pesquisa de campo com enfoque na história oral com abordagem quantiqualitativa e serão
realizadas entrevistas e aplicação de questionários aos peregrinos. Os dados estatísticos
estarão sendo analisados utilizando o programa Matlab..
Palavras- Chave: Círio de Nazaré; Caminhadas religiosas; turismo religioso.
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“FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO”: REPRESENTAÇÕES SOBRE VIDA
E MORTE NO ESPIRITISMO
Bruno Cortês Scherer
Universidade Federal de Santa Maria -UFSM
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Resumo: Esta comunicação tem como temática as representações sobre vida e morte
presentes no espiritismo kardecista. A reflexão tem como enfoque a questão da caridade,
elemento fundamental para essa perspectiva religiosa, com o objetivo de identificar e
examinar determinadas representações sobre a vida em sociedade, a morte e o pós-morte, isto
é, a vida espiritual, concebidas pelo espiritismo. A análise recai sobre seus textos doutrinários,
notadamente ―O Livro dos Espíritos‖, e encontra fundamentação nas reflexões sociológicas de
Pierre Bourdieu e Peter Berger sobre a religião, bem como na perspectiva da Nova História
Cultural através dos conceitos de ―práticas‖ e ―representações‖ desenvolvidos por Roger
Chartier. Tal reflexão evidencia o caráter progressista da concepção espírita de caridade, que
atua simultaneamente como meio de progresso social, numa dimensão material, e, numa
dimensão moral, como meio de elevação espiritual para os indivíduos que a praticam, o que
no espiritismo corresponderia à ideia de salvação.
Palavras-chave: espiritismo; caridade; representações;
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O HISTORIADOR E SUAS FONTES: O CASO DA CARTA DE PAULO AOS
CORÍNTIOS
Camila Karina Marcelo da Cruz
Mestranda em História Social – UEL
Orientadora: Dra. Monica Selvatici
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Resumo: A história, escrita do passado com suas tramas, seu conteúdo, seus agentes e
sujeitos se apresenta ao deleite ao historiador; figura esta que ao tomar seu lugar na mesa do
banquete historiográfico considera-se o mais abastado e o mais pobre ser humano, capaz de
apropriar-se do vivido e incapaz de contemplar o vivido. O historiador inicia essa empreitada
quando se apossa de modelos teóricos e inicia sua investigação. As fontes, os vestígios do
passado, a matéria prima da operação historiográfica ocupam o papel central desta trama. A
análise da fonte de nosso trabalho: a Carta de Paulo à comunidade de Corinto no primeiro
século, aqui entendida como parte do patrimônio cultural da época nos auxilia na
reinterpretação deste período da história.
Palavras-chave: fontes – 1º Coríntios – cristianismo antigo.
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REPRESENTAÇÃO NO FILME A ÚLTIMA BATALHA: AS ANSIEDADES ENTRE
O MEDO E A PERDIÇÃO
Carlos Rodrigo Soares
Centro Universitário Adventista de São Paulo
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Resumo: No ano de 2005, a igreja adventista do sétimo dia proporcionou entre seus membros
a primeira produção de um longa-metragem em território brasileiro, o filme foi intitulado A
Última Batalha, protagonizado por um jovem, Lucas (Ivy Goulart), que em um sonho
encontra sua última oportunidade de decidir mudar de vida e voltar para Deus. O filme foi
produzido no Paraná, tendo uma circulação preponderantemente entre os adventistas.
Levando em consideração está temática, a partir do conceito de representações como uma
maneira de se colocar no mundo conforme apresentada por Roger Chartier, é que este trabalho
buscará uma descrição e interpretação numa análise fílmica para compreender as
representações dos adventistas no Brasil, e nas maneiras que constroem uma narrativa onde a
ansiedade e o medo tomam espaço dominante para a salvação e vitória final dos que são
colocados como fiéis ou infiéis. Através desta pesquisa pretende-se também discutir a relação
entre o cinema e as religiões contemporâneas, colocando-se em pauta as apropriações que as
próprias religiões fazem no espaço em que estão inseridas da mídia enquanto filme, enquanto
meios de comunicação.
Palavras-chave: ansiedade; adventistas; representações.
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SIGNIFICADO DA PALAVRA PARRHESIA NO EVANGELHO DE JOÃO
Caroline Camila Batilani
(UEL)
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Resumo: Busco empreender uma investigação do conceito de pahrrhesia no sétimo capítulo
do evangelho canônico de João, sob o ponto de vista da filosofia de Michel Foucault,
analisando se seus significados são similares ou muito distintos do que Foucault encontra em
sua análise de textos filosóficos gregos antigos. Uma discussão sobre a pahrrhesia emergiu
através dos desdobramentos dos últimos trabalhos desenvolvidos pelo filósofo francês. Na
ocasião, Foucault produzia uma pesquisa que buscava uma problematização da verdade,
contextualizando as expressões políticas e éticas do mundo greco-romano antigo, ligando o
que designava como ―governo de si e dos outros‖ ao da ―ética do cuidado de si‖. A palavra
designava um individuo na sua relação com outro, especialmente entre uma pessoa que
possuía um status superior e outra que ocupava uma posição inferior na escala social.
Pahrresía pode estar no centro de muitos jogos de poder, pois a verdade está muito próxima
da critica e do questionamento. A parrhesía se torna, portanto, o instrumento de emancipação
do sujeito. É evidente que não se trata da verdade absoluta. Ao contrário: a verdade do
pahrresíasta se dá na relação com seu interlocutor. Utilizo como referência os três últimos
cursos ministrados pelo filósofo francês na Collège de France, A hermenêutica do sujeito
(1982), O governo de si e dos outros (1983) e A coragem da verdade (1984).
Palavras-chaves: Parrhesia; Michel Foucault; Evangelho de João.
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A ORAÇÃO PELOS MORTOS NO “CATECISMO ROMANO”, DE 1566.
Cézar de Alencar Arnaut de Toledo.
Universidade Estadual de Maringá.
Rodrigo Pinto de Andrade.
Universidade Estadual de Maringá.
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Resumo: O objetivo desta pesquisa é analisar a posição da teologia católica sobre o tema da
oração pelos mortos, presente no Catecismo Romano (1566). O documento foi elaborado após
o Concílio de Trento, por ordem do Papa Pio V (1504-1572, papa desde 1566). Trata-se de
um texto de estilo claro e fundamentação teológica sólida que teve a finalidade de apresentar
de maneira sucinta as decisões do Concílio na forma de um catecismo. A estratégia fazia parte
do processo de confessionalização e reinstitucionalização da religião vivido pelo cristianismo
ocidental na segunda metade do século XVI e contribuiu significativamente para a
constituição Igreja Católica na Modernidade. O documento apresentava a doutrina de maneira
simples e direta porque era voltado à ampla divulgação entre os fiéis. Sobre o tema da oração
pelos mortos, na Parte IV, Cap. V, Parágrafo IV, está dito que ―as orações que se fazem pelos
defuntos, a fim de livrá-los do fogo do Purgatório, constituem uma prática já instituída pelos
Apóstolos‖. Também, nas orientações sobre a função do sacerdócio, o documento afirma que
o sacerdote ―recebe o poder de oferecer o Sacrifício a Deus, de celebrar Missas, tanto pelos
vivos, como pelos defuntos‖, Parte II, Cap. VII, Parágrafo XXIV. O Catecismo Romano
serviu à ação pastoral e moldou a eclesiologia católica na Modernidade.
Palavras-Chave: Religião; Confessionalização; Catecismo Romano.
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A ORAÇÃO PELOS MORTOS NA “CONFISSÃO DE FÉ DE WESTMINSTER”
(1647).
Cézar de Alencar Arnaut de Toledo.
Universidade Estadual de Maringá.
Rodrigo Pinto de Andrade.
Universidade Estadual de Maringá.
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Resumo: O objetivo desta pesquisa é analisar a posição da teologia reformada, de feição
calvinista, sobre o tema da oração pelos mortos, presente na Confissão de Fé de Westminster
(1647). Trata-se de um documento que serviu de manual doutrinal e confessional da Igreja
Reformada, redigido na Abadia de Westminster, na Inglaterra, após convocação do
Parlamento Inglês, no contexto das disputas entre o Parlamento e o rei Carlos I (1600-1649,
rei desde 1625). O texto foi elaborado por teólogos de orientação calvinista no formato de um
pequeno sistema de teologia, ancorado nos ensinamentos de João Calvino (1509-1564). O
documento fez parte do processo de confessionalização da religião vivido pelo cristianismo na
segunda metade do século XVI e na primeira metade do século XVII e contribuiu
significativamente para a consolidação da ortodoxia reformada. O documento apresentava a
doutrina de maneira simples e direta porque era voltado à ampla divulgação entre os fiéis.
Sobre o tema da oração pelos mortos, na Confissão de Westminster, Cap. XXI, Seção IV, está
explicitado que ―a oração deve ser feita por coisas lícitas e por todas as classes de homens que
existem atualmente ou que existirão no futuro; mas não pelos mortos‖. Este postulado
doutrinário se consolidou na tradição cristã reformada a partir de então. O texto acabou
conformando o presbiterianismo, distinguindo-o da eclesiologia católica.
Palavras-Chave: Religião; Confessionalização; Confissão de Fé de Westminster
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SEU JÉSU E A MEDICINA NATURAL EM JARDIM ALEGRE - PR.
Cezar Felipe Cardozo Farias (LERC – UEM)
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Resumo: A presente comunicação visa apresentar uma das temáticas trabalhadas junto ao
Laboratório de Estudos em Religiosidades e Culturas (LERC): a medicina natural em Jardim
Alegre. Para tanto, a proposta consiste em apresentar o médico natural, conhecido como ―Seu
Jésu‖ e seu espaço de atuação, com o objetivo de descrever o objeto abordado. A ideia é
atentar a forma como ele se apresenta, os tratamentos realizados, os instrumentos e materiais
utilizados para a prática desta medicina. Esta medicina se afasta do uso de medicamentos
químicos, os quais são substituídos por remédios naturais. ―Seu Jésu‖, ainda, não revela o
que a pessoa tem, mas sim os sintomas e sempre ressalta que isso não é curandeirismo, é uma
pratica natural de cura sem ser através dos remédios e tratamentos químicos. Para proposta
portanto é descrever a prática de medicina natural de ―Seu Jésu‖.
Palavras-chave: Práticas de cura; Medicina Natural; Seu Jésu.
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“A CAVERNA DOS SONHOS ESQUECIDOS”: A SACRALIZAÇÃO DA ARTE
RUPESTRE POR WERNER HERZOG
Cristina de Toledo Romano
Universidade Nove de Julho-SP
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Resumo: O objetivo é atentar para a imagem produzida pelo filme ―A Caverna dos sonhos
esquecidos‖ (Werner Herzog) acerca dos homens do Paleolítico. A forma como são abordadas
as pinturas rupestres que revestem a caverna de Chauvet, consideradas as pinturas mais
antigas já conhecidas, em paralelo com a apresentação dos olhares de um conjunto de
cientistas sobre os homens que viveram há cerca de 30.000 anos expõe, principalmente,
expectativas religiosas do século XXI em relação ao passado mais remoto da humanidade. Ao
negligenciar a exposição dos questionamentos específicos que têm sido feitos por estudiosos
da linguagem pictórica, notadamente no âmbito das abordagens sociológica e iconológica,
Herzog abdica de uma reflexão sobre a afinidade entre as formas como os homens se
expressam artisticamente e as formas como se relacionam com a natureza em seu processo
histórico. Assim, a maneira particular com que o filme opta em exibir a estética rupestre
impõe uma espécie de ―culto‖ à mesma que distancia o espectador da possibilidade de
reconhecê-la como fruto da interação do homem com o meio no qual estava inserido,
sugerindo determinações religiosas e filosóficas desvinculadas das necessidades materiais em
seu processo de constituição.
Palavras-chave: Werner Herzog; pintura rupestre; cinema contemporâneo.
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A PRÁTICA DA BENZEÇÃO NA CIDADE DE SANTA MARIA: A RELIGIOSIDADE
NO CONTEXTO CONTEMPORÂNEO
Dalvan Alberto Sabbi Lins
UFSM
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Resumo: Este trabalho tem como tema a prática da benzeção observada na cidade de Santa
Maria, RS, no contexto da contemporaneidade, valorizando a relação entre práticas de cura
relacionadas com a religiosidade e as práticas médicas acadêmicas, explorando desta forma a
consolidação das práticas hospitalares no contexto da república brasileira e desta forma,
objetivando entender como tal fenômeno contribuiu para a construção por parte dos
benzedores e benzedoras de uma narrativa que busca legitimar sua permanência no tempo
presente. O trabalho baseia-se em trabalhos sobre história da saúde, história dos cultos
mediúnicos e da religiosidade popular, fazendo uso metodologicamente de recursos
desenvolvidos pela História Oral, bem como por narrativas buscadas junto a benzedores e
benzedoras da cidade de Santa Maria.
Palavras-chave: Benzeção; Tempo Presente; Religiosidade Popular
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LITERATURA E HISTÓRIA: A DIVINA COMÉDIA E SUA REPRESENTAÇÃO DOS
AMBIENTES DO PÓS-MORTE
Daniel Lula Costa
FECILCAM/UNESPAR
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Resumo: No início do século XIV, Dante Alighieri descreveu os ambientes do pós-morte
cristãos em sua obra Commedia, mais conhecida como Divina Comédia. Dividida em três
partes, cada qual relata e descreve a viagem do personagem Dante em um ambiente específico
do pós-morte, o primeiro é o Inferno, o segundo o Purgatório e o terceiro o Paraíso. Cada um
dos ambientes é dividido em setores descritos pelo poeta, o Inferno foi dividido em nove
círculos, o Paraíso em nove esferas e o Purgatório em nove cornijas. Na obra Divina
Comédia, de Dante Alighieri, as formulações interpretativas do autor fortalecem a visão de
mundo de seu período e de sua sociedade. Ao relacionarmos as ideias que circulavam na
Idade Média e o modo como Dante às representa podemos entender as dimensões sociais e as
compreensões da realidade deste período. O historiador Roger Chartier (2002) explica a
relação da história com a literatura e propõe alguns métodos de pesquisa. Nosso objetivo é
analisar as teorias de representação coletiva e de apropriação propostas por Roger Chartier na
obra Divina Comédia para compreendermos a representação dos ambientes do pós-morte
cristãos descritos pelo poeta.
Palavras-chave: Commedia; pós-morte; representação
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A VIDA DOS MORTOS: VAMPIROS E SAGRADAS ESCRITURAS
Dante Luiz de Lima
Universidade Federal do Pará
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Resumo: Segundo o texto bíblico a morte chegou ao mundo de uma forma bastante brutal,
isto é, através de um assassino: Caim. Talvez ele nem soubesse o que estava fazendo, pois
sendo um dos primeiros moradores do nosso planeta, ainda não sabia o que era matar ou
morrer. Mas o fato é que esta forma medonha de se apresentar a morte ao mundo parece ter
traumatizado a todos, pois até os dias de hoje a maioria de nós ainda não sabe lidar com a
indesejada das gentes (Manuel Bandeira). Sendo assim, os mistérios da morte e o anseio de se
ter uma vida eterna tornam-se objetos de estranheza e especulação, e é principalmente através
da literatura vampírica que estas inquietações se manifestam, pois os questionamentos
metafísicos propostos por ela, de uma forma camuflada, são bastante contundentes. O intuito
deste estudo é averiguar a influência do texto bíblico sobre a literatura vampírica com foco na
morte e na ressurreição, pois estes são elementos essenciais para que ambas narrativas
ganhem vida e a atenção dos humanos. Portanto, neste trabalho exploraremos os fatores
endógenos de tal ligação. Para tal, além das Sagradas Escrituras, nos valeremos das principais
obras vampíricas escritas a partir do século XIX.
Palavras Chaves: Morte; Vampiros; Bíblia.
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RELIGIÃO E LOUCURA: A VIOLÊNCIA MÉDICA CONTRA AS RELIGIÕES DE
TRANSE MEDIÚNICO NO RIO DE JANEIRO DA PRIMEIRA REPÚBLICA
Edvaldo Sapia Gonçalves
USP (DIVERSITAS) e UEM
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Resumo: No Rio de Janeiro da Primeira República, saberes e poderes médicos foram
mobilizados para promover medidas de higiene mental que serviram ao controle social de
pobres, negros, mulheres e homossexuais, submetendo-os aos setores de cura profissional e
internação em hospícios. Ações profiláticas da loucura dirigidas pela medicina serviram aos
esforços religiosos e jurídicos de repressão às religiões que pudessem ser consideradas como
desviantes e perigo para a saúde mental. O objetivo é refletir criticamente sobre as
representações médicas e religiosas dos fenômenos de transe, buscando nas disputas
simbólicas a compreensão histórica da violência do policiamento médico exercido contra
praticantes de religiões mediúnicas. A pesquisa foi pautada na teoria dos campos sociais
(BOURDIEU) e a análise dos materiais pesquisados (literatura médica, inquérito jornalístico e
obras literárias do período) foi orientada pela leitura metodológica da hermenêutica filosófica
(GADAMER). É possível concluir que a rotulação psiquiátrica exercida sobre praticantes de
religiões consideradas fábricas de loucos, estava profundamente relacionada aos desafios
políticos e intelectuais da construção da nação e da identidade nacional após o advento da
República, bem como fazia parte do esforço de legitimar a medicina como autoridade fundada
na superioridade do conhecimento científico frente aos saberes de cura religiosa.
Palavras-chave: Intolerância religiosa; História da psiquiatria; Higiene mental.
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QUEM NA VIDA FOI LEÃO, NÃO TERÁ MORTE DE CORDEIRO: AS
ORIENTAÇÕES PARA O BEM MORRER NA LITERATURA PORTUGUESA DO
SÉCULO XVIII.
