DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Cooperativa de Crédito de Livre Admissão Leste Capixaba Sicoob Leste Capixaba - CNPJ: 32.430.233/0001-10 EXERCÍCIO 2011 RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Associados, Submetemos a V. Sas. as Demonstrações Contábeis do exercício de 2011 da Cooperativa de Crédito de Livre Admissão Leste Capixaba – Sicoob Leste Capixaba em milhares de reais, na forma da legislação em vigor. O número de associados saiu de 21.783 para 26.220, o que corresponde a um crescimento de 20,37% no ano. Número de Associados objetiva fortalecer a atuação do Sicoob ES na região Metropolitana, ampliando sua base de clientes nos setores da indústria, comércio e serviço, difundindo o sistema de crédito cooperativo nesses segmentos, criando novas oportunidades de negócios e desenvolvimento. 1. Política Operacional 13. Governança Corporativa Em 2011 o Sicoob Leste Capixaba completou 22 anos, mantendo a vocação de instituição financeira cooperativa muito atrativa para investimentos e para obtenção de crédito. A atuação junto aos Associados se dá pela captação de depósitos, pela concessão de empréstimos e pela prestação de serviços financeiros. Governança corporativa é o conjunto de mecanismos e controles, internos e externos, que permitem aos cooperados definir e assegurar a execução dos objetivos da Cooperativa, contribuindo para a sua continuidade e fortalecimento dos princípios cooperativistas. 2. Avaliação dos resultados 8. Receitas de Prestação de Serviços A Cooperativa obteve no exercício de 2011 um resultado de R$ 16.082 mil (dezesseis milhões, oitenta e dois mil), que representou um retorno anual sobre o Patrimônio de Líquido de 19,5%. Nossas receitas de prestação de serviços somaram R$ 7.300 mil (sete milhões, trezentos mil) elevando-se 39,95% em relação a 2010. Receitas de Prestação de Serviços Sobra Bruta 9. Número de Funcionários Retorno Sobre o Patrimônio Líquido O número de funcionários aumentou em 4,65% no exercício de 2011 passando de 129 funcionários para 135. Número de Funcionários 3. Ativos O ativo total somou R$ 362.538 mil (trezentos e sessenta e dois milhões, quinhentos e trinta e oito mil) em 2011, evoluindo 28,14% em relação ao exercício de 2010. Os recursos depositados na Centralização Financeira somaram R$ 62.692 mil (sessenta e dois milhões, seiscentos e noventa e dois mil), o que equivale a um aumento de 47,17% em relação ao ano anterior. Total de Ativos 10. Índice da Basiléia O índice de Basiléia praticado pela Cooperativa saiu de 21,22% para 20,85% em 2011. Este índice supera o percentual de 11% exigido para as cooperativas de crédito. Índice da Basiléia A Carteira de Crédito obteve um crescimento de 18,17%, alcançando R$ 278.675 mil (duzentos e setenta e oito milhões seiscentos e setenta e cinco mil). Verifique, abaixo, a distribuição da Carteira de Crédito. Carteira de Crédito 11. Política de Crédito A concessão de crédito está pautada em prévia análise do propenso tomador, havendo limites de alçadas pré-estabelecidos a serem observados. A Cooperativa realiza também todas as consultas cadastrais e faz a avaliação do associado por meio do Rating (avaliação por pontos), buscando, assim, garantir ao máximo a liquidez das operações. É adotada ainda a política de classificação de risco de crédito da carteira de acordo com as diretrizes estabelecidas pela Resolução CMN nº 2.682. No primeiro semestre de 2011, houve uma concentração de 91,27% nos níveis de risco “A” a “C”. 4. Captação 12. Cenário Econômico As captações chegaram a R$ 190.420 mil (cento e noventa milhões quatrocentos e vinte mil). Em comparação ao exercício anterior, observa-se um crescimento de 58,9%. Veja, a seguir, a distribuição das captações. O Copom considera que os riscos para a estabilidade financeira global continuam elevados, entre outros, devido à exposição de bancos internacionais às dívidas soberanas de países com desequilíbrios fiscais. Também tem havido continuada redução nas projeções de crescimento para importantes economias emergentes. Sobre inflação, os núcleos persistem em níveis moderados nos EUA e na Zona do Euro. Nas economias emergentes, de modo geral, o viés da política monetária é expansionista. Taxas de inflação elevadas reduzem os investimentos e o potencial de crescimento da economia, além de terem efeitos regressivos sobre a distribuição de renda. Assim, a estratégia adotada pelo Copom visa assegurar a convergência da inflação para a trajetória de metas, o que exige a pronta correção de eventuais desvios em relação a essa trajetória. Total de Recursos Captados 5. Patrimônio Liquido O Patrimônio Líquido do Sicoob Leste Capixaba encerrou 2011 com um crescimento de 30,05% em relação ao exercício de 2010, apresentando soma de R$ 82.539 mil. Total de Patrimônio Líquido 6. Patrimônio de Referência O Patrimônio de Referência da Cooperativa era de R$ 79.818 mil (setenta e nove milhões oitocentos e dezoito mil). O crescimento em relação ao exercício anterior foi de 28,67%. Patrimônio de Referência 7. Número de Associados A demanda doméstica ainda se apresenta robusta, especialmente o consumo das famílias, em grande parte devido aos efeitos de fatores de estímulo, como o crescimento da renda e a expansão do crédito. O processo de redução dos juros foi favorecido por mudanças na estrutura dos mercados financeiros e de capitais, pelo aprofundamento do mercado de crédito bem como pela geração de superávits primários consistentes com a manutenção de tendência decrescente para a relação entre dívida pública e PIB. Considerando que a desaceleração da economia brasileira no segundo semestre do ano passado foi maior do que se antecipava e que eventos recentes indicam postergação de uma solução definitiva para a crise financeira europeia, neste momento, o Copom atribui elevada probabilidade à concretização de um cenário que contempla a taxa Selic se deslocando para patamares de um dígito. Em meio a esse contexto, o Espírito Santo vem apresentando bons resultados, favorecidos pela economia diversificada, com destaque para a cafeicultura capixaba que atingiu a maior produtividade da safra 2011/2012, passando a frente de todos os estados brasileiros, segundo dados levantados pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper). Também apresentaram destaques as exportações, o crescimento industrial e o comércio varejista principalmente o segmento de veículos e motocicletas. Nesse contexto o Sicoob Leste Capixaba com seus 14 pontos de atendimentos teve refletido nos seus resultados o crescimento apresentado pelo Estado, encerrando o exercício com R$ 16.082 mil de sobras, representando um crescimento de 126,92% com referência ao exercício de 2010. Os recentes pontos de atendimentos instalados na Grande Vitória Nesse sentido, a administração do Sicoob Leste Capixaba tem na Assembleia Geral, que é a reunião de todos os Associados, o poder maior de decisão. A gestão da Cooperativa está alicerçada em papéis definidos, com clara segregação de funções. Cabem ao Conselho de Administração as decisões estratégicas e à Diretoria Executiva, a gestão dos negócios da Cooperativa no seu dia a dia. A cooperativa ainda é monitorada periodicamente quanto à efetivação dos controles internos. Esse monitoramento é realizado pelo Sicoob Central ES que a partir de janeiro de 2011, centralizou esse serviço adotando padrão de qualidade e atuação compatível com a realidade de nossas atividades, sistemas, produtos e serviços. Com essa centralização houve melhoria na qualidade da governança visto que os agentes têm maior independência pois respondem hierarquicamente à gerência e diretoria do Sicoob Central ES , estando desvinculado desta singular, podendo dessa forma trabalhar com maior independência. Como forma de atuação proativa esse monitoramento é feito de forma a diagnosticar a motivação dos problemas identificados pela auditoria desenvolvendo e propondo ações de melhoria, regularização e prevenção de problemas / riscos de perdas. Integra ainda a área de fiscalização a auditoria interna realizada periodicamente