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2 - Doenças Sexualmente Transmissíveis, HIV/aids e Hepatites Virais
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Doenças Sexualmente Transmissíveis,
HIV/aids e Hepatites Virais
Guia de Metodologias e Atividades a serem aplicadas
nas escolas estaduais para alunos e comunidade.
4 - Doenças Sexualmente Transmissíveis, HIV/aids e Hepatites Virais
Projeto Ações Preventivas na Escola
Coordenação
Marcos Galvez
Marluce Camarinho
•
Redação final
Silvani Arruda
•
Revisão
Tokie Ueda Robortella
•
Editoração
DMAG Design
•
Conheça o Projeto APE
www.projetoape.com.br
[email protected]
•
Elaborado pelo Projeto Ações Preventivas na Escola,
que desenvolve atividades junto ao Programa Escola da Família
da Secretaria de Estado da Educação de São Paulo.
A copiagem total e parcial do Guia é liberada desde que citada a fonte.
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Doenças Sexualmente Transmissíveis e HIV/Aids: atividades para se trabalhar no PEF/APE
Criação e Organização:
Diretoria de EnsinoMonitor Educacional
AssisPatrícia Fabiana dos Reis Pinheiro
Bauru Jader de Andrade
Francine Mattos de Deus
Fabio Henrique Costa Vieira
BotucatuJoice Monaliza Vernini
Renize Rios Sinibaldi
Campinas OesteRosemary Massensini Januário
CarapicuibaClaudete Jose de Almeida
Osvaldo Marques Martins
CatanduvaIsabela Mendonça
ItapeviVera Lucia Moura Mendes
ItaquaquecetubaAndressa Jesus Alves Luz
Bruna Eduarda Alves dos Santos
LinsMichelle Karina Novaes Andrade
Carla Maria de Barros Calderero Candido
Marília Juliane Garcia Ferreira
Lilian Ramos Guimarães Nunes
São RoqueSoraya Maria Martines Siqueira
Gustavo Rodrigues
Ariana Aparecida da Silva Strublic
Jundiai Damião Silva
Mirante do ParanapanemaRafaela Fernandes Gonçalves
PindamonhangabaVanessa Kelly Cerezer
Presidente PrudenteLoraine Galante Dias
Marilize Nespoli Soares Lorjo
São João da Boa VistaElizabeth Aureglietti Brandi
Franciele Aparecida Docema Nascimento
Nancy Gomes Coelho
Reginaldo Tarik Barbon
São José dos CamposEliana Planches Fedato
São VicenteLucia Costa Gross
Santo Anastácio Luciana Prestes dos Santos
SumaréLéia Febronia Pinheiro
Melissa Kelly Aparecida Ferreira
Paulo Cezar Garcia Rodrigues
TaquaritingaAdonis Rubio Moreira Guateli
6 - Doenças Sexualmente Transmissíveis, HIV/aids e Hepatites Virais
T
odos nós já sabemos muita coisa sobre as doenças
sexualmente transmissíveis e o HIV/aids. Tanto na
teoria, por meio de orientações técnicas organizadas
pelo PEF/APE, pelas leituras que fizemos, pelas
práticas que desenvolvemos nos finais de semana.
Nestes mais de 30 anos que convivemos com o HIV, aprendemos que não basta informar
às pessoas sobre as formas de infecção e de prevenção. É preciso, também, considerar uma
série de fatores para diminuirmos as vulnerabilidades da população aos agravos decorrentes
da infecção pelo HIV e outras DST. Ou seja, para se fazer prevenção é preciso analisar os
componentes econômicos, socioculturais, institucionais e políticos de uma determinada
realidade.
Por esta razão o PEF/APE resolveu juntar várias práticas elaboradas por PCNP, vice diretores,
monitores e universitários nos últimos anos e criar esse material. Longe de propor receitas
prontas, nossa ideia é sugerir algumas atividades já testadas que poderão ser multiplicadas
nos finais de semana na escola e em outros espaços da comunidade.
Afinal, como todos nós sabemos, trabalhar com a prevenção das DST/aids é um trabalho
contínuo, daqueles que a gente nunca pode deixar de fazer.
E fazer bem feito como todos as profissionais envolvidos no PEF e APE sempre fizeram.
A quem se destina?
Direcionado aos PCNP da PEF/APE, aos monitores e aos universitários, este guia apresenta
uma série de sugestões a serem trabalhadas nos finais de semana nas escolas que fazem
parte do Programa Saúde da Família.
Tem como objetivo contribuir para o desenvolvimento de ações de promoção da saúde, a
partir do fortalecimento do debate e da participação da comunidade.
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Qual o enfoque metodológico?
As sugestões contidas neste guia privilegiam atividades lúdicas e participativas. Partem
do princípio de que à medida que a conversa e a escuta são estimuladas, que certas
questões são problematizadas e que o debate ocorra entre as pessoas, é possível vincular
permanentemente os conteúdos abordados a suas experiências de vida.
Como está organizado?
Este guia traz uma série de sugestões de atividades que poderão ser utilizadas com
diferentes públicos: crianças, adolescentes, adultos e futuridade.
Cada oficina descreve, minuciosamente, o passo a passo da proposta visando facilitar a sua
aplicação pela equipe do PEF/APE, partindo-se do seguinte roteiro:
Objetivo: refere-se ao que se pretende obter com a aplicação da oficina.
Duração: aproximadamente quanto tempo será necessário para desenvolver toda a oficina.
No entanto, esse tempo pode variar de acordo com o tamanho do grupo, com a idade dos
participantes e/ou o conhecimento que elas e eles já têm sobre o assunto.
Material: o que é necessário ter em mãos para a realização da atividade. Na maioria dos
casos, os materiais propostos são muito simples, baratos e acessíveis.
Passo a passo: descrição detalhada de cada tarefa necessária para que a atividade aconteça
da forma mais fácil e completa possível.
Ideias principais: informações e reflexões a serem repassadas para os participantes.
Ferramentas: sugestões sobre textos, filmes e endereços eletrônicos para atualização e
aprofundamento dos temas.
Bom trabalho!
8 - Doenças Sexualmente Transmissíveis, HIV/aids e Hepatites Virais
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Sumário
Apresentação....................................................................................................................06
Começo de conversa.......................................................................................................10
Atividades
Atividade 1
Atividade 2
Atividade 3
Atividade 4
Atividade 5
Atividade 6
Atividade 7
Atividade 8
Atividade 9
Atividade 10
Atividade 11
Atividade 12
Atividade 13
Atividade 14
Atividade 15
Atividade 16
Atividade 17
Atividade 18
Atividade 19
Atividade 20
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Concordo X Discordo..............................................................................17
Construção do saber..............................................................................19
Doenças sexualmente transmissíveis................................................21
A, B, C, D ...Hepatites Virais.................................................................23
A árvore do prazer..................................................................................28
Quem fez isso?........................................................................................31
Jogo dos balões.......................................................................................33
Jogo das assinaturas..............................................................................35
Negociação do uso do preservativo..................................................37
Expressando o conhecimento.............................................................40
Conhecimento sobre DST e HIV / aids..............................................42
Nada vai acontecer comigo.................................................................45
Quero ou não quero?.............................................................................48
Encaixe certo............................................................................................50
Aids no mundo adolescente.................................................................52
Trabalhando com rótulos e solidariedade........................................54
Vestindo-se para a festa.......................................................................57
Testagem e aconselhamento...............................................................59
Vamos ver no que dá.............................................................................61
Bingo da Saúde........................................................................................63
Ferramentas
Sugestões de filmes................................................................................................................................77
Vídeos e publicações disponíveis na internet.................................................................................79
Referências bibliográficas....................................................................................................................82
10 - Doenças Sexualmente Transmissíveis, HIV/aids e Hepatites Virais
Começo de conversa
Quando se descobriu a existência da aids, muitas pessoas
achavam que só a informação sobre o que era esta doença
e como se prevenir da infecção bastava. Afinal, parecia
que não era tão difícil assim se proteger. Era só usar o
preservativo, ver se o sangue e seus derivados foram testados e não compartilhar seringas e
agulhas. Parecia, mas de simples não tinha nada. Muito pelo contrário!
Seguramente, a informação é muito importante, mas, por si só, não garante que uma pessoa,
tenha ela a idade que for, se comporte dessa ou daquela maneira. Ainda mais quando essa
informação tem relação com ‘sexo’ e relacionamentos pessoais.
E foi assim, depois de muitos tropeços, que descobrimos que o melhor caminho para
se desenvolver ações de prevenção às DST e ao HIV/aids era utilizando metodologias
participativas e lúdicas como: rodas de conversa, oficinas, jogos e teatros.
Percebemos, também, a importância de se desconstruir preconceitos e crenças que dificultam
o autocuidado e o cuidado que devemos ter com as pessoas com as quais convivemos.
Doenças Sexualmente
Transmissíveis
A
s doenças sexualmente transmissíveis (DST) ocorrem por contato sexual com uma pessoa
que esteja infectada. Pode se contrair uma DST por meio de qualquer forma de relação sexual
desprotegida, seja ela anal, oral ou vaginal.
A grande maioria das DST apresentam sinais - feridas, corrimentos, bolhas ou verrugas – e
sintomas – febre, dor no baixo ventre, ardor ao urinar. Algumas das DST são de fácil tratamento
e de rápida resolução.
Em caso de relação sexual sem preservativo ou de suspeita de ter uma DST, é importante
procurar atendimento profissional em um serviço de saúde para fazer o diagnóstico, realizar
o tratamento completo e receber orientações corretas para evitar a transmissão.
Outra questão importante é comunicar às pessoas com quem se teve um relacionamento
sexual que ela também pode ter se infectado.
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Principais DST
Doença
O que é?
Candidíase
A candidíase é uma infecção vaginal caracterizada pelo crescimento
exagerado de fungos na vagina. Seus sinais e sintomas são: coceira
na vulva e canal vaginal, corrimento branco, que lembra leite talhado,
ardor e desconforto para urinar além de dor nas relações sexuais.
Gonorreia
A gonorreia é uma doença sexualmente transmissível muito comum,
que normalmente aparece de 2 a 8 dias após a relação sexual com
parceiro infectado. Pode infectar o pênis, o colo do útero, o reto
(canal anal), a garganta e os olhos. Quando não tratadas, essas
doenças podem causar infertilidade (dificuldade para ter filhos), dor
durante as relações sexuais, gravidez nas trompas, entre outros danos
à saúde. Nas mulheres, pode haver dor ao urinar ou no baixo ventre
(pé da barriga), aumento de corrimento, sangramento fora da época
da menstruação, dor ou sangramento durante a relação sexual. Os
homens infectados, geralmente, sentem um ardor e esquentamento
ao urinar, corrimento e dor nos testículos.
Hepatite B
A hepatite B é uma doença causada por um vírus que provoca a
inflamação do fígado. Dentre os fatores que aumentam o risco
de infecção pelo vírus estão as relações sexuais desprotegidas, o
compartilhamento de objetos como: alicates de unha, agulhas usadas
em tratamentos com acupuntura ou tatuagens.
12 - Doenças Sexualmente Transmissíveis, HIV/aids e Hepatites Virais
Herpes genital
A herpes é uma infecção causada por um vírus. Manifesta-se, de
início, por bolhas muito pequenas, localizadas, principalmente,
nos genitais. Essas bolhas provocam ardência, causam coceira
intensa e viram pequenas feridas quando se rompem. Estas feridas
desaparecem, mesmo sem tratamento, mas os sintomas podem voltar
a aparecer, principalmente quando a pessoa tem diminuição da
resistência (como ocorre, por exemplo, em situações de estresse). A
transmissão acontece, principalmente, quando a pessoa apresenta os
sinais e sintomas da doença. Deve-se evitar manter relações sexuais
com pessoas que apresentem bolhinhas ou feridas. O tratamento
existente não é capaz de eliminar o vírus da pessoa infectada, mas
existem remédios que ajudam a controlar e a evitar o aparecimento
das feridas.
Papilomavirose
Humana
O condiloma acuminado, também conhecido como verruga genital ou
crista de galo, é causado pelo HPV – Vírus do Papilomavírus Humano.
Este vírus está presente, principalmente, entre a população jovem.
Caso uma pessoa infectada não procure um tratamento profissional,
as verrugas podem crescer e se espalhar. Existem mais de 100 tipos
de HPV e alguns deles estão associados a um maior risco de câncer de
colo de útero. Por isso, as mulheres devem fazer o exame preventivo
regularmente (Papanicolaou).
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Sífilis
É uma doença causada pela bactéria Treponema pallidum, capaz de
infectar qualquer órgão ou tecido do corpo. Essa bactéria entra no
organismo por meio de relações sexuais sem camisinha, contato com
sangue infectado ou durante a gravidez, da mãe para o bebê. Quando
não tratada, pode causar sérios problemas de saúde. Após 2 a 3
semanas da relação sexual, aparece uma ferida no pênis, na vagina,
ânus ou boca. Apesar dessa ferida não doer, não sangrar e nem ter
cheiro, ela é muito contagiosa. Mesmo sem tratamento, depois de
algum tempo a ferida desaparece. No entanto, depois de 3 a 6 meses
surgem pequenas manchas avermelhadas pelo corpo, inclusive nas
mãos e planta dos pés. Estas manchas também desaparecem, mas
a pessoa continua doente. Sem o tratamento adequado, meses ou
anos mais tarde aparecem complicações mais graves, como doenças
neurológicas e cardíacas.
Tricomoníase
É uma doença causada por um parasita, transmitida principalmente
pelas relações sexuais. Ocorre mais frequentemente em mulheres. Os
principais sintomas são corrimento amarelo-esverdeado, bolhoso, com
mau cheiro, dor durante a relação sexual, ardência ou dificuldade
para urinar e coceira nos órgãos genitais. Os parceiros também devem
se tratar, mesmo que não apresentem sintomas.
Uretrites não
gonocócicas
São infecções causadas por vários tipos de micro-organismos
transmitidos sexualmente e afetam principalmente os jovens. Essas
infecções podem não apresentar sintomas, mas as pessoas infectadas,
às vezes, sentem ardência e dor ao urinar ou uma secreção aquosa,
com aparência de clara de ovo, saindo da uretra (canal onde sai a
urina), principalmente pela manhã.
A melhor forma de se prevenir das DST é praticando sexo seguro, ou
A melhor forma de se prevenir das DST é praticando sexo seguro, ou seja, usando a
seja, usando a camisinha corretamente. Para saber o diagnóstico correto
camisinha corretamente. Para saber o diagnóstico correto e tratar da maneira certa, é
e tratar da maneira certa, é essencial procurar um serviço de saúde.
essencial procurar um serviço de saúde.
14 - Doenças Sexualmente Transmissíveis, HIV/aids e Hepatites Virais
A aids
A aids é o estágio mais avançado da doença que ataca o sistema imunológico. A Síndrome
da Imunodeficiência Adquirida é causada pelo vírus da imunodeficiência humana, mais
conhecido como HIV.
Como esse vírus ataca as células de defesa do nosso corpo, o organismo fica mais vulnerável
a diversas doenças, de um simples resfriado a infecções mais graves como tuberculose ou
câncer.
