1. O DESENVOLVIMENTO DO ANO LITÚRGICO
• O ano litúrgico não se formou historicamente
a partir de um plano concebido de maneira
orgânica e sistemática.
• Nos primeiros tempos da igreja, não eram
celebrados os mistérios de Cristo, mas o
mistério, isto é, a Páscoa, como obra salvífica
de Cristo para a nossa salvação.Sendo assim,
o certo é que o ponto de partida de todo o ano
litúrgico é o evento pascal.
• O domingo - ou a páscoa semanal é o núcleo
do ano litúrgico - no início era a única festa.
• Temos informação também que bem cedo
(já no século II) iniciou-se a celebração
anual da Páscoa (celebração da vigília
pascal) e que até o fim do século III, foi a
única festa anual da igreja.
• Há indícios de que do século II ao IV a
celebração anual da páscoa era precedida
por dois a três dias de jejum.
* Ao redor deste núcleo vai se formando o
tríduo pascal (sexta, sábado e domingo). A
solenidade pascal vai, se prolongando
numa
festa
de
cinquenta
dias
(Pentecostes).
•
Até o século IV, permanece a visão global e
unitária do mistério pascal. A partir desta época,
sobretudo por influência da comunidade de
Jerusalém, começa a prevalecer o critério de
historização, com o desejo de contemplar e
reviver cada momento da paixão-morteressurreição. Nasce, assim, a Semana Santa.
•
A celebração do Batismo dos catecúmenos
contribuiu para alargar o “antes” e o “depois da
celebração do tríduo pascal”. Já nos inícios do
séc. III, encontramos a missa para a
“reconciliação dos penitentes” (em Roma era
celebrada desde o século V), e a missa do
Crisma (no fim do século VII).
•
A quaresma então era o tempo de preparação dos
catecúmenos - o retiro batismal.
•
A prolongação da páscoa (oitava e tempo pascal)
nasceu para que os neófitos (batizados) fossem
introduzidos mais a fundo no conhecimento do
mistério através de uma catequese mistagógica.
•
O ciclo do Natal nasceu no início do século IV. As
celebrações pagãs do “nascimento do sol invicto”,
em Roma, no dia 25 de dezembro e do aumento do
sol no oriente, durante os primeiros dias de janeiro,
foram ocasiões propícias para que a comunidade
cristã começasse a celebrar o nascimento de Cristo
(no Ocidente - Natal) e a sua manifestação (no
Oriente - Epifania).
•
O advento começa a ser celebrado no fim do
século IV, na Gália e na Espanha com o objetivo
de preparação para as festas epifânicas.
•
Quanto ao culto dos mártires, temos dados de
que desde os inícios era praticado. A
comunidade cristã via no martírio uma ligação
profunda com a Páscoa de Cristo - os que
derramavam seu próprio sangue por causa do
evangelho eram assemelhados a Cristo.
•
O culto público a Nossa Senhora é posterior ao
culto dos mártires. Após o Concílio de Éfeso
(431), multiplicaram-se as festas em honra de
Deus.
O mistério celebrado
ao longo do tempo
Eixos do Ano Litúrgico
• O tempo
• A Palavra – Memória
• O mistério pascal
O Tempo
O ano litúrgico é celebração-atuação do mistério Cristo no tempo.
O nosso tempo
• Sentimos o tempo como limite, e ao mesmo tempo sentimos
em nós a vocação para o ilimitado.
• A nossa vida é marcada pelo tempo. Os tempos da natureza;
os tempos da vida em sociedade marcados por trabalho e
descanso, festa e lazer; o tempo biológico que é marcado pelo
ritmo das batidas do coração, da respiração...; concepção,
gravidez, nascimento, infância, puberdade, adolescência,
juventude, idade adulta, menopausa/ andropausa, terceira
idade, velhice, morte – também doença/restabelecimento; o
tempo histórico da vida pessoal, de um povo, da humanidade.
