INFORMATIVO 9 Ano II - Janeiro de 2013 - Volume 9 UHE Teles Pires irá utilizar turbinas tipo Francis de eixo vertical para produzir 1.820 megawatts Projeto é considerado referência na America Latina em equipamentos para médias quedas d’água Q uando estiver em funcionamento, a UHE Teles Pires terá capacidade para gerar 1.820 megawatts. A energia produzida será capaz de atender uma cidade com 5 milhões de pessoas. Toda essa produção será possível após instalação das cinco turbinas do tipo Francis para médias quedas d’água. De acordo com o site da fabricante do material, a Alstom, o projeto Teles Pires é considerado uma referência em equi- pamentos para médias quedas na América Latina, especialmente em função do tamanho dos rotores que serão os maiores já fornecidos na região. As turbinas estão sendo fabricadas na unidade da Alstom em Taubaté (SP). O gerente de Montagem de Eletromecânica da Odebrecht Energia, Ricardo Martins Souza Tavares, explica que, cada turbina possui diâmetro de 8.73 metros. O transporte das turbinas de Taubaté (SP) até Paranaíta (MT) vai percorrer cerca de 2,4 mil quilômetros e envolverá uma complexa logística. As turbinas serão transportadas por via terrestre com um aparato especial devido ao elevado peso do material. Somente o rotor da turbina pesa 287 toneladas. O conjunto de cada turbina pesa 2,4 mil toneladas. Leia pág. 6 Leia mais Resgate de plantas Equipe composta por especialistas realizam resgate de flora na região de influência da UHE Teles Pires. Ação faz parte do Programa de Salvamento de Germoplasma Vegetal e Viveiro de Mudas como instrumento importante para compensar parte da perda de biodiversidade vegetal natural causada pela implantação da UHE Teles Pires. Leia pág. 3 Valorização de mão de obra Rodovia As obras da Usina Hidrelétrica Teles Pires abrigam aproximadamente 4 mil trabalhadores. Uma das metas da Companhia Hidrelétrica Teles Pires (CHTP) é a valorização da mão de obra local. Leia pág. 4 Rodovia da Energia garantirá transporte adequado às turbinas da UHE Teles Pires. Proprietários rurais da Gleba Mandacaru que residem próximos da estrada também irão usufruir do trecho. Leia pág. 5 Janeiro de 2013 - Ano II, Volume 9 Editorial L ocalizado a 80 quilômetros do núcleo urbano de Paranaíta, na divisa dos estados de Mato Grosso e Pará, o canteiro de obras da UHE Teles Pires é referência para outros empreendimentos hidrelétricos no que se refere a infraestrutura voltada para o trabalhador. Alojamentos com isolamento térmico e acústico são características que credenciam o canteiro de obras da UHE Teles Pires, como um dos melhores do Brasil. Este ano a construção da Usina entra na fase de maior movimento – o chamado pico da obra -, a expectativa é de que aproximadamente 6 mil trabalhadores estejam envolvidos com a construção da UHE Teles Pires. Para acomodar todo este contingente de mão-de-obra, um dos focos de preocupação para a Companhia Hidrelétrica Teles Pires é o bem-estar dos trabalhadores. Pensando nisso, uma série de opções de entretenimento e lazer foram criados com a intenção de amenizar o cansaço e o estresse dos funcionários no dia-a-dia das obras. Para se ter uma ideia, dentro do canteiro os operários contam com uma rádio interna FM que pode ser sintonizada na freqüência 105,9 e que toca músicas nos estilos escolhidos pelos operários como, sertanejo e forró. Os trabalhadores também interagem e participam da programação com pedidos de músicas. A TV Viva+ é outro recurso de entretenimento que divulga internamente as atividades que são desenvolvidas no canteiro como, avisos importantes, transmissão de campeonatos internos e atividades culturais, são alguns exemplos. Também é possível encontrar cinema, mini mercado, lanchonete, salão de beleza, farmácia, espaço ecumênico, pizzaria, sala de leitura, biblioteca e academia. Essas são algumas das opções que os operários têm a sua disposição, dentro deste complexo de entretenimento. Em caso de alguma lesão em decorrência do trabalho, os trabalhadores recebem todo o suporte necessário para sua reabilitação. Além de profissionais que atendem a saúde, também há convênios com hospitais de Paranaíta, Alta