Norma Técnica Sabesp
NTS 033
Tampão de Ferro Fundido Dúctil
Especificação
São Paulo
Fevereiro / 2013 - Revisão 5
NTS 033: 2013 – Revisão 5
Norma Técnica Sabesp
SUMÁRIO
1 OBJETIVO ..................................................................................................................... 1
2 REFERÊNCIAS NORMATIVAS ..................................................................................... 1
3 DEFINIÇÕES ................................................................................................................. 2
4 PROJETO E FABRICAÇÃO .......................................................................................... 3
4.1 Premissas básicas .................................................................................................... 3
4.2 Projeto ........................................................................................................................ 3
4.3 Fabricação ................................................................................................................. 3
5 ENSAIOS DE QUALIFICAÇÃO E DE RECEBIMENTO DE MATERIAIS ....................... 4
5.1 Condições gerais....................................................................................................... 4
5.2 Verificação visual........................................................................................................5
5.3 Verificação dimensional e de assentamento ........................................................... 5
5.4 Ensaio de arrancamento da tampa (exclusivo para tampão articulado DN 600) .. 6
5.5 Ensaio de carga ......................................................................................................... 6
5.6 Ensaio de flecha residual .......................................................................................... 7
5.7 Ensaios do anel anti-ruído ........................................................................................ 7
5.8 Ensaio de metalografia ............................................................................................. 7
5.9 Ensaio de tração ........................................................................................................ 8
6 AMOSTRAGEM E CRITÉRIOS DE ACEITAÇÃO PARA QUALIFICAÇÃO E
INSPEÇÃO DE RECEBIMENTO....................................................................................... 8
7 REVESTIMENTO ......................................................................................................... 10
8 CONSIDERAÇÕES FINAIS ......................................................................................... 10
ANEXO A - SINALIZAÇÃO PARA IDENTIFICAÇÃO DE ESPAÇO CONFINADO ....... 11
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NTS 033: 2013 – Revisão 5
Norma Técnica Sabesp
Tampão de Ferro Fundido Dúctil
1 OBJETIVO
Esta norma se aplica à fabricação e inspeção de tampão de ferro fundido dúctil
articulado (DN 600), tampa e aro (DN 900), tampas para reposição, na classe 300,
bem como terminal de limpeza e tampas para caixa de válvulas para fornecimento a
Sabesp, conforme os seguintes desenhos padronizados:
Produto
Desenho
Condição de uso
Tampa DN 600
0100.400.E159
Reposição
Tampa DN 600 articulada
0100.400.E161
Instalação nova
Aro DN 600 articulado
0100.400.E162
Instalação nova
Tampa DN 900
0100.400.E163
Instalação nova
Aro DN 900
0100.400.E164
Instalação nova
Tampa DN 500
0100.400.E150
Reposição
Tampa e aro DN 200
0100.400.E151
Instalação nova
Caixa com tampa articulada
para válvulas (T-5)
0100.400.E152
Instalação nova
OBSERVAÇÃO:
As configurações e dimensões ilustradas nos desenhos 0100.400.E161 e E162 são
apenas de referência, com exceção das marcações e símbolo Sabesp que devem
estar conforme os referidos desenhos. O projeto dos tampões deve atender a NBR
10160.
2 REFERÊNCIAS NORMATIVAS
As normas citadas a seguir são indispensáveis à aplicação dessa norma. Para
referências datadas aplicam – se somente as edições citadas. Para as demais
referências aplicam–se as edições mais recentes das referidas referências (incluindo
emendas).
NBR 5426, Planos de amostragem e procedimentos na inspeção por atributos.
NBR 6892, Materiais metálicos - Ensaios de Tração à temperatura ambiente.
NBR 6916, Ferro fundido nodular ou ferro fundido com grafita esferoidal.
NBR 8108, Ataque com reativos metalográficos em ligas ferrosas.
NBR 10160, Tampões e grelhas de ferro fundido dúctil - Requisitos e métodos de
ensaios.
NBR 13284, Preparação de corpos-de-prova para análise metalográfica.
NBR 14787, Espaço Confinado – Prevenção de acidentes, procedimentos e medidas
de proteção.
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Norma Técnica Sabesp
NBR NM ISO 7500–1, Materiais metálicos - Calibração de máquinas de ensaio
estático uniaxial. Parte 1: Máquinas de ensaio de tração/compressão - Calibração do
sistema de medição da força.
