Parque Rio Jaguaribe Beatriz Rodrigues Trajano (1) Bruna Mantovani Talieri (2) Elisa Beatriz Carneiro Oliveira (3) Mariana Luiza Ramos Schroeder (4) Paulo Matheus Pequeno Moreira (5) (1) Estudante, UNIPÊ, Brasil. E-mail: [email protected] (2) Estudante, UNIPÊ, Brasil. E-mail: [email protected] (3) Estudante, UNIPÊ, Brasil. E-mail: [email protected] (4) Estudante, UNIPÊ, Brasil. E-mail: [email protected] (5) Estudante, UNIPÊ, Brasil. E-mail: [email protected] Orientadores: Marco Antônio Suassuna Lima, Professor, UNIPÊ, Brasil. E-mail: [email protected] Sônia Matos Falcão, Professora, UNIPÊ, Brasil. E-mail: [email protected] Resumo: Este artigo consiste em um estudo e proposta de revitalização do Rio Jaguaribe, em paralelo com a construção de um parque na cidade de João Pessoa-PB, em uma área específica, no bairro de Tambaú. Uma das grandes potencialidades da área de estudo é a sua localização em área nobre da cidade, contornando os bairros mais conhecidos e dinâmicos de João Pessoa, com IDH de 0,763, porém o seu uso e ocupação do solo atual é bastante precário em contrastante com seu entorno. A revitalização do rio e a construção do parque são de extrema importância por compreender uma grande área verde que está sendo degradada cada vez mais, um rio poluído e comunidades carentes sobrevivendo sem nenhuma infraestrutura adequada. Sua revitalização, além de contribuir para a qualidade de vida dos moradores locais, criando corredores climáticos e espaços públicos generosos, poderá ofertar uma extensa área de lazer e convívio social para a cidade, favorecendo a valorização da paisagem do referido rio, a economia local e o atrativo turístico. O estudo projetual propõe a diversidade social e de atividades, numa mistura equilibrada de usos, tanto residencial como comercial e de lazer. Os estudos do parque foram feitos através de visitas de campo ao local, abordagens diretas com os moradores, elaboração de mapas temáticos da região, com base em fontes bibliográficas, interpretação de casos correlatos, visando corresponder a satisfação dos usuários e as adequações das preexistências socioespaciais Nesse contexto, o parque pretende ser um importante espaço público heterogêneo e diverso na sua espacialidade, valorizando a natureza e o potencial paisagístico da área, podendo articular a população local com os bairros do entorno da cidade. Palavras-chave: parque; revitalização; rio. Abstract: This article consists of a study and proposal to revitalize the Rio Jaguaribe, in parallel with the construction of a park in the city of João Pessoa, in a specific area, the Tambau neighborhood. One of the great strengths of the study area is its location in prime area of the city, skirting the best known and most dynamic neighborhoods of Joao Pessoa, with an HDI of 0.763, but his use and occupation of current soil is very poor in contrast to its surroundings. The revitalization of the river and the construction of the park are extremely important for understanding a large green area being degraded increasingly a polluted river and underserved communities surviving without adequate infrastructure. Its revitalization, as well as contribute to the quality of life of local residents, creating 1 | 10 climate corridors and generous public spaces, may offer an extensive leisure area and social life of the city, promoting the appreciation of the said river landscape, the local economy and the tourist attraction. The architectural design study proposes social diversity and activity, a balanced mix of uses, both residential and commercial and leisure. Studies of the park were made through field site visits, direct approaches with the locals, preparation of thematic maps of the region, based on literature sources, interpretation of related cases, in order correspond to user satisfaction and the adjustments of the socio-spatial preexistence In this context, the park aims to be an important heterogeneous and diverse public space in its spatiality, appreciating nature and the landscape potential of the area and can articulate the local population with the neighborhoods surrounding the city. Key-words: park; revitalization; river. 