PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO Instituto Federal do Paraná Câmpus Paranavaí Um documento em construção coletiva 2012-2015 1 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO Secretaria da Educação Profissional e Tecnológica Aloizio Mercadante – Ministro da Educação Marco Antonio de Oliveira – Secretário de Educação Profissional e Tecnológica Irineu Mario Colombo – Reitor do Instituto Federal do Paraná (IFPR) José Barbosa Dias Junior – Diretor-Geral do IFPR – Câmpus Paranavaí 2 Este trabalho foi fruto do esforço coletivo da comunidade acadêmica e administrativa do IFPR – câmpus Paranavaí, tendo sido coordenado pela seguinte equipe: COORDENAÇÃO GERAL: Thais Watakabe PARTICIPANTES: Alencar Garcia Bacarji Fabiano Utiyama Amarildo Pinheiro Magalhães Felipe Luiz Gomes Figueira Antão Rodrigo Valentim Hugo Soares Bertuccini Angela Fontana Marques José Barbosa Dias Junior Ayslan Trevizan Possebom Katia Cristiane Kobus Novaes Barbara Poli Uliano Klessius Alexandre Guimarães Carlos Eduardo Barão Luiz Fernando Braga Lopes Cinthia Bonin da Silva Marcelo Lopes Rosa Dailhane Grabowski Bassinello Marcos Sakada Daniela Eloise Flor Priscila Ransolin Dayane de Oliveira Gomes Renata de Souza Panarari Antunes Daryne Lu Maldonado Gomes da Ricardo Gouveia Teodoro Costa Suellen Jensen Denis Fabricio Marchi Tedy Marcos Firomi Douglas Pizzolio Lucas Valeriê Cardoso Machado Inaba Éber de Santi Gouvea Vanessa Aparecida Marcolino Edilson Bruno Romanini Wesley Jose de Souza Evandro Carlos Guinami Zineide Pereira dos Santos 3 Sumário INTRODUÇÃO ............................................................................................................ 6 ATO SITUACIONAL .................................................................................................... 8 CARACTERIZAÇÃO GERAL DO IFPR CÂMPUS DE PARANAVAÍ .......................... 8 Endereço ........................................................................................................................... 8 Cursos, níveis e modalidades de ensino ..................................................................... 9 Descrição da infraestrutura do câmpus ....................................................................... 9 Financiamento da Educação Profissional, Científica e Tecnológica ..................... 20 Abordagem dos aspectos nacionais do financiamento da educação no Brasil... 20 Financiamento do Instituto Federal do Paraná – Câmpus Paranavaí .................. 21 Histórico do câmpus ...................................................................................................... 23 Caracterização econômica, sociocultural e educacional da região em que o câmpus está localizado................................................................................................. 27 Indicadores Regionais .................................................................................................... 27 Aspectos Educacionais ................................................................................................... 28 Aspectos agropecuários .................................................................................................. 31 Aspectos Industriais ....................................................................................................... 33 Geração de Empregos .................................................................................................... 34 Aspectos Culturais .......................................................................................................... 34 A realidade socioeconômica, cultural e pedagógica dos alunos do câmpus ....... 36 Organograma do câmpus ............................................................................................. 49 Servidores, funcionários e alunos do IFPR câmpus de Paranavaí ....................... 50 ATO CONCEITUAL ................................................................................................... 55 CONCEPÇÃO INSTITUCIONAL DE SOCIEDADE, ESCOLA, TRABALHO E EDUCAÇÃO PROFISSIONAL. ........................................................................................ 55 Concepção Institucional de Sociedade ...................................................................... 55 Concepção Institucional de escola: as premissas e o sentido da escola pública na conjuntura histórico brasileira................................................................................. 56 Concepção institucional de mundo do trabalho na atualidade ............................... 59 Concepção institucional de educação profissional e tecnológica na realidade social contemporânea. .................................................................................................. 60 FUNDAMENTOS E PRINCÍPIOS DO CURRÍCULO ................................................... 61 Método de ensino e seleção de contéudo ................................................................. 66 Concepção de avaliação .............................................................................................. 67 ATO OPERACIONAL ................................................................................................ 72 A ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO PEDAGÓGICO NO IFPR CÂMPUS PARANAVAÍ ....................................................................................................................... 72 Organização didático-pedagógica dos cursos do IFPR câmpus Paranavaí ........ 73 Política de educação inclusiva..................................................................................... 76 Políticas e práticas de educação à distância ............................................................ 78 Como é operacionalizado o planejamento escolar .................................................. 79 A política do egresso ..................................................................................................... 82 4 Relações e parcerias com a comunidade, instituições e empresas ...................... 83 A política de ensino, pesquisa e extensão do câmpus de Paranavaí ................... 85 CONSIDERAÇÕES FINAIS ...................................................................................... 93 REFERÊNCIAS ......................................................................................................... 94 5 INTRODUÇÃO Este documento é fruto do esforço coletivo da comunidade acadêmica e administrativa do Instituto Federal do Paraná – câmpus Paranavaí, e apresenta os princípios, fundamentos, concepções e diretrizes que abrangem todo o currículo institucional, que sustentam as ofertas educativas do conjunto sistêmico, que envolvem as atividades de ensino, pesquisa e extensão, como também as relações comunitárias e empresariais, ocorrendo em um ambiente de constante interação com o mundo do trabalho e a sociedade em geral. O IFPR câmpus de Paranavaí entende que o Projeto Político-Pedagógico vai além de um simples agrupamento de planos de ensino e de atividades diversas. O projeto não é algo que é construído e em seguida arquivado ou encaminhado às autoridades educacionais como prova do cumprimento de tarefas burocráticas. Ele é construído e vivenciado em todos os momentos, por todos os envolvidos com o processo educativo da escola. Dessa forma, o projeto busca um rumo, uma direção. É uma ação intencional, com um sentido explícito, com um compromisso definido coletivamente. Por isso, todo projeto pedagógico da escola é, também, um projeto político por estar intimamente articulado ao compromisso sociopolítico com os interesses reais e coletivos da população. É político no sentido de compromisso com a formação do cidadão para o tipo de sociedade desejada. Na dimensão pedagógica reside a possibilidade da efetivação da intencionalidade da escola, que é a formação do cidadão participativo, responsável, compromissado, crítico e criativo. Pedagógico, no sentido de definir as ações educativas e as características necessárias às escolas de cumprirem seus propósito e sua intencionalidade (VEIGA, 1995). Entendendo o projeto político-pedagógico dessa forma, os objetivos estão fundamentados em ações educativas pautadas pelos seguintes princípios: liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o saber; pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas; respeito à liberdade e apreço à 6 tolerância; valorização de experiência extraescolar; e vinculação entre educação escolar, o mundo do trabalho e as práticas sociais. O presente documento está constituído em três partes, divididas por seções e subseções. Na primeira parte que se refere ao ato situacional, é feita a descrição da realidade na qual se desenvolve a ação política-pedagógica. A segunda parte diz respeito ao ato conceitual na qual são apresentadas as concepções de sociedade, trabalho, educação, currículo e avaliação desejadas para a formação do sujeito e a construção da sociedade desejada. A última parte se refere ao ato operacional em que se delineia a proposta de atuação, fundamentada em estratégias, metodologias e ações pedagógicas voltadas às definições assumidas para atingir os objetivos propostos. 7 ATO SITUACIONAL O Instituto Federal do Paraná câmpus de Paranavaí é uma instituição de ensino que percebe a educação como meio para o desenvolvimento sustentável, enfatizando que o desenvolvimento econômico deve garantir o desenvolvimento humano, social, cultural e político, combatendo as desigualdades sociais e regionais assim como todas as formas de discriminação; defendendo os valores sociais do trabalho e da dignidade humana e contribuindo decisivamente para a construção de uma nova sociedade. O câmpus tem como principal característica a oferta da Educação Profissional e Tecnológica, nos níveis da Educação Básica e Educação Superior, nas suas diversas modalidades, formando e qualificando cidadãos com vistas à atuação profissional nos diversos setores da economia, com ênfase no desenvolvimento socioeconômico local, regional e nacional. Tem como grande objetivo oferecer educação de qualidade para aqueles que não possuem ou não tiveram condições de usufruir desse tipo de ensino, oferecendo uma formação orgânica, que não separe humanização de profissionalização, mas que forme cidadãos. Procura-se a formação do sujeito crítico, reflexivo, participativo, autônomo, que saiba trabalhar de maneira coletiva, buscando o seu desenvolvimento cognitivo, afetivo e social, independente da modalidade de ensino que frequente. Dessa forma, essa formação integral tem como objetivo promover a transformação da sociedade por meio da educação. A partir desses princípios e por meio dos encontros com a equipe responsável pelo presente documento, apresenta-se a síntese dos estudos, análises e discussões realizadas durante o primeiro semestre de 2012. CARACTERIZAÇÃO GERAL DO IFPR CÂMPUS DE PARANAVAÍ Endereço 8 O IFPR câmpus Paranavaí está situado na Avenida José Felipe Tequinha, 1400, no bairro Jardim das Nações, CEP: 87703-536. Cursos, níveis e modalidades de ensino A implantação do Instituto Federal do Paraná em Paranavaí aconteceu em agosto de 2010, iniciou suas atividades no ensino técnico de nível médio, modalidade subsequente ao Ensino Médio, com os cursos de Alimentos, Eletromecânica e Informática e um total de 160 vagas ofertadas, sendo 40 para o curso de Alimentos, 40 para Eletromecânica e 80 para Informática. Em 2011 foram ofertadas mais 240 vagas, sendo 80 para cada curso, distribuídas em 40 vagas na modalidade concomitante no período vespertino e 40 vagas na modalidade subsequente no período noturno. Em 2012, foram oferecidas 120 vagas para os cursos subsequentes noturnos em Alimentos, Eletromecânica e Informática (40 vagas cadas) e mais 40 vagas para o curso técnico em Informática integrado ao ensino médio, além da adesão ao Programa Mulheres Mil do governo federal. O Programa prevê o atendimento de 100 mulheres em situação de vulnerabilidade social dando acesso a projetos locais ordenados de acordo com as necessidades da comunidade, segundo a vocação econômica regional e aptidões pessoais das educandas. Descrição da infraestrutura do câmpus Infraestrutura Física O Câmpus Paranavaí do Instituto Federal do Paraná está localizado em uma área de expansão do município, sendo um dos principais instrumentos de desenvolvimento da região em que se encontra. Suas instalações situam-se em um terreno de 85.933,91m², constituídas por um bloco de dois pavimentos, que é composto por quatorze salas de aula, cinco laboratórios de informática, um laboratório de física, um laboratório de química, um laboratório de biologia com sala de esterilização, gabinete do diretor, cantina, guarita, sanitários em ambos os pavimentos. A edificação desfruta de acessibilidade através de rampa e barras de apoio nos sanitários destinados aos alunos. 9 Área Existente o Bloco 02 Pedagógico, dispondo 2.620,02m², distribuídos em 1.333,02 m² no pavimento térreo e 1.184,00 m² no pavimento superior, além de 51,50m² para barrilete e 51,50m² para o reservatório elevado; o Guarita – 12,00m²; o Dentre todas as salas de aula, atualmente apenas oito são usadas para o fim que se destinam. Nos seis ambientes restantes, temos alocadas provisoriamente a biblioteca, direção administrativa, direção de ensino e secretaria acadêmica, sala de professores, o almoxarifado e o laboratório de eletromecânica. O atual estacionamento oferece sessenta e cinco vagas para veículos de pequeno porte, quatro ônibus, trinta motos e vinte bicicletas. O Câmpus se encontra em fase de expansão, e está sendo executado o projeto de construção de dois novos blocos didáticos, um possuindo seis salas de aula e outro compreendendo instalações destinadas ao curso Técnico em Eletromecânica, como laboratório de eletrotécnica, sala de soldagem, usinagem e metrologia, dentre outras. A área dos projetos em execução são as seguintes: Área em execução o Bloco didático: 06 salas (em execução), dispondo de 450,17m² distribuídos em 243,12m² no pavimento térreo e 207,05m² pavimento superior; o Laboratórios técnicos – eletromecânica (em execução), dispondo de 561,27m²; Toda a dependência do Câmpus possui estrutura mínima necessária ao pleno desenvolvimento de suas atividades. Algumas salas possuem climatização, cortinas e/ou película solar, conforme dados que seguem: Tabela 01 - Detalhamento do imobilizado: Bloco 02 pedagógico – pavimento térreo PAVIMENTO TÉRREO - 1.333,02m² AMBIENTE ÁREA CLIMATIZAÇÃO CORTINAS PELÍCULA 10 m² SOLAR (JANELAS) LABORATÓRIO 65,78 ELETROMECÂNICA ALMOXARIFADO 63,00 DIREÇÃO DE ENSINO/SECRET. 63,00 ACADÊMICA SALA DE PROFESSORES 63,00 DIREÇÃO ADMINISTRATIVA 63,00 BIBLIOTECA 63,00 REPROGRAFIA 9,64 CANTINA 36,39 COPA 4,98 DIREÇÃO GERAL 16,80 LABORATÓRIO BIOLOGIA 80,00 LABORATÓRIO QUÍMICA 105,32 LABORATÓRIO FÍSICA 151,13 INFRAESTRUTURA 7,15 INSTALAÇÕES SANITÁRIAS 28,33 INSTALAÇÕES SANITÁRIAS 29,31 (PORT. NEC. ESP.) ÁREA DE CIRCULAÇÃO/ OUTRAS 483,19 - - X - X - X X - X X X X X X X X - X X X X X X X - X X X X - - X - - X Os Laboratórios de física, química e biologia possuem bancadas em concreto e dispõem de água potável e gás liquefeito de petróleo (GLP), este último desfrutando do fornecimento através de central externa. Tabela 02 - Detalhamento do imobilizado: Bloco 02 pedagógico - pavimento superior PAVIMENTO SUPERIOR - 1.184,02m² AMBIENTE SALA DE AULA 1 SALA DE AULA 2 SALA DE AULA 3 SALA DE AULA 4 SALA DE AULA 5 SALA DE AULA 6 SALA DE AULA 7 SALA DE AULA 8 LABORATÓRIO DE INFORMÁTICA 1 ÁREA m² CLIMATIZAÇÃO CORTINAS PELÍCULA SOLAR (JANELAS) 64,14 63,54 63,54 63,54 63,54 63,54 66,11 65,78 X X X X X X X X X X X X X X X X X X X 76,17 X X X 11 LABORATÓRIO DE INFORMÁTICA 2 LABORATÓRIO DE INFORMÁTICA 3 LABORATÓRIO DE INFORMÁTICA 4 LABORATÓRIO DE INFORMÁTICA 5 INFRAESTRUTURA INSTALAÇÕES SANITÁRIAS ÁREA DE CIRCULAÇÃO/ OUTRAS 76,17 X X X 76,17 X X X 76,17 X X X 77,66 X X - 4,6 - - - 29,31 - - X 254,04 - - X Em instalações hidráulicas, o bloco dispõe de 51,50m² para o barrilete e 51,50m² para reservatório elevado, este último dividido em dois compartimentos iguais, dos quais um armazena água potável e o outro pluvial para reuso em instalações sanitárias, através da captação por cisterna e bombeamento automatizado. Os locais onde não consta climatização, cortinas e/ou película solar receberão tais aplicações conforme definido em planejamento de adequação/expansão, bem como para os blocos em execução, oportunamente. Tabela 03 Detalhamento do imobilizado: Guarita AMBIENTE SALA INSTALAÇÃO SANITÁRIA GUARITA - 12,00m² ÁREA PELÍCULA SOLAR CLIMATIZAÇÃO CORTINAS m² (JANELAS) 10,15 X X 1,85 X Tabela 04 Detalhamento do imobilizado: Bloco didático – pavimento térreo (em execução): PAVIMENTO TÉRREO - 243,12m² AMBIENTE SALA DE AULA SALA DE AULA SALA DE AULA SALA DE APOIO INSTALAÇÕES SANITÁRIAS (PORT. NEC. ESP) ÁREA m² CLIMATIZAÇÃO CORTINAS 41,92 48,25 48,25 22,67 - - PELÍCULA SOLAR (JANELAS) - 24,36 - - 12 ÁREA DE OUTRAS CIRCULAÇÃO/ 57,67 - - - Tabela 05 Detalhamento do imobilizado: Bloco didático – pavimento superior (em execução): PAVIMENTO SUPERIOR - 207,05m² AMBIENTE ÁREA m² SALA DE AULA 53,87 SALA DE AULA 63,72 SALA DE AULA 53,87 ÁREA DE CIRCULAÇÃO/ OUTRAS 35,59 CLIMATIZAÇÃO CORTINAS - - PELÍCULA SOLAR (JANELAS) - - - - Como recurso para acessibilidade, o bloco desfrutará de plataforma elevatória. Tabela 06 Detalhamento do imobilizado: Bloco técnico (em execução): LABORATÓRIOS TÉCNICOS - ÁREA ELETROMECÂNICA 561,27m² PELÍCULA ÁREA AMBIENTE CLIMATIZAÇÃO CORTINAS SOLAR m² (JANELAS) USINAGEM E METROLOGIA 84,68 METALÚRGICA E MATERIAIS 44,76 SOLDAGEM 87,44 LABORATÓRIO DE ELETROTÉCNICA 87,36 ESCRITÓRIO MODELO 39,47 APOIO PROFESSORES 21,40 COPA 2,84 DEPÓSITO 4,41 HIGIENIZAÇÃO 5,12 DEPÓSITO DE MATERIAL DE LIMPEZA (D.M.L.) 10,03 HALL 15,16 INSTALAÇÕES SANITÁRIAS 28,38 INSTALAÇÕES SANITÁRIAS (PORT. NEC. ESP.) 2,87 ÁREA DE CIRCULAÇÃO/ OUTRAS 127,35 Embora não constem nas respectivas tabelas, os blocos em execução receberão conforme definições do planejamento de adequação/expansão, a instalação de climatizadores, cortinas e película solar, juntamente com os ambientes pendentes do bloco 02 pedagógico. 13 O bloco técnico disporá de bancadas fixas bem como fornecimento de gás liquefeito de petróleo (GLP), através de central externa. Infraestrutura acadêmica Recursos tecnológicos Lousa interativa digital: Equipamento de 78 polegadas, possuindo canetas magnéticas para professor e aluno, conectividade através de projetor multimídia, dispondo de diversas funções que otimizam consideravelmente a ministração de conteúdos por via eletrônica. O bloco 02 pedagógico dispõe de 10 unidades desta ferramenta instaladas unitariamente nos seguintes ambientes: salas de aula 02, sala de aula 03, sala de aula 04, sala de aula 05, sala de aula 06, sala de aula 07, laboratório de informática 1, laboratório de informática 2, laboratório de informática 3 e laboratório de informática 5. Além das unidades listadas acima, o Planejamento de Adequação/Expansão contempla a instalação de lousas interativas para todos os ambientes remanescentes do bloco 02 pedagógico bem como do bloco didático com 06 salas (em execução). Recursos audiovisuais Projetor multimídia fixo: equipamento disponível nas salas de aula 2, 3, 5 e 6, nos laboratórios de informática 1, 3 e 4 e nas salas de EAD 1 e 8. Projetor multimídia móvel: 4 unidades disponíveis. Sonorização fixa (EAD): sonorização de ambiente composta por amplificador de potência de dois canais com mixador e 4 mini caixas acústicas fixas. O conjunto se encontra disponível nas Salas 1 e 8. Sonorização e mixagem móvel: 4 caixas de som ativa 300w com diversos canais, 4 microfones de mão sem fio, mesa de som Behringer com 16 canais e diversos recursos. 