Departamento
de Engenharia Eletrotécnica
Planeamento e Acompanhamento de Obra Estágio na Exsepi
Relatório de Estágio apresentado para a obtenção do grau de Mestre em
Automação e Comunicações em Sistemas de Energia
Autor
António Manuel Matos das Neves Fernandes
Orientadores
Doutor Carlos Ferreira
Doutor Fernando Lopes
Instituto Superior de Engenharia de Coimbra
Supervisor na Empresa
António Ferreira
Exsepi
Coimbra, Junho, 2012
Agradecimentos
Na realização deste relatório de estágio muitas foram as pessoas que me ajudaram, sem
as quais este trabalho teria sido, sem dúvida, muito mais difícil de realizar. A todas, o meu
muito obrigado.
Não posso deixar de expressar de uma forma particular a minha sentida gratidão:
À minha família, especialmente aos meus pais, por serem uma fonte inesgotável de
confiança, pelo apoio, incentivo e compreensão, ao me apoiarem em todos os momentos
difíceis da minha carreira;
À minha esposa, pelo incentivo, companheirismo e paciência em todos os momentos;
Ao meu querido filho, pelo carinho e compreensão da minha ausência;
Aos meus orientadores de estágio, Doutor Carlos Ferreira e Doutor Fernando Lopes, pelo
apoio sempre manifestado para ultrapassar as dificuldades que me foram aparecendo, pela sua
disponibilidade e orientação;
A todos os professores que acompanharam os meus estudos, pela formação prática e
teórica;
A todos os colegas de curso com quem tive o prazer de desenvolver trabalho e aumentar
os meus conhecimentos;
Aos administradores da EXSEPI, António Ferreira e Carlos Reis, pelo apoio prestado
durante o estágio;
Aos funcionários da EXSEPI, com quem trabalho desde o ano de 2003 e que me
apoiaram na resolução de diversas dificuldades, surgidas no âmbito do estágio.
i
Resumo
O planeamento de obra é uma das principais etapas que devem ser devidamente
estudadas e realizadas, por parte dos técnicos responsáveis pela sua execução, tendo em vista
o melhor resultado técnico, económico e financeiro, bem como a programação de todas as
tarefas a realizar.
Neste contexto apresenta-se previamente um estudo de todas as noções básicas que
viabilizam um melhor planeamento e acompanhamento de obra.
Posteriormente realiza-se o planeamento e acompanhamento de uma obra de instalação
elétrica e comando, em ambiente industrial, citando ainda os conceitos que se entendem
importantes, para garantir um bom funcionamento da instalação elétrica.
Por último faz-se uma descrição de algumas atividades complementares realizadas
igualmente durante o estágio.
Palavras-chave: Planeamento, acompanhamento, obra, industrial.
iii
Abstract
The planning work is one of the main steps that should be properly studied and
performed by the technicians responsible for its implementation in view of the best technical,
financial and economic outcome as well as a schedule of all tasks to be undertaken.
In this context, it will be presented a prior study of all basics that enable a better planning
and monitoring work.
Subsequently, it will be carried out the planning and monitoring of an electrical
installation work and control in an industrial environment, and also quoting important
concepts to ensure a proper functioning of the electrical installation.
Finally, it will be done a brief description of some complementary activities also
performed during the training course.
Keywords: Planning, monitoring, works, industrial.
v
Índice
Agradecimentos
i
Resumo
iii
Abstract
v
Índice
vii
Lista de Figuras
ix
Lista de Tabelas
xi
Nomenclatura
1
Introdução
1
1.1 Planeamento e Acompanhamento
1
1.2 Duração das Atividades
2
1.3 Fiscalização
2
1.4 Vantagens da Coordenação e Fiscalização de Obra
3
1.5 Contextualização
3
1.6 Objetivo Geral
4
1.7 Objetivo Específico
4
1.8 Entidades Envolvidas
4
1.8.1 ISEC - Instituto Superior de Engenharia de Coimbra
1.8.2 EXSEPI - Estudos e Projetos Industriais, Lda.
1.8.3 SOPAC - Sociedade Produtora de Adubos Compostos, S.A.
1.8.4 MIM - Metalúrgica Ideal do Mondego, S.A.
1.9 Organização do Estágio
1.9.1 Coordenação
1.9.2 Planeamento e calendarização das atividades
1.10Estrutura do Relatório
2
xiii
O Planeamento de Obras
5
6
8
9
10
10
11
12
13
2.1 Noção de Planeamento
13
2.2 Dados-Base
14
2.3 Técnicas de Planeamento
17
vii
2.3.1 Gráfico de Gantt
2.3.2 Modelo de PERT
2.4 O Planeamento de Obras com Recurso a Aplicações Informáticas
2.4.1 Apresentação do “MS Project”
2.4.2 Características da aplicação informática
2.4.3 Funcionamento da aplicação informática
2.4.4 Visualização do programa
2.4.5 O diagrama da rede
2.4.6 Planeamento base
2.4.7 A duração do projeto
2.4.8 Calendário de trabalho
2.4.9 Modelo probabilístico
2.4.10 Relatórios
3
Obras Realizadas Durante o Estágio
3.1 Organização de Elementos
3.1.1
3.1.2
3.1.3
3.1.4
3.1.5
17
19
20
21
21
22
23
24
24
24
24
25
25
27
27
Trabalho de referência: SOPAC
Funcionamento das tulhas
Funcionamento dos silos
Tarefas realizadas durante a obra na SOPAC
Trabalhos complementares realizados na SOPAC
3.2 Outras Informações
27
36
41
45
45
47
3.3 Obras Complementares
47
3.3.1 ETAM - BERALT TIN
3.3.2 MARONAGRÊS
3.3.3 NUTRICAFÉS
3.3.4 MOTA PASTAS
3.3.5 SANITANA
3.4 Outras Atividades Realizadas Durante o Estágio
47
50
53
54
54
58
3.4.1 Objetivo
3.4.2 Legislação
3.4.3 Obrigações do técnico responsável
3.4.4 Instalações irregulares
4
Conclusão
Referências
viii
58
58
59
59
61
63
Lista de Figuras
Fig. 1.1. Fachada principal do ISEC [3].
5
Fig. 1.2. Fachada principal da EXSEPI.
6
Fig. 1.3. Áreas de negócio desenvolvidas pela EXSEPI.
