ESTADO DO PARANÁ SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO NÚCLEO REGIONAL DE EDUCAÇÃO DE LONDRINA COLÉGIO ESTADUAL UNIDADE POLO IBIPORÃ - PARANÁ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO E PROPOSTA PEDAGÓGICA CURRICULAR 2 2012 JUSTIFICATIVA A construção do Projeto Político Pedagógico é um exercício de autonomia da comunidade escolar, que demanda reflexões acerca dos objetivos, metas, meios, recursos, estratégias e critérios que, necessariamente, devem ser definidos no coletivo, na busca de implementar ações, que vivenciem a coletividade e o trabalho voltado à humanização. O Projeto Político Pedagógico é a expressão clara e objetiva de valores, coletivamente, assumidos pela comunidade escolar, ele contempla as prioridades estabelecidas pelos profissionais envolvidos em sua construção e pela SEED, partindo das necessidades elencadas, da definição dos resultados desejados e na busca de uma gestão democrática. O Projeto Político Pedagógico do Colégio Estadual Unidade Polo – Ensino Fundamental e Médio - leva em conta a L.D.B.E.N. 9394/96, a Constituição Brasileira de 1988, o Estatuto da Criança e do Adolescente e as Diretrizes Curriculares do Estado do Paraná. A Proposta Pedagógica inserida no Projeto Político Pedagógico privilegia o ensino como construção de conhecimento, esta postura prevê o desenvolvimento pleno das potencialidades do aluno e sua inserção no ambiente social, utiliza, para isso, os conteúdos delimitados nas diretrizes curriculares, desenvolvidos a partir de sua contextualização por meio de atividades programadas que inserem os conteúdos desenvolvidos dentro dos objetivos a serem alcançados pelo colégio. Os conteúdos foram selecionados de forma a incluir procedimentos, valores, normas e atitudes, que reafirmam a responsabilidade da escola com a formação ampla do aluno. Neste sentido, o coletivo da escola deve primar por um ensino que os conteúdos sejam vistos como meio para que os alunos desenvolvam as capacidades que lhes permitem produzir e usufruir dos bens culturais, sociais e econômicos. Portanto, este Projeto será um instrumento norteador da ação educativa da escola em sua totalidade, visando à qualidade em todo o processo educativo. É um produto específico que reflete a realidade da escola, situada em um contexto mais amplo que a influencia e que pode ser por ela influenciado. Ele aponta um rumo, uma direção que norteia nosso trabalho em prol da educação. A legitimidade, de um Projeto Político-Pedagógico, está devidamente ligada ao grau e ao tipo de participação de todos os indivíduos envolvidos no processo educativo da escola, o que requer continuidade permanente de ações. O processo de construção do projeto é dinâmico e exige esforço coletivo e comprometimento, servindo como um instrumento de luta, uma forma de se contrapor a fragmentação do trabalho pedagógico e 3 sua rotinização. IDENTIFICAÇÃO DA ESCOLA Denominação da instituição - 00066 Colégio Estadual Unidade Polo – Ensino Fundamental e Médio Endereço Completo Avenida Engenheiro Francisco Beltrão, 1005 Bairro: Centro Município: 0990 - Ibiporã CEP: 86200-000 Telefone: (43 ) 3258-2524 FAX: (43 ) 3258-2524 E-mail: [email protected] Site: www.unidadepolo.com.br Entidade Mantenedora: Governo do Estado do Paraná - Secretaria de Estado da Educação do Paraná – SEED CNPJ/MF: 76.416.965/000-90 NRE: Londrina Autorização de Funcionamento do Estabelecimento: RESOLUÇÃO Nº 5.726/78 DOE (Diário Oficial do Estado), DE 30/10/78 Reconhecimento do Curso de Ensino Fundamental: RESOLUÇÃO Nº 292/82 DOE (Diário Oficial do Estado), DE 17/02/82 Renovação de Reconhecimento do Ensino Fundamental: RESOLUÇÃO Nº 5.137/08 DOE (Diário Oficial do Estado), DE 22/01/2009 Reconhecimento do Ensino Médio: RESOLUÇÃO Nº 3.129/97 DOE (Diário Oficial do Estado), DE 30/09/97 Renovação de Reconhecimento do Ensino Médio: RESOLUÇÃO Nº 5.136/08 DOE (Diário Oficial do Estado), DE 22/01/09 4 HISTÓRICO O Colégio Estadual Unidade Polo – Ensino Fundamental e Médio está localizado na Avenida Engenheiro Francisco Beltrão, nº 1005, Zona Leste da cidade de Ibiporã, município do Estado do Paraná. No ato de sua criação, a Unidade Polo de Ibiporã fez parte do plano de melhoria do ensino. Sua construção, bem como o pessoal técnico-administrativo e docentes foram moldados às Unidades do PREMEN, sendo que o prédio escolar é oriundo do convênio FUNDEPAR / PREMEN / SEEC. Para a construção da referida escola, foi desapropriada pela Prefeitura Municipal de Ibiporã uma área de 19.558,00 m², de propriedade do Senhor Antonio Zanoni. Na época, foram construídos três blocos bem equipados, totalizando 3.302,00m² de área construída. O primeiro bloco, com dez salas de aula e uma sala-ambiente para biblioteca; o segundo, destinado à ala administrativa, com banheiros para uso discente; e o terceiro bloco com salas-ambientes para: Oficina Industrial, Laboratório de Ciências, Educação para o Lar, Educação Artística, todos os blocos com proteção e cobertura. Sua inauguração data de 08 de novembro de 1975, sua denominação de: Unidade Escolar de Ensino de 1º Grau – Polo. A Resolução nº 547/78, de 31/03/1978, aprovou o Plano de Implantação do Ensino de 1º Grau, o qual foi homologado pelo Decreto nº 5726, de 30 de outubro de 1978, criou-se, então, propriamente a Escola Unidade Polo de Ibiporã, cujo reconhecimento do Ensino de 1º Grau deu-se com a Resolução nº 292/82, que modificou o nome para Escola Estadual Unidade Polo – Ensino de 1º Grau. Com a Resolução nº 347/82, ficou autorizado o funcionamento do então ensino de 1ª a 4ª série e, por conseguinte, passou o Colégio a ofertar o ensino completo de 1º Grau. Implantou-se, também, o Ciclo Básico de Alfabetização – 02 anos - após a Resolução nº 4041/88. Em 17 de fevereiro de 1992, começou a funcionar o Ensino de 2º Grau Regular, com o curso de Educação Geral (Administração – período noturno; e Preparação Universal – período matutino). E, em decorrência da Resolução nº 788/92, a escola passou a denominar-se Colégio Estadual Unidade Polo – Ensino de 1º e 2º Graus, tendo pelo parecer 169/92, aprovado o Projeto de Implantação do Ensino de 2º Grau. Conforme a Resolução Secretarial nº 3120/98, publicada no Diário Oficial do Estado, em 11 de setembro de 1998, o Colégio Estadual Unidade Polo passou a denominar-se Colégio Estadual Unidade Polo – Ensino Fundamental e Médio. 5 A partir de 2012, com a implantação dos cursos profissionais em nível médio, o colégio passará a denominar-se Colégio Estadual Unidade Polo - Ensino Fundamental, Médio e Profissional. O colégio conta com um quadro de professores e funcionários na sua maioria QPM. Esperamos que, por meio dos concursos realizados, possamos ter, em um curto espaço de tempo, um quadro de funcionários efetivos no nosso estabelecimento de ensino, isto proporcionaria maior envolvimento e comprometimento com a proposta pedagógica. Destacamos que, apesar de não termos na totalidade um quadro efetivo, os funcionários e docentes são comprometidos e procuram envolver-se nas atividades desenvolvidas pela escola, buscando a melhoria dos serviços prestados pelo estabelecimento. MANTENEDORA O Colégio Estadual Unidade Polo – Ensino Fundamental e Médio é mantido pela Secretaria de Estado da Educação do Paraná, por meio de recursos do Governo Estadual e do Governo Federal, repassados pelo Ministério da Educação. DIAGNÓSTICO Para realizarmos este diagnóstico, utilizamos o período destinado a Formação Continuada que ocorre no início do ano, em Fevereiro e após as férias, em Julho. Neste momento, os professores, funcionários, equipe pedagógica e direção, tiveram acesso ao Projeto Político Pedagógico, ao Regimento Escolar e as Diretrizes Curriculares bem como a textos que embasaram a análise e discussão do Projeto Político-Pedagógico, promovendo um amplo debate sobre a real situação da escola no contexto social em que ela se encontra inserida, analisando a escola que temos e a escola que queremos. Elaborar o presente Projeto Político Pedagógico é a oportunidade para repensar esta escola, mediante a mudança de paradigma da educação, fundamentada pela L.D.B. e demais legislações vigentes. É certo que construir um projeto bem elaborado e com profundidade, exige tempo e muita discussão. Por isso esse trabalho é fruto de reflexões coletivas realizadas na medida do possível, com a participação dos professores, funcionários, pais e alunos, coordenados pela equipe pedagógica e direção. 6 Procuramos olhar e agir em busca de uma identidade para a nossa escola, construindo princípios, conforme nossa realidade, que proponham melhor e maior articulação entre os diversos segmentos da comunidade escolar, para que o processo ensino–aprendizagem tenha êxito. O perfil da comunidade escolar atendida pelo colégio é bastante diversificado, já que atendemos alunos da zona urbana e da zona rural. O nível econômico é médio-baixo, os pais, em sua maioria, executam trabalhos não qualificados em diversas profissões. A maioria deles possui o ensino fundamental. Uma grande parte dos alunos do ensino médio, tanto do período matutino, quanto do noturno, com idade acima de 16 anos, já estão inseridos no mercado de trabalho para auxiliar na renda familiar. Em relação ao acompanhamento da vida escolar dos filhos, os pais afirmam que não conseguem auxiliá-los por falta de tempo devido a jornada de trabalho. Apesar deste pouco tempo, os pais procuram participar das reuniões bimestrais para entrega de boletins e quando se faz necessária a sua presença na escola para resolver alguma situação envolvendo seu filho. A comunidade escolar, em suas diversas reuniões, discutem sobre a necessidade de reforma no espaço escolar - rede elétrica, pintura, banheiro para professores e funcionários, cobertura da passarela de acesso à quadra poliesportiva e acesso a secretaria da escola - entre outros são os apontamentos mais necessários e discutidos. É apresentado e divulgado junto à comunidade o investimento que está sendo feito tanto pelo governo estadual como pelo governo federal - Tv pendrive, jogos pedagógicos, materiais de apoio diversos, livros, equipamentos para o laboratório de ciências e de informática, materiais esportivos – todos são informados sobre a disposição destes materiais a professores e aos alunos. Durantes as reuniões com a comunidade escolar, entre outras sugestões, propõe-se os seguintes encaminhamentos para melhoria do processo de ensino e de aprendizagem: • número menor de alunos em sala de aula; • cursos de formação específica nas diferentes áreas do conhecimento e áreas de atuação (diretores, pedagogos, professores e agentes educacionais I e II ); • aulas diversificadas, com conteúdos contextualizados e maior envolvimento da comunidade escolar, nos projetos desenvolvidos pela escola; • maior segurança e policiamento afim de evitar que pessoas mal intencionadas penetrem ou fiquem nos arredores da escola; 7 • resgate de valores básicos e atitudes humanas de respeito e solidariedade; • desenvolvimento de uma educação de qualidade com profissionais mais dedicados e comprometidos com a melhoria do processo educacional; • maior participação e interesse dos pais e colaboração dos alunos em todas as atividades e eventos promovidos pelo colégio. • Implantação de cursos profissionais a nível médio – subseqüente e integrado - para qualificação dos alunos para o mercado de trabalho. Por meio da análise dos resultados escolares e com o levantamento de dados dos dois últimos anos (2009-2010), observamos que houve um pequeno crescimento no índice de reprovação, e a situação mais agravante está no 1º ano do Ensino Médio com 33,1% de reprovação, em 2010. Analisamos que a porcentagem de abandono no Ensino Médio, em 2010, foi de 9,2%, este dado é maior que o do Ensino Fundamental que apresentou índice de reprovação de 2,1%. Concluímos que mesmo esse índice sendo alto em 2010, este dado apresentou melhoras nos últimos anos como confirmamos no quadro abaixo: RENDIMENTO ESCOLAR EM 2010 ANO ENSINO FUNDAMENTAL TOTAL APROV. REPROVAÇÃO ABANDONO 2005 66,00% 31,30% 2,50% 2006 71,20% 26,50% 2,10% 2007 72,20% 27,00% 0,60% 2008 74,30% 25,60% 0,00% 2009 83,10% 16,30% 0,50% 2010 73,60% 24,10% 2,10% ANO ENSINO MÉDIO TOTAL APROV. REPROVAÇÃO 2005 62,40% 27,60% 9,80% 2006 73,00% 20,10% 6,70% 2007 65,10% 29,70% 5,10% 2008 64,50% 25,90% 9,50% 2009 73,10% 22,00% 4,70% 2010 74,10% 21,50% 4,30% ABANDONO Há um índice de evasão alto no período noturno, principalmente, no segundo semestre letivo dos anos analisados. A causa maior, da evasão escolar do período noturno, 8 está relacionada ao ingresso dos alunos no mercado de trabalho. Apesar dos esforços e iniciativa dos professores e da escola na busca de intervenções para superação das dificuldades físicas e pedagógicas apresentadas pelos alunos, ainda permanece o desafio de minimizar os índices de evasão e repetência e, consequentemente, a busca da qualidade do ensino. Ao realizar a análise do rendimento escolar do 1º semestre de 2011, percebemos a necessidade de realizar intervenções urgentes no processo de ensino e aprendizagem, pois são alarmantes os índices de alunos que apresentam média insuficiente, principalmente, no período noturno. Outra análise realizada pela comunidade escolar refere-se ao IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica). O Ministério da Educação traçou metas de desempenho bianuais para cada escola e cada rede até 2022. A partir da análise dos indicadores do Ideb, o MEC oferece apoio técnico e financeiro favorecendo melhorias no aspecto pedagógico das escolas e oportunizando a melhoria na qualidade de ensino. O aporte de recursos se deu a partir da adesão ao Compromisso Todos pela Educação e da elaboração do Plano de Ações Articuladas (PAR). O MEC dispõe de recursos adicionais aos do Fundo da Educação Básica (Fundeb) para investir nas ações de melhoria do Ideb. O Compromisso Todos pela Educação propõe diretrizes e estabelece metas para o Ideb das escolas das redes municipais e estaduais de ensino. A nota da escola no IDEB está em ascensão nos últimos anos, como podemos observar nos resultados abaixo, ultrapassando as projeções previstas pelo MEC. Resultados do IDEB Desempenho no Enem O desempenho no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) de 2010, tem como base a média total da escola. Esse critério considera as médias das notas dos alunos nas provas objetivas (nas quatro áreas do conhecimento) e na redação. Com esse aproveitamento os alunos tiveram a possibilidade de disputar vagas, através do SISU e PROUNI, em diferentes instituições de ensino superior e cursos participantes. 9 ** Média Total: Prova objetiva + Redação Todos esses dados foram analisados com o coletivo da escola e constatamos a necessidade da busca de intervenções no decorrer do próximo ano letivo, dando continuidade ao trabalho unificado, buscando metas comuns, através de metodologias diferenciadas, com um trabalho de contextualização dos conhecimentos e utilização de recursos concretos para aproximar o conhecimento científico do conhecimento cotidiano, bem como as ações que estão especificadas no Plano de Ação deste Projeto Político Pedagógico, no qual estaremos revendo algumas práticas desenvolvidas e buscando reverter este quadro que ora se apresenta. ARTICULAÇÃO DA ESCOLA COM A COMUNIDADE E A ATUAÇÃO DA EQUIPE MULTIDISCIPLINAR No Colégio Estadual Unidade Polo – Ensino Fundamental e Médio, a articulação da escola com a comunidade ocorre na medida do possível e de forma democrática. Logo, as informações necessárias circulam entre a comunidade escolar, buscando manter a convivência produtiva e solidária entre escola e comunidade externa. A busca em manter na rede pública as condições necessárias para que ela seja democrática, faz com que os envolvidos na comunidade escolar, criem condições para que na prática possam expressar princípios que influenciam na qualidade da educação e esta busca está vinculada a um projeto coletivo por uma sociedade não excludente. Desta forma, os pais são orientados no ato da matrícula a tomar conhecimento do regulamento interno que predispõe seus direitos e deveres de acompanhar, por meio dos boletins, o rendimento escolar do filho e sua frequência; solicitar sempre que necessário a orientação do Estabelecimento de Ensino sobre a gestão escolar e as atividades pedagógicas desenvolvidas, desta forma o colégio busca manter e promover relações cooperativas com a comunidade escolar oportunizando o respeito e evitando qualquer forma de discriminação, possibilitando ao indivíduo usufruir de igualdade de atendimento pelos componentes do Estabelecimento de Ensino. Os alunos devem atender as determinações dos diversos setores do Estabelecimento de Ensino; comparecer pontualmente às aulas e demais atividades escolares; participar de todas as atividades programadas e desenvolvidas pelo colégio; cooperar na manutenção e conservação das instalações escolares; respeitar seus colegas e todos os profissionais da educação. São seus direitos: ser respeitado no processo 10 educacional desenvolvido na escola; ser informado no decorrer do ano letivo do seu rendimento escolar e sobre a sua frequência; utilizar os serviços e as dependências escolares seguindo as normas vigentes; promover relações cooperativas com professores, colegas e comunidade e ter ensino de qualidade, com professores comprometidos com o ideário educacional do Estabelecimento de Ensino. Os funcionários do colégio que ocupam as funções administrativas, de apoio ou de serviços, são todos trabalhadores da educação e desta forma, são todos educadores. Os funcionários da secretaria cumprem com as tarefas decorrentes aos encargos atribuídos; os funcionários de apoio em serviços gerais efetuam a limpeza e mantém em ordem as instalações escolares cuidando do material e dos produtos necessários; a cozinheira e seus auxiliares preparam a merenda escolar e a servem, controlando a quantidade e qualidade; informa ao diretor a necessidade de reposição de estoque de alimentos; conserva o local de trabalho limpo e em boas condições de trabalho; faz uso de traje condizente ao ambiente de trabalho bem como dos cuidados com a higiene; os funcionários responsáveis pela inspeção de alunos zelam pela segurança e disciplina individual e coletiva; orientam os alunos sobre as normas disciplinares para manter a ordem e evitar acidentes no colégio, percorrendo as dependências dele para detectar irregularidades. A Equipe Multidisciplinar foi criada para orientar e auxiliar o desenvolvimento no espaço escolar de ações relativas ao ensino de história e cultura afro-brasileira, africana e indígena, contribuindo para a criação de práticas não racistas e preconceituosas, a fim de acabar com a prática excludente da diversidade cultural na comunidade escolar. 11 OFERTA E ORGANIZAÇÃO CURRICULAR REGIME DE FUNCIONAMENTO Atualmente, o colégio oferece as modalidades de Ensino Fundamental – Anos Finais (6º ao 9º ano) e Ensino Médio (1º ao 3º ano) comportando três turnos de funcionamento: • período matutino – das 7h30min às 12h, • período vespertino – das 13h às 17h25min, • período noturno – das 19h às 23h. Para o ano de 2012, com a implantação do Ensino Profissional em nível médio, o colégio ofertará os Cursos Técnicos em Recursos Humanos e Vendas – subsequente na Área Profissional Gestão e Negócios no período noturno. NÍVEIS DE MODALIDADE DE ENSINO - 2012 CURSO ANO TURMA ALUNOS TURNO HORÁRIO DIAS ENSINO FUNDAMENTAL 6º A 30 MANHÃ 07:30 ÀS 12:00 SEGUNDA A SEXTA FEIRA ENSINO FUNDAMENTAL 6º B 30 MANHÃ 07:30 ÀS 12:00 SEGUNDA A SEXTA FEIRA ENSINO FUNDAMENTAL 7º A 30 MANHÃ 07:30 ÀS 12:00 SEGUNDA A SEXTA FEIRA ENSINO FUNDAMENTAL 7º B 30 MANHÃ 07:30 ÀS 12:00 SEGUNDA A SEXTA FEIRA ENSINO FUNDAMENTAL 8º A 35 MANHÃ 07:30 ÀS 12:00 SEGUNDA A SEXTA FEIRA 12 ENSINO FUNDAMENTAL 8º B 35 MANHÃ 07:30 ÀS 12:00 SEGUNDA A SEXTA FEIRA ENSINO FUNDAMENTAL 9º A 30 MANHÃ 07:30 ÀS 12:00 SEGUNDA A SEXTA FEIRA ENSINO FUNDAMENTAL 9º B 30 MANHÃ 07:30 ÀS 12:00 SEGUNDA A SEXTA FEIRA ENSINO FUNDAMENTAL 9º C 30 MANHÃ 07:30 ÀS 12:00 SEGUNDA A SEXTA FEIRA ENSINO FUNDAMENTAL 6º C 30 TARDE 13:00 ÀS 17:30 SEGUNDA A SEXTA FEIRA ENSINO FUNDAMENTAL 6º D 30 TARDE 13:00 ÀS 17:30 SEGUNDA A SEXTA FEIRA ENSINO FUNDAMENTAL 6º E 30 TARDE 13:00 ÀS 17:30 SEGUNDA A SEXTA FEIRA ENSINO FUNDAMENTAL 7º C 30 TARDE 13:00 ÀS 17:30 SEGUNDA A SEXTA FEIRA ENSINO FUNDAMENTAL 7º D 30 TARDE 13:00 ÀS 17:30 SEGUNDA A SEXTA FEIRA ENSINO FUNDAMENTAL 7º E 30 TARDE 13:00 ÀS 17:30 SEGUNDA A SEXTA FEIRA ENSINO FUNDAMENTAL 8º C 30 TARDE 13:00 ÀS 17:30 SEGUNDA A SEXTA FEIRA ENSINO FUNDAMENTAL 8º D 30 TARDE 13:00 ÀS 17:30 SEGUNDA A SEXTA FEIRA ENSINO FUNDAMENTAL 8º E 30 TARDE 13:00 ÀS 17:30 SEGUNDA A SEXTA FEIRA ENSINO FUNDAMENTAL 9º D 30 TARDE 13:00 ÀS 17:30 SEGUNDA A SEXTA FEIRA ENSINO FUNDAMENTAL 6º F 20 NOITE 18:55 ÀS 23:05 SEGUNDA A SEXTA FEIRA ENSINO FUNDAMENTAL 7º F 20 NOITE 18:55 ÀS 23:05 SEGUNDA A SEXTA FEIRA ENSINO FUNDAMENTAL 8º F 30 NOITE 18:55 ÀS 23:05 SEGUNDA A SEXTA FEIRA ENSINO FUNDAMENTAL 9º E 30 NOITE 18:55 ÀS 23:05 SEGUNDA A SEXTA FEIRA ENSINO MÉDIO 1ª A 40 MANHÃ 07:30 ÀS 12:00 SEGUNDA A SEXTA FEIRA ENSINO MÉDIO 1ª B 40 MANHÃ 07:30 ÀS 12:00 SEGUNDA A SEXTA FEIRA ENSINO MÉDIO 1ª C 40 MANHÃ 07:30 ÀS 12:00 SEGUNDA A SEXTA FEIRA ENSINO MÉDIO 1ª D 40 MANHÃ 07:30 ÀS 12:00 SEGUNDA A SEXTA FEIRA ENSINO MÉDIO 1ª E 40 MANHÃ 07:30 ÀS 12:00 SEGUNDA A SEXTA FEIRA ENSINO MÉDIO 2ª A 35 MANHÃ 07:30 ÀS 12:00 SEGUNDA A SEXTA FEIRA ENSINO MÉDIO 2ª B 35 MANHÃ 07:30 ÀS 12:00 SEGUNDA A SEXTA FEIRA ENSINO MÉDIO 2ª C 35 MANHÃ 07:30 ÀS 12:00 SEGUNDA A SEXTA FEIRA ENSINO MÉDIO 3ª A 35 MANHÃ 07:30 ÀS 12:00 SEGUNDA A SEXTA FEIRA ENSINO MÉDIO 3ª B 40 MANHÃ 07:30 ÀS 12:00 SEGUNDA A SEXTA FEIRA ENSINO MÉDIO 1ª F 35 NOITE 18:55 ÀS 23:05 SEGUNDA A SEXTA FEIRA ENSINO MÉDIO 1ª G 35 NOITE 18:55 ÀS 23:05 SEGUNDA A SEXTA FEIRA ENSINO MÉDIO 2ª D 35 NOITE 18:55 ÀS 23:05 SEGUNDA A SEXTA FEIRA ENSINO MÉDIO 2ª E 35 NOITE 18:55 ÀS 23:05 SEGUNDA A SEXTA FEIRA ENSINO MÉDIO 3ª C 40 NOITE 18:55 ÀS 23:05 SEGUNDA A SEXTA FEIRA ENS. PROFISSIONAL – Curso Técnico em Recursos Humanos subsequente 1º sem. A 35 NOITE 18:55 ÀS 23:05 SEGUNDA A SEXTA FEIRA ENS. PROFISSIONAL – Curso Técnico em Vendas - subsequente 1º sem. A 35 NOITE 18:55 ÀS 23:05 SEGUNDA A SEXTA FEIRA CELEM ESPANHOL 1ª A 25 INTERMEDIÁRIO DA TARDE 17:30 ÀS 19:10 SEGUNDA E QUINTA-FEIRA 17:30 ÀS 19:10 SEGUNDA E QUINTA-FEIRA CELEM ESPANHOL 1ª B 25 INTERMEDIÁRIO DA TARDE CELEM ESPANHOL 2ª A 20 NOITE 19:10 ÀS 20:50 SEGUNDA E QUINTA-FEIRA CELEM ESPANHOL 3ª A 20 NOITE 19:10 ÀS 20:50 SEGUNDA E QUINTA-FEIRA APOIO 6º PORTUGUÊS MANHÃ 09:10 ÀS 11:10 TERÇA E QUINTA-FEIRA APOIO 6º MATEMÁTICA MANHÃ 07:30 ÀS 09:10 TERÇA E QUINTA-FEIRA APOIO 9º PORTUGUÊS MANHÃ 09:10 ÀS 11:10 SEGUNDA E QUARTA-FEIRA APOIO 9º MATEMÁTICA MANHÃ 09:10 ÀS 11:10 SEGUNDA E QUARTA-FEIRA APOIO 6º PORTUGUÊS TARDE 13:50 ÀS 15:30 TERÇA E QUINTA-FEIRA APOIO 6º MATEMÁTICA TARDE 13:45 ÀS 17:25 TERÇA E QUINTA-FEIRA 13 APOIO 9º PORTUGUÊS TARDE 13:50 ÀS 15:30 SEGUNDA E QUARTA-FEIRA APOIO 9º MATEMÁTICA TARDE 15:45 ÀS 17:25 SEGUNDA E QUARTA-FEIRA RELAÇÃO DE RECURSOS HUMANOS DA INSTITUIÇÃO NOME CARGO VÍNCULO FUNÇÃO NÍVEL DE ESCOLARID. EDUARDO SEBASTIÃO RIBEIRO PROFESSOR QPM DIRETOR LICENCIATURA PLENA RODRIGO FERNANDES DA COSTA PROFESSOR QPM/SC02 DIRETOR AUXILIAR LICENCIATURA PLENA HELENA HATSUE KAKITANI PROFESSORA QPM/SC02 SECRETÁRIA LICENCIATURA PLENA ANA MARIA DE OLIVEIRA REZENDE PEDAGOGA QPM EQUIPE PEDAGÓGICA LICENCIATURA PLENA CLEIDE JORGE TINI PEDAGOGA QPM EQUIPE PEDAGÓGICA LICENCIATURA PLENA DEVONETE BEATRIZ ALVES PROFESSOR DA LEI 15308/06 QPM EQUIPE PEDAGÓGICA LICENCIATURA PLENA EDINALVA RODRIGUES PROFESSOR DA LEI 15308/06 QPM EQUIPE PEDAGÓGICA LICENCIATURA PLENA ELY DAS GRAÇAS MARQUETTI PROFESSOR DA LEI 15308/06 QPM EQUIPE PEDAGÓGICA LICENCIATURA PLENA FABIANE PROENÇA PEDAGOGA QPM EQUIPE PEDAGÓGICA LICENCIATURA PLENA JOSÉ CARLOS CHIGUEO TSURU PROFESSOR DISCIPLINA TÉCNICA QUP EQUIPE PEDAGÓGICA LICENCIATURA PLENA MARLI FORTUNATO GOMES ZULIN PEDAGOGA QPM EQUIPE PEDAGÓGICA LICENCIATURA PLENA RITA DE CASSIA SQUIZZATO PEDAGOGA QPM EQUIPE PEDAGÓGICA LICENCIATURA PLENA VANDIRA DE LIMA BASSANI PROFESSOR DA LEI 15308/06 QPM EQUIPE PEDAGÓGICA LICENCIATURA PLENA ALCIMEIRE DE MATOS ZANUTTO AGENTE EDUCACIONAL II QFEB TEC.ADM. (SECRETARIA) LICENCIATURA PLENA JULIANA AUGUSTA JANUNCIO AGENTE EDUCACIONAL II QFEB TEC. ADM. (SECRETARIA) LICENCIATURA PLENA MAURO SERGIO BERTOLA AGENTE EDUCACIONAL II QFEB TEC.ADM. (SECRETARIA) LICENCIATURA PLENA SUZANA DE ÁVILA ANDRADE AGENTE EDUCACIONAL II QFEB TEC. ADM. (SECRETARIA) LICENCIATURA PLENA ZENILDA MARIA AP. B. GONÇALVES AGENTE EDUCACIONAL II QFEB TEC. ADM. (SECRETARIA) LICENCIATURA PLENA ANDREIA CRISTINA VIEIRA AGENTE EDUCACIONAL II QFEB AS. DE EX. (LABORATORISTA) LICENCIATURA PLENA AMAURI MILANI AUXILIAR DE SERVIÇOS GERAIS READ A.S.G. LICENCIATURA PLENA ANA BORGES DE SOUZA AGENTE EDUCACIONAL I INSPETORA DE ALUNO ENSINO MÉDIO CELINA MARIA DE JESUS DA SILVA AUXILIAR DE SERVIÇOS GERAIS CLAD A.S.G. ENSINO FUNDAMENTAL CLARICE DA SILVA GUISLERI AGENTE EDUCACIONAL I QFEB MERENDEIRA ENSINO MÉDIO ESTER FERNANDES PAULETI AGENTE EDUCACIONAL I QFEB AUXILIAR DE BIBLIOTECA ENSINO MÉDIO IEDA APARECIDA T. DOS SANTOS AUXILIAR DE SERVIÇOS GERAIS READ A.S.G. ENSINO MÉDIO IRACY SBIZERA DOS SANTOS AGENTE EDUCACIONAL I QFEB A.S.G. ENSINO MÉDIO MARIA AP. DA SILVA SARAIVA AGENTE EDUCACIONAL I QFEB A.S.G. ENSINO MÉDIO MARTA SOARES DE OLIVEIRA AGENTE EDUCACIONAL I QFEB A.S.G. ENSINO MÉDIO RAIMUNDA FAUSTINO AUXILIAR DE SERVIÇOS GERAIS CLAD A.S.G. ENSINO FUNDAMENTAL SEVERINA APARECIDA DA SILVA AUXILIAR DE SERVIÇOS GERAIS QFEB A.S.G. (MERENDEIRA) ENSINO SUPERIOR WESLEI MURBACH DE MATOS AGENTE EDUCACIONAL II QFEB T. A. (ADM LOCAL E BIBLIOT.) ENSINO MÉDIO ADRIANA CRISTINA BALBINO PROFESSORA REPR PROFESSORA LICENCIATURA PLENA ALEXANDRE COUTO PROFESSORA REPR PROFESSORA LICENCIATURA PLENA ANDREIA JARDIM TAVARES PROFESSORA SC02 PROFESSORA LICENCIATURA PLENA ANGELA CRISTINA B.C. PEREIRA PROFESSORA REPR PROFESSORA LICENCIATURA PLENA ANGELITA XAVIER DOS SANTOS PROFESSORA REPR PROFESSORA LICENCIATURA PLENA ANTONIO NILSON ALVES VIANA PROFESSOR REPR INTÉRPRETE DE LIBRAS LICENCIATURA PLENA CARLA GISELLE A. MEIRELES PROFESSORA SC02 PROFESSORA LICENCIATURA PLENA CARLOS GILBERTO PAULETTI PROFESSOR QPM PROFESSOR LICENCIATURA PLENA QFEB 14 CIRLENE DE FÁTIMA ALVES PROFESSORA SC02 PROFESSORA LICENCIATURA PLENA CLARICE CASTRO DE SOUZA PROFESSORA QPM/SC02 PROFESSORA LICENCIATURA PLENA CLAUDIA REJIANE C. ARCHANJO PROFESSORA REPR PROFESSORA LICENCIATURA PLENA CRISTINA AP.LEANDRO DA FONSECA PROFESSORA QPM PROFESSORA LICENCIATURA PLENA DANIEL FRANZ LARA CESARIO PROFESSOR REPR PROFESSOR LICENCIATURA PLENA DURVALINO BILIATTO PROFESSOR QPM PROFESSOR LICENCIATURA PLENA EDIMAR OVANI PROFESSOR REPR PROFESSOR LICENCIATURA PLENA EDINEIA FELIX PROFESSORA REPR PROFESSORA LICENCIATURA PLENA ELIANE DOS SANTOS ZEFA PROFESSORA REPR PROFESSORA LICENCIATURA PLENA ELIANE LUIZA DE AGUIAR PROFESSORA QPM/SC02 PROFESSORA LICENCIATURA PLENA ELIZABETH DE FÁTIMA Z. DOMUCI PROFESSORA QPM PROFESSORA LICENCIATURA PLENA ERICA DA SILVA PROFESSORA REPR PROFESSORA LICENCIATURA PLENA ERICKA PIGNONI PROFESSORA REPR PROFESSORA LICENCIATURA PLENA FABIA VALERIA DOMINGUES PROFESSORA QPM PROFESSORA LICENCIATURA PLENA FABIO JUNIOR PISSINATI PROFESSOR QPM/SC02 PROFESSOR LICENCIATURA PLENA FERNANDA BERNAL MARTINS PROFESSORA REPR PROFESSORA LICENCIATURA PLENA GEISIANA MENDES VIANA PROFESSORA QPM/SC02 PROFESSORA LICENCIATURA PLENA HELENA APARECIDA MACIA PROFESSORA QPM/SC02 PROFESSORA LICENCIATURA PLENA HELOISA EMILIA M. DE NOBREGA PROFESSORA QPM PROFESSORA LICENCIATURA PLENA INES MORENO BATISTA PROFESSORA REPR PROFESSORA LICENCIATURA PLENA ISMAEL RIBEIRO DA SILVA PROFESSOR QPM PROFESSOR LICENCIATURA PLENA IVAN GOMES HARTMANN PROFESSOR QPM PROFESSOR LICENCIATURA PLENA IVANETE TAIATELE PROFESSORA QPM PROFESSOR LICENCIATURA PLENA JANAINA CLOSS S. BARROSO PROFESSORA QPM PROFESSORA LICENCIATURA PLENA JOSÉ GONÇALVES DA F. NETO PROFESSOR REPR PROFESSOR LICENCIATURA PLENA JOSIANE APARECIDA BRESSAN PROFESSORA SC02 PROFESSORA LICENCIATURA PLENA JOSILENE DE PAIVA KANASHIRO PROFESSORA SC02 PROFESSORA LICENCIATURA PLENA JOSYANNIE SOUZA SANTOS PROFESSORA REPR PROFESSORA LICENCIATURA PLENA KARINA BOTELHO LOURENÇO PROFESSORA QPM/SC02 PROFESSORA LICENCIATURA PLENA KLEBER DE MARCHI PROFESSOR SC02 PROFESSOR LICENCIATURA PLENA LEILA CARVALHO MORAES ROSSI PROFESSORA QPM/SC02 PROFESSORA LICENCIATURA PLENA LETICIA GONÇALVES LEITE PROFESSORA QPM/SC02 PROFESSORA LICENCIATURA PLENA LIDIANE ROMAGNOLO PROFESSORA REPR PROFESSORA LICENCIATURA PLENA LIGIA CARLA TEIXEIRA PROFESSORA QPM/SC02 PROFESSORA LICENCIATURA PLENA LUCIA HELENA VIEIRA PROFESSORA QPM PROFESSORA LICENCIATURA PLENA LUCIANA CRISTINA DE OLIVEIRA PROFESSORA QPM/SC02 PROFESSORA LICENCIATURA PLENA LUCIANA PAVÃO PROFESSORA QPM/SC02 PROFESSORA LICENCIATURA PLENA LUCILENA APARECIDA DOMINGUES PROFESSORA QPM/SC02 PROFESSORA LICENCIATURA PLENA MARCIA SPLENDOR BATISTA PROFESSORA QPM PROFESSORA LICENCIATURA PLENA MARCIO AGUIAR DE OLIVEIRA PROFESSOR QPM PROFESSOR LICENCIATURA PLENA MARIA APARECIDA DE ABREU PROFESSORA QPM PROFESSORA LICENCIATURA PLENA MARISA BALARINI PROFESSORA REPR PROFESSORA LICENCIATURA PLENA MARLENE TAROSSO PROFESSORA QPM PROFESSORA LICENCIATURA PLENA MARTA DOS SANTOS PROFESSORA QPM PROFESSORA LICENCIATURA PLENA MICHELE FERNANDES DA COSTA PROFESSORA REPR PROFESSORA LICENCIATURA PLENA MICHELLY MARIA MORAIS PROFESSORA REPR PROFESSORA LICENCIATURA PLENA MONICA PRISCILA DE A. ASSUNÇÃO PROFESSORA REPR PROFESSORA LICENCIATURA PLENA NARA DE OLIVEIRA BUTURE PROFESSORA QPM PROFESSORA LICENCIATURA PLENA NEIDE DOMOCI PROFESSORA QPM/SC02 PROFESSORA LICENCIATURA PLENA NILDA RAIMUNDO DE OLIVEIRA PROFESSORA QPM/SC02 PROFESSORA LICENCIATURA PLENA NORANEI PEREIRA PROFESSORA QPM/SC02 PROFESSORA LICENCIATURA PLENA ROSA MARIA TOLEDO PROFESSORA QPM/SC02 PROFESSORA LICENCIATURA PLENA ROSE PAULA DE JESUS JOSE PROFESSORA REPR PROFESSORA LICENCIATURA PLENA SERGIO ALVES DA SILVA PROFESSOR QPM/SC02 PROFESSOR LICENCIATURA PLENA SOLANGE DE OLIVEIRA BATISTA PROFESSORA SC02 PROFESSORA LICENCIATURA PLENA TALITA VIGO LONGHI PROFESSORA REPR PROFESSORA LICENCIATURA PLENA 15 VALDIR P.DOS SANTOS JUNIOR PROFESSORA REPR PROFESSORA LICENCIATURA PLENA VANIA MARILDA PAVÃO PROFESSORA QPM/SC02 PROFESSORA LICENCIATURA PLENA WLADIMIR TENORIO ARAUJO PROFESSOR REPR PROFESSOR LICENCIATURA PLENA MATRIZ CURRICULAR DO ENSINO FUNDAMENTAL NRE. 18 – LONDRINA MUNICÍPIO: 0990 – IBIPORÃ ESTABELECIMENTO: 00066 – UNIDADE POLO COLÉGIO ESTADUAL – ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO ENDEREÇO: AV. ENGENHEIRO FRANCISCO GUTIERREZ BELTRÃO, 1005 TELEFONE: (43) 3258-2524 ENTIDADE MANTENEDORA: GOVERNO DO ESTADO DO PARANÁ CURSO: 4039 ENSINO FUNDAMENTAL 6º / 9º ano TURNO: MANHÃ MÓDULO: 40 SEMANAS ANO DE IMPLANTAÇÃO: 2012 FORMA: SIMULTÂNEA DISCIPLINAS BNC BNC PD PD / ANOS 6º 7º 8º 9º ARTE 2 2 3 2 CIÊNCIAS 3 3 3 4 EDUCAÇÃO FÍSICA 3 3 2 2 ENSINO RELIGIOSO * 1 1 GEOGRAFIA 3 3 3 4 HISTÓRIA 3 3 4 3 LÍNGUA PORTUGUESA 4 4 4 4 MATEMÁTICA 4 4 4 4 23 23 23 23 2 2 2 2 SUB-TOTAL 2 2 2 2 TOTAL GERAL 25 25 25 25 SUB-TOTAL L.E.M. – INGLÊS 16 MATRIZ CURRICULAR DO ENSINO FUNDAMENTAL NRE. 18 – LONDRINA MUNICÍPIO: 0990 – IBIPORÃ ESTABELECIMENTO: 00066 – UNIDADE POLO C.E. - E.FUND.E MÉDIO ENDEREÇO: AV. ENGENHEIRO FRANCISCO GUTIERREZ BELTRÃO, 1005 TELEFONE: (43) 3258-2524 ENTIDADE MANTENEDORA: GOVERNO DO ESTADO DO PARANÁ CURSO: 4039 ENSINO FUNDAMENTAL 6º / 9º ano TURNO: TARDE MÓDULO: 40 SEMANAS ANO DE IMPLANTAÇÃO: 2012 FORMA: SIMULTÂNEA DISCIPLINAS BNC BNC PD PD / ANOS 6º 7º 8º 9º ARTE 2 2 3 2 CIÊNCIAS 3 3 3 4 EDUCAÇÃO FÍSICA 3 3 2 2 ENSINO RELIGIOSO * 1 1 GEOGRAFIA 3 3 3 4 HISTÓRIA 3 3 4 3 LÍNGUA PORTUGUESA 4 4 4 4 MATEMÁTICA 4 4 4 4 23 23 23 23 2 2 2 2 SUB-TOTAL 2 2 2 2 TOTAL GERAL 25 25 25 25 SUB-TOTAL L.E.M. – INGLÊS 17 MATRIZ CURRICULAR DO ENSINO FUNDAMENTAL NRE. 18 – LONDRINA MUNICÍPIO: 0990 – IBIPORÃ ESTABELECIMENTO: 00066 – UNIDADE POLO C.E. - E.FUND.E MÉDIO ENDEREÇO: AV. ENGENHEIRO FRANCISCO GUTIERREZ BELTRÃO, 1005 TELEFONE: (43) 3258-2524 ENTIDADE MANTENEDORA: GOVERNO DO ESTADO DO PARANÁ CURSO: 4039 ENSINO FUNDAMENTAL 6º / 9º ano TURNO: NOITE MÓDULO: 40 SEMANAS ANO DE IMPLANTAÇÃO: 2012 FORMA: SIMULTÂNEA DISCIPLINAS BNC BNC PD PD / ANOS 6º 7º 8º 9º ARTE 2 2 3 2 CIÊNCIAS 3 3 3 4 EDUCAÇÃO FÍSICA 3 3 3 3 ENSINO RELIGIOSO * 1 1 GEOGRAFIA 4 3 3 3 HISTÓRIA 3 4 3 3 LÍNGUA PORTUGUESA 4 4 4 4 MATEMÁTICA 4 4 4 4 24 24 23 23 2 2 2 2 SUB-TOTAL 2 2 2 2 TOTAL GERAL 26 26 25 25 SUB-TOTAL L.E.M. – INGLÊS 18 MATRIZ CURRICULAR ENSINO MÉDIO 19 MATRIZ CURRICULAR ENSINO MÉDIO 20 21 CALENDÁRIO ESCOLAR – 2011 Estabelecimento: Colégio Estadual Unidade Polo - Ensino Fundamental e Médio Município: Ibiporã - PR Ens. Fundamental - Turno: Matutino (7h30' às 12h) Vespertino (13h às 17h30") Noturno (18h55' às 23h05') Ensino Médio - Turno: Matutino (07h30' às 12h) Noturno (18h55' às 23h05') Considerados como dias letivos: Formação Continuada (06 dias); Replanejamento (01 dia); Reuniões Pedagógicas (03 dias) - Delib. 02/02 - CEE Janeiro D S 2 9 16 23 30 Fevereiro T Q Q S 3 4 10 11 17 18 24 25 31 5 12 19 26 6 13 20 27 7 14 21 28 S 1 8 15 22 29 D S 6 13 20 27 7 14 21 28 T 1 8 15 22 1 Dia Mundial da Paz Abril D S T Q Q 3 4 5 10 11 12 17 18 19 24 25 26 6 13 20 27 7 14 21 28 S T 3 4 5 10 11 12 17 18 19 24 25 26 31 S 1 8 15 22 29 S 2 9 16 23 30 19 dias S 2 9 16 23 30 Q 7 14 21 28 S 1 8 15 22 29 S 2 9 16 23 30 18 dias D 1 8 15 22 29 S 2 9 16 23 30 T 3 10 17 24 31 Q 4 11 18 25 D S 6 13 20 27 7 14 21 28 D 3 dias 8 dias 7 14 21 28 S 1 8 15 22 29 T 2 9 16 23 30 Q 3 10 17 24 31 Q Q S S 3 4 10 11 17 18 24 25 31 5 12 19 26 6 13 20 27 7 14 21 28 1 8 15 22 29 12 N. S. Aparecida 15 Dia do Professor 22 OBMEP - 2ª fase 1 dia 4 dias 1 dia 1º Sem. 2º Sem. 100 dias letivos 100 dias letivos Total 200 dias letivos 19 dias T 1 8 15 22 29 Q 2 9 16 23 30 Q 3 10 17 24 31 S 4 11 18 25 S 5 12 19 26 Q 2 9 16 23 30 S 3 10 17 24 S 4 11 18 25 S 2 9 16 23 30 S 3 10 17 24 Q 5 12 19 26 S 6 13 20 27 S 7 14 21 28 20 dias D S T 5 12 19 26 6 13 20 27 7 14 21 28 Q 1 8 15 22 29 20 dias 23 Corpus Christi Setembro Q 4 11 18 25 S 5 12 19 26 S 6 13 20 27 23 dias D S T Q 4 11 18 25 5 12 19 26 6 13 20 27 7 14 21 28 Q 1 8 15 22 29 21 dias 7 Independência Dezembro D S T Q Q S S 6 13 20 27 7 14 21 28 1 8 15 22 29 2 9 16 23 30 3 10 17 24 4 11 18 25 5 12 19 26 18 dias D S T Q Q S S 4 11 18 25 5 12 19 26 6 13 20 27 7 14 21 28 1 8 15 22 29 2 9 16 23 30 3 10 17 24 31 2 Finados 15 Proclamação da República 20 Dia Nacional da Consciência Negra 19 Emancipação Política do PR 25 Natal Férias Discentes Janeiro 31 Fevereiro 7 Férias/Recesso/Docentes Janeiro/férias 30 Jan/julho/recesso 14 Julho 18 dez/recesso 13 dezembro Total 13 69 outros recessos total 3 60 Início/Término Planejamento e Replanejamento Férias Recesso Formação Continuada 20 dias 7 e 8 Carnaval Junho 7 Dia Funcionário de Escola 16 OBMEP - 1ª fase Novembro T Feriado Municipal Conselho de Classe Reunião Pedagógica S 5 12 19 26 31 feriado municipal Agosto Outubro D Março S 4 11 18 25 1 Dia do Trabalho Q 6 13 20 27 Q 3 10 17 24 Maio 21 Tiradentes 22 Paixão Julho D Q 2 9 16 23 Reunião Pedagógica Conselho de Classe Semana Cultural Dia da Consciência Negra Feriado Ibiporã-Pr, 17 de novembro de 2010. 11 dias 22 CONDIÇÕES FÍSICAS E MATERIAIS Como o prédio do Colégio Estadual Unidade Polo foi inaugurado no ano de 1975, as condições estruturais apresentam alguns comprometimentos: instalações elétricas com superaquecimento e risco de curto-circuito; a drenagem precária das águas pluviais; mobiliário antigo e pequenas inadequações quanto às rampas, banheiros, áreas cobertas, entre outros. Destacamos que desde 2002, com a municipalização do Ensino Fundamental – Anos Iniciais, o colégio divide o espaço físico com a Escola Municipal Helena Hatsue Kakitani, como também alguns equipamentos em comum acordo. Os ambientes mesmo necessitando de adequações e melhorias contribuem para o real cumprimento da Proposta Pedagógica Curricular. Sendo 19 salas de aula com TV pendrive; 2 Laboratórios de Informática equipados (Paraná Digital e PROINFO); Laboratório de Ciências bem equipado (lista de materiais em anexo) com agente de execução que contribui para as práticas nas aulas de Biologia, Ciências, Química, Física, Geografia e Matemática; Quadra completa coberta, quadra de vôlei sem cobertura, mini pista de atletismo com caixa de salto; espaço destinado à horta escolar; cantina comercial; cozinha equipada com amplo refeitório, Biblioteca Escolar com aproximadamente 3000 livros de diversos títulos (lista em anexo) e Dvdteca com 201 títulos diversos. Há materiais didáticos diversos à disposição na equipe pedagógica, como jogos educativos, quebra-cabeças de mapas, sistema solar, fantoches, sólidos geométricos, material esportivo, réguas diversas, além dos materiais de consumo que sempre estão à disposição para as práticas pedagógicas e são adquiridos conforme necessidade dos professores. Os materiais esportivos estão dispostos na sala de almoxarifado de Educação Física como mesa de pingue-pongue, cones, cordas, balança, réguas de medida, petecas, bolas diversas, colchonetes, tabuleiros de xadrez, dama e trilha, rádio, entre outros. Para as aulas de dança existe um espelho instalado no refeitório. Todo material eletrônico está a disposição na secretaria como rádios, videocassete, DVD, retroprojetores, projetor multimídia, notebook e máquina de braille para a aluna cega. A adequação de alguns ambientes ocorre conforme a necessidade de práticas pedagógicas (atividades complementares, sala de apoio, projetos, etc.) e dos alunos alunos com necessidades especiais, rampas foram construídas, corrimão nas escadas e um trecho de piso tatil. Além disso, foi adquirido e recebido alguns materiais para a aluna com necessidade educacional especial (visual) computador portátil com programa especializado para cegos, máquina de braille, sorobam, jogos e mapas específicos, além de um pequeno 23 acervo bibliográfico em braille. Todos os materiais pedagógicos estão à disposição dos professores para as suas práticas pedagógicas, porém isto exige organização e planejamento prévio das atividades. As quadras são utilizadas com um quadro de rodízio entre os professores, os laboratórios são dispostos com agendamento prévio, os materiais são utilizados com controle de uso. Tal organização é necessária para o real atendimento da demanda escolar, pois alguns materiais estão dispostos em quantidade para o uso de uma turma por vez. PRINCÍPIOS DIDÁTICO-PEDAGÓGICOS DO ESTABELECIMENTO DE ENSINO Vivemos tempos de rápidas mudanças, descobertas e progressos científicos. Faz-se necessário, portanto, uma reflexão sobre o papel fundamental da Educação e da Escola na formação do ser humano. Formar o ser humano plenamente, como sujeito, cidadão consciente e atuante deverá ser a principal tarefa da escola. A nossa vida é um constante aprendizado. Na escola, aprendemos a viver. Se, efetivamente, aspiramos a uma sociedade justa, igualitária e democrática, necessariamente, devemos exercitar estes princípios no cotidiano da escola. A escola deve ser um espaço de vivência e de discussão dos referenciais éticos, com base para a construção de uma cidadania integral. Fundamentar a educação na concepção do humanismo e da coletividade é o propósito desta escola e os valores como justiça, solidariedade e integridade serão trabalhados afim de promover um cidadão capaz de exercer sua função social. É missão e compromisso desta escola, portanto, formar cidadãos responsáveis para assumir seu papel na sociedade e propiciar condições para que os indivíduos saibam e desejem assumir o seu próprio crescimento e dos que o rodeiam, preparando-os para a vida. Desta forma, convocamos todos para praticarmos juntos a ousadia da mudança, que vai desde as relações no interior da sala de aula perpassando por toda a escola: professores, funcionários, direção, equipe pedagógica, alunos, pais em busca de: uma gestão democrática, currículo funcional e por políticas públicas definidas, interligadas e construídas coletivamente. A democratização da gestão do sistema educativo e da escola é um princípio articulado ao caráter público desta atividade, que deve ser mantida pelo Estado e que este, também, precisa ser democratizado. 24 OBJETIVOS GERAIS DO ESTABELECIMENTO DE ENSINO São nossos objetivos gerais: • Expressar claramente os objetivos e valores assumidos no coletivo, contemplando as necessidades e prioridades do colégio; • Implementar ações na busca da unidade e da coletividade na gestão democrática; • Possibilitar a formação de uma consciência social responsável no sentido de desenvolver, em cada aluno, o solidarismo e a lealdade, bem como sua capacidade crítica, criativa e comunicativa; • Socializar os conhecimentos científicos, literários e artísticos acumulados pela humanidade. OBJETIVOS ESPECÍFICOS • Colaborar na formulação de propostas de intervenção pedagógica voltadas para a reorganização do trabalho escolar, tendo em vista o progresso e sucesso de todos os alunos da escola; • Possibilitar o uso pedagógico das novas tecnologias de informação e de comunicação, na ação docente; • Subsidiar a elaboração e execução de projetos, comprometendo-se com o desenvolvimento profissional, com a ampliação do horizonte cultural e a formação permanente dos docentes; • Refletir sobre a prática docente, de forma a aprimorá-la, avaliando os resultados obtidos e sistematizando conclusões a respeito. • Possibilitar uma formação pedagógica e social, de forma que o aluno possa atuar como cidadão e como profissional consciente e responsável, pautando-se por princípios da ética democrática, dignidade, respeito mútuo, justiça, participação, responsabilidade, diálogo e solidariedade; • Favorecer a participação da comunidade na gestão democrática da escola, integrando as diversas associações existentes (APMF, Conselho Escolar e Grêmio Estudantil), buscando caminhos para resoluções de problemas; • Contribuir para a construção de uma sociedade justa, democrática, fraterna e sustentável; • Favorecer às reflexões e a busca de informações para a compreensão do significado e da importância da qualidade na educação democrática do ensino público; • Superar as imposições ou disputas de vontades individuais oportunizando a toda a comunidade escolar a vivência da construção e participação de todos na gestão democrática. • 25 Garantir a formação profissional que não se esgota na conquista de um certificado ou diploma estabelecendo a educação continuada, permanente, como forma de atualizar, especializar e aperfeiçoar jovens e adultos em seus conhecimentos tecnológicos. IDENTIDADE E METAS Para efetivarmos a identidade e fazermos o levantamento das metas do colégio, utilizamos o período destinado as reuniões pedagógicas, previstas em calendário escolar. Neste momento, a comunidade escolar promoveu um amplo debate sobre a real situação da escola no contexto social, analisando a escola que temos, em busca da escola que queremos. Nesta perspectiva, pontuamos como a sociedade, a cultura, o trabalho, a tecnologia, a cidadania, o conhecimento, a infância e a adolescência articulam-se com as concepções de ensino-aprendizagem e de avaliação. Para uma educação, que tem como foco o ser humano, é conveniente começar por uma reflexão sobre a realidade humana, procurando descobrir seus anseios, suas exigências, relacionando–as com a situação concreta do homem contemporâneo. A idéia de igualdade entre os homens começou a tomar corpo na modernidade e, até hoje, o homem continua aspirando por essa igualdade. Se em épocas anteriores a abundância não existia, hoje a sociedade sabe que a produção, pela técnica, foi além das expectativas do século passado. O problema deste momento é o próprio homem se inserir na sociedade. Estamos vivendo a era da globalização. Momento que deveria ser rico, pois, estreita a comunicação entre os homens por meio do avanço das tecnologias. No entanto, o que se percebe é que este processo, gestado pelo capitalismo, é mais um mecanismo de exclusão, ou seja, só se insere quem avança tecnologicamente, os demais ficam na condição de meros usuários ou apenas expectadores. As desigualdades estão ligadas à condição econômica e ao trabalho. Partilhamos da mesma sociedade, mas cada um vive conforme o salário que é remunerado. Somos sócios da mesma realidade, entretanto existem sócios majoritários e minoritários: os que possuem em excesso e aqueles que vivem em situação de indigência. Esta é a sociedade dividida, categoricamente, em classes que nomina e hierarquiza as pessoas de acordo com a quantidade de bens materiais que possuem. Vivemos numa sociedade capitalista, nela tudo é hierarquizado, as diferenças étnicas e culturais são transformadas em desigualdades, consequentemente, o abismo entre ricos e pobres só tente a se alargar. Os diferentes modos de vida que se organizam no meio rural e urbano, como: as infâncias, pessoas com necessidades educativas especiais, culturas femininas e juvenis, os 26 idosos, negros, caboclos, quilombolas, índios, entre outras minorias, sempre tiverem suas histórias ausentes dos conteúdos e inadequados aos currículos escolares. Desta forma, muitos talentos são ocultados, muitas histórias são apagadas, muitos cidadãos são impossibilitados de transformarem sua situação social, não apenas pela falta de oportunidade, mas principalmente porque a escola insiste em tratar como iguais pessoas diferentes. Parafraseando, Saviani (1995), afirma que a escola nunca foi tão excludente quando quis reconhecer como iguais essas inúmeras diferenças. Em uma mesma sala de aula, são reunidos estudantes de gêneros, religiosidades, etnias, culturas, trajetórias de vida, saberes acumulados, experiências vividas, temporalidade, concepções e outras infinitas particularidades, essa diversidade de sujeitos implica práticas pedagógicas que, evidentemente, não podem ser a mesma para todos. Alguns até conseguem aprender conforme os ditames dos padrões didáticos hegemônicos, mas uma infinidade de sujeitos necessitam de suportes didático-pedagógicos diferenciados, já que essas diferenças devem ser levadas em consideração no processo de ensinoaprendizagem. Outro fator agravante é que a escola ao longo da história distanciou-se de seu papel de ensinar e garantir o conhecimento. Ao tratar do papel da escola básica, Saviani (1995) parte do seguinte pressuposto: a escola é uma instituição cujo papel consiste na socialização do saber sistematizado. O autor afirma ainda que é a exigência de apropriação do conhecimento sistematizado por parte das novas gerações que torna necessária a existência da escola. Faz-se de tudo na escola, encontrou-se tempo para toda espécie de comemoração e pouco tempo foi destinado ao processo de elaboração dos saberes sistematizados. Perdeu-se de vista a distinção entre o que é principal e o que é secundário dentro da escola e não se pode esquecer que pela mediação da escola, dá-se a passagem do saber espontâneo para o saber sistematizado, da cultura popular à cultura erudita. Tratase de um movimento dialético, isto é, a ação escolar permite que acrescente novas determinações que enriquecem as anteriores, e estas, portanto de forma alguma são excluídas. Procuramos olhar e agir, buscando dar identidade à nossa escola, construindo uma filosofia de acordo com a nossa realidade, propondo uma melhor e maior articulação entre os diversos segmentos da comunidade escolar, para ter êxito o processo ensino e aprendizagem. PROPOSTA DE ARTICULAÇÃO NAS DIFERENTES MODALIDADES DE ENSINO 27 A articulação entre as diferentes modalidades de ensino obedece a uma sequencialidade progressiva, conferindo a cada etapa a função de completar, aprofundar e alargar a etapa anterior, numa perspectiva de unidade global do ensino básico, integrandose os objetivos específicos de cada etapa nos objetivos gerais do ensino básico, de acordo com o desenvolvimento etário correspondente, tendo em atenção as seguintes particularidades: • Anos Iniciais do Ensino Fundamental (1º ao 5º ano), trabalha-se o desenvolvimento da linguagem oral, a iniciação e progressivo domínio da leitura e da escrita, das noções essenciais da aritmética e do cálculo, do meio físico e social e das expressões plásticas, dramáticas, musicais e motoras; • Anos Finais do Ensino Fundamental (6º ao 9º ano), o trabalho está voltado para a formação humanística, artística, física e desportiva, científica e tecnológica, visando habilitar os alunos a assimilar e interpretar crítica e criativamente a informação, de modo a possibilitar a aquisição de métodos e instrumentos de trabalho e de conhecimento que permitam o prosseguimento da sua formação, numa perspectiva do desenvolvimento de atitudes ativas e conscientes perante a comunidade e os seus problemas mais importantes; • Ensino Médio, é pautado na aquisição sistemática e diferenciada da cultura moderna, nas suas dimensões humanística, literária, artística, física e desportiva, científica e tecnológica, indispensável ao prosseguimento de estudos, bem como a orientação escolar e profissional que faculte a opção de formação subsequente ou de inserção na vida social mais ampla, com respeito a realização autonoma da pessoa humana. Portanto, no Ensino Fundamental, do 6º ao 9º ano é proporcionado ao aluno o desenvolvimento da capacidade de aprender, de adquirir conhecimentos e habilidades, de formar atitudes e valores, de compreender conceitos básicos sobre: o ambiente natural e social, o sistema político, a tecnologia, as artes e os valores em que se fundamenta a sociedade. Estes conhecimentos são fundamentais para que no Ensino Médio o aluno possa desenvolver a compreensão dos fundamentos científicos e tecnológicos dos processos produtivos, do significado da ciência, das letras e das artes, do processo histórico de transformação da sociedade e da cultura. EDUCAÇÃO INCLUSIVA 28 A educação inclusiva é um processo em que se amplia a participação de todos os estudantes nos estabelecimentos de ensino regular. Trata-se de uma reestruturação da cultura, da prática e das políticas vivenciadas nas escolas de modo que estas respondam à diversidade de alunos. É uma abordagem humanística, que percebe o sujeito e suas singularidades, tendo como objetivo o crescimento, a satisfação pessoal e a inserção social de todos. Inclusão e diversidade são temas que povoam as discussões na área educacional na última década. Embora haja uma estreita relação entre as duas temáticas não significa que, ao se discutir a inclusão na educação, sejam realizados na sociedade, debates sobre a diversidade de grupos que se encontram à margem do processo social, expropriados dos direitos que são garantidos por lei, a todos os cidadãos, independente de suas diferenças individuais. As políticas da SEED têm como alvo, todos os grupos que sofreram exclusão física ou simbólica, ao longo da história, reconhecendo seus direitos sociais como é o caso dos moradores do campo e das regiões ribeirinhas, de pescadores e ilhéus, das populações indígenas, dos jovens e adultos que não tiveram acesso à escolarização em idade própria, dos grupos afro-descendentes, dos jovens e adultos impedidos de frequentar a escola em virtude de tratamento ou internamento médico-hospitalar, às crianças e jovens que, por inúmeros motivos, se evadem da escola, das pessoas que apresentam necessidades especiais, oriundas ou não de deficiências. Cabe ao Estado democrático, por meio da implementação de políticas públicas, enfrentar as desigualdades sociais e promover o reconhecimento político e a valorização dos traços e especificidades culturais que caracterizam a diferença das minorias sem visibilidade social, historicamente silenciadas. Concorrem para esse fato os textos legais e as políticas educacionais, materializadas em orientações político-pedagógicas da Secretaria de Educação. O processo de integração se traduz por uma estrutura que objetiva favorecer um ambiente de convívio, o menos restritivo possível, oportunizando a pessoa portadora de necessidades educacionais especiais um processo dinâmico de participação em todos os níveis sociais. O Colégio possui alunos com necessidades educacionais especiais, casos de surdez, cegueira e deficiência física. Os alunos surdos, regularmente matriculados, contam com apoio permanente de um professor interprete para atuar no Apoio Pedagógico e estes têm as suas dificuldades minimizadas e a condição lingüística especial do aluno surdo é respeitada, o que aumenta a chance dele desenvolver-se e construir novos conhecimentos 29 satisfatoriamente. PRINCÍPIOS LEGAIS O sistema de ensino brasileiro está regulamentado por leis que definem direitos, formas de organização e objetivos da educação nacional. A Constituição da República Federativa do Brasil estabelece em seu capítulo II: Art. 6º - São direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e a infância, a assistência aos desamparados, na forma desta constituição. Para efetivação do direito a educação, a LDBEN 9394/96 (Lei de Diretrizes e Base da Educação Nacional) foi elaborada afim de fazer cumprir a Constituição do Brasil e estabelece o conceito, os princípios e fins da educação nacional, define sua forma de organização, níveis e modalidades, determina as exigências para a atuação dos profissionais da educação e atribui a União, Estados e Municípios a competência quanto à aplicação de recursos financeiros necessários na manutenção e desenvolvimento do ensino público. O Colégio Estadual Unidade Pólo – Ensino Fundamental e Médio pertencendo a este sistema de ensino necessita atender as determinações legais de forma a cumprir seus deveres educacionais. A sistematização do ensino, devido seu processo formal e sistemático terá que atender aos dispostos previstos na lei: Art. 12 - Os estabelecimentos de ensino, respeitadas as normas comuns e as do seu sistema de ensino, terão a incumbência de: I. elaborar e executar sua proposta pedagógica; A proposta pedagógica, dada a dinâmica social e educacional, possui como característica levar a comunidade escolar conhecer, analisar, refletir sua realidade local, compreendendo sua relação com o contexto social mais amplo para, a partir daí elaborar, executar e periodicamente avaliar seu plano de ação e os resultados obtidos. Somente através dessas avaliações poderão ser identificadas e propostas alternativas de trabalho que visem minimizar ou superar as dificuldades constatadas. Compreendendo a elaboração da proposta pedagógica como um momento importante de estudos, troca de experiências e redefinição das metas e objetivos comuns a serem atingidos a curto e médio prazos, o conhecimento e embasamento legal tornam-se primordial a identificação dos princípios norteadores desta Proposta. A LDBEN 9394/96 estabelece que: 30 Art. 3º - O ensino será ministrado nos seguintes princípios: I. igualdade de condições para o acesso e permanência na escola; II. liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o saber; III. pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas; IV. respeito à liberdade e apreço a tolerância; V. coexistência de instituições públicas e privadas de ensino; VI. gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais; VII. valorização do profissional de educação escolar; VIII. gestão democrática do ensino público, na forma desta lei e da legislação dos sistemas de ensino; IX. garantia de padrão de qualidade; X. valorização da experiência extra-escolar; XI. vinculação entre a educação escolar, o trabalho e as práticas sociais. Art. 32. O ensino fundamental obrigatório, com duração de 9 (nove) anos, gratuito na escola pública, iniciando-se aos 6 (seis) anos de idade, terá por objetivo a formação básica do cidadão, mediante: I. o desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como meios básicos o pleno domínio da leitura, da escrita e do cálculo; II. a compreensão do ambiente natural e social, do sistema político, da tecnologia, das artes e dos valores em que se fundamenta a sociedade; III. o desenvolvimento da capacidade de aprendizagem, tendo em vista a aquisição de conhecimentos e habilidades e a formação de atitudes e valores; IV. o fortalecimento dos vínculos de família, dos laços de solidariedade humana e de tolerância recíproca em que se assenta a vida social. E a Seção IV da LDBEN trata das finalidades do Ensino Médio com o seguinte texto: Art. 35 - O ensino médio, etapa final da educação básica, com duração mínima de três anos, terá como finalidades: I. a consolidação e o aprofundamento dos conhecimentos adquiridos no ensino fundamental, possibilitando o prosseguimento de estudos; II. a preparação básica para o trabalho e a cidadania do educando, para continuar aprendendo, de modo a ser capaz de se adaptar com flexibilidade a novas condições de ocupação ou aperfeiçoamento posteriores; III. o aprimoramento do educando como pessoa humana, incluindo a formação ética e o desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico; IV. a compreensão dos fundamentos científico-tecnológicos dos processos produtivos, relacionando a teoria com a prática, no ensino de cada disciplina. A Deliberação N.