PLANO PLURIANUAL DE GOVERNO - PPA
PROGRAMA MUDANÇAS CLIMÁTICAS
RESULTADOS OBTIDOS
2005
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira
aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
MINISTÉRIO DA CIÊNCIA E TECNOLOGIA
Projeto:
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças
Climáticas
Execução:
Fundação Oswaldo Cruz – FIOCRUZ
Associação Brasileira de Pós-Graduação em Saúde Coletiva - ABRASCO
Coordenação do Projeto:
Ulisses Eugenio Cavalcanti Confalonieri
Cooperação Técnica:
Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos - CPTEC/INPE
Departamento de Métodos Estatísticos – DME/UFRJ
Equipe de Técnica:
Ulisses Eugenio Cavalcanti
Diana Pinheiro Marinho
Mariana Gómez Camponovo
Romy Elena Rodriguez Ravines
Suporte:
Maria Cristina Moreira da Silva
Marcelo Emanuel Ives de Araújo
Colaboradores:
Paulo Sérgio M. da Silva - Estudante
Danielle Helena dos Santos P. de Souza - Estudante
Publicação e Divulgação:
Ministério da Ciência e Tecnologia
Coordenadação Geral de Mudança Global de Clima
Sítio: http://www.mct.gov.br/clima
Diagramação e Editoração Gráfica:
Pedro Renato Barbosa - [email protected]
Janeiro, 2007
SINOPSE
No período de 2001 a abril de 2005 foram coletados dados socioeconômicos, epidemiológicos e
climáticos. Foi realizada uma análise exploratória dos mesmos que revelou características regionais
(dados socioeconômicos e epidemiológicos) e padrões de anomalias de precipitação nos últimos 42
anos, para todos os estados brasileiros. Para a obtenção de um único indicador socioeconômico, optou-se
por construir um indicador sintético seguindo a metodologia de construção do Índice de
Desenvolvimento Humano (IDH), do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD),
fazendo-se algumas adaptações necessárias. Uma matriz de impacto das doenças endêmicas foi
construída, com cinco componentes, visando-se a construção de um índice global de vulnerabilidade,
quando associada com informação quantitativa climática e socioeconômica. A obtenção do índice de
vulnerabilidade climática envolveu a classificação dos estados segundo o número de meses que
apresentaram uma precipitação total extrema alta ou baixa em relação com o padrão observado ao longo
de 42 anos (1961 a 2002). Definiu-se como valor extremo todo valor observado muito acima ou muito
abaixo do comportamento padrão exibido por uma série mensal utilizada para cada Unidade Federativa
(UF). Após a combinação dos indicadores sintéticos, verificou-se que os estados com maior índice de
vulnerabilidade geral estão na região Nordeste do país, sendo Alagoas o de maior índice. Por outro lado,
os estados da região Sul do país apresentaram os menores índices de vulnerabilidade geral.
Está prevista a conclusão do trabalho para abril de 2005 com a elaboração final de um Sistema de
Informações Geográficas estático, para facilidade de consulta, que será disponibilizado sob forma de CD
auto-executável.
Sumário
Página
Sinopse
iv
Lista de Figuras
vii
Lista de Tabelas
viii
Lista de Quadros
x
Lista de Mapas
xi
Lista de Siglas
xiii
Glossário
xiv
Capítulo 1 – Introdução
19
1.1. Objetivo geral
20
1.2. Objetivos específicos
20
1.3. Justificativa
21
Capítulo 2 - Revisão Bibliográfica
23
Capítulo 3 - Embasamento Teórico
26
3.1. Aspectos Metodológicos
29
3.2. Doenças objeto do estudo
30
3.2.1. Malária
30
3.2.2. Febre da Dengue
31
3.2.3. Leishmaniose Tegumentar Americana – LTA
32
3.2.4. Leishmaniose Visceral – Calazar (LV)
32
3.2.5. Leptospirose
33
3.2.6. Hantaviroses (Síndrome da Hantavirose Pulmonar)
33
3.2.7. Cólera
34
3.3. Impactos das endemias selecionadas
34
Capítulo 4 – Metodologia
36
4.1. Vulnerabilidade Socioeconômica
36
4.1.1. Metodologia
4.2. Vulnerabilidade Epidemiológica
4.2.1. Metodologia
4.3. Vulnerabilidade Climatológica
4.3.1 Metodologia
37
40
40
43
43
4.4. Vulnerabilidade Geral
46
4.5. Formação dos Grupos
46
Capítulo 5 - Apresentação dos Dados e sua Análise
47
5.1. Introdução
47
5.2. Vulnerabilidade Socioeconômica
48
5.2.1. Construção do IVSE
49
5.2.2 Vulnerabilidade Socioeconômica nos Municípios.
50
5.3. Vulnerabilidade Epidemiológica
52
5.3.1 Calculo do IVE
52
5.3.2 Taxa de Incidência nos Municípios
53
5.4. Vulnerabilidade Climatológica
55
5.5. Índice de Vulnerabilidade Geral
58
Capítulo 6 - Interpretação dos Resultados
59
6.1. Vulnerabilidade Socioeconômica
60
6.1.1. Vulnerabilidade Socioeconômica dos Municípios
6.2. Vulnerabilidade Epidemiológica
6.2.1. Vulnerabilidade Epidemiológica dos Municípios
62
63
72
6.3. Vulnerabilidade Climatológica
73
6.4. Vulnerabilidade Geral
78
6.4.1. Vulnerabilidade Socioeconômica e Vulnerabilidade Epidemiológica
78
6.4.2.Vulnerabilidade Climatológica e Vulnerabilidade Epidemiológica
83
6.4.3. Vulnerabilidade Socioeconômica, Climatológica e Epidemiológica
90
Capítulo 7 – Conclusões
94
Capítulo 8 - Recomendações e Sugestões
96
Bibliografia
97
Apêndice
101
Lista de Tabelas
Página
Capítulo 3
26
Tabela 3.1 - Matriz de Impacto das Doenças Endêmicas no período 1996 a 2001
35
Capítulo 4
36
Tabela 4.1 - Indicadores Socioeconômicos Utilizados
38
Tabela 4.2 - Classificação dos Indicadores sociais segundo a sua relação com o conceito de
vulnerabilidade social
39
Tabela 4.3 - Informação Epidemiológica Utilizada
41
Tabela 4.4 - Estrutura dos pesos atribuídos a cada doença estudada
42
Capítulo 5
47
Tabela 5.1 - Maior e menor valor observado por Indicador Socioeconômico nas UFs.
49
Tabela 5.2 - Indicadores de Demografia e Renda por município
50
Tabela 5.3 - Indicadores de Saneamento e Saúde por município
51
Tabela 5.4 - Maior e menor valor observado por Indicador Socioeconômico nos Municípios
51
Tabela 5.5 - Taxa de Incidência nos Municípios Selecionados no Período 1996 – 2001
53
Tabela 5.6 - Precipitação Média Mensal (mm) por UF da Região NORTE de Janeiro de 1961
a Dezembro de 2002 (504 observações)
56
Tabela 5.7 - Precipitação Média Mensal (mm) por UF da Região NORDESTE de Janeiro de
1961 a Dezembro de 2002 (504 observações)
56
Tabela 5.8 - Precipitação Média Mensal (mm) por UF da Região SUDESTE de Janeiro de
1961 a Dezembro de 2002 (504 observações)
Tabela 5.9 - Precipitação Média Mensal (mm) por UF da Região SUL de Janeiro de 1961 a
Dezembro de 2002 (504 observações)
57
57
Tabela 5.10 - Precipitação Média Mensal (mm) por UF da Região CENTRO OESTE de
Janeiro de 1961 a Dezembro de 2002 (504 observações)
57
Capítulo 6
59
Tabela 6.1 - Índices de Vulnerabilidade por UF: IVSE, IVE, IVC e IVG
59
Tabela 6.2 - Indicador Sintético por Dimensão Socioeconômica e IVSE por Município
62
Tabela 6.3 - Índice Sintético para CÓLERA
64
Tabela 6.4 - Índice Sintético para DENGUE
65
Tabela 6.5 - Índice Sintético para MALÁRIA
66
Tabela 6.6 - Índice Sintético para LEPTOSPIROSE
67
Tabela 6.7 - Índice Sintético para LEISHMANIOSES
68
Tabela 6.8 - Índice Sintético para HANTAVIROSE
69
Tabela 6.9 - Indicador Sintético por Doença e IVE por Município
72
Tabela 6.10 - Número (n) e Porcentagem (%) de Meses com Precipitação Extrema ALTA entre
Janeiro de 1961 e Dezembro de 2002 (Exceto AC: Janeiro de 1970 - Dezembro
de 2002)
75
Tabela 6.11 - Número (n) e Porcentagem (%) de Meses com Precipitação Extrema BAIXA
entre Janeiro de 1961 e Dezembro de 2002 (Exceto AC: Janeiro de 1970 Dezembro de 2002)
Apêndice
76
101
Dados Socioeconômicos
A.1
População por UF e ano, 1996-2001
115
A.2
Matriz de dados coletados para a construção o IVSE
116
A.3
Indicadores padronizados e Cálculo do IVSE
117
Dados Epidemiológicos
A.4
Matriz de dados coletados para a construção o índice sintético de cólera
119
A.5
Matriz de dados utilizados para a construção o índice sintético de cólera
122
A.6
Indicadores padronizados e cálculo do índice sintético de cólera
125
A.7
Matriz de dados coletados para a construção o índice sintético de dengue
128
A.8
Matriz de dados utilizados para a construção o índice sintético de dengue
131
A.9
Indicadores padronizados e cálculo do índice sintético de dengue
134
A.10 Matriz de dados coletados para a construção o índice sintético de malária
137
A.11 Matriz de dados utilizados para a construção o índice sintético de malária
140
A.12 Indicadores padronizados e cálculo do índice sintético de malária
143
A.13 Matriz de dados coletados para a construção o índice sintético de leptospirose
146
A.14 Matriz de dados utilizados para a construção o índice sintético de leptospirose
149
A.15 Indicadores padronizados e cálculo do índice sintético de leptospirose
152
A.16 Matriz de dados coletados para a construção o índice sintético de leishmanioses
155
A.17 Matriz de dados utilizados para a construção o índice sintético de leishmanioses
158
A.18 Indicadores padronizados e cálculo do índice sintético de leishmanioses
161
A.19 Matriz de dados utilizados para a construção o índice sintético de hantavirose
164
A.20 Indicadores padronizados e cálculo do índice sintético de hantavirose
165
A.21 Construção do Índice de Vulnerabilidade Epidemiológica
166
Dados Climatológicos
A.22
Número de meses com valores extremos altos de precipitação por mês
A.23
Número de meses com valores extremos baixos de precipitação por mês
A.24
Cálculo do Índice de Vulnerabilidade Climatológica
Lista de Figuras
Página
Capítulo 3
Figura 3.1 -
26
Mecanismos através dos quais a mudança climática afeta a saúde humana
(adaptado de McMichael, 2003).
Capítulo 6
30
59
Figura 6.1 -
Índice de Vulnerabilidade Socioeconômica (IVSE) para Municípios
62
Figura 6.2 -
Índice de Vulnerabilidade Epidemiológica (IVE) para Municípios
72
Figura 6.3 -
Relação entre o Índice de Vulnerabilidade Socioeconômica (IVSE) e o Índice
de Vulnerabilidade Epidemiológica (IVE)
Figura 6.4 -
Relação do Índice de Vulnerabilidade Socioeconômica (IVSE) com o Índice
Sintético de cada doença.
Figura 6.5 -
80
Relação entre o Índice de Vulnerabilidade Climatológica (IVC) e o Índice de
Vulnerabilidade Epidemiológica (IVE)
Figura 6.6 -
73
84
Relação do Índice de Vulnerabilidade Epidemiológica com o Percentual de
Meses com Chuva Extrema Alta e Percentual de Meses com Chuva Extrema
Baixa
85
Figura 6.7 - Relação do Índice de Vulnerabilidade Climatológica com o Índice Sintético de
cada Doença.
87
Lista de Quadros
Página
Capítulo 4
36
Quadro 4.1 - Elementos de um “boxplot” (Outubro - Alagoas)
44
Quadro 4.2 - Exemplo de identificação de valores extremos de chuva – Estado de Rondônia.
45
Capítulo 5
47
Quadro 5.1 - Exemplo de cálculo do IVSE - DF
50
Quadro 5.2 - Exemplo de cálculo do IVE – DF e Pará
53
Capítulo 6
59
Quadro 6.1 - Classificação das UF do Brasil segundo o Índice de Vulnerabilidade Social (IVSE) 60
Quadro 6.2 - Classificação das UFs do Brasil segundo o Índice de Vulnerabilidade
Epidemiológica (IVE)
70
Quadro 6.3 - Classificação das UFs segundo o Índice de Vulnerabilidade Climatológica (IVC)
74
Quadro 6.4 - Classificação das UFs segundo o Índice de Vulnerabilidade Geral (IVG)
91
Lista de Mapas
Página
Capítulo 6
59
Mapa 6.1
Mapa do IVSE nos Estados do Brasil
61
Mapa 6.2
Mapa do IVE nos Estados do Brasil
71
Mapa 6.3
Mapa do IVC nos Estados do Brasil
77
Mapa 6.4
Mapa dos IVSE, IVE e IVC nos Estados do Brasil
92
Mapa 6.5
Mapa do IVG nos Estados do Brasil
93
Apêndice
Dados Socioeconômicos
M.1
Densidade Demográfica
102
M.2
Grau de Urbanização
103
M.3
Porcentagem de domicílios com mais de 2 pessoas por cômodo
104
M.4
Taxa de pobreza
105
M.5
Porcentagem da população de 15 anos ou mais com menos de 4 anos de escolaridade
106
M.6
Porcentagem de domicílios com abastecimento de água
107
M.7
Porcentagem de domicílios com serviço de esgotamento sanitário
108
M.8
Porcentagem de domicílios com destino para o lixo
109
M.9
Taxa de mortalidade infantil
110
M.10 Esperança de vida ao nascer
111
M.11 Porcentagem da população com plano de saúde
112
Dados Epidemiológicos
M.12 Taxa de Incidência de Cólera – 1996 a 2001
113
M.13 Média anual de internação por Cólera – 1996 a 2001
114
M.14 Média anual de óbitos hospitalares por Cólera – 1996 a 2001
115
M.15 Média anual de custos hospitalares por internação de Cólera – 1996 a 2001
116
M.16 Taxa de Incidência de Dengue – 1996 a 2001
117
M.17 Média anual de internação por Dengue – 1996 a 2001
118
M.18 Média anual de óbitos hospitalares por Dengue – 1996 a 2001
119
M.19 Média anual de custos hospitalares por internação de Dengue – 1996 a 2001
120
M.20 Taxa de Incidência de Malária – 1996 a 2001
121
M.21 Média anual de internação por Malária – 1996 a 2001
121
M.22 Média anual de óbitos hospitalares por Malária – 1996 a 2001
123
M.23 Média anual de custos hospitalares por internação de Malária – 1996 a 2001
124
M.24 Taxa de Incidência de Leptospirose – 1996 a 2001
125
M.25 Média anual de internação por Leptospirose – 1996 a 2001
126
M.26 Média anual de óbitos hospitalares por Leptospirose – 1996 a 2001
127
M.27 Média anual de custos hospitalares por internação de Leptospirose – 1996 a 2001
128
M.28 Taxa de Incidência de Leishmaniose Tegumentar Americana – 1996 a 2001
129
M.29 Taxa de Incidência de Leishmaniose Visceral – 1996 a 2001
130
M.30 Média anual de internação por Leishmanioses – 1996 a 2001
131
M.31 Média anual de óbitos hospitalares por Leishmanioses – 1996 a 2001
132
M.32 Média anual de custos hospitalares por internação de Leishmanioses – 1996 a 2001
133
M.33 Taxa de Incidência de Hantavirose – 1996 a 2001
134
Dados Climatológicos
M.34 Percentual de meses com precipitação extrema alta nos estados do Brasil
135
M.35 Percentual de meses com precipitação extrema baixa nos estados do Brasil
136
Outros Resultados
M.36 Índice sintético para Cólera
137
M.37 Índice sintético para Dengue
138
M.38 Índice sintético para Malária
139
M.39 Índice sintético para Leptospirose
140
M.40 Índice sintético para Leishmanioses
141
M.41 Índice sintético para Hantavirose
142
Lista de Siglas
ABRASCO
Associação Brasileira de Pós-Graduação em Saúde Coletiva
CPTEC
Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos
FIOCRUZ
Fundação Oswaldo Cruz
FUNASA
Fundação Nacional de Saúde
HFRS
Febre Hemorrágica com Síndrome Renal
HPS
Síndrome Pulmonar por Hantavírus
IBGE
Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
IDB
Indicadores e Dados Básicos para a Saúde
IDH
Índice de Desenvolvimento Humano
INMET
Instituto Nacional de Meteorologia
INPE/CPTEC
Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais
IPA
Índice Parasitário Anual
IPCC
Intergovernmental Panel on Climate Change
IVE
Índice de Vulnerabilidade Epidemiológica
IVC
Índice de Vulnerabilidade Climatológica
IVG
Índice de Vulnerabilidade Geral
IVSE
Índice de Vulnerabilidade Socioeconômico
LTA
Leishmaniose Tegumentar
LV
Leishmaniose Visceral (Calazar)
MCT
Ministério da Ciência e Tecnologia
MS
Ministério da Saúde
OMS
Organização Mundial da Saúde
PMAGS
Programa de Mudanças Ambientais Globais e Saúde
PNUD
Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento
PPA
Plano Plurianual do Governo
SIG
Sistema de Informações Geográficas
UF
Unidade Federativa
UFRJ
Universidade Federal do Rio de Janeiro
Glossário
Agentes infecciosos - São agentes que causadores das infecções (bactérias, vírus etc.)
Amostra - É um subgrupo de elementos de uma população ou universo amostral sobre os quais se fazem
as observações e se coleta os dados (Medronho et al., 2003).
o
o
Amplitude Interquartil - É a diferença entre o 1 e o 3 quartil.
Análises Espaciais - é o estudo quantitativo das doenças ou serviços de saúde, onde o objeto de estudo é
referenciado geograficamente (Medronho et al., 2003).
Componentes “resistência” e “resiliência” - A capacidade das comunidades, sociedades, nações, etc.,
de “absorverem os impactos das mudanças e continuarem a funcionar” e a “capacidade de se
recuperarem das perda”.
Diagramas de caixas ou “boxplot” - É a representação gráfica para apresentar a distribuição de uma
variável quantitativa contínua. Apresenta a posição da mediana, 1º e 3º quartis além da posição
relacionada a outros pontos que estejam mais distanciados do centro do conjunto de dados (Medronho et
al., 2003).
Endemias - Refere-se à presença usual de uma doença, dentro dos limites esperados, em uma
determinada área geográfica, por um período de tempo ilimitado (Medronho et al., 2003).
Epidemia - Elevação brusca temporária e significativamente acima do esperado para a incidência de
uma determinada doença (Medronho et al., 2003).
Incidência - É a freqüência de casos novos de uma determinada doença, ou problemas de saúde,
oriundos de uma população sob risco de adoecimento, ao longo de um determinado período de tempo
(Medronho et al., 2003). Calculo da Taxa de Incidência: Número de casos novos da doença em uma
determinada área, num determinado período de tempo divido pela população da área, vezes 10.000
(Laurenti et al., 1987).
IPA – Índice Parasitário Anual - É a freqüência de casos novos de malária, oriundos de uma população
sob risco de adoecimento, ao longo de um determinado período de tempo vezes 10.000 – o IPA só é usado
para malária (Medronho et al., 2003).
Matriz de dados - Quando cada elemento da matriz corresponde a uma observação amostral.
Mediana - É uma medida de centro de um conjunto de dados, que divide este conjunto em duas partes
iguais. A mediana é o valor da observação que está posicionado no centro, de maneira que 50% das
observações possuam valores abaixo da mediana e os outros 50% do conjunto apresentem valores acima
da mediana (Medronho et al., 2003).
Morbidade – Medidas das doenças ou agravos à saúde (Medronho et al., 2003).
Morbi-mortalidade - Morbidade seguida de óbito.
Mortalidade – Taxa de óbitos.
Mortalidade hospitalar – Medida dos óbitos ocorridos em hospital.
Mudanças ambientais globais – Mudanças em escala planetária, afetando todo o sistema terrestre.
Outliers - Quando uma observação não pertence aproximadamente ao intervalo (-3 desvio padrão, +3
desvio padrão), da distribuição amostral.
Precipitação Acumulada – É quantidade de chuva que cai num determinado lugar por um determinado
período de tempo. A precipitação acumulada mensal de um Estado é a quantidade de chuva que cai sobre
o Estado ao longo de um mês, corresponde à soma da precipitação medida diariamente nas estações
pluviométricas.
Quartil - São medidas de posição que dividem a série de dados em quatro partes de igual número de
observações. (Medronho et al., 2003).
Risco - A probabilidade da ocorrência de um efeito adverso para a saúde humana (Medronho et al., 2003).
Taxa de pobreza - Para este projeto é a percentagem da população com renda familiar per capta de até ½
salário mínimo, incluindo a população sem rendimento.
Taxas de prevalência - Número de casos novos mais casos antigos de uma doença em uma determinada
área, num determinado período de tempo divido pela população da área, vezes 10.000 (Laurenti et al.,
1987).
Surto - É uma ocorrência epidêmica, onde todos os casos estão relacionados entre si, atingindo uma área
geográfica pequena e delimitada, como vilas, bairros, etc., ou uma população institucionalizada, como
colégios, quartéis, creches, etc. (Medronho et al., 2003).
Valores extremos discrepantes e atípicos - Os discrepantes são valores entre 1,5 e 3,0 vezes a amplitude
interquartil acima da extremidade superior ou abaixo da extremidade inferior da caixa. Os atípicos são
valores a mais de 3,0 vezes a amplitude interquartil da extremidade superior ou inferior da caixa.
Variabilidade climática - É uma propriedade intrínseca do sistema climático terrestre, responsável por
oscilações climáticas naturais, observados em nível local, regional e global.
Variância - É uma medida de dispersão de um conjunto de observações obtida através dos desvios em
relação a sua média.
Vetor - Agente transmissor da doença, geralmente um invertebrado (artrópode).
Vulnerabilidade - O conjunto de características de uma pessoa ou grupo em relação a sua capacidade de
antecipar, lidar com, resistir e recuperar-se dos impactos dos perigos naturais.
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
Capítulo 1
Introdução
Este relatório apresenta os resultados de três anos da pesquisa que foi executada pela Fundação
Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) através do Programa de Mudanças Ambientais Globais e Saúde (PMAGS).
Contou com a parceria da Associação Brasileira de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (ABRASCO), da
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos
(CPTEC). O Projeto foi financiado pelo Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT) através da
Coordenação de Pesquisas em Mudança Global do Clima.
O Brasil, pela sua localização geográfica e tamanho continental, é alvo de variações climáticas
importantes, que provocam impactos sócio-ambientais que, por sua vez, favorecem o aumento de
doenças infecciosas endêmicas sensíveis ao clima, tais como a Malária, o Dengue, o Cólera, as
Leishmanioses e a Leptospirose, entre outras. Os mecanismos de ação das variáveis climáticas podem
ser diretos, tal como a criação de umidade ambiental favorável ao desenvolvimento e dispersão de
agentes infecciosos e vetores, e indiretos, como os processos de migração da população humana
desencadeados pela seca, provocando a redistribuição espacial das endemias e o aumento da
vulnerabilidade social das comunidades.
As doenças infecciosas endêmicas são responsáveis por uma elevada morbi-mortalidade, ou seja,
são responsáveis por uma alta proporção de casos e óbitos no cenário mundial, a qual depende da
vulnerabilidade sócio-ambiental.
No Brasil, os eventos climáticos extremos (os temporais, as inundações e as secas) têm
importantes impactos na saúde das coletividades, quer ensejando o aparecimento de surtos de doenças
transmissíveis, quer provocando vítimas por acidentes.
Os cenários futuros associados à mudança climática global incluem, como hipótese, uma maior
instabilidade dos fenômenos associados com a variabilidade climática, tornando mais difíceis as
previsões sobre a sua ocorrência, principalmente dos eventos extremos e, portanto, também mais difícil a
proteção da população.
A pesquisa abrangeu todo o Brasil, porém, devido à grande dimensão territorial do país e à
distribuição das doenças de forma heterogênea, foi necessário um estudo que atendesse às
peculiaridades de cada estado e região. Assim, foram selecionadas sete doenças infecciosas endêmicas Cólera, Dengue, Síndrome da Hantavirose Pulmonar, Malária, Leptospirose, Leishmaniose Tegumentar
Americana (LTA) e Leishmaniose Visceral (Calazar - LV) - por serem consideradas, segundo a literatura,
as que mais sofrem influência dos eventos climáticos (outras doenças infecciosas afetadas pelo clima,
como a Peste Bubônica e a Febre Amarela, não foram incluídas por ocorrerem de forma esporádica
atualmente). Tais doenças foram analisadas em cada estado e em cinco municípios que são considerados
como estudos de casos. Fatores relacionados às áreas climáticas, de saúde, ambientais e
Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO
19
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
socioeconômicos, foram levantados através de dados de nível secundário. Os dados subsidiaram a
modelagem do Sistema de Informações Geográficas (SIG). O mesmo foi desenvolvido de forma estática,
com as informações-respostas prontas, não permitindo novas consultas. O CD não exige nenhum
programa computacional específico e foi elaborado com a possibilidade de ser disponibilizado pela
internet, inclusive.
Este SIG propicia observar as situações estudadas no período referente à pesquisa, e a inter-relação
entre os Índices de Vulnerabilidade determinados. Possibilitando observar quais os estados que estão
mais vulneráveis, o SIG permite uma atuação mais específica dos poderes públicos nessas UFs de maior
risco nos temas abordados mais especificamente no projeto, assim otimizando o trabalho e possibilitando
a prevenção para algumas das doenças aqui estudadas.
1.1. Objetivo geral
Fazer um estudo retrospectivo sobre a vulnerabilidade sócio-ambiental da população quando
submetida a eventos climáticos extremos e às endemias sensíveis às oscilações climáticas, como também
a modelagem de um Sistema de Informações Geográficas, capaz de assinalar situações críticas de risco
da morbi-mortalidade pelas doenças selecionadas para o estudo.
1.2. Objetivos específicos
a) Conhecer, a partir de dados e modelos sociais, ambientais e climáticos, as áreas de ocorrência
de agravos endêmicos à saúde mais suscetíveis de serem afetados por cenários futuros de
maior instabilidade climática;
- Listar as doenças infecciosas endêmicas que são afetadas pelas oscilações climáticas no
Brasil;
- Localizar a distribuição geográfica das doenças selecionadas;
- Levantar taxas de prevalência, Índice Parasitário Anual (IPA) e, quando possível,
mortalidade hospitalar, por região, de acordo com as doenças selecionadas. Apesar de um
dos objetivos específicos do Convênio ser calcular a taxa de prevalência, optou-se por
calcular a taxa de incidência das doenças selecionadas para o estudo, por considerar mais
apropriada para a pesquisa. Devendo-se ressaltar que o IPA representa a incidência para a
Malária;
- Descrever a dinâmica de transmissão de cada doença e suas variáveis;
- Levantar os fatores de vulnerabilidade para cada doença selecionada e os pontos que são
comuns entre elas, em cada região;
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Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
- Identificar o fator informação sobre cada doença junto ao Ministério da Saúde (MS) e de
outros órgãos competentes. O material informativo sobre as doenças é criado no Ministério
da Saúde e distribuído para os estados que têm a responsabilidade de distribuir para os seus
Municípios. Não há a preocupação de se regionalizar a informação, se assim fosse feita
permitiria uma melhor interação entre a propaganda e a população. Esta identificaria
melhor no seu contexto diário e assim a compreenderia, tornando-se um fator colaborador
significativo de prevenção;
- Criar um banco de dados para armazenamento e manipulação das informações obtidas;
- Definir parâmetros de avaliação dos fatores de vulnerabilidade aos eventos climáticos e às
doenças selecionadas;
b) Inventariar a evolução recente do perfil das principais endemias afetadas pelo clima e pelos
desastres naturais, com o intuito de se realizar projeções sobre eventuais mudanças no Quadro
sanitário decorrente dos fatores do clima. Este objetivo não pode ser atendido, pois dependia
de informações das Defesas Civis e Secretárias Municipais e/ou Estaduais, órgãos
governamentais entre os quais não existe interação, atuando cada órgão isoladamente em
casos de enchentes, não havendo uma correlação da causa primária do óbito ou da morbidade,
perdendo-se assim a informação. Com relação à seca, esta não é considerada um problema
com impactos visíveis na saúde e, sim, um fato que ocorre naturalmente, não havendo
nenhuma preocupação de se fazer ligação entre óbitos e morbidades com este fenômeno
climático;
- Identificar os desastres climáticos em cada região e coletar dados sobre sua influência na
saúde da população;
- Identificar os fatores de vulnerabilidade para os desastres climáticos em cada região;
c)
Produzir mapas temáticos das áreas e situações de maior vulnerabilidade aos efeitos da
variação climática no que diz respeito à saúde humana;
- Modelar um banco de dados para armazenar e manipular as informações;
- Produzir mapas temáticos digitais relacionados às consultas feitas por meio do SIG;
d) Promover um seminário de apresentação dos resultados da pesquisa.
1.3. Justificativa
O Brasil, como parte que ratificou a Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças do
Clima, assumiu, dentre outros compromissos, o de realizar estudos sobre a vulnerabilidade e adaptação
aos impactos climáticos, e desenvolver avaliações de impactos com vistas a minimizar os efeitos
negativos em diversas áreas sendo, uma delas, a da saúde pública.
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Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
As ações relacionadas ao cumprimento dos compromissos assumidos pelo Brasil, no âmbito da
Convenção do Clima, vêm sendo coordenadas pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), que
atualmente preside a Comissão Interministerial de Mudança Global do Clima. É também de
responsabilidade desse Ministério o gerenciamento de um programa denominado Mudanças Climáticas,
do Plano Plurianual do Governo – PPA (Avança Brasil). Tal programa prevê, em sua Ação I, o
desenvolvimento de estudos sobre a vulnerabilidade e adaptação aos impactos das mudanças climáticas
tendo, como uma de suas etapas, a realização de estudos sobre a Malária.
A vulnerabilidade implica na existência de alguma forma de dimensão externa às pessoas que pode
predispô-las a um risco crescente. O risco está intimamente ligado à vulnerabilidade e pode ser visto
como uma função da mesma, assim como dos perigos (“hazards”). Diferentes comunidades podem estar
sujeitas a um mesmo perigo, mas apresentando riscos diferenciados, (sendo RISCO a probabilidade de
ocorrência de um evento definido), por não serem igualmente vulneráveis.