14 Recursos técnicos por eixo Alimentos Recursos Laboratório de Química: Medidor de pH digital portátil de bolso modelo pH-1700; Refratômetro portátil modelo RHBO – 90 (0 – 90%Brix); Agitador vortex com velocidade de agitação até 3800RPM (5 unidade); Cuba de ultrassom por cavitação com capacidade total de 2,5l; Medidor de pH de bancada com saída para conexão a computadores e sistema de compensação de temperatura automático e manual; Estufa incubadora microprocessada para D.B.O modelo Q315M25 com volume útil de 192L; Incubadora D.B.O com fotoperíodo BT 72/HR com faixa de temperatura entre -10 a 60ºC e faixa de umidade entre 50 a 90%; Banho maria com circulação modelo MA-159 com faixa de temperatura entre 0 ate 100ºC; Espectrofotômetro UV/Visível modelo SP 2000UV, leitura em absorbância, transmitância e concentração; Fogão Bosch Style com 4 bocas na cor branco; Fogão industrial Dako Couraçado com 4 bocas na cor preto; Refrigerador de alimentos Frilux com 4 portas na cor metálica; Extrator de óleo modelo MA044/5/50; Picador de carne boca 22 modelo BM20; Refrigerador electrolux modelo DF36A com capacidade para 310L na cor branco (2 unidades); Balança analítica com capacidade máxima de 250g; Processador de alimentos inox, com 6 discos. Recursos Laboratório de Química (TECPAR): Analisador de umidade por infravermelho modelo IV-2000; Agitador mecânico modelo RW20 com capacidade para agitação de até 20L; Centrifuga CT-5000 com rotação máxima de 5500rpm; Espectrofotômetro, leitura em absorbância, transmitância e concentração; Estufa com circulação de ar e renovação de ar modelo MA035; Chapa aquecedora Modelo 208-D com temperatura até 300ºC; Bomba a vácuo; Balança semi-analitica mark 10000 classe II, com capacidade minimia de 20g e máxima de 10000g (2 unidade); Agitador magnético com aquecimento MA085; Liquidificador industrial em aço inox; Destilador de Nitrogênio tecnal modelo NE-036/1; Digestor de fibras modelo MA044/550; Forno mufla modelo LF0712 com faixa de temperatura entre 0 a 1200ºC, isolamento e câmara interna de cerâmica refrataria; Extrator de óleo modelo MA044/8/50; Medidor de pH de bancada sem eletrodo; Neutralizador de gases scrubber modelo – TE – 152; Galeria para exaustão de gases modelo – TE – 15 040/25-GE para 40 tubos micro; Destilador de água tipo pilsen modelo – TE -273 com rendimento de 3L/h; Agitador vortex modelo EEQ9053. Recursos Laboratório de Biologia: Refrigerador electrolux modelo DF36A com capacidade para 310L na cor branco; Homogeneizador de amostras modelo MA – 440; Estufa de esterilização e secagem modelo 400 D com temperatura máxima de 200ºC; Incubadora D.B.O com fotoperíodo BT 72/HR com faixa de temperatura entre -10 a 60ºC e faixa de umidade entre 50 a 90%; Osmose reversa modelo Q-842, rendimento de 10L/h; Experimentoteca (matemática, química e biologia); Microscópio binocular Nikon modelo Eclipse E100 (10 unidades); Microscópio Trinocular. Recursos Laboratório de Biologia (TECPAR): Freezer horizontal Gelopar modelo GHBA-510, capacidade para 510L; Balança analítica digital Bioprecisa modelo FA2104N, com capacidade máxima de 210g; Banho metabólico tipo Dubnoff com agitação reciprocante modelo MA093, com temperatura máxima de 99,9ºC; Autoclave vertical Logen modelo CS, com capacidade para 18L; Estufa para cultura e bacteriologia modelo 410/2NDR, com sistema de aquecimento, circulação e refrigeração; Chapa aquecedora Modelo 208-D com temperatura até 300ºC; Microondas Brastemp em inox; Microscópio binocular Nikon modelo Eclipse E200; Geladeira Electrolux Double modelo DC360, com capacidade total para 351L. Informática Computador desktop HP Compaq 6005 PRO SF: processador Intel Atom X-2, 2GB RAM, HD 500 GB, com Monitor HP L1910, disponível em 20 unidades no laboratório de informática 1 e 20 unidades no laboratório de informática 3. Computador desktop HP Compaq 4000 PRO SF: processador Intel Core 2 Duo E7200 2.93Ghz, 4GB RAM, HD 500 GB, com monitor HP L185b, disponível em 4 unidades no laboratório de informática 4 e 20 unidades no laboratório de informática 5. Computador Desktop HP Compaq 8200 Elite: processador Intel Core i5 3.3Ghz, 4gb RAM, HD 500 GB, com monitor HP L 190hb, disponível em 20 unidades no laboratório de informática 2. 16 Eletromecânica Laboratório de física: 1 unidade mestra de física Cidepe EQ300 com sensores, interface e software (mecânica, óptica, elétrica, eletromagnetismo); 2 multímetros digitais de bancada Tectronix DMM 4040; 5 fontes de alimentação Instrutherm FA3030 digital simétrica, 5 osciloscópios digitais Icel QS5062CA 60Mhz; 2 fontes Chaveadas 24V 10A 110/220V 60Hz, 1 processador digital de sinais Texas Mod. EZDSP” R2812; 2 termômetros de vareta digital Minipa MV 362; 1 computador desktop Compuad com monitor AOC 717 FWY; 10 protoboard 830 furos Minipa MP 830 A; 3 Relógio Comparador Métrico Digimess 121.304; 1 jogo de pinças ER40 23 peças com mandril, cabeçote faceador para pastilhas intercambiáveis; 1 rugosímetro Time 400.200; 1 impressora para rugosímetro Time 400.200 Time TA230 400.260; 1 compressor de ar Pressure 10 Pes 200l “V”; 1 banco de ensaio DS TP100-200 pneumática, 1 analisador de energia Minipa ET5060; 1 durômetro de bancada digital TH301; 5 multímetros Digitais Minipa ET2231 3 dígitos; 1 alicate amperímetro digital Minipa ET 3960 3 dígitos; 2 alicates wattímetro digitais Minipa ET4091; 1 capacímetro digital Minipa MC 153 3 dígitos; 3 multímetros digitais ICEL MD 6111 3 dígitos; ponte LCR Minipa MXB 821; 1 kit de sensores 10 peças contendo operational Amplifier Unit CU6802, signal convert Unit CU6802, sensor Unit SU6805B e 6809B, sensor Unit D6803B, Su6810B, ED6804B, ED6806B, SU6808B, SU6807B; 10 paquímetros digitais Cosa 111101EB; 2 termos higrômetros J. Prolab SH122; 2 luxímetros digitais portáteis Instutherm LDR 225; 1 painel de comandos elétricos De Lorenzo 4 peças sendo banco de ensaio carga indutiva, auto transformador de partida, motor elétrico, fonte de energia, 1 tacômetro digital Instrutherm, 1 motoesmeril Motomil MM-100l monofásico, 3 fontes de alimentação Edutec EEL 8006; 1 máquina universal de ensaios EDL 10000 equipada; 1 retificador de solda BR400 profissional Balmer; 1 máquina de solda Mig 250 mod. 250LK Belmer; 1 phmetro digital de bancada mod. NIPHM; conjunto bancada principal Ekipsul com módulo para eletrotécnica, módulo para controle de velocidade de motores, módulo para servoacionamento CA, kit módulo. Laboratório de Eletromecânica: dois tornos mecânicos; uma lixadeira roto-orbit; um motoesmeril; um carro transpalete hidráulico; um calibrador/traçador de altura com relógio e contador mecânico; um desempeno em ferro fundido; uma máquina de solda mig; dois tornos de bancada; um jogo de blocos padrão métrico em aço; dois 17 micrômetros externos; uma serra rápida; uma máquina de solda eletromeg; uma serra fita; uma furadeira de bancada; uma máquina de solda caddy; um carro de ferramentas com 90 peças; uma fresadora ferramenteira com morsa e divisor universal; Biblioteca A Biblioteca do Instituto Federal do Paraná – IFPR - Câmpus Paranavaí tem por finalidade apoiar as atividades acadêmicas, nas funções de ministrar ensino, realizar pesquisas e desenvolver programas de extensão. Todo o acervo, concernentes aos cursos ministrados no Câmpus, está concentrado em um único espaço físico. Área física disponível A Biblioteca está alocada, provisoriamente, em uma sala de aula que ocupa uma área física de 63m² com capacidade de assento para 16 alunos. Política de aquisição, atualização e manutenção do acervo A biblioteca tem como objetivo adquirir material de informação de maneira racional e sistemática, utilizando-se para isso dos processos de compra, doação e permuta. Todo o processo de aquisição é norteado por um documento denominado “política de desenvolvimento de coleções” ainda em processo de elaboração. Os materiais bibliográficos são adquiridos com a finalidade de suprir os programas de ensino dos cursos técnicos, futura graduação e licenciaturas previstas em lei, bem como dar apoio aos programas de pesquisa, extensão e FICs. Está previsto a implantação de estudos e propostas para elaboração de métodos de conservação preventiva, bem como, a elaboração de uma política de preservação e conservação do material bibliográfico. Acervo bibliográfico O Acervo da biblioteca é constituído de documentos referentes às áreas de ciências humanas, biológicas e da saúde, exatas e tecnológica, sociais e aplicadas e agrárias. O acesso às coleções é aberto aos usuários, possibilitando que eles próprios busquem a informação desejada. A descrição da coleção é feita com base no código de catalogação AACR-2, a classificação na tabela CDD e notação de autor na tabela Cutter. 18 Tabela 07 - Representação numérica do acervo geral da Biblioteca do IFPR câmpus Paranavaí Títulos Exemplares Acervo geral Livros 593 2.833 Teses e dissertações 18 18 Periódicos 2 20 Total 613 2.871 Tabela 08 Acervo de livros conforme áreas de conhecimento CAPES/CNPQ da Biblioteca do IFPR câmpus Paranavaí Áreas Ciências Exatas e da Terra Ciências Biológicas Engenharias Ciências da Saúde Ciências Agrárias Ciências Sociais e Aplicadas Ciências Humanas Linguística, letras e artes Títulos 168 Exemplares 614 23 93 3 38 61 125 1.108 51 195 391 37 170 94 255 Tabela 09 Acervo de livros por eixo tecnológico da Biblioteca do IFPR câmpus Paranavaí Eixo Tecnologia em Alimentos Tecnologia em Eletromecânica Tecnologia em Informática Núcleo Comum Títulos 68 105 Exemplares 329 1.111 118 302 434 959 Serviços prestados pela Biblioteca Como um dos instrumentos essenciais ao processo de ensino-aprendizagem a biblioteca oferece vários serviços aos seus usuários, docentes, discentes e técnicos-administrativos, visando promover o acesso e o uso da informação. A biblioteca disponibiliza dois computadores conectados à Internet, Wireless para dispositivos móveis além dos serviços comuns como os empréstimos domiciliares e entre bibliotecas, educação de usuários, orientação de normalização de trabalhos acadêmicos. Os serviços de catalogação e empréstimos encontram-se automatizados, sendo que o software brasileiro adquirido para o gerenciamento dos dados é o 19 Pergamum . O sistema permite fazer empréstimos, renovações, reservas dos materiais bibliográficos e relatórios. A pesquisa pode ser realizada em uma ou em todas as bibliotecas do IFPR, saber a localização do item pesquisado. O software permite ao usuário recuperar qualquer item da coleção, quer por autor, título, assunto ou termo livre, bem como, saber se o item encontra-se disponível ou emprestado. Toda essa diversidade de possibilidades permite que além do acervo local o usuário também pode dispor dos livros de todas as bibliotecas dos Câmpus, utilizando-se do empréstimo entre bibliotecas. O catálogo online pode ser acessado por meio da página http://paranavai.ifpr.edu.br/menuinstitucional/biblioteca/ no link biblioteca ou http://200.17.98.199/pergamum/biblioteca/index.php. Na área da catalogação o sistema faz importação de dados de outras bibliotecas usuárias do sistema Pergamum e cria uma rede de catalogação cooperativa facilitando e agilizando o serviço de catalogação de cada unidade. Financiamento da Educação Profissional, Científica e Tecnológica Abordagem dos aspectos nacionais do financiamento da educação no Brasil As questões relativas ao financiamento são essenciais para qualquer política, inclusive, as políticas educacionais. “O financiamento é uma questão crucial no quadro das mudanças de relações entre Estado e as instituições educacionais, especialmente as públicas. As novas formas de financiamento apresentam algumas características específicas e tão importantes que acabam dando o tom aos conteúdos das reformas” (DIAS SOBRINHO, 2002, pg. 172). Em novembro de 2006 foi realizada 1° Conferência Nacional de Educação Profissional e Tecnológica, onde se observou, entre outras questões, que “a história da legislação da educação brasileira, que desde a Constituição de 1934, sistematicamente vincula e prevê recursos para o financiamento da educação nacional, como também o fez a Constituição Federal de 1988 quando fixou 18% da arrecadação de impostos por parte da União e, 25% nos Estados, Distrito Federal e Municípios destinados à Educação, deixou a Educação Profissional sem previsão legal de recursos, pois as menções existentes, em tese, restringem-se ao Ensino Fundamental, Médio e Superior”. 20 Nesse contexto, diante da proposta de expansão e reestruturação da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, estas questões tem sido objeto de grandes discussões no âmbito federal, uma vez que, além do financiamento necessário para implantação dos novos câmpus dos Institutos Federais (IF’s), ainda é preciso buscar recursos para atendimento das demandas remanescentes das instituições que foram absorvidas pela rede federal, mas que não tiveram o investimento necessário para a sua adequação. O financiamento da educação pode ser apontado como uma das questões que limitam o acesso e a qualidade do ensino no Brasil. Ao discutir este financiamento, têm-se três aspectos relevantes: “a necessidade de mais recursos financeiros para a educação, a política de vinculação de recursos e a política de fundos” (ARELARO & GIL, 2005, p. 53). Portanto, pressupõe-se que, para garantir recursos sistemáticos e permanentes, estes aspectos devem ser balizadores na discussão sobre o financiamento da educação profissional, científica e tecnológica. É necessário indicar segurança a sociedade e fixação de critérios de eficiência e eficácia nas ações educacionais e gestão transparente na aplicação dos recursos. A consolidação desta política na condição de política pública de Estado depende, principalmente, da preocupação constante o estabelecimento de critérios e definição de fontes de recursos permanentes que possam garantir a qualidade no desenvolvimento de ensino, pesquisa e extensão no que se referem à infraestrutura física, equipamentos e materiais de laboratórios, acervo bibliográfico e ainda, condições dignas de trabalho e manutenção das garantias sociais conquistadas pelos profissionais da educação, pelos estudantes e por toda sociedade brasileira. Financiamento do Instituto Federal do Paraná – Câmpus Paranavaí O Instituto Federal do Paraná (IFPR), assim como os demais Institutos Federais espelhados pelo Brasil, possuem natureza jurídica de autarquia pública federal, que conforme estabelecido pela Lei nº 11.892, de 29 de dezembro de 2008 e suas alterações, tem garantida a sua autonomia administrativa, patrimonial, financeira (...). Esta autonomia se refere à gestão e aplicação dos recursos disponibilizados para reestruturação e manutenção da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. Assim, os IF’s têm como principal fonte de financiamento, 21 os recursos públicos provenientes do Orçamento Geral da União, os quais ficam a cargo da própria instituição o seu gerenciamento, aplicação e controle a fim de financiar a Educação Profissional, Científica e Tecnológica. Atualmente, o IFPR – Câmpus Paranavaí é financiado pelas seguintes fontes: Recursos do orçamento da União, oriundos do Orçamento Geral da União (OGU), que são distribuídos conforme as dotações aprovadas pela Lei Orçamentária Anual (LOA). São recursos provenientes de receitas de impostos, taxas, contribuições, operações de crédito, etc. que são vinculadas, constitucionalmente ou por legislação específica, à educação. No caso dos IF’s, o montante de recursos para manutenção e investimentos é estabelecido pelo Ministério da Educação (MEC), conforme critérios acordados com o Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (CONIF), que definem a matriz orçamentária baseada no número de matrículas, considerando também a implantação de novos câmpus. No IFPR, os recursos são recebidos pela Reitoria que é a Unidade Gestora principal, e descentralizados aos câmpus para execução de acordo com as diretrizes estabelecidas no planejamento institucional. Referente às despesas de pessoal, que compreende o pagamento de salários e benefícios, os recursos são executados e controlados pelo Ministério Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG). Recursos de receitas próprias, que são resultantes de recolhimentos à conta única da união com vinculação à instituição. Como exemplo, aluguéis de imóveis pertencentes ao órgão público, taxas, doações, prestação de serviços, e etc.; Recursos descentralizados por outros órgãos, que decorrem de projetos e parcerias para captação de recursos destinados ao apoio de ações institucionais; Recursos de emendas parlamentares, provenientes de emendas, individuais ou de bancada, propostas pelos deputados e senadores para o orçamento geral da união. 22 Para execução destes recursos, o IFPR – Câmpus Paranavaí vem apostando na prática de orçamento participativo. Após a definição do montante de recursos que será destinado ao câmpus no exercício, os gestores iniciam o processo de planejamento interno, em consonância com as diretrizes pré-estabelecidas pelo IFPR. Esse planejamento interno consiste na discussão junto aos eixos tecnológicos para exponham suas demandas. Considerando, primordialmente, que o orçamento é limitado, e geralmente, não será possível atender todas as demandas, os gestores definem centros de custos com limites orçamentários de acordo com a qualificação dos cursos é alto, médio e baixo custo. Dentro destes limites, os eixos elencam suas prioridades que serão atendidas ao longo do exercício conforme ocorrerem o recebimento dos recursos. Dessa forma, o IFPR – Câmpus Paranavaí busca assegurar acesso às informações e participação coletiva nos processos decisórios, propiciando condições de transparência no planejamento das ações administrativas e financeiras. Histórico do câmpus O Instituto Federal do Paraná foi criado pela Lei 11.892 de 28 de dezembro de 20081, com a transformação da Escola Técnica da Universidade Federal do Paraná 2, tendo como primeiro reitor o Prof. Alípio Santos Leal Neto. A história do Câmpus Paranavaí, porém, situa-se no contexto de movimentos locais e regionais que pleiteavam a instalação de uma instituição federal de ensino em Paranavaí. Esse movimento tem como marco documental inicial o Ofício Gabinete 200/2006, de 2 de maio de 2006, emitido por Maurício Yamakawa, prefeito da época, solicitando a instalação do Centro Federal de Educação Tecnológica (CEFET-PR3) em Paranavaí. Os diálogos originados a partir de então culminaram com a apresentação, em novembro de 2006, de uma proposta de projeto para implantação do Câmpus Paranavaí da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR). Tal proposta envolvia o então Reitor da UTFPR, Eden Januário Neto, o Vice-Reitor, 1 Conforme artigo 5º, inciso XXV da referida lei. A história da Escola Técnica da UFPR e a sua transformação em Instituto Federal do Paraná encontra-se disponível em http://reitoria.ifpr.edu.br/menu-institucional/institucional/linha-do-tempo/. 