Salvador BA: UCSal, 8 a 10 de Outubro de 2014, ISSN 2316-266X, n.3, v. 2, p. 310-322 PERFILAMENTO DO CAPITAL HUMANO E ANÁLISE DOS FATORES QUE MOTIVAM A ATRAÇÃO E PERMANÊNCIA DOS PROFISSINAIS DAS EMPRESAS SITUADAS NA INCUBADORA DE BASE TECNOLOGICA DE ITAJUBÁ – MG ANDRADE, Claudia Cristina Estudante de mestrado do Programa de Pós-Graduação (PPG) em Desenvolvimento, Tecnologias e Sociedade [email protected] PASIN, Luiz Eugênio Veneziani Professor do Programa de Pós-Graduação (PPG) em Desenvolvimento, Tecnologias e Sociedade [email protected] CASTRO, Márcia Cristina A. S. Rubez Estudante de mestrado do Programa de Pós-Graduação (PPG) em Desenvolvimento, Tecnologias e Sociedade [email protected] RESUMO Objetivou-se neste trabalho identificar e descrever o perfil do capital humano das empresas presentes na Incubadora de Base Tecnológica de Itajubá (INCIT) e analisar a percepção dos funcionários das empresas incubadas, em relação ao ambiente de trabalho, sob a perspectiva indutora quanto capacidade motivacional para que estes profissionais sejam atraídos e permaneçam nas empresas situadas na INCIT. Para a realização desse trabalho utilizou-se de formulário Estruturado e Não-disfarçado. Os resultados revelaram que entre os colaboradores das empresas a maioria está na faixa etária entre 24 e 29 anos, possui graduação, nas áreas de engenharias, ciência da computação e ciências sociais aplicadas. Além disso, estes profissionais consideram o ambiente de trabalho descontraído, salientando que é um espaço onde o aprendizado é constante com horário de trabalho flexível e reconhecimento do mérito do trabalho. Estes fatores atraem e promovem a permanência do profissional na empresa. Palavras-chave: Capital humano. Incubadora Tecnológica de empresas. Motivação profissional. ABSTRACT The objective of this work was to identify and describe the profile of the human capital of the companies present in the Incubadora de Base Tecnológica de Itajubá (INCIT) and analyze the perceptions of employees of incubated companies, in relation to the work environment, under inducing motivational perspective on capacity so that these professionals are attracted to and remain in undertakings within the INCIT. To conduct this work we used the Structured form and not disguised. The results revealed that among the employees of the companies most are aged between 24 and 29 years old, has a degree in the areas of engineering, computer science and applied social sciences. Moreover, these professionals consider the relaxed work environment, stressing that it is a space where learning is constant with flexible working hours and recognition of merit of the work. These factors attract and promote the permanence of the professional company. Key words: Human capital. Technology business incubator. Professional motivation. PERFILAMENTO DO CAPITAL HUMANO E ANÁLISE DOS FATORES QUE MOTIVAM A ATRAÇÃO E PERMANÊNCIA DOS PROFISSINAIS DAS EMPRESAS SITUADAS NA INCUBADORA DE BASE TECNOLOGICA DE ITAJUBÁ – MG – ANDRADE, Claudia Cristina; VENEZIANI PASIN, Luiz Eugênio; CASTRO, Márcia Cristina A. S. Rubez 310 Salvador BA: UCSal, 8 a 10 de Outubro de 2014, ISSN 2316-266X, n.3, v. 2, p. 310-322 INTRODUÇÃO O mercado atual é dinâmico e guiado principalmente pelo rápido desenvolvimento da ciência e da técnica. Desta forma, o capital humano é um importante determinante para o desenvolvimento de qualquer instituição e país. Atualmente, o Brasil encontra-se na posição 57ª no ranking global de capital humano. O Relatório foi divulgado pelo Fórum Económico Mundial, que avaliou as condições para o desenvolvimento pessoal e profissional em 122 países, mediante uma visão geral sobre como os países estão utilizando seu capital humano e formando indivíduos preparados para as competitivas demandas econômicas (WEF, 2013). Neste contexto, o incentivo aos centros de pesquisa, universidades, laboratórios e incubadoras, apresenta-se como