COMPANHIA BRASILEIRA DE PETRÓLEO IPIRANGA
Companhia Aberta - C.N.P.J. 33.069.766/0001-81
RELATÓRIO DA ADMINISTRAçÃO
Senhores Acionistas,
O Conselho de Administração da Companhia Brasileira de Petróleo Ipiranga (CBPI) submete à apreciação
do mercado e da sociedade o Relatório da Administração e as Demonstrações Financeiras da empresa e
consolidadas do exercício social de 2006, com o parecer dos Auditores Independentes e do Conselho Fiscal,
contemplando as atividades desenvolvidas para adicionar valor aos investimentos dos acionistas e atender as
demais partes interessadas.
CENáRIO MACROECONÔMICO
O ano de 2006 foi marcado pela continuidade do crescimento mundial e inflação em níveis relativamente
baixos em quase todas regiões do mundo. O excesso de liquidez internacional aliado ao bom desempenho
dos indicadores macroeconômicos nacionais, foram os responsáveis pela expressiva queda de 38,3% do Risco
Brasil e a desvalorização de 8,7% do dólar norte-americano em relação a moeda nacional. A Bolsa de Valores
de São Paulo (Bovespa) acumulou uma valorização de 32,9%. A inflação manteve sua trajetória declinante com
o IPCA acumulando 3,1% no período, contra 5,7% no ano anterior.
CONJUNTURA DO SETOR
Acompanhando o ritmo da evolução da economia brasileira, o mercado de distribuição de combustíveis
apresentou em 2006 um aumento superior ao registrado no ano anterior. Este crescimento foi verificado
principalmente no consumo de álcool hidratado, motivado pela expansão da frota e aumento das vendas dos
carros bicombustíveis. O consumo de diesel foi afetado pelo menor desempenho do agronegócio devido às
questões ligadas as condições climáticas, cotação do dólar e barreiras sanitárias. A gasolina obteve no período
um crescimento levemente superior ao verificado no exercício anterior, conforme informações divulgadas pela
Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Já o mercado de gás natural veicular
(GNV) cresceu 14,7% em relação ao ano de 2005, conforme dados do Sindicato Nacional das Empresas
Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom). Os preços do petróleo no mercado internacional
atingiram novos recordes ao longo de 2006. Influenciado por problemas em alguns países produtores e forte
demanda por gasolina no hemisfério norte, o preço do petróleo tipo West Texas Intermediate (WTI) iniciou o ano
cotado a US$ 63,1/barril, chegando a atingir o recorde de US$ 77,0/barril em meados de julho. A Organização
dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) manteve a sua produção em 28 milhões de barris/dia ao longo
de quase todo o ano. Embora o mercado estivesse superofertado em junho, a decisão de reduzir a produção
em 1,2 milhão de barris/dia só ocorreu em outubro, quando os preços chegaram aos níveis mais baixos
de 2006, em torno de US$ 56/barril. Mesmo com a menor produção de petróleo, no final do ano os preços
mantiveram-se em torno de US$ 60/barril. No Brasil, os preços da gasolina A (sem a mistura com álcool anidro)
e diesel nas refinarias não sofreram reajuste, permanecendo fixos ao longo de todo o ano e abaixo do mercado
internacional até início de setembro. O mercado de álcool hidratado foi marcado por grande volatilidade de
preços e volumes. O preço do produtor em São Paulo, medido pela Escola Superior de Agricultura Luíz de
Queiróz (ESALQ), variou entre R$ 1,47/litro no pico da entressafra e R$ 0,88/litro na safra (ambos com ICMS
de 12%). Esta flutuação de preços levou o consumidor final, proprietário de carro com motor bicombustível, a
exercer a opção de troca de combustível sempre que as condições finais de preço se alteravam. O Programa
Nacional do Biodiesel teve continuidade com o desenvolvimento de projetos e a construção de novas unidades
produtoras do bicombustível, tendo a soja como principal matéria-prima. Visando estimular o mercado e
fomentar a produção, o governo determinou a realização de leilões de compra de biodiesel. No decorrer de
2006 foram realizados quatro leilões sendo ofertados cerca de 1.550 mil m³, dos quais foram adquiridos 840
mil m3 para entrega até dezembro de 2007. A Ipiranga, considerando a relevância social e ambiental do uso do
biodiesel, tem apoiado efetivamente o Programa. Antecipando-se a obrigatoriedade estabelecida, iniciou em
dezembro de 2006 a distribuição do biodiesel na região de Goiânia (GO), devendo estender para as demais
bases de distribuição no decorrer de 2007.
Distorções de Mercado - O combate à adulteração, às fraudes e à produção clandestina continua sendo o foco
principal da ANP, tendo como maior aliado em 2006 a Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (SEFAZSP). As práticas ilegais, além de lesar os cofres públicos e as empresas que atuam dentro da lei, geram
também prejuízos aos consumidores que adquirem produtos fora de especificação. No primeiro semestre,
à ANP implementou a Resolução nº 36/05, promulgada no final de 2005, onde o produtor fica obrigado a
adicionar corante ao álcool anidro. Outra medida importante foi a implantação do Decreto nº 50.319/05 pela
SEFAZ-SP exigindo que as distribuidoras tenham autorização prévia na aquisição de álcool anidro com Imposto
sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) diferido na Gasolina A, inibindo assim possíveis fraudes.
Estas duas medidas eliminaram as operações denominadas “álcool molhado”, ou seja, a adição ilegal de
água no álcool anidro visando evitar recolhimento de impostos. Ainda no primeiro semestre foi cancelado o
Regime Especial do Rio de Janeiro, que garantia à algumas distribuidoras a responsabilidade de recolher
ICMS nas operações relativas à gasolina A, propiciando situações de sonegação e desequilíbrio de mercado.
Outro evento importante foi a implantação do Controle de Comercialização do Álcool, a partir de maio, onde
o produtor de álcool para fins automotivos fica obrigado a informar sua movimentação à ANP. No segundo
semestre, a SEFAZ-SP, publicou a portaria CAT 58, que visa à renovação da Inscrição Estadual no Cadastro
de Contribuintes do ICMS, resultando na cassação da Inscrição Estadual de 52 empresas ligadas à Distribuição
de Combustíveis. Além da ANP e da SEFAZ-SP, a Polícia Federal e Militar e o Ministério Público Estadual
e Federal, trabalharam em conjunto, no combate ao Mercado Irregular, resultando em diversas operações,
contra à adulteração, sonegação, roubo e receptação de carga, como na “Operação de Olho na Bomba” do
Governo de São Paulo que resultou na cassação de 284 postos. Ainda se observam distorções no mercado
decorrentes da adulteração da gasolina (adição de solventes) e do diesel (mistura com óleo vegetal), bem
como da diversidade nas alíquotas entre os Estados da Federação, do ICMS incidente no diesel. No mercado
de álcool hidratado as distorções decorrentes da sonegação de impostos (PIS e COFINS) no elo da distribuição
também não foram eliminadas, o que poderia ser minimizado por reduções das alíquotas. A exemplo de 2005,
não foram concedidas às distribuidoras e revendedores liminares que isentam do pagamento da Contribuição
de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) em 2006.
COMERCIALIZAçÃO
Atualmente a CBPI possui 3.324 postos de serviços ativos com a bandeira Ipiranga, localizados em quase todo
o território nacional, não operando somente nos estados de Roraima, Amapá, Rio Grande do Sul e nas regiões
Oeste e Sul de Santa Catarina, sendo estes dois últimos estados área de atuação da Distribuidora de Produtos
de Petróleo Ipiranga S.A.(DPPI). O principal fornecedor dos derivados de petróleo comercializados pela CBPI
é a Petrobras com cerca de 97,1% do volume total. O álcool carburante (anidro e hidratado) é adquirido no
mercado interno, em diversas usinas produtoras.
Desempenho de Vendas - Pelo sexto ano consecutivo a CBPI registrou aumento no volume de vendas frente
ao ano anterior, apresentando em 2006 um crescimento de 3,0% e alcançando o maior volume de sua história,
12.208,9 mil m³. Este desempenho torna-se ainda mais expressivo, quando verifica-se que ocorreu em um
cenário onde o consumo de gasolina, álcool e diesel no Brasil apresentou um aumento em volume de 2,0% no
período acumulado de janeiro a novembro de 2006 em relação ao mesmo período de 2005, conforme dados
da ANP. Nas vendas destes 3 produtos a CBPI apresentou crescimento relevante em relação ao mercado com
um aumento de 3,1% em 2006.
Volume Total Comercializado pela CBPI
(mil m3)
11.400,2
9.949,7
10.202,4
2002
2003
2004
11.858,0
12.208,9
2005
2006
A CBPI alcançou este excelente desempenho em função de um posicionamento estratégico que incentiva sua
rede de revenda por meio de um amplo programa de marketing com ações promocionais, conferindo visibilidade
nacional à rede de postos, atraindo e fidelizando mais consumidores, entre os quais destacam-se:
• Ações Promocionais
- Gasolina Original Ipiranga - Em 2006 os investimentos na Gasolina Original Ipiranga continuaram a
valorizar os diferenciais que a transformaram em um sucesso de vendas por ser marcada quimicamente e
testada mais de 1.000 vezes por dia através do controle de qualidade Ipiranga. Foram alocados recursos
significativos em mídia e merchandising para garantir sua visibilidade com uma nova campanha publicitária.
- Rally dos Sertões - Contando com a participação de praticamente toda a rede de postos Ipiranga, a
promoção “Rally dos Sertões” foi realizada pelo quarto ano consecutivo. Aliado ao sucesso com o sorteio
de 20 carros Cross Fox 0 KM, em 2006 o sorteio de 5 anos de combustível grátis foi agregado à premiação.
Sua divulgação contou com ampla campanha de mídia televisiva, por meio de novos filmes produzidos
especialmente para a promoção.
- Cartão Ipiranga Km de Vantagens - Aceito em mais de 3 mil postos de bandeira Ipiranga em todo o país,
o Cartão Ipiranga Km de Vantagens, alcançou em 2006 a marca de 3 milhões de emissões entre o cartão
Private Label e o cartão Co-branded nas bandeiras VISA e Mastercard.
- Promoção 1 Milhão de Km em Combustível Grátis - Grande inovação de 2006 com abrangência
nacional, a ação consistiu em habilitar o consumidor que realizar uma transação no posto e pagar com
o Cartão Ipiranga Km de Vantagens, a concorrer a 10 sorteios mensais de 10 prêmios de 10.000 km de
combustível grátis, totalizando 1 milhão de km em combustível.
- Ganhe na Troca Jet Oil e Revista de Ofertas am/pm - Realizadas na rede de franquias Ipiranga, estas
ações promocionais buscam reforçar o conceito de conveniência através da oferta de um mix de produtos
adequado às necessidades do consumidor, ampliando a base de clientes e alavancando de forma consistente
os resultados. Com 5 edições no ano, em 2006 a Revista de Ofertas am/pm apresentou uma evolução com
a setorização do encarte, ampliando a percepção do mix de produtos da loja.
• Programas de Relacionamento e Incentivo
- Clube do Milhão - Em sua 18ª edição, o Clube do Milhão premiou os clientes revendedores que
ultrapassaram a meta de volume de vendas a ser atingida em 2005. Este programa de incentivo recompensou
392 revendedores de todo o Brasil com uma viagem internacional.
- Portal Rede Ipiranga - Destinado a ampliar o relacionamento e incrementar o comércio eletrônico com os
postos revendedores e grandes consumidores, o Portal Rede Ipiranga disponibiliza opções específicas por
perfil de cliente que pode encontrar todas as informações sobre as ações promocionais da Ipiranga e efetuar
compras on-line de todos os produtos da Companhia, bem como de mercadorias para abastecer as franquias
am/pm. Atualmente 79% dos revendedores utilizam o Portal Rede Ipiranga para aquisição de produtos e
ferramenta para auxiliar na gestão de seus negócios. Por meio do comércio eletrônico, a CBPI comercializou
6.524 mil m3, com crescimento de 19% no volume e de 16% no número de clientes cadastrados em relação
ao ano anterior. Em dezembro de 2006, 60% das vendas de gasolina, álcool e diesel foram realizadas
através deste canal, 7% acima do ano anterior.
O Portal Rede Ipiranga é o segundo maior portal privado em volume de vendas do país.
• Serviços Diferenciados para a Rede de Postos Ipiranga
- Treinamento VIP - O Treinamento VIP - Vendedor Ipiranga de Pista foi criado para desenvolver o potencial
de cada frentista tornando-os vendedores eficazes no contato com o consumidor. O programa, realizado através
de microônibus-escola, treinou em 2006 mais de 15 mil frentistas nos postos Ipiranga em todo o Brasil.
- Banco de Candidatos - Visando encontrar os melhores profissionais para trabalhar em seus postos,
a Ipiranga lançou em 2006 um sistema moderno e rápido de recrutamento de pessoal, com uma central
de currículos na internet denominado Banco de Candidatos, disponível no Portal Rede Ipiranga. Com
ampla campanha de divulgação, o site www.trabalhenopostoipiranga.com.br tornou-se conhecido e atraiu
profissionais para as diferentes funções do posto, alcançando 50 mil potenciais candidatos inscritos e
disponíveis para a contratação em toda a rede Ipiranga.
- Controle de Qualidade - A CBPI investiu cerca de R$ 1,5 milhão no seu Programa de Controle de Qualidade,
ampliando o número de laboratórios móveis, demonstrando a constante preocupação com a garantia de
procedência dos produtos comercializados. Criou também o treinamento em lubrificantes, ministrado pelos
Assistentes de Controle de Qualidade, atingindo 700 postos e 4 mil frentistas, como forma de prepará-los para
orientar melhor os consumidores Ipiranga quanto aos produtos que devem utilizar em seus veículos.
Participação de Mercado - A CBPI alcançou 17,0% de participação na gasolina, álcool hidratado e no diesel.
Em conjunto com a DPPI, sua controladora, a participação da Ipiranga eleva-se para 19,6% do mercado brasileiro,
de acordo com os dados da ANP até o mês de novembro. A participação da CBPI nos produtos gasolina e álcool
hidratado apresentou uma pequena redução de 0,1% e 2,4% respectivamente. Em contrapartida a participação do
diesel aumentou em 0,9%.
Participação de Mercado Brasil
Participação de Mercado
(gasolina, diesel e álcool hidratado)
Empresas
2006 (%)
2005 (%)
Variação (%)
CBPI .......................................
DPPI .......................................
17,0
2,6
16,8
2,6
0,2
0,0
Total Ipiranga........................
19,6
19,4
0,2
Concorrente A ........................
Concorrente B ........................
Concorrente C ........................
Concorrente D ........................
Outros ....................................
27,8
11,4
8,8
6,2
26,2
28,4
11,3
8,9
6,8
25,2
(0,6)
0,1
(0,1)
(0,6)
1,0
Fonte: ANP (2006 os dados são acumulados até novembro)
Volume Comercializado e Participação no Faturamento
Volume Comercializado
(mil m3)
Produto
Gasolina ............................
Álcool Hidratado ................
Gás Natural Veicular .........
Diesel ................................
Lubrificantes/Graxas .........
Outros ...............................
Participação no Faturamento
(% sobre Receita Líquida)
2006
2005
2006
2005
3.187,0
609,2
268,7
7.828,3
134,3
181,4
3.157,9
587,2
229,6
7.532,9
129,0
221,4
32,7
2,8
1,0
60,2
1,9
1,4
32,5
2,6
0,9
60,8
1,9
1,3
TOTAL ..............................
12.208,9
11.858,0
100,0
100,0
Os aumentos de 0,9% do volume vendido de gasolina e 3,8% do álcool hidratado, ocorridos substancialmente
no segmento de postos de serviços, devem-se principalmente à maturação dos empreendimentos já existentes,
associado ao posicionamento competitivo de preços e à continuidade dos programas de marketing envolvendo
o Cartão Ipiranga e campanhas publicitárias. A variação do álcool hidratado também foi influenciada por outros
fatores importantes, tais como o incremento da frota de veículos com motores bicombustíveis e a continuidade
de ações de fiscalização e combate à adulteração, coibindo o comércio irregular. As vendas de diesel em 2006
foram 3,9% superiores ao mesmo período do ano anterior. No segmento de postos de serviço, o aumento de
volume deve-se à ampliação da rede de distribuição nas rodovias, através de novos negócios. O segmento
de grandes consumidores também apresentou aumento de vendas, principalmente no grupo Rodoviário de
Passageiros e de Carga e nos setores Agroindustrial e de Mineração. O volume comercializado pela CBPI de
gás natural veicular (GNV) cresceu 17,1% em relação ao ano de 2005. Este crescimento, superior à expansão
do mercado brasileiro de GNV, proporcionou um aumento de participação de mercado de 0,5%, atingindo o
percentual de 23,0% e reafirmando a segunda posição neste segmento, conforme dados Sindicom. Em 2006 a
CBPI aumentou sua rede em 22,2%, encerrando o ano com 187 postos comercializando GNV. No segmento de
lubrificantes, a CBPI comercializou 134,3 mil m³ em 2006, volume 4,1% maior que o ano anterior.
Postos de Serviços - A CBPI encerrou o ano de 2006 com 2.751 postos de serviços localizados em áreas urbanas
e 573 em rodovias. Do total de 3.324 postos, 368 são próprios ou controlados e 2.956 são de terceiros.
