UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS
FACULDADE DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS FLORESTAIS
CURSO ENGENHARIA FLORESTAL
NOELI ALINE PARTICCELLI MOREIRA
CARACTERIZAÇÃO DO POTENCIAL DE PRODUÇÃO FRUTÍCOLA DA
RESERVA DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL DO UATUMÃ
Manaus
2012
NOELI ALINE PARTICCELLI MOREIRA
CARACTERIZAÇÃO DO POTENCIAL DE PRODUÇÃO FRUTÍCOLA DA
RESERVA DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL DO UATUMÃ
Monografia apresentada à Faculdade de
Ciências Agrárias da Universidade Federal do
Amazonas como requisito parcial à obtenção
do título de bacharel em Engenharia Florestal.
Orientador: Lizit Alencar da Costa, Dr.
Manaus
2012
NOELI ALINE PARTICCELLI MOREIRA
CARACTERIZAÇÃO DO POTENCIAL DE PRODUÇÃO FRUTÍCOLA DA
RESERVA DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL DO UATUMÃ
Banca examinadora:
__________________________________________
Prof. Dr. Lizit Alencar da Costa - UFAM
___________________________________________
Profa. M.Sc Rosana Barbosa de Castro Lopes - UFAM
___________________________________________
Prof. Dr. Eyde Cristiane Saraiva dos Santos
Conceito:
Manaus, 03 de Fevereiro de 2012
iv
DEDICATÓRIA
“Aos meus familiares, que mesmo
distantes sempre acreditaram em minha
formação, e aos meus professores e
amigos, que sempre presente me
incentivaram a crescer nesta jornada...”
v
AGRADECIMENTOS
Agradeço primeiramente aos anjinhos, por me manterem forte nesta difícil e
maravilhosa jornada acadêmica;
A minha família, Maria Lucia Particcelli, Alex Moreira e irmão Júnior, que
mesmo distante sempre torceram e acreditaram em minha carreira;
A minha querida e eterna “vôva” (in memorian) pelos momentos maravilhosos e
inesquecíveis;
Aos meus tios, Elaine Moreira e Vincenzo Lauriola, e filhas, que sempre me
incentivaram a não abaixar a cabeça e seguir confiante em meus propósitos;
Ao meu orientador Dr.Lizit Alencar da Costa e Co-Orientadora Msc. Cláudia
Vitell, por acreditarem e me orientarem nesta proposta de trabalho;
A professora Dr. Eyde Cristiane Saraiva dos Santos pelo apoio e dedicação nesta
reta final de minha monografia;
A minha fiel (corinthiana) e companheira amiga Estela Rebouças, pela
contribuição diretamente nesta monografia;
Ao meu namorado e companheiro, Alã Moreira, “Keri”, pelo apoio e
compreensão nos momentos alegres e difíceis;
A Annelore Evelyne Waty e Danielly da Mata, pela contribuição direta na coleta
e processamento das informações;
A equipe do Institudo de Conservação e Desenvolvimento Sustentável do
Amazonas-IDESAM pela oportunidade de desenvolver este maravilhoso e necessário
estudo;
A Eduardo Rizzo Guimarães, André Luiz Menezes Vianna, Heberton Barros e
Carlos Gabriel Koury, ambos do IDESAM, pela paciência e dedicação em me orientar
ao longo do desenvolvimento deste trabalho;
Ao professor Dr. Ernesto Oliveira Serra Pinto, pela ajuda e dedicação neste
trabalho;
Aos Comunitários da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã, que
me mostraram a necessidade e relevância de melhorias em seu sistema de produção
frutícola;
A todos os amigos que direta e indiretamente contribuíram em minha formação;
A todos, meu sincero agradecimento!!!!!
vi
RESUMO
O presente trabalho teve por objetivo compreender e caracterizar o potencial frutícola
das 20 comunidades de várzea e terra firme da Reserva de Desenvolvimento Sustentável
do Uatumã, ao qual abrange os municípios de Itapiranga e São Sebastião, Amazonas,
identificando e quantificando as principais espécies ocorrentes. Para tal foi realizado
duas atividades de coleta dos dados em campo junto aos moradores, pela aplicação de
questionários elaborados para tal realidade das comunidades. Foram entrevistados 111
produtores em 19 das 20 comunidades. Os resultados indicam que há uma grande
diversidade de frutas cultivadas e nativas na área em estudo e que a agricultura é a
principal atividade dos moradores. Ao realizar a caracterização frutícola por
comunidade, pode-se identificar o total do número de plantas, e as comunidades que
obtiveram maiores valores neste quesito foram Bom Jesus (16.010 n⁰ de plantas), Deus
Ajude-Boto (11.792 n⁰ de plantas) e Cesaréia (6.732 n⁰ de plantas). Em relação a
caracterização frutícola por espécie foi apontada as espécies com maior ocorrência em
toda a Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Amazonas, sendo Banana (Musa
Spp) com 18.006 n⁰ de plantas, a espécie tucumã (Astrocaryum aculeatum) com 11.194
n⁰ de plantas, abacaxi (Ananas comosus (L.) Morr) com 8.573 n⁰ de plantas, e cupuaçu
(Theobroma grandiflorum Schum.) com 8.171 n⁰ de plantas. Ao estimar os valores
produtivos anuais por espécie tiveram destaque o tucumã (Astrocaryum aculeatum) com
7.201.872 frutos, cupuaçu (Theobroma grandiflorum Schum.) com 326. 840 frutos,
laranja (Citrus sinensis) com 136.350 frutos, açaí (Euterpe oleracea ) com 7.812 cachos,
banana (Musa Spp)com 7.202 cachos, caju (Anacardium occidentale L.) com 35.056 kg
e goiaba (Psidium guajava L.) com 14.640 kg. Ao realizar o mapeamento dos locais de
produção por espécie observou que as espécies tucumã (Astrocaryum aculeatum),
banana (Musa Spp), laranja (Citrus sinensis) e goiaba (Psidium guajava L.) tem sua
espacialização distribuída em toda a reserva, ou seja nos pólos 1,2 e 3, já as espécies
cupuaçu (Theobroma grandiflorum Schum.), açaí (Euterpe oleracea ) e cajú
(Anacardium occidentale L.) concentram sua produção no polo1 . Após identificar que a
reserva tem potencial frutícola como geração de renda, ressalta-se a necessidade de um
planejamento no sentido de auxiliar na efetividade desta produção frutícola para
contribuir com a mitigação da extração ilegal madeireira, fato esse que ocorre por
conseqüência de alternativas que auxiliem na renda dos moradores.
Palavras-chave: Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã, Produção
Frutícola, Geoprocessamento.
:
vii
ABSTRAC
This study aimed to understand and characterize the potential fruit of the 20
communities of floodplain land and the Sustainable Development Reserve Uatumã,
which covers the municipalities of San Sebastián and Itapiranga, Amazonas, identifying
and quantifying the main species found. To this was done two data collection activities
in the field with the residents, the application of questionnaires prepared for this reality
of the communities. Interviews were conducted with 111 producers in 19 of 20
communities. The results indicate that there is a great diversity of native and cultivated
fruits in the study area and that agriculture is the main activity of the residents. When
performing the characterization of fruit per community, we can identify the total number
of plants, and the communities that had higher values in this regard were Bom Jesus
(16,010 N ⁰ plant), God Help Dolphin (11,792 N ⁰ plant) and Caesarea (6732 ⁰ n plants).
Regarding the characterization of fruit per species was identified species with higher
occurrence in the entire Book of Sustainable Development of Amazonas, and Banana
(Musa spp) with 18,006 N ⁰ plant, the species tucuman (Astrocaryum aculeatum) with
11,194 N ⁰ plant, pineapple (Ananas comosus (L.) Morr) with n 8573 ⁰ plants, and
cupuaçu (Theobroma grandiflorum Schum.) with n 8171 ⁰ plant. In estimating the
annual production values by species were the highlight tucuman (Astrocaryum
aculeatum) with 7,201,872 fruits, cupuaçu (Theobroma grandiflorum Schum.) With 326.
840 fruit, orange (Citrus sinensis) with 136,350 fruit, açai (Euterpe oleracea) with 7812
bunches, banana (Musa spp) with 7202 clusters, cashew (Anacardium occidentale L.) to
35,056 kg and guava (Psidium guajava L.) with 14,640 kg. When performing the
mapping of local production by species noted that species tucuman (Astrocaryum
aculeatum), banana (Musa spp), orange (Citrus sinensis) and guava (Psidium guajava
L.) has its spatial distributed throughout the reserve, ie 1.2 and 3 at the poles, since the
species cupuaçu (Theobroma grandiflorum Schum.) açai (Euterpe oleracea) and cashew
(Anacardium occidentale L.) concentrate their production in polo1. After identifying that
the reserve has the potential fruit such as income generation, it emphasizes the need for
planning in order to assist in the effectiveness of fruit production to contribute to the
mitigation of illegal timber extraction, a fact that occurs as a consequence of alternatives
that help the income of residents.
