ECONOMIA DE TERESINA: ALGUNS ASPECTOS ESTRUTURAIS 1 Raimundo Leôncio Ferraz Fortes RESUMO Este texto apresenta um estudo sobre a economia de Teresina, enfocando alguns de seus aspectos estruturais. Pretende contribuir para o planejamento das ações do poder público, possibilitando a implementação e o fortalecimento das políticas de incentivo ao desenvolvimento econômico local. PALAVRAS-CHAVES: Economia - Aspectos estruturais. Susceptibilidade econômica. Dependência econômica. População ocupada. Remuneração do trabalho. Produto Interno Bruto. Cadeia produtiva. 1 INTRODUÇÃO A implementação de políticas sociais pelo poder público em Teresina nos últimos 15 anos tem sido de suma importância para melhorar as condições de vida de sua população, contribuindo para que a mesma tenha alcançado atualmente o menor índice de mortalidade infantil dentre as capitais do nordeste, e ocupado, segundo dados do PNUD, do ano de 2000, a quarta posição no índice de longevidade. Porém, quando se trata dos indicadores econômicos, Teresina ocupa o último lugar dentre as capitais da região no que se refere ao valor do seu produto interno bruto per capita. Mediante essas informações, deduz-se que o desenvolvimento humano da capital do Piauí acontece mais pela adoção de políticas sociais do que pelo dinamismo interno de sua economia. Diante desta situação, há necessidade do poder público planejar e implementar políticas de modo a proporcionar condições objetivas para um maior desenvolvimento econômico de Teresina, no sentido de gerar um nível de emprego e renda para que sua economia tenha maior incidência nos indicadores sociais. De modo a contribuir para a implementação de políticas públicas eficazes para a economia de Teresina, realiza-se neste trabalho um estudo sobre esta, analisando alguns de seus aspectos estruturais, que devem ser considerados nas ações de planejamento, para promover o desenvolvimento econômico local 1 Economista e servidor municipal lotado na Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação. 2 2 CONSIDERAÇÕES METODOLÓGICAS O presente estudo pretende analisar a economia formal2 de Teresina sob o enfoque estrutural, ou sejam aqueles aspectos que ocupam posições importantes na sua organização interna, que são: a participação de pessoas na economia, o grau de susceptibilidade da economia e a dependência econômica. Para mensurar os dados que refletem esses aspectos estruturais da economia de Teresina usou-se como parâmetro dados da economia de outras capitais do nordeste, particularmente de São Luís. A realização deste estudo restringe-se à análise de dados secundários do Cadastro Central de Empresas – IBGE, das Contas Regionais do IBGE, assim como aqueles encontrados na Relação Anual de Informações Sociais - RAIS, do Ministério do Trabalho e Emprego e do Ministério do Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio Exterior. Os dados pesquisados em sua maior parte são do período de 2000 a 2005, uma vez que a principal fonte (o IBGE) ainda não divulgou os mais recentes. Deve-se frisar que em razão das alterações realizadas pelo IBGE em dezembro de 2007 nos dados do Produto Interno Bruto(PIB)3 a partir de 2002, houve a retirada de um dos seus componentes, que é o Dummy Financeiro4. Espera-se ainda para o presente ano que o IBGE anuncie o valor do PIB referente aos anos anteriores a 2002, já sem inserir no seu cálculo o Dummy Financeiro. Há de se mencionar também as limitações encontradas nas fontes pesquisadas, dentre as quais, a inexistência de informações de alguns setores de atividade mais específicos, especialmente aqueles referentes ao Produto Interno Bruto.. Com relação aos dados referentes à população ocupada, alguns sub-setores de atividade são apresentados juntamente com outros, como é o caso da saúde, alimentação, transporte, dentre outros, o que dificultou a aferição quantitativa dos mesmos. 3 PARTICIPAÇÃO DE PESSOAS NA ECONOMIA DE TERESINA 2 O conceito de economia formal utilizado neste trabalho abrange o conjunto das unidades produtivas que, por serem registradas como pessoa jurídica, se constituem em empresas, pagam tributos, assim como assinam a carteira de trabalho de seus funcionários. 3 Valor de todos os bens e serviços que é produzido na economia durante um ano 4 Valor dos serviços de intermediação entre as instituições financeiras 3 Dentre os aspectos estruturais inerentes à economia, o que mais se destaca em Teresina, pela relevância social que representa, é o grau de inserção das pessoas no processo produtivo do seu setor formal, que em termos relativos apresenta-se elevado. Em outras palavras, há uma participação expressiva de pessoas na economia de Teresina em relação ao seu produto interno bruto gerado. Isto significa dizer, que se insere mais pessoas para produção de uma mesma quantidade de bens e serviços do que nas demais capitais, com exceção de João Pessoa. A intensidade da presença de pessoas no processo produtivo em Teresina é identificada quando se compara essa situação com a capital mais próxima que é São Luís. Considerando que na economia há uma correlação da população ocupada com seu produto interno bruto - no qual geralmente o primeiro indicador aumenta com a elevação do segundo - pode-se afirmar que o nível de ocupação de pessoas na atividade econômica em Teresina é bem mais elevado em termos relativos do que naquela capital. Ou seja, mesmo tendo em 2005 um PIB que corresponde a 56% ao de São Luís, Teresina concentra uma população ocupada equivalente a 102% à daquela capital (cf. figura 01). Contudo, há de se ressaltar que parte da população ocupada em Teresina reside no município vizinho de Timon(MA), cuja população ocupada em 2005 é de apenas 6% de seu total populacional, ao passo que a primeira tem naquele ano 27% de trabalhadores formais em relação à sua população. R E L A Ç Ã O D A P O P U L A Ç Ã O O C U P A D A C O M O P R O D U T O IN T E R N O B R U T O D E T E R E S IN A E D E S Ã O L U ÍS .A N O :2 0 0 5 P R O D U T O IN T E R N O B R U T O (E m R $ ) S E T O R E S D E A T IV ID A D E (2 ) / (1 )% S Ã O L U ÍS (1 ) T E R E S IN A (2 ) 59% S e rv iço s 5 .6 9 3 .2 3 4 .2 2 6 ,0 0 3 .3 6 3 .5 9 1 .3 3 9 ,0 0 S er viç o P ú b lic o 7 3 9 .3 9 1 .1 3 7 ,0 0 7 1 1 .9 0 5 .3 2 1 ,0 0 96% O u tr os 4 .9 5 3 .8 4 3 .0 8 9 ,0 0 2 .6 5 1 .6 8 6 .0 1 8 ,0 0 54% In d ú s tria 2 .1 5 6 .5 1 0 .8 0 1 ,0 0 1 .0 3 0 .2 2 3 .6 7 1 ,0 0 48% A g ro p e c u