Eliane Cristina Deckmann Fleck (UNISINOS, RS)
Mauro Dillmann (UNISINOS, RS)
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Resumo: Orientar os fieis para uma vida santificada e instruí-los para uma boa morte foram
objetivos muito comuns na literatura religiosa portuguesa do período moderno, especialmente,
daquela divulgada no século XVIII, e que se propunha a definir e propagar virtudes morais e
comportamentos que garantissem o bem morrer. Nosso objetivo nesta comunicação é o de
analisar as orientações que todo fiel católico deveria observar como preparação prévia para a
morte nas obras Sermão da Missão da quarta tarde da quaresma [1734], Terceiro Instruído
na Virtude [1742] e Mestre da Virtude [1745], produzidas pelo padre dominicano português
João Franco.
Palavras-chave: Literatura religiosa portuguesa; boa morte, Padre João Franco
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RACIONALISMO CRISTÃO: UMA FILOSOFIA ESPIRITUALISTA PARA A VIDA
E A MORTE.
Elisa Paula Marques
UFSC
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Resumo: Racionalismo Cristão é uma doutrina espiritualista surgida no Brasil, em 1910 de
uma dissidência do movimento espírita brasileiro. No início intitulava-se Espiritismo
Racional e Científico Cristão, para depois assumir a atual denominação. Quem sistematizou a
doutrina do Racionalismo Cristão foi Luís de Matos que, ao lado de Luiz Alves Thomas,
tornou-se o grande responsável pelos passos iniciais da doutrina racionalista cristã. Nesta
doutrina admite-se a existência de uma Força Superior (Deus), que denominam de Força
Universal, Inteligência Universal ou Grande Foco, o qual irradia sobre todo o Universo.
Ensinam em suas doutrinações que o ser humano deve ser verdadeiro e honrado sem nada
temer, seja a pobreza, o trabalho ou a luta. Quanto a morte, acreditam que não interrompe a
vida e que através do estudo dos ensinamentos da doutrina os espíritos encarnados (pessoas)
são esclarecidos e com isso adquirem as condições necessárias para viver bem e também para
ter um desencarne que os livre de permanecer na atmosfera fluídica da Terra em estado de
perturbação, o que ocasionaria a ligação do espírito as correntes do astral inferior.
Palavras-chave: Espiritismo; Racionalismo Cristão; desencarnação.
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A ORDEM DOS ANTEPASSADOS: O SAGRADO COMO MECANISMO DE
COMPORTAMENTO DA IGREJA MESSIÂNICA MUNDIAL DO BRASIL
Elisangela Marina de Freitas e Silva
Mestranda de História da Universidade Federal de Santa Catarina
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Resumo: Este artigo tem como objetivo analisar a ideia de comportamento ideal da Igreja
Messiânica Mundial do Brasil, instituição fundada por Mokiti Okada em 1935 no Japão e
disseminada no Brasil em 1955. Utilizei a ideia de sagrado como representante da ordem
comportamental, do sociólogo Peter Berger, como ferramenta de análise dos conflitos
cotidianos entre a relação da vida dos adeptos com a dos antepassados cultuados por esta
religião. A noção de ordem, neste sentido, está representada através dos ensinamentos
produzidos na década de 1950 e a simbologia que o culto aos antepassados possui sobre a
construção ideal de conduta dos membros desta instituição.
Para tal, analisei como fonte os relatos dos adeptos publicados pelo periódico oficial da
IMMB, a Revista Izunome.
Palavras-chave: antepassados; comportamento; ordem.
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MITOS, CRENÇAS E PRÁTICAS DE CURA.
Eloize Fabíola Nascimento Schimmelfenig (LERC – UEM)
Ana Paula Mariano Dos Santos (LERC – UEM)
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Resumo: A presente discussão está inserida em um projeto de Iniciação Científica intitulado,
―Crenças e práticas de cura no Vale do Ivaí: a medicina natural em Jardim Alegre- PR
(Século XXI)‖. Para finalidade da comunicação nosso objetivo consiste em pensar a partir de
três autores, Mircea Eliade, Joseph Campbell e Roy Willis, as relações entre mito e história e
de que forma estas podem nos ajudar a compreender as práticas de cura em Jardim Alegre. A
fim de compreendermos a historicidade das práticas analisadas, em diálogo com a História
Cultural e a História das Religiões, é importante compreender como tais práticas se situam
dentro da mitologia existente nas diversas culturas. Nosso objetivo específico consiste em
apontar as presenças de técnicas de cura, especialmente daquelas se utilizam de plantas e
argila, nos estudos destes teóricos e buscar entender sua atuação dentro de um universo
mítico-simbólico.
Palavras-chave: Mitos; crenças; práticas de cura.
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AS MÚSICAS DE MARTINHO DA VILA (1972 a 1994) E O ENSINO DA HISTÓRIA
E CULTURA AFRO-BRASILEIRA.
Fábio de Oliveira Cardoso
PDE/SEED/UEM
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Resumo: A presente comunicação objetiva apresentar nosso trabalho junto ao Plano de
Desenvolvimento Educacional (PDE/PR) O Presente Projeto objetiva que tem o intuito de
propiciar estudos aprofundados sobre o uso de novas fontes para o ensino da história e cultura
afro-brasileira, por meio das músicas de Martinho da Vila (1972 a 1994), para os alunos e
alunas de 9º ano do Colégio Estadual Tânia Varella Ferreira – E. F. M, como forma de
atender a demanda da Lei n. 10.639/2003, quanto à obrigatoriedade do ensino da história e
cultura afro-brasileira e africana. Para isto, serão utilizadas como fontes as músicas:
―Jubiabá‖, ―O Caveira‖, ―Festa de Umbanda‖, ―Casa de bamba‖, ―Nas águas de Amaralina‖ e
―Samba dos ancestrais‖. A partir dos temas extraídos da linguagem musical destacaremos a
constituição de elementos simbólicos das religiões de matriz africana, resultado do hibridismo
cultural na formação da sociedade Brasileira, com base teórica nos estudos de Peter Burke,
Marcos Napolitano e Reginaldo Prandi.
Palavras-chave: Ensino de História; Cultura afro-brasileira; Martinho da Vila.
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O USO DA AYAHUASCA NO CONTEXTO URBANO: ENTRE O “TRADICIONAL”
E O “MODERNO”
Fábio Eduardo Celant
Universidade Federal de Santa Catarina
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Resumo: A partir do século XVIII e principalmente no XIX tem-se o advento na sociedade
ocidental, do pensamento científico embasado na idéia positivista de sistematização do
conhecimento em prol do progresso. Aqui os conceitos materialistas de mundo também se
concretizam, e visões como a de Max Weber de ―desencantamento do mundo‖ e a filosofia
anti-religião de Nietsche, ou ainda o postulado positivista de Auguste Comte, tendo estes
apenas como exemplo, darão vazão cada vez mais crescente de que o mundo cada vez mais
científico e racionalizado poria em cheque-mate as ―crenças, imaginários, costumes,
religiosidades populares‖, enfim, toda manifestação do que era tido como ―irracional,
incivilizado, místico e supersticioso‖.
Porém uma análise detalhada do tempo presente demonstra que as mais diversas expressões
de religiosidades, não só nunca diminuíram, mas inclusive, tiveram uma significativa
manifestação entre grupos urbanos de classe média/alta, muitas vezes com uma educação
acadêmica. Portanto, a problemática aqui é a observação de que, em plena era tecnológica
podemos assistir um significativo e curioso quadro desses grupos urbanos e letrados fazerem
parte de religiões ditas populares, ou então, e principalmente, de fundo ―New Age‖.
Neste espectro podemos encontrar um crescimento acelerado do uso religioso e terapêutico
do enteógeno Ayahuasca, ou ―Daime‖ como ficou conhecido aqui no Brasil, no qual seu uso
entre povos indígenas da floresta amazônica é milenar. Tomada a perspectiva do crescimento
da demanda pelas religiões que fazem uso ritualístico destas plantas, observamos que vários
momentos houve dissidências ou simplesmente o surgimento de novas doutrinas ou grupos
alternativos, não deixando de implicar por tanto, na possibilidade de tensões e disputas dentro
deste campo. Neste mesmo foco atualizam-se também os meios difusores, tornando-se os
meios virtuais importantes ferramentas de divulgação e expansão, como também servindo
como recipiente do ethos das diversas instituições.
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ABSURDO E REVOLTA: A CRÍTICA DE ALBERT CAMUS À VISÃO DA MORTE
NO CRISTIANISMO
Fábio Ferreira dos Santos da Silva
Universidade Federal da Paraíba
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Resumo: O presente trabalho tem como tema a morte na obra do escritor Albert Camus –
Nobel de Literatura em 1957. O objetivo guia aqui posto foi a exposição, de maneira geral, da
crítica que Camus fez em seus ensaios e romances à visão cristã sobre a morte. Para isso,
tomou-se como arcabouço teórico basicamente as análises sobre a dessacralização do mundo
e da vida, empreendida por Mircea Eliade, bem como os conceitos de ―homem moderno areligioso‖ e ―modo de ser profano‖ também elaborados por esse autor. Inicialmente são
apresentados os principais elementos da visão cristã da morte; depois se apresenta a visão de
Camus acerca do evento morte; e, em terceiro lugar, procede-se a exposição da crítica
camusiana ao sentido que o cristianismo atribui à morte. Finalmente, após feitas as descrições
e análises, ver-se-á que para Camus – um homem desprovido de crença em deuses e no
sobrenatural e, ainda, um espírito inquieto para quem, em sua humanidade, o único mundo
possível é este – a visão cristã da morte apresenta-se como uma proposta não muito atraente,
tanto por demandar fé, quando por basear-se na ideia da morte como passagem e não como
fim.
Palavras-chave: Morte; Cristianismo; Albert Camus.
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O SENTIDO DA MORTE ENTRE OS IORUBÁS E NO CANDOMBLÉ NAGÔ
Fábio Ferreira dos Santos da Silva
Universidade Federal da Paraíba
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Resumo: Este trabalho é uma breve apresentação do tema morte humana nas religiões e, mais
detidamente, nas religiões tradicionais dos iorubanos e no candomblé. Objetiva-se responder
às seguintes perguntas: Qual o sentido da morte humana entre os iorubás e no candomblé
nagô? Há ainda alguma relação entre ambos os sentidos? Para tanto, mesmo sabendo que
essa questão está imbricada com outras de igual relevância e dificuldade, a discussão está
direcionada para responder unicamente às perguntas iniciais. Primeiramente se discorre de
maneira ampla sobre a relação morte-religião, depois faz-se uma descrição dos principais
elementos da visão dos iorubás tradicionais sobre o sentido da morte humana, e, em seguida,
apresenta-se- como o candomblé nagô, de maneira geral, dá sentido ao evento morte. Sobre o
aporte teórico em relação aos iorubás, Os Nàgô e a morte, de Juana Elbein dos Santos e Os
vivos e a morte, de Jean Ziegler, são nossas duas principais referências. Já com relação ao
candomblé, usou-se Mitologia dos orixás e Segredos guardados, ambos de Reginaldo Prandi.
Tendo a morte como um evento necessário e não aniquilador da existência, vê-se, ao final,
que os elementos centrais que definem qual é o sentido da morte entre o povo de santo nagô
remonta ao quadro mítico das religiões tradicionais dos iorubanos.
Palavras-chave: Morte; Iorubás; Candomblé Nagô.
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AS DIFERENTES FORMAS DE SE EXPLICAR A ORIGEM DA DOENÇA PELA
RELIGIÃO.
Fábio L. Stern
Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
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Resumo: Objetivou-se discutir as três grandes formas de explicações religiosas para a origem
das doenças, buscando exemplos que as corroborassem. Como método, fez-se uma revisão
bibliográfica. Para a formulação das três grandes formas de explicação se usou os quatro
grupos de etiologia religiosa definidos por Minayo (1998) e por Ngokwey (1988), fundindose os grupos socioeconômico e psicossocial em um único grupo por não se ter observado
distinções significativas entre os dois. Assim, os três grandes grupos discutidos foram o da
doença explicada como oriunda de causas sobrenaturais, da doença como oriunda de causas
naturais e da doença como oriunda de fatores psicossociais. No grupo das origens naturais
analisaram-se primordialmente as concepções daoísta e a teoria humoral sobre as doenças. No
grupo das origens sobrenaturais, a explicação do mal como advindo de um ou mais seres
supremos foi a dominante. No grupo das origens psicossociais destacou-se a explicação da
doença pelo mau olhado e pela bruxaria. Por fim, apesar desta distinção tríplice, notou-se
também que uma mesma confissão religiosa pode, por vezes, empregar mais de uma forma de
se explicar a origem de uma mesma doença dependendo de seu contexto.
Palavras-chave: Antropologia da doença, antropologia da religião, etiologia mítica.
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ATITUDES DO GUERREIRO VIKING PERANTE A MORTE, REPRESENTADAS
NA LITERATURA ESCANDINAVA.
Flávio Guadagnucci Palamin
LERR/UEM
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Resumo: Dentre as principais formas de literatura produzidas na oralidade na Escandinávia
durante a Era Viking (700/800 d.C. a 1030/1125 d.C.), estão as poesias eddicas, escaldicas e
as sagas, todas escritas pelos antigos poetas escandinavos, os escaldos. Podemos dividir os
conteúdos de tais narrativas em mitológicas e históricas. As poesias eddicas tinham como
protagonistas os deuses e heróis, enquanto as escaldicas, usualmente, eram compostas para
exaltar uma pessoa importante. Uma das maneiras do escaldo escrever a história era por meio
das sagas, histórias contadas em forma de prosa, geralmente sobre as famílias reais ou as mais
importantes da Escandinávia. Para o presente texto, objetivamos a discussão da postura do
guerreiro Viking perante a morte representada e registrada nessas literaturas, focando-nos na
Sverissaga. Para tanto, compreendemos a mitologia e religiosidade desses povos como
proposto por Eliade (1992) e, a partir do conceito de representação de Chartier (2002). Foi
possível identificar e relacionar uma postura de aceitação e coragem perante a morte com a
ida ao pós-morte ideal do guerreiro Viking, mas também, uma possível aceitação da fuga,
desde que comprovada sua necessidade.
Palavras-chave: Morte; Literatura; Viking.
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ULTRAPASSANDO OS MURROS DO CONVENTO: AS IRMÃS FRANCISCANAS E
O OFÍCIO DE INFORMAR A COMUNIDADE RELIGIOSA PROVINCIAL
Franciele Roveda Maffi
Mestranda do Programa de Pós-graduação em História-UFpel
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A presente produção tem como lócus de pesquisa a Imprensa religiosa das Irmãs Franciscanas
da Penitência e Caridade Cristã, no município de Santa Maria-RS (1951- 1984). O estudo se
baseia nos periódicos, que tratam de assuntos específicos referentes à caminhada Provincial
como a exemplo: transferências, viagens, receitas, encontros de formação. Estabelece uma
‗retrospectiva histórica‘ da fundação do primeiro impresso, que se constitui, juntamente ao
percurso da província (1951). Compreende-se pela análise das fontes, que esse veículo de
comunicação, tornou-se o meio principal de comunicação entre as irmãs, onde se estabeleceu
um diálogo religioso. Apesar das longínquas distâncias que separavam a sede provincial, das
demais Comunidades Franciscanas. Com o referido estudo, apontamos as frequentes
mudanças que esse veículo de informação, enfrentou, modificando os aspectos que
evidenciam: a diagramação; formato; estilo de redação das notícias e comissão diretiva. No
início da fundação em 1951, o periódico chamou-se de ‗Sininho‘, em virtude da ideia do
―Despertar para todas as coisas que ainda eram novas‖ e desconhecidas pelas irmãs, neste
caso, um sinal constante de alerta. Como o decorrer do tempo, esse instrumento de
comunicação denominou-se ‗Noticiário‘ e a partir de 1984, o ‗A caminho‘ mantendo-se na
contemporaneidade. Considera-se de extrema relevância essa temática, pois a imprensa
religiosa é estritamente fechada em sua estrutura, não vinculando as notícias, ao público leigo,
permanecendo restrita ao universo conventual. Destaca-se que essas fontes, tornam-se inéditas
e carecem de estudo, que decorra pelo viés histórico: teórico-metodológico.
Palavras - Chave: Imprensa; Irmãs Franciscanas; Periódico.
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EM BUSCA DA VIDA: UM ESPAÇO DE EX-VOTOS
Gabriela Cristina Maceda Rubert
Universidade Estadual de Londrina
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Resumo: Buscamos compreender nesse trabalho as relações intrínsecas das múltiplas
memórias presentes na disposição de imagens religiosas de senhoras benzedeiras do
município de Cambé e Londrina. Através do diálogo com a fonte oral e a fonte imagética
procuramos relacionar aspectos históricos às particularidades presentes nos casos tratados.
Quando as pessoas são benzidas e alcançam a graça, na maioria das vezes elas retornam com
alguma lembrança para a benzedeira, essas lembranças são imagens religiosas: quadros,
estátuas, terços, pôsteres de santos, de Jesus ou de Maria, orações impressas, fotografias de
santos canonizados ou não. Essas imagens são organizadas no espaço do altar e nas paredes
da casa e formam um espaço de ex-votos. Desse modo, considero pertinente refletir os
conceitos de identidade, memória e de cura presentes nessas relações de troca entre o
sobrenatural e o terreno, atentando para o significado da pluralidade de imagens presentes
neste espaço através da análise imagética e das narrativas e histórias dos ex-votos descritos
nos depoimentos das benzedeiras. A memória da cura e o anseio da cura, o passado e o futuro
refletidos nesse presente que é intermediado pela benzedeira nos aguçam a necessidade do uso
da subjetividade, da sensibilidade e do sentimental nessa análise.
Palavras-chave: ex-votos; memória; cura.