Words Keys: Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã , Fruit Porduction,
GIS.
viii
LISTA DE FIGURA
Figura 1: Localização das Unidades de Conservação do Estado do Amazonas, com
destaque para a RDS do Uatumã. ...................................................................................... 6
Figura 2: Zoneamento da RDS-Uatuma por Polos. ........................................................... 8
Figura 3: Percentual dos moradores que trabalham com agricultura na RDS do Uatumã 9
Figura 4: Mapa de localização da Reserva. ..................................................................... 11
Figura 5: Organograma de Metodologia. ........................................................................ 12
Figura 6: Número de produtores identificados por Comunidade. ................................... 16
Figura 7: Total de espécies identificadas por comunidade. ............................................. 17
Figura 8: Gráfico relacionado o número total de produtores por espécie, ocorrência da
espécie por comunidade e número total de plantas identificadas. ................................... 17
Figura 9: Produção anual estimada de frutos por espécie ............................................... 19
Figura 10: Produção anual estimada de cachos por espécie estudada ............................. 19
Figura 11: Produção total em kilos por espécie estimada ............................................... 20
Figura 12: Distribuição ao longo do ano da época de colheita ........................................ 21
Figura 13: Gráfico do regime hídrico do Rio Negro/AM ................................................ 22
Figura 14: Distribuição espacial dos locais de extração do tucumã (Astrocaryum
vulgare)............................................................................................................................ 23
Figura 15: Distribuição espacial dos locais de produção de Cupuaçu (Theobroma
grandiflorum Schum.) ...................................................................................................... 23
Figura 16: Distribuição espacial dos locais de produção de Laranja (Citrus sinensis) ... 24
Figura 17: Distribuição espacial dos locais de extração do açaí (Euterpe oleracea) ...... 24
Figura 18: Distribuição espacial dos locais de produção de Banana (Musa Spp.) .......... 25
Figura 19: Distribuição espacial dos locais de produção de Goiaba (Psidium guajava L.)
......................................................................................................................................... 25
Figura 20: Distribuição espacial dos locais de produção de Caju (Anacardium
occidentale L.) ................................................................................................................. 26
ix
LISTA DE TABELA
Tabela 1: Lista das Espécies delimitadas para pesquisa .................................................. 15
Tabela 2: Época de Colheita das espécies estudadas ao longo do ano ............................ 21
x
APÊNDICE
APÊNDICE A:Questionário para Calendário Agrícola .................................................. 30
APÊNDICE B: Questionário Agrícola ............................................................................ 31
APÊNDICE C: Resultados Obtidos por Espécie Cultivada ............................................ 34
xi
ANEXO
ANEXO A: Tabela Base para Cálculos estimados de Produção Líquida anual .............. 44
xii
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO ............................................................................................................... 1
1. OBJETIVOS ................................................................................................................ 2
1.1 OBJETIVO GERAL ................................................................................................ 2
1.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS .................................................................................. 2
2. REVISÃO DE LITERATURA ................................................................................... 3
2.1 CONCEITOS ........................................................................................................... 3
2.1.1 Unidades de Conservação ............................................................................... 3
2.1.4 Sistema de Informações Geográficas (SIG) .................................................. 5
2.2 RESERVA DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL DO UATUMÃ .......... 6
2.2.1 Atributos naturais ........................................................................................... 7
2.2.2 Infra-estrutura................................................................................................. 8
2.2.3 Sócio-economia ................................................................................................ 8
3. MATERIAL E MÉTODOS ...................................................................................... 11
3.1 ÁREA DE ESTUDO ............................................................................................. 11
3.1.1 Localização..................................................................................................... 11
3.2 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS .......................................................... 12
3.2.1 Revisão Bibliográfica da Área de Estudo.................................................... 12
3.2.2 Planejamento ................................................................................................. 12
3.2.3 Coleta de informação .................................................................................... 13
3.2.4 Banco de Dados ............................................................................................. 13
3.2.5 Mapeamento da Área .................................................................................... 14
4. RESULTADOS E DISCUSSÃO .............................................................................. 15
4.1 CARACTERIZAÇÃO DA PRODUÇÃO FRUTÍCOLA E IDENTIFICAÇÃO
DAS ESPÉCIES DE MAIOR POTENCIAL............................................................... 15
4.1.1 Caracterização da produção frutícola por comunidade ............................ 15
4.1.2 Caracterização da produção frutícola por espécie ..................................... 17
4.1.3 Estimativas da Produção líquida anual....................................................... 18
4.2 IDENTIFICAÇÃO DAS ÉPOCAS DE COLHEITA E PLANTIO DAS
ESPÉCIES ESTUDADAS ........................................................................................... 21
4.2.1 Época de Colheita .......................................................................................... 21
4.3 MAPEAMENTO DOS LOCAIS DE PRODUÇÃO DAS ESPÉCIES DE MAIOR
POTENCIAL ............................................................................................................... 22
CONSIDERAÇÕES FINAIS ........................................................................................ 27
REFERÊNCIAS ............................................................................................................ 28
ANEXO ........................................................................................................................... 44
INTRODUÇÃO
A Reserva de Desenvolvimento Sustentável tem como objetivo básico preservar a
natureza e, ao mesmo tempo, assegurar as condições e os meios necessários para a reprodução e
a melhoria dos modos e da qualidade de vida e exploração dos recursos naturais das populações
tradicionais, bem como valorizar, conservar e aperfeiçoar o conhecimento e as técnicas de
manejo do ambiente, desenvolvido por estas populações
As Reservas de Desenvolvimento Sustentável se diferenciam dos outros tipos de unidades
de conservação pelo fato de nelas ser permitida a presença de assentamentos humanos. Neste tipo
de unidade de conservação, se busca harmonizar a convivência das populações tradicionais com
os recursos naturais existentes, estimulando a adoção de modelos de exploração e produção
sustentável, integrando dessa forma, objetivos sociais e ambientais.
A Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã, estudada na presente
monografia, tem como dificuldade a implantação de atividades de garantem a geração de renda e
de postos de trabalho para a população tradicional, tendo como conseqüência a melhoria na
qualidade de vida.
Um dos principais entraves para a agricultura da reserva é a falta de planejamento de sua
produção desde a prática do cultivo de espécies potenciais até o seu efetivo escoamento.
Conhecer a realidade produtiva de uma reserva auxilia as insituições competentes a
implantarem sistemas mais efetivos de produção, pois é necessário identificar as espécies
cultivadas e as referidas áreas de produção.
Outro entrave na cadeia produtiva de um sistema de produção frutícola é o
desconhecimento do momento de colheita das espécies cultivadas, principalmente as espécies
que não são tolerantes a um tempo maior de armazenamento.
Sendo assim, a presente monografia tem como finalidade principal identificar as espécies
cultivadas na Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã, quantificar esta produção e
mapear as áreas de cultivo, contribuindo assim para um melhor planejamento da comercialização
destes produtos.
Em virtude da dificuldade de relacionar e consultar as informações da RDS- Uatumã, a
presente monografia visa contribuir com informações que auxiliam as instituições competentes à
planejar o escoamento da produção frutícola e contribuir para geração de renda dos comunitários
da Reserva.
1
1. OBJETIVOS
1.1 OBJETIVO GERAL
Caracterizar a potencialidade da produção frutícola da Reserva de Desenvolvimento
Sustentável do Uatumã.
1.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Caracterizar a produção frutícola e identificar as espécies de maior potencial;
Identificar as épocas de colheita das espécies estudadas;
Mapeamento dos locais de produção das espécies de maior potencial.
2
2. REVISÃO DE LITERATURA
2.1 CONCEITOS
2.1.1 Unidades de Conservação
A criação e gestão de Unidades de Conservação (UC) representam uma das principais
estratégias para a proteção da biodiversidade e conservação dos recursos naturais na Amazônia.
O Sistema Estadual de Unidades de Conservação do Amazonas-CEUC, de 05 de junho de
2007, define Unidade de Conservação como sendo “espaço territorial com características
naturais relevantes e seus recursos ambientais, incluindo as águas jurisdicionais, legalmente
instituído pelo Poder Público com objetivos de conservação in situ e de desenvolvimento
sustentável das comunidades tradicionais, com limites definidos, sob regime especial de
administração, ao qual se aplicam garantias adequadas de proteção”. Nesse sentido, o SEUC
define 15 diferentes categorias de Unidades de Conservação, dividida em dois grupos:
Categorias de UC de Proteção Integral:
I - Unidade de Proteção Integral: onde o objetivo básico é preservar a natureza e se admite
apenas o uso indireto dos recursos naturais dentro de seus limites, com exceção apenas a casos
específicos previstos em Lei.
I - Estação Ecológica - ESEC;
II - Reserva Biológica - REBIO;
III - Parque Estadual;
IV - Monumento Natural;
V - Refúgio de Vida Silvestre;
VI - Reserva Particular do Patrimônio Natural - RPPN.
II - Unidade de Uso Sustentável: onde o objetivo básico é compatibilizar a conservação da
natureza com o uso sustentável de parte de seus recursos naturais.
Categorias de UC de Uso Sustentável:
I - Área de Proteção Ambiental - APA;
II - Área de Relevante Interesse Ecológico - ARIE;
III - Floresta Estadual - FLORESTA;
IV - Reserva Extrativista - RESEX;
V - Reserva de Fauna;
VI - Reserva de Desenvolvimento Sustentável - RDS;
3
VII - Reserva Particular de Desenvolvimento Sustentável - RPDS;
VIII - Estrada Parque;
IX - Rio Cênico.
A Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) é uma modalidade de Unidade de
Conservação que abriga populações tradicionais, cuja existência baseia-se em sistemas
sustentáveis de exploração dos recursos naturais, desenvolvidos ao longo de gerações e
adaptados às condições ecológicas locais e específicas de forma a exercer o papel de proteção da
natureza e manutenção da diversidade biológica (CEUC, 2007).
2.1.3 Plano de Gestão
Com o objetivo de efetivar a gestão e o monitoramento das Unidades de Conservação do
Estado e objetivando a consolidação do Sistema Estadual de Unidades de Conservação do
Amazonas, a Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (SDS) adotou o chamado Plano de Gestão, que segue as mesmas diretrizes do Plano de Manejo
das UC Federais. O Plano de Gestão é um “documento técnico e gerencial, fundamentado nos
objetivos da Unidade de Conservação, que estabelece o seu zoneamento, as normas que devem
regular o uso da área e o manejo dos recursos naturais, inclusive a implantação da estrutura física
necessária à gestão da Unidade” (CEUC, 2007).
