CONSELHO DE COMPETITIVIDADE SETORIAL DE BENS DE CAPITAL PLANO BRASIL MAIOR (PBM) MEDIDAS COMPLEMENTARES AO PLANO BRASIL MAIOR PARA BENS DE CAPITAL NOME: Fabián Yaksic (Coordenador e Representante da ABINEE) INSTITUIÇÃO: Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica – ABINEE A. Diretriz: Expansão do mercado para os bens de capital, principalmente daqueles fabricados no País Aumentar o consumo de bens de capital no Brasil com simultâneo crescimento da participação dos BKs nacionais 1. Iniciativa/Ação: Aumentar o investimento público em infraestrutura em meio ponto percentual ao ano no período 2012-2014; Justificativa: Com maiores investimentos em infraestrutura, consequentemente, haverá maiores oportunidades de encomendas de bens de capital. 2. Iniciativa/Ação: Apoiar a renovação do parque de bens de capital da indústria brasileira, inclusive nos aspectos de segurança e eficiência energética, através de incentivo fiscal e creditício. Financiar a renovação da base industrial (principalmente de motores elétricos instalados) para que a Lei de Eficiência Energética (Lei nº 10.295/2001) seja mais abrangente e com melhores resultados. Justificativa: O Programa de Eficiência Energética terá resultados ainda mais significativos se houver incentivos fiscais e financiamentos atrativos ou subsidiados para esse fim e se o programa se estender aos produtos já instalados e que não atendem as exigências de eficiência energética. 3. Iniciativa/Ação: Nos bens de capital nacionais adquiridos até 31/12/2014 permitir a depreciação integral, para efeito de Imposto de Renda (IR), nos 12 meses subsequentes ao mês da compra. Justificativa: A depreciação integral para efeitos de imposto de renda permite recursos adicionais para novos investimentos. 4. Iniciativa/Ação: Regulamentar a Lei referente às compras públicas dando até 25%, em função do conteúdo local, de margem de preferência na aquisição dos bens de capital mecânicos e elétricos, constantes no anexo da Medida Provisória nº 563/2012; (Anexo à Lei 12.546/2011); Justificativa: Para uma maior competitividade perante os produtos importados é fundamental estabelecer margens de preferência para os produtos fabricados no País, sendo esta margem de preferência diferenciada em função do conteúdo local. Para conteúdo local de 60%, estabelecer a menor margem de preferência, e, com conteúdo local igual ou superior a 90% estabelecer a margem de preferência de 25% (foi apresentada ao BNDES uma sugestão de escalonamento das margens de preferência). 5. Iniciativa/Ação: Exigir contrapartida de conteúdo local mínimo, estabelecido por famílias de produtos, nas compras de empresas, autarquias e entidades públicas e do “Sistema S”, nos financiamentos com recursos públicos, nas concessões públicas e nos regimes com incentivo fiscal. Justificativa: É importante que seja exigida contrapartida de conteúdo local mínimo nos produtos adquiridos com recursos públicos por parte das empresas, autarquias, entidades públicas e do “Sistema S”. B. Diretriz: Desoneração tributária aos fabricantes locais para que gozem de isonomia tributária com os importados 1. Iniciativa/Ação: Alongar, progressivamente, o prazo de recolhimento dos impostos para adequá-lo ao prazo médio de recebimento das vendas. Justificativa: O prazo de recebimentos das vendas de bens de capital é longo, sendo, em muitos casos, trinta e seis meses ou mais, por esse motivo é importante que o recolhimento de impostos seja adequado ao prazo médio de vendas. 2. Iniciativa/Ação: Conceder crédito presumido de 4,5 p.p, decrescente ao longo do tempo em função de ganhos sistêmicos de competitividade, no PIS/COFINS como compensação de tributos não recuperáveis ao longo da cadeia produtiva. Justificativa: Com créditos presumidos decrescentes, partindo de 4,5%, no PIS/COFINS, deverá compensar os tributos não recuperáveis ao longo da cadeia produtiva. 3. Iniciativa/Ação: Propor alteração da Lei Complementar nº 87/1996 no intuito de dar tratamento isonômico em relação aos bens produzidos no País e aos importados, na concessão de desoneração do ICMS através de incentivos estaduais ou de regimes tributários especiais pela União. Justificativa: Pelo princípio da isonomia fiscal e tributária, a Legislação citada deve ser alterada para que os incentivos fiscais concedidos pelos Estados e União tenham a mesma alíquota, ou seja, igualmente desonerados, tanto para produtos fabricados no País como para os produtos importados. 