ECONOMIA DE TERESINA: ALGUNS ASPECTOS ESTRUTURAIS
1
Raimundo Leôncio Ferraz Fortes
RESUMO
Este texto apresenta um estudo sobre a economia de Teresina, enfocando alguns de
seus aspectos estruturais. Pretende contribuir para o planejamento das ações do
poder público, possibilitando a implementação e o fortalecimento das políticas de
incentivo ao desenvolvimento econômico local.
PALAVRAS-CHAVES:
Economia - Aspectos estruturais. Susceptibilidade econômica. Dependência
econômica. População ocupada. Remuneração do trabalho. Produto Interno Bruto.
Cadeia produtiva.
1 INTRODUÇÃO
A implementação de políticas sociais pelo poder público em Teresina nos últimos
15 anos tem sido de suma importância para melhorar as condições de vida de sua
população, contribuindo para que a mesma tenha alcançado atualmente o menor índice
de mortalidade infantil dentre as capitais do nordeste, e ocupado, segundo dados do
PNUD, do ano de 2000, a quarta posição no índice de longevidade.
Porém, quando se trata dos indicadores econômicos, Teresina ocupa o último
lugar dentre as capitais da região no que se refere ao valor do seu produto interno
bruto per capita. Mediante essas informações, deduz-se que o desenvolvimento
humano da capital do Piauí acontece mais pela adoção de políticas sociais do que pelo
dinamismo interno de sua economia.
Diante desta situação, há necessidade do poder público planejar e implementar
políticas de modo a proporcionar condições objetivas para um maior desenvolvimento
econômico de Teresina, no sentido de gerar um nível de emprego e renda para que
sua economia tenha maior incidência nos indicadores sociais.
De modo a contribuir para a implementação de políticas públicas eficazes para a
economia de Teresina, realiza-se neste trabalho um estudo sobre esta, analisando
alguns de seus aspectos estruturais, que devem ser considerados nas ações de
planejamento, para promover o desenvolvimento econômico local
1 Economista e servidor municipal lotado na Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação.
2
2 CONSIDERAÇÕES METODOLÓGICAS
O presente estudo pretende analisar a economia formal2 de Teresina sob o
enfoque estrutural, ou sejam aqueles aspectos que ocupam posições importantes na
sua organização interna, que são: a participação de pessoas na economia, o grau de
susceptibilidade da economia e a dependência econômica. Para mensurar os dados
que refletem esses aspectos estruturais da economia de Teresina usou-se como
parâmetro dados da economia de outras capitais do nordeste, particularmente de São
Luís.
A realização deste estudo restringe-se à análise de dados secundários do
Cadastro Central de Empresas – IBGE, das Contas Regionais do IBGE, assim como
aqueles encontrados na Relação Anual de Informações Sociais - RAIS, do Ministério do
Trabalho e Emprego e do Ministério do Desenvolvimento Econômico, Indústria e
Comércio Exterior. Os dados pesquisados em sua maior parte são do período de 2000
a 2005, uma vez que a principal fonte (o IBGE) ainda não divulgou os mais recentes.
Deve-se frisar que em razão das alterações realizadas pelo IBGE em dezembro
de 2007 nos dados do Produto Interno Bruto(PIB)3 a partir de 2002, houve a retirada de
um dos seus componentes, que é o Dummy Financeiro4. Espera-se ainda para o
presente ano que o IBGE anuncie o valor do PIB referente aos anos anteriores a 2002,
já sem inserir no seu cálculo o Dummy Financeiro.
Há de se mencionar também as limitações encontradas nas fontes pesquisadas,
dentre as quais, a inexistência de informações de alguns setores de atividade mais
específicos, especialmente aqueles referentes ao Produto Interno Bruto.. Com relação
aos dados referentes à população ocupada, alguns sub-setores de atividade são
apresentados juntamente com outros, como é o caso da saúde, alimentação,
transporte, dentre outros, o que dificultou a aferição quantitativa dos mesmos.
3 PARTICIPAÇÃO DE PESSOAS NA ECONOMIA DE TERESINA
2
O conceito de economia formal utilizado neste trabalho abrange o conjunto das unidades produtivas
que, por serem registradas como pessoa jurídica, se constituem em empresas, pagam tributos, assim como assinam
a carteira de trabalho de seus funcionários.
3
Valor de todos os bens e serviços que é produzido na economia durante um ano
4
Valor dos serviços de intermediação entre as instituições financeiras
3
Dentre os aspectos estruturais inerentes à economia, o que mais se destaca em
Teresina, pela relevância social que representa, é o grau de inserção das pessoas no
processo produtivo do seu setor formal, que em termos relativos apresenta-se elevado.
Em outras palavras, há uma participação expressiva de pessoas na economia de
Teresina em relação ao seu produto interno bruto gerado. Isto significa dizer, que se
insere mais pessoas para produção de uma mesma quantidade de bens e serviços do
que nas demais capitais, com exceção de João Pessoa.
A intensidade da presença de pessoas no processo produtivo em Teresina é
identificada quando se compara essa situação com a capital mais próxima que é São
Luís. Considerando que na economia há uma correlação da população ocupada com
seu produto interno bruto - no qual geralmente o primeiro indicador aumenta com a
elevação do segundo - pode-se afirmar que o nível de ocupação de pessoas na
atividade econômica em Teresina é bem mais elevado em termos relativos do que
naquela capital. Ou seja, mesmo tendo em 2005 um PIB que corresponde a 56% ao de
São Luís, Teresina concentra uma população ocupada equivalente a 102% à daquela
capital (cf. figura 01). Contudo, há de se ressaltar que parte da população ocupada em
Teresina reside no município vizinho de Timon(MA), cuja população ocupada em 2005
é de apenas 6% de seu total populacional, ao passo que a primeira tem naquele ano
27% de trabalhadores formais em relação à sua população.
R E L A Ç Ã O D A P O P U L A Ç Ã O O C U P A D A C O M O P R O D U T O IN T E R N O B R U T O
D E T E R E S IN A E D E S Ã O L U ÍS .A N O :2 0 0 5
P R O D U T O IN T E R N O B R U T O (E m R $ )
S E T O R E S D E A T IV ID A D E
(2 ) / (1 )%
S Ã O L U ÍS (1 )
T E R E S IN A (2 )
59%
S e rv iço s
5 .6 9 3 .2 3 4 .2 2 6 ,0 0
3 .3 6 3 .5 9 1 .3 3 9 ,0 0
S er viç o P ú b lic o
7 3 9 .3 9 1 .1 3 7 ,0 0
7 1 1 .9 0 5 .3 2 1 ,0 0
96%
O u tr os
4 .9 5 3 .8 4 3 .0 8 9 ,0 0
2 .6 5 1 .6 8 6 .0 1 8 ,0 0
54%
In d ú s tria
2 .1 5 6 .5 1 0 .8 0 1 ,0 0
1 .0 3 0 .2 2 3 .6 7 1 ,0 0
48%
A g ro p e c u á ria
267%
1 5 .8 4 8 .6 4 4 ,0 0
4 2 .3 1 8 .3 1 6 ,0 0
Im p o s to s
55%
1 .4 7 5 .3 5 0 .0 7 0 ,0 0
8 0 9 .5 9 0 .6 6 7 ,0 0
T o tal
9 .3 4 0 .9 4 3 .7 4 1 ,0 0 (3 )
5 .2 4 5 .7 2 3 .9 9 3 ,0 0 (4 )
56%
PO PULAÇ ÃO O CUPAD A
(6 ) / (5 )
S E T O R E S D E A T IV ID A D E
S Ã O L U ÍS (5 )
T E R E S IN A (6 )
S e rv iço s
1 8 0 .4 2 5
1 8 1 .4 9 5
102%
6 0 .0 5 3
8 3 .0 8 1
138%
S er viç o P ú b lic o
1 2 0 .3 7 2
82%
O u tr os
9 8 .4 1 4
2 7 .5 2 3
3 0 .9 6 9
113%
In d ú s tr ia
529
102%
A g r o p e cu á ria
539
T o tal
2 0 8 .4 7 7 (7 )
2 1 3 .0 0 3 (8 )
102%
P ro d u tiv id a d e (3 )/(7 )
P r o d utiv id ad e(4 )/(8 )
4 4 .8 0 5 ,6 3
2 4 .6 2 7 ,4 6
IB G E : C a d a s tro C entr a l da E m p r es a s
Figura 1
Afirmar que há uma participação intensiva de pessoas na economia de Teresina
é sustentar a idéia de que nela a contribuição média de um trabalhador para a
4
formação do seu produto interno bruto é irrisória, pois em 2005 é de R$ 24.627,00
(vinte quatro mil, seiscentos e vinte sete reais), sendo superior apenas à de João
Pessoa.(cf. tabela 06 em anexo). Isto nos leva a deduzir que a elevada presença de
pessoas na atividade econômica, nessas duas capitais, resulta numa baixa
produtividade das mesmas, em relação às demais do Nordeste, como será analisado
mais adiante.
