ANAIS ANÁLISE SOCIOECONÔMICA E PRODUTIVA DA REGIÃO CENTRO-OESTE: POSICIONAMENTO ESTRATÉGICO E CRIAÇÃO DE VALOR DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL WILLERSON LUCAS DE CAMPOS SILVA ( [email protected] , [email protected] ) FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO DO SUL LUCIENE YUKARI YASUNAKA ( [email protected] , [email protected] ) FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO DO SUL MARY FERNANDA DE SOUSA DE MELO ( [email protected] , [email protected] ) FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO DO SUL Resumo Este artigo tem como propósito fazer uma análise socioeconômica e produtiva da região Centro-Oeste do Brasil (Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás). Trata-se de uma região que se destaca em crescimento populacional e também em crescimento econômico. O artigo traz a caracterização demográfica dos estados que compõem a região, a mensuração do desenvolvimento econômico, refletido no Índice de Desenvolvimento Humano através de seus sub-índices e; o crescimento econômico refletido no Produto Interno Bruto, através de seus componentes. Conclui-se que o estado de Mato Grosso do Sul está estrategicamente posicionado na região, gerando valor para investidores no estado. Palavras-Chave: Economia Regional. Goiás. Mato Grosso. Mato Grosso do Sul. Posicionamento Estratégico. 1. Introdução O Brasil vem mostrando uma diferença no seu crescimento econômico e social, pois, era de costume ver a maior parte do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, sendo composto pela região Sudeste e, com essa participação sempre em crescimento. Porém, de acordo com a divulgação das Contas Regionais feitas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no ano de 2007, entre os anos de 1995 e de 2007 a participação na composição do PIB, por parte da região Sudeste, caiu de 59,1% para 56,4%. A composição diferenciada do atual PIB brasileiro apresenta o fato de que regiões que anteriormente não tinham grande expressividade na participação do PIB estão ultrapassando as regiões Sul e Sudeste, ao apresentarem um crescimento em suas participações na composição do PIB nacional, sendo a região Centro-Oeste responsável por um crescimento de 63, 5% e a região Norte de 73,6%, contra, por exemplo, 39,9% da região Sul. Também, se destaca o fato de que o crescimento econômico de todos os estados da região Centro-Oeste, está acima da média do País. Segundo o IBGE, o Mato Grosso do Sul (MS) cresceu a uma taxa de 53,3%, o Mato Grosso (MT) a 111,5%, Goiás (GO) e Distrito Federal (DF) a taxas de 57% e 56,6%, respectivamente, no período de 1995 à 2007. De acordo com os primeiros resultados definitivos do Censo 2010, ao analisar o crescimento populacional das regiões brasileiras, tem-se a região Centro-Oeste na segunda posição dentre as que obtiveram as maiores taxas médias geométricas de crescimento anual, alcançando 1/14 ANAIS 1,91%, contra, por exemplo, 0,87% da região Sul. A região Centro-Oeste não está estagnada no que tange o crescimento populacional, porém, em contra partida, as outras regiões brasileiras seguem seu perfil histórico de queda da porcentagem de crescimento populacional. Nesse ritmo de destaque que a região Centro-Oeste vem ganhando num cenário nacional, seria um retrocesso negar a importância do tema e não aprofundar o estudo do mesmo. Logo, o presente artigo é justificado pelo potencial de crescimento da região, que por sua vez está numa posição estratégica para alcance de mercados internacionais e, com isso, tem como objetivo geral fazer uma análise da estrutura socioeconômica e produtiva das unidades federativas que integram a Região Centro-Oeste. Pretende-se alcançar o objetivo supracitado ao caracterizar demograficamente os estados de Mato Grosso de Sul, de Mato Grosso e de Goiás, o Distrito Federal é retirado da análise por sua discrepância em relação aos dados, não apenas do Centro Oeste, mas de todo o país, o que faria com que a análise dos dados finais não representasse a realidade da região; bem como mensurar o desenvolvimento econômico, refletido no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) através de seus sub índices de expectativa de vida, taxa de alfabetização e renda per capita e; o crescimento econômico refletido no Produto Interno Bruto (PIB), através de seus componentes de produção, contas