Instituto Educacional São João da Escócia Colégio Pelicano Curso Técnico de Eletrônica 2 – SENSORES DE PROXIMIDADE 1 INTRODUÇÃO Sensores de proximidade são equipamentos que tem a função de detectar a presença, a partir de uma certa distância, de algum material. A aplicação destes sensores é das mais variadas sendo utilizados para intertravar comandos de máquinas, contadores, medidores de freqüência, assegurar a presença de operadores, etc. Todos estes sensores possuem em comum o modo de funcionamento. A suas saídas são discretas (ligado ou desligado). 1.1 TIPOS DE SAÍDAS A-) Saída tipo contato seco Para saída tipo contato seco existem diversas possibilidades. As principais são: 1 Instrumentação – Prof. Eng. Cleyton A. Santos Instituto Educacional São João da Escócia Colégio Pelicano Curso Técnico de Eletrônica B-) Saída a transistor – PNP São sensores construídos para funcionarem com alimentação em corrente contínua e comutarem cargas também em corrente contínua, sejam elas indutivas ou resistivas, cujo fio massa ou comum, seja o negativo. Eles podem ter a configuração de saída com: 1 saída normalmente aberta ou 1 saída normalmente fechada ou 2 saídas SPDT (NA +NF). Figura 1 – Configuração Eletrônica de uma saída PNP ONDE: T1 = Transistor de saída Ra = Resistor de carga de coletor Dz = Diodo zener para supressão de picos de tensão na carga D = Diodo de proteção contra inversão de polaridade Figura 2 – Simbologia e ligação de um sensor PNP com saída SPST ONDE: PR (preto) = Saída AZ(azul) = Alimentação (-) MR (marrom) = Alimentação (+) C-) Saída a transistor – NPN São sensores construídos para funcionarem com alimentação em corrente contínua e comutarem cargas também em corrente contínua, sejam elas indutivas ou resistivas, cujo fio massa ou comum, seja o positivo. Eles podem ter a configuração de saída com: 1 saída normalmente aberta (SPST-NO) ou 1 saída normalmente fechada (SPST-NC) ou 2 saídas SPDT (NO +NC). 2 Instrumentação – Prof. Eng. Cleyton A. Santos Instituto Educacional São João da Escócia Colégio Pelicano Curso Técnico de Eletrônica Figura 3 – Configuração Eletrônica de uma saída NPN ONDE: T1 = Transistor de saída Ra = Resistor de carga de coletor Dz = Diodo zener para supressão de picos de tensão na carga D = Diodo de proteção contra inversão de polaridade Figura 4 – Simbologia e ligação de um sensor NPN com saída SPST ONDE: PR (preto) = Saída AZ(azul) = Alimentação (-) MR (marrom) = Alimentação (+) D-) Sensores para corrente alternada São sensores construídos para funcionarem com alimentação em corrente alternada (normalmente de 90 à 250 Vac)e comutarem em cargas indutivas, também em corrente alternada. Figura 5 – Configuração Eletrônica de um sensor para AC - TRIAC 3 Instrumentação – Prof. Eng. Cleyton A. Santos Instituto Educacional São João da Escócia Colégio Pelicano Curso Técnico de Eletrônica ONDE: TR = Triac RC = Proteção contra picos, formada pela rede RC em paralelo com a comutação. Figura 6 – Simbologia e Ligação de um sensor AC com saída SPST-NO ONDE: AZ (azul) = Pólo Fonte PR (preto) = Pólo Carga E-) Sensor NAMUR São sensores construídos para funcionarem com alimentação em corrente alternada (normalmente de 90 à 250 Vac)e comutarem em cargas indutivas, também em corrente alternada. O sensor Namur quando desatuados tem um corrente típica de 3mA (alimentados por 8Vcc e impedância de 1KW). Quando acionados esta corrente cai para cerca de 1mA. Este tipo de sensor foi especialmente projetado para trabalhar em sistema intrinsecamente seguros, ou seja, para operar em ambientes onde são exigidos equipamentos à prova de explosão. Os níveis de corrente que estes