ANO 1 Publicação dos Despachos da Junta Comercial do Estado do Rio de Janeiro | PÁGINAS 4 e 5 | WWW.JGN.COM.BR Câmbio (R$) Dólar / BC Compra Venda Paralelo 1,65 1,75 Comercial 1,572 1,574 Turismo 1,513 1,63 Euro / BC 2,33 2,333 Ouro (R$) Grama Variação 79,500 + 0,63% ON PN PN PN PN PN PNA SÁBADO, 30 DE ABRIL, DOMINGO, 1, E SEGUNDA-FEIRA, 2 DE MAIO DE 2011 6HWRUS~EOLFRUHJLVWUD VXSHUiYLWDFLPDGDPHWD Elza Fiuza / ABr % - 0,51 + 1,06 + 2,72 + 0,73 + 1,11 + 0,25 + 0,04 Economia Em pronunciamento de 9 minutos e 45 segundos no rádio e na TV nesta sexta-feira à noite, às vésperas do 1º de Maio, a presidente Dilma Rousseff anunciou o lançamento do programa Brasil Sem Miséria e defendeu “jogo duro” contra a inflação. | PÁGINA 7 | Mundo Com o supetávit de R$ 13,6 bilhões obtido em março, recorde para o mês desde 2001, o setor público fez uma economia de R$ 121,86 bilhões (3,23% do PIB) no acumulado em 12 meses, ultrapassando a meta fiscal de R$ 117,9 bilhões. No entanto, esse resultado acumulado ainda considera os mais de R$ 30 bilhões gerados na manobra contábil que o Tesouro realizou na capitalização da Petrobras, em setembro do ano passado. Mesmo assim, o governo enfatiza que desta vez conseguirá entregar o que prometeu. Segundo o chefe do Departamento Econômico (Depec) do Banco Central, Túlio Maciel, os dados do primeiro trimestre evidenciam que o quadro deste ano é diferente. De janeiro a março, o superávit primário do setor público foi de R$ 39,26 bilhões (4,2% do PIB), o que representa um terço da meta do ano. Nos últimos anos, só 2008 teve um início melhor, com 37,6% sendo atingida no período. “Em um quarto do ano, fizemos um terço da meta”, comemorou Maciel. A dívida líquida do setor público somou R$ 1,507 trilhão no final de março, com aumento de R$ 15,905 bilhões no mês. | PÁGINA 2 | O casamento do príncipe William e Kate Middleton nesta sexta-feira foi assistido por 1,9 mil convidados na Abadia de Westminster, cerca de 1 milhão de pessoas nas ruas de Londres e quase 2 bilhões de espectadores em todo o mundo. Túlio Maciel comemora: “Em um quarto do ano, já fizemos um terço da meta” Valter Campanato / ABr Fábio Andrade Análise Financeira É necessário que o governo defina, conjuntamente com a sociedade civil organizada, que política econômica implementará, qual o foco no mercado externo, celebre mais tratados para evitar a dupla tributação da renda. 0HGLGDVSDUD EDUDWHDUHQHUJLD HVWmRHPHVWXGR No último dia do Fórum Econômico Mundial, no Rio, o ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, revelou que o governo prepara medidas para baratear o custo da energia no Brasil, que poderiam estar ligadas à carga tributária que incide sobre o setor. Para o ministro, junto com a sobrevalorização do real, o alto preço da energia é um problema para a competitividade da indústria. “A nossa energia é uma das mais caras do mundo, se não for a mais cara”, disse Pimentel, durante um debate com os governadores de São Paulo e do Rio de Janeiro, Geraldo Alckmin e Sérgio Cabral. | PÁGINA 3 | | PÁGINA 8 | | PÁGINA 3 | R$ 1,00 Economia para pagamento de juros chega a R$ 121,86 bi (3,23% do PIB) em 12 meses até março Blue Chips BMF Bovespa Bradesco Gerdau Itaú Unibanco Petrobras Sid Nacional Vale 2ª FASE ANO II EDIÇÃO Nº 340 1ª FASE 1875 A 1942 Renato da Fonseca diz que abril registrou o menor índice desde setembro de 2001 Marcos de Paula / AE 'LPLQXLDFRQ¿DQoDGR FRQVXPLGRUQDHFRQRPLD O Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (Inec), medido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), piorou em abril, pelo sexto mês consecutivo. A queda no ritmo de crescimento da economia e a alta da inflação deterioraram a confiança do consumidor no cenário econômico do País. A alta das taxas inflacionárias é o que mais preocupa o cidadão. Para 70% dos entrevis- tados, a inflação continuará subindo. O índice relacionado à expectativa quanto à inflação recuou este mês 9,4% em relação a março e 11,6% na comparação com abril de 2010. “É uma queda muito grande”, avaliou o gerente executivo de Pesquisa, Avaliação e Desenvolvimento da CNI, Renato da Fonseca. Segundo ele, abril registrou o menor índice (100,8 pontos) desde setembro de 2001. | PÁGINA 5 | %UDVLOMiWHPKDELWDQWHV | PÁGINA 8 | FÓRUM ECONÔMICO - O ex-primeiroministro britânico Tony Blair disse que os Jogos Olímpicos e a Copa do Mundo são plataformas econômicas para atrair investimentos. | PÁGINA 3 | 2 Sábado, 30 de abril, domingo, 1, e segunda-feira, 2 de maio de 2011 ECONOMIA &217$6 6XSHUiYLWDFLPDGDPHWD¿VFDO Nos 12 meses encerrados em março, economia do setor público para pagamento de juros chega a R$ 121,86 bilhões (3,23% do PIB) Fabio Graner e Célia Froufe Da Agência Estado Depois de praticamente dois anos rodando abaixo da meta do governo, o superávit primário (economia para o pagamento de juros) do setor público finalmente ficou acima da meta fiscal no resultado acumulado em 12 meses. Com a economia de R$ 13,6 bilhões em março, recorde para o mês desde 2001, o esforço fiscal do governo federal, estados, municípios e algumas empresas estatais acumulado em 12 meses atingiu R$ 121,86 bilhões, o correspondente a 3,23% do Produto Interno Bruto (PIB). O saldo está acima do objetivo de poupar R$ 117,9 bilhões, mas é preciso lembrar que o resultado acumulado ainda considera os mais de R$ 30 bilhões gerados na manobra contábil que o Tesouro fez na capitalização da Petrobras, realizada em setembro do ano passado. Ou seja, o cumprimento da meta fiscal ainda não pode ser considerado uma tarefa fácil. De qualquer forma, o governo enfatiza que desta vez conseguirá entregar o que prometeu. Segundo o chefe do Depar- 'tYLGDS~EOLFDFUHVFH5ELOK}HVHPPDUoR Stênio Ribeiro Da Agência Brasil A dívida líquida do setor público somou R$ 1,507 trilhão em março, com aumento de R$ 15,905 bilhões em relação ao estoque da dívida em fevereiro. Esse acréscimo decorre basicamente da valorização do real em relação ao dólar no mês passado, que foi de 2,3%, conforme informou o chefe do Departamento Econômico (Depec) do Banco Central, Túlio Maciel. tamento Econômico (Depec) do Banco Central, Túlio Maciel, os dados do primeiro trimestre evidenciam que o quadro deste ano é diferente. De janeiro a março, o superávit primário do setor público foi de R$ 39,26 bilhões (4,20% do PIB), o que representa um terço da meta do ano. Nos últimos anos, só 2008 teve um início melhor, com 37,6% sendo atingida no período. “Em um quarto do ano, fizemos um terço Ao apresentar o Relatório de Política Fiscal relativo a março, Maciel reafirmou que a valorização cambial contribui para aumentar o percentual da dívida na equivalência com o Produto Interno Bruto (PIB), soma das riquezas produzidas no País, estimadas pelo BC em R$ 3,774 bilhões nos últimos 12 meses, em valores correntes. O crescimento nominal da dívida não alterou, porém, a relação dívida/PIB, que se manteve estáveç em março (39,9%), em razão da própria valorização do PIB. Mas, no trimestre, houve queda de 0,3 ponto percentual em relação aos 40,2% de dezembro. Maciel ressaltou que a tendência é de redução gradativa, de modo que a equivalência caia para 37,8% no final do ano. Segundo ele, a queda da relação dívida/PIB no trimestre é efeito do crescimento corrente do próprio PIB e do superávit primário. O Relatório de Política Fis- da meta”, comemorou Maciel. A disposição do governo de cumprir o objetivo este ano agradou analistas do mercado financeiro, que receberam os números de março com surpresa. Com o desenho de arrecadação acima do esperado, gastos abaixo do previsto e a garantia de continuação da austeridade feita pelo BC hoje, economistas já começam a refazer os cálculos e elevar suas projeções para o ano O analista da MCM Consultores Marcos Fantinatti, por exemplo, vislumbra a possibilidade de o governo conseguir economizar além dos R$ 117,9 bilhões determinados para este ano. “O governo parece disposto a arrumar a casa no primeiro ano de mandato tanto no âmbito federal quanto nos estaduais”, avaliou. Fantinatti observou, porém, que o governo pagou precatórios em março de 2010 e que esse &255(,26 %HUQDUGRWUDQVSRUWHDpUHR pSULRULGDGHSDUD&RUUHLRV Karla Mendes Da Agência Estado Encontrar uma solução para aprimorar e agilizar o transporte de correspondências pelos Correios é uma das prioridades da estatal, informou ontem o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo. “É vital. Os Correios gastam R$ 300 milhões com transporte aéreo”, disse. O ministro ponderou que os Correios têm dificuldade de contratar para prestar o serviço por causa da limitação da duração do contrato, que é de um ano, podendo ser prorrogado. Há três possibilidades em análise: ampliação do prazo dos contratos para cinco anos, participação dos Correios em uma empresa aérea e constituição de uma subsidiária de logística. Segundo Bernardo, essas questões serão tema de uma reunião entre o ministério e a estatal no próximos dias. Quanto à possível participação dos Correios no Trem de Alta Velocidade (TAV), o trembala, o ministro reiterou que a empresa não entrará no leilão, mas vai se associar, posteriormente, ao consórcio vencedor. Ele acredita, no entanto, que 36'%YrFDPLQKR SDUDDSULYDWL]DomR Gustavo Porto Da Agêcia Estado A Medida Provisória 532, publicada nesta sexta-feira no Diário Oficial da União, abre caminho para a privatização da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), na opinião da bancada do PSDB na Câmara dos Deputados. Avaliação feita pela assessoria técnica dos deputados tucanos aponta dois artigos da MP 532 como indícios de que o governo federal pretende privatizar a estatal dos Correios. Segundo a assessoria, mudanças em artigos do Decretolei 509/69, feitas pela MP 532, passam a exigir uma Assembleia Geral na ECT e ainda aplicam o próprio decreto à Lei 6.404/76, a qual regulamenta as empresas interessadas em disputar o TAV já devem estar negociando com os Correios, pois o acerto dessa sociedade influencia no preço do lance. as Sociedades Anônimas (SAs). “Os artigos só se justificam para uma empresa com conselho de administração, privada, ou mesmo uma pública de capital aberto, como a Petrobras”, disse o líder do PSDB na Câmara, deputado Duarte Nogueira (SP). “É um passo para privatização.” Nogueira afirmou não ter nada contra a privatização da ECT, o que modernizaria a estatal na avaliação dele, mas considerou a medida como o uma “incoerência do PT”, disse. “O PT prega uma coisa e faz outra; os artigos vão na contramão do que a presidente Dilma prometeu durante a campanha e é um cheque em branco para o governo primeiro abrir o capital, para depois privatizar os Correios”, concluiu. Bernardo explicou ainda que a MP 532, publicada nesta sextafeira no Diário Oficial da União, amplia a área de atuação dos Correios e que, por conta disso, já há estudos em andamento com o objetivo de diversificar os negócios da estatal. Um desses projetos diz respeito à possibilidade de os Correios tornarem-se um operador virtual de telefonia celular. Essa modalidade de operação foi regulamentada recentemente pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e permite que uma empresa com vasta rede de clientes ingresse no negócio da telefonia móvel, “alugando” a rede das operadoras de telefonia celular tradicionais, mas usando a marca própria, que já é forte Na área de serviços digitais, os Correios analisam também a possibilidade de atuar como certificador digital. Outras possibilidade em estudo são ampliar a atuação da estatal no comércio eletrônico e ingressar na área de “mensageria” (entrega de mensagens sigilosas por meio da internet). Também está sendo analisada a implantação do correio híbrido (modalidade que permitirá aos Correios receber a correspondência em meio digital e convertê-la a um meio físico, concluindo a entrega por meio da agência mais próxima do endereço de destino). /LFLWDomRGR%DQFR3RVWDOVHUiHPGHPDLR Karla Mendes Da Agência Estado A licitação do Banco Postal será realizada em 31 de maio, conforme edital publicado pelos Correios. Poderão participar do processo seletivo instituições financeiras que comprovem possuir ativo total igual ou superior a R$ 21,6 bilhões e patrimônio líquido igual ou superior a R$ 2,16 bilhões. O valor básico de acesso ao negócio para operar o Banco Postal nas 6.195 agências dos Correios é de R$ 500 milhões. O recebimento dos docu- www.jgn.com.br mentos e das propostas ocorrerá na sede da estatal em Brasília, às 9h do dia 31 de maio. A vigência do contrato é de cinco anos e seis meses, a partir da data da assinatura do documento, independentemente da implantação na totalidade das unidades da rede de atendimento. A renovação poderá ocorrer uma única vez, por mais 5 anos, mediante novo aporte de, no mínimo, o equivalente ao aporte inicial, atualizado pela taxa Selic. O edital do Banco Postal traz algumas inovações em relação ao modelo vigente, operado pelo Bradesco. Uma das novidades é a possibilidade de os Correios lançarem um cartão de crédito próprio, com a marca da estatal e sem vínculo com a instituição financeira que vencer a licitação para a prestação dos serviços de correspondente bancário. Outra novidade é um cartão pré-pago especial, que funcionará como uma espécie de poupança ou cheque de viagem, em que o usuário deposita determinado valor no cartão e vai gastando na hora de fazer compras, em operações de débito O Banco Postal oferta cartões de crédito desde sua origem, mas a estatal só é remunerada uma única vez pelo preenchimento da proposta pelo cliente, pois é um mero prestador de serviços para o Bradesco. Ao administrar um cartão próprio, porém,os Correios passam a ter participação em todas as operações, desde a emissão do cartão, passando pelos ganhos com os juros, além de todas as operações de uso do cartão em compras. O cartão pré-pago, por sua vez, será um trunfo do Banco Postal em pequenos municípios, onde os Correios são a única opção bancá- cal mostra que a dívida bruta do governo geral, incluindo estados e municípios, é bem mais alta e somou R$ 2,112 trilhões em março, equivalentes a 56% do PIB. A dívida bruta cresceu R$ 29,469 bilhões em relação à do mês anterior, que chegou a R$ 2,083 trilhões (55,8% do PIB), por causa do aumento da dívida mobiliária (títulos públicos) em mercado. Maciel acredita que a relação com o PIB cairá para 55,5% até o final do ano. “desfalque” nas contas só deve ser visto este ano em maio. A economista do JPMorgan Laura Karpuska calculou que, mesmo incluindo o pagamento de precatórios do ano passado (R$ 6,8 bilhões), o resultado do BC seria de redução de despesas em março ante março de 2010. “Fomos surpreendidos positivamente e há uma chance maior de o governo chegar à meta”, considerou. Túlio Maciel, do BC, explicou %,2&20%867Ë9(/ (WDQROGHL[DGHVHU SURGXWRHQHUJpWLFR Gustavo Porto Da Agência Estado Os biocombustíveis estão incluídos na Política Energética Nacional a partir desta sextafeira. Além disso, o etanol produzido da biomassa passará a ser um produto energético, não mais agrícola, cuja regulação e fiscalização caberá à Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). As mudanças estão na Medida Provisória (MP) 532, assinada quinta-feira pela presidente Dilma Rousseff e publicada na edição desta sexta-feira do Diário Oficial da União. Basicamente, a MP 532 insere o termo “biocombustíveis” - ou seja, etanol, biodiesel e outros combustíveis produzidos a partir de vegetais - na Lei 9.478/97, que criou o a Política Energética Nacional, e na Lei 9.847/99, que dispõe sobre a fiscalização das atividades relativas ao abastecimento nacional de combustíveis no País. CNPE - A MP amplia as funções do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) e atribui ao órgão, vinculado à Presidência da República, todas as ações inerentes aos mercados interno e externo de biocombustíveis. Antes, o CNPE versava apenas sobre petróleo, gás natural e outros hidrocarbonetos fluidos. A MP amplia o artigo 6º da lei 9.478/97, e substituiu a definição de biocombustível de “combustível derivado de biomassa renovável para uso em motores a combustão interna ou, conforme regulamento, para outro tipo de geração de energia, que possa substituir parcial ou totalmente combustíveis de origem fóssil”, por “substância derivada de biomassa renovável que pode ser empregada diretamente ou mediante alterações em motores a combustão interna Publicação da empresa JGN Editora Ltda. Comercial: PABX (21) 3553-5353 [email protected] Impressão: Gráfica Monitor Mercantil Rua Marcílio Dias, 26 - Centro - RJ Diagramação: Felipe Ribeiro [email protected] Departamento Comercial e Administração Rua Debret, 23 Sobreloja 116 e 117 Centro - Rio de Janeiro CEP 20030-080 Conselho Editorial: Des. José Geraldo da Fonseca Des. José Lisboa da Gama Malcher Mônica de Cavalcanti Gusmão Editor- chefe: Jorge Chaves [email protected] Rodrigo Gurski [email protected] Redação: (21) 2233-5823 [email protected] Subeditora: Rafaela Pereira [email protected] Diretora Geral Elizabeth Campos [email protected] Projeto Gráfico:dtiriba design gráfico que as contas públicas têm tido a contribuição do aumento das receitas, impulsionado pelo nível de atividade econômica, e também de um maior controle das despesas. Ele lembrou que o governo federal em março conseguiu o feito raro de reduzir a despesa em relação a igual mês do ano anterior (o que só ocorreu em seis ocasiões desde 2011) e no trimestre tem mantido a expansão do gasto em ritmo abaixo da alta do PIB. No lado dos estados, Maciel afirmou que é normal haver um aperto de cinto em primeiro ano de governo, enquanto os governadores novos “tomam pé da situação”. Déficit nominal - O bom desempenho primário ajudou a melhorar o déficit nominal (receitas menores que despesas, incluindo juros), apesar do crescente peso dos encargos da dívida, que têm influência do processo de aumento da Selic, a taxa básica de juros. Em março, o déficit nominal foi de R$ 6,9 bilhões, menos da metade do verificado em igual mês de 2010. Nos 12 meses terminados em março, o déficit recuou para 2,31% do PIB, ante 2,60% no acumulado até fevereiro. Artigos & Colunas: [email protected] Filiado à ou para outro tipo de geração de energia, podendo substituir parcial ou totalmente combustíveis de origem fóssil, tal como biodiesel, etanol e outras substâncias estabelecidas em regulamento da ANP”. O texto da MP inclui ainda dois incisos nesse mesmo artigo que definem a indústria de bicombustível, como “conjunto de atividades econômicas relacionadas com produção, importação, exportação, transferência, transporte, armazenagem, comercialização, distribuição, avaliação de conformidade e certificação de qualidade de biocombustíveis;” e a produção como “conjunto de operações industriais para a transformação de biomassa renovável, de origem vegetal ou animal, em combustível” Funções da ANP - Já na parte que altera a lei 9.847/99, a MP 532 inclui os biocombustíveis nas normas para o abastecimento, transporte, estocagem, revenda e comercialização de combustíveis no País, bem como na avaliação da conformidade e certificação. A MP inclui também dois parágrafos nos artigo 1º da lei, que determina as funções da ANP. Os parágrafos dão à ANP poderes para regulação e fiscalização de