por auditor do Sicoob Central ES cuja metodologia e procedimentos aplicados seguem as políticas e manuais aprovados no sistema. Os balanços da Cooperativa são auditados por auditores externos, que emitem relatórios conclusivos os quais são levados ao conhecimento dos Conselhos e da Diretoria sendo emitidos pareceres para conhecimento da Assembléia Geral. Todos esses processos são acompanhados e fiscalizados pelo Banco Central do Brasil, órgão ao qual cabe tal competência. Tendo em vista o risco que envolve a intermediação financeira, a Cooperativa utiliza várias ferramentas de gestão. Para exemplificar, na concessão de crédito é adotado o Manual de Crédito, desenvolvido, como muitos outros manuais, pelo Sicoob Confederação, homologado pelo Sicoob Central ES, aprovado e instituído pelo Conselho de Administração do Sicoob Leste Capixaba. Além do Estatuto Social, são seguidos regimentos e regulamentos, entre os quais destacamos o Regimento Interno, o Regulamento do Conselho de Administração, o Regulamento do Conselho Fiscal, o Regulamento Eleitoral e o Código de Ética. A cooperativa de Crédito de Livre Admissão Leste Capixaba ainda adota procedimentos para cumprir todas as normas contábeis e fiscais, além de ter uma política de remuneração de seus empregados e estagiários dentro de um plano de cargos e salários que contempla a remuneração adequada, a segregação de funções e o gerenciamento do desempenho de todo o seu quadro funcional. Todos esses mecanismos de controle, além de necessários, são fundamentais para levar aos Associados e à sociedade em geral a transparência da gestão e de todas as atividades desenvolvidas pela instituição. 14. Conselho Fiscal Eleito na Assembléia Geral Ordinária, com mandato até a AGO de 2013, o Conselho Fiscal tem função compementar à do Conselho de Administração. Sua responsabilidade é verificar de forma sistemática os atos da administração da Cooperativa, bem como validar seus balancetes mensais e seu balanço patrimonial anual. Em 2011, todos os membros efetivos do Conselho Fiscal participaram de um curso de formação ministrado pelo Sicoob Central ES, com o objetivo de detalhar as responsabilidades dos conselheiros fiscais e as formas de exercê-las. 15. Código de Ética Todos os integrantes da equipe do Sicoob ES aderiram, por meio de compromisso firmado, ao Código de Ética e de Conduta Profissional proposto pela Confederação Nacional das Cooperativas do Sicoob – Sicoob Confederação. A partir de então, todos os novos funcionários, ao ingressar na Cooperativa, assumem o mesmo compromisso. 16. Sistema de Ouvidoria Com a edição da Resolução 3.849 de 25/03/2010 o Conselho Monetário Nacional possibilitou às cooperativas singulares de crédito firmar convênio para compartilhamento e utilização de componente organizacional de ouvidoria único mantido na central, confederação ou banco cooperativo do sistema. Diante dessa possibilidade foi instituído o componente único de ouvidoria mantido no Bancoob que iniciou suas atividades a partir de 1º de julho de 2010 para as cooperativas que aderiram ao convênio. O Sicoob Leste Capixaba a partir dessa data aderiu ao componente único de ouvidoria e passou a trabalhar com a estrutura compartilhada. Embora a alteração em sua estrutura não houve diferenças para o associado e a comunidade que continuam recebendo tratamento de qualidade para as demandas registradas no sistema tecnológico - Sistema de Ouvidoria do Sicoob, no atendimento via DDG 0800 ou mesmo na própria cooperativa, através de correspondência entregue. Toda essa estrutura tem a atribuição de assegurar o cumprimento das normas relacionadas aos direitos dos usuários de nossos produtos, além de atuar como canal de comunicação com os nossos associados e integrantes das comunidades onde estamos presentes. No exercício de 2011, a Ouvidoria do Sicoob Leste Capixaba registrou 14 demandas sobre a qualidade dos produtos e serviços oferecidos por esta cooperativa. Dessas demandas 13 foram classificadas procedentes e uma foi considerada improcedente, todas resolvidas antes do prazo legal estabele- cido, que é de 15 (quinze) dias, de maneira satisfatória para as partes envolvidas, em perfeito acordo com o previsto na legislação vigente. 17. Gerenciamento de Risco I - Risco Operacional O gerenciamento do risco operacional da Cooperativa de Crédito de Livre Admissão Leste Capixaba - Sicoob Leste Capixaba objetiva garantir a aderência às normas vigentes e minimizar o risco operacional, por meio da adoção de boas práticas de gestão de riscos, na forma instruída na Resolução CMN 3.380/2006. Conforme preceitua o artigo 11 da Resolução CMN 3.721/2009, a Cooperativa de Crédito de Livre Admissão Leste Capixaba - Sicoob Leste Capixaba aderiu à estrutura única de gestão do risco operacional do Sicoob, centralizada na Confederação Nacional das Cooperativas do Sicoob Ltda. (Sicoob Confederação), a qual encontra-se evidenciada em relatório disponível no sítio www.sicoob.com.br. O processo de gerenciamento do risco operacional está estruturado com base no preenchimento de Listas de Verificação de Conformidade (LVC), baseada na metodologia Controll Self Assessment (CSA), processo por meio do qual, sob a responsabilidade da Diretoria Executiva, coordenação do Departamento de Controles e Riscos e a atuação do Agente de Controle Interno e Risco, são identificadas situações de risco que são avaliadas quanto ao impacto e à probabilidade de ocorrência, de forma padronizada. Para as situações de risco identificadas são estabelecidos planos de ação, com a aprovação da Diretoria Executiva, que são registrados em sistema próprio para acompanhamento, pelo Agente de Controle Interno e Risco. Da mesma forma, perdas operacionais ocorridas têm as causas e as ações de mitigação identificadas, sendo as informações devidamente registradas em sistema informatizado, para acompanhamento pelo Agente de Controle Interno e Risco. Não obstante a centralização do gerenciamento do risco operacional, a Cooperativa de Crédito Leste Capixaba - Sicoob Leste Capixaba possui estrutura compatível com a natureza das operações, a complexidade dos produtos e serviços oferecidos e é proporcional à dimensão da exposição ao risco operacional. O Conselho de Administraçao da Cooperativa de Crédito de Livre Admissão Leste Capixaba é responsável pelas informações divulgadas neste relatório. II - Risco de Mercado O gerenciamento do risco de mercado da Cooperativa de Crédito de Livre Admissão Leste Capixaba - Sicoob Leste Capixaba objetiva garantir a aderência às normas vigentes e minimizar o risco de mercado, por meio da adoção de boas práticas de gestão de riscos, na forma instruída na Resolução CMN 3.464/2007. Conforme preceitua o artigo 11 da Resolução CMN 3.721/2009, a Cooperativa de Crédito de Livre Admissão Leste Capixaba - Sicoob Leste Capixaba aderiu à estrutura única de gestão do risco de mercado do Sicoob, centralizada no Banco Cooperativo do Brasil S.A. (Bancoob), a qual encontra-se evidenciada em relatório disponível no sítio www. sicoob.com.br. No gerenciamento do risco de mercado são adotados procedimentos padronizados de identificação de fatores de risco , de classificação da carteira em trading e banking, de mensuração do risco de mercado (Value at Risk – VaR), de estabelecimento de limites de risco, de testes de estresse e de aderência do modelo de mensuração de risco (backtesting do VaR). Não obstante a centralização do gerenciamento do risco de mercado, a Cooperativa de Crédito de Livre Admissão Leste Capixaba – Sicoob Leste Capixaba possui estrutura compatível com a natureza das operações, a complexidade dos produtos e serviços oferecidos e é proporcional à dimensão da exposição ao risco de mercado da entidade. III - Risco de Crédito O gerenciamento de risco de crédito da Cooperativa de Crédito de Livre Admissão Leste Capixaba – Sicoob Leste Capixaba objetiva garantir a aderência às normas vigentes, maximizar o uso do capital e minimizar os risco envolvidos nos negócios de crédito por meio da adoção de boas práticas de gestão de riscos. Conforme