INFORMATIVO
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Ano II - Janeiro de 2013 - Volume 9
UHE Teles Pires irá utilizar turbinas tipo Francis
de eixo vertical para produzir 1.820 megawatts
Projeto é considerado referência na America Latina em equipamentos para médias quedas d’água
Q
uando estiver em funcionamento,
a UHE Teles Pires terá capacidade
para gerar 1.820 megawatts. A
energia produzida será capaz de atender uma cidade com 5 milhões de pessoas. Toda essa produção será possível
após instalação das cinco turbinas do
tipo Francis para médias quedas d’água.
De acordo com o site da fabricante do
material, a Alstom, o projeto Teles Pires
é considerado uma referência em equi-
pamentos para médias quedas na América Latina, especialmente em função do
tamanho dos rotores que serão os maiores já fornecidos na região.
As turbinas estão sendo fabricadas na
unidade da Alstom em Taubaté (SP). O
gerente de Montagem de Eletromecânica da Odebrecht Energia, Ricardo
Martins Souza Tavares, explica que, cada
turbina possui diâmetro de 8.73 metros.
O transporte das turbinas de Taubaté (SP) até Paranaíta (MT) vai percorrer cerca de 2,4 mil quilômetros e
envolverá uma complexa logística. As
turbinas serão transportadas por via
terrestre com um aparato especial
devido ao elevado peso do material.
Somente o rotor da turbina pesa 287
toneladas. O conjunto de cada turbina pesa 2,4 mil toneladas.
Leia pág. 6
Leia mais
Resgate de plantas
Equipe composta por especialistas
realizam resgate de flora na região
de influência da UHE Teles Pires. Ação
faz parte do Programa de Salvamento
de Germoplasma Vegetal e Viveiro de
Mudas como instrumento importante
para compensar parte da perda de
biodiversidade vegetal natural causada
pela implantação da UHE Teles Pires.
Leia pág. 3
Valorização
de mão de obra
Rodovia
As obras da Usina Hidrelétrica Teles
Pires abrigam aproximadamente 4
mil trabalhadores. Uma das metas
da Companhia Hidrelétrica Teles
Pires (CHTP) é a valorização da
mão de obra local.
Leia pág. 4
Rodovia da Energia garantirá
transporte adequado às turbinas
da UHE Teles Pires. Proprietários
rurais da Gleba Mandacaru que
residem próximos da estrada
também irão usufruir do trecho.
Leia pág. 5
Janeiro de 2013 - Ano II, Volume 9
Editorial
L
ocalizado a 80 quilômetros do núcleo urbano de Paranaíta, na divisa dos estados de Mato Grosso e Pará, o canteiro de obras da UHE Teles Pires é referência para outros
empreendimentos hidrelétricos no que se refere a infraestrutura voltada para o trabalhador. Alojamentos com isolamento térmico e acústico são características que credenciam
o canteiro de obras da UHE Teles Pires, como um dos melhores do Brasil.
Este ano a construção da Usina entra na fase de maior
movimento – o chamado pico da obra -, a expectativa é de
que aproximadamente 6 mil trabalhadores estejam envolvidos com a construção da UHE Teles Pires.
Para acomodar todo este contingente de mão-de-obra,
um dos focos de preocupação para a Companhia Hidrelétrica
Teles Pires é o bem-estar dos trabalhadores. Pensando nisso,
uma série de opções de entretenimento e lazer foram criados com a intenção de amenizar o cansaço e o estresse dos
funcionários no dia-a-dia das obras.
Para se ter uma ideia, dentro do canteiro os operários
contam com uma rádio interna FM que pode ser sintonizada
na freqüência 105,9 e que toca músicas nos estilos escolhidos pelos operários como, sertanejo e forró. Os trabalhadores também interagem e participam da programação com
pedidos de músicas. A TV Viva+ é outro recurso de entretenimento que divulga internamente as atividades que são
desenvolvidas no canteiro como, avisos importantes, transmissão de campeonatos internos e atividades culturais, são
alguns exemplos.
