PLANO PLURIANUAL DE GOVERNO - PPA PROGRAMA MUDANÇAS CLIMÁTICAS RESULTADOS OBTIDOS 2005 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas MINISTÉRIO DA CIÊNCIA E TECNOLOGIA Projeto: Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas Execução: Fundação Oswaldo Cruz – FIOCRUZ Associação Brasileira de Pós-Graduação em Saúde Coletiva - ABRASCO Coordenação do Projeto: Ulisses Eugenio Cavalcanti Confalonieri Cooperação Técnica: Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos - CPTEC/INPE Departamento de Métodos Estatísticos – DME/UFRJ Equipe de Técnica: Ulisses Eugenio Cavalcanti Diana Pinheiro Marinho Mariana Gómez Camponovo Romy Elena Rodriguez Ravines Suporte: Maria Cristina Moreira da Silva Marcelo Emanuel Ives de Araújo Colaboradores: Paulo Sérgio M. da Silva - Estudante Danielle Helena dos Santos P. de Souza - Estudante Publicação e Divulgação: Ministério da Ciência e Tecnologia Coordenadação Geral de Mudança Global de Clima Sítio: http://www.mct.gov.br/clima Diagramação e Editoração Gráfica: Pedro Renato Barbosa - [email protected] Janeiro, 2007 SINOPSE No período de 2001 a abril de 2005 foram coletados dados socioeconômicos, epidemiológicos e climáticos. Foi realizada uma análise exploratória dos mesmos que revelou características regionais (dados socioeconômicos e epidemiológicos) e padrões de anomalias de precipitação nos últimos 42 anos, para todos os estados brasileiros. Para a obtenção de um único indicador socioeconômico, optou-se por construir um indicador sintético seguindo a metodologia de construção do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), fazendo-se algumas adaptações necessárias. Uma matriz de impacto das doenças endêmicas foi construída, com cinco componentes, visando-se a construção de um índice global de vulnerabilidade, quando associada com informação quantitativa climática e socioeconômica. A obtenção do índice de vulnerabilidade climática envolveu a classificação dos estados segundo o número de meses que apresentaram uma precipitação total extrema alta ou baixa em relação com o padrão observado ao longo de 42 anos (1961 a 2002). Definiu-se como valor extremo todo valor observado muito acima ou muito abaixo do comportamento padrão exibido por uma série mensal utilizada para cada Unidade Federativa (UF). Após a combinação dos indicadores sintéticos, verificou-se que os estados com maior índice de vulnerabilidade geral estão na região Nordeste do país, sendo Alagoas o de maior índice. Por outro lado, os estados da região Sul do país apresentaram os menores índices de vulnerabilidade geral. Está prevista a conclusão do trabalho para abril de 2005 com a elaboração final de um Sistema de Informações Geográficas estático, para facilidade de consulta, que será disponibilizado sob forma de CD auto-executável. Sumário Página Sinopse iv Lista de Figuras vii Lista de Tabelas viii Lista de Quadros x Lista de Mapas xi Lista de Siglas xiii Glossário xiv Capítulo 1 – Introdução 19 1.1. Objetivo geral 20 1.2. Objetivos específicos 20 1.3. Justificativa 21 Capítulo 2 - Revisão Bibliográfica 23 Capítulo 3 - Embasamento Teórico 26 3.1. Aspectos Metodológicos 29 3.2. Doenças objeto do estudo 30 3.2.1. Malária 30 3.2.2. Febre da Dengue 31 3.2.3. Leishmaniose Tegumentar Americana – LTA 32 3.2.4. Leishmaniose Visceral – Calazar (LV) 32 3.2.5. Leptospirose 33 3.2.6. Hantaviroses (Síndrome da Hantavirose Pulmonar) 33 3.2.7. Cólera 34 3.3. Impactos das endemias selecionadas 34 Capítulo 4 – Metodologia 36 4.1. Vulnerabilidade Socioeconômica 36 4.1.1. Metodologia 4.2. Vulnerabilidade Epidemiológica 4.2.1. Metodologia 4.3. Vulnerabilidade Climatológica 4.3.1 Metodologia 37 40 40 43 43 4.4. Vulnerabilidade Geral 46 4.5. Formação dos Grupos 46 Capítulo 5 - Apresentação dos Dados e sua Análise 47 5.1. Introdução 47 5.2. Vulnerabilidade Socioeconômica 48 5.2.1. Construção do IVSE 49 5.2.2 Vulnerabilidade Socioeconômica nos Municípios. 50 5.3. Vulnerabilidade Epidemiológica 52 5.3.1 Calculo do IVE 52 5.3.2 Taxa de Incidência nos Municípios 53 5.4. Vulnerabilidade Climatológica 55 5.5. Índice de Vulnerabilidade Geral 58 Capítulo 6 - Interpretação dos Resultados 59 6.1. Vulnerabilidade Socioeconômica 60 6.1.1. Vulnerabilidade Socioeconômica dos Municípios 6.2. Vulnerabilidade Epidemiológica 6.2.1. Vulnerabilidade Epidemiológica dos Municípios 62 63 72 6.3. Vulnerabilidade Climatológica 73 6.4. Vulnerabilidade Geral 78 6.4.1. Vulnerabilidade Socioeconômica e Vulnerabilidade Epidemiológica 78 6.4.2.Vulnerabilidade Climatológica e Vulnerabilidade Epidemiológica 83 6.4.3. Vulnerabilidade Socioeconômica, Climatológica e Epidemiológica 90 Capítulo 7 – Conclusões 94 Capítulo 8 - Recomendações e Sugestões 96 Bibliografia 97 Apêndice 101 Lista de Tabelas Página Capítulo 3 26 Tabela 3.1 - Matriz de Impacto das Doenças Endêmicas no período 1996 a 2001 35 Capítulo 4 36 Tabela 4.1 - Indicadores Socioeconômicos Utilizados 38 Tabela 4.2 - Classificação dos Indicadores sociais segundo a sua relação com o conceito de vulnerabilidade social 39 Tabela 4.3 - Informação Epidemiológica Utilizada 41 Tabela 4.4 - Estrutura dos pesos atribuídos a cada doença estudada 42 Capítulo 5 47 Tabela 5.1 - Maior e menor valor observado por Indicador Socioeconômico nas UFs. 49 Tabela 5.2 - Indicadores de Demografia e Renda por município 50 Tabela 5.3 - Indicadores de Saneamento e Saúde por município 51 Tabela 5.4 - Maior e menor valor observado por Indicador Socioeconômico nos Municípios 51 Tabela 5.5 - Taxa de Incidência nos Municípios Selecionados no Período 1996 – 2001 53 Tabela 5.6 - Precipitação Média Mensal (mm) por UF da Região NORTE de Janeiro de 1961 a Dezembro de 2002 (504 observações) 56 Tabela 5.7 - Precipitação Média Mensal (mm) por UF da Região NORDESTE de Janeiro de 1961 a Dezembro de 2002 (504 observações) 56 Tabela 5.8 - Precipitação Média Mensal (mm) por UF da Região SUDESTE de Janeiro de 1961 a Dezembro de 2002 (504 observações) Tabela 5.9 - Precipitação Média Mensal (mm) por UF da Região SUL de Janeiro de 1961 a Dezembro de 2002 (504 observações) 57 57 Tabela 5.10 - Precipitação Média Mensal (mm) por UF da Região CENTRO OESTE de Janeiro de 1961 a Dezembro de 2002 (504 observações) 57 Capítulo 6 59 Tabela 6.1 - Índices de Vulnerabilidade por UF: IVSE, IVE, IVC e IVG 59 Tabela 6.2 - Indicador Sintético por Dimensão Socioeconômica e IVSE por Município 62 Tabela 6.3 - Índice Sintético para CÓLERA 64 Tabela 6.4 - Índice Sintético para DENGUE 65 Tabela 6.5 - Índice Sintético para MALÁRIA 66 Tabela 6.6 - Índice Sintético para LEPTOSPIROSE 67 Tabela 6.7 - Índice Sintético para LEISHMANIOSES 68 Tabela 6.8 - Índice Sintético para HANTAVIROSE 69 Tabela 6.9 - Indicador Sintético por Doença e IVE por Município 72 Tabela 6.10 - Número (n) e Porcentagem (%) de Meses com Precipitação Extrema ALTA entre Janeiro de 1961 e Dezembro de 2002 (Exceto AC: Janeiro de 1970 - Dezembro de 2002) 75 Tabela 6.11 - Número (n) e Porcentagem (%) de Meses com Precipitação Extrema BAIXA entre Janeiro de 1961 e Dezembro de 2002 (Exceto AC: Janeiro de 1970 Dezembro de 2002) Apêndice 76 101 Dados Socioeconômicos A.1 População por UF e ano, 1996-2001 115 A.2 Matriz de dados coletados para a construção o IVSE 116 A.3 Indicadores padronizados e Cálculo do IVSE 117 Dados Epidemiológicos A.4 Matriz de dados coletados para a construção o índice sintético de cólera 119 A.5 Matriz de dados utilizados para a construção o índice sintético de cólera 122 A.6 Indicadores padronizados e cálculo do índice sintético de cólera 125 A.7 Matriz de dados coletados para a construção o índice sintético de dengue 128 A.8 Matriz de dados utilizados para a construção o índice sintético de dengue 131 A.9 Indicadores padronizados e cálculo do índice sintético de dengue 134 A.10 Matriz de dados coletados para a construção o índice sintético de malária 137 A.11 Matriz de dados utilizados para a construção o índice sintético de malária 140 A.12 Indicadores padronizados e cálculo do índice sintético de malária 143 A.13 Matriz de dados coletados para a construção o índice sintético de leptospirose 146 A.14 Matriz de dados utilizados para a construção o índice sintético de leptospirose 149 A.15 Indicadores padronizados e cálculo do índice sintético de leptospirose 152 A.16 Matriz de dados coletados para a construção o índice sintético de leishmanioses 155 A.17 Matriz de dados utilizados para a construção o índice sintético de leishmanioses 158 A.18 Indicadores padronizados e cálculo do índice sintético de leishmanioses 161 A.19 Matriz de dados utilizados para a construção o índice sintético de hantavirose 164 A.20 Indicadores padronizados e cálculo do índice sintético de hantavirose 165 A.21 Construção do Índice de Vulnerabilidade Epidemiológica 166 Dados Climatológicos A.22 Número de meses com valores extremos altos de precipitação por mês A.23 Número de meses com valores extremos baixos de precipitação por mês A.24 Cálculo do Índice de Vulnerabilidade Climatológica Lista de Figuras Página Capítulo 3 Figura 3.1 - 26 Mecanismos através dos quais a mudança climática afeta a saúde humana (adaptado de McMichael, 2003). Capítulo 6 30 59 Figura 6.1 - Índice de Vulnerabilidade Socioeconômica (IVSE) para Municípios 62 Figura 6.2 - Índice de Vulnerabilidade Epidemiológica (IVE) para Municípios 72 Figura 6.3 - Relação entre o Índice de Vulnerabilidade Socioeconômica (IVSE) e o Índice de Vulnerabilidade Epidemiológica (IVE) Figura 6.4 - Relação do Índice de Vulnerabilidade Socioeconômica (IVSE) com o Índice Sintético de cada doença. Figura 6.5 - 80 Relação entre o Índice de Vulnerabilidade Climatológica (IVC) e o Índice de Vulnerabilidade Epidemiológica (IVE) Figura 6.6 - 73 84 Relação do Índice de Vulnerabilidade Epidemiológica com o Percentual de Meses com Chuva Extrema Alta e Percentual de Meses com Chuva Extrema Baixa 85 Figura 6.7 - Relação do Índice de Vulnerabilidade Climatológica com o Índice Sintético de cada Doença. 87 Lista de Quadros Página Capítulo 4 36 Quadro 4.1 - Elementos de um “boxplot” (Outubro - Alagoas) 44 Quadro 4.2 - Exemplo de identificação de valores extremos de chuva – Estado de Rondônia. 45 Capítulo 5 47 Quadro 5.1 - Exemplo de cálculo do IVSE - DF 50 Quadro 5.2 - Exemplo de cálculo do IVE – DF e Pará 53 Capítulo 6 59 Quadro 6.1 - Classificação das UF do Brasil segundo o Índice de Vulnerabilidade Social (IVSE) 60 Quadro 6.2 - Classificação das UFs do Brasil segundo o Índice de Vulnerabilidade Epidemiológica (IVE) 70 Quadro 6.3 - Classificação das UFs segundo o Índice de Vulnerabilidade Climatológica (IVC) 74 Quadro 6.4 - Classificação das UFs segundo o Índice de Vulnerabilidade Geral (IVG) 91 Lista de Mapas Página Capítulo 6 59 Mapa 6.1 Mapa do IVSE nos Estados do Brasil 61 Mapa 6.2 Mapa do IVE nos Estados do Brasil 71 Mapa 6.3 Mapa do IVC nos Estados do Brasil 77 Mapa 6.4 Mapa dos IVSE, IVE e IVC nos Estados do Brasil 92 Mapa 6.5 Mapa do IVG nos Estados do Brasil 93 Apêndice Dados Socioeconômicos M.1 Densidade Demográfica 102 M.2 Grau de Urbanização 103 M.3 Porcentagem de domicílios com mais de 2 pessoas por cômodo 104 M.4 Taxa de pobreza 105 M.5 Porcentagem da população de 15 anos ou mais com menos de 4 anos de escolaridade 106 M.6 Porcentagem de domicílios com abastecimento de água 107 M.7 Porcentagem de domicílios com serviço de esgotamento sanitário 108 M.8 Porcentagem de domicílios com destino para o lixo 109 M.9 Taxa de mortalidade infantil 110 M.10 Esperança de vida ao nascer 111 M.11 Porcentagem da população com plano de saúde 112 Dados Epidemiológicos M.12 Taxa de Incidência de Cólera – 1996 a 2001 113 M.13 Média anual de internação por Cólera – 1996 a 2001 114 M.14 Média anual de óbitos hospitalares por Cólera – 1996 a 2001 115 M.15 Média anual de custos hospitalares por internação de Cólera – 1996 a 2001 116 M.16 Taxa de Incidência de Dengue – 1996 a 2001 117 M.17 Média anual de internação por Dengue – 1996 a 2001 118 M.18 Média anual de óbitos hospitalares por Dengue – 1996 a 2001 119 M.19 Média anual de custos hospitalares por internação de Dengue – 1996 a 2001 120 M.20 Taxa de Incidência de Malária – 1996 a 2001 121 M.21 Média anual de internação por Malária – 1996 a 2001 121 M.22 Média anual de óbitos hospitalares por Malária – 1996 a 2001 123 M.23 Média anual de custos hospitalares por internação de Malária – 1996 a 2001 124 M.24 Taxa de Incidência de Leptospirose – 1996 a 2001 125 M.25 Média anual de internação por Leptospirose – 1996 a 2001 126 M.26 Média anual de óbitos hospitalares por Leptospirose – 1996 a 2001 127 M.27 Média anual de custos hospitalares por internação de Leptospirose – 1996 a 2001 128 M.28 Taxa de Incidência de Leishmaniose Tegumentar Americana – 1996 a 2001 129 M.29 Taxa de Incidência de Leishmaniose Visceral – 1996 a 2001 130 M.30 Média anual de internação por Leishmanioses – 1996 a 2001 131 M.31 Média anual de óbitos hospitalares por Leishmanioses – 1996 a 2001 132 M.32 Média anual de custos hospitalares por internação de Leishmanioses – 1996 a 2001 133 M.33 Taxa de Incidência de Hantavirose – 1996 a 2001 134 Dados Climatológicos M.34 Percentual de meses com precipitação extrema alta nos estados do Brasil 135 M.35 Percentual de meses com precipitação extrema baixa nos estados do Brasil 136 Outros Resultados M.36 Índice sintético para Cólera 137 M.37 Índice sintético para Dengue 138 M.38 Índice sintético para Malária 139 M.39 Índice sintético para Leptospirose 140 M.40 Índice sintético para Leishmanioses 141 M.41 Índice sintético para Hantavirose 142 Lista de Siglas ABRASCO Associação Brasileira de Pós-Graduação em Saúde Coletiva CPTEC Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos FIOCRUZ Fundação Oswaldo Cruz FUNASA Fundação Nacional de Saúde HFRS Febre Hemorrágica com Síndrome Renal HPS Síndrome Pulmonar por Hantavírus IBGE Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística IDB Indicadores e Dados Básicos para a Saúde IDH Índice de Desenvolvimento Humano INMET Instituto Nacional de Meteorologia INPE/CPTEC Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais IPA Índice Parasitário Anual IPCC Intergovernmental Panel on Climate Change IVE Índice de Vulnerabilidade Epidemiológica IVC Índice de Vulnerabilidade Climatológica IVG Índice de Vulnerabilidade Geral IVSE Índice de Vulnerabilidade Socioeconômico LTA Leishmaniose Tegumentar LV Leishmaniose Visceral (Calazar) MCT Ministério da Ciência e Tecnologia MS Ministério da Saúde OMS Organização Mundial da Saúde PMAGS Programa de Mudanças Ambientais Globais e Saúde PNUD Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento PPA Plano Plurianual do Governo SIG Sistema de Informações Geográficas UF Unidade Federativa UFRJ Universidade Federal do Rio de Janeiro Glossário Agentes infecciosos - São agentes que causadores das infecções (bactérias, vírus etc.) Amostra - É um subgrupo de elementos de uma população ou universo amostral sobre os quais se fazem as observações e se coleta os dados (Medronho et al., 2003). o o Amplitude Interquartil - É a diferença entre o 1 e o 3 quartil. Análises Espaciais - é o estudo quantitativo das doenças ou serviços de saúde, onde o objeto de estudo é referenciado geograficamente (Medronho et al., 2003). Componentes “resistência” e “resiliência” - A capacidade das comunidades, sociedades, nações, etc., de “absorverem os impactos das mudanças e continuarem a funcionar” e a “capacidade de se recuperarem das perda”. Diagramas de caixas ou “boxplot” - É a representação gráfica para apresentar a distribuição de uma variável quantitativa contínua. Apresenta a posição da mediana, 1º e 3º quartis além da posição relacionada a outros pontos que estejam mais distanciados do centro do conjunto de dados (Medronho et al., 2003). Endemias - Refere-se à presença usual de uma doença, dentro dos limites esperados, em uma determinada área geográfica, por um período de tempo ilimitado (Medronho et al., 2003). Epidemia - Elevação brusca temporária e significativamente acima do esperado para a incidência de uma determinada doença (Medronho et al., 2003). Incidência - É a freqüência de casos novos de uma determinada doença, ou problemas de saúde, oriundos de uma população sob risco de adoecimento, ao longo de um determinado período de tempo (Medronho et al., 2003). Calculo da Taxa de Incidência: Número de casos novos da doença em uma determinada área, num determinado período de tempo divido pela população da área, vezes 10.000 (Laurenti et al., 1987). IPA – Índice Parasitário Anual - É a freqüência de casos novos de malária, oriundos de uma população sob risco de adoecimento, ao longo de um determinado período de tempo vezes 10.000 – o IPA só é usado para malária (Medronho et al., 2003). Matriz de dados - Quando cada elemento da matriz corresponde a uma observação amostral. Mediana - É uma medida de centro de um conjunto de dados, que divide este conjunto em duas partes iguais. A mediana é o valor da observação que está posicionado no centro, de maneira que 50% das observações possuam valores abaixo da mediana e os outros 50% do conjunto apresentem valores acima da mediana (Medronho et al., 2003). Morbidade – Medidas das doenças ou agravos à saúde (Medronho et al., 2003). Morbi-mortalidade - Morbidade seguida de óbito. Mortalidade – Taxa de óbitos. Mortalidade hospitalar – Medida dos óbitos ocorridos em hospital. Mudanças ambientais globais – Mudanças em escala planetária, afetando todo o sistema terrestre. Outliers - Quando uma observação não pertence aproximadamente ao intervalo (-3 desvio padrão, +3 desvio padrão), da distribuição amostral. Precipitação Acumulada – É quantidade de chuva que cai num determinado lugar por um determinado período de tempo. A precipitação acumulada mensal de um Estado é a quantidade de chuva que cai sobre o Estado ao longo de um mês, corresponde à soma da precipitação medida diariamente nas estações pluviométricas. Quartil - São medidas de posição que dividem a série de dados em quatro partes de igual número de observações. (Medronho et al., 2003). Risco - A probabilidade da ocorrência de um efeito adverso para a saúde humana (Medronho et al., 2003). Taxa de pobreza - Para este projeto é a percentagem da população com renda familiar per capta de até ½ salário mínimo, incluindo a população sem rendimento. Taxas de prevalência - Número de casos novos mais casos antigos de uma doença em uma determinada área, num determinado período de tempo divido pela população da área, vezes 10.000 (Laurenti et al., 1987). Surto - É uma ocorrência epidêmica, onde todos os casos estão relacionados entre si, atingindo uma área geográfica pequena e delimitada, como vilas, bairros, etc., ou uma população institucionalizada, como colégios, quartéis, creches, etc. (Medronho et al., 2003). Valores extremos discrepantes e atípicos - Os discrepantes são valores entre 1,5 e 3,0 vezes a amplitude interquartil acima da extremidade superior ou abaixo da extremidade inferior da caixa. Os atípicos são valores a mais de 3,0 vezes a amplitude interquartil da extremidade superior ou inferior da caixa. Variabilidade climática - É uma propriedade intrínseca do sistema climático terrestre, responsável por oscilações climáticas naturais, observados em nível local, regional e global. Variância - É uma medida de dispersão de um conjunto de observações obtida através dos desvios em relação a sua média. Vetor - Agente transmissor da doença, geralmente um invertebrado (artrópode). Vulnerabilidade - O conjunto de características de uma pessoa ou grupo em relação a sua capacidade de antecipar, lidar com, resistir e recuperar-se dos impactos dos perigos naturais. Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas Capítulo 1 Introdução Este relatório apresenta os resultados de três anos da pesquisa que foi executada pela Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) através do Programa de Mudanças Ambientais Globais e Saúde (PMAGS). Contou com a parceria da Associação Brasileira de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (ABRASCO), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC). O Projeto foi financiado pelo Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT) através da Coordenação de Pesquisas em Mudança Global do Clima. O Brasil, pela sua localização geográfica e tamanho continental, é alvo de variações climáticas importantes, que provocam impactos sócio-ambientais que, por sua vez, favorecem o aumento de doenças infecciosas endêmicas sensíveis ao clima, tais como a Malária, o Dengue, o Cólera, as Leishmanioses e a Leptospirose, entre outras. Os mecanismos de ação das variáveis climáticas podem ser diretos, tal como a criação de umidade ambiental favorável ao desenvolvimento e dispersão de agentes infecciosos e vetores, e indiretos, como os processos de migração da população humana desencadeados pela seca, provocando a redistribuição espacial das endemias e o aumento da vulnerabilidade social das comunidades. As doenças infecciosas endêmicas são responsáveis por uma elevada morbi-mortalidade, ou seja, são responsáveis por uma alta proporção de casos e óbitos no cenário mundial, a qual depende da vulnerabilidade sócio-ambiental. No Brasil, os eventos climáticos extremos (os temporais, as inundações e as secas) têm importantes impactos na saúde das coletividades, quer ensejando o aparecimento de surtos de doenças transmissíveis, quer provocando vítimas por acidentes. Os cenários futuros associados à mudança climática global incluem, como hipótese, uma maior instabilidade dos fenômenos associados com a variabilidade climática, tornando mais difíceis as previsões sobre a sua ocorrência, principalmente dos eventos extremos e, portanto, também mais difícil a proteção da população. A pesquisa abrangeu todo o Brasil, porém, devido à grande dimensão territorial do país e à distribuição das doenças de forma heterogênea, foi necessário um estudo que atendesse às peculiaridades de cada estado e região. Assim, foram selecionadas sete doenças infecciosas endêmicas Cólera, Dengue, Síndrome da Hantavirose Pulmonar, Malária, Leptospirose, Leishmaniose Tegumentar Americana (LTA) e Leishmaniose Visceral (Calazar - LV) - por serem consideradas, segundo a literatura, as que mais sofrem influência dos eventos climáticos (outras doenças infecciosas afetadas pelo clima, como a Peste Bubônica e a Febre Amarela, não foram incluídas por ocorrerem de forma esporádica atualmente). Tais doenças foram analisadas em cada estado e em cinco municípios que são considerados como estudos de casos. Fatores relacionados às áreas climáticas, de saúde, ambientais e Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO 19 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas socioeconômicos, foram levantados através de dados de nível secundário. Os dados subsidiaram a modelagem do Sistema de Informações Geográficas (SIG). O mesmo foi desenvolvido de forma estática, com as informações-respostas prontas, não permitindo novas consultas. O CD não exige nenhum programa computacional específico e foi elaborado com a possibilidade de ser disponibilizado pela internet, inclusive. Este SIG propicia observar as situações estudadas no período referente à pesquisa, e a inter-relação entre os Índices de Vulnerabilidade determinados. Possibilitando observar quais os estados que estão mais vulneráveis, o SIG permite uma atuação mais específica dos poderes públicos nessas UFs de maior risco nos temas abordados mais especificamente no projeto, assim otimizando o trabalho e possibilitando a prevenção para algumas das doenças aqui estudadas. 1.1. Objetivo geral Fazer um estudo retrospectivo sobre a vulnerabilidade sócio-ambiental da população quando submetida a eventos climáticos extremos e às endemias sensíveis às oscilações climáticas, como também a modelagem de um Sistema de Informações Geográficas, capaz de assinalar situações críticas de risco da morbi-mortalidade pelas doenças selecionadas para o estudo. 1.2. Objetivos específicos a) Conhecer, a partir de dados e modelos sociais, ambientais e climáticos, as áreas de ocorrência de agravos endêmicos à saúde mais suscetíveis de serem afetados por cenários futuros de maior instabilidade climática; - Listar as doenças infecciosas endêmicas que são afetadas pelas oscilações climáticas no Brasil; - Localizar a distribuição geográfica das doenças selecionadas; - Levantar taxas de prevalência, Índice Parasitário Anual (IPA) e, quando possível, mortalidade hospitalar, por região, de acordo com as doenças selecionadas. Apesar de um dos objetivos específicos do Convênio ser calcular a taxa de prevalência, optou-se por calcular a taxa de incidência das doenças selecionadas para o estudo, por considerar mais apropriada para a pesquisa. Devendo-se ressaltar que o IPA representa a incidência para a Malária; - Descrever a dinâmica de transmissão de cada doença e suas variáveis; - Levantar os fatores de vulnerabilidade para cada doença selecionada e os pontos que são comuns entre elas, em cada região; 20 Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas - Identificar o fator informação sobre cada doença junto ao Ministério da Saúde (MS) e de outros órgãos competentes. O material informativo sobre as doenças é criado no Ministério da Saúde e distribuído para os estados que têm a responsabilidade de distribuir para os seus Municípios. Não há a preocupação de se regionalizar a informação, se assim fosse feita permitiria uma melhor interação entre a propaganda e a população. Esta identificaria melhor no seu contexto diário e assim a compreenderia, tornando-se um fator colaborador significativo de prevenção; - Criar um banco de dados para armazenamento e manipulação das informações obtidas; - Definir parâmetros de avaliação dos fatores de vulnerabilidade aos eventos climáticos e às doenças selecionadas; b) Inventariar a evolução recente do perfil das principais endemias afetadas pelo clima e pelos desastres naturais, com o intuito de se realizar projeções sobre eventuais mudanças no Quadro sanitário decorrente dos fatores do clima. Este objetivo não pode ser atendido, pois dependia de informações das Defesas Civis e Secretárias Municipais e/ou Estaduais, órgãos governamentais entre os quais não existe interação, atuando cada órgão isoladamente em casos de enchentes, não havendo uma correlação da causa primária do óbito ou da morbidade, perdendo-se assim a informação. Com relação à seca, esta não é considerada um problema com impactos visíveis na saúde e, sim, um fato que ocorre naturalmente, não havendo nenhuma preocupação de se fazer ligação entre óbitos e morbidades com este fenômeno climático; - Identificar os desastres climáticos em cada região e coletar dados sobre sua influência na saúde da população; - Identificar os fatores de vulnerabilidade para os desastres climáticos em cada região; c) Produzir mapas temáticos das áreas e situações de maior vulnerabilidade aos efeitos da variação climática no que diz respeito à saúde humana; - Modelar um banco de dados para armazenar e manipular as informações; - Produzir mapas temáticos digitais relacionados às consultas feitas por meio do SIG; d) Promover um seminário de apresentação dos resultados da pesquisa. 1.3. Justificativa O Brasil, como parte que ratificou a Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima, assumiu, dentre outros compromissos, o de realizar estudos sobre a vulnerabilidade e adaptação aos impactos climáticos, e desenvolver avaliações de impactos com vistas a minimizar os efeitos negativos em diversas áreas sendo, uma delas, a da saúde pública. Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO 21 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas As ações relacionadas ao cumprimento dos compromissos assumidos pelo Brasil, no âmbito da Convenção do Clima, vêm sendo coordenadas pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), que atualmente preside a Comissão Interministerial de Mudança Global do Clima. É também de responsabilidade desse Ministério o gerenciamento de um programa denominado Mudanças Climáticas, do Plano Plurianual do Governo – PPA (Avança Brasil). Tal programa prevê, em sua Ação I, o desenvolvimento de estudos sobre a vulnerabilidade e adaptação aos impactos das mudanças climáticas tendo, como uma de suas etapas, a realização de estudos sobre a Malária. A vulnerabilidade implica na existência de alguma forma de dimensão externa às pessoas que pode predispô-las a um risco crescente. O risco está intimamente ligado à vulnerabilidade e pode ser visto como uma função da mesma, assim como dos perigos (“hazards”). Diferentes comunidades podem estar sujeitas a um mesmo perigo, mas apresentando riscos diferenciados, (sendo RISCO a probabilidade de ocorrência de um evento definido), por não serem igualmente vulneráveis. Considera-se que os cenários futuros, associados à mudança global do clima, incluem a possibilidade de haver uma maior instabilidade dos fenômenos associados à variabilidade climática, tornando mais difícil à previsão de sua ocorrência. Igualmente, a vulnerabilidade sócio-ambiental da população humana é determinada por fatores tais como: escolaridade, renda, acesso à informação, densidade populacional, poder político, tipo e localização das habitações, dentre outros. Assim sendo, há uma maior exposição da população vulnerável às doenças, isto é, um aumento dos riscos para a saúde humana, e uma maior necessidade de estudos e ações para mitigar os efeitos adversos dos eventos climáticos. A utilização do SIG como um sistema de informação contribuiu como um elemento diferenciador para as análises espaciais dos fatores estudados, possibilitando assim, análises que mostrem em quais UFs a população se encontra mais vulnerável em cada um dos componentes estudados e qual a vulnerabilidade geral de cada estado levando em conta a média dos três componentes analisados. 