White Paper
Computação em nuvem
Governo/setor público
Computação em nuvem para entidades
governamentais: Planejamento para
inovar e agregar valor
G
Sumário executivo
Palavras-chave:
Computação em nuvem,
governo, setor público,
inovação, Cloud Technology–
Capability Maturity Framework
(CT-CMF), valor agregado
Jim Kenneally
Intel Labs
Kieran Mulqueen
Intel Labs
Jimmy Wai
Marketing e Vendas da Intel
*Outros nomes e marcas podem ser
considerados propriedades de terceiros.
A computação em nuvem marca uma evolução na implantação e
no gerenciamento da tecnologia da informação (TI). A computação
em nuvem reduzirá o custo total de propriedade (TCO) e, ao mesmo
tempo, aumentará a agilidade e flexibilidade dos negócios e a inovação
de serviços. No entanto, perceber os benefícios da computação em
nuvem envolve lidar com preocupações antigas, incluindo segurança,
conformidade, privacidade, localização de dados, interoperabilidade,
monitoramento do nível de serviço e possível dependência do
fornecedor. Para ajudar os líderes de TI do governo a navegar pela
complexidade da adoção de plataformas de computação em nuvem
e maximizar os benefícios em potencial, a Intel Corporation, em
colaboração com o Innovation Value Institute (IVI), apresenta a Cloud
Technology–Capability Maturity Framework* (CT–CMF*). Os objetivos
da CT–CMF visam oferecer uma abordagem padronizada aos líderes
de TI do governo, para identificar o estado atual dos seu recursos
de computação em nuvem e fornecer um caminho sistêmico para a
melhoria. Enquanto conversávamos com os líderes de TI de governo
ao redor do mundo para entender seus pontos de vista e experiências
com computação em nuvem, a Intel também desenvolvia uma lista
de verificação de início rápido com seis pontos para programas de
computação em nuvem para entidades governamentais. A lista de
verificação de critérios ajudará a promover uma adoção bem-sucedida
por meio da concepção de sistemas de nuvem que sejam seguros, ágeis,
confiáveis, abertos, transparentes e com reconhecimento. Esperamos
que os governos se beneficiem ao utilizar a CT–CMF e a lista de
verificação de critérios em sua jornada de computação em nuvem para
perceber rapidamente os benefícios dos investimentos em computação
em nuvem para entidades governamentais.
Computação em nuvem para entidades governamentais: Planejamento
para inovar e agregar valor
Índice
Introdução
Sumário executivo. . . . . . . . . . 1
De acordo com o site CIO.gov, "Processadores mais baratos, redes mais rápidas
e o aumento de dispositivos móveis estão promovendo inovação com uma
rapidez jamais vista. A computação em nuvem é uma manifestação e um agente
capacitador central para essa transformação. Assim como a Internet levou à criação
de modelos de negócios novos e incomensuráveis há 20 anos, a computação em
nuvem perturbará e remodelará setores inteiros de formas não previstas." i
Introdução . . . . . . . . . . . . . . . . . 2
Computação em nuvem.
2
Modelos de serviço de
nuvem. . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3
Modelos de implantação de
nuvem. . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3
Tendências internacionais
de nuvem para entidades
governamentais . . . . . . . . . . 3
Os seis critérios-chave
para a adoção eficaz da
nuvem pelas entidades
governamentais . . . . . . . . . . . . 3
Segurança. . . . . . . . . . . . . . . . 4
Agilidade . . . . . . . . . . . . . . . . 4
Confiabilidade. . . . . . . . . . . . 4
Abertura . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
Transparência . . . . . . . . . . . . 5
A implantação de tecnologia torna-se cada vez mais um componente-chave
no fornecimento de serviços públicos melhores. A chegada da computação
em nuvem ocorre em um momento em que muitos governos estipulam que
os departamentos e agências devem otimizar os custos da prestação de seus
serviços de TI e, ao mesmo tempo, melhorar a flexibilidade e a capacidade
de resposta, ou seja, desejam que façam mais com menos. O modelo de
computação em nuvem pode ajudar de maneira significativa as organizações
e agências do setor público a enfrentarem a necessidade de fornecimento
de serviços de TI altamente confiáveis e inovadores com rapidez, apesar das
restrições de recursos.
Muitos departamentos e agências governamentais estão apostando na
economia prometida pela computação em nuvem para consolidar aquisições,
otimizar gastos, aumentar a agilidade e melhorar os serviços públicos. Os
departamentos governamentais cada vez mais são obrigados a considerar
sistemas de nuvem primeiro, sempre que existir uma opção segura, confiável e
econômica de nuvem. Para esse fim, muitos governos e órgãos do setor público
estão investigando sua trajetória rumo à adoção da computação em nuvem.
Reconhecimento. . . . . . . . . . 6
Cloud Technology–Capability
Maturity Framework
(CT-CMF) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7
Computação. . . . . . . . . . . . .10
Rede e armazenamento. . .10
Segurança em nuvem . . . . 11
Orquestração de nuvem. . 12
Aplicativos em nuvem. . . .14
Governança na nuvem e
gerenciamento de
fornecedores . . . . . . . . . . . .15
Inovação e valor agregado
da nuvem . . . . . . . . . . . . . . . 16
Planejamento para inovar e
agregar valor . . . . . . . . . . . . . . 16
Computação em nuvem
A computação em nuvem é uma evolução na qual o consumo e a entrega
de TI ficam disponíveis em forma de autoatendimento via Internet ou rede
interna, com um modelo de negócios flexível e pré-pago que funciona em
uma arquitetura altamente escalável e eficiente. Em uma arquitetura de
computação em nuvem, os serviços e dados residem em conjuntos de recursos
compartilhados, dinamicamente escaláveis e, normalmente, virtualizados.
Esses serviços e os dados são acessados por qualquer dispositivo autenticado
pela Internet ou por uma rede interna.ii O National Institute of Standards and
Technology (NIST) dos EUA define a computação em nuvem da seguinte forma:
A computação em nuvem é um modelo que permite acesso à rede de forma
onipresente, conveniente e sob demanda para um conjunto compartilhado
de recursos configuráveis de computação (por exemplo, redes, servidores,
armazenamento, aplicativos e serviços), o qual pode ser provisionado e
liberado rapidamente com esforço mínimo de gerenciamento ou interação
com o provedor de serviços.
Além disso, o NIST iii identificou cinco características essenciais da computação
em nuvem:
1.Autoatendimento sob demanda
2.Conjuntos de recursos
3.Serviço mensurado
4. Amplo acesso à rede
5.Elasticidade rápida
Computação em nuvem para entidades governamentais: Planejamento
para inovar e agregar valor
Modelos de serviço de nuvem
Modelos de serviço de nuvem
As arquiteturas de computação em nuvem são divididas em três modelos de serviço:
infraestrutura como serviço, plataforma como serviço e software como serviço.
Infraestrutura como serviço (IaaS)
Neste modelo de serviço de nuvem,
são fornecidas capacidades de
processamento, armazenamento
e rede ao cliente (por exemplo,
máquinas virtuais, serviços de
armazenamento, serviços de backup)
para a construção de um ambiente
de computação personalizado. O
cliente gerencia os elementos do
sistema operacional da nuvem, bem
como quaisquer aplicativos criados
pelo cliente implantados no sistema.
Esses modelos compartilham semelhanças, mas possuem diferenças particulares.
Escolher um modelo de serviços normalmente depende da relação entre custos,
complexidade e segurança. Muitas vezes, vários modelos de serviço são utilizados,
cada um dos quais adequado para satisfazer a diferentes necessidades.
Modelos de implantação de nuvem
Arquiteturas de computação em nuvem são implantadas de diferentes formas,
conforme a estrutura organizacional e o local de provisionamento. Os três
modelos básicos de implantação são nuvem pública, privada e comunitária. Além
disso, esses modelos podem ser combinados para formar modelos híbridos.
Tendências internacionais de nuvem para entidades governamentais
Até recentemente, muitas implantações de nuvem para entidades
governamentais lidavam principalmente com a consolidação de data centers
e com o provisionamento mais eficiente dos serviços de TI comoditizados. No
entanto, conforme a busca por maior eficiência e melhores serviços públicos se
intensifica, departamentos e agências governamentais se tornam cada vez mais
interdependentes. Essa intensificação força uma mudança rumo a uma matriz
de serviços de TI compartilhados, a qual abrange vários departamentos e
agências governamentais. Em consequência disso, os governos estão buscando
entender como a implantação de nuvem pode oferecer melhor suporte a
vários dos serviços fornecidos a agências governamentais ou diretamente ao
público em geral. Com base no processo de análise de tendências nacionais
e internacionais, estão emergindo temas e padrões distintos em relação às
tendências de adoção da nuvem nas entidades governamentais.
Os seis critérios-chave para a adoção eficaz da nuvem pelas
entidades governamentais
Os seis critérios-chave definem as principais características resultantes da análise
de inúmeras iniciativas de sucesso de nuvem para entidades governamentais. A
tabela 1 apresenta um breve resumo, uma vez que cada critério será discutido
em detalhes mais adiante.
Plataforma como serviço (PaaS)
Os aplicativos criados pelo
cliente são implantados em uma
plataforma de nuvem gerenciada.