3 Pela Lei 11.184, de 27 de outubro de 2005, o CEFET-PR foi transformado em Universidade Federal Tecnológica do Paraná (UTFPR) 2 23 Pró-Reitores e Diretores de Câmpus da Universidade, uma Comissão da Amunpar (Associação dos Municípios do Noroeste do Paraná), com representantes de cada um dos vinte e oito municípios4, e uma Comissão da UTFPR constituída para esse fim, composta por Celso Aparecido Gandolfo – in memoriam (Diretor do Câmpus Campo Mourão), Valdomiro Lubachevisk Kurta (Gerente de Relações Empresariais e Comunitárias) e Evandro Luiz Volpato. Cumpre salientar que, apesar do empenho institucional, não havia, por parte da UTFPR, total certeza de que a unidade da rede federal a ser instalada em Paranavaí faria parte da sua estrutura, conforme relato do Professor Eden Januário Neto, por ocasião da décima primeira reunião do Conselho Universitário, do qual era presidente: “O Presidente informou que os 06 (seis) municípios paranaenses (Foz do Iguaçu, Telêmaco Borba, Paranaguá, Jacarezinho, Umuarama e Paranavaí) que haviam sido contemplados no Plano de Expansão da Rede Federal de Educação Tecnológica apresentaram os projetos ao MEC, que irá escalonar as inaugurações: duas em 2008, duas em 2009 e duas 2010. A previsão é que o início das atividades ocorra em agosto de 2008. O Presidente esclareceu que o MEC ainda não definiu a natureza jurídica dessas instituições, se Câmpus da UTFPR ou se constituirão o IFET-PR5.” Nessa trajetória, notícias jornalísticas do final de 2007 mencionavam, com euforia e esperança, a vinda do IFET-PR para Paranavaí, como evidencia a fala do então Prefeito Maurício Yamakawa “É uma conquista sem precedentes para toda a região. É uma instituição conhecida em todo o Brasil, que vai qualificar mão-de-obra em nível técnico e superior, atraindo grandes empresas6.”, bem como a de seu sucessor Rogério Lorenzetti “Esta vai ser uma obra importante para Paranavaí e a região. Talvez aquela que mais vai promover o desenvolvimento econômico regional” 7. A mesma posição era compartilhada pelo Secretário Municipal de Educação, Pedro 4 A Comissão foi constituída por meio da Portaria 01/2006 da entidade, representada por seu presidente Walter Romão de Oliveira (in memoriam) 5 UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ. Ata da Décima Primeira Reunião Ordinária do Conselho Universitário da UTFPR. Disponível online em http://www.utfpr.edu.br/estrutura-universitaria/couni/atas/ 2007_ atas/ata-da-11a-reuniao-ordinaria-de-25-de-julho. Acesso em 6.mar.2012. 6 PREFEITURA DE PARANAVAÍ. DEPARTAMENTO DE IMPRENSA. Ifet de Paranavaí terá área de construção ampliada. In: Paranavaí online: o Portal da Cidade. Disponível online em http://www.paranavaionline.com.br/ noticias/educacao/ ifet_de_paranava_ter_rea_de_instala_o_ampliada. Acesso em 6.mar.2012. 7 _____. Equipe da UFPR visita instalações do Ifet em Paranavaí. In: Paranavaí online: o Portal da Cidade. Disponível online em http://www.paranavaionline.com.br/noticias/educacao/equipe_ufpr_visita_futuras _instalacoes_ifet. Acesso em 6.mar.2012. 24 Baraldi, em entrevista de janeiro de 2008: “O Ifet vai representar um salto quantitativo e qualitativo na educação da cidade e de toda a região8.” No mesmo período, discutiam-se os cursos a serem implantados na nova unidade da rede federal. Em audiência pública realizada em 26 de outubro de 2007, com a presença do deputado federal André Vargas, definiram-se incialmente dois cursos: Curso Técnico de Nível Médio em Mecânica e Curso Superior de Tecnologia em Manutenção Industrial. Na ocasião, o parlamentar demonstrou compartilhar do entusiasmo local com a instalação do IFET-PR em Paranavaí: “Vai trazer desenvolvimento investimentos.” e vai qualificar a mão-de-obra, atraindo indústrias e 9 Após a troca do terreno inicialmente doado pelo município para as instalações do Câmpus, que se situava às margens da BR 376, no trevo de acesso ao Jardim Oásis, pelo local atual, cuja doação foi autorizada pela Lei 3.104/2008, a licitação para a construção do primeiro bloco, o único construído até o momento10, aconteceu em 12 de fevereiro de 2009 e suas obras perduraram até agosto de 2010, quando o Câmpus entrou oficialmente em funcionamento. O primeiro Diretor do Câmpus foi o Professor Gilson de Lima Moraes, docente remanescente do quadro da Escola Técnica da Universidade Federal do Paraná, nomeado pela Portaria nº 13, de 30 de janeiro de 2009, publicada no Diário Oficial da União (DOU) de 9 de fevereiro de 2009 e exonerado pela Portaria 272, de 19 de janeiro de 2011, publicada no DOU de 20 de maio de 2012. A Direção Geral do Câmpus foi exercida também, em caráter temporário, pela Professora Edilomar Leonart, durante o período de férias do então Diretor Geral: de 25/04/2011 a 14/05/2011, conforme Portaria 238 de 28 de abril de 2011, publicada no DOU de 29 de abril de 2011 e também de 15/05/2011 a 19/05/2011, conforme Portaria 274 de 19 de maio de 2011, publicada no DOU de 20 de maio de 2011. Em 19 de maio de 2011, foi designado Diretor Geral do Câmpus, o Professor José Barbosa Dias 8 _____.Ifet de Paranavaí terá área de construção ampliada. In: Paranavaí online: o Portal da Cidade. Disponível online em http://www.paranavaionline.com.br/ noticias/educacao/ ifet_de_paranava_ter_rea_de_ instala_o_ampliada. Acesso em 6.mar.2012. 9 MONGE, Michele. Paranavai debate novos cursos para instituto tecnológico. Maringá.com. Disponível online em < http://maringa.odiario.com/maringa/noticia/162596/paranavai-debate-novos-cursos-para-institutotecnologico/>. Acesso em 7.mar.2012. 10 Em 12 de março de 2012 tiveram início as obras do segundo bloco que deverá conter 6 salas de aulas e instalações para abrigar os laboratórios do Eixo Tecnológico de Controle e Processos Industriais. 25 Júnior11, conforme Portaria 273 de 19 de maio de 2011, publicada no DOU de 20 de maio de 2011 e tem exercido a função até o momento. Tal ato refletiu a escolha unânime do coletivo dos servidores do Câmpus, apresentada ao então reitor-eleito, Professor Irineu Mário Colombo, em reunião realizada no Câmpus, em 19 de abril do mesmo ano. A partir dessa indicação, começaram a ser organizadas as Diretorias, Coordenações e Seções, sendo que a primeira Diretora Administrativa e Financeira foi a servidora Dayane de Oliveira Gomes12, ocupante do cargo efetivo de Contadora, e a primeira Diretora de Ensino, a Professora Daniela Eloise Flôr13. O IFPR Paranavaí iniciou suas atividades oficialmente em 16 de agosto de 2010, com as aulas das primeiras turmas dos cursos técnicos subsequentes em Alimentos (matutino), Eletromecânica (noturno) e Informática (matutino e noturno). O evento contou com a presença do Deputado Federal André Vargas, do Deputado Estadual Enio Verri e de lideranças locais e regionais. Na ocasião o quadro de servidores do Câmpus era assim constituído: Amarildo Pinheiro Magalhães (Técnico em Assuntos Educacionais), Antão Rodrigo Valentim (Professor do Ensino Básico Técnico e Tecnológico - EBTT), Ayslan Trevizan Possebom (Professor EBTT), Carlos Eduardo Barão (Professor EBTT ), Daniela Eloise Flôr (Professora EBTT), Dayane de Oliveira Gomes (Contadora), José Barbosa Dias Júnior (Professor EBTT), Marcela Moreira Terhaag (Professora EBTT), Marcos Sakada (Assistente em Administração), Ricardo Gouveia Teodoro (Professor EBTT), Sérgio Assis de Almeida (Administrador), Thais Watakabe (Pedagoga), Vanessa Aparecida Marcolino (Professora EBTT), Wesley José de Souza (Assistente em Administração) e Zineide Pereira dos Santos (Bibliotecária). A esses servidores foram somando-se outros que, pouco a pouco, foram ampliando o quantitativo de pessoas envolvidas no trabalhos do Câmpus, empenhando esforços para o alcance dos objetivos institucionais em torno da oferta de ensino público, gratuito e de qualidade. 11 O Prof. José Barbosa Dias Júnior foi redistribuído do IF-GO para o IFPR no primeiro semestre de 2010, tendo sido o primeiro docente em efetivo exercício no Câmpus Paranavaí. 12 Nomeada pela Portaria 327 de 1 de junho de 2011, publicada no DOU de 3 de junho de 2011, exercendo a função até o presente momento. 13 Nomeada pela Portaria 327 de 1 de junho de 2011, publicada no DOU de 3 de junho de 2011 e exonerada, a pedido, pela Portaria 754 de 23 de novembro de 2011, publicada no DOU de 24 de novembro de 2011. 26 Caracterização econômica, sociocultural e educacional da região em que o câmpus está localizado Regionalmente o IFPR Câmpus Paranavaí insere-se no contexto da Amunpar (Associação dos Municípios do Noroeste Paranaense), polarizada pela cuja localização geográfica é expressa no mapa a seguir: Figura 1 – Mapa da região da Amunpar14 Indicadores Regionais A região da Amunpar tem por polo a cidade de Paranavaí, que possui uma área de 1202 km2 e segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), possui população estimado em 81500 habitantes (CENSO, 2010). Em termos de população em desenvolvimento humano, os municípios da região apresentam as seguintes características: Tabela 10 Índice de desenvolvimento humano da região da AMUNPAR MUNICÍPIO ALTO PARANÁ AMAPORÃ CRUZEIRO DO SUL DIAMANTE DO NORTE GUAIRAÇÁ INAJÁ ITAÚNA DO SUL POPULAÇÃO15 13.638 5.424 4.563 5.485 6.151 2.988 3.566 I.D.H.16 0,74 0,71 0,76 0,74 0,71 0,72 0,71 14 Fonte: Amunpar – Disponível online em http://www.amunpar.com.br/. Acesso em 28.mar.2012. Fonte: IBGE/ Censo 2010 16 Fonte: Atlas de Desenvolvimento Humano PNUD (2000). Não foram localizadas informações mais atuais. 15 27 MUNICÍPIO JARDIM OLINDA LOANDA MARILENA MIRADOR NOVA ALIANÇA DO IVAÍ NOVA LONDRINA PARAÍSO DO NORTE PARANAPOEMA PARANAVAÍ PLANALTINA DO PARANÁ PORTO RICO QUERÊNCIA DO NORTE SANTA CRUZ DO MONTE CASTELO SANTA ISABEL DO IVAÍ SANTA MÔNICA SANTO ANTÔNIO DO CAIUÁ SÃO CARLOS DO IVAÍ SÃO JOÃO DO CAIUÁ SÃO PEDRO DO PARANÁ TAMBOARA TERRA RICA TOTAL: 28 municípios POPULAÇÃO15 1.409 20.915 6.817 2.327 1.429 12.811 11.738 2.791 81.484 4.085 2.519 11.639 8.009 8.675 3.547 2.719 6.337 5.906 2.479 4.619 14.991 259.061 I.D.H.16 0,72 0,77 0,74 0,72 0,74 0,76 0,76 0,71 0,79 0,74 0,75 0,71 0,71 0,76 0,70 0,75 0,74 0,71 0,76 0,78 0,75 O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD (2002) considera como país de baixo desenvolvimento humano aquele que apresenta um IDH menor que 0,500; entre 0,500 e 0,800, médio e alto quando for acima deste valor. Dessa forma, a região da Amunpar apresenta um médio índice de desenvolvimento humano. A educação passa a ter uma grande importância, como meio para o desenvolvimento cognitivo, profissional e social do cidadão, sendo a educação o caminho para a transformação da sociedade. Aspectos Educacionais A rede de atendimento da educação básica da região da Amunpar compreende os seguintes estabelecimentos de ensino: Tabela 11 Atendimento da Educação Básica da região da AMUNPAR Ensino Ofertado Municipal Estadual Particular Educação Infantil 131 - 31 Ens. Fundamental anos iniciais 93 4 14 28 Ens. Fundamental anos finais 2 63 11 Ensino Médio - 56 12 Educação Profissional - 22 4 Educação Especial - - 22 O atendimento ao ensino superior é feito pelas seguintes instituições por meio dos respectivos graus e modalidades17: Tabela 12 Atendimento Ensino Superior na região da AMUNPAR INSTITUIÇÃO DE ENSINO SUPERIOR GRAU MODALIDADE Universidade Estadual de Maringá - UEM Licenciatura Bacharelado EAD Faculdade de Ciências Letras e Educação do Noroeste do Paraná - FACLENOR Licenciatura Presencial Faculdade Educacional da Lapa – FAEL Licenciatura EAD Faculdade Intermunicipal do Noroeste do Paraná FACINOR Licenciatura Bacharelado Curso Superior de Tecnologia Presencial Universidade do Norte do Paraná Licenciatura Bacharelado Curso Superior de Tecnologia EAD Universidade Salvador Bacharelado EAD 17 Informações obtidas por meio do sistema E-MEC, disponível em <http://emec.mec.gov.br/>. Acesso em 26.mar.2012. 29 INSTITUIÇÃO DE ENSINO SUPERIOR GRAU MODALIDADE Faculdade de Tecnologia Internacional Curso Superior de Tecnologia EAD Universidade Federal do Mato Grosso do Sul - UFMS Licenciatura EAD Faculdade de Agronegócio de Paraíso do Norte - FAPAN Bacharelado Presencial Universidade do Norte do Paraná Licenciatura Bacharelado Curso Superior de Tecnologia EAD Universidade Estadual do Centro-Oeste – UNICENTRO Licenciatura EAD Faculdade de Tecnologia e Ciências do Norte do Paraná Curso Superior de Tecnologia Presencial Faculdade de Tecnologia Internacional Curso Superior de Tecnologia EAD Faculdade Educacional da Lapa – FAEL Licenciatura EAD Faculdade Estadual de Educação Ciências e Letras de Paranavaí - FAFIPA Licenciatura Bacharelado Presencial Faculdade Internacional de Curitiba – FACINTER Licenciatura EAD 30 INSTITUIÇÃO DE ENSINO SUPERIOR GRAU MODALIDADE Instituto Superior Tupy – IST Curso Superior de Tecnologia EAD Universidade Federal do Mato Grosso do Sul - UFMS Licenciatura EAD Universidade Paranaense – UNIPAR Licenciatura Bacharelado Curso Superior de Tecnologia Presencial As instituições de ensino existentes na região da Amunpar abrangem todos os níveis de ensino. A Educação Básica é ofertada por escolas municipais, estaduais e particulares. A Educação Profissional, somente por meio de instituições estaduais e particulares. Já a Educação Superior é ofertada por instituições particulares, estaduais e federais. Nesta última esfera, somente na modalidade à distância. Diante dessa realidade, os desafios educacionais que se apresentam ao IFPR serão aprimorar a oferta de educação profissional, oferecendo cursos técnicos que sejam do interesse da região, como também ofertar cursos superiores de tecnologia e licenciatura a nível federal, de forma presencial. Aspectos agropecuários A agropecuária continua sendo a alavanca que impulsiona o crescimento da cidade. Paranavaí possui uma intensa atividade agrícola, favorecida pelas condições climáticas, da qual se beneficiam a pecuária e demais atividades do setor, com destaque para plantações de mandioca, que correspondem a 24% da produção do Estado. A citricultura está em 2º lugar, seguida das lavouras de café e soja. O rebanho bovino corresponde a 36% do Estado, sendo o setor leiteiro responsável 31 por 6% e o gado de corte detém grande demanda dos frigoríficos, que atendem o mercado interno e externo. A produção de mandioca abastece dezenas de farinheiras e fecularias. Milhares de toneladas de mandioca são processadas por dia no município. Paranavaí é o maior produtor estadual de mandioca, respondendo por 24% das 3,9 milhões de toneladas que o Paraná produz anualmente. A citricultura é outra marca da cidade, que ficou conhecida como a "capital da laranja". Paranavaí é o segundo município do estado em produção de frutas, com 17% das 750 mil toneladas anuais. Foi iniciada nos anos 80 e hoje conta com duas grandes empresas de esmagamento que processam mais de 1800 toneladas de laranja/dia para a fabricação de suco concentrado. O noroeste do Paraná possui 36% do rebanho bovino do estado, estimado em 9,7 milhões de cabeças. A região detém quase 60% de todos os frigoríficos do Paraná. Os frigoríficos de Paranavaí também exportam a maior parte de sua produção para Europa. A cidade também se destaca na produção de leite e derivados. Paranavaí é responsável ainda por 6% de todo o leite produzido no estado. A atividade agroindustrial cresceu sensivelmente em Paranavaí. O crescimento no setor garantiu ao município a quarta posição no ranking das cidades com maior oferta de emprego no estado. A partir de projetos da Prefeitura de Paranavaí, foi criada a ADAP (Associação de Desenvolvimento da Agroindústria de Paranavaí), que reúne dezenas de micro-empresários da agroindústria, gerando milhares de empregos. Os principais problemas econômicos compreendem baixa diversidade agrícola, exaustão do modelo agroindustrial, diversidade e concentração espacial das atividades industriais, baixo nível de especialização de mão-de-obra no setor industrial, sub aproveitamento do potencial turístico da região e dificuldades de comercialização dos produtos. Neste setor, o eixo de produção alimentícia poderia estar contribuindo para a formação de profissionais capacitados, como também por meio de parcerias com os produtores agrícolas, estudando formas de diversificação dos meios de produção, comercialização entre outros. 32 Aspectos Industriais O setor produtivo que mais cresce e gera empregos em Paranavaí é a indústria. A atividade industrial na cidade é diversificada e consistente. Paranavaí conta com a mais completa indústria processadora de mandioca do país, com a única refinaria capaz de extrair glucose da raiz em todo o Brasil. Diariamente, milhares de toneladas de mandioca são transformadas em farinha, polvilho e subprodutos industriais, que podem servir de base para a produção de creme dental, tecelagem, celulose, essências e componentes para alimentos. A cidade possui as duas grandes indústrias processadoras de laranja do estado. As indústrias produzem suco concentrado de laranja, quase que totalmente exportado para o Mercado Comum Europeu. A avicultura também é forte no município, contando com inúmeros aviários para abastecer uma avícola, cuja capacidade de alojamento é de 4.000.000 aves, envolvendo a integração de 232 produtores da região, em 362 barracões totalizando 295.000 m2. Para isso, sua fábrica de ração produz 9.000 toneladas/mês de ração. A cidade ainda possui indústrias moveleiras, frigoríficos e laticínios. O desenvolvimento da indústria na cidade pode ser medido por alguns indicadores. Entre os financiamentos do Banco Social, cerca de 33% foram aplicados em pequenas indústrias da cidade. De acordo com o FIEP, com sua coordenadoria Regional, há na cidade 50 indústrias de fabricação de Produtos Alimentícios, 29 indústrias de artigos do vestuário e acessórios, 28 indústrias de fabricação de móveis entre outros. As empresas dominantes da região concentram-se nos setores de comércio e reparação de veículos automotores, indústria de transformação, alimentação e agricultura. O setor metal mecânico vem destacando-se na região com indústrias voltadas para a fabricação de metais sanitários, semi-jóias, carrocerias de metal entre outras. Diante dessa realidade, o eixo de Controle e Processos Industriais e o eixo de Informação e Comunicação podem estar auxiliando no desenvolvimento desse setor, por meio de formação de profissionais capacitados, promovendo estudos por meio de parcerias com os empresários viabilizando a automação dos processos de 33 produção, como também no desenvolvimento de softwares para o melhoramento desses processos. Geração de Empregos Números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) apontam uma queda no saldo de geração de empregos formais em Paranavaí, em fevereiro de 2012, na comparação com o mês anterior. Segundo as informações do Caged, foram registradas 1.022 admissões e 933 desligamentos. O saldo de 89 empregos com carteira assinada deixou Paranavaí na 24ª posição no ranking estadual. Em janeiro, o município conseguiu a 19ª colocação, com saldo de 152 novos postos de trabalho. Os dados do Caged colocam Curitiba, Londrina e Maringá, respectivamente, como os três municípios que mais geraram empregos com carteira assinada em fevereiro de 2012. Cianorte e Umuarama também aparecem na frente de Paranavaí. No mês anterior, os números referentes à geração de empregos formais em Paranavaí registraram um dos maiores índices dos últimos anos, segundo o gerente da Agência do Trabalhador, Carlos Henrique Scarabelli, e mesmo tendo havido queda na diferença entre contratações e demissões, o saldo ainda é positivo. Dessa forma, o IFPR com o intuito de formar profissionais capacitados, pode motivar o interesse de empresários e indústrias para a região, aumentando com isso a oportunidade de emprego. Aspectos Culturais Conforme informações disponibilizadas pela Fundação Cultural de Paranavaí18, a cidade conta com diversas atrações culturais, com oficinas, corporações culturais e grupos artísticos. Entre as oficinas pode-se citar a Companhia de Circo de Paranavaí que faz uma mescla dos trabalhos envolvendo circo e teatro; no mesmo segmento possui 18 FUNDAÇÃO CULTURAL DE PARANAVAÍ. Nova Cultura. Disponível em <http://www.novacultura.com.br/v0 8/>. Acesso em 21.mar.2012. 