BÊNÇÃO DOS ÓLEOS DOS CATECÚMENOS E DOS ENFERMOS E CONSAGRAÇÃO DO CRISMA P O N T I F I C A L R O M A N O REFORMADO POR DECRETO DO CONCÍLIO ECUMÉNICO VATICANO II, PROMULGADO POR AUTORIDADE DE S. S. O PAPA PAULO VI BÊNÇÃO DOS ÓLEOS DOS CATECÚMENOS E DOS ENFERMOS E CONSAGRAÇÃO DO CRISMA CONFERÊNCIA EPISCOPAL PORTUGUESA PRELIMINARES 1. O Bispo deve ser considerado como o sumo sacerdote do seu rebanho, de quem deriva e depende, de algum modo, a vida de seus fiéis em Cristo.1 A Missa crismal, que o Bispo concelebra com os presbíteros das várias regiões da diocese, e dentro da qual consagra o santo crisma e benze os outros óleos, é considerada uma das principais manifestações da plenitude do sacerdócio do Bispo e sinal da íntima união dos presbíteros com ele. Com efeito, é com o santo crisma consagrado pelo Bispo que os recém-baptizados são ungidos e que os confirmandos são marcados. Com o óleo dos catecúmenos são preparados e dispostos os catecúmenos para o Baptismo. Por fim, com o óleo dos enfermos são aliviados os doentes nas suas enfermidades. 2. A Liturgia cristã fez seu o costume do Antigo Testamento, em que os reis, os sacerdotes e os profetas eram ungidos com o óleo da consagração, pois eram figuras de Cristo, cujo nome significa «Ungido do Senhor». Do mesmo modo, com o santo crisma, também se mostra que os cristãos, inseridos pelo Baptismo no mistério pascal de Cristo, mortos e sepultados com o Senhor e com Ele ressuscitados,2 se tornam participantes do seu sacerdócio real e profético, e, pela Confirmação, recebem a unção espiritual do Espírito Santo que lhes é dado. Com o óleo dos catecúmenos, é ampliado o efeito dos exorcismos, pois que os baptizandos são fortalecidos para poderem renunciar ao demónio e ao pecado, antes de se aproximarem da fonte da vida e de nela renascerem. O óleo dos enfermos, cujo uso é atestado por São Tiago, 3 proporciona aos doentes o remédio para a alma e para o corpo, a fim de poderem suportar e superar com fortaleza os males e alcançarem o perdão dos pecados. Cf. Conc. Vat. II, Const. Sacrosanctum Concilium, n. 41. Ibid., n. 6. 3 Tiago 5, 14 1 2 10 BÊNÇÃO DOS ÓLEOS E CONSAGRAÇÃO DO CRISMA I MATÉRIA 3. A matéria apta do sacramento é o óleo de oliveira, ou, se parecer conveniente, outro óleo de plantas. 4. O santo crisma é confeccionado com óleo e perfumes. 5. A preparação do crisma pode ser feita ou privadamente, antes da consagração, ou pelo Bispo durante a acção litúrgica. II MINISTRO 6. A consagração do crisma é da competência exclusiva do Bispo. 7. O óleo dos catecúmenos, se a Conferência Episcopal julgar bem conservar o seu uso, é benzido pelo Bispo na Missa crismal, juntamente com os outros óleos. Todavia, dá-se aos sacerdotes a faculdade de benzerem o óleo dos catecúmenos, quando se trata de Baptismo de adultos, antes da unção própria no respetivo grau do catecumenado. 8. O óleo que há-de ser usado na Unção dos enfermos deve ser benzido com essa finalidade pelo Bispo ou por um presbítero que, ou por direito ou por especial concessão da Santa Sé, tenha faculdade para o benzer. A faculdade para benzer o óleo que há-de ser usado na Unção dos enfermos é concedida por direito: a) àqueles que o direito equipara ao Bispo diocesano; b) a qualquer presbítero, em caso de verdadeira necessidade, mas na própria celebração do sacramento. PRELIMINARES 11 III DIA DA BÊNÇÃO 9. A bênção do óleo dos enfermos e do óleo dos catecúmenos, bem como a consagração do crisma são efectuadas normalmente pelo Bispo na Quinta-Feira da Semana Santa, na Missa própria que se deve celebrar de manhã. 