2.1.3 Zoneamento da RDS - Uatumã
O estabelecimento de Regras de Uso da RDS do Uatumã segundo Zonas de Utilização
tem como finalidade garantir o uso sustentável dos recursos naturais da Unidade de Conservação,
mediante a regulamentação das condutas não predatórias incorporadas à cultura dos moradores,
bem como as demais condutas que devem ser seguidas para cumprir a legislação brasileira sobre
o meio ambiente. O zoneamento é uma definição de setores ou zonas em uma Unidade de
Conservação com os objetivos de manejo e normas específicas, com vistas a proporcionar os
meios e as condições para que todos os objetivos da Unidade possam ser alcançados de forma
harmônica e eficaz (CEUC, 2007).
Constitui, portanto, um instrumento de ordenamento territorial, usado como recurso para
se atingir melhores resultados no manejo da unidade, pois estabelece usos diferenciados para
cada zona, segundo os objetivos da UC (IBAMA, 2002). (PLANO)
4
No Estado do Amazonas, o sistema de zoneamento está baseado principalmente no
critério da intensidade da intervenção sobre o meio, associado a critérios como o estado de
conservação da área ou o tipo de atividade que será realizado (AMAZONAS, 2007). (PG-2008)
Estudos biológicos, diagnósticos socioambientais e levantamentos biofísicos realizados
na Reserva subsidiaram o zoneamento e as regras de uso da RDS do Uatumã. Seguindo as
vocações e características de cada local, foram definidas as atividades e regras de uso do solo.
(IDESAM-2008)
2.1.4 Sistema de Informações Geográficas (SIG)
O termo sistema de informações geográficas (SIG) é aplicado para sistemas que realizam
o tratamento computacional de dados geográficos. O principal de um SIG para um sistema de
informações convencional é sua capacidade de armazenar tanto os atributos descritivos como as
geometrias dos diferentes tipos de dados geográficos.
Com a introdução da informática, a partir do final da primeira metade do século XX a
cartografia passou a ser assessorada pelo computador em todas as etapas, evoluindo ate os dias
de hoje. Com o avanço das tecnologias digitais, se desenvolveu uma multiplicidade de softwares
que auxiliam a cartografia a criar soluções rápidas e sofisticadas para a construção de mapas
temáticos, e é nesse contexto que se insere a criação do SIG (Sistema de Informações
Geográficas) e de métodos conceituais de análises do espaço e de possibilidades de mapeamentos
quantitativos.
Varias técnicas podem ser aplicadas no contexto do SIG, por tanto, atualmente, a mais
utilizada é o geoprocessamento que pode ser compreendido como um conjunto de atividades que
lidam com aquisição de tratamento, interpretação e analise de dados sobre a Terra e caracterizase por aplicações transdisciplinares em diversas áreas, apoiadas pela utilização de tecnologias de
ponta como satélites de observação da Terra, sensores remotos, e coleta de dados através de
sistema GPS entre outros.
O geoprocessamento possui ferramentas computacionais como o Sistema de Informação
Geográfica (SIG) que nos permitem a realização de analises mais complexas, em que possam se
integrar dados de diversas fontes e por meio da criação de um banco de dados georeferrenciados
torna possível ainda, a automatização da produção de documentos cartográficos.
Segundo Carvalho e Silva (2006 apud MANAIA Y ROSOLÉM, 2010, p. 2) diz que o
SIG é um importante instrumento de análise, visualização e interpretação do dado geográfico. O
impacto desta tecnologia na geografia e em áreas afins tem sido muito grande, no qual tem muito
5
a oferecer para se entender, aprender e explicar o espaço geográfico por meio de teorias e
técnicas adequadas.
Esta ferramenta tem sido utilizada com muita freqüência por pesquisadores em diversas
linhas de pesquisas, pelas diversidades de softwares disponibilizados que apresentam uma
versatilidade em capturar, armazenar, recuperar, transformar e representar espacialmente os
dados do mundo real.
Os softwares de um SIG são específicos para a sua utilização no tratamento e na
manipulação de dados referentes ao espaço, sendo constituídos por diferentes módulos e executa
diversas funções, tendo como exemplo: ARC Gis, IDRISI, SPRING, QUANTUM Gis, ENVI
entre outros.
O geoprocessamento constitui a disciplina do conhecimento que utiliza técnicas
matemáticas e computacionais para o tratamento de informação geográfica, influenciando a
madeira crescente as áreas de cartografia, análises de recursos naturais, transportes,
comunicação, energia e planejamento urbano e regional (MEDEIROS Y CÂMARA, 2002 apud
MAIA, 2003, p. 28).
2.2 RESERVA DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL DO UATUMÃ
Figura 1: Localização das Unidades de Conservação do Estado do Amazonas, com destaque para a RDS do Uatumã
Fonte: IDESAM
6
Criada em junho de 2004, com a assinatura do Decreto N° 24.295 de 25/06/04, a Reserva
de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Uatumã, com área total de 424.430ha, situa-se nos
municípios de Itapiranga e São Sebastião do Uatumã, nordeste do Estado do Amazonas, tendo
como órgão gestor o Centro Estadual de Unidades de Conservação – CEUC, e Co-Gestor
Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas – Idesam.
Vivem na RDS do Uatumã cerca de 250 famílias, distribuídas em 20 comunidades
situadas às margens dos rios Uatumã, Jatapu e Caribi. Os moradores possuem como base de sua
economia o agroextrativismo, principalmente agricultura de pequena escala, a pesca de
subsistência e o extrativismo florestal (IDESAM, 2007).
A RDS-Uatumã é formada por 20 comunidades ribeirinhas, as mesmas têm, através da
organização produtiva, a base de seu sustento no agroextrativismo, com destaque para a
produção da farinha de mandioca, a pesca artesanal e o extrativismo de plantas nativas. Esses
grupos desenvolveram-se em diferentes momentos da história brasileira e estabeleceram uma
estreita relação com o ambiente no qual vivem. O conhecimento acumulado torna-se notório ao
observarmos a sabedoria empregada nas relações do dia a dia como: no convívio harmonioso
com o regime das enchentes; na utilização distinta da floresta de várzea e de terra firme; no
cultivo do roçado de mandioca com grande diversidade de manivas; no preparo da farinha; nos
artesanatos; na utilização das plantas medicinais; nas danças, mitos, rituais e no hábito de viver
sem a preocupação de acumular. (IDESAM, 2007).
Na década de 80 a região do Uatumã (mapa de localização em anexo I) gozou de grande
fartura em relação ao extrativismo. Entretanto, as atividades realizadas não eram legais, deixando
assim as florestas suscetíveis à demanda do mercado e à pressão e interesse econômico de atores
externos. Fato este que comprometeu o estoque de produtos provenientes da floresta. Já em 90, a
Unidade de conservação foi criada, extinguindo praticamente, o usufruto desordenado dos bens
da floresta (IDESAM, 2009).
2.2.1 Atributos naturais
Cortada em toda extensão pelo Rio Uatumã. A vegetação predominante é a Floresta de
Terra Firme, havendo também áreas de Igapó, Baixio, Campinas e Campinaranas. Um dos
destaques da reserva é que ela é um dos remanescentes do ambiente que foi perdido com a
construção de Balbina.
De grande importância biológica. Sua criação foi motivada por abrigar um primata
considerado raro e, provavelmente, endêmico na área da reserva e entorno: o Sauim, Saguinus
7
martinsi ochraceus. Ocorrem também populações de espécies de quelônios ameaçadas de
extinção, que desovam no interior da reserva.
2.2.2 Infra-estrutura
Cerca de 20 comunidades ribeirinhas habitam a RDS. O acesso à área pode ser feito por
via fluvial nos trechos Manaus/São Sebastião do Uatumã ou Manaus/Urucará, seguindo de
voadeira depois até a reserva. Por via terrestre o acesso é pela BR-174, até a AM-240. Desta
segue-se até a estrada da Morena (próximo à barragem da hidrelétrica). Outra alternativa seria
transitar pela AM-010 até Itapiranga, e depois via fluvial pelo rio Uatumã até a reserva. A
Reserva foi dividida em pólos para melhor gestão e planejamento.
Figura 2: Zoneamento da RDS-Uatuma por Polos
Fonte: IDESAM, 2007
2.2.3 Sócio-economia
A vocação de trabalho dos moradores da RDS do Uatumã é a agricultura. Apenas 11%
dos moradores hoje não se dedicam a ela. Dentro dessa realidade, 34% dos comunitários
dependem exclusivamente da renda da agricultura.
8
55%
11%
89%
34%
Não trab. com agricultura
Agricultura
Agric. com renda extra
Apenas agric.
Figura 3: Percentual dos moradores que trabalham com agricultura na RDS do Uatumã
Fonte: IDESAM, 2007
A agricultura absorve a maior parte da mão de obra. Mais de 40 espécies, dentre elas
banana, melancia, cupuaçu e mandioca são cultivadas. A pesca é artesanal, para consumo local,
embora haja o incremento da produção do tucunaré no reservatório de Balbina. No extrativismo
vegetal, os principais produtos são a borracha e a castanha. As principais caças são: cotia, veadomateiro, mutum e caitetu. Mais de 100 produtos extrativistas são explorados, sendo com maior
intensidade a copaíba, o cipó-titica, o louro e o breu. São utilizadas também várias espécies de
madeira como piquiá, paxiúba e mulateiro, além de babaçu e espécies de palmeiras (palheiras).