Buscamos o sentido da história, ligando os fatos,
acontecimentos, períodos; o tempo espiritual com suas fases
de crescimento.
O tempo na Bíblia
•
O tempo é marcado pelas intervenções
gratuitas de Deus na história do seu
povo. Deus age na história: experiência
de Abraão, do Êxodo, de Jesus Cristo,
dos primeiros cristãos.
•
O povo de Deus lembrando (fazendo
memória) destes acontecimentos salvíficos atualiza a salvação.
•
Israel descobre que Deus se manifesta
no tempo - Kairós - tempo de Salvação.
O tempo no cristianismo
• É marcado por fatos significativos de
intervenção do Senhor na história. A grande
intervenção de Deus na história para o
cristianismo é a pessoa de Jesus Cristo, com
sua encarnação, vida, paixão, morte e
ressurreição (cf. Gl 4,4).
• Na pessoa de Jesus, o Cristo, a eternidade
irrompeu na história, transformando-a, dando-lhe
um novo sentido. A partir do evento Cristo, os
tempos do ser humano vêm transformados pelo
mistério do Senhor.
UM TEMPO PRÓPRIO PARA
A CELEBRAÇÃO DO MISTÉRIO CRISTÃO
As celebrações litúrgicas acontecem em momentos
marcantes de nossos tempos:
• no ritmo diário (se destaca manhã e tarde- noite),
• semanal (alternância de domingos e dias da
semana)
• e anual (o ano litúrgico).
Acompanhando os ritmos da vida de cada um de
nós, celebrando os acontecimentos atuais.
O ritmo diário
• Há dois momentos que destacam: alternância de
noites e dias, de trabalho e descanso.
• A reforma da Liturgia das Horas destacou manhã
e tarde como momentos privilegiados de
celebração, associando ao sinal sensível do
amanhecer e do entardecer o mistério central da
nossa fé, a morte-ressurreição de Jesus, em
sintonia com a vida humana e com todo o
universo. Em muitas comunidades é marcada com
a oração da manhã e da tarde (Ofício Divino as
Comunidades – Liturgia das Horas).
O ritmo semanal
• Desde os primeiros séculos, por tradição apostólica, a
Igreja sempre se reuniu aos domingos. Essa importância
dada ao domingo tem uma forte razão: é o dia em que o
Senhor ressuscitou dos mortos, dia em que apareceu aos
discípulos.
• O primeiro dia da semana tornou-se, para os cristãos, um
dia memorável por causa da ressurreição do Senhor e de
suas aparições aos discípulos, tanto que este dia passou a
ser chamado de “o dia do Senhor” (cf. Ap 1,10), o dia da
reunião dos cristãos, é o dia memorial da certeza de que a
vida venceu a morte para sempre.
• A celebração do domingo conservou-se na Igreja como
uma tradição ininterrupta, de acordo com o testemunho dos
santos padres e de escritos antigos.
• Infelizmente, com o tempo o domingo foi sendo desvalorizado que até
podia ser substituído por qualquer festa de santos, perdendo o sentido
original de celebração da páscoa do Senhor.
• O Concílio Vaticano II, procurando recuperar o sentido original do
domingo, contido no Novo Testamento e na reflexão patrística, proclama
este magnífico texto, no qual consegue reunir elementos que dão sentido
bíblico, teológico e litúrgico ao domingo: “Devido à tradição apostólica que
tem sua origem do dia mesmo da ressurreição de Cristo, a Igreja celebra
cada oitavo dia o Mistério Pascal. Esse dia chama-se justamente dia do
Senhor ou domingo. Neste dia, os cristãos devem reunir-se para que,
ouvindo a Palavra de Deus e participando da Eucaristia, lembrem-se da
paixão, ressurreição e glória do Senhor Jesus e dêem graças a Deus
que os ‘regenerou para a viva esperança, pela ressurreição de Jesus
Cristo de entre os mortos’ (1Pd 1,3). Por isso, o domingo é um dia de
festa primordial que deve ser lembrado e inculcado à piedade dos fiéis de
modo que seja também um dia de alegria e de descanso do trabalho. As
outras celebrações não lhe anteponham, a não ser que realmente sejam
de máxima importância, pois que o domingo é o fundamento e o núcleo do
ano litúrgico” (SC 106).[
O ritmo anual
No início só havia um único dia para celebrar a páscoa do Senhor. Aos
poucos foi se transformando o Ano Litúrgico, pela necessidade de
manter viva a memória do ressuscitado, no tempo presente, na vida de
cada comunidade concreta.