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“PIENSA QUÉ ESTARÁ TU CUERPO DEBAJO DE LA TIERRA”: A MORTE E O
LUTO EM JOÃO DE ÁVILA
Gabrieu de Queiros Souza
Universidade Estadual de Maringá (UEM)
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Resumo: São João de Ávila (1500-1569) foi um dos maiores expoentes da religiosidade
ibérica do século XVI. Proeminente padre secular, reformador católico, catequista e
conselheiro espiritual, Ávila contribuiu para a formação de uma religiosidade católica
reformada segundo os preceitos do Concilio de Trento. O ―Apóstolo de Andaluzia‖, como era
conhecido foi ―um pastor a suas ovelhas‖, uma vez que suas obras indicam e aconselham aos
católicos os caminhos e as virtudes a serem alcançadas, assim como os vícios e os pecados a
serem evitados. Com esse objetivo, a morte e a preparação para a mesma constituem-se em
temas fundamentais explorados pelo autor como forma de instruir os cristãos católicos. João
de Ávila produziu diversos textos para instruir seus fiéis, porém selecionamos para análise
três documentos em forma de cartas, e que tem como tema central a morte: o primeiro é uma
carta consolando uma viúva pela morte do marido, o segundo instrui os cristãos ensinando-os
como se preparem para a morte e o terceiro é endereçado a uma senhora em luto pela morte
do filho. Destarte, a nossa análise se justifica ao pensarmos tais temáticas como constituintes
de uma pedagogia para o cristão, assim como nos aspectos do pensamento sobre a vida e a
morte na religião e na religiosidade da Península Ibérica nos tempos das Reformas religiosas.
Palavras-chave: João de Ávila; Vida e Morte; Pedagogia Cristã.
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A HISTÓRIA NA ENCRUZILHADA: O CANDOMBLÉ, O HISTORIADOR E SUAS
FERRAMENTAS
Gerson Machado
Fundação Cultural de Joinville/ Museu Arqueológico de Sambaqui de Joinville
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Resumo: Este trabalho apresenta reflexões de como se deu a aproximação do historiador com
o seu universo de pesquisa, no caso, os candomblés, religião de escopo afro-brasileiro, em
Joinville, cidade situada no nordeste do Estado de Santa Catarina. A análise debruçou-se
sobre o fenômeno numa temporalidade recente, compreendida entre as décadas de 1980 e
2000. Para tanto, em termos teórico-metodológicos, selecionou opções estratégicas que
possibilitaram a configuração de uma trilha interpretativa aplicada aos registros de relatos
obtidos pela metodologia da História Oral, pela etnografia histórica e pelas fontes imagéticas
e impressas de caráter jornalístico. A reflexão debruçou-se sobre como uma cidade, cuja
imagem está associada ao mito fundador alemão, acolheu esta denominação religiosa. Tal
exercício possibilitou identificar narrativas cujos conteúdos revelaram tensões, disputas e
acomodações, repertoriando novas formas de subjetivação.
Palavras-chave: História das Religiões; História Oral; Religiões Afro-brasileiras.
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ESPITUALIDADE E NATUREZA NO COTIDIANO URBANO.
Giovane Gonzaga (LERR-UEM)
Vanda Fortuna Serafim (Orientadora-UEM)
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Resumo: A presente comunicação está vinculada ao Projeto de Iniciação Científica intitulado
―Associação Cultural Capoeira Mandinga-Ê (ACCAMÊ): estudos das manifestações culturais
e religiosas afro-brasileiras em Maringá-PR, Século XXI‖. O objetivo consiste em entender as
relações entre espiritualidade, natureza e meio urbano por meio do estudo da Associação
Cultural Capoeira Mandinga-Ê. A partir de entrevistas com os membros da associação
buscaremos, a partir dos aportes teóricos de Mircea Eliade, Keith Thomas e Bruno Latour,
estabelecer a simbologia do universo afro-brasileiro por meio do conceito de ‗hierofania‘ e
suas variações no cotidiano urbano de Maringá-PR. Considerando a reorganização da
simbologia dos elementos da natureza no espaço da cidade, será útil, ainda, à reflexão a noção
de transpavores‘.
Palavras-chave: Espiritualidade; Natureza; Cotidiano urbano.
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MANDINGA: A TÁTICA DO ESCRAVO.
Giovane Gonzaga (LERR-UEM)
Vanda Fortuna Serafim (Orientadora-UEM)
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Resumo: A presente comunicação está vinculada ao Projeto de Iniciação Científica intitulado
―Associação Cultural Capoeira Mandinga-Ê (ACCAMÊ): estudos das manifestações culturais
e religiosas afro-brasileiras em Maringá-PR, Século XXI‖. Nosso objetivo aqui consiste em
entender a palavra ―mandinga‖, presente na literatura das religiões afro-brasileiras, bem como
em várias cantigas de capoeira e de outras manifestações artístico-culturais resultantes do
processo histórico pelo qual o negro, trazido da África, sofreu enquanto escravo no Brasil.
Para tanto, será utilizado o conceito de ―tática‖ de Michel de Certeau. As fontes utilizadas
consistem em uma série de entrevistas realizadas com membros da ACCAMÊ. Entende-se
nesse trabalho que Mandinga é a capacidade de pensar e fazer. É também espiritualidade e
capoeira, porque as duas auxiliaram o negro para que ele pudesse pensar e fazer.
Palavras-chave: Mandinga; Capoeira; táticas.
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LIBERDADE RELIGIOSA: UM ESTUDO DE CASO
Glauciane Souza
Ricardo José Sanca
UNILAB
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Resumo: Este estudo de caso refere-se à situação vivida por uma estudante da Universidade
Pública adepto da igreja Adventista Do Sétimo Dia. A mesma foi reprovada por falta, em uma
disciplina ministrada as sextas-feiras, em um curso noturno, após ter sido negada pela
instituição a sua solicitação da ―dispensa‖ das atividades acadêmicas do por- do- sol de sextafeira ao por- do – sol de sábado. O fato ocorreu em uma Universidade pública federal, em um
Estado de princípios laicos, onde é assegurada a liberdade religiosa, foi negada a estudante o
direito de professar os princípios fundamentais de sua religião sob alegação de que um estado
laico não pode privilegiar um individuo em detrimento dos demais. A proposta do estudo é
abordar de forma descritiva o caso de reprovação da estudante universitária, cujo fato lhe
acarretou determinados prejuízos acadêmicos. O estudo foi baseado no método qualitativo,
constituído por dois estágios: pesquisa exploratória, seguida da pesquisa descritiva, fase onde
foram realizadas entrevistas semi-estruturadas com os sujeitos diretamente envolvidos. A
partir do caso estudado observou-se que o conceito de laicidade estatal, ainda é confundido
com isenção do Estado, perante questões relacionadas à liberdade Religiosa, em especial a
liberdade de culto.
Palavras-chave: Direitos Fundamentais; Liberdade Religiosa; Laicidade Estatal
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O TRANSE DE MADRE JOANA DOS ANJOS: A POSSESSÃO DIABÓLICA NA
OBRA “OS DEMÔNIOS DE LOUDUN”
Helisson de Oliveira Soares (LERR-UEM)
Solange Ramos de Andrade - Orientadora
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Resumo: A personagem de Madre Joana dos Anjos (Jeanne des Anges), certamente é a figura
principal na qual Aldous Huxley retrata o domínio e a possessão diabólica de Loudun.
Publicado em 1953, o livro ―Os demônios de Loudun‖ retrata um dos mais documentados
casos de possessão demoníaca coletiva que acometeu dezessete irmãs do Convento das
Ursulinas na França, a partir de 1632. Especificamente tomando como fonte a obra de Huxley,
nossa proposta consiste em analisar as interpretações que o escritor realiza sobre as
manifestações das ursulinas e principalmente o transe de Irmã Jeanne, que acaba sendo o
principio gerador da trama. Considerando que a fonte literária, pode demonstrar as formas de
expressão e de visão de um determinado período, o aporte teórico-metodológico utilizado para
essa pesquisa histórica consiste na abordagem de Michel de Certeau (2009), no que diz
respeito, ao discurso do ―outro‖ e seus estudos acerca da psicanálise. Além disso,
consideramos também os conceitos de Pierre Bourdieu, de ―estrutura estruturada estruturante‖
para pensar a instituição católica, da qual a personagem ―possuída‖ faz parte, utilizaremos a
definição de ―transe‖ proposta por Ioan Lewis (1971) e Robert Mandrou (1979) para atentar
aos tramites jurídicos resultantes do caso.
Palavras-chave: Transe, possessão diabólica, Aldous Huxley
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RELAÇÃO ENTRE HISTÓRIA E LITERATURA: O OLHAR DO SÉCULO XX
PARA UM CASO DE POSSESSÃO NA FRANÇA DO SÉCULO XVII
Helisson de Oliveira Soares (LERR-UEM)
Solange Ramos de Andrade - Orientadora
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Resumo: O seguinte trabalho tem como principal objetivo demontrar as perspectivas literárias
dadas por Aldous Huxley a um caso de possessão diabólica ma França do século XVII em
The devil of Loudun (Os demônios de Loudun), escrito em 1952. Antes de qualquer coisa, em
sua obra, misto de ensaio ―histórico e ficção‖, Huxley aborda o processo de
endemoninhamento das freiras ursulinas de Loudun considerando características de histeria
ou contágio psíquico coletivo, ou seja, ele utiliza teorias psicanalíticas para analisar as
possessões e a mente perversa ou não dos personagens. Notamos que a obra, fonte de nossa
pesquisa, além de ser a expressão de um período, o qual seria a segunda metade do século
XX, demonstra-nos perspectivas no entorno da possessão diabólica e como esse assunto tem
sido tratado desde o século XVII. Nossa analise parte das características e considerações que
Huxley utiliza ao abordar a possessão e os exorcismos. Compreendendo nossa fonte, é
fundamental caracterizá-la como literária e pensando em textos literários, utilizaremos para
analisar as concepções de Roger Chartier (2002) e sua exposição sobre a fundamental
importância em considerar a forma dos textos, atentando a organização material em que eles
se dão e com isso observar a sua inserção, significação e representação no campo social.
Palavras-chave: Literatura, Possessão diabólica, Aldous Huxley.
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O DEMÔNIO E OS MÉDIUNS: BOAVENTURA KLOPPENBURG E O
DISCURSO CATÓLICO SOBRE A AÇÃO DEMÔNÍACA NO ESPIRITISMO
(MEADOS DO SÉCULO XX).
Isonete Vilvert
Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC
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Resumo: Este projeto tem como objetivo analisar o posicionamento do frei Boaventura
Kloppenburg na campanha de esclarecimento e combate ao espiritismo. Como porta-voz da
Igreja Católica, em seu discurso se percebe sua fundamentação nas leis dogmáticas para
apontar as diferenças entre a Igreja Católica e a doutrina Espírita e desta maneira como os
católicos devem se comportar perante o espiritismo. O contexto brasileiro em meados do
século XX, para a Igreja Católica será marcada pela luta da supremacia do catolicismo perante
as religiões afro-brasileiras, do espiritismo e do pentecostalismo. Nesta pesquisa, estaremos
nos apoiando em três autores que dialogam com a nossa problemática até o presente
momento, que são os trabalhos de Emerson Giumbelli que trata da mobilização dos médicos
para definir o que é o espiritismo no Brasil; o de Artur Cesar Isaia no qual encontramos
suporte histórico sobre o discurso da Igreja Católica frente a propagação do espiritismo e das
religiões mediúnicas na primeira metade do século XX e de Solange Ramos Andrade que
analisa o período que Frei Boaventura Kloppenburg ficou a frente da Revista Eclesiástica
Brasileira. Para análise de discurso Eni Pulcinelli Orlandi que dá ênfase na interlocução do
discurso religioso.
Palavras-chave: Discurso católico; espiritismo; demônio
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LITURGIAS DA BOA MORTE E DO BEM MORRER: PRÁTICAS E
REPRESENTAÇÕES FÚNEBRES NA CAMPINAS OITOCENTISTA (1830-1880)
João Paulo Berto
IFCH/Unicamp
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Resumo: Esta comunicação propõe discutir a importância das liturgias da Boa Morte e do
Bem Morrer católicas, vindas de Portugal na forma de manuais e doutrinas, e sua leitura e
tradução na cidade paulista de Campinas entre os anos de 1830 e 1880, período em que a
cidade passou por diferentes transformações sociais, urbanas e culturais, incluindo a
laicização de seus cemitérios. No período, observou-se que as liturgias institucionais da Igreja
Católica, dadas através de catecismos, manuais e livros sobre a prática do bem viver e morrer,
circularam e foram ressignificadas, sobretudo com o apoio das irmandades que forneciam aos
seus irmãos aportes próprios no pré e pós-morte, criando redes simbólicas específicas. Sob o
viés da história cultural das religiões e das práticas de leitura, a pesquisa abordou a construção
das liturgias da boa morte a partir das diretrizes da Igreja Católica e o modo como circularam
em diferentes representações e práticas fúnebres atingindo os grupos populacionais e
configurando espaços de interesses variados.
Palavras-chave: Liturgias da Boa Morte - Práticas Fúnebres; Campinas (SP) - Séc. XIX
(1830-1880); Manuais de Boa Morte e Bem Morrer.
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ENTRE A CRUZ E A ESPADA:
OS FRADES CAPUCHINHOS EA SOCIEDADE PIRACICABANA EM FINS DO
SÉCULO XIX
João Valerio Scremin
UNICAMP
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Resumo: A perseguição ocorrida pelos frades capuchinhos em Piracicaba em fins do século
XIX e o tema em voga na analise do testemunho da irmã Angélica Cristofolleti, interna do
asilo Coração de Maria desde os 11 anos de idade, época em que Madre Cecília ocupava a
função de Superiora Geral da Congregação – fato que ocorreu entre 1896, na fundação do
asilo, a 1912, data em que a madre deixa de ser superiora -, consta que frei Luiz Maria de São
Tiago, desde sua chegada a Piracicaba, era hostilizado, em especial, segundo a depoente,
pelos representantes da maçonaria da cidade. Sob a ótica da depoente Piracicaba em fins do
século XIX vivia um período muito difícil, tanto econômico como religioso, a maçonaria
trabalhava sorrateiramente em sua tarefa anticristã e Frei Luiz, responsável pela Ordem
Franciscana dos Capuchinhos Menores, foi atingido em seu ardil de ódio e vingança. Ao
analisar os relatos da interna e as noticias dos jornais da cidade busca-se entender a relação e a
posição ambígua no tratamento das ações dos frades capuchinhos, que pertenciam à ordem
religiosa.
Palavras-chave: Franciscanos; Católico; Maçonaria
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DA TOLERÂNCIA À CARIDADE: UM DIÁLOGO COM GIANNI VATTIMO À LUZ
DA RELAÇÃO ENTRE RELIGIÃO E LAICIDADE NA PÓS-MODERNIDADE
Jonathan Menezes
Faculdade Teológica Sul Americana
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Resumo: A questão da (in)tolerância entre as religiões, bem como da liberdade de crença e de
pensamento não são novas para a história, ou melhor, não são fenômenos exclusivos desta
época. Relembrando uma obra do período iluminista, O tratado sobre a tolerância, de
Voltaire, de 1753, vê-se que a questão da tolerância estava, num tempo emancipatório,
atrelada ao princípio de liberdade religiosa, que filósofos como Locke e o próprio Voltaire
tanto enfatizaram, numa Europa ainda marcada por conflitos e perseguições religiosas por
causa de crenças e ideias. Numa época pretensamente pós-moderna, de consolidação de
fenômenos da secularização, como Gianni Vattimo entende ser a nossa, ainda se vislumbra a
intolerância para com diferentes crenças religiosas, e o não respeito, especialmente por parte
de setores de religiões majoritárias, como o cristianismo, do princípio de laicidade do estado.
Em diálogo com o pensamento fraco, de Vattimo, portanto, analisaremos a proposta deste
autor de migração da ideia de tolerância para a de caridade, como meio de mover-se para além
de uma relação metafísica com a verdade nas religiões, para a noção, pouco comum às
práticas e discursos religiosos, de uma verdade kenótica, isto é, esvaziada de pretensões de
correspondência e, por conseguinte, de imposição sobre outras.
Palavras-chave: Tolerância Religiosa; Caridade; Verdade.
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OS SERMÕES DAS EXÉQUIAS DE FELIPE II, REI DE ESPANHA E PORTUGAL
José Carlos Gimenez
Universidade Estadual de Maringá
[email protected]
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Resumo: Filho do imperador Carlos V (1550-1558) e de Isabel de Portugal, Felipe I de
Portugal, II de Espanha, nasceu em 1527 e reinou a partir do ano de 1556 até a sua morte, em
1598. Responsável pela formação do primeiro império global da época moderna, este
monarca inaugurou a dominação dinástica filipina sobre o reino de Portugal a partir de 1580,
e transformou a Península Ibérica num vasto império colonial, o que aprofundou a rivalidade
com a França, com a Inglaterra e com os Países Baixos. Em decorrência da sua morte, em
1598, foram compostos em Portugal, diversos sermões para o funeral. Combinando passagens
bíblicas com literatura clássica, os autores dos sermões objetivavam exaltar a singularidade do
monarca frente aos outros governantes daquele tempo. Ele foi qualificado como um singular
representante de Deus na direção do reino e no cumprimento fiel da doutrina católica e,
principalmente, no combate às ideias heréticas que se abatiam sobre o território europeu.
Nessas exéquias também se consolidavam preleções ideológicas de glorificação do monarca
como nutridor do bem-estar dos súditos e como símbolo da nação. Os ritos e orações em
memória ao rei foram realizados em diferentes partes do reino, no entanto, devido um surto de
peste na cidade de Lisboa, as exéquias de Felipe II foram realizadas, naquela cidade, somente
em dezembro de 1599. Os documentos foram reunidos e impressos no ano de 1660, sob o
título Relação das exequias d'el Rey Dom Filippe nosso senhor, primeiro deste nome dos reys
de Portugal: com algu[n]s sermões que neste Reyno se fizerão. Foram selecionados para
análise, três documentos para a discussão do tema proposto. O primeiro texto é a apresentação
da obra, e cujo autor não é identificado. Nele é descrita a preparação e realização das exéquias
do rei no Mosteiro de Belém. O segundo é um sermão feito pelo frei dominicano e pregador
oficial da monarquia, Manoel Coelho. O terceiro constitui-se no sermão pregado na Igreja de
Santa Cruz de Lisboa, pelo capelão real Francisco Fernandez Galvão.
Palavras-chave: Modernidade. Felipe II. Península Ibérica. Século XVI. Morte.