10. Todavia, se nesse dia o clero e o povo dificilmente se puderem reunir com o Bispo, esta bênção pode ser antecipada para outro dia, próximo da Páscoa, usando-se sempre a Missa própria. IV MOMENTO DA BÊNÇÃO DURANTE A ACÇÃO LITÚRGICA 11. Segundo a tradição da liturgia latina, a bênção do óleo dos enfermos faz-se antes do fim da Oração Eucarística; a bênção do óleo dos catecúmenos e a consagração do crisma fazem-se depois da Comunhão. 12. No entanto, por motivos pastorais, pode realizar-se todo o rito da bênção depois da liturgia da palavra, usando o rito que a seguir se apresenta. BÊNÇÃO DOS ÓLEOS E CONSAGRAÇÃO DO CRISMA COISAS QUE SE DEVEM PREPARAR 13. Para a bênção dos óleos, além do que é necessário para a celebração da Missa, devem preparar-se: Na sacristia ou noutro lugar apropriado: __ as âmbulas com os óleos; __ os perfumes para a confecção do crisma, se o Bispo desejar fazer ele mesmo a mistura durante a acção litúrgica; __ o pão, o vinho e a água para a Missa, os quais serão levados, juntamente com os óleos, antes da preparação dos dons. No presbitério: __ a mesa onde se devem colocar as âmbulas com os óleos, a qual se deve dispor de modo que o povo possa ver bem toda a acção litúrgica e nela participar; __ a sede para o Bispo, no caso de a bênção se fazer em frente do altar. 14 BÊNÇÃO DOS ÓLEOS E CONSAGRAÇÃO DO CRISMA RITO DA BÊNÇÃO 14. A Missa crismal é sempre concelebrada. Convém, todavia, que entre os presbíteros que concelebram com o Bispo e são suas testemunhas e cooperadores no ministério do santo crisma, se encontrem alguns presbíteros das diversas regiões da diocese. 15. A preparação do Bispo, dos concelebrantes e dos restantes ministros, bem como a sua entrada na igreja e toda a Missa até ao fim da liturgia da palavra, fazem-se como se indica no rito da concelebração. Os diáconos que tomam parte na bênção dos óleos, na ida para o altar vão à frente dos presbíteros concelebrantes. 16. Depois da oração universal, os diáconos e os ministros designados para levar os óleos, ou, na sua falta, alguns presbíteros e ministros bem como alguns fiéis que devem levar para o altar o pão, o vinho e a água, dirigem-se ordenadamente à sacristia ou ao lugar onde os óleos e as outras oferendas tiverem sido preparados. Ao voltarem ao altar, observam a ordem seguinte: primeiro, o ministro que leva o vaso com os perfumes, se o Bispo quiser fazer pessoalmente a mistura do crisma; a seguir, outro ministro com a âmbula do óleo dos catecúmenos, se houver de ser benzido; depois, outro ministro com a âmbula do óleo dos enfermos. O óleo destinado ao crisma é levado em último lugar, por um diácono ou um presbítero. Seguem-se os ministros que levam o pão, o vinho e a água para a celebração da Eucaristia. 