A presença significativa das pessoas na atividade econômica em Teresina devese à menor utilização do fator capital no seu processo produtivo, quando comparada
com a maioria das capitais nordestinas, ou seja, predomina atividades produtivas de
bens e serviços que utilizam pouca tecnologia, destacando-se as seguintes: serviço
público, saúde, educação ,comércio, alimentos, confecção, avicultura, bebidas,
construção, cerâmica, dentre outras. Deve-se considerar que a participação
predominante da população ocupada no setor de serviços de Teresina, tem como
causa principal a forte presença empregadora do poder público, que detém 46% do
total referente ao mesmo(cf. tabela 01 em anexo).
Além da posição de destaque da empregabilidade na economia de Teresina,
especialmente pelo poder público, deve ser enfatizado a importância que sua indústria
assume relativamente ao total da população ocupada, quando comparada com as
outras capitais na região em 2005 (cf. Figura 2).
P a r tic ip a ç ã o d a P o p u la ç ã o O c u p a d a d a In d ú s tr ia n o T o ta l d a P o p u la ç ã o
O c u p a d a d a s C a p ita is d o N o r d e s te . A n o : 2 0 0 5 .
S A LVA D O R
AR AC AJU
M A C E IÓ
R E C IF E
JO ÃO PESSO A
NATAL
FO R T ALE ZA
8 0 .9 3 5
2 3 .9 4 9
6 6 0 .1 3 7
1 79 .4 9 6
3 3 .3 3 6
1 64 .3 4 2
8 0 .2 4 5
2 6 .5 2 6
3 5 .3 7 3
5 5 5 .1 2 8
2 6 8 .1 9 4
P o p u la ç ã o O c u p a d a T o ta l
1 0 4 .3 6 9
T E R E S IN A
3 0 .9 6 9
S Ã O L U ÍS
2 7 .5 2 3
P o p u la ç ã o o c u p a d a n a
In d ú s tria
2 2 0 .6 4 3
5 8 9 .7 4 7
2 1 3 .0 0 3
2 0 8 .4 7 7
Figura 2 - Fonte: IBGE-Cadastro Central das Empresas
O que mais desperta atenção em relação à indústria de Teresina é que esta tendo
neste setor o terceiro menor PIB dentre as capitais do nordeste em 2005, ainda assim
5
coloca-se à frente de 06 (seis) delas (São Luís, Natal, João Pessoa, Recife, Aracaju e
Salvador) em população ocupada em termos relativos(ao total de empregos formais), e
em 03 (três) delas em números absolutos: São Luís, João Pessoa e Aracaju (cf.
tabelas 04 e 05 em anexo).
A existência de um setor industrial com a predominância de atividades produtoras
de bens de que atendem necessidades básicas – como, alimentação, confecções,
setor gráfico, construção, cerâmica, e outras mais - que são por natureza menos
exigente em capital - explica porque a capital do Piauí tem maior participação relativa
de pessoal no processo produtivo neste setor do que nas 06 (seis) capitais citadas.
A importante participação de pessoas na indústria de Teresina é ainda percebida
quando, por exemplo, compara-se os dados do seu PIB e de sua população ocupada
com os dados de São Luís. Embora Teresina em 2005 tenha um PIB industrial que
corresponde praticamente a 48% do PIB industrial de São Luís, apresenta uma
população ocupada na indústria aproximadamente de 113% da população ocupada
deste segmento da capital maranhense naquele ano(cf. figura 01).
Algo que também desperta atenção é a fraca performance do setor agropecuário
de Teresina, que apesar de representar 267% do produto interno bruto do setor
agropecuário de São Luís, detém uma
população ocupada equivalente
apenas a
102% desta capital (cf. figura 01) Certamente esta irrisória participação relativa na
população ocupada da agropecuária de Teresina poderia ser melhor em relação a São
Luís e às outras capitais do nordeste, uma vez que a mesma detém uma grande
superfície territorial (1.756 km²), - que é a maior entre todas, vindo em seguida São
Luís com 827 km² - que possibilita a utilização de uma maior área rural para a atividade
econômica. Aliás, conforme dados do IBGE, dentre todas as capitais do Brasil,
Teresina só tem área menor do que as capitais que fazem parte da grande região
Amazônica.
4 SUSCEPTIBILIDADE DA ECONOMIA DE TERESINA
O segundo traço marcante da economia de Teresina que de certa forma lhe é
favorável é o baixo nível de susceptibilidade ou de sensibilidade de suas atividades
produtivas em relação às flutuações conjunturais, que é expressa pelos seguintes
indicadores nacionais: Produto interno bruto, inflação e o câmbio.
6
Constata-se que a maior parte daquilo que se produz em termos de bens e
serviços em Teresina têm como característica, produtos de primeira necessidade, cuja
procura em tempos de crise não é tão afetada como a dos demais produtos, quando há
modificações naqueles indicadores acima citados. Dentre os setores no qual estão
inseridos esses bens e serviços de menor sensibilidades destacam-se, o setor público,
a educação, a saúde, a indústria alimentícia, dentre outros.
A menor suscetibilidade das atividades econômicas de Teresina é demonstrada
principalmente pelo nível da população ocupada e da remuneração do trabalho no
período de 2000 a 2005, no qual, mesmo predominando anos de crescimento irrisório
na economia nacional, há um crescimento médio em ambos indicadores que a coloca
na segunda posição dentre as capitais do nordeste (cf. figura 03).
Crescimento M édio da Remuneração Salarial e da População
O cupada das Capitais do Nordeste. Ano: 2000-2005
SALVADOR
0,92%
6,81%
4,71%
ARACAJU
M ACEIÓ
1,38%
RECIFE
JOÃO PESSOA
8,18%
2,41%
4,25%
4,02%
4,23%
SÃO LUÍS
13,42%
10,01%
5,48%
TERESINA
2,45%
Crescimento
Médio da
População
Ocupada
9,06%
6,20%
NATAL
FORTALEZA
12,34%
13,07%
Crescimento
Médio da
Remuneração
9,93%
Figura 3 - Fonte: IBGE
A situação de baixa suscetibilidade da economia de Teresina também pode
ser aferida pelo seu reduzido grau de abertura ao comércio externo. Percebe-se, que
em relação às outras capitais do nordeste, Teresina em 2005, apresenta uma insignificante
participação no comércio externo quando comparado ao seu produto interno bruto.
De acordo com os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e
Comércio Exterior, o valor das exportações e importações da capital piauiense participa
respectivamente com 0,12% e 0,21% do PIB em 2005, ocupando a penúltima e a
última posição dentre as outras capitais do nordeste(cf. tabela 08 em anexo).
Essa participação insignificante de Teresina no comércio externo é também
evidenciada quando se comparam em 2005 o valor das exportações e importações
7
com as demais capitais do nordeste (cf. figura 04 seguinte ). Do lado das exportações,
os valores representam 1,48% da capital que ocupa a primeira posição (São Luís) e
65,43% da que se coloca em penúltimo lugar (Aracaju). As importações por sua vez,
equivalem apenas 1,63% da ocupante da primeira posição (São Luís) e 28,81% da que
se situa no penúltimo lugar (João Pessoa).
Valor das Exportações e Importações das Capitais do
Nordeste. Ano: 2005
1.200.000.000,00
1.000.000.000,00
800.000.000,00
Exportação
600.000.000,00
Importação
400.000.000,00
200.000.000,00
N
JO
AT
ÃO
AL
PE
SS
O
A
RE
CI
FE
M
AC
EI
Ó
AR
AC
AJ
SA
U
LV
AD
O
R
SÃ
O
LU
ÍS
TE
R
ES
IN
FO
A
R
TA
LE
ZA
0,00
Figura 4 - Fonte: Ministério do Desenvolvimento,. Indústria, e Comércio Exterior.
5 O ESTADO DE DEPENDÊNCIA DA ECONOMIA DE TERESINA
Um outro aspecto estrutural importante da economia de Teresina é a
participação
significativa
do
setor
público
nas
atividades
produtivas,
mais
especificamente, na capacidade de gerar emprego e renda, que resulta num estado de
dependência a este setor, e se constitui no elemento chave para a compreensão do
seu funcionamento.