preceitua o artigo 10 da Resolução CMN 3.721/2009, a Cooperativa de Crédito de Livre Admissão Leste Capixaba – Sicoob Leste Capixaba aderiu à estrutura única de gestão do risco de crédito do Sicoob, centralizada no Banco Cooperativo do Brasil S.A. (Bancoob), a qual encontra-se evidenciada em relatório disponível no sítio www. sicoob.com.br. Compete aos responsáveis pela estrutura centralizada de riscos a padronização de processos, de metodologias de análises de risco de clientes e de operações, de criação e de manutenção de política única de risco de crédito para o Sicoob, além do monitoramento das carteiras de crédito das cooperativas. Não obstante a centralização do gerenciamento de risco de crédito, a Cooperativa de Crédito de Livre Admissão Leste Capixaba – Sicoob Leste Capixaba possui estrutura compatível com a natureza das operações, com a complexidade dos produtos e serviços oferecidos e é proporcional à dimensão da exposição ao risco de crédito da entidade. Agradecimentos Agradecemos aos nossos associados pela preferência e pela confiança depositada em nossa Cooperativa de crédito e na nossa Administração. Aos colaboradores e parceiros pela dedicação ao trabalho em nossa instituição. Linhares - ES, 31 de dezembro de 2011. Conselho de Administração DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Cooperativa de Crédito de Livre Admissão Leste Capixaba Sicoob Leste Capixaba - CNPJ: 32.430.233/0001-10 BALANÇO PATRIMONIAL | EM 31/12/2011 (EM MILHARES DE REAIS) DEMONST. DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO | EM 31/12/2011 (EM MILHARES DE REAIS) ATIVO Circulante Disponibilidades Títulos e Valores Mobiliários - Nota 4 Relações Interfinanceiras - Nota 5 Operações de Crédito - Nota 6 Empréstimos e Títulos Descontados Financiamentos Rurais e Agroindustriais ( - ) Provisão para Operações de Crédito Outros Créditos - Nota 7 Outros Valores e Bens - Nota 8 Não Circulante Realizável a Longo Prazo Títulos e Valores Mobiliários - Nota 4 Operações de Crédito - Nota 6 Empréstimos e Títulos Descontados Financiamentos Rurais e Agroindustriais Outros Créditos - Nota 7 Permanente Investimentos - Nota 9 Imobilizado de Uso - Nota 10 Diferido - Nota 11 Intangível - Nota 12 TOTAL 31/12/2011 266.781 2.104 19.068 62.692 181.685 143.353 59.055 (20.723) 1.021 211 95.756 81.758 2.891 76.267 66.679 9.588 2.600 13.998 9.388 3.520 700 390 362.537 31/12/2010 205.858 1.582 4.030 42.598 155.581 111.769 59.434 (15.622) 1.672 395 77.062 66.976 64.631 46.554 18.077 2.345 10.086 6.478 2.858 302 448 282.920 PASSIVO Circulante Depósitos - Nota 13 Depósito à Vista Depósito Sob Aviso Depósito a Prazo Outros Depósitos Relações interfinanceiras Relações Interdependências Obrigações Por Empréstimos e Repasses - Nota 14 Outras Obrigações Cobrança e Arrecadações de Tributos e Assemelhados - Nota16 Sociais e Estatutárias - Nota 15 Fiscais e Previdenciárias - Nota 16 Diversas - Nota 16 Não Circulante Exigível a Longo Prazo Depósitos - Nota 13 Depósito a Prazo Obrigações Por Empréstimos e Repasses - Nota 14 Outras Obrigações - Nota 17 Fiscais e Previdenciárias Diversas Patrimônio Líquido - Nota 19 Capital Social Reserva de Sobras Sobras Acumuladas TOTAL 31/12/2011 261.934 186.799 66.524 4.963 115.312 1 16 64.751 10.367 51 2.706 1.213 6.397 18.064 18.064 3.620 3.620 11.635 2.809 80 2.729 82.539 48.167 25.684 8.688 362.537 31/12/2010 193.491 119.898 44.581 5.726 69.504 87 2 37 64.987 8.567 109 2.143 961 5.354 25.963 25.963 27 27 23.393 2.543 80 2.463 63.466 38.744 19.365 5.357 282.920 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis. DEMONSTRAÇÕES DE SOBRAS OU PERDAS | EM 31/12/2011 (EM MILHARES DE REAIS) Ingressos da Intermediação Financeira Operações de Crédito Resultado de Op.com Tít. e Valores Mobil. e Instr. Financeiros Dispêndios da Intermediação Financeira Operações de Captação no Mercado Operações de Empréstimos, Cessões e Repasses Provisão para Operações de Créditos Resultado Bruto Intermediação Financeira Outros Ingressos/Rec. (Dispêndios/Desp.) Operacionais Ingressos/Receitas de Prestação de Serviços Ingressos/Receitas de Participações Dispêndios/Despesas de Pessoal Outros Dispêndios/Despesas Administrativas Dispêndios/Despesas Tributárias Ingressos de Depositos Intercooperativos Outros Ingressos/Rendas Operacionais Outros Dispêndios/Despesas Operacionais Resultado Operacional Resultado Não Operacional Resultado Antes da Tributação e Participações Imposto de Renda e Contribuição Social Sobras ou Perdas Líquidas Participações Estatutárias nas Sobras F.A.T.E.S. Reserva Legal Sobras / Perdas Líquidas Juros Sobre Capital Próprio Sobras/Perdas à Disponsição da A.G.O. 2º Sem. 2011 31.074 30.266 808 (16.453) (6.510) (2.831) (7.112) 14.621 (3.169) 4.052 402 (4.675) (5.657) (113) 3.416 232 (826) 11.452 (113) 11.339 (99) 11.240 - 31/12/2011 58.043 56.930 1.113 (29.923) (11.388) (5.748) (12.787) 28.120 (6.690) 7.299 891 (8.633) (10.726) (202) 6.002 242 (1.563) 21.430 (136) 21.294 (170) 21.124 (7.394) (1.075) (6.319) 13.730 (5.042) 8.688 EXERCÍCIO 2011 31/12/2010 42.394 42.139 255 (21.178) (6.287) (5.318) (9.573) 21.216 (7.587) 5.989 526 (7.767) (9.314) (152) 4.110 115 (1.094) 13.629 (52) 13.577 (123) 13.454 (4.591) (695) (3.896) 8.863 (3.506) 5.357 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis. Reservas de Sobras Capital Eventos Saldo em 31/12/2009 Movimentações de Capital: Saldo de Incorporação Com Sobras e Reservas Por Subscrição/Realização Por Devolução ( - ) Reversões de Reservas Sobras ou Perdas Líquidas Desp.com Juros ao Capital no Exer. Destinação das Sobras ou Perdas: . Fundo de Reserva .FATES . Juros Sobre Capital Próprio Saldos em 31/12/2010 Movimentações de Capital: Com Sobras e Reservas Por Subscrição/Realização Por Devolução ( - ) Cotas Capital à Pagar - Ex-associados Sobras ou Perdas Líquidas Destinação das Sobras ou Perdas: . Fundo de Reserva .FATES . Juros Sobre Capital Próprio Saldos em 31/12/2011 Saldos em 30/06/2011 Movimentações de Capital: Com Sobras e Reservas Por Subscrição/Realização Por Devolução ( - ) Sobras ou Perdas Líquidas Destinação das Sobras ou Perdas: . Fundo de Reserva .FATES . Juros Sobre Capital Próprio Saldos em 31/12/2011 Capital Subs. 13.288 Capital a Reserva Realizar de Cap. (235) 1 22.798 1.108 (1.015) Legal Espec. 4.329 8 11.106 25 Sobras ou Perdas Acum. 25 Totais 17.416 33.904 1.248 (1.015) 13.454 (3.506) (25) 140 (1) 1 13.454 (3.506) 3.896 2.660 38.839 5.355 1.695 (1.773) (95) (3.896) (695) - 19.357 8 806 (941) (5.355) (182) (9) - 25.676 - 19.357 8 8 (2) 21.124 1.608 (1.773) (2) 21.124 (6.319) (1.075) (5.042) 8.688 9.884 (1.075) (809) 82.539 73.491 11.240 633 (941) 11.240 (6.319) (1.075) (5.042) 8.688 (1.075) (809) 82.539 (173) 6.319 4.233 48.349 5.357 (87) 6.319 4.233 48.349 44.251 (695) 2.660 63.466 (182) - 25.676 8 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis. DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA | EM 31/12/2011 (EM MILHARES DE REAIS) DESCRIÇÃO Exerc. findo em: Exerc. findo em: 31/12/2011 31/12/2010 11.339 (99) 442 7.112 (16) 43 21.294 (170) 853 12.787 (16) 49 13.577 (123) 703 9.573 18 (11.412) 79 (18.469) 221 180 (17.929) (50.527) 397 184 (3.142) (157.695) (1.927) (331) 7.670 (245) 13.556 5.866 (3.811) (48) 12.408 21.942 (763) 49.401 (87) 2.067 (2) (11.994) (21) 27.465 25.688 2.558 40.044 83 7.471 2 56.492 35 (6.974) 43 (48) (887) (1.894) (2.786) 43 (74) (1.859) (2.910) (4.800) (12) (654) (673) (4.989) (6.328) 4.866 (941) (1.075) (5.042) (2.192) 7.430 5.841 (1.773) (1.075) (5.042) (2.049) 20.616 3.908 (1.015) (695) (3.506) 33.904 32.596 19.294 57.366 64.796 7.430 44.180 64.796 20.616 24.886 44.180 19.294 2º Sem. 2011 Atividades Operacionais Resultado Antes da Tributação e Participações Imposto de Renda e Contribuição Social Depreciações e Amortizações Provisão para Operações de Créditos Resultado na venda de Investimentos/Imobilizado Resultado das baixas do Ativo Imobilizado Aumento (redução) em ativos operacionais Títulos e Valores Mobiliários Relações Interfinanceiras Operações de Crédito Outros Créditos Outros Valores e Bens Aumento (redução) em