Solar do Lambari Descritivo geral Endereço: Estrada das Prainhas, s/n, distrito rural Porto de Cima, Morretes, PR, entrar à esquerda, antes da ponte sobre o rio Nhundiaquara, no sentido Morretes/Estrada da Graciosa. Registros: RENASEM (Registro Nacional de Sementes e Mudas - MAPA): 02100/2007, 02096/2007 e 02097/2007 CREA, PR, produção de sementes, mudas, paisagismo e jardinagem: 7993/2006. SERFLOR – Sistema Estadual de Reposição Florestal Obrigatório: 12-01. 010.000.401. Documentação: Certificado de Cadastro do Imóvel no INCRA, Declaração do ITR de 2009, escrituras, levantamentos topográficos, mapas e cópias de todos os documentos das áreas que compõem o imóvel, estarão à disposição dos interessados, mediante uma carta de intenções de compra. Tipo de área: RURAL produtiva, com declaração do ITR anual e registro no INCRA Valor de venda total: R$1.490.000,00 Valor de venda sem mudas de plantas em vasos, macetas ou cultivadas no solo: R$1.200.000,00 Instalações Entrando pelo portão principal, existe uma grande área para estacionamento e movimentação de máquinas ou caminhões de transporte. É importante dizer que o solo desta parte e de todos os caminhos principais foram muito bem ensaibrados e compactados, com uma grande camada de pedras grossas, médias, finas e brita por cima. Assim, podem circular caminhões carregados com mais de 15 toneladas sem fazer buracos e estragar o piso, além do que, tem uma excelente drenagem. Todas as edificações principais (exceto a unidade de secagem e a casa que “sede”), incluindo o portão da entrada principal, são construídas com tijolos maciços e aparentes. Os três blocos em alvenaria (à direita de quem entra pelo portão principal) têm tijolos maciços e aparentes, interna e externamente, com esquadrias de alumínio (inclusive as portas internas e das entradas) e com grades internas (de alumínio) nas janelas do bloco do escritório. No primeiro bloco fica o escritório, com três salas, forro plástico branco e piso de tijolos maciços: Sala (A): sala da entrada, maior, de reunião, com mesa e seis cadeiras plásticas, duas janelas com persianas e grades internas; Sala(B): sala de tamanho médio, com entrada pela sala de reuniões, duas janelas com grades internas, mesa em “L” para dois profissionais, frigobar pequeno, 4 cadeiras almofadadas, um balcão (com duas portas e uma prateleira interna), um balcão aberto com uma prateleira central, 2 linhas telefônicas, um telefone/fax/copiadora Panasonic e outros complementos de um escritório; Sala (C): sala de tamanho menor, com entrada pela sala dos dois profissionais, duas janelas com grades internas, uma mesa pequena para um profissional com impressora, mesa menor para apoio de um computador, monitor tela plana (conexão de internet via cabo), teclado, duas cadeiras almofadadas, duas estantes metálicas com 6 prateleiras, um balcão com duas portas e uma prateleira interna, um desumidificador de papel para impressora, um desumidificador de ambiente. Laboratório de micropropagação de plantas e cultura de tecidos Fica no segundo bloco, com 82,50m2 (iniciou conforme o projeto acima de uma porta e seis salas e terminou com duas portas e sete salas, seguindo todos os rígidos padrões das entidades sanitárias, corpo de bombeiros, etc. O micro-clima da região de Morretes, quente e úmido, sem invernos rigorosos e com índices pluviométricos equilibrados e previsíveis, é propício para a produção e desenvolvimento de várias espécies de plantas, principalmente as nativas da Mata Atlântica e as originárias da Amazônia e Norte do Brasil. Soma-se a este quadro especial o fato de que a região é área de preservação ambiental extremamente controlada, ao lado da Mata Atlântica e sem cultura para a industrialização com processos poluidores de grande monta. A produção de mudas em laboratório utiliza pequenos pedaços, como um pequeno conjunto de células, que exatamente por serem poucas, podem ser selecionadas de modo a não se contaminarem com nenhum patógeno, principalmente vírus. Sob condições ideais, que só podem ser obtidas em laboratório bem arejado e equipado, estas células se multiplicam e podem ser subdivididas em qualquer quantidade, de modo a formar um número infinito de indivíduos idênticos. A técnica consiste no isolamento asséptico de tecidos de uma planta