7
Fig. 1.4. Filtro de placas para ETARI’s.
8
Fig. 1.5. Vista aérea do cais marítimo da SOPAC, S.A.
9
Fig. 1.6. Atividade realizada pela empresa MIM, S.A.
10
Fig. 2.1. Fases a realizar em um planeamento.
14
Fig. 2.2. Diagrama de níveis de tarefas.
15
Fig. 2.3. Técnicas de planeamento.
17
Fig. 2.4. Estimativa de tempo.
18
Fig. 2.5. Etapas a seguir para a elaboração do gráfico de Gantt.
18
Fig. 2.6. Representação de um projeto num modelo de rede de PERT [10].
19
Fig. 2.7. Representação do caminho crítico.
20
Fig. 2.8. Estrutura da aplicação informática “MS Project”.
22
Fig. 2.9. Tela inicial do “MS Project”.
23
Fig. 2.10. Exemplo de um diagrama de rede.
24
Fig. 2.11. Exemplo de um calendário de trabalho para o mês de Outubro.
25
Fig. 3.1. Vista geral da SOPAC, S.A.
27
Fig. 3.2. Vista exterior da unidade de granulação da SOPAC, S.A.
28
Fig. 3.3. Planeamento da obra.
35
Fig. 3.4. Diagrama de automação industrial – sistema de alimentação das tulhas.
36
Fig. 3.5. Interior do quadro instalado nas tulhas.
37
Fig. 3.6. Exterior do quadro instalado nas tulhas.
37
Fig. 3.7. Chapa de características do quadro das tulhas.
38
Fig. 3.8. Transportador nº 31 com tripper.
38
Fig. 3.9. Tripper de carga das tulhas.
39
Fig. 3.10. Esquema representativo do funcionamento das tulhas.
40
Fig. 3.11. Interior do quadro instalado nos silos.
41
Fig. 3.12. Exterior do quadro instalado nos silos.
42
Fig. 3.13. Chapa de características do quadro dos silos.
42
Fig. 3.14. Transportador n.º 1, carga do elevador n.º 1.
43
Fig. 3.15. Elevador nº 1.
43
Fig. 3.16. Esquema representativo do funcionamento dos silos.
44
ix
Fig. 3.17. Exterior do quadro antigo a substituir.
46
Fig. 3.18. Exterior do novo quadro implementado.
46
Fig. 3.19. Interior do quadro novo, projetado, construído e montado.
47
Fig. 3.20. Vista geral das Minas da Panasqueira.
48
Fig. 3.21. Vista geral da ETAM – zona de decantação.
49
Fig. 3.22. Misturadores de floculante e decantadores.
49
Fig. 3.23. Cabine de comando com quadros e produtos.
49
Fig. 3.24. Decantadores e tanque de lamas.
50
Fig. 3.25. Vista geral decantadores, misturadores de floculante, passerelle e cabine de comando.
50
Fig. 3.26. Exterior do quadro.
51
Fig. 3.27. Visualização de baterias no interior do quadro.
52
Fig. 3.28. Vista geral do interior do quadro.
52
Fig. 3.29. Sensores e atuadores instalados num dos silos de café verde.
53
Fig. 3.30. Balança de pesagem de café verde.
54
Fig. 3.31. Antigo quadro de comando dos agitadores dos depósitos de pasta da olaria 7.
55
Fig. 3.32. Antigo quadro de distribuição da olaria 7.
55
Fig. 3.33. Antigos quadros de comando de níveis dos depósitos de pasta da olaria 7.
56
Fig. 3.34. Novo quadro de distribuição da olaria 7.
56
Fig. 3.35. Exterior do novo quadro de pasta da olaria 7.
57
Fig. 3.36. Interior do novo quadro de comando de pasta da olaria 7.
57
Fig. 3.37. Empresas com instalações elétricas da responsabilidade do estagiário.
58
x
Lista de Tabelas
Tabela 3.1. Descrição das tarefas a realizar e sua duração.
30
Tabela 3.1. Descrição das tarefas a realizar e sua duração (continuação).
31
Tabela 3.2. Atribuição de custos a cada recurso.
31
Tabela 3.3. Agendamento e atribuição de constrangimentos a cada tarefa.
32
Tabela 3.3. Agendamento e atribuição de constrangimentos a cada tarefa (continuação).
33
Tabela 3.3. Agendamento e atribuição de constrangimentos a cada tarefa (continuação).
34
xi
Nomenclatura
Abreviaturas
MACSE
“Mestrado em Automação e Comunicações em Sistemas de Energia”
ISEC
“Instituto Superior de Engenharia de Coimbra”
MIM
“Metalúrgica Ideal do Mondego, S.A.”
ETARI
“Estação de Tratamento de Águas Residuais Industriais”
PLC
“Programmable Logic Controller”
IPC
“Instituto Politécnico de Coimbra”
DR
“Diário da República”
Q.C.F.P.
“Quadro de Correção do Fator de Potência”
ETAM
“Estação de Tratamento de Águas da Mina”
Acrónimos
EXSEPI
“Estudos e Projetos Industriais, Lda.”
SOPAC
“Sociedade Produtora de Adubos Compostos, S.A.”
PERT
“Program Evaluation and Review Technique”
BERALT
“Sojitz Beralt Tin & Wolfram Portugal SA”
MOTA PASTAS
“Mota Pastas Cerâmicas, S.A.”
NUTRICAFÉS
“Cafés e Restauração, S.A.”
SANITANA
“Fábrica de Sanitários de Anadia, S.A.”
MARONAGRÊS
“Comércio e Indústria de Cerâmicas, S.A.”
OMRON
“Omron Electronics Iberia S.A.”
ALUPORT
“Matrizes de Portugal, Lda.”
HAERTHA
“Tratamento Térmico de Aços, Unipessoal, Lda.”
PRIMEFIX
“Colas e Argamassas Técnicas, Lda.”
TORMACO
“Tornearia de Precisão, Lda.”
AGUIMÓVEIS
“Móveis e Eletrodomésticos, Lda.”
FELMICA
PAVIGRÉS
“Minerais Industriais, S.A.”
“Pavigrés Cerâmicas, S.A.”
SOLADRILHO “Sociedade Cerâmica de Ladrilhos, S.A.”
xiii
1 Introdução
A gestão e direção de obra são temas muito vastos e com alguma complexidade, dado
serem atividades que envolvem muitos e diversos recursos, consistindo este num conjunto de
pessoas, serviços e bens indispensáveis para a realização de uma determinada obra.
Um dos principais recursos a considerar são os meios humanos, dado que estão
envolvidos em todas as fases do processo, mesmo para além do término da obra. Estão
presentes desde o estudo preliminar até à vistoria definitiva, no final do prazo legal de
garantia.
O planeamento e acompanhamento de obra são serviços essenciais à rentabilização
económica e temporal de obras complexas e de grande dimensão e devem assentar num
conhecimento aprofundado do projeto em questão.
A entidade fiscalizadora, que poderá materializar-se numa só pessoa ou numa equipa,