á ria 267% 1 5 .8 4 8 .6 4 4 ,0 0 4 2 .3 1 8 .3 1 6 ,0 0 Im p o s to s 55% 1 .4 7 5 .3 5 0 .0 7 0 ,0 0 8 0 9 .5 9 0 .6 6 7 ,0 0 T o tal 9 .3 4 0 .9 4 3 .7 4 1 ,0 0 (3 ) 5 .2 4 5 .7 2 3 .9 9 3 ,0 0 (4 ) 56% PO PULAÇ ÃO O CUPAD A (6 ) / (5 ) S E T O R E S D E A T IV ID A D E S Ã O L U ÍS (5 ) T E R E S IN A (6 ) S e rv iço s 1 8 0 .4 2 5 1 8 1 .4 9 5 102% 6 0 .0 5 3 8 3 .0 8 1 138% S er viç o P ú b lic o 1 2 0 .3 7 2 82% O u tr os 9 8 .4 1 4 2 7 .5 2 3 3 0 .9 6 9 113% In d ú s tr ia 529 102% A g r o p e cu á ria 539 T o tal 2 0 8 .4 7 7 (7 ) 2 1 3 .0 0 3 (8 ) 102% P ro d u tiv id a d e (3 )/(7 ) P r o d utiv id ad e(4 )/(8 ) 4 4 .8 0 5 ,6 3 2 4 .6 2 7 ,4 6 IB G E : C a d a s tro C entr a l da E m p r es a s Figura 1 Afirmar que há uma participação intensiva de pessoas na economia de Teresina é sustentar a idéia de que nela a contribuição média de um trabalhador para a 4 formação do seu produto interno bruto é irrisória, pois em 2005 é de R$ 24.627,00 (vinte quatro mil, seiscentos e vinte sete reais), sendo superior apenas à de João Pessoa.(cf. tabela 06 em anexo). Isto nos leva a deduzir que a elevada presença de pessoas na atividade econômica, nessas duas capitais, resulta numa baixa produtividade das mesmas, em relação às demais do Nordeste, como será analisado mais adiante. A presença significativa das pessoas na atividade econômica em Teresina devese à menor utilização do fator capital no seu processo produtivo, quando comparada com a maioria das capitais nordestinas, ou seja, predomina atividades produtivas de bens e serviços que utilizam pouca tecnologia, destacando-se as seguintes: serviço público, saúde, educação ,comércio, alimentos, confecção, avicultura, bebidas, construção, cerâmica, dentre outras. Deve-se considerar que a participação predominante da população ocupada no setor de serviços de Teresina, tem como causa principal a forte presença empregadora do poder público, que detém 46% do total referente ao mesmo(cf. tabela 01 em anexo). Além da posição de destaque da empregabilidade na economia de Teresina, especialmente pelo poder público, deve ser enfatizado a importância que sua indústria assume relativamente ao total da população ocupada, quando comparada com as outras capitais na região em 2005 (cf. Figura 2). P a r tic ip a ç ã o d a P o p u la ç ã o O c u p a d a d a In d ú s tr ia n o T o ta l d a P o p u la ç ã o O c u p a d a d a s C a p ita is d o N o r d e s te . A n o : 2 0 0 5 . S A LVA D O R AR AC AJU M A C E IÓ R E C IF E JO ÃO PESSO A NATAL FO R T ALE ZA 8 0 .9 3 5 2 3 .9 4 9 6 6 0 .1 3 7 1 79 .4 9 6 3 3 .3 3 6 1 64 .3 4 2 8 0 .2 4 5 2 6 .5 2 6 3 5 .3 7 3 5 5 5 .1 2 8 2 6 8 .1 9 4 P o p u la ç ã o O c u p a d a T o ta l 1 0 4 .3 6 9 T E R E S IN A 3 0 .9 6 9 S Ã O L U ÍS 2 7 .5 2 3 P o p u la ç ã o o c u p a d a n a In d ú s tria 2 2 0 .6 4 3 5 8 9 .7 4 7 2 1 3 .0 0 3 2 0 8 .4 7 7 Figura 2 - Fonte: IBGE-Cadastro Central das Empresas O que mais desperta atenção em relação à indústria de Teresina é que esta tendo neste setor o terceiro menor PIB dentre as capitais do nordeste em 2005, ainda assim 5 coloca-se à frente de 06 (seis) delas (São Luís, Natal, João Pessoa, Recife, Aracaju e Salvador) em população ocupada em termos relativos(ao total de empregos formais), e em 03 (três) delas em números absolutos: São Luís, João Pessoa e Aracaju (cf. tabelas 04 e 05 em anexo). A existência de um setor industrial com a predominância de atividades produtoras de bens de que atendem necessidades básicas – como, alimentação, confecções, setor gráfico, construção, cerâmica, e outras mais - que são por natureza menos exigente em capital - explica porque a capital do Piauí tem maior participação relativa de pessoal no processo produtivo neste setor do que nas 06 (seis) capitais citadas. A importante participação de pessoas na indústria de Teresina é ainda percebida quando, por exemplo, compara-se os dados do seu PIB e de sua população ocupada com os dados de São Luís. Embora Teresina em 2005 tenha um PIB industrial que corresponde praticamente a 48% do PIB industrial de São Luís, apresenta uma população ocupada na indústria aproximadamente de 113% da população ocupada deste segmento da capital maranhense naquele ano(cf. figura 01). Algo que também desperta atenção é a fraca performance do setor agropecuário de Teresina, que apesar de representar 267% do produto interno bruto do setor agropecuário de São Luís, detém uma população ocupada equivalente apenas a 102% desta capital (cf. figura 01) Certamente esta irrisória participação relativa na população ocupada da agropecuária de Teresina poderia ser melhor em relação a São Luís e às outras capitais do nordeste, uma vez que a mesma detém uma grande superfície territorial (1.756 km²), - que é a maior entre todas, vindo em seguida São Luís com 827 km² - que possibilita a utilização de uma maior área rural para a atividade econômica. Aliás, conforme dados do IBGE, dentre todas as capitais do Brasil, Teresina só tem área menor do que as capitais que fazem parte da grande região Amazônica. 4 SUSCEPTIBILIDADE DA ECONOMIA DE TERESINA O segundo traço marcante da economia de Teresina que de certa forma lhe é favorável é o baixo nível de susceptibilidade ou de sensibilidade de suas atividades produtivas em relação às flutuações conjunturais, que é expressa pelos seguintes indicadores nacionais: Produto interno bruto, inflação e o câmbio. 6 Constata-se que a maior parte daquilo que se produz em termos de bens e serviços em Teresina têm como característica, produtos de primeira necessidade, cuja procura em tempos de crise não é tão afetada como a dos demais produtos, quando há modificações naqueles indicadores acima citados. Dentre os setores no qual estão inseridos esses bens e serviços de menor sensibilidades destacam-se, o setor público, a educação, a saúde, a indústria alimentícia, dentre outros. A menor suscetibilidade das atividades econômicas de Teresina é demonstrada principalmente pelo nível da população ocupada e da remuneração do trabalho no período de 2000 a 2005, no qual, mesmo predominando anos de crescimento irrisório na economia nacional, há um crescimento médio em ambos indicadores que a coloca na segunda posição dentre as capitais do nordeste (cf. figura 03). Crescimento M édio da Remuneração Salarial e da População O cupada das Capitais do Nordeste. Ano: 2000-2005 SALVADOR 0,92% 6,81% 4,71% ARACAJU M ACEIÓ 1,38% RECIFE JOÃO