As formas de transmissão do HIV são por via sexual, sanguínea e perinatal. A transmissão
pode acontecer por meio de: relação sexual com pessoa infectada pelo HIV sem o uso
da camisinha - feminina ou masculina – por meio do sexo oral, vaginal ou anal; pelo
contato com o sangue e seus derivados infectados pelo HIV em transfusões; uso de seringa
compartilhada por usuários de droga injetável; gravidez, parto ou amamentação, sendo
transmitida da mãe infectada pelo HIV para o filho.
A melhor forma de se proteger é usando corretamente a camisinha em todas as relações
sexuais com penetração; não compartilhar seringas e agulhas; utilizar sempre seringas
esterilizadas ou descartáveis.
Para prevenir a transmissão do HIV da mulher para o feto (transmissão vertical), o ideal seria
que toda mulher que desejasse engravidar fizesse um exame anti-HIV antes. Caso isso não
aconteça, uma mulher de qualquer idade deve aceitar fazer esse teste durante o pré-natal. Se
o exame for positivo, ela receberá alguns medicamentos. Na hora do parto, o ideal é que seja
por cesariana e que, via cordão umbilical, o bebê já receba a primeira dose de medicamentos
antirretrovirais. Durante cerca de dois anos, a criança continuará tomando esse medicamento
em forma de xarope. Uma mulher vivendo com HIV e aids não pode amamentar e, por esse
razão, os serviços de saúde distribuem um leite especial para os bebês durante 6 meses. Esses
procedimentos aumentam, em muito, as chances do bebê não ter o HIV.
Há alguns anos, receber o diagnóstico de aids era uma sentença de morte. Mas, hoje em dia,
é possível viver com o vírus tendo uma boa qualidade de vida. Basta tomar os medicamentos
indicados e seguir corretamente as recomendações médicas.
Saber precocemente que se tem a doença é fundamental para aumentar ainda mais a
sobrevida da pessoa. Por isso, a recomendação é fazer o teste sempre que passar por alguma
situação de risco e, novamente, usar o preservativo em todas as relações sexuais que tiver.
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Está na lei!
Não existe obrigatoriedade da comunidade escolar tomar
conhecimento da sorologia de seus alunos e funcionários. A Portaria
Interministerial nº 796, de 29.05.1992, em seu Art. 1º, estabelece o
direito de proteger a dignidade e os direitos humanos das pessoas
infectadas pelo vírus.
Hepatites virais
As hepatites virais são doenças silenciosas que provocam inflamação do fígado e nem
sempre apresentam sintomas. No Brasil, são causadas mais comumente pelos vírus A, B, C ou
D. Existe ainda o vírus E, com predominância na África e na Ásia.
Representam um problema de saúde pública, pois é significativo o número de pessoas
atingidas e não identificadas.
Quando não diagnosticadas, as hepatites virais podem acarretar complicações das formas
agudas e crônicas, muitas vezes levando à cirrose ou ao câncer de fígado.
As hepatites podem ser causadas, por vírus, uso de alguns remédios, álcool e outras drogas,
além de doenças autoimunes, metabólicas e genéticas. São doenças silenciosas que nem
sempre apresentam sintomas, mas quando aparecem podem provocar cansaço, febre, malestar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes
claras.
A evolução das hepatites varia conforme o tipo de vírus. Os vírus A e E apresentam apenas
formas agudas de hepatite (não possuindo potencial para formas crônicas). Isto quer dizer
que, após uma hepatite A ou E, a pessoa pode se recuperar completamente, eliminando o
vírus de seu organismo. Por outro lado, as hepatites causadas pelos vírus B, C e D podem
apresentar tanto formas agudas quanto crônicas de infecção.
16 - Doenças Sexualmente Transmissíveis, HIV/aids e Hepatites Virais
ATIVIDADES
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Atividade 1
- Concordo X Discordo
Objetivo
Duração
Materiais
ObjetivoDuraçãoMateriais
Identificar os mitos, tabus,
50 minutos
Duas tarjetas de papel escritas
crendices e o conhecimento
“CONCORDO” e “DISCORDO”,
prévio dos participantes sobre
coladas com fita adesiva na
DST/HIV e aids.parede.
Passo a passo
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-
Divida o quadro ao meio, de um lado escrever CONCORDO, do outro lado DISCORDO.
Peça para o grupo se posicionar na frente do quadro.
Escolha de 5 a 10 frases1 e leia cada uma delas pausadamente, solicitando que os
participantes se posicionem de acordo com a sua opinião, no lado do CONCORDO ou
DISCORDO.
Organize um círculo com o grupo, leia novamente as frases e peça para os participantes
justificarem suas respostas.
Ao final acrescente as informações que forem necessárias.
Ideias principais
-
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-
Aids significa Adquired Imunodeficiency Syndrome ou Síndrome da Imunodeficiência
Adquirida, em português. Estas palavras descrevem uma séria alteração no sistema de
defesa do corpo humano provocada pelo HIV, o Vírus da Imunodeficiência Humana.
A aids é uma doença que ainda não tem cura, mas tem tratamento. Tomando os
remédios corretamente, uma pessoa infectada pode melhorar sua qualidade de vida. Os
medicamentos se chamam antirretrovirais (ou coquetel) e são importantes para evitar
que a doença avance, além de proteger a saúde das pessoas infectadas de problemas
mais graves de saúde. Esses medicamentos impedem a multiplicação do HIV e diminuem
a quantidade do vírus no organismo. Com isso, as defesas melhoram e a pessoa corre
menos riscos de desenvolver doenças.
Diz-se que uma pessoa vive com o HIV/aids quando ela está infectada mas ainda
não desenvolveu nenhuma doença oportunista. Uma pessoa com aids é aquela em
1 As questões do Concordo x Discordo deverão ser apresentadas e adaptadas de acordo com os mitos, tabus e
preconceitos sobre o tema, presentes na comunidade trabalhada.
18 - Doenças Sexualmente Transmissíveis, HIV/aids e Hepatites Virais
-
-
que já manifesta doenças que se aproveitam de um organismo debilitado (com baixa
imunidade) para se desenvolver, como o herpes, a toxoplasmose e a tuberculose.
Apesar da aids ser constantemente discutida pela mídia, inclusive com relatos de
experiências de pessoas que vivem e convivem com o vírus, há mais de uma década,
ainda é bastante forte o preconceito e a discriminação em relação às pessoas infectadas.
O melhor remédio para a aids é a solidariedade.
Sugestões de frases
1. Pode-se pegar aids em banheiros públicos e usando toalhas de outras pessoas.
2. Só se deve usar preservativo com profissionais do sexo.
3. Um funcionário vivendo com HIV e aids deve permanecer trabalhando.
4. Urinar após o ato sexual previne DST.
5. A aids é uma doença exclusiva de homossexuais.
6. O uso de camisinha previne as DST e o HIV.
7. É possível se infectar pelo vírus da aids pela picada de mosquito.
8. A aposentadoria deve ser oferecida a toda pessoa vivendo com HIV e aids .
9. O uso de anticoncepcionais evita DST.
10. Pode-se pegar aids socorrendo vítimas de um acidente.
11. Não se pega aids indo ao dentista ou frequentando manicures.
12. Um teste de aids negativo significa que a pessoa não está infectada com o vírus.
13. Todo usuário de droga acabará se infectando pelo vírus da aids.
14. O teste para o HIV deve ser obrigatório nos exames de admissão de emprego e nos
exames periódicos das empresas.
15. É perigoso visitar um amigo com aids.
16. Uma criança vivendo com HIV e aids pode frequentar a escola.
17. É impossível uma criança pequena ser infectada pelo vírus da aids.
18. Já existe vacina para não deixar uma pessoa se infectar pelo HIV.
19. O vírus da aids enfraquece o sistema de defesa, fazendo com que as pessoas adoeçam
com facilidade.
20. Existe perigo em se receber sangue testado para transfusão nos hospitais.
21. A única forma de se saber que uma pessoa está infectada pelo vírus é por meio de um
exame de sangue.
22. Existe risco de se infectar pelo vírus da aids em uma relação sexual entre pessoas do
mesmo sexo e do sexo oposto.
23. Nunca se deve ter relação sexual sem o uso de preservativo (camisinha).
24. Podemos beijar, abraçar os nossos amigos, utilizar os mesmos objetos, sem risco de pegar aids.
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Atividade 2 -
Construção do saber
Objetivo
Duração
Materiais
ObjetivoDuraçãoMateriais
Proporcionar interação e diálogo
60 minutos
Folhas de papel cartão ou entre os jovens a respeito da aids
cartolina, canetas piloto
(vermelha, azul ou preta)
canetas ou lápis.
Passo a passo
- Antes da oficina, escreva em cada uma das cartolinas uma das perguntas abaixo:
1. O que é aids? O que significa essa sigla?
2. Como a aids é transmitida?
3. Quais são os problemas que ela pode causar?
4. Como evitar os riscos de contrair o HIV?
5. Como saber se você é portador do HIV?
- Organize a turma em cinco grupos e peça que cada grupo se dirija a uma das cartolinas
com perguntas.
- Explique que, quando você disser PARA A FRENTE, cada grupo deve se dirigir para
a cartolina à sua direita, acrescentar novas informações ao que já foi elaborado
anteriormente e corrigir os erros.
- Todos os grupos deverão responder às cinco perguntas.
- Quando todos os grupos responderem as cinco perguntas, peça que voltem à primeira
pergunta que responderam.
- Verifique se as informações estão corretas e corrija os equívocos.
Ideias principais
-
-
A aids é uma doença que se manifesta após a infecção do organismo humano pelo Vírus
da Imunodeficiência Humana, mais conhecido como HIV.
As formas de transmissão do HIV são por via sexual, sanguínea e perinatal. A
transmissão pode acontecer por meio de: relação sexual com pessoa infectada pelo
HIV sem o uso da camisinha feminina ou masculina (sexo oral, sexo vaginal e sexo
anal); contato com sangue (e seus derivados) infectado pelo HIV em transfusões; uso
de seringa compartilhada por usuários de droga injetável; da mulher infectada pelo HIV
para o filho durante a gravidez, na hora do parto e na amamentação.
20 - Doenças Sexualmente Transmissíveis, HIV/aids e Hepatites Virais
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A melhor forma de se proteger é usando corretamente a camisinha em todas as
relações sexuais com penetração; não compartilhar seringas e agulhas; utilizar seringas
esterilizadas ou descartáveis, principalmente no caso de uso de drogas injetáveis.
Os exames disponíveis para uma pessoa saber se tem ou não o vírus da aids são
realizados a partir do sangue e identificam a presença de anticorpos anti-HIV, que são
células de defesa do nosso organismo específicas contra o HIV.
O fato de uma pessoa viver com o vírus HIV não significa, necessariamente, que ela tem
aids. Quanto mais cedo uma pessoa ficar sabendo se tem o HIV, mais chances ela tem
para prevenir o aparecimento das doenças oportunistas que caracterizam a aids.
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Atividade 3 - Doenças sexualmente transmissíveis
Objetivo
Duração
Materiais
ObjetivosDuraçãoMateriais
Reconhecer sinais e sintomas das
infecções sexualmente transmissíveis
e a importância de sua prevenção e
a busca por tratamento adequado
nos serviços de saúde.
Duas horas
Lousa e giz ou folhas de papel;
canetões; objeto cilíndrico,
copo,camisinha masculina e
feminina, figuras de cachorro
se coçando, torneiras pingando, pimenta, tomate, bolhas de
sabão, galo, fogueira, pessoas
com cara de dor e cansaço.
Passo a passo
-
-
-
-
Em plenária, comente que a maioria dos participantes, seguramente, já ouviu falar sobre
as doenças sexualmente transmissíveis.
Explique que, nesta atividade, a ideia é falar sobre as DST/aids a partir de uma abordagem
sindrômica, ou seja, pelos sinais (o que se vê) e sintomas (o que se sente). Porém, vale
ressaltar que os sinais e sintomas das DST podem se confundir com outras doenças ou
ainda não aparecerem.
Coloque uma folha de papel grande na parede e peça que eles e elas falem quais são os
sintomas e os sinais que acham que as DST provocam. Conforme eles forem falando, cole
as figuras no papel:
Coceira = cachorro se coçando.
Corrimento = torneira pingando
Vermelhidão nos genitais = tomate
Ardor ao urinar = pimenta
Bolhas nos genitais = bolhas de sabão
Verrugas = crista de galo
Febre = fogueira
Dor ou indisposição = pessoa com cara de cansada e com dor.
Quando terminar a colagem, abra para o debate a partir das seguintes questões:
1. Na opinião de vocês, os adolescentes, os jovens e a comunidade conhecem as DST,
seus sinais e sintomas?
2. Como seria possível desenvolver propostas em conjunto com a área da saúde
22 - Doenças Sexualmente Transmissíveis, HIV/aids e Hepatites Virais
voltadas para a diminuição das vulnerabilidades em relação ao HIV/aids e outras
DST para adolescentes, jovens e a comunidade?
3. No caso da aids, quais são as populações que estão se infectando mais?
Ideias principais
-
-
-
É importante trabalhar com a prevenção das DST e os possíveis sintomas das DST,
focando na procura pelo serviço de saúde.
Além da higiene genital, é muito importante que as pessoas fiquem atentas sobre
possíveis coceiras, mau cheiro, ardor ao urinar, ou dor nas relações sexuais e corrimento
que podem ser sintomas de uma DST. Nessas situações, por receio ou vergonha, muitas
pessoas, principalmente os homens, tendem a usar produtos indicados por amigos, o que
pode agravar a situação. Sempre que isso acontecer, é preciso buscar um profissional da
saúde.
Para ter relações sexuais sem perigo de se infectar por uma DST, é importante que a
camisinha feminina ou masculina seja utilizada desde o início da relação sexual, mesmo
que as pessoas nunca tenham transado.
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Atividade 4 –
A, B, C ... Hepatites virais
Objetivo
Duração
Materiais
ObjetivosDuraçãoMateriais
Fortalecer os conhecimentos dos
participantes sobre as hepatites
virais.
Duas
horas e
meia
Textos sobre hepatites;
caneta e papel.
Passo a passo
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-
-
-
-
-
-
Inicie o encontro perguntando aos participantes se já participaram de alguma palestra
ou atividade sobre hepatites.
Pergunte o que o grupo sabe sobre hepatites e escreva as contribuições no quadro, em
forma de palavras chave.
Em seguida, peça que formem quatro grupos e distribua um dos textos para cada um deles.
Explique que a proposta é que cada grupo leia o texto e que construa um programa de
rádio. Lembre-os que uma vez que a comunicação no rádio é limitada por contar apenas
com o som, isso requer uma compensação na linguagem, ou seja, é preciso adotar uma
linguagem mais leve e informal e que o ‘radialista’ precisa imprimir emoção à sua voz
em face do que está sendo noticiado.
Peça que leiam os textos e informe que cada um dos programas não poderá exceder a 5
minutos.
Dê cerca de 40 minutos para a elaboração do programa e, em seguida, peça que cada
grupo apresente seu programa na seguinte ordem:
Programa 1 - O que são hepatites?