A questão da dependência econômica ao setor público é uma realidade comum
à maioria das capitais do nordeste, sendo, porém, mais forte em Teresina e em João
Pessoa, particularmente pela participação mais acentuada da população ocupada e da
remuneração do trabalho do setor público na economia formal dessas duas capitais.
5.1 População Ocupada do Setor Público
Dentre os setores de atividade de Teresina o setor público é o que tem a maior
participação em relação à totalidade da população ocupada em 2005, sendo inferior
apenas ao somatório da população ocupada no comércio com a de outros serviços:
8
alojamento e alimentação, educação, saúde e serviço social, dentre outros (cf. Figura 5
seguinte).
População Ocupada de Teresina por Atividades. Ano: 2005.
Indústrias extrativas
58.134
27%
84 16.182
0% 8% 12.441
2.262
6%
1%
Construção
Produção e distribuição de
eletricidade, gás e água
Serviço Público
539
0%
40.280
19%
Indústrias de transformação
83.081
39%
Comércio
Agricultura, pecuária, etc
Outros Serviços
Figura 5 - Fonte: IBGE:- Cadastro Central das Empresas
Observando os dados das capitais nordestinas, constata-se que Teresina ocupa
a segunda posição - logo após João Pessoa - na participação do setor público no total
da população ocupada em 2005 na atividade formal, diferenciando-se ambas bastante
das demais (cf. tabela 03 em anexo).Teresina também se destaca pelo crescimento
considerável na ocupação no setor público no período 2000-2005. Isso é perceptível
pelo crescimento médio na ocupação deste período que a posiciona em terceiro lugar,
vindo após Natal e Aracaju.
Deve-se considerar que a situação de crescimento da população ocupada no
setor público nas 03 (três) capitais citadas, não vem acontecendo na mesma
intensidade nas outras capitais da região, Inclusive, em 04 (quatro) delas - São Luís,
Recife, Maceió e Salvador- o crescimento médio no período citado foi negativo (cf.
tabela 03 em anexo)
O que demonstra o grau de dependência da economia de Teresina ao setor
público é a comparação entre a participação da população ocupada deste setor no total
da população ocupada (participação relativa) com a participação do seu produto interno
bruto em relação ao do município, no ano de 2005(cf. tabela 09 em anexo) Verifica-se
9
que a participação relativa da população ocupada no setor público em Teresina
praticamente equivale a três vezes ao valor da participação relativa deste setor no PIB
desta capital. Mais especificamente, quer se afirmar que, enquanto o PIB do setor
público em Teresina em 2005 corresponde apenas a 13,57% do total do PIB, a sua
população ocupada deste setor equivale a 39% do total da população ocupada.
Há deste modo, uma situação desproporcional entre os dois indicadores (PIB e
população ocupada) em 2005, que coloca Teresina em relação às demais capitais do
nordeste na segunda posição em termos comparativos da participação ocupacional
relativa do setor público com a participação deste no total do PIB, atrás apenas de São
Luís (cf. figura 06 ).
P a r t i c i p a ç ã o R e l a t i v a d o P IB e d a P o p u l a ç ã o O c u p a d a d o S e t o r P ú b l i c o n o
t o t a l d o P IB e d a P o p u l a ç ã o O c u p a d a n a s C a p i t a i s d o N o r d e s t e . A n o : 2 0 0 5
4 5 ,0 0 %
4 0 ,0 0 %
3 5 ,0 0 %
3 0 ,0 0 %
2 5 ,0 0 %
2 0 ,0 0 %
1 5 ,0 0 %
1 0 ,0 0 %
5 ,0 0 %
0 ,0 0 %
Ã
S
O
LU
P a r t ic ip a ç ã o R e la t iv a d a
P o p u la ç ã o O c u p a d a d o
S e t o r P ú b lic o
P a r t ic ip a ç ã o R e la t iv a d o
P I B d o S e t o r P ú b lic o
A
A
Z
IN
E
S
L
E
TA
R
E
R
T
O
F
ÍS
A
L
O
TA SS
A
N PE
O
Ã
JO
E
R
E
IF
C
M
C
A
R
JU
O
A
D
C
A
A
LV
R
A
A
S
IÓ
E
Figura 6 - Fonte: IBGE
Porém, visualiza-se melhor essa situação de dependência quando se constata,
por exemplo, que em 2005, Teresina tendo um PIB do setor público equivalente a 96%
do PIB deste setor de São Luís, tem uma população ocupada neste que corresponde a
138% da referente à capital maranhense(cf. figura 01). Ou ainda, constata-se, que a
capital do Piauí, embora tenha o segundo menor PIB do setor público dentre as capitais
do nordeste, mesmo assim posiciona-se em sexto lugar quando se trata da população
ocupada absoluta neste setor e a segunda em termos relativos(ao total da população
ocupada).
Essa dependência da economia de Teresina ao setor público, enquanto este
responde por parcela considerável de sua população ocupada na formalidade e uma
pequena parte do produto interno bruto, resulta num quadro de baixa produtividade em
relação aos grandes setores de atividade (cf. figura 07 seguinte ).
1
P r o d u t iv id a d e d a E c o n o m ia d e T e r e s in a p o r s e to r e s d e p r o d u ç ã o . A n o :
2005
E c o n o m ia
R $ 2 4 .6 2 7 ,4 7
A g ro p e c u á ria
In d ú s tria
S e r v iç o s
S e to r P ú b lic o
R $ 7 9 .5 4 5 ,7 1
R $ 3 3 .2 6 6 ,2 9
R $ 1 8 .5 3 2 ,6 9
R $ 8 .5 6 8 ,8 1
Figura 7 - Fonte: IBGE
Como se observa, cada servidor contribui em 2005 para a formação do PIB do
setor público com uma produtividade de R$ 8.568,81 (oito mil quinhentos sessenta e
oito reais, oitenta e um centavos), valor que corresponde apenas a 46,24% da
produtividade do grande setor serviços, 25,76% da produtividade do setor industrial e
34,79% daquela referente à totalidade da economia.
Quando se compara com outras capitais do nordeste, Teresina ocupa a última
posição em termos de produtividade no setor público, assim como a penúltima
colocação na produtividade da economia em sua totalidade.(cf. tabela 06 em anexo).
Ambas situações contribuem negativamente para um pequeno valor da remuneração
per capita da população ocupada do setor público – último lugar dentre as capitais da
região – e da economia, que se encontra em penúltimo lugar (cf. tabela 10 em anexo).
A baixa produtividade do setor público é resultante de um grande contingente de
pessoas ocupadas no mesmo, cuja quantidade ultrapassa suas reais necessidades,
comprometendo a qualidade no desempenho das atividades, bem como uma maior
participação de investimento próprio na área social e de infra-estrutura econômica por
parte do poder público.
Vale esclarecer que a maior participação do setor público no total da população
ocupada é decorrente da incapacidade de outros setores da economia de Teresina em
absorver a população em idade de ingressar no mercado de trabalho, que em grande
parte é oriunda do processo de imigração do interior para a capital, que foi intensificado
na década de 90 (noventa).
5.2 Remuneração do Trabalho no Setor Público
A dependência da economia de Teresina ao setor público manifesta-se com
maior intensidade na remuneração salarial dos seus servidores do que na população
1
ocupada, pois, verifica-se uma elevada participação deste setor na totalidade da
remuneração do trabalho, que em 2005 é superior à de outros serviços e demais
setores de atividades, constituindo-se em mais da metade do seu total (cf.figura 08 ).
D is t r ib u iç ã o d a R e m u n e r a ç ã o d o T r a b a lh o F o r m a l e m
T e r e sin a p o r S e to r e s d e A tiv id a d e . A n o : 2 0 0 5 .
0 ,0 7 %
0 ,0 1 %
E x t r a t iv is m o
4 ,4 4 %
3 ,0 0 %
4 ,3 5 %
2 6 ,2 1 %
I n d ú s t r ia d e
T r a n s fo r m a ç ã o
C o nstru ção
8 ,5 2 %
P r o d u ç ã o e d is t r ib u iç ã o :
e le t r ic . , g á s e á g u a
C o m é r c io
S e t o r P ú b lic o
O u t r o s S e r v iç o s
5 3 ,4 0 %
A g r o p e c u á r ia
Figura 8 - Fonte: IBGE: Cadastro Central das Empresas
No ano de 2005, verifica-se, que há uma forte desproporcionalidade entre a
participação relativa das remunerações do trabalho no setor público com sua
participação relativa na população ocupada. Ou seja, enquanto a participação relativa
da remuneração do trabalho neste setor corresponde a 53,40% do total, a sua
participação na população ocupada da economia local é de 39,00% do total (cf. tabela
09 em anexo).