uma forma favorável à transferência do saber, de tecnologias e conhecimentos. Assim o fomento de empresas de base tecnológica e incubadoras está intimamente ligado aos talentos, habilidades e capacidades do capital humano existente. Essa situação proporciona avanços tecnológicos, ampliação do aporte tecnológico do país, gera emprego e difusão do conhecimento. (COSTA, 2008; HADDAD, 2009; BORGES E FILION, 2013). No estado de Minas Gerais, há 24 incubadoras de empresas, um centro de pesquisa e três parques tecnológicos todos registrados na Rede Mineira de Inovação (RMI). A estratégia é oferecer capacitação, treinamento e proporcionar um comportamento cooperativo e integrado entre agentes e instituições. Ações que caracterizam os arranjos produtivos locais, que por meio da cooperação, formação do capital humano e integração, potencialização a capacidade inovativa endógena. (AMARAL FILHO, 2001, 1996; BOISIER, 2004; CASSIOLATO e LASTRES, 2003). Löfsten e Lindelöf (2003); apresentam fatores que influenciam no sucesso das empresas de base tecnológica, dentre eles: atitude e motivação dos fundadores e colaboradores, além do alto nível de formação e capacitação. Quanto à percepção dos profissionais do setor de base tecnológica, Florida (2011) mencionou nove de dez fatores de trabalho altamente valorizados por esses profissionais: o desafio e responsabilidade, flexibilidade, um ambiente de trabalho estável, compensação, desenvolvimento profissional, reconhecimento pelos pares, estimulo de colegas e gestores, conteúdo do trabalho emocionante, a cultura organizacional, localização e comunidade. Nesse sentido, o presente trabalho buscou identificar e descrever o perfil dos colaboradores das empresas de base tecnológica abrigadas na INCIT e analisar a percepção dos funcionários das empresas incubadas, em relação ao PERFILAMENTO DO CAPITAL HUMANO E ANÁLISE DOS FATORES QUE MOTIVAM A ATRAÇÃO E PERMANÊNCIA DOS PROFISSINAIS DAS EMPRESAS SITUADAS NA INCUBADORA DE BASE TECNOLOGICA DE ITAJUBÁ – MG – ANDRADE, Claudia Cristina; VENEZIANI PASIN, Luiz Eugênio; CASTRO, Márcia Cristina A. S. Rubez 311 Salvador BA: UCSal, 8 a 10 de Outubro de 2014, ISSN 2316-266X, n.3, v. 2, p. 310-322 ambiente de trabalho, sob a perspectiva indutora quanto capacidade motivacional para que estes profissionais sejam atraídos e permaneçam nas empresas situadas na INCIT. O CAPITAL HUMANO O capital humano é considerado um capital intangível que toda organização possui. Trata-se, de uma criação humana, portanto, a análise de qualquer organização deve ser iniciada pela identificação e compreensão das características dos indivíduos que compõem o capital humano disponível (Calderón et al 2012). Desse modo, Boisier (2000) relaciona diferentes formas de capitais intangíveis, entre eles o capital humano. Para Sérgio Boisier o capital humano está relacionado aos conhecimentos e habilidades dos indivíduos. A capacidade dos indivíduos para adquirir e expressar seu potencial humano depende da atmosfera de apoio de liberdade política e social, apoio instituições sociais, dedicadas ao desenvolvimento integral e de expressão do potencial humano (JACOBS et al 2012). Segundo Brunner (2003) o capital humano é um fator estratégico para o desenvolvimento, para tanto, o autor ressalta a necessidade de gerar e atrair capital humano qualificado, visto que o conhecimento e a destreza da população representam sua capacidade produtiva e inovativa observadas como motores para o crescimento econômico e bem estar social. Sendo assim, Brunner propõe que haja políticas de incentivos e instituições adequadas para o desenvolvimento de valores e atitudes empreendedoras, com objetivo de reter o capital humano disponível. Sobretudo, Boisier (2000) destaca que o estoque de capital humano de qualidade está intrinsicamente ligado aos conhecimentos e habilidades dos indivíduos de uma região e sua capacidade para exercitá-los. Portanto, na medida