Programa 2 - Hepatite A
Programa 3 - Hepatite B
Programa 4 - Hepatite C
Quando os grupos terminarem suas apresentações, aprofunde a discussão a partir das
seguintes questões:
1. O que poderia ser feito na escola para chamar a atenção dos alunos, familiares e
comunidade sobre as hepatites?
2. O que os serviços de saúde poderiam fazer para, por exemplo, facilitar o acesso dos
jovens à vacinação para a hepatite B?
3. Com quais parceiros poderíamos contar para mobilizar a comunidade para se prevenir
das hepatites?
24 - Doenças Sexualmente Transmissíveis, HIV/aids e Hepatites Virais
Ideias principais
As hepatites são inflamações que aparecem no fígado. Pode ser causada por vírus, uso
de alguns remédios, álcool e outras drogas, além de doenças autoimunes, metabólicas e
genéticas. São doenças silenciosas que nem sempre apresentam sintomas, mas quando
aparecem podem ser cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele
e olhos amarelados, urina escura e fezes claras.
A melhor forma de se evitar a doença é melhorando as condições de higiene e de
saneamento básico como, por exemplo: lavar as mãos após ir ao banheiro, trocar fraldas e
antes de comer ou preparar alimentos; lavar bem os alimentos crus que serão consumidos,
com água tratada, clorada ou fervida, deixando-os de molho por 30 minutos; cozinhar bem
os alimentos antes de consumi-los, principalmente mariscos, frutos do mar e carne de porco.
Folhas de apoio2
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O que são hepatites
Grave problema de saúde pública no Brasil e no mundo, as hepatites são inflamações do
fígado que podem ser causadas por vírus, uso de alguns remédios, álcool e outras drogas, ou
por doenças autoimunes, metabólicas e genéticas. São doenças silenciosas que nem sempre
apresentam sintomas, mas quando aparecem podem ser cansaço, febre, mal-estar, tontura,
enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras.
No Brasil, as hepatites virais mais comuns são as causadas pelos vírus A, B e C. Milhões de
pessoas no Brasil são portadoras dos vírus B ou C e não sabem. Elas correm o risco de as
doenças evoluírem e causarem danos ao fígado como cirrose e câncer. Por isso, é importante
ir ao médico regularmente e fazer os exames de rotina que detectam as hepatites.
As hepatites virais são doenças de notificação compulsória, ou seja, cada ocorrência deve ser
notificada por um profissional de saúde. Esse registro é importante para mapear os casos de
hepatites no país e para traçar estratégias para as políticas públicas.
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2 Departamento de DST/Aids e Hepatites Virais, Disponível em www.aids.gov.br. Acesso em 17 de maio de 2012.
25
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Hepatite A
A hepatite A é uma doença contagiosa, causada pelo vírus A (VHA) e também conhecida
como “hepatite infecciosa”. Sua transmissão é fecal-oral, por contato entre pessoas ou por
meio de água ou alimentos contaminados pelo vírus. Geralmente, não apresenta sintomas.
Porém, os mais frequentes são: cansaço, tontura, enjoo e/ou vômitos, febre, dor abdominal,
pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. Quando surgem, costumam aparecer de
15 a 50 dias após a infecção.
O diagnóstico da doença é realizado por exame de sangue, no qual se procura por anticorpos
anti-VHA. Após a confirmação, o profissional de saúde indicará o tratamento mais adequado,
de acordo com a saúde do paciente. A doença é totalmente curável quando o portador segue
corretamente todas as recomendações médicas. Na maioria dos casos, a hepatite A é uma
doença de caráter benigno.
A melhor forma de se evitar a doença é melhorando as condições de higiene e de
saneamento básico, como por exemplo:
• Lavar as mãos após ir ao banheiro, trocar fraldas e antes de comer ou preparar
alimentos;
• Lavar bem, com água tratada, clorada ou fervida, os alimentos que são consumidos crus,
deixando-os de molho por 30 minutos;
• Cozinhar bem os alimentos antes de consumi-los, principalmente mariscos, frutos do mar
e carne de porco;
• Lavar adequadamente pratos, copos, talheres e mamadeiras;
• Não tomar banho ou brincar perto de valões, riachos, chafarizes, enchentes ou próximo
de onde haja esgoto a céu aberto;
• Caso haja algum doente com hepatite A em casa, utilizar hipoclorito de sódio a 2,5% ou
água sanitária ao lavar o banheiro;
• No caso de creches, pré-escolas, lanchonetes, restaurantes e instituições fechadas,
adotar medidas rigorosas de higiene, tal como a desinfecção de objetos, bancadas e chão,
utilizando hipoclorito de sódio a 2,5% ou água sanitária.
Atualmente, o Sistema Único de Saúde disponibiliza uma vacina específica contra o vírus
causador da hepatite A. Contudo esta vacina só é recomendada em situações especiais, como
em pessoas com outras doenças crônicas no fígado ou que fizeram transplante de medula
óssea, por exemplo.
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26 - Doenças Sexualmente Transmissíveis, HIV/aids e Hepatites Virais
Hepatite B
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Causada pelo vírus B (HBV), a hepatite do tipo B é uma doença infecciosa. Como o VHB está
presente no sangue, no esperma e no leite materno, a hepatite B é considerada uma doença
sexualmente transmissível. Entre as causas de transmissão estão:
• relações sexuais sem camisinha com uma pessoa infectada,
da mãe infectada para o filho durante a gestação, o parto ou a amamentação,
• compartilhar material para uso de drogas (seringas, agulhas, cachimbos), de higiene
pessoal (lâminas de barbear e depilar, escovas de dente, alicates de unha ou outros objetos
que furam ou cortam), ao se fazer uma tatuagem e na colocação de piercings,
• transfusão de sangue infectado.
A maioria dos casos de hepatite B não apresenta sintomas. Todavia, quando aparecem, os
mais frequentes são cansaço, tontura, enjoo e/ou vômitos, febre, dor abdominal, pele e
olhos amarelados, urina escura e fezes claras. Esses sinais costumam aparecer de um a seis
meses após a infecção. Como as hepatites virais são doenças silenciosas, é preciso consultar
regularmente um médico e fazer o teste.
O diagnóstico da hepatite B é feito por meio de exame de sangue específico. Após o
resultado positivo, o médico indicará o tratamento adequado. Além dos medicamentos
(quando necessários), indica-se corte no consumo de bebidas alcoólicas pelo período mínimo
de seis meses e remédios para aliviar sintomas como vômito e febre.
Se prevenir da doença é muito fácil. Basta tomar as três doses da vacina, usar camisinha em
todas as relações sexuais e não compartilhar objetos de uso pessoal, como lâminas de barbear
e depilar, escovas de dente, materiais perfuro-cortantes. Além disso, toda mulher grávida
precisa fazer o pré-natal e os exames para detectar as hepatites, a aids e a sífilis. Esse cuidado
é fundamental para evitar a transmissão da mulher para o feto. Em caso positivo, é necessário
seguir todas as recomendações médicas, inclusive sobre o tipo de parto e amamentação.
Atualmente, o Sistema Único de Saúde disponibiliza gratuitamente vacina contra a hepatite
B em qualquer posto de saúde. No entanto, é necessário:
Ter até 29 anos, 11 meses e 29 dias;
Pertencer ao grupo de maior vulnerabilidade (independentemente da idaDe)
- gestantes, trabalhadores da saúde, bombeiros, policiais, manicures, populações indígenas,
gays, lésbicas, travestis e transexuais, profissionais do sexo, usuários de drogas, portadores
de DST .
A imunização só é efetiva quando se toma as três doses, com intervalo de um mês entre
a primeira e a segunda dose e de seis meses entre a primeira e a terceira dose.
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27
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Hepatite C
Essa hepatite é causada pelo vírus C (VHC), O vírus C, assim como o vírus causador da
hepatite B, está presente no sangue. Entre as causas de transmissão estão:
- Transfusão de sangue;
- Compartilhamento de material para uso de drogas (seringas, agulhas, cachimbos, entre
outros), higiene pessoal (lâminas de barbear e depilar, escovas de dente, alicates de unha
ou outros objetos que furam ou cortam) ou para confecção de tatuagem e colocação de
piercings;
- Da mulher infectada para o feto durante a gravidez;
- Sexo sem camisinha com uma pessoa infectada.
O surgimento de sintomas em pessoas com hepatite C aguda é muito raro. Entretanto, os que
mais aparecem são cansaço, tontura, enjoo e/ou vômitos, febre, dor abdominal, pele e olhos
amarelados, urina escura e fezes claras. Por se tratar de uma doença silenciosa, é importante
consultar-se com um médico regularmente e fazer os exames de rotina que detectam todas
as formas de hepatite.
O diagnóstico precoce da hepatite amplia a eficácia do tratamento.
Quando a reação inflamatória persiste sem melhora por mais de seis meses, comum em
80% dos casos, os profissionais de saúde consideram que a infecção evoluiu para a forma
crônica. Quando necessário, o tratamento é complexo e dependerá da realização de exames
específicos, como biópsia hepática e exames de biologia molecular. As chances de cura
variam de 50 a 80% dos casos.
Não existe vacina contra a hepatite C, mas evitar a doença é muito fácil. Basta não
compartilhar seringa, agulha e objetos cortantes com outras pessoas e usar camisinha em
todas as relações sexuais. Além disso, toda mulher grávida precisa fazer o pré-natal e os
exames para detectar as hepatites, a aids e a sífilis. Esse cuidado é fundamental para evitar
a transmissão de mãe para filho. Em caso de resultado positivo, é necessário seguir todas as
recomendações médicas, inclusive sobre o tipo de parto e amamentação (fissuras no seio da
mãe podem permitir a passagem de sangue, por exemplo).
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28 - Doenças Sexualmente Transmissíveis, HIV/aids e Hepatites Virais
Atividade 5 -
A árvore do prazer
Objetivo
Duração
Materiais
ObjetivoDuraçãoMateriais
Alertar sobre a vulnerabilidade a que
todos nós estamos expostos à
infecção pelo HIV.
90 minutos
Dois metros de folha de papel
pardo, canetas hidrográficas
coloridas, tarjetas de papel,
fita adesiva.
Passo a passo
-
Antes da atividade, desenhe uma árvore bem grande utilizando duas folhas de flipchart
ou duas cartolinas. Corte, também, quadrados, triângulos e tiras de papel de três cores
no número de participantes do grupo, como no modelo abaixo:
-
Quando os participantes chegarem, explique que a proposta é a de construir uma
árvore dos prazeres. Coloque a árvore na parede, distribua um quadrado e uma caneta
para cada participante e solicite que escrevam um prazer que eles e elas têm em um
relacionamento. Peça para escreverem a primeira coisa que vier à cabeça. Conforme
forem terminando, peça que colem o quadrado na copa da árvore. Quando todos os
quadrados estiverem colados, distribua os triângulos e explique que para tudo na vida
existe um risco, ou seja, algo que pode acontecer e trazer um prejuízo para a vida
das pessoas. Peca que cada um escreve um risco associado ao prazer que escreveram
anteriormente. Quando terminarem peça que colem o triângulo embaixo do quadrado da
seguinte forma:
29
-
Quando terminarem, leia todos os prazeres e os riscos. Distribua a tira e explique que
existem várias formas de se prevenir o risco sem perder o prazer. Solicite que escrevam
na tira como se prevenir dos riscos sem perder o prazer. Conforme terminarem, peça que
colem as tiras entre o quadrado e o triângulo da seguinte forma:
-
Leia em voz alta os prazeres, os riscos e as formas de prevenção. Abra para o debate
perguntando o que acharam da atividade e o que aprenderam com ela.
Encerre, enfatizando que, muitas vezes, acreditamos que prevenir algumas doenças e
situações de violência depende somente do comportamento das pessoas, mas que, na
realidade, não é bem assim.
Existem outros fatores que deixam as pessoas mais ou menos vulneráveis a certas
situações da vida. Por exemplo, se um adolescente não tem informação sobre como se
prevenir das DST ou da aids, ele está mais vulnerável que outro que tem. Se uma menina
não tem coragem de pedir para o namorado usar o preservativo, ela está mais vulnerável
a se infectar do que outra que fala para o namorado que só transa com camisinha. Se no
serviço de saúde, os adolescentes não podem passar por uma consulta sem a presença
dos pais, eles ficam mais vulneráveis. Se a escola não disponibiliza camisinha para quem
quiser, idem.
Enfim, além do jeito de ser de cada um, alguns aspectos da nossa cultura deixam
algumas pessoas mais vulneráveis que as outras e a falta de acesso à informação e ao
preservativo deixam ainda mais.
Concluída as três etapas da dinâmica peça aos participantes que fotografem
mentalmente essa árvore para que possam reproduzir essa discussão para outras pessoas
e as levarem a refletir sobre as vulnerabilidades a que todos estamos susceptíveis.
-
-
-
-
30 - Doenças Sexualmente Transmissíveis, HIV/aids e Hepatites Virais
Ideias principais
-
A noção de vulnerabilidade foi desenvolvida por Jonathan Mann (1993) e está
intimamente relacionada com mudanças conceituais e práticas nas ações de prevenção
e assistência das DST/aids. No Brasil, foi amplamente discutida por José Ricardo Ayres
e colaboradores. Definida em três componentes de determinação - vulnerabilidade
individual, vulnerabilidade social e vulnerabilidade programática - essa abordagem
tornou-se central para a definição de políticas no campo da prevenção.
-
Na esfera individual, esta vulnerabilidade diz respeito à capacidade que as pessoas têm
para processar informações sobre As DST e o HIV/aids e a capacidade transformar essas
informações processadas em comportamentos mais protegidos.
-
A vulnerabilidade social diz respeito ao compromisso político de cada país com a saúde
e a educação. Afinal, obter informações e incorporá-las à sua vida não depende só das
pessoas, mas de aspectos como acesso a meios de comunicação, grau de escolaridade,
disponibilidade de recursos materiais, poder de influenciar decisões políticas,
possibilidades de enfrentar barreiras culturais, etc..
-
A vulnerabilidade institucional ou programática é aquela que focaliza a existência ou
não de programas e ações voltados às necessidades da população.
-
Todos nós estamos vulneráveis a nos infectarmos pelo HIV, ou adquirir uma DST, se não
adotarmos comportamentos de autocuidado e cuidado com as pessoas com as quais
convivemos.
31
Atividade 6 -
Quem faz isso?
Objetivo
Duração
Materiais
ObjetivoDuraçãoMateriais
Refletir sobre o autocuidado e a
vulnerabilidade individual.
Duas horas.
Cópia do quadro com as
afirmativas para os grupos
trabalharem. Cartolina ou folha
de papel, canetões, réguas.
Passo a passo
-
Divida os participantes em dois ou mais grupos e inicie o trabalho com uma pergunta
mobilizadora: “o quê os garotos e as garotas fazem para conquistar quem eles/elas
gostam?”
-
Após essa discussão, entregue aos grupos uma lista com frases afirmativas para que
discutam e coloquem na frente de cada uma delas o que “só o homem faz, só a mulher
faz, nenhum dos dois faz ou o que os dois fazem”.
-
Quando terminarem, peça aos grupos para lerem alto as conclusões a que chegaram.
-
A seguir, solicite que retornem, e analisem quais são as situações que deixam os homens
mais vulneráveis ao HIV e a aids. Peça que façam o mesmo em relação às mulheres.