O cliente é responsável pelo
suporte, manutenção e segurança
dos aplicativos implantados. A
PaaS normalmente difere da IaaS
por incluir sistema operacional,
ambiente de execução de linguagem
de programação, banco de dados e
sistemas de servidor web.
Software como serviço (SaaS)
O cliente usa aplicativos de software
de um fornecedor em uma rede
(por exemplo, email, ferramentas
de colaboração, sistemas de
gerenciamento de relacionamento
com clientes), eliminando, com
isso, a necessidade de gerenciar
diretamente a plataforma da
nuvem e quaisquer aplicativos de
software em execução nela.
TABELA 1: OS SEIS CRITÉRIOS-CHAVE PARA A ADOÇÃO EFICAZ DA NUVEM PELAS ENTIDADES GOVERNAMENTAIS
SEGURANÇA
Os serviços baseados em nuvem são confiáveis e seguros contra ameaças, uma vez que usam defesas profundas para
impedir a divulgação de dados (ou seja, garantir a confidencialidade) e também para impedir a adulteração de dados (ou
seja, garantir a integridade).
AGILIDADE
Os serviços baseados em nuvem usam orquestração dinâmica para implantar, estender ou reduzir serviços rapidamente,
diminuindo drasticamente o tempo de implantação e gerenciamento.
CONFIABILIDADE
Os serviços baseados em nuvem oferecem desempenho confiável, com garantia de conformidade e dos níveis de serviço.
ABERTURA
Os serviços baseados em nuvem implementam padrões abertos para promover a interoperabilidade e a portabilidade
entre ambientes heterogêneos.
TRANSPARÊNCIA
Os serviços baseados em nuvem oferecidos no mercado são facilmente comparados, monitorados e auditados.
RECONHECIMENTO
Os serviços baseados em nuvem aproveitam os recursos incorporados na hospedagem da infraestrutura da nuvem e os
dispositivos de computação do usuário final que os acessam.
Computação em nuvem para entidades governamentais: Planejamento
para inovar e agregar valor
Modelos de implantação de
nuvemiv
Nuvem privada
A infraestrutura da nuvem é
operada exclusivamente para
uma organização. Ela pode ser
gerenciada pela organização
ou por terceiros e pode existir
dentro ou fora das instalações da
organização.
Nuvem pública
A infraestrutura da nuvem é
disponibilizada para o público
em geral ou para um grupo de
um grande segmento e é de
propriedade de uma organização
que comercializa os serviços de
nuvem.v
Nuvem comunitária
A infraestrutura da nuvem é
compartilhada por diversas
organizações e oferece suporte a
uma comunidade específica que
possui interesses compartilhados
(por exemplo, missão, requisitos
de segurança, políticas ou
considerações de conformidade
em comum). Ela pode ser
gerenciada pelas organizações
ou por terceiros e pode existir
dentro ou fora das instalações da
organização.
Nuvem híbrida
A infraestrutura da nuvem é
composta por dois ou três modelos
de nuvem (privada, comunitária
ou pública), os quais formam
uma entidade única, mas que
são conectadas por tecnologia
padronizada ou proprietária que
permite a portabilidade de dados e
aplicativos (por exemplo, bursting
de nuvem para equilibrar as cargas
entre as nuvens).
Segurança
Normalmente, a segurança é a principal preocupação de departamentos
e agências governamentais ao considerarem uma mudança para serviços
baseados em nuvem. Os departamentos e agências governamentais precisam
reavaliar o princípio tradicional de proteção de rede por firewall, reconhecendo
que a movimentação de dados resultará em uma maior transposição do firewall
da rede de TI. Isso significa desenvolver segurança em camadas de dados,
aplicativos, infraestrutura e hardware (ou seja, adotar uma segurança em
camadas de ponta a ponta) em vez de confiar na suposição de que o firewall da
rede de TI é a primeira e a última linha de defesa.
Os modelos de segurança e as suposições precisam evoluir à medida que
os governos passam a adotar a computação em nuvem. Para lidar com essas
necessidades de segurança da mudança para a computação em nuvem,
os departamentos e agências governamentais proativos trabalham em
conjunto com os setores da indústria para definir as normas de segurança
e as abordagens de implementação (por exemplo, recursos de criptografia,
autenticação, autorização e geolocalização). Iniciativas como a European Union
Agency for Network and Information Security (ENISA)vi visam melhorar a
compreensão do setor público em relação à segurança dos serviços de nuvem,
bem como os possíveis indicadores e métodos que podem ser usados durante
a prestação dos serviços.
Agilidade
A computação em nuvem continua a mobilizar a atenção dos setores público e
privado, com a promessa de maior agilidade, escalabilidade e provisionamento
de autoatendimento dos serviços de TI. A computação em nuvem promove
escalabilidade por meio da adoção de processos comuns dentro e entre
departamentos e agências governamentais. Além disso, o modelo de
entrega da computação em nuvem oferece acesso fácil às últimas inovações
tecnológicas. Comparados aos serviços de TI governamentais executados em
infraestrutura não baseada em nuvem, os sistemas de nuvem das entidades
governamentais podem, muitas vezes, reduzir drasticamente os tempos de
instalação de novos aplicativos e oferecer melhor escalabilidade, resiliência e
níveis de serviço para sistemas em uso.
Por exemplo, a Federal Labor Relation Authority (FLRA) dos EUA mudou seu
sistema de gerenciamento de casos para uma solução SaaS baseada em nuvem
e reduziu o custo total de propriedade em 88% em cinco anos.vii Além disso,
com a mudança para uma plataforma baseada em nuvem, a FLRA passou a ter
acesso seguro a informações de casos de qualquer lugar do mundo, ajudando
a tomada de decisão rápida e a agilidade organizacional. A base de dados de
conhecimento com respostas online da Social Security Administration (SSA)
dos EUA utiliza um sistema altamente escalável baseado em nuvem para
atender aos picos de cargas de tráfego sem precisar de infraestrutura adicional.
Quase 99% das 25 milhões de sessões de autoatendimento na Internet são
tratadas sem intervenção de agentes.viii
Confiabilidade
A confiabilidade é outra vantagem altamente anunciada da computação em
nuvem. A infraestrutura altamente configurável, virtualizada e gerenciada da
nuvem cria uma oportunidade para permitir maiores níveis de redundância e
resiliência quando comparada com as abordagens de algumas infraestruturas
mais tradicionais. Por outro lado, a natureza compartilhada da infraestrutura
da nuvem resulta em mais variáveis de segurança, conformidade e nível de
Computação em nuvem para entidades governamentais: Planejamento
para inovar e agregar valor
serviço a serem gerenciadas. O uso de tecnologias e serviços de nuvem (dentro
ou fora dos firewalls do governo) aumenta a necessidade dos departamentos
e agências governamentais de verificar se a infraestrutura subjacente da
nuvem é segura e se as políticas de conformidade são impostas. Os governos
estão usando cada vez mais o poder orçamentário para exigir melhorias na
qualidade, confiabilidade e responsabilidade de seus serviços de nuvem e dos
provedores de componentes. Iniciativas como o Federal Risk and Authorization
Management Program (FedRAMP) da Administração Federal dos Serviços Gerais
dos EUA padronizam os procedimentos de segurança em nuvem e fornecem
certificação centralizada de prestadores de serviços de nuvem terceirizados para
departamentos e agências governamentais.
Os seis critérios-chave
para a adoção eficaz da
nuvem pelas entidades
governamentais
Abertura
5. Transparência
Os departamentos e agências governamentais exigem cada vez mais que suas
implantações de nuvem sejam baseadas em protocolos de Internet aceitos e que
usem padrões abertos e interoperáveis.ix O objetivo é prevenir a dependência
tecnológica e evitar que fornecedores individuais garantam uma parcela
desproporcionalmente alta dos negócios do governo. Além disso, os padrões
abertos e interoperáveis fornecem uma plataforma para a colaboração entre
departamentos governamentais, em que as informações podem ser gerenciadas
como um ativo compartilhado único (quando permitido por lei e pelas políticas),
melhorando a consistência e integridade para a prestação de serviços públicos
melhores. Os governos que promovem ativamente a adoção de padrões abertos
e interoperáveis podem facilitar a ampla adoção da computação em nuvem
não somente para os setores do governo (ou seja, disseminam os efeitos na
economia em geral). Uma dessas abordagens é a estratégia de computação em
nuvem da União Europeia,x que tem como um de seus objetivos reduzir a "selva
de padrões técnicos" para que os usuários da nuvem possam "desfrutar da
interoperabilidade, da portabilidade de dados e da reversibilidade".
6. Reconhecimento
Transparência
Uma vez que os departamentos e agências governamentais consomem
serviços de nuvem, é importante para eles entender e monitorar:
• A quantidade de serviços sendo consumida
• Como os serviços estão sendo entregues
• Se os serviços correspondem aos contratos de nível de serviço (SLAs) prédefinidos
Os prestadores de serviços de nuvem, sejam internos ou externos, devem
fornecer formas claras e fáceis para que os departamentos e agências
governamentais possam monitorar, gerenciar e auditar os serviços fornecidos
ou adquiridos. Essa transparência facilitará o caminho para a adoção de
soluções de computação em nuvem por parte dos governos. Os governos
nacionais e regionais estão envolvendo cada vez mais uma diversidade
de grupos representativos para simplificar a adoção dos serviços de
nuvem para as agências governamentais. Isso facilita a localização, análise,
comissionamento, descomissionamento e mudança de serviços de nuvem,
incentivando, com isso, a concorrência do mercado.
