DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
Cooperativa de Crédito de Livre Admissão Leste Capixaba
Sicoob Leste Capixaba - CNPJ: 32.430.233/0001-10
EXERCÍCIO 2011
RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO
Senhores Associados,
Submetemos a V. Sas. as Demonstrações Contábeis do exercício de 2011
da Cooperativa de Crédito de Livre Admissão Leste Capixaba – Sicoob
Leste Capixaba em milhares de reais, na forma da legislação em vigor.
O número de associados saiu de 21.783 para 26.220, o que corresponde
a um crescimento de 20,37% no ano.
Número de Associados
objetiva fortalecer a atuação do Sicoob ES na região Metropolitana,
ampliando sua base de clientes nos setores da indústria, comércio e
serviço, difundindo o sistema de crédito cooperativo nesses segmentos, criando novas oportunidades de negócios e desenvolvimento.
1. Política Operacional
13. Governança Corporativa
Em 2011 o Sicoob Leste Capixaba completou 22 anos, mantendo a vocação de instituição financeira cooperativa muito atrativa para investimentos e para obtenção de crédito. A atuação junto aos Associados se dá pela
captação de depósitos, pela concessão de empréstimos e pela prestação
de serviços financeiros.
Governança corporativa é o conjunto de mecanismos e controles, internos e externos, que permitem aos cooperados definir e assegurar a
execução dos objetivos da Cooperativa, contribuindo para a sua continuidade e fortalecimento dos princípios cooperativistas.
2. Avaliação dos resultados
8. Receitas de Prestação de Serviços
A Cooperativa obteve no exercício de 2011 um resultado de R$ 16.082
mil (dezesseis milhões, oitenta e dois mil), que representou um retorno
anual sobre o Patrimônio de Líquido de 19,5%.
Nossas receitas de prestação de serviços somaram R$ 7.300 mil (sete milhões, trezentos mil) elevando-se 39,95% em relação a 2010.
Receitas de Prestação de Serviços
Sobra Bruta
9. Número de Funcionários
Retorno Sobre o Patrimônio Líquido
O número de funcionários aumentou em 4,65% no exercício de 2011
passando de 129 funcionários para 135.
Número de Funcionários
3. Ativos
O ativo total somou R$ 362.538 mil (trezentos e sessenta e dois milhões,
quinhentos e trinta e oito mil) em 2011, evoluindo 28,14% em relação ao
exercício de 2010. Os recursos depositados na Centralização Financeira
somaram R$ 62.692 mil (sessenta e dois milhões, seiscentos e noventa
e dois mil), o que equivale a um aumento de 47,17% em relação ao ano
anterior.
Total de Ativos
10. Índice da Basiléia
O índice de Basiléia praticado pela Cooperativa saiu de 21,22% para
20,85% em 2011. Este índice supera o percentual de 11% exigido para
as cooperativas de crédito.
Índice da Basiléia
A Carteira de Crédito obteve um crescimento de 18,17%, alcançando R$
278.675 mil (duzentos e setenta e oito milhões seiscentos e setenta e cinco mil). Verifique, abaixo, a distribuição da Carteira de Crédito.
Carteira de Crédito
11. Política de Crédito
A concessão de crédito está pautada em prévia análise do propenso
tomador, havendo limites de alçadas pré-estabelecidos a serem observados. A Cooperativa realiza também todas as consultas cadastrais
e faz a avaliação do associado por meio do Rating (avaliação por pontos), buscando, assim, garantir ao máximo a liquidez das operações.
É adotada ainda a política de classificação de risco de crédito da carteira de acordo com as diretrizes estabelecidas pela Resolução CMN
nº 2.682. No primeiro semestre de 2011, houve uma concentração de
91,27% nos níveis de risco “A” a “C”.
4. Captação
12. Cenário Econômico
As captações chegaram a R$ 190.420 mil (cento e noventa milhões quatrocentos e vinte mil). Em comparação ao exercício anterior, observa-se
um crescimento de 58,9%. Veja, a seguir, a distribuição das captações.
O Copom considera que os riscos para a estabilidade financeira global
continuam elevados, entre outros, devido à exposição de bancos internacionais às dívidas soberanas de países com desequilíbrios fiscais.
Também tem havido continuada redução nas projeções de crescimento para importantes economias emergentes. Sobre inflação, os núcleos persistem em níveis moderados nos EUA e na Zona do Euro. Nas
economias emergentes, de modo geral, o viés da política monetária
é expansionista. Taxas de inflação elevadas reduzem os investimentos e o potencial de crescimento da economia, além de terem efeitos
regressivos sobre a distribuição de renda. Assim, a estratégia adotada
pelo Copom visa assegurar a convergência da inflação para a trajetória de metas, o que exige a pronta correção de eventuais desvios em
relação a essa trajetória.
Total de Recursos Captados
5. Patrimônio Liquido
O Patrimônio Líquido do Sicoob Leste Capixaba encerrou 2011 com um
crescimento de 30,05% em relação ao exercício de 2010, apresentando
soma de R$ 82.539 mil.
Total de Patrimônio Líquido
6. Patrimônio de Referência
O Patrimônio de Referência da Cooperativa era de R$ 79.818 mil (setenta
e nove milhões oitocentos e dezoito mil). O crescimento em relação ao
exercício anterior foi de 28,67%.
Patrimônio de Referência
7. Número de Associados
A demanda doméstica ainda se apresenta robusta, especialmente o
consumo das famílias, em grande parte devido aos efeitos de fatores
de estímulo, como o crescimento da renda e a expansão do crédito. O
processo de redução dos juros foi favorecido por mudanças na estrutura dos mercados financeiros e de capitais, pelo aprofundamento do
mercado de crédito bem como pela geração de superávits primários
consistentes com a manutenção de tendência decrescente para a relação entre dívida pública e PIB.
Considerando que a desaceleração da economia brasileira no segundo semestre do ano passado foi maior do que se antecipava e que
eventos recentes indicam postergação de uma solução definitiva para
a crise financeira europeia, neste momento, o Copom atribui elevada
probabilidade à concretização de um cenário que contempla a taxa
Selic se deslocando para patamares de um dígito.
Em meio a esse contexto, o Espírito Santo vem apresentando bons resultados, favorecidos pela economia diversificada, com destaque para
a cafeicultura capixaba que atingiu a maior produtividade da safra
2011/2012, passando a frente de todos os estados brasileiros, segundo dados levantados pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência
Técnica e Extensão Rural (Incaper). Também apresentaram destaques
as exportações, o crescimento industrial e o comércio varejista principalmente o segmento de veículos e motocicletas. Nesse contexto
o Sicoob Leste Capixaba com seus 14 pontos de atendimentos teve
refletido nos seus resultados o crescimento apresentado pelo Estado,
encerrando o exercício com R$ 16.082 mil de sobras, representando
um crescimento de 126,92% com referência ao exercício de 2010.
Os recentes pontos de atendimentos instalados na Grande Vitória
Nesse sentido, a administração do Sicoob Leste Capixaba tem na Assembleia Geral, que é a reunião de todos os Associados, o poder maior
de decisão.
A gestão da Cooperativa está alicerçada em papéis definidos, com
clara segregação de funções. Cabem ao Conselho de Administração as
decisões estratégicas e à Diretoria Executiva, a gestão dos negócios da
Cooperativa no seu dia a dia.
A cooperativa ainda é monitorada periodicamente quanto à efetivação dos controles internos. Esse monitoramento é realizado pelo
Sicoob Central ES que a partir de janeiro de 2011, centralizou esse
serviço adotando padrão de qualidade e atuação compatível com a
realidade de nossas atividades, sistemas, produtos e serviços. Com
essa centralização houve melhoria na qualidade da governança visto
que os agentes têm maior independência pois respondem hierarquicamente à gerência e diretoria do Sicoob Central ES , estando desvinculado desta singular, podendo dessa forma trabalhar com maior independência. Como forma de atuação proativa esse monitoramento é
feito de forma a diagnosticar a motivação dos problemas identificados
pela auditoria desenvolvendo e propondo ações de melhoria, regularização e prevenção de problemas / riscos de perdas. Integra ainda a
área de fiscalização a auditoria interna realizada periodicamente por
auditor do Sicoob Central ES cuja metodologia e procedimentos aplicados seguem as políticas e manuais aprovados no sistema. Os balanços da Cooperativa são auditados por auditores externos, que
emitem relatórios conclusivos os quais são levados ao conhecimento
dos Conselhos e da Diretoria sendo emitidos pareceres para conhecimento da Assembléia Geral. Todos esses processos são acompanhados e fiscalizados pelo Banco Central do Brasil, órgão ao qual cabe tal
competência.
Tendo em vista o risco que envolve a intermediação financeira, a Cooperativa utiliza várias ferramentas de gestão. Para exemplificar, na
concessão de crédito é adotado o Manual de Crédito, desenvolvido,
como muitos outros manuais, pelo Sicoob Confederação, homologado pelo Sicoob Central ES, aprovado e instituído pelo Conselho de
Administração do Sicoob Leste Capixaba. Além do Estatuto Social, são
seguidos regimentos e regulamentos, entre os quais destacamos o
Regimento Interno, o Regulamento do Conselho de Administração, o
Regulamento do Conselho Fiscal, o Regulamento Eleitoral e o Código
de Ética.