Também é possível encontrar cinema, mini mercado,
lanchonete, salão de beleza, farmácia, espaço ecumênico,
pizzaria, sala de leitura, biblioteca e academia. Essas são
algumas das opções que os operários têm a sua disposição,
dentro deste complexo de entretenimento.
Em caso de alguma lesão em decorrência do trabalho,
os trabalhadores recebem todo o suporte necessário para
sua reabilitação. Além de profissionais que atendem a saúde,
também há convênios com hospitais de Paranaíta, Alta Floresta e Cuiabá. Caso seja necessário, uma UTI Móvel também
está à disposição.
O rio Teles Pires recebeu esse nome em 1882 em homenagem ao Capitão Antonio Lourenço Teles
Pires, militar que organizou e chefiou missão científica de reconhecimento da bacia amazônica. O foco da
missão era o rio Paranatinga, onde 23 pessoas da missão, inclusive o Capitão Teles Pires, morreram em
um acidente. Em sua homenagem o Rio Paranatinga passou a ser chamado, de seu alto curso até sua foz,
quando junta-se com o Juruena e formam o Tapajós, de Rio Teles Pires. É um dos rios mais importantes do
país, banhando três estados (Minas Gerais, Mato Grosso e Pará). As informações constam do site Portal
Mato Grosso (www.mteseusmunicipios.com.br ).
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Boletim Informativo Companhia Hidrelétrica Teles Pires
Meio Ambiente
Resgate de plantas visa mitigar
impacto da UHE Teles Pires
registro fotográfico de cada exemplar.
A atenção especial das equipes nesse
momento está voltada para o resgate
e realocação das epífitas (orquídeas e
bromélias) nas Áreas de Preservação
Permanentes (APPs).
O resgate da flora existente na
área da UHE Teles Pires é parte do
Programa de Salvamento de Germoplasta Vegetal (P.14), que compõe o
Projeto Básico Ambiental da UHE Teles
Pires, e tem como objetivo minimizar o
impacto relacionado à perda da cobertura vegetal provocada pela implantação do empreendimento, além de
compensar, parcialmente, os impactos
relacionados à alteração da vegetação
nas áreas de intervenção.
Durante as atividades de supressão vegetal da área em que está sendo
construída a usina, as equipes de resgate da flora acompanham os trabalhos
de forma a recolher o maior número
possível de exemplares de epífitas das
copas das árvores tombadas.
Equipe de especialistas percorrem áreas de impacto em busca de eventuais resgates
O
s trabalhos da equipe de
resgate de flora, existente
na área em que está sendo
implantada a Usina Hidrelétrica
Teles Pires começam cedo. As atividades são iniciadas no início da
manhã, logo após o dia clarear, e se
estendem até pouco antes do fim
da tarde. “As equipes permanecem
no campo realizando o resgate das
plantas durante todo o dia”, conta
um dos integrantes da equipe.
As equipes de resgate são compostas por Biólogos, Engenheiros Florestais e Auxiliares. Cabe às equipes
recolher epífitas/hemipífitas, acondicioná-las em embalagens plásticas e
encaminhá-las ao Centro de Triagem,
onde todo o material é catalogado,
com as seguintes informações: data de
coleta, identificação botânica, coordenada e hábito (terrestre, epífita, rupícola ou saxícola), explica o profissional envolvido. Também é realizado o
As epífitas encontradas nos troncos das árvores ou rochas são retiradas de forma manual ou com o auxílio
de um facão, quando então a casca
externa é também removida. Bromélias saxícolas (as que evoluem sobre as
rochas) também são retiradas das frestas das rochas com auxílio de ferramentas, como facão ou canivete, junto
com suas raízes e parte do substrato,
visando diminuir o estresse fisiológico
nas plantas.