Distribuição de Postos de Serviço por Região
Nordeste
428
Centro-Oeste
408
Norte
103
Sul
766
Sudeste
1.619
continua
continuação
COMPANHIA BRASILEIRA DE PETRÓLEO IPIRANGA
Companhia Aberta - C.N.P.J. 33.069.766/0001-81
Franquias
As 455 lojas de conveniência am/pm, presentes em 19 estados brasileiros e no Distrito Federal tiveram um
aumento de 20,8% na sua receita em relação ao ano anterior enquanto que as 424 unidades de franquias
automotivas Jet Oil obtiveram em 2006 incremento de 21,1% no faturamento. Este aumento deve-se
principalmente à continuidade do programa de promoções e a expansão da rede de franquias. Em 2006 foram
inauguradas 67 novas unidades am/pm e 61 novas franquias Jet Oil.
Mercado de Rodovia
O Controle Teleprocessado de Frotas (CTF) e o CTF Frete Digital são produtos Ipiranga voltados ao apoio
logístico por meio de sistemas de controle de abastecimento, que visam atender às necessidades deste
mercado, criando forte fidelização.
O Sistema CTF monitora o consumo do veículo e funciona como meio de pagamento de combustíveis,
proporcionando redução de custos e aumento de produtividade. Em 2006 a CBPI atingiu a marca de 400
postos automatizados e cerca de 30 mil veículos fidelizados através dessa tecnologia. Os frotistas que adotam
o CTF Ipiranga também possuem acesso, via Portal Ipiranga, aos serviços exclusivos Rodovia e Rodocheck,
respectivamente de roteirização e de controle de manutenção.
Para facilitar a administração do transporte efetuado por motoristas autônomos a Ipiranga oferece o sistema
CTF Frete Digital, que utiliza a leitura ótica da impressão digital dos caminhoneiros como identificação.
Este sistema reduz os custos de emissão de cheques e de trabalhos de conferência, facilitando o relacionamento
dos clientes finais com os postos. Ações como esta vêm estabelecendo um vínculo direto entre a rede Ipiranga
e este público, que responde por mais de 50% do transporte rodoviário de carga do país.
Localizados nas rodovias brasileiras, 150 postos Ipiranga fazem parte do Programa Rodo Rede. Estes postos
possuem completa estrutura de apoio ao transportador tais como pátio de estacionamento seguro e preparado
para veículos pesados, além de vestiários, restaurante e salas de TV para os caminhoneiros. Os revendedores
Rodo Rede contam ainda com um suporte especial da Ipiranga na gestão do negócio, através de treinamento
e acesso ao portal de serviços exclusivos.
LOGÍSTICA E SUPRIMENTOS
Ao longo do ano foram realizadas diversas ações voltadas para otimizar os custos logísticos e buscar ganhos
de eficiência, sendo as mais relevantes a renegociação dos fretes em diversas regiões do país, a assinatura de
novos acordos operacionais em Belém (PA), Porto Velho (RO) e Barueri (SP) e a abertura de novas bases.
A empresa inaugurou em novembro, na cidade de Cascavel (PR), a operação do primeiro terminal ferroviário
para abastecer o oeste do Paraná. A base, uma das mais modernas do país, possui carregamento totalmente
automatizado e sofisticados equipamentos voltados para garantir a segurança da operação e a preservação
do meio ambiente. Após uma profunda revisão em toda estrutura de distribuição e visando aumentar a
competitividade, foram reabertas durante o ano de 2006 as instalações de Uberaba (MG) e Guaramirim (SC).
A infra-estrutura atual utilizada pela CBPI para atender as necessidades dos seus clientes é de 52 terminais de
distribuição, sendo 12 bases próprias, 16 de propriedades de terceiros e 24 pools. Em 2006 foram investidos
R$ 39,3 milhões com ênfase na segurança e preservação do meio ambiente, na modernização das bases de
distribuição e na adequação da infra-estrutura para atender à Lei 11.097, que institui o uso do biodiesel e torna
obrigatória a adição de 2%, a partir de 2008, ao diesel comercializado no país.
CENTRO DE SUPORTE CORPORATIVO
Em 2006, as Empresas Petróleo Ipiranga iniciaram a implantação do Centro de Suporte Corporativo (CSC)
concebido para atender e dar suporte às atividades-meio, administrativas e financeiras, de todas as empresas
Ipiranga, como Recursos Humanos, Contabilidade, Finanças, Compras e Informática, otimizando a utilização
de recursos humanos, materiais e tecnológicos atualmente alocados de forma individual.
O Centro estará totalmente estruturado em um prazo de dois anos e trata-se de mais uma iniciativa da Ipiranga
para otimizar e evoluir no grau de eficácia das atividades transacionais, buscando privilegiar o conhecimento
interno e as melhores práticas do mercado.
INVESTIMENTOS
Buscando aproveitar oportunidades de desenvolvimento e expansão de seus negócios, a CBPI tem investido
permanentemente em sua atividade, objetivando sempre oferecer produtos e serviços diferenciados, de
qualidade e preços competitivos.
Investimentos Operacionais
A CBPI investiu R$ 259,8 milhões em 2006, valor 13,4% superior ao do ano de 2005, principalmente em
imobilizações e financiamentos a clientes.
Para 2007 estão previstos investimentos para reforma e expansão da rede de postos de serviço e na renovação
de contratos de exclusividade com clientes do segmento revendedor e consumidor. Além disso, a empresa
estará ampliando o número de franquias de conveniência e automotivas, de forma a consolidar sua posição de
destaque neste segmento.
Em infra-estrutura logística e de suprimentos, os investimentos a serem realizados permitirão a otimização dos
custos operacionais com conseqüente melhoria na rentabilidade da atividade.
Investimentos Societários
A CBPI detém participação societária nas seguintes empresas:
• am/pm Comestíveis Ltda.: 99,99% - responsável pelo gerenciamento das franquias de lojas de conveniência
am/pm e unidades automotivas Jet Oil;
• Empresa Carioca de Produtos Químicos S.A. (EMCA): 99,99% - sediada no Pólo Petroquímico de Camaçari
- Bahia, a empresa é principal produtora da América Latina de óleos minerais brancos e fluidos especiais,
com aplicações farmacêuticas, cosméticas, alimentícias e técnicas, além da comercialização de vaselinas
sólidas para aplicações farmacêuticas, cosméticas e lubrificantes especiais;
• Ipiranga Asfaltos S.A. (IASA): 99,99% - atua na fabricação e comercialização de emulsões e produtos
derivados de asfaltos em geral, produtos químicos, anticorrosivos, detergentes, óleos e graxas lubrificantes
e produtos derivados de hulha;
• Ipiranga Trading Ltd. (ITL): 100% - com sede nas Ilhas Virgens Britânicas, a empresa tem como objetivo
representar a Ipiranga em negócios internacionais;
• Ipiranga Comercial Importadora e Exportadora Ltda. (ICIE): 99,00% - constituída com o intuito de realizar as
operações de importação e exportação de petróleo e combustíveis;
• Ipiranga Imobiliária Ltda.: 99,99% - administradora de bens em geral, prestadora de serviços administrativos
e gestora de empreendimentos comerciais;
• Tropical Transportes Ipiranga Ltda.: 99,99% - atua no ramo de transporte de combustíveis, produtos químicos,
lubrificantes e cargas em geral, utilizando cerca de 1.500 caminhões, entre frota própria e de terceiros;
• Ipiranga Logística Ltda. (ILL): 99,00% - a empresa tem como objetivo prestar serviços de logística baseados
em gestão e informação, envolvendo planejamento, contratações e realização de projetos e gestão de
depósitos de mercadorias, estoque e transporte, além de gerenciar informações logísticas e rastreamento
de veículos contratados pelos Embarcadores ou Destinatários para prestação de serviços;
• Maxfácil Participações S.A.: 34,00% - holding que reúne a CBPI (34%), DPPI (16%) e Unibanco (50%) e tem
como objetivo ofertar produtos e serviços financeiros na rede de postos Ipiranga por intermédio de sua subsidiária
Maxfácil SCFI, que atualmente aguarda a homologação do Banco Central para o início de suas operações;
• Ipiranga Química S.A. (IQ): 41,47% - operadora da maior distribuidora de produtos químicos do Brasil e
uma das maiores da América Latina, atendendo a mais de 5.000 clientes ativos, divididos em mais de 50
segmentos de mercado, destacando-se os de tintas e adesivos, borracha e química diversificada, produtos
formulados e cosméticos, polímeros e serviços, entre outros. A IQ detém uma participação de 92,37% no
capital da Ipiranga Petroquímica S.A. (IPQ), maior produtora de polietileno de alta densidade da América
Latina que, por sua vez, detém 29,46% no capital da Copesul - Companhia Petroquímica do Sul;
• Transportadora Sulbrasileira de Gás S.A. (TSB): 20,00% - é responsável pela construção e operação de um
gasoduto entre as cidades gaúchas de Uruguaiana e Porto Alegre, com uma extensão de 615 quilômetros
e capacidade de transporte de 7,0 milhões de m3/dia. Os participantes do consórcio são a CBPI (20%),
Petrobras (25%), Total (25%), RepsolYPF (15%) e Techint (15%). Atualmente já existem 50 quilômetros
construídos, que abastecem o Pólo Petroquímico do Sul em Triunfo (RS) e uma usina termelétrica em
Uruguaiana (RS) num total de 2,5 milhões de m3/dia.
• Termogaúcha - Usina Termelétrica S.A. - em Liquidação: 26,00% - o empreendimento reúne a CBPI (26%),
RepsolYPF (26%), Petrobras (25%) e CEEE (23%) para a construção de uma termelétrica de 500 MW
projetada para utilizar gás natural como combustível. Em Assembléia Geral Extraordinária (AGE), realizada
em 12 de setembro de 2006, os acionistas da Termogaúcha deliberaram a dissolução total da Companhia,
tendo em vista as condições de suprimento de gás natural e os custos significativos com manutenção,
preservação e armazenagem dos equipamentos geradores, já adquiridos.
Dessa forma a CBPI, a partir do mês de setembro de 2006, deixou de avaliar o investimento na Termogaúcha
pelo Método da Equivalência Patrimonial (MEP), considerando que há clara evidência de perda de continuidade
das operações da Companhia e constituiu provisão para perdas no valor de R$ 64.541 mil. O saldo remanescente
de investimentos no valor de R$ 24.666 mil refere-se à participação da CBPI no acervo líquido da Termogaúcha.
Na mesma data foram também realizadas Assembléias Gerais Ordinária e Extraordinária (AGOE), que
deliberaram o aumento de Capital da Termogaúcha. A CBPI integralizou R$ 3,8 milhões, correspondentes
a diversos adiantamentos para futuro aumento de capital (AFAC), registrados no seu ativo realizável a longo
prazo. Em 14 de dezembro de 2006 uma nova AGE da Termogaúcha deliberou sobre a partilha dos ativos entre
os acionistas na forma do artigo 215 da Lei das S.A., cabendo à CBPI R$ 24.395 mil.
CAPITAL SOCIAL E AçÕES
A Assembléia Geral Extraordinária (AGE), realizada em 28 de abril de 2006, deliberou o aumento de capital
da Companhia de R$ 580,0 milhões para R$ 1.025,0 milhões, por incorporação de Reservas de Lucros, com
emissão de 52.976.000 novas ações, sendo 17.704.653 ações ordinárias e 35.271.347 ações preferenciais,
que foram distribuídas aos acionistas na proporção de uma nova ação para cada uma que possuíam na mesma
espécie, na data da AGE. O custo de aquisição das ações bonificadas a ser lançado na declaração de rendas
é de R$ 7,65 por ação bonificada, que representa a incorporação ao capital social das Reservas de Lucros
apurados a partir de 1996, dividido pelo número de ações bonificadas. As Reservas de Lucros referentes
aos exercícios de 1994 e 1995 são consideradas como custo zero, conforme o artigo 16, parágrafo 4º, da Lei
nº 7.713/1988. Após esta emissão o capital social da CBPI ficou composto por 35.409.306 ações ordinárias e
70.542.694 ações preferenciais, todas sem valor nominal.
No exercício de 2006 foram negociadas 57.383,9 mil ações da Companhia, no montante de R$ 1.214,3 milhões,
sendo que as últimas cotações do ano, comparativamente com 2005, foram as seguintes:
R$ por ação
AçÕES
2006
2005 (*)
ON ............................................................................................
21,00
17,53
PN ............................................................................................
19,00
14,35
(*) Preço ajustado pela bonificação
Composição Acionária do Capital Total em 31/12/2006 (em percentual)
Investidores Estrangeiros (*)
18,5%
Investidores
Institucionais
70,8%
Acionistas
Individuais
10,7%
(*) Pessoas físicas e jurídicas
RESULTADO DO EXERCÍCIO
A Receita Líquida de 2006 foi de R$ 21,6 bilhões, apresentando um crescimento de 13,4% em relação a
2005, impulsionado pelo maior volume de vendas e um maior preço médio no ano. Isto resultou em um Lucro
Bruto de R$ 987,7 milhões neste ano, valor 4,3% acima do verificado no ano de 2005. As Despesas com
Vendas e Administrativas cresceram 2,8% em relação ao ano anterior, alcançando R$ 728,8 milhões em 2006.
Os principais fatores que influenciaram este acréscimo foram: a reposição salarial por dissídio da categoria,
maior recolhimento da Contribuição Provisória sobre Movimentação ou Transmissão de Valores e de Créditos e
Direitos de Natureza Financeira (CPMF) em função da elevação da movimentação financeira, crescimento das
despesas de frete em função de maior volume, aumento da despesa de depreciação, incremento das despesas
de bonificação concedidas a clientes e elevação dos gastos com propaganda e manutenção de imagem e
equipamentos dos postos. O EBITDA (*) de R$ 332,9 milhões em 2006, ficou em linha com o resultado de 2005.
O Resultado Financeiro no ano foi uma despesa de R$ 25,2 milhões, contra uma receita de R$ 24,5 milhões do
ano anterior. No ano de 2005, o Resultado Financeiro foi impactado favoravelmente pelo efeito da apreciação
do real frente ao dólar norte-americano no empréstimo Notes em moeda estrangeira. Em junho de 2006, com o
resgate parcial de US$ 79,6 milhões destes títulos nossa exposição ao dólar foi reduzida e conseqüentemente
o impacto positivo da apreciação do real ocorrida também no exercício 2006. A CBPI alcançou um Lucro na
Atividade de R$ 201,2 milhões em 2006. O Resultado de Equivalência Patrimonial e Amortização do Ágio no
valor de R$ 122,4 milhões foi composto principalmente pela participação indireta na IPQ, através da coligada
IQ, resultando num Lucro Líquido do Exercício de R$ 323,5 milhões.
(*) Earnings before interest, taxes, depreciation and amortization (lucro antes dos juros, impostos sobre o lucro,
depreciações e amortizações).
Lucro na Atividade
(R$ milhões)
221,2
201,2
173,8
134,5
100,5
2002
2003
2004
2005
2006
Lucro (Prejuízo) Líquido
(R$ milhões)
325,5
317,9
323,5
148,4
(68,7)
2003
2004
2005
2006
2002
Em R$ mil
Controladora
Síntese do Resultado
Consolidado
2006
2005
2006
2005
Lucro Operacional Bruto .................................
987.746
946.958
1.082.095
1.026.477
Lucro Líquido na Atividade..............................
201.183
221.186
238.657
253.040
Resultado da Equivalência
Patrimonial e Amortização do Ágio .................
122.366
104.291
84.892
72.437
Lucro Líquido do Exercício..............................
323.549
325.477
323.549
325.477
Patrimônio Líquido em 31 de dezembro ........
1.555.165
1.350.342
1.555.165
1.350.342
Em R$
2006
2005
Lucro por Ação .........................................................................
3,05
6,14
Valor Patrimonial da Ação........................................................
14,68
25,49
Obs: Em 2005 o capital social era composto por 52.976.000 ações e em 2006 por 105.952.000 ações.
continua
continuação
COMPANHIA BRASILEIRA DE PETRÓLEO IPIRANGA
Companhia Aberta - C.N.P.J. 33.069.766/0001-81
2006
2005
Rentabilidade Patrimonial: LL/PL(*) em % ...............................
23,96
28,14
Número de Empregados da Controladora ...............................
1.637
1.563
(*) Lucro Líquido/Patrimônio Líquido Inicial
Em R$ mil
Controladora
Demonstrativo do EBITDA
Consolidado
2006
2005
2006
2005
Lucro antes dos Efeitos
Tributários e Participações..............................
361.692
398.550
373.245
409.066
(+/-) Resultado Financeiro ..............................
25.197
(24.545)
25.067
(22.220)
(+/-) Resultado Não Operacional ....................
847
2.591
(3.730)
2.869
(+/-) Resultado da Equivalência Patrimonial e
Amortização do Ágio .......................................
(122.366)
(104.291)
(84.892)
(72.437)
(+) Depreciação e Amortização ......................
81.908
75.114
91.915
84.392
(-) Participações de Empregados e
Administradores ..............................................