-
Quando terminarem, solicite que elaborem um cartaz apontando para essas
vulnerabilidades. Explique que um cartaz é uma peça que é elaborada para ser colada
em locais públicos para todo mundo ver.
-
Explique, também, que antes de começar a confeccionar um cartaz , é preciso definir
muito bem o que se quer fazer. Para isso, há três decisões em que se pensar:
O tema: é o assunto por cartaz.
O título: a mensagem do cartaz deve ser curta e sugestiva. Inventem uma frase que
tenha entre 5 e 7 palavras, no máximo.
A imagem: é o mais importante na transmissão da mensagem. Deve ser sugestiva e de
cores contrastantes.
-
Distribua a cartolina ou a folha de papel e peça que divida o espaço em três zonas: uma
para o título, outra para a imagem e a última sobre o que se quer informar. Lembre-os
de que o texto deve ter frases curtas e letras bem legíveis.
-
Peça que cada grupo apresente seu cartaz e que os outros participantes comentem.
32 - Doenças Sexualmente Transmissíveis, HIV/aids e Hepatites Virais
Ideias principais3
-
Atualmente, ainda há mais casos de aids entre os homens do que entre as mulheres, mas
essa diferença vem diminuindo ao longo dos anos. Em 1989, havia cerca de 6 casos de
aids no sexo masculino para cada 1 caso no sexo feminino. Em 2010, chegou a 1,7 caso
em homens para cada 1 em mulheres.
-
Em relação aos jovens, os dados apontam que, embora eles tenham elevado
conhecimento sobre prevenção da aids e outras doenças sexualmente transmissíveis, há
tendência de crescimento do HIV entre as meninas e os jovens gays.
3
Aids no Brasil. Disponível em: <http://www.aids.gov.br/pagina/aids-no-brasil>. Acesso em 23 de abril de 2012.
33
Quadro 1 - GRUPOS
Quemfaz
fazisso?
isso?
Quem
1. Vai ao médico regularmente.
2. Vai ao médico quando sente alguma
diferença no corpo.
3. Compra preservativos.
4. Traz a camisinha consigo.
5. Conversa com os amigos, com a família,
com os professores e com os adultos
sobre prevenção.
6. Negocia o uso da camisinha com o
seu parceiro ou parceira.
7. Busca informações sobre DST,
HIV e aids.
8. Sabe como se coloca o preservativo
masculino.
9. Sabe como se coloca o preservativo
feminino.
10. Conversa sobre a prevenção com seu
parceiro ou parceira antes da
relação sexual acontecer.
Homem
Mulher
Ambos
Nenhum
34 - Doenças Sexualmente Transmissíveis, HIV/aids e Hepatites Virais
Atividade 7 -
Jogo dos balões
ObjetivoDuraçãoMateriais
Objetivo
Duração
Materiais
Auxiliar os participantes a refletirem
sobre as situações e ações de risco
frente às DST/AIDS.
50 minutos
Aparelho de som, música
animada (para descontrair),
balões coloridos (três cores
diferentes) e batom.
Passo a passo
-
-
-
-
-
-
Distribua os balões para os participantes
Solicite que eles se levantem e que dancem ao ritmo da música jogando seus balões
para cima e pegando o que estiver mais perto quando você disser a palavra JÁ.
Peça que façam um círculo com o grupo e explique que cada cor de balão possui um
significado:
balão azul - pessoa que usou o preservativo,
balão laranja - pessoa que tem uma DST
balão vermelho - pessoa que vive com o HIV.
Pergunte como as pessoas que descobriram que tem uma DST estão se sentindo.
Em seguida, pergunte o mesmo para as pessoas que ‘descobriram’ que vivem com o HIV
e, finalmente, como se sentem as pessoas que usaram o preservativo.
Encerre explicando que muitas pessoas ainda acham que a infecção por uma DST ou
pelo HIV não acontece com ela, com sua família ou na sua escola. Qualquer pessoa, de
qualquer idade, sexo ou religião pode se infectar pelo HIV e outras DST.
Ideias principais
-
-
A melhor forma de enfrentar a epidemia do HIV e das outras DST é divulgando
continuamente informações sobre o assunto e desconstruindo os preconceitos que ainda
existem em nossa sociedade.
Infelizmente, pessoas vivendo e convivendo com HIV e aids ainda são vítimas de
situações de preconceito, discriminação e estigma. Viver livre do estigma e de qualquer
tipo de discriminação é um direito humano básico e deve ser respeitado.
35
Atividade 8 -
Jogo da assinatura
Objetivo
Duração
Materiais
ObjetivoDuraçãoMaterial
Facilitar a compreensão da
transmissão do HIV e das DST e da
importância do uso do preservativo.
30 minutos
Aparelho de som, cd de
música; papéis com letras,
asteriscos.
Passo a passo
-
-
-
-
-
-
-
Com antecedência prepare pedaços de papel conforme o número de participantes do
grupo, sendo que dois desses papéis serão sinalizados: um com um C e outro com um
asterisco (*), sem que os participantes vejam quais papéis estão marcados.
Distribua os papéis aleatoriamente entre todos os participantes.
Em clima de descontração (é importante que tenha música na sala), solicite a todos
os participantes (com seus papéis na mão) que recolham três assinaturas, num tempo
máximo de 15 minutos.
Ao final dessa tarefa, peça que os participantes se sentem em um círculo e conte que o
que aconteceu ali foi uma festa e que, na verdade, as assinaturas recolhidas significam
relações sexuais vividas durante essa festa. Esclareça que o participante que começou a
dinâmica com o asterisco (*) no papel é um portador de HIV ou DST.
Solicite que essa pessoa fique em pé e leia o nome das pessoas de quem recolheu as
assinaturas. As pessoas citadas deverão ficar de pé e, sucessivamente, ler os nomes em
seus papéis. Ao final, todas as pessoas estarão de pé, significando que tiveram contato
com um portador de HIV ou DST e foi infectado.
Explicite que nesse grupo apenas um participante tinha a letra C desenhada no seu
papel, significando que a letra C corresponde ao uso do preservativo. Portanto somente o
participante que usou preservativo na festa não se infectou.
Peça que todos voltem para seus lugares e abra uma discussão sobre autocuidado,
cuidado mútuo nas relações sexuais e a importância do uso do preservativo.
Ideias principais
-
Alguns estudiosos costumam elencar uma série de razões para o não uso do
preservativo. Uma boa parte dessas razões tem tudo a ver com questões culturais que
definem o que é ser homem e o que é ser mulher.
36 - Doenças Sexualmente Transmissíveis, HIV/aids e Hepatites Virais
-
-
-
Em se pensando nos jovens do sexo masculino, por exemplo, a ideia de que homem que é
homem não nega fogo e se pintar uma transa ele tem que topar de qualquer jeito, faz com
que muitas vezes, mesmo sabendo da importância de se usar este insumo de prevenção,
ele não se proteja.
Já as mulheres jovens mesmo que nos tempos atuais elas tenham acesso a informações,
sejam mais escolarizada que os namorados, lidem melhor com sua sexualidade que no
passado, não é raro encontrar situações em que em nome do amor, ela acabe topando
fazer sexo sem o preservativo.
A partir de 2008, nota-se uma tendência de crescimento de novos casos de aids entre as
meninas de 13 a 19 anos e entre jovens gays.
37
Atividade 9 -
Negociação do uso
do preservativo
Objetivo
Duração
Material
ObjetivoDuraçãoMaterial
Vivenciar situações de negociações
do uso do preservativo.
60 minutos
Baralho da negociação do uso
do preservativo.
Passo a passo
-
-
-
-
Peça para os participantes fazerem um círculo e coloque as cartas de baralho no centro
com o texto voltado para baixo.
A seguir explique que o objeto que você tem na sua mão será a “batata quente”, ou
seja, este objeto deve passar de mão em mão e quando a música parar, quem estiver
com o objeto vai escolher uma carta do baralho que está no centro da roda e tentar
argumentar o porque é importante usar o preservativo. Caso não saiba, quem estiver à
sua direita deverá responder, ou passar adiante.
Repetir várias vezes o mesmo procedimento. A ideia é dar oportunidade para que os
participantes expressem alternativas para a negociação do uso da camisinha.
Quando terminarem as cartas, abra para o debate sobre que outros argumentos podem
ser utilizados na hora de negociar o uso do preservativo.
Ideias principais
-
-
-
Negociar é procurar uma solução que atenda as próprias necessidades sem deixar de
considerar as do outro.
Em nossa cultura, geralmente, os homens têm mais oportunidade de aprenderem a
negociar, pois, desde pequenos, nas brincadeiras de infância, trocam bolinhas de gude ou
figurinhas. As meninas, mais voltadas para bonecas e panelinhas, são educadas para a
organização do lar e o cuidado com as crianças e menos para a negociação. Em função
dessas diferenças e, como consequência das desigualdades entre os gêneros feminino e
masculino, as mulheres de todas as idades tem maior dificuldade de negociarem o uso
do preservativo com seus parceiros.
Atualmente, existe pelo menos uma situação que é inegociável: a de ter uma relação
sexual sem o uso da camisinha, pois a camisinha (masculina ou feminina) é a única
38 - Doenças Sexualmente Transmissíveis, HIV/aids e Hepatites Virais
-
forma de prevenir a aids e as outras doenças sexualmente transmissíveis e é também um
ótimo método contraceptivo.
No entanto, ainda existem alguns fatores culturais que dificultam o uso do preservativo
como, por exemplo, achar que uma menina que pede para o namorado usar preservativo
é porque teve muitos parceiros sexuais ou, ainda, alguns rapazes que não utilizam o
preservativo porque temem que a garota ache que ele é gay ou usuário de drogas.
Baralho de Negociação do Uso do Preservativo
Se alguém falar:
Camisinha não é natural, me bloqueia.
Ah! Você tem uma camisinha! Você tinha planos
de me seduzir.
Não tenho camisinha comigo.
Eu não sou homossexual e não uso drogas
injetáveis, por isso não preciso me preocupar.
Não precisamos de camisinha. Sou virgem.
Você responde:
39
Camisinha! Você está me ofendendo! Pensa que
sou carregador de doenças?
Se eu parar para colocar a camisinha perco o
tesão.
Morro mas não uso camisinha.
Não transo com você se for com camisinha.
Até você colocar a camisinha, eu já perdi a
vontade.
Tomo pílula. Você não precisa usar camisinha.
Só uma vez! Não faz mal! Já nos conhecemos há
tanto tempo.
Só de olhar alguém é o bastante para eu saber se
tem aids. Assim, por que me preocupar?
Usar camisinha para fazer amor é como chupar
bala com papel.
40 - Doenças Sexualmente Transmissíveis, HIV/aids e Hepatites Virais
Atividade 10 -
Expressando o conhecimento
Objetivo
Duração
Material
ObjetivosDuraçãoMaterial
Discutir quais são as doenças
sexualmente transmissíveis,
estimulando a troca de informações
entre os pares.
90 minutos
Folders, folhetos, material
informativo; cartolinas, folhas
de papel, canetas coloridas,
revistas, jornais atuais,
tesouras e cola.
Passo a passo
-
-
-
-
-
-
Solicite ao grupo que individualmente pensem em algo que tenham visto, ouvido ou
falado sobre “doenças sexualmente transmissíveis e aids”. Depois, solicite que guardem
esses pensamentos para si.
A seguir peça que formem grupos de até cinco participantes e solicite que conversem
sobre aquilo que sabem sobre prevenção das DST e aids.
Entregue folders, revistas, materiais informativos, jornais, folhas de papel, canetas,
tesouras e cola aos grupos. Peça para montarem um painel com as figuras, os anúncios e
textos que estejam relacionados com o tema.
Após a elaboração do painel, peça a cada grupo que eleja um representante para
explicar como foi o processo de discussão, da montagem, da colagem e que ideia
procura passar.
Após as apresentações, o abra para o debate a partir das seguintes questões:
a) Como se prevenir das doenças sexualmente transmissíveis?
b) Ter um pacto de fidelidade com o parceiro ou parceira é uma boa forma de prevenir
a aids?
c) O HIV pode penetrar pela pele?
d) O HIV pode ser transmitido pela tosse ou espirro?
e) Quais são as vantagens de se fazer o teste para saber se tem o HIV?
Ao final peça aos participantes que revisem seus painéis colocando uma pequena
legenda explicativa sobre a informação que quiseram passar.
Ideias principais
(a) A melhor forma de se prevenir das DST e do HIV é negociar e usar corretamente o
preservativo nas relações sexuais com penetração; não compartilhar seringas e agulhas;
41
utilizar seringas esterilizadas ou descartáveis, caso use drogas injetáveis. A prática das
seguintes atividades não faz com que o sangue, o sêmen, ou as secreções vaginais de
uma pessoa entrem em contato com o sangue de outras pessoas, nem que ocorra a
transmissão do HIV: masturbar-se, massagear-se, roçar-se, abraçar-se, fazer carícias
genitais.
(b) Muitos casais fazem esse tipo de pacto, mas o que se verifica, na prática, é que as
relações mais inesperadas (e fora da relação regular) podem trazer mais dificuldade
no uso do preservativo. Além disso, uma das pessoas do casal pode manter o pacto
e a outra não. Vale observar que muitas mulheres que estão com HIV só tiveram um
parceiro sexual em toda a vida. Além disso, especialmente entre adolescentes, o pacto
de fidelidade pode durar enquanto dura o relacionamento. Assim, os adolescentes
podem acabar tendo vários parceiros – ou parceiras, mesmo que seja um de cada vez.
(c) O HIV não penetra no corpo pela pele. A pele serve normalmente como barreira, mas
é importante lembrar que essa barreira pode ser quebrada, quando acontecem cortes,
escoriações, úlceras, feridas, sangramento.
(d) O HIV não é transmitido por tosse, espirro, alimentos, piscinas, toalhas, assentos
sanitários, animais caseiros, mosquitos e outros insetos.
(e) Fazer o teste precocemente aumenta a expectativa de vida da pessoa que vive com o
vírus. Quem busca tratamento especializado no tempo certo e segue as recomendações
do médico ganha em qualidade de vida.
42 - Doenças Sexualmente Transmissíveis, HIV/aids e Hepatites Virais
Atividade 11 -
Conhecimento sobre aids e HIV
Objetivo
Verificar retorno sobre a aquisição de
informações após trabalho de prevenção
das DST/HIV e aids realizado (palestra,
discussão, vídeo etc.)
Duração
60 minutos
Material
Instrumento com as
questões para todos
os participantes.
Passo a passo
-
-
-
-
Solicite aos participantes que relembrem os trabalhos sobre prevenção das DST, do HIV e
da aids do qual já participaram.
A seguir distribua a folha com as questões para todos orientando para que,
individualmente, marquem V para verdadeiro e F para falso nas afirmações da folha..
Quando terminarem, leia cada uma das frases e pergunte quem respondeu V ou F.
Quando houver discordância, peça que uma pessoa diga porque respondeu verdadeiro e
a outra porque respondeu falso.
Feita a correção, pergunte quais são as dúvidas que os participantes ainda tem sobre o
HIV e a aids e, com a ajuda deste guia, dê mais informações sobre o tema.