PESSOA 8,18% 2,41% 4,25% 4,02% 4,23% SÃO LUÍS 13,42% 10,01% 5,48% TERESINA 2,45% Crescimento Médio da População Ocupada 9,06% 6,20% NATAL FORTALEZA 12,34% 13,07% Crescimento Médio da Remuneração 9,93% Figura 3 - Fonte: IBGE A situação de baixa suscetibilidade da economia de Teresina também pode ser aferida pelo seu reduzido grau de abertura ao comércio externo. Percebe-se, que em relação às outras capitais do nordeste, Teresina em 2005, apresenta uma insignificante participação no comércio externo quando comparado ao seu produto interno bruto. De acordo com os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, o valor das exportações e importações da capital piauiense participa respectivamente com 0,12% e 0,21% do PIB em 2005, ocupando a penúltima e a última posição dentre as outras capitais do nordeste(cf. tabela 08 em anexo). Essa participação insignificante de Teresina no comércio externo é também evidenciada quando se comparam em 2005 o valor das exportações e importações 7 com as demais capitais do nordeste (cf. figura 04 seguinte ). Do lado das exportações, os valores representam 1,48% da capital que ocupa a primeira posição (São Luís) e 65,43% da que se coloca em penúltimo lugar (Aracaju). As importações por sua vez, equivalem apenas 1,63% da ocupante da primeira posição (São Luís) e 28,81% da que se situa no penúltimo lugar (João Pessoa). Valor das Exportações e Importações das Capitais do Nordeste. Ano: 2005 1.200.000.000,00 1.000.000.000,00 800.000.000,00 Exportação 600.000.000,00 Importação 400.000.000,00 200.000.000,00 N JO AT ÃO AL PE SS O A RE CI FE M AC EI Ó AR AC AJ SA U LV AD O R SÃ O LU ÍS TE R ES IN FO A R TA LE ZA 0,00 Figura 4 - Fonte: Ministério do Desenvolvimento,. Indústria, e Comércio Exterior. 5 O ESTADO DE DEPENDÊNCIA DA ECONOMIA DE TERESINA Um outro aspecto estrutural importante da economia de Teresina é a participação significativa do setor público nas atividades produtivas, mais especificamente, na capacidade de gerar emprego e renda, que resulta num estado de dependência a este setor, e se constitui no elemento chave para a compreensão do seu funcionamento. A questão da dependência econômica ao setor público é uma realidade comum à maioria das capitais do nordeste, sendo, porém, mais forte em Teresina e em João Pessoa, particularmente pela participação mais acentuada da população ocupada e da remuneração do trabalho do setor público na economia formal dessas duas capitais. 5.1 População Ocupada do Setor Público Dentre os setores de atividade de Teresina o setor público é o que tem a maior participação em relação à totalidade da população ocupada em 2005, sendo inferior apenas ao somatório da população ocupada no comércio com a de outros serviços: 8 alojamento e alimentação, educação, saúde e serviço social, dentre outros (cf. Figura 5 seguinte). População Ocupada de Teresina por Atividades. Ano: 2005. Indústrias extrativas 58.134 27% 84 16.182 0% 8% 12.441 2.262 6% 1% Construção Produção e distribuição de eletricidade, gás e água Serviço Público 539 0% 40.280 19% Indústrias de transformação 83.081 39% Comércio Agricultura, pecuária, etc Outros Serviços Figura 5 - Fonte: IBGE:- Cadastro Central das Empresas Observando os dados das capitais nordestinas, constata-se que Teresina ocupa a segunda posição - logo após João Pessoa - na participação do setor público no total da população ocupada em 2005 na atividade formal, diferenciando-se ambas bastante das demais (cf. tabela 03 em anexo).Teresina também se destaca pelo crescimento considerável na ocupação no setor público no período 2000-2005. Isso é perceptível pelo crescimento médio na ocupação deste período que a posiciona em terceiro lugar, vindo após Natal e Aracaju. Deve-se considerar que a situação de crescimento da população ocupada no setor público nas 03 (três) capitais citadas, não vem acontecendo na mesma intensidade nas outras capitais da região, Inclusive, em 04 (quatro) delas - São Luís, Recife, Maceió e Salvador- o crescimento médio no período citado foi negativo (cf. tabela 03 em anexo) O que demonstra o grau de dependência da economia de Teresina ao setor público é a comparação entre a participação da população ocupada deste setor no total da população ocupada (participação relativa) com a participação do seu produto interno bruto em relação ao do município, no ano de 2005(cf. tabela 09 em anexo) Verifica-se 9 que a participação relativa da população ocupada no setor público em Teresina praticamente equivale a três vezes ao valor da participação relativa deste setor no PIB desta capital. Mais especificamente, quer se afirmar que, enquanto o PIB do setor público em Teresina em 2005 corresponde apenas a 13,57% do total do PIB, a sua população ocupada deste setor equivale a 39% do total da população ocupada. Há deste modo, uma situação desproporcional entre os dois indicadores (PIB e população ocupada) em 2005, que coloca Teresina em relação às demais capitais do nordeste na segunda posição em termos comparativos da participação ocupacional relativa do setor público com a participação deste no total do PIB, atrás apenas de São Luís (cf. figura 06 ). P a r t i c i p a ç ã o R e l a t i v a d o P IB e d a P o p u l a ç ã o O c u p a d a d o S e t o r P ú b l i c o n o t o t a l d o P IB e d a P o p u l a ç ã o O c u p a d a n a s C a p i t a i s d o N o r d e s t e . A n o : 2 0 0 5 4 5 ,0 0 % 4 0 ,0 0 % 3 5 ,0 0 % 3 0 ,0 0 % 2 5 ,0 0 % 2 0 ,0 0 % 1 5 ,0 0 % 1 0 ,0 0 % 5 ,0 0 % 0 ,0 0 % Ã S O LU P a r t ic ip a ç ã o R e la t iv a d a P o p u la ç ã o O c u p a d a d o S e t o r P ú b lic o P a r t ic ip a ç ã o R e la t iv a d o P I B d o S e t o r P ú b lic o A A Z IN E S L E TA R E R T O F ÍS A L O TA SS A N PE O Ã JO E R E IF C M C A R JU O A D C A A LV R A A S IÓ E Figura 6 - Fonte: IBGE Porém, visualiza-se melhor essa situação de dependência quando se constata, por exemplo, que em 2005, Teresina tendo um PIB do setor público equivalente a 96% do PIB deste setor de São Luís, tem uma população ocupada neste que corresponde a 138% da referente à capital maranhense(cf. figura 01). Ou ainda, constata-se, que a capital do Piauí, embora tenha o segundo menor PIB do setor público dentre as capitais do nordeste, mesmo assim posiciona-se em sexto lugar quando se trata da população ocupada absoluta neste setor e a segunda em termos relativos(ao total da população ocupada). Essa dependência da economia de Teresina ao setor público, enquanto este responde por parcela considerável de sua população ocupada na formalidade e uma pequena parte do produto interno bruto, resulta num quadro de baixa produtividade em relação aos grandes setores de atividade (cf. figura 07 seguinte ). 