Considera-se que os cenários futuros, associados à mudança global do clima, incluem a
possibilidade de haver uma maior instabilidade dos fenômenos associados à variabilidade climática,
tornando mais difícil à previsão de sua ocorrência. Igualmente, a vulnerabilidade sócio-ambiental da
população humana é determinada por fatores tais como: escolaridade, renda, acesso à informação,
densidade populacional, poder político, tipo e localização das habitações, dentre outros. Assim sendo, há
uma maior exposição da população vulnerável às doenças, isto é, um aumento dos riscos para a saúde
humana, e uma maior necessidade de estudos e ações para mitigar os efeitos adversos dos eventos
climáticos.
A utilização do SIG como um sistema de informação contribuiu como um elemento diferenciador
para as análises espaciais dos fatores estudados, possibilitando assim, análises que mostrem em quais
UFs a população se encontra mais vulnerável em cada um dos componentes estudados e qual a
vulnerabilidade geral de cada estado levando em conta a média dos três componentes analisados.
22
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Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
Capítulo 2
Revisão Bibliográfica
Os principais conceitos de vulnerabilidade têm vindo da comunidade científica que estuda os
efeitos e a prevenção de impactos dos chamados desastres naturais. Assim, Blaikie et al. (1994), define
vulnerabilidade como “o conjunto de características de uma pessoa ou grupo em relação a sua
capacidade de antecipar, lidar com, resistir e recuperar-se dos impactos dos perigos naturais (desastres)”.
Watts & Bohle (1993) a definem como: “um espaço social de múltiplas camadas e dimensões, definido
por determinadas capacidades políticas, econômicas e institucionais das pessoas, em momentos e
lugares específicos, em termos de resistência e suscetibilidade, incluindo dimensões físicas, sociais,
culturais e psicológicas que são usualmente vistas no contexto de gênero, tempo, espaço e escala”.
Também Pelling & Uitto (2002) a definem como: “o produto da exposição física a um perigo natural e da
capacidade humana para se preparar para e recuperar-se dos impactos negativos dos desastres”. Logo, a
vulnerabilidade constitui-se em um conjunto de vários fatores, em áreas diferentes, que estão
relacionados entre si.
Uma outra definição de vulnerabilidade é “a capacidade diferenciada de grupos e indivíduos de
lidar com perigos, baseada em suas posições no mundo físico e social” (Dow, 1992). Também, a
vulnerabilidade é definida, de forma ampla, em termos de exposição, capacidade e potencialidade (Watts
& Bohle, 1993), e é também identificada como uma condição ao mesmo tempo biofísica (espaço
geográfico) e definida pelas condições políticas, sociais e econômicas das sociedades (Liverman, 1990).
Em geral, reconhece-se que os grupos sociais mais vulneráveis são aqueles que experimentam as
maiores exposições aos perigos; que são mais sensíveis a eles (i.e., sofrem mais com os impactos) e que
têm a menor capacidade de responder e de recuperar-se (Schiller et al., 2001).
Segundo Woodward et al. (1998), foram identificadas cinco causas que afetam, total ou
parcialmente, a capacidade da população de elaborar respostas adaptativas de vulnerabilidade
populacional à deterioração da saúde, em face da existência de estresse ambiental, tais como:
crescimento econômico destrutivo, capaz de reduzir estoques de capital; pobreza; rigidez política;
isolamento geográfico e dependência (tal como depender dos outros para ter informações, recursos,
assistência, etc.).
Segundo Blaikie et al. (1994), a nível individual, os fatores que determinam o grau de
vulnerabilidade são: idade; sexo; incapacidade; informação; engajamento social; renda;
conhecimento/cultura; poder político; direitos legais; ambiente construído e natural e recursos físicos. E
o mesmo autor afirma que “vulnerabilidade e pobreza não são sinônimos, embora estejam intimamente
relacionados”.
O Governo da Bolívia (Bolívia, 2000) produziu um relatório sobre impactos da mudança do clima
na saúde, no qual os autores trabalharam basicamente com duas doenças endêmicas: Malária e
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Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
Leishmaniose. Para a avaliação de impactos utilizaram uma das regiões do país selecionadas para
estudos de mudança climática, segundo os critérios do “Programa Nacional de Cambio Climático”.
Concluíram que a Malária produzida por Plasmodium falciparum, segundo o cenário climático ISA92a
(IPCC, 2001), para o ano 2010, se intensificará e variará o seu padrão sazonal, transformando-se em
trimodal. Espera-se um incremento na incidência desta doença de até 30%, sendo 11,3% devido ao
Plasmodium vivax e 43,6% por P. falciparum. Quanto à Leishmaniose concluem que o clima pode vir a
aumentar a ocorrência de casos novos em 34%, na vigência de fatores determinantes.
O relatório do governo inglês (Hedger et al., 2000), na sua seção de estudos setoriais, identificou
três áreas que representavam uma maior preocupação, no que diz respeito aos impactos da mudança
climática na saúde humana: efeitos diretos das temperaturas de verão/inverno e de inundações, efeitos de
aumento de exposição aos raios ultravioletas e os efeitos da temperatura na prevalência de intoxicações
alimentares e de doenças infecciosas (Malária e encefalites). Mencionam ainda a realização de estudos
direcionados (“scooping studies”) que apontaram riscos aumentados, em sub-regiões da Inglaterra, de
agravos causados por ondas de calor; surtos de cryptosporidiose; exposição a níveis aumentados de
pesticidas em cursos d'água, a episódios de poluição atmosférica mais freqüentes e a influência de
alérgenos no ar. Enfatizam que os estudos constaram basicamente de análises de publicações e opiniões
de especialistas, sem a realização de pesquisas originais.
No relatório do governo norte-americano (USGCRP, 2000), no capítulo referente ao “setor saúde”,
são apresentados dados históricos referentes à mortalidade por ondas de calor, acidentes causados por
eventos meteorológicos extremos; efeitos na saúde relacionados à poluição atmosférica; doenças de
veiculação hídrica e alimentar e doenças transmitidas por vetores e roedores. Dentre as doenças
transmissíveis se enfatiza a cryptosporidiose, a doença de Lyme e a encefalite de St. Louis como
condições associadas a anomalias climáticas. Nos capítulos sobre impactos regionais são tecidas
algumas considerações sobre enfermidades infecciosas endêmicas (febre do Oeste do Nilo, Lyme, etc.)
que poderiam ser afetadas pela mudança climática, mas não é feita nenhuma quantificação.
Nishioka e Harasawa (1998), analisando os impactos potenciais das mudanças climáticas no
Japão, se referem com mais detalhes aos efeitos das ondas de calor na mortalidade. Em relação às
doenças infecciosas citam a possibilidade do Japão poder se tornar área de risco de transmissão de
Malária.
Schiller et al. (2001) desenvolveram um arcabouço conceitual estendido para o estudo da
vulnerabilidade aos efeitos do clima e incluem, dentre três estudos de caso, a cidade do Rio de Janeiro.
Githeko et al. (2000), em análise regional de doenças infecciosas transmitidas por vetores, em
relação à mudança climática global, discutem, para a América do Sul, a importância das seguintes
doenças: Malária, Dengue, Calazar e Arboviroses.
Autores como Maguire et al. (1991) diferenciam o SIG de outro sistema de informação por este
mostrar que “o elemento geográfico é visto como mais importante que o elemento atributo e isto é uma
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Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
das características chave que diferenciam os SIG's dos outros sistemas de informação” e dizem que os
componentes são quatro e se assemelham: “hardware, software, dados e pessoal”.
Burrough & McDonnel (1998) dizem: “Os dados geográficos (ou espaciais) representam
fenômenos do mundo real em termos de: (a) sua posição em relação a um sistema de coordenadas
conhecidas; (b) seus atributos não relacionados com a posição (tais como: cor, custo, pH, etc.); e (c) suas
inter-relações espaciais que descrevem como eles são ligados (topologia)”.
Embora haja ainda um intenso debate sobre a expressão futura da mudança global do clima, no que
diz respeito às expressões regionais da variabilidade climática e dos eventos hidrológicos, vários autores
têm desenvolvido estudos no pressuposto de que eventos extremos de precipitação e inundações podem
ocorrer.
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Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
Capítulo 3
Embasamento Teórico
A abordagem do tema da vulnerabilidade no âmbito deste projeto foi feita através do conceito
clássico de RISCO, entendido como a probabilidade da ocorrência de um efeito adverso para a saúde
humana.
Como componentes determinantes do risco têm-se os fatores físico-químicos e biológicos do
ambiente circundante constituindo-se nos perigos (no caso deste trabalho, a conjunção dos fatores
biológicos relacionados às endemias infecciosas com os fatores físicos do tempo e do clima) e os fatores
socioeconômicos e ambientais que determinam a vulnerabilidade. Sendo assim têm-se:
RISCO = Perigo (“Hazard”) + Vulnerabilidade
Para a questão da vulnerabilidade foi adotado um modelo conceitual desenvolvido pelos
pesquisadores envolvidos no projeto (Diagrama 2 do Apêndice), do tipo “exposição-resposta”,
originalmente aplicado às situações relacionadas com o impacto das secas em países em
desenvolvimento. Um trabalho complementar adotado como referência foi o de Dow (1992), que trata da
vulnerabilidade às mudanças ambientais globais. É um modelo mais complexo porque inclui os
componentes “resistência” e “resiliência”, definidos como “a capacidade das comunidades, sociedades,
nações, etc. de absorverem os impactos das mudanças e continuarem a funcionar” e a “capacidade de se
recuperarem das perdas”. Entretanto, preferiu-se o modelo simplificado que contempla plenamente as
necessidades deste estudo.
Quanto às inter-relações entre os fenômenos climáticos e os agravos à saúde humana, utilizou-se
como ponto de partida o capítulo de saúde do último relatório do “Intergovernmental Panel on Climate
Change” (IPCC) (McMichael et al., 2001), complementado com o livro recente publicado pela
Organização Mundial da Saúde (OMS) (McMichael et al., 2003).
Os possíveis impactos na saúde das populações humanas, decorrentes de processos conseqüentes à
mudança climática global, têm sido objeto de atenção não apenas por instituições acadêmicas e governos
nacionais, mas também por órgãos e programas intergovernamentais, específicos do setor saúde. Dentre
estes devem ser destacados, inicialmente, a comissão de saúde do Painel Intergovernamental de
Mudanças Climáticas (IPCC) que, a partir do seu terceiro relatório de avaliação (2001) tem procurado
reunir conhecimento sobre as inter-relações entre clima e saúde, tanto nos relatórios gerais produzidos a
cada cinco anos (1996 e 2001), como em relatórios especiais, como foi o caso do relatório do IPCC que
tratou de transferência de tecnologias (McMichael et al., 2000). Paralelamente ao processo de avaliação
de saúde deste Grupo II do IPCC (Impactos, Adaptação e Vulnerabilidade), também a Organização
Mundial da Saúde (OMS) tem procurado atualizar as evidências disponíveis sobre impactos do clima na
saúde humana, o que resultou na publicação de dois volumes sobre o tema, um em 1996 e outro em 2003
(WHO, 1996; McMichael et al., 2003). Ainda a OMS, através de seu Escritório Regional para a Europa,
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Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
publicou em 2003, um volume tratando dos “Métodos para a Avaliação da Vulnerabilidade da Saúde
Humana e a adaptação da Saúde Publica as Mudanças Climáticas” (WHO, 2003).
O IPCC, no seu terceiro relatório qüinqüenal de avaliação (IPCC, 2001), apresentou as seguintes
conclusões principais, concernentes aos impactos na saúde humana:
a)
A mudança climática global terá uma grande diversidade de impactos para a saúde humana,
alguns positivos, mas na maioria negativos;
b) Há poucas evidências consensuais de que já tenham ocorrido mudanças mensuráveis na
situação de saúde da população humana, em décadas recentes, como conseqüência das
tendências observadas nos padrões climáticos;
c)
A maior dificuldade na identificação de impactos futuros sobre a saúde humana em vários
cenários de mudança climática se deve a que muitas variáveis atuam conjuntamente
determinando o estado de saúde, e também à previsão de que os contextos socioeconômico,
ambiental e demográfico deverão se alterar muito nas próximas décadas;
d) Estudos de impactos associados à variabilidade interanual do clima (principalmente o
fenômeno El Niño) mostraram novas evidências de influências climáticas nas doenças
infecciosas humanas, especialmente naquelas transmitidas por mosquitos;
e)
Mudanças na freqüência e intensidade de eventos climáticos extremos (tempestades,
inundações, secas, furacões, etc.) afetarão a saúde de diversas maneiras, sendo mais
vulneráveis as regiões mais densamente populosas e com recursos inadequados;
f)
Se as ondas de calor aumentarem em freqüência e intensidade, aumentará o risco de doenças
graves e mortes, principalmente entre a população idosa e segmentos empobrecidos de áreas
urbanas;
g) Impactos negativos do clima na produção agrícola afetarão a nutrição e a saúde de populações
pobres de países em desenvolvimento;
h) Em algumas regiões, os impactos da mudança climática podem causar rupturas sociais,
declínio econômico e deslocamentos populacionais, com conseqüências deletérias para a
saúde;
i)
A mudança climática agravará a qualidade do ar em áreas atualmente atingidas por problemas
de poluição atmosférica.
Alguns esforços foram feitos para se estimar as particularidades regionais dos impactos na saúde
associados à variabilidade e mudanças climáticas, incluindo-se a América Latina, tanto no âmbito do
IPCC (Mata et al., 2001), como em iniciativas separadas (Githeko et al., 2000). As principais
constatações foram:
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Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
a)
As doenças infecciosas mais afetadas pelos fenômenos climáticos na região são: malária,
dengue, cólera e outras infecções de veiculação hídrica;
b)
A região é vulnerável aos efeitos de eventos climáticos extremos, principalmente àqueles
associados ao fenômeno El Niño;
c)
As doenças infecciosas que aumentaram após extremos climáticos (eventos ENSO, furacão
Mitch) foram: Malária, Cólera, Dengue, Leptospirose e Diarréia;
d)
Aumento da mortalidade, de forma direta, por razão de eventos climáticos extremos foi da
ordem de dezenas de milhares, como no caso do furacão Mitch, na América Central, e das
chuvas torrenciais na Venezuela, estas em 1999;
e)
Outros agravos relacionados ao ENSO foram os efeitos do aumento da temperatura em
cidades costeiras do Peru que afetaram, principalmente, crianças e idosos, bem como chuvas
causando danos à infra-estrutura de saúde (hospitais e centro de saúde);
f)
Devido ao aumento da temperatura, há um potencial para expansão, em direção ao sul, do
limite na distribuição de vetores e agentes de doenças infecciosas, principalmente da Febre da
Dengue na região do Cone Sul;
g)
A seca prolongada tem o poder de afetar a saúde humana em face dos efeitos da exposição
prolongada à fumaça de queimadas, especialmente na região Amazônica.
Poucos países, até hoje, elaboraram estudos de impactos de mudança climática incluindo um
componente específico de saúde. Dentre estes pode-se citar os EUA (Patz et al., 2000; USGCRP, 2000;
2001), Reino Unido (UK-DH, 2001), Japão (Ando et al., 1998), Bolívia (Bolívia, 2000), Antigua e
Barbuda (O'Marde & Michael, 2000), Nova Zelândia (Woodward et al., 2001), Austrália (McMichael,
2002) e Portugal (Casemiro et al., 2002).
Recentemente, a Comissão Européia de Meio Ambiente avaliou os possíveis impactos do clima
alterado, no ambiente e na sociedade Européia como um todo. A avaliação foi feita com base em 22
categorias de indicadores, sendo um deles o da saúde humana. Os agravos analisados foram aqueles
associados às exposições a ondas de calor e inundações, bem como doenças transmitidas por carrapatos
(EEA, 2004).
Os agravos à saúde considerados nestes relatórios nacionais foram doenças infecciosas endêmicas
(Malária, Dengue, Esquistossomose, etc.), diarréias, efeitos do calor, efeitos da poluição atmosférica,
doenças transmitidas por alimentos, desnutrição, impactos de inundações, distribuição geográfica de
vetores e impactos costeiros do aumento do nível do mar.
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3.1 Aspectos Metodológicos
Os possíveis impactos da mudança climática na saúde coletiva - uma preocupação recente da
ciência - trouxeram um aspecto novo para a pesquisa nas disciplinas da saúde pública, especialmente
para a epidemiologia, que tem, como seu objeto, o estudo dos determinantes e da distribuição dos
agravos à saúde nas populações humanas. Os esforços têm se concentrado no desenvolvimento de novas
abordagens metodológicas para a avaliação dos impactos do clima na saúde e, basicamente, tem-se
utilizado o seguinte (NRC, 2001; Ebi et al., 2003):
a)
Estudos de analogia, através de séries históricas, em populações específicas, para estimativas
de risco e previsão dos efeitos a exposições similares;
b) Estudos visando à detecção precoce de evidências de alterações nos indicadores de risco ou na
situação de saúde, como resposta à mudança climática em curso;
c)
Desenvolvimento de modelos empírico-estatísticos ou biofísicos de futuros efeitos na saúde,
em cenários climáticos determinados.
Estas três abordagens gerais de certa forma se complementam e, separadamente, dão respostas a
questões diferentes. Não obstante, pode-se apontar problemas nestes métodos, os quais, resumidamente,
são:
§
Estudos históricos não dispõem de dados em qualidade e quantidade suficientes;
§
Incompatibilidade entre as escalas dos dados epidemiológicos e os demais, especialmente os
climáticos;
§
O clima alterado gera muitos perigos (“hazards”) indiretos, com complexa intermediação
socioeconômica e ambiental, por vezes de difícil quantificação e avaliação das exposições;
§
Os modelos globais de impacto não levam em consideração as particularidades regionais que
modulam as exposições e aumentam ou diminuem os riscos do clima sobre a saúde;
§
Os modelos associados aos cenários climáticos não levam em consideração mudanças futuras
em fatores capazes de proteger a saúde humana, como as inovações tecnológicas, assistência à
saúde e fatores político-institucionais;
§
Difícil separação entre os efeitos climáticos na saúde daqueles determinantes não climáticos
(isto é, de outra ordem: socioeconômicos, comportamentais, etc.).
Em que pese estas dificuldades, tem-se hoje uma idéia aproximada dos mecanismos gerais
através dos quais; o clima pode afetar a saúde humana, conforme esquematizado na Figura 3.1. Tal
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Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
conhecimento permite o planejamento de medidas preventivas, de proteção ou adaptação ao clima
alterado.
Figura 3.1 - Mecanismos através dos quais a mudança climática afeta a saúde humana (adaptado de
McMichael, 2003).
Influências
moduladoras
Mudanças
Regionais no
Tempo
• Ondas de calor
Mudança
Climática
• Eventos
meteorológicos
extremos
• Temperatura
• Precipitação
Efeitos na Saúde
• Morbi-mortalidade
associadas à temperatura
• Efeitos relacionados a
eventos climáticos extremos
Vias de contaminação
microbiana
• Efeitos associados à
poluição atmosférica
Dinâmica da transmissão
• Doenças veiculadas por
água e alimentos
Agroecossistemas,
hidrologia
• Doenças transmitidas por
vetores e roedores
Sócio-economia,
demografia
• Efeitos por carência de
água/alimentos
• Efeitos mentais,
nutricionais e outros
3.2 Doenças objeto do estudo
Os processos infecciosos que exigem mais atenção, em função tanto de sua sensibilidade aos
fatores climáticos como de sua importância no Quadro nosológico do país, são as seguintes:
3.2.1 Malária
A Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS, 2000) mostra a Malária como um dos mais sérios e
complexos problemas de saúde que a humanidade continua enfrentando no século XXI.
Aproximadamente 300 milhões de pessoas em todo o mundo são infectadas pela doença e entre 1 a 1,5
milhões morrem todos os anos (Costa-Dias, 2003).
Atualmente, a doença está confinada às áreas tropicais pobres da África, Ásia e América Latina.
Nesses lugares, os problemas para o controle da Malária são agravados com a presença de estruturas de
saúde inadequadas e más condições socioeconômicas, sendo que a situação tem piorado nos últimos anos
devido ao aumento da resistência às drogas normalmente usadas no combate ao parasita que provoca a
doença (Stranak, 1999).
No Brasil, mais especificamente a região Amazônica, muitos fatores podem afetar a dinâmica das
doenças infecciosas, tais como fatores ambientais (vegetação, clima, topografia, hidrologia);
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socioeconômicos (migrações, densidade populacional, habitação, renda, etc.); biológicos (imunidade da
população humana, ciclo de vida dos insetos vetores e os agentes da doença) e médico-sanitários
(efetividade do sistema de saúde).
Na Amazônia há vários focos de doenças endêmicas que têm fortes vínculos com o ambiente,
principalmente as que são transmitidas por vetores como a Malária, a Leishmaniose, a Febre Amarela e
outras infecções por arbovírus. A Malária é a doença endêmica mais comum e eram diagnosticados cerca
de 600.000 casos todos os anos na região Amazônica até o ano de 1999 (MS/FUNASA, 2002).
Os fatores ambientais mais importantes que podem afetar a transmissão da Malária são climáticos e
meteorológicos como a temperatura, a precipitação, a umidade relativa, etc.; hidrológicos como o
escoamento de superfície, interceptação de precipitação, evapotranspiração, vazão; e ecológicos
(fisionomia vegetal, presença de solos com drenagem deficiente; alteração do uso da terra) (Costa-Dias,
2003).
Atualmente restrita à região Amazônica, a Malária depende da existência de espécies silvestres de
mosquitos para sua transmissão. As variações circadianas e sazonais de temperatura naquela região
ocorrem dentro de uma pequena faixa e praticamente não influenciam a transmissão da doença. No
entanto, têm grande relevância às variações sazonais e interanuais da precipitação pluviométrica, sendo
que os extremos reduzem a transmissão da doença. Há evidências de que secas prolongadas, afetando a
parte oeste da região Nordeste (estados do Maranhão e Piauí), historicamente aumentaram o número de
casos da doença em função de migrações em direção à Amazônia Oriental. Há um potencial para a
ocorrência autóctone extra-amazônica da doença (na realidade, casos ocorrem anualmente) pela ampla
ocorrência geográfica das espécies vetoras, mas os fatores limitantes da transmissão não são de ordem
climática (exceto o período de inverno da região Sul) e sim relacionados à existência de esquemas
eficazes de controle da transmissão local. A sua persistência endêmica na região amazônica, em um
cenário de mudança regional do clima, estará condicionada a umidade ambiental, aos fenômenos
demográficos e a mudança na fisionomia vegetal que mantém as espécies vetoras.
3.2.2 Febre da Dengue
O Dengue é uma virose aguda transmitida por espécie de mosquito estritamente urbano (Aedes
aegypti), deve-se salientar que todos os vírus do Dengue são transmitidos pela fêmea do mosquito (Aedes
aegypti). São conhecidos atualmente quatro sorotipos, antigenicamente distintos: Den-1, Den-2, Den-3 e
Den-4. O Dengue chegou ao Brasil na metade do século XIX. E se tornou endêmica desde a década de 80,
o Dengue é considerada uma das principais ameaças à saúde no país. No Brasil o vírus tipo 1 foi isolado
em 1986/1987 a primeira epidemia, foram registrados no país cerca de 46.309 (1986) casos sendo 32.507
na região Sudeste (todos no estado do Rio de Janeiro) e 13.902 na região Nordeste para 1986 e 1987, em
1990 foi isolado o tipo 2 e o tipo 3 em 2001. Ainda não foram encontrados indícios do vírus tipo 4 no país,
apesar de já ter sido constatado a sua presença no norte da América do Sul. Ao que tudo indica, o Den-3 é o
tipo mais virulento, seguido pelo Den-2, Den-4 e Den-1 – a virulência é diretamente proporcional à
intensidade com que o vírus se multiplica no corpo.
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O Dengue tem ampla distribuição no país e menor intensidade nos estados do extremo Sul. Ocorre
de forma endêmica, com surtos epidêmicos no período do verão, por influência da chuva e/ou associados
à introdução de subtipo viral antes não existente. Como a Malária, a temperatura parece ser um fator
limitante à transmissão apenas em parte da região Sul. O aspecto mais importante de sua história natural,
que pode ser afetado pela mudança climática, é a ampliação das áreas de transmissão endêmica para
partes da região Sul do país, onde não existe atualmente, em função do aumento das temperaturas média e
mínima naquela região, como decorrência do fenômeno do aquecimento global.
3.2.3 Leishmaniose Tegumentar Americana - LTA
A LTA é uma zoonose transmitida por mosquitos (espécies de flebotomíneos pertencentes a
gêneros Lutzomyia) em áreas naturais, principalmente florestadas, e periurbanas, em todas as regiões do
país, sendo menos significativa na região Sul. Embora não existam estudos recentes sobre a influência do
clima na biologia dos vetores e na transmissão dos parasitos, certamente a umidade ambiental deve ser
fator importante na manutenção dos ciclos endêmicos. Os processos epidêmicos parecem estar mais
associados à exposição humana dependente de práticas do uso da terra (desmatamento, etc.).
Esta zoonose está em franca expansão geográfica no Brasil, sendo uma das infecções
dermatológicas mais importantes, não só pela freqüência, mas principalmente pelas dificuldades
terapêuticas, deformidades e seqüelas que pode acarretar. Ela vem ocorrendo de forma endêmicoepidêmica e apresentando diferentes padrões de transmissão relacionados não somente à penetração do
homem em focos silvestres, freqüentemente em áreas de expansão de fronteiras agrícolas. Tem-se
evidenciado a ocorrência da doença em áreas de colonização antiga. Nestas, tem-se discutido a possível
adaptação dos vetores e parasitas a ambientes modificados e reservatórios. É um importante problema de
saúde pública pela sua magnitude, transcendência e pouca vulnerabilidade às medidas de controle
(MS/FUNASA, 2003).
De acordo com os dados da Secretaria de Vigilância do Ministério da Saúde, esta endemia
apresenta um maior número de casos nos estados da região Nordeste, porém está presente em todos os
demais estados; outro detalhe importante: o número de casos vem crescendo ano a ano. Em 1996, no
Brasil, haviam ocorrido 30.030 casos e, em 2001, ocorreram 36.601 casos.
3.2.4 Leishmaniose Visceral – Calazar (LV)
A LV é uma doença crônica e endêmica em vários estados, mas, principalmente, na região
Nordeste. Sua relação com os fenômenos climáticos está basicamente associada às migrações intraregionais no nordeste do país, no sentido rural-urbano, como conseqüência da seca prolongada. Este
fenômeno tem propiciado o aparecimento de surtos epidêmicos na periferia de algumas capitais da
região (Confalonieri, 2003).
Como a LTA, a LV também é uma zoonose transmitida por mosquitos (espécies de flebotomíneos)
e causa infecção no sistema retículo-endotelial localizado, sobretudo no baço, fígado e medula óssea,
32
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Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
provocando aumento das vísceras. É conhecida também como Calazar e acomete principalmente as
populações rurais, mas está em fase de franca urbanização (MS/FUNASA, 2003).
Esta endemia está distribuída nas cinco regiões do país, com casos autóctones notificados em pelo
menos 19 estados. Apenas a região Sul permanece indene (MS/FUNASA, 1999). No período de 1984 a
2000 foram notificados 67.231 casos (Simplício et al., 2002). O Nordeste concentra mais de 90% das
notificações.
3.2.5 Leptospirose
A Leptospirose é uma doença de veiculação hídrica, originária de roedores (ex. ratos urbanos) que
ocorre sob a forma epidêmica associada a extremos de precipitação seguidos de enchentes urbanas,
durante o verão, em grandes cidades litorâneas (Rio de Janeiro, Salvador, Recife, Fortaleza). Há registro
de surtos endêmicos em áreas rurais por ocasião de precipitações elevadas (Confalonieri, 2003).
Esta doença ocorre em várias regiões do Brasil e acomete diversas espécies de animais. Os seres
humanos são infectados acidentalmente. É causada por espiroqueta do gênero Leptospira (infecta os
animais e homens) (Ministério da Saúde, 1995). A leptospira é expelida através da urina dos animais.
Segundo dados, disponíveis a partir de 1975, da Secretaria Municipal de Saúde/MRJ, no
Município do Rio de Janeiro foram notificados casos de Leptospirose todos os anos. A doença tornou-se
endêmica na cidade. Destacam-se alguns anos pelo seu elevado número de casos: 1988, 536 casos foram
notificados; em 1996, 2.564 casos notificados, sendo esta uma das maiores epidemias ocorridas no
Município; em 1998, 470 casos foram notificados. Nos demais anos têm surgido casos, porém não têm
ocorrido epidemias como a de 1996.
3.2.6 Hantavirose (Síndrome da Hantavirose Pulmonar)
Hantavirose é uma enfermidade aguda que pode se apresentar sobre as formas de Febre
Hemorrágica com Síndrome Renal (HFRS) e Síndrome Pulmonar por Hantavírus (HPS), sendo a
segunda a única forma encontrada nas Américas.
Síndrome Pulmonar por Hantavírus (HPS) é uma virose do meio rural em expansão no país,
principalmente nas regiões Sul e Sudeste. O vírus tem origem em roedores silvestres, pertencentes à
família Buyanviridae¸ que penetram em áreas de produção agrícola em busca de alimentos, sendo
eliminado, principalmente, pela urina destes animais. Há um padrão de ocorrência sazonal da doença no
Brasil, sem se conhecer ainda a possível influência de fatores do clima. A infecção humana ocorre, mais
freqüentemente, pela inalação de aerossóis formados a partir de secreções e excreções dos roedores que
são reservatórios de Hantavírus. No Brasil a letalidade desta endemia é alta, em torno de 40% (Chin,
2002).
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33
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
Os primeiros casos de Hantavirose no Brasil foram identificados no estado de São Paulo, em 1993.
Em 1996 foram registrados casos em: Mato Grosso e Bahia. Em 1998 mais casos foram confirmados nos
estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. No ano de 1999 os casos apareceram em: São
Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e no Mato Grosso do Sul. Nos anos de 2000 e 2001
percebe-se um aumento no número de casos com o aparecimento da doença nos estados: Pará, Maranhão,
Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e Goiás
(MS/FUNASA, 2003). Observa-se que, quando a endemia foi detectada, o número de casos era pequeno
e, de acordo com os dados, o número de casos vem aumentado ano a ano e atingindo uma área geográfica
cada vez maior.