Assim como a população ocupada relativa do setor público, a participação
relativa da remuneração do trabalho deste setor no total da economia de Teresina
ocupa em 2005 uma posição de destaque em termo regional, uma vez que se
posiciona em segundo lugar dentre as capitais do nordeste, permanecendo atrás
apenas de João Pessoa (cf. tabela 09 ou em anexo).
6 OUTRAS CONSIDERAÇÕES ESTRUTURAIS
Embora a estrutura produtiva instalada em Teresina seja favorável à geração de
emprego, já que na mesma predomina atividades mais intensivas em pessoal do que
em capital, constata-se que nela praticamente não se destaca nenhuma atividade que
exerça um efeito multiplicador na sua economia, no sentido de suscitar unidades
produtivas diversas que lhe seja complementar.
1
O que se quer enfatizar, é que em Teresina não existe um conjunto de atividades
econômicas que se constituam numa cadeia produtiva consolidada, atividades essas
localizadas num mesmo espaço, inter-relacionadas e com um maior poder de
competitividade de seus produtos em relação às outras capitais.
Mesmo havendo alguns setores ou sub-setores de atividade que vem se
destacando nos últimos 15 anos e, que contribuem de modo significativo na geração de
emprego – saúde; educação; comércio; alimentos; confecção; avicultura; bebidas;
construção civil, cerâmica, setor gráfico; dentre outros – não se pode ainda afirmar que
em alguns deles haja uma cadeia produtiva consolidada.
O setor de confecção, por exemplo, que é uma das atividades que mais tem
gerado emprego e renda em Teresina, encontra dificuldades - principalmente para as
microempresas - em inserir seus produtos na pauta de exportações do município, uma
vez que o preço da matéria-prima que é importada, praticamente inviabiliza sua
participação no comercio regional e externo.
Pesquisa realizada pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico,
em 2003, com 76 empresas do ramo de confecções de Teresina, indica o custo como
sendo o principal problema na aquisição da matéria-prima. Há assim necessidade de
se implantar em Teresina a indústria de fiação e tecelagem de modo a possibilitar a
formação de uma cadeia produtiva no setor de confecção, o que o tornaria mais
competitivo no mercado.
Por sua vez o turismo de negócio e de eventos, embora tenha crescido muito
nesses últimos anos, juntamente com a rede hoteleira, ainda não se firmou como um
setor que venha se constituir numa cadeia produtiva. Para isso, faz-se necessário dotálo de uma melhor infra-estrutura, dentre elas, um auditório para mais de 1500 pessoas,
de modo a realizar grandes eventos em Teresina.
Um outro setor importante que se constitui num verdadeiro pólo regional é o
setor de saúde, que mesmo tendo uma participação importante em termos de emprego
e de renda na economia local, ainda não possui uma infra-estrutura compatível com
sua importância, particularmente concernente à rede de hospedagem. e a via urbana.
No que refere a esta última há necessidade de ser dotada de diversos equipamentos:
(instalação de banheiros, telefones públicos, rampas de acesso para deficientes físicos,
sinalização das vias, saneamento, paisagismo, vigilância sanitária, melhorias das
calçadas, dentre outras).
1
7 CONCLUSÃO
A presente análise sobre a economia de Teresina, vista sob o enfoque estrutural,
nos leva a reconhecer sua elevada dependência em relação ao setor público, gerando
baixo nível de produtividade e comprometendo parte dos recursos gastos com pessoal
que poderiam ser utilizados em investimento social pelo poder publico.
Por outro lado, esta análise revela que os seus setores chaves apresentam uma
característica positiva que é a elevada participação das pessoas no processo produtivo,
quando comparado com as outras capitais do nordeste, embora isso implique numa
menor remuneração salarial per capita. do seu pessoal ocupado na formalidade,que é
a segunda menor dentre todas as capitais do nordeste.
Não obstante seja importante essa presença intensiva do fator trabalho na
economia de Teresina que deve ser considerada em qualquer intervenção
governamental, deve haver ações visando
torná-la menos dependente do setor
público, algo que já vem acontecendo na grande maioria das capitais do nordeste.
Neste sentido, faz-se necessário uma ação governamental mais intensa, que
possibilite Teresina ser mais competitiva com as outras capitais do nordeste, no que
concerne a capacidade de atrair investimentos, mediante uma revisão das políticas
adotadas no âmbito da economia, particularmente, a política fiscal e de incentivo e na
sua infra-estrutura econômica.
REFERENCIAS:
CASTRO, Antônio Carlos; LESSA, Francisco Carlos. Introdução à economia: uma.
abordagem estruturalista. 33. ed. Rio de Janeiro :Forense Universitária, 1991. p. 163.
BRASIL. Ministério do Trabalho e do Emprego. Relação anual de informações
sociais: RAIS. Brasília: MTE, 2005
WIKIPEDIA a Enciclopédia livre. Análise Setorial. Disponível em:< http://pt.wikipedia .
org/wiki/ An%C3%A1lise_setorial>. Acesso em: 10 de maio 2008.
BRASIL. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE. Censo Demográfico:
2000. Disponível em:< www.ibge.gov.br> . Acesso em: 12 jun. 2008
BRASIL. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE. Estatísticas do
cadastro central das empresas. Disponível em:< www.ibge.gov.br/>. Acesso em:
BRASIL. Ministério do Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio Exterior.
Disponível em:< www.mdic.gov.br>. Acesso em: 12 jun. 2008.
1
ANEXOS
1
Tabela 01
PARTICIPAÇÃO DA POPULAÇÃO OCUPADA POR SETORES NAS CAPITAIS DO NORDESTE . ANO:2005
POPULAÇÃO OCUPADA POR ANO
SETORES
São Luís
%
Teresina
%
Fortaleza
%
Natal
Agricultura, pecuária, silvicultura e exploração florestal + Pesca
Indústria
Indústrias extrativas
Indústrias de transformação
Construção
Produção e distribuição de eletricidade, gás e água
Serviços
Administração pública, defesa e seguridade social
Com.; reparação de veíc. Automot., obj. pessoais e domésticos
Outros serviços
Alojamento e alimentação
Transporte, armazenagem e comunicações
Interm. financeira, seguros, previd. compl. e serv. relacionados
Ativ. imobiliárias, aluguéis e serviços prestados às empresas
Educação
Saúde e serviços sociais
Outros serviços coletivos, sociais e pessoais
Serviços domésticos
Organismos internacionais e outras instituições extraterritoriais
TOTAL
Fonte: IBGE - Cadastro Central de Empresas