doadora e sua multiplicação em meio de cultura adaptada para cada espécie (clones). A multiplicação laboratorial, também denominada de micropropagação “in vitro”, é comprovadamente uma técnica de muita utilidade e de alta tecnologia, que busca atingir quatro objetivos básicos: uniformidade de produto final, rapidez de multiplicação, controle efetivo de doenças e facilidade de manuseio e transporte. Apesar de ter a mesma aparência externa do primeiro bloco com tijolos maciços e aparentes, internamente eles são pintados de branco ou revestidos com lajotas cerâmicas onde é necessária uma higiene maior. Idem para os pisos. As salas de áreas mais “sensíveis” como de inoculação e transferência e câmaras de cultura, têm forro de laje e paredes lisas, com apenas duas pequenas janelas fixas (sem basculantes) para evitar a entrada de contaminantes. A entrada de energia é própria, especialmente estudada para as necessidades do laboratório, trifásica. Tem caixa d água própria (pequena aprox.100 litros). Duas portas de entrada, de alumínio e com grades internas. A porta A, usada exclusivamente pela funcionária assistente, dá entrada para a área de lavagem, limpeza de vidrarias e serviços básicos; e a porta B é usada pela Engenheira agrônoma responsável e por eventuais clientes visitantes. Todos os visitantes devem tirar os calçados e vestir pantufas, tocas e, eventualmente, jalecos para evitar a condução de qualquer contaminante. Dentro dos padrões, creio que podemos chamá-lo de tamanho médio (ou até, pequeno),porém com a maior qualidade. O local já foi visitado e elogiado por convidados especiais, como mestres e doutores de diversas universidades e órgãos federais e estaduais ligados à área. Equipamentos do laboratório Balcões de granito; Pias (duas cubas); Agitador magnético com aquecimento, mod. 753/A - 220 v; Agulha para seringa 25x7 e outras tantas, em outras medidas; Autoclave vertical 225 litros, med. Int. 60 x 80; Balança analítica eletrônica digital microprocessada, 210g / 0,1mg., Bivolt (com chave seletora); Balança de precisão 5000g / 0,1g, mod. JY5000-I, Bivolt automático; Bandejas em Polietileno, 45 x 28 x 08cm; Cabos de bisturi nº.4; Câmara de fluxo laminar Filtracom, Mini flow, para um operador, com Troley, iluminação interna fluorescente, mesa de trabalho revestida com aço inox AISI 304. Área de trabalho 950 x 500 x 500 mm equipada com lâmpada germicida; Carrinho para transporte de material de limpeza, com estrutura em tubo de aço retangular 20 x 30 mm e pintura eletrostática a pó; Cesto de metal para autoclave; Destilador de água 5 litros/hora - 220 v; Erlenmeyer graduado de PP, 4000ml e outros Erlenmeyer graduados, de outras medidas; Esterilizador elétrico para instrumentos de laboratório, mod. EIV220 220V; Estilete ponta fina, biolivar 15cm e de outras medidas; Estufa para cultura bacteriológica microprocessada até 65ºC., 220V, 50 x 50 x 40cm (medidas internas); Estufa para secagem e esterilização com controle eletrônico microprocessado até 300ºC, 220V, 60 x 50 x 50cm (medidas internas); Lâminas para bisturi nº. 4, caixas com 100 unidades; Medidor digital de pH/mV/ºC de bancada, modelo PHS-3B, 220V; Micropipetas automáticas 0,5 - 10ul e de outras medidas; Microscópio binocular, aumento 1000x - 220V ou bivolt; Microscópio estereoscópico 220V, aumento de 20x, 40x e 80x; Osmose reversa para purificação de água, modelo RO0410, 4 estágios de 10l/h, 220V; Pinça anatômica, 140mm e outras de medidas diferentes; Pipeta graduada de vidro, 10ml, divisão de 1/10 e outras de medidas diferentes; Potes de vidro transparente com tampa plástica transparente ou fosca em rosca - 340ml e outros de medidas diferentes, em quantidades grandes; Proveta graduada de vidro com base em PP sextavada, 2000ml e outras de medidas diferentes; Refrigerador 343 litros Electrolux, modelo RDE 37 - 220V; Seringa descartável 20ml e outras de medidas diferentes em quantidades; Tesoura cirúrgica ponta fina F/F 15cm; Tubos de ensaio fundo chato - 20ml e outros de medidas diferentes; Ar Condicionado (2 aparelhos, tipo Slip, silenciosos); Microondas Electrolux; Desumidificador de ambiente Desidrat; Mesa para um profissional; Armário com duas portas e prateleiras na parte superior; Estantes de madeira maciça instaladas nas duas câmaras de cultura; Duas