tem como principal objetivo fazer cumprir o projeto e a legislação aplicável, mas poderá
também contribuir como entidade promotora da melhoria do projeto e da obra, assim como
elemento de ligação entre projetista e instalador.
1.1 Planeamento e Acompanhamento
O planeamento na Engenharia Eletrotécnica é um processo fundamental para a gestão e
execução dos projetos. Aborda diversos temas que abrangem toda a atividade da instalação
elétrica, tais como: os processos de instalação, a definição e identificação da sequencialidade
das atividades, o planeamento da duração dos trabalhos e a escolha dos recursos necessários.
Devido à importância do planeamento numa obra, o Decreto-Lei 59/99 de 2 de Março
[1], que rege juridicamente as obras públicas, define no seu artigo 159º o que se entende por
plano de trabalhos e a sua função.
O plano de trabalhos, destina-se à fixação da sequência, prazo e ritmo de execução de
cada uma das especialidades que constituem a empreitada e à especificação dos meios com
que o empreiteiro se propõe executá-los [1].
Entende-se por isso que, um plano de trabalhos para a instalação elétrica numa indústria,
deve propor o ritmo da execução dos trabalhos, garantindo uma calendarização de todas as
1
atividades envolvidas no projeto, os recursos necessários à sua execução e os respetivos
custos, total e distribuído ao longo de toda a obra, refletido num cronograma financeiro.
A calendarização indica o conjunto da informação para cada atividade referente à data de
início, duração, data de conclusão e os recursos necessários. As relações de sequencialidade
estabelecem as restrições entre as diversas atividades e em conjunto com a calendarização,
definem o planeamento da instalação.
1.2 Duração das Atividades
Na definição do horário de trabalho de uma obra é necessário definir dois fatores: o
número de dias por semana e o número de horas diárias de trabalho. A aplicação informática
“Microsoft Project” possibilita a definição do calendário de trabalho de uma obra através do
“Change Working Time”, tornando o planeamento mais realista.
Por norma, os trabalhos decorrem apenas nos cinco dias da semana, durante oito horas
por dia. No entanto, o planeamento também pode tornar os dias de descanso, sábado e
domingo, em dias de trabalho, quando as imposições de prazos o obriguem.
Estas particularidades permitem que o planeamento se torne mais preciso, podendo
prever com maior exatidão a duração da obra.
1.3 Fiscalização
O primeiro objetivo da área de fiscalização é o de minimizar os erros decorrentes de
falhas do projeto e de acautelar que as especificações das instalações e dos equipamentos a
instalar satisfaçam as características do projeto e caderno de encargos com a maior
rentabilização possível.
Por outro lado, a fiscalização necessita de garantir que a execução da obra se faça dentro
da legislação em vigor, no respeito das normas e das boas regras da técnica, pelo que haverá
necessidade de conhecer a regulamentação específica aplicável. É, portanto, uma atividade de
elevada especialização, que integra uma grande multiplicidade de áreas tecnológicas.
2
1.4 Vantagens da Coordenação e Fiscalização de Obra
A contratação de uma equipa de coordenação e fiscalização qualificada constitui, a todos
os níveis, uma vantagem para o dono de obra, independentemente da dimensão e tipo de obra
que este pretenda promover.
A fiscalização tem condições para garantir ao dono de obra:
• Uma melhor contratação da obra;
• A maximização da qualidade global da obra;
• A minimização dos custos globais para o nível de qualidade especificado em projeto;
• O controlo de prazos de execução.
A contratação de uma equipa de coordenação e fiscalização de obra corresponde, numa
perspetiva global e do ponto de vista do dono de obra, à obtenção de ganhos a todos os níveis:
qualidade, custos e prazos.
1.5 Contextualização
O presente relatório de estágio, com o título “Planeamento e Acompanhamento de Obra”
foi realizado sob a orientação do Doutor Carlos Ferreira e Doutor Fernando Lopes no âmbito
da componente de “Projeto/Estágio” do Mestrado em Automação e Comunicações em
Sistemas de Energia (MACSE), do Instituto Superior de Engenharia de Coimbra (ISEC).
Foi desenvolvido entre fevereiro e dezembro de 2011, inicialmente nas instalações da
empresa Estudos e Projetos Industriais, Lda. (EXSEPI), e posteriormente nas instalações da
Sociedade Produtora de Adubos Compostos, S.A, (SOPAC), sendo que este período de
estágio não foi dedicado em exclusivo ao desenvolvimento do projeto descrito neste relatório.
Por um lado devido a atrasos de terceiros na obra da SOPAC, e por outro, a diversos trabalhos
que foram contratados à EXSEPI e, consequentemente ao estagiário, durante este período.
Inicialmente o estágio foi proposto sob o tema “Planeamento, Acompanhamento e
Fiscalização de Obra” e mais tarde alterado para “Planeamento e Acompanhamento de Obra”
devido a diversos atrasos da obra analisada, estranhos à EXSEPI, que deram origem à obra
ainda se encontrar por concluir, incluindo a sua fiscalização.
3
1.6 Objetivo Geral
O presente trabalho tem por objetivo aprofundar a formação na área de sistemas de
energia, no âmbito do MACSE, ministrado pelo ISEC, e é parte integrante dos requisitos
necessários à obtenção grau de mestre nesta área de especialização.
O trabalho integra-se nas atividades da empresa EXSEPI, em particular na vertente de
planeamento e acompanhamento de obras, na área de instalações de equipamentos elétricos e