34 uma oficina do circo que atende crianças de 7 a 14 anos, ensinando as diversas modalidades da arte circense. Possui também a Cia. das Oficinas que é o resultado da oficina livre de teatro, mantida há vários anos pela Fundação Cultural de Paranavaí. Semanalmente, cerca de 300 alunos/atores de diferentes idades, frequentam essas oficinas, na Casa da Cultura Carlos Drummond de Andrade. Ainda no segmento de oficinas, possui oficinas de dança, flauta, desenho percussão, pintura, teatro, balé; violão e violino. O Coral Municipal Viva Voz, foi fundado no dia 15 de maio de 1993, com 8 integrantes. Atualmente conta com 30 integrantes das mais variadas profissões, cuja faixa de idade varia de 16 a 89 anos, fazendo da sua voz a sua arte. O Coral tem em seu repertório músicas populares, clássicas, regionais, folclóricas e outros. Ensaia três vezes por semana nas dependências da Casa da Cultura. O FEMUP – Festival de Música e Poesia de Paranavaí e Concurso Literário de Contos que existe desde 1966. É um dos mais antigos Festivais do Brasil e talvez o único que reúne em três noites poesia, música, conto e declamação. Diferentes grupos artísticos também compõem os aspectos culturais da cidade, entre eles a “Companhia de Amigos do Riso” que se trata de um grupo recém formado e que há algum tempo participa de oficina que se dedica a estudos sobre como melhorar o ambiente hospitalar através da terapia do riso. Há ainda, o grupo TEP (Teatro Estudantil de Paranavaí) que nasceu em 1969, pela iniciativa do professor Huany França, do Colégio Estadual de Paranavaí. Em 43 anos de atividade e existência ininterruptas, levou ao palco várias montagens diferentes, desde “Morte e Vida Severina”, a primeira, até “Pega Na Mentira!”, a atual passando por recitais de poesia, peças infantis, musicais, dramas e comédias, procurando atingir o público paranavaiense preferencialmente. Quando o TEP se consolidou, optando por peças musicadas, conquistou o campo da música e o embrião do grupo musical ganhou vida como Gralha Azul, no ano de 1977. O FEMUP, Festival de Música e Poesia de Paranavaí e Concurso Literário de Contos, também teve um papel importante para a criação do Grupo. Com atividades culturais intensas na cidade de Paranavaí, o IFPR localizado nessa cidade, procurará formas de divulgação à comunidade acadêmica, por meio da abertura da instituição para apresentações culturais. 35 A realidade socioeconômica, cultural e pedagógica dos alunos do câmpus Para se ter um conhecimento concreto da realidade dos discentes do IFPR – Câmpus Paranavaí foi necessário realizar um estudo que refletisse fielmente o perfil socioeconômico e cultural dos alunos matriculados até o ano de 2012. Para tanto, aplicou-se um questionário aos cursos presenciais Técnico em Alimentos (modalidades subsequente e concomitante), Técnico em Eletromecânica (modalidade subsequente e concomitante) e Técnico em Informática (modalidades subsequente, concomitante e integrado), pontuando aspectos que demonstrassem a realidade social, econômica, cultural e pedagógica dos alunos, por meio das questões presentes na tabela em anexo. Participaram dessa pesquisa 246 alunos, que por meio do questionário aplicado chegou-se as seguintes conclusões: Tabela 13: Faixa etária dos alunos do IFPR câmpus de Paranavaí no ano de 2012. Nº de participantes Idade Dezesseis - 16 Mais de 43 anos Vinte - 20 De 32 a 42 anos Vinte e oito - 28 De 27 a 33 anos Cinquenta e três - 53 De 22 a 26 anos Setenta e seis - 76 De 17 a 21 anos Trinta e três - 33 De 14 a 16 anos Vinte - 20 Não responderam Percebeu-se que a grande maioria dos estudantes são jovens com idades entre 17 e 21 anos. Diante dessa realidade, muitos dos alunos apresentam a situação de “solteiro” no seu estado civil, como se pode verificar no gráfico 01 abaixo. 36 Gráfico 01: Estado civil dos alunos do IFPR câmpus Paranavaí no ano de 2012. Com relação à realidade socioeconômica dos alunos, foi-lhes perguntado a escolaridade dos seus pais ou responsáveis, chegando à seguinte conclusão: Gráfico 02: Escolaridade dos pais ou responsáveis dos alunos do IFPR câmpus de Paranavaí no ano de 2012. Os pais ou responsáveis pelos alunos, na sua grande maioria, não possuem o Ensino Fundamental completo, uma parcela significativa concluiu o Ensino Médio e pouquíssimos cursaram o ensino superior. A pesquisa questionou ainda sobre a renda familiar de cada aluno, conforme apresentando no gráfico a seguir: 37 Gráfico 03: Renda Familiar dos alunos do IFPR câmpus de Paranavaí no ano de 2012. Setenta por cento dos alunos responderam que a renda familiar varia entre um e três salários mínimos. Segundo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) baseada no número de salários mínimos pode-se fazer a divisão em cinco faixas de renda ou classes sociais, conforme a tabela 02, válida para o ano de 2012 (salário mínimo em R$ 622). Chega-se a conclusão que os alunos fazem parte na sua grande maioria das classes D e E. Tabela 14: Divisão em classes sociais de acordo com a renda familiar baseado no salário mínimo do Brasil no ano de 2012. CLASSE SALÁRIOS MÍNIMOS (SM) RENDA FAMILIAR (R$) A Acima 20 SM R$ 12.440 ou mais B 10 a 20 SM De R$ 6.220 a R$ 12.440 C 4 a 10 SM De R$ 2.488 a R$ 6.220 D 2 a 4 SM De R$ 1.244 a R$ 2.488 E Até 2 SM Até R$ 1.244 Fonte: IBGE No mesmo questionário foi perguntado como era a sua participação nessa renda. Dos alunos que responderam ao questionário, grande parte não é o único responsável pela renda da sua família, contribuindo com a mesma e outra grande parte depende da família para se manter. Assim, a renda familiar apresentada pela maioria dos alunos representa a renda de mais de uma pessoa. 38 Gráfico 04: Participação dos alunos do IFPR campus Paranavaí na renda da família no ano de 2012. Ainda com relação à questão socioeconômica, perguntou-se aos alunos a situação da casa em que mora. A maioria mora em casa própria e quitada. Porém, ainda de acordo com o questionário, 71 alunos dos 223 que o responderam, moram em bairros periféricos da cidade de Paranavaí. Gráfico 05: Situação de moradia dos alunos do IFPR campus Paranavaí no ano de 2012. Contribuindo com essa questão, foi perguntado ao aluno com quem ele mora na cidade de Paranavaí, chegando-se as seguintes conclusões, conforme gráfico 06. 39 Gráfico 06: Situação de convivência doméstica dos estudantes do IFPR câmpus Paranavaí residentes nesta cidade no ano de 2012. A maior parte dos alunos que responderam ao questionário moram com os pais. O restante respondeu que mora com parentes ou sozinho ou se desloca de outra cidade para o câmpus todos os dias. Conforme gráfico 07 os alunos envolvidos nessa última situação estão contidos nos 32% que utilizam transporte locado. Grande parte dos alunos vem para a instituição com meio de transporte próprio. Gráfico 07: Meio de transporte utilizados pelos alunos do IFPR câmpus Paranavaí no ano de 2012. Ainda sobre a questão socioeconômica, perguntou-se aos alunos se eles são beneficiários do Programa Bolsa Família. Oitenta e um por cento dos alunos responderam que nunca fizeram parte do programa, outros onze por cento disseram que já participaram e apenas 8% disse que atualmente é beneficiário. 40 Gráfico 08: Alunos do IFPR câmpus Paranavaí beneficiários do Programa Bolsa Família em 2012. Por meio do questionário também pôde-se definir o perfil cultural dos alunos do câmpus de Paranavaí. Primeiramente perguntou-se sobre a frequência com que os alunos leem materiais extracurriculares. As respostas estão representadas no gráfico 09. Gráfico 09: Frequência de leitura de materiais extracurriculares pelos alunos do IFPR câmpus Paranavaí no ano de 2012. Por meio do gráfico 09, entende-se que os alunos leem outros materiais além do escolar. Pelo gráfico 10, pôde-se analisar que tipos de materiais estão lendo. 41 Gráfico 10: Tipos de materiais que os alunos do IFPR câmpus Paranavaí tem lido ultimamente no ano de 2012. Entre os materiais mais selecionados, aparecem os textos virtuais com 29% e o jornal impresso com 20%, que são os de mais fácil acesso pelos alunos. Sendo os textos virtuais um dos materiais mais lidos pelo aluno, perguntou-se como eles possuem acesso à internet. Gráfico 11: Acesso a internet dos alunos do IFPR câmpus Paranavaí no ano de 2012. Pelo gráfico 11, percebe-se que 72% dos alunos entrevistados possuem acesso à internet em sua residência, outros 12% acessam a internet no trabalho, 7% acessam a internet na instituição de ensino, 6% em lan-house e 3% não possuem acesso à internet. No IFPR – câmpus Paranavaí o acesso à internet é liberado aos alunos por meio de redes sem fio, como também os mesmos podem ter acesso à internet pelos computadores da biblioteca. Nos laboratórios de informática, há acesso, porém somente destinado para uso durante as aulas com a anuência do professor. Para definir o perfil cultural dos alunos, também foi perguntado sobre o acesso a outros meios de cultura, como cinema, teatro, peça musical entre outros. Dos alunos entrevistados 7% informaram que nunca tiveram acesso, 60% informaram que raramente têm acesso a outros meios de cultura, 19% tem acesso 42 pelo menos uma vez por mês, 8% sempre têm acesso e 6% pelo menos três vezes por mês. Gráfico 12: Acesso a outros meios de cultura dos alunos do IFPR câmpus Paranavaí no ano de 2012. No que se refere as questões específicas do ensino, perguntou-se como se deu o ingresso do aluno na instituição. Gráfico 13: Tipo de entrada na instituição dos alunos do IFPR câmpus Paranavaí no ano de 2012 A grande maioria dos alunos não são cotistas. Entre os cotistas, 74% pertencem à cota social, 25% à cota racial e 1% portadores de necessidades especiais. Dos 246 alunos que responderam o questionário, 88% estudaram o Ensino Fundamental em instituições públicas, sendo que a grande maioria concluiu essa etapa do ensino entre os anos de 2005 a 2008. Além disso, 88% estudaram o Ensino Médio em instituições públicas, 42% com conclusão de 2009 a 2011. Conforme os gráficos 14 e 15. 43 Gráfico 14: Tipo de escola que os alunos do IFPR câmpus Paranavaí estudaram no ensino fundamental e ano de término. Gráfico 15: Tipo de escola que os alunos do IFPR câmpus Paranavaí estudaram no ensino médio e ano de término. Apesar dessa realidade, alguns dos alunos que responderam o questionário já possuem curso superior, com conclusão recente, entre os anos de 2005 a 2008 e 2009 a 2011. 44 Gráfico 16: Quantidade de alunos do IFPR câmpus Paranavaí que possuem ensino superior no ano de 2012 e quanto terminaram. Muitos dos alunos que não possuem curso superior pensam em cursar, dentre os cursos citados: Gráfico 17: Cursos superiores pretendidos pelos alunos do IFPR câmpus Paranavaí que cursam o Técnico em Informática integrado ao ensino médio. 45 Gráfico 18: Cursos superiores pretendidos pelos alunos do IFPR câmpus Paranavaí que cursam o Técnico em Informática. Gráfico 19: Cursos superiores pretendidos pelos alunos do IFPR câmpus Paranavaí que cursam o Técnico em Alimentos. Gráfico 20: Cursos superiores pretendidos pelos alunos do IFPR câmpus Paranavaí que cursam o Técnico em Eletromecânica. 46 Observa-se que no gráfico 17, por se tratar de alunos do primeiro ano do curso Técnico em informática integrado ao Ensino Médio, a variedade de cursos desejados é muito grande, mas nos demais cursos a maior porcentagem ocorre entre os cursos da própria área. Isso pode se dar pelo fato de que a grande maioria dos alunos escolheu o curso que hoje cursam na instituição pela afinidade, conforme gráfico 21, buscando uma qualificação maior na área por meio de um curso superior. Gráfico 21: Motivo dos alunos do IFPR câmpus Paranavaí terem escolhido o curso que atualmente cursam. A fim de suprir as dificuldades que os alunos apresentam, o câmpus pede que seus professores deem atendimento fora do horário de aula, além de outras atividades previstas em lei (Portaria 120 do IFPR), como retomada de conteúdo, recuperação paralela. Porém segundo gráfico 22, os alunos pouco procuram essas atividades que colaboram para a permanência do aluno na instituição. Alegam que não podem comparecer devido ao trabalho e pela dificuldade em se locomover para o câmpus, pois este tem localização distante do centro da cidade, não dispondo de transporte coletivo a todo horário. Devido à impossibilidade de comparecem à instituição em outros horários que não seja no período de aula, perguntou se eles reservam um tempo de estudo além do que é realizado na aula. A grande maioria diz estudar pelo menos meia hora por dia, conforme gráfico 23. 47 Gráfico 22: Vinda dos alunos do IFPR câmpus Paranavaí à instituição fora do horário de aula. Gráfico 23: Tempo de estudo dos alunos do IFPR câmpus Paranavaí além do estudado na instituição Assim, para que as questões do ensino não sejam as causas que levam o aluno a evadir da instituição, o câmpus promoveu no ano de 2012 um período de ambientação nas disciplinas de Português e Matemática para as turmas ingressantes nesse ano. Procura estimular os alunos a comparecerem em atividades fora do horário de aula, principalmente dos alunos diagnosticados com dificuldades de aprendizagem acentuadas, como também foram realizadas várias visitas técnicas para mostrar aos alunos áreas em que podem atuar. Diante do exposto, perguntou-se aos alunos o que os levaria a deixar de frequentar seu curso. As respostas seguem abaixo: 48 Gráfico 24: Motivos que levariam os alunos do IFPR câmpus Paranavaí a desistirem de seu curso no ano de 2012. Grande parte dos alunos, 42%, deixaria o curso caso necessitarem trabalhar, 16% deixariam o curso pelas dificuldades de aprendizagem por não entender a linguagem do professor, 12% deixariam o curso pelas dificuldades de aprendizagem por estar a muito tempo longe da escola e 30% alegaram que poderiam deixar o curso pela dificuldade de transporte. Muitos desses, 30%, também alegaram que não largariam o curso, pela importância que dão à educação. Assim sendo, o IFPR câmpus de Paranavaí por meio de sua política de atendimento discente busca concretizar a permanência de seus alunos, oferecendo educação pública de qualidade além de ações que visam ajudar o aluno nas questões de ordem social, econômica e cultural. Organograma do câmpus Figura 2 – Organograma do Câmpus (a ser atualizado) 49 Funções e seus atuais ocupantes: Diretor geral – Prof. José Barbosa Dias junior Seção de Gestão de pessoas – Douglas Pizzolio Lucas Diretoria de Planejamento e Administração – Dayane de Oliveira Gomes Coordenadoria Administrativa e de Patrimônio – Wesley José de Souza Coordenadoria Financeira e Orçamentária – Dayane de Oliveira Gomes Diretoria de Ensino, Pesquisa e Extensão – Profa. Vanessa Ap. Marcolino Coordenadoria de Ensino e Apoio Acadêmico – Amarildo Pinheiro Magalhães Coordenadoria de Pesquisa e Extensão – Profa. Renata de Souza Panarari Antunes Coordenação do curso Técnico em Alimentos – Profa. Suellen Jensen Coordenação do curso Técnico em Eletromecânica – Prof. Éber de Sânti Gouvea Coordenação do curso Técnico em Informática – Prof. Ayslan Trevizan Possebom Seção de Apoio Acadêmico – Priscila Ransolin Seção Pedagógica – Thais Watakabe Seção de Inovação Tecnológica – Prof. Carlos Eduardo Barão Seção de Estágios, Empregos e Relações Empresariais – Prof. Ricardo Gouveia Teodoro. Servidores, funcionários e alunos do IFPR câmpus de Paranavaí Tabela 15: Número de servidores técnicos-administrativos: Cargo Auxiliar de Biblioteca Administrador Ensino Médio Graduação (em curso) Superior Completo Pós-graduação 1 Total 1 1 1 50 Assistente em Administração 1 1 3 Bibliotecária 1 6 1 1 Técnico em Laboratório 1 1 Técnico em Assuntos Educ. 1 1 Pedagoga 1 1 Contadora 1 1 Cargo Servente Limpeza Tabela 16: Funcionários terceirizados. Ens. Fund. Ens. Ens. Incompleto Fund. médio de 3 Porteiro Aux. de Gerais Sev. Jardineiro 1 Vigilante 1 1 graduação (em curso) superior completo pós-graduação 1 Total 5 1 1 1 1 1 1 Motorista 2 4 1 1 Tabela 17: Número de docentes. Atuação Profissional Téc. em Alimentos Subsequente Téc. em Eletromecânica Subsequente Alencar Garcia Bacarji X X Angela Fontana Marques X X DOCENTES Antao Rodrigo Valentim Téc. em Informática Integrado X X X X Ayslan Trevizan Possebom Bárbara Poli Uliano Téc. em Informática Subsequente X X X X 51 Carlos Eduardo Barao X Dailhane Grabowski Bassinello X X Daniela Eloise Flôr X Daryne Lu Maldonado Gomes da Costa X Denis Fabrício Marchi X Eber de Santi Gouvêa X X Fabiano Utiyama X Felipe Luiz Gomes Figueira X Jose Barbosa Dias Junior X Katia Cristiane Kobus Novaes X Luiz Fernando Braga Lopes X X X X Marcelo Lopes Rosa X Renata de Souza Panarari Antunes X Ricardo Gouveia Teodoro X Suellen Jensen X X X Tedy Marcos Miranda Firomi X Valeriê Cardoso Machado Inaba X Vanessa Aparecida Marcolino Pittarelli X X X Tabela 18: Formação acadêmica dos docentes. Docente Alencar Garcia Bacarji Graduação s/ licenciatura Espec. X Angela Fontana X Ayslan Trevizan Possebom X Mest. Dout X X Antao Rodrigo Valentim Barbara Poli Uliano Graduação c/ licenciatura X X X X X X X X 52 Carlos Eduardo Barão X X Dailhane Grabowski Bassinello X X Daniela Eloise Flor X X Daryne Lu Maldonado Gomes da Costa X X Denis Fabrício Marchi X Eber de Santi Gouvea X Fabiano Utiyama X X X X X X X Felipe Luiz Gomes Figueira X Jose Barbosa Dias Junior X X Katia Cristiane Kobus Novaes X Luiz Fernando Braga Lopes X X X X X X X Marcelo Lopes Rosa X Renata de Souza Panarari Antunes X X X X Ricardo Gouveia Teodoro X Suellen Jensen X Tedy Marcos Miranda Firomi X X X Valeriê Cardoso Machado Inaba X Vanessa Aparecida Marcolino Pittarelli X Total 14 09 10 X X X X X X 18 06 Tabela 19: Número de alunos Cursos - Série Técnico em Alimentos Sub. 4º Semestre Técnico em Alimentos Sub. 3º Semestre Técnico em Alimentos Conc. 3º Semestre Téc. em Alimentos Subsequente – 1º Ano Nº de turmas 1 Nº de alunos 7 1 25 1 14 1 54 Período Mat. Vesp. Not. X X X X Modalidade Total Presencial 7 Presencial 25 Presencial 14 Presencial 54 53 Téc. em Eletromecânica Subsequente4º Semestre 1 16 X Presencial 16 Téc. em Eletromecânica Subsequente - 3º Semestre 1 30 X Presencial 30 Téc. em Eletromecânica Subsequente - 1º Ano 1 46 X Presencial 46 Téc. em Informática Subsequente - 4º Semestre 1 15 X Presencial 15 Téc. em Informática Subsequente - 3º Semestre 1 27 X Presencial 27 Téc. em Informática Subsequente - 1º Ano 1 54 X Presencial 54 Téc. em Informática Integrado - 1º Ano 1 40 Presencial 40 Técnico em Administração 1 21 X EAD 21 Técnico em Eventos 1 16 X EAD 16 Técnico em Meio Ambiente 1 22 X EAD 22 Técnico em Logística 1 15 X EAD 15 Técnico em Reabilitação de dependentes químicos 1 18 X EAD 18 Técnico em Secretariado 1 21 X EAD 21 Técnico em Segurança do Trabalho 1 21 x EAD 21 X 54 ATO CONCEITUAL Nos capítulos anteriores apresentou-se a caracterização geral do IFPR câmpus de Paranavaí. Torna-se necessário definir como a instituição entende as concepções de sociedade, escola, trabalho e educação profissional, e como estrutura seu currículo diante da realidade evidenciada. Assim, apresentam-se nesta parte as bases filosóficas e epistemológicas que sustentam a pedagogia assumida pelo IFPR câmpus de Paranavaí. CONCEPÇÃO INSTITUCIONAL DE SOCIEDADE, TRABALHO E EDUCAÇÃO PROFISSIONAL. ESCOLA, Concepção Institucional de Sociedade A sociedade é heterogênea, o que a torna intrinsecamente complexa, invalidando quaisquer pressupostos totalitários, excludentes. Dessa forma, ser crítico torna-se sinônimo de ter discernimento de que ao homem é dado o direito à vida, e a uma vida de qualidade. A sociedade deve propiciar esse direito e, para tanto, deve criar várias medidas para que tal condição seja assegurada. O Estado, sob o signo do IFPR câmpus de Paranavaí, adquire um caráter fundamental para a efetivação dessas medidas. A sociedade deve valorizar a alteridade e por alteridade compreende-se o outro, que é todo aquele que de certa forma escapa ao entendimento completo e imediato de alguém, como pessoa igualmente digna de respeito. Com isso, eliminase o etnocentrismo, raiz de tantos males. A compreensão da alteridade cria um ambiente de paz, fundamental para a saúde da comunidade humana, respeitando e discutindo questões também relativas ao meio ambiente, de gênero e diversidade sexual. Uma das funções basilares do câmpus torna-se a valorização do “outro”, pois é algo que propicia uma comunidade – sociedade – muito mais saudável, longe dos perigos de sistemas totalitários, supressores da diferença. É essa mesma sociedade, com suas necessidades e diferenças, o ponto de partida para o trabalho do Instituto Federal, câmpus de Paranavaí. Ao se pautar na realidade dos indivíduos em suas múltiplas dimensões, sociais, econômicas, 55 culturais, afetivas, o