em que a sociedade transforma sua base econômica e busca a modernização tecnológica, necessita melhorar o perfil do capital humano, principalmente profissionais técnicos, acadêmicos e científicos. Assim, considerando todos esses fatores é preciso haver medidas para incentivar o surgimento de redes geograficamente definidas de empresas, universidades, laboratórios, fornecedores e intermediários do conhecimento, onde a alta concentração de trocas e direcionamento da concorrência na inovação torna possível a criação de polos de exportação e importação de conhecimento dinâmico (BRUNNER, 2003). PERFILAMENTO DO CAPITAL HUMANO E ANÁLISE DOS FATORES QUE MOTIVAM A ATRAÇÃO E PERMANÊNCIA DOS PROFISSINAIS DAS EMPRESAS SITUADAS NA INCUBADORA DE BASE TECNOLOGICA DE ITAJUBÁ – MG – ANDRADE, Claudia Cristina; VENEZIANI PASIN, Luiz Eugênio; CASTRO, Márcia Cristina A. S. Rubez 312 Salvador BA: UCSal, 8 a 10 de Outubro de 2014, ISSN 2316-266X, n.3, v. 2, p. 310-322 As universidades desempenham um papel importantíssimo na geração de capital humano. Elas atraem e produzem dois tipos principais de talentos, os estudantes e professores. Além de ensinar os alunos e proporcionar um ambiente favorável à pesquisa, a universidade atrai novos professores que por sua vez atraem estudantes. Observa-se, portanto, um efeito magnético na atração de pessoas e até mesmo de empresas. Essa situação revela que as regiões que conseguem reter esse capital humano produzido localmente ganham vantagem competitiva (FLORIDA, 2006). O capital humano não é apenas um fator para o crescimento econômico, mas também um efeito dele ou dos desenvolvimentos gerados pelo crescimento econômico. A relação entre o crescimento econômico e o crescimento do capital humano é reciproca e apresenta-se como uma provável alternativa para o crescimento econômico sustentável. As atividades de capital humano não envolvem apenas a transmissão e incorporação de pessoas, mas também, a produção de novos conhecimentos. Esse movimento é a fonte de inovação e mudança tecnológica que impulsiona as diversas variáveis de produção (JACOB 1981; 1995). Neste sentido, a criação de novas práticas a partir do conhecimento, se torna a principal força propulsora da economia. Nas ultimas décadas, a criatividade humana tem substituído os recursos naturais e físicos. Dessa forma, a criatividade, uma criação humana, vem tornando-se o motor para o desenvolvimento da economia chamada por Richard Florida de economia criativa. O autor inclui a ciência e tecnologia, as artes, a cultural e entretenimento como um dos setores criativos. Contudo, para estimular o desenvolvimento local, universidade, comunidade local, instituições governamentais e não governamentais precisam colaborar como parceiros, e desenvolver a atração e estimulo do capital humano criador na área de negócios e tecnologia, facilitando o intercambio de ideias, ampliando conhecimentos e habilidades entre grupos favorecendo a capacidade de exercita-los (FLORIDA, 2006; 2011). Diante do que foi exposto, o capital humano, implica em um conjunto de habilidades e características que aumentam a produtividade do profissional, diferencialmente em diferentes tarefas, organizações e situações. O capital humano é visto como a capacidade de criar se adaptar aos ambientes de constante mudança (DARON, 2008). INCUBADORAS E EMPRESAS DE BASE TECNOLÓGICA O Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) define as incubadoras como: PERFILAMENTO DO CAPITAL HUMANO E ANÁLISE DOS FATORES QUE MOTIVAM A ATRAÇÃO E PERMANÊNCIA DOS PROFISSINAIS DAS EMPRESAS SITUADAS NA INCUBADORA DE BASE TECNOLOGICA DE ITAJUBÁ – MG – ANDRADE, Claudia Cristina; VENEZIANI PASIN, Luiz Eugênio; CASTRO, Márcia Cristina A. S. Rubez 313 Salvador BA: UCSal, 8 a 10 de Outubro de 2014, ISSN 2316-266X, n.3, v. 2, p. 310-322 [...] um mecanismo que estimula a criação e o desenvolvimento de micro e pequenas empresas industriais ou de prestação