1. INTRODUÇÃO A evolução da urbanização foi conseguindo eclipsar e anular a importância dos rios urbanos, restringindo sua presença quase apenas aos sintomas perturbadores, ou seja: mau-cheiro, obstáculo à circulação e ameaça de inundações. Dentro deste quadro, encontra-se o rio Jaguaribe, localizado na cidade de João Pessoa, o qual nasce no bairro Esplanada e seu percurso se estende por diversos bairros da capital Paraibana, Cruz das Armas, Varjão, Jaguaribe, Torre, Castelo Branco, Miramar, Cabo Branco, Tambaú, Manaíra e Bessa até desaguar no rio Mandacarú (desviado em 1940). A desvalorização crescente destas áreas ribeirinhas, concorreu para transformá-las em paisagem residual sujeita a ocupações irregulares, e ponto de descarga de lixo e esgoto, tornando-o extremamente poluído. Sob esse contexto, foi proposto nas disciplinas de Urbanismo II e Paisagismo II do Curso de Arquitetura e Urbanismo, um exercício acadêmico de pensar parte da cidade de João Pessoa-PB a partir de um projeto urbano capaz de simular cenários espaciais dinâmicos e heterogêneos numa área ambientalmente importante para gestão das águas urbanas, porém predominantemente ociosa e curiosamente inexpressiva para a maioria da população: o rio Jaguaribe. N N FIGURAS 1, 2 e 3 – Macro, Meso e Micro. Fonte: Acervo do grupo (2015). 2 | 10 N N FIGURA 4 – Mapa da área de estudo com Marcos Referenciais. Fonte: Acervo do grupo (2015). 2. OBJETIVO 2.1. Objetivo Geral Desenvolver uma proposta de desenho urbano ambiental – parque linear contemporâneo - com múltiplos papéis urbanos, atividades de ócio, circulação urbana, conforto, conservação e requalificação ambiental, drenagem urbana, imaginário e memória urbana, lazer e recreação, em um trecho do baixo Jaguaribe, compreendido entre as avenidas Epitácio Pessoa e Rui Carneiro. 2.2. Objetivos Específicos Garantir a diversidade de usos: moradias, comércio e lazer; Utilizar mapas temáticos e de Leitura do Lugar para construção do diagnóstico da área; Análise de projetos correlatos; Identificar as problemáticas e potencialidades da área para construção das diretrizes projetuais. 3. JUSTIFICATIVA O sítio urbano onde se encontra o trecho de intervenção é uma área estratégica do ponto de vista da sua localização, está próximo de importantes bairros da cidade. A proposta de implantação do parque é de extrema importância por resgatar o potencial da área verde urbana degradada, com um rio poluído e ocupações desordenadas. A revitalização daquele recurso ambiental, além melhorar a qualidade de vida dos moradores do local, promove a amenização do microclima presente e traz uma grande área de lazer para a cidade, que promove o encontro de moradores do entorno e bairros circunvizinhos. O intuito é investigar alternativas projetuais que evidenciem aspectos transformadores para área, favoráveis para a qualidade da vida urbana. Um deles, diz respeito à animação urbana com a adoção do respeito ao pedestrianismo e mistura salutar de usos que promovam movimentos ininterruptos nas calçadas e espaços coletivos. A proposta do parque urbano, portanto, deve atuar na escala do bairro, mas com relevante repercussão na escala da cidade. 