NR-33 – Segurança e Saúde nos Trabalhos em Espaços Confinados - Publicação
D.O.U. - Portaria MTE n.º 202, 22 de dezembro de 2006 - 27/12/06 – Alterações /
Atualizações - Portaria MTE n.º 1.409, 29 de agosto de 2012 - 31/08/12
ISO 37, Rubber, vulcanized or thermoplastic – Determination of tensile stress-strain
properties
BS EN 681-1, Elastomeric seals – Material requirements for pipe joint seals used in
water and drainage applications
ISO 868, Plastics and ebonite – Determination of indentation hardness by means of a
durometer (Shore hardness)
3 DEFINIÇÕES
Amostra
conjunto de peças tomadas aleatoriamente num lote, na quantidade indicada no item 6
dessa norma.
Classe
a classe do tampão é definida pela carga mínima para a qual o mesmo foi projetado.
Tampão de classe 300 é um tampão que resiste a um esforço de 300 kN aplicado no
centro da tampa através de um disco metálico de diâmetro 200 mm, o que equivale a
uma tensão de compressão de 10 MPa.
Dimensões de referência
todas as dimensões não contempladas na norma NBR 10160.
Espaço Confinado
qualquer área não projetada para ocupação contínua, a qual tem meios limitados de
entrada e saída e na qual a ventilação existente é insuficiente para remover
contaminantes perigosos e/ou deficiência/enriquecimento de oxigênio que possam
existir ou se desenvolver.
Lote
conjunto de peças (tampas e aros) fabricadas a partir de um mesmo lote de fundido
(panela ou fornada). Assim, caso sejam vazados outros fornos no mesmo dia, ou seja,
feita outra carga no mesmo forno, esses produtos devem receber identificações
diferentes de forma a permitir a rastreabilidade do lote. Limite máximo de peças por
lote: 500 peças (500 tampas, 500 aros ou 500 conjuntos de tampas e aros).
Rastreabilidade
sistema pelo qual é possível identificar todas as peças confeccionadas sob as mesmas
variáveis que influenciam a qualidade do produto (por exemplo, matéria prima,
condições da areia de fundição, lote do fundido, molde, e outras.).
Correspondência entre aro e tampa
sistema de marcação, em baixo relevo, que identifica pares correspondentes de aros e
tampas; exclusivo para tampões de DN 900.
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4 PROJETO E FABRICAÇÃO
4.1 Premissas básicas
Os tampões devem apresentar, além das características constantes dos seus
desenhos padrões, as seguintes premissas básicas:
4.1.1 Tampão articulado (DN 600)
-
Diâmetro de passagem mínimo de 600 mm, após a montagem do anel anti-ruído,
fabricado em polímero termoplástico;
Dispositivo do tipo elástico que dificulte a abertura indesejada da tampa;
Dispositivo que permita a articulação da tampa e que a mantenha travada num
ângulo de abertura de 120  10 graus;
Dispositivo de travamento antifurto, alojado na área de articulação da tampa, que
impeça a sua remoção do aro;
Anel de polímero termoplástico que elimine ruído entre a tampa e aro;
Cavidade(s) que permita(m) a inserção de ferramenta manual para abertura da
tampa;
furo de ventilação para utilização específica em esgoto.
4.1.2 Tampão não articulado
-
Diâmetro de passagem mínimo na dimensão indicada pelo DN do tampão.
Cavidade(s) que permita(m) a inserção de ferramenta manual para abertura da
tampa;
Furo de ventilação para utilização específica em esgoto;
Travas que permitam a fixação da tampa ao aro através da rotação da mesma.
4.2 Projeto
A Sabesp entende que são de responsabilidade do fabricante:
- a definição das dimensões de referência da tampa e aro;
- a seleção do material e dimensionamento das travas e do anel anti-ruído;
Cabe a Sabesp através de ensaios verificar e aceitar ou não, o desempenho do
produto final face ao projeto apresentado.
Qualquer alteração de projeto deve ser imediatamente informada, ficando o fornecedor
ciente de que o seu produto será submetido a reavaliação.
4.3 Fabricação
O fabricante deve manter controle sobre os insumos, com registros de rastreabilidade
da matéria-prima bem como do lote do fundido.
Os tampões devem ser fabricados com ferro fundido nodular, conforme NBR 6916
classe FE 50007 ou FE 60003.
Após a operação de usinagem cada conjunto tampa/aro aprovado no teste de
assentamento, deve ter sua correspondência imediatamente garantida através de
marcação em baixo relevo; exclusivo para tampões de DN 900.