Floresta e Cuiabá. Caso seja necessário, uma UTI Móvel também está à disposição. O rio Teles Pires recebeu esse nome em 1882 em homenagem ao Capitão Antonio Lourenço Teles Pires, militar que organizou e chefiou missão científica de reconhecimento da bacia amazônica. O foco da missão era o rio Paranatinga, onde 23 pessoas da missão, inclusive o Capitão Teles Pires, morreram em um acidente. Em sua homenagem o Rio Paranatinga passou a ser chamado, de seu alto curso até sua foz, quando junta-se com o Juruena e formam o Tapajós, de Rio Teles Pires. É um dos rios mais importantes do país, banhando três estados (Minas Gerais, Mato Grosso e Pará). As informações constam do site Portal Mato Grosso (www.mteseusmunicipios.com.br ). 2 www.uhetelespires.com.br Boletim Informativo Companhia Hidrelétrica Teles Pires Meio Ambiente Resgate de plantas visa mitigar impacto da UHE Teles Pires registro fotográfico de cada exemplar. A atenção especial das equipes nesse momento está voltada para o resgate e realocação das epífitas (orquídeas e bromélias) nas Áreas de Preservação Permanentes (APPs). O resgate da flora existente na área da UHE Teles Pires é parte do Programa de Salvamento de Germoplasta Vegetal (P.14), que compõe o Projeto Básico Ambiental da UHE Teles Pires, e tem como objetivo minimizar o impacto relacionado à perda da cobertura vegetal provocada pela implantação do empreendimento, além de compensar, parcialmente, os impactos relacionados à alteração da vegetação nas áreas de intervenção. Durante as atividades de supressão vegetal da área em que está sendo construída a usina, as equipes de resgate da flora acompanham os trabalhos de forma a recolher o maior número possível de exemplares de epífitas das copas das árvores tombadas. Equipe de especialistas percorrem áreas de impacto em busca de eventuais resgates O s trabalhos da equipe de resgate de flora, existente na área em que está sendo implantada a Usina Hidrelétrica Teles Pires começam cedo. As atividades são iniciadas no início da manhã, logo após o dia clarear, e se estendem até pouco antes do fim da tarde. “As equipes permanecem no campo realizando o resgate das plantas durante todo o dia”, conta um dos integrantes da equipe. As equipes de resgate são compostas por Biólogos, Engenheiros Florestais e Auxiliares. Cabe às equipes recolher epífitas/hemipífitas, acondicioná-las em embalagens plásticas e encaminhá-las ao Centro de Triagem, onde todo o material é catalogado, com as seguintes informações: data de coleta, identificação botânica, coordenada e hábito (terrestre, epífita, rupícola ou saxícola), explica o profissional envolvido. Também é realizado o As epífitas encontradas nos troncos das árvores ou rochas são retiradas de forma manual ou com o auxílio de um facão, quando então a casca externa é também removida. Bromélias saxícolas (as que evoluem sobre as rochas) também são retiradas das frestas das rochas com auxílio de ferramentas, como facão ou canivete, junto com suas raízes e parte do substrato, visando diminuir o estresse fisiológico nas plantas. Além de permitir a preservação das espécies da flora da região, o Programa de Salvamento de Germoplasma Vegetal também contribui para conhecimento da flora local. As informações sobre as espécies resgatadas na região são compartilhadas com a comunidade acadêmica através de parceria com o Herbário da Amazônia Meridional – HERBAM da Universidade do Estado de Mato Grosso. www.uhetelespires.com.br 3 Janeiro de 2013 - Ano II, Volume 9 Medidas Compensatórias Valorização da mão de obra local é preocupação da UHE Teles Pires C om pouco mais de um ano de execução, as obras da Usina Hidrelétrica Teles Pires abrigam, atualmente, 3.952 trabalhadores, incluindo o pessoal contratado diretamente pela Odebrecht Infraestutura, pelos subcontratados e pela Companhia Hidrelétrica Teles Pires (CHTP), empresa responsável pela implantação do empreendimento. Em 2013, quando a obra entrar em sua fase de maior movimento – o chamado pico da obra -, a expectativa é de que aproximadamente 6 mil trabalhadores estejam envolvidos com a construção da UHE Teles Pires. A previsão é de que a obra esteja concluída em 