passivos operacionais Depósitos a Vista Depósitos sob Aviso Depósitos a Prazo Outros Depósitos Outras Obrigações Relações Interfinanceiras Obrigações por Empréstimos e Repasses Relações Interdependências Caixa Líquido Aplic. em Atividades Operacionais Atividades de Investimentos Alienação de Imobilizações de Uso Aplicação no Diferido Aplicação no Intangível Inversões em Imobilizado de Uso Inversões em Investimentos Saldo de Incorporação Caixa Líquido Aplicado / Orig.em Investimentos Atividades de Financiamentos Por Subscrição/Realização Por Devolução ( - ) FATES Pagamento de Juros Sobre Capital Prórpio Saldo de Incorporação Caixa Líquido Aplicado / Orig. em Investimentos Aumento / Redução Líquida das Dispon. Modificações em Disponibilidades Líquida No Ínicio do Período No Fim do Período Variação Líquida das Disponibilidades As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis. NOTAS EXPLICATIVAS | EM 31/12/2011 E DE 2010 (EM MILHARES DE REAIS) 1. Contexto operacional A Cooperativa de Crédito de Livre Admissão Leste Capixaba – SICOOB LESTE CAPIXABA, é uma cooperativa de crédito singular, instituição financeira não bancária, fundada em 18/05/1989, filiada à Cooperativa Central de Crédito do Espírito Santos – SICOOB CENTRAL ES e componente da Confederação Nacional das Cooperativas do SICOOB – SICOOB CONFEDERAÇÃO, em conjunto com outras cooperativas singulares e centrais. Tem sua constituição e o funcionamento regulamentados pela Lei 4.595/64, que dispõe sobre a Política e as Instituições Monetárias, Bancárias e Creditícias, pela Lei 5.764/71, que define a Política Nacional do Cooperativismo, pela Lei Complementar 130/09, que dispõe sobre o Sistema Nacional de Crédito Cooperati- vo e pela Resolução 3.859/10 do Conselho Monetário Nacional, que dispões sobre a constituição e funcionamento de cooperativas de crédito. O SICOOB LESTE CAPIXABA com sede em Linhares possui Postos de Atendimento Cooperativo - PAC nas seguintes localidades: Sooretama, Jaguaré, Fundão, Aracruz, Jacupemba, Ibiraçu, João Neiva, Interlagos, Rio Bananal, Marilândia, Colatina (Centro), São Silvano (bairro de Colatina), Laranjeiras (Serra). O SICOOB LESTE CAPIXABA tem como atividade preponderante a operação na área creditícia, tendo como finalidade: (i) Proporcionar, através da mutualidade, assistência financeira aos associados; (ii) A formação educacional de seus associados, no sentido de fomentar o cooperativismo, através da ajuda mútua da economia sistemática e do uso adequado do crédito; e (iii) Praticar, nos termos dos normativos vigentes, as seguintes operações dentre outras: captação de recursos, concessão de créditos, prestação de garantias, prestação de serviços, formalização de convênios com outras instituições financeiras e aplicação de recursos no mercado financeiro, inclusive depósitos a prazo com ou sem emissão de certificado, visando preservar o poder de compra da moeda e remunerar os recursos. Em 11 de março de 2006, ocorreu a transformação do SICOOB LESTE CAPIXABA para entidade de “Livre Admissão de Associados”; aprovada junto ao Banco Central do Brasil - BACEN em 16 de outubro de 2006, conforme correspondência Deorf/GTRJA-2006/09380 de 24/10/2006. No decorrer do 1º semestre de 2010, a Cooperativa, com o objetivo de ampliar o atendimento aos seus associados, possibilitando o aumento do Patrimônio Líquido e do limite para operações, garantindo assim, um novo posicionamento no mercado, promoveu a incorporação da cooperativa relacionada abaixo, que foi devidamente aprovada pela Assembléia Geral Extraordinária Conjunta realizada em 30/04/2010 e aprovada pelo Banco Central do Brasil – BACEN em 16/12/2010. 2. Apresentação das demonstrações contábeis As demonstrações contábeis são de responsabilidades da Administração da Cooperativa e foram elaboradas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, considerando as alterações exigidas pelas Leis nº 11.638/07 e nº 11.941/09, adaptadas às peculiaridades da legislação cooperativista e às normas e instruções do Banco Central do Brasil – BACEN, bem como apresentadas conforme o Plano Contábil das Instituições do Sistema Financeiro Nacional – COSIF. Consideram ainda, no que for julgado pertinente e relevante, os pronunciamentos, orientações e as interpretações técnicas emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis – CPC, tendo sido aprovadas pela administração em 13 de janeiro de 2012. Em aderência ao processo de convergência com as normas internacionais de contabilidade, algumas normas e suas interpretações foram emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), as quais são aplicadas às instituições financeiras quando aprovadas pelo Banco Central do Brasil. Nesse sentido, os Pronunciamentos contábeis já aprovados pelo Banco Central do Brasil são: Resolução 3.566/2008 – Redução ao Valor Recuperável do Ativo (CPC 01), Resolução 3.604/2008 – Fluxo de Caixa (CPC 03), Resolução 3.750/2010 – Divulgação sobre Partes Relacionadas (CPC 05), Resolução 4.007/2011 – Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa e Retificação de Erro (CPC 23) e Resolução 3.823/2009 – Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes (CPC 25). 3. Resumo das principais práticas contábeis a) Apuração do resultado Os ingressos e dispêndios são registrados de acordo com o regime de competência. As operações de crédito com taxas pré-fixadas são registradas pelo valor de resgate, e os ingressos e dispêndios correspondentes ao período futuro são apresentados em conta redutora dos respectivos ativos e passivos. Os ingressos e dispêndios de natureza financeira são contabilizados pelo critério “pro-rata temporis” e calculados com base no método exponencial, exceto aquelas relativas a títulos descontados, que são calculadas com base no método linear. As operações de crédito com taxas pós-fixadas são atualizadas até a data do balanço. As receitas e despesas são reconhecidas na demonstração de sobras em conformidade com o regime de competência. As receitas com prestação de serviços são reconhecidas na demonstração de sobras ou perdas quando da prestação de serviços a terceiros, substancialmente serviços bancários. Os dispêndios e as despesas e os ingressos e receitas operacionais, são proporcionalizados de acordo com os montantes do ingresso bruto de ato cooperativo e da receita bruta de ato não-cooperativo, quando não identificados com cada atividade. b) Estimativas contábeis Na elaboração das demonstrações contábeis faz-se necessário utilizar estimativas para contabilizar certos ativos, passivos e outras transações. As demonstrações contábeis da Cooperativa incluem, portanto, estimativas referentes à provisão para créditos de liquidação duvidosa, à seleção das vidas úteis dos bens do ativo imobilizado, provisões necessárias para passivos contingentes, entre outros. Os resultados reais podem apresentar variação em relação às estimativas utilizadas. A Cooperativa revisa as estimativas e premissas, no mínimo, semestralmente. c) Caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa, conforme Resolução CMN nº 3.604/08, incluem as rubricas caixa, depósitos bancários e as relações interfinanceiras de curto prazo e de alta liquidez, com risco insignificante de mudança de valores e limites, com prazo de vencimento igual ou inferior a 90 dias. O caixa e equivalente de caixa compreendem: 31/12/2011 31/12/2010 Caixa/numerário em trânsito e depósitos bancários Relações interfinanceiras – centralização financeira Total d) Operações de crédito 2.104 1.582 62.692 42.598 64.796 44.180 As operações de crédito com encargos financeiros pré-fixados são registradas a valor futuro, retificadas por conta de rendas a apropriar e as operações de crédito pós-fixadas são registradas a valor presente, calculadas “pro rata temporis”, com base na variação dos respectivos indexadores pactuados. e) Provisão para operações de crédito Constituída em montante julgado suficiente pela Administração para cobrir eventuais perdas na realização dos valores a receber, levando-se em consideração a análise das operações em aberto, as garantias