º 06/09 que trata da Implantação do Ensino da Língua Espanhola no Sistema Estadual de Ensino do Paraná delibera para a partir de 2010: Art. 1° A oferta do ensino da Língua Espanhola, com matrícula facultativa ao aluno, passa a ser obrigatória em todos os estabelecimentos de ensino públicos e 31 privados do Sistema Estadual de Ensino do Estado do Paraná, que ofertam o Ensino Médio. Parágrafo único. Os estabelecimentos de ensino que possibilitarem ao aluno cursar a Língua Espanhola em Centro de Línguas Estrangeiras Modernas, terão cumprido o que determina a Lei Federal nº 11.161/05. Questões econômicas e sociais graves, num país de proporções continentais fizeram com que as crianças e os adolescentes, vítimas indefesas da desigualdade social, da miséria e exploração conquistassem mais um amparo aos direitos já assegurados pela Constituição Brasileira, o Estatuto da Criança e do Adolescente Lei nº 8.069/90. O capítulo IV do ECA trata Do direito à Educação, a Cultura, ao Esporte e ao Lazer. Art. 53 - A criança e o adolescente têm direito à educação, visando ao pleno desenvolvimento de sua pessoa, preparo para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho, assegurando-se-lhes: I. igualdade de condições para o acesso e permanência na escola; II. direito de ser respeitado por seus educadores; III. direito de contestar critérios avaliativos, podendo recorrer às instâncias escolares superiores; IV. direito a organização e participação em entidades estudantis; V. acesso a escola pública e gratuita próxima de sua residência. Parágrafo único - É direito dos pais ou responsáveis ter ciência do processo pedagógico, bem como participar da definição das propostas educacionais. O Brasil possui como característica marcante à diversidade individual, sexual, étnica, cultural, religiosa, social e econômica, fazendo-se necessárias leis que garantam o respeito a esta diversidade. A educação como instituição social que contempla em seu dia a dia essa diversidade deve buscar formas de atuação que valorize e aproveite essa riqueza para construir formas de convivência baseadas na tolerância e respeito. O respeito às diversidades estão contempladas pelas legislações educacionais vigentes a necessidade das escolas realizarem uma educação inclusiva, visando garantir os direitos educacionais da totalidade da população e minimizar a exclusão social e educacional. O Capítulo V da LDBEN 9394/96 estabelece que: Art. 58 - Entende-se por educação especial, para os efeitos desta lei, a modalidade de educação escolar, oferecida preferencialmente na rede regular de ensino, para portadores de necessidades especiais. Art. 59 - Os sistemas de ensino assegurarão aos educandos com necessidades especiais: I - currículos, métodos, técnicas, recursos educativos e organização específicos, para atender às suas necessidades; 32 Este estabelecimento de ensino, atendendo as orientações da política de educação inclusiva, e em cumprimento aos dispositivos legais e filosóficos estabelecidos na esfera federal, em consonância com os princípios norteadores da Secretaria da Educação do Paraná, oferece o atendimento aos alunos que apresentam necessidades educacionais especiais. Há uma preocupação em não fazer com que a instituição de ensino seja um elemento a mais de marginalização e exclusão social, sendo portanto um desafio constante ampliar os recursos didáticos, físicos, capacitar os profissionais, buscando através da mantenedora condições apropriadas para um atendimento que promova o ser humano em todas as dimensões possíveis. A Deliberação 002/03 do Conselho Estadual de Educação prevê: Art. 11 - Para assegurar o atendimento educacional especializado os estabelecimentos de ensino deverão prever e prover: • • • • • • • • acessibilidade nas edificações, com a eliminação de barreiras arquitetônicas nas instalações, no mobiliário e nos equipamentos, conforme normas técnicas vigentes; professores e equipe técnico-pedagógica habilitados ou especializados; apoio docente especializado, conforme a oferta regimentada; redução de número de alunos por turma, com critérios definidos pela mantenedora, quando estiverem nela incluídos alunos com necessidades educacionais especiais significativas os quais necessitam de apoios e serviços intensos e contínuos; atendimento educacional especializado complementar e suplementar; flexibilização e adaptação curricular, em consonância com a proposta pedagógica da escola; projeto de enriquecimento curricular e de aceleração para superdotados; oferta de educação bilíngüe. Nos últimos anos, a escola passou por reformas e adequações nas instalações para o atendimento dos alunos com necessidades educativas especiais. Foram construídas rampas de acesso às quadras poliesportivas, à biblioteca, às salas de aula e ao refeitório, há banheiros adaptados, corrimões e piso tátil. Há vários anos, a escola recebe alunos com diferentes necessidades educativas especiais (mental (leve), física, visual e auditiva), tendo portanto uma caminhada de estudos, reflexões e ações. Porém, é de extrema importância possibilitar aos diferentes segmentos de profissionais da educação a participação em cursos de atualização e frequentes análises e reflexões visando garantir um atendimento pedagógico cada vez mais eficaz. 33 A Resolução nº04, de 2/10/2009 Institui Diretrizes Operacionais para o Atendimento Educacional Especializado na Educação Básica, modalidade Educação Especial prevê em seus artigos: Art. 1º Para a implementação do Decreto nº 6.571/2008, os sistemas de ensino devem matricular os alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação nas classes comuns do ensino regular e no Atendimento Educacional Especializado (AEE), ofertado em salas de recursos multifuncionais ou em centros de Atendimento Educacional Especializado da rede pública ou de instituições comunitárias, confessionais ou filantrópicas sem fins lucrativos. Art. 2º O AEE tem como função complementar ou suplementar a formação do aluno por meio da disponibilização de serviços, recursos de acessibilidade e estratégias que eliminem as barreiras para sua plena participação na sociedade e desenvolvimento de sua aprendizagem. Os Serviços de Apoio Especializados garantem aos alunos matriculados neste estabelecimento receberem, através desta rede de apoio, o atendimento especializado ofertado no município de Ibiporã e Londrina como CAESMI (Centro de Atendimento Especializado na área da Surdez do Município de Ibiporã), CADEVI (Centro de Apoio ao Deficiente Visual), ILITC (Instituto Londrinense de Instrução e Trabalho para Cegos), Sala de Recursos. A INSTRUÇÃO Nº 006 / 2008 – SUED/SEED, Estabelece procedimentos para a implantação e funcionamento do Serviço de Atendimento na Rede de Escolarização Hospitalar (SAREH). 1. O Serviço de Atendimento da Rede de Escolarização Hospitalar visa o atendimento educacional público, aos educandos matriculados ou na Educação Básica, nos seus níveis e modalidades, impossibilitados de frequentar a escola por motivos de enfermidade, em virtude de situação de internamento hospitalar ou de outras formas de tratamento de saúde, oportunizando a continuidade no processo de escolarização, a inserção ou a reinserção em seu ambiente escolar. A educação atua com seres humanos concretos, com uma história pessoal e social, com a diversidade, e mesmo aqueles que não apresentam necessidades educativas especiais possuem características, ritmos de aprendizagem, facilidades e ou dificuldades específicas que devemos considerar para possibilitarmos para todos garantia a uma educação de qualidade. Esse é o maior desafio enquanto profissionais da educação. Para efetivarmos de modo compromissado e responsável o atendimento as pessoas com necessidades especiais precisamos eliminar as barreiras arquitetônicas e as barreiras do preconceito, do medo, da insegurança, necessitamos de profissionais qualificados nas escolas regulares, capacitações frequentes para professores, convênios com outras 34 instituições que nos auxiliem na realização e no êxito de nosso trabalho. Não podemos retroceder quanto à garantia dos direitos humanos, necessitamos sim oferecer condições para que eles se efetivem de fato. A DELIBERAÇÃO N.º02/03 que trata Normas para a Educação Especial, modalidade da Educação Básica para alunos com necessidades educacionais especiais, no Sistema de Ensino do Estado do Paraná delibera no Capítulo II quando trata Das Necessidades Educacionais Especiais aponta que: Art. 5º As necessidades educacionais especiais são definidas pelos problemas de aprendizagem apresentados pelo aluno, em caráter temporário ou permanente, bem como pelos recursos e apoios que a escola deverá proporcionar, objetivando a remoção das barreiras para a aprendizagem. Neste sentido, a Resolução n.º 2772/2011 – GS/SEED vem ao encontro a essa necessidade de prover meios aos estabelecimentos de ensino para enfrentar as dificuldades de aprendizagem na leitura, na escrita e no cálculo, prevendo: ART. 1.º Ampliar as Salas de Apoio à Aprendizagem, a fim de atender os alunos do Ensino Fundamental, anos finais, nos estabelecimentos que ofertam esse nível de Ensino, no turno contrário ao qual estão matriculados. Há vários anos em vigor, a sala de apoio tem propiciado um momento importante no trabalho pedagógico de nosso estabelecimento, possibilitando aos professores de Língua Portuguesa e Matemática realizar atendimento mais individualizado, melhorando desta forma não só o aprendizado como a autoestima de crianças que apresentam maiores dificuldades ou déficits de conteúdos e, consequentemente, um histórico de fracasso na aprendizagem escolar. A Sala de Apoio, antes ofertada apenas para o 6º Ano, estendendo-se agora para o 9º ano e permitindo sua abertura para (7º e 8º anos) é uma conquista que permite democratizar os conhecimentos básicos estabelecidos como meta para o ensino fundamental. A escola espaço precioso, não somente enquanto promotora da socialização de conhecimentos historicamente produzidos, mas também de fortalecimento das relações inter-pessoais, de formação de atitudes, valores e fortalecimento de laços de solidariedade e tolerância, deve buscar, através dos conteúdos propostos, estratégias que permitam ao aluno refletir sua história pessoal (ontogenético), e social (filogenético), visando superar atitudes de discriminação, preconceitos, desvalorização individual e social. Quanto a Diversidade Sexual A Instrução Conjunta N.º 02/2010 - elaborada pela Superintendência de Desenvolvimento Educacional e Diretoria de Administração 35 Escolar da Secretaria do Estado da Educação (SUED/DAE/Seed) - estabeleceu que, a partir deste ano, os estabelecimentos do Sistema Estadual de Ensino do Paraná deverão incluir o nome social do aluno(a) travesti ou transexual, maior de 18 anos, que requeira, por escrito, esta inserção, nos documentos escolares internos das escolas, tais como: espelho do Livro Registro de Classe, Edital de Nota e Boletim Escolar. A Instrução está em consonância com o Parecer nº 04/09 do Ministério Público/Paraná e o Parecer nº 01/09 do Conselho Estadual de Educação do Paraná (CEEPR), que recomendam as instituições de ensino, por meio de seus colegiados, a promoção de amplo debate sobre a inclusão do nome social do aluno e/ou da aluna travesti ou transexual nos documentos escolares internos. O trabalho educativo em nossa instituição deve atender as demandas sociais vigentes. A realidade nos impõe desafios a serem abraçados também pela escola, dado a importância social e a abrangência do trabalho educativo. Esses desafios dizem respeito aos princípios que direcionam este trabalho, a sociedade almeja e exige nosso compromisso ético e social, além do profissional em nossa atuação. A educação, em valores, deve respaldar-se nos princípios acima citados, e serem desenvolvidos a partir de estratégias de ensino que possibilitem aos alunos, não só a aquisição de conhecimentos, mas também a aquisição de valores e atitudes coerentes a esses conhecimentos. Assim, visando o enfrentamento da violência contra a criança e o adolescente a Lei 11525/07, acrescenta § 5o ao art. 32 da Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, a inclusão de conteúdos que trate dos direitos das crianças e dos adolescentes no currículo do ensino fundamental, a Lei estabelece: § 5o O currículo do ensino fundamental incluirá, obrigatoriamente, conteúdo que trate dos direitos das crianças e dos adolescentes, tendo como diretriz a Lei no 8.069, de 13 de julho de 1990, que institui o Estatuto da Criança e do Adolescente, observada a produção e distribuição de material didático adequado." O estudo de temas decorrentes da história e cultura afro-brasileira e africana e indígena, devidamente, amparado pela legislação vigente, atende a uma demanda social e educacional, sendo importante destacar que não se trata de mudar o foco do ensino da História, marcadamente, de raiz europeia por um africana, mas de ampliar o foco dos currículos escolares para a diversidade cultural, racial, social e econômica brasileira. Atuarmos de modo a incutir valores anti-racistas, a promover a reversão de estereótipos negativos, possibilitando aos alunos negros a construção de uma autoimagem positiva, bem como aos não-negros reconhecer as marcas das culturas africanas que, 36 independentemente, da origem étnica de cada brasileiro, fazem parte do seu dia a dia. A Lei Nº 10.639/03, que trata das Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana estabelece: Art. 26 - A Nos estabelecimentos de ensino fundamental e médio, oficiais e particulares, torna-se obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira e indígena. § 1o O conteúdo programático a que se refere este artigo incluirá diversos aspectos da história e da cultura que caracterizam a formação da população brasileira, a partir desses dois grupos étnicos, tais como o estudo da história da África e dos africanos, a luta dos negros e dos povos indígenas no Brasil, a cultura negra e indígena brasileira e o negro e o índio na formação da sociedade nacional, resgatando as suas contribuições nas áreas social, econômica e política, pertinentes à história do Brasil. § 2o Os conteúdos referentes à história e cultura afro-brasileira e dos povos indígenas brasileiros serão ministrados no âmbito de todo o currículo escolar, em especial nas áreas de educação artística e de literatura e história brasileiras. A Instrução Nº 017/2006 – SUED, em consonância com a LDBEN 9394/96 estabelece que: 2. Caberá ao estabelecimento de ensino: a) garantir, no Projeto Político Pedagógico, que a organização dos conteúdos de todas as disciplinas da matriz curricular contemplem, obrigatoriamente, ao longo do ano letivo, a Educação das Relações Étnico-Raciais e o ensino da História e Cultura Afro-Brasileira e africana, na perspectiva de proporcionar aos alunos uma educação compatível com uma sociedade democrática, multicultural e pluriétnica; c) compor equipe multidisciplinar, que poderá envolver direção, equipe pedagógica, professores e funcionários, para orientar e auxiliar o desenvolvimento das ações relativas a Educação das Relações Étnico-Raciais e ao Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana, ao longo do período letivo; d) elaborar e arquivar o relatório das ações desenvolvidas no cumprimento da Deliberação nº 04/06-CEE; e) estabelecer, no calendário escolar, o dia 20 de novembro como Dia Nacional da Consciência Negra, como momento de culminância das atividades desenvolvidas ao longo do ano letivo. A Lei Estadual nº l3.381/2001 visa contribuir para o conhecimento e valorização de nossa história local, que não deve ser descontextualizada da história de nossa nação, mas ao mesmo tempo entendida em suas particularidades e especificidades, que caracterizam e particularizam nossa história, nossa gente, nossos símbolos, e nos permite construir um sentimento de pertencer e lutar pela preservação e ao mesmo tempo 37 pela melhoria de nossa realidade local. Fortalecer a cidadania paranaense em sua diversidade também é função a ser desenvolvida em nossas escolas. Art. 1º - Torna obrigatório um novo tratamento, na Rede Pública Estadual de Ensino, dos conteúdos da disciplina de História do Paraná, no Ensino Fundamental e Médio, objetivando a formação de cidadãos conscientes da identidade, potencial e valorização do nosso Estado. § 2º A aprendizagem dos conteúdos curriculares deverão oferecer abordagens e atividades, promovendo a incorporação dos elementos formadores da cidadania paranaense, partindo do estudo das comunidades, municípios e microrregiões do Estado. Art. 2º - A Bandeira, o Escudo e o Hino do Paraná deverão ser incluídos nos conteúdos da disciplina de História do Paraná. Parágrafo único. O hasteamento da Bandeira do Estado e o canto do Hino do Paraná se constituirão atividades semanais regulares e, também, nas comemorações festivas nos estabelecimentos da Rede Pública Estadual. A educação em valores ambientais visa garantir um futuro melhor para o planeta, respeitando-se o ser humano e o seu ambiente. A Constituição Federal em um de seus artigos trata da defesa do meio ambiente. São eles: Art. 225 - Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações. A LEI No 9.795/99 que dispõe sobre a educação ambiental, institui a Políca Nacional de Educação Ambiental, traz no Capíulo I, da Educação Ambiental: Art. 1o Entendem-se por educação ambiental os processos por meio dos quais o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente, bem de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade. Art. 2o A educação ambiental é um componente essencial e permanente da educação nacional, devendo estar presente, de forma articulada, em todos os níveis e modalidades do processo educativo, em caráter formal e não-formal. No Capítulo II que trata da Política Nacional de Educação Ambiental, traz: Art. 10. A educação ambiental será desenvolvida como uma prática educativa integrada, contínua e permanente em todos os níveis e modalidades do ensino formal. As ações educativas visam defender uma comunidade sustentável, nela as pessoas cuidam das relações que estabelecem com os outros, com a natureza e com os 38 lugares onde vivem. Essa comunidade aprende, pensa e age para construir o seu presente e seu futuro com criatividade, liberdade e respeito às diferenças. A educação ambiental deve ser realmente transformadora ao trazer novas maneiras de ver e conviver com o mundo em sua totalidade e complexidade, respeitando as diversas formas de vida e cultivando novos valores. A abordagem ambiental deve ser feita como algo em total e permanente transformação, interação e integração, em todas as suas escalas de manifestação espaçotemporal, abrangendo tanto o ambiente natural como o humanizado e não dissociando o ser humano do restante da natureza. Assim, temas básicos estarão incluídos para conhecimento, discussão e reflexão de nossa comunidade escolar: Água, Coleta Seletiva, Reciclagem, Seres Vivos, Alimentos e Comunidade em sua infraestrutura, saneamento básico e rede de saúde. As relações humanas estão permeadas por valores que deverão ser ensinados e ou reforçados na escola. Esses valores estão expressos na Declaração dos Direitos Humanos. São valores básicos, com os quais nos identificamos e que, numa sociedade de contrastes, constituem a base e o fundamento da convivência democrática. Esses princípios são: Cidadania, Solidariedade, Justiça, Responsabilidade, Respeito, Liberdade, Tolerância, Paz, Prudência e Honestidade. No Estado do Paraná, temos legislações que estabelecem e reforçam ações a serem executadas nas escolas que atendam as necessidades de nossa comunidade, garantindo assim que o ambiente escolar possibilite a sua comunidade formas para conhecer melhor a si próprio, ao seu semelhante, refletir sobre suas ações, e consequências e tenha um ambiente propício para o exercício de sua cidadania, a partir desses princípios. O Decreto nº 5.679/05 trata do Programa de Formação da Cidadania Plena, prevê em seus artigos. Art. 1º. Fica instituído no âmbito do Território Paranaense, em todas as Escolas Públicas Estaduais de Ensino Fundamental, Ensino Médio, Faculdades e Universidades Estaduais, o Programa de Formação da Cidadania Plena. Art. 2º. Fica estabelecido que seja incluído nas disciplinas afins, o tema específico que aborde informe e esclareça Cidadania, Qualidade de Vida com enfoque na prevenção ao uso indevido de drogas lícitas e ilícitas, em todas as Escolas estaduais de ensino fundamental, médio e superior. O princípio da Cidadania também está vinculado à consciência das responsabilidades sociais, entre elas a Educação Fiscal. A Portaria nº413/02 define competências dos órgãos responsáveis pela implementação do Programa Nacional de Educação Fiscal - PNEF. 39 Art. 1º Implementar o Programa Nacional de Educação Fiscal – PNEF com os objetivos de promover e institucionalizar a Educação Fiscal para o pleno exercício da cidadania, sensibilizar o cidadão para a função socioeconômica do tributo, levar conhecimento ao cidadão sobre administração pública e criar condições para uma relação harmoniosa entre o Estado e o cidadão. Em seu Art. 9º consta com atribuição das Secretarias de Educação: VI - incentivar as Secretarias de Educação dos Estados e dos Municípios a tratar Educação Fiscal como temática a ser trabalhada nos currículos de educação básica e de educação de jovens e adultos. Os princípios didático-pedagógicos que norteiam a educação pública nos apresenta responsabilidades que vão além da socialização dos conhecimentos acumulados pela humanidade, referem-se a princípios mais amplos de responsabilidade social, democracia, qualidade de vida, cultura da paz, entre outros. Como Instituição Educacional Pública deve formalizar as Atividades de Estágios dirigidas, bem como o acompanhamento de Estagiários de outras Instituições de Ensino em diferentes modalidades, as legislações especificadas abaixo orientam e regulamentam todo processo. A Instrução 006/2009 – SUED/SEED orienta os procedimentos do Estágio os estudantes da Educação Profissional Técnica de Nível Médio, do Ensino Médio, da Educação Especial e dos anos finais do Ensino Fundamental, na modalidade Profissional da Educação de Jovens e Adultos. A Lei nº 11.788/2008 trata da Definição, Classificação, Relações de Estágio, Da Instituição De Ensino, Da Parte Concedente, Do Estagiário, Da Fiscalização e Disposições Gerais. Quanto à definição e obrigações está previsto, entre outros: Art. 1o Estágio é ato educativo escolar supervisionado, desenvolvido no ambiente de trabalho, que visa à preparação para o trabalho produtivo de educandos que estejam freqüentando o ensino regular em instituições de educação superior, de educação profissional, de ensino médio, da educação especial e dos anos finais do ensino fundamental, na modalidade profissional da educação de jovens e adultos. Art. 9o As pessoas jurídicas de direito privado e os órgãos da administração pública direta, autárquica e fundacional de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, bem como profissionais liberais de nível superior devidamente registrado em seus respectivos conselhos de fiscalização profissional, podem oferecer estágio, observadas as seguintes obrigações: I – celebrar termo de compromisso com a instituição de ensino e o educando, zelando por seu cumprimento; 40 V – por ocasião do desligamento do estagiário, entregar termo de realização do estágio com indicação resumida das atividades desenvolvidas, dos períodos e da avaliação de desempenho; VI – manter à disposição da fiscalização documentos que comprovem a relação de estágio; Quanto a Educação Profissional, de acordo com a legislação vigente e Regimento Escolar, será desenvolvida de forma integrada ou subsequente ao Ensino Médio, visando à formação humana para apreensão dos conhecimentos sócio-históricos, científicos e tecnológicos. 41 PROGRAMAS E ATIVIDADES COMPLEMENTARES CURRICULARES PROGRAMA MAIS EDUCAÇÃO O Programa Mais Educação aumenta a oferta educativa nas escolas públicas por meio de atividades optativas que foram agrupadas em macrocampos como acompanhamento pedagógico, meio ambiente, esporte e lazer, direitos humanos, cultura e artes, cultura digital, prevenção e promoção da saúde, educação científica e educação econômica. Criado pelo Ministério da Educação (MEC) com o intuito de ampliar espaços, tempos e oportunidades educativas aos alunos da rede pública. O programa ainda contribui para a formação integral dos alunos e visa reduzir a evasão, a repetência e distorções de idade-série, por meio de inúmeras ações, educativas, esportivas, entre outras. Em 2011 e 2012 o colégio ofertará as atividades de escultura, dança, futsal, horta escolar e\ou comunitária e acompanhamento pedagógico de matemática e português, atendendo os alunos em contra turno. SALA DE APOIO Com o objetivo de atender às defasagens de aprendizagem apresentadas pelas crianças que frequentam o 6º ano do Ensino Fundamental foi criado o Programa Sala de Apoio à Aprendizagem, que prevê o atendimento aos alunos, no contra turno, nas disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática, com o objetivo de trabalhar as dificuldades referentes à aquisição dos conteúdos de oralidade, leitura, escrita, bem como às formas espaciais e quantidades nas suas operações básicas e elementares. Por meio de atividades diferenciadas e significativas oferecidas aos educandos buscamos superar essas dificuldades para que possam acompanhar seus colegas do turno regular, diminuindo assim a repetência e melhorando a qualidade da educação oferecida pela nossa escola. Neste ano foi oportunizado além da sala de apoio do 6º ano, a abertura de demanda do programa para atender o 9º ano do Ensino Fundamental esta abertura foi determinante para melhorar o aprendizado, pois comparecendo à sala de apoio o aluno tende a melhorar em todas as disciplinas, pois ao dominar conteúdos nos quais tinha dificuldade, ganha autoconfiança, sente-se valorizado e tem mais disposição para estudar. CELEM O Centro de Línguas Estrangeiras Modernas é uma oferta extracurricular e gratuita de ensino de Línguas Estrangeiras nas escolas da rede pública do Estado do Paraná, destinado a alunos, professores, funcionários e à comunidade. As aulas contribuem para o aperfeiçoamento cultural e profissional de nossos alunos. 42 Em nosso colégio ofertamos CELEM de Espanhol e este vem contribuindo para o aperfeiçoamento cultural e profissional dos nossos alunos. ATUAÇÃO DO PROFISSIONAL TRADUTOR E INTERPRETE DE LIBRAS Atualmente, a política de educação no Brasil tem o objetivo de viabilizar uma educação integradora, ou seja, uma educação organizada de forma a atender a todos, incluindo os portadores de necessidades especiais dentro da escola regular. Essa política encontra-se explicitada em propostas curriculares, nas quais o Ministério da Educação propõe que as escolas regulares devem oferecer, em sua organização, atividades em classe comum e serviços de apoio especializados para os surdos. A inserção do intérprete na sala de aula pode ser entendida como uma maneira de minimizar as dificuldades dos surdos, já que, em geral, esses encontram uma desigualdade lingüística dentro da sala de aula, por não ter uma língua compartilhada com seus colegas e professores ouvintes. Quando se insere um intérprete da LIBRAS em uma sala de aula abre-se a possibilidade do aluno surdo receber a informação escolar nessa língua, por meio de uma pessoa competente. Ao mesmo tempo, o professor ouvinte pode ministrar suas aulas sem se preocupar em como passar a informação em sinais, atuando em sua língua de domínio. Pode-se afirmar que, nesse caso, a condição lingüística especial do surdo é respeitada, o que aumenta a chance dele desenvolver-se e construir novos conhecimentos satisfatoriamente. SAREH O Serviço de Atendimento à Rede de Escolarização Hospitalar - SAREH, proposto pela Secretaria de Estado da Educação do Paraná - SEED, tem a proposta de atender educandos impossibilitados de frequentar a escola em virtude de situação de internamento hospitalar ou sob outras formas de tratamento de saúde, matriculados ou não no sistema de ensino, permitindo-lhes a continuidade do processo de escolarização, contribuindo para sua inserção ou a reinserção na escola de origem. O SAREH é o fruto do reconhecimento formal do atendimento educacional em ambiente hospitalar, considerando a equivalência de freqüência e aproveitamento escolar de cada educando. CENTROS DE ATENDIMENTOS ESPECIALIZADOS O colégio que tem parcerias com o Centro de Atendimento Especializado na Área da Surdez do Município de Ibiporã (CAESMI), Centro de Apoio ao Deficiente Visual (CADEVI) e o Instituto Londrinense de Instrução e Trabalho para Cegos (ILITIC). Estes centros de atendimentos especializados reafirmam na prática educativa cotidiana dos nossos alunos, o compromisso com a conquista dos direitos e a garantia da cidadania da pessoa com deficiência. 43 PROCESSOS DE AVALIAÇÃO, CLASSIFICAÇÃO, PROMOÇÃO E DEPENDÊNCIA A avaliação consiste em atribuir aspectos relevantes de conhecimento e da aprendizagem do aluno, visando uma tomada de decisão. A avaliação da aprendizagem orienta a situação didática que envolve o educando e professor, com a pretensão de servir de base para a reflexão e tomada de consciência sobre a prática educativa. A avaliação da aprendizagem na escola tem dois objetivos: auxiliar o educando no seu desenvolvimento pessoal, a partir do processo de ensino- aprendizagem e responder à sociedade pela qualidade do trabalho educativo realizado. Segundo o que consta no Regimento Escolar, a avaliação é uma prática pedagógica intrínseca ao processo ensino e aprendizagem, com a função de diagnosticar o nível de apropriação do conhecimento pelo aluno. É contínua, cumulativa e processual, devendo refletir o desenvolvimento global do aluno e considerar as características individuais deste no conjunto dos componentes curriculares cursados, com preponderância dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos. Dar-se-á relevância à atividade crítica, à capacidade de síntese e à elaboração pessoal, sobre a memorização. A avaliação é realizada em função dos conteúdos, utilizando métodos e instrumentos diversificados, coerentes com as concepções e finalidades educativas expressas neste Projeto Político Pedagógico. É vedado submeter o aluno a uma única oportunidade e a um único instrumento de avaliação. Os critérios de avaliação do aproveitamento escolar serão elaborados em consonância com a organização curricular e descritos neste Projeto Político-Pedagógico. A avaliação deverá utilizar procedimentos que assegurem o acompanhamento do pleno desenvolvimento do aluno, evitando-se a comparação dos alunos entre si. O resultado da avaliação deve proporcionar dados que permitam a reflexão sobre a ação pedagógica, contribuindo para que a escola possa reorganizar os conteúdos, os instrumentos e os métodos de ensino. Na avaliação do aluno, devem ser considerados os resultados obtidos durante todo o período letivo, num processo contínuo, expressando o seu desenvolvimento escolar, tomado na sua melhor forma. Os resultados das atividades avaliativas serão analisados durante o período letivo, pelo aluno e pelo professor, observando os avanços e as necessidades detectadas, para o estabelecimento de novas ações pedagógicas. No que diz respeito a recuperação de estudos, consta no Regimento Escolar que ela é um direito dos alunos, independentemente do nível de apropriação dos conhecimentos básicos. Dar-se-á de forma permanente e concomitante ao processo ensino e aprendizagem. 44 A recuperação será organizada com atividades significativas, por meio de procedimentos didático-metodológicos diversificados. A proposta de recuperação de estudos deverá indicar a área de estudos e os conteúdos da disciplina. A avaliação da aprendizagem terá os registros de notas expressos em uma escala de 0 (zero) a 10,0 (dez vírgula zero). Os resultados das avaliações dos alunos serão registrados em documentos próprios, a fim de que sejam asseguradas a regularidade e autenticidade de sua vida escolar. Os resultados da recuperação serão incorporados às avaliações efetuadas durante o período letivo, constituindo-se em mais um componente do aproveitamento escolar, sendo obrigatória sua anotação no Livro Registro de Classe. Os processos de classificação e reclassificação adotados pela escola são elaborados em conformidade com o regimento escolar em seus artigos de 78 a 88. A progressão parcial só é ofertada aos alunos com transferências de outros estabelecimentos conforme Regimento Escolar em seu artigo 95 parágrafo único – “As transferências recebidas de alunos com dependência em até três disciplinas serão aceitas e deverão ser cumpridas mediante plano especial de estudos”. A equipe pedagógica elabora o processo das disciplinas em progressão parcial em fichas próprias para este fim, convoca a família e aluno que assinam a ficha tomando ciência do compromisso na execução dos estudos referente aos conteúdos das disciplinas em progressão. O mesmo ocorre com os professores das disciplinas que deverão atender este aluno, através das fichas, elaboram o plano contendo os conteúdos e a forma que procederá as avaliações que podem ser desenvolvidas em forma de trabalhos e provas dos referidos conteúdos. Todo material produzido pelo aluno e as fichas do processo ficam arquivados na secretaria, na pasta individual do aluno. Aos alunos com problemas de saúde, que necessitam afastamento com atestados médicos, a equipe realiza o acompanhamento junto aos professores, aluno e família, onde o professor elabora um plano de estudos, repassa à família que comparece à escola semanalmente para retirar o material de estudos, devolvendo ao professor as produções do aluno. A promoção é o resultado da avaliação do aproveitamento escolar do aluno, aliada à apuração da sua frequência. Na promoção ou certificação de conclusão, para os anos finais do Ensino Fundamental e Ensino Médio, a média final mínima exigida é de 6,0 (seis vírgula zero), observando a frequência mínima exigida por lei. Os alunos dos anos finais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio, que apresentarem frequência mínima de 75% do total de horas letivas e média anual igual ou superior a 6,0 (seis vírgula zero) em cada disciplina, 45 serão considerados aprovados ao final do ano letivo. MF = ( 1º bimestre) + ( 2º bimestre ) + ( 3º bimestre ) + ( 4º bimestre) = 6,0 4 Os alunos dos anos finais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio serão considerados retidos ao final do ano letivo quando apresentarem: • frequência inferior a 75% do total de horas letivas, independentemente do aproveitamento escolar; • frequência superior a 75% do total de horas letivas e a média inferior a 6,0 (seis vírgula zero) em cada disciplina. O aluno do Ensino Fundamental anos finais, do Ensino Médio 1ª à 3ª série, que apresentar frequência igual ou superior a 75% (setenta e cinco por cento) e média anual inferior a 6,0 (seis vírgula zero), mesmo após Estudos de Recuperação Paralela ao longo da série ou período letivo, será submetido à análise do Conselho de Classe que definirá pela sua aprovação ou não. A disciplina de Ensino Religioso não se constitui em objeto de retenção do aluno não tendo registro de notas na documentação escolar. Os resultados obtidos pelo aluno no decorrer do ano letivo serão devidamente inseridos no sistema informatizado, para fins de registro e expedição de documentação escolar. FORMA E PROCEDIMENTOS DE COMUNICAÇÃO DO DESENVOLVIMENTO DO ALUNO AOS RESPONSÁVEIS A direção e equipe pedagógica vêm trabalhando, juntamente com os professores, no sentido de manter com a comunidade escolar uma convivência produtiva e solidária, buscando trazer os pais para a escola, respeitando seus anseios e expectativas. O colégio vem buscando oferecer atendimento a alunos e pais através de reuniões bimestrais, visando uma ação conjunta na promoção de soluções para melhoria do aproveitamento da vida escolar. Quando necessário há atendimento individualizado aos alunos e pais que precisam de aconselhamentos e encaminhamentos. São realizadas orientações de alunos em grupo e individualmente sobre o estudo, como se organizar e como atingir um bom rendimento escolar. Os alunos com problemas de frequência, são convocados bem como seus pais para justificarem e tomarem ciência do prejuízo das mesmas. Os alunos com faltas injustificadas que após os pais tomarem ciência das 46 mesmas, continuam faltando, são encaminhados ao Conselho Tutelar através da FICA. Após as reuniões de pais, os professores conselheiros que realizam as mesmas, no mesmo dia relatam como foi a reunião se houve alguma reclamação por parte dos pais e as sugestões propostas por eles para melhoria do processo de aprendizagem. Desta forma a proposta do colégio é garantir na diversidade existente, tomada de decisões precisas para superar as dificuldades e os obstáculos aparentes. GESTÃO ESCOLAR EXPRESSA POR MEIO DOS PRINCÍPIOS DEMOCRÁTICOS E DE FORMA COLEGIADA Através da Gestão Democrática, a direção deve buscar a participação de toda a Comunidade Escolar e suas instâncias colegiadas na intenção de proporem ações que determinem todas as ações pedagógicas a fim de garantir a verdadeira intenção da escola, que é a de priorizar o conhecimento. No site Wikipédia, encontra-se de forma bem sucinta a definição de gestão escolar democrática, que “é uma forma de gerir uma instituição de maneira que possibilite a participação, transparência e democracia”. Os princípios que norteiam a Gestão Democrática são: - Descentralização: A administração, as decisões, as ações devem ser elaboradas e executadas de forma não hierarquizada; - Participação: Todos os envolvidos no cotidiano escolar devem participar da gestão: professores, estudantes, funcionários, pais ou responsáveis, pessoas que participam de projetos na escola, e toda a comunidade ao redor da escola; - Transparência: Qualquer decisão e ação tomada ou implantada na escola têm que ser de conhecimento de todos. Uma das ações da gestão democrática ocorre com a eleição para diretores, que vem favorecer o debate democrático na escola e o compromisso por parte do diretor, além de permitir a cobrança e a co-responsabilidade de toda a comunidade escolar que participou do processo de escolha. A Gestão Escolar requer, além da eleição dos diretores, a participação ativa de todos os segmentos da Comunidade Escolar, representados nas suas respectivas Instâncias Colegiadas que são escolhidas por meio de eleições. Cada Instância Colegiada tem um objetivo específico, como segue: - APMF - Discutir, no seu âmbito de ação, a assistência à Comunidade Escolar, enviando sugestões em consonância com a Proposta Pedagógica da escola para 47 apreciação do Conselho Escolar, Direção e Equipe Pedagógica, definindo a destinação dos recursos públicos, promoções, doações, eventos e demais atividades; - Conselho Escolar - Estabelecer, para o âmbito da escola, diretrizes e critérios gerais relativos a sua organização, funcionamento e articulação com a comunidade, afim de promover a articulação entre todos os segmentos e setores da escola, a fim de garantir o cumprimento da sua função que é ensinar; - Grêmio Estudantil - Representar o corpo discente a fim de defender os interesses individuais e coletivos, promovendo a cooperação entre toda a Comunidade Escolar para melhoria da escola na qual estão inseridos. O diretor é o elo com as Instâncias Colegiadas para que ocorra uma administração de acordo com os interesses coletivos. Tal elo ocorre com a articulação das ações da APMF, do Conselho Escolar e do Grêmio Estudantil, analisadas e discutidas com reuniões ordinárias bimestrais e reuniões e assembléias extraordinárias para assuntos urgentes. FORMAÇÃO CONTINUADA DOS PROFISSIONAIS Considerando a Formação Continuada dos profissionais da educação um direito previsto em lei e uma política de governo, esta Instituição de Ensino busca, através da Gestão Democrática e da compreensão da importância da participação dos profissionais nos cursos e eventos de aperfeiçoamento profissional, divulgar, incentivar, e possibilitar a participação nos mesmos. Contamos com a Formação Continuada organizada pela SEED, prevista em calendário sob a coordenação interna da equipe pedagógica e administrativa, os cursos ofertados pelas Instituições de Ensino Superior da região, aqueles promovidos pelo MEC (Profuncionário) entre outros, presenciais e ou à distância. O PDE - Programa de Desenvolvimento Educacional do Paraná permite a formação através dos cursos presenciais e GTR coordenados pelos professores cursistas da Rede. Para os profissionais da educação que não disponibilizam de internet, a Direção os autoriza a utilizar o Laboratório de Informática do Estabelecimento de Ensino, garantindo sua participação. 48 PLANO DE AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL E ACOMPANHAMENTO DO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO Nas reuniões pedagógicas previstas em calendário escolar, estaremos fazendo a avaliação e a realimentação do Projeto Político Pedagógico e da Proposta Pedagógica Curricular, a fim de repensar as práticas, descartar as ações que foram infrutíferas e traçar novas metas. É imprescindível haver essa retomada de posição para avaliação do projeto político-pedagógico e da instituição escolar como um todo. Como afirma Luckesi: “Planejamento, execução e avaliação são recursos da busca de um desejo. Para tanto, é preciso saber qual é o desejo com ação pedagógica que praticamos junto aos educandos e se queremos estar entregues a eles, a fim de que possamos construir os resultados satisfatórios, com o auxílio do planejamento, execução e avaliação, auxiliando o desenvolvimento dos educandos, ao mesmo tempo em que processamos nosso autocrescimento”. É de nossa responsabilidade fazer acontecer e dar certo o que planejamos para que ocorra o crescimento dos alunos e de nós mesmos, enquanto mediadores da aprendizagem e do conhecimento. A avaliação do Projeto Político-Pedagógico é sem dúvida avaliar os resultados da própria organização do trabalho pedagógico e envolverá três momentos: a descrição e a problematização da realidade escolar, a compreensão crítica da realidade descrita e problematizada e a proposição de alternativa de ação, momento de criação coletiva. 