regionais e balança comercial. E, por fim, reunir os dados obtidos com a construção de uma matriz socioeconômica consolidada, a fim de gerar uma contribuição acadêmica e gerencial ao sintetizar os dados relevantes sobre a região Centro Oeste, dados tais que são encontrados apenas de forma dispersa e com certo grau de dificuldade. Esta análise da região Centro-Oeste, que abrange os estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás, vem com o intuito de verificar quais são as similaridades presentes nas estruturas socioeconômicas e produtivas do Centro-Oeste brasileiro, refletidas em seus índices de crescimento e desenvolvimento econômico. Sendo visto com isso, a posição estratégica em que a região se encontra perante o país e, ao mesmo tempo, dar aos investidores uma base sobre em quais estados da região investir, para que alcancem maior grau de competitividade. O propósito será alcançado com o uso de pesquisa descritiva, pautada inicialmente por uma pesquisa bibliográfica para definir quais os fatores econômicos a serem estudados. Posteriormente será realizado um levantamento de dados secundários tendo como fontes os dados publicados em fontes oficiais, como por exemplo, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Ministério da Fazenda, Secretaria do Tesouro Nacional, dentre outros. Por fim, os dados coletados nessas fontes serão analisados e relacionados de acordo com a pesquisa realizada inicialmente, a fim de encontrar a resposta para a problemática apresentada. 2. Discussão Teórica Posicionamento estratégico e criação de valor Quando se fala em estratégia a quem primeiro se recorre é a Michael Porter. Segundo Porter (1991, p. 167) “a competitividade de um país depende da capacidade de sua indústria de inovar e melhorar”. O fator preponderante para que ocorra o sucesso ou o fracasso dessas indústrias, ou ainda melhor, para que eles desenvolvam vantagem competitiva capaz de dar a uma nação uma posição de destaque, é seu posicionamento dentro do cenário de competição. Por vantagem competitiva entende-se como sendo, o fruto da competência da indústria de 2/14 ANAIS desempenhar com eficiência suas atividades, de modo a alcançar uma das faces da dicotomia entre preço baixo e diferenciação de produtos, capaz da criação de um valor diferenciado que torne seu produto digno da atenção do cliente sobre o produto da concorrência. Poter (1999) apresenta três tipos básicos de diferenciação: (i) Posicionamento baseado na variedade: objetiva abranger a mais ampla gama de clientes possível com diversos tipos de produtos ou serviços; (ii) Posicionamento baseado na necessidade: foca em um segmento específico do mercado dedicando atenção exclusiva as suas necessidades; (iii) Posicionamento por acesso: segmenta os clientes pela maneira com que ele tem acesso ao produto ou serviço. Dessa forma, pode-se ver o posicionamento como uma escolha a ser feita, já que cabe a determinada indústria a definição de como irá lidar com seu mercado, de forma que crie valor para o mesmo. Logo, “a prosperidade nacional não é algo herdado, mas sim o produto do esforço criativo humano”, onde “as diferenças nos valores nacionais, a cultura, as estruturas econômicas, as instituições e a história são fatores que contribuem para o êxito competitivo” (Porter, 1991, p. 167). Neste presente artigo trataremos de como essa estrutura econômica posiciona estrategicamente o estado de Mato Grosso do Sul permitindo-o a criação de valor superior perante as demais economias. Elementos macroeconômicos Ao estudar a macroeconomia busca-se ter uma visão ampla da economia, vê-la de uma maneira global, sendo seu objetivo “explicar as mudanças econômicas que afetam muitas famílias, empresas e mercados simultaneamente” (MANKIW, 2007). O ambiente macroeconômico é formado por grandes agregados, os quais espelham as mudanças que ocorrem na economia. Ao analisar essas variáveis a compõe, os macroeconomistas tentam responder a questões como: Por que os preços sobem rapidamente em algumas épocas e permanecem mais estáveis em outros? Por que a produção e o emprego aumentam e alguns anos e se contraem em outros? O que o governo pode fazer para promover o crescimento acelerado da renda, a baixa inflação e um nível de emprego estável? (MANKIW, 2007) Vasconcellos e Garcia (2004) complementam que, nessa visão agregativa não é levada em conta como