(14.427)
(14.101)
(14.656)
(14.385)
(=) EBITDA
332.851
333.318
386.949
387.285
EBITDA
(R$ milhões)
333,3
332,9
295,2
292,0
207,8
2002
2003
2004
2005
2006
Emissão Primária de Debêntures
Em 18 de abril de 2006, a CBPI registrou na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) a distribuição pública
de 35.000 debêntures simples, em série única, todas escriturais, não conversíveis em ações, da espécie
quirografária, com valor nominal unitário de R$ 10,0 mil e data de emissão de 1º de abril de 2006, perfazendo
o montante de R$ 350,0 milhões. As debêntures têm prazo de vigência de 5 anos, com vencimento em 1º de
abril de 2011 e fazem jus a uma remuneração que contempla juros remuneratórios a partir da data de emissão,
incidentes sobre seu valor nominal unitário, de 103,8% da taxa média diária dos depósitos interfinanceiros
denominada “Taxa DI over extra grupo” divulgada pela Central de Custódia e de Liquidação de Títulos (CETIP).
Esta remuneração será paga semestralmente a partir da data de emissão aos titulares das debêntures
registrados ao final do dia útil anterior a cada data de pagamento da remuneração. Parte dos recursos obtidos
na emissão foi utilizada para a recompra antecipada de US$ 77,6 milhões, que correspondem a 58,0% do total
dos Global Notes emitidos no exterior em 2003 e que vencem em 2008. O restante dos recursos captados foi
utilizado para alongamento do perfil da dívida de curto prazo.
Dividendos e Juros sobre o Capital Próprio - A CBPI efetuou a partir de 14 de julho de 2006 o pagamento de
juros sobre o capital próprio no valor de R$ 53,1 milhões. A partir de 27 de dezembro efetuou o pagamento de
juros sobre o capital próprio e dividendos no valor de R$ 65,6 milhões, totalizando R$ 118,7 milhões distribuídos
no exercício de 2006. Em 2006 o valor total distribuído correspondeu a 33,4% (juros líquidos + dividendos) e
38,6% (juros brutos + dividendos) do Lucro Líquido Distribuível.
RECURSOS HUMANOS
A valorização do ser humano sempre significou um dos grandes diferenciais da Ipiranga. A empresa adota
políticas que levam à conquista de resultados, ao mesmo tempo em que busca criar valor para seus diferentes
públicos, promovendo o desenvolvimento contínuo tanto de seus funcionários como de seus clientes.
Para satisfazer os critérios de vantagem competitiva sustentável, a organização ao mesmo tempo em que
desenvolve suas competências essenciais mantendo seus profissionais alinhados com a estratégia da empresa,
busca garantir a qualidade de vida de seus funcionários.
Treinamento - Buscando o constante desenvolvimento de seus profissionais e clientes para atuarem em um
mercado de crescente desafio e alta competitividade, a CBPI tem investido continuamente em suas ações
de treinamento. Em 2006, a empresa promoveu o treinamento de cerca de 55% de seu quadro funcional e
capacitou sua rede de revendedores, totalizando um investimento na ordem de R$ 1,8 milhão.
Remuneração, Saúde Ocupacional, Qualidade de Vida, Desempenho Escolar e Previdência Privada
- O Programa de Remuneração Variável é um instrumento eficaz, vinculado aos objetivos estratégicos da
Ipiranga, que atrai, retém e motiva os funcionários, recompensando-os pelo alcance e superação das metas.
Além disso, a participação nos lucros e as gratificações decenais, que é o reconhecimento da empresa pela
dedicação e comprometimento de seus profissionais que cumpriram uma ou mais décadas de trabalho,
completam a remuneração total dos funcionários Ipiranga. A melhoria da qualidade de vida de seus funcionários
é uma constante meta na Ipiranga. O Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional promove e preserva,
de forma preventiva e corretiva, a saúde dos colaboradores. A CBPI administra um plano médico e odontológico
próprio, extensivo aos dependentes, com ampla cobertura, inclusive para dependência química. Mantém ainda
programas complementares de orientação e prevenção que abrangem inclusive a área nutricional e realiza,
periodicamente, campanhas de vacinação antigripal para funcionários e dependentes. Atividades sociais,
culturais, esportivas e auxílios no reembolso de medicamentos, bolsas de estudo, tratamentos dentários,
entre outros benefícios são coordenados pela Sociedade dos Empregados Ipiranga (SEI), com o objetivo de
proporcionar cada vez mais o bem-estar dos funcionários. O Programa de Incentivo ao Desempenho Escolar
beneficia os filhos dos funcionários, reconhecendo o bom aproveitamento escolar e incentivando a continuidade
dos bons resultados. Neste ano de 2006 a empresa contemplou 761 crianças e jovens, com investimento de
R$ 599 mil. Em 2006, a CBPI investiu R$ 7,8 milhões em previdência privada, por meio da Fundação Francisco
Martins Bastos (FFMB), entidade de previdência complementar própria da organização, que busca oferecer
mais segurança aos funcionários e seus dependentes após a aposentadoria.
RELAçÕES COM A COMUNIDADE
As Empresas Petróleo Ipiranga acreditam que o crescimento sustentável e a liderança só fazem sentido se o
mesmo desenvolvimento se der com todos à sua volta. Por isso investem e dão suporte à manutenção de várias
ações socioculturais que promovem a redução das diferenças sociais e a prática da cidadania. Em 2006 a CBPI
investiu R$ 2,7 milhões em contribuições, patrocínios e doações a várias instituições, entre as quais:
• Projeto Nossas Crianças da Fundação ABRINQ pelos Direitos da Criança;
• Associação Beneficente São Martinho;
• Centro de Estudos Psicopedagógicos Pró-Saber;
• Mitra Arquiepiscopal do Rio de Janeiro;
• Projeto Viva-Rio;
• Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro;
• Instituto São Paulo Contra a Violência;
• Fundação Universitária José Bonifácio;
• Ação Comunitária do Brasil - RJ;
• Solidariedade França-Brasil;
• Fundação Movimento ONDAZUL;
• Orquestra Sinfônica Brasileira;
• Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro;
• Conselhos Municipais dos Direitos da Criança e do Adolescente (Funcriança).
MEIO AMBIENTE, SEGURANçA E QUALIDADE
Alinhada integralmente com a Política Ambiental Corporativa das Empresas Petróleo Ipiranga, que visa
fortalecer o comprometimento da organização com a preservação do meio ambiente, a CBPI tem a convicção
de que é possível harmonizar produção industrial, equilíbrio ecológico e qualidade de vida para alcançar o
crescimento socioeconômico sustentável. Em 2006, foram investidos R$ 38,0 milhões em prevenção,
manutenção e remediação nos programas de segurança e proteção ambiental, mais R$ 1,5 milhão no programa
de controle da qualidade de produtos. Parte do investimento foi destinada à instalação de novos tanques e
acessórios em postos de serviço da rede, e parte à melhoria das instalações nas unidades operacionais da
CBPI. Os novos equipamentos possibilitam melhor desempenho ambiental nas operações de abastecimento,
pela adoção de novas tecnologias de controle e monitoramento. A Companhia aplica integralmente as normas
da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) nas suas instalações e nas instalações de seus clientes,
reduzindo riscos de acidentes e atendendo à legislação ambiental brasileira. A empresa realiza periodicamente
avaliações ambientais nas bases operacionais e nos terrenos de clientes de revenda e de consumo, para
identificar a existência de contaminação e a extensão de eventuais impactos ao meio ambiente. Ao longo de
2006, entre levantamentos voluntários e os que foram atendidos em consonância com a legislação vigente,
foram realizadas 305 avaliações ambientais a um custo de R$ 4,4 milhões. Testes de estanqueidade nos
equipamentos subterrâneos instalados em clientes de revenda e de consumo também são, sistematicamente,
realizados para identificar irregularidades existentes, evitando assim situações emergenciais. Em 2006,
foram realizados 2 mil testes. A CBPI direcionou também R$ 6,5 milhões para coletar 28,2 mil m³ de óleo
lubrificante usado, atendendo à Portaria ANP 125/99, que exige o recolhimento de, pelo menos, 30% do óleo
comercializado. A Ipiranga realiza coleta de embalagens de lubrificantes usadas, denominada “Jogue Limpo”,
atendendo legislação ambiental do Estado do Rio de Janeiro. O programa é resultado da parceria entre algumas
associadas do Sindicom e uma cooperativa de recolhedores de material reciclável, sendo que em 2006 foram
coletadas cerca de 24 toneladas de embalagens plásticas, que correspondem a 21% do total comercializado
pela CBPI no Estado do Rio de Janeiro. Na Base Operacional de São Caetano do Sul (SP), a CBPI, como ação
preventiva, investiu R$ 3,5 milhões em um equipamento de recuperação de vapores durante o carregamento
de caminhões tanque, com a finalidade de reduzir ao máximo as emissões atmosféricas.
Sistemas de Gestão Ambiental e Certificação ISO - O programa Sistema Ipiranga de Gestão Ambiental
(SIGA) foi instituído pela CBPI em suas unidades operacionais, cujos conceitos utilizados são os da certificação
ISO 14001 de gestão ambiental. Em 2006, o Pool de Betim (MG) foi auditado e manteve sua certificação
conforme normas ISO 14001 e ISO 9001, esta última que trata de qualidade. O Pool de Londrina (PR) foi
recertificado conforme norma ISO 14001. Foram realizadas também auditorias de recertificação do SIGA nas
Bases de Ourinhos (SP), São José dos Campos (SP), São José do Rio Preto (SP), Itaguaí (RJ), Governador
Valadares (MG), São Bráz do Suaçui (MG) e Campo Grande (MS). O Programa também foi implantado nos
Pools de Alto Taquari (MT), Campos (RJ) e Itajaí (SC). Auditorias ambientais, com consultores externos,
também foram realizadas nas Bases de Caxias (RJ), Itaguaí (RJ), Campos (RJ) e na Fábrica de Lubrificantes de
São Cristóvão (RJ), para se verificar a adequação das exigências relacionadas à proteção do meio ambiente,
em conformidade com a legislação ambiental brasileira.
DEMONSTRATIVO DE VALOR ADICIONADO
Em R$ mil
_________________________________________
2006 _______
% ___________
2005 _______
%
___________
1 - RECEITAS ................................................................
22.076.866
19.607.937
Vendas de mercadoria, produtos e serviços ............
22.079.227
19.616.153
Provisão para receb. de créditos ..............................
(1.514)
(5.625)
Resultados não-operacionais ...................................
(847)
(2.591)
2 - INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS .............
(20.949.491)
(18.532.707)
Produtos, matérias-primas e insumos ......................
(20.396.218)
(18.034.166)
Outros custos de produtos e serviços vendidos .......
(182.410)
(170.966)
Energia, serviços de terceiros e outras despesas
operacionais ...........................................................
(370.863)
(327.575)
3 - RETENçÕES............................................................
(81.908)
(75.114)
Depreciação, amortização e exaustão .....................
(81.908)
(75.114)
4 - VALOR ADICIONADO LÍQUIDO
PRODUZIDO PELA ENTIDADE ..............................
1.045.467
1.000.116
5 - VALOR ADICIONADO RECEBIDO
EM TRANSFERÊNCIA .........................................
155.244
152.030
Resultado de equivalência patrimonial .....................
122.366
104.291
Receitas financeiras .................................................
15.771
29.123
Receita de aluguéis e royalties .................................
17.107
18.616
6 - VALOR ADICIONADO TOTAL A DISTRIBUIR .......
1.200.711
1.152.146
7 - DISTRIBUIçÃO DO VALOR ADICIONADO ............
1.200.711
100,0
1.152.146
100,0
Salários e encargos ..................................................
173.941
14,5
180.284
15,6
Participação dos empregados nos lucros .................
6.077
0,5
7.072
0,6
Planos de aposentadoria e pensão ..........................
7.546
0,6
9.973
0,9
Tributos federais .......................................................
220.434
18,4
237.741
20,6
Tributos estaduais ....................................................
424.932
35,4
384.658
33,4
Tributos municipais ...................................................
1.632
0,1
2.082
0,2
Juros .........................................................................
37.057
3,1
(591)
(0,1)
Aluguéis ....................................................................
5.543
0,4
5.450
0,5
Juros sobre capital próprio e dividendos ..................
118.726
9,9
132.383
11,5
Lucros retidos ...........................................................
204.823
17,1
193.094
16,8
AUDITORIA
Cabe registrar que a CBPI, no exercício, não contratou e nem teve serviços prestados pela PricewaterhouseCoopers
Auditores Independentes não relacionados à auditoria externa. A política adotada atende aos princípios que
preservam a independência do auditor de acordo com critérios internacionalmente aceitos, que são: o auditor
não deve auditar o seu próprio trabalho nem exercer funções gerenciais no seu cliente ou promover os interesses
deste. Por regulamentação da CVM, cada auditoria externa é contratada por um período não superior a cinco anos.
Em 2007 o contrato com a PricewaterhouseCoopers completará 5 anos, motivo pelo qual a CBPI, juntamente com
as demais Empresas Ipiranga estará realizando o processo de substituição da empresa de auditoria.
PERSPECTIVAS
Perspectivas de Mercado - Considerando um crescimento mais acentuado do Produto Interno Bruto (PIB) do
Brasil, a Ipiranga prevê o aumento do consumo dos combustíveis, especialmente do diesel, que foi impactado
negativamente nos últimos 2 anos pelo desempenho do setor agrícola. Tal estimativa considera a forte relação
entre o consumo de combustíveis e o desempenho da economia, calcado nas exportações, recuperação do
agronegócio e aumento do consumo interno, favorecido pela manutenção da tendência de melhoria da renda da
população. Mantidas as ações empreendidas pelas diversas esferas do poder público no combate ao comércio
irregular, atrelada a evolução da legislação e sua aplicabilidade, será possível ter em 2007 um ambiente mais
justo de competição, marcado pela crescente competitividade entre grandes players.
Perspectivas do Negócio - Diante da perspectiva de crescimento do mercado, a Ipiranga concentrará seus
investimentos em 2007 na manutenção e ampliação da sua rede de postos (combustíveis líquidos, GNV e franquias)
e clientes consumidores. Também serão realizados investimentos na adequação da infra-estrutura logística,
visando acompanhar o crescimento das vendas e atender a obrigatoriedade de mistura de 2% de biodiesel, a partir
de janeiro de 2008. Em linha com o posicionamento estratégico da Empresa, as ações de relacionamento com os
clientes e de valorização da marca serão mantidas, como instrumento de fidelização e para elevar a percepção da
marca, produtos e serviços da Ipiranga. A Ipiranga prosseguirá apoiando iniciativas, que garantam um ambiente
sadio de competição nos diversos níveis da cadeia de distribuição e revenda, e que protejam o consumidor. Quanto
à otimização de sinergias corporativas entre as distribuidoras CBPI e DPPI, prosseguirão as ações de integração
operacional e implantação do Centro de Suporte Corporativo, buscando ganhos de eficiência.
AGRADECIMENTOS
Finalizando, agradecemos a todos os nossos Acionistas, Revendedores, Clientes e Fornecedores pelo apoio e
confiança dispensados e aos nossos Colaboradores pela dedicação que demonstraram.
13 de fevereiro de 2007
CONSELHO DE ADMINISTRAçÃO
João Pedro Gouvêa Vieira Filho
Angelo Bastos Tellechea
(Presidente)
Carlos Alberto Martins Bastos
Sérgio Silveira Saraiva
Solon Brandi Sastre
(Vice-Presidente)
José Luiz Guimarães Júnior
continua
continuação
COMPANHIA BRASILEIRA DE PETRÓLEO IPIRANGA
Companhia Aberta - C.N.P.J. 33.069.766/0001-81
BALANÇOS PATRIMONIAIS EM 31 DE DEZEMBRO
(Em milhares de reais)
ATIVO
Nota
explicativa
__________
CIRCULANTE
Disponibilidades.....................................
Aplicações financeiras............................
5
Contas a receber de clientes..................
6
Contas a receber de
partes relacionadas.............................
7
Provisão para créditos
de liquidação duvidosa........................
Debêntures de coligadas........................
Estoques.................................................
8
Impostos a recuperar..............................
9
Imposto de renda e contribuição social
diferidos...............................................
10
Dividendos e juros sobre o
capital próprio a receber......................
Outros ativos circulantes........................
Despesas antecipadas...........................
11
NÃO CIRCULANTE
REALIZÁVEL A LONGO PRAZO
Aplicação financeira...............................
5
Contas a receber de clientes..................
6
Debêntures de coligadas........................
7
Depósitos judiciais..................................
Impostos a recuperar..............................
Imposto de renda e contribuição
social diferidos.....................................
10
Outros ativos de longo prazo..................
Despesas antecipadas...........................
11
PERMANENTE
Investimentos
Em controladas.......................................
12
Em coligadas..........................................
12
Outros investimentos..............................
Imobilizado................................................
13
Diferido......................................................
PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Controladora ___________________
Consolidado
___________________
2006 _________
2005 _________
2006 _________
2006
_________
4.933
71.240
992.651
5.260
9.544
9.639
13.749
1.178
80.263
6.874
927.808 1.101.168 1.033.354
5.018
5.825
4.430
(37.409)
9.905
403.478
49.650
(35.895)
-
367.177
35.947
(50.639)
9.905
425.578
54.967
(48.747)
384.765
40.440
50.206
27.875
50.838
29.137
515
-
-
10.301
10.290
12.257
12.264
6.124 _________
4.271 _________
6.541 _________
5.561
_________
1.566.854 _________
1.353.213 _________
1.706.342 _________
1.481.827
_________
-
152.168
32.642
31.840
-
-
131.570
128.868
33.525
-
57.829
159.631
32.642
32.822
2.985
139.362
128.868
34.720
3.437
34.251
39.471
36.151
42.123
10.227
10.342
12.470
10.401
11.125 _________
11.074 _________
11.125 _________
11.074
_________
272.253 _________
354.850 _________
345.655 _________
369.985
_________
Controladora ___________________
Consolidado
___________________
Nota
explicativa _________
2006 _________
2005 _________
2006 _________
2006
__________
CIRCULANTE
Fornecedores.........................................