toda a cadeia de biocombustíveis e ampliam o controle da agência inclusive sobre estocagem e o comércio externo. “A ANP poderá estabelecer os termos e condições de marcação dos produtos para sua identificação e exigir o envio de informações relativas à produção, à importação, à exportação, à comercialização, à qualidade, à movimentação e à estocagem dos mesmos”, informa. Por fim, o texto inclui os bicombustíveis nas infrações e punições previstas para infrações cometidas pelas indústrias. MAIS ENERGIA NA PÁGINA SEGUINTE Preços de Assinatura Trimestral ..................R$ 60,00 Semestral ................R$ 110,00 Anual ........................R$ 210,00 [email protected] Serviço Noticioso Agências Brasil e Estado As matérias e artigos são de responsabilidade dos autores e não representam, necessariamente, a opinião deste jornal ECONOMIA Fábio Andrade Análise Financeira [email protected] $LPSRUWkQFLDGR'LUHLWR 7ULEXWiULR,QWHUQDFLRQDO SDUDDVHPSUHVDV om a estabilização da moeda nacional e o controle da inflação, passamos a viver cada vez mais o fenômeno da globalização. Nesse cenário, é notável a quantidade de empresas e o volume de negócios que estão se internacionalizando ou já se internacionalizaram nos últimos anos e estão ganhando o mundo, competindo com outras empresas de igual porte ou ainda maior em busca de conquistar cada vez mais uma fatia maior do mercado mundial. De fato, vivemos em um momento auspicioso de crescente e promissora pujança da economia brasileira. O que antes se resumia a uma promessa longínqua e indefinida, hoje começa a se concretizar para as mais variadas camadas da população, com reflexo imediato na produção e no consumo. Esta novidade que experimentamos nos dias atuais já foi vivida em outras sociedades do mundo, particularmente a norte-americana e européia que, há alguns anos, contam com empresas nacionais internacionalizadas, com presença e atuação operacional em variados países do globo terrestre. É importante registrar que os países que já estiveram no limiar desse processo de internacionalização de suas empresas optaram, em dado momento, no sentido de estimular, incentivar e até mesmo facilitar a realização de negócios entre países aliados, com maiores afinidades em determinados segmentos da economia (complementares ou simbióticos) e aqueles considerados estratégicos para o seu desenvolvimento. É também auspicioso notar que nos últimos anos os Presidentes da nossa República preocuparam-se sobremaneira com essa parte comercial e industrial. Nesse sentido, basta lembrar a enorme quantidade de viagens que os Presidentes FHC e Lula fizeram, cada um, em seus dois mandatos. Como decorrência disso, o Brasil firmou vários tratados e convenções de cooperação econômica e acordos É necessário que comerciais, dentre outros. Nesse cenário espeo governo defina, cífico, destacam-se os tratados bilaterais para conjuntamente com evitar a dupla tributação da renda, que objetivam a sociedade civil a criação de regras claras para que os dois países organizada, que que o firmaram respeitem em prol de maior inpolítica econômica centivo à intensificação das relações comerciais implementará entre eles. Soa até intuitivo que a celebração de um tratado internacional firmado por um país só faz sentido se for para cumpri-lo. Não obstante, o Brasil parece patinar na definição de uma política econômica clara no sentido de estimular a internacionalização das empresas brasileiras. Por um lado, há a intenção do governo, como por exemplo, na recente viagem da Presidenta Dilma à China, com excelentes e imediatos resultados para a relação comercial entre os dois países. Por outro, há clara tergiversação por parte das autoridades administrativas e fiscais a respeito de que paradigma seguir: estímulo à internacionalização ou manutenção a qualquer preço das grandes empresas brasileiras no território nacional (com a sensação da geração de maior riqueza no âmbito doméstico, a criação de empregos diretos e indiretos no Brasil e o desestímulo à internacionalização)? A essa pergunta, o governo parece ainda não ter uma resposta claramente definida. E isso é ruim para os negócios. E pior ainda quando gera insegurança e desconforto. É o que ocorre, por exemplo, quando uma autoridade fiscal lavra um auto de infração desconsiderando certo tratado para evitar a dupla tributação da renda eventualmente existente entre o Brasil e o país onde a pessoa jurídica brasileira opera, direta ou indiretamente. De fato, com o elevado nível de informatização e o aperfeiçoamento técnico do pessoal dos órgãos arrecadadores, é inaceitável que a cultura da arrecadação “a qualquer custo” ainda permeie esses funcionários, especialmente quando estão na linha de frente, responsáveis pela fiscalização e, eventualmente, autuação de contribuintes que tenham praticado qualquer ato infracional à legislação tributária. Nesse momento que vivemos, urge delinear-se um ponto chave para todo o processo: ou vamos tomar as decisões certas e aproveitar a excelente maré que tem soprado a favor dos nossos ventos e entrar no mercado mundial com todas as armas possíveis, ou vamos tomar as decisões equivocadas (ou até mesmo deixar de tomar as decisões certas) e ali na frente amargar a dura realidade de que o bonde passou e o país não pegou. Para isso, é necessário que o governo defina, conjuntamente com a sociedade civil organizada, que política econômica implementará nos próximos anos, qual será o foco no mercado externo e na internacionalização das empresas brasileiras, celebre mais tratados para evitar a dupla tributação da renda, respeite os que já foram firmados, simplifique o caótico sistema tributário nacional e seja capaz de atrair mais investimentos de países mais variados. Aqui certamente está um dos gargalos que pode levar o país rumo ao futuro. C Fábio Martins de Andrade é doutor em Direito Público pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), mestre em Direito pela Universidade Cândido Mendes (UCAM), pós-graduado e com especialização em Direito Processual Constitucional na Universidad de Buenos Aires (UBA) e na UERJ, membro de diversas associações e institutos, autor de diversos artigos sobre temas jurídicos, autor do livro “Modulação em Matéria Tributária: O argumento pragmático ou consequencialista de cunho econômico e as decisões do STF” (Ed. Quartier Latin, 2011) e sócio do escritório Andrade Advogados Associados. Sábado, 30 de abril, domingo, 1, e segunda-feira, 2 de maio de 2011 3 )Ï580(&21Ð0,&2 *RYHUQRHVWXGDPHGLGDV SDUDEDUDWHDUDHQHUJLD Ministro Pimentel sinaliza que iniciativa vai envolver acerto com os governadores Marcos de Paula / AE %ODLUGHVWDFD LPSRUWkQFLD HFRQ{PLFDGH &RSDH-RJRV Fernando Dantas e Luciana Nunes Leal Da Agência Estado O ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, disse ontem, no Fórum Econômico Mundial, no Rio, que o governo prepara medidas para baratear o custo da energia no Brasil, que poderiam estar ligadas à carga tributária que incide sobre o setor. Para o ministro, junto com a sobrevalorização do real, o alto preço da energia é um problema para a competitividade da indústria brasileira. “A nossa energia é uma das mais caras do mundo, se não for a mais cara”, disse Pimentel, durante um debate com os governadores de São Paulo e do Rio de Janeiro, Geraldo Alckmin e Sérgio Cabral. Segundo o ministro, metade do custo da energia no Brasil está ligada à tributação. O Fórum Mundial terminou ontem, e houve certa decepção com o cancelamento da participação da presidente Dilma Rousseff. “Leviandade” - Pimentel deixou claro que a iniciativa de barateamento da energia não envolve a “leviandade” de cortes de impostos que causassem grandes problemas para as finanças estaduais e da União. Ele acrescentou que “muito brevemente teremos uma solução”, e explicou que a iniciativa vai envolver um acerto com os governadores. Alckmin e Cabral apoiaram a proposta de Pimentel de baratear a energia, mas alertaram para a necessidade de evitar prejuízos para estados e municípios.”O ideal é que viesse no bojo da reforma tributária”, disse Alckmin. Já Cabral afirmou que era preciso evitar perdas como as da Lei Kandir, de estímulo às exportações, e que reduziu alí- Alfredo Junqueira Da Agência Estado Alckmin, Cabral e Pimentel no Fórum Mundial quotas de ICMS, imposto estadual. Pimentel não quis revelar nenhum detalhe adicional do projeto de barateamento da energia, mas frisou que Dilma, ex-ministra das Minas e Energia, não só estava pessoalmente empenhada, mas também era especialmente capacitada para resolver o problema. Perguntado por um jornalista se a iniciativa envolveria o escalonamento dos impostos, ele disse apenas que “é uma boa ideia”. Segundo Franklin Feder, presidente da Alcoa, fabricante de alumínio, no Brasil, o preço da energia do contrato da Alcoa com a Eletronorte, cerca de US$ 70 por megawatthora, é o dobro da média do sistema Alcoa Mundial, com 25 fábricas espalhadas por diversos países. “É o mais caro”, ele acrescentou. Para Feder, presente ao Fórum no Rio, “no caso do alumínio, se não houver alguma solução, o Brasil vai virar exportador de bauxita, porque não vai dar mais para processar a bauxita em alumínio”. Ele defende uma abordagem de política industrial para baratear a energia. Otimismo - Mas o executivo parece otimista com a iniciativa do governo nessa área. Ele discutiu a questão com Pimentel há algumas semanas. “O governo federal e particularmente a presidente Dilma estão muito conscientes, e, se tem alguém no Brasil que conhece esse problema, é a presidente Dilma”, observou. Segundo Feder, uma abordagem puramente tributária não resolveria a questão do preço da energia, que envolve muitos aspectos, como estímulos à expansão da geração, menos burocracia e mais eficiência dos órgãos de controle. Ele citou também a possibilidade de produtores eletro-intensivos, como fabricantes de alumínio, siderúrgicas e indústria química, terem tarifas diferenciadas, mais baratas. “Não há solução única, é preciso política industrial, e definir se o Brasil quer indústria de alumínio, se quer siderurgia, se vamos processar matérias-primas”, concluiu. 3ULRULGDGHpFRPEDWHUDLQÀDomR A queda do dólar prejudica a competitividade da indústria nacional, mas o ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, está de acordo com o governo de que a prioridade no momento é combater a inflação, e não mais a valorização do real ante a moeda americana. “O câmbio nesse patamar prejudica muito a indústria. Nós estamos perdendo competitividade. O governo sabe, estamos tomando as providências adequadas, mas mesmo o setor industrial neste momento sabe que a prioridade é combater o surto inflacionário, que não é brasileiro, é mundial, mas nós temos que tomar medidas para que não nos contamine”, afirmou Pimentel no Fórum Econômico Mundial. Segundo o ministro, até o fim de maio o governo vai divulgar novas medidas para proteger as empresas afetadas pela queda no dólar. Os setores mais atingidos devem receber mais benefícios.”Vamos anunciar medidas, nós estamos trabalhando nelas junto com o setor produtivo, para que enquanto o surto inflacionário não for controlado, nós também não deixemos que a nossa indústria sofra as consequências dessa taxa de câmbio”, disse. O ministro afirmou que o saldo da balança comercial será mais favorável este ano do que o previsto anteriormente pelo governo. Pimentel deve anunciar na semana que vem uma estimativa de superávit para a balança superior aos US$ 13 bilhões previstos anteriormente, em função dos preços em alta das commodities no mercado internacional. Contudo, ele afirmou que o governo precisa cuidar da produção interna. Mais do que eventos esportivos, os Jogos Olímpicos de 2016 e a Copa do Mundo de 2014 são plataformas econômicas para atrair investimentos em diferentes setores. A afirmação foi feita pelo ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair durante o debate “Esportes: no caminho do ouro, dos gols e do crescimento”, no Fórum Econômico Global na América Latina, nesta sextafeira, no Rio. Blair citou as edições da Olimpíada realizadas em Seul (1988), Barcelona (1992) e Sydney (2000) como exemplos bem-sucedidos de eventos que mudaram os patamares econômicos das cidades-sede. E disse que o Rio pode aproveitar para fazer o mesmo com os Jogos Olímpicos de 2016. “Esse é um dos quatro pontos importantes em termos econômicos relacionados aos grandes eventos esportivos. Os Jogos Olímpicos e a Copa do Mundo devem ser usados para se criar outras plataformas econômicas para as cidades e países-sede”, afirmou Blair, um dos responsáveis pela organização da Olimpíada de Londres, que ocorrerá no ano que vem. Conquistas - Além da possibilidade de diversificar a matriz econômica, o ex-premier britânico citou outras três conquistas que considera importantes para as cidades que recebem megaeventos esportivos. São elas: os investimentos diretos em infraestrutura e o consequente aumento de postos de trabalho; a possibilidade dos métodos de trabalho e governança usados na organização dos eventos serem disseminados em todos os órgãos da administração pública; e a chance de melhorar a percepção do resto do mundo em relação aos países que organizam a Copa ou a Olimpíada. Após o debate, Blair evitou o contato com a imprensa. +,'5(/e75,&$ 9DOHIRUWDOHFHFRQVyUFLRGH %HOR0RQWHD¿UPD7ROPDVTXLP Daniela Amorim Da Agência Estado A entrada da Vale na construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, fortaleceu o consórcio responsável pelo empreendimento, segundo avaliação feita onteem pelo presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Mauricio Tolmasquim. “A Vale já tinha interesse em Belo Monte. É uma maneira de fortalecer o consórcio e atender a algo que a empresa sempre quis. Todos os lados ganham”, disse Tolmasquim. A Vale entrou no consórcio Norte Energia, responsável pela construção de Belo Monte, com a compra da fatia de 9% da Gaia Energia, empresa do grupo Bertin, que anunciou, em fevereiro, que deixaria o empreendimento. A mineradora chegou a participar do leilão da usina no Consórcio Belo Monte Energia, que perdeu a disputa. Licenciamento - Tolmasquim negou que a influência da mineradora possa apressar a emissão do licenciamento am- biental exigido para as obras. “Não tem nenhuma relação. O licenciamento depende do atendimento das condicionantes que foram colocadas na licença prévia, e quem tem que julgar isso é o órgão ambiental, no caso, o Ibama (Instituto Brasileiro do meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis)”, disse. “A Vale entrar no empreendimento é bom porque é uma empresa sólida que dá mais robustez ainda ao consórcio”. Tolmasquim negou ainda que haja uma pressão internacional capaz de atrapalhar a construção da usina. Segundo o executivo, o Brasil deve olhar a realidade do País, seus recursos naturais, e então tomar suas próprias decisões. “Existem pontos de vista diferentes. A verdade é que o Brasil é um dos poucos países que ainda não usou todo o seu potencial hidrelétrico. A maioria dos países desenvolvidos, como França, Estados Unidos, Japão, já usou praticamente 100% do seu potencial hidrelétrico. Qualquer País gostaria de estar no lugar do Brasil, com esse potencial”, disse. Nuclear - O futuro da geração de energia no Brasil pode ser a construção de usinas nucleares, segundo Tolmasquim. Mas, como o País ainda possui abundância de matrizes energéticas, a prioridade é esgotar os demais recursos disponíveis, como hidrelétricas e parques eólicos. A geração nuclear não seria uma questão urgente. “É provável que a energia nuclear seja a melhor opção no futuro porque o Brasil tem uma das maiores reservas de urânio do mundo. Além disso, é um dos poucos países que detêm a tecnologia para o enriquecimento. Mas o País pode pensar no programa nuclear com tranquilidade, sem afobamento”, disse Tolmasquim. O presidente da EPE afirmou ainda que a discussão em torno do Plano de Emergência para a usina nuclear de Angra 3, que ganhou força depois da tragédia nuclear em Fukushima, no Japão, não deve atrapalhar o cronograma das obras. A mobilização internacional sobre o tema estaria sendo acompanhada de perto pelo governo, mas possíveis mudanças afetariam apenas as próximas usinas a serem construídas no País. “O projeto de Angra 3 já está fechado. Nada muda. A usina vai começar a operar na data prevista, se não me engano em 2016”, disse.