de serviços, tanto de base tecnológica quanto de manufaturas leves por meio da formação do empreendedor em seus aspectos técnicos e gerenciais, também, facilita e agiliza o processo de inovação tecnológica nas micro e pequenas empresas [...] (BRASIL, 2008). Além disso, o MCT classifica as incubadoras em três tipos: incubadoras de empresas de base tecnológica que recebem empresas cujos produtos, processos ou serviços são gerados por meio de spin-offs acadêmicos, com alto grau de tecnologia; Incubadoras de empresas dos setores tradicionais abrigam empresas ligadas aos setores tradicionais da economia, com tecnologia difundida e que buscam sempre agregar valor aos seus produtos, processos e serviços a nível tecnológico; Incubadoras de empresas mistas, compostas por empresas de base tecnológica e as tradicionais. O termo incubadora de empresas é utilizado nos Estados Unidos, desde a década de 50, para nomear iniciativas de estímulo à criação e desenvolvimento de novas empresas. Na medida em que o número de empreendimentos passou a ampliar-se, a utilização do termo passou a ser empregado em vários países da Europa e no Japão. Conforme estudos da Organização de Cooperação e de Desenvolvimento Económico - OECD (2011) os sistemas de incubação de empresas, na década de 80, tinham como objetivo o combate ao desemprego, apoio as minorias étnicas e regeneração de áreas carentes. Mais recentemente, as incubadoras podem ser definidas como um núcleo que abriga empresas de base tecnológica, tratando-se, portanto, de um espaço comum, que se localiza próximo a universidades e centros de pesquisa para facilitar o acesso a laboratórios e capital humano. (TAVARES, 2010). Dessa forma, as incubadoras de base tecnológica são um meio de promover a comercialização da pesquisa universitária, e a difusão de tecnologias, que por sua vez, permite o surgimento de um grupo selecionado de empresas de base tecnológica com potencial de crescimento. Entretanto, a localização da incubadora é fator chave em todo o processo, o lugar deve oferecer uma seleção de serviços avançados de apoio às empresas. Entre os serviços necessários, encontram-se, a disponibilidade de fontes de financiamento, especialmente as formas de capital próprio (investidores anjo e fundos de capital de risco), que são cruciais para o desenvolvimento dessas empresas. Esses relacionamentos permitem a concepção das chamadas tecnópolis, motivando agentes convergentes de desenvolvimento e compartilhamento, entre as empresas de base tecnológica e os diversos agentes sociais públicos PERFILAMENTO DO CAPITAL HUMANO E ANÁLISE DOS FATORES QUE MOTIVAM A ATRAÇÃO E PERMANÊNCIA DOS PROFISSINAIS DAS EMPRESAS SITUADAS NA INCUBADORA DE BASE TECNOLOGICA DE ITAJUBÁ – MG – ANDRADE, Claudia Cristina; VENEZIANI PASIN, Luiz Eugênio; CASTRO, Márcia Cristina A. S. Rubez 314 Salvador BA: UCSal, 8 a 10 de Outubro de 2014, ISSN 2316-266X, n.3, v. 2, p. 310-322 e privados interessados no desenvolvimento endógeno. Essa condição local é um dos fatores que contribuem positivamente para o sucesso de uma incubadora de base tecnológica. Assim como o foco em abrigar empresas que buscam criar inovações significativas. (OECD, 2010; HADDAD, 2009). As empresas de base tecnológica exercem papel essencial na economia. Essas empresas atuam como fontes de novas tecnologias, impulsionam a economia, o desenvolvimento tecnológico e geram emprego para a mão de obra especializada do mercado. Nesse sentido, as EBTs podem ser definidas como empresas que “realizam esforços tecnológicos significativos e concentram suas operações na fabricação de novos produtos” (SANTOS E PINHO, p.87 2010; PORTER, 1990). Para tanto, o principal insumo das EBTs é o capital humano oriundo da universidade. Nesse caso, a gestão dos recursos humanos é fundamental, compõe o principal conjunto de fatores para o sucesso das empresas de base tecnológica. Entender o que atrai e garante a permanência