22 Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas Capítulo 2 Revisão Bibliográfica Os principais conceitos de vulnerabilidade têm vindo da comunidade científica que estuda os efeitos e a prevenção de impactos dos chamados desastres naturais. Assim, Blaikie et al. (1994), define vulnerabilidade como “o conjunto de características de uma pessoa ou grupo em relação a sua capacidade de antecipar, lidar com, resistir e recuperar-se dos impactos dos perigos naturais (desastres)”. Watts & Bohle (1993) a definem como: “um espaço social de múltiplas camadas e dimensões, definido por determinadas capacidades políticas, econômicas e institucionais das pessoas, em momentos e lugares específicos, em termos de resistência e suscetibilidade, incluindo dimensões físicas, sociais, culturais e psicológicas que são usualmente vistas no contexto de gênero, tempo, espaço e escala”. Também Pelling & Uitto (2002) a definem como: “o produto da exposição física a um perigo natural e da capacidade humana para se preparar para e recuperar-se dos impactos negativos dos desastres”. Logo, a vulnerabilidade constitui-se em um conjunto de vários fatores, em áreas diferentes, que estão relacionados entre si. Uma outra definição de vulnerabilidade é “a capacidade diferenciada de grupos e indivíduos de lidar com perigos, baseada em suas posições no mundo físico e social” (Dow, 1992). Também, a vulnerabilidade é definida, de forma ampla, em termos de exposição, capacidade e potencialidade (Watts & Bohle, 1993), e é também identificada como uma condição ao mesmo tempo biofísica (espaço geográfico) e definida pelas condições políticas, sociais e econômicas das sociedades (Liverman, 1990). Em geral, reconhece-se que os grupos sociais mais vulneráveis são aqueles que experimentam as maiores exposições aos perigos; que são mais sensíveis a eles (i.e., sofrem mais com os impactos) e que têm a menor capacidade de responder e de recuperar-se (Schiller et al., 2001). Segundo Woodward et al. (1998), foram identificadas cinco causas que afetam, total ou parcialmente, a capacidade da população de elaborar respostas adaptativas de vulnerabilidade populacional à deterioração da saúde, em face da existência de estresse ambiental, tais como: crescimento econômico destrutivo, capaz de reduzir estoques de capital; pobreza; rigidez política; isolamento geográfico e dependência (tal como depender dos outros para ter informações, recursos, assistência, etc.). Segundo Blaikie et al. (1994), a nível individual, os fatores que determinam o grau de vulnerabilidade são: idade; sexo; incapacidade; informação; engajamento social; renda; conhecimento/cultura; poder político; direitos legais; ambiente construído e natural e recursos físicos. E o mesmo autor afirma que “vulnerabilidade e pobreza não são sinônimos, embora estejam intimamente relacionados”. O Governo da Bolívia (Bolívia, 2000) produziu um relatório sobre impactos da mudança do clima na saúde, no qual os autores trabalharam basicamente com duas doenças endêmicas: Malária e Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO 23 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas Leishmaniose. Para a avaliação de impactos utilizaram uma das regiões do país selecionadas para estudos de mudança climática, segundo os critérios do “Programa Nacional de Cambio Climático”. Concluíram que a Malária produzida por Plasmodium falciparum, segundo o cenário climático ISA92a (IPCC, 2001), para o ano 2010, se intensificará e variará o seu padrão sazonal, transformando-se em trimodal. Espera-se um incremento na incidência desta doença de até 30%, sendo 11,3% devido ao Plasmodium vivax e 43,6% por P. falciparum. Quanto à Leishmaniose concluem que o clima pode vir a aumentar a ocorrência de casos novos em 34%, na vigência de fatores determinantes. O relatório do governo inglês (Hedger et al., 2000), na sua seção de estudos setoriais, identificou três áreas que representavam uma maior preocupação, no que diz respeito aos impactos da mudança climática na saúde humana: efeitos diretos das temperaturas de verão/inverno e de inundações, efeitos de aumento de exposição aos raios ultravioletas e os efeitos da temperatura na prevalência de intoxicações alimentares e de doenças infecciosas (Malária e encefalites). Mencionam ainda a realização de estudos direcionados (“scooping studies”) que apontaram riscos aumentados, em sub-regiões da Inglaterra, de agravos causados por ondas de calor; surtos de cryptosporidiose; exposição a níveis aumentados de pesticidas em cursos d'água, a episódios de poluição atmosférica mais freqüentes e a influência de alérgenos no ar. Enfatizam que os estudos constaram basicamente de análises de publicações e opiniões de especialistas, sem a realização de pesquisas originais. No relatório do governo norte-americano (USGCRP, 2000), no capítulo referente ao “setor saúde”, são apresentados dados históricos referentes à mortalidade por ondas de calor, acidentes causados por eventos meteorológicos extremos; efeitos na saúde relacionados à poluição atmosférica; doenças de veiculação hídrica e alimentar e doenças transmitidas por vetores e roedores. Dentre as doenças transmissíveis se enfatiza a cryptosporidiose, a doença de Lyme e a encefalite de St. Louis como condições associadas a anomalias climáticas. Nos capítulos sobre impactos regionais são tecidas algumas considerações sobre enfermidades infecciosas endêmicas (febre do Oeste do Nilo, Lyme, etc.) que poderiam ser afetadas pela mudança climática, mas não é feita nenhuma quantificação. Nishioka e Harasawa (1998), analisando os impactos potenciais das mudanças climáticas no Japão, se referem com mais detalhes aos efeitos das ondas de calor na mortalidade. Em relação às doenças infecciosas citam a possibilidade do Japão poder se tornar área de risco de transmissão de Malária. Schiller et al. (2001) desenvolveram um arcabouço conceitual estendido para o estudo da vulnerabilidade aos efeitos do clima e incluem, dentre três estudos de caso, a cidade do Rio de Janeiro. Githeko et al. (2000), em análise regional de doenças infecciosas transmitidas por vetores, em relação à mudança climática global, discutem, para a América do Sul, a importância das seguintes doenças: Malária, Dengue, Calazar e Arboviroses. Autores como Maguire et al. (1991) diferenciam o SIG de outro sistema de informação por este mostrar que “o elemento geográfico é visto como mais importante que o elemento atributo e isto é uma 24 Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas das características chave que diferenciam os SIG's dos outros sistemas de informação” e dizem que os componentes são quatro e se assemelham: “hardware, software, dados e pessoal”. Burrough & McDonnel (1998) dizem: “Os dados geográficos (ou espaciais) representam fenômenos do mundo real em termos de: (a) sua posição em relação a um sistema de coordenadas conhecidas; (b) seus atributos não relacionados com a posição (tais como: cor, custo, pH, etc.); e (c) suas inter-relações espaciais que descrevem como eles são ligados (topologia)”. Embora haja ainda um intenso debate sobre a expressão futura da mudança global do clima, no que diz respeito às expressões regionais da variabilidade climática e dos eventos hidrológicos, vários autores têm desenvolvido estudos no pressuposto de que eventos extremos de precipitação e inundações podem ocorrer. Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO 25 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas Capítulo 3 Embasamento Teórico A abordagem do tema da vulnerabilidade no âmbito deste projeto foi feita através do conceito clássico de RISCO, entendido como a probabilidade da ocorrência de um efeito adverso para a saúde humana. Como componentes determinantes do risco têm-se os fatores físico-químicos e biológicos do ambiente circundante constituindo-se nos perigos (no caso deste trabalho, a conjunção dos fatores biológicos relacionados às endemias infecciosas com os fatores físicos do tempo e do clima) e os fatores socioeconômicos e ambientais que determinam a vulnerabilidade. Sendo assim têm-se: RISCO = Perigo (“Hazard”) + Vulnerabilidade Para a questão da vulnerabilidade foi adotado um modelo conceitual desenvolvido pelos pesquisadores envolvidos no projeto (Diagrama 2 do Apêndice), do tipo “exposição-resposta”, originalmente aplicado às situações relacionadas com o impacto das secas em países em desenvolvimento. Um trabalho complementar adotado como referência foi o de Dow (1992), que trata da vulnerabilidade às mudanças ambientais globais. É um modelo mais complexo porque inclui os componentes “resistência” e “resiliência”, definidos como “a capacidade das comunidades, sociedades, nações, etc. de absorverem os impactos das mudanças e continuarem a funcionar” e a “capacidade de se recuperarem das perdas”. Entretanto, preferiu-se o modelo simplificado que contempla plenamente as necessidades deste estudo. Quanto às inter-relações entre os fenômenos climáticos e os agravos à saúde humana, utilizou-se como ponto de partida o capítulo de saúde do último relatório do “Intergovernmental Panel on Climate Change” (IPCC) (McMichael et al., 2001), complementado com o livro recente publicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) (McMichael et al., 2003). Os possíveis impactos na saúde das populações humanas, decorrentes de processos conseqüentes à mudança climática global, têm sido objeto de atenção não apenas por instituições acadêmicas e governos nacionais, mas também por órgãos e programas intergovernamentais, específicos do setor saúde. Dentre estes devem ser destacados, inicialmente, a comissão de saúde do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) que, a partir do seu terceiro relatório de avaliação (2001) tem procurado reunir conhecimento sobre as inter-relações entre clima e saúde, tanto nos relatórios gerais produzidos a cada cinco anos (1996 e 2001), como em relatórios especiais, como foi o caso do relatório do IPCC que tratou de transferência de tecnologias (McMichael et al., 2000). Paralelamente ao processo de avaliação de saúde deste Grupo II do IPCC (Impactos, Adaptação e Vulnerabilidade), também a Organização Mundial da Saúde (OMS) tem procurado atualizar as evidências disponíveis sobre impactos do clima na saúde humana, o que resultou na publicação de dois volumes sobre o tema, um em 1996 e outro em 2003 (WHO, 1996; McMichael et al., 2003). Ainda a OMS, através de seu Escritório Regional para a Europa, 26 Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas publicou em 2003, um volume tratando dos “Métodos para a Avaliação da Vulnerabilidade da Saúde Humana e a adaptação da Saúde Publica as Mudanças Climáticas” (WHO, 2003). O IPCC, no seu terceiro relatório qüinqüenal de avaliação (IPCC, 2001), apresentou as seguintes conclusões principais, concernentes aos impactos na saúde humana: a) A mudança climática global terá uma grande diversidade de impactos para a saúde humana, alguns positivos, mas na maioria negativos; b) Há poucas evidências consensuais de que já tenham ocorrido mudanças mensuráveis na situação de saúde da população humana, em décadas recentes, como conseqüência das tendências observadas nos padrões climáticos; c) A maior dificuldade na identificação de impactos futuros sobre a saúde humana em vários cenários de mudança climática se deve a que muitas variáveis atuam conjuntamente determinando o estado de saúde, e também à previsão de que os contextos socioeconômico, ambiental e demográfico deverão se alterar muito nas próximas décadas; d) Estudos de impactos associados à variabilidade interanual do clima (principalmente o fenômeno El Niño) mostraram novas evidências de influências climáticas nas doenças infecciosas humanas, especialmente naquelas transmitidas por mosquitos; e) Mudanças na freqüência e intensidade de eventos climáticos extremos (tempestades, inundações, secas, furacões, etc.) afetarão a saúde de diversas maneiras, sendo mais vulneráveis as regiões mais densamente populosas e com recursos inadequados; f) Se as ondas de calor aumentarem em freqüência e intensidade, aumentará o risco de doenças graves e mortes, principalmente entre a população idosa e segmentos empobrecidos de áreas urbanas; g) Impactos negativos do clima na produção agrícola afetarão a nutrição e a saúde de populações pobres de países em desenvolvimento; h) Em algumas regiões, os impactos da mudança climática podem causar rupturas sociais, declínio econômico e deslocamentos populacionais, com conseqüências deletérias para a saúde; i) A mudança climática agravará a qualidade do ar em áreas atualmente atingidas por problemas de poluição atmosférica. Alguns esforços foram feitos para se estimar as particularidades regionais dos impactos na saúde associados à variabilidade e mudanças climáticas, incluindo-se a América Latina, tanto no âmbito do IPCC (Mata et al., 2001), como em iniciativas separadas (Githeko et al., 2000). As principais constatações foram: Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO 27 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas a) As doenças infecciosas mais afetadas pelos fenômenos climáticos na região são: malária, dengue, cólera e outras infecções de veiculação hídrica; b) A região é vulnerável aos efeitos de eventos climáticos extremos, principalmente àqueles associados ao fenômeno El Niño; c) As doenças infecciosas que aumentaram após extremos climáticos (eventos ENSO, furacão Mitch) foram: Malária, Cólera, Dengue, Leptospirose e Diarréia; d) Aumento da mortalidade, de forma direta, por razão de eventos climáticos extremos foi da ordem de dezenas de milhares, como no caso do furacão Mitch, na América Central, e das chuvas torrenciais na Venezuela, estas em 1999; e) Outros agravos relacionados ao ENSO foram os efeitos do aumento da temperatura em cidades costeiras do Peru que afetaram, principalmente, crianças e idosos, bem como chuvas causando danos à infra-estrutura de saúde (hospitais e centro de saúde); f) Devido ao aumento da temperatura, há um potencial para expansão, em direção ao sul, do limite na distribuição de vetores e agentes de doenças infecciosas, principalmente da Febre da Dengue na região do Cone Sul; g) A seca prolongada tem o poder de afetar a saúde humana em face dos efeitos da exposição prolongada à fumaça de queimadas, especialmente na região Amazônica. Poucos países, até hoje, elaboraram estudos de impactos de mudança climática incluindo um componente específico de saúde. Dentre estes pode-se citar os EUA (Patz et al., 2000; USGCRP, 2000; 2001), Reino Unido (UK-DH, 2001), Japão (Ando et al., 1998), Bolívia (Bolívia, 2000), Antigua e Barbuda (O'Marde & Michael, 2000), Nova Zelândia (Woodward et al., 2001), Austrália (McMichael, 2002) e Portugal (Casemiro et al., 2002). Recentemente, a Comissão Européia de Meio Ambiente avaliou os possíveis impactos do clima alterado, no ambiente e na sociedade Européia como um todo. A avaliação foi feita com base em 22 categorias de indicadores, sendo um deles o da saúde humana. Os agravos analisados foram aqueles associados às exposições a ondas de calor e inundações, bem como doenças transmitidas por carrapatos (EEA, 2004). Os agravos à saúde considerados nestes relatórios nacionais foram doenças infecciosas endêmicas (Malária, Dengue, Esquistossomose, etc.), diarréias, efeitos do calor, efeitos da poluição atmosférica, doenças transmitidas por alimentos, desnutrição, impactos de inundações, distribuição geográfica de vetores e impactos costeiros do aumento do nível do mar. 28 Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas 3.1 Aspectos Metodológicos Os possíveis impactos da mudança climática na saúde coletiva - uma preocupação recente da ciência - trouxeram um aspecto novo para a pesquisa nas disciplinas da saúde pública, especialmente para a epidemiologia, que tem, como seu objeto, o estudo dos determinantes e da distribuição dos agravos à saúde nas populações humanas. Os esforços têm se concentrado no desenvolvimento de novas abordagens metodológicas para a avaliação dos impactos do clima na saúde e, basicamente, tem-se utilizado o seguinte (NRC, 2001; Ebi et al., 2003): a) Estudos de analogia, através de séries históricas, em populações específicas, para estimativas de risco e previsão dos efeitos a exposições similares; b) Estudos visando à detecção precoce de evidências de alterações nos indicadores de risco ou na situação de saúde, como resposta à mudança climática em curso; c) Desenvolvimento de modelos empírico-estatísticos ou biofísicos de futuros efeitos na saúde, em cenários climáticos determinados. Estas três abordagens gerais de certa forma se complementam e, separadamente, dão respostas a questões diferentes. Não obstante, pode-se apontar problemas nestes métodos, os quais, resumidamente, são: § Estudos históricos não dispõem de dados em qualidade e quantidade suficientes; § Incompatibilidade entre as escalas dos dados epidemiológicos e os demais, especialmente os climáticos; § O clima alterado gera muitos perigos (“hazards”) indiretos, com complexa intermediação socioeconômica e ambiental, por vezes de difícil quantificação e avaliação das exposições; § Os modelos globais de impacto não levam em consideração as particularidades regionais que modulam as exposições e aumentam ou diminuem os riscos do clima sobre a saúde; § Os modelos associados aos cenários climáticos não levam em consideração mudanças futuras em fatores capazes de proteger a saúde humana, como as inovações tecnológicas, assistência à saúde e fatores político-institucionais; § Difícil separação entre os efeitos climáticos na saúde daqueles determinantes não climáticos (isto é, de outra ordem: socioeconômicos, comportamentais, etc.). Em que pese estas dificuldades, tem-se hoje uma idéia aproximada dos mecanismos gerais através dos quais; o clima pode afetar a saúde humana, conforme esquematizado na Figura 3.1. Tal Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO 29 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas conhecimento permite o planejamento de medidas preventivas, de proteção ou adaptação ao clima alterado. Figura 3.1 - Mecanismos através dos quais a mudança climática afeta a saúde humana (adaptado de McMichael, 2003). Influências moduladoras Mudanças Regionais no Tempo • Ondas de calor Mudança Climática • Eventos meteorológicos extremos • Temperatura • Precipitação Efeitos na Saúde • Morbi-mortalidade associadas à temperatura • Efeitos relacionados a eventos climáticos extremos Vias de contaminação microbiana • Efeitos associados à poluição atmosférica Dinâmica da transmissão • Doenças veiculadas por água e alimentos Agroecossistemas, hidrologia • Doenças transmitidas por vetores e roedores Sócio-economia, demografia • Efeitos por carência de água/alimentos • Efeitos mentais, nutricionais e outros 3.2 Doenças objeto do estudo Os processos infecciosos que exigem mais atenção, em função tanto de sua sensibilidade aos fatores climáticos como de sua importância no Quadro nosológico do país, são as seguintes: 3.2.1 Malária A Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS, 2000) mostra a Malária como um dos mais sérios e complexos problemas de saúde que a humanidade continua enfrentando no século XXI. Aproximadamente 300 milhões de pessoas em todo o mundo são infectadas pela doença e entre 1 a 1,5 milhões morrem todos os anos (Costa-Dias, 2003). Atualmente, a doença está confinada às áreas tropicais pobres da África, Ásia e América Latina. Nesses lugares, os problemas para o controle da Malária são agravados com a presença de estruturas de saúde inadequadas e más condições socioeconômicas, sendo que a situação tem piorado nos últimos anos devido ao aumento da resistência às drogas normalmente usadas no combate ao parasita que provoca a doença (Stranak, 1999). No Brasil, mais especificamente a região Amazônica, muitos fatores podem afetar a dinâmica das doenças infecciosas, tais como fatores ambientais (vegetação, clima, topografia, hidrologia); 30 Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas socioeconômicos (migrações, densidade populacional, habitação, renda, etc.); biológicos (imunidade da população humana, ciclo de vida dos insetos vetores e os agentes da doença) e médico-sanitários (efetividade do sistema de saúde). Na Amazônia há vários focos de doenças endêmicas que têm fortes vínculos com o ambiente, principalmente as que são transmitidas por vetores como a Malária, a Leishmaniose, a Febre Amarela e outras infecções por arbovírus. A Malária é a doença endêmica mais comum e eram diagnosticados cerca de 600.000 casos todos os anos na região Amazônica até o ano de 1999 (MS/FUNASA, 2002). Os fatores ambientais mais importantes que podem afetar a transmissão da Malária são climáticos e meteorológicos como a temperatura, a precipitação, a umidade relativa, etc.; hidrológicos como o escoamento de superfície, interceptação de precipitação, evapotranspiração, vazão; e ecológicos (fisionomia vegetal, presença de solos com drenagem deficiente; alteração do uso da terra) (Costa-Dias, 2003). Atualmente restrita à região Amazônica, a Malária depende da existência de espécies silvestres de mosquitos para sua transmissão. As variações circadianas e sazonais de temperatura naquela região ocorrem dentro de uma pequena faixa e praticamente não influenciam a transmissão da doença. No entanto, têm grande relevância às variações sazonais e interanuais da precipitação pluviométrica, sendo que os extremos reduzem a transmissão da doença. Há evidências de que secas prolongadas, afetando a parte oeste da região Nordeste (estados do Maranhão e Piauí), historicamente aumentaram o número de casos da doença em função de migrações em direção à Amazônia Oriental. Há um potencial para a ocorrência autóctone extra-amazônica da doença (na realidade, casos ocorrem anualmente) pela ampla ocorrência geográfica das espécies vetoras, mas os fatores limitantes da transmissão não são de ordem climática (exceto o período de inverno da região Sul) e sim relacionados à existência de esquemas eficazes de controle da transmissão local. A sua persistência endêmica na região amazônica, em um cenário de mudança regional do clima, estará condicionada a umidade ambiental, aos fenômenos demográficos e a mudança na fisionomia vegetal que mantém as espécies vetoras. 3.2.2 Febre da Dengue O Dengue é uma virose aguda transmitida por espécie de mosquito estritamente urbano (Aedes aegypti), deve-se salientar que todos os vírus do Dengue são transmitidos pela fêmea do mosquito (Aedes aegypti). São conhecidos atualmente quatro sorotipos, antigenicamente distintos: Den-1, Den-2, Den-3 e Den-4. O Dengue chegou ao Brasil na metade do século XIX. E se tornou endêmica desde a década de 80, o Dengue é considerada uma das principais ameaças à saúde no país. No Brasil o vírus tipo 1 foi isolado em 1986/1987 a primeira epidemia, foram registrados no país cerca de 46.309 (1986) casos sendo 32.507 na região Sudeste (todos no estado do Rio de Janeiro) e 13.902 na região Nordeste para 1986 e 1987, em 1990 foi isolado o tipo 2 e o tipo 3 em 2001. Ainda não foram encontrados indícios do vírus tipo 4 no país, apesar de já ter sido constatado a sua presença no norte da América do Sul. Ao que tudo indica, o Den-3 é o tipo mais virulento, seguido pelo Den-2, Den-4 e Den-1 – a virulência é diretamente proporcional à intensidade com que o vírus se multiplica no corpo. Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO 31 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas O Dengue tem ampla distribuição no país e menor intensidade nos estados do extremo Sul. Ocorre de forma endêmica, com surtos epidêmicos no período do verão, por influência da chuva e/ou associados à introdução de subtipo viral antes não existente. Como a Malária, a temperatura parece ser um fator limitante à transmissão apenas em parte da região Sul. O aspecto mais importante de sua história natural, que pode ser afetado pela mudança climática, é a ampliação das áreas de transmissão endêmica para partes da região Sul do país, onde não existe atualmente, em função do aumento das temperaturas média e mínima naquela região, como decorrência do fenômeno do aquecimento global. 3.2.3 Leishmaniose Tegumentar Americana - LTA A LTA é uma zoonose transmitida por mosquitos (espécies de flebotomíneos pertencentes a gêneros Lutzomyia) em áreas naturais, principalmente florestadas, e periurbanas, em todas as regiões do país, sendo menos significativa na região Sul. Embora não existam estudos recentes sobre a influência do clima na biologia dos vetores e na transmissão dos parasitos, certamente a umidade ambiental deve ser fator importante na manutenção dos ciclos endêmicos. Os processos epidêmicos parecem estar mais associados à exposição humana dependente de práticas do uso da terra (desmatamento, etc.). Esta zoonose está em franca expansão geográfica no Brasil, sendo uma das infecções dermatológicas mais importantes, não só pela freqüência, mas principalmente pelas dificuldades terapêuticas, deformidades e seqüelas que pode acarretar. Ela vem ocorrendo de forma endêmicoepidêmica e apresentando diferentes padrões de transmissão relacionados não somente à penetração do homem em focos silvestres, freqüentemente em áreas de expansão de fronteiras agrícolas. Tem-se evidenciado a ocorrência da doença em áreas de colonização antiga. Nestas, tem-se discutido a possível adaptação dos vetores e parasitas a ambientes modificados e reservatórios. É um importante problema de saúde pública pela sua magnitude, transcendência e pouca vulnerabilidade às medidas de controle (MS/FUNASA, 2003). De acordo com os dados da Secretaria de Vigilância do Ministério da Saúde, esta endemia apresenta um maior número de casos nos estados da região Nordeste, porém está presente em todos os demais estados; outro detalhe importante: o número de casos vem crescendo ano a ano. Em 1996, no Brasil, haviam ocorrido 30.030 casos e, em 2001, ocorreram 36.601 casos. 3.2.4 Leishmaniose Visceral – Calazar (LV) A LV é uma doença crônica e endêmica em vários estados, mas, principalmente, na região Nordeste. Sua relação com os fenômenos climáticos está basicamente associada às migrações intraregionais no nordeste do país, no sentido rural-urbano, como conseqüência da seca prolongada. Este fenômeno tem propiciado o aparecimento de surtos epidêmicos na periferia de algumas capitais da região (Confalonieri, 2003). Como a LTA, a LV também é uma zoonose transmitida por mosquitos (espécies de flebotomíneos) e causa infecção no sistema retículo-endotelial localizado, sobretudo no baço, fígado e medula óssea, 32 Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas provocando aumento das vísceras. É conhecida também como Calazar e acomete principalmente as populações rurais, mas está em fase de franca urbanização (MS/FUNASA, 2003). Esta endemia está distribuída nas cinco regiões do país, com casos autóctones notificados em pelo menos 19 estados. Apenas a região Sul permanece indene (MS/FUNASA, 1999). No período de 1984 a 2000 foram notificados 67.231 casos (Simplício et al., 2002). O Nordeste concentra mais de 90% das notificações. 3.2.5 Leptospirose A Leptospirose é uma doença de veiculação hídrica, originária de roedores (ex. ratos urbanos) que ocorre sob a forma epidêmica associada a extremos de precipitação seguidos de enchentes urbanas, durante o verão, em grandes cidades litorâneas (Rio de Janeiro, Salvador, Recife, Fortaleza). Há registro de surtos endêmicos em áreas rurais por ocasião de precipitações elevadas (Confalonieri, 2003). Esta doença ocorre em várias regiões do Brasil e acomete diversas espécies de animais. Os seres humanos são infectados acidentalmente. É causada por espiroqueta do gênero Leptospira (infecta os animais e homens) (Ministério da Saúde, 1995). A leptospira é expelida através da urina dos animais. Segundo dados, disponíveis a partir de 1975, da Secretaria Municipal de Saúde/MRJ, no Município do Rio de Janeiro foram notificados casos de Leptospirose todos os anos. A doença tornou-se endêmica na cidade. Destacam-se alguns anos pelo seu elevado número de casos: 1988, 536 casos foram notificados; em 1996, 2.564 casos notificados, sendo esta uma das maiores epidemias ocorridas no Município; em 1998, 470 casos foram notificados. Nos demais anos têm surgido casos, porém não têm ocorrido epidemias como a de 1996. 3.2.6 Hantavirose (Síndrome da Hantavirose Pulmonar) Hantavirose é uma enfermidade aguda que pode se apresentar sobre as formas de Febre Hemorrágica com Síndrome Renal (HFRS) e Síndrome Pulmonar por Hantavírus (HPS), sendo a segunda a única forma encontrada nas Américas. Síndrome Pulmonar por Hantavírus (HPS) é uma virose do meio rural em expansão no país, principalmente nas regiões Sul e Sudeste. O vírus tem origem em roedores silvestres, pertencentes à família Buyanviridae¸ que penetram em áreas de produção agrícola em busca de alimentos, sendo eliminado, principalmente, pela urina destes animais. Há um padrão de ocorrência sazonal da doença no Brasil, sem se conhecer ainda a possível influência de fatores do clima. A infecção humana ocorre, mais freqüentemente, pela inalação de aerossóis formados a partir de secreções e excreções dos roedores que são reservatórios de Hantavírus. No Brasil a letalidade desta endemia é alta, em torno de 40% (Chin, 2002). Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO 33 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas Os primeiros casos de Hantavirose no Brasil foram identificados no estado de São Paulo, em 1993. Em 1996 foram registrados casos em: Mato Grosso e Bahia. Em 1998 mais casos foram confirmados nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. No ano de 1999 os casos apareceram em: São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e no Mato Grosso do Sul. Nos anos de 2000 e 2001 percebe-se um aumento no número de casos com o aparecimento da doença nos estados: Pará, Maranhão, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e Goiás (MS/FUNASA, 2003). Observa-se que, quando a endemia foi detectada, o número de casos era pequeno e, de acordo com os dados, o número de casos vem aumentado ano a ano e atingindo uma área geográfica cada vez maior. 3.2.7 Cólera A Cólera é uma doença de veiculação hídrica. Consiste de uma infecção intestinal causada por uma bactéria chamada vibrião colérico (Vibrio cholerae), que se multiplica rapidamente no intestino humano eliminando potente toxina que provoca diarréia intensa. É transmitida através da ingestão de água ou alimentos contaminados, assim como utensílios que possam ser contaminados pela água e manuseio. Na América Latina esta doença foi introduzida através do litoral peruano. Atingiu posteriormente outros países sul-americanos, inclusive o Brasil, onde os primeiros casos foram detectados em abril de 1991 no estado do Amazonas, de onde se alastrou progressivamente pela região Norte. No final de 1991 atingiu o município de São Luiz do Maranhão e, no final de 1992, todos os estados do Nordeste já haviam sido atingidos. Em 1993 e 1994 foram registrados casos em Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná (Gerolomo, 1997; Quick et al., 1995). Atualmente o comportamento da cólera sugere um padrão endêmico definido pela ocorrência regular de casos e flutuações cíclicas de maior ou menor gravidade, na dependência de condições locais (deficiência do abastecimento de água, ausência de saneamento básico, alta densidade populacional, carências de habitação) que favoreçam a circulação do Vibrio cholerae. O número de casos é maior no período da seca, quando o volume de água nos reservatórios propicia a concentração de vibriões. A experiência internacional tem demonstrado que sua introdução em um país dificilmente pode ser evitada. Entretanto, sua disseminação pode ser controlada quando há saneamento básico e existe um sistema de vigilância epidemiológica das diarréias e de monitorização ambiental que permitam sua detecção precoce. Como não é esse o caso do Brasil, não se pode pensar na erradicação da doença a curto e médio prazo (MS/FUNASA, 2003). 3.3. Impactos das endemias selecionadas Para uma melhor avaliação do impacto das doenças infecciosas endêmicas incluídas neste estudo, no que diz respeito à sua relevância social, foi construída uma matriz (Tabela 3.1) com cinco componentes: tendência; número de pessoas afetadas; custo financeiro; gravidade clinica e existência de tecnologia para prevenção e controle. Na elaboração desta simples quantificação, atribui-se 34 Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas empiricamente valores pontuais de 1 a 4 (com exceção do número de pessoas afetadas), para cada componente. O item tendência no período se baseia no histórico recente de incidência da doença, admitindo-se três possibilidades: endemia em franco declínio no país (ex. Cólera); relativamente estável (ex. Malária e Leptospirose) e em ascensão (as demais). O item número de pessoas afetadas diz respeito ao total de casos no último ano do período de estudo, que foram agrupadas em quatro categorias: 1 a 100 casos; 100 a 1000 casos; 1000 a 50.000 casos e mais de 50 mil casos para todo o país. No item custos, foram incluídas principalmente as estatísticas hospitalares do Sistema Único de Saúde - SUS, relativas às internações pelas doenças estudadas. A gravidade clínica da doença foi estimada, de forma relativa, de acordo com o conhecimento médico e científico da história natural das mesmas, principalmente levando-se em consideração a forma de apresentação clínico-epidemiológica em nosso meio (formas graves; complicações freqüentes, etc.). Este item apresenta estreita relação com o de custo hospitalar e também com o conhecimento da duração média da doença e do grau de incapacitação e absenteísmo a ela associada. Tabela 3.1 - Matriz de Impacto das Doenças Endêmicas no período 1996 a 2001 Tendência no período Nº de pessoas afetadas Custo $ Gravidade Tecnologia p/ controle Malária Estável 4 4 3 2 Dengue Crescente 4 4 2 3 Cólera Decrescente 1 1 2 3 LTA Crescente 3 2 1 2 LV Crescente 2 3 2 2 Hantavirose Crescente 1 2 4 1 Leptospirose Estável 2 2 4 3 Doenças *1 - representa sempre a situação mais baixa (ex: menor custo, menor gravidade); *4 - representa sempre a situação mais alta (ex: maior custo, maior gravidade) No que diz respeito às tecnologias de controle considerou-se que a inexistência (ou o alto custo) de meios apropriados de prevenção e controle (diminuição da população de vetores ou patógenos; meios de efetiva proteção individual; conhecimento adequado das áreas de risco; tratamento efetivo, etc.) é um fator importante de vulnerabilidade social e sanitária. Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO 35 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas Capítulo 4 Metodologia Para nortear a pesquisa foram desenvolvidos dois modelos conceituais, os quais estão apresentados nos Diagramas 1 e 2 do Apêndice deste relatório. O Diagrama 1 explica o Modelo Conceitual Geral do Projeto, onde se apresenta uma situação passado/presente e a situação futura. O Diagrama 2, Modelo Conceitual da Vulnerabilidade, identifica um conjunto de fatores que afetam diretamente tanto a Exposição da população aos fatores de perigo (“Hazard”) como a sua capacidade de Resposta. Denominaram-se estes como: fatores “proximais” ou “secundários” da vulnerabilidade, sendo eles condicionados por fatores de ordem mais geral, ou “Primários” da vulnerabilidade (Renda; Educação; Poder Político e Valores Culturais). Para quantificar a vulnerabilidade socioeconômica, a partir dos fatores primários, foi construído o Índice de Vulnerabilidade Socioeconômica. Para associar os indicadores de resposta (por ex: incidência e outros) a vulnerabilidade epidemiológica foi construído o Índice de Vulnerabilidade Epidemiológica. O Índice de Vulnerabilidade Climatológica foi construído para medir o nível de exposição da população aos eventos extremos de chuva. Nas seções a seguir apresenta-se a metodologia de construção desses índices. 