PÁSCOA - núcleo fundamental do ano litúrgico.
Ano litúrgico é celebrado e acontece através:
DO CICLO DO NATAL: preparação: tempo do advento; festa:
natal; prolongamento: tempo do natal: epifania, ano novo,
batismo do Senhor.
DO CICLO DA PÁSCOA: preparação: tempo da quaresma; festa:
páscoa; prolongamento: tempo pascal até pentecostes.
DO TEMPO COMUM: domingo - festa maior, festas do Senhor,
festas de Maria, santos e santas.
PALAVRA – MEMÓRIA
•
O concílio Vaticano II recupera a liturgia - como celebração do
mistério pascal ou mistério da salvação na história de Deus com
seu povo.
A partir da SC podemos distinguir três momentos da história da
salvação:
Tempo de Deus - anúncio do plano divino da salvação (cf. 1Tm 2,
4; 2Tm 1, 9; Cl 1, 26).
Tempo de Jesus Cristo - Palavra de Deus se fez carne e habitou
entre nós.
Cristo é o centro do plano divino da salvação. O evento Cristo, com
seu ápice na Páscoa, torna o tempo “realidade” mas não
“fechado”; por isso, cada pessoa que vive na história é chamada
a comprometer-se com o evento Salvífico.
Tempo da Igreja - continuação do tempo de Cristo, Deus continua
a obra da salvação pela presença e ação de Cristo no Espírito e
de modo especial e principalmente na liturgia (SC 6 e 7).
•
A liturgia é celebração do mistério de Cristo - que é história da
salvação.
•
A Sagrada Escritura é ANÚNCIO do projeto divino da salvação.
•
A liturgia é sua REALIZAÇÃO RITUAL.
•
•
A liturgia enquanto realização do anúncio exige:
1) Leitura da Sagrada Escritura - elemento indispensável da
liturgia cristã.
2) É sempre revelação em ato. É atualização do mistério
de Cristo ( SC 7 ).
O evento que se lê na Sagrada Escritura é o mesmo que se
realiza na liturgia:
- Cristo é a realidade anunciada pela Sagrada Escritura:
- Cristo se torna a realidade confirmada e comunicada pela
liturgia.
Deste modo, o ordenamento das leituras, nas celebrações litúrgicas,
oferece aos fiéis um panorama de toda a palavra de Deus. Durante
todo o ano litúrgico, (...) a leitura da palavra de Deus têm a finalidade
de levar os fiéis a tomar consciência gradual da fé que professam e a
aprofundar o conhecimento da história da salvação.
O MISTÉRIO PASCAL
O que celebramos?
de Jesus
A vida
e a nossa
MISTÉRIO - em grego - “boca fechada”
(Cl 1,26-27; Ef 3,4-5; 1Tm 3,16)
PASCAL - pular, passagem.
Origem e evolução da Páscoa
• Originalmente, a páscoa era comemorada em dois feriados
distintos:
a) Cha ha’Pessach - a festa do Cordeiro Pascal
b) Cha ha’Matzot - a festa dos Pães Ázimos.
• Significado original - dançar (saltar) ritual que se desenrolava por ocasião da festa.
• Tal significado foi assumido pela teologia israelita, enquanto
por coincidência com uma memorável festa primaveril Javé
“saltou” = “passou adiante” das casas dos israelitas
assinalados pelo sangue do cordeiro sacrificado, poupandoas (Ex 12,13.23.27).