Marque V para verdadeiro e F para falso
1.
(
2.
3.
4.
5.
6.
(
(
(
(
(
7.
(
8. (
9. (
10. (
) Uma pessoa que vive com o HIV/aids pode ter uma vida igual a de qualquer pessoa que
não tenha o vírus.
) A aids tem cura.
) Se uma mulher grávida tem o HIV, certamente seu filho também será infectado.
) Uma pessoa pode ser infectada pelo HIV por meio de picada de insetos.
) Pode-se passar o HIV para outra pessoa por meio do beijo de língua.
) Uma pessoa que tem uma DST têm mais chances de contrair o HIV porque geralmente
essas doenças provocam lesões e feridas na pele, o que facilita a entrada do vírus da
aids no organismo durante as relações sexuais.
) Profilaxia Pós Exposição (PEP) é uma forma de se prevenir da infecção pelo HIV tomando
os medicamentos que fazem parte do coquetel utilizado no tratamento da aids, durante
28 dias.
) Uma pessoa pode contrair o vírus HIV doando sangue.
) Uma pessoa pode estar infectada pelo HIV e não saber.
) O termo AIDS vem da sigla de expressão inglesa Acquired Immuno Deficiency Syndrome,
que significa síndrome da imunodeficiência adquirida.
43
Ideias principais
1. (V) - Atualmente, existem alguns medicamentos eficazes para o tratamento das pessoas
que vivem com o HIV/aids que impedem a multiplicação do vírus e garantem a qualidade
de vida da pessoa infectada. São conhecidos como antirretrovirais ou coquetel.
2. (F) - Apesar da aids ser uma doença que ainda não tem cura, existe formas eficientes de
tratamento. No Brasil, as pessoas que vivem com o HIV/aids recebem gratuitamente os
antirretrovirais.
3. (F) Uma mulher grávida pode passar o vírus para o bebê durante a gravidez, na hora do
parto ou na amamentação. É possível diminuir o risco de transmissão vertical para muito
próximo a zero, desde que a mulher faça o exame anti-HIV no pré-natal e, caso positivo,
tome os medicamentos antirretrovirais a partir do primeiro trimestre da gestação e
no momento do parto, O parto precisa ser realizado por cesárea e a mãe não poderá
amamentar o bebê. Os serviços de saúde fornecem uma fórmula láctea durante as
primeiras seis semanas de vida do recém nascido.
4. (F) Não existe nenhum caso registrado de transmissão de aids por picada de inseto. Isso se explica por vários motivos: a quantidade de sangue que o inseto suga de
uma pessoa infectada é muito pequena e insuficiente para contagiar outra; o HIV não
consegue se reproduzir no estômago dos insetos; o inseto suga o sangue, não o injeta
nas pessoas.
5. (F) O vírus da aids não passa por meio da saliva. A possibilidade de infecção só existe
caso das duas pessoas que se beijam terem, por exemplo, algum sangramento das
gengivas ou um pequeno machucado na boca ou na língua ao mesmo tempo.
6. (V) Uma pessoa que tenha uma DST e que faça sexo sem o preservativo tem mais chance
de se infectar, pois aumenta o risco de contrair e transmitir o HIV por conta de feridas e
de inflamações nas mucosas e pele dos genitais, que ocorrem com frequência nas DST.
7. ( V) PEP significa Profilaxia Pós-Exposição. É uma forma de prevenção da infecção pelo
HIV usando os medicamentos que fazem parte do coquetel utilizado no tratamento
da aids para pessoas que possam ter entrado em contato com o vírus recentemente,
44 - Doenças Sexualmente Transmissíveis, HIV/aids e Hepatites Virais
pelo sexo sem camisinha. Esses medicamentos, precisam ser tomados por 28 dias, sem
parar, para impedir a infecção pelo vírus, sempre com orientação médica. Essa forma
de prevenção já é usada em casos de violência sexual e de profissionais de saúde que se
acidentam com agulhas e outros objetos cortantes infectados. 8. (F) A doação de sangue é o processo pelo qual um doador voluntário tem
seu sangue coletado para armazenamento em um banco de sangue ou hemocentro para
um uso subsequente em uma transfusão de sangue. Não existe o risco de contrair o
HIV ou qualquer outra doença infecciosa, pois todo o material utilizado para a doação
de sangue é descartável.
9. (V) Uma pessoa pode parecer estar bem e se sentir bem e, mesmo assim, estar infectada
pelo HIV. Muitas vezes, demora muito tempo para que o HIV cause danos ao sistema
imunológico de uma pessoa. No entanto, mesmo estando sem sintomas, esta pessoa é
capaz de transmitir o HIV para outras.
10. (V) A sigla AIDS vem do inglês Acquired Immunodeficiency Syndrome e significa
Síndrome da Imunodeficiência Adquirida. No Brasil se utiliza o nome aids (em
minúsculo) para se referir à doença do sistema imunitário causada pelo HIV, o Vírus da
Imunodeficiência Humana.
45
Atividade 12 -
Nada vai acontecer comigo
Objetivo
Refletir sobre as situações na vida de
adolescentes e jovens os deixam
vulneráveis à infecção pelo HIV e
outras DST.
Duração
60 minutos
Material
Tiras com as frases
Passo a passo
-
-
-
-
-
-
Inicie a atividade comentando que, muitas vezes, entramos em algumas situações que
nos deixam vulneráveis frente a algum risco. Por exemplo, se uma pessoa não sabe que
ao ter uma relação sexual sem camisinha pode pegar aids, ela está mais vulnerável a
pegar essa doença do que uma outra que tem essa informação.
Em seguida, explique que eles devem se reunir em quatro grupos e que cada um
deles receberá duas frases sobre situações em que adolescentes e jovens estão mais
vulneráveis.
Peça que cada grupo leia a sua frase, que discuta o que a frase quer dizer, se concorda
ou não com essa afirmação e porque.
Quando terminarem, cada grupo deverá escolher um relator que lerá a frase e as
conclusões do grupo.
Abra para o debate a partir das seguintes questões:
1. Vocês acham que adolescentes e jovens são um grupo vulnerável em relação a aids?
Por quê?
2. Em que situações vocês percebem esta vulnerabilidade?
3. Em um relacionamento, o que deixa as pessoas vulneráveis a contrair esta doença?
4. Que aspectos de nossa cultura deixam os homens mais vulneráveis? E as mulheres?
Encerre explicando que a própria forma como a sociedade constrói o feminino e o
masculino faz com que um sexo fique mais vulnerável que o outro. Um exemplo, é
que as mulheres são estimuladas desde pequenas a cuidarem de sua saúde. Já, para
os homens, ir a um serviço de saúde é mais complicado, pois muitos ainda acreditam
que são fortes e que não ficam doentes. Essa situação faz com que muitos homens só
procurem o médico quando a doença já está em um estágio avançado.
46 - Doenças Sexualmente Transmissíveis, HIV/aids e Hepatites Virais
Ideias principais
-
-
-
A vulnerabilidade individual diz respeito às características específicas de um determinado
grupo, gênero ou ciclo de vida. Em relação a adolescentes e jovens, podemos perceber
esta vulnerabilidade a partir, primeiramente, das próprias expectativas que se tem sobre
eles e elas. Por exemplo: a sensação de onipotência; a necessidade de buscar o novo
e de transgredir; a dificuldade de lidar com as escolhas e o conflito entre a razão e o
sentimento; a urgência em resolver os problemas e os desejos e a grande dificuldade de
esperar; a suscetibilidade a pressões do grupo e da moda; a dependência econômica dos
pais; o medo de se expor etc..
A vulnerabilidade social diz respeito ao compromisso político de cada país com a saúde
e a educação. Afinal, obter informações e incorporá-las a sua vida não depende só das
pessoas, mas de aspectos como acesso a meios de comunicação, grau de escolaridade,
disponibilidade de recursos materiais, pode de influenciar decisões políticas,
possibilidades de enfrentar barreiras culturais etc.
Finalmente, a vulnerabilidade programática ou institucional, é aquela que focaliza à
existência ou não de programas e ações voltados às necessidades da população para que
elas não se exponham ao HIV e se protejam. Quanto maior for o grau e a qualidade do
compromisso do Estado, dos recursos disponíveis para programas na área da sexualidade
e da saúde reprodutiva, maiores serão as possibilidades de fortalecer todas as pessoas na
busca por uma vida afetiva e sexual mais saudável e responsável.
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Tiras
$.............................................................................................................................................................................
Eu estou vulnerável quando acho que nada vai acontecer comigo.
$.............................................................................................................................................................................
Eu estou vulnerável quando não tenho alguém confiável para me ajudar quando preciso.
$.............................................................................................................................................................................
Eu estou vulnerável quando faço qualquer coisa para ele ou ela gostar de mim.
$.............................................................................................................................................................................
Eu estou vulnerável quando para transar faço qualquer coisa.
$.............................................................................................................................................................................
Eu estou vulnerável quando tenho medo de mostrar o que sinto.
$.............................................................................................................................................................................
Eu estou vulnerável quando não consigo pensar por conta própria.
$.............................................................................................................................................................................
Eu estou vulnerável quando não sei como cuidar da minha saúde sexual.
$.............................................................................................................................................................................
Eu estou vulnerável quando não me responsabilizo pela minha vida sexual.
$.............................................................................................................................................................................
48 - Doenças Sexualmente Transmissíveis, HIV/aids e Hepatites Virais
Atividade 13 -
Quero ou não quero?
Objetivo
Duração
Recriar as situações que se dão na
negociação do sexo seguro
incorporando os argumentos a favor
e contra o uso do preservativo.
Duas horas
Material
Quatro tiras com os sexos e as
situações que deverão
defender; uma folha de papel e
um lápis para cada grupo.
Passo a passo
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-
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-
Divida o grupo em quatro equipes e explique que cada uma delas irá receber uma tira de
papel especificando o sexo de uma pessoa (se é homem ou mulher) e se essa pessoa quer
ou não quer ter uma relação sexual.
Explique que cada uma dessas situações exigirá do grupo um levantamento de
argumentos favoráveis a essa ideia. Ou seja, cada grupo deverá fazer uma lista com os
motivos para se fazer ou não fazer determinada coisa.
Distribua as tiras e peça que ‘incorporem’ a situação pensando como um homem ou uma
mulher defenderia sua posição.
Quando todos os grupos tiverem sua lista com as argumentações, peça que formem dois
grupos:
o de HOMENS - 1 com MULHERES - 2 e
o de HOMENS - 2 com MULHERES - 1.
Quando os participantes estiverem organizados em dois grupos, explique que eles
deverão negociar se querem ou não ter uma relação sexual com base nos argumentos
levantados.
Dê 10 minutos para esta negociação entre os dois grupos (H1 + M2 e H2 + M1) e, em
seguida, peça que cada grupo conte como foi a conversa com o outro grupo. Pergunte,
também, como se sentiram participando dessa atividade.
Abra para o debate a partir das seguintes questões:
1. As representações que vocês fizeram têm a ver com a realidade?
2. De que maneira essa negociação aparece na vida real?
3. As pessoas conversam sobre o uso do preservativo antes da relação sexual
acontecer?
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Ideias principais
-
Explique que em um relacionamento sempre existem situações de conflito e que é
necessário se buscar por formas de resolução dessas situações por meio da aquisição de
algumas habilidades como:
Tomada de decisão - capacidade para lidar com as decisões que tem que tomar em sua
vida de uma maneira construtiva.
Comunicação - expressar seus desejos e opiniões de forma verbal ou não-verbal, em
conformidade com os seus desejos e valores.
Assertividade - comunicar de maneira clara e firme o que espera das pessoas, o que
pretende fazer, comunicar seu ponto de vista sem humilhar as pessoas.
Negociação – buscar por uma solução que atenda as próprias necessidades sem deixar
de considerar as do outro.
Gerenciamento das emoções - reconhecer as emoções próprias e as dos outros e para
compreender que as emoções influenciam o comportamento, bem como reconhecer as
fontes de pressão e tensão, a maneira como elas o afetam e as possibilidades de superálas ou diminuí-las.
Busca de ajuda - identificar as situações em que é necessário buscar ajuda de amigos,
da família ou de um profissional.
Tiras
$.............................................................................................................................................................................
Grupo HOMEM 1 – os motivos alegados pelos meninos para convencer uma menina a ter
relações sexuais com ele.
$.............................................................................................................................................................................
Grupo HOMEM 2 – os motivos alegados pelos meninos quando não querem ter relações
sexuais com uma menina.
$.............................................................................................................................................................................
Grupo MULHER 1 – os motivos alegados pelas meninas para convencer um menino a ter
relações sexuais com ela.
$.............................................................................................................................................................................
Grupo MULHER 2 – os motivos alegados pelas meninas quando não querem ter relações
sexuais com um menino.
$.............................................................................................................................................................................
50 - Doenças Sexualmente Transmissíveis, HIV/aids e Hepatites Virais
Atividade 14 -
Encaixe certo
Objetivo
Duração
Sistematizar as etapas do uso
correto do preservativo.
1 hora e
meia
Material
Cartões, canetas, caixa pequena;
camisinhas masculinas e femininas;
bananas, pênis de borracha, pepinos;
copos de plástico transparente.
Passo a passo
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-
-
-
Entregue aos participantes um cartãozinho e solicite que escrevam uma frase ou ideia
que tenham escutado e esteja relacionada à sexualidade e ao uso da camisinha.
Peça, inicialmente, que depositem seus cartões na caixinha que deverá estar colocada
em frente ao grupo. Explique que cada um deverá ir à frente e tirar da caixinha um
cartãozinho, que deverá ser lido em voz alta, dizendo se a ideia escrita ali é verdadeira
ou falsa.
Conforme forem sendo lidas, complete ou corrija a informação dada pelo participante
que sorteou o cartão.
Na sequência, mostre um preservativo masculino e explique os cuidados que se deve ter
ao comprar uma camisinha e como deve ser utilizada. Pode se utilizar uma banana ou um
pepino ou um pênis de borracha para esta explicação.
USE SEMPRE CAMISINHA
Usada corretamente, a camisinha evita a gravidez
e protege contra infecção por doenças sexualmente transmissíveis.
E lembre-se: a camisinha é o método mais seguro de prevenção da aids.
1. Abra o envelope
com a mão.
2. Coloque a camisinha
quando o pênis estiver
duro, antes de iniciar a
relação sexual (vaginal,
anal ou oral).
4. Depois da realação
sexual, tire a camisinha
com o pênis ainda duro.
5. Dê um nó na camisinha
e não esqueca que ela só
pode ser usada uma vez.
• Use somente lubrificantes à base de água.
• Para cada relação, use uma nova camisinha.
• Verifique sempre a data de validade.
3. Aperte a ponta
para sair o ar e
desenrole
até embaixo.
6. Depois de usada,
jogue-a no lixo.
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-
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-
Demonstrado o uso da camisinha masculina, faça o mesmo com a camisinha feminina,
utilizando-se de um copo de plástico transparente para que eles entendam como ela é
colocada e fixada dentro do canal vaginal feminino.
Proponha que dois ou mais participantes façam uma dramatização, mostrando
as dificuldades mais comuns que as pessoas têm na hora de falar sobre o uso do
preservativo e como poderiam lidar com estas dificuldades.