existentes, a experiência passada, a capacidade de pagamento e liquidez do tomador do crédito e os riscos específicos apresentados em cada operação, além da conjuntura econômica. A Resolução CMN nº 2.682/09 introduziu os critérios para classificação das operações de crédito definindo regras para constituição da provisão para operações de crédito, as quais estabelecem nove níveis de risco, de AA (rico mínimo) a H (risco máximo). f) Depósitos em garantia Existem situações em que a cooperativa questiona a legitimidade de determinados passivos ou ações movidas contra si. Por conta desses questionamentos, por DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Cooperativa de Crédito de Livre Admissão Leste Capixaba Sicoob Leste Capixaba - CNPJ: 32.430.233/0001-10 EXERCÍCIO 2011 NOTAS EXPLICATIVAS | EM 31/12/2011 E DE 2010 (EM MILHARES DE REAIS) ordem judicial ou por estratégia da própria administração, os valores em questão podem ser depositados em juízo, sem que haja a caracterização da liquidação do passivo. g) Investimentos Representados substancialmente por quotas do SICOOB CENTRAL ES, são avaliados pelo método de custo de aquisição. h) Imobilizado Terrenos, edificações, Equipamentos de processamento de dados, móveis, utensílios e outros equipamentos, instalações, veículos, benfeitorias em imóveis de terceiros e softwares, são demonstrados pelo custo de aquisição, deduzido da depreciação acumulada. A depreciação é calculada pelo método linear para baixar o custo de cada ativo a seus valores residuais de acordo com as taxas divulgadas na Nota 10, que levam em consideração a vida útil econômica dos bens. i) Diferido O ativo diferido foi constituído pelas benfeitorias realizadas nas propriedades de terceiros, e pelos softwares adquiridos, registrados pelos custos incorridos nas benfeitorias e pelo custo de aquisição, respectivamente, e classificados nessa conta conforme determinação do COSIF. Esses gastos estão sendo amortizados pelo método linear no período de 5 anos. Conforme determinado pela Resolução nº 3.617/08 do CMN devem ser registrados no ativo diferido, exclusivamente, os gastos que contribuirão para o aumento do resultado de mais de um exercício social. Os saldos existentes em setembro de 2008 são mantidos até a sua efetiva realização. j) Intangível Correspondem aos direitos adquiridos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à manutenção da Cooperativa ou exercidos com essa finalidade. Os ativos intangíveis com vida útil definida são geralmente amortizados de forma linear no decorrer de um período estimado de benefício econômico. O ativos intangíveis compreendem softwares adquiridos de terceiros e são amortizados ao longo de sua vida útil estimada. k) Ativos contingentes Não são reconhecidos contabilmente, exceto quando a Administração possui total controle da situação ou quando há garantias reais ou decisões judiciais favoráveis sobre as quais não cabem mais recursos contrários, caracterizando o ganho como praticamente certo. Os ativos contingentes com probabilidade de êxito provável, quando aplicável, são apenas divulgados em notas explicativas às demonstrações contábeis. l) Obrigações por empréstimos e repasses As obrigações por empréstimos e repasses são reconhecidas inicialmente no recebimento dos recursos, líquidos dos custos de transação. Em seguida, os empréstimos tomados são apresentados pelo custo amortizado, isto é, acrescidos de encargos e juros proporcionais ao período incorrido (“pro rata temporis”). m) Demais ativos e passivos São registrados pelo regime de competência, apresentados ao valor de custo ou de realização, incluindo, quando aplicável, os rendimentos e as variações monetárias auferidos, até a data do balanço. Os demais passivos são demonstrados pelos valores conhecidos ou calculáveis, acrescidos, quando aplicável, dos correspondentes encargos e das variações monetárias incorridos. n) Provisões São reconhecidas quando a cooperativa tem uma obrigação presente legal ou implícita como resultado de eventos passados, sendo provável que um recurso econômico seja requerido para saldar uma obrigação legal. As provisões são registradas tendo como base as melhores estimativas do risco envolvido. o) Passivos contingentes São reconhecidos contabilmente quando, com base na opinião de assessores jurídicos, for considerado provável o risco de perda de uma ação judicial ou administrativa, gerando uma provável saída no futuro de recursos para liquidação das ações, e quando os montantes envolvidos forem mensurados com suficiente segurança. As ações com chance de perda possível são apenas divulgadas em nota explicativa às demonstrações contábeis e as ações com chance remota de perda não são divulgadas. p) Obrigações legais São aquelas que decorrem de um contrato por meio de termos explícitos ou implícitos, de uma lei ou outro instrumento fundamentado em lei, as quais a Cooperativa tem por diretriz. q) Imposto de renda e contribuição social O imposto de renda e a contribuição social sobre o lucro são calculados sobre o resultado apurado em operações consideradas como atos não-cooperativos. O resultado apurado em operações realizadas com cooperados é isento de tributação. r) Segregação em circulante e não circulante Os valores realizáveis e exigíveis com prazos inferiores a 360 dias estão classificados no circulante, e os prazos superiores, no longo prazo (não circulante). s) Valor recuperável de ativos – impairment A redução do valor recuperável dos ativos não financeiros (impairment) é reconhecida como perda, quando o valor de contabilização de um ativo, exceto outros valores e bens, for maior do que o seu valor recuperável ou de realização. As perdas por “impairment”, quando aplicável, são registradas no resultado do período em que foram identificadas. Em 31 de dezembro de 2011 não existem indícios da necessidade de redução do valor recuperável dos ativos não financeiros. 4. Títulos e valores mobiliários Em 31 de dezembro de 2011 e 2010, as aplicações em Títulos e Valores Mobiliários do SICOOB LESTE CAPIXABA estavam assim compostas: Descrição 31/12/2011 31/12/2010 Títulos de Renda Fixa 21.959 4.030 Do total aplicado R$ 759 mil (setecentos e cinquenta e nove) corresponde a aplicação em Depósito Sob Aviso, sem vencimento, com rendimentos equivalentes a 100% da variação do CDI, a serem disponibilizados financeiramente por ocasião da sua liquidação. O montante de R$ 21.200 mil (vinte e um milhões e duzentos mil) refere-se a operações que estão vinculadas ao Acordo de Compensação assinado entre a Cooperativa e o Bancoob com o objetivo de mitigação de risco de crédito, sendo seus vencimentos correspondente aos vencimentos dos contratos de repasse do crédito rural, com rendimentos entre 98% a 100% do CDI. 5. Relações interfinanceiras Referem-se a centralização financeira das disponibilidades líquidas da Cooperativa depositada junto ao SICOOB CENTRAL ES, conforme determinado no artigo 37 da Resolução CMN nº 3.859/10. 