1 P r o d u t iv id a d e d a E c o n o m ia d e T e r e s in a p o r s e to r e s d e p r o d u ç ã o . A n o : 2005 E c o n o m ia R $ 2 4 .6 2 7 ,4 7 A g ro p e c u á ria In d ú s tria S e r v iç o s S e to r P ú b lic o R $ 7 9 .5 4 5 ,7 1 R $ 3 3 .2 6 6 ,2 9 R $ 1 8 .5 3 2 ,6 9 R $ 8 .5 6 8 ,8 1 Figura 7 - Fonte: IBGE Como se observa, cada servidor contribui em 2005 para a formação do PIB do setor público com uma produtividade de R$ 8.568,81 (oito mil quinhentos sessenta e oito reais, oitenta e um centavos), valor que corresponde apenas a 46,24% da produtividade do grande setor serviços, 25,76% da produtividade do setor industrial e 34,79% daquela referente à totalidade da economia. Quando se compara com outras capitais do nordeste, Teresina ocupa a última posição em termos de produtividade no setor público, assim como a penúltima colocação na produtividade da economia em sua totalidade.(cf. tabela 06 em anexo). Ambas situações contribuem negativamente para um pequeno valor da remuneração per capita da população ocupada do setor público – último lugar dentre as capitais da região – e da economia, que se encontra em penúltimo lugar (cf. tabela 10 em anexo). A baixa produtividade do setor público é resultante de um grande contingente de pessoas ocupadas no mesmo, cuja quantidade ultrapassa suas reais necessidades, comprometendo a qualidade no desempenho das atividades, bem como uma maior participação de investimento próprio na área social e de infra-estrutura econômica por parte do poder público. Vale esclarecer que a maior participação do setor público no total da população ocupada é decorrente da incapacidade de outros setores da economia de Teresina em absorver a população em idade de ingressar no mercado de trabalho, que em grande parte é oriunda do processo de imigração do interior para a capital, que foi intensificado na década de 90 (noventa). 5.2 Remuneração do Trabalho no Setor Público A dependência da economia de Teresina ao setor público manifesta-se com maior intensidade na remuneração salarial dos seus servidores do que na população 1 ocupada, pois, verifica-se uma elevada participação deste setor na totalidade da remuneração do trabalho, que em 2005 é superior à de outros serviços e demais setores de atividades, constituindo-se em mais da metade do seu total (cf.figura 08 ). D is t r ib u iç ã o d a R e m u n e r a ç ã o d o T r a b a lh o F o r m a l e m T e r e sin a p o r S e to r e s d e A tiv id a d e . A n o : 2 0 0 5 . 0 ,0 7 % 0 ,0 1 % E x t r a t iv is m o 4 ,4 4 % 3 ,0 0 % 4 ,3 5 % 2 6 ,2 1 % I n d ú s t r ia d e T r a n s fo r m a ç ã o C o nstru ção 8 ,5 2 % P r o d u ç ã o e d is t r ib u iç ã o : e le t r ic . , g á s e á g u a C o m é r c io S e t o r P ú b lic o O u t r o s S e r v iç o s 5 3 ,4 0 % A g r o p e c u á r ia Figura 8 - Fonte: IBGE: Cadastro Central das Empresas No ano de 2005, verifica-se, que há uma forte desproporcionalidade entre a participação relativa das remunerações do trabalho no setor público com sua participação relativa na população ocupada. Ou seja, enquanto a participação relativa da remuneração do trabalho neste setor corresponde a 53,40% do total, a sua participação na população ocupada da economia local é de 39,00% do total (cf. tabela 09 em anexo). Assim como a população ocupada relativa do setor público, a participação relativa da remuneração do trabalho deste setor no total da economia de Teresina ocupa em 2005 uma posição de destaque em termo regional, uma vez que se posiciona em segundo lugar dentre as capitais do nordeste, permanecendo atrás apenas de João Pessoa (cf. tabela 09 ou em anexo). 6 OUTRAS CONSIDERAÇÕES ESTRUTURAIS Embora a estrutura produtiva instalada em Teresina seja favorável à geração de emprego, já que na mesma predomina atividades mais intensivas em pessoal do que em capital, constata-se que nela praticamente não se destaca nenhuma atividade que exerça um efeito multiplicador na sua economia, no sentido de suscitar unidades produtivas diversas que lhe seja complementar. 1 O que se quer enfatizar, é que em Teresina não existe um conjunto de atividades econômicas que se constituam numa cadeia produtiva consolidada, atividades essas localizadas num mesmo espaço, inter-relacionadas e com um maior poder de competitividade de seus produtos em relação às outras capitais. Mesmo havendo alguns setores ou sub-setores de atividade que vem se destacando nos últimos 15 anos e, que contribuem de modo significativo na geração de emprego – saúde; educação; comércio; alimentos; confecção; avicultura; bebidas; construção civil, cerâmica, setor gráfico; dentre outros – não se pode ainda afirmar que em alguns deles haja uma cadeia produtiva consolidada. O setor de confecção, por exemplo, que é uma das atividades que mais tem gerado emprego e renda em Teresina, encontra dificuldades - principalmente para as microempresas - em inserir seus produtos na pauta de exportações do município, uma vez que o preço da matéria-prima que é importada, praticamente inviabiliza sua participação no comercio regional e externo. Pesquisa realizada pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, em 2003, com 76 empresas do ramo de confecções de Teresina, indica o custo como sendo o principal problema na aquisição da matéria-prima. Há assim necessidade de se implantar em Teresina a indústria de fiação e tecelagem de modo a possibilitar a formação de uma cadeia produtiva no setor de confecção, o que o tornaria mais competitivo no mercado. Por sua vez o turismo de negócio e de eventos, embora tenha crescido muito nesses últimos anos, juntamente com a rede hoteleira, ainda não se firmou como um setor que venha se constituir numa cadeia produtiva. Para isso, faz-se necessário dotálo de uma melhor infra-estrutura, dentre elas, um auditório para mais de 1500 pessoas, de modo a realizar grandes eventos em Teresina. Um outro setor importante que se constitui num verdadeiro pólo regional é o setor de saúde, que mesmo tendo uma participação importante em termos de emprego e de renda na economia local, ainda não possui uma infra-estrutura compatível com sua importância, particularmente concernente à rede de hospedagem. e a via urbana. No que refere a esta última há necessidade de ser dotada de diversos equipamentos: (instalação de banheiros, telefones públicos, rampas de acesso para deficientes físicos, sinalização das vias, saneamento, paisagismo, vigilância sanitária, melhorias das calçadas, dentre outras). 