3 | 10 4. METODOLOGIA A metodologia empregada no desenvolvimento desse projeto teve como finalidade a facilitação e objetividade na coleta de dados necessários ao processo de tomada das decisões projetuais. A pesquisa baseou-se em fontes bibliográficas e visitas de campo, onde coletou-se informações gerais e pontuais, que após selecionadas, foram levadas à sala de aula para orientação e construção do diagnóstico da área apresentado em mapas: Mapa da leitura do lugar - registro das preexistências físicoespaciais, socioculturais: topografia, uso e ocupação do solo, padrão construtivo, gabarito, equipamentos comunitários, palcos de ações comportamentais; Mapa de classificação das tipologias e padrões construtivos (padrão baixo, médio, alto); Mapa Cheios x Vazios; Levantamento fotográfico das preexistências, comentando e analisando o contexto urbano em estudo; Mapa do sistema viário: hierarquia viária, fluxo de veículos e pedestres, paradas dos transportes coletivos que atendem a comunidade (raio máximo de 1 km); Mapa de mobilidade urbana: semelhante a localização, mas indicando as vias principais pelos os quais os transportes coletivos percorrem nas proximidades da comunidade, relacionando com o terminal rodoviário de integração; Quadro-resumo das problemáticas, potencialidades e diretrizes. A análise de correlatos também se constituiu em uma etapa do processo projetual, sendo realizada uma análise comparativa das particularidades dos projetos estudados com o “Parque Rio Jaguaribe”. Em posse do programa de necessidades, ao longo da pesquisa, se tornou necessária uma ampliação dos equipamentos a serem instalados e atividades a serem criadas, devido à diversidade do público que viria a frequentar o local. Por isso a visita à parques e locais de lazer a céu aberto na cidade de João Pessoa foi fundamental para a compreensão do que realmente funciona, em termos de atração de público na cidade, e o que seria relevante no projeto a ser desenvolvido. Foram utilizados diagramas conceituais para explicação do partido arquitetônico e softwares como AutoCAD para o desenvolvimento de plantas, cortes e detalhes, e SketchUp com união do Lumion para o desenvolvimento de maquetes eletrônicas e 3D representativas. FIGURA 5 – Vista da Área de Estudo para a comunidade Paulino Pinto ao fundo. Fonte: Acervo do Grupo (2015). 4 | 10 FIGURA 6 – Vista do Rio Jaguaribe. Fonte: Acervo do grupo (2015). FIGURA 7 – Mapa Temático de Uso e Ocupação da Área em Estudo. Fonte: Acervo do grupo (2015). 5. RESULTADOS OBTIDOS O estudo projetual visa ser um espaço ligado à natureza, cercado pelo verde. Os passeios estão dispostos de forma generosa pelo parque, sendo acessível em todo o percurso, tornando possível a locomoção de seus visitantes em qualquer que seja as áreas por ele oferecidas, sem tirar o grande foco no verde, tendo árvores de grande e médio porte, árvores frutíferas e palmeiras presente por todo o parque, além da preservação da massa arbórea já existentes no local. As espécies escolhidas são as que melhores se adaptam ao clima da região e aos locais públicos, vegetação nativa, distribuídas de forma não-condensada, de maneira que um espécime fique distante do outro, com objetivo de evitar a extinção no caso de praga. O agenciamento é um reflexo da diversidade que queremos ressaltar no parque. Seu desenho é, na verdade, uma mistura de formas: as linhas angulares dos triângulos com suas bordas circulares tornam o desenho orgânico. Forma-se muito mais que triângulos, mas formas completamente novas e inusitadas, diferentes de qualquer paisagismo que anulam a monotonia dos espaços, se tornando uma marca forte do projeto. A escolha do tipo de piso na diferenciação da paginação levou em consideração aspectos como o as atividades ali exercidas, a intensidade de fluxos e o ideal estético. Os bancos em abundância pelo parque também seguem o desenho do agenciamento, reforçando esses traços, dando a identidade necessária ao local e preservando o conforto aos seus usuários. 