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O MITO FUNDADOR DA UMBANDA: UMA QUESTÃO DE INTERPRETAÇÃO
José Henrique Motta de Oliveira
Doutorando do PPGHC/IH/UFRJ
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Resumo: Neste artigo ofereceremos um novo olhar sobre o mito fundado da umbanda a partir
da manifestação do Caboclo das Sete Encruzilhadas no médium Zélio de Moraes, numa
sessão da Federação Espírita de Niterói, no dia 15 de Novembro de 1908. Como todo mito, a
narrativa entremeia a realidade e fantasia. O que norteará nossa análise será o valor simbólico
que o mito representa para os atuais adeptos da religião, cuja importância se compara ao
nascimento de Jesus, para os cristãos. Nesta perspectiva, proponho uma interpretação
alternativa àquelas realizadas por Diana Brown e Emerson Giumbelli, nas quais a relevância
simbólica do evento fora suplantada por questões relativas à consolidação da classe média
carioca. As teorias de Pierre Bourdieu sobre o funcionamento do campo religioso, linguagem
e poder simbólico auxiliaram na tarefa de justificar o ostracismo vivido por Zélio de Moraes
sem que isso invalide seu protagonismo dentro da meio religioso. O que estava em jogo
naquele momento não era identificar quem fora o precursor da umbanda, mas legitimar sua
práticas a fim de minimizar a perseguição policial.
Palavras-Chaves: Umbanda; Mito Fundador; e Zélio de Moraes
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AS RAÍZES DESENCANTADAS DO PROTESTANTISMO
Josué Domingues Nunes da Silva
Universidade de São Paulo (DG-FFLCH)
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Resumo: O presente trabalho correlaciona o ramo protestante da religião cristã a outra forma
de religião que passou também por um processo de relativa semelhança: o Javismo no antigo
Oriente Médio. A religião de Javé é antepassada direta do atual Judaísmo e, por conseguinte,
do Cristianismo. Nesta sequência, o Protestantismo, com seu ideal estrito de retorno aos
ensinos bíblicos, aparece como herdeiro deste desencantamento primitivo resultante da
entronização de Javé como Deus único, semeando Monoteísmo. A pesquisa busca conectar o
desencantamento primitivo do Javismo com o desencantamento abordado por Max Weber em
seu mais famoso livro (A Ética Protestante e o ―Espírito‖ do Capitalismo). Por meio das
leituras de Èmile Durkheim e de Karen Armstrong, têm-se constatado que o mundo das
sociedades primitivas era sustentado por cosmovisões mágicas e fantásticas fundadoras de
mitos que eram originadores de práticas humanas. O Javismo foi fundamental como força
desencantadora, papel herdado pelo Protestantismo Calvinista no século XVI. Hoje, provando
seu caráter cíclico, a religião que rompe com a cosmovisão mágica, no caso o Protestantismo,
está a se reencantar. A pesquisa histórica baseia a investigação para meu trabalho de
graduação individual na área de Geografia da Religião.
Palavras-chave: Desencantamento; Javismo; Protestantismo.
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ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE A QUEIMA DE BÍBLIAS EM ASTORGA –
PR (1953)
Laís Pinheiro de Souza Guelis
Universidade Estadual de Maringá
Solange Ramos de Andrade
Vanda Fortuna Serafim
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Resumo: A pesquisa buscou estudar o embate entre católicos e protestantes no Brasil a partir
do caso ―A queima de bíblias‖ em Astorga – PR (1953), buscando analisar o olhar dos Frades
Capuchinhos sobre os protestantes e como esta visão era passada para a população
astorguense; compreender as consequências sociais, políticas e culturais da queima de bíblias
para a sociedade astorguense e investigar como se deu relação prática entre católicos e
protestantes após a queima, longe da presença dos capuchinhos. As fontes tomadas para
realização desta pesquisa consistiram nos folhetos intitulados ―Crente‖ e ―Crente: Símbolo de
miséria, teimosia e ignorância‖, ambos de 1953, além de entrevistas realizadas com alguns
moradores de Astorga. Os aportes teóricos metodológicos desta pesquisa consistiram em
Pierre Bourdieu (2011) e o conceito de ―campo religioso‖ e Carlo Ginzburg (1989) e o
―paradigma indiciário‖. A pesquisa acredita ter contribuído ao campo da História das
Religiões, uma vez que apenas alguns trabalhos acadêmicos acerca deste assunto foram
realizados anteriormente, porém, apenas na área da Teologia e por entender que as memórias
de um povo não devem ser esquecidas, ou negligenciadas, em virtude disto, a nossa proposta
se consistiu em historicizar tais memórias.
Palavras-chave: Queima de Bíblias; Astorga, Religiões.
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CAMPO MOURÃO EM 2012
Lara de Fátima Grigoletto Bonini
(CNPq), Unespar/Câmpus de Campo Mourão
Frank Antonio Mezzomo (OR)
Unespar/Câmpus de Campo Mourão
Cristina Satiê de Oliveira Pátaro (CO-OR)
Unespar/Câmpus de Campo Mourão
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Resumo: A pesquisa objetivou analisar as estratégias e o desempenho de cinco candidatos
que fizeram uso de elementos religiosos como estratégia de campanha nas eleições
proporcionais no município de Campo Mourão, em 2012. Ao contrário daqueles que
vaticinaram o fim ou o encolhimento da religião à esfera privada, é possível afirmar que o
campo religioso brasileiro passou por ressignificações e deslocamentos de modo a ser
perceptível a confluência e participação ativa junto ao campo político. Metodologicamente,
procedeu-se a coleta, produção e interpretação de fontes como entrevistas, gravações de
programas eleitorais, jingles e demais materiais de campanha dos candidatos ao legislativo
municipal. Os candidatos à vereança são pertencentes às denominações religiosas Igreja Só o
Senhor é Deus, Igreja Adventista do Sétimo Dia e Igreja Presbiteriana Renovada, o que
demonstra a participação religiosa na vida político-partidária de Campo Mourão,
evidenciando diferentes configurações no cenário religioso e político. No que toca a
compreensão desta problemática, verificou-se a participação efetiva de agentes religiosos na
política, o que comprova, em grande medida, o deslocamento daquilo que seria propriamente
o ethos religioso para o ethos político.
Palavras-chave: Religião; Política; Eleições.
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FREI ULRICO GOEVERT: PRÁTICAS RELIGIOSAS.
Leide Barbosa Rocha Schuelter
Universidade Estadual de Maringá.
Solange Ramos Andrade
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Resumo: Este trabalho objetiva tecer algumas considerações acerca de como se estruturou a
Ordem dos Carmelitas Calçados na cidade de Paranavaí PR. Nossa proposta para entender
esse processo consiste em partir da figura paradigmática de Frei Ulrico Goevert, frei,
carmelita, alemão que chegou ao Brasil, especificamente á Pernambuco em 1936 e
posteriormente a cidade de Paranavaí- PR em 1951. Dessa maneira nos propomos a analisar o
discurso religioso deste, a partir de cartas enviadas pelo mesmo a sua Ordem religiosa na
Alemanha, a partir do conceito de escrita hagiográfica de Michel de Certeau. Para assim
entendermos como o discurso do Frei que esta materializado nas cartas, são de alguma
maneira uma produção de significados, a partir da leitura efetuada pelo nomeado religioso da
sociedade em questão. As ideias aqui apresentadas complementam os estudos até o momento
desenvolvido e não concluído. Seu conteúdo justifica a sua importância, comprovando assim
sua função de abrir novos focos de estudo.
Palavras-chave: carmelitas; escrita hagiográfica; discurso.
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PROJETO MISSIONÁRIO: A CIDADE DE PARANAVAÍ.
Leide Barbosa Rocha Schuelter
Universidade Estadual de Maringá
Solange Ramos Andrade
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Resumo: Este trabalho tem por finalidade, tecer algumas considerações acerca do projeto
missionário efetuado por freis carmelitas alemães na cidade de Paranavaí-PR: Frei Henrique
Wunderlich, Frei Alberto Foerst, Frei Adalbert Deckert. Para tanto utilizaremos como objeto
de estudo as cartas de tais religiosos enviadas desde Paranavaí, à sua Ordem na Alemanha.
Propomos-nos a analisar tais documentos, partindo do pressuposto que tais religiosos tiveram
uma função de porta-vozes no que se refere a conscientizar a nomeada comunidade do
―verdadeiro‖ espírito do que é ser católico, e consequentemente traçaram seu discurso no
intuito da adoção de determinadas práticas condizentes com a instituição a qual pertenciam.
Dessa maneira contrastaremos as ideias presentes na Ordem com as práticas instituídas no
cotidiano desses religiosos, e a consequente adequação a sociedade em questão. É necessário
ressaltar que as ideias desenvolvidas neste trabalho, fazem parte de um projeto maior que
ainda esta em desenvolvimento.
Palavras-chave: Paranavaí; carmelitas; cartas.
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BICICLETAS DE NHANDERÚ: ANÁLISE SOBRE O SAGRADO E O PROFANO NA
CULTURA INDÍGENA CONTEMPORÂNEA
Letícia Zamprônio Salum
Simone Maria Boeira
Universidade Estadual de Londrina
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Resumo: Este trabalho tem como objetivo analisar o documentário ―Bicicletas de Nhanderú‖
que mostra alguns dos costumes, rituais e tradições do povo Guarani. Tradições estas que se
encontram permeadas pela influência do consumo capitalista, assim é possível perceber como
os fenômenos religiosos são norteados pela ideia dual de ―sagrado‖ e ―profano‖, que apesar de
serem categorias divergentes elas se entrecruzam nas práticas cotidianas. Na oposição elas
acabam por se reafirmar as suas tradições encontrando formar de mantê-las vivas sendo que
as mudanças sociais são inevitáveis. São encontradas novas formas de ver e de se pensar as
crenças dos guaranis. Outro elemento de destaque são as crenças religiosas e como elas
aparecem como um elemento comum nas mais diferentes e diversas sociedades não deixando
de apresentaram ponto de convergência e até mesmo de similaridade, não raro de um
sincretismo religioso que por vezes é uma forma de manter tal cultura em um mundo
globalizado que tende a assimilar culturas tornando-as híbridas ou extinguindo-as. Neste
sentido, as crenças são compreendidas como representações que demonstram a natureza do
sagrado e do profano e mesmo na atualidade os poderes expressos através da repetição dos
ritos estão sujeitos à crença, ou seja, ao modo como os indivíduos relacionam-se com essas
categorias e como elas fazem parte da religião da qual comungam.
Palavras-chave: religiosidade indígena; sagrado e profano; Guaranis.
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CIDADANIA GRECO-ROMANA ANTIGA
Lorena Amona Jinlè Mascarin Tomás
Faculdade Alvorada de Tecnologia e Educação de Maringá
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Resumo: O presente trabalho faz parte do projeto de iniciação científica ainda em andamento
intitulado Cidadania Greco-Romana Antiga, cujo objetivo é analisar a relação entre cidadania
e religião nas cidades Greco-Romanas na antiguidade, observando os aspectos religiosos e a
liberdade coletiva. Assim sendo, para ser cidadão e garantir direitos como tal, era obrigatória
a participação nos cultos, os quais ocorriam nas cidades. Se o indivíduo deixasse de participar
do culto ele perdia o status de cidadão. A partir da religião houve separação entre o cidadão e
o estrangeiro, pois, cada cidade tinha seu culto próprio e o estrangeiro não poderia participar
do culto pertencente a outra cidade. Os autores utilizados nesta análise, entre outros, foram:
Fustel de Coulanges A Cidade Antiga e Miguel Reale Horizontes do Direito.
Palavras-chave: cidadania; liberdade; religião.
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IGREJA BOLA DE NEVE DE LONDRINA: ANÁLISE DO ESPAÇO DE
SOCIALIZAÇÃO CRISTÃ E DA CONSTRUÇÃO DE IDENTIDADES JUVENIS.
Luana Rodrigues de Carvalho
Universidade Estadual de Londrina
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Resumo: A pesquisa buscou analisar a socialização juvenil no âmbito religioso, ressaltando a
construção de identidades culturais cristãs, com enfoque nos jovens que frequentam a Igreja
Bola de Neve de Londrina. A questão central foi identificar as características especificas da
Igreja, entender sua flexibilidade e seus componentes que tornam a instituição um meio de
sociabilidade entre seus freqüentadores. Através da pesquisa oral, bibliográfica e observação,
foi possível identificar características predominantes da instituição, muito ligada a musica e
aos esportes radicais, a Igreja Bola de Neve esta crescendo todos os dias, atraindo pessoas que
buscam em uma linguagem simplificada o seu encontro espiritual. A pesquisa buscou
também, analisar as intenções dos freqüentadores e suas impressões, a construção dos
vínculos sociais entre os participantes, e a forma de organização e sustentação institucional
dentro da cidade de Londrina. , a partir da elaboração da mesma, também foi possível
entender as instituições religiosas como instituições socializadoras, que produz e reproduz
sistemas simbólicos, a fim de expressar suas crenças, se adequando as mudanças sociais,
visam garantir, através dos fiéis, sua permanência dentro da sociedade.
Palavras-Chave: Socialização; Juventude; Igreja Bola de Neve.
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O MILAGRE ENQUANTO PARTE DA UTENSILAGEM MENTAL NA OBRA DE
LUCIEN FEBVRE E NA PSICOLOGIA HISTÓRICA DE MARC BLOCH.
Lucineide Demori Santos (LERR /UEM)
Solange Ramos de Andrade (Orientadora)
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Resumo: Este artigo procura estudar a maneira como Lucien Febvre e Marc Bloch
desenvolvem o conceito de MILAGRE, nas respectivas obras O Problema da Incredulidade
no Século XVI- A Religião de Rabelais e Os Reis Taumaturgos, no tocante especificamente ao
constructo de Utensilagem Mental presente na conceituação sobre a escrita da História de
Lucien Febvre, em comparação à maneira como Marc Bloch, por sua vez, trabalha a
perspectiva da Psicologia histórica. A intenção é discutir as divergências e as proximidades
entre os dois historiadores fundadores da Escola de Annales, buscando compreender, a partir
da concepção de Milagre presente nas citadas obras, a inovação para a construção
historiográfica titulada História das Mentalidades, que há de se estruturar principalmente a
partir da terceira geração de Annales.
Palavras-chave: Milagre, Psicologia Histórica, Escola de Annales.
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OS CONFLITOS RELIGIOSOS NAS ÍNDIAS ORIENTAIS LUSO-HOLANDESAS E
A TRADUÇÃO BÍBLICA DE JOÃO FERREIRA DE ALMEIDA (1642-1694)
Luis Henrique Menezes Fernandes
Universidade de São Paulo (FFLCH-USP)
Pesquisa financiada pela FAPESP
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Resumo: A primeira tradução da Bíblia em língua portuguesa foi elaborada ao longo da
segunda metade do século XVII, nas Índias Orientais holandesas, pelo calvinista português
João Ferreira A. d‘Almeida (c. 1628-1691). A bibliografia especializada sobre o seu contexto
de produção focaliza, de modo geral, os dados biográficos disponíveis sobre o seu principal
idealizador, bem como levantamentos tipográficos sobre as suas inúmeras edições, deixando
em segundo plano o conteúdo das diversas fontes primárias correspondentes ao obstinado
embate doutrinário católico-calvinista subjacente à sua elaboração. Neste sentido, supomos
que somente a partir de uma análise acurada das obras polemistas produzidas nesse contexto
será possível compreender historicamente o significado desse processo de tradução.
Amparados por uma perspectiva histórico-religiosa, intentaremos apontar a maneira como
este conflito doutrinário, a princípio intra-europeu, se manifestou de forma sui generis em um
novo contexto espacial e cultural, trazendo consigo não apenas singulares produtos doutrinais,
mas também missiológicos e literários.
Palavras-chave: conflitos religiosos; tradução da Bíblia; século XVII.
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RELIGIÃO, MORTE E TERROR NA AÇÃO MILITAR ASSÍRIA
Luiz Alexandre Solano Rossi
Pontifícia Universidade Católica do Paraná
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Resumo: um dos exemplos mais virulentos e danosos de ação militar no mundo antigo foi a
Assíria. Um exército que se manifestou superior a qualquer adversário tanto em equipamento
militar quanto em capacidade técnico-tática e que se tornou conhecido como o "pavor do
oriente antigo". O fundamento militar do império neo-assírio no período compreendido entre
745-612 a.C., de acordo com Gottwald (1964:25), era um exército de infantaria, cavalaria e
carros de combate suplementados por unidades de cerco com baterias de aríetes e comandos
para minar os muros das cidades, que os capacitava a capturar virtualmente qualquer cidade
na antiguidade se houvesse tempo suficiente. Objetiva-se, portanto, demonstrar, como os
assírios desejavam ser lembrados como guerreiros cruéis, sob a marca da brutalidade e, por
isso, consideravam-se o braço da potência destruidora - Assur, o deus da guerra - e,
conseqüentemente, se viam como a mais pura expressão terrena de duas outras terrificantes
divindades, Ninurta e Adad, conhecidas pelo seu caráter altamente belicoso. Todos os
relatórios das campanhas militares deles se iniciam com ―por ordem‖ ou ―por mandado‖ do
deus Assur e dos grandes deuses. O avanço inexorável do exército assírio significava para
todas as pessoas o jugo impiedoso ou a destruição total.
Palavras-chave: religião; morte; imperialismo assírio.
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A SALVAÇÃO E A MORTE NO CINEMA: REPRESENTAÇÕES E
INTERPRETAÇÕES NO FILME O POÇO E O PÊNDULO.
Luis de Castro Campos Jr.
Universidade Estadual do Norte do Paraná - CCHE.
