11 HUMANIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO IDOSO EM UMA UNIDADE DE SAÚDE DA FAMÍLIA HUMANIZATION OF THE ASSISTANCE OF NURSING TO THE AGED ONE IN A UNIT OF HEALTH OF THE FAMILY Andréia Assis Silva Graduada em Enfermagem pelo Centro Universitário do Leste de Minas Gerais- UnilesteMG. [email protected] Maria Marta Marques de Castro Borges Docente do Curso de Enfermagem do Centro Universitário do Leste de Minas Gerais-UnilesteMG. Mestranda em Gerontologia pela Universidade Católica de Brasília RESUMO Com o aumento da população idosa, torna-se cada vez mais freqüente a presença de idosos nos serviços de saúde. A pesquisa pretende analisar a percepção do idoso em relação à assistência de enfermagem prestada considerando os princípios de humanização. O aumento da população idosa gerou um impacto marcante nos serviços de saúde, que não possuíam estrutura suficiente para atender a esta demanda, necessitando de novo planejamento dos serviços voltados para assistência ao idoso. A enfermagem é um campo profissional apto a desenvolver atitudes efetivas e de impacto na atenção à saúde do idoso, podendo o enfermeiro atuar em diversos campos. Neste estudo de abordagem qualitativa, os dados foram obtidos através de questionário aplicados aos membros da equipe de enfermagem e roteiro de entrevista aplicada aos idosos. Destacou-se a satisfação de 87% dos idosos em relação à assistência de enfermagem. Este fato interfere diretamente na análise da assistência humanizada. A humanização deve ser trabalhada nos serviços de saúde, tornando-se um desafio a ser superado, quando se refere à assistência ao idoso. PALAVRAS-CHAVE: Assistência de Enfermagem. Humanização da Assistência. Idoso. ABSTRACT With the increase of the aged population in our country, each more frequent time becomes the presence of aged in the health services. The research intends to analyze the perception of the aged in relation to the assistance of given nursing considering the beginning of humanization. The increase of the aged population had generated an impressive impact in the health services, which do not own structures sufficient to take care of all this demand, having had the necessity of new projects of services of health come back toward assistance to the aged people. The nursing is capable professional field to develop attitudes effective and of deep impact in the attention to the health of the aged people, being able the nurse to act in diverse fields of activity. A study of qualitative boarding, in which the data had been gotten through questionnaire applied to the members of the team of nursing and applied script of an interview to the aged people. The satisfaction of 87% of the aged people in relation to the nursing assistance was distinguished in this study. This fact intervenes directly with the analysis of the humanization assistance. The humanization is an aspect that must be worked in the health services, deserving attention and becoming a challenge to be surpassed, mainly when if it relates to the health of the aged people. KEY WORDS: Assistance of Nursing. Humanization of Assistance. Aged . Revista Enfermagem Integrada – Ipatinga: Unileste-MG-V.1-N.1-Nov./Dez. 2008. 12 INTRODUÇÃO O aumento da população idosa tem sido marcante nos últimos anos e desde os anos 60 têm aumentado o número de pessoas idosas nos países de terceiro mundo. No Brasil a faixa etária de 60 anos ou mais é a que mais cresce e a estimativa para 2020 indica que a população idosa poderá exceder 30 milhões de pessoas. No ano de 2050 as pessoas idosas representarão um quinto da população mundial (PAPALÉO NETTO, 2002; BRASIL, 2002; BRASIL, 2000). Este fato gerou um impacto marcante nos serviços de saúde, sendo as políticas existentes ineficientes se não priorizarem a demanda de uma sociedade envelhecida. Há necessidade de novos planejamentos voltados para assistência ao idoso, definir novos espaços nas diversas estruturas sociais para as pessoas idosas e reforçar o debate sobre as atribuições do Estado (FONTE, 2002). O envelhecimento é um processo dinâmico e progressivo no qual há várias alterações que tornam o idoso mais susceptível a agressões intrínsecas e extrínsecas. Envelhecer é a redução da capacidade de sobreviver ocorrendo alterações morfológicas, funcionais e bioquímicas podendo desenvolver dependência, sentimento de inutilidade e rejeição (SMELTZER; BARE, 2006; PAPALÉO NETTO, 2002; CARVALHO FILHO; PAPALÉO NETTO, 2000). A incapacidade física é o problema que mais afeta essa faixa etária, sendo sua principal causa as doenças crônicas, interferindo diretamente na realização de suas atividades de vida diária. Tem-se percebido um aumento nas internações e consultas entre idosos. Esta faixa etária representa cerca de 9% da população e consome mais de 26% dos recursos de internação hospitalar no SUS (BRASIL, 2006; SMELTZER; BARE, 2006; BRASIL, 2002). O sistema de saúde brasileiro não tem considerado o envelhecimento como uma de suas prioridades, associado à carência de profissionais qualificados, poucas modalidades assistenciais mais humanizadas e a escassez de recursos sócioeducativos e de saúde direcionados ao atendimento às pessoas idosas. É necessário buscar as causas determinantes das atuais condições de saúde e de vida dos