poltronas estofadas; Uma banqueta; Ducha para desinfecção química de funcionários e uniformes, caso ocorra algum acidente (exigência da vigilância sanitária), numa saleta; Extintores de incêndio de acordo com as exigências do Corpo de Bombeiros (tem vistoria anual). Fazendo parte do laboratório, existe um gerador que é acionado sempre que necessário, na falta de energia. Características principais: Grupo Gerador HEIMER de 18 KVA, GEHK-18, 220/127volts - 60HZ - 1.800RPM; Motor diesel 4 tempos; Injeção direta, 2 cilindros em linha, 22CV; Partida elétrica 12 Vcc, turbo alimentado; Refrigerado à água com radiador ventilador soprante; Motor KIRLOSKAR, DM-20 acoplado à alternador HEIMER, ATED (sem escovas); Regulador eletrônico de tensão, ligação estrela com neutro acessível; Fator de potência 0,8 indutivo; Quadro de comando automático HEIMER, microprocessado, DPC-560, com supervisão de rede, partida, parada e transferência automática de carga e possibilidade de funcionamento manual ou automático. Numa lateral do segundo bloco, isolado do laboratório, ficam, de um lado, WC para visitantes (masculinos e femininos) com saboneteira e toalheiros de papel; e de outro, vestiários para funcionários com armários metálicos (para roupas e objetos pessoais), penduradores, saboneteira, toalheiro de papel, bancos plásticos, WC e ducha. Os forros são com vigas de madeira e telhas expostas. No terceiro bloco ficam duas saletas de trabalho, para enchimento de vasos, macetas e sacos plásticos, com duas mesas de concreto e pia. Além de uma saleta com porta de alumínio e prateleiras de concreto para guardar insumos diversos. Os produtos mais delicados são mantidos num armário de portas de alumínio e fechadas à chave. Nesta saleta, fica o relógio ponto. Os forros são com vigas e telhas expostas. Casa de vegetação Fica ao lado dos blocos mencionados. É um conjunto de 4 (quatro) unidades de tamanhos diferentes, separadas por filme plástico vedante de alta resistência e por portas deslizantes. Esta área é uma extensão do laboratório, para desenvolvimento das plantas que saem dele. Apelidei de “berçário” porque recebe as mudinhas muito pequenas e em fase inicial de enfrentar o mundo externo. Como a casa de vegetação é uma estrutura metálica, achei bom detalhar as suas principais características construtivas. Pelo painel de comando, é possível controlar a temperatura interna e a umidade relativa do ar (que, quando chegam a um determinado ponto especificado, acionam automaticamente os nebulizadores) e, conseqüentemente, as irrigações (por tempo e quantidade de água jogada sobre as plantas). Também, pelas cortinas de Aluminet, pode-se controlar a quantidade de luz solar desejada. Quem a vê, pensa que é simplesmente uma estufa sofisticada. É um pouco mais. Ao lado, foi instalada uma caixa d água de 10.000 litros para captar e armazenar (e posterior aproveitamento) águas da chuva. No momento, o sistema está desligado, podendo ser religado a qualquer hora. Obs. Foi feita uma base de piso bem alta, muitíssimo bem drenada, para nunca ter problemas com enchentes (o que nunca aconteceu na propriedade). Fabricante: Metaflon Ltda. Modelo: Estufa Agrícola MTP-8040 Poly-House (treliças) Dimensões: Largura: 03 vãos de 8,00m. 24,00m de largura total, separados em 2+1 vãos Comprimento: 06 Módulos de 4,00m. 24,00m de comprimento total Entre Arcos: 2,00m Altura Livre: 4,00m Área Total: 576,00m2 Dimensões antecâmara: Largura: 1 vão de 4,00m Comprimento: 1 módulo de 4,00m Entre Arcos: 2,00m Altura Livre: 4,00m Área Total: 16,00m2 Fundações: Em cada coluna de pé-direito há uma fundação concretada com profundidade de aproximadamente 90 cm X 25 cm de diâmetro. Estruturas metálicas: Perfis de chapa de aço, galvanizados a fogo, conforme as normas da ABNT. Alumínio, com os seguintes perfis extrudados: liga 6063 / 6261, Temperas T6 / T5, nas calhas estruturais com fixação do filme em perfil tipo “Lock”. Especificações: Arcos: tubo oblongo 30 X 60 X 1,25mm. Colunas: perfil “U” enrijecido 90 X 60 X 30 X 2,00mm Travessa superior: tubos 38,10 X 1,25mm de espessura, 03 barras longitudinais. Fixadores de arcos: perfil dobrado com travamento emparafusado. Portas de acesso e internas: alumínio 2,00 X 2,50m, deslizante. Treliças: perfil 30 X 50 X 30 X 2,00mm e tersinas redondas de 