câmpus ganha notoriedade frente à comunidade, tornando-se referência educacional, algo fundamental à população. Concepção Institucional de escola: as premissas e o sentido da escola pública na conjuntura histórico brasileira Em uma breve análise histórica e política da construção da escola pública brasileira, percebe-se as mudanças de paradigmas e concepções da escola pública até chegar aos dias atuais e a construção dos Institutos Federais e suas especificidades, podendo ser considerado como algo revolucionário na educação brasileira. Os Institutos Federais surgiram com o intuito de promover a cidadania e a formação profissional, inserindo jovens e adultos da sociedade contemporânea, esta que é marcada pela dinamicidade e pela avalanche de transformações técnicas, tecnológicas e sociais. Levando em consideração que o aluno é um sujeito historicamente situado, torna-se necessário fazer um resgate histórico da construção da escola pública brasileira. Com a chegada dos educadores e padres jesuítas em 1549 ao Brasil, tem-se início ao processo educativo formal no país, diferentemente da educação dos povos que aqui já habitavam, a educação estava atrelada a conversão dos índios à fé católica. Aqueles que pretendiam seguir as profissões liberais iam estudar na Europa. Em 28 de junho de 1759, Marquês de Pombal suprimiu as escolas jesuíticas de Portugal e suas colônias. Ele instituiu as aulas régias de latim, grego e retórica que eram autônomas e isoladas, com professor único e sem articulação entre si. Em 1824, após a Independência do Brasil, D. Pedro I outorga a primeira Constituição Brasileira que traz no artigo 129 a seguinte intenção: “a instrução primária e gratuita para todos os cidadãos”. Em 1834, o Ato Adicional à Constituição delega a responsabilidade da administração do ensino primário e secundário para as províncias. Até o início do século XX, ocorrem várias reformas na educação. A crise de 1929 repercutiu nas forças produtoras rurais que perderam os subsídios do governo para a produção. A tomada de poder de Getúlio Vargas, em 1930, após ser derrotado nas eleições por Júlio Prestes, encerra o período das reformas na educação. Os ideais da década de 1930, o acúmulo de capitais e a crise de 1929 inserem o país em um período capitalista de produção com maior 56 investimento interno e na produção industrial. Consequentemente, o novo movimento histórico careceu de mão-de-obra especializada e a educação assumiu o papel de preparação de mão-de-obra. Em 1930, é criado o Ministério da Educação e Saúde Pública. Em 1934, a Nova Constituição dispõe a educação, pela primeira vez, como direito de todos, devendo ser ministrada pela família e pelos Poderes Públicos. Com o golpe que instituiu o Estado Novo, de Getúlio Vargas, é outorgada uma nova Constituição em 10 de novembro de 1937, na qual a orientação políticoeducacional é explicitamente voltada ao mundo capitalista ao sugerir a preparação de um maior contingente de mão-de-obra para as novas atividades de mercado, enfatizando o ensino pré-vocacional e profissional. A arte, a ciência e o ensino se tornam livres à iniciativa individual ou à associação de pessoas coletivas públicas e particulares e deixam de ser dever do Estado. A gratuidade e obrigatoriedade do ensino primário é mantida, mas foi inserido, em caráter obrigatório, o ensino de trabalhos manuais em todas as escolas normais, primárias e secundárias. É acentuada a distinção entre trabalho intelectual, para as classes mais favorecidas, e trabalho manual com ênfase no ensino profissional para as classes mais desfavorecidas. A partir de 1942, surgem as Leis Orgânicas do Ensino, que permitem o surgimento do ensino profissionalizante do sistema S. Com o fim do Estado Novo, a nova Constituição determinou a obrigatoriedade de se cumprir o ensino primário, atribuiu à União a competência de legislar sobre diretrizes e bases da educação nacional, voltando ao preceito de que a educação é direito de todos, inspirada no Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova, de 1930. Após 13 anos de discussões, foi promulgada a Lei 4.024, de 20 de dezembro de 1961, tendo suas propostas originais enfraquecidas e prevalecendo interesses diversos na educação em confronto com os defensores do monopólio estatal da oferta da educação brasileira. Em 1971, é instituída a Lei de Diretrizes e Bases do Ensino de 1º e 2º Graus, Lei 5.692/71, de 11 de agosto de 1971, em meio ao período mais cruel da Ditadura Militar, quando os interesses contrários ao governo eram abafados com violência. Nessa lei a educação assume um cunho profissionalizante em meio aos slogans: “Brasil grande”, “ame-o ou deixe-o”, “milagre econômico”, entre outros, quando se 57 intencionava fazer com que a educação contribuísse para o aumento da produção brasileira. No período de abertura política, a partir de 1986, pensou-se que poderia ser discutido novamente as questões da educação de forma democrática e aberta. Em 1988, o deputado Octávio Elisio encaminha um projeto de lei da nova LDB. O deputado Jorge Hage envia um substitutivo ao projeto em 1989, e, em 1992, o senador Darcy Ribeiro apresenta um novo projeto que foi aprovado em dezembro de 1996, criando a lei 9394/96, atual lei de diretrizes e bases da educação brasileira. A Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica tem sua origem nas 19 escolas de aprendizes artífices instituídas em 1909, por Nilo Peçanha. Em 1930, elas passam para a supervisão do Ministério da Educação e Saúde Pública. Sete anos depois são transformadas em Liceus Profissionais. Em 1942, os liceus passam a se chamar escolas industriais e técnicas e, em 1959, passam a escolas técnicas federais. Durante a década de 1990, muitas escolas técnicas e agrotécnicas federais tornam-se Cefet (Centro Federal de Educação Tecnológica), formando a base do sistema nacional de educação tecnológica, instituído em 1994. Em 1998, a construção de novas escolas federais é proibida. Atos normativos direcionam essas instituições para a oferta predominante de cursos superiores e ensino médio regular, remetendo a oferta de cursos técnicos à responsabilidade dos estados e da iniciativa privada. A partir de 2004, inicia-se a reorientação das políticas federais para educação profissional e tecnológica, retomando a oferta de cursos técnicos integrados com o médio e a alteração da lei que vedava a expansão da rede federal, em 2005. Essa expansão colocou em evidência a necessidade de se discutir a forma de organização dessas instituições e o seu papel no desenvolvimento social do país. Em 2008, a Lei 11.892, cria um novo modelo de instituição de educação profissional e tecnológica, estruturados a partir do potencial instalado nos Cefet, escolas técnicas e agrotécnicas federais e escolas vinculadas às universidades federais, que almeja gerar e fortalecer condições estruturais necessárias ao desenvolvimento educacional e socioeconômico brasileiro. No Paraná, os Cefet tornam-se Universidade Tecnológica Federal e são criados os Institutos Federais do Paraná a partir de uma estrutura própria em uma nova organização e em novo 58 formato. O Instituto Federal do Paraná assume a educação técnica e tecnológica verticalizada com vistas para a formação para o mundo do trabalho e para a melhoria das condições socioeconômicas locais ao câmpus. Enquanto premissas dessa nova Lei, os Institutos Federais objetivam a promoção da justiça social, da alteridade, da equidade, do desenvolvimento sustentável com vistas a inclusão social, da conscientização e soluções das questões relativas ao meio ambiente, de gênero, de raça e de diversidade sexual, bem como a busca de soluções técnicas e geração de novas tecnologias, atuando em todos os níveis e modalidades de educação profissional, compromissada com o desenvolvimento integral do cidadão trabalhador. A educação é entendida, pelo IFPR câmpus de Paranavaí, como instrumento de transformação e de enriquecimento do conhecimento, que possibilita modificar a vida social e atribuir maior sentido e alcance ao conjunto da experiência humana. A partir daí que se deve pensar as exigências do mundo atual, buscando alterar a realidade regional e brasileira para melhor. O câmpus assume uma educação verticalizada e deve possibilitar aos trabalhadores a formação continuada ao longo da vida, reconhecendo os saberes adquiridos informalmente e conjugando-os com os que estão presentes nos currículos formais proporcionando algo revolucionário e novo na educação pública de formação profissional e tecnológica. Concepção institucional de mundo do trabalho na atualidade Dentre os objetivos dos Institutos Federais dispostos na Lei 11.892/08, os incisos IV e V do art. 7º expressam a preocupação da relação entre os Institutos Federais e o mundo do trabalho: “IV – desenvolver atividades de extensão de acordo com os princípios e finalidades da educação profissional e tecnológica, em articulação com o mundo do trabalho e os segmentos sociais, e com ênfase na produção, desenvolvimento e difusão de conhecimentos científicos e tecnológicos; V – estimular e apoiar processos educativos que levem à geração de trabalho e renda e à emancipação do cidadão na perspectiva do desenvolvimento socioeconômico local e regional;” Segundo SILVA (2009. p.43), as instituições que originaram os Institutos, até o final do século XX, objetivavam o ensino na perspectiva de aprendizagem de uma 59 profissão, no sentido restrito. A partir da Lei 11.892/08, os Institutos Federais devem desenvolver atividades de ensino, pesquisa e extensão com diálogo efetivo entre instituição e sociedade, tendo suas raízes em problemas concretos da comunidade, buscando soluções técnicas e tecnológicas que sejam divulgadas e disponibilizadas à sociedade. Por força de Lei, os Institutos Federais assumem vínculo visceral com o desenvolvimento local e a promoção da cidadania. As atividades de ensino, pesquisa e extensão devem abrir caminhos para o acesso dos diversos públicos às ofertas educativas e oportunidades de formação continuada e verticalizada, proporcionando instrumentos de inserção do egresso no mundo do trabalho, mantendo seu vínculo com a instituição. A educação profissional e tecnológica do campus de Paranavaí assume a preparação para a geração de renda e a emancipação do cidadão através do desenvolvimento de processos educativos em prol do desenvolvimento local. Isso pressupõe uma proposta de formação que conduza o educando a desenvolver a sua percepção dos problemas contemporâneos e assumir uma postura crítica diante deles. Para que isso ocorra é preciso autonomia intelectual e visão mais integrada do contexto, é preciso que haja uma emancipação dos educandos para o mundo do trabalho. Diferentemente da concepção de formação para o mercado de trabalho, que seria voltada apenas para a preparação de mão-de-obra qualificada para assumir um emprego determinado, o campus assume o termo de formação para o mundo do trabalho, que é mais amplo, pois entende a educação como transformadora da pessoa e proporciona, ao mesmo tempo, que o educando seja um agente de transformação social, formando-o enquanto pessoa cidadã, emancipada e autônoma. Concepção institucional de educação profissional e tecnológica na realidade social contemporânea. Os processos de mudanças e inovações tecnológicas mundiais impõe-nos a necessidade de profissionais com formação diferenciada, enquanto cidadão emancipado e autônomo, capazes de atender este novo cenário profissional e responder as necessidades locais. 60 Os Institutos Federais possibilitam oferecer, no mesmo local, desde a Educação Básica (cursos de nível médio integrado, concomitante e subsequente) até a graduação e pós-graduação (especialização, mestrado e doutorado). A ousadia em construir um conhecimento alinhado às exigências do mundo do trabalho torna-se o grande desafio do câmpus de Paranavaí, que, atento às sinalizações emanadas do setor industrial, agrícola, varejista e atacadista da região, como também do Conselho Técnico Consultivo e da comunidade, vislumbra o aumento da oferta dos Cursos Técnicos, Proejas, cursos superiores e pósgraduação. A região a que o câmpus se vincula está em um processo inicial de beneficiamento dos seus próprios produtos primários, agregando-lhes valor, o que tem gerado novos empreendimentos nos setores alimentícios, metal-mecânica, agroindústria, usinas de açucares e álcool. O câmpus oferece a formação de profissionais, na modalidade presencial e a distância, para atuar nas sub-áreas de Ambiente e Saúde, Controle e Processos Industriais, Gestão e Negócios, Informação e Comunicação, Produção Alimentícia, Produção Industrial. Por meio de conhecimentos, métodos e técnicas de gestão e planejamento, propondo e incorporando novas tecnologias, focadas na educação continuada. Em consonância com o aprender e o ensinar o educando na sua construção social, cultural e profissional tem acesso a possibilidade junto as empresas e industrias da região de inserir-se no mundo do trabalho por meio de estágios supervisionados, pesquisa e extensão o que permite a ele o aprendizado das atividades profissionais e à contextualização curricular, objetivando o desenvolvimento para a vida cidadã e para o trabalho. Assim sendo o câmpus pretender atender toda a região da Associação dos Municípios do Noroeste do Paraná, comumente conhecida como AMUNPAR. FUNDAMENTOS E PRINCÍPIOS DO CURRÍCULO Os fundamentos e princípios do currículo fazem referência às relações e aos significados orientadores do perfil do cidadão em processo de formação, visando a sua capacitação para uma efetiva participação social, política, cultural e no campo 61 profissional. Essa orientação de caráter político e educativo está definida na concepção de educação assumida pela instituição educacional. Esta concepção deve promover uma análise crítica das realidades sociais, sustentando implicitamente as finalidades sociopolíticas da educação. Dessa forma nenhum trabalho pedagógico está desprovido de um referencial de valores representantes de uma visão que se tem de mundo, de sociedade, de educação, de cultura, de trabalho, de ciência, e de ser humano. Na realidade, o que deve ser observado, na construção de um currículo, é a predominância da forma de organização linear no planejamento curricular. Esta linearidade nos aprisionaria, indicando que os temas só poderiam ser trabalhados seguindo uma sequência, passo a passo, seguindo um único caminho, que iria de um ponto a outro, mas tendo que passar e respeitar cada sequência do ponto A para se chegar ao ponto Z. Embora reconheça-se que possa haver, em certos casos, alguma etapa que necessariamente precisa ser cumprida antes de outra, não podem-se perder de vista que isto não pode se constituir em uma regra fechada ou um único caminho existente (CEFET-RN, 2007). Sabe-se que hoje, o desenvolvimento do conhecimento acontece em rede, na qual teorias e conceitos estão integrados, interconectados, onde não há mais conceitos hierarquizados, não há uma disciplina mais importante do que outra. As disciplinas não estão mais estruturadas como blocos fundamentais construindo uma imensa torre do conhecimento, mas tudo está em processo de construção, desconstrução e reconstrução, em processo de criação e recriação permanente no que se refere ao conhecimento e à aprendizagem (Morin, 2000). Por outro lado, sabe-se que os seres humanos, não funcionam de maneira fragmentada e nem apenas linearmente nos processos de construção do saber. Operacionalmente, funcionam também de maneira inter e transdisciplinar em relação ao conhecimento, isto como exigência intrínseca e operacional do próprio organismo e não como uma circunstância aleatória qualquer (Nicolescu, 1999). É um processo dinâmico, articulado e auto-organizador, onde a emoção influencia o raciocínio e pode mudar a rota anteriormente programada, onde a ação, que produz o conhecimento, resulta também da história do indivíduo e da própria coletividade. O conhecimento em construção é também consequência de conhecimentos anteriores que o aprendiz possui. Isto tudo é trabalhado em função das informações e dos 62 dados que a realidade oferece e que, ao serem processados pelo indivíduo, transformam-se em estratégias de ação que dão origem a novos fatos, e que por sua vez, são incorporados à realidade, modificando-a, transformando-a (D’Ambrosio, 1997). Precisamente ao contrário do tipo de sociedade, fundamentada no modelo epistemológico da ciência clássica, em que os indivíduos estão separados uns dos outros e refletem a estrutura do sistema, pouco interagem, prevalece a objetividade, existe um estado de separação, de individualidade, de distanciamento entre sujeito e objeto. É uma epistemologia mecanicista, compartimentada, reducionista e desencarnada em sua compreensão do mundo social. O conhecimento produzido nesta sociedade não leva em consideração a complexidade das realidades sociais, dividindo os sujeitos em classes e categorias, de acordo com a sua realidade sociocultural e econômica. Esse modelo clássico da ordem e do determinismo não consegue explicar as transformações aceleradas pelas quais passam as sociedades atuais, bem como o funcionamento de um mundo globalizado e interdependente, a articulação entre o virtual e o presencial, a ordem em seu diálogo com a desordem, a ocorrência de instabilidade e bifurcações nos mais diferentes processos (CEFET-RN, 2007). É preciso buscar um fundamento filosófico capaz de organizar as questões epistemológicas relacionadas ao conhecimento e à aprendizagem e que, ao mesmo tempo, dê sentido e direção às mudanças educacionais desejadas. Assim, este fundamento filosófico deve ser capaz de associar conceitos interagentes e que, ao mesmo tempo, também seja capaz de integrar e fazer dialogar conceitos simples, com conceitos complexos, complementares e antagônicos. Ao mesmo tempo, busca-se um fundamento filosófico capaz de incrementar uma reflexão questionadora de natureza ética. A teoria capaz de responder às indagações e dar uma direção epistemológica e filosófica para este currículo será a teoria histórico crítico-social, associada a uma visão sistêmica. O conceito de sistema nos remete à ideia de uma unidade global organizada, significando também uma unidade complexa que articula diferentes elementos que ocupam um determinado lugar no tempo e no espaço. Sendo unidade global organizada, é, portanto, uma organização que, para constituir-se como tal, 63 pressupõe a existência de relações de interdependência entre os elementos constituintes e a existência de propriedades comuns compartilhadas (Saviani, 2010). Esse pensamento é, portanto, relacional, dialógico, interligado, indicando que tudo existe e coexiste e que nada existe fora de suas conexões e relações. É um pensamento que se estende englobando a cultura, a sociedade, a mente e o indivíduo. Revela também a interdependência existente entre os diferentes domínios da natureza, a existência de relações intersistêmicas que acontecem entre seres indivíduos e contextos, docentes e discentes. O pensamento histórico crítico social associado à visão sistêmica é, portanto, relacional, aberto e traz consigo a ideia de movimento, de mudança, de inovação, de transformação, de fluxo contínuo, de processos auto organizadores e autorreguladores, sinalizando a existência de um dinamismo que traduz a natureza cíclica e fluída desses processos. Ele nos fala de relações entre totalidades e partes e das partes entre si. Assim, pensar de modo sistêmico é pensar de maneira complexa, dialógica e transformadora (CEFET-RN, 2007). É, portanto, um pensamento que reconhece as interações mútuas, simultâneas e recorrentes entre aprendiz e meio, entre usuário e seus sistemas, entre aprendizes e docentes, indivíduos e contextos, razão e emoção. Inclui também o reconhecimento da existência de um dinamismo relacional entre os indivíduos, entre