famílias, empresas ou até mercados específicos agem, mas sim a economia como um todo. Vasconcellos (2009) considera como agregados: renda e produtos nacionais, investimentos, poupança e consumo agregados, nível de preços, emprego e desemprego, estoque de moeda e taxas de juros, balanço de pagamentos e taxa de câmbio. Crescimento e Desenvolvimento Econômico Não raro, existe a confusão entre os conceitos de crescimento econômico e desenvolvimento econômico. Vasconcellos e Garcia (2004) definem crescimento econômico como um incremento contínuo do produto nacional, considerado de forma geral, bem como em termos per capita, podendo ser medido, principalmente, através do aumento do PIB. Serve, também, como indicadores do crescimento, o incremento da renda per capita, o aumento da força de trabalho, da receita nacional poupada e investida e o grau de aperfeiçoamento tecnológico. Pode-se considerá-lo como uma análise quantitativa do desempenho da economia. 3/14 ANAIS No tocante ao desenvolvimento econômico, Vasconcellos e Garcia (2004) o coloca como um conceito qualitativo. Para que ocorra o desenvolvimento econômico é necessário uma alteração na composição do produto nacional, aliado a uma “alocação dos recursos pelo diferentes setores da economia”. Segundo Bresser-Pereira (2008) “o desenvolvimento econômico visa atender diretamente um objetivo político fundamental das sociedades modernas – o bem estar”, implicando em “transformações estruturais do sistema econômico que o simples crescimento da renda per capita não assegura” (BRESSER-PEREIRA, 2008, apud, Schumpeter, 1911). Essas transformações estruturais, como citou Bresser-Pereira, devem atuar de forma a produzir a melhoria de indicadores de bem-estar econômico e social como, pobreza, desemprego, mortalidade infantil, desigualdade, expectativa de vida, moradia, analfabetismo, alimentação, distribuição de renda, entre outros. Como citado anteriormente, um dos principais indicadores do crescimento econômico é o PIB, o qual Lanzana (2002) define como “a somatória dos bens e serviços finais produzidos pela economia em determinado período de tempo”. Porém, como medida do bem-estar da coletividade ele apresenta sérias limitações, pois não representa a real situação das condições econômicas e sociais de um país. Vasconcellos e Garcia (2004) consideram que o PIB é falho ao considerar apenas os bens e serviços formalmente produzidos, deixando de fora a economia informal do país, ao não levar em consideração as externalidades decorrentes do crescimento econômico, bem como as diferenças na distribuição de renda. Segundo Mankiw (2007) o PIB é formado por quatro elementos: consumo (os gastos das famílias em bens e serviços), investimentos (as despesas em equipamentos de capital, estoques e estruturas), compras do governo (despesas em bens e serviços pelos governos) e exportações líquidas (que é o saldo da balança comercial). A análise do PIB permite observar as oportunidades que o mercado apresenta, mensurando as áreas de maior crescimento. Na discussão do melhor instrumento a se utilizar para um cálculo mais verossímil do bemestar social, uma medida que melhor retrata o desenvolvimento econômico-social é o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), desenvolvido pela ONU. Segundo Lacerda et al (2006) o IDH tenta “captar e sintetizar as diversas e complexas dimensões do processo de desenvolvimento humano”. Três condições essenciais estão presentes em todos os níveis de desenvolvimento, sem as quais as demais oportunidades e alternativas do ser humano não são acessíveis: desfrutar uma vida longa e saudável, adquirir conhecimento e ter acesso aos recursos necessários para um padrão de vida decente. (Lacerda et al, 2006 apud IPEA, 1996). Essas condições são medidas, respectivamente, pelos índices de expectativa de vida da população; taxa de alfabetização dos adultos, aliada a taxa de matrículas nos ensinos fundamental, médio e superior; e para completar, pela renda per capita. O IDH é um índice que pode variar entre 0 e 1. Ele é considerado baixo quando menor que 0,5; médio quando está entre 0,5 e 0,799 e; elevado entre 0,8 e 1. As fontes do crescimento econômico, segundo Vasconcellos e Garcia (2004), foram identificados a partir de dois insumos básicos, capital e mão-de-obra, cujas variações de quantidade e qualidade determinam o crescimento da