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Resumo: Neste trabalho existe a discussão sobre as novas possibilidades entre história e
cinema tratadas em uma perspectiva interdisciplinar. O historiador Marc Ferro apontou
possibilidades importantes quanto ao cinema já que ele é um testemunho singular do seu
tempo e estaria fora do controle de qualquer instância de produção. O filme apresenta uma
tensão que lhe é própria proporcionando o surgimento de elementos os quais permitem uma
análise da sociedade diferente da proposta por seus segmentos. Mesmo a censura não
consegue dominar o filme. O filme é importante porque ―atinge‖ a sociedade agindo também
com autonomia permitindo se exprimir com uma ideologia nova. Para Jorge Nóvoa, os filmes
devem ser tratados como documentos permitindo a investigação historiográfica fazendo com
que o pesquisador leve em conta o problema da reconstrução do real tanto no nível das
relações sociais como do imaginário além das relações com a ideologia e as relações sociais
em determinada sociedade. No filme O Poço e Pêndulo ocorreu uma adaptação da obra de
Edgar Alan Poe misturando cenas em um contexto histórico (Espanha em 1492) e a
característica marcante em suas obras com aparições sobrenaturais e o desafio humano frente
a morte. O filme dirigido por Stuart Gordon apresenta a trajetória de Tomás de Torquemada
(Lance Henriksen) e uma cristã, Maria (Rona de Ricci), além do peso da inquisição na
transição para a modernidade causando conflitos frente às transformações culturais e políticas
dentre as demais novidades do mundo moderno.
Palavras-chave: História; cinema; religião; Inquisição.
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SEXO SAGRADO: APROPRIAÇÕES DO TANTRISMO HINDU NO GNOSTICISMO
SAMAELIANO.
Marcelo Leandro de Campos
Pontifícia Universidade Católica de Campinas
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Resumo: Nosso objeto de estudo é o processo de apropriação de elementos da religiosidade
oriental para compor o corpo doutrinário das escolas esotéricas européias, em especial o
rosacrucianismo e a teosofia. Para colaborar com o debate sobre o tema escolhemos um
estudo de caso para análise: a forma como o Sahaja Maithuna, um conjunto de exercícios de
ioga sexual oriundos de escolas tântricas hindus, vai ser reinterpretado pelos esoteristas
europeus, como o ―mago‖ Aleister Crowley. Nosso recorte temporal abrange o periodo de
1946 a 1960, quando uma intensa disputa sobre as práticas tântricas dentro de instituições
rosacruzes vai levar à formação de uma importante dissidência, o Movimento Gnóstico
Cristão do colombiano Samael Aun Weor, que apresenta então uma nova doutrina que gira
em torno da Magia Sexual. Em nossa abordagem estudamos o esoterismo enquanto campo
específico de pesquisa, a História do Esoterismo Ocidental; a metodologia utilizada é a
história das idéias religiosas proposta por historiadores como Kocku von Stuckrad, Willian
Goodrick-Clark e Wouter Hanegraaf, influenciados pelas idéias de Clifford Geertz de
compreender a religiosidade como fenômeno cultural; e as ferramentas conceituais da História
Cultural, como os conceitos de representação e apropriação como propostos por Roger
Chartier.
Palavras-chave: gnosticismo samaeliano, magia sexual, tantrismo.
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UM ESTUDO DE CASO SOBRE O ESOTERISMO LATINO-AMERICANO: O
MOVIMENTO GNÓSTICO DO COLOMBIANO SAMAEL AUN WEOR
Marcelo Leandro de Campos
Pontifícia Universidade Católica de Campinas
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Resumo: Nosso estudo contempla a chegada do esoterismo europeu à América Latina e o
subseqüente processo de reinterpretação que estas idéias sofrem, levando à formação de um
novo corpus doutrinário que combina tradição esotérica, modernismo, tradição católica,
religiosidade indígena e concepções idealizadas da mitologia dos povos pré-colombianos.
Nossa pesquisa parte de um estudo de caso específico: uma dissidência da Antiga
Fraternidade Rosacruz fundada em 1948 pelo colombiano Victor Manuel Gómez,
autointitulado Samael Aun Weor, o Movimento Gnóstico Cristão. O gnosticismo samaeliano
espalhou-se rapidamente por toda América e logo chegou à Europa. Nosso recorte temporal é
a primeira década da nova instituição, de 1948 a 1960, quando Samael opera um processo de
transição doutrinária, deslocando-se da doutrina rosacruz original e consolidando um ideário
próprio. O esoterismo é estudado enquanto campo específico de pesquisa, a História do
Esoterismo Ocidental; a metodologia utilizada é a história das idéias religiosas proposta por
historiadores como Kocku von Stuckrad, Willian Goodrick-Clark e Wouter Hanegraaf, e as
ferramentas conceituais da História Cultural, como os conceitos de representação e
apropriação de Roger Chartier.
Palavras-chave: esoterismo na América Latina; gnosticismo samaeliano, Movimento
Gnóstico.
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MORRER NO BRASIL HOLANDÊS: COMO TER UMA BOA MORTE?
Maria Aparecida A. B. Ribas
Universidade Estadual de Maringá
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Resumo: A partir da dominação holandesa em parte da América Portuguesa — 1630-1654 —
o Calvinismo tornou-se a religião oficial do Estado — ou seja, do Brasil holandês —. É certo
que o governo holandês concedeu liberdade de culto aos católicos e aos judeus, mas isso não
significou necessariamente, no cotidiano da religiosidade vivida, um respeito aos ritos e
crenças de cada religião aí representada. Na verdade, como se pode perceber a partir da leitura
atenta dos documentos do período, conflitos teológicos e religiosos de várias naturezas
permeavam as relações sociais no dia-a-dia, tensos que exprimem diferentes modos culturais
de sentir, pensar, crer e viver as experiências religiosas. Um dos acontecimentos que denotam
a atmosfera ―carregada‖ da vida vivida no Brasil holandês foi a morte. A despeito do conflito
religioso, foi comum o casamento misto: principalmente de moças portuguesas católicas com
rapazes neerlandeses protestantes. De modo geral, a tensão se instalava quando, no seio
dessas famílias ―mistas‖, alguém morria. A família protestante insistia em velar e enterrar o
morto dentro dos rituais da crença protestante. O mesmo acontecendo com a parte católica.
Estes chegando ao ponto de desenterrar corpos já sepultados, no rito protestante, a fim de dar
ao morto um enterro católico. Neste sentido o objetivo desta comunicação é, a partir do
cotidiano do Brasil holandês, discutir as atitudes de homens e mulheres da cristandade da
época moderna, em face da morte. Tema que se liga a uma das preocupações maiores dos
homens e mulheres desse período: a preocupação com uma boa morte.
Palavras chave: Morte; Protestantes; Católicos.
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MORTE E IMORTALIDADE EM “DEUS UM DELÍRIO”: UM OLHAR SOBRE A
OBRA DE RICHARD DAWKINS.
Maria Helena Azevedo Ferreira (LERR-UEM)
Orientadora: Vanda Fortuna Serafim
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Resumo: Esta comunicação é um desdobramento da Iniciação Científica intitulada ―O
ateísmo militante de Richard Dawkins‖. Tomando como fonte histórica a obra ―Deus: um
delírio‖ (2006) nossa proposta consiste em problematizar o olhar de Richard Dawkins sobre a
imortalidade. Para tanto, utilizaremos como aportes teórico e metodológico: Mircea Eliade e
Edgar Morin. Ao partirmos de Eliade é possível compreender Richard Dawkins como um
‗homem a-religioso‘ que se propõe a analisar o ‗homem religioso‘, desvendando dois modos
de estar no mundo. Considerando que, segundo Edgar Morin, ambos são movidos
historicamente pela consciência da morte, o que se difere, neste caso, são os mecanismos com
os quais esses sujeitos irão lidar a com a mesma. Morin destaca, ainda, que o lidar com a
morte gera um pavor que pode ser ao mesmo tempo consciente e inconsciente. O medo,
portanto, é um mecanismo insurgente e inevitável do processo histórico da morte.
Palavras-chave: medo; morte; Richard Dawkins.
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RICHARD DAWKINS E A HISTÓRIA DAS IDEIAS A PARTIR DA TEORIA DA
COMPLEXIDADE
Maria Helena Azevedo Ferreira (LERR- UEM)
Orientadora: Vanda Fortuna Serafim
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Resumo: Compreendendo a obra de Richard Dawkins, ―Deus, um delírio‖ (2006), como um
instrumento de militância do movimento ateísta, é possível conjecturar que não se trata apenas
das ideias de um único indivíduo, mas referem-se a um sistema de ideias socioculturais que
determinam as suas características e as suas formas, como produtos e instrumentos do
conhecimento. Ao partirmos deste entendimento proposto por Edgar Morin, é possível
operacionalizarmos o conceito de ‗noosfera‘ a fim de entendermos como as ideias possuem,
de certa forma, autonomia e determinam modos de agir e instauram discursos ideológicos
reproduzidos por indivíduos distintos. Nossa proposta com esta comunicação, reside,
portanto, em perceber como Richard Dawkins se enquadra nesta perspectiva apresentada por
Morin.
Palavras-chave: história das ideias; Richard Dawkins; Edgar Morin
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AS PESQUISAS DISCENTES NO LABORATÓRIO DE ESTUDOS EM RELIGIÕES
E RELIGIOSIDADES – UEM.
Mariana Rodrigues da Silva (LERR/LERC – UEM)
Vanda Fortuna Serafim (Orientadora)
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Resumo: Criado em 2003 sob a liderança da Profa. Dra. Solange Ramos de Andrade, no
contexto de elaboração do Grupo de Pesquisa em História Religiosa e das Religiões (CNPq) e
do Grupo de Trabalho História das Religiões e das Religiosidades (ANPUH), o Laboratório
de Estudos em Religiões e Religiosidades configura-se como um espaço para a elaboração de
pesquisas sobre as diferentes manifestações religiosas, buscando investigar as relações do
homem com o sagrado e contribuir para a consolidação da disciplina de História das Religiões
enquanto campo do saber. Esta comunicação pretende destacar as atividades e contribuições
do LERR para o estudo do fenômeno religioso, principalmente no que concerne ao
desenvolvimento de pesquisa discentes na Universidade Estadual de Maringá-PR. Desde a sua
criação, o LERR oportunizou o desenvolvimento de pesquisas de Iniciação Científica e de
Mestrado, com sua consequente divulgação no formato de artigos científicos e participação
em Congressos, Encontros, Simpósios e similares.
Palavras-chave: LERR; Pesquisa. Religiões e Religiosidades.
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O “JEJUM DE DANIEL”: A ABSTINÊNCIA AUDIOVISUAL DA IGREJA
UNIVERSAL DO REINO DE DEUS
Marina Fazani Manduchi
Universidade Estadual de Londrina
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Resumo: Este trabalho tem por objetivo analisar de que maneira as subjetividades dos fiéis da
Igreja Universal do Reino de Deus são constituídas. Diante da multiplicidade da Igreja
Universal, optei por explorar uma de suas novas campanhas, denominada ―Jejum de Daniel‖.
A campanha faz alusão ao Daniel bíblico, que jejuou por 21 dias se sacrificando em nome de
Deus, dessa forma, a campanha também propõe aos fiéis da Igreja que jejuem por 21 dias. No
entanto, o ―sacrifício‖ proposto não é alimentício e sim, midiático, ou seja, abstinência de
qualquer tipo de mídia com o objetivo de ser batizado com o Espírito Santo. A campanha,
difundida pelos templos da Igreja, também está disponível no site oficial da Igreja Universal,
onde é possível compreender o que é a campanha e quais os objetivos e resultados
pretendidos. O que mais chama atenção são os resultados, que são amplamente divulgados por
meio de testemunhos dos fiéis. São esses discursos, o institucional, através das prescrições e
orientações da Igreja e do fiel, através dos testemunhos, que pretendo abordar com base em
conceitos do filósofo francês Michel Foucault: discurso, poder e em especial, o cuidado de si,
explorado nos seus últimos cursos no Collège de France.
Palavras-chave: Historiografia de cultura; Neopentecostalismo; Mídia.
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EXORCIZO TE, OMINIS SPIRITUS IMMUNDE: AS REPRESENTAÇÕES DO
RITUAL ROMANO DE EXORCISMOS NO CINEMA
Michel Bossone
Solange Ramos de Andrade
Universidade Estadual de Maringá (UEM – PPH - LERR)
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Resumo: O presente trabalho diz respeito a uma pesquisa de mestrado ainda em andamento
cujo projeto objetiva analisar como o Ritual Romano de Exorcismos foi representado no
cinema norte-americano, especificamente em três filmes: O Exorcista (1973), O Exorcismo de
Emily Rose (2005) e O Ritual (2011), selecionados em função de se apresentarem como
filmes ―baseados em fatos reais‖. O conceito de representação a ser utilizado é o definido por
Roger Chartier (2002), o qual tem por objetivo identificar o modo como em diferentes lugares
e momentos uma determinada realidade social é construída, pensada e dada a ler. Nesse
sentido, nossa pesquisa está alicerçada no método de cinema-história e na perspectiva
histórico-cultural francesa da quarta geração dos Annales. O Rituale Romanum foi escrito no
ano de 1614, durante o papado de Paulo V, nele, estavam às orientações sobre como proceder
na investigação de um suposto caso de possessão demoníaca, e as orações de exorcismo, caso
fosse constatado o fato. De 1614 até os dias atuais, o Ritual de Exorcismos teve apenas
algumas mudanças, sendo a primeira em 1952, e a segunda em 1998, quando foi publicado
com o nome ―Ritual de Exorcismo e outras súplicas‖, sendo livremente comercializado.
Palavras-chave: Filme de terror; história cultural; cinema.
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FICHA DE ANÁLISE FÍLMICA: UMA OPÇÃO METODOLÓGICA PARA SE
TRABALHAR CINEMA E HISTÓRIA DAS RELIGIÕES
Michel Bossone
Solange Ramos de Andrade
Universidade Estadual de Maringá (UEM – PPH - LERR)
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Resumo: Neste trabalho, faremos uma discussão acerca da possibilidade de se utilizar o
cinema enquanto fonte de análise para o historiador das religiões. Para tanto, apresentaremos
a ―ficha de análise fílmica‖, uma ficha catalográfica desenvolvida pelo Laboratório de
Estudos em Religiões e Religiosidades para se trabalhar com fontes audiovisuais. O uso do
cinema com objeto da história tem origem em meados de 1960, quando Marc Ferro (2010) se
perguntava se o cinema e a televisão modificam, ou não, nossa visão da História, sendo esta,
não apenas conhecimento dos fenômenos passados, mas igualmente a análise dos elos que
unem o passado ao presente, a busca de continuidade, de rupturas. Das ideias de Ferro, viria o
termo ―cinema-história‖, e da crise dos paradigmas, viriam as correntes historiográficas que
legitimariam tal processo. Uma vez que se tornou perene, a metodologia do cinema como
fonte da história ganhou novos vieses metodológicos, novas teorias, e novas abordagens.
Neste sentido, procuraremos fazer uma demonstração prática de como este método pode ser
utilizado na história das religiões. Para isso, usaremos como exemplo um trabalho cujo filme
escolhido foi O exorcista (1973).
Palavras-chave: Cinema e história; ficha de análise fílmica; história das religiões.
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DR. OLAVO CAVALCANTE CARDOSO:
DE MÉDICO HUMANITÁRIO Á SANTO POPULAR NA CIDADE DE CRATEÚS,
CEARÁ.
Michelle Ferreira Maia
Universidade Federal da Grande Dourados,
Mato Grosso do Sul.
Bolsista Capes.
. Cândida Graciela Chamorro.
E-mail: [email protected].
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Resumo: Estudamos o mito fundador do médico Dr. Olavo Cavalcante Cardoso como santo
popular na cidade de Crateús, interior Cearense, e, mais especificamente, as circunstâncias de
sua morte ocorrida em Setembro de 1969. A crueldade e a premeditação da sua morte
proporcionam complexas interpretações sobre o martírio como sinônimo de consagração e
justificativa para a sua santidade. As fontes estão dividas entre as entrevistas realizadas em
Crateús, e os jornais pesquisados na Biblioteca Pública Governador Menezes Pimentel, do
Estado do Ceará, sediada em Fortaleza. A ausência de análises sobre a devoção ao médico é
evidente. Percebemos que em torno deste santo popular, especificamente nos lugares de
devoção, foram agregadas experiências individuais e coletivas que estabelecem os veículos de
socialização da fé, dos conflitos culturais, religiosos e econômicos.
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O CANIBALISMO NO CINEMA NORTE-AMERICANO DO SÉCULO XX
Murilo Toffanelli DHI/LERR/ PIC-UEM
Solange Ramos de Andrade DHI/PPH/LERR-UEM
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Resumo: O objetivo central desta pesquisa consiste em perceber como o canibalismo foi
reproduzido no meio cinematográfico norte-americano do século XX, especificamente os
filmes classificados como de terror e que apresentam a temática centrada na imagem do
zumbi, do vampiro e do lobisomem. Propõe-se identificar as mudanças nas principais
características desses filmes no decorrer do século. Além disso, buscará ser explicado o
porquê dessas mudanças, o fascínio por tais filmes de terror e o impacto que causaram na data
de seu lançamento e que causam até hoje. O método para a análise tem como base o
pensamento de Edgar Morin (1991) para quem as ideias e as ―coisas do espírito‖ são produtos
originados do próprio espírito, que tem suas características e formas determinadas pelas
condições socioculturais. Assim, analisando a imagem do canibalismo no cinema como
representações de ideias presentes na sociedade se obtém um registro da noosfera (MORIN,
1991). Para análise das condições socioculturais do momento de produção dos filmes, será
usado o método de crítica externa e interna proposto por Marc Ferro (1976), o qual a crítica
externa atenta aos dados contidos na produção do filme, e a crítica interna trata das
informações contidas no próprio filme. A análise das condições socioculturais que remetem
ao elemento do canibalismo se pauta nos estudos do antropólogo Marvin Harris (1999), que
em sua discussão, busca mostrar como que tal prática acabou se tornando um tabu.
Palavras-chave: monstros canibais; cinema de horror; tabu.