434.912
465.109
473.348
508.073
Contas a pagar a partes relacionadas....
7
7.800
8.536
1.107
1.110
Empréstimos e financiamentos..............
14
59.697
180.509
103.877
228.317
Debêntures.............................................
14
11.355
-
11.355
Salários e encargos sociais....................
52.448
52.578
57.450
57.190
Participações nos resultados..................
17
11.095
10.367
11.257
10.651
Impostos e contribuições
a recolher.............................................
15
46.030
64.296
50.561
68.612
Provisão para benefícios
18
4.665
1.701
4.822
1.701
pós-emprego.......................................
Provisão para contingências..................
16
32.015
32.913
32.354
33.753
Outros passivos circulantes....................
37.108 _________
44.226 _________
42.539 _________
51.236
_________
697.125 _________
860.235 _________
788.670 _________
960.643
_________
NÃO CIRCULANTE
EXIGÍVEL A LONGO PRAZO
Contas a pagar a partes relacionadas...
1.052
-
1.052
Empréstimos e financiamentos..............
14
200.580
336.860
212.601
341.770
Debêntures.............................................
14
350.000
-
350.000
Provisão para benefícios pós-emprego.. 18
42.819
52.194
48.649
59.755
Provisão para contingências..................
16
57.757
56.409
59.017
57.021
Imposto de renda diferido.......................
10
628
716
628
716
Outros passivos de longo prazo.............
6.387 _________
5.188 _________
6.517 _________
6.054
_________
659.223 _________
451.367 _________
678.464 _________
465.316
_________
Participação dos acionistas
minoritários.....................................
-
-
4
3
PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Capital social..........................................
19 1.025.000
580.000 1.025.000
580.000
Reservas de capital................................
19
600
600
600
600
Reservas de lucros.................................
19 _________
529.565 _________
769.742 _________
529.565 _________
769.742
1.555.165 _________
1.350.342 _________
1.555.165 _________
1.350.342
_________
192.962
121.257
-
250.346
250.543
250.348
250.545
791
1.071
791
1.071
628.307
581.010
718.613
671.642
- _________
- _________
554 _________
1.234
_________
1.072.406 _________
953.881 _________
970.306 _________
924.492
_________
TOTAL DO PASSIVO E
2.911.513 _________
2.661.944 _________
3.022.303 _________
2.776.304
DO ATIVO....................................
2.911.513 _________
2.661.944 _________
3.022.303 _________
2.776.304
PATRIMÔNIO LÍQUIDO.........................
TOTAL
_________
_________
_________
_________
_________
_________
_________
_________
_________
_________
As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações financeiras.
DEMONSTRAÇÕES DO RESULTADO EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO
(Em milhares de reais, exceto o lucro por ação)
Controladora
______________________
2006 __________
2005
__________
Receita bruta de produtos e serviços.............. 22.079.227
19.616.153
Deduções de vendas, principalmente tributos...... __________
(435.834) __________
(525.185)
Receita operacional líquida.................................. 21.643.393
19.090.968
Consolidado
______________________
2006 __________
2005
__________
22.783.003 20.104.465
(557.882) __________
(627.964)
__________
22.225.121 19.476.501
Custo dos produtos vendidos e serviços
(20.655.646) __________
(18.144.010) __________
(21.143.026) __________
(18.450.054)
prestados......................................................... __________
987.747 __________
946.958 __________
1.082.095 __________
1.026.447
Lucro operacional bruto........................................ __________
Resultado de equivalência patrimonial................. 124.530
108.317
87.056
76.463
Amortização de ágio............................................. (2.164)
(4.026)
(2.164)
(4.026)
Controladora ______________________
Consolidado
______________________
2006 __________
2005 __________
2006 __________
2005
__________
Resultado não operacional
Receitas não operacionais................................ 71.077
7.938
77.162
10.495
Despesas não operacionais.............................. __________
(71.924) __________
(10.529) __________
(73.432) __________
(13.364)
Lucro antes dos efeitos
tributários e participações.................................. 361.692
398.550
373.245
409.066
Imposto de renda e contribuição social
Corrente............................................................. (58.895)
(79.019)
(70.291)
(88.219)
Diferido.............................................................. __________
35.179 __________
20.047 __________
35.251 __________
19.015
337.976 __________
339.578 __________
338.205 __________
339.862
Lucro antes das participações.............................. __________
Participações de empregados........................... (6.077)
(7.072)
(6.306)
(7.356)
Participações de administradores..................... __________
(8.350) __________
(7.029) __________
(8.350) __________
(7.029)
Receitas (despesas) operacionais
Com vendas...................................................... (324.205)
(282.703)
(365.646)
(312.694)
De administração............................................... (404.583)
(426.369)
(426.290)
(446.158)
Receitas financeiras.......................................... 15.771
29.123
24.356
38.509
Despesas financeiras........................................ (40.968)
(4.578)
(49.423)
(16.289) Lucro líquido do exercício.................................
Outras receitas operacionais............................. __________
6.411 __________
34.419 __________
19.531 __________
49.683
líquido por ação do capital social - R$.. Lucro
362.539 __________
401.141 __________
369.515 __________
411.935
Lucro operacional................................................. __________
As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações financeiras.
323.549
__________
__________
325.477 __________
323.549 __________
325.477
__________
__________
__________
__________
3,05
__________
__________
6,14
__________
__________
DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO DA CONTROLADORA
(Em milhares de reais)
Capital social ___________
EM 31 DE DEZEMBRO DE 2004.................................................
450.000
Lucro líquido do exercício.............................................................
-
Aumento de capital.......................................................................
130.000
Incentivos Fiscais.........................................................................
-
Destinações do lucro líquido do exercício
Constituição de reservas legal..................................................
-
Constituição de reservas estatutárias.......................................
-
Juros sobre o capital próprio.....................................................
-
Dividendos propostos................................................................
-
___________
EM 31 DE DEZEMBRO DE 2005.................................................
580.000
Lucro líquido do exercício.............................................................
-
Aumento de capital.......................................................................
445.000
Incentivos Fiscais
Destinações do lucro líquido do exercício
Constituição de reservas legal..................................................
-
Constituição de reservas estatutárias.......................................
-
Juros sobre o capital próprio.....................................................
-
Dividendos propostos................................................................
-
-
___________
EM 31 DE DEZEMBRO DE 2006............................................................ 1.025.000
___________
___________
Reservas de capital Reservas de lucros
__________________________________
____________________________________________
Subvenções p/ Capital de giro e
Investimento -Ágio na Garantia para conservação e
incentivos fiscais
subscrição pagamentos melhoramento de imposto de renda ________________
de ações Legal __________________
de dividendos ___________________
das instalações _________________________
___________
20.360
108.806
74.442
357.266
145.774
-
-
-
-
-
(20.360)
(108.806)
(834)
600
-
-
-
-
-
-
-
-
_________________________
600
-
-
-
-
-
-
________________
-
-
-
16.274
-
-
-
___________
90.716
-
-
-
-
16.177
-
-
-
-
-
-
-
-
-
_________________________
________________
___________
600
-
106.893
_________________________
________________
___________
600
________________
________________
-
88.410
-
-
__________________
444.842
-
(444.842)
-
88.410
-
-
___________________
234.184
-
(158)
-
-
-
188.646
-
-
-
__________________
___________________-
-
422.672
__________________
___________________
529.565
__________________
__________________
As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações financeiras.
Lucros
acumulados ________________
-
325.477
Total
___________
1.156.648
325.477
-
600
(16.274)
(176.820)
(112.771)
(19.612)
________________
-
323.549
-
(112.771)
(19.612)
___________
1.350.342
323.549
-
(16.177)
(188.646)
(106.296)
(12.430)
-
________________
-
________________
________________
(106.296)
(12.430)
___________1.555.165
___________
___________
continua
continuação
COMPANHIA BRASILEIRA DE PETRÓLEO IPIRANGA
Companhia Aberta - C.N.P.J. 33.069.766/0001-81
DEMONSTRAÇÕES DAS ORIGENS E APLICAÇÕES DE RECURSOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO
(Em milhares de reais)
Controladora ______________________
Consolidado
______________________
2006 __________
2005 __________
2006 __________
2005
__________
ORIGENS DE RECURSOS
Das operações
Lucro líquido do exercício.................................. 323.549
325.477
323.549
325.477
Despesas (receitas) que não afetam o capital
circulante líquido
Depreciação e amortização............................. 81.908
75.114
91.915
84.392
Custo de ativo permanente
28.465
16.393
36.038
19.346
baixado ou vendido....................................... Variações monetárias/cambiais e juros sobre
realizável a longo prazo................................ (15.550)
(22.134)
(18.438)
(22.144)
Variações monetárias/cambiais e juros sobre
exigível a longo prazo.................................. (26.705)
(41.873)
(26.616)
(41.743)
Resultado de equivalência patrimonial............ (124.530)
(108.317)
(87.056)
(76.463)
Ganho na variação percentual de
participação no capital social....................... (58.136)
-
-
Amortização de ágio........................................ 2.164
4.026
2.164
4.026
Provisão para perdas em investimentos........ 64.541
-
64.541
Provisão para perdas com incentivos fiscais... __________
280 __________
337 __________
280 __________
337
Originado das operações................................... 275.986
249.023
386.377
293.228
De terceiros
Empréstimos de longo prazo........................... 416.351
17.083
423.945
21.090
Aumento do exigível a longo prazo................. -
53
-
De controladas e coligadas
Redução de capital.......................................... 5.290
10.736
-
Dividendos recebidos...................................... 22.413
16.149
-
Dividendos a receber....................................... 502
13
-
-
Amortização de debêntures
de coligadas................................................... Transferência de debêntures
de coligadas do realizável
longo prazo para o ativo circulante.............. TOTAL DAS ORIGENS....................................... APLICAÇÕES DE RECURSOS
Em investimentos............................................... Em imobilizado................................................... Em diferido.......................................................... Em operação compromissada............................ Transferência de empréstimos
de longo prazo para curto prazo...................... Juros sobre capital próprio e
dividendos pagos............................................. Aumento do realizável a longo prazo................. Redução do exigível a longo prazo.................... TOTAL
DAS APLICAÇÕES................................ AUMENTO (REDUÇÃO) DO
CAPITAL CIRCULANTE................................... VARIAÇÕES NO CAPITAL CIRCULANTE
Capital circulante líquido
No início do exercício......................................... No fim do exercício............................................. AUMENTO (REDUÇÃO) DO
CAPITAL CIRCULANTE................................... Controladora ______________________
Consolidado
______________________
2006 __________
2005 __________
2006 __________
2005
__________
101.062
9.905
__________
831.509
__________
-
101.062
-
- __________
9.905 ____________________
293.057 __________
921.289 __________
314.318
__________
8.148
133.274
-
-
8.131
113.398
-
-
3.848
148.112
1.736
54.958
8.087
130.463
611
-
175.926
8.279
176.497
9.280
118.726
12.908
5.776
__________
454.758
__________
132.383
118.726
132.383
24.361
13.329
28.682
- __________
7.595 __________
8.591
__________
286.552 __________
524.801 __________
318.097
__________
376.751
__________
__________
6.505 __________
396.488 __________
(3.779)
__________
__________
__________
__________
492.978
869.729
__________
486.473
521.184
524.963
492.978 __________
917.672 __________
521.184
__________
376.751
__________
__________
6.505 __________
396.488 __________
(3.779)
__________
__________
__________
__________
As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações financeiras.
NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2006 E DE 2005
(Em milhares de reais)
1. CONTEXTO OPERACIONAL
A Companhia é uma sociedade de capital aberto, com ações negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo.
A Companhia é controlada pela Distribuidora de Produtos Petróleo Ipiranga S.A. que por sua vez tem como
controlador em última instância as famílias Bastos, Mello, Ormazabal, Tellechea e Gouvêa Vieira.
A Companhia e suas controladas e coligadas atuam na distribuição de derivados de petróleo e produtos
correlatos, em transporte, lojas de conveniência e no ramo petroquímico.
2. APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
As demonstrações financeiras foram elaboradas e estão sendo apresentadas de acordo com as práticas
contábeis adotadas no Brasil, com base nas disposições contidas na Lei das Sociedades por Ações e as
normas estabelecidas pela Comissão de Valores Mobiliários - CVM.
Visando o aprimoramento das informações prestadas ao mercado, a Companhia está apresentando no Anexo I,
como informação adicional, as demonstrações do fluxo de caixa (controladora e consolidado) conforme critérios
da NPC 20 do IBRACON - Instituto dos Auditores Independentes do Brasil.
3. SUMÁRIO DAS PRINCIPAIS PRÁTICAS CONTÁBEIS
As principais práticas contábeis adotadas pela Companhia, suas controladas e coligadas na elaboração das
demonstrações financeiras são as seguintes:
(a) Aplicações financeiras
Estão demonstradas ao custo, acrescido das remunerações contratadas e reconhecidas proporcionalmente até
a data das demonstrações financeiras, que não excedem o valor de mercado.
(b) Provisão para créditos de liquidação duvidosa
A Companhia possui conhecimento individualizado do perfil de crédito de seus clientes, propiciando a aferição
da capacidade de pagamento dos mesmos. Assim, a provisão constituída está em montante considerado
suficiente pela administração para cobrir as perdas estimadas na realização dos créditos.
(c) Estoques
São demonstrados ao menor valor entre o custo médio de aquisição ou fabricação e o preço de mercado ou
valor líquido de realização.
(d) Investimentos em controladas e coligadas
São avaliados pelo método de equivalência patrimonial e o resultado da avaliação tem como contrapartida uma
conta de resultado operacional. O ágio na aquisição de investimentos é amortizado pelo prazo projetado de sua
realização e não excede a 10 anos.
(e) Imobilizado
Está registrado ao custo de aquisição ou construção, corrigido monetariamente até dezembro de 1995. A depreciação
é calculada pelo método linear, com base em taxas determinadas em função do prazo de vida útil-econômica
estimada dos bens. As benfeitorias em imóveis de terceiros são depreciadas pelo menor prazo entre a vigência
do contrato ou a vida útil-econômica dos bens.
(f) Empréstimos e financiamentos
Estão apresentados pelo valor do principal, acrescido dos encargos financeiros incorridos pro rata temporis até
a data das demonstrações financeiras. Os empréstimos em moeda estrangeira foram convertidos para reais
pelas taxas de câmbio vigentes na data das demonstrações financeiras.
(g) Imposto de renda e contribuição social
Os encargos e créditos tributários são calculados com base na alíquota de imposto de renda de 15%, acrescida
do adicional de 10%, e de contribuição social de 9%.
(h) Imposto de renda e contribuição social diferidos
São calculados sobre as diferenças intertemporais com base nas alíquotas de imposto de renda e contribuição
social vigentes no período em que se espera que os efeitos tributários sejam realizados. Imposto de renda e
contribuição social diferidos ativos somente são reconhecidos até o montante que possa ser considerado como
provável sua realização.
(i) Provisão para contingências
As provisões para contingências são constituídas para os riscos contingentes com expectativa de “perda
provável”, com base na opinião dos administradores e consultores jurídicos internos e externos, sendo os
valores registrados com base nas estimativas dos custos dos desfechos dos processos.
(j) Juros sobre o capital próprio
Os juros sobre o capital próprio recebidos ou pagos/provisionados são contabilizados como receita e despesa
financeira, respectivamente. Para efeito de apresentação das demonstrações financeiras, por se tratar
em essência de dividendos, foram reclassificados para as contas de investimentos e lucros acumulados,
respectivamente. Os juros pagos/provisionados são calculados dentro dos limites estabelecidos pela Lei
9.249/95 com base na aplicação da taxa de juros de longo prazo - TJLP sobre o patrimônio líquido, e são pagos
em substituição ou complemento ao dividendo obrigatório previsto no Estatuto Social da Companhia.
(k) Compromisso atuarial com benefícios pós-emprego
Os compromissos atuariais com os planos de benefícios pós-emprego concedidos e a conceder a empregados,
aposentados e pensionistas (líquidos dos ativos garantidores do plano) são provisionados com base em cálculo
atuarial elaborado por atuário independente, de acordo com o método da unidade de crédito projetada.
(l) Demais ativos e passivos
Os demais ativos e passivos, classificados no circulante e no longo prazo, obedecem ao prazo de realização
ou de exigibilidade. Esses demais ativos e passivos estão apresentados pelo valor de custo ou realização e
por valor conhecidos e calculáveis, respectivamente, incluindo quando aplicável os rendimentos, encargos e
variações monetárias e cambiais.
(m) Apuração do resultado
As receitas de vendas de produtos são reconhecidas quando os riscos e benefícios significativos relacionados
com a propriedade do bem são transferidos para o comprador. As demais receitas, despesas e custos são
reconhecidos quando incorridos e/ou realizados. O resultado inclui os rendimentos, encargos e variações
monetárias e cambiais, a índices contratuais e taxas oficiais, incidentes sobre os ativos e passivos circulantes e
a longo prazo e, quando aplicável, os efeitos de ajustes de ativos para o valor de mercado ou de realização.