produção e da renda. Essas fontes identificadas de crescimento foram: a) aumento da força de trabalho, ou seja, a quantidade de mão-de-obra; b) aumento do estoque de capital, ou da capacidade de produção; c) melhoria 4/14 ANAIS na qualidade da mão de obra, ou seja, qualificação dos profissionais; d) melhoria tecnológica, para gerar uma maior eficiência produtiva; e) eficiência organizacional, ou seja, melhor aproveitamento dos insumos. No que se refere ao desemprego, Mankiw (2007) afirma que ele se torna inevitável em economias complexas, com milhares de agentes, sendo que, o maior pleno emprego da mãode-obra gera maior PIB do que a ociosidade dos trabalhadores. O mesmo autor ainda diz que as economias abertas transacionam entre si comprando e vendendo bens e serviços nos mercados mundiais de produtos. Quando uma economia produz um bem ou um serviço internamente e o vende no mercado externo, ele está exportando seus produtos; ao passo que, quando essa mesma economia compra bens e serviços produzidos no exterior e os vende internamente ele está importando produtos. Ao juntar tudo o que uma economia vende - suas exportações - com tudo o que ela compra – suas importações – formase o que é denominado balança comercial. Vasconcellos e Garcia (2004) a define ainda como “basicamente o comércio de mercadorias” de uma economia. Sendo as exportações maiores que as importações há um superávit comercial, caso contrário, se as importações superarem as exportações ocorre o que é conhecido como déficit comercial. Já sobre investimentos, Lanzana (2002) diz que investimento é fluxo, é toda despesa que injeta recursos para o aumento da capacidade produtiva de bens e serviços da economia. Mankiw (2007) concorda e ainda coloca nessa conta a aquisição de bens de capital (tanto nacionais, quanto importados), de estoques, de incrementos estruturais (como construção de rodovias, hidrelétricas, hospitais, escolas etc). É o dinheiro que efetivamente fica no país, não entrando na conta títulos de empresas brasileiras compradas por agentes estrangeiros. 3. Características Gerais da Região Centro-Oeste Mato Grosso do Sul tem como capital a cidade de Campo Grande. A sua população no ano de 2010, segundo censo do IBGE, é de 2.449.024 habitantes. Possui uma extensão de 357.145,836 km², tendo uma densidade demográfica de 6,86 habitantes por quilometro quadrado. O estado conta com 78 municípios. Bem como uma taxa de urbanização de 85,6%. O estado do Mato Grosso tem como capital a cidade de Cuiabá. Sua população é de 3.035.122 habitantes em uma área de 903.329,700 km². Assim sendo sua densidade demográfica de 3,36 habitantes para cada quilometro quadrado. Totaliza 141 municípios. Sua taxa de urbanização é de 81,9%. A capital do estado de Goiás é Goiânia. A população do estado é de 6.003.788 habitantes. A sua área é de 340.103,467 km² e sua densidade demográfica, portanto, é de 17,65 habitantes por quilômetros quadrados. O Estado contém 246 municípios. Sua taxa de urbanização é de 89,2%. 4. Desenvolvimento Econômico A taxa de crescimento do Brasil foi de 1,17% entre os anos de 2000 a 2010, segundo o Censo Demográfico do mesmo período. Essa taxa de crescimento refere-se à taxa média geométrica de crescimento anual. Ela foi calculada entre 2000 e 2010, mas tomou como base a população 5/14 ANAIS de 2010. A Região Centro-Oeste teve a segunda maior taxa de crescimento do Brasil tendo 1,91% de crescimento. Esse número é composto pelas taxas referentes à de Mato Grosso do Sul (1,66%), Mato Grosso (1,94%), Goiás (1,90%) e Distrito Federal (2,88%). Segundo o Relatório “Emprego, Desenvolvimento Humano e Trabalho Decentes” do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento do Brasil o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) em Mato Grosso do Sul no ano de 2005 (sendo esta versão mais recente publicada) foi de 0,802; o de Goiás foi 0,800 e o de Mato Grosso foi de 0,796. O IDH é composto pelas variáveis: saúde, educação e renda. No quesito saúde, a taxa de mortalidade infantil, a expectativa de vida e o número de estabelecimentos de saúde são usados como variáveis para que se possa mensurá-la. A Região Centro-Oeste possui dentro dos aspectos correlacionados com a saúde números considerados medianos em relação às outras regiões do país. Analisando, por exemplo, a taxa de mortalidade infantil, a região é aquela que