4. Iniciativa/Ação: Permitir a compensação automática dos créditos de tributos federais com as contribuições e encargos devidos ao INSS. Justificativa: Com a finalidade de incentivar a contratação de mão de obra, é importante haver uma legislação que permita utilizar os créditos de tributos para compensar os encargos trabalhistas. C. Diretriz: Estímulo ao adensamento produtivo e tecnológico Incentivar os segmentos industriais críticos da cadeia produtiva 1. Iniciativa/Ação: Identificar gargalos/lacunas nos diversos segmentos industriais que compõe a cadeia produtiva, utilizando inclusive os dados de “ex” tarifários e de importações de bens de capital, para elaborar planos de fomento para produtos com viabilidade de fabricação local e para os produtos ameaçados pelas importações. Proteger esses produtos com alíquota de Imposto de Importação de 35%, decrescente ao longo do tempo em função de ganhos sistêmicos de competitividade. Justificativa: Com base na relação de produtos importados e na concessão de “ex” tarifários, bem como em reuniões realizadas com as entidades de classe representativas, é importante identificar os gargalos e lacunas de produtos na cadeia produtiva de bens de capital, visando elaborar planos de fomento com viabilidade de produção nacional. Para a proteção destes produtos se propõe estabelecer imposto de importação de 35%. O imposto seria decrescente ao longo do tempo à medida que se tenham ganhos sistêmicos de competitividade. 2. Iniciativa/Ação: Definir conceito e metodologia de medição únicos do conteúdo local, com a participação das entidades de classes representativas, e adotá-lo compulsoriamente em todas as instâncias de Governo, Autarquias, Agências Reguladoras e Bancos Públicos. Justificativa: É muito importante que em conjunto com as entidades representativas de classe se estabeleçam o conceito e a metodologia de medição única de conteúdo local. O conceito e a metodologia de medição devem ser igualmente entendidos, aceito e praticado por parte de todas as instâncias do governo, concessionárias, autarquias, agências reguladoras e bancos públicos. 3. Iniciativa/Ação: Incentivar o desenvolvimento dos projetos de engenharia feito por empresas nacionais, por meio de financiamentos competitivos internacionalmente, tanto para o projeto como para a comercialização dos produtos decorrentes. • Aumentar a previsibilidade da demanda interna por serviços de engenharia de projetos no país; • Utilizar o poder de compra do governo para o fortalecimento da engenharia nacional; • Fortalecer a estrutura de capital das empresas nacionais de engenharia para a contratação de projetos de grande porte; • Promover a cooperação entre as empresas nacionais de engenharia consultiva, complementando competências para aumentar o poder de competição. Justificativa: Consideramos importante impulsionar e fortalecer às empresas de engenharia nacionais e para isto propomos estabelecer linhas de financiamento competitivas internacionalmente, alavancando inclusive a participação competitiva no mercado externo. 4. Iniciativa/Ação: Viabilizar pedidos coletivos pelas empresas compradoras às empresas fornecedoras, visando elevar as escalas mínimas de produção, principalmente de insumos básicos. Justificativa: Foram detectados que diferentes insumos básicos utilizados pelos diferentes fabricantes de bens de capital não tem preços competitivos internacionalmente. Para minimizar esse impacto nos preços dos produtos, é necessário realizar esforços junto aos demandantes de insumos básicos para realizar encomendas conjuntas, para que com um maior volume se consiga preços mais competitivos e em parceria com os produtores de insumos e as entidades financeiras se obtenham preços compatíveis com os praticados no mercado internacional. Identificar as rotas tecnológicas emergentes nos vários níveis da cadeia de bens de capital e incentivar a produção competitiva das mesmas 1. Iniciativa/Ação: Identificar os gaps tecnológicos da cadeia: • Elaborar projetos de Agenda Tecnológica Setorial; • Criar sistema de promoção dos avanços tecnológicos das empresas brasileiras no que diz respeito aos lançamentos do mercado, novas soluções e tendências da área. Justificativa: A identificação de gaps tecnológicos é importante para que sejam desenvolvidas nichos de novas tecnologias inexistentes no Brasil, além de traçar futuros contextos tecnológicos. 2. Iniciativa/Ação: Incentivar a cadeia produtiva de bens de capital para energia renovável (eólica, solar, fotovoltaica, biomassa, PCHs etc.); • Promover oportunidades com base nos resultados do Projeto “Perspectivas Tecnológicas em Energias Renováveis” elaborado pela ABDI; • Ampliar a implantação/expansão de novos fabricantes; • Apoio à criação/expansão de centros de pesquisa voltados para o desenvolvimento de novas tecnologias na área. Justificativa: Com o objetivo de possibilitar maior inserção das energias renováveis na matriz energética do Brasil, é necessário que haja incentivos fiscais, visando desenvolver competitivamente fabricantes nas cadeias produtivas das diferentes energias renováveis. 