4. CRITÉRIOS DE CONSOLIDAÇÃO
As demonstrações financeiras consolidadas foram preparadas de acordo com os princípios de consolidação
previstos nas práticas contábeis adotadas no Brasil e compreendem as da Companhia Brasileira de Petróleo
Ipiranga (controladora) e das seguintes empresas controladas:
Controladas
consolidadas
____________________
Localização _________________
% de participação
_______________________________________________
am/pm Comestíveis Ltda......................................................
Brasil
99,99999
Empresa Carioca de Produtos Químicos S.A......................
Brasil
99,99800
Ipiranga Asfaltos S.A............................................................
Brasil
99,99175
Ipiranga Comercial Importadora e Exportadora Ltda...........
Brasil
99,00000
Ipiranga Trading Ltd.............................................................
Ilhas Virgens Britânicas
100,00000
Tropical Transportes Ipiranga Ltda.......................................
Brasil
99,99685
Ipiranga Imobiliária Ltda. .....................................................
Brasil
99,99998
Ipiranga Logística Ltda. .......................................................
Brasil
99,00000
Maxfácil Participações S.A. (*).............................................
Brasil
34,00000
(*) Controle compartilhado com Distribuidora de Produtos de Petróleo Ipiranga S.A. - DPPI que detém 16,00000%
de participação e com União de Bancos Brasileiros S.A. - UNIBANCO que detém 50,00000%. Alteração da
razão social de Ipiranga Participações Societárias S.A.
Na elaboração das demonstrações financeiras consolidadas merecem destaque as seguintes práticas:
(a) a controladora e suas controladas adotam práticas contábeis uniformes para o registro de suas operações
e avaliação dos elementos patrimoniais;
(b) os saldos das contas patrimoniais e o resultado das transações entre a controladora e suas controladas
foram devidamente eliminados; e
(c) as participações dos acionistas minoritários nas controladas estão apresentadas destacadamente.
5. APLICAÇÕES FINANCEIRAS
Controladora ______________________
Consolidado
______________________
__________
2006 __________
2005 __________
2006 __________
2005
Certificados de Depósitos Bancários - CDB............ 69.924
-
69.924
1.873
Fundos de investimento renda fixa.......................... 1.316
1.178
7.491
5.001
Operações
compromissadas (*).............................. __________
- __________
- __________
60.677 __________
71.240
1.178
138.092
6.874
71.240 __________
1.178 __________
80.263 __________
6.874
(-) Parcela de curto prazo........................................ __________
- __________
- __________
57.829 __________
__________
__________
__________
__________Parcela de longo prazo............................................ __________
As aplicações financeiras são remuneradas à taxas atreladas aos CDI
Interfinanceiro.
(*) Operação realizada com lastro em debêntures remunerada a 100,0% do CDI.
6. CONTAS A RECEBER DE CLIENTES
Controladora
______________________
__________
2006 __________
2005
Mercado Nacional
Duplicatas a receber................................................ 855.006
789.483
Financiamentos
a clientes....................................... __________
289.813 __________
269.895
1.144.819
1.059.378
Mercado Externo
Valores
a receber.................................................... __________
- __________
-
1.144.819
1.059.378
992.651 __________
927.808
(-) Parcela de curto prazo........................................ __________
152.168 __________
131.570
__________
__________
Parcela de longo prazo............................................ __________
- Certificado de Depósito
Consolidado
______________________
2006 __________
2005
__________
964.352
895.941
292.905 __________
273.405
__________
1.257.257
1.169.346
3.542 __________
3.370
__________
1.260.799
1.172.716
1.101.168 __________
1.033.354
__________
159.631 __________
139.362
__________
__________
__________
A parcela de longo prazo é representada basicamente por financiamentos a clientes para reforma e modernização
de postos, aquisição de produtos e desenvolvimento de mercado.
continua
continuação
COMPANHIA BRASILEIRA DE PETRÓLEO IPIRANGA
Companhia Aberta - C.N.P.J. 33.069.766/0001-81
7. TRANSAÇÕES COM PARTES RELACIONADAS
As transações realizadas entre as controladas da Companhia e desta com outras partes relacionadas são efetuadas em condições de preços e prazos similares aos praticados com terceiros e estão demonstradas a seguir:
Contas a receber - Debêntures
Contas a
Resultado
circulante
a receber
pagar
Vendas
Compras
financeiro
_____________________
_______________________
_________________
____________
____________
_____________
(a) Controladora
Empresas
am/pm Comestíveis Ltda. . ................................................................................... 1
-
4
-
-
Empresa Carioca de Produtos Químicos S.A....................................................... 632
-
-
11.182
-
Ipiranga Asfaltos S.A............................................................................................. 53
-
-
63
-
Centro de Conveniências Millennium Ltda. .......................................................... 562
-
-
21.398
-
Tropical Transportes Ipiranga Ltda. ..................................................................... 313
-
7.089
12
111.439
Distribuidora de Produtos de Petróleo Ipiranga S.A.............................................. 2.086
-
1.383
46.019
11.946
Ipiranga Química S.A............................................................................................ 1.306
42.547 (1)
376
13.933
4.071
14.741
Ipiranga Petroquímica S.A..................................................................................... 259
-
-
-
3.770
Refinaria de Petróleo Ipiranga S.A........................................................................ -
-
-
-
757
15
48
-
-
-
-
Outras.................................................................................................................... _____________________
_______________________
_________________
____________
____________
_____________Total
em 31 de dezembro de 2006........................................................................ 5.260
42.547
8.852
92.607
131.983
14.756
_____________________
_______________________
_________________
____________
____________
_____________
_____________________
_______________________
_________________
____________
____________
_____________
em
31
de
dezembro
de
2005.
.
......................................................................
5.018
128.868
8.536
63.883
126.676
21.684
Total
_____________________
_______________________
_________________
____________
____________
_____________
_____________________
_______________________
_________________
____________
____________
_____________
(b) Consolidado
Empresas
Distribuidora de Produtos de Petróleo Ipiranga S.A.............................................. Ipiranga Química S.A............................................................................................ Ipiranga Petroquímica S.A..................................................................................... Refinaria de Petróleo Ipiranga S.A........................................................................ Outras.................................................................................................................... em 31 de dezembro de 2006........................................................................ Total
3.327
2.100
328
11
59
_____________________
5.825
_____________________
_____________________
-
42.547 (1)
-
-
-
_______________________
42.547
_______________________
_______________________
1.456
433
-
-
270
_________________
2.159
_________________
_________________
68.136
19.837
584
121
-
____________
88.678
____________
____________
12.138
5.262
3.770
1.274
154
____________
22.598
____________
____________
14.741
15
_____________14.756
_____________
_____________
em 31 de dezembro de 2005........................................................................ 4.430
128.868
1.110
55.413
15.594
21.684
Total
_____________________
_______________________
_________________
____________
____________
_____________
_____________________
_______________________
_________________
____________
____________
_____________
(1) Em 26 de maio de 2003, foi realizada Assembléia Geral Extraordinária (AGE) da Ipiranga Química (IQ), a qual deliberou e aprovou, a emissão de duas séries de debêntures conversíveis privadas, sendo a Série A de 11.000
debêntures, no valor nominal de R$ 10 cada uma, perfazendo o montante de R$ 110.000 e a Série B de 80.000 debêntures, no valor nominal de R$ 1 cada uma, no montante de R$ 80.000, ambas com garantias reais e com
prazo de vencimento de 5 anos. Em 12 de junho de 2003 as debêntures foram subscritas pela DPPI e pela CBPI, sendo que a DPPI subscreveu integralmente as debêntures da Série A e a CBPI subscreveu integralmente as
debêntures da Série B. As debêntures subscritas pela CBPI fazem jus à remuneração correspondente à variação do Certificado de Depósito Interfinanceiro, acrescida de um spread sujeito à repactuação de 5 em 5 meses,
conforme previsto na cláusula 4.3 da escritura de emissão de debêntures, datada de 1º de junho de 2003. A partir de dezembro de 2005, o spread referente à remuneração das debêntures da Série B é de 1,0% ao ano.
Em 6 de outubro de 2005, foi realizada a Assembléia Geral Extraordinária (AGE) da Ipiranga Química S.A. (IQ) que deliberou sobre a alteração do tipo das debêntures, de conversíveis em ações para não conversíveis e a
emissão de bônus de subscrição, a serem entregues à DPPI e à CBPI, sem qualquer ônus, em substituição ao direito de conversão previsto nas debêntures detidas por ambas. Em 1º de dezembro de 2005, foi assinado um
contrato de venda e compra onde a DPPI vendeu, por R$ 29 milhões, os referidos bônus para a Refinaria de Petróleo Ipiranga S.A. que, com isto, manteve preservada sua participação acionária na IQ.
As Assembléias Gerais da Ipiranga Petroquímica S.A. - IPQ, realizadas em 28 de abril de 2006, deliberaram o
pagamento de dividendos complementares e redução de capital, a serem realizados respectivamente nos dias (c) Conciliação da despesa
______________________
Controladora ______________________
Consolidado
13 de junho de 2006 e 31 de julho de 2006. Tendo em vista que a IQ, por força de sua participação societária na __________
2006 __________
2005 __________
2006 __________
2005
IPQ, recebe recursos nas datas mencionadas acima, o Conselho de Administração da IQ, em reunião realizada no dia 2 de maio de 2006, deliberou que a empresa aplicaria os referidos recursos integralmente no resgate Conciliação das despesas de imposto de
parcial de suas debêntures, emitidas em 1º de junho de 2003 e subscritas pela DPPI (Série A) e CBPI (Série B), renda e contribuição social correntes
Lucro antes dos impostos e participações.............. 361.692
398.550
373.245
409.066
considerando os impactos negativos que este endividamento vem gerando para a IQ.
No exercício de 2006, a IQ efetuou amortização parcial de 71,6% das debêntures da Série B, subscritas pela Adições e exclusões
Resultado de equivalência patrimonial.................... (124.530)
(108.317)
(87.056)
(76.463)
CBPI, no montante de R$ 101.062 mil (em 2005, não ocorreram amortizações).
Amortização de Ágio............................................... 2.164
4.026
2.164
4.026
8. ESTOQUES
Ganho na variação da porcentagem de
Controladora ______________________
Consolidado
______________________
participação no capital social................................ (58.136)
-
(58.136)
__________
2006 __________
2005 __________
2006 __________
2005
Participações estatutárias....................................... (14.427)
(14.101)
(14.656)
(14.385)
Combustíveis........................................................... 299.058
321.269
299.215
321.614
Juros sobre capital próprio pagos........................... (106.296)
(112.771)
(106.296)
(112.771)
Lubrificantes e graxas............................................. 35.162
26.359
35.279
26.511
Provisão para remuneração variável....................... 28.739
35.725
30.112
36.785
Matérias-primas, embalagens e almoxarifado......... 5.329
5.949
27.155
23.040
Provisão para perda em investimento..................... 64.541
-
64.541
Provisão para contingências................................... 5.039
45.500
5.050
45.635
63.929 __________
13.600 __________
63.929 __________
13.600
Adiantamento a fornecedor..................................... __________
Reversão benefícios pós-emprego.......................... (6.411)
(34.419)
(7.579)
(38.624)
403.478 __________
367.177 __________
425.578 __________
384.765
__________
__________
__________
__________
__________
Propaganda............................................................. 6.500
7.606
6.500
7.606
9. IMPOSTOS A RECUPERAR
15.776 __________
12.039 __________
280 __________
21
Outras adições e exclusões.................................... __________
Controladora ______________________
Consolidado
______________________
Base de cálculo..................................................... 174.651
233.838
208.169
260.896
__________
2006 __________
2005 __________
2006 __________
2005
34% __________
34% __________
34% __________
34%
Alíquota nominal...................................................... __________
Imposto de renda antecipado.................................. 10.216
13.726
10.426
14.658
(59.381)
(79.505)
(70.777)
(88.705)
Contribuição social antecipado................................ 3.658
4.994
3.939
5.459
Recebimento de ativo contingente:
ICMS........................................................................ 30.289
13.787
36.262
18.711
majoração de alíquota IRPJ................................. 486
486
486
486
IPI . ......................................................................... 5.338
3.105
5.931
4.134
Imposto de renda e
149 __________
335 __________
1.394 __________
915
Outros...................................................................... __________
(58.895) __________
(79.019) __________
(70.291) __________
(88.219)
contribuição social correntes........................... __________
49.650
35.947
57.952
43.877
Conciliação das despesas de imposto de
49.650 __________
35.947 __________
54.967 __________
40.440
(-) Parcela de curto prazo........................................ __________
renda e contribuição social diferidos
Parcela
de longo prazo............................................ __________
- __________
- __________
2.985 __________
3.437
__________
__________
__________
__________
Provisão para remuneração variável....................... 28.739
35.725
30.112
36.785
Provisão para contingências................................... 5.039
45.500
5.050
45.635
10. IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL
Reversão benefícios pós-emprego.......................... (6.411)
(34.419)
(7.579)
(38.624)
(a) Diferidos
64.541
-
64.541
A constituição dos tributos diferidos está baseada no histórico de rentabilidade da Companhia, suportada por Provisão para perda em investimento..................... 6.500
7.606
6.500
7.606
orçamentos que projetam lucros futuros para a realização deste ativo, num prazo não superior a 10 anos. A Propaganda............................................................. Outras
provisões temporariamente indedutíveis..... __________
5.060 __________
4.549 __________
5.056 __________
4.525
base para constituição dos tributos é a seguinte:
Base de cálculo..................................................... 103.468
58.961
103.680
55.927
Controladora ______________________
Consolidado
______________________
34% __________
34% __________
34% __________
34%
Alíquota nominal...................................................... __________
__________
2006 __________
2005 __________
2006 __________
2005
Imposto de renda e
Ativo
35.179 __________
20.047 __________
35.251 __________
19.015
contribuição social diferidos............................. __________
__________
__________
__________
__________
Provisão para benefícios pós-emprego................ 47.484
53.895
53.104
60.683
11. DESPESAS ANTECIPADAS
Provisão para contingências................................ 89.772
89.322
89.904
89.695
Controladora ______________________
Consolidado
______________________
Provisão para remuneração variável.................... 29.394
35.725
30.465
36.785
__________
2006 __________
2005 __________
2006 __________
2005
Provisão para perda em imobilizado Aluguéis................................................................... 13.058
12.918
13.058
12.918
direito de exploração......................................... -
10.318
-
10.318
Propaganda............................................................. 1.339
-
1.339
Provisão para perda em investimento.................. 64.541
-
64.541
Seguros a apropriar................................................. 353
322
530
461
Outras provisões.................................................. __________
17.212 __________
8.816 __________
17.837 __________
12.106
Outras
despesas antecipadas................................. __________
2.499 __________
2.105 __________
2.739 __________
3.256
Base de cálculo....................................................... 248.403
198.076
255.851
209.587
17.249
15.345
17.666
16.635
34% __________
34% __________
34% __________
34%
Alíquota nominal...................................................... __________
6.124 __________
4.271 __________
6.541 __________
5.561
(-) Parcela de curto prazo........................................ __________
Imposto
de renda e contribuição social diferidos.... __________
84.457 __________
67.346 __________
86.989 __________
71.260
__________
__________
__________
__________
de longo prazo............................................ __________
11.125 __________
11.074 __________
11.125 __________
11.074
Parcela
__________
__________
__________
__________
50.206 __________
27.875 __________
50.838 __________
29.137
(-) Parcela de curto prazo........................................ __________
12. INVESTIMENTOS
Parcela de longo prazo........................................ 34.251
39.471
36.151
42.123
As atividades preponderantes das investidas são:
Passivo exigível a longo prazo
(a) Controladas
Depreciação acelerada......................................... 2.513
2.866
2.513
2.866
• am/pm - am/pm Comestíveis Ltda.: franquias de lojas de conveniência am/pm e unidades automotivas Jet Oil.
Alíquota................................................................ __________
25% __________
25% __________
25% __________
25%
• EMCA - Empresa Carioca de Produtos Químicos S.A.: produção e venda de óleos minerais brancos,
Imposto de renda.................................................. __________
628
716
628
716
__________
__________
__________
__________ __________ __________ __________
vaselinas sólidas, fluidos e lubrificantes especiais.
• IASA - Ipiranga Asfaltos S.A.: desenvolvimento, fabricação e distribuição de produtos asfálticos.
(b) Estimativa de realização do ativo fiscal diferido
A realização dos créditos fiscais, na controladora e consolidado, está baseada em projeções de resultados • ICIE - Ipiranga Comercial Importadora e Exportadora Ltda.: importação e exportação de petróleo e
combustíveis.
tributáveis, para os seguintes exercícios:
• ITL - Ipiranga Trading Ltd.: representante da Ipiranga em negócios internacionais.
Ativo
_____________________________________________________
• TROPICAL - Tropical Transportes Ipiranga Ltda.: transporte de combustíveis, produtos químicos, lubrificantes
Controladora
Consolidado
________________________
_______________________
e cargas em geral.
2007........................................................................ 50.206
50.838
• ILL - Ipiranga Logística Ltda.: prestadora de serviços de logística.
2008........................................................................ 20.374
20.525
• IPIMOB - Ipiranga Imobiliária Ltda.: administradora de bens em geral, prestadora de serviços administrativos
2009........................................................................ 1.866
2.038
e gestora de empreendimentos comerciais.