idosos e planejar as intervenções de forma adequada de acordo com a necessidade e investir na área hospitalar e na rede básica de saúde para atender suas demandas (BRASIL, 2006a; BRASIL, 2002; SMELTER; BARE, 2002; SIMÕES, 1998). Em janeiro de 1994 foi aprovada a Lei n° 8.842, que define a Política Nacional do Idoso, estabelecendo direitos sociais, garantindo autonomia, integração e participação efetiva na sociedade com direito à cidadania, à saúde e à assistência humanizada (CANÇADO, 2002; PAPALÉO NETTO, 2002). Em 1° de outubro de 2003 foi aprovado o estatuto do idoso abrangendo desde os direitos fundamentais até o estabelecimento de penas para crimes cometidos contra a pessoa idosa. Afirma ao idoso o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, à cultura, ao esporte, ao lazer, ao trabalho, à cidadania, à liberdade, à dignidade, ao respeito e à convivência familiar e comunitária. No que diz respeito ao direito à saúde, é obrigação do estado garantir proteção mediante efetivação de políticas sociais públicas; assegurar atenção integral à saúde por intermédio do Sistema Único de Saúde (SUS), garantindo acesso universal e igualitário, com Revista Enfermagem Integrada – Ipatinga: Unileste-MG-V.1-N.1-Nov./Dez. 2008. 13 ações e serviços para prevenção, promoção, proteção e recuperação da saúde e prover os serviços com profissionais capacitados. Pelo Estatuto, o idoso tem direito à unidade geriátrica de referência, atendimento domiciliar e acompanhamentos, incluindo internação com acompanhante, fornecimento gratuito de medicamentos e direito a optar pelo tratamento quando com domínio de suas faculdades mentais (BRASIL, 2003a). Considerando a necessidade de que o setor saúde dispusesse de uma política atualizada relacionada à saúde do idoso, foi aprovada em outubro de 2006 a Portaria n° 2.528. Esta política tem como finalidade definir as diretrizes para recuperar, manter e promover a autonomia e a independência da pessoa idosa, direcionando medidas coletivas e individuais de saúde, em acordo com os princípios e diretrizes do SUS. Esta política envolve todo cidadão e cidadã, brasileiros, com 60 anos ou mais de idade (BRASIL, 2006a). Na Estratégia de Saúde da Família, espera-se que os profissionais de saúde devam estar voltados para a assistência integral e contínua de todos os membros das famílias vinculadas à unidade, sem perder de vista o seu contexto familiar e social. O profissional deve estar atento às mudanças do perfil populacional de sua área de abrangência, com atenção especial ao idoso e uma participação ativa na melhoria de sua qualidade de vida, com medidas de promoção, proteção, identificação precoce de seus agravos, intervenção e medidas de reabilitação voltadas a evitar a sua exclusão do convívio familiar e social. Considerar e defender como essencial a presença e participação do idoso na família e na sociedade é uma das missões daqueles que adotaram a proposta da atenção básica resolutiva, integral e humanizada (SILVESTRE; COSTA NETO, 2003). O SUS estabelece uma política pública de saúde que visa à integralidade, a universalidade, a eqüidade e a incorporação de novas tecnologias, saberes e práticas. Apesar disso, ainda são encontrados no SUS problemas como: fragmentação do processo de trabalho e das relações entre profissionais; despreparo para lidar com a dimensão subjetiva nas práticas de atenção; baixo investimento na qualificação dos trabalhadores e desrespeito aos direitos dos usuários. Diante desses problemas, observam-se no Brasil várias iniciativas para se construir de modo eficaz um sistema público que garanta acesso universal, equânime e integral a todos os cidadãos brasileiros (BRASIL, 2006c; BENEVIDES; PASSOS, 2005). Portanto, a Política Nacional de Humanização (PNH) de fevereiro de 2003, constitui-se em uma iniciativa que tem como princípios valorizar as práticas de atenção e gestão de acordo com o SUS, respeitando cada cidadão na sua individualidade e direitos; estimular e fortalecer o trabalho em equipe multiprofissional; apoiar construção de redes cooperativas para a produção de saúde; preservar a autonomia de cada cidadão fazendo com que seja protagonista das práticas de atenção à saúde; fortalecer co-responsabilidades nos processos de gestão e controle social em todas as instâncias do SUS e compromisso com a democratização das relações de trabalho; valorizar os profissionais; promover gestão compartilhada e participativa dos cuidados e atenção aos usuários estimulando o trabalho humanizado; estar atento para questões de violência e preconceitos durante o atendimento; respeitar a privacidade; prover de ambiente Revista Enfermagem Integrada – Ipatinga: Unileste-MG-V.1-N.1-Nov./Dez. 2008. 