3.2.7 Cólera
A Cólera é uma doença de veiculação hídrica. Consiste de uma infecção intestinal causada por uma
bactéria chamada vibrião colérico (Vibrio cholerae), que se multiplica rapidamente no intestino humano
eliminando potente toxina que provoca diarréia intensa. É transmitida através da ingestão de água ou
alimentos contaminados, assim como utensílios que possam ser contaminados pela água e manuseio.
Na América Latina esta doença foi introduzida através do litoral peruano. Atingiu posteriormente
outros países sul-americanos, inclusive o Brasil, onde os primeiros casos foram detectados em abril de
1991 no estado do Amazonas, de onde se alastrou progressivamente pela região Norte. No final de 1991
atingiu o município de São Luiz do Maranhão e, no final de 1992, todos os estados do Nordeste já haviam
sido atingidos. Em 1993 e 1994 foram registrados casos em Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro,
São Paulo e Paraná (Gerolomo, 1997; Quick et al., 1995).
Atualmente o comportamento da cólera sugere um padrão endêmico definido pela ocorrência
regular de casos e flutuações cíclicas de maior ou menor gravidade, na dependência de condições locais
(deficiência do abastecimento de água, ausência de saneamento básico, alta densidade populacional,
carências de habitação) que favoreçam a circulação do Vibrio cholerae. O número de casos é maior no
período da seca, quando o volume de água nos reservatórios propicia a concentração de vibriões. A
experiência internacional tem demonstrado que sua introdução em um país dificilmente pode ser evitada.
Entretanto, sua disseminação pode ser controlada quando há saneamento básico e existe um sistema de
vigilância epidemiológica das diarréias e de monitorização ambiental que permitam sua detecção
precoce. Como não é esse o caso do Brasil, não se pode pensar na erradicação da doença a curto e médio
prazo (MS/FUNASA, 2003).
3.3. Impactos das endemias selecionadas
Para uma melhor avaliação do impacto das doenças infecciosas endêmicas incluídas neste estudo,
no que diz respeito à sua relevância social, foi construída uma matriz (Tabela 3.1) com cinco
componentes: tendência; número de pessoas afetadas; custo financeiro; gravidade clinica e existência de
tecnologia para prevenção e controle. Na elaboração desta simples quantificação, atribui-se
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Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
empiricamente valores pontuais de 1 a 4 (com exceção do número de pessoas afetadas), para cada
componente.
O item tendência no período se baseia no histórico recente de incidência da doença, admitindo-se
três possibilidades: endemia em franco declínio no país (ex. Cólera); relativamente estável (ex. Malária e
Leptospirose) e em ascensão (as demais). O item número de pessoas afetadas diz respeito ao total de
casos no último ano do período de estudo, que foram agrupadas em quatro categorias: 1 a 100 casos; 100 a
1000 casos; 1000 a 50.000 casos e mais de 50 mil casos para todo o país. No item custos, foram incluídas
principalmente as estatísticas hospitalares do Sistema Único de Saúde - SUS, relativas às internações
pelas doenças estudadas.
A gravidade clínica da doença foi estimada, de forma relativa, de acordo com o conhecimento
médico e científico da história natural das mesmas, principalmente levando-se em consideração a forma
de apresentação clínico-epidemiológica em nosso meio (formas graves; complicações freqüentes, etc.).
Este item apresenta estreita relação com o de custo hospitalar e também com o conhecimento da duração
média da doença e do grau de incapacitação e absenteísmo a ela associada.
Tabela 3.1 - Matriz de Impacto das Doenças Endêmicas no período 1996 a 2001
Tendência no
período
Nº de pessoas
afetadas
Custo $
Gravidade
Tecnologia p/
controle
Malária
Estável
4
4
3
2
Dengue
Crescente
4
4
2
3
Cólera
Decrescente
1
1
2
3
LTA
Crescente
3
2
1
2
LV
Crescente
2
3
2
2
Hantavirose
Crescente
1
2
4
1
Leptospirose
Estável
2
2
4
3
Doenças
*1 - representa sempre a situação mais baixa (ex: menor custo, menor gravidade);
*4 - representa sempre a situação mais alta (ex: maior custo, maior gravidade)
No que diz respeito às tecnologias de controle considerou-se que a inexistência (ou o alto custo)
de meios apropriados de prevenção e controle (diminuição da população de vetores ou patógenos;
meios de efetiva proteção individual; conhecimento adequado das áreas de risco; tratamento efetivo,
etc.) é um fator importante de vulnerabilidade social e sanitária.
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35
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Capítulo 4
Metodologia
Para nortear a pesquisa foram desenvolvidos dois modelos conceituais, os quais estão apresentados
nos Diagramas 1 e 2 do Apêndice deste relatório. O Diagrama 1 explica o Modelo Conceitual Geral do
Projeto, onde se apresenta uma situação passado/presente e a situação futura. O Diagrama 2, Modelo
Conceitual da Vulnerabilidade, identifica um conjunto de fatores que afetam diretamente tanto a
Exposição da população aos fatores de perigo (“Hazard”) como a sua capacidade de Resposta.
Denominaram-se estes como: fatores “proximais” ou “secundários” da vulnerabilidade, sendo eles
condicionados por fatores de ordem mais geral, ou “Primários” da vulnerabilidade (Renda; Educação;
Poder Político e Valores Culturais).
Para quantificar a vulnerabilidade socioeconômica, a partir dos fatores primários, foi construído o
Índice de Vulnerabilidade Socioeconômica. Para associar os indicadores de resposta (por ex: incidência e
outros) a vulnerabilidade epidemiológica foi construído o Índice de Vulnerabilidade Epidemiológica. O
Índice de Vulnerabilidade Climatológica foi construído para medir o nível de exposição da população aos
eventos extremos de chuva. Nas seções a seguir apresenta-se a metodologia de construção desses índices.
4.1 Vulnerabilidade Socioeconômica
O objetivo da construção do Índice de Vulnerabilidade Socioeconômica (IVSE) foi combinar a
informação de vários indicadores socioeconômicos num indicador sintético que permita estabelecer uma
ordenação das UFs em função do nível de vulnerabilidade socioeconômica definida neste estudo.
Os indicadores sintéticos têm como principal função, concentrar muita informação numa única
variável, permitindo comparar elementos, indivíduos ou unidades tanto a nível transversal como
temporal. Uma técnica estatística muito utilizada para a construção de indicadores sintéticos é a Análise
Fatorial. Os fatores derivados da Análise Fatorial, que consistem numa combinação linear das variáveis
originais, são dimensões abstratas. Esta técnica é freqüentemente utilizada em problemas envolvendo um
grande número de variáveis, onde se deseja a redução deste número, com a finalidade de facilitar o
entendimento analítico dos dados.
A Análise Fatorial foi utilizada em um conjunto de indicadores socioeconômicos selecionados (ver
Tabela A2), porém, o resultado indicou que são necessários mais de quatro fatores para explicar uma
porcentagem aceitável da variância total (detalhes desta análise encontram-se no relatório de Gomes et
al. (2003)). Dado que o objetivo desta etapa do projeto foi a construção de um único indicador, optou-se
por uma segunda alternativa: construir um indicador sintético seguindo a metodologia de construção do
Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento
(PNUD), fazendo-se algumas adaptações necessárias.
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Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
O IDH foi criado para medir o nível de desenvolvimento humano dos países a partir de indicadores
de educação, longevidade e renda. Seus valores variam de 0 (nenhum desenvolvimento humano) a 1
(desenvolvimento humano total). O IVSE, elaborado no contexto deste estudo, foi construído com um
conjunto maior de indicadores socioeconômicos, de modo a captar, da forma mais abrangente possível, o
processo de desenvolvimento social e enfatizar o conceito de vulnerabilidade, definido no embasamento
teórico desta pesquisa. O IVSE também varia de 0 a 1, mas 0 representa uma situação de menor
vulnerabilidade e 1 representa uma situação de maior vulnerabilidade, permitindo estabelecer uma
ordem entre as unidades em estudo, por exemplo as UFs.
Alguns aspectos do IVSE que merecem destaques são:
a) O IVSE foi construído para medir o grau de vulnerabilidade socioeconômica relativo das UFs.
O seu principal objetivo é ordenar os estados do menor ao maior grau de vulnerabilidade
relativo;
b) Neste trabalho, se o IVSE é igual a 0 (zero), significa que a correspondente UF tem a melhor
situação socioeconômica quando comparada à situação das outras UFs no mesmo instante do
tempo. Um IVSE igual a 0 (zero) não significa que não exista vulnerabilidade;
c) Em outras palavras, os valores 0 e 1 do IVSE estão representando a melhor e a pior situação
relativa. O IVSE não mede o grau de vulnerabilidade em relação a situações teóricas ou ideais.
Para construir um índice deste tipo devem ser utilizados valores máximos e mínimos dos
indicadores determinados com base na teoria (como no caso do IDH atual). Por exemplo,
poder-se-ia utilizar 25 e 85 anos como a mínima e máxima esperança de vida desejada;
d) Índices de vulnerabilidade socioeconômica podem ser construídos de distintas formas.
Depende bastante do objetivo da pesquisa e da disponibilidade de dados. Por exemplo, podem
ser incluídos mais indicadores de área de saúde e também dar pesos diferentes a cada uma das
dimensões envolvidas na construção do índice. Se forem incluídos outros indicadores o índice
mudará, assim como se pode afetar a classificação relativa.
4.1.1 Metodologia
A metodologia adotada na construção do IVSE consiste quatro etapas:
Primeira etapa: selecionar os indicadores utilizados e definir como estes serão agrupados em dimensões.
O IVSE foi construído a partir de onze indicadores distribuídos em cinco grupos: demografia, renda,
educação, saneamento e saúde. A Tabela 4.1 apresenta a definição de cada um dos indicadores utilizados
para a construção do IVSE.
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37
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Tabela 4.1 - Indicadores Socioeconômicos Utilizados
Demografia
Definição
Fonte*
Densidade Demográfica
Habitantes por km2
IBGE, 2000.
Grau de Urbanização
Porcentagem da população total que vive nas áreas urbanas
IDB, 2002.
Domicílios com mais de 2
pessoas por cômodo
Porcentagem de domicílios com mais de 2 pessoas por
cômodo
IBGE, 2000.
Pobreza
Porcentagem da população com renda familiar per capita de
IDB, 2002.
até 1/2 salário (incluindo população sem rendimento).
Renda
Educação
Porcentagem da população de 15 anos e mais de idade com
escolaridade inferior a 4 anos de estudo.
IDB, 2002.
Abastecimento de água
Porcentagem de domicílios com abastecimento de água a
partir de uma rede geral, poço ou fonte.
IBGE, 2000.
Esgotamento Sanitário
Porcentagem de domicílios com algum dos seguintes tipos
de esgotamento sanitário: rede geral ou fossa (séptica ou
rudimentar)
IBGE, 2000.
Destino do lixo
Porcentagem de domicílios com algum dos seguintes
destinos para o lixo: coletado, queimado ou enterrado.
IBGE, 2000.
Taxa de Mortalidade
Infantil
Número de óbitos infantis, por 1000 nascidos vivos.
IDB, 2002.
Esperança de Vida ao
Nascer
Número médio de anos que as pessoas viveriam a partir do
nascimento.
IDB, 2002.
Planos de Saúde
Porcentagem da população total coberta por planos de saúde IBGE, 2000
Grau de escolaridade
Saneamento
Saúde
* IBGE: Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística,
IDB: Indicadores e Dados Básicos para a Saúde. (Ministério da Saúde)
Segunda etapa: transformar os indicadores selecionados em índices cujos valores variem entre 0 e
1, de tal forma que valores mais elevados indiquem maior vulnerabilidade socioeconômica. Este
processo é conhecido também como padronização dos indicadores e requer os seguintes passos:
Classificar os indicadores socioeconômicos selecionados segundo a sua relação com o conceito de
vulnerabilidade deste estudo. Se um valor alto do indicador representa uma situação de menor
vulnerabilidade, o indicador é classificado dentro do tipo I. Se um valor baixo do indicador representa
uma situação de menor vulnerabilidade, o indicador é classificado dentro do tipo II. A classificação dos
11 indicadores é apresentada na Tabela 4.2.
38
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Tabela 4.2 - Classificação dos Indicadores sociais segundo a sua relação com o conceito de
vulnerabilidade social
Tipo
Indicador
Tipo I: Valor ALTO
Grau de Urbanização (%), Abastecimento de água (%),
associado a menor
Esgotamento Sanitário (%), Destino do lixo (%), Esperança de
vulnerabilidade
Vida ao Nascer (anos), Planos de Saúde (%).
Tipo II: Valor BAIXO
Densidade Demográfica (hab/km2), Domicílio com mais de 2
associado a menor
Pessoas por Cômodo (%), Grau de escolaridade (%), Pobreza
vulnerabilidade
(%), Taxa de Mortalidade Infantil
b) Escolher o melhor e o pior valor possível de cada indicador. Neste estudo foram utilizados os
valores máximo ou mínimo observados entre as UFs e não valores teóricos, pois o objetivo
fundamental é a ordenação das UFs em relação às condições observadas no Censo de 2000.
c) Com base no valor observado para o indicador e nos limites estabelecidos para ele, no passo
anterior, obter o índice através das fórmulas:
Tipo I:
Máximo −
I
I p = I observado
MáximoI −
MínimoI
(1)
I observado −
MínimoI
Ip =
MáximoI −
MínimoI
(2)
Tipo II:
Onde:
a) Ip é um indicador
b) Iobservado é o valor observado do indicador I
c) MínimoI é o menor valor observado do indicador I
d) MáximoI é o maior valor observado do indicador I
As expressões (1) e (2) garantem que o índice permaneça sempre entre 0 e 1, pelo menos enquanto o
valor observado pelo indicador continuar dentro dos limites estabelecidos. Assim, quanto mais o valor
observado se aproximar do pior valor, mais o índice tenderá para o valor 1 (maior vulnerabilidade). Na
situação oposta, quando o valor observado se aproximar do melhor valor, o índice tenderá para 0 (menor
vulnerabilidade).
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39
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
Terceira etapa: construir um índice sintético por dimensão a partir dos indicadores padronizados na
etapa anterior. Neste estudo, o índice sintético por dimensão é a média aritmética simples dos indicadores
padronizados considerados, isto é, todos os indicadores entram com o mesmo peso. Os índices sintéticos
por dimensão também têm valores entre 0 e 1. Valores próximos de 0 têm baixa contribuição ao valor
final do IVSE, portanto estão associados às situações de menor vulnerabilidade.
I padI +
IK
+
I padN
I dim =
N
(3)
Quarta etapa: escolher um peso para cada índice sintético de cada dimensão e, calcular o índice
sintético geral. O IVSE foi obtido como a média aritmética simples dos cinco índices por dimensão
construídos no passo anterior. Pela construção realizada, os valores baixos do IVSE estão associados a
situações de menor vulnerabilidade.
I demografia +
I venda +
I educação +
I saneamento +
I saúde
IVSE =
5
(4)
4.2 Vulnerabilidade Epidemiológica
O Índice de Vulnerabilidade Epidemiológica (IVE) foi construído com o objetivo de sintetizar num
único indicador a informação contida num grupo de indicadores de sete endemias observadas ao longo de
seis anos para cada uma das UFs.
Como no caso da vulnerabilidade socioeconômica, testou-se a construção do índice com a técnica
estatística multivariada conhecida como Análise Fatorial. O resultado indicou que se fazem necessários
mais de um fator para sintetizar a variabilidade presente na matriz de dados utilizada (descrita com
detalhe em seguida). Dado que usar mais de um fator implica numa maior dificuldade na interpretação,
optou-se por construir um índice que varie de 0 a 1, de forma análoga ao IVSE descrito no sub-capítulo
anterior.
4.2.1 Metodologia
O procedimento para obter o IVE pode ser resumido em quatro passos:
Passo 1: Determinação das variáveis a serem utilizadas. Nesta etapa, avalia-se a informação
disponível e discute-se a forma de incorporar a informação individual de cada variável no índice. Neste
trabalho optou-se por:
a) Não utilizar diretamente o número de casos, e sim considera a taxa de incidência de cada
endemia e o Índice Parasitário Anual (IPA) para malária. Calculados com base na população
do Censo de 1991 e nas projeções do IBGE para cada ano e no Censo 2000 (ver Tabela A.1);
40
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Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
b) Em não trabalhar com o número observado de internações, óbitos hospitalares e o valor do
custo, e sim considera as proporções dessas variáveis de cada UF em relação ao total do Brasil.
Por exemplo, o custo total observado para dengue para o estado do Rio de Janeiro, em 1996, foi
R$ 57.203,83. Este valor corresponde a 37,8% do custo total do Brasil. Logo, 37,8 foi o valor
do indicador “custo” utilizado na construção do IVE.
Em resumo, os indicadores utilizados para construir o IVE foram quatro e estão apresentados na
Tabela 4.3:
Tabela 4.3 - Informação Epidemiológica Utilizada
Doenças:
1. Cólera
2. Dengue
3. Malária
4. Hantavirose Pulmonar
5. Leptospirose
6. Leishmaniose Tegumentar Americana
7. Leishmaniose Visceral
Indicadores:
1. Taxa de Incidência
2. Número de Internações da UF/Número de Internações do Brasil
3. Número de Óbitos da UF/ Número de Óbitos do Brasil
4. Custo total de internação (R$) da UF/Custo total de internação (R$) do Brasil
Período:
1996-2001
Passo 2: Padronizar os indicadores epidemiológicos. Nesta etapa os indicadores selecionados são
transformados em índices que variam de 0 a 1. Neste trabalho a padronização foi realizada de forma tal
que valores próximos de 1 indiquem incidências e proporções altas. Em forma análoga à construção do
IVSE, calcula-se os valores máximo e mínimo de cada indicador e padroniza-se utilizando a seguinte
fórmula:
I observado −
MínimoI
Ip =
MáximoI −
MínimoI
(5)
Onde:
a) Ip é um indicador
b) Iobservado é o valor observado do indicador I
c) MínimoI é o menor valor observado do indicador I
d) Máximoi é o maior valor observado do indicador i
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41
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A fórmula (5) foi utilizada para cada indicador de cada doença, isto é, foram construídos 24 índices
para Cólera, Dengue, Malária e Leptospirose; 30 índices para Leishmaniose e seis para Hantavirose,
pelas razões citadas anteriormente.
Passo 3: Construção de índices sintéticos por doença. O índice de cada doença é a média simples
dos indicadores padronizados. Em outras palavras, nesta etapa se calculou um índice que sintetize a
informação disponível de cada doença. Este índice varia de 0 a 1. Quanto mais próximo de 1 tem-se uma
pior situação relativa.
Passo 4: Construção do IVE.
O IVE foi obtido a partir dos índices individuais de cada doença. Dado que cada doença tem
características próprias e diferentes das outras, neste trabalho optou-se por atribuir um peso a cada
doença em função de cinco características: Redução da Exposição Involuntária, Controle Ambiental,
Resistência a Medicamentos, possibilidade de Tratamento Etiológico e Taxa de Letalidade. Para calcular
o peso de cada doença, a cada uma delas atribuiu-se uma pontuação de 1 (melhor situação), 2 (situação
média) ou 3 (pior situação), segundo sua classificação de acordo com a situação na característica
avaliada. Na Tabela 4.4 apresenta-se a pontuação atribuída a cada doença, em cada uma das
características avaliadas e o peso final (última coluna) utilizado para construir o IVE. Observa-se que os
maiores pesos correspondem à Malária (11) e Hantavirose (12), isto é, estas endemias são as que
oferecem maior risco e menor possibilidade de controle, dentre as doenças em estudo.
Tabela 4.4 - Estrutura dos pesos atribuídos a cada doença estudada
Cólera
Redução da
Exposição
Involuntária
1
Dengue
1
1
1
3
1
7
Malaria
3
3
3
1
1
11
Leptospirose
Leishmaniose
Tegumentar
Leish. Visceral
1
1
1
1
1
5
2
2
1
1
1
7
2
2
3
1
1
9
Hantavirose
3
2
1
3
3
12
Doença
Controle
Ambiental
Resistência
Medicamento
Tratamento
Etiológico
Taxa de
Letalidade
PESO
FINAL
1
1
3
1
7
Código (exceto Taxa de Letalidade): 1 = melhor situação, 2 = situação média e 3 = pior situação.
Código para Taxa de Letalidade: 1= até 10%, 2 = 11% a 39%, 3 = > 40%
Para as Leishimanioses o peso utilizado foi 9
Finalmente, o Índice de Vulnerabilidade Epidemiológica de cada estado foi obtido como a média
ponderada dos seus índices por doenças, onde os pesos são os apresentados na última coluna da Tabela
4.4.
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4.3 Vulnerabilidade Climatológica
O principal objetivo desta etapa foi classificar os estados segundo o número de meses que
apresentaram uma precipitação total extrema alta ou baixa em relação com o padrão observado ao longo
de 42 anos (1961 a 2002).
Definiu-se como valor extremo todo valor observado muito acima ou muito abaixo do
comportamento padrão exibido por uma série. Para identificar os valores extremos das séries de
precipitação optou-se por utilizar os diagramas de caixa, ou “boxplot”, que fazem parte das técnicas de
estatística para analisar conjuntos de dados.
4.3.1 Metodologia
O objetivo nesta etapa do projeto não foi avaliar o comportamento médio da precipitação mensal
acumulada dos estados e sim identificar e contar o número de meses em que um estado teve valores muito
altos ou muito baixos de precipitação. Em outras palavras, a meta foi identificar situações com valores
“extremos” de precipitação
Entende-se por “extremo”, o valor observado de precipitação acumulada que é muito maior ou
muito menor que um “padrão” Neste projeto foram utilizadas séries de precipitação acumulada mensal
de 42 anos (1961 a 2002), para cada UF o padrão foi obtido a partir dessas mesmas séries. A análise foi
realizada de forma individual para cada UF em cada mês.
O valor extremo baixo não significa seca (ausência de chuva).Um estado com níveis de
precipitação altos pode ter valores extremos baixos, por exemplo, Amazonas, na região Norte, têm
médias de precipitação acima de 100 mm durante todo o ano, mas, em junho de 1997 a precipitação foi
66,8 mm, um valor extremo baixo quando comparado com os 158,2 mm de média para este mês neste
estado. Por outro lado, um estado com níveis de precipitação baixa e com longos períodos de seca, por
exemplo Piauí, não necessariamente apresentou valores extremos baixos, pois a “pouca precipitação”
(10,0 mm em agosto) não é um evento atípico nesse mês para esse estado.
O valor extremo alto não significa inundação (excesso de chuva). Um estado com níveis altos de
precipitação não necessariamente teve valores extremos altos. Por exemplo, no Pará, no mês de março,
para todo o período, foram observados valores acima dos 200 mm, porém isto não representa um evento
atípico para esse estado. Por outro lado, Piauí, caracterizado pelas secas em julho e agosto, apresentou
valores extremos altos, pois por exemplo, em agosto de 1983, a precipitação foi de 70,6 mm, valor quase
10 vezes maior ao nível médio esperado.
Para identificar valores extremos nas séries de precipitação total mensal optou-se por utilizar os
diagramas de caixas ou “boxplot”, pois são simples de construir, interpretar e constitui uma ferramenta
amplamente utilizada para a identificação de valores extremos (“outliers”) levando em conta a assimetria
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43
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
e variabilidade de um conjunto de dados. Além disso, os gráficos, tipo “boxplot”, são úteis para detectar,
descritivamente, diferenças nos comportamentos de grupos de variáveis.
Para construir um “boxplot” define-se uma “caixa” com o nível superior dado pelo terceiro quartil e
o nível inferior pelo primeiro quartil, dos valores de uma amostra. A mediana é representada por um traço
no interior da caixa e segmentos de reta são colocados da caixa até os valores máximo e mínimo, que não
sejam observações extremas (o critério pode mudar de uma análise a outra, mas, em geral, envolve a
diferença entre o terceiro e o primeiro quartis) (Magalhães & Lima, 2002).
No caso da precipitação utilizada neste projeto, cada série de 42 observações de um mesmo mês
para um estado corresponde a uma amostra. Para construir um “boxplot”, as 42 observações foram
ordenadas em forma crescente e a partir daí foram determinados os quartis de interesse. Os “boxplots”
utilizados neste projeto foram elaborados com o pacote estatístico SPSS versão 10.0 (com licença de
propriedade do Programa de Mudanças Ambientais Globais e Saúde - PMAGS/ENSP/FIOCRUZ). Um
valor observado de precipitação foi considerado "extremo alto" se for maior que a soma do terceiro
quartil mais 1.5 vezes a distância interquartil (diferença entre o primeiro e terceiro quartil) da amostra
considerada. Enquanto que um valor observado de precipitação foi considerado "extremo baixo" se for
menor que a soma do primeiro quartil menos 1.5 vezes a distância interquartil da amostra considerada.
O Quadro 4.1 mostra um “boxplot” gerado pelo SPSS salientando cada um dos seus elementos.
Cabe destacar que o SPSS classifica os valores extremos em dois grupos: discrepantes e atípicos. Os
discrepantes são valores entre 1,5 e 3,0 vezes a amplitude interquartil acima da extremidade superior ou
abaixo da extremidade inferior da caixa. Os atípicos são valores a mais de 3,0 vezes a amplitude
interquartil da extremidade superior ou inferior da caixa. Neste projeto não se precisa distinguir esses
dois grupos, logo, o número de valores extremos de cada amostra aqui considerado é o total de
discrepantes e atípicos calculado pelo SPSS.
Quadro 4.1 - Elementos de um “boxplot” (Outubro - Alagoas)
44
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Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
Para determinar o número total de meses com valores extremos, elaborou-se um “boxplot” para
cada série mensal de chuva de cada um dos estados, isto é, foram utilizados 312 “boxplots”. Fazer a
análise desta forma é muito importante, pois assim estão se respeitando as diferenças em média e
variabilidade que existem na precipitação mensal. Não é possível fazer um único “boxplot” por estado,
pois isso significaria utilizar uma única média estadual sem considerar o comportamento sazonal da
chuva. Lembra-se aqui que o objetivo é identificar valores extremos mensais em relação a um padrão
individual (mês e estado) observado nos 42 anos. O Quadro 4.2 mostra um gráfico contendo 12
“boxplots”, um para cada mês, com os dados de precipitação de Rondônia. Esse gráfico mostra
claramente o padrão sazonal da chuva desse estado: os meses mais chuvosos são janeiro, fevereiro e
março, enquanto os meses menos chuvosos são junho, julho e agosto. Os círculos acima e abaixo de
alguns dos “boxplots” correspondem aos valores extremos identificados, assim, os valores extremos
altos são: janeiro de 1999, fevereiro de 1989, março de 1979, maio de 1962 e agosto de 1968, que fazem
um total de cinco meses com precipitação acima do padrão mensal. Dezembro de 1966 e dezembro de
1967 são os dois meses com precipitação abaixo do padrão esperado. Nota-se que, em maio de 1962, a
precipitação foi menor de 200 mm, valor que seria considerado normal num mês de abril, porém, é muito
alto para ser observado em maio.
Quadro 4.2 - Exemplo: identificação de valores extremos de chuva – Estado de Rondônia.
Para construir um Índice de Vulnerabilidade Climatológica (IVC) considerou-se somente a
informação da porcentagem de meses com precipitação extrema alta, pois o valor para a precipitação
extrema baixa resultou ser zero para 22 dos 26 estados (Tabela A 23).
O IVC foi construído de forma tal que varie de 0 a 1, e que o valor 1 (um) represente a situação de
maior vulnerabilidade climatológica, isto é, com maior número de meses com precipitação extrema alta.
Para calcular o IVC foi utilizada a seguinte fórmula:
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45
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
Pobservada −
Mínimo
IVC =
Máximo −
Mínimo
(6)
Onde
a) Pobservada é o valor observado da porcentagem de meses com precipitação extrema alta
b) Mínimoé o menor valor observado da porcentagem de meses com precipitação extrema alta
c) Máximo é o maior valor observado de meses com precipitação extrema alta
4.4 Vulnerabilidade Geral
O Índice de Vulnerabilidade Geral (IVG) foi calculado utilizando a seguinte fórmula.
IVSE +
IVE +
IVC
IVG =
3
(7)
Em outras palavras, o IVG é a média aritmética simples dos três índices de vulnerabilidade
calculados anteriormente: IVSE, IVE e IVC. Esta fórmula pode ser utilizada, pois todos os índices têm
valores que variam de 0 a 1, e ao mesmo tempo o valor 0 (zero) indica a situação de menor
vulnerabilidade enquanto o valor 1 (um) indica a situação de maior vulnerabilidade. Em conseqüência, o
IVG também toma valores de 0 a 1 e as piores e melhores situações relativas de vulnerabilidade são
representadas por 0 e 1 respectivamente.
4.5 Formação dos Grupos
Com todos os índices calculados, as UFs foram classificadas em grupos obtidos através da Análise
de Conglomerados. Esta técnica permite identificar grupos homogêneos de elementos em função de um
conjunto de variáveis ou matriz de dados. O objetivo desta técnica é a determinação de proximidades
geométricas entre os elementos estudados, dentro de um espaço onde a dimensão é dada pelo número de
variáveis existentes. No caso em estudo, aplicou-se a Análise de Conglomerados para identificar grupos
homogêneos de UFs em função de todas as variáveis utilizadas. Os estados de um mesmo grupo são
homogêneos entre si enquanto que os em grupos diferentes podem ser considerados heterogêneos. Todos
os Mapas apresentados com os resultados desta pesquisa, mostram os grupos obtidos usando Análise de
Conglomerados.
46
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Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
Capítulo 5
Apresentação dos Dados e sua Análise
5.1 Introdução
O universo escolhido foram os 26 estados brasileiros, o Distrito Federal, e cinco municípios:
Belém, Recife, Rio de Janeiro, Blumenau e Itajaí. Estes foram incluídos por apresentarem características
importantes para o presente estudo, estão localizados em diferentes regiões do país e são sujeitos a
inundações em conseqüências de eventos extremos de precipitação, e podendo, em alguns casos,
sofrerem inundações associadas aos efeitos das marés (com exceção de Blumenau e Rio de Janeiro).