4.1 Vulnerabilidade Socioeconômica O objetivo da construção do Índice de Vulnerabilidade Socioeconômica (IVSE) foi combinar a informação de vários indicadores socioeconômicos num indicador sintético que permita estabelecer uma ordenação das UFs em função do nível de vulnerabilidade socioeconômica definida neste estudo. Os indicadores sintéticos têm como principal função, concentrar muita informação numa única variável, permitindo comparar elementos, indivíduos ou unidades tanto a nível transversal como temporal. Uma técnica estatística muito utilizada para a construção de indicadores sintéticos é a Análise Fatorial. Os fatores derivados da Análise Fatorial, que consistem numa combinação linear das variáveis originais, são dimensões abstratas. Esta técnica é freqüentemente utilizada em problemas envolvendo um grande número de variáveis, onde se deseja a redução deste número, com a finalidade de facilitar o entendimento analítico dos dados. A Análise Fatorial foi utilizada em um conjunto de indicadores socioeconômicos selecionados (ver Tabela A2), porém, o resultado indicou que são necessários mais de quatro fatores para explicar uma porcentagem aceitável da variância total (detalhes desta análise encontram-se no relatório de Gomes et al. (2003)). Dado que o objetivo desta etapa do projeto foi a construção de um único indicador, optou-se por uma segunda alternativa: construir um indicador sintético seguindo a metodologia de construção do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), fazendo-se algumas adaptações necessárias. 36 Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas O IDH foi criado para medir o nível de desenvolvimento humano dos países a partir de indicadores de educação, longevidade e renda. Seus valores variam de 0 (nenhum desenvolvimento humano) a 1 (desenvolvimento humano total). O IVSE, elaborado no contexto deste estudo, foi construído com um conjunto maior de indicadores socioeconômicos, de modo a captar, da forma mais abrangente possível, o processo de desenvolvimento social e enfatizar o conceito de vulnerabilidade, definido no embasamento teórico desta pesquisa. O IVSE também varia de 0 a 1, mas 0 representa uma situação de menor vulnerabilidade e 1 representa uma situação de maior vulnerabilidade, permitindo estabelecer uma ordem entre as unidades em estudo, por exemplo as UFs. Alguns aspectos do IVSE que merecem destaques são: a) O IVSE foi construído para medir o grau de vulnerabilidade socioeconômica relativo das UFs. O seu principal objetivo é ordenar os estados do menor ao maior grau de vulnerabilidade relativo; b) Neste trabalho, se o IVSE é igual a 0 (zero), significa que a correspondente UF tem a melhor situação socioeconômica quando comparada à situação das outras UFs no mesmo instante do tempo. Um IVSE igual a 0 (zero) não significa que não exista vulnerabilidade; c) Em outras palavras, os valores 0 e 1 do IVSE estão representando a melhor e a pior situação relativa. O IVSE não mede o grau de vulnerabilidade em relação a situações teóricas ou ideais. Para construir um índice deste tipo devem ser utilizados valores máximos e mínimos dos indicadores determinados com base na teoria (como no caso do IDH atual). Por exemplo, poder-se-ia utilizar 25 e 85 anos como a mínima e máxima esperança de vida desejada; d) Índices de vulnerabilidade socioeconômica podem ser construídos de distintas formas. Depende bastante do objetivo da pesquisa e da disponibilidade de dados. Por exemplo, podem ser incluídos mais indicadores de área de saúde e também dar pesos diferentes a cada uma das dimensões envolvidas na construção do índice. Se forem incluídos outros indicadores o índice mudará, assim como se pode afetar a classificação relativa. 4.1.1 Metodologia A metodologia adotada na construção do IVSE consiste quatro etapas: Primeira etapa: selecionar os indicadores utilizados e definir como estes serão agrupados em dimensões. O IVSE foi construído a partir de onze indicadores distribuídos em cinco grupos: demografia, renda, educação, saneamento e saúde. A Tabela 4.1 apresenta a definição de cada um dos indicadores utilizados para a construção do IVSE. Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO 37 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas Tabela 4.1 - Indicadores Socioeconômicos Utilizados Demografia Definição Fonte* Densidade Demográfica Habitantes por km2 IBGE, 2000. Grau de Urbanização Porcentagem da população total que vive nas áreas urbanas IDB, 2002. Domicílios com mais de 2 pessoas por cômodo Porcentagem de domicílios com mais de 2 pessoas por cômodo IBGE, 2000. Pobreza Porcentagem da população com renda familiar per capita de IDB, 2002. até 1/2 salário (incluindo população sem rendimento). Renda Educação Porcentagem da população de 15 anos e mais de idade com escolaridade inferior a 4 anos de estudo. IDB, 2002. Abastecimento de água Porcentagem de domicílios com abastecimento de água a partir de uma rede geral, poço ou fonte. IBGE, 2000. Esgotamento Sanitário Porcentagem de domicílios com algum dos seguintes tipos de esgotamento sanitário: rede geral ou fossa (séptica ou rudimentar) IBGE, 2000. Destino do lixo Porcentagem de domicílios com algum dos seguintes destinos para o lixo: coletado, queimado ou enterrado. IBGE, 2000. Taxa de Mortalidade Infantil Número de óbitos infantis, por 1000 nascidos vivos. IDB, 2002. Esperança de Vida ao Nascer Número médio de anos que as pessoas viveriam a partir do nascimento. IDB, 2002. Planos de Saúde Porcentagem da população total coberta por planos de saúde IBGE, 2000 Grau de escolaridade Saneamento Saúde * IBGE: Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IDB: Indicadores e Dados Básicos para a Saúde. (Ministério da Saúde) Segunda etapa: transformar os indicadores selecionados em índices cujos valores variem entre 0 e 1, de tal forma que valores mais elevados indiquem maior vulnerabilidade socioeconômica. Este processo é conhecido também como padronização dos indicadores e requer os seguintes passos: Classificar os indicadores socioeconômicos selecionados segundo a sua relação com o conceito de vulnerabilidade deste estudo. Se um valor alto do indicador representa uma situação de menor vulnerabilidade, o indicador é classificado dentro do tipo I. Se um valor baixo do indicador representa uma situação de menor vulnerabilidade, o indicador é classificado dentro do tipo II. A classificação dos 11 indicadores é apresentada na Tabela 4.2. 38 Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas Tabela 4.2 - Classificação dos Indicadores sociais segundo a sua relação com o conceito de vulnerabilidade social Tipo Indicador Tipo I: Valor ALTO Grau de Urbanização (%), Abastecimento de água (%), associado a menor Esgotamento Sanitário (%), Destino do lixo (%), Esperança de vulnerabilidade Vida ao Nascer (anos), Planos de Saúde (%). Tipo II: Valor BAIXO Densidade Demográfica (hab/km2), Domicílio com mais de 2 associado a menor Pessoas por Cômodo (%), Grau de escolaridade (%), Pobreza vulnerabilidade (%), Taxa de Mortalidade Infantil b) Escolher o melhor e o pior valor possível de cada indicador. Neste estudo foram utilizados os valores máximo ou mínimo observados entre as UFs e não valores teóricos, pois o objetivo fundamental é a ordenação das UFs em relação às condições observadas no Censo de 2000. c) Com base no valor observado para o indicador e nos limites estabelecidos para ele, no passo anterior, obter o índice através das fórmulas: Tipo I: Máximo − I I p = I observado MáximoI − MínimoI (1) I observado − MínimoI Ip = MáximoI − MínimoI (2) Tipo II: Onde: a) Ip é um indicador b) Iobservado é o valor observado do indicador I c) MínimoI é o menor valor observado do indicador I d) MáximoI é o maior valor observado do indicador I As expressões (1) e (2) garantem que o índice permaneça sempre entre 0 e 1, pelo menos enquanto o valor observado pelo indicador continuar dentro dos limites estabelecidos. Assim, quanto mais o valor observado se aproximar do pior valor, mais o índice tenderá para o valor 1 (maior vulnerabilidade). Na situação oposta, quando o valor observado se aproximar do melhor valor, o índice tenderá para 0 (menor vulnerabilidade). Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO 39 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas Terceira etapa: construir um índice sintético por dimensão a partir dos indicadores padronizados na etapa anterior. Neste estudo, o índice sintético por dimensão é a média aritmética simples dos indicadores padronizados considerados, isto é, todos os indicadores entram com o mesmo peso. Os índices sintéticos por dimensão também têm valores entre 0 e 1. Valores próximos de 0 têm baixa contribuição ao valor final do IVSE, portanto estão associados às situações de menor vulnerabilidade. I padI + IK + I padN I dim = N (3) Quarta etapa: escolher um peso para cada índice sintético de cada dimensão e, calcular o índice sintético geral. O IVSE foi obtido como a média aritmética simples dos cinco índices por dimensão construídos no passo anterior. Pela construção realizada, os valores baixos do IVSE estão associados a situações de menor vulnerabilidade. I demografia + I venda + I educação + I saneamento + I saúde IVSE = 5 (4) 4.2 Vulnerabilidade Epidemiológica O Índice de Vulnerabilidade Epidemiológica (IVE) foi construído com o objetivo de sintetizar num único indicador a informação contida num grupo de indicadores de sete endemias observadas ao longo de seis anos para cada uma das UFs. Como no caso da vulnerabilidade socioeconômica, testou-se a construção do índice com a técnica estatística multivariada conhecida como Análise Fatorial. O resultado indicou que se fazem necessários mais de um fator para sintetizar a variabilidade presente na matriz de dados utilizada (descrita com detalhe em seguida). Dado que usar mais de um fator implica numa maior dificuldade na interpretação, optou-se por construir um índice que varie de 0 a 1, de forma análoga ao IVSE descrito no sub-capítulo anterior. 4.2.1 Metodologia O procedimento para obter o IVE pode ser resumido em quatro passos: Passo 1: Determinação das variáveis a serem utilizadas. Nesta etapa, avalia-se a informação disponível e discute-se a forma de incorporar a informação individual de cada variável no índice. Neste trabalho optou-se por: a) Não utilizar diretamente o número de casos, e sim considera a taxa de incidência de cada endemia e o Índice Parasitário Anual (IPA) para malária. Calculados com base na população do Censo de 1991 e nas projeções do IBGE para cada ano e no Censo 2000 (ver Tabela A.1); 40 Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas b) Em não trabalhar com o número observado de internações, óbitos hospitalares e o valor do custo, e sim considera as proporções dessas variáveis de cada UF em relação ao total do Brasil. Por exemplo, o custo total observado para dengue para o estado do Rio de Janeiro, em 1996, foi R$ 57.203,83. Este valor corresponde a 37,8% do custo total do Brasil. Logo, 37,8 foi o valor do indicador “custo” utilizado na construção do IVE. Em resumo, os indicadores utilizados para construir o IVE foram quatro e estão apresentados na Tabela 4.3: Tabela 4.3 - Informação Epidemiológica Utilizada Doenças: 1. Cólera 2. Dengue 3. Malária 4. Hantavirose Pulmonar 5. Leptospirose 6. Leishmaniose Tegumentar Americana 7. Leishmaniose Visceral Indicadores: 1. Taxa de Incidência 2. Número de Internações da UF/Número de Internações do Brasil 3. Número de Óbitos da UF/ Número de Óbitos do Brasil 4. Custo total de internação (R$) da UF/Custo total de internação (R$) do Brasil Período: 1996-2001 Passo 2: Padronizar os indicadores epidemiológicos. Nesta etapa os indicadores selecionados são transformados em índices que variam de 0 a 1. Neste trabalho a padronização foi realizada de forma tal que valores próximos de 1 indiquem incidências e proporções altas. Em forma análoga à construção do IVSE, calcula-se os valores máximo e mínimo de cada indicador e padroniza-se utilizando a seguinte fórmula: I observado − MínimoI Ip = MáximoI − MínimoI (5) Onde: a) Ip é um indicador b) Iobservado é o valor observado do indicador I c) MínimoI é o menor valor observado do indicador I d) Máximoi é o maior valor observado do indicador i Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO 41 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas A fórmula (5) foi utilizada para cada indicador de cada doença, isto é, foram construídos 24 índices para Cólera, Dengue, Malária e Leptospirose; 30 índices para Leishmaniose e seis para Hantavirose, pelas razões citadas anteriormente. Passo 3: Construção de índices sintéticos por doença. O índice de cada doença é a média simples dos indicadores padronizados. Em outras palavras, nesta etapa se calculou um índice que sintetize a informação disponível de cada doença. Este índice varia de 0 a 1. Quanto mais próximo de 1 tem-se uma pior situação relativa. Passo 4: Construção do IVE. O IVE foi obtido a partir dos índices individuais de cada doença. Dado que cada doença tem características próprias e diferentes das outras, neste trabalho optou-se por atribuir um peso a cada doença em função de cinco características: Redução da Exposição Involuntária, Controle Ambiental, Resistência a Medicamentos, possibilidade de Tratamento Etiológico e Taxa de Letalidade. Para calcular o peso de cada doença, a cada uma delas atribuiu-se uma pontuação de 1 (melhor situação), 2 (situação média) ou 3 (pior situação), segundo sua classificação de acordo com a situação na característica avaliada. Na Tabela 4.4 apresenta-se a pontuação atribuída a cada doença, em cada uma das características avaliadas e o peso final (última coluna) utilizado para construir o IVE. Observa-se que os maiores pesos correspondem à Malária (11) e Hantavirose (12), isto é, estas endemias são as que oferecem maior risco e menor possibilidade de controle, dentre as doenças em estudo. Tabela 4.4 - Estrutura dos pesos atribuídos a cada doença estudada Cólera Redução da Exposição Involuntária 1 Dengue 1 1 1 3 1 7 Malaria 3 3 3 1 1 11 Leptospirose Leishmaniose Tegumentar Leish. Visceral 1 1 1 1 1 5 2 2 1 1 1 7 2 2 3 1 1 9 Hantavirose 3 2 1 3 3 12 Doença Controle Ambiental Resistência Medicamento Tratamento Etiológico Taxa de Letalidade PESO FINAL 1 1 3 1 7 Código (exceto Taxa de Letalidade): 1 = melhor situação, 2 = situação média e 3 = pior situação. Código para Taxa de Letalidade: 1= até 10%, 2 = 11% a 39%, 3 = > 40% Para as Leishimanioses o peso utilizado foi 9 Finalmente, o Índice de Vulnerabilidade Epidemiológica de cada estado foi obtido como a média ponderada dos seus índices por doenças, onde os pesos são os apresentados na última coluna da Tabela 4.4. 42 Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas 4.3 Vulnerabilidade Climatológica O principal objetivo desta etapa foi classificar os estados segundo o número de meses que apresentaram uma precipitação total extrema alta ou baixa em relação com o padrão observado ao longo de 42 anos (1961 a 2002). Definiu-se como valor extremo todo valor observado muito acima ou muito abaixo do comportamento padrão exibido por uma série. Para identificar os valores extremos das séries de precipitação optou-se por utilizar os diagramas de caixa, ou “boxplot”, que fazem parte das técnicas de estatística para analisar conjuntos de dados. 4.3.1 Metodologia O objetivo nesta etapa do projeto não foi avaliar o comportamento médio da precipitação mensal acumulada dos estados e sim identificar e contar o número de meses em que um estado teve valores muito altos ou muito baixos de precipitação. Em outras palavras, a meta foi identificar situações com valores “extremos” de precipitação Entende-se por “extremo”, o valor observado de precipitação acumulada que é muito maior ou muito menor que um “padrão” Neste projeto foram utilizadas séries de precipitação acumulada mensal de 42 anos (1961 a 2002), para cada UF o padrão foi obtido a partir dessas mesmas séries. A análise foi realizada de forma individual para cada UF em cada mês. O valor extremo baixo não significa seca (ausência de chuva).Um estado com níveis de precipitação altos pode ter valores extremos baixos, por exemplo, Amazonas, na região Norte, têm médias de precipitação acima de 100 mm durante todo o ano, mas, em junho de 1997 a precipitação foi 66,8 mm, um valor extremo baixo quando comparado com os 158,2 mm de média para este mês neste estado. Por outro lado, um estado com níveis de precipitação baixa e com longos períodos de seca, por exemplo Piauí, não necessariamente apresentou valores extremos baixos, pois a “pouca precipitação” (10,0 mm em agosto) não é um evento atípico nesse mês para esse estado. O valor extremo alto não significa inundação (excesso de chuva). Um estado com níveis altos de precipitação não necessariamente teve valores extremos altos. Por exemplo, no Pará, no mês de março, para todo o período, foram observados valores acima dos 200 mm, porém isto não representa um evento atípico para esse estado. Por outro lado, Piauí, caracterizado pelas secas em julho e agosto, apresentou valores extremos altos, pois por exemplo, em agosto de 1983, a precipitação foi de 70,6 mm, valor quase 10 vezes maior ao nível médio esperado. Para identificar valores extremos nas séries de precipitação total mensal optou-se por utilizar os diagramas de caixas ou “boxplot”, pois são simples de construir, interpretar e constitui uma ferramenta amplamente utilizada para a identificação de valores extremos (“outliers”) levando em conta a assimetria Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO 43 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas e variabilidade de um conjunto de dados. Além disso, os gráficos, tipo “boxplot”, são úteis para detectar, descritivamente, diferenças nos comportamentos de grupos de variáveis. Para construir um “boxplot” define-se uma “caixa” com o nível superior dado pelo terceiro quartil e o nível inferior pelo primeiro quartil, dos valores de uma amostra. A mediana é representada por um traço no interior da caixa e segmentos de reta são colocados da caixa até os valores máximo e mínimo, que não sejam observações extremas (o critério pode mudar de uma análise a outra, mas, em geral, envolve a diferença entre o terceiro e o primeiro quartis) (Magalhães & Lima, 2002). No caso da precipitação utilizada neste projeto, cada série de 42 observações de um mesmo mês para um estado corresponde a uma amostra. Para construir um “boxplot”, as 42 observações foram ordenadas em forma crescente e a partir daí foram determinados os quartis de interesse. Os “boxplots” utilizados neste projeto foram elaborados com o pacote estatístico SPSS versão 10.0 (com licença de propriedade do Programa de Mudanças Ambientais Globais e Saúde - PMAGS/ENSP/FIOCRUZ). Um valor observado de precipitação foi considerado "extremo alto" se for maior que a soma do terceiro quartil mais 1.5 vezes a distância interquartil (diferença entre o primeiro e terceiro quartil) da amostra considerada. Enquanto que um valor observado de precipitação foi considerado "extremo baixo" se for menor que a soma do primeiro quartil menos 1.5 vezes a distância interquartil da amostra considerada. O Quadro 4.1 mostra um “boxplot” gerado pelo SPSS salientando cada um dos seus elementos. Cabe destacar que o SPSS classifica os valores extremos em dois grupos: discrepantes e atípicos. Os discrepantes são valores entre 1,5 e 3,0 vezes a amplitude interquartil acima da extremidade superior ou abaixo da extremidade inferior da caixa. Os atípicos são valores a mais de 3,0 vezes a amplitude interquartil da extremidade superior ou inferior da caixa. Neste projeto não se precisa distinguir esses dois grupos, logo, o número de valores extremos de cada amostra aqui considerado é o total de discrepantes e atípicos calculado pelo SPSS. Quadro 4.1 - Elementos de um “boxplot” (Outubro - Alagoas) 44 Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas Para determinar o número total de meses com valores extremos, elaborou-se um “boxplot” para cada série mensal de chuva de cada um dos estados, isto é, foram utilizados 312 “boxplots”. Fazer a análise desta forma é muito importante, pois assim estão se respeitando as diferenças em média e variabilidade que existem na precipitação mensal. Não é possível fazer um único “boxplot” por estado, pois isso significaria utilizar uma única média estadual sem considerar o comportamento sazonal da chuva. Lembra-se aqui que o objetivo é identificar valores extremos mensais em relação a um padrão individual (mês e estado) observado nos 42 anos. O Quadro 4.2 mostra um gráfico contendo 12 “boxplots”, um para cada mês, com os dados de precipitação de Rondônia. Esse gráfico mostra claramente o padrão sazonal da chuva desse estado: os meses mais chuvosos são janeiro, fevereiro e março, enquanto os meses menos chuvosos são junho, julho e agosto. Os círculos acima e abaixo de alguns dos “boxplots” correspondem aos valores extremos identificados, assim, os valores extremos altos são: janeiro de 1999, fevereiro de 1989, março de 1979, maio de 1962 e agosto de 1968, que fazem um total de cinco meses com precipitação acima do padrão mensal. Dezembro de 1966 e dezembro de 1967 são os dois meses com precipitação abaixo do padrão esperado. Nota-se que, em maio de 1962, a precipitação foi menor de 200 mm, valor que seria considerado normal num mês de abril, porém, é muito alto para ser observado em maio. Quadro 4.2 - Exemplo: identificação de valores extremos de chuva – Estado de Rondônia. Para construir um Índice de Vulnerabilidade Climatológica (IVC) considerou-se somente a informação da porcentagem de meses com precipitação extrema alta, pois o valor para a precipitação extrema baixa resultou ser zero para 22 dos 26 estados (Tabela A 23). O IVC foi construído de forma tal que varie de 0 a 1, e que o valor 1 (um) represente a situação de maior vulnerabilidade climatológica, isto é, com maior número de meses com precipitação extrema alta. Para calcular o IVC foi utilizada a seguinte fórmula: Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO 45 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas Pobservada − Mínimo IVC = Máximo − Mínimo (6) Onde a) Pobservada é o valor observado da porcentagem de meses com precipitação extrema alta b) Mínimoé o menor valor observado da porcentagem de meses com precipitação extrema alta c) Máximo é o maior valor observado de meses com precipitação extrema alta 4.4 Vulnerabilidade Geral O Índice de Vulnerabilidade Geral (IVG) foi calculado utilizando a seguinte fórmula. IVSE + IVE + IVC IVG = 3 (7) Em outras palavras, o IVG é a média aritmética simples dos três índices de vulnerabilidade calculados anteriormente: IVSE, IVE e IVC. Esta fórmula pode ser utilizada, pois todos os índices têm valores que variam de 0 a 1, e ao mesmo tempo o valor 0 (zero) indica a situação de menor vulnerabilidade enquanto o valor 1 (um) indica a situação de maior vulnerabilidade. Em conseqüência, o IVG também toma valores de 0 a 1 e as piores e melhores situações relativas de vulnerabilidade são representadas por 0 e 1 respectivamente. 4.5 Formação dos Grupos Com todos os índices calculados, as UFs foram classificadas em grupos obtidos através da Análise de Conglomerados. Esta técnica permite identificar grupos homogêneos de elementos em função de um conjunto de variáveis ou matriz de dados. O objetivo desta técnica é a determinação de proximidades geométricas entre os elementos estudados, dentro de um espaço onde a dimensão é dada pelo número de variáveis existentes. No caso em estudo, aplicou-se a Análise de Conglomerados para identificar grupos homogêneos de UFs em função de todas as variáveis utilizadas. Os estados de um mesmo grupo são homogêneos entre si enquanto que os em grupos diferentes podem ser considerados heterogêneos. Todos os Mapas apresentados com os resultados desta pesquisa, mostram os grupos obtidos usando Análise de Conglomerados. 46 Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas Capítulo 5 Apresentação dos Dados e sua Análise 5.1 Introdução O universo escolhido foram os 26 estados brasileiros, o Distrito Federal, e cinco municípios: Belém, Recife, Rio de Janeiro, Blumenau e Itajaí. Estes foram incluídos por apresentarem características importantes para o presente estudo, estão localizados em diferentes regiões do país e são sujeitos a inundações em conseqüências de eventos extremos de precipitação, e podendo, em alguns casos, sofrerem inundações associadas aos efeitos das marés (com exceção de Blumenau e Rio de Janeiro). Para desenvolver o estudo retrospectivo no intervalo de seis anos, 1996 a 2001, foram realizadas viagens para os municípios selecionados para o estudo e os estados Pará, Maranhão, Ceará, Pernambuco, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, com o objetivo de levantar os vários dados que compuseram os fatores de vulnerabilidade analisados; tais dados são secundários e foram coletados em publicações oficiais e junto aos órgãos governamentais competentes, conforme descrito a seguir: a) Dados sobre as endemias junto às Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde, Ministério da Saúde e Fundação Nacional de Saúde – FUNASA, com a colaboração em especial das: Secretaria Municipal de Saúde de Recife – Divisão de Vigilância Epidemiológica; Secretaria Municipal de Saúde de Belém; Secretaria Municipal de Saúde de Rio de Janeiro; Secretaria Municipal de Saúde de Blumenau; Secretaria Municipal de Saúde de Itajaí e Secretaria Estadual de Santa Catarina – Zoonoses; b) Junto às Defesas Civis dos estados e dos municípios buscou-se dados referentes aos eventos climáticos extremos ocorridos nos locais e suas conseqüências, mas não foram encontradas estatísticas oficiais que subsidiasse a análise; c) Os dados sobre eventos extremos de precipitação e temperatura foram coletados juntos ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais - INPE/CPTEC e o INMET; d) Os dados socioeconômicos, para os estados e municípios, foram coletados junto à Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Censo 2000, e Indicadores e Dados Básicos para a Saúde 2002 (IDB, 2002). Junto às Defesas Civis dos estados e dos municípios percebeu-se que não há um trabalho integrado com as Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde no que diz respeito ao acompanhamento das vitimas dos eventos climáticos extremos, principalmente, as que são hospitalizadas. Se após a hospitalização a vitima vier a óbito, não há como identificá-la posteriormente como uma vítima de um evento extremo, pois o laudo não faz conexão com o evento e a informação se perde. Esta informação não foi coletada por não existir. Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO 47 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas 5.2 Vulnerabilidade Socioeconômica Os dados socioeconômicos dos estados e municípios utilizados foram: a) densidade demográfica; b) grau de urbanização; c) taxa de pobreza; d) domicílios com mais de duas pessoas por cômodos; e) grau de baixa escolaridade; f) saneamento básico; g) taxa de mortalidade infantil; h) esperança de vida ao nascer; e i) porcentagem de população coberta por plano de saúde. A definição de cada uma destas variáveis foi apresentada na Tabela 4.1. A Tabela A.2 apresenta os valores dos indicadores socioeconômicos de cada UF utilizados neste estudo. Observa-se que as UFs com maiores densidades demográficas são: Distrito Federal (353,5 2 2 2 hab/km ), Rio de Janeiro (328,6 hab/km ) e São Paulo (149,2 hab/km ); enquanto que os estados de 2 menor densidade demográfica pertencem à região Norte do país: Roraima com 1,4 hab/km e Amazonas 2 com 1,8 hab/km . Observa-se também que todas as UFs têm mais de 60% da sua população morando em áreas urbanas, sendo o Rio de Janeiro o estado com maior grau de urbanização (97,0%). Com relação à porcentagem de domicílios com mais de 2 pessoas por cômodo, tem-se que quatro UFs (Acre, Amazonas, Pará e Amapá), todas da região Norte, têm esse índice acima de 10%. Ainda na Tabela A 2, observa-se que as maiores taxas de pobreza correspondem aos estados da região Nordeste: Alagoas (57%), Maranhão (57%), Pernambuco (55%), Piauí (53%) e Ceará (52%), todos acima de 50%. Entretanto São Paulo e Santa Catarina são as UFs com as menores taxas de pobreza, 12% e 13% respectivamente. Já a porcentagem da população de 15 anos e mais de idade, com escolaridade inferior a 4 anos de estudo, nas UFs, varia entre 15% e 50% sendo que os piores graus de escolaridade correspondem aos estados nordestinos. Observa-se, também, que todos os estados das regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste têm mais de 95% dos seus domicílios com abastecimento de água, e somente quatro UFs (Amazonas, Piauí, Pernambuco e Alagoas) têm menos de 80% dos seus domicílios com este serviço. Com relação ao esgotamento sanitário, são dois os estados do Nordeste (Maranhão, 55,5%, e Piauí, 56,0%) que apresentam as piores taxas. Na região Sul, mais de 90% dos domicílios conta com algum tipo de esgotamento sanitário. Sobre o destino do lixo, observa-se que nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste mais de 93% dos domicílios tem seu lixo coletado, queimado ou enterrado. Esta porcentagem varia entre 67,5 e 87,6 na região Nordeste e entre 80,6 e 93,7 na região Norte. Com relação à taxa de mortalidade infantil observa-se que Rio Grande do Sul e Santa Catarina são os estados com menores indicadores (15,1 e 15,9, respectivamente). Entretanto, as maiores taxas correspondem à região Nordeste, sendo a pior delas a taxa de mortalidade infantil de Alagoas (62,5), que é muito superior a segunda maior taxa do Brasil que se encontra no Maranhão (49,0). A esperança de vida ao nascer entre as UFs varia de 63,2 anos (Alagoas) a 71,6 anos (Rio Grande do Sul). Os estados da região Sudeste (São Paulo, com 35,8%, e Rio de Janeiro, com 24,9%) e o Distrito Federal (25,1%) têm as maiores porcentagens da população total coberta por planos de saúde, enquanto que os estados da região Norte (exceto Amazonas) têm menos de 5% da sua população coberta por algum plano de saúde. 48 Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas Pela breve descrição dos dados feita a partir da Tabela A.2 conclui-se que a realidade socioeconômica de um estado é muito complexa e que cada indicador representa somente um aspecto particular dela. Todos os indicadores socioeconômicos estão representados nos Mapas M.1 à M.11. 5.2.1 Construção do IVSE Seguindo a metodologia apresentado na seção 4.1, foram utilizados os dados da Tabela A.2 para determinar o maior e o menor valor de cada indicador social. A Tabela 5.1 apresenta os valores máximos e mínimos de cada um dos 11 indicadores selecionados. A escolha do melhor ou pior valor depende do tipo de indicador. Tabela 5.1 - Maior e menor valor observado por Indicador Socioeconômico nas UFs. Indicador Maior UFs Menor UFs Densidade Demográfica (hab/km ) 353,5 DF 1,4 RR Grau de Urbanização (%) Domicílio com mais de 2 pessoas por Cômodo (%) Pobreza (%) 97,0 RJ 63,0 PI 19,9 AM 0,6 RJ 57,0 AL 12,0 SP Grau de escolaridade (%) 50,0 PI 15,0 DF Abastecimento de água (%) 99,1 SP 75,3 AM Esgotamento Sanitário (%) 99,2 DF 55,5 MA Destino do lixo (%) 99,1 SP 67,5 MA Taxa de Mortalidade Infantil 62,5 AL 15,1 RS Esperança de Vida ao Nascer (anos) 71,6 RS 63,2 AL Planos de Saúde (%) 35,8 SP 1,9 AC 2 O passo seguinte foi a padronização dos indicadores, utilizando as fórmulas (1) ou (2). Por exemplo: o Indicador Observado para grau de urbanização do Distrito Federal é 96,0 e o seu Indicador Padronizado é 0,029, obtido como demonstrado na formula (8). 