A festa do Cordeiro:
• Nos tempos antigos, quando a maioria dos hebreus viviam
no deserto como pastores nômades, as famílias celebravam
a chegada da primavera oferecendo um sacrifício (pessach,
o Cordeiro Pascal).
• A celebração:
- À claridade da lua cheia;
- Imolavam-se os primeiros animais nascidos do rebanho,
cujo sangue era usado com finalidade (apotropaíca e
propiciatória) para proteger pastores e rebanhos de
influências demoníacas e assegurar a fecundidade do
rebanho;
- A carne era consumida em uma refeição cultual que tinha o
objetivo de consolidar os laços de parentesco da família e da
tribo.
A festa dos pães ázimos:
Festa de caráter agrícola, quando os lavradores na Palestina
comemoravam o início da colheita de trigo, desfazendo-se
de toda a massa fermentada.
• A celebração:
- Celebrada na primavera;
- Por ser de caráter agrícola, a celebração inicialmente não
era fixada em determinado dia do mês, mas dependia das
condições da colheita (Dt 16,1);
- A característica era a oferta do primeiro feixe da colheita
no santuário (motivo pelo qual era festa de peregrinação);
- Comer durante uma semana inteira, pão não fermentado
da nova colheita de cevada.
Com o tempo, estas duas festas associaramse a outro evento que ocorreu na primavera:
• O Êxodo do Egito - (Pessach) - foi
identificado com o fato de Deus ter “passado
por cima” das casas dos israelitas, poupandoos da décima praga, a morte dos
primogênitos egípcios.
• O pão ázimo - foi relacionado com o fato de
que os judeus, em sua fuga apressada do
Egito, não tiveram tempo de esperar a massa
crescer e assaram pães ázimos com a massa
fermentada.
O evento pascal no Novo Testamento
A ação libertadora realizada por Deus em Jesus é evento
pascal. Cristo é o Cordeiro pascal dos cristãos (1Cor 5,7).
• A redenção de Cristo substitui a libertação pascal.
• Toda a atividade de Jesus está orientada para a única
páscoa - a morte.
• A ceia da despedida - memorial da nova páscoa. Jesus
é apontado como o “Cordeiro sem defeito e sem mancha”,
por cujo sangue os cristãos são libertados (1,18-19).
• Jesus é o verdadeiro cordeiro que morre na cruz à
mesma hora em que no templo são imolados os cordeiros
dos quais nenhum osso deveria ser partido ou quebrado
(cf. Ex 12,46; Nm 9,12 com Jo 19,33-36).
O mistério pascal no Vaticano II
Mistério Pascal - recuperado pelo Vaticano II- é colocado como base da reflexão teológica
sobre a liturgia na SC.
SC 5 - o mistério pascal é colocado como fundamento e chave interpretativa de todo o culto
cristão.
SC 6 - a liturgia atualiza tal mistério, sobretudo no batismo e na eucaristia (SC 47); nos
sacramentos e nos sacramentais (SC 61); no ano litúrgico (SC 102); no domingo (SC 106); na
vida dos santos (SC 104). Acontece:
1) Na eucaristia - através do pão e do vinho, o crente entra em comunhão com o Cordeiro
imolado, é inserido cada vez mais na nova e eterna aliança. (SC 6 e 47)
2) No batismo - no banho batismal, passagem da morte para a vida (Rm 6,3-5).
3) Na confirmação - através da unção e imposição das mãos, a pessoa torna-se participante
do mistério de Cristo.
4) Da reconciliação e unção - permite ao crente participar da vitória pascal de Cristo sobre o
pecado.
5) Ordem - O Espírito Santo da páscoa consagra o batizado para o serviço do povo de Deus
como sinal visível de Cristo pastor que deu a vida pelo seu rebanho.
6) Matrimônio - o amor de um homem e de uma mulher crentes se tornam sinal visível da
aliança nupcial entre Cristo e a Igreja selada com o sangue do Cordeiro.