A cooperativa de Crédito de Livre Admissão Leste Capixaba ainda
adota procedimentos para cumprir todas as normas contábeis e fiscais, além de ter uma política de remuneração de seus empregados e
estagiários dentro de um plano de cargos e salários que contempla a
remuneração adequada, a segregação de funções e o gerenciamento
do desempenho de todo o seu quadro funcional.
Todos esses mecanismos de controle, além de necessários, são
fundamentais para levar aos Associados e à sociedade em geral a
transparência da gestão e de todas as atividades desenvolvidas pela
instituição.
14. Conselho Fiscal
Eleito na Assembléia Geral Ordinária, com mandato até a AGO de
2013, o Conselho Fiscal tem função compementar à do Conselho de
Administração. Sua responsabilidade é verificar de forma sistemática
os atos da administração da Cooperativa, bem como validar seus balancetes mensais e seu balanço patrimonial anual. Em 2011, todos os
membros efetivos do Conselho Fiscal participaram de um curso de formação ministrado pelo Sicoob Central ES, com o objetivo de detalhar
as responsabilidades dos conselheiros fiscais e as formas de exercê-las.
15. Código de Ética
Todos os integrantes da equipe do Sicoob ES aderiram, por meio de
compromisso firmado, ao Código de Ética e de Conduta Profissional
proposto pela Confederação Nacional das Cooperativas do Sicoob –
Sicoob Confederação. A partir de então, todos os novos funcionários,
ao ingressar na Cooperativa, assumem o mesmo compromisso.
16. Sistema de Ouvidoria
Com a edição da Resolução 3.849 de 25/03/2010 o Conselho Monetário Nacional possibilitou às cooperativas singulares de crédito firmar
convênio para compartilhamento e utilização de componente organizacional de ouvidoria único mantido na central, confederação ou
banco cooperativo do sistema.
Diante dessa possibilidade foi instituído o componente único de ouvidoria mantido no Bancoob que iniciou suas atividades a partir de
1º de julho de 2010 para as cooperativas que aderiram ao convênio.
O Sicoob Leste Capixaba a partir dessa data aderiu ao componente
único de ouvidoria e passou a trabalhar com a estrutura compartilhada.
Embora a alteração em sua estrutura não houve diferenças para o
associado e a comunidade que continuam recebendo tratamento
de qualidade para as demandas registradas no sistema tecnológico
- Sistema de Ouvidoria do Sicoob, no atendimento via DDG 0800 ou
mesmo na própria cooperativa, através de correspondência entregue.
Toda essa estrutura tem a atribuição de assegurar o cumprimento das
normas relacionadas aos direitos dos usuários de nossos produtos,
além de atuar como canal de comunicação com os nossos associados
e integrantes das comunidades onde estamos presentes.
No exercício de 2011, a Ouvidoria do Sicoob Leste Capixaba registrou
14 demandas sobre a qualidade dos produtos e serviços oferecidos
por esta cooperativa. Dessas demandas 13 foram classificadas procedentes e uma foi considerada improcedente, todas resolvidas antes do prazo legal estabele-
cido, que é de 15 (quinze) dias, de maneira satisfatória para as partes
envolvidas, em perfeito acordo com o previsto na legislação vigente.
17. Gerenciamento de Risco
I - Risco Operacional
O gerenciamento do risco operacional da Cooperativa de Crédito de
Livre Admissão Leste Capixaba - Sicoob Leste Capixaba objetiva garantir a aderência às normas vigentes e minimizar o risco operacional,
por meio da adoção de boas práticas de gestão de riscos, na forma
instruída na Resolução CMN 3.380/2006.
Conforme preceitua o artigo 11 da Resolução CMN 3.721/2009, a Cooperativa de Crédito de Livre Admissão Leste Capixaba - Sicoob Leste
Capixaba aderiu à estrutura única de gestão do risco operacional do
Sicoob, centralizada na Confederação Nacional das Cooperativas do
Sicoob Ltda. (Sicoob Confederação), a qual encontra-se evidenciada
em relatório disponível no sítio www.sicoob.com.br.
O processo de gerenciamento do risco operacional está estruturado
com base no preenchimento de Listas de Verificação de Conformidade
(LVC), baseada na metodologia Controll Self Assessment (CSA), processo por meio do qual, sob a responsabilidade da Diretoria Executiva,
coordenação do Departamento de Controles e Riscos e a atuação do
Agente de Controle Interno e Risco, são identificadas situações de risco que são avaliadas quanto ao impacto e à probabilidade de ocorrência, de forma padronizada.
Para as situações de risco identificadas são estabelecidos planos de
ação, com a aprovação da Diretoria Executiva, que são registrados em
sistema próprio para acompanhamento, pelo Agente de Controle Interno e Risco.
Da mesma forma, perdas operacionais ocorridas têm as causas e as
ações de mitigação identificadas, sendo as informações devidamente
registradas em sistema informatizado, para acompanhamento pelo
Agente de Controle Interno e Risco.
Não obstante a centralização do gerenciamento do risco operacional,
a Cooperativa de Crédito Leste Capixaba - Sicoob Leste Capixaba possui estrutura compatível com a natureza das operações, a complexidade dos produtos e serviços oferecidos e é proporcional à dimensão da
exposição ao risco operacional.
O Conselho de Administraçao da Cooperativa de Crédito de Livre Admissão Leste Capixaba é responsável pelas informações divulgadas
neste relatório.
II - Risco de Mercado
O gerenciamento do risco de mercado da Cooperativa de Crédito de
Livre Admissão Leste Capixaba - Sicoob Leste Capixaba objetiva garantir a aderência às normas vigentes e minimizar o risco de mercado,
por meio da adoção de boas práticas de gestão de riscos, na forma
instruída na Resolução CMN 3.464/2007.
Conforme preceitua o artigo 11 da Resolução CMN 3.721/2009, a Cooperativa de Crédito de Livre Admissão Leste Capixaba - Sicoob Leste
Capixaba aderiu à estrutura única de gestão do risco de mercado do
Sicoob, centralizada no Banco Cooperativo do Brasil S.A. (Bancoob), a
qual encontra-se evidenciada em relatório disponível no sítio www.
sicoob.com.br.
No gerenciamento do risco de mercado são adotados procedimentos
padronizados de identificação de fatores de risco , de classificação da
carteira em trading e banking, de mensuração do risco de mercado
(Value at Risk – VaR), de estabelecimento de limites de risco, de testes
de estresse e de aderência do modelo de mensuração de risco (backtesting do VaR).
Não obstante a centralização do gerenciamento do risco de mercado,
a Cooperativa de Crédito de Livre Admissão Leste Capixaba – Sicoob
Leste Capixaba possui estrutura compatível com a natureza das operações, a complexidade dos produtos e serviços oferecidos e é proporcional à dimensão da exposição ao risco de mercado da entidade.
III - Risco de Crédito
O gerenciamento de risco de crédito da Cooperativa de Crédito de
Livre Admissão Leste Capixaba – Sicoob Leste Capixaba objetiva garantir a aderência às normas vigentes, maximizar o uso do capital e
minimizar os risco envolvidos nos negócios de crédito por meio da
adoção de boas práticas de gestão de riscos.
Conforme preceitua o artigo 10 da Resolução CMN 3.721/2009, a Cooperativa de Crédito de Livre Admissão Leste Capixaba – Sicoob Leste
Capixaba aderiu à estrutura única de gestão do risco de crédito do
Sicoob, centralizada no Banco Cooperativo do Brasil S.A. (Bancoob),
a qual encontra-se evidenciada em relatório disponível no sítio www.
sicoob.com.br.
Compete aos responsáveis pela estrutura centralizada de riscos a
padronização de processos, de metodologias de análises de risco de
clientes e de operações, de criação e de manutenção de política única
de risco de crédito para o Sicoob, além do monitoramento das carteiras de crédito das cooperativas.
Não obstante a centralização do gerenciamento de risco de crédito,
a Cooperativa de Crédito de Livre Admissão Leste Capixaba – Sicoob
Leste Capixaba possui estrutura compatível com a natureza das operações, com a complexidade dos produtos e serviços oferecidos e é
proporcional à dimensão da exposição ao risco de crédito da entidade.
Agradecimentos
Agradecemos aos nossos associados pela preferência e pela confiança
depositada em nossa Cooperativa de crédito e na nossa Administração. Aos colaboradores e parceiros pela dedicação ao trabalho em
nossa instituição.
Linhares - ES, 31 de dezembro de 2011.