6. Operações de crédito a) Composição por tipo de operação, e classificação por nível de risco de acordo com a Resolução CMN nº 2.682 de 21/12/1999: Nível / Percentual de Risco / Situação AA A 0,50% B 1% B 1% C 3% C 3% D 10% D 10% E 30% E 30% F 50% F 50% G 70% G 70% H 100% H 100% Total Normal Total Vencido Total Geral Provisões Total Líquido Nor. Nor. Nor. Venc. Nor. Venc. Nor. Venc. Nor. Venc. Nor. Venc. Nor. Venc. Nor. Venc. Adto. Emprést. Depos., / Tít. Cheque Financ. Desc. * Especial e CG 1 29.347 3.860 24.166 66.917 2.895 15.959 401 49 599 34.314 1.426 5.614 977 23 694 4.172 448 384 266 27 86 3.203 102 74 223 10 1.098 22 41 360 - 273 522 66 31 120 - 310 5.046 357 10 4.688 511 338 144.619 9.177 46.279 7.035 610 2.310 151.654 9.787 48.589 (14.263) (1.096) (1.293) 137.391 8.691 47.296 Financ. Rurais Total 2011 Prov. 2011 Total 2010 Prov. 2010 10 34.897 27.595 233 4.346 50 984 28 92 99 39 28 20 36 188 68.087 558 68.645 (1.040) 67.605 11 92.270 113.366 1.282 45.700 1.744 5.988 407 3.471 233 1.260 672 647 450 5.449 5.725 268.162 10.513 278.675 (17.692) 260.983 57 462 103.031 515 1.134 88.056 881 13 230 2 1.371 23.638 709 52 792 24 599 5.237 524 41 1.210 121 1.042 2.018 605 70 814 244 630 1.618 809 336 254 127 453 864 605 315 499 349 5.449 2.796 2.796 5.725 4.720 4.720 11.140 227.315 7.444 6.552 8.519 5.587 17.692 235.834 13.031 (13.031) 222.803 * Em Empréstimos estão contidos os valores das Operações Renegociadas. Em 31/12/2011 o Sicoob ES instituiu uma política de provisão administrativa que visa minimizar possíveis impactos negativos sobre a carteira de crédito, pela inadimplência dos devedores, tendo em vista as previsões negativas no cenário econômico mundial e que podem refletir no mercado capixaba. Para cálculo da provisão administrativa foram consideradas os operações das faixas “A”, “B” e “C” que tiveram a provisão dobrada, totalizando R$ 3.031 mil (três milhões, trinta e um mil). Em cumprimento às orientações do Banco Central do Brasil, no primeiro semestre de 2011 o Sistema Sicoob concluiu o cronograma de implantação da exigência contida no artigo 3º da Resolução CMN nº 2.682, que estabelece que a classificação das operações de crédito de um mesmo cliente ou grupo econômico deve ser definida considerando aquela que apresentar maior risco.Em 31/12/2010 para adequação às normas, mais especificamente ao art. 8º da Resolução 2.682/99, foi constituída provisão adicional administrativa no montante de R$ 2.591 mil (dois milhões, quinhentos e noventa e um mil) que objetivava ajustar a carteira de crédito a real expectativa de recebimento. b) Composição da carteira de crédito por faixa de vencimento – operações vincendas (dias): De 91 a Acima Total 360 de 360 Empréstimos 31.995 59.270 37.451 128.716 Títulos Descontados 21.462 1.476 22.938 Financiamentos 5.611 13.752 29.226 48.589 Financiamentos Rurais 11.002 48.053 9.590 68.645 Total 70.070 122.551 76.267 268.888 Obs.: Não inclui Adiantamento a Depositantes, Cheque Especial e Conta Garantida. Descrição Até 90 c) Composição da carteira de crédito por tipo de produto, cliente e atividade econômica: Descrição Setor Privado – Comércio Setor Privado – Indústria Setor Privado – Serviços Pessoa Física Outros Total Conta Crédito Corrente Rural Empr. Título Desc. 31/12 2011 2.443 98 41.121 8.469 200 - 5.375 1.198 2.279 - 44.502 6.620 4.637 68.131 79.122 228 416 7.185 9.787 68.645 177.305 % da cart. 52.131 18,70% 6.773 2,43% 53.401 19,19% 6.166 158.056 56,70% 485 8.314 2,98% 22.938 278.675 100% d) Movimentação da provisão para créditos de liquidação duvidosa de operações de crédito: Descrição 31/12/2011 Saldo Inicial 15.622 Saldo de Provisão da Cooperativa Incorporada Constituições/Reversões no 12.382 Exercício Transferência para Prejuízo no (7.281) Exercício Total 20.723 e) Concentração dos Principais Devedores: Descrição 31/12 2011 % Cart. Total 31/12/2010 6.030 6.969 8.756 (6.133) 15.622 31/12 2010 % Cart. Total Maior Devedor 4.673 1,68 3.884 1,65 10 Maiores Devedores 28.094 10,08 19.220 8,15 50 Maiores Devedores 60.766 21,81 43.888 18,61 f) Créditos Baixados como Prejuízo, Renegociados e Recuperados: Descrição Saldo início do exercício Saldo das operações em prejuízo da Cooperativa Incorporada 31/12/2011 12.813 31/12/2010 5.484 - 3.495 Valor das operações transferidas 7.281 5.747 no período Valor das operações recuperadas (2.108) (1.855) no período Valor dos juros recebidos nas 111 106 operações recuperadas Valor dos descontos concedidos (73) (164) nas operações recuperadas Total 18.024 12.813 7. Outros Créditos – curto e longo prazo Valores referentes as importâncias devidas à Cooperativa por pessoas físicas ou jurídicas domiciliadas no País, conforme demonstrado: Descrição – curto prazo 31/12/2011 31/12/2010 Rendas a Receber (a) 712 605 Títulos e Créditos a Receber (b) 44 37 Devedores Diversos 121 59 Diversos (c) 143 971 Total 1.020 1.672 (a) Em rendas a receber estão registrados: receita sobre saldo mantido na centralização financeira do Sicoob Central ES R$ 495 mil, dividendos distribuídos pela Annellus Corretora de Seguros R$ 59 mil e outras rendas R$ 158 mil; (b) Em títulos e créditos a receber estão registrados os valores a receber de tarifas; (c) A maior representatividade desse grupo refere-se aos adiantamentos e antecipações salariais R$ 102 mil. Descrição – longo prazo 31/12/2011 31/12/2010 Devedores por Depósito e Garantia (a) 2.600 2.345 (a) Trata-se de montante depositado em juízo referente questionamento da cobrança indevida do PIS e COFINS de atos cooperativos, INSS sobre cédulas de presenças e processo trabalhista. Valor correspondente encontra-se registrado em Outras Obrigações, conforme nota 17. 8. Outros valores e bens Encontram-se registrados neste grupo: Descrição 31/12/2011 31/12/2010 Bens não de Uso Próprio (a) 180 367 Almoxarifado 1 Despesa Antecipada 31 27 Total 211 395 (a) Referente a bens recebidos como dação em pagamento de dívidas, não estão sujeitos a depreciação ou correção. 9. Investimentos O saldo é representado por aportes de capital efetuados pelo SICOOB CENTRAL ES e aquisição de ações do BANCOOB, conforme demonstrado: Descrição 31/12/2011 31/12/2010 Cooperativa Central de Crédito do 7.349 5.338 Espírito Santos Banco Cooperativo do Brasil S.A. – 2.039 1.140 BANCOOB TOTAL 9.388 6.478 10. Imobilizado de uso Demonstrado pelo custo de aquisição, menos depreciação acumulada. As depreciações são calculadas pelo método linear, com base em taxas determinadas pelo prazo de vida útil estimado conforme abaixo: Taxa de 31/12/2011 31/12/2010 Depr. Terrenos 47 47 Edificações 4% 841 841 Instalações 10% 315 252 Móveis e Equipamentos 10% 1.273 1.031 Sistema de Proces. de Dados 20% 2.216 1.779 Sistemas de Comunicação 10% 105 92 Sistema de Segurança 10% 523 446 Sistemas de Transporte 20% 186 214 Imobilizações em curso (*) 587 186 TOTAL 6.094 4.888 Depreciação acumulada (2.573) (2.030) TOTAL 3.520 2.858 (*) As imobilizações em curso serão alocadas em grupo específico após a conclusão das obras e efetivo uso, quando passarão a ser depreciadas. 11. Diferido Nesta rubrica registram-se as benfeitorias realizadas nas propriedades de terceiros, softwares adquiridos até novembro de 2008, registrados pelos custos incorridos nas benfeitorias e pelo custo de aquisição, respectivamente. Descrição Taxa de 31/12 31/12 Amort. 2011 2010 Benfeitorias 20% 1.387 889 Gastos Pré-Operacionais 20% 42 Prog. de Computador -Software 20% 27 27 Instalação e Adapt. de Depend. 10% 303 303 TOTAL 1.759 1.219 Amortização acumulada (1.059) (917) TOTAL 700 302 12. Intangível Nesta rubrica registram-se os direitos que tenham por objeto os bens incorpóreos, destinados à manutenção da companhia, como as licenças de uso de softwares. Descrição Taxa de 31/12/2011 31/12/2010 Amort. Direito de Uso 10% 532 532 Amortização acumulada (142) (84) TOTAL 390 448 O valor registrado na rubrica “Intangível – direito de uso”, refere-se a 13 (treze) licenças de uso do Sistema de Informática do Sicoob - SISBR, adquiridas em 01/06/2009, da Confederação Nacional das Cooperativas do Sicoob Ltda. - Sicoob Confederação. Na mesma data, a Central cedeu exclusivamente às suas filiadas (cooperativas singulares assoDescrição ciadas), devidamente autorizado pelo Sicoob Confederação, com prazo de até 31 de maio de 2019, o direito de uso do SISBR. 13. Depósitos Os depósitos à vista não são remunerados. Os depósitos a prazo recebem encargos financeiros contratados. Os depósitos, até o limite de R$70.000,00 (Setenta mil reais), por CPF/ CNPJ, estão garantidos pelo Fundo Garantidor do Sicoob - FGS, o qual é um Fundo constituído pelas Cooperativas do Sistema Sicoob, regido por regulamento próprio. 