As comunidades guardam um valoroso patrimônio arqueológico, a "terra preta de índio" e tem
especial colheita de ovos de quelônios (Unidades de Conservação do Estado do Amazonas.
Manaus: SDS/SEAPE, 2007).
A agricultura representa a principal atividade produtiva e rentável das comunidades da
RDS do Uatumã. Das vinte comunidades trabalhadas no levantamento socioeconômico apenas
duas – Monte Sião e Monte das Oliveiras – relataram apresentar outra atividade econômica mais
importante, no caso o extrativismo madeireiro e/ou não-madeireiro (palha, cipó e breu).
Além do valor da agricultura como atividade econômica pode-se citá-la também como uma
das atividades mais importantes de subsistência e segurança alimentar das comunidades
presentes na RDS, inclusive das que foram citadas acima como exceção em relação à sua
principal fonte de renda.
Muitas das famílias que sobreviviam à custa do extrativismo (madeira, não-madeireiros e
pesca) foram embora de suas áreas pela falta de informação, acreditando que seriam repreendidas
por tais atividades. Por este fato, a produção agrícola dos comunitários atuais da Reserva ganhou
9
um peso maior no quadro econômico da região, a partir da diminuição do uso recursos
extrativistas por receio de apreensão e multa.
A agricultura, apesar de representar a principal atividade produtiva, é praticada de forma
bastante rudimentar, baseando-se no sistema de derrubada da vegetação, queima, plantios
sucessivos e pousio, esta última etapa representada pelo “abandono” da área, resultando na
formação dos sítios (pomar de frutíferas de ciclo perene) e/ou de capoeiras. A ausência de
organização da produção, assistência técnica, estruturas de beneficiamento e dificuldades no
escoamento da produção também caracterizam esse tipo de agricultura, que é a realidade de
diversas áreas rurais da região norte do Brasil.
A assistência técnica encontrada na região está limitada à doação de sementes
(geralmente de baixa qualidade e dadas fora do período de plantio) e fertilizantes pelo IDAM,
tendo o agricultor que procurá-los nos centros urbanos. A informação dada aos agricultores
geralmente é insuficiente, havendo relatos de má aplicação do adubo doado e da falta de
informação para o armazenamento do fertilizante. Apesar dos casos citados estarem relacionados
à aplicação de fertilizantes comerciais, a maioria dos agricultores não utiliza tal incremento.
De acordo com o Plano de Gestão, é proibido o uso de agrotóxicos, exceto para
combate à pragas e doenças. O Pano prevê (parágrafo 26, pg 271) também para o cultivo
agrícola o uso de até 03 (três) hectares por ano por família para áreas de roçado, devendo
seguir as seguintes normas: I. A utilização de áreas acima de 03 hectares necessita de
aprovação pelo conselho deliberativo e anuência do órgão gestor (CEUC/SDS).
II. Para abertura de áreas de floresta, deverá ser solicitada autorização ao IPAAM e
CEUC/SDS.
III. Realizar o planejamento de abertura de roçado por comunidade e apresentar ao
órgão gestor.
IV. Para abertura de roças em áreas de capoeira jovem (conforme legislação vigente) é
necessário anuência do ´Órgão Gestor, ficando desobrigada a autorização do IPAAM.
V. Recomenda-se o rodízio de áreas de roçado de culturas anuais.
Do ponto de vista ambiental, o desenvolvimento da fruticultura permite combinar a
preservação da mata com a implantação de culturas perenes. Na plataforma tecnológica da
fruticultura discutem-se estas espécies comercialmente exploradas no Amazonas: cupuaçu,
açaí, buriti, taperebá (cajá), graviola, acerola, cúbiu, araçá-boi, guaraná, castanha-do-brasil,
pupunha, cana-de-açúcar (Análise Ambiental e de Sustentabilidade do Estado do Amazonas).
10
3. MATERIAL E MÉTODOS
3.1 ÁREA DE ESTUDO
O estudo foi realizado sobre a Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã,
envolvendo suas informações já existentes e realizando coleta de novos dados no local.
3.1.1 Localização
A Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã está localizada na região do
médio Rio Amazonas, a 200 km em linha reta de Manaus, nos municípios de Itapiranga e São
Sebastião do Uatumã, na margem esquerda do rio Uatumã, e Itapiranga, na margem direita.
Abaixo mapa de localização da área em estudo.
Figura 4: Mapa de localização da Reserva
Fonte: Instituto de Conservação e Desenvolvimento do Amazonas-IDESAM
11
3.2 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
Seleção da Área de Estudo
Procedimento
metodológico
Revisão Bibliográfica da
Área de Estudo
Planejamento
Elaboração do
questionário
Banco de dados
Mapeamento da Área
Armazenamento dos dados
no software Microsoft
Excel®
Coleta dos pontos
Confecções dos gráficos e
quantificação da produção
Visita a campo
Aplicação do questionário
Inserção dos dados no
software ArcGis 9.3
(ESRI)
Relacionamento das
informações do banco de
dado para o SIGs
Elaboração dos mapas
Coleta de informação
Figura 5: Organograma de Metodologia
3.2.1 Revisão Bibliográfica da Área de Estudo
O estudo teve início com revisão de literatura sobre as pesquisas já realizadas, conceitos e
trabalhos na área da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã, com finalidade de
identificar as informações existentes. Nesta etapa inicial foi realizado um download de imagens
de satélite Landsat-5TM do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais-INPE, e realizado o
processamento digital das mesmas. Nesta mesma etapa foram adquiridos os dados espaciais
vetoriais da Reserva em estudo, com o objetivo de criação do banco de dados.
3.2.2 Planejamento
Houve o planejamento das atividades, identificando o melhor método para realização da
coleta dos dados referentes à produção frutícola e o melhor método de abordagem, junto à
comunidade. Posteriormente identificou-se os softwares adequados e disponíveis para o
processamento destas informações.
12
3.2.3 Coleta de informação
Foi elaborado um questionário com perguntas abertas e fechadas, para coleta das
informações possibilitando a coleta das informações relevantes ao presente estudo.
Foram realizadas duas expedições para coleta das informações em campo junto aos
moradores, sendo a primeira no mês de abril, em um total de oito (8) dias, e uma segunda em
julho, em um total de dez (10) dias.
Cada questionário foi enumerado e preenchido com as referentes informações (Apêndice
A e B) e inserido as referentes coordenadas geográficas coletadas em campo para mapeamento
dos locais de produção.
Junto com os comunitários, foi possível identificar, por conhecimento empírico as datas
de plantio por espécie.
Para caracterização da produção frutícola foram entrevistados 111 produtores, em 19 das
20 comunidades. A comunidade Bela Vista, não foi possível a aplicação do questionário por
motivos de logísticas e poucos moradores na mesma.
Ao realizar a aplicação dos questionários nas residências dos moradores era realizada a
ida até a área de produção para coleta dos pontos com coordenadas x e y, para realizar o
mapeamento das áreas de produção por espécie.
3.2.4 Banco de Dados
Após a coleta dos dados em campo foi realizado o processamento das informações
construindo um banco de dados utilizando o software Microsoft Excel®, do pacote Office,
processando as informações por referência cruzada.
Para estimativa do total da produção líquida anual foi utilizada uma tabela base
(Apêndice D) concedida pelo Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável do
Uatumã (IDESAM) ao qual forneceu valores de perdas e produção por espécie e por planta.
Sendo assim, foi possível realizar a quantificação da produção em unidades totais de frutos, kilos
(kg) e cachos.
Nesta etapa para a quantificação dos valores e gráficos apresentados nos resultados do
presente trabalho, utilizou-se o processo de referência cruzada para as quantificações.
13
3.2.5 Mapeamento da Área
Após tal processamento inicial realizado no Microsoft Excel®, foi possível relacionar as
informações das tabelas de referências cruzadas do Microsoft Excel®, com o banco de dados
geográficos do software ArcGis 9.3 (ESRI), pela ferramenta Join, podendo assim realizar a
transferência destas informações para o SIG , possibilitando o mapeamento e quantificação dos
valores apresentados nos mapas, ao quais identificam as áreas de produções frutícolas. Para
realização dos mapas de produção foi utilizado o software ArcGis 9.3 da ESRI.
14
4. RESULTADOS E DISCUSSÃO
4.1 CARACTERIZAÇÃO DA PRODUÇÃO FRUTÍCOLA E IDENTIFICAÇÃO DAS
ESPÉCIES DE MAIOR POTENCIAL
Foram identificados ao longo das entrevistas de campo um total de 111 produtores
agrícolas dentre os moradores da reserva.
Ao final da aplicação dos questionários, foi possível delimitada as espécies com maiores
ocorrências, delimitando 25 espécies para processamento das informações.
Tabela 1: Lista das Espécies delimitadas para pesquisa
N⁰
Nome Popular
Nome científico
Família
1
Abacate
Persea americana Mill
Lauraceae
2
Abacaxi
Ananas comosus (L.) Morr
Bromeliaceae
3
Açaí
Euterpe oleracea
Palmae
4
Bacaba
Oenocarpus bacaba Mart.
Areaceae
5
Banana
Musa Spp.
Musaceae
6
Biribá
Rollinia mucosa
Annonaceae
7
Buriti
Mauritia flexuosa
Palmae
8
Cacau
Theobroma cacao L.
Sterculiaceae
9
Café
Coffea arabica L.
Rubiaceae
10
Caju
Anacardium occidentale L.
Anarcadiaceae
11
Coco
Cocus Spp.
Areaceae
12
Cupuaçú
Theobroma grandiflorum Schum.