3. Iniciativa/Ação: Que o INMETRO acredite os laboratórios de fabricantes com base na ABNT – NBR ISO/IEC 17025, para minimizar seus custos e ampliar a rede laboratorial instalada no país. Justificativa: Nos processos de avaliação de conformidade os ensaios dos diferentes produtos são realizados em laboratórios de terceira parte acreditados pelo INMETRO. Para minimizar os custos dos fabricantes e ampliar a rede laboratorial disponível no País, é necessário acreditar os laboratórios dos fabricantes. 4. Iniciativa/Ação: Ampliar o suporte de universidades e instituições de pesquisa públicas e privadas à P, D & I de tecnologias emergentes e formação de RH especializado. • Ampliar a dotação de recursos para universidades e institutos de pesquisas públicos específicos para esse fim; • Conceder recursos, incentivos fiscais e financiamentos adequados para universidade e institutos de pesquisas privados. Justificativa: Para melhorar e incrementar a P, D & I e a formação da mão de obra especializada no País, consideramos importante dotar de recursos financeiros as universidades e institutos de pesquisa públicos e privados que tenham parcerias com fabricantes instalados no País. Incentivar investimentos em P, D & I 1. Iniciativa/Ação: Rever marco legal da inovação de modo a: • Desonerar os investimentos realizados nessa esfera; • Fomentar parcerias entre as empresas e as universidades/centros de pesquisa públicos com a gestão de recursos pela empresa; • Criar dispositivos que incluam as empresas do regime de apuração do Imposto de Renda de Pessoa Jurídica pelo Lucro Presumido como beneficiárias dos incentivos fiscais à inovação e treinamento de RH; • Possibilitar o abatimento em dobro das despesas em P, D & I e treinamento de RH para fins de apuração do IR e permitir a compensação dessas despesas não utilizadas em exercícios anteriores; • Considerar outros tributos, tais como IPI e PIS/COFINS para fins de créditos tributários. Justificativa: Com a necessidade de fomentar cada vez mais a inovação nas empresas e criar a cultura de inovação nas pessoas, é fundamental rever o marco legal da inovação, citamos como sugestões de medidas/ações os subitens do item acima citado. 2. Iniciativa/Ação: Oferecer suporte público às despesas de P, D & I: • Rever estatuto dos Fundos Setoriais, passando de fundos orçamentários sujeitos a contingenciamento para Fundos Financeiros, garantindo recursos financeiros para projetos aprovados nas varias modalidades da FINEP; • Criar Fundo Setorial de Bens de Capital; • Atuar para rever o Código de Ciência, Tecnologia e Inovação em trâmite no Congresso de forma a contemplar as Empresas e os Institutos de Pesquisa Privados sem fins lucrativos, revendo a definição de ECTIs; • Utilizar o poder de Compra do Estado para alavancar a inovação nas empresas de Bens de Capital; • Regulamentar a Margem de preferência para produtos manufaturados resultantes de desenvolvimento e Inovação Tecnológica realizados no País, previstos na Lei de Inovação; • Redefinir o conceito de PPB das Zonas Francas, incluindo percentual mínimo de componentes fabricados no país; • Fortalecer e Fomentar a rede SIBRATEC para Bens de Capital. Justificativa: Sempre com o intuito de alavancar cada vez mais a P, D & I no País, é importante realizar medidas/ações citadas nos diferentes subitens deste item, que são autoexplicativos. Ressalta-se que os bens de capital são alavancadores da infraestrutura e do desenvolvimento competitivo das empresas, motivo pelo qual merecem um tratamento diferenciado, como por exemplo, com a criação do Fundo Setorial de Bens de Capital. 3. Iniciativa/Ação: Incluir o setor de Bens de Capital como prioritário e estratégico de interesse na Política Industrial • Editar Portaria Interministerial MCT/MDIC, conforme preconizado no artigo 20 § 1º do Decreto 5.563 de 11/10/2005, que regulamenta a Lei de Inovação. Isto é necessário para o setor ser considerado em todos os editais de Subvenção Econômica. • Criar Conselho Nacional de Política para Máquinas e Equipamentos. Justificativa: O setor de Bens de Capital é estratégico e prioritário para todos os projetos de infraestrutura e para o desenvolvimento competitivo dos diferentes setores industriais do País, motivo pelo qual deve ter um tratamento diferenciado na Política Industrial do País, criando o Conselho de Política para Máquinas e Equipamentos e para que este setor seja considerado prioritário em todos os editais de Subvenção Econômica. 