14 acolhedor e confortável e incentivar à educação permanente (BRASIL, 2003b; 2006d). A PNH propõe que o acolhimento deve estar presente em todos os momentos do processo de atenção à saúde. Apesar de estar presente em todas as relações humanas, tem-se percebido o não exercício desse acolhimento nas práticas cotidianas. O acolhimento é uma ação que deve favorecer a construção de uma relação de confiança e compromisso com os usuários, com as equipes e os serviços. No acolhimento à pessoa idosa o profissional deve compreender as questões do processo de envelhecimento, facilitar o acesso dos idosos aos diversos níveis de atenção, estar qualificado e estabelecer uma relação respeitosa com o idoso como, por exemplo: chamá-lo pelo nome, considerar que ele é capaz de compreender as perguntas e as orientações que lhe são atribuídas e se dirigir a ele utilizando-se de uma linguagem clara (BRASIL, 2006c). A humanização está vinculada aos direitos humanos, é um princípio que deve ser aplicado a qualquer aspecto do cuidado. Na assistência humanizada o usuário participa das tomadas de decisões quanto ao tratamento tendo sua autonomia preservada. Na relação profissional - paciente, o profissional deve valorizar a efetividade e a sensibilidade como elementos necessários ao cuidado, é preciso que haja um encontro entre pessoas, compartilhando saber, poder e experiência vivida, mantendo relações éticas e solidárias (BENEVIDES; PASSOS, 2005; CAMPOS, 2005). Humanização em saúde caracteriza-se como um movimento no sentido da concretização dos princípios do SUS no dia-a-dia dos serviços. Humanizar em saúde é atender as necessidades do outro com responsabilidade, levando em conta seus desejos e interesses, envolve valorização dos diferentes sujeitos implicados no processo de produção de saúde, estabelecendo vínculos solidários, participação coletiva no processo de gestão e a indissociabilidade entre atenção e gestão. Humanização é o processo de produção de saúde proporcionando um atendimento integral ao usuário (BRASIL, 2004; BRASIL, 2003b). A atenção à saúde do idoso deve firmar-se na atenção básica, através das Unidades Básicas de Saúde (UBS) e Unidades de Saúde da Família (USF), promovendo ações de prevenção, promoção, proteção e recuperação da saúde, assegurando todos os direitos de cidadania, defesa de sua dignidade, bem-estar e direito à vida (BRASIL, 2006; BRASIL, 2006b; BRASIL, 2002). A Equipe de Saúde da Família deve ser responsável pela atenção à saúde da pessoa idosa pertencente a sua área de abrangência. Todos os profissionais devem oferecer ao idoso e sua família uma atenção humanizada com orientação, acompanhamento e apoio domiciliar. Para a efetivação de uma assistência humanizada, os profissionais devem planejar e programar as ações, estar preparados para lidar com as questões do processo de envelhecimento e buscar sempre o máximo de autonomia dos usuários. Acompanhar pessoas idosas frágeis, conhecer os hábitos de vida, valores culturais, éticos e religiosos dos idosos, de suas famílias e da comunidade, oferecer atenção continuada às necessidades de saúde da pessoa idosa, desenvolver e realizar atividades de educação relativas à saúde da pessoa idosa (BRASIL, 2006). A enfermagem gerontológica, é a que especializa nos cuidados do idoso, e deverá possuir profissionais aptos a desenvolver atitudes efetivas e de impacto na Revista Enfermagem Integrada – Ipatinga: Unileste-MG-V.1-N.1-Nov./Dez. 2008. 15 atenção à saúde do idoso. A gerontologia cuida da personalidade e da conduta dos idosos, levando em conta todos os aspectos ambientais e culturais do envelhecer. A assistência prestada à pessoa idosa está diretamente ligada às suas necessidades de saúde, cuidados e bem-estar. A equipe de enfermagem deve identificar e avaliar suas necessidades para maximizar suas condições de saúde, minimizar as perdas e limitações, facilitar diagnósticos e auxiliar no tratamento, proporcionar conforto quando o idoso apresentar angústias e fragilidades (DUARTE, 2002; CANÇADO, 2002). Na atenção básica, o enfermeiro como membro da equipe de saúde deve conhecer a realidade das famílias, tanto nos aspectos físicos, mentais, sociais e demográficos, devendo realizar assistência integral e contínua a todos os membros incluindo a assistência domiciliar como local de atenção. Deve também, analisar as informações coletadas na consulta de enfermagem e elaborar o plano assistencial estabelecendo metas. O enfermeiro deve participar ativamente do cuidado prestado ao idoso, abordando mudanças físicas consideradas normais e identificando precocemente as alterações patológicas (BRASIL, 2006; PAPALÉO NETTO, 2002). A família e a comunidade devem ser orientadas quanto ao processo de envelhecimento, sobre fatores de risco que os idosos estão expostos e informados sobre intervenções que possam minimizar ou eliminar estes riscos, desenvolvendo ações educativas no nível primário, secundário e terciário, estimulando a participação ativa do idoso e seus familiares no processo de auto-cuidado. O enfermeiro deverá estar sempre atento ao bem-estar do idoso, sua capacidade funcional, sua inserção familiar e social, para mantê-lo o mais independente possível, contribuindo para a manutenção da sua dignidade e autonomia máximas e deverá realizar atividades de educação permanente e interdisciplinar junto aos demais profissionais (PAPALÉO NETTO, 2002; SMELTER; BARE, 2002). A assistência humanizada de enfermagem baseia-se na prática, que resulta do encontro da enfermagem com a assistência à saúde e através desse encontro entre enfermeiro e paciente que o ato de cuidar se torna humanizado. Paterson e Zderad ao desenvolver a teoria da enfermagem humanística tinham como questões centrais como enfermeiros e pacientes interagem e como pode ser desenvolvido um conceito para o cuidar em enfermagem (FENILI, 2001; LEOPARDI, 