Conselho de Administração
DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
Cooperativa de Crédito de Livre Admissão Leste Capixaba
Sicoob Leste Capixaba - CNPJ: 32.430.233/0001-10
BALANÇO PATRIMONIAL | EM 31/12/2011 (EM MILHARES DE REAIS)
DEMONST. DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO | EM 31/12/2011 (EM MILHARES DE REAIS)
ATIVO
Circulante
Disponibilidades
Títulos e Valores Mobiliários - Nota 4
Relações Interfinanceiras - Nota 5
Operações de Crédito - Nota 6
Empréstimos e Títulos Descontados
Financiamentos Rurais e Agroindustriais
( - ) Provisão para Operações de Crédito
Outros Créditos - Nota 7
Outros Valores e Bens - Nota 8
Não Circulante
Realizável a Longo Prazo
Títulos e Valores Mobiliários - Nota 4
Operações de Crédito - Nota 6
Empréstimos e Títulos Descontados
Financiamentos Rurais e Agroindustriais
Outros Créditos - Nota 7
Permanente
Investimentos - Nota 9
Imobilizado de Uso - Nota 10
Diferido - Nota 11
Intangível - Nota 12
TOTAL
31/12/2011
266.781
2.104
19.068
62.692
181.685
143.353
59.055
(20.723)
1.021
211
95.756
81.758
2.891
76.267
66.679
9.588
2.600
13.998
9.388
3.520
700
390
362.537
31/12/2010
205.858
1.582
4.030
42.598
155.581
111.769
59.434
(15.622)
1.672
395
77.062
66.976
64.631
46.554
18.077
2.345
10.086
6.478
2.858
302
448
282.920
PASSIVO
Circulante
Depósitos - Nota 13
Depósito à Vista
Depósito Sob Aviso
Depósito a Prazo
Outros Depósitos
Relações interfinanceiras
Relações Interdependências
Obrigações Por Empréstimos e Repasses - Nota 14
Outras Obrigações
Cobrança e Arrecadações de Tributos e Assemelhados - Nota16
Sociais e Estatutárias - Nota 15
Fiscais e Previdenciárias - Nota 16
Diversas - Nota 16
Não Circulante
Exigível a Longo Prazo
Depósitos - Nota 13
Depósito a Prazo
Obrigações Por Empréstimos e Repasses - Nota 14
Outras Obrigações - Nota 17
Fiscais e Previdenciárias
Diversas
Patrimônio Líquido - Nota 19
Capital Social
Reserva de Sobras
Sobras Acumuladas
TOTAL
31/12/2011
261.934
186.799
66.524
4.963
115.312
1
16
64.751
10.367
51
2.706
1.213
6.397
18.064
18.064
3.620
3.620
11.635
2.809
80
2.729
82.539
48.167
25.684
8.688
362.537
31/12/2010
193.491
119.898
44.581
5.726
69.504
87
2
37
64.987
8.567
109
2.143
961
5.354
25.963
25.963
27
27
23.393
2.543
80
2.463
63.466
38.744
19.365
5.357
282.920
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis.
DEMONSTRAÇÕES DE SOBRAS OU PERDAS | EM 31/12/2011 (EM MILHARES DE REAIS)
Ingressos da Intermediação Financeira
Operações de Crédito
Resultado de Op.com Tít. e Valores Mobil. e Instr. Financeiros
Dispêndios da Intermediação Financeira
Operações de Captação no Mercado
Operações de Empréstimos, Cessões e Repasses
Provisão para Operações de Créditos
Resultado Bruto Intermediação Financeira
Outros Ingressos/Rec. (Dispêndios/Desp.) Operacionais
Ingressos/Receitas de Prestação de Serviços
Ingressos/Receitas de Participações
Dispêndios/Despesas de Pessoal
Outros Dispêndios/Despesas Administrativas
Dispêndios/Despesas Tributárias
Ingressos de Depositos Intercooperativos
Outros Ingressos/Rendas Operacionais
Outros Dispêndios/Despesas Operacionais
Resultado Operacional
Resultado Não Operacional
Resultado Antes da Tributação e Participações
Imposto de Renda e Contribuição Social
Sobras ou Perdas Líquidas
Participações Estatutárias nas Sobras
F.A.T.E.S.
Reserva Legal
Sobras / Perdas Líquidas
Juros Sobre Capital Próprio
Sobras/Perdas à Disponsição da A.G.O.
2º Sem. 2011
31.074
30.266
808
(16.453)
(6.510)
(2.831)
(7.112)
14.621
(3.169)
4.052
402
(4.675)
(5.657)
(113)
3.416
232
(826)
11.452
(113)
11.339
(99)
11.240
-
31/12/2011
58.043
56.930
1.113
(29.923)
(11.388)
(5.748)
(12.787)
28.120
(6.690)
7.299
891
(8.633)
(10.726)
(202)
6.002
242
(1.563)
21.430
(136)
21.294
(170)
21.124
(7.394)
(1.075)
(6.319)
13.730
(5.042)
8.688
EXERCÍCIO 2011
31/12/2010
42.394
42.139
255
(21.178)
(6.287)
(5.318)
(9.573)
21.216
(7.587)
5.989
526
(7.767)
(9.314)
(152)
4.110
115
(1.094)
13.629
(52)
13.577
(123)
13.454
(4.591)
(695)
(3.896)
8.863
(3.506)
5.357
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis.
Reservas de
Sobras
Capital
Eventos
Saldo em 31/12/2009
Movimentações de Capital:
Saldo de Incorporação
Com Sobras e Reservas
Por Subscrição/Realização
Por Devolução ( - )
Reversões de Reservas
Sobras ou Perdas Líquidas
Desp.com Juros ao Capital no Exer.
Destinação das Sobras ou Perdas:
. Fundo de Reserva
.FATES
. Juros Sobre Capital Próprio
Saldos em 31/12/2010
Movimentações de Capital:
Com Sobras e Reservas
Por Subscrição/Realização
Por Devolução ( - )
Cotas Capital à Pagar - Ex-associados
Sobras ou Perdas Líquidas
Destinação das Sobras ou Perdas:
. Fundo de Reserva
.FATES
. Juros Sobre Capital Próprio
Saldos em 31/12/2011
Saldos em 30/06/2011
Movimentações de Capital:
Com Sobras e Reservas
Por Subscrição/Realização
Por Devolução ( - )
Sobras ou Perdas Líquidas
Destinação das Sobras ou Perdas:
. Fundo de Reserva
.FATES
. Juros Sobre Capital Próprio
Saldos em 31/12/2011
Capital
Subs.
13.288
Capital a Reserva
Realizar de Cap.
(235)
1
22.798
1.108
(1.015)
Legal
Espec.
4.329
8
11.106
25
Sobras
ou
Perdas
Acum.
25
Totais
17.416
33.904
1.248
(1.015)
13.454
(3.506)
(25)
140
(1)
1
13.454
(3.506)
3.896
2.660
38.839
5.355
1.695
(1.773)
(95)
(3.896)
(695)
- 19.357
8
806
(941)
(5.355)
(182)
(9)
- 25.676
- 19.357
8
8
(2)
21.124
1.608
(1.773)
(2)
21.124
(6.319)
(1.075)
(5.042)
8.688
9.884
(1.075)
(809)
82.539
73.491
11.240
633
(941)
11.240
(6.319)
(1.075)
(5.042)
8.688
(1.075)
(809)
82.539
(173)
6.319
4.233
48.349
5.357
(87)
6.319
4.233
48.349
44.251
(695)
2.660
63.466
(182)
- 25.676
8
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis.
DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA | EM 31/12/2011 (EM MILHARES DE REAIS)
DESCRIÇÃO
Exerc. findo em:
Exerc. findo em:
31/12/2011
31/12/2010
11.339
(99)
442
7.112
(16)
43
21.294
(170)
853
12.787
(16)
49
13.577
(123)
703
9.573
18
(11.412)
79
(18.469)
221
180
(17.929)
(50.527)
397
184
(3.142)
(157.695)
(1.927)
(331)
7.670
(245)
13.556
5.866
(3.811)
(48)
12.408
21.942
(763)
49.401
(87)
2.067
(2)
(11.994)
(21)
27.465
25.688
2.558
40.044
83
7.471
2
56.492
35
(6.974)
43
(48)
(887)
(1.894)
(2.786)
43
(74)
(1.859)
(2.910)
(4.800)
(12)
(654)
(673)
(4.989)
(6.328)
4.866
(941)
(1.075)
(5.042)
(2.192)
7.430
5.841
(1.773)
(1.075)
(5.042)
(2.049)
20.616
3.908
(1.015)
(695)
(3.506)
33.904
32.596
19.294
57.366
64.796
7.430
44.180
64.796
20.616
24.886
44.180
19.294
2º Sem. 2011
Atividades Operacionais
Resultado Antes da Tributação e Participações
Imposto de Renda e Contribuição Social
Depreciações e Amortizações
Provisão para Operações de Créditos
Resultado na venda de Investimentos/Imobilizado
Resultado das baixas do Ativo Imobilizado
Aumento (redução) em ativos operacionais
Títulos e Valores Mobiliários
Relações Interfinanceiras
Operações de Crédito
Outros Créditos
Outros Valores e Bens
Aumento (redução) em passivos operacionais
Depósitos a Vista
Depósitos sob Aviso
Depósitos a Prazo
Outros Depósitos
Outras Obrigações
Relações Interfinanceiras
Obrigações por Empréstimos e Repasses
Relações Interdependências
Caixa Líquido Aplic. em Atividades Operacionais
Atividades de Investimentos
Alienação de Imobilizações de Uso
Aplicação no Diferido
Aplicação no Intangível
Inversões em Imobilizado de Uso
Inversões em Investimentos
Saldo de Incorporação
Caixa Líquido Aplicado / Orig.em Investimentos
Atividades de Financiamentos
Por Subscrição/Realização
Por Devolução ( - )
FATES
Pagamento de Juros Sobre Capital Prórpio
Saldo de Incorporação
Caixa Líquido Aplicado / Orig. em Investimentos
Aumento / Redução Líquida das Dispon.