4. Iniciativa/Ação: Criar o Programa “Inovação ao Alcance das Indústrias de Bens de Capital”. • Promover Edital MCT/FINEP de subvenção econômica no âmbito do Programa “Inovação ao Alcance das Indústrias de Bens de Capital”; • Ampliar os recursos destinados à subvenção econômica e tornar a sua concessão mais próxima de operação em fluxo contínuo. Rever as contrapartidas exigidas nos projetos de subvenção econômica; • Apoios ao desenvolvimento tecnológico pelas empresas devem ser objeto de editais de Subvenção Econômica. Justificativa: Pela importância do setor de Bens de Capital para o País, propomos criar o Programa “Inovação ao Alcance das Indústrias de Bens de Capital", com as considerações e sugestões indicadas nos diferentes subitens deste item. 5. Iniciativa/Ação: Criar o Programa “Bens de Capital Inteligentes” • Incentivar com os mesmos mecanismos de Bens de Informática e Telecomunicações, os Bens de Capital que incorporem tecnologia digital, eletrônica embarcada ou software (dedicados) desenvolvidos no Brasil. Justificativa: Para atender a demanda, e a concorrência de produtos importados, cada vez mais nos diferentes Bens de Capital fabricados no País, estão incorporados componentes eletrônicos, tecnologia digital, eletrônica embarcada e softwares dedicados, motivo pelo qual que para melhorar a competitividade destes bens, há a necessidade de incentivo fiscais com os mesmos mecanismos de Bens de Informática e de Telecomunicações. D. Diretriz: Fomento à internacionalização e promoção comercial das empresas 1. Iniciativa/Ação: Criar um grupo de trabalho interministerial com participação do setor produtivo e dos trabalhadores para rever, no prazo máximo de seis (6) meses, as regras e normas previstas nos regimes especiais aduaneiros, no intuito de garantir aos produtos nacionais isonomia nos efeitos resultantes da aplicação ao produto importado dos incentivos concedidos ao amparo desses regimes e/ou regulamentos. Justificativa: Para a isonomia entre os fornecimentos de produtos fabricados no País com os produtos importados, é fundamental criar um grupo de trabalho para rever todas as regras e normas previstas em regimes especiais aduaneiros, assegurando, no mínimo, aos produtos fabricados no País as vantagens que são oferecidas aos produtos importados. E. Diretriz: Promover ações que inibam processos de importação desvantajosos ao fabricante local 1. Iniciativa/Ação: Extinguir a concessão de ex-tarifários por produto, passando a ser concedido para utilização exclusiva pelo solicitante (por projeto). Justificativa: Para não prejudicar o fornecimento local de produtos, propomos extinguir a concessão de “ex” tarifários por produto, se tiver que ser concedido, que seja exclusivamente ao solicitante, por projeto e destinado ao ativo fixo e sempre com a verificação previa de produção nacional e que seja totalmente vedada a revenda de produtos beneficiados com “ex” tarifários. 2. Iniciativa/Ação: Rever o mecanismo de importação de máquinas usadas, condicionando a concessão a bens que contenham tecnologias prioritárias no País e ao atendimento de regulamentos técnicos vigentes no Brasil; • As tecnologias prioritárias serão definidas em conjunto com a iniciativa privada. Justificativa: Visando desestimular as importações de BK usados, é necessário rever todo o mecanismo para esse fim, e exigir que os BK usados atendam aos regulamentos técnicos obrigatórios que os BK nacionais devem obedecer e, além disso, os BK usados que são importados devem estar alinhados com as tecnologias prioritárias, que serão definidas em conjunto com o setor produtivo. F. Diretriz: Aperfeiçoamento dos instrumentos financeiros direcionados ao setor de Bens de Capital 1. Iniciativa/Ação: Conceder financiamentos competitivos em volume e em condições comparáveis aos que os nossos concorrentes internacionais dispõem de modo a estimular níveis crescentes de conteúdo local e de engenharia nacional. Justificativa: Para melhorar a competitividade dos produtos de bens de capital fabricados no País, nos financiamentos a serem concedidos por entidades financeiras, como o BNDES/FINAME, propõe-se que se estabeleçam taxas reais de juros competitivas, em volume e em condições, comparáveis aos praticados pelos concorrentes internacionais, considerando conteúdos locais diferenciados, visando incentivar a fabricação, a realização do projeto e seu detalhamento no País. Fabricação com conteúdo local igual ou superior a 90% e o projeto e seu detalhamento também realizados no País, estabelecer a menor taxa de juro real possível (entre 2% e 3%), fabricação com conteúdo local de 60% e projeto e seu detalhamento realizados no exterior, estabelecer taxa de juros entre 5% e 6% (foi apresentado ao BNDES uma sugestão detalhada do escalonamento). 2. Iniciativa/Ação: Promover Financiamentos – FGI. ações de divulgação do Fundo Garantidor para Justificativa: Para muitos fabricantes é desconhecido o Fundo Garantidor para Financiamentos e, por esta razão, não se beneficiam do mesmo, motivo pelo qual solicitamos uma maior divulgação do Fundo. 