Para desenvolver o estudo retrospectivo no intervalo de seis anos, 1996 a 2001, foram realizadas
viagens para os municípios selecionados para o estudo e os estados Pará, Maranhão, Ceará, Pernambuco,
Santa Catarina e Rio Grande do Sul, com o objetivo de levantar os vários dados que compuseram os
fatores de vulnerabilidade analisados; tais dados são secundários e foram coletados em publicações
oficiais e junto aos órgãos governamentais competentes, conforme descrito a seguir:
a) Dados sobre as endemias junto às Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde, Ministério da
Saúde e Fundação Nacional de Saúde – FUNASA, com a colaboração em especial das:
Secretaria Municipal de Saúde de Recife – Divisão de Vigilância Epidemiológica; Secretaria
Municipal de Saúde de Belém; Secretaria Municipal de Saúde de Rio de Janeiro; Secretaria
Municipal de Saúde de Blumenau; Secretaria Municipal de Saúde de Itajaí e Secretaria
Estadual de Santa Catarina – Zoonoses;
b) Junto às Defesas Civis dos estados e dos municípios buscou-se dados referentes aos eventos
climáticos extremos ocorridos nos locais e suas conseqüências, mas não foram encontradas
estatísticas oficiais que subsidiasse a análise;
c) Os dados sobre eventos extremos de precipitação e temperatura foram coletados juntos ao
Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais - INPE/CPTEC e o INMET;
d) Os dados socioeconômicos, para os estados e municípios, foram coletados junto à Fundação
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Censo 2000, e Indicadores e Dados
Básicos para a Saúde 2002 (IDB, 2002).
Junto às Defesas Civis dos estados e dos municípios percebeu-se que não há um trabalho integrado
com as Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde no que diz respeito ao acompanhamento das vitimas
dos eventos climáticos extremos, principalmente, as que são hospitalizadas. Se após a hospitalização a
vitima vier a óbito, não há como identificá-la posteriormente como uma vítima de um evento extremo,
pois o laudo não faz conexão com o evento e a informação se perde. Esta informação não foi coletada por
não existir.
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47
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
5.2 Vulnerabilidade Socioeconômica
Os dados socioeconômicos dos estados e municípios utilizados foram: a) densidade demográfica;
b) grau de urbanização; c) taxa de pobreza; d) domicílios com mais de duas pessoas por cômodos; e) grau
de baixa escolaridade; f) saneamento básico; g) taxa de mortalidade infantil; h) esperança de vida ao
nascer; e i) porcentagem de população coberta por plano de saúde. A definição de cada uma destas
variáveis foi apresentada na Tabela 4.1.
A Tabela A.2 apresenta os valores dos indicadores socioeconômicos de cada UF utilizados neste
estudo. Observa-se que as UFs com maiores densidades demográficas são: Distrito Federal (353,5
2
2
2
hab/km ), Rio de Janeiro (328,6 hab/km ) e São Paulo (149,2 hab/km ); enquanto que os estados de
2
menor densidade demográfica pertencem à região Norte do país: Roraima com 1,4 hab/km e Amazonas
2
com 1,8 hab/km . Observa-se também que todas as UFs têm mais de 60% da sua população morando em
áreas urbanas, sendo o Rio de Janeiro o estado com maior grau de urbanização (97,0%). Com relação à
porcentagem de domicílios com mais de 2 pessoas por cômodo, tem-se que quatro UFs (Acre,
Amazonas, Pará e Amapá), todas da região Norte, têm esse índice acima de 10%.
Ainda na Tabela A 2, observa-se que as maiores taxas de pobreza correspondem aos estados da
região Nordeste: Alagoas (57%), Maranhão (57%), Pernambuco (55%), Piauí (53%) e Ceará (52%),
todos acima de 50%. Entretanto São Paulo e Santa Catarina são as UFs com as menores taxas de pobreza,
12% e 13% respectivamente. Já a porcentagem da população de 15 anos e mais de idade, com
escolaridade inferior a 4 anos de estudo, nas UFs, varia entre 15% e 50% sendo que os piores graus de
escolaridade correspondem aos estados nordestinos.
Observa-se, também, que todos os estados das regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste têm mais de
95% dos seus domicílios com abastecimento de água, e somente quatro UFs (Amazonas, Piauí,
Pernambuco e Alagoas) têm menos de 80% dos seus domicílios com este serviço. Com relação ao
esgotamento sanitário, são dois os estados do Nordeste (Maranhão, 55,5%, e Piauí, 56,0%) que
apresentam as piores taxas. Na região Sul, mais de 90% dos domicílios conta com algum tipo de
esgotamento sanitário. Sobre o destino do lixo, observa-se que nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste
mais de 93% dos domicílios tem seu lixo coletado, queimado ou enterrado. Esta porcentagem varia entre
67,5 e 87,6 na região Nordeste e entre 80,6 e 93,7 na região Norte.
Com relação à taxa de mortalidade infantil observa-se que Rio Grande do Sul e Santa Catarina são
os estados com menores indicadores (15,1 e 15,9, respectivamente). Entretanto, as maiores taxas
correspondem à região Nordeste, sendo a pior delas a taxa de mortalidade infantil de Alagoas (62,5), que
é muito superior a segunda maior taxa do Brasil que se encontra no Maranhão (49,0). A esperança de vida
ao nascer entre as UFs varia de 63,2 anos (Alagoas) a 71,6 anos (Rio Grande do Sul). Os estados da região
Sudeste (São Paulo, com 35,8%, e Rio de Janeiro, com 24,9%) e o Distrito Federal (25,1%) têm as
maiores porcentagens da população total coberta por planos de saúde, enquanto que os estados da região
Norte (exceto Amazonas) têm menos de 5% da sua população coberta por algum plano de saúde.
48
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Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
Pela breve descrição dos dados feita a partir da Tabela A.2 conclui-se que a realidade
socioeconômica de um estado é muito complexa e que cada indicador representa somente um aspecto
particular dela. Todos os indicadores socioeconômicos estão representados nos Mapas M.1 à M.11.
5.2.1 Construção do IVSE
Seguindo a metodologia apresentado na seção 4.1, foram utilizados os dados da Tabela A.2 para
determinar o maior e o menor valor de cada indicador social. A Tabela 5.1 apresenta os valores máximos e
mínimos de cada um dos 11 indicadores selecionados. A escolha do melhor ou pior valor depende do tipo
de indicador.
Tabela 5.1 - Maior e menor valor observado por Indicador Socioeconômico nas UFs.
Indicador
Maior
UFs
Menor
UFs
Densidade Demográfica (hab/km )
353,5
DF
1,4
RR
Grau de Urbanização (%)
Domicílio com mais de 2 pessoas por
Cômodo (%)
Pobreza (%)
97,0
RJ
63,0
PI
19,9
AM
0,6
RJ
57,0
AL
12,0
SP
Grau de escolaridade (%)
50,0
PI
15,0
DF
Abastecimento de água (%)
99,1
SP
75,3
AM
Esgotamento Sanitário (%)
99,2
DF
55,5
MA
Destino do lixo (%)
99,1
SP
67,5
MA
Taxa de Mortalidade Infantil
62,5
AL
15,1
RS
Esperança de Vida ao Nascer (anos)
71,6
RS
63,2
AL
Planos de Saúde (%)
35,8
SP
1,9
AC
2
O passo seguinte foi a padronização dos indicadores, utilizando as fórmulas (1) ou (2). Por
exemplo: o Indicador Observado para grau de urbanização do Distrito Federal é 96,0 e o seu Indicador
Padronizado é 0,029, obtido como demonstrado na formula (8).
97,0 −
96,0
Ip =
=
0,029
97,0 −
63,0
(8)
A Tabela A.3 mostra os indicadores padronizados para todos os estados.
Após padronizar cada um dos indicadores, calculou-se os índices por dimensão. Por exemplo, o
índice para os indicadores demográficos (Densidade demográfica e grau de urbanização) para o Distrito
Federal foi:
1,000 +
0,029
I Demografia =
=
0,515
2
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(9)
49
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
Finalmente, foi calculado o IVSE utilizando a fórmula (4). O Quadro 5.1 apresenta um exemplo
numérico de cálculo do IVSE para o Distrito Federal.
Quadro 5.1 - Exemplo de cálculo do IVSE -DF
5.2.2 Vulnerabilidade Socioeconômica nos Municípios.
As variáveis socioeconômicas utilizadas para classificar os cinco municípios selecionados foram
nove, dois a menos do que no caso das UFs devido a que não existem informações estatísticas ao nível de
município sobre a porcentagem da população de 15 anos e mais de idade com escolaridade inferior a 4
anos de estudo e sobre a Porcentagem da população total coberta por planos de saúde. As Tabelas 5.2 e 5.3
apresentam os valores dos indicadores utilizados para avaliar a vulnerabilidade socioeconômica dos
municípios.
Tabela 5.2 - Indicadores de Demografia e Renda por município
Demografia
Município
50
Renda
Domicílios c/
Densidade
Grau de
mais de 2
Pobreza
Demográfica Urbanização Pessoas por
(%)
2
(hab/km )
(%)
Cômodo
(%)
Blumenau
503,5
92,4
2,9
5,3
Itajaí
509,7
96,2
3,0
11,4
Rio de Janeiro
4954,6
100,0
3,1
12,2
Belém
1202,5
99,4
3,6
26,2
Recife
6541,9
100,0
3,5
27,5
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Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
Tabela 5.3 - Indicadores de Saneamento e Saúde por Município
Saneamento
Município
Abastecimento Esgotamento
de água
Sanitário
(%)
(%)
Saúde
Destino
do lixo
(%)
Esperança
Taxa de
de Vida ao
Mortalidade
Nascer
Infantil
(anos)
Blumenau
99,1
93,6
99,9
10,0
74,5
Itajaí
98,6
94,6
99,6
13,7
69,1
Rio de Janeiro
98,8
95,2
99,3
16,8
70,3
Belém
96,2
85,8
97,5
27,7
70,5
Recife
97,6
89,7
96,7
20,3
68,6
A metodologia utilizada para construir o Índice de Vulnerabilidade Socioeconômica dos
Municípios é a mesma utilizada para o caso das UFs, que é apresentada na seção 4.1.1. Na Tabela 5.4
mostram-se os valores máximos e mínimos por indicador utilizado.
Tabela 5.4 - Maior e menor valor observado por Indicador Socioeconômico nos Municípios
Indicador
Maior
Densidade Demográfica (hab/km2)
6541,9
Grau de Urbanização (%)
Municípios
Menor
Municípios
Recife
503,5
Blumenau
100,0
Recife e
Rio de
Janeiro
92,4
Blumenau
Domicílio com mais de 2 pessoas
por Cômodo (%)
3,6
Belém
2,9
Blumenau
Pobreza (%)
27,5
Recife
5,3
Blumenau
Abastecimento de água (%)
99,1
Blumenau
96,2
Belém
Esgotamento Sanitário (%)
95,2
Rio de
Janeiro
85,8
Belém
Destino do lixo (%)
99,9
Blumenau
96,7
Recife
Taxa de Mortalidade Infantil
27,7
Belém
10,0
Blumenau
Esperança de Vida ao Nascer (anos)
74,5
Blumenau
68,6
Recife
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51
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
5.3 Vulnerabilidade Epidemiológica
Como dados epidemiológicos foram utilizados os números de casos confirmados das seguintes
endemias: Cólera, Dengue, Malária, Hantavirose Pulmonar, Leptospirose, Leishmaniose Tegumentar
Americana e Leishmaniose Visceral. Foi calculada a incidência, com base na população e, para a Malária,
o Índice Parasitário Anual (IPA) (incidência especifica para malária) no período de 1996 a 2001. Também
foram coletadas informações sobre o número de pessoas hospitalizadas por cada uma das endemias,
óbitos hospitalares e o custo para cada estado. Para o período do projeto, este dado não foi avaliado para
os municípios por não se ter informação disponível.
Para Cólera, Dengue, Malária e Leptospirose foram obtidas informações das quatro variáveis
acima mencionadas, isto é, compondo um total de 24 variáveis (quatro variáveis em seis anos). No caso
das Leishmanioses, somente a taxa de incidência está disponível em forma individual para cada tipo
(Tegumentar Americana e Visceral). As outras três variáveis foram obtidas em forma agregada e, em
conseqüência, tem-se 30 variáveis correspondentes as Leishmanioses (cinco variáveis em seis anos). No
caso de Hantavirose, somente existe estatística para o número de casos de cada estado; logo, se trabalhou
com seis variáveis para esta doença.
As Tabelas A.4, A.7, A.10, A.13, A.16 e A.19 mostram as séries temporais mensais obtidas para
cada estado, e algumas dessas variáveis são representadas nos Mapas M.12 a M.32.
5.3.1 Calculo do IVE
Por exemplo, a taxa de incidência de dengue em 1996 para o estado de Pará foi 5,82. No mesmo
ano, a maior taxa de incidência foi da Bahia (513,8) e a menor foi a dos estados do Acre, Rondônia,
Amapá e Amazonas (0,0). Com estas informações calculou-se o índice utilizando a fórmula a seguir:
5,82 −
0,00
Ip =
=
0,011
513,8 −
0,00
(10)
O Quadro 5.2 apresenta os resultados dos cálculos do IVE para Pará e o Distrito Federal. As Tabelas
A.5, A.6, A.8, A.9, A.11, A.12, A.14, A.15, A.17, A.18 e A.20 apresentam indicadores calculados e
padronizados utilizados para a construção dos índices sintéticos por doença. A Tabela A.21 apresenta os
cálculos e valor final do IVE.
52
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Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
Quadro 5.2 - Exemplo de cálculo do IVE – DF e Pará
5.3.2 Taxa de Incidência nos Municípios
A Tabela 5.5 apresenta as taxas de incidência anual de Cólera, Dengue, Hantavírus, Leptospirose
Leishmaniose Tegumentar Americana e Leishmaniose Visceral calculadas para o período 1996-2001 nos
5 Municípios selecionados. Apresenta, também, o IPA para Malária. Observa-se que Dengue e Malaria
são as doenças com maiores incidências no Município de Belém.
A Dengue afetou, também, Recife e Rio de Janeiro, enquanto que a incidência da Malária foi menor
que 1,0 nos outros quatro Municípios. Leptospirose é uma das doenças presentes todos os Municípios, e
com taxas de incidência que variam de 0,20 a 4,73. Dengue também tem taxas de incidência em todos os
Municípios a partir de 1997.
Tabela 5.5 - Taxa de Incidência nos Municípios Selecionados no Período 1996 – 2001
BELÉM - PA
Doença
1996
1997
2000
2001
0,00
0,00
0,00
0,00
Dengue
0,47 118,04 109,28 17,26 47,30 16,24
Hantavírus
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
Leptospirose
2,10
4,23
2,39
1,63
1,26
0,75
Leishmaniose Tegumentar Americana
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
Leishmaniose Visceral
0,00
0,00
0,01
0,03
0,04
0,03
23,73
23,40
Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO
0,00
1999
Cólera
Malária (IPA)
0,00
1998
23,78 30,57 29,05 17,91
53
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
BLUMENAU - SC
Doença
1996
1997
1998
1999
2000
2001
Cólera
0,00
0,00
0,00
0,12
0,00
0,00
Dengue
0,00
0,04
0,42
0,12
0,36
0,59
Hantavírus
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
Leptospirose
1,60
1,99
2,33
0,90
1,21
4,47
Leishmaniose Tegumentar Americana
0,00
0,00
0,00
0,08
0,08
0,04
Leishmaniose Visceral
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
Malária (IPA)
Dengue e Malária não autóctones
0,39
0,17
0,29
0,16
0,20
0,12
ITAJAÍ - SC
Doença
1996
1997
1998
1999
2000
2001
Cólera
0,00
0,00
0,00
0,48
0,00
0,00
Dengue
0,00
0,07
0,14
0,21
0,47
0,79
Hantavírus
0,00
0,00
0,00
0,07
0,00
0,13
Leptospirose
1,04
0,94
3,03
1,93
2,56
4,35
Leishmaniose Tegumentar Americana
0,00
0,00
0,00
0,07
0,00
0,00
Leishmaniose Visceral
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
Malária (IPA)
Dengue e Malária não autóctones
0,30
0,07
0,35
0,14
0,07
0,13
RECIFE - PE
Doença
54
1996
1997
1998
0,27
1999
2000
2001
1,84
1,27
0,00
Cólera
0,10
0,20
Dengue
47,27
61,73
Hantavírus
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
Leptospirose
1,35
1,08
0,41
0,20
1,77
0,51
Leishmaniose Tegumentar Americana
0,01
0,00
0,00
0,01
0,01
0,00
Leishmaniose Visceral
0,00
0,00
0,00
0,00
0,04
0,01
Malária (IPA)
Leishmanioses não autóctones no Recife
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
51,09 32,51 19,15 23,99
Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
RIO DE JANEIRO - RJ
Doença
1996
1997
1998
1999
2000
2001
0,00
Cólera
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
Dengue
7,42
1,84
24,25
7,68
4,08 47,14
Hantavírus
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
Leptospirose
3,23
0,22
0,49
0,18
0,21
0,23
Leishmaniose Tegumentar Americana
0,34
0,46
0,18
0,29
0,01
0,07
Leishmaniose Visceral
0,01
0,02
0,00
0,00
0,01
0,02
Malária (IPA)
Malária não autóctones
0,15
0,07
0,07
0,06
0,10
0,12
5.4 Vulnerabilidade Climatológica
Os dados utilizados neste estudo foram fornecidos pelo INPE/CPTEC e representam uma série
histórica de 42 anos. Tais dados são resultados de uma interpolação realizada a partir de dados do
Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) e dos Centros Estaduais de Meteorologia. Estes foram
interpolados para a grade de 0.25º x 0.25º (~25km x 25km) para a visualização e obtenção das séries
temporais dos valores acumulados para cada estado. As séries temporais foram ordenadas em ordem
crescente.
Foram utilizadas séries históricas de totais pluviométricos mensais para cada estado, observados
entre janeiro de 1961 e dezembro de 2002, totalizando 504 observações, sendo 42 para cada mês.
As Tabelas 5.6 a 5.10 apresentam as médias aritméticas simples, mensais, de precipitação total de
cada UF obtida a partir dos dados disponíveis. Cada Tabela apresenta as precipitações médias dos estados
de uma mesma região. Observa-se, por exemplo, que os maiores níveis de precipitação na região Norte
(Tabela 5.6) e na região Centro-Oeste (Tabela 5.10) correspondem aos meses de novembro a março,
enquanto que na região Nordeste (Tabela 5.7), na maioria dos seus estados, os maiores níveis de
precipitação são observados entre março e julho. Observa-se também que nas regiões Sudeste (Tabela
5.8) e Sul (Tabela 5.9), os menores níveis de precipitação correspondem aos meses de maio a setembro.
Por estado, pode ser visto que Amapá (Tabela 5.6) tem os maiores níveis de precipitação acumulada
mensal do Brasil, sendo que, nos meses de março e abril, o nível de precipitação supera os 400 mm (453,2
em março e 418,9 em abril). Mas, nos estados de Amazonas e Roraima, a precipitação ao longo do ano
supera os 100 mm. Entretanto, o Piauí (Tabela 5.7) apresentou os menores níveis de precipitação total
mensal (10,4 mm em julho e 10,0 em agosto), seguido de Rio Grande do Norte (12,0 em outubro e 14,2
em novembro) e Goiás (14,2 em junho e 15,4 em julho).
Outro aspecto importante que pode ser observado nas Tabelas 5.6 a 5.10 é que nas regiões Norte e
Centro-Oeste os níveis de alta precipitação são até dez vezes maiores que os níveis de baixa precipitação,
por exemplo: no estado de Amapá, no mês de fevereiro, choveu em média 350,6 mm, enquanto que em
outubro, no mesmo estado, a precipitação média foi de 32,4 mm. Outro exemplo é o estado de Goiás
Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO
55
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
onde, em janeiro, choveu uma média de 253,4 mm, mas, em junho, choveu apenas 14,2 mm. Contudo,
esta situação é totalmente diferente na região Sul (Tabela 4.9) onde os níveis de precipitação ao longo do
ano variam muito menos que nas outras regiões do país. Por exemplo: em Santa Catarina o maior nível
médio de precipitação foi observado no mês de janeiro com 179,6 mm e o menor nível no mês de abril
com 113,4 mm, isto é, uma diferença de 58% entre o mês mais úmido e o mais seco do estado.
Após se revisar os dados disponíveis, conclui-se que cada estado tem um padrão próprio de
precipitação tanto em média como em variabilidade. Este tema é abordado em detalhe na literatura
climatológica brasileira, ver, por exemplo, Marengo et al. (2003).
Tabela 5.6 - Precipitação Média Mensal (mm) por UF da Região NORTE de Janeiro de 1961 a Dezembro
de 2002 (504 observações)
Mês
AC*
Janeiro
Fevereiro
Março
Abril
Maio
Junho
Julho
Agosto
Setembro
Outubro
Novembro
Dezembro
AM
262,9
270,8
278,3
196,7
114,4
51,6
52,8
56,4
109,7
177,9
209,1
250,8
AP
271,2
253,0
289,6
276,7
239,2
158,2
130,1
106,7
129,1
165,4
190,0
230,5
PA
282,3
350,6
423,2
418,9
358,0
230,1
171,0
88,8
41,3
32,4
65,5
118,6
261,4
290,0
332,2
288,1
213,1
125,1
86,9
58,4
61,6
89,7
128,7
178,0
RO
280,0
279,1
256,7
204,6
125,9
59,8
52,4
52,3
102,6
169,3
199,4
249,4
RR
153,6
139,7
198,7
248,6
308,0
284,8
233,2
164,1
116,4
101,5
131,4
124,5
TO
256,1
235,6
243,5
147,3
46,4
15,2
10,7
14,9
47,7
142,5
205,6
249,7
*Exceto AC: Janeiro de 1970 - Dezembro de 2002
Tabela 5.7 - Precipitação Média Mensal (mm) por UF da Região NORDESTE de Janeiro de 1961 a
Dezembro de 2002 (504 observações)
Mês
Janeiro
Fevereiro
Março
Abril
Maio
Junho
Julho
Agosto
Setembro
Outubro
Novembro
Dezembro
56
AL
BA
CE
55,3
68,3
112,5
147,7
174,5
171,9
166,4
86,2
59,4
37,3
33,2
48,7
128,5
106,3
120,5
88,0
53,4
42,6
38,1
28,4
30,1
65,7
128,0
149,9
121,5
155,0
244,9
218,7
135,3
78,2
43,0
15,9
15,0
17,0
20,1
49,9
MA
233,2
261,8
305,9
254,3
135,9
65,8
38,1
24,2
29,3
54,9
87,5
143,1
PB
PE
PI
78,5
112,1
160,6
164,9
108,2
90,7
88,8
39,7
25,0
18,9
18,8
37,7
84,6
98,1
144,5
134,1
99,8
96,0
92,7
46,5
29,8
24,9
33,8
56,6
168,0
169,1
206,2
153,5
61,5
22,2
10,4
10,0
17,5
50,6
89,5
126,7
RN
66,6
109,5
176,8
188,9
120,0
86,2
77,5
36,3
21,5
12,0
14,2
28,2
SE
51,8
63,6
100,2
153,4
190,6
170,0
146,3
89,1
65,0
49,7
46,5
49,4
Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
Tabela 5.8 - Precipitação Média Mensal (mm) por UF da Região SUDESTE de Janeiro de 1961 a
Dezembro de 2002 (504 observações)
Mês
Janeiro
Fevereiro
Março
Abril
Maio
Junho
Julho
Agosto
Setembro
Outubro
Novembro
Dezembro
ES
MG
164,6
96,7
120,3
81,6
53,8
38,6
49,0
39,4
60,2
116,9
186,8
190,9
239,2
156,1
144,2
66,3
33,2
16,1
16,6
18,6
43,1
113,6
194,7
249,0
RJ
SP
212,7
146,7
142,1
92,4
59,0
37,5
38,0
37,6
74,7
109,1
167,9
211,1
260,2
217,0
188,2
101,6
79,9
61,2
52,1
48,1
94,5
141,9
167,4
244,0
Tabela 5.9 - Precipitação Média Mensal (mm) por UF da Região SUL de Janeiro de 1961 a Dezembro de
2002 (504 observações)
Mês
Janeiro
Fevereiro
Março
Abril
Maio
Junho
Julho
Agosto
Setembro
Outubro
Novembro
Dezembro
PR
193,7
173,5
138,8
113,3
124,1
119,4
89,2
83,3
136,1
166,5
137,0
180,8
RS
137,8
141,7
135,6
140,7
123,7
133,7
141,1
130,4
153,7
156,3
127,5
132,4
SC
179,6
178,9
137,0
113,4
119,4
121,4
126,7
123,6
157,1
171,0
138,2
155,0
Tabela 5.10 - Precipitação Média Mensal (mm) por UF da Região CENTRO-OESTE de Janeiro de 1961
a Dezembro de 2002 (504 observações)
Mês
Janeiro
Fevereiro
Março
Abril
Maio
Junho
Julho
Agosto
Setembro
Outubro
Novembro
Dezembro
GO
253,4
206,9
193,4
90,5
35,1
14,2
15,4
21,1
46,9
134,9
199,0
253,5
MS
205,3
191,2
162,0
111,6
82,0
64,1
46,0
45,0
85,0
136,3
149,0
200,0
Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO
MT
256,2
244,8
230,0
135,6
69,3
30,5
23,2
29,4
69,7
148,8
200,5
237,8
57
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
Nos dados utilizados nesta pesquisa, o valor mínimo de meses com precipitação extrema alta foi
0,758% e o valor máximo foi 5,159%. Logo, por exemplo: no caso de Rio de Janeiro, o IVC foi obtido da
seguinte forma:
2,381 −
0,758
IVCRJ =
=
0.3688
5,159 −
0,758
(11)
As Tabelas A.22, A.23 e A.24 mostram os indicadores e o IVC obtido para todos os estados. Os
Mapas M.33 e M.34 mostram a porcentagem de meses com valores altos e baixos de chuva determinados
para cada estado.
5.5 Índice de Vulnerabilidade Geral
Os Índices de Vulnerabilidade Geral foram calculados utilizando a fórmula (7). Como exemplo
considere o caso do Rio de Janeiro: o IVSE foi 0,2077, o IVE foi 0,0876 e o IVC foi 0,3687, logo, o seu
IVG está dado por:
0,2077 +
0,0876 +
0,3687
IVGRJ =
=
0,2213
3
(12)
No Capítulo 6 apresentam-se todos os índices obtidos para cada UF, assim como é realizada a
interpretação individual e conjunta desses resultados.
58
Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
Capítulo 6
Interpretação dos Resultados
Nesta seção apresentam-se os valores dos índices calculados para os três componentes em estudo:
Socioeconômico, Epidemiológico e Climatológico. A Tabela 6.1 mostra os resultados obtidos nesta
pesquisa: os índices por componente e o índice geral. Numa primeira etapa, cada um dos índices é
analisado individualmente e a classificação dos estados, segundo cada um deles, também é mostrada.
Numa segunda etapa, apresenta-se o valor do Índice de Vulnerabilidade Geral e a classificação das UFs
realizada a partir deste índice.
Tabela 6.1 - Índices de Vulnerabilidade por UF: IVSE, IVE, IVC e IVG
Índice de
Vulnerabilidade
Socioeconômica
Índice de
Vulnerabilidade
Epidemiológica
Índice de
Vulnerabilidade
Climatológica
Vulnerabilidade
Geral
UF
IVSE
IVE
IVC
IVG
AC
0,53
0,06
0,00
0,20
AL
0,76
0,16
1,00
0,64
AM
0,48
0,10
0,01
0,20
AP
0,30
0,10
0,23
0,21
BA
0,62
0,30
0,46
0,46
CE
0,61
0,12
0,55
0,43
DF
0,18
0,02
0,32
0,17
ES
0,25
0,03
0,41
0,23
GO
0,24
0,03
0,32
0,20
MA
0,75
0,15
0,55
0,48
MG
0,25
0,13
0,23
0,21
MS
0,23
0,14
0,05
0,14
MT
0,31
0,08
0,28
0,22
PA
0,49
0,31
0,01
0,27
PB
0,67
0,11
0,23
0,34
PE
0,59
0,23
0,50
0,44
PI
0,73
0,07
0,41
0,41
PR
0,22
0,13
0,19
0,18
RJ
0,21
0,09
0,37
0,22
RN
0,51
0,11
0,32
0,32
RO
0,38
0,11
0,05
0,18
RR
0,38
0,10
0,23
0,24
RS
0,17
0,13
0,10
0,13
SC
0,15
0,08
0,32
0,19
SE
0,52
0,10
0,55
0,39
SP
0,10
0,20
0,32
0,21
TO
0,48
0,08
0,28
0,28
Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO
59
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
6.1 Vulnerabilidade Socioeconômica
O Quadro 6.1 apresenta a classificação das UFs segundo o IVSE calculado neste trabalho. São
Paulo e Santa Catarina foram os estados com menores índices, (0,10 e 0,15 respectivamente), isto é,
apresentaram a situação de menor vulnerabilidade socioeconômica. O baixo índice de São Paulo explicase, pois tem um dos maiores graus de urbanização do país (94%), a menor taxa de pobreza (12%),
população com uma boa escolaridade em relação aos outros estados (18% com menos de 4 anos de
estudo), as melhores taxas de serviços de saneamento (99,1% em água, 98,6% em esgoto e 99.1% em
lixo), a terceira mais baixa mortalidade infantil (17.3) do país e a melhor cobertura de planos de saúde
(35.8%).
Entretanto, Alagoas (0.76), Maranhão (0.75) e Piauí (0.73) são os estados que apresentaram maior
índice de vulnerabilidade socioeconômica indicando que, em relação a todos os demais estados
brasileiros, são os que têm a pior situação de vulnerabilidade socioeconômica. No caso de Alagoas, esta
situação é explicada, pela alta densidade demográfica (101.47); o mais baixo grau de urbanização do país
(68%), a mais alta taxa de pobreza (57%), uma população com baixa escolaridade (50% têm menos de 4
anos de estudo), por estar entre os estados com menores taxas de serviços de saneamento, tem a menor
esperança de vida ao nascer (63,2 anos), uma das menores taxa de cobertura de planos de saúde (4%) e a
mais alta taxa de mortalidade infantil do Brasil (62.5).
Quadro 6.1 - Classificação das UF do Brasil segundo o Índice de Vulnerabilidade Social (IVSE)
60
Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
O Mapa 6.1 ilustra o resultado do IVSE. No interior de cada estado, encontra-se o valor individual
do índice. Apesar de cada estado ter um valor, para efeito do estudo foram agrupados em 7 (sete) grupos
que são representados por cores. A cor mais clara representa o valor mais baixo e, portanto, uma menor
vulnerabilidade socioeconômica. A medida que as cores vão escurecendo, os valores vão aumentado e,
conseqüentemente, a vulnerabilidade socioeconômica vai se tornando maior. Assim sendo, aqueles
estados que tenham as mesmas cores possuem valores do IVSE próximos e estão classificados num
mesmo grupo; e os que têm cores diferentes estão em grupos diferentes.