Além de permitir a preservação das espécies da flora da região, o
Programa de Salvamento de Germoplasma Vegetal também contribui para
conhecimento da flora local. As informações sobre as espécies resgatadas
na região são compartilhadas com a
comunidade acadêmica através de
parceria com o Herbário da Amazônia
Meridional – HERBAM da Universidade
do Estado de Mato Grosso.
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Janeiro de 2013 - Ano II, Volume 9
Medidas Compensatórias
Valorização da mão de obra local
é preocupação da UHE Teles Pires
C
om pouco mais de um ano de
execução, as obras da Usina
Hidrelétrica Teles Pires abrigam,
atualmente, 3.952 trabalhadores,
incluindo o pessoal contratado diretamente pela Odebrecht Infraestutura,
pelos subcontratados e pela Companhia Hidrelétrica Teles Pires (CHTP),
empresa responsável pela implantação do empreendimento.
Em 2013, quando a obra entrar
em sua fase de maior movimento – o
chamado pico da obra -, a expectativa
é de que aproximadamente 6 mil trabalhadores estejam envolvidos com a
construção da UHE Teles Pires. A previsão é de que a obra esteja concluída
em 45 meses, em média.
Do total de trabalhadores em atividade, atualmente, apenas 7% são
mulheres. Os outros 93% são do sexo
masculino. A faixa etária é bastante
variada, sendo que a que concentra
um maior número de operários é a que
tem idade entre 25 a 34 anos (38,32%).
Um total de 23,19% tem idade entre
18 a 24 anos. A faixa etária de 35 a
44 anos contém 22,05% do pessoal.
Cerca de 11% do pessoal tem entre
45 a 54 anos. É pequeno o número de
trabalhadores com mais de 55 anos. O
levantamento da Odebrecht Infraestrutura mostra que 4,82% tem entre
54 a 64 anos, e que 0,43% tem mais de
65 anos.
Como forma de potencializar o
desenvolvimento que a UHE trará à
região - seja através das obras compensatórias, seja pela movimentação maior do comércio e do sistema
bancário, seja pela maior geração de
impostos -, um dos princípios da CHTP
tem sido valorizar a mão de obra local.
A proposta da CHTP, definida no Programa de Contratação e Desmobilização de Mão de Obra (P.05) do Projeto
Básico Ambiental (PBA) da UHE Teles
Pires, previu a contratação de 45%
Alexandre da Cruz é auxiliar de serviços e
participa como locutor na rádio da UHE Teles Pires
da mão de obra local. Este número,
porém, não tem sido alcançado. De
acordo com a Construtora Norberto
Odebrecht, a mão de obra local não
está sendo suficiente para suprir a
demanda. De acordo com o último
levantamento da Odebrecht, concluído em outubro, apenas 13,23% dos
trabalhadores são de Paranaíta e Alta
Floresta. Considerando toda a mão
de obra do Estado de Mato Grosso,
19,45% do total são da região.
Miriam Prado de Souza, 23, é um
exemplo da preocupação do empreendimento com contratação da mão
de obra local. Moradora do Assentamento São Pedro, Miriam, que trabalha na limpeza, disse que se sentiu
bastante segura trabalhando na obra.
Também não sentiu discriminação
pelo fato de ser mulher. “Fui bem
recebida”, contou. Mesmo sendo de
Paranaíta, Miriam Souza, assim como
todos os operários, passa a semana
no alojamento, deixando o local
apenas no fim de semana. “No início,
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foi difícil. Pensei em parar, em desistir”, disse ela, que, durante a semana,
deixa o filho pequeno aos cuidados
dos avós.
Já Alexandre Jorge da Cruz, auxiliar de serviços gerais, só deixa o alojamento a cada três meses, no chamado período de baixada. O cuiabano
chegou a Paranaíta em busca de trabalho a partir de uma dica que recebeu de uma tia que é colaboradora do
Sesi em Nova Mutum (MT). “Vim aqui
só para conhecer, mas resolvi ficar”. O
trabalhador participa da programação
da rádio interna da UHE Teles pires,
que opera dia e noite no canteiro de
obras. “Ser locutor é uma terapia.