49 Plano de Ação 2012 50 PLANO DE AÇÃO – 2012 CONSELHO DE CLASSE OBJETIVO GERAL: Oferecer um ambiente adequado a comunidade escolar, visando a melhoria do processo ensino – aprendizagem, garantindo a apropriação dos conhecimentos científicos, literários e artísticos propostos pela escola. OBJETIVO ESPECÍFICO DETALHAMENTO Avaliar as práticas pedagógicas propostas pelos professores e o rendimento bimestral de cada turma. Diagnóstico geral destacando o perfil, dificuldades e progressos de cada turma. - Reflexão quanto às práticas metodológicas desenvolvidas em sala de aula. - Propor intervenções para melhorar o processo ensino – aprendizagem. CONDIÇÕES NECESSÁRIAS RESPONSÁVEL CRONOGRAMA - Previsão de datas no calendário escolar. - Pré-conselho de classe com a turma e/ou seus representantes. - Atas próprias para os devidos registros. - Presença e participação de todos os envolvidos no processo (direção, equipe pedagógica e professores). - Direção - Equipe Pedagógica - Professores Bimestral APMF 51 Discutir, no seu âmbito de ação, a assistência à Comunidade Escolar, enviando sugestões em consonância com a Proposta Pedagógica da escola para apreciação do Conselho Escolar, Direção e Equipe Pedagógica, definindo a destinação dos recursos públicos, promoções, doações, eventos e demais atividades. Reuniões para discutir e analisar as propostas de acões em andamento, para que desta forma os membros da APMF participem mais efetivamente do trabalho escolar, prestando assistência a Comunidade Escolar gerindo e administrando recursos financeiros próprios e os que lhes forem repassados através de convênios, afim de colaborar com a manutenção e conservação do prédio escolar, suas instalações e melhoria pedagógica. - Participação e compromisso Membros de todos os membros que efetivos compõem a APMF, conforme APMF estatuto próprio. - Programação das reuniões. - Planejamento da ações efetivadas em reuniões. - Espaço democrático que valorize a participação de todos. Reuniões da bimestrais sempre necessário. e que CONSELHO ESCOLAR 52 Estabelecer, para o âmbito da escola, diretrizes e critérios gerais relativos a sua organização, funcionamento e articulação com a comunidade, afim de promover a articulação entre todos os segmentos e setores da escola, a fim de garantir o cumprimento da sua função que é ensinar. - Participação do Conselho Escolar eleito. - Reuniões ordinárias e extraordinárias para reflexão, discussão e análise de propostas e ações. - Votação das ações relacionadas a projetos, problemas de natureza administrativa e/ou pedagógica, organização dos documentos próprios da escola, entre outros. - Divulgação das deliberações do conselho Escolar. - Analisar e aprovar os planos anuais da escola em consonância com o PPP. - Gestão democrática. - Compromisso de todos os membros do Conselho Escolar. - Representação de toda a comunidade escolar, afim de garantir a natureza deliberativa, consultiva, avaliativa e fiscalizadora do conselho. - Reuniões ordinárias planejadas. - Reuniões extraordinárias convocadas pelo presidente do conselho. Membros efetivos do Conselho Escolar. - Reuniões ordinárias previstas bimestralmente. - Reuniões extraordinárias convocadas pelo presidente do conselho. GRÊMIO ESTUDANTIL - Representar o corpo discente a fim de defender os interesses individuais e coletivos, promovendo a cooperação entre toda a Comunidade Escolar para melhoria da escola na qual estão inseridos. - Reunir em assembleias ordinárias e extraordinárias com levantamento de propostas, ações e planejamento das atividades a serem desenvolvidas. - Divulgação das propostas votadas e aprovadas. - Estimular a luta pela democracia permanente na escola, através do direito de participação nos fóruns internos de deliberação da escola. - Participação e contribuição - Diretoria do voluntária de todos os grêmio. membros do Grêmio Estudantil. - Gestão e princípios democráticos. - Assembleia geral dos estudantes. Conselho de representante de turmas (CRT). - Diretoria eleita de forma democrática do grêmio. EQUIPE MULTIDISCIPLINAR 53 Orientar e auxiliar o desenvolvimento de práticas pedagógicas relativas a Eduacação da Relações Étino – Raciais eao ensino da História e Cultura Afro-brasileira, Africana e Indígena. - Estudo do tema pela equipe. - análise da clientela da Comunidade Escolar. - Análise dos Planos de Trabalho Docente das disciplinas afins. - Projetos interdisciplinares conforme datas comemorativas e planejamento prévio. - Encontros propostos pela CFC / SEED. - Encontros extras, conforme desenvolvimento das atividades. Membros da Equipe Multidisciplinar. Assembleias ordinárias e extraordinárias convocadas com 48 horas de antecedência. - Cronograma de encontros propostos pela CFC / SEED. 54 Equipe Pedagógica PLANO DE AÇÃO DA EQUIPE PEDAGÓGICA OBJETIVO ESPECÍFICO DETALHAMENTO - Acompanhamento e assessoria aos professores Coordenar a para implementação do Plano de Trabalho elaboração,execução Docente, bem como as orientações legais da e avaliação do PPP SEED, Regimento Escolar e Regulamento Interno - Organização e planejamento dos momentos de reflexão sobre a realidade escolar e estudos que conduzam a melhoria na qualidade de ensino Zelar pela frequência - Acompanhar o rendimento escolar, através do e aprendizagem do diálogo com professores e durante o Conselho de alunos Classe. Busca de ações para melhoria do processo e estratégias de recuperação. - Informar os pais ou responsáveis sobre o rendimento escolar e a frequência dos alunos Realizar parcerias com a família , Conselho Tutelar, Ministério Público e Serviço de Assistência Social do município, visando garantir a frequência escolar. CONDIÇÕES NECESSÁRIAS - Distribuição do tempo e organização das atividades a serem executadas - Planejamento prévio - Reuniões semanais da equipe pedagógica e direção. RESPONS. EXECUÇÃO Professores Pedagogos - Distribuição do tempo e Professores organização das Pedagogos atividades a serem executadas CRON. Semanal Bimestral Reunião Pedagógica, Formação Continuada e Hora Atividade. Semanal Bimestral 55 PLANO DE AÇÃO DA EQUIPE MULTIDISCIPLINAR Objetivo Geral: Possibilitar uma formação pedagógica e social, de forma que o aluno possa atuar como cidadão e como profissional consciente e responsável, contribuindo para a construção de uma sociedade justa, democrática, fraterna e sustentável . Objetivo Específico Detalhamento da Ação Condições Necessárias -Levantar possíveis pontos de preconceitos etnicorraciais na comunidade - Estarão disponíveis para os profes- Disponibilizar mateescolar; sores textos para serem trabalhados riais necessários sobre as Relações Etnicorraciais. para o desenvolvimento das atividades. -Formar um novo olhar com relação a história africana e sua contribuição na sociedade brasileira; - Painel para exposição de cartazes, reportagens, pesquisas sobre o racismo e as diferenças etnicorraciais; - Compreender os efeitos do racismo, preconceito e da discriminação e como trabalhar para eliminá-los, instigar discussões acerca do racismo. - Confeccionar Banner visando a divulgação do convívio pacífico e harmonioso entre diferentes grupos etnicorraciais; Responsável pela Execução da Ação Equipe Multidisciplinar Cronograma de Execução No decorrer do ano letivo 56 - Apresentação de filme na semana do Dia da Consciência Negra ; - Na semana do Dia da Consciência Negra serão expostos todos os trabalhos realizados durante o ano. PLANO DE AÇÃO AGENTE DE EXECUÇÃO - LABORATORISTA 57 Objetivo Específico Preparar, manipular e armazenar materiais e equipamentos próprios de laboratório. Detalhamento da Ação Preparação de soluções e materiais biológicos ou não, conforme solicitação do professor; Manipulação adequada de reagentes químicos; Manuseio de equipamentos de laboratório; Armazenamento adequado de equipamentos, materiais, reagentes químicos e vidrarias. Condições Necessárias Espaço físico adequado; Disponibilidade de equipamentos, materiais, reagentes químicos e vidrarias próprias. Responsável Pela Execução Assistente de Execução Recursos financeiros. Disponibilizar equipamentos e materiais necessários para a preparação e realização das atividades de ensino previstas em várias disciplinas. Construção de inventário para levantamento dos equipamentos, materiais, reagentes químicos e vidrarias existentes no Laboratório; Compra de equipamentos, materiais, reagentes químicos e vidrarias específicas, necessários à realização das aulas práticas. Assistente de Execução Espaço físico Cronograma de Execução Bimestralmente, conforme solicitação do professor. Bimestralmente, conforme solicitação do professor. Bimestralmente, 58 Dar assistência técnica ao professor e seus alunos durante a aula ajudando a manter o bom andamento da atividade prática de laboratório. Descartar corretamente reagentes químicos e materiais biológicos utilizados durante as aulas práticas. Manter o Laboratório limpo e organizado; adequado. Assistente de Planejamento das aulas Execução e práticas juntamente com o Professor professor; Preparação dos roteiros das aulas de laboratório; Preparação do espaço físico para uso do professor e alunos; Auxílio ao professor e alunos Espaço físico, durante as aulas de materiais, vidrarias e laboratório. frascos coletores adequados. Assistente de Execução Promover o destino correto de reagentes químicos e materiais que são utilizados pelos alunos nos experimentos. Espaço físico adequado. conforme solicitação do professor. Bimestralmente. Semanalmente Assistente de Execução Limpeza e organização do espaço físico do laboratório, bem como de todos os Estabelecer e aplicar, em materiais, equipamentos, conjunto com o corpo docente, reagentes químicos e normas de segurança para o vidrarias. Material escrito Durante todo o ano letivo 59 uso do laboratório. Assistente de Execução e Professor Estabelecimento de normas de segurança para o uso do laboratório escolar; Orientação e conscientização dos alunos para uso contínuo das normas de segurança estabelecidas. PLANO DE AÇÃO BIBLIOTECA ESCOLAR 60 OBJETIVO GERAL : Atender a comunidade escolar, cumprindo o regulamento de uso da biblioteca, assegurando sua organização e funcionamento. Objetivo Específico Detalhamento da Ação Condições Necessárias - Dispoonibilizar e controlar Acervo bem conservado e empréstimos de livros a comuatualizado nidade escolar; -Os empréstimos são feitos diariamente aos alunos, professores - Manter o acervo organizado e demais funcionários; e atualizado, zelando pela sua conservação; Responsável pela Ação Agente Educacional II que atua na Biblioteca - O acervo é atualizado de acordo com sugestões indicadas pela - Atender os professores na re- comunidade escolar a partir de produção de atividades e ins- suas necessidades e autorizadas trumentos de avaliação; pela direção. PLANO DE AÇÃO AGENTES EDUCACIONAIS I Cronograma de execução No decorrer do ano letivo 61 Objetivo Geral : Zelar pela conservação, manutenção, preservação, segurança e da alimentação no âmbito escolar. Objetivo Específico Detalhamento da Ação Condições Necessárias Responsável pela Execu- Cronograma de Execução da Ação ção - Prestar serviços a conserva- - Manter o ambiente físico limpo, - Materiais de limpeza neção, preservação manutenção cumprindo as exigências da legis- cessários; do prédio escolar; lação sanitária, sem desperdício de materias de limpeza; - Agentes Educadionais I - No decorrer do ano leque atuam na limpreza; tivo; - Auxiliar na vigilância no horá- Vigiar a movimentação dos rio do recreio, no início e término alunos, matendo a ordem e a dos períodos. - Circular nos corredores e segurança; pátios; - Atender os alunos com necessidades educacionais especiais temporárias ou permanentes; - Agente Educacional I - No decorrer do ano leque atua com alunos tivo; com necessidades educacionais especiais; - Atender na locomoção os alunos que fazem uso de cadeiras de ro- - Rampas de acessibilidade, das, andadores, muletas e outros corrimão nas escadas e piso facilitadores; tátil; - Zelar pelo ambiente da cozinha cumprindo as normas - Auxiliar os alunos na alimenta- - Funcionalidade dos eletro- - Agentes Educacionais da vigilância sanitária em vi- ção e nas necessidades básicas de domésticos e gêneros alique atuam na cozinha gor. higiene; mentícios de qualidade. - No decorrer do ano letivo. 62 - Receber e armazemar os alimentos; - Preparar e servir merenda balanciada observando padrões de qualidade nutricional observando os cuidados de higiene e segurança. PLANO DE AÇÃO – AGENTES EDUCACIONAIS II 63 Objetivo Geral: Atender a comunidade escolar, na área de sua competência, com embasamento na legislação vigente, orientando e organizando os processos documentais que viabilizem o funcionamento do estabelecimento de ensino, conforme disposições do Regimento Escolar. Objetivo Específico - Efetivar todas as atividades administrativas referentes à matrícula, seriação, transferência e conclusão de cursos, organizando e mantendo atualizados os arquivos com os atos oficiais da vida legal da escola, referentes à sua estrutura e funcionamento; Detalhamento da Ação Condições Necessárias Responsável Pela Execução - Receber, redigir e expedir a cor- - Espaço físico adequa- Agente Educacional II respondência que lhe for confiada; do; - Organizar e manter atualizados a - Equipamentos de Incoletânea de legislação, resoluções, formática; instruções normativas, ordens de serviço, ofícios e demais documen- Acesso à Internet; tos; - Elaborar relatórios e processos de - Materiais de consuordem administrativa a serem en- mo; caminhados às autoridades compe- Contingente adequatentes; do; - Encaminhar à direção, em tempo hábil, todos os documentos que devem ser assinados; - Organizar e manter atualizado o arquivo escolar ativo e conservar o inativo, de forma a permitir, em qualquer época, a verificação da identidade e regularidade da vida escolar do aluno e da autenticidade dos documentos escolares; Cronograma de Execução Período Letivo de 2012 64 - Responsabilizar-se pela guarda e expedição da documentação escolar do aluno, respondendo por qualquer irregularidade; - Manter atualizados os registros escolares dos alunos no sistema informatizado; - Zelar pelo uso adequado e conservação dos materiais e equipamentos da secretaria; - auxiliar a equipe pedagógica e direção para manter atualizados os dados no Sistema de Controle e Remanejamento dos Livros Didáticos; - Participar das atribuições decorrentes do Regimento Escolar e exercer as específicas da sua função. PROPOSTA CURRICULAR 2012 DISCIPLINA: HISTÓRIA DIMENSÃO HISTÓRICA DA DISCIPLINA A proposta do Ensino de História está baseada nas Diretrizes Curriculares de História. Na Educação Básica, busca - se suscitar reflexões a respeito de aspectos políticos, econômicos, culturais, sociais, e das relações entre o ensino da disciplina com a produção do conhecimento histórico. Parte da realidade regional para a nacional e suas relações com o contexto mundial. Será dada maior importância a História dos povos latino-americanos, Historia do Paraná, a cultura afro-brasileira. Pretende -se romper com a visão da história eurocêntrica. O ensino de História pode ser analisado sob duas perspectivas: uma que o compreende a serviço dos interesses do Estado ou do poder institucional; e outra que privilegia as contradições entre a História apresentada nos currículos e nos livros didáticos e a história ensinada na cultura escolar. No Paraná houve uma tentativa de aproximar a produção acadêmica de História ao ensino desta disciplina no primeiro grau , fundamentada na pedagogia histórico-crítica , por meio do currículo básico para a escola Pública do Estado do Paraná (1990). Essa proposta de renovação tinha como pressuposto a histografia social , pautada no materialismo dialético, e indicava alguns elementos da Nova História. OBJETIVOS Desenvolver o conhecimento ajustado de si mesmo e posicionar-se de maneira critica, responsável e construtiva nas diferentes situações sociais, do seu país, de outros povos e nações, utilizando o dialogo como forma de mediar conflitos e de tomar decisões coletivas. Propiciar a formação da consciência histórica do aluno, sujeito de uma sociedade marcada por diferenças e desigualdades múltiplas, para que a partir disso possa exercer sua cidadania de maneira plena contribuindo assim para a formação de uma sociedade mais justa. METODOLOGIA Abordagem histórico-crítica partindo da história local/Brasil para o mundo Leituras e interpretações historiográficas de documentos históricos; Contextualização com as histórias local, da América Latina e Europa. Desenvolver análises das mudanças, permanências, simultaneidade, recorrências e periodização. Leitura e discussões de textos. AVALIAÇÃO Avaliar de modo processual as ações políticas, sociais, trabalhistas que os sujeitos históricos promovem em relação ao mundo. Fazer com que os alunos compreendam a produção de várias formações sociais. Avaliações diagnósticas, dissertativas, narrativas, análise de documentos. REFERÊNCIAS PARANÁ. Secretaria de Estado da Educação. Diretrizes Curriculares da Básica : Ensino Fundamental e Médio. Curitiba: SEED, 2008. Educação HISTÓRIA ENSINO FUNDAMENTAL – 6º ANO- Os diferentes Sujeitos, suas Culturas, suas Histórias CONTEÚDOS ESTRUTURANTES CONTEÚDOS BÁSICOS A experiência humana no tempo Relações de Trabalho Relações culturais Relações de poder Os sujeitos e suas relações com o outro no tempo As culturas locais e a cultura comum CONTEÚDOS ESPECÍFICOS 5ª série O que é História. -documentos históricos, -Fontes históricas escritas e não escritas. - A relação da história do cotidiano do aluno,com a comunidade local; -historiografia -Pré-História- Paleolítico, Neolítico e Idade dos Metais. Os sujeitos e suas relações com o outro no tempo: Mesopotâmia Egito Povos africanos e suas contribuições Ásia, China e Índia Fenícios Hebreus Grécia A formação de Roma ENCAMINHAMENTOS METODOLÓGICOS * Aulas expositivas; * Leitura e discussões de textos diversos; * Análise de : - documentos; - filmes; - documentários; - músicas; - charges * Elaboração de textos; * Realização de atividades individuais e em grupo; * Pesquisas. HISTÓRIA – ENSINO FUNDAMENTAL- 7ºANO – A Constituição Histórica do Mundo Rural e Urbano e a Formação da Propriedade em Diferentes Tempos e Espaços CONTEÚDOS ESTRUTURANTES CONTEÚDOS BÁSICOS As relações de propriedade Relações de Trabalho Relações culturais Relações de poder A constituição histórica do mundo,do campo e do mundo da cidade As relações entre o campo e a cidade Conflitos e resistências e produção cultural campo / cidade CONTEÚDOS ESPECÍFICOS Império Franco e Idade Média Feudalismo Islamismo A África dos grandes reinos A formação das monarquias nacionais Renascimento humanismo Reforma Protestante Expansão marítima Incas, Maias, Astecas Colonização portuguesa na América ENCAMINHAMENTOS METODOLÓGICOS Aulas expositivas; * Leitura e discussões de textos diversos; * Análise de : - documentos; - filmes; - documentários; - músicas; - charges; - imagens. * Elaboração de textos; * Realização de atividades individuais e em grupo; * Pesquisas. HISTÓRIA - ENSINO FUNDAMENTAL- 8ºANO – O mundo do Trabalho e os Movimentos de Resistência CONTEÚDOS ESTRUTURANTES Relações de Trabalho Relações culturais Relações de poder CONTEÚDOS BÁSICOS CONTEÚDOS ESPECÍFICOS - História das relações da humanidade com o trabalho: História das relações da Bandeirantismo e o trabalho humanidade com o trabalho escravo/africano e indígena. - Movimentos reivindicatórios: O trabalho e a vida em sociedade Revolta de Vila Rica Revolta de Beckman O trabalho e as contradições da Guerra dos Emboabas modernidade O trabalho e as contradições da modernidade: Os trabalhadores e as conquistas - Emancipação política do de direito Estado do Paraná A história do Paraná ENCAMINHAMENTOS METODOLÓGICOS Aulas expositivas; * Leitura e discussões de textos diversos; * Análise de : - documentos; - filmes; - documentários; - músicas; - charges; - imagens. * Elaboração de textos; * Realização de atividades individuais e em grupo; * Pesquisas; * Seminários; * Produção de cartazes e relatório de pesquisas; * Projetos. HISTÓRIA – ENSINO FUNDAMENTAL – 9ºANO- Relações de Dominação e Resistência: a Formação do Estado e das Instituições Sociais CONTEÚDOS ESTRUTURANTES Relações de Trabalho Relações culturais Relações de poder CONTEÚDOS BÁSICOS A constituição das instituições sociais A formação do Estado Sujeitos, guerras e revoluções CONTEÚDOS ESPECÍFICOS A constituição das instituições sociais: Brasil República A era do imperialismo: Primeira Guerra Mundial Sujeitos guerras e revoluções: Segunda fase da Revolução Industrial. Nazismo Fascismo A Segunda Guerra Mundial: A constituição das Instituições sociais: Era Vargas Sujeitos guerras e revoluções: A Guerra Fria Brasil: período Democrático A ditadura no Brasil A nova ordem mundial: Hegemonia norte-americana O Brasil na nova ordem mundial Balanço do Brasil contemporân. ENCAMINHAMENTOS METODOLÓGICOS Aulas expositivas; * Leitura e discussões de textos diversos; * Análise de : - documentos; - filmes; - documentários; - músicas; - charges; - imagens. * Elaboração de textos; * Realização de atividades individuais e em grupo; * Pesquisas. * Seminários; * Produção de cartazes e relatório de pesquisas; * Projetos. 1ª SÉRIE DO ENSINO MEDIO CONTEUDOS ESTRUTURANTES CONTEUDOS BASICOS A urbanização: Relações de Trabalho Relações Culturais Relações de Poder Direito e democracia: Diversidade religiosa: A formação dos estados nacionais: CONTEUDOS ESPECIFICOS ENCAMINHAMENTOS METODOLOGICOS - Mesopotâmia: uma Aulas expositivas; encruzilhada dos povos; * Leitura e discussões de - a cultura chinesa, a Índia e a textos diversos; modernidade; * Análise de : - as sociedades persas, - documentos; hebreus e fenícios; - filmes; Grécia e Roma e o mundo - documentários; árabe; - músicas; - a criação das democracias e a - charges; crise da democracia; - imagens. - o império romano nascimento * Elaboração de textos; do islamismo e expansão; * Realização de atividades - os reinos árabes; individuais e em grupo; - os reinos africanos; * Pesquisas. - o império bizantino( Roma * Seminários; oriental); * Produção de cartazes e - a igreja e o poder; relatório de pesquisas; - nascimento da cidade * Projetos. monarquia nacionais - humanismo - renascimento; - reforma e contra - reforma religiosa; - os estados nacionais absolutista; 2ª SÉRIE DO ENSINO MÉDIO CONTEUDOS ESTRUTURANTES CONTEUDOS BASICOS - Soberania e a Formação dos Estados Nacionais Relações de Trabalho Relações Culturais Relações de Poder - Relações de Trabalho no Brasil Colonia - Lutas pela Cidadania - Formação Politica e Governo do Brasil Colonia CONTEUDOS ESPECIFICOS ENCAMINHAMENTOS METODOLOGICOS - Expansão Marítima Europeia e Aulas expositivas; Impérios Coloniais * Leitura e discussões de - Estados Modernos e textos diversos; Absolutismo * Análise de : - Colonização Espanhola e - documentos; Portuguesa - filmes; - Trafico Negreiro e Escravidão - documentários; no Brasil - músicas; - Avanço da Colonização, - charges; Colonização Holandesa e as - imagens. Bandeiras * Elaboração de textos; - Iluminismo e Era das * Realização de atividades Revoluções individuais e em grupo; - Conflitos na Colonização * Pesquisas. Portuguesa * Seminários; - Transferência da Corte e * Produção de cartazes e Processo de Independência relatório de pesquisas; - Primeiro Reinado e suas * Projetos. Revoltas - Imperialismo e Neocolonialismo 3ª SÉRIE DO ENSINO MÉDIO CONTEUDOS ESTRUTURANTES Relações de Trabalho Relações Culturais Relações de Poder CONTEUDOS BASICOS CONTEUDOS ESPECIFICOS o segundo reinado; - a troca da mão-de-obra Terra: a questão agrária: escrava para o migrante livre europeias; As transformações início do século - república no Brasil ; XX : - primeira guerra mundial; - revolução russa; Violência: - a busca por direitos operariado no Brasil século XX; Ética: - a revolução de 1930 e importância do rádio; - EUA e o New Deal; - as novas potências europeias e o totalitarismo; - a segunda guerra mundial; - estado Novo no Brasil; - fim da segunda guerra mundial e a guerra fria; - as revoluções socialista; - o neocolonialismo; - as ditaduras na América latina; - a ditadura militar no Brasil; - os conflitos entre as novas economias; - fim do bloco comunista; - o conflito árabes versus Israel; - o mundo globalizado; - o neoliberalismo no Brasil ENCAMINHAMENTOS METODOLOGICOS Aulas expositivas; * Leitura e discussões de textos diversos; * Análise de : - documentos; - filmes; - documentários; - músicas; - charges; - imagens. * Elaboração de textos; * Realização de atividades individuais e em grupo; * Pesquisas. * Seminários; * Produção de cartazes e relatório de pesquisas; * Projetos. PROPOSTA CURRICULAR DA DISCIPLINA DE SOCIOLOGIA Apresentação geral da disciplina Desde o seu impulso efetivo no século XVI, ate nossa atual realidade, a disciplina de sociologia se coloca como norteadora das inquietações humanas, referentes a sua condição como ser social e a sociedade em que vive. A disciplina de sociologia no contexto atual da escola, se torna fundamental no processo de compreensão dos elementos que compõe a sociedade, seus indivíduos, relações sociais bem como sua natureza histórica. Para isso as Ciências Sociais em seu conjunto político e antropológico e social, devem ser instrumentos utilizados com interdisciplinaridade, para nortear o estudantes no seu processo de desenvolvimento do pensamento crítico, passo em direção a sua emancipação. O pensamento clássico da sociologia e seus conceitos, partindo de Comte, Durkheim, Engels e Marx, Weber, são abordagens contemporâneas e relevantes, passiveis de esclarecer conceitos como instituições, sociedade, grupo, classe, comunidade, trabalho entre outros. Descortina ainda através de conceitos e fundamentos, a exploração social e hegemonia , pela constante articulação do movimento dialético.Possibilita um tratamento teórico - lógico e empírico - que justificam e desvendam a prática social e apreensão da histórica de suas construções, desmitificando o senso comum e promovendo uma elaboração do senso crítico , transformador e formador do cidadão. Todas essas colocações vem de encontro as concepções elencadas no DCE, partindo do caráter histórico critico a que se propõe realizar, a disciplina de sociologia vem somar, a essa proposta sua postura transformadora e construtiva, em direção à nova proposta e nova prática pedagógica. Objetivo Geral Contribuir para o aluno analisar sua condição, bem como compreender, investigar, classificar, interpretar a vida social e política, o que possibilita construir em cada ser social o conceito e as atitudes de um cidadão, de modo que, crie condições para desenvolver uma atitude emancipada e critica de sua realidade contemporânea. Valer-se das teorias para auxiliar os alunos a estruturar o pensamento sobre a sua realidade, dando-lhe significado e ou despertando-o para as questões como: diferenças sociais, meio ambiente, tecnologia, preparando-os para uma inserção responsável na sociedade. Método A questão metodológica fundamental é: seja qual for o conteúdo, ele será sempre um meio para se atingir o fim: o desenvolvimento da perspectiva sociológica. Mais que discorrer sobre uma série de conceitos, a disciplina pode contribuir para a formação humana na medida em que proporcione a problematização da realidade próxima dos educandos a partir de diferentes perspectivas, bem como pelo confronto com realidades culturalmente distantes. Trata-se de uma apropriação, por parte dos educandos, de um modo de pensar distinto sobre a realidade humana, não pela aprendizagem de uma teoria, mas pelo contato com diversas teorias e com a pesquisa sociológica, seus métodos e seus resultados. Nesse sentido, o objetivo do ensino de sociologia como, aliás, deveria ser o de qualquer ciência, é proporcionar a aprendizagem do modo próprio de pensar de uma área do saber aliada à compreensão de sua historicidade e do caráter provisório do conhecimento – expressões da dinâmica e complexidade da vida. No caso da sociologia, isso pode ser conseguido por meio de uma tomada de consciência sobre como a nossa personalidade está relacionada à linguagem, aos gestos, às atitudes, aos valores, à nossa posição na estrutura social, para que o indivíduo de ontem torne-se social, não mais ele e os outros, mas ele em meio aos outros. E isso por meio da aproximação da metodologia de pesquisa à metodologia de ensino, bem como por ações pedagógicas que busquem desvelar e discutir narrativas sociais, sejam elas científicas, literárias e outras – suas implicações, seus dilemas, o que falam da heterogeneidade cultural e da estrutura social. Ensinar sociologia é, antes de tudo, desenvolver uma nova postura cognitiva no indivíduo. Com esses pensamentos, contribuir para a construção de um sentido para a nossa disciplina no ensino médio. Num esforço de esquematização, podemos afirmar que, precisamente os três objetivos gerais (1) construção da cidadania por meio da formação dos cidadãos; (2) preparação básica para o trabalho por meio do entendimento das novas formas de organização do trabalho e da produção em tempos de globalização; (3) promoção de uma compreensão sociológica da realidade na qual estamos inseridos especialmente pelo desenvolvimento de seu modo específico de pensar – constituem a preocupação fundamental que deve nortear o ensino da sociologia e justificar a sua inclusão na grade curricular do Ensino Médio. Os recursos a serem disponibilizados devem corresponder à realidade. Portanto, músicas, filmes, poesias, crônicas e vídeos, enfim elementos dinâmicos, que viabilizem a reflexão crítica da realidade. Avaliação A avaliação de Sociologia no Ensino Médio deve estar pautada na cotidianidade do aluno,na investigação e na continuidade deste processo, de forma que ele reconheça intimamente a realidade na qual está inserido. A elaboração do pensamento critico é objetivada por esta disciplina, portanto a auto-avaliação, trabalharia a capacidade do educando, sobre as contribuições do crescimento individual e coletivo. Parte-se também do pressuposto que o conhecimento mais que apreendido deve ser descoberto, através da leitura, abstração e elaboração do que seria a interação entre teoria e prática. Enfim, a avaliação tem por objetivo confirmar o desenvolvimento do processo cognitivo ao qual o aluno está relacionado, transformando não apenas o processo de aprendizado, mas também o de ensino. Conteúdos Estruturantes O surgimento da Sociologia e Teorias Sociológicas Processo de Socialização e as Instituições Sociais Cultura e indústria Cultural Trabalho, Produção e Classes Sociais Poder, Política e Ideologia Direito, Cidadania e Movimentos Sociais Conteúdos Específicos 1° ANO DO ENSINO MÉDIO • Análise sociológica dos processos históricos sociais. • Contribuição do pensamento grego romano • Filosofia da ilustração ( pensamento científico ) • As Revoluções Burguesa e Industrial • As escola de pensamento social – organicismo, evolucionismo e darwinismo • O surgimento da sociologia • O positivismo – Comte • O funcionalismo – Durkheim • Processos de socialização e as instituições sociais, familiares, escolares e religiosas •Instituições totais e reinserções ( prisões, manicômios, educandários, asilos ...) • Karl Marx – burguesia x proletariado – as classes sociais • O conceito de trabalho e o trabalho nas diferentes sociedades • Desigualdade social – estamento, castas e classes sociais • Organização do trabalho nas sociedades capitalistas e suas contradições • Globalização e neoliberalismo • Relações de trabalho • Trabalho no Brasil 2° ANO DO ENSINO MÉDIO • As escolas antropológicas – estruturalismo e evolucionismo • Desenvolvimento do conceito de cultura e sua contribuição na análise das diferentes sociedades • Diversidade cultural • Identidade • Industria cultural • Meios de comunicação de massas • Sociedade de consumo • Industria cultural no Brasil • Questões de gênero • Cultura afro brasileira e africana • Culturas indígenas • Direitos civis, políticos e sociais • Direitos humanos • Conceito de cidadania • Movimentos sociais • Movimentos sociais no Brasil • A questão ambiental e os movimentos ambientalistas • A questão da ONG’s 3° ANO DO ENSINO MÉDIO • A formação e desenvolvimento do Estado Moderno • Democracia, autoritarismo e totalitarismo • Estado no Brasil • Conceito de poder • Conceito de ideologia • Conceito de denominação e legitimidade • As expressões da violência na sociedade contemporânea • Poder simbólico e violência simbólica • Sociedade brasileira 6. Referencias COLEÇÃO PENSADORES. São Paulo: Editora Nova Cultural; 1999. COSTA, C. Sociologia: introdução à ciência da sociedade. SP. Editora Moderna, 2005. ROUSSEAU, , Jean-Jacques. Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens. São Paulo: Ática, 1989. SILVEIRA, P. Introdução à Sociologia. Série Brasil. SP, Editora Ática, 2005. TOMAZZI, N. Iniciação à Sociologia. SP. Editora Atual, 2001. Sociologia/ vários autores - Curitiba: SEED-PR, 2006. - 266p. Dce, SEED - Curitiba - 2009. http://www.diaadia.pr.gov.br/cge/ DISCIPLINA - QUÍMICA DIMENSÃO HISTÓRICA O desenvolvimento de práticas ligadas à transformação da matéria foi estimulado pelas necessidades humanas, como por exemplo: a comunicação, o domínio do fogo, o processo de cozimento, manipulação de metais, vitrificação, remédios, entre outas. Entretanto, os conhecimentos químicos não estiveram apenas e tão somente ligados às necessidades humanas, a religião e à alquimia. A teorização sobre a composição da química surgiu na Grécia antiga, dada por filósofos. A teoria atômica foi uma questão muito discutida pelos químicos, que a tomaram como central para o desenvolvimento da química como ciência. A química participa do desenvolvimento científico-tecnológico com importantes contribuições, cujas decorrências tem alcance econômico, social e político. Nesse âmbito, o meio ambiente está intimamente ligado à química, já que o planeta sofre com vários problemas tratados por esta área do conhecimento. Os conceitos científicos contribuem para a formação de sujeitos que compreendam, questionem e entendam o mundo e sua interação nele, combinando a visão sistêmica do conhecimento e a formação da cidadania. Dentro desse enfoque, o ensino de química, através dos conceitos científicos propõe sensibilizar o aluno para o comprometimento com a vida no planeta, tornando-o capaz de reconhecer fenômenos que o cercam e ser um agente crítico e transformador do meio. FUNDAMENTOS TEÓRICOS-METODOLÓGICOS O conhecimento químico não pode ser tratado como algo pronto, acabado e inquestionável, ele está em constante transformação. De acordo com este raciocínio é de suma importância compreender as transformações químicas que ocorrem e analisar a relação dos conceitos aprendidos com a aplicação no cotidiano. Portanto, será proposto ao aluno que ele compreenda e aproprie-se do conhecimento químico por meio do contato com o objeto do estudo, que são as substâncias e os materiais. Por isso sempre que possível será utilizado a experimentação de uma forma problematizadora e conduzida pelo professor, de modo que seja o ponto de partida para que o aluno construa sua própria explicação em relação aos conceitos químicos e as situações observadas. O ponto de partida para os conteúdos escolares serão os conteúdos estruturantes e seus respectivos conceitos. A partir dos conteúdos estruturantes poderá ser desenvolvido conceitos que perpassam o fenômeno em estudo, possibilitando o uso de representações e da linguagem química no entendimento das questões que devem ser compreendidas pela sociedade. ENCAMINHAMENTOS METODOLÓGICOS É primordial que se mobilize o aluno, retirando-o da condição de espectador e estabeleça uma relação de interação com o professor por meio de discussões, investigações e experimentações que o levem a construção do seu conhecimento científico. Partindo deste princípio será utilizado o auxilio de livros didáticos e meios tecnológicos nos quais eles possam fazer leituras e pesquisas direcionadas pelo professor. Bem como exercícios de vários livros didáticos escolhidos conforme a necessidade, produção de trabalhos de pesquisa, seminários, construção de maquetes e jogos didáticos, relatórios e exercícios relacionados às aulas experimentais, interpretação de gráficos e tabelas. AVALIAÇÃO Será levado em conta o conhecimento prévio do aluno e valorizado o processo de construção e reconstrução de conceitos. A avaliação subsidiará e redirecionará o curso da ação do professor, em busca de assegurar a qualidade do processo educacional. Por isso serão utilizados vários instrumentos que possibilitem várias formas de expressão dos alunos. Desta forma espera-se que ele posicione-se criticamente nos debates conceituais, articule o conhecimento químico às questões sociais, econômicas e políticas, ou seja, deve tornar-se capaz de construir o conhecimento a partir do ensino, da aprendizagem e da avaliação. Portanto a avaliação será de forma processual, diagnóstica, formativa e somativa. Identificando se o aluno está atingindo os objetivos pretendidos, do contrário será oportunizado uma recuperação de conteúdos. Ao final de cada unidade de aprendizagem será aferido um resultado. REFERÊNCIAS PARANÁ. Diretrizes Curriculares da Educação Básica – Química – Ensino Médio. Secretaria do Estado de Educação. Versão 2008. LEMBO, C. Química – Realidade e Contexto. 1a edição. Ed. Ática, 2000. TITO & CANTO. Química- Vol. Único. SP. Ed. Moderna. 2003. PEQUIS. Química e Sociedade. SP. Ed. Nova Geração. 2008. Vários Autores. Química. Pr. SEED. 2006. CONTEÚDOS ESTRUTURANTES - Conteúdos por série/ano: Segundo as Diretrizes Curriculares da Rede Pública de Educação Conteúdo Estruturante 1º ano 2º ano 3º ano História da Química Grandezas Químicas Eletroquímica Substâncias e Misturas Reações Químicas Radioatividade Fenômenos Físicos e Químicos Funções Inorgânicas Matéria e sua natureza Estrutura atômica Distribuição Eletrônica Tabela Periódica Ligações Químicas Soluções Biogeoquímica Termoquímica Cinética Química Equilíbrio Químico Química do Carbono Hidrocarbonetos Química Sintética Funções Orgânicas Isomeria DISCIPLINA: FILOSOFIA DIMENSÃO HISTÓRICA DA DISCIPLINA Constituída como pensamento há mais de 2600 anos, a Filosofia, que tem a sua origem na Grécia antiga, traz consigo o problema de seu ensino a partir do embate entre o pensamento de Platão e as teorias dos sofistas. A preocupação maior com a delimitação de metodologias para o ensino de Filosofia é garantir que os métodos de ensino não lhe deturpem o conteúdo. A ideia de que não existem verdades absolutas em conteúdos como, por exemplo, moral e política, é tese defendida com frequência por filósofos. Ocorre que essa discussão, ao ser levada para o ensino, torna inevitável o estranhamento que a ausência de conclusões definitivas provoca nos estudantes. Diante dessa perspectiva, a história do ensino da Filosofia, no Brasil e no mundo, tem apresentado inúmeras possibilidades de abordagem . Ao conceber o ensino de Filosofia por meio de conteúdos estruturantes, estas Diretrizes não excluem, outrossim, absorvem as divisões cronológicas e geográficas. No entanto, se a filosofia africana traz como vantagem a ideia de que o ser é dinâmico, dotado de força – concepção essa que aparece também em algumas filosofias ocidentais –, é preciso considerar que a sua fundamentação exclusiva na linguagem oral, ainda que pareça interessante, acaba por apresentar-se como uma fragilidade, evidenciada pela dificuldade com o idioma e também pela carência de bibliografia. Por essa razão, esse conteúdo não está relacionado entre os que compõem os conteúdos estruturantes de Filosofia, podendo, todavia, ser tratado na qualidade de conteúdo básico. O professor, dada a sua formação, sua especialização, suas leituras, terá a liberdade para fazer o recorte que julgar adequado e pertinente. Além disso, deve estar atento às demandas das legislações específicas referentes à inclusão e à diversidade. Nestas Diretrizes, opta-se pelo trabalho com conteúdos estruturantes, tomados como conhecimentos basilares, que se constituíram ao longo da história da Filosofia e de seu ensino, em épocas, contextos e sociedades diferentes e que, tendo em vista o estudante do Ensino Médio, ganham especial sentido e significado político, social e educacional. FUNDAMENTOS TEÓRICOS METODOLÓGICOS: Na atual polêmica mundial acerca dos possíveis sentidos dos valores éticos, políticos, estéticos e epistemológicos, a Filosofia tem um espaço a ocupar e muito a contribuir. Basicamente, a Filosofia gira em torno de problemas e conceitos criados no decorrer de sua longa história, os quais por sua vez geram discussões promissoras e criativas que desencadeiam, muitas vezes, ações e transformações. Por isso, permanecem atuais. . Um dos objetivos do Ensino Médio é a formação pluridimensional e democrática, capaz de oferecer aos estudantes a possibilidade de compreender a complexidade do mundo contemporâneo, suas múltiplas particularidades e especializações. Nesse mundo, que se manifesta quase sempre de forma fragmentada, o estudante não pode prescindir de um saber que opere por questionamentos, conceitos e categorias de pensamento, que busque articular o espaço-temporal e sócio-histórico em que se dá o pensamento e a experiência humana . Como disciplina na matriz curricular do Ensino Médio, considera-se que a Filosofia pode viabilizar interfaces com as outras disciplinas para a compreensão do mundo da linguagem, da literatura, da história, das ciências e da arte, como defende Ribeiro (2005): Mas essas discussões, nascendo da política, da cultura ou do comportamento, [problemas] não podem dispensar conteúdos filosóficos nem se pulverizar: gosto da idéia de ciclos de filmes, que dialoguem entre si, falando, por exemplo, na condição social dos personagens, no amor que vivem, na vinda do imigrante, na luta contra a opressão. Há muito espaço [...] para a Filosofia. A Filosofia se apresenta como conteúdo filosófico e como exercício que possibilita ao estudante desenvolver estilo próprio de pensamento. O ensino de Filosofia é um espaço para análise e criação de conceitos, que une a Filosofia e o filosofar como atividades indissociáveis que dão vida ao ensino dessa disciplina juntamente com o exercício da leitura e da escrita. Sobre isso, Deleuze e Guattari (1992, p. 20) têm uma significativa contribuição: Os filósofos não se ocuparam o bastante com a natureza do conceito como realidade filosófica. Eles preferiram considerá-lo como um conhecimento ou uma representação de dados, que se explicam por faculdades capazes (abstração ou generalização) ou de utilizá-los (o juízo). Mas o conceito não é dado, é criado, está por criar; não é formado, ele próprio se põe em si mesmo. CONTEÚDOS ESTRUTURANTES: Como mediadores do ensino de Filosofia, os conteúdos devem estar vinculados à tradição filosófica, de modo a confrontar diferentes pontos de vista e concepções, para que o estudante perceba a diversidade de problemas e de abordagens. Num ambiente de investigação, análise e descobertas, pode-se garantir aos educandos a possibilidade de elaborar, de forma problematizadora, suas próprias questões e tentativas de respostas. Com esse objetivo, estas Diretrizes buscam justificar e localizar cada conteúdo estruturante no Ensino Médio e indicam possíveis recortes a partir de problemas sobre os quais cada conteúdo estruturante nos remete a pensar. Além de tais recortes ora apresentados, muitos outros são possíveis. Os conteúdos estruturantes escolhidos são: Mito e Filosofia; Teoria do Conhecimento; Ética; Filosofia Política; Estética e Filosofia da Ciência. CONTEÚDOS ESPECÍFICOS: 1º Ano: MITO E FILOSOFIA • Saber Mítico • Saber Filosófico • Relação Mito e Filosofia • Atualidade do Mito • O que é Filosofia? TEORIA DO CONHECIMENTO • Possibilidade do Conhecimento • As Formas do Conhecimento • O Problema da Verdade • A Questão do Método • Conhecimento e Lógica 2º Ano: ÉTICA • Ética e Moral • Pluralidade Ética • Ética e Violência • Razão, Desejo e Vontade • Liberdade: autonomia do Sujeito e a necessidade das Normas FILOSOFIA POLÍTICA • Concepção da Ciência • A Questão do Método Ciêntifico • Contribuições e Limites da Ciência • Ciência e Ideologia • Ciência e Ética 3º Ano: FILOSOFIA E CIÊNCIA V. Concepção de Ciências VI. A Questão do Método Científico VII. Contribuições e limites da Ciência VIII. Ciência e Ideologia IX. Ciência e Ética ESTÉTICA • Natureza da Arte • Filosofia e Arte • Categorias Estéticas: feio, belo, sublime, trágico, cômico, grotesco, gosto, etc. • Estética e Sociedade ENCAMINHAMENTO METODOLÓGICO: O trabalho com os conteúdos estruturantes da Filosofia e seus conteúdos específicos dar-se-á em quatro momentos: •a mobilização para o conhecimento - O ensino da Filosofia pode começar pela exibição de um filme ou de uma imagem, da leitura de um texto jornalístico ou literário ou da audição de uma música. São inúmeras as possibilidades de atividades conduzidas pelo professor para instigar e motivar possíveis relações entre o cotidiano do estudante e o conteúdo filosófico a ser desenvolvido. •a problematização - Ao problematizar, o professor convida o estudante a analisar o problema, o que se faz por meio da investigação, que pode ser o primeiro passo para possibilitar a experiência filosófica. É imprescindível recorrer à história da Filosofia e aos textos clássicos dos filósofos, pois neles o estudante se defronta com o pensamento filosófico, com diferentes maneiras de enfrentar o problema e, com as possíveis soluções já elaboradas, que orientam e dão qualidade à discussão. A partir do conteúdo em discussão, a problematização ocorre quando professor estudantes levantam questões, identificam problemas e investigam o conteúdo. É importante ressaltar que os recursos escolhidos para tal mobilização - filme, música, texto e outros - podem ser retomados a qualquer momento do processo de aprendizagem. •a investigação - Ao problematizar, o professor convida o estudante a analisar o problema, o que se faz por meio da investigação, que pode ser o primeiro passo para possibilitar a experiência filosófica. É imprescindível recorrer à história da Filosofia e aos textos clássicos dos filósofos, pois neles o estudante se defronta com o pensamento filosófico, com diferentes maneiras de enfrentar o problema e, com as possíveis soluções já elaboradas, que orientam e dão qualidade à discussão. O ensino de Filosofia deve estar na perspectiva de quem dialoga com a vida, por isso é importante que, na busca da resolução do problema, haja preocupação também com uma análise da atualidade, com uma abordagem que remeta o estudante à sua própria realidade. •a criação de conceitos - Dessa forma, a partir de problemas atuais estudados a partir da história da Filosofia, do estudo dos textos clássicos e de sua abordagem contemporânea, o estudante do Ensino Médio pode formular conceitos, construir seu discurso filosófico. O texto filosófico que ajudou o filósofo a entender e analisar filosoficamente o problema em questão será trazido para o presente com o objetivo de entender o que ocorre hoje e como podemos, a partir da Filosofia, atuar sobre os problemas de nossa sociedade. Ao final desse processo, o estudante, via de regra, encontrar-se-á apto a elaborar um texto, um construto teórico; terá condições de ser construtor de idéias com caráter inusitado e criativo e as socializará para discussão. É este o sentido que deve-se atribuir à criação de conceitos no nível médio. Após esse exercício, o estudante terá condições de perceber o que está e o que não está implícito nas idéias, como elas se tornam conhecimento e por vezes discurso ideológico, de modo que assim eles criam a possibilidade de argumentar filosoficamente, por meio de raciocínios lógicos, num pensar coerente e crítico. É imprescindível que o ensino de Filosofia seja permeado por atividades investigativas individuais e coletivas que organizem e orientem o debate filosófico, dandolhe um caráter dinâmico e participativo. Ao articular vários elementos, o ensino de Filosofia pressupõe um planejamento que inclua leitura, debate, produção de textos, entre outras estratégias, a fim de que a investigação seja fundamento do processo de criação de conceitos. Ao trabalhar determinado conteúdo a partir de problemas significativos para estudantes do Ensino Médio, é importante evitar a superficialidade e o reducionismo e possibilitar as mediações necessárias para realizar o processo de ensino proposto nestas Diretrizes. Nessa perspectiva, sabe-se de onde se parte no ensino de Filosofia e que pode surpreender-se com as possibilidades criadas, dada a dinâmica do processo. O bom planejamento impede que se caia no vazio e nos prováveis desastres do espontaneísmo. Serão utilizados seguintes metodologias de trabalho:Elaboração de Mapa Conceitual, Seminário, Júri Simulado, Elaboração de Texto, Interpretação de Imagens, Análise e interpretação de músicas e Documentos afins,Análise de filmes, charges, recortes de revistas e de jornais,-Análise de documentos, Aulas expositivas, oficinas filosóficas (plenários, estudos em grupos, dinâmicas), utilização de recursos audiovisuais, interpretação de textos, produção de pequenos textos dissertativos e memórias de aula. Pretende-se, deste modo, contemplar os quatro momentos propostos dentro dos encaminhamentos metodológicos (Diretrizes Curriculares) para o Ensino de Filosofia: a sensibilização, a problematização, a investigação e a criação de conceitos. AVALIAÇÃO Conforme a LDB no 9394/96, no seu artigo 24, avaliação deve ser concebida na sua função diagnóstica e processual, isto é, tem a função de subsidiar e mesmo redirecionar o curso da ação no processo ensino- aprendizagem. Apesar de sua inequívoca importância individual, no ensino de Filosofia, avaliação não se resumiria a perceber o quanto o estudante assimilou do conteúdo presente na história da Filosofia, ou nos problemas filosóficos, nem a examinar sua capacidade de tratar deste ou daquele tema. O ensino de Filosofia é, acima de tudo, um grande desafio, conforme salienta Langón (2003, p.94): Ao avaliar, o professor deve ter profundo respeito pelas posições do estudante, mesmo que não concorde com elas, pois o que está em questão é a capacidade de argumentar e de identificar os limites dessas posições. O que deve ser levado em conta é a atividade com conceitos, a capacidade de construir e tomar posições, de detectar os princípios einteresses subjacentes aos temas e discursos. Assim, torna-se relevante avaliar a capacidade do estudante do Ensino Médio de trabalhar e criar conceitos, sob os seguintes pressupostos: •qual conceito trabalhou e criou/recriou; •qual discurso tinha antes; •qual discurso tem após o estudo da Filosofia. A avaliação de Filosofia se inicia com a mobilização para o conhecimento, por meio da análise comparativa do que o estudante pensava antes e do que pensa após o estudo. Com isso, torna-se possível entender a avaliação como um processo. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA: DELEUZE, G.; GUATTARI, F. O que é a filosofia? Rio de Janeiro: Ed. 34, 1992. 288 p. (Coleção Trans). FAVARETTO, C.F. Notas sobre o ensino da filosofia. In: A filosofia e seu ensino/Paulo Arantes ... et all; Salma T. Muchail (org) - Petrópolis, Rio de Janeiro: Vozes; São Paulo: Educ, 1995. FERRATER MORA. Dicionário de filosofia São Paulo: Loyola, 2001. 