%
J.Pessoa
%
529
27.523
103
10.128
15.814
1.478
180.425
60.053
43.654
76.718
6.220
13.467
4.046
22.366
9.488
11.416
9.715
0,25%
13,20%
0,05%
4,86%
7,59%
0,71%
86,54%
28,81%
20,94%
36,80%
2,98%
6,46%
1,94%
10,73%
4,55%
5,48%
4,66%
539
30.969
84
16.182
12.441
2.262
181.495
83.081
40.280
58.134
4.472
7.445
3.169
14.113
13.552
7.204
8.179
0,25%
14,54%
0,04%
7,60%
5,84%
1,06%
85,21%
39,00%
18,91%
27,29%
2,10%
3,50%
1,49%
6,63%
6,36%
3,38%
3,84%
1.828
104.369
322
75.828
25.955
2.264
483.550
113.930
133.876
235.744
24.150
26.918
14.713
82.241
31.983
22.669
33.070
0,31%
17,70%
0,05%
12,86%
4,40%
0,38%
81,99%
19,32%
22,70%
39,97%
4,09%
4,56%
2,49%
13,95%
5,42%
3,84%
5,61%
1.170
35.373
1.007
19.930
1.639
12.797
231.651
90.500
55.467
85.684
13.363
9.249
3.609
22.013
12.772
12.255
12.423
0,44%
13,19%
0,38%
7,43%
0,61%
4,77%
86,37%
33,74%
20,68%
31,95%
4,98%
3,45%
1,35%
8,21%
4,76%
4,57%
4,63%
397
26.526
153
13.833
9.708
2.832
193.720
89.426
34.259
70.035
6.115
6.365
4.328
21.597
13.734
6.301
11.595
0,18%
12,02%
0,07%
6,27%
4,40%
1,28%
87,80%
40,53%
15,53%
31,74%
2,77%
2,88%
1,96%
9,79%
6,22%
2,86%
5,26%
208.477
100%
213.003
100%
589.747
100%
268.194
100%
220.643
100%
SETORES
Agricultura,pecuária,silviculturaeexploraçãoflorestal+Pesca
Indústria
Indústriasextrativas
Indústriasdetransformação
Construção
Produçãoedistribuiçãodeeletricidade,gáseágua
Serviços
Administraçãopública,defesaeseguridadesocial
Com.;reparaçãodeveíc.Automot.,obj.pessoaisedomésticos
Outrosserviços
Alojamentoealimentação
Transporte,armazenagemecomunicações
Interm.financeira,seguros,previd.compl.eserv.relacionados
Ativ.imobiliárias,aluguéiseserviçosprestadosàsempresas
Educação
Saúdeeserviçossociais
Outrosserviçoscoletivos,sociaisepessoais
Serviçosdomésticos
Organismosinternacionaiseoutrasinstituiçõesextraterritoriais
TOTAL
Fonte:IBGE-CadastroCentraldeEmpresas
POPULAÇÃOOCUPADAPORANO
Recife
1.828
80.245
643
41.525
31.567
6.510
473.055
144.273
105.893
222.889
23.970
22.758
10.829
77.111
29.090
28.349
30.773
%
0,33%
14,46%
0,12%
7,48%
5,69%
1,17%
85,22%
25,99%
19,08%
40,15%
4,32%
4,10%
1,95%
13,89%
5,24%
5,11%
5,54%
9
0,002%
Maceió
989
33.336
462
21.125
9.880
1.869
130.017
17.148
43.488
69.381
8.388
8.178
2.993
18.133
10.984
8.665
12.040
%
0,60%
20,28%
0,28%
12,85%
6,01%
1,14%
79,11%
10,43%
26,46%
42,22%
5,10%
4,98%
1,82%
11,03%
6,68%
5,27%
7,33%
Aracaju
254
23.949
1.018
11.030
10.204
1.697
155.293
59.481
33.632
62.180
6.579
7.352
3.237
18.460
10.019
9.330
7.203
%
0,14%
13,34%
0,57%
6,14%
5,68%
0,95%
86,52%
33,14%
18,74%
34,64%
3,67%
4,10%
1,80%
10,28%
5,58%
5,20%
4,01%
Salvador
2.375
80.935
993
29.990
44.551
5.401
576.827
134.625
135.353
306.849
30.765
38.343
12.416
107.033
36.454
44.676
37.162
%
0,36%
12,26%
0,15%
4,54%
6,75%
0,82%
87,38%
20,39%
20,50%
46,48%
4,66%
5,81%
1,88%
16,21%
5,52%
6,77%
5,63%
555.128 100% 164.342 100% 179.496 100% 660.137 100%
1
Tabela02
CRESCIMENTODAPOPULAÇÃOOCUPADAPORSETORESEMTERESINA.ANOS:1997-2005
POPULAÇÃOOCUPADAPORANO
SETORES
1997(0) 2000(1) 2001(2) (2)/(1)% 2002(3) (3)/(2)% 2003(4) (4)/(3)%
Agricultura,pecuária,silviculturaeexploraçãoflorestal+Pesca
Indústria
Indústriasextrativas
Indústriasdetransformação
Construção
Produçãoedistribuiçãodeeletricidade,gáseágua
Serviços
Administraçãopública,defesaeseguridadesocial
Comércio;reparaçãodeveíc.Automot.,objetospessoaisedomésticos
OutrosServiços
Alojamentoealimentação
Transporte,armazenagemecomunicações
Interm.financeira,seguros,previdênciacompl.eserviçosrelacionados
Atividadesimobiliárias,aluguéiseserviçosprestadosàsempresas
Educação
Saúdeeserviçossociais
Outrosserviçoscoletivos,sociaisepessoais
Serviçosdomésticos
Organismosinternacionaiseoutrasinstituiçõesextraterritoriais
TOTAL
Fonte:IBGE-CadastroCentraldeEmpresas
1.117
16.638
75
9.419
4.742
2.402
115.460
65.747
15.889
49.713
3.012
5.944
2.317
7.645
5.498
4.205
5.203
1.064
27.183
92
14.745
10.084
2.262
134.886
64.826
30.730
70.060
3.332
6.283
2.438
9.214
7.884
4.804
5.375
1.005
25.745
91
14.264
9.316
2.074
145.149
67.401
33.321
77.748
3.727
6.503
2.462
11.093
8.866
5.723
6.053
-5,55%
-5,29%
-1,09%
-3,26%
-7,62%
-8,31%
7,61%
3,97%
8,43%
0,00%
11,85%
3,50%
0,98%
20,39%
12,46%
19,13%
12,61%
807
28.771
348
14.940
11.241
2.242
160.192
76.183
35.974
84.009
4.119
6.547
2.087
12.399
9.544
6.123
7.216
-19,70%
11,75%
282,42%
4,74%
20,66%
8,10%
10,36%
13,03%
7,96%
8,05%
10,52%
0,68%
-15,23%
11,77%
7,65%
6,99%
19,21%
657
26.877
326
14.852
9.395
2.304
164.780
77.066
37.396
87.714
4.154
6.868
2.471
12.862
10.465
6.178
7.320
-18,59%
-6,58%
-6,32%
-0,59%
-16,42%
2,77%
2,86%
1,16%
3,95%
4,41%
0,85%
4,90%
18,40%
3,73%
9,65%
0,90%
1,44%
133.215 163.133 171.899 5,37% 189.770 10,40% 192.314 1,34%
1
POPULAÇÃOOCUPADAPORANO
SETORES
2004(5)
(5)/(4)%
(6)/(1)%
(6)/(0)%
CRESC.
2005(6)
(6)/(5)%
MÉDIO*
-26,67% -49,34% -34,20% -12,72%
735
11,87%
539
Indústriasextrativas
28.790
311
7,12%
-4,60%
30.969
84
7,57%
-72,99%
5,91% 73,04%
238,04% 314,67%
2,64%
-1,80%
Indústriasdetransformação
15.820
6,52%
16.182
2,29%
7,29%
67,96%
1,88%
Construção
10.351
10,18%
12.441
20,19%
2,65%
118,28%
4,29%
Produçãoedistribuiçãodeeletricidade,gáseágua
2.308
0,17%
2.262
-1,99%
2,03%
-3,91%
0,00%
Serviços
Administraçãopública,defesaeseguridadesocial
174.952
6,17%
181.495
0,00%
29,70% 51,53%
6,12%
82.154
6,60%
83.081
1,13%
26,73%
24,95%
5,09%
Comércio;reparaçãodeveíc.Automot.,objetospessoaisedomésticos
39.114
4,59%
40.280
2,98%
27,28%
146,17%
5,56%
OutrosServiços
92.798
5,80%
98.414
6,05%
32,46%
86,67%
7,03%
Alojamentoealimentação
4.242
2,12%
4.472
5,42%
27,31%
40,84%
6,06%
Transporte,armazenagemecomunicações
6.926
0,84%
7.445
7,49%
10,23%
16,52%
3,45%
Interm.financeira,seguros,previdênciacompl.eserviçosrelacionados
2.577
4,29%
3.169
22,97%
5,70%
11,22%
5,38%
Atividadesimobiliárias,aluguéiseserviçosprestadosàsempresas
13.897
8,05%
14.113
1,55%
50,82%
81,78%
8,90%
Educação
11.302
8,00%
13.552
19,91%
43,35%
105,57%
11,44%
Saúdeeserviçossociais
6.631
7,33%
7.204
8,64%
38,03%
57,69%
8,44%
Outrosserviçoscoletivos,sociaisepessoais
8.109
10,78%
8.179
0,86%
50,87%
55,85%
8,76%
204.477
6,32%
213.003
4,17%
25,34%
53,49%
5,48%
Agricultura,pecuária,silviculturaeexploraçãoflorestal+Pesca
Indústria
Serviçosdomésticos
Organismosinternacionaiseoutrasinstituiçõesextraterritoriais
TOTAL
Fonte:IBGE-CadastroCentraldeEmpresas
1
Tabela03
CRESCIMENTODAPOPULAÇÃOOCUPADADOSETORPÚBLICONASCAPITAISDONORDESTE.ANOS:2000-2005.