sensores trabalham são mínimos, afim de não provocar faiscamento e, consequentemente, uma explosão. Os instrumentos com esta característica são chamada de Intrinsecamente Seguros (Ex-i). Seu sinal de saída deve ser interpretado por um amplificador adequado. Este amplificador deve possuir uma entrada para sensor namur e uma saída a transistor ou a relé para o controle. Deve haver isolação óptica entre as estas partes do amplificador. Figura 7 – Aplicação do sensor NAMUR 4 Instrumentação – Prof. Eng. Cleyton A. Santos Instituto Educacional São João da Escócia Colégio Pelicano Curso Técnico de Eletrônica 1.2 FIM DE CURSO É também chamado de interruptores de posição pois basicamente um Fim de Curso é uma chave acionada externamente. A comutação de seus contatos se dá de maneira física. Figura 8 – Exemplos de fim de curso (Cortesia: Schneider Eletric) 1.3 SENSORES INDUTIVOS Os sensores indutivos são equipamentos eletrônicos capazes de detectar a aproximação de peças metálicas, componentes, elementos de máquinas, etc., em substituição às tradicionais chaves fim de curso. A detecção da peça metálica ocorre sem a necessidade desta peça entrar em contato com o sensor. Disponíveis com saídas PNP, NPN, AC e Namur Figura 9 – Sensor Indutivo (Cortesia: Schneider Eletric) a-) Algumas características importantes • Diâmetro É o diâmetro da área sensora. Os valores padronizados são: 6,5 9 12 18 3 30 milímetros. Este diâmetro influencia na distância sensora (Sn). • Distancia Sensora (Sn) É a distância mínima necessária para detectar o metal. Considerando que o sensor esteja alimentado em sua tensão nominal. Alguns modelos possuem ajustes de sensibilidade para diminuir esta distância. Pode chegar até 15 mm, dependendo do modelo e do fabricante. 5 Instrumentação – Prof. Eng. Cleyton A. Santos Instituto Educacional São João da Escócia Colégio Pelicano Curso Técnico de Eletrônica b-) Vantagens • Funcionam em quaisquer condições de ambiente. • Acionamento sem contato físico • Chaveamento eletrônico totalmente em estado sólido. • Alta durabilidade • Manutenção praticamente inexistente • Alta velocidade 1.4 SENSORES CAPACITIVOS Quando aproxima-se qualquer objeto (metálico ou não) de um sensor capacitivo ocorre uma variação da capacitância elétrica do meio que circunda sua área sensora. Esta alteração é detectada pelo sensor que comuta sua saída indicando a presença do objeto. Os sensores capacitivos são largamente utilizados para a detecção de objetos de natureza metálica ou não, tais como: madeira, papelão, cerâmica, vidro, plástico, alumínio, laminados ou granulados, pós de natureza mineral como talco, cimento, argila e etc. Os líquidos de maneira geral são ótimos atuadores para os sensores capacitivos, não importando se são condutivos ou não, a viscosidade ou cor. Desta forma excelentes sistemas para controle de níveis máximos e mínimos de líquidos ou sólidos são obtidos com a instalação de um ou dois sensores, mesmo que mergulhados totalmente no produto. Figura 10 – Sensor Capacitivo (Cortesia: Instrutech) Figura 11 – Sensor Capacitivo (Cortesia: DLG Automação) 1.5 SENSORES MAGNÉTICOS 6 Instrumentação – Prof. Eng. Cleyton A. Santos Instituto Educacional São João da Escócia Colégio Pelicano Curso Técnico de Eletrônica Estes sensores são acionados mediante a presença de um campo magnético externo proveniente de um ímã permanente. Estes sensores podem ser sensíveis aos pólos do ímã ou somente a um pólo. Figura 12 – Sensor Magnético de Segurança (Cortesia: DLG Instrutech) 1.6 SENSORES PICK-UP MAGNÉTICO Estes sensores são utilizados para monitoração de velocidade em rodas dentadas (engrenagens) e gera