Esses grupos foram formados com a Análise de Conglomerados (como descrito na Seção 4.5). Esta
interpretação é válida para todos os Mapas apresentados neste relatório.
Mapa 6.1 Mapa do IVSE nos Estados
Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO
61
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
6.1.1 Vulnerabilidade Socioeconômica dos Municípios
A Tabela 6.2 mostra os índices sintéticos obtidos para cada dimensão socioeconômica e o IVSE
calculado para cada município. A Figura 6.1 ilustra também o IVSE dos municípios. Observa-se que o
menor IVSE corresponde a Blumenau (0,14), seguido, em forma crescente, de Itajaí (0,28), Rio de
Janeiro (0,34), Belém (0,71) e Recife (0,73). Em outras palavras, os municípios com maior
vulnerabilidade socioeconômica são Belém e Recife. Este resultado explica-se, pois Recife tem a maior
densidade demográfica dentre os 5 municípios, e junto com Belém, tem a maior percentagem de
domicílios com mais de duas pessoas por cômodo, maior taxa de pobreza e de mortalidade infantil. Ao
mesmo tempo, Belém e Recife têm as menores porcentagens de domicílios com abastecimento de água,
serviço de esgoto e destino de lixo.
Tabela 6.2 - Indicador Sintético por Dimensão Socioeconômica e IVSE por Município
Índice para
Demografia
Índice para
Renda
Índice para
Saneamento
Índice para
Saúde
IVSE
Blumenau
0,50
0,00
0,05
0,00
0,14
Itajaí
0,25
0,20
0,11
0,56
0,28
Rio de Janeiro
0,37
0,33
0,09
0,55
0,34
Belém
0,10
0,97
0,91
0,84
0,71
Recife
0,50
0,91
0,70
0,79
0,73
Município
Figura 6.1 - Índice de Vulnerabilidade Socioeconômica (IVSE) para Municípios
Blumenau
0,14
0,28
Itajaí
0,34
Rio de Janeiro
0,71
Belém
Recife
0,00
0,73
0,20
0,40
0,60
0,80
Observa-se que diante dos fatores socioeconômicos selecionados o município de Blumenau se
destaca de forma positiva, apresentando uma menor vulnerabilidade, seguido por Itajaí, Rio de Janeiro,
Belém e Recife foram os municípios que apresentaram os Índices de Vulnerabilidade mais altos, sendo
portanto, dos municípios selecionados, os que necessitam de uma ação mais imediata.
62
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Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
6.2 Vulnerabilidade Epidemiológica
Nas Tabelas 6.3 a 6.8 apresentam-se os índices obtidos para cada estado, por doença. Observa-se,
por exemplo, que o índice sintético de Cólera (Tabela 6.5) para Roraima e Amapá é 0,000; este valor
deve-se a que no período de 1996 a 2001 não foram contabilizados casos de Cólera em ambos os estados.
Entretanto, os maiores índices são de Alagoas (0,732) e Pernambuco (0,437) (Tabela 6.3), isto devido a
que o maior número de casos dessa doença, no período estudado, foram observados nesses estados e, em
04 dos 06 anos, o maior custo total foi em Alagoas.
No caso de Leptospirose (Tabela 6.6), os maiores índices correspondem a Bahia (0,434), Rio de
Janeiro (0,467), Pernambuco (0,478) e São Paulo (0,662), estados com grau de urbanização e densidade
demográfica alta, fatores altamente relacionados com a incidência de Leptospirose. No caso da
Hantavirose (Tabela 6.8), só nove estados apresentam um índice diferente de 0, que são os estados que
têm casos da doença, sendo que os maiores índices correspondem a São Paulo (0,270), Rio Grande do Sul
(0,361), Paraná (0,399) e Matogrosso do Sul (0,463). Isto se deve ao fato que casos desta doença surgiram
a partir de 1993 no Brasil. Na região Sul observa-se a presença da enfermidade a partir de 1998 (4 em
1998, 10 em 1999, 40 em 2000 e 52 em 2001), na região Sudeste (2 em 1996, 7 em 1998, 13 em 1999, 10
em 2000 e 12 em 2001) e na região Centro-Oeste (3 em 1999, 3 em 2000 e 11 em 2001). Cabe destacar que
nas Tabelas 6.3 a 6.8, as UFs estão apresentadas em grupos, que foram formados utilizando a técnica
estatística de Análise de Conglomerados (ver Seção 4.5). Utilizou-se esta técnica, pois ela permite dividir
indivíduos de uma amostra (neste caso as UFs) em grupos cujos elementos tenham valores de IVE muito
próximos e, ao mesmo tempo, o mais distante possível de membros de outros grupos. Cabe destacar que o
tamanho dos grupos não é prefixado, isto é, a própria análise determina o tamanho de cada grupo.
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63
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
Tabela 6.3 - Índice Sintético para CÓLERA
64
Grupo
UF
INDICE
1
RR
0,000
1
AP
0,000
1
RO
0,001
1
ES
0,002
1
MS
0,004
1
DF
0,005
1
TO
0,005
1
GO
0,006
1
MT
0,007
1
PI
0,007
1
SC
0,008
1
MA
0,010
1
AC
0,017
1
AM
0,018
1
RN
0,030
1
PR
0,039
1
PA
0,041
2
RS
0,068
2
RJ
0,076
2
MG
0,090
2
SE
0,108
3
CE
0,155
3
SP
0,172
4
PB
0,196
4
BA
0,213
5
PE
0,437
6
AL
0,732
Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
Tabela 6.4 - Índice Sintético para DENGUE
Grupo
UF
INDICE
1
RS
0,000
1
SC
0,001
1
DF
0,012
1
PR
0,013
1
AP
0,018
1
RO
0,024
1
AC
0,024
2
GO
0,046
2
AL
0,059
2
MS
0,065
2
SP
0,071
2
AM
0,097
3
ES
0,118
3
MT
0,124
3
RR
0,134
3
PI
0,137
3
TO
0,144
3
RJ
0,153
4
CE
0,194
4
MG
0,198
4
SE
0,254
4
MA
0,262
5
PB
0,356
5
PA
0,395
6
BA
0,439
6
PE
0,447
6
RN
0,453
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65
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
Tabela 6.5 - Índice Sintético para MALÁRIA
66
Grupo
UF
INDICE
1
SE
0,000
1
PB
0,000
1
PE
0,001
1
MS
0,001
1
DF
0,001
1
RS
0,001
1
RN
0,001
1
AL
0,002
1
BA
0,002
1
ES
0,002
1
PR
0,003
1
CE
0,003
1
SC
0,004
1
RJ
0,005
1
MG
0,007
1
SP
0,015
1
GO
0,015
1
PI
0,031
1
TO
0,041
2
MT
0,113
2
AC
0,144
2
MA
0,151
3
AP
0,222
3
RR
0,251
4
AM
0,306
5
RO
0,399
6
PA
0,824
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Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
Tabela 6.6 - Índice Sintético para LEPTOSPIROSE
Grupo
UF
INDICE
1
PI
0,001
1
TO
0,004
1
RR
0,004
1
RO
0,007
1
MS
0,007
1
GO
0,010
1
RN
0,037
1
DF
0,043
1
ES
0,047
1
PB
0,051
1
AM
0,051
1
MA
0,055
2
MT
0,068
2
CE
0,079
2
MG
0,092
2
AC
0,092
2
SE
0,097
2
AL
0,098
3
PR
0,202
3
AP
0,269
3
SC
0,276
4
PA
0,316
4
RS
0,349
5
BA
0,434
5
RJ
0,467
5
PE
0,478
6
SP
0,662
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67
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
Tabela 6.7 - Índice Sintético para LEISHMANIOSE
68
Grupo
UF
INDICE
1
RS
0,001
1
SC
0,003
1
ES
0,030
1
PR
0,031
1
DF
0,049
1
RJ
0,053
2
GO
0,073
2
AM
0,088
2
MS
0,103
2
AC
0,109
2
RO
0,118
2
AP
0,133
3
RR
0,181
3
PB
0,190
3
MT
0,199
3
SE
0,215
3
SP
0,216
3
PA
0,220
4
RN
0,240
4
PI
0,245
4
MG
0,259
4
AL
0,259
4
TO
0,272
5
PE
0,341
5
CE
0,346
5
MA
0,403
6
BA
0,688
Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
Tabela 6.8 - Índice Sintético para HANTAVIROSE
Grupo
UF
INDICE
1
RO
0,000
1
AC
0,000
1
AM
0,000
1
RR
0,000
1
AP
0,000
1
TO
0,000
1
MA
0,000
1
PI
0,000
1
CE
0,000
1
RN
0,000
1
PB
0,000
1
PE
0,000
1
AL
0,000
1
SE
0,000
1
ES
0,000
1
RJ
0,000
1
MT
0,000
1
DF
0,000
1
PA
0,013
1
GO
0,015
2
MG
0,164
3
BA
0,200
3
SC
0,228
4
SP
0,270
5
RS
0,361
5
PR
0,399
6
MS
0,463
Detalhes dos cálculos podem ser vistos nas Tabelas A.5, A.6, A.8, A.9, A.11, A.12, A.14, A.15,
A.17, A.18 e A.20, que apresentam os indicadores utilizados e os indicadores padronizados de cada
doença, por ano e por UF. Os Mapas M.35 a M.39, mostram os índices sintéticos das doenças em estudo
nos respectivos estados.
No Quadro 6.2 apresentam-se os estados classificados segundo o IVE. Observa-se que as UFs com
maior IVE são Bahia e Pará. No caso da Bahia, os índices para Dengue, Cólera, Leptospirose e
Leishmaniose (quatro das seis doenças) são altos. No caso do Pará os índices altos são de Dengue e
Malaria, sendo que Malaria entra no IVE com um peso alto, o que eleva o valor do IVE final. Na situação
inversa, isto é, com menores IVE estão: Distrito Federal, Espírito Santo e Goiás. No caso do Distrito
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69
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
Federal este resultado é explicado pelos baixos índices obtidos nas 06 doenças avaliadas (em nenhuma
das doenças o índice individual foi maior que 0,01). Para o Espírito Santo explica-se por: ausência de
Hantavirose; índice muito baixo (0,002) de Cólera e Malária; índice de 0,047 para Leptospirose de 0,030
para Leishmaniose que também são baixos. No caso de Goiás o seu maior índice foi para Leishmaniose
(0,073), seguido de Dengue (0,046), Malária e Hantavirose (0,015), Leptospirose (0,010) e finalmente
Cólera (0,006); todos os índices são baixos.
Quadro 6.2 Classificação das UFs do Brasil segundo o Índice de Vulnerabilidade Epidemiológica (IVE)
A Tabela A.21 apresenta os cálculos finais para a obtenção do IVE. O Mapa 6.2 apresenta os valores
individuais do IVE para cada estado, assim como mostra os grupos formados com a Análise de
Conglomerados.
70
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Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
Mapa 6.2 Mapa do IVE nos Estados
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71
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
6.2.1 Vulnerabilidade Epidemiológica dos Municípios
A Tabela 6.9 mostra os índices sintéticos obtidos para cada doença e o IVE calculado para cada
município. A Figura 6.2 ilustra também o IVE dos municípios. Observa-se que o menor IVSE
corresponde a Blumenau (0,14), seguido, em forma crescente, de Itajaí (0,28), Rio de Janeiro (0,34),
Belém (0,71) e Recife (0,73). Em outras palavras, os municípios com maior vulnerabilidade
socioeconômica são Belém e Recife. Este resultado explica-se, pois Recife tem a maior densidade
demográfica dentre os 5 municípios, e junto com Belém, tem a maior percentagem de domicílios com
mais de duas pessoas por cômodo, maior taxa de pobreza e de mortalidade infantil. Ao mesmo tempo,
Belém e Recife têm as menores porcentagens de domicílios com abastecimento de água, serviço de
esgoto e destino de lixo.
Tabela 6.9 - Indicador Sintético por Doença e IVE por Município
Enfermidades
Belém
(PA)
Blumenau
(SC)
Itajaí
(SC)
Recife
(PE)
Rio de Janeiro
(RJ)
Cólera
0,000
0,011
0,044
0,833
0,000
Dengue
Hantavírus
0,646
0,000
0,000
0,000
0,002
0,333
0,649
0,000
0,284
0,000
Leptospirose
0,606
0,544
0,692
0,184
0,172
Leishmaniose Tegumentar (LTA)
0,000
0,306
0,039
0,023
0,859
Leishmaniose Visceral
0,655
0,000
0,000
0,203
0,493
Malária (IPA)
IVE
1,000
0,421
0,009
0,087
0,007
0,140
0,000
0,229
0,004
0,230
Figura 6.2 - Índice de Vulnerabilidade Epidemiológica (IVE) para Municípios
72
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Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
Também no Índice de Vulnerabilidade Epidemiológica, Blumenau se destacou com o menor
índice, ou seja, a menor vulnerabilidade dentre os municípios estudados seguindo por Itajaí. O município
de Belém apresentou a pior situação, ou seja, o seu IVE é o mais alto dos municípios selecionados. Rio de
Janeiro e Recife obtiveram os mesmos índices.
6.3. Vulnerabilidade Climatológica
O número de valores extremos altos apresentados na Tabela 6.10 para cada UF, corresponde à soma
do número de valores extremos altos identificados em cada mês do ano (42 por mês). Observa-se que
Alagoas apresentou o maior número de valores extremos altos (5.16% das 504 observações); seguido de
Sergipe, Ceará e Maranhão. Já os estados de Acre, Amazonas e Pará, mesmo quando os seus níveis
médios mensais de chuva são altos, apresentam o menor número de eventos extremos altos (menos de
0.8% das 504 observações). Isto significa que esses estados mantiveram seus níveis dentro de um padrão
regular.
A Tabela 6.11 mostra o número de valores extremos baixos identificados para cada UF.
Analogamente ao caso dos extremos altos, cada total corresponde à soma do número de valores extremos
baixos identificados em cada mês. Observa se que somente quatro estados apresentaram meses com
valores extremos muito abaixo do padrão esperado, estas UFs são: Amazonas, Goiás, Rondônia e
Amapá, todos com uma freqüência menor de 1% dos 504 valores observados.
Na Tabela 6.10 os estados estão classificados em sete grupos e na Tabela 6.11 estão classificados
em quatro grupos. Estes grupos foram determinados utilizando a técnica estatística multivariada
denominada Análise de Conglomerados. Assim, na Tabela 6.10, o grupo 7 é constituído somente por
Alagoas, pois o número de eventos extremos altos é 26, valor muito diferente a média do grupo 6 (15,4
meses).
O Quadro 6.3 mostra a classificação das UFs segundo o Índice e Vulnerabilidade Climatológica
(IVC). Dado que este índice foi construído a partir da porcentagem de meses com precipitação extrema
alta, a interpretação dos resultados é bastante similar. Assim, Alagoas é o estado que tem a maior
vulnerabilidade climatológica em relação aos outros (IVC=1,00), porque tem o maior número de valores
extremos altos no período estudado. Já as UFs do Acre, Amazonas, Pará, Mato Grosso do Sul, Rondônia e
Rio Grande do Sul são as que apresentam menor vulnerabilidade climatológica porque têm as menores
percentagens de eventos extremos altos.
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73
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
Quadro 6.3 - Classificação das UFs segundo o Índice de Vulnerabilidade Climatológica (IVC)
74
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Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
Tabela 6.10 - Número (n) e Porcentagem (%) de Meses com Precipitação Extrema ALTA entre Janeiro de
1961 e Dezembro de 2002
Grupo
UF
N
%
1
AC
3
0,76
1
AM
4
0,79
1
PA
4
0,79
2
RO
5
0,99
2
MS
5
0,99
2
RS
6
1,19
3
PR
8
1,59
4
RR
9
1,79
4
AP
9
1,79
4
PB
9
1,79
4
MG
9
1,79
4
TO
10
1,98
4
MT
10
1,98
5
RN
11
2,18
5
SP
11
2,18
5
SC
11
2,18
5
GO
11
2,18
5
RJ
12
2,38
5
PI
13
2,58
5
ES
13
2,58
6
BA
14
2,78
6
PE
15
2,98
6
MA
16
3,18
6
CE
16
3,18
6
SE
16
3,18
7
AL
26
5,16
(Exceto AC: Janeiro de 1970 a Dezembro de 2002)
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75
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
Tabela 6.11 - Número (n) e Porcentagem (%) de Meses com Precipitação Extrema BAIXA entre Janeiro
de 1961 e Dezembro de 2002
Grupo
UF
N
%
1
AC
0
0,00
1
RR
0
0,00
1
PA
0
0,00
1
TO
0
0,00
1
MA
0
0,00
1
PI
0
0,00
1
CE
0
0,00
1
RN
0
0,00
1
PB
0
0,00
1
PE
0
0,00
1
AL
0
0,00
1
SE
0
0,00
1
BA
0
0,00
1
MG
0
0,00
1
ES
0
0,00
1
RJ
0
0,00
1
SP
0
0,00
1
PR
0
0,00
1
SC
0
0,00
1
RS
0
0,00
1
MS
0
0,00
1
MT
0
0,00
2
AP
1
0,20
3
RO
2
0,40
3
GO
2
0,40
4
AM
5
0,99
(Exceto AC: Janeiro de 1970 a Dezembro de 2002)
A Tabela A.24 contém os cálculos parciais e o valor final do IVC para cada estado. O Mapa 6.3
ilustra o IVC obtido. Observa-se que os estados do Nordeste estão nos grupos de maior vulnerabilidade.
76
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Mapa 6.3 - Mapa do IVC nos Estados
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77
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
6.4 Vulnerabilidade Geral
Nesta seção analisam-se os resultados obtidos com o Índice de Vulnerabilidade Geral (IVG). Esta
tarefa não é simples, pois o IVG tenta apresentar de maneira resumida (um único valor) a situação
relativa de vulnerabilidade dos estados em três dimensões simultaneamente: Socioeconômica,
epidemiológica e climatológica.
Como objetivo de entender, de forma ampla, as relações dessas três dimensões, antes de avaliar o
IVG, apresenta-se duas análises bidimensionais: Vulnerabilidade Socioeconômica versus
Epidemiológica e Vulnerabilidade Climatológica versus Epidemiológica.
6.4.1 Vulnerabilidade Socioeconômica e Vulnerabilidade Epidemiológica
Na Tabela 6.1 foram apresentados os Índices de Vulnerabilidade Socioeconômica e
Vulnerabilidade Epidemiológica obtidos para cada UF. Esses valores estão representados na Figura 6.3.
O eixo horizontal representa o IVSE, que varia de 0,0 a 0,8, enquanto que o eixo vertical representa o
IVE, índice que varia de 0,0 até 0,4. As linhas pontilhadas sinalizam os pontos médios de cada eixo e
dividem o plano em quatro partes que ajudam na interpretação dos resultados. Observa-se que Bahia,
Pará e Pernambuco são os três estados com maior vulnerabilidade socioeconômica e epidemiológica
porque são esses os estados com altos valores do IVSE (mais de 0.4) e do IVE (mais de 0,2)
simultaneamente. No caso de São Paulo observa-se que sua situação socioeconômica se enquadra como
a melhor dentre os demais estados (IVSE 0,1), o que não acontece com a sua situação na dimensão
epidemiológica (IVE 0,2). Ao contrário dos estados Piauí, Alagoas, Maranhão e Paraíba, apresentam na
dimensão socioeconômica a maior vulnerabilidade dentre todos as UFs (IVSE maior de 0,6), mas o IVE
menor é menor que o do estado de São Paulo (IVE < 0,2). Já o Distrito Federal, Santa Catarina, Goiás e
Espírito Santo, são as UFs com os menores valores de IVSE e IVE simultaneamente, significando
estados com menores vulnerabilidades.
78
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Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
Figura 6.3 - Relação entre o Índice de Vulnerabilidade Socioeconômica (IVSE) e o Índice de
Vulnerabilidade Epidemiológica (IVE)
Na Figura 6.4 estão representados os valores dos índices sintéticos por doença apresentados nas
Tabelas 6.3 a 6.8 e os valores do IVSE. Nestes gráficos o eixo horizontal representa o IVSE e o eixo
vertical representa o índice de uma doença. Como no caso da Figura 6.3, as linhas pontilhadas sinalizam
os pontos médios de cada eixo e dividem o plano em quatro. Em alguns gráficos o eixo vertical começa
num valor negativo somente para uma melhor visualização dos resultados.
No painel (a) da Figura 6.4 observa-se que Alagoas e Pernambuco são os estados com os maiores
IVSE e índice para Cólera enquanto que para o resto do país o índice de Cólera está abaixo de 0,2
independente da situação socioeconômica do estado. Já no caso da Dengue, a relação com o IVSE é
diferente, pois como se observa no painel (b) da Figura 6.4, a medida que o valor do IVSE aumenta,
aumenta também o índice para Dengue, daí que a maior parte das UFs (21 das 27) estão nos quadrantes
inferior esquerdo ou superior direito. Todos os estados com alto IVSE (> 0,4) e alto índice de Dengue (>
0,25) estão localizados nas regiões Nordeste e Norte: Rio Grande do Norte, Pernambuco, Bahia, Paraíba,
Sergipe, Maranhão e Pará.
No que diz respeito à Malária, a relação desta doença com o IVSE está representada no painel (c) da
Figura 6.4. Observa-se que todos os estados com índice de Malária acima de 0,2, incluindo o Pará, estado
com maior índice para esta doença, têm valores na faixa intermediária do IVSE (entre 0,3 e 0,5), isto é,
não há uma relação direta (ou linear) entre o IVSE e o índice de Malária. No caso da Leptospirose, no
painel (d), observam-se quatro estados nos dois quadrantes superiores, Rio de Janeiro e São Paulo, na
esquerda, e Bahia e Pernambuco na direita. Este resultado indica que foram encontrados altos índices
(acima de 0,4) de Leptospirose em estados com realidades distintas segundo o IVSE. Uma explicação
para este resultado pode ser que o IVSE tem uma representatividade a nível estadual (o valor foi agregado
para cada estado tornando assim um único valor representativo por UF) o que pode ser uma área muito
ampla para analisar Leptospirose. Em áreas geográficas menores (bairros, setor censitário) onde
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acontece o maior número de casos de Leptospirose devem ocorrer situações socioeconômicas muito
parecidas entre as quatro UFs mencionadas.
Pelo painel (e) da Figura 6.4, pode ser dito que a relação entre o IVSE e o índice das Leishmanioses
é aproximadamente linear, isto é, a maior IVSE, maior índice de Leishmanioses. Observa-se que Rio
Grande do Sul e Santa Catarina, na região Sul, são os estados com os menores índices (IVSE < 0,2 e
Índice de Leishmaniose < 0,1) e que Bahia e Maranhão, na região Nordeste, têm os maiores índices
(IVSE > 0,6 e Índice de Leishmaniose > 0,4). Finalmente, no painel (f) tem-se a representação do IVSE
versus o índice de Hantavirose. Observa-se claramente que, na maioria dos estados (seis de sete) com
índice de Hantavirose diferente de 0 (zero), a situação socioeconômica é relativamente boa (IVSE < 0,3).
Somente a Bahia tem um IVSE maior de 0,6. Este resultado indica que a Hantavirose não está
diretamente relacionada com alta vulnerabilidade socioeconômica.
Figura 6.4 - Relação do Índice de Vulnerabilidade Socioeconômica (IVSE) com o Índice Sintético de
cada doença.
a) IVSE x Cólera
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b) IVSE x Dengue
c) IVSE x Leptospirose
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d) IVSE x Leishmanioses
e) IVSE x Malária
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f) IVSE x Hantavirose
6.4.2 Vulnerabilidade Climatológica e Vulnerabilidade Epidemiológica
Na Figura 6.5, estão representados os valores do Índice de Vulnerabilidade Climatológica (IVC) e
do Índice de Vulnerabilidade Epidemiológica apresentados na Tabela 6.1. O eixo horizontal corresponde
ao IVC, que varia entre zero e um, enquanto o eixo vertical corresponde ao IVE que varia entre zero e 0,4.
As linhas pontilhadas estão representando os valores médios dos intervalos. Observa-se que não existem
estados no quadrante superior direito o que significa que não foram encontrados estados com valores
altos de IVC (maiores de 0,5) e valores altos de IVE (maiores de 0,2) simultaneamente. As UFs que estão
no quadrante superior esquerdo são: Pará, Bahia, Pernambuco e São Paulo. Estes estados apresentaram
um baixo nível de vulnerabilidade climatológica (IVC < 0,5) mas um alto nível de vulnerabilidade
epidemiológica (IVE > 0,2). Por outro lado, os estados no quadrante inferior direito: Alagoas, Maranhão,
Ceará e Sergipe são os que apresentam um alto nível de vulnerabilidade climatológica (IVC > 0,5) e um
baixo nível de vulnerabilidade epidemiológica (IVE < 0,2). Os demais estados (16 no total) têm baixo
IVC (menor de 0,5) e baixo IVE (menor de 0,2). Esta alta percentagem de estados com baixo IVC e IVE
deve ser interpretado levando em conta os indicadores utilizados nesta pesquisa para avaliar as
vulnerabilidades. Em outras palavras, este resultado não indica pouca relação entre a vulnerabilidade
epidemiológica e a climatológica e sim que o número de meses com valores de precipitação extrema alta
aqui determinado não está diretamente relacionado com o IVE calculado. Este resultado pode mudar se
for utilizada outra informação climatológica.
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Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
Figura 6.5 - Relação entre o Índice de Vulnerabilidade Climatológica (IVC) e o Índice de
Vulnerabilidade Epidemiológica (IVE)
Na Figura 6.6 estão representadas as percentagens de meses com precipitação acumulada extrema
alta e baixa versus o IVE. O painel (a) é interpretado em forma análoga a Figura 6.5 devido a que o IVC
somente leva em conta a informação da percentagem de meses com precipitação extrema alta. Já o painel
(b) mostra a relação entre a precipitação baixa e o IVE. Observa-se que os quatro estados, Amapá,
Rondônia, Goiás e Amazonas, com percentagem de precipitação baixa diferente de zero, tem o IVE
abaixo de 0,12, ou seja não estão no grupo de maior vulnerabilidade epidemiológica.
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Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
Figura 6.6 - Relação do Índice de Vulnerabilidade Epidemiológica com o Percentual de Meses com
Chuva Extrema Alta e Percentual de Meses com Chuva Extrema Baixa
a) Precipitação Extrema Alta x IVE
b) Precipitação Extrema Baixa x IVE
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Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
A Figura 6.7 mostra os valores dos índices sintéticos por doença apresentados nas Tabelas 6.3 a 6.8
e os valores do IVC. Observa-se que a relação entre o índice para cólera e o IVC (painel (a)) é positiva,
pois a medida que aumenta o índice aumentar o IVC, isto é, quanto maior o IVC, maior o índice de
Cólera. Alagoas e Pernambuco são as UFs com maiores índices de cólera (acima de 0,4) e maiores IVC
simultaneamente (acima de 0,4). No painel (b) observa-se que os estados com maiores Índices de dengue
(Rio Grande do Norte, Bahia, Pará, Pernambuco e Paraíba) têm os seus IVC menores ou iguais a 0,5, isto
é não são os estados com precipitação extrema alta.
Com relação à Malária (painel (c)), pode chamar a atenção o fato de que Pará, o estado como o
maior índice para esta doença (mais de 0,8) apresenta um baixo de IVC (menos de 0,2). Contudo, este
resultado se explica, pois o IVC não mede o nível médio de precipitação (que no Pará fica acima de 200
mm nos primeiros 5 meses do ano (Tabela 4.6)). O IVC mede situações fora do padrão normal, logo, se
sabe que o alto nível de precipitação do Pará está fortemente associado ao nível de Malária, mas dado que
a precipitação se manteve alta dentro de um mesmo padrão ao longo dos 42 anos estudados, o IVC resulta
baixo.
No painel (d) observa-se que todos os estados com os quatro maiores índice de Leptospirose (São
Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Pernambuco) estão na faixa intermediária do IVC (entre 0,3 e 0,6) e que
estados com alto IVC (Alagoas, Sergipe, Ceará e Maranhão) têm baixo índice para esta doença (menos de
0,2). Neste caso, existe também a possibilidade de que o nível de representatividade do IVC seja muito
amplo para captar as relações entre clima e Leptospirose. Cabe então a possibilidade de avaliar o IVC ao
nível de unidades geográficas menores, por exemplo, bairros, setor censitário e estudar a sua relação com
o índice de Leptospirose. Neste sentido, um exemplo importante foi a epidemia do verão de 1996, na
cidade do Rio de Janeiro, quando cerca de 1.800 casos foram identificados, a grande maioria originário
da área alagável da baixada de Jacarepaguá. Finalmente nos painéis (e) e (f) mostram-se às relações do
IVC com os índices de Leishmanioses e Hantavirose. No caso das Leishmanioses parece ter uma relação
linear direta com o IVC, mas o contrário acontece com a Hantavirose, pois os maiores valores dos seus
índices estão associados a baixos IVC e vice-versa.
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Figura 6.7 - Relação do Índice de Vulnerabilidade Climatológica com o Índice Sintético de cada
Doença.
a) IVC x Cólera
b) IVC x Dengue
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c) IVC x Malária
d) IVC x Leptospirose
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e) IVC x Leishmanioses
f) IVC x Hantavirose
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6.4.3 Vulnerabilidade Socioeconômica, Climatológica e Epidemiológica
Como foi explicado na seção 5.5, o Índice de Vulnerabilidade Geral (IVG) é a média dos três
índices calculados nesta pesquisa, em conseqüência, pode ser interpretado como uma medida do nível
médio de vulnerabilidade das unidades em estudo. O Quadro 6.4 mostra a classificação das UFs segundo
o IVG. Observa-se que Alagoas é o estado com maior vulnerabilidade total, o seu IVG foi de 0,64 que é
explicado porque tem os maiores IVSE (0,76) e IVC (1,0) do país, isto é, Alagoas é o estado com a pior
situação em duas das três componentes estudadas. Além disso, o seu IVE (0,16) está na média do Brasil.
O segundo grupo com maior nível de vulnerabilidade está formado por cinco estados da região Nordeste:
Piauí, Ceará, Pernambuco, Bahia e Maranhão. Este resultado é o esperado porque estes estados tiveram,
pelo menos, 2 (dois) dos 3 (três) índices com valores muito altos. Este grupo mais Alagoas, também na
mesma região, indicam o nordeste brasileiro como a região com maior Vulnerabilidade Geral. No outro
extremo da classificação têm-se os três estados da região Sul: Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do
Sul, além de Matogrosso do Sul e Rondônia. Este grupo de estados explica-se pelos bons índices
individuais obtidos pela região Sul e também pelos baixos índices de vulnerabilidade epidemiologia e
climatológica dos outros dois estados. Um IVG de 0,20 foi obtido para os estados de Amazonas, Goiás e
Acre. Juntando estes últimos estados com os cinco de menor IVG tem-se um grupo que geograficamente
está localizado nas partes oeste e sul do país.
