50
3
anos
de
ouro
momentos solenes
2/4 • O marco de 50 anos – Representantes do Mackenzie – tanto da Universidade,
quanto do Instituto e do Conselho Deliberativo, além de convidados – participaram da
solenidade de descerramento do marco que
assinala a passagem de meio século da
Universidade Presbiteriana Mackenzie. Ao
som do Hino Nacional Brasileiro procedeuse ao hasteamento de quatro bandeiras – a
do Brasil, pelo reverendo Guilhermino
Cunha; a de São Paulo, pelo doutor Adilson
Vieira; a da Igreja Presbiteriana, pelo reverendo Osvaldo Hack; a do Mackenzie, pelo doutor Cláudio Lembo.Após a abertura da solenidade, pelo doutor Cláudio Lembo, falou
o reverendo Guilhermino Cunha. Em seguida, foram depositados na urna da pedra-marco: jornais do dia e a cartela filatélica com
o carimbo comemorativo, pelo vice-reitor, reverendo Milton Ribeiro; cartões de visita, pelo professor Luiz Carlos Salomão; réplica
de escultura e peso de mesa do cinqüentenário, pelo professor Osvaldo Hattori; programação das comemorações dos 50 anos, pela
professora Maria Lucia Vasconcelos; carta régia de D. Pedro II, pelo professor Roque Theophilo Júnior; a Constituição Federal, pelo
reverendo Osvaldo Hack; as bandeiras (de mesa) do Brasil, São Paulo, IPB e Mackenzie, pelo doutor Cláudio Lembo; a Bíblia de
Genebra, pelo reverendo Guilhermino Cunha. Na foto acima, Luciana Sabbadini, mestre de cerimônias, dá início à solenidade.
2/4 • Culto de Ação de Graças – Realizado logo em seguida à cerimônia de descerramento do marco
comemorativo do cinqüentenário, o Culto de Ação de Graças foi o momento
de agradecer pelas bênçãos que o Senhor Deus derramou sobre a extraordinária obra educacional, desde seu início com a família Chamberlain, em
1870.O culto teve início com prelúdio instrumental – o hino Castelo Forte, composto por Martinho Lutero – cantado posteriormente por toda a congregação,
no ato de adoração, alternando congregação, Coral Mackenzie e orquestra. As
leituras bíblicas do programa marcaram pela beleza e profundidade dos textos bíblicos: no ato de invocação – Salmos, 19 (“Os céus proclamam a glória de
Deus...”); no ato de adoração – Salmos, 46 (“Deus é o nosso refúgio e fortaleza...”; no ato gratulatório – Salmos, 103 (“Bendize, ó minha alma ao Senhor,
e tudo o que há em mim bendiga ao seu santo nome”); no ato de contrição – Salmo 51 (“Compadece-te de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade...”); no ato de edificação – “Benigno e misericordioso é o Senhor...” A mensagem do reverendo Guilhermino
Cunha – “A Sobriedade do Espírito” – baseou-se em João, 4:23. O hino Paz à Terra, com letra e música do maestro Parcival Módolo,
inicia a primeira estrofe com a frase “É Deus quem traz a paz à Terra, não nossas leis!”, e a segunda:“É Deus quem traz a paz à
Terra, não nossa voz!”. Após a benção apostólica, o Coral Mackenzie cantou o “Aleluia”, do oratório Messias, de Haendel. No centro da foto, o doutor Claudio Lembo e, à sua direita, o reverendo Osvaldo Hack e o doutor Cyro Aguiar. Em primeiro plano, os
capelães, reverendos Eldman Eller e Saulo de Almeida.
5/4 • Câmara Municipal no Mackenzie – Sessão solene especial da Câmara Municipal de São
Paulo em comemoração ao cinqüentenário da Universidade Presbiteriana
Mackenzie – de acordo com o requerimento nº 08-0013/2002 de autoria do
vereador Toninho Paiva – foi realizada às 10 horas de 5 abril de 2002, no
Salão Nobre do 9º andar do Edifício João Calvino, sob a presidência do
vereador José Eduardo Cardozo. Pela UPM participaram o Magnífico Reitor,
doutor Cláudio Lembo e o chanceler, reverendo Osvaldo Hack; pelo Instituto
Presbiteriano Mackenzie, o diretor-presidente, doutor Cyro Aguiar e o doutor
Pedro Ronzelli Jr., primeiro-secretário do Conselho Deliberativo. Na foto o
doutor Lembo com a salva de prata entregue pelo vereador Toninho Paiva
(à sua esquerda). Fizeram parte também da delegação: o presidente da
Câmara José Eduardo Cardozo, além dos mackenzistas Celso Jatene e José Rogério Farhat. Inscrição na salva de prata:“Câmara
Municipal de São Paulo – Homenagem ao 50º aniversário da Universidade Presbiteriana Mackenzie” .