POPULAÇÃOOCUPADAPORANO
2000
2001
2002
CAPITAIS
(2)/(1)%
(4)/(3)%
(6)/(5)%
Total(1) SetorPublico(2)
Total(3) SetorPublico(4)
Total(5) SetorPublico(6)
SÃOLUÍS
TERESINA
FORTALEZA
NATAL
JOÃOPESSOA
RECIFE
MACEIÓ
ARACAJU
SALVADOR
184.712
163.133
479.518
198.543
181.154
492.773
153.430
142.567
630.579
71.902
64.826
108.091
70.326
78.972
158.602
43.665
44.866
220.788
38,93%
39,74%
22,54%
35,42%
43,59%
32,19%
28,46%
31,47%
35,01%
182.424
171.899
504.931
209.879
201.177
484.255
163.037
149.285
623.296
62.935
67.401
110.308
70.292
87.664
121.457
46.082
46.596
189.509
34,50%
39,21%
21,85%
33,49%
43,58%
25,08%
28,26%
31,21%
30,40%
185.096
189.770
543.863
225.825
208.500
496.755
171.213
162.886
647.816
59.499
76.183
136.453
72.634
82.741
114.004
46.444
54.982
187.519
32,14%
40,14%
25,09%
32,16%
39,68%
22,95%
27,13%
33,75%
28,95%
TOTAL
2.626.409
862.038
32,82% 2.690.183
802.244
29,82% 2.831.724
830.459
29,33%
CRESCIM
ENTO
POPULAÇÃOOCUPADAPORANO
CAPITAIS
2003
Total(7) SetorPublico(8)
2004
(8)/(7)%
2005
Total(9) SetorPublico(10)
(10)/(9)%
(12)/(11)% MÉDIO
Total(11) SetorPublico(12)
-3,54%
5,09%
1,06%
5,17%
2,52%
-1,88%
-17,05%
5,80%
-9,42%
SÃOLUÍS
TERESINA
FORTALEZA
NATAL
JOÃOPESSOA
RECIFE
MACEIÓ
ARACAJU
SALVADOR
185.921
192.314
537.148
230.975
209.101
506.821
159.488
142.234
663.208
54.321
77.066
107.282
78.785
87.447
126.579
24.229
35.160
199.184
29,22%
40,07%
19,97%
34,11%
41,82%
24,98%
15,19%
24,72%
30,03%
190.896
204.477
574.228
252.746
210.052
492.171
182.964
175.344
612.312
54.884
82.154
129.798
84.608
84.861
95.021
42.579
60.695
126.841
28,75%
40,18%
22,60%
33,48%
40,40%
19,31%
23,27%
34,61%
20,72%
208.477
213.003
589.747
268.194
220.643
555.128
164.342
179.496
660.137
60.053
83.081
113.930
90.500
89.426
144.273
17.148
59.481
134.625
28,81%
39,00%
19,32%
33,74%
40,53%
25,99%
10,43%
33,14%
20,39%
TOTAL
2.827.210
790.053
27,94% 2.895.190
761.441
26,30% 3.059.167
792.517
25,91% -1,67%
Fonte:IBGE-CadastroCentraldeEmpresas
2
Tabela04
POPULAÇÃOOCUPADAPORGRANDESSETORESNASCAPITAISDONORDESTE.ANO:2005
POPULAÇÃOOCUPADA
SETOR
IND.DE
CAPITAIS
SERVIÇOS % COMÉRCIO %
% INDÚSTRIA %
% AGROPECUÁRIA* %
TOTAL(1)
PÚBLICO
TRANSF
(2) (2)/(1) (3) (3)/(1) (4) (4)/(1) (5) (5)/(1) (6) (6)/(1)
(7)
(7)/(1)
SÃOLUÍS
208.477 180.425 86,54% 43.654 20,94% 60.053 28,81% 27.523 13,20% 10.128 4,86%
529
0,25%
TERESINA
213.003 181.495 85,21% 40.280 18,91% 83.081 39,00% 30.969 14,54% 16.182 7,60%
539
0,25%
FORTALEZA 589.747 483.550 81,99% 133.876 22,70% 113.930 19,32% 104.369 17,70% 75.828 12,86%
1.828
0,31%
NATAL
268.194 231.651 86,37% 55.467 20,68% 90.500 33,74% 35.373 13,19% 19.930 7,43%
1170
0,44%
JOÃOPESSOA 220.643 193.720 87,80% 34.259 15,53% 89.426 40,53% 26.526 12,02% 13.833 6,27%
397
0,18%
RECIFE
555.128 473.055 85,22% 105.893 19,08% 144.273 25,99% 80.245 14,46% 41.525 7,48%
1.828
0,33%
MACEIÓ
164.342 130.017 79,11% 43.488 26,46% 17.148 10,43% 33.336 20,28% 21.125 12,85%
989
0,60%
ARACAJU
179.496 155.293 86,52% 33.632 18,74% 59.481 33,14% 23.949 13,34% 11.030 6,14%
254
0,14%
SALVADOR
660.137 576.827 87,38% 135.353 20,50% 134.625 20,39% 80.935 12,26% 29.990 4,54%
2.375
0,36%
TOTAL
3.059.167 2.606.033 85,19% 625.902 20,46% 792.517 25,91% 443.225 14,49% 239.571 7,83%
9.909
0,32%
Fonte:IBGE-CadastroCentraldeEmpresas
*Apopulaçãoocupadadocomércioedosetorpúblicoestãoincluídanosetorserviços,assimcomoapopulaçãoocupadadaindústriadetransformaçãoestá
computadanaindústria.
**Estarincluídoaatividadepesqueira
2
Tabela05
PRODUTOINTERNOBRUTOPORGRANDESSETORESDAECONOMIADASCAPITAISDONORDESTE.ANO:2005
PRODUTOINTERNOBRUTO(EMR$1.000,00)
CAPITAIS
TOTAL(1)
SERVIÇO*(2) (2)/(1)%
SETOR
%(3)/(1) INDÚSTRIA(4) (4)/(1)%AGROPEC.(5) (5)/(1)% IMPOSTOS
PÚBLICO(3)
SÃOLUÍS
9.340.943,74 R$5.693.234,23 60,95% 739.391,14
7,92% 2.156.510,80 23,09% 15.848,64 0,17% 1.475.350,07
TERESINA
5.245.723,99 R$3.363.591,34 64,12% 711.905,32
13,57% 1.030.223,67 19,64% 42.318,32 0,81% 809.590,67
FORTALEZA
19.734.556,59 R$13.767.383,16 69,76% 2.410.121,11 12,21% 3.220.143,20 16,32% 28.859,21 0,15% 2.718.171,03
NATAL
7.038.816,02 R$5.107.275,48 72,56% 1.068.622,57 15,18% 797.847,80 11,33% 25.234,52 0,36% 1.108.458,23
JOÃOPESSOA
5.024.603,98 R$3.082.628,28 61,35% 891.076,08
17,73% 1.239.950,34 24,68% 4.850,21
0,10% 697.175,16
RECIFE
16.664.468,17 R$11.018.045,07 66,12% 1.974.509,49 11,85% 2.499.303,92 15,00% 7.505,51
0,05% 3.139.613,67
MACEIÓ
6.114.506,73 R$4.143.484,52 67,76% 919.191,28
15,03% 1.150.706,38 18,82% 25.795,86 0,42% 794.519,97
ARACAJU
5.021.659,59 R$3.309.599,79 65,91% 691.838,17
13,78% 997.709,95 19,87% 4.238,40
SALVADOR
22.145.303,28 R$14.757.306,14 66,64% 2.251.655,51 10,17% 3.924.509,60 17,72% 11.584,95 0,05% 3.451.902,59
TOTAL
96.330.582,09
0,08% 710.111,44
64.242.548,00 66,69% 11.658.310,66 12,10% 17.016.905,65 17,67% R$166.235,63 0,17% 14.904.892,82
Fonte:IBGE
*OValordograndesetorserviçosincluiovalordosetor público
2
Tabela06
PRODUTIVIDADEDAECONOMIAPORSETORESDEATIVIDADENASCAPITAISDONORDESTE.ANO:2005.
Capitais
POP.OCUPADA TOTALDOPIB PRODUT.TOTAL POPULAÇÃOOCUPADA PIBDOSETOR
TOTAL(1)
(2)(R$)
(2)/(1)(R$)
DOSETORSERV.(3) DESERVIÇO(4)(R$)
PRODUT.