possui, segundo dados do IBGE, o 3º maior índice (17,8%) de mortalidade infantil do país. Com relação a esse índice, Mato Grosso do Sul possui uma taxa de 16,9%; Mato Grosso 19,2% e Goiás 18,3%. Simultaneamente, a Região Centro-Oeste possui também a 3ª maior expectativa de vida do Brasil, que é de 74,3 anos. Esses dados e outros podem ser explicados e complementados por diversos fatores da área da Saúde da região. Ao analisar estado a estado da região com relação à expectativa de vida, Mato Grosso do Sul possui uma maior expectativa entre os três, de 74,3 anos; Mato Grosso possui de 73,7; e Goiás de 73,9 anos. Outro ponto interessante a ser constado é que o estado de Mato Grosso do Sul possui 1.458 estabelecimentos de saúde, enquanto o Estado de Mato Grosso possui 2.001 estabelecimentos e Goiás 3.011 (segundo pesquisa do IBGE de 2009). Ao cruzar as informações de números de estabelecimentos de saúde com o número de habitantes, pode-se observar que Mato Grosso do Sul tem a razão habitantes/estabelecimentos saúde 18% maior do que o estado de Goiás. O que poderia, em parte, explicar o porquê da diferença de expectativa de vida e do índice da mortalidade infantil entre os dois estados. Uma segunda variável componente do IDH é a educação, a qual pode ser quantificada através da freqüência de pessoas na escola, do índice de analfabetismo e do número de alunos matriculados. A taxa bruta de pessoas que freqüentam a escola no Brasil é de 29,8% (independente da idade). A Região Centro-Oeste possui como índice a taxa de 29,9%. Dentro da região, o estado de Mato Grosso do Sul tem 30,2% da população estudante, o estado de Mato Grosso possui 30,7% e Goiás possui 29,7%. Com relação ao índice de analfabetismo em pessoas com mais de 15 anos, a Região CentroOeste apresenta um total bruto de 840 mil pessoas, o que representa 8% da sua população. Analisando os dados separadamente, o estado de Mato Grosso do Sul possui a taxa de 8,7%; Mato Grosso 10,2% e Goiás 8,6%. As tabelas 1 e 2, adaptadas da base de dados do IBGE, indicam a porcentagem de alunos matriculados por nível de ensino entre 18 e 24 anos. Ressalta-se que a tabela indica a porcentagem em relação apenas aos alunos matriculados e não em relação ao total da população. Dentro dessa faixa etária, o ideal é que os alunos estejam no ensino superior, porém, percebe-se que apenas aproximadamente metade está de acordo com o padrão. No ano de 2009, 6% dos alunos do Centro-Oeste estavam no ensino fundamental e 30,5% no Ensino Médio. 6/14 ANAIS Tabela1. Nível de ensino freqüentado entre 18 e 24 anos (%) Total (pessoas) Localidade Centro-Oeste MS MT GO DF 2004 544.030 81.728 104.928 228.323 129.051 Fundamental 2009 540.238 79.948 123.702 211.619 124.969 2004 12 10,2 19,5 11,3 8,4 Médio 2009 6 3,1 8 7,7 3,2 2004 37,6 32,8 41,5 41,4 30,6 2009 30,5 26,8 38 32,4 22,3 Fonte: Adaptado de IBGE, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2004-2009. Tabela 2. Nível de ensino freqüentado entre 18 e 24 anos (%) Total (pessoas) Localidade Centro-Oeste MS MT GO DF 2004 544.030 81.728 104.928 228.323 129.051 2009 540.238 79.948 123.702 211.619 124.969 Superior (graduação, mestrado e doutorado) 2004 2009 39,6 56,6 43,8 59 29,6 47,9 38,4 55,6 47,1 65,5 Outros (supletivo, pré vestibular) 2004 2009 10,8 6,8 13,2 11,1 9,4 6,1 8,9 4,3 13,9 9 Fonte: Adaptado de IBGE, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2004-2009. Por último, a renda é o que finaliza as variáveis componentes do IDH, neste caso medida através da renda per capita. Segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprega/RAIS, em 2000, a renda per capita do brasileiro era de R$730,52, sendo a renda per capita dos estados do Centro-Oeste inferior à renda nacional. Já em 2009 a renda per capita do brasileiro passou para R$1.461,21, sendo seguida no crescimento, também, pela renda per capita dos estados de MS, MT e GO, porém continuando inferior à brasileira, como mostra a tabela acima. Tabela 3. Remuneração média por estado 2000 2009 Brasil R$ 730,52 R$ 1.461,21 R$ 559,80 R$ 1.323,04 MS R$ 576,26 R$ 1.267,43 MT R$ 524,44 R$ 1.206,08 GO Fonte: Adaptado de Ministério do Trabalho e Emprego / RAIS. 5. Crescimento Econômico O crescimento de uma economia pode ser mensurado, principalmente através do Produto Interno Bruto (PIB). O PIB de Mato Grosso do Sul, segundo pesquisa do IBGE de 2008 foi de 7/14 