Modificações em Disponibilidades Líquida
No Ínicio do Período
No Fim do Período
Variação Líquida das Disponibilidades
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis.
NOTAS EXPLICATIVAS | EM 31/12/2011 E DE 2010 (EM MILHARES DE REAIS)
1. Contexto operacional
A Cooperativa de Crédito de Livre Admissão Leste Capixaba – SICOOB LESTE CAPIXABA, é uma cooperativa
de crédito singular, instituição financeira não bancária,
fundada em 18/05/1989, filiada à Cooperativa Central
de Crédito do Espírito Santos – SICOOB CENTRAL ES e
componente da Confederação Nacional das Cooperativas do SICOOB – SICOOB CONFEDERAÇÃO, em conjunto com outras cooperativas singulares e centrais.
Tem sua constituição e o funcionamento regulamentados pela Lei 4.595/64, que dispõe sobre a Política
e as Instituições Monetárias, Bancárias e Creditícias,
pela Lei 5.764/71, que define a Política Nacional do
Cooperativismo, pela Lei Complementar 130/09, que
dispõe sobre o Sistema Nacional de Crédito Cooperati-
vo e pela Resolução 3.859/10 do Conselho Monetário
Nacional, que dispões sobre a constituição e funcionamento de cooperativas de crédito.
O SICOOB LESTE CAPIXABA com sede em Linhares
possui Postos de Atendimento Cooperativo - PAC nas
seguintes localidades: Sooretama, Jaguaré, Fundão,
Aracruz, Jacupemba, Ibiraçu, João Neiva, Interlagos,
Rio Bananal, Marilândia, Colatina (Centro), São Silvano
(bairro de Colatina), Laranjeiras (Serra).
O SICOOB LESTE CAPIXABA tem como atividade preponderante a operação na área creditícia, tendo como
finalidade:
(i) Proporcionar, através da mutualidade, assistência
financeira aos associados;
(ii) A formação educacional de seus associados, no sentido de fomentar o cooperativismo, através da ajuda
mútua da economia sistemática e do uso adequado
do crédito; e
(iii) Praticar, nos termos dos normativos vigentes, as
seguintes operações dentre outras: captação de recursos, concessão de créditos, prestação de garantias,
prestação de serviços, formalização de convênios com
outras instituições financeiras e aplicação de recursos
no mercado financeiro, inclusive depósitos a prazo
com ou sem emissão de certificado, visando preservar
o poder de compra da moeda e remunerar os recursos.
Em 11 de março de 2006, ocorreu a transformação
do SICOOB LESTE CAPIXABA para entidade de “Livre
Admissão de Associados”; aprovada junto ao Banco
Central do Brasil - BACEN em 16 de outubro de 2006,
conforme correspondência Deorf/GTRJA-2006/09380
de 24/10/2006.
No decorrer do 1º semestre de 2010, a Cooperativa,
com o objetivo de ampliar o atendimento aos seus
associados, possibilitando o aumento do Patrimônio
Líquido e do limite para operações, garantindo assim,
um novo posicionamento no mercado, promoveu a incorporação da cooperativa relacionada abaixo, que foi
devidamente aprovada pela Assembléia Geral Extraordinária Conjunta realizada em 30/04/2010 e aprovada
pelo Banco Central do Brasil – BACEN em 16/12/2010.
2. Apresentação das demonstrações contábeis
As demonstrações contábeis são de responsabilidades
da Administração da Cooperativa e foram elaboradas
de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, considerando as alterações exigidas pelas Leis nº
11.638/07 e nº 11.941/09, adaptadas às peculiaridades
da legislação cooperativista e às normas e instruções
do Banco Central do Brasil – BACEN, bem como apresentadas conforme o Plano Contábil das Instituições
do Sistema Financeiro Nacional – COSIF. Consideram
ainda, no que for julgado pertinente e relevante, os
pronunciamentos, orientações e as interpretações técnicas emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis – CPC, tendo sido aprovadas pela administração
em 13 de janeiro de 2012.
Em aderência ao processo de convergência com as
normas internacionais de contabilidade, algumas
normas e suas interpretações foram emitidas pelo
Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), as quais
são aplicadas às instituições financeiras quando aprovadas pelo Banco Central do Brasil. Nesse sentido, os
Pronunciamentos contábeis já aprovados pelo Banco
Central do Brasil são: Resolução 3.566/2008 – Redução ao Valor Recuperável do Ativo (CPC 01), Resolução 3.604/2008 – Fluxo de Caixa (CPC 03), Resolução
3.750/2010 – Divulgação sobre Partes Relacionadas
(CPC 05), Resolução 4.007/2011 – Políticas Contábeis,
Mudança de Estimativa e Retificação de Erro (CPC 23)
e Resolução 3.823/2009 – Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes (CPC 25).
3. Resumo das principais práticas contábeis
a) Apuração do resultado
Os ingressos e dispêndios são registrados de acordo
com o regime de competência. As operações de crédito com taxas pré-fixadas são registradas pelo valor de
resgate, e os ingressos e dispêndios correspondentes
ao período futuro são apresentados em conta redutora dos respectivos ativos e passivos. Os ingressos e
dispêndios de natureza financeira são contabilizados
pelo critério “pro-rata temporis” e calculados com base
no método exponencial, exceto aquelas relativas a
títulos descontados, que são calculadas com base no
método linear. As operações de crédito com taxas pós-fixadas são atualizadas até a data do balanço.
As receitas e despesas são reconhecidas na demonstração de sobras em conformidade com o regime de
competência. As receitas com prestação de serviços
são reconhecidas na demonstração de sobras ou
perdas quando da prestação de serviços a terceiros,
substancialmente serviços bancários. Os dispêndios e
as despesas e os ingressos e receitas operacionais, são
proporcionalizados de acordo com os montantes do
ingresso bruto de ato cooperativo e da receita bruta de
ato não-cooperativo, quando não identificados com
cada atividade.
b) Estimativas contábeis
Na elaboração das demonstrações contábeis faz-se
necessário utilizar estimativas para contabilizar certos
ativos, passivos e outras transações. As demonstrações
contábeis da Cooperativa incluem, portanto, estimativas referentes à provisão para créditos de liquidação
duvidosa, à seleção das vidas úteis dos bens do ativo
imobilizado, provisões necessárias para passivos contingentes, entre outros. Os resultados reais podem
apresentar variação em relação às estimativas utilizadas. A Cooperativa revisa as estimativas e premissas,
no mínimo, semestralmente.
c)
Caixa e equivalentes de caixa
Caixa e equivalentes de caixa, conforme Resolução
CMN nº 3.604/08, incluem as rubricas caixa, depósitos
bancários e as relações interfinanceiras de curto prazo
e de alta liquidez, com risco insignificante de mudança
de valores e limites, com prazo de vencimento igual ou
inferior a 90 dias.
O caixa e equivalente de caixa compreendem:
31/12/2011 31/12/2010
Caixa/numerário em
trânsito e depósitos
bancários
Relações interfinanceiras – centralização
financeira
Total
d) Operações de crédito
2.104
1.582
62.692
42.598
64.796
44.180
As operações de crédito com encargos financeiros pré-fixados são registradas a valor futuro, retificadas por
conta de rendas a apropriar e as operações de crédito
pós-fixadas são registradas a valor presente, calculadas “pro rata temporis”, com base na variação dos respectivos indexadores pactuados.
e)
Provisão para operações de crédito
Constituída em montante julgado suficiente pela Administração para cobrir eventuais perdas na realização
dos valores a receber, levando-se em consideração a
análise das operações em aberto, as garantias existentes, a experiência passada, a capacidade de pagamento e liquidez do tomador do crédito e os riscos
específicos apresentados em cada operação, além da
conjuntura econômica.