(Colaborou Alexandre Rodrigues) /,033$126$ &13-1,5( &RQYRFDomR$VVHPEOpLD*HUDO2UGLQiULDH([WUDRUGLQiULD)LFDPRV6UV $FLRQLVWDVFRQYRFDGRVSDUDD$*2$*(TXHVHUHDOL]DUiHPGH0DLRGH jVKRUDVQDVHGHVRFLDOQD5RGRYLD3UHVLGHQWH'XWUDQHVWD FLGDGHD¿PGHGHOLEHUDUHPVREUHDVHJXLQWHRUGHPGRGLDDDSURYDomR GR UHODWyULR GD 'LUHWRULD H GDV 'HPRQVWUDo}HV )LQDQFHLUDV UHIHUHQWHV DR H[HUFtFLR VRFLDO HQFHUUDGR HP H E GHVWLQDomR GRV OXFURVHGLVWULEXLomRGHGLYLGHQGRVFRXWURVDVVXQWRVFRUUHODWRVHGHLQWHUHVVH GDVRFLHGDGH5LRGH-DQHLURGH$EULOGH$'LUHWRULD 4 Sábado, 30 de abril, domingo, 1, e segunda-feira, 2 de maio de 2011 COMERCIAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO -8&(5-$ JUNTA P U B L I C A Ç Ã O D E D E S PA C H O S Despachos de 29 de abril de 2011 Documentos Deferidos PROC. 110516800 111456118 111483867 111468361 111480043 111118956 111569818 111569842 111480680 111480710 111567661 111479789 111484081 110279468 111433398 111433410 111394775 111570093 111473870 111462185 111420652 111458617 111082986 111473950 111477379 111483077 111483123 107504995 111480671 111482577 111482623 111567289 111139473 111429544 111478294 111460689 111418402 111481740 111481775 111468523 111410460 111410479 111568374 111479347 111335523 111457980 111448115 111479754 111433118 111471605 111333954 111569893 111456886 111355451 111474264 111354897 111354870 111568188 111481252 111481295 111566835 111474116 111474132 111473497 111473578 111394236 111570506 111478707 111008522 111568196 111337380 111337402 111484596 111484618 110768841 111484219 111433568 111483298 111483379 111483794 111483824 111483913 111483662 111483700 111459478 111459486 111372003 111372038 111398428 111574749 111574790 110731735 111293146 111568307 111568943 111569010 111569591 111468620 111483069 111336805 111144582 111479800 111471176 111484383 111436427 111472415 111483654 111567114 111571189 111483565 111483573 111483522 111420628 111482003 111473942 111473985 111483735 111483751 111473152 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LTDA EPP ALAN RAMOS GUIMARAES ME ALESSANDRA NEVES SOARES ME ALIMENTOMANIA LTDA ME ALUMINIX COMERCIO DE METAIS LTDA AMARAL & SILVA DISTRIBUIDORA DE MATERIAL DE LIMPEZA LTDA AMARAL & SILVA DISTRIBUIDORA DE MATERIAL DE LIMPEZA LTDA AMNI S/A ANA MARTA DA SILVA VALLIM ANAMAR COMERCIO DE IMPLEMENTOS RODOVIARIOS LTDA ANAMAR COMERCIO DE IMPLEMENTOS RODOVIARIOS LTDA ANDARELLA COMERCIO DE CALCADOS LTDA ANDERCAR NIT COMERCIO DE PECAS E SERVICOS LTDA ME ANDRE LUIS FERREIRA BARBOSA ANDREA D DO NASCIMENTO SALAO DE CABELEIREIROS ANGRA EMPREENDIMENTOS HOTELEIROS E TURISTICOS LTDA ME ANIMAR LANCHES E ALIMENTACAO LTDA ME ANTONIO DA SILVA GAMA TRANSPORTES ANTONIO DA SILVA GAMA TRANSPORTES ANTONIO DE ALMEIDA FRANCA ANUNCIATTA COMERCIO DE ROUPAS LTDA ANUNCIATTA COMERCIO DE ROUPAS LTDA ANVE COMERCIO LTDA ME APOIO DISTRIBUIDORA AGRICOLA LTDA ARAUJO GOMES TRANSPORTES LTDA ARMANDO FERREIRA DIAS ARMARINHO NOVA ESPERANCA DO ALCANTARA LTDA ME ARTHOS RIO ARTIGOS HOSPITALARES LTDA ME ATAR DO BRASIL DEFENSIVOS 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110137191 FOSTER COMERCIO E DISTRIBUICAO S A 110137230 FOSTER COMERCIO E DISTRIBUICAO S A 111567904 FRANCISCA DE JESUS ARAUJO EMPILHADEIRAS E PALETEIRAS ME 111568331 FRANCISCA PESSOA SIQUEIRA DE ARAUJO 111279577 FRANCISCO EMILIO PACHECO ME 111480728 FRANKHAUS DO IPE DISTRIBUIDORA DE MATERIAIS DE CONSTRUCOES LTDA ME 111480264 FROES E SERRI EQUIPAMENTOS LTDA 111480299 FROES E SERRI EQUIPAMENTOS LTDA 111477220 FURMILINE COMERCIO LTDA 111309840 FURMILINE COMERCIO LTDA 111462320 FUTURO VERDE MADEIRAS DE REFLORESTAMENTO LTDA 111462371 FUTURO VERDE MADEIRAS DE REFLORESTAMENTO LTDA 111374995 G E PERFUMARIA E COSMETICOS LTDA ME 111481538 G N DA SILVA DISTRIBUIDORA DE AGUA 111481627 G N DA SILVA DISTRIBUIDORA DE AGUA 111483727 GABRIEL L DA C B CAVALCANTE RESTAURANTE 111483670 GABRIEL L DA C B CAVALCANTE RESTAURANTE 111478910 GAIA APOIO COMERCIAL LTDA 111388210 GEOMETRA CONSTRUTORA LTDA 111231779 GLAXOSMITHKLINE BRASIL LTDA 111233127 GLITTER COMERCIO DE ROUPAS CALCADOS E ACESSORIOS LTDA ME 111398169 GRADINGMATIC COMERCIO E SERVICOS DE EQUIPAMENTOS DE INFORMATICA LTDA 111572002 GRAVADORA ESCOLA DE SAMBA LTDA 111473667 GRFARMA COMERCIO LIMITADA 111348455 GRUPO ESCO COMERCIO E SERVICOS LTDA 111348471 GRUPO ESCO COMERCIO E SERVICOS LTDA 110576942 GUIA DE AUTO PECAS E SERVICOS DE INFORMACOES NA INTERNET LTDA 110577124 GUIA DE AUTO PECAS E SERVICOS DE INFORMACOES NA INTERNET LTDA 110893360 GUILLERMO HUGO PINTO GIL ME 111484030 HARD SOLUTION INFORMATICA LTDA ME 111473918 HC CONFECCAO DE UNIFORMES LTDA ME 111473012 HERCULES ABREU ORNELAS 111483450 HIDROCLEAN SERVICOS MARITIMOS S/A 111484170 HIGHWINDS DO BRASIL TECNOLOGIA LTDA 111454824 HOTEL CENTRAL LUIZ DO CAFE LTDA ME 111472709 I V SANTOS COMERCIO DE CONFECCOES ME 111468906 ICX COMERCIAL LTDA ME 111425158 IKON ASSESSORIA EMPRESARIAL LTDA ME 111568323 IMPRENSA OFICIAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - IO 111568390 IMPRENSA OFICIAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - IO 111568455 IMPRENSA OFICIAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - IO 111568471 IMPRENSA OFICIAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - IO 111568498 IMPRENSA OFICIAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - IO 111568528 IMPRENSA OFICIAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - IO 111568544 IMPRENSA OFICIAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - IO 111480019 INSTITUTO DE BELEZA BEATRIZ KA LTDA 111480078 INSTITUTO DE BELEZA BEATRIZ KA LTDA 111153000 INTEGRAL PETROLEO E GAS DO BRASIL LTDA 111476348 INTER 1008 EMPREENDIMENTOS IMOBILIARIOS LTDA 111482178 INTERLIGACAO ELETRICA DO MADEIRA S/A 111412340 INTERPAPER INDUSTRIA DE PRODUTOS DE PAPEL LTDA 111309808 INVERRIO MALLORCA 2006 INCORPORACOES IMOBILIARIAS LTDA 111481910 INVERSAN S/A PLANEJAMENTO ADMINISTRACAO E PARTICIPACOES 111483549 111346290 111484774 111479738 111447518 111245362 111320402 111482380 111141834 111439949 110964373 111370515 111553601 111570131 111192625 111568358 111483980 111484006 111446600 111446627 111568129 111568145 111477522 111137039 111224896 111470501 111482852 111300614 111300690 111046815 111575532 111478952 111464420 111464480 111279810 111572371 111572479 111460549 111569290 111079152 111484073 111484049 111364906 111439710 111435420 111435552 111480159 111568056 111469236 111482232 111467241 111468302 111568366 111566827 111281776 111281806 111482690 111567874 111383773 111568293 111576636 111473322 110617100 111464552 110978226 111468353 111484413 111370078 111370108 111567556 111568609 111568013 111568064 111541492 111182859 111182905 111427037 111427070 111568080 111252954 111567432 111571782 110910150 111052645 111464897 111484200 111571898 111571936 111052718 111474051 111292352 111292409 111483697 111481376 111570280 111483441 111480736 111571375 110801580 111245770 111189500 111571731 111188458 110805780 111382378 111469503 107516586 111483220 111568706 111568730 111457556 111457599 111471001 111569753 111569761 111366968 110455029 110455053 111567157 111427690 111484456 111484499 111434483 111434521 111301050 111434432 111474124 111570077 111570700 111473560 111459141 111395658 111484057 111484065 111568102 111479720 111483476 111473977 111087678 111440122 111440149 111483760 111575605 111575664 111474892 111568242 111457262 111461871 111433380 111480450 IPIRANGA PRODUTOS DE PETROLEO S A IRAJA 500 COMERCIO DE ARTIGOS ESPORTIVOS LTDA IRGEL IMOBILIARIA REGINANGEL S/A IRL INSTITUTO RESENDENSE DE LINGUAS LTDA ME IRQ2 SERVICOS EMPRESARIAIS LTDA ME J CECILIO MATERIAIS DE CONSTRUCAO LTDA ME J M V DE FRIBURGO INDUSTRIA E COMERCIO DE ARTIGOS DO VESTUARIO LTDA ME J NAMEN JUNIOR ME J R A SERVICOS E REPRESENTACOES ELETRICAS LTDA EPP J RUBEM GALERIA DO GALETO LTDA JI JORNAL DOS IMOVEIS JORNALISMO PUBLICIDADE E PROPAGANDA LTDA JM COMERCIO E DISTRIBUICAO DE PERFUMARIA LTDA JOANA DOS S FREITAS TATUAGEM E PIERCING JOAO BATISTA ALVES JOSE ALVES JOSE CARLOS ALMEIDA LEITE JRC COMERCIO DE ALIMENTOS LTDA JRC COMERCIO DE ALIMENTOS LTDA JU E DANI BOUTIQUE LTDA JU E DANI BOUTIQUE LTDA JUNIOR AGUIAR PEIXARIA LTDA JUNIOR AGUIAR PEIXARIA LTDA KADETT TRANSPORTES E LOGISTICOS LTDA ME KEILA MARCIA MALHEIROS MUNIZ KENDLE BRASIL SERVICOS DE PESQUISAS CLINICAS LTDA KEROVER RW INFORMATICA LTDA ME KISSILA DA SILVA GOMES KOLETA AMBIENTAL LTDA KOLETA AMBIENTAL LTDA KOLETA AMBIENTAL LTDA KV DOS REIS COMERCIO DE CALCADOS E BAZAR ME L C P RODRIGUES COMERCIO DE ROUPAS L D R CANDIDO DECORACOES LTDA L D R CANDIDO DECORACOES LTDA L. A. BAUER DE ALMEIDA LA MODE BOUTIQUE E ACESSORIOS LTDA LA MODE BOUTIQUE E ACESSORIOS LTDA LABES LABORATORIO ESPECIALIZADO LTDA LANCHONETE KM 71 LTDA ME LAURENI ROSA DA CONCEICAO LCPS INFORMATICA LTDA LCPS INFORMATICA LTDA LEDIF NEGOCIOS IMOBILIARIOS LTDA LEMOS E RAGO LTDA LETICIA LUZIA DA SILVA NOVAES MODAS E ACESSORIOS LETICIA LUZIA DA SILVA NOVAES MODAS E ACESSORIOS LINHA AMARELA S/A LAMSA LOCALIZA RENT A CAR S A LOGOS IDIOMAS LTDA ME LUANAN PRACA SECA COMERCIO E SERVICOS LTDA ME LUCIA HELENA BATISTA CAPPATO PENSAO ME LUMINA TERMINAIS DE CARGA & LOGISTICA LTDA M A BARROS TRANSPORTES ME M B SINJEB ACESSORIOS PARA O VESTUARIO M C M7 REPRESENTACOES LTDA M C M7 REPRESENTACOES LTDA M G S COSTA ME M J M MULINARI ARMARINHO ME M M DE PARACAMBI COMERCIO DE GAS GLP LTDA ME M N J ENTULHOS LTDA M P M GESTAO EM FINANCAS LTDA EPP M. DA PENHA DE ABREU M.S.B. DA SILVA COMERCIO VAREJISTA DE ARTIGOS DO VESTUARIO MACHADO E CARDOSO EMPREENDIMENTOS IMOBILIARIOS E PARTICIPACOES LTDA MACIELAS DE TERESOPOLIS COMERCIO E CONFECCOES LTDA ME MAG INSPECOES DE SOLDAGEM LTDA MANEGRO II ADMINISTRACAO DE IMOVEIS LTDA MANUELLA RUFINO MACHADO MANUELLA RUFINO MACHADO MAPO DISTRIBUIDORA DE MATERIAL HOSPITALAR LTDA ME MAQUIS TECNOLOGIA E SISTEMAS LTDA MARADIL MADEIRAS LTDA MARADIL MADEIRAS LTDA MARCELINA AMARAL DOS SANTOS MARCELO FERNANDES DE SOUZA FERRAGENS E FERRAMENTAS MARCELO FERNANDES DE SOUZA FERRAGENS E FERRAMENTAS MARCIO G G SPADA MARCIO G G SPADA MARCOS BELMIRO DE OLIVEIRA MARCOS J AZEVEDO GESTAO E CONSULTORIA MARIA APARECIDA ARRUDA COMERCIO DE RACOES ME MARIA DO SOCORRO NUNES BEZERRA MARIA MADALENA M DO AMARAL MARINE EMPREENDIMENTOS IMOBILIARIOS LTDA MARKETDATA SOLUTIONS BRASIL LTDA MAXIMA REALTY S/A MC COMERCIO DE AUTO PECAS LTDA MC COMERCIO DE AUTO PECAS LTDA MELICHAR EMPREENDIMENTOS E SERVICOS LTDA MELLO E SOARES COMERCIO DE ROUPAS E ARTIGOS INFANTIS LTDA ME MERCADO PACHECO DE JARDIM IGUACU LTDA MERCADO PACHECO DE JARDIM IGUACU LTDA MERCEARIA 4 FOLHAS LTDA MGN INFORMATICA S/A MILE & MARI COMERCIO VAREJISTA E ATACADO DE RACOES E SERVICOS LTDA ME MILLS ESTRUTURAS E SERVICOS DE ENGENHARIA S A MINERACAO CORREGO DA ONCA LTDA ME MONICA DE FATIMA DE OLIVEIRA MOTO PECALMIR LTDA ME MR GRANDE COMERCIO DE CALCADOS, ROUPAS E ACESSORIOS LTDA NALA 2004 MODAS LTDA ME NECI OLIVEIRA FERREIRA DE AQUINO NEW FITNESS ACADEMIA DE GINASTICA E MUSCULACAO LTDA NEW FITNESS ACADEMIA DE GINASTICA E MUSCULACAO LTDA NOCIAM INFORMATICA DE BELFORD ROXO LTDA ME NOKIA SIEMENS NETWORKS SERVICOS LTDA NOTRIA COMERCIO DE COLCHOES LTDA NOVA CASBRI COMERCIAL LTDA NOVA RIOTEL EMPREENDIMENTOS HOTELEIROS LTDA NOVA RIOTEL EMPREENDIMENTOS HOTELEIROS LTDA NOVA VIDA DE BELFORD ROXO EMPREITEIRA LTDA NOVA VIDA DE BELFORD ROXO EMPREITEIRA LTDA O BORRACHAO DOS LAGOS LTDA ME O V QUEIROZ PEREIRA PROJETOS O V QUEIROZ PEREIRA PROJETOS ODONTO EMPRESAS CONVENIOS DENTARIOS LTDA ODONTOCLINICA DE ARRAIAL DO CABO LTDA ODONTOCLINICA DE CABO FRIO LTDA OLIVEIRA TRUST DISTRIBUIDORA DE TITULOS E VALORES MOBILIARIOS S/A ORANGE COMERCIO E REPRESENTACOES LTDA ORION CONSULTORIA FINANCEIRA LTDA ORION CONSULTORIA FINANCEIRA LTDA OTAVIO DIAS BARBOSA OTAVIO DIAS BARBOSA P H DE ITAIPU MOVEIS E INTERIORES LTDA ME PACKING SERVICE EMBALAGENS LTDA PACU S COMERCIO DE ROUPAS LTDA ME PADARIA E CONFEITARIA MIRANTE DE PADUA LTDA ME PADARIA E CONFEITARIA ROSARIO LTDA ME PADARIA E CONFEITARIA SUBLIME LTDA EPP PADARIA E LANCHONETE NOVA CAMPINA LTDA PARAISO DAS ERVAS NATURAIS LTDA ME PASTELARIA CHEN DE MADUREIRA LTDA PASTELARIA CHEN DE MADUREIRA LTDA PATRICIA MARIA DA CRUZ PAULO CESAR DE OLIVEIRA PAULO ROBERTO DE A MAIA PRODUTOR INDEPENDENTE ME PEDRAS INTELIGENTES IMPORTACAO E EXPORTACAO LTDA PEREIRA E SILVA COMERCIO DE DOCES LTDA ME PESFER SERVICOS DE INFORMATICA LTDA PESFER SERVICOS DE INFORMATICA LTDA PETROBRAS BIOCOMBUSTIVEL S A PETROPOLIS TAXIMETROS COMERCIO DE PECAS E CONSERTOS EM GERAL LTDA PETROPOLIS TAXIMETROS COMERCIO DE PECAS E CONSERTOS EM GERAL LTDA PIOBRAS INDUSTRIA METALURGICA COMERCIO E SERVICOS DE ELETRICA E ELETRONICA LTDA ME POLO DOS CARTUCHOS COMERCIO CAXIAS LTDA ME PONTO TEXTIL INDUSTRIA E COMERCIO LTDA ME POSTO DE GASOLINA ALESSANDRA LTDA POUSADA MIRANTE DE ITAIPAVA LTDA ME POUSADA SAO JORGE LTDA COMERCIAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO -8&(5-$ JUNTA Sábado, 30 de abril, domingo, 1, e segunda-feira, 2 de maio de 2011 5 P U B L I C A Ç Ã O D E D E S PA C H O S 111480485 111139449 111394384 111474310 111474213 111474230 111131928 110938445 111567777 111567807 111484405 111568501 111568560 111568579 111443679 111443768 111480876 111460298 111569044 111368006 111569338 111483239 111282004 111368650 111368677 111568870 111568897 111568927 111185327 111481830 111483859 111573343 111481287 111339286 111567084 111143098 111382998 111441358 111569079 111569095 111013771 111466717 111144930 111567734 111569656 111569664 110820916 111572584 111568595 111484880 111480132 111478405 111338360 111338387 111484650 111476518 111474205 111135109 111425379 111281652 111281695 111566720 111473489 111473500 111484464 110795822 111568617 111568625 111566665 110960190 111448298 111570018 111480418 111570379 111568900 111569028 111069513 POUSADA SAO JORGE LTDA PRACIAL PAINTING REFORMAS LTDA PRO META PARTICIPACOES LTDA PRODUMIX BRASIL PRODUCOES E EVENTOS LTDA ME PROMOVE ARTE PRODUCOES ARTISTICAS LTDA PROMOVE ARTE PRODUCOES ARTISTICAS LTDA PROPTER CONSULTORIA IMOBILIARIA LTDA PROSPER LOG DISTRIBUIDORA LTDA PROTEX SEGURANCA LTDA PROTEX SEGURANCA LTDA PROTRADE COMERCIO E EXPORTACAO LTDA PRS NITEROI INCORPORADORA LTDA PRS X INCORPORADORA LTDA PRS XII INCORPORADORA LTDA PRTI PROCESSOS RECURSOS E TECNOLOGIA DA INFORMACAO LTDA EPP PRTI PROCESSOS RECURSOS E TECNOLOGIA DA INFORMACAO LTDA EPP R A N COMERCIO DE COLCHOES LTDA ME R C S MARCONDES ME R M P DE MOURA COMERCIO E REPRESENTACOES ME R N 908 PADARIA E LANCHONETE LTDA ME R SANTOS DA SILVA MERCEARIA EPP RANCHO SAO MIGUEL ARCANJO PRODUTOS NATURAIS LTDA EPP RC ARMARINHO LTDA REALIZE ASSESSORIA DE NEGOCIOS LTDA REALIZE ASSESSORIA DE NEGOCIOS LTDA REI DO CAMARAO COMERCIO DE ALIMENTOS LTDA REI DO CAMARAO COMERCIO DE ALIMENTOS LTDA REI DO CAMARAO COMERCIO DE ALIMENTOS LTDA RENATO PEREIRA DOS SANTOS REPSOL GAS BRASIL S/A RESTAURANTE LAGOMAR LTDA REVIVA MALHAS E CONFECCOES LTDA ME RIO AVANTI VEICULOS PECAS E SERVICOS S/A RIO CASASHOPPING PROGETTO COMERCIO DE MOVEIS LTDA RIOCOS COMERCIO DE COSMETICOS LTDA ME RISQUE E KLIQUE PAPELARIA LTDA ME RIT S FIRE SEGURANCA E MATERIAL DE CONSTRUCAO LTDA RJN EMPREENDIMENTOS IMOBILIARIOS LTDA ME RL LARANJA KLAUSNER SERVICOS MEDICOS RL LARANJA KLAUSNER SERVICOS MEDICOS ROBERT ALFRED SUTER ROCHA & FILHO ATACADISTA DE DOCES LTDA ME RODEN FREIOS COMERCIO SERVICOS LTDA ME RODOCON CONSTRUCOES RODOVIARIAS LTDA RONALDO SOARES DE BARROS RONALDO SOARES DE BARROS ROSANE PIRES DE CARVALHO DISTRIBUIDORA LTDA ME ROZEMBERG DE MATTOS LESSA COMERCIO DE BIJOUTERIAS E ACESSORIOS RSD 3000 SERVICOS E MANUTENCAO LTDA RT NACIONAL PUBLICACOES E EDICOES LTDA S J PARAISO CHARQUE LTDA S P V MACHADO BAZAR LTDA ME S T SOLUCOES ALCANTARA SERVICOS DE EMPREITEIRA LTDA S T SOLUCOES ALCANTARA SERVICOS DE EMPREITEIRA LTDA SABORES DA TITIA LANCHES LTDA SAGON EMPREENDIMENTOS E PARTICIPACOES LTDA SAINT GOBAIN PAM BIOENERGIA LTDA SALAO STOP HAIR LTDA SANTA CRUZ POINT RESTAURANTE E LANCHONETE LTDA EPP SCART REPRESENTACOES LTDA SCART REPRESENTACOES LTDA SELMA GOUVEA DA SILVA SENA PINTURAS E REFORMAS LTDA SENA PINTURAS E REFORMAS LTDA SERGIO AMERICO DA SILVA GOMES FILHO SERRALAB DISTRIBUIDORA LTDA ME SERSES ASSESSORIA EMPRESARIAL LTDA SERSES ASSESSORIA EMPRESARIAL LTDA SETYNUT COMERCIO E ASSESSORIA INTERNACIONAL LTDA SILVANI DAS GRACAS LOPES DIAS SILVANI DAS GRACAS LOPES DIAS SLV PADUENSE COMERCIO DE PEDRAS LTDA ME SOLES SMS LTDA ME SORAIA C VEIGA DE SOUZA ME SPE AVAL CERVANTES EMPREENDIMENTO IMOBILIARIO LTDA SPE AVAL POTIGUARA EMPREENDIMENTO IMOBILIARIO LTDA SPE RESIDENCIAL PRINCESA ISABEL LTDA 111294002 111568170 111570387 111570395 111570581 111570590 111468299 111483182 111248183 111248221 111472725 111472750 111484189 111478456 111481643 111351782 111474787 111484570 111232120 111232147 111144540 111572029 110891775 110891783 111294088 111484332 111468841 111068720 111068738 111481279 111481309 111468175 111474337 111468280 111315328 111315379 111482410 111481660 111192390 111472199 111472202 111321867 110258711 110258746 111483336 111481708 111481791 111081866 111567920 111567971 111482909 111482933 110708130 111440530 110907434 111570140 111411785 111483956 111483891 111481210 111398720 111230748 111473098 111381630 111381711 111444837 111444772 SPE SREL 510 EMPREENDIMENTOS LTDA SPILLER INFORMATICA LTDA STAR LIFE EQUIPAMENTOS E PRODUTOS HOSPITALARES LTDA STAR LIFE EQUIPAMENTOS E PRODUTOS HOSPITALARES LTDA STARLING SERVICOS DE PLANEJAMENTO E ORGANIZACOES ADMINISTRATIVAS LTDA STARLING SERVICOS DE PLANEJAMENTO E ORGANIZACOES ADMINISTRATIVAS LTDA STATOIL DO BRASIL LTDA STENCIL DIGITAL COMERCIO LTDA ME STYLLUS RIO CONSULTORIA E ASSESSORIA CONTABIL LTDA STYLLUS RIO CONSULTORIA E ASSESSORIA LTDA SUELENA ORTIZ PORTO CONSULTORIA E TREINAMENTO SUELENA ORTIZ PORTO CONSULTORIA E TREINAMENTO SUPPORTIVE ASSESSORIA E CONSULTORIA EM GESTAO EMPRESARIAL LTDA T A B COMERCIO E REPRESENTACOES LTDA TALLYS ANTONIO PEREIRA TANZANIA ASSESSORIA EMPRESARIAL LTDA TATIANA IMOVEIS E CONSTRUCOES LTDA ME TEADIT INDUSTRIA E COMERCIO LTDA TECHNOSITES CONSTRUCOES E CONSULTORIA LTDA TECHNOSITES CONSTRUCOES E CONSULTORIA LTDA TECNOBRAS INSTALACOES COMERCIAIS E EQUIPAMENTOS LTDA ME TEKTOS CONSTRUCAO E REFORMA LTDA ME TEM TUDO FABRICA DE LAGES E MATERIAIS DE CONSTRUCAO LTDA TEM TUDO FABRICA DE LAGES E MATERIAIS DE CONSTRUCAO LTDA TENDENCIA DAS QUATRO ESTACOES CONFECCOES LTDA ME TERMOLITE INDUSTRIA E COMERCIO LTDA THE WALT DISNEY COMPANY BRASIL LTDA TIA LILI COMERCIO DE ALIMENTACAO LTDA TIA LILI COMERCIO DE ALIMENTACAO LTDA TNA PRODUCOES E EVENTOS LTDA TNA PRODUCOES E EVENTOS LTDA TOLEDO DO BRASIL INDUSTRIA DE BALANCAS LTDA TP + 1 ASSET GESTAO DE VALORES MOBILIARIOS LTDA TRADIMAQ LTDA TRAFIGURA DO BRASIL CONSULTORIA LTDA TRAFIGURA DO BRASIL CONSULTORIA LTDA TRANSENERGIA GOIAS S A TRANSMISSORA ALIANCA DE ENERGIA ELETRICA S A TRANSPODIRAN CARGAS LTDA ME TRANSPORTADORA PINHEIRO & RODRIGUES LTDA TRANSPORTADORA PINHEIRO & RODRIGUES LTDA TRIA BRASIL DESENVOLVIMENTOS TECNOLOGICOS E PARTICIPACOES LTDA ULTRA REV REPRESENTACOES E REVISOES DE AERONAVES E MOTORES LTDA ULTRA REV REPRESENTACOES E REVISOES DE AERONAVES E MOTORES LTDA ULTRACLASSIC DO BRASIL ADMINISTRACAO E ASSESSORIA COMERCIAL LTDA UNIAO DE LOJAS LEADER S/A UNIAO DE LOJAS LEADER S/A UNIMED DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO- FEDERACAO ESTADUAL DAS COOPERATIVAS MEDICAS UTC OVERSEAS BRASIL LTDA UTC OVERSEAS BRASIL LTDA V R DE LIMA CONFECCAO E COMERCIO V R DE LIMA CONFECCAO E COMERCIO VALERIA PONTES BRAGA KAHN VALERIA PONTES BRAGA KAHN VALLADAO COMERCIO REPRESENTACAO E PRESTACAO DE SERVICOS ODONTOLOGICOS LTDA ME VENTURA EMPREENDIMENTOS PARTICIPACOES SOCIETARIAS E SERVICOS LTDA VERSATIL SEGURANCA ELETRONICA LTDA ME VERZANI & SANDRINI LTDA VERZANI & SANDRINI PARKING ESTACIONAMENTO LTDA VIACAO OESTE OCIDENTAL S/A VIDROS E PECAS AUTOMOTIVAS LTDA ME VINICIUS SOUZA PEREIRA W DE SOUZA POLVORA ME WAGNER LEO VIEIRA COMERCIO DE PRODUTOS ALIMENTICIOS WAGNER LEO VIEIRA COMERCIO DE PRODUTOS ALIMENTICIOS WEFIX REFORMAS E REVESTIMENTOS LTDA WEFIX REFORMAS E REVESTIMENTOS LTDA 111425972 111426359 111477395 111381940 111483530 111483557 111572533 111572576 111485118 111483611 111483638 111321204 111484855 WG CARISMA COMERCIO DE FRALDAS DESCARTAVEIS LTDA WG CARISMA COMERCIO DE FRALDAS DESCARTAVEIS LTDA WM METALS COMERCIO DE METAIS LTDA WOOD GROUP ESP BRASIL LTDA WORK 02 ENGENHARIA E SERVICOS LTDA ME WORK 02 ENGENHARIA E SERVICOS LTDA ME WRM SERVICOS DE CONSTRUCAO LTDA WRM SERVICOS DE CONSTRUCAO LTDA WRS 2011COMERCIO DE AUTOMOVEIS LTDA YANNI COMERCIO DE ROUPAS E ACESSORIOS LTDA YANNI COMERCIO DE ROUPAS E ACESSORIOS LTDA ZARPAR VIAGENS E TURISMO LTDA ZION RJ PARTICIPACOES S A Documento Indeferido PROC. EMPRESA 111367913 OPMAR SERVICOS MARITIMOS LTDA DOCUMENTOS EM EXIGÊNCIA 111568684 111568692 111573874 111377609 111484278 111568269 111128145 111128170 111484995 111480922 107558726 107558688 111461952 111479029 111372011 111372054 111567963 111477603 111296102 111484766 111480310 111473543 111440009 111150590 111081360 111485126 111473896 111441803 111441811 111575079 111192960 110724771 111070740 111480868 111449375 100749607 111480655 111378150 111481031 111570719 111331170 111572134 111443156 111568846 111568889 111447062 110313240 111569648 111302560 111313724 111313732 111472482 111476259 111478146 111571162 111011426 111438721 111233739 111484588 111138582 111475635 111428734 111381916 111480426 111480442 111484804 111484782 111055245 111055210 111055253 111574196 111187150 111570026 111477611 111445787 111445876 111484677 111484693 111567866 111567912 111118859 111118891 111468809 111479576 111472318 111472300 111571464 111455278 111474876 111567238 111444187 111484391 111478472 111478480 111483778 111483816 111483930 111482216 111482259 111468930 111573947 107328119 111569451 111481406 111315310 111571537 111468787 111483883 111571308 111567572 111482518 111375240 111466504 111452872 111574668 111574641 111566940 111473276 111478685 111475198 111471079 111484324 111484308 111482305 111482348 111483620 111444101 111481422 111481139 111481163 111478855 111478812 103417400 107732904 111481511 111484227 111480701 111480744 111485045 111485053 111485061 111350018 111350069 111473209 111468418 111247900 