1999). A teoria é baseada na relação enfermeiro-paciente, que são seres únicos, com potenciais para fazer escolhas; todo encontro entre seres humanos é aberto e profundo, com envolvimento do ser que é cuidado no seu próprio cuidado e decisões que o envolve; todo ato de enfermagem influencia na qualidade de vida e morte do ser que é cuidado; enfermeiro, e aqui, o idoso são independentes e interdependentes. A meta da enfermagem é um maior bem estar para o enfermeiro e a pessoa idosa. A teoria é uma metodologia para o processo existencial em enfermagem, que tem por objetivo tanto a qualidade do cuidado quanto do cuidador (LEOPARDI, 2006; FENILI; SANTOS, 2001). A enfermagem vivência com o outro ser, eventos da vida, ela busca conhecer o ser humano. Para alcançar essa relação inter-humana é necessário o conhecimento de si mesmo e não somente do outro, para que haja abertura ao encontro autêntico do cuidado. Para que haja o cuidado humanizado o enfermeiro tem que ir além de habilidades técnicas, que são também indispensáveis para o cuidado, mas deve Revista Enfermagem Integrada – Ipatinga: Unileste-MG-V.1-N.1-Nov./Dez. 2008. 16 colocar o ser que é cuidado como centro do processo do cuidado. O enfermeiro deve estar consciente, ter responsabilidade, ser capaz, ter abertura para conhecer o outro, respeitar e ajudar o outro como ser humano que tem potencialidades (PAULA, 2004; PAINI, 2000). Portanto, este estudo justifica-se pela necessidade de ampliar a discussão sobre a assistência da equipe de enfermagem da saúde da família aos idosos da sua área de abrangência considerando o cuidado integral e humanizado. O objetivo desta pesquisa é analisar a percepção do idoso em relação à assistência de enfermagem prestada considerando os princípios de humanização. METODOLOGIA A pesquisa qualitativa foi realizada com indivíduos de ambos os sexos, na faixa etária de 60 anos e mais que utilizam serviços de saúde da USF de Coronel Fabriciano e membros da equipe de enfermagem que trabalham nesta unidade. A USF possui em sua área de abrangência 312 idosos cadastrados de acordo com dados de julho de 2007 do Sistema de Informação de Atenção Básica (BRASIL, 2007). A unidade possui três profissionais de enfermagem sendo um enfermeiro e dois auxiliares de enfermagem. Participaram da pesquisa dois profissionais, pois um estava de férias. A pesquisa foi realizada, no domicílio do idoso devido ao comparecimento de um número reduzido desses na USF; este fato ocorre porque o idoso recebe na maioria das vezes, assistência no domicílio. Foram realizadas visitas a 31 idosos, sendo que, a escolha desses se deu através do cadastro de famílias que possuíam idosos como membros. As visitas foram realizadas juntamente com os agentes comunitários de quatro micro áreas no período de 16 a 18 de julho e 31 de julho a 02 de agosto de 2007, no horário de 8h as 11h sendo que um idoso se recusou a participar da pesquisa. Obteve-se a amostra de 30 idosos, sendo encerrada ao término do período determinado para realização da pesquisa. Utilizou-se de um roteiro de entrevista semi-estruturado para os idosos, e aos membros da equipe de enfermagem foi entregue um questionário semi-estruturado, sendo abordados na USF. Foi assinada a autorização para a pesquisa pelo Secretário de Saúde de Coronel Fabriciano. Aos participantes foram dadas informações sobre o presente estudo, sua justificativa e seus objetivos garantindo o sigilo e anonimato, bem como garantia de liberdade para decidir participar ou não da pesquisa. Informou-se também que os dados obtidos seriam apresentados no trabalho, como forma de colaboração cientifica, visando à promoção do envelhecimento saudável, com assinatura do termo de consentimento, assegurando aos participantes os direitos éticos, como previsto na Resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde (BRASIL, 1996). Foi utilizado o programa Excel para gerar e consolidar os dados coletados; aos participantes foram dados números simbólicos. Os resultados foram organizados e apresentados com número absoluto e percentagem através de gráficos, sendo, posteriormente discutidos, analisados e destacados os pontos mais relevantes, de acordo com os objetivos propostos. Revista Enfermagem Integrada – Ipatinga: Unileste-MG-V.1-N.1-Nov./Dez. 2008. 17 RESULTADO E DISCUSSÃO Partindo da análise dos dados obtidos, dos 30 idosos entrevistados, 18 (60%) são do sexo feminino e 12 (40%) são do sexo masculino. O resultado está de acordo com Davim et al (2004) quando diz que o sexo feminino se encontra mais presente em pesquisas com idosos, ressalta, ainda, que no Brasil, o número absoluto de mulheres idosas tem sido superior quando comparados ao número de homens de 65 anos ou mais, podendo ser decorrente da mortalidade diferencial de sexo, que prevalece, na população brasileira. Em seguida os idosos foram questionados em relação ao nível de escolaridade e 3% possuem 2° grau completo, 30% possuem 1° grau completo, 20% possuem 1° grau incompleto e 47% são analfabetos. Segundo Davim et al (2004) esses percentuais apontam o grande número de pessoas com pouco ou nenhum grau de escolaridade. O analfabetismo em idosos representa uma realidade nos países em desenvolvimento como o Brasil, principalmente de idosos que viveram sua