Os eixos no plano representam o IVE e o IVC enquanto o eixo vertical corresponde ao IVSE. Neste
tipo de gráfico se tem que, quanto mais perto da origem, menor é a vulnerabilidade geral. Assim, observase que Paraná, Matogrosso do Sul e Rio Grande do Sul são os estados em melhor situação quando
comparados aos outros estados, enquanto que Alagoas, Maranhão, Piauí e Bahia são as UFs com a pior
situação relativa, pois são os mais distantes da origem.
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Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
Quadro 6.4 - Classificação das UFs segundo o Índice de Vulnerabilidade Geral (IVG)
O Mapa 6.4 mostra os índices para cada estado. O tamanho do símbolo está associado com o nível
de vulnerabilidade, isto é, símbolos pequenos correspondem a valores baixos dos índices (menor
vulnerabilidade) e símbolos grandes correspondem a valores altos (maior vulnerabilidade). Este Mapa
resume os principais resultados desta pesquisa. Mostra claramente que as situações de menor
vulnerabilidade correspondem aos estados do Sul e Sudeste, enquanto que as maiores vulnerabilidades
correspondem aos estados do Nordeste.
O Mapa 6.5 mostra o IVG, que é a média dos três índices (IVSE, IVE e IVC). A diferença com
relação ao Mapa 6.4 está no valor único representando a vulnerabilidade do estado. Uma vez mais
observa-se que a região Nordeste é a que apresentou ser a mais vulnerável e, sendo Alagoas o estado que
merece mais atenção por ter o maior valor do IVG, e que se constitui num único grupo, isto é, o seu valor
do IVG pode ser considerado muito diferente (superior) ao dos demais estados. Observar valor em cada
UF.
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Mapa 6.4 - Mapa dos IVSE IVE IVC dos Estados do Brasil
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Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
Mapa 6.5 - Mapa do IVG nos Estados
RR
AP
0,239
0,211
AM
CE
0,196
0,481
0,271
PA
PI
MA
0,425
RN
0,316
0,339
0,405
AC
0,442
RO
0,200
0,280
0,181
MT
0,643 AL
0,389
BA
TO
PB
PE
0,458
0,224
DF
0,198 0,174
GO
MG
0,205
MS
ES
0,231
Grupos
1
2
3
4
5
0,141
SP
0,208
0,221
RJ
PR
0,178
0,186
RS
SC
0,133
1:25.500.000
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®
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Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
Capítulo 7
Conclusões
Neste trabalho procurou-se estabelecer índices para uma primeira avaliação nacional da
vulnerabilidade da população aos impactos da mudança climática global, sob o ponto de vista da saúde.
Vale lembrar que, embora seja uma primeira aproximação do problema, em virtude da má qualidade de
alguns dados, foi um esforço inovador já que não se conhece nenhuma avaliação quantitativa da
vulnerabilidade ao clima, a nível nacional, seja em país desenvolvido ou em desenvolvimento.
Ao se incluir, além da situação socioeconômica, aspectos relacionados às doenças infecciosas
sensíveis à variação do clima, além de uma variável climática, amplia-se o estudo da vulnerabilidade, de
modo a torná-lo mais abrangente.
O fato de, na obtenção do índice de vulnerabilidade geral, se destacarem os estados da região
Nordeste, se explica pelos baixos indicadores sociais e de saúde das Unidades Federadas desta parte do
país. Acrescenta-se a isto a existência de um clima semi-árido, na maior parte da região, que aumenta a
vulnerabilidade socioambiental da população, muito embora este aspecto não tenha sido incluído na
análise.
Os poucos dados, informações e estudos já produzidos, em nível nacional, e avaliações globais,
permite tirar as seguintes conclusões, em caráter preliminar, relativas aos possíveis impactos na saúde da
população brasileira, oriundos da mudança climática global:
94
a)
As projeções relativas aos efeitos na saúde se apóiam basicamente em estudos de séries
históricas, já que não existem cenários regionais de saúde desenvolvidos para este fim;
b)
Os agravos que devem merecer maior atenção para as medidas de adaptação são as doenças
infecciosas endêmicas e a morbi-mortalidade resultante de eventos climáticos extremos;
c)
As doenças infecciosas endêmicas de maior relevância, no Brasil, com relação à mudança
climática, são a Malária e a Febre da Dengue, podendo, o clima alterado, tanto aumentar como
diminuir a sua incidência, a nível regional; A maior importância destes agravos está
relacionada principalmente à sua alta incidência e dificuldade de controle, além da conhecida
sensibilidade aos fatores climáticos;
d)
As regiões mais vulneráveis a efeitos na saúde decorrente de tempestades e inundações são as
regiões metropolitanas do litoral que, historicamente, têm apresentado a maior carga de
morbi-mortalidade, em função das suas características sociais, demográficas e geográficas;
e)
As informações existentes que permitiriam fazer inferências sobre possíveis reflexos
nutricionais na população, em virtude do clima alterado, são insuficientes. O mesmo deve ser
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Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
dito sobre o mapeamento da vulnerabilidade e risco à saúde nas populações costeiras, em
relação ao provável aumento do nível do mar;
f)
Os estados com maior índice de vulnerabilidade geral estão na região Nordeste do país, sendo
Alagoas o de maior índice, ou seja, o mais vulnerável. Por outro lado, os estados da região Sul
do país apresentaram os menores índices de vulnerabilidade geral.
O SIG do projeto é estático, permitindo consultas já previamente definidas que esta sendo
apresentado em CD. O CD é composto de: abertura numa pagina principal com uma frame contendo links
para a FIOCRUZ, ENSP/PMAGS, Ministério de Ciências e Tecnologia e um mapa do Brasil com a sua
divisão política administrativa, onde ao se passar o mouse sobre a UF aparecerá: o nome do estado, sua
capital e um resumo dos índices referente a referida UF. Para acessar as informações o usuário deve clicar
nas opções a partir do pagina principal. Este menu está dividido em cinco partes, quais sejam: principal,
vulnerabilidade climatológica, vulnerabilidade socioeconômica, vulnerabilidade epidemiológica e
vulnerabilidade geral. Cada uma das partes tem um submenu que facilita o acesso do usuário as consultas.
Na página principal tem link para o relatório (texto) disponível em formato PDF (Acrobat Reader®); e os
dois diagramas modelo conceitual geral do projeto e modelo conceitual de vulnerabilidade social. Na
Vulnerabilidade climatológica permite acessar: os dados, os mapas temáticos e a metodologia.
Vulnerabilidade socioeconômica permite acesso aos indicadores socioeconômicos utilizados – matriz de
indicadores; mapas temáticos; metodologia e os dados analisados para os municípios. Vulnerabilidade
epidemiológica o acesso é semelhante ao da vulnerabilidade socioeconômica. Por fim a vulnerabilidade
geral onde contém informações sobre resultados da pesquisa e mapas temáticos referentes aos
indicadores de vulnerabilidade de cada módulo
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Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
Capítulo 8
Recomendações e Sugestões
Como recomendações principais para que se venha a ter uma melhor perspectiva das implicações
da mudança climática global para a saúde da população brasileira, pode-se referir as seguintes:
a) Estímulo à elaboração de um “Mapa Integrado de Vulnerabilidade”, a nível nacional, relativo
aos possíveis impactos de clima alterado em vários setores da vida social: saúde, agricultura,
zona costeira, ecossistemas, energia, etc., visando a identificação de populações, áreas e
regiões atualmente de maior risco;
b) Apoio à investigação científica com integração do setor saúde com outras áreas de
conhecimento (climatologia, agricultura, qualidade da atmosfera, economia, demografia,
etc.), visando à construção de cenários brasileiros de impactos para as próximas décadas;
c) Maior divulgação do tema mudança climática junto à sociedade brasileira em geral e, em
especial, nas instituições de pesquisa em saúde pública e em universidades;
d) Instalação de sistemas direcionados de vigilância ambiental, epidemiológica e entomológica
em localidades e para situações selecionadas, visando-se a detecção precoce de sinais de
efeitos biológicos da mudança do clima (ex. fenologia, distribuição geográfica de espécies,
etc.);
e) Integração entre bancos de dados da defesa civil (municípios e estados) com órgãos de
assistência médica, visando a melhoria na qualidade da registro de agravos a saúde causados
por eventos climáticos extremos;
f)
Avaliações de impactos futuros de mudança climática na saúde devem considerar cenários
nacionais de efeitos do clima na produção de alimentos e na poluição atmosférica de grandes
áreas urbanas;
As projeções sobre a provável magnitude e direcionalidade dos impactos da mudança do clima em
determinados agravos devem se feitas em escalas espaciais menores (microrregiões; paisagens, cidades e
localidades).
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Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
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Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO
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100
Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
Apêndice
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101
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
M.1 - Densidade Demográfica
102
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Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
M.2 - Grau de Urbanização
Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO
103
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
M.3 - Porcentagem de domicílios com mais de 2 pessoas por cômodo
104
Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
M.4 - Taxa de Pobreza
Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO
105
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
M.5 - Porcentagem da população de 15 anos ou mais com menos de 4 anos de escolaridade
106
Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
M.6 - Porcentagem de domicílios com abastecimento de água
Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO
107
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
M.7 - Porcentagem de domicílios com serviço de esgotamento sanitário
108
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Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
M.8 - Porcentagem de domicílios com destino para o lixo
Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO
109
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
M.9 - Taxa de Mortalidade Infantil
110
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Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
M.10 - Esperança de vida ao nascer
Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO
111
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
M.11 - Porcentagem da população com plano de saúde
112
Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
M.12 - Taxas de Incidências de Cólera – 1996 a 2001
Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO
111
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
M.13 - Média anual de internação por Cólera 1996 a 2001
114
Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
M.14 - Média anual de óbitos hospitalares por Cólera 1996 a 2001
Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO
115
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
M.15 - Média anual de custos (R$) hospitalares por internação de Cólera 1996 a 2001
116
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Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
M.16 - Taxas de Incidências de Dengue - 1996 a 2001
Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO
111
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
M.17 - Média anual de internação hospitalares por Dengue 1996 a 2001
118
Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
M.18 - Média anual de óbitos hospitalares por Dengue 1996 a 2001
Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO
119
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
M.19 - Média anual de custos (R$) hospitalares por internação de Dengue - 1996 a 2001
120
Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
M.20 - Taxa de Incidências de Malaária – 1996 a 2001
Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO
119
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
M.21 - Média anual de internação por Malária 1996 a 2001
122
Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
M.22 - Média anual de óbitos hospitalares por Malária 1996 a 2001
Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO
123
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
M.23 - Média anual de custos (R$) hospitalares por internação de Malária - 1996 a 2001
124
Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
M.24 - Taxas de Incidências de Leptospirose - 1996 a 2001
Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO
119
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
M.25 - Média anual de internação por Leptospirose 1996 a 2001
126
Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
M.26 - Média anual de óbitos hospitalares por Leptospirose 1996 a 2001
Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO
127
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
M.27 - Média anual de custos (R$) hospitalares por internação de Leptospirose – 1996 a 2001
128
Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
M.28 - Taxas de Incidências de Leishmaniose Tegumentar Americana – 1996 a 2001
Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO
127
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
M.29 - Taxas de Incidências de Leishmaniose Visceral – 1996 a 2001
128
Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
M.30 - Média anual de internações por Leishmanioses 1996 a 2001
Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO
131
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
M.31 - Média anual de óbitos hospitalares por Leishmanioses 1996 a 2001
132
Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
M.32 - Média anual de custos (R$) hospitalares por internação de Leishmanioses – 1996 a 2001
Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO
133
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
M.33 - Taxas de Incidências de Hantavirose
128
Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
M.34 - Percentual de meses com precipitação extrema alta nos Estados do Brasil
Período observado: janeiro de 1961 – dezembro de 2002
Exceto Estado do Acre: janeiro de 1970 – dezembro de 2002
Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO
135
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
M.35 - Percentual de meses com precipitação extrema baixa nos Estados do Brasil
Período observado: janeiro de 1961 – dezembro de 2002
Exceto Estado do Acre: janeiro de 1970 – dezembro de 2002
136
Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
M.36 - Índice Sintético de Cólera nos Estados
Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO
137
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
M.37 - Índice Sintético de Dengue nos Estados
138
Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
M.38 - Índice Sintético de Malária nos Estados
Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO
139
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
M.39 - Índice Sintético de Leptospirose nos Estados
140
Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
M.40 - Índice Sintético de Leishmanioses nos Estados
Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO
141
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
M.41 - Índice Sintético de Hantavirose nos Estados
142
Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO
Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO
Hantavírus
Leishmanioses
Leptospirose
Cólera
Dengue
Malária
Morbidade
Mortalidade
Eventos
Climáticos
Extremos
Renda, Habitação,
Escolaridade,
Demografia, etc
Vulnerabilidad
e Atual
Ambiente
População
Situação de saúde
conhecida (histórica)
PASSADO / PRESENTE
Políticas
Públicas
REDUÇÃO
Variabilidade
Climática
População
Vulnerabilidade
Futura
Situação Situação Situação Situação
A
B
C
D
Cenários climáticos
modelados
Ambiente
Possível
situação de
saúde
FUTURO
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
D.1 - Modelo Conceitual Geral do Projeto
141
142
Resposta
Exposição
Atenção
Médica
Determinantes
Imediatos
População
Eventos
Climáticos
(“Hazard”)
Fatores
Informação e Organização
Individuais Percepção do Comunitária
Risco
Morbidade
e
Mortalidade
Aquecimento
Global
Secas
Inundações
Tempestades
Defesa
Civil
Percepção
do Risco
Fatores
Individuais
lazer
Cultura
Determinantes
Primários
trabalho
habitação
saneamento
transporte
Poder Político
Educação
Renda
capacidade física
etnia
sexo
idade
Tipo e
Localização
espacial
Tipo e
qualidade
de serviço
Características ambientais
Vulnerabilidade
Perfil
Demográfico
Infraestrutura
Situação
Geográfica
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
D.2 - Modelo Conceitual da Vulnerabilidade Social
Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO
UF
Total
1996
157.070.163
1997
159.636.297
1998
161.790.182
RO
Rondônia
1.229.306
1.255.538
1.276.181
AC
Acre
483.593
500.198
514.059
AM
Amazonas
2.389.279
2.460.606
2.520.694
RR
Roraima
247.131
254.498
260.701
PA
Pará
5.510.849
5.650.708
5.768.451
AP
Amapá
379.459
401.906
420.839
TO
Tocantins
1.048.642
1.080.749
1.107.806
MA
Maranhão
5.222.183
5.295.442
5.356.831
PI
Piauí
2.673.085
2.695.950
2.714.928
CE
Ceará
6.809.290
6.920.307
7.013.382
RN
Rio Grande do Norte
2.558.660
2.594.306
2.624.456
PB
Paraíba
3.305.616
3.331.734
3.353.609
PE
Pernambuco
7.399.071
7.466.811
7.523.764
AL
Alagoas
2.633.251
2.663.049
2.688.112
SE
Sergipe
1.624.020
1.657.162
1.684.915
BA
Bahia
12.541.675
12.709.713
12.851.265
MA
Minas Gerais
16.672.613
16.904.908
17.100.267
ES
Espírito Santo
2.802.707
2.853.127
2.895.540
RJ
Rio de Janeiro
13.406.308
13.555.652
13.681.431
SP
São Paulo
34.119.110
34.752.122
35.283.992
PR
Paraná
9.003.804
9.142.202
9.258.789
SC
Santa Catarina
4.875.244
4.958.310
5.028.265
RS
Rio Grande do Sul
9.634.688
9.762.115
9.867.088
MS
Mato Grosso do Sul
1.927.834
1.964.578
1.995.578
MT
Mato Grosso
2.235.832
2.287.857
2.331.642
GO
Goiás
4.514.967
4.639.734
4.744.193
DF
Distrito Federal
1.821.946
1.877.015
1.923.404
Fonte: IBGE/Censos demográficos, contagem populacional e projeções e estimativas demográfica.
1999
2000
2001
163.947.436
169.799.170
172.385.776
1.296.832
527.926
2.580.839
266.914
5.886.463
439.783
1.134.879
5.418.354
2.734.158
7.106.612
2.654.464
3.375.600
7.580.807
2.713.175
1.712.745
12.993.020
17.296.065
2.938.050
13.807.368
35.816.704
9.375.665
5.098.440
9.971.738
2.026.628
2.375.581
4.848.759
1.969.867
1.379.787
557.526
2.812.557
324.397
6.192.307
477.032
1.157.098
5.651.475
2.843.278
7.430.661
2.776.782
3.443.825
7.918.344
2.822.621
1.784.475
13.070.250
17.891.494
3.097.232
14.391.282
37.032.403
9.563.458
5.356.360
10.187.798
2.078.001
2.504.353
5.003.228
2.051.146
1.407.878
574.366
2.900.218
337.253
6.341.711
498.735
1.184.855
5.730.432
2.872.983
7.547.684
2.815.203
3.468.534
8.008.255
2.856.563
1.817.318
13.214.146
18.127.024
3.155.048
14.558.561
37.630.105
9.694.769
5.448.702
10.310.021
2.111.030
2.560.537
5.116.395
2.097.450
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO
TABELA A.1 - População por UF e Ano - Período: 1996-2001
145
146
TABELA A.2 - Matriz de Dados Coletados para a Construção do IVSE
UF
Renda
% Domicílios
com Densidade
de Pessoas por
Cômodo >2
Educação
Proporção de
pobres
Saneamento
Escolaridade
inferior a 4 anos
de estudo
% domicilio com
Abastecimento
de água Rede
Geral, Poço e
Fonte.
% domicílios
com
Esgotamento
Sanitário
Saúde
% domicílios com
Lixo com
destinos:
Coletado,
Queimado e
Enterrado.
Densidade
Demográfica
Grau de
Urbanização
RO
5,8
65,0
6,0
29,0
28,0
97,2
84,8
93,7
Taxa de
Mortalidade
Infantil
Esperança de
Vida ao Nascer
% Pessoas
Cobertas por
Planos de Saúde
25,9
68,3
3,0
Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO
AC
3,7
67,0
13,0
33,0
31,0
87,5
66,0
80,6
35,5
68,3
1,9
AM
1,8
76,0
19,9
36,0
22,0
75,3
75,1
88,6
30,1
68,9
8,6
RR
1,5
78,0
9,1
29,0
33,0
98,0
87,5
90,6
18,7
67,5
4,4
PA
5,0
68,0
14,0
38,0
29,0
87,3
78,5
83,8
29,0
68,7
4,7
AP
3,3
91,0
15,3
16,0
17,0
91,3
71,9
87,6
26,0
69,0
4,2
TO
4,2
71,0
4,9
43,0
36,0
95,7
70,2
85,4
29,9
68,4
2,4
MA
17,0
65,0
5,7
57,0
46,0
82,7
55,5
67,5
49,0
64,8
2,5
PI
11,3
63,0
3,0
53,0
50,0
79,3
56,0
68,4
36,2
65,7
3,4
CE
51,0
75,0
3,9
52,0
42,0
81,3
73,3
74,3
39,8
66,4
9,2
RN
52,3
73,0
2,9
46,0
37,0
86,4
88,3
87,6
44,7
66,4
8,8
PB
61,1
75,0
2,8
55,0
47,0
79,3
76,0
78,0
48,2
64,4
5,9
PE
80,4
75,0
3,4
47,0
38,0
83,0
77,7
78,4
48,0
63,7
9,5
AL
101,5
68,0
4,8
57,0
50,0
78,9
75,8
79,6
62,5
63,2
4,0
SE
81,3
80,0
2,5
45,0
38,0
86,0
83,0
84,4
43,4
67,2
2,7
BA
23,2
67,0
3,5
50,0
44,0
83,8
70,4
78,2
41,0
67,7
6,7
MG
30,5
83,0
1,0
29,0
27,0
97,3
86,7
93,4
22,2
70,4
17,9
ES
67,3
81,0
1,7
32,0
25,0
98,8
85,0
94,3
18,8
70,3
19,3
RJ
328,6
97,0
0,6
16,0
19,0
97,0
89,1
98,1
19,7
67,6
24,9
SP
149,2
94,0
1,6
12,0
18,0
99,1
94,6
99,1
17,3
70,0
35,8
PR
48,0
82,0
1,8
23,0
26,0
99,0
94,2
97,7
19,6
70,3
15,6
SC
56,2
81,0
1,1
13,0
18,0
97,6
91,4
98,0
15,9
71,3
13,5
RS
36,2
81,0
1,4
19,0
19,0
96,4
92,2
97,5
15,1
71,6
10,2
MS
5,8
86,0
2,8
24,0
28,0
98,4
95,8
97,6
23,8
70,4
8,5
MT
2,8
78,0
3,7
26,0
30,0
97,0
89,5
94,9
22,9
69,2
4,7
GO
14,7
88,0
1,0
27,0
28,0
97,4
93,0
95,8
21,9
69,6
7,1
DF
353,5
96,0
2,5
18,0
15,0
95,7
99,2
99,0
19,0
69,0
25,1
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
Demografia
Demografia
Renda
UF
Densidade
Demográfica
RO
AC
AM
RR
PA
AP
TO
MA
PI
CE
RN
PB
PE
AL
SE
BA
MG
ES
RJ
SP
PR
SC
RS
MS
MT
GO
DF
0,012
0,006
0,001
0,000
0,010
0,005
0,008
0,044
0,028
0,141
0,144
0,169
0,224
0,284
0,227
0,062
0,083
0,187
0,929
0,420
0,132
0,156
0,099
0,012
0,004
0,038
1,000
Grau de
Urbanização
0,941
0,882
0,618
0,559
0,853
0,176
0,765
0,941
1,000
0,647
0,706
0,647
0,647
0,853
0,500
0,882
0,412
0,471
0,000
0,088
0,441
0,471
0,471
0,324
0,559
0,265
0,029
ÍNDICE
0,477
0,444
0,309
0,279
0,431
0,091
0,386
0,493
0,514
0,394
0,425
0,408
0,436
0,569
0,363
0,472
0,247
0,329
0,465
0,254
0,287
0,313
0,285
0,168
0,281
0,151
0,515
% Domicílios com
Densidade de Pessoas
por Cômodo >2
0,280
0,642
1,000
0,440
0,694
0,762
0,223
0,264
0,124
0,171
0,119
0,114
0,145
0,218
0,098
0,150
0,021
0,057
0,000
0,052
0,062
0,026
0,041
0,114
0,161
0,021
0,098
Educação
Proporção de pobres
0,378
0,467
0,533
0,378
0,578
0,089
0,689
1,000
0,911
0,889
0,756
0,956
0,778
1,000
0,733
0,844
0,378
0,444
0,089
0,000
0,244
0,022
0,156
0,267
0,311
0,333
0,133
ÍNDICE
0,329
0,555
0,767
0,409
0,636
0,425
0,456
0,632
0,518
0,530
0,437
0,535
0,461
0,609
0,416
0,497
0,199
0,251
0,044
0,026
0,153
0,024
0,099
0,190
0,236
0,177
0,116
Escolaridade
inferior a 4 anos de
estudo
0,371
0,457
0,200
0,514
0,400
0,057
0,600
0,886
1,000
0,771
0,629
0,914
0,657
1,000
0,657
0,829
0,343
0,286
0,114
0,086
0,314
0,086
0,114
0,371
0,429
0,371
0,000
ÍNDICE
0,371
0,457
0,200
0,514
0,400
0,057
0,600
0,886
1,000
0,771
0,629
0,914
0,657
1,000
0,657
0,829
0,343
0,286
0,114
0,086
0,314
0,086
0,114
0,371
0,429
0,371
0,000
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO
TABELA A.3 - Indicadores Padronizados e Cálculo do IVSE
147
148
TABELA A.3 - Continuação: Indicadores Padronizados e Cálculo do IVSE
UF
Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO
RO
AC
AM
RR
PA
AP
TO
MA
PI
CE
RN
PB
PE
AL
SE
BA
MG
ES
RJ
SP
PR
SC
RS
MS
MT
GO
DF
% Domicilio com
Abastecimento de
água Rede Geral,
Poço e Fonte.
0,080
0,487
1,000
0,046
0,496
0,328
0,143
0,689
0,832
0,748
0,534
0,832
0,676
0,849
0,550
0,643
0,076
0,013
0,088
0,000
0,004
0,063
0,113
0,029
0,088
0,071
0,143
Saúde
% Domicílios com
% Domicílios
Lixo com destinos:
com Esgotamento
Coletado, Queimado
Sanitário
e Enterrado.
0,330
0,760
0,551
0,268
0,474
0,625
0,664
1,000
0,989
0,593
0,249
0,531
0,492
0,535
0,371
0,659
0,286
0,325
0,231
0,105
0,114
0,178
0,160
0,078
0,222
0,142
0,000
0,171
0,585
0,332
0,269
0,484
0,364
0,434
1,000
0,972
0,785
0,364
0,668
0,655
0,617
0,465
0,661
0,180
0,152
0,032
0,000
0,044
0,035
0,051
0,047
0,133
0,104
0,003
ÍNDICE
0,193
0,611
0,628
0,194
0,485
0,439
0,413
0,896
0,931
0,708
0,382
0,677
0,608
0,667
0,462
0,654
0,181
0,163
0,117
0,035
0,054
0,092
0,108
0,052
0,148
0,106
0,049
Taxa de
Mortalidade
Infantil
0,228
0,430
0,316
0,076
0,293
0,230
0,312
0,715
0,445
0,521
0,624
0,698
0,694
1,000
0,597
0,546
0,150
0,078
0,097
0,046
0,095
0,017
0,000
0,184
0,165
0,143
0,082
Esperança
de Vida ao
Nascer
0,393
0,393
0,321
0,488
0,345
0,310
0,381
0,810
0,702
0,619
0,619
0,857
0,940
1,000
0,524
0,464
0,143
0,155
0,476
0,190
0,155
0,036
0,000
0,143
0,286
0,238
0,309
% Pessoas
Cobertas por
Planos de Saúde
ÍNDICE
0,968
1,000
0,802
0,926
0,917
0,932
0,985
0,982
0,956
0,785
0,796
0,882
0,776
0,938
0,976
0,858
0,528
0,487
0,322
0,000
0,596
0,658
0,755
0,805
0,917
0,847
0,316
0,529
0,608
0,480
0,497
0,519
0,491
0,559
0,836
0,701
0,642
0,680
0,812
0,803
0,979
0,699
0,623
0,274
0,240
0,298
0,079
0,282
0,237
0,252
0,377
0,456
0,409
0,236
IVSE
0,38
0,53
0,48
0,38
0,49
0,30
0,48
0,75
0,73
0,61
0,51
0,67
0,59
0,76
0,52
0,62
0,25
0,25
0,21
0,10
0,22
0,15
0,17
0,23
0,31
0,24
0,18
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
Saneamento
1996
UF
RO
AC
AM
RR
PA
AP
TO
MA
PI
CE
RN
PB
PE
AL
SE
BA
MG
ES
RJ
SP
PR
SC
RS
MS
MT
GO
DF
Casos
0
26
54
0
1
0
0
27
0
8
28
104
238
401
0
130
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Taxa de
Incidência
0,0000
5,3764
2,2601
0,0000
0,0181
0,0000
0,0000
0,5170
0,0000
0,1175
1,0943
3,1462
3,2166
15,2283
0,0000
1,0365
0,0000
0,0000
0,0000
0,0000
0,0000
0,0000
0,0000
0,0000
0,0000
0,0000
0,0000
1997
Internações
Óbitos
H.
1
4
23
0
14
1
0
23
2
27
19
66
229
156
6
176
5
0
48
9
9
0
0
0
4
5
5
0
0
0
0
3
0
0
0
0
3
1
1
4
0
0
5
0
0
0
0
1
0
0
0
0
0
0
Custo
internações
R$ 90,54
R$ 362,16
R$ 2.082,02
R$ 0,00
R$ 4.383,52
R$ 90,54
R$ 0,00
R$ 2.137,54
R$ 198,04
R$ 2.508,92
R$ 2.275,61
R$ 7.007,20
R$ 21.792,01
R$ 14.202,70
R$ 543,24
R$ 16.995,61
R$ 642,20
R$ 0,00
R$ 57.203,83
R$ 6.243,51
R$ 5.561,25
R$ 0,00
R$ 0,00
R$ 0,00
R$ 334,93
R$ 3.642,96
R$ 3.164,69
Casos
0
0
48
0
0
0
0
0
0
0
0
89
625
1605
295
382
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Taxa de
Incidência
0,0000
0,0000
1,9507
0,0000
0,0000
0,0000
0,0000
0,0000
0,0000
0,0000
0,0000
2,6713
8,3704
60,2688
17,8015
3,0056
0,0000
0,0000
0,0000
0,0000
0,0000
0,0000
0,0000
0,0000
0,0000
0,0000
0,0000
Internações
0
1
6
1
7
0
1
3
1
7
4
52
276
1567
96
154
5
0
3
8
3
1
59
0
8
1
0
Óbitos
Custo internações
H.
0
0
0
0
0
0
0
1
0
1
1
0
3
388
0
5
0
0
0
0
0
0
9
0
0
0
0
R$ 0,00
R$ 90,54
R$ 588,50
R$ 90,54
R$ 759,04
R$ 0,00
R$ 90,54
R$ 241,48
R$ 683,02
R$ 633,78
R$ 725,00
R$ 7.487,59
R$ 33.367,63
R$ 7.242.125,82
R$ 8.691,84
R$ 14.287,00
R$ 1.192,09
R$ 0,00
R$ 263,56
R$ 4.446,24
R$ 5.474,51
R$ 201,43
R$ 10.669,32
R$ 0,00
R$ 743,40
R$ 90,54
R$ 0,00
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO
TABELA A.4 - Matriz de Dados Coletados para a Construção do Índice Sintético para Cólera
149
150
TABELA A.4 - Matriz de Dados Coletados para a Construção do Índice Sintético para Cólera – Cont.
UF
Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO
RO
AC
AM
RR
PA
AP
TO
MA
PI
CE
RN
PB
PE
AL
SE
BA
MG
ES
RJ
SP
PR
SC
RS
MS
MT
GO
DF
Casos
0
0
17
0
0
0
0
0
0
35
6
294
1161
621
13
598
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Taxa de
Óbitos
Internações
Incidência
Hosp..