111480930 111466822 111466784 111476240 111476267 111571103 111484014 111485240 111473233 111470323 111475414 111065925 111481104 111481120 111484146 111481236 111389054 111389038 110877810 111384117 111455375 111484103 111435650 111481260 111481244 111567700 111569311 110606612 111478260 111484448 111483000 111475244 111480841 111480329 111480388 111468442 110414144 111575311 111374979 111348340 110420926 111462177 051453215 111484731 111147352 111147344 111380235 111348927 111348943 111152755 110975006 111567270 111184819 111464374 111391547 111570336 111480370 111469023 111478251 111483875 111250587 111250625 111398797 111568226 111484260 111484294 111477778 111484197 111485223 111476100 111571014 111570956 110231619 111470188 111131936 111484480 111481228 111484928 111484952 111480825 111480850 111572622 111076404 110373626 111484707 111482275 111482089 111566800 111478391 111566916 111566894 111478324 111478383 111455200 111455243 111134536 111571715 111571766 111483433 111480523 110842570 111445965 111445973 111445841 111479070 111479088 111149185 111478430 111134552 111480302 111484235 111472547 111449022 111483085 111483115 111473195 111469732 111301092 111381932 111572665 111572720 111569737 111576806 111575125 111575451 111481198 111187850 111280010 111356245 111063949 111569443 111446481 107375869 111571626 111570638 111481864 111480965 111480990 111426120 111426243 111426197 111426154 111570190 111425220 111425247 111567688 111575141 111575222 111481090 111480558 111480574 111481066 111574803 110863291 111250226 111566878 111115906 110488920 111397960 110939000 111067626 110939026 110938976 111480590 111477581 111485150 111364310 111468590 111468728 111468647 111568951 111566746 111566762 111471680 111471699 111379466 111474078 111567564 111474027 111146488 111146429 111567351 111480256 111484537 111482054 111481937 111571022 111481678 111149576 111570611 111281342 111426529 111446074 111477131 111570476 111483719 111473420 111054427 111475740 111011639 111567513 111300320 111479843 111479827 111315662 111315670 111484723 111050995 ECONOMIA )*9 2WLPLVPRGD LQG~VWULDUHFXD Anne Warth Da Agência Estado O Índice de Confiança da Indústria (ICI) medido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) caiu 1,1% em abril ante março, na série com ajuste sazonal, ao passar de 112,4 pontos para 111,2 pontos. Esta é a quarta queda consecutiva do ICI, que atingiu o menor nível desde novembro de 2099 (109,6 pontos). O ICI é o indicador síntese da sondagem conjuntural da indústria da transformação. O indicador varia em uma escala de zero a 200 pontos, sendo que resultados acima dos 100 pontos indicam otimismo e abaixo deste ponto, pessimismo. O quesito que mais contribuiu para a queda do ICI em abril foi o item situação futura dos negócios, que depois de subir por dois meses voltou ao nível de janeiro (149,9 pontos). A proporção dos empresários que espera piora na situação futura de seus negócios aumentou de 1,7% para 8,7%, o maior nível desde setembro de 2009 (13,1%). Já o grau de satisfação com o ambiente atual dos negócios foi mais favorável em abril. A proporção de empresários que avaliam a situação de seus negócios como boa aumentou de 26,5% para 33,2%. Também aumentou a quantidade de empresas que avaliam a situação como fraca, de 3,9% para 9,2%. Produção prevista - O ciclo de aperto monetário e a diminuição na demanda externa são apontados como possíveis razões da queda do Indicador de Produção Prevista, que faz parte da Sondagem da Indústria de Transformação e da composição do ICI. A produção prevista caiu pelo quarto mês consecutivo e atingiu, em abril, 127,5 pontos. A quantidade de empresários que preveem redução na produção aumentou de 0,8% em dezembro para 10,4% em abril. Dos 14 gêneros industriais usados pela FGV na composição da pesquisa, 10 preveem que a produção deve diminuir nos meses de abril, maio e junho. “Tudo indica que os empresários preveem um segundo semestre pior do que o primeiro, em termos de produção”, avaliou o coordenador de Sondagens Conjunturais do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV, Aloisio Campelo. “O ciclo de aperto monetário e a queda na demanda externa podem ter contribuído para essa projeção”, disse. Bens intermediários - O setor de Bens Intermediários - um dos cinco setores que fazem parte da pesquisa -foi um dos que mais contribuíram para a queda da produção prevista. Em janeiro, o indicador do setor estava em 132,1 pontos e, em abril, caiu para 120 pontos. Também projeta queda na produção prevista o segmento de Bens de Consumo Não Duráveis, que estava em 137,1 pontos, em dezembro, e agora, em abril, registra 132,6 pontos. Os segmentos de Bens Intermediários e de Consumo Não Duráveis, de acordo com Campelo, são os que têm maior peso na indústria brasileira. Colaboraram ainda para queda do indicador em abril ante março os gêneros de Mecânica, Metalurgia, Minerais Não Metálicos, Material Elétrico e de Comunicações e o de Produtos Alimentares, responsável sozinho por 63% da queda do índice. “Isso pode estar relacionado com uma situação de reequilíbrio de estoques internacionais e da oferta e demanda no mercado externo”, explicou o coordenador. &1, 3LRUDDFRQ¿DQoDGR FRQVXPLGRUQDHFRQRPLD Queda foi motivada pelo menor crescimento da economia e pelo aumento da inflação Renata Veríssimo Da Agência Estado A queda no ritmo de crescimento da economia brasileira e a alta da inflação deterioraram a confiança do consumidor no cenário econômico do País. O Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (Inec), medido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), piorou em abril, pelo sexto mês consecutivo. A elevação dos índices de inflação é o que mais preocupa o cidadão. Para 70% dos entrevistados, a inflação continuará subindo. O índice relacionado à expectativa quanto à inflação re- cuou este mês 9,4% em relação a março e 11,6% na comparação com abril de 2010. “É uma queda muito grande”, avaliou o gerente executivo de Pesquisa, Avaliação e Desenvolvimento da CNI, Renato da Fonseca. Segundo ele, abril registrou o menor índice (100,8 pontos) desde setembro de 2001. Outras variáveis - Além da expectativa sobre a inflação, as outras cinco variáveis que compõem o Inec também estão menores em relação a outubro do ano passado, quando o indicador começou a refletir o desaquecimento da economia na expectativa do consumidor. A partir do segundo semestre de 2010, o ritmo de crescimento da economia reduziu com a retirada dos incentivos fiscais do governo. Fonseca acredita que a tendência é de piora em todos os componentes do Inec. “A economia está perdendo ritmo de crescimento e, por isso, o consumidor fica menos confiante”, afirmou. “O crédito diminuiu, os produtos estão mais caros na prateleira e está mais difícil conseguir emprego por causa do ritmo mais lento de crescimento da economia”, enumera o gerente da CNI. O Inec de abril ficou em 112 pontos, abaixo dos 112,6 pontos em março e dos 114,5 pontos registrados em abril de 2010. Segundo a CNI, foi o maior recuo em relação ao mesmo mês do ano anterior, desde abril de 2010. O índice acumula uma queda de 7,2% desde outubro do ano passado. Evolução da renda - O índice de expectativa de evolução da própria renda, o grau de endividamento e a expectativa de desemprego pioraram em abril na comparação com março. O Inec indica melhora apenas na expectativa em relação à situação financeira do consumidor e nas previsões de compras de bens de maior valor. &21-81785$ )7ERRPGR%UDVLOpYXOQHUiYHO Daniela Milanese Correspondente da Agência Estado em Londres O boom vivido pela economia brasileira esconde vulnerabilidades e pode estourar se os Estados Unidos começarem a subir os juros, afirma o “Financial Times”. O jornal britânico faz uma comparação com o passado nacional ao apontar que o chamado milagre econômico, iniciado na década de 1960, acabou na crise de dívida nos anos 80. “Assim como quando a garota de Ipanema caminhou pela primeira vez pela praia, a atual prosperidade do Brasil está sendo parcialmente sustentada por um modelo econômico que promove os investimentos liderados pelo Estado e o elevado endividamento”, diz o FT. “Por quanto tempo esse boom pode durar?” Vulnerabilidades - Segundo o jornal, o avanço de hoje devese principalmente à disparada dos preços das commodities provocada pela demanda na Ásia. A exportação de itens como minério de ferro e soja salvou o comércio brasileiro, mas “esconde crescentes vulnerabilidades” Se considerados os valores das matérias-primas em 2005, o superávit comercial brasileiro de US$ 23 bilhões se transformaria em déficit de US$ 20 bilhões. “Se a demanda chinesa por commodities cair - e ela não pode se sustentar para sempre -, o crescente déficit do Brasil vai explodir”, avalia o FT. Para a publicação, “o real é a moeda mais valorizada do mundo”. Importações mais baratas fazem a população se sentir com maior poder aquisitivo, alimentando um boom de comércio. O crédito está crescendo a uma taxa de 20% ao ano e os brasileiros gastam um quarto de sua renda com o pagamento de dívidas - enquanto os norte-americanos usavam apenas 15% no pico do boom do crédito, aponta o FT. “Administrar a abundância é difícil.” Na avaliação do jornal britânico, mais precisa ser feito, como aumentar a eficiência do Estado, guardar parte da bonança das commodities para manter programas sociais, melhorar a educação e a infraestrutura. “A não ser que a tarefa seja cumprida, o boom quase sem precedência (...) pode passar, assim como a garota de Ipanema.” 6 Sábado, 30 de abril, domingo, 1, e segunda-feira, 2 de maio de 2011 COI - Clínicas Oncológicas Integradas S/A Balanços patrimoniais 31/12/2010 e 2009 (Em MR$) 2010 2009 1/1/09 (Reapresentado) ATIVO 43.069 35.447 24.799 Circulante 22.655 16.469 14.965 Caixa e equivalentes de caixa (Nota 4) 2.769 1.114 2.512 Títulos e valores mobiliários (Nota 4) 944 Contas a receber de clientes (Nota 5) 15.363 10.517 9.478 Estoques 3.151 2.694 2.070 Impostos a compensar (Nota 6) 62 1.925 675 Despesas antecipadas 110 96 66 Outros 256 123 164 Não-circulante 20.414 18.978 9.834 IR e contribuição social diferidos (Nota 13) 1.115 1.020 130 Imobilizado (Nota 7) 16.688 17.896 9.620 Intangível 212 45 46 Impostos a compensar (Nota 6) 1.887 Outros 512 17 38 CNPJ/MF nº 39.086.160/0001-30 2010 PASSIVO Circulante Fornecedores Empréstimos e financiamentos (Nota 8) Salários e encargos a pagar Impostos e contribuições a recolher Partes relacionadas (Nota 9) Parcelamento de impostos Outros Não-circulante Empréstimos e financiamentos (Nota 8) Dividendos e juros s/capital próprio (Nota 11) Partes relacionadas (Nota 9) Outros Patrimônio líquido (Nota 11) Capital social Reservas de capital Reservas de lucro Dividendos adicionais ao mínimo obrigatório Lucros (prejuízos) acumulados 43.069 17.146 8.996 4.634 1.803 615 515 583 14.931 7.246 4.722 2.680 283 10.992 3.414 1.478 6.100 - 2009 1/1/09 (Reapresentado) 35.447 24.799 14.126 12.238 6.963 5.704 5.043 2.687 1.007 681 248 425 471 2.058 394 683 14.356 8.413 6.814 5.452 3.244 2.497 4.016 41 282 423 6.965 4.148 3.414 3.367 1.478 1.320 2.073 (539) Demonstrações dos resultados Exercícios findos em 31/12/2010 e 2009 (Em MR$, exceto lucro por ações, expresso em reais) 2010 2009 (Reapresentado) Receita com prestação de serviços 76.437 54.966 (-) Deduções da receita bruta (5.826) (4.431) Receita líquida 70.611 50.535 Custos e despesas operacionais Materiais e medicamentos (30.033) (22.958) Pessoal (12.432) (9.419) Serviços de terceiros (8.604) (6.355) Depreciação e amortização (2.441) (1.578) Despesas gerais e administrativas (6.131) (4.867) Lucro antes do resultado financeiro e IR e CSLL 10.970 5.358 Resultado financeiro (Nota 12) (1.945) (974) Lucro antes do IR e contribuição social 9.025 4.384 IR e contribuição social (Nota 13) (2.979) (826) Lucro líquido do exercício 6.046 3.558 Lucro líquido por ação (Em reais) 1,77 1,04 Demonstrações dos fluxos de caixa (Em MR$) Demonstrações das mutações do património líquido Exercícios findos em 31/12/2010 e Reserva Res. de 31/12/10 31/12/09 Proposta 2009 (Em milhares de reais) de lucros Fluxos de caixa das atividades operacionais (Reapresentado) de di- Total do Lucro (prejuízo) do exercício antes do IR e CSLL CapitaI Social capital Res. de Lucros 9.025 4.384 Capital Capital Ágio na lucros (prejuívidenpatri- Ajustes para conciliar resultado às disponibilidadesgeradas pelas atividades operacionais social a inte- emissão acumu- zos) acu- dos adi- mônio Depreciação e amortização 2.441 1.578 realizado gralizar de ações lados mulados cionais Líquido Provisão para créditos de Líquidação duvidosa 318 621 Saldo em 01/01/09 (Reapresentado) 3.414 (47) 1.320 (539) 4.148 11.784 6.583 Aumento de capital 47 47 (Aumento) redução de ativos e aumento (redução) de passivos Lucro líquido do exercício 3.558 3.558 Títulos e valores mobiliários (944) Ágio na emissão de ações 158 158 Contas a receber (5.164) (1.039) Dividendo mínimo obrigatório (946) (946) Impostos a compensar (24) (1.250) Destinação â reserva de lucros acumulados (457) (624) - 2.073 (2.073) - Estoques (14) (30) Saldo em 31/12/09 (Reapresentado) 3414 1.478 2.073 6.965 Despesas antecipadas Lucro Líquido do exercício 6.046 6.046 Salários e ancargos a pagar 796 326 Juros sobre capital próprio (459) (459) Partes relacionadas (821) 3.975 Dividendo mínimo obrigatório (1.560) - (1.560) Outros créditos (310) 62 Dividendos adicionais ao mínimo obrigatório - (2.073) (4.027) 6.100 - Parcelamento de impostos (471) (1.587) Saldo em 31/12/10 3.414 1.478 6.100 10.992 Fornecedores 2.033 1.259 (430) Outras contas a pagar 257 Notas explicativas às demonstrações financeiras 31/12/10 (Valores expressos em milhares de reais, exceto indi- Disponibilidades geradas (aplicadas) nas atividades operacionais 6.665 7.245 cado quando de outra forma). 1. Contexto operacional. A Clínicas Oncológicas Integradas S/A ("COI" ou "Cia.") foi Pagamento de juros de empréstimos/financiamentos (2.071) (843) constituída em novembro de 1990 e tem por objeto social a prestação de serviços médicos de qualquer natureza. Ao lon- I.R. e contribuição sociais pagos (1.131) (1.370) go da sua existência, a COI tem acompanhado de perto a evolução da medicina utilizando um novo conceito no tratamen- Disponibilidades líquidas geradas nas atividades operacionais 3.463 5.032 to oncológico que une investimento em tecnologia e pesquisa, aperfeiçoamento técnico dos profissionais e sensibilidade Fluxos de caixa das atividades de investimentos na forma de cuidar do paciente. Além de oferecer assistência médica convencional, a COI conta com a infraestrutura de Aquisição de imobilizado (1.233) (9.836) um Centro de Pesquisa Clínica que tem como objetivo gerar informações em saúde e participar de estudos que permitem Aquisição de intangível (167) acesso a novos medicamentos. Seguindo esses princípios, a COI inaugurou, em agosto de 2009, sua mais moderna uni- Disponibilidades líquidas aplicadas nas atividades de investimentos (1.400) (9.836) dade, dentro de um avançado centro médico do Rio de Janeiro, o MD.X Barra Medicai Center, onde está instalado seu Fluxos de caixa das atividades de financiamentos (408) 3.406 Centro de Tratamento Radioterápico, onde são praticadas técnicas como IGRT (Image Guided Radiotherapy) e IMRT Integralização de capital 47 (Intensity Modulated Radiotherapy) com o equipamento Oncor Linear Accelerator, que otimiza a terapia oncológica. A Captação de empréstimos 11.189 5.633 COI também trabalha efetivamente a prevenção e o diagnóstico precoce com o programa de aconselhamento genético e Pagamentos de empréstimos (11.124) (2.074) a clínica de dependência - tratamento do tabagismo. Serviços complementares, como a clínica de dor, medicina bucal, Pagamento de dividendos (473) (200) psicologia oncológica, nutrição, entre outros, garantem um atendimento de alto padrão. A Cia. possui três unidades no Aumento/redução - caixa e equivalentes de caixa 1.655 (1.398) Rio de Janeiro, na Barra da Tijuca, em Botafogo e em Nova lgu|açu. 2. Base de preparação e apresentação das de- Caixa e equivalentes de caixa - inicio do Exercício 1.114 2.512 monstrações financeiras. A Administração da Cia. autorizou a conclusão destas demonstrações financeiras em Caixa e equivalentes de caixa - final do exercício 2.769 1.114 11/04/2011. As demonstrações financeiras foram elaboradas e estão sendo apresentadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, as quais incluem as disposições da Lei das S/A e pronunciamentos contábeis emitidos pelo dação duvidosa. A Administração identificou que, incorretamente, alguns saldos significativamente em atraso não haviam Comité de Pronunciamentos Contábeis ("CPC"). A Cia. não possui outros resultados abrangentes. Dessa forma, a de- sido provisionados no exercício de 2009. Dessa forma, a Cia. registrou provisão sobre os referidos saldos em 31/12/09. e) monstração dos resultados abrangentes não está sendo apresentada em separado, pois equivale à demonstração do re- IR e contribuição social diferidos. Os ajustes acima descritos geraram diferenças temporárias, sobre as quais a Administrasultado do exercício. Adoçào inicial dos CPCs. Durante o ano de 2009, o CPC emitiu diversos Pronunciamentos Técni- ção registrou o IR e contribuição social diferidos ativos. 