A Resolução CMN nº 2.682/09 introduziu os critérios
para classificação das operações de crédito definindo
regras para constituição da provisão para operações
de crédito, as quais estabelecem nove níveis de risco,
de AA (rico mínimo) a H (risco máximo).
f)
Depósitos em garantia
Existem situações em que a cooperativa questiona a
legitimidade de determinados passivos ou ações movidas contra si. Por conta desses questionamentos, por
DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
Cooperativa de Crédito de Livre Admissão Leste Capixaba
Sicoob Leste Capixaba - CNPJ: 32.430.233/0001-10
EXERCÍCIO 2011
NOTAS EXPLICATIVAS | EM 31/12/2011 E DE 2010 (EM MILHARES DE REAIS)
ordem judicial ou por estratégia da própria administração, os valores
em questão podem ser depositados em juízo, sem que haja a caracterização da liquidação do passivo.
g) Investimentos
Representados substancialmente por quotas do SICOOB CENTRAL ES,
são avaliados pelo método de custo de aquisição.
h) Imobilizado
Terrenos, edificações, Equipamentos de processamento de dados,
móveis, utensílios e outros equipamentos, instalações, veículos, benfeitorias em imóveis de terceiros e softwares, são demonstrados pelo
custo de aquisição, deduzido da depreciação acumulada. A depreciação é calculada pelo método linear para baixar o custo de cada ativo a
seus valores residuais de acordo com as taxas divulgadas na Nota 10,
que levam em consideração a vida útil econômica dos bens.
i)
Diferido
O ativo diferido foi constituído pelas benfeitorias realizadas nas
propriedades de terceiros, e pelos softwares adquiridos, registrados
pelos custos incorridos nas benfeitorias e pelo custo de aquisição,
respectivamente, e classificados nessa conta conforme determinação
do COSIF. Esses gastos estão sendo amortizados pelo método linear
no período de 5 anos.
Conforme determinado pela Resolução nº 3.617/08 do CMN devem
ser registrados no ativo diferido, exclusivamente, os gastos que contribuirão para o aumento do resultado de mais de um exercício social.
Os saldos existentes em setembro de 2008 são mantidos até a sua
efetiva realização.
j)
Intangível
Correspondem aos direitos adquiridos que tenham por objeto bens
incorpóreos destinados à manutenção da Cooperativa ou exercidos
com essa finalidade. Os ativos intangíveis com vida útil definida são
geralmente amortizados de forma linear no decorrer de um período
estimado de benefício econômico. O ativos intangíveis compreendem softwares adquiridos de terceiros e são amortizados ao longo
de sua vida útil estimada.
k)
Ativos contingentes
Não são reconhecidos contabilmente, exceto quando a Administração possui total controle da situação ou quando há garantias reais ou
decisões judiciais favoráveis sobre as quais não cabem mais recursos
contrários, caracterizando o ganho como praticamente certo. Os ativos contingentes com probabilidade de êxito provável, quando aplicável, são apenas divulgados em notas explicativas às demonstrações
contábeis.
l)
Obrigações por empréstimos e repasses
As obrigações por empréstimos e repasses são reconhecidas inicialmente no recebimento dos recursos, líquidos dos custos de transação. Em seguida, os empréstimos tomados são apresentados pelo
custo amortizado, isto é, acrescidos de encargos e juros proporcionais
ao período incorrido (“pro rata temporis”).
m) Demais ativos e passivos
São registrados pelo regime de competência, apresentados ao valor
de custo ou de realização, incluindo, quando aplicável, os rendimentos e as variações monetárias auferidos, até a data do balanço. Os
demais passivos são demonstrados pelos valores conhecidos ou calculáveis, acrescidos, quando aplicável, dos correspondentes encargos
e das variações monetárias incorridos.
n) Provisões
São reconhecidas quando a cooperativa tem uma obrigação presente
legal ou implícita como resultado de eventos passados, sendo provável que um recurso econômico seja requerido para saldar uma
obrigação legal. As provisões são registradas tendo como base as
melhores estimativas do risco envolvido.
o) Passivos contingentes
São reconhecidos contabilmente quando, com base na opinião de assessores jurídicos, for considerado provável o risco de perda de uma
ação judicial ou administrativa, gerando uma provável saída no futuro
de recursos para liquidação das ações, e quando os montantes envolvidos forem mensurados com suficiente segurança. As ações com
chance de perda possível são apenas divulgadas em nota explicativa
às demonstrações contábeis e as ações com chance remota de perda
não são divulgadas.
p) Obrigações legais
São aquelas que decorrem de um contrato por meio de termos explícitos ou implícitos, de uma lei ou outro instrumento fundamentado
em lei, as quais a Cooperativa tem por diretriz.
q) Imposto de renda e contribuição social
O imposto de renda e a contribuição social sobre o lucro são calculados sobre o resultado apurado em operações consideradas como atos
não-cooperativos. O resultado apurado em operações realizadas com
cooperados é isento de tributação.
r)
Segregação em circulante e não circulante
Os valores realizáveis e exigíveis com prazos inferiores a 360 dias estão classificados no circulante, e os prazos superiores, no longo prazo
(não circulante).
s)
Valor recuperável de ativos – impairment
A redução do valor recuperável dos ativos não financeiros (impairment) é reconhecida como perda, quando o valor de contabilização
de um ativo, exceto outros valores e bens, for maior do que o seu valor recuperável ou de realização. As perdas por “impairment”, quando
aplicável, são registradas no resultado do período em que foram identificadas. Em 31 de dezembro de 2011 não existem indícios da necessidade de redução do valor recuperável dos ativos não financeiros.
4. Títulos e valores mobiliários
Em 31 de dezembro de 2011 e 2010, as aplicações em Títulos e Valores
Mobiliários do SICOOB LESTE CAPIXABA estavam assim compostas:
Descrição
31/12/2011
31/12/2010
Títulos de Renda Fixa
21.959
4.030
Do total aplicado R$ 759 mil (setecentos e cinquenta e nove) corresponde a aplicação em Depósito Sob Aviso, sem vencimento, com
rendimentos equivalentes a 100% da variação do CDI, a serem disponibilizados financeiramente por ocasião da sua liquidação.
O montante de R$ 21.200 mil (vinte e um milhões e duzentos mil)
refere-se a operações que estão vinculadas ao Acordo de Compensação assinado entre a Cooperativa e o Bancoob com o objetivo de mitigação de risco de crédito, sendo seus vencimentos correspondente
aos vencimentos dos contratos de repasse do crédito rural, com rendimentos entre 98% a 100% do CDI.
5. Relações interfinanceiras
Referem-se a centralização financeira das disponibilidades líquidas
da Cooperativa depositada junto ao SICOOB CENTRAL ES, conforme
determinado no artigo 37 da Resolução CMN nº 3.859/10.
6. Operações de crédito
a) Composição por tipo de operação, e classificação por nível de risco
de acordo com a Resolução CMN nº 2.682 de 21/12/1999:
Nível / Percentual
de Risco /
Situação
AA
A 0,50%
B
1%
B
1%
C
3%
C
3%
D
10%
D
10%
E
30%
E
30%
F
50%
F
50%
G
70%
G
70%
H 100%
H 100%
Total Normal
Total Vencido
Total Geral
Provisões
Total Líquido
Nor.
Nor.
Nor.
Venc.
Nor.
Venc.
Nor.
Venc.
Nor.
Venc.
Nor.
Venc.
Nor.
Venc.
Nor.
Venc.
Adto.
Emprést. Depos.,
/ Tít. Cheque Financ.
Desc. * Especial
e CG
1
29.347
3.860 24.166
66.917
2.895 15.959
401
49 599
34.314
1.426 5.614
977
23 694
4.172
448 384
266
27
86
3.203
102
74
223
10
1.098
22
41
360
- 273
522
66
31
120
- 310
5.046
357
10
4.688
511 338
144.619
9.177 46.279
7.035
610 2.310
151.654
9.787 48.589
(14.263) (1.096) (1.293)
137.391
8.691 47.296
Financ.
Rurais
Total
2011
Prov.
2011
Total
2010
Prov.
2010
10
34.897
27.595
233
4.346
50
984
28
92
99
39
28
20
36
188
68.087
558
68.645
(1.040)
67.605
11
92.270
113.366
1.282
45.700
1.744
5.988
407
3.471
233
1.260
672
647
450
5.449
5.725
268.162
10.513
278.675
(17.692)
260.983
57
462 103.031
515
1.134 88.056
881
13
230
2
1.371 23.638
709
52
792
24
599 5.237
524
41 1.210
121
1.042 2.018
605
70
814
244
630 1.618
809
336
254
127
453
864
605
315
499
349
5.449 2.796 2.796
5.725 4.720 4.720
11.140 227.315 7.444
6.552 8.519 5.587
17.692 235.834 13.031
(13.031)
222.803
* Em Empréstimos estão contidos os valores das Operações Renegociadas.
Em 31/12/2011 o Sicoob ES instituiu uma política de provisão administrativa que visa minimizar possíveis impactos negativos sobre a
carteira de crédito, pela inadimplência dos devedores, tendo em vista
as previsões negativas no cenário econômico mundial e que podem
refletir no mercado capixaba. Para cálculo da provisão administrativa
foram consideradas os operações das faixas “A”, “B” e “C” que tiveram
a provisão dobrada, totalizando R$ 3.031 mil (três milhões, trinta e
um mil).