indivíduos e instrumentos da cultura, entre indivíduos e seus sistemas de crenças, suas organizações e seus modos de pensar e fazer. A concepção histórico crítico-social abordada por meio de uma visão sistêmica permite reconhecer que as ações são influenciadas pela história, pelos espaços geográficos, pensamentos, crenças, valores, reações dos outros que contribuem para que haja uma conscientização da necessidade de transformar a realidade vigente. O contexto da formação está sempre em transformação já que tudo que se forma também se transforma através da reflexão e da crítica que produzem uma nova formulação que aponta na direção de uma ação inovadora e transformadora do “status quo” vigente. Isto porque, desde o primeiro momento em que o educador atua, ele está interatuando em função dos pressupostos de intersubjetividade e complexidade. O resultado da ação “individual” do docente ou do aprendiz não depende somente de suas atuações ou mesmo de suas intenções. Na verdade, existe uma 64 interpenetração sistêmica organizacional em termos de energia e informações que acontece entre docente e discente, entre educadores e educandos, como nos ensina Paulo Freire ao afirmar que “ninguém educa ninguém... os indivíduos educam-se entre si mediatizados pelo mundo” (FREIRE, 1986), a qual expressa a compreensão mais abrangente desses processos. Assim, percebe-se que essa epistemologia compreende o que se deseja para o currículo do IFPR câmpus Paranavaí, pois é um conceito capaz de articular aspectos epistemológicos, filosóficos, metodológicos, socioculturais, entre outros, que integram os vários princípios e conceitos apresentados neste projeto políticopedagógico. Deve-se compreender também que na proposta educativa deste projeto, essas visões explicitadas dão referência ao nível de comprometimento da comunidade escolar, considerando que toda formação pressupõe uma respectiva concepção de mundo que varia de acordo com as exigências dos diferentes momentos sócio históricos. Tudo isso se constitui em reflexos dos aspectos filosóficos de um currículo. Esses aspectos devem ser a linha diretriz da ação escolar. Isso se traduz por meio do qual, professores e alunos podem fazer uma reflexão crítica acerca dos problemas inerentes ao processo de formação do indivíduo. Adotar uma perspectiva crítica como pressuposto do currículo significa reconhecer a não neutralidade da ciência, dos saberes e das atitudes de quem aprende e de quem ensina. Significa também contribuir para a formação de determinados valores dos alunos, o que leva a dimensionar uma ótica da relação entre interesses e saberes/conhecimentos, entre os componentes afetivo, cognitivo, social e psicomotor gerados no marco das estruturas e das dinâmicas de poder para assumir um compromisso com a sociedade. Diante dessa perspectiva, a concepção que norteia o projeto político pedagógico do IFPR câmpus Paranavaí baseia-se: • No dever de desenvolver ações que contribuam para a construção de uma sociedade democrática e, portanto, mais justa e igualitária, o que implica no compromisso com a transformação da sociedade vigente, tendo como referência os interesses sociais e coletivos; 65 • Numa visão de homem como sujeito histórico, produto e produtor das relações econômicas, sociais, políticas e culturais, que se situa no contexto das contradições caracterizadoras de uma sociedade capitalista. Dessa forma, o homem assume uma atitude de trabalhar a favor de uma sociedade mais justa, da democracia e da identidade no projeto social do qual participa. Essas concepções são, portanto, os princípios que norteiam a Estrutura Curricular da instituição. Método de ensino e seleção de contéudo Toda a discussão travada ao longo deste projeto político-pedagógica e, em especial, os princípios filosóficos e epistemológicos discutidos na seção anterior nos permite assumir o currículo do IFPR câmpus Paranavaí como sendo um conjunto integrado e articulado de atividades intencionadas; pedagogicamente concebidas a partir de uma visão de sociedade, de trabalho e de educação organizadas para promover a construção, a reconstrução e a apropriação do conhecimento numa perspectiva histórico crítico-social, visando à formação de profissionais-cidadãos aptos a contribuir com o desenvolvimento socioeconômico local, regional, nacional e global na perspectiva da edificação de uma sociedade mais justa e igualitária. Nesse contexto, o currículo constitui-se em um instrumento de mediação para o domínio do conhecimento científico; para o desenvolvimento do pensamento lógico, construtivo e criativo; para a formação de atitudes e convicções; e, consequentemente, para a efetiva participação social, política, cultural e no mundo do trabalho. Deste modo, coerentemente como todo o exposto anteriormente estimula-se que a aprendizagem ocorre de uma maneira que possibilite uma inter-relação concreta entre teoria e prática em um movimento dinâmico entre ação-reflexão-ação, proporcionando uma ruptura entre o conhecimento do senso-comum e o conhecimento científico, por meio do diálogo e da problematização. Quanto à seleção e organização dos conteúdos de ensino assume-se, neste projeto, que os conteúdos compreendem os saberes que os alunos devem construir e reconstruir para progredir nas direções que marcam os fins da educação numa etapa de escolarização, em qualquer área ou fora delas, e, para tanto, é necessário 66 estimular comportamentos, desenvolver valores, atitudes e habilidades de pensamento, além de conhecimentos. Além disso, é fundamental compreender que todo e qualquer conteúdo, por mais específico que seja, sempre está articulado com outros de natureza diversa e que portanto, a seleção desses deve considerar possíveis interseções tanto para evitar superposições indesejáveis como para explorar o desenvolvimento de ações multi, inter e transdisciplinares. É fundamental romper com essa pedagogia bancária na qual o professor é um mero transmissor de conhecimentos definidos e selecionados por especialistas e o aluno se restringe a um receptor acrítico ou mesmo a um depósito desses conhecimentos (FREIRE, 1986), muitas vezes, desprovidos de qualquer sentido prático para a vida de um estudante concreto, de um ser real, pertencente a um determinado grupo social e, portanto, com experiências e expectativas próprias de vida. Concepção de avaliação O elemento chave da definição de avaliação implica em julgamento, apreciação, valoração, e qualquer ato que implique em julgar, significa que quem o pratica tenha uma norma ou padrão que permita atribuir um dos valores possíveis a essa realidade. Ainda que avaliar implique alguma espécie de medição, a avaliação é muito mais ampla que a medição ou a qualificação. A avaliação não é um processo parcial e nem linear. Ainda que se trate de um processo, está inserida em outro muito maior que é o processo ensino-aprendizagem e nem linear porque deve ter reajustes permanentes. Transformar a prática avaliativa significa questionar a educação desde as suas concepções, seus fundamentos, sua organização, suas normas burocráticas. Significa mudanças conceituais, redefinição de conteúdos, das funções docentes, entre outras. Neste momento, o que se propõe é uma reestruturação interna na escola quanto à sua forma de avaliação. Necessita-se, sobretudo, de uma avaliação contínua, formativa, na perspectiva do desenvolvimento integral do aluno. O importante é estabelecer um diagnóstico correto para cada aluno e identificar as 67 possíveis causas de seus fracassos e/ou dificuldades visando uma maior qualificação e não somente uma quantificação da aprendizagem. A avaliação formativa não tem como objetivo classificar ou selecionar. Fundamenta-se nos processos de aprendizagem, em seus aspectos cognitivos, afetivos e relacionais; fundamenta-se em aprendizagens significativas e funcionais que se aplicam em diversos contextos e se atualizam o quanto for preciso para que se continue a aprender. Este enfoque tem um princípio fundamental: deve-se avaliar o que se ensina, encadeando a avaliação no mesmo processo de ensino-aprendizagem. Somente neste contexto é possível falar em avaliação inicial (avaliar para conhecer melhor o aluno e ensinar melhor) e avaliação final (avaliar ao finalizar um determinado processo didático). Se a avaliação contribuir para o desenvolvimento das capacidades dos alunos, pode-se dizer que ela se converte em uma ferramenta pedagógica, em um elemento que melhora a aprendizagem do aluno e a qualidade do ensino. Os sentidos e finalidades da avaliação: Conhecer melhor o aluno: suas competências curriculares, seu estilo de aprendizagem, seus interesses, suas técnicas de trabalho. A isso poderíamos chamar de avaliação inicial. Constatar o que está sendo aprendido: o professor vai recolhendo informações, de forma contínua e com diversos procedimentos metodológicos e julgando o grau de aprendizagem, ora em relação a toda classe, ora em relação a um determinado aluno em particular. Adequar o processo de ensino aos alunos como grupo e àqueles que apresentam dificuldades, tendo em vista os objetivos propostos. Julgar globalmente um processo de ensino-aprendizagem: ao término de uma determinada unidade, por exemplo, se faz uma análise e reflexão sobre o sucesso alcançado em função dos objetivos previstos e revê-los de acordo com os resultados apresentados. A partir destas finalidades, a avaliação teria as seguintes características: A avaliação deve ser contínua e integrada ao fazer diário do professor: o que nos coloca que ela deve ser realizada sempre que possível em 68 situações normais, evitando a exclusividade da rotina artificial das situações de provas, na qual o aluno é avaliado somente naquela situação específica, abandonando-se tudo aquilo que foi realizado em sala de aula antes da prova. A observação, registrada é de grande ajuda para o professor na realização de um processo de avaliação contínua. A avaliação será global: quando se realiza tendo em vista as várias áreas de capacidades do aluno: cognitiva, motora, de relações interpessoais, de participação e, a situação do aluno nos variados componentes do currículo escolar. A avaliação será formativa se concebida como meio pedagógico para ajudar o aluno em seu processo educativo. A prática avaliativa no IFPR câmpus Paranavaí é organizada por meio da Portaria nº120/09. Este documento considera que a avaliação deve ser diagnóstica, formativa e somativa, avaliando o aluno por meio dos seguintes critérios: I. Identificação do problema: atividade em que o aluno toma conhecimento do problema, analisa e conclui quanto ao que está solicitado e quanto ao que é necessário fazer para a sua superação; II. Elaboração de hipóteses: após análise da situação, o aluno formula caminhos possíveis para a solução pretendida a partir das hipóteses formuladas e dos seus ensaios, além de concluir a solução que pareça mais adequada; III. Habilidade nos procedimentos que envolvem aplicação de conhecimentos técnicos; IV. Comunicação escrita e/ou oral: habilidade discente de articulação, fundamentação, clareza e objetividade de idéias; V. Interesse/dedicação: atitude discente primeira e indispensável para o aluno que tem a intenção de construir um conhecimento determinado mediante a atenção e/ou concentração e esforço para acompanhar as atividades de aula, esclarecendo dúvidas, complementando, exemplificando; VI. Participação: conduta discente ativa, como sujeito de reconstrução do conhecimento, mediante o registro das idéias desenvolvidas e/ou 69 cumprimento das tarefas e/ou intervenções deduzidas e/ou questionamentos fundamentados; VII. Pontualidade: atitude discente reveladora de compromisso com as responsabilidades escolares em que o aluno apresenta cumprimento dos horários e/ou tarefas propostas; VIII. Solidariedade: conduta discente de atenção ao próximo e de preocupação coletiva, socialização de informações, experiências e conhecimentos que possam beneficiar o grupo, mediante disposição de partilhar conhecimentos já construídos e/ou disposição de acompanhar e orientar o desempenho escolar do companheiro Os alunos avaliados por meio desses critérios poderão alcançar os seguintes conceitos: I.Conceito A – quando a aprendizagem do aluno foi PLENA e atingiu os objetivos propostos no processo ensino aprendizagem; II.Conceito B – a aprendizagem do aluno foi PARCIALMENTE PLENA e atingiu níveis desejáveis aos objetivos propostos no processo ensino aprendizagem; III.Conceito C – a aprendizagem do aluno foi SUFICIENTE e atingiu níveis aceitáveis aos objetivos propostos, sem comprometimento à continuidade no processo ensino aprendizagem; IV.Conceito D – a aprendizagem do aluno foi INSUFICIENTE e não atingiu os objetivos propostos, comprometendo e/ou inviabilizando o desenvolvimento do processo ensino aprendizagem. Dessa forma, a avaliação não começa nem termina na sala de aula. A avaliação do processo pedagógico envolve o planejamento e o desenvolvimento do processo de ensino. Neste contexto é necessário que a avaliação cubra desde o projeto curricular e a programação, do ensino em sala de aula e de seus resultados (a aprendizagem produzida nos alunos). Tradicionalmente, o que se observa é o processo de avaliação reduzir-se a aprendizagem produzida nos alunos. No contexto de um processo de avaliação formativo isto não tem nenhum sentido. A informação sobre os resultados obtidos com os alunos deve necessariamente levar a um replanejamento dos objetivos e 70 conteúdos, das atividades didáticas, dos materiais utilizados e das variáveis envolvidas em sala de aula: relacionamento professor-aluno, relacionamento entre alunos e entre esses e o professor. Segundo Hoffmann (1993), avaliar nesse novo paradigma é dinamizar oportunidades de ação-reflexão, num acompanhamento permanente do professor e este deve propiciar ao aluno em seu processo de aprendizagem, reflexões acerca do mundo, formando seres críticos e participativos na construção de verdades formuladas e reformuladas. 71 ATO OPERACIONAL A partir do diagnóstico da realidade do IFPR câmpus Paranavaí e da região em que está inserido, como também dos conceitos educacionais definidos no marco conceitual. Necessita-se apresentar como se dará a operacionalização desses conceitos, com o intuito de atender a realidade institucional existente. A ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO PEDAGÓGICO NO IFPR CÂMPUS PARANAVAÍ O IFPR câmpus Paranavaí tem sua organização baseada na gestão democrática. Esta se refere não a capacidade de controlar e levar os outros sujeitos não-controladores desse poder a fazerem o que se deseja, e com isso reconhecendo a relação de dominação como afirma Max Weber (2004, p. 43). Assemelha-se mais ao poder decorrente da capacidade humana de agir em conjunto com outros, construindo uma vontade comum (BOBBIO, 2000). Dessa forma, se os indivíduos que compõem essas instituições não pautarem suas ações pelo diálogo e pela alteridade, pouco restará de democrático nessas ações coletivas. A gestão democrática é aqui compreendida, então, como um processo político no qual as pessoas que atuam na escola identificam problemas, discutem, deliberam e planejam, encaminham, acompanham, controlam e avaliam o conjunto das ações voltadas ao desenvolvimento da própria escola na busca da solução daqueles problemas. Esse processo, sustentado no diálogo, na alteridade e no reconhecimento às especificidades técnicas das diversas funções presentes na escola, tem como base a participação efetiva de todos os segmentos da comunidade escolar, o respeito às normas coletivamente construídas para os processos de tomada de decisões e a garantia de amplo acesso às informações aos sujeitos da escola. Baseando-se nesses princípios o IFPR câmpus Paranavaí trabalha com o lema “portas-abertas”, na qual os servidores possuem liberdade para conversar com 72 as direções e seus respectivos chefes imediatos. O mesmo acontece com os alunos que possuem acesso aos coordenadores de curso, coordenador pedagógico e de ensino, respeitando a hierarquia. Bimestralmente, e sempre que necessário realizam-se reuniões de professores com os coordenadores de curso e com a equipe pedagógica. Nesse mesmo tempo também são realizadas conversas com os alunos, como uma forma de ajuda-los pedagogicamente, motivá-los e incentivá-los no que for preciso. Organização didático-pedagógica dos cursos do IFPR câmpus Paranavaí Os cursos do IFPR câmpus Paranavaí, baseando-se nos fundamentos e princípios apresentados no ato conceitual desse projeto político-pedagógico estão organizados didaticamente em disciplinas anuais, tendo o curso a duração de dois anos. As metodologias de ensino aplicadas se baseiam em tendências pedagógicas progressivas, uma vez que alia prática-teoria-prática, ou seja, que o ensinar e aprender parte do que o aluno já sabe, aliando os saberes escolares, construindo um novo conhecimento de forma inter e transdisciplinar, valorizando os conhecimentos dos alunos. Em meio às disciplinas são propostas atividades práticas que impelem o aluno a buscar alternativas para solucionar problemas, a experimentar, a aprender e ensinar. O contexto socioeconômico e cultural é levado em conta para formação dos alunos, estando incluído no currículo por meio de conhecimentos transversais que não se incluem em apenas uma ou duas disciplinas, mas durante todo o desenvolvimento do currículo, assim como também são trabalhados os conteúdos informais, que visam a formação ética e humanizadora, tratando de assuntos como políticas afirmativas, gênero, meio ambiente e diversidade sexual, além de temas da atualidade. Dessa forma, o currículo dos cursos do IFPR câmpus Paranavaí, por meio de suas organizações didático-pedagógicas visa à formação do profissional-cidadão. Esses ideais implícitos na organização didático-pedagógica dos cursos do câmpus de Paranavaí apresentam seus resultados na política de estágio e o perfil do egresso. 73 Curso Política de estágio Perfil do Egresso Técnico em O estágio no curso Técnico em Alimentos não é obrigatório. Entretanto os alunos são estimulados a realizar estágios ao decorrer do curso. Além do estágio, a prática profissional pode ser vivenciada através de um projeto integrador de curso. Neste trabalho, os alunos devem desenvolver um projeto de pesquisa ou revisão bibliográfica para a produção de um artigo científico. As atividades complementares são estimuladas quando da ocorrência de eventos dentro do IFPR ou na cidade de Paranavaí, como encontros, congressos e simpósios da área. Além disso, os alunos participantes ou bolsistas de projetos de pesquisa e extensão são convidados a participar de eventos para a apresentação de seus trabalhos quando ocorre a participação dos professores nos referidos eventos. Com base no Projeto Pedagógico do Curso Técnico em Alimentos, espera-se que o egresso possua habilidades para atuar nos setores produtivos da área de alimentos, envolvendo o planejamento, execução e acompanhamento das operações inerentes ao processamento dos produtos alimentares, visando oferecer produtos alimentares de qualidade à sociedade, com maior rendimento e máxima economia. O curso de Eletromecânica contempla estágio obrigatório ou seja, o aluno faz se necessário cumprir uma carga horária a partir de um período que já esteja matriculada e cursando normalmente o curso técnico. O estágio como um sistema complexo de realizar a aproximação da teoria dada em sala de aula e a prática junto às indústrias, promove o saber e aprender necessário para a continuidade do processo fabril, promovendo ao estagiário o enriquecimento aplicado ao mundo do trabalho a partir das questões da realidade de conhecer detalhadamente a arquitetura que envolve sua formação técnica no âmbito quantitativo e qualitativo da profissão almejada tendo por referência o método dialético, constitui-se como a base da Pedagogia Social da Escola do Trabalho, na qual a interdisciplinaridade, a transversalidade e a transdisciplinaridade apresentadas em salas e laboratórios se constituem para dar sentido e significado social e histórico aos conhecimentos e à realidade. Indicando a formação do currículo que não se organiza por matérias acadêmicas, mas por temáticas da realidade que precisam ser entendidas e analisadas, tendo em vista identificar as contradições e os possíveis caminhos para a superação das mesmas que ao final apresenta uma formação de destaque. O curso técnico de Eletromecânica visa preparar profissionais com um novo perfil de saber fazer e gerenciar o processo. Objetiva também, requalificar os que já atuam na área para a utilização de métodos, técnicas e procedimentos estabelecidos, visando à qualidade e a produtividade dos processos industriais relativos à produção O Curso Técnico em Informática não requer, em caráter obrigatório, a realização do estágio supervisionado, dada a natureza da O profissional formado no curso Técnico em Informática será capaz de desenvolver Alimentos Subsequente Técnico em Eletromecânica Subsequente Técnico em Informática e manutenção eletromecânicas. 