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Mackenzie
Personalidades Homenageadas
Doctores Honoris Causa
Olavo Egydio Setubal – Ex-ministro de Estado das Relações Exteriores e ex-prefeito
do município de São
Paulo, o engenheiro
paulistano Olavo Egydio Setubal nasceu em
16 de abril de 1923. É
filho do advogado, jornalista e escritor Paulo
de Oliveira Leite Setubal e de Francisca
Egydio de Sousa Aranha Setubal. Concluiu
o primeiro grau no
ginásio marista Nossa
Senhora do Carmo, da
Venerável Ordem Terceira (1938), e o secundário no
Colégio Universitário (1940). Fez a Escola Politécnica da
Universidade de São Paulo (USP), diplomando-se como
engenheiro mecânico – eletricista (1945). Foi professor
assistente na Escola Politécnica (1945 a 1948). ● É autor,
entre outros, dos trabalhos "Fornos de Indução - Teoria
Matemática", na Revista de Engenharia Mackenzie
(1949), "Fornos de Indução" pelo Instituto de Pesquisas
Tecnológicas (IPT) (1952) – resultado de trabalho apresentado no II Congresso da Associação Brasileira de
Metais –, A Questão da Reserva de Mercado, Editora
Brasiliense (1984), e Ação Política e Discurso Liberal,
Editora Nova Fronteira (1986). Criou seu primeiro negócio, com a fabricação de louças e metais sanitários – a
Deca (1947). A partir de 1959, conciliou a atividade
industrial com a de banqueiro, transformando em potência o Banco Federal de Crédito. ● Hoje, debaixo da holding que controla o grupo Itausa, estão abrigadas conhecidas companhias – Duratex, Itautec, Philco, Itaú Seguros e a estrela de maior brilho, o Banco Itaú, segundo no
ranking brasileiro em volume de ativos. ● Na administração pública exerceu entre outras funções, a de ministro das Relações Exteriores (15/3/1985 a 14/2/1986), a
de prefeito do Município de São Paulo (16/4/1975 a
12/7/1979), membro do Conselho Deliberativo do Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo (nomeado
pelo Decreto Legislativo nº 30 em 14/8/1974), membro
do Conselho Nacional de Seguros Privados, membro do
World Coucil of Former Minister, com sede em Moscou
(13/8/1993), membro do Comitê Empresarial Permanente do Ministério das Relações Exteriores (27/
1/1992), e membro do Comitê Estratégico Brasil-França
(30/9/1996). ● É detentor, entre outras, no Grau de GrãCruz, da Ordem do Mérito Naval do Ministério da Marinha, da Ordem de Rio Branco, do Ministério das Relações Estrangeiras, da Ordem do Mérito Militar, do Ministério do Exército, e da Ordem do Mérito Aeronáutico, do
Ministério da Aeronáutica. Obteve, também, as dignidades estrangeiras de Grande Oficial da Legion D'Honneur da França, de Grande Oficial da Orden de Mayo Argentina, de Comendador da Ordem do Infante D. Henrique de Portugal, e de Comendador da Orden de Isabel
la Católica da Espanha. Homem de grande cultura é um
apaixonado pela história. ● Mantém estreita relação relevante com a Universidade Presbiteriana Mackenzie –
de simplicidade, em mandar equipar salas da PósGraduação do Edifício João Calvino; de gentileza, em
homenagear-nos no curso do cinqüentenário; de inteligência, ao palestrar com a comunidade discente e
docente; de entusiasmo, com a juventude brasileira e
mackenzista; de grandeza de caráter pelo exemplo e
pela retidão ética, na vida pública e particular.
Guilhermino Cunha – Presidente do Supremo Concílio da IPB • Julho de 1994 a julho de 2002.