O produto deve apresentar na face superior as seguintes inscrições:
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Norma Técnica Sabesp
-
na tampa: nome do fabricante, classe, código de rastreabilidade, logotipo da
Sabesp água ou esgoto e desenho antiderrapante. Deve apresentar ainda, nos
tampões articulados DN 600 e travado DN 900, sinalização (dimensão mínima de
80 x 80 mm) sobre risco de morte em espaço confinado (conforme ANEXO A);
-
no aro: nome do fabricante, classe, código de rastreabilidade.
NOTA: O código de rastreabilidade é a marcação em alto relevo das seguintes
informações: corrida, dia, mês e ano de fabricação, com tipos alfanuméricos, com
altura nominal entre 3 a 8 mm.
A marcação da correspondência entre tampa e aro, exclusivo para tampões de DN
900, deve ser feita na parede da tampa (espessura) e parede do aro. As duas
marcações devem estar em posições próximas e de maneira que facilite a leitura do
inspetor.
5 ENSAIOS DE QUALIFICAÇÃO E DE RECEBIMENTO DE MATERIAIS
Estes ensaios são realizados durante a qualificação do produto e sempre que houver
alteração no mesmo (projeto, matéria prima ou no processo de fabricação de qualquer
componente do tampão) ou durante o procedimento de recebimento de materiais.
5.1 Condições Gerais
a) Os ensaios devem ser realizados pelo inspetor Sabesp ou em sua presença e, em
qualquer hipótese, sob sua orientação.
b)
O local onde será realizada a inspeção deve ser adequado, seguro, desimpedido
e resguardado da presença de pessoas não autorizadas pelo inspetor Sabesp.
c)
A iluminação do local, natural ou artificial, deve ser de no mínimo 350 lux, e de no
máximo 800 lux.
d)
O fabricante deve providenciar a movimentação, o arranjo e a organização das
peças de acordo com a orientação do inspetor da Sabesp.
e)
O lote apresentado para inspeção de recebimento deve ter quantidade máxima de
peças conforme a definição de Lote do item 3 dessa Norma.
f)
Todos os instrumentos e equipamentos (manômetros, termômetros, prensas, e
outros) devem estar calibrados por laboratório acreditados pelo INMETRO, com
apresentação da “curva de correção” do aparelho. Os técnicos laudistas e
operadores devem ser previamente qualificados.
g)
O inspetor deve ter livre acesso às dependências da fábrica, em todas as seções
envolvidas no processamento de produtos de interesse da Sabesp.
h)
É responsabilidade do fabricante o fornecimento dos Equipamentos de Proteção
Individual (EPIs), indispensáveis à segurança do inspetor da Sabesp.
i)
Os ensaios: metalográfico, de tração, flecha residual, carga e dos anéis anti ruídos devem ser executados em laboratórios pertencentes à rede brasileira de
laboratórios acreditados pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e
Qualidade Industrial – INMETRO, exceto quando ocorrer o descrito na alínea j
desse item.
j)
Caso o fabricante possua laboratório próprio, o mesmo pode ser utilizado para a
realização dos ensaios, desde que seu equipamento esteja com a calibração
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dentro do prazo de validade, emitido por órgão autorizado pelo INMETRO e
operados por técnicos qualificados. A prensa deve estar em conformidade com a
Norma NBR NM ISO 7500 – 1, sendo considerada, no mínimo como classe 3.
k) É rigorosamente proibido o reparo ou recuperação de qualquer parte de peças
ou conjuntos, utilizando-se massa plástica, soldagem ou qualquer outro meio,
independente do que possa ser permitido por outras normas técnicas.
l)
A amostra para o ensaio de tração e ensaio metalográfico pode ser um corpo-deprova fundido separadamente ou retirado da peça, através de corte por usinagem.
Em ambos os casos a fiscalização deve acompanhar todas as etapas da retirada
da amostra e da realização do ensaio.
m) Havendo reprovação em qualquer um dos ensaios, o lote será considerado
reprovado e deve ser totalmente segregado em área apropriada, resguardando-o
de ser confundido ou misturado a outros lotes.
n) As peças aprovadas serão identificadas pelo inspetor da Sabesp.