automação.
Pretende-se assim, aperfeiçoar os meios e métodos de forma a otimizar o planeamento de
obra, tendo em conta os diversos recursos humanos e físicos à disposição, nomeadamente
definir uma forma de planear e otimizar os momentos para encomendas de materiais e aluguer
de equipamentos.
Pretende-se ainda otimizar a forma de realização de atas de reunião em obra, para
acompanhamento da mesma, aperfeiçoar métodos de resposta a reclamações de clientes, de
comissionamento e fiscalização de obras.
1.7 Objetivo Específico
O principal objetivo deste estágio consistiu em fazer o planeamento de uma obra
realizada na indústria SOPAC, S.A., na aplicação informática “Microsoft Project” e fazer o
acompanhamento da mesma.
1.8 Entidades Envolvidas
O estágio realizou-se na EXSEPI, empresa a que o estagiário se encontra
profissionalmente vinculado e incidiu sobre o planeamento e acompanhamento de uma obra
realizada na indústria SOPAC.
Esta obra foi contratada à EXSEPI, sendo o fornecimento de todos os materiais elétricos,
montagem e ligação dos mesmos, da responsabilidade da EXSEPI e seus colaboradores.
No entanto, a parte mecânica da obra foi adjudicada à empresa Metalúrgica Ideal do
Mondego, S.A., (MIM), com a qual foi necessário coordenar determinados trabalhos
conjuntos. De seguida faz-se uma breve apresentação de cada uma das entidades envolvidas.
4
1.8.1 ISEC - Instituto Superior de Engenharia de Coimbra
O ISEC é um centro de criação, transmissão e difusão de cultura, ciência e tecnologia,
cabendo-lhe ministrar a preparação para o exercício de atividades profissionais no domínio da
engenharia e promover o desenvolvimento da região em que se insere [2]. Na Fig. 1.1,
visualiza-se a fachada principal do departamento de Física e Matemática do ISEC.
Fig. 1.1. Fachada principal do ISEC [3].
O ISEC pretende ser reconhecido como referência de excelência no ensino, reconhecido
nacional e internacionalmente por serviços de qualidade e relevância social, com práticas
flexíveis, criativas e inovadoras. Pretende ainda ser um parceiro privilegiado das organizações
empresariais e das famílias da região onde se insere pela orientação eminentemente prática,
fundada num rigoroso conhecimento teórico, que imprime a todas as suas atividades.
Os valores fundamentais pelos quais se rege o ISEC são a qualidade, a busca constante
da valorização, motivação e atualização pedagógica, científica e tecnológica dos seus
recursos, o bom relacionamento e a disponibilidade para com os alunos e as organizações suas
parceiras, assim como a preocupação com o desenvolvimento social e económico da região
onde está inserido.
Os objetivos principais são o ensino e a investigação, a produção cultural e o
desenvolvimento do espírito empresarial e científico e do pensamento reflexivo. Pretende
formar diplomados de forma a serem integrados nos diferentes sectores profissionais e a
5
participar no desenvolvimento da sociedade; promover atividades de investigação com o
objetivo de desenvolver a ciência e tecnologia contribuindo para a criação e difusão cultural
[2].
1.8.2 EXSEPI - Estudos e Projetos Industriais, Lda.
A EXSEPI, sediada em Anadia, desde 1991, é uma empresa ligada à área de Automação
Industrial e Sistemas de Controlo. Na Fig. 1.2, visualiza-se a sua fachada principal.
Fig. 1.2. Fachada principal da EXSEPI.
Devido ao elevado grau de rigor que impõe em cada projeto, aos sólidos conhecimentos
técnicos e capacidade de inovação dos seus quadros, a EXSEPI desde sempre impôs um
notável desempenho em todas as fases de projeto, respondendo aos problemas do presente
com soluções de futuro.
Não produzindo equipamentos específicos, mas quase sempre por medida, a EXSEPI
conhecedora profunda de componentes/equipamentos e tecnologias multi-fabricantes
oferecidas pelo mercado, desenvolve soluções integradas, otimizando-as, formando um
sistema global de modo a dar total resposta às necessidades e exigências dos seus clientes,
quer para sistemas novos quer para sistemas reestruturados.
6
A partir de layouts fornecidos pelos clientes ou propostos pela EXSEPI, é elaborado um
projeto para as diferentes componentes, quadros e restantes instalações elétricas,
desenvolvendo-se o software de autómatos e computadores que são interligados com redes
industriais, de monitorização, controlo, supervisão e gestão.
A EXSEPI, como responsável pela execução dos seus projetos, arranque e otimização
dos equipamentos, efetua garantia pós-venda das soluções implementadas, dispondo de uma
equipa técnica preparada para efetuar manutenção aos seus equipamentos.
Sendo a redução dos consumos e custos energéticos uma preocupação constante de todas
as unidades industriais, a EXSEPI, dispondo de equipamentos de medição e análise de grande
fiabilidade, encontra-se preparada para realizar auditorias energéticas e sugerir soluções
otimizadas alternativas às existentes. A atividade comercial da EXSEPI está organizada nas
áreas de negócio representadas na Fig. 1.3 [4].
Projectos e Instalações Eléctricas
Licenciamento Industrial
Auditorias Energéticas
Quadros Eléctricos
Sistemas de Automação e Controlo Industrial
Sistemas de Pesagem Electrónica
Software Industrial
Software de Supervisão e Controlo
Manutenção
Ambiente
Robótica
Fig. 1.3. Áreas de negócio desenvolvidas pela EXSEPI.
7
Um grande know-how da EXSEPI, é o projeto e realização de Estações de Tratamento de