Sterculiaceae
13
Goiaba
Psidium guajava L.
Myrtaceae
14
Graviola
Annona muricata
Annonaceae
15
Guaraná
Paullinia cupana Kunth
Sapindaceae
16
Ingá
Inga sp.
Mimosaceae
17
Jambo
Syzygium spp.
Myrtaceae
18
Laranja
Citrus sinensis
Rutaceae
19
Limão
Citrus X limon L.
Rutaceae
20
Mamão
Carica papaya L.
Caricaceae
21
Manga
Mangifera ssp.
Anarcadiaceae
22
Maracujá
Passiflora sp.
Passifloraceae
23
Pupunha
Bactris gasipaes
Palmae
24
Taperebá
Spondias lutea Linn
Anarcadiaceae
25
Tucumã
Astrocaryum aculeatum
Palmaceae
4.1.1 Caracterização da produção frutícola por comunidade
Dos 111 produtores identificados e entrevistados podemos identificar, de acordo com a
análise da figura 6, que as comunidades Bom Jesus, São Francisco do Caribi, Santa Luzia do
15
Jacarequara e N.S.Per.Soc. Maracarana obtiveram valores semelhantes ao número total de
produtores. As demais comunidades obtiveram valores inferiores que 10 (dez) produtores.
Figura 6: Número de produtores identificados por Comunidade
Entretanto, Abreu (2000), ao analisar a estrutura familiar no PARNA do Jaú, AM, ressalta
o papel das mulheres no planejamento e na execução nas atividades econômicas da produção
familiar.
Essa referência sobre tal participação na administração familiar, também é compartilhada
por Pedroso (2003) e por Simonian (2001). Portanto, a família toma suas decisões combinando
da melhor maneira os recursos disponíveis que dependem, dentre outras, das condições do
ambiente.
Isso ocorre também na Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã, que tem
como base para tal produção o envolvimento da mulher, do homem e dos filhos de maior idade,
porém nas entrevistas realizadas com os moradores um dos entraves para aumento da produção e
do número de produtores seria a falta de mão-de-obra para auxiliar nas atividades diárias do
processo produtivo.
Pode-se observar, de acordo com a figura 7, as comunidades: Boto (Deus Ajude), N.S.
Fátima CAIOÉ Grande e N.S.Perp. Soc. Maracarana cultivam a maioria das espécies delimitadas
para este estudo (25), caracterizando uma produção com diversidade de espécies. A maioria dos
locais de produção visitados na Reserva pode-se identificar uma produção de espécies
intercaladas entre - si, ou seja, o cultivo das espécies no local de estudo não tem como padrão a
monocultura. Isso contribui para uma diversidade produtiva de colheita em diferentes momentos,
e evita também a ocorrência de pragas e doenças.
16
Figura 7: Total de espécies identificadas por comunidade
4.1.2 Caracterização da produção frutícola por espécie
Para os dados apresentados no gráfico 8, foram desconsiderados as espécies com número
total de plantas inferiores à 100. São elas: Jambo (Syzygium spp). com 38, Biribá (Rollinia
mucosa) com 61 e mamão (Carica papaya L.) com 36 número de plantas.
Das 25 espécies estudadas, foi identificado Tucumã (Astrocaryum vulgare), pupunha
(Bactris gasipaes)e bacaba(Oenocarpus bacaba Mart.) como espécies extrativistas e 22 espécies
principais cultivadas.
Pode-se observar que as espécies banana (Musa Spp.), Tucumã (Astrocaryum aculeatum),
Abacaxi (Ananas comosus (L.) Morr) e Cupuaçu (Theobroma grandiflorum Schum.) obtiveram
maiores taxas de ocorrência na Reserva, indicando o potencial de produção de espécies nativas e
tropicais.
A banana (Musa Spp.) é o produto agrícolas mais vendido em algumas comunidades
depois da farinha de mandioca, e geralmente está presente nas roças dos comunitários de toda a
reserva, seja para a comercialização ou para consumo da família.
Figura 8: Gráfico relacionado o número total de produtores por espécie, ocorrência da espécie por comunidade e
número total de plantas identificadas
17
A produção de banana (Musa Spp.) tem mercado em todas as cidades do entorno, com
destaque para a cidade de Itapiranga, que possui demanda e bons preços para o produto.
(IDESAM ,2007).A bananicultura é uma das atividades de maior relevância para o agronegócio
da região Norte, principalmente para o Estado do Amazonas, onde o consumo “per capita” gira
em torno de 60 kg/ano. A banana (Musa Spp.) é, portanto, uma das principais bases alimentares
para a população amazonense (EMBRAPA, 2003). De acordo com pesquisas realizadas nas
principais feiras de Manaus, 45% das bananas (Musa Spp.) vendidas nas mesmas são oriundas de
Roraima em geral e 12,9% de Boa Vista. Isso significa que 58% (estimado) da produção de
banana (Musa Spp.) tem origem de outro estado. Isso implica em um maior consumo de energia
para transporte deste produto e menor aproveitamento da produção local.
Outra espécie que tem grande ocorrência na área em estudo são as populações naturais de
Tucumã (Astrocaryum vulgare), que é uma palmeira oleaginosa com grande potencial
econômico para frutos e artesanatos. Recentemente, o óleo da polpa e da amêndoa de seus frutos
tem sido indicado para a produção de biocombustíveis. (SOUZA, et. Al, 2010). Tucumã
(Astrocaryum vulgare) tem grande potencial para exploração econômica. É uma planta usada no
artesanato (suas fibras e caroços são comuns em artigos regionais, especialmente indígenas) e
serve na recuperação ambiental, pois desenvolve-se bem em áreas alteradas (CALZAVARA et
al., 1978; CYMERYS, 2005). Os frutos apresentam grande quantidade de caroteno, podendo ser
considerado um alimento funcional (VILLACHICA, 1996).
A produção de cupuaçu (Theobroma grandiflorum Schum.), fruta nativa da região,
merece destaque, não só pela quantidade elevada de número de plantas, mas também pelo seu
aproveitamento. De acordo com a Embrapa, o Cupuaçu (Theobroma grandiflorum Schum.) é um
dos produtos que tem maior diversificação de empreendimentos, podendo citar desde a produção
de polpas, sorvetes, licores, biscoitos, iogurtes, ração (casca), produção de chocolate branco
(feito com as sementes), cupulate até a fabricação de cosméticos. Já a espécie tucumã
(Astrocaryum vulgare) pode citar como uso a extração de óleo, seu consume in-natura, produção
de vinho, sorvete e suco.
4.1.3 Estimativas da Produção líquida anual
a) Quantificação por unidade frutas
Ao quantificar as espécies pela unidade de frutas pode-se observar, pela análise do
gráfico 9, que a espécie tucumã (Astrocaryum vulgare) ,oriundas de populações naturais ,
cupuaçu (Theobroma grandiflorum Schum.) e laranja (Citrus sinensis) obtiveram maiores taxas de
18
produção. Tais valores podem ser potencializados por métodos silviculturais, ao qual auxilia para
aumento da produção.
Figura 9: Produção anual estimada de frutos por espécie
Pode-se identificar que a produção depende de mão-de-obra e assistência técnica, como
afirma BENJAMIN, 2004. O esforço para aumentar o rendimento da terra e a produtividade do
trabalho agrícola esta condicionado pela disponibilidade da mão-de-obra e do nível tecnológico a
ser empregado, além do nível de organização das comunidades.
b) Quantificação por números de Cachos
Ao observar a figura 10, acima podemos identificar o açaí (Euterpe oleracea) e banana
(Musa Spp.) com elevados valores produtivos, sendo um grande potencial de geração de renda
para a reserva. Solos arenosos, falta de assistência técnica, dificuldades de escoamento e
armazenamento de produtos beneficiados são os principais entraves ao desenvolvimento de uma
agricultura familiar mais eficiente.
Figura 10: Produção anual estimada de cachos por espécie estudada
Quanto ao escoamento da produção, as prefeituras de Itapiranga e São Sebastião do
Uatumã oferecem algumas facilidades para escoamento da produção agrícola, cedendo
mensalmente um barco que os desloca até a sede do município. Porém, este auxílio não está
19
sendo eficaz uma vez que o mesmo não há espaço adequado para armazenar as frutas e nem
sempre tem dia certo da passagem. Isso dificulta o planejamento de organização do produtor.
Ao caracterizar tal produção, pode-se observar alguns entraves que dificultam a
continuidade desta produção para comercialização, como a falta de acesso contínuo a fontes de
energia, impossibilitando o armazenamento de produtos beneficiados, como polpas de frutas,
alternativa esta que seria viável para agregação de valor aos produtos da reserva. Existe também
necessidade acentuada de capacitações e assistência técnica, com intuito de evitar maiores
índices de perdas e contribuir para o aumento da produção.
c) Quantificação por unidade Kilos (kg)
As espécies frutícolas que obtiveram valores elevados de produção, de acordo com a
análise da figura 11, foram o caju (Anacardium occidentale L.), com uma estimativa de 35.056
kg e goiaba com 14.064 kg. Tais espécies são muito perecíveis, necessitando de planejamento
para rápido escoamento para minimizar as perdas. Outra maneira viável para agregar valor à
produção é a fabricação de polpas com estas duas espécies.