deste capital humano, em especial, é tão importante quanto incentivar a concepção de empresas de base tecnológicas. Nesse sentido, Richard Florida, em seu livro “A Ascenção da Classe Criativa”, apresenta uma pesquisa realizada com profissionais de Tecnologia da Informação – TI, cujo objetivo é analisar quais as motivações, para que estes profissionais sejam atraídos e permaneçam nas empresas. Para isso, Florida (2011) lançou para 20.000 pessoas a seguinte pergunta: “O que mais importa para você no seu trabalho?” Em sua análise, o autor aponta nove fatores intrínsecos de trabalho, altamente valorizados, por estes profissionais de TI: desafios e responsabilidade, flexibilidade, ambiente de trabalho estável, compensação, desenvolvimento profissional, reconhecimento pelos pares, estimulo de colegas e gestores, conteúdo do trabalhado emocionante, cultura organizacional, localização e comunidade. O autor destaca que a motivação extrínseca, a remuneração, por exemplo, aparece apenas em quarto lugar, após três tipos diferentes de motivação intrínseca. Desta forma, o livro de Florida destaca que esses trabalhadores de TI, foram muito mais motivados por qualidades inerentes ao próprio trabalho, do que por recompensas dadas para fazer o trabalho. Logo, as empresas que contratam estes profissionais, têm como elemento para o sucesso, o manuseio e gestão do capital humano, se considerados os fatores intrínsecos motivacionais. Especialmente, em empresas de base tecnológica, cujo grande patrimônio está nas habilidades e conhecimentos do seu capital humano. Porém, devido alto grau tecnológico de produtos ou serviços, estas empresas vivem um paradoxo, boa parte destas, não possuem PERFILAMENTO DO CAPITAL HUMANO E ANÁLISE DOS FATORES QUE MOTIVAM A ATRAÇÃO E PERMANÊNCIA DOS PROFISSINAIS DAS EMPRESAS SITUADAS NA INCUBADORA DE BASE TECNOLOGICA DE ITAJUBÁ – MG – ANDRADE, Claudia Cristina; VENEZIANI PASIN, Luiz Eugênio; CASTRO, Márcia Cristina A. S. Rubez 315 Salvador BA: UCSal, 8 a 10 de Outubro de 2014, ISSN 2316-266X, n.3, v. 2, p. 310-322 investimentos suficientes para manter uma equipe altamente capacitada, e, também, não possuem recursos financeiros para manter um pessoal altamente qualificado. Assim, não geram lucros e não contribuem para o desenvolvimento de novos produtos e serviços. Contudo, é possível motivar os colaboradores e promover o orgulho institucional, principalmente dos funcionários com alta titulação e competência (NETTO E VALERIO, 2006). Esta motivação está vinculada aos fatores intrínsecos, assim como relatado anteriormente, na analise de Florida 316 (2011). MATERIAL E MÉTODO No presente trabalho, utilizou-se na execução da pesquisa de campo o método de levantamento através de formulário Estruturado e Não-disfarçado. Este tipo de composição do formulário de pesquisa apresenta uma lista formal de perguntas a serem feitas e o objetivo da entrevista está totalmente explícito para o entrevistado (CAMPOMAR, 1981; BOYD e WESTFALL, 1982). A pesquisa realizada visava identificar e descrever o perfil do capital humano das empresas presentes na Incubadora de Base Tecnológica de Itajubá (INCIT) e analisar a percepção dos funcionários das empresas incubadas, em relação ao ambiente de trabalho, sob a perspectiva indutora quanto capacidade motivacional para que estes profissionais sejam atraídos e permaneçam nas empresas situadas na INCIT, que foi institucionalizada no ano de 2.000, está instalada no Parque Científico-Tecnológico de Itajubá no campus da Universidade Federal de Itajubá- UNIFEI. A INCIT oferece suporte de gestão administrativa e operacional às novas empresas e seus empreendedores, visando à sustentabilidade das empresas. Atualmente a incubadora tem como parceiros em sua rede de relacionamentos a Prefeitura de Itajubá, a Universidade Federal de Itajubá – UNIFEI; Governo de Minas, através da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Minas Gerais – SECTES; Fundação de Apoio ao Ensino, Pesquisa e Extensão de Itajubá – FAPEPE; Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas - SEBRAE; Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Itajubá – ACIEI; Câmara dos Dirigentes Lojistas de Itajubá – CDL; Sindicato das Indústrias de Itajubá – SIMMMEI; Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas do Sul de Minas – FACESM; Faculdade de Medicina – FMIT; Centro Universitário de Itajubá – FEPI; a Rede Mineira de Inovação – RMI, a Associação Nacional de Entidades Promotoras de PERFILAMENTO DO CAPITAL HUMANO E ANÁLISE DOS FATORES QUE MOTIVAM A ATRAÇÃO E PERMANÊNCIA DOS PROFISSINAIS DAS EMPRESAS SITUADAS NA INCUBADORA DE BASE TECNOLOGICA DE ITAJUBÁ – MG – ANDRADE, Claudia Cristina; VENEZIANI PASIN, Luiz Eugênio; CASTRO, Márcia Cristina A. S. Rubez Salvador BA: UCSal, 8 a 10 de Outubro de 2014, ISSN 2316-266X, n.3, v. 2, p. 310-322 Empreendimentos Inovadores – ANPROTEC e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – SENAI. Além dos contatos com redes financeiras como a Financiadora de Estudos e Projetos – FINEP, a Fundação de Amparo à Pesquisa - FAPEMIG e Outras agências de pesquisa e de financiamento da inovação. Hoje a INCIT, abriga 22 empresas e juntamente com as empresas incubadas gera 194 postos de trabalho, entre estes 28 mestres e doutores. Este estudo foi realizado no final do 1º trimestre de 2014, das 22 empresas existentes na INCIT, 09 empresas fizeram parte da pesquisa de campo. Do total de 141 funcionários das empresas, 23 responderam as perguntas do formulário disponibilizado no Google docs. RESULTADOS E DISCUSSÃO Nos resultados, buscou-se atingir os objetivos: (a) identificar e descrever o perfil do capital humano, das empresas de base tecnológica presentes na INCIT e (b) analisar a percepção dos funcionários das empresas incubadas, em relação ao ambiente de trabalho, sob a perspectiva indutora quanto capacidade motivacional para que estes profissionais sejam atraídos e permaneçam nas empresas situadas na INCIT. Na Incubadora de Base Tecnológica de Itajubá, entre as empresas incubadas estudadas, observou-se que apenas 39% do capital humano é formado por mulheres, a predominância é masculina entre os colaboradores. O estudo permitiu visualizar, também, no perfilamento dos indivíduos com vínculo empregatício, nas empresas residentes da INCIT, a idade e grau de escolaridade; tempo de permanência na empresa; cargo que ocupa; como souberam da existência da incubadora, e, por fim, o que a empresa oferece que atrai e mantém estes profissionais no cargo, na visão do colaborador. Os dados revelaram que entre os colaboradores das empresas 70% está na faixa etária entre 24 e 29 anos, e que apenas 30% têm acima de 30 anos. No que tange ao grau de escolaridade, observa-se que 66% estão cursando o ensino superior ou já possuem superior completo, seguida de 34% de mestres e doutores. Ressalta-se que entre os colaboradores predominam-se a graduação, nas áreas de engenharias, ciência da computação e ciências sociais aplicadas. Estes profissionais ocupam cargos assim distribuídos, 22 % são estagiários, 9% programadores Junior e Pleno; 38% ocupam cargos de liderança intermediaria (gestores, gerentes e lideres), 17% analistas; 7% fazem parte da cúpula estratégica da empresa e 7% atuam diretamente no desenvolvimento de novos produtos e serviços. PERFILAMENTO DO CAPITAL HUMANO E ANÁLISE DOS FATORES QUE MOTIVAM A ATRAÇÃO E PERMANÊNCIA DOS PROFISSINAIS DAS EMPRESAS SITUADAS NA INCUBADORA DE BASE TECNOLOGICA DE ITAJUBÁ – MG – ANDRADE, Claudia Cristina; VENEZIANI PASIN, Luiz Eugênio; CASTRO, Márcia Cristina A. S. Rubez 317 Salvador BA: UCSal, 8 a 10 de Outubro de 2014, ISSN 2316-266X, n.3, v. 2, p. 310-322 Em relação a como souberam da existência da incubadora de base tecnológica de Itajubá, e, por conseguinte as empresas lá instaladas. Obteve-se a predominância de três situações, que possibilitaram ao