7) Nas festas do ano litúrgico e na liturgia das horas - SC 102.
Liturgia da Palavra: Recorda aos fiéis o que Deus fez por eles. Proclama tudo o que Deus
realiza no hoje pelos seus que o esperam (IGMR 33,9). Proclamação do alegre anúncio
daquilo que, com base na história salvífica passada, ele aqui e agora no sacramento realiza na
igreja reunida em seu nome. Do memorial brotam o louvor e a ação de graças, por causa das
maravilhas por ele realizadas no mistério pascal.
A celebração da páscoa do povo
na América Latina e no Brasil
Fazemos memória da páscoa de Cristo e da páscoa do povo ao mesmo
tempo.
A Igreja na América Latina guiada pelo Espírito lê esta realidade histórica
do continente como um processo pascal. Graças a intervenção
libertadora de Deus e a identificação solidária de Jesus Cristo com o
povo pobre e nossa comunhão com ele na sua morte e ressurreição.
Textos que expressam isto: Medellín - 5 e 6;
Puebla - 31-39; 194-197; 213. A páscoa de Cristo continua na paixão e
morte do povo sofredor.
Incluímos no memorial de Jesus as mortes e ressurreições, a ‘páscoa’
do povo pobre e oprimido - é prolongamento da páscoa de Cristo páscoa de Cristo e fato fundante.
O Ano Litúrgico como realidade simbólico-sacramental
Realidade significada
Sinais sensíveis
“O espírito Santo potencializa e atua nas
Estruturas antropológicas do símbolo.”
O mistério de nossa fé:
Morte-ressurreição de Jesus
Volta na glória
Presença dinâmica de
JESUS CRISTO +
ESPÍRITO SANTO
Tempo
na história da salvação
(passado, presente, futuro)
dia, manhã, tarde, noite
semana: Domingo
Ano Litúrgico
ciclo da páscoa
ciclo do natal
tempo comum
santoral
SIMBOLIZAÇÃO
- Evoca, manifesta
Rumo à plenitude do reino
- Identificação
- participação
- Comunhão
leituras bíblicas,
cantos (salmos, hinos, antífonas, responsos,
refrãos meditativos),
orações,
gestos e ações simbólicas,
cores, etc...
Força vital, energia espiritual, transformação pascal
ADVENTO – NATAL – EPIFANIA – BATISMO DO SENHOR
COMO REALIDADE SIMBÓLICO-SACRAMENTAL
Sinais sensíveis
“O espírito Santo potencializa e atua nas
Estruturas antropológicas do símbolo.”
As esperanças
Formas alternativas para vencer
os problemas sociais
Organizações contra o sistema excludente
Campanhas para um natal sem fome
A comunidade reunida; As figuras do Advento
As antífonas do “O” ; A novena do Natal
A coroa do Advento; As celebrações de
reconciliação e penitência
Confraternizações; solidariedade,
sol de verão; Luz; festa;
Realidade significada
O mistério de nossa fé:
Morte-ressurreição de Jesus
A manifestação e nossa carne
ao nascer.
A manifestação de Deus em
nossa humanidade
A manifestação em glória nos
finais dos tempos.
SIMBOLIZAÇÃO
A salvação entra na história.
- Evoca, manifesta
- Identificação
- participação
Sinais do pão e do vinho; presépio; reisados;
folias; canto do glória; círio pascal; etc...
O Espaço; leituras bíblicas,
cantos (salmos, hinos, antífonas, responsos,
refrãos meditativos),
Orações; gestos e ações simbólicas,
Cores: roxo, róseo, branco; dourado, etc...