Mata a saudade”, disse.
A licença para a visita às famílias –
chamada de baixada – é concedida aos
trabalhadores originários de cidades
que não possuem linha de ônibus com
ligação direta ao canteiro. A baixada,
na maior parte dos casos, é autorizada
a cada três meses.
Boletim Informativo Companhia Hidrelétrica Teles Pires
Tecnologia
Rodovia da Energia garantirá transporte
adequado às turbinas da UHE Teles Pires
A lei municipal nº 615/2011,
de 19 de Outubro de 2011, criou a
Rodovia da Energia (acesso definitivo
ao canteiro de obras da UHE Teles
Pires), que possui 29,1 quilômetros
– com início junto ao bar do Dedé,
localizado na MT-206, - onde será
construído um trevo - findando no
canteiro de obras da UHE Teles Pires
( futura casa de força ). Ao todo, o
trecho possui 29,1 quilômetros em
estradas existentes que estão sendo
recuperadas e outros trechos construídos, ambos com acabamento em
revestimento primário - uma camada
compactada, composta por mistura
de solo/brita ou cascalho que são
aplicados diretamente sobre o aterro
compactado em solo – subleito,
caracterizando um trecho não pavimentado, assegurando condições de
tráfego pesado.
De acordo com o Gerente Técnico da Companhia Hidrelétrica
Teles Pires (CHTP), Túlio Machado,
depois de municipalizada a estrada
Vinte e nove quilômetros de estradas serão recuperadas e sinalizadas
passa por um processo de adequação/construção. “Estamos praticamente construindo todo o trecho,
no padrão DNIT e pista de rolamento
com 10 metros de largura”, explica.
Segundo Túlio Machado, o padrão
desta rodovia permitirá que, as
turbinas, transformadores, outras
peças e equipamentos pesados exigindo transportadores especiais
que serão utilizadas na UHE Teles
Pires, poderão ser transportados
com segurança. Proprietários rurais
da Gleba Mandacaru que residem
próximos da estrada também irão
usufruir do trecho.
Isolamento térmico e acústico são características
dos alojamentos da UHE Teles Pires
Pela disposição no canteiro de
obras, pelo material utilizado na construção e pelas facilidades oferecidas
aos operários, o alojamento da UHE
Teles Pires é considerado referência
para os grandes empreendimentos. O
alojamento tem área total de 182 mil
metros quadrados dos quais 17,3 mil
metros quadrados correspondem à
implantação de estrutura como posto
policial, alojamento, refeitórios, lavanderia, ambulatório e área de lazer.
Todos os alojamentos foram construídos com paredes fabricadas com
material que permite o isolamento
térmico e acústico. “É uma tecnologia
nova”, explica o gerente Administrativo
e Financeiro da Odebrecht Infraestrutura, Fidélis Diniz. Assim, o operário,
após uma jornada de trabalho, pode ter
um período de descanso em um quarto
protegido de ruídos e climatizado.
Todos os quartos possuem ar condicionado e janelas com tela de proteção
para evitar a entrada de insetos.
Além disso, o alojamento da UHE
Teles Pires é o primeiro em que todos
os quartos possuem aparelhos de
TV para a transmissão de programação aberta e alguns canais fechados
para filme e esporte, além do circuito
interno do alojamento.
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Turbinas da UHE Teles Pires
serão as maiores do Brasil
Usina produzirá energia suficiente para atender 5 milhões de pessoas
C
om potência instalada de 1.820
megawatts, a UHE Teles Pires será
a maior hidrelétrica do Estado de
Mato Grosso e terá, após a sua conclusão
em 2015, papel crucial no atendimento à
demanda energética do país. A energia
produzida na usina será suficiente para
atender 5 milhões de pessoas.
