O valor da Auditoria Interna e imperativos para o sucesso. 29 de julho de 2011 Como Mensurar o Trabalho da Auditoria Interna e Demonstrar o Quanto a Área Agrega Valor para a Empresa Walter Batlouni Jr Diretor de Auditoria – REDECARD CIA, CFSA, CCSA, MBA, CAMS, CPA-20, QA Revisor Como Mensurar o Trabalho da Auditoria Interna e Demonstrar o Quanto a Área Agrega Valor para a Empresa Todas as informações oferecidas e opiniões emitidas nesta palestra vinculam-se ao exercício profissional do palestrante, não representando necessariamente o posicionamento de sua empregadora (REDECARD S/A). Tópicos da Apresentação • • • • Definição e objetivos da Auditoria Interna Como é o processo de mensuração do trabalho Comunicação com a alta administração A função estratégica do auditor interno para auxílio na tomada de decisão e solução de problemas • Como garantir a qualidade da Auditoria Interna • Reconhecimento da alta administração pelo trabalho da área de auditoria interna • Auditoria é um centro de custo ou de lucro? 3 Definição e objetivos da Auditoria Interna 4 Definição de Auditoria Interna Fonte: The Institute of Internal Auditors “A Auditoria Interna é uma atividade independente e imparcial que presta serviços de avaliação e de consultoria e tem como propósito adicionar valor e melhorar as operações da organização. “ 5 Definição de Serviços de Consultoria Fonte: The Institute of Internal Auditors “São atividades de serviço de assessoria prestadas ao cliente e cuja natureza e escopo são acordados com o mesmo, com o objetivo adicionar valor e melhorar as operações da organização”. Exemplos: orientação, assessoria, facilitação, desenho de processo e treinamento”. 6 Você me conhece? 7 Segundo o Código de Ética do The IIA, os profissionais da auditoria devem ... 1. Executar seu trabalho com honestidade, responsabilidade e zelo profissional; 2. Realizar somente serviços para os quais possuam o necessário conhecimento, habilidades e experiência; 3. Realizar os serviços de auditoria em conformidade com as Normas para a Prática Profissional (Red Book); 4. Buscar, de forma contínua, melhorar sua proficiência, a eficácia e a qualidade de seus serviços. 8 Fatores Críticos de Sucesso • MARCA • PESSOAS • INOVAÇÃO • RELACIONAMENTO C/ CLIENTES • EFICIÊNCIAS OPERACIONAIS • ALIANÇAS • HABILIDADE DE COMUNICAÇÃO 9 Como é o processo de mensuração do trabalho? 10 A importância dos indicadores 11 Indicadores x estratégia da organização • Missão: por que a organização existe? • Visão de futuro e objetivos: onde a organização quer chegar? • Fatores críticos de sucesso: quais competências são necessárias? • Indicadores: quais resultados são esperados de cada um dos indicadores? • Metas e planos de ação: como devemos mobilizar recursos e pessoas? 12 Premissas • ESPECÍFICO – claros quanto aos objetivos e o que pretende medir • MENSURÁVEL – como serão medidos - as variações são importantes e merecem correção de rumo? • ACEITÁVEL – custo x benefício – fáceis de produzir e compreender. Devem considerar aspectos imprescindíveis para controle e tomada de decisão • REALISTA – há recursos disponíveis para atingir estes resultados? • TEMPORAL – com qual frequência devem ocorrer as entregas? Balanced Scorecard - Perspectivas FINANCEIRA Acionistas ou controladores EXTERNA Nossos clientes VISÃO DE FUTURO INTERNA Desempenho nos processos e recursos críticos INOVAÇÃO Sustentar a habilidade de mudar e evoluir 14 Exemplos de indicadores • Cobertura das áreas de alto, médio e baixo risco • Cumprimento do plano em termos de atividades e horas diretas • Acompanhamento de pontos emitidos • Utilização de ferramentas para maximizar resultados • Prazo de emissão de relatórios • Emissão de relatórios gerenciais Walter Batlouni Jr 15 Exemplos de indicadores • Certificações dos auditores • Desligamentos voluntários • Cumprimento do orçamento e alocação de custos • Sinergias com Auditores Externos (redução de honorários para a empresa) • Quality Assurance 16 Comunicação Tipos de Comunicação: • • • • Reuniões de abertura e fechamento de trabalhos Reuniões de acompanhamento Participação em comitês ou grupos de discussão Reuniões estratégicas com o Comitê de Auditoria, Conselho de Administração e Diretorias Executivas • Formalização dos conteúdos em atas para servirem como base geral de informação 17 Comunicação Objetivos das reuniões: • Verificar o andamento dos negócios e projetos relevantes na organização • Estabelecer uma canal aberto com a alta administração • Inserir de forma construtiva a Auditoria no dia-a-dia das operações • Torna-se uma fonte importante para redirecionamento de atividades 18 Papel estratégico • Auxílio na tomada de decisão e solução de problemas • Avaliação dos principais riscos do negócio e oferecer recomendações para sua melhoria • Identificar oportunidades para redução de custos • Verificar conformidade com regulamentações • Ser um assessor de confiança da administração • Auxiliar nos trabalhos das auditorias externas • Desenvolver profissionais para assumir posições de liderança na empresa 19 Como garantir a qualidade da Auditoria Interna 20 Indicadores de qualidade • O CAE deve desenvolver e manter um programa de qualidade que cubra todos os aspectos da atividade de auditoria e continuamente monitore sua eficiência; • O programa inclui avaliações períodicas internas e/ou externas; • Cada etapa do programa deve ser desenvolvida para auxiliar a auditoria a ser um órgão efetivo e que esteja em conformidade com os padrões do “The IIA”. • Os resultados desses programas de qualidade devem ser comunicados à alta administração. 