O Digital Marketplace é uma iniciativa do governo do Reino Unido para
incentivar a adoção de serviços baseados em nuvem para todo o setor público
do país (por exemplo, hospedagem na web, análise de sites ou ferramentas
de colaboração de documentos). Seu objetivo é simplificar a forma como o
setor público compra e entrega os serviços digitais ao promover um mercado
1. Segurança
2. Agilidade
3. Confiabilidade
4. Abertura
Computação em nuvem para entidades governamentais: Planejamento
para inovar e agregar valor
comum. Além disso, para estimular novos participantes no mercado de nuvem,
o governo do Reino Unido controla ativamente a proporção de seus negócios
em nuvem garantidos por pequenas e médias empresas (PMEs).
As iniciativas do governo também estão focadas em cultivar as estruturas legais
e regulamentares necessárias (incluindo proteção de dados, regulamentos de
privacidade e portabilidade, leis de assinatura eletrônica, requisitos de auditoria
de segurança, legislação de crimes de computador, proteção da propriedade
intelectual, desempenho e qualidade dos serviços) para expandir o mercado
da computação em nuvem e impulsionar a produtividade, o crescimento, os
empregos e o conhecimento digital dos cidadãos em âmbito nacional. A União
Europeia acredita que iniciativas como essas podem resultar em um ganho líquido
de 2,5 milhões de novos empregos na Europa e em um aumento anual de 160
bilhões de euros ao PIB da União Europeia (ou seja, cerca de 1%) até 2020.xi
Reconhecimento
Os aplicativos projetados para as infraestruturas de TI de legado (ou seja, não
baseados em nuvem) se baseiam no pressuposto de que os aplicativos de
legado são normalmente ligados a hardwares específicos (ou seja, físicos) e,
quando houver falha no hardware, o aplicativo sendo executado nele falhará.
Os aplicativos e serviços com arquitetura em nuvem são projetados para
serem flexíveis e ágeis por toda uma infraestrutura de nuvem (ou seja, eles
reconhecem a nuvem). Os aplicativos com reconhecimento de nuvem podem
ser perfeitamente expandidos e reduzidos para corresponderem aos padrões de
demanda imprevisíveis ou dar grandes saltos a novos recursos de infraestrutura
caso os recursos existentes não sejam suficientes. Essa capacidade pode ser
especialmente atrativa para os serviços governamentais que possuem padrões
de demanda sazonais ou cíclicos, otimizando, dessa forma, a capacidade de
computação e de armazenamento juntamente com o custo.
A Administration for Children and Families (uma divisão do Departamento
de Saúde e Serviços Humanos dos EUA) migrou seu site GrantSolutions.gov
para uma infraestrutura baseada em nuvem para suportar, de maneira mais
econômica, os períodos de alto volume de processamento.xii Com APIs fornecidas
pelo GrantSolutions.gov, os desenvolvedores externos podem compilar
aplicativos governamentais com reconhecimento de nuvem para garantir aos
cidadãos acesso rápido a serviços inovadores.xiii Isso é especialmente útil onde
as agências governamentais possuem cargas de trabalho sazonais e recursos
limitados.
Os departamentos e agências governamentais devem oferecer serviços
baseados em nuvem que mantenham ou aumentem os níveis existentes de
segurança, desempenho e capacidade administrativa. Tradicionalmente, serviços
e aplicativos não baseados em nuvem foram projetados para um tipo conhecido
de cliente computacional de usuário final que acessou os serviços dentro dos
firewalls do governo (por exemplo, desktops ou notebooks padronizados). Hoje,
é necessária uma abordagem mais flexível em relação à prestação de serviços, a
fim de oferecer suporte a uma grande variedade de dispositivos de computação,
de desktops a smartphones, os quais acessam os serviços baseados em nuvem
do governo, dentro e fora dos firewalls governamentais. Os aplicativos e serviços
com arquitetura em nuvem usam cada vez mais recursos incorporados nos
clientes computacionais dos usuários finais para satisfazer a essas expectativas.
Esse reconhecimento do cliente ajuda a fornecer uma experiência de usuário
mais consistente, bem como flexibilidade para perceber o potencial dos serviços
baseados em nuvem do governo.
Computação em nuvem para entidades governamentais: Planejamento
para inovar e agregar valor
Cloud Technology–Capability Maturity Framework (CT–CMF)
Para oferecer suporte à implementação dos seis critérios-chave para
implantações eficazes da nuvem para entidades governamentais, a Intel
Corporation e o Innovation Value Institute (IVI) pesquisaram e criaram
em parceria a CT–CMF. Enquanto os seis critérios-chave definem as
características das implantações bem-sucedidas para sistemas de nuvem
para entidades governamentais, a CT–CMF identifica os recursos-chaves
subjacentes necessários para obter essas características. A CT–CMF reflete
o entendimento de que, embora as estruturas organizacionais, tecnologias
e projetos mudarão, os recursos de gerenciamento são mais duradouros. Os
sete recursos-chave da CT–CMF são mostrados na Figura 1. Esses recursos
são projetados para serem universalmente aplicáveis, independente da
combinação escolhida, por meio dos modelos de serviço de nuvem e dos
modelos de implantação de nuvem. Os princípios da CT–CMF podem ser
facilmente aplicados internamente ou estipulados para prestadores de serviços
de nuvem (CSPs).
Modelos de Implementação de
Computação em Nuvem
Pública, Privada, Comunitária, Híbrida
Modelos de Serviço de Computação em Nuvem
Figura 1:
Recursos de CT-CMF
Computação
Armazenamento
Rede
Valor de Nuvem
e Inovação
Aplicativos de Nuvem
Governança de Nuvem e
Gerenciamento
de Fornecedores
Segurança de Nuvem
Orquestração de Nuvem
IaaS, PaaS, SaaS
Computação em nuvem para entidades governamentais: Planejamento
para inovar e agregar valor
Figura 2:
Níveis
genéricos de
maturidade
5.
OTIMIZAÇÃO
(Transformacional)
4.
AVANÇADO
(Progressivo)
3.
INTERMEDIÁRIO
(Deliberado)
2.
BÁSICO
(Em evolução)
1.
AD HOC
(Informal)
O alicerce de todas as plataformas de computação em nuvem é o
gerenciamento da computação, do armazenamento e dos recursos de rede.
Além disso, a computação em nuvem exige capacidades de gerenciamento
complementares nos aplicativos, segurança e orquestração de nuvem. Por
último, os recursos são definidos para a governança entre organizações,
gerenciamento de fornecedores, agregação de valor e gerenciamento de
inovação. A tabela 2 define cada recurso da CT–CMF. O objetivo da CT–CMF
é oferecer serviços governamentais de nuvem que sejam seguros, ágeis,
confiáveis, abertos, transparentes e com reconhecimento (ou seja, serviços de
nuvem que atendam aos seis critérios-chave mencionados anteriormente).
A CT–CMF é projetada para fornecer um ponto de referência estável no setor
público na jornada de adoção da computação em nuvem. Para acelerar a
jornada, a CT–CMF fornece níveis de maturidade por etapas para cada recurso.
A Figura 2 ilustra o conceito genérico de maturidade.
Os cinco níveis de maturidade (Figura 2) se aplicam a cada um dos sete
recursos (Tabela 2) para definir a CT–CMF mostrada na Tabela 3. Avaliar a
maturidade de cada recurso fornece uma linha de base para o planejamento de
melhorias sistemáticas que sustentam implantações bem-sucedidas de nuvem
para entidades governamentais.
TABELA 2: DEFINIÇÃO DOS SETE RECURSOS DA CT–CMF
(1) COMPUTAÇÃO
Gerenciar cargas de trabalho de computação para otimizar desempenho, custo e inovação
(2) ARMAZENAMENTO E REDE
Usar as melhorias no desempenho de computação para gerenciar o crescimento das
demandas de armazenamento e rede
(3) APLICATIVOS EM NUVEM
Permitir que os aplicativos reconheçam a nuvem e os clientes, aproveitando ao máximo os
recursos presentes na nuvem e nos clientes computacionais do usuário final
(4) ORQUESTRAÇÃO DE NUVEM Operar com elasticidade, escala e eficiência ao implantar modelos automatizados de
provisionamento e garantia
(5) SEGURANÇA EM NUVEM
Conduzir a evolução do modelo de segurança, desde a segurança da infraestrutura física
até a segurança completa de ponta a ponta
(6) GOVERNANÇA NA NUVEM
E GERENCIAMENTO DE
FORNECEDORES
Usar padrões interoperáveis e inovação aberta
(7) INOVAÇÃO E VALOR
AGREGADO DA NUVEM
Definir objetivos de negócio claros, comunicar e compreender a proposta de valor para os
serviços de nuvem do governo
Computação em nuvem para entidades governamentais: Planejamento
para inovar e agregar valor
TABELA 3: CLOUD TECHNOLOGY–CAPABILITY MATURITY FRAMEWORK* (CT–CMF*)
NÍVEIS DE
MATURIDADE
COMPUTAÇÃO
EM NUVEM
5.