5 | 10 parque também comporta prédios habitacionais para resguardar a população ali existente, sem ser necessário sua relocação. Esses prédios estão espalhados pelo parque, para melhor integração dessas pessoas com o mesmo. Todos eles são em pilotis e abrigam comércios em seu térreo, além de quadras de esportes (cada um com tipos diferentes: poliesportivas, de areia ou de vôlei) e playgrounds (para crianças maiores ou menores, com implantação de pisos de borracha que amenizam os impactos) em suas proximidades, podendo ser usados pelos habitantes e por visitantes. O Além de presentes nessas áreas, as quadras de esportes também possuem uma concentração logo após a praça de entrada ao sul, com duas quadras poliesportivas, uma de areia e uma de vôlei. Por serem todas descobertas, elas estão em sentido norte/sul, evitando assim, a nascente e a poente do sol que ofuscam a visão dos jogadores. Para outras atividades esportivas, o parque também conta com pistas de skate e de bicicross, além de ciclovia, que contorna e atravessa o parque, e pista de cooper. Para tornar isso possível, há bicicletários próximos a essas atividades e próximos as entradas. Temos os espaços para eventos e o anfiteatro, a céu aberto disponível para as atividades culturais. Nesses espaços podem ser realizados peças de teatro, shows, palestras e eventos, atraindo ainda mais a população para o local. Já para as atividades artísticas, temos o centro de artesanato para as mulheres e a praça de exposição. No mesmo bloco do espaço de artesanato para mulheres temos a administração, a coleta seletiva e centro de conscientização ambiental perto do bloco de estufa, dando apoio a ideia de um parque voltado para a ideia da sustentabilidade. Juntamente com as habitações e os quiosques, esses, são as únicas edificações em blocos fechados do parque. Todas as outras atividades são realizadas em locais aberto, com intensa integração com o exterior. Aproveitando a área de alagamento, foi proposto um lago com função de bacia de acumulação para conter as grandes cheias, além de agregar atividades de lazer e relaxamento em suas proximidades, como pedalinhos e redário, decks com mesa para piquenique debaixo das castanholas já existentes, e mesa para jogos, podendo ser usado por pessoas de faixa etárias diferentes, decks para travessia e contemplação do rio, espaço para trilhas, presente na mata ciliar reposta e rampas nos lugares de desníveis, ajudando na questão da acessibilidade. FIGURA 8 – Vista Superior da Proposta Final. Fonte: Acervo do grupo (2015). 6 | 10 03 01 03 01 19 19 23 21 20 06 17 24 03 03 21 22 02 03 09 08 05 18 19 07 23 23 04 21 11 03 10 06 16 14 15 19 21 06 24 03 22 13 12 FIGURA 9 – Planta de Implantação. Fonte: Acervo do grupo (2015). FIGURA 10 – Corte AA. Fonte: Acervo do Grupo (2015). FIGURA 11 – Corte BB. Fonte: Acervo do Grupo (2015). 7 | 10 FIGURA 16 - Uma das praças de entrada do parque, mostrando sua beleza e seu poder de atrair visitantes ao local. Fonte: Acervo do Grupo (2015). FIGURA 12 - Vista do rio cercado pela mata ciliar recomposta. Fonte: Acervo do Grupo (2015). FIGURA 17 - Bicicletários disposto pelo parque. Fonte: Acervo do Grupo (2015). FIGURA 13 - Arte de rua exposta nos muros atrás da comunidade Paulino Pinto. Fonte: Acervo do Grupo (2015). FIGURA 18 - Redário, servindo de área de relaxamento, disposto entre árvores que dão sombra ao local. Fonte: Acervo do Grupo. (2015). FIGURA 14 - Quadras de vôlei, de areia e poliesportiva, agrupadas formando uma área esportiva e social. Fonte: Acervo do Grupo (2015). FIGURA 15 - Academia para idosos reforçando a ideia de diversidade de faixas etárias. Fonte: Acervo do Grupo (2015). 8 | 10 FIGURA 19 - Pista de cooper e de ciclismo sombreada dando maior conforto ao parque. Essas pistas são desenvolvidas ao redor dos lagos, onde funcionam os pedalinhos. Fonte: Acervo do Grupo (2015). ESPECIFICAÇÕES DAS ÁREAS DO PARQUE ÁREA (m²) ESPECIFICAÇÕES DAS ÁREAS DO PARQUE ÁREA (m²) Perímetro Total Trabalhado 18.636 hs Pistas de Skate 582 m² Área Verde 7.536 hs Área para Jogos de Mesa 520 m² Habitações com Comércios no Térreo 34.000 m² Rampas/ Escadas/ Mirantes 514 m² Recursos Hidráulicos 10.877 m² Quiosques com banheiro 501 m² Ciclovia/ Ciclofaixa 6.335 m² Praça para contemplação 424 m² Edifício Empresarial 4.743 m² 4.188 m² Pontes/ Decks 3.089 m² Prédio contendo administração, coleta seletiva, centro de conscientização