14. Obrigações por empréstimos e repasses São demonstradas pelo valor principal acrescido de encargos financeiros e registram os recursos captados junto ao Banco Cooperativo do Brasil S.A – Bancoob e Sicoob Central ES para repasse aos associados em diversas modalidades (art. 37, da Resolução CMN nº 3.859/2010) e Capital de Giro. As garantias oferecidas são a caução dos títulos de créditos dos associados beneficiados. Instituições Taxa Venc. 31/12/2011 31/12/2010 curto prazo BANCOOB Diversas Diversos 57.964 56.966 Sicoob Central ES Diversas Diversos 6.787 8.021 Total 64.751 64.987 Instituições Taxa Venc. 31/12/2011 31/12/2010 longo prazo BANCOOB Diversas Diversos 9.090 22.118 Sicoob Central ES Diversas Diversos 2.545 1.275 Total 11.635 23.393 15. Obrigações sociais e estatutárias Descrição 31/12/2011 31/12/2010 FATES - Fundo de Assistência 1.805 1.177 Técnica, Educacional e Social Cotas de capital a pagar 676 408 Outras obrigações 225 558 Total 2.706 2.143 O FATES é destinado a atividades educacionais, à prestação de assistência aos cooperados, seus familiares e empregados da cooperativa, sendo constituídos pelo resultado dos atos não-cooperados e 5% das sobras líquidas do exercício, conforme determinação estatutária. A classificação desses valores em conta de passivo segue determinação do plano de contas do COSIF. 16. Outras obrigações - Diversas Descrição 31/12/2011 31/12/2010 Cheques administrativos (a) 3.358 2.971 Despesas de Pessoal 613 579 Outras Despesas Administrativas (b) 508 409 Credores Diversos – País 332 185 Cheques Descontados (c) 211 510 Obrigações por Prestação de Serviço 1.277 693 de Pagamento (d) Outras (e) 1.362 1.078 Total 7.661 6.425 (a) Refere-se a cheques emitidos pela Cooperativa contra o próprio caixa da instituição, porém não compensados até a data-base de 31/12/2011. (b) Refere-se a provisão para pagamento de despesas com agua e energia R$ 1 mil, aluguéis R$ 4 mil, comunicações R$ 57 mil, manutenção e conservação de bens R$ 9 mil, transporte R$ 32 mil, seguro R$ 108 mil, plano de saúde R$ 5 mil, compensação R$ 197 mil, seguro a recolher R$ 9 mil, outras despesas R$ 86 mil; (c) Refere-se a cheques depositados relativo a descontos enviados a compensação, porém não baixados até a data-base de 31/12/2011. (d) Refere-se aos convênios de folhas de pagamento com empresas associadas. (e) Maior representatividade refere-se ao grupo impostos e contribuições a recolher, com destaque para o imposto de renda retido na fonte sobre juros ao capital e aos impostos e contribuições incidentes sobre a folha de pagamento, no montante de R$ 982 mil. 17. Outras obrigações - Diversas - Provisões para riscos tributários e trabalhistas Considerando a avaliação dos consultores jurídicos quanto às chances de êxito em determinados questionamentos fiscais e trabalhistas em que a cooperativa é parte envolvida, foram constituídas as seguintes provisões: Descrição PIS (a) COFINS (a) INSS (b) Trabalhistas (c) Outras (d) Total 2011 Provisão p/ Depósitos conting. judiciais 390 390 1.992 1.992 80 80 228 18 120 120 2.810 2.600 2010 Provisão p/ Depósitos conting. judiciais 370 370 1.890 1.890 80 80 200 5 3 2.543 2.345 (a) PIS e COFINS – quando do advento da lei nº 9.718/98, a cooperativa entrou com ação judicial questionando a legalidade da inclusão de seus ingressos decorrentes de atos cooperados na base de cálculo do PIS e COFINS. Consequentemente, registrou as correspondentes obrigações referentes ao período de março de 1999 a julho de 2004, sendo que os valores equivalentes foram depositados em juízo e estão contabilizados na rubrica Depósitos em garantia. (b) Referente a processo do INSS sobre cédulas de presença. (c) Refere-se a processo trabalhista em andamento. (d) Refere-se a processo de habilitação de crédito. 18. Instrumentos financeiros O SICOOB LESTE CAPIXABA opera com diversos instrumentos financeiros, com destaque para disponibilidades, títulos e valores mobiliários, relações interfinanceiras, operações de crédito, depósitos a vista e a prazo, empréstimos e repasses. Os instrumentos financeiros ativos e passivos estão registrados no balanço patrimonial a valores contábeis, os quais se aproximam dos valores justos, conforme critérios mencionados nas correspondentes notas explicativas. 19. Patrimônio líquido a) Capital Social DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Cooperativa de Crédito de Livre Admissão Leste Capixaba Sicoob Leste Capixaba - CNPJ: 32.430.233/0001-10 EXERCÍCIO 2011 NOTAS EXPLICATIVAS | EM 31/12/2011 E DE 2010 (EM MILHARES DE REAIS) O capital social é representado por cotas-partes no valor nominal de R$ 1,00 cada e integralizado por seus cooperados. De acordo com o Estatuto Social cada cooperado tem direito em um voto, independente do número de suas cotas-partes. b) Reserva Legal Representada pelas destinações estatutárias das sobras, no percentual de 40%, utilizada para reparar perdas e atender ao desenvolvimento de suas Atividades. c) Sobras Acumuladas As sobras são distribuídas e apropriadas conforme Estatuto Social, normas do Banco Central do Brasil e posterior deliberação da Assembléia Geral Ordinária (AGO). Atendendo à instrução do Bacen, através da Carta Circular 3.224/06, o Fundo de Assistência Técnica, Educacional e Social – FATES, é registrado como exigibilidade, e utilizado em despesas para o qual se destina, conforme a Lei 5.764/71. Em Assembléia Geral Ordinária, realizada em 25 de fevereiro de 2011, os cooperados deliberaram pela destinação para o Capital Social das sobras do exercício findo em 31 de dezembro de 2010, no valor de R$ 5.355 mil (cinco milhões, trezentos e cinquenta e cinco mil). da Cooperativa e de suas atribuições estabelecidas em regulamentação específica. As operações com tais partes relacionadas não são relevantes no contexto global das operações da cooperativa, e caracterizam-se basicamente por transações financeiras em regime normal de operações, com observância irrestrita das limitações impostas pelas normas do Banco Central, tais como movimentação de contas correntes, aplicações e resgates de RDC e operações de crédito. As garantias oferecidas em razão das operações de crédito são: avais, garantias hipotecárias, caução e alienação fiduciária. Montante das operações ativas e passivas no exercício de 2011: MONTANTE DAS % em relação à OPERAÇÕES ATIVAS carteira total R$ 12.830 1,03 % MONTANTE DAS % em relação à OPERAÇÕES PASSIVAS carteira total R$ 6.966 3,67 % Operações ativas e passivas – saldo em 31/12/2011: OPERAÇÕES ATIVAS d) Destinações estatutárias e legais De acordo com o estatuto social da cooperativa e a Lei nº 5.764/71, as sobras líquidas do exercício terão a seguinte destinação: Descrição 2011 2010 Sobras /lucro líquido do exercício 16.082 9.948 Lucro líquido decorrente de atos não(285) (208) -cooperativos apropriado ao FATES Sobras líquidas, base de cálculo das 15.797 9.740 destinações Destinações estatutárias Reserva legal - 40% (6.318) (3.896) Fundo de assistência técnica, educacional (790) (487) e social - 5% Sobras à disposição da Assembléia Geral 8.689 5.357 A Reserva legal destina-se a reparar perdas e atender ao desenvolvimento de suas Atividades; O Fundo de assistência técnica, educacional e social (FATES) é destinado a atividades educacionais, à prestação de assistência aos cooperados, seus familiares e empregados da cooperativa; e Os resultados decorrentes de atos não cooperativos são destinados ao FATES. 