Abra para o debate a partir das seguintes questões:
1. Quais os motivos que levam uma pessoa, mesmo sabendo da necessidade de usar o
preservativo, a não usá-lo na hora H?
2. Como é para um homem falar que vai usar camisinha para sua parceira ou parceiro?
3. Como é para uma mulher falar que vai usar camisinha feminina para seu parceiro
ou sua parceira?
Encerre enfatizando a necessidade de todos os casais – homo, hetero, bissexuais, em
relações estáveis ou casuais - conversarem sobre o uso do preservativo.
Ideias principais
-
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-
-
É comum um jovem, quando vai transar pela primeira vez, ficar muito tenso, com
medo de falhar, de não agradar e, assim, a camisinha acaba sendo vista como mais um
obstáculo.
Existem várias crenças que estimulam o não uso do preservativo, como por exemplo,
que “é como chupar bala com papel” e isso não faz nenhum sentido. O material utilizado
para a confecção das camisinhas e super fino e resistente, não impedindo o prazer.
O sexo seguro não envolve apenas o uso da camisinha, pois não está limitado à
penetração vaginal ou anal. Envolve também cuidados durante o sexo oral.
Os dados estatísticos têm indicado que, em relações estáveis, o uso da camisinha é
deixado de lado e que esse comportamento aumenta a vulnerabilidade em relação às
DST/Aids.
52 - Doenças Sexualmente Transmissíveis, HIV/aids e Hepatites Virais
Atividade 15 -
Aids no mundo adolescente
Objetivo
Favorecer o entendimento de que
todas as pessoas precisam se cuidar e
passar a informação sobre a
prevenção das DST e HIV/aids para
seus pares.
Duração
60 minutos
Material
Sala ampla, um globo ou uma
bola grande, cartões com as
letras da frase:
AIDS: adolescentes unidos na
esperança; fita crepe, cola,
gliter, papéis coloridos.
Passo a passo
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-
Entregue os cartões com as letras para cada participante. Dependendo do número, os
participantes poderão ficar com mais de um cartão.
Solicite que componham com as letras escritas nos cartões, palavras.
Uma vez organizadas as palavras, peça que o grupo organize essas palavras em uma
frase.
Deixe o grupo tentar elaborar diferentes frases até chegar no seguinte slogan:
AIDS: ADOLESCENTES UNIDOS NA ESPERANÇA
Coloque a bola no centro e explique que a ideia é colocar essa frase na bola
ornamentando-a para ficar parecido com o globo terrestre.
Elaborada a tarefa, abra o debate a partir da seguinte questão:
1. O que aconteceria na escola caso se descobrisse que um aluno ou um funcionário
vive com o HIV/aids?
2. Como essa pessoa seria tratada?
3. Qual o papel dos adolescentes, dos jovens e da comunidade na mudança de atitudes
preconceituosas, discriminatórias e estigmatizantes em relação às pessoas que
vivem com o HIV/aids?
Encerre explicando que as pessoas vivendo e convivendo com HIV e aids costumam
ser vítimas de preconceito, discriminação e estigmatizadas. Viver livre do estigma e de
qualquer tipo de discriminação é um direito humano básico e que deve ser respeitado.
Ser portador do HIV/aids não pode e não deve ser motivo para desrespeitar esse direito.
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Ideias principais
-
-
Muitos dos adolescentes, jovens e adultos que vivem com o HIV e a aids sofrem com
o preconceito e a discriminação. Mas não só eles. Existem outros adolescentes jovens
que também são discriminados: os homossexuais, as lésbicas, os/as que vivem em
comunidades mais pobres, os afrobrasileiros, os que têm necessidades especiais. Para
transformarmos o nosso país em um lugar mais justo para se viver, é fundamental
que mudemos a nossa forma de olhar para o outro. Todas as pessoas têm os mesmos
direitos.
A melhor forma de enfrentar a epidemia do HIV e das outras DST é divulgando
continuamente informações sobre o assunto e desconstruindo os preconceitos que
ainda existem em nossa sociedade.
54 - Doenças Sexualmente Transmissíveis, HIV/aids e Hepatites Virais
Atividade 16 -
Trabalhando os rótulos e
a solidariedade
Objetivo
Discutir sobre preconceito,
discriminação e solidariedade.
Duração
60 minutos
Material
Quadrado de cartolina com os
rótulos; caneta coloridas, fita
adesiva.
Passo a passo
-
-
-
-
-
-
-
-
Prepare antecipadamente as tiras escrevendo, em cada uma delas, uma das frases do
quadro abaixo.
Solicite que 11 pessoas do grupo se voluntariem e, uma vez tendo esse número de
voluntários, saia com eles da sala.
Explique para o grupo de voluntários que colocarão na cabeça um cartão onde estará
escrita uma frase. Cada um poderá ler a frase do companheiro, mas não a sua própria.
Volte com eles para o círculo inicial, e peça para que os outros participantes reajam
de acordo com o que os voluntários tem escrito no cartão. Desse modo, a pessoa, por
exemplo, que estiver com o rótulo “Ignore-me” deve ser ignorada pelos demais.
Depois de uns 10 minutos, peça todos voltem às suas cadeiras.
Pergunte aos voluntários se eles descobriram o que estava escrito em seu cartão e como
se sentiram sendo tratados a partir do rótulo traziam.
Em seguida, pergunte aos demais componentes do grupo como se sentiram tratando os
voluntários de acordo com o que o cartão trazia.
Faça uma rápida reflexão com o grupo sobre os sentimentos despertados durante a
atividade. E se foi fácil ou difícil realizá-la.
Ideias principais
-
-
O estigma e discriminação associados ao HIV e à aids são as maiores barreiras à
prevenção de novas infecções e ao apoio adequado a essas pessoas.
Esses estigmas e discriminações ocorrem por diversas causas, que vão desde a falta de
conhecimentos sobre a doença, mitos sobre modos de transmissão do HIV, preconceitos,
cobertura irresponsável sobre a epidemia na mídia e, também, pelo medo que as pessoas
tem das doenças e da morte.
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-
-
Adolescentes, jovens e adultos que vivem com HIV e aids, são iguais a qualquer outra pessoa
soronegativa para o HIV. Tem os mesmos desejos, expectativas e o direito a ter uma vida digna
e despida de qualquer tipo de preconceito.
A solidariedade para com as pessoas que vivem com o HIV é elemento fundamental para o seu
desenvolvimento como pessoa com direitos iguais aos outros.
56 - Doenças Sexualmente Transmissíveis, HIV/aids e Hepatites Virais
Cartões
TENHO O VÍRUS DO HIV,
DESCONFIE.
TENHO O VÍRUS DO HIV,
AJUDE-ME.
TENHO O VÍRUS
DO HIV, REJEITE-ME.
TENHO O
VÍRUS DO HIV,
IGNORE-ME.
TENHO O VÍRUS DO HIV,
TENHA PENA DE MIM.
TENHO O VÍRUS DO HIV,
ME TRATE COMO TAL.
TENHO O VÍRUS
DO HIV, AGRIDA-ME.
SOU UMA/UM
PROFISSIONAL
DO SEXO.
SOU USUÁRIO/A DE
DROGAS INJETÁVEIS.
SOU USUÁRIO/A
DE DROGAS NÃOINJETÁVEIS.
SOU MUITO BONITO/A
E ESTUDANTE DE
UMA BOA ESCOLA.
SOU O/A MAIS
INTELIGENTE
DA ESCOLA
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Atividade 17 -
Vestindo-se para a festa
Objetivo
Possibilitar aos participantes
o uso correto do
preservativo masculino.
Duração
60 minutos
Material
Sala ampla, cadeiras dispostas
em duas fileiras bem próximas,
com espaços laterais entre
as cadeiras, preservativos, próteses
de pênis de borracha ou objetos
simbolizando pênis (cenoura, pepino),
lubrificantes a base de água e a base
de óleo.
Passo a passo
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-
-
-
Peça para que os participantes formarem duplas e se sentarem frente a frente.
Explique que a proposta é que cada grupo coloque o preservativo masculino, o mais
rápido possível, nos objetos em cima da mesa que representam um pênis.
Solicitem que se dirijam à mesa e que peguem um objeto e uma camisinha. Depois,
devem voltar para seus lugares.
Conforme forem terminando, peça que façam uma fila e avalie se a colocação do
preservativo está correta ou não.
Quando terminar a ‘inspeção’, dê uma nova camisinha para cada dupla e peça que a
dupla coloque novamente, mas, agora, sem pressa, como se estivessem se preparando
para ir a uma festa.
Explique que toda camisinha vem lubrificada, pois além de facilitar a relação sexual, faz
com que a camisinha não se rasgue.
A seguir, peça que duas pessoas encham de ar seu preservativo e que façam um nó para
que ela fique como um balão.
Peça que essas duas pessoas venham à frente e que segurem as camisinhas.
Solicite dois voluntários e entregue para um deles um lubrificante a base de água e, para
o outro, um lubrificante a base de óleo (vaselina).
Explique que, quando você disser JÁ, os voluntários deverão esfregar o lubrificante que
receberam na camisinha.
Comente que lubrificantes a base de óleo rasgam a camisinha e que, para garantir que
não rasguem é preciso só utilizar preservativos lubrificados.
58 - Doenças Sexualmente Transmissíveis, HIV/aids e Hepatites Virais
-
Abra para o debate a partir das seguintes questões:
1. Como o fator pressa influi na colocação do preservativo? E, por que pressa? 2. Quais os cuidados que devem ser tomados para a guarda e a utilização do
preservativo?
3. O que fazer quando o parceiro rejeita o uso do preservativo?
Ideias principais
-
A camisinha masculina continua sendo o insumo de prevenção mais antigo, barato e
disponível em cores, sabores e tamanhos variados. É a maneira mais fácil e mais eficiente
para a prevenção das doenças sexualmente transmissíveis e da aids. É também uma forma
de se evitar uma gravidez.
59
Atividade 18 -
Testagem e aconselhamento
Objetivo
Refletir sobre a importância da
testagem e do aconselhamento
considerando as motivações e os
constrangimentos envolvidos
nessa situação.
Duração
60 minutos
Material
Duas cartelas com os
resultados do teste: um
“positivo” e outro “negativo”.
Passo a passo
-
-
-
-
-
-
Peça que duas pessoas se voluntariem para apresentar uma cena em que um deles é um
profissional da saúde e outro um jovem chegando ao serviço de saúde para fazer o teste
de HIV.
Solicite que eles encenem a situação conversando com o jovem e depois tirando o
sangue para a testagem.
Quando chegarem a esse ponto, finja que bate em uma porta e dê ao profissional da
saúde uma cartela com o resultado do exame: positivo ou negativo.
O profissional da saúde deverá informar ao jovem sobre esse resultado.
Abra para o debate a partir das seguintes questões:
1. O que acharam do atendimento do profissional da saúde?
2. Quais foram os sentimentos da pessoa que foi fazer o teste?
3. O que aconteceria se o resultado fosse diferente?
Encerre a atividade reforçando que todas as pessoas deveriam fazer o teste para o
HIV, pois, no caso do exame dar positivo, ela começaria imediatamente a se tratar
garantindo, assim, uma melhor qualidade de vida.
Ideias principais
-
-
Os Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA) são serviços de saúde que realizam
ações de diagnóstico e prevenção de doenças sexualmente transmissíveis. Nesses
serviços, é possível realizar testes para HIV, sífilis, hepatites B e C gratuitamente.
O atendimento nesses centros é inteiramente sigiloso e oferece a quem realiza o teste
a possibilidade de ser acompanhado por uma equipe de profissionais de saúde que a
60 - Doenças Sexualmente Transmissíveis, HIV/aids e Hepatites Virais
-
orientará sobre resultado final do exame, independente dele ser positivo ou negativo.
Quando os resultados são positivos, os CTA são responsáveis por encaminhar as pessoas
para tratamento nos serviços de referência.
Ao procurar um CTA, o usuário desse serviço tem direito a passar por uma sessão
de aconselhamento, que pode ser individual ou coletivo, a depender do serviço. O
aconselhamento é uma ação de prevenção que tem como objetivos oferecer apoio
emocional ao usuário, esclarecer suas informações e dúvidas sobre DST e HIV/aids e,
principalmente, ajudá-lo a avaliar os riscos que corre e as melhores maneiras que dispõe
para prevenir-se.
61
Atividade 19 -
Vamos ver o que dá
Objetivo
Possibilitar aos participantes a reflexão
sobre importância da prevenção.
Duração
60 minutos
Material
Folhas de papel para
todos, lápis, canetas.
Passo a passo
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-
-
-
-
-
-
-
Distribua uma folha de papel e um lápis para cada participante e peça que se sentem em
círculo.
Peça que cada um escreva em seu papel um começo de uma história em que uma pessoa
se infectou pelo HIV ou por uma DST.
Depois que todos escreveram, peça que dobrem a folha deixando oculto o que foi escrito.
Em seguida, peça que passem a folha para o colega da direita.
Explique que, agora, eles deverão escrever a segunda parte da histórIa, mas respondendo
o que poderia ser feito para prevenir a DST ou o HIV
Peça que dobrem novamente o papel, passando-o para o colega da direita que deverá
dar um final para a história.
Recolha as folhas e redistribua para os participantes.
Peça que cada um leia a história que recebeu.
Encerre enfatizando os aspectos associados à prevenção, ao autocuidado e o cuidado
mútuo, a busca de informações científicas sobre as DST/HIV e a aids.
Ideias principais
-
As DST são transmitidas de um corpo ao outro pelo contato sexual, pelos líquidos
vaginais e pelo esperma trocados durante as relações sexuais. Essa também é a principal
via de transmissão do vírus da aids, chamado de vírus da imunodeficiência humana e
62 - Doenças Sexualmente Transmissíveis, HIV/aids e Hepatites Virais
-
-
-
mais conhecido pela sigla HIV. A aids também pode ser contraída pelo sangue (por meio
de seringas e agulhas infectadas), do leite materno infectado e da mulher para o bebê
durante a gravidez.
Assim, trabalhar pela prevenção das DST/HIV/aids é trabalhar para que as pessoas
possam se proteger durante as relações sexuais, utilizando o preservativo. É trabalhar
para que usem seringas descartáveis e tenham os cuidados necessários na hora da
gravidez, do parto e da amamentação.
Sabemos também que para realizar a prevenção precisamos trabalhar
pela promoção da saúde, pelo aumento da capacidade das pessoas, dos grupos e da
comunidade em geral de se proteger e trabalhar pelo enfrentamento coletivo dos
problemas sociais que afetam a saúde.
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Atividade 20 -
Bingo da saúde
Objetivo
Facilitar a compreensão sobre
as doenças sexualmente
transmissíveis e a aids.
Duração
60 minutos
Material
Papel cartão ou sulfite; caneta
hidrocor; tesoura; alguns objetos
de marcação para a cartela;
saco plástico.
Passo a passo
-
-
-
-
-
-
Com antecedência copie e recorte as cartelas do bingo.
Inicie a atividade perguntando se alguma vez eles e elas ouviram falar de um jogo
chamado BINGO.