4 vol. FILOSOFIA. Vários autores. Curitiba: SEED-PR, 2006. 336 p. (Livro Didático Público) GALLO, S.; KOHAN, W. O. (orgs). Filosofia no ensino médio. Petrópolis: Vozes, 2000. KOHAN; WAKSMAN. Perspectivas atuais do ensino de filosofia no Brasil. In: FÁVERO, A; Kohan, W.O.; RAUBER, J.J. Um olhar sobre o ensino de filosofia. Ijuí: Ed. da UNUJUÍ, 2002. Diretrizes Curriculares para o Ensino Médio – Curitiba – 2008 – Governo Estadual ABBAGNANO, Nicola. Dicionário de Filosofia. Trad. da 1.ª ed. bras.: Alfredo Bosi. São Paulo: Martins Fontes, 2000. ARANHA, Maria Lúcia de Arruda. Maquiavel: a lógica da força. Coleção Logos. 7.ª impr. São Paulo: Moderna, 1993. ARANHA, M. L. de Arruda; MARTINS, M. H. Pires. Filosofando: introdução à filosofia. 3ª ed. rev.. São Paulo: Moderna, 2003. ARENDT, HANNAH. O que é política? Fragmentos das Obras Póstumas Compilados por Ursula Ludz. 5.ª ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2004. ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco: Tradução de Leonel Vallandro e Gerd Bornheim da versão inglesa de W. D. Ross. - São Paulo: Nova Cultural, 1987. Antologia dos Textos Filosóficos – Secretaria Estadual de Educação Marilena Chauí DISCIPLINA: ARTE Dimensão Histórica do Ensino de Arte. A dimensão artística é fruto de uma relação específica do ser humano com o mundo e o conhecimento. Essa relação é materializada pela e na obra de arte, que “é parte integrante da realidade social, é elemento da estrutura de tal sociedade e expressão da produtividade social e espiritual do homem” . A obra de arte é constituída pela razão, pelos sentidos e pela transcendência da própria condição humana. Karl Marx argumenta que “o homem se afirma no mundo objetivo, não apenas no pensar, mas também com todos os sentidos” (MARX, 1987, p. 178) e os sentidos não são apenas naturais, biológicos e instintivos, mas também transformados pela cultura, humanizados. O conhecimento artístico tem como características centrais a criação e o trabalho criador. A arte é criação, qualidade distintiva fundamental da dimensão artística, pois criar “é fazer algo inédito, novo e singular, que expressa o sujeito criador e simultaneamente, transcende-o, pois o objeto criado é portador de conteúdo social e histórico e como objeto concreto é uma nova realidade social” . Esta característica da arte ser criação é um elemento fundamental para a educação, pois a escola é, a um só tempo, o espaço do conhecimento historicamente produzido pelo homem e espaço de construção de novos conhecimentos, no qual é imprescindível o processo de criação. Assim, o desenvolvimento da capacidade criativa dos alunos, inerente à dimensão artística, tem uma direta relação com a produção do conhecimento nas diversas disciplinas. Desta forma, a dimensão artística pode contribuir significativamente para a superação da condição de alienação e repressão à qual os sentidos humanos foram submetidos. A Arte concentra, em sua especificidade, conhecimentos de diversos campos, possibilitando um diálogo entre as disciplinas escolares e ações que favoreçam uma unidade no trabalho pedagógico. Por isso, essa dimensão do conhecimento deve ser entendida para além da disciplina de Arte, bem como as dimensões filosófica e científica não se referem exclusivamente à disciplina de Filosofia e às disciplinas científicas. Essas dimensões do conhecimento constituem parte fundamental dos conteúdos nas disciplinas do currículo da Educação Básica. Os avanços alcançados podem levar a uma transformação no ensino de arte. Entretanto, ainda são necessárias reflexões e ações que permitam a compreensão da arte como campo do conhecimento, de modo que não seja reduzida a um meio de comunicação para destacar dons inatos ou a prática de entretenimento e terapia. Assim, o ensino de arte deixará de ser coadjuvante no sistema educacional para se ocupar também do desenvolvimento do sujeito frente a uma sociedade construída historicamente e em constante transformação. CONTEÚDOS ESTRUTURANTES Os conteúdos estruturantes e específicos, resultado do debate entre professores, apontam uma parte dos conhecimentos a serem trabalhados na disciplina de Arte e, ao mesmo tempo, explicitam formas de encaminhamento metodológico presentes na Educação Básica. Nas séries/anos finais do Ensino Fundamental (5o a 8o séries/ 6o ao 9o ano) gradativamente abandona-se a prática artística e a ênfase nos elementos formais, tratando-se de forma superficial os conteúdos de composição e dos movimentos e períodos. No Ensino Médio a prioridade é para a História da Arte, com raros momentos de prática artística, centrando-se no estudo de movimentos e períodos artísticos e na leitura de obras de arte. ARTE - ENSINO FUNDAMENTAL 6º ANO - ÁREA MÚSICA CONTEÚDOS ESTRUTURANTES ELEMENTOS FORMAIS Altura COMPOSIÇÃO MOVIMENTOS E PERÍODOS Ritmo Greco-Romana Duração Melodia Oriental Timbre Escala diatônica pentatônica cromática, improvisação. Ocidental Intesidade Africana Densidade 6º ANO - ÁREA ARTES VISUAIS CONTEÚDOS ESTRUTURANTES ELEMENTOS FORMAIS Ponto COMPOSIÇÃO MOVIMENTOS E PERÍODOS Bidimensional Arte Greco-Romana Figurativa Arte Africana Geométrica, simetria Arte Oriental Técnicas: pintura, escultura Arte Pré-Histórica Linha Textura Gêneros: Cenas da mitologia Forma Superfície Volume Luz 6º ANO - ÁREA TEATRO CONTEÚDOS ESTRUTURANTES ELEMENTOS FORMAIS Personagem: expressões corporais, vocais, gestuais, faciais. Ação Espaço COMPOSIÇÃO Enredo, roteiro, espaço cênico, adereços. MOVIMENTOS E PERÍODOS Greco-Romana Teatro Oriental Técnicas: jogos teatrais, teatro indireto e direto, Teatro Medieval improvisação, manipulação, máscara... Renascimento Gênero: Tragédia, comédia e circo. 6º ANO - ÁREA DANÇA CONTEÚDOS ESTRUTURANTES ELEMENTOS FORMAIS Movimento Corporal Tempo Espaço COMPOSIÇÃO Kinesfera Eixo Ponto de Apoio Movimentos Articulares Fluxo ( livre e interrompido) Rápido e lento MOVIMENTOS E PERÍODOS Pré-História Greco-Romana Renascimento Dança Clássica Formação (níveis alto, médio, baixo) Deslocamento ( direto e indireto) Dimensões ( pequeno e grande) Técnica: improvisação Gênero: circular 7º ANO - ÁREA MÚSICA CONTEÚDOS ESTRUTURANTES ELEMENTOS FORMAIS COMPOSIÇÃO Altura Ritmos Duração Melodia Timbre Escalas Intensidade Gêneros: folclóricos, indígenas,popular e étnico. Densidade Técnicas: vocal, instrumental, e mista, improvisação. MOVIMENTOS E PERÍODOS Musica popular e étnica (ocidental e oriental) 7º ANO - ÁREA ARTES VISUAIS CONTEÚDOS ESTRUTURANTES ELEMENTOS FORMAIS Ponto COMPOSIÇÃO MOVIMENTOS E PERÍODOS Proporção Arte Indígena Tridimensional Arte Popular Figura e fundo Brasileira e Paranaense Abstrata Renascimento Perspectiva Barroco Linha Textura Forma Técnicas: Pintura, escultura, modelagem e gravura... Superfície Gênero: Paisagem, retrato, naturezamorta. Volume Luz 7º ANO - ÁREA TEATRO CONTEÚDOS ESTRUTURANTES ELEMENTOS FORMAIS COMPOSIÇÃO Personagem: expressões corporais, vocais, gestuais, faciais. Representação ,leitura dramática, cenografia. Ação MOVIMENTOS E PERÍODOS Comédia Dell'arte Teatro Popular Técnicas: jogos teatrais, mímicas, improvisação, formas animadas... Espaço Brasileiro e Paranaense Tetro Africano Gênero: Rua e arena, caracterização. 7º ANO - ÁREA DANÇA CONTEÚDOS ESTRUTURANTES ELEMENTOS FORMAIS Movimento Corporal Tempo Espaço COMPOSIÇÃO MOVIMENTOS E PERÍODOS Ponto de apoio Dança Popular Rotação, coreografia, salto e queda Brasileira Peso ( leve e pesado) Fluxo livre, interrompido e Paranaense conduzido) Africana Lento, rápido e moderado Indígena Níveis ( alto, médio e baixo) Formação Direção Gênero: folclórica, popular, e étnica. 8ºANO - ÁREA MÚSICA CONTEÚDOS ESTRUTURANTES ELEMENTOS FORMAIS COMPOSIÇÃO MOVIMENTOS E PERÍODOS Altura Ritmo Industria cultural Duração Melodia Eletrônica Timbre Harmonia Minimalista Tonam, modal, e a fusão de ambos Tecno, Rap e Rock. Técnicas: vocal, instrumental e mista. Intensidade Densidade 8º ANO - ÁREA ARTES VISUAIS CONTEÚDOS ESTRUTURANTES ELEMENTOS FORMAIS COMPOSIÇÃO MOVIMENTOS E PERÍODOS Linha Semelhanças Industria Cultural Forma Contrastes Arte no séc XX Textura Ritmo visual Arte Contemporânea Superfície Estilização Volume Deformação Cor Técnicas: desenho, fotografia,audiovisual, mista. Luz 8º ANO - ÁREA TEATRO CONTEÚDOS ESTRUTURANTES ELEMENTOS FORMAIS Personagem: expressões corporais, vocais, gestuais, faciais. Ação Espaço COMPOSIÇÃO MOVIMENTOS E PERÍODOS Representação no cinema e Industria cultural mídias Realismo Teatro dramático Expressionismo Maquiagem Cinema novo Sonoplastia Roteiro Técnicas: jogos teatrais, sombra, adaptação cênica... 8º ANO - ÁREA DANÇA CONTEÚDOS ESTRUTURANTES ELEMENTOS FORMAIS Movimento Corporal COMPOSIÇÃO MOVIMENTOS E PERÍODOS Tempo Giro Rolamento Saltos Espaço Aceleração e desaceleração Expressionismo Direções ( frente, atrás , direita e esquerda) Improvisação Coreografia Sonoplastia Gênero: Industria Cultural e espetáculo. Hip Hop Musicais Indústria cultural Dança Moderna 9º ANO - ÁREA MÚSICA CONTEÚDOS ESTRUTURANTES ELEMENTOS FORMAIS COMPOSIÇÃO MOVIMENTOS E PERÍODOS Altura Ritmo Musica Engajada Duração Melodia Musica Popular Brasileira. Timbre Harmonia Musica Contemporânea Técnicas: Vocal instrumental e mista Intensidade Densidade Gênero: Popular, folclórico, étnico 9º ANO - ÁREA ARTES VISUAIS CONTEÚDOS ESTRUTURANTES ELEMENTOS FORMAIS Ponto COMPOSIÇÃO MOVIMENTOS E PERÍODOS Bidimensional Realismo Tridimensional Vanguardas Figura e fundo Muralismo e Arte latinoamericano Linha Ritmo visual Textura Hip Hop Técnicas: Pintura, Grafitte, performance... Forma Gêneros:Paisagem, urbana, cenas do cotidiano... Superfície Volume Luz 9º ANO - ÁREA TEATRO CONTEÚDOS ESTRUTURANTES ELEMENTOS FORMAIS COMPOSIÇÃO MOVIMENTOS E PERÍODOS Personagem: expressões corporais, vocais, gestuais, faciais. Texto dramático Técnica: Jogos teatrais, maquiagem, sombra. Teatro Engajado Ação Dramaturgia Teatro Pobre Espaço Sonoplastia Teatro do absurdo Cenografia Vanguardas Teatro Oprimido Iluminação Figurino ENSINO MÉDIO 1º ANO DO ENSINO MÉDIO CONTEÚDOS ESTRUTURANTES ELEMENTOS FORMAIS COMPOSIÇÃO PONTO BIDIMENSIONAL LINHA TRIDIMENSIONAL MOVIMENTOS E PERÍODOS ARTE OCIDENTAL FIGURA E FUNDO ALTURA RITMO OCIDENTAL PERSONAGEM JOGOS TEATRAIS TEATRO GRECO ROMANO KINESFERA GRECO ROMANO EXPRESÃO VOCAL MOVIMENTO CORPORAL FLUXO PESO FORMA FIGURATIVO ARTE ORIENTAL ABSTRATO DURAÇÃO MELODIA - HARMONIA ORIENTAL EXPRESSÃO CORPORAL TEATRO TEATRO MEDIEVAL DIRETO E INDIRETO MOVIMENTO CORPORAL SALTO E QUEDA - EIXO MEDIEVAL TEXTURA PERSPECTIVA ARTE AFRICANA DURAÇÃO ESCALAS MODAL E TONAL AFRICANA EXPRESSÕES GESTUAIS E MÍMICA TEATRO REALISTA FACIAIS TEATRO FORUM MOVIMENTO CORPORAL GIRO AFRICANA ROLAMENTO SUPERFICIE SEMELHANÇAS E CONTRASTES INDUSTRIA CULTURAL TÉCNICA FOTOGRAFIA E GRAVURA TIMBRE ESCALAS MODAL E TONAL MUSICA INDUSTRIA CULTURAL AÇÃO ENCENAÇÃO TEATRO INDUSTRIA TRAGÉDIA E COMÉDIA CULTURAL LENTO DANÇA RÁPIDO INDUSTRIA CULTURAL TEMPO MODERADO 2º ANO DO ENSINO MÉDIO CONTEÚDOS ESTRUTURANTES ELEMENTOS FORMAIS COMPOSIÇÃO MOVIMENTOS E PERÍODOS VOLUME RITMO VISUAL TÉCNICA: MODELAGEM ESCULTURAS ARTE VANGUARDA E INDUSTRIA CULTURAL INTENSIDADE MELODIA VANGUARDA TÉCNICA: INSTRUMENTAL AÇÃO ROTEIRO E ENSAIO TEATRO DE VANGUARDA GÊNERO: DRAMATURGIA TEMPO ACELERAÇÃO VANGUARDA DESACELERAÇÃO NÍVEIS GÊNERO: ESPETACULO COR SIMETRIA ARTE POPULAR TECNICA: INSTALAÇÃO PERFORMANCE ALTURA MELODIA MUSICA ENGAJADA HARMONIA TECNICA: ELETRONICA AÇÃO REPRESENTAÇÃO NAS MIDIAS TEATRO ENGAJADAO ESPAÇO DESLOCAMENTO DANÇA POPULAR DIREÇÕES GENERO: SALÃO LUZ DEFORMAÇÃO TECNICA: PINTURA ESCULTURA ARTE CONTEMPORANEA DENSIDADE MELODIA E HARMONIA TECNICA: IMPROVISAÇÃO E MISTA MUSICA POPULAR ESPAÇO CARACTERIZAÇÃO TEATRO POPULAR CENOGRAFIA PLANOS IMPROVISAÇÃO DANÇA POPULAR TECNICA: POPULARES LUZ ESTILIZAÇÃO ARTE LATINO AMERICANA TECNICA: DESENHO E PINTURA DURAÇÃO RITMO MELODIA MUSICA LATINO AMERICANO GENERO: POPULAR TECNICA: MISTA ESPAÇO DIREÇÃO PRODUÇÃO TEATRO LATINO AMERICANO FIGURINO ILUMINAÇÃO SONOPLASTIA TEMPO LENTO RAPIDO MODERADO DANÇA INDUSTRIA CULTURAL 3º ANO DO ENSINO MÉDIO CONTEÚDOS ESTRUTURANTES ELEMENTOS FORMAIS COMPOSIÇÃO MOVIMENTOS E PERÍODOS PONTO LINHA E FORMA FIGURATIVO ABSTRATO ARTE AFRICANA BRASILEIRA E TECNICA: PINTURA ESCULTURA PARANAENSE E ARQUITETURA ALTURA E DURAÇÃO RITMO E MELODIA MUSICA BRASILEIRA E PARANAENSE AÇÃO DRAMATURGIA TEATRO BRASILEIRO E PARANAENSE MOVIMENTO CORPORAL IMPROVISAÇÃO DANÇA BRASILEIRA E PARANAENSE TEXTURA SUPERFICIE VOLUME RITMO VISUAL ARTE BRASILEIRA E PARANAENSE DURAÇÃO RITMO MELODIA HARMONIA MUSICA BARROCA E BRASILEIRA AÇÃO ENCENAÇÃO TEATRO BARROCO E BRASILEIRO MOVIMENTO CORPORAL COREOGRAFIA DANÇA BARROCA E GENERO: ESPETACULO BRASILEIRA ARTE BRASILEIRA RITMO VISUAL ARTE BRASILEIRA E MOVIMENTO MODERNISTA TECNICA: PINTURA, PARANAENSE ESCULTURA E ARQUITETURA ALTURA MELODIA MUSICA BRASILEIRA MPB HARMONIA ENGAJADA TECNICA: MISTA ESPAÇO LEITURA DRAMATICA TEATRO BRASILEIRO GENERO: DIREÇÃO PRODUÇÃO IMPROVISAÇÃO DANÇA BRASILEIRA E GENERO: POPULARES PARANAENSE ARTE BRASILEIRA RITMO VISUAL ARTE BRASILEIRA ECLETISMO E ARTE NOUVEAU TECNICAS: PINTURA MODERNISMO ARQUITETURA ESCULTURA DURAÇÃO ESCALAS MUSICA BRASILEIRA E RITMO PARANAENSE GENERO: POPULAR AÇÃO ROTEIRO TEATRO BRASILEIRO E ENCENAÇÃO PARANAENSE GENERO: COMÉDIA MOVIMENTO CORPORAL COREOGRAFIA DANÇA BRASILEIRA E GENERO: SALÃO E PARANAENSE FOLCLORICA Encaminhamentos Metodológicos Para preparar as aulas, é preciso considerar para quem elas serão ministradas, como, por que e o que será trabalhado, tomando-se a escola como espaço de conhecimento. Dessa forma, devem - se contemplar, na metodologia do ensino da arte, três momentos da organização pedagógica: • Teorizar: fundamenta e possibilita ao aluno que perceba e aproprie a obra artística, bem como, desenvolva um trabalho artístico para formar conceitos artísticos • Sentir e perceber: são as formas de apreciação, fruição, leitura e acesso à obra de arte • Trabalho artístico: é a prática criativa, o exercício com os elementos que compõe uma obra de arte . O trabalho em sala poderá iniciar por qualquer um desses momentos, ou pelos três simultaneamente. Ao final das atividades, em uma ou várias aulas, espera-se que o aluno tenha vivenciado cada um deles. Artes Visuais Sugere-se para a prática pedagógica, que o professor aborde, além da produção pictórica de conhecimento universal e artistas consagrados, também formas e imagens de diferentes aspectos presentes nas sociedades contemporâneas. O cinema, televisão, vídeoclipe e outros são formas artísticas, constituídas pelas quatro áreas de Arte, onde a imagem tem uma referência fundamental, compostas por imagens bidimensionais e tridimensionais. Por isso, sugere-se que a prática pedagógica parta da análise e produção de trabalhos artísticos relacionados a conteúdos de composição em Artes Visuais, tais como: • imagens bidimensionais: desenhos, pinturas, gravuras, fotografia, propaganda visual; • imagens tridimensionais: esculturas, instalações, produções arquitetônicas . Os conteúdos devem estar relacionados com a realidade do aluno e do seu entorno. Nessa seleção, o professor pode considerar artistas, produções artísticas e bens culturais da região, bem como outras produções de caráter universal. Dança Para o ensino da Dança na escola, é fundamental buscar no encaminhamento das aulas a relação dos conteúdos próprios da dança com os elementos culturais que a compõem. É necessário rever as abordagens presentes e modificar a ideia de que a Dança aparece somente como meio ou recurso “para relaxar’, ‘para soltar . Os elementos formais da dança, nestas diretrizes, são: • movimento corporal: o movimento do corpo ou de parte dele num determinado tempo e espaço; • espaço: é onde os movimentos acontecem, com utilização total ou parcial do espaço; • tempo: caracteriza a velocidade do movimento corporal (ritmo e duração). Música Para se entender melhor a música, é necessário desenvolver o hábito de ouvir os sons com mais atenção, de modo que se possa identificar os seus elementos formadores, as variações e as maneiras como esses sons são distribuídos e organizados em uma composição musical. Essa atenção vai propiciar o reconhecimento de como a música se organiza. A música é formada, basicamente, por som e ritmo e varia em gênero e estilo. O som é constituído por vários elementos que apresentam diferentes características e podem ser analisados em uma composição musical ou em sons isolados. Os elementos formais do som são: intensidade, altura, timbre, densidade e duração. Como sugestão de encaminhamento metodológico, segue exemplo de como se trabalhar com um videoclipe: 1. apreciação e análise do videoclipe (música, imagem, representação, dança...), com ênfase na produção musical, observando a organização dos elementos formais do som, da composição e de sua relação com os estilos e gêneros musicais; 2. seleção de músicas de vários gêneros para compor outra trilha sonora para a mesma cena do videoclipe, observando se há mudança no sentido da cena; 3. construção de instrumentos musicais, com vários tipos de materiais, para produções musicais com diversos arranjos instrumentais e vocais, compondo efeitos sonoros e música para o videoclipe; 4. registro de todo o material sonoro produzido pelos alunos, por meio de gravação em qualquer mídia disponível. Teatro Dentre as possibilidades de aprendizagem oferecidas pelo teatro na educação, destacam-se a: criatividade, socialização, memorização e a coordenação, sendo o encaminhamento metodológico, proposto pelo professor, o momento para que o aluno os exercite. Com o teatro, o educando tem a oportunidade de se colocar no lugar de outros, experimentando o mundo sem correr risco. Existem diversos encaminhamentos metodológicos possíveis para o ensino de teatro, no entanto se faz necessário proporcionar momentos para teorizar, sentir e perceber e para o trabalho artístico, não o reduzindo a um mero fazer. Uma possibilidade seria iniciar o trabalho com exercícios de relaxamento, aquecimento e com os elementos formais do teatro: personagem – expressão vocal, gestual, corporal e facial, Composição: jogos teatrais, improvisações e transposição de texto literário para texto dramático, pequenas encenações construídas pelos alunos e outros exercícios cênicos (trabalho artístico). O encaminhamento enfatiza o trabalho artístico, contudo, o professor não exclui a abordagem da teorização em arte como, por exemplo, discutir os movimentos e períodos artísticos importantes da história do Teatro. Durante as aulas, torna-se interessante solicitar aos alunos uma análise das diferentes formas de representação na televisão e no cinema, tais como: plano de imagens, formas de expressão dos personagens, cenografia e sonoplastia (sentir e perceber). Os conteúdos estruturantes devem ser tratados de forma orgânica, ou seja, mantendo as suas relações: • elementos formais: personagem, ação e espaço cênico; • composição: representação, cenografia; • movimentos e períodos: história do teatro e as relações de tempo e espaço presentes no espaço cênico, atos, cenografia, iluminação e música. Na metodologia de ensino poderá ser trabalhado com o aluno o conceito de teatro como uma forma artística que aprofunda e transforma sua visão de mundo, sob a perspectiva de que o ato de dramatizar é uma construção social do homem em seu processo de desenvolvimento. Esse encaminhamento pode ser iniciado pelo enredo, em cujo conteúdo estão presentes, por meio de metáforas, as relações humanas, dramatizadas por atores ou bonecos, em falas e gestos ou mímicas. O professor poderá partir de uma obra da literatura dramática universal, da literatura brasileira ou da oralidade (contos, lendas, cantigas populares), uma letra de música, um recorte de jornal, uma fotografia ou pintura, os quais contêm temas sobre situações relevantes do ser humano em sua relação consigo e com o outro. Devem ser consideradas a faixa etária e a realidade dos alunos, para que possam questionar e reelaborar essas temáticas em peças cênicas. Outra opção é iniciar pelo processo de construção da personagem. Na elaboração do seu perfil físico e simbólico (figurino, adereço, suas ações, espaço, gestual, entonação), devem estar presentes a pesquisa, a exploração, a descoberta individual e coletiva de temáticas e conceitos propostos pelo professor, para que se estimulem discussões acerca da condição humana em seus aspectos sociais, culturais e históricos. Na escola, as propostas do enredo e das ações das personagens podem ser valorizadas em espaços alternativos para a cena, afora o anfiteatro e o salão nobre. Dessa maneira, locais inusitados como uma escadaria ou uma simples sala sem qualquer móvel são transformadas em locais que reforçam a intenção da cena e/ou das personagens. Tais relações dão ênfase a um espaço pensado como signo: um espaço cênico. De maneira geral, no teatro, recomenda-se, no encaminhamento metodológico, o enfoque nos seguintes trabalhos com os alunos: • manifestação das formas de trabalho artístico que os alunos já executam, para que sistematizem com mais conhecimentos suas próprias produções; • produção e exposição de trabalhos artísticos, a considerar a formação do professor e os recursos existentes na escola. AVALIAÇÃO A concepção de avaliação para a disciplina de Arte proposta nestas Diretrizes Curriculares é diagnóstica e processual. É diagnóstica por ser a referência do professor para planejar as aulas e avaliar os alunos; é processual por pertencer a todos os momentos da prática pedagógica. A avaliação processual deve incluir formas de avaliação da aprendizagem, do ensino (desenvolvimento das aulas), bem como a autoavaliação dos alunos. De acordo com a LDB (n. 9.394/96, art. 24, inciso V) a avaliação é “contínua e cumulativa do desempenho do aluno, com prevalência dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos e dos resultados ao longo do período sobre os de eventuais provas finais”. Na Deliberação 07/99 do Conselho Estadual de Educação (Capítulo I, art.8o), a avaliação almeja “o desenvolvimento formativo e cultural do aluno” e deve “levar em consideração a capacidade individual, o desempenho do aluno e sua participação nas atividades realizadas”. A a avaliação em Arte busca propiciar aprendizagens socialmente significativas para o aluno. Ao ser processual e não estabelecer parâmetros comparativos entre os alunos, discute dificuldades e progressos de cada um a partir da própria produção, de modo que leva em conta a sistematização dos conhecimentos para a compreensão mais efetiva da realidade. O professor deve fazer um levantamento das formas artísticas que os alunos já conhecem e de suas respectivas habilidades, como tocar um instrumento musical, dançar, desenhar ou representar. Durante o ano letivo, as tendências e habilidades dos alunos para uma ou mais áreas da arte também devem ser detectadas e reconhecidas pelo professor. O conhecimento que o aluno acumula deve ser socializado entre os colegas e, ao mesmo tempo, constitui-se como referência para o professor propor abordagens diferenciadas. A fim de se obter uma avaliação efetiva individual e do grupo, são necessários vários instrumentos de verificação tais como: • trabalhos artísticos individuais e em grupo; • pesquisas bibliográfica e de campo; • debates em forma de seminários e simpósios; • provas teóricas e práticas; • registros em forma de relatórios, gráficos, portfólio, áudio-visual e outros. Por meio desses instrumentos, o professor obterá o diagnóstico necessário para o planejamento e o acompanhamento da aprendizagem durante o ano letivo, visando às seguintes expectativas de aprendizagem: • A compreensão dos elementos que estruturam e organizam a arte e sua relação com a sociedade contemporânea; • A produção de trabalhos de arte visando à atuação do sujeito em sua realidade singular e social; • A apropriação prática e teórica dos modos de composição da arte nas diversas culturas e mídias, relacionadas à produção, divulgação e consu mo. REFERÊNCIAS DIRETRIZES CURRICULARES DA EDUCAÇÃO BÁSICA ARTE - Paraná 2008. BRASIL. Leis, decretos, etc. Lei n. 5692/71: lei de diretrizes e bases da educação nacional, LDB. Brasília, 1971. BRASIL. Leis, decretos, etc. Lei n. 9394/96: lei de diretrizes e bases da educação nacional, LDB. Brasília, 1996. GOMBRICH, Ernest H. Arte e ilusão. São Paulo: M. Fontes, 1986. LEMINSKI, Paulo. A Arte e Outros Utensílios. São Paulo: Folha de São Paulo, 18 de outubro 1986. LUKÁCS, Gyorgy. Introdução a uma estética marxista, sobre a particularidade como categoria da estética. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1970. OSTROWER, Fayga. Criatividade e Processos de Criação. Petrópolis: Vozes, 1987. OSTROWER, Fayga. Universos da arte. Rio de Janeiro: Campus, 1983. PARANÁ. Secretaria de Estado da Educação. Departamento de Ensino de Primeiro Grau. Currículo básico para a escola pública do Paraná. Curitiba: SEED/DEPG, 1992. VÁZQUEZ, Adolfo Sánchez. As idéias estéticas de Marx. 2. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1978. VYGOTSKY, Lev Semenovitch. Psicologia da arte. São Paulo: M. Fontes, 1999. DISCIPLINA: LÍNGUA ESTRANGEIRA MODERNA – INGLÊS PROPOSTA PEDAGÓGICA CURRICULAR 1 – DIMENSÃO HISTÓRICA O cenário de ensino de línguas estrangeiras no Brasil e a estrutura do currículo escolar sofreram constantes mudanças em decorrência da organização social, política e econômica ao longo da história. As propostas curriculares e os métodos de ensino são instigados a atender às expectativas e demandas sociais contemporâneas e a propiciar a aprendizagem dos conhecimentos historicamente produzidos às novas gerações. Além do aspecto dinâmico do currículo e dos métodos, o Estado pode orientar mudanças curriculares que se justificam pela atualização dos debates e produções teórico-metodológicas e político-pedagógicas para a disciplina de Língua Estrangeira Moderna. Na relação entre as abordagens de ensino, na estrutura do currículo e na sociedade, residem as causas da ascensão e do declínio do prestígio das línguas estrangeiras nas escolas. Com o objetivo de analisar tais relações, para definir novas Diretrizes Curriculares para o ensino de Língua Estrangeira na rede pública estadual, será abordada a seguir a dimensão histórica desse componente curricular. Com o objetivo de melhorar a instrução pública e de atender às demandas advindas da abertura dos portos ao comércio, D. João VI, em 1809, assinou o decreto de 22 de junho para criar as cadeiras de Inglês e Francês. A partir daí, o ensino das línguas modernas começou a ser valorizado. Em 1837, ocorreu a fundação do Colégio Pedro II, primeiro em nível secundário do Brasil e referência curricular para outras instituições escolares por quase um século. O currículo do Colégio se inspirava nos moldes franceses e, em seu programa, constavam sete anos de Francês, cinco de Inglês e três de Alemão, cadeira esta criada no ano de 1840. O grande interesse despertado pelos métodos audiolinguais, fundamentados na linguística estrutural e no behaviorismo de Skinner, imperava nesse contexto, de modo que o ensino de Inglês tornou-se hegemônico sob a finalidade estritamente instrumental. Nessa perspectiva, deixava-se de ensinar língua e civilização estrangeiras para ensinar apenas a língua como recurso instrumental. No Estado do Paraná, a partir movimentos de professores década insatisfeitos de com 1970, a tais reforma questões do ensino. geraram Esses movimentos ecoaram no Colégio Estadual do Paraná, fundado em 1846, o qual contava com professores de Latim, Grego, Francês, Inglês e Espanhol. Uma das formas, então, para manter a oferta de línguas estrangeiras nas escolas públicas após o parecer n. 581/76, bem como a tentativa de superar a hegemonia de um único idioma ensinado nas escolas, foi a criação do Centro de Línguas Estrangeiras no Colégio Estadual do Paraná, em 1982, que passou a oferecer aulas de Inglês, Espanhol, Francês e Alemão, aos alunos no contraturno. Ao contextualizar o ensino da Língua Estrangeira, pretendeu-se problematizar as questões que envolvem o ensino da disciplina, nos aspectos que o tem marcado, sejam eles políticos, econômicos, sociais, culturais e educacionais. A partir dessa análise, serão apresentados os fundamentos teórico-metodológicos que orientarão o ensino de Língua Estrangeira na Rede Pública Estadual. 2 – FUNDAMENTOS TEÓRICO-METODOLÓGICOS A fim de justificar a concepção teórico-metodológica destas Diretrizes, pretendese problematizar o ensino da Língua Estrangeira a partir da análise do diagnóstico realizado junto aos professores da Rede Pública do Estado do Paraná. Ao explicitarem aspectos relativos ao ensino da Língua Estrangeira no que se refere a suas práticas e objetivos atribuídos à disciplina, identificou-se que a abordagem comunicativa tem orientado o trabalho em sala de aula. Esta opção favorece o uso da língua pelos alunos, mesmo de forma limitada, e evidencia uma perspectiva utilitarista de ensino, na qual a língua é concebida como um sistema para a expressão do significado, num contexto interativo. Propõe-se que a aula de Língua Estrangeira Moderna constitua um espaço para que o aluno reconheça e compreenda a diversidade linguística e cultural, de modo que se envolva discursivamente e perceba possibilidades de construção de significados em relação ao mundo em que vive. Espera-se que o aluno compreenda que os significados são sociais e historicamente construídos e, portanto, passíveis de transformação na prática social. A proposta adotada nestas Diretrizes se baseia na corrente sociológica e nas teorias do Círculo de Bakhtin2, que concebem a língua como discurso. Busca-se, dessa forma, estabelecer os objetivos de ensino de uma Língua Estrangeira Moderna e resgatar a função social e educacional desta disciplina na Educação Básica. 3 – CONTEÚDOS ESTRUTURANTES Os conhecimentos que identificam e organizam os campos de estudos escolares de Língua Estrangeira são considerados basilares para a compreensão do objeto de estudo dessa disciplina. Esses saberes são concebidos como Conteúdos Estruturantes, a partir dos quais se abordam os conteúdos específicos no trabalho pedagógico. Os Conteúdos Estruturantes se constituem através da história, são legitimados socialmente e, por isso, são provisórios e processuais. O Conteúdo Estruturante está relacionado com o momento histórico-social. Ao tomar a língua como interação verbal, como espaço de produção de sentidos, buscou-se um conteúdo que atendesse a essa perspectiva. Sendo assim, define-se como Conteúdo Estruturante da Língua Estrangeira Moderna o Discurso como prática social. A língua será tratada de forma dinâmica, por meio de leitura, de oralidade e de escrita que são as práticas que efetivam o discurso. Quanto aos conteúdos específicos, apresenta-se o seguinte: 6º ANO - Cumprimentos - Pronomes pessoais – I you, (sing), he, she, it, we, you (pl), they; - Adjetivos possessives – My, your, (sing), his, her, our, your (pl), their; - To Be – affirmative, interrogative, negative – full and contracted forms; - Pronomes demonstratives – this, that these, those; - Artigo indefinido – a, an; - Where, what, who; - Números cardinais – O through 100; - How much; - Pronomes de tratamento Miss, Mr; - Verbo to like – presente simples (formas afirmativa, negativa e interrogativa); - Verbo to have – (forma afirmativa); - Adjetivos; - Vocabulário referente a apresentações, cumprimentos, despedidas, objetivos escolares e encontrados em sala de aula, países, cidades, nacionalidades, profissões, família, animais, guloseimas, cores e meios de transporte; - Interpretação de pequenos textos e diálogos. 7º ANO - Revisão do verbo To Be, presente simples (formas afirmativa, negativa e interrogativa) - Revisão de pronomes pessoais - Numerais ordinais - Vocabulário referente a dias da semana, meses do ano, estações do ano, signos do zodíaco. - Plural dos substantivos - Revisão sobre pronomes demonstrativos (this, that, these e those) - Horas e atividades escolares - Pronomes e expressões interrogativas (which, how much, how many, what time) - Preposições on, in, at, under, beside, between, opposite - Verbos no presente simples - Vocabulário referente a atividades de rotina e de lazer - Presente contínuo ( formas afirmativa, negativa e interrogativa) - Caso genitivo - Pronomes possessivos - Vocabulário referente a moedas, roupas, acessórios e calçados - There + To Be (formas afirmativa, negativa e interrogativa) - Imperativo - Vocabulário referente a cômodos e mobília 8º ANO - Revisão There + Be (formas afirmativa, negativa e interrogativa) - Revisão e expressão interrogativa (what time) - Preposições (near, next to. Between, behind, beside) - Expressões interrogatives: How Many - Advérbios de frequência e locuções adverbiais - Descrição física de pessoas - Futuro ‘be going to” e “will” - Problemas de saúde - Interpretação de textos - Verbo To Be 9past simple) - Past simple: Verbos regulares e os verbos irregulars - Wh-questions - Verbo can - Imperativo afirmativo e negativo - Vestuário - Interpretação de textos e diálogos 9º ANO - Presente Simples - Presente contínuo - Passado simples - Passado contínuo - Vocabulário referente a comidas e bebidas - Uso de SOME e ANY e seus derivados - Modais: can. Could, may,. Will, would, should, shoudn’ t, must, mustn’t, needn’t - Adjetivos: grau comparative (igualdade, superioridade e inferioridade) e grau superlativo. - Vocabulário referente à descrição psicológica das pessoas - Presente Perfeito com:ever, never already, recently, lately, just, since, e for. - Contraste entre o presente perfeito e o passado simples - Presente perfeito contínuo - Pequenos textos e diálogos 1º ano * Revisão do verbo to be (formas afirmativa, negativa e interrogativa) * - Revisão dos pronomes pessoais * Pronomes possessivos my, your, his, her, its, our, your, their * Vocabulário referente a numerais ordinais (de 1 a 100) * Dias da semana * Meses do ano * Estações do ano * Presente contínuo * Verbo modal can (formas afirmativa, negativa e interrogativa) * Plural dos substantivos (I) * Pronomes demonstrativos this, that, these, those * Vocabulário referente a esportes * Datas (numerais cardinais, ordinais e meses do ano) * Presente simples * Respostas curtas * Expressões interrogativas * Uso de elementos de coesão: first, then, next, after, that, finally * Vocabulário referente a atividades de rotina e de lazer * Presente contínuo (formas afirmativa, negativa e interrogativa) * Vocabulário referente a atividades de rotina e de lazer * Palavras ou expressões interrogativas (whose/which/how much) * Vestuário (vocabulário) * Pronomes possessivos mine, yours, his, hers, ours, your, theirs 2º ano * Informações sobre localização de determinados pontos turísticos * Verbo there to be (afirmação, negação e interrogação) * Preposições: near, next to, between, behind, beside * Palavras que indicam direção: right, left, straight, ahead, parallel * Advérbios de freqüência e locuções adverbiais * Perguntas e respostas sobre atividades de rotina e de lazer/freqüência com que se realizam as atividades * Descrição física das pessoas * Perguntas e respostas sobre vestimentas * Presente contínuo * Problemas de saúde * Pronomes pessoais (sujeito e objeto) * Viagens: perguntar e informar sobre condições meteorológicas e acontecimentos no passado * Passado simples dos verbos * Verbos regulares e o verbo irregular to have * Passado simples: verbos irregulares * Expressar gosto e aversão (to like/to dislike) * Pronomes interrogativos (which, how, what time) * Preposições in, on, at * Presente simples dos verbos to speak, to go, to like, to love, to play, to have * Uso de do/don’t/does/doesn’t * Informar sobre ações do dia a dia (presente simples) 3º ano * Revisão do presente simples e do artigo indefinido * Fazer pedido e oferecer algo a alguém * Aceitar algo ou recusar algo * Verbos modais – can – could – may, will, would * Pedir permissão para fazer algo * Perguntar e responder sobre acontecimentos no passado * Revisão do passado simples de verbos regulares e irregulares * Descrever acontecimentos no passado * Uso de who, what, how many com função de sujeito e de objeto * Question tag com did * Passado contínuo (nas 3 formas – afirmativa, negativa e interrogativa * Perguntas e respostas sobre ações que estavam ocorrendo em determinado tempo no passado * Adjetivos: grau comparativo (igualdade, superioridade e inferioridade) * Comparações entre dois elementos * Uso do shall (oferecer ajuda a alguém) * Comparações entre três ou mais elementos * Adjetivos no grau superlativo * Concordar com as pessoas ou delas discordar * Descrições psicológicas das pessoas * Pedir e dar conselhos * Pronomes reflexivos * Pronomes possessivos mine, yours, his, hers, ours, your, theirs 4 – ENCAMINHAMENTO METODOLÓGICO Estas Diretrizes propõem redirecionar o ensino de Língua Estrangeira Moderna nas escolas da Rede Pública Estadual do Paraná. O trabalho com a Língua Estrangeira em sala de aula parte do entendimento do papel das línguas nas sociedades como mais do que meros instrumentos de acesso à informação: as línguas estrangeiras são possibilidades de conhecer, expressar e transformar modos de entender o mundo e de construir significados. Propõe-se que, nas aulas de Língua Estrangeira Moderna, o professor aborde os vários gêneros textuais, em atividades diversificadas, analisando a função do gênero estudado, sua composição, a distribuição de informações, o grau de informação presente ali, a intertextualidade, os recursos coesivos, a coerência e, somente depois de tudo isso, a gramática em si. Sendo assim, o ensino deixa de priorizar a gramática para trabalhar com o texto, sem, no entanto, abandoná-la. Cabe lembrar que disponibilizar textos aos alunos não é o bastante. É necessário provocar uma reflexão maior sobre o uso de cada um deles e considerar o contexto de uso e os seus interlocutores. A reflexão crítica acerca dos discursos que circulam em Língua Estrangeira Moderna somente é possível mediante o contato com textos verbais e não-verbais. Do mesmo modo, a produção de um texto se faz sempre a partir do contato com outros textos, que servirão de apoio e ampliarão as possibilidades de expressão dos alunos. A aula de LEM deve ser um espaço em que se desenvolvam atividades significativas, as quais explorem diferentes recursos e fontes, a fim de que o aluno vincule o que é estudado com o que o cerca. 5 – AVALIAÇÃO Avaliar, no dicionário Aurélio, significa: determinar a valia ou o valor de; apreciar ou estimar o merecimento de; fazer a apreciação; ajuizar. Avaliar implica em apreciação e valoração. No entanto, a avaliação escolar está inserida em um amplo processo, o processo de ensino/aprendizagem.A avaliação da aprendizagem em Língua Estrangeira Moderna está articulada aos fundamentos teóricos explicitados nestas Diretrizes e na LDB n. 9394/96. Ao propor reflexões sobre as práticas avaliativas, objetiva-se favorecer o processo de ensino e de aprendizagem, ou seja, nortear o trabalho do professor, bem como propiciar que o aluno tenha uma dimensão do ponto em que se encontra no percurso pedagógico. A avaliação, enquanto relação dialógica, concebe o conhecimento como apropriação do saber pelo aluno e pelo professor, como um processo de ação-reflexãoação, que se passa na sala de aula através da interação professor/aluno carregado de significados e de compreensão. Assim, tanto o professor quanto os alunos poderão acompanhar o percurso desenvolvido até então, e identificar dificuldades, planejar e propor outros encaminhamentos que busquem superá-las. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS English in formation Volume 5 – Wilson Liberato , Editora FTD. Inglês - Novo Ensino Médio, Amadeu Marques Ática. PARANÁ – Diretrizes Curriculares do Ensino de Inglês para o Ensino Fundamental Secretaria de Estado da Educação Superintendência de Educação – Versão preliminar Junho – 2006. SACRISTAN, J. GIMENO, O Currículo, 3ª edição, ed. Artemed, 2000. Spot line Volume 6,7,8 Dirce G. de Azevedo Ayrton de A. Gomes FTD. Take your time Volume 5,6,7,8 - Autores: Analuza M. Rocha Zuleika A. Ferrari, Editora Moderna. ANDREOTTI, V.; JORDÃO, C.M.; GIMENEZ, T. (org.) Perspectivas educacionais e ensino de inglês na escola pública. Pelotas: Educat, 2005. ANTUNES, I. Muito além da gramática: por um ensino de línguas sem pedras no caminho. São Paulo: Parábola Editorial, 2007. BAKHTIN, M. Marxismo e filosofia da linguagem. São Paulo: Hucitec, 1988. BAKHTIN, M. Estética da criação verbal. São Paulo: Martins Fontes, 1999. MATEMÁTICA DIMENSÂO HISTÓRICA DA DISCIPLINA: Para compreender a matemática desde suas origens ate sua constituição como campo cientifico e como disciplina, segundo as diretrizes curriculares é necessário ampliar a discussão sobre essas duas dimensões. De acordo com Ribnikov (1987), um período que demarcou o nascimento da matemática foi quando se teve registro da humanidade a respeito de ideias que se originaram das configurações físicas e geométricas da comparação das formas, tamanhos e quantidades. Os registros que se temos hoje como álgebra elementar podem ter originados pelos Babilônios, por volta de 2000 a.C. A matemática torna - se campo de conhecimento somente em solo grego nos séculos VI e V a.C. a educação grega começou a valorizar o ensino da leitura e da escrita na formação dos filhos da aristocracia. A matemática se inseriu no contexto educacional grego somente um seculo depois, pelo raciocínio abstrato, em busca de resposta para questões relacionadas, por exemplo a origem do mundo. O século XVI d.C. aconteceu a sistematização das matemáticas estáticas, ou seja, desenvolveram - se a aritmética, a geometria a algebra e a trigonometria ( Ribnikov, 1987). As primeiras propostas de ensino em praticas pedagógicas ocorreram no seculo V a.C. com os sofistas, o objetivo desse grupo era formar o homem político, que pela retórica, deveria dominar a arte da persuasão. Entre os seculos IV e II a.C., a educação era ministrada de forma clássica e enciclopédica e o ensino de matemática desse período estava reduzido a contar números naturais, cardinais e ordinais, fundamentado na memorização e repetição. Nessa época, no Egito, foi criada a biblioteca de Alexandria. Grandes sábios da época eram ligados a esta instituição, dentre eles o grego Euclides. A obra de Euclides, que apresenta a base do conhecimento matemático por meio dos axiomas e postulados, contempla a geometria plana, teoria das proporções aplicadas às grandezas em geral, geometria de figuras semelhantes, a teoria dos números incomensuráveis e esteriometria – que estuda as relações métricas da pirâmide, do prisma, do cone e do cilindro, polígonos regulares, especialmente do triângulo e do pentágono. Ainda hoje, tais conteúdos continuam presentes e sendo abordados na Educação Básica. Já no século V d.C., início da Idade Média, até o século VII, o ensino teve caráter estritamente religioso. A Matemática era ensinada para atender os cálculos do calendário litúrgico e determinar as datas religiosas. Entre os séculos VIII e IX, o ensino passou por mudanças significativas com o surgimento das escolas e a organização dos sistemas de ensino. Embora a ênfase fosse dada ao estudo do latim, surgiram as primeiras ideias que privilegiavam o aspecto empírico da Matemática. Nas discussões filosóficas das universidades medievais entre os séculos X e XV, os estudos de Matemática mantiveram -se atrelados às constatações empíricas. Após o século XV houve novas descobertas da matemática, cujos conhecimentos e ensino voltaram - se às atividades práticas. O século XVI demarcou um novo período de sistematização deste conhecimento, denominado de matemáticas de grandezas variáveis. Isso ocorreu pela forte influência dos estudos referentes à geometria analítica e à projetiva, o cálculo diferencial e integral, à teoria das séries e a das equações diferenciais (RIBNIKOV, 1987). O valor da técnica e a concepção mecanicista de mundo propiciaram estudos que se concentraram, principalmente, no que hoje chamamos Matemática Aplicada (STRUIK, 1997, p. 158). No Brasil, na metade do século XVI, os jesuítas instalaram colégios católicos com uma educação de caráter clássico-humanista. A educação jesuítica contribuiu para o processo pelo qual a Matemática viria a ser introduzida como disciplina nos currículos da escola brasileira. No século XVII, a Matemática desempenhou papel fundamental para a comprovação e generalização de resultados. Surgiu a concepção de lei quantitativa que levou ao conceito de função e do cálculo infinitesimal. Esses elementos caracterizaram as bases da Matemática como se conhece hoje. O século XVIII foi marcado pelas Revoluções Francesa e Industrial e pelo início da intervenção estatal na educação. Com a chegada da Corte Portuguesa ao Brasil, em 1808, implementou-se um ensino por meio de cursos técnico - militares, nos quais ocorreu a separação dos conteúdos em Matemática elementar e Matemática superior, lecionados na escola básica (atual Educação Básica) e nos cursos superiores, respectivamente. No final do século XIX e início do século XX, o ensino da Matemática foi discutido em encontros internacionais, nos quais se elaboraram propostas pedagógicas que contribuíram para legitimar a Matemática como disciplina escolar e para vincular seu ensino com os ideais e as exigências advindas das transformações sociais e econômicas dos últimos séculos. Na Alemanha Felix Klein1 (1849-1925) defendeu: [...] a atualização da Matemática na escola secundária, de maneira a ficar mais próxima do desenvolvimento moderno dessa área e, também, dos últimos avanços científicos e tecnológicos, bem como, acreditava que a Universidade deveria modificar a sua proposta de ensino, levando em consideração as necessidades do futuro professor. [...] a proposta de Klein representaria o rompimento entre a formação geral e a prática, entre a tradição culta e a artesanal e entre o desenvolvimento do raciocínio em oposição ao desenvolvimento das atividades práticas (MIORIM, 1998, p. 6971). Essas ideias propôs um ensino de matemática baseado um princípios que deveriam orientar - se pela [...] eliminação da organização excessivamente sistemática e lógica dos conteúdos, consideração da intuição como um elemento inicial importante para a futura sistematização, introdução de conteúdos mais modernos, como as funções, valorização das aplicações da Matemática para a formação dos estudantes e percepção da importância da ‘fusão’ ou descompartimentalização dos conteúdos ensinados (MIORIM, 1998, p. 78). O início da modernização do ensino da Matemática no país aconteceu num contexto de mudanças que promoviam a expansão da indústria nacional, o desenvolvimento da agricultura, o aumento da população nos centros urbanos e as ideias que agitavam o cenário político internacional, após a Primeira Guerra Mundial. Assim, as novas propostas educacionais caracterizavam reações contra uma estrutura de educação artificial e verbalizada (MIORIM, 1998). As ideias reformadoras do ensino da Matemática compactuavam discussões do movimento da Escola Nova, que propunha um ensino orientado por uma concepção empírico - ativista ao valorizar os processos de aprendizagem e o envolvimento do estudante em atividades de pesquisa, lúdicas, resolução de problemas, jogos e experimentos. Até o final da década de 1950, a tendência que prevaleceu no Brasil foi a formalista clássica. Essa tendência baseava – se no “modelo euclidiano e na concepção platônica de Matemática”, a qual se caracterizava pela sistematização lógica e pela visão estática, a-histórica e dogmática do conhecimento matemático. Após a década de 1950, observou - se a tendência formalista moderna que valorizava a lógica estrutural das ideias matemáticas, com a reformulação do currículo escolar, por meio do Movimento da Matemática Moderna. O caráter mecanicista e pragmático do ensino da Matemática foi marcante no decorrer da década de 1970. O método de aprendizagem enfatizado era a memorização de princípios e fórmulas, o desenvolvimento e as habilidades de manipulação de algoritmos e expressões algébricas e de resolução de problemas. A pedagogia tecnicista não se centrava no professor ou no estudante, mas nos objetivos instrucionais, nos recursos e nas técnicas de ensino. Os conteúdos eram organizados por especialistas, muitas vezes em kits de ensino e ficavam disponíveis em livros didáticos, manuais, jogos pedagógicos e recursos audiovisuais. Já a tendência construtivista surgiu no Brasil a partir das décadas de 1960 e 1970, e se estabeleceu como meio favorável para discutir o ensino da Matemática na década de 1980. Nesta tendência, o conhecimento matemático resultava de ações interativas e reflexivas dos estudantes no ambiente ou nas atividades pedagógicas. A Matemática era vista como uma construção formada por estruturas e relações abstratas entre formas e grandezas. O construtivismo, então, dava mais ênfase ao processo e menos ao produto do conhecimento A tendência pedagógica socioetnocultural surgiu a partir da discussão sobre a ineficiência do Movimento Modernista. Aspectos socioculturais da Educação matemática foram valorizados e suas bases teóricas e prática estavam na etnomatemática. A aprendizagem da Matemática consiste em criar estratégias que possibilitam ao aluno atribuir sentido e construir significado às ideias matemáticas de modo a tornar se capaz de estabelecer relações, justificar, analisar, discutir e criar. Desse modo, supera o ensino baseado apenas em desenvolver habilidades, como calcular e resolver problemas ou fixar conceitos pela memorização ou listas de exercícios. A ação do professor é articular o processo pedagógico, a visão de mundo do aluno, suas opções diante da vida, da história e do cotidiano. O auge das discussões da tendência histórico - crítica aconteceu num momento de abertura política no país, na década de 1980. O ensino da Matemática para o Segundo Grau (atual Ensino Médio) passou a ser visto “como instrumento para a compreensão, a investigação, a inter-relação com o ambiente, e seu papel de agente de modificações do indivíduo, provocando mais que simples acúmulo de conhecimento técnico, o progresso do discernimento político” (PARANÁ, 1993, p. 05). As discussões também serviram para redistribuir os conteúdos matemáticos e a carga horária nas modalidades de Educação Geral, Magistério e cursos técnicos. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional no 9394, aprovada em 20 de dezembro de 1996, procura adequar o ensino brasileiro às transformações do mundo do trabalho, fruto da globalização econômica e apresenta novas interpretações para o ensino da Matemática. A partir de sua vigência, definiram - se aspectos curriculares tanto na oferta de disciplinas compondo a parte diversificada quanto no elenco de conteúdos das disciplinas da Base Nacional Comum (Art. 26, Lei no 9394/96), devido à autonomia dada às instituições para a elaboração do seu projeto pedagógico. No Paraná, nesse período, foram criadas várias disciplinas que abordavam os campos do conhecimento da Matemática, tais como: Geometria, Desenho Geométrico e Álgebra, mas que fragmentavam o conhecimento da Matemática e enfraqueciam-na como disciplina. A partir de 1998, o Ministério da Educação distribuiu os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), que para o Ensino Fundamental apresentavam conteúdos da Matemática. Porém, para o Ensino Médio, orientavam as práticas docentes tão somente para o desenvolvimento de competências e habilidades, destacando o trabalho com os temas transversais, em prejuízo da discussão da importância do conteúdo disciplinar e da apresentação de uma relação desses conteúdos para aquele nível de ensino. Por outro lado, este texto de Diretriz Curricular resgata, para o processo de ensino e aprendizagem, a importância do conteúdo matemático e da disciplina Matemática. É imprescindível que o estudante se aproprie do conhecimento de forma que “compreenda os conceitos e princípios matemáticos, raciocine claramente e comunique ideias matemáticas, reconheça suas aplicações e aborde problemas matemáticos com segurança” (LORENZATO e VILA, 1993, p. 41). Para tanto, o trabalho docente necessita emergir da disciplina Matemática e ser organizado em torno do conteúdo matemático e, por conseguinte, se faz necessário uma fundamentação teórica e metodológica. Desse modo, a partir de 2003, a SEED deflagrou um processo de discussão coletiva com professores que atuam em salas de aula, nos diferentes níveis e modalidades de ensino, com educadores dos Núcleos Regionais e das equipes pedagógicas da Secretaria de Estado da Educação. O resultado desse longo trabalho conjunto passa a constituir estas Diretrizes Curriculares, as quais resgatam importantes considerações teórico-metodológicas para o ensino da Matemática. CONTEÚDOS ESTRUTURANTES: Entende-se por Conteúdos Estruturantes os conhecimentos de grande amplitude, os conceitos e as práticas que identificam e organizam os campos de estudos de uma disciplina escolar, considerados fundamentais para a sua compreensão. Por compreendermos que constituem - se historicamente e são legitimados nas relações sociais, selecionamos como Conteúdos Estruturantes para o Ensino Fundamental em nosso colégio: Ensino Fundamental - Matemática SÉRIE/ ANO CONTEÚDOS ESTRUTURANTES 6o ANO NÚMEROS E ÁLGEBRA CONTEÚDOS BÁSICOS • Sistemas de numeração; • Números Naturais; • Múltiplos e divisores; • Potenciação e radiciação; • Números fracionários; • Números decimais. AVALIAÇÃO • Conheça os diferentes sistemas de numeração; • Identifique o conjunto dos naturais, comparando e reconhecendo seus elementos; • Realize operações com números naturais; • Expresse matematicamente, oral ou por escrito, situações - problema que envolvam (as) operações com números naturais; • Estabeleça relação de igualdade e transformação entre: fração e número decimal; fração e número misto; • Reconheça o MMC e MDC entre dois ou mais números naturais; • Reconheça as potências como multiplicação de mesmo fator e a radiciação como sua operação inversa; • Relacione as potências e as raízes quadradas e cúbicas com padrões numéricos e geométricos. • Medidas de • Identifique o metro como unidade padrão de GRANDEZAS E MEDIDAS comprimento; • Medidas de massa; • Medidas de área; • Medidas de volume; • Medidas de tempo; • Medidas de ângulos; • Sistema monetário. medida de comprimento; • Reconheça e compreenda os diversos sistemas de medidas; • Opere com múltiplos e submúltiplos do quilograma; • Calcule o perímetro usando unidades de medida padronizadas; • Compreenda e utilize o metro cúbico como padrão de medida de volume; • Realize transformações de unidades de medida de tempo envolvendo seus múltiplos e submúltiplos; • Reconheça e classifique ângulos (retos, agudos e obtusos); • Relacione a evolução do Sistema Monetário Brasileiro com os demais sistemas mundiais; • Calcule a área de uma superfície usando unidades de medida de superfície padronizada; GEOMETRIAS • Geometria Plana; • Geometria Espacial. • Reconheça e represente ponto, reta, plano, semi • Interprete e identifique os diferentes tipos de TRATAMENTO DA INFORMAÇÃO 7º ANO reta e segmento de reta; • Conceitue e classifique polígonos; • Identifique corpos redondos; • Identifique e relacione os elementos geométricos que envolvem o cálculo de área e perímetro de diferentes figuras planas; • Diferencie círculo e circunferência, identificando seus elementos; • Reconheça os sólidos geométricos em sua forma planificada e seus elementos. gráficos e compilação de dados, sendo capaz de fazer a leitura desses recursos nas diversas formas em que se apresentam; • Resolva situações - problema que envolvam porcentagem e relacione - as com os números na forma decimal e fracionária. NÚMEROS E ÁLGEBRA • Números Inteiros; • Números Racionais; • Equação e Inequação do 1º grau; • Razão e proporção; • Regra de três simples. • Reconheça números inteiros em diferentes contextos; • Realize operações com números inteiros; • Reconheça números racionais em diferentes contextos; • Realize operações com números racionais; • Compreenda o princípio de equivalência da igualdade e desigualdade; • Compreenda o conceito de incógnita; • Utilize e interprete a linguagem algébrica para expressar valores numéricos através de incógnitas; • Compreenda a razão como uma comparação entre duas grandezas numa ordem determinada e a proporção como uma igualdade entre duas razões; • Reconheça sucessões de grandezas direta e inversamente proporcionais; • Resolva situações - problema aplicando regra de três simples. GRANDEZAS E MEDIDAS • Medidas de temperatura; • Medidas de ângulos. • Compreenda as medidas de temperatura em diferentes contextos; • Compreenda o conceito de ângulo; • Classifique ângulos e faça uso do transferidor e esquadros para medi - los; GEOMETRIAS • Geometria Plana; • Geometria Espacial; • Classifique e construa, a partir de figuras planas, sólidos geométricos; TRATAMENTO DA INFORMAÇÃO • Geometrias nãoeuclidianas. • Compreenda noções topológicas através do conceito de interior, exterior, fronteira, vizinhança, conexidade, curvas e conjuntos abertos e fechados. • • • • • Analise e interprete informações de pesquisas estatísticas; • Leia, interprete, construa e analise gráficos; • Calcule a média aritmética e a moda de dados estatísticos; • Resolva problemas envolvendo cálculo de juros simples. Pesquisa Estatística; Média Aritmética; Moda e mediana; Juros simples. 8º ANO NÚMEROS E ÁLGEBRA • Números Racionais e Irracionais; • Sistemas de Equações do 1º grau; • Potências; • Monômios e Polinômios; • Produtos Notáveis. • Extraia a raiz quadrada exata e aproximada de números racionais; • Reconheça números irracionais em diferentes contextos; • Realize operações com números irracionais; • Compreenda, identifique e reconheça o número π (pi) como um número irracional especial; • Compreenda o objetivo da notação científica e sua aplicação; • Opere com sistema de equações do 1º grau; • Identifique monômios e polinômios e efetue suas operações; • Utilize as regras de Produtos Notáveis para resolver problemas que envolvam expressões algébricas. 8o ANO GRANDEZAS E MEDIDAS • Medidas de comprimento; • Medidas de área; • Medidas de volume; • Medidas de ângulos. • Calcule o comprimento da circunferência; • Calcule o comprimento e área de polígonos e círculo; • Identifique ângulos formados entre retas paralelas interceptadas por transversal. • Realize cálculo de área e volume de poliedros. GEOMETRIAS • Geometria Plana; • Geometria Espacial; • Geometria Analítica; • Geometrias nãoeuclidianas. • Reconheça triângulos semelhantes; • Identifique e some os ângulos internos de um triângulo e de polígonos regulares; • Desenvolva a noção de paralelismo, trace e reconheça retas paralelas num plano; • Compreenda o Sistema de Coordenadas Cartesianas, marque pontos, identifique os pares ordenados (abscissa e ordenada) e analise seus elementos sob diversos contextos; • Conheça os fractais através da visualização e manipulação de materiais e discuta suas propriedades. TRATAMENTO DA INFORMAÇÃO • Gráfico e Informação; • População e amostra. • Interprete e represente dados em diferentes gráficos; • Utilize o conceito de amostra para levantamento de dados. 9o ANO 9o ANO NÚMEROS E ÁLGEBRA • Números Reais; • Propriedades dos radicais; • Equação do 2º grau; • Teorema de Pitágoras; • Equações Irracionais; • Equações Biquadradas; • Regra de Três Composta. • Opere com expoentes fracionários; • Identifique a potência de expoente fracionário como um radical e aplique as propriedades para a sua simplificação; • Extraia uma raiz usando fatoração; • Identifique uma equação do 2º grau na forma completa e incompleta, reconhecendo seus elementos; • Determine as raízes de uma equação do 2º grau utilizando diferentes processos; • Interprete problemas em linguagem gráfica e algébrica; • Identifique e resolva equações irracionais; • Resolva equações biquadradas através das equações do 2ºgrau; • Utilize a regra de três composta em situações - problema. GRANDEZAS E MEDIDAS • Relações Métricas no Triângulo Retângulo; • Trigonometria no Triângulo Retângulo. • Conheça e aplique as relações métricas e trigonométricas no triângulo retângulo; • Utilize o Teorema de Pitágoras na determinação das medidas dos lados de um triângulo retângulo; FUNÇÕES • Noção intuitiva de Função Afim. • Noção intuitiva de Função Quadrática. • Expresse a dependência de uma variável em relação à outra; • Reconheça uma função afim e sua representação gráfica, inclusive sua declividade em relação ao sinal da função; • Relacione gráficos com tabelas que descrevem uma função; • Reconheça a função quadrática e sua representação gráfica e associe a concavidade da parábola em relação ao sinal da função; • Analise graficamente as funções afins; • Analise graficamente as funções quadráticas. GEOMETRIAS • Geometria Plana; • Geometria Espacial; • Geometria Analítica; • Geometrias nãoeuclidianas. • Verifique se dois polígonos são semelhantes, estabelecendo relações entre eles; • Compreenda e utilize o conceito de semelhança de triângulos para resolver situações - problemas; • Conheça e aplique os critérios de semelhança dos triângulos; • Aplique o Teorema de Tales em situações problemas; • Noções básicas de geometria projetiva. • Realize Cálculo da superfície e volume de poliedros. • Noções de Análise Combinatória; • Noções de Probabilidade; • Estatística; • Juros Compostos. • Desenvolva o raciocínio combinatório por meio de situações - problema que envolvam contagens, aplicando o princípio multiplicativo; • Descreva o espaço amostral em um experimento aleatório; • Calcule as chances de ocorrência de um determinado evento; • Resolva situações - problema que envolvam cálculos de juros compostos. TRATAMENTO DA INFORMAÇÃO Ensino Médio - Matemática Considerando primordiais as orientações das diretrizes, no Colégio buscamos desenvolver os Conteúdos Básicos de Matemática no Ensino Médio, articulados, contemplando os conteúdos ministrados no ensino fundamental e também através da intercomunicação dos Conteúdos Estruturantes. Com encaminhamentos metodológicos que visam desenvolver os conhecimentos matemáticos a partir do processo dialético que possa intervir como instrumento eficaz na aprendizagem das propriedades e relações matemáticas, e posterior aplicação dos conhecimentos matemáticos em atividades tecnológicas, utilizaremos de espaços e instrumentos tecnológicos como recursos de promoção da aprendizagem de modo interdisciplinar. Para o Ensino Médio os Conteúdos Estruturantes se desdobam da seguinte forma: SÉRIE CONTEÚDOS ESTRUTURANTES CONTEÚDOS BÁSICOS • 1º ano NÚMEROS E ÁLGEBRA • GRANDEZAS E MEDIDAS FUNÇÕES Números Reais; Equações Inequações Exponenciais, Logarítmicas Modulares. • • Medidas de Área; Medidas de Volume; • • • • • • Função Afim; Função Quadrática; Função Polinomial; Função Exponencial; Função Logarítmica; Função Modular; AVALIAÇÃO • Amplie os conhecimentos sobre conjuntos e numéricos e aplique em diferentes contextos; • Identifique e resolva equações, sistemas e de equações e inequações, inclusive as exponenciais, logarítmicas e modulares. • Perceba que as unidades de medidas são utilizadas para a determinação de diferentes grandezas e compreenda as relações matemáticas existentes nas suas unidades; • Identifique diferentes funções e realize cálculos envolvendo - as; • Aplique os conhecimentos sobre funções para resolver situações - problema; • Realize análise gráfica de diferentes funções; GEOMETRIAS TRATAMENTO DA INFORMAÇÃO • Geometria Plana; • Estatística; • Amplie e aprofunde os conhecimentos de geometria Plana ; • Recolha, interprete e analise dados através de cálculos, permitindo - lhe uma leitura crítica dos mesmos; • Realize estimativas, conjecturas a respeito de dados e informações estatísticas; • Perceba, através da leitura, a construção e interpretação de gráficos, a transição da álgebra para a representação gráfica e viceversa. 2º ano NÚMEROS E ÁLGEBRA GRANDEZAS E MEDIDAS • • Sistemas lineares; Matrizes e Determinantes; • Medidas de Informática; • Medidas de Energia; • Conceitue e interprete matrizes e suas operações; • Conheça e domine o conceito e as soluções de problemas que se realizam por meio de determinante; • Perceba que as unidades de medidas são utilizadas para a determinação de diferentes grandezas e compreenda as relações matemáticas existentes nas suas unidades; FUNÇÕES •Progressão Aritmética; •Progressão Geométrica • Reconheça, nas sequências numéricas, particularidades que remetam ao conceito das progressões aritméticas e geométricas; • Generalize cálculos para a determinação de termos de uma sequência numérica. GEOMETRIAS • Geometria Espacial; TRATAMENTO DA INFORMAÇÃO • Análise Combinatória; • Binômio de Newton; • Estudo das Probabilidades; • Amplie e aprofunde os conhecimentos de Geometria Espacial; • Diferencie arranjos, combinações e permutações por meio da Resolução de Problemas e cálculos, que fazem parte de situações cotidianas; • Realize cálculos utilizando Binômio de Newton; • Compreenda a ideia de probabilidade; • Números Reais; NÚMEROS E ÁLGEBRA 3ª ano • Polinômios; • Compreenda os números complexos e suas operações; • Identifique e realize operações com polinômios; GRANDEZAS E MEDIDAS • Medidas de Grandezas Vetoriais; • Trigonometria. • Perceba que as unidades de medidas são utilizadas para a determinação de diferentes grandezas e compreenda as relações matemáticas existentes nas suas unidades; • Aplique a lei dos senos e a lei dos cossenos de um triângulo para determinar elementos desconhecidos. • Identifique as funções trigonométricas e realize cálculos envolvendo - as; Aplique os conhecimentos sobre funções trigonométricas para resolver situações - problema; FUNÇÕES •Função Trigonométrica; GEOMETRIAS • Geometria Analítica; • Determine posições e medidas de elementos geométricos através da Geometria Analítica; • Geometrias nãoeuclidianas. • Perceba a necessidade das geometrias não-euclidianas para a compreensão de conceitos geométricos, quando analisados em planos diferentes do plano de Euclides; • Compreenda a necessidade das geometrias não-euclidianas para o avanço das teorias científicas; • Articule ideias geométricas em planos de curvatura nula, positiva e negativa; • Conheça os conceitos básicos da Geometria Elíptica, Hiperbólica e Fractal (Geometria da superfície esférica). • Matemática Financeira • Compreenda a Matemática Financeira aplicada ao diversos ramos da atividade humana; TRATAMENTO DA INFORMAÇÃO • Encaminhamento Metodológico: Neste colégio propõe-se articular os Conteúdos Estruturantes com os conteúdos específicos em relações de interdependências que enriqueçam o processo pedagógico conforme descrito nas diretrizes curriculares [...] o significado curricular de cada disciplina não pode resultar de apreciação isolada de seus conteúdos, mas sim do modo como se articulam” (MACHADO, 1993, p. 28). No Ensino Fundamental e Médio, podemos trabalhar muitos conteúdos específicos relacionando - os com Conteúdo Estruturante . Os conteúdos propostos devem ser abordados por meio de tendências metodológicas da Educação Matemática que fundamentam a prática docente, das quais destacamos: • resolução de problemas; • modelagem matemática; • mídias tecnológicas; • etnomatemática; • história da Matemática; • investigações matemáticas. Avaliação: Em consonância com as diretrizes curriculares, buscamos desenvolver a avaliação ao longo do processo do ensino-aprendizagem, fazendo uso da observação e diagnósticos mediante a realização de atividades escritas e expositivas com intervenções que promovam a aprendizagem. Tendo em vista que, a finalidade da avaliação é proporcionar aos professores investigar para intervir e aos alunos novas oportunidades para adquirir os conhecimentos disciplinares, como apresenta as Diretrizes Curriculares da Rede Pública de Educação Básica do Estado do Paraná (2008) quando aponta que uma das funções que a avaliação exerce é a de “proporcionar aos alunos novas oportunidades para aprender, melhorar e refletir sobre o seu próprio trabalho, bem como fornecer dados sobre as dificuldades de cada aluno” (ABRANTES, apud PARANÁ, 2008, p. 44). Com relação ao processo de avaliação, Buriasco (2004a, p.4) indica que ele [...] deve, pelo menos, evidenciar: • o modo como interpretou sua resolução para dar a resposta (BURIASCO, 2002); • as escolhas feitas pelo aluno, na busca de lidar com a situação; • os conhecimentos matemáticos que utilizou; • se os alunos utilizam a matemática que é vista nas aulas; • a forma do aluno se comunicar matematicamente, comprovando sua capacidade em expressar idéias matemáticas, oralmente ou por escrito, presentes no procedimento que utilizou para lidar com a situação proposta. Desta forma, consideramos necessário a utilização de instrumentos avaliativos diversificados para melhor intervenção do trabalho pedagógico, tais como: • provas, testes e trabalhos em grupos; • atividades experimentais; • apresentações; • projetos de pesquisa; • relatórios. Entretanto, torna - se relevante considerar em cada uma das fases do processo de ensino os avanços obtidos e os entraves que precisam ser superados torna as práticas avaliativas, em matemática, contextos que podem propiciar a aprendizagem, e, a recuperação de estudos pode ser compreendida como parte de todo o percurso avaliativo, desenvolvida de forma integrada à própria avaliação. Referência: BURIASCO, R. L. C. de. Análise da Produção Escrita: a busca do conhecimento escondido. IN: ROMANOWSKI, J. P.; MARTINS, P. L. O.; JUNQUEIRA, S. A. (orgs). Conhecimento Local e Conhecimento Universal: a aula e os campos do conhecimento. Curitiba: Champagnat, 2004. p.3-4. PARANÁ. Secretaria de Estado da Educação. Diretrizes Curriculares de Matemática para Educação Básica. Curitiba, 2008a. p.38 - 81. ______. Secretaria de Estado da Educação. Departamento de Educação Básica – Grupo de Estudos 2008. Avaliação-um processo intencional e planejado: 2º encontro. Curitiba, 2008b. DISCIPLINA: PORTUGUÊS 1 – DIMENSÃO HISTÓRICA DA DISCIPLINA Segundo a Constituição Brasileira, em seu art. 5º: “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à igualdade, à segurança e à propriedade (...)”. Porém, sabemos que, historicamente, em nosso país, há um descompasso entre o que a lei propõe e a realidade vivida pela sociedade, incluindo os processos de educação. Sendo assim, qual é o papel do ensino de língua portuguesa? Sabe-se que é nos processos educativos e nas aulas de língua materna que o estudante brasileiro tem a oportunidade de aprimoramento de sua competência linguística, de forma a garantir uma inserção ativa e crítica na sociedade. É na escola que o aluno, e mais especificamente o da escola pública, deveria encontrar o espaço para as práticas de linguagem que lhe possibilitem interagir na sociedade, nas mais diferentes circunstâncias de uso da língua, em instâncias públicas e privadas. No ambiente escolar, o estudante aprende a ter voz e fazer uso da palavra, numa sociedade democrática, mas plenas de conflitos e tensões. A democratização do ensino levou para a escola os integrantes das classes menos favorecidas. O resultado foi a instalação do conflito entre a linguagem ensinada na escola, que é a norma das classes privilegiadas, e a linguagem das camadas populares. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICO-METODOLÓGICAS: OBJETIVOS DA DISCIPLINA O ensino-aprendizagem de língua portuguesa visa aprimorar os conhecimentos linguísticos e discursivos dos alunos, para que eles possam compreender os discursos que os cercam e ter condições de interagir com esses discursos. Para isso, é importante que a língua seja percebida como uma arena em que diversas vozes sociais se defrontam, manifestando diferentes opiniões. Portanto, considera-se o processo dinâmico e histórico dos agentes na interação verbal, tanto na constituição social da linguagem, que ocorre nas relações sociais, políticas, econômicas, culturais etc, quanto dos sujeitos envolvidos nesse processo. CONTEÚDOS ESTRUTURANTES Durante muito tempo, o ensino de língua portuguesa foi ministrado por meio de conteúdos legitimados no âmbito de uma classe social dominante e pela tradição acadêmica/escolar. Esses conteúdos, entretanto, não conseguiram universalizar o domínio das práticas linguísticas, notadamente as referentes à norma padrão, que constitui a norma legitimada e prestigiada no contexto da sociedade brasileira. Na tentativa de mudar esse quadro, no Brasil, na década de 1980, algumas pesquisas na área da linguística foram realizadas e apresentaram abordagens pedagógicas pautando-se na concepção interacionista de linguagem para o ensino/aprendizagem de língua materna. Entende-se por conteúdo estruturante o conjunto de saberes e conhecimentos de grande dimensão, os quais identificam e organizam uma disciplina escolar. A partir dele, advêm os conteúdos a serem trabalhados no dia a dia da sala de aula. A seleção do conteúdo estruturante está relacionada com o momento históricosocial. Na disciplina de língua portuguesa, assume-se a concepção de linguagem como prática que se efetiva nas diferentes instâncias sociais. Sendo assim, o conteúdo estruturante da disciplina que atende a essa perspectiva é o discurso como prática social. ENCAMINHAMENTO METODOLÓGICO Na sala de aula e nos outros espaços de encontros com os alunos, os professores de língua portuguesa e literatura têm o papel de promover o amadurecimento do domínio discursivo da oralidade, da leitura e da escrita, para que os estudantes compreendam e possam interferir nas relações de poder com seus próprios pontos de vista, fazendo deslizar o signo-verdade-poder em direção a outras significações que permitam a emancipação e a autonomia em relação ao pensamento e às práticas de linguagem imprescindíveis ao convívio social. 6º ANO CONTEÚDO ESTRUTURANTE CONTEÚDO ESPECÍFICO ENCAMINHAMENTO METODOLÓGICO AVALIAÇÃO Oralidade Discurso como Prática Social - Pronúncia - Elementos extralingüísticos: entonação, pausas, gestos, etc. - Adequação do discurso ao gênero - Turnos de fala -Variações lingüísticas - Marcas lingüísticas: coesão, coerência, gírias - Orientação sobre o contexto social de uso do gênero oral selecionado - Seleção de discursos de outros para análise dos recursos da oralidade, como cenas de desenhos, etc. Leitura Discurso como Prática Social - Identificação do tema - Intertextualidade - Elementos semânticos - Intencionalidade - Léxico e variedade linguística - Ortografia - Prática de leitura de textos de diferentes gêneros - Considerar os conhecimentos prévios dos alunos - Relação do tema com o contexto atual - Questionamentos que possibilitem inferências sobre o texto Escrita Discurso como Prática Social - Tema do texto - Interlocutor - Finalidade do texto - Intencionalidade do texto - Condições de produção - Elementos semânticos 7º ANO CONTEÚDO ESTRUTURANT E CONTEÚDO ESPECÍFICO - Expor os conhecimentos aprendidos mesmo sendo em língua materna - Uso adequado da entonação, pausas, gestos, etc. - Identificação do tema - Leitura compreensiva do texto - Localização de informações explícitas no texto - Ampliação do horizonte de expectativas - Ampliação do léxico - Identificação da ideia principal do texto - Planejamento da - Expressar idéias produção textual a com clareza partir da delimitação - Elaborar / reelaborar do tema, do textos de acordo com interlocutor, do gênero encaminhamento do e da finalidade professor - Estímulo da - Diferenciar o ampliação de leituras contexto de uso da sobre o tema e o linguagem formal e gênero proposto informal - Usar recursos textuais como coesão e coerência ENCAMINHAMENT O METODOLÓGICO AVALIAÇÃO Oralidade Discurso como Prática Social Leitura Discurso como Prática Social Escrita Discurso como Prática Social 8º ANO CONTEÚDO ESTRUTURANTE - Pronúncia - Elementos extralingüísticos: entonação, pausas, gestos, etc. - Adequação do discurso ao gênero - Turnos de fala -Variações lingüísticas - Marcas lingüísticas: coesão, coerência, gírias - Expor os conhecimentos aprendidos mesmo sendo em língua materna - Uso adequado da entonação, pausas, gestos, etc. - Compreensão dos argumentos no discurso do outro - Participação ativa dos diálogos, relatos, discussões, quando necessário em língua materna - Identificação do - Prática de leitura de - Realização de tema textos de diferentes leitura compreensiva - Intertextualidade gêneros do texto - Elementos - Considerar os - Localização de semânticos conhecimentos informações - Intencionalidade prévios dos alunos explícitas - Léxico e variedade - Relação do tema - Ampliação do linguística com o contexto atual horizonte de - Ortografia - Questionamentos expectativas que possibilitem - Ampliação do inferências sobre o léxico texto - Percepção do ambiente em que circula o gênero - Tema do texto - Planejamento da - Expressar idéias - Interlocutor produção textual a com clareza - Finalidade do texto partir da delimitação - Elaborar / - Intencionalidade do tema, do reelaborar textos de do texto interlocutor, do acordo com - Condições de gênero e da encaminhamento do produção finalidade professor - Elementos - Estímulo da - Diferenciar o semânticos ampliação de leituras contexto de uso da sobre o tema e o linguagem formal e gênero proposto informal - Usar recursos textuais como coesão, coerência, informatividade, etc. CONTEÚDO ESPECÍFICO - Orientação sobre o contexto social de uso do gênero oral selecionado - Seleção de discursos de outros para análise dos recursos da oralidade, como cenas de desenhos, etc. ENCAMINHAMENTO METODOLÓGICO AVALIAÇÃO Oralidade Discurso como Prática Social Leitura Discurso como Prática Social Escrita Discurso como Prática Social 9º ANO CONTEÚDO ESTRUTURANTE - Elementos extralingüísticos: entonação, pausas, gestos, etc. - Adequação do discurso ao gênero - Turnos de fala - Vozes sociais presentes no texto - Variações lingüísticas - Marcas linguisticas - Organização de apresentações de textos produzidos pelos alunos levando em consideração a aceitabilidade, informatividade, situacionalidade e finalidade do texto - Orientação sobre o contexto social de uso do gênero oral selecionado - Utilização do discurso de acordo com a situação de produção (formal e informal) - Apresentação de idéias com clareza - Exploração da oralidade, em adequação ao gênero proposto - Compreensão dos argumentos no discurso do outro - Identificação do - Prática de leitura de - Realização de tema textos de diferentes leitura compreensiva - Intertextualidade gêneros do texto - Elementos - Considerar os - Localização de semânticos conhecimentos informações - Intencionalidade prévios dos alunos explícitas - Léxico e variedade - Relação do tema - Ampliação do linguística com o contexto atual horizonte de - Ortografia - Questionamentos expectativas que possibilitem - Ampliação do léxico inferências sobre o - Percepção do texto ambiente em que circula o gênero - Tema do texto - Planejamento da - Expressar idéias - Interlocutor produção textual a com clareza - Finalidade do texto partir da delimitação - Elaborar / reelaborar - Intencionalidade do do tema, do textos de acordo com texto interlocutor, do gênero encaminhamento do - Condições de e da finalidade professor produção - Estímulo da - Compreensão das - Elementos ampliação de leituras diferenças decorridas semânticos sobre o tema e o do uso de palavras gênero proposto com expressões no sentido conotativo e denotativo. CONTEÚDO ESPECÍFICO ENCAMINHAMENTO METODOLÓGICO AVALIAÇÃO Oralidade Discurso como Prática Social Leitura Discurso como Prática Social Escrita Discurso como Prática Social 1ºEM CONTEÚDO ESTRUTURANTE - Elementos extralingüísticos: entonação, pausas, gestos, etc. - Adequação do discurso ao gênero - Turnos de fala - Vozes sociais presentes no texto - Variações lingüísticas - Marcas linguisticas - Organização de apresentações de textos produzidos pelos alunos levando em consideração a aceitabilidade, informatividade, situacionalidade e finalidade do texto - Orientação sobre o contexto social de uso do gênero oral selecionado - Utilização do discurso de acordo com a situação de produção (formal e informal) - Apresentação de idéias com clareza - Exploração da oralidade, em adequação ao gênero proposto - Compreensão dos argumentos no discurso do outro - Identificação do - Prática de leitura de - Realização de tema textos de diferentes leitura compreensiva - Intertextualidade gêneros do texto - Elementos - Considerar os - Localização de semânticos conhecimentos informações - Intencionalidade prévios dos alunos explícitas - Léxico e variedade - Relação do tema - Ampliação do linguística com o contexto atual horizonte de - Ortografia - Questionamentos expectativas que possibilitem - Ampliação do léxico inferências sobre o - Percepção do texto ambiente em que circula o gênero - Análise das intenções do autor - Tema do texto - Planejamento da - Expressão das - Interlocutor produção textual a idéias com clareza - Finalidade do texto partir da delimitação - Elaboração de - Intencionalidade do do tema, do textos atendendo a texto interlocutor, do gênero situações de - Condições de e da finalidade produção propostas produção - Estímulo da (gênero, interlocutor e - Elementos ampliação de leituras finalidade) semânticos sobre o tema e o - Diferenciação do gênero proposto contexto de uso da - Acompanhar a linguagem (formal e produção do texto informal) − Sentido figurado CONTEÚDO ESPECÍFICO ENCAMINHAMENTO METODOLÓGICO AVALIAÇÃO Oralidade Discurso como Prática Social - Elementos extralingüísticos: entonação, pausas, gestos, etc. - Adequação do discurso ao gênero - Turnos de fala - Vozes sociais presentes no texto - Variações lingüísticas - Marcas linguisticas Leitura Discurso como Prática Social - Identificação do tema - Intertextualidade - Intencionalidade - Vozes sociais presentes no texto - Léxico - Coesão e coerência - Marcadores do discurso - Funções das classes gramaticais no texto - Elementos semânticos - Pertinência do uso dos elementos discursivos, textuais, estruturais e normativos - Reconhecimento de palavras ou expressões que estabelecem a referência textual - Utilização do discurso com a situação de produção (formal e informal) - Práticas de leitura de - Realização de textos de diferentes leitura compreensiva gêneros do texto - Consideração dos - Localização de conhecimentos informações prévios dos alunos explícitas e implícitas - Formulação de no texto questionamentos que - Posicionamento possibilitem argumentativo inferências sobre o - Ampliação do texto horizonte de - Relação do tema expectativas com o contexto atual - Ampliação do léxico - Percepção do ambiente no qual circula o gênero Escrita Discurso como Prática Social - Tema do texto - Interlocutor - Finalidade do texto - Intencionalidade do texto - Intertextualidade - Condições de produção - Vozes sociais presentes no texto - Planejamento da produção textual a partir da delimitação do tema, do interlocutor, intenções e intertextualidade - Condução da utilização adequada das partículas conectivas CONTEÚDO ENCAMINHAMENTO 2ºEM CONTEÚDO - Organização de apresentações de textos produzidos pelos alunos levando em consideração a aceitabilidade, informatividade, situacionalidade e finalidade do texto - Orientação sobre o contexto social de uso do gênero oral selecionado - Expressão de idéias com clareza - Diferenciação do contexto de uso da linguagem (formal e informal) - Sentido denotativo e conotativo − Elaboração de textos diversos AVALIAÇÃO Oralidade ESTRUTURANTE ESPECÍFICO Discurso como - Elementos Prática Social extralingüísticos: entonação, pausas, gestos, etc. - Adequação do discurso ao gênero - Turnos de fala - Vozes sociais presentes no texto - Variações lingüísticas - Marcas linguisticas METODOLÓGICO - Organização de apresentações de textos produzidos pelos alunos levando em consideração a aceitabilidade, informatividade, situacionalidade e finalidade do texto - Orientação sobre o contexto social de uso do gênero oral selecionado Leitura Discurso como Prática Social - Identificação do tema - Intertextualidade - Intencionalidade - Vozes sociais presentes no texto - Léxico - Coesão e coerência - Marcadores do discurso - Funções das classes gramaticais no texto - Elementos semânticos - Pertinência do uso dos elementos discursivos, textuais, estruturais e normativos - Reconhecimento de palavras ou expressões que estabelecem a referência textual - Utilização do discurso com a situação de produção (formal e informal) - Práticas de leitura de - Realização de textos de diferentes leitura compreensiva gêneros do texto - Consideração dos - Localização de conhecimentos informações prévios dos alunos explícitas e implícitas - Formulação de no texto questionamentos que - Posicionamento possibilitem argumentativo inferências sobre o - Ampliação do texto horizonte de - Relação do tema expectativas com o contexto atual - Ampliação do léxico - Percepção do ambiente no qual circula o gênero Escrita Discurso como Prática Social - Tema do texto - Interlocutor - Finalidade do texto - Intencionalidade do texto - Intertextualidade - Condições de produção - Vozes sociais presentes no texto - Planejamento da produção textual a partir da delimitação do tema, do interlocutor, intenções e intertextualidade - Condução da utilização adequada das partículas conectivas - Expressão de idéias com clareza - Diferenciação do contexto de uso da linguagem (formal e informal) - Sentido denotativo e conotativo − Elaboração de textos diversos 3ºEM Oralidade CONTEÚDO CONTEÚDO ESTRUTURANTE ESPECÍFICO Discurso como - Elementos Prática Social extralingüísticos: entonação, pausas, gestos, etc. - Adequação do discurso ao gênero - Turnos de fala - Vozes sociais presentes no texto - Variações lingüísticas - Marcas linguisticas ENCAMINHAMENTO METODOLÓGICO - Organização de apresentações de textos produzidos pelos alunos levando em consideração a aceitabilidade, informatividade, situacionalidade e finalidade do texto - Orientação sobre o contexto social de uso do gênero oral selecionado AVALIAÇÃO Leitura Discurso como Prática Social - Identificação do tema - Intertextualidade - Intencionalidade - Vozes sociais presentes no texto - Léxico - Coesão e coerência - Marcadores do discurso - Funções das classes gramaticais no texto - Elementos semânticos - Pertinência do uso dos elementos discursivos, textuais, estruturais e normativos - Reconhecimento de palavras ou expressões que estabelecem a referência textual - Utilização do discurso com a situação de produção (formal e informal) - Práticas de leitura de - Realização de textos de diferentes leitura compreensiva gêneros do texto - Consideração dos - Localização de conhecimentos informações prévios dos alunos explícitas e implícitas - Formulação de no texto questionamentos que - Posicionamento possibilitem argumentativo inferências sobre o - Ampliação do texto horizonte de - Relação do tema expectativas com o contexto atual - Ampliação do léxico - Percepção do ambiente no qual circula o gênero Escrita Discurso como Prática Social - Tema do texto - Interlocutor - Finalidade do texto - Intencionalidade do texto - Intertextualidade - Condições de produção - Vozes sociais presentes no texto - Planejamento da produção textual a partir da delimitação do tema, do interlocutor, intenções e intertextualidade - Condução da utilização adequada das partículas conectivas - Expressão de idéias com clareza - Diferenciação do contexto de uso da linguagem (formal e informal) - Sentido denotativo e conotativo − Elaboração de textos diversos AVALIAÇÃO – CRITÉRIOS E INSTRUMENTOS É imprescindível que a avaliação em língua portuguesa e literatura seja um processo de aprendizagem contínuo e dê prioridade à qualidade e ao desempenho do aluno ao longo do ano letivo. Em uma concepção tradicional, a avaliação da aprendizagem é vivenciada como o processo de toma-lá-dá-cá. Ou seja, o aluno precisa devolver ao professor o que dele recebeu e, de preferência, exatamente como recebeu. No entanto a Lei n. 9394/96, de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN), destaca a chamada avaliação formativa, vista como mais adequada ao dia a dia da sala de aula e como grande avanço em relação à avaliação tradicional, que se restringe tão somente ao somativo ou classificatório. 6 – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS AGUIAR, V. T.; BORDINI, M. G. Literatura e Formação do leitor: alternativas metodológicas. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1993. ANTUNES I, Aula de português: encontro & interação. São Paulo, Parábola, 2003. BAGNO, M. A norma oculta – língua e poder na sociedade. São Paulo, Parábola, 2003. AMARAL, Emília et all. Novas palavras. Português – Ensino Médio. 2 ed. São Paulo: FTD, 2003. BOSI, Alfredo. História Concisa da literatura brasileira. 3 ed. São Paulo: Cultrix. CAMÕES, Luís. Os Lusíadas. Edição comentada. Rio de Janeiro: Biblioteca do exército editora. ESTADO DO PARANÁ. Currículo Básico para a escola pública do estado do Paraná. Curitiba, 1990. KOCH, Ingedore; TRAVAGLIA, Luiz C. A coerência textual. 3 ed. São Paulo: Contexto, 1990. KOCH, Ingedore. A coesão textual. 3 ed. São Paulo: Contexto, 1991. PARANÁ – Diretrizes Curriculares do Ensino de Português para o Ensino Médio Secretaria de Estado da Educação Superintendência de Educação – Versão preliminar Junho – 2006. NICOLA, José de. Língua, Literatura e Redação. São Paulo: Scipione, 1987 ___________ Oficina de redação. 2 ed. São Paulo: Moderna, 2004 ___________ Português, Gramática, Produção de texto. 1 ed. São Paulo: Moderna, 2005. ROJO, Roxane Helena Rodrigues. Linguagens Códigos e suas tecnologias. In: MEC/SEB/Departamento de políticas do Ensino Médio, Orientações Curriculares do Ensino Médio. Brasília, 2004. SACRISTAN, J. GIMENO, O Currículo, 3ª edição, ed. Artemed, 2000. SARMENTO, Leila Laur. Gramática em textos. 2 ed. São Paulo: Moderna, 2005. GEOGRAFIA DIMENSÃO HISTÓRICA A Geografia é uma ciência dinâmica presente na História da Humanidade desde os seus primórdios, porém sua sistematização ocorreu somente no século XIX. Conforme as Diretrizes Curriculares de Geografia do estado do Paraná – 2009, os estudos relativos a esse campo do conhecimento estavam dispersos em obras diversas, desde literárias até relatórios administrativos e, por isso, embora a Geografia ainda não existisse como ciência, “os temas geográficos estavam legitimados como questões relevantes, sobre as quais cabia dirigir indagações científicas” (MORAES, 1987, p. 41). Em alguns países europeus, em função dos interesses do capitalismo emergente, foram criadas sociedades geográficas que organizavam expedições científicas para a Africa, Ásia e América do Sul, a fim de conhecer as condições naturais desses continentes, catalogando e inventariando criteriosamente suas riquezas. Tais informações serviram aos interesses econômicos e políticos das classes dominantes dos países colonizadores, com o intuito de explorar as riquezas naturais e a população de suas possessões coloniais. As pesquisas dessas sociedades subsidiaram o surgimento das escolas nacionais de pensamento geográfico, destacadamente, a alemã e a francesa. O pensamento geográfico, da escola alemã, teve como precursores Humboldt (1769-1859) e Ritter (1779-1859), mas Ratzel (1844-1904) é apontado como fundador da Geografia sistematizada, institucionalizada e considerada científica. A escola francesa de pensamento geográfico teve como principal representante Vidal de La Blache (18451918). Para Ratzel e a escola alemã, a relação Sociedade ↔ Natureza influenciava o que ele denominava “conquistas cultas” de um povo, ou seja, as condições naturais do meio em que vivia determinado povo estabeleciam uma relação direta com seu nível de vida, seu domínio técnico e sua forma de organização social. Quanto mais culto um povo, maior o domínio sobre a Natureza, o que proporcionaria melhores condições de vida, consequentemente, o aumento da população e a necessidade de mais espaço para continuar seu processo evolutivo. Com esse posicionamento teórico e político, Ratzel criou o conceito de espaço vital, que representava “uma proporção de equilíbrio entre a população de uma dada sociedade e os recursos disponíveis para suprir suas necessidades, definindo assim suas potencialidades para progredir e suas premências territoriais” (MORAES, 1987, p. 56). Esse conceito justificava a necessidade do Império Alemão conquistar novas possessões territoriais na África, uma vez que se expandir na Europa seria impossível, devido aos vizinhos serem, também, povos com muitas conquistas cultas. Para Vidal de La Blache e a escola francesa, a relação Sociedade ↔ Natureza criava um gênero de vida, próprio de uma determinada sociedade. Esses argumentos, embora diferentes da Geografia Alemã, também justificavam a colonização dos povos que desenvolveram gêneros de vida muito simples, fortalecendo a ideia de missão civilizadora europeia (MORAES, 1987). Enquanto na Europa, principalmente na Alemanha e na França, a Geografia já se encontrava sistematizada e presente nas universidades, desde o século XIX, no Brasil, isso só aconteceu mais tarde porque antes de ser objeto de desenvolvimento científico, a Geografia foi trabalhada como matéria de ensino. As ideias geográficas foram inseridas no currículo escolar brasileiro no século XIX (VLACH, 2004) e apareciam de forma indireta nas escolas de primeiras letras. A institucionalização da Geografia no Brasil consolidou-se apenas a partir da década de 1930, quando as pesquisas desenvolvidas buscavam compreender e descrever o território brasileiro com o objetivo de servir aos interesses políticos do Estado, na perspectiva do nacionalismo econômico. Para efetivar as ações relacionadas com aqueles objetivos, tais como a exploração mineral, o desenvolvimento da indústria de base e das políticas sociais, fazia-se necessário um levantamento de dados demográficos e informações detalhadas sobre os recursos naturais do país. Essa forma de abordagem do conhecimento em Geografia perdurou até os anos de 1950-1960, caracterizando-se, na escola, por um ensino de compêndio e pela ênfase na memorização de fatos e informações que refletiam a valorização dos conteúdos em si, sem levar, necessariamente, a compreensão do espaço. Essa concepção não estava restrita ao ensino de Geografia, mas refletia a concepção mais ampla que dominava todo o desenvolvimento e a abordagem de conhecimentos na escola. Assim, o foco do ensino de Geografia estava na descrição do espaço, na formação e fortalecimento do nacionalismo, para a consolidação do Estado Nacional brasileiro, principalmente nos períodos de governos autoritários. Esse modo de ensinar ficou conhecido como Geografia Tradicional e, permaneceu, como prevalente, durante grande parte do século XX, pelo menos até o final da década de 1970 e início dos anos de 1980. No que se refere ao desenvolvimento de novas abordagens teórico-conceituais, no âmbito da produção do conhecimento geográfico, porém, outros enfoques desenvolveram-se, com destaque, no Brasil, para o que se denominou como Geografia Teorética ou Quantitativa e Geografia da Percepção. Essas novas correntes do pensamento geográfico desenvolveram-se em meados do século XX, após a Segunda Guerra Mundial, em função das mudanças do sistema produtivo capitalista que alteraram a ordem mundial dos pontos de vista político, econômico, social e cultural. Serviram de forma mais significativa para a pesquisa e o planejamento espacial (rural e urbano) do que para o ensino de Geografia na escola básica. Embora tais correntes não sejam discutidas neste texto, devem compor os interesses de pesquisa do professor dessa disciplina para enriquecimento de sua capacidade de análise e crítica ao processo de construção do pensamento geográfico, uma vez que essas correntes opunham-se à Geografia Tradicional e ao seu método. Nesse período histórico, no Brasil, tanto quanto em outros países, os confrontos teóricos e ideológicos entre Capitalismo e Socialismo, entre desenvolvimento e subdesenvolvimento, estimularam a emergência de leituras de mundo mais críticas, que interferiram no pensamento geográfico sob diversos aspectos. Essas transformações ocorreram cada vez mais intensamente ao longo da segunda metade do século XX e originaram novos enfoques para a análise do espaço geográfico, além de reformulações no campo temático da Geografia. Do ponto de vista econômico e político, a internacionalização da economia e a instalação das empresas multinacionais em vários países do mundo alteraram as relações de produção e de consumo, bem como entre regiões, entre países e entre os interesses que representam os organismos supranacionais, trazendo para as discussões geográficas assuntos ligados: a) à degradação da Natureza gerada pela intensa exploração dos recursos naturais e suas consequências para o equilíbrio ambiental no planeta; b) às desigualdades e injustiças decorrentes da produção do espaço geográfico no modo capitalista de produção, em relação à experiência socioespacial do socialismo como uma das realidades geográficas do mundo bipolarizado; c) às questões culturais e demográficas mundiais afetadas pela internacionalização da economia e pelas relações econômica e política de dependência materializadas, cada vez mais, nos espaços geográficos dos diferentes países. Assim, as mudanças que marcaram o período histórico do pós Segunda Guerra Mundial possibilitaram tanto reformulações teóricas na Geografia quanto o desenvolvimento de novas abordagens para seus campos de estudo. Nesse movimento de renovação do pensamento geográfico, porém, uma abordagem teórico-conceitual chegou ao ensino de forma significativa, contrapondo-se radicalmente ao método da Geografia Tradicional e propondo uma análise crítica do espaço geográfico. Tal abordagem foi denominada de Geografia Crítica. Nessa contraposição teórica, o então emergente movimento da Geografia Crítica no Brasil estabelecia embates com as demais correntes de pensamento, quais sejam: a Geografia Clássica ou Tradicional e o método positivista; a Geografia Teorética e o método neopositivista ou positivista lógico; a Geografia da Percepção e a Geografia Humanística3, ambas pautadas na corrente filosófica da fenomenologia. Nesses embates, além do método de cada uma delas, criticavam-se também seus vínculos políticos e ideológicos5. A chamada Geografia Crítica, em seus fundamentos teórico-metodológicos, deu novas interpretações ao quadro conceitual de referência e ao objeto de estudo, valorizou os aspectos históricos e a análise dos processos econômicos, sociais e políticos constitutivos do espaço geográfico, utilizando, para isso, o método dialético. Tal proposta apresentava uma ruptura no ensino da Geografia em relação à chamada Geografia Tradicional e rejeitou a abordagem a-histórica, presa a uma metodologia de ensino reduzida à observação, à descrição e à memorização dos elementos naturais e humanos do espaço geográfico, tratados de maneira fragmentada. Ao propor uma análise social, política e econômica do espaço geográfico, parte do movimento da Geografia Crítica entendeu que a superação da dicotomia entre Natureza e Sociedade (Geografia Física e Geografia Humana) e da abordagem parcelar dos conteúdos, dar-se-ia, na escola, pelo abandono do ensino sobre a dinâmica da Natureza. Por isso, essa proposta não foi imediatamente compreendida nem bem aceita por parte dos professores da rede estadual de ensino. A compreensão e a incorporação da Geografia Crítica foram gradativas e, inicialmente, vinculadas, tanto aos programas de formação continuada que aconteceram no final dos anos de 1980 e início dos de 1990, quanto à utilização de livros didáticos fundamentados nessa perspectiva teórica. No entanto, essa incorporação da Geografia Crítica no ensino básico sofreu avanços e retrocessos em função do contexto histórico da década de 1990, quando aconteceram reformas políticas e econômicas vinculadas ao pensamento neoliberal que atingiram a educação. As análises desse breve histórico apontam a importância da retomada dos estudos das disciplinas de formação do professor, de modo que este seja estimulado a desempenhar também papel de pensador e pesquisador, entendendo a abrangência dos conteúdos desse campo do conhecimento, bem como reconhecer que os impasses e contradições existentes são procedimentos fundamentais para compreender e ensinar o espaço geográfico no atual período histórico. FUNDAMENTOS TEÓRICO-METODOLÓGICOS De acordo com as Diretrizes Curriculares de Geografia do Estado do Paraná de 2009, a análise acerca do ensino de Geografia começa pela compreensão do seu objeto de estudo. Muitos foram os objetos da Geografia antes de se ter algum consenso, sempre relativo, em torno da ideia de que o espaço geográfico é o foco da análise. Entretanto, a expressão espaço geográfico, bem como os conceitos básicos da Geografia – lugar, paisagem, região, território, natureza, sociedade– não se autoexplicam. Ao contrário, são termos que exigem esclarecimentos, pois, a depender do fundamento teórico a que se vinculam, refletem posições filosóficas e políticas distintas. No esforço de conceituar o objeto de estudo, de especificar os conceitos básicos e de entender e agir sobre o espaço geográfico, os geógrafos de diferentes correntes de pensamentos se especializaram, percorreram caminhos e métodos de pesquisas diferentes, de modo que evidenciaram e, em alguns momentos, aprofundaram a dicotomia Geografia Física e Geografia Humana. Essa dicotomia permanece até hoje em alguns currículos universitários, assim como em algumas práticas escolares. Diante disso, propõe-se um trabalho conjunto que vise superar a dicotomia entre Geografia Física e Humana, parte do construto histórico com o qual os professores de Geografia convivem pedagógica e teoricamente há muito tempo. O conceito adotado para o objeto de estudo da Geografia é o espaço geográfico, entendido como o espaço produzido e apropriado pela sociedade (LEFEBVRE, 1974), composto pela inter-relação entre sistemas de objetos – naturais, culturais e técnicos – e sistemas de ações – relações sociais, culturais, políticas e econômicas (SANTOS, 1996). O espaço é formado por um conjunto indissociável, solidário e também contraditório, de sistemas de objetos e sistemas de ações, não considerados isoladamente, mas como o quadro único no qual a história se dá. No começo era a natureza selvagem, formada por objetos naturais, que ao longo da história vão sendo substituídos por objetos técnicos, mecanizados e, depois, cibernéticos, fazendo com que a natureza artificial tenda a funcionar como uma máquina. (SANTOS, 1996, p. 51) Nesse sentido, numa perspectiva crítica, algumas perguntas devem orientar o pensamento geográfico e o trabalho do professor, tais como: • Onde? • Como é este lugar? • Por que este lugar é assim? • Por que aqui e não em outro lugar? • Por que as coisas estão dispostas desta maneira no espaço geográfico? • Qual o significado deste ordenamento espacial? • Quais as consequências deste ordenamento espacial? • Por que e como esses ordenamentos se distinguem de outros? Tais perguntas, orientadoras da reflexão sobre o espaço e o ensino da Geografia, embora considerem como pressupostos alguns dos princípios da Geografia clássica, superam-nos em complexidade e diferenciam-se em método. Para respondê-las, conforme a concepção de espaço geográfico adotada nestas Diretrizes, é necessário compreender a intencionalidade dos sujeitos (ações) que levou às escolhas das localizações; os determinantes históricos, políticos, sociais, culturais e econômicos de tais ações; as relações que tais ordenamentos espaciais pressupõem nas diferentes escalas geográficas e as contradições socioespaciais que o resultado desses ordenamentos produz. Por isso, ao considerar a Geografia uma ciência institucionalizada recentemente (final do século XIX), o papel do Estado-Nação, principal gestor do espaço geográfico, foi (e ainda tem sua importância) fundamental para suas construções e reformulações teórico-conceituais. Nos períodos históricos em que o Estado-Nação era fortemente presente e decidia como governar o território nacional, ainda que atrelado aos interesses do capital, a construção de conceitos e a leitura política do espaço foram marcadas pelo olhar estatal sobre o espaço. Mais recentemente, no período em que o Estado-Nação deixou de exercer algumas de suas antigas prerrogativas, as relações político-territoriais que se estabeleceram levaram a uma revisão do quadro teórico-conceitual da Geografia. Assim, nas considerações a seguir, será central, como substrato e contexto, a compreensão dos diferentes papéis historicamente vividos pelo Estado e sua relação com o espaço geográfico. A seguir, serão apresentados conceitos geográficos básicos para sua compreensão no campo das abordagens crítico-analíticas. O professor não deve, contudo, limitar-se às conceituações abaixo apontadas, podendo aprofundá-las em todos os conteúdos básicos trabalhados. 