3. Iniciativa/Ação: Expandir as linhas de financiamento viabilização industrial das tecnologias emergentes; competitivas para a • Aumentar o desempenho financeiro do BNDES em inovação (volume de recursos e projetos); • Criar novos instrumentos de financiamento e garantias ajustadas aos portes das empresas, sobretudo PMEs; • Aumentar a capilaridade do sistema de financiamento à inovação especialmente pela FINEP e BNDES; • Reduzir a burocracia no trâmite para aprovação de projetos pelas agências de fomento. Justificativa: Para atender com rapidez as demandas de tecnologias emergentes com ofertas por partes dos fabricantes instalados no País, é fundamental contar com linhas de financiamento competitivas internacionalmente para o desenvolvimento e viabilização industrial de tecnologias emergentes. G. Diretriz: Exigência de regulamentos independentemente de sua origem e normas para todos os BK, 1. Iniciativa/Ação: Exigir dos bens de capital importados e os em operação no território nacional, o cumprimento dos regulamentos e normas a que estão sujeitos os bens de capital nacionais, inclusive a política nacional de resíduos sólidos, o cumprimento da NR12 e o atendimento ao Código de Defesa do Consumidor. Justificativa: A proposta visa ressaltar que todos os produtos a serem importados, que comprovem previamente (por ocasião da licença de importação e do desembaraço) o cumprimento e o atendimento aos regulamentos e normas a que estão sujeitos os produtos fabricados no País, citamos como exemplo: Programas de eficiência energética; Programas de avaliação da conformidade; Atendimento à Lei 12.305 de 2 de agosto de 2010 – Política Nacional de Resíduos Sólidos; Norma Regulamentadora do Ministério do Trabalho e Emprego NR 12 – Segurança no Trabalho em Máquinas e Equipamentos; Normas Técnicas da ABNT que devem ser atendidas conforme estabelece a Lei 8.078 de 11 de setembro de 1990 – Código de defesa do Consumidor. H. Diretriz: Melhoria da infraestrutura para beneficiar a competitividade do setor de bens de capital 1. Iniciativa/Ação: Reduzir os custos dos transportes terrestres e marítimos de bens de capital nacionais. • Extinguir ou reduzir a TAP – Tarifa Adicional de Pedágio • Solicitar à ANTAQ – Agencia Nacional de Transporte Aquaviário, urgentes medidas para viabilizar o transporte marítimo a partir do uso da frota nacional em condições competitivas com os praticados por navios estrangeiros. Justificativa: Como muitos produtos de bens de capital são equipamentos de grande porte, os fabricantes são obrigados a arcar com custos elevados de tarifas adicionais de pedágio e, pelo motivo de reduzir despesas ao transporte de BK no País, é necessário à extinção ou redução da Tarifa Adicional de Pedágio – TAP. Os fabricantes de bens de capital estão impossibilitados de contratar navios estrangeiros para o transporte de cabotagem interno no País, enquanto os estrangeiros podem utilizar navios estrangeiros para entrega nos portos próximos do destino dos bens de capital, com preços mais competitivos que os navios nacionais contratados pelos fabricantes instalados no Brasil e muitas vezes os navios não estão disponíveis para a entrega dos bens de capital fabricados no País. Como parâmetro, citamos que no segmento de aero geradores os fabricantes deverão transportar cerca de 20.000 pás de grande porte nos próximos 5 (cinco) anos. I. Diretriz: Aperfeiçoamento das Práticas Brasileiras de Comércio Exterior 1. Iniciativa/Ação: Criar mecanismos bilaterais entre entidades setoriais representativas da indústria e Governo para averiguação permanente das importações de bens de capital com base em referências internacionais, com ações imediatas em qualquer etapa da operação, desde o licenciamento não automático até o desembaraço. Justificativa: É muito importante divulgar a importação de bens de capital, com o intuito de acompanhar todos os produtos importados com a identificação das quantidades, características técnicas e do importador, para análise dos fabricantes locais, visando criar condições adequadas à sua fabricação. 