GRANDES MOBILIZADORES
GRANDES
MOBILIZADORES
ENTREVISTA COM PR.
MARLINTON LOPES
Por Silvano Barbosa
O
pastor Marlinton Lopes foi eleito presidente da União Sul Brasileira em novembro de 2009.
Adventista de berço, nasceu em 07 de março de 1962, em Porto Alegre. Ele iniciou seu ministério pastoral em 1983 em Imbituba, na Associação Catarinense, onde foi pastor distrital
por quatro anos. Casou-se com a pedagoga e conselheira educacional Denise Muckenberger
em 1986. O casal tem dois filhos, Wellington e Denisson. Em 1988, foi eleito Departamental
do Ministério Jovem da Associação Catarinense e permaneceu na função até 1991, quando
aceitou o chamado para servir no mesmo departamento na Associação Sul-rio-grandense. No Rio Grande
do Sul, ele também atuou como Secretário Geral, por sete anos, e como Presidente, por cinco anos. Em
2006, o pastor Marlinton aceitou o chamado para ser presidente da União Norte Brasileira, onde perma-
neceu até 2009, quando retornou para a sua região
de origem para servir como Presidente da União
Sul Brasileira. Ele é Bacharel e Mestre em Teologia
pelo UNASP.
Ao longo de mais de trinta anos de ministério,
dos quais cerca de vinte serviu como administrador da Igreja, o pastor Marlinton tem sido admirado
por sua organização, objetividade e extraordinária
capacidade de tomar decisões acertadas com base
em informações precisas.
Acredito que o Espírito Santo utilizou estas habilidades para o conduzir no processo de estabelecimento de um novo modelo de atuação não apenas para o seu ministério mas também para toda a
Igreja na União Sul Brasileira. “Se quisermos chegar a lugares diferentes, temos que seguir caminhos diferentes. Não podemos nos acomodar aos
mesmos paradigmas do passado. Durante muitos
anos, a Igreja colocou o seu foco nos resultados.
Em seguida, colocamos o foco nos métodos. Hoje,
acreditamos que o nosso foco deve estar nas pessoas que utilizam os métodos e geram os resultados”, afirmou ele em nossa última conversa.
Foi com base nesta visão que o pastor Marlinton
lançou o programa missionário Cada Um Salvando Um. Depois de vários meses de planejamento
e de um processo de elaboração abrangente, que
contou com a presença de líderes da Igreja, pastores distritais, departamentais e administradores, a
Igreja na União Sul Brasileira está confiante de que
este é o caminho a ser seguido nos próximos anos.
Ele estava na sede na União Sul Brasileira
quando me recebeu para esta entrevista.
FOCO NA PESSOA - O programa Cada Um Salvando Um é uma continuidade do programa Pilares
de Esperança ou é o estabelecimento de um novo
paradigma?
PR. MARLINTON LOPES – Em alguns aspectos,
podemos dizer que é uma continuidade, mas com
uma visão um pouco diferente. Por muitos anos a
Igreja tem trabalhado dentro do conceito de ênfase nos resultados: batismos, evangelização, etc., e
isso não está errado. Contudo, se olharmos só para
isso, vamos ficar cada vez mais longe do objetivo,
pois a cada ano nascem cem milhões de pessoas
no mundo e batizamos cerca de um milhão, sem
levar em conta as apostasias.
O programa Pilares de Esperança tinha a intenção de fortalecer os métodos de evangelização.
Entretanto, ao longo dos anos percebemos que os
métodos não estavam aumentando o número de
pessoas envolvidas na missão. Ao mesmo tempo,
líderes da Igreja em diferentes lugares e funções
começaram a perceber que talvez a nossa ênfase
não devesse estar apenas nos resultados e nos métodos, mas nas pessoas que utilizam os métodos
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e geram os resultados. Chegamos à conclusão de
que talvez não devêssemos definir para a igreja a
forma que ela deveria fazer o trabalho, mas antes
de tudo deveríamos nos preocupar em saber se o
membro está indo trabalhar.