2010........................................................................ 1.402
1.586
• Maxfácil Participações S.A.: tem por objeto a participação societária em outras empresas. Alteração da razão
2011 a 2013............................................................ 4.793
5.422
social da Ipiranga Participações Societárias S.A.
2014
5.816
6.580
a 2016............................................................ ________________________
_______________________
Em Assembléia Geral Extraordinária (AGE) da Ipiranga Participações Societárias S.A. realizada no dia 8 de
84.457
86.989
________________________
_______________________
________________________
_______________________
agosto de 2006 foi deliberado o aumento do capital social de R$ 11 para R$ 22 mediante a emissão de 11.000
continua
continuação
COMPANHIA BRASILEIRA DE PETRÓLEO IPIRANGA
Companhia Aberta - C.N.P.J. 33.069.766/0001-81
ações ordinárias nominativas que foram subscritas e integralizadas pelo UNIBANCO - União de Bancos Brasileiros S.A. ao preço unitário de R$ 15.545,45. Nesta mesma AGE foi proposta a alteração da denominação social
da Companhia para Maxfácil Participações S.A..
am/pm ___________
EMCA ___________
IASA ___________
ICIE ___________
ITL ___________
Tropical
___________
Dados dos investimentos para cálculo de equivalência
Quantidade de ações ou cotas possuídas
De ações ordinárias (mil)....................................................................................................................................................... 199.323
16.007
De cotas do capital social (mil).............................................................................................................................................. 55.284
125
50
254
Percent. participação direta
No capital social..................................................................................................................................................................... 99,99999
99,99800
99,99175
99,00000
100,00000
99,99685
No capital votante.................................................................................................................................................................. 99,99999
99,99800
99,99175
99,00000
100,00000
99,99685
Capital social.............................................................................................................................................................................. 55.284
16.185
16.008
126
107
8.126
Patrimônio líquido....................................................................................................................................................................... 65.743
17.189
33.352
12
86
12.483
Resultado do exercício............................................................................................................................................................... 24.905
994
6.429
(40)
(190)
3.207
Dividendos/juros sobre o capital próprio distribuídos................................................................................................................. 22.400
59
-
-
-
Movimentação dos investimentos
Saldo inicial................................................................................................................................................................................ Aumento de capital..................................................................................................................................................................... Redução de capital..................................................................................................................................................................... Ganho na variação da porcentagem de participação no capital social...................................................................................... Equivalência patrimonial............................................................................................................................................................ Dividendos recebidos/a receber................................................................................................................................................. Saldo final................................................................................................................................................................................... 66.837
16.254
26.921
12
1.958
9.275
-
-
-
40
-
(3.599)
-
-
-
(1.681)
-
-
-
-
-
24.905
994
6.428
(40)
(190)
3.207
(22.400) ___________
(59) ___________
- ___________
- ___________
- ______________________
65.743 ___________
17.189 ___________
33.349 ___________
12 ___________
87 ___________
12.482
___________
___________
___________
___________
___________
___________
___________
Total
_______________________
MAXFÁCIL
ILL ___________
IPIMOB ___________
PARTICIP. ___________
IEM ___________
2006 ___________
2005
___________
Dados dos investimentos para cálculo de equivalência
Quantidade de ações ou cotas possuídas
De ações ordinárias (mil)....................................................................................................................................................... 7
De cotas do capital social (mil).............................................................................................................................................. 1
4.242
Percent. participação direta
No capital social..................................................................................................................................................................... 99,00000
99,99998
34,00000
No capital votante.................................................................................................................................................................. 99,00000
99,99998
34,00000
Capital social.............................................................................................................................................................................. 1
4.242
22.000
Patrimônio líquido....................................................................................................................................................................... 1
4.587
175.037
Resultado do exercício............................................................................................................................................................... -
345
5.366
Dividendos/juros sobre o capital próprio distribuídos................................................................................................................. -
-
1.340
Movimentação dos investimentos
Saldo inicial................................................................................................................................................................................ Aumento de capital..................................................................................................................................................................... Redução de capital..................................................................................................................................................................... Ganho na variação da porcentagem de participação no capital social...................................................................................... Equivalência patrimonial............................................................................................................................................................ Dividendos recebidos/a receber................................................................................................................................................. Saldo final................................................................................................................................................................................... -
-
-
-
121.257
116.257
1
4.242
7
10
4.300
44
-
-
-
(10)
(5.290)
(10.736)
-
-
58.136
-
58.136
-
345
1.825
-
37.474
31.854
- ___________
- ___________
(456) ___________
- ___________
(22.915) ___________
(16.162)
___________
1 ___________
4.587 ___________
59.512 ___________
- ___________
192.962 ___________
121.257
___________
___________
___________
___________
___________
___________
___________
(a) As controladas não possuem ações negociadas em bolsas de valores.
(b) A controlada Ipiranga Imobiliária Ltda. apresenta patrimônio inferior a R$ 1.
(b) Coligadas
• IQ - Ipiranga Química S.A.: distribuidora de produtos químicos e controladora da IPQ - Ipiranga Petroquímica S.A. Em AGE realizada em 16 de novembro de 2006 a Ipiranga Comercial Química S.A.(ICQ) teve a sua razão
social alterada para Ipiranga Química S.A.
• TSB - Transportadora Sulbrasileira de Gás S.A.: é responsável pela construção e operação de um gasoduto entre as cidades gaúchas de Uruguaiana e Porto Alegre.
• Termogaúcha - Usina Termelétrica S.A. - em Liquidação: termelétrica no Pólo Petroquímico do Sul, em Triunfo - RS.
Em Assembléia Geral Extraordinária (AGE), realizada em 12 de setembro de 2006, os acionistas da Termogaúcha deliberaram a dissolução total daquela Companhia, tendo em vista as condições de suprimento de gás natural
e os custos significativos com manutenção, preservação e armazenagem dos equipamentos geradores, já adquiridos.
Dessa forma a CBPI, a partir do mês de setembro de 2006, deixou de avaliar o investimento na Termogaúcha pelo método da equivalência patrimonial (MEP), considerando que havia evidência de perda de continuidade das
operações da Companhia e constituiu provisão para perdas no valor de R$ 64.541.
Cabe ressaltar que, no mesmo dia 12 de setembro de 2006, foi realizada Assembléia Geral Ordinária e Extraordinária (AGO/E), que deliberou o aumento de capital da Termogaúcha. A CBPI integralizou R$ 3.848,
correspondentes a diversos adiantamentos para futuro aumento de capital (AFAC), registrados no ativo realizável a longo prazo da Companhia.
Em 14 de dezembro de 2006 uma nova AGE da Termogaúcha deliberou sobre a partilha dos ativos entre os acionistas na forma do artigo 215 da Lei das S.A., cabendo à CBPI R$ 24.395.
Em AGE realizada em 16 de novembro de 2006 a Ipiranga Comercial Química S.A. (ICQ) teve a sua razão social alterada para Ipiranga Química S.A.
Total
____________________________
IQ
Termogaúcha
TSB
2006
2005
_____________
______________
____________
____________
____________
Dados dos investimentos para cálculo de equivalência
Quantidade de ações ou cotas possuídas
De ações ordinárias (mil)..............................................................................................................................................
180.853.642
892.060
16.100
Percentual de participação direta
No capital social............................................................................................................................................................
41,47311
26,23113
20,00000
No capital votante..........................................................................................................................................................
41,47311
26,23113
20,00000
Capital social.....................................................................................................................................................................
294.533
328.300
80.500
Patrimônio líquido..............................................................................................................................................................
599.127
340.077
29.336
Resultado do exercício......................................................................................................................................................
220.861
-
(1.375)
Dividendos/juros sobre o capital próprio...........................................................................................................................
-
-
Movimentação dos investimentos
Saldo inicial.......................................................................................................................................................................
156.878
85.359
8.306
250.543
170.019
Aumento de capital............................................................................................................................................................
-
3.848
-
3.848
8.087
Provisão para perda..........................................................................................................................................................
-
(64.541)
-
(64.541)
Baixa.................................................................................................................................................................................
-
(24.396)
-
(24.396)
Amortização de ágio..........................................................................................................................................................
-
-
(2.164)
(2.164)
(4.026)
Equivalência patrimonial...................................................................................................................................................
87.331
-
(275)
87.056
76.463
_____________
______________
____________
____________
____________
244.209
270
5.867
250.346
250.543
_____________
______________
____________
____________
____________
Saldo final..........................................................................................................................................................................
_____________
______________
____________
____________
____________
As coligadas não possuem ações negociadas em Bolsas de Valores.
13. IMOBILIZADO
Taxas médias
anuais de
depreciação - % ________________
Terrenos.................................................................................................... Prédios e construções............................................................................... 4
Equipamentos e instalações para distribuição.......................................... 11,19
Móveis e utensílios e veículos................................................................... 12,95
Benfeitorias em imóveis de terceiros (1)..................................................... (2)
Obras em andamento ............................................................................ Adiantamento a fornecedores................................................................... Outros........................................................................................................ (1)
(2)
Controladora
________________________________________________________________
2006
2005
________________________________________________
___________
Depreciação
Custo
acumulada
Líquido
Líquido
___________
_____________
_________
___________
95.312
-
95.312
94.220
169.924
(86.537)
83.387
80.950
891.597
(531.346)
360.251
324.483
35.853
(25.815)
10.038
9.973
57.707
(32.823)
24.884
20.788
49.278
-
49.278
38.738
5.157
-
5.157
11.858
-
-
-
-
___________
_____________
_________
___________
1.304.828
(676.521)
628.307
581.010
___________
_____________
_________
___________
___________
_____________
_________
___________
Consolidado
__________________________
2006
2005
___________
___________
Líquido
___________
124.973
99.765
376.520
27.294
26.394
50.908
9.024
3.735
___________
718.613
___________
___________
Líquido
___________
127.193
97.353
340.366
21.517
22.363
40.463
20.552
1.835
___________
671.642
___________
___________
As benfeitorias em imóveis de terceiros são depreciadas pelo menor prazo entre a vigência do contrato ou a vida útil do bem.
As obras em andamento referem-se à construção e modernização de postos de serviços e bases de distribuição de combustível.
continua
continuação
COMPANHIA BRASILEIRA DE PETRÓLEO IPIRANGA
Companhia Aberta - C.N.P.J. 33.069.766/0001-81
14. EMPRÉSTIMOS E FINANCIAMENTOS
(a) Captação de recursos de terceiros
2006
2005
________________________________________
_________________________________________
Características
Curto prazo
Longo prazo
Curto prazo Longoprazo
Encargos
Garantias
______________________________
________________
________________
________________
________________
__________________________________
__________________
(a) Controladora
Moeda nacional
BNDES
8.762
20.267
4.971
23.873
De TJLP+4,4% a.a. até Bens/Aval da
TJLP+5,1%a.a./80% TJLP + 20%
controladora DPPI
cesta de moedas + 4,5% a.a.
Instituições Financeiras
-
60.371
-
-
100,0% do CDI
Debêntures adquiridas
por controladora
Saldo devedor
46.000
-
12.868
Sem Encargos
Sem garantias
________________
________________
________________
________________-
54.762
80.638
17.839
23.873
________________
________________
________________
________________
Moeda estrangeira
Compror
-
-
154.940
-
Variação cambial US$ + 1,0% a.a. Nota promissória
até + 1,3% a.a./Variação cambial
Ienes + 1,4% a.a.
Notes (*)
4.935
119.942
7.730
312.987
Variação cambial US$ + 9,875% a.a.
Sem garantias
________________
________________
________________
________________
4.935
119.942
162.670
312.987
________________
________________
________________
________________
Total Controladora
59.697
200.580
180.509
336.860
________________
________________
________________
________________
________________
________________
________________
________________
(b) Consolidado
Moeda nacional
Empresas controladas
32.661
8.552
38.357
4.910
De TJLP+ 1,7% a.a. até Bens/Aval CBPI
TJLP+4,5% a.a./de 106,4 e REPISA
a 106,5 % do CDI
Moeda estrangeira
Empresas controladas
11.519
3.469
9.451
De v.c. + 6,0% a.a. até
Aval CBPI
________________
________________
________________
________________-
+ v.c. + 8,2% a.a.
Total Consolidado
103.877
212.601
228.317
341.770
________________
________________
________________
________________
________________
________________
________________
________________
BNDES - Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social
TJLP - Taxa de juros de longo prazo
CDI - Certificados de Depósitos Interfinanceiros
REPISA - Refinaria de Petróleo Ipiranga S.A.
(*) Em 1º de agosto de 2003 a Companhia emitiu US$ 135 milhões em Notes no mercado internacional. Em 1º de agosto de 2005, data em que os juros incidentes foram aumentados de 7,875% ao ano para 9,875% ao ano, foi
exercida parte das opções de resgate destes títulos, no montante de US$ 1.285 ou R$ 3.072. No exercício de 2006 foi efetuado resgate parcial no montante de US$ 79.574 ou R$ 164.877 que representa a aceitação da oferta
de recompra apresentada pela Companhia aos titulares dos Bonds.
(b) Debêntures
Em 18 de abril de 2006, a Companhia registrou na Comissão de Valores Mobiliários - CVM, a distribuição
pública de 35.000 debêntures simples, em série única, todas escriturais, não conversíveis em ações, da espécie
quirografária, com valor nominal unitário de R$ 10 e data de emissão de 1º de abril de 2006, perfazendo o
montante de R$ 350.000.
As debêntures têm prazo de vigência de 5 anos, com vencimento em 1º de abril de 2011 (o principal será
pago em três parcelas nos anos de 2009, 2010 e 2011) e fazem jus a uma remuneração que contempla juros
remuneratórios, a partir da data de emissão, incidentes sobre seu valor nominal unitário, de 103,80% da taxa
média diária dos depósitos interfinanceiros denominada “Taxa DI over extra grupo” divulgada pela Central de
Custódia e de Liquidação de Títulos - CETIP. Esta remuneração é paga semestralmente a partir da data de
emissão aos titulares das debêntures registrados ao final do dia útil anterior a cada data de pagamento da
remuneração.
2006
__________________________
Características
Curto prazo ____________
Longo prazo _____________
Encargos
________________________________________ ____________
Controladora e Consolidado
Debêntures - 1ª emissão - série única................
11.355
350.000 103,8% do CDI
(c) Vencimentos do exigível a longo prazo
Os vencimentos do exigível a longo prazo estão demonstrados como segue:
______________________
Controladora ______________________
Consolidado
__________
2006 __________
2005 __________
2006 __________
2005
Vencimentos
2007........................................................................ -
9.133
-
10.706
2008........................................................................ 190.418
321.519
193.710
323.047
2009........................................................................ 123.354
5.713
126.187
6.774
2010........................................................................ 118.832
495
124.716
1.243
2011........................................................................
__________
117.976 __________
- __________
117.988 __________
550.580 __________
336.860 __________
562.601 __________
341.770
__________
__________
__________
__________
__________
15. IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES A RECOLHER
Controladora ______________________
Consolidado
______________________
__________
2006 __________
2005 __________
2006 __________
2005
Imposto de Renda Retido na Fonte - IRRF............. 1.110
2.506
1.121
2.512
Imposto de Renda Pessoa Jurídica - IRPJ.............. 6.198
6.198
8.165
7.529
Contribuição Social.................................................. 2.773
2.774
3.214
3.326
PIS........................................................................... 1.492
1.726
1.628
1.900
COFINS................................................................... 6.612
7.956
7.532
8.703
ICMS........................................................................ 27.257
42.381
28.167
43.559
588
755
734
1.083
Outros impostos...................................................... ________
________
________
________
46.030
64.296
50.561
68.612
________
________
________
________
________
________
________
________
16. CONTINGÊNCIAS
(a) Contingências passivas prováveis
Foi constituída para cobrir as perdas prováveis estimadas pela administração, amparada pelos consultores
jurídicos, oriundas dos seguintes processos:
______________________
Controladora ______________________
Consolidado
__________
2006 __________
2005 __________
2006 __________
2005
Processos fiscais..................................................... 75.766
72.011
75.828
72.066
Processos cíveis...................................................... 5.466
7.682
5.659
8.000
8.540 __________
9.629 __________
9.884 __________
10.708
Processos trabalhistas............................................ __________
Total......................................................................... 89.772
89.322
91.371
90.774
32.015 __________
32.913 __________
32.354 __________
33.753
(-) Parcela de curto prazo........................................ __________
Parcela
de longo prazo............................................ __________
57.757 __________
56.409 __________
59.017 __________
57.021
__________
__________
__________
__________
Características dos montantes:
• Processos fiscais
Em 31 de dezembro de 2006 e 2005, os processos fiscais, em função do estágio processual e/ou jurisprudência
contrária, eram relativos, principalmente à: (1) exigência de estornos de créditos de ICMS sobre a prestação
de serviços de transporte apropriados durante a vigência da sistemática de ressarcimento de fretes pelo DNC
(atual ANP - Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis). Não obstante os ressarcimentos
de fretes sempre terem sido feitos pelo DNC sem a parcela de ICMS, a tendência da jurisprudência tem sido
contrária aos nossos argumentos; (2) exigência de ICMS/Substituição Tributária nas vendas interestaduais
para consumidores finais realizadas na vigência do Convênio ICMS 105/92, posteriormente modificado
pelo Convênio 112/93. O STF decidiu a questão, definindo que o ICMS dos combustíveis pertence, em sua
integralidade, ao estado de consumo, inclusive quando destinado ao consumidor final; (3) exigência de estorno
de créditos de ICMS, no Estado de Minas Gerais, nas saídas interestaduais, feitas ao abrigo do artigo 33 do
Convênio ICMS 66/88, o qual permitia a manutenção do crédito e que foi suspenso por liminar concedida pelo
STF e (4) autuações por dedução de descontos incondicionais na base de cálculo do ICMS, no Estado de Minas
Gerais, devido por substituição tributária.