Explique que, nesse jogo, as pessoas recebem cartelas com vários números. Estes
números serão sorteados e ganhará quem preencher antes a cartela. Só que, a proposta
agora é um pouco diferente: cada participante recebe uma cartela em que existem
palavras que tem a ver com os temas Saúde, DST e HIV/aids.
Distribua as cartelas e explique que serão sorteadas frases incompletas e que os
participantes terão que achar em sua cartela a resposta. Por exemplo: ao se sortear a
frase Aparecem feridas nos genitais pode ser um sinal de ..., deve fazer um X na cartela
quem tiver a palavra DST.
Ganha quem preencher a cartela toda em primeiro lugar. No entanto, o jogo continuará
até todas as palavras serem sorteadas.
Quando terminar o jogo, abra para perguntas e esclarecimentos.
Ideias principais
-
-
A Constituição Federativa do Brasil de 1988 (art. 196) define que A Saúde é um direito
de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas. Há,
assim, uma clara percepção de que a qualidade de vida resulta da convergência de um
amplo leque de políticas – indo do saneamento, da habitação, da educação e da cultura
até as políticas voltadas para a geração de renda e emprego.
O conceito de promoção da saúde foi adotado formalmente, a partir da década de 1980,
pela Organização Mundial de Saúde. Vários fóruns – nacionais e internacionais - foram
realizados para afirmar e debater essa nova forma de olhar a saúde nas diferentes
culturas e sociedades. A primeira delas, a Conferência Internacional sobre Promoção
64 - Doenças Sexualmente Transmissíveis, HIV/aids e Hepatites Virais
de Saúde, realizou-se em Otawa, Canadá em 1986. No relatório final dessa Conferência – a
Carta de Otawa, -- indicaram-se os seguintes campos de ação para a promoção da saúde:
üelaboração e implementação de políticas públicas favoráveis à saúde;
ücriação de ambientes favoráveis à saúde;
üfortalecimento da ação comunitária;
üdesenvolvimento de habilidades pessoais;
üreorientação dos sistemas e serviços de saúde para a ação preventiva e humanizada.
- Enfatizou-se, ainda, que a principal tarefa da promoção da saúde é fazer com que todos
os setores reconheçam os impactos de suas políticas e ações sobre a saúde da população,
assumindo a relação da saúde com a política, a economia, a educação, o meio ambiente e os
fatores sócio-culturais, além, obviamente, dos biológicos e dos comportamentos individuais4.
- No Brasil, o Sistema Único de Saúde5 (SUS) surgiu em diálogo com o movimento da promoção
da saúde pautando-se por princípios fundamentais que nos ajudam a definir o modo como
deve se dar a atenção à saúde das pessoas de todas as idades:
Equidade: a atenção à saúde deve ocorrer de acordo com as diferentes necessidades de
cada pessoa ou grupo. A atenção às diferenças e a compensação das desvantagens é um
dos critérios para a garantia da igualdade.
Integralidade: as pessoas devem ser consideradas como um todo, garantindo-se o
conjunto de suas necessidades de saúde, em seu contexto social. O atendimento integral
das necessidades de saúde deve ser garantido mediante o acesso a ações de promoção da
saúde, prevenção, tratamento e reabilitação.
Universalidade: todas as pessoas, independente de sexo, raça, crença, cor, situação de
emprego, classe social ou quaisquer outras características pessoais ou sociais têm direito à
saúde e ao acesso aos serviços públicos e gratuitos de saúde.
4 Carta de Otawa. Disponível em http://www.opas.org.br/coletiva/uploadArq/Ottawa.pdf. Acessado em 14/11/2009.
5 O SUS é um sistema formado por várias instituições das três esferas de governo (União, estados e municípios) e pelos
serviços privados conveniados ou contratados para a realização de serviços e ações de saúde. É único, porque segue a mesma
filosofia de atuação e é organizado de acordo com uma mesma lógica em todo o território nacional.
65
Roteiro para falar no sorteio
Nº sorteado Orientações a serem transmitidas
no decorrer do BINGO
Respostas que
deverão ser
marcadas nas
cartelas.
1.
É o nosso bem mais importante ...
SAÚDE
2.
Em nossa vida sexual é saudável ter ...
PRAZER
3.
Tanto o vírus B e C são sexualmente transmissíveis
HEPATITE
4.
Aparecem feridas nos genitais pode ser um sinal de ...
5.
Principais doenças que provocam feridas ...
6.
Verrugas podem ser grandes, pequenas ou poucas....
DST
Sífilis/Cancro/Herpes
HPV
7.
Fundamental para se tiver uma boa saúde ...
HIGIENE PESSOAL
8.
Canal por onde sai a urina do homem ...
9.
Sempre lavar bem a região genital com ...
10.
É mais uma forma de prevenção para a mulher ...
11.
Forma muito eficaz de prevenção as DST/AIDS para o
homem ...
CAMISINHA MASCULINA
12.
Símbolo da Solidariedade na luta contra a AIDS ...
LAÇO DE FITA VERMELHA
13.
A qualquer sinal de bolha, verruga, corrimento, caroço,
dor, mau cheiro procure o...
14.
Não se pega DST ou HIV ...
URETRA
AGUA E SABONETE
CAMISINHA FEMININA
MÉDICO
NA PISCINA
66 - Doenças Sexualmente Transmissíveis, HIV/aids e Hepatites Virais
15.
Não se pega DST ou HIV ...
EM CONTATO COM O AR
16.
Não se pega DST ou HIV ...
NO BANHEIRO
17.
Não se pega DST ou HIV ...
NUM ABRAÇO
18.
Não se pega DST ou HIV ...
DOAÇÃO DE SANGUE
19.
Não se pega DST ou HIV ...
ASSENTO DO ONIBUS
20.
Não se pega DST ou HIV ...
PICADA DE INSETO
21.
Não se pega DST ou HIV ...
APERTO DE MÃO
22.
Não se pega DST ou HIV ...
SUOR E LÁGRIMA
23.
Não se pega DST ou HIV ...
NOS TALHERES
24.
Não se pega DST ou HIV ...
DEMONSTRANDO CARINHO
25.
Coisas gostosas de fazer acompanhado sem risco...
NAMORAR POR TELEFONE
26.
Coisas gostosas de fazer acompanhado sem risco...
TOMAR BANHO
27.
Coisas gostosas de fazer acompanhado sem risco...
MASTURBAR
28.
Coisas gostosas de fazer acompanhado sem risco...
VER VÍDEOS ERÓTICOS
29.
Coisas gostosas de fazer acompanhado sem risco...
MASSAGEM
30.
Coisas gostosas de fazer acompanhado sem risco ...
FALAR COISAS PICANTES
31.
Coisas gostosas de fazer acompanhado sem risco ...
FANTASIAR
67
32.
Você não precisa fazer sexo ...
COM MEDO
33.
Você não precisa fazer sexo ...
SOB PRESSÃO
34.
Você não precisa fazer sexo ...
A FORÇA
35.
Você não precisa fazer sexo ...
POR OBRIGAÇÃO
36.
Você não precisa fazer sexo ...
SEM PRAZER
37.
Você não precisa fazer sexo
38.
Lavar as mãos, tomar água tratada e lavar bem os
alimentos evita...
39.
Vírus que provoca enfraquecimento do sistema
imunológico ...
HIV
40.
Para a camisinha não arrebentar use sempre ...
GEL A BASE DE ÁGUA
41.
Assim se pega AIDS ...
SEXO ANAL SEM
CAMISINHA
42.
Assim se pega AIDS ...
SEXO ORAL SEM
CAMISINHA
43.
Assim se pega AIDS ...
INSTRUMENTOS NÃO
ESTERILIZADOS
44.
Assim se pega AIDS ...
COMPARTILHANDO
SERINGAS
45.
Tem tratamento, mas ainda não tem cura...
46.
É muito importante para mulher realizar o exame de ...
SEM VONTADE
HEPATITE A
AIDS
PAPANICOLAU
68 - Doenças Sexualmente Transmissíveis, HIV/aids e Hepatites Virais
47.
Sigla para Centro de Testagem e Aconselhamento...
48.
O vírus HIV pode ser transmitido da mãe para o bebê
pelo ...
49.
Gengivite, Cárie, Hepatite B, herpes podem ser
transmitidas pelo .....
50.
Dia mundial de combate ao HIV/AIDS ...
51.
Tatuagem, colocar piercing e manicure exija material...
52.
A saúde é um direito social ...
53.
Princípio do SUS - saúde é direito de todos
54.
Princípio do SUS – diminuir as desigualdades ...
55.
Princípio do SUS – ações combinadas voltadas para
prevenção, promoção e reabilitação...
56.
Segundo princípio da carta dos direitos dos usuários da
saúde ...
CTA
LEITE MATERNO
BEIJO
01 DE DEZEMBRO
DESCARTÁVEL
BÁSICO E DE CIDADANIA
UNIVERSALIDADE
EQUIDADE
INTEGRALIDADE
TRATAMENTO ADEQUADO
69
CartelaS do binGo
70 - Doenças Sexualmente Transmissíveis, HIV/aids e Hepatites Virais
Cartelas do bingo
Bingo da Prevenção
Saúde
Prazer
Hepatite
Uretra
♥ AMEDST
HIGIENE PESSOAL
HPV
SIFILIS/CANCRO/HERPES
Bingo da Prevenção
DST
SIFILIS/CANCRO/HERPES
HPV
CAMISINHA MASCULINA
♥ AME
HIGIENE PESSOAL
CAMISINHA FEMININA
agua e sabonete
uretra
Bingo da Prevenção
Uretra
agua e sabonete
CAMISINHA FEMININA
EM CONTATO COM O AR
♥ AME-SECAMISINHA MASCULINA
NA PISCINA
CTA
LAÇO DE FITA VERMELHA
Bingo da Prevenção
LAÇO DE FITA VERMELHA
CTAPISCINA
ASSENTO DE ONIBUS
♥ AME-SE
CONTATO COM O AR
DOAção DE SANGUE
NO ABRAÇO
BANHEIRO
Bingo da Prevenção
BANHEIRO
NO ABRAÇO
DOAção DE SANGUE
NOS TALHERES
♥ AME-SE
ASSENTO DE ONIBUS
SUOR E Lágrima
APERTO DE Mão
PICADA DE INSETO
71
Bingo da Prevenção
PICADA DE INSETO
APERTO DE Mão
SUOR E LÁGRIMA
MASTURBAR
♥ AME-SE
NOS TALHERES
TOMAR BANHO
AMOR POR TELEFoNE
DEMONSTRANDO CARINHO
Bingo da Prevenção
DEMONSTRANDO CARINHO
AMOR POR TELEFoNE
TOMAR BANHO
FANTASIAR
♥ AME-SE
MASTURBAR
FALAR COISA PICANTES
AMOR POR TELEFoNE
VER VIDEOS ERÓTICOS
Bingo da Prevenção
VER VIDEOS ERÓTICOS
massagem
FALAR COISA PICANTES
por obrigação
♥ AME-SE
FANTASIAR
a força
SOB PRESSÃO
com medo
Bingo da Prevenção
com medo
SOB PRESSÃO
HIV
♥ AME-SE
EVITA HEPATITE A
SEM VONTADE
a força
POR OBRIGAÇÃO
SEM PRAZER
Bingo da Prevenção
SEM PRAZER
INSTRUMENTOS Não ESTERiLIZADOS
SEXO ORAL SEM CAMISINHA
SEM VONTADE
♥ AME-SE
SEXO ANAL SEM CAMISINHA
EVITA HEPATITE A
HIV
GEL A BASE DE ÁGUA
72 - Doenças Sexualmente Transmissíveis, HIV/aids e Hepatites Virais
Bingo da Prevenção
COMPARTILHAR SERINGAS
SAÚDE
DEMONSTRANDO CARINHO
♥ AME-SE
PICADA DE INSETO
BANHEIRO
DST
URETRA
LAÇO DE FITA VERMELHA
Bingo da Prevenção
PRAZER
SIFILIS/CANCRO/HERPES
AGUA E SABONETE
MASSAGEM
♥ AME-SE
CTA
NAMORO POR
PORTELEFONE
OBRIGAÇÃO
APERTO DE Mão
NUM ABRAÇO
FANTASIAR
Bingo da Prevenção
A FORÇA
HEPATITE
FALAR COISAS PICANTES
TOMAR BANHO
COM MEDO
URETRA
HIV
HPV
COMFEMININA
MEDO
CAMISINHA
♥ AME-SE
PISCINA
B I N G O DSUOR
A PERLÁGRIMA
E V E N Ç Ã O
DOAÇÃO DE SANGUE
Bingo da Prevenção
SOB PRESSÃO
CAMISINHA MASCULINA
A FORÇA
EM CONTATO COM O AR
POR OBRIGAÇÃO
POR OBRIGAÇÃO
♥ AME-SE
♥ AME-SE
ASSENTO DE ONIBUS
FANTASIAR
MASTURBAR NOS TALHERES
EVITA HEPATITE A
SEM VONTADE
SEM PRAZER
Bingo da Prevenção
DST
HIGIENE PESSOAL
FANTASIAR
♥ AME-SE
EM CONTATO COM O AR
MASTURBAR NOS TALHERES
ASSENTO DE ONIBUS
BINGO DA PREVENÇÃO
CAMISINHA MASCULINA
73
SEM PRAZER
SEM VONTADE
EVITA HEPATITE A
Bingo da Prevenção
HIGIENE PESSOAL
CAMISINHA MASCULINA
INSTRUMENTOS
NÃO ESTERELIZADOS
Instrumento não esterilizados
FALAR COISAS PICANTES
SEXO ORAL SEM CAMISINHA
COM MEDO
PISCINA
HIV
♥ AME-SE
♥ AME-SE
DOAçÃO DE SANGUE
TOMAR BANHO
SUOR E LÁGRIMA
Bingo da Prevenção
SEXO ANAL SEM CAMISINHA
GEL A BASE DE AGUA
SEM PRAZER
COMPARTILhAR SERINGAS
SIFILIS/CANCRO/HERPES
♥ AME-SE
MASSAGEM
SAÚDE
B I N G OsemD vontade
A PREVENÇÃO
Sob pressão
Bingo da Prevenção
COMPARTILHAR SERINGAS
SAÚDE
DST
A FORÇA
por obrigação
MASSAGEM
♥ AME-SE
NÃO ESTERiLIZADO
DEMONSTRANDO
CARINHO
♥ AME-SE
DST
DEMONSTRANDO CARINHO
ÁGUA E SABONETE
evita hepatite a
URETRA
Bingo da Prevenção
SEM PRAZER
SEM VONTADE
APERTO DE MÃO
♥ AME-SE
SEXO ANAL SEM CAMISINHA
NUM ABRAÇO
BANHEIRO
LAÇO DE FITA VERMELHA
PICADA DE INSETO
BANHEIRO
GEL A BASE DE AGUA
LAÇO DE FITA VERMELHA
BINGO DA PREVENÇÃO
Bingo da Prevenção
evita hepatite a
HIV
PRAZER
♥ AME-SE
MASSAGEM
MASSAGEM
COMPARTILHAR SERINGA
PRAZER
SIFILIS/CANCRO/HERPES
♥ AME-SE
SEXO ORAL SEM CAMISINHA
AGUA E SABONETE
INSTRUMENTO NÃO ESTERiLIZADO
DEMONSTRARCTA
CARINHO
74 - Doenças Sexualmente Transmissíveis, HIV/aids e Hepatites Virais
NAMORO POR TELEFONE
APERTO DE MÃO
NUM ABRAÇO
Bingo da Prevenção
AIDS
EM CONTATO COM O AR
PAPANICOLAU
FANTASIAR
BINGODAPREVENÇÃO
A FORÇA
HEPATITE
FALAR COISAS PICANTES
FALAR COISAS PICANTES
♥ AME-SE
HPV
LEITE MATERNO
CAMISINHA FEMININA
HIV
Bingo da Prevenção
♥ AME-SE
PISCINA
URETRA
EM CONTATO COM O AR
A FORÇA
♥ AME-SE
FANTASIAR
TOMAR BANHO
CTA
BEIJO
SUOR E LÁGRIMA
DOAÇÃO DE SANGUE
DEMONSTRANDO CARINHO
01 DE DEZEMBRO
Bingo da Prevenção
PAPANICOLAU
BINGO DA PREVENÇÃO
EM CONTATO COM O AR
NOS TALHERES
A FORÇA
♥ AME-SE LEITE MATERNO
FALAR COISAS PICANTES
BEIJO
HIV
Bingo da Prevenção
PAPANICOLAU
CTA
ASSENTO DE ONIBUS
♥ AME-SE AIDS
LEITE MATERNO
NO ABRAÇO
PISCINA
BANHEIRO
75
Bingo da Prevenção
BANHEIRO
NO ABRAÇO
NOS TALHERES
♥ AME-SE
SUOR E LÁGRIMA
APERTO DE MÃO
LEITE MATERNO
BEIJO
01 DE DEZEMBRO
Bingo da Prevenção
HIGIENE PESSOAL
CAMISINHA FEMININA
01 DE DEZEMBRO
NO ABRAÇO
C.T.A
A FORÇA
♥ AME-SE
AIDS
TRATAMENTO ADEQUADO
FALAR COISAS PICANTES
♥ AME-SE
B i n g o d a TOMAR
P r e v BANHO
enção
MÉDICO
HPV
MASTURBAR
♥ AME-SE
TOMAR BANHO
COM MEDO
SIFILIS/CANCRO/HERPES
SAÚDE
PISCINA
LEITE MATERNO
PAPANICOLAU
DOAÇÃO DE SANGUE
INTEGRALIDADE
SUOR E LÁGRIMA
LEITE MATERNO
PAPANICOLAU
BINGO DA PREVENÇÃO
SEM PRAZERINTEGRALIDADE
SEM PRAZER
♥ AME-SE
SEM VONTADE
BINGO DA PREVENÇÃO
COMPARTILHAR
SERINGAS
MASSAGEM
SOB PRESSÃO
76 - Doenças Sexualmente Transmissíveis, HIV/aids e Hepatites Virais
A FORÇA
MASSAGEM
AGUA E SABONETE
POR OBRIGAÇÃO
♥ AME-SE
DEMONSTRANDO CARINHO
EVITA HEPATITE A
INSTRUMENTO NÃO
ESTERILIZADO
DST
BINGO DA PREVENÇÃO
SEM PRAZER
APERTO DE MÃO
NUM ABRAÇO
SEM VONTADE
GEL A BASE DE AGUA
♥ AME-SE
SEXO ANAL SEM
CAMINHA
BANHEIRO
LAÇO DE FITA VERMELHA
BINGO DA PREVENÇÃO
EVITA HEPATITE A
HIV
SEXO ORAL SEM
CAMISINHA
77
PRAZER
Sugestões de filmes
♥ AME-SE
INSTRUMENTO NÃO
ESTERILIZADO
Carandiru Direção: Hector Babenco
MASSAGEM
COMPARTILHAR
SERINGA Latina para
DEMONSTRAR
CARINHO
Um médico vai ao maior
presídio da América
tratar dos
presos e
fazer um trabalho de prevenção da AIDS, se posicionando contra as situações
de preconceito que ocorrem no Carandiru. I N G O DNão
A P R Para EVENÇÃO
Cazuza, oBTempo
Direção: Sandra Werneck
A aids levou várias estrelas da música e do cinema. no Brasil, uma das maiores
AIDS
EM CONTATO
COM
O AR que morreu aos 32 anos, no
perdas foi o brilhante Cazuza,
cantor
e poeta,
auge do talento. o filme conta a vida do cantor, da formação de sua banda, o
PAPANICOLAOU
sucesso e a doença.