17. Enquanto a procissão avança através da igreja, o coro canta, com a participação do povo, o hino Aceitai, ó Redentor, ou outro cântico apropriado, em vez do cântico do ofertório. RITO DA BÊNÇÃO Refrão Aceitai, ó Redentor, nosso cântico de louvor. Estrofes Ramo fértil deu este óleo Com luz fecunda criado, Para ao Salvador do mundo Ser agora consagrado. A alma na fonte pura É do pecado lavada, E, ungida que é a fronte, De carismas inundada. Dignai-Vos, pois, consagrar, Rei da pátria eternal, Este óleo, p’ra ser defesa Contra o poder infernal. Filho do eterno Pai, Vós, da Virgem concebido, Dai luz e livrai da morte A quem do crisma é ungido. Renovada a humanidade Seja p’la unção de vida, E restaurada na glória A dignidade ferida. Pelos séculos sem fim Seja de festa este dia; Ressoe em louvores sagrados, Numa perene alegria. Ou Refrão Cantemos ao Redentor Um cântico de louvor! Com seu divino sangue nos ungiu E de nossos pecados nos remiu. Estrofes Escutai, ó Juiz omnipotente, Ó única esperança dos mortais, Escutai nosso cântico de graças Por estes dons sagrados que nos dais. Do tão humilde fruto de oliveira O puro azeite nasce e em luz se faz; Sagrado em vosso altar, ó Rei excelso, É luz de redenção, sinal de paz. 15 16 BÊNÇÃO DOS ÓLEOS E CONSAGRAÇÃO DO CRISMA Com júbilo, Senhor, agradecemos Os admiráveis dons da vossa Igreja. Ungi de fortaleza as nossas almas; O vosso amor eterno nos proteja. Bendito seja o óleo consagrado Por mão do nosso Bispo em vosso altar. Ele há-de ungir aqueles que ao Baptismo O vosso Filho, ó Deus, vier chamar. Bendito seja o óleo precioso Que os dons do vosso Espírito encerra. Derramai-o, Senhor, em vossa Igreja Como as águas fecundas sobre a terra. Bendito seja o óleo sacrossanto Remédio dos que sofrem na doença. Protegei-os, Senhor, da eterna morte; o Espírito do mal jamais os vença. Bendito seja o óleo cujo aroma Vossos eleitos há-de revestir. Senhor, a vossa Igreja Vos encontre Naqueles que chamais para a servir. 18. Ao chegarem junto do altar, ou da sede onde se encontra o Bispo, este recebe os dons. O diácono que leva a âmbula para o santo crisma, apresenta-a ao Bispo, dizendo em voz alta: Óleo para o santo crisma. O Bispo recebe-a e entrega-a a um dos diáconos que lhe assistem, e este coloca-a sobre a mesa preparada. O mesmo fazem os que levam as âmbulas do óleo dos enfermos e dos catecúmenos. O primeiro diz: Óleo dos enfermos; e o outro: Óleo dos catecúmenos. O Bispo recebe-as da mesma maneira e os ministros colocam-nas sobre a mesa preparada. 19. Depois, a Missa continua, segundo o rito da concelebração, até ao fim da Oração Eucarística, salvo se todo o rito da bênção se realizar logo a seguir (cf. n. 12). Neste caso, tudo se faz como se diz adiante, no n. 26. BÊNÇÃO DO ÓLEO DOS ENFERMOS 17 BÊNÇÃO DO ÓLEO DOS ENFERMOS 20. Antes de o Bispo dizer Por Cristo, nosso Senhor, criais todos os bens (Per Quem haec omnia) na Oração Eucarística I, ou a doxologia Por Cristo, com Cristo, em Cristo (Per Ipsum, et cum Ipso, et in Ipso) nas outras Orações Eucarísticas, aquele que trouxe a âmbula do óleo dos enfermos leva-a para o altar e sustém-na diante do Bispo, enquanto este benze o óleo dos enfermos, dizendo a seguinte oração: Senhor nosso Deus, Pai de toda a consolação, que por vosso Filho quisestes aliviar as dores dos enfermos, atendei com bondade a oração da nossa fé. Enviai do céu o Espírito Santo Consolador sobre este óleo que Vos dignastes produzir da árvore para refazer as forças do corpo humano. Com a vossa ✠ bênção, sirva a quantos forem com ele ungidos de auxílio do corpo, da alma e do espírito, para alívio de todas as dores, fraquezas e doenças. Seja para nós, Senhor, por vossa bênção, óleo santo, em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo [que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. R. Amen]. A conclusão Que é Deus convosco diz-se apenas quando esta bênção se realiza fora da Oração Eucarística. Terminada a bênção, a âmbula do óleo dos enfermos é novamente levada para o seu lugar, e a Missa prossegue até à Comunhão inclusive. 