Em cumprimento às orientações do Banco Central do Brasil, no primeiro semestre de 2011 o Sistema Sicoob concluiu o cronograma
de implantação da exigência contida no artigo 3º da Resolução
CMN nº 2.682, que estabelece que a classificação das operações de
crédito de um mesmo cliente ou grupo econômico deve ser definida considerando aquela que apresentar maior risco.Em 31/12/2010
para adequação às normas, mais especificamente ao art. 8º da Resolução 2.682/99, foi constituída provisão adicional administrativa no
montante de R$ 2.591 mil (dois milhões, quinhentos e noventa e um
mil) que objetivava ajustar a carteira de crédito a real expectativa de
recebimento.
b) Composição da carteira de crédito por faixa de vencimento – operações vincendas (dias):
De 91 a Acima
Total
360
de 360
Empréstimos
31.995 59.270 37.451 128.716
Títulos Descontados
21.462 1.476
22.938
Financiamentos
5.611
13.752 29.226 48.589
Financiamentos Rurais 11.002 48.053 9.590
68.645
Total
70.070 122.551 76.267 268.888
Obs.: Não inclui Adiantamento a Depositantes, Cheque Especial e
Conta Garantida.
Descrição
Até 90
c) Composição da carteira de crédito por tipo de produto, cliente e
atividade econômica:
Descrição
Setor Privado
– Comércio
Setor Privado
– Indústria
Setor Privado
– Serviços
Pessoa Física
Outros
Total
Conta Crédito
Corrente Rural
Empr.
Título
Desc.
31/12
2011
2.443
98
41.121
8.469
200
-
5.375
1.198
2.279
-
44.502
6.620
4.637 68.131
79.122
228
416
7.185
9.787 68.645 177.305
% da
cart.
52.131 18,70%
6.773
2,43%
53.401 19,19%
6.166 158.056 56,70%
485
8.314 2,98%
22.938 278.675 100%
d) Movimentação da provisão para créditos de liquidação duvidosa
de operações de crédito:
Descrição
31/12/2011
Saldo Inicial
15.622
Saldo de Provisão da Cooperativa
Incorporada
Constituições/Reversões no
12.382
Exercício
Transferência para Prejuízo no
(7.281)
Exercício
Total
20.723
e) Concentração dos Principais Devedores:
Descrição
31/12
2011
% Cart.
Total
31/12/2010
6.030
6.969
8.756
(6.133)
15.622
31/12
2010
% Cart.
Total
Maior Devedor
4.673
1,68
3.884
1,65
10 Maiores Devedores
28.094
10,08 19.220
8,15
50 Maiores Devedores
60.766
21,81 43.888
18,61
f) Créditos Baixados como Prejuízo, Renegociados e Recuperados:
Descrição
Saldo início do exercício
Saldo das operações em prejuízo
da Cooperativa Incorporada
31/12/2011
12.813
31/12/2010
5.484
-
3.495
Valor das operações transferidas
7.281
5.747
no período
Valor das operações recuperadas
(2.108)
(1.855)
no período
Valor dos juros recebidos nas
111
106
operações recuperadas
Valor dos descontos concedidos
(73)
(164)
nas operações recuperadas
Total
18.024
12.813
7. Outros Créditos – curto e longo prazo
Valores referentes as importâncias devidas à Cooperativa por pessoas
físicas ou jurídicas domiciliadas no País, conforme demonstrado:
Descrição – curto prazo
31/12/2011
31/12/2010
Rendas a Receber (a)
712
605
Títulos e Créditos a Receber (b)
44
37
Devedores Diversos
121
59
Diversos (c)
143
971
Total
1.020
1.672
(a) Em rendas a receber estão registrados: receita sobre saldo mantido na centralização financeira do Sicoob Central ES R$ 495 mil, dividendos distribuídos pela Annellus Corretora de Seguros R$ 59 mil e
outras rendas R$ 158 mil;
(b) Em títulos e créditos a receber estão registrados os valores a receber de tarifas;
(c) A maior representatividade desse grupo refere-se aos adiantamentos e antecipações salariais R$ 102 mil.
Descrição – longo prazo
31/12/2011 31/12/2010
Devedores por Depósito e Garantia (a)
2.600
2.345
(a) Trata-se de montante depositado em juízo referente questionamento da cobrança indevida do PIS e COFINS de atos cooperativos,
INSS sobre cédulas de presenças e processo trabalhista. Valor correspondente encontra-se registrado em Outras Obrigações, conforme
nota 17.
8. Outros valores e bens
Encontram-se registrados neste grupo:
Descrição
31/12/2011
31/12/2010
Bens não de Uso Próprio (a)
180
367
Almoxarifado
1
Despesa Antecipada
31
27
Total
211
395
(a) Referente a bens recebidos como dação em pagamento de dívidas, não estão sujeitos a depreciação ou correção.
9. Investimentos
O saldo é representado por aportes de capital efetuados pelo SICOOB
CENTRAL ES e aquisição de ações do BANCOOB, conforme demonstrado:
Descrição
31/12/2011 31/12/2010
Cooperativa Central de Crédito do
7.349
5.338
Espírito Santos
Banco Cooperativo do Brasil S.A. –
2.039
1.140
BANCOOB
TOTAL
9.388
6.478
10. Imobilizado de uso
Demonstrado pelo custo de aquisição, menos depreciação acumulada. As depreciações são calculadas pelo método linear, com base
em taxas determinadas pelo prazo de vida útil estimado conforme
abaixo:
Taxa de
31/12/2011 31/12/2010
Depr.
Terrenos
47
47
Edificações
4%
841
841
Instalações
10%
315
252
Móveis e Equipamentos
10%
1.273
1.031
Sistema de Proces. de Dados
20%
2.216
1.779
Sistemas de Comunicação
10%
105
92
Sistema de Segurança
10%
523
446
Sistemas de Transporte
20%
186
214
Imobilizações em curso
(*)
587
186
TOTAL
6.094
4.888
Depreciação acumulada
(2.573)
(2.030)
TOTAL
3.520
2.858
(*) As imobilizações em curso serão alocadas em grupo específico
após a conclusão das obras e efetivo uso, quando passarão a ser depreciadas.
11. Diferido
Nesta rubrica registram-se as benfeitorias realizadas nas propriedades de terceiros, softwares adquiridos até novembro de 2008,
registrados pelos custos incorridos nas benfeitorias e pelo custo de
aquisição, respectivamente.
Descrição
Taxa de
31/12
31/12
Amort.
2011
2010
Benfeitorias
20%
1.387
889
Gastos Pré-Operacionais
20%
42
Prog. de Computador -Software 20%
27
27
Instalação e Adapt. de Depend. 10%
303
303
TOTAL
1.759
1.219
Amortização acumulada
(1.059)
(917)
TOTAL
700
302
12. Intangível
Nesta rubrica registram-se os direitos que tenham por objeto os bens
incorpóreos, destinados à manutenção da companhia, como as licenças de uso de softwares.
Descrição
Taxa de
31/12/2011 31/12/2010
Amort.
Direito de Uso
10%
532
532
Amortização acumulada
(142)
(84)
TOTAL
390
448
O valor registrado na rubrica “Intangível – direito de uso”, refere-se a
13 (treze) licenças de uso do Sistema de Informática do Sicoob - SISBR,
adquiridas em 01/06/2009, da Confederação Nacional das Cooperativas do Sicoob Ltda. - Sicoob Confederação. Na mesma data, a Central
cedeu exclusivamente às suas filiadas (cooperativas singulares assoDescrição
ciadas), devidamente autorizado pelo Sicoob Confederação, com prazo de até 31 de maio de 2019, o direito de uso do SISBR.
13. Depósitos
Os depósitos à vista não são remunerados. Os depósitos a prazo recebem encargos financeiros contratados.
Os depósitos, até o limite de R$70.000,00 (Setenta mil reais), por CPF/
CNPJ, estão garantidos pelo Fundo Garantidor do Sicoob - FGS, o qual
é um Fundo constituído pelas Cooperativas do Sistema Sicoob, regido
por regulamento próprio.
14. Obrigações por empréstimos e repasses
São demonstradas pelo valor principal acrescido de encargos financeiros e registram os recursos captados junto ao Banco Cooperativo do Brasil S.A – Bancoob e Sicoob Central ES para repasse aos
associados em diversas modalidades (art. 37, da Resolução CMN nº
3.859/2010) e Capital de Giro. As garantias oferecidas são a caução
dos títulos de créditos dos associados beneficiados.
Instituições
Taxa
Venc. 31/12/2011 31/12/2010
curto prazo
BANCOOB
Diversas Diversos
57.964
56.966
Sicoob Central ES Diversas Diversos
6.787
8.021
Total
64.751
64.987
Instituições
Taxa
Venc. 31/12/2011 31/12/2010
longo prazo
BANCOOB
Diversas Diversos
9.090
22.118
Sicoob Central ES Diversas Diversos
2.545
1.275
Total
11.635
23.393
15. Obrigações sociais e estatutárias
Descrição
31/12/2011 31/12/2010
FATES - Fundo de Assistência
1.805
1.177
Técnica, Educacional e Social
Cotas de capital a pagar
676
408
Outras obrigações
225
558
Total
2.706
2.143
O FATES é destinado a atividades educacionais, à prestação de assistência aos cooperados, seus familiares e empregados da cooperativa,
sendo constituídos pelo resultado dos atos não-cooperados e 5% das
sobras líquidas do exercício, conforme determinação estatutária. A
classificação desses valores em conta de passivo segue determinação
do plano de contas do COSIF.