Execução inteligente
"em qualquer lugar"
(Transformacional)
Otimização da execução
da carga de trabalho nos
ambientes
4.
Posicionamento de
carga de trabalho com
reconhecimento do
contexto
Em otimização
Avançado
(Progressivo)
Diferentes perfis de carga
de trabalho executados
dinamicamente em
ambientes de infraestrutura
personalizada
SEGURANÇA
EM NUVEM
ORQUESTRAÇÃO
DE NUVEM
APLICATIVOS
EM NUVEM
GOVERNANÇA
NA NUVEM E
GERENCIAMENTO
DE FORNECEDORES
Segurança integrada de
ponta a ponta
Recursos da TI como
serviço
Portabilidade de
desempenho
Relações de ganho
mútuo
Transformação de
modelos
Integração total e de ponta
a ponta da segurança
na produção, durante
movimentações e em
repouso
Tempo de inatividade ou
atrasos totalmente não
perceptíveis ao usuário, com
serviço completamente
automatizado e orquestração
de carga de trabalho
Mobilidade de dados
e aplicativos ágil e
ininterrupta em todos os
ambientes da nuvem e
clientes computacionais
dos usuários finais
Parcerias sinergéticas em
que a função da TI é de
integradora/intermediária
dos serviços de nuvem
A computação em
nuvem permite novos
ecossistemas, negócios e
modelos operacionais
Disponibilidade
contínua
Defesas de
microperímetro
Elasticidade
automatizada
Integração
simplificada
Amplificação
estratégica
Transformação de
processos
Disponibilidade quase
contínua; gerenciamento
automatizado de ciclo de
vida
Extensão da defesa do
perímetro da rede a
microperímetros nos níveis
de aplicativos e dados
Dimensionamento e
intermediação automáticos
da nuvem, com auditoria
confiável de desempenho
A maioria dos serviços de
dados é exposta como APIs,
em que tudo se torna um
serviço consumível
A plataforma em nuvem
acelera a agilidade em todos
os domínios organizacionais
A computação em nuvem
está transformando
processos de negócios
inteiros em toda a
organização
Ações coordenadas
Experimentação
de processos de
negócios
ARMAZENAMENTO
EM NUVEM E REDE
Dinâmica autônoma
Configurações de
autorregulação para
posicionamento da
carga de trabalho e
armazenamento ágil
3.
Custo/desempenho
flexível
Gerenciamento
controlado
Modelos normalizados
de uso de segurança
Execução baseada em Serviços adaptáveis
políticas
(Deliberado)
Flexibilidade no
desempenho/custo/
gerenciamento de energia
(watts) emergente
Infraestrutura de rede
e armazenamento
virtualizado, eficiente e
dinâmico emergente
Modelos e soluções de
segurança lidam com
riscos baseados em
modelos aceitos de uso de
computação em nuvem
Provisionamento,
gerenciamento e solução
de problemas com base
em políticas e realizados
prontamente com alto
nível de automação
2.
Política de primeira
virtualização
Padrões definidos
Protocolos definidos
Padronização
emergente
Intermediário
Novo padrão emergente
para possibilitar um
Um ambiente virtualizado
ambiente de computação
é o padrão para novas
implantações de capacidade virtualizado
de computação
Padrão de segurança
expandido para cobrir
infraestrutura emergente
virtualizada
1.
Bolsões de
virtualização
Tradicional na maior
parte
Segurança existente
(Informal)
Bolsões de virtualização
sem nenhum padrão que
abranja toda a organização
Armazenamento e rede
são, na maior parte,
otimizados para um
modelo tradicional de
computação
Básico
(Em evolução)
Ad Hoc
Políticas e processos de
segurança são considerados
inadequados para proteger a
infraestrutura virtualizada
Provisionamento de
autoatendimento,
infraestrutura e
gerenciamento de SLA
padronizados emergentes
INOVAÇÃO
E VALOR
AGREGADO
DA NUVEM
Características elásticas
permitem que os aplicativos
sejam expandidos ou
reduzidos sob demanda,
adaptando-se aos recursos
dos clientes computacionais
do usuário final
Governança de toda a
organização estabelecida
visando os serviços
baseados em nuvem
Ligação imprecisa
Reconhecimento e
transparência
Foco dos utilitários
da TI
Computação em nuvem
gerenciada centralmente e
iniciativas de virtualização
emergentes
Computação em nuvem
visando principalmente
a otimização de custos
dentro da função da TI
Valor oculto
Emergem padrões de
gerenciamento de dados
e de desenvolvimento de
aplicativos para implantação
em nuvem
Gerenciamento
rudimentar
Dependente de
plataforma
Falta de
controle
Infraestrutura virtualizada
normalmente gerenciada
com processos e
ferramentas tradicionais
Dados e aplicativos
seguem, em grande parte,
as práticas tradicionais
de desenvolvimento e
gerenciamento
Iniciativas em nuvem
normalmente existem fora
de qualquer governança ou
prática definida
A computação em nuvem
está aprimorando os
processos de negócios fora
da função da TI
Despesa e valor agregado
desconhecidos em
função de iniciativas
descoordenadas de nuvem
Computação em nuvem para entidades governamentais: Planejamento
para inovar e agregar valor
O restante desta seção explora em mais detalhe cada uma dos sete recursos da
CT – CMF apresentados na tabela 3.
Computação: Gerenciar cargas de trabalho de computação para otimizar o
desempenho, custos e inovação
A lei de Moorexiv continua
a fornecer o desempenho
da CPU e do servidor para
serviços de nuvem escaláveis,
permitindo inovações em
design de silício. Os servidores
baseados no processador
Intel® Xeon® ajudam a
potencializar e a proteger
a pilha da infraestrutura
da nuvem desde sua base,
com recursos que fazem a
diferença no processamento, na
movimentação e na proteção
dos dados. Ao usar provedores
de serviços de nuvem (CSPs),
procure por tecnologia de
nuvem fornecida pela Intel®
para garantir que suas cargas de
trabalho sejam executadas em
processadores Intel genuínos
para aumentar o desempenho,
reduzir o tempo de conclusão
e aprimorar a segurança. O
Intel® Cloud Finder simplifica
o caminho para os serviços
de nuvem, tornando mais
fácil combinar os requisitos
de nuvem com os recursos do
provedor de serviços de nuvem.
A virtualização, o alicerce da computação em nuvem, melhora a utilização dos
ativos, tirando-os dos níveis historicamente baixos ao reunir recursos físicos de
computação e compartilhá-los de maneira eficiente com aplicativos. Além de
maximizar a utilização, a virtualização ajuda a minimizar o consumo de energia,
reduz a área ocupada pelos servidores dentro dos data centers e fornece
recursos escaláveis. A economia com gastos de capital (CapEx) e a subsequente
economia nos gastos operacionais (OpEx) resultantes da virtualização criam
uma ambiente comercial propício para aumentar a escala das implantações de
virtualização ao ponto de um servidor virtual se tornar a construção padrão, com
exceções especiais necessárias para uma construção física.
Estender a virtualização para os aplicativos mais exigentes dos fornecedores Tier
1 passa a ser o próximo objetivo, utilizando construções poderosas de hardware
de servidor, de nível de chip até a virtualização assistida por hardware. Além
disso, inovações de plataforma, tais como tecnologias de gerenciamento de
economia de energia, aumentam a utilização do servidor e diminuem ainda mais
o consumo de energia. Conforme a capacidade de computação amadurece em
uma organização, a capacidade de oferecer suporte de posicionamento dinâmico
de cargas de trabalho, dentro e entre ambientes heterogêneos em nuvem pode
otimizar a eficiência, a disponibilidade e a segurança. Isso implica em roteamento
dinâmico das cargas de trabalho de computação para infraestruturas em nuvem
mais adequadas para o trabalho (por exemplo, infraestruturas diferentes para
aplicativos de produtividade em escritório, de missão crítica, altamente seguros
ou de localização restrita).
Nos níveis mais altos de maturidade, o posicionamento da carga de trabalho de
computação e execução na nuvem pode se mover sem interrupções, dentro e
fora das instalações, respeitando políticas definidas como a de prioridades de
carga de trabalho de computação ou os protocolos de segurança. Ou seja, as
arquiteturas de nuvem fornecem uma execução inteligente, em qualquer lugar,
baseada na execução automatizada de políticas definidas, em vez da execução
em local estacionário. Cargas de trabalho individuais movem-se para dentro
e entre nuvens públicas e privadas em todo o mundo, com base na demanda.
Isso fornece a capacidade de otimizar o desempenho, custos, localização, riscos
e benefícios (ou seja, ao aproveitar da arbitragem que possa existir entre dois
ou mais mercados ou ambientes computacionais).
Rede e armazenamento:
Usar as melhorias no desempenho de computação para gerenciar o
crescimento das demandas de armazenamento e rede
Conforme a capacidade de computação cresce para dispositivos clientes e
infraestrutura de back-end, os dados correspondentes e os requisitos de
armazenamento crescem rapidamente. Como consequência, há um aumento
da demanda para a rede mover esses dados para onde for necessário.