infância em época em que o ensino não era prioridade, principalmente com relação à mulher que tinha como obrigação cuidar do lar. Analisando a questão que interroga sobre o atendimento dos profissionais da equipe de enfermagem, 37% responderam ótimo, 50% responderam bom e 13% responderam regular. Os dados mostram o reconhecimento dos idosos de serem bem atendidos pela enfermagem e diante desse resultado a relação que se estabelece entre idoso-profissional de saúde é de satisfação. A satisfação é um importante instrumento para avaliar a qualidade da assistência prestada. Grande parte dos problemas de saúde pode ser resolvida atribuindo às unidades básicas funções de acolhimento, diálogo-comunicação, assistência humanizada e vigilância à saúde. De acordo com Schimith e Lima (2004) a satisfação do usuário está diretamente ligada ao acolhimento e vínculo entre profissional e paciente, proporcionando assim, qualidade nos serviços prestados. Quando se questionou sobre o tempo de espera por atendimento, 10% responderam ótimo, 50% responderam bom e 40% responderam regular estando, portanto, insatisfeitos com o tempo de espera pelo atendimento. De acordo com Brasil (2003a, p.8) o idoso tem direito ao “atendimento preferencial imediato e individualizado junto aos órgãos públicos e privados prestadores de serviços à população”. No setor saúde há necessidade de reorganização do serviço para atendimento dentro dos padrões recomendados pelo Ministério da Saúde, incluindo o acolhimento como forma de entrada no serviço. Quanto à pergunta que se refere ao esclarecimento sobre os serviços prestados, 17% responderam ótimo, 66% responderam bom e 17% responderam regular. Nota-se que a maioria dos idosos são informados sobre a assistência e práticas que lhe são oferecidos. De acordo com Brasil (2003a) o idoso que possuir domínio de suas faculdades mentais tem o direito de optar pelo tratamento de saúde que lhe for julgado mais favorável e deve, portanto receber o apoio e orientações da equipe de saúde que o acompanha. Os participantes da pesquisa responderam uma questão que se refere ao comportamento da equipe de enfermagem durante o atendimento sendo que 93% responderam que são chamados pelo nome, são esclarecidos em caso de dúvidas e Revista Enfermagem Integrada – Ipatinga: Unileste-MG-V.1-N.1-Nov./Dez. 2008. 18 permite o questionamento de informações; 7% responderam outros. Em relação ao item outros, foi referido “descaso por profissionais da enfermagem”. Segundo Brasil (2006) o acolhimento deve estar presente em todos os momentos da atenção e gestão, sendo uma ação que implica na mudança da relação profissional-usuário e sua rede social, com compartilhamento de saberes, necessidades e possibilidades. No acolhimento ao idoso os profissionais devem estabelecer uma relação respeitosa, se dirigir ao idoso e informar, orientar, chamá-lo pelo nome e utilizar uma linguagem clara durante as orientações. De acordo com a teoria humanística é necessário o compromisso autêntico da enfermagem, estando diretamente comprometida com o potencial humano, como totalidade e para a compreensão de que as pessoas reagem de modos diversos. Apresentar informações honestas sobre seu estado de saúde, verbalizar expressão de sentimentos e aceitação; expressar propositadamente carinho autêntico quando aceitável e apropriado, dar suporte aos relacionamentos de amor, permitir escolhas; ajudar a compreensão do outro sobre seus sentimentos e comportamentos expressos; facilitar a expressão de mensagens comportamentais e respostas terapêuticas; avaliar a intuição das percepções com perguntas, comentários e respostas; incentivar a esperança e dar suporte à auto-imagem (LEOPARDI, 2006). Os entrevistados foram questionados quanto ao tipo de assistência promovida pela equipe de enfermagem sendo que 53% responderam que a equipe realiza assistência domiciliar e 47% responderam que não. Dentre as atividades desenvolvidas na assistência domiciliar, 20% correspondeu a aferir pressão arterial, 3% correspondeu à realização de exames e 30% correspondeu a atendimento de intercorrências. Os dados podem ser observados no GRAF. 1. 20% Aferir pressão arterial Realização de exames 30% Atendimento de intercorrências 3% GRÁFICO 1 Atividades desenvolvidas na assistência domiciliar. A equipe de enfermagem deve conhecer a realidade dos idosos e de sua família, identificando seus problemas de saúde e riscos, realizando assim, assistência domiciliar, atendendo os critérios estabelecidos para inclusão do idoso nessa modalidade de assistência. Para Brasil (2006) a enfermagem tem um papel fundamental em relação aos cuidados prestados aos idosos no domicílio. A assistência domiciliar deve ser planejada pela equipe de acordo com as necessidades específicas de cada pessoa idosa e sua família. Envolve prevenção, recuperação e reabilitação promovendo maior autonomia e independência, com orientação e educação tanto do idoso quanto de sua família. Chamou a atenção o percentual para atendimento de intercorrências, que é fundamental para o apoio familiar. Não foram abordadas as Revista Enfermagem Integrada – Ipatinga: Unileste-MG-V.1-N.1-Nov./Dez. 2008. 