2. Iniciativa/Ação: Prever, em lei, a consideração dos custos derivados da perda de valor imaterial (como a perda de participação de mercado e de valor relativo de marca, entre outros) para análise de dano ou risco de dano à indústria em processos de defesa comercial. Justificativa: Para que a indústria instalada não este sujeita a riscos e custos pela perda de participação de mercado e de valor relativo de marca, entre outros, em processos de defesa comercial, se estabeleça por lei mecanismos de compensação para os danos ou riscos à indústria instalada no País. 3. Iniciativa/Ação: Estabelecer um canal formal contínuo de comunicação entre as principais agências governamentais envolvidas no comércio exterior – SECEX e RFB, reunidas no GI-CEX – e as entidades setoriais. • Possibilidade de as entidades auxiliarem o GI-CEX na identificação “de setores e produtos propensos às práticas desleais e ilegais de comércio exterior”, possibilitando uma ação rápida para coibir essas práticas. Justificativa: Com os crescentes volumes de importações, consideramos fundamental estabelecer um canal permanente entre as principais agências governamentais envolvidas no comércio exterior e as entidades representativas de classe, inclusive para identificar, inibir e eliminar as práticas desleais e ilegais de comércio exterior, prejudiciais para os produtos fabricados e para o País, com perda inclusive de receita. 4. Iniciativa/Ação: Elaborar análises de impactos setoriais de todos os acordos comerciais que o Brasil venha a desenvolver. Justificativa: Para não prejudicar a indústria instalada no País, consideramos importante que se elabore previamente uma análise dos impactos setoriais de todos os acordos que o Brasil venha a desenvolver e realizar, inclusive com a participação das entidades de classe representativas. 5. Iniciativa/Ação: Adotar mecanismos, no MERCOSUL, para tornar mais ágeis os processos de alteração da NCM e da TEC, tornando-os menos burocráticos. • Criar grupos de trabalho compostos de autoridades governamentais e entidades setoriais para rever e tornar mais específica a NCM, com especial foco nos itens tarifários denominados “outros”, inclusive com o uso de 10 dígitos, no Brasil. Justificativa: Para minimizar as importações e melhor identificar os bens a serem importados, consideramos importante que no MERCOSUL os processos de alteração da NCM e da TEC sejam mais ágeis e muito menos burocráticos. Na atual nomenclatura (NCM), os diferentes produtos são classificados com 8 dígitos, porém os itens tarifários identificados como “outros” reúnem uma série de produtos na mesma NCM, dificultando a fiscalização e muitas vezes permitindo a criação de benefícios fiscais para produtos com produção local. Para minimizar sensivelmente os impactos para as indústrias instaladas no País, é importante que no Brasil sejam criadas NCM com 10 (dez) dígitos, com foco em “outros”. Que os trabalhos sugeridos sejam realizados entre as autoridades governamentais e as entidades de classe representativas. 6. Iniciativa/Ação: Publicar mensalmente no Alice Web as estatísticas específicas aos Regimes Especiais de Tributação (por exemplo, Ex-Tarifários e Drawback) e à NVE, além das alíquotas médias de imposto de importação aplicadas e do volume de renúncia fiscal. Justificativa: Com base ao princípio da transparência, as informações de importações em volume, alíquotas médias de imposto, volumes de renúncia fiscal, abertos por grupos de produtos e regimes de tributação, devem ser apresentadas no Alice Web. Exemplo: “Ex” tarifários, importações da Zona Franca de Manaus, Repetro, Drawback para exportação, Drawback para concorrência pública internacional, Drawback embarcação, porto seco industrial, bens originários do Mercosul, entre outros, bem como a NVE – Nomenclatura de Valor Aduaneiro e Estatístico, que tem por objetivo identificar as mercadorias importadas de forma mais detalhada, tanto para efeito de valoração aduaneira quanto para o aprimoramento dos dados estatísticos do comércio exterior do Brasil. Nos regimes especiais de importação, devem ser previamente verificados, pois pode haver a possibilidade de fornecimento local de bens de capital. 7. Iniciativa/Ação: Aperfeiçoar o Regime de Admissão Temporária de Bens nos seguintes aspectos: (a) Máquinas e equipamentos novos ou usados somente devem ter seu ingresso no território nacional amparado por esse regime em casos específicos, e seu desembaraço deve ser parametrizado em “canal vermelho”; (b) Os mesmos não devem ter seu tempo de permanência ultrapassando o período de dois anos, sem prejuízo da comprovação de inexistência de produção nacional de bem equivalente; (c) Os bens importados por esse regime não poderão ser nacionalizados com o benefício de ex-tarifários; (d) O Regime de admissão temporária deve ser aplicado somente a Bens de Capital que, após o cumprimento do prazo de permanência no País, tenham condições de ser devolvidos aos países de origem (não concessão ao bem que uma vez instalado, não possam ser removido e reconstituído ao seu estado original). Justificativa: Nos diferentes subitens acima estão as justificativas e adicionalmente indicamos que o Regime de Admissão Temporária tem sido utilizado em flagrante abuso, ampliando indevidamente os objetivos para os quais foi instituído. A nacionalização de máquinas e equipamentos novos e usados admitidos temporariamente