Águas Residuais Industriais (ETARI’s) totalmente automáticas, com mais de 50 unidades em
funcionamento, sendo a sua grande maioria para a indústria cerâmica. O seu funcionamento
consiste em processos de decantação e filtragem. A Fig. 1.4 representa um dos filtros prensa
de placas, totalmente automáticos, utilizados nestas ETARI’s.
Fig. 1.4. Filtro de placas para ETARI’s.
O estagiário desde que começou a trabalhar na EXSEPI, em abril de 2003, passou por
diversos cargos, iniciando pelo departamento de projeto, passando pelo departamento da
qualidade e atualmente tendo como principal função a responsabilidade de obras.
Neste último cargo e anteriormente a este estágio, esteve envolvido em diversas obras
industriais, entre as quais, Felmica, Crisnova, Pavigrês e Soladrilho, que se faz uma breve
descrição de cada obra em particular, no anexo XXIX.
1.8.3 SOPAC - Sociedade Produtora de Adubos Compostos, S.A.
A SOPAC resulta da mudança de designação social da SAPEC-Adubos, S.A. e localizase na Zona Industrial da Mitrena, freguesia de Sado, concelho e distrito de Setúbal.
A SOPAC, após a transferência da fábrica de granulação de adubos compostos da
Unidade Fabril de Adubos do Barreiro, conta com a colaboração de 96 funcionários e é
responsável pela produção de todos os adubos compostos, clássicos e específicos,
comercializados pela ADP Fertilizantes.
As suas linhas de produção dividem-se pelos seguintes produtos: superfosfatos, adubos
clássicos e adubos específicos.
8
A capacidade de produção dos adubos compostos é de 400.000 toneladas/ano. A Fig. 1.5
representa uma vista aérea da SOPAC, S.A. [5].
Fig. 1.5. Vista aérea do cais marítimo da SOPAC, S.A.
1.8.4 MIM - Metalúrgica Ideal do Mondego, S.A.
A MIM foi fundada em 8 de Março de 1979 e o início da sua atividade teve como
objetivo a construção metalomecânica, a construção de carroçarias e a comercialização de
máquinas agrícolas.
Na década de oitenta alargou a sua intervenção às áreas da eletricidade, automação, à
formação e ao trabalho temporário.
Com a evolução do mercado e das oportunidades emergentes em resultado da integração
de Portugal na Comunidade Europeia, mais tarde União Europeia, a MIM foi reposicionada
na especialização de serviços de manutenção e conservação industrial no segmento de médias
e grandes empresas da indústria pesada portuguesa.
Este reposicionamento foi decisivo na evolução da empresa orientada por uma estratégia
de desaceleração de negócios de menor rendibilidade para converter recursos e adaptar a
organização à prestação de serviços especializados às industrias do cimento, das celuloses, do
papel, dos aglomerados e, mais recentemente, à industria do vidro. Na Fig. 1.6 visualiza-se
uma das atividades realizadas pela empresa MIM [6].
9
Fig. 1.6. Atividade realizada pela empresa MIM, S.A.
1.9 Organização do Estágio
1.9.1 Coordenação
No início do estágio o aluno já se encontrava familiarizado e contextualizado com o
projeto a desenvolver na SOPAC e com as atividades fulcrais a desempenhar ao longo do
mesmo.
Na EXSEPI, durante o desenvolvimento do projeto, foram realizadas várias reuniões
entre o estagiário, o supervisor de estágio e a restante equipa do projeto.
No início do mês de abril de 2011, foi realizada uma primeira reunião, com a empresa
SOPAC, nas instalações da mesma, com o objetivo de tomar conhecimento mais profundo da
realidade existente, assim como as mudanças pretendidas e das expectativas em relação à
instalação final.
Nesse mesmo encontro foram agendadas reuniões formais nas instalações da EXSEPI,
que se realizaram nos meses de junho e julho, para que a SOPAC tomasse conhecimento do
avanço do projeto e validasse o trabalho desenvolvido.
Pretendia-se ainda que a EXSEPI fosse progressivamente procedendo a uma avaliação
crítica da evolução do trabalho, permitindo um acompanhamento de forma a verificar se o
trabalho que se estava a realizar correspondia às expectativas do cliente.
Ficou também definido que a fase final do projeto, para concluir a implementação,
instalação e comissionamento, teria lugar nas instalações da SOPAC, com duração de 3 a 4
semanas e com previsão de arranque dos trabalhos no início do mês de outubro.
10
Em geral, a sequência mais favorável na implementação de qualquer projeto é que
primeiro seja implementada a parte mecânica, seguida da elétrica, depois a componente de
automação e apenas no final o sistema de supervisão e controlo. Obviamente que algumas
destas tarefas podem sobrepor-se, mas nunca deveriam alterar muito a sua ordem natural. Na
prática, numa empresa pequena ou média, é improvável que uma equipa se dedique única e
exclusivamente a um projeto.
Poderão surgir simultaneamente obras mais simples, nomeadamente, avarias ou
manutenções, mas cuja urgência não permite que se espere pela finalização do projeto em
causa, o que implica que a planificação de tarefas fique desfasada.
No entanto, devido a atrasos por parte do instalador metalomecânico, esta fase final foi
iniciada apenas em meados de outubro e prolongou-se até finais de novembro de 2011.
1.9.2 Planeamento e calendarização das atividades
O planeamento inicial foi elaborado pelo estagiário, englobando apenas as tarefas de alto
nível e as necessidades específicas relativas ao estágio e ao projeto., tendo sido submetido a
aprovação pela Coordenação do Mestrado.
As atividades do estágio em ambiente de projeto de obra decorreram entre os meses de
fevereiro e outubro de 2011, e dividiram-se nas seguintes quatro fases:

Numa primeira fase procedeu-se à preparação do estágio e analisaram-se algumas
das tecnologias mais relevantes;

Posteriormente o aluno esteve envolvido em diversas atividades da empresa, entre
as quais, na organização de elementos e registo dos mesmos;

Em seguida passou-se à elaboração do relatório intercalar de progresso e
posteriormente à sua entrega;

Passando à preparação de uma versão preliminar do relatório final de estágio e
sua entrega;

Por último procedeu-se à elaboração e entrega deste relatório final do estágio.
No decorrer dos projetos no âmbito do estágio, os prazos e a ordenação da
implementação das tarefas, tiveram que ser revistos e modificados. Algumas tarefas exigiram
mais tempo de desenvolvimento, enquanto outras não necessitaram de tanto tempo como o
planeado.
11
Para além do mencionado anteriormente e por motivos profissionais e familiares não
conseguiu cumprir com o prazo previsto inicialmente para a entrega do relatório de estágio
em setembro de 2011.
1.10 Estrutura do Relatório
Na realização deste estágio, optou-se pela criação de um método de trabalho que desse
resposta aos objetivos propostos. Assim, não só com o intuito de dar a conhecer o trabalho
desenvolvido, mas também apresentar os procedimentos escolhidos, estruturou-se este
documento em quatro capítulos que se passam a resumir:
No Capítulo 1 – “Introdução” apresentam-se as preocupações e motivações que levaram
à realização do estágio, a descrição do objeto a ser tratado e os objetivos gerais do trabalho.
Ainda neste capítulo coordenou-se e realizou-se o planeamento das atividades a desenvolver
durante o estágio e a respetiva calendarização.
O estudo detalhado de um planeamento de obra e suas ferramentas, incluindo a aplicação
informática mais usual, são apresentados no Capítulo 2 – “O planeamento de obras”.
No Capítulo 3 – “Obras realizadas durante o estágio”, faz-se referência à principal obra
industrial realizada no período de estágio, na indústria SOPAC. Nesta obra o estagiário foi
responsável pela sua execução, pela realização do planeamento da mesma na aplicação
informática “Microsoft Project”, pela organização de toda a documentação necessária à obra e
ainda pelas medições finais aos quadros elétricos, das quais se apresentam relatórios em
anexo. Ainda neste capítulo, faz-se também referência a várias outras obras industriais, nas
quais o estagiário também esteve integrado com um elevado grau de responsabilidade.
Finalmente, no Capítulo 4 – “Conclusão”, descrevem-se os aspetos mais relevantes do
documento, as dificuldades encontradas ao longo do estágio, apresentando-se por último as
perspetivas futuras no âmbito da atividade.
12
2 O Planeamento de Obras
2.1 Noção de Planeamento
O planeamento de obras é uma das atividades que compõem a atividade mais genérica
normalmente designada por preparação e controlo de obras de instalações elétricas. É uma
atividade contínua, sistemática e disciplinada que consiste em ordenar e estruturar as tarefas a
desenvolver, de modo a que se alcancem determinados objetivos, previamente fixados.
Planear obras é realizar um plano de atividades e indexá-las ao calendário. No
fundo, é decompor a obra em tarefas ou atividades elementares e definir, para cada uma
delas, datas de início e fim, assim como folgas de realização [7].
Acompanhar o planeamento da obra é retirar da m e s m a informação que permita
atualizar sucessivamente os planos em vigor e fornecer informação útil para o futuro
desenvolvimento dos trabalhos.
O controlo é uma fase fundamental do planeamento, dado que:

Tudo o que foi objeto de planificação deve ser objeto de controlo;

Para cada desvio deve ser encontrado um responsável;
Cada desvio detetado deve ser objeto de uma medida corretiva, a fim de se poder repor a
empresa no caminho desejado
[8].
Na sequência da estratégia e do aprovisionamento surge a própria direção de obra, em
que nesta é importante a escolha e montagem dos órgãos de apoio logístico e a seleção de
pessoal, bem como a aquisição atempada e negociada de materiais [9].
Dado que as duas funções, planeamento e acompanhamento de obra, não podem ser
completamente estanques, porque enquanto a primeira prepara a segunda, esta por sua vez,
corrige a anterior. Deste modo, faz-se uma revisão da envolvente interativa do controlo da
obra, em termos da produção, da gestão económica e financeira, do enquadramento de tempo,
do assegurar da qualidade e do cumprimento das normas de saúde e segurança no trabalho.
13
2.2 Dados-Base
Os dados-base para a realização de um planeamento encontram-se divididos
essencialmente em seis fatores, segundo o esquema representado na Fig. 2.1 [7].
Listagem de tarefas
Duração das tarefas
Encadeamento das tarefas
Para cada tarefa mão-de-obra necessária e
equipamento necessário
Custos ou facturação associados
Calendarização do planeamento
Fig. 2.1. Fases a realizar em um planeamento.
A listagem de tarefas é a decomposição da obra em atividades elementares e faz-se a
vários níveis segundo uma estrutura piramidal em que o número de atividades vai
sucessivamente crescendo e a unidade de duração diminuindo. Usualmente consideram-se os
níveis representados na Fig. 2.2 [7].
14
Programa global: unidade
mês
Planeamento ao nível das
especialidade: unidade
semana
Planeamento de pormenor:
unidade dia
Planeamento específico –
detalhe
Fig. 2.2. Diagrama de níveis de tarefas.
A listagem de tarefas é feita com base no orçamento de obra, mas não é necessariamente
coincidente com este. Deverá ser mais simples e agrupar todas as tarefas organicamente
semelhantes ou que sejam realizadas ao mesmo tempo. A individualização excessiva
complica o plano de trabalhos.
No encadeamento de tarefas, todas elas têm entre si um tipo de ligação, sendo a mais
corrente e percetível, a ligação física. No entanto, podem existir outros tipos de ligação, tais
como:

Segurança;

Programáticas;

Meios (financeiros, mão-de-obra, equipamentos).
As tarefas podem estar ligadas entre si de quatro formas:
Fim – Início
A tarefa B inicia-se x unidades de tempo após o fim da tarefa A
A
x dias/semanas/meses
B
15
Fim – Fim
O fim da tarefa B deverá ocorrer x unidades de tempo após o fim da tarefa A
A
x dias/semanas/meses
B
Início - Início
A tarefa B inicia-se x unidades de tempo após o início da tarefa A
A
x dias/semanas/meses
B
Início - Fim
A conclusão da tarefa B ocorrerá x unidades de tempo após o início da tarefa A, logo o
conjunto das tarefas A e B terá uma duração até x unidades de tempo.
A
B
x dias/semanas/meses
O pessoal que realiza trabalhos de instalações elétricas e obras públicas organiza-se
normalmente em equipas de técnicos e eletricistas.
O cálculo da duração das tarefas é normalmente realizado a partir dos rendimentos da
equipa quando se programam as mesmas.
Em certos casos a programação é feita com base nos rendimentos dos oficiais e seus
ajudantes, em função do número de oficiais programados para a obra.
16
Nos restantes dados-base, a mão-de-obra necessária resulta unicamente da duração
programada; o equipamento necessário resulta do orçamento; o custo resulta do
orçamento/mapa de produção e a faturação resulta do orçamento e mapas de medição [7].
2.3 Técnicas de Planeamento
Define-se técnica de planeamento como todo o procedimento sistematizado que se
destine a realizar o plano de trabalhos de uma obra tendo presentes determinados critérios
de otimização [7].
Dada a importância do planeamento, vários especialistas têm-se debruçado sobre o
estudo de modelos de planeamento que permitam às empresas encarar o futuro, com uma boa
margem de segurança. Na Fig. 2.3 representa-se técnicas de planeamento comuns.
Fig. 2.3. Técnicas de planeamento.
No entanto, tendo em vista o planeamento de obras de instalações elétricas, que têm uma
especificidade própria, faz-se uma descrição mais sucinta apenas do Gráfico de Gantt e do
Modelo PERT.
2.3.1 Gráfico de Gantt
O gráfico de Gantt, também conhecido como método de ensaios e erros, é um
cronograma, isto é, um gráfico de dupla entrada, em que nas linhas são colocados os eventos
planificados e nas colunas os períodos de tempo considerados como padrão.
Pretende atingir fundamentalmente três finalidades:

Definir antecipadamente as fases de trabalho, de modo a evitarem-se operações
repetidas;

Acompanhar o plano, isto é, permitir ao planificador inspecionar o modo pelo
qual as etapas do plano estão a ser executadas;

Estabelecer uma sequência lógica, ou seja, a existência de uma sucessão ótima de
etapas, o que elimina à partida as etapas desnecessárias para a sua execução [10].
17
O desenvolvimento do modelo requer ainda, em relação a cada tarefa, que se proceda à
estimativa do tempo necessário para a sua realização, de acordo com a Fig. 2.4.
Estimativa otimista
Estimativa pessimista
Tempo mais provável
Fig. 2.4. Estimativa de tempo.
A estimativa otimista é o tempo necessário para a realização da atividade se tudo correr
pelo melhor. A estimativa pessimista é o tempo necessário para completar a tarefa em
condições de grandes contratempos. Por último, o tempo mais provável é baseado na
experiência anterior na realização de atividades semelhantes.
A Fig. 2.5 representa as duas fases mais importantes que se devem considerar para a
elaboração do gráfico de Gantt.
Gráfico de Gantt
Listagem das
tarefas
Construção do
gráfico
Na coluna do lado esquerdo é representado o
roteiro operacional, ou seja, as indicações das
etapas pela ordem que devem ser realizadas
Na primeira linha do quadro está representado não só o tempo
necessário à realização de todas as operações, mas ainda o tempo
necessário à realização de cada etapa
Fig. 2.5. Etapas a seguir para a elaboração do gráfico de Gantt.
A sua elaboração permite ter uma visão clara, não só das tarefas a desenvolver e da sua
ordenação, mas ainda do tempo previsto como necessário para as executar.
18
O gráfico de Gantt permite ainda, durante a fase de execução, efetuar a comparação entre
o previsto e o realizado, pois dá a conhecer as etapas que estão atrasadas em relação ao
programado e as que estão adiantadas em relação ao previsto.
No entanto este modelo apresenta, fundamentalmente as seguintes desvantagens:

Não dá a conhecer se se está ou não a efetuar uma distribuição ótima de recursos;

Não permite associar as previsões de custos nem às várias fases do planeamento
nem ao processo total.
2.3.2 Modelo de PERT
Para se ultrapassarem as deficiências apresentadas pelo gráfico de Gantt, surgiram vários
modelos, que têm por base a existência de um caminho crítico, diferenciando-se entre si
apenas no trabalho preparatório para o desenvolvimento do modelo. De entre esses modelos, o
modelo de PERT é o mais utilizado.
O modelo de PERT pressupõe os seguintes pré-requisitos para a sua utilização:

Repartição do projeto a ser elaborado em tarefas independentes com anotação de
todas as etapas, operações e elementos necessários à evolução do processo;

Determinação de uma ordem sequencial para as etapas, baseada em razões de
ordem tecnológica ou administrativa;