ANAIS 33,145 milhões de reais, o de Mato Grosso foi de 53,023 milhões e o de Goiás foi de 75,275 milhões. Tabela 4. Composição do Valor Adicionado do Produto Interno Bruto Por Setor (%) ATIVIDADE ESTADO 2003 2004 2005 2006 2007 2008 ECONÔMICA Agropecuária 24,72 20,93 15,45 14,53 16 16,60 Indústria 15,70 19,21 17,24 18,46 16,68 17,64 MS Serviços 59,58 59,86 67,31 67,01 67,52 65,76 Agropecuária 31,76 35,35 32,18 25,27 28,12 S/D Indústria 16,09 19,88 18,65 18,11 16,43 S/D MT Serviços 52,15 44,77 49,17 56,62 55,46 S/D Agropecuária 21,94 20,7 S/D S/D S/D 12,84 Indústria 35,15 35,4 S/D S/D S/D 26,21 GO Serviços 42,91 43,9 S/D S/D S/D 60,95 Fonte: Adaptado de IBGE; Diretoria de Pesquisas, Departamento de Cantas Nacional/SEPLAN-MT; SEGPLAN-GO/SEPIN/Gerência de Contas Regionais e Indicadores – 2011; SECTEC – Secretaria de Ciência e Tecnologia do Estado de Goiás. Dentre os componentes dessa somatória, que é o PIB, estão os investimentos, ou seja, as despesas destinadas ao planejamento e à execução de obras públicas, à realização de programas especiais de trabalho e à aquisição de instalações, equipamento e material permanente, o qual na Região Centro-Oeste totalizou aproximadamente 1,8 bilhões de reais no ano de 2009, segundo o Ministério da Fazenda. Sendo que Mato Grosso do Sul investiu 528.117.971,27 reais, Mato Grosso 602.101.944,91 reais e Goiás 640.785.503,39 reais no mesmo ano. A balança comercial também faz parte dessa conta, a Secretaria do Comércio Exterior divulgou informações a respeito da Balança Comercial e de acordo com essas informações, foram elaboradas as tabelas abaixo. ANO 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 Tabela 5. Balança Comercial GOIÁS Exportação Importação 544.864 374.289 595.271 389.760 649.314 326.740 1.103.187 376.772 1.413.115 625.712 1.817.393 724.009 2.093.111 992.574 3.184.780 1.701.925 4.091.752 3.050.197 3.614.964 2.852.690 4.044.661 4.175.265 Saldo 170.575 205.510 322.574 726.415 787.403 1.093.384 1.100.536 1.482.855 1.041.555 762.273 -130.604 Fonte: Adaptado de Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior – DEPLA / Secretaria de Comércio Exterior – SECEX 8/14 ANAIS ANO 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 Tabela 6. Balança Comercial MATO GROSSO Exportação Importação 1.033.354 90.644 1.395.772 136.532 1.795.853 209.049 2.186.163 276.688 3.101.889 417.680 4.151.628 410.199 4.333.468 406.518 5.130.866 753.285 7.812.346 1.277.176 8.426.869 792.396 8.451.372 988.967 Saldo 942.709 1.259.241 1.586.804 1.909.474 2.684.209 3.741.429 3.926.950 4.377.581 6.535.170 7.634.473 7.462.405 Fonte: Adaptado de Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior – DEPLA / Secretaria de Comércio Exterior – SECEX ANO 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 Tabela 7. Balança Comercial MATO GROSSO DO SUL Exportação Importação 253.239 159.999 473.680 281.843 384.238 423.908 498.339 492.868 644.754 771.954 1.149.122 1.080.012 1.004.339 1.725.837 1.297.177 2.189.888 2.095.551 3.682.565 1.937.634 2.690.230 2.962.058 3.382.635 Saldo 93.239 191.838 -39.670 5.471 -127.200 69.110 -721.498 -892.711 -1.587.014 -752.596 -420.577 Fonte: Adaptado de Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior – DEPLA / Secretaria de Comércio Exterior – SECEX Pode-se perceber que o Centro-Oeste caminhou em uma proporção contrária ao Brasil. Enquanto o Saldo da Balança do Brasil apresentou aumento, os três estados do Centro-Oeste obtiveram diminuição da Balança Comercial local. O emprego, também possui uma importante participação nessa mensuração. Segundo o Ministério do trabalho, o número de empregos no Brasil de 2000 para 2010 tiveram um aumento substancial. O saldo (admissões menos o número de demissões) nesse período variou no Brasil de 657.596 para 2.406.210. Enquanto isso no mesmo período, esse saldo aumentou de 21.990 para 80.758 em Goiás, em Mato Grosso de 6.465 para 27.122 e em Mato Grosso do Sul de 4.083 para 30.798. 