1 7 CONCLUSÃO A presente análise sobre a economia de Teresina, vista sob o enfoque estrutural, nos leva a reconhecer sua elevada dependência em relação ao setor público, gerando baixo nível de produtividade e comprometendo parte dos recursos gastos com pessoal que poderiam ser utilizados em investimento social pelo poder publico. Por outro lado, esta análise revela que os seus setores chaves apresentam uma característica positiva que é a elevada participação das pessoas no processo produtivo, quando comparado com as outras capitais do nordeste, embora isso implique numa menor remuneração salarial per capita. do seu pessoal ocupado na formalidade,que é a segunda menor dentre todas as capitais do nordeste. Não obstante seja importante essa presença intensiva do fator trabalho na economia de Teresina que deve ser considerada em qualquer intervenção governamental, deve haver ações visando torná-la menos dependente do setor público, algo que já vem acontecendo na grande maioria das capitais do nordeste. Neste sentido, faz-se necessário uma ação governamental mais intensa, que possibilite Teresina ser mais competitiva com as outras capitais do nordeste, no que concerne a capacidade de atrair investimentos, mediante uma revisão das políticas adotadas no âmbito da economia, particularmente, a política fiscal e de incentivo e na sua infra-estrutura econômica. REFERENCIAS: CASTRO, Antônio Carlos; LESSA, Francisco Carlos. Introdução à economia: uma. abordagem estruturalista. 33. ed. Rio de Janeiro :Forense Universitária, 1991. p. 163. BRASIL. Ministério do Trabalho e do Emprego. Relação anual de informações sociais: RAIS. Brasília: MTE, 2005 WIKIPEDIA a Enciclopédia livre. Análise Setorial. Disponível em:< http://pt.wikipedia . org/wiki/ An%C3%A1lise_setorial>. Acesso em: 10 de maio 2008. BRASIL. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE. Censo Demográfico: 2000. Disponível em:< www.ibge.gov.br> . Acesso em: 12 jun. 2008 BRASIL. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE. Estatísticas do cadastro central das empresas. Disponível em:< www.ibge.gov.br/>. Acesso em: BRASIL. Ministério do Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio Exterior. Disponível em:< www.mdic.gov.br>. Acesso em: 12 jun. 2008. 1 ANEXOS 1 Tabela 01 PARTICIPAÇÃO DA POPULAÇÃO OCUPADA POR SETORES NAS CAPITAIS DO NORDESTE . ANO:2005 POPULAÇÃO OCUPADA POR ANO SETORES São Luís % Teresina % Fortaleza % Natal Agricultura, pecuária, silvicultura e exploração florestal + Pesca Indústria Indústrias extrativas Indústrias de transformação Construção Produção e distribuição de eletricidade, gás e água Serviços Administração pública, defesa e seguridade social Com.; reparação de veíc. Automot., obj. pessoais e domésticos Outros serviços Alojamento e alimentação Transporte, armazenagem e comunicações Interm. financeira, seguros, previd. compl. e serv. relacionados Ativ. imobiliárias, aluguéis e serviços prestados às empresas Educação Saúde e serviços sociais Outros serviços coletivos, sociais e pessoais Serviços domésticos Organismos internacionais e outras instituições extraterritoriais TOTAL Fonte: IBGE - Cadastro Central de Empresas % J.Pessoa % 529 27.523 103 10.128 15.814 1.478 180.425 60.053 43.654 76.718 6.220 13.467 4.046 22.366 9.488 11.416 9.715 0,25% 13,20% 0,05% 4,86% 7,59% 0,71% 86,54% 28,81% 20,94% 36,80% 2,98% 6,46% 1,94% 10,73% 4,55% 5,48% 4,66% 539 30.969 84 16.182 12.441 2.262 181.495 83.081 40.280 58.134 4.472 7.445 3.169 14.113 13.552 7.204 8.179 0,25% 14,54% 0,04% 7,60% 5,84% 1,06% 85,21% 39,00% 18,91% 27,29% 2,10% 3,50% 1,49% 6,63% 6,36% 3,38% 3,84% 1.828 104.369 322 75.828 25.955 2.264 483.550 113.930 133.876 235.744 24.150 26.918 14.713 82.241 31.983 22.669 33.070 0,31% 17,70% 0,05% 12,86% 4,40% 0,38% 81,99% 19,32% 22,70% 39,97% 4,09% 4,56% 2,49% 13,95% 5,42% 3,84% 5,61% 1.170 35.373 1.007 19.930 1.639 12.797 231.651 90.500 55.467 85.684 13.363 9.249 3.609 22.013 12.772 12.255 12.423 0,44% 13,19% 0,38% 7,43% 0,61% 4,77% 86,37% 33,74% 20,68% 31,95% 4,98% 3,45% 1,35% 8,21% 4,76% 4,57% 4,63% 397 26.526 153 13.833 9.708 2.832 193.720 89.426 34.259 70.035 6.115 6.365 4.328 21.597 13.734 6.301 11.595 0,18% 12,02% 0,07% 6,27% 4,40% 1,28% 87,80% 40,53% 15,53% 31,74% 2,77% 2,88% 1,96% 9,79% 6,22% 2,86% 5,26% 208.477 100% 213.003 100% 589.747 100% 268.194 100% 220.643 100% SETORES Agricultura,pecuária,silviculturaeexploraçãoflorestal+Pesca Indústria Indústriasextrativas Indústriasdetransformação Construção Produçãoedistribuiçãodeeletricidade,gáseágua Serviços Administraçãopública,defesaeseguridadesocial Com.;reparaçãodeveíc.Automot.,obj.pessoaisedomésticos Outrosserviços Alojamentoealimentação Transporte,armazenagemecomunicações Interm.financeira,seguros,previd.compl.eserv.relacionados Ativ.imobiliárias,aluguéiseserviçosprestadosàsempresas Educação Saúdeeserviçossociais Outrosserviçoscoletivos,sociaisepessoais Serviçosdomésticos Organismosinternacionaiseoutrasinstituiçõesextraterritoriais TOTAL Fonte:IBGE-CadastroCentraldeEmpresas POPULAÇÃOOCUPADAPORANO Recife 1.828 80.245 643 41.525 31.567 6.510 473.055 144.273 105.893 222.889 23.970 22.758 10.829 77.111 29.090 28.349 30.773 % 0,33% 14,46% 0,12% 7,48% 5,69% 1,17% 85,22% 25,99% 19,08% 40,15% 4,32% 4,10% 1,95% 13,89% 5,24% 5,11% 5,54% 9 0,002% Maceió 989 33.336 462 21.125 9.880 1.869 130.017 17.148 43.488 69.381 8.388 8.178 2.993 18.133 10.984 8.665 12.040 % 0,60% 20,28% 0,28% 12,85% 6,01% 1,14% 79,11% 10,43% 26,46% 42,22% 5,10% 4,98% 1,82% 11,03% 6,68% 5,27% 7,33% Aracaju 254 23.949 1.018 11.030 10.204 1.697 155.293 59.481 33.632 62.180 6.579 7.352 3.237 18.460 10.019 9.330 7.203 % 0,14% 13,34% 0,57% 6,14% 5,68% 0,95% 86,52% 33,14% 18,74% 34,64% 3,67% 4,10% 1,80% 10,28% 5,58% 5,20% 4,01% Salvador 2.375 80.935 993 29.990 44.551 5.401 576.827 134.625 135.353 306.849 30.765 38.343 12.416 107.033 36.454 44.676 37.162 % 0,36% 12,26% 0,15% 4,54% 6,75% 0,82% 87,38% 20,39% 20,50% 46,48% 4,66% 5,81% 1,88% 16,21% 5,52% 6,77% 5,63% 555.128 100% 164.342 100% 179.496 100% 660.137 100% 1 Tabela02 CRESCIMENTODAPOPULAÇÃOOCUPADAPORSETORESEMTERESINA.ANOS:1997-2005 