18 BÊNÇÃO DOS ÓLEOS E CONSAGRAÇÃO DO CRISMA BÊNÇÃO DO ÓLEO DOS CATECÚMENOS 21. Após a Oração depois da Comunhão, as âmbulas com os óleos que vão ser benzidos são colocadas pelos ministros sobre a mesa convenientemente disposta no meio do presbitério. O Bispo, tendo junto de si, de um e de outro lado, os presbíteros concelebrantes, em forma de coroa, e atrás de si os restantes ministros, procede à bênção do óleo dos catecúmenos, se houver de ser benzido, e, em seguida, à consagraão do crisma. 22. Estando todos assim colocados, o Bispo, de pé, sem mitra, voltado para o povo, de braços abertos, diz a seguinte oração: Senhor nosso Deus, fortaleza e protecção do vosso povo, que fizestes do óleo o sinal do vigor, dignai-Vos abençoar ✠ este óleo; concedei a fortaleza aos catecúmenos que serão com ele ungidos, a fim de que, recebendo a sabedoria e a força do alto, compreendam melhor o Evangelho de vosso Filho, defrontem com grandeza de ânimo os trabalhos da vida cristã, e, tornados dignos da adopção de filhos, se alegrem com a graça de renascer e viver na vossa Igreja Santa. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. R. Amen. CONSAGRAÇÃO DO CRISMA 19 CONSAGRAÇÃO DO CRISMA 23. Depois, se a mistura ainda não tiver sido feita, o Bispo senta-se, recebe a mitra, deita os perfumes no óleo e prepara o crisma, sem dizer nada. 24. Feito isto, de pé, sem mitra, convida a orar, dizendo: Oremos, irmãos caríssimos, a Deus Pai todo-poderoso, para que abençoe e santifique este óleo; e os que forem ungidos com ele em seu corpo, sejam também ungidos em sua alma e se tornem dignos da redenção divina. 25. Seguidamente, se parecer oportuno, o Bispo sopra sobre a âmbula do crisma. Depois, de braços abertos, diz uma das seguintes orações de consagração: I Senhor nosso Deus, autor de todo o crescimento e progresso espiritual, aceitai benignamente o louvor agradecido que, pela nossa voz, a Igreja Vos tributa com alegria. Fostes Vós que, no princípio, dissestes à terra que produzisse árvores de fruto; entre elas nasceriam as oliveiras, cujo precioso óleo havia de servir para o santo crisma. 20 BÊNÇÃO DOS ÓLEOS E CONSAGRAÇÃO DO CRISMA O vosso servo David, antevendo em espírito profético os sacramentos da vossa graça, cantou a alegria que ao rosto havia de dar o óleo perfumado; e quando os crimes do mundo foram lavados nas águas do dilúvio, uma pomba anunciou a paz restituída aos homens, mostrando, no ramo de oliveira, o símbolo dos dons futuros. Este mistério manifestamente se realiza na plenitude dos tempos, quando, lavados nas águas do Baptismo todos os crimes cometidos, a unção deste óleo dá ao nosso rosto beleza, serenidade e paz. Também a Moisés, vosso servo, confiastes o mandato de constituir sacerdote, pela infusão deste óleo, a seu irmão Aarão depois de purificado pela água. Honra maior se veio juntar a esta, quando