Para mim, mais importante do que pensar no
que fazer é estar disponível. Hoje temos cerca de
20% dos membros trabalhando, os quais já estão
indo quase além do limite deles, muitas vezes não
tendo tempo para a família e para a devoção pessoal. Talvez tenhamos chegado ao limite daquilo que
podemos atingir com estes 20% que estão trabalhando. No entanto, se ampliarmos este percentual
de pessoas envolvidas e colocarmos o foco nelas,
nos membros, e cada membro descobrir o seu
dom e transformá-lo num ministério, pode ser que
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aconteça muito mais do que aquilo que hoje lutamos tanto para alcançar. Ao contrário do programa
Pilares de Esperança, ao invés de termos apenas
sete métodos de evangelização, nós podemos ter
dezenas. Portanto, esse programa nos ajudou a
entender que o mais importante para Deus não é
como eu testemunho, mas é o ato de testemunhar.
FOCO NA PESSOA – Qual é a principal ênfase do
programa Cada Um Salvando Um?
PR. MARLINTON LOPES – Esperamos que os
pastores ampliem o número de pessoas envolvidas
na comunhão, no relacionamento e na missão. Até
agora, a nossa ênfase estava no alvo de serviço.
Nós desafiávamos os pastores para que, com base
no número de membros, tivéssemos um determinado número de Duplas Missionárias, Classes Bíblicas, Pequenos Grupos, etc. Agora, a nossa ênfase está no alvo de membros envolvidos.
O nosso relatório de atividades missionárias no
cartão de chamada da Escola Sabatina perguntava
quantos Pequenos Grupos, Classes Bíblicas e Duplas Missionárias a igreja tinha. Agora nós fazemos
três perguntas: (1) Quantos leram a Bíblia e a Lição diariamente? (2) Quantos realizaram uma ação
solidária relevante durante a semana? (3) Quantos
utilizaram o seu dom para testemunhar ao longo
da semana?
A ênfase não está no valor total dos dízimos e
das ofertas, mas em quantos membros ofertaram.
Não é quantos estudos bíblicos foram dados, mas
quantos membros deram estudos bíblicos. Queremos saber que porcentagem dos membros fizeram
alguma coisa para Deus.
FOCO NA PESSOA – Como o senhor se convenceu de que este era o caminho a ser seguido pela
Igreja?
PR. MARLINTON LOPES – Quando nós olhamos
o crescimento da Igreja, concluímos que estamos
enfrentando uma impossibilidade. Hoje, em média,
precisamos de dez pessoas para levarmos uma ao
batismo. Historicamente, a Igreja mundial tem perdido 30% dos batismos por apostasia. Ao mesmo
tempo, se cada membro conduzir uma pessoa a
Cristo, em nove anos, os 18 milhões de membros
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Lideres da Igreja elaborando o projeto Cada Um Salvando Um
batizariam os mais de 7 bilhões
de habitantes deste planeta. Na
nossa União, em sete anos, batizaríamos todos os 27 milhões de
habitantes.
Em 2014, a Igreja vai fazer 170
anos. O nosso grande desafio é
que poucos fazem muito e a maioria não faz nada. Se cada membro
descobrisse o seu dom e levasse
uma pessoa para Cristo, só uma,
e transformasse este novo membro num discípulo, faríamos muito mais em menos tempo. Tenho
muito claro na minha mente que
quando o povo de Israel derrubou os muros de Jericó, eles não
tinham a menor condição de derrubar muros de oito a dez metros
de altura por dois metros e meio
de largura. Mas todo o povo se
levantou e foi para a batalha. Entretanto, na batalha contra o povo
de Ai, uma pequena cidade que o
próprio nome já significa ruína, a
maioria foi poupada de ir para a
guerra porque os inimigos eram
poucos. Como resultado, eles voltaram derrotados e 36 morreram.
Eu tenho mudado alguns conceitos em meu ministério. Por
muitos anos eu me perguntei qual
era a proporção de não adventistas para adventistas. Na União
Sul, temos 270 habitantes para
cada adventista. Hoje eu acredito
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que Deus não está preocupado
com isso. Para mim, a pergunta
de Deus hoje é sobre que percentual dos que estão dentro estão
saindo. Sempre orei pela população do meu território, 27 milhões
de pessoas. Minha oração era:
“Senhor, dá-me 27 milhões, dá-me 27 milhões”. Hoje eu entendo que a minha oração deve ser:
“Senhor, dá-me 184 mil, dá-me
184 mil”, pois este é o número de
membros no nosso território. Se
Deus nos der sabedoria para conseguirmos chegar ao coração dos
184 mil membros, Ele fará o resto. Deus vai realizar o impossível,
assim como Ele derrubou os muros de Jericó, mas todo o povo se
engajou, se levantou e foi.