0,0000
0
0
0,0000
0
0
0,6744
21
0
0,0000
0
0
0,0000
43
0
0,0000
1
0
0,0000
0
0
0,0000
19
0
0,0000
8
0
0,4990
20
2
0,2286
5
0
8,7666
426
3
15,4311
262
2
23,1017
1190
7
0,7715
13
0
4,6532
398
2
0,0000
132
2
0,0000
1
0
0,0000
7
0
0,0000
231
5
0,0000
56
2
0,0000
8
0
0,0000
86
3
0,0000
43
0
0,0000
4
0
0,0000
13
0
0,0000
0
0
1999
Custo
internações
R$ 0,00
R$ 0,00
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Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
1998
2000
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2001
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Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO
TABELA A.4 - Matriz de Dados Coletados para a Construção do Índice Sintético para Cólera – Cont.
151
152
TABELA A.5 - Matriz de Dados Utilizados para a Construção do Índice Sintético para Cólera
UF
Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO
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1997
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Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
1996
1998
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1999
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0,00
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO
TABELA A.5 - Matriz de Dados Utilizados para a Construção do Índice Sintético para Cólera – Cont.
153
154
TABELA A.5 - Matriz de Dados Utilizados para a Construção do Índice Sintético para Cólera – Cont.
UF
Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO
RO
AC
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2001
Óbitos H.
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0,0000
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0,0000
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0,0000
0,0000
0,0000
0,0000
0,0000
0,0000
0,0000
0,0000
0,0000
0,0000
0,0000
0,0000
Internações
0,19
0,03
0,16
0,00
0,29
0,03
0,48
0,10
0,05
0,53
0,90
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2,55
3,36
4,38
0,01
0,82
41,75
0,42
0,06
0,41
0,01
0,05
0,13
0,00
Óbitos H.
0,79
0,33
1,59
0,16
3,61
0,28
0,70
3,30
1,66
4,33
1,62
2,05
4,60
1,65
1,05
7,91
10,53
1,79
8,39
21,88
5,71
3,11
6,07
1,46
1,24
2,98
1,21
Custo
internações
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
65,94
30,93
2,18
0,95
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
2000
1996
UF
RO
AC
AM
RR
PA
AP
TO
MA
PI
CE
RN
PB
PE
AL
SE
BA
MG
ES
RJ
SP
PR
SC
RS
MS
MT
GO
DF
Taxa de
Incidência
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0,000
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0,000
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0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
Internações
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0,100
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0,000
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0,039
0,000
0,000
0,000
0,017
0,022
0,022
1997
Óbitos H.
0,000
0,000
0,000
0,000
0,600
0,000
0,000
0,000
0,000
0,600
0,200
0,200
0,800
0,000
0,000
1,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,200
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
Custo
internações
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0,000
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Incidência
0,000
0,000
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0,000
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0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
Internações
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0,000
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0,000
0,000
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0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
Óbitos H.
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0,000
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0,000
0,000
0,000
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0,000
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0,000
0,000
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0,000
0,000
0,000
Custo
internações
0,000
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0,001
0,004
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0,002
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0,038
0,000
0,005
0,001
0,000
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO
TABELA A.6 - Indicadores Padronizados e Cálculo do Índice Sintético para Cólera
155
156
TABELA A.6 - Indicadores Padronizados e Cálculo do Índice Sintético para Cólera – Cont.
UF
Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO
RO
AC
AM
RR
PA
AP
TO
MA
PI
CE
RN
PB
PE
AL
SE
BA
MG
ES
RJ
SP
PR
SC
RS
MS
MT
GO
DF
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Incidência
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0,000
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0,000
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0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
Internações
0,000
0,000
0,000
0,000
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0,000
0,000
0,000
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0,000
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0,000
0,001
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0,000
0,000
0,000
1999
Óbitos H.
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1,000
0,257
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Custo
internações
0,000
0,000
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0,000
0,000
0,000
0,000
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0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
Taxa de
Incidência
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
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0,000
0,000
0,000
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0,000
0,000
0,000
0,000
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Internações
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0,000
Óbitos H.
0,000
0,000
0,000
0,000
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0,286
0,286
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Custo
internações
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0,002
0,029
0,000
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
1998
2000
UF
RO
AC
AM
RR
PA
AP
TO
MA
PI
CE
RN
PB
PE
AL
SE
BA
MG
ES
RJ
SP
PR
SC
RS
MS
MT
GO
DF
Taxa de
Incidência
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0,000
0,000
0,000
0,000
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Internações
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0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
2001
Óbitos H.
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
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0,000
0,000
0,167
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0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
Custo
internações
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0,004
0,011
0,001
0,003
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Taxa de
Incidência
0,000
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0,000
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Internações
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0,010
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0,001
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Óbitos H.
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0,000
0,159
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0,025
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Custo
internações
0,000
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0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
ÍINDICE
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0,008
0,006
0,016
0,007
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO
TABELA A.6 - Indicadores Padronizados e Cálculo do Índice Sintético para Cólera – Cont.
157
158
TABELA: A.7 - Matriz de Dados Coletados para a Construção do Índice Sintético de Dengue
UF
Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO
RO
AC
AM
RR
PA
AP
TO
MA
PI
CE
RN
PB
PE
AL
SE
BA
MG
ES
RJ
SP
PR
SC
RS
MS
MT
GO
DF
Casos
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0
0
409
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0
1965
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2099
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2596
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7104
5201
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3364
6016
6316
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Taxa de
Incidência
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0,0000
0,0000
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0,0000
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513,7671
31,4888
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121,0251
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139,8903
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Internações
0
0
0
0
7
0
47
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2
8
194
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9
11
2
104
6
2
29
33
6
0
0
5
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3
1
1997
Óbitos H.
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1
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1
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R$ 0,00
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R$ 0,00
R$ 0,00
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Casos
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Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
1996
1998
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0
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710
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1999
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Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO
TABELA: A.7 - Matriz de Dados Coletados para a Construção do Índice Sintético de Dengue – Cont.
159
160
TABELA: A.7 - Matriz de Dados Coletados para a Construção do Índice Sintético de Dengue – Cont.
UF
Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO
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Incidência
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2001
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Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
2000
1996
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1997
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Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO
TABELA: A.8 - Matriz de Dados Utilizados para a Construção do Índice Sintético de Dengue
161
162
TABELA: A.8 - Matriz de Dados Utilizados para a Construção do Índice Sintético de Dengue – Cont.
UF
Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO
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0,02
11,18
0,03
1,97
6,88
4,58
0,68
8,78
5,38
12,01
1,51
11,19
23,00
3,42
0,83
1,78
1,53
0,27
0,02
0,03
0,31
4,12
0,17
0,09
1999
Óbitos H.
Custo internações
0,00
0,00
0,00
0,00
16,67
0,00
11,11
5,56
0,00
5,56
0,00
16,67
11,11
5,56
0,00
11,11
11,11
0,00
5,56
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,06
0,00
0,22
0,02
10,69
0,02
1,81
6,64
5,46
0,71
9,05
6,44
13,03
1,44
10,19
22,20
3,05
1,19
1,48
1,49
0,26
0,01
0,03
0,32
3,95
0,16
0,08
Taxa de
Incidência
75,4903
0,5682
2078,5098
1490,3230
44,3901
71,8539
175,5228
86,5762
82,3656
229,2093
737,1254
400,1945
453,9611
43,0119
688,8777
60,7403
94,3111
21,5789
65,7838
113,5949
14,4311
0,8826
0,5716
345,4780
131,3530
52,5911
35,3323
Internações
0,05
0,00
0,47
0,14
13,43
0,03
2,30
21,54
1,11
1,36
9,90
4,35
10,02
0,56
10,35
13,43
2,47
0,10
1,55
3,13
0,10
0,03
0,00
1,08
2,07
0,28
0,14
Óbitos H.
Custo internações
0,00
0,00
6,25
0,00
0,00
0,00
0,00
6,25
0,00
6,25
12,50
6,25
18,75
0,00
12,50
0,00
18,75
0,00
6,25
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
6,25
0,00
0,00
0,05
0,00
0,47
0,10
14,47
0,03
2,31
21,16
1,20
1,45
9,44
4,29
11,20
0,52
9,81
12,45
2,54
0,09
1,57
2,86
0,11
0,04
0,00
1,41
2,08
0,27
0,10
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
1998
2000
UF
RO
AC
AM
RR
PA
AP
TO
MA
PI
CE
RN
PB
PE
AL
SE
BA
MG
ES
RJ
SP
PR
SC
RS
MS
MT
GO
DF
Taxa de
Incidência
275,8775
427,4064
242,7259
2670,5960
136,8560
10,8981
251,5307
79,1779
266,4368
290,3266
637,7220
671,1652
365,9156
53,5719
498,4147
82,9751
150,7006
653,6320
30,7239
42,4881
49,2584
0,7932
0,4267
282,4031
327,3990
52,4260
51,0787
Internações
0,16
0,08
0,15
0,01
35,20
0,01
0,75
11,01
4,05
0,87
5,08
14,60
4,85
0,20
4,39
8,85
2,59
0,51
0,30
0,58
0,20
0,04
0,04
1,08
4,00
0,36
0,04
2001
Óbitos H.
Custo internações
4,17
0,00
0,00
0,00
16,67
0,00
0,00
8,33
12,50
8,33
4,17
4,17
4,17
0,00
0,00
4,17
12,50
12,50
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
4,17
4,17
0,00
0,18
0,08
0,17
0,01
35,00
0,01
0,76
10,99
4,00
0,99
4,98
14,39
5,22
0,20
4,31
8,75
2,75
0,53
0,29
0,65
0,18
0,04
0,04
1,07
3,99
0,37
0,04
Taxa de
Incidência
123,4237
489,4924
721,0700
1401,4193
170,2028
535,6668
350,9285
120,5860
383,6341
659,4403
1191,2352
311,6510
188,9113
73,7060
167,2324
244,6030
165,1417
241,2010
486,7286
138,7336
38,0413
2,3475
0,9624
471,4150
110,2334
196,5757
140,3046
Internações
0,87
0,80
0,07
0,07
24,14
0,18
1,65
12,73
4,81
5,75
11,18
6,81
3,47
0,25
2,60
11,18
3,09
0,27
4,58
1,94
0,10
0,02
0,02
1,12
1,50
0,70
0,11
Óbitos H.
Custo internações
0,00
0,00
0,00
0,00
2,27
0,00
2,27
2,27
2,27
11,36
2,27
2,27
6,82
0,00
6,82
9,09
11,36
0,00
27,27
6,82
0,00
0,00
0,00
2,27
2,27
2,27
0,00
0,86
0,79
0,08
0,07
23,92
0,17
1,65
12,52
4,82
5,89
11,19
6,73
3,58
0,25
2,62
11,06
3,29
0,26
4,77
1,84
0,10
0,02
0,02
1,24
1,50
0,69
0,10
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO
TABELA: A.8 - Matriz de Dados Utilizados para a Construção do Índice Sintético de Dengue – Cont.
163
164
TABELA: A.9 - Indicadores Padronizados e Cálculo do Índice Sintético de Dengue
1997
Taxa de Incidência
Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO
RO
AC
AM
RR
PA
AP
TO
MA
PI
CE
RN
PB
PE
AL
SE
BA
MG
ES
RJ
SP
PR
SC
RS
MS
MT
GO
DF
0,000
0,000
0,000
0,322
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0,000
0,365
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0,421
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0,503
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1,000
0,061
0,397
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0,041
0,112
0,000
0,000
0,293
0,607
0,272
0,007
Internações
0,000
0,000
0,000
0,000
0,036
0,000
0,242
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1,000
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0,010
0,536
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0,010
0,149
0,170
0,031
0,000
0,000
0,026
0,057
0,015
0,005
Óbitos H.
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
1,000
0,000
0,000
1,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
Custo internações
0,000
0,000
0,000
0,000
0,042
0,000
0,294
0,013
0,008
0,122
1,000
0,137
0,114
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0,012
0,549
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0,003
0,099
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0,044
0,000
0,000
0,017
0,095
0,019
0,002
Taxa de Incidência
0,003
0,000
0,000
0,094
0,234
0,000
0,050
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1,000
0,341
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0,020
0,287
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0,004
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0,000
0,000
0,138
0,115
0,051
0,024
Internações
0,000
0,000
0,000
0,000
0,243
0,000
0,329
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0,025
0,131
0,493
0,464
0,763
0,037
0,090
1,000
0,055
0,012
0,025
0,088
0,002
0,000
0,000
0,018
0,010
0,018
0,002
Óbitos H.
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
1,000
0,000
1,000
0,000
0,250
0,000
0,000
0,000
0,250
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
Custo internações
0,000
0,000
0,000
0,000
0,252
0,000
0,332
0,070
0,024
0,139
0,510
0,469
0,885
0,038
0,089
1,000
0,062
0,019
0,021
0,084
0,001
0,000
0,000
0,011
0,010
0,017
0,004
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
1996
UF
1998
1999
UF
Taxa de Incidência
165
RO
AC
AM
RR
PA
AP
TO
MA
PI
CE
RN
PB
PE
AL
SE
BA
MG
ES
RJ
SP
PR
SC
RS
MS
MT
GO
DF
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0,000
0,315
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1,000
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0,252
0,077
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Internações
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0,000
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0,149
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0,077
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0,012
0,001
0,001
0,014
0,179
0,008
0,004
Óbitos H.
0,000
0,000
0,000
0,000
1,000
0,000
0,667
0,333
0,000
0,333
0,000
1,000
0,667
0,333
0,000
0,667
0,667
0,000
0,333
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
Custo internações
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0,001
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0,408
0,290
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0,459
1,000
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0,067
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0,001
0,002
0,015
0,178
0,007
0,004
Taxa de Incidência
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1,000
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0,192
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0,331
0,029
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0,010
0,031
0,054
0,007
0,000
0,000
0,166
0,063
0,025
0,017
Internações
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0,000
0,022
0,006
0,624
0,002
0,107
1,000
0,052
0,063
0,460
0,202
0,465
0,026
0,481
0,624
0,115
0,005
0,072
0,145
0,005
0,002
0,000
0,050
0,096
0,013
0,006
Óbitos H.
0,000
0,000
0,333
0,000
0,000
0,000
0,000
0,333
0,000
0,333
0,667
0,333
1,000
0,000
0,667
0,000
1,000
0,000
0,333
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,333
0,000
0,000
Custo internações
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0,000
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0,684
0,001
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1,000
0,056
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0,135
0,005
0,002
0,000
0,066
0,098
0,013
0,005
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO
TABELA: A.9 - Indicadores Padronizados e Cálculo do Índice Sintético de Dengue - cont.
166
TABELA: A.9 - Indicadores Padronizados e Cálculo do Índice Sintético de Dengue - cont.
2001
UF
INDICE
Taxa de Incidência
Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO
RO
AC
AM
RR
PA
AP
TO
MA
PI
CE
RN
PB
PE
AL
SE
BA
MG
ES
RJ
SP
PR
SC
RS
MS
MT
GO
DF
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1,000
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Internações
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0,004
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1,000
0,000
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0,124
0,251
0,073
0,014
0,008
0,016
0,005
0,001
0,001
0,031
0,113
0,010
0,001
Óbitos H.
0,250
0,000
0,000
0,000
1,000
0,000
0,000
0,500
0,750
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0,000
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0,000
0,000
0,000
0,000
0,250
0,250
0,000
Custo internações Taxa de Incidência
0,005
0,002
0,005
0,000
1,000
0,000
0,021
0,314
0,114
0,028
0,142
0,411
0,149
0,006
0,123
0,250
0,078
0,015
0,008
0,018
0,005
0,001
0,001
0,030
0,114
0,010
0,001
0,087
0,349
0,514
1,000
0,121
0,382
0,250
0,085
0,273
0,470
0,850
0,222
0,134
0,052
0,119
0,174
0,117
0,172
0,347
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0,026
0,001
0,000
0,336
0,078
0,140
0,099
Internações
0,035
0,032
0,002
0,002
1,000
0,007
0,068
0,527
0,199
0,238
0,463
0,282
0,143
0,010
0,107
0,463
0,127
0,010
0,189
0,080
0,003
0,000
0,000
0,046
0,062
0,029
0,004
Óbitos H.
0,000
0,000
0,000
0,000
0,083
0,000
0,083
0,083
0,083
0,417
0,083
0,083
0,250
0,000
0,250
0,333
0,417
0,000
1,000
0,250
0,000
0,000
0,000
0,083
0,083
0,083
0,000
Custo internações
0,035
0,032
0,003
0,002
1,000
0,006
0,068
0,523
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0,109
0,462
0,137
0,010
0,199
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0,000
0,000
0,051
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0,024
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0,137
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0,453
0,356
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0,059
0,254
0,439
0,198
0,118
0,153
0,071
0,013
0,000
0,000
0,065
0,124
0,046
0,012
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
2000
1996
1997
UF
Casos
167
RO
AC
AM
RR
PA
AP
TO
MA
PI
CE
RN
PB
PE
AL
SE
BA
MG
ES
RJ
SP
PR
SC
RS
MS
MT
GO
DF
96654
13868
70044
35471
146334
19056
2276
20125
134
102
14
14
61
9
8
121
178
170
61
567
455
59
38
111
37638
364
117
Taxa de
Incidência
7862,4850
2867,7007
2931,5957
14353,1164
2655,3803
5021,8864
217,0426
385,3752
5,0129
1,4980
0,5472
0,4235
0,8244
0,3418
0,4926
0,9648
1,0676
6,0656
0,4550
1,6618
5,0534
1,2102
0,3944
4,9646
1952,3465
8,0621
6,4217
Internações
5650
1989
3710
593
10490
998
688
1752
38
18
4
4
8
4
1
25
38
9
24
100
61
25
29
21
2088
70
15
Óbitos
H.
6
7
14
2
58
7
2
4
0
0
0
0
0
0
0
1
1
0
1
0
0
0
0
0
7
2
0
Custo
internações
R$ 458.681,18
R$ 158.900,32
R$ 295.971,45
R$ 48.187,38
R$ 877.034,89
R$ 78.522,96
R$ 56.266,17
R$ 143.670,94
R$ 4.468,73
R$ 1.621,57
R$ 868,00
R$ 443,85
R$ 1.344,80
R$ 315,08
R$ 78,77
R$ 2.238,39
R$ 4.317,40
R$ 690,06
R$ 4.707,27
R$ 12.469,89
R$ 5.963,79
R$ 2.057,40
R$ 3.069,77
R$ 1.925,17
R$ 175.095,00
R$ 11.339,74
R$ 1.515,98
Casos
69182
6125
94382
25949
144012
24868
1633
20981
129
79
23
14
41
9
8
55
208
128
50
323
379
34
37
86
15976
243
97
Taxa de
Incidência
5510,2181
1224,5469
3835,7280
10196,1108
2548,5778
6187,3625
151,0984
396,2079
4,7851
1,1416
0,8865
0,4202
0,5491
0,3380
0,4828
0,4327
1,2304
4,4864
0,3688
0,9294
4,1456
0,6857
0,3790
3,7590
813,1923
5,2373
5,1678
Internações
3798
896
1989
222
7502
796
474
1017
41
14
4
7
6
4
0
12
34
4
26
74
33
20
16
16
1400
42
15
Óbitos
H.
4
6
7
0
34
4
0
6
0
0
0
0
0
1
0
0
0
0
1
1
0
1
0
0
4
1
0
Custo
internações
R$ 306.865,77
R$ 73.263,81
R$ 158.900,32
R$ 18.000,88
R$ 618.796,63
R$ 63.732,55
R$ 37.905,98
R$ 87.328,25
R$ 4.560,26
R$ 2.887,81
R$ 200,44
R$ 1.277,83
R$ 1.372,02
R$ 315,08
R$ 0,00
R$ 1.145,11
R$ 2.864,93
R$ 323,56
R$ 3.608,63
R$ 10.784,15
R$ 3.702,34
R$ 2.387,44
R$ 2.175,53
R$ 1.586,53
R$ 113.715,25
R$ 4.133,98
R$ 2.150,53
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO
TABELA: A.10 - Matriz de Dados Coletados para Construção do Índice Sintético de Malária
168
TABELA: A.10 - Matriz de Dados Coletados para Construção do Índice Sintético de Malária - cont.
Casos
Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO
RO
AC
AM
RR
PA
AP
TO
MA
PI
CE
RN
PB
PE
AL
SE
BA
MG
ES
RJ
SP
PR
SC
RS
MS
MT
GO
DF
77995
9839
114748
21263
179572
22569
2759
29269
132
68
30
16
27
10
1
47
156
102
68
363
252
46
28
94
11966
363
109
Taxa de
Incidência
6111,6322
1914,0161
4552,2565
8155,9617
3112,9886
5362,9222
249,0515
546,3842
4,8619
0,9696
1,1431
0,4771
0,3589
0,3720
0,0593
0,3657
0,9123
3,5227
0,4970
1,0288
2,7217
0,9148
0,2838
4,0315
599,6258
7,6515
5,6611
Internações
3770
1178
2699
419
7497
563
580
745
52
11
6
3
1
7
1
10
37
8
22
85
44
11
13
8
1267
40
12
1999
Óbitos
H.
2
2
9
5
45
3
3
4
1
0
0
0
0
0
0
0
2
0
0
3
0
0
0
0
5
1
0
Custo
internações
R$ 344.824,90
R$ 110.861,52
R$ 275.645,57
R$ 39.400,87
R$ 712.172,02
R$ 54.412,58
R$ 53.223,73
R$ 73.708,64
R$ 6.119,70
R$ 1.295,66
R$ 531,72
R$ 1.464,96
R$ 134,95
R$ 900,89
R$ 98,37
R$ 961,30
R$ 6.210,41
R$ 939,18
R$ 4.257,98
R$ 11.366,13
R$ 4.784,74
R$ 1.099,28
R$ 1.532,21
R$ 845,93
R$ 117.327,88
R$ 10.673,25
R$ 1.493,00
Casos
63296
23730
167722
36238
248233
28646
2031
54798
159
90
25
11
46
11
6
53
179
97
51
292
324
27
26
63
10950
290
76
Taxa de
Incidência
4880,7269
4494,8545
62835,5849
13576,2507
4217,0210
6513,6966
178,9593
1011,3413
5,8153
1,2664
0,9418
0,3259
0,6068
0,4054
0,3503
0,4079
1,0349
3,3015
0,3694
0,8153
3,4558
0,5296
0,2607
2,6520
540,3138
5,9810
3,8581
Internações
4211
1178
2763
574
8387
422
426
1049
49
18
7
5
14
5
2
12
30
4
20
60
39
13
21
9
854
39
9
Óbitos
H.
1
2
9
1
30
5
2
12
1
0
0
0
0
0
0
0
1
0
0
0
0
1
0
0
4
2
0
Custo
internações
R$ 493.102,54
R$ 110.861,52
R$ 368.885,63
R$ 59.531,27
R$ 1.032.683,79
R$ 52.858,32
R$ 50.114,01
R$ 131.738,05
R$ 8.508,02
R$ 3.223,36
R$ 824,59
R$ 1.317,01
R$ 3.109,41
R$ 745,65
R$ 138,69
R$ 1.634,33
R$ 6.300,91
R$ 1.248,95
R$ 5.056,14
R$ 16.562,59
R$ 5.227,94
R$ 1.786,11
R$ 3.756,75
R$ 1.180,18
R$ 104.379,81
R$ 7.136,73
R$ 1.229,68
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
1998
UF
2000
2001
UF
Casos
169
RO
AC
AM
RR
PA
AP
TO
MA
PI
CE
RN
PB
PE
AL
SE
BA
MG
ES
RJ
SP
PR
SC
RS
MS
MT
GO
DF
54074
21560
96026
35874
278203
35278
1640
78817
277
135
24
20
36
12
7
70
187
95
72
293
204
50
36
238
11767
160
90
Taxa de Incidência Internações
4103,9333
3978,7921
3635,6257
13132,9624
4632,9686
7689,2562
141,1256
1438,2491
10,0604
1,8750
0,8940
0,5886
0,4713
0,4382
0,4021
0,5329
1,0690
3,1871
0,5167
0,8060
2,1490
0,9673
0,3572
9,8364
571,8426
3,2299
4,4632
3864
1603
1599
249
9234
1143
388
2029
52
19
10
4
6
6
2
16
44
5
20
75
31
13
16
10
776
54
20
Óbitos
H.
3
3
12
0
48
5
1
8
0
0
1
0
0
0
0
0
1
0
1
1
0
0
0
0
3
3
0
Custo
internações
R$ 649.454,97
R$ 270.055,79
R$ 278.701,70
R$ 35.422,23
R$ 1.569.238,11
R$ 197.039,63
R$ 70.274,63
R$ 344.911,41
R$ 901.205,00
R$ 3.209,04
R$ 2.074,44
R$ 546,69
R$ 1.058,65
R$ 996,72
R$ 332,24
R$ 3.388,63
R$ 7.898,32
R$ 876,90
R$ 3.868,65
R$ 14.592,87
R$ 5.734,20
R$ 3.243,35
R$ 2.842,57
R$ 1.494,58
R$ 135.444,56
R$ 10.441,80
R$ 5.339,87
Casos
57659
7774
48386
16028
185419
24487
1243
39502
133
64
22
2
19
0
5
96
139
111
70
269
146
38
19
233
6832
52
59
Taxa de
Incidência
4307,8001
1398,4982
1790,7761
5735,9420
3027,8076
5123,7788
104,5051
712,7619
4,7968
0,8774
0,8103
0,0585
0,2469
0,0000
0,2827
0,7230
0,7858
3,6711
0,4978
0,7292
1,5192
0,7253
0,1866
11,1535
277,2883
1,0278
2,8594
Internações
3551
608
828
353
5602
932
303
1583
37
17
7
5
6
2
4
9
23
7
24
92
31
18
10
16
618
50
15
Óbitos
H.
3
2
3
1
25
8
0
7
1
1
0
0
0
0
0
0
0
1
0
2
0
0
0
0
2
1
0
Custo
internações
R$ 595.942,27
R$ 102.893,39
R$ 143.723,10
R$ 57.259,27
R$ 953.639,63
R$ 161.004,95
R$ 51.680,69
R$ 267.144,18
R$ 7.278,57
R$ 3.554,07
R$ 2.598,99
R$ 1.101,98
R$ 1.166,42
R$ 332,24
R$ 670,73
R$ 1.377,29
R$ 4.685,63
R$ 1.145,16
R$ 3.793,16
R$ 17.209,11
R$ 5.578,86
R$ 2.929,76
R$ 4.029,88
R$ 2.724,35
R$ 105.615,59
R$ 10.407,57
R$ 2.994,47
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO
TABELA: A.10 - Matriz de Dados Coletados para Construção do Índice Sintético de Malária - cont.
170
TABELA: A.11 - Matriz de Dados Utilizados para Construção do Índice Sintético de Malária
1997
UF
Taxa de Incidência
Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO
RO
AC
AM
RR
PA
AP
TO
MA
PI
CE
RN
PB
PE
AL
SE
BA
MG
ES
RJ
SP
PR
SC
RS
MS
MT
GO
DF
7862,4850
2867,7007
2931,5957
14353,1164
2655,3803
5021,8864
217,0426
385,3752
5,0129
1,4980
0,5472
0,4235
0,8244
0,3418
0,4926
0,9648
1,0676
6,0656
0,4550
1,6618
5,0534
1,2102
0,3944
4,9646
1952,3465
8,0621
6,4217
Internações
19,86
6,99
13,04
2,08
36,87
3,51
2,42
6,16
0,13
0,06
0,01
0,01
0,03
0,01
0,00
0,09
0,13
0,03
0,08
0,35
0,21
0,09
0,10
0,07
7,34
0,25
0,05
Óbitos H.
Custo internações
5,36
6,25
12,50
1,79
51,79
6,25
1,79
3,57
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,89
0,89
0,00
0,89
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
6,25
1,79
0,00
19,50
6,76
12,59
2,05
37,29
3,34
2,39
6,11
0,19
0,07
0,04
0,02
0,06
0,01
0,00
0,10
0,18
0,03
0,20
0,53
0,25
0,09
0,13
0,08
7,45
0,48
0,06
Taxa de Incidência
5510,2181
1224,5469
3835,7280
10196,1108
2548,5778
6187,3625
151,0984
396,2079
4,7851
1,1416
0,8865
0,4202
0,5491
0,3380
0,4828
0,4327
1,2304
4,4864
0,3688
0,9294
4,1456
0,6857
0,3790
3,7590
813,1923
5,2373
5,1678
Internações
20,57
4,85
10,77
1,20
40,63
4,31
2,57
5,51
0,22
0,08
0,02
0,04
0,03
0,02
0,00
0,06
0,18
0,02
0,14
0,40
0,18
0,11
0,09
0,09
7,58
0,23
0,08
Óbitos H.
5,71
8,57
10,00
0,00
48,57
5,71
0,00
8,57
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
1,43
0,00
0,00
0,00
0,00
1,43
1,43
0,00
1,43
0,00
0,00
5,71
1,43
0,00
Custo
internações
20,14
4,81
10,43
1,18
40,60
4,18
2,49
5,73
0,30
0,19
0,01
0,08
0,09
0,02
0,00
0,08
0,19
0,02
0,24
0,71
0,24
0,16
0,14
0,10
7,46
0,27
0,14
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
1996
1998
1999
UF
Taxa de Incidência
171
RO
AC
AM
RR
PA
AP
TO
MA
PI
CE
RN
PB
PE
AL
SE
BA
MG
ES
RJ
SP
PR
SC
RS
MS
MT
GO
DF
6111,6322
1914,0161
4552,2565
8155,9617
3112,9886
5362,9222
249,0515
546,3842
4,8619
0,9696
1,1431
0,4771
0,3589
0,3720
0,0593
0,3657
0,9123
3,5227
0,4970
1,0288
2,7217
0,9148
0,2838
4,0315
599,6258
7,6515
5,6611
Internações
19,75
6,17
14,14
2,19
39,27
2,95
3,04
3,90
0,27
0,06
0,03
0,02
0,01
0,04
0,01
0,05
0,19
0,04
0,12
0,45
0,23
0,06
0,07
0,04
6,64
0,21
0,06
Óbitos H.
2,35
2,35
10,59
5,88
52,94
3,53
3,53
4,71
1,18
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
2,35
0,00
0,00
3,53
0,00
0,00
0,00
0,00
5,88
1,18
0,00
Custo internações
18,78
6,04
15,01
2,15
38,78
2,96
2,90
4,01
0,33
0,07
0,03
0,08
0,01
0,05
0,01
0,05
0,34
0,05
0,23
0,62
0,26
0,06
0,08
0,05
6,39
0,58
0,08
Taxa de Incidência
4880,7269
4494,8545
62835,5849
13576,2507
4217,0210
6513,6966
178,9593
1011,3413
5,8153
1,2664
0,9418
0,3259
0,6068
0,4054
0,3503
0,4079
1,0349
3,3015
0,3694
0,8153
3,4558
0,5296
0,2607
2,6520
540,3138
5,9810
3,8581
Internações
20,83
5,83
13,66
2,84
41,48
2,09
2,11
5,19
0,24
0,09
0,03
0,02
0,07
0,02
0,01
0,06
0,15
0,02
0,10
0,30
0,19
0,06
0,10
0,04
4,22
0,19
0,04
Óbitos H.