8,00mm Calhas: calha em alumínio estrutural e fixador tipo “lock”. Especificações da Climatização: (uma parte técnica, bem sofisticada) Resfriamento: resfriamento evaporativo WETDEK em conjunto com exaustores Sombreamento: telas Aluminet de 40% e 60%, sistema manual de movimentação Controladores: painel de comando integrado com multi-controladores Irrigação: sistema de nebulização automático e barras de irrigação Sistemas hidráulicos e elétricos completos Plásticos e telas: Cobertura, laterais internas e externas: filme agrícola aditivado UV. (película de polietileno) 150 micras, espessura transparente. Tela interna: Aluminet de 40% e 60%. Porta (1): que é a principal, entra-se na antecâmara que tem um pedilúvio na entrada para que os entrantes façam uma desinfecção na sola dos sapatos e um tanque para que se faça uma lavagem e desinfecção de mãos e braços. A segunda parte da antecâmara, separada por uma porta deslizante, tem o painel de controle com todos os reguladores do ambiente e sistemas. Passando outra porta deslizante, entra-se na câmara que chamo de “berçário” onde ficam as plantinhas saídas do laboratório. É uma área com bancadas em todo o sentido longitudinal, com altura de 80 cm, que recebem as mudinhas em bandejas ou vasos pequenos. O sistema de irrigação por aspersores delicados, que vaporizam água sobre as mudas de acordo com a programação feita no painel que controla o tempo e a quantidade desejada de água. Também aqui, está instalado o sistema evaporativo WETDEK, mais detalhado a seguir. É uma área onde se controla – e se evita – as possíveis contaminações. Por esta razão, só é permitida a entrada de técnicos. Passando a porta deslizante, entra-se na grande estufa que tem controle de umidade relativa e temperatura por meio de sistema evaporativo chamado WETDECK (na face dos fundos) e por grandes exaustores (ventiladores com aletas móveis, na face frontal). O sistema faz, automaticamente, uma vaporização no ambiente quando a temperatura atinge um determinado ponto programado, fazendo-a baixar. A mesma coisa acontece no controle da umidade relativa do ar. A irrigação, feita por aspersores suspensos, é acionada automaticamente, de acordo com as necessidades das espécies de plantas e das programações estabelecidas no painel de controle. Nesta área é permitida a entrada de outros trabalhadores, que devem entrar pela porta dois (que tem outro pedilúvio) para que não circulem com botas sujas de barro e contaminem o ambiente e as plantas. O piso desta área é de brita (quase um metro de altura) para permitir uma excelente drenagem, evitar empoçamentos e contaminações, coberto por uma lona micro telada que permite a drenagem do excesso de água. Viveiros cobertos, canteiros e áreas descobertas Nos fundos da Casa de vegetação, existem cinco(5) viveiros e uma pequena estufa, com coberturas diferentes: lona dupla-face, Divifoil, ChromatiNet e sombrite que são retiradas e recolocadas de acordo com as necessidades das plantas que serão cultivadas. Servem para aclimatação das plantas que saem da casa de vegetação e das mudas de Pupunha, além de produção de cogumelos medicinais. Todos têm canteiros delimitados por divisões de tijolos e piso de brita para evitar empoçamentos. A metragem dos viveiros, somada, é de 810,50m2. Os corredores de circulação entre eles são de brita. Canteiros internos nos viveiros Os mesmos viveiros com cobertura modificada, com lona dupla-face e lâminas de Divifoil Além destes viveiros existem, aproximadamente, outros 3.000m2 de canteiros (ou espaços) para colocação de plantas, tanto ao sol aberto quanto em meia-sombra. Espaços disponíveis para colocação de plantas Irrigação: Todo este conjunto de viveiros e canteiros (cobertos e descobertos) são atendidos por um sistema de irrigação completo, com tubos de 6 mm X 6m e aspersores, com todos os complementos necessários. A coleta de água é feita a partir de uma grande bomba instalada no canal (desvio do rio São Luiz) aberto especialmente para este fim, ao lado dos viveiros. Duas outras áreas de trabalho cobertas: Ao lado deste canal existem 2 áreas de alvenaria cobertas e bem protegidas: uma para preparo do substrato e envasamento de vasos e recipientes (com bancadas de concreto que permitem o trabalho de até 12 pessoas ao mesmo tempo, com