As soluções de armazenamento tradicionais, muitas vezes carecem de
desempenho e flexibilidade para lidar com os crescentes requisitos de
armazenamento que os ambientes em nuvem demandam, enquanto as
redes existentes podem estar mal equipadas para acomodar os requisitos de
largura de banda e de configuração gerados por serviços de nuvem escaláveis,
densidade de máquina virtual (VM) e migrações de VM, entre outros fatores.xv
Computação em nuvem para entidades governamentais: Planejamento
para inovar e agregar valor
Ao evocar a capacidade da nuvem para reunir recursos e gerar eficiências
de escala, os CIOs governamentais podem reduzir custos, espaço físico e
requisitos de energia no data center, ganhando, ao mesmo tempo, velocidade,
flexibilidade e escalabilidade das plataformas em nuvem. No entanto, a
modernização do armazenamento e das redes exigem novas políticas de
virtualização. Políticas relacionadas ao uso de arquiteturas de armazenamento
em camadas, thin provisioning e técnicas de redução de armazenamento,
tais como compressão de dados e eliminação de dados duplicados, torna
viável a expansão da capacidade sob demanda e ajuda a reduzir os custos de
gerenciamento de armazenamento.
Em função das demandas cada vez maiores por largura de banda de rede
das arquiteturas de nuvem, há um reconhecimento crescente de que as
infraestruturas de rede tradicionais estão sendo desafiadas a acompanharem o
mesmo ritmo. Estratégias de rede para migrações para nuvem começam com a
atualização e consolidação de portas de redes locais (LAN) com tecnologias de
rede de alta velocidade, como a 10 Gigabit Ethernet (10GbE) e outras. As redes
convergentes de dados e armazenamento podem ser unificadas com essas
redes de alta velocidade. Uma infraestrutura de rede simplificada reduz os
desafios de gerenciamento de cabos no data center em nuvem, melhora o fluxo
de ar e refrigeração e aumenta a eficiência do data center.
A infraestrutura definida por software (SDI) é uma camada adicional de abstração
que trata os recursos de computação, de armazenamento e de rede como
conjuntos de recursos abstratos. O armazenamento definido por software
(SDS)xvi e a rede definida por software (SDN)xvii permitem a orquestração de
armazenamento e de recursos de rede semelhantes ao recursos virtualizados
de computação. Essas tecnologias realçam o provisionamento, a alocação e a
capacidade de gerenciamento da infraestrutura da nuvem. Além disso, a SDI
permite o armazenamento inteligente baseado em políticas e o gerenciamento
de recursos de rede, que fornece garantia automatizada de serviços para
serviços de nuvem, reduzindo ainda mais os custos e aumentando a agilidade
dos serviços de nuvem. O software OpenStack da OpenStack Foundation é um
desses sistema operacionais em nuvem de código aberto que fornece estrutura
para o provisionamento unificado de autoatendimento para recursos de
computação, de armazenamento e de rede.
No nível de maturidade mais alto, a infraestrutura da nuvem estará sempre
disponível com configurações de autorregulação autônomas, permitindo que
a carga de trabalho de computação e os serviços de nuvem sejam executados
continuamente, sem a interrupção dos serviços de rede e de armazenamento.
Segurança em nuvem:
Conduzir a evolução do modelo de segurança, desde a segurança da
infraestrutura física até a segurança completa de ponta a ponta
A filosofia tradicional de segurança derivada do firewall da rede não funcionará
efetivamente para a computação em nuvem, a qual exige limites elásticos
capazes de expandir o perímetro da empresa para além da localização dos
firewalls tradicionais.xviii A computação em nuvem faz com que o firewall de
rede seja permeável quando os dispositivos que acessam os serviços baseados
em nuvem estão dentro e fora do firewall. Além disso, esses dispositivos
podem variar de poderosos servidores e clientes computacionais de alto
desempenho a dispositivos móveis menos capazes, cada um com capacidades
e recursos de segurança definidas de maneira independente.
Os sistemas de armazenamento
e computação podem ser
melhorados com a implantação
de adaptadores de rede
avançados, controladores e
switches como o portfólio
de produtos de Ethernet da
Intel, fornecendo soluções
econômicas, flexíveis e
eficientes. As soluções de
armazenamento de rede
projetadas com arquitetura
Intel® ajudam a gerenciar o
crescimento de dados em
nuvem com a aplicação de
soluções inteligentes de
virtualização e otimização.
O armazenamento com as
unidades de disco sólido da
Intel® (Intel ® SSD) oferece
o menor custo total de
propriedade, segurança e
recursos de gerenciamento
para um desempenho de
armazenamento responsivo,
seja qual for o aplicativo.
Computação em nuvem para entidades governamentais: Planejamento
para inovar e agregar valor
As tecnologias Intel® permitem
soluções avançadas de segurança
de infraestrutura e de dados
assistidas por hardware, incluindo
a proteção de dados com
criptografia mais rápida (Intel ®
Advanced Encryption Standard
New Instructions [Intel® AES-NI]),
melhor proteção de identidade
(Intel® Identity Protection
Technology [Intel® IPT]), redução
de riscos de ataque (Intel®
Mashery™), virtualização segura
(Intel® Virtualization Technology
[Intel® VT]) e confiabilidade
baseada em hardware para tornar
as plataformas mais resistentes
a ataques (Intel® Trusted
Execution Technology [Intel®
TXT]). O programa Intel® Cloud
Builders fornece arquiteturas
comprovadas de referência de
segurança em nuvem, com base
em requisitos reais.
O Intel® Cloud Finder é um
registro dos prestadores de
serviços que usam a tecnologia
Intel® para atender aos critérioschave para as soluções de
nuvem de alto desempenho em
segurança e outras categorias
tecnológicas. O Cloud Security
Alliance (CSA) promove o uso
das melhores práticas para
oferecer garantia de segurança
em computação em nuvem. O
Trusted Computing Group (TCG)
desenvolve padrões abertos,
independente de fornecedores e
de padrão de indústria global, os
quais oferecem suporte de raiz de
confiança baseada em hardware
para plataformas de computação
confiáveis e interoperáveis.
Com novos modelos de uso, novos modelos de segurança e controles são
necessários para aplicar a proteção das infraestruturas virtualizadas, cargas de
trabalho e dados associados, bem como vários dispositivos cliente de usuário
final que acessam os aplicativos baseados em nuvem, além da proteção para
dados em repouso e em movimentação. Uma abordagem holística é necessária
para que o modelo de segurança evolua para além dos pressupostos
tradicionais de proteção de infraestrutura física, dispositivos padronizados e
isolamento físico em favor de arquiteturas adaptáveis, com diversas camadas e
clientes, estendendo-se de ponta a ponta. Políticas de segurança, tecnologias
e controles devem abranger dados, aplicativos, serviços, dispositivos finais e
todos os aspectos da infraestrutura. No caso dos modelos de implantação de
nuvem pública ou híbrida, o modelo de segurança e os controles precisarão
incluir serviços e dados residentes na plataforma de nuvem pública.
Em alguns casos, pode ser suficiente ter um provedor em nuvem comprovando
a segurança da infraestrutura subjacente (por exemplo, a hospedagem de
sites externos e wikis para serviços não críticos). No entanto, para processos
de missão crítica e dados confidenciais, atestados de terceiros podem não ser
suficientes. Ou seja, pode não ser suficiente depender dos registros, relatórios
e atestados dos provedores de nuvem para comprovar a conformidade. Por
exemplo, a Intel está colaborando com provedores de nuvem e a comunidade
de TI nos aplicativos da Intel® Trusted Execution Technology (Intel® TXT) ,em
conjunto com outros componentes para fornecer medições interoperáveis,
altamente seguras e invioláveis de conformidade com as políticas e os
atestados de segurança de ponta a ponta necessários para lidar mesmo com a
segurança mais exigente.xix
Os governos buscam a centralização da certificação e credenciamento
dos prestadores de serviços de nuvem (CSPs). A certificação age como um
passaporte de segurança que valida as credenciais de um CSP. Ao validar as
credenciais uma vez e em um nível consistente, cada departamento e agência
governamental pode aceitar esse passaporte de segurança quando um CSP
concorre aos contratos com o governo. Por exemplo, entidades do governo
federal dos EUA agora podem usar os serviços da infraestrutura Amazon Web
Services* (AWS*) depois que os AWS receberam autorização e credenciamento
moderado da Federal Information Security Management Act (FISMA).
Atividades como essas podem geram opções mais amplas para a implantação
de nuvem para entidades governamentais, acelerar ciclos de contratos do
governo e ajudar a garantir que os CSPs sejam avaliados usando protocolos
de segurança consistentes e rigorosos que priorizam as necessidades de
segurança para combater as ameaças mais graves.
Nos níveis de maturidade mais altos, os governos evoluem seus modelos
de segurança para proteger não só a infraestrutura física, mas também os
dados e aplicativos (ou seja, a segurança em camadas de ponta a ponta) ao
se esforçarem para fornecer serviços de segurança robusta que garantam
a integridade, a confidencialidade e a disponibilidade dos dados em um
ambiente de computação em nuvem.
Orquestração de nuvem:
Operar com elasticidade, escala e eficiência ao implantar modelos
automatizados de provisionamento e garantia
O provisionamento de serviços facilitado é uma das proposições fundamentais
de valor para a arquitetura da nuvem, em que os recursos e serviços podem
ser assinados e gerenciados por um portal de autoatendimento automatizado.