5.2 Verificação Visual
a) As peças devem estar limpas, rebarbadas, isentas de pintura, oxidação, inclusões
de escória ou areia, trincas, rexupe, junta fria e outros defeitos prejudiciais visíveis
à vista desarmada.
b) As identificações e marcações devem ser legíveis, claras e completas.
c) As tampas e os aros devem apresentar rastreabilidade completa.
d) As quinas e cantos devem estar completos e preservados, incluindo as partes que
ficarão enterradas ou escondidas.
e) O dispositivo de abertura, levantamento e articulação, quando aplicável, deve estar
em boas condições e permitir o manuseio seguro da peça.
f)
A face exposta ao tráfego da tampa (tampão articulado DN600 e travado DN900)
deve ser previsto um aviso conforme ANEXO A com dimensões mínimas 80 x 80
mm.
NOTA: Não devem ser aceitos tampões que apresentem poros com dimensões
superiores a:
- profundidade: 2 mm (máxima);
- diâmetro: 10 mm (máxima);
- quantidade: máximo de 20 defeitos por peça.
5.3 Verificação dimensional e de assentamento
a) As configurações, detalhes e dimensões de referência estão indicados nos
desenhos padrões da Sabesp, listados no item 1 desta norma. Podem ser aceitas
dimensões apresentadas no projeto do fabricante, desde que aprovado no
processo de sua qualificação. As demais dimensões devem atender ao prescrito
no item 6.2 da NBR 10160.
b) A tampa e seu aro devem possibilitar ajuste estável, sem vibração e ruído quando
submetidos a cargas cíclicas com montagem e desmontagem seguras. Em caso
de usinagem para ajuste, o ensaio dimensional deve ser refeito.
c) O ensaio dimensional e de assentamento devem ser feitos após o torneamento da
face de apoio da tampa; exclusivo para tampão DN 900
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Norma Técnica Sabesp
d) Para execução do ensaio de assentamento, os tampões deverão estar completos,
usinados, com anel anti-ruído instalado (quando for o caso) e a tampa deve estar
travada no respectivo aro.
e) Para tampões articulados, a verificação dimensional do diâmetro mínimo de
passagem deve ser feita com a montagem do anel anti-ruído no conjunto tampaaro.
5.4 Ensaio de arrancamento da tampa (exclusivo para tampão articulado DN 600)
A rótula deve garantir que a tampa não seja removida indevidamente quando
submetida ao esforço perpendicular ao assentamento.
Aplicação dos esforços:
- Posicionando-se a tampa a 90 graus em relação ao aro, aplicar na mesma uma
força de tração de 20 kN por 30 segundos no sentido de remove-la da rótula,
conforme figura 1.
20 kN
Tampa articulada
Aro
Figura 1 – Ensaio de arrancamento da tampa
5.5 Ensaio de carga
Neste ensaio deve ser utilizado um disco metálico de diâmetro externo de 200 mm
aplicado diretamente sobre a superfície da tampa.
Esse ensaio deve ser realizado conforme item 6.4.3 da NBR 10160.
Os valores de resistência mínima estão especificados na tabela 1.
Tabela 1 - Resistência mínima para o ensaio de carga
Produto
Resistencia mínima (kN)
Tampa e aro DN 900
Tampa DN 600
300
Tampa e aro articulados DN 600
Tampa DN 500
NOTAS:
1) O ensaio de carga deve ser executado no conjunto completo do tampão (tampa +
anel + aro) e após o ensaio, o anel anti–ruído não deve apresentar fissuras, rasgos ou
deformações permanentes que diminuam seu desempenho.
2) O ensaio de carga não deve ser aplicado na tampa e aro DN 200 e caixa T-5.
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NTS 033: 2013 – Revisão 5
Norma Técnica Sabesp
5.6 Ensaio de flecha residual
Neste ensaio deve ser utilizado um disco metálico de diâmetro externo de 200 mm
aplicado diretamente sobre a superfície da tampa.
A quantidade de ciclos, carga e velocidade de aplicação da carga devem ser conforme
item 6.4.2 da NBR 10160. Ao atingir o valor da carga de ensaio, mantê-la aplicada por
um período mínimo de 5 segundos.
Os limites máximos de flecha residual são os constantes na tabela 2.
Tabela 2 - Limite máximo de flecha residual
Produto
Limite máximo (mm)
Tampa e aro DN 900
3,6
Tampa DN 600
2,4
Tampa e aro articulados DN 600
2,4
Tampa DN 500
2,0
NOTAS:
1) O ensaio de flecha residual deve ser executado no conjunto completo do tampão
(tampa + anel + aro).
2) O ensaio de flecha residual não deve ser aplicado na tampa e aro DN 200 e caixa
T-5.