Como decorrência
natural a quem vem
desenvolvendo trabalho profícuo e eficiente no comando da
Igreja Presbiteriana
do Brasil, com reflexos imediatos na vida
da Universidade Presbiteriana Mackenzie,
é concedido o título
de Doctor Honoris
Causa ao reverendo
Guilhermino Cunha –
bacharel em Teologia,
licenciado em Filosofia e em Ciências Jurídicas, mestre em Teologia pelo
Pittsburgh Theological Seminary e, atualmente, em fase
de conclusão do seu doutorado em Ministério, pelo
Reformed Theological Seminary, na Flórida, Estados
Unidos. ● O reverendo Guilhermino Cunha presidiu o
Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil a partir de 1994, tempo em que se deu o acelerado desenvolvimento da universidade, devendo ser ressaltada a
sua positiva interferência em todo esse processo. A
Universidade Presbiteriana Mackenzie é hoje uma força
real no cenário da educação brasileira, com número de
alunos superior a 27.000.
Mackenzie
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Personalidades Homenageadas
Professor Emérito
Nilson de Oliveira – Professor Mestre se notabilizou, ao longo de
brilhante carreira educacional na esfera do
ensino fundamental e
do universitário, por
larga contribuição ao
desenvolvimento da
Ciência e pela especial
dedicação à pesquisa.
● Biólogo e pesquisador de elevados méritos – responsável pela formação científica
de várias gerações – o
professor Nilson de
Oliveira tem a carreira timbrada pelo contínuo esforço
em prol do aperfeiçoamento dos métodos de ensino,
pelo desempenho marcante na área do ensino da administração, com resultados positivos alcançados em todas
as atividades, sempre voltadas ao aprimoramento da
área educacional, assegurando níveis de qualidade cada
vez mais significativos. ● A robustez da ação e a determinação do professor Nilson de Oliveira se fizeram sentir
no panorama mackenzista, onde, com atuação relevante
e inconfundível, implantou e consolidou o Fundo MackPesquisa, ao qual ofereceu integral e decisiva dedicação.
A soma dos atributos justifica a concessão do título de
Professor Emérito.
Beneméritos
Hermann Heinemann Wever – Engenheiro civil
e engenheiro eletricista formado pelo Mackenzie (1959), foi presidente da Siemens do
Brasil, empresa multinacional, líder do mercado de eletroeletrônicos brasileiro e mundial. ● Sob sua presidência, a empresa multiplicou o faturamento, méritos de administrador que tornaram possível sua permanência no cargo
apesar de haver atingido a idade limite de 60 anos, esta6
Mackenzie
belecida pela empresa para permanência em tal posição. ● Wever pode ser considerado um dos idealizadores
da celebração do atuante convênio Mackenzie/Siemens
(Telecomunicações) relacionado ao Curso de Engenharia Elétrica da Escola de Engenharia da Universidade
Presbiteriana Mackenzie, bem como ao seu Programa de
Pós-Graduação, com excepcionais dividendos nas áreas
de ensino. Brasileiro, filho de Hans Erwin Wever e Salezia
de Vasconcelos Wever, Hermann nasceu em São Paulo,
capital, em 28 de dezembro de 1936. ● Concluiu o ginásio no Mackenzie, aos 15 anos (1951), e o curso secundário, aos 18 anos (1954). Fez a Escola de Engenharia
Mackenzie, colando graus de Engenheiro Civil e de
Engenheiro Eletricista com 23 anos (1959).
Airton Young – A dignidade universitária que se
concede à nobre pessoa, leva em conta os
relevantes serviços
prestados às comunidades acadêmica, jurídica, empresarial,
política e institucional, nos âmbitos nacional e internacional, em especial e de
maneira relevante, a
esta Universidade Presbiteriana Mackenzie.
● O doutor Airton
Young – advogado,
formado pela Universidade Federal Fluminense, nascido
em 11 de abril de 1942, no Estado do Rio de Janeiro –
realizou, entre vários, os seguintes cursos: Superior de
Defesa Continental, pelo Colégio Inter-Americano de
Defesa – Washington, DC (1988/1989);Altos Estudos de
Políticas Estratégicas‚ pela Escola Superior de Guerra
(1978); Gerência da Segurança Nacional, pela National
Defense University – Washington, DC (1989/1990);
Direito Internacional, pela OEA (1975); Política
Monetária, pela Escola de Pós-Graduação em Economia
da Fundação Getúlio Vargas (1974). ● A concessão desse
título dignifica seu trabalho, voltado aos mais altos interesses acadêmicos e empresariais e, especialmente, enaltece a Universidade Presbiteriana Mackenzie.