74 Subsequente atividade profissional do egresso, bem como a metodologia utilizada para o desenvolvimento e aplicação da organização curricular do curso, estruturada para o desenvolvimento das competências profissionais. O estágio supervisionado não obrigatório consiste em uma ação de natureza opcional, com a finalidade de complementar os conhecimentos teóricos e práticos adquiridos pelos alunos nas atividades de ensino/aprendizagem. Embora não seja obrigatório, será incentivada a realização de estágios vivenciais na área da informática. Os estágios representam atividades formativas e poderão ser certificados pelo curso. programas de computador, seguindo as especificações e paradigmas da lógica de programação e das linguagens de programação. Utilizar ambientes de desenvolvimento de sistemas, sistemas operacionais e banco de dados. Realizar testes de programas de computador, manter registros que possibilitem análises e refinamento dos resultados e executar manutenção de programas implantados. Ao final do curso, o formando deverá ser capaz de: -Manipular computadores e sistemas operacionais; -Desenvolver sistemas computacionais que auxiliem na rotina de trabalho das organizações; -Realizar manutenções em sistemas; -Conceber e implementar soluções baseadas em banco de dados; -Conhecer e aprender a aplicar as novas tendências tecnológicas para solução de problemas; -Desenvolver aplicações e sites para Internet; -Elaborar e documentar projetos de software; -Identificar e entender o funcionamento de tecnologias empregadas nas redes de computadores; -Integrar-se com facilidade a grupos de trabalho, atuando de forma ética e responsável. Técnico em Informática Integrado O Curso Técnico em Informática Integrado ao Ensino Médio não requer, em caráter obrigatório, a realização do estágio supervisionado, dada a natureza da atividade profissional do egresso, bem como a metodologia utilizada para o desenvolvimento e aplicação da organização curricular do curso, estruturada para o desenvolvimento das competências profissionais. Embora não seja obrigatório, será incentivada a realização de estágios vivenciais nas empresas da região. Os estágios representam atividades formativas e poderão ser certificados pelo Além da formação técnica descrita no perfil do egresso do Técnico em Informática Subsequente, o aluno do curso técnico em informática integrado terá a formação como cidadão, pela aquisição dos conhecimentos gerais da Base Nacional Comum. 75 curso. As demais especificidades de cada curso, podem ser verificadas nos PPCs (Plano Pedagógico do Curso) que encontram-se em anexo a este documento. Política de educação inclusiva A inclusão escolar constitui uma proposta que representa valores simbólicos importantes, condizentes com a política de igualdade, em ambiente educacional favorável. Implica a inserção de todos, sem distinção de condições linguísticas, sensoriais, cognitivas, físicas, emocionais, éticas, socioeconômicas e requer sistemas educacionais planejados e organizados que deem conta da diversidade dos alunos e ofereçam respostas adequadas às suas características e necessidades. As diferenças são vistas não como obstáculos para o cumprimento da ação educativa, mas sim como fatores de enriquecimento. Para por em prática a inclusão, faz-se necessário o desenvolvimento de ações educacionais que removam barreiras (atitudinais, educacionais e arquitetônicas) para que a aprendizagem pretendida seja alcançada. Entretanto, para sair do campo das intenções e chegar à prática inclusiva existe uma série de ações que precisam ser desenvolvidas ou continuadas, baseando-se nos seguintes fundamentos: O ser humano tem direito de viver e conviver com outros seres humanos, sem discriminação e sem segregações. Alteridade como meio para conhecer o próximo; Entender as diferenças existentes, como diversidades existentes entre os seres humanos. Adaptações necessárias durante todo processo de inclusão, e não somente para atender os PNEEs. Oferecer autonomia e independência ao PNEEs. Objetivando promover o acesso e a inclusão das pessoas com necessidades educacionais especiais em todas as ofertas educacionais do IFPR câmpus Paranavaí, fundamentado nos princípios do direito ao exercício da cidadania e da 76 inclusão ao mundo do trabalho, tornam-se necessárias, as seguintes implementações: • Estruturar o núcleo de apoio a pessoas com necessidades educacionais – NAPNE - na Instituição, no que se refere a recursos didáticos e equipe multifuncional. • Adequação dos procedimentos metodológicos e avaliativos em função de atender as necessidades educativas de todos os alunos. • Capacitação permanente de professores e técnicos administrativos. • Sensibilização da comunidade interna acerca dos direitos e deveres das pessoas com necessidades educacionais especiais. • Garantia da permanência do aluno com necessidades educacionais especiais nas salas regulares de ensino, com atendimento das necessidades específicas nas salas de apoio, na existência desta, e as devidas adaptações no processo ensino-aprendizagem. • Integração dos PNEE nas atividades artísticas e culturais da instituição e no serviço de Saúde, de Psicologia e Serviço Social, se oferecidos pela instituição de ensino, ou por meio de parcerias. • Oferta de formação inicial e continuada, visando a inserção dessas pessoas na sociedade e no mundo de trabalho. • Acesso a níveis mais elevados de ensino e pesquisa e atividades artísticas de acordo com a capacidade de cada um. • Quebra de barreiras arquitetônicas e atitudinais. Alguns princípios a serem adotados: • Flexibilidade – ou seja, a não obrigatoriedade de que todos os alunos atinjam o mesmo grau de abstração ou conhecimento, num tempo determinado; • Acomodação – considerar que o planejamento de atividades para uma turma, deve levar em conta a presença de alunos com necessidades especiais e, portanto, contemplá-los na programação; •Trabalho simultâneo, cooperativo e participativo, entendido como a participação dos alunos com necessidades especiais nas atividades desenvolvidas pelos demais colegas, embora não o façam com a mesma intensidade, nem necessariamente com a mesma ação ou grau de abstração. 77 Como se vê, várias ações estão intrinsecamente ligadas à adequação/melhoria da infraestrutura física da Instituição e à aquisição de equipamentos específicos destinados aos portadores de cada tipo de necessidade educativa especial. Políticas e práticas de educação à distância O câmpus Paranavaí é um dos polos de educação à distância do IFPR, ofertando atualmente os seguintes cursos: Técnico em Administração; Técnico em Eventos; Técnico em Meio Ambiente; Técnico em Logística; Técnico em Reabilitação de dependentes químicos; Técnico em Secretariado; Técnico em Segurança do trabalho; A educação a distância no IFPR câmpus Paranavaí tem como objetivos: Democratizar a oferta do ensino técnico público e de qualidade, oferecendo vários e diferentes cursos à região.; Promover a inclusão digital dos estudantes; Promover a elevação do nível de escolarização nos municípios; Colaborar com a modernização da educação e facilitação do aprendizado; Promover a formação de cidadãos conscientes eticamente dos seus direitos e deveres, empreendedores, preparados para atuação pessoal e profissional; O sistema utilizado pelos cursos da educação à distância do IFPR é a Rede e-Tec Brasil que oferta educação profissional e tem o propósito de ampliar e democratizar o acesso a cursos técnicos de nível médio, públicos e gratuitos, em regime de colaboração entre União, estados, Distrito Federal e municípios. A metodologia utilizada é composta de tele aulas, tutoria presencial e a distância. O câmpus de Paranavaí é um polo de apoio no qual são transmitidas as tele aulas e onde acontece a tutoria presencial. 78 O câmpus possui três tutores presenciais, aos quais compete motivar e orientar os alunos nas dificuldades que forem surgindo durante o processo de ensino. Sempre que possível enfatizar a importância do estudo independente ou em grupo, isso fará com que o aluno se familiarize com a metodologia do curso. Deve-se destacar também a importância da interação do grupo, a qual favorece a comunicação entre os seus membros na realização dos trabalhos; comunicar-se pessoalmente com cada aluno, estabelecendo uma relação compreensiva de aceitação, evitando atitudes autoritárias ou permissivas; verificar a existência de problemas pessoais entre os alunos que possam dificultar a aprendizagem, propondo, se possível, soluções. Os alunos da educação à distância também podem usufruir dos tutores a distância. Estes são responsáveis pela interação e comunicação com o aluno, esclarecendo eventuais dúvidas; dando-lhe o suporte necessário para a realização das atividades, corrigindo-as e dando o feedback; pesquisando e disponibilizando materiais para a complementação do estudo e acompanhando a evolução do aluno. A interação do aluno com o tutor a distância acontece por meio do AVA – Ambiente Virtual de Aprendizagem. O AVA dos cursos técnicos está organizado a partir do conceito de Trilha de Aprendizagem. Esta organiza todos os conteúdos a serem abordados em cada disciplina, na qual o estudante encontrará o plano de ensino, apresentação da disciplina, vídeos das aulas, matérias de aula, indicação de materiais para ampliação do conhecimentos, ferramentas de interação, atividades de reflexão, atividades de aplicação prática e avaliação. Como é operacionalizado o planejamento escolar OBJETIVOS Estruturar os cursos existentes: METAS Estudar e PRAZOS Reestruturar os planos de ensino dos cursos; Manter instalações adequadamente mobiliadas e estruturadas para o atendimento das necessidades dos cursos; Acompanhamento de egressos; Avaliar junto à comunidade interna o desempenho dos cursos existentes; Avaliar junto à comunidade externa a aceitação e o desempenho dos cursos existente; Criar uma política interna para realização de consulta 79 definir a criação de cursos superiores: Adequar as modalidades de cursos regulares a serem ofertados no câmpus: Incentivar melhorias no processo ensinoaprendizagem Estruturar os cursos de EAD no câmpus: Estruturar as dependências físicas do câmpus: Estruturar a telefonia e a rede de dados no câmpus: pública sobre o interesse da comunidade para implantação de novos cursos nos eixos já existentes; Planejar e implantar cursos superiores de licenciatura, tecnologia e/ou bacharelado nos eixos já existentes, de acordo com as diretrizes e orientações da PROENS. Estudar e definir a abertura de cursos técnico-integrados e suas respectivas áreas; Estudar e definir a oferta de cursos superiores, sendo como prioridade licenciatura, conforme orientação da PROENS; Estudar e definir oferta de um FIC EJA ou PROEJA no câmpus, conforme orientação da PROENS; Estudar e ofertar cursos de formação inicial e continuada de trabalhadores segundo demandas previamente levantadas (PRONATEC); Estudar e definir oferta de cursos de pós-graduação latu senso e/ou stricto senso no câmpus. Incentivar os alunos a participarem dos horários de atendimento ao aluno; Incentivar os alunos à participação de bolsas e auxílios estudantis; Aumentar a manutenção de Ensino para o professor. Requerer a construção de um espaço próprio para os cursos e administração EAD (ou seguindo critérios do câmpus EAD); Solicitar o aumento no repasse de recursos referentes aos alunos do EAD para o câmpus; Definir a oferta de cursos mediante a demanda reginal. Solicitar salas de aula, laboratórios, quadra poliesportiva, biblioteca, áreas administrativas, espaços de convivência, espaços de apoio ao ensino, pesquisa e extensão, de acordo com as diretrizes da PROAD; Expandir o estacionamento; Requerer construção de coberturas nas passarelas de acesso de acordo com as diretrizes da PROAD; Elaborar e requerer um projeto de paisagismo no câmpus; Estruturar a secretaria acadêmica e a direção administraviva; Solicitar a construção de infra-estrutura básica para prática de atividades físicas. Adequar a estrutura física do câmpus segundo norma Brasil 9050. Adequar a telefonia às necessidades do câmpus; Instalar uma central telefônica; Aumentar o número de ramais telefônicos; Expandir e adequar a rede de dados às necessidades do câmpus; Solicitar servidor técnico administrativo para gerenciar a Tecnologia da Informação do câmpus, de acordo com 80 Incentivar melhorias na seção de registros acadêmicos: Consolidar os recursos humanos do câmpus: Incentivar a formação continuada de servidores: Incentivar a pesquisa e extensão no câmpus: Valorizar os servidores do câmpus: Expandir a participação de Servidores e alunos em eventos: Motivar a comunidade interna a orientações da PROGEPE; Adquirir materiais necessários para estruturação (cabos, conectores, servidores, impressoras, etc). Estruturar a secretaria acadêmica; Definir padrões de documentos a serem utilizados, seguindo orientações da PROENS; Estabelecer normas de funcionamento da secretaria acadêmica, seguindo orientações da PROENS. Solicitar o quantitativo de enxoval de servidores conforme as necessidades específicas e orientações da PROGEPE; Adequar o número de servidores terceirizados de acordo com as necessidades específicas; Tornar um servidor responsável pela comunicação do câmpus (notícias, site, etc.). Definir critérios para afastamento para estudos de acordo com as diretrizes e orientações da PROENS/PROGEPE; Levantar a demanda interna existente no câmpus para estudos formativos e de aperfeiçoamento; Elaborar a relação de servidores e o cronograma de afastamento para estudos de acordo com critérios estabelecidos. Promover debates e palestras como estratégia de incentivo à pesquisa e à extensão; Estabelecer normas internas de incentivo à pesquisa e extensão de acordo com as diretrizes e orientações da PROEPI/PROENS; Incentivar os servidores a submeter propostas de trabalho para atender a demanda do câmpus (PIBS, Extensão, PIBIC-JR, Editais do CNPQ, etc); Incentivar a participação ou formação de grupos de pesquisa. Sensibilizar as Pró-reitorias para a valorização dos servidores; Solicitar as Pró-Reitorias políticas de valorização dos servidores; Proporcionar um ambiente de trabalho agradável e que assegure a integridade física, moral e mental dos servidores; Promover uma política de participação de servidores em eventos. Incentivar a participação de docentes, técnicos administrativos e alunos em congressos, simpósios, feiras, palestras, cursos externos e internos, aperfeiçoamentos e outros; Estudar e reservar um orçamento de diárias e passagens para a participação em eventos dos servidores. Incentivar o desenvolvimento de projetos para a melhoria do bem estar no ambiente de trabalho; Fortalecer a prática de atividade física aos alunos por 81 prática de atividades físicas: Promover atividades culturais e humanísticas no câmpus: Fortalecer a interação com a comunidade: Propor políticas sustentáveis: Criação de Empresa Júnior: Estudar sobre a criação de associação de servidores de Paranavaí: meio de projetos e competições; Adquirir materiais e equipamentos para a realização das atividades físicas. Estabelecer uma comissão para coordenação e execução de atividades culturais e humanísticas; Acompanhar a aceitabilidade das atividades junto aos alunos; Elaborar cronograma de atividades; Adquirir materiais e equipamentos para realização e atividades artísticas e culturais. Expandir vínculos do IFPR com toda a região da AMUNPAR; Incentivar a participação de servidores nas entidades da região (Sindicatos, Sociedade Rural, Associação Comercial, Entidades de Classe, Centros de Pesquisa, etc.); Estudar e implantar políticas de divulgação institucional (TV, Radio, Outdoor, etc.). Estabelecer metas para a economia de recursos (água, energia, telefone, etc.); Promover campanhas internas e externas para alcance das metas e acompanhamento das ações e correções das mesmas, caso necessário; Estabelecer critérios para armazenagem e destinação dos resíduos produzidos; Sensibilizar os servidores e alunos quanto à destinação correta dos resíduos produzidos; Implantar SGI (Sistema de Gestão Integrado – Meio Ambiente, Segurança do Trabalho e Qualidade). Promover a criação de empresa Junior e incubadoras tecnológicas para atender a demanda regional; Proporcionar aos alunos um conhecimento técnico e empresarial por meio de consultoria júnior. Estabelecer uma comissão para estudo sobre a implantação de uma associação dos servidores do câmpus Paranavaí; Firmar convênios com o comércio regional (Academias, clubes, lojas, farmácias, etc.). A política do egresso O “feedback” dos alunos egressos da instituição é uma forma de fazer uma análise do trabalho, verificando-se, se está sendo alcançado os objetivos propostos como instituição de ensino que tem intenção da formação do cidadão crítico e reflexivo, preparado para o mundo do trabalho. Porém, o câmpus ainda não possui 82 nenhum egresso, mas em agosto de 2012 será a conclusão das primeiras turmas, sendo o acompanhamento do egresso feito da seguinte maneira: Manter os dados cadastrais dos egressos atualizados por meio do qual ocorrerá a comunicação IFPR/aluno egresso. Para tanto, será aplicado questionário (de um a dois anos após a formatura) pretendendo verificar as expectativas e a realidade desse aluno frente ao mundo do trabalho, possibilitando, assim, o total intercâmbio e mantendo-o informado das diversas atividades que os mesmos poderão participar na instituição. Promover encontros, cursos de extensão, reciclagem e palestras que atendam as necessidades desses alunos frente às contínuas inovações do conhecimento das áreas a fim de atualizar e/ou complementar os saberes adquiridos ao longo dos cursos finalizados, contribuindo para a inserção no mundo do trabalho e, em consequência, obter sucesso profissional e pessoal. Incentivar e apoiar o reencontro dos alunos egressos, mantendo-se o vínculo que possibilitará o apoio ao desenvolvimento de sua vida profissional. (Dia do egresso) Divulgar os egressos que se destacam nas suas atividades profissionais, levando o bom nome do IFPR – Câmpus Paranavaí aos olhos da comunidade. Relações e parcerias com a comunidade, instituições e empresas O IFPR-Paranavaí a fim de firmar um melhor relacionamento com a comunidade, tendo em vista sua missão institucional e sem dela se desvincular, atua em quatro frentes de ação: eventos de divulgação, mundo do trabalho, prestação de serviços e atividades humanitárias. As parcerias são formadas por meio de termos de convênio em que são elaborados planos de trabalho visando a divisão de trabalhos e benefícios. Já as relações com a comunidade são firmadas a partir de contatos de dirigentes das mais diversas áreas (Vigilância