o vosso Filho Jesus Cristo, nosso Senhor, exigiu de João que O baptizasse nas águas do Jordão; foi então que, enviando do alto, em forma de pomba, o Espírito Santo, declarastes por palavra que vosso Filho Unigénito era todo o vosso enlevo e comprovastes que Ele era o vosso Cristo, ungido como ninguém com o óleo da alegria, conforme cantou o profeta David. CONSAGRAÇÃO DO CRISMA 21 Todos os concelebrantes estendem a mão direita para o crisma, até ao fim da oração, sem dizerem nada. Por isso, nós Vos pedimos, Senhor: dignai-Vos santificar e ✠ abençoar este óleo, e comunicar-lhe a virtude do Espírito Santo, pelo poder do vosso Cristo, de cujo Nome santo recebeu o nome de crisma; com ele ungistes os vossos sacerdotes, reis, profetas e mártires; convertei este crisma em sacramento de salvação e vida perfeita para aqueles que hão-de ser renovados no santo Baptismo; recebida a unção santificante, e superada a corrupção do primeiro nascimento, sejam templos da vossa majestade e exalem o perfume de uma vida santa; segundo o mistério do vosso plano salvador, recebam a dignidade real, sacerdotal e profética e sejam revestidos da graça e da imortalidade; para os que renascerem da água e do Espírito Santo, seja este óleo crisma de salvação, e os torne participantes da vida eterna e da glória celeste. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. R. Amen. 22 BÊNÇÃO DOS ÓLEOS E CONSAGRAÇÃO DO CRISMA II Senhor nosso Deus, autor dos sacramentos e fonte da vida, nós Vos damos graças pela vossa inefável piedade, porque, já na Antiga Aliança, nos fizestes entrever o mistério do óleo santificador, e depois, quando chegou a plenitude dos tempos, claramente o manifestastes em vosso amado Filho. Quando Jesus Cristo, nosso Senhor, pelo seu mistério pascal salvou o género humano, encheu do Espírito Santo a vossa Igreja e maravilhosamente a cumulou de dons celestes para consumar no mundo, por meio dela, a obra da salvação. Pelo sagrado mistério do crisma, enriqueceis de graças os vossos filhos; renascidos pela água baptismal, são fortalecidos pela unção do Espírito, e, configurados com o vosso Cristo, nosso Senhor, participam do seu múnus de profeta, sacerdote e rei. Todos os concelebrantes estendem a mão direita para o crisma, até ao fim da oração, sem dizerem nada. Por isso, nós Vos pedimos, Senhor: esta mistura de óleo e perfume seja, por vossa graça, sacramento da vossa ✠ bênção; CONSAGRAÇÃO DO CRISMA 23 derramai com abundância os dons do Espírito Santo sobre os nossos irmãos, assinalados com esta unção; marcai com o esplendor da santidade os lugares e objectos ungidos com os santos óleos e acima de tudo fazei crescer a vossa Igreja pelo mistério deste óleo, até que ela atinja aquela plenitude em que Vós, no esplendor da luz eterna, sereis tudo para todos, com Cristo, no Espírito Santo por todos os séculos dos séculos. R. Amen. 26. Quando todo o rito da bênção dos óleos deve ser realizado depois da liturgia da palavra, no fim da oração universal, o Bispo, com os concelebrantes, aproxima-se da mesa onde se procederá à bênção do óleo dos enfermos e dos catecúmenos e à consagração do crisma, e tudo se faz como ficou descrito acima (nn. 20-25). 