poderão ser nacionalizadas somente em casos onde seja comprovada a inexistência de produção local. J. Diretriz: Aumentar as Exportações Brasileiras de Bens de Capital 1. Iniciativa/Ação: Criar linhas de financiamento especiais, com prazos e juros competitivos internacionalmente, para a exportação de bens de capital, com conteúdo local mínimo. Justificativa: Para melhorar a escala de produção e a competitividade dos fabricantes instalados no país, é fundamental vender também seus produtos ao mercado externo e como este mercado é altamente competitivo, principalmente porque os concorrentes no exterior recebem diferentes subsídios e linhas de financiamento subsidiadas de seus governos e, para que os fabricantes locais possam competir no mercado externo, é fundamental que possam contar com linhas especiais de financiamento com prazos e juros competitivos em nível internacional, sendo que estas linhas de financiamento especiais devem estar atreladas à exportação de produtos com conteúdos locais mínimos. 2. Iniciativa/Ação: Criar linhas de financiamento especiais para empresas expositoras em feiras internacionais, para despesas com viagens e custeio de envio, instalação e funcionamento de máquinas e equipamentos em feiras e mostras no exterior. Justificativa: A participação em feiras internacionais é muito importante, pois é a melhor vitrine para apresentar os produtos brasileiros. Para viabilizar uma participação cada vez mais crescente de produtos fabricados no País nas feiras internacionais é muito importante que os fabricantes possam contar com linhas especiais de financiamento com prazos e juros competitivos internacionalmente, que lhes permitam pagar as despesas para a exposição no exterior. 3. Iniciativa/Ação: Perenizar o REINTEGRA e isentar os valores reintegrados da incidência do Imposto de Renda Pessoa Jurídica. Justificativa: Perenizar a devolução de créditos residuais acumulados na cadeia produtiva em porcentagem do valor exportado via restituição e/ou compensação de créditos na cadeia produtiva e que estes valores estejam isentos da incidência do Imposto de Renda de Pessoa Jurídica. 4. Iniciativa/Ação: Capacitar, ampliar e equipar, com o objetivo de desburocratizar as exportações, todas as instituições responsáveis por operações com finalidade de exportações (como, por exemplo, o Banco do Brasil, a quem são delegadas funções de emissão do Form A e aprovação do PROEX). Justificativa: Com a finalidade de agilizar todos os tramites pertinentes às exportações, é importante investir na capacitação e ampliar as equipes envolvidas direta e indiretamente nos processos das exportações, fornecendo mais equipamentos, a fim de desburocratizar todos os trâmites e a concessão de financiamentos. 5. Iniciativa/Ação: Exigir conteúdo nacional na compra de bens de capital para todas as obras, bens e serviços financiados pelo BNDES no exterior. Justificativa: Devido ao crescimento de obras e serviços no exterior, financiados pelo BNDES, é importante que seja exigido um percentual de produtos fabricados no Brasil, nessas obras e serviços. 6. Iniciativa/Ação: Ampliar linhas de crédito do BNDES e de garantia de crédito do Fundo Garantidor do Comércio Exterior da ABGF para incentivo às exportações do setor de bens de capital para a África, América Latina e Caribe. Justificativa: Para incentivar as exportações a África, América Latina e Caribe, os créditos do BNDES e dos fundos garantidores devem ser ampliados. 7. Iniciativa/Ação: “Mostra Brasil Tecnológico” em países estratégicos, com eventos coordenados por MRE, MDIC, APEX e entidades setoriais, com formato de feira de produtos brasileiros e rodadas de negócios simultâneos. Justificativa: Devemos divulgar muito mais o potencial tecnológico brasileiro ao mercado externo e para isto é importante a participação de fabricantes brasileiros nos importantes eventos no exterior coordenados pelo MRE, MDIC, APEX e entidades setoriais, com a apresentação de produtos e rodadas de negócios. 8. Iniciativa/Ação: Inclusão da imagem do “Brasil Tecnológico” em peças publicitárias governamentais voltadas ao mercado externo. • Por exemplo, durante os eventos relacionados à Copa do Mundo de 2014 e aos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro de 2016. Justificativa: Em todo material publicitário do governo brasileiro no País e, principalmente, no exterior, deve-se ressaltar a marca “Brasil Tecnológico”, apresentando os avanços tecnológicos nos bens fabricados no País e os serviços atrelados aos mesmos. Esta divulgação no Brasil e principalmente no Exterior, deve ser ainda mais intensiva antes e durante a realização dos importantes próximos eventos mundiais: Copa do Mundo de 2014 e Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro em 