Estimativa do tempo necessário à realização de cada operação.
Só após a obtenção destas informações é possível construir a rede PERT, ou seja, a
construção de um gráfico que represente cada uma das tarefas do projeto e as relações que
entre elas se estabelecem, quer a montante quer a jusante. A Fig. 2.6 exemplifica a
representação de um projeto num modelo de rede PERT.
1
A
10 d
2
E
4
B
7d
8d
14 d
5
C
D 4d
3
Fig. 2.6. Representação de um projeto num modelo de rede de PERT [10].
19
As setas representam as atividades a serem executadas. O fim de uma atividade está
representado por um círculo e recebe o nome de evento. Observam-se arranjos diferentes de
atividades e eventos. Umas vezes, uma atividade não pode ser iniciada, sem que a anterior
termine; outras vezes, diversas setas partem do mesmo evento, porque as atividades
decorrentes podem efetuar-se em simultâneo.
O caminho crítico, ou seja, o tempo mínimo necessário para a execução do projeto é
obtido quando se percorre o percurso mais longo através da rede.
O comprimento do caminho crítico é a soma dos tempos individuais que vão ligando os
círculos ao longo do caminho crítico.
As tarefas críticas, são as tarefas que se encontram ao longo do caminho crítico.
Por último, as tarefas não críticas são aquelas que embora fazendo parte do projeto, não
se encontram no caminho crítico.
Análise do exemplo anterior
Na Fig. 2.7 pode visualizar o caminho crítico de 35 dias, que está representado a azul
(atividades A, C, D e E).
4
1
5
2
3
Fig. 2.7. Representação do caminho crítico.
A tarefa não critica neste modelo é a atividade B e relativamente a ela pode-se dizer que
tem uma variação de 8 dias sem comprometer a realização do projeto.
2.4 O Planeamento de Obras com Recurso a Aplicações Informáticas
Ao longo da década de 80 foram surgindo e continuam a surgir programas informáticos
para apoio ao planeamento de obras. A maior parte deles não se destina, especificamente a
instalações elétricas e foram concebidos para planear empreendimentos de qualquer tipo.
20
No entanto é importante referir que não se deve recorrer ao computador, antes de:

Preparar muito bem os dados-base;

Admitir várias hipóteses de duração programada;

Partir de um encadeamento explícito ou implícito de um gráfico de barras.
Haverá vantagens em recorrer a programas em que a edição de dados seja cómoda já
que a principal vantagem do computador é:

Permitir afinar programas e reprogramar de uma forma expedita e com
conhecimento das implicações ao nível de diagramas de recursos;

Permitir o cálculo muito rápido de redes, características de tarefas e
diagramas de recursos.
Para além de vantagens na programação a principal utilidade da informática é a
facilidade de fazer o controlo.
Neste caso, o estagiário elaborou o planeamento da obra industrial a realizar na SOPAC,
S.A. na aplicação informática “Microsoft Project 2010”.
2.4.1 Apresentação do “MS Project”
O “MS Project” é uma aplicação informática da Microsoft, desenvolvido para a gestão de
projetos. A sua primeira versão foi lançada em 1985 e desde então, além de contar com
interface gráfica, vem sofrendo melhorias, dispondo de novos e poderosos recursos.
Com este programa é possível desenhar facilmente gráficos de Gantt e Pert das diversas
tarefas que podem fazer parte de um determinado projeto. Permite definir uma linha temporal
para os projetos e planear todas as tarefas necessárias para executar num determinado período.
2.4.2 Características da aplicação informática

Baseia-se no modelo diagrama de rede (ou diagrama de precedências);

Utiliza tabelas no processo de entrada de dados;

Aceita relações de precedência entre tarefas tipo Fim-Início, Início-Início, FimFim, e Início-Fim;

Permite tarefas recorrentes (ocorrem de forma repetitiva);

Permite estabelecer níveis hierárquicos através de “tarefas de resumo”;

Permite a utilização de subprojectos;
21

Possui recursos para agrupar, filtrar e classificar tarefas;

Possui um conjunto padrão de relatórios e o utilizador pode criar os seus próprios
relatórios;

Permite a inclusão de “campos do utilizador”, que aceitam diversos tipos de
operação.
A Fig. 2.8, apresenta a estrutura da aplicação informática que se encontra dividida em 4
categorias.
Planificação
Recursos
Administração
Gestão
Relatórios
Fig. 2.8. Estrutura da aplicação informática “MS Project”.
Para iniciar o planeamento de um projeto deve-se começar pelo módulo de planificação
que além de permitir criar um novo projeto oferece ainda aos utilizadores a possibilidade de
listar todos os projetos criados, o uso dos recursos, a planificação de recursos restringentes e
também permite aceder a modelos de projetos.
No módulo recursos é possível indicar informações sobre os trabalhadores que irão
colaborar no projeto, máquinas, grupo de utilizadores virtuais, produzir relatórios de trabalho,
criar uma lista de empresas e subcontratações.
No módulo de Administração/Gestão pode-se proceder a algumas configurações da
plataforma, aceder a calendários, materiais, formulários de qualidade, categorias de custo,
criar utilizadores e respetivas permissões e definir tipos de dados, entre os quais, progressos,
critérios e horas de trabalho.
No módulo de relatórios é possível produzir instantaneamente um conjunto de
documentação associada a cada projeto: horas de trabalho por recurso, trabalho e progresso
por tarefa, custo do projeto por recurso, horas estimadas por tarefa, etc [10].
2.4.3 Funcionamento da aplicação informática
A plataforma encontra-se dividida basicamente em três categorias:
22

Tempo (datas e folgas)

Recursos

Custos
No módulo tempo, o cálculo da rede é feito automaticamente com a entrada de dados, e
pode ser feito “do início para o fim” ou “do fim para o início”. Este módulo permite ainda, a
definição de semana de trabalho, expediente de trabalho e feriados; o uso de datas
programadas para as