Boletim Técnico Engenharia e Equipamentos BT-001 INSTALAÇÃO DE BOMBAS DE DESLOCAMENTO POSITIVO 8 8 99 3 5 3 11 44 2 2 66 5 NIPdisponível X NIPrequerido 7 44 7 Palívio < Pmáx. Projeto Bomba 1) TUBULAÇÃO DE SUCÇÃO: Deve sempre ser executada em material compatível com a aplicação e o seu diâmetro deve sempre ser resultado do cálculo de NIPdisponível, porém mesmo que teoricamente permitido, o diâmetro da Tubulação de Sucção jamais deverá ser inferior ao diâmetro de sucção da Bomba instalada. 2) FILTRO DE SUCÇÃO: Todas as Bombas Positivas Rotativas requerem Filtro de Sucção, pois não podem operar com sólidos. A especificação do Filtro de Sucção, deve levar em conta: o material de construção, que deve sempre ser compatível com a aplicação; o diâmetro e a malha, que devem ser obtidos através do cálculo de NIPdisponível e também da recomendação do fabricante para cada bomba em específico. A escolha do modelo, se Cesto, se Y ou outro tipo, deve ser obtida à partir do cálculo de NIPdisponível, além de levar em conta fatores como a sujidade do fluído e situações específicas de operação, como por exemplo, vazamento na desmontagem, ciclo de limpeza, etc. 3) COLUNA DE CALIBRAÇÃO OU PROVETA: Deverá ser sempre utilizada em processos de dosagem, mesmo que a Bomba aplicada seja do tipo que fornece leitura de vazão teórica ou mesmo que a instalação possua um Sensor de Fluxo; Nestes casos a Coluna de Calibração permitirá que façamos uma comparação entre a vazão teórica, informada pela Bomba e a vazão real, obtida através da leitura dela, possibilitando identificação de informações como desgaste da bomba, problemas de sucção que possam estar impedindo o bom funcionamento da Bomba. Ainda, a Coluna de Calibração servirá como elemento de comparação e/ ou de substituição de Sensor de Fluxo instalado. Mesmo em caso de bombeamento sem necessidade de dosagem, a instalação da Coluna de Calibração é recomendada, pois nos permite de forma simples, o monitoramento do desgaste de bomba. Sugerimos utilizar, preferencialmente, Colunas de Calibração que permitam a interligação do topo delas com o tanque, evitando assim vazamentos na área. Telefax: (11) 4524-1949 / (11) 4524-3555 [email protected] Engenharia e Equipamentos Boletim Técnico BT-001 4) JUNTAS DE DILATAÇÃO/ EXPANSÃO TÉRMICA/ JUNTAS DE MONTAGEM: Estas são muito importantes em todas as situações de bombeio, pois esforços de tubulação quando repassados à Bomba produzirão desgastes prematuros e até travamentos, obrigando assim a custos de reposição de peças e serviços. Ainda, quando em operações a quente, estas promovem ganhos adicionais de alinhamento com tubulação e acionadores. 5) M ANOVACUÔMETRO: Somente através da leitura deste instrumento podemos efetivamente conhecer o que ocorre à entrada da Bomba. Com o Manovacuômetro podemos monitorar e concluir a respeito do projeto de Tubulação de Sucção, da necessidade de limpeza do Filtro de Sucção, de Fatores de Cavitação, de Formação de Gases, de Falta de fluxo e outros... Uma Válvula Esfera montada neste instrumento permite a manutenção do mesmo, sem a necessidade de parar a linha ou sistema; um Selo montado neste instrumento permite que o fluído bombeado não entre em contato com os internos do Manovacuômetro e a Glicerina permite maior precisão e durabilidade do instrumento. 6) M ANÔMETRO: Este instrumento permite monitorar a pressão de descarga e por aí estabelecer erros de projeto, anomalias de equipamentos que estejam à jusante da Bomba, problemas de cavitação, problemas de desgaste, estabilidade do fluxo, além de ser um instrumento indispensável para a Calibração das Válvulas de Alívio (7 e 8). Uma Válvula Esfera montada neste instrumento permite a manutenção do mesmo, sem a necessidade de parar a linha ou sistema; um Selo montado neste instrumento permite que o fluído bombeado não entre em contato com os internos do Manômetro e a Glicerina permite maior precisão e durabilidade do instrumento. 7) VÁLVULA DE ALÍVIO DA BOMBA: Trata-se de componente de Segurança da Bomba, pode ser do tipo “Built In”, “External” ou “Retorno ao Tanque”. Esta válvula não deve ser usada com qualquer outra finalidade que não uma eventual emergência, pois o desvio de fluxo interno à Bomba promoverá deslocamento do rotor e consequentemente um alto desgaste da Bomba, esta válvula deverá estar setada para uma pressão superior à Válvula de Alívio da Linha em pelo menos 20%, porém sempre abaixo da pressão de projeto da Bomba, do Sistema e dos Acionadores. Este componente somente seria dispensável em caso de Bombas com Acoplamento Magnético que desacoplem antes do limite da Bomba ou em caso de Acionamentos Elétricos que façam às vezes do alívio. 8) VÁLVULA DE ALÍVIO DA LINHA: é sempre exigida, nunca podendo ser dispensada e esta agora visará proteger o sistema de uma Sobre Pressão, sem comprometer o funcionamento da Bomba. Deve ser especificada em função da característica do sistema. A saída dessa Válvula deverá ser colocada ao tanque de sucção e não à sucção da bomba. 9) VÁLVULA DE CONTROLE: Se montada em Linha ou em Derivação, deverá possuir Manômetro tanto à entrada quanto à saída; Ainda se for montada na Derivação, deverá ter a saída, direcionada ao tanque de sucção e não à sucção ou à descarga da Bomba. 10) ELEMENTO DE VEDAÇÃO: Gaxeta: Deve haver a troca preventiva da vedação a cada três meses de uso. Selo Mecânico: Não deve ser girado a seco, ocasionará danos nas faces vedantes, se necessário, utilize água limpa para o teste e em seguida, retire todo o fluido, mantendo o interior da bomba limpo. Mais informações, consulte-nos. Eng. Marcos T. Mingrone Sócio-Gerente Telefax: (11) 4524-1949 / (11) 4524-3555 [email protected]