97,0 − 96,0 Ip = = 0,029 97,0 − 63,0 (8) A Tabela A.3 mostra os indicadores padronizados para todos os estados. Após padronizar cada um dos indicadores, calculou-se os índices por dimensão. Por exemplo, o índice para os indicadores demográficos (Densidade demográfica e grau de urbanização) para o Distrito Federal foi: 1,000 + 0,029 I Demografia = = 0,515 2 Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO (9) 49 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas Finalmente, foi calculado o IVSE utilizando a fórmula (4). O Quadro 5.1 apresenta um exemplo numérico de cálculo do IVSE para o Distrito Federal. Quadro 5.1 - Exemplo de cálculo do IVSE -DF 5.2.2 Vulnerabilidade Socioeconômica nos Municípios. As variáveis socioeconômicas utilizadas para classificar os cinco municípios selecionados foram nove, dois a menos do que no caso das UFs devido a que não existem informações estatísticas ao nível de município sobre a porcentagem da população de 15 anos e mais de idade com escolaridade inferior a 4 anos de estudo e sobre a Porcentagem da população total coberta por planos de saúde. As Tabelas 5.2 e 5.3 apresentam os valores dos indicadores utilizados para avaliar a vulnerabilidade socioeconômica dos municípios. Tabela 5.2 - Indicadores de Demografia e Renda por município Demografia Município 50 Renda Domicílios c/ Densidade Grau de mais de 2 Pobreza Demográfica Urbanização Pessoas por (%) 2 (hab/km ) (%) Cômodo (%) Blumenau 503,5 92,4 2,9 5,3 Itajaí 509,7 96,2 3,0 11,4 Rio de Janeiro 4954,6 100,0 3,1 12,2 Belém 1202,5 99,4 3,6 26,2 Recife 6541,9 100,0 3,5 27,5 Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas Tabela 5.3 - Indicadores de Saneamento e Saúde por Município Saneamento Município Abastecimento Esgotamento de água Sanitário (%) (%) Saúde Destino do lixo (%) Esperança Taxa de de Vida ao Mortalidade Nascer Infantil (anos) Blumenau 99,1 93,6 99,9 10,0 74,5 Itajaí 98,6 94,6 99,6 13,7 69,1 Rio de Janeiro 98,8 95,2 99,3 16,8 70,3 Belém 96,2 85,8 97,5 27,7 70,5 Recife 97,6 89,7 96,7 20,3 68,6 A metodologia utilizada para construir o Índice de Vulnerabilidade Socioeconômica dos Municípios é a mesma utilizada para o caso das UFs, que é apresentada na seção 4.1.1. Na Tabela 5.4 mostram-se os valores máximos e mínimos por indicador utilizado. Tabela 5.4 - Maior e menor valor observado por Indicador Socioeconômico nos Municípios Indicador Maior Densidade Demográfica (hab/km2) 6541,9 Grau de Urbanização (%) Municípios Menor Municípios Recife 503,5 Blumenau 100,0 Recife e Rio de Janeiro 92,4 Blumenau Domicílio com mais de 2 pessoas por Cômodo (%) 3,6 Belém 2,9 Blumenau Pobreza (%) 27,5 Recife 5,3 Blumenau Abastecimento de água (%) 99,1 Blumenau 96,2 Belém Esgotamento Sanitário (%) 95,2 Rio de Janeiro 85,8 Belém Destino do lixo (%) 99,9 Blumenau 96,7 Recife Taxa de Mortalidade Infantil 27,7 Belém 10,0 Blumenau Esperança de Vida ao Nascer (anos) 74,5 Blumenau 68,6 Recife Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO 51 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas 5.3 Vulnerabilidade Epidemiológica Como dados epidemiológicos foram utilizados os números de casos confirmados das seguintes endemias: Cólera, Dengue, Malária, Hantavirose Pulmonar, Leptospirose, Leishmaniose Tegumentar Americana e Leishmaniose Visceral. Foi calculada a incidência, com base na população e, para a Malária, o Índice Parasitário Anual (IPA) (incidência especifica para malária) no período de 1996 a 2001. Também foram coletadas informações sobre o número de pessoas hospitalizadas por cada uma das endemias, óbitos hospitalares e o custo para cada estado. Para o período do projeto, este dado não foi avaliado para os municípios por não se ter informação disponível. Para Cólera, Dengue, Malária e Leptospirose foram obtidas informações das quatro variáveis acima mencionadas, isto é, compondo um total de 24 variáveis (quatro variáveis em seis anos). No caso das Leishmanioses, somente a taxa de incidência está disponível em forma individual para cada tipo (Tegumentar Americana e Visceral). As outras três variáveis foram obtidas em forma agregada e, em conseqüência, tem-se 30 variáveis correspondentes as Leishmanioses (cinco variáveis em seis anos). No caso de Hantavirose, somente existe estatística para o número de casos de cada estado; logo, se trabalhou com seis variáveis para esta doença. As Tabelas A.4, A.7, A.10, A.13, A.16 e A.19 mostram as séries temporais mensais obtidas para cada estado, e algumas dessas variáveis são representadas nos Mapas M.12 a M.32. 5.3.1 Calculo do IVE Por exemplo, a taxa de incidência de dengue em 1996 para o estado de Pará foi 5,82. No mesmo ano, a maior taxa de incidência foi da Bahia (513,8) e a menor foi a dos estados do Acre, Rondônia, Amapá e Amazonas (0,0). Com estas informações calculou-se o índice utilizando a fórmula a seguir: 5,82 − 0,00 Ip = = 0,011 513,8 − 0,00 (10) O Quadro 5.2 apresenta os resultados dos cálculos do IVE para Pará e o Distrito Federal. As Tabelas A.5, A.6, A.8, A.9, A.11, A.12, A.14, A.15, A.17, A.18 e A.20 apresentam indicadores calculados e padronizados utilizados para a construção dos índices sintéticos por doença. A Tabela A.21 apresenta os cálculos e valor final do IVE. 52 Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas Quadro 5.2 - Exemplo de cálculo do IVE – DF e Pará 5.3.2 Taxa de Incidência nos Municípios A Tabela 5.5 apresenta as taxas de incidência anual de Cólera, Dengue, Hantavírus, Leptospirose Leishmaniose Tegumentar Americana e Leishmaniose Visceral calculadas para o período 1996-2001 nos 5 Municípios selecionados. Apresenta, também, o IPA para Malária. Observa-se que Dengue e Malaria são as doenças com maiores incidências no Município de Belém. A Dengue afetou, também, Recife e Rio de Janeiro, enquanto que a incidência da Malária foi menor que 1,0 nos outros quatro Municípios. Leptospirose é uma das doenças presentes todos os Municípios, e com taxas de incidência que variam de 0,20 a 4,73. Dengue também tem taxas de incidência em todos os Municípios a partir de 1997. Tabela 5.5 - Taxa de Incidência nos Municípios Selecionados no Período 1996 – 2001 BELÉM - PA Doença 1996 1997 2000 2001 0,00 0,00 0,00 0,00 Dengue 0,47 118,04 109,28 17,26 47,30 16,24 Hantavírus 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Leptospirose 2,10 4,23 2,39 1,63 1,26 0,75 Leishmaniose Tegumentar Americana 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Leishmaniose Visceral 0,00 0,00 0,01 0,03 0,04 0,03 23,73 23,40 Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO 0,00 1999 Cólera Malária (IPA) 0,00 1998 23,78 30,57 29,05 17,91 53 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas BLUMENAU - SC Doença 1996 1997 1998 1999 2000 2001 Cólera 0,00 0,00 0,00 0,12 0,00 0,00 Dengue 0,00 0,04 0,42 0,12 0,36 0,59 Hantavírus 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Leptospirose 1,60 1,99 2,33 0,90 1,21 4,47 Leishmaniose Tegumentar Americana 0,00 0,00 0,00 0,08 0,08 0,04 Leishmaniose Visceral 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Malária (IPA) Dengue e Malária não autóctones 0,39 0,17 0,29 0,16 0,20 0,12 ITAJAÍ - SC Doença 1996 1997 1998 1999 2000 2001 Cólera 0,00 0,00 0,00 0,48 0,00 0,00 Dengue 0,00 0,07 0,14 0,21 0,47 0,79 Hantavírus 0,00 0,00 0,00 0,07 0,00 0,13 Leptospirose 1,04 0,94 3,03 1,93 2,56 4,35 Leishmaniose Tegumentar Americana 0,00 0,00 0,00 0,07 0,00 0,00 Leishmaniose Visceral 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Malária (IPA) Dengue e Malária não autóctones 0,30 0,07 0,35 0,14 0,07 0,13 RECIFE - PE Doença 54 1996 1997 1998 0,27 1999 2000 2001 1,84 1,27 0,00 Cólera 0,10 0,20 Dengue 47,27 61,73 Hantavírus 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Leptospirose 1,35 1,08 0,41 0,20 1,77 0,51 Leishmaniose Tegumentar Americana 0,01 0,00 0,00 0,01 0,01 0,00 Leishmaniose Visceral 0,00 0,00 0,00 0,00 0,04 0,01 Malária (IPA) Leishmanioses não autóctones no Recife 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 51,09 32,51 19,15 23,99 Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas RIO DE JANEIRO - RJ Doença 1996 1997 1998 1999 2000 2001 0,00 Cólera 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Dengue 7,42 1,84 24,25 7,68 4,08 47,14 Hantavírus 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Leptospirose 3,23 0,22 0,49 0,18 0,21 0,23 Leishmaniose Tegumentar Americana 0,34 0,46 0,18 0,29 0,01 0,07 Leishmaniose Visceral 0,01 0,02 0,00 0,00 0,01 0,02 Malária (IPA) Malária não autóctones 0,15 0,07 0,07 0,06 0,10 0,12 5.4 Vulnerabilidade Climatológica Os dados utilizados neste estudo foram fornecidos pelo INPE/CPTEC e representam uma série histórica de 42 anos. Tais dados são resultados de uma interpolação realizada a partir de dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) e dos Centros Estaduais de Meteorologia. Estes foram interpolados para a grade de 0.25º x 0.25º (~25km x 25km) para a visualização e obtenção das séries temporais dos valores acumulados para cada estado. As séries temporais foram ordenadas em ordem crescente. Foram utilizadas séries históricas de totais pluviométricos mensais para cada estado, observados entre janeiro de 1961 e dezembro de 2002, totalizando 504 observações, sendo 42 para cada mês. As Tabelas 5.6 a 5.10 apresentam as médias aritméticas simples, mensais, de precipitação total de cada UF obtida a partir dos dados disponíveis. Cada Tabela apresenta as precipitações médias dos estados de uma mesma região. Observa-se, por exemplo, que os maiores níveis de precipitação na região Norte (Tabela 5.6) e na região Centro-Oeste (Tabela 5.10) correspondem aos meses de novembro a março, enquanto que na região Nordeste (Tabela 5.7), na maioria dos seus estados, os maiores níveis de precipitação são observados entre março e julho. Observa-se também que nas regiões Sudeste (Tabela 5.8) e Sul (Tabela 5.9), os menores níveis de precipitação correspondem aos meses de maio a setembro. Por estado, pode ser visto que Amapá (Tabela 5.6) tem os maiores níveis de precipitação acumulada mensal do Brasil, sendo que, nos meses de março e abril, o nível de precipitação supera os 400 mm (453,2 em março e 418,9 em abril). Mas, nos estados de Amazonas e Roraima, a precipitação ao longo do ano supera os 100 mm. Entretanto, o Piauí (Tabela 5.7) apresentou os menores níveis de precipitação total mensal (10,4 mm em julho e 10,0 em agosto), seguido de Rio Grande do Norte (12,0 em outubro e 14,2 em novembro) e Goiás (14,2 em junho e 15,4 em julho). Outro aspecto importante que pode ser observado nas Tabelas 5.6 a 5.10 é que nas regiões Norte e Centro-Oeste os níveis de alta precipitação são até dez vezes maiores que os níveis de baixa precipitação, por exemplo: no estado de Amapá, no mês de fevereiro, choveu em média 350,6 mm, enquanto que em outubro, no mesmo estado, a precipitação média foi de 32,4 mm. Outro exemplo é o estado de Goiás Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO 55 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas onde, em janeiro, choveu uma média de 253,4 mm, mas, em junho, choveu apenas 14,2 mm. Contudo, esta situação é totalmente diferente na região Sul (Tabela 4.9) onde os níveis de precipitação ao longo do ano variam muito menos que nas outras regiões do país. Por exemplo: em Santa Catarina o maior nível médio de precipitação foi observado no mês de janeiro com 179,6 mm e o menor nível no mês de abril com 113,4 mm, isto é, uma diferença de 58% entre o mês mais úmido e o mais seco do estado. Após se revisar os dados disponíveis, conclui-se que cada estado tem um padrão próprio de precipitação tanto em média como em variabilidade. Este tema é abordado em detalhe na literatura climatológica brasileira, ver, por exemplo, Marengo et al. (2003). Tabela 5.6 - Precipitação Média Mensal (mm) por UF da Região NORTE de Janeiro de 1961 a Dezembro de 2002 (504 observações) Mês AC* Janeiro Fevereiro Março Abril Maio Junho Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro AM 262,9 270,8 278,3 196,7 114,4 51,6 52,8 56,4 109,7 177,9 209,1 250,8 AP 271,2 253,0 289,6 276,7 239,2 158,2 130,1 106,7 129,1 165,4 190,0 230,5 PA 282,3 350,6 423,2 418,9 358,0 230,1 171,0 88,8 41,3 32,4 65,5 118,6 261,4 290,0 332,2 288,1 213,1 125,1 86,9 58,4 61,6 89,7 128,7 178,0 RO 280,0 279,1 256,7 204,6 125,9 59,8 52,4 52,3 102,6 169,3 199,4 249,4 RR 153,6 139,7 198,7 248,6 308,0 284,8 233,2 164,1 116,4 101,5 131,4 124,5 TO 256,1 235,6 243,5 147,3 46,4 15,2 10,7 14,9 47,7 142,5 205,6 249,7 *Exceto AC: Janeiro de 1970 - Dezembro de 2002 Tabela 5.7 - Precipitação Média Mensal (mm) por UF da Região NORDESTE de Janeiro de 1961 a Dezembro de 2002 (504 observações) Mês Janeiro Fevereiro Março Abril Maio Junho Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro 56 AL BA CE 55,3 68,3 112,5 147,7 174,5 171,9 166,4 86,2 59,4 37,3 33,2 48,7 128,5 106,3 120,5 88,0 53,4 42,6 38,1 28,4 30,1 65,7 128,0 149,9 121,5 155,0 244,9 218,7 135,3 78,2 43,0 15,9 15,0 17,0 20,1 49,9 MA 233,2 261,8 305,9 254,3 135,9 65,8 38,1 24,2 29,3 54,9 87,5 143,1 PB PE PI 78,5 112,1 160,6 164,9 108,2 90,7 88,8 39,7 25,0 18,9 18,8 37,7 84,6 98,1 144,5 134,1 99,8 96,0 92,7 46,5 29,8 24,9 33,8 56,6 168,0 169,1 206,2 153,5 61,5 22,2 10,4 10,0 17,5 50,6 89,5 126,7 RN 66,6 109,5 176,8 188,9 120,0 86,2 77,5 36,3 21,5 12,0 14,2 28,2 SE 51,8 63,6 100,2 153,4 190,6 170,0 146,3 89,1 65,0 49,7 46,5 49,4 Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas Tabela 5.8 - Precipitação Média Mensal (mm) por UF da Região SUDESTE de Janeiro de 1961 a Dezembro de 2002 (504 observações) Mês Janeiro Fevereiro Março Abril Maio Junho Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro ES MG 164,6 96,7 120,3 81,6 53,8 38,6 49,0 39,4 60,2 116,9 186,8 190,9 239,2 156,1 144,2 66,3 33,2 16,1 16,6 18,6 43,1 113,6 194,7 249,0 RJ SP 212,7 146,7 142,1 92,4 59,0 37,5 38,0 37,6 74,7 109,1 167,9 211,1 260,2 217,0 188,2 101,6 79,9 61,2 52,1 48,1 94,5 141,9 167,4 244,0 Tabela 5.9 - Precipitação Média Mensal (mm) por UF da Região SUL de Janeiro de 1961 a Dezembro de 2002 (504 observações) Mês Janeiro Fevereiro Março Abril Maio Junho Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro PR 193,7 173,5 138,8 113,3 124,1 119,4 89,2 83,3 136,1 166,5 137,0 180,8 RS 137,8 141,7 135,6 140,7 123,7 133,7 141,1 130,4 153,7 156,3 127,5 132,4 SC 179,6 178,9 137,0 113,4 119,4 121,4 126,7 123,6 157,1 171,0 138,2 155,0 Tabela 5.10 - Precipitação Média Mensal (mm) por UF da Região CENTRO-OESTE de Janeiro de 1961 a Dezembro de 2002 (504 observações) Mês Janeiro Fevereiro Março Abril Maio Junho Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro GO 253,4 206,9 193,4 90,5 35,1 14,2 15,4 21,1 46,9 134,9 199,0 253,5 MS 205,3 191,2 162,0 111,6 82,0 64,1 46,0 45,0 85,0 136,3 149,0 200,0 Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO MT 256,2 244,8 230,0 135,6 69,3 30,5 23,2 29,4 69,7 148,8 200,5 237,8 57 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas Nos dados utilizados nesta pesquisa, o valor mínimo de meses com precipitação extrema alta foi 0,758% e o valor máximo foi 5,159%. Logo, por exemplo: no caso de Rio de Janeiro, o IVC foi obtido da seguinte forma: 2,381 − 0,758 IVCRJ = = 0.3688 5,159 − 0,758 (11) As Tabelas A.22, A.23 e A.24 mostram os indicadores e o IVC obtido para todos os estados. Os Mapas M.33 e M.34 mostram a porcentagem de meses com valores altos e baixos de chuva determinados para cada estado. 5.5 Índice de Vulnerabilidade Geral Os Índices de Vulnerabilidade Geral foram calculados utilizando a fórmula (7). Como exemplo considere o caso do Rio de Janeiro: o IVSE foi 0,2077, o IVE foi 0,0876 e o IVC foi 0,3687, logo, o seu IVG está dado por: 0,2077 + 0,0876 + 0,3687 IVGRJ = = 0,2213 3 (12) No Capítulo 6 apresentam-se todos os índices obtidos para cada UF, assim como é realizada a interpretação individual e conjunta desses resultados. 58 Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas Capítulo 6 Interpretação dos Resultados Nesta seção apresentam-se os valores dos índices calculados para os três componentes em estudo: Socioeconômico, Epidemiológico e Climatológico. A Tabela 6.1 mostra os resultados obtidos nesta pesquisa: os índices por componente e o índice geral. Numa primeira etapa, cada um dos índices é analisado individualmente e a classificação dos estados, segundo cada um deles, também é mostrada. Numa segunda etapa, apresenta-se o valor do Índice de Vulnerabilidade Geral e a classificação das UFs realizada a partir deste índice. Tabela 6.1 - Índices de Vulnerabilidade por UF: IVSE, IVE, IVC e IVG Índice de Vulnerabilidade Socioeconômica Índice de Vulnerabilidade Epidemiológica Índice de Vulnerabilidade Climatológica Vulnerabilidade Geral UF IVSE IVE IVC IVG AC 0,53 0,06 0,00 0,20 AL 0,76 0,16 1,00 0,64 AM 0,48 0,10 0,01 0,20 AP 0,30 0,10 0,23 0,21 BA 0,62 0,30 0,46 0,46 CE 0,61 0,12 0,55 0,43 DF 0,18 0,02 0,32 0,17 ES 0,25 0,03 0,41 0,23 GO 0,24 0,03 0,32 0,20 MA 0,75 0,15 0,55 0,48 MG 0,25 0,13 0,23 0,21 MS 0,23 0,14 0,05 0,14 MT 0,31 0,08 0,28 0,22 PA 0,49 0,31 0,01 0,27 PB 0,67 0,11 0,23 0,34 PE 0,59 0,23 0,50 0,44 PI 0,73 0,07 0,41 0,41 PR 0,22 0,13 0,19 0,18 RJ 0,21 0,09 0,37 0,22 RN 0,51 0,11 0,32 0,32 RO 0,38 0,11 0,05 0,18 RR 0,38 0,10 0,23 0,24 RS 0,17 0,13 0,10 0,13 SC 0,15 0,08 0,32 0,19 SE 0,52 0,10 0,55 0,39 SP 0,10 0,20 0,32 0,21 TO 0,48 0,08 0,28 0,28 Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO 59 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas 6.1 Vulnerabilidade Socioeconômica O Quadro 6.1 apresenta a classificação das UFs segundo o IVSE calculado neste trabalho. São Paulo e Santa Catarina foram os estados com menores índices, (0,10 e 0,15 respectivamente), isto é, apresentaram a situação de menor vulnerabilidade socioeconômica. O baixo índice de São Paulo explicase, pois tem um dos maiores graus de urbanização do país (94%), a menor taxa de pobreza (12%), população com uma boa escolaridade em relação aos outros estados (18% com menos de 4 anos de estudo), as melhores taxas de serviços de saneamento (99,1% em água, 98,6% em esgoto e 99.1% em lixo), a terceira mais baixa mortalidade infantil (17.3) do país e a melhor cobertura de planos de saúde (35.8%). Entretanto, Alagoas (0.76), Maranhão (0.75) e Piauí (0.73) são os estados que apresentaram maior índice de vulnerabilidade socioeconômica indicando que, em relação a todos os demais estados brasileiros, são os que têm a pior situação de vulnerabilidade socioeconômica. No caso de Alagoas, esta situação é explicada, pela alta densidade demográfica (101.47); o mais baixo grau de urbanização do país (68%), a mais alta taxa de pobreza (57%), uma população com baixa escolaridade (50% têm menos de 4 anos de estudo), por estar entre os estados com menores taxas de serviços de saneamento, tem a menor esperança de vida ao nascer (63,2 anos), uma das menores taxa de cobertura de planos de saúde (4%) e a mais alta taxa de mortalidade infantil do Brasil (62.5). Quadro 6.1 - Classificação das UF do Brasil segundo o Índice de Vulnerabilidade Social (IVSE) 60 Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas O Mapa 6.1 ilustra o resultado do IVSE. No interior de cada estado, encontra-se o valor individual do índice. Apesar de cada estado ter um valor, para efeito do estudo foram agrupados em 7 (sete) grupos que são representados por cores. A cor mais clara representa o valor mais baixo e, portanto, uma menor vulnerabilidade socioeconômica. A medida que as cores vão escurecendo, os valores vão aumentado e, conseqüentemente, a vulnerabilidade socioeconômica vai se tornando maior. Assim sendo, aqueles estados que tenham as mesmas cores possuem valores do IVSE próximos e estão classificados num mesmo grupo; e os que têm cores diferentes estão em grupos diferentes. Esses grupos foram formados com a Análise de Conglomerados (como descrito na Seção 4.5). Esta interpretação é válida para todos os Mapas apresentados neste relatório. Mapa 6.1 Mapa do IVSE nos Estados Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO 61 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas 6.1.1 Vulnerabilidade Socioeconômica dos Municípios A Tabela 6.2 mostra os índices sintéticos obtidos para cada dimensão socioeconômica e o IVSE calculado para cada município. A Figura 6.1 ilustra também o IVSE dos municípios. Observa-se que o menor IVSE corresponde a Blumenau (0,14), seguido, em forma crescente, de Itajaí (0,28), Rio de Janeiro (0,34), Belém (0,71) e Recife (0,73). Em outras palavras, os municípios com maior vulnerabilidade socioeconômica são Belém e Recife. Este resultado explica-se, pois Recife tem a maior densidade demográfica dentre os 5 municípios, e junto com Belém, tem a maior percentagem de domicílios com mais de duas pessoas por cômodo, maior taxa de pobreza e de mortalidade infantil. Ao mesmo tempo, Belém e Recife têm as menores porcentagens de domicílios com abastecimento de água, serviço de esgoto e destino de lixo. Tabela 6.2 - Indicador Sintético por Dimensão Socioeconômica e IVSE por Município Índice para Demografia Índice para Renda Índice para Saneamento Índice para Saúde IVSE Blumenau 0,50 0,00 0,05 0,00 0,14 Itajaí 0,25 0,20 0,11 0,56 0,28 Rio de Janeiro 0,37 0,33 0,09 0,55 0,34 Belém 0,10 0,97 0,91 0,84 0,71 Recife 0,50 0,91 0,70 0,79 0,73 Município Figura 6.1 - Índice de Vulnerabilidade Socioeconômica (IVSE) para Municípios Blumenau 0,14 0,28 Itajaí 0,34 Rio de Janeiro 0,71 Belém Recife 0,00 0,73 0,20 0,40 0,60 0,80 Observa-se que diante dos fatores socioeconômicos selecionados o município de Blumenau se destaca de forma positiva, apresentando uma menor vulnerabilidade, seguido por Itajaí, Rio de Janeiro, Belém e Recife foram os municípios que apresentaram os Índices de Vulnerabilidade mais altos, sendo portanto, dos municípios selecionados, os que necessitam de uma ação mais imediata. 62 Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas 6.2 Vulnerabilidade Epidemiológica Nas Tabelas 6.3 a 6.8 apresentam-se os índices obtidos para cada estado, por doença. Observa-se, por exemplo, que o índice sintético de Cólera (Tabela 6.5) para Roraima e Amapá é 0,000; este valor deve-se a que no período de 1996 a 2001 não foram contabilizados casos de Cólera em ambos os estados. Entretanto, os maiores índices são de Alagoas (0,732) e Pernambuco (0,437) (Tabela 6.3), isto devido a que o maior número de casos dessa doença, no período estudado, foram observados nesses estados e, em 04 dos 06 anos, o maior custo total foi em Alagoas. No caso de Leptospirose (Tabela 6.6), os maiores índices correspondem a Bahia (0,434), Rio de Janeiro (0,467), Pernambuco (0,478) e São Paulo (0,662), estados com grau de urbanização e densidade demográfica alta, fatores altamente relacionados com a incidência de Leptospirose. No caso da Hantavirose (Tabela 6.8), só nove estados apresentam um índice diferente de 0, que são os estados que têm casos da doença, sendo que os maiores índices correspondem a São Paulo (0,270), Rio Grande do Sul (0,361), Paraná (0,399) e Matogrosso do Sul (0,463). Isto se deve ao fato que casos desta doença surgiram a partir de 1993 no Brasil. Na região Sul observa-se a presença da enfermidade a partir de 1998 (4 em 1998, 10 em 1999, 40 em 2000 e 52 em 2001), na região Sudeste (2 em 1996, 7 em 1998, 13 em 1999, 10 em 2000 e 12 em 2001) e na região Centro-Oeste (3 em 1999, 3 em 2000 e 11 em 2001). Cabe destacar que nas Tabelas 6.3 a 6.8, as UFs estão apresentadas em grupos, que foram formados utilizando a técnica estatística de Análise de Conglomerados (ver Seção 4.5). Utilizou-se esta técnica, pois ela permite dividir indivíduos de uma amostra (neste caso as UFs) em grupos cujos elementos tenham valores de IVE muito próximos e, ao mesmo tempo, o mais distante possível de membros de outros grupos. Cabe destacar que o tamanho dos grupos não é prefixado, isto é, a própria análise determina o tamanho de cada grupo. Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO 63 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas Tabela 6.3 - Índice Sintético para CÓLERA 64 Grupo UF INDICE 1 RR 0,000 1 AP 0,000 1 RO 0,001 1 ES 0,002 1 MS 0,004 1 DF 0,005 1 TO 0,005 1 GO 0,006 1 MT 0,007 1 PI 0,007 1 SC 0,008 1 MA 0,010 1 AC 0,017 1 AM 0,018 1 RN 0,030 1 PR 0,039 1 PA 0,041 2 RS 0,068 2 RJ 0,076 2 MG 0,090 2 SE 0,108 3 CE 0,155 3 SP 0,172 4 PB 0,196 4 BA 0,213 5 PE 0,437 6 AL 0,732 Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas Tabela 6.4 - Índice Sintético para DENGUE Grupo UF INDICE 1 RS 0,000 1 SC 0,001 1 DF 0,012 1 PR 0,013 1 AP 0,018 1 RO 0,024 1 AC 0,024 2 GO 0,046 2 AL 0,059 2 MS 0,065 2 SP 0,071 2 AM 0,097 3 ES 0,118 3 MT 0,124 3 RR 0,134 3 PI 0,137 3 TO 0,144 3 RJ 0,153 4 CE 0,194 4 MG 0,198 4 SE 0,254 4 MA 0,262 5 PB 0,356 5 PA 0,395 6 BA 0,439 6 PE 0,447 6 RN 0,453 Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO 65 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas Tabela 6.5 - Índice Sintético para MALÁRIA 66 Grupo UF INDICE 1 SE 0,000 1 PB 0,000 1 PE 0,001 1 MS 0,001 1 DF 0,001 1 RS 0,001 1 RN 0,001 1 AL 0,002 1 BA 0,002 1 ES 0,002 1 PR 0,003 1 CE 0,003 1 SC 0,004 1 RJ 0,005 1 MG 0,007 1 SP 0,015 1 GO 0,015 1 PI 0,031 1 TO 0,041 2 MT 0,113 2 AC 0,144 2 MA 0,151 3 AP 0,222 3 RR 0,251 4 AM 0,306 5 RO 0,399 6 PA 0,824 Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas Tabela 6.6 - Índice Sintético para LEPTOSPIROSE Grupo UF INDICE 1 PI 0,001 1 TO 0,004 1 RR 0,004 1 RO 0,007 1 MS 0,007 1 GO 0,010 1 RN 0,037 1 DF 0,043 1 ES 0,047 1 PB 0,051 1 AM 0,051 1 MA 0,055 2 MT 0,068 2 CE 0,079 2 MG 0,092 2 AC 0,092 2 SE 0,097 2 AL 0,098 3 PR 0,202 3 AP 0,269 3 SC 0,276 4 PA 0,316 4 RS 0,349 5 BA 0,434 5 RJ 0,467 5 PE 0,478 6 SP 0,662 Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO 67 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas Tabela 6.7 - Índice Sintético para LEISHMANIOSE 68 Grupo UF INDICE 1 RS 0,001 1 SC 0,003 1 ES 0,030 1 PR 0,031 1 DF 0,049 1 RJ 0,053 2 GO 0,073 2 AM 0,088 2 MS 0,103 2 AC 0,109 2 RO 0,118 2 AP 0,133 3 RR 0,181 3 PB 0,190 3 MT 0,199 3 SE 0,215 3 SP 0,216 3 PA 0,220 4 RN 0,240 4 PI 0,245 4 MG 0,259 4 AL 0,259 4 TO 0,272 5 PE 0,341 5 CE 0,346 5 MA 0,403 6 BA 0,688 Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas Tabela 6.8 - Índice Sintético para HANTAVIROSE Grupo UF INDICE 1 RO 0,000 1 AC 0,000 1 AM 0,000 1 RR 0,000 1 AP 0,000 1 TO 0,000 1 MA 0,000 1 PI 0,000 1 CE 0,000 1 RN 0,000 1 PB 0,000 1 PE 0,000 1 AL 0,000 1 SE 0,000 1 ES 0,000 1 RJ 0,000 1 MT 0,000 1 DF 0,000 1 PA 0,013 1 GO 0,015 2 MG 0,164 3 BA 0,200 3 SC 0,228 4 SP 0,270 5 RS 0,361 5 PR 0,399 6 MS 0,463 Detalhes dos cálculos podem ser vistos nas Tabelas A.5, A.6, A.8, A.9, A.11, A.12, A.14, A.15, A.17, A.18 e A.20, que apresentam os indicadores utilizados e os indicadores padronizados de cada doença, por ano e por UF. Os Mapas M.35 a M.39, mostram os índices sintéticos das doenças em estudo nos respectivos estados. No Quadro 6.2 apresentam-se os estados classificados segundo o IVE. Observa-se que as UFs com maior IVE são Bahia e Pará. No caso da Bahia, os índices para Dengue, Cólera, Leptospirose e Leishmaniose (quatro das seis doenças) são altos. No caso do Pará os índices altos são de Dengue e Malaria, sendo que Malaria entra no IVE com um peso alto, o que eleva o valor do IVE final. Na situação inversa, isto é, com menores IVE estão: Distrito Federal, Espírito Santo e Goiás. No caso do Distrito Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO 69 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas Federal este resultado é explicado pelos baixos índices obtidos nas 06 doenças avaliadas (em nenhuma das doenças o índice individual foi maior que 0,01). Para o Espírito Santo explica-se por: ausência de Hantavirose; índice muito baixo (0,002) de Cólera e Malária; índice de 0,047 para Leptospirose de 0,030 para Leishmaniose que também são baixos. No caso de Goiás o seu maior índice foi para Leishmaniose (0,073), seguido de Dengue (0,046), Malária e Hantavirose (0,015), Leptospirose (0,010) e finalmente Cólera (0,006); todos os índices são baixos. Quadro 6.2 Classificação das UFs do Brasil segundo o Índice de Vulnerabilidade Epidemiológica (IVE) A Tabela A.21 apresenta os cálculos finais para a obtenção do IVE. O Mapa 6.2 apresenta os valores individuais do IVE para cada estado, assim como mostra os grupos formados com a Análise de Conglomerados. 70 Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas Mapa 6.2 Mapa do IVE nos Estados Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO 71 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas 6.2.1 Vulnerabilidade Epidemiológica dos Municípios A Tabela 6.9 mostra os índices sintéticos obtidos para cada doença e o IVE calculado para cada município. A Figura 6.2 ilustra também o IVE dos municípios. Observa-se que o menor IVSE corresponde a Blumenau (0,14), seguido, em forma crescente, de Itajaí (0,28), Rio de Janeiro (0,34), Belém (0,71) e Recife (0,73). Em outras palavras, os municípios com maior vulnerabilidade socioeconômica são Belém e Recife. Este resultado explica-se, pois Recife tem a maior densidade demográfica dentre os 5 municípios, e junto com Belém, tem a maior percentagem de domicílios com mais de duas pessoas por cômodo, maior taxa de pobreza e de mortalidade infantil. Ao mesmo tempo, Belém e Recife têm as menores porcentagens de domicílios com abastecimento de água, serviço de esgoto e destino de lixo. Tabela 6.9 - Indicador Sintético por Doença e IVE por Município Enfermidades Belém (PA) Blumenau (SC) Itajaí (SC) Recife (PE) Rio de Janeiro (RJ) Cólera 0,000 0,011 0,044 0,833 0,000 Dengue Hantavírus 0,646 0,000 0,000 0,000 0,002 0,333 0,649 0,000 0,284 0,000 Leptospirose 0,606 0,544 0,692 0,184 0,172 Leishmaniose Tegumentar (LTA) 0,000 0,306 0,039 0,023 0,859 Leishmaniose Visceral 0,655 0,000 0,000 0,203 0,493 Malária (IPA) IVE 1,000 0,421 0,009 0,087 0,007 0,140 0,000 0,229 0,004 0,230 Figura 6.2 - Índice de Vulnerabilidade Epidemiológica (IVE) para Municípios 72 Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas Também no Índice de Vulnerabilidade Epidemiológica, Blumenau se destacou com o menor índice, ou seja, a menor vulnerabilidade dentre os municípios estudados seguindo por Itajaí. O município de Belém apresentou a pior situação, ou seja, o seu IVE é o mais alto dos municípios selecionados. Rio de Janeiro e Recife obtiveram os mesmos índices. 6.3. Vulnerabilidade Climatológica O número de valores extremos altos apresentados na Tabela 6.10 para cada UF, corresponde à soma do número de valores extremos altos identificados em cada mês do ano (42 por mês). Observa-se que Alagoas apresentou o maior número de valores extremos altos (5.16% das 504 observações); seguido de Sergipe, Ceará e Maranhão. Já os estados de Acre, Amazonas e Pará, mesmo quando os seus níveis médios mensais de chuva são altos, apresentam o menor número de eventos extremos altos (menos de 0.8% das 504 observações). Isto significa que esses estados mantiveram seus níveis dentro de um padrão regular. A Tabela 6.11 mostra o número de valores extremos baixos identificados para cada UF. Analogamente ao caso dos extremos altos, cada total corresponde à soma do número de valores extremos baixos identificados em cada mês. Observa se que somente quatro estados apresentaram meses com valores extremos muito abaixo do padrão esperado, estas UFs são: Amazonas, Goiás, Rondônia e Amapá, todos com uma freqüência menor de 1% dos 504 valores observados. Na Tabela 6.10 os estados estão classificados em sete grupos e na Tabela 6.11 estão classificados em quatro grupos. Estes grupos foram determinados utilizando a técnica estatística multivariada denominada Análise de Conglomerados. Assim, na Tabela 6.10, o grupo 7 é constituído somente por Alagoas, pois o número de eventos extremos altos é 26, valor muito diferente a média do grupo 6 (15,4 meses). O Quadro 6.3 mostra a classificação das UFs segundo o Índice e Vulnerabilidade Climatológica (IVC). Dado que este índice foi construído a partir da porcentagem de meses com precipitação extrema alta, a interpretação dos resultados é bastante similar. Assim, Alagoas é o estado que tem a maior vulnerabilidade climatológica em relação aos outros (IVC=1,00), porque tem o maior número de valores extremos altos no período estudado. Já as UFs do Acre, Amazonas, Pará, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Rio Grande do Sul são as que apresentam menor vulnerabilidade climatológica porque têm as menores percentagens de eventos extremos altos. Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO 73 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas Quadro 6.3 - Classificação das UFs segundo o Índice de Vulnerabilidade Climatológica (IVC) 74 Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas Tabela 6.10 - Número (n) e Porcentagem (%) de Meses com Precipitação Extrema ALTA entre Janeiro de 1961 e Dezembro de 2002 Grupo UF N % 1 AC 3 0,76 1 AM 4 0,79 1 PA 4 0,79 2 RO 5 0,99 2 MS 5 0,99 2 RS 6 1,19 3 PR 8 1,59 4 RR 9 1,79 4 AP 9 1,79 4 PB 9 1,79 4 MG 9 1,79 4 TO 10 1,98 4 MT 10 1,98 5 RN 11 2,18 5 SP 11 2,18 5 SC 11 2,18 5 GO 11 2,18 5 RJ 12 2,38 5 PI 13 2,58 5 ES 13 2,58 6 BA 14 2,78 6 PE 15 2,98 6 MA 16 3,18 6 CE 16 3,18 6 SE 16 3,18 7 AL 26 5,16 (Exceto AC: Janeiro de 1970 a Dezembro de 2002) Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO 75 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas Tabela 6.11 - Número (n) e Porcentagem (%) de Meses com Precipitação Extrema BAIXA entre Janeiro de 1961 e Dezembro de 2002 Grupo UF N % 1 AC 0 0,00 1 RR 0 0,00 1 PA 0 0,00 1 TO 0 0,00 1 MA 0 0,00 1 PI 0 0,00 1 CE 0 0,00 1 RN 0 0,00 1 PB 0 0,00 1 PE 0 0,00 1 AL 0 0,00 1 SE 0 0,00 1 BA 0 0,00 1 MG 0 0,00 1 ES 0 0,00 1 RJ 0 0,00 1 SP 0 0,00 1 PR 0 0,00 1 SC 0 0,00 1 RS 0 0,00 1 MS 0 0,00 1 MT 0 0,00 2 AP 1 0,20 3 RO 2 0,40 3 GO 2 0,40 4 AM 5 0,99 (Exceto AC: Janeiro de 1970 a Dezembro de 2002) A Tabela A.24 contém os cálculos parciais e o valor final do IVC para cada estado. O Mapa 6.3 ilustra o IVC obtido. Observa-se que os estados do Nordeste estão nos grupos de maior vulnerabilidade. 76 Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas Mapa 6.3 - Mapa do IVC nos Estados Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO 77 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas 6.4 Vulnerabilidade Geral Nesta seção analisam-se os resultados obtidos com o Índice de Vulnerabilidade Geral (IVG). Esta tarefa não é simples, pois o IVG tenta apresentar de maneira resumida (um único valor) a situação relativa de vulnerabilidade dos estados em três dimensões simultaneamente: Socioeconômica, epidemiológica e climatológica. Como objetivo de entender, de forma ampla, as relações dessas três dimensões, antes de avaliar o IVG, apresenta-se duas análises bidimensionais: Vulnerabilidade Socioeconômica versus Epidemiológica e Vulnerabilidade Climatológica versus Epidemiológica. 6.4.1 Vulnerabilidade Socioeconômica e Vulnerabilidade Epidemiológica Na Tabela 6.1 foram apresentados os Índices de Vulnerabilidade Socioeconômica e Vulnerabilidade Epidemiológica obtidos para cada UF. Esses valores estão representados na Figura 6.3. O eixo horizontal representa o IVSE, que varia de 0,0 a 0,8, enquanto que o eixo vertical representa o IVE, índice que varia de 0,0 até 0,4. As linhas pontilhadas sinalizam os pontos médios de cada eixo e dividem o plano em quatro partes que ajudam na interpretação dos resultados. Observa-se que Bahia, Pará e Pernambuco são os três estados com maior vulnerabilidade socioeconômica e epidemiológica porque são esses os estados com altos valores do IVSE (mais de 0.4) e do IVE (mais de 0,2) simultaneamente. No caso de São Paulo observa-se que sua situação socioeconômica se enquadra como a melhor dentre os demais estados (IVSE 0,1), o que não acontece com a sua situação na dimensão epidemiológica (IVE 0,2). Ao contrário dos estados Piauí, Alagoas, Maranhão e Paraíba, apresentam na dimensão socioeconômica a maior vulnerabilidade dentre todos as UFs (IVSE maior de 0,6), mas o IVE menor é menor que o do estado de São Paulo (IVE < 0,2). Já o Distrito Federal, Santa Catarina, Goiás e Espírito Santo, são as UFs com os menores valores de IVSE e IVE simultaneamente, significando estados com menores vulnerabilidades. 78 Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas Figura 6.3 - Relação entre o Índice de Vulnerabilidade Socioeconômica (IVSE) e o Índice de Vulnerabilidade Epidemiológica (IVE) Na Figura 6.4 estão representados os valores dos índices sintéticos por doença apresentados nas Tabelas 6.3 a 6.8 e os valores do IVSE. Nestes gráficos o eixo horizontal representa o IVSE e o eixo vertical representa o índice de uma doença. Como no caso da Figura 6.3, as linhas pontilhadas sinalizam os pontos médios de cada eixo e dividem o plano em quatro. Em alguns gráficos o eixo vertical começa num valor negativo somente para uma melhor visualização dos resultados. No painel (a) da Figura 6.4 observa-se que Alagoas e Pernambuco são os estados com os maiores IVSE e índice para Cólera enquanto que para o resto do país o índice de Cólera está abaixo de 0,2 independente da situação socioeconômica do estado. Já no caso da Dengue, a relação com o IVSE é diferente, pois como se observa no painel (b) da Figura 6.4, a medida que o valor do IVSE aumenta, aumenta também o índice para Dengue, daí que a maior parte das UFs (21 das 27) estão nos quadrantes inferior esquerdo ou superior direito. Todos os estados com alto IVSE (> 0,4) e alto índice de Dengue (> 0,25) estão localizados nas regiões Nordeste e Norte: Rio Grande do Norte, Pernambuco, Bahia, Paraíba, Sergipe, Maranhão e Pará. No que diz respeito à Malária, a relação desta doença com o IVSE está representada no painel (c) da Figura 6.4. Observa-se que todos os estados com índice de Malária acima de 0,2, incluindo o Pará, estado com maior índice para esta doença, têm valores na faixa intermediária do IVSE (entre 0,3 e 0,5), isto é, não há uma relação direta (ou linear) entre o IVSE e o índice de Malária. No caso da Leptospirose, no painel (d), observam-se quatro estados nos dois quadrantes superiores, Rio de Janeiro e São Paulo, na esquerda, e Bahia e Pernambuco na direita. Este resultado indica que foram encontrados altos índices (acima de 0,4) de Leptospirose em estados com realidades distintas segundo o IVSE. Uma explicação para este resultado pode ser que o IVSE tem uma representatividade a nível estadual (o valor foi agregado para cada estado tornando assim um único valor representativo por UF) o que pode ser uma área muito ampla para analisar Leptospirose. Em áreas geográficas menores (bairros, setor censitário) onde Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO 79 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas acontece o maior número de casos de Leptospirose devem ocorrer situações socioeconômicas muito parecidas entre as quatro UFs mencionadas. Pelo painel (e) da Figura 6.4, pode ser dito que a relação entre o IVSE e o índice das Leishmanioses é aproximadamente linear, isto é, a maior IVSE, maior índice de Leishmanioses. Observa-se que Rio Grande do Sul e Santa Catarina, na região Sul, são os estados com os menores índices (IVSE < 0,2 e Índice de Leishmaniose < 0,1) e que Bahia e Maranhão, na região Nordeste, têm os maiores índices (IVSE > 0,6 e Índice de Leishmaniose > 0,4). Finalmente, no painel (f) tem-se a representação do IVSE versus o índice de Hantavirose. Observa-se claramente que, na maioria dos estados (seis de sete) com índice de Hantavirose diferente de 0 (zero), a situação socioeconômica é relativamente boa (IVSE < 0,3). Somente a Bahia tem um IVSE maior de 0,6. Este resultado indica que a Hantavirose não está diretamente relacionada com alta vulnerabilidade socioeconômica. Figura 6.4 - Relação do Índice de Vulnerabilidade Socioeconômica (IVSE) com o Índice Sintético de cada doença. a) IVSE x Cólera 80 Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas b) IVSE x Dengue c) IVSE x Leptospirose Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO 81 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas d) IVSE x Leishmanioses e) IVSE x Malária 82 Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas f) IVSE x Hantavirose 6.4.2 Vulnerabilidade Climatológica e Vulnerabilidade Epidemiológica Na Figura 6.5, estão representados os valores do Índice de Vulnerabilidade Climatológica (IVC) e do Índice de Vulnerabilidade Epidemiológica apresentados na Tabela 6.1. O eixo horizontal corresponde ao IVC, que varia entre zero e um, enquanto o eixo vertical corresponde ao IVE que varia entre zero e 0,4. As linhas pontilhadas estão representando os valores médios dos intervalos. Observa-se que não existem estados no quadrante superior direito o que significa que não foram encontrados estados com valores altos de IVC (maiores de 0,5) e valores altos de IVE (maiores de 0,2) simultaneamente. As UFs que estão no quadrante superior esquerdo são: Pará, Bahia, Pernambuco e São Paulo. Estes estados apresentaram um baixo nível de vulnerabilidade climatológica (IVC < 0,5) mas um alto nível de vulnerabilidade epidemiológica (IVE > 0,2). Por outro lado, os estados no quadrante inferior direito: Alagoas, Maranhão, Ceará e Sergipe são os que apresentam um alto nível de vulnerabilidade climatológica (IVC > 0,5) e um baixo nível de vulnerabilidade epidemiológica (IVE < 0,2). Os demais estados (16 no total) têm baixo IVC (menor de 0,5) e baixo IVE (menor de 0,2). Esta alta percentagem de estados com baixo IVC e IVE deve ser interpretado levando em conta os indicadores utilizados nesta pesquisa para avaliar as vulnerabilidades. Em outras palavras, este resultado não indica pouca relação entre a vulnerabilidade epidemiológica e a climatológica e sim que o número de meses com valores de precipitação extrema alta aqui determinado não está diretamente relacionado com o IVE calculado. Este resultado pode mudar se for utilizada outra informação climatológica. Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO 83 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas Figura 6.5 - Relação entre o Índice de Vulnerabilidade Climatológica (IVC) e o Índice de Vulnerabilidade Epidemiológica (IVE) Na Figura 6.6 estão representadas as percentagens de meses com precipitação acumulada extrema alta e baixa versus o IVE. O painel (a) é interpretado em forma análoga a Figura 6.5 devido a que o IVC somente leva em conta a informação da percentagem de meses com precipitação extrema alta. Já o painel (b) mostra a relação entre a precipitação baixa e o IVE. Observa-se que os quatro estados, Amapá, Rondônia, Goiás e Amazonas, com percentagem de precipitação baixa diferente de zero, tem o IVE abaixo de 0,12, ou seja não estão no grupo de maior vulnerabilidade epidemiológica. 84 Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas Figura 6.6 - Relação do Índice de Vulnerabilidade Epidemiológica com o Percentual de Meses com Chuva Extrema Alta e Percentual de Meses com Chuva Extrema Baixa a) Precipitação Extrema Alta x IVE b) Precipitação Extrema Baixa x IVE Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO 85 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas A Figura 6.7 mostra os valores dos índices sintéticos por doença apresentados nas Tabelas 6.3 a 6.8 e os valores do IVC. Observa-se que a relação entre o índice para cólera e o IVC (painel (a)) é positiva, pois a medida que aumenta o índice aumentar o IVC, isto é, quanto maior o IVC, maior o índice de Cólera. Alagoas e Pernambuco são as UFs com maiores índices de cólera (acima de 0,4) e maiores IVC simultaneamente (acima de 0,4). No painel (b) observa-se que os estados com maiores Índices de dengue (Rio Grande do Norte, Bahia, Pará, Pernambuco e Paraíba) têm os seus IVC menores ou iguais a 0,5, isto é não são os estados com precipitação extrema alta. Com relação à Malária (painel (c)), pode chamar a atenção o fato de que Pará, o estado como o maior índice para esta doença (mais de 0,8) apresenta um baixo de IVC (menos de 0,2). Contudo, este resultado se explica, pois o IVC não mede o nível médio de precipitação (que no Pará fica acima de 200 mm nos primeiros 5 meses do ano (Tabela 4.6)). O IVC mede situações fora do padrão normal, logo, se sabe que o alto nível de precipitação do Pará está fortemente associado ao nível de Malária, mas dado que a precipitação se manteve alta dentro de um mesmo padrão ao longo dos 42 anos estudados, o IVC resulta baixo. No painel (d) observa-se que todos os estados com os quatro maiores índice de Leptospirose (São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Pernambuco) estão na faixa intermediária do IVC (entre 0,3 e 0,6) e que estados com alto IVC (Alagoas, Sergipe, Ceará e Maranhão) têm baixo índice para esta doença (menos de 0,2). Neste caso, existe também a possibilidade de que o nível de representatividade do IVC seja muito amplo para captar as relações entre clima e Leptospirose. Cabe então a possibilidade de avaliar o IVC ao nível de unidades geográficas menores, por exemplo, bairros, setor censitário e estudar a sua relação com o índice de Leptospirose. Neste sentido, um exemplo importante foi a epidemia do verão de 1996, na cidade do Rio de Janeiro, quando cerca de 1.800 casos foram identificados, a grande maioria originário da área alagável da baixada de Jacarepaguá. Finalmente nos painéis (e) e (f) mostram-se às relações do IVC com os índices de Leishmanioses e Hantavirose. No caso das Leishmanioses parece ter uma relação linear direta com o IVC, mas o contrário acontece com a Hantavirose, pois os maiores valores dos seus índices estão associados a baixos IVC e vice-versa. 86 Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas Figura 6.7 - Relação do Índice de Vulnerabilidade Climatológica com o Índice Sintético de cada Doença. a) IVC x Cólera b) IVC x Dengue Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO 87 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas c) IVC x Malária d) IVC x Leptospirose 88 Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas e) IVC x Leishmanioses f) IVC x Hantavirose Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO 89 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas 6.4.3 Vulnerabilidade Socioeconômica, Climatológica e Epidemiológica Como foi explicado na seção 5.5, o Índice de Vulnerabilidade Geral (IVG) é a média dos três índices calculados nesta pesquisa, em conseqüência, pode ser interpretado como uma medida do nível médio de vulnerabilidade das unidades em estudo. O Quadro 6.4 mostra a classificação das UFs segundo o IVG. Observa-se que Alagoas é o estado com maior vulnerabilidade total, o seu IVG foi de 0,64 que é explicado porque tem os maiores IVSE (0,76) e IVC (1,0) do país, isto é, Alagoas é o estado com a pior situação em duas das três componentes estudadas. Além disso, o seu IVE (0,16) está na média do Brasil. O segundo grupo com maior nível de vulnerabilidade está formado por cinco estados da região Nordeste: Piauí, Ceará, Pernambuco, Bahia e Maranhão. Este resultado é o esperado porque estes estados tiveram, pelo menos, 2 (dois) dos 3 (três) índices com valores muito altos. Este grupo mais Alagoas, também na mesma região, indicam o nordeste brasileiro como a região com maior Vulnerabilidade Geral. No outro extremo da classificação têm-se os três estados da região Sul: Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, além de Matogrosso do Sul e Rondônia. Este grupo de estados explica-se pelos bons índices individuais obtidos pela região Sul e também pelos baixos índices de vulnerabilidade epidemiologia e climatológica dos outros dois estados. Um IVG de 0,20 foi obtido para os estados de Amazonas, Goiás e Acre. Juntando estes últimos estados com os cinco de menor IVG tem-se um grupo que geograficamente está localizado nas partes oeste e sul do país. Os eixos no plano representam o IVE e o IVC enquanto o eixo vertical corresponde ao IVSE. Neste tipo de gráfico se tem que, quanto mais perto da origem, menor é a vulnerabilidade geral. Assim, observase que Paraná, Matogrosso do Sul e Rio Grande do Sul são os estados em melhor situação quando comparados aos outros estados, enquanto que Alagoas, Maranhão, Piauí e Bahia são as UFs com a pior situação relativa, pois são os mais distantes da origem. 90 Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas Quadro 6.4 - Classificação das UFs segundo o Índice de Vulnerabilidade Geral (IVG) O Mapa 6.4 mostra os índices para cada estado. O tamanho do símbolo está associado com o nível de vulnerabilidade, isto é, símbolos pequenos correspondem a valores baixos dos índices (menor vulnerabilidade) e símbolos grandes correspondem a valores altos (maior vulnerabilidade). Este Mapa resume os principais resultados desta pesquisa. Mostra claramente que as situações de menor vulnerabilidade correspondem aos estados do Sul e Sudeste, enquanto que as maiores vulnerabilidades correspondem aos estados do Nordeste. O Mapa 6.5 mostra o IVG, que é a média dos três índices (IVSE, IVE e IVC). A diferença com relação ao Mapa 6.4 está no valor único representando a vulnerabilidade do estado. Uma vez mais observa-se que a região Nordeste é a que apresentou ser a mais vulnerável e, sendo Alagoas o estado que merece mais atenção por ter o maior valor do IVG, e que se constitui num único grupo, isto é, o seu valor do IVG pode ser considerado muito diferente (superior) ao dos demais estados. Observar valor em cada UF. Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO 91 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas Mapa 6.4 - Mapa dos IVSE IVE IVC dos Estados do Brasil 92 Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas Mapa 6.5 - Mapa do IVG nos Estados RR AP 0,239 0,211 AM CE 0,196 0,481 0,271 PA PI MA 0,425 RN 0,316 0,339 0,405 AC 0,442 RO 0,200 0,280 0,181 MT 0,643 AL 0,389 BA TO PB PE 0,458 0,224 DF 0,198 0,174 GO MG 0,205 MS ES 0,231 Grupos 1 2 3 4 5 0,141 SP 0,208 0,221 RJ PR 0,178 0,186 RS SC 0,133 1:25.500.000 Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO ® 93 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas Capítulo 7 Conclusões Neste trabalho procurou-se estabelecer índices para uma primeira avaliação nacional da vulnerabilidade da população aos impactos da mudança climática global, sob o ponto de vista da saúde. Vale lembrar que, embora seja uma primeira aproximação do problema, em virtude da má qualidade de alguns dados, foi um esforço inovador já que não se conhece nenhuma avaliação quantitativa da vulnerabilidade ao clima, a nível nacional, seja em país desenvolvido ou em desenvolvimento. Ao se incluir, além da situação socioeconômica, aspectos relacionados às doenças infecciosas sensíveis à variação do clima, além de uma variável climática, amplia-se o estudo da vulnerabilidade, de modo a torná-lo mais abrangente. O fato de, na obtenção do índice de vulnerabilidade geral, se destacarem os estados da região Nordeste, se explica pelos baixos indicadores sociais e de saúde das Unidades Federadas desta parte do país. Acrescenta-se a isto a existência de um clima semi-árido, na maior parte da região, que aumenta a vulnerabilidade socioambiental da população, muito embora este aspecto não tenha sido incluído na análise. Os poucos dados, informações e estudos já produzidos, em nível nacional, e avaliações globais, permite tirar as seguintes conclusões, em caráter preliminar, relativas aos possíveis impactos na saúde da população brasileira, oriundos da mudança climática global: 94 a) As projeções relativas aos efeitos na saúde se apóiam basicamente em estudos de séries históricas, já que não existem cenários regionais de saúde desenvolvidos para este fim; b) Os agravos que devem merecer maior atenção para as medidas de adaptação são as doenças infecciosas endêmicas e a morbi-mortalidade resultante de eventos climáticos extremos; c) As doenças infecciosas endêmicas de maior relevância, no Brasil, com relação à mudança climática, são a Malária e a Febre da Dengue, podendo, o clima alterado, tanto aumentar como diminuir a sua incidência, a nível regional; A maior importância destes agravos está relacionada principalmente à sua alta incidência e dificuldade de controle, além da conhecida sensibilidade aos fatores climáticos; d) As regiões mais vulneráveis a efeitos na saúde decorrente de tempestades e inundações são as regiões metropolitanas do litoral que, historicamente, têm apresentado a maior carga de morbi-mortalidade, em função das suas características sociais, demográficas e geográficas; e) As informações existentes que permitiriam fazer inferências sobre possíveis reflexos nutricionais na população, em virtude do clima alterado, são insuficientes. O mesmo deve ser Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas dito sobre o mapeamento da vulnerabilidade e risco à saúde nas populações costeiras, em relação ao provável aumento do nível do mar; f) Os estados com maior índice de vulnerabilidade geral estão na região Nordeste do país, sendo Alagoas o de maior índice, ou seja, o mais vulnerável. Por outro lado, os estados da região Sul do país apresentaram os menores índices de vulnerabilidade geral. O SIG do projeto é estático, permitindo consultas já previamente definidas que esta sendo apresentado em CD. O CD é composto de: abertura numa pagina principal com uma frame contendo links para a FIOCRUZ, ENSP/PMAGS, Ministério de Ciências e Tecnologia e um mapa do Brasil com a sua divisão política administrativa, onde ao se passar o mouse sobre a UF aparecerá: o nome do estado, sua capital e um resumo dos índices referente a referida UF. Para acessar as informações o usuário deve clicar nas opções a partir do pagina principal. Este menu está dividido em cinco partes, quais sejam: principal, vulnerabilidade climatológica, vulnerabilidade socioeconômica, vulnerabilidade epidemiológica e vulnerabilidade geral. Cada uma das partes tem um submenu que facilita o acesso do usuário as consultas. Na página principal tem link para o relatório (texto) disponível em formato PDF (Acrobat Reader®); e os dois diagramas modelo conceitual geral do projeto e modelo conceitual de vulnerabilidade social. Na Vulnerabilidade climatológica permite acessar: os dados, os mapas temáticos e a metodologia. Vulnerabilidade socioeconômica permite acesso aos indicadores socioeconômicos utilizados – matriz de indicadores; mapas temáticos; metodologia e os dados analisados para os municípios. Vulnerabilidade epidemiológica o acesso é semelhante ao da vulnerabilidade socioeconômica. Por fim a vulnerabilidade geral onde contém informações sobre resultados da pesquisa e mapas temáticos referentes aos indicadores de vulnerabilidade de cada módulo Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO 95 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas Capítulo 8 Recomendações e Sugestões Como recomendações principais para que se venha a ter uma melhor perspectiva das implicações da mudança climática global para a saúde da população brasileira, pode-se referir as seguintes: a) Estímulo à elaboração de um “Mapa Integrado de Vulnerabilidade”, a nível nacional, relativo aos possíveis impactos de clima alterado em vários setores da vida social: saúde, agricultura, zona costeira, ecossistemas, energia, etc., visando a identificação de populações, áreas e regiões atualmente de maior risco; b) Apoio à investigação científica com integração do setor saúde com outras áreas de conhecimento (climatologia, agricultura, qualidade da atmosfera, economia, demografia, etc.), visando à construção de cenários brasileiros de impactos para as próximas décadas; c) Maior divulgação do tema mudança climática junto à sociedade brasileira em geral e, em especial, nas instituições de pesquisa em saúde pública e em universidades; d) Instalação de sistemas direcionados de vigilância ambiental, epidemiológica e entomológica em localidades e para situações selecionadas, visando-se a detecção precoce de sinais de efeitos biológicos da mudança do clima (ex. fenologia, distribuição geográfica de espécies, etc.); e) Integração entre bancos de dados da defesa civil (municípios e estados) com órgãos de assistência médica, visando a melhoria na qualidade da registro de agravos a saúde causados por eventos climáticos extremos; f) Avaliações de impactos futuros de mudança climática na saúde devem considerar cenários nacionais de efeitos do clima na produção de alimentos e na poluição atmosférica de grandes áreas urbanas; As projeções sobre a provável magnitude e direcionalidade dos impactos da mudança do clima em determinados agravos devem se feitas em escalas espaciais menores (microrregiões; paisagens, cidades e localidades). 96 Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas Bibliografia ANDO, M. et al. 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FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO 105 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas M.5 - Porcentagem da população de 15 anos ou mais com menos de 4 anos de escolaridade 106 Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas M.6 - Porcentagem de domicílios com abastecimento de água Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO 107 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas M.7 - Porcentagem de domicílios com serviço de esgotamento sanitário 108 Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas M.8 - Porcentagem de domicílios com destino para o lixo Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO 109 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas M.9 - Taxa de Mortalidade Infantil 110 Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas M.10 - Esperança de vida ao nascer Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO 111 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas M.11 - Porcentagem da população com plano de saúde 112 Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas M.12 - Taxas de Incidências de Cólera – 1996 a 2001 Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO 111 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas M.13 - Média anual de internação por Cólera 1996 a 2001 114 Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas M.14 - Média anual de óbitos hospitalares por Cólera 1996 a 2001 Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO 115 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas M.15 - Média anual de custos (R$) hospitalares por internação de Cólera 1996 a 2001 116 Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas M.16 - Taxas de Incidências de Dengue - 1996 a 2001 Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO 111 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas M.17 - Média anual de internação hospitalares por Dengue 1996 a 2001 118 Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas M.18 - Média anual de óbitos hospitalares por Dengue 1996 a 2001 Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO 119 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas M.19 - Média anual de custos (R$) hospitalares por internação de Dengue - 1996 a 2001 120 Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas M.20 - Taxa de Incidências de Malaária – 1996 a 2001 Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO 119 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas M.21 - Média anual de internação por Malária 1996 a 2001 122 Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas M.22 - Média anual de óbitos hospitalares por Malária 1996 a 2001 Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO 123 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas M.23 - Média anual de custos (R$) hospitalares por internação de Malária - 1996 a 2001 124 Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas M.24 - Taxas de Incidências de Leptospirose - 1996 a 2001 Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO 119 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas M.25 - Média anual de internação por Leptospirose 1996 a 2001 126 Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas M.26 - Média anual de óbitos hospitalares por Leptospirose 1996 a 2001 Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO 127 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas M.27 - Média anual de custos (R$) hospitalares por internação de Leptospirose – 1996 a 2001 128 Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas M.28 - Taxas de Incidências de Leishmaniose Tegumentar Americana – 1996 a 2001 Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO 127 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas M.29 - Taxas de Incidências de Leishmaniose Visceral – 1996 a 2001 128 Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas M.30 - Média anual de internações por Leishmanioses 1996 a 2001 Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO 131 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas M.31 - Média anual de óbitos hospitalares por Leishmanioses 1996 a 2001 132 Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas M.32 - Média anual de custos (R$) hospitalares por internação de Leishmanioses – 1996 a 2001 Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO 133 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas M.33 - Taxas de Incidências de Hantavirose 128 Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas M.34 - Percentual de meses com precipitação extrema alta nos Estados do Brasil Período observado: janeiro de 1961 – dezembro de 2002 Exceto Estado do Acre: janeiro de 1970 – dezembro de 2002 Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO 135 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas M.35 - Percentual de meses com precipitação extrema baixa nos Estados do Brasil Período observado: janeiro de 1961 – dezembro de 2002 Exceto Estado do Acre: janeiro de 1970 – dezembro de 2002 136 Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas M.36 - Índice Sintético de Cólera nos Estados Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO 137 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas M.37 - Índice Sintético de Dengue nos Estados 138 Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas M.38 - Índice Sintético de Malária nos Estados Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO 139 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas M.39 - Índice Sintético de Leptospirose nos Estados 140 Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas M.40 - Índice Sintético de Leishmanioses nos Estados Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO 141 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas M.41 - Índice Sintético de Hantavirose nos Estados 142 Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO Hantavírus Leishmanioses Leptospirose Cólera Dengue Malária Morbidade Mortalidade Eventos Climáticos Extremos Renda, Habitação, Escolaridade, Demografia, etc Vulnerabilidad e Atual Ambiente População Situação de saúde conhecida (histórica) PASSADO / PRESENTE Políticas Públicas REDUÇÃO Variabilidade Climática População Vulnerabilidade Futura Situação Situação Situação Situação A B C D Cenários climáticos modelados Ambiente Possível situação de saúde FUTURO Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas D.1 - Modelo Conceitual Geral do Projeto 141 142 Resposta Exposição Atenção Médica Determinantes Imediatos População Eventos Climáticos (“Hazard”) Fatores Informação e Organização Individuais Percepção do Comunitária Risco Morbidade e Mortalidade Aquecimento Global Secas Inundações Tempestades Defesa Civil Percepção do Risco Fatores Individuais lazer Cultura Determinantes Primários trabalho habitação saneamento transporte Poder Político Educação Renda capacidade física etnia sexo idade Tipo e Localização espacial Tipo e qualidade de serviço Características ambientais Vulnerabilidade Perfil Demográfico Infraestrutura Situação Geográfica Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas D.2 - Modelo Conceitual da Vulnerabilidade Social Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO UF Total 1996 157.070.163 1997 159.636.297 1998 161.790.182 RO Rondônia 1.229.306 1.255.538 1.276.181 AC Acre 483.593 500.198 514.059 AM Amazonas 2.389.279 2.460.606 2.520.694 RR Roraima 247.131 254.498 260.701 PA Pará 5.510.849 5.650.708 5.768.451 AP Amapá 379.459 401.906 420.839 TO Tocantins 1.048.642 1.080.749 1.107.806 MA Maranhão 5.222.183 5.295.442 5.356.831 PI Piauí 2.673.085 2.695.950 2.714.928 CE Ceará 6.809.290 6.920.307 7.013.382 RN Rio Grande do Norte 2.558.660 2.594.306 2.624.456 PB Paraíba 3.305.616 3.331.734 3.353.609 PE Pernambuco 7.399.071 7.466.811 7.523.764 AL Alagoas 2.633.251 2.663.049 2.688.112 SE Sergipe 1.624.020 1.657.162 1.684.915 BA Bahia 12.541.675 12.709.713 12.851.265 MA Minas Gerais 16.672.613 16.904.908 17.100.267 ES Espírito Santo 2.802.707 2.853.127 2.895.540 RJ Rio de Janeiro 13.406.308 13.555.652 13.681.431 SP São Paulo 34.119.110 34.752.122 35.283.992 PR Paraná 9.003.804 9.142.202 9.258.789 SC Santa Catarina 4.875.244 4.958.310 5.028.265 RS Rio Grande do Sul 9.634.688 9.762.115 9.867.088 MS Mato Grosso do Sul 1.927.834 1.964.578 1.995.578 MT Mato Grosso 2.235.832 2.287.857 2.331.642 GO Goiás 4.514.967 4.639.734 4.744.193 DF Distrito Federal 1.821.946 1.877.015 1.923.404 Fonte: IBGE/Censos demográficos, contagem populacional e projeções e estimativas demográfica. 