Figura 11: Produção total em kilos por espécie estimada
20
4.2 IDENTIFICAÇÃO DAS ÉPOCAS DE COLHEITA E PLANTIO DAS ESPÉCIES
ESTUDADAS
4.2.1 Época de Colheita
Tabela 2: Época de Colheita das espécies estudadas ao longo do ano
Mês - Colheita
ID
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
Produto
Abacate
Abacaxi
Açaí
Bacaba
Banana
Biribá
Buriti
Cacau
Café
Caju
Coco
Cupuaçú
Goiaba
Graviola
Guaraná
Ingá
Jambo
Laranja
Limão
Mamão
Manga
Maracujá
Pupunha
Taperebá
Tucumã
Total
Jan Fev
Mar
Abr
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
Mai
X
X
X
X
Jun Jul
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
Ago
Set
Out
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
5
X
9
X
9
X
12
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
15
13
15
6
5
5
X
5
Dez
X
X
X
5
Nov
X
X
Figura 12: Distribuição ao longo do ano da época de colheita
21
Ao longo do ano, a produção fica sempre condicionada à capacidade de transporte e de
venda, isso prejudica o escoamento e acentua os índices de perdas na produção.
Figura 13: Gráfico do regime hídrico do Rio Negro/AM
Fonte: Acta Amazônica/2007
Na Bacia Amazônica o principal meio de transporte da produção dá-se através dos rios.
Uma densa rede de drenagem, associada a uma diversidade nos regimes hidrológicos, condiciona
não só o transporte da produção, mas também o ciclo de vida das populações ribeirinhas da
Amazônia.
Ao observarmos a figura 12 e compararmos com a figura 11, identificando o total de
espécies para colheita por mês se identifica que a maioria das espécies tem como colheita os
meses em que o rio está em sua cheia ou vazante, sendo eles os meses de abril a setembro,
beneficiando assim o escoamento da produção frutícola da reserva até as vias de transporte
terrestre.
4.3 MAPEAMENTO DOS LOCAIS DE PRODUÇÃO DAS ESPÉCIES DE MAIOR
POTENCIAL
Ao analisarmos a distribuição das espécies de tucumã (Astrocaryum vulgare), pela figura
15, identificou-se que a mesma encontra-se concentrada em dois pontos distantes entre si.
Observa-se também que as espécies em análise concentram-se em dois locais com um número
elevado de plantas. Para a extração desta espécie é necessário à elaboração do plano de manejo.
22
Figura 14: Distribuição espacial dos locais de extração do tucumã (Astrocaryum vulgare)
Ao analisarmos a distribuição das espécies de cupuaçu (Theobroma grandiflorum
Schum.), pela figura 16, identificou-se que a mesma encontra-se com maior concentração no pólo
1, início da reserva, diminuindo a distância de escoamento. Nas demais áreas da reserva
identificaram-se outros locais de produção da espécie cupuaçu, apontando que os moradores têm
interessem em expandir tal produção.
Figura 15: Distribuição espacial dos locais de produção de Cupuaçu (Theobroma grandiflorum Schum.)
23
Ao analisarmos a distribuição das espécies de tucumã (Astrocaryum aculeatum) pela
figura 17, identificou-se que a mesma encontra-se distribuída em toda a reserva, com maiores
concentrações de número de plantas no Polo 1.
Figura 16: Distribuição espacial dos locais de produção de Laranja (Citrus sinensis)
Ao analisarmos a distribuição das espécies de açaí (Euterpe oleracea), pela figura 18,
identificou-se que a mesma encontra-se concentrada apenas no pólo 1. Isso pode ser pelo fato de
não identificarem outras áreas com populações naturais. Para a extração desta espécie é
necessário à elaboração do plano de manejo.
Figura 17: Distribuição espacial dos locais de extração do açaí (Euterpe oleracea)
24
As espécies Banana (Musa Spp.) e goiaba (Psidium guajava L). De acordo com o
mapeamento espacial ilustrado pela figura 18 e 19, encontram-se distribuídas em toda a reserva.
Figura 18: Distribuição espacial dos locais de produção de Banana (Musa Spp.)
Figura 19: Distribuição espacial dos locais de produção de Goiaba (Psidium guajava L.)
A espécie caju (Anacardium occidentale L.), de acordo com a análise da distribuição
espacial está concentrada no pólo 1, início da reserva, contribuindo para o escoamento.
25
Figura 20: Distribuição espacial dos locais de produção de Caju (Anacardium occidentale L.)
26
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Pode-se observar que a Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã tem uma
variedade de produção frutícola em torno de 25 espécies, porém existem outras espécies
frutícolas cultivadas existentes, porém em menores quantidades.
Dentre as comunidades que mais se destacam em números totais de plantas são as Bom
Jesus (Boto), Deus Ajude-Boto e Cesaréia.
As espécies frutícolas com maiores índices produtivos foram o Tucumã (Astrocaryum
aculeatum), Cupuaçu (Theobroma grandiflorum Schum.), Laranja (Citrus sinensis), Açaí
(Euterpe oleracea), Banana (Musa Spp)., Goiaba (Psidium guajava L.) e Cajú (Anacardium
occidentale L.).
Ao realizar o mapeamento identificou-se que as espécies banana Banana (Musa Spp),
goiaba ((Psidium guajava L.) e Laranja (Citrus sinensis), tem uma distribuição espacial em toda
a reserva, já as espécies Caju (Anacardium occidentale L.), Açaí (Euterpe oleracea), e Cupuaçu
(Theobroma grandiflorum Schum.) estão localizadas em maiores concentrações no pólo 1.
Após identificar que a reserva tem potencial frutícola como geração de renda, ressalta-se
a necessidade de um planejamento no sentido de auxiliar a efetividade desta produção para
contribuir com a mitigação da extração ilegal madeireira, atividade esta com histórico de
ocorrência na reserva.
A melhoria dos sistemas de produção frutícola, atrelada aos sistemas silviculturais, que
potencializem a produção, ofereceria aos moradores a otimização do sistema produtivo e
aumento na geração de renda, evitando assim a migração para centros urbanos em busca de
ofertas de trabalho.
A necessidade de um estudo econômico mais aprofundado sobre os custos de escoamento
desta produção se faz necessário para poder analisar a viabilidade da geração de renda. A partir
deste plano é preciso estabelecer uma estratégia de comercialização destes produtos e ofertar
mercados que comprem esta produção e ofereça valores justos à uma produção localizada em
uma área protegida, cujo objetivo básico é conciliar a conservação da natureza à melhoria da
qualidade de vida de seus habitantes.
27
REFERÊNCIAS
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ambiente. Revista Florestal, Lisboa, v. 9, n. 3, 1996, 37-44 p.
BORGES, K. A. V.; DAVIS Jr, C. A.; LAENDER, A. H. F. Modelagem conceitual de dados
geográficos. 2009. 54 p.
CÂMARA, G. Representação computacional de dados geográficos. 2009. 44 p.
MANAIA, M. S. R.; ROSOLÉM, N. P. A utilização do SIG para verificação das produções
agrícolas dos distritos de Londrina – Paraná. VI Seminário Latino-Americano de Geografia
Física. 2010. 7 p.
PG-RDS-Uatuma. Plano de Gestão da Reserva de Desenvolvimento Sustentável
Uatumã. Manaus, 2008.
do
Site
Consultado:
http://uc.socioambiental.org/uso-sustent%C3%A1vel/reserva-de
desenvolvimento-sustent%C3%A1vel.Acesso em: 25/01/2012
PERTINARI, R.A.; TERESO, M.J.A.; BERGAMASCO, S.M.P.P.; A importância da
fruticultura para os agricultores familiares da Região das Lajes-SP. Revista Brasileira de
Friticultura Brasileira. Jabutical –SP, 2008 . v 30, n 2, 356-360 p
SILVA, K.G. Avaliação do mercado consumidor para absorção de produtos extrativistas e
cultivados da RDS do Uatumã. Monografia-UFAM. Manaus-2008.
PEREIRA.H.C. Reserva de Desenvolvimento Sustentável Saracá Piranga: Reflexões sobre
metodologias participantes como princípios de governaça democrática na Criação de
Unidades de Conservação no Amazonas. PPG/CASA-UFAM. Manaus, 2010.
SDS - Secretaria de Desenvolvimento Sustentável. Unidade de Conservação. Disponível em:
http://www.sds.am.gov.br. Acessado em 12/01/2012
BITTENCOURT.M.M, AMADIO S.A. Proposta para identificação rápida dos períodos
hidrológicos em áreas de várzea do rio Solimões-Amazonas nas proximidades de Manaus.
Acta Amazônica/2007.
28
APÊNDICES
29
APÊNDICE A:Questionário
para Calendário Agrícola
Comunidade :
Produtor :
Espécie
Ja
n
Fe
v
Ma
r
Ab
r
Ma
i
Ju
n
Ju
l
Ag
o
Se
t
Ou
t
No
v
De
z
N⁰ de pés
30
APÊNDICE B:
Questionário Agrícola
RDS DO UATUMÃ
LEVANTAMENTO DE CAMPO DE FRUTÍFERAS PLANTADAS
Município:_________________________Comunidade:_____________________________ Entrevistador:______________________
Data:___/__/___
Nome completo:______________________________________________ Idade:________ Procedência:_______________Localização casa onde mora:
LAT:________________________LONG:_______________________ Desde quando?____________ Produtor/Nº:_________
CDRU Propriedade:
. LAT:
. LONG:
.
Família
Qtd
Trabalha na
agricultura
Mora na cidade
para estudar
Mora na cidade para
trabalhar
Outros
Criança
Jovem
Adulto
Idoso
Produtor
/ Área/propriedade Nº:
Identificação da propriedade:
.
Área plantada:
Quem coleta?