Para tornar possível a operação deste
empreendimento, o projeto da UHE Teles
Pires prevê a instalação de cinco turbinas
do tipo Francis para médias quedas. As
turbinas Francis são os tipos mais comuns
usados em hidrelétricas. O projeto Teles
Pires, conforme o site da fabricante do
material, a Alstom, vem sendo considerado uma referência em equipamentos
Francis para médias quedas na América
Latina, especialmente em função do tamanho dos rotores de suas cinco turbinas, que
serão os maiores já fornecidos na região.
De acordo com o gerente de Montagem de Eletromecânica da Odebrecht
Energia, Ricardo Martins Souza Tavares,
cada turbina possui um diâmetro de 8.73
metros, tamanho que corresponde a uma
fila de três carros populares. “O rio tem
uma vazão grande e uma queda média,
então precisa de uma turbina de grande
diâmetro”, explica. As turbinas da UHE
Teles Pires serão as maiores do Brasil.
De acordo com o engenheiro Ricardo,
as turbinas serão fabricadas na unidade
da Alstom em Taubaté, no estado de São
Paulo. Parte dos componentes dos rotores
estão sendo fabricados na China, posteriormente serão transportados para Taubaté - SP, para a conclusão da montagem
da turbina.
“O Brasil ainda não possui tecnologia
adequada para produzir turbinas com esta
dimensão”, disse o engenheiro. Cada turbina, segundo o gerente Técnico da CHTP,
Túlio Machado, é constituída de tubo de
sucção, pré-distribuidor e caixa espiral.
Essas peças ficam embutidas no concreto.
Também fazem parte da turbina o anel
inferior, tampa superior, roda da turbina e
eixo da turbina.
O transporte das turbinas no trajeto de 2,4 mil quilômetros de Taubaté
(SP) até Paranaíta (MT), envolverá uma
complexa logística. As turbinas serão
transportadas por via terrestre com um
aparato especial devido ao elevado peso
do material, explica o gerente. Somente
o rotor da turbina pesa 287 toneladas.
O conjunto de cada turbina pesa 2,4 mil
toneladas. Para o transporte, será utilizada uma carreta especial, que deverá
imprimir uma velocidade em torno de
vinte quilômetros por hora. “É uma
logística de 90 a 120 dias”, estima Túlio.
Além do peso excessivo, por medida de
segurança, o transporte das turbinas só
pode ser realizado durante o dia, sendo
necessário o acompanhamento de bate-
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dores ao longo de todo o trajeto. “Todo
o trajeto será mapeado”, diz Túlio.
Para receber as turbinas, os acessos
próximos ao canteiro de obras e acesso
internos do canteiro serão adequados
para o transporte de material pesado.
Túlio chama atenção para um fator: “As
turbinas não serão estocadas. Ao chegar
ao local da obra, serão instaladas imediatamente na casa de força”. Assim que for
concluído o transporte de uma turbina,
será iniciado o de outra.
INFORMAÇÕES SOBRE O PROJETO
Potência Instalada: 1820 MW;
Garantia Física: 915,4 MW;
Turbinas: Francis de Eixo Vertical,
5unid – 364 MW
Altura da Barragem: 80 metros
Extensão da Barragem: 1.650
metros
Queda Bruta: 59,00 metros;
Área do Reservatório: 150 km²
Espelho d’água: 135,6 km² (0,075
km²/MW);
Área de Inundação: 95,0 km²
(0,052 km²/MW)
Boletim Informativo Companhia Hidrelétrica Teles Pires
Canteiro de Obras
Ambulatório garante apoio necessário inclusive em caso de remoção aérea do paciente
Serviço ambulatorial garante atendimento
médico aos operários da região
A estrutura ambulatorial instalada
no canteiro de obras da UHE Teles Pires
conta com equipe de 43 pessoas, sendo
quatro médicos, 12 enfermeiras, seis
motoristas de ambulância, dois fonoaudiólogos, três fisioterapeutas, um biólogo,
um veterinário e seis pessoas ligadas ao
controle de endemias. “O local possui
todas as condições para atender os operários com segurança e rapidez, afirma o
médico Gilberto Yoshida, coordenador do
serviço ambulatorial da UHE Teles Pires.