FOCO NA PESSOA – Quais são
as capacidades que um pastor
precisa desenvolver para ser bem
sucedido dentro desta visão?
PR. MARLINTON LOPES – Eu
gosto da citação do pastor Russel
Burril, em que a diferença entre
um pastor e um membro não é a
pregação, estudo bíblico, evangelismo, porque isso o membro também faz. O grande diferencial do
pastor é o treinamento, é ensinar.
Ellen White chega a se desfazer
um pouco do sermão ao dizer que o
membro não deve esperar um sermão a cada sábado, pois mais importante do que pregar é ensinar e
treinar a igreja para o trabalho em
prol da salvação de pessoas.
Eu acredito que o pastor deve
valorizar aquele que já descobriu
o seu dom e está dedicando-o
para Deus, aquele que tem uma
devoção pessoal, que vive de maneira relevante na sociedade. No
entanto, o pastor deve ser um
olheiro e detectar os membros
na igreja que simplesmente vêm
para ouvir e consumir. Ele deve
tentar identificar o dom espiritual
deles e ajudá-los a transformar
seus dons em ministérios.
Temos desafiado os pastores
aqui no sentido de que os obreiros bíblicos da União Sul não
deem mais estudos bíblicos. Os
obreiros bíblicos devem identificar membros inativos ao mesmo
tempo que encontram interessados e juntam os dois. Ele dá dois
ou três estudos bíblicos junto aos
membros, mas a sua principal
função é ensinar o membro a dar
o estudo bíblico. Ele volta no final
do processo para ajudar a conduzir o interessado à decisão.
Recentemente fizemos um
teste com os 184 mil membros da
União Sul Brasileira com uma única pergunta: Você dedica os seus
dons a Deus hoje? Se sim, em que
área? Se não, qual o motivo: porque não conhece os seus dons; tem
dons mais não usa; não tem tempo ou não sabe como fazer? Depois também perguntamos sobre a
rede de relacionamentos: em casa,
no trabalho, parentes, vizinhos
e membros afastados da igreja.
Agora, todo pastor da USB já sabe
quem são os membros ativos e os
inativos e quais são os amigos que
este membro tem com os quais ele
poderia trabalhar. O papel do pastor é identificar estes membros,
ajudá-los a se tornarem ativos na
igreja e aumentar este número
anualmente em um percentual que
ele mesmo estabelece.
Nós também esperamos que cada ancião seja
um professor da Escola Sabatina e atue como o
maior aliado do pastor no processo de ajudar cada
membro a descobrir o seu dom e a empregá-lo em
um ministério. Ellen White afirma que, quando a
maioria dos membros for cooperadora de Deus, o
derramamento final do Espírito Santo vai acontecer. Esta não é uma promessa para 20%, 80% ou
100% da igreja, mas para a maior parte. Acreditamos aqui na União Sul que a maioria, 50% mais 1,
vai ser o diferencial que Deus vai usar para fazer
o que nós não conseguimos fazer. Até lá, a nossa
missão é ampliar o número de membros envolvidos na missão.
FOCO NA PESSOA – Dentro desta visão, qual é a
principal função dos líderes da igreja?
PR. MARLINTON LOPES – Identificar os dons
dos membros e treiná-los. Temos três frentes de
ação: comunhão, relacionamento e missão. No aspecto da missão, a função do líder é identificar os
dons e transformá-los em ministérios. Eu creio que
muitos membros ainda precisam entender melhor
o significado do batismo. O batismo é o símbolo
do perdão dos pecados, mas também é uma unção para o evangelismo. Ellen White enfatiza com
muita clareza que o espírito missionário é uma característica identificadora daqueles que estarão no
Céu. O papel do pastor e dos líderes é ajudar os
membros a entenderem que eles têm um papel a
desempenhar, um chamado ao ministério.