(4)/(3)(R$)
SÃOLUÍS
208.477
9.340.943.741,00
44.805,63
180.425
5.693.234.226,00
31.554,58
TERESINA
213.003
5.245.723.993,00
24.627,47
181.495
3.363.591.339,00
18.532,69
FORTALEZA
589.747
19.734.556.594,00
33.462,75
483.550
13.767.383.155,00
28.471,48
NATAL
268.194
7.038.816.020,00
26.245,24
231.651
5.107.275.476,00
22.047,28
JOÃOPESSOA
220.643
5.024.603.983,00
22.772,55
193.720
3.082.628.281,00
15.912,80
RECIFE
555.128
16.664.468.172,00
30.019,15
473.055
11.018.045.070,00
23.291,26
MACEIÓ
164.342
6.114.506.726,00
37.205,99
130.017
4.143.484.517,00
31.868,79
ARACAJU
179.496
5.021.659.586,00
27.976,44
155.293
3.309.599.794,00
21.311,97
SALVADOR
660.137
22.145.303.279,00
33.546,53
576.827
14.757.306.139,00
25.583,59
TOTAL
3.059.167
96.330.582.094,00
31.489,15
2.606.033
64.242.547.997,00
24.651,47
Fonte:BGE-CadastroCentraldeEmpresas
2
CAPITAIS
POP.OCUP.DO
PIBDOSETORPÚBLICO PRODUT. POPULAÇÃOOCUP. PIBDAINDÚSTRIA PRODUT.(Em
(6)(R$)
(6)/(5)(R$) DAINDÚSTRIA(7)
(R$)(8)
R$)(8)/(7)
SERVIÇOPÚBLICO(5)
SÃOLUÍS
60.053
739.391.137,00
12.312,31
27.523
2.156.510.801,00
78.353,04
TERESINA
83.081
711.905.321,00
8.568,81
30.969
1.030.223.671,00
33.266,29
FORTALEZA
113.930
2.410.121.105,00
21.154,40
104.369
3.220.143.197,00
30.853,44
NATAL
90.500
1.068.622.567,00
11.807,98
35.373
790.784.780,00
22.355,60
JOÃOPESSOA
89.426
891.076.081,00
9.964,40
26.526
1.239.950.335,00
46.744,72
RECIFE
144.273
1.974.509.493,00
13.685,93
80.245
2.499.303.918,00
31.145,91
MACEIÓ
17.148
919.191.282,00
53.603,41
33.336
1.150.706.379,00
34.518,43
ARACAJU
59.481
691.838.165,00
11.631,25
23.949
997.709.954,00
41.659,78
SALVADOR
134.625
2.251.655.509,00
16.725,39
80.935
3.924.509.595,00
48.489,65
TOTAL
792.517
11.658.310.660,00
14.710,49
443.225
17.009.842.630,00
38.377,44
Fonte:BGE-CadastroCentraldeEmpresas
2
Tabela07
CRESCIMENTOMÉDIODAREMUNERAÇÃOSALARIALNASCAPITAISNORDESTINAS. ANO:1996-2005.
CRESC.MÉDIO
REMUNERAÇÃOSALARIAL(EMR$1.000,00)
Especificação
1997
1998
1999
2000
2001
2002
2003
2004
2005 1997a20052000a2005
SÃOLUÍS 1.087.001,00 843.139,00 970.107,00 1.230.694,001.419.061,00 1.574.812,001.839.635,001.975.736,002.311.632,00 9,89% 13,44%
TERESINA 688.007,00 731.970,00 778.902,00 943.086,00 1.054.802,00 1.304.661,001.459.181,001.742.942,001.961.192,00 13,99% 15,77%
FORTALEZA 2.321.124,00 1.871.279,00 2.215.895,00 3.101.790,003.527.689,00 4.108.005,004.383.103,004.997.546,005.775.070,00 12,07% 13,24%
NATAL
965.903,00 1.011.005,00 1.004.378,00 1.253.107,001.584.376,00 1.770.950,001.859.698,002.352.043,002.724.762,00 13,84% 16,81%
JOÃOPESSOA 816.503,00 984.297,00 1.051.407,00 1.261.415,001.471.621,00 1.595.902,001.779.504,001.946.371,002.208.926,00 13,25% 11,86%
RECIFE
2.734.287,00 2.583.481,00 2.606.476,00 4.154.933,004.149.470,00 4.719.150,005.122.512,005.115.101,006.366.416,00 11,14% 8,91%
MACEIÓ
748.134,00 772.957,00 849.741,00 1.069.977,001.233.959,00 1.375.619,001.292.639,001.585.337,001.430.177,00 8,44% 5,97%
ARACAJU 832.471,00 781.797,00 834.494,00 1.014.121,001.173.077,00 1.384.665,001.335.273,001.814.738,002.107.798,00 12,31% 15,76%
SALVADOR 3.548.309,00 3.301.281,00 3.684.258,00 4.722.702,005.264.758,00 5.879.711,006.718.061,006.565.886,008.025.502,00 10,74% 11,19%
Fonte:IBGE-CadastroCentraldeEmpresas
2
Tabela08
BALANÇACOMERCIALDASCAPITAISDOSESTADOSNORDESTINOSEPARTICIPAÇÃODOPIB.ANO:2005.
VALORDABALANÇACOMERCIAL(EMR$)
CAPITAISDO
PIBEmR$(3) %(1)/(3) %(2)/(3)
NORDESTE EXPORTAÇÕES(1) % IMPORTAÇÕES(2) % SALDO(1)-(2)%
SÃOLUÍS
967.314.584,00
46,93% 1.132.067.847,00
52,64% -164.753.263,00 9.340.943.741,00 10,36% 12,12%
TERESINA
6.048.832,00
0,29%
10.760.411,00
0,50%
FORTALEZA
235.496.459,00
11,42%
288.819.423,00
13,43% -53.322.964,00 19.734.556.594,00 1,19% 1,46%
NATAL
151.448.327,00
7,35%
59.898.184,00
2,79%
91.550.143,00 7.038.816.020,00 2,15% 0,85%
JOÃOPESSOA
119.057.180,00
5,78%
37.352.248
1,74%
81.704.932,00 5.024.603.983,00 2,37% 0,74%
RECIFE
149.816.700,00
7,27%
327.762.752,00
15,24% -177.946.052,00 16.664.468.172,00 0,90% 1,97%
MACEIÓ
321.440.283,00
15,59%
47.973.506,00
2,23% 273.466.777,00 6.114.506.726,00 5,26% 0,78%
ARACAJU
9.244.199,00
0,45%
54.746.873,00
2,55% -45.502.674,00 5.021.659.586,00 0,18% 1,09%
SALVADOR
101.509.208,00
4,92%
191.252.736,00
8,89% -89.743.528,00 22.145.303.279,00 0,46% 0,86%
TOTAL
2.061.375.772,00
100,00% 2.150.633.980,00 100,00% (89.258.208,00) 96.330.582.094,00 2,14% 2,23%
Fonte:MinistériodoDesenvolvimento,IndústriaeComércioExterior
-4.711.579,00 5.245.723.993,00 0,12% 0,21%
2
Tabela09
PARTICIPAÇÃODOSETORPÚBLICONAPOPULAÇÃOOCUPADA,NAREMUNERAÇÃODOTRABALHOENOPRODUTO
INTERNOBRUTODASCAPITAISDONORDESTE.ANO:2005.
POPULAÇÃOOCUPADA.
CAPITAIS
REMUNERAÇÃODOTRABALHO
ProdutoInternoBruto-PIB(5)
População
TOTALDA
RemuneraçãodoTrabalho
População Ocupadado
REMUNERAÇÃO
ProdutoInterno
(2)/(1)%
doSetorPúblico(EmR$ (4)/(3)%
Ocupada(1) SetorPúblico
(EmR$
Bruto-PIB(5)
1.000,00)(4)
(2)
1.000,00)(3)
PIBdoSetor
Público(6)
(6)/(5)%
SÃOLUÍS
208.477
60.053
28,81% 2.311.632,00
1.105.122,00
47,81% 9.340.943.741,00 739.391.137,00
7,92%
TERESINA
213.003
83.081
39,00% 1.961.192,00
1.047.350,00
53,40% 5.245.723.993,00 711.905.321,00
13,57%
FORTALEZA
589.747
113.930
19,32% 5.775.070,00
2.221.610,00
38,47% 19.734.556.594,00 2.410.121.105,00 12,21%
NATAL
268.194
90.500
33,74% 2.724.762,00
1.450.654,00
53,24% 7.038.816.020,00 1.068.622.567,00 15,18%
JOÃOPESSOA 220.643
89.426
40,53% 2.208.926,00
1.213.672,00
54,94% 5.024.603.983,00 891.076.081,00
17,73%
RECIFE
555.128
144.273
25,99% 6.366.416,00
2.600.929,00
40,85% 16.664.468.172,00 1.974.509.493,00 11,85%
MACEIÓ
164.342
17.148
10,43% 1.430.177,00
359.806,00
25,16% 6.114.506.726,00 919.191.282,00
15,03%
ARACAJU
179.496
59.481
33,14% 2.107.798,00
1.086.953,00
51,57% 5.021.659.586,00 691.838.165,00
13,78%
SALVADOR
660.137
134.625
20,39% 8.025.502,00
3.036.123,00
37,83% 22.145.303.279,00 2.251.655.509,00 10,17%
TOTAL
3.059.167
792.517 25,91%
14.122.219,00
42,91% 96.330.582.094,00 11.658.310.660,00 12,10%
Fonte:IBGE
32.911.475
2
Tabela10
VALORDAREMUNERAÇÃOSALARIALPERCAPITAEAPOPULAÇÃOOCUPADANASCAPITAISNORDESTINAS.ANO:2005
VALORANUAL(EMR$).