Para o operário José Eufrásio Filho,
51, o atendimento médico atende as
expectativas. “Não viria para trabalhar
em um lugar que não oferecesse condições de trabalho e segurança”, diz
ele. O trabalhador foi enviado para o
ambulatório do canteiro de obras da
UHE Teles Pires para tratar de uma
lesão que ocorreu em decorrência do
seu trabalho na obra.
Atualmente, a estrutura ambulatorial do canteiro de obras conta com
um setor para exames admissionais.
Também estão disponíveis atendimentos
de fisioterapia, audiometria, espirometria
(é um exame do pulmão também conhecido como Prova de Função Pulmonar ou
Prova Ventilatória, que permite o registro
de vários volumes e dos fluxos de ar) e
exames eletrofuncionais. O local possui
também duas ambulâncias semi-uti,
ambulatório assistencial, 12 leitos, sala de
emergência, sala de curativos, dois consultórios médicos e duas enfermarias.
Além de uma estrutura ambulatorial bem equipada, para garantir pronto
atendimento aos trabalhadores, foram
firmados convênios com hospitais de
Paranaíta, Alta Floresta e Cuiabá, informa
o coordenador do serviço ambulatorial. Desta forma, segundo o médico, o
paciente recebe todo apoio necessário,
mesmo que seja necessária remoção
aérea. Segundo ele, as parcerias estão
sendo suficientes para atender as demandas. “Não tivemos nenhuma dificuldade
nesses atendimentos, nossa parceria
está funcionando bem”, disse.
Outro ponto importante é o controle de endemias, como a malária, a
dengue e a gripe H1N1. De acordo com
Yoshida, este trabalho é realizado em conjunto com a Companhia Hidrelétrica Teles
Pires (CHTP) e Prefeitura de Paranaíta. O
controle é feito por meio da aplicação de
vacinas e orientações para a prevenção
das doenças.
Segundo levantamento da Odebrecht Infraestrutura, em agosto foram realizados 2.630 atendimentos, sendo 1020
atendimentos médicos, 54 atendimentos
de emergência, 50 treinamentos/campanhas e 504 atendimentos de fisioterapia.
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Janeiro de 2013 - Boletim Informativo Companhia Hidrelétrica Teles Pires - Ano II, Volume 9
Medidas Compensatórias
Alimentação rica em nutrientes é um
diferencial para os operários
Q
uinze mil refeições – entre
café da manhã, almoço, lanche
e jantar - são servidas diariamente no canteiro de obras da Usina
Hidrelétrica Teles Pires aos cerca de
quatro mil operários que trabalham
no empreendimento. Os números
do total de alimentos servidos diariamente são impressionantes: 400 quilos
de arroz, dois mil quilos de carne e 325
quilos de feijão, além de frutas, verduras e hortaliças adquiridas em Alta
Floresta e Paranaíta pela Odebrecht
Infraestrutura.
Para preparar esse grande número
de refeições, foi formada uma equipe
com 98 profissionais responsáveis por
elaborar cardápio, preparar os alimentos e servir a comida. Segundo HédioPerdomo, responsável pelo refeitório
da Odebrecht Infraestrutura, o cardápio é elaborado com base no Programa
de Alimentação do Trabalhador (PAT)
do Ministério do Trabalho e Emprego
(MTE). “Procuramos sempre fazer um
cardápio balanceado. Queremos que
as pessoas trabalhem bem e com disposição”, disse.