6. Análise e discussão dos resultados O Estado de Mato Grosso do Sul entre os estados da região Centro-Oeste é o que possui extensão e densidade demográfica intermediárias. Porém possui menor quantidade de 9/14 ANAIS municípios e menor quantidade de habitantes. Assim sendo, pode-se supor que dentre os três estados da região não é aquele que possui mais dificuldades na administração. O Índice de Desenvolvimento Humano de Mato Grosso do Sul é o maior entre os três estados e seu valor (0,802) é considerado elevado na classificação dos índices (baixo – menor que 0,5; alto – entre 0,5 e 0,799 e elevado – entre 0,8 e 1). Esse IDH elevado de Mato Grosso do Sul pode ser explicado, pois um dos fatores que compõem o índice está a área da saúde e na área de saúde do estado há exemplos do seu melhor desempenho. Por exemplo: a menor taxa de mortalidade infantil da região é a de Mato Grosso do Sul. Este estado possui também a maior expectativa de vida entre os três e a maior razão “habitantes por estabelecimentos de saúde”. Outro fator que compõe o IDH é a educação. Nesse sentido, o estado de Mato Grosso do Sul possui menor freqüência de pessoas na escola independente da idade do que o estado de Mato Grosso. Porém, possui taxa maior que a de Goiás. Mas esse dado na composição do IDH pode ser contrabalanceado pois o índice de analfabetismo de Mato Grosso do Sul é inferior ao de Mato Grosso em 1,5%. O terceiro fator que complementa o IDH é a renda per capita. De acordo com o ano de 2009, dentre os três estados da região Centro-Oeste, o estado de Mato Grosso do Sul é o que apresenta melhor remuneração média. Este fato pode ser justificado com a comparação entre educação e renda, tendo em vista que o Mato Grosso do Sul, possui a maior proporção de pessoas matriculadas com idade padrão para fazer ensino superior, refletindo em uma maior remuneração média, conseqüência da maior mão de obra qualificada. De acordo com as informações acima, compreende-se o porquê do Índice de Desenvolvimento Humano do estado de Mato Grosso do Sul ser o maior em relação aos estados da região Centro-Oeste. E, quanto ao crescimento econômico, o estado de Mato Grosso do Sul, possui o menor Produto Interno Bruto, provavelmente pela menor extensão produtiva e menor população. Em valores totais, Mato Grosso do Sul teve o menor investimento, porém mais uma vez cabe ressaltar que sua menor densidade demográfica faz com que haja menor necessidade em investimentos por parte do governo. Além disso, esse estado teve a menor arrecadação de impostos sobre produtos, mas isso se explica pelo mesmo fator já apresentado. Ainda com relação aos aspectos do Desenvolvimento Econômico, percebe-se que o país aumentou substancialmente suas exportações nos últimos anos, mas a região Centro-Oeste com uma média geral as diminuiu. Devido ao crescimento da agricultura na região, há recentemente um crescimento massivo da importação de insumos agrícolas segundo a Câmara dos Dirigentes de Lojistas. Por fim, analisando o saldo de empregos, percebe-se que Mato Grosso do Sul teve um aumento nesse saldo de 7,54 vezes considerando a razão 2010/2000. Enquanto os outros dois estados tiveram aumento de 4,15 (Mato Grosso) e 3,67 (Goiás) apenas. Isso se deve ao fato do estado de Mato Grosso do Sul ser o mais novo dos três e por conseqüência possui uma curva de crescimento anual mais inclinada. Como o estado de Mato Grosso do Sul possui perfil de estado em fase de crescimento (fase intermediária entre o nascimento e a maturidade), o estado está posicionado estrategicamente 10/14 ANAIS para empreendedorismo e oportunidades de crescimento e investimentos. A partir da presença de maiores investidores, haverá maior crescimento e até mesmo desenvolvimento econômico gerando maior valor para o estado. Em contrapartida, os investidores estarão bem posicionados estrategicamente, pois possuirão chances de amadurecimento. Matriz Socioeconômica Consolidada Tabela 8. MATRIZ ECONOMICA CONSOLIDADA Mato Grosso do Sul Mato Grosso Características Gerais Capital População Extensão (km²) Densidade Demog. (hab/Km²) Número de Municípios Taxa de Urbanização (%) Taxa de Crescimento (%) (2000-2010) I.D.H. (2005) Saúde Mortalidade Infantil Expectativa de vida (anos) N. de Estabelecim. de Saúde Educação Frequência de pessoas na escola Índice de Analfabetismo Alunos Matriculados Ensino Fundamental (%) Ensino Médio (%) Ensino Superior (%) Outros (%) Renda per capita (R$) PIB – 2008 Agropecuária (%) Indústria (%) Serviços (%) Investimento (2009) Balança Comercial (em reais) Exportação Importação Goiás Campo Grande 2000 2010 2.074.877 2.449.024 357.145,84 6,86 2000 2010 77 78 85,6% Cuiabá 2000 2010 2.502.260 3.035.122 903.329,70 3,36 2000 2010 126 141 81,9% Goiânia 2000 2010 4.996.439 6.003.788 320.103,47 17,65 2000 2010 