19 ações de promoção da saúde e de prevenção ou mesmo a consulta de enfermagem sistematizada no domicílio. Perguntou-se sobre a realização de atividades que promovem a saúde da pessoa idosa pela equipe de enfermagem, sendo que 90% responderam que são realizadas e 10% responderam que não. Dos que responderam afirmativamente, 33%, identificaram que são realizadas palestras priorizando a promoção da saúde e prevenção de doenças, 33% responderam que são formados grupos de assistência à saúde do idoso relacionado ao controle de hipertensão e diabetes e 24% nunca participaram das atividades, apesar de estarem informados, conforme o GRAF. 2. Palestras priorizando a promoção da saúde e prevenção de doenças 24% 33% Grupos de assistência à saúde do idoso relacionado ao controle de hipertensão e diabetes Outros 33% GRÁFICO 2 Atividades de promoção da saúde da pessoa idosa desenvolvidas pela equipe de enfermagem. Os idosos afirmaram a realização de atividades que promovem a saúde do idoso pelos profissionais da saúde, mas em relação a essas atividades não foi mencionado apoio aos cuidadores. Segundo Brasil (2006) a equipe de saúde da família deve desenvolver ações educativas relativas à saúde da pessoa idosa, promover ações intersetoriais e parcerias com organizações formais e informais existentes na comunidade para o enfrentamento conjunto dos problemas. Estas alternativas são importantes, mas pouco exploradas pelos profissionais, e que muito contribuiriam para a humanização da assistência. Analisando os dados obtidos através dos profissionais da enfermagem quando questionados sobre qual prioridade é dada no atendimento ao idoso na USF, o profissional 1(P1) relata que “o atendimento é realizado de acordo com a ordem de chegada estando o idoso em terceiro lugar, e se houver casos de risco são colocados em 1° lugar”. O profissional 2 (P2) relata que “o atendimento é realizado de acordo com o horário marcado, exceto urgência”. Os dados mostram uma contradição na fala dos profissionais, em relação ao Estatuto do Idoso. Segundo Brasil (2006a) para a efetivação do acolhimento e atendimento ao idoso, os profissionais de saúde devem compreender as necessidades dessa faixa etária e facilitar o acesso dos idosos aos diversos níveis de complexidade da atenção. Os entrevistados foram questionados quanto aos aspectos relacionados no acolhimento à pessoa idosa, P1 respondeu “ouvir o paciente e atender as suas necessidades imediatas”; P2 respondeu “prontidão em ajudar, propiciando uma melhora na qualidade de vida e preservando sua autonomia”. Segundo Brasil (2006) o acolhimento em saúde envolve dar atenção a todos que procuram por ajuda, ouvindo suas necessidades e assumindo o compromisso de acolher, escutar e oferecer respostas adequadas. É uma ação que implica mudança na relação profissional-usuário, compartilhamento de saberes, necessidades, possibilidades e angústias. Revista Enfermagem Integrada – Ipatinga: Unileste-MG-V.1-N.1-Nov./Dez. 2008. 20 Os participantes da pesquisa responderam uma questão que se refere ao conceito de comunicação na relação profissional-idoso, tanto P1 quanto P2 responderam que “é um processo que permite que o idoso e profissional se tornem mais acessíveis um ao outro através do compartilhamento de sentimentos, opiniões, experiências e informações”. Este dado está de acordo com Paini (2000) quando diz que o cuidar em enfermagem é entendido como o compartilhar, e esse compartilhar resulta do diálogo, confiança, compreensão, valorização, respeito, envolvimento, troca e aceitação, é a partir disso que se estabelece o cuidado humanizado. Afirma ainda que, a enfermagem é um diálogo vivido, ele acontece através das ações de enfermagem. Esse diálogo envolve encontro, relação, o querer estar presente, recepção, chamado e resposta. A assistência humanizada acontece nessa interação dialogal, no reconhecimento de si e do outro. Quando questionados sobre desenvolvimento de atividades na USF que promovem o envelhecimento saudável, P1 informou que “são realizados grupos de assistência à saúde do idoso relacionado ao controle de hipertensão e diabetes”; P2 informou “que são realizadas visitas domiciliares, para o acompanhamento do idoso e apoio aos cuidadores e grupos de assistência a saúde do idoso relacionado ao controle de hipertensão e diabetes”. Segundo Silvestre e Costa Neto (2003) no contexto da estratégia saúde da família a equipe deve organizar grupos de educação para a saúde do idoso, envolvendo troca de experiências, melhora na qualidade de vida e participação ativa na comunidade. Essa ação deverá acontecer independentemente do idoso apresentar doença crônica não transmissível como diabetes e hipertensão. Quando se questionou sobre ações da equipe de enfermagem para apoio aos cuidadores e familiares de idosos, P1 e P2 responderam que são realizadas visitas às famílias orientando quanto ao processo de envelhecimento e suas demandas. Comparando com os dados apresentados no GRAF. 1, essa assistência prestada aos idosos e cuidadores no domicílio não é sistematizada, a equipe de enfermagem não oferece outras opções assistenciais às famílias e/ou cuidadores, como grupos de cuidadores ou palestras educativas, orientações quanto ao processo de envelhecimento e fatores de risco sobre os quais os idosos estão expostos, informações sobre intervenções que possam minimizar ou eliminar estes riscos e sobretudo