1999 2000 2001 163.947.436 169.799.170 172.385.776 1.296.832 527.926 2.580.839 266.914 5.886.463 439.783 1.134.879 5.418.354 2.734.158 7.106.612 2.654.464 3.375.600 7.580.807 2.713.175 1.712.745 12.993.020 17.296.065 2.938.050 13.807.368 35.816.704 9.375.665 5.098.440 9.971.738 2.026.628 2.375.581 4.848.759 1.969.867 1.379.787 557.526 2.812.557 324.397 6.192.307 477.032 1.157.098 5.651.475 2.843.278 7.430.661 2.776.782 3.443.825 7.918.344 2.822.621 1.784.475 13.070.250 17.891.494 3.097.232 14.391.282 37.032.403 9.563.458 5.356.360 10.187.798 2.078.001 2.504.353 5.003.228 2.051.146 1.407.878 574.366 2.900.218 337.253 6.341.711 498.735 1.184.855 5.730.432 2.872.983 7.547.684 2.815.203 3.468.534 8.008.255 2.856.563 1.817.318 13.214.146 18.127.024 3.155.048 14.558.561 37.630.105 9.694.769 5.448.702 10.310.021 2.111.030 2.560.537 5.116.395 2.097.450 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO TABELA A.1 - População por UF e Ano - Período: 1996-2001 145 146 TABELA A.2 - Matriz de Dados Coletados para a Construção do IVSE UF Renda % Domicílios com Densidade de Pessoas por Cômodo >2 Educação Proporção de pobres Saneamento Escolaridade inferior a 4 anos de estudo % domicilio com Abastecimento de água Rede Geral, Poço e Fonte. % domicílios com Esgotamento Sanitário Saúde % domicílios com Lixo com destinos: Coletado, Queimado e Enterrado. Densidade Demográfica Grau de Urbanização RO 5,8 65,0 6,0 29,0 28,0 97,2 84,8 93,7 Taxa de Mortalidade Infantil Esperança de Vida ao Nascer % Pessoas Cobertas por Planos de Saúde 25,9 68,3 3,0 Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO AC 3,7 67,0 13,0 33,0 31,0 87,5 66,0 80,6 35,5 68,3 1,9 AM 1,8 76,0 19,9 36,0 22,0 75,3 75,1 88,6 30,1 68,9 8,6 RR 1,5 78,0 9,1 29,0 33,0 98,0 87,5 90,6 18,7 67,5 4,4 PA 5,0 68,0 14,0 38,0 29,0 87,3 78,5 83,8 29,0 68,7 4,7 AP 3,3 91,0 15,3 16,0 17,0 91,3 71,9 87,6 26,0 69,0 4,2 TO 4,2 71,0 4,9 43,0 36,0 95,7 70,2 85,4 29,9 68,4 2,4 MA 17,0 65,0 5,7 57,0 46,0 82,7 55,5 67,5 49,0 64,8 2,5 PI 11,3 63,0 3,0 53,0 50,0 79,3 56,0 68,4 36,2 65,7 3,4 CE 51,0 75,0 3,9 52,0 42,0 81,3 73,3 74,3 39,8 66,4 9,2 RN 52,3 73,0 2,9 46,0 37,0 86,4 88,3 87,6 44,7 66,4 8,8 PB 61,1 75,0 2,8 55,0 47,0 79,3 76,0 78,0 48,2 64,4 5,9 PE 80,4 75,0 3,4 47,0 38,0 83,0 77,7 78,4 48,0 63,7 9,5 AL 101,5 68,0 4,8 57,0 50,0 78,9 75,8 79,6 62,5 63,2 4,0 SE 81,3 80,0 2,5 45,0 38,0 86,0 83,0 84,4 43,4 67,2 2,7 BA 23,2 67,0 3,5 50,0 44,0 83,8 70,4 78,2 41,0 67,7 6,7 MG 30,5 83,0 1,0 29,0 27,0 97,3 86,7 93,4 22,2 70,4 17,9 ES 67,3 81,0 1,7 32,0 25,0 98,8 85,0 94,3 18,8 70,3 19,3 RJ 328,6 97,0 0,6 16,0 19,0 97,0 89,1 98,1 19,7 67,6 24,9 SP 149,2 94,0 1,6 12,0 18,0 99,1 94,6 99,1 17,3 70,0 35,8 PR 48,0 82,0 1,8 23,0 26,0 99,0 94,2 97,7 19,6 70,3 15,6 SC 56,2 81,0 1,1 13,0 18,0 97,6 91,4 98,0 15,9 71,3 13,5 RS 36,2 81,0 1,4 19,0 19,0 96,4 92,2 97,5 15,1 71,6 10,2 MS 5,8 86,0 2,8 24,0 28,0 98,4 95,8 97,6 23,8 70,4 8,5 MT 2,8 78,0 3,7 26,0 30,0 97,0 89,5 94,9 22,9 69,2 4,7 GO 14,7 88,0 1,0 27,0 28,0 97,4 93,0 95,8 21,9 69,6 7,1 DF 353,5 96,0 2,5 18,0 15,0 95,7 99,2 99,0 19,0 69,0 25,1 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas Demografia Demografia Renda UF Densidade Demográfica RO AC AM RR PA AP TO MA PI CE RN PB PE AL SE BA MG ES RJ SP PR SC RS MS MT GO DF 0,012 0,006 0,001 0,000 0,010 0,005 0,008 0,044 0,028 0,141 0,144 0,169 0,224 0,284 0,227 0,062 0,083 0,187 0,929 0,420 0,132 0,156 0,099 0,012 0,004 0,038 1,000 Grau de Urbanização 0,941 0,882 0,618 0,559 0,853 0,176 0,765 0,941 1,000 0,647 0,706 0,647 0,647 0,853 0,500 0,882 0,412 0,471 0,000 0,088 0,441 0,471 0,471 0,324 0,559 0,265 0,029 ÍNDICE 0,477 0,444 0,309 0,279 0,431 0,091 0,386 0,493 0,514 0,394 0,425 0,408 0,436 0,569 0,363 0,472 0,247 0,329 0,465 0,254 0,287 0,313 0,285 0,168 0,281 0,151 0,515 % Domicílios com Densidade de Pessoas por Cômodo >2 0,280 0,642 1,000 0,440 0,694 0,762 0,223 0,264 0,124 0,171 0,119 0,114 0,145 0,218 0,098 0,150 0,021 0,057 0,000 0,052 0,062 0,026 0,041 0,114 0,161 0,021 0,098 Educação Proporção de pobres 0,378 0,467 0,533 0,378 0,578 0,089 0,689 1,000 0,911 0,889 0,756 0,956 0,778 1,000 0,733 0,844 0,378 0,444 0,089 0,000 0,244 0,022 0,156 0,267 0,311 0,333 0,133 ÍNDICE 0,329 0,555 0,767 0,409 0,636 0,425 0,456 0,632 0,518 0,530 0,437 0,535 0,461 0,609 0,416 0,497 0,199 0,251 0,044 0,026 0,153 0,024 0,099 0,190 0,236 0,177 0,116 Escolaridade inferior a 4 anos de estudo 0,371 0,457 0,200 0,514 0,400 0,057 0,600 0,886 1,000 0,771 0,629 0,914 0,657 1,000 0,657 0,829 0,343 0,286 0,114 0,086 0,314 0,086 0,114 0,371 0,429 0,371 0,000 ÍNDICE 0,371 0,457 0,200 0,514 0,400 0,057 0,600 0,886 1,000 0,771 0,629 0,914 0,657 1,000 0,657 0,829 0,343 0,286 0,114 0,086 0,314 0,086 0,114 0,371 0,429 0,371 0,000 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO TABELA A.3 - Indicadores Padronizados e Cálculo do IVSE 147 148 TABELA A.3 - Continuação: Indicadores Padronizados e Cálculo do IVSE UF Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO RO AC AM RR PA AP TO MA PI CE RN PB PE AL SE BA MG ES RJ SP PR SC RS MS MT GO DF % Domicilio com Abastecimento de água Rede Geral, Poço e Fonte. 0,080 0,487 1,000 0,046 0,496 0,328 0,143 0,689 0,832 0,748 0,534 0,832 0,676 0,849 0,550 0,643 0,076 0,013 0,088 0,000 0,004 0,063 0,113 0,029 0,088 0,071 0,143 Saúde % Domicílios com % Domicílios Lixo com destinos: com Esgotamento Coletado, Queimado Sanitário e Enterrado. 0,330 0,760 0,551 0,268 0,474 0,625 0,664 1,000 0,989 0,593 0,249 0,531 0,492 0,535 0,371 0,659 0,286 0,325 0,231 0,105 0,114 0,178 0,160 0,078 0,222 0,142 0,000 0,171 0,585 0,332 0,269 0,484 0,364 0,434 1,000 0,972 0,785 0,364 0,668 0,655 0,617 0,465 0,661 0,180 0,152 0,032 0,000 0,044 0,035 0,051 0,047 0,133 0,104 0,003 ÍNDICE 0,193 0,611 0,628 0,194 0,485 0,439 0,413 0,896 0,931 0,708 0,382 0,677 0,608 0,667 0,462 0,654 0,181 0,163 0,117 0,035 0,054 0,092 0,108 0,052 0,148 0,106 0,049 Taxa de Mortalidade Infantil 0,228 0,430 0,316 0,076 0,293 0,230 0,312 0,715 0,445 0,521 0,624 0,698 0,694 1,000 0,597 0,546 0,150 0,078 0,097 0,046 0,095 0,017 0,000 0,184 0,165 0,143 0,082 Esperança de Vida ao Nascer 0,393 0,393 0,321 0,488 0,345 0,310 0,381 0,810 0,702 0,619 0,619 0,857 0,940 1,000 0,524 0,464 0,143 0,155 0,476 0,190 0,155 0,036 0,000 0,143 0,286 0,238 0,309 % Pessoas Cobertas por Planos de Saúde ÍNDICE 0,968 1,000 0,802 0,926 0,917 0,932 0,985 0,982 0,956 0,785 0,796 0,882 0,776 0,938 0,976 0,858 0,528 0,487 0,322 0,000 0,596 0,658 0,755 0,805 0,917 0,847 0,316 0,529 0,608 0,480 0,497 0,519 0,491 0,559 0,836 0,701 0,642 0,680 0,812 0,803 0,979 0,699 0,623 0,274 0,240 0,298 0,079 0,282 0,237 0,252 0,377 0,456 0,409 0,236 IVSE 0,38 0,53 0,48 0,38 0,49 0,30 0,48 0,75 0,73 0,61 0,51 0,67 0,59 0,76 0,52 0,62 0,25 0,25 0,21 0,10 0,22 0,15 0,17 0,23 0,31 0,24 0,18 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas Saneamento 1996 UF RO AC AM RR PA AP TO MA PI CE RN PB PE AL SE BA MG ES RJ SP PR SC RS MS MT GO DF Casos 0 26 54 0 1 0 0 27 0 8 28 104 238 401 0 130 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Taxa de Incidência 0,0000 5,3764 2,2601 0,0000 0,0181 0,0000 0,0000 0,5170 0,0000 0,1175 1,0943 3,1462 3,2166 15,2283 0,0000 1,0365 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 1997 Internações Óbitos H. 1 4 23 0 14 1 0 23 2 27 19 66 229 156 6 176 5 0 48 9 9 0 0 0 4 5 5 0 0 0 0 3 0 0 0 0 3 1 1 4 0 0 5 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 Custo internações R$ 90,54 R$ 362,16 R$ 2.082,02 R$ 0,00 R$ 4.383,52 R$ 90,54 R$ 0,00 R$ 2.137,54 R$ 198,04 R$ 2.508,92 R$ 2.275,61 R$ 7.007,20 R$ 21.792,01 R$ 14.202,70 R$ 543,24 R$ 16.995,61 R$ 642,20 R$ 0,00 R$ 57.203,83 R$ 6.243,51 R$ 5.561,25 R$ 0,00 R$ 0,00 R$ 0,00 R$ 334,93 R$ 3.642,96 R$ 3.164,69 Casos 0 0 48 0 0 0 0 0 0 0 0 89 625 1605 295 382 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Taxa de Incidência 0,0000 0,0000 1,9507 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 2,6713 8,3704 60,2688 17,8015 3,0056 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 Internações 0 1 6 1 7 0 1 3 1 7 4 52 276 1567 96 154 5 0 3 8 3 1 59 0 8 1 0 Óbitos Custo internações H. 0 0 0 0 0 0 0 1 0 1 1 0 3 388 0 5 0 0 0 0 0 0 9 0 0 0 0 R$ 0,00 R$ 90,54 R$ 588,50 R$ 90,54 R$ 759,04 R$ 0,00 R$ 90,54 R$ 241,48 R$ 683,02 R$ 633,78 R$ 725,00 R$ 7.487,59 R$ 33.367,63 R$ 7.242.125,82 R$ 8.691,84 R$ 14.287,00 R$ 1.192,09 R$ 0,00 R$ 263,56 R$ 4.446,24 R$ 5.474,51 R$ 201,43 R$ 10.669,32 R$ 0,00 R$ 743,40 R$ 90,54 R$ 0,00 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO TABELA A.4 - Matriz de Dados Coletados para a Construção do Índice Sintético para Cólera 149 150 TABELA A.4 - Matriz de Dados Coletados para a Construção do Índice Sintético para Cólera – Cont. UF Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO RO AC AM RR PA AP TO MA PI CE RN PB PE AL SE BA MG ES RJ SP PR SC RS MS MT GO DF Casos 0 0 17 0 0 0 0 0 0 35 6 294 1161 621 13 598 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Taxa de Óbitos Internações Incidência Hosp.. 0,0000 0 0 0,0000 0 0 0,6744 21 0 0,0000 0 0 0,0000 43 0 0,0000 1 0 0,0000 0 0 0,0000 19 0 0,0000 8 0 0,4990 20 2 0,2286 5 0 8,7666 426 3 15,4311 262 2 23,1017 1190 7 0,7715 13 0 4,6532 398 2 0,0000 132 2 0,0000 1 0 0,0000 7 0 0,0000 231 5 0,0000 56 2 0,0000 8 0 0,0000 86 3 0,0000 43 0 0,0000 4 0 0,0000 13 0 0,0000 0 0 1999 Custo internações R$ 0,00 R$ 0,00 R$ 1.901,34 R$ 0,00 R$ 4.545,91 R$ 113,18 R$ 0,00 R$ 2.885,22 R$ 638,52 R$ 2.086,30 R$ 500,39 R$ 73.509,89 R$ 34.369,81 R$ 233.769,35 R$ 2.444,85 R$ 43.711,55 R$ 24.779,14 R$ 153,05 R$ 1.049,87 R$ 89.637,89 R$ 5.641,07 R$ 1.260,08 R$ 20.554,41 R$ 8.174,04 R$ 538,72 R$ 6.759,06 R$ 0,00 Casos 0 0 0 0 0 0 0 0 0 95 134 917 2260 429 124 319 9 0 2 2 467 0 0 0 0 0 0 Taxa de Óbitos Internações Incidência Hosp. 0,0000 13 0 0,0000 1 0 0,0000 12 1 0,0000 0 0 0,0000 13 3 0,0000 2 0 0,0000 12 2 0,0000 5 0 0,0000 3 0 1,3368 33 0 5,0480 77 1 27,1655 969 9 29,8121 1384 21 15,8116 616 7 7,2397 205 3 2,4552 290 6 0,0520 33 3 0,0000 1 0 0,0145 31 0 0,0056 379 34 4,9810 27 0 0,0000 6 0 0,0000 15 1 0,0000 1 0 0,0000 4 0 0,0000 10 0 0,0000 0 0 Custo internações R$ 2.094,41 R$ 325,78 R$ 1.772,83 R$ 0,00 R$ 3.175,57 R$ 284,85 R$ 5.232,74 R$ 1.065,74 R$ 541,34 R$ 5.853,56 R$ 9.915,80 R$ 163.212,72 R$ 179.387,35 R$ 133.115,65 R$ 27.994,75 R$ 36.970,08 R$ 48.081,98 R$ 127,37 R$ 9.033,78 R$ 458.798,71 R$ 4.569,92 R$ 652,85 R$ 4.487,22 R$ 112,07 R$ 587,48 R$ 1.471,80 R$ 0,00 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas 1998 2000 UF RO AC AM RR PA AP TO MA PI CE RN PB PE AL SE BA MG ES RJ SP PR SC RS MS MT GO DF Casos 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 484 227 16 7 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Taxa de Incidência 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 6,3367 8,2896 0,9192 0,0533 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 2001 Internações Óbitos Hosp. 0 0 4 0 10 0 4 2 19 46 4 22 206 377 39 114 16 2 8 13 3 2 21 2 2 1 6 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 6 2 1 2 1 0 1 1 0 0 0 0 0 0 0 Custo internações R$ 0,00 R$ 0,00 R$ 656,16 R$ 0,00 R$ 1.760,33 R$ 0,00 R$ 1.637,35 R$ 359,35 R$ 3.631,62 R$ 8.422,74 R$ 758,56 R$ 4.136,81 R$ 37.346,86 R$ 102.688,63 R$ 7.341,78 R$ 21.990,91 R$ 3.176,13 R$ 368,51 R$ 3.880,20 R$ 5.111,37 R$ 861,88 R$ 343,66 R$ 7.813,08 R$ 392,63 R$ 429,42 R$ 171,67 R$ 1.139,78 Taxa de Incidência Casos 0 0 0 0 0 0 0 0 0 4 0 0 1 1 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0548 0,0000 0,0000 0,0130 0,0362 0,0565 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 Internações Óbitos Hosp. 0 4 1 1 4 0 2 4 7 173 1 0 19 218 22 30 22 5 50 22 4 20 44 2 5 2 3 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 2 1 0 1 5 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 Custo internações R$ 0,00 R$ 658,82 R$ 164,04 R$ 194,46 R$ 735,52 R$ 0,00 R$ 327,70 R$ 679,37 R$ 1.501,49 R$ 30.715,76 R$ 185,03 R$ 0,00 R$ 4.166,43 R$ 80.113,54 R$ 3.749,07 R$ 5.178,25 R$ 4.211,69 R$ 819,20 R$ 8.850,80 R$ 5.065,75 R$ 1.268,22 R$ 6.248,83 R$ 32.718,71 R$ 664,45 R$ 7.074,13 R$ 80,76 R$ 0,00 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO TABELA A.4 - Matriz de Dados Coletados para a Construção do Índice Sintético para Cólera – Cont. 151 152 TABELA A.5 - Matriz de Dados Utilizados para a Construção do Índice Sintético para Cólera UF Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO RO AC AM RR PA AP TO MA PI CE RN PB PE AL SE BA MG ES RJ SP PR SC RS MS MT GO DF Taxa de Incidência 0,0000 5,3764 2,2601 0,0000 0,0181 0,0000 0,0000 0,5170 0,0000 0,1175 1,0943 3,1462 3,2166 15,2283 0,0000 1,0365 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 Internações 0,12 0,48 2,76 0,00 1,68 0,12 0,00 2,76 0,24 3,25 2,28 7,93 27,52 18,75 0,72 21,15 0,60 0,00 5,77 1,08 1,08 0,00 0,00 0,00 0,48 0,60 0,60 1997 Óbitos H. 0,00 0,00 0,00 0,00 16,67 0,00 0,00 0,00 0,00 16,67 5,56 5,56 22,22 0,00 0,00 27,78 0,00 0,00 0,00 0,00 5,56 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Custo internações 0,06 0,24 1,37 0,00 2,89 0,06 0,00 1,41 0,13 1,66 1,50 4,63 14,39 9,38 0,36 11,22 0,42 0,00 37,77 4,12 3,67 0,00 0,00 0,00 0,22 2,41 2,09 Taxa de Incidência 0,0000 0,0000 1,9507 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 2,6713 8,3704 60,2688 17,8015 3,0056 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 Internações 0,00 0,00 1,58 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 2,92 20,53 52,73 9,69 12,55 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Óbitos H. 0,00 0,00 2,07 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 2,84 8,90 64,07 18,92 3,20 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Custo internações 0,00 0,04 0,27 0,04 0,31 0,00 0,04 0,13 0,04 0,31 0,18 2,30 12,19 69,21 4,24 6,80 0,22 0,00 0,13 0,35 0,13 0,04 2,61 0,00 0,35 0,04 0,00 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas 1996 1998 UF RO AC AM RR PA AP TO MA PI CE RN PB PE AL SE BA MG ES RJ SP PR SC RS MS MT GO DF Taxa de Incidência 0,0000 0,0000 0,6744 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,4990 0,2286 8,7666 15,4311 23,1017 0,7715 4,6532 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 Internações 0,00 0,00 0,01 0,00 0,01 0,00 0,00 0,00 0,01 0,01 0,01 0,10 0,46 98,76 0,12 0,19 0,02 0,00 0,00 0,06 0,07 0,00 0,15 0,00 0,01 0,00 0,00 1999 Óbitos H. 0,79 0,32 1,56 0,16 3,57 0,26 0,68 3,31 1,68 4,33 1,62 2,07 4,65 1,66 1,04 7,94 10,57 1,79 8,46 21,81 5,72 3,11 6,10 1,44 1,23 2,93 1,19 Custo internações 0,00 0,00 0,62 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 1,28 0,22 10,71 42,30 22,62 0,47 21,79 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Taxa de Incidência 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 1,3368 5,0480 27,1655 29,8121 15,8116 7,2397 2,4552 0,0520 0,0000 0,0145 0,0056 4,9810 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 Internações 0,00 0,00 0,70 0,00 1,44 0,03 0,00 0,64 0,27 0,67 0,17 14,26 8,77 39,84 0,44 13,32 4,42 0,03 0,23 7,73 1,87 0,27 2,88 1,44 0,13 0,44 0,00 Óbitos H. 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 7,14 0,00 10,71 7,14 25,00 0,00 7,14 7,14 0,00 0,00 17,86 7,14 0,00 10,71 0,00 0,00 0,00 0,00 Custo internações 0,00 0,00 0,34 0,00 0,81 0,02 0,00 0,52 0,11 0,37 0,09 13,15 6,15 41,82 0,44 7,82 4,43 0,03 0,19 16,03 1,01 0,23 3,68 1,46 0,10 1,21 0,00 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO TABELA A.5 - Matriz de Dados Utilizados para a Construção do Índice Sintético para Cólera – Cont. 153 154 TABELA A.5 - Matriz de Dados Utilizados para a Construção do Índice Sintético para Cólera – Cont. UF Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO RO AC AM RR PA AP TO MA PI CE RN PB PE AL SE BA MG ES RJ SP PR SC RS MS MT GO DF Taxa de Incidência 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 6,3367 8,2896 0,9192 0,0533 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 Internações 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 2,00 2,82 19,27 47,50 9,02 2,61 6,70 0,19 0,00 0,04 0,04 9,82 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 2001 Óbitos H. 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 1,42 5,37 28,92 31,74 16,83 7,71 2,61 0,06 0,00 0,02 0,01 5,30 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Custo internações 0,31 0,02 0,29 0,00 0,31 0,05 0,29 0,12 0,07 0,80 1,86 23,39 33,41 14,87 4,95 7,00 0,80 0,02 0,75 9,15 0,65 0,14 0,36 0,02 0,10 0,24 0,00 Taxa de Incidência 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0548 0,0000 0,0000 0,0130 0,0362 0,0565 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 Internações 0,19 0,03 0,16 0,00 0,29 0,03 0,48 0,10 0,05 0,53 0,90 14,85 16,32 12,11 2,55 3,36 4,38 0,01 0,82 41,75 0,42 0,06 0,41 0,01 0,05 0,13 0,00 Óbitos H. 0,79 0,33 1,59 0,16 3,61 0,28 0,70 3,30 1,66 4,33 1,62 2,05 4,60 1,65 1,05 7,91 10,53 1,79 8,39 21,88 5,71 3,11 6,07 1,46 1,24 2,98 1,21 Custo internações 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 65,94 30,93 2,18 0,95 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas 2000 1996 UF RO AC AM RR PA AP TO MA PI CE RN PB PE AL SE BA MG ES RJ SP PR SC RS MS MT GO DF Taxa de Incidência 0,000 0,353 0,148 0,000 0,001 0,000 0,000 0,034 0,000 0,008 0,072 0,207 0,211 1,000 0,000 0,068 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 Internações 0,004 0,017 0,100 0,000 0,061 0,004 0,000 0,100 0,009 0,118 0,083 0,288 1,000 0,681 0,026 0,769 0,022 0,000 0,210 0,039 0,039 0,000 0,000 0,000 0,017 0,022 0,022 1997 Óbitos H. 0,000 0,000 0,000 0,000 0,600 0,000 0,000 0,000 0,000 0,600 0,200 0,200 0,800 0,000 0,000 1,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,200 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 Custo internações 0,002 0,006 0,036 0,000 0,077 0,002 0,000 0,037 0,003 0,044 0,040 0,122 0,381 0,248 0,009 0,297 0,011 0,000 1,000 0,109 0,097 0,000 0,000 0,000 0,006 0,064 0,055 Taxa de Incidência 0,000 0,000 0,032 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,044 0,139 1,000 0,295 0,050 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 Internações 0,000 0,000 0,030 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,055 0,389 1,000 0,184 0,238 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 Óbitos H. 0,000 0,000 0,032 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,044 0,139 1,000 0,295 0,050 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 Custo internações 0,000 0,001 0,004 0,001 0,004 0,000 0,001 0,002 0,001 0,004 0,003 0,033 0,176 1,000 0,061 0,098 0,003 0,000 0,002 0,005 0,002 0,001 0,038 0,000 0,005 0,001 0,000 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO TABELA A.6 - Indicadores Padronizados e Cálculo do Índice Sintético para Cólera 155 156 TABELA A.6 - Indicadores Padronizados e Cálculo do Índice Sintético para Cólera – Cont. UF Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO RO AC AM RR PA AP TO MA PI CE RN PB PE AL SE BA MG ES RJ SP PR SC RS MS MT GO DF Taxa de Incidência 0,000 0,000 0,029 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,022 0,010 0,379 0,668 1,000 0,033 0,201 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 Internações 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,001 0,005 1,000 0,001 0,002 0,000 0,000 0,000 0,001 0,001 0,000 0,001 0,000 0,000 0,000 0,000 1999 Óbitos H. 0,029 0,007 0,065 0,000 0,157 0,005 0,024 0,146 0,070 0,193 0,067 0,088 0,207 0,069 0,041 0,359 0,481 0,075 0,383 1,000 0,257 0,136 0,274 0,059 0,050 0,128 0,048 Custo internações 0,000 0,000 0,015 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,030 0,005 0,253 1,000 0,535 0,011 0,515 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 Taxa de Incidência 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,045 0,169 0,911 1,000 0,530 0,243 0,082 0,002 0,000 0,000 0,000 0,167 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 Internações 0,000 0,000 0,018 0,000 0,036 0,001 0,000 0,016 0,007 0,017 0,004 0,358 0,220 1,000 0,011 0,334 0,111 0,001 0,006 0,194 0,047 0,007 0,072 0,036 0,003 0,011 0,000 Óbitos H. 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,286 0,000 0,429 0,286 1,000 0,000 0,286 0,286 0,000 0,000 0,714 0,286 0,000 0,429 0,000 0,000 0,000 0,000 Custo internações 0,000 0,000 0,008 0,000 0,019 0,000 0,000 0,012 0,003 0,009 0,002 0,314 0,147 1,000 0,010 0,187 0,106 0,001 0,004 0,383 0,024 0,005 0,088 0,035 0,002 0,029 0,000 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas 1998 2000 UF RO AC AM RR PA AP TO MA PI CE RN PB PE AL SE BA MG ES RJ SP PR SC RS MS MT GO DF Taxa de Incidência 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,764 1,000 0,111 0,006 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 Internações 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,042 0,059 0,406 1,000 0,190 0,055 0,141 0,004 0,000 0,001 0,001 0,207 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 2001 Óbitos H. 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,045 0,169 0,911 1,000 0,530 0,243 0,082 0,002 0,000 0,000 0,000 0,167 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 Custo internações 0,009 0,001 0,009 0,000 0,009 0,001 0,009 0,004 0,002 0,024 0,056 0,700 1,000 0,445 0,148 0,210 0,024 0,001 0,022 0,274 0,020 0,004 0,011 0,001 0,003 0,007 0,000 Taxa de Incidência 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,970 0,000 0,000 0,230 0,640 1,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 Internações 0,005 0,001 0,004 0,000 0,007 0,001 0,011 0,002 0,001 0,013 0,022 0,356 0,391 0,290 0,061 0,081 0,105 0,000 0,020 1,000 0,010 0,001 0,010 0,000 0,001 0,003 0,000 Óbitos H. 0,029 0,007 0,066 0,000 0,159 0,005 0,025 0,144 0,069 0,192 0,067 0,087 0,204 0,068 0,041 0,357 0,477 0,075 0,379 1,000 0,256 0,136 0,272 0,059 0,049 0,130 0,048 Custo internações 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 1,000 0,469 0,033 0,014 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 ÍINDICE 0,003 0,016 0,025 0,000 0,047 0,001 0,003 0,021 0,007 0,111 0,043 0,258 0,515 0,654 0,121 0,226 0,068 0,006 0,084 0,197 0,074 0,012 0,050 0,008 0,006 0,016 0,007 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO TABELA A.6 - Indicadores Padronizados e Cálculo do Índice Sintético para Cólera – Cont. 157 158 TABELA: A.7 - Matriz de Dados Coletados para a Construção do Índice Sintético de Dengue UF Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO RO AC AM RR PA AP TO MA PI CE RN PB PE AL SE BA MG ES RJ SP PR SC RS MS MT GO DF Casos 0 0 0 409 321 0 1965 6312 5777 2099 6608 12068 22722 2596 3162 64435 5250 5715 16.225 7104 5201 3 9 3364 6016 6316 64 Taxa de Incidência 0,0000 0,0000 0,0000 165,4993 5,8249 0,0000 187,3852 120,8690 216,1173 30,8255 258,2602 365,0757 307,0926 98,5854 194,7020 513,7671 31,4888 203,9100 121,0251 20,8212 57,7645 0,0615 0,0934 150,4585 312,0601 139,8903 3,5127 Internações 0 0 0 0 7 0 47 3 2 8 194 22 9 11 2 104 6 2 29 33 6 0 0 5 11 3 1 1997 Óbitos H. 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Custo internações R$ 0,00 R$ 0,00 R$ 0,00 R$ 0,00 R$ 575,89 R$ 0,00 R$ 4.023,94 R$ 176,63 R$ 106,75 R$ 1.664,93 R$ 13.684,78 R$ 1.876,60 R$ 1.557,37 R$ 1.082,63 R$ 170,60 R$ 7.515,65 R$ 388,56 R$ 42,90 R$ 1.355,96 R$ 3.288,45 R$ 606,89 R$ 0,00 R$ 0,00 R$ 234,95 R$ 1.301,36 R$ 262,26 R$ 32,17 Casos 55 0 0 380 20877 0 862 6102 2841 6590 25579 52701 40277 7666 11187 45453 5355 12934 2304 2040 716 5 0 4985 3562 3709 709 Taxa de Incidência 4,3806 0,0000 0,0000 149,3130 369,4599 0,0000 79,7592 115,2310 105,3832 95,2272 985,9540 1581,8179 539,4164 287,8631 675,0690 357,6233 31,6771 453,3318 16,9966 5,8701 7,8318 0,1008 0,0000 217,8905 181,3089 79,9390 37,7727 Internações 0 0 0 0 119 0 161 35 12 64 241 227 373 18 44 489 27 6 12 43 1 0 0 9 5 9 1 Óbitos H. 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 4 0 4 0 1 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 Custo internações R$ 0,00 R$ 0,00 R$ 0,00 R$ 0,00 R$ 10.435,32 R$ 0,00 R$ 13.782,09 R$ 2.893,72 R$ 983,07 R$ 5.754,02 R$ 21.150,11 R$ 19.436,56 R$ 36.687,89 R$ 1.584,28 R$ 3.689,35 R$ 41.451,43 R$ 2.556,86 R$ 768,54 R$ 874,51 R$ 3.484,87 R$ 21,45 R$ 0,00 R$ 0,00 R$ 461,52 R$ 409,05 R$ 703,85 R$ 159,83 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas 1996 1998 UF RO AC AM RR PA AP TO MA PI CE RN PB PE AL SE BA MG ES RJ SP PR SC RS MS MT GO DF Casos 23 0 13894 258 10934 0 1883 12171 14626 13389 17850 58612 83508 9078 27311 21896 147402 39216 32382 31303 2702 140 107 2578 8787 6412 2775 Taxa de Incidência 1,8023 0,0000 551,1996 98,9624 189,5475 0,0000 169,9761 227,2043 538,7111 190,9066 680,1562 1747,7213 1109,9245 337,7085 1620,8761 170,3801 861,9842 1354,3555 236,6861 88,7171 29,1830 2,7842 1,0844 110,5649 440,3236 135,1552 144,1254 Internações 3 0 10 1 710 2 125 437 291 43 558 342 763 96 711 1461 217 53 113 97 17 1 2 20 262 11 6 1999 Óbitos H. 0 0 0 0 3 0 2 1 0 1 0 3 2 1 0 2 2 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 Custo internações R$ 364,02 R$ 0,00 R$ 1.382,25 R$ 122,07 R$ 68.075,48 R$ 112,12 R$ 11.543,13 R$ 42.271,18 R$ 34.766,56 R$ 4.513,49 R$ 57.672,82 R$ 41.048,21 R$ 82.994,59 R$ 9.169,47 R$ 64.877,89 R$ 141.429,96 R$ 19.421,22 R$ 7.560,30 R$ 9.456,51 R$ 9.515,22 R$ 1.646,12 R$ 85,30 R$ 213,26 R$ 2.057,91 R$ 25.140,58 R$ 988,23 R$ 514,33 Casos 979 3 5548 3978 2613 316 1992 4691 2252 16289 19567 13509 34414 1167 11799 7892 16312 634 9083 40686 1353 45 57 8207 2662 2550 696 Taxa de Incidência 75,4903 0,5682 2078,5098 1490,3230 44,3901 71,8539 175,5228 86,5762 82,3656 229,2093 737,1254 400,1945 453,9611 43,0119 688,8777 60,7403 94,3111 21,5789 65,7838 113,5949 14,4311 0,8826 0,5716 345,4780 131,3530 52,5911 35,3323 Internações 3 0 27 8 772 2 132 1238 64 78 569 250 576 32 595 772 142 6 89 180 6 2 0 62 119 16 8 Óbitos H. 0 0 1 0 0 0 0 1 0 1 2 1 3 0 2 0 3 0 1 0 0 0 0 0 1 0 0 Custo internações R$ 327,84 R$ 0,00 R$ 3.383,69 R$ 760,52 R$ 105.111,42 R$ 229,60 R$ 16.774,24 R$ 153.639,95 R$ 8.678,70 R$ 10.534,84 R$ 68.573,76 R$ 31.158,33 R$ 81.330,69 R$ 3.760,73 R$ 71.231,45 R$ 90.420,77 R$ 18.439,11 R$ 678,47 R$ 11.388,94 R$ 20.746,19 R$ 776,93 R$ 280,18 R$ 0,00 R$ 10.215,40 R$ 15.087,04 R$ 1.981,35 R$ 694,73 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO TABELA: A.7 - Matriz de Dados Coletados para a Construção do Índice Sintético de Dengue – Cont. 159 160 TABELA: A.7 - Matriz de Dados Coletados para a Construção do Índice Sintético de Dengue – Cont. UF Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO RO AC AM RR PA AP TO MA PI CE RN PB PE AL SE BA MG ES RJ SP PR SC RS MS MT GO DF Casos 3635 2316 6411 7295 8218 50 2923 4339 7336 20904 17121 22804 27949 1467 8676 10899 26361 19483 4281 15445 4676 41 43 6833 6737 2597 1030 Taxa de Incidência 275,8775 427,4064 242,7259 2670,5960 136,8560 10,8981 251,5307 79,1779 266,4368 290,3266 637,7220 671,1652 365,9156 53,5719 498,4147 82,9751 150,7006 653,6320 30,7239 42,4881 49,2584 0,7932 0,4267 282,4031 327,3990 52,4260 51,0787 Internações 18 9 17 1 3961 1 84 1239 456 98 572 1643 546 23 494 996 292 57 34 65 22 4 5 122 450 41 4 2001 Óbitos H. Custo internações 1 0 0 0 4 0 0 2 3 2 1 1 1 0 0 1 3 3 0 0 0 0 0 0 1 1 0 R$ 3.621,66 R$ 1.594,70 R$ 3.301,20 R$ 171,67 R$ 693.808,52 R$ 234,27 R$ 15.001,01 R$ 217.775,41 R$ 79.318,55 R$ 19.721,67 R$ 98.699,71 R$ 285.304,71 R$ 103.580,98 R$ 4.023,45 R$ 85.443,21 R$ 173.462,86 R$ 54.561,42 R$ 10.524,35 R$ 5.818,09 R$ 12.888,10 R$ 3.542,26 R$ 782,29 R$ 865,67 R$ 21.205,49 R$ 79.120,58 R$ 7.403,82 R$ 700,27 Casos 1652 2721 19483 3916 10423 2560 4174 6683 10637 48101 32343 10658 14538 2037 2958 32479 29213 7293 68438 51177 3656 123 98 9848 2716 9945 2895 Taxa de Incidência 123,4237 489,4924 721,0700 1401,4193 170,2028 535,6668 350,9285 120,5860 383,6341 659,4403 1191,2352 311,6510 188,9113 73,7060 167,2324 244,6030 165,1417 241,2010 486,7286 138,7336 38,0413 2,3475 0,9624 471,4150 110,2334 196,5757 140,3046 Internações 209 192 17 18 5823 43 398 3072 1160 1388 2696 1643 836 60 628 2696 745 64 1106 469 24 4 5 269 362 170 27 Óbitos H. 0 0 0 0 1 0 1 1 1 5 1 1 3 0 3 4 5 0 12 3 0 0 0 1 1 1 0 Custo internações R$ 36.539,28 R$ 33.563,84 R$ 3.301,20 R$ 3.165,21 R$ 1.014.552,94 R$ 7.221,51 R$ 69.872,59 R$ 530.915,31 R$ 204.268,33 R$ 249.932,66 R$ 474.683,29 R$ 285.304,71 R$ 151.831,72 R$ 10.466,00 R$ 111.094,66 R$ 469.034,92 R$ 139.450,92 R$ 10.998,45 R$ 202.222,06 R$ 77.860,11 R$ 4.189,05 R$ 754,92 R$ 867,75 R$ 52.534,62 R$ 63.721,48 R$ 29.378,07 R$ 4.181,45 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas 2000 1996 UF RO AC AM RR PA AP TO MA PI CE RN PB PE AL SE BA MG ES RJ SP PR SC RS MS MT GO DF Taxa de Incidência 0,0000 0,0000 0,0000 165,4993 5,8249 0,0000 187,3852 120,8690 216,1173 30,8255 258,2602 365,0757 307,0926 98,5854 194,7020 513,7671 31,4888 203,9100 121,0251 20,8212 57,7645 0,0615 0,0934 150,4585 312,0601 139,8903 3,5127 Internações 0,00 0,00 0,00 0,00 1,39 0,00 9,31 0,59 0,40 1,58 38,42 4,36 1,78 2,18 0,40 20,59 1,19 0,40 5,74 6,53 1,19 0,00 0,00 0,99 2,18 0,59 0,20 1997 Óbitos H. Custo internações 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 50,00 0,00 0,00 50,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 1,44 0,00 10,07 0,44 0,27 4,17 34,26 4,70 3,90 2,71 0,43 18,81 0,97 0,11 3,39 8,23 1,52 0,00 0,00 0,59 3,26 0,66 0,08 Taxa de Incidência 4,3806 0,0000 0,0000 149,3130 369,4599 0,0000 79,7592 115,2310 105,3832 95,2272 985,9540 1581,8179 539,4164 287,8631 675,0690 357,6233 31,6771 453,3318 16,9966 5,8701 7,8318 0,1008 0,0000 217,8905 181,3089 79,9390 37,7727 Internações 0,00 0,00 0,00 0,00 6,28 0,00 8,49 1,85 0,63 3,38 12,71 11,97 19,67 0,95 2,32 25,79 1,42 0,32 0,63 2,27 0,05 0,00 0,00 0,47 0,26 0,47 0,05 Óbitos H. Custo internações 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 40,00 0,00 40,00 0,00 10,00 0,00 0,00 0,00 10,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 6,24 0,00 8,24 1,73 0,59 3,44 12,64 11,62 21,93 0,95 2,21 24,78 1,53 0,46 0,52 2,08 0,01 0,00 0,00 0,28 0,24 0,42 0,10 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO TABELA: A.8 - Matriz de Dados Utilizados para a Construção do Índice Sintético de Dengue 161 162 TABELA: A.8 - Matriz de Dados Utilizados para a Construção do Índice Sintético de Dengue – Cont. UF Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO RO AC AM RR PA AP TO MA PI CE RN PB PE AL SE BA MG ES RJ SP PR SC RS MS MT GO DF Taxa de Incidência 1,8023 0,0000 551,1996 98,9624 189,5475 0,0000 169,9761 227,2043 538,7111 190,9066 680,1562 1747,7213 1109,9245 337,7085 1620,8761 170,3801 861,9842 1354,3555 236,6861 88,7171 29,1830 2,7842 1,0844 110,5649 440,3236 135,1552 144,1254 Internações 0,05 0,00 0,16 0,02 11,18 0,03 1,97 6,88 4,58 0,68 8,78 5,38 12,01 1,51 11,19 23,00 3,42 0,83 1,78 1,53 0,27 0,02 0,03 0,31 4,12 0,17 0,09 1999 Óbitos H. Custo internações 0,00 0,00 0,00 0,00 16,67 0,00 11,11 5,56 0,00 5,56 0,00 16,67 11,11 5,56 0,00 11,11 11,11 0,00 5,56 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,06 0,00 0,22 0,02 10,69 0,02 1,81 6,64 5,46 0,71 9,05 6,44 13,03 1,44 10,19 22,20 3,05 1,19 1,48 1,49 0,26 0,01 0,03 0,32 3,95 0,16 0,08 Taxa de Incidência 75,4903 0,5682 2078,5098 1490,3230 44,3901 71,8539 175,5228 86,5762 82,3656 229,2093 737,1254 400,1945 453,9611 43,0119 688,8777 60,7403 94,3111 21,5789 65,7838 113,5949 14,4311 0,8826 0,5716 345,4780 131,3530 52,5911 35,3323 Internações 0,05 0,00 0,47 0,14 13,43 0,03 2,30 21,54 1,11 1,36 9,90 4,35 10,02 0,56 10,35 13,43 2,47 0,10 1,55 3,13 0,10 0,03 0,00 1,08 2,07 0,28 0,14 Óbitos H. Custo internações 0,00 0,00 6,25 0,00 0,00 0,00 0,00 6,25 0,00 6,25 12,50 6,25 18,75 0,00 12,50 0,00 18,75 0,00 6,25 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 6,25 0,00 0,00 0,05 0,00 0,47 0,10 14,47 0,03 2,31 21,16 1,20 1,45 9,44 4,29 11,20 0,52 9,81 12,45 2,54 0,09 1,57 2,86 0,11 0,04 0,00 1,41 2,08 0,27 0,10 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas 1998 2000 UF RO AC AM RR PA AP TO MA PI CE RN PB PE AL SE BA MG ES RJ SP PR SC RS MS MT GO DF Taxa de Incidência 275,8775 427,4064 242,7259 2670,5960 136,8560 10,8981 251,5307 79,1779 266,4368 290,3266 637,7220 671,1652 365,9156 53,5719 498,4147 82,9751 150,7006 653,6320 30,7239 42,4881 49,2584 0,7932 0,4267 282,4031 327,3990 52,4260 51,0787 Internações 0,16 0,08 0,15 0,01 35,20 0,01 0,75 11,01 4,05 0,87 5,08 14,60 4,85 0,20 4,39 8,85 2,59 0,51 0,30 0,58 0,20 0,04 0,04 1,08 4,00 0,36 0,04 2001 Óbitos H. Custo internações 4,17 0,00 0,00 0,00 16,67 0,00 0,00 8,33 12,50 8,33 4,17 4,17 4,17 0,00 0,00 4,17 12,50 12,50 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 4,17 4,17 0,00 0,18 0,08 0,17 0,01 35,00 0,01 0,76 10,99 4,00 0,99 4,98 14,39 5,22 0,20 4,31 8,75 2,75 0,53 0,29 0,65 0,18 0,04 0,04 1,07 3,99 0,37 0,04 Taxa de Incidência 123,4237 489,4924 721,0700 1401,4193 170,2028 535,6668 350,9285 120,5860 383,6341 659,4403 1191,2352 311,6510 188,9113 73,7060 167,2324 244,6030 165,1417 241,2010 486,7286 138,7336 38,0413 2,3475 0,9624 471,4150 110,2334 196,5757 140,3046 Internações 0,87 0,80 0,07 0,07 24,14 0,18 1,65 12,73 4,81 5,75 11,18 6,81 3,47 0,25 2,60 11,18 3,09 0,27 4,58 1,94 0,10 0,02 0,02 1,12 1,50 0,70 0,11 Óbitos H. Custo internações 0,00 0,00 0,00 0,00 2,27 0,00 2,27 2,27 2,27 11,36 2,27 2,27 6,82 0,00 6,82 9,09 11,36 0,00 27,27 6,82 0,00 0,00 0,00 2,27 2,27 2,27 0,00 0,86 0,79 0,08 0,07 23,92 0,17 1,65 12,52 4,82 5,89 11,19 6,73 3,58 0,25 2,62 11,06 3,29 0,26 4,77 1,84 0,10 0,02 0,02 1,24 1,50 0,69 0,10 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO TABELA: A.8 - Matriz de Dados Utilizados para a Construção do Índice Sintético de Dengue – Cont. 163 164 TABELA: A.9 - Indicadores Padronizados e Cálculo do Índice Sintético de Dengue 1997 Taxa de Incidência Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO RO AC AM RR PA AP TO MA PI CE RN PB PE AL SE BA MG ES RJ SP PR SC RS MS MT GO DF 0,000 0,000 0,000 0,322 0,011 0,000 0,365 0,235 0,421 0,060 0,503 0,711 0,598 0,192 0,379 1,000 0,061 0,397 0,236 0,041 0,112 0,000 0,000 0,293 0,607 0,272 0,007 Internações 0,000 0,000 0,000 0,000 0,036 0,000 0,242 0,015 0,010 0,041 1,000 0,113 0,046 0,057 0,010 0,536 0,031 0,010 0,149 0,170 0,031 0,000 0,000 0,026 0,057 0,015 0,005 Óbitos H. 