Para a elaboração do cardápio, a
equipe leva em consideração o fato
de os operários, por integrarem a
mão-de-obra da construção de uma
usina hidrelétrica, fazerem um grande
esforço físico, ressalta Hedio Perdomo.
Por isso, segundo ele, há uma grande
preocupação da equipe em proporcionar uma alimentação balanceada e rica
em nutrientes. A projeção dos nutricionistas é que, em média, cada operário
consuma diariamente 2.150 kcal.
Edenilson Fernandes de Oliveira,
37, que veio de Natal (RN) há cinco
meses para trabalhar na obra, diz que as
refeições são de qualidade. “Não podemos reclamar. Temos várias opções”,
disse, reconhecendo a dificuldade de o
cardápio agradar a todos. Edenilson é
cliente cativo da lanchonete e do minimercado onde costuma comprar salgados e refrigerantes.
Quase a totalidade dos alimentos
utilizados nas refeições no canteiro de
obras – 90% - é adquirida em Paranaíta
e Alta Floresta. Segundo o responsável pelo refeitório, são gastos mensalmente R$ 1 milhão na compra de alimentos. Os alimentos são servidos em
regime de bufê, o que permite que os
operários possam se servir da comida
sem controle de quantidade.
Para combater o cansaço e o estresse UHE Teles Pires
oferece opções de lazer e entretenimento
Cultura e diversão também fazem
parte do portfólio de atividades que
são oferecidos aos operários da UHE
Teles Pires. A rádio Teles Pires - sintonizada na frequência (105,9) - traz músicas nos estilos sertanejo e forró e a TV
Viva+ divulga internamente as atividades que são desenvolvidas no canteiro.
Os funcionários que trabalham
na construção da UHE Teles Pires,
também encontram espaço para reavivar a fé. Regularmente são realizados cultos e missas com a participação
de pastores e padres que se deslocam
de Paranaíta, especialmente para
atender aos operários.
C O M P A N H I A
Outras atividades de entretenimento e lazer, como bingos e teatro,
são organizados pelos próprios operários, sob coordenação do responsável
pelo Programa de Qualidade de Vida
do Trabalhador (PQVT).
O operário Paulo Jorge Gomes
Filho, 25, de Sapucaí (RJ) é um dos operários que buscam alternativas para
não deixar a solidão e a saudade da
família chegar. Ele sempre participa da
rádio interna, pedindo músicas. “Gosto
de interagir. Gosto de oferecer músicas
para os meus colegas”. Segundo ele,
as opções de lazer disponibilizadas na
UHE Teles Pires é algo inovador.
H I D R E L É T R I C A
Edição: Nélia Marquez (581/DF)
Texto e Revisão: Ana Assumpção (1301/MT) e Fabio Bonadeu (7.913/PR)
Diagramação: Igor Antunes Bessa
Fotos (capa): Divulgação Teles Pires
Santafé Ideias e Comunicação
Fotos: Fábio Bonadeu
email: [email protected]
Tiragem: 2000 unidades
De acordo com o encarregado
pelo PQVT, Edvaldo Freire, o principal
desafio é envolver os trabalhadores
em atividades recreativas e saudáveis.
“Estamos enfrentando este desafio
em conjunto. Cada novo dia é uma
vitória. Acredito que estamos vencendo. Queremos oferecer o melhor
aos operários”. Além destas opções,
também estão em funcionamento
uma sala de cinema, pizzaria, academia, anfiteatro, loja de revenda de
celulares, agência dos correios, sala
de aula e uma biblioteca. Em breve,
deve entrar em funcionamento um
caixa eletrônico.
T E L E S
Paranaíta - MT
Av. Ludovico da Riva, 39
CEP 78590-000 TEL (66) 3563-1465
P I R E S
Cuiabá - MT
Av. Miguel Sutil, 8695
CEP 78043-305 TEL (65) 3622-4303
Rio de Janeiro - RJ
Av. Praia do Flamengo, 78
CEP 22210-904 TEL (21) 3235-2814
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