16. Outras obrigações - Diversas
Descrição
31/12/2011 31/12/2010
Cheques administrativos (a)
3.358
2.971
Despesas de Pessoal
613
579
Outras Despesas Administrativas (b)
508
409
Credores Diversos – País
332
185
Cheques Descontados (c)
211
510
Obrigações por Prestação de Serviço
1.277
693
de Pagamento (d)
Outras (e)
1.362
1.078
Total
7.661
6.425
(a) Refere-se a cheques emitidos pela Cooperativa contra o próprio
caixa da instituição, porém não compensados até a data-base de
31/12/2011.
(b) Refere-se a provisão para pagamento de despesas com agua e
energia R$ 1 mil, aluguéis R$ 4 mil, comunicações R$ 57 mil, manutenção e conservação de bens R$ 9 mil, transporte R$ 32 mil, seguro
R$ 108 mil, plano de saúde R$ 5 mil, compensação R$ 197 mil, seguro
a recolher R$ 9 mil, outras despesas R$ 86 mil;
(c) Refere-se a cheques depositados relativo a descontos enviados
a compensação, porém não baixados até a data-base de 31/12/2011.
(d) Refere-se aos convênios de folhas de pagamento com empresas
associadas.
(e) Maior representatividade refere-se ao grupo impostos e contribuições a recolher, com destaque para o imposto de renda retido na
fonte sobre juros ao capital e aos impostos e contribuições incidentes
sobre a folha de pagamento, no montante de R$ 982 mil.
17. Outras obrigações - Diversas - Provisões para riscos tributários e trabalhistas
Considerando a avaliação dos consultores jurídicos quanto às chances de êxito em determinados questionamentos fiscais e trabalhistas
em que a cooperativa é parte envolvida, foram constituídas as seguintes provisões:
Descrição
PIS (a)
COFINS (a)
INSS (b)
Trabalhistas (c)
Outras (d)
Total
2011
Provisão p/ Depósitos
conting.
judiciais
390
390
1.992
1.992
80
80
228
18
120
120
2.810
2.600
2010
Provisão p/ Depósitos
conting.
judiciais
370
370
1.890
1.890
80
80
200
5
3
2.543
2.345
(a) PIS e COFINS – quando do advento da lei nº 9.718/98, a cooperativa entrou com ação judicial questionando a legalidade da inclusão
de seus ingressos decorrentes de atos cooperados na base de cálculo
do PIS e COFINS. Consequentemente, registrou as correspondentes
obrigações referentes ao período de março de 1999 a julho de 2004,
sendo que os valores equivalentes foram depositados em juízo e estão contabilizados na rubrica Depósitos em garantia.
(b) Referente a processo do INSS sobre cédulas de presença.
(c) Refere-se a processo trabalhista em andamento.
(d) Refere-se a processo de habilitação de crédito.
18. Instrumentos financeiros
O SICOOB LESTE CAPIXABA opera com diversos instrumentos financeiros, com destaque para disponibilidades, títulos e valores mobiliários, relações interfinanceiras, operações de crédito, depósitos a vista
e a prazo, empréstimos e repasses.
Os instrumentos financeiros ativos e passivos estão registrados no
balanço patrimonial a valores contábeis, os quais se aproximam dos
valores justos, conforme critérios mencionados nas correspondentes
notas explicativas.
19. Patrimônio líquido
a) Capital Social
DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
Cooperativa de Crédito de Livre Admissão Leste Capixaba
Sicoob Leste Capixaba - CNPJ: 32.430.233/0001-10
EXERCÍCIO 2011
NOTAS EXPLICATIVAS | EM 31/12/2011 E DE 2010 (EM MILHARES DE REAIS)
O capital social é representado por cotas-partes no valor nominal de
R$ 1,00 cada e integralizado por seus cooperados. De acordo com o
Estatuto Social cada cooperado tem direito em um voto, independente do número de suas cotas-partes.
b) Reserva Legal
Representada pelas destinações estatutárias das sobras, no percentual de 40%, utilizada para reparar perdas e atender ao desenvolvimento de suas Atividades.
c)
Sobras Acumuladas
As sobras são distribuídas e apropriadas conforme Estatuto Social,
normas do Banco Central do Brasil e posterior deliberação da Assembléia Geral Ordinária (AGO). Atendendo à instrução do Bacen, através
da Carta Circular 3.224/06, o Fundo de Assistência Técnica, Educacional e Social – FATES, é registrado como exigibilidade, e utilizado em
despesas para o qual se destina, conforme a Lei 5.764/71.
Em Assembléia Geral Ordinária, realizada em 25 de fevereiro de 2011,
os cooperados deliberaram pela destinação para o Capital Social das
sobras do exercício findo em 31 de dezembro de 2010, no valor de R$
5.355 mil (cinco milhões, trezentos e cinquenta e cinco mil).
da Cooperativa e de suas atribuições estabelecidas em regulamentação específica.
As operações com tais partes relacionadas não são relevantes no contexto global das operações da cooperativa, e caracterizam-se basicamente por transações financeiras em regime normal de operações,
com observância irrestrita das limitações impostas pelas normas do
Banco Central, tais como movimentação de contas correntes, aplicações e resgates de RDC e operações de crédito.
As garantias oferecidas em razão das operações de crédito são: avais,
garantias hipotecárias, caução e alienação fiduciária.
Montante das operações ativas e passivas no exercício de 2011:
MONTANTE DAS
% em relação à
OPERAÇÕES ATIVAS
carteira total
R$ 12.830
1,03 %
MONTANTE DAS
% em relação à
OPERAÇÕES PASSIVAS
carteira total
R$ 6.966
3,67 %
Operações ativas e passivas – saldo em 31/12/2011:
OPERAÇÕES ATIVAS
d) Destinações estatutárias e legais
De acordo com o estatuto social da cooperativa e a Lei nº 5.764/71, as
sobras líquidas do exercício terão a seguinte destinação:
Descrição
2011
2010
Sobras /lucro líquido do exercício
16.082
9.948
Lucro líquido decorrente de atos não(285)
(208)
-cooperativos apropriado ao FATES
Sobras líquidas, base de cálculo das
15.797
9.740
destinações
Destinações estatutárias
Reserva legal - 40%
(6.318)
(3.896)
Fundo de assistência técnica, educacional
(790)
(487)
e social - 5%
Sobras à disposição da Assembléia Geral
8.689
5.357
A Reserva legal destina-se a reparar perdas e atender ao desenvolvimento de suas Atividades;
O Fundo de assistência técnica, educacional e social (FATES) é destinado a atividades educacionais, à prestação de assistência aos cooperados, seus familiares e empregados da cooperativa; e
Os resultados decorrentes de atos não cooperativos são destinados
ao FATES.
20. Resultado de atos não cooperativos
O resultado de atos não cooperativos tem a seguinte composição:
Descrição
2011
2010
Receita de prestação de serviços
1.697
1.229
Despesas específicas de atos não coope(867)
(549)
rativos
Despesas apropriadas na proporção das
(374)
(349)
receitas de atos não cooperativos
Lucro antes do imposto de renda e da
456
331
contribuição social
Resultado de atos não cooperativos (lucro
285
208
líquido)
21. Juros ao Capital
A cooperativa efetuou pagamento de juros ao capital, conforme previsto na Lei Complementar 130/2009, no montante de R$ 5.042 mil
(cinco milhões, quarenta e dois mil) correspondente ao fator acumulado da Selic –11,62% a.a., sendo considerado como base de cálculo
para remuneração, movimentação em conta capital no período compreendido entre a data da última apuração de resultado e a data de
término do exercício contábil. A remuneração foi incorporada a conta
capital do associado deduzida da tributação do imposto de renda na
alíquota de 15%.
Descrição
31/12/2011 31/12/2010
Juros ao Capital
5.042
3.506
IRRF sobre juros ao capital
(756)
(526)
Juros ao Capital – Associados
(53)
(26)
Desligados
Juros ao Capital a ser incorporado
(294)
ao capital social
Valor incorporado a conta capital
4.233
2.660
22. Partes Relacionadas
As partes relacionadas existentes são as pessoas físicas que têm autoridade e responsabilidade de planejar, dirigir e controlar as atividades
da cooperativa e membros próximos da família de tais pessoas.
As operações são realizadas no contexto das atividades operacionais
NATUREZA DA
OPERAÇÃO DE
CRÉDITO
Cheque Especial, Conta
Garantida e Adiantamento a Depositante.