pulsos de tensão com freqüência proporcional à rotação. Pode-se dizer que este tipo de sensor é um gerador de onda quadrada. Normalmente adapta-se à saída deste sensor um conversor que transforma este sinal de tensão quadrada em um sinal padronizado de corrente (4~20 mA) ou tensão (0~10 Vcc). Pick-up magnéticos não necessitam de alimentação. Já fornecem um tensão alternada, de forma quadrada, proporcional à rotação e o número de dentes. A freqüência saída do pick-up é dada por: ݂= ݊∗ 60 Onde: n = rotação da roda dentada em RPM (rotações por minuto) p = número de dente da roda dentada f = freqüência da onda quadrada em Hz Figura 13 –Uso do Pick-up magnético para medir rotação (cortesia: DLG Automação) 7 Instrumentação – Prof. Eng. Cleyton A. Santos Instituto Educacional São João da Escócia Colégio Pelicano Curso Técnico de Eletrônica Figura 14 – Pick-up magnéticos (cortesia: Instrutech) 1.7 SENSORES ÓPTICOS São sensores que detectam a presença de luz infravermelha. A-) Sensores Ópticos por Barreira Neste tipo o sensor é composto por duas peças. Um emissor que envia um feixe de luz infravermelha que é detectado pelo receptor. Quando o feixe de luz é cortado o receptor interpreta como a passagem de um objeto e comuta sua saída que pode ser PNP ou NPN. Figura 15 – Funcionamento do sensor óptico por barreira B-) Sensores Ópticos por Reflexão São sensores cujos elementos de emissão e recepção estão justapostos no mesmo conjunto óptico. Os feixes de luz infravermelha emitidos pelo transmissor refletem em um espelho prismático colocado a sua frente e retornam ao elemento receptor e quando um objeto interrompe o feixe de luz, o sensor promove a mudança de seu estado lógico. 8 Instrumentação – Prof. Eng. Cleyton A. Santos Instituto Educacional São João da Escócia Colégio Pelicano Curso Técnico de Eletrônica Figura 16 – Funcionamento do sensor óptico por reflexão C-) Sensores Ópticos por Difusão São sensores cujos elementos de emissão e recepção estão justapostos no mesmo conjunto óptico. Os raios emitidos pelo transmissor refletem na superfície do objeto detectado e retornam ao elemento receptor. Figura 17 – Funcionamento do sensor óptico por difusão Figura 18 – Exemplo de um sensor óptico por difusão (Cortesia: Sense) 9 Instrumentação – Prof. Eng. Cleyton A. Santos Instituto Educacional São João da Escócia Colégio Pelicano Curso Técnico de Eletrônica D-) Sensores Ópticos por Difração São sensores cujos elementos de emissão e recepção estão justapostos no mesmo conjunto óptico. Os raios emitidos pelo transmissor refletem em um prisma e retornam em direção ao receptor. Quando este prisma é mergulhado em qualquer líquido, os raios se dispersam desviando sua trajetória, ocasionando uma comutação eletrônica colocada a sua frente e retornam ao elemento receptor. Figura 19 – Funcionamento do sensor óptico por difração Figura 20 –Sensor óptico por difração (Cortesia: Instrutech) 1.8 SENSORES CONDUTIVOS (Sonda Condutiva) Este é um tipo de sensor utilizado, principalmente, para detecção de líquidos condutivos. A principal aplicação é para controle de nível e monitoração de segurança reservatórios. Este sensor funciona sempre em conjunto com um relé de nível com entrada para sonda condutiva e saída a relés É desejável que este relé tenha ajuste de sensibilidade e tempo de atuação para evitar falsa detecção. Figura 21 – Sonda Condutiva (Cortesia: DLG Automação) 10 Instrumentação – Prof. Eng. Cleyton A. Santos Instituto Educacional São João da Escócia Colégio Pelicano Curso Técnico de Eletrônica Figura 22 – Relé de nível (Cortesia: DLG Automação) 11 Instrumentação – Prof. Eng. Cleyton A. Santos