1- Paisagem 2- Região 3- Lugar 4- Território 5- Natureza 6- Sociedade Sobre a teoria e o ensino da Geografia, destaca-se a relevância dessa discussão para que a disciplina cumpra sua função na escola, que é de desenvolver o raciocínio geográfico e despertar uma consciência espacial nos educandos. O trabalho pedagógico com esse quadro conceitual de referência é fundamento para que o ensino da Geografia contribua com a formação de um aluno capaz de compreender o espaço geográfico, nas mais diversas escalas, e atuar de maneira crítica na produção socioespacial do seu lugar, território, região, enfim, de seu espaço como um todo. 6º ANO Conteúdos estruturantes: Dimensão econômica do espaço geográfico Dimensão política do espaço geográfico Dimensão cultural e demográfica do espaço geográfico Dimensão socioambiental do espaço geográfico Conteúdos Básicos: Formação e transformação das paisagens naturais e culturais. Dinâmica da natureza e sua alteração pelo emprego de tecnologias de exploração e produção. A formação, localização, exploração e utilização dos recursos naturais. A distribuição espacial das atividades produtivas e a (re)organização do espaço geográfico. As relações entre campo e a cidade na sociedade capitalista. A evolução demográfica, a distribuição espacial da população e os indicadores estatísticos. A mobilidade populacional e as manifestações socioespaciais da diversidade cultural. As diversas regionalizações do espaço geográfico. Abordagem Teórico-metodológica: O trabalho em sala de aula ocorre através de uma perspectiva dinâmica, dialógica e contemporânea, utilizando a seguinte metodologia: - leitura, analise, debate, interpretação de textos diversos atuais; - resgate do conteúdo empírico do aluno; trabalhos e pesquisas orientadas; - utilização da linguagem cartográfica; - análise de dados estatísticos sempre que necessário; - vídeos educativos; - aulas expositivas para tópicos gerais na lousa; - trabalhos e pesquisas de campo; - elaboração de cartazes e desenhos com base no conteúdo; - recortes de filmes e demais técnicas da informação. Os conteúdos estruturantes deverão fundamentar a abordagem dos conteúdos básicos. Os conceitos fundamentais da Geografia - paisagem, lugar, região, território, natureza e sociedade serão apresentados de uma perspectiva crítica. Para o entendimento do espaço geográfico, faz-se necessário o uso dos instrumentos de leitura cartográfica e gráfica, compreendendo signos, legenda, escala e orientação. A compreensão do objeto da Geografia – espaço geográfico – é a finalidade do ensino dessa disciplina. As categorias de análise da Geografia, as relações sociedade-natureza e as relações espaço-temporais são fundamentais para a compreensão dos conteúdos. As realidades local e paranaense deverão ser consideradas, sempre que possível. Os conteúdos devem ser espacializados e tratados em diferentes escalas geográficas, com uso da linguagem cartográfica - signos, escala e orientação. As culturas afro-brasileira e indígena deverão ser desenvolvimento dos conteúdos, bem como a Educação Ambiental. consideradas no Avaliação Espera-se que o aluno: • Reconheça o processo de formação e transformação das paisagens geográficas. • Entenda que o espaço geográfico é composto pela materialidade (natural e técnica) e pelas ações sociais, econômicas, culturais e políticas. • Localize-se e oriente-se no espaço através da leitura cartográfica. • Identifique as formas de apropriação da natureza, a partir do trabalho e suas conseqüências econômicas, socioambientais e políticas. • Entenda o processo de transformação de recursos naturais em fontes de energia. • Forme e signifique os conceitos de paisagem, lugar, região, território, natureza e sociedade. • Identifique as relações existentes entre o espaço urbano e rural: questões econômicas, ambientais, políticas, culturais, movimentos demográficos, atividades produtivas. • Entenda a evolução e a distribuição espacial da população, como resultado de fatores históricos, naturais e econômicos. • Entenda o significado dos indicadores demográficos refletidos na organização espacial. • Identifique as manifestações espaciais dos diferentes grupos culturais. • Reconheça as diferentes formas de regionalização do espaço geográfico. 7º ANO Conteúdos estruturantes: Dimensão econômica do espaço geográfico Dimensão política do espaço geográfico Dimensão cultural e demográfica do espaço geográfico Dimensão socioambiental do espaço geográfico Conteúdos Básicos: A formação, mobilidade das fronteiras e a reconfiguração do território brasileiro. A dinâmica da natureza e sua alteração pelo emprego de tecnologias de exploração e produção. As diversas regionalizações do espaço brasileiro. As manifestações socioespaciais da diversidade cultural. A evolução demográfica da população, sua distribuição espacial e indicadores estatísticos. Movimentos migratórios e suas motivações. O espaço rural e a modernização da agricultura. A formação, o crescimento das cidades, a dinâmica dos espaços urbanos e a urbanização. A distribuição espacial das atividades produtivas, a (re)organização do espaço geográfico. A circulação de mão-deobra, das mercadorias e das informações. Abordagem Teórico-metodológica: O trabalho em sala de aula ocorre através de uma perspectiva dinâmica, dialógica e contemporânea, utilizando a seguinte metodologia: - leitura, analise, debate, interpretação de textos diversos atuais; - resgate do conteúdo empírico do aluno; - trabalhos e pesquisas orientadas; - utilização da linguagem cartográfica; - análise de dados estatísticos sempre que necessário; - vídeos educativos; - aulas expositivas para tópicos gerais na lousa; - trabalhos e pesquisas de campo; - elaboração de cartazes e desenhos com base no conteúdo; - recortes de filmes e demais técnicas da informação. Os conteúdos estruturantes deverão fundamentar a abordagem dos conteúdos básicos. Os conceitos fundamentais da Geografia - paisagem, lugar, região, território, natureza e sociedade – serão apresentados de uma perspectiva crítica. A compreensão do objeto da Geografia -espaço geográfico – é a finalidade do ensino dessa disciplina. As categorias de análise da Geografia, as relações sociedade-natureza e as relações espaço- temporal, são fundamentais para a compreensão dos conteúdos. As realidades local e paranaense deverão ser consideradas sempre que possível. Os conteúdos devem ser espacializado e tratados em diferentes escalas geográficas com uso da linguagem cartográfica – signos, escala e orientação. As culturas afrobrasileira e indígena deverão ser consideradas no desenvolvimento dos conteúdos, bem como a Educação Ambiental. Avaliação Espera-se que o aluno: • Aproprie-se dos conceitos de região, território, paisagem, natureza, sociedade e lugar. • Localize-se e oriente-se no território brasileiro, através da linguagem cartográfica. • Identifique o processo de formação do território brasileiro e as diferentes formas de regionalização do espaço geográfico. • Entenda o processo de formação das fronteiras agrícolas e a apropriação do território. • Entenda o espaço brasileiro dentro do contexto mundial, compreendendo suas relações econômicas, culturais e políticas com outros países. • Verifique o aproveitamento econômico das bacias hidrográficas e do relevo. • Identifique as áreas de proteção ambiental e sua importância para a preservação dos recursos naturais. • Identifique a diversidade cultural regional no Brasil construída pelos diferentes povos. • Compreenda o processo de crescimento da população e sua mobilidade no território. • Relacione as migrações e a ocupação do território brasileiro. • Identifique a importância dos fatores naturais e o uso de novas tecnologias na agropecuária brasileira. • Estabeleça relações entre a estrutura fundiária e os movimentos sociais no campo. • Entenda o processo de formação e localização dos microterritórios urbanos. • Compreenda como a industrialização influenciou o processo de urbanização brasileira. • Entenda o processo de transformação das paisagens brasileiras, levando em consideração as formas de ocupação, as atividades econômicas desenvolvidas, a dinâmica populacional e a diversidade cultural. • Entenda como a industrialização acelerou a exploração dos elementos da natureza e trouxe consequências ambientais. • Estabeleça relação entre o uso de tecnologias nas diferentes atividades econômicas e as consequentes mudanças nas relações sócio-espaciais e ambientais. • Reconheça a configuração do espaço de circulação de mão-de-obra, mercadorias e sua relação com os espaços produtivos brasileiros. 8º ANO Conteúdos estruturantes: Dimensão econômica do espaço geográfico Dimensão política do espaço geográfico Dimensão cultural e demográfica do espaço geográfico Dimensão socioambiental do espaço geográfico Conteúdos Básicos: As diversas regionalizações do espaço geográfico. A formação, mobilidade das fronteiras e a reconfiguração dos territórios do continente americano. A nova ordem mundial, os territórios supranacionais e o papel do Estado. O comércio em suas implicações socioespaciais. A circulação da mãode- obra, do capital, das mercadorias e das informações. A distribuição espacial das atividades produtivas, a (re)organização do espaço geográfico. As relações entre o campo e a cidade na sociedade capitalista. O espaço rural e a modernização da agricultura. A evolução demográfica da população, sua distribuição espacial e os indicadores estatísticos. Os movimentos migratórios e suas motivações. As manifestações sociespaciais da diversidade cultural. Formação, localização, exploração e utilização dos recursos naturais. Abordagem Teórico-metodológica: O trabalho em sala de aula ocorre através de uma perspectiva dinâmica, dialógica e contemporânea, utilizando a seguinte metodologia: - leitura, analise, debate, interpretação de textos diversos atuais; - resgate do conteúdo empírico do aluno; - trabalhos e pesquisas orientadas; - utilização da linguagem cartográfica; - análise de dados estatísticos sempre que necessário; - vídeos educativos; - aulas expositivas para tópicos gerais na lousa; - trabalhos e pesquisas de campo; - elaboração de cartazes e desenhos com base no conteúdo; - recortes de filmes e demais técnicas da informação. Os conteúdos estruturantes deverão fundamentar a abordagem dos conteúdos básicos. Os conceitos fundamentais da Geografia - paisagem, lugar, região, território, natureza e sociedade – serão apresentados de uma perspectiva crítica. A compreensão do objeto da Geografia – espaço geográfico – é a finalidade do ensino dessa disciplina. As categorias de análise da Geografia, as relações sociedade-natureza e as relações espaço-temporal, são fundamentais para a compreensão dos conteúdos. As realidades local e paranaense deverão ser consideradas sempre que possível. Os conteúdos devem ser espacializados e tratados em diferentes escalas geográficas com uso da linguagem cartográfica - signos,escala e orientação. As culturas afrobrasileira e indígena deverão ser consideradas no desenvolvimento dos conteúdos, bem como a Educação Ambiental. Avaliação Espera-se que o aluno: • Forme e signifique os conceitos de região, território, paisagem, natureza, sociedade e lugar. • Identifique a configuração socioespacial da América por meio da leitura dos mapas, gráficos, tabelas e imagens. • Diferencie as formas de regionalização do Continente Americano nos diversos critérios adotados. • Compreenda o processo de formação, transformação e diferenciação das paisagens mundiais. • Compreenda a formação dos territórios e a reconfiguração das fronteiras do Continente Americano. • Reconheça a constituição dos blocos econômicos, considerando a influência política e econômica na regionalização do Continente Americano. • Identifique as diferentes paisagens e compreenda sua exploração econômica no continente Americano. • Reconheça a importância da rede de transporte, comunicação e circulação das mercadorias, pessoas e informações na economia regional. • Entenda como as atividades produtivas interferem na organização espacial e nas questões ambientais. • Estabeleça a relação entre o processo de industrialização e a urbanização. • Compreenda as inovações tecnológicas, sua relação com as atividades produtivas industriais e agrícolas e suas conseqüências ambientais e sociais. • Entenda o processo de industrialização e a produção agropecuária em sua relação com a apropriação dos recursos naturais. • Reconheça e analise os diferentes indicadores demográficos e suas implicações socioespaciais. • Compreenda os fatores que influenciam na mobilidade da população e sua distribuição espacial. • Reconheça as configurações espaciais dos diferentes grupos étnicos americanos em suas manifestações culturais e em seus conflitos étnicos e políticos. • Compreenda a formação, localização e importância estratégica dos recursos naturais para a sociedade contemporânea. • Relacione as questões ambientais com a utilização dos recursos naturais no Continente Americano. 9º ANO Conteúdos estruturantes: Dimensão econômica do espaço geográfico Dimensão política do espaço geográfico Dimensão cultural e demográfica do espaço geográfico Dimensão socioambiental do espaço geográfico Conteúdos Básicos: As diversas regionalizações do espaço geográfico. A nova ordem mundial, os territórios supranacionais e o papel do Estado. A revolução técnico científico-informacional e os novos arranjos no espaço da produção. O comércio mundial e as implicações socioespaciais. A formação, mobilidade das fronteiras e a reconfiguração dos territórios. A evolução demográfica da população, sua distribuição espacial e os indicadores estatísticos. As manifestações socioespaciais da diversidade cultural. Os movimentos migratórios mundiais e suas motivações. A distribuição das atividades produtivas, a transformação da paisagem e a (re)organização do espaço geográfico. A dinâmica da natureza e sua alteração pelo emprego de tecnologias de exploração e produção. O espaço em rede: produção, transporte e comunicações na atual configuração territorial. Abordagem Teórico-metodológica: O trabalho em sala de aula ocorre através de uma perspectiva dinâmica, dialógica e contemporânea, utilizando a seguinte metodologia: - leitura, analise, debate, interpretação de textos diversos atuais; - resgate do conteúdo empírico do aluno; - trabalhos e pesquisas orientadas; - utilização da linguagem cartográfica; - análise de dados estatísticos sempre que necessário; - vídeos educativos; - aulas expositivas para tópicos gerais na lousa; - trabalhos e pesquisas de campo; - elaboração de cartazes e desenhos com base no conteúdo; - recortes de filmes e demais técnicas da informação. Os conteúdos estruturantes deverão fundamentar a abordagem dos conteúdos básicos. Os conceitos fundamentais da Geografia - paisagem, lugar, região, território, natureza e sociedade – serão apresentados de uma perspectiva crítica. A compreensão do objeto da Geografia – espaço geográfico – é a finalidade do ensino dessa disciplina. As categorias de análise da Geografia, as relações sociedade-natureza e as relações espaçotemporal, são fundamentais para a compreensão dos conteúdos. As realidades local e paranaense deverão ser consideradas sempre que possível. Os conteúdos devem ser espacializados e tratados em diferentes escalas geográficas com uso da linguagem cartográfica - signos,escala e orientação. As culturas afrobrasileira e indígena deverão ser consideradas no desenvolvimento dos conteúdos, bem como a Educação Ambiental. Avaliação Espera-se que o aluno: • Forme e signifique os conceitos geográficos de lugar, território, natureza, sociedades, região. • Identifique a configuração socioespacial mundial por meio da leitura dos mapas, gráficos, tabelas e imagens. • Reconheça a constituição dos blocos econômicos considerando a influência política e econômica na regionalização mundial. • Compreenda a atual configuração do espaço mundial em suas implicações sociais, econômicas e políticas. • Entenda as relações entre países e regiões no processo de mundialização. • Compreenda que os espaços estão inseridos numa ordem econômica e política global, mas também apresentam particularidades. • Relacione as diferentes formas de apropriação espacial com a diversidade cultural. • Compreenda como ocorreram os problemas sociais e as mudanças demográficas geradas no processo de industrialização. • Identifique os conflitos étnicos e separatistas e suas consequências no espaço geográfico. • Entenda a importância econômica, política e cultural do comércio mundial. • Identifique as implicações socioespaciais na atuação das organizações econômicas internacionais. • Reconheça a reconfiguração das fronteiras e a formação de novos territórios nacionais. • Faça a leitura dos indicadores sociais e econômicos e compreenda a desigual distribuição de renda. • Identifique a estrutura da população mundial e relacione com as políticas demográficas adotadas nos diferentes espaços. • Reconheça as motivações dos fluxos migratórios mundiais. • Relacione o desenvolvimento das inovações tecnológicas nas atividades produtivas. • Entenda as consequências ambientais geradas pelas atividades produtivas. • Analise as transformações na dinâmica da natureza decorrentes do emprego de tecnologias de exploração e produção. • Reconheça a importância estratégica dos recursos naturais para as atividades produtivas. • Compreenda o processo de transformação dos recursos naturais em fontes de energia. • Entenda a importância das redes de transporte e comunicação no desenvolvimento das atividades produtivas. Ensino Médio 1ª série Conteúdos estruturantes: Dimensão econômica do espaço geográfico Dimensão política do espaço geográfico Dimensão cultural e demográfica do espaço geográfico Dimensão socioambiental do espaço geográfico Conteúdos Básicos: A formação e transformação das paisagens. A dinâmica da natureza e sua alteração pelo emprego de tecnologias de exploração e produção. A formação, localização, exploração e utilização dos recursos naturais. Formação, mobilidade das fronteiras e a reconfiguração dos territórios. As diversas regionalizações do espaço geográfico. As manifestações socioespaciais da diversidade cultural. Conceitos básicos da Geografia: Paisagem, Lugar, Espaço, Território, Estado, Natureza, Sociedade, Região. Abordagem Teórico-metodológica: O trabalho em sala de aula ocorre através de uma perspectiva dinâmica, dialógica e contemporânea, utilizando a seguinte metodologia: - leitura, analise, debate, interpretação de textos diversos atuais; - resgate do conteúdo empírico do aluno; - trabalhos e pesquisas orientadas; - utilização da linguagem cartográfica; - análise de dados estatísticos sempre que necessário; - vídeos educativos; - aulas expositivas para tópicos gerais na lousa; - trabalhos e pesquisas de campo; - elaboração de cartazes e desenhos com base no conteúdo; - recortes de filmes e demais técnicas da informação. Os conteúdos estruturantes deverão fundamentar a abordagem dos conteúdos básicos. Os conceitos fundamentais da Geografia - paisagem, lugar, região, território, natureza e sociedade – serão apresentados de uma perspectiva crítica. A compreensão do objeto da Geografia – espaço geográfico – é a finalidade do ensino dessa disciplina. As categorias de análise da Geografia, as relações sociedadenatureza e as relações espaço-temporal, são fundamentais para a compreensão dos conteúdos. As realidades local e paranaense deverão ser consideradas sempre que possível. Os conteúdos devem ser espacializados e tratados em diferentes escalas geográficas com uso da linguagem cartográfica - signos, escala e orientação. As culturas afrobrasileira e indígena deverão ser consideradas no desenvolvimento dos conteúdos, bem como a Educação Ambiental. Avaliação Espera-se que o aluno: • Aproprie-se dos conceitos de região, território, paisagem, natureza e lugar. • Faça a leitura do espaço através dos instrumentos da cartografia - mapas, tabelas, gráficos e imagens. • Compreenda a formação natural e transformação das diferentes paisagens pela ação humana e sua utilização em diferentes escalas na sociedade capitalista. • Analise a importância dos recursos naturais nas atividades produtivas. • Compreenda o uso da tecnologia na alteração da dinâmica da natureza e nas atividades produtivas. • Identifique os problemas ambientais globais decorrentes da forma de exploração e uso dos recursos naturais. • Evidencie a importância das atividades extrativistas para a produção de matérias-primas e a organização espacial. • Reconheça as influências das manifestações culturais dos diferentes grupos étnicos no processo de configuração do espaço geográfico. • Compreenda as ações internacionais de proteção aos recursos naturais frente a sua importância estratégica. • Compreenda o processo de formação dos recursos minerais e sua importância política, estratégica e econômica. • Compreenda a regionalização do espaço mundial e a importância das relações de poder na configuração das fronteiras e territórios. 2ª série Conteúdos Estruturantes: Dimensão econômica do espaço geográfico Dimensão política do espaço geográfico Dimensão cultural e demográfica do espaço geográfico Dimensão socioambiental do espaço geográfico Conteúdos Básicos: A dinâmica da natureza e sua alteração pelo emprego de tecnologias de exploração e produção. A distribuição espacial das atividades produtivas e a (re)organização do espaço geográfico. O espaço rural e a modernização da agricultura. O espaço em rede: produção, transporte e comunicação na atual configuração territorial. As relações entre o campo e a cidade na sociedade capitalista. A evolução demográfica, a distribuição espacial da população e os indicadores estatísticos. Os movimentos migratórios e suas motivações. As manifestações sócio-espaciais da diversidade cultural. O comércio e as implicações sócio-espaciais. Abordagem Teórico-metodológica: O trabalho em sala de aula ocorre através de uma perspectiva dinâmica, dialógica e contemporânea, utilizando a seguinte metodologia: - leitura, analise, debate, interpretação de textos diversos atuais; - resgate do conteúdo empírico do aluno; - trabalhos e pesquisas orientadas; - utilização da linguagem cartográfica; - análise de dados estatísticos sempre que necessário; - vídeos educativos; - aulas expositivas para tópicos gerais na lousa; - trabalhos e pesquisas de campo; - elaboração de cartazes e desenhos com base no conteúdo; - recortes de filmes e demais técnicas da informação. Os conteúdos estruturantes deverão fundamentar a abordagem dos conteúdos básicos. Os conceitos fundamentais da Geografia - paisagem, lugar, região, território, natureza e sociedade – serão apresentados de uma perspectiva crítica. A compreensão do objeto da Geografia – espaço geográfico – é a finalidade do ensino dessa disciplina. As categorias de análise da Geografia, as relações sociedadenatureza e as relações espaço-temporal, são fundamentais para a compreensão dos conteúdos. As realidades local e paranaense deverão ser consideradas sempre que possível. Os conteúdos devem ser espacializados e tratados em diferentes escalas geográficas com uso da linguagem cartográfica - signos, escala e orientação. As culturas afrobrasileira e indígena deverão ser consideradas no desenvolvimento dos conteúdos, bem como a Educação Ambiental. Avaliação Espera-se que o aluno: • Compreenda a formação natural e transformação das diferentes paisagens pela ação humana e sua utilização em diferentes escalas na sociedade capitalista. • Analise a importância dos recursos naturais nas atividades produtivas. • Compreenda o uso da tecnologia na alteração da dinâmica da natureza e nas atividades produtivas. • Estabeleça relação entre a exploração dos recursos naturais e o uso de fontes de energia na sociedade industrializada. • Identifique os problemas ambientais globais decorrentes da forma de exploração e uso dos recursos naturais. • Evidencie a importância das atividades extrativistas para a produção de matérias-primas e a organização espacial. • Reconheça as influências das manifestações culturais dos diferentes grupos étnicos no processo de configuração do espaço geográfico. • Reconheça a influência dos avanços tecnológicos na distribuição das atividades produtivas, nos deslocamentos de população e na distribuição da população. • Compreenda a importância da revolução técnico-científica informacional e sua relação com os espaços de produção, circulação de mercadorias e nas formas de consumo. • Entenda como as guerras fiscais atuam na reorganização espacial das regiões onde as indústrias se instalam. • Compreenda a importância da tecnologia na produção econômica, nas comunicações, nas relações de trabalho e na transformação do espaço geográfico. • Analise as novas tecnologias na produção industrial e agropecuária como fator de transformação do espaço. • Identifique a concentração fundiária resultante do sistema produtivo agropecuário moderno. • Analise a expansão das fronteiras agrícolas, o uso das técnicas agrícolas na atualidade e sua repercussão ambiental e social. • Identifique a relação entre a produção industrial e agropecuária e os problemas sociais e ambientais. • Reconheça as interdependências econômicas e culturais entre campo e cidade e suas implicações sócio-espaciais. • Compreenda as relações de trabalho presentes nos espaços produtivos rural e urbano. • Relacione o processo de urbanização com as atividades econômicas. • Compreenda o processo de urbanização considerando as áreas de segregação, os espaços de consumo e de lazer e a ocupação das áreas de risco. • Entenda o processo de crescimento urbano e as implicações socioambientais. • Compreenda que os espaços de lazer são também espaços de trabalho, consumo e de produção. • Compreenda a espacialização das desigualdades sociais evidenciadas nos indicadores sociais. • Entenda como se constitui a dinâmica populacional em diferentes países. • Estabeleça a relação entre impactos culturais e demográficos e o processo de expansão das fronteiras agrícolas. • Reconheça o caráter das políticas migratórias internacionais referentes aos fatores de estímulo dos deslocamentos populacionais. 3ª série Conteúdos Estruturantes: Dimensão econômica do espaço geográfico Dimensão política do espaço geográfico Dimensão cultural e demográfica do espaço geográfico Dimensão socioambiental do espaço geográfico Conteúdos Básicos: A distribuição espacial das atividades produtivas e a (re)organização do espaço geográfico. A revolução técnico-científica-informacional e os novos arranjos no espaço da produção. O espaço em rede: produção, transporte e comunicação na atual configuração territorial. A circulação de mão-de-obra, do capital, das mercadorias e das informações. As manifestações socioespaciais da diversidade cultural. O comércio e as implicações socioespaciais. As implicações socioespaciais do processo de mundialização. A nova ordem mundial, os territórios supranacionais e o papel do Estado. Abordagem Teórico-metodológica: O trabalho em sala de aula ocorre através de uma perspectiva dinâmica, dialógica e contemporânea, utilizando a seguinte metodologia: - leitura, analise, debate, interpretação de textos diversos atuais; - resgate do conteúdo empírico do aluno; - trabalhos e pesquisas orientadas; - utilização da linguagem cartográfica; - análise de dados estatísticos sempre que necessário; - vídeos educativos; - aulas expositivas para tópicos gerais na lousa; - trabalhos e pesquisas de campo; - elaboração de cartazes e desenhos com base no conteúdo; - recortes de filmes e demais técnicas da informação. Os conteúdos estruturantes deverão fundamentar a abordagem dos conteúdos básicos. Os conceitos fundamentais da Geografia - paisagem, lugar, região, território, natureza e sociedade – serão apresentados de uma perspectiva crítica. A compreensão do objeto da Geografia – espaço geográfico – é a finalidade do ensino dessa disciplina. As categorias de análise da Geografia, as relações sociedadenatureza e as relações espaço-temporal, são fundamentais para a compreensão dos conteúdos. As realidades local e paranaense deverão ser consideradas sempre que possível. Os conteúdos devem ser espacializados e tratados em diferentes escalas geográficas com uso da linguagem cartográfica - signos, escala e orientação. As culturas afrobrasileira e indígena deverão ser consideradas no desenvolvimento dos conteúdos, bem como a Educação Ambiental. Avaliação Espera-se que o aluno: • Compreenda o uso da tecnologia na alteração da dinâmica da natureza e nas atividades produtivas. • Identifique os problemas ambientais globais decorrentes da forma de exploração e uso dos recursos naturais. • Reconheça as influências das manifestações culturais dos diferentes grupos étnicos no processo de configuração do espaço geográfico. • Compreenda as ações internacionais de proteção aos recursos naturais frente a sua importância estratégica. • Compreenda a importância da revolução técnico-científica informacional e sua relação com os espaços de produção, circulação de mercadorias e nas formas de consumo. • Compreenda a importância da tecnologia na produção econômica, nas comunicações, nas relações de trabalho e na transformação do espaço geográfico. • Entenda a importância das redes de comunicação e de informação na formação dos espaços mundiais. • Reconheça a importância da circulação das mercadorias, mão-de-obra, capital e das informações na organização do espaço mundial. • Compreenda o conceito de lugar e dos processos de identidade que os grupos estabelecem com o espaço geográfico, na organização das atividades sociais e produtivas. • Identifique os conflitos étnicos e religiosos existentes e sua repercussão na configuração do espaço mundial. • Entenda a importância das ações protecionistas, da abertura econômica e da OMC para o comércio mundial. • Compreenda as ações adotadas pelas organizações econômicas internacionais, FMI e Banco Mundial, em suas implicações na organização do espaço geográfico mundial. • Diferencie as formas de regionalização do espaço mundial, considerando a divisão norte-sul e a formação dos blocos econômicos. • Analise a formação dos territórios supranacionais decorrente das relações econômicas e de poder na nova ordem mundial. • Compreenda a regionalização do espaço mundial e a importância das relações de poder na configuração das fronteiras e territórios. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ANDRADE, M. C. de Geografia ciência da sociedade: Uma introdução à análise do pensamento geográfico. São Paulo: Atlas, 1987. BRASIL, Secretaria de Educação do Ensino Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: Ensino Fundamental. Brasília: MEC/SEF, 2002. BRASIL, Secretaria de Educação do Ensino Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais. Introdução aos parâmetros curriculares nacionais. Brasília: MEC/SEF, 1998. CARLOS, A.F.A. (org.) A Geografia na sala de aula. São Paulo: Contexto, 1999. CASTELLANI, I. N. Proposta para uma leitura significativa das paisagens brasileiras. Revista Alfageo, v. 1, n. 1, 1999. CASTROGIOVANNI, A. C. (org.) Geografia em sala de aula: práticas e reflexões. Porto Alegre: Ed. UFRS, 1999. CLAVAL, P. O papel da nova Geografia cultural na compreensão da ação humana. In: ROSENDAHL, Z.; CORRÊA, R. L. Matrizes da Geografia cultural. Rio de Janeiro: Ed. UERJ, 2001. COSGROVE, D. E.; JACKSON, P. Novos Rumos da Geografia Cultural. In: CORRÊAN R.L.; ROSENDAHL, Z.(Orgs.) Introdução à Geografia Cultural. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2003. CORRÊA, R. L.; ROSENDAHL, Z. Introdução à Geografia Cultural. Rio de Janeiro: Bertrand, Brasil, 2003. CORRÊA, R. L. Região e organização espacial. São Paulo Ática, 1986. FRIGOTO, G. Os delírios da razão: crise do capital e metamorfose conceitual no campo educacional. In: GENTILI, P. (Org.) Pedagogia da exclusão: crítica ao neoliberalismo em educação. 7a. edição. Petrópolis: Vozes, 2000. KATUTA, A. M. A linguagem cartográfica no ensino superior e básico. In: PONTUSCHKA, N. N.; OLIVEIRA, A. U. de (Orgs.) Geografia em perspectiva. São Paulo: Contexto, 2002. KIMURA, S. Caminhos geográficos traçados na literatura: uma leitura didática. Revista Geografia & Ensino. Belo Horizonte, ano 8, n.1, jan/dez. 2002. LACOSTE, Y. A Geografia: isso serve, em primeiro lugar, para fazer a guerra. Campinas: Papirus, 1988. MORAES, A. C. R. Geografia: pequena história crítica. São Paulo: Hucitec, 1987. PENTEADO, H. D. Metodologia do ensino de história e Geografia. São Paulo: Cortez, 1994. PEREIRA, R. M. F. do A. Da Geografia que se ensina à gênese da Geografia Moderna. Florianópolis: Ed. da UFSC, 1993. PONTUSCHKA, N. N.; OLIVEIRA, A. U. de Geografia em perspectiva: ensino e pesquisa. São Paulo: Contexto, 2002. RATZEL, F. Coleção os grandes cientistas sociais. São Paulo: Ática, 1990. SANTOS, M. Da totalidade ao lugar. São Paulo: Edusp, 2005. ______. A natureza do espaço: técnica e tempo, razão e emoção. São Paulo: Hucitec, 1996. SIMIELLI, M. E. R. Cartografia no ensino fundamental e médio. In: CARLOS, A. F. A. (Org.) A Geografia na sala de aula. São Paulo: Contexto, 1999. SPOSITO, M. E. B. Parâmetros curriculares nacionais para o ensino de Geografia: pontos e contrapontos para uma análise. In: CARLOS, A. N. F.; OLIVEIRA, A. U. Reformas no mundo da educação: parâmetros curriculares e Geografia. São Paulo: Contexto, 1999. VASCONCELOS, C. dos S. Construção do conhecimento em sala de aula. São Paulo: Libertad - Centro de Formação e Assessoria Pedagógica, 1993. VESENTINI, J. W. Para uma geografia crítica na escola. São Paulo: Ática, 1992. VIDAL DE LA BLACHE, P. Princípios da Geografia Humana. Lisboa: Cosmos, 1957. DISCIPLINA DE FÍSICA DIMENSÃO HISTÓRICA A Física tem como objeto de estudo o Universo em toda sua complexidade e, por isso, como disciplina escolar, propõe aos estudantes o estudo da natureza, entendida, segundo Menezes (2005), como realidade material sensível. Ressalte-se que os conhecimentos de Física apresentados aos estudantes do Ensino Médio não são coisas da natureza, ou a própria natureza, mas modelos elaborados pelo Homem no intuito de explicar e entender essa natureza. FUNDAMENTOS TEÓRICO-METODOLÓGICOS Sínteses que constituem três campos de estudo da Física no final do século XIX: • A mecânica e a gravitação, elaboradas por Newton na obra: Pilosophiae naturalis principia mathematica (os Principia); • A termodinâmica, elaborada por autores como Mayer, Carnot, Joule, Clausius, Kelvin, Helmholtz e outros; • O eletromagnetismo, síntese elaborada por Maxwell a partir de trabalhos de homens como Ampére e Faraday. CONTEÚDOS ESTRUTURANTES 1 - MOVIMENTO No estudo dos movimentos, é indispensável trabalhar as ideias de conservação de momentum e energia. 2 - TERMODINÂMICA No campo da Termodinâmica, os estudos podem ser desdobrados a partir das Leis da Termodinâmica, em que aparecem conceitos como temperatura, calor (entendido como energia em trânsito) e as primeiras formulações da conservação de energia, sobretudo os trabalhos de Mayer, Helmholtz, Maxwell e Gibbs. 3 - ELETROMAGNETISMO Estudar o Eletromagnetismo possibilita compreender carga elétrica, o que pode conduzir a um conceito geral de carga no contexto da física de partículas, ao estudo de campo elétrico e magnético. A variação da quantidade de carga no tempo leva à ideia de corrente elétrica e a variação da corrente no tempo produz campo magnético, o que leva às equações de Maxwell. ENCAMINHAMENTOS METODOLÓGICOS É importante que o processo pedagógico, na disciplina de Física, parta do conhecimento prévio dos estudantes, no qual se incluem as concepções alternativas ou concepções espontâneas. O estudante desenvolve suas concepções espontâneas sobre os fenômenos físicos no dia-a-dia, na interação com os diversos objetos no seu espaço de convivência e as traz para a escola quando inicia seu processo de aprendizagem. AVALIAÇÃO A avaliação deve levar em conta os pressupostos teóricos a apropriação dos conceitos, leis e teorias que compõem o quadro teórico da Física pelos estudantes. Isso pressupõe o acompanhamento constante do progresso do estudante quanto à compreensão dos aspectos históricos, filosóficos e culturais, da evolução das ideias em Física e da não-neutralidade da ciência. Quanto aos critérios de avaliação em Física, deve-se verificar: • A compreensão dos conceitos físicos essenciais a cada unidade de ensino e aprendizagem planejada; • A compreensão do conteúdo físico expressado em textos científicos; • A compreensão de conceitos físicos presentes em textos não científicos; • A capacidade de elaborar relatórios tendo como referência os conceitos, as leis e as teorias físicas sobre um experimento ou qualquer outro evento que envolva os conhecimentos da Física. CONTEÚDOS ESTRUTURANTES E ESPECÍFICOS: Conteúdos Estruturantes 1º ANO 2º ANO 3º ANO Movimento - Espaço, tempo e massa. - Inércia, movimento de um corpo e suas conseqüências. - Movimento e impulso. - 1ª, 2ª e 3ª Lei de Newton. - Gravitação Universal. Conservação de energia. - Sistemas oscilatórios: movimentos periódicos, ondulatória e acústica. - Movimentos dos - Interações Mecânicas. - Introdução a sistemas fluidos. - Propriedades física caóticos. da matéria. - Viscosidade dos fluidos. Termodinâmica Conservação energia. Eletromagnetis mo - Pólos Magnéticos. da - Temperatura e sua medida. Leis da Termodinâmica, equilíbrio térmico. - 1ª e 2ª Lei da Termodinâmica. 3ª Lei da Termodinâmica. - Comportamento da matéria nas proximidades do zero absoluto. - As idéias da Termodinâmica desenvolvidas no âmbito da mecânica e estática. - Propriedades da luz como uma onda e como partícula e dualidade ondapartícula. - Óptica física e geométrica. - Carga elétrica. - Maxwell. - Lei de Coulomb. - Lei de Gaus. - Lei de Faraday. - Lei de Ampere. - lei de Lenz. - Campo elétrico e magnético. - Circuito elétrico e magnético. - Circuito elétrico, força elétrica e magnética. - Fontes de energia num circuito. Ondas eletromagnéticas; Interações eletromagnéticas. - a estrutura da matéria. REFERENCIAS: SAMPAIO, José Luiz, e Caio Sérgio Calçada. Física, volume único. 2ª edição, São Paulo: Atual, 2005. http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/diaadia/diadia/modules/conteudo/conteudo.php? conteudo=98 acesso: 14:20, dia 12/08/2010. BONJORNO, José Roberto e Clinton Marcico Ramos, Física1, 2 e 3. São Paulo: FTD, 1992. DISCIPLINA DE CIÊNCIAS DIMENSÃO HISTÓRICA DA DISCIPLINA A disciplina de Ciências tem como objeto de estudo o conhecimento científico que resulta da investigação da Natureza. Do ponto de vista científico, entende-se por Natureza o conjunto de elementos integradores que constitui o Universo em toda sua complexidade. Ao ser humano cabe interpretar racionalmente os fenômenos observados na Natureza, resultantes das relações entre elementos fundamentais como tempo, espaço, matéria, movimento, força, campo, energia e vida. A Natureza legitima, então, o objeto de estudo das ciências naturais e da disciplina de Ciências. De acordo com Lopes (2007), denominar uma determinada ciência de natural é uma maneira de enunciar tal forma de legitimação. Chauí (2005) corrobora tal afirmação ao lembrar que no século XIX, sob influência dos filósofos franceses e alemães, dividiu-se o conhecimento científico a partir de critérios como: tipo de objeto estudado, tipo de método empregado e tipo de resultado obtido. Assim, as chamadas ciências naturais passaram a ser tomadas como um saber distinto das ciências matemáticas, das ciências sociais e das ciências aplicadas, bem como dos conhecimentos filosóficos, artísticos e do saber cotidiano. As relações entre os seres humanos com os demais seres vivos e com a Natureza ocorrem pela busca de condições favoráveis de sobrevivência. Contudo, a interferência do ser humano sobre a Natureza possibilita incorporar experiências, técnicas, conhecimentos e valores produzidos na coletividade e transmitidos culturalmente. Sendo assim, a cultura, o trabalho e o processo educacional asseguram a elaboração e a circulação do conhecimento, estabelecem novas formas de pensar, de dominar a Natureza, de compreendê-la e se apropriar dos seus recursos. Diante disso, a história e a filosofia da ciência mostram que a sistematização do conhecimento científico evoluiu pela observação de regularidades percebidas na Natureza, o que permitiu sua apropriação por meio da compreensão dos fenômenos que nela ocorrem. Tal conhecimento proporciona ao ser humano uma cultura científica com repercussões sociais, econômicas, éticas e políticas. 1.2 CONSIDERAÇÕES ACERCA DO CONCEITO DE CIÊNCIA A ciência é uma atividade humana complexa, histórica e coletivamente construída, que influencia e sofre influências de questões sociais, tecnológicas, culturais, éticas e políticas (KNELLER, 1980; ANDERY et al., 1998). A ciência não revela a verdade, mas propõe modelos explicativos construídos a partir da aplicabilidade de método(s) científico(s). De acordo com Kneller (1980) e Fourez (1995), modelos científicos são construções humanas que permitem interpretações a respeito de fenômenos resultantes das relações entre os elementos fundamentais que compõem a Natureza. Muitas vezes esses modelos são utilizados como paradigmas, leis e teorias. Diante da complexidade dos fenômenos naturais, os modelos são incapazes de uma descrição de sua universalidade, tendo em vista “que é impossível, mesmo ao mais completo cientista, dominar todo o conhecimento no âmbito de uma única especialidade” (MENEZES, 2000, p.51). Nesse sentido, refletir sobre a ciência implica em considerá-la como uma construção coletiva produzida por grupos de pesquisadores e instituições num determinado contexto histórico, num cenário sócio-econômico, tecnológico, cultural, religioso, ético e político, evitando creditar seus resultados a supostos “cientistas geniais”. “[...] para concretizar este discurso sobre a ciência [...] é necessário e imprescindível determiná-la no tempo e no contexto das realizações humanas, que também são historicamente determinadas” (RAMOS, 2003, p.16). Por isso, conceituar ciência exige cuidado epistemológico, pois para conhecer a real natureza da ciência faz-se necessário investigar a história da construção do conhecimento científico (KNELLER, 1980). 1.3 CONSIDERAÇÕES ACERCA DA HISTÓRIA DA CIÊNCIA A historicidade da ciência está ligada não somente ao conhecimento científico, mas também às técnicas pelas qual esse conhecimento é produzido, as tradições de pesquisa que o produzem e as instituições que as apóiam (KNELLER, 1980). Nesses termos, analisar o passado da ciência e daqueles que a construíram, significa identificar as diferentes formas de pensar sobre a Natureza, interpretá-la e compreendê-la, nos diversos momentos históricos. Entretanto, diante da impossibilidade de compor uma análise totalmente abrangente a respeito da história da ciência optou-se, nestas diretrizes, por um recorte epistemológico dessa história que, de acordo com Ramos (2003), permite refletir sobre a gênese, o desenvolvimento, a articulação e a estruturação do conhecimento científico. 1.3.1 Estado pré-científico O pensamento pré-científico representa, segundo Bachelard (1996), um período marcado pela construção racional e empírica do conhecimento científico. Este estado representa a busca da superação das explicações míticas, com base em sucessivas observações empíricas e descrições técnicas de fenômenos da natureza, além de intenso registro dos conhecimentos científicos desde a Antiguidade até fins do século XVIII. Dentre inúmeras publicações Corpus Aristotelicum, de Aristóteles; Almagesto, de Ptolomeu (1515); De Humani Corporis Fabrica, de Vesálius (1543); Systema Naturae, de Lineu (1735); podem representar este período, em que se registrava o conhecimento científico em grandes obras que o divulgava. Essas publicações representam a busca por superação dos modelos explicativos produzidos sob a influência do pensamento mítico e teológico. Muitas civilizações, ao longo do tempo, criaram mitos e divindades como estratégias para explicar fenômenos da Natureza. Tais relatos simbólicos tentavam explicar a origem da Natureza mais do que contar a realidade dos fatos (FREIRE-MAIA, 2000). Com o pensamento mítico, o ser humano se preocupava com a divindade dos acontecimentos e não com as causas desses fenômenos. Pelo mito e pelas divindades o ser humano expressava o entendimento do mundo natural sob o ponto de vista “de um mundo divino operando no mundo da natureza” (RONAN, 1997a, p.14). Modelo construído a partir de observações realizadas diretamente sobre os fenômenos da Natureza permitiu ao ser humano afastar-se do mythos e aproximar-se da physis. Com a tradição grega, especificamente com os filósofos jônicos4, a ocorrência desses fenômenos passou a ser entendida como um princípio único e dinamizador (elementos água, ar, terra e fogo) presente na Natureza, causa de todas as coisas que existem (REALE e ANTISERI, 2005). 1.3.2 Estado científico O século XIX foi, segundo Bachelard (1996), um período histórico marcado pelo estado científico, em que um único método científico é constituído para a compreensão da Natureza. Isto não significa que no período pré-científico os naturalistas não se utilizavam de métodos para a investigação da Natureza, porém, tal investigação reduzia-se ao uso de instrumentos e técnicas isolados. O método científico, como estratégia de investigação, é constituído por procedimentos experimentais, levantamento e teste de hipóteses, axiomatização e síntese em leis ou teorias. Isso produz um conhecimento (científico) a respeito de um determinado recorte da realidade, o que rompe com a forma de construção e divulgação do conhecimento feita no período pré-científico. No período do estado científico buscou-se a universalidade do método cartesiano de investigação dos fenômenos da Natureza, com maior divulgação do conhecimento científico em obras caracterizadas por uma linguagem mais compreensível. Dentre as inúmeras publicações, destacam-se Traité élémentaire de chimie (1789), de Lavoisier; On the Origin of Species by Means of Natural Selection, or the Preservation of Favoured Races in the Struggle for Life, de Charles Darwin (1859); obras que podem representar este período em que o conhecimento científico resultava da aplicação de um único método. 