Nº de espécies:
Materiais/Tempo utilização
Localização:
Ponto no GPS e descrição:
Solo manejado:
31
Produtor_______ Área N⁰ ______
Espécie (n.___)
Data de plantio /
idade de produção
Intervalo / média de
produção
Ano/Quantidade da
última produção
Problemas
Espaçamento
Produtos gerados
Qtd
OBS
Produtos gerados
Qtd
OBS
Número de pés
Origem da
semente/muda
Frutas/pé
Contratado
Puxirum
Família
Tratos culturais
Espécie (n.___)
Data de plantio /
idade de produção
Intervalo / média de
produção
Ano/Quantidade da
última produção
Problemas
Espaçamento
Número de pés
Origem da
semente/muda
Frutas/pé
Contratado
Puxirum
Família
Tratos culturais
33
APÊNDICE C: Resultados
Obtidos por Espécie Cultivada
Abacate
Comunidade
No de produtores
No de Plantas
Total Geral
Itapiranga
Césareia
Maanaim
18
9
2
1
333
234
39
100
Potencial de
produção anual
(frutos)
26640
18720
3120
8000
N.Sra.Fátima CAIOÉ Grande
1
10
800
S.Benedito do Araraquara
São Francisco do Caribi
Sta. Luzia do Jacarequara
São Sebastião do Uatumã
Boto
Lago do Arara
1
3
1
9
1
1
5
75
5
99
30
5
400
6000
400
7920
2400
400
Monte Sião - Leandro Gde
1
8
640
N.S.Perp.Soc. Maracarana
Nossa Sra. Livramento
Sta.Helena do Abacate
4
1
1
28
20
8
2240
1600
640
Comunidade
No de produtores
No de Plantas
Total Geral
Itapiranga
Césareia
Ebenezer (Pedras)
Flechal
Monte das Oliveiras
41
24
1
1
4
2
8.573
4.238
150
50
220
78
Potencial de
produção anual
(frutos)
1.715
848
30
10
44
16
N.Sra.Fátima CAIOÉ Grande
4
285
57
Nova Jerusalém do Amaro
1
100
20
São Francisco do Caribi
Sta. Luzia do Jacarequara
6
5
1.310
2.045
262
409
São Sebastião do Uatumã
17
4.335
867
Bom Jesus
Boto
Lago do Arara
3
3
2
712
1.100
15
142
220
3
Abacaxi
34
N.S.Perp.Soc. Maracarana
2
200
40
Nossa Sra. Livramento
Sta.Helena do Abacate
Sta.Luzia I (Caranatuba)
3
1
3
43
100
2.165
9
20
433
Açaí
Município/Comunidade
N⁰de produtores
N⁰de Plantas
Total Geral
Itapiranga
Césareia
Flechal
Maanaim
N.Sra.Fátima CAIOÉ Grande
S.Benedito do Araraquara
Sta. Luzia do Jacarequara
São Sebastião do Uatumã
Bom Jesus
Boto
N.S.Perp.Soc. Maracarana
Nossa Sra. Livramento
Sta.Luzia I (Caranatuba)
19
9
2
1
1
2
1
2
10
5
2
1
1
1
1.860
174
18
10
30
50
10
56
1.686
496
1.090
20
70
10
Município/Comunidade
N⁰de produtores
N⁰de Plantas
Total Geral
Itapiranga
N.Sra.Fátima CAIOÉ Grande
Sta. Luzia do Jacarequara
São Sebastião do Uatumã
Bom Jesus
Boto
N.S.Perp.Soc. Maracarana
Nossa Sra. Livramento
6
2
1
1
4
1
1
1
1
234
14
6
8
220
10
60
50
100
Município/Comunidade
N⁰de produtores
N⁰de Plantas
Total Geral
Itapiranga
Césareia
79
40
5
18.006
6.835
530
Potencial de
produção anual
(cachos)
7.812
731
76
42
126
210
42
235
7.081
2.083
4.578
84
294
42
Bacaba / Bacabinha
Potencial de
produção annual
(unidades)
187
11
5
6
176
8
48
40
80
Banana (Musa Spp.)
Potencial de
produção annual
(cachos)
7.202
2.734
212
35
Ebenezer (Pedras)
Flechal
Maanaim
Monte das Oliveiras
N.Sra.Fátima CAIOÉ Grande
S.Benedito do Araraquara
São Francisco do Caribi
Serra do Jacamim
Sta. Luzia do Jacarequara
São Sebastião do Uatumã
Bom Jesus
Boto
Lago do Arara
4
4
3
4
4
4
6
3
3
39
9
6
3
950
180
980
265
70
1.300
810
1.100
650
11.171
3.240
3.730
145
380
72
392
106
28
520
324
440
260
4.468
1.296
1.492
58
Monte Sião - Leandro Gde
4
2.200
880
N.S.Perp.Soc. Maracarana
7
908
363
Nossa Sra. Livramento
Sta.Helena do Abacate
Sta.Luzia I (Caranatuba)
6
1
3
148
300
500
59
120
200
Município / comunidade
No de produtores
No de Plantas
Potencial de
produção anual (kg)
Total Geral
Itapiranga
Césareia
N.Sra.Fátima CAIOÉ Grande
São Sebastião do Uatumã
N.S.Perp.Soc. Maracarana
Nossa Sra. Livramento
Sta.Luzia I (Caranatuba)
8
2
1
1
6
3
2
1
61
25
20
5
36
19
12
5
610
250
200
50
360
190
120
50
Município/Comunidade
N⁰de produtores
N⁰de Plantas
Total Geral
Itapiranga
Césareia
Ebenezer (Pedras)
São Sebastião do Uatumã
Bom Jesus
Boto
4
2
1
1
2
1
1
1.015
205
200
5
810
10
800
Biribá
Cacau
Potencial de
produção anual
(frutos)
85.260
17.220
16.800
420
68.040
840
67.200
Café
36
Município/Comunidade
N⁰de produtores
N⁰de Plantas
Potencial de
produção anual (kg)
Total Geral
Itapiranga
Césareia
Flechal
Maanaim
N.Sra.Fátima CAIOÉ Grande
São Sebastião do Uatumã
Bom Jesus
8
4
1
1
1
1
4
1
1.160
210
50
100
20
40
950
500
4.640
840
200
400
80
160
3.800
2.000
Monte Sião - Leandro Gde
1
420
1.680
N.S.Perp.Soc. Maracarana
2
30
120
Município/Comunidade
N⁰de produtores
N⁰de Plantas
Potencial de
produção anual (kg)
Total Geral
Itapiranga
Césareia
Flechal
Maanaim
Monte das Oliveiras
N.Sra.Fátima CAIOÉ Grande
36
24
2
2
1
6
4
4.382
4.043
20
30
50
555
2.027
35.056
32.344
160
240
400
4.440
16.216
S.Benedito do Araraquara
1
5
40
São Francisco do Caribi
4
430
3.440
Sta. Luzia do Jacarequara
São Sebastião do Uatumã
Bom Jesus
Boto
Lago do Arara
Monte Sião - Leandro Gde
N.S.Perp.Soc. Maracarana
Nossa Sra. Livramento
4
12
2
3
1
1
1
4
926
339
55
165
11
50
8
50
7.408
2.712
440
1.320
88
400
64
400
Caju
Castanha
Município/Comunidade
N⁰de produtores
N⁰de Plantas
Total Geral
Itapiranga
Flechal
Maanaim
Monte das Oliveiras
S.Benedito do Araraquara
8
4
1
1
1
1
980
690
10
600
30
50
Potencial de
produção anual
(ouriço)
22.736
16.008
232
13.920
696
1.160
37
São Sebastião do Uatumã
Boto
N.S.Perp.Soc. Maracarana
Nossa Sra. Livramento
4
2
1
1
290
230
10
50
6.728
5.336
232
1.160
Coco
Município/Comunidade
N⁰de produtores
N⁰de Plantas
Coco
Itapiranga
Césareia
Ebenezer (Pedras)
Maanaim
Monte das Oliveiras
Serra do Jacamim
São Sebastião do Uatumã
Boto
Monte Sião - Leandro Gde
N.S.Perp.Soc. Maracarana
Nossa Sra. Livramento
Sta.Helena do Abacate
20
9
3
3
1
1
1
11
1
1
4
4
1
756
606
40
98
7
441
20
150
50
5
49
35
11
Potencial de
produção anual
(frutos)
51.030
40.905
2.700
6.615
473
29.768
1.350
10.125
3.375
338
3.308
2.363
743
Cupuaçú
Município/Comunidade
N⁰de produtores
N⁰de Plantas
Total Geral
Itapiranga
Césareia
Ebenezer (Pedras)
Flechal
Maanaim
Monte das Oliveiras
N.Sra.Fátima CAIOÉ Grande
Nova Jerusalém do Amaro
S.Benedito do Araraquara
São Francisco do Caribi
Sta. Luzia do Jacarequara
São Sebastião do Uatumã
Bom Jesus
Boto
Lago do Arara
N.S.Perp.Soc. Maracarana
Nossa Sra. Livramento
Sta.Luzia I (Caranatuba)
60
37
5
3
3
3
4
3
1
2
5
8
23
6
7
1
5
2
2
8.171
5.384
69
135
45
190
1.530
140
1.200
125
1.495
455
3.387
970
2.260
10
75
37
35
Potencial de
produção annual
(frutos)
350.840
215.360
2.760
5.400
1.800
7.600
61.200
5.600
48.000
5.000
59.800
18.200
135.480
38.800
90.400
400
3.000
1.480
1.400
38
Goiaba
Município/Comunidade
N⁰de produtores
N⁰de Plantas
Potencial de
produção anual (kg)
Total Geral
Itapiranga