Historicamente, a implantação de um novo serviço ou aplicativo em infraestrutura
Computação em nuvem para entidades governamentais: Planejamento
para inovar e agregar valor
tradicional (ou seja, não baseado em nuvem) envolve aquisição de hardware,
agendamento de instalação no data center e configuração e teste de hardware e
software – um processo que, muitas vezes, leva semanas ou mesmo meses. O uso
da virtualização e padronização em um ambiente de nuvem elimina a aquisição de
hardware tradicional, projeto a projeto, bem como os processos de instalação
de infraestrutura, diminuindo significativamente o tempo necessário para
implantar novos aplicativos. Perceber totalmente a agilidade nos negócios e a
eficiência possibilitada pela computação em nuvem exige o provisionamento
automatizado dos serviços. Com um portal de autoatendimento suportado
pelo provisionamento automatizado no back-end, os departamentos e agências
governamentais podem reduzir o tempo de provisionamento para aplicativos,
ambientes de desenvolvimento ou reduzir a capacidade da infraestrutura de
computação em minutos.
A orquestração da nuvem não é limitada ao provisionamento de serviços. A
infraestrutura da nuvem – física e virtualizada – exige soluções de garantia dos
serviços para que as cargas de trabalho possam ser executadas eficientemente.
Nos níveis avançados de maturidade, é provável que haja situações nas quais
as cargas de trabalho precisem ser migradas dentro ou entre ambientes da
nuvem (por exemplo, para maximizar a eficiência do data center ou estar em
conformidade com políticas definidas pelo SLA, como garantir que os dados
para cargas de trabalho em execução em uma nuvem segura não sejam
movidos para uma área menos segura). O gerenciamento manual de tais
operações complexas e de grande escala pode estar propenso a erros humanos
ou a reações lentas às novas demandas. Para manter a qualidade do serviço
otimizada (por exemplo, evitando situações como a superlotação dos recursos
da nuvem), soluções avançadas de telemetria podem ajudar identificando
como as variáveis em um ambiente de nuvem mudam ao longo do tempo e
dinamicamente, tomando decisões sobre alocações adequadas de recursos
de infraestrutura. Usando um posicionamento avançado de carga de trabalho
automatizado, baseado em políticas, a camada de orquestração pode efetuar
decisões em tempo real sobre onde uma carga de trabalho deve ser idealmente
colocada ou realocada se os recursos atuais superlotam o ambiente.
A fim de melhorar a agilidade e o OpEx, a automação é essencial no gerenciamento
de um ambiente de nuvem. No entanto, um desafio fundamental para uma melhor
condução da automação, dentro e entre infraestruturas baseadas em nuvem é a
divisão bem-sucedida dos silos organizacionais e dos processos de implementação
complexos em todo o gerenciamento de plataformas de rede, armazenamento
e computação tradicionais. Por exemplo, mesmo que haja capacidade disponível
para a configuração em minutos, a agilidade pode ser prejudicada por processos
burocráticos de aprovação de solicitações. Além disso, as instalações dos data
centers são, muitas vezes, gerenciadas independentemente da infraestrutura da
nuvem, possivelmente impactando a automação e a eficiência.
Para resolver os desafios burocráticos, as organizações de TI devem considerar
a integração de plataformas tecnológicas, fluxos de trabalho e processos de
gerenciamento heterogêneos, bem como os modelos de segurança que regem
esses processos. Essa também é uma oportunidade de redefinir os processos
de provisionamento de serviços, usando como referência os modelos
internacionais de melhores práticas. Adaptar padrões abertos em infraestrutura
de nuvem, nas interfaces de software (por exemplo, APIs) e nas práticas de
gerenciamento de serviços ajudará a transformar o potencial da automação de
A infraestrutura da nuvem
é aprimorada com o
provisionamento de serviços
e as ferramentas de software
de garantia de serviço para
executar cargas de trabalho
empresariais eficientes.
Intel® Datacenter Manager: O
administrador de garantia de
serviços (Intel ® DCM: SAA)
gera capacidade profunda,
recursos e consumo de dados
de plataforma necessários para
altos níveis de automação,
segurança e garantia de serviço.
Computação em nuvem para entidades governamentais: Planejamento
para inovar e agregar valor
computação em nuvem em realidade (ou seja, fornecer todos os aspectos de
nuvem disponíveis para o usuário sem criar solicitações de serviço de TI).
Para atingir tal nível de maturidade, o setor público deve continuar a desenvolver
habilidades e conhecimentos sobre as tecnologias de nuvem e gerenciamento de
serviços de nuvem e usar as primeiras conquistas para demonstrar o potencial e
justificar ainda mais as alocações de orçamento. Um console de gerenciamento
centralizado pode monitorar os recursos em nuvem, a utilização da capacidade, o
desempenho e estorno dos serviços usados. A orquestração melhorada permitirá
que a função de TI avance para se tornar uma intermediária e integradora de
serviços baseados em nuvem –fornecidos interna ou externamente.
Para otimizar o uso dos recursos
e melhorar a qualidade dos
serviços, o desenvolvimento
de novos aplicativos e a
renovação dos aplicativos
existentes devem ter como
padrão, o reconhecimento de
nuvem e de cliente. O Intel®
Mashery™ API Management, os
gateways de APIs e os serviços
de APIs podem ajudar na
colocação de novos produtos e
serviços no mercado com mais
rapidez, maior segurança, uma
experiência de usuário final
(EUE) mais consistente e maior
qualidade dos serviços (QoS).
No nível de maturidade mais alto, o provisionamento de serviços de nuvem e
o gerenciamento de infraestrutura são totalmente automatizados em todo o
ambiente de nuvem, proporcionando uma experiência sem interrupções para
os usuários e otimizando a eficiência nos ambientes da nuvem.
Aplicativos em nuvem:
Permitir que os aplicativos reconheçam a nuvem e os clientes,
aproveitando ao máximo os recursos presentes na nuvem e nos clientes
computacionais do usuário final
Muitas organizações adotaram a virtualização para consolidar cargas de trabalho
anteriormente hospedadas em servidores físicos dedicados. Essa transição envolveu
pouca ou nenhuma mudança para os aplicativos, os quais possuem dependências
e expectativas tradicionais. Os aplicativos com arquitetura não baseada em nuvem
estão ligados à infraestrutura física de hardware que os hospeda. Ou seja, se o
hardware físico falhar, o aplicativo falha. Por outro lado, aplicativos com arquitetura
em nuvem são projetados também levando as falhas em consideração. Esses
aplicativos reconhecem a nuvem e podem migrar pelos recursos de hardware
virtualizados, o que permite elasticidade e proteção contra falhas de hardware. Ou
seja, o foco do projeto é minimizar o tempo médio de recuperação (MTTR) em vez
das abordagens tradicionais de maximizar o tempo médio de falha (MTTF).
Para entregar aplicativos com reconhecimento de nuvem, os departamentos e
agências governamentais devem compreender as características dos aplicativos
existentes e preparar planos para migrá-los para as plataformas de nuvem
adequadas. Para otimizar com o intuito de ter agilidade, novas diretrizes de
desenvolvimento são necessárias para o desenvolvimento de novos aplicativos
baseados em nuvem e para os aplicativos existentes que estejam sendo
migrados para os serviços de nuvem.
Em níveis mais elevados de maturidade, a API torna-se uma forma padrão
para expor serviços e aplicativos em plataformas em nuvem, permitindo, com
isso, a fácil criação de serviços e otimização do provisionamento de recursos
nos aplicativos. As APIs oferecem serviços distintos, mas também podem ser
rapidamente ligadas a outros serviços para criar aplicativos mais complexos,
acelerando o desenvolvimento de serviços ao minimizar o retrabalho e maximizar
a reutilização. Como as APIs são expostas como interfaces em nuvem, gerenciálas (por exemplo, imposição de políticas, monitoramento e auditoria) e protegêlas se tornará cada vez mais importante. As plataformas amplamente acessíveis
de gerenciamento de API em nuvem estão se tornando recursos reais para a
construção de novos aplicativos e para a migração dos aplicativos existentes para
os ambientes em nuvem. Essas plataformas tiram proveito de economias de escala
de terceiros, oferecem suporte ao fornecimento ágil de serviços baseados em
nuvem e ajudam a lidar com a complexidade conforme a necessidade de acessar
mais dados e gerar mais serviços aumenta.
Computação em nuvem para entidades governamentais: Planejamento
para inovar e agregar valor
Oferecer uma experiência de usuário final (EUE) consistente e uma qualidade
de serviço (QoS) mais rica a partir dos aplicativos baseados em nuvem pode
ser desafiador em função das variações entre clientes computacionais do
usuário final que acessam a nuvem (por exemplo, sistemas operacionais,
fatores de forma, métodos de entrada). Em vez de sacrificar as experiências
do usuário final para um denominador comum por uma questão de design, os
aplicativos baseados em nuvem podem ser adaptados para tirar proveito dos
recursos presentes no cliente computacional do usuário que os acessam (ou
seja, reconhecer o cliente). Os diferentes recursos dos clientes computacionais
do usuário final incluem sistemas operacionais, processadores, patches de
segurança, conexões de rede, capacidades de bateria, tamanho do tela e tipos
de entrada. Uma vez que os recursos relevantes do cliente computacional do
usuário final são conhecidos, um aplicativo baseado em nuvem pode otimizar
dinâmica e adequadamente o EUE e a QoS, maximizando a produtividade
e protegendo os dados dos departamentos e agências governamentais.