iluminação para trabalho noturno, betoneira e depósito de terra) e outra área, para depósito de terra preta e esterco. Na soma, estas duas áreas cobertas têm, aproximadamente, 50m2. Ferramentas e equipamentos Para o cumprimento de todas as atividades de campo e cultivo de mudas, existem ferramentas e equipamentos diversos (que não mandei contar, nem inventariar). Alicates; Anéis para carretel de motoroçadeira; aventais para roçadores; bases para o carretel de motoroçadeira; 3 Bombas completas para irrigação, que são acopladas ao micro-trator; bucha dupla para pulverizador Guarany; cabos para micro-trator Yanmar; carretel de nylon para motoroçadeira; carrinhos de mão; cavadeiras; chaves combinadas; chaves de fenda; correiras para micro-trator; Correntes para motossera; Cortadeiras para solo; Cortadeiras para ornamentais; enroladores de mangueira; Enxadas; Enxadinhas; Facões; Filtros para micro-trator; Garfos; Carrinhos plataforma; Lâminas e limas para motoroçadeiras; Machados; Mangueiras para irrigação; Mangueiras para pulverizador Guarany; Mangueiras para pulverizador Jacto; Martelos; Máquina de solda, elétrica; Micro-trator Yanmar TC14, com acessórios; Motoroçadeiras; Motossera; Pás; Peneiras para pulverizador; Picador de massa verde; Pinos que seguram rodas do micro-trator; Pontas para pulverizador; Pulverizador motorizado; Pulverizadores costais Jacto e Guarany; Rastelos; Retentor de borracha para alavanca de câmbio do micro-trator; Serra tico-tico; Serrotes; Serrotes de poda; Tesouras de cortar lata; Tesouras de poda; Tubos parra irrigação de 6mm X 6m, aproximadamente 150 unidades, com aspersores, curvas, juntas de união, etc.; Vassouras, etc. Área de lazer Como não se pode viver só trabalhando, também existe uma área de lazer no mesmo estilo das outras edificações, com tijolos maciços e aparentes, vigas de madeira, de concreto e telhas expostas. Piso cerâmico. Nas laterais e na frente tem cortinas plásticas enroláveis. Aproximadamente 70m2 de área. É um grande salão (ou espaço) coberto, com muito ar circulante, cercado de muito verde e aves, de frente para a casa de vegetação e com tudo o que se espera para passar horas agradáveis. Equipamentos e utensílios: forno (nunca foi usado) e fogão à lenha (funciona maravilhosamente bem), fogão a gás Continental 2001, churrasqueira grande, balcões de granito, pia, prateleiras, uma geladeira Cônsul antiga, caixa d água própria com 1.000 litros, WC para uso dos convidados com saboneteira e toalheiro de papel, uma grande mesa, tampo de concreto revestido com azulejos que permite ser usada por mais de 30 pessoas ao mesmo tempo e uma despensa fechada por uma porta de alumínio. Na despensa, além de uma geladeira Electrolux nova, 250L, tem tudo o que se deseja para receber mais de 30 convidados ao mesmo tempo. Abridores de garrafas e de lata; bacia de inox, grande; bacias quadradas grandes, brancas; baldinho de inox, para gelo; bancos de madeira para os usuários da mesa; bujões de gás; caneca de alumínio; cestas para talheres pequenas; chaleira de ferro pequena; colheres de madeira (diversos tamanhos); colheres de madeira, grandes; colheres de sobremesa; colheres grandes; conjunto de churrasco com faca, pegador e garfo; containers quadrados e retangulares; copos de cerveja; copos de vinho; copos para refrigerante; copos pequenos para caipirinha; copos plásticos; cortador de legumes; descansa-talher para o fogão à lenha; descaroçador de azeitonas; disco de arado para assados especiais; escada de abrir (cinco degraus); escorredor de macarrão; escumadeira; espeto duplo; espetos com cabo de madeira; espremedor de batatas; faca de pão; facas grandes; facas pequenas; forma de cuque (grande); forma de cuque (pequena); frigideira grande (de ferro fundido); frigideiras pequenas; gamela de ágata; gamelas de madeira; garfos; garfos grandes; grelas de churrasqueira; grelhas de abrir, para peixes ou lingüiças; isopor, grande; jarra de vidro; jarra plástica com 4 copos; jarra plástica, pequena; latões para lixo, plásticos, grandes; liquidificador Walita; molheiras com colheres de plástico; panela de ferro fundido, pequena; panela de pressão ; panela de tefal, pequena; panelas de ferro, pretas; panelas grandes, de ferro fundido;pegador de alumínio, cabo de madeira; pegador de macarrão; pegador