colaborador tomar conhecimento da existência da INCIT. Quase metade dos colaboradores entrevistados conheceu a incubadora, por meio de redes de contatos pessoais: amigos, funcionários da INCIT ou das empresas e empreendedores, salientando que quase sempre, este contato ocorreu por meio de conversas informais. Na sequência, 30% dos profissionais disseram saber da existência da INCIT e suas respectivas empresas abrigadas, por meios de divulgação de vagas de emprego: rádio e redes sociais na internet. E, por último, 26% dos colaboradores afirmam ter conhecido a incubadora, por intermédio da universidade via: palestras, eventos internos com participação de empresas incubadas na INCIT, quadros de avisos fixados nas dependências do campus da universidade e pelo programa de pré-incubação de empresas da instituição. Com relação ao tempo de permanência do colaborador na empresa, os profissionais que participaram de todo o processo de estruturação do empreendimento, desde o inicio do negócio, hoje ocupam cargos de confiança na empresa e representam 22% dos colaboradores vinculados ao empreendimento por 5 anos ou mais. Na sequência, 30 % estão na empresa há aproximadamente 3 ou 4 anos e 48% iniciaram suas atividades na empresa a menos de 2 anos. Além de responder a quanto tempo está na empresa, o colaborador descreveu o que o atraiu e o mantém no cargo. A partir da análise das respostas, disponibilizadas pelos colaboradores, foi possível verificar que o ambiente de trabalho descontraído, salientando que é um espaço com clima agradável entre os colaboradores e sócios, e, também, entre os próprios colaboradores. Estes profissionais consideram, ainda, o reconhecimento pelo trabalho bem feito e a flexibilidade no horário de trabalho, fatores que proporcionam a base motivacional para atrair e mantê-los nas respectivas empresas em que trabalham. Ao descrever e identificar o perfil do capital humano das empresas presentes na Incubadora de Base Tecnológica de Itajubá e analisar a percepção dos funcionários das empresas incubadas, em relação ao ambiente de trabalho, sob a perspectiva indutora quanto capacidade motivacional para que estes profissionais sejam atraídos e permaneçam nas empresas situadas na incubadora. Observa-se a relação entre fatores intangíveis e a descrição do capital humano, conforme a concepção de estudiosos é como se expressa o potencial humano, os conhecimento e habilidades dos indivíduos. Estes fatores dependem do ambiente, onde os colaboradores estão imersos, ressaltando o reconhecimento do mérito do trabalho, cooperação PERFILAMENTO DO CAPITAL HUMANO E ANÁLISE DOS FATORES QUE MOTIVAM A ATRAÇÃO E PERMANÊNCIA DOS PROFISSINAIS DAS EMPRESAS SITUADAS NA INCUBADORA DE BASE TECNOLOGICA DE ITAJUBÁ – MG – ANDRADE, Claudia Cristina; VENEZIANI PASIN, Luiz Eugênio; CASTRO, Márcia Cristina A. S. Rubez 318 Salvador BA: UCSal, 8 a 10 de Outubro de 2014, ISSN 2316-266X, n.3, v. 2, p. 310-322 entre os pares e que ofereça um espaço que estimule a troca de conhecimentos, de maneira espontânea e efetiva. CONCLUSÕES O presente trabalho buscou identificar e descrever o perfil do capital humano das empresas presentes na INCIT e analisar a percepção dos funcionários das empresas incubadas, em relação ao ambiente de trabalho, sob a perspectiva indutora quanto capacidade motivacional para que estes profissionais sejam atraídos e permaneçam nas empresas. Os resultados da descrição do perfil do colaborador apontaram a predominância de profissionais do sexo masculino e em sua maioria podem ser considerados relativamente jovens não excedendo 30 anos de idade. De forma resumida, pode-se dizer que o capital humano presente nas empresas de base tecnológica, abrigadas na incubadora, possui alto nível de formação e capacitação. Conforme revelaram as respostas, estes colaboradores possuem pelo menos o ensino superior completo ou o estão cursando, na sequência observa-se, também, um