ambiental, centro de artesanato e posto policial Trilha 329 m² Quadras Pista de Bicicross 2.900 m² Restaurantes com banheiro 258 m² Praças de Entrada 2.492 m² Academia para idosos 220 m² Estacionamentos 2.405 m² Playgrounds 154 m² Redário 1.883 m² Bicicletários 80 m² Pista para Cooper 1.377 m² Bancas de revista 54 m² Praça para Eventos 1.300 m² Viveiro e estufa 42,75 m² Anfiteatro 1.230 m² 18 m² Praça para Exposição 845 m² Torres de monitoramento *As áreas são as somas dos espaços especificados. Piquenique 830 m² 302 m² TABELA 1 – Quadro de Áreas. Fonte: Acervo do grupo (2015). IMAGEM TIPO PORTE Forração Pequeno H=15cm Forração Pequeno H=15cm Arbustivo Pequeno H=15cm Arbustivo Pequeno H=3-6m Arbustivo Pequeno H=2-4m Arbórea Médio H=5-9m Arbórea Médio H=510m Arbustivo Médio H=6-8m Arbórea Médio NOME CIENTÍFICO NOME COMUM Paspalum notatum Axonopus compressus Gramabatatais Gramasãocarlos Axonopus compressus Amorperfeito Psidium guajava L. IMAGEM TIPO PORTE NOME CIENTÍFICO NOME COMUM Arbórea Grande H=815m Caesalpinia echinata PauBrasil Arbórea Grande H=810m Luehea ochrophylla AçoitaCavalo Arbórea Grande H=1525m Peltophorum dubium Arbórea Grande H=716m Tabebuia chrysotricha Canafístu la Goiabeira IpêAmarelo Eugenia uniora L. Pitanguei ra Schinus terebinthifoliu s Araeiramansa Arbórea Grande H=716m Tabebuia elliptica Cassia ferrugínea Chuvade-Ouro Arbórea Grande H=716m Tabebuia impetiginosa Ipê-Roxo Acacia farnesiana Acácia Amarela Grande H=825m Caesalpinia peltophoroide s Sibipirun a Tibouchina granulosa Quaresm eira Grande H1220m Tabebuia caraíba Craibeira 9 | 10 Arbórea Arbórea IpêBranco Arbórea Arbórea Grande H=1020m Grande H=2030m Laphantera lactescens Caesalpinia leiostachya Lanternei ra Arbórea Grande H=19m Eschweilera ovata Biriba Arbórea Grande H=1016m Bowdichia virgiloides Sucupira Arbórea Grande H=820m Triplaris americana PauFormiga Arbórea Grande H=1530m Chorisia speciosa Paineira Palmácea Grande H=25m Attalea oleífera Palmeira – pindoba PauFerro Arbórea Grande Licania tomentosa Oitizeiro Arbórea Grande H=1015m Clitoria fairchildiana Sombreir o Arbórea Grande H=1020m Albizia hassierii Farinha Seca Arbórea Grande H= 812m Jacaranda mimosaefolia Jacarandá -mimoso Arbórea Grande H=716m Samanea tubuloso Bordão de Velho TABELA 2 – Quadro de Espécies Vegetais Nativas. Fonte: Acervo do grupo (2015). 6. CONSIDERAÇÕES FINAIS O estudo projetual do parque visa atender, por meio de seus equipamentos, seu conceito de diversidade. Espaços como esse contribuem na qualidade de vida da população de uma cidade, pois, além de oferecer um espaço de lazer, oferece um espaço que traz beleza e interação, criando um local com equipamentos de uso público e atividades culturais. A revitalização da área traz qualidade climática, movimenta o turismo e a economia, produz mais empregos, diminui questões relacionadas à violência urbana e inspira quem passa por seus arredores, pois aumenta o potencial paisagístico da avenida por qual ele perpassa, diminuindo os estresses causados pelo trânsito. Além disso, o projeto do parque visa trazer uma área diferente de todas que se desempenham na cidade, possível pela sua localização central na mesma. O projeto beneficia não só a população local, mas toda a cidade, pois a intenção é que esse espaço se torne um meio integrador social. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS CAMPOS FILHO, Candido Malta. Reinvente seu bairro: caminhos para você participar do planejamento de sua cidade. São Paulo. Editora 34, 2003. CULLEN, Gordon. (1960) Paisagem urbana. Lisboa. Presença, 1994. CHACEL, Fernando. Paisagismo e Ecogênese. Rio de Janeiro: FRAIHA Editora, 2001; DEL RIO, Vicente. Introdução ao Desenho Urbano no processo de planejamento. São Paulo. PINI, 1990. FRANCO, Maria de Assunção Ribeiro. Desenho Ambiental. São Paulo: Annablume Editora, 1997; MASCARÓ, Lúcia Elvira Alicia Raffo de. Vegetação Urbana. Porto Alegre: FINEP, UFRGS, 2002. 10 | 10