3. Resumo das principais práticas contábeis. As principais políticos, Interpretações e Orientações cuja vigência era mandatória para os exercícios iniciados a partir de 1/01/10, com re- cas contábeis adotadas pela Cia. são descritas abaixo: a) Instrumentos financeiros. Ativos financeiros - reconhecimento querimento de que as Cias. efetuem reapresentaçao do exercício comparativo, ou seja, as demonstrações financeiras inicial e mensuração. A Cia. classifica os seus ativos financeiros como segue: (i) Ativos financeiros a valor justo por meio para o exercício findo em 31/12/09, incluindo o balanço patrimonial de abertura de 01/01/09. As presentes demonstra- do resultado. Um ativo financeiro é classificado pelo valor justo por meio do resultado caso seja classificado como mantido ções financeiras para o exercício findo em 31/12/10 são as primeiras preparadas de acordo com todos os pronunciamen- para negociação e seja designado como tal no momento do reconhecimento inicial. Os custos da transação, após o recotos emitidos pelo CPC. Reapresentaçáo de 31/12/09. De forma a refletir as alterações das práticas contábeis introduzi- nhecimento inicial, são reconhecidos no resultado como incorridos. Ativos financeiros a valor justo por meio do resultado das pelos novos pronunciamentos emitidos pelo CPC e vigentes em 2010, e certos erros detectados pela Administração são apresentados no balanço patrimonial a valor justo, com os correspondentes ganhos ou perdas reconhecidos na deda Cia., os saldos correspondentes de 31/12/09 e os saldos de abertura de 01/01/09 estão sendo reapresentados, con- monstração do resultado. A Cia. avaliou seus ativos financeiros a valor justo por meio do resultado, pela capacidade de neforme requerido pelo CPC 23 - Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa e Retificaçao de Erro. As tabelas abaixo resu- gocia- -los em um curto espaço de tempo. (ii) Recebíveis. Os recebíveis são ativos financeiros não derivativos, com prazos mem os ajustes efetuados pela Cia. nas demonstrações financeiras para o exercício findo em 31/12/09 e nos Saldos de fixos ou determináveis, não cotados em um mercado ativo. Após a mensuração inicial, esses ativos financeiros são contabilizados ao custo amortizado, utilizando o método de juros efetivos (taxa de juros efetiva), menos perda por redução ao valor abertura de 01/01/09: Ativo IR e contrib. Ajustes de Originalmente difesocial exercícios Reapre- recuperável. O custo amortizado é calculado levando em consideração qualquer desconto ou "prémio" na aquisição e taxas apresentado rido a) diferidos e) anteriores b) sentado ou custos incorridos. A amortização do método de juros efetivos é incluída na linha de receita financeira na demonstração Ativo 25.139 (381) 130 (89) 24.799 de resultado. As perdas por redução ao valor recuperável são reconhecidas no resultado. (Ni) Investimentos mantidos até o Circulante 14.965 14.965 vencimento Caso a Cia. tenha intenção e a capacidade de manter ativos financeiros até o vencimento, tais itens são classificados como mantidos até o vencimento. Os investimentos mantidos até o vencimento são reconhecidos inicialmente pelo Caixa e equivalentes de caixa 2.512 2.512 valor justo acrescido de quaisquer custos de transação diretamente atribuíveis. Após seu reconhecimento inicial, os investiContas a receber de clientes 9.478 9.478 mentos mantidos até o vencimento são mensurados pelo custo amortizado através do método dos juros efetivos, decresciEstoques 2.070 2.070 dos de qualquer perda por redução ao valor recuperável, cujos montantes são reconhecidos no resultado financeiro. (iv) AtiImpostos a compensar 675 675 vos financeiros disponíveis para venda. Ativos financeiros disponíveis para venda são ativos financeiros não derivativos Despesas antecipadas 66 66 que são designados como disponíveis para venda ou não são classificados em nenhuma das categorias anteriores. Após o Outros 164 164 reconhecimento inicial, eles são medidos pelo valor justo e as mudanças, que não sejam perdas por redução ao valor recu(381) 130 (89) 9.834 perável, são reconhecidas em outros resultados abrangentes e apresentadas dentro do património líquido. Quando um inNão-circulante 10.174 vestimento é baixado, o resultado acumulado em outros resultados abrangentes é transferido para o resultado. A classificaI.R. e contribuição social diferido 130 130 ção depende da finalidade para a qual os ativos financeiros foram adquiridos e é determinada no momento do reconheciImobilizado 9.709 (89) 9.620 mento inicial. Em 2010 e 2009, a Cia. não registrou investimentos mantidos até o vencimento ou ativos financeiros disponíIntangível 46 46 veis para a venda. Os ativos financeiros são baixados quando os direitos de receber fluxos de caixa dos investimentos teAtivo diferido 381 (381) - nham expirado ou tenham sido transferidos, e a Cia. tenha transferido substancialmente todos os riscos e direitos de propriOutros 38 38 edade desses ativos. A Cia. avalia se existe evidência clara de perda por redução ao valor recuperável de cada ativo finan(381) 130 (89) 24.799 ceiro que seja individualmente significativa, ou em conjunto para ativos financeiros que não sejam individualmente significaPassivo 25.139 Circulante 11.901 337 12.238 tivos. Os ativos financeiros da Cia., mensurados pelo custo amortizado, se houver evidência clara da ocorrência de redução do valor recuperável, o valor da perda é mensurado como a diferença entre o valor contábil do ativo e o valor presente dos Fornecedores 5.704 5.704 fluxos de caixa futuros estimados (excluindo perdas de crédito futuras esperadas ainda não incorridas), sendo o valor contáEmpréstimos e financiamentos 2.687 2.687 bil do ativo reduzido por meio de uma provisão em contrapartida ao resultado. Os recebíveis, juntamente com a corresponSalários e encargos a pagar 681 681 dente provisão, são baixados quando não há perspectiva realista de sua recuperação futura e todas as garantias tenham Impostos e contribuições a recolher 425 425 sido realizadas ou transferidas para Cia. Passivos financeiros - reconhecimento inicial e mensuração Os passivos financeiParcelamento de impostos 1.721 337 2.058 ros são reconhecidos inicialmente na data de negociação na qual a Cia. se torna uma parte das disposições contratuais do Outros 683 683 instrumento. A Cia. baixa um passivo financeiro quando pago ou quando tem suas obrigações contratuais retiradas, canceladas ou vencidas. Quando um passivo financeiro existente for substituído por outro do mesmo mutuante com termos subs8.413 tancialmente diferentes, ou os termos de um passivo existente forem significativamente alterados, essa substituição ou alteNão-circulante 8.413 Empréstimos e financiamentos 5.452 5.452 ração é tratada como baixa do passivo original e reconhecimento de um novo passivo, sendo a diferença nos corresponDividendos e juros sobre capital próprio 2.497 2.497 dentes valores contábeis reconhecida na demonstração do resultado. Os passivos financeiros são reconhecidos inicialPartes relacionadas 41 41 mente pelo valor justo acrescido de quaisquer custos de transação atribuíveis. Após o reconhecimento inicial, esses passiOutros 423 423 vos financeiros são medidos pelo custo amortizado, ajustados com base nas variações monetárias e taxas de câmbio e incluem os juros incorridos até a data do balanço, baseados nos termos contratuais. Ganhos e perdas são reconhecidos na Passivo a descoberto Capital social 3.367 3.367 demonstração do resultado no momento da baixa dos passivos, bem como durante o processo de apropriação dos juros e variações monetárias. Os instrumentos financeiros derivativos. Os derivativos são reconhecidos inicialmente, e subsequenReservas de capital 1.320 1.320 temente mensurados, pelo valor justo, sendo as variações do valor justo reconhecidas no resultado. Compensação de insReservas de lucro - trumentos financeiros. Os ativos e passivos financeiros são compensados e o valor líquido é apresentado no balanço patriLucros (prejuízos) acumulados 138 (381) 130 (426) (539) monial quando, e somente quando, a Cia. tenha o direito legal de compensar os valores e tenha a intenção de liquidar em Total do patrimônio líquido 4.825 (381) 130 (426) 4.148 uma base líquida ou de realizar o ativo e quitar o passivo simultaneamente. b) Reconhecimento de receita e custos. As receitas, custos e despesas das operações são reconhecidos em conformidade com o regime contábil de competência dos Provisão I.R. e Balanço patrimonial - 31 /12/09: exercícios. As receitas são reconhecidas de acordo com a prestação dos serviços, quando seu valor pode ser mensurado Ativo contrib. Original- Reconhe- p/créditos de liquidação dife- social di- Reapre- de forma confiável, líquidas de descontos, créditos, abatimentos e possíveis glosas estimadas. Uma receita não é reconhemente cimento de apresentado receitas c) duvidosa d) rido a) feridos e) sentado cida se há uma incerteza significativa da sua realização. A Cia. avalia as transações de receita de acordo com os critérios Ativo 36.131 652 (1.510) (370) 544 35.447 específicos para determinar se está atuando como agente ou principal e, ao final, concluiu que está atuando como principal Circulante 16.353 652 (536) _ _ 16.469 em todos os seus contratos de receita. c) Ativos e passivos circulantes e não-circulantes. Os ativos são classificados como Caixa e equivalentes de caixa 1.114 1.114 circulantes quando realizáveis dentro dos doze meses seguintes. Os passivos circulantes e não-circulantes são demonstraContas a receber de clientes 10.401 652 (536) 10.517 dos pelos montantes nos quais eles serão liquidados considerando a data de cada balanço, incluindo juros provisionados e Estoques 2.694 2.694 variações monetárias ou cambiais de acordo com as condições contratuais. d) Caixa, equivalentes de caixa e títulos e valoImpostos a compensar 1.925 1.925 res mobiliários. Incluem saldos em caixa, depósitos bancários à vista e aplicações financeiras. Estão demonstradas ao cusDespesas antecipadas 96 96 to, acrescido dos rendimentos auferidos até as datas de encerramento dos exercícios, e com liquidez imediata, e estão suOutros 123 123 jeitas a um risco insignificante de mudança de valor. Os títulos e valores mobiliários são investimentos de curto prazo com liNão-circulante 19.778 (974) (370) 544 18.978 quidez superior a noventa dias e são registrados ao custo, acrescidos de atualização, sendo o ganho ou a perda registrado I.R. e contribuição social diferidos 476 544 1.020 no resultado do exercício. e) Estoques. Os estoques são compostos substancialmente por medicamentos e são avaliados Imobilizado 17.896 17.896 ao custo médio de aquisição. Se necessário, provisões para estoques de baixa rotatividade ou obsoletos são constituídas Intangível 45 45 para reduzir o valor dos estoques ao valor de realização. íf) Imobilizado. O imobilizado é registrado pelo custo de aquisição, formação ou construção, deduzido da depreciação acumulada. A depreciação acumulada é calculada pelo método linear Impostos a compensar Ativo difendo 370 (370) - com base nas vidas úteis dos ativos, pelas taxas descritas na Nota 7. A Cia. não aplicou o custo atribuído {deemed cost) no Créditos realizáveis 974 (974) - imobilizado, conforme faculta o pronunciamento ICPC 10 - Esclarecimentos sobre o CPC 27 -Ativo Imobilizado. As taxas de Outros 17 17 depreciação foram revisadas e não foram identificadas divergências que requeressem ajustes nas taxas praticadas. A Passivo 36.131 652 (1.510) (370) 544 35.447 Administração revisa anualmente o valor contábil líquido dos ativos com o objetivo de avaliar eventos ou mudanças nas cirCirculante 14.126 - 14.126 cunstâncias económicas, operacionais ou tecnológicas, que possam indicar deterioração ou perda de seu valor recuperáFornecedores 6.963 6.963 vel. Sendo tais evidências identificadas, e o valor contábil líquido exceder o valor recuperável, é constituída provisão para Empréstimos efinanciamentos 5.043 5.043 desvalorização ajustando o valor contábil liquido ao valor recuperável. Essas perdas serão lançadas ao resultado do exercíSalários e encargos a pagar 1.007 1.007 cio quando identificadas. Em 31/12/09 e 2010 não há indicativos de deterioração ou perda do valor recuperável do ativo Impostos e Contribuições a recolher 248 248 imobilizado. g) Intangíveis. Os ativos intangíveis da Cia. compreendem softwares e são registrados ao custo menos amortiPartes relacionadas - zação acumulada e, se aplicáveis, perdas acumuladas de valor recuperável. São classificados como vida definida e amortiParcelamento de impostos 471 471 zados ao longo da vida útil económica. h) Arrendamento mercantil. A determinação sobre se um acordo é, ou contém, arOutros 394 394 rendamento mercantil está baseada em aspectos relativos ao uso de um ativo ou, ainda, ao direito de uso de um determinaNão-circulante 14.356 - 14.356 do ativo, na data do início da sua execução. Arrendamentos mercantis financeiros são aqueles que transferem à Cia. subsEmpréstimos efinanciamentos 6.814 6.814 tancialmente todos os riscos e benefícios relativos à propriedade do item arrendado e são capitalizados no início do arrenDividendos e juros sobre capital próprio 3.244 3244 damento mercantil pelo valor justo do bem arrendado ou, se inferior, pelo valor presente dos pagamentos mínimos do arrenPartes Relacionadas 4.016 4.016 damento, incluindo, quando aplicável, os custos iniciais diretos incorridos na transação. Os arrendamentos operacionais Outros 282 282 são aqueles cujos riscos e benefícios não são transferidos ao arrendatário, sendo os custos reconhecidos no resultado por Patrimônio líquido 7.649 652 (1.510) (370) 544 6.965 competência, à medida que o ativo é utilizado. As diferenças entre os valores efetivamente pagos e os reconhecidos como Capital social 3.414 3.414 despesa no resultado são reconhecidos como despesas antecipadas ou provisionados no balanço patrimonial. (i) TributaReservas de capital 1.478 1.478 ção. As receitas de prestação de serviços estão sujeitas aos seguintes impostos e contribuições, pelas seguintes alíquotas Reservas de lucro 2.757 652 (1.510) (370) 544 2.073 básicas: imposto Sobre Serviços - ISS 2.00% Programa de Integração Social - PIS 0.65% Contribuição para Financiamento Lucros acumulados - da Segundade Social - COFINS 3.00% Esses encargos são apresentados como deduções da receita na demonstração do resultado. A tributação sobre o lucro compreende o IR e a contribuição social. O IR é computado sobre o lucro tributável pela Demonstração do resultado - 31/12/09: Reconhe Provisão para I.R. e alíquota de 15%, acrescido do adicional de 10% para os lucros que excederem R$ 240 no período de 12 meses, e a contriOriginalment cimento créditos de Atlvo contribuição e apresen- de receiliquidação diferisocial diReapre- buição social é computada pela alíquota de 9% sobre o lucro tributável, reconhecidos pelo regime de competência. As inclutado tas c) duvidosa d) do a) feridos e) sentado sões ao lucro contábil de despesas, temporariamente não dedutíveis, ou exclusões de receitas, temporariamente não tribuReceita com prestação de serviços 54.275 691 54.966 táveis, consideradas para apuração do lucro tributável corrente geram créditos ou débitos tributários diferidos. As antecipa(-) Deduções da receita bruta (4.392) (39) (4.431) ções ou valores passíveis de compensação são demonstrados no ativo circulante ou não circulante, de acordo com a previReceita líquida 49.883 652 50.535 são de sua realização. (i) Provisões. Provisões são reconhecidas quando há uma obrigação presente (legal ou não formalizada) em consequência de um evento passado, é provável que benefícios económicos sejam requeridos para liquidar a Custos e despesas operacionais Materiais e medicamentos (22.958) (22.958) obrigação e uma estimativa confiável do valor da obrigação possa ser feita. Quando a Cia. espera que o valor de uma proviPessoal (9.419) (9.419) são seja reembolsado, no todo ou em parte, o reembolso é reconhecido como um ativo separado, mas apenas quando o reServiços de terceiros (6.355) (6.355) embolso for praticamente certo. A despesa relativa a qualquer provisão é registrada no resultado, líquida de qualquer reemDepreciação e amortização (1.588) 10 (1.578) bolso. A Cia. é parte de processos judiciais e administrativos. Quando aplicável, a provisão para contingências é constituída Despesas gerais e administrativas (3.357) (1.510) (4.867) para as discussões judiciais para as quais é provável que uma saída de recursos ocorra para liquidara contingência e uma estimativa razoável possa ser feita. A avaliação da probabilidade de perda inclui a avaliação das evidências disponíveis, a Lucro antes do resultado financeiro e I.R. e contribuição social 6.206 652 (1.510) 10 5.358 hierarquia das leis, as jurisprudências disponíveis, as decisões mais recentes nos tribunais e sua relevância no ordenamenResultado financeiro (974) (974) to jurídico, bem como a avaliação dos advogados externos. (k) Moeda funcional e de apresentação das demonstrações fiLucro antes do IR e CSLL 5.232 652 (1.510) 10 4.384 nanceiras. A moeda funcional da Cia. é o Real (R$) que é também a moeda de apresentação das demonstrações financeiI.R. e contribuição social (1.247) 421 (826) ras. As transações em moeda estrangeira são inicialmente registradas à taxa de câmbio em vigor na data da transação. Os Lucro líquido do exercício 3.985 652 (1.510) 10 421 3.558 ativos e passivos monetários denominados em moeda estrangeira são reconvertidos para a moeda funcional com base na a) Ativo diferido. A Lei 11.638/07 eliminou a conta do ativo diferido, facultando a baixa integral do saldo remanescente dire- taxa de câmbio em vigor na data do balanço, sendo as diferenças registradas na demonstração do resultado. (l) Ajuste a vatamente no património líquido em 2008 ou a manutenção do saldo até a amortização integral. A Cia. havia optado por man- lor presente de ativos e passivos. Os ativos e passivos monetários de LP são atualizados monetariamente e, portanto, ester o saldo do ativo diferido até sua amortização integral; entretanto, com o objetivo de alinhar suas práticas às normas inter- tão ajustados pelo seu valor presente. O ajuste a valor presente de ativos e passivos monetários de curto prazo é calculado, nacionais, decidiu mudar a prática contábil e baixar o ativo diferido no saldo de abertura em 01/01/09. b) Ajustes de exercíci- e somente registrado, se considerado relevante em relação às demonstrações financeiras tomadas em conjunto. m) Julgaos anteriores. Referem-se a ajustes de exercícios anteriores a 2009 que, incorretamente, haviam sido demonstrados no pa- mentos, estimativas e premissas contábeis O processo de elaboração das demonstrações financeiras em conformidade trimónio líquido. c) Reconhecimento de receita. A Administração identificou que parte dos serviços prestados cujas receitas com as práticas contábeis adotadas no Brasil requer que a Administração faça uso de julgamentos, estimativas e premissas eram reconhecidas apenas quando do faturamento, já atendia aos critérios de reconhecimento no momento da prestação que afetam os valores de receitas, despesas, ativos e passivos reportados nas demonstrações financeiras e suas notas exdos serviços. Dessa forma, a prática contábil de reconhecimento de receitas foi corrigida de forma a reconhecer as receitas plicativas. Itens significativos sujeitos a essas estimativas e premissas incluem a vida útil económica e o valor residual do de acordo com o regime de competência, em consonância com a prestação de serviços. d) Provisão para créditos de liqui- imobilizado, recuperabilidade de ativos, provisão para contingências, valor justo dos instrumentos financeiros, dentre ou- Sábado, 30 de abril, domingo, 1, e segunda-feira, 2 de maio de 2011 7 COI - Clínicas Oncológicas Integradas S/A tros. O uso de estimativas e julgamentos é complexo e considera diversas premissas e projeções futuras e, por isso, a liquidação das transações pode resultarem valores diferentes das estimativas. A Cia. revisa suas estimativas e premissas ao menos anualmente (n) Lucro líquido por acão. O lucro líquido por ação é calculado pela divisão do lucro líquido do exercício pela quantidade de ações disponíveis durante o exercício. Em 31/12/2010 não houve fatores de diluição. 