1.3.3 Estado do novo espírito científico Gaston Bachelard promoveu, com a publicação de suas obras, um deslocamento da noção de verdade instituída pela ciência clássica ao considerar o ano de 1905 e a Teoria da Relatividade como o início de um período em que valores absolutos da mecânica clássica a respeito do espaço, do tempo e da massa, perderam o caráter de verdade absoluto, revolucionando as ciências físicas e, por conseqüência, as demais ciências da natureza. O estado do novo espírito científico configura-se, também, como um período fortemente marcado pela aceleração da produção científica e a necessidade de divulgação, em que a tecnologia influenciou e sofreu influências dos avanços científicos. Segundo Sevcenko (2001), mais de oitenta por cento dos avanços científicos e inovações técnicas ocorreram nos últimos cem anos, destes, mais de dois terços após a Segunda Guerra Mundial. Ainda, cerca de setenta por cento de todos os cientistas, engenheiros, técnicos e pesquisadores formados desde o início do século XX ainda estão vivos, continuam a contribuir com pesquisas e produzir conhecimento científico. Ressalta-se que, se o ensino de Ciências na atualidade representasse a superação dos estados pré-científicos e científicos, na mesma expressividade em que ocorre na atividade científica e tecnológica, o processo de produção do conhecimento científico seria mais bem vivenciado no âmbito escolar, possibilitando discussões acerca de como a ciência realmente funciona (DURANT, 2002). 1.4 O ENSINO DE CIÊNCIAS NO BRASIL Segundo Marandino (2005), o processo de socialização do conhecimento científico caracteriza-se por grandes desafios e embates, principalmente no que se refere à polêmica estabelecida a respeito dos objetivos do ensino de Ciências. As necessidades de uma cultura científica a um público cada vez mais amplo, como instrumento de cidadania, se contrapõe ao perigo de que a divulgação científica possa assumir o papel de “manter o status com daqueles envolvidos na produção do conhecimento, ou mesmo que a complexidade da ciência impossibilitaria seu domínio pelo público ‘não-iniciado’” (MARANDINO, 2005, p. 162). O ensino de Ciências, no Brasil, foi influenciado pelas relações de poder que se estabeleceram entre as instituições de produção científica, pelo papel reservado à educação na socialização desse conhecimento e no conflito de interesses entre antigas e recentes profissões, “frutos das novas relações de trabalho que se originaram nas sociedades contemporâneas, centradas na informação e no consumo” (MARANDINO, 2005, p. 162). No entanto, o ensino de Ciências na escola não pode ser reduzido à integração de campos de referência como a Biologia, a Física, a Química, a Geologia, a Astronomia, entre outras. A consolidação desta disciplina vai além e aponta para “questões que ultrapassam os campos de saber científico e do saber acadêmico, cruzando fins educacionais e fins sociais” (MACEDO e LOPES, 2002, p. 84), de modo a possibilitar ao educando a compreensão dos conhecimentos científicos que resultam da investigação da Natureza, em um contexto histórico-social, tecnológico, cultural, ético e político. 1.4.1 A disciplina de Ciências no currículo das escolas brasileiras Do início do século XX aos anos de 1950, a sociedade brasileira passou por transformações significativas rumo à modernização. Dentre essas transformações, destacam-se a expansão da lavoura cafeeira, instalações de redes telegráficas e portuárias, ferrovias e melhoramentos urbanos assim como as alterações no currículo de Ciências favorecendo reformas políticas no âmbito da escola. A disciplina de Ciências iniciou sua consolidação no currículo das escolas brasileiras com a Reforma Francisco Campos, em 1931, com objetivo de transmitir conhecimentos científicos provenientes de diferentes ciências naturais de referência já consolidadas no currículo escolar brasileiro. De acordo com o documento oficial (GHIRALDELLI JR, 1991), o currículo era organizado da seguinte forma: o chamado ensino secundário mantinha cinco anos na sua etapa fundamental, com mais dois anos na sua etapa complementar. Os conhecimentos científicos foram integrados na disciplina de Ciências Físicas e Naturais ofertadas nos dois primeiros anos da etapa fundamental (atuais 5ª e 6ª séries, aproximadamente). Nos três últimos anos da etapa fundamental (atuais 6ª a 8ª séries, aproximadamente), os conhecimentos científicos eram abordados nas disciplinas de Física, Química e História Natural. O contexto histórico exigia um ensino científico frente às necessidades do progresso nacional, e “para isso [era] mister construir cientificamente o Brasil” (GHIRALDELLI JR., 1991, p. 34). Na disciplina de Ciências, então, transmitiam-se informações gerais por meio de metodologia centrada na aula expositiva, não-dialogada, que exigia a memorização da biografia de cientistas importantes e da divulgação dos conhecimentos provenientes de suas descobertas. Desse modo, privilegiava-se a quantidade de informações científicas em prejuízo de uma abordagem de base investigatória. Na década de 1940, com a Reforma Capanema, o ensino objetivava a preparação de uma “elite condutora” e para tal, “a legislação era clara: a escola deveria contribuir para a divisão de classes e, desde cedo, separar pelas diferenças de chances de aquisição cultural, dirigentes e dirigidos” (GHIRALDELLI JR., 1991, p. 86). O currículo era organizado no ensino secundário em dois ciclos, um de quatro e outro de três anos. O primeiro ciclo, ginasial, distribuía a disciplina de Ciências Naturais nas duas séries finais. Em linhas gerais, no 3º ano, atual 7ª série do Ensino Fundamental, abordava-se os seguintes conteúdos: água, ar e solo, noções de botânica e de zoologia e corpo humano. No 4º ano, atual 8ª série do Ensino Fundamental, prevaleceu às noções de Química e Física e foram retirados alguns conteúdos da proposta anterior que propiciavam articulação com a realidade. Dessa maneira acentuava-se o caráter propedêutico da disciplina, objetivando o ingresso dos estudantes da classe média, mesmo que em minoria, na universidade. As decisões políticas instituídas na LDB n. 4024/61 apontaram para o fortalecimento e consolidação do ensino de Ciências no currículo escolar. Um dos avanços em relação às reformas educacionais de décadas anteriores foi à ampliação da participação da disciplina de Ciências Naturais no currículo escolar, ampliando para todas as séries da etapa ginasial a necessidade do preparo do indivíduo (e da sociedade como um todo) para o domínio dos recursos científicos e tecnológicos por meio do exercício do método científico. Nesse contexto, o ensino de Ciências passou a assumir compromisso de suporte de base para a formação de mão-de-obra técnico-científica no segundo grau, visando às necessidades do mercado de trabalho e do desenvolvimento industrial e tecnológico do país, sob controle do regime militar. O caráter de terminalidade e a prerrogativa de preparação para inserção imediata no mercado de trabalho levavam os filhos da classe trabalhadora ao ensino técnico. Esse movimento tinha como pressuposto a reserva das vagas dos cursos universitários para aqueles que pretendiam dar continuidade aos estudos, que eram, em geral, os filhos da classe dominante. Com a promulgação da LDB n. 9394/96, que estabeleceu as Diretrizes e Bases para a Educação Nacional, foram produzidos os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) que propunham uma nova organização curricular em âmbito federal. O Currículo Básico para o Estado do Paraná foi, oficialmente, substituído pelos PCN cujos fundamentos contribuíram para a descaracterização da disciplina de Ciências, pois, nesse documento o quadro conceitual de referência da disciplina e sua constituição histórica como campo do conhecimento ficaram em segundo plano. Neste momento histórico houve a supervalorização do trabalho com temas, como por exemplo, a questão do lixo e da reciclagem, das drogas, dos valores, da sexualidade, do meio ambiente, entre outros. Entretanto, os conceitos científicos escolares que fundamentam o trabalho com esses temas não eram enfatizados. A ênfase no desenvolvimento de atitudes e valores, bem como no trabalho pedagógico com os temas transversais, esvaziaram o ensino dos conteúdos científicos na disciplina de Ciências. 2- FUNDAMENTOS TEÓRICO-METODOLÓGICOS 2.1 CONSIDERAÇÕES A RESPEITO DOS MÉTODOS CIENTÍFICOS Um ponto importante a ser considerado na produção do conhecimento científico diz respeito ao caminho percorrido pelos pesquisadores para formular “descrições, interpretações, leis, teorias, modelos, etc. sobre uma parcela da realidade” (FREIREMAIA, 2000, p. 18). Não se pode negligenciar, então, a fragmentação que ocorre na produção do conhecimento científico que resulta da investigação da Natureza, pois não existe nos dias atuais uma única ciência que possa assegurar o estudo da realidade em todas as suas dimensões. A incursão pela história da ciência permite identificar que não existe um único método científico, mas a configuração de métodos científicos que se modificaram com o passar do tempo. Desde os pensadores gregos até o momento histórico marcado pelo positivismo, principalmente com Comte, no século XIX, observa-se uma crescente valorização do método científico, porém, com posicionamentos epistemológicos diferentes em cada momento histórico. As etapas que compõem o método científico são determinadas historicamente sob influências e exigências sociais, econômicas, éticas e políticas. Acrescenta-se que, apesar de traços comuns poderem ser identificados nas pesquisas realizadas dentre as especialidades das ciências naturais por conta dos diferentes métodos científicos, “o alcance e, simultaneamente, a limitação do conhecimento científico” (DELIZOICOV e ANGOTTI, 1998, p. 41) também podem ser apontados como pontos importantes. Ao assumir posicionamento contrário ao método único para toda e qualquer investigação científica da Natureza, no ensino de Ciências se faz necessário ampliar os encaminhamentos metodológicos para abordar os conteúdos escolares de modo que os estudantes superem os obstáculos conceituais oriundos de sua vivência cotidiana. 2.2 FORMAÇÃO DE CONCEITOS CIENTÍFICOS NA IDADE ESCOLAR Considera-se, nestas diretrizes, que no processo de ensino-aprendizagem a construção de conceitos pelo estudante não difere, em nenhum aspecto, do desenvolvimento de conceitos não sistematizados que traz de sua vida cotidiana. A partir dessa concepção, Vygotsky desenvolve o conceito de zona de desenvolvimento proximal (ZDP), que consiste em ponto de desempenho muito influenciado pela mediação, pois é preciso considerar que o estudante tem capacidade de solucionar problemas, desempenhar tarefas, elaborar representações mentais e construir conceitos com a ajuda de outras pessoas. Para Vygotsky (1991b) esse conceito (ZDP) representa a distância entre o que o estudante já sabe e consegue efetivamente fazer ou resolver por ele mesmo (nível de desenvolvimento real) e o que o estudante ainda não sabe, mas pode vir, a saber, com a mediação de outras pessoas (nível de desenvolvimento potencial). Com base nessa concepção afirma-se que o nível de conhecimento real e o nível de conhecimento potencial de cada estudante são variáveis e determinados, principalmente, pela mediação didática. Cada estudante, então, encontra-se num nível de desenvolvimento cognitivo diferenciado. Apesar da necessidade de ruptura entre o conhecimento científico e o conhecimento cotidiano, há também a necessidade de não se extrapolarem os limites um do outro. O conhecimento científico e o conhecimento cotidiano são históricos e sofrem interações mútuas. “Interpretar a ciência com os pressupostos da vida cotidiana é incorrer em erros, assim como é impossível, em cada ação cotidiana, tomarmos decisões científicas, ao invés de decidirmos com base na espontaneidade e no pragmatismo” (LOPES, 1999, p. 143). 2.3 CONHECIMENTO CIENTÍFICO ESCOLAR O conhecimento científico mediado para o contexto escolar sofre um processo de didatização, mas não se confunde com o conhecimento cotidiano. Nesse sentido, os conhecimentos científicos escolares selecionados para serem ensinados na disciplina de Ciências têm origem nos modelos explicativos construídos a partir da investigação da Natureza. Pelo processo de mediação didática, o conhecimento científico sofre adequação para o ensino, na forma de conteúdos escolares, tanto em termos de especificidade conceitual como de linguagem. A apropriação do conhecimento científico pelo estudante no contexto escolar implica a superação dos obstáculos conceituais. Para que isso ocorra, o conhecimento anterior do estudante, construído nas interações e nas relações que estabelece na vida cotidiana, num primeiro momento, deve ser valorizado. Denominam-se tais conhecimentos como alternativos aos conhecimentos científicos e, por isso, podem ser considerados como primeiros obstáculos conceituais a serem superados. Nem sempre o conhecimento cotidiano ou mesmo o alternativo podem ser considerados incoerentes com o conhecimento científico, uma vez que são úteis na vida prática e para o desenvolvimento de novas concepções. Valorizá-los e tomá-los como ponto de partida terá como consequência à formação dos conceitos científicos, para cada estudante, em tempos distintos. No ensino de Ciências o professor se depara constantemente com conhecimentos alternativos, tanto pela banalização da divulgação científica, quanto pelo uso de linguagem simplificada do conhecimento científico, inclusive nos livros didáticos. Nesse momento, o contato com a história da ciência pode propiciar ao professor compreender como se desenvolveu o conhecimento científico. Dessa forma, o ensino de Ciências deixa de ser encarado como mera transmissão de conceitos científicos, para ser compreendido como processo de formação de conceitos científicos, possibilitando a superação das concepções alternativas dos estudantes e o enriquecimento de sua cultura científica (LOPES, 1999). Espera-se uma superação do que o estudante já possui de conhecimentos alternativos, rompendo com obstáculos conceituais e adquirindo maiores condições de estabelecer relações conceituais, interdisciplinares e contextuais, de saber utilizar uma linguagem que permita comunicarse com o outro e que possa fazer da aprendizagem dos conceitos científicos algo significativo no seu cotidiano. 2.4 APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA NO ENSINO DE CIÊNCIAS Com base em investigações realizadas sobre o ensino de Ciências, nota-se uma tendência de superação de estratégias de ensino que privilegiam atividades de estímulo, resposta, reforço positivo, objetivos operacionais e instrução programada (MOREIRA, 1999). Tais estratégias não enfocam a aprendizagem no processo de construção de significados. A aprendizagem significativa no ensino de Ciências implica no entendimento de que o estudante aprende conteúdos científicos escolares quando lhes atribui significados. Isso põe o processo de construção de significados como elemento central do processo de ensino-aprendizagem. O estudante constrói significados cada vez que estabelece relações “substantivas e não-arbitrárias” entre o que conhece de aprendizagens anteriores (nível de desenvolvimento real - conhecimentos alternativos) e o que aprende de novo (AUSUBEL, NOVAK e HANESIAN, 1980). As relações que se estabelecem entre o que o estudante já sabem e o conhecimento específico a ser ensinado pela mediação do professor não são arbitrárias, pois dependem da organização dos conteúdos; de estratégias metodológicas adequadas; de material didático de apoio potencialmente significativo; e da “ancoragem”16 em conhecimentos especificamente relevantes já existentes na estrutura cognitiva do estudante (MOREIRA, 1999). Quando o estudante relaciona uma noção a ser aprendida com um conceito já presente na sua estrutura cognitiva, ele incorpora “a substância do novo conhecimento, das novas idéias” e a esse processo denomina-se substantividade (MOREIRA, 1999, p. 77). Ao se trabalhar a definição de um conceito de forma literal e arbitrária, o ensino não possibilita que o estudante construa seu próprio modelo mental, sua própria rede de relações conceituais sobre o conhecimento científico escolar. No ensino de Ciências, portanto, deve-se trabalhar com os conteúdos científicos escolares e suas relações conceituais, interdisciplinares e contextuais, considerando-se a zona de desenvolvimento proximal do estudante (VYGOTSKY, 1991b), descrita anteriormente em um processo de interação social em que o professor de Ciências “é o participante que já internalizou significados socialmente compartilhados para os materiais educativos do currículo e procura fazer com que o aprendiz também venha a compartilhálos” (MOREIRA, 1999, p. 109). 3- CONTEÚDOS ESTRUTURANTES Nestas diretrizes, entende-se o conceito de Conteúdos Estruturantes como conhecimentos de grande amplitude que identificam e organizam os campos de estudo de uma disciplina escolar, considerados fundamentais para a compreensão de seu objeto de estudo e ensino. Os conteúdos estruturantes são constructos históricos e estão atrelados a uma concepção política de educação, por isso não são escolhas neutras. Na disciplina de Ciências, os Conteúdos Estruturantes são construídos a partir da historicidade dos conceitos científicos e visam superar a fragmentação do currículo, além de estruturar a disciplina frente ao processo acelerado de especialização do seu objeto de estudo e ensino (LOPES, 1999). Propõe-se, então, que o ensino de Ciências aconteça por integração conceitual e que estabeleça relações entre os conceitos científicos escolares de diferentes conteúdos estruturantes da disciplina (relações conceituais); entre eles e os conteúdos estruturantes das outras disciplinas do Ensino Fundamental (relações interdisciplinares); entre os conteúdos científicos escolares e o processo de produção do conhecimento científico (relações contextuais). Nestas Diretrizes Curriculares são apresentados cinco conteúdos estruturantes fundamentados na história da ciência, base estrutural de integração conceitual para a disciplina de Ciências no Ensino Fundamental. São eles: • Astronomia • Matéria • Sistemas Biológicos • Energia • Biodiversidade 3.1 ASTRONOMIA A Astronomia tem um papel importante no Ensino Fundamental, pois é uma das ciências de referência para os conhecimentos sobre a dinâmica dos corpos celestes. Numa abordagem histórica traz as discussões sobre os modelos geocêntrico e heliocêntrico, bem como sobre os métodos e instrumentos científicos, conceitos e modelos explicativos que envolveram tais discussões. Além disso, os fenômenos celestes são de grande interesse dos estudantes porque por meio deles buscam-se explicações alternativas para acontecimentos regulares da realidade, como o movimento aparente do Sol, as fases da Lua, as estações do ano, as viagens espaciais, entre outros. Este conteúdo estruturante possibilita estudos e discussões sobre a origem e a evolução do Universo. Apresentam-se, a seguir, os conteúdos básicos que envolvem conceitos científicos necessários para o entendimento de questões astronômicas e para a compreensão do objeto de estudo da disciplina de Ciências: • universo; • sistema solar; • movimentos celestes e terrestres; • astros; • origem e evolução do universo; • gravitação universal. 3.2 MATÉRIA No conteúdo estruturante Matéria propõe-se a abordagem de conteúdos específicos que privilegiem o estudo da constituição dos corpos, entendidos tradicionalmente como objetos materiais quaisquer que se apresentam à nossa percepção (RUSS, 1994). Sob o ponto de vista científico, permite o entendimento não somente sobre as coisas perceptíveis como também sobre sua constituição, indo além daquilo que num primeiro momento vemos, sentimos ou tocamos. Apresentam-se, a seguir, conteúdos básicos que envolvem conceitos científicos essenciais para o entendimento da constituição e propriedades da matéria e para a compreensão do objeto de estudo da disciplina de Ciências: • constituição da matéria; • propriedades da matéria. 3.3 SISTEMAS BIOLÓGICOS O conteúdo estruturante Sistemas Biológicos aborda a constituição dos sistemas do organismo, bem como suas características específicas de funcionamento, desde os componentes celulares e suas respectivas funções até o funcionamento dos sistemas que constituem os diferentes grupos de seres vivos, como por exemplo, a locomoção, a digestão e a respiração. Parte-se do entendimento do organismo como um sistema integrado e amplia-se a discussão para uma visão evolutiva, permitindo a comparação entre os seres vivos, a fim de compreender o funcionamento de cada sistema e das relações que formam o conjunto de sistemas que integram o organismo vivo. Neste conteúdo estruturante, apresentam-se os conteúdos básicos que envolvem conceitos científicos escolares para o entendimento de questões sobre os sistemas biológicos de funcionamento dos seres vivos e para a compreensão do objeto de estudo da disciplina de Ciências: • níveis de organização; • célula; • morfologia e fisiologia dos seres vivos; • mecanismos de herança genética. 3.4 ENERGIA Este Conteúdo Estruturante propõe o trabalho que possibilita a discussão do conceito de energia, relativamente novo a se considerar a história da ciência desde a Antiguidade. Discute-se tal conceito a partir de um modelo explicativo fundamentado nas idéias do calórico, que representava as mudanças de temperatura entre objetos ou sistemas. Ao propor o calor em substituição à teoria do calórico, a pesquisa científica concebeu uma das leis mais importantes da ciência: a lei da conservação da energia. Neste conteúdo estruturante, apresentam-se os conteúdos básicos que envolvem conceitos científicos essenciais para o entendimento de questões sobre a conservação e a transformação de uma forma de energia em outra e para a compreensão do objeto de estudo da disciplina de Ciências: • formas de energia; • conservação de energia; • conversão de energia; • transmissão de energia. 3.5 BIODIVERSIDADE O conceito de biodiversidade, nos dias atuais, deve ser entendido para além da mera diversidade de seres vivos. Reduzir o conceito de biodiversidade ao número de espécies seria o mesmo que considerar a classificação dos seres vivos limitada ao entendimento de que eles são organizados fora do ambiente em que vivem. Pensar o conceito biodiversidade na contemporaneidade implica ampliar o entendimento de que essa diversidade de espécies, considerada em diferentes níveis de complexidade, habita em diferentes ambientes, mantém suas inter-relações de dependência e está inserida em um contexto evolutivo (WILSON, 1997). Esse conteúdo estruturante visa, por meio dos conteúdos específicos de Ciências, a compreensão do conceito de biodiversidade e demais conceitos intrarrelacionados. Espera-se que o estudante entenda o sistema complexo de conhecimentos científicos que interagem num processo integrado e dinâmico envolvendo a diversidade de espécies atuais e extintas; as relações ecológicas estabelecidas entre essas espécies com o ambiente ao qual se adaptaram, viveram e ainda vivem; e os processos evolutivos pelos quais tais espécies têm sofrido transformações. Apresentam-se, para este conteúdo estruturante, alguns conteúdos básicos que envolvem conceitos científicos para o entendimento de questões sobre a biodiversidade e para a compreensão do objeto de estudo da disciplina de Ciências: • organização dos seres vivos; • sistemática; • ecossistemas; • interações ecológicas; • origem da vida; • evolução dos seres vivos. Ensino Fundamental - Ciências 6º ANO 1- Planeta Terra • Localização e orientação • Movimentos da Terra 2- Os Movimentos dos Corpos Celestes e as Medidas de Tempo 3- Solo e Vida • Origem e transformação do solo • As rochas • Propriedades, uso e futuro dos minerais • Os seres vivos e a modificação do solo • Preservação ambiental: a questão do solo 4- Água e Ambiente • Importância da água • Propriedades da água • A água e o seu tratamento • A água na agricultura • Água, máquina e trabalho humano 5- Ar e Tecnologia 1. Propriedades do ar • Circulação do ar • A atmosfera terrestre • A composição do ar • O ar, o vôo e o transporte dos seres vivos • Poluição – um processo global 7º ANO 1- Classificação dos Seres Vivos 2- Os Vírus − Defesas naturais, soros e vacinas 3- Reino Monera e Protista 4- As Algas 5- Os Fungos 6- Plantas • Os órgãos das plantas • Nutrição das plantas • Utilidades das plantas 7- Invertebrados Aquáticos e Terrestres • Cnidários e poríferos • Equinodermos • Moluscos e crustáceos • Artrópodes • Anelídeos, nematódeos e platelmintos 8- Vertebrados Aquáticos e Terrestres • Os peixes • Anfíbios e répteis • As aves • Os mamíferos • Diversidade dos seres vivos 8º ANO 1- O Corpo Humano • Conhecendo o corpo humano • Estudos das células • Diferenciação na composição da pele do indivíduo branco e afro-descendente. 2- Desenvolvimento e Puberdade • Maturidade • Reprodução 3- Nutrição e Absorção • Composição dos alimentos • Transformações físicas e químicas dos alimentos • Absorção de nutrientes • Sistema digestório 4- Sistema Ósseo e Muscular • Ossos e músculo do corpo humano • O movimento do corpo • A pele 5- Sistema Cardiovascular • A circulação do sangue • O coração • Componentes do sangue 6- Sistema Respiratório • As células e a produção de energia • Trocas gasosas • Respiração e saúde 7- Sistema Urinário • Produção e eliminação de resíduos • Órgãos do sistema urinário 8- Sistema Nervoso • Comunicação entre as células • Órgãos do sistema nervoso • Órgãos dos sentidos 9- Sistema Endócrino • A ação dos hormônios • Classificação dos hormônios 9º ANO 1- Os Materiais − Os materiais e suas propriedades • Utilização dos materiais 2- Átomos e Ligações Químicas − Introdução à química • A natureza elétricas dos materiais • Ligações químicas 3- Obtenção de Materiais − Separação de misturas • Transformações químicas • Energia: geração e transformação. 4- Calor − Calor: transferências e conseqüências • Medida de energia 5- Som Geração e propagação de ondas sonoras 6- Luz Ondas eletromagnéticas • Propagação da luz • Espelhos e lentes 7- Movimento Tipos de movimentos • Força e suas conseqüências • Trabalho e energia 4- ENCAMINHAMENTO METODOLÓGICO Estas Diretrizes Curriculares para o ensino de Ciências propõem uma prática pedagógica que leve à integração dos conceitos científicos e valorize o pluralismo metodológico. Para isso é necessário superar práticas pedagógicas centradas num único método e baseadas em aulas de laboratório (KRASILCHIK, 1987) que visam tão somente à comprovação de teorias e leis apresentadas previamente aos estudantes. Ao selecionar os conteúdos a serem ensinados na disciplina de Ciências, o professor deverá organizar o trabalho docente tendo como referências: o tempo disponível para o trabalho pedagógico (horas/aula semanais); o Projeto Político Pedagógico da escola; os interesses da realidade local e regional onde a escola está inserida; a análise crítica dos livros didáticos e paradidáticos da área de Ciências; e informações atualizadas sobre os avanços da produção científica. Na organização do plano de trabalho docente espera-se que o professor de Ciências reflita a respeito das abordagens e relações a serem estabelecidas entre os conteúdos estruturantes, básicos e específicos. Reflita, também, a respeito das expectativas de aprendizagem, das estratégias e recursos a serem utilizados e dos critérios e instrumentos de avaliação. Para isso é necessário que os conteúdos específicos de Ciências sejam entendidos em sua complexidade de relações conceituais, não dissociados em áreas de conhecimento físico, químico e biológico, mas visando uma abordagem integradora. Tais conteúdos podem ser entendidos a partir da mediação didática estabelecida pelo professor de Ciências, que pode fazer uso de estratégias que procurem estabelecer relações interdisciplinares e contextuais, envolvendo desta forma, conceitos de outras disciplinas e questões tecnológicas, sociais, culturais, éticas e políticas. Assim entendido, o plano de trabalho docente em ação privilegia relações substantivas e não-arbitrárias entre o que o estudante já sabe e o entendimento de novos conceitos científicos escolares, permitindo que o estudante internalize novos conceitos na sua estrutura cognitiva. 4.1 ASPECTOS ESSENCIAIS PARA O ENSINO DE CIÊNCIAS No ensino de Ciências, alguns aspectos são considerados essenciais tanto para a formação do professor quanto para a atividade pedagógica. Abordam-se, nesse documento, três aspectos importantes, a saber: a história da ciência, a divulgação científica e a atividade experimental. Tais aspectos não se dissociam em campos isolados, mas sim, relacionam-se e complementam-se na prática pedagógica. 4.1.1 A história da ciência A história da ciência é fundamental para o professor de Ciências, pois ele não apenas transmite aos seus alunos os conteúdos (resultados) dessa ciência, mas também (consciente ou inconscientemente) uma concepção sobre o que é Ciência. Ora, o conhecimento sobre a natureza da pesquisa científica só pode ser adquirido de duas formas: ou pela prática da pesquisa e contato com cientistas (isto é, pela vivência direta) ou pelo estudo da História da Ciência (MARTINS, 1990, p. 04). Para contrabalançar os aspectos puramente técnicos de uma aula, complementando-os com um estudo de aspectos sociais, humanos e culturais. Informações (preferivelmente bem fundamentadas) sobre a vida de cientistas, a evolução de instituições, o ambiente cultural geral de uma época, as concepções alternativas do mesmo período, as controvérsias e dificuldades de aceitação de novas idéias – tudo isso pode contribuir para dar uma nova visão da ciência e dos cientistas, dando maior motivação ao estudo. (...) Recentemente, tomou-se consciência de que o aprendizado das Ciências é, às vezes, dificultado por concepções de “senso comum” que, de um modo geral, coincidem com as concepções abandonadas ao longo da história (MARTINS, 1990, p. 04). 4.1.2 A divulgação científica Um importante papel da divulgação científica é servir de alternativa para suprir a defasagem entre o conhecimento científico e o conhecimento científico escolar, permitindo a veiculação em linguagem acessível do conhecimento que é produzido pela ciência e dos métodos empregados nessa produção. Também, tem o papel de oportunizar ao professor de Ciências o contato com o conhecimento científico atualizado contribuindo desta forma para sua própria formação continuada (LINS DE BARROS, 2002). Dessa forma, a utilização de um documentário cujo tema se relacione com um conteúdo específico da disciplina pode ser uma boa estratégia de ensino, desde que o professor articule o conteúdo do filme com o conteúdo específico abordado e os processos cognitivos a serem desenvolvidos pelos estudantes, por meio de análise, reflexão, problematizações, etc. Na utilização de um texto de divulgação científica, por exemplo, o professor precisa identificar os conceitos e/ ou informações mais significativas, fazer recortes e inserções, além de estabelecer relações conceituais, interdisciplinares e contextuais. 4.1.3 As atividades experimentais As atividades experimentais estão presentes no ensino de Ciências desde sua origem e são estratégias de ensino fundamentais. Podem contribuir para a superação de obstáculos na aprendizagem de conceitos científicos, não somente por propiciar interpretações, discussões e confrontos de idéias entre os estudantes, mas também pela natureza investigativa. Entende-se por atividade experimental toda atividade prática cujo objetivo inicial é a observação seguida da demonstração ou da manipulação, utilizando-se de recursos como vidrarias, reagentes, instrumentos e equipamentos ou de materiais alternativos, a depender do tipo de atividade e do espaço pedagógico planejado para sua realização. 4.2 CONSIDERAÇÕES SOBRE OS ELEMENTOS DA PRÁTICA PEDAGÓGICA PARA O ENSINO DE CIÊNCIAS Tão importante quanto selecionar conteúdos específicos para o ensino de Ciências, é a escolha de abordagens, estratégias e recursos pedagógicos adequado à mediação pedagógica. A escolha adequada desses elementos contribui para que o estudante se aproprie de conceitos científicos de forma mais significativa e para que o professor estabeleça critérios e instrumentos de avaliação. O professor de Ciências, no momento da seleção de conteúdos específicos e da opção por determinadas abordagens, estratégias e recursos, dentre outros critérios, precisa levar em consideração o desenvolvimento cognitivo dos estudantes. Isto significa que uma estratégia adotada na 8ª série nem sempre pode ser aplicada na íntegra para os estudantes da 5ª série. Porém, não significa que os conteúdos tradicionalmente trabalhados na 8ª série não possam ser abordados na 5ª série, consideradas as necessidades de adequação de linguagem e nível conceitual. 4.2.1 A Abordagem Problematizadora A ação de problematizar é mais do que a mera motivação para se iniciar um novo conteúdo. Essa ação possibilita a aproximação entre o conhecimento alternativo dos estudantes e o conhecimento científico escolar que se pretende ensinar. A abordagem problematizadora pode ser efetuada, evidenciando-se duas dimensões: na primeira, o professor leva em conta o conhecimento de situações significativas apresentadas pelos estudantes, problematizando-as; na segunda, o professor problematiza de forma que o estudante sinta a necessidade do conhecimento científico escolar para resolver os problemas apresentados. 4.2.2 A Relação Contextual Contextualizar é uma forma de articular o conhecimento científico com o contexto histórico e geográfico do estudante, com outros momentos históricos, com os interesses políticos e econômicos que levaram à sua produção para que o conhecimento disciplinar seja potencialmente significativo. A relação contextual pode ser um ponto de partida, de modo a abordar o conteúdo mais próximo à realidade do estudante para uma posterior abordagem abstrata e específica. A relação contextual pode, também, ser o ponto de chegada caso o professor opte por iniciar a sua prática com conteúdos mais abstratos e reflexivos. Nesse caso, contextualizar significa aproximar os conteúdos científicos escolares das estruturas sociais, políticas, éticas, tecnológicas, econômicas, entre outras. Esta aproximação, no âmbito pedagógico, se estabelece por meio de abordagens que fazem uso, necessariamente, de conceitos teóricos precisos e claros, voltados para as experiências sociais dos sujeitos históricos produtores do conhecimento. 4.2.3 A Relação Interdisciplinar A relação interdisciplinar como elemento da prática pedagógica considera que muitos conteúdos, ainda que específicos, se articulam permanentemente com outros conteúdos e isso torna necessária uma aproximação entre eles, mesmo entre os tratados por diferentes disciplinas escolares. As relações interdisciplinares se estabelecem quando conceitos, modelos ou práticas de uma dada disciplina são incluídos no desenvolvimento do conteúdo de outra. Em Ciências, as relações interdisciplinares podem ocorrer quando o professor busca, nos conteúdos específicos de outras disciplinas, contribuições para o entendimento do objeto de estudo de Ciências, o conhecimento científico resultante da investigação da Natureza. 4.2.4 A Pesquisa A pesquisa é uma estratégia de ensino que visa a construção do conhecimento. Essa estratégia inicia-se na procura de material de pesquisa, passa pela interpretação desse material e chega à construção das atividades. A pesquisa pode ser apresentada na forma escrita e/ou oral, entretanto, para que os objetivos pedagógicos sejam atingidos, se faz necessário que seja construída com redação do próprio estudante, pois ao organizar o texto escrito ele precisará sistematizar idéias e explicitar seu entendimento sobre o conteúdo com recursos do vocabulário que domina. Na apresentação oral o estudante deve superar a simples leitura e repetição, evidenciando a compreensão crítica do conteúdo pesquisado e explicitando a sua interpretação. 4.2.5 A Leitura científica A leitura científica como recurso pedagógico permite aproximação entre os estudantes e o professor, pois propicia um maior aprofundamento de conceitos. Cabe ao professor analisar o material a ser trabalhado, levando-se em conta o grau de dificuldade da abordagem do conteúdo, o rigor conceitual e a linguagem utilizada. 4.2.6 A Atividade em grupo No trabalho em grupo, o estudante tem a oportunidade de trocar experiências, apresentar suas proposições aos outros estudantes, confrontar idéias, desenvolver espírito de equipe e atitude colaborativa. Esta atividade permite aproximar o estudo de Ciências dos problemas reais, de modo a contribuir para a construção significativa de conhecimento pelo estudante. 4.2.7 A Observação A utilização desse elemento estimula, no estudante, a capacidade de observar fenômenos em seus detalhes para estabelecer relações mais amplas sobre os mesmos. Por outro lado, permite que o professor perceba as dificuldades individuais de interpretar tais fenômenos devido à falta de atenção e a lacunas teórico-conceituais. A observação é uma alternativa viável e coerente com a própria natureza da disciplina. O estudante pode desenvolver observações e superar a simples constatação de resultados, passando para construção de hipóteses que a própria observação possibilita. 4.2.8 A Atividade Experimental A inserção de atividades experimentais na prática docente apresenta-se como uma importante ferramenta de ensino e aprendizagem, quando mediada pelo professor de forma a desenvolver o interesse nos estudantes e criar situações de investigação para a formação de conceitos. Tais atividades não têm como único espaço possível o laboratório escolar, visto que podem ser realizadas em outros espaços pedagógicos, como a sala de aula, e utilizar materiais alternativos aos convencionais. Entretanto, é importante que essas práticas proporcionem discussões, interpretações e se coadunem com os conteúdos trabalhados em sala. Não devem, portanto, ser apenas momento de comprovação de leis e teorias ou meras ilustrações das aulas teóricas. 4.2.9 Os Recursos instrucionais Os recursos instrucionais (mapas conceituais, organogramas, mapas de relações, diagramas V, gráficos, tabelas, gráficos, entre outros) podem e devem ser usados na análise do conteúdo científico escolar, no trabalho pedagógico/ tecnológico e na avaliação da aprendizagem. Esses recursos são instrumentos potencialmente significativos em sala de aula porque se fundamentam na aprendizagem significativa e subsidiam o professor em seu trabalho com o conteúdo científico escolar, porque são compostos por elementos extraídos da observação, das atividades experimentais, das relações contextuais e interdisciplinares, entre outros. Os recursos instrucionais não possuem modelo único e não existem regras fixas a serem utilizadas na sua construção. Por exemplo, mapas de conceitos podem ter estruturas diversas, pois ultrapassam a idéia de serem apenas sínteses conceituais. 4.2.10 O Lúdico O lúdico é uma forma de interação do estudante com o mundo, podendo utilizar-se de instrumentos que promovam a imaginação, a exploração, a curiosidade e o interesse, tais como jogos, brinquedos, modelos, exemplificações realizadas habitualmente pelo professor, entre outros. O lúdico permite uma maior interação entre os assuntos abordados e, quanto mais intensa for esta interação, maior será o nível de percepções e reestruturações cognitivas realizadas pelo estudante. O lúdico deve ser considerado na prática pedagógica, independentemente da série e da faixa etária do estudante, porém, adequando-se a elas quanto à linguagem, a abordagem, as estratégias e aos recursos utilizados como apoio. 5- AVALIAÇÃO A avaliação é atividade essencial do processo ensino-aprendizagem dos conteúdos científicos escolares e, de acordo com a Lei de Diretrizes e Bases n. 9394/96, deve ser contínua e cumulativa em relação ao desempenho do estudante, com prevalência dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos. Uma possibilidade de valorizar aspectos qualitativos no processo avaliativo seria considerar o que Hoffmann (1991) conceitua como avaliação mediadora em oposição a um processo classificatório, sentencioso, com base no modelo “transmitir-verificarregistrar”. Assim, a avaliação como prática pedagógica que compõe a mediação didática realizada pelo professor é entendida como “ação, movimento, provocação, na tentativa de reciprocidade intelectual entre os elementos da ação educativa. Professor e aluno buscando coordenar seus pontos de vista, trocando idéias, reorganizando-as” (HOFFMANN, 1991, p. 67). A ação avaliativa é importante no processo ensino-aprendizagem, pois pode propiciar um momento de interação e construção de significados no qual o estudante aprende. Para que tal ação torne-se significativa, o professor precisa refletir e planejar sobre os procedimentos a serem utilizados e superar o modelo consolidado da avaliação tão somente classificatória e excludente. A investigação da aprendizagem significativa pelo professor pode ser por meio de problematizações envolvendo relações conceituais, interdisciplinares ou contextuais, ou mesmo a partir da utilização de jogos educativos, entre outras possibilidades, como o uso de recursos instrucionais que representem como o estudante tem solucionado os problemas propostos e as relações estabelecidas diante dessas problematizações. Dentre essas possibilidades, a prova pode ser um excelente instrumento de investigação do aprendizado do estudante e de diagnóstico dos conceitos científicos escolares ainda não compreendidos por ele, além de indicar o quanto o nível de desenvolvimento potencial tornou-se um nível real (VYGOTSKY, 1991b). Para isso, as questões da prova precisam ser diversificadas e considerar outras relações além daquelas trabalhadas em sala de aula. 6- REFERÊNCIAS Ciências Naturais Autores: Olga Santana e Aníbal Fonseca Editora Saraiva. Ciências Naturais – Aprendendo com o cotidiano. Autor: Eduardo Leite do Canto Editora Moderna. DISCIPLINA EDUCAÇÃO FÍSICA DIMENSÃO HISTÓRICA A Educação Física no Brasil surgiu por influência de uma concepção europeia e ao longo de sua história se transformou e adequou de acordo com os momentos históricos e sociais sofridos pelo país, uma vez que sempre permeou o meio social por meio da cultura do movimento humano. Vejamos quais foram os principais marcos históricos da Educação Física para que possamos compreender e legitimar sua existência no currículo escolar, bem como suas contradições no contexto do fenômeno educativo ao longo de sua existência. A partir dos anos 70, novas interpretações começam a surgir sobre a educação Física em crítica a pedagogia tecnicista; é a visão de uma Educação Física humanista que se caracteriza, segundo soares(1992), pela presença de princípios filosóficos em torno do ser humano, sua identidade, seu valor e surge como crítica as teorias comportamentalistas. No contexto das teorizações críticas em Educação e Educação Física, no final da década de 1980 e início de 1990, no Estado do Paraná, tiveram início as discussões para a elaboração do Currículo Básico. Esta elaboração resultou em uma vasta e rígida lista de conteúdos ,os quais eram denominados pressupostos do movimento condutas motoras e baseou formas básicas de movimento; condutas neuro motoras; esquema corporal; ritmo; aprendizagem objeto motora, esses acabavam por enfraquecer os pressupostos teóricos da pedagogia critica, uma vez que que o enfoque era nas abordagens desenvolvimentista, construtivista e psicomotora. Neste período foi elaborado um documento com o intuito de de resgatar o compromisso social da ação pedagógica da Educação Física, visando a transformação de uma sociedade fundada em valores individualistas,em uma sociedade com menor desigualdade social. Essa proposta representou um marco para a disciplina, destacou a dimensão social da Educação Física e possibilitou a consolidação de um novo entendimento em relação ao movimento humano, como expressão da identidade corporal, como prática social e como uma forma do homem se relacionar com o mundo. A proposta valorizou a produção histórica e cultural dos povos, relativa à ginástica, à dança, aos esportes, aos jogos e às atividades que correspondem às características regionais. FUNDAMENTOS TEÓRICO METODOLOÓGICOS O breve histórico da disciplina de Educação Física, apresentado anteriormente, aponta marcos importantes para que o professor entenda as mudanças teóricometodológicas que ocorreram no decorrer dos anos e que, por sua vez, configuraram a atual concepção de Educação Física defendida nestas Diretrizes. Este encaminhamento é, sobretudo, resultado de ampla participação da comunidade acadêmica e escolar. Ao iniciar as discussões a respeito dos fundamentos teórico-metodológicos, é necessário, primeiramente, reconhecer alguns dos principais problemas da Educação Física atual, responsáveis por desqualificá-la como área de conhecimento socialmente relevante, que comprometem sua legitimação no currículo escolar. Nesse sentido, segundo Shardakov (1978), é preciso superar: Sobre a pedagogia das competências e habilidades, conferir DUARTE, Newton. As pedagogias do “aprender a aprender” e algumas ilusões da assim chamada sociedade do conhecimento. In.: Revista Brasileira de Educação. n. 18, set/out/nov/dez, 2001. É importante ter clara a diferença entre legalidade e legitimidade. Historicamente, alguns teóricos em Educação Física buscam questionar a legitimidade dessa disciplina nas escolas. No entanto, sua legalidade já foi garantida através da legislação educacional específica, como consta no artigo 26, § 3o da LDB 9394/96. Para aprofundar essa discussão, conferir BRACHT, Valter. Educação Física e aprendizagem social. Porto Alegre: Magister, 1992. • A persistência do dualismo corpo-mente como base científico-teórica da Educação Física que mantém a cisão teoria-prática e dá origem a um aparelho conceitual desprovido de conteúdo real, dentre eles o conceito a-histórico de esporte e das suas classificações; • A banalização do conhecimento da cultura corporal, pela repetição mecânica de técnicas esvaziadas da valorização subjetiva que deu origem a sua criação; • A restrição do conhecimento oferecido aos alunos, obstáculo para que modalidades esportivas, especialmente as que mais atraem às crianças e jovens, possam ser apreendidas na escola, por todos, independentemente de condições físicas, de etnia, sexo ou condição social; • A utilização de testes e medidas padronizadas, não como forma de acesso aos conhecimentos oriundos do esporte de rendimento, mas com objetivos exclusivos de aferir o nível das habilidades físicas, ou como instrumentos de avaliação do desempenho instrucional dos alunos nas aulas de Educação Física; • A adoção da teoria da pirâmide esportiva como teoria educacional; • A falta de uma reflexão aprofundada sobre o desenvolvimento da aptidão física e sua contradição com a reflexão sobre a Cultura Corporal; Propõe-se que a Educação Física seja fundamentada nas reflexões sobre as necessidades atuais de ensino perante os alunos, na superação de contradições e na valorização da educação. Por isso, é de fundamental importância considerar os contextos e experiências de diferentes regiões, escolas, professores, alunos e da comunidade. CONTEÚDOS ESTRUTURANTES Nas Diretrizes Curriculares, os Conteúdos Estruturantes foram definidos como os conhecimentos de grande amplitude, conceitos ou práticas que identificam e organizam os campos de estudos de uma disciplina escolar, considerados fundamentais para compreender seu objeto de estudo/ensino. Constituem-se historicamente e são legitimados nas relações sociais. Os Conteúdos Estruturantes da Educação Física para a Educação Básica devem ser abordados em complexidade crescente19, isto porque, em cada um dos níveis de ensino os alunos trazem consigo múltiplas experiências relativas ao conhecimento sistematizado, que devem ser consideradas no processo de ensino/aprendizagem. A Educação Física e seu objeto de ensino/estudo, a Cultura Corporal, deve, ainda, ampliar a dimensão meramente motriz. Para isso, pode-se enriquecer os conteúdos com experiências corporais das mais diferentes culturas, priorizando as particularidades de cada comunidade. A seguir, cada um dos Conteúdos Estruturantes será tratado sob uma abordagem que contempla os fundamentos da disciplina, em articulação com aspectos políticos, históricos, sociais, econômicos, culturais, bem como abordar os Conteúdos Estruturantes em complexidade crescente significa romper com a visão etapista de conhecimento, cuja exposição de conteúdos pauta-se em pré-requisitos. Exemplo dessa visão pode ser observado nos esportes, por exemplo, quando se acredita que o aluno necessita primeiramente conhecer as regras, para posteriormente vivenciá-las na prática. Essa forma de abordagem evidencia-se destinar para a quinta e sexta séries a vivência de diversos jogos pré-desportivos e, para a sétima e oitava séries, o reconhecimento das regras de diferentes modalidades esportivas. Na compreensão de abordagem crescente de complexidade, esses assuntos não são vistos separadamente. Desde a quinta série o aluno terá contato com regras e jogos pré- esportivos e esportivos, sendo o enfoque diferenciado para cada série, de acordo com sua capacidade de abstração. Logo, na quinta e sexta séries, o aluno terá condições de vivenciar regras gerais de determinado esporte, aprofundando isso na sétima e oitava, por meio de competições e festivais esportivos. Os Conteúdos Estruturantes propostos para a Educação Física na Educação Básica são os seguintes: • Esporte; • Jogos e brincadeiras; • Ginástica; • Lutas; • Dança. ENCAMINHAMENTOS METODOLÓGICOS Considerando o objeto de ensino e de estudo da Educação Física tratado nestas Diretrizes, isto é, a Cultura Corporal, por meio dos Conteúdos Estruturantes propostos – esporte, dança, ginástica, lutas, jogos e brincadeiras –, a Educação Física tem a função social de contribuir para que os alunos se tornem sujeitos capazes de reconhecer o próprio corpo, adquirir uma expressividade corporal consciente e refletir criticamente sobre as práticas corporais. O professor de Educação Física tem, assim, a responsabilidade de organizar e sistematizar o conhecimento sobre as práticas corporais, o que possibilita a comunicação e o diálogo com as diferentes culturas. No processo pedagógico, o senso de investigação e de pesquisa pode transformar as aulas de Educação Física e ampliar o conjunto de conhecimentos que não se esgotam nos conteúdos, nas metodologias, nas práticas e nas reflexões. Essa concepção permite ao educando ampliar sua visão de mundo por meio da Cultura Corporal, de modo que supere a perspectiva pautada no tecnicismo e na desportivização das práticas corporais. Por exemplo: ao se tratar do histórico de determinada modalidade, na perspectiva tecnicista, os fatos eram apresentados de forma anacrônica e acrítica. No entanto, no encaminhamento proposto por estas Diretrizes, esse mesmo conhecimento é transmitido e discutido com o aluno, levando-se em conta o momento político, histórico, econômico e social em que os fatos estão inseridos. Cabe ressaltar que tratar o conhecimento não significa abordar o conteúdo ‘teórico’, mas, sobretudo, desenvolver uma metodologia que tenha como eixo central a construção do conhecimento pela práxis, isto é, proporcionar, ao mesmo tempo, a expressão corporal, o aprendizado das técnicas próprias dos conteúdos propostos e a reflexão sobre o movimento corporal, tudo isso segundo o princípio da complexidade crescente, em que um mesmo conteúdo pode ser discutido tanto no Ensino Fundamental quanto no Ensino Médio. Ao trabalhar o Conteúdo Estruturante jogo, o professor do Ensino Fundamental pode apresentar aos seus alunos diversas modalidades de jogo, com suas regras mais elementares, as possibilidades de apropriação e recriação, conforme a cultura local. Pode, ainda, discutir em que o jogo se diferencia do esporte, principalmente quanto à liberdade do uso de regras. Já o professor do Ensino Médio, ao trabalhar com o mesmo Conteúdo Estruturante, pode inserir questões envolvendo as diversas dimensões sociais em jogos que requeiram maior capacidade de abstração por parte do aluno. Um jogo de representação, com imagens de revistas ou jornais, poderia ser proposto, considerando conhecimentos assimilados desde o Ensino Fundamental. A partir de então, é possível problematizar as relações de poder e os conflitos surgidos no decorrer de sua prática, como foram solucionados e as semelhanças deste jogo com outras esferas da sociedade. Ao pensar o encaminhamento metodológico para as aulas de Educação Física na Educação Básica, é preciso levar em conta, inicialmente, aquilo que o aluno traz como referência acerca do conteúdo proposto, ou seja, é uma primeira leitura da realidade. Esse momento caracteriza-se como preparação e mobilização do aluno para a construção do conhecimento escolar. Após o breve mapeamento daquilo que os alunos conhecem sobre o tema, o professor propõe um desafio remetendo-o ao cotidiano, criando um ambiente de dúvidas sobre os conhecimentos prévios. CONTEÚDOS ESTRUTURANTES 6º ANO Esporte CONTEÚDOS ESPECÍFICOS ABORDAGEM TEÓRICA-METODOLÓGICA Handebol Basquetebol Voleibol Futsal Atletismo -Pesquisar e discutir questões históricas dos esportes como: sua origem, sua evoluçao, seu contexto atual -Propor a vivência de atividades prédesportivas no intuito de possibilitar o aprendizado dos fundamentos básicos dos esportes e possíveis adaptações às regras. Jogos e brincadeiras Jogos e brincadeiras populares, jogos de tabuleiro e cooperativos - Abordar e discutir a origem dos jogos e brincadeiras. -Possibilitar a vivência de jogos e brincadeiras com e sem materiais alternativos. -Ensinar a disposição e movimentação básica dos jogos de tabuleiro. Dança Dança folclórica -Pesquisar e discutir a origem e histórico da dança. -Vivenciar movimentos em que envolvam a expressão corporal e ritmo. Ginástica Ginástica natural -Aprendizado dos fundamentos básicos da ginástica: *saltar;equilibrar;rolar;girar;trepar;balançar;e mbalar;engatinhar,etc Lutas Capoeira -Origem e histórico da capoeira. -Vivenciar movimentos relacionados à luta. CONTEÚDOS ESTRUTURANTES 7º ANO Esporte CONTEÚDOS ESPECÍFICOS ABORDAGEM TEÓRICA-METODOLÓGICA Handebol Basquetebol Voleibol Futsal Atletismo -Estudar a origem dos diferentes esportes e mudanças ocorridas com os mesmos, no decorrer da história. -Aprender as regras e os elementos básicos do esporte. -Vivencia dos fundamentos das diversas modalidades esportivas. -Propor a vivência de atividades prédesportivas no intuito de possibilitar o aprendizado dos fundamentos básicos dos esportes e possíveis adaptações às regras. Jogos e brincadeiras Jogos e brincadeiras populares Jogos cooperativos Jogos de tabuleiro -Abordar e discutir a origem dos jogos e brincadeiras. -Possibilitar a vivência de jogos e brincadeiras com e sem materiais alternativos -Construção coletiva de jogos, brincadeiras e brinquedos. -Ensinar a disposição e movimentação básica dos jogos de tabuleiro. Dança Dança Criativa -Experimentação de movimentos corporais ritmico/expressivos. -Criação e adaptação de coreografias. Ginástica Ginástica ritimica e artística. -Estudar os aspectos históricos e culturais da ginástica ritimica/artistica. -Vivenciar movimentos adaptados da ginástica ritmica e artistica. Lutas Capoeira -Vivenciar jogos adptados no intuito de aprender alguns movimentos característicos da luta.como:ginga,esquiva e golpes. CONTEÚDOS ESTRUTURANTES 8º ANO Esporte CONTEÚDOS ESPECÍFICOS ABORDAGEM TEÓRICA-METODOLÓGICA Handebol Basquetebol Voleibol Futsal Atletismo Tênis de mesa -Possibilidade do esporte como atividade corporal: lazer, esporte, de rendimento, condicionamento físico. -Esporte e mídia. -Esporte: benefícios e malefícios à saúde. -Vivência dos fundamentos das diversas modalidades esportivas. -Discutir e refletir noções de ética nas competições esportivas. -Compreender, por meio de discussões que provoquem a reflexão, o sentido da competição esportiva. Jogos e brincadeiras Jogos intelectivos Jogos cooperativos Jogos de tabuleiro -Recorte histórico delimitando tempo e espaço nos jogos. -Possibilitar a vivência de jogos e brincadeiras com e sem materiais alternativos. -Estratégias de jogo. Dança Dança de rua -Experimentação de movimentos corporais ritmico/expressivos. -Criação e adaptação de coreografias. Ginástica Ginástica circense -Estudar os aspectos históricos e culturais da ginástica circense. -Vivenciar movimentos adaptados da ginástica circense. Lutas judô -Pesquisar a origem ne histórico do judô. -Vivenciar jogos adaptados no intuito de aprender alguns movimentos característicos da luta, como: quedas e golpes. -Prática de movimentos relacionados à luta. CONTEÚDOS ESTRUTURANTES 9º ANO Esporte CONTEÚDOS ESPECÍFICOS ABORDAGEM TEÓRICA-METODOLÓGICA Handebol Basquetebol Voleibol Futsal Atletismo Tênis de mesa -Elaboração de tabelas e súmulas de competições esportivas. -Vivenciar o esporte como atividade corporal: lazer, esporte, de rendimento e condicionamento físico. -Pesquisar e estudar as regras oficiais e sistemas táticos. Jogos e brincadeiras Jogos intelectivos Jogos cooperativos Jogos de tabuleiro -Diferenciação dos jogos cooperativos e competitivos. -Possibilitar a vivência de jogos e brincadeiras com e sem materiais alternativos. -Estratégias de jogo. Dança Dança criativa -Experimentação de movimentos corporais ritmico/expressivos. -Criação e adaptação de coreografias. Ginástica Ginástica geral -Analisar a interferência de drogas sintéticas para a melhora da performance (doping). -Vivenciar movimentos da ginástica geral. Lutas esgrima -Pesquisar a origem e histórico da esgrima. -Vivenciar jogos adaptados no intuito de aprender alguns movimentos característicos da luta. CONTEÚDOS ESTRUTURANTES 1ª ANO Esporte CONTEÚDOS ESPECÍFICOS ABORDAGEM TEÓRICA-METODOLÓGICA -Coletivo -Individual -Analisar a possível relação entre o esporte de rendimento x qualidade de vida. -Estudar as regras oficiais e sistemas táticos. -Elaboração de súmulas e montagem de tabelas, de acordo com os sistemas diferenciados de disputa (eliminatória simples e dupla). -Análise de jogos esportivos e confecção de scalt. -Discutir e analisar o esporte nos seus dife renciados aspectos: • Enquanto meio de lazer. • Sua função social. Jogos e brincadeiras Jogos cooperativos -Analisar os jogos e brincadeiras e suas possibilidades de fruição nos espaços e tempos de lazer. Dança Danças folclóricas -Analisar e vivenciar atividades que representem a diversidade da dança e cultura e seus diferenciados ritmos. Ginástica Ginástica de condicionamento físico -Analisar os diferentes métodos de avaliação e estilos de textes físicos, assim como a sistematização e planejamento de treinos. Lutas Lutas com aproximação -Analisar e discutir a diferença entre as lutas x artes marciais. -Pesquisar e estudar o histórico e as características das diferentes artes marciais (técnicas e táticas). CONTEÚDOS ESTRUTURANTES 2ª ANO Esporte CONTEÚDOS ESPECÍFICOS ABORDAGEM TEÓRICA-METODOLÓGICA -Coletivo -Individual -Analisar a possível relação entre o esporte de rendimento x saúde. -Estudar as regras oficiais e sistemas táticos. -Elaboração de súmulas e montagem de tabelas, de acordo com os sistemas diferenciados de disputa (eliminatória simples e dupla). -Análise de jogos esportivos e confecção de scalt. -Discutir e analisar o esporte nos seus dife renciados aspectos: • Sua relação com a mídia. • Relação com a ciência. Jogos e brincadeiras Jogos competitivos x -Analisar os jogos e brincadeiras e suas cooperativo possibilidades de fruição nos espaços e tempos de lazer. -Diferenciação e análise dos jogos competitivos e cooperativos. Dança Dança de salão -Analisar e vivenciar vários estilos de dança. -Estimular a interpretação e criação coreográfica. Ginástica Ginástica geral -Analisar a função social da ginástica. -Diferenciar a relação entre a ginástica x sedentarismo e qualidade de vida .Por meio de pesquisas debates e vivências práticas, estudar a relação da ginástica com: tecido muscular, resistência muscular, diferença entre resistência e força. Lutas Lutas com instrumento mediador -Analisar e discutir a diferença entre as lutas x artes marciais. -Pesquisar e estudar o histórico e as características do kung-fu. -Vivenciar atividades adaptadas referentes ao kung-fu. CONTEÚDOS ESTRUTURANTES 3ª ANO Esporte CONTEÚDOS ESPECÍFICOS ABORDAGEM TEÓRICA-METODOLÓGICA -Coletivo -Individual -Radicais -Analisar a possível relação entre o esporte de rendimento x saúde x nutrição. -Estudar as regras oficiais e sistemas táticos. -Organização de campeonatos, torneios, elaboração de súmulas e montagem de tabelas, de acordo com os sistemas diferenciados de disputa (eliminatória simples e dupla). -Análise de jogos esportivos e confecção de scalt. -Discutir e analisar o esporte nos seus dife renciados aspectos: • Doping e recursos sintéticos no esporte de alto rendimento. • Nutrição, saúde e prática esportiva. -Vivenciar e analisar prática de esportes radicais. Jogos e brincadeiras Jogos dramáticos -Analisar apropriação dos jogos pelo mundo do trabalho. -Vivenciar dinâmicas de grupo e analisar os objetivos nelas implícito. Dança Danças circulares Danças criativas -Analisar e vivenciar vários estilos de dança. -Estimular a interpretação e criação coreográfica. -Analisar a relação das danças circulares e a questão cultural. Ginástica Ginástica geral -Analisar a função social da ginástica. -Diferenciar a relação entre a ginástica x sedentarismo e qualidade de vida .Por meio de pesquisas debates e vivências práticas, estudar a relação da ginástica com: fontes energéticas, fonte metabólica, gasto energético, composição corporal e desvios posturais, apropriação da ginástica pela industria cultural (academia). Lutas Lutas que mantém a -Analisar e discutir a diferença entre as distância. lutas x artes marciais. -Pesquisar e estudar o histórico e as características do karatê, boxe, muay-thay e taekwondo. DISCIPLINA: BIOLOGIA Dimensão Histórica da Disciplina A disciplina de Biologia tem como objeto de estudo o fenômeno VIDA. Ao longo da história da humanidade, muitos foram os conceitos elaborados sobre este fenômeno, numa tentativa de explicá-lo e, ao mesmo tempo, compreendê-lo. A preocupação com a descrição dos seres vivos e dos fenômenos naturais levou o ser humano a diferentes concepções de VIDA, de mundo e de seu papel como parte deste. Tal interesse sempre esteve relacionado à necessidade de garantir a sobrevivência humana. No entanto os conhecimentos apresentados pela disciplina de Biologia no Ensino Médio não resultam da apreensão contemplativa da natureza em si, mas dos modelos teóricos elaborados pelo ser humano – seus paradigmas teóricos –,que evidenciam o esforço de entender, explicar, usar e manipular os recursos naturais. Na história desta disciplina encontram-se vários fatores que reforçaram a importância de seu estudo, os recortes mais importantes fundamentam a escolha dos conteúdos estruturantes da disciplina de Biologia. Organizar os conhecimentos biológicos construídos ao longo da história da humanidade e adequá-los ao sistema de ensino requer compreensão dos contextos. A história da ciência mostra que tentativas de definir a VIDA têm origem na antiguidade. Ideias desse período, que contribuíram para o desenvolvimento da Biologia, tiveram como um dos principais pensadores o filósofo Aristóteles (384a.C. – 322 a.C.). No entanto, nesse período predominava a idéia antropocêntrica. Com o rompimento da visão teocêntrica e da concepção filosófico-teológica medieval, os conceitos sobre o ser humano passaram para o primeiro plano, iniciando uma nova perspectiva para a explicação dos fenômenos naturais. Os estudos de botânica e zoologia desenvolveram-se mais rapidamente a partir dos avanços tecnológicos, posteriores a 1800, nesse período surgiram novos conhecimentos biológicos, como por exemplo, a classificação dos seres vivos numa escala hierárquica envolvendo diferentes categorias e denominações: gênero, família, espécie, ordem. Os embates teóricos tornaram-se mais evidentes com o questionamento sobre a origem da VIDA. As ideias sobre a geração espontânea, aceitas pelos naturalistas até o século XIX, começaram a ser contrariadas no século XVII, quando foi apresentada a teoria da biogênese. Evidências sobre a extinção de espécies forjaram, no pensamento científico europeu, à luz dos novos achados, proposições para a teoria da evolução em confronto com as ideias anteriores. A ideia de mundo estático, que não admitia a evolução biológica, cada vez mais foi confrontada. No fim do século XVIII e início do século XIX, a imutabilidade da VIDA foi questionada com as evidências do processo evolutivo dos seres vivos. Estudos sobre a mutação das espécies ao longo do tempo foram apresentados. Em 1865, Mendel apresentou sua pesquisa sobre a transmissão de características entre os seres vivos. Ainda não se conheciam os mecanismos de divisão celular e de transmissão de caracteres hereditários. No século XX, a nova geração de geneticistas confirmou os trabalhos de Mendel e provocou uma revolução conceitual na Biologia que contribuiu para a construção de um modelo explicativo dos mecanismos evolutivos, vinculados ao material genético, sob influência do pensamento biológico evolutivo. A Biologia, então, ampliou sua área de atuação e se diversificou. Uma delas é a biologia molecular, considerada por Mayr (1998) o centro dos interesses biológicos na atualidade. Tais avanços, sobretudo os relativos à bioquímica, à biofísica e à própria biologia molecular, permitiram o desenvolvimento de inovações tecnológicas e interferiram no pensamento biológico evolutivo. Por exemplo, ao conhecer a estrutura e a função dos cromossomos foi possível desenvolver técnicas que permitiram intervir na estrutura do material genético e, assim, compreender, manipular e modificar a estrutura físico-química dos seres vivos e as conseqüentes alterações biológicas. A abordagem desses conteúdos deve se dar na interação com a realidade concreta do aluno. Deve propiciar aos alunos o domínio dos fundamentos das técnicas diversificadas, utilizados no processo de produção e não o mero adestramento de técnicas produtivas. Sendo assim, o ensino da disciplina, partem da dimensão histórica da disciplina de Biologia, foram identificados os marcos conceituais da construção do pensamento biológico. Estes marcos foram adotados como critérios para escolha dos conteúdos estruturantes e dos encaminhamentos metodológicos. 2 Conteúdos Estruturantes Nestas Diretrizes Curriculares, são apresentados quatro modelos interpretativos do fenômeno VIDA, como base estrutural para o currículo de Biologia no ensino médio. Cada um deles deu origem a um conteúdo estruturante que permite conceituar VIDA em distintos momentos da história e, desta forma, auxiliar para que as grandes problemáticas da contemporaneidade sejam entendidas como construção humana. Os conteúdos estruturantes foram assim definidos: • Organização dos Seres Vivos; • Mecanismos Biológicos; • Biodiversidade; • Manipulação Genética. Organização dos Seres Vivos Este conteúdo estruturante possibilita conhecer os modelos teóricos historicamente construídos que propõem a organização dos seres vivos, relacionando-os à existência de características comuns entre estes e sua origem única (ancestralidade comum). Mecanismos Biológicos Privilegia o estudo dos mecanismos que explicam como os sistemas orgânicos dos seres vivos funcionam. Assim, o trabalho pedagógico neste conteúdo estruturante, deve abordar desde o funcionamento dos sistemas que constituem os diferentes grupos de seres vivos, como por exemplo, a locomoção, a digestão e a respiração, até o estudo dos componentes celulares e suas respectivas funções. Biodiversidade Possibilita o estudo, a análise e a indução para a busca de novos conhecimentos, na tentativa de compreender o conceito biodiversidade. Ao propor este conteúdo estruturante, ampliam-se as explicações sobre como os sistemas orgânicos dos seres vivos funcionam. Da necessidade de compreender e distinguir o vivo do não vivo, enfatizando a classificação dos seres vivos, sua anatomia e sua fisiologia, chega-se à necessidade de compreender como as características e mecanismos biológicos estudados se originam. Manipulação Genética Este conteúdo estruturante trata das implicações dos conhecimentos da biologia molecular sobre a VIDA, na perspectiva dos avanços da Biologia, com possibilidade de manipular o material genético dos seres vivos e permite questionar o conceito biológico da VIDA como fato natural, independente da ação do ser humano. Da necessidade de ampliar o entendimento sobre a mutabilidade, chega-se à necessidade de compreender e explicar como determinadas características podem ser inseridas, modificadas ou excluídas do patrimônio genético de um ser vivo e transmitidas aos seus descendentes por meio de mecanismos biológicos que garantem sua perpetuação. Encaminhamentos Metodológicos Para cada conteúdo estruturante, propõe-se trabalhar os seguintes aspectos: Organização dos Seres Vivos O trabalho pedagógico neste conteúdo estruturante deve ser permeado por uma concepção metodológica que permita abordar a classificação dos seres vivos como uma das tentativas de conhecer e compreender a diversidade biológica considerando, inclusive, a história biológica da VIDA. Desse modo, fica evidente a impossibilidade de discutir a classificação sem considerar as contribuições dos estudos sobre filogenética. Mecanismos Biológicos Neste conteúdo estruturante é importante que o professor considere o aprofundamento, a especialização e o conhecimento objetivo dos mecanismos biológicos. Para que se compreendam os sistemas vivos como fruto da interação entre seus elementos constituintes e da interação destes com os demais componentes do meio, é importante adotar concepções metodológicas que favoreçam o estabelecimento de relações entre os diversos mecanismos de funcionamento e manutenção da vida. Biodiversidade Nestas Diretrizes, pretende-se que as reflexões propostas pelo trabalho pedagógico neste conteúdo estruturante sejam permeadas por uma concepção metodológica que permita abordar as contribuições de Lamarck e Darwin para superar as ideias fixistas já superadas há muito pela ciência e supostamente pela sociedade. Pretende-se a superação das concepções alternativas do aluno, com a aproximação das concepções científicas, procurando relacionar os conceitos da genética, da evolução e da ecologia, como forma de explicar a diversidade dos seres vivos. Manipulação Genética Ao propor este conteúdo estruturante pretende-se que o trabalho pedagógico seja permeado por uma concepção metodológica que permita a análise sobre as implicações dos avanços biológicos que se valem das técnicas de manipulação do material genético para o desenvolvimento da sociedade. Ao utilizar a problematização como uma abordagem metodológica no desenvolvimento dos quatro conteúdos estruturantes, parte-se do princípio da provocação e mobilização do aluno na busca por conhecimentos necessários para resolver problemas. Estes problemas relacionam os conteúdos da Biologia ao cotidiano do aluno para que ele busque compreender e atuar na sociedade de forma crítica. Atenção especial deve ser dada à maneira como os recursos pedagógicos serão trabalhados e aos critérios político-pedagógicos da seleção destes recursos, de modo que eles contribuam para uma leitura crítica e para os recortes necessários dos conteúdos específicos identificados como significativos para o ensino médio. O uso de diferentes imagens em vídeo, transparências, fotos, textos de apoio usados com frequência nas aulas de Biologia, requerem a problematização em torno da demonstração e da interpretação. Analisar quais os objetivos e expectativas a serem atingidas, além da concepção de ciência que se agrega às atividades que utilizam estes recursos, pode contribuir para a compreensão do papel do aluno frente a tais atividades. Estratégias de ensino como a aula dialogada, a leitura, a escrita, a atividade experimental, o estudo do meio, os jogos didáticos, entre tantas outras, devem favorecer a expressão dos alunos, seus pensamentos, suas percepções, significações, interpretações, uma vez que aprender envolve a produção/criação de novos significados, pois esse processo acarreta o encontro e o confronto das diferentes ideias propagadas em sala de aula. AVALIAÇÃO Deve-se assumir fundamentos teórico-metodológicos que garantam uma abordagem crítica para o ensino de Biologia, propõe-se um trabalho pedagógico em que se perceba o processo cognitivo contínuo, inacabado, portanto, em construção. Nesta perspectiva, a avaliação como momento do processo ensino aprendizagem, abandona a ideia de que o erro e a dúvida constituem obstáculos impostos à continuidade do processo. Ao contrário, o aparecimento de erros e dúvidas dos alunos constituem importantes elementos para avaliar o processo de mediação desencadeado pelo professor entre o conhecimento e o aluno. A ação docente também estará sujeita a avaliação e exigirá observação e investigação visando à melhoria da qualidade do ensino. Deste modo, na disciplina de Biologia, avaliar implica um processo cuja finalidade é obter informações necessárias sobre o desenvolvimento da prática pedagógica para nela intervir e reformular os processos de ensinoaprendizagem. CONTEÚDOS BÁSICOS: 1ª SÉRIE 1. Sistemas biológicos: anatomia, morfologia e fisiologia; 2. Mecanismos celulares biofísicos e bioquímicos; 3. Teorias evolutivas; 4. Transmissão das características hereditárias; 5. Dinâmica dos ecossistemas: relação entre os seres vivos e interdependência com o ambiente; 6. Organismos geneticamente modificados. 2ª SÉRIE 1. Classificação dos seres vivos: critérios taxonômicos e filogenéticos; 2. Sistemas biológicos: anatomia, morfologia e fisiologia; 3. Mecanismos celulares biofísicos e bioquímicos; 4. Dinâmica dos ecossistemas: relação entre os seres vivos e interdependência com o ambiente; 5. Organismos geneticamente modificados. 3ª SÉRIE 1. Classificação dos seres vivos: critérios taxonômicos e filogenéticos; 2. Mecanismos de desenvolvimento embriológico; 3. Teorias evolutivas; 4. Transmissão das características hereditárias; 5. Dinâmica dos ecossistemas: relação entre os seres vivos e interdependência com o ambiente; 6. Organismos geneticamente modificados. REFERÊNCIAS AMABIS & MARTHO. Biologia dos organismos. Volume 2. São Paulo, Editora Moderna, 1995. AMABIS & MARTHO. Fundamentos da Biologia Moderna. Volume único. São Paulo, Ed. Moderna. AMABIS & MARTHO. Biologia dos organismos. Volume 2. São Paulo, Editora Moderna, 2011. CÉSAR & CEZAR. Biologia 2. São Paulo, Ed Saraiva, 2002. JUNQUEIRA, L. C. & CARNEIRO, J. Histologia Básica. 8ª Edição. Rio de Janeiro, Editora Guanabara Koogan. 1995. Pp. 100:108. LOPES, SÔNIA. Bio 1.São Paulo, Ed. Saraiva, 2002. LOPES, SÔNIA. Bio 2.São Paulo, Ed. Saraiva, 2002. LOPES, S.; ROSSO, S. Bio. Vol. 1. Editora Saraiva 2011. LOPES, S.; ROSSO, S. Bio. Vol. 2. Editora Saraiva 2011. LOPES, S.; ROSSO, S. Bio. Vol. 3. Editora Saraiva 2011. EST DISCIPLINA: ENSINO RELIGIOSO DIMENSÃO HISTÓRICA DA DISCIPLINA Para viabilizar a proposta de Ensino Religioso no Paraná, a Associação Interconfessional de Curitiba (Assintec), formada por um pequeno grupo de caráter ecumênico, preocupou-se com a elaboração de material pedagógico e cursos de formação continuada. O resultado desse trabalho foi o Programa Nacional de Tele Educação (Prontel), elaborado em 1972, que propôs a instituição do Ensino Religioso radiofonizado nas escolas municipais. A Secretaria de Estado da Educação (SEED) e a Prefeitura Municipal de Curitiba aceitaram o Prontel, com parecer favorável do Conselho Estadual de Educação. O conteúdo veiculado pelo sistema radiofônico teve como foco curricular as aulas de ensino moral-religioso nas escolas oficiais de primeiro grau. Em 1973, foi firmado um convênio entre a SEED e a Assintec, com a proposta de implementar um Ensino Religioso interconfessional nas escolas públicas de Curitiba. No mesmo ano, a SEED designou a entidade como intermediária entre a Secretaria e os Núcleos Regionais de Educação, nos quais foi instituído o Serviço de Ensino Religioso para orientar a proposta curricular da disciplina. Em 1976, pela Resolução n. 754/76, foram autorizados cursos de atualização religiosa em quatorze municípios do Estado, com o apoio da Associação das Escolas Católicas (AEC). Os objetivos desses cursos eram aprofundar e atualizar os conhecimentos de fundamentação bíblica, e oferecer esclarecimentos sobre a pedagogia da Educação Religiosa. Os conteúdos se pautavam na visão do Antigo e Novo Testamento. No mesmo ano, foi oferecido aos professores um conjunto de apostilas que apresentava uma proposta organizada com passos metodológicos que sugeriam, como ponto de partida, a reflexão sobre a realidade para se chegar ao confronto com a mensagem bíblica. No ano de 1981, nasceu um novo programa de rádio denominado Diga Sim, dirigido aos professores, como meio para ampliar as possibilidades de uma formação continuada, bem como favorecer a preparação dos temas a serem tratados nas aulas de Ensino Religioso. Além disso, realizou-se o Primeiro Simpósio de Educação Religiosa, no Centro de Treinamento de Professores do Estado do Paraná (Cetepar). Nesse evento, levantou-se também a necessidade de contribuir com discussões realizadas na Constituinte, de modo a garantir um novo espaço para a Educação Religiosa na legislação brasileira. Buscou-se, assim, definir o papel do Ensino Religioso no processo de escolarização em consonância ao modelo de educação que se pretendia naquele contexto. No ano de 1987 teve início o curso de Especialização em Pedagogia Religiosa, com carga horária de 360 h/a, numa parceria da SEED, Assintec e PUC/PR, voltado à formação de professores interessados em ministrar aulas de Ensino Religioso. Durante o desenvolvimento do curso, ficou evidenciada a preocupação com a formação do professor para a pluralidade religiosa, ainda que, por conta da concepção de Ensino Religioso que vigorava na época, prevalecessem atividades marcadas por celebrações e vivências de valores. As discussões iniciadas durante a Constituinte foram intensificadas com a promulgação da Constituição Federal, em 1988, por meio da organização de um movimento nacional, que buscou garantir o Ensino Religioso como disciplina escolar. A emenda constitucional para o Ensino Religioso foi a segunda maior emenda popular que deu entrada na Assembleia Constituinte e contou com 78 mil assinaturas. Assim, na década de 1980, no processo de redemocratização do país, as tradições religiosas asseguraram o direito à liberdade de culto e de expressão religiosa. Nessa conjuntura, o Estado do Paraná elaborou o Currículo Básico para a Escola Pública do Paraná, em 1990. Na primeira edição do documento, o Ensino Religioso não foi apresentado como as demais disciplinas. Dois anos depois, foi publicado um caderno para o Ensino Religioso, conforme os moldes do Currículo Básico. Sua elaboração, no entanto, ficou sob a responsabilidade da Assintec, com a colaboração da SEED. Mais uma vez, esvaziou-se o papel do Estado em relação ao Ensino Religioso. Retomou-se, na prática, a compreensão de que a definição do currículo da disciplina é responsabilidade das tradições religiosas e evidenciouse, ainda, o distanciamento do Ensino Religioso das demais disciplinas escolares. No âmbito legal, o Ensino Religioso ofertado na Rede Pública Estadual atendia às orientações da Resolução SEED n. 6.856/93, que, além de reiterar o estabelecido anteriormente entre a SEED e a Assintec, definia orientações para oferta do Ensino Religioso nas escolas. No entanto, esse documento perdeu validade nas gestões que se sucederam, especialmente a partir da promulgação da nova LDBEN 9.394/96. As discussões nacionais a respeito do Ensino Religioso não se esvaziaram após a promulgação da nova Constituição Federal. O passo seguinte foi elaborar uma concepção do Ensino Religioso que legitimasse a perspectiva deste componente curricular, para superar o caráter proselitista que marcou a disciplina historicamente, conforme ficou expresso na LDBEN 9.394/96, no Artigo 33. O texto da lei em sua redação original não contemplou as demandas da sociedade civil organizada, de modo que foi alterado devido a três proposições de mudança: • na primeira proposição, solicitava-se a exclusão do texto “sem ônus para os cofres públicos”, baseada no princípio de que o Ensino Religioso é componente curricular da Educação Básica e de importância para a formação do cidadão e para seu pleno desenvolvimento como pessoa. Por consequência, é parte do dever constitucional do Estado em matéria educativa; • na segunda proposição, indicava-se que o Ensino Religioso fosse parte integrante da formação básica do cidadão, vedava qualquer forma de doutrinação ou proselitismo, bem como propunha o respeito à diversidade cultural e religiosa do Brasil; • na terceira proposição, solicitava-se o caráter Laico para o Ensino Religioso, com garantia de acesso a conhecimentos que promovessem a educação do respeito às diferentes culturas. Os três projetos apresentados para a mudança do artigo 33 da LDBEN 9.394/96 evidenciam importantes convergências, uma vez que adotam o princípio de que o Ensino Religioso é parte integrante essencial na formação do ser humano como pessoa e cidadão e é de responsabilidade do Estado a sua oferta na educação pública. Cumpre destacar que, desde 1995, os debates instaurados pelo Fonaper (Fórum Nacional Permanente do Ensino Religioso), constituído por um grupo de educadores ligados às escolas, entidades religiosas, universidades e Secretarias de Educação, permitem rever aspectos relativos ao Ensino Religioso, em que se destaca a diversidade cultural e religiosa brasileira, e buscam encaminhamentos para uma nova forma curricular desta disciplina. Somente a partir das discussões da LDBEN 9.394/96, incentivadas pela sociedade civil organizada, o Ensino Religioso passou a ser compreendido como disciplina escolar. Em decorrência desse processo, sua instituição nas escolas públicas do país foi regulamentada. No período entre 1995 a 2002, houve um enfraquecimento da disciplina de Ensino Religioso na Rede Pública Estadual do Paraná, acentuado a partir de 1998. Nesse período, marcado pela otimização dos recursos para a educação, o Ensino Religioso ainda não havia sido regulamentado pelo Conselho Estadual de Educação, de modo que sua oferta ficou restrita às escolas onde havia professor efetivo na disciplina. Na reorganização das matrizes curriculares do Ensino Fundamental, realizada nesse período, o Ensino Religioso foi praticamente extinto, mesmo diante da exigência legal de sua oferta pela LDBEN 9.394/96. No ano de 1996, o MEC elaborou os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), mas não incluiu, nesse documento, o Ensino Religioso. A seguir, o assunto tornou-se tema de discussão pelo Fonaper, entidade representante da sociedade civil organizada. Pela primeira vez, educadores de várias tradições religiosas conseguiram elaborar uma proposta educacional e, finalmente, em 1997, foi publicado o PCN de Ensino Religioso. Diferentemente das outras disciplinas, não foi elaborado pelo MEC, mas passou a ser uma das principais referências para a organização do currículo de Ensino Religioso em todo o país. O Conselho Estadual de Educação do Paraná, em 2002, aprovou a Deliberação 03/02, que regulamentou o Ensino Religioso nas Escolas Públicas do Sistema Estadual de Ensino do Paraná. Com a aprovação dessa deliberação, a SEED elaborou a Instrução Conjunta n. 001/02 do DEF/SEED, que estabeleceu as normas para esta disciplina na Rede Pública Estadual. No inicio da gestão 2003-2006, retomou-se a responsabilidade sobre a oferta e organização curricular da disciplina no que se refere à composição do corpo docente, metodologia, avaliação e formação continuada de professores. Como os demais professores, aqueles que ministravam aulas de Ensino Religioso foram envolvidos num processo de formação continuada voltado à legitimação da disciplina na Rede Pública Estadual. Por meio de Encontros, Simpósios e Grupos de Estudo - eventos realizados de 2004 a 2008 – as discussões entre os professores da rede para a elaboração das Diretrizes Curriculares do Ensino Religioso avançaram em relação à sua fundamentação. No final de 2005, a SEED encaminhou os questionamentos oriundos desse processo de discussão com os Núcleos Regionais de Educação e com os professores ao Conselho Estadual de Educação (CEE). Em 10 de fevereiro de 2006, o mesmo Conselho aprovou a Deliberação n. 01/06, que instituiu novas normas para o Ensino Religioso no Sistema Estadual de Ensino do Paraná. Entre os notáveis avanços obtidos a partir dessa deliberação, destacam-se: • o repensar do objeto de estudo da disciplina; • o compromisso com a formação continuada dos docentes; • a consideração da diversidade religiosa no Estado frente à superação das tradicionais aulas de religião; • a necessidade do diálogo e do estudo na escola sobre as diferentes leituras do Sagrado na sociedade; • o ensino da disciplina em cuja base se reconhece a expressão das diferentes manifestações culturais e religiosas. Nessa perspectiva, a SEED sustentou um longo processo de discussão que resultou, em fevereiro de 2006, na primeira versão das Diretrizes Curriculares de Ensino Religioso para a Educação Básica. De acordo com o princípio de abertura constante a novas ideias, esse documento foi continuamente submetido a discussões e a apreciação por parte dos professores da Rede Pública Estadual de Ensino, dos representantes dos Núcleos Regionais de Educação para os assuntos pedagógicos e, também, dos professores do Ensino Superior interessados na questão do Ensino Religioso. O resultado final, mas não conclusivo, deste processo é a proposta de implementação de um Ensino Religioso laico e de forte caráter escolar que será apresentada nas páginas seguintes. FUNDAMENTOS TEÓRICO-METODOLÓGICOS Religião e conhecimento religioso são patrimônios da humanidade, pois, constituíram-se historicamente na inter-relação dos aspectos culturais, sociais, econômicos e políticos. Em virtude disso, a disciplina de Ensino Religioso na escola fundamental deve orientar-se para a apropriação dos saberes sobre as expressões e organizações religiosas das diversas culturas na sua relação com outros campos do conhecimento. No Brasil, a atuação de alguns segmentos sociais/culturais vem consolidando o reconhecimento da diversidade religiosa e demandando da escola o trabalho pedagógico com o conhecimento sobre essa diversidade, frutos das raízes culturais brasileiras. Nesse sentido, um dos grandes desafios da escola e da disciplina de Ensino Religioso é efetivar uma prática de ensino voltada para a superação do preconceito religioso, como também, desprender-se do seu histórico confessional catequético, para a construção e consolidação do respeito à diversidade cultural e religiosa. Um Ensino Religioso de caráter doutrinário, como ocorreu no Brasil Colônia e no Brasil Império, estimula concepções de mundo excludentes e atitudes de desrespeito às diferenças culturais e religiosas. É justamente esse contexto que reclama uma reformulação do Ensino Religioso adequada ao ideal republicano de separação entre Igreja e Estado, pois, suas formas confessionais são incapazes de cumprir exigências que hoje se apresentam. Assim, a disciplina de Ensino Religioso deve oferecer subsídios para que os estudantes entendam como os grupos sociais se constituem culturalmente e como se relacionam com o Sagrado. Essa abordagem possibilita estabelecer relações entre as culturas e os espaços por elas produzidos, em suas marcas de religiosidade. Tratado nesta perspectiva, o Ensino Religioso contribuirá para superar desigualdades étnico-religiosas, para garantir o direito Constitucional de liberdade de crença e expressão e, por consequência, o direito à liberdade individual e política. Desta forma atenderá um dos objetivos da educação básica que, segundo a LDB 9394/96, é o desenvolvimento da cidadania. O desafio mais eminente da nova abordagem do Ensino Religioso é, portanto, superar toda e qualquer forma de apologia ou imposição de um determinado grupo de preceitos e sacramentos, pois, na medida em que uma doutrinação religiosa ou moral impõe um modo adequado de agir e pensar, de forma heterônoma e excludente, ela impede o exercício da autonomia de escolha, de contestação e até mesmo de criação de novos valores. [...] não pode prescindir da sua vocação de realidade institucional aberta ao universo da cultura, ao integral acontecimento do pensamento e da ação do homem: a experiência religiosa faz parte desse acontecimento, com os fatos e sinais que a expressam. O fato religioso, como todos os fatos humanos, pertencem ao universo da cultura e, portanto, tem uma relevância cultural, tem uma relevância em sede cognitiva. (COSTELLA, 2004, p. 104) Diante disso, o Ensino Religioso em termos metodológicos propõe-se, nestas diretrizes, um processo de ensino e de aprendizagem que estimule a construção do conhecimento pelo debate, pela apresentação da hipótese divergente, da dúvida – real e metódica –, do confronto de ideias deinformações discordantes e, ainda, da exposição competente de conteúdos formalizados. Opõe-se, portanto, a um modelo educacional que centra o ensino tão-somente na transmissão dos conteúdos pelo professor, o que reduz as possibilidades de participação do aluno e não atende a diversidade cultural e religiosa. “Trata, na verdade, de superar a tradicional “aula” de religião, que era muito mais catequese e doutrinação, com o perigo de intolerância com relação a outros credos e abrir a perspectiva do verdadeiro ensino” (COSTELLA, 2004, p. 102). Para isso, retoma-se a necessidade de: • superar as tradicionais aulas de religião; • abordar conteúdos escolares que tratem das diversas manifestações culturais e religiosas, dos seus ritos, das suas paisagens e símbolos, e as relações culturais, sociais, políticas e econômicas de que são impregnadas as formas diversas de religiosidade. Assim, nestas diretrizes, qualquer religião deve ser tratada como conteúdo escolar, uma vez que o Sagrado compõe o universo cultural humano e faz parte do modelo de organização de diferentes sociedades. A disciplina de Ensino Religioso deve propiciar a compreensão, comparação e análise das diferentes manifestações do Sagrado, com vistas à interpretação dos seus múltiplos significados. Ainda, subsidiará os educandos na compreensão de conceitos básicos no campo religioso e na forma como as sociedades são influenciadas pelas tradições religiosas, tanto na afirmação quanto na negação do Sagrado. Em outras palavras, pode-se dizer que: [...] aquilo que para as igrejas é objeto de fé, para a escola é objeto de estudo. Isto supõe a distinção entre fé/crença e religião, entre o ato subjetivo de crer e o fato objetivo que o expressa. Essa condição implica a superação da identificação entre religião e igreja, salientando sua função social e o seu potencial de humanização das culturas. Por isso, o Ensino Religioso na escola pública não pode ser concebido, de maneira nenhuma, como uma espécie de licitação para as Igrejas (neste caso é melhor não dar nada) . A instituição escolar deve reivindicar a título pleno a competência sobre essa matéria. (COSTELLA, 2004, p. 105-106) Para se chegar a bom termo nesse trabalho pedagógico será necessário uma criteriosa definição dos conteúdos escolares, produção de materiais didático-pedagógicos e científicos, bem como a contínua formação dos professores. CONTEÚDOS ESTRUTURANTES Nestas Diretrizes Curriculares, o conhecimento religioso é entendido como um patrimônio por estar presente no desenvolvimento histórico da humanidade. Legalmente, é instituído como disciplina escolar a fim de promover a oportunidade aos educandos de se tornarem capazes de entender os movimentos específicos das diversas culturas e para que o elemento religioso colabore na constituição do sujeito. Sob tal perspectiva, o Ensino Religioso é uma disciplina que contribui para o desenvolvimento humano, além de possibilitar o respeito e a compreensão de que a nossa sociedade é formada por diversas manifestações culturais e religiosas. O trabalho pedagógico da disciplina de Ensino Religioso será organizado a partir de seus conteúdos estruturantes. Entende-se por conteúdos estruturantes os conhecimentos de grande amplitude que envolvem conceitos, teorias e práticas de uma disciplina escolar, identificam e organizam seus campos de estudos e se vinculam ao seu objeto de estudo. Para a disciplina de Ensino Religioso, três são os conteúdos estruturantes, a saber: Paisagem Religiosa, Universo Simbólico Religioso e Texto Sagrado. Segundo Gil e Alves (2005, p. 51-83) esses conteúdos estruturantes referem-se, respectivamente: s, ações que em conjunto podem orientar a disciplina do Ensino Religioso. CONTEÚDOS BÁSICOS PARA A DISCIPLINA DE ENSINO RELIGIOSO Este é o quadro de conteúdos básicos que a equipe disciplinar do Departamento de Educação Básica (DEB) sistematizou a partir das discussões realizadas com todos os professores do Estado do Paraná nos eventos de formação continuada ocorridos ao longo de 2007 e 2008 (DEB Itinerante). Entende-se por conteúdos básicos os conhecimentos fundamentais para cada série da etapa final do Ensino Fundamental e para o Ensino Médio, considerados imprescindíveis para a formação conceitual dos estudantes nas diversas disciplinas da Educação Básica. O acesso a esses conhecimentos é direito do aluno na fase de escolarização em que se encontra e o trabalho pedagógico com tais conteúdos é responsabilidade do professor. Nesse quadro, os conteúdos básicos estão apresentados por série e devem ser tomados como ponto de partida para a organização da proposta pedagógica curricular das escolas. Por serem conhecimentos fundamentais para a série, não podem ser suprimidos nem reduzidos, porém, o professor poderá acrescentar outros conteúdos básicos na proposta pedagógica, de modo a enriquecer o trabalho de sua disciplina naquilo que a constitui como conhecimento especializado e sistematizado. Esse quadro indica, também, como os conteúdos básicos se articulam com os conteúdos estruturantes da disciplina, que tipo de abordagem teóricometodológica aprendizagem devem receber estão e, atrelados. finalmente, Portanto, as a que expectativas Diretrizes de Curriculares fundamentam essa seriação/ sequenciação de conteúdos básicos e sua leitura atenta e aprofundada é imprescindível para compreensão do quadro. No Plano de Trabalho Docente, os conteúdos básicos terão abordagens diversas a depender dos fundamentos que recebem de cada conteúdo estruturante. Quando necessário, serão desdobrados em conteúdos específicos, sempre considerando- se o aprofundamento a ser observado para a série e nível de ensino. O plano é o lugar da criação pedagógica do professor, onde os conteúdos receberão abordagens contextualizadas histórica, social e politicamente, de modo que façam sentido para os alunos nas diversas realidades regionais, culturais e econômicas, contribuindo com sua formação cidadã. O plano de trabalho docente é, portanto, o currículo em ação. Nele estará a expressão singular e de autoria, de cada professor, da concepção curricular construída nas discussões coletivas. CONTEÚDOS Conteúdos Conteúdos Básicos Abordagem Teórico Avaliação Estruturantes Metodológica * Paisagens 6º Ano *A linguagem utilizada Espera – se que o Religiosas * Organizações para expor os aluno: Religiosas conteúdos deve ser * Estabeleça * Universo Simbólico * Lugares Sagrados científica e não discussões sobre o Religioso * Textos Sagrados religiosa, com textos Sagrado numa Orais ou Escritos abordando os perspectiva laica; * Símbolos conteúdos * Desenvolva uma Religiosos estruturantes; cultura de respeito à * Textos Religiosos diversidade religiosa 7º Ano * Os conteúdos e cultural; * Temporalidade devem ser * Reconheça que o Sagrada trabalhados enquanto fenômeno religioso * Festas Religiosas conhecimento da é um dado de * Ritos diversidade sócio- cultura e de * Vida e Morte político e identidade de cada cultural,através de : grupo social. - Aulas expositivas - análise de músicas; - análise de filmes; - notícias de jornais,revistas, TV - Histórias em quadrinhos; AVALIAÇÃO Para efetivar o processo de avaliação no Ensino Religioso, é necessário estabelecer os instrumentos e definir os critérios que explicitem o quanto o aluno se apropriou do conteúdo específico da disciplina e foi capaz de relacioná-lo com as outras disciplinas. A avaliação pode revelar também em que medida a prática pedagógica, fundamentada no pressuposto do respeito à diversidade cultural e religiosa, contribui para a transformação social.A apropriação do conteúdo trabalhado pode ser observada pelo professor em diferentes situações de ensino e aprendizagem. Eis algumas sugestões que podem ser tomadas como amplos critérios de avaliação no Ensino Religioso: • o aluno expressa uma relação respeitosa com os colegas de classe que têm opções religiosas diferentes da sua? • o aluno aceita as diferenças de credo ou de expressão de fé? • o aluno reconhece que o fenômeno religioso é um dado de cultura e de identidade de cada grupo social? • o aluno emprega conceitos adequados para referir-se às diferentes manifestações do Sagrado? A avaliação é um elemento integrante do processo educativo na disciplina do Ensino Religioso. Cabe, então, ao professor implementar práticas avaliativas e construir instrumentos de avaliação que permitam acompanhar e registrar o processo de apropriação de conhecimentos pelo aluno em articulação com aintencionalidade do ensino explicitada nos planos de trabalho docente. O que se busca, em última instância, com o processo avaliativo é identificar em que medida os conteúdos passam a ser referenciais para a compreensão das manifestações do Sagrado pelos alunos. Diante da sistematização dos resultados da avaliação, o professor terá elementos para planejar as necessárias intervenções no processo pedagógico, bem como para retomar as lacunas identificadas na aprendizagem do aluno.Terá também elementos indicativos dos níveis de aprofundamento a serem adotados em conteúdos que desenvolverá a posteriori e da possível necessidade de reorganização do trabalho com o objeto e os conteúdos estruturantes. Para a avaliação do conhecimento na disciplina de Ensino Religioso, deve-se levar em conta as especificidades de oferta e frequência dos alunos nesta disciplina que todo professor ao ministrá-la deve estar ciente, pois tal disciplina está em processo de implementação nas escolas e, por isso, a avaliação pode contribuir para sua legitimação como componente curricular. Apesar de não haver aferição de notas ou conceitos que impliquem aprovação ou reprovação do aluno, recomenda-se que o professor registre o processo avaliativo por meio de instrumentos que permitam à escola, ao aluno, aos seus pais ou responsáveis a identificação dos progressos obtidos na disciplina.A avaliação permite diagnosticar o quanto o aluno se apropriou do conteúdo, como resolveu as questões propostas, como reconstituiu seu processo de concepção da realidade social e, como, enfim, ampliou o seu conhecimento em torno do objeto de estudo do Ensino Religioso, o Sagrado, sua complexidade, pluralidade, amplitude e profundidade. REFERÊNCIAS DIRETRIZES CURRICULARES DO ENSINO RELIGIOSO SECRETARIA DA EDUCAÇÃO DO ESTADO DO PARANÁ RUTURANTES CONTEÚDOS BÁSICOS – SEED -