FOCO NA PESSOA – Cerca de 90% dos membros
da Igreja Adventista no mundo vivem na América
Latina, Ásia e África. Os dízimos dessas regiões vão
se igualar aos da Europa e Estados Unidos já em
2016. Ao mesmo tempo, a Divisão Sul Americana
tornou-se uma das melhores demonstrações do
Pr. Marlinton Lopes lançando o projeto cada um salvando um para
a Igreja.
Adventismo em suas expressões teológica, pastoral, financeira e estrutural. O senhor acredita que a
Igreja Adventista no Brasil pode contribuir de maneira mais intencional com a missão mundial?
PR. MARLINTON LOPES – Sem dúvida, creio
que a Igreja pode, deve e já começa a dar sinais
disso. Talvez, como Igreja, o Brasil nunca esteve
num momento tão bonito quanto o atual. Mesmo
no passado, havia um sentimento de que precisamos dos bons obreiros e não devemos exportar os
ruins. Por isso, durante este período, vivemos muito fechados. Hoje a Igreja tem se aberto e a própria
Divisão Sul-Americana tem nos desafiado a isso.
Por exemplo, a nossa Divisão está patrocinando
quatro pastores no Oriente Médio. A nossa União
paga a metade das despesas de um obreiro, e um
dos quatro servia no território da União Sul Brasileira. Como União, estamos começando a participar deste movimento. Há pouco tempo, um pastor
se formou e uma das nossas Associações custeou
as suas despesas como obreiro por dois anos na
África. Há poucas semanas, uma das nossas Associações votou o envio de um pastor para trabalhar como missionário na África por três anos.
Em agosto de 2013, doamos um milhão de livros
missionários para líderes da Igreja na África e este
ano estamos enviando mais um contêiner de materiais variados para eles. Também temos ajudado o
Paraguai, Argentina e o Uruguai na construção de
igrejas e no envio de pastores distritais. Alguns dos
nossos empresários também estão direcionando
as suas ofertas missionárias para estes locais,
além de outros projetos.
A nossa maior limitação é a língua. É surpreendente o número de obreiros que gostariam de sair
para servir no campo missionário, mesmo sabendo que alguns poderiam não voltar em função de
guerras e situações adversas em vários países. O
mesmo interesse é visto quando a opção é servir
em países vizinhos da América do Sul. Portanto,
acredito que nós temos uma contribuição a dar, temos valores, recursos humanos, financeiros e pastores disponíveis a ir. Talvez falte uma ligação maior
entre as pessoas que precisam e nós. Contudo, eu
tenho dito aos líderes das outras Divisões que nós
nunca negaremos ceder obreiros para eles.
Confiamos no que Ellen White afirmou que
quando ajudamos a obra em outros países, Deus
abençoa a nossa própria terra. Eu acho que Deus já
tem antecipado o processo. Ele tem nos abençoado
antecipadamente para podermos enviar, e quanto
mais recursos investimos no campo missionário,
mas Deus tem nos abençoado. Com certeza, podemos dar muito mais do que temos dado. Temos
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Pastor Marlinton apresentando a visão do projeto Cada Um Salvando Um aos administradores da Igreja.
escolhido um país para apoiar a
cada ano e vamos continuar a fazer isso. A Igreja nos Estados Unidos dedicou-se à missão e hoje
existimos graças a ela. Agora é
a nossa vez de trabalharmos em
parceria com eles, como forma de
gratidão por aquilo que a Igreja
mundial fez por nós no passado.
FOCO NA PESSOA – Por que é
importante colocar o foco na mobilização de pessoas para o cumprimento da missão local e transcultural da Igreja?
PR. MARLINTON LOPES – Porque Deus não salva estruturas,
administrações ou instituições.
Cristo morreu por pessoas, e cada
ser humano tem o privilégio de
agradecer a Deus por aquilo que
recebeu. É uma retribuição. Eu te-
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nho dito que o programa Cada Um
Salvando Um tem muitos ângulos.