5.7 Ensaios do anel anti-ruído
O anel anti-ruído fabricado em polímero termoplástico, deve atender aos parâmetros
definidos na tabela 3:
Tabela 3 - Relação mínima de características para o anel anti-ruído
Propriedade
Norma
Unidade
Valores
mínimos
Densidade
ISO 1183
g/cm³
0,91 a 0,925
Dureza
BS EN 868-1
Shore D
45 ± 5
Tensão Escoamento
ISO 37
MPa
3
Tensão de Ruptura
ISO 37
MPa
13
Alongamento na ruptura
ISO 37
%
> 650
A critério da Sabesp pode(m) ser exigido(s), a qualquer tempo, o(s) certificado(s) de
ensaio(s) que comprove(m) o atendimento aos parâmetros da tabela 3.
O anel deve ter gravado de forma legível no mínimo as seguintes marcações:
- nome ou marca do fabricante do anel;
- código que permita rastrear a produção (data, lote etc.);
- material utilizado em sua fabricação.
5.8 Ensaio de metalografia
Os corpos de prova devem ser preparados conforme as normas NBR 13284 e NBR
8108, atendendo ao definido na tabela 4.
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NTS 033: 2013 – Revisão 5
Norma Técnica Sabesp
Tabela 4 - Porcentagem do material
Material
Grafita esferoidal
Grafita compacta
Grafita lamelar
Ferrita
Perlita
Cementita
Porcentagem
95% (mínimo)
5% (máximo)
nenhuma
40% (mínimo)
60% (máximo)
2% (máximo)
5.9 Ensaio de tração
O ensaio deve ser realizado conforme a NBR 6892 e as propriedades mecânicas do
ferro fundido devem atender ao prescrito na tabela 1 da norma NBR 6916.
6 AMOSTRAGEM E CRITÉRIOS DE ACEITAÇÃO PARA QUALIFICAÇÃO E
INSPEÇÃO DE RECEBIMENTO
Os processos de qualificação e recebimento de inspeção requerem os ensaios
apresentados na tabela 5. A tabela 5 apresenta o tamanho da amostra, ensaios e
critérios de aceitação para esses dois processos.
Tabela 5 – Tamanho da amostra, ensaios e critérios de aceitação – Qualificação e
inspeção de recebimento.
Requisitos
Aplicação
Exame visual
Exame
dimensional
Ensaio de
Assentamento
Qualificação/Inspeção
Ensaio de
arrancamento
da tampa
Ensaio de
Carga
Ensaio de
Flecha residual
Ensaios anel
Qualificação
anti–ruído
Ensaio
Metalográfico Qualificação/Inspeção
Ensaio de
Tração
Amostragem
Método de
ensaio e
Inspeção de
especificação Qualificação recebimento
Item 5.2
Item 5.3
Tabela 6
Item 5.3
Item 5.4
Item 6.1
Item 5.5
Item 5.6
Tabela 7
Item 5.7
Item 5.8
Item 5.9
Nota: A qualquer tempo a Sabesp pode exigir a realização de todos os ensaios
previstos na Tabela 5.
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NTS 033: 2013 – Revisão 5
Norma Técnica Sabesp
6.1 Qualificação
Nesse processo, o fabricante deve apresentar projeto de fabricação do tampão para
aprovação. O projeto pode apresentar dimensões diferentes das dimensões de
referência dos Desenhos Padrão listados no item 1 dessa norma, desde que não
interfiram na instalação, funcionalidade e manutenção das peças e não estejam em
desacordo com as dimensões padrão referenciadas na NBR 10160.
Para a qualificação técnica do fornecedor devem ser produzidos 10 (dez) conjuntos
(tampa e aro) de cada diâmetro, dos quais serão selecionados como amostra três
conjuntos para a realização de todos os ensaios descritos da tabela 5. O fornecedor
será qualificado apenas se todas as amostras selecionadas atendam aos valores
especificados nos ensaios definidos na tabela 5.
6.2 Inspeção de recebimento
Para a inspeção de recebimento o tamanho da amostra e critério de aceitação do lote
são os apresentados nas tabelas 6 e 7 dessa norma.
6.2.1 Amostragem para exame visual, dimensional e de assentamento.
De cada lote são retiradas aleatoriamente amostras, conforme a tabela 6, (NQA 2,5;
nível de inspeção S4; regime normal; amostragem simples – NBR 5426) que define
também os critérios de aceitação para os ensaios previstos nesse item.