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A MORTE DE IRMÃ CELESTE: O ÚLTIMO “DUELO DA NATUREZA E DA
GRAÇA”
Nadia Maria Guariza
UNIBRASIL
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Resumo: Raimunda Siqueira Coutinho, irmã Celeste, atualmente conhecida como a santinha
de Macapá, faleceu em 1922, após ter realizado os seus votos de religiosa. O padre Júlio
Maria De Lombaerde (1878-1944) escreveu uma breve biografia de Irmã Celeste intitulada
―Um anjo da Eucaristia‖ (1948), o padre era fundador e diretor espiritual das Irmãs do
Coração Imaculado de Maria (Belém/Pará) e acompanhou os últimos anos de vida da Irmã
Celeste que faleceu com 17 anos. A intenção desta comunicação é analisar como o padre
criou uma representação da morte ―santificada‖ da Irmã Celeste, descrevendo com detalhes as
últimas horas de vida da jovem freira. Para tanto, a pressente comunicação emprega como
referencial teórico autores como: Bourdieu, Dosse, Foucault, Certeau, para compreender a
questão da biografia e da hagiografia.
Palavras-chaves: biografia; hagiografia; catolicismo.
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REALISMO GROTESCO E POTENCIALIDADE TRANSFORMADORA DO RISO:
AS ALEGRES CALAVERAS DE POSADA NA IMPRENSA POPULAR MEXICANA
NO INÍCIO DO SÉCULO XX
Natally Vieira Dias
UEM – Laboratório de Religiosidades e Culturas
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Resumo: O trabalho analisa as representações das famosas calaveras (caveiras) mexicanas
realizadas pelo desenhista/gravurista José Guadalupe Posada (1852-1913) como uma
expressão da ―sensação popular do mundo‖ da cultura popular mexicana de seu tempo, a
partir dos conceitos bakhtinianos expressos em A cultura popular na Idade Média e no
Renascimento. A representação um tanto paradoxal das caveiras alegres (portanto vivas), nos
remete imediatamente à peculiar comemoração mexicana do Dia dos Mortos, que é
literalmente uma festa. Distante da tradição católica (na qual o dia de finados é um feriado
lúgubre), a festa do dia dos mortos no México encontra suas mais remotas raízes no mundo
indígena pré-hispânico e sua específica relação com a morte. Assim, as alegres calaveras
encontram-se intrinsecamente ligadas aos substratos do imaginário popular mexicano.
Palavras-chave: cultura popular mexicana; calaveras; imprensa.
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PURGATÓRIO: DOGMA OU HERESIA? BREVE DISCUSSÃO SOBRE AS
CONCEPÇÕES DE PURGATÓRIO ENTRE CATÓLICOS E PROTESTANTES NA
BAIXA IDADE MÉDIA E INÍCIO DA MODERNIDADE.
Odailson Volpe de Abreu
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Resumo: O desenvolvimento do Purgatório foi um processo lento e construído ao longo de
séculos, a maneira como esta ideia de além foi concebida e a sua aceitação nas vertentes do
Cristianismo são o objeto deste trabalho.Nele o objetivo principal é compreender o papel do
Purgatório na mentalidade cristã durante a baixa Idade Média, sua importância social e seu
caráter de reconforto, bem como a sua contestação pela vertente protestante no início da
modernidade. Para isso foram utilizados relatos referentes ao tema pertencentes ao período
medieval, documentos da Igreja Católica que oficializam e fundamentam essa concepção e
prática devocional e os primeiros documentos da Reforma Protestante datados do início do
período moderno.
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ENCONTROS E DESENCONTROS NA PRODUÇÃO CATEQUÉTICA JESUÍTICA
NO JAPÃO
Paula Moreira Saito
Departamento de Língua, Literatura e Cultura Japonesa – FFLCH/USP
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Resumo: Quando os jesuítas chegaram ao Japão em 1549, um dos principais problemas que
encontraram foi com a língua japonesa, que, diferente das línguas européias, possuía um
vocabulário e estrutura completamente diferentes, assim como não compartilhava de uma
cultura comum. É então que o problema da tradução dos termos religiosos cristãos entra em
cena. Ora, como introduzir conceitos de uma cultura, sem que estes existam na outra? Assim,
pretende-se com este trabalho analisar o percurso efetuado pelos jesuítas neste processo de
adaptação da terminologia religiosa utilizada pelas diversas matrizes japonesas, e tradução de
termos cristãos para o japonês, através da análise dos dois dicionários publicados por eles no
período, como fonte expressiva de um léxico não restrito à religião. E, através da comparação
com as cartas enviadas de 1549 a 1603 – data da publicação do segundo dicionário –,
enxergar como a cultura japonesa era retratada pelos jesuítas e que mudanças essa imagem
pode ter sofrido ao longo do período de sua permanência. Surge então, todo um leque de
referências, que possibilitam um vislumbre não só da religiosidade japonesa em si, mas de
todo o processo de mediação cultural que se inicia com a chegada dos primeiros jesuítas ao
Japão.
Palavras-chave: Companhia de Jesus; Japão – séc. XVI; Língua Japonesa.
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ESTUDOS INICIAIS SOBRE AS ASSEMBLEIAS DE DEUS: A MAIOR
DENOMINAÇÃO EVANGÉLICA NO BRASIL
Paulo Henrique Silva Vianna
Universidade Federal de Santa Maria
Bolsista PIBID/CAPES
[email protected]
Beatriz Teixeira Weber
Departamento de História e do PPGH – UFSM
[email protected]
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Resumo: Apesar do estudo historiográfico sobre o cristianismo estar consolidado, é possível
observar lacunas significativas quando se trata das igrejas evangélicas brasileiras. Este
trabalho refere-se aos estudos iniciais sobre o Movimento Pentecostal e as Igrejas
Assembleias de Deus no Brasil e encontra-se em fase de levantamento bibliográfico. As
Assembleias de Deus completaram cem anos em território brasileiro, a primeira foi fundada
por Adolf Gunnar Vingren e Daniel Högberg. É a maior denominação evangélica desde 1970
e compreende, segundo o censo de 2010, mais de doze milhões de brasileiros. Sua origem
remonta aos Estados Unidos do início do século XX e tem como uma de suas referências
históricas o pastor afro-americano Willian Joseph Seymour, cuja igreja foi considerada por
alguns jornais da época como o endereço mundial do Movimento Pentecostal. É grande o
interesse sobre o tema entre os sociólogos e antropólogos, mas, ao que parece, nos últimos
anos tem aumentado entre os historiadores. Até o momento, evidenciou-se certa escassez em
relação à historiografia referente às igrejas pentecostais no Brasil e também sobre as Igrejas
Assembleias de Deus.
Palavras-chave: Evangélicos; Assembleia de Deus; Movimento Pentecostal.
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ESPIRITISMO E O PROGRESSO ALÉM DA MORTE.
Pedro Paulo Amorim
Doutorando em História pela UFSC
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Resumo: A doutrina espírita, como filha legítima de meados do século XIX, surgiu como
herdeira do cientificismo e do racionalismo, interagindo com seus irmãos, liberalismo,
socialismo utópico e com o positivismo. Período marcado por grandes revoluções políticas,
sociais e econômicas, fatos geradores de muita insegurança, os quais colocaram em xeque o
racionalismo iluminista, baseado em leis imutáveis e perfeitas. Assim, um novo racionalismo
calcado na evolução contínua impunha-se ao restante do século XIX, tornando-o conhecido
como: ―o século da transformação‖, ―do dinamismo‖ e ―da história‖. Como reflexo dessas
matrizes de pensamentos, o Espiritismo por meio de suas ―leis naturais‖, principalmente as
leis do progresso e do trabalho, impõe uma racionalização à vida dos seres humanos.
Racionalização esta baseada no trabalho sistemático, atuando como catalisador do progresso
humano, uma vez que trabalho e progresso caminham de forma indissociável. Até mesmo
depois da morte, segundo o Espiritismo, o espírito humano é passível de progresso mediante o
trabalho, ascendendo de forma linear e radicalmente evolutiva, abdicando da simples
adoração divina, da eleição e de quaisquer práticas mágicas visando à sua evolução ou
melhora moral, material ou espiritual.
Palavras-chave: espiritismo; morte; trabalho.
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IRMÃOS EM TEMPOS INCERTOS: A IRMANDADE DE SÃO BENEDITO DE ITU
NAS ÚLTIMAS DÉCADAS DO OITOCENTOS
Rafael José Barbi
UNIFESP
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Resumo: Este trabalho visa discutir a ação das irmandades católicas de negros cativos e
forros, no contexto da segunda metade do século XIX. A bibliografia mais recente sobre
escravidão tem abordado as tentativas de emancipação e as lutas contra o tráfico
interprovincial por parte dos cativos para que não fossem retirados de seu local de origem,
além do empenho para fazer valer as leis impostas pelo governo imperial a partir de 1850.
Essa abordagem traz luz a uma questão fundamental: a luta dos negros por espaço social e
direitos. Sendo assim, o objetivo desta comunicação é levantar a questão de como a
Irmandade de São Benedito de Itu auxiliava seus irmãos num período de incertezas, marcado
pelos avanços da legislação sobre a escravidão e pela crescente procura dos escravos por seus
direitos. A pesquis a está baseada na análise da documentação produzida pela irmandade nas
décadas de 60 a 90 do Oitocentos, além das prestações de contas e da bibliografia sobre a
cidade e o período em questão. Em termos teóricos, as irmandades são tratadas aqui como
representações e interações de um determinado grupo social com a sociedade que o cerca.
Palavras-chave: Irmandades; escravidão; Igreja Católica.
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REPRESENTAÇÃO E SIMBOLOGIA NO FILME “O BEBÊ DE ROSEMARY”
Rafaela Arienti Barbieri DHI/LERR/ PIBIC-CNPq-UEM
Solange Ramos de Andrade DHI/PPH/LERR-UEM
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Resumo: O objetivo desta comunicação consiste em apresentar o filme como um documento
histórico privilegiado para analisar os processos simbólicos de apropriação e de representação
coletiva, veiculados as manifestações das religiosidades. O filme analisado é ―O bebê de
Rosemary‖, lançado pela Paramount filmes em 1968, com a direção de Roman Polanski. A
história refere-se, basicamente, a vida de um casal, Rosemary e Guy Woodhouse, que entra
em contanto com uma seita satânica para a concepção de uma mortal, Rosemary. O aporte
teórico consistirá em, primeiro lugar, abordar os conceitos de apropriação e representação, a
partir de Roger Chartier, presentes em obras como ―À beira da Falésia: a história entre
certezas e inquietudes‖ (2002) e ―A história cultural: entre práticas e representações‖ (1990).
Em segundo lugar, o conceito de simbologia terá respaldo em C. G. Jung com ―O homem e
seus símbolos‖ (2008) e em Mircea Eliade, com ―Imagens e símbolos‖ (1979). Por tratar-se
de uma pesquisa veiculada a História das Religiões, os temas trabalhados na produção
cinematográfica em questão referem-se a bruxaria, satanismo e representação do Diabo.
Ressalta-se que este trabalho compõe um projeto maior intitulado ―O cinema de terror e seus
personagens mitológicos no cinema norteamericano a partir da 2a metade do século XX‖,
desenvolvido no Laboratório de Estudos em Religiões e Religiosidades, vinculado ao DHIUEM.
Palavras Chave: história das religiões; cinema de terror; religiosidades.
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UMA ABORDAGEM SOBRE HISTÓRIA DO MEDO NO CINEMA DE
TERROR
Rafaela Arienti Barbieri DHI/LERR/UEM/PIBIC-CNPq
Solange Ramos de Andrade DHI/PPH/LERR-UEM
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Resumo: A presente comunicação visa o desenvolvimento de uma discussão de teor
metodológico que, em um primeiro momento, apresenta as produções cinematográficas
enquanto documento historiográfico. Tais considerações oportunizam uma abordagem que
vincula História das Religiões com História do Medo, dois ramos que em diálogo permitem a
observação de determinados padrões que repetem-se nos filmes de terror, cada um moldado
pelo contexto no qual é produzido e direcionado à um público em específico. Quais medos
humanos podem ser observados nesses filmes bem como a natureza dos mesmos, são pontos
relevantes para a compreensão do impacto que exercem em pessoas situadas no ambiente
urbano. A partir disso, são utilizados as obras de Jean Delumeau em ―A história do medo no
Ocidente‖ (1989), ―Paisagens do Medo‖ (2006) de Yi-Fu Tuan atreladas a de Zygmunt
Bauman ―Medo liquido‖ (2008). Não deixando de lado as abordagens, referentes aos
símbolos, de C.G. Jung em ―O homem e seus símbolos‖ (2008) e ―Os arquétipos e o
inconsciente coletivo‖ (2002). Lembrando que os conceitos de representação e apropriação de
Roger Chartier são importantes aqui para compreender alguns desses símbolos e
representações presentes nesses filmes.
Palavras Chave: Medo; cidade; cinema
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MEMÓRIA, SENSIBILIDADES E RESSIGNIFICAÇÕES DA COMPANHIA DE REIS
FLOR DO VALE (DÉCADAS DE 1990 E 2000)
Rafaela Sales Goulart
FCL Unesp/Assis
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Resumo: O tema a ser discutido nesta comunicação remete a parcela de uma pesquisa que
desenvolvo no mestrado, o qual apresenta preocupações com a memória, identidade e as
ressignificações de uma Companhia de Folia de Reis de Florínea-SP, chamada ―Flor do
Vale‖. Neste sentido, aproveitamos o ST para apresentar as sensibilidades dispostas em um
CD com 13 faixas musicais e 10 DVDs, os quais foram produzidos durante as décadas de
1990 e 2000. Estes, são comercializados anualmente durante a festa do dia 6 de janeiro e,
mesmo que não identificáveis em termos de autoria, representam elementos significativos da
história da Companhia. Desta forma, as fontes possibilitam averiguar quais imagens de
sentidos e pertencimentos os foliões permitem criar à história e identidade do grupo, além da
demonstração dos elementos sociais e simbólicos singulares da Companhia. Assim, alicerçada
na História Cultural, utilizarei autores como Michael Pollak, Jacques Le Goff, Pierre
Bourdieu, Carlo Ginzburg e Sandra Jatahy Pesavento, os quais fornecem reflexões sobre as
relações entre memória, sensibilidades e ressignificações presentes dentro de uma mesma
manifestação histórica, cultural e religiosa.
Palavras-chave: Companhia de Reis Flor do Vale; Memória; Sensibilidades.
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UMA ABORDAGEM INICIAL DE ESPIRITISMO NA REVISTA ETERNIDADE
Rayssa Almeida Wolf
Beatriz Teixeira Weber
UFSM
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Resumo: O presente trabalho faz parte do projeto, Patrimônio Cultural da Saúde no Rio
Grande do Sul. Consiste no levantamento do patrimônio histórico de hospitais e outras
instituições de assistência a partir do início do século XX. Procura realizar a identificação de
acervos documentais, bibliográficos e/ou museológicos que pertençam a estas instituições ou
estejam sob sua guarda. Dentre esses patrimônios, este projeto trata o acervo documental da
revista Eternidade, periódico pertencente à Sociedade Espírita Allan Kardec, fundada em
1894, e à Sociedade Espírita Dias da Cruz, fundada em 1907. O projeto encontra-se na
segunda fase de aplicação, que consiste na ampliação do universo de pesquisa.Quanto aos
acervos documentais procura-se reunir informações sobre o acervo e o conteúdo sumário. A
revista foi organizada em 1909, sendo lançado mensalmente com 16 páginas em média,
consistindo em artigos doutrinários direcionados para um público letrado, com conhecimentos
aprofundados da doutrina, e textos também para a divulgação do espiritismo voltado para o
público em geral. Apesar de estar em fase inicial,a documentação proporciona a realização de
uma vasta pesquisa para historicizar o contexto sócio- político e cultural de Porto Alegre no
início do século XX.
Palavras-chave: História do Espiritismo; Revista espírita; Espiritismo.
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ESPIRITISMO E SEUS PROPAGANDISTAS: CONFLITOS E CONCORRÊNCIAS
NO CAMPO RELIGIOSO DE SANTA MARIA
Renan Santos Mattos – UFMS
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Resumo: Ao tomarmos como problemática central de nossa pesquisa de mestrado a
organização do movimento espírita na cidade de Santa Maria no contexto de 1930 a 1940 a
partir de seus seguidores, a trajetória de Fernando do Ó oferece elementos significativos de
análise. Com o intuito de compreender como o agente estabelecia dialogo com os diferentes
grupos que compunham o cenário religioso desse contexto, o presente trabalho analisa a
presença da liderança espírita no Jornal Diário do interior no recorte de 1930 a 1930,
entendemos que tal empreendimento permite evidenciar os conflitos e concorrências
existentes em Santa Maria.
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FILME CAFUNDÓ E RELIGIÃO DE MATRIZ AFRICANA: IDENTIDADE
NACIONAL BRASILEIRA E IDENTIDADE ÉTNICO/RACIAL EM
CONSTRUÇÃO
Renilda Aparecida Costa
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Resumo: A presente tese tem como objetivo compreender as influências da construção da
identidade nacional brasileira no processo de criação do imaginário sócio/cultural e religioso
do Brasil, ou seja, como a identidade nacional influenciou e foi influenciada pelas religiões de
matriz africana. Evidencia-se que aquela foi sustentada em três pontos fundamentais: a
democracia racial, a brasilidade e a homogeneidade cultural. e. Assim, escrita deste artigo
teve momentos específicos e necessários para a sua execução, mas que se entrecruzaram
durante o processo de construção do texto tais como: uma pesquisa bibliográfica na área da
Sociologia e Relações Raciais, Sociologia da Religião e Sociologia das Religiões de Matriz
Africana, bem como foi realizado um estudo sobre o Filme Cafundó, dirigido por Clovis
Bueno e Paulo Betti, baseado na obra literária João de Camargo de Sorocaba: o nascimento
de uma religião escrito por Carlos de Campos e Adolfo Frioli. O filme traz uma questão
relevante: Como construção da identidade nacional brasileira influenciou e foi influenciada
pela pelas religiões de matriz africana? Assim sendo, experiência pessoal de vida dos
vivenciada pelos atores permitiu a percepção de como os discursos influenciam e são
influeciados pelos sujeitos socio-histórico, em sua dimensão cultural e religiosa.