4. Caixa e equivalentes de caixa e títulos e valores mobiliários 2010 2009 Caixa e equivalentes de caixa (Reapresent.) Bancos 2.499 404 710 Aplicações financeiras 270 2.769 1.114 Títulos e valores mobiliários 944 3.713 1.114 As aplicações financeiras referem-se principalmente a fundos de renda fixa junto a instituições financeiras de primeira linha, com liquidez diária. A remuneração média desses fundos foi de aproximadamente 99% do CDI (Certificado de Depósito Interbancário) no exercício de 2010. Os títulos e valores mobiliários são aplicações financeiras, cujos prazos de liquidez superam 90 dias. 5. Contas a receber Contas a receber de convénios e planos de saúde 17.572 12.543 Contas a receber de particulares 163 28 Provisão para créditos de liquidação duvidosa (2.372) (2.054) 15.363 10.517 Saldos por vencimento, líquidos da provisão 15.363 10.517 A vencer 13.948 8.004 Vencidos 1.415 2.513 Até 60 dias 998 1.777 De 61 a 90 dias 125 370 De 91 a 180 dias 292 366 De 181 a 360 dias Movimentação da provisão Saldo no início do exercício (2.054) (1.433) (621) Constituição adicional de provisão (318) Saldo no final do exercício (2.372) (2.054) 6. Imposos a compensar IR e contribuição social 62 720 Pis e Cofins 39 ISS 1.887 1.166 1.949 1.925 Circulante 62 1.925 Não-circulante 1.887 0 saldo registrado como não-circulante refere-se a retenções de ISS que algumas operadoras efetuaram com base na alíquota de 5%, enquanto a Cia. tributa à alíquota de 2%. Conforme legislação municipal vigente, a Cia. tem o direito de efetuar a compensação desse montante por meio de processo administrativo. A Administração pretende iniciar o processo administrativo em 2011 e compensar o saldo nos exercícios subsequentes. 7. Imobilizado. A composição do imobilizado da Cia. em 31/12/10 é como segue 2010 2009 Taxa de Deprec. depreacumuValor Valor Descrição ciação Custo lada líquido líquido (Reapres.) Equipamentos técnicos 10% 7.801 (1.535) 6.266 6.352 Benf. em imóveis de terceiros 10% a 30% 11.970 (3.342) 8.628 9.625 Equip. de informática 20% 1.154 (669) 485 460 Móveis e utensílios 10% 1.515 (436) 1.079 1.236 Outros 20% 314 (84) 230 223 22.754 (6.066) 16.688 17.896 A movimentaçã do imobilizado no exercício de 2010 foi como segue: CNPJ/MF nº 39.086.160/0001-30 AdiDepre2009 ções Baixas ciação 2010 (Reapres.) Equipamentos técnicos 6.352 680 (10) (756) 6.266 Benf. em imóveis de terceiros 9.625 346 - (1.343) 8.628 Equipamentos de informática 460 161 9 (145) 485 Móveis e utensílios 1.236 27 (27) (157) 1.079 93 (49) (37) 230 Outros 223 17.896 1.307 (77) (2.438) 16.688 8. Empréstimos e financiamentos 2009 Inde2010 C.L.xadoVenciBanco Total prazo prazo Total res mentos Denominados em Reais (Reapres.) Itaú Unibanco S/A 05/11 a 1.669 1.860 3.529 3.001 102% CDI 11/13 Banco Fibria S/A 670 1.104 1.774 3.141 TJLP+5% 08/13 Santander Banespa S/A 783 1.761 2.544 634 CDI+0,3% 03/14 Dibens Leasing S/A 04/12 a 1.365 2.319 3.684 5.051 102% CDI 10/13 Outros 12 12 30 1,38% a.m. 14/8/11 Denominados em dólares 202 337 Itaú Unibanco S/A 135 4.634 7.246 11.880 11.857 Os empréstimos e financiamentos foram captados substancialmente com o objetivo de financiar a aquisição de máquinas e a expansão das operações, incluindo as obras da nova sede inaugurada em outubro de 2009. Os empréstimos estão garantidos com aval de acionistas, aplicações financeiras e recebíveis de clientes. Em 31/12/10, os saldos de LP têm o seguinte cronograma de vencimento: 2012: 4.033; 2013: 3.018; 2014: 195; Total: 7.246. 9. Transações com partes relacionadas. A Cia. possui empréstimo com os acionistas no valor de R$ 3.195 (R$ 4.016 em 2009), corrigido a 1,28% ao mês, a ser pago em 42 parcelas. A Administração entende que esse empréstimo foi pactuado em condições similares a condições que seriam obtidas com terceiros. A remuneração total dos administradores da Cia. para o exercício findo em 31/12/10 foi de R$ 2.023 (R$ 1.520 em 2009), a qual inclui salários, encargos e demais benefícios. 10. Contingências e compromissos. Em 31/12/10 e 2009, a Cia. não possuía contingências com probabilidade de perda avaliada como provável e, portanto, não há provisão para contingências registrada. A COI possui compromissos relacionados a contratos de arrendamento operacional no montante total aproximado de R$ 16.300 (valor nominal bruto) em 31/12/10 (R$ 12.600 em 2009 - valor nominal bruto), correspondentes principalmente a alugueis das salas comerciais onde operam as clínicas. Os prazos de aluguel variam entre três e dez anos e são corrigidos pelo IGP-M. As despesas com alugueis reconhecidas no exercício de 2010 foram de R$ 2.228 (R$ 1.353 em 2009). 11. Património líquido. a) Capital social. Em 31/12/10 e 2009, o capital social é representado por 3.414.844 ações ordinárias com valor nominal de R$ 1 cada. b) Reserva de capital - ágio na emissão de ações. O ágio na emissão de ações refere-se a aumento de capital efetuado por valor superior ao valor patrimonial da ação no momento dos aportes, realizados em 2008 e 2009. c) Destinações do lucro. Em conformidade com o Art. 193, §1o, da Lei n° 6.404/76, a Administração não constituiu reserva legal nos exercícios de 2009 e 2010 considerando que o montante das reservas de capital excede de 30% do capital social. O Estatuto determina a distribuição de dividendos obrigatórios de 25% do lucro líquido do exercício, ajustado conforme o Art. 202 da Lei 6.404/76. Em 31/12/08, a Administração efetuou a destinação integral dos lucros acumulados naquela data, no valor de R$ 2.297. Em 31/12/10 e 2009 a Administração destinou R$ 1.560 e R$ 946, respectivamente, de dividendos mínimos obrigatórios e, em 31/12/10, provisionou também R$ 459 de juros sobre capital próprio aos acionistas. Deste total, R$ 4.722 permanecem provisionados em 31/12/10 e a forma de pagamento será definida na AGO. Adicionalmente, a Administração proporá na AGO a distribuição integral dos lucros acumulados em 31/12/10, no valor de R$6.100. Descrição RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS Aos Administradores e Acionistas da COI - Clínicas Oncológicas Integradas S.A. circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desExaminamos as demonstrações financeiras da COI - Clínicas Oncológicas Inte- ses controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui, também, a avaliação gradas S.A. ("Companhia"), que compreendem o balanço patrimonial em da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas 31/12/2010 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patri- contábeis feitas pela Administração, bem como a avaliação da apresentação das mónio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, assim demonstrações financeiras tomadas em conjunto. Opinião. Em nossa opinião, as como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. demonstrações financeiras acima referidas apresentam adequadamente, em toResponsabilidade da Administração sobre as demonstrações financeiras. A dos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da COI - Clínicas Administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apre- Oncológicas Integradas S.A. em 31/12/2010, o desempenho de suas operações sentação dessas demonstrações financeiras de acordo coma as práticas contá- e os seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com as beis adotadas no Brasil e pelos controles internos que ela determinou como ne- práticas contábeis adotadas no Brasil. Outros assuntos. Auditoria dos valores cessários para permitir a elaboração de demonstrações financeiras livres de dis- correspondentes ao exercício anterior. Os valores correspondentes ao exercítorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Responsa- cio findo em 31/12/2009 e o balanço patrimonial de 01/01/2009, originalmente bilidade dos auditores independentes. Nossa responsabilidade é a de expres- apresentados e demonstrados na Nota 2, foram auditados por outros auditores insar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras com base em nossa au- dependentes que emitiram relatório datado em 05/04/2010, sem qualquer modifiditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de audi- cação. Conforme previsto no Pronunciamento Técnico CPC 23 - Políticas Contátoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos audito- beis, Mudança de Estimativa e Retificação de Erros, em decorrência de identificares e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter seguran- ção de erros e alteração de certas práticas contábeis, os saldos de 31/12/2009, ça razoável de que as demonstrações financeiras estão livres de distorção rele- apresentados para fins de comparação, foram ajustados e estão sendo reaprevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para sentados. Em conexão com nossa auditoria das demonstrações financeiras do obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas exercício findo 31/12/2010, examinamos também os ajustes descritos na Nota 2. demonstrações financeiras. Os procedimentos selecionados dependem do julga- Fomos contratados somente para examinar os referidos ajustes e não para audimento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas de- tar, revisar ou aplicar quaisquer outros procedimentos sobre as demonstrações fimonstrações financeiras, independentemente se causada por fraude ou erro. nanceiras de 2009 e, portanto, não expressamos opinião sobre essas demonstraNessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes ções. Rio de Janeiro, 11/04/2011. ERNST & YOUNG TERÇO Auditores Indepenpara a elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras da dentes S.S. - CRC - 2SP 015.199/O-6 - F - RJ. Wilson J. O. Moraes - Contador Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas CRC - 1RJ-107.211/O-1, Mauro Moreira - Contador - CRC-1RJ 072.056/O-2. 2009 2010 (Reapres.) 133 110 (2.029) (843) 49 (241) (1.945) (974) 13. IR e contribuição social. IR e Contribuição Social correntes. A conciliação entre o imposto de renda e da contribuição social correntes pela alíquota nominal e efetivar para o exercício de 2010 e 2009 é apresentada a seguir: 2010 2009 (Reapres.) IR e contribuição social diferidos 95 890 IR e contribuição social correntes (3.074) (1.716) Total da receita (despesa) do exercício (2.979) (826) IR e contribuição social diferidos. O cálculo do IR e contribuição sócia pode ser demonstrado como segue: 2010 2009 Diferenças temporárias / Créditos fiscais (Reapres.) Provisão para créditos de liquidação duvidosa 2.372 2.054 Ativo diferido 890 919 Outras provisões não dedutíveis 17 27 Total das diferenças temporárias 3.279 3.000 Alíquota para registro de créditos fiscais 34% 34% Créditos fiscais registrados contabilmente 1.115 1.020 Efeito no resultado do exercício 95 890 IR e contribuição social correntes ibuição e2009 social correntes é apresentada a A reconciliação entre o imposto alíquota nominal e efetiva para de renda e da 2009 contr o exercício de 2010 pela seguir: 2010 (Reapres.) Resultado antes do IR e contribuição social 9.025 4.384 IR e contribuição social à alíquota nominal (34%) (3.069) (1.491) Ajustes para determinação da alíquota efetiva: (225) Despesas não dedutíveis (5) IR e contribuição social do exercício - alíquota efetiva (3.074) (1.716) 14. Em 2010 e 2009, a Companhia não registrou investimentos mantidos até o vencimento ou ativos financeiros para venda. O valor justo dos recebíveis não difere de forma relevante dos saldos contábeis, pois tem correção monetária consistente com taxas de mercado e/ou estão ajustados pela provisão para redução ao valor recuperável. 2010 2009 (Reapresentado) A valor A valor justo justo p/meio p/meio Recedo Recedo res. Total bíveis res. Total Ativos financeiros bíveis Caixa e equivalentes de caixa - 2.769 2.769 - 1.114 1.114 Títulos e valores mobiliários 944 944 Contas a receber 15.363 - 15.363 10.517 - 10.517 15.363 3.713 19.076 10.517 1.114 11.631 Os principai s passivos i financeiros da Cia. são mensi irados ao custo amortizado, conforme demonstrado abaixo: Passivos financeiros 2010 2009 (Reapres.) Fornecedores 8.996 6.963 Empréstimos e financiamentos 11.880 11.857 Contas a pagar a partes relacionadas 3.195 4.016 24.071 22.836 Os empréstimos e financiamentos não têm negociação ativa e as taxas de juros são pós-fixadas e estão consistentes com as praticadas no mercado; dessa forma, os saldos contábeis informados não diferem de forma relevante dos respectivos valores justos. 14.2. Gestão de risco. As operações financeiras da Cia. são realizadas por intermédio da área financeira de acordo com a estratégia conservadora, visando segurança. rentabilidade e liquidez previamente aprovada pela diretoria e acionistas. Os principais fatores de risco de mercado que poderiam afetar o negócio da Cia. são: a) Risco de taxa de câmbio. A Cia. possui um empréstimo atrelado ao dólar norte-americano, sobre o qual foi efetuado um instrumento de proteção para eventuais flutuações do dólar. A Administração firmou contrato de opção de compra de dólares associada a cada parcela de pagamento do empréstimo. O contrato fixou os preços de compra do dólar entre USS 1,76 e US$ 2,14 por Real, sendo o total do prémio pago de R$ 71. Dessa forma, não há exposição relevante oriunda de potenciais flutuações da taxa de câmbio. b) Risco de crédito. Os instrumentos financeiros que sujeitam a Cia. a riscos de crédito referem-se às disponibilidades e as contas a receber. Todas as operações da Cia. são realizadas com bancos de reconhecida liquidez, o que minimiza seus riscos. O risco de incorrer em perdas resultantes da dificuldade de recebimento de valores faturados a seus clientes é minimizado uma vez que não grande concentração das receitas. c) Risco de taxa de iuros. Esse risco é oriundo da possibilidade da Cia. vir a incorrer em perdas por conta de flutuações nas taxas de juros que aumentem as despesas financeiras oriundas principalmente dos empréstimos contratados. d) Risco de liquidez. Representa o risco de escassez e dificuldade da Cia. honrar suas dívidas. A Cia. procura alinhar o vencimento de suas dívidas com o período de geração de caixa para evitar o descasamento e gerar a necessidade de maior alavancagem. 15. Seguros. Em 31/12/10, os seguintes ativos da Cia. estão segurados: Ativo segurado - Valor segurado. Incêndio: 22.350; Danos elétricos: 475; Equipamentos elétricos: 100; Responsabilidade civil: 150; Veículos: 120; Total: 23.195. DIRETORIA: Nelson Luiz Sperle Teich - Diretor Presidente Monica Radler de Aquino Schaum - Diretora Daniella Monteiro Teich - Diretora Administrativa Natalina Marta Silva e Souza - Diretora Financeira Roberto Lúcio da Silva – CRC-RJ 101.174/-9 - Contador. 12. Resultado financeiro Receitas com aplicações financeiras Encargos financeiros s/empréstimos e financiamentos Outros ECONOMIA 352181&,$0(172 0(5&$'2 'LOPDMRJRGXUR %ROVDVREHPDV FRQWUDDLQÀDomR Leonencio Nossa e Rafael Moraes Moura Da Agência Estado Em pronunciamento em cadeia nacional de rádio e TV nesta sexta-feira à noite, às vésperas do 1º de Maio, a presidente Dilma Rousseff anunciou o lançamento do programa Brasil Sem Miséria e defendeu “jogo duro” contra a inflação. Numa fala de 9 minutos e 45 segundos, Dilma ressaltou que distribuição de renda, crescimento e combate à inflação e à miséria são “políticas permanentes” e que respeito à democracia e aos direitos humanos são “compromissos sagrados” A presidente citou quatro vezes o problema da inflação, destacando a importância de garantir o poder de compra do salário. “Garantir o poder de compra do salário significa jogar duro contra a inflação”, afirmou. “Esse é um dos fundamentos da nossa política econômica e dele jamais abriremos mão. Estamos, por exemplo, melhorando a qualidade do gasto público, com o desafio de fazer mais e melhor com menos recursos.” Crise - Dilma disse que o País reagiu bem à crise financeira de 2008 e está preparado para “enfrentar as pressões inflacionárias que rondam, no momento, a economia mundial”. “Nada vai conseguir deter a marcha harmônica do Brasil para o futuro”, enfatizou. Disse que não haverá interrupção nos canteiros de obras dos principais programas de infrad PAC Mi h Casa, Minha Vida. No pronunciamento, Dilma “convocou” os brasileiros para vencer “a batalha contra a miséria”. “Essa é uma grande bandeira do meu governo”, afirmou. “Nas próximas semanas, daremos um passo importante para concretizá-la com o lançamento do programa Brasil Sem Miséria. Ele vai articular e integrar novos e antigos programas sociais, ampliar recursos e oportunidades e, muito especialmente, mobilizar todos os setores da sociedade para a luta decisiva de acabar com a pobreza extrema em nosso País”. Desafio - Dilma afirmou que o desafio é crescer de “forma harmônica e sustentável, sem gerar inflação ou outros tipos de desequilíbrio”. “Mas o maior de todos os desafios é não deixar milhões de brasileiros fora dessa era de prosperidade que se amplia e se consolida”. Esse foi o segundo pronunciamento da presidente em cadeia nacional de rádio e TV desde que assumiu o governo. Como em fevereiro, Dilma citou a importância do ensino e da qualificação de mão de obra e falou sobre o futuro do País de forma otimista “Mesmo os brasileiros que mais precisam de apoio sentem que dias melhores estão chegando”, disse. “E há motivos concretos para esta esperança porque, no Brasil, estabilidade, crescimento e distribuição de renda, combate à inflação e, principalmente, combate à miséria são, d f lí i ” FDLQDVHPDQDHQRPrV Desempenho acumulado em abril só perdeu, este ano, para janeiro Claudia Violante, Marcio Rodrigues e Denise Abarca Da Agência Estado A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) conseguiu nesta sexta-feira diminuir um pouco das perdas acumuladas em abril. Mas muito pouco, tanto que o desempenho acumulado no mês só perdeu, em 2011, para janeiro. A disputa, porém, foi acirrada: no primeiro mês do ano, o Ibovespa recuou 3,94% e, em abril, 3,58%. O desempenho mensal da bolsa doméstica também resume o que se viu nas últimas semanas: descolamento das bolsas internacionais, onde Dow Jones e Londres, por exemplo, fecharam com ganhos firmes. A Bovespa encerrou a sexta-feira em alta de 0,7%, aos 66.132,86 pontos. Na mínima, registrou 65.461 pontos (-0,32%) e, na máxima, os 66.294 pontos (+0,94%). Na semana, a bolsa perdeu 1,38% e, no ano, acumula queda de 4,58%. O giro financeiro nesta sexta totalizou R$ 6,723 bilhões. O mercado doméstico seguiu a alta das bolsas internacionais. Aqui, no entanto, o desempenho foi motivado muito mais por uma puxada de final de mês e comd iã d i d i Cotação do dólar no balcão fechou a R$ 1,5740, em baixa de 0,38%. Moeda americana encerrou o mês de abril com perda de 3,44% ante o real ta queda do que por convicção de que a trajetória vai mudar no próximo mês. Vale ON subiu 0,56% e PNA, 0,04%. Petrobras ON avançou 0,94% e PN, 1,11%. Na Nymex, o contrato do petróleo para junho subiu 0,95%, para US$ 113,93 o barril. Exterior - Nos Estados Unidos, o sinal positivo foi patrocinado por balanços corporativos, com os indicadores divulgados deixados de lado. O Dow Jones subiu 0,37%, aos 12.810,54 pontos; S&P avançou 0,04%, aos 2.873,54 pontos, e Nasdaq ganhou 0,23%, aos 1.363,61 pontos. No mês, os índices subiram, respectivamente, 3,98%, 2,85%, 3,32% e, no ano, 10,65%, 8,43%, 8,32%. Saiu lá a renda pessoal dos norte-americanos (+0,5% em março ante fevereiro), gastos com consumo (+0,6%), índice de sentimento do consumidor Reuters/Universidade de Michigan final de abril (69,8, de 67,5 em b i d i i de 70) e ISM industrial (67,6 em abril, de 70,6 em março e ante expectativa de 68). Os principais índices de ações da Europa fecharam em leve alta, numa sessão com baixo volume de negócios, visto que o mercado financeiro do Reino Unido não funcionou nesta sexta-feira por causa de um feriado local em comemoração ao casamento do príncipe William com Kate Middleton. Nesta sexta saiu a terceira e última prévia da carteira teórica do Ibovespa, para o período de maio a agosto de 2011, sem qualquer novidade em relação ao portfólio atual. Câmbio - O