MESTRADO EDUCAÇÃO ACADÊMICOS INGRESSANTES DO CURSO DE ENFERMAGEM NO PERÍODO DE 2012-2013, QUEM SÃO ELES? KAMILLA MAESTÁ AGOSTINHO Este estudo é parte da dissertação em desenvolvimento no Programa de Pós-Graduação em Educação da UFMT, junto ao Grupo de Estudos e Pesquisas em Políticas Educacionais/GEPDES, intitulado “O Estudante Beneficiado Por Programas De Ação Afirmativa Do Curso De Enfermagem Da Universidade Federal Do Mato Grosso Campus Universitário De Sinop: Quem Sou Eu? Quem É Ele?”, trazendo para este texto o perfil dos acadêmicos que participaram da pesquisa. Os sujeitos foram selecionados a partir do total de ingressantes no curso em 2012 e 2013, período em que se implanta o programa de ação afirmativa na IFES, reflexo da Lei nº 12.711/2012, conhecida como Lei de Cotas. Participaram da pesquisa 20 sujeitos, 16 (80%) eram do sexo feminino e 04 (20%) do sexo masculino; 09 (45%) eram ingressantes pelas vagas de Ação Afirmativa (Cotas Raciais: 04, Cotas Sociais: 05) e 11 (55%) pelas vagas de Ampla Concorrência. Nas duas modalidades de ingresso predomina o sexo feminino, sendo 7 para ação afirmativa e 9 para ampla concorrência. O predomínio do sexo feminino é histórico no curso de Enfermagem no país, o que pode ser explicado quando constatamos que a representação da profissão é apresentada pela dama da Lâmpada Florence Nightingele, que dedicou a sua vida a profissão, modificando os moldes da enfermagem moderna. A faixa etária dos estudantes que participaram de nossa pesquisa, era entre 18 a 27 anos, sendo que entre as mulheres a média era em 20,9 anos, e para os homens de 20,56 anos. Estudos realizados por Spindola, Martins e Francisco (2008), Andrade (2013), Martins et al (2008) e Wetteric; Melo (2007), em publicação da UERJ (2008), confirmam a presença das mulheres no curso em suas IES. No Brasil a enfermagem iniciou-se na década de 30, com a expansão do trabalho feminino, e novamente caracterizada como uma “profissão feminina, doméstica e auxiliar” (Ojeda et al, 2009, p.4). Dos 20 sujeitos entrevistados, 40%, sendo 02 AA e 04 AC, optaram por cursar enfermagem pela aptidão com o curso, o contato com as pessoas e o ato de cuidar das pessoas. O estudo realizado por Andrade (2013) obteve resultados semelhantes quanto ao porquê da escolha da enfermagem como profissão, onde os acadêmicos a justificavam por “uma afinidade, ou apreço, ou mesmo vocação pelo cuidado ao outro” (p. 92). Em pesquisa realizada na UERJ (2008) identificou-se que 67% dos graduandos escolheram a enfermagem por vocação, e que a motivação baseia-se no cuidado com as pessoas. A enfermagem como ciência é fundamentada no cuidado ao ser humano através das práticas de enfermagem com bases científicas e tecnológicas de forma ética assegurando as pessoas uma conduta humanizada pautada em suas necessitadas biopsicossociais. Identificamos que o curso de enfermagem da UFMT/Sinop é composto em sua maioria de mulheres jovens, onde aqueles que optaram pela enfermagem como profissão a fizeram por vocação reafirmando estudos realizados em outras IES. PRÓ-REITORIA DE ENSINO DE PÓS-GRADUAÇÃO VI MOSTRA DA PÓS-GRADUAÇÃO/2014