45 meses, em média. Do total de trabalhadores em atividade, atualmente, apenas 7% são mulheres. Os outros 93% são do sexo masculino. A faixa etária é bastante variada, sendo que a que concentra um maior número de operários é a que tem idade entre 25 a 34 anos (38,32%). Um total de 23,19% tem idade entre 18 a 24 anos. A faixa etária de 35 a 44 anos contém 22,05% do pessoal. Cerca de 11% do pessoal tem entre 45 a 54 anos. É pequeno o número de trabalhadores com mais de 55 anos. O levantamento da Odebrecht Infraestrutura mostra que 4,82% tem entre 54 a 64 anos, e que 0,43% tem mais de 65 anos. Como forma de potencializar o desenvolvimento que a UHE trará à região - seja através das obras compensatórias, seja pela movimentação maior do comércio e do sistema bancário, seja pela maior geração de impostos -, um dos princípios da CHTP tem sido valorizar a mão de obra local. A proposta da CHTP, definida no Programa de Contratação e Desmobilização de Mão de Obra (P.05) do Projeto Básico Ambiental (PBA) da UHE Teles Pires, previu a contratação de 45% Alexandre da Cruz é auxiliar de serviços e participa como locutor na rádio da UHE Teles Pires da mão de obra local. Este número, porém, não tem sido alcançado. De acordo com a Construtora Norberto Odebrecht, a mão de obra local não está sendo suficiente para suprir a demanda. De acordo com o último levantamento da Odebrecht, concluído em outubro, apenas 13,23% dos trabalhadores são de Paranaíta e Alta Floresta. Considerando toda a mão de obra do Estado de Mato Grosso, 19,45% do total são da região. Miriam Prado de Souza, 23, é um exemplo da preocupação do empreendimento com contratação da mão de obra local. Moradora do Assentamento São Pedro, Miriam, que trabalha na limpeza, disse que se sentiu bastante segura trabalhando na obra. Também não sentiu discriminação pelo fato de ser mulher. “Fui bem recebida”, contou. Mesmo sendo de Paranaíta, Miriam Souza, assim como todos os operários, passa a semana no alojamento, deixando o local apenas no fim de semana. “No início, 4 www.uhetelespires.com.br foi difícil. Pensei em parar, em desistir”, disse ela, que, durante a semana, deixa o filho pequeno aos cuidados dos avós. Já Alexandre Jorge da Cruz, auxiliar de serviços gerais, só deixa o alojamento a cada três meses, no chamado período de baixada. O cuiabano chegou a Paranaíta em busca de trabalho a partir de uma dica que recebeu de uma tia que é colaboradora do Sesi em Nova Mutum (MT). “Vim aqui só para conhecer, mas resolvi ficar”. O trabalhador participa da programação da rádio interna da UHE Teles pires, que opera dia e noite no canteiro de obras. “Ser locutor é uma terapia. Mata a saudade”, disse. A licença para a visita às famílias – chamada de baixada – é concedida aos trabalhadores originários de cidades que não possuem linha de ônibus com ligação direta ao canteiro. A baixada, na maior parte dos casos, é autorizada a cada três meses. Boletim Informativo Companhia Hidrelétrica Teles Pires Tecnologia Rodovia da Energia garantirá transporte adequado às turbinas da UHE Teles Pires A lei municipal nº 615/2011, de 19 de Outubro de 2011, criou a Rodovia da Energia (acesso definitivo ao canteiro de obras da UHE Teles Pires), que possui 29,1 quilômetros – com início junto ao bar do Dedé, localizado na MT-206, - onde será construído um trevo - findando no canteiro de obras da UHE Teles Pires ( futura casa de força ). Ao todo, o trecho possui 29,1 quilômetros em estradas existentes que estão sendo recuperadas e outros trechos construídos, ambos com acabamento em revestimento primário - uma camada compactada, composta por mistura de solo/brita ou cascalho que são aplicados diretamente sobre o aterro compactado em solo – subleito, caracterizando um trecho não pavimentado, assegurando condições de tráfego pesado. De acordo com o Gerente Técnico da Companhia Hidrelétrica Teles Pires (CHTP), Túlio Machado, depois de municipalizada a estrada Vinte e nove quilômetros de estradas serão recuperadas e sinalizadas passa por um processo de adequação/construção. “Estamos praticamente construindo todo o trecho, no padrão DNIT e pista de rolamento com 10 metros de