Ebenezer (Pedras)
Flechal
Maanaim
N.Sra.Fátima CAIOÉ Grande
S.Benedito do Araraquara
São Francisco do Caribi
São Sebastião do Uatumã
Bom Jesus
Boto
Monte Sião - Leandro Gde
N.S.Perp.Soc. Maracarana
Nossa Sra. Livramento
Sta.Helena do Abacate
32
12
1
3
2
1
1
4
20
2
5
1
8
3
1
1.220
568
6
135
240
50
15
122
652
20
220
30
263
107
12
16.640
6.816
72
1.620
2.880
600
180
1.464
7.824
240
2.640
360
3.156
1.284
144
Município/Comunidade
N⁰de produtores
N⁰de Plantas
Potencial de
produção anual (kg)
Total Geral
Itapiranga
Césareia
N.Sra.Fátima CAIOÉ Grande
São Francisco do Caribi
São Sebastião do Uatumã
Bom Jesus
Boto
10
4
1
1
2
6
1
1
231
111
6
40
65
120
5
20
3.142
1.510
82
544
884
1.632
68
272
N.S.Perp.Soc. Maracarana
4
95
1.292
Município/Comunidade
N⁰de produtores
N⁰de Plantas
Potencial de
produção anual (kg)
Total Geral
Itapiranga
São Francisco do Caribi
Sta. Luzia do Jacarequara
São Sebastião do Uatumã
Bom Jesus
Boto
8
4
1
3
4
3
1
468
393
150
243
75
35
40
1.264
1.061
405
656
203
95
108
Graviola
Guaraná
Ingá
39
Potencial de
produção anual
(frutos)
75.330
50.760
675
1.080
4.050
7.425
3.510
3.375
26.325
4.320
24.570
Município/Comunidade
N⁰de produtores
N⁰de Plantas
Total Geral
Itapiranga
Césareia
Flechal
Maanaim
Monte das Oliveiras
N.Sra.Fátima CAIOÉ Grande
S.Benedito do Araraquara
São Francisco do Caribi
Sta. Luzia do Jacarequara
São Sebastião do Uatumã
Bom Jesus
Monte Sião - Leandro Gde
N.S.Perp.Soc. Maracarana
Nossa Sra. Livramento
Sta.Helena do Abacate
Sta.Luzia I (Caranatuba)
27
19
1
1
1
3
2
2
6
3
8
2
1
1
2
1
1
554
376
5
8
30
55
26
25
195
32
178
30
40
30
40
8
30
Município / comunidade
No de produtores
No de Plantas
Total Geral
Itapiranga
Césareia
Ebenezer (Pedras)
Maanaim
N.Sra.Fátima CAIOÉ Grande
São Francisco do Caribi
Sta. Luzia do Jacarequara
São Sebastião do Uatumã
Boto
Lago do Arara
Monte Sião - Leandro Gde
N.S.Perp.Soc. Maracarana
Nossa Sra. Livramento
Sta.Helena do Abacate
Sta.Luzia I (Caranatuba)
28
10
2
3
2
1
1
1
18
4
2
1
7
2
1
1
729
246
46
71
40
30
50
9
483
174
14
50
189
41
5
10
Município / comunidade
No de produtores
No de Plantas
Potencial de
produção anual (kg)
Total Geral
21
243
12.029
5.400
4.320
5.400
4.050
5.400
Laranja
Potencial de
produção anual
(frutos)
136.350
60.075
10.350
15.975
9.000
6.750
11.250
6.750
76.275
39.150
11.250
11.250
2.025
9.225
1.125
2.250
Limão
40
Itapiranga
Césareia
Ebenezer (Pedras)
Maanaim
Monte das Oliveiras
N.Sra.Fátima CAIOÉ Grande
São Francisco do Caribi
Sta. Luzia do Jacarequara
São Sebastião do Uatumã
Bom Jesus
Boto
Monte Sião - Leandro Gde
N.S.Perp.Soc. Maracarana
Nossa Sra. Livramento
12
1
2
2
1
3
1
2
9
1
2
1
4
1
166
11
21
67
10
29
10
18
77
9
25
6
25
12
8.217
545
1.040
3.317
495
1.436
495
891
3.812
446
1.238
297
1.238
594
Município / comunidade
No de produtores
No de Plantas
Potencial de
produção anual (kg)
Total Geral
Itapiranga
Césareia
N.Sra.Fátima CAIOÉ Grande
2
2
1
1
36
36
6
30
648
648
108
540
Município/Comunidade
N⁰de produtores
N⁰de Plantas
Total Geral
Itapiranga
Césareia
Ebenezer (Pedras)
Flechal
Maanaim
Monte das Oliveiras
N.Sra.Fátima CAIOÉ Grande
São Francisco do Caribi
Sta. Luzia do Jacarequara
São Sebastião do Uatumã
Bom Jesus
Boto
Lago do Arara
Monte Sião - Leandro Gde
N.S.Perp.Soc. Maracarana
Nossa Sra. Livramento
Sta.Luzia I (Caranatuba)
46
24
4
2
4
3
3
3
3
2
22
4
4
2
1
8
2
1
1.796
1.072
47
25
51
410
89
310
120
20
724
52
455
20
20
104
48
25
Mamão
Manga
Potencial de
produção anual
(frutos)
484.920
289.440
12.690
6.750
13.770
110.700
24.030
83.700
32.400
5.400
195.480
14.040
122.850
5.400
5.400
28.080
12.969
6.750
41
Maracujá
Município/Comunidade
N⁰de produtores
Total Geral
Itapiranga
N.Sra.Fátima CAIOÉ Grande
Nova Jerusalém do Amaro
São Francisco do Caribi
São Sebastião do Uatumã
Bom Jesus
N.S.Perp.Soc. Maracarana
Sta.Luzia I (Caranatuba)
6
3
1
1
1
3
1
1
1
Pupunha
Município/Comunidade
N⁰de produtores
N⁰de Plantas
Total Geral
Itapiranga
Césareia
Monte das Oliveiras
São Francisco do Caribi
São Sebastião do Uatumã
Bom Jesus
Boto
Nossa Sra. Livramento
17
7
2
2
3
10
4
4
2
798
144
35
76
33
654
540
88
26
Potencial de
produção anual
(cachos)
4.469
806
196
426
185
3.662
3.024
493
146
Tangerina
Município/Comunidade
N⁰de produtores
N⁰de Plantas
Total Geral
Itapiranga
Flechal
Maanaim
São Francisco do Caribi
São Sebastião do Uatumã
Bom Jesus
Boto
N.S.Perp.Soc. Maracarana
Nossa Sra. Livramento
9
4
1
1
2
5
1
2
1
1
159
73
5
8
60
86
10
55
5
16
Município/Comunidade
N⁰de produtores
N⁰de Plantas
Total Geral
3
3.205
Potencial de
produção anual
(frutos)
35.775
16.425
1.125
1.800
13.500
19.350
2.250
12.375
1.125
3.600
Taperebá
Potencial de
produção anual
(frutos)
128.200
42
Itapiranga
N.Sra.Fátima CAIOÉ Grande
São Francisco do Caribi
São Sebastião do Uatumã
Boto
2
1
1
1
1
3.200
200
3.000
5
5
Município/Comunidade
N⁰de produtores
N⁰de Plantas
Total Geral
Itapiranga
Flechal
Maanaim
Monte das Oliveiras
N.Sra.Fátima CAIOÉ Grande
S.Benedito do Araraquara
São Francisco do Caribi
São Sebastião do Uatumã
Bom Jesus
Boto
N.S.Perp.Soc. Maracarana
Nossa Sra. Livramento
23
13
1
2
2
2
1
5
10
1
3
5
1
11.194
8.020
8
630
80
42
10
7.250
3.174
10
1.040
2.119
5
128.000
8.000
120.000
200
200
Tucumã
Potencial de
produção anual
(frutos)
7.195.392
5.145.120
5.184
408.240
27.216
6.480
4.698.000
2.050.272
673.920
1.373.112
3.240
43
ANEXO
ANEXO A: Tabela Base para Cálculos estimados de Produção Líquida anual
Tabela de estimativas de produção por espécie-IDESAM
Espécie
Nome Científico
Unidade
Produção/planta
Abacate
Abacaxi
Açaí
Bacaba
Banana
(Musa Spp.)
Biribá
Buriti
Cacau
Café
Caju
Coco
Persea americana Mill
Ananas comosus (L.) Morr
Euterpe oleracea
Oenocarpus bacaba Mart.
fruto
fruto
cacho
cacho
200
0,5
7
2
Aproveitamento
Médio da
Produção
40%
40%
60%
40%
Musa Spp.
Rollinia mucosa
Mauritia flexuosa
Theobroma cacao L.
Coffea arabica L.
Anacardium occidentale L.
Cocus Spp.
Theobroma grandiflorum
Schum.
Psidium guajava L.
Annona muricata
Paullinia cupana Kunth
Inga sp.
Syzygium spp.
Citrus sinensis
Citrus X limon L.
Carica papaya L.
Mangifera ssp.
Passiflora sp.
Bactris gasipaes
Spondias lutea Linn
Astrocaryum aculeatum
cacho
kg
cacho
fruto
kg
kg
fruto
1
25
10
140
5
20
75
40%
40%
80%
60%
80%
40%
90%
fruto
kg
kg
kg
fruto
fruto
fruto
kg
kg
fruto
fruto
cacho
fruto
fruto
100
30
34
3
150
1000
250
55
30
450
100
7
100
720
40%
40%
40%
90%
90%
40%
90%
90%
60%
60%
40%
80%
40%
90%
Cupuaçú
Goiaba
Graviola
Guaraná
ingá
Jambo
Laranja
Limão
Mamão
Manga
Maracujá
Pupunha
Taperebá
Tucumã
44
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ciências agrárias