CAPITAISDONORDESTE
POPULAÇÃO POPULAÇÃOOCUPADA
(2)/(1)%
(1)*
(2)
REMUNERAÇÃO(3)
%
REMUNERAÇÃO REMUNERAÇÃOPER
PERCAPITA CAPITADAPOP.
(3)/(1)
OCUPADA(3)/(2)
SÃOLUÍS
978.824
208.477
21,30% 2.311.632.000,00
7,02%
2.361,64
11.088,19
TERESINA
788.773
213.003
27,00% 1.961.192.000,00
5,96%
2.486,38
9.207,34
FORTALEZA
2.374.944
589.747
24,83% 5.775.070.000,00 17,55%
2.431,67
9.792,45
NATAL
778.040
268.194
34,47% 2.724.762.000,00
8,28%
3.502,08
10.159,67
JOÃOPESSOA
660.798
220.643
33,39% 2.208.926.000,00
6,71%
3.342,82
10.011,31
RECIFE
1.501.008
555.128
36,98% 6.366.416.000,00 19,34%
4.241,43
11.468,37
MACEIÓ
903.463
164.342
18,19% 1.430.177.000,00
4,35%
1.582,99
8.702,44
ARACAJU
498.619
179.496
36,00% 2.107.798.000,00
6,40%
4.227,27
11.742,87
SALVADOR
2.673.560
660.137
24,69% 8.025.502.000,00 24,39%
3.001,80
12.157,33
TOTAL
11.158.029
3.059.167
27,42% 32.911.475.000,00 100,00%
2.949,58
10.758,31
NORDESTE
50.427.274
6.264.791
12,42% 46.907.542.000,00 100,00%
930,20
7.487,49
Fonte:IBGE-CadastroCentraldeEmpresas
*Estimativapopulacionalem01/07/05
2
Tabela11
RELAÇÃODAPOPULAÇÃOOCUPADACOMOPRODUTOINTERNOBRUTODETERESINAEDESÃOLUÍS.ANO:2005
PRODUTOINTERNO
PRODUTOINTERNO
PRODUTOINTERNO
(2)/
(2)/
(2)/
SETORESDE PRODUTOINTERNOBRUTO(EmR$) (2)/
BRUTO(EmR$)
BRUTO(EmR$)
BRUTO(EmR$)
ATIVIDADE
(1)%
(5)%
(7)%
(9)%
SÃOLUÍS(1) TERESINA(2)
FORTALEZA(5)
NATAL(7)
JOÃOPESSOA(9)
Serviços
5.693.234.226,00 3.363.591.339,00
ServiçoPúblico 739.391.137,00 711.905.321,00
Outros 4.953.843.089,00 2.651.686.018,00
Indústria 2.156.510.801,00 1.030.223.671,00
Agropecuária 15.848.644,00 42.318.316,00
Impostos 1.475.350.070,00 809.590.667,00
Total
59%
96%
54%
48%
267%
55%
13.767.383.155,00 24%
2.410.121.105,00 30%
11.357.262.050,00 23%
3.220.143.197,00 9%
28.859.212,00 147%
2.718.171.030,00 30%
3.082.628.281,00 109%
891.076.081,00 80%
2.191.552.200,00 121%
1.239.950.335,00 83%
4.850.210,00 873%
697.175.157,00 116%
9.340.943.741,00 5.245.723.993,00 56% 19.734.556.594,00 27% 7.038.816.020,00 75% 5.024.603.983,00 104%
POPULAÇÃOOCUP.
SETORESDE
POPULAÇÃOOCUP.
(4)/(3)
ATIVIDADE SÃOLUÍS(3) TERESINA(4)
FORTALEZA(6)
Serviços
180.425
181.495
101%
483.550
ServiçoPúblico
138%
60.053
83.081
113.930
Outros
120.372
98.414
82%
369.620
Indústria
30.969
113%
27.523
104.369
1.828
Agropecuária
529
539
102%
Total
5.107.275.476,00 66%
1.068.622.567,00 67%
4.953.843.089,00 54%
797.847.802,00 129%
25.234.516,00 168%
1.108.458.226,00 73%
208.477
IBGE:CadastroCentraldaEmpresas
213.003
102%
589.747
(4)/(6)
38%
73%
27%
30%
29%
36%
POPULAÇÃOOCUP.
POPULAÇÃOOCUP.
(4)/(8)
(4)/(10)
NATAL(8)
JOÃOPESSOA(10)
231.651
78%
193.720
94%
90.500
92%
89.426
92%
141.151
104.294
70%
70%
35.373
88%
26.526
88%
1.170
397
46%
46%
268.194
79%
220.643
79%
2
SETORESDE PRODUTOINTERNOBRUTO(EmR$)
ATIVIDADE
RECIFE(11) TERESINA(12)
Serviços 11.018.045.070,00 3.363.591.339,00
ServiçoPúblico 1.974.509.493,00 711.905.321,00
Outros
9.043.535.577,00 2.651.686.018,00
Indústria
2.499.303.918,00 1.030.223.671,00
Agropecuária
7.505.514,00 42.318.316,00
Impostos
3.139.613.670,00 809.590.667,00
Total
16.664.468.172,00 5.245.723.993,00
SETORESDE
POPULAÇÃOOCUP.
ATIVIDADE RECIFE(13) TERESINA(14)
473.055
Serviços
181.495
144.273
83.081
ServiçoPúblico
Outros
328.782
98.414
80.245
Indústria
30.969
1.828
Agropecuária
539
Total
555.128
213.003
PRODUTOINTERNO
(12)/
BRUTO(EmR$)
(11)%
MACEIÓ(15)
31% 4.143.484.517,00
36% 919.191.282,00
29% 3.224.293.235,00
41% 1.150.706.379,00
564% 25.795.864,00
26% 794.519.966,00
PRODUTO
(12)/
INTERNOBRUTO
(15)%
ARACAJU(17)
81% 3.309.599.794,00
77% 691.838.165,00
82% 2.617.761.629,00
90% 997.709.954,00
164% 4.238.396,00
102% 710.111.442,00
31% 6.114.506.726,00
86% 5.021.659.586,00 104% 22.145.303.279,00 24%
38%
58%
30%
39%
29%
POPULAÇÃOOCUP.
MACEIÓ(16)
130.017
17.148
112.869
33.336
989
38%
164.342
(14)/(13)
PRODUTOINTERNO
(12)/
(12)/
BRUTO(EmR$)
(17)%
(19)%
SALVADOR(19)
102% 14.757.306.139,00 23%
103% 2.251.655.509,00 32%
101% 12.505.650.630,00 21%
103% 3.924.509.595,00 26%
998% 11.584.954,00 365%
114% 3.451.902.591,00 23%
POPULAÇÃOOCUP.
POPULAÇÃOOCUP.
(14)/(18)
(14)/(20)
ARACAJU(18)
SALVADOR(20)
140%
155.293
102%
576.827
23%
484%
59.481
103%
134.625
32%
87%
101%
21%
95.812
442.202
93%
23.949
103%
80.935
26%
254
2.375
54%
998%
365%
(14)/(16)
130%
179.496
114%
660.137
23%
IBGE:CadastroCentraldaEmpresas
ABSTRACT:
ThispaperpresentsastudyontheeconomicsofTeresina,focusingonsomeofitsstructuralfeatures.Aimstocontributetotheplanningof
actionsofpublicpower,allowingtheimplementationandstrengtheningofpoliciestostimulatelocaleconomicdevelopment.
KEYWORDS:
Economy-Structuralaspects.Susceptibilityeconomical.Economicdependence.Occupiedpopulation.Remunerationofwork.Gross
DomesticProduct.Productionchain
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ECONOMIA DE TERESINA: ALGUNS ASPECTOS