largura”, explica. Segundo Túlio Machado, o padrão desta rodovia permitirá que, as turbinas, transformadores, outras peças e equipamentos pesados exigindo transportadores especiais que serão utilizadas na UHE Teles Pires, poderão ser transportados com segurança. Proprietários rurais da Gleba Mandacaru que residem próximos da estrada também irão usufruir do trecho. Isolamento térmico e acústico são características dos alojamentos da UHE Teles Pires Pela disposição no canteiro de obras, pelo material utilizado na construção e pelas facilidades oferecidas aos operários, o alojamento da UHE Teles Pires é considerado referência para os grandes empreendimentos. O alojamento tem área total de 182 mil metros quadrados dos quais 17,3 mil metros quadrados correspondem à implantação de estrutura como posto policial, alojamento, refeitórios, lavanderia, ambulatório e área de lazer. Todos os alojamentos foram construídos com paredes fabricadas com material que permite o isolamento térmico e acústico. “É uma tecnologia nova”, explica o gerente Administrativo e Financeiro da Odebrecht Infraestrutura, Fidélis Diniz. Assim, o operário, após uma jornada de trabalho, pode ter um período de descanso em um quarto protegido de ruídos e climatizado. Todos os quartos possuem ar condicionado e janelas com tela de proteção para evitar a entrada de insetos. Além disso, o alojamento da UHE Teles Pires é o primeiro em que todos os quartos possuem aparelhos de TV para a transmissão de programação aberta e alguns canais fechados para filme e esporte, além do circuito interno do alojamento. www.uhetelespires.com.br 5 Janeiro de 2013 - Ano II, Volume 9 Turbinas da UHE Teles Pires serão as maiores do Brasil Usina produzirá energia suficiente para atender 5 milhões de pessoas C om potência instalada de 1.820 megawatts, a UHE Teles Pires será a maior hidrelétrica do Estado de Mato Grosso e terá, após a sua conclusão em 2015, papel crucial no atendimento à demanda energética do país. A energia produzida na usina será suficiente para atender 5 milhões de pessoas. Para tornar possível a operação deste empreendimento, o projeto da UHE Teles Pires prevê a instalação de cinco turbinas do tipo Francis para médias quedas. As turbinas Francis são os tipos mais comuns usados em hidrelétricas. O projeto Teles Pires, conforme o site da fabricante do material, a Alstom, vem sendo considerado uma referência em equipamentos Francis para médias quedas na América Latina, especialmente em função do tamanho dos rotores de suas cinco turbinas, que serão os maiores já fornecidos na região. De acordo com o gerente de Montagem de Eletromecânica da Odebrecht Energia, Ricardo Martins Souza Tavares, cada turbina possui um diâmetro de 8.73 metros, tamanho que corresponde a uma fila de três carros populares. “O rio tem uma vazão grande e uma queda média, então precisa de uma turbina de grande diâmetro”, explica. As turbinas da UHE Teles Pires serão as maiores do Brasil. De acordo com o engenheiro Ricardo, as turbinas serão fabricadas na unidade da Alstom em Taubaté, no estado de São Paulo. Parte dos componentes dos rotores estão sendo fabricados na China, posteriormente serão transportados para Taubaté - SP, para a conclusão da montagem da turbina. “O Brasil ainda não possui tecnologia adequada para produzir turbinas com esta dimensão”, disse o engenheiro. Cada turbina, segundo o gerente Técnico da CHTP, Túlio Machado, é constituída de tubo de sucção, pré-distribuidor e caixa espiral. Essas peças ficam embutidas no concreto. Também fazem parte da turbina o anel inferior, tampa superior, roda da turbina e eixo da turbina. O transporte das turbinas no trajeto de 2,4 mil quilômetros de Taubaté (SP) até Paranaíta (MT), envolverá uma complexa logística. As turbinas serão transportadas por via terrestre com um aparato especial devido ao elevado peso do material, explica o gerente. Somente o rotor da turbina pesa 287 toneladas. O conjunto de cada turbina pesa 2,4 mil toneladas. Para o transporte, será utilizada uma carreta especial, que deverá imprimir uma velocidade em torno de vinte quilômetros por hora. “É uma logística de 90 a 120 dias”, estima Túlio. Além do peso