1,41
2,82
12,68
1,41
42,25
7,04
2,82
16,90
1,41
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
1,41
0,00
0,00
0,00
0,00
1,41
0,00
0,00
5,63
2,82
0,00
Custo internações
19,94
4,48
14,92
2,41
41,76
2,14
2,03
5,33
0,34
0,13
0,03
0,05
0,13
0,03
0,01
0,07
0,25
0,05
0,20
0,67
0,21
0,07
0,15
0,05
4,22
0,29
0,05
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO
TABELA: A.11 - Matriz de Dados Utilizados para Construção do Índice Sintético de Malária - Cont.
172
TABELA: A.11 - Matriz de Dados Utilizados para Construção do Índice Sintético de Malária - Cont.
2001
Taxa de Incidência
Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO
RO
AC
AM
RR
PA
AP
TO
MA
PI
CE
RN
PB
PE
AL
SE
BA
MG
ES
RJ
SP
PR
SC
RS
MS
MT
GO
DF
4103,9333
3978,7921
3635,6257
13132,9624
4632,9686
7689,2562
141,1256
1438,2491
10,0604
1,8750
0,8940
0,5886
0,4713
0,4382
0,4021
0,5329
1,0690
3,1871
0,5167
0,8060
2,1490
0,9673
0,3572
9,8364
571,8426
3,2299
4,4632
Internações
18,15
7,53
7,51
1,17
43,38
5,37
1,82
9,53
0,24
0,09
0,05
0,02
0,03
0,03
0,01
0,08
0,21
0,02
0,09
0,35
0,15
0,06
0,08
0,05
3,65
0,25
0,09
Óbitos H.
3,33
3,33
13,33
0,00
53,33
5,56
1,11
8,89
0,00
0,00
1,11
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
1,11
0,00
1,11
1,11
0,00
0,00
0,00
0,00
3,33
3,33
0,00
Custo internações
14,37
5,98
6,17
0,78
34,72
4,36
1,55
7,63
19,94
0,07
0,05
0,01
0,02
0,02
0,01
0,07
0,17
0,02
0,09
0,32
0,13
0,07
0,06
0,03
3,00
0,23
0,12
Taxa de Incidência
4307,8001
1398,4982
1790,7761
5735,9420
3027,8076
5123,7788
104,5051
712,7619
4,7968
0,8774
0,8103
0,0585
0,2469
0,0000
0,2827
0,7230
0,7858
3,6711
0,4978
0,7292
1,5192
0,7253
0,1866
11,1535
277,2883
1,0278
2,8594
Internações
24,07
4,12
5,61
2,39
37,98
6,32
2,05
10,73
0,25
0,12
0,05
0,03
0,04
0,01
0,03
0,06
0,16
0,05
0,16
0,62
0,21
0,12
0,07
0,11
4,19
0,34
0,10
Óbitos H.
5,26
3,51
5,26
1,75
43,86
14,04
0,00
12,28
1,75
1,75
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
1,75
0,00
3,51
0,00
0,00
0,00
0,00
3,51
1,75
0,00
Custo internações
23,72
4,10
5,72
2,28
37,96
6,41
2,06
10,63
0,29
0,14
0,10
0,04
0,05
0,01
0,03
0,05
0,19
0,05
0,15
0,68
0,22
0,12
0,16
0,11
4,20
0,41
0,12
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
2000
UF
1996
UF
173
RO
AC
AM
RR
PA
AP
TO
MA
PI
CE
RN
PB
PE
AL
SE
BA
MG
ES
RJ
SP
PR
SC
RS
MS
MT
GO
DF
Taxa de
Incidência
0,548
0,200
0,204
1,000
0,185
0,350
0,015
0,027
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,136
0,001
0,000
1997
Internações
Óbitos H.
Custo
internações
0,539
0,190
0,354
0,056
1,000
0,095
0,065
0,167
0,004
0,002
0,000
0,000
0,001
0,000
0,000
0,002
0,004
0,001
0,002
0,009
0,006
0,002
0,003
0,002
0,199
0,007
0,001
0,103
0,121
0,241
0,034
1,000
0,121
0,034
0,069
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,017
0,017
0,000
0,017
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,121
0,034
0,000
0,523
0,181
0,337
0,055
1,000
0,089
0,064
0,164
0,005
0,002
0,001
0,000
0,001
0,000
0,000
0,002
0,005
0,001
0,005
0,014
0,007
0,002
0,003
0,002
0,200
0,013
0,002
Taxa de
Incidência
0,540
0,120
0,376
1,000
0,250
0,607
0,015
0,039
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,080
0,000
0,000
Internações
0,506
0,119
0,265
0,030
1,000
0,106
0,063
0,136
0,005
0,002
0,001
0,001
0,001
0,001
0,000
0,002
0,005
0,001
0,003
0,010
0,004
0,003
0,002
0,002
0,187
0,006
0,002
Óbitos H.
0,118
0,176
0,206
0,000
1,000
0,118
0,000
0,176
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,029
0,000
0,000
0,000
0,000
0,029
0,029
0,000
0,029
0,000
0,000
0,118
0,029
0,000
Custo
internações
0,496
0,118
0,257
0,029
1,000
0,103
0,061
0,141
0,007
0,005
0,000
0,002
0,002
0,001
0,000
0,002
0,005
0,001
0,006
0,017
0,006
0,004
0,004
0,003
0,184
0,007
0,003
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO
TABELA: A.12 - Indicadores Padronizados e Cálculo do Índice Sintético de Malária
174
TABELA: A.12 - Indicadores Padronizados e Cálculo do Índice Sintético de Malária - Cont.
UF
Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO
RO
AC
AM
RR
PA
AP
TO
MA
PI
CE
RN
PB
PE
AL
SE
BA
MG
ES
RJ
SP
PR
SC
RS
MS
MT
GO
DF
1999
Taxa de
Incidência
Internações
Óbitos H.
Custo
internações
Taxa de
Incidência
Internações
Óbitos H.
Custo
internações
0,749
0,235
0,558
1,000
0,382
0,658
0,031
0,067
0,001
0,000
0,000
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0,007
0,001
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
1998
2000
UF
175
RO
AC
AM
RR
PA
AP
TO
MA
PI
CE
RN
PB
PE
AL
SE
BA
MG
ES
RJ
SP
PR
SC
RS
MS
MT
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DF
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0,000
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0,000
2001
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H.
Custo
internações
Taxa de
Incidência
Internações
Óbitos H.
Custo
internações
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INDICE
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0,001
0,113
0,015
0,001
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO
TABELA: A.12 - Indicadores Padronizados e Cálculo do Índice Sintético de Malária - Cont.
176
TABELA: A.13 - Matriz de Dados Coletados para Construção do Índice Sintético de Leptospirose
UF
Casos
Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO
RO
AC
AM
RR
PA
AP
TO
MA
PI
CE
RN
PB
PE
AL
SE
BA
MG
ES
RJ
SP
PR
SC
RS
MS
MT
GO
DF
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0
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0
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26
276
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32
444
33
37
2.564
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119
218
165
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3
2
30
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Incidência
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1,3202
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2,0985
1,3217
4,4716
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0,1556
0,0443
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1997
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6
5
35
0
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44
0
45
0
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94
54
522
99
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182
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128
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9
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15
2
1
1
0
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0
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0
0
0
1
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Casos
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2
20
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2
2
152
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Incidência
0,0000
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Internações
Óbitos H.
Custo internações
2
43
31
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1
52
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15
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0
0
1
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Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
1996
1998
UF
Casos
177
RO
AC
AM
RR
PA
AP
TO
MA
PI
CE
RN
PB
PE
AL
SE
BA
MG
ES
RJ
SP
PR
SC
RS
MS
MT
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DF
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0
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41
25
272
904
195
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632
4
0
3
18
Taxa de
Incidência
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1,1870
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1,9881
2,5621
2,1061
4,9122
6,4052
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0,0000
0,0632
0,9349
1999
Internações Óbitos H. Custo internações
0
4
26
1
270
67
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43
19
23
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38
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Casos
5
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226
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222
219
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2
6
Taxa de
Incidência
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0,0000
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4,2037
2,1011
0,3874
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1,6368
2,1805
2,3679
4,2954
5,3550
0,1684
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0,0412
0,3046
Internações
3
27
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0
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173
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2
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10
96
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236
507
39
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854
39
9
Óbitos H.
1
0
2
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5
0
5
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10
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0
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1
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0
4
2
0
Custo internações
R$ 484,56
R$ 5.101,53
R$ 10.731,08
R$ 0,00
R$ 68.611,46
R$ 34.375,58
R$ 724,16
R$ 8.506,17
R$ 398,47
R$ 11.370,51
R$ 5.223,07
R$ 3.941,48
R$ 33.691,53
R$ 7.213,96
R$ 15.581,72
R$ 94.692,24
R$ 30.156,14
R$ 5.476,95
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R$ 248.884,18
R$ 5.227,94
R$ 1.786,11
R$ 3.756,75
R$ 1.180,18
R$ 104.379,81
R$ 7.136,73
R$ 1.229,68
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO
TABELA: A.13 - Matriz de Dados Coletados para Construção do Índice Sintético de Leptospirose - Cont.
178
TABELA: A.13 - Matriz de Dados Coletados para Construção do Índice Sintético de Leptospirose - Cont.
UF
Casos
Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO
RO
AC
AM
RR
PA
AP
TO
MA
PI
CE
RN
PB
PE
AL
SE
BA
MG
ES
RJ
SP
PR
SC
RS
MS
MT
GO
DF
4
122
30
1
248
381
2
15
2
46
24
32
559
178
68
249
71
21
330
659
109
150
778
8
2
5
34
Taxa de
Incidência
0,3036
22,5145
1,1358
0,3661
4,1300
83,0434
0,1721
0,2737
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0,6389
0,8940
0,9418
7,3186
6,5002
3,9064
1,8957
0,4059
0,7045
2,3683
1,8129
1,1482
2,9020
7,7203
0,3306
0,0972
0,1009
1,6861
2001
Internações Óbitos H. Custo internações
5
19
40
0
240
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3
39
2
63
41
50
642
174
54
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309
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6
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0
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Casos
Taxa de
Incidência
1
7
23
0
73
0
2
24
0
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3
1
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0,0000
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0,1186
1,1147
Internações Óbitos H.
1
8
32
0
177
120
5
48
1
67
30
29
291
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0
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2
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1
0
0
3
Custo
internações
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R$ 2.786,25
R$ 9.095,98
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
2000
1996
1997
UF
Taxa de Incidência
179
RO
AC
AM
RR
PA
AP
TO
MA
PI
CE
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PB
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AL
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BA
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ES
RJ
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PR
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RS
MS
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2,0985
1,3217
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Internações
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0,00
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12,01
0,00
1,03
13,01
20,44
5,22
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3,67
0,09
0,26
0,20
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Óbitos H.
0,62
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0,31
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0,00
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Custo internações
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Taxa de Incidência
0,0000
22,1918
1,8695
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4,2473
19,9047
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1,1539
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Internações
0,07
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0,00
7,48
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1,57
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0,00
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Óbitos H.
0,38
0,38
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0,00
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0,00
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1,90
1,90
15,59
16,73
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5,70
0,00
0,38
0,00
0,00
0,38
Custo internações
0,04
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1,65
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18,25
8,25
9,37
0,00
0,54
0,10
0,14
0,84
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO
TABELA: A.14 - Matriz de Dados Utilizados para Construção do Índice Sintético de Leptospirose
180
TABELA: A.14 - Matriz de Dados Utilizados para Construção do Índice Sintético de Leptospirose - Cont.
1999
UF
Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO
RO
AC
AM
RR
PA
AP
TO
MA
PI
CE
RN
PB
PE
AL
SE
BA
MG
ES
RJ
SP
PR
SC
RS
MS
MT
GO
DF
Taxa de Incidência
Internações
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3,6961
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0,0000
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1,9881
2,5621
2,1061
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1,29
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0,91
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8,67
9,21
20,18
0,10
0,03
0,14
0,30
Óbitos H.
0,00
0,00
0,00
0,00
10,14
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1,81
0,00
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0,00
0,72
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1,81
4,71
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1,81
1,09
13,41
19,93
7,97
5,80
3,99
0,00
0,00
0,00
0,00
Custo
internações
0,00
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1,36
0,00
1,02
0,02
2,14
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1,12
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0,79
0,99
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1,02
1,03
8,56
22,28
7,52
8,38
19,76
0,07
0,01
0,12
0,27
Taxa de Incidência
0,3855
18,5628
10,4900
0,0000
6,0648
99,5950
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0,4881
1,1057
4,2037
2,1011
0,3874
0,7148
1,6368
2,1805
2,3679
4,2954
5,3550
0,1684
0,1480
0,0412
0,3046
Internações
0,10
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0,00
9,83
5,88
0,14
0,85
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1,12
1,67
10,47
3,09
0,61
8,02
17,24
1,33
0,44
0,71
0,31
29,04
1,33
0,31
Óbitos H.
0,54
0,00
1,09
0,00
14,13
0,00
0,00
2,72
0,00
2,72
0,00
0,54
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20,11
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0,00
15,76
19,57
0,00
0,54
0,00
0,00
2,17
1,09
0,00
Custo
internações
0,06
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1,98
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0,70
9,89
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0,66
0,23
0,48
0,15
13,25
0,91
0,16
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
1998
2000
UF
181
RO
AC
AM
RR
PA
AP
TO
MA
PI
CE
RN
PB
PE
AL
SE
BA
MG
ES
RJ
SP
PR
SC
RS
MS
MT
GO
DF
Taxa de
Incidência
0,3036
22,5145
1,1358
0,3661
4,1300
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3,9064
1,8957
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2,3683
1,8129
1,1482
2,9020
7,7203
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0,1009
1,6861
Internações
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0,52
1,09
0,00
6,55
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1,06
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1,12
1,37
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1,47
8,27
2,62
0,79
8,44
10,35
3,36
5,84
14,09
0,03
0,16
0,16
0,71
2001
Óbitos H.
0,41
0,00
1,65
0,00
8,23
0,82
0,00
1,65
0,00
2,47
0,41
0,41
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3,29
2,06
12,35
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1,23
11,52
9,47
4,53
5,35
4,53
0,00
0,41
0,00
0,00
Custo
internações
Taxa de Incidência
0,11
0,37
1,07
0,00
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5,82
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1,13
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0,13
0,14
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0,0000
1,1921
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1,1147
Internações
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0,87
0,00
4,80
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1,82
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1,95
1,49
6,45
13,45
4,77
12,01
27,22
0,08
0,24
0,27
0,65
Óbitos H.
Custo
internações
0,00
0,00
1,99
0,00
5,58
0,40
0,40
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0,00
1,20
0,00
2,39
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0,80
12,75
19,52
3,59
7,57
11,16
0,40
0,00
0,00
1,20
0,06
0,15
1,03
0,00
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0,09
1,16
0,02
1,38
0,70
0,97
10,18
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1,48
5,09
2,22
1,41
7,58
18,62
4,57
13,38
20,86
0,10
0,11
0,20
0,65
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO
TABELA: A.14 - Matriz de Dados Utilizados para Construção do Índice Sintético de Leptospirose - Cont.
182
TABELA: A.15 - Indicadores Padronizados e Cálculo do Índice Sintético de Leptospirose
1997
UF
Taxa de Incidência
Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO
RO
AC
AM
RR
PA
AP
TO
MA
PI
CE
RN
PB
PE
AL
SE
BA
MG
ES
RJ
SP
PR
SC
RS
MS
MT
GO
DF
0,000
0,151
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Óbitos H.
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0,022
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0,022
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0,000
0,022
Custo
internações
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0,030
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0,008
0,046
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
1996
1998
UF
183
RO
AC
AM
RR
PA
AP
TO
MA
PI
CE
RN
PB
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AL
SE
BA
MG
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RJ
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PR
SC
RS
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MT
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Incidência
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1999
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Custo
internações
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0,015
0,005
0,419
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0,005
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO
TABELA: A.15 - Indicadores Padronizados e Cálculo do Índice Sintético de Leptospirose - Cont.
184
TABELA: A.15 - Indicadores Padronizados e Cálculo do Índice Sintético de Leptospirose - Cont.
2001
UF
Taxa de Incidência
Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO
RO
AC
AM
RR
PA
AP
TO
MA
PI
CE
RN
PB
PE
AL
SE
BA
MG
ES
RJ
SP
PR
SC
RS
MS
MT
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Custo
internações
Taxa de
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H.
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Custo
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0,010
0,043
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
2000
1996
Visceral
1997
Tegumentar
Visceral
Tegumentar
UF
Casos
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0
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0
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Incidência
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0,000
0,000
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0,000
0,000
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1
0
178
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348
0
Taxa de
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Internações
Incidência
H.
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0
0
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2
Custo
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Incidência
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0,000
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Casos
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Taxa de
Incidência
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Internações
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Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO
TABELA: A.16 - Matriz de Dados Coletados para Construção do Índice Sintético de Leishmanioses
186
TABELA: A.16 - Matriz de Dados Coletados para Construção do Índice Sintético de Leishmanioses - Cont.
UF
Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO
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Incidência
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Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
1998
1998
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525
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Visceral
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Incidência
H.
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internações
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Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO
TABELA: A.16 - Matriz de Dados Coletados para Construção do Índice Sintético de Leishmanioses - Cont.
188
TABELA: A.17 - Matriz de Dados Utilizados para Construção do Índice Sintético de Leishmanioses
UF
Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO
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Incidência
Taxa de
Incidência
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Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
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TABELA: A.17 - Matriz de Dados Utilizados para Construção do Índice Sintético de Leishmanioses - Cont.
190
TABELA: A.17 - Matriz de Dados Utilizados para Construção do Índice Sintético de Leishmanioses - Cont.
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0,029
0,000
0,059
0,029
0,088
0,059
Custo
internações
0,020
0,009
0,004
0,001
0,122
0,000
0,074
0,132
0,104
0,278
0,151
0,228
0,360
0,127
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1,000
0,399
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0,105
0,369
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0,015
0,000
0,035
0,041
0,081
0,077
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO
TABELA: A.18 - Indicadores Padronizados e Cálculo do Índice Sintético de Leishmanioses
192
TABELA: A.18 - Indicadores Padronizados e Cálculo do Índice Sintético de Leishmanioses - Cont.
UF
Visceral
Tegumentar
Taxa de
Taxa de Incidência
Incidência
Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO
RO
AC
AM
RR
PA
AP
TO
MA
PI
CE
RN
PB
PE
AL
SE
BA
MG
ES
RJ
SP
PR
SC
RS
MS
MT
GO
DF
0,000
0,000
0,000
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0,000
0,861
1,000
0,752
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0,625
0,478
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0,012
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0,001
0,000
0,000
0,000
0,252
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0,000
1999
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0,000
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0,000
Internações
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0,132
0,349
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1,000
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0,031
0,121
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0,000
0,088
0,088
0,080
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Óbitos H.
0,000
0,000
0,000
0,000
0,053
0,000
0,000
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0,053
0,158
0,000
0,000
0,000
0,158
0,158
0,053
0,000
Custo
internações
0,011
0,029
0,008
0,018
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0,001
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0,407
0,216
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1,000
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0,472
0,091
0,000
0,000
0,104
0,114
0,085
0,122
Visceral
Tegumentar
Taxa de
Incidência
Taxa de
Incidência
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0,000
0,000
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1,000
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0,000
0,000
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Internações
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0,106
0,132
Óbitos H.
Custo
internações
0,038
0,038
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0,000
0,154
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0,000
0,231
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0,003
0,094
0,069
0,142
0,136
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
1998
2000
UF
193
RO
AC
AM
RR
PA
AP
TO
MA
PI
CE
RN
PB
PE
AL
SE
BA
MG
ES
RJ
SP
PR
SC
RS
MS
MT
GO
DF
Visceral
Tegumentar
Taxa de
Incidência
Taxa de
Incidência
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0,000
2001
Internações
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1,006
0,593
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0,161
Óbitos
H.
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0,000
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0,000
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0,538
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0,308
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0,000
0,077
0,038
0,000
0,000
0,154
0,038
0,192
0,115
Custo
internações
0,007
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1,001
0,004
0,001
0,001
0,012
0,008
0,016
0,015
Visceral
Tegumentar
Taxa de
Incidência
Taxa de
Incidência
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0,000
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0,000
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0,000
INDICE
Internações
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0,000
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Óbitos
H.
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0,000
0,000
0,000
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0,000
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0,105
Custo
internações
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0,527
0,024
0,099
0,716
0,071
0,015
0,006
0,192
0,113
0,157
0,135
0,118
0,109
0,088
0,181
0,220
0,133
0,272
0,403
0,245
0,346
0,240
0,190
0,341
0,259
0,215
0,688
0,259
0,030
0,053
0,216
0,031
0,003
0,001
0,103
0,199
0,073
0,049
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO
TABELA: A.18 - Indicadores Padronizados e Cálculo do Índice Sintético de Leishmanioses - Cont.
194
TABELA: A.19 - Matriz de Dados Utilizados na Construção do Índice Sintético de Hantavirose
UF
Casos
Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO
RO
AC
AM
RR
PA
AP
TO
MA
PI
CE
RN
PB
PE
AL
SE
BA
MG
ES
RJ
SP
PR
SC
RS
MS
MT
GO
DF
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0
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1
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0
1997
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Incidência
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0,0000
0,0000
0,0000
0,0000
0,0000
0,0000
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Casos
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0
1998
Taxa de
Incidência
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0,0000
0,0000
0,0000
0,0000
0,0000
0,0000
0,0000
0,0000
0,0000
0,0000
0,0000
0,0000
0,0000
0,0000
0,0000
0,0000
0,0000
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Casos
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1999
Taxa de
Incidência
0,0000
0,0000
0,0000
0,0000
0,0000
0,0000
0,0000
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Casos
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2000
Taxa de
Incidência
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0,0000
0,0000
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0,0000
0,0000
0,0000
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Casos
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1
0
2001
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Incidência
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0,0000
0,0000
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Casos
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Taxa de
Incidência
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0,0000
0,0000
0,0000
0,0000
0,0000
0,0000
0,0000
0,0000
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0,0000
0,0000
0,0000
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
1996
UF
1996
1998
RO
AC
AM
RR
PA
AP
TO
MA
PI
CE
RN
PB
PE
AL
SE
BA
MG
ES
RJ
SP
PR
SC
RS
MS
MT
GO
DF
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
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0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,433
0,000
0,000
0,350
0,000
0,000
1,000
0,000
0,000
0,000
0,000
1999
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,137
0,000
0,000
0,221
0,422
0,155
0,318
1,000
0,000
0,000
0,000
2000
2001
INDICE
0,000
0,000
0,000
0,000
0,063
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,195
0,000
0,000
0,010
1,000
0,367
0,377
0,314
0,000
0,077
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,054
0,000
0,000
0,036
0,573
0,616
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1,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,013
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,200
0,164
0,000
0,000
0,270
0,399
0,228
0,361
0,463
0,000
0,015
0,000
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO
TABELA: A.20 - Indicadores Padronizados e Cálculo do Índice Sintético de Hantavirose
195
196
TABELA: A.21 - Construção do Índice de Vulnerabilidade Epidemiológica (IVE)
DENGUE
LEPTOSPI
ROSE
MALARIA
LEISHMA
NIOSE
HANTAVI
ROSE
UF
IVE
INDICE
Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO
RO
AC
AM
RR
PA
AP
TO
MA
PI
CE
RN
PB
PE
AL
SE
BA
MG
ES
RJ
SP
PR
SC
RS
MS
MT
GO
DF
0,001
0,017
0,018
0,000
0,041
0,000
0,005
0,010
0,007
0,155
0,030
0,196
0,437
0,732
0,108
0,213
0,090
0,002
0,076
0,172
0,039
0,008
0,068
0,004
0,007
0,006
0,005
PESO x
INDICE
0,01
0,12
0,13
0,00
0,28
0,00
0,03
0,07
0,05
1,08
0,21
1,37
3,06
5,13
0,76
1,49
0,63
0,01
0,53
1,21
0,28
0,06
0,48
0,03
0,05
0,04
0,03
INDICE
0,024
0,024
0,097
0,134
0,395
0,018
0,144
0,262
0,137
0,194
0,453
0,356
0,447
0,059
0,254
0,439
0,198
0,118
0,153
0,071
0,013
0,001
0,000
0,065
0,124
0,046
0,012
PESO x
INDICE
0,17
0,17
0,68
0,94
2,77
0,13
1,01
1,84
0,96
1,36
3,17
2,49
3,13
0,41
1,78
3,07
1,38
0,83
1,07
0,50
0,09
0,00
0,00
0,46
0,87
0,32
0,09
INDICE
0,399
0,144
0,306
0,251
0,824
0,222
0,041
0,151
0,031
0,003
0,001
0,000
0,001
0,002
0,000
0,002
0,007
0,002
0,005
0,015
0,003
0,004
0,001
0,001
0,113
0,015
0,001
PESO x
INDICE
4,39
1,58
3,36
2,76
9,06
2,44
0,45
1,66
0,34
0,03
0,02
0,01
0,01
0,02
0,00
0,02
0,08
0,02
0,05
0,16
0,03
0,04
0,01
0,01
1,24
0,16
0,01
INDICE
0,007
0,092
0,051
0,004
0,316
0,269
0,004
0,055
0,001
0,079
0,037
0,051
0,478
0,098
0,097
0,434
0,092
0,047
0,467
0,662
0,202
0,276
0,349
0,007
0,068
0,010
0,043
PESO x
INDICE
0,03
0,46
0,26
0,02
1,58
1,35
0,02
0,27
0,00
0,39
0,18
0,25
2,39
0,49
0,49
2,17
0,46
0,24
2,33
3,31
1,01
1,38
1,75
0,04
0,34
0,05
0,21
INDICE
0,118
0,109
0,088
0,181
0,220
0,133
0,272
0,403
0,245
0,346
0,240
0,190
0,341
0,259
0,215
0,688
0,259
0,030
0,053
0,216
0,031
0,003
0,001
0,103
0,199
0,073
0,049
PESO x
INDICE
1,06
0,99
0,79
1,62
1,98
1,19
2,44
3,63
2,20
3,12
2,16
1,71
3,07
2,33
1,93
6,19
2,33
0,27
0,48
1,95
0,28
0,03
0,01
0,93
1,79
0,66
0,44
INDICE
0,000
0,000
0,000
0,000
0,013
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,200
0,164
0,000
0,000
0,270
0,399
0,228
0,361
0,463
0,000
0,015
0,000
PESO x
INDICE
0,00
0,00
0,00
0,00
0,15
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
2,40
1,97
0,00
0,00
3,25
4,79
2,73
4,34
5,55
0,00
0,18
0,00
0,11
0,06
0,10
0,10
0,31
0,10
0,08
0,15
0,07
0,12
0,11
0,11
0,23
0,16
0,10
0,30
0,13
0,03
0,09
0,20
0,13
0,08
0,13
0,14
0,08
0,03
0,02
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
COLERA
MÊS
UF
TOTAL
JAN
RO
AC
AM
RR
PA
AP
TO
MA
PI
CE
RN
PB
PE
AL
SE
BA
MG
ES
RJ
SP
PR
SC
RS
MS
MT
GO
5
3
4
9
4
9
10
16
13
16
11
9
15
26
16
14
9
13
12
11
8
11
6
5
10
11
1
3
1
3
1
1
3
1
3
2
-
FEV
1
1
1
1
1
2
1
2
1
4
1
3
3
1
1
1
1
-
MAR
1
1
1
1
3
1
1
1
1
1
ABR
1
1
2
1
1
3
1
1
-
MAI
1
1
1
1
1
1
2
1
1
2
1
2
-
JUN
1
2
1
1
1
1
2
1
1
1
3
6
1
1
1
1
JUL
2
1
2
3
1
2
1
1
3
1
1
2
2
AGO
1
1
1
1
4
2
2
1
1
3
2
3
2
4
3
SET
2
4
1
1
1
1
3
1
1
1
2
2
1
1
3
3
OUT
NOV
DEZ
2
4
4
2
4
2
2
3
4
2
1
1
1
-
1
1
1
3
3
4
1
1
1
1
1
-
3
2
3
2
1
2
4
4
3
2
3
4
1
2
1
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO
TABELA: A.22 - Número de Meses com Valores Extremos Altos de Precipitação Total por Mês
197
198
TABELA: A.23 - Número de Meses com Valores Extremos Baixos de Precipitação Total por Mês
UF
TOTAL
JAN
Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO
RO
AC
AM
RR
PA
AP
TO
MA
PI
CE
RN
PB
PE
AL
SE
BA
MG
ES
RJ
SP
PR
SC
RS
MS
MT
GO
2
0
5
0
0
1
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
2
2
-
FEV
MAR
-
1
-
ABR
-
MAI
-
JUN
1
-
JUL
-
AGO
-
SET
-
OUT
-
NOV
DEZ
2
-
2
2
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
MÊS
UF
Número de meses
RO
AC
AM
RR
PA
AP
TO
MA
PI
CE
RN
PB
PE
AL
SE
BA
MG
ES
RJ
SP
PR
SC
RS
MS
MT
GO
5
3
4
9
4
9
10
16
13
16
11
9
15
26
16
14
9
13
12
11
8
11
6
5
10
11
% meses
IVC
0,99
0,76
0,79
1,79
0,79
1,79
1,98
3,17
2,58
3,17
2,18
1,79
2,98
5,16
3,17
2,78
1,79
2,58
2,38
2,18
1,59
2,18
1,19
0,99
1,98
2,18
0,052
0,000
0,007
0,233
0,007
0,233
0,278
0,549
0,413
0,549
0,323
0,233
0,504
1,000
0,549
0,459
0,233
0,413
0,368
0,323
0,188
0,323
0,098
0,052
0,278
0,323
ATENÇÃO: A FORMULA DA LINHA AC ESTÁ COM 394*100 AS DEMAIS ESTÃO COM 504 NO LUGAR DE 394
Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas
Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO
TABELA: A.24 - Cálculo do Índice de Vulnerabilidade Climatológica
199
Pedro Renato Barbosa
Diagramação e Designer Gráficos
FIOCRUZ
PMGAS
ABRASCO
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Capítulo 3 - Ministério da Ciência e Tecnologia