- Comunhão
Força vital, energia espiritual, transformação pascal
A QUARESMA E A PÁSCOA COMO REALIDADE
SIMBÓLICO-SACRAMENTAL
Sinais sensíveis
Realidade significada
A austeridade; As cinzas;
“O espírito Santo potencializa e atua nas
ausência de flores e de acompanhamento
Estruturas antropológicas do símbolo.”
musical, de glória e de aleluia;
ausência de círio no domingo; vazio simbólico
que nos remete ao necessário vazio do coração
a ser preenchido com a Palavra (não com
artifícios externos); a cruz; o ato penitencial; o
rito da bênção e aspersão da água; a procissão
com ramos no domingo de ramos; o sacramento
da reconciliação; o ODC: o lucernário da vigília
do sábado com a iluminação da cruz; a campanha
da fraternidade; o jejum; a penitência;
SIMBOLIZAÇÃO
a conversão; a via-sacra; as caminhadas;
a solidariedade; a sobriedade.
- Evoca, manifesta
O rito do lava-pés; a refeição e a ceia, a comunhão
sob as duas espécies (pão ázimo e vinho);
a reunião em torno da mesa; a cruz; a água,
a pia batismal; o batismo; fogo; a luz; o círio
pascal; a eucaristia; a comunidade celebrante;
a alegria; a festa; o aleluia; o glória; o incenso;
os instrumentos musicais; etc.
O Espaço; leituras bíblicas,
cantos (salmos, hinos, antífonas, responsos,
refrãos meditativos),
Orações; gestos e ações simbólicas,
Cores: roxo, róseo, branco; dourado, etc...
- Identificação
O mistério de nossa fé:
Morte-ressurreição de Jesus
Cristo sobe a Jerusalém
percorrendo o caminho da cruz,
passa através da morte à nova
vida que o pai lhe dá por seu
espírito.
Momorial do dia em que o Pai
tirou Jesus do túmulo, da morte e
o exaltou Senhor dos vivos e dos
mortos.
- participação
- Comunhão
Força vital, energia espiritual, transformação pascal
O TEMPO COMUM COMO REALIDADE SIMBÓLICO-SACRAMENTAL
Sinais sensíveis
Realidade significada
“O espírito Santo potencializa e atua nas
Estruturas antropológicas do símbolo.”
O mistério de nossa fé:
Morte-ressurreição de Jesus
O domingo; a reunião; a eucaristia;
as músicas; ações simbólicas sugeridas
pelo evangelho do dia; a aspersão com
água; a assembléia, etc.
SIMBOLIZAÇÃO
O Espaço; leituras bíblicas,
cantos (salmos, hinos, antífonas,
responsos, refrãos meditativos),
Orações; gestos e ações simbólicas,
O mistério de Cristo em sua
totalidade (encarnação, vida,
morte, ressurreição e ascensão)
- Evoca, manifesta
- Identificação
- participação
- Comunhão
Cores: verde; dourado, etc...
Força vital, energia espiritual, transformação pascal
AS FESTAS DE MARIA E DOS SANTOS COMO REALIDADE
SIMBÓLICO-SACRAMENTAL
Sinais sensíveis
Realidade significada
“O espírito Santo potencializa e atua nas
Estruturas antropológicas do símbolo.”
O mistério de nossa fé:
Morte-ressurreição de Jesus
A vida de Maria, dos santos e santas;
a assembléia celebrante; a festa; a
Palavra de Deus; as músicas; (branco,
vermelho, ou outras cores); etc.
SIMBOLIZAÇÃO
O Espaço; leituras bíblicas,
- Evoca, manifesta
cantos (salmos, hinos, antífonas,
- Identificação
responsos, refrãos meditativos),
- participação
Orações; gestos e ações simbólicas,
- Comunhão
Cores: vermelho, branco; dourado, etc...
Em Maria, nos santos e nas
santas, a Igreja celebra o
Mistério de Cristo conhecido
nos seus frutos e realizado nos
seus membros que, durante o
tempo limitado de suas vidas,
tornaram-se mais semelhantes
ao Cristo morto e ressuscitado.
A liturgia, por meio de Maria e
dos santos, celebra a obra da
salvação realizada por Deus
Pai por meio de Cristo no
Espírito Santo.
Força vital, energia espiritual, transformação pascal
Download

o desenvolvimento do ano litúrgico