Crédito Rural
Empréstimo
Títulos Descontados
% DA
PCLD (PROVISÃO
VALOR DA
OPERAÇÃO DE
PARA CRÉDITO
OPERAÇÃO
CRÉDITO EM
DE LIQUIDAÇÃO
DE CRÉDITO
RELAÇÃO À
DUVIDOSA)
CART. TOTAL
88
-
0,90
877
4.461
92
(6)
(255)
(9)
1,28
2,52
0,40
OPERAÇÕES PASSIVAS – SALDO EM 31/12/2011
% em
Natureza dos
Valor do
relação à Taxa Média
Depósitos
Deposito
carteira
%
total
Depósitos a Vista
1.359
2
96 a 100%
Depósitos a Prazo
7.456
6,12
do CDI
Foram realizadas transações com partes relacionadas, na forma de:
depósito a prazo, cheque especial, conta garantida, cheques descontados, crédito rural – RPL, crédito rural – repasses, empréstimos,
dentre outras, à taxa/remuneração relacionada no quadro abaixo, por
modalidade:
6,20%
5,00%
TAXA APROVADA
PELO CONSELHO
DE ADMINISTRAÇÃO / DIRETORIA
EXECUTIVA
6,20%
5,00%
1,35% a 4,00%
1,35% a 4,00%
TAXAS APLICADAS
NATUREZA DAS
EM RELAÇÃO ÀS
OPERAÇÕES ATIVAS
PARTES RELACIOE PASSIVAS
NADAS
Cheque Especial
Conta Garantida
Desconto de
Cheques
CDI + 0,50%AM a CDI CDI +0,35% a CDI +
Empréstimos
+ 3,00%AM
3,00%AM
1,75%AM A
Crédito Rural - RPL
1,55% a 2,81%
2,81%AM
Crédito Rural 1,50%AA a TR
1,50%AA a TR
Repasses
+10,00%AA
+10,00%AA
Aplicação Financeira 96 a 100% do CDI
96 a 100% do CDI
No exercício de 2011, os benefícios monetários e não monetários destinados às partes relacionadas foram representados por honorários,
custeio parcial de plano de saúde, seguro de vida, previdência privada
e vale alimentação, apresentando-se da seguinte forma:
BENEFÍCIOS MONETÁRIOSEXERCÍCIO DE 2011 (R$ mil)
Honorários
982
Plano de Saúde / Seguro de Vida / Vale Alimentação /
28
Previdência Privada
23. Cooperativa Central de Crédito do Espírito Santos – SICOOB
CENTRAL ES
O SICOOB LESTE CAPIXABA, em conjunto com outras cooperativas
singulares, é filiada à Cooperativa Central de Crédito do Espírito Santo
- SICOOB CENTRAL ES, que representa o grupo formado por suas afiliadas perante as autoridades monetárias, organismos governamentais e entidades privadas.
O SICOOB CENTRAL ES, é uma sociedade cooperativista que tem por
objetivo a organização em comum em maior escala dos serviços
econômico-financeiros e assistenciais de suas filiadas (cooperativas
PARECER DO CONSELHO FISCAL
singulares), integrando e orientando suas atividades, de forma autônoma e independente, através dos instrumentos previstos na legislação pertinente e normas exaradas pelo Banco Central do Brasil, bem
como facilitando a utilização recíproca dos serviços, para consecução
de seus objetivos.
Para assegurar a consecução de seus objetivos, cabe ao SICOOB
CENTRAL ES a coordenação das atividades de suas filiadas, a difusão
e fomento do cooperativismo de crédito, a orientação e aplicação
dos recursos captados, a implantação e implementação de controles
internos voltados para os sistemas que acompanhem informações
econômico-financeiras, operacionais e gerenciais, entre outras.
O conselho fiscal da Cooperativa de Crédito de Livre Admissão
Leste Capixaba – Sicoob Leste Capixaba, em cumprimento às
disposições legais e estatutárias, examinou o Relatório da Administração e as Demonstrações Financeiras referentes ao exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2011. Com base nos exames
efetuados, considerando, ainda, o parecer dos auditores externos –
CNAC, datado de 05 de Março de 2012, bem como as informações
e esclarecimentos recebidos no decorrer do exercício, opina que os
referidos documentos estão em condições de serem apreciados pela
Assembléia Geral Ordinária.
Linhares/ES, 12 de Março de 2012.
O SICOOB LESTE CAPIXABA responde solidariamente pelas obrigações contraídas pelo SICOOB CENTRAL ES perante terceiros, até o
limite do valor das cotas-partes do capital que subscrever, proporcionalmente à sua participação nessas operações.
Valter Rafael Marim
Coordenador do Conselho Fiscal
As demonstrações contábeis do SICOOB CENTRAL ES, em 30 de junho
de 2011, foram auditadas por outros auditores independentes que
emitiram relatório de auditoria sobre as demonstrações contábeis,
datado de 26 de agosto de 2011, com opinião sem modificação. As
demonstrações contábeis de 31 de dezembro de 2011 são auditadas
por outros auditores independentes, cujo trabalho está em andamento.
24. Coobrigações e riscos em garantias prestadas
Em 31 de dezembro de 2011, a cooperativa é responsável por coobrigações e riscos em garantias prestadas, no montante de R$ 1.609
mil (um milhão, seiscentos e nove mil) (31/12/2010 - R$ 1.233 mil),
referentes a aval prestado em diversas operações de crédito de seus
associados com instituições financeiras oficiais.
25. Cobertura de seguros – não auditado
A Cooperativa adota política de contratar seguros de diversas modalidades, cuja cobertura é considerada suficiente pela Administração e
agentes seguradores para fazer face à ocorrência de sinistros. As premissas de riscos adotados, dada a sua natureza, não fazem parte do
escopo de auditoria das demonstrações contábeis, consequentemente, não foram examinadas pelos nossos auditores independentes.
26. Índice de Basileia
O Patrimônio de Referência - PR da Cooperativa encontra-se compatível com o grau de risco da estrutura dos ativos, apresentando
margem para o limite de compatibilização de R$ 37.708 mil (trinta e
sete milhões, setecentos e oito mil) em 31 de dezembro de 2011 e R$
29.883 mil (vinte e nove milhões, oitocentos e oitenta e três mil) em
31 de dezembro de 2010.
27. Contingências Ativas
Dos processos judiciais existentes, a cooperativa é autora de processos relativos a ações de cobrança, que totalizam o montante de R$
2.989 mil (dois milhões, novecentos e oitenta e nove mil) cujo parecer jurídico relativo à probabilidade de ganho está classificado como
“provável”, porém sem definição, com suficiente segurança, do prazo
de conclusão.
28. Contingências Passivas
Segundo a assessoria jurídica da Cooperativa de Crédito de Livre
Admissão Leste Capixaba – Sicoob Leste Capixaba, dos processos
judiciais em que figura como pólo passivo, foram classificados 07
processos como perdas possíveis, totalizando R$ 239 mil (duzentos
e trinta e nove mil).
Wanderlei Fornasier Morgan
Conselheiro Fiscal - Efetivo
Alair José Giuriato
Diretor Executivo
CPF: 931.067.267-68
Jonas Geraldo Ardisson
Secretário do Conselho Fiscal
RELATÓRIO DE AUDITORIA
Ao Conselho de Administração e Cooperados da Cooperativa de Crédito
de Livre Admissão Leste Capixaba – SICOOB LESTE CAPIXABA
Linhares - ES
Prezados Senhores:
Examinamos as demonstrações contábeis da Cooperativa de Crédito de
Livre Admissão Leste Capixaba, que compreendem o balanço patrimonial
em 31 de dezembro de 2011 e as respectivas demonstrações de sobras ou
perdas, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o
exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas
contábeis e demais notas explicativas.
Responsabilidade da administração sobre as demonstrações contábeis
A administração da Cooperativa de Crédito de Livre Admissão Leste Capixaba é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas
demonstrações contábeis de acordo com as práticas contábeis adotadas
no Brasil e pelos controles internos que ela determinou como necessários
para permitir a elaboração de demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro.
Responsabilidade dos auditores independentes
Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de
acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas
normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores
e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter
segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de
distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos
selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações contábeis. Os procedimentos
selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação
dos riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o
auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e
adequada apresentação das demonstrações contábeis da Cooperativa
para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia
desses controles internos da Cooperativa. Uma auditoria inclui, também,
a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a
avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em
conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e
apropriada para fundamentar nossa opinião.
Opinião
Nailson Dalla Bernadina
Diretor Operacional
CPF: 077.720.547-50
Fábia Lorena Rosi Mantovanelli
Contadora CRC-ES:013.868/O-8
CPF:007.835.517-62
Em nossa opinião, as demonstrações contábeis acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Cooperativa de Crédito de Livre Admissão Leste
Capixaba em 31 de dezembro de 2011, o desempenho de suas operações
e os seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo
com as práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às instituições
autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil.
Belo Horizonte, 05 de março de 2012
Júlio César Toledo de Carvalho
Contador CRC MG 069.261/O “S” ES
CNAI 1953
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Exercício 2011