Palavras Chave: Religião de Matriz Africana, Identidade Nacional, Identidade Étnico-racial
100
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FUNERAL DE UM PAI DE SANTO: PAI NYARAI HISTÓRIAS DE VIDA,
HISTÓRIAS VIVIDAS.
Renilda Aparecida costa
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Resumo: No início do ano de 2008, no dia 15 de fevereiro, Pai Nyarai faleceu. Isto aconteceu
no meio do meu processo da pesquisa A religião de matriz africana em Lages (SC) como
espaços de reconhecimento da identidade étnicorracial dos sujeitos e, assim, eu acompanhei
alguns rituais que fazem parte da finalização da vida de um pai de santo na hierarquia
religiosa no terreiro, com relação ao Batuque que é praticado no Rio Grande do Sul. Logo
após o enterro, senti vontade de escrever sobre o que tinha ocorrido. Entretanto, já utilizara
da Metodologia da História Oral nas pesquisas desenvolvidas pelo Núcleo de Estudos Afrobrasileiros e, a partir desta experiência anterior, intuí que um esforço por entrar por dentro do
ritual em questão poderia ser uma importante contribuição dentro do objetivo da minha
pesquisa, então, resolvi fazer um ensaio etnográfico com as lembranças presentes em minha
memória, bem como, utilizei a Metodologia da História Oral para fazer a interpretação do
ritual realizando entrevistas de História Oral com os iniciados – filhos de santos do referido
pai de santo.
Palavras Chave: Pai Nyarai, Funeral de um Pai de Santo, Metodologia da História Oral
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PRÁTICAS DE CULTO DOS ANCESTRAIS NA GUINÉ-BISSAU: O DESTINO DOS
MORTOS NA ETNIA MACANHA.
Ricardo José Sanca
Glauciane Souza
UNILAB
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Resumo: Em Guiné-Bissau, é comum encontrar pessoas que se identificam como praticantes
das diversas religiões, mas que, em algum momento da vida, praticam os rituais religiosos de
tradição africana, como por exemplo: "rituais de toca choro" e outros tipos de praticas
ritualísticas que são formas de reverenciar, cultuar ancestrais. Essas práticas religiosas
acontecem de diferentes maneiras, dependendo de cada grupo étnico, quando costumam
sacrificar animais, acreditando que com aquela pratica a alma da pessoa morta descansará em
paz em outro mundo, nesse sentido, o presente estudo propõe uma reflexão sobre a
perspectiva da morte, na etnia Mancanha, um dos grupos étnicos de Guiné-Bissau. Pretendese descrever as cerimonias, costumes e rituais praticados na tradição deste grupo étnico, cuja
pratica remontam desde primórdios dos tempos que perpetuam e são transmitidos de geração
em geração. O estudo desenvolvido é baseado em levantamento bibliográfico, e entrevistas
semi-estruturadas com universitários da etnia Mancanha, estudantes da UNILAB. Para as
pessoas que compõem esta etnia, como também para outros grupos étnicos no continente
africano. Para os Africanos, de uma maneira geral, a morte não é o fim de tudo, sendo assim
quando uma pessoa morre é realizado cerimonias e rituais que vão lhe acompanhar na entrada
em outro mundo de acordo com a tradição local.
Palavras-chave: Religião Tradicional; Culto dos Ancestrais; Etnia Mancanha.
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LUGARES E DIMENSÕES DO SAGRADO:
RELIGIOSIDADE, CULTO AOS ANCESTRAIS E CULTURA MATERIAL ENTRE
NIKKEIS EM LONDRINA (1929 – 2013)
Richard Gonçalves André
Professor pela Universidade Estadual de Londrina
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Resumo: Esta comunicação aborda a pesquisa homônima em estágio inicial de
desenvolvimento na Universidade Estadual de Londrina, que objetiva analisar o culto
mortuário em torno dos butsudan, relicários de devoção no Budismo nipônico, entre
japoneses e descendentes em Londrina (PR) no período de 1929 e 2013. Serão enfocados três
lugares de devoção: a casa, o templo budista e o cemitério, que remetem a apropriações
específicas da religiosidade no Brasil, na medida em que o rito mórbido no Japão assumia
caráter doméstico. As fontes serão registradas fotograficamente para a constituição de fichas
detalhadas, buscando-se identificar as famílias que disponham desses objetos. Os butsudan
são concebidos como artefatos de cultura material, investidos de significação pelos produtores
e usuários. Espera-se sugerir, como resultados, que essas práticas religiosas operam em níveis
não necessariamente institucionais, remetendo a manifestações religiosas que foram
reconstruídas na sociedade receptora.
Palavras-chave: religiosidade; nikkeis; butsudan
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CARTAS PASTORAIS: ORIENTAÇÕES SOBRE SALVAÇÃO E CONDENAÇÃO
ARCEBISPADO DE DOM SILVÉRIO GOMES PIMENTA (1890-1922)
Roberta Pimenta da Silva
PUC- SP (Pontifícia Universidade Católica)
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Resumo: As Cartas Pastorais é um modelo de literatura religiosa muito explorada pelo
episcopado católico brasileiro no final do século XIX e início do XX. Importante
documentação para a construção da história social da igreja católica, as Cartas Pastorais em
sua maioria são derivadas de lutas sucedidas pela instituição com a função social de implantar
uma nova organização na igreja ou modificar a vida dos fieis em torno dos valores, atitudes e
aspirações defendidas pela instituição. Para essa comunicação serão apresentadas à análise
duas cartas pastorais produzidas por D. Silvério Gomes Pimenta, arcebispo de Mariana Minas
Gerais entre o período de 1890 a 1922, importante momento de afirmação do catolicismo
marcado por conflitos e embates após a secularização do Estado. O primeiro documento
corresponde a uma carta produzida no início do seu episcopado, no ano de 1903, direcionada
aos religiosos da diocese. O tema principal apresentado na carta é a ―Salvação‖ dos fiéis por
meio da vivência dos sacramentos. O segundo documento corresponde uma carta titulada
―Condenação de Atos contrários à boa educação moral, sobretudo religiosa‖ direcionada aos
fiéis no ano de 1917. Este documento apresenta questões que correspondem a atos que podem
levar a ―Condenação‖ como pratica de outras religiões e seitas como o Espiritismo.
Palavras-chave: Cartas Pastorais, Salvação, Condenação.
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AS REPRESENTAÇÕES DAS RELIGIÕES AFRO-BRASILEIRAS NOS MANUAIS
DIDÁTICOS DE HISTÓRIA DE IVAIPORÃ – PR
Rodrigo Pereira da Silva (Universidade Estadual de Maringá – CRV)
Angélica Ramos Alvares (Universidade Estadual de Maringá - CRV)
Ângelo Aparecido Priori (Universidade Estadual de Maringá)
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Resumo: A virada para o século XX marcou uma guinada radical na vida religiosa da
sociedade brasileira que durante quatro século hegemonizou o catolicismo como a religião
oficial do país. Após a proclamação da República e com a adoção de um Estado laico, o Brasil
abriu novas possiblidades para a prática de religiões que até então eram praticadas por seletos
grupos sociais. Em meio a este novo cenário as religiões afro-brasileiras como Candomblé e
Umbanda, que compõe o grupo de religiões de matrizes africanas, vem conquistando cada vez
mais espaço no cenário religioso brasileiro. Entretanto, estas duas modalidades de cultos
ainda são vistas em nossa sociedade por meio de uma visão preconceituosa e estereotipada
construída a partir de conceitos judaico-cristão. Visão esta, que se legitima nos manuais
didáticos de inúmeras escolas brasileiras. Nesse sentido, partindo da Lei 10.639 de 2003 – que
determina a obrigatoriedade do ensino de História e Cultura afro-brasileira e africana nas
instituições de ensino, públicas e particulares, de nível fundamental, médio e superior – o
presente texto busca analisar como estão sendo pensados e ensinados os conteúdos sobre essas
religiões nos livros didáticos das Escolas Públicas de Ivaiporã (PR), e quais as dificuldades
encontradas pelos professores para lidar com tal questão em sala de aula.
Palavras-chave: Religiões Afro-brasileiras; Lei 1.639/03; Livros didáticos.
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VAI UM, OUTRO VEM E A GIRA DO ROSÁRIO NUNCA ACABA: OS RITOS DE
MORTE NAS CONGADAS DE BELO HORIZONTE
Rosângela Paulino de Oliveira
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Resumo: Este estudo de abordagem qualitativa tem como objetivo conhecer e compreender
como a morte, rito de passagem cujo significado não se esgota em sua dimensão natural ou
biológica, é vivida e reverenciada pelos congadeiros da Comunidade Negra dos Arturos. Por
ter uma dimensão cultural, o sentido da morte não é sempre o mesmo, está carregado de
ocorrências simbólicas, significações que fazem sentido para cada grupo cultural de forma
diferente. A morte demonstra a forma como um povo a enfrenta e confere sentido à vida. O
título ―Vai um, vem outro e a gira do Rosário nunca acaba‖, estrofe de uma cantiga entoada
pelos congadeiros, demonstra a crença dos filhos do Rosário na perpetuação da vida após a
morte e assim a perpetuação das tradições e das próprias famílias. O centro da pesquisa é a
Comunidade dos Arturos que localizada no Município de Contagem/MG representa um dos
grupos mais antigos e tradicionais de Congada de Minas Gerais, e é responsável por um
patrimônio cultural de mais de cem anos. O aporte teórico desta pesquisa são os diversos
autores da antropologia cultural e religiosa que se debruçaram sobro os estudos das
irmandades negras e da religiosidade africana na diáspora.
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A “MORTE” DE UM BISPO
Rosângela Wosiack Zulian
Universidade Estadual de Ponta Grossa
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Resumo: Esta comunicação tem o objetivo de analisar o processo político interno à Diocese
de Ponta Grossa (PR) na conjuntura do Concílio Vaticano II e que culminou na renúncia de D.
Antonio Mazzarotto. Este foi o primeiro bispo diocesano, estreitamente vinculado ao
programa da Restauração Católica de Pio XI. Ao participar da primeira reunião conciliar, a
leitura que fez do evento demonstrou estranhamento em relação aos rumos tomados pela
Igreja no período. Sua reação, ancorada na perspectiva do Vaticano I e habilmente
publicizada, provocou um paulatino desgaste de sua imagem, reforçado por interesses
políticos internos da instituição. Naquele momento setores católicos, de forma sutil e pouco
explicitada, o representavam como um bispo velho e doente, inserido em um modelo
eclesiológico anacrônico e, portanto, incômodo aos ―novos tempos‖. Mais que uma atitude de
inconformismo o pedido de renúncia de D. Antonio (1965), atribuído à idade canônica, pode
ser analisado em outra perspectiva, a da construção da obsolescência desse estilo pastoral, o
que o levou ao isolamento, ao silêncio e à ―morte‖ para a vida pública. Todo o processo foi
expresso de forma subliminar na última carta pastoral intitulada ―Obras da palavra e do
silêncio (1965)‖ e no testamento que fez lavrar meses antes de sua morte.
Palavras-chave: catolicismo; capital simbólico; práticas discursivas
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JAVÉ NEGRO SOB O OLHAR DE PAULINA CHIZIANE EM “NIKETCHE: UMA
HISTÓRIA DA POLIGAMIA”
Roselara Zimmer Soares
Universidade Federal de Santa Catarina
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Resumo: O presente trabalho pretende discutir a representação de um Deus Negro, através
das imagens apresentadas pela autora moçambicana no romance ―Niketche: Uma História da
Poligamia‖ em contra partida com o universo cristão ocidental, representado pela figura do
branco colonizador. Como se formou a imagem deste Javé Negro na África colonizada? De
que forma a cultura religiosa africana influencia essa formação? A análise contempla questões
referentes à memória, raça, identidade e Pós-Colonialismo, abordadas pelos teóricos Paul
Ricoeur e Anne McClintock.
Palavras-chave: religião; identidade; Pós-Colonialismo.
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NAQUELE TEMPO, O SENHOR LEVANTARÁ DE NOVO A MÃO PARA
RESGATAR O RESTO DE SEU POVO: CABALA, PROFETISMO E MESSIANISMO
EM PORTUGAL NO SÉCULO XVI
Saulo Henrique Justiniano Silva
Universidade Estadual de Maringá
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Resumo: O presente trabalho busca compreender o fenômeno messiânico judaico português
na primeira metade do século XVI, compreender o desenvolvimento deste a partir da aparição
de David Reubeni em Portugal, este se apresentou como embaixador de um reino judaico na
península arábica. Em um contexto de conversão forçada e proibição das manifestações
religiosas judaicas na península ibérica, a chegada de Reubeni fez com que muitos cristãosnovos acreditassem nele como sendo o próprio Messias consolador, que segundo a tradição,
salvaria o povo hebreu da opressão estrangeira e os conduziria para a terra santa guardada aos
filhos de Abraão. A presença do suposto embaixador, somado aos escritos proféticos, baseado
nos cálculos cabalísticos do judeu português D. Isaac Abravanel, que previa o aparecimento
do redentor para as primeiras décadas do século XVI, deu origem a uma onda de fervor
messiânico no reino que foi contido apenas, após a instauração do Tribunal do Santo Ofício
em terras lusitanas na década de 1530.
Palavras-chave: Portugal; Messianismo; Cristãos-Novos.
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NARRATIVA E SENTIDO HISTÓRICO: A EPÍSTOLA A FILÊMON
Selson Garutti
Secretaria de Educação do Estado do Paraná (SEED)
[email protected].
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Resumo: Este estudo apresenta uma pesquisa exploratória que tem por objetivo uma análise
textual de cunho histórico na carta (documento) de Filêmon realizando um estudo
bibliográfico segundo Ciro Flamarion Cardoso (1997) que se baseia em pressupostos teóricos
de Lucien Goldman e na poética todoroviana, a fim de compreender o discurso ideológico e
cristão expresso nos escritos paulinos durante o período da instauração da concepção cristã no
contexto de um universo paganizado dominado pelo Império Romano no período de 33 a 67
d.C. Concluindo que Paulo faz menção ao nome de Onésimo, o qual significa ―útil‖, ou seja,
depois de convertido, o Neófito passa a ser útil para a Comunidade. O cerne da epístola está
em que depois que uma pessoa se torna Cristã, torna-se útil. O cristão recém-convertido passa
a ser útil à comunidade, enquanto que o que já participa da comunidade recebe o recémconvertido com uma atitude de acolhimento, amor e perdão.
Palavras-chave: Filêmon; Onésimo; epistola.
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VIAGENS PITORESCAS AO BRASIL: ENTRE PRÁTICAS E REPRESENTAÇÕES
Selson Garutti
Secretaria de Educação do Estado do Paraná (SEED)
[email protected]
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Resumo: Este artigo apresenta um estudo qualiquantitativo exploratório que tem por objetivo
analisar o surgimento do racismo e do preconceito religioso no Brasil através das imagens
iconográficas de uma das obras de Jean Baptiste Debret, o livro ―Viagem Pitoresca e
Histórica ao Brasil‖ (1834 -1839). A abordagem adotada tem como base Meneses (1996) e
Chartier (1988). As imagens e textos foram analisados enquanto construções discursivas sob
uma perspectiva histórica e conclui-se que, a despeito dos preconceitos do pintor e do seu
comprometimento com as elites brancas, não lhe foi possível deixar em segundo plano o
racismo e, menos ainda, o preconceito religioso incrustado na sociedade brasileira daquela
época.
Palavras-chave: História, Representação, Brasil, Debret.
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CIÊNCIA E RELIGIÃO: INTERVENÇÃO E INTERCESSÃO NA BUSCA DE CURA
DAS DOENÇAS.
Suelene Leite Pavão
Universidade Federal do Pará- UFPA.
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Resumo: O presente trabalho traz uma reflexão acerca das curas espirituais num contexto de
crescente avanço da biomedicina e da decodificação do DNA humano pelo projeto genoma.
As pesquisas na área biomédica, particularmente, as relativas ao desenvolvimento e
possibilidades de utilização de células troncos na cura de doenças degenerativas e outros
tipos de moléstias têm acirrado o debate entre ciência e religião, recolocando em discussão a
questão dos limites e fins éticos da ciência e a própria dimensão espiritual da vida humana.
Nesse sentido, focamos nossa discussão a partir de três vertentes referentes a processos de
curas espirituais, ou estritamente biomédicas: 1)
os depoimentos dos devotos da santa do
catolicismo popular Severa Romana; 2) a análise científica e experimental dos efeitos das
práticas espirituais de prece e meditação na cura de doenças e na obtenção de um estado de
saúde bio-psíquico; 3) os processos de cura propiciados por métodos estritamente científicos,
como aquelas abertas pela utilização de células – tronco e outras terapias de manipulação
genéticas. Para a elaboração deste ensaio utilizei além da revisão bibliográfica, dados de
pesquisa empírica no cemitério Santa Isabel, em Belém/Pa, nos anos de 2000/2003.
Palavras-chave: Ciência- Religião; Catolicismo Popular- Santo Popular; Sofrimento –Curas.
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ICONOGRAFIAS, HIERARQUIZAÇÃO, RELIGIOSIDADES E RITOS NOS
CEMITÉRIOS: PRATICAS VOLTADAS PARA A MORTE/MORTO.
.
Suelene Leite Pavão
Universidade Federal do Pará- UFPA.
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Resumo: O presente trabalho videográfico de 15 minutos tem como principal objetivo
propiciar a partir da imagem em movimento, o acesso a diferentes sensibilidades manifestadas
nas leituras de iconografias mortuárias presentes nos cemitérios de Santa Isabel e do cemitério
Soledade, ambos localizados em Belém-Pa. Essas leituras se deram pela lente fotográfica de
estudantes do curso de museologia da Universidade Federal do Pará- UFPA, turma 2010, e
cuja exposição fotográfica sobre essas iconografias propiciou outros olhares e sentimentos
sobre religião, religiosidades e morte manifestadas por transeuntes e vendedores de flores e
velas que trabalham nas calçadas destes cemitérios. A captura das imagens e entrevistas que
compõem a narrativa deste documentário intitulado: Iconografias, Hierarquização,
Religiosidades e Ritos nos Cemitérios: práticas voltadas para a morte/morto, foi realizada nos
anos de 2012 e 2013. O vídeo foi dirigido por Sue Pavão e, retrata ainda a forte
hierarquização social e as práticas presentes nos cemitérios tradicionais.