A FORÇA
♥ AME-SE
Dias
FANTASIAR
Direção: Laura Muscardin.
O filme mostra a convivência possível com o vírus HIV, é a história de
FALAR COISAS PICANTES
LEITE MATERNO
HIV
um executivo homossexual bem-sucedido que está infectado, porém,
com a situação sob controle.
E a vida continua
Direção: Roger Spottiswoode
BINGO DA PREVENÇÃO
Os primeiros momentos da epidemia da AIDS na história de um pesquisador e
sua luta para isolar o vírus e alertar as autoridades para os perigos da doença. URETRA
EM CONTATO COM O AR
BEIJO
Filadélfia
Direção: Jonathan Demme
A FORÇA
FANTASIAR
♥ AME-SE
Promissor advogado que trabalha
para tradicional escritório da Filadélfia é
despedido quando descobrem ser ele portador do vírus da aids. Ele contrata os
serviços de um advogado negro, que é forçado a encarar seus próprios medos
em 1993, este
filme ainda é uma
referência
C T eA preconceitos. Produzido
DEMONSTRANDO
CARINHO
01 DEgrande
DEZEMBRO
para o entendimento da epidemia antes dos antirretrovirais.
78 - Doenças Sexualmente Transmissíveis, HIV/aids e Hepatites Virais
As horas
Direção: Stephen Daldry
Em três tempos distintos, três mulheres, três vidas,
BINGODAPREVENÇÃO
uma conexão. Nos anos 20, a perturbada escritora
Virginia Woolfescreveu seu primeiro grande romance A Senhora Dalloway.
Duas décadas mais tarde,
toda sua vida e
PAPANICOLAOU
EM dona de casa Laura Brown, repensa
CONTATO COM O AR
NOS TALHERES
seus desejos enquanto lê o mesmo livro. Na Nova Iorque dos dias de hoje,
a editora Clarissa Vaugham concentra toda sua dedicação ao amigo Richard,
um poeta por quem é profundamente apaixonada e que está
aids,
A FORÇA
LEITE com
MATERNO
♥ AME-SE
à beira da morte. Assim como no princípio, as sensíveis histórias dessas
três mulheres se fundem num desfecho surpreendente.
FALAR COISAS PICANTES
O Jardineiro Fiel
BEIJO
HIV
Direção: Fernando Meirelles
Adaptação do livro homônimo de John le Carré sobre a manipulação das
indústrias farmacêuticas para testar drogas contra o HIV em comunidades
BINGO DA PREVENÇÃO
pobres da África.
PAPANICOLAOU
CTA
PISCINA
Pandemia: Encarando a Aids
ASSENTO DO ONIBUS
LEITE MATERNO
Direção: Rory Kennedy.
AIDS
♥ AME-SE
O filme mostra vítimas
da aids e suas comunidades em 5 países:
Índia, Tailândia, Brasil, Uganda e Rússia.
Rent – Os boêmios
NO ABRAÇO
BANHEIRO
Direção: Chris Columbus
Tendo como cenário o East Village em Nova York conta a história de
m grupo de boêmios lutando para sobreviver e pagar BINGODAPREVENÇÃO
o aluguel. Medindo suas vidas em amor, estes artistas
enfrentam situações de pobreza, doença e infecção
pelo LEITE
HIV/aids.
BANHEIRO
NO ABRAÇO
MATERNO
Baseado no musical vencedor dos prêmios Pulitzer e Tony de Jonathan Larson,
um dos shows da Broadway que ficou por mais tempo em cartaz.
79
NOS TALHERES
♥ AME-SE
BEIJO
Vídeos e publicações disponíveis na internet
SUOR E LÁGRIMA
APERTO DE MÃO
01 DE DEZEMBRO
Aids, DST, Redução de Danos, Transmissão Vertical, Testagem
e Adesão.
O AIDS Media Center foi criado com o objetivo de compartilhar campanhas, relatos de
reuniões, fotos, videoconferências e transmissões ao vivo realizadas pelo Departamento de
DST e Aids do Ministério da Saúde.
Disponível em: www.aids.gov.br/mediacenter
Vivendo a Adolescência e Colocação das Camisinhas Feminina e
Masculina
Esses vídeos fazem parte de uma série de audiovisuais disponíveis na Internet. O primeiro
apresenta o Programa de Adolescentes da Reprolactina e o segundo traz informações sobre
a colocação da camisinha (feminina e masculina) utilizando modelos de borracha para a
demonstração.
Disponível em: www.reprolatina.org.br/site/html/materiais/videos.asp#
Aids: o que pensam os jovens
A partir das conclusões do Grupo Temático Jovem da UNAIDS, essa publicação traz o registro
da percepção dos/das jovens na formulação e na execução de políticas públicas em HIV e
aids.
Disponível em: www.brasilia.unesco.org/publicacoes/livros/AIDS
Compartilhando a vida
História em quadrinhos que aborda algumas situações difíceis, relacionadas à atenção à
80 - Doenças Sexualmente Transmissíveis, HIV/aids e Hepatites Virais
saúde e às relações sociais (namoro, casamento, amizade) vividas pelas pessoas vivendo com
HIV e aids.
Disponível em: www.abiaids.org.br/_img/media/hq%20sorodiscordancia.pdf
Homens jovens e prevenção de HIV: um guia para a ação
Esse guia orienta o trabalho educativo com homens jovens e oferece estratégias e exemplos
práticos para a realização de atividades com uma perspectiva de gênero. Oferece ainda
informações conceituais e práticas para o desenvolvimento, a implementação e a avaliação
de ações de prevenção do HIV que incorporem uma perspectiva de gênero e estimulem a
participação de homens jovens.
Disponível em:
http://www.promundo.org.br/wp-content/uploads/2010/03/homens-jovens-prevencao-hivportugues.pdf
Manual de prevenção das DST/HIV/aids em comunidades populares
Apresenta uma metodologia do trabalho de prevenção em comunidades populares e
sugestões de atividades, reflexões sobre os principais temas relacionados ao trabalho,
formulários e relatórios para registro e sistematização das ações.
Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_prevencao_hiv_aids_
comunidades.pdf
Prevenção das DST/Aids em adolescentes e jovens: brochuras de
referência para profissionais de saúde
Fornece subsídios técnicos, conceituais e legais bastante ricos e detalhados para o
desenvolvimento de ações de prevenção para adolescentes e jovens.
Disponível em:
http://www.saude.sp.gov.br/resources/ses/perfil/profissional-da-saude/homepage///cartilhas_
para_prevencao_de_dstaids_em_jovens_.pdf
81
Trabalhando com homens jovens
Os manuais do Programa H, disponíveis em português, espanhol e inglês, orientam o trabalho
de sensibilização de homens jovens para o questionamento de normas sociais tradicionais de
gênero. Cada manual é composto de uma introdução teórica ao tema, técnicas de trabalho
em grupo e um índice de referência de outros materiais, fontes e recursos de pesquisa.
Sexualidade e saúde reprodutiva - contribui para que os/as profissionais das áreas da saúde
e educação, que trabalham com homens jovens abordem questões relativas à sexualidade e
saúde reprodutiva, a partir de uma perspectiva de gênero e relacional.
Paternidade e cuidado - propõe questionamentos sobre o lugar que o cuidado ocupa nas
vidas dos homens jovens, estimulando-os a serem mais comprometidos com a paternidade e
o autocuidado.
Da violência para a convivência - propicia reflexões sobre aspectos de gênero presentes nos
episódios de violência, partindo do reconhecimento de que a maioria dos atos de violência
na esfera pública é cometida por homens jovens contra outros homens jovens e, na esfera
privada, por homens contra mulheres.
Razões e emoções - mostra como a construção de gênero influencia a saúde mental
dos homens jovens na medida em que o uso da violência, o consumo abusivo de álcool e
outras drogas são reflexos de comportamentos socialmente construídos, tradicionalmente
associados ao masculino.
Prevenindo e vivendo com HIV/aids – propõe uma série de reflexões para os jovens que
estão vivendo com HIV/aids. O material dá destaque à necessidade de contextualizar a
prevenção do HIV, adotando um referencial de gênero e articulando essa discussão a outras
dimensões da vida cotidiana: sexualidade, violência, autocuidado e saúde mental.
Disponível em:
http://www.promundo.org.br/areas-de-atuacao/areas-de-atuacao-posts/manuais-doprograma-h/
82 - Doenças Sexualmente Transmissíveis, HIV/aids e Hepatites Virais
Referências bibliográficas
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Promundo/Instituto Papai/World Education, 2007.
ARRUDA, Silvani. WESTIN, Caio. HQ SPE: um guia para utilização em sala de aula. Brasília: Unesco,
2010. Disponível em: <http://unesdoc.unesco.org/images/0018/001882/188264por.pdf>. Acessado em
28 de junho de 2012.
AYRES, José Ricardo C. M. (Coord.). Adolescentes e Jovens vivendo com HIV e aids: cuidado e
promoção da saúde no cotidiano da equipe multidisciplinar. São Paulo: Enhancing Care Iniciative,
2004. Disponível em: http://www.msd-brazil.com/assets/hcp/diseases/aids/ManualECI.pdf . Acesso em
17 de maio de 2012.
BRASIL. Coordenação Estadual de DST/Aids. Prevenção das DST/Aids em adolescentes e jovens:
brochuras de referência para os profissionais de saúde. São Paulo: Secretaria da Saúde/Coordenação
Estadual de DST/Aids, 2007.
BRASIL. Ministério da Saúde. Guia para a formação de profissionais de saúde e educação Saúde e
Prevenção nas Escolas. Brasília: Ministério da Saúde, 2006.
BRASIL. MEC/MS/UNESCO/UNFPA. Prevenção às DST, HIV e aids. Adolescentes e jovens para
a participação entre pares. Disponível em: http://www.aids.gov.br/sites/default/files/anexos/
publicacao/2010/45601/prevencao_dsts_final_16_05_2011_pdf_19455.pdf. Acesso em 14 de maio de
2012.
BRASIL. Boletim Epidemiológico das Hepatites Virais. Disponível em: http://www.aids.gov.br/sites/
default/files/anexos/publicacao/2011/50073/boletim_hepatites2011_pdf_64874.pdf. Acesso em 17 de
maio de 2012.
BRITO, Ivo. Os caminhos da prevenção até aqui. Disponível em: http://sistemas.aids.gov.br/
forumprevencao_final/index.php?q=o_caminho_da_prevencao_ate_aqui. Acesso em 16 de maio de
2012.
MANN, Jonathan (org.). A Aids no mundo. Rio de Janeiro: Relume-Dumara,1993.
83
84 - Doenças Sexualmente Transmissíveis, HIV/aids e Hepatites Virais
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Doenças Sexualmente Transmissíveis, HIV/Aids e