Cada um salvando um, um membro salvando um não-membro,
mas isso também pode significar
cada não-membro salvando um
membro, porque se eu não dedico a minha vida a Deus através
do testemunho, dificilmente vou
viver a alegria da salvação. Nós
somos fortalecidos na vida espiritual à medida que começamos
a ajudar alguém. Ninguém dá o
que não tem, ninguém extravasa
se não está cheio, ninguém pode
apresentar quem não conhece.
A boca fala do que está cheio o
coração.
A pessoa que testemunha
busca uma profunda intimidade com Deus, e uma pessoa que
busca uma profunda intimidade
com Deus testemunha. Há pes-
soas na igreja que ainda não têm
uma experiência da salvação e, à
medida que elas começarem a se
envolver com aqueles que ainda
não conhecem a Cristo e testemunharem, passarão a ter uma
visão maior daquilo que Deus espera delas e da alegria da salvação. A nossa missão como Igreja
é nos aproximarmos de cada um
dos nossos membros e ajudá-los
a sentir a salvação presente para
que um dia possam viver a salvação futura.
O nosso papel não é apenas
buscar um número maior de salvos a cada ano. A nossa ênfase
não deve ser quantos batizamos
este ano. A ênfase deve ser o número de pessoas que têm uma
intimidade com Deus, que estão
sendo relevantes onde vivem e
que estão dedicando os seus dons
a Deus. Quando este número aumentar e passarmos dos 50%, o
derramamento final do Espírito
Santo vai acontecer e vai incendiar
não apenas a Igreja, mas também
o mundo em que vivemos.
FOCO NA PESSOA – O senhor
tem um sonho para a Igreja na
União Sul Brasileira?
PR. MARLINTON LOPES – O
sonho é conseguirmos ultrapassar a barreira dos 50% dos membros comprometidos com esta
visão. A geração dos que serão
trasladados já está entre nós, eu
creio. Se olhamos, humanamente falando, para os índices de
crescimento da nossa Igreja, não
podemos pensar na volta de Jesus em menos de 300 anos. Mas
eu acredito que esta é a geração
que vai ver Jesus voltar. Eu acredito que em algum momento, em
algum lugar, através de alguma
pessoa, uma virada vai acontecer. O que eu tenho perguntado
aqui na União é: quando, onde e
quem. Não pode ser aqui nesta
União? Não pode ser um membro
desta Igreja? Não pode ser neste
momento?
Deus está falando com pessoas para gerar mudanças. Se
quisermos chegar a lugares diferentes, temos que seguir caminhos diferentes. Não podemos
nos acomodar aos mesmos paradigmas do passado, ao mesmo
programa do passado. Eu não
posso pensar no outro, eu tenho
que pensar em mim. Deus está
me chamando hoje a uma entrega
maior, a ter uma vida que impacte
o meu semelhante. Deus está me
chamando a um ministério.
Nosso desafio como União é
ajudar cada membro a entender
que ele foi chamado. É um chamado pessoal a cada ser humano.
Não é um chamado para quem
está na liderança, para quem tem
mais tempo de igreja ou tem mais
recursos. É um chamado para
mim. No dia em que eu entender
que Deus me chamou e, independente do dom que eu tenha, entregar aquilo que tenho para Ele,
Deus vai fazer o restante. Não é
uma obra humana. É uma obra divina. Deus quer apenas uma Igreja que se apresente, que se disponha, que se engaje, que faça o que
ela sabe fazer, os muros da “Jericó moderna” vão ser derrubados
e poderemos voltar para casa.
Projeto Cada Um Salvando Um sendo lançado para os pastores na Associação Sul-Rio grandense.
SILVANO BARBOSA
O pastor Silvano Barbosa é o editor da revista Foco na Pessoa. Graduou-se em Teologia no IAENE em 1998 e concluiu o mestrado em Teologia Pastoral no UNASP, em
2010. Atualmente está cursando PhD em Missão e Ministério na Andrews University.
Foi pastor distrital por cinco anos nas Associações Paulista Leste e Mineira Sul.
Também atuou no sul de Minas como Secretário Ministerial e departamental de
Publicações por três anos. Em seguida, serviu por quatro anos como departamental de Ministério Pessoal e Escola Sabatina nas Associações Norte Paranaense e
Paulista Central. É casado com a enfermeira Lea Sampaio, com quem tem dois
filhos, Davi e Liz.
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