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 1,000 0,000 0,000 1,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 Custo internações 0,000 0,000 0,000 0,000 0,042 0,000 0,294 0,013 0,008 0,122 1,000 0,137 0,114 0,079 0,012 0,549 0,028 0,003 0,099 0,240 0,044 0,000 0,000 0,017 0,095 0,019 0,002 Taxa de Incidência 0,003 0,000 0,000 0,094 0,234 0,000 0,050 0,073 0,067 0,060 0,623 1,000 0,341 0,182 0,427 0,226 0,020 0,287 0,011 0,004 0,005 0,000 0,000 0,138 0,115 0,051 0,024 Internações 0,000 0,000 0,000 0,000 0,243 0,000 0,329 0,072 0,025 0,131 0,493 0,464 0,763 0,037 0,090 1,000 0,055 0,012 0,025 0,088 0,002 0,000 0,000 0,018 0,010 0,018 0,002 Óbitos H. 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 1,000 0,000 1,000 0,000 0,250 0,000 0,000 0,000 0,250 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 Custo internações 0,000 0,000 0,000 0,000 0,252 0,000 0,332 0,070 0,024 0,139 0,510 0,469 0,885 0,038 0,089 1,000 0,062 0,019 0,021 0,084 0,001 0,000 0,000 0,011 0,010 0,017 0,004 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas 1996 UF 1998 1999 UF Taxa de Incidência 165 RO AC AM RR PA AP TO MA PI CE RN PB PE AL SE BA MG ES RJ SP PR SC RS MS MT GO DF 0,001 0,000 0,315 0,057 0,108 0,000 0,097 0,130 0,308 0,109 0,389 1,000 0,635 0,193 0,927 0,097 0,493 0,775 0,135 0,051 0,017 0,002 0,001 0,063 0,252 0,077 0,082 Internações 0,002 0,000 0,007 0,001 0,486 0,001 0,086 0,299 0,199 0,029 0,382 0,234 0,522 0,066 0,487 1,000 0,149 0,036 0,077 0,066 0,012 0,001 0,001 0,014 0,179 0,008 0,004 Óbitos H. 0,000 0,000 0,000 0,000 1,000 0,000 0,667 0,333 0,000 0,333 0,000 1,000 0,667 0,333 0,000 0,667 0,667 0,000 0,333 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 Custo internações 0,003 0,000 0,010 0,001 0,481 0,001 0,082 0,299 0,246 0,032 0,408 0,290 0,587 0,065 0,459 1,000 0,137 0,053 0,067 0,067 0,012 0,001 0,002 0,015 0,178 0,007 0,004 Taxa de Incidência 0,036 0,000 1,000 0,717 0,021 0,034 0,084 0,041 0,039 0,110 0,354 0,192 0,218 0,020 0,331 0,029 0,045 0,010 0,031 0,054 0,007 0,000 0,000 0,166 0,063 0,025 0,017 Internações 0,002 0,000 0,022 0,006 0,624 0,002 0,107 1,000 0,052 0,063 0,460 0,202 0,465 0,026 0,481 0,624 0,115 0,005 0,072 0,145 0,005 0,002 0,000 0,050 0,096 0,013 0,006 Óbitos H. 0,000 0,000 0,333 0,000 0,000 0,000 0,000 0,333 0,000 0,333 0,667 0,333 1,000 0,000 0,667 0,000 1,000 0,000 0,333 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,333 0,000 0,000 Custo internações 0,002 0,000 0,022 0,005 0,684 0,001 0,109 1,000 0,056 0,069 0,446 0,203 0,529 0,024 0,464 0,589 0,120 0,004 0,074 0,135 0,005 0,002 0,000 0,066 0,098 0,013 0,005 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO TABELA: A.9 - Indicadores Padronizados e Cálculo do Índice Sintético de Dengue - cont. 166 TABELA: A.9 - Indicadores Padronizados e Cálculo do Índice Sintético de Dengue - cont. 2001 UF INDICE Taxa de Incidência Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO RO AC AM RR PA AP TO MA PI CE RN PB PE AL SE BA MG ES RJ SP PR SC RS MS MT GO DF 0,103 0,160 0,091 1,000 0,051 0,004 0,094 0,029 0,100 0,109 0,239 0,251 0,137 0,020 0,187 0,031 0,056 0,245 0,011 0,016 0,018 0,000 0,000 0,106 0,122 0,019 0,019 Internações 0,004 0,002 0,004 0,000 1,000 0,000 0,021 0,313 0,115 0,024 0,144 0,415 0,138 0,006 0,124 0,251 0,073 0,014 0,008 0,016 0,005 0,001 0,001 0,031 0,113 0,010 0,001 Óbitos H. 0,250 0,000 0,000 0,000 1,000 0,000 0,000 0,500 0,750 0,500 0,250 0,250 0,250 0,000 0,000 0,250 0,750 0,750 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,250 0,250 0,000 Custo internações Taxa de Incidência 0,005 0,002 0,005 0,000 1,000 0,000 0,021 0,314 0,114 0,028 0,142 0,411 0,149 0,006 0,123 0,250 0,078 0,015 0,008 0,018 0,005 0,001 0,001 0,030 0,114 0,010 0,001 0,087 0,349 0,514 1,000 0,121 0,382 0,250 0,085 0,273 0,470 0,850 0,222 0,134 0,052 0,119 0,174 0,117 0,172 0,347 0,098 0,026 0,001 0,000 0,336 0,078 0,140 0,099 Internações 0,035 0,032 0,002 0,002 1,000 0,007 0,068 0,527 0,199 0,238 0,463 0,282 0,143 0,010 0,107 0,463 0,127 0,010 0,189 0,080 0,003 0,000 0,000 0,046 0,062 0,029 0,004 Óbitos H. 0,000 0,000 0,000 0,000 0,083 0,000 0,083 0,083 0,083 0,417 0,083 0,083 0,250 0,000 0,250 0,333 0,417 0,000 1,000 0,250 0,000 0,000 0,000 0,083 0,083 0,083 0,000 Custo internações 0,035 0,032 0,003 0,002 1,000 0,006 0,068 0,523 0,201 0,246 0,467 0,281 0,149 0,010 0,109 0,462 0,137 0,010 0,199 0,076 0,003 0,000 0,000 0,051 0,062 0,028 0,003 0,024 0,024 0,097 0,134 0,395 0,018 0,144 0,262 0,137 0,194 0,453 0,356 0,447 0,059 0,254 0,439 0,198 0,118 0,153 0,071 0,013 0,000 0,000 0,065 0,124 0,046 0,012 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas 2000 1996 1997 UF Casos 167 RO AC AM RR PA AP TO MA PI CE RN PB PE AL SE BA MG ES RJ SP PR SC RS MS MT GO DF 96654 13868 70044 35471 146334 19056 2276 20125 134 102 14 14 61 9 8 121 178 170 61 567 455 59 38 111 37638 364 117 Taxa de Incidência 7862,4850 2867,7007 2931,5957 14353,1164 2655,3803 5021,8864 217,0426 385,3752 5,0129 1,4980 0,5472 0,4235 0,8244 0,3418 0,4926 0,9648 1,0676 6,0656 0,4550 1,6618 5,0534 1,2102 0,3944 4,9646 1952,3465 8,0621 6,4217 Internações 5650 1989 3710 593 10490 998 688 1752 38 18 4 4 8 4 1 25 38 9 24 100 61 25 29 21 2088 70 15 Óbitos H. 6 7 14 2 58 7 2 4 0 0 0 0 0 0 0 1 1 0 1 0 0 0 0 0 7 2 0 Custo internações R$ 458.681,18 R$ 158.900,32 R$ 295.971,45 R$ 48.187,38 R$ 877.034,89 R$ 78.522,96 R$ 56.266,17 R$ 143.670,94 R$ 4.468,73 R$ 1.621,57 R$ 868,00 R$ 443,85 R$ 1.344,80 R$ 315,08 R$ 78,77 R$ 2.238,39 R$ 4.317,40 R$ 690,06 R$ 4.707,27 R$ 12.469,89 R$ 5.963,79 R$ 2.057,40 R$ 3.069,77 R$ 1.925,17 R$ 175.095,00 R$ 11.339,74 R$ 1.515,98 Casos 69182 6125 94382 25949 144012 24868 1633 20981 129 79 23 14 41 9 8 55 208 128 50 323 379 34 37 86 15976 243 97 Taxa de Incidência 5510,2181 1224,5469 3835,7280 10196,1108 2548,5778 6187,3625 151,0984 396,2079 4,7851 1,1416 0,8865 0,4202 0,5491 0,3380 0,4828 0,4327 1,2304 4,4864 0,3688 0,9294 4,1456 0,6857 0,3790 3,7590 813,1923 5,2373 5,1678 Internações 3798 896 1989 222 7502 796 474 1017 41 14 4 7 6 4 0 12 34 4 26 74 33 20 16 16 1400 42 15 Óbitos H. 4 6 7 0 34 4 0 6 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 1 1 0 1 0 0 4 1 0 Custo internações R$ 306.865,77 R$ 73.263,81 R$ 158.900,32 R$ 18.000,88 R$ 618.796,63 R$ 63.732,55 R$ 37.905,98 R$ 87.328,25 R$ 4.560,26 R$ 2.887,81 R$ 200,44 R$ 1.277,83 R$ 1.372,02 R$ 315,08 R$ 0,00 R$ 1.145,11 R$ 2.864,93 R$ 323,56 R$ 3.608,63 R$ 10.784,15 R$ 3.702,34 R$ 2.387,44 R$ 2.175,53 R$ 1.586,53 R$ 113.715,25 R$ 4.133,98 R$ 2.150,53 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO TABELA: A.10 - Matriz de Dados Coletados para Construção do Índice Sintético de Malária 168 TABELA: A.10 - Matriz de Dados Coletados para Construção do Índice Sintético de Malária - cont. Casos Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO RO AC AM RR PA AP TO MA PI CE RN PB PE AL SE BA MG ES RJ SP PR SC RS MS MT GO DF 77995 9839 114748 21263 179572 22569 2759 29269 132 68 30 16 27 10 1 47 156 102 68 363 252 46 28 94 11966 363 109 Taxa de Incidência 6111,6322 1914,0161 4552,2565 8155,9617 3112,9886 5362,9222 249,0515 546,3842 4,8619 0,9696 1,1431 0,4771 0,3589 0,3720 0,0593 0,3657 0,9123 3,5227 0,4970 1,0288 2,7217 0,9148 0,2838 4,0315 599,6258 7,6515 5,6611 Internações 3770 1178 2699 419 7497 563 580 745 52 11 6 3 1 7 1 10 37 8 22 85 44 11 13 8 1267 40 12 1999 Óbitos H. 2 2 9 5 45 3 3 4 1 0 0 0 0 0 0 0 2 0 0 3 0 0 0 0 5 1 0 Custo internações R$ 344.824,90 R$ 110.861,52 R$ 275.645,57 R$ 39.400,87 R$ 712.172,02 R$ 54.412,58 R$ 53.223,73 R$ 73.708,64 R$ 6.119,70 R$ 1.295,66 R$ 531,72 R$ 1.464,96 R$ 134,95 R$ 900,89 R$ 98,37 R$ 961,30 R$ 6.210,41 R$ 939,18 R$ 4.257,98 R$ 11.366,13 R$ 4.784,74 R$ 1.099,28 R$ 1.532,21 R$ 845,93 R$ 117.327,88 R$ 10.673,25 R$ 1.493,00 Casos 63296 23730 167722 36238 248233 28646 2031 54798 159 90 25 11 46 11 6 53 179 97 51 292 324 27 26 63 10950 290 76 Taxa de Incidência 4880,7269 4494,8545 62835,5849 13576,2507 4217,0210 6513,6966 178,9593 1011,3413 5,8153 1,2664 0,9418 0,3259 0,6068 0,4054 0,3503 0,4079 1,0349 3,3015 0,3694 0,8153 3,4558 0,5296 0,2607 2,6520 540,3138 5,9810 3,8581 Internações 4211 1178 2763 574 8387 422 426 1049 49 18 7 5 14 5 2 12 30 4 20 60 39 13 21 9 854 39 9 Óbitos H. 1 2 9 1 30 5 2 12 1 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 1 0 0 4 2 0 Custo internações R$ 493.102,54 R$ 110.861,52 R$ 368.885,63 R$ 59.531,27 R$ 1.032.683,79 R$ 52.858,32 R$ 50.114,01 R$ 131.738,05 R$ 8.508,02 R$ 3.223,36 R$ 824,59 R$ 1.317,01 R$ 3.109,41 R$ 745,65 R$ 138,69 R$ 1.634,33 R$ 6.300,91 R$ 1.248,95 R$ 5.056,14 R$ 16.562,59 R$ 5.227,94 R$ 1.786,11 R$ 3.756,75 R$ 1.180,18 R$ 104.379,81 R$ 7.136,73 R$ 1.229,68 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas 1998 UF 2000 2001 UF Casos 169 RO AC AM RR PA AP TO MA PI CE RN PB PE AL SE BA MG ES RJ SP PR SC RS MS MT GO DF 54074 21560 96026 35874 278203 35278 1640 78817 277 135 24 20 36 12 7 70 187 95 72 293 204 50 36 238 11767 160 90 Taxa de Incidência Internações 4103,9333 3978,7921 3635,6257 13132,9624 4632,9686 7689,2562 141,1256 1438,2491 10,0604 1,8750 0,8940 0,5886 0,4713 0,4382 0,4021 0,5329 1,0690 3,1871 0,5167 0,8060 2,1490 0,9673 0,3572 9,8364 571,8426 3,2299 4,4632 3864 1603 1599 249 9234 1143 388 2029 52 19 10 4 6 6 2 16 44 5 20 75 31 13 16 10 776 54 20 Óbitos H. 3 3 12 0 48 5 1 8 0 0 1 0 0 0 0 0 1 0 1 1 0 0 0 0 3 3 0 Custo internações R$ 649.454,97 R$ 270.055,79 R$ 278.701,70 R$ 35.422,23 R$ 1.569.238,11 R$ 197.039,63 R$ 70.274,63 R$ 344.911,41 R$ 901.205,00 R$ 3.209,04 R$ 2.074,44 R$ 546,69 R$ 1.058,65 R$ 996,72 R$ 332,24 R$ 3.388,63 R$ 7.898,32 R$ 876,90 R$ 3.868,65 R$ 14.592,87 R$ 5.734,20 R$ 3.243,35 R$ 2.842,57 R$ 1.494,58 R$ 135.444,56 R$ 10.441,80 R$ 5.339,87 Casos 57659 7774 48386 16028 185419 24487 1243 39502 133 64 22 2 19 0 5 96 139 111 70 269 146 38 19 233 6832 52 59 Taxa de Incidência 4307,8001 1398,4982 1790,7761 5735,9420 3027,8076 5123,7788 104,5051 712,7619 4,7968 0,8774 0,8103 0,0585 0,2469 0,0000 0,2827 0,7230 0,7858 3,6711 0,4978 0,7292 1,5192 0,7253 0,1866 11,1535 277,2883 1,0278 2,8594 Internações 3551 608 828 353 5602 932 303 1583 37 17 7 5 6 2 4 9 23 7 24 92 31 18 10 16 618 50 15 Óbitos H. 3 2 3 1 25 8 0 7 1 1 0 0 0 0 0 0 0 1 0 2 0 0 0 0 2 1 0 Custo internações R$ 595.942,27 R$ 102.893,39 R$ 143.723,10 R$ 57.259,27 R$ 953.639,63 R$ 161.004,95 R$ 51.680,69 R$ 267.144,18 R$ 7.278,57 R$ 3.554,07 R$ 2.598,99 R$ 1.101,98 R$ 1.166,42 R$ 332,24 R$ 670,73 R$ 1.377,29 R$ 4.685,63 R$ 1.145,16 R$ 3.793,16 R$ 17.209,11 R$ 5.578,86 R$ 2.929,76 R$ 4.029,88 R$ 2.724,35 R$ 105.615,59 R$ 10.407,57 R$ 2.994,47 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO TABELA: A.10 - Matriz de Dados Coletados para Construção do Índice Sintético de Malária - cont. 170 TABELA: A.11 - Matriz de Dados Utilizados para Construção do Índice Sintético de Malária 1997 UF Taxa de Incidência Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO RO AC AM RR PA AP TO MA PI CE RN PB PE AL SE BA MG ES RJ SP PR SC RS MS MT GO DF 7862,4850 2867,7007 2931,5957 14353,1164 2655,3803 5021,8864 217,0426 385,3752 5,0129 1,4980 0,5472 0,4235 0,8244 0,3418 0,4926 0,9648 1,0676 6,0656 0,4550 1,6618 5,0534 1,2102 0,3944 4,9646 1952,3465 8,0621 6,4217 Internações 19,86 6,99 13,04 2,08 36,87 3,51 2,42 6,16 0,13 0,06 0,01 0,01 0,03 0,01 0,00 0,09 0,13 0,03 0,08 0,35 0,21 0,09 0,10 0,07 7,34 0,25 0,05 Óbitos H. Custo internações 5,36 6,25 12,50 1,79 51,79 6,25 1,79 3,57 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,89 0,89 0,00 0,89 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 6,25 1,79 0,00 19,50 6,76 12,59 2,05 37,29 3,34 2,39 6,11 0,19 0,07 0,04 0,02 0,06 0,01 0,00 0,10 0,18 0,03 0,20 0,53 0,25 0,09 0,13 0,08 7,45 0,48 0,06 Taxa de Incidência 5510,2181 1224,5469 3835,7280 10196,1108 2548,5778 6187,3625 151,0984 396,2079 4,7851 1,1416 0,8865 0,4202 0,5491 0,3380 0,4828 0,4327 1,2304 4,4864 0,3688 0,9294 4,1456 0,6857 0,3790 3,7590 813,1923 5,2373 5,1678 Internações 20,57 4,85 10,77 1,20 40,63 4,31 2,57 5,51 0,22 0,08 0,02 0,04 0,03 0,02 0,00 0,06 0,18 0,02 0,14 0,40 0,18 0,11 0,09 0,09 7,58 0,23 0,08 Óbitos H. 5,71 8,57 10,00 0,00 48,57 5,71 0,00 8,57 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 1,43 0,00 0,00 0,00 0,00 1,43 1,43 0,00 1,43 0,00 0,00 5,71 1,43 0,00 Custo internações 20,14 4,81 10,43 1,18 40,60 4,18 2,49 5,73 0,30 0,19 0,01 0,08 0,09 0,02 0,00 0,08 0,19 0,02 0,24 0,71 0,24 0,16 0,14 0,10 7,46 0,27 0,14 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas 1996 1998 1999 UF Taxa de Incidência 171 RO AC AM RR PA AP TO MA PI CE RN PB PE AL SE BA MG ES RJ SP PR SC RS MS MT GO DF 6111,6322 1914,0161 4552,2565 8155,9617 3112,9886 5362,9222 249,0515 546,3842 4,8619 0,9696 1,1431 0,4771 0,3589 0,3720 0,0593 0,3657 0,9123 3,5227 0,4970 1,0288 2,7217 0,9148 0,2838 4,0315 599,6258 7,6515 5,6611 Internações 19,75 6,17 14,14 2,19 39,27 2,95 3,04 3,90 0,27 0,06 0,03 0,02 0,01 0,04 0,01 0,05 0,19 0,04 0,12 0,45 0,23 0,06 0,07 0,04 6,64 0,21 0,06 Óbitos H. 2,35 2,35 10,59 5,88 52,94 3,53 3,53 4,71 1,18 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 2,35 0,00 0,00 3,53 0,00 0,00 0,00 0,00 5,88 1,18 0,00 Custo internações 18,78 6,04 15,01 2,15 38,78 2,96 2,90 4,01 0,33 0,07 0,03 0,08 0,01 0,05 0,01 0,05 0,34 0,05 0,23 0,62 0,26 0,06 0,08 0,05 6,39 0,58 0,08 Taxa de Incidência 4880,7269 4494,8545 62835,5849 13576,2507 4217,0210 6513,6966 178,9593 1011,3413 5,8153 1,2664 0,9418 0,3259 0,6068 0,4054 0,3503 0,4079 1,0349 3,3015 0,3694 0,8153 3,4558 0,5296 0,2607 2,6520 540,3138 5,9810 3,8581 Internações 20,83 5,83 13,66 2,84 41,48 2,09 2,11 5,19 0,24 0,09 0,03 0,02 0,07 0,02 0,01 0,06 0,15 0,02 0,10 0,30 0,19 0,06 0,10 0,04 4,22 0,19 0,04 Óbitos H. 1,41 2,82 12,68 1,41 42,25 7,04 2,82 16,90 1,41 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 1,41 0,00 0,00 0,00 0,00 1,41 0,00 0,00 5,63 2,82 0,00 Custo internações 19,94 4,48 14,92 2,41 41,76 2,14 2,03 5,33 0,34 0,13 0,03 0,05 0,13 0,03 0,01 0,07 0,25 0,05 0,20 0,67 0,21 0,07 0,15 0,05 4,22 0,29 0,05 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO TABELA: A.11 - Matriz de Dados Utilizados para Construção do Índice Sintético de Malária - Cont. 172 TABELA: A.11 - Matriz de Dados Utilizados para Construção do Índice Sintético de Malária - Cont. 2001 Taxa de Incidência Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO RO AC AM RR PA AP TO MA PI CE RN PB PE AL SE BA MG ES RJ SP PR SC RS MS MT GO DF 4103,9333 3978,7921 3635,6257 13132,9624 4632,9686 7689,2562 141,1256 1438,2491 10,0604 1,8750 0,8940 0,5886 0,4713 0,4382 0,4021 0,5329 1,0690 3,1871 0,5167 0,8060 2,1490 0,9673 0,3572 9,8364 571,8426 3,2299 4,4632 Internações 18,15 7,53 7,51 1,17 43,38 5,37 1,82 9,53 0,24 0,09 0,05 0,02 0,03 0,03 0,01 0,08 0,21 0,02 0,09 0,35 0,15 0,06 0,08 0,05 3,65 0,25 0,09 Óbitos H. 3,33 3,33 13,33 0,00 53,33 5,56 1,11 8,89 0,00 0,00 1,11 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 1,11 0,00 1,11 1,11 0,00 0,00 0,00 0,00 3,33 3,33 0,00 Custo internações 14,37 5,98 6,17 0,78 34,72 4,36 1,55 7,63 19,94 0,07 0,05 0,01 0,02 0,02 0,01 0,07 0,17 0,02 0,09 0,32 0,13 0,07 0,06 0,03 3,00 0,23 0,12 Taxa de Incidência 4307,8001 1398,4982 1790,7761 5735,9420 3027,8076 5123,7788 104,5051 712,7619 4,7968 0,8774 0,8103 0,0585 0,2469 0,0000 0,2827 0,7230 0,7858 3,6711 0,4978 0,7292 1,5192 0,7253 0,1866 11,1535 277,2883 1,0278 2,8594 Internações 24,07 4,12 5,61 2,39 37,98 6,32 2,05 10,73 0,25 0,12 0,05 0,03 0,04 0,01 0,03 0,06 0,16 0,05 0,16 0,62 0,21 0,12 0,07 0,11 4,19 0,34 0,10 Óbitos H. 5,26 3,51 5,26 1,75 43,86 14,04 0,00 12,28 1,75 1,75 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 1,75 0,00 3,51 0,00 0,00 0,00 0,00 3,51 1,75 0,00 Custo internações 23,72 4,10 5,72 2,28 37,96 6,41 2,06 10,63 0,29 0,14 0,10 0,04 0,05 0,01 0,03 0,05 0,19 0,05 0,15 0,68 0,22 0,12 0,16 0,11 4,20 0,41 0,12 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas 2000 UF 1996 UF 173 RO AC AM RR PA AP TO MA PI CE RN PB PE AL SE BA MG ES RJ SP PR SC RS MS MT GO DF Taxa de Incidência 0,548 0,200 0,204 1,000 0,185 0,350 0,015 0,027 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,136 0,001 0,000 1997 Internações Óbitos H. Custo internações 0,539 0,190 0,354 0,056 1,000 0,095 0,065 0,167 0,004 0,002 0,000 0,000 0,001 0,000 0,000 0,002 0,004 0,001 0,002 0,009 0,006 0,002 0,003 0,002 0,199 0,007 0,001 0,103 0,121 0,241 0,034 1,000 0,121 0,034 0,069 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,017 0,017 0,000 0,017 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,121 0,034 0,000 0,523 0,181 0,337 0,055 1,000 0,089 0,064 0,164 0,005 0,002 0,001 0,000 0,001 0,000 0,000 0,002 0,005 0,001 0,005 0,014 0,007 0,002 0,003 0,002 0,200 0,013 0,002 Taxa de Incidência 0,540 0,120 0,376 1,000 0,250 0,607 0,015 0,039 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,080 0,000 0,000 Internações 0,506 0,119 0,265 0,030 1,000 0,106 0,063 0,136 0,005 0,002 0,001 0,001 0,001 0,001 0,000 0,002 0,005 0,001 0,003 0,010 0,004 0,003 0,002 0,002 0,187 0,006 0,002 Óbitos H. 0,118 0,176 0,206 0,000 1,000 0,118 0,000 0,176 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,029 0,000 0,000 0,000 0,000 0,029 0,029 0,000 0,029 0,000 0,000 0,118 0,029 0,000 Custo internações 0,496 0,118 0,257 0,029 1,000 0,103 0,061 0,141 0,007 0,005 0,000 0,002 0,002 0,001 0,000 0,002 0,005 0,001 0,006 0,017 0,006 0,004 0,004 0,003 0,184 0,007 0,003 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO TABELA: A.12 - Indicadores Padronizados e Cálculo do Índice Sintético de Malária 174 TABELA: A.12 - Indicadores Padronizados e Cálculo do Índice Sintético de Malária - Cont. UF Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO RO AC AM RR PA AP TO MA PI CE RN PB PE AL SE BA MG ES RJ SP PR SC RS MS MT GO DF 1999 Taxa de Incidência Internações Óbitos H. Custo internações Taxa de Incidência Internações Óbitos H. Custo internações 0,749 0,235 0,558 1,000 0,382 0,658 0,031 0,067 0,001 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,074 0,001 0,001 0,503 0,157 0,360 0,056 1,000 0,075 0,077 0,099 0,007 0,001 0,001 0,000 0,000 0,001 0,000 0,001 0,005 0,001 0,003 0,011 0,006 0,001 0,002 0,001 0,169 0,005 0,001 0,044 0,044 0,200 0,111 1,000 0,067 0,067 0,089 0,022 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,044 0,000 0,000 0,067 0,000 0,000 0,000 0,000 0,111 0,022 0,000 0,484 0,156 0,387 0,055 1,000 0,076 0,075 0,103 0,008 0,002 0,001 0,002 0,000 0,001 0,000 0,001 0,009 0,001 0,006 0,016 0,007 0,001 0,002 0,001 0,165 0,015 0,002 0,078 0,072 1,000 0,216 0,067 0,104 0,003 0,016 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,009 0,000 0,000 0,502 0,140 0,329 0,068 1,000 0,050 0,051 0,125 0,006 0,002 0,001 0,000 0,001 0,000 0,000 0,001 0,003 0,000 0,002 0,007 0,004 0,001 0,002 0,001 0,102 0,004 0,001 0,033 0,067 0,300 0,033 1,000 0,167 0,067 0,400 0,033 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,033 0,000 0,000 0,000 0,000 0,033 0,000 0,000 0,133 0,067 0,000 0,477 0,107 0,357 0,058 1,000 0,051 0,048 0,127 0,008 0,003 0,001 0,001 0,003 0,001 0,000 0,001 0,006 0,001 0,005 0,016 0,005 0,002 0,004 0,001 0,101 0,007 0,001 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas 1998 2000 UF 175 RO AC AM RR PA AP TO MA PI CE RN PB PE AL SE BA MG ES RJ SP PR SC RS MS MT GO DF Taxa de Incidência 0,312 0,303 0,277 1,000 0,353 0,585 0,011 0,109 0,001 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,001 0,044 0,000 0,000 2001 Internações Óbitos H. Custo internações Taxa de Incidência Internações Óbitos H. Custo internações 0,418 0,173 0,173 0,027 1,000 0,124 0,042 0,220 0,005 0,002 0,001 0,000 0,000 0,000 0,000 0,002 0,005 0,000 0,002 0,008 0,003 0,001 0,002 0,001 0,084 0,006 0,002 0,063 0,063 0,250 0,000 1,000 0,104 0,021 0,167 0,000 0,000 0,021 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,021 0,000 0,021 0,021 0,000 0,000 0,000 0,000 0,063 0,063 0,000 0,414 0,172 0,177 0,022 1,000 0,125 0,045 0,220 0,574 0,002 0,001 0,000 0,000 0,000 0,000 0,002 0,005 0,000 0,002 0,009 0,003 0,002 0,002 0,001 0,086 0,006 0,003 0,751 0,244 0,312 1,000 0,528 0,893 0,018 0,124 0,001 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,001 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,002 0,048 0,000 0,000 0,634 0,108 0,148 0,063 1,000 0,166 0,054 0,282 0,006 0,003 0,001 0,001 0,001 0,000 0,000 0,001 0,004 0,001 0,004 0,016 0,005 0,003 0,001 0,003 0,110 0,009 0,002 0,120 0,080 0,120 0,040 1,000 0,320 0,000 0,280 0,040 0,040 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,040 0,000 0,080 0,000 0,000 0,000 0,000 0,080 0,040 0,000 0,625 0,108 0,150 0,060 1,000 0,169 0,054 0,280 0,007 0,003 0,002 0,001 0,001 0,000 0,000 0,001 0,005 0,001 0,004 0,018 0,006 0,003 0,004 0,003 0,110 0,011 0,003 INDICE 0,399 0,144 0,306 0,251 0,824 0,222 0,041 0,151 0,031 0,003 0,001 0,000 0,001 0,001 0,000 0,002 0,007 0,002 0,005 0,015 0,003 0,004 0,001 0,001 0,113 0,015 0,001 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO TABELA: A.12 - Indicadores Padronizados e Cálculo do Índice Sintético de Malária - Cont. 176 TABELA: A.13 - Matriz de Dados Coletados para Construção do Índice Sintético de Leptospirose UF Casos Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO RO AC AM RR PA AP TO MA PI CE RN PB PE AL SE BA MG ES RJ SP PR SC RS MS MT GO DF 0 14 32 0 583 59 1 34 0 99 22 26 276 45 32 444 33 37 2.564 716 119 218 165 1 3 2 30 Taxa de Incidência 0,0000 2,8950 1,3393 0,0000 10,5791 15,5485 0,0954 0,6511 0,0000 1,4539 0,8598 0,7865 3,7302 1,7089 1,9704 3,5402 0,1979 1,3202 19,1253 2,0985 1,3217 4,4716 1,7126 0,0447 0,1556 0,0443 1,6466 1997 Internações Óbitos H. 6 5 35 0 217 44 0 45 0 129 94 54 522 99 38 419 0 36 454 713 182 235 128 3 9 7 15 2 1 1 0 23 0 0 5 0 7 1 3 50 6 8 59 0 1 60 64 18 6 5 0 0 0 1 Custo internações R$ 733,30 R$ 646,55 R$ 5.873,10 R$ 0,00 R$ 45.386,89 R$ 5.660,41 R$ 0,00 R$ 10.241,58 R$ 0,00 R$ 25.688,94 R$ 12.877,34 R$ 18.176,92 R$ 122.186,30 R$ 13.422,58 R$ 7.154,78 R$ 102.253,20 R$ 0,00 R$ 7.004,91 R$ 111.917,70 R$ 195.055,10 R$ 47.888,95 R$ 48.028,68 R$ 44.571,73 R$ 836,51 R$ 1.403,16 R$ 1.621,71 R$ 3.650,99 Casos 0 111 46 5 240 80 2 20 0 97 15 35 283 96 61 258 52 21 470 401 353 172 330 4 2 2 152 Taxa de Incidência 0,0000 22,1918 1,8695 1,9646 4,2473 19,9047 0,1851 0,3777 0,0000 1,4017 0,5782 1,0505 3,7901 3,6049 3,6810 2,0299 0,3076 0,7360 3,4672 1,1539 3,8612 3,4689 3,3804 0,1748 0,1018 0,0431 8,0980 Internações Óbitos H. Custo internações 2 43 31 0 215 39 3 32 1 52 68 46 409 45 44 374 124 54 326 479 219 231 1 1 4 0 17 0 0 2 0 6 2 5 45 2 11 43 5 5 41 44 12 15 R$ 284,63 R$ 5.717,00 R$ 4.528,26 R$ 0,00 R$ 41.918,88 R$ 5.094,64 R$ 391,87 R$ 8.630,64 R$ 78,77 R$ 11.633,13 R$ 10.062,15 R$ 14.005,61 R$ 97.407,45 R$ 6.069,72 R$ 9.869,11 R$ 87.133,20 R$ 23.619,70 R$ 11.011,90 R$ 78.542,37 R$ 121.495,10 R$ 54.930,41 R$ 62.390,23 6 5 4 21 1 0 0 1 R$ 3.627,35 R$ 669,37 R$ 916,63 R$ 5.583,87 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas 1996 1998 UF Casos 177 RO AC AM RR PA AP TO MA PI CE RN PB PE AL SE BA MG ES RJ SP PR SC RS MS MT GO DF 4 19 14 0 440 107 0 39 0 43 8 15 123 31 20 234 41 25 272 904 195 247 632 4 0 3 18 Taxa de Incidência 0,3134 3,6961 0,5554 0,0000 7,6277 25,4257 0,0000 0,7280 0,0000 0,6131 0,3048 0,4473 1,6348 1,1532 1,1870 1,8208 0,2398 0,8634 1,9881 2,5621 2,1061 4,9122 6,4052 0,1716 0,0000 0,0632 0,9349 1999 Internações Óbitos H. Custo internações 0 4 26 1 270 67 0 27 1 43 19 23 163 37 38 251 27 34 230 551 256 272 596 3 1 4 9 0 0 0 0 28 1 0 5 0 2 0 2 31 5 13 40 5 3 37 55 22 16 11 0 0 0 0 R$ 0,00 R$ 1.355,82 R$ 4.903,94 R$ 113,18 R$ 61.085,67 R$ 11.274,41 R$ 0,00 R$ 8.433,19 R$ 158,87 R$ 17.769,04 R$ 3.714,79 R$ 9.321,00 R$ 54.286,82 R$ 6.561,95 R$ 8.175,04 R$ 69.805,08 R$ 8.433,19 R$ 8.541,51 R$ 71.026,19 R$ 184.833,31 R$ 62.369,68 R$ 69.522,76 R$ 163.856,48 R$ 563,97 R$ 95,87 R$ 994,93 R$ 2.228,28 Casos 5 98 28 0 357 438 2 39 1 31 9 10 37 30 72 273 67 21 226 781 222 219 534 4 3 2 6 Taxa de Incidência 0,3855 18,5628 10,4900 0,0000 6,0648 99,5950 0,1762 0,7198 0,0366 0,4362 0,3390 0,2962 0,4881 1,1057 4,2037 2,1011 0,3874 0,7148 1,6368 2,1805 2,3679 4,2954 5,3550 0,1684 0,1480 0,0412 0,3046 Internações 3 27 29 0 289 173 4 25 2 35 22 10 96 33 49 308 91 18 236 507 39 13 21 9 854 39 9 Óbitos H. 1 0 2 0 26 0 0 5 0 5 0 1 8 6 10 37 11 0 29 36 0 1 0 0 4 2 0 Custo internações R$ 484,56 R$ 5.101,53 R$ 10.731,08 R$ 0,00 R$ 68.611,46 R$ 34.375,58 R$ 724,16 R$ 8.506,17 R$ 398,47 R$ 11.370,51 R$ 5.223,07 R$ 3.941,48 R$ 33.691,53 R$ 7.213,96 R$ 15.581,72 R$ 94.692,24 R$ 30.156,14 R$ 5.476,95 R$ 77.953,18 R$ 248.884,18 R$ 5.227,94 R$ 1.786,11 R$ 3.756,75 R$ 1.180,18 R$ 104.379,81 R$ 7.136,73 R$ 1.229,68 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO TABELA: A.13 - Matriz de Dados Coletados para Construção do Índice Sintético de Leptospirose - Cont. 178 TABELA: A.13 - Matriz de Dados Coletados para Construção do Índice Sintético de Leptospirose - Cont. UF Casos Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO RO AC AM RR PA AP TO MA PI CE RN PB PE AL SE BA MG ES RJ SP PR SC RS MS MT GO DF 4 122 30 1 248 381 2 15 2 46 24 32 559 178 68 249 71 21 330 659 109 150 778 8 2 5 34 Taxa de Incidência 0,3036 22,5145 1,1358 0,3661 4,1300 83,0434 0,1721 0,2737 0,0726 0,6389 0,8940 0,9418 7,3186 6,5002 3,9064 1,8957 0,4059 0,7045 2,3683 1,8129 1,1482 2,9020 7,7203 0,3306 0,0972 0,1009 1,6861 2001 Internações Óbitos H. Custo internações 5 19 40 0 240 282 3 39 2 63 41 50 642 174 54 303 96 29 309 379 123 214 516 1 6 6 26 1 0 4 0 20 2 0 4 0 6 1 1 59 8 5 30 12 3 28 23 11 13 11 0 1 0 0 R$ 1.428,05 R$ 4.736,57 R$ 13.645,33 R$ 0,00 R$ 67.111,28 R$ 74.056,93 R$ 718,90 R$ 14.362,02 R$ 505,79 R$ 19.023,98 R$ 12.896,51 R$ 23.620,86 R$ 273.527,05 R$ 43.727,04 R$ 21.158,84 R$ 84.628,09 R$ 34.829,32 R$ 11.027,74 R$ 106.270,27 R$ 168.774,27 R$ 52.661,35 R$ 75.775,16 R$ 155.449,32 R$ 239,60 R$ 1.654,91 R$ 1.787,50 R$ 8.442,66 Casos Taxa de Incidência 1 7 23 0 73 0 2 24 0 45 3 1 233 59 2 95 34 19 165 473 137 244 987 6 1 6 23 0,0747 1,2593 0,8512 0,0000 1,1921 0,0000 0,1681 0,4330 0,0000 0,6169 0,1105 0,0292 3,0277 2,1348 0,1131 0,7155 0,1922 0,6284 1,1735 1,2822 1,4255 4,6569 9,6925 0,2872 0,0406 0,1186 1,1147 Internações Óbitos H. 1 8 32 0 177 120 5 48 1 67 30 29 291 72 55 223 72 55 238 496 176 443 1004 3 9 10 24 0 0 5 0 14 1 1 7 0 3 0 6 23 7 9 22 10 2 32 49 9 19 28 1 0 0 3 Custo internações R$ 860,72 R$ 2.142,00 R$ 14.541,02 R$ 0,00 R$ 58.378,75 R$ 35.659,09 R$ 1.241,56 R$ 16.373,38 R$ 239,60 R$ 19.435,03 R$ 9.871,52 R$ 13.633,71 R$ 143.444,15 R$ 18.781,87 R$ 20.839,23 R$ 71.813,33 R$ 31.326,32 R$ 19.820,10 R$ 106.811,30 R$ 262.428,07 R$ 64.454,64 R$ 188.529,29 R$ 294.083,18 R$ 1.415,33 R$ 1.513,83 R$ 2.786,25 R$ 9.095,98 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas 2000 1996 1997 UF Taxa de Incidência 179 RO AC AM RR PA AP TO MA PI CE RN PB PE AL SE BA MG ES RJ SP PR SC RS MS MT GO DF 0,0000 2,8950 1,3393 0,0000 10,5791 15,5485 0,0954 0,6511 0,0000 1,4539 0,8598 0,7865 3,7302 1,7089 1,9704 3,5402 0,1979 1,3202 19,1253 2,0985 1,3217 4,4716 1,7126 0,0447 0,1556 0,0443 1,6466 Internações 0,17 0,14 1,00 0,00 6,22 1,26 0,00 1,29 0,00 3,70 2,69 1,55 14,96 2,84 1,09 12,01 0,00 1,03 13,01 20,44 5,22 6,74 3,67 0,09 0,26 0,20 0,43 Óbitos H. 0,62 0,31 0,31 0,00 7,17 0,00 0,00 1,56 0,00 2,18 0,31 0,93 15,58 1,87 2,49 18,38 0,00 0,31 18,69 19,94 5,61 1,87 1,56 0,00 0,00 0,00 0,31 Custo internações 0,09 0,08 0,71 0,00 5,45 0,68 0,00 1,23 0,00 3,09 1,55 2,18 14,68 1,61 0,86 12,29 0,00 0,84 13,45 23,44 5,75 5,77 5,36 0,10 0,17 0,19 0,44 Taxa de Incidência 0,0000 22,1918 1,8695 1,9646 4,2473 19,9047 0,1851 0,3777 0,0000 1,4017 0,5782 1,0505 3,7901 3,6049 3,6810 2,0299 0,3076 0,7360 3,4672 1,1539 3,8612 3,4689 3,3804 0,1748 0,1018 0,0431 8,0980 Internações 0,07 1,50 1,08 0,00 7,48 1,36 0,10 1,11 0,03 1,81 2,37 1,60 14,24 1,57 1,53 13,02 4,32 1,88 11,35 16,67 7,62 8,04 0,00 0,21 0,17 0,14 0,73 Óbitos H. 0,38 0,38 1,52 0,00 6,46 0,00 0,00 0,76 0,00 2,28 0,76 1,90 17,11 0,76 4,18 16,35 1,90 1,90 15,59 16,73 4,56 5,70 0,00 0,38 0,00 0,00 0,38 Custo internações 0,04 0,86 0,68 0,00 6,30 0,77 0,06 1,30 0,01 1,75 1,51 2,10 14,63 0,91 1,48 13,09 3,55 1,65 11,80 18,25 8,25 9,37 0,00 0,54 0,10 0,14 0,84 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO TABELA: A.14 - Matriz de Dados Utilizados para Construção do Índice Sintético de Leptospirose 180 TABELA: A.14 - Matriz de Dados Utilizados para Construção do Índice Sintético de Leptospirose - Cont. 1999 UF Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO RO AC AM RR PA AP TO MA PI CE RN PB PE AL SE BA MG ES RJ SP PR SC RS MS MT GO DF Taxa de Incidência Internações 0,3134 3,6961 0,5554 0,0000 7,6277 25,4257 0,0000 0,7280 0,0000 0,6131 0,3048 0,4473 1,6348 1,1532 1,1870 1,8208 0,2398 0,8634 1,9881 2,5621 2,1061 4,9122 6,4052 0,1716 0,0000 0,0632 0,9349 0,00 0,14 0,88 0,03 9,14 2,27 0,00 0,91 0,03 1,46 0,64 0,78 5,52 1,25 1,29 8,50 0,91 1,15 7,79 18,66 8,67 9,21 20,18 0,10 0,03 0,14 0,30 Óbitos H. 0,00 0,00 0,00 0,00 10,14 0,36 0,00 1,81 0,00 0,72 0,00 0,72 11,23 1,81 4,71 14,49 1,81 1,09 13,41 19,93 7,97 5,80 3,99 0,00 0,00 0,00 0,00 Custo internações 0,00 0,16 0,59 0,01 7,36 1,36 0,00 1,02 0,02 2,14 0,45 1,12 6,55 0,79 0,99 8,42 1,02 1,03 8,56 22,28 7,52 8,38 19,76 0,07 0,01 0,12 0,27 Taxa de Incidência 0,3855 18,5628 10,4900 0,0000 6,0648 99,5950 0,1762 0,7198 0,0366 0,4362 0,3390 0,2962 0,4881 1,1057 4,2037 2,1011 0,3874 0,7148 1,6368 2,1805 2,3679 4,2954 5,3550 0,1684 0,1480 0,0412 0,3046 Internações 0,10 0,92 0,99 0,00 9,83 5,88 0,14 0,85 0,07 1,19 0,75 0,34 3,26 1,12 1,67 10,47 3,09 0,61 8,02 17,24 1,33 0,44 0,71 0,31 29,04 1,33 0,31 Óbitos H. 0,54 0,00 1,09 0,00 14,13 0,00 0,00 2,72 0,00 2,72 0,00 0,54 4,35 3,26 5,43 20,11 5,98 0,00 15,76 19,57 0,00 0,54 0,00 0,00 2,17 1,09 0,00 Custo internações 0,06 0,65 1,36 0,00 8,71 4,36 0,09 1,08 0,05 1,44 0,66 0,50 4,28 0,92 1,98 12,02 3,83 0,70 9,89 31,59 0,66 0,23 0,48 0,15 13,25 0,91 0,16 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas 1998 2000 UF 181 RO AC AM RR PA AP TO MA PI CE RN PB PE AL SE BA MG ES RJ SP PR SC RS MS MT GO DF Taxa de Incidência 0,3036 22,5145 1,1358 0,3661 4,1300 83,0434 0,1721 0,2737 0,0726 0,6389 0,8940 0,9418 7,3186 6,5002 3,9064 1,8957 0,4059 0,7045 2,3683 1,8129 1,1482 2,9020 7,7203 0,3306 0,0972 0,1009 1,6861 Internações 0,14 0,52 1,09 0,00 6,55 7,70 0,08 1,06 0,05 1,72 1,12 1,37 17,53 4,75 1,47 8,27 2,62 0,79 8,44 10,35 3,36 5,84 14,09 0,03 0,16 0,16 0,71 2001 Óbitos H. 0,41 0,00 1,65 0,00 8,23 0,82 0,00 1,65 0,00 2,47 0,41 0,41 24,28 3,29 2,06 12,35 4,94 1,23 11,52 9,47 4,53 5,35 4,53 0,00 0,41 0,00 0,00 Custo internações Taxa de Incidência 0,11 0,37 1,07 0,00 5,28 5,82 0,06 1,13 0,04 1,50 1,01 1,86 21,50 3,44 1,66 6,65 2,74 0,87 8,35 13,27 4,14 5,96 12,22 0,02 0,13 0,14 0,66 0,0747 1,2593 0,8512 0,0000 1,1921 0,0000 0,1681 0,4330 0,0000 0,6169 0,1105 0,0292 3,0277 2,1348 0,1131 0,7155 0,1922 0,6284 1,1735 1,2822 1,4255 4,6569 9,6925 0,2872 0,0406 0,1186 1,1147 Internações 0,03 0,22 0,87 0,00 4,80 3,25 0,14 1,30 0,03 1,82 0,81 0,79 7,89 1,95 1,49 6,04 1,95 1,49 6,45 13,45 4,77 12,01 27,22 0,08 0,24 0,27 0,65 Óbitos H. Custo internações 0,00 0,00 1,99 0,00 5,58 0,40 0,40 2,79 0,00 1,20 0,00 2,39 9,16 2,79 3,59 8,76 3,98 0,80 12,75 19,52 3,59 7,57 11,16 0,40 0,00 0,00 1,20 0,06 0,15 1,03 0,00 4,14 2,53 0,09 1,16 0,02 1,38 0,70 0,97 10,18 1,33 1,48 5,09 2,22 1,41 7,58 18,62 4,57 13,38 20,86 0,10 0,11 0,20 0,65 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO TABELA: A.14 - Matriz de Dados Utilizados para Construção do Índice Sintético de Leptospirose - Cont. 182 TABELA: A.15 - Indicadores Padronizados e Cálculo do Índice Sintético de Leptospirose 1997 UF Taxa de Incidência Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO RO AC AM RR PA AP TO MA PI CE RN PB PE AL SE BA MG ES RJ SP PR SC RS MS MT GO DF 0,000 0,151 0,070 0,000 