• Processos cíveis
Em 31 de dezembro de 2006 e 2005, os processos cíveis eram, em sua maioria, litígios sobre cláusulas dos
contratos de locação e fornecimento celebrados com clientes e ações de indenização decorrentes dos referidos
contratos e responsabilidade civil.
• Processos trabalhistas
Em 31 de dezembro de 2006 e 2005, os processos trabalhistas referiam-se, principalmente, a questões
propostas por ex-empregados e pessoal terceirizado, versando sobre verbas de cunho salarial, dentre elas
horas extras, adicional de periculosidade, etc..
(b) Contingências passivas possíveis
As causas consideradas como perda possível pela administração da Companhia, baseada em pareceres
jurídicos, não são provisionadas nas demonstrações financeiras e possuem a seguinte composição:
Controladora ______________________
Consolidado
______________________
__________
2006 __________
2005 __________
2006 __________
2005
Processos fiscais..................................................... 205.541
158.875
225.806
178.226
Processos cíveis...................................................... 67.333
55.956
69.143
57.387
Processos
trabalhistas............................................ __________
11.428 __________
16.080 __________
14.400 __________
21.975
284.302 __________
230.911 __________
309.349 __________
257.588
__________
__________
__________
__________
Total......................................................................... __________
Características dos montantes:
• Processos fiscais
Em 31 de dezembro de 2006 e 2005, os processos fiscais enquadrados nesta classificação eram relativos
principalmente à: (1) exigência de estorno de créditos de ICMS, exceto no Estado de Minas Gerais, nas saídas
interestaduais, feitas ao abrigo do artigo 33 do Convênio ICMS 66/88, o qual permitia a manutenção do crédito
e que foi suspenso por liminar concedida pelo STF; (2) exigência de ICMS e de estornos de créditos do imposto,
por aquisições de óleos básicos, cujas saídas interestaduais não sofreram tributação com base em norma
constitucional de não-incidência; (3) exigência de estornos de créditos de ICMS relativos a prestações de
serviços de transporte relacionados à operações interestaduais não tributadas por força de norma constitucional
de não-incidência; (4) exigência de estornos de créditos de ICMS decorrentes do excesso de tributação gerado
nas aquisições de produtos na refinaria de petróleo pelo regime de substituição tributária, apropriados em face
da não ocorrência de uma das fases de comercialização previstas como fato gerador presumido, nas vendas
diretas a clientes consumidores finais e (5) exigência de ICMS nas vendas para clientes paraenses do setor de
pesca, que gozam de isenção, por suposta falta de autorização do SEFAZ/PA. Os processos em comento estão
em diversos estágios processuais, nas esferas administrativa e judicial, inclusive de produção de provas e de
consolidação jurisprudencial nos tribunais superiores.
• Processos cíveis
Em 31 de dezembro de 2006 e 2005, os processos cíveis desta categoria eram, em sua maioria, litígios sobre
cláusulas dos contratos de locação e fornecimento celebrados com clientes, ações de indenização decorrentes
dos referidos contratos e de responsabilidade civil.
• Processos trabalhistas
Em 31 de dezembro de 2006 e 2005, os processos trabalhistas abrangidos nesta classificação, em sua
maioria, referiam-se a demandas propostas por ex-empregados, pessoal terceirizado e empregados de postos
revendedores clientes da Companhia, versando sobre verbas de cunho salarial, dentre elas horas extras,
adicional de periculosidade, etc. as quais encontram-se em estágio processual de produção de provas, sem a
publicação de sentença.
(c) Contingências ativas
A Companhia e suas controladas instauraram contenciosos judiciais e/ou administrativos, nas esferas tributárias
Federal e Estadual, objetivando a recuperação de impostos, taxas e contribuições pagos indevidamente ou a
maior, cujos processos poderão, ao seu término, representar receitas, as quais, pela sua natureza contingente,
não estão registradas nas demonstrações financeiras de 31 de dezembro de 2006.
Em função da evolução processual, as administrações das empresas, amparadas por consultores jurídicos,
classificaram as demandas como sendo de sucesso provável. Em 31 de dezembro de 2006, os referidos
processos podem ser resumidos da seguinte forma:
Controladora
Consolidado
_________________
_________________
Esfera Federal
Imposto de renda pessoa jurídica - majoração de alíquota.....
7.087
7.087
FGTS - Restituição Contribuição.............................................
263
263
PIS/COFINS - Alargamento da Base de Cálculo....................
23.592
26.828
Fundo Nacional de Telecomunicações...................................
2.077
2.077
_________________
_________________
33.019
36.255
_________________
_________________
_________________
_________________
Esfera Estadual
12.390
12.390
Adicional estadual do imposto de renda - AIRE......................
_________________
_________________
_________________
_________________
17. PARTICIPAÇÃO DE EMPREGADOS E ADMINISTRADORES
Estas participações são calculadas com base no resultado do exercício, após dedução dos prejuízos acumulados,
se houver, e da provisão para o imposto de renda e contribuição social, sendo retiradas sucessivamente e na
ordem abaixo:
(a) Participação dos empregados da Companhia
Calculada em 3% sobre o lucro líquido, o qual será apurado com a exclusão dos resultados decorrentes de
investimentos societários, registrados na demonstração de resultado como receita ou despesa por equivalência
continua
continuação
COMPANHIA BRASILEIRA DE PETRÓLEO IPIRANGA
Companhia Aberta - C.N.P.J. 33.069.766/0001-81
patrimonial, amortização de ágio ou deságio e alienação ou baixa de investimentos societários e, ainda, juros
pagos ou recebidos pela Companhia como remuneração sobre o capital próprio.
(b) Participação dos administradores da Companhia
Calculada em 10% sobre o lucro remanescente após a dedução das participações dos empregados, não
podendo esta ultrapassar a remuneração global anual fixada para estes pela Assembléia Geral.
Em 31 de dezembro de 2006, a Companhia registrou o montante de R$ 14.427 (2005 - R$ 14.101) referente a
essas participações, dos quais R$ 3.332 foram pagos durante o exercício.
18. PROVISÃO PARA BENEFÍCIOS PÓS-EMPREGO
A Companhia, juntamente com as demais Empresas Petróleo Ipiranga, é patrocinadora da Fundação Francisco
Martins Bastos, entidade fechada de previdência complementar, que tem como objetivo a administração e
execução de planos de benefícios de natureza previdenciária aos funcionários das Empresas Petróleo
Ipiranga.
O plano de benefícios da FFMB foi criado em 1993. Inicialmente, foi constituído apenas o benefício básico
(estruturado na modalidade de benefício definido) sendo que em julho de 1998 implementou-se o benefício
suplementar (estruturado como contribuição definida na fase de capitalização dos benefícios programáveis),
cujo percentual de contribuição é aplicável sobre as eventuais remunerações variáveis. O custeio do plano é
rateado entre patrocinadoras e participantes.
De acordo com a Deliberação CVM nº 371/2000, a Companhia, além do plano de aposentadoria, reconhece
provisão para benefício pós-emprego relacionada a gratificação por tempo de serviço, indenização do Fundo
de Garantia por Tempo de Serviço e plano de assistência médica e seguro de vida para aposentados elegíveis
(“benefícios complementares”).
Em 31 de agosto de 2005, a Secretaria de Previdência Complementar (SPC) através do Ofício nº 1003/SPC/
DETEC/CGAT, aprovou o novo Regulamento do Plano de Benefícios da FFMB. Foram introduzidos os novos
institutos da portabilidade, do benefício proporcional diferido, do autopatrocínio e do resgate previstos na
Resolução CGPC nº 6, de 30 de outubro de 2003, entrando em vigor as mudanças nos cálculos dos benefícios,
bem como a nova tábua de expectativa de vida GAM-83 e a mudança do método atuarial de crédito unitário
para crédito unitário projetado, como adequações atuariais.
As principais alterações nos cálculos dos benefícios, aprovadas no novo regulamento, dizem respeito à
atualização do salário unitário, à eliminação gradativa do bônus na contagem do serviço creditado para fins de
cálculo dos benefícios e ao aumento do percentual redutor do benefício básico de aposentadoria antecipada.
Estas alterações no plano da FFMB produziram nas Empresas Petróleo Ipiranga (patrocinadoras solidárias)
uma redução no custeio total do Plano, definido pelo atuário para 2006 em percentagem da folha de salários
de Participação, da ordem de 36%.
No exercício de 2006, a SPC, através da Resolução CGPC nº 18 de 28 de março de 2006, estabeleceu novos
parâmetros técnico-atuariais para as entidades fechadas de previdência privada. Nesse sentido, a tábua de
expectativa de vida mínima a ser adotada passou a ser a AT-1983, ampliando em aproximadamente dois anos
a expectativa de vida dos participantes ativos.
No exercício findo em 31 de dezembro de 2006, a Companhia efetuou contribuições ao plano de benefício nos
montantes de R$ 5.448 para o benefício básico e de R$ 2.098 para o benefício suplementar (2005 - R$ 8.024 e
R$ 1.949). Os valores relacionados aos benefícios complementares e ao plano previdenciário foram apurados
em avaliação atuarial anual, conduzida pelos atuários independentes Towers Perrin Forster & Crosby Ltda. em
31 de dezembro de 2006 e estão reconhecidos nas demonstrações financeiras de acordo com a Deliberação
CVM nº 371/2000.
A conciliação do passivo de benefícios pós-emprego em 31 de dezembro é como segue:
Controladora ______________________
Consolidado
______________________
__________
2006 __________
2005 __________
2006 __________
2005
Valor presente das obrigações cobertas................. (299.506)
(266.515)
(351.258)
(308.875)
Valor presente das obrigações descobertas........... (62.868)
(59.036)
(68.049)
(63.843)
Valor justo dos ativos.............................................. 308.952
259.992
362.335
301.316
5.938 __________
11.664 __________
3.501 __________
9.946
Perdas atuariais não reconhecidas......................... __________
líquido de benefícios pós-emprego............ __________
(47.484) __________
(53.895) __________
(53.471) __________
(61.456)
Passivo
__________
__________
__________
__________
4.665 __________
1.701 __________
4.822 __________
1.701
(-) Parcela de curto prazo........................................ __________
de longo prazo............................................ __________
42.819 __________
52.194 __________
48.649 __________
59.755
Parcela
__________
__________
__________
__________
A parcela dos ganhos ou perdas atuariais, a ser reconhecida como receita ou despesa, é o valor dos ganhos e
perdas não reconhecidos que exceder, em cada exercício, ao maior dos seguintes limites:
(i) 10% do valor presente da obrigação atuarial total do benefício definido; e
(ii) 10% do valor justo dos ativos do plano.
A parcela que exceder os limites será amortizada anualmente dividindo-se o seu montante pelo tempo médio
remanescente de trabalho estimado para os empregados participantes do plano.
Os valores reconhecidos nas demonstrações dos resultados são conforme segue:
Controladora ______________________
Consolidado
______________________
__________
2006 __________
2005 __________
2006 __________
2005
Custo do serviço corrente........................................ 7.799
7.428
8.967
8.501
Custo dos juros........................................................ 35.651
35.319
40.878
40.332
Rendimento esperado dos ativos............................ (40.197)
(33.136)
(46.595)
(38.266)
Amortização de perdas atuariais............................. 923
756
963
753
(2.493) __________
(3.078) __________
(2.890) __________
(3.552)
Contribuições dos empregados............................... __________
de despesas no ano....................................... __________
1.683 __________
7.289 __________
1.323 __________
7.768
Total
__________
__________
__________
__________
Os movimentos no passivo líquido de benefícios pós-emprego podem ser demonstrados como segue:
______________________
Controladora ______________________
Consolidado
__________
2006 __________
2005 __________
2006 __________
2005
Passivo líquido no início do exercício...................... (53.895)
(88.314)
(61.456)
(101.763)
Despesas no ano..................................................... (1.683)
(7.289)
(1.323)
(7.768)
Contribuições reais da empresa no ano.................. 5.036
7.290
5.938
8.513
Benefícios reais pagos no ano................................ 194
3.404
224
3.479
Ajuste no valor presente das
2.864 __________
31.014 __________
3.146 __________
36.083
obrigações/efeito da redução............................... __________
líquido no final do exercício....................... __________
(47.484) __________
(53.895) __________
(53.471) __________
(61.456)
Passivo
__________
__________
__________
__________
As principais premissas atuariais utilizadas são conforme segue:
• Taxa de desconto a valor presente da obrigação atuarial - 10,8% ao ano
• Taxa de retorno de longo prazo esperada para os ativos - 13,2% ao ano
• Taxa média de crescimento salarial projetada - 6,6% ao ano
• Taxa de inflação (longo prazo) - 4,5% ao ano
• Taxa de crescimento dos serviços médicos - 7,6% ao ano
Premissas biométricas utilizadas:
• Tábua de mortalidade - AT 1983 Basic desagravada em 10%*
• Tábua de rotatividade - Towers Perrin ajustada
• Tábua de mortalidade de inválidos - RRB 1983
• Tábua de entrada de invalidez - RRB 1944 modificada
* Para o benefício de seguro de vida foi utilizada a tábua de mortalidade CSO-80.
Os estudos realizados pela assessoria atuarial da FFMB, a Towers Perrin, apontaram impactos atuariais positivos
no Plano, com conseqüente redução nos passivos pós-emprego, relativos aos Benefícios de Aposentadoria,
no valor de R$ 6.411 (controladora) valor este reconhecido no resultado da empresa na rubrica outras receitas
operacionais.
19. PATRIMÔNIO LÍQUIDO
(a) Capital social
O capital social em 31 de dezembro de 2006 é composto por 105.952.000 (2005 - 52.976.000) ações sem
valor nominal, sendo 35.409.306 (2005 - 17.704.653) ações ordinárias e 70.542.694 (2005 - 35.271.347) ações
preferenciais. As ações preferenciais não têm direito a voto e gozam de prioridade na distribuição de dividendos
e no reembolso de capital, em caso de liquidação.
(b) Reservas
O Estatuto Social da Companhia, alterado em 28 de abril de 2006, determina que o saldo remanescente na
conta de lucros acumulados, após as distribuições do resultado conforme Lei das S.A., deverá ser destinado
à reserva para capital de giro e conservação e melhoramento das instalações, até o limite do capital social.
Os eventuais excessos serão incorporados ao capital social por ocasião da Assembléia Geral Ordinária que
aprovar as demonstrações financeiras do exercício.
(c) Distribuição de resultado
Aos acionistas é assegurada, anualmente, a distribuição de dividendos mínimos obrigatórios correspondentes
a 30% do lucro líquido do exercício, após a destinação de 5% para a reserva legal. Os acionistas portadores
de ações preferenciais têm direito a receber dividendos ou juros sobre capital próprio 10% superiores aos dos
acionistas portadores de ações ordinárias.
(d) Juros sobre o capital próprio e dividendos
Os juros sobre o capital próprio, no montante de R$ 106.296 (2005 - R$ 112.771), foram calculados dentro dos
limites estabelecidos pela Lei nº 9.249/95, sendo:
• R$ 53.113 (R$ 0,5170 por ação preferencial e R$ 0,4700 por ação ordinária) pagos em 14 de julho de 2006; e
• R$ 53.183 (R$ 0,5177 por ação preferencial e R$ 0,4706 por ação ordinária) pagos em 27 de dezembro
de 2006.
Adicionalmente, foram aprovados dividendos de R$ 12.430 (R$ 0,1210 por ação preferencial e R$ 0,1100 por
ação ordinária) pagos em 27 de dezembro de 2006.
O montante de juros sobre o capital próprio e de dividendos estão assim calculados:
_____________________
Controladora
2006 __________
2005
Base de cálculo dos dividendos
__________
Lucro líquido do exercício...................................................................................... 323.549
325.477
(16.177) __________
(16.274)
Reserva legal (5%)................................................................................................ __________
Base de Cálculo.................................................................................................... 307.372
309.203
106.296 __________
112.771
Total de juros sobre o capital próprio.................................................................... __________
Total de juros sobre o capital próprio, líquidos de imposto de renda retido
na fonte............................................................................................................... 90.352
95.855
Dividendos
(isento de imposto de renda).............................................................. __________
12.430 __________
19.612
Total de dividendos, e juros sobre capital próprio
102.782 __________
115.467
__________
__________
líquidos de imposto de renda retido na fonte..................................................... __________
Percentual
sobre a base de cálculo...................................................................... 33,44
__________
__________
37,34
__________
__________
R$ por ação
_____________________
__________
2006 __________
2005
Juros unitários - Líquido Preferenciais.................................................................. 0,8795
1,8662
Ordinárias........................................................................................................... 0,7995
1,6963
Juros unitários - Bruto Preferenciais..................................................................... 1,0347
2,1955
Ordinárias........................................................................................................... 0,9406
1,9957
Dividendos unitários - Líquido Preferenciais......................................................... 0,1210
0,3818
Ordinárias........................................................................................................... 0,1100
0,3471
Em 2005 o capital social era composto por 52.976.000 ações e em 2006 passou para 105.952.000 ações.