27. Depois da bênção conclusiva da Missa, o Bispo impõe incenso no turíbulo, e organiza-se a procissão para a sacristia. Os óleos benzidos são levados pelos respectivos ministros imediatamente atrás da cruz, enquanto o coro e o povo cantam alguns versículos do hino Aceitai, ó Redentor (n. 17), ou outro cântico apropriado. 28. Na sacristia, o Bispo exortará oportunamente os presbíteros a cuidarem dos santos óleos, a tratarem-nos com as honras devidas e a guardarem-nos com diligência. 24 BÊNÇÃO DOS ÓLEOS E CONSAGRAÇÃO DO CRISMA CONSAGRAÇÃO DO CRISMA com canto 23. Depois, se a mistura ainda não tiver sido feita, o Bispo senta-se, recebe a mitra, deita os perfumes no Title óleo e prepara o crisma, sem dizer nada. 24. Feito isto, de pé, sem mitra, convida a orar, cantando: b & b c œj œ œ œ b &b W \ O - re - mos, j j œ œ œj - W irmãos ca - rís - si- mos, W a Deus Pai W todo–poderoso, para que abençoe e santi - fique este b j & b œ œJ e b &b W os W que forem ungidos com ele em seu sejam também ungidos em b &b W e se tornem dignos da reden j œ j œ j œ j œ su - a - ção -œ J j œ- œ ó - leo j œ- \ cor - po, j œ- j œ œ œ al - ma di - vi - na. \ \ 25 CONSAGRAÇÃO DO CRISMA COM CANTO 25. Seguidamente, se parecer oportuno, o Bispo sopra sobre a âmbula do crisma. Depois, de braços abertos, diz uma das seguintes orações de consagração: I Title b j &b c œ W W œ œ - Se - nhor nosso Deus, -œ -œ b &b W espiritu - al, &b b W &b b autor de todo o crescimento e progresso j j j œ œj -œ -œ \ W aceitai benignamente o louvor a - gra - de - ci- do, -œ œ que, pela nossa voz, j œ Jœ j œ œj œ œ W \ a Igreja Vos tributa com a - le - gri - a. -œ J W -œ J \ Fos - tes Vós, que, no prin - cí - pio, b &b W j j j œ œj -œ -œ produzisse árvo - res de b &b W -œ J j œ- as oli - vei - ras, j œ œj œ b &b W W cujo precioso œ para o san - to cris - ma. b &b W fru - to; j œ W dissestes à terra que \ -œ J a alegria que ao rosto havia de dar o óleo b &b W -œ J j œ- \ W do di- lú - vio, entre elas nasceriam j œ- W havia de servir -œ W J O vosso servo Da- vid, antevendo em b &b W e quando os crimes do W ó - leo espírito profético os sacramentos da vossa b &b W W j œ- j œ mun - do -œ J -œ J gra - ça, \ W cantou j j j œ œj -œ -œ per - fu - ma - do; W foram lavados nas águas -œ J j œ \ uma pomba anunciou a paz restituída aos ho- mens, espírito profético os sacramentos da vossa gra - ça, j j j j œ œ -œ -œ b &b W a alegria que ao rosto havia de dar o óleo b &b W 26 j œ- j œ cantou per - fu - ma - do; W BÊNÇÃO DOS ÓLEOS E CONSAGRAÇÃO DO CRISMA e quando os crimes do b &b W j œ- \ W -œ J do di- lú - vio, b &b W mun - do foram lavados nas águas j œ \ -œ J uma pomba anunciou a paz restituída aos ho- mens, j j œ œ œj œ œ mostrando, no ramo de oliveira, o símbolo dos dons fu - tu - ros. b j & b c œ Jœ b &b W Title -œ J œ J œ J W Es - te mis - té - rio dos b &b W os crimes b &b W -œ J -œ J manifestamente se realiza na plenitude W \ tem - pos, quando, lavados nas águas do Baptismo todos j j j œ œj -œ œ \ W j œ- -œ J \ co- me - ti- dos, a unção deste óleo dá ao nosso ros - to j œ œj j œ œ W beleza, sereni - da - de_e paz. Tam - bém a Moisés, b &b W vosso b &b W -œ J œ J ser - vo, pela infusão b &b W W confiastes o mandato de constituir sacerdote, j j j œ œj -œ œ des - te depois de purificado b &b W se veio juntar a b &b W -œ J ó - leo, œ J Jesus Cristo, nos - so b &b W que O baptizasse nas águas b &b W j œ œ á - gua. \ W Hon - ra maior