0,553 0,813 0,005 0,034 0,000 0,076 0,045 0,041 0,195 0,089 0,103 0,185 0,010 0,069 1,000 0,110 0,069 0,234 0,090 0,002 0,008 0,002 0,086 Internações 0,008 0,007 0,049 0,000 0,304 0,062 0,000 0,063 0,000 0,181 0,132 0,076 0,732 0,139 0,053 0,588 0,000 0,050 0,637 1,000 0,255 0,330 0,180 0,004 0,013 0,010 0,021 Óbitos H. 0,031 0,016 0,016 0,000 0,359 0,000 0,000 0,078 0,000 0,109 0,016 0,047 0,781 0,094 0,125 0,922 0,000 0,016 0,938 1,000 0,281 0,094 0,078 0,000 0,000 0,000 0,016 Custo internações 0,004 0,003 0,030 0,000 0,233 0,029 0,000 0,053 0,000 0,132 0,066 0,093 0,626 0,069 0,037 0,524 0,000 0,036 0,574 1,000 0,246 0,246 0,229 0,004 0,007 0,008 0,019 Taxa de Incidência 0,000 1,000 0,084 0,089 0,191 0,897 0,008 0,017 0,000 0,063 0,026 0,047 0,171 0,162 0,166 0,091 0,014 0,033 0,156 0,052 0,174 0,156 0,152 0,008 0,005 0,002 0,365 Internações 0,004 0,090 0,065 0,000 0,449 0,081 0,006 0,067 0,002 0,109 0,142 0,096 0,854 0,094 0,092 0,781 0,259 0,113 0,681 1,000 0,457 0,482 0,000 0,013 0,010 0,008 0,044 Óbitos H. 0,022 0,022 0,089 0,000 0,378 0,000 0,000 0,044 0,000 0,133 0,044 0,111 1,000 0,044 0,244 0,956 0,111 0,111 0,911 0,978 0,267 0,333 0,000 0,022 0,000 0,000 0,022 Custo internações 0,002 0,047 0,037 0,000 0,345 0,042 0,003 0,071 0,001 0,096 0,083 0,115 0,802 0,050 0,081 0,717 0,194 0,091 0,646 1,000 0,452 0,514 0,000 0,030 0,006 0,008 0,046 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas 1996 1998 UF 183 RO AC AM RR PA AP TO MA PI CE RN PB PE AL SE BA MG ES RJ SP PR SC RS MS MT GO DF Taxa de Incidência 0,012 0,145 0,022 0,000 0,300 1,000 0,000 0,029 0,000 0,024 0,012 0,018 0,064 0,045 0,047 0,072 0,009 0,034 0,078 0,101 0,083 0,193 0,252 0,007 0,000 0,002 0,037 Internações 0,000 0,007 0,044 0,002 0,453 0,112 0,000 0,045 0,002 0,072 0,032 0,039 0,273 0,062 0,064 0,421 0,045 0,057 0,386 0,924 0,430 0,456 1,000 0,005 0,002 0,007 0,015 1999 Óbitos H. 0,000 0,000 0,000 0,000 0,509 0,018 0,000 0,091 0,000 0,036 0,000 0,036 0,564 0,091 0,236 0,727 0,091 0,055 0,673 1,000 0,400 0,291 0,200 0,000 0,000 0,000 0,000 Custo internações 0,000 0,007 0,027 0,001 0,330 0,061 0,000 0,046 0,001 0,096 0,020 0,050 0,294 0,036 0,044 0,378 0,046 0,046 0,384 1,000 0,337 0,376 0,887 0,003 0,001 0,005 0,012 Taxa de Incidência 0,004 0,186 0,105 0,000 0,061 1,000 0,002 0,007 0,000 0,004 0,003 0,003 0,005 0,011 0,042 0,021 0,004 0,007 0,016 0,022 0,024 0,043 0,054 0,002 0,001 0,000 0,003 Internações 0,004 0,032 0,034 0,000 0,338 0,203 0,005 0,029 0,002 0,041 0,026 0,012 0,112 0,039 0,057 0,361 0,107 0,021 0,276 0,594 0,046 0,015 0,025 0,011 1,000 0,046 0,011 Óbitos H. 0,027 0,000 0,054 0,000 0,703 0,000 0,000 0,135 0,000 0,135 0,000 0,027 0,216 0,162 0,270 1,000 0,297 0,000 0,784 0,973 0,000 0,027 0,000 0,000 0,108 0,054 0,000 Custo internações 0,002 0,020 0,043 0,000 0,276 0,138 0,003 0,034 0,002 0,046 0,021 0,016 0,135 0,029 0,063 0,380 0,121 0,022 0,313 1,000 0,021 0,007 0,015 0,005 0,419 0,029 0,005 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO TABELA: A.15 - Indicadores Padronizados e Cálculo do Índice Sintético de Leptospirose - Cont. 184 TABELA: A.15 - Indicadores Padronizados e Cálculo do Índice Sintético de Leptospirose - Cont. 2001 UF Taxa de Incidência Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO RO AC AM RR PA AP TO MA PI CE RN PB PE AL SE BA MG ES RJ SP PR SC RS MS MT GO DF 0,003 0,270 0,013 0,004 0,049 1,000 0,001 0,002 0,000 0,007 0,010 0,010 0,087 0,077 0,046 0,022 0,004 0,008 0,028 0,021 0,013 0,034 0,092 0,003 0,000 0,000 0,019 Internações 0,008 0,030 0,062 0,000 0,374 0,439 0,005 0,061 0,003 0,098 0,064 0,078 1,000 0,271 0,084 0,472 0,150 0,045 0,481 0,590 0,192 0,333 0,804 0,002 0,009 0,009 0,040 Óbitos H. 0,017 0,000 0,068 0,000 0,339 0,034 0,000 0,068 0,000 0,102 0,017 0,017 1,000 0,136 0,085 0,508 0,203 0,051 0,475 0,390 0,186 0,220 0,186 0,000 0,017 0,000 0,000 Custo internações Taxa de Incidência 0,005 0,017 0,050 0,000 0,245 0,271 0,003 0,053 0,002 0,070 0,047 0,086 1,000 0,160 0,077 0,309 0,127 0,040 0,389 0,617 0,193 0,277 0,568 0,001 0,006 0,007 0,031 0,008 0,130 0,088 0,000 0,123 0,000 0,017 0,045 0,000 0,064 0,011 0,003 0,312 0,220 0,012 0,074 0,020 0,065 0,121 0,132 0,147 0,480 1,000 0,030 0,004 0,012 0,115 Internações 0,001 0,008 0,032 0,000 0,176 0,120 0,005 0,048 0,001 0,067 0,030 0,029 0,290 0,072 0,055 0,222 0,072 0,055 0,237 0,494 0,175 0,441 1,000 0,003 0,009 0,010 0,024 Óbitos H. 0,000 0,000 0,102 0,000 0,286 0,020 0,020 0,143 0,000 0,061 0,000 0,122 0,469 0,143 0,184 0,449 0,204 0,041 0,653 1,000 0,184 0,388 0,571 0,020 0,000 0,000 0,061 Custo internações 0,003 0,007 0,049 0,000 0,199 0,121 0,004 0,056 0,001 0,066 0,034 0,046 0,488 0,064 0,071 0,244 0,107 0,067 0,363 0,892 0,219 0,641 1,000 0,005 0,005 0,009 0,031 INDICE 0,007 0,092 0,051 0,004 0,316 0,269 0,004 0,055 0,001 0,079 0,037 0,051 0,478 0,098 0,097 0,434 0,091 0,047 0,467 0,662 0,202 0,276 0,349 0,007 0,068 0,010 0,043 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas 2000 1996 Visceral 1997 Tegumentar Visceral Tegumentar UF Casos 185 RO 0 AC 0 AM 0 RR 19 PA 45 AP 0 TO 69 MA 144 PI 239 CE 220 RN 71 PB 89 PE 208 AL 103 SE 210 BA 1648 MG 166 ES 0 RJ 0 SP 0 PR 0 SC 0 RS 0 MS 12 MT 0 GO 3 DF 0 Taxa de Incidência 0,000 0,000 0,000 7,688 0,817 0,000 6,580 2,757 8,941 3,231 2,775 2,692 2,811 3,912 12,931 13,140 0,996 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,537 0,000 0,066 0,000 Casos 1738 490 988 303 5042 563 863 3794 96 2793 42 173 714 81 19 3591 1504 244 282 339 616 1 0 178 4195 348 0 Taxa de Óbitos Internações Incidência H. 141,381 101,325 41,351 122,607 91,492 148,369 82,297 72,652 3,591 41,017 1,641 5,234 9,650 3,076 1,170 28,633 9,021 8,706 2,103 0,994 6,842 0,021 0,000 7,961 217,602 7,708 0,000 20 6 26 14 68 2 86 160 138 263 105 116 395 110 133 1367 369 18 69 231 31 1 0 47 39 61 50 1 0 0 1 1 0 6 3 3 9 5 5 18 5 5 42 12 0 1 4 2 0 0 1 0 2 2 Custo internações Casos R$ 3.447,78 0 R$ 993,49 0 R$ 2.801,76 0 R$ 2.091,38 12 R$ 17.522,65 43 R$ 242,58 0 R$ 12.394,49 97 R$ 30.472,00 116 R$ 19.327,45 205 R$ 64.973,62 130 R$ 32.760,21 115 R$ 35.860,94 72 R$ 97.452,82 161 R$ 28.876,10 87 R$ 19.616,44 117 R$ 245.123,61 1254 R$ 82.222,79 138 R$ 4.260,98 1 R$ 19.854,13 1 R$ 65.108,51 0 R$ 11.219,71 0 R$ 100,30 0 R$ 0,00 0 R$ 18.017,78 18 R$ 5.175,81 0 R$ 18.892,68 3 R$ 20.382,00 0 Taxa de Incidência 0,000 0,000 0,000 4,715 0,761 0,000 8,975 2,191 7,604 1,879 4,433 2,161 2,156 3,267 7,060 9,866 0,816 0,035 0,007 0,000 0,000 0,000 0,000 0,787 0,000 0,065 0,000 Casos 1465 413 2290 308 5038 902 642 4634 102 2787 49 233 667 144 47 3205 1445 404 302 143 428 2 0 433 3779 414 14 Taxa de Incidência 116,685 82,569 93,067 121,022 89,157 224,425 59,403 87,509 3,784 40,273 1,889 6,993 8,933 5,407 2,836 25,217 8,548 14,160 2,228 0,411 4,682 0,040 0,000 18,926 192,354 8,923 0,746 Internações 44 14 7 3 88 0 110 132 136 170 98 117 271 113 99 1043 362 11 74 244 31 11 0 37 50 54 44 Óbitos H. 0 0 0 0 5 0 2 4 2 7 2 6 8 3 6 34 4 0 2 3 0 1 0 2 1 3 2 Custo internações R$ 3.719,32 R$ 1.697,01 R$ 814,00 R$ 236,31 R$ 23.194,86 R$ 0,00 R$ 14.107,28 R$ 24.999,74 R$ 19.766,92 R$ 52.866,60 R$ 28.644,13 R$ 43.339,96 R$ 68.492,54 R$ 24.196,46 R$ 16.677,94 R$ 190.111,78 R$ 75.904,16 R$ 2.849,51 R$ 19.995,98 R$ 70.190,99 R$ 8.514,86 R$ 2.769,99 R$ 0,00 R$ 6.657,97 R$ 7.795,60 R$ 15.371,37 R$ 14.554,32 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO TABELA: A.16 - Matriz de Dados Coletados para Construção do Índice Sintético de Leishmanioses 186 TABELA: A.16 - Matriz de Dados Coletados para Construção do Índice Sintético de Leishmanioses - Cont. UF Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO RO AC AM RR PA AP TO MA PI CE RN PB PE AL SE BA MG ES RJ SP PR SC RS MS MT GO DF Visceral 1999 Tegumentar Visceral Casos Taxa de Incidência Casos Taxa de Incidência Internações Óbitos H. 0 0 0 8 45 0 86 483 184 164 118 61 106 75 95 554 96 3 6 2 0 0 0 53 5 10 0 0,000 0,000 0,000 3,069 0,780 0,000 7,763 9,016 6,777 2,338 4,496 1,819 1,409 2,790 5,638 4,311 0,561 0,104 0,044 0,006 0,000 0,000 0,000 2,273 0,251 0,211 0,000 1317 280 715 244 2177 892 453 2355 96 1490 26 113 643 72 34 3626 1973 646 186 140 453 2 0 256 2283 440 2 103,199 54,469 28,365 93,592 37,740 211,960 40,892 43,962 3,536 21,245 0,991 3,369 8,546 2,678 2,018 28,215 11,538 22,310 1,360 0,397 4,893 0,040 0,000 10,979 114,403 9,275 0,104 30 34 14 16 242 2 194 614 288 354 204 138 364 186 126 1044 530 32 126 348 56 0 0 92 92 84 88 0 0 0 0 2 0 0 18 6 8 22 2 14 16 4 38 20 0 2 6 0 0 0 6 6 2 0 Custo internações R$ 2.872,83 R$ 7.495,16 R$ 2.149,43 R$ 4.592,26 R$ 76.324,38 R$ 157,54 R$ 33.122,40 R$ 163.238,65 R$ 47.310,34 R$ 109.686,19 R$ 83.234,04 R$ 56.130,81 R$ 105.665,92 R$ 56.082,53 R$ 23.787,79 R$ 259.515,43 R$ 157.965,97 R$ 8.848,74 R$ 36.086,02 R$ 122.381,86 R$ 23.673,78 R$ 0,00 R$ 0,00 R$ 26.995,74 R$ 29.678,65 R$ 21.999,77 R$ 31.724,97 Tegumentar Casos Taxa de Incidência Casos Taxa de Incidência Internações Óbitos H. 0 0 0 8 190 0 185 842 323 332 277 174 181 136 245 715 158 24 1 19 0 0 0 34 26 47 0 0,000 0,000 0,000 2,997 3,228 0,000 16,301 15,540 11,814 4,672 10,435 5,155 2,388 5,013 14,304 5,503 0,914 0,817 0,007 0,053 0,000 0,000 0,000 1,431 1,283 0,969 0,000 1737 490 2072 146 5051 884 821 3005 106 1372 13 128 979 156 30 3323 2701 884 269 129 457 3 0 338 5504 532 10 133,939 92,814 776,257 54,698 85,807 201,009 72,341 55,460 3,877 19,306 0,490 3,792 12,914 5,750 1,752 25,575 15,616 30,088 1,948 0,360 4,874 0,059 0,000 14,228 271,588 10,972 0,508 46 66 32 28 464 8 230 942 466 786 472 320 660 316 278 1426 624 88 282 406 66 14 6 128 96 150 188 2 2 0 4 8 0 8 20 12 24 12 2 28 18 12 52 20 0 0 6 2 0 0 12 4 10 0 Custo internações R$ 7.229,31 R$ 13.578,51 R$ 6.405,38 R$ 5.868,86 R$ 184.420,51 R$ 1.653,94 R$ 41.888,98 R$ 253.046,63 R$ 96.306,82 R$ 315.560,14 R$ 194.447,48 R$ 147.229,76 R$ 295.889,22 R$ 138.704,09 R$ 60.160,03 R$ 403.726,27 R$ 221.821,39 R$ 28.905,36 R$ 59.824,04 R$ 161.515,33 R$ 27.163,49 R$ 4.991,52 R$ 1.207,80 R$ 37.809,15 R$ 27.665,95 R$ 57.033,30 R$ 54.723,04 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas 1998 1998 UF Visceral Casos 187 RO AC AM RR PA AP TO MA PI CE RN PB PE AL SE BA MG ES RJ SP PR SC RS MS MT GO DF 1 1 2 14 113 0 153 864 216 477 346 363 505 352 116 775 237 7 4 71 0 1 0 82 44 88 13 Tegumentar Taxa de Casos Incidência 0,076 0,185 0,076 5,125 1,882 0,000 13,166 15,766 7,845 6,625 12,888 10,684 6,612 12,854 6,664 5,900 1,355 0,235 0,029 0,195 0,000 0,019 0,000 3,389 2,138 1,776 0,645 1999 1421 903 1744 352 5565 592 563 4488 95 3043 11 177 1149 258 58 3799 1874 548 250 266 850 1 2 158 3921 525 1 Visceral Taxa de Óbitos Internações Incidência H. 107,846 166,644 66,029 128,862 92,675 129,033 48,447 81,897 3,450 42,263 0,410 5,209 15,043 9,422 3,332 28,922 10,713 18,385 1,794 0,732 8,954 0,019 0,020 6,530 190,549 10,598 0,050 108 58 34 12 604 10 222 786 644 1240 572 682 1038 572 316 1428 842 44 178 408 60 8 10 172 124 180 228 Custo internações 0 R$ 24.990,23 4 R$ 14.684,27 0 R$ 7.300,51 0 R$ 2.273,52 12 R$ 179.611,48 0 R$ 1.926,98 6 R$ 47.267,80 26 R$ 200.978,63 10 R$ 136.732,15 38 R$ 361.057,00 16 R$ 239.202,96 28 R$ 234.730,76 52 R$ 351.545,69 28 R$ 231.071,98 8 R$ 94.235,94 52 R$ 389.042,89 16 R$ 234.235,14 4 R$ 10.910,15 0 R$ 58.675,92 4 R$ 3.790.859,38 2 R$ 15.502,62 0 R$ 2.062,40 0 R$ 3.134,70 8 R$ 46.822,36 2 R$ 31.595,20 10 R$ 62.310,96 6 R$ 56.466,94 Tegumentar Casos Taxa de Incidência Casos 3 0 0 0 148 0 116 360 104 357 84 30 334 292 24 507 118 5 6 79 4 1 0 87 44 29 9 0,224 0,000 0,000 0,000 2,417 0,000 9,753 6,496 3,751 4,894 3,094 0,877 4,340 10,566 1,357 3,818 0,667 0,165 0,043 0,214 0,042 0,019 0,000 4,165 1,786 0,573 0,436 1975 929 2232 609 7104 338 692 5245 134 3991 21 85 796 135 85 4525 1377 176 217 621 613 3 1 438 4033 224 2 Taxa de Óbitos Internações Incidência H. 147,556 167,122 82,607 217,943 116,005 70,725 58,180 94,639 4,833 54,715 0,773 2,485 10,343 4,885 4,806 34,078 7,784 5,821 1,543 1,683 6,378 0,057 0,010 20,967 163,686 4,428 0,097 898 937 182 9 8011 8 228 868 837 6618 204 309 3441 1995 278 7193 8122 1212 5445 22986 1552 8 3 756 228 2029 645 0 0 0 0 6 0 2 20 14 18 8 14 28 18 16 38 18 0 0 14 2 0 0 6 2 4 4 Custo internações R$ 19.631,35 R$ 13.105,98 R$ 6.757,74 R$ 3.340,90 R$ 130.753,24 R$ 4.887,68 R$ 26.094,83 R$ 136.963,61 R$ 117.158,19 R$ 277.317,58 R$ 138.831,59 R$ 146.658,20 R$ 234.915,51 R$ 178.444,15 R$ 65.228,04 R$ 262.267,88 R$ 145.301,79 R$ 6.706,83 R$ 27.336,99 R$ 197.355,82 R$ 19.645,66 R$ 4.077,16 R$ 1.595,76 R$ 52.884,83 R$ 31.228,63 R$ 43.349,26 R$ 37.343,66 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO TABELA: A.16 - Matriz de Dados Coletados para Construção do Índice Sintético de Leishmanioses - Cont. 188 TABELA: A.17 - Matriz de Dados Utilizados para Construção do Índice Sintético de Leishmanioses UF Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO RO AC AM RR PA AP TO MA PI CE RN PB PE AL SE BA MG ES RJ SP PR SC RS MS MT GO DF Visceral Tegumentar Taxa de Incidência Taxa de Incidência 0,000 0,000 0,000 7,688 0,817 0,000 6,580 2,757 8,941 3,231 2,775 2,692 2,811 3,912 12,931 13,140 0,996 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,537 0,000 0,066 0,000 141,381 101,325 41,351 122,607 91,492 148,369 82,297 72,652 3,591 41,017 1,641 5,234 9,650 3,076 1,170 28,633 9,021 8,706 2,103 0,994 6,842 0,021 0,000 7,961 217,602 7,708 0,000 Internações 0,510 0,153 0,662 0,357 1,732 0,051 2,191 4,076 3,516 6,701 2,675 2,955 10,064 2,803 3,389 34,828 9,401 0,459 1,758 5,885 0,790 0,025 0,000 1,197 0,994 1,554 1,274 1997 Óbitos H. 0,781 0,000 0,000 0,781 0,781 0,000 4,688 2,344 2,344 7,031 3,906 3,906 14,063 3,906 3,906 32,813 9,375 0,000 0,781 3,125 1,563 0,000 0,000 0,781 0,000 1,563 1,563 Custo internações 0,401 0,116 0,326 0,243 2,039 0,028 1,443 3,547 2,249 7,562 3,813 4,174 11,342 3,361 2,283 28,530 9,570 0,496 2,311 7,578 1,306 0,012 0,000 2,097 0,602 2,199 2,372 Visceral Tegumentar Taxa de Incidência Taxa de Incidência 0,000 0,000 0,000 4,715 0,761 0,000 8,975 2,191 7,604 1,879 4,433 2,161 2,156 3,267 7,060 9,866 0,816 0,035 0,007 0,000 0,000 0,000 0,000 0,787 0,000 0,065 0,000 116,685 82,569 93,067 121,022 89,157 224,425 59,403 87,509 3,784 40,273 1,889 6,993 8,933 5,407 2,836 25,217 8,548 14,160 2,228 0,411 4,682 0,040 0,000 18,926 192,354 8,923 0,746 Internações Óbitos H. 1,308 0,416 0,208 0,089 2,617 0,000 3,271 3,925 4,044 5,055 2,914 3,479 8,058 3,360 2,944 31,014 10,764 0,327 2,200 7,255 0,922 0,327 0,000 1,100 1,487 1,606 1,308 0,000 0,000 0,000 0,000 5,155 0,000 2,062 4,124 2,062 7,216 2,062 6,186 8,247 3,093 6,186 35,052 4,124 0,000 2,062 3,093 0,000 1,031 0,000 2,062 1,031 3,093 2,062 Custo internações 0,504 0,230 0,110 0,032 3,145 0,000 1,913 3,390 2,680 7,169 3,884 5,877 9,288 3,281 2,262 25,779 10,293 0,386 2,711 9,518 1,155 0,376 0,000 0,903 1,057 2,084 1,974 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas 1996 1998 UF 189 RO AC AM RR PA AP TO MA PI CE RN PB PE AL SE BA MG ES RJ SP PR SC RS MS MT GO DF Visceral Tegumentar Taxa de Incidência Taxa de Incidência 0,000 0,000 0,000 3,069 0,780 0,000 7,763 9,016 6,777 2,338 4,496 1,819 1,409 2,790 5,638 4,311 0,561 0,104 0,044 0,006 0,000 0,000 0,000 2,273 0,251 0,211 0,000 103,199 54,469 28,365 93,592 37,740 211,960 40,892 43,962 3,536 21,245 0,991 3,369 8,546 2,678 2,018 28,215 11,538 22,310 1,360 0,397 4,893 0,040 0,000 10,979 114,403 9,275 0,104 1999 Internações 0,566 0,642 0,264 0,302 4,568 0,038 3,662 11,589 5,436 6,682 3,851 2,605 6,871 3,511 2,378 19,706 10,004 0,604 2,378 6,569 1,057 0,000 0,000 1,737 1,737 1,586 1,661 Óbitos H. 0,000 0,000 0,000 0,000 1,163 0,000 0,000 10,465 3,488 4,651 12,791 1,163 8,140 9,302 2,326 22,093 11,628 0,000 1,163 3,488 0,000 0,000 0,000 3,488 3,488 1,163 0,000 Custo internações 0,193 0,503 0,144 0,308 5,120 0,011 2,222 10,950 3,174 7,358 5,583 3,765 7,088 3,762 1,596 17,409 10,597 0,594 2,421 8,210 1,588 0,000 0,000 1,811 1,991 1,476 2,128 Visceral Tegumentar Taxa de Incidência Taxa de Incidência 0,000 0,000 0,000 2,997 3,228 0,000 16,301 15,540 11,814 4,672 10,435 5,155 2,388 5,013 14,304 5,503 0,914 0,817 0,007 0,053 0,000 0,000 0,000 1,431 1,283 0,969 0,000 133,939 92,814 776,257 54,698 85,807 201,009 72,341 55,460 3,877 19,306 0,490 3,792 12,914 5,750 1,752 25,575 15,616 30,088 1,948 0,360 4,874 0,059 0,000 14,228 271,588 10,972 0,508 Internações 0,536 0,769 0,373 0,326 5,403 0,093 2,678 10,969 5,426 9,152 5,496 3,726 7,685 3,680 3,237 16,605 7,266 1,025 3,284 4,728 0,769 0,163 0,070 1,490 1,118 1,747 2,189 Óbitos H. 0,775 0,775 0,000 1,550 3,101 0,000 3,101 7,752 4,651 9,302 4,651 0,775 10,853 6,977 4,651 20,155 7,752 0,000 0,000 2,326 0,775 0,000 0,000 4,651 1,550 3,876 0,000 Custo internações 0,254 0,477 0,225 0,206 6,474 0,058 1,470 8,883 3,381 11,077 6,826 5,168 10,387 4,869 2,112 14,172 7,787 1,015 2,100 5,670 0,954 0,175 0,042 1,327 0,971 2,002 1,921 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO TABELA: A.17 - Matriz de Dados Utilizados para Construção do Índice Sintético de Leishmanioses - Cont. 190 TABELA: A.17 - Matriz de Dados Utilizados para Construção do Índice Sintético de Leishmanioses - Cont. UF Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO RO AC AM RR PA AP TO MA PI CE RN PB PE AL SE BA MG ES RJ SP PR SC RS MS MT GO DF Visceral Tegumentar Taxa de Incidência Taxa de Incidência 0,076 0,185 0,076 5,125 1,882 0,000 13,166 15,766 7,845 6,625 12,888 10,684 6,612 12,854 6,664 5,900 1,355 0,235 0,029 0,195 0,000 0,019 0,000 3,389 2,138 1,776 0,645 107,846 166,644 66,029 128,862 92,675 129,033 48,447 81,897 3,450 42,263 0,410 5,209 15,043 9,422 3,332 28,922 10,713 18,385 1,794 0,732 8,954 0,019 0,020 6,530 190,549 10,598 0,050 2001 Internações 1,021 0,548 0,321 0,113 5,709 0,095 2,098 7,429 6,087 11,720 5,406 6,446 9,811 5,406 2,987 13,497 7,958 0,416 1,682 3,856 0,567 0,076 0,095 1,626 1,172 1,701 2,155 Óbitos H. 0,000 1,205 0,000 0,000 3,614 0,000 1,807 7,831 3,012 11,446 4,819 8,434 15,663 8,434 2,410 15,663 4,819 1,205 0,000 1,205 0,602 0,000 0,000 2,410 0,602 3,012 1,807 Custo internações 0,366 0,215 0,107 0,033 2,630 0,028 0,692 2,943 2,002 5,287 3,503 3,437 5,148 3,384 1,380 5,697 3,430 0,160 0,859 55,509 0,227 0,030 0,046 0,686 0,463 0,912 0,827 Visceral Tegumentar Taxa de Incidência Taxa de Incidência 0,224 0,000 0,000 0,000 2,417 0,000 9,753 6,496 3,751 4,894 3,094 0,877 4,340 10,566 1,357 3,818 0,667 0,165 0,043 0,214 0,042 0,019 0,000 4,165 1,786 0,573 0,436 147,556 167,122 82,607 217,943 116,005 70,725 58,180 94,639 4,833 54,715 0,773 2,485 10,343 4,885 4,806 34,078 7,784 5,821 1,543 1,683 6,378 0,057 0,010 20,967 163,686 4,428 0,097 Internações 1,198 1,249 0,243 0,012 10,681 0,011 0,304 1,157 1,116 8,824 0,272 0,412 4,588 2,660 0,371 9,590 10,830 1,616 7,259 30,647 2,070 0,011 0,004 1,007 0,304 2,705 0,860 Óbitos H. 0,000 0,000 0,000 0,000 2,586 0,000 0,862 8,621 6,034 7,759 3,448 6,034 12,069 7,759 6,897 16,379 7,759 0,000 0,000 6,034 0,862 0,000 0,000 2,586 0,862 1,724 1,724 Custo internações 0,843 0,563 0,290 0,143 5,614 0,210 1,120 5,880 5,030 11,906 5,961 6,297 10,086 7,661 2,800 11,260 6,238 0,288 1,174 8,473 0,843 0,175 0,069 2,271 1,341 1,861 1,603 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas 2000 1996 UF 191 RO AC AM RR PA AP TO MA PI CE RN PB PE AL SE BA MG ES RJ SP PR SC RS MS MT GO DF Visceral Tegumentar Taxa de Incidência Taxa de Incidência 0,000 0,000 0,000 0,585 0,062 0,000 0,501 0,210 0,680 0,246 0,211 0,205 0,214 0,298 0,984 1,000 0,076 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,041 0,000 0,005 0,000 0,650 0,466 0,190 0,563 0,420 0,682 0,378 0,334 0,017 0,188 0,008 0,024 0,044 0,014 0,005 0,132 0,041 0,040 0,010 0,005 0,031 0,000 0,000 0,037 1,000 0,035 0,000 1997 Internações 0,015 0,004 0,019 0,010 0,050 0,001 0,063 0,117 0,101 0,192 0,077 0,085 0,289 0,080 0,097 1,000 0,270 0,013 0,050 0,169 0,023 0,001 0,000 0,034 0,029 0,045 0,037 Óbitos H. 0,024 0,000 0,000 0,024 0,024 0,000 0,143 0,071 0,071 0,214 0,119 0,119 0,429 0,119 0,119 1,000 0,286 0,000 0,024 0,095 0,048 0,000 0,000 0,024 0,000 0,048 0,048 Custo internações 0,014 0,004 0,011 0,009 0,071 0,001 0,051 0,124 0,079 0,265 0,134 0,146 0,398 0,118 0,080 1,000 0,335 0,017 0,081 0,266 0,046 0,000 0,000 0,074 0,021 0,077 0,083 Visceral Tegumentar Taxa de Incidência Taxa de Incidência 0,000 0,000 0,000 0,478 0,077 0,000 0,910 0,222 0,771 0,190 0,449 0,219 0,219 0,331 0,716 1,000 0,083 0,004 0,001 0,000 0,000 0,000 0,000 0,080 0,000 0,007 0,000 0,520 0,368 0,415 0,539 0,397 1,000 0,265 0,390 0,017 0,179 0,008 0,031 0,040 0,024 0,013 0,112 0,038 0,063 0,010 0,002 0,021 0,000 0,000 0,084 0,857 0,040 0,003 Internações 0,042 0,013 0,007 0,003 0,084 0,000 0,105 0,127 0,130 0,163 0,094 0,112 0,260 0,108 0,095 1,000 0,347 0,011 0,071 0,234 0,030 0,011 0,000 0,035 0,048 0,052 0,042 Óbitos H. 0,000 0,000 0,000 0,000 0,147 0,000 0,059 0,118 0,059 0,206 0,059 0,176 0,235 0,088 0,176 1,000 0,118 0,000 0,059 0,088 0,000 0,029 0,000 0,059 0,029 0,088 0,059 Custo internações 0,020 0,009 0,004 0,001 0,122 0,000 0,074 0,132 0,104 0,278 0,151 0,228 0,360 0,127 0,088 1,000 0,399 0,015 0,105 0,369 0,045 0,015 0,000 0,035 0,041 0,081 0,077 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO TABELA: A.18 - Indicadores Padronizados e Cálculo do Índice Sintético de Leishmanioses 192 TABELA: A.18 - Indicadores Padronizados e Cálculo do Índice Sintético de Leishmanioses - Cont. UF Visceral Tegumentar Taxa de Taxa de Incidência Incidência Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO RO AC AM RR PA AP TO MA PI CE RN PB PE AL SE BA MG ES RJ SP PR SC RS MS MT GO DF 0,000 0,000 0,000 0,340 0,087 0,000 0,861 1,000 0,752 0,259 0,499 0,202 0,156 0,309 0,625 0,478 0,062 0,012 0,005 0,001 0,000 0,000 0,000 0,252 0,028 0,023 0,000 1999 0,487 0,257 0,134 0,442 0,178 1,000 0,193 0,207 0,017 0,100 0,005 0,016 0,040 0,013 0,010 0,133 0,054 0,105 0,006 0,002 0,023 0,000 0,000 0,052 0,540 0,044 0,000 Internações 0,029 0,033 0,013 0,015 0,232 0,002 0,186 0,588 0,276 0,339 0,195 0,132 0,349 0,178 0,121 1,000 0,508 0,031 0,121 0,333 0,054 0,000 0,000 0,088 0,088 0,080 0,084 Óbitos H. 0,000 0,000 0,000 0,000 0,053 0,000 0,000 0,474 0,158 0,211 0,579 0,053 0,368 0,421 0,105 1,000 0,526 0,000 0,053 0,158 0,000 0,000 0,000 0,158 0,158 0,053 0,000 Custo internações 0,011 0,029 0,008 0,018 0,294 0,001 0,128 0,629 0,182 0,423 0,321 0,216 0,407 0,216 0,092 1,000 0,609 0,034 0,139 0,472 0,091 0,000 0,000 0,104 0,114 0,085 0,122 Visceral Tegumentar Taxa de Incidência Taxa de Incidência 0,000 0,000 0,000 0,184 0,198 0,000 1,000 0,953 0,725 0,287 0,640 0,316 0,146 0,308 0,877 0,338 0,056 0,050 0,000 0,003 0,000 0,000 0,000 0,088 0,079 0,059 0,000 0,173 0,120 1,000 0,070 0,111 0,259 0,093 0,071 0,005 0,025 0,001 0,005 0,017 0,007 0,002 0,033 0,020 0,039 0,003 0,000 0,006 0,000 0,000 0,018 0,350 0,014 0,001 Internações 0,032 0,046 0,023 0,020 0,327 0,006 0,162 0,663 0,328 0,554 0,332 0,225 0,465 0,223 0,196 1,004 0,439 0,062 0,199 0,286 0,046 0,010 0,004 0,090 0,068 0,106 0,132 Óbitos H. Custo internações 0,038 0,038 0,000 0,077 0,154 0,000 0,154 0,385 0,231 0,462 0,231 0,038 0,538 0,346 0,231 1,000 0,385 0,000 0,000 0,115 0,038 0,000 0,000 0,231 0,077 0,192 0,000 0,018 0,034 0,016 0,015 0,458 0,004 0,104 0,629 0,239 0,784 0,483 0,366 0,735 0,345 0,149 1,003 0,551 0,072 0,149 0,401 0,067 0,012 0,003 0,094 0,069 0,142 0,136 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas 1998 2000 UF 193 RO AC AM RR PA AP TO MA PI CE RN PB PE AL SE BA MG ES RJ SP PR SC RS MS MT GO DF Visceral Tegumentar Taxa de Incidência Taxa de Incidência 0,005 0,012 0,005 0,325 0,119 0,000 0,835 1,000 0,498 0,420 0,817 0,678 0,419 0,815 0,423 0,374 0,086 0,015 0,002 0,012 0,000 0,001 0,000 0,215 0,136 0,113 0,041 0,566 0,875 0,347 0,676 0,486 0,677 0,254 0,430 0,018 0,222 0,002 0,027 0,079 0,049 0,017 0,152 0,056 0,096 0,009 0,004 0,047 0,000 0,000 0,034 1,000 0,056 0,000 2001 Internações 0,076 0,041 0,024 0,008 0,425 0,007 0,156 0,554 0,454 0,873 0,403 0,480 0,731 0,403 0,223 1,006 0,593 0,031 0,125 0,287 0,042 0,006 0,007 0,121 0,087 0,127 0,161 Óbitos H. 0,000 0,077 0,000 0,000 0,231 0,000 0,115 0,500 0,192 0,731 0,308 0,538 1,000 0,538 0,154 1,000 0,308 0,077 0,000 0,077 0,038 0,000 0,000 0,154 0,038 0,192 0,115 Custo internações 0,007 0,004 0,002 0,001 0,047 0,001 0,012 0,053 0,036 0,095 0,063 0,062 0,093 0,061 0,025 0,103 0,062 0,003 0,015 1,001 0,004 0,001 0,001 0,012 0,008 0,016 0,015 Visceral Tegumentar Taxa de Incidência Taxa de Incidência 0,021 0,000 0,000 0,000 0,229 0,000 0,923 0,615 0,355 0,463 0,293 0,083 0,411 1,000 0,128 0,361 0,063 0,016 0,004 0,020 0,004 0,002 0,000 0,394 0,169 0,054 0,041 0,677 0,767 0,379 1,000 0,532 0,325 0,267 0,434 0,022 0,251 0,004 0,011 0,047 0,022 0,022 0,156 0,036 0,027 0,007 0,008 0,029 0,000 0,000 0,096 0,751 0,020 0,000 INDICE Internações 0,039 0,041 0,008 0,000 0,349 0,000 0,010 0,038 0,036 0,288 0,009 0,013 0,150 0,087 0,012 0,313 0,353 0,053 0,237 1,000 0,068 0,000 0,000 0,033 0,010 0,088 0,028 Óbitos H. 0,000 0,000 0,000 0,000 0,158 0,000 0,053 0,526 0,368 0,474 0,211 0,368 0,737 0,474 0,421 1,000 0,474 0,000 0,000 0,368 0,053 0,000 0,000 0,158 0,053 0,105 0,105 Custo internações 0,071 0,048 0,025 0,012 0,474 0,018 0,095 0,497 0,425 1,006 0,504 0,532 0,852 0,647 0,237 0,951 0,527 0,024 0,099 0,716 0,071 0,015 0,006 0,192 0,113 0,157 0,135 0,118 0,109 0,088 0,181 0,220 0,133 0,272 0,403 0,245 0,346 0,240 0,190 0,341 0,259 0,215 0,688 0,259 0,030 0,053 0,216 0,031 0,003 0,001 0,103 0,199 0,073 0,049 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO TABELA: A.18 - Indicadores Padronizados e Cálculo do Índice Sintético de Leishmanioses - Cont. 194 TABELA: A.19 - Matriz de Dados Utilizados na Construção do Índice Sintético de Hantavirose UF Casos Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO RO AC AM RR PA AP TO MA PI CE RN PB PE AL SE BA MG ES RJ SP PR SC RS MS MT GO DF 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 2 0 0 0 0 0 0 0 1997 Taxa de Incidência 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0080 0,0000 0,0000 0,0000 0,0059 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 Casos 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1998 Taxa de Incidência 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 Casos 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 3 0 0 5 0 0 4 0 0 0 0 1999 Taxa de Incidência 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0175 0,0000 0,0000 0,0142 0,0000 0,0000 0,0405 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 Casos 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 3 0 0 10 5 1 4 3 0 0 0 2000 Taxa de Incidência 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0173 0,0000 0,0000 0,0279 0,0533 0,0196 0,0401 0,1263 0,0000 0,0000 0,0000 Casos 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 9 0 0 1 25 5 10 2 0 1 0 2001 Taxa de Incidência 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0167 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0515 0,0000 0,0000 0,0028 0,2634 0,0967 0,0992 0,0827 0,0000 0,0202 0,0000 Casos 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 5 0 0 7 29 17 6 11 0 0 0 Taxa de Incidência 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0283 0,0000 0,0000 0,0190 0,3018 0,3245 0,0589 0,5266 0,0000 0,0000 0,0000 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas 1996 UF 1996 1998 RO AC AM RR PA AP TO MA PI CE RN PB PE AL SE BA MG ES RJ SP PR SC RS MS MT GO DF 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 1,000 0,000 0,000 0,000 0,735 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,433 0,000 0,000 0,350 0,000 0,000 1,000 0,000 0,000 0,000 0,000 1999 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,137 0,000 0,000 0,221 0,422 0,155 0,318 1,000 0,000 0,000 0,000 2000 2001 INDICE 0,000 0,000 0,000 0,000 0,063 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,195 0,000 0,000 0,010 1,000 0,367 0,377 0,314 0,000 0,077 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,054 0,000 0,000 0,036 0,573 0,616 0,112 1,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,013 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,200 0,164 0,000 0,000 0,270 0,399 0,228 0,361 0,463 0,000 0,015 0,000 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO TABELA: A.20 - Indicadores Padronizados e Cálculo do Índice Sintético de Hantavirose 195 196 TABELA: A.21 - Construção do Índice de Vulnerabilidade Epidemiológica (IVE) DENGUE LEPTOSPI ROSE MALARIA LEISHMA NIOSE HANTAVI ROSE UF IVE INDICE Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO RO AC AM RR PA AP TO MA PI CE RN PB PE AL SE BA MG ES RJ SP PR SC RS MS MT GO DF 0,001 0,017 0,018 0,000 0,041 0,000 0,005 0,010 0,007 0,155 0,030 0,196 0,437 0,732 0,108 0,213 0,090 0,002 0,076 0,172 0,039 0,008 0,068 0,004 0,007 0,006 0,005 PESO x INDICE 0,01 0,12 0,13 0,00 0,28 0,00 0,03 0,07 0,05 1,08 0,21 1,37 3,06 5,13 0,76 1,49 0,63 0,01 0,53 1,21 0,28 0,06 0,48 0,03 0,05 0,04 0,03 INDICE 0,024 0,024 0,097 0,134 0,395 0,018 0,144 0,262 0,137 0,194 0,453 0,356 0,447 0,059 0,254 0,439 0,198 0,118 0,153 0,071 0,013 0,001 0,000 0,065 0,124 0,046 0,012 PESO x INDICE 0,17 0,17 0,68 0,94 2,77 0,13 1,01 1,84 0,96 1,36 3,17 2,49 3,13 0,41 1,78 3,07 1,38 0,83 1,07 0,50 0,09 0,00 0,00 0,46 0,87 0,32 0,09 INDICE 0,399 0,144 0,306 0,251 0,824 0,222 0,041 0,151 0,031 0,003 0,001 0,000 0,001 0,002 0,000 0,002 0,007 0,002 0,005 0,015 0,003 0,004 0,001 0,001 0,113 0,015 0,001 PESO x INDICE 4,39 1,58 3,36 2,76 9,06 2,44 0,45 1,66 0,34 0,03 0,02 0,01 0,01 0,02 0,00 0,02 0,08 0,02 0,05 0,16 0,03 0,04 0,01 0,01 1,24 0,16 0,01 INDICE 0,007 0,092 0,051 0,004 0,316 0,269 0,004 0,055 0,001 0,079 0,037 0,051 0,478 0,098 0,097 0,434 0,092 0,047 0,467 0,662 0,202 0,276 0,349 0,007 0,068 0,010 0,043 PESO x INDICE 0,03 0,46 0,26 0,02 1,58 1,35 0,02 0,27 0,00 0,39 0,18 0,25 2,39 0,49 0,49 2,17 0,46 0,24 2,33 3,31 1,01 1,38 1,75 0,04 0,34 0,05 0,21 INDICE 0,118 0,109 0,088 0,181 0,220 0,133 0,272 0,403 0,245 0,346 0,240 0,190 0,341 0,259 0,215 0,688 0,259 0,030 0,053 0,216 0,031 0,003 0,001 0,103 0,199 0,073 0,049 PESO x INDICE 1,06 0,99 0,79 1,62 1,98 1,19 2,44 3,63 2,20 3,12 2,16 1,71 3,07 2,33 1,93 6,19 2,33 0,27 0,48 1,95 0,28 0,03 0,01 0,93 1,79 0,66 0,44 INDICE 0,000 0,000 0,000 0,000 0,013 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,200 0,164 0,000 0,000 0,270 0,399 0,228 0,361 0,463 0,000 0,015 0,000 PESO x INDICE 0,00 0,00 0,00 0,00 0,15 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 2,40 1,97 0,00 0,00 3,25 4,79 2,73 4,34 5,55 0,00 0,18 0,00 0,11 0,06 0,10 0,10 0,31 0,10 0,08 0,15 0,07 0,12 0,11 0,11 0,23 0,16 0,10 0,30 0,13 0,03 0,09 0,20 0,13 0,08 0,13 0,14 0,08 0,03 0,02 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas COLERA MÊS UF TOTAL JAN RO AC AM RR PA AP TO MA PI CE RN PB PE AL SE BA MG ES RJ SP PR SC RS MS MT GO 5 3 4 9 4 9 10 16 13 16 11 9 15 26 16 14 9 13 12 11 8 11 6 5 10 11 1 3 1 3 1 1 3 1 3 2 - FEV 1 1 1 1 1 2 1 2 1 4 1 3 3 1 1 1 1 - MAR 1 1 1 1 3 1 1 1 1 1 ABR 1 1 2 1 1 3 1 1 - MAI 1 1 1 1 1 1 2 1 1 2 1 2 - JUN 1 2 1 1 1 1 2 1 1 1 3 6 1 1 1 1 JUL 2 1 2 3 1 2 1 1 3 1 1 2 2 AGO 1 1 1 1 4 2 2 1 1 3 2 3 2 4 3 SET 2 4 1 1 1 1 3 1 1 1 2 2 1 1 3 3 OUT NOV DEZ 2 4 4 2 4 2 2 3 4 2 1 1 1 - 1 1 1 3 3 4 1 1 1 1 1 - 3 2 3 2 1 2 4 4 3 2 3 4 1 2 1 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO TABELA: A.22 - Número de Meses com Valores Extremos Altos de Precipitação Total por Mês 197 198 TABELA: A.23 - Número de Meses com Valores Extremos Baixos de Precipitação Total por Mês UF TOTAL JAN Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO RO AC AM RR PA AP TO MA PI CE RN PB PE AL SE BA MG ES RJ SP PR SC RS MS MT GO 2 0 5 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 2 2 - FEV MAR - 1 - ABR - MAI - JUN 1 - JUL - AGO - SET - OUT - NOV DEZ 2 - 2 2 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas MÊS UF Número de meses RO AC AM RR PA AP TO MA PI CE RN PB PE AL SE BA MG ES RJ SP PR SC RS MS MT GO 5 3 4 9 4 9 10 16 13 16 11 9 15 26 16 14 9 13 12 11 8 11 6 5 10 11 % meses IVC 0,99 0,76 0,79 1,79 0,79 1,79 1,98 3,17 2,58 3,17 2,18 1,79 2,98 5,16 3,17 2,78 1,79 2,58 2,38 2,18 1,59 2,18 1,19 0,99 1,98 2,18 0,052 0,000 0,007 0,233 0,007 0,233 0,278 0,549 0,413 0,549 0,323 0,233 0,504 1,000 0,549 0,459 0,233 0,413 0,368 0,323 0,188 0,323 0,098 0,052 0,278 0,323 ATENÇÃO: A FORMULA DA LINHA AC ESTÁ COM 394*100 AS DEMAIS ESTÃO COM 504 NO LUGAR DE 394 Análise da Vulnerabilidade da População Brasileira aos Impactos Sanitários das Mudanças Climáticas Convênio MCT / Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/ PMAGS /ABRASCO TABELA: A.24 - Cálculo do Índice de Vulnerabilidade Climatológica 199 Pedro Renato Barbosa Diagramação e Designer Gráficos FIOCRUZ PMGAS ABRASCO