de saladas; peneira plástica; pirex quadrado; pirex redondo; porta mantimentos plásticos; porta talher, grande; porta talheres de plástico; prateleiras de madeira; pratos de bolo, de plástico; pratos de sobremesa; pratos rasos; secador de salada; soquete de caipirinha; Tábuas de carne, brancas; Tábuas de carne, de madeira; tigela plástica florida, grande; tigela plástica florida, pequena; tigelas de acrílico; tigelas plásticas; tigelas plásticas, pequenas; travessas de fracalanza, etc., etc. Unidade de desidratação (vulgarmente chamada de secagem de plantas medicinais, aromáticas e condimentares) Unidade de Desidratação. Esta é a segunda entrada, ou o caminho doméstico porque, para atender exclusivamente esta Unidade, existe um portão secundário que permite que caminhões carregados de lenha ou de produtos tenham acesso direto da rua. A edificação foi especialmente construída para este fim e é extremamente sólida, com colunas e vigas de concreto armado. A cobertura é com telhas de cimento amianto. O piso é de concreto nas partes externas, (muito resistente permite que veículos de várias toneladas estacionem) e de lajotas cerâmicas em duas saletas internas. Na soma, a edificação tem aproximadamente 170m2. Depósito de lenha: do lado direito da rampa de acesso, existe um depósito de lenha, coberto, para as fornalhas. Tanque de desinfecção: totalmente revestido de azulejos (+- 4m X1, 20m X 0,80m) para lavagem e desinfecção de massa verde e caixas de transporte. A água desta unidade é fornecida pela Sanepar. Já vem tratada. Fornalhas: Do lado esquerdo, depois de um depósito de lenha, temos as duas fornalhas Perozin que são, claro, alimentadas à lenha. Para que vocês entendam o funcionamento delas, passo o projeto técnico: Projeto As fornalhas são metálicas, revestidas de tijolos e argamassa refratária, com dois dutos internos tipo "chicana" para passagem de ar quente. Os ventiladores são centrífugos com motor elétrico trifásico 5CV IV pólos, 220/380 V. Existe um relógio medidor de luz especialmente para elas. Apesar da aparência complicada, tudo é muito simples: o ar ambiente é aspirado por um lado, circula por meio de uma serpentina que está aquecida pelo fogo debaixo dela e pelos tijolos refratários, aquece e sai impulsionado por uma grande ventoinha, diretamente para os dutos e para a parte inferior das câmaras de desidratação. Na saída da fornalha e entrada nos dutos, o ar quente tem uma temperatura de até 120°. São duas fornalhas que alimentam três câmaras, que recebem volumes diferentes de produtos in natura. Explicando: a fornalha um (1) alimenta a câmara 1 que recebe até +- 800kg de massa folhar isoladamente, ou se for preciso, ao mesmo tempo pode alimentar a câmara 2 que recebe +- 1.200kg de massa folhar. Assim, dependendo da quantidade de produto recebida, aciona-se de uma maneira ou de outra. A fornalha 2 alimenta a câmara 3 que recebe até 3.000kg de massa folhar. Na soma, as duas fornalhas juntas, trabalham para desidratar até 5.000kg de massa folhar por operação. A temperatura de saída deste ar quente é controlada por um manômetro, com menos ou mais fogo e outras regulagens. A temperatura do ar quente que ficará embaixo das câmaras e que será projetada para dentro delas, passando por meio de uma chapa microperfurada na base (piso), é controlada por vários medidores digitais. Assim, dependendo dos produtos em desidratação, deixa-se mais ou menos ar quente na base e o mesmo acontece dentro das câmaras. Na média, a temperatura de desidratação de folhas fica em 45° dentro das câmaras, depois da primeira e grande evaporação. As fornalhas Os controles As câmaras de Desidratação Foram desenvolvidas com termômetros internos e externos para controlar as temperaturas. As saídas das evaporações se dão por meio de exaustores que puxam o ar externo e frio de um lado e exalam o ar quente e úmido pelo outro Características construtivas: Estrutura: Montadas em tubo retangular 30 X 50 mm, com espessura de parede de 1,25mm, galvanizado, com forração das paredes de alvenaria, parte superior e portas em tubo quadrado 30 X 30 mm, parede 1,25mm. Paredes, forros e portas: Montadas em chapa galvanizada com espessura de 0,70mm, duplas (com exceção da parede em alvenaria que é com isolamento simples de lã de rocha e chapa). O