W \ es - ta, j œ œ a seu irmão Aa - rão j œ œj œ pe - la -œ W \ j œ- j œ quando o vosso Filho W \ Se - nhor, j j œ œ exigiu de Jo - ão œ do Jor - dão; -2- j œ -œ J j œ foi W então que, -œ œ \ \ depois de purificado b &b W se veio juntar a b &b W pe - la -œ J œ J Hon - ra maior W \ es - ta, j œ á - gua. j œ- j œ quando o vosso Filho Jesus Cristo, nos - so \ Se - nhor, b &b W exigiu de Jo - ão j œ œj que O baptizasse nas águas œ do Jor - dão; b &b W j œ foi enviando do alto, em forma de pomba, o Espírito b &b W -œ J œ J todo o b &b W j œ j œ j œ- o vosso b &b W j œ- Cris - to, -œ J W então que, -œ J œ J \ San - to, j œ- que vosso Filho Unigénito era W \ vos - so_en - le - vo -œ J \ 27 W declarastes por pa - la - vra b &b W j œ -œ J W CONSAGRAÇÃO DO CRISMA COM CANTO e comprovastes que Ele era W \ ungido como ninguém j œ- com o óleo da_ale- gri - a, j œ œj œ W \ conforme cantou o profe - ta Da - vid. Todos os concelebrantes estendem a mão direita para o crisma, até ao fim da oração, sem dizerem nada. Title b j &b c œ W œ œJ œ- \ Por isso, nós Vos pedimos, Se - nhor: b &b W e ✠ b &b W j j œ œj -œ œ abençoar do Espírito b &b W -œ J es - te j œ- ó - leo, \ W dignai–Vos santificar W e comunicar–lhe a virtude W \ San - to, pelo poder do vosso j œ œj œ œ -œ J j œ- \ Cris - to, j œ W de cujo Nome santo recebeu o no - me de cris- ma; com ele ungistes b &b W os vossos b j &b œ W j j j œ œj œ- œ- sa - cer - do - tes, -œ œ W \ W j j j œ œj œ œ œ reis, profe - tas e már - ti - res; j j j œ œj œ œ \ e b &b W abençoar -œ J do Espírito b &b W 28 es - te j œ- ó - leo, e comunicar–lhe a virtude San - to, pelo poder do vosso j j œ œ œ j œ- -œ J W \ \ Cris - to, j œ W œ BÊNÇÃO DOS ÓLEOS E CONSAGRAÇÃO DO CRISMA de cujo Nome santo recebeu o no - me de cris- ma; com ele ungistes j j j j œ œ œ- œ- b &b W os vossos sa - cer - do - tes, b j &b œ W -œ J j j j j œ œ œ œ œ W \ reis, profe - tas œ W J e már - ti - res; j j j j œ œ œ œ\ con- vertei este cris- ma em sacramento de salvação e vi- da pre- fei- ta b &b W j j j œ œ œ œj œ œ para aqueles que hão–de ser renovados no san - to Ba - ptis- mo; -œ J b j &b œ W -œ J W \ re - cebida a unção santifi - can - te, j j j œ œj œ œ \ W - b &b W do primeiro nas- ci- men- to, b &b W e superada a corrupção sejam templos da vossa majes - ta- de j œ œj œ j œ W œ e exalem o perfume de uma vi - da san- ta; -œ œ b &b W sacerdotal b &b W se - gundo o mistério W \ do vosso plano salva - dor, b &b W -œ j \ J œ- recebam a dignidade real j j j œ œj œ œ œ \ e pro - fé - ti - ca j j œ œ œ W j œ -œ J \ e sejam reves - ti - dos œ j œ W da graça e da imor ta - li - da - de; pa - ra os que renascerem b &b W -œ J -œ J \ j œ œj œ W da água e do Espírito San- to, seja este óleo crisma de sal- va- ção, b &b W -œ J j œ- e os torne partici - pan - tes b & b œj œ œ œ œ ce - les b &b W - te. j œ W \ W da vida eterna e da Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso j j œ œ W j œ j œ gló - ria j œ œj \ Fi - lho, j œ œ œj œ œ œ œ \ da graça e da imor ta - li - da - de; pa - ra os que renascerem b &b W -œ J -œ J j œ œj œ W \ \ da água e do Espírito San- to, seja este óleo crisma de sal- va- ção, b &b W -œ J j œ- W \ e os torne partici - pan - tes b & b œj œ œ œ œ ce - les b &b W &b b j œ CONSAGRAÇÃO DO CRISMA COM CANTO - te. da vida eterna e da j œ W