POPULAÇÃOOCUPADAPORANO SETORES 1997(0) 2000(1) 2001(2) (2)/(1)% 2002(3) (3)/(2)% 2003(4) (4)/(3)% Agricultura,pecuária,silviculturaeexploraçãoflorestal+Pesca Indústria Indústriasextrativas Indústriasdetransformação Construção Produçãoedistribuiçãodeeletricidade,gáseágua Serviços Administraçãopública,defesaeseguridadesocial Comércio;reparaçãodeveíc.Automot.,objetospessoaisedomésticos OutrosServiços Alojamentoealimentação Transporte,armazenagemecomunicações Interm.financeira,seguros,previdênciacompl.eserviçosrelacionados Atividadesimobiliárias,aluguéiseserviçosprestadosàsempresas Educação Saúdeeserviçossociais Outrosserviçoscoletivos,sociaisepessoais Serviçosdomésticos Organismosinternacionaiseoutrasinstituiçõesextraterritoriais TOTAL Fonte:IBGE-CadastroCentraldeEmpresas 1.117 16.638 75 9.419 4.742 2.402 115.460 65.747 15.889 49.713 3.012 5.944 2.317 7.645 5.498 4.205 5.203 1.064 27.183 92 14.745 10.084 2.262 134.886 64.826 30.730 70.060 3.332 6.283 2.438 9.214 7.884 4.804 5.375 1.005 25.745 91 14.264 9.316 2.074 145.149 67.401 33.321 77.748 3.727 6.503 2.462 11.093 8.866 5.723 6.053 -5,55% -5,29% -1,09% -3,26% -7,62% -8,31% 7,61% 3,97% 8,43% 0,00% 11,85% 3,50% 0,98% 20,39% 12,46% 19,13% 12,61% 807 28.771 348 14.940 11.241 2.242 160.192 76.183 35.974 84.009 4.119 6.547 2.087 12.399 9.544 6.123 7.216 -19,70% 11,75% 282,42% 4,74% 20,66% 8,10% 10,36% 13,03% 7,96% 8,05% 10,52% 0,68% -15,23% 11,77% 7,65% 6,99% 19,21% 657 26.877 326 14.852 9.395 2.304 164.780 77.066 37.396 87.714 4.154 6.868 2.471 12.862 10.465 6.178 7.320 -18,59% -6,58% -6,32% -0,59% -16,42% 2,77% 2,86% 1,16% 3,95% 4,41% 0,85% 4,90% 18,40% 3,73% 9,65% 0,90% 1,44% 133.215 163.133 171.899 5,37% 189.770 10,40% 192.314 1,34% 1 POPULAÇÃOOCUPADAPORANO SETORES 2004(5) (5)/(4)% (6)/(1)% (6)/(0)% CRESC. 2005(6) (6)/(5)% MÉDIO* -26,67% -49,34% -34,20% -12,72% 735 11,87% 539 Indústriasextrativas 28.790 311 7,12% -4,60% 30.969 84 7,57% -72,99% 5,91% 73,04% 238,04% 314,67% 2,64% -1,80% Indústriasdetransformação 15.820 6,52% 16.182 2,29% 7,29% 67,96% 1,88% Construção 10.351 10,18% 12.441 20,19% 2,65% 118,28% 4,29% Produçãoedistribuiçãodeeletricidade,gáseágua 2.308 0,17% 2.262 -1,99% 2,03% -3,91% 0,00% Serviços Administraçãopública,defesaeseguridadesocial 174.952 6,17% 181.495 0,00% 29,70% 51,53% 6,12% 82.154 6,60% 83.081 1,13% 26,73% 24,95% 5,09% Comércio;reparaçãodeveíc.Automot.,objetospessoaisedomésticos 39.114 4,59% 40.280 2,98% 27,28% 146,17% 5,56% OutrosServiços 92.798 5,80% 98.414 6,05% 32,46% 86,67% 7,03% Alojamentoealimentação 4.242 2,12% 4.472 5,42% 27,31% 40,84% 6,06% Transporte,armazenagemecomunicações 6.926 0,84% 7.445 7,49% 10,23% 16,52% 3,45% Interm.financeira,seguros,previdênciacompl.eserviçosrelacionados 2.577 4,29% 3.169 22,97% 5,70% 11,22% 5,38% Atividadesimobiliárias,aluguéiseserviçosprestadosàsempresas 13.897 8,05% 14.113 1,55% 50,82% 81,78% 8,90% Educação 11.302 8,00% 13.552 19,91% 43,35% 105,57% 11,44% Saúdeeserviçossociais 6.631 7,33% 7.204 8,64% 38,03% 57,69% 8,44% Outrosserviçoscoletivos,sociaisepessoais 8.109 10,78% 8.179 0,86% 50,87% 55,85% 8,76% 204.477 6,32% 213.003 4,17% 25,34% 53,49% 5,48% Agricultura,pecuária,silviculturaeexploraçãoflorestal+Pesca Indústria Serviçosdomésticos Organismosinternacionaiseoutrasinstituiçõesextraterritoriais TOTAL Fonte:IBGE-CadastroCentraldeEmpresas 1 Tabela03 CRESCIMENTODAPOPULAÇÃOOCUPADADOSETORPÚBLICONASCAPITAISDONORDESTE.ANOS:2000-2005. POPULAÇÃOOCUPADAPORANO 2000 2001 2002 CAPITAIS (2)/(1)% (4)/(3)% (6)/(5)% Total(1) SetorPublico(2) Total(3) SetorPublico(4) Total(5) SetorPublico(6) SÃOLUÍS TERESINA FORTALEZA NATAL JOÃOPESSOA RECIFE MACEIÓ ARACAJU SALVADOR 184.712 163.133 479.518 198.543 181.154 492.773 153.430 142.567 630.579 71.902 64.826 108.091 70.326 78.972 158.602 43.665 44.866 220.788 38,93% 39,74% 22,54% 35,42% 43,59% 32,19% 28,46% 31,47% 35,01% 182.424 171.899 504.931 209.879 201.177 484.255 163.037 149.285 623.296 62.935 67.401 110.308 70.292 87.664 121.457 46.082 46.596 189.509 34,50% 39,21% 21,85% 33,49% 43,58% 25,08% 28,26% 31,21% 30,40% 185.096 189.770 543.863 225.825 208.500 496.755 171.213 162.886 647.816 59.499 76.183 136.453 72.634 82.741 114.004 46.444 54.982 187.519 32,14% 40,14% 25,09% 32,16% 39,68% 22,95% 27,13% 33,75% 28,95% TOTAL 2.626.409 862.038 32,82% 2.690.183 802.244 29,82% 2.831.724 830.459 29,33% CRESCIM ENTO POPULAÇÃOOCUPADAPORANO CAPITAIS 2003 Total(7) SetorPublico(8) 2004 (8)/(7)% 2005 Total(9) SetorPublico(10) (10)/(9)% (12)/(11)% MÉDIO Total(11) SetorPublico(12) -3,54% 5,09% 1,06% 5,17% 2,52% -1,88% -17,05% 5,80% -9,42% SÃOLUÍS TERESINA FORTALEZA NATAL JOÃOPESSOA RECIFE MACEIÓ ARACAJU SALVADOR 185.921 192.314 537.148 230.975 209.101 506.821 159.488 142.234 663.208 54.321 77.066 107.282 78.785 87.447 126.579 24.229 35.160 199.184 29,22% 40,07% 19,97% 34,11% 41,82% 24,98% 15,19% 24,72% 30,03% 190.896 204.477 574.228 252.746 210.052 492.171 182.964 175.344 612.312 54.884 82.154 129.798 84.608 84.861 95.021 42.579 60.695 126.841 28,75% 40,18% 22,60% 33,48% 40,40% 19,31% 23,27% 34,61% 20,72% 208.477 213.003 589.747 268.194 220.643 555.128 164.342 179.496 660.137 60.053 83.081 113.930 90.500 89.426 144.273 17.148 59.481 134.625 28,81% 39,00% 19,32% 33,74% 40,53% 25,99% 10,43% 33,14% 20,39% TOTAL 2.827.210 790.053 27,94% 2.895.190 761.441 26,30% 3.059.167 792.517 25,91% -1,67% Fonte:IBGE-CadastroCentraldeEmpresas 2 Tabela04 POPULAÇÃOOCUPADAPORGRANDESSETORESNASCAPITAISDONORDESTE.ANO:2005 POPULAÇÃOOCUPADA SETOR IND.DE CAPITAIS SERVIÇOS % COMÉRCIO % % INDÚSTRIA % % AGROPECUÁRIA* % TOTAL(1) PÚBLICO TRANSF (2) (2)/(1) (3) (3)/(1) (4) (4)/(1) (5) (5)/(1) (6) (6)/(1) (7) (7)/(1) SÃOLUÍS 208.477 180.425 86,54% 43.654 20,94% 60.053 28,81% 27.523 13,20% 10.128 4,86% 529 0,25% TERESINA 213.003 181.495 85,21% 40.280 18,91% 83.081 39,00% 30.969 14,54% 16.182 7,60% 539 0,25% FORTALEZA 589.747 483.550 81,99% 133.876 22,70% 113.930 19,32% 104.369 17,70% 75.828 12,86% 1.828 0,31% NATAL 268.194 231.651 86,37% 55.467 20,68% 90.500 33,74% 35.373 13,19% 19.930 7,43% 1170 0,44% JOÃOPESSOA 220.643 193.720 87,80% 34.259 15,53% 89.426 40,53% 26.526 12,02% 13.833 6,27% 397 0,18% RECIFE 555.128 473.055 85,22% 105.893 19,08% 144.273 25,99% 80.245 14,46% 41.525 7,48% 1.828 0,33% MACEIÓ 164.342 130.017 79,11% 43.488 26,46% 17.148 10,43% 33.336 20,28% 21.125 12,85% 989 0,60% ARACAJU 179.496 155.293 86,52% 33.632 18,74% 59.481 33,14% 23.949 13,34% 11.030 6,14% 254 0,14% SALVADOR 660.137 576.827 87,38% 135.353 20,50% 134.625 20,39% 80.935 12,26% 29.990 4,54% 2.375 0,36% TOTAL 3.059.167 2.606.033 85,19% 625.902 20,46% 792.517 25,91% 443.225 14,49% 239.571 7,83% 9.909 0,32% Fonte:IBGE-CadastroCentraldeEmpresas *Apopulaçãoocupadadocomércioedosetorpúblicoestãoincluídanosetorserviços,assimcomoapopulaçãoocupadadaindústriadetransformaçãoestá computadanaindústria. **Estarincluídoaatividadepesqueira 2 Tabela05 PRODUTOINTERNOBRUTOPORGRANDESSETORESDAECONOMIADASCAPITAISDONORDESTE.ANO:2005 PRODUTOINTERNOBRUTO(EMR$1.000,00) CAPITAIS TOTAL(1) SERVIÇO*(2) (2)/(1)% SETOR %(3)/(1) INDÚSTRIA(4) (4)/(1)%AGROPEC.