dólar no balcão fechou cotado a R$ 1,5740, em baixa de 0,38%. Na mínima do dia, bateu em R$ 1,566 (-0,89%). Na máxima, a divisa caiu 0,13%, a R$ 1,578. A moeda norte-americana encerrou o mês com perda de 3,44% ante o real. No ano, o recuo é de 5,41%. O dólar pronto teve queda de 0,6%, R$1 570 À 16h35 l i de câmbio da BM&F, o volume de negócios somava US$ 2,016 bilhões, sendo cerca de US$ 1,523 bilhão em D+2. No horário acima, o dólar futuro para junho era cotado a R$ 1,5760, com desvalorização de 0,16% e movimento de US$ 13,736 bilhões. Os cinco vencimentos negociados nesta sexta - todos em queda - somavam US$ 15,089 bilhões. O Banco Central anunciou, por volta das 13h20, que no leilão de swap cambial reverso colocou no mercado 25.800 dos 30 mil contratos ofertados. O total vendido equivale a US$ 1,267 bilhão. Os contratos saíram com taxa nominal de 7,3659% e linear de 7,138%. A cotação máxima foi de 98,227600. O BC informou ainda que todas as propostas feitas foram contempladas. Os contratos ofertados hoje vencem em 1º de agosto próximo. Juros - Ao término da negociação normal da BM&F, o DI janeiro de 2012 (70.655 contratos) projetava 12,32%, de 12,33% na quinta-feira; o DI janeiro de 2013 (150.570 contratos) terminou estável a 12,68%; e o DI janeiro de 2017 (21.115 contratos) tinha taxa deestável a 12,68%; e o DI janeiro de 2017 (21.115 contratos) tinha taxa de 12,48%, ante 12,49% no ajuste 12 51% f h 8 Sábado, 30 de abril, domingo, 1, e segunda-feira, 2 de maio de 2011 PAÍS CENSO DE 2010 População supera 190 milhões Avanço na renda dos mais pobres não foi acompanhado, no mesmo ritmo, por outros indicadores Wilson Tosta e Felipe Werneck Da Agência Estado Fonte: IBGE Números sobre renda e área social do Censo 2010 2000 A população do País é hoje de 190.755.799 habitantes. Esse número é 20 vezes maior que em 1872. No Brasil retratado em 2010 pelo Censo Demográfico do IBGE, uma proporção menor dos brasileiros vivia nos extratos mais baixos de rendimento em comparação a 2000, mas a maioria morava em domicílios com renda familiar per capita de até um salário mínimo. No ano passado, praticamente um em cada sete residências tinha renda domiciliar per capita de até 1/4 de salário mínimo; uma em cada três, de meio a um; e mais de uma em duas tinha rendimento por pessoa de até um salário mínimo - em todos esses grupos sociais, porém, esses números modestos significaram melhoria em relação à década anterior. O instituto constatou que, após a faixa de um a dois salários, os resultados dos dois censos se aproximaram, até convergir nos grupos depois de três a cinco - a antiga classe média, que ficou onde estava. De 2000 para 2010, reduziu-se a proporção de domicílios sem rendimento, de 4,6% para 4,3%; com renda até 1/4 de salário mínimo de 21,3% para 13,5%; até 1/2, de 41,3% para 32%; até um, de 66,6% para 60,7%. Somados, no ano passado, havia, em todo o País, 32.285.163 domicílios com renda per capita de até um salário. Isso equivalia a 56,32% das residências permanentes ocupadas no Brasil. Quase 2,5 milhões de domicílios não tinham qualquer rendimento, enquanto 15.843.897 tinha renda familiar per capita de até 1/2 salário. O aumento do salário mínimo ao longo da década - de 237,7%, para uma inflação oficial 13,6% Taxa de analfabetismo de pessoas de 15 anos ou mais 94,5% Percentual de domicílios particulares permanente com energia elétrica 77,8% Percentual de domicílios particulares permanentes abastecidos por rede geral de água 8,3% Percentual de domicílios particulares permanentes sem banheiro Percentual de domicílios particulares permanentes ligados à rede geral de 62,2% esgoto ou fossa séptica Percentual de domicílios particulares permanentes, segundo as classes de rendimento nominal mensal domiciliar per capita 4,6% Sem rendimento 16,7% Até 1/4 de salário mínimo 20% Mais de 1/4 a 1/2 salário mínimo 25,3% Mais de 1/2 a 1 salário mínimo 17% Mais de 1 a 2 salário mínimo 6% Mais de 2 a 3 salário mínimo 5,1% Mais de 3 a 5 salário mínimo 5,2% Mais de 5 salário mínimo (pelo IPCA) de 89% - e os programas sociais são apontados como causas da melhoria de renda dos mais pobres ocorrida no período. Desigualdade - Segundo o presidente do IBGE, Eduardo Nunes, os dados mostram uma redução da desigualdade de renda. “O contingente brasileiro que em 2000 ganhava renda inferior a meio salário mínimo hoje é muito menor”, disse Nunes. Ele citou programas de transferência de renda e o aumento real do salário mínimo entre as principais causas da a mudança. “São programas que atingem exatamente essa parcela da população. O foco é justamente a parcela de menor renda”, disse. Para Nunes, as faixas consideradas prioritárias pelo Bolsa-Família são próximas àquela que o IBGE usa como critério para a distribuição de renda: 1/4 do salário mínimo. “É a faixa mais próxima do limite do público alvo do Bolsa Família. Se esse grupamento tem uma fonte adicional de renda, isso vai contribuir para aumentar o ganho de contingente.” Ele também destacou a expansão da economia na última década, com a criação de mais de 10 milhões de novos postos de trabalho. O avanço na renda dos mais pobres, no Brasil, não foi acompanhado no mesmo ritmo - ou pelo menos em padrão semelhante por outros indicadores sociais. O País reduziu mais a sua proporção de analfabetos com 15 anos ou mais na década de 1991-2000 (de 20,1% para 13,6%) do que no período pesquisado ano passado, de 2000 e 2010 (13,6% para 9,6%). A redução nessa velocidade é encarada com naturalidade por especialistas, que ressaltam o aumento da dificuldade em combater o analfabetismo, na medida em que o estoque de analfabetos diminui, concentrando-se, geralmente, em centros menos urbanizados, mais pobres e mais velhos. A região Nordeste é aquela com maior taxa de analfabetismo: 19,1% em 2010, contra 28,2% em 2000 e impressionantes 37,6 em 1991. Entre os nordestinos, em 2010, 47,1% dos analfabetos tinha 60 anos ou mais. 2010 9,6% 98,7% 82,9% 2,6% 67,1% 4,3% 9,2% 18,5% 28,7% 21,9% 7% 5,3% 5,1% Também avançou em ritmo modesto o porcentual de domicílios particulares permanentes ligados a rede de esgoto ou fossa séptica - de 62,2% para 67,1%, apenas 4,9 pontos porcentuais em dez anos. Isso significa que, no ano passado, 32,9% das residências lançava seus dejetos sanitários diretamente e sem tratamento na rua ou no meio ambiente. Paralelamente, caiu fortemente a proporção de domicílios brasileiros sem banheiro - de 8,3% para 2,6%. A pior situação, nesse ponto, é do Piauí, onde 19,9% das residências em 2010 não tinham esse tipo de instalação. Em 2000, porém, essa proporção era de 42,9%. No mesmo período, subiram os porcentuais de domicílios com rede geral de água (de 77,8% para 82,9%) e com energia elétrica (94,5% para 98,7%). O Censo 2010 mostra ainda que no ano passado havia 132 mil domicílios no País sustentados por crianças de 10 a 14 anos. “Proporcionalmente aos 57 milhões de domicílios, esse número (132 mil) não é muito expressivo. Entretanto, ele reflete outra realidade que o IBGE revela sistematicamente: a presença de trabalho infantil na sociedade brasileira. É mais uma evidência da existência do trabalho infantil, que em muitas famílias é a principal fonte de sustento”, disse Nunes. Metodologia - O IBGE investiu R$ 1,2 bilhão em 2010, o equivalente a quatro dólares por habitante, para chegar a resultados como a população de 190.755.799 revelada no 12º Recenseamento Geral do Brasil. O número de habitantes aumentou quase 20 vezes desde o primeiro Censo realizado no País, em 1872. O trabalho envolveu cerca de 230 mil pessoas, sendo 191 mil recenseadores, que visitaram 67,5 milhões de domicílios em 5 565 municípios no período de 1º de agosto a 31 de outubro de 2010. Os resultados preliminares de população haviam sido divulgados há cinco meses, e a diferença em relação aos números definitivos foi de apenas 0,01%, disse o presidente do IBGE, Eduardo Nunes - houve acréscimo de 23.105 pessoas no total de habitantes. LGBT - Sessenta mil brasileiros declararam viver com cônjuge do mesmo sexo no Censo 2010. Foi a primeira vez que o IBGE levantou em todo o País o número de casais gays. “É natural que ocorra subnotificação quando questões são tratadas pela primeira vez”, afirmou Nunes. Em 2007, o instituto incluíra a pergunta em uma contagem parcial realizada em municípios com até 170 mil habitantes. No Censo 2010, a maior concentração absoluta de casais formados por pessoas o mesmo sexo foi verificada na região Sudeste (32.202). Nas favelas, números divergem O número de moradores das principais favelas do Rio pode estar superestimando, indica o resultado preliminar do Censo 2010. Em nota divulgada à imprensa no dia 11, a Secretaria de Estado da Casa Civil informava que havia 130 mil habitantes na Rocinha, quase o dobro do número divulgado nesta sexta-feira pelo IBGE: 69.365. O resultado é parecido com o que foi apurado no Complexo do Alemão, na Zona Norte (69.143 moradores). Bem menos que os 100 mil citados pelo governador Sérgio Cabral (PMDB) em carta no site do governo. O IBGE também informa a média de moradores por domicílio: 3,3 no Complexo do Alemão e 3,0 na Rocinha, ante 2,9 na média da capital carioca. O governo do Rio chegou a realizar um censo próprio nessas favelas em 2010 durante obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) nas comunidades. A estimativa chegou a 89.912 pessoas no Complexo do Alemão e a 98 319 na Rocinha. O presidente do IBGE, Eduardo Nunes, disse que as diferenças podem ser resultantes do conceito usado pelo instituto para definir uma favela. “No conceito de aglomerado subnormal, há uma série de requisitos a serem preenchidos, como não ter acesso a serviços públicos etc.” Segundo Nunes, foram identificados no País cerca de 300 municípios com chamados aglomerados subnormais, mas esse dado ainda precisa ser trabalhado - o IBGE apresentará seus mapas às prefeituras para compará-los com informações das administrações locais. “Do ponto de vista conceitual, nem todos são favelas, que é um conceito carioca. No Amapá existem outros grupamentos vivendo em condições urbanísticas não apropriadas”. JUSTIÇA TSE 15 partidos ainda não prestaram contas Caso não apresentem balanços, podem perder cotas do Fundo Partidário Os partidos têm até esta segunda-feira para prestar contas de 2010 à Justiça Eleitoral. Entretanto, 10 diretórios nacionais ainda não enviaram seus balanços contábeis ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). São eles: PDT, PPS, PP, PCdoB, PTC, PSC, PRP, PT do B, PCB e PTN. As informações são relativas ao movimento financeiro de todo o ano e não apenas das campanhas eleitorais, cujas prestações foram apresentadas no final do ano passado. Segundo a legislação eleitoral, caso os partidos não apresentem as contas no prazo, eles podem deixar de receber cotas do Fundo Partidário. O mesmo ocorre caso sejam detectadas irregularidades. Nesses casos, a legenda pode ser punida pelo período de um a 12 meses ou por meio de des- conto do valor apontado como irregular. Caso a Justiça detecte que a prestação de contas está incompleta, o relator responsável abre uma diligência para que a informação seja complementada. Os balanços devem conter a discriminação detalhada das receitas e despesas da agremiação, assim como os valores e destinação dos recursos recebidos do fundo partidário, a origem e o valor das con- RELATORIA Ministro reduz em 25% estoque de processos Estatísticas divulgadas pelo Supremo Tribunal Federal indicam que o estoque de processos sob relatoria do ministro Gilmar Mendes foi reduzido em 25% no período de um ano. De 6100, em abril de 2010, o número de processos em tramitação no gabinete caiu para 4518, em abril de 2011. Na Corte, o estoque total registrado foi de 97 mil, no mesmo período em 2010, e de 83,6 mil neste mês. A utilização do instituto da repercussão geral foi um dos principais fatores que permitiu a redução do volume de processos. A análise prioritária de casos com repercussão geral garantiu maior celeridade na Carlos Humberto / SCO-STF Gilmar Mendes: vitória conclusão de diversos processos relatados por Mendes. Desde 2007, esse instrumento permite que a Corte julgue apenas recursos cujo tema extrapole o in- teresse das partes. A decisão tomada pelo STF, então, é aplicada para casos idênticos, no STF e em outras instâncias judiciais. Até hoje, de 273 processos com repercussão geral, 85 foram analisados no mérito pelo Supremo. Com os impactos da repercussão geral, em 2010 mais de 30 mil processos deixaram de tramitar na Corte, sendo devolvidos conforme previsto no artigo 543-B, do Código de Processo Civil. Dessa forma, o número de novos casos por ministro foi de 4.103 ações no ano passado. Para o ministro Gilmar Mendes, nos últimos doze meses foram distribuídos 4.174 processos, sendo proferidas por ele aproximadamente 6 mil decisões. tribuições e doações. As despesas de caráter eleitoral devem conter a especificação e comprovação dos gastos com programas no rádio e televisão, comitês, propaganda, publicações, comícios e demais atividades de campanha. Os diretórios regionais devem encaminhar as informações aos tribunais regionais eleitorais do respectivo estado, e os diretórios municipais aos juízes eleitorais. HSBC Estagiário prova vínculo empregatício Estudante do curso de administração de empresas que exerceu atividades no HSBC Bank Brasil S/A, por cinco anos, obteve o reconhecimento de que trabalhou como empregado em todo o tempo, embora a relação com a instituição estivesse amparada por um contrato de estágio em parte desse período. Com a existência do vínculo empregatício, declarada em sentença da 72ª Vara do Trabalho e mantida pela 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro, o reclamante poderá receber também todas as verbas trabalhistas, como horas extras, 13º salário e férias e demais benefícios assegurados aos demais empregados da empresa. FIM DE SEMANA STJ: plantão eletrônico para casos de urgência O Superior Tribunal de Justiça (STJ) implanta neste fim de semana, para advogados, um novo sistema de recebimento e processamento eletrônico de matérias urgentes nos dias em que não houver expediente forense. Com o sistema, o STJ deixará de atender aos pedidos de protocolo de petições em papel nos fins de semana e feriados. “A remessa, nos casos urgentes, deverá ser feita exclusivamente pela internet e toda petição inicial transmitida entre as 9h e as 18h será processada no mesmo dia”, informa o STJ. As matérias urgentes que poderão ser objeto de apreciação no plantão judiciário são cinco: 1 - habeas corpus contra prisão, busca e apreensão, bem como medida cautelar decretada por autoridade sujeita à competência originária do STJ; 2 - mandado de segurança contra ato de autoridade coatora sujeita à competência originária do STJ, cujos efeitos se operem C U durante o plantão ou no primeiro dia útil subsequente; 3 - suspensão de segurança e suspensão de execução de liminar e de sentença, bem como reclamações a propósito de decisões do presidente, cujos efeitos se operem durante o plantão ou no primeiro dia útil subsequente; 4 - comunicação de prisão em flagrante e apreciação de pedidos de concessão de liberdade provisória em inquérito ou ação penal da competência originária do STJ; e 5 - representação da autoridade policial ou requerimento do Ministério Público, visando à decretação de prisão preventiva ou temporária, de busca e apreensão ou medida cautelar, justificada a urgência e observada a competência originária do STJ. De acordo com o Tribunal, “não serão despachadas durante o plantão judiciário petições cujo objeto seja prisão, busca e apreensão ou medida cautelar decretadas ou mantidas em grau de recurso por tribunais locais”. R T A TJ mantém condenação de Núbia Cozzolino por improbidade A 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça, por unanimidade, negou provimento ao recurso interposto pela defesa da exprefeita de Magé Núbia Cozzolino, confirmando sentença proferida pelo Juízo da 1ª Vara Cível daquela Comarca, em janeiro do ano passado, em Ação Civil Pública ajuizada pelo Ministério Público. Na sessão atuou a Procuradora de Justiça Heloísa Carpena Vieira de Mello. Ficou, assim, mantida a sentença que condenou a ré a todas as sanções da Lei 8.429/92 (de improbidade administrativa) por atos de promoção pessoal. RIO Sábado, 30 de abril, domingo, 1, e segunda-feira, 2 de maio de 2011 LGBT Lei garante isonomia no tratamento dos presos Os detentos e as detentas LGBT dos presídios fluminenses conquistaram mais um benefício rumo ao seu retorno ao contexto social livre: as visitas íntimas. A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), a partir da resolução nº 395 publicada no DO de 28 de março, regulamentou a visitação dos presos e presas custodiados (as) nos estabelecimentos prisionais do Rio de Janeiro. A resolução garante isonomia de tratamento à todos internos, ou seja, lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais terão o direito de (re)estabelecer suas relações homoafetivas dentro das penitenciárias. Para o Secretario de Estado de Administração Penitenciária (Seap), Cesar Rubens Monteiro de Carvalho “a secretaria tem que se adequar às normas comportamentais de direitos hoje estabelecidas. Conforme preconiza o artigo 5º da Constituição Federal, direitos iguais para todos, e há que se fazer sem restrição, dentro do princípio de que todos são iguais perante a Lei, no gozo de seus direitos e cumprimento de seus deveres como cidadãos”. Já o Superintende de Direitos Individuais Coletivos e Difusos da Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos (SuperDir/SEAS/DH) e Coordenador do Programa Estadual Rio Sem Homofobia, Cláudio Nascimento acredita que “esta resolução é uma conquista especial para os detentos e detentas LGBT. Essa proposta vem sendo debatida no Conselho dos Direitos da População LGBT do Estado do Rio de Janeiro desde 2008 e sua publicação se constitui como a resolução mais avançada e completa em termos da garantia de direitos humanos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais internos nas unidades prisionais ”. Portal para acompanhar obras Internautas têm acesso às informações dos projetos que ficarão de legado após os Jogos de 2016 Foi lançado nesta sexta-feira o projeto de comunicação “Cidade Olímpica”, que tem o objetivo de documentar, acompanhar e divulgar as principais transformações pelas quais a cidade está passando, em função da preparação para os Jogos Olímpicos de 2016. O evento foi realizado no Palácio da Cidade, em Botafogo, e contou com a presença da presidente da Comissão de Coordenação dos Jogos Olímpicos de 2016, Nawal El Moutawakel, e de outros integrantes do Comitê Olímpico Internacional (COI), do presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos do Rio/2016, Carlos Arthur Nuzman, além do diretor executivo do Instituto Rio 2014/2016, Bernardo Carvalho, e do secretário municipal de Desenvolvimento, Felipe Góes. Na ocasião, foi apresentado o novo portal “Cidade Olímpica” (www.cidadeolimpica.com) que Reprodução No site, internauta poderá conhecer projetos como Porto Maravilha e Transcarioca vai disponibilizar aos cidadãos detalhes de projetos importantes, como Porto