vão entre elas é preenchido com lã de rocha resistente ao calor e fixadas com rebites. Isolamento das portas com fitas de borracha. Base: Chapa de aço microperfurada. Todas as normas estabelecidas pelo Corpo de Bombeiros são seguidas rigorosamente. Corredor entre as câmaras (1 e 2) Na parte superior, acima das câmaras, existe um mezanino com piso de madeira muito reforçado. Este espaço, grande, serve para armazenamento de produtos desidratados (ensacados) e para guardar o estoque de vasos e macetas novas. Área e salas de apoio Na frente das câmaras tem uma área de apoio (ou corredor largo) onde fica instalada uma balança eletrônica Toledo, para até 300 kg, num espaço especialmente construído para ela. No final deste corredor, uma porta dupla, de alumínio, dá entrada para 3 saletas de apoio, com portas individuais de alumínio. No lado direito da foto abaixo, vê-se o espaço destinado à balança digital, com prateleiras e uma mesinha de apoio. A saleta que fica à esquerda da entrada, com piso de cerâmica, forro de plástico e uma janela larga, de abrir, é utilizada para fazer as embalagens mais sofisticadas e seleção final de alguns produtos. Tem: Mesa plástica grande; Balança eletrônica pequena, para até 1 kg; Prateleiras metálicas; Estoque de embalagens; Máquina seladora; Estoque de fitilhos e outros itens de apoio. A saleta que fica na entrada, com piso e paredes revestidas de cerâmica, forro de plástico e entrada de luz pela parede feita com tijolos de vidro, é utilizada para higienização de produtos, antes da desidratação. Tem: Um balcão de granito em “L”; Uma pia; Uma mezinha de apoio, revestida de fórmica; Uma máquina fatiadora de rizomas (tipo aquelas que cortam batatas finas); A saleta da direita tem piso de cimento alisado e uma janela com vidros fixos. É utilizada para desidratar pequenas quantidades de produtos ou cogumelos medicinais. Tem: Um desidratador a gás, vertical, com 20 gavetas e capacidade para 20 quilos de produto in natura. Para maior segurança, o bujão de gás está instalado do lado de fora da sala; Prateleiras laterais de apoio. Na parte que fica atrás da balança grande, foi construído um espaço coberto e com piso de cimento, para armazenar as 200 caixas plásticas de tamanho especial (para até 40 kg de massa folhar). Adiante, ficam os bujões de gás que alimentam o desidratador a gás. Seguindo e dando a volta (atrás das saletas) por uma calçada cimentada, fica um WC, exclusivamente para uso dos funcionários da unidade. Seguindo por um caminho britado, deparamo-nos com a casa sede. É uma construção simples, de madeira, pré-fabricada. Serve para uso do Gerente. Com uma varanda, cozinha, sala, três quartos pequenos e WC (semi mobiliada e equipada). Atrás da casa, tem um pequeno paiol de madeira com duas saletas e piso de cimento para guarda de ferramentas mais caras. No lado esquerdo da casa, tem uma edificação de alvenaria, coberta, com piso de cimento e de frente aberta (sem portas), com tijolos vasados na parte superior das paredes, com +- 35m2, que serve de garagem do micro-trator, depósito de combustível, de tubos e bombas de irrigação, lenha, tábuas, etc. No lado direito da casa, seguindo por um caminho ensaibrado e compactado, tem uma pequena ponte (piso de madeira, precisa ser refeito),com estrutura de concreto armado que suporta até umas 10 toneladas. Seguindo pelo caminho principal, chega-se até a pequena ponte sobre o riozinho São Luiz (manilhada e cimentada), suportando caminhões e tratores. O rio de águas límpidas que vem da montanha (pode-se beber). Nas saídas de água das manilhas podem-se pescar lambaris. Pode-se ver à esquerda da ponte, uma bomba de sucção instalada, para abastecer a caixa d água do viveiro maior que está logo adiante. Viveiro maior Como quase tudo na propriedade é superlativo, o viveiro maior é outra prova disto. Foi construído pela mesma empresa que fez a casa de vegetação. A irrigação pode ser determinada pelo painel de controle, em quantidade de água e tempo de aspersão. A montanha ao fundo é o Pico do Marumbi Basicamente, tem as seguintes características: Base de brita com mais de 1m de profundidade, recoberta por lona microtelada que permite a drenagem do excesso de água; Drenagem excepcional, em forma de espinha-de-peixe; 22m X 45,5m lineares, ou 