(5) (5)/(1)% IMPOSTOS PÚBLICO(3) SÃOLUÍS 9.340.943,74 R$5.693.234,23 60,95% 739.391,14 7,92% 2.156.510,80 23,09% 15.848,64 0,17% 1.475.350,07 TERESINA 5.245.723,99 R$3.363.591,34 64,12% 711.905,32 13,57% 1.030.223,67 19,64% 42.318,32 0,81% 809.590,67 FORTALEZA 19.734.556,59 R$13.767.383,16 69,76% 2.410.121,11 12,21% 3.220.143,20 16,32% 28.859,21 0,15% 2.718.171,03 NATAL 7.038.816,02 R$5.107.275,48 72,56% 1.068.622,57 15,18% 797.847,80 11,33% 25.234,52 0,36% 1.108.458,23 JOÃOPESSOA 5.024.603,98 R$3.082.628,28 61,35% 891.076,08 17,73% 1.239.950,34 24,68% 4.850,21 0,10% 697.175,16 RECIFE 16.664.468,17 R$11.018.045,07 66,12% 1.974.509,49 11,85% 2.499.303,92 15,00% 7.505,51 0,05% 3.139.613,67 MACEIÓ 6.114.506,73 R$4.143.484,52 67,76% 919.191,28 15,03% 1.150.706,38 18,82% 25.795,86 0,42% 794.519,97 ARACAJU 5.021.659,59 R$3.309.599,79 65,91% 691.838,17 13,78% 997.709,95 19,87% 4.238,40 SALVADOR 22.145.303,28 R$14.757.306,14 66,64% 2.251.655,51 10,17% 3.924.509,60 17,72% 11.584,95 0,05% 3.451.902,59 TOTAL 96.330.582,09 0,08% 710.111,44 64.242.548,00 66,69% 11.658.310,66 12,10% 17.016.905,65 17,67% R$166.235,63 0,17% 14.904.892,82 Fonte:IBGE *OValordograndesetorserviçosincluiovalordosetor público 2 Tabela06 PRODUTIVIDADEDAECONOMIAPORSETORESDEATIVIDADENASCAPITAISDONORDESTE.ANO:2005. Capitais POP.OCUPADA TOTALDOPIB PRODUT.TOTAL POPULAÇÃOOCUPADA PIBDOSETOR TOTAL(1) (2)(R$) (2)/(1)(R$) DOSETORSERV.(3) DESERVIÇO(4)(R$) PRODUT. (4)/(3)(R$) SÃOLUÍS 208.477 9.340.943.741,00 44.805,63 180.425 5.693.234.226,00 31.554,58 TERESINA 213.003 5.245.723.993,00 24.627,47 181.495 3.363.591.339,00 18.532,69 FORTALEZA 589.747 19.734.556.594,00 33.462,75 483.550 13.767.383.155,00 28.471,48 NATAL 268.194 7.038.816.020,00 26.245,24 231.651 5.107.275.476,00 22.047,28 JOÃOPESSOA 220.643 5.024.603.983,00 22.772,55 193.720 3.082.628.281,00 15.912,80 RECIFE 555.128 16.664.468.172,00 30.019,15 473.055 11.018.045.070,00 23.291,26 MACEIÓ 164.342 6.114.506.726,00 37.205,99 130.017 4.143.484.517,00 31.868,79 ARACAJU 179.496 5.021.659.586,00 27.976,44 155.293 3.309.599.794,00 21.311,97 SALVADOR 660.137 22.145.303.279,00 33.546,53 576.827 14.757.306.139,00 25.583,59 TOTAL 3.059.167 96.330.582.094,00 31.489,15 2.606.033 64.242.547.997,00 24.651,47 Fonte:BGE-CadastroCentraldeEmpresas 2 CAPITAIS POP.OCUP.DO PIBDOSETORPÚBLICO PRODUT. POPULAÇÃOOCUP. PIBDAINDÚSTRIA PRODUT.(Em (6)(R$) (6)/(5)(R$) DAINDÚSTRIA(7) (R$)(8) R$)(8)/(7) SERVIÇOPÚBLICO(5) SÃOLUÍS 60.053 739.391.137,00 12.312,31 27.523 2.156.510.801,00 78.353,04 TERESINA 83.081 711.905.321,00 8.568,81 30.969 1.030.223.671,00 33.266,29 FORTALEZA 113.930 2.410.121.105,00 21.154,40 104.369 3.220.143.197,00 30.853,44 NATAL 90.500 1.068.622.567,00 11.807,98 35.373 790.784.780,00 22.355,60 JOÃOPESSOA 89.426 891.076.081,00 9.964,40 26.526 1.239.950.335,00 46.744,72 RECIFE 144.273 1.974.509.493,00 13.685,93 80.245 2.499.303.918,00 31.145,91 MACEIÓ 17.148 919.191.282,00 53.603,41 33.336 1.150.706.379,00 34.518,43 ARACAJU 59.481 691.838.165,00 11.631,25 23.949 997.709.954,00 41.659,78 SALVADOR 134.625 2.251.655.509,00 16.725,39 80.935 3.924.509.595,00 48.489,65 TOTAL 792.517 11.658.310.660,00 14.710,49 443.225 17.009.842.630,00 38.377,44 Fonte:BGE-CadastroCentraldeEmpresas 2 Tabela07 CRESCIMENTOMÉDIODAREMUNERAÇÃOSALARIALNASCAPITAISNORDESTINAS. ANO:1996-2005. CRESC.MÉDIO REMUNERAÇÃOSALARIAL(EMR$1.000,00) Especificação 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 1997a20052000a2005 SÃOLUÍS 1.087.001,00 843.139,00 970.107,00 1.230.694,001.419.061,00 1.574.812,001.839.635,001.975.736,002.311.632,00 9,89% 13,44% TERESINA 688.007,00 731.970,00 778.902,00 943.086,00 1.054.802,00 1.304.661,001.459.181,001.742.942,001.961.192,00 13,99% 15,77% FORTALEZA 2.321.124,00 1.871.279,00 2.215.895,00 3.101.790,003.527.689,00 4.108.005,004.383.103,004.997.546,005.775.070,00 12,07% 13,24% NATAL 965.903,00 1.011.005,00 1.004.378,00 1.253.107,001.584.376,00 1.770.950,001.859.698,002.352.043,002.724.762,00 13,84% 16,81% JOÃOPESSOA 816.503,00 984.297,00 1.051.407,00 1.261.415,001.471.621,00 1.595.902,001.779.504,001.946.371,002.208.926,00 13,25% 11,86% RECIFE 2.734.287,00 2.583.481,00 2.606.476,00 4.154.933,004.149.470,00 4.719.150,005.122.512,005.115.101,006.366.416,00 11,14% 8,91% MACEIÓ 748.134,00 772.957,00 849.741,00 1.069.977,001.233.959,00 1.375.619,001.292.639,001.585.337,001.430.177,00 8,44% 5,97% ARACAJU 832.471,00 781.797,00 834.494,00 1.014.121,001.173.077,00 1.384.665,001.335.273,001.814.738,002.107.798,00 12,31% 15,76% SALVADOR 3.548.309,00 3.301.281,00 3.684.258,00 4.722.702,005.264.758,00 5.879.711,006.718.061,006.565.886,008.025.502,00 10,74% 11,19% Fonte:IBGE-CadastroCentraldeEmpresas 2 Tabela08 BALANÇACOMERCIALDASCAPITAISDOSESTADOSNORDESTINOSEPARTICIPAÇÃODOPIB.ANO:2005. VALORDABALANÇACOMERCIAL(EMR$) CAPITAISDO PIBEmR$(3) %(1)/(3) %(2)/(3) NORDESTE EXPORTAÇÕES(1) % IMPORTAÇÕES(2) % SALDO(1)-(2)% SÃOLUÍS 967.314.584,00 46,93% 1.132.067.847,00 52,64% -164.753.263,00 9.340.943.741,00 10,36% 12,12% TERESINA 6.048.832,00 0,29% 10.760.411,00 0,50% FORTALEZA 235.496.459,00 11,42% 288.819.423,00 13,43% -53.322.964,00 19.734.556.594,00 1,19% 1,46% NATAL 151.448.327,00 7,35% 59.898.184,00 2,79% 91.550.143,00 7.038.816.020,00 2,15% 0,85% JOÃOPESSOA 119.057.180,00 5,78% 37.352.248 1,74% 81.704.932,00 5.024.603.983,00 2,37% 0,74% RECIFE 149.816.700,00 7,27% 327.762.752,00 15,24% -177.946.052,00 16.664.468.172,00 0,90% 1,97% MACEIÓ 321.440.283,00 15,59% 47.973.506,00 2,23% 273.466.777,00 6.114.506.726,00 5,26% 0,78% ARACAJU 9.244.199,00 0,45% 54.746.873,00 2,55% -45.502.674,00 5.021.659.586,00 0,18% 1,09% SALVADOR 101.509.208,00 4,92% 191.252.736,00 8,89% -89.743.528,00 22.145.303.279,00 0,46% 0,86% TOTAL 2.061.375.772,00 100,00% 2.150.633.980,00 100,00% (89.258.208,00) 