número significativo de profissionais com curso de especialização e curso de pós-graduação (mestrado e/ou doutorado). Quanto à área de formação, destaca-se a predominância das engenharias, ciências sociais e ciência da computação. O que pode estar relacionada ao processo de estreitamente das relações entre incubadora e universidade, visto que a UNIFEI oferece cursos nas áreas evidenciadas pelos colaboradores, salientando que são ou foram alunos da universidade. O que provavelmente pode ter induzido estes colaboradores, até então alunos da universidade a buscarem as empresas incubadas, foi o intermédio da universidade. A ponte entre alunos e as empresas presentes na INCIT, via universidade ocorreu, por meio da pré-incubadora da UNIFEI, eventos e atividades que promoviam a integração entre alunos, empresas e incubadora. Portanto, a predominância de colaboradores, que são e foram alunos da universidade, pode estar relacionada ao processo de relacionamento entre a instituição de ensino e a incubadora. Quanto à motivação para que estes profissionais sejam atraídos e permaneçam nas empresas, destaca-se a valorização de um ambiente de trabalho diferenciado, ressaltando que é um espaço descontraído, com clima agradável entre os colaboradores e os demais membros da empresa, e, também, com possibilidades de aprender e crescer profissionalmente com seus pares. Estes fatores e a flexibilidade dos horários de trabalho, mais o reconhecimento profissional destes colaboradores são principais razões que proporcionam a PERFILAMENTO DO CAPITAL HUMANO E ANÁLISE DOS FATORES QUE MOTIVAM A ATRAÇÃO E PERMANÊNCIA DOS PROFISSINAIS DAS EMPRESAS SITUADAS NA INCUBADORA DE BASE TECNOLOGICA DE ITAJUBÁ – MG – ANDRADE, Claudia Cristina; VENEZIANI PASIN, Luiz Eugênio; CASTRO, Márcia Cristina A. S. Rubez 319 Salvador BA: UCSal, 8 a 10 de Outubro de 2014, ISSN 2316-266X, n.3, v. 2, p. 310-322 base motivacional para que estes profissionais sejam atraídos e permaneçam nas empresas presentes na INCIT. Neste caso, a capacidade de trabalhar a dimensão intrínseca da motivação no ambiente de trabalho, conforme recomendado pelos estudiosos, depende de ações estratégicas das empresas de base tecnológica, onde o eixo dessa ação possivelmente se sustentaria na criação de ambientes que fogem o padrão, conservador das empresas tradicionais, no que tange a cultura e ao clima organizacional. As empresas de base tecnológica presentes na INCIT, não só entendem a importância de um ambiente diferenciado como também, proporcionam aos seus colaboradores um espaço descontraído, que favorece a aprendizagem constante, a flexibilidade de horários e reconhece o profissionalismo de seus colaboradores. Por fim, pode-se dizer que os colaboradores percebem e valorização fatores motivacionais intrínsecos que a empresa oferece, mesmo que não sejam explicitados de maneira sistematizada e intencional. Em suma, o desafio e a responsabilidade, flexibilidade, um ambiente estável e descontraído, reconhecimento profissional e a cultura organizacional são fatores contribuem na atração e permanência destes profissionais. REFERÊNCIAS AMARAL, F, J; AMORIM, M; RABELO, D; MOREIRA, M, V; ARAUJO M, R; Núcleos e Arranjos Produtivos Locais: Casos do Ceará. Seminário Internacional Políticas para Sistemas Produtivos Locais de MPME, realizado em Mangaratiba-Rio de Janeiro, Hotel Portobello, entre 11 e 13 de março de 2002. BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES. Informe BNDES. Produção e edição: Gerência de Imprensa/Departamento de Comunicação e Cultura do BNDES. Circulação nacional, maio 2013, nº170. BOISIER, S. El vuelo de una cometa. Una metáforapara una teoría del desarrollo territorial. Universidad de Santiago de Chile BIBLID, 2000. __________. Territorial da construção de capital sinérgico. Estudos Sociais, No. 99, CPU, Santiago de Chile,1999. BRUNNER, J. J; ELACQUA, G. 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