excessivo, por medida de segurança, o transporte das turbinas só pode ser realizado durante o dia, sendo necessário o acompanhamento de bate- 6 www.uhetelespires.com.br dores ao longo de todo o trajeto. “Todo o trajeto será mapeado”, diz Túlio. Para receber as turbinas, os acessos próximos ao canteiro de obras e acesso internos do canteiro serão adequados para o transporte de material pesado. Túlio chama atenção para um fator: “As turbinas não serão estocadas. Ao chegar ao local da obra, serão instaladas imediatamente na casa de força”. Assim que for concluído o transporte de uma turbina, será iniciado o de outra. INFORMAÇÕES SOBRE O PROJETO Potência Instalada: 1820 MW; Garantia Física: 915,4 MW; Turbinas: Francis de Eixo Vertical, 5unid – 364 MW Altura da Barragem: 80 metros Extensão da Barragem: 1.650 metros Queda Bruta: 59,00 metros; Área do Reservatório: 150 km² Espelho d’água: 135,6 km² (0,075 km²/MW); Área de Inundação: 95,0 km² (0,052 km²/MW) Boletim Informativo Companhia Hidrelétrica Teles Pires Canteiro de Obras Ambulatório garante apoio necessário inclusive em caso de remoção aérea do paciente Serviço ambulatorial garante atendimento médico aos operários da região A estrutura ambulatorial instalada no canteiro de obras da UHE Teles Pires conta com equipe de 43 pessoas, sendo quatro médicos, 12 enfermeiras, seis motoristas de ambulância, dois fonoaudiólogos, três fisioterapeutas, um biólogo, um veterinário e seis pessoas ligadas ao controle de endemias. “O local possui todas as condições para atender os operários com segurança e rapidez, afirma o médico Gilberto Yoshida, coordenador do serviço ambulatorial da UHE Teles Pires. Para o operário José Eufrásio Filho, 51, o atendimento médico atende as expectativas. “Não viria para trabalhar em um lugar que não oferecesse condições de trabalho e segurança”, diz ele. O trabalhador foi enviado para o ambulatório do canteiro de obras da UHE Teles Pires para tratar de uma lesão que ocorreu em decorrência do seu trabalho na obra. Atualmente, a estrutura ambulatorial do canteiro de obras conta com um setor para exames admissionais. Também estão disponíveis atendimentos de fisioterapia, audiometria, espirometria (é um exame do pulmão também conhecido como Prova de Função Pulmonar ou Prova Ventilatória, que permite o registro de vários volumes e dos fluxos de ar) e exames eletrofuncionais. O local possui também duas ambulâncias semi-uti, ambulatório assistencial, 12 leitos, sala de emergência, sala de curativos, dois consultórios médicos e duas enfermarias. Além de uma estrutura ambulatorial bem equipada, para garantir pronto atendimento aos trabalhadores, foram firmados convênios com hospitais de Paranaíta, Alta Floresta e Cuiabá, informa o coordenador do serviço ambulatorial. Desta forma, segundo o médico, o paciente recebe todo apoio necessário, mesmo que seja necessária remoção aérea. Segundo ele, as parcerias estão sendo suficientes para atender as demandas. “Não tivemos nenhuma dificuldade nesses atendimentos, nossa parceria está funcionando bem”, disse. Outro ponto importante é o controle de endemias, como a malária, a dengue e a gripe H1N1. De acordo com Yoshida, este trabalho é realizado em conjunto com a Companhia Hidrelétrica Teles Pires (CHTP) e Prefeitura de Paranaíta. O controle é feito por meio da aplicação de vacinas e orientações para a prevenção das doenças. Segundo levantamento da Odebrecht Infraestrutura, em agosto foram realizados 2.630 atendimentos, sendo 1020 atendimentos médicos, 54 atendimentos de emergência, 50 treinamentos/campanhas e 504 atendimentos de fisioterapia. www.uhetelespires.com.br 7 Janeiro de 2013 - Boletim Informativo Companhia Hidrelétrica Teles Pires - Ano II, Volume 9 Medidas Compensatórias Alimentação rica em nutrientes é um diferencial para os operários Q uinze mil refeições – entre café da manhã, almoço, lanche e jantar - são servidas diariamente no canteiro de obras da Usina Hidrelétrica Teles Pires aos cerca de quatro mil operários que trabalham no empreendimento. Os números do total de alimentos servidos diariamente são impressionantes: 400 quilos de arroz, dois mil quilos de carne e 325 