20. Resultado de atos não cooperativos O resultado de atos não cooperativos tem a seguinte composição: Descrição 2011 2010 Receita de prestação de serviços 1.697 1.229 Despesas específicas de atos não coope(867) (549) rativos Despesas apropriadas na proporção das (374) (349) receitas de atos não cooperativos Lucro antes do imposto de renda e da 456 331 contribuição social Resultado de atos não cooperativos (lucro 285 208 líquido) 21. Juros ao Capital A cooperativa efetuou pagamento de juros ao capital, conforme previsto na Lei Complementar 130/2009, no montante de R$ 5.042 mil (cinco milhões, quarenta e dois mil) correspondente ao fator acumulado da Selic –11,62% a.a., sendo considerado como base de cálculo para remuneração, movimentação em conta capital no período compreendido entre a data da última apuração de resultado e a data de término do exercício contábil. A remuneração foi incorporada a conta capital do associado deduzida da tributação do imposto de renda na alíquota de 15%. Descrição 31/12/2011 31/12/2010 Juros ao Capital 5.042 3.506 IRRF sobre juros ao capital (756) (526) Juros ao Capital – Associados (53) (26) Desligados Juros ao Capital a ser incorporado (294) ao capital social Valor incorporado a conta capital 4.233 2.660 22. Partes Relacionadas As partes relacionadas existentes são as pessoas físicas que têm autoridade e responsabilidade de planejar, dirigir e controlar as atividades da cooperativa e membros próximos da família de tais pessoas. As operações são realizadas no contexto das atividades operacionais NATUREZA DA OPERAÇÃO DE CRÉDITO Cheque Especial, Conta Garantida e Adiantamento a Depositante. Crédito Rural Empréstimo Títulos Descontados % DA PCLD (PROVISÃO VALOR DA OPERAÇÃO DE PARA CRÉDITO OPERAÇÃO CRÉDITO EM DE LIQUIDAÇÃO DE CRÉDITO RELAÇÃO À DUVIDOSA) CART. TOTAL 88 - 0,90 877 4.461 92 (6) (255) (9) 1,28 2,52 0,40 OPERAÇÕES PASSIVAS – SALDO EM 31/12/2011 % em Natureza dos Valor do relação à Taxa Média Depósitos Deposito carteira % total Depósitos a Vista 1.359 2 96 a 100% Depósitos a Prazo 7.456 6,12 do CDI Foram realizadas transações com partes relacionadas, na forma de: depósito a prazo, cheque especial, conta garantida, cheques descontados, crédito rural – RPL, crédito rural – repasses, empréstimos, dentre outras, à taxa/remuneração relacionada no quadro abaixo, por modalidade: 6,20% 5,00% TAXA APROVADA PELO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO / DIRETORIA EXECUTIVA 6,20% 5,00% 1,35% a 4,00% 1,35% a 4,00% TAXAS APLICADAS NATUREZA DAS EM RELAÇÃO ÀS OPERAÇÕES ATIVAS PARTES RELACIOE PASSIVAS NADAS Cheque Especial Conta Garantida Desconto de Cheques CDI + 0,50%AM a CDI CDI +0,35% a CDI + Empréstimos + 3,00%AM 3,00%AM 1,75%AM A Crédito Rural - RPL 1,55% a 2,81% 2,81%AM Crédito Rural 1,50%AA a TR 1,50%AA a TR Repasses +10,00%AA +10,00%AA Aplicação Financeira 96 a 100% do CDI 96 a 100% do CDI No exercício de 2011, os benefícios monetários e não monetários destinados às partes relacionadas foram representados por honorários, custeio parcial de plano de saúde, seguro de vida, previdência privada e vale alimentação, apresentando-se da seguinte forma: BENEFÍCIOS MONETÁRIOSEXERCÍCIO DE 2011 (R$ mil) Honorários 982 Plano de Saúde / Seguro de Vida / Vale Alimentação / 28 Previdência Privada 23. Cooperativa Central de Crédito do Espírito Santos – SICOOB CENTRAL ES O SICOOB LESTE CAPIXABA, em conjunto com outras cooperativas singulares, é filiada à Cooperativa Central de Crédito do Espírito Santo - SICOOB CENTRAL ES, que representa o grupo formado por suas afiliadas perante as autoridades monetárias, organismos governamentais e entidades privadas. O SICOOB CENTRAL ES, é uma sociedade cooperativista que tem por objetivo a organização em comum em maior escala dos serviços econômico-financeiros e assistenciais de suas filiadas (cooperativas PARECER DO CONSELHO FISCAL singulares), integrando e orientando suas atividades, de forma autônoma e independente, através dos instrumentos previstos na legislação pertinente e normas exaradas pelo Banco Central do Brasil, bem como facilitando a utilização recíproca dos serviços, para consecução de seus objetivos. Para assegurar a consecução de seus objetivos, cabe ao SICOOB CENTRAL ES a coordenação das atividades de suas filiadas, a difusão e fomento do cooperativismo de crédito, a orientação e aplicação dos recursos captados, a implantação e implementação de controles internos voltados para os sistemas que acompanhem informações econômico-financeiras, operacionais e gerenciais, entre outras. O conselho fiscal da Cooperativa de Crédito de Livre Admissão Leste Capixaba – Sicoob Leste Capixaba, em cumprimento às disposições legais e estatutárias, examinou o Relatório da Administração e as Demonstrações Financeiras referentes ao exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2011. Com base nos exames efetuados, considerando, ainda, o parecer dos auditores externos – CNAC, datado de 05 de Março de 2012, bem como as informações e esclarecimentos recebidos no decorrer do exercício, opina que os referidos documentos estão em condições de serem apreciados pela Assembléia Geral Ordinária. Linhares/ES, 12 de Março de 2012. O SICOOB LESTE CAPIXABA responde solidariamente pelas obrigações contraídas pelo SICOOB CENTRAL ES perante terceiros, até o limite do valor das cotas-partes do capital que subscrever, proporcionalmente à sua participação nessas operações. Valter Rafael Marim Coordenador do Conselho Fiscal As demonstrações contábeis do SICOOB CENTRAL ES, em 30 de junho de 2011, foram auditadas por outros auditores independentes que emitiram relatório de auditoria sobre as demonstrações contábeis, datado de 26 de agosto de 2011, com opinião sem modificação. As demonstrações contábeis de 31 de dezembro de 2011 são auditadas por outros auditores independentes, cujo trabalho está em andamento. 24. Coobrigações e riscos em garantias prestadas Em 31 de dezembro de 2011, a cooperativa é responsável por coobrigações e riscos em garantias prestadas, no montante de R$ 1.609 mil (um milhão, seiscentos e nove mil) (31/12/2010 - R$ 1.233 mil), referentes a aval prestado em diversas operações de crédito de seus associados com instituições financeiras oficiais. 25. Cobertura de seguros – não auditado A Cooperativa adota política de contratar seguros de diversas modalidades, cuja cobertura é considerada suficiente pela Administração e agentes seguradores para fazer face à ocorrência de sinistros. As premissas de riscos adotados, dada a sua natureza, não fazem parte do escopo de auditoria das demonstrações contábeis, consequentemente, não foram examinadas pelos nossos auditores independentes. 26. Índice de Basileia O Patrimônio de Referência - PR da Cooperativa encontra-se compatível com o grau de risco da estrutura dos ativos, apresentando margem para o limite de compatibilização de R$ 37.708 mil (trinta e sete milhões, setecentos e oito mil) em 31 de dezembro de 2011 e R$ 29.883 mil (vinte e nove milhões, oitocentos e oitenta e três mil) em 31 de dezembro de 2010. 27. Contingências Ativas Dos processos judiciais existentes, a cooperativa é autora de processos relativos a ações de cobrança, que totalizam o montante de R$ 2.989 mil (dois milhões, novecentos e oitenta e nove mil) cujo parecer jurídico relativo à probabilidade de ganho está classificado como “provável”, porém sem definição, com suficiente segurança, do prazo de conclusão. 28. Contingências Passivas Segundo a assessoria jurídica da Cooperativa de Crédito de Livre Admissão Leste Capixaba – Sicoob Leste Capixaba, dos processos judiciais em que figura como pólo passivo, foram classificados 07 processos como perdas possíveis, totalizando R$ 239 mil (duzentos e trinta e nove mil). Wanderlei Fornasier Morgan Conselheiro Fiscal - Efetivo Alair José Giuriato Diretor Executivo CPF: 931.067.267-68 Jonas Geraldo Ardisson Secretário do Conselho Fiscal RELATÓRIO DE AUDITORIA Ao Conselho de Administração e Cooperados da Cooperativa de Crédito de Livre Admissão Leste Capixaba – SICOOB LESTE CAPIXABA Linhares - ES Prezados Senhores: Examinamos as demonstrações contábeis da Cooperativa de Crédito de Livre Admissão Leste Capixaba, que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2011 e as respectivas demonstrações de sobras ou perdas, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da administração sobre as demonstrações contábeis A administração da Cooperativa de Crédito de Livre Admissão Leste Capixaba é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações contábeis de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis da Cooperativa para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Cooperativa. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião Nailson Dalla Bernadina Diretor Operacional CPF: 077.720.547-50 Fábia Lorena Rosi Mantovanelli Contadora CRC-ES:013.868/O-8 CPF:007.835.517-62 Em nossa opinião, as demonstrações contábeis acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Cooperativa de Crédito de Livre Admissão Leste Capixaba em 31 de dezembro de 2011, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. Belo Horizonte, 05 de março de 2012 Júlio César Toledo de Carvalho Contador CRC MG 069.261/O “S” ES CNAI 1953