Maravilha, Transoeste, Transolímpica, Transcarioca, Bairro Carioca e Morar Carioca. A partir de agora, os internautas terão acesso às informações dessas obras de infraestrutura que ficarão de legado para a cidade após os Jogos de 2016. Elas serão registradas em detalhes nos mais variados suportes: vídeos, fotos e textos. O objetivo é atuar de forma transparente, permitindo que todos possam acompanhar o andamento dos trabalhos que estão em desenvolvimento e o impacto dessas mudanças sobre a cidade e a vida dos moradores. “Ele vai permitir que a população carioca e de todo o mundo acompanhe as transformações da CONFERÊNCIA cidade para os Jogos e o que vai ficar de legado. Queremos deixar claro quais são as responsabilidades da prefeitura e registrar as mudanças urbanas e sociais pelas quais a cidade vai passar”, afirmou o prefeito Eduardo Paes. Desde o início do ano, foram instaladas dez câmeras que monitoram e gravam diariamente as ações, criando uma nova me- mória visual para o Rio. Além disso, no novo portal também haverá uma sessão especial dedicada ao acompanhamento fotográfico das mudanças pelas quais a cidade está passando (Foto Galeria), vídeos com depoimentos de moradores, animações em 3D, histórias de equipamentos olímpicos e acesso a ferramentas de integração social como Facebook e Twitter, entre outras. Até o fim de maio, o portal também terá versões em inglês e espanhol. O secretário municipal de Desenvolvimento e coordenador do projeto, Felipe Góes, explicou em detalhes o funcionamento da nova ferramenta. “As câmeras gravam todos os dias e tiram fotos. Além disso, o portal contém fotos em 360º, fotos artísticas e das obras para que todos possam observar, por exemplo, a evolução das trabalhos do Túnel da Grota Funda ou da Avenida Salvador Allende”, detalhou. DOSSIÊ MULHER Índios também querem Estupros no Rio participar da Rio+20 aumentam 25% Tiago Rogero Isabela Vieira Da Agência Brasil O movimento indígena quer participar da organização da Conferência das Nações Unidas (ONU) sobre o Desenvolvimento Sustentável, chamada de Rio+20, que ocorrerá em 2012, no Rio de Janeiro. Nesta sexta-feira, o líder indígena Marcos Terena cobrou do governo federal a criação do grupo de trabalho responsável por definir a posição brasileira no encontro. Para ele, essa é uma discussão que não pode ficar restrita aos meios diplomáticos. “O governo precisa criar um grupo de trabalho para construção do evento, não ficar só o Itamaraty. O Itamaraty é um aliado importante, mas queremos dialogar com o Ministério de Ciência e Tecnologia e do Desenvolvimento Agrário, que têm posições contraditórias em relação aos créditos de carbono, por exemplo” declarou Terena, durante encontro sobre a Rio+20, que ocorreu na sexta, no Rio. Para organizar as demandas dos índios, Terena disse haverá uma reunião, em agosto, na cidade de Manaus. O objetivo é preparar um documento relacionando as questões consideradas fundamentais para serem tratadas na Rio+20, como o avanço das monoculturas e as grandes obras que impactam as terras indígenas. “Nossa preocupação é mostrar para as Nações Unidas e para o Brasil que queremos voz dentro da construção do evento”, afirmou Terena. MUNDO WILLIAM E KATE Casamento real mobiliza o mundo Cerca de 1 milhão de pessoas foi às ruas em Londres O príncipe William e Kate Middleton se casaram nesta sextafeira em Londres sob olhares de todo o mundo, formalizando a união que promete revitalizar a monarquia britânica. A cerimônia foi realizada na Abadia de Westminster pelo arcebispo de Canterbury, Rowan Williams. A revelação do vestido de casamento - o maior segredo do dia provocou admiração quando Kate Middleton saiu do Rolls-Royce com seu pai na abadia. O vestido de cor marfim foi desenhado por Sarah Burton, da casa Alexander McQueen, e o cabelo dela estava decorado com uma tiara emprestada pela rainha Elizabeth II. William estava com uniforme vermelho vivo da Guarda Irlandesa, em sinal de apoio às Forças Armadas e um reforço para sua imagem de militar de carreira. Os noivos pareciam ansiosos, mas felizes, e não cometeram nenhuma gafe durante seus votos. A união foi assistida por 1,9 mil convidados na abadia, cerca de 1 milhão de pessoas nas ruas da capital inglesa e quase 2 bilhões de espectadores em todo o mundo. Depois de irem de carruagem (a mesma usada por Charles e Diana em seu casamento em 1981) ao Palácio de Buckingham, eles deram dois - e não um - beijos na sacada do palácio, com direito ao rubor na face de William num evento planejado com antecedência. Poucos 9 CIDADE OLÍMPICA Andre Stefano / AE William e Kate em direção ao Palácio de Buckingham segundos depois, aviões modernos e antigos da Força Aérea Real voaram sobre todos. Mesmo sabendo que um grande público estava acompanhando cada movimento, o casal conseguiu manter sua naturalidade tanto na cerimônia em Westminster quanto na sacada do Palácio de Buckingham. E levaram o público ao delírio ao desfilarem em um esportivo conversível com a inscrição “JUST WED” (recém-casados), fitas e balões ao deixarem o palácio por volta das 15h40 (horário local, 11h40 em Brasília). O carro parou na Clarence House, residência oficial do príncipe Charles, sua esposa Camila e os príncipes William e Harry. Para muitos, o casamento foi uma prova do carisma de estrela de Kate Middleton. Apesar da pressão, a noiva de 29 anos cativou com seu sorriso jovial e com- postura condizentes com o evento. Depois da cerimônia, a agora Catherine, duquesa de Cambridge, fez com facilidade uma reverência à rainha Elizabeth II, dividindo o palco com a mulher que reina desde 1952. Antes do casamento, William recebeu da rainha o título de Duque de Cambridge e também se tornou Conde de Strathearn e Barão Carrickfergus, títulos que se estendem à sua esposa. Em seu primeiro comentário público, Kate Middleton declarou que ela e o príncipe tiveram um grande dia. Falando com um fotógrafo, ela revelou que estava “contente que o tempo havia dado uma trégua”. Os dois vão morar numa casa de campo alugada na ilha de Anglesey, no norte do País de Gales. O príncipe já vive no local, servindo como piloto de busca e resgate da Força Aérea Real britânica. Da Agência Estado O número de estupros cometidos contra mulheres no Estado do Rio de Janeiro aumentou 25% em 2010, na comparação com 2009. Segundo dados da 6ª edição do Dossiê Mulher, divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto de Segurança Pública (ISP), foram 3.751 vítimas da violência no ano passado - 53,5% delas menores de 14 anos. Foram 313 casos por mês em 2010, uma média de dez mulheres por dia. Entre as vítimas, segundo o dossiê, 77,3% eram solteiras, 23,2% tinham entre zero e 9 anos, e 30,3% entre 10 e 14 anos de idade. Segundo o ISP, “chama a atenção” o aumento de 162% no número de vítimas em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, passando de 68 vítimas, em 2009, para 178, no ano passado. O número de ameaças cresceu 6,2%, com uma média de 137 vítimas por dia. Mais da metade delas tinha o companheiro ou ex-companheiro como provável autor do delito. 10 Sábado, 30 de abril, domingo, 1, e segunda-feira, 2 de maio de 2011 ARTES ESTREIA SANATÓRIO µ1DWLPRUWR¶¿OPHp XPPXVLFDOVLOHQFLRVR 0RVWUDGH FDUWXQVVREUH '67H$LGV Lançado no Festival do Rio de 2009, só chegou agora aos cinemas do País Paulo Virgilio Divulgação Luiz Carlos Merten Da Agência Estado Depois da indicação para o Oscar de curta por “Uma História de Futebol”, Paulo Machline resolveu fazer um longa contando uma história de amor. Seu amigo Rodrigo Teixeira é especialista em direitos e recebe muitos livros para avaliar. Teixeira lhe enviou os originais de “Natimorto”, de Lourenço Mutarelli. Duas horas depois, fascinado pelo estranhamento que a obra e os personagens lhe produziram, Machline ligou, anunciando - “É o que eu quero”. O filme conta a história de um agente de talentos convida uma cantora para vir a São Paulo. Ele quer apresentá-la a um renomado maestro. Enquanto esperam pelo dia da audição, eles ficam no apartamento dele. Com o aval do Oscar, Machline achou que seria fácil obter financiamento. Não foi. O Oscar teve o efeito contrário - de maldição. “Todo mundo achava que eu estava montado na grana e não precisava mendigar por recursos.” Finalmente, Natimorto foi feito - como BO, baixo orçamento. Estreado no Festival do Rio de 2009, o filme esperou quase dois anos para chegar aos cinemas. De novo, Machline só encontrou percalços. “Todos os distribuidores com quem conversei esperavam que eu pusesse dinheiro próprio no lançamento.” Machline buscou recursos nas leis de patrocínio e, associado a Adhemar Oliveira, do Espaço Unibanco e do Simone Spoladore vive uma cantora de ópera, casada com um caça talentos viciado Arteplex, está lançando o filme em São Paulo e no Rio. Ele conta, não se queixa. Desde a leitura do livro até a estreia no Festival do Rio foram dois anos de trabalho - o que nem é muito, dadas as condições em que se trabalha no País, dependendo de editais e outras fontes de financiamento. O resultado é muito bom, embora haja controvérsia (leia abaixo o Gostei/ Não Gostei) Machline sabia, desde o início, que queria ir na contramão de O Cheiro do Ralo, de Heitor Dhalia - para reencontrar o verdadeiro Mutarelli, de imaginação mais sombria. E ele também tinha certeza de que queria Simo- ESPORTES ne Spoladore. Desde que a viu Lavoura Arcaica, de Luiz Fernando Carvalho, Machline ficou chapado. “Simone não precisa dizer uma palavra para transmitir tudo sobre a personagem.” Se a mulher foi uma escolha tranquila - o filme trata de um casal encerrado numa casa, o caçador de talentos viciado em nicotina e a cantora de ópera -, o homem foi mais complicado. “O Cheiro do Ralo tinha o Selton Mello, que trouxe o timing de comédia de seus trabalhos com o Guel (Arraes).” Ele queria ressaltar o Mutarelli dark. “O humor está lá, mas encoberto.” Pensou em Marco Ricca, que chegou a par- ticipar de ensaios, mas abandonou o barco para realizar Cabeça a Prêmio. Matheus Nachtergaele, também sondado, desistiu quando A Festa da Menina Morta foi selecionado para o Festival de Cannes. O próprio Mutarelli, que fazia o narrador nos ensaios, pediu para viver o protagonista. Deu certíssimo . Simone não teve medo de encarar a nudez física e emocional da mulher. “É misteriosa, alguém a quem não consigo entender, mas ela fazia refletir alguma coisa em mim. Fui indo, fazendo, sem buscar respostas.” Foi um processo muito bacana, ela avalia agora, com certa distância. Rendimento de Mario Bolatti faz Inter superar saída de Sandro, que foi para o Tottenham /HL*HUDOGD&RSDYDL DR&RQJUHVVRHPPDLR Entre as normas, está a concessão gratuita e facilitada de visto para turistas Da Agência Brasil O governo deve enviar a Lei Geral da Copa para avaliação do Congresso Nacional na primeira quinzena de maio. A lei tem 42 regras para a organização do campeonato no Brasil em 2014, que vão desde mudanças temporárias na concessão de visto para estrangeiros à distribuição de imagens para emissoras de televisão. Após encontro com o secretário-geral da Federação Inter- nacional de Futebol (Fifa), Jêróme Valcke, e o presidente do Comitê Organizador Local, Ricardo Teixeira, o ministro dos Esportes, Orlando Silva, disse nesta sexta-feira que não espera dificuldades de aprovação no Congresso e que a lei deverá estar em vigor até o dia 30 de julho, quando serão sorteados os grupos de seleções para os jogos das eliminatórias. Entre as normas, estão a concessão gratuita e facilitada de visto para turistas que vierem ao Brasil para a Copa, a criação de regras para apressar o registro de patentes de produtos com a marca do campeonato e medidas para coibir a venda ilegal de ingressos. Paras emissoras de TV que não são proprietárias dos direitos de transmissão, o projeto de lei prevê a possibilidade de reprodução de 3% das imagens do evento por período indeterminado, desde que com fins jornalísticos e não comerciais. De acordo com o Ministério do Esporte, durante a reunião, CAMPEONATO ESPANHOL %DUFHORQDQmRWLUD RSpGRDFHOHUDGRU O Campeonato Espanhol está quase ganho, mas enquanto não estiver matematicamente garantido o técnico Josep Guardiola não vai deixar o Barcelona tirar o pé do acelerador. Por isso, convocou para o jogo deste sábado em San Sebastián, contra a Real Sociedad, quase todos os titulares disponíveis inclusive Messi, que sentiu dor muscular na coxa direita depois do jogo da última quarta-feira contra o Real Madrid, pela Liga dos Campeões da Europa. A exceção será Puyol. E Iniesta não jogará porque está machucado. “Conseguir os três passos será um passo fundamental para conquistarmos o título. Quando se está tão perto de ganhar uma competição tão dura o cansaço não existe”, afirmou o treinador. O Barcelona tem oito pontos de vantagem sobre o Real Madrid (88 a 80) e há apenas 15 em disputa. Se a diferença for mantida ao final da rodada, a equipe só não será campeã se não conseguir mais de três pontos nos quatro jogos seguintes e o rival tiver 100% de aproveitamento. Apesar de ter convocado os craques, Guardiola estuda deixar Xavi e Messi no banco para usá-los no segundo tempo se for preciso. O Real Madrid também vai a campo neste sábado. Jogará em casa contra o Zaragoza e José Mourinho deixou três titulares fora da lista de convocados: Cristiano Ronaldo, Xabi Alonso e Lass Diarra. O técnico justificou a decisão de deixar os volantes fora da partida dizendo que eles se desgastaram muito porque o time jogou meia hora com dez contra o Barcelona. Sobre as críticas feitas por Cristiano Ronaldo ao esquema de jogo, Mourinho não quis polemizar. O Sanatório Penal do Complexo Penitenciário de Gericinó recebe desde quarta-feira a versão compacta do 1º Festival Internacional de Humor em DST e Aids. A mostra, que reúne 150 cartuns de artistas de mais de 150 países, fica em exibição na unidade até 27 de maio. Os internos do Sanatório Penal poderão ainda participar do concurso de cartuns sobre o tema realizado pelo Centro Cultural do Ministério da Saúde (CCMS), também responsável pela exposição, em parceria com a Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (Seap). Lançado em novembro do ano passado, o projeto cultural que abrange o festival e o concurso já percorreu três unidades do Complexo do Gericinó. A quarta é o Sanatório Penal que possui 107 leitos masculinos e nove femini- C Valcke mostrou preocupação com o ritmo das obras nos aeroportos brasileiros. Levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) prevê que dos 14 terminais em obras de construção ou reforma, nove não ficarão prontos a tempo para o Mundial. Em resposta, o ministro argumentou que o governo criou um ministério específico para cuidar dos aeroportos, pretende acelerar as licitações e conceder parte da operação para o setor privado. FRANÇA ,QTXpULWR DSXUDFRWD SDUDMRYHQV A ministra do Esporte da França, Chantal Jouanno, pediu uma investigação na Federação Francesa de Futebol (FFF) a respeito de denúncias de que a entidade estaria adotando, em segredo, uma cota racial para jogadores jovens. Autoridades da FFF teriam aprovado a limitação de 30% no número de negros e árabes entre 12 e 13 anos nos centros de formação e escolinhas de futebol no país. O site afirma que a suposta ordem, mantida em segredo do público, já havia sido comunicada pela Direção Técnica Nacional (DTN) da entidade para as academias de treinamento. U nos e é considerado referência para o tratamento da tuberculose no sistema penitenciário fluminense. Ao longo dos próximos dois anos, outras 20 unidades da Seap receberão o projeto. O concurso já conta com cerca de 50 charges inscritas, de autoria dos internos das três unidades percorridas até agora pelo projeto. Segundo o CCMS, o objetivo é, por meio dos cartuns, divulgar informações sobre a prevenção e o tratamento da aids e das doenças sexualmente transmissíveis (DST), além de estimular a criatividade artística dos internos. Além de cartunistas brasileiros, a exposição exibe trabalhos de representantes de países como Croácia, China, Espanha, Coreia do Sul e Cuba. A mostra itinerante conta ainda com uma programação paralela de cursos, oficinas, palestras e exibição de vídeos do acervo do CCMS sobre sexualidade e DST. R T A Eric Clapton confirma show para outubro em três capitais do País A produtora XYZ Live confirmou na quinta-feira shows de Eric Clapton no Brasil. O artista deve se apresentar em três capitais no mês de outubro, começando por Porto Alegre, no dia 6, no estacionamento da Fiergs, seguindo por o Rio (9, na HSBC Arena) e São Paulo (12, no estádio do Morumbi). As vendas de ingressos serão feitas pelo site da Livepass. As entradas para o show no Rio serão vendidas a partir de 26 de maio. No dia 15 de junho começam a ser comercializadas as entradas para o show em Porto Alegre. Em São Paulo, as vendas têm início em 23 de junho. Victor Franzoni, de 15 anos, é o piloto mais novo em um campeonato brasileiro de automobilismo em 2011 AVALIAÇÃO Luana Lourenço Da Agência Brasil Sérgio Batista afirma que Carlitos Tévez não está entre suas prioridades para os próximos jogos FLAMENGO Machucado, /HRQDUGR0RXUD QmRYDLMRJDU O técnico Vanderlei Luxemburgo ficou chateado nesta sexta-feira quando foi informado pelos médicos do clube que o lateral-direito Leonardo Moura não vai poder enfrentar o Vasco, neste domingo, no Engenhão, pela decisão da Taça Rio (segundo turno do Campeonato Carioca). O atleta, que se machucou na partida contra o Fluminense, no domingo passado, sente dores no joelho direito. Luxemburgo perdeu Leo Moura, mas ainda tem esperanças de que Ronaldinho Gaúcho possa jogar. O atacante ficou fora dos últimos dois jogos do Flamengo, contra Horizonte e Fluminense, por causa de um edema no joelho esquerdo. Melhorou e vai se concentrar com a equipe. Nesta sexta, Ronaldinho Gaúcho participou por 30 minutos do treino contra os juniores do clube, no centro de treinamento de Vargem Grande, no Rio de Janeiro. Não reclamou de dores. O jogador chegou ao CT do clube sorridente. Antes do coletivo, fez um trabalho físico e depois um treino de finalização. Na manhã desta sexta, ainda em Fortaleza, onde o Flamengo enfrentou o Horizonte na última quarta, pela Copa do Brasil, Vanderlei Luxemburgo demonstrou otimismo com relação à recuperação de Ronaldinho. “Ele sente uma dorzinha que sai pela urina”, declarou. FLUMINENSE )UHGQmRTXHU YDLDGDWRUFLGD Um dia após a vitória sobre o Libertad por 3 a 1, pelas oitavas de final da Copa Libertadores da América, o atacante Fred fez um apelo para a torcida do Fluminense parar de vaiar os jogadores da sua própria equipe. O goleiro Ricardo Berna foi uma das vítimas da ira dos tricolores no jogo da última quinta-feira. “As vaias abalam todo o elenco. Queremos apoio durante os 90 minutos. Depois os torcedores podem se manifestar como bem entenderem. Essa situação nos atrapalhou e poderia ter mudado o rumo do jogo. Mas nos superamos e conseguimos uma boa vantagem”, declarou Fred. O Fluminense se reapresenta neste sábado, nas Laranjeiras, e embarca para Assunção, no Paraguai, na próxima segunda. O time faz o jogo de volta contra o Libertad, no estádio Defensores del Chaco, na próxima quarta, e pode até perder por um gol de diferença que passará de fase.