Conforme os departamentos e agências planejam a migração para os serviços
baseados em nuvem, diretrizes de desenvolvimento para criar aplicativos com
reconhecimento de cliente devem ser parte dos princípios fundamentais de
desenvolvimento em nuvem.
Nos níveis de maturidade mais altos, aplicativos com arquitetura em nuvem
reconhecem e usam os recursos presentes no ambiente de nuvem (ou seja,
reconhecem a nuvem) e no cliente computacional do usuário final (ou seja,
reconhecem o cliente) para uma prestação de serviços ágil e ideal.
Governança na nuvem e gerenciamento de fornecedores:
Usar padrões interoperáveis e inovação aberta
As várias leis, regulamentos e normas exigem uma malha complexa de ordens de
segurança e privacidade, fazendo da conformidade uma questão potencialmente
complicada para a computação em nuvem para entidades governamentais.
Para evitar esses possíveis problemas, princípios comuns de governança e
aquisição devem ser aplicados nos departamentos e agências governamentais.
Esses princípios devem abordar os riscos técnicos e de negócios associados
aos diferentes serviços de nuvem, incluindo a portabilidade e a recuperação de
dados, relatórios de nível de serviço e protocolos de segurança. Exigir recursos
confiáveis e invioláveis de garantia de conformidade ajudará a garantir políticas
de governo desejadas, procedimentos de operação, segurança e que os níveis
de serviço sejam mantidos. Por exemplo, determinadas leis de privacidade
podem exigir a restrição da localização geográfica para o armazenamento de
certos tipos de dados em nuvem. O artigo Trusted Geo-location in the Cloud:
Proof of Concept Implementation [Geolocalização confiável na nuvem: a prova
de implementação do conceito] (rascunho),xx, do National Institute of Standards
and Technology (NIST) dos EUA, demonstra como a Intel TXT pode auxiliar
as organizações no monitoramento e aplicação das condições e restrições de
geolocalização, garantindo que suas cargas de trabalho com base em serviços
de nuvem sejam implantadas em hardware confiável e em geografias ou
localizações conhecidas.
A consolidação da demanda por serviços de nuvem em todos os setores
público, juntamente com o desenvolvimento de veículos de aquisição
específicos, ajudará a simplificar a governança, bem como a maximizar o
poder de compra e a otimizar as decisões de contratação. Os departamentos
e agências governamentais podem se tornar intermediários do serviço de
nuvem, removendo os obstáculos internos e usando as economias de escala da
computação em nuvem e a capacidade de inovar rapidamente.
As organizações do setor
público podem tomar medidas
deliberadas para operar com
padrões abertos (ou seja,
públicos) para melhorar a
governança, a segurança e a
interoperabilidade da nuvem,
protegendo-se contra a
dependência tecnológica dos
fornecedores. Participar de
iniciativas em diferentes setores,
tais como a Open Data Center
Alliance (ODCA), acelerará a
obtenção desses objetivos. A
ODCA é focada em requisitos
de aquisição de contratos
públicos (ou seja, soluções
abertas e interoperáveis para
segurança na nuvem, automação
de infraestrutura da nuvem,
gerenciamento comum e
transparência na prestação
de serviços de nuvem). Os
departamentos e agências
governamentais que contribuem
ativamente para abordagens
abertas e baseadas em padrões
garantem que as visões do setor
público sejam consideradas na
elaboração desses padrões.
Computação em nuvem para entidades governamentais: Planejamento
para inovar e agregar valor
Para os níveis de maturidade mais altos, a governança responsiva e o
gerenciamento de fornecedores inovador resultarão em serviços de maior
desempenho, mais seguros e acessíveis.
Inovação e valor agregado da nuvem:
Definir objetivos de negócio claros, comunicar e compreender a proposta
de valor para os serviços de nuvem do governo
Para as principais abordagens
e estudos de caso que
demonstram as vantagens da
computação em nuvem, acesse
www.intel.com/cloud
Além disso, o Innovation Value
Institute (www.ivi.ie),
cofundado pela Intel, pesquisa,
oferece consultoria e divulga
abordagens comprovadas para
o gerenciamento de TI que visa a
agregação de valor e a inovação.
Faça a avaliação da CT–CMF em
www.bit.ly/ ct-cmf
para receber um relatório
personalizado com
recomendações.
Entre em contato com
government_cloud@intel.
com ou fale com o seu
representante local Intel sobre
como o Workshop "Nuvem para
Entidades Governamentais" pode
ajudar a definir e implementar
a sua estratégia de nuvem para
entidades governamentais para
inovar e agregar valor.
Os investimentos do setor público em serviços baseados em nuvem normalmente
começam por projetos pequenos, mas cruciais que podem oferecer um retorno
sobre o investimento interessante, bem como desenvolver conhecimento
interno e estabelecer a credibilidade do potencial da computação em nuvem
para a prestação de serviços públicos. No entanto, para capturar o potencial
transformador da computação em nuvem para entidades governamentais, as
organizações do setor público devem definir uma visão onipresente pelos serviços
públicos para a adoção da nuvem em entidades governamentais, juntamente
com roteiros de implantação correspondentes. A implantação de roteiros exige
objetivos claros do governo e proposições de valor transparentes sobre onde a
computação em nuvem pode melhorar a prestação dos serviços públicos. Isso
ajudará a maximizar o valor dos investimentos e a definir prioridades orçamentárias
para o setor público em relação às despesas referentes às infraestruturas em
nuvem versus às não baseadas em nuvem.
Para avaliar os benefícios da computação em nuvem, as organizações do setor
público se beneficiarão da aplicação consistente de métodos para medir e
expressar o valor do uso das tecnologias e serviços baseados em nuvem. A
avaliação dos investimentos em nuvem deve combinar benefícios tangíveis e
intangíveis para estabelecer uma relação transparente de visualização entre os
investimentos e os benefícios previstos para melhores serviços do governo.
Além disso, a capacidade de comércio salvou os excedentes orçamentários do
setor público e os períodos de tempo podem ser um fator fundamental para o
financiamento da próxima onda de inovação de uso da computação em nuvem
no setor público.
Nos níveis de maturidade mais altos, a adoção da nuvem pelas entidades
governamentais está transformando a prestação de serviços para os cidadãos.
Planejamento para inovar e agregar valor
Muita da atenção da computação em nuvem para entidades governamentais
concentrava-se na consolidação da infraestrutura e na redução do tempo para
provisionar a infraestrutura, de semanas (ou meses) a horas (ou mesmo minutos).
Cada vez mais, a atenção gira em torno de oportunidades de ordem superior
para a inovação usando a computação em nuvem.xxi Isso inclui um grande
número de análises de inteligência de negócios, requisitos de processamento
intermitentes ou sazonais e novos modelos de prestação de serviços públicos.
O setor público pode oferecer potencial de inovação na computação
em nuvem ao promover políticas progressivas em matéria de adoção da
nuvem pelo governo. A Tabela 4 serve como uma lista de verificação útil
para a comprovação das políticas governamentais e programas individuais,
comparando-as com os seis critérios-chave para adoção eficaz da nuvem pelas
entidades governamentais.
Em função do poder aquisitivo coletivo do setor público – estimado em mais de
20% de todas as despesas de TI em algumas áreas geográficas – os governos
Computação em nuvem para entidades governamentais: Planejamento
para inovar e agregar valor
TABELA 4: LISTA DE VERIFICAÇÃO DOS SEIS CRITÉRIOS-CHAVE PARA A ADOÇÃO EFICAZ DA NUVEM PELAS ENTIDADES
GOVERNAMENTAIS
SEGURANÇA
AGILIDADE
CONFIABILIDADE
ABERTURA
TRANSPARÊNCIA
Os serviços baseados em nuvem
são confiáveis e seguros contra
ameaças, uma vez que usam defesas
profundas para impedir a divulgação
de dados (ou seja, garantir a
confidencialidade) e também para
impedir a adulteração de dados (ou
seja, garantir a integridade).
Existem controles de segurança em camadas de ponta a ponta
suficientes (ou seja, a defesa profunda em uma infraestrutura
segura no data center, conexões de rede seguras, dispositivos
seguros, aplicativos seguros e dados seguros)?
Os serviços baseados em nuvem
usam orquestração dinâmica para
implantar, estender ou reduzir
serviços rapidamente, diminuindo
drasticamente o tempo de
implantação e gerenciamento.
O serviço baseado em nuvem inclui capacidades de
orquestração (por exemplo, automanutenção, automação,
integração) para alocar dinamicamente recursos, gerenciar níveis de
serviço e otimizar eficiências?
O serviço baseado em nuvem usa ou oferece uma arquitetura
de API reutilizável e modular, bem como gerenciamento de
plataforma?
O desempenho baseado em
nuvem é confiável, com garantia
de conformidade e dos níveis de
serviço.
A detecção de falhas, recuperação e relatórios podem ocorrer
com mínima ou nenhuma intervenção manual?
A garantia de conformidade de serviço, com regulamentos e
políticas é possível usando monitoramento de desempenho
confiável e à prova de adulteração?
Os serviços baseados em nuvem
implementam padrões abertos para
promover a interoperabilidade e
a portabilidade entre ambientes
heterogêneos.