Palavras-chave: Cemitérios- Iconografia Mortuária; Religião- Religiosidades; Práticas
Sociais- Morte/Morto.
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EM BUSCA DAS ALMAS “PERDIDAS”: NEGOCIAÇÕES E TENSÕES NA CIDADE
MAIS INDÍGENA DO BRASIL
Talita Sene
Eduardo Meinberg de Albuquerque Maranhão Fo
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Resumo: ―Agradeço aos missionários por tudo que eles fizeram pelos indígenas da região‖.
Assim Rene Coimbra, prefeito de São Gabriel da Cachoeira (SGC), abriu o XVIII Festribal.
SGC (NE da Amazônia) é conhecida como ―a cidade mais indígena do Brasil‖. Atualmente é
palco de uma tensão entre igreja católica e evangélica, ambas visando ―salvar as almas dos
indígenas‖. Entre os anos de 1907 à 1980 os missionários Salesianos dominaram a região,
mas desta data em diante, o crescimento de instituições evangélicas na cidade é significativo,
chegando a cerca de trinta igrejas até o ano de 2013. Se de um lado igreja católica e
evangélica visam converter os indígenas, de outro, o movimento indígena alega que a
conversão – sobretudo a igrejas evangélicas que proíbem práticas xamânicas e ingestão de
caxiri – é prejudicial aos costumes indígenas. Levando tais aspectos em consideração, esta
comunicação visa refletir como a população indígena de SGC lida com esta tensão. Tal
pesquisa tem como método a observação participante e entrevistas.
Palavras-chave: São Gabriel da Cachoeira; conversão indígena; Noroeste da Amazônia.
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TROCÓ ESTA VIDA MISERABLE CON LA IMORTALIDAD: QUATRO ESTUDOS
DE CASO SOBRE OS MARTÍRIOS NO SETECENTOS
Tarcila Nienow Stein
Universidade do Vale do Rio dos Sinos/RS
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Resumo: Neste trabalho, apresentamos a análise de casos de martírio de jesuítas ocorridos no
século XVIII, através das descrições que mereceram na documentação produzida pela
Companhia de Jesus. Para tanto, utilizamos as Cartas Ânuas da Província Jesuítica do
Paraguai que abarcam o período de 1720 a 1756. Para a fundamentação da análise destes
registros, recorremos à produção historiográfica de referência sobre a temática da morte e do
morrer, buscando identificar os recursos narrativos empregados em sua reconstituição, e os
efeitos que provocavam entre os membros da ordem e da utilização estratégica dos martírios
pela Companhia de Jesus. Pretendemos identificar as razões para a retomada destes relatos na
primeira metade do século XVIII, uma vez que estes praticamente haviam desaparecido das
cartas da segunda metade do XVII, para, na sequência, analisar estas passagens, buscando
evidenciar as ênfases dadas pelos padres narradores. Procuramos, também, refletir sobre os
efeitos destas execuções violentas de padres jesuítas sobre as populações indígenas junto às
quais missionavam e a manifestação, na atualidade, de um imaginário acerca destes martírios
nas regiões onde ocorreram os massacres.
Palavras-chave: Martírio; Cartas Ânuas; Jesuítas.
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COMIDA DE ORIXÁ: UM RITUAL DE CORTE PARA EXU
Tereza de Fatima Mascarin
Universidade Estadual de Maringá – UEM
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Resumo: O presente artigo insere-se no lastro da produção teórica preocupada em discutir e
desvendar no campo das ciências humanas com ênfase na área das religiões e das
religiosidades, alguns aspectos referentes ao corte de animal para Exu num ritual de
candomblé. Este recorte é parte da dissertação de mestrado intitulada ―Comida de Orixás: a
culinária no terreiro Ilê Ast‘Oyá Onirá em Sarandi-Pr‖, o qual está sendo desenvolvido pelo
Programa de Pós Graduação em História da Universidade Estadual de Maringá, entre os anos
de 2012 a 2014. Durante o trabalho de pesquisa de campo foram realizadas entrevistas com a
ialorixá do terreiro supracitado e observações incluindo registros com algumas fotos durante o
ritual. Os referenciais teóricos fundamentam a análise e reflexão em torno de alguns interditos
alimentares das oferendas de animais para este orixá, assim como, as dimensões sagradas e
profanas e aspectos de rituais de candomblé e sacrifício, fundamentados em Mircea Eliade,
Raul Lody, Émile Durkheim, Nina Rodrigues e Edison Carneiro, entre outros.
Palavras-chave: Ritual; Sacrifício; Exu;
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ENTRE DEUSES E ARQUIBANCADAS: A RELIGIÃO NOS JOGOS ROMANOS
Thais Ap. Bassi Soares – PIBIC – UEM: LEAM
Renata Lopes Biazotto Venturini – DHI-UEM: LEAM
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Resumo: Sejam pelas guerras ou pelas colheitas, os jogos romanos figuravam não só como
um meio de sociabilidade entre a população e o imperador, mas também como um espaço de
manifestação religiosa. Os chamados Ludi têm origem numa antiga tradição etrusca onde
danças e desfiles eram oferecidos aos deuses em busca de um bom relacionamento com estes.
Entendendo a religião como um conjunto de símbolos que atua para estabelecer disposições e
motivações nos homens, percebe-se que no mundo romano ela era empregada na busca de
uma harmonia social. Exemplo disso são os Ludi Apollinaris, jogos realizados em
homenagem ao deus Apolo. Criados no período da Segunda Guerra Púnica acabaram por se
fixar no calendário romano Sendo assim, o objetivo desta comunicação é mostrar como a
religião se fazia presente nos Ludi . Para tanto serão utilizados alguns poemas da obra Liber
Spectaculorum, do poeta latino Marco Valério Marcial.
Palavras-chave: jogos, Marcial, religião
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A CERIMÔNIA DOS EGUNS E A EVIDÊNCIA DO “TRANSHISTÓRICO” NA
OBRA DE JOÃO DO RIO
Thauan Bertão dos Santos
DHI – LERR – PIBIC/CNPq-FA-UEM
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Resumo: Buscamos nesta comunicação compreender um pouco do que significa a morte e
suas apreensões pelos povos, e também descendentes, de cultura Yorubá inseridos no Rio de
Janeiro no início do século XX, com o fim de analisar os aspectos principais, os ritos e as
cerimônias devotadas por eles ao culto dos antepassados, denominados Eguns, na obra ―As
religiões no Rio‖ (1906). Para isto, nos centramos em comparar as descrições do jornalista
carioca João do Rio com a bibliografia específica que trata sobre o tema, apoiando-nos na
metodologia do historiador das religiões, proposta por Mircea Eliade em ―El chamanismo y
las técnicas arcaicas Del éxtasis‖ (2009), pensando especificamente o ―transhistórico‖, como
evidência da historicidade do fenômeno religioso e seus desdobramentos nestas cerimônias de
Eguns.
Palavras-chave: João do Rio, Eguns, Morte.
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A REPRESENTAÇÃO DE EXU EM NINA RODRIGUES E JOÃO DO RIO:
ALGUMAS CONSIDERAÇÕES.
Thauan Bertão dos Santos
DHI – LERR – PIBIC/CNPq-FA-UEM
Vanda Fortuna Serafim (Orientadora – UEM)
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Resumo: A presente comunicação tem por objetivo apresentar o projeto de iniciação
científica intitulado ―A representação de Exu em Nina Rodrigues e João do Rio (Brasil –
Primeira República)‖. Com o intuito de contribuir a História das Religiões e Religiosidades,
por meio do estudo da história e cultura afro-brasileiras, a pesquisa objetiva revisitar os
trabalhos pioneiros de dois intelectuais brasileiros acerca da temática: Nina Rodrigues (18621904) e João do Rio (1881-1921). Buscar-se-á analisar e comparar as representações, por eles
realizadas, da figura de Exu, elemento fundamental das crenças afro-brasileiras. O recorte
histórico proposto consiste na Primeira República Brasileira, com destaque especial a Bahia e
Rio de Janeiro, estados brasileiros nos quais estes intelectuais desenvolvem suas pesquisas.
As fontes históricas consistem nas obras ―O animismo fetichista dos negros bahianos‖ (1935)
e ―Os africanos no Brasil‖ (1982), de Nina Rodrigues e ―As religiões no Rio‖ (2008) de João
do Rio.
Palavras-chave: Nina Rodrigues; João do Rio; Exu.
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AS CULTURAS ASTECA, MAIA E INCA NOS LIVROS DIDÁTICOS USADOS
PELAS ESCOLAS PÚBLICAS DA REGIÃO DO VALE DO IVAÍ
NA ÚLTIMA DÉCADA
Thiago Caetano Custódio
Adriana Freitas de Andrade
UEM – Laboratório de Religiosidades e Culturas
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Resumo: O trabalho apresenta alguns apontamentos a respeito da forma como as chamadas
―altas culturas‖ americanas (asteca, maia e inca) têm sido abordadas pelos livros didáticos, a
partir da análise de manuais escolares utilizados pelas escolas da rede estadual na região do
Vale do Ivaí. Procuramos mostrar que diversos dos elementos observados – tais como a
ausência da temática nos livros, a veiculação de informações incongruentes e a ênfase no
aspecto da exploração do trabalho – apontam para uma abordagem bastante limitada no
sentido do conhecimento da experiência histórica do ―outro‖. Dessa forma, a abordagem do
assunto pelos livros didáticos encontra-se distante de atender à proposta das Diretrizes
Curriculares que regem a educação no Paraná, que identifica as relações de identidade e
alteridade como elemento central no processo de formação da consciência histórica e destaca
que o estudo de diversas sociedades no tempo e no espaço deve ser um aspecto privilegiado
no ensino da História.
Palavras-chave: culturas pré-hispânicas; livros didáticos; ensino de História.
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A FUGA DA AFRICANIDADE NO RITUAL DE ALMAS E ANGOLA: AS OBRAS DE
GIOVANI MARTINS E A TENDA ESPÍRITA CABOCLO COBRA VERDE
(2006/2012).
Thiago Linhares Weber
Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)
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Resumo: Ritual de Almas e Angola, dissidência umbandista predominante na região da
Grande Florianópolis, na qual tem suas principais características uma forte presença da
africanidade e a matança de animais (corte) em seus rituais. O artigo apresenta a Tenda
Espírita caboclo Cobra Verde, um terreiro umbandista da Grande Florianópolis que, durante o
processo de pesquisa, se afirmava como adepto do Ritual de Almas e Angola, porém suas
práticas ritualísticas apontavam para um caminho de fuga da africanidade. O artigo propõe
corroborar tais mudanças utilizando como fontes duas obras do dirigente da Tenda, Giovani
Martins (Pai Giovani D‘Oxaguiã), ressaltando acréscimos e exclusões ocorridos entre as duas
obras, assim como nas duas edições da primeira. Para utilizar tais fontes busca-se entender Pai
Giovani como um intelectual umbandista e aceitar que suas obras ―refletem‖ o andamento da
casa, e esta, seus ideais como intelectual da Umbanda.
Palavras-chave: Umbanda; Ritual de Almas e Angola; intelectual umbandista
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NARRATIVAS DA MORTE E DO PECADO: UMA REFLEXÃO ACERCA DOS
PECADOS CAPITAIS NA OBRA DE HIERONYMUS BOSCH
Tiago Varges da Silva
Universidade Federal de Goiás
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Resumo: A presente comunicação tem por objetivo fazer algumas reflexões acerca das
representações dos pecados capitais na obra do pintor flamengo Hieronymus Bosch (14501516). Bosch viveu na passagem do século XV para o XVI, neste período vigorou uma
intensa preocupação com a finitude e com o Além. Estas inquietações são amplamente
perceptíveis nas imagens produzidas no período em questão. Nossa reflexão se faz a partir do
tríptico O Carro de Feno; nesta obra Bosch apresenta uma narrativa imagética em que a trama
principal aborda o temor dos pecados e da morte. Partirmos do pressuposto que tais imagens
tinham uma intenção pedagógica, crítica e moralizante que pretendia exortar o espectador a
viver uma vida de penitência e fuga constante de um mundo ameaçador, levando-o a pensar
na morte inevitável e em uma possível vida depois dela.
Palavras-chave: Morte, pecado, Hieronymus Bosch.
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MARIA BUENO: A SANTA DO CEMITÉRIO QUE DESCE NO TERREIRO
Tônia Kio Fuzihara Piccoli (LERR – UEM)
Drª Vanda Fortuna Serafim (Orientadora)
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Resumo: A comunicação está vinculada ao nosso projeto de iniciação científica, intitulado
―Maria Bueno: um estudo de religiosidade no Paraná e suas interfaces‖ e objetiva
compreender a associação de Maria Bueno a entidade Pomba-Gira, buscando refletir sobre
como, mesmo inserida no contexto de religiosidade católica (Andrade 2010) ela coexiste
enquanto crença com o universo simbólico afro-brasileiro, compartilhando um espaço
comum: o cemitério. Considerando que a Pomba-gira se apresenta, por vezes, subversiva,
transgressora, e tendo a sexualidade como fator importante do seu poder, além de inverter os
papéis socialmente estabelecidos, pensar Maria Bueno, como uma Pomba-gira do Cemitério
nos permite perceber suas representações associadas a uma transformação do eu feminino,
que busca novas formas de pensar e viver a sua sexualidade e repensar a violência masculina.
Palavras-chave: Maria Bueno; Santa; Pomba-Gira.
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MARIA BUENO: UM ESTUDO DE RELIGIOSIDADE NO PARANÁ
Tônia Kio Fuzihara Piccoli (LERR – UEM)
Drª Vanda Fortuna Serafim (Orientadora)
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Resumo: A comunicação objetiva apresentar os resultados de nosso projeto de pesquisa
―Maria Bueno: um estudo de religiosidade no Paraná‖, o qual buscou compreender a
santidade em Maria Bueno e suas representações, atentando como ela se insere na discussão
acerca da religiosidade católica. As fontes tomadas para realização desta pesquisa consistiram
os jornais ―A República‖, ―O Diário Do Comércio‖, ―Voz Do Paraná‖ e ―Gazeta Do Povo‖; a
obra Maria Bueno de Sebastião Isidoro Pereira (1948); a microssérie ―Maria Bueno‖ (2007) e
a peça de teatro ―Maria Bueno‖, 1974, de Oraci Gemba. Os aportes-teóricos metodológicos
desta pesquisa consistiram em Roger Chartier (2002) e o conceito de ―representação‖, Michel
de Certeau (1982) e o conceito de ―lugar social‖, Puter Burke (2010) e conceito de
―hibridismo cultural‖ e Solange Ramos de Andrade (2010) e o conceito de ―religiosidade
católica‖. A pesquisa constatou que as representações de Maria Bueno têm passado, nas
últimas décadas, por reformulações e questionamentos, em um processo de rupturas e
adequações frente a sua própria história e às mudanças sociais.
Palavras-chave: Maria Bueno; Paraná; Religiosidade.
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CIÊNCIA, IDEIAS E CRENÇAS: HISTÓRIA E CULTURA AFRO-BRASILEIRAS
POR MEIO DE SEUS INTELECTUAIS.
Vanda Fortuna Serafim (UEM)
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Resumo: A comunicação visa apresentar o projeto de pesquisa intitulado ―Ciência, Ideias e
Crenças: história e cultura afro-brasileiras por meio de seus intelectuais‖, o qual busca
compreender a relação entre ciência, ideias e crenças nos discursos dos intelectuais brasileiros
que pensaram história a cultura afro-brasileiras. Atentando inicialmente aos escritos de Arthur
Ramos, tomar-se-á como fontes as obras "Estudos de Folk-lore: definição e limites/ teoria de
interpretação" (1958) e "O Folk-lore Negro do Brasil: demopsicologia e psicanálise" (1935).
Objetiva-se, dessa maneira, analisar as representações das crenças afro-brasileiras no
pensamento de Arthur Ramos; contribuir ao estudo da História e Cultura afro-brasileira por
meio da análise da produção intelectual deste intelectual; mapear os conceitos utilizados por
ele para pensar as crenças religiosas afro-brasileiras; investigar o contexto histórico da
produção das ideias em Arthur Ramos sobre as crenças religiosas afro-brasileiras destacando
suas interfaces multidisciplinares e realizar, por fim, um estudo voltado a sistematização do
pensamento intelectual brasileiro voltado as crenças religiosas afro-brasileiras. Para tanto,
teórico e metodologicamente, buscar-se-á articular História das Ideias, História das religiões e
religiosidades e História Cultural e da História e Cultura afro-brasileira.
Palavras-chave: Ciências; Ideias; Crenças.
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A RELIGIÃO E A EDUCAÇÃO BÁSICA PÚBLICA: DAS POSSIBILIDADES DA
PROMOÇÃO DO PATRIMÔNIO CULTURAL RELIGIOSO E TAMBÉM DAS
AÇÕES ESCOLARES DE NATUREZA PROSELITISTA.
Veroni Friedrich
Universidade Estadual de Maringá-PR
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Resumo: O presente artigo - tomando como referência a Constituição Federal de 1988, a Lei
de Diretrizes e Bases da Educação 9394/1996, bem como, os demais dispositivos jurídicos
que normatizam a política educacional - considera as possibilidades que a educação pública e
básica possui para a construção de conhecimentos, junto aos seus educandos, sobre a
diversidade do patrimônio cultural de natureza religiosa do nosso país. Entretanto, em um
segundo momento, a partir do uso de fontes atuais e diversas, o referido texto analisa o quanto
tal sistema de ensino, por vezes, age a partir de uma perspectiva de cunho proselitista e alheia
à nossa diversidade cultural religiosa. Nesse sentido, essa produção textual tem o intuito de
colaborar na construção de reflexões sobre as relações apropriadas e inapropriadas entre
Religião e Educação Pública.
Palavras-chave: educação pública; religião; patrimônio cultural.
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