estimular a participação ativa do idoso e seus familiares no processo de auto-cuidado. Muitas vezes a falta de informação e preparo da família gera violência intra-familiar e maus tratos contra o idoso. Segundo Fenili e Santos (2001) todas as ações de enfermagem influenciam na qualidade de vida de uma pessoa, o cuidado deve gerar um bem estar tanto para o enfermeiro quanto para o idoso, sendo permitido escolhas responsáveis por ambas as partes. Esse cuidado deve ser fundamentado na percepção o ser humano, o idoso, envolvendo bem-estar físico, social e mental e não estar somente centrado na cura da doença. O cuidado deve envolver o meio ao qual o idoso está inserido inclusive a família, que deve ser educada para saber lidar com as questões do envelhecimento. Por fim, quando questionados sobre a participação em alguma capacitação na área de gerontologia, os mesmos responderam não ter participado de nenhuma capacitação. De acordo com Brasil (2006, p.4) fica evidente a “escassez de equipes multiprofissionais e interdisciplinares com conhecimento em envelhecimento e saúde da pessoa idosa.” Para uma assistência eficaz e intervenções adequadas no Revista Enfermagem Integrada – Ipatinga: Unileste-MG-V.1-N.1-Nov./Dez. 2008. 21 processo saúde doença ao idoso é necessário a capacitação de profissionais. Segundo Fenili e Santos (2001) a teoria da enfermagem humanística possui cinco fases semelhantes ao processo de enfermagem, de acordo com a primeira fase o enfermeiro deve ter uma preparação para chegar ao conhecimento de si e do outro, deve dispor de uma gama de situações e estudos, sendo esse conhecimento científico um pré-requisito para cuidar do outro. CONCLUSÃO Conclui-se que a percepção dos idosos em relação à assistência prestada pela equipe de enfermagem é de satisfação. Os idosos afirmam serem bem atendidos na USF pela equipe de enfermagem e estarem satisfeitos; essa afirmativa é um importante ponto a ser considerado na humanização da assistência, envolvendo a participação do usuário no seu cuidado, diálogo, respeito e autonomia. A falta de atividades de apoio aos cuidadores de idosos e a falta de capacitação e educação continuada dos profissionais são fatos que interferem diretamente na qualidade de vida dos idosos. Identificar e reconhecer a rede de suporte social do idoso e quais são suas necessidades está inserido na avaliação sistemática, com vistas a prevenir e detectar precocemente a sobrecarga das pessoas que cuidam. A formação de grupos de autoajuda entre as pessoas que cuidam pode contribuir para minimizar os problemas. Os cuidados para uma pessoa idosa devem visar à manutenção de seu estado de saúde, expectativa de vida ativa, independência funcional e autonomia máxima possível, sendo necessária educação permanente de profissionais, aprimoramento de processos e procedimentos e acompanhamento do idoso e sua família. Observou-se que há uma parcela relevante dos idosos que apresenta intercorrências e outra que não participa das orientações dadas. A enfermagem deve desenvolver estratégias voltadas para a saúde do idoso, pois constituem um grupo com necessidades e características específicas, estando expostos a maiores riscos e estar atenta para elaborar seus cuidados dentro da realidade da população, com sistematização da assistência e realizar parcerias com outras organizações existentes na comunidade. Considerando o Estatuto do idoso no que se refere ao atendimento preferencial, observou-se que a ESF necessita reorganizar o seu processo de trabalho desenvolvendo e valorizando o atendimento acolhedor e resolutivo baseado em critérios de risco. Assim poderá atender às especificidades desta faixa etária sem desrespeitar os direitos de outros grupos populacionais. A Estratégia de Saúde da Família deverá ser capaz de desenvolver ações efetivas para o cuidado do idoso, permitindo uma avaliação e educação a todos os membros da família em cada uma das fases do ciclo de vida e o meio ao qual está inserido. Poderá proporcionar uma melhora na qualidade de vida desse grupo populacional e contribuir para o cumprimento do exercício de cidadania dos idosos. Cabe aos profissionais de enfermagem que lidam com a Estratégia de Saúde da Família, o acesso à educação permanente, visando uma atenção básica competente, humanizada e resolutiva. Revista Enfermagem Integrada – Ipatinga: Unileste-MG-V.1-N.1-Nov./Dez. 2008. 22 REFERÊNCIAS BENEVIDES, Regina; PASSOS, Eduardo. A humanização como dimensão pública das políticas de saúde. Ciênc. saúde coletiva, on line Rio de Janeiro, v. 10, n. 3, 2005. Disponível em: < http://www.scielo.br/pdf/csc/v10n3/a14v10n3.pdf>. Acesso em: 06 Nov. 2006. BRASIL. Ministério da Saúde. Sistema Nacional de Informações sobre Ética em Pesquisa Envolvendo Seres Humanos: diretrizes e normas regulamentadoras de pesquisa envolvendo seres humanos. Resolução CNS 196/96. Disponível em: <http://conselho.saude.gov.br>. Acesso em: 20 mar. 2007. ______. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE. Perfil dos idosos responsáveis pelos domicílios no Brasil. Estudos e pesquisas: informação demográfica e sócio-econômica, on line Brasília, n. 9, 2000, p.1-97. Disponível em: <http://www.ibge.gov.br>. Acesso em: 13 jul. 2007. ______.Ministério da Saúde. Redes Estaduais de Atenção à Saúde do Idoso: guia operacional e portarias relacionadas. Brasília, 2002. Disponível em: <http://.saude.gov.br>. Acesso em: 20 mar. 2007. ______. Lei n° 10.741, de 1° de outubro de 2003a. Dispõe sobre o estatuto do idoso. Brasília. Ministério da Saúde. Disponível em: <http://.saude.gov.br>. Acesso em: 13 jul. 2007. ______. Ministério da Saúde. HumanizaSUS: Política Nacional de Humanização. Brasília, 2003b. Disponível em: <http://.saude.gov.br>. Acesso em: 06 de nov. 2006. ______. Ministério da Saúde. HumanizaSUS: gestão participativa e co-gestão. Textos Básicos de Saúde, on line Brasília, 2004. Disponível em: <http://.saude.gov.br>. Acesso em: 13 jul. 2007. ______. Ministério da Saúde. Envelhecimento e saúde da pessoa idosa. Cadernos de Atenção Básica, on line Brasília, n.19, 2006. Disponível em: <http://.saude.gov.br/dab>. Acesso em: 20 mar. 2007. ______. Portaria n° 2.528, de 19 de outubro de 2006a. Dispõe sobre a política nacional de saúde da pessoa idosa. Brasília. Ministério da Saúde. Disponível em: <http://.saude.gov.br>. Acesso em: 13 jul. 2007. ______. Ministério da Saúde. Pactos pela Vida, em Defesa do SUS e da Gestão. Pactos Pela Saúde, on line Brasília, 2006b. Disponível em: <http://.saude.gov.br>. Acesso em: 13 jul. 2007. ______. Ministério da Saúde. Acolhimento nas práticas de produção de saúde. Textos Básicos de Saúde, on line Brasília, 2 ed. , 2006c. Disponível em: <http://.saude.gov.br>. Acesso em: 13 jul. 2007. Revista Enfermagem Integrada – Ipatinga: Unileste-MG-V.1-N.1-Nov./Dez. 2008. 23 ______. Ministério da Saúde. Documento base para gestores e trabalhadores do SUS. Textos Básicos de Saúde, on line Brasília, 3 ed., 2006d. Disponível em: <http://.saude.gov.br>. Acesso em: 13 jul. 2007. ______. Ministério da Saúde. Sistema de Informação de Atenção Básica – SIAB. Brasília, 2007. Disponível em: <http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/deftohtm.exe?siab/cnv/SIABFmg.def>. Acesso em: 13 jul. 2007. CAMPOS, Gastão Wagner de Souza. Humanização na saúde: um projeto em defesa da vida? Interface (Botucatu), on line São Paulo, v.9, n.17, 2005. Disponível em: <http://www.scielo.br>. Acesso em: 20 mar. 2007. CANÇADO, Flávio Aluízio Xavier et al. Tratado de Geriatria e Gerontologia. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002. CARVALHO FILHO, Eurico Thomaz; PAPALÉO NETTO, Matheus. Geriatria: Fundamentos, Clínica e Terapêutica. São Paulo: Atheneu, 2000. DAVIM, Rejane Marie Barbosa et al. Estudo com idosos de instituições asilares no município de Natal/RN: características socioeconômicas e de saúde. Revista LatinoAmericana Enfermagem, on line Ribeirão Preto, v.12, n.3, maio./jun. 2004. Disponível em: < http://www.scielo.br/pdf/rlae/v12n3/v12n3a10.pdf>. Acesso em: 10 set. 2006. DUARTE, Yeda Aparecida de Oliveira. Princípios de Assistência de Enfermagem Gerontológica. In: PAPALÉO NETTO, Matheus. Gerontologia: A Velhice e o Envelhecimento em Visão Globalizada. São Paulo: Atheneu, 2002. FENILI, Rosangela Maria; SANTOS, Odaléa Maria Bruggemann. Analisando a teoria Humanística de Paterson e Zderad para Vislumbrar a Enfermagem como Diálogo Vivo. Nursing, São Paulo, ano 4, n. 39, p. 30-34, ago. 2001. FONTE, Isolda Belo. Diretrizes Internacionais para o envelhecimento e suas Conseqüências no conceito de velhice. São Paulo, 2002, p. 1-15. Disponível em: < www.abep.nepo.unicamp.br>. Acesso em: 13 jul 2007 LEOPARDI, M. T. Teorias em enfermagem: instrumentos para a prática. Florianópolis: Papa-Livros, 1999. LEOPARDI, M. T. Teoria e método em assistência de enfermagem. 2 ed. Florianópolis: Soldasoft, 2006. PAINI, Joseani Pichinin. Diálogo como cuidado: uma abordagem humanística junto aos acadêmicos de enfermagem. Texto Contexto Enfermagem, Florianópolis, v.9, n.2, p. 632-645, maio/ago. 2000. Revista Enfermagem Integrada – Ipatinga: Unileste-MG-V.1-N.1-Nov./Dez. 2008. 24 PAPALÉO NETTO, Matheus. Gerontologia: A Velhice e o Envelhecimento em Visão Globalizada. São Paulo: Atheneu, 2002. PAULA, Cristiane Cardoso et al. O cuidado como encontro vivido e dialogado na teoria de enfermagem humanística de Paterson e Zderad. Acta. Paul. Enf. on line São Paulo, v.17, n. 4, fev. 2004. Disponível em: <http://www.bireme.br>. Acesso em: 15 mar. 2007. SILVESTRE, Jorge Alexandre; COSTA NETO, Milton Menezes. Abordagem do idoso em programa de saúde da família. Cadernos de Saúde Pública on line Rio de Janeiro, v.19, n. 3, jun 2003. Disponível em: <http://www.scielosp.org/ scielo.php? script=sci_arttext&pid=S0102311X2003000300016>. Acesso em: 12 out. 2007. SIMÕES, Regina. Corporeidade e Terceira Idade: A marginalização do Corpo Idoso. São Paulo: UNIMEP, 1998. SMELTZER, Suzanne C.; BARE, Brenda G. Tratado de Enfermagem MédicoCirúrgica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002. v. 9. SMELTZER, Suzanne C.; BARE, Brenda G. Tratado de Enfermagem Médico – Cirúrgica. 10 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006, v. 2. SCHIMITH, Maria Denise; LIMA, Maria Alice Dias da Silva. Acolhimento e vínculo em uma equipe do Programa Saúde da Família. Cad. Saúde Pública, on line Rio de Janeiro, nov./dez. 2004. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/csp/v20n6/05.pdf>. Acesso em: 10 set. 2007. Revista Enfermagem Integrada – Ipatinga: Unileste-MG-V.1-N.1-Nov./Dez. 2008.