Margarida Neves – Professora doutora, então vicecoordenadora do Forum de Pró-Reitores de Pesquisa e
Pós-Graduação (Foprop) Sudeste e coordenadora-geral
da Pós-Graduação da PUC-RJ, colaborou com competência, franqueza e assertividade, com a Pós-Graduação
do Mackenzie em
suas diversas instâncias, desde a reitoria,
a chancelaria e administração geral, até
os coordenadores e
os poucos professores à época já contratados para a Pós. ●
Com disposição e
energia, a professora
Margarida, graciosamente mostrou, sem
subterfúgios, os caminhos corretos e mais seguros que
deveriam ser seguidos. Nenhuma questão ficou sem
resposta, nenhuma sugestão foi negada. A única condição que impôs foi a de poder falar a todos a sua percepção dos fatos, sem contemporizar ou compactuar
com aquilo que achasse incorreto. ● A atuação, sem
dúvida marcante, gerou um débito do Mackenzie para
com sua figura ilustre.
Rubens Approbato Machado – Como presidente da secção
paulista da Ordem
dos Advogados do
Brasil, o homenageado tocou profundamente a comunidade
mackenzista quando
restituiu, de forma pública, a verdade dos fatos, por ocasião de
açoada declaração de
autoridades educacionais e da imprensa envolvendo a Faculdade de Direito da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Em ofício à reitoria, assim se referiu Approbato:“...A Universidade Mackenzie se notabiliza, há meio século, por seríssimo padrão de ensino, merecendo desta Seccional plena confiança, quer pela seriedade com que conduz o corpo docente, quer pela
manutenção de um honesto sistema de administração...". Assim, pode-se afirmar que Approbato tornou-se,
fraternalmente, um mackenzista. ● Brasileiro, nascido
em 31 de agosto de 1933, em Ribeirão Preto, SP, Rubens
Approbato Machado é bacharel em Direito pela USP
(1956). Atualmente preside o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (triênio 2001-2003), tendo
exercido, no triênio 1998/2000, a presidência da Ordem
dos Advogados do Brasil – Secção de São Paulo. ● É pro-
fessor universitário, titular da cadeira nº 63 da Academia
Paulista de Direito. Exerceu a Judicatura em diversas
oportunidades, junto ao Colendo Tribunal Regional
Eleitoral do Estado de São Paulo. Foi secretário dos
Negócios da Justiça do Estado de São Paulo, de 6 de abril
de 1990 a 15 de março de 1991. É detentor de diversos
prêmios e medalhas pelos relevantes serviços prestados
à coletividade.
Luiz Poças Leitão Júnior – Figura cativante
e agregadora do espírito mackenzista, o
nonagenário
aluno
circula pelas alamedas
da cidade universitária mackenzista sempre cercado de acadêmicos, professores
e servidores. Personifica o verdadeiro
avô, contando casos,
fatos importantes e pitorescos da vida acadêmica – ou até mesmo reclamando de alguma coisa de que não tenha gostado –, ele “vive” no
campus Mackenzie São Paulo, há oito décadas. Sua
devoção desinteressada à escola onde se formou contador – “era isso que meu pai queria que eu fosse, para
que eu pudesse ajudá-lo na loja de comércio” – e o
célebre brado de guerra – “Isto é Mackenzie!” – que
vive repetindo sem cerimônia... É tudo símbolo do
diferencial do mackenzista. Ou é dizer aquele que
acredita na liberdade, na necessidade de seus deveres
para com a pátria e a sociedade. A relação de Poças
Leitão com o Mackenzie é histórica. Ele nasceu em 20
de novembro de 1911, na cidade inglesa de Liverpool
– filho de Luiz Felipe Poças Leitão e Louise Frida
Renould. ● Naturalizado brasileiro, ingressou com 7
anos na Escola Americana, em 23 de março de 1918,
neste mesmo campus Itambé, recém-transferido do
antigo locus da Avenida São João. Graduou-se Guarda
Livros Especial, aos 17 anos, em 23 de novembro de
1928, e Contador, aos 19, em 24 de novembro de 1930,
pela Escola de Comércio do Mackenzie College. Casou
e tanto filhos quanto netos estudaram e estudam no
Mackenzie. ● Poças Leitão tem, pois, profunda relação
com o Mackenzie. Sua vida honrada e seu amor pela
escola onde vive até hoje, muitos anos depois de ter se
formado, são testemunhos que dignificam o Mackenzie
que ele tanto ama.
Mackenzie
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