Sanitária, Guarda-Mirim, Prefeitura entre outros) com o Instituto Federal do Paraná, câmpus Paranavaí, de acordo com o surgimento de necessidades desses órgãos. Algumas das ações realizadas com o apoio do IFPR-Paranavaí: 83 - Informática para melhor idade: o objetivo central do curso foi aproximar a tecnologia da informática do idoso, mesmo que básico (utilização da internet), visto a distância temporal que os separam; além disso promover a melhora da saúde mental e aumentar o relacionamento social dos integrantes dessa camada da população; - Treinamento para Guarda-mirim: foram ofertados dois cursos visando proporcionar aos alunos uma possibilidade de ingresso no mundo do trabalho, sendo um de introdução ao web-design e outro de capacitação básica de instalações elétricas industriais. - “Job lab”: o curso surgiu a partir de visitas à empresas locais para firmar parcerias objetivando aprimorar o conhecimento dos funcionários quanto as demandas específicas da área de informática. - Palestras: o intuito é enriquecer, motivar e destacar Paranavaí como polo de discussões tecnológicas, além de construir laços com a comunidade acadêmica universitária; - Ações solidárias: com vistas a apoiar as ações sociais realizou-se gincana para arrecadação de brinquedos e alimentos para instituição de apoio às crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social; adoção de cartas natalinas e visita do papai noel; - “Paranavaí Universitária” – o evento foi uma ação conjunta com várias instituições de ensino locais. Um dos objetivos foi à divulgação dos cursos do IFPR câmpus Paranavaí e de outras instituições de ensino para a região da AMUNPAR; - Relação com Agentes de integração (CIEE, Instituto PROE) e empresas da área de elétrica, automação, mecânica, informática e alimentícia como avícola, cooperativas e usinas (ALCOPAR) a fim de promover estágios, inovação tecnológica, possibilidade de ingresso no mundo do trabalho; - Programa Mulheres Mil: o programa é financiado pelo Governo Federal e visa o atendimento de cem mulheres em situação de vulnerabilidade social, com o intuito de qualificá-las profissionalmente, bem como, promover a elevação do grau de escolaridade. O programa atua em parceria com o PROVOPAR, Prefeitura – Secretaria de Desenvolvimento Social, Núcleo Regional de Educação e indústrias alimentícias locais; 84 - Parceria com a PROVOPAR: desenvolvimento de projetos de extensão visando capacitação de agricultores, auxílio à agricultura familiar e produtores do “Compra direta”; - Convênio firmado com o CETEM (Centro Tecnológico da Mandioca): a aliança envolve a Prefeitura representada pela Secretaria da Agricultura para atuar no Centro de Referência Agroalimentar em auxílio aos pequenos produtores e agricultores através de cursos voltados à manipulação de alimentos e projetos de extensão. - PRONATEC: o programa é financiado pelo Governo Federal e visa o atendimento de estudantes, trabalhadores e militares de baixa patente com o intuito de qualificá-los profissionalmente. Também serão oferecidos cursos em parceria com a SEED – Secretaria Estadual de Educação, Ministério da Defesa e Prefeitura. A política de ensino, pesquisa e extensão do câmpus de Paranavaí Perante o desafio de pensar suas políticas de ensino, pesquisa e extensão o coletivo do câmpus Paranavaí do IFPR acredita ser necessário assumir como norte os elementos emanados na lei que lhe deu origem (lei nº 11.892, de 29 de dezembro de 2008), que estabelece, entre outros princípios: Art. 6o Os Institutos Federais têm por finalidades e características: I - ofertar educação profissional e tecnológica, em todos os seus níveis e modalidades, formando e qualificando cidadãos com vistas na atuação profissional nos diversos setores da economia, com ênfase no desenvolvimento socioeconômico local, regional e nacional; II - desenvolver a educação profissional e tecnológica como processo educativo e investigativo de geração e adaptação de soluções técnicas e tecnológicas às demandas sociais e peculiaridades regionais; III - promover a integração e a verticalização da educação básica à educação profissional e educação superior, otimizando a infraestrutura física, os quadros de pessoal e os recursos de gestão; IV - orientar sua oferta formativa em benefício da consolidação e fortalecimento dos arranjos produtivos, sociais e culturais locais, identificados com base no 85 mapeamento das potencialidades de desenvolvimento socioeconômico e cultural no âmbito de atuação do Instituto Federal; V - constituir-se em centro de excelência na oferta do ensino de ciências, em geral, e de ciências aplicadas, em particular, estimulando o desenvolvimento de espírito crítico, voltado à investigação empírica; VI - qualificar-se como centro de referência no apoio à oferta do ensino de ciências nas instituições públicas de ensino, oferecendo capacitação técnica e atualização pedagógica aos docentes das redes públicas de ensino; Art. 7o Observadas as finalidades e características definidas no art. 6o desta Lei, são objetivos dos Institutos Federais: I - ministrar educação profissional técnica de nível médio, prioritariamente na forma de cursos integrados, para os concluintes do ensino fundamental e para o público da educação de jovens e adultos; II - ministrar cursos de formação inicial e continuada de trabalhadores, objetivando a capacitação, o aperfeiçoamento, a especialização e a atualização de profissionais, em todos os níveis de escolaridade, nas áreas da educação profissional e tecnológica; III - realizar pesquisas aplicadas, estimulando o desenvolvimento de soluções técnicas e tecnológicas, estendendo seus benefícios à comunidade; IV - desenvolver atividades de extensão de acordo com os princípios e finalidades da educação profissional e tecnológica, em articulação com o mundo do trabalho e os segmentos sociais, e com ênfase na produção, desenvolvimento e difusão de conhecimentos científicos e tecnológicos. V - estimular e apoiar processos educativos que levem à geração de trabalho e renda e à emancipação do cidadão na perspectiva do desenvolvimento socioeconômico local e regional; e VI - ministrar em nível de educação superior: a) cursos superiores de tecnologia visando à formação de profissionais para os diferentes setores da economia; b) cursos de licenciatura, bem como programas especiais de formação pedagógica, com vistas na formação de professores para a educação básica, sobretudo nas áreas de ciências e matemática, e para a educação profissional; 86 c) cursos de bacharelado e engenharia, visando à formação de profissionais para os diferentes setores da economia e áreas do conhecimento; d) cursos de pós-graduação lato sensu de aperfeiçoamento e especialização, visando à formação de especialistas nas diferentes áreas do conhecimento; e e) cursos de pós-graduação stricto sensu de mestrado e doutorado, que contribuam para promover o estabelecimento de bases sólidas em educação, ciência e tecnologia, com vistas no processo de geração e inovação tecnológica. Quanto ao ensino técnico de nível médio, assume-se como diretriz, em conformidade com a lei nº 11.892, de 29 de dezembro de 2008 e o termo de acordos e metas a expansão gradativa de cursos integrados ao ensino médio, já iniciada em 2012, com a implantação do curso técnico em informática nessa modalidade. Também conjuntamente impõe-se a implantação dos cursos PROEJA (educação profissional integrada a educação de jovens adultos), a respeito da qual intencionase a busca de parcerias com a rede estadual de educação básica. Faz-se necessário um estudo para a adequação da oferta de cursos técnicos com a demanda local. A oferta de cursos de formação inicial e continuada de trabalhadores constituise igualmente em uma lacuna a ser suprida entre os cursos disponibilizados pelo campus. A esse respeito, assume-se a necessidade de fomentar a construção de propostas que abarquem essa importante oportunidade dos trabalhadores. No que tange ao ensino superior cabe ao campus assumir a realidade limitadora imposta pela lei nº 11.892, de 29 de dezembro de 2008, em seu artigo 8o, que diz: “No desenvolvimento da sua ação acadêmica, o Instituto Federal, em cada exercício, deverá garantir o mínimo de 50% (cinquenta por cento) de suas vagas para atender aos objetivos definidos no inciso I do caput do art. 7o desta Lei, e o mínimo de 20% (vinte por cento) de suas vagas para atender ao previsto na alínea b do inciso VI do caput do citado art. 7o”. A esse respeito essa unidade do IFPR tem como realidade imediata uma instituição de ensino, já consolidada e renomada na região, que há 46 anos oferta cursos de licenciatura. Em face disso, torna-se essencial, estudos que permitam evitar o choque entre as ofertas procedentes dessas duas diferentes instituições e que também possibilitem a otimização dos recursos públicos no atendimento das necessidades locais. 87 Quanto aos cursos da área tecnológica a prioridade do campus situa-se na definição das reais demandas da comunidade regional, com vistas à proposição de cursos que propiciem a permanência do estudante em seu local de origem com ganho em seu desenvolvimento humano, profissional, social e econômico. Nessa dinâmica é igualmente primordial a valorização dos profissionais que já atuam no campus. A partir disso vislumbra-se a médio e longo prazo o atendimento da população local por meio de cursos de pós-graduação. Dessa forma, os Institutos Federais propõem uma educação em que o domínio intelectual da tecnologia, firma-se a partir da cultura, conhecimentos prévios e adquiridos. Neste sentido atribui-se particularmente ao câmpus o desenvolvimento de propostas de formação que contemplem os fundamentos, princípios científicos e linguagens das diversas tecnologias que caracterizam o processo de trabalho contemporâneo, considerados em sua historicidade, como também a promoção do desenvolvimento regional. Contribuindo para atingir esses objetivos, o Estatuto do Instituto Federal do Paraná (2009), em relação às atividades de extensão e de pesquisa, estabelece os seguintes princípios: Art. 31 - As ações de extensão e de interação com a sociedade constituem um processo educativo, cultural e científico que articula o ensino e a pesquisa de forma indissociável, para viabilizar uma relação transformadora entre o Instituto Federal e a sociedade. Art. 32 - As atividades de extensão e de interação com a sociedade têm como objetivo apoiar o desenvolvimento social e cultural, através da oferta de cursos e realização de atividades específicas. Art. 33 - As ações de pesquisa constituem um processo educativo para a investigação e o empreendedorismo, visando à inovação e à solução de problemas científicos e tecnológicos, envolvendo todos os níveis e modalidades de ensino, com vistas ao desenvolvimento social. Art. 34 - As atividades de pesquisa têm como objetivo formar recursos humanos para a investigação, a produção, o empreendedorismo e a difusão de conhecimentos culturais, artísticos, científicos e tecnológicos, sendo desenvolvidas em articulação com o ensino e a extensão, ao longo de toda a formação profissional. 88 Em face do exposto, as políticas de ensino, pesquisa e extensão do IFPR campus Paranavaí, em linhas gerais, assumem como premissas: Práticas de ensino contextualizadas que envolvam o diálogo entre o saber sistematizado e as peculiaridades dos arranjos produtivos, sociais e culturais locais; Respeito ao itinerário formativo do estudante com valorização dos seus saberes anteriores e oportunidade de constante revisão de seu percurso por meio de retomada de conteúdos, recuperação paralela e estudos individualizados; Aprimoramento constante do corpo docente no que se refere à inter-relação entre o conhecimento inerente a sua formação especifica e aqueles advindos da área da educação, considerados indispensáveis ao alcance da aprendizagem plena pelos discentes. Consolidação e ampliação dos espaços e equipamentos destinados às atividades de ensino, com vistas à implementação do necessário dialogo entre a teoria e a prática na formação de profissionais para a área técnica e tecnológica. Incentivo aos docentes e técnicos-administrativos para a elaboração de projetos de pesquisa, visando o desenvolvimento científico e tecnológico; Incentivo aos docentes e técnicos-administrativos para elaboração de projetos de extensão, visando o diálogo com a comunidade, buscando atender suas necessidades, bem como divulgar as atividades propostas no âmbito Institucional, criando uma ponte entre o Instituto e a comunidade; Divulgação de editais internos e externos, incentivando a busca de parcerias institucionais, interinstitucionais, e de apoio financeiro para o desenvolvimento de projetos de pesquisa e extensão; Apoio aos docentes para submeterem projetos de pesquisa visando a obtenção de bolsas de iniciação científica para os discentes, na modalidade PIBIC-Jr.; 89 Apoio aos docentes para submeterem projetos de extensão, visando à obtenção de bolsas para os discentes, na modalidade de extensão; Incentivo à criação de grupos de pesquisa, com o intuito de fortalecer as atividades de pesquisa, criar linhas de pesquisa, estabelecer diálogo entre as várias áreas de conhecimento intra e interinstitucional, bem como aumentar a produção científica; Fortalecer e apoiar pesquisas inovadoras e tecnológicas, por meio da Implantação do Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT); Estabelecer diálogo com a comunidade externa, visando o levantamento de suas demandas e a busca de parcerias com empresas, indústrias e com o setor produtivo local, para o apoio às atividades de pesquisa e extensão; Divulgar por meio do COPE do Câmpus as normas estabelecidas pela PROEPI e que regem as atividades de pesquisa e extensão, bem como elaborar normas internas do Câmpus, a fim de adequar os mecanismos para o desenvolvimento de projetos de pesquisa e extensão, de modo que atendam às necessidades regionais, contribuindo para criar uma identidade do Câmpus Paranavaí; Incentivo à qualificação de docentes e técnico-administrativos, para que possam cursar Pós-Graduação nas modalidades de Mestrado e Doutorado, a fim de ampliarem o seu conhecimento, estabelecerem contatos com outras Instituições de Ensino e fortalecerem desta forma, as atividades de Pesquisa e Extensão no Câmpus. Com relação às ações de pesquisa e extensão, estas têm se consolidado por meio dos documentos: Portaria nº 02 de 06 de junho de 2009, dispõe sobre as ações de pesquisa e extensão no IFPR; Portaria nº 03 de 09 de junho de 2009, que dispõe sobre a criação dos Comitês de Pesquisa e Extensão no âmbito do IFPR e estabelece critérios para suas atribuições, composição e funcionamento; Portaria nº 5 de 13 de junho de 2009, que estabelece normas para a elaboração dos Projetos de Pesquisa no Instituto Federal do Paraná. Outros documentos foram aprovados pelo Conselho Superior, tais como: Resolução nº 002/2009, estabelece diretrizes para a gestão das atividades de Ensino, Pesquisa e Extensão no âmbito do IFPR; Resolução nº 008/2010, dispõe sobre a criação dos Comitês de Pesquisa e 90 Extensão no âmbito do IFPR e estabelece critérios para suas atribuições, composição e funcionamento; Resolução nº 45/11, dispõe sobre a institucionalização de Grupos de Pesquisa no âmbito do IFPR. No Câmpus Paranavaí, o Comitê de Pesquisa Extensão (COPE) iniciou as suas atividades a partir do segundo semestre de dois mil e onze. É, portanto, um órgão novo no Câmpus, que ainda se encontra em processo de estruturação. Seu trabalho orienta-se pelas normativas estabelecidas pela PROEPI e resoluções do IFPR. No entanto, o COPE do Câmpus tem buscado a elaboração de sua própria identidade, a fim de atender às necessidades regionais, bem como de seu corpo docente e administrativo. Diante do contexto apresentado, os docentes com dedicação exclusiva e em regime de 40 horas semanais devem apresentar ao menos um projeto de Extensão ao COPE, como proponente. Para propor projetos de Pesquisa o docente deve ter ao menos um projeto de Extensão. O objetivo da adoção desta medida é que a comunidade externa tenha acesso à estrutura física e humana do IFPR, com o intuito de atender populações menos favorecidas e proporcionar o acesso ao ensino público e de qualidade. Além disso, todos devem propor projetos para bolsas PBIS, visando à inclusão social de seus alunos. O COPE, em conjunto com a Coordenação de Pesquisa e Extensão, ambos ligados à Diretoria de Pesquisa e Extensão do Câmpus tem assessorado os docentes e técnicos-administrativos, divulgando editais internos e externos, bem como repassando as normativas e orientações que devem nortear as ações de Pesquisa e Extensão no Câmpus Paranavaí. Destaca-se ainda a implementação do Núcleo de Inovação Tecnológica – NIT no Câmpus, que tem buscado o estabelecimento de parcerias com o setor empresarial e produtivo da comunidade externa, visando a articulação de ações voltadas para o desenvolvimento tecnológico de acordo com as demandas locais e regionais. Almeja-se assim que ao final de seu itinerário formativo o estudante em sua relação com o mundo do trabalho se constitua como cidadão e agente político apto a compreender a realidade e ser capaz de ultrapassar os obstáculos que ela apresenta; de pensar e agir na perspectiva de possibilitar as transformações políticas, econômicas, culturais e sociais imprescindíveis para a construção de outro 91 mundo possível. Trata-se de uma educação voltada para a construção de uma sociedade mais democrática, inclusiva e equilibrada social e ambientalmente. Estas reflexões fomentadas pelo documento “Um novo modelo educacional: concepção e diretrizes” (SETEC, 2010), impulsionam o campus Paranavaí do IFPR a projetar suas ações, inserido na realidade social, econômica e cultural que lhe é própria, com foco na oferta de ensino prevista em sua criação: educação profissional de nível técnico, formação inicial e continuada de trabalhadores e educação de nível superior. Outro fator a ser considerado, com vistas à economia dos recursos públicos é o planejamento do ensino a partir dos eixos tecnológicos a que se vinculam os cursos técnicos já ofertados pelo campus, a saber: controle e processos industriais, informação e comunicação e produção alimentícia. 92 CONSIDERAÇÕES FINAIS O projeto político-pedagógico apresentou ações de curtos, médios e longos prazos. Diante desse quadro é fundamental que haja um acompanhamento e avaliação sistemática do processo de implantação e consolidação do mesmo. É necessário avaliar para detectar a diferença entre o planejado/previsto e o realizado no sentido de corrigir essas diferenças. É necessário avaliar para identificar possíveis falhas no próprio projeto e, dessa forma, redefinir conceitos, metas e objetivos, enfim é necessário avaliar para estabelecer um diálogo permanente entre a teoria (o projeto) e a prática (a implementação do projeto). Além disso, deve estar regido pela participação efetiva dos distintos agentes internos e externos, na busca do estabelecimento/fortalecimento de um diálogo social que envolva, além dos participantes da instituição, os representantes discentes, dos profissionais formados pela Instituição, os pais dos discentes e os representantes da comunidade. Dessa forma, busca-se fazer uma avaliação constante do projeto com o intuito de melhorar a qualidade educativa do IFPR câmpus Paranavaí. 93 REFERÊNCIAS AMUNPAR. Mapa da região. Disponível on-line em: http://www.amunpar.com.br/ Acesso em 28.mar.2012. ARELARO, Lisete & GIL, Juca. FUNDEB: Dilemas e Perspectivas - Política de Fundos na Educação: duas posições. Brasília, editora independente, 2005 BOBBIO, N. O futuro da democracia. Trad. Marco Aurélio Nogueira. São Paulo: Paz e Terra, 2000. BRASIL. Lei nº9.394/96, de 20/12/1996 – LDB. Estabelece as diretrizes e bases da Educação Nacional. 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