gló - ria j œ œj \ Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso j j œ œ W j 29 œ Fi - lho, j œ œ œj œ œ œ œ que é Deus con- vos- co na unidade do Es - pí - ri - to San - to. j œ j œ R. A - men. œ Title II b j &b c œ W œ- œ W - -œ J -œ J \ Se - nhor nosso Deus, autor dos sacramentos e fonte de vi - da, b &b W nós Vos damos graças pela vossa inefá j j œ- œ b &b W -œ œj J - do óleo santifica - dor, b &b W a plenitude dos b &b W -œ J j œ- tem - pos, j œ œj œ œ - j œ j œ- j œ- vel pie - da - de, nos fizestes entrever o mistério W \ e depois, quando chegou W \ j œ claramente o manifestastes W -œ œ- \ em vosso a- ma- do Fi- lho. Quan- do Jesus Cristo, nosso Se - nhor, b &b W pelo seu mistério pascal salvou o género humano, encheu do b &b W Espírito Santo a b &b W j œ œj \ W porque, já na Antiga Ali - an - ça, b &b W j œ j j œ- -œ \ \ W vos - sa_I - gre - ja j j j œ œj -œ -œ W e maravilhosamente a plenitude dos b &b W tem - pos, j j œ œ œ œ j œ claramente o manifestastes -œ œ- \ W em vosso a- ma- do Fi- lho. Quan- do Jesus Cristo, nosso Se - nhor, b &b W 30 BÊNÇÃO DOS ÓLEOS E CONSAGRAÇÃO DO CRISMA pelo seu mistério pascal salvou o género humano, encheu do b &b W Espírito Santo a b &b W j j œ œ j j œ- -œ \ \ W vos - sa_I - gre - ja j j j j œ œ -œ -œ a cumulou de dons ce - les - tes b &b W por j j œ œ -œ J mei - o b j &b œ W j œ- de - la, j œ j œ œj œ œ e maravilhosamente para consumar no mundo, j œ W \ Pe - lo sagrado misté - rio b &b W W a obra da j œ- j œ do j œ œ sal - va - ção. j œ- W \ cris - ma, enriqueceis j œ W œ- œ \ de graças os vos- sos fi-lhos; re- nascidos pela água baptis - mal, j œ b &b W são fortalecidos pela unção do b &b W j œ j œ j œ j œ -œ œ \ Es - pí - ri - to, e configurados com o vosso Cristo, nosso Se - nhor, b &b W participam do seu múnus de profeta, sacer - j œ j œ \ œ do - te_e rei. Todos os concelebrantes estendem a mão direita para o crisma, até ao fim da oração, sem dizerem nada. b &b c j œ Por b &b W sacramento da b &b W œ -œ œ J J J j œ œj œ œ vos - sa œ œ J œ J œ \ isso, nós Vos pe - di - mos, Se - nhor: esta mistura de óleo e per - fu - me b &b W œ J W \ W seja, por œ bên - ção; W j œ j j j œ œj -œ -œ \ vos - sa gra - ça, W der - ramai j œ j œ j œ j œ \ b &b c j œ W Por b &b W œ J œ -œ œ J J J W CONSAGRAÇÃO DO CRISMA COM CANTO j œ œj b &b W sacramento da b &b W œ J vos - sa œ J \ com abun - dân - cia b &b W -œ œ b j &b œ W seja, por œ j œ ungidos com os ✠ W bên - ção; der - ramai j œ j j j œ œj œ- œ- \ W -œ J fazei crescer a vossa I - gre - ja œ œ ó - leos \ j œ -œ J \ luz e- ter - na, b &b W b W j œ- j œ- \ San - to j œ œj œ os lugares e objectos j œ W e acima de tudo W pelo mistério deste -œ j \ W J œ- até que ela atinja aquela pleni- tu - de b &b W j œ assinalados com es - ta un - ção; j œ -œ J b &b W W W \ san - tos b &b W \ vos - sa gra - ça, j œ œ mar - cai com o esplendor da san - ti - da - de b &b W œ j j j j31\ œ œ -œ -œ os dons do Espí - ri - to sobre os nossos ir - mãos, &b œ J isso, nós Vos pe - di - mos, Se - nhor: esta mistura de óleo e per - fu - me œ J j œ- j œ- \ ó - leo, em que Vós, no esplendor da j œ œj œ œ œ sereis tu - do em to - œ dos, j œ W com Cristo, j j j j j j j j j j j œ- -œ \ œj œ œ œ œ œ œ œ œ œ œ no Espírito San - to por to- dos os sé - cu- los dos sé - cu - los. j œ œ R. A - men. œ