quilos de feijão, além de frutas, verduras e hortaliças adquiridas em Alta Floresta e Paranaíta pela Odebrecht Infraestrutura. Para preparar esse grande número de refeições, foi formada uma equipe com 98 profissionais responsáveis por elaborar cardápio, preparar os alimentos e servir a comida. Segundo HédioPerdomo, responsável pelo refeitório da Odebrecht Infraestrutura, o cardápio é elaborado com base no Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). “Procuramos sempre fazer um cardápio balanceado. Queremos que as pessoas trabalhem bem e com disposição”, disse. Para a elaboração do cardápio, a equipe leva em consideração o fato de os operários, por integrarem a mão-de-obra da construção de uma usina hidrelétrica, fazerem um grande esforço físico, ressalta Hedio Perdomo. Por isso, segundo ele, há uma grande preocupação da equipe em proporcionar uma alimentação balanceada e rica em nutrientes. A projeção dos nutricionistas é que, em média, cada operário consuma diariamente 2.150 kcal. Edenilson Fernandes de Oliveira, 37, que veio de Natal (RN) há cinco meses para trabalhar na obra, diz que as refeições são de qualidade. “Não podemos reclamar. Temos várias opções”, disse, reconhecendo a dificuldade de o cardápio agradar a todos. Edenilson é cliente cativo da lanchonete e do minimercado onde costuma comprar salgados e refrigerantes. Quase a totalidade dos alimentos utilizados nas refeições no canteiro de obras – 90% - é adquirida em Paranaíta e Alta Floresta. Segundo o responsável pelo refeitório, são gastos mensalmente R$ 1 milhão na compra de alimentos. Os alimentos são servidos em regime de bufê, o que permite que os operários possam se servir da comida sem controle de quantidade. Para combater o cansaço e o estresse UHE Teles Pires oferece opções de lazer e entretenimento Cultura e diversão também fazem parte do portfólio de atividades que são oferecidos aos operários da UHE Teles Pires. A rádio Teles Pires - sintonizada na frequência (105,9) - traz músicas nos estilos sertanejo e forró e a TV Viva+ divulga internamente as atividades que são desenvolvidas no canteiro. Os funcionários que trabalham na construção da UHE Teles Pires, também encontram espaço para reavivar a fé. Regularmente são realizados cultos e missas com a participação de pastores e padres que se deslocam de Paranaíta, especialmente para atender aos operários. C O M P A N H I A Outras atividades de entretenimento e lazer, como bingos e teatro, são organizados pelos próprios operários, sob coordenação do responsável pelo Programa de Qualidade de Vida do Trabalhador (PQVT). O operário Paulo Jorge Gomes Filho, 25, de Sapucaí (RJ) é um dos operários que buscam alternativas para não deixar a solidão e a saudade da família chegar. Ele sempre participa da rádio interna, pedindo músicas. “Gosto de interagir. Gosto de oferecer músicas para os meus colegas”. Segundo ele, as opções de lazer disponibilizadas na UHE Teles Pires é algo inovador. H I D R E L É T R I C A Edição: Nélia Marquez (581/DF) Texto e Revisão: Ana Assumpção (1301/MT) e Fabio Bonadeu (7.913/PR) Diagramação: Igor Antunes Bessa Fotos (capa): Divulgação Teles Pires Santafé Ideias e Comunicação Fotos: Fábio Bonadeu email: [email protected] Tiragem: 2000 unidades De acordo com o encarregado pelo PQVT, Edvaldo Freire, o principal desafio é envolver os trabalhadores em atividades recreativas e saudáveis. “Estamos enfrentando este desafio em conjunto. Cada novo dia é uma vitória. Acredito que estamos vencendo. Queremos oferecer o melhor aos operários”. Além destas opções, também estão em funcionamento uma sala de cinema, pizzaria, academia, anfiteatro, loja de revenda de celulares, agência dos correios, sala de aula e uma biblioteca. Em breve, deve entrar em funcionamento um caixa eletrônico. T E L E S Paranaíta - MT Av. Ludovico da Riva, 39 CEP 78590-000 TEL (66) 3563-1465 P I R E S Cuiabá - MT Av. Miguel Sutil, 8695 CEP 78043-305 TEL (65) 3622-4303 Rio de Janeiro - RJ Av. Praia do Flamengo, 78 CEP 22210-904 TEL (21) 3235-2814 Este informativo é impresso em papel reciclato. Colabore com o meio ambiente, não jogue papel em vias públicas. 8 www.uhetelespires.com.br