21 Objetivos do Quality Assurance • Assegurar conformidade com “International Standards for the Professional Practice of Internal Auditing, publicados pelo “The IIA”; • Verificar o atingimento das expectativas sobre a função de Auditoria expressas pelo Comitê Executivo, Conselho de Administração, alta administração e reguladores; • Assegurar a integração da Auditoria Interna nas atividades da empresa e processo de governança, sem impactar na independência; • Verificar o contínuo desenvolvimento, formação e especialização da equipe (conhecimento coletivo); • Oferecer oportunidades para a melhoria da função de Auditoria. 22 Objetivos do Quality Assurance E, principalmente, determinar se o Departamento de Auditoria Interna agrega valor à organização 23 Etapas da avaliação • Regulamento (1100) • Linha de reporte (2400) • Código de ética (1100/1200) • Curriculum (1200) • Ambiente de Quality Assurance (1300) • Planejamento Anual (2000) • Planejamento do trabalho (2200) • Papéis de trabalho (2300) 24 Etapas da avaliação • Relatório (2400) • Avaliação (1200) • Monitoramento (2500/2600) • Informações gerenciais • Ferramentas utilizadas • Manuais (position papers) • Melhores práticas 25 Análise do Ambiente • Percepção do mandato da Auditoria Interna • Escopo e cobertura do planejamento anual; • Verifica se a Auditoria identifica foca nos maiores riscos para a organização. • O relacionamento do grupo com as demais áreas da organização • Utilidade, clareza e efetividade dos relatórios e comunicações • Nível de conhecimento, experiência e habilidades demonstradas pelos funcionários 26 É fácil manter a certificação? • Revisões anuais e/ou “self-assessment” • Planos de ação e prazos para implementação • Acompanhar publicações do “The IIA” • Manter políticas de treinamento e certificação contínua • Estar em consonância com o movimento da organização • Agregar valor ao negócio sem, contudo, perder a independência 27 A importância das certificações • As certificações são válidas mundialmente • Denotam proeficiência na área • Enriquecem o conhecimento individual • Aumentam o valor do profissional • Poderão ser obrigatórias no futuro para o exercício da função 28 Principais certificações • The Certified Internal Auditor (CIA) • Certification in Control Self-Assessment (CCSA) • Certified Government Auditing Professional (CGAP) • Certified Financial Services Auditor(CFSA) • Certified Financial Systems Auditor (CISA) As certificações devem ser “revalidadas” a cada 2 anos (CPE) Walter Batlouni Jr 29 Audit Foundations Audit Charter 1000 Code of Ethics 1100/1200 Training Curriculum 1200 Quality Assurance Framework 1300 Annual Audit Planning 2000 Engagement Planning 2200 Orientation Fieldwork Reporting Evaluation 2240 2300 2400 1200 Issue Tracking 2500/2600 Reporting to Audit Committee, Managing Board and BU Mngt Global Cockpit Auditor Assistant2400 CAATs TRAC QuickPlace Group Audit Manual Position Papers / Project Audit Methodology / Country Audit Methodology Practice Advisories Group Audit Strategy 30 Reconhecimento da Alta Administração • Oportunidade de movimentação horizontal ou vertical • Inclusão da Auditoria em projetos importantes • O departamento passa a ser visto como um parceiro , um importante agente de sustentação do ambiente de controles internos • Investimentos em treinamentos • Compensação financeira e premiação por desempenho 31 Auditoria como centro de lucro (1/2) PREMISSAS • Clareza de objetivos, metas e estratégia • Flexibilidade para mudanças • Foco no valor agregado para a organização • Mapeamento claro das situações que ofereçam risco • Criação de condições para atratividade e retenção de profissionais • Treinamento 32 Auditoria como centro de lucro (2/2) • Atuação preventiva, antecipando-se a riscos • Atuação de remediação (reduzindo perdas) • Atenção ao orçamento e alocação de custos • Aproveitamento tecnológico disponível • Sinergias com Auditores Externos (redução de honorários para a empresa) • Tabulação de resultados 33 34 Informações sobre o palestrante • Carreira de 23 anos, sendo 21 em auditoria. Atualmente é Diretor de Auditoria da Redecard S/A. Foi responsável pelas áreas de Auditoria, Compliance e Controles Internos no Banco Caixa Geral, onde auxiliou na montagem das operações no Brasil. Desevolveu carreira de 20 anos no ABN AMRO onde além de larga experiência em auditorias no Brasil e Holanda, trabalhou no escritório regional para América Latina e Caribe quando foi encarregado de auditar 13 países. Foi responsável também pelas auditorias de Varejo, Risco, Financeira, Áreas de Suporte, Finanças (SOXA) e Transactional Banking para América Latina. • Walter é economista formado pela PUC-SP, com pós graduação em Comércio Exterior pela Fecap e MBA em Finanças pelo IBMEC. Possui as certificações CIA, CCSA, CFSA e Revisor de Quality Assessment pelo "The Institute of Internal Auditors“, além de ser especialista de Prevenção à Lavagem de Dinheiro (CAMS) e CPA-20 (ANBiD) • Participou de Due Diligence para aquisição de vários bancos, dentre os quais dos Bancos Real, Sudameris, Bandepe, além dos processos de integração destes bancos. É membro da Comissão de Auditoria Interna e Compliance da Febraban e dos Comitês de Auditoria da Visanet, Visavale e Tokio Marine Real Vida e Previdência. 35 Obrigado por sua atenção !!! Contato Walter Batlouni Jr REDECARD S/A Fone: 2121-1750 [email protected] [email protected] 36