Os padrões abertos (ou seja, independentes do fornecedor) são
aplicados à solução baseada em nuvem?
A interoperabilidade, a portabilidade e a reversibilidade estão
disponíveis para dados e serviços hospedados na plataforma de
computação em nuvem?
Os serviços baseados em
nuvem oferecidos no mercado
são facilmente comparados,
monitorados e auditados.
O serviço baseado em nuvem é definido de forma transparente
com relação à comparação, comissionamento, encerramento e
comutação dos provedores de nuvem?
O acompanhamento da prestação de serviços de nuvem,
consumo e faturamento estão disponíveis prontamente?
Os serviços baseados em nuvem podem aproveitar os
recursos genéricos e exclusivos dos recursos virtualizados de
infraestrutura (ou seja, reconhecimento de nuvem)?
O serviço baseado em nuvem pode oferecer acesso seguro e
experiência do usuário ideal para uma variedade de dispositivos
computacionais (ou seja, reconhecimento de cliente)?
RECONHECIMENTO Os serviços baseados em
nuvem aproveitam os recursos
incorporados na hospedagem
da infraestrutura da nuvem e os
dispositivos de computação do
usuário final que os acessam.
As políticas e os modelos de segurança atuais estão alinhados
à nova implantação de computação em nuvem e os modelos de
utilização?
estão posicionados exclusivamente para afetar o mercado da computação em nuvem.
A aplicação da lista de verificação dos seis critérios-chave (tabela 4), juntamente com a
CT–CMF (tabela 3) ajudará a maximizar os benefícios do setor público com a adoção da
nuvem pelas entidades governamentais, estabelecendo uma linguagem comum para o
definição de metas entre as diversas partes interessadas.
Agradecimentos
Os autores desejam agradecem as contribuições valiosas dos colegas de toda a Intel
Corporation, incluindo Enrique Castro-Leon, Mark Valcich, John Kennedy, Cristian
Oliveira e Dawn Olsen.
Computação em nuvem para entidades governamentais: Planejamento
para inovar e agregar valor
Sobre o Innovation Value Institute
O Innovation Value Institute (IVI) é uma entidade sem fins lucrativos que tem por objetivo transformar o modo
como as organizações privadas e públicas gerenciam a TI para agregar valor e inovar. Cofundada pela Intel
Corporation e a Maynooth University, o IVI abriga um consórcio internacional de organizações públicas e
privadas que, junto com organizações acadêmicas internacionais, colaboram na definição das melhores práticas
de gerenciamento.
Sobre a Information Technology-Capability Maturity Framework* (IT–CMF*)
A Information Technology–Capability Maturity Framework* (IT–CMF*) melhora a capacidade de uma organização
de implantar e executar serviços de informação para agregar maior valor e inovação. A IT–CMF tem suas
origens na pesquisa originalmente conduzida pela Intel Corporation.xxii, xxiii Desde então, o IVI e seu consórcio
internacional tem trabalhado com base na IT–CMF original da Intel, permitindo que as organizações públicas
e privadas em todo o mundo melhorem sistematicamente o modo como gerenciam a TI para agregar valor e
inovar.xxiv O uso da IT–CMF como parte de um programa de melhoria contínua da TI está associado com um
melhor desempenho da TI, incluindo a otimização de custos da TI e o aumento das contribuições de valor de
negócio. Saiba mais em www.ivi.ie
Sobre a Cloud Technology–Capability Maturity Framework (CT–CMF)
O CT–CMF é codesenvolvido pela Intel Corporation e o IVI como uma extensão complementar para o
Information Technology – Capability Maturity Framework (IT–CMF) do IVI. Enquanto a IT–CMF engloba um
conjunto de estratégias organizacionais e práticas de gerenciamento de TI para agregar valor e inovar, A CTCMF aumenta a funcionalidade central da IT-CMF com estratégias de computação em nuvem e práticas para
organizações governamentais.
Notas
i.
CIO.GOV, “Cloud.” [Nuvem] http://cio.gov/innovate/cloud/. (Acessado em julho de 2014).
ii.
Miao, K. X. e He, J. Cloud Computing and Open Data Centers. [Computação em Nuvem e Data Centers Abertos] Intel
Technology Journal, Vol. 16, edição 4, p. 8-18. 2012.
iii.
Mell, Peter e Grance, Timothy. The NIST Definition of Cloud Computing [A Definição de Computação em Nuvem da NIST]
Publicação especial da NIST 800-145. http://csrc.nist.gov/groups/SNS/cloud-computing. 2011. (Acessado em julho de 2014).
iv.
Mell, Peter e Grance, Timothy. The NIST Definition of Cloud Computing [A Definição de Computação em Nuvem da NIST]
Publicação especial da NIST 800-145. http://csrc.nist.gov/groups/SNS/cloud-computing. 2011. (Acessado em julho de 2014).
v.
Em algumas esferas do governo, as nuvens públicas são conhecidas como nuvens do "setor privado" (por exemplo, um
serviço de nuvem como o Amazon Web Service (AWS).
vi.
European Union Agency for Network and Information Security. www.enisa.europa.eu. (Acessado em julho de 2014).
vii.
“Federal Labor Relation Authority (FLRA) Case Management System,” [Caso de Sistema de Gerenciamento da Federal Labor
Relation Authority (FLRA)] http://cloud.cio.gov/case-study/federal-labor-relation-authority-flra-case-management-system
(Acessado em julho de 2014).
Computação em nuvem para entidades governamentais: Planejamento
para inovar e agregar valor
viii.
McClure, D. “Leveraging the Power of Cloud Computing in Government.” [Alavancando o Poder da Computação em Nuvem
para Entidades Governamentais] GSA: Brookings. www.brookings.edu. (Acessado em julho de 2014).
ix.
A interoperabilidade é a capacidade dos sistemas de trabalharem em conjunto por meio do intercâmbio de informações
pelas fronteiras dos sistemas heterogêneos.
x.
McClure, D. “European Cloud Computing Strategy.” [Estratégia Europeia de Computação em Nuvem] GSA: Brookings.
http://ec.europa.eu/digital-agenda/en/european-cloud-computing-strategy (Acessado em junho de 2014).
xi.
“European Cloud Computing Strategy.” [Estratégia Europeia de Computação em Nuvem], http://ec.europa.eu/digitalagenda/en/european-cloud-computing-strategy(Acessado em junho de 2014).
xii.
“The Grants Center of Excellence.” http://home.grantsolutions.gov (Acessado em julho de 2014).
xiii.
Uma API é uma interface de programação de aplicativos que permite que componentes de software se comuniquem uns
com os outros. As APIs são bibliotecas de especificações para objetos, rotinas e estruturas de dados. As APIs melhoram a
capacidade de acomodar rapidamente as alterações no ambiente.
xiv.
Moore, Gordon E. Cramming more components onto integrated circuits [Inserindo mais componentes nos circuitos
integrados]. Electronics, p. 114-117, 19 de abril de 1965.
xv.
Uma máquina virtual (VM) é uma emulação baseada em software de um computador, a qual é executada em um
servidor físico ou hardware cliente. Com a virtualização, uma única plataforma de hardware pode hospedar várias VMs,
aumentando a utilização de recursos e a capacidade administrativa.
xvi.
O armazenamento definido por software abstrai o armazenamento do hardware e permite que os dados sejam
implantados, configurados e gerenciados por meio de controladores de software.
xvii. As redes definidas por software separam o plano de controle (o elemento de rede usado para configurá-la) do plano
de dados (em que o fluxo do pacote real e o tráfego atravessam a rede), permitindo a configuração de controladores de
software centralizados.
xviii. O firewall é um sistema (hardware ou software) que impede o acesso não autorizado a ou de uma rede privada, formando
uma barreira entre uma rede confiável e uma rede não confiável.
xix.
Yeluri, Raghuram e Castro-Leon, Enrique. Building the Infrastructure for Cloud Security: A Solutions View [Construindo uma
Infraestrutura para a Segurança da Nuvem: uma Visão da Solução], Editora: Apress, março de 2014.
xx.
Trusted Geo-location in the Cloud: Proof of Concept Implementation [Geolocalização confiável na nuvem: a prova de
implementação do conceito] (rascunho). National Institute of Standards and Technology (NIST), NIST Interagency Report
7904, 2013.
xxi.
Castro-Leon, Enrique; Dourado, Bernard; Gomez, Miguel; Bruno, Raghu; e Sheridan, Charles G.. Creating the Infrastructure
for Cloud Computing: An Essential Handbook for IT Professionals. [Criando a Infraestrutura para a Computação em Nuvem:
Um Guia Prático Essencial para Profissionais de TI] Beaverton, OR: Intel Press. 2011.
xxii. Curley, Martin. Managing IT for Business Value. [gerenciamento de TI para Agregar Valor] Beaverton, OR: Intel Press. 2004.
xxiii. Curley, Martin. “Introducing an IT Capability Maturity Framework” ["Apresentando uma IT Capability Maturity Framework"].
Ata da Nona Conferência Internacional em Sistemas de Informação Empresarial. Cardos, J, Cordeiro, J e Filipe, J, (editores).
Springer. 2008.
xxiv. IT Capability Maturity Framework, Innovation Value Institute, National University of Ireland, Maynooth. 2010.
Computação em nuvem para entidades governamentais: Planejamento
para inovar e agregar valor
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