Para que uma unidade da amostra seja considerada aceita, deve atender a todos os
requisitos estabelecidos nos itens 5.2 e 5.3 dessa norma. Para lotes com tamanho
inferior a 16 unidades a amostragem deve ser de 100% dos elementos do lote,
mantendo-se o mesmo critério de aceitação e rejeição.
Tabela 6 – Plano de amostragem para exame visual, dimensional e de assentamento
Tamanho do
Lote
Tamanho da
amostra
N˚ de
N˚ de
Aceitação
Rejeição
16 a 25
3
0
1
26 a 90
5
0
1
91 a 150
8
0
1
151 a 500
13
1
2
501 a 1200
20
1
2
Obs. Caso seja verificado um número de rejeição superior ao apresentado na
tabela 6 o lote está rejeitado, não havendo necessidade de se fazer os ensaios
previstos em 6.2.2.
6.2.2 Amostragem para ensaios de arrancamento da tampa, carga, flecha residual,
metalográfico e tração.
Das amostras aprovadas conforme critério do item 6.1.1, devem ser retiradas
amostras conforme o critério estabelecido na tabela 7 (NQA 2,5; nível de inspeção S2;
regime normal; amostragem simples - NBR 5426) que define também os critérios de
aceitação para o lote apresentado.
15/02/2013
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NTS 033: 2013 – Revisão 5
Norma Técnica Sabesp
Para que uma unidade da amostra seja considerada aceita, deve atender a todos os
requisitos estabelecidos nos itens de 5.4; 5.5; 5.6; 5.8 e 5.9 dessa norma. Para lotes
com tamanho inferior a 16 unidades a amostragem deve ser de 100% dos elementos
do lote, mantendo-se o mesmo critério de aceitação e rejeição.
Tabela 7 – Plano de amostragem para os ensaios de arrancamento da tampa, carga,
flecha residual, metalográfico e tração
Tamanho do
Lote
Tamanho da
amostra
N˚ de
N˚ de
Aceitação
Rejeição
16 a 25
2
0
1
26 a 90
3
0
1
91 a 150
3
0
1
151 a 500
5
0
1
501 a 1200
5
0
1
Obs. Caso seja verificado um número de rejeição superior ao apresentado na tabela 7
o lote está rejeitado.
7 REVESTIMENTO
As peças aprovadas devem ser fornecidas sem qualquer revestimento.
8 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A inspeção deve ocorrer preferencialmente nas instalações do fabricante.
Peças pertencentes a revendas serão submetidas a todos os ensaios previstos (a
partir do metalográfico, sendo que neste caso a amostra será retirada da peça), sendo
exigível a comprovação da origem das peças (certificado do fabricante).
A Sabesp pode, à qualquer tempo, recolher novas amostras em almoxarifados
próprios ou de firmas contratadas, para efetuar ensaios com o objetivo de aferir a
qualidade do produto entregue.
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15/02/2013
Norma Técnica Sabesp
NTS 033: 2013 – Revisão 5
ANEXO A - Sinalização para identificação de espaço confinado
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NTS 033: 2013 – Revisão 5
Norma Técnica Sabesp
Tampão de Ferro Fundido Dúctil
Considerações finais:
1) Esta norma técnica, como qualquer outra, é um documento dinâmico, podendo ser
alterada ou ampliada sempre que for necessário. Sugestões e comentários devem ser
enviados ao Departamento de Acervo e Normalização Técnica – T X A.
2) Esta norma técnica teve origem na Especificação Sabesp n.º 0100-400-S9.
3) Tomaram parte na revisão 5 desta Norma.
ÁREA
UNIDADE DE
TRABALHO
C
M
R
T
T
T
CSQ
MCER
ROP
TXA
TXA
TXA
NOME
Walter Pellizon Júnior
Marcos Aurélio Martins
Mauricio Soutto Mayor Junior
Dorival Côrrea Vallilo
Pedro Jorge Chama Neto
Reinaldo Putvinskis
15/02/2013
Norma Técnica Sabesp
NTS 033: 2013 – Revisão 5
Sabesp - Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo
Diretoria de Tecnologia, Empreendimentos e Meio Ambiente - T
Superintendência de Pesquisa, Desenvolvimento Tecnológico e Inovação – T X
Departamento de Acervo e Normalização Técnica – TXA
Rua Costa Carvalho, 300 - CEP 05429-900
São Paulo - SP - Brasil
- Palavras-chave: Tampão, Ferro fundido , Ferro fundido dúctil
- 12 páginas
19/11/2010
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