2016, elaborando folhetos, banners, seminários, workshops, mostras de produtos, etc, com o slogan “Brasil Tecnológico”. K. Diretriz: Aumentar a eficiência energética e a segurança dos bens de capital instalados no País 1. Iniciativa/Ação: Aumentar a participação das empresas de BK no programa brasileiro de avaliação da conformidade: • Incluir máquinas, equipamentos, motores elétricos e componentes recondicionados no âmbito da legislação brasileira de eficiência energética. Justificativa: Para que o programa de Avaliação da Conformidade – AC, que inclui requisitos relativos à eficiência energética, segurança e desempenho, tenha resultados mais eficazes, é importante que os produtos de bens de capital sejam incluídos no programa de AC, voluntariamente e principalmente compulsoriamente. As exigências devem necessariamente ser estendidas aos produtos recondicionados, pois existem volumes significativos destes produtos instalados no mercado e sendo comercializados. Evidentemente, que os requesitos da AC, quando definidos, devem ser exigidos também dos produtos importados e comercializados/instalados no País. 2. Iniciativa/Ação: Aumentar o número de conformidade para máquinas e equipamento. regulamentos de avaliação de Justificativa: Que o INMETRO em reuniões com as entidades de classe representativas, estabeleça programas de avaliação da conformidade. Estes programas devem estar atrelados à existência de normas técnicas, laboratórios e organismos de certificação de produtos acreditados, para o escopo dos processos de AC. L. Diretriz: Investir na formação de quadros técnicos qualificados 1. Iniciativa/Ação: Criar incentivos governamentais através de programas de qualificação de mão-de-obra de nível médio profissionalizante, com base na demanda dos sindicatos dos trabalhadores e da indústria, e de nível superior, sobretudo em cursos de Engenharia. Justificativa: Os fabricantes de modo geral, estão constatando cada vez mais a falta de mão de obra qualificada e em particular profissionais das áreas de Engenharia. Para suprir esta necessidade de mão de obra qualificada torna-se imperioso estabelecer mais programas de mão de obra de nível profissionalizante, com base as demandas que estão sendo detectadas pelos sindicatos dos trabalhadores e das indústrias e a formação superior com ênfase nos cursos de Engenharia. 2. Iniciativa/Ação: Ampliar os programas e os incentivos estudantis para o aprimoramento dos engenheiros em programas de pós-graduação nacionais, notadamente mestrado e doutorado. Justificativa: A fim de aperfeiçoar a mão de obra, é importante ampliar e incentivar os programas de pós-graduação strictu sensu. 3. Iniciativa/Ação: Ampliar o intercâmbio de estudantes brasileiros de graduação e pós-graduação em instituições de ensino no exterior. Justificativa: Para um maior intercâmbio e para acelerar os conhecimentos dos estudantes e profissionais do Brasil, propomos que se ampliem e incentivem a participação de estudantes brasileiros de graduação e pós-graduação, nas principais universidades e centros de pesquisa do exterior. 4. Iniciativa/Ação: Implementar Programa “1000 doutores na Indústria de BK” • Conceder bolsas específicas para que os Doutores, financiados pelo Programa Ciência sem Fronteira, concedam consultoria em extensionismo nas empresas, articulados com os Programas SIBRATEC de Extensionismo, Centros Tecnológicos e Serviços Tecnológicos e com o Programa EMBRAPI e Bolsas RHAE. Justificativa: Para acelerar o conhecimento e o desenvolvimento das indústrias de Bens de Capital, é necessária à concessão de bolsas específicas para que os Mestres e Doutores, financiados pelo Programa Ciência sem Fronteira, concedam consultoria em extensionismo nas empresas, como explicitado neste item. 5. Iniciativa/Ação: Criar incentivos fiscais adicionais aos Programas de Capacitação Profissional, desenvolvidos pelas empresas. • Permitir a concessão, por parte das empresas, de bolsas de estudo para capacitação profissional sem gerar vínculo empregatício. Justificativa: Empresas de Bens de Capital promovem bolsas de estudo em cursos de capacitação a profissionais que não necessariamente serão aproveitados pela indústria. Para incentivar esta pratica benéfica para o País, é necessário que a concessão de bolsas de estudo de capacitação profissional não gere vínculo empregatício. 6. Iniciativa/Ação: Implementar Programa de atração de Pesquisadores nacionais ou estrangeiros, para a indústria de Bens de Capital. Justificativa: Para aprimorar a competitividade das indústrias de Bens de Capital, é importante a atração de pesquisadores nacionais ou estrangeiros para estas indústrias. Com o conhecimento destes pesquisadores as indústrias poderão se beneficiar acelerando o seu desenvolvimento competitivo.