242 246 89,2% 1,66% 1,94% 1,9% 0,802 0,796 0,8 16,9% 74,3 1.458 19,2% 73,7 2.001 18,3% 73,9 3.011 30,20% 8,70% 2004 2009 81.728 79.948 10,2 3,1 32,8 26,8 43,8 59,0 13,2 11,1 2000 2009 559,80 1.323,04 R$ 33,145 milhões 2003 2008 24,72 16,60 15,70 17,64 59,58 65,76 R$ 528.117.971,27 2000 2010 253.239 2.962.058 159.999 3.382.635 30,70% 10,20% 2004 2009 104.928 123.702 19,5 8,0 41,5 38,0 29,6 47,9 9,4 6,1 2000 2009 576,26 1.267,43 R$ 53,023 milhões 2003 2008 31,76 S/D 16,09 S/D 52,15 S/D R$ 602.101.944,91 2000 2010 1.033.354 8.451.372 90.644 988.967 29,70% 8,60% 2004 2009 228.323 211.619 11,3 7,7 41,4 32,4 38,4 55,6 8,9 4,3 2000 2009 524,44 1.206,08 R$ 75,275 milhões 2003 2008 21,94 12,84 35,15 26,21 42,91 60,95 R$ 640.785.503,39 2000 2010 544.864 4.044.661 374.289 4.175.265 Fonte: Elaborada pelos autores com base no IBGE, DEPLA, SECEX, SEPLAN-MT, SEGPLAN-GO, SEPIN, SECTEC-GO, Ministério de Trabalho e Emprego. 11/14 ANAIS 7. Conclusão A representatividade das regiões brasileiras no crescimento e desenvolvimento do país é um fator relevante para que os empresários e governantes tomem decisões acertadas sobre em qual local e setor investir. No decorrer do presente artigo, foi discorrido sobre a crescente participação da região Centro-Oeste no crescimento e desenvolvimento econômico e populacional, o que faz com que essa região seja vista como um mercado potencial, que por sua vez proporcionará maior ganho de vantagem competitiva aos investidores da região. Ao analisar a estrutura socioeconômica e produtiva das unidades federativas que integram a região Centro-Oeste, este artigo alcançou seu objetivo principal e, o fez apresentando as principais características dos estados que compõe a região, sendo eles: Mato Grosso de Sul, Mato Grosso e Goiás; analisando o crescimento populacional e econômico; o desenvolvimento econômico, através do Índice de Desenvolvimento Humano e seus sub índices. Com a presente análise, tem-se que o estado de Mato Grosso do Sul está para a região CentroOeste, assim como a região Centro-Oeste está para o Brasil. Isso se dá pelo fato que, da mesma forma que as regiões Sul e Sudeste, que sempre foram responsáveis pela maior participação no PIB brasileiro, estão estagnando não apenas o seu crescimento econômico, quando se observa o crescimento acumulado do PIB do Centro-Oeste (2º lugar, com 63,5%, dentre as regiões, precedida apenas pela região Norte, com 73,6%), mas também o seu crescimento populacional, sendo a região Sul a que menos cresceu (0,87%) de acordo com o Censo 2010, contra um crescimento de 1,91% da região Centro-Oeste. A justificativa da afirmação supracitada se dá ainda ao se observar que o estado de Mato Grosso do Sul é o mais novo dentre os estados que compõe a região em questão e, da mesma forma com que o Centro-Oeste vem se despontando nos índices que comprovam crescimento e desenvolvimento populacional e econômico, o estado por possuir uma curva de crescimento anual mais inclinada, se destacando entre os outros estados que compõem a região, tendo o maior IDH (0,802) e o maior aumento no saldo de empregos, o que segundo Mankiw (2007), gera maior PIB do que a ociosidade dos trabalhadores, porém, observou-se que o estado de Mato Grosso do Sul possui o menor PIB, mas isso pode ser justificado ao se comparar extensão e população, afinal, o estado possui o menor número das duas variáveis, dentre os estados da região. A economia em expansão, bem como o crescimento populacional da região Centro-Oeste, vem trazendo um novo foco aos investidores, tendo a atividade econômica de serviços como sendo a principal constituinte do PIB por setor em todos os estados da região. Cabe ressaltar que o estado de Mato Grosso do Sul é o principal atrativo para aqueles que desejam investir na região, devido sua perspectiva de crescimento altamente positiva, em relação aos estados vizinhos. De modo especial, tem-se que a capital do estado de MS, Campo Grande, segundo a edição 1001, 5/10/2011, da revista Exame, tem potencial para crescer duas vezes mais que São Paulo e Rio de Janeiro nos próximos 15 anos. 12/14 ANAIS Referências BRESSER-PEREIRA, L. C. Crescimento e Desenvolvimento Econômico. São Paulo: 2008. CÂMARA DE DIRIGENTES DE LOJISTAS. Primeiro trimestre: importações aumentaram 24% e exportações subiram 2%. 13 de Abr. de 2011. 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