1.000m2; Estrutura metálica galvanizada a fogo, conforme as normas da ABNT; 3 arcos; 2 portas deslizantes; Em cada coluna de pé-direito há uma fundação concretada com profundidade de +- 90 cm X 25cm de diâmetro. Perfis de chapa de aço; Alumínio liga 6063 / 6261, Têmperas T6 / T5, nas calhas estruturais com fixação do filme em perfil tipo “Lock”. Arcos tubo oblongo, 30 X 60 X 1,25mm. Colunas de perfil “U” enrijecido, 90 X 60 X 30 X 2,00mm Travessas superiores de tubos 38,10 X 1,25mm de espessura, barras longitudinais. Fixadores de arcos de cabos de aço com travamentos emparafusados. Treliças de perfil 30 X 50 X 30 X 2,00mm e tersinas redondas de 8,00mm Calhas em alumínio estrutural com (fixador tipo “lock). Sombreamento com telas Aluminet de 40% e 60%, sistema manual de movimentação; Painel de comando para acionamento da irrigação de sistema automático, aspersores suspensos e barras de irrigação; Cobertura e frente: filme agrícola aditivado UV. (película de polietileno) 150 micras de espessura, transparente. Tela interna de Aluminet 40% e 60%. Laterais com cortinas de telas, com movimentação manual. Na lateral, existe uma caixa d água de 20.000 litros que, além de receber água do riacho, coleta as da chuva. Na frente, mais para a esquerda, existe uma guarita para vigia, com WC, portas e janela de alumínio. Além da instalação de postes de iluminação com refletores poderosos, na frente e nas laterais. Capela Santiago Bem em frente ao viveiro Santiago, começa um caminho ensaibrado e ladeado por palmáceas de palmitos (Jussara),plantadas há uns 10 anos. Este caminho conduz-nos à Capela de Santiago, construída em homenagem ao Santo. Foi consagrada numa missa solene, com três sacerdotes e com direito a ouvir o Hino de Santiago, com o órgão e coral da Catedral de Santiago de Compostela. O projeto da Capela foi elaborado pela filha do proprietário (arquiteta), com vitral muito “forte”. Tem uma parede lateral toda feita com pedra de rio, grandes, um salão pequeno, uma pequena sacristia, um WC, esquadrias de alumínio e cercada de verde. Na frente, tem uma árvore Guapuruvu centenária. Altar artesanal; armário plástico com 5 prateleiras; bancos plásticos; bíblia; cadeira artesanal; genuflexório; desumidificador de ambiente; espelho; gaveteiro plástico (com três gavetas); imagens de Santiago, São Sebastião, Santo Expedito, Na. Senhora de Guadalupe e Virgen Del Carmen; mesa pequena; cadeira almofadada; mesinha de apoio; oratórios; pendurador de vassouras; porta água benta; cajados e conchas de peregrinos. Cultivo de plantas no solo Seguindo pelo caminho principal, temos o cultivo de plantas no solo, nos dois lados. São várias espécies. No momento, com poucos funcionários, as áreas estão com mato e ervas daninhas (é importante observar que, estas centenas de plantas foram produzidas a partir de sementes das matrizes adultas que a propriedade tem). Continuando, o caminho passa no meio de um bambuzal maravilhoso e ladeia a vegetação exuberante. Também, ladeia alguns cultivos experimentais de plantas medicinais. Seguindo em frente, cruza-se com uma trilha e, logo adiante (seguindo reto) encontra-se o rio Cari que faz a divisa dos fundos. A divisa esquerda, dos fundos, fica no meio deste rio e está delimitada por uma cerca construída pelo proprietário. Entrando na trilha, à direita de quem veio pelo caminho, tem uma subidinha que margeia o rio, com sítios espetaculares. Natureza pura, virgem, com aparência selvagem, intocada, cheia de plantas matrizes adultas, água que desce da montanha, gelada e cristalina (dá para beber e nadar). Até há pouco tempo, toda a água que a Sanepar distribuía no Porto de Cima era captada aqui, nesta parte da propriedade. Depois, como fizeram um poço artesiano, deixaram de usar. Mas, toda a tubulação ainda está instalada. Assim, a trilha segue, serpenteando, até o marco da divisa superior direita. Disponibilizo uma planilha em Excel com todas as plantas existentes em vasos ou macetas, não considerando a quantidade enorme de plantas matrizes que foram plantadas pelos antigos proprietários (a totalidade delas) há muitos e muitos anos e que valem uma fortuna difícil de quantificar (a ser apresentada posteriormente). Esta planilha poderá ser fornecida posteriormente, assim como um cronograma de valores da propriedade.