96.330.582.094,00 2,14% 2,23% Fonte:MinistériodoDesenvolvimento,IndústriaeComércioExterior -4.711.579,00 5.245.723.993,00 0,12% 0,21% 2 Tabela09 PARTICIPAÇÃODOSETORPÚBLICONAPOPULAÇÃOOCUPADA,NAREMUNERAÇÃODOTRABALHOENOPRODUTO INTERNOBRUTODASCAPITAISDONORDESTE.ANO:2005. POPULAÇÃOOCUPADA. CAPITAIS REMUNERAÇÃODOTRABALHO ProdutoInternoBruto-PIB(5) População TOTALDA RemuneraçãodoTrabalho População Ocupadado REMUNERAÇÃO ProdutoInterno (2)/(1)% doSetorPúblico(EmR$ (4)/(3)% Ocupada(1) SetorPúblico (EmR$ Bruto-PIB(5) 1.000,00)(4) (2) 1.000,00)(3) PIBdoSetor Público(6) (6)/(5)% SÃOLUÍS 208.477 60.053 28,81% 2.311.632,00 1.105.122,00 47,81% 9.340.943.741,00 739.391.137,00 7,92% TERESINA 213.003 83.081 39,00% 1.961.192,00 1.047.350,00 53,40% 5.245.723.993,00 711.905.321,00 13,57% FORTALEZA 589.747 113.930 19,32% 5.775.070,00 2.221.610,00 38,47% 19.734.556.594,00 2.410.121.105,00 12,21% NATAL 268.194 90.500 33,74% 2.724.762,00 1.450.654,00 53,24% 7.038.816.020,00 1.068.622.567,00 15,18% JOÃOPESSOA 220.643 89.426 40,53% 2.208.926,00 1.213.672,00 54,94% 5.024.603.983,00 891.076.081,00 17,73% RECIFE 555.128 144.273 25,99% 6.366.416,00 2.600.929,00 40,85% 16.664.468.172,00 1.974.509.493,00 11,85% MACEIÓ 164.342 17.148 10,43% 1.430.177,00 359.806,00 25,16% 6.114.506.726,00 919.191.282,00 15,03% ARACAJU 179.496 59.481 33,14% 2.107.798,00 1.086.953,00 51,57% 5.021.659.586,00 691.838.165,00 13,78% SALVADOR 660.137 134.625 20,39% 8.025.502,00 3.036.123,00 37,83% 22.145.303.279,00 2.251.655.509,00 10,17% TOTAL 3.059.167 792.517 25,91% 14.122.219,00 42,91% 96.330.582.094,00 11.658.310.660,00 12,10% Fonte:IBGE 32.911.475 2 Tabela10 VALORDAREMUNERAÇÃOSALARIALPERCAPITAEAPOPULAÇÃOOCUPADANASCAPITAISNORDESTINAS.ANO:2005 VALORANUAL(EMR$). CAPITAISDONORDESTE POPULAÇÃO POPULAÇÃOOCUPADA (2)/(1)% (1)* (2) REMUNERAÇÃO(3) % REMUNERAÇÃO REMUNERAÇÃOPER PERCAPITA CAPITADAPOP. (3)/(1) OCUPADA(3)/(2) SÃOLUÍS 978.824 208.477 21,30% 2.311.632.000,00 7,02% 2.361,64 11.088,19 TERESINA 788.773 213.003 27,00% 1.961.192.000,00 5,96% 2.486,38 9.207,34 FORTALEZA 2.374.944 589.747 24,83% 5.775.070.000,00 17,55% 2.431,67 9.792,45 NATAL 778.040 268.194 34,47% 2.724.762.000,00 8,28% 3.502,08 10.159,67 JOÃOPESSOA 660.798 220.643 33,39% 2.208.926.000,00 6,71% 3.342,82 10.011,31 RECIFE 1.501.008 555.128 36,98% 6.366.416.000,00 19,34% 4.241,43 11.468,37 MACEIÓ 903.463 164.342 18,19% 1.430.177.000,00 4,35% 1.582,99 8.702,44 ARACAJU 498.619 179.496 36,00% 2.107.798.000,00 6,40% 4.227,27 11.742,87 SALVADOR 2.673.560 660.137 24,69% 8.025.502.000,00 24,39% 3.001,80 12.157,33 TOTAL 11.158.029 3.059.167 27,42% 32.911.475.000,00 100,00% 2.949,58 10.758,31 NORDESTE 50.427.274 6.264.791 12,42% 46.907.542.000,00 100,00% 930,20 7.487,49 Fonte:IBGE-CadastroCentraldeEmpresas *Estimativapopulacionalem01/07/05 2 Tabela11 RELAÇÃODAPOPULAÇÃOOCUPADACOMOPRODUTOINTERNOBRUTODETERESINAEDESÃOLUÍS.ANO:2005 PRODUTOINTERNO PRODUTOINTERNO PRODUTOINTERNO (2)/ (2)/ (2)/ SETORESDE PRODUTOINTERNOBRUTO(EmR$) (2)/ BRUTO(EmR$) BRUTO(EmR$) BRUTO(EmR$) ATIVIDADE (1)% (5)% (7)% (9)% SÃOLUÍS(1) TERESINA(2) FORTALEZA(5) NATAL(7) JOÃOPESSOA(9) Serviços 5.693.234.226,00 3.363.591.339,00 ServiçoPúblico 739.391.137,00 711.905.321,00 Outros 4.953.843.089,00 2.651.686.018,00 Indústria 2.156.510.801,00 1.030.223.671,00 Agropecuária 15.848.644,00 42.318.316,00 Impostos 1.475.350.070,00 809.590.667,00 Total 59% 96% 54% 48% 267% 55% 13.767.383.155,00 24% 2.410.121.105,00 30% 11.357.262.050,00 23% 3.220.143.197,00 9% 28.859.212,00 147% 2.718.171.030,00 30% 3.082.628.281,00 109% 891.076.081,00 80% 2.191.552.200,00 121% 1.239.950.335,00 83% 4.850.210,00 873% 697.175.157,00 116% 9.340.943.741,00 5.245.723.993,00 56% 19.734.556.594,00 27% 7.038.816.020,00 75% 5.024.603.983,00 104% POPULAÇÃOOCUP. SETORESDE POPULAÇÃOOCUP. (4)/(3) ATIVIDADE SÃOLUÍS(3) TERESINA(4) FORTALEZA(6) Serviços 180.425 181.495 101% 483.550 ServiçoPúblico 138% 60.053 83.081 113.930 Outros 120.372 98.414 82% 369.620 Indústria 30.969 113% 27.523 104.369 1.828 Agropecuária 529 539 102% Total 5.107.275.476,00 66% 1.068.622.567,00 67% 4.953.843.089,00 54% 797.847.802,00 129% 25.234.516,00 168% 1.108.458.226,00 73% 208.477 IBGE:CadastroCentraldaEmpresas 213.003 102% 589.747 (4)/(6) 38% 73% 27% 30% 29% 36% POPULAÇÃOOCUP. POPULAÇÃOOCUP. (4)/(8) (4)/(10) NATAL(8) JOÃOPESSOA(10) 231.651 78% 193.720 94% 90.500 92% 89.426 92% 141.151 104.294 70% 70% 35.373 88% 26.526 88% 1.170 397 46% 46% 268.194 79% 220.643 79% 2 SETORESDE PRODUTOINTERNOBRUTO(EmR$) ATIVIDADE RECIFE(11) TERESINA(12) Serviços 11.018.045.070,00 3.363.591.339,00 ServiçoPúblico 1.974.509.493,00 711.905.321,00 Outros 9.043.535.577,00 2.651.686.018,00 Indústria 2.499.303.918,00 1.030.223.671,00 Agropecuária 7.505.514,00 42.318.316,00 Impostos 3.139.613.670,00 809.590.667,00 Total 16.664.468.172,00 5.245.723.993,00 SETORESDE POPULAÇÃOOCUP. ATIVIDADE RECIFE(13) TERESINA(14) 473.055 Serviços 181.495 144.273 83.081 ServiçoPúblico Outros 328.782 98.414 80.245 Indústria 30.969 1.828 Agropecuária 539 Total 555.128 213.003 PRODUTOINTERNO (12)/ BRUTO(EmR$) (11)% MACEIÓ(15) 31% 4.143.484.517,00 36% 919.191.282,00 29% 3.224.293.235,00 41% 1.150.706.379,00 564% 25.795.864,00 26% 794.519.966,00 PRODUTO (12)/ INTERNOBRUTO (15)% ARACAJU(17) 81% 3.309.599.794,00 77% 691.838.165,00 82% 2.617.761.629,00 90% 997.709.954,00 164% 4.238.396,00 102% 710.111.442,00 31% 6.114.506.726,00 86% 5.021.659.586,00 104% 22.145.303.279,00 24% 38% 58% 30% 39% 29% POPULAÇÃOOCUP. MACEIÓ(16) 130.017 17.148 112.869 33.336 989 38% 164.342 (14)/(13) PRODUTOINTERNO (12)/ (12)/ BRUTO(EmR$) (17)% (19)% SALVADOR(19) 102% 14.757.306.139,00 23% 103% 2.251.655.509,00 32% 101% 12.505.650.630,00 21% 103% 3.924.509.595,00 26% 998% 11.584.954,00 365% 114% 3.451.902.591,00 23% POPULAÇÃOOCUP. POPULAÇÃOOCUP. (14)/(18) (14)/(20) ARACAJU(18) SALVADOR(20) 140% 155.293 102% 576.827 23% 484% 59.481 103% 134.625 32% 87% 101% 21% 95.812 442.202 93% 23.949 103% 80.935 26% 254 2.375 54% 998% 365% (14)/(16) 130% 179.496 114% 660.137 23% IBGE:CadastroCentraldaEmpresas ABSTRACT: ThispaperpresentsastudyontheeconomicsofTeresina,focusingonsomeofitsstructuralfeatures.Aimstocontributetotheplanningof actionsofpublicpower,allowingtheimplementationandstrengtheningofpoliciestostimulatelocaleconomicdevelopment. KEYWORDS: Economy-Structuralaspects.Susceptibilityeconomical.Economicdependence.Occupiedpopulation.Remunerationofwork.Gross DomesticProduct.Productionchain