20. AVAIS E GARANTIAS PRESTADAS
A Companhia possui como prática a concessão de avais, garantias e fianças em algumas operações de
captação de recursos realizadas pelas empresas coligadas e controladas direta ou indiretamente.
Em 31 de dezembro de 2006, os valores referentes a essas operações estão assim apresentados:
Controladora e Consolidado
_______________________________________________
Garantida
2006
2005
Vencimento
_____________________________________________
__________
___________
______________
-
9.872
2006
11.763
2007
__________
___________-
EMCA.....................................................................
11.763
9.872
-
20.036
2006
19.719
65
2007
__________
___________
IASA.......................................................................
19.719
20.101
IPQ.........................................................................
40.500
75.350
2008
REFINARIA............................................................
120.000
-
2007
-
409
2006
1.618
3.186
2007
2.041
-
2008
7.874
1.543
2010
__________
___________
TROPICAL..............................................................
11.533
5.138
203.515
110.461
__________
___________
__________
___________
IASA - Ipiranga Asfaltos S.A.
IPQ - Ipiranga Petroquímica S.A.
EMCA - Empresa Carioca de Produtos Químicos S.A.
TROPICAL - Tropical Transportes Ipiranga Ltda.
REFINARIA - Refinaria de Petróleo Ipiranga S.A.
21. INSTRUMENTOS FINANCEIROS
Considerando os termos da Instrução CVM nº 235/95, a Companhia e suas controladas procederam a uma
avaliação de seus ativos e passivos contábeis circulantes em relação aos valores de mercado, por meio
de informações disponíveis e metodologias de avaliação apropriadas. Entretanto, tanto a interpretação dos
dados de mercado quanto a seleção de métodos de avaliação requerem considerável julgamento e razoáveis
estimativas para se produzir o valor de realização mais adequado. Como conseqüência, as estimativas
apresentadas não indicam, necessariamente, os montantes que poderão ser realizados no mercado corrente.
O uso de diferentes hipóteses de mercado e/ou metodologias para estimativas pode ter um efeito material nos
valores de realização estimados.
A Companhia e suas controladas participam de operações que envolvem instrumentos financeiros, registrados
em contas patrimoniais, que se destinam a atender suas necessidades, bem como a reduzir a exposição a
riscos de crédito, mercado e de moeda. A administração desses riscos é efetuada por meio de definição de
estratégias, estabelecimento de sistemas de controles e determinação de limite de posições.
As principais bases de instrumentos financeiros que afetam o negócio da Companhia estão abaixo
relacionadas:
(a) Risco de moeda
Esse risco decorre da possibilidade da Companhia vir a incorrer em perdas significativas por conta de flutuações
nas taxas de câmbio, que possam afetar os saldos de empréstimos e financiamentos em moeda estrangeira.
A exposição às flutuações nas taxas de câmbio pode ser assim demonstrada:
Controladora ______________________
Consolidado
______________________
Valores
em milhares de US$
2006 __________
2005 __________
2006 __________
2005
__________
Empréstimos e financiamentos............................ 58.408
175.992
65.419
180.029
Operações de swap.............................................. __________
- __________
(36.775) __________
- __________
(36.775)
Exposição líquida................................................. __________
58.408 __________
139.217 __________
65.419 __________
143.254
__________
__________
__________
__________
Valores em milhares de ¥
Empréstimos e financiamentos............................ -
3.464.393
-
3.464.393
Operações de swap.............................................. __________
- __________
(3.464.393) __________
- __________
(3.464.393)
Exposição líquida................................................. __________
- __________
- __________
- __________
__________
__________
____________________
Cotações em 31 de dezembro de 2005 = R$ 2,3407/US$ e R$ 0,01983/¥.
Em 31 de dezembro de 2005 os encargos sobre as operações de swap eram de 104,3% do CDI.
Cotação em 31 de dezembro de 2006 = R$ 2,1380/US$.
(b) Risco de crédito
É o risco da Companhia vir a incorrer em perdas por conta de inadimplência nas contas a receber e financiamentos
a seus clientes. Para reduzir esse tipo de risco, a Companhia possui política de concessão de créditos, bem
continua
continuação
COMPANHIA BRASILEIRA DE PETRÓLEO IPIRANGA
Companhia Aberta - C.N.P.J. 33.069.766/0001-81
como, celebra contratos de fornecimento com seus clientes com obtenção de garantias reais para os saldos
significativos.
(c) Risco de juros
Esse risco é oriundo da Companhia incorrer em perdas por causa de flutuações nas taxas de juros que
aumentem as despesas financeiras relacionadas a empréstimos e financiamentos captados no mercado.
A Companhia monitora continuamente as taxas de juros de mercado com o objetivo de avaliar a eventual
necessidade de contratação de operações para proteger-se contra o risco de volatilidade dessas taxas.
(d) Resultado financeiro
Controladora ______________________
Consolidado
______________________
__________
2006 __________
2005 __________
2006 __________
2005
Receitas financeiras
Juros..................................................................... 39.494
48.709
47.564
55.614
Variação monetária.............................................. 8.800
8.563
8.979
8.601
Variação cambial.................................................. 127
370
98
3.179
Ganho com operação de swap............................. (32.786)
(28.587)
(32.786)
(29.291)
Outras receitas financeiras................................... __________
136 __________
68 __________
501 __________
406
15.771 __________
29.123 __________
24.356 __________
38.509
__________
Despesas financeiras
Juros e encargos devidos..................................... (63.543)
(28.801)
(71.186)
(36.680)
Variação monetária.............................................. (949)
1.377
(1.111)
197
Variação cambial.................................................. 47.161
29.938
47.851
28.368
Perda com operações de swap............................ -
-
-
(3)
Impostos (*).......................................................... (3.911)
(5.169)
(4.570)
(5.692)
Prêmio resgate antecipado
NOTES.............................................................. (14.222)
-
(14.222)
Outras despesas financeiras................................ __________
(5.504) __________
(1.923) __________
(6.185) __________
(2.479)
__________
(40.968) __________
(4.578) __________
(49.423) __________
(16.289)
(25.197) __________
24.545 __________
(25.067) __________
22.220
__________
__________
__________
__________
Resultado financeiro líquido................................ __________
(*) Refere-se a IOF e IR sobre pagamentos ao exterior.
ANEXO I (INFORMAÇÕES SUPLEMENTARES)
DEMONSTRAÇÕES DO FLUXO DE CAIXA EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO
(Em milhares de reais)
______________________
Controladora ______________________
Consolidado
__________
2006 __________
2005 __________
2006 __________
2005
Lucro líquido do exercício........................................ 323.549
325.477
323.549
325.477
Ajustes para conciliar o resultado às
disponibilidades geradas pelas atividades
operacionais
Resultado de equivalência patrimonial................. (124.530)
(108.317)
(87.056)
(76.463)
Amortização do ágio............................................. 2.164
4.026
2.164
4.026
Ganho na variação percentual de participação
no capital social................................................. (58.136)
-
-
Depreciação e amortização.................................. 81.908
75.114
91.915
84.392
Custo do permanente baixado ou vendido........... 28.465
16.393
36.038
19.346
(17.199)
(6.434)
(15.817)
(3.692)
Imposto de renda e contribuição social diferidos Operação compromissada................................... -
-
(54.958)
Provisão para contingências................................ 450
41.941
597
40.867
Reversão para benefício pós-emprego................ (6.411)
(34.419)
(7.985)
(40.307)
Provisão para créditos de liquidação duvidosa.... 1.514
5.625
1.892
7.047
Provisão para perdas em investimentos.............. 64.541
-
64.541
Provisão para perda incentivos fiscais................. 280
337
280
337
Variações monetárias/cambiais e juros
sobre ativos.......................................................... (27.238)
(32.842)
(30.246)
(33.054)
Variações monetárias/cambiais e juros
sobre passivos...................................................... 20.406
(53.601)
27.021
(46.233)
Dividendos recebidos.............................................. 22.413
16.149
-
Redução de capital de controlada........................... 5.290
10.736
-
Depósitos judiciais................................................... 1.685
(1.611)
1.898
(2.349)
Aumento do contas a receber de clientes............... (65.523)
(128.192)
(68.582)
(144.940)
(Aumento) redução do contas a receber de
partes relacionadas.............................................. (255)
(837)
(1.395)
1.939
Aumento dos estoques............................................ (36.301)
(46.362)
(40.813)
(46.543)
Aumento (redução) de fornecedores....................... (30.197)
2.388
(34.725)
17.076
Aumento das contas a pagar a partes relacionadas... 316
3.192
1.049
266
(Aumento) redução dos demais grupos do ativo..... (15.503)
2.430
(17.168)
2.474
(23.587) __________
11.330 __________
(25.419) __________
5.487
Aumento (redução) dos demais grupos do passivo __________
Disponibilidades líquidas aplicadas nas
atividades operacionais........................................ __________
148.101 __________
102.523 __________
166.780 __________
115.153
Fluxos de caixa das atividades de investimento
Aquisição de investimento.................................... (8.148)
(8.131)
(3.848)
(8.087)
Aquisição de imobilizado...................................... (133.274)
(113.398)
(148.112)
(130.463)
Aquisição de diferido............................................ -
-
(1.736)
(611)
Amortização de debêntures de coligadas............ __________
101.062 __________
- __________
101.062 __________Disponibilidades líquidas aplicadas nas
(40.360) __________
(121.529) __________
(52.634) __________
(139.161)
atividades de investimentos................................. __________
Fluxos de caixa das atividades de financiamentos
Captações de empréstimos e
financiamentos (principal).................................. 944.057
331.948
1.207.632
534.410
Amortização de principal e juros de
empréstimo/financiamentos............................... (860.200)
(199.584) (1.126.906)
(406.174)
Financiamentos a clientes (principal)................... (182.264)
(168.293)
(183.701)
(169.889)
Amortizações de financiamento a clientes........... 174.843
155.793
176.834
157.906
Pagamento de dividendos e/ou juros sobre
(118.726) __________
(173.867) __________
(118.726) __________
(173.867)
capital próprio.................................................... __________
Disponibilidades líquidas aplicadas nas
(42.290) __________
(54.003) __________
(44.867) __________
(57.614)
atividades de financiamento................................. __________
(redução) nas disponibilidades................ __________
65.451
(73.009)
69.279
Aumento
__________ __________
__________ __________
__________
Saldo das disponibilidades
No início do exercício........................................... 10.722
83.731
20.623
No fim do exercício............................................... __________
76.173 __________
10.722 __________
89.902
Aumento
(redução) das disponibilidades................ __________
65.451
(73.009)
69.279
__________ __________
__________ __________
__________
(81.622)
__________
__________
102.245
20.623
__________
(81.622)
__________
__________
22. RESULTADO NÃO OPERACIONAL
Receitas não operacionais
Ganho na variação percentual de participação
no capital social (1)............................................. Ganho alienação de imobilizado.......................... Outros................................................................... Controladora ______________________
Consolidado
______________________
2006 __________
2005 __________
2006 __________
2005
__________
58.136
-
58.136
12.941
7.938
12.941
7.938
- __________
- __________
6.085 __________
2.557
__________
71.077 __________
7.938 __________
77.162 __________
10.495
__________
__________
__________
__________
__________
Despesas não operacionais
(64.541)
-
(64.541)
Provisão para perda em investimentos (1). ........... Custo do imobilizado baixado ou vendido............ (17.421)
(9.985)
(17.421)
(9.985)
Reversão (provisão) para perda
em imobilizado - direito de exploração.............. 10.318
(208)
10.318
(208)
Outros................................................................... __________
(280) __________
(336) __________
(1.788) __________
(3.171)
(71.924) __________
(10.529) __________
(73.432) __________
(13.364)
__________
__________
__________
__________
__________
(1)
Ver nota explicativa 12.
23. SEGUROS
As Empresas Petróleo Ipiranga possuem um programa de seguros e gerenciamento de riscos que proporciona
cobertura e proteção para todos os seus ativos patrimoniais seguráveis, incluindo cobertura de seguros para os
riscos decorrentes de interrupção de produção, através de uma apólice de riscos operacionais negociada com
seguradoras nacionais e internacionais, através do Instituto de Resseguros do Brasil.
As coberturas e limites segurados nas apólices contratadas são baseadas em criterioso estudo de riscos e
perdas realizado por consultores de seguros locais, sendo a modalidade de seguro contratada considerada,
pela administração, suficiente para cobrir os eventuais sinistros que possam ocorrer, tendo em vista a natureza
da atividade das empresas.
As principais coberturas de seguros estão relacionadas a riscos operacionais, lucros cessantes, multirisco
industrial, multirisco escritórios, riscos nomeados - pools e responsabilidade civil.
PARECER DOS AUDITORES INDEPENDENTES
Ao Conselho de Administração e aos Acionistas
Companhia Brasileira de Petróleo Ipiranga
1. Examinamos os balanços patrimoniais da Companhia Brasileira de Petróleo Ipiranga e os balanços
patrimoniais consolidados da Companhia Brasileira de Petróleo Ipiranga e suas controladas em 31 de dezembro
de 2006 e de 2005 e as correspondentes demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido
e das origens e aplicações de recursos da Companhia Brasileira de Petróleo Ipiranga e as correspondentes
demonstrações consolidadas do resultado e das origens e aplicações de recursos dos exercícios findos
nessas datas, elaborados sob a responsabilidade de sua administração. Nossa responsabilidade é a de emitir
parecer sobre essas demonstrações financeiras.
2. Nossos exames foram conduzidos de acordo com as normas de auditoria aplicáveis no Brasil, as quais
requerem que os exames sejam realizados com o objetivo de comprovar a adequada apresentação das
demonstrações financeiras em todos os seus aspectos relevantes. Portanto, nossos exames compreenderam,
entre outros procedimentos: (a) o planejamento dos trabalhos, considerando a relevância dos saldos, o volume
de transações e os sistemas contábil e de controles internos das companhias, (b) a constatação, com base
em testes, das evidências e dos registros que suportam os valores e as informações contábeis divulgados
e (c) a avaliação das práticas e estimativas contábeis mais representativas adotadas pela administração da
companhia, bem como da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto.
3. Somos de parecer que as demonstrações financeiras referidas no primeiro parágrafo apresentam
adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Companhia Brasileira
de Petróleo Ipiranga e da Companhia Brasileira de Petróleo Ipiranga e suas controladas em 31 de dezembro
de 2006 e de 2005 e o resultado das operações, as mutações do patrimônio líquido e as origens e aplicações
de recursos da Companhia Brasileira de Petróleo Ipiranga dos exercícios findos nessas datas, bem como o
resultado consolidado das operações e as origens e aplicações de recursos consolidadas desses exercícios,
de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil.
4. Nossos exames foram conduzidos com o objetivo de emitir parecer sobre as demonstrações financeiras
referidas no primeiro parágrafo, tomadas em conjunto. As demonstrações individual e consolidada do
fluxo de caixa dos exercícios findos em 31 de dezembro de 2006 e de 2005, que estão apresentadas para
propiciar informações adicionais sobre a Companhia e suas controladas, não são requeridas como parte
das demonstrações financeiras. Essas demonstrações foram submetidas aos procedimentos de auditoria
descritos no segundo parágrafo e, em nossa opinião, estão adequadamente apresentadas em todos os seus
aspectos relevantes em relação às demonstrações financeiras tomadas em conjunto.
Rio de Janeiro, 13 de fevereiro de 2007
Auditores Independentes
CRC 2SP000160/O-5 “F” RJ
Eduardo Corrêa da Silva
Contador CRC 1RJ027760/O-8
PARECER DO CONSELHO FISCAL
O Conselho Fiscal da Companhia Brasileira de Petróleo Ipiranga, em reunião realizada nesta data, examinou
o Relatório Anual da Administração e as Demonstrações Financeiras, compreendendo: Balanço Patrimonial,
Demonstração do Resultado, Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido, Demonstração das Origens e
Aplicações de Recursos e Notas Explicativas, relativos ao exercício encerrado em 31 de dezembro de 2006.
Com base nos exames efetuados, considerando ainda o Parecer dos Auditores da PricewaterhouseCoopers
Auditores Independentes, de 13 de fevereiro de 2007, o Conselho Fiscal opina favoravelmente à aprovação
dos referidos documentos.
13 de fevereiro de 2007
Antonio Jose de Carvalho
João Carlos Wabner Silveiro
Vitor Rogério da Costa
CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
Angelo Bastos Tellechea
João Pedro Gouvêa Vieira Filho
Presidente
Carlos Alberto Martins Bastos
Sérgio Silveira Saraiva
Vice-Presidente
Solon Brandi Sastre
José Luiz Guimarães Júnior
DIRETORIA
Diretor Superintendente e de Relações com Investidores
Leocadio de Almeida Antunes Filho
Diretores Executivos
Carlos Alberto Martins Bastos
Bolivar Baldisserotto Moura
Sérgio Antônio Linck de Mello Saraiva
Roberto Bastos Tellechea Filho
João Pedro Gouvêa Vieira Filho
Diretores
Ricardo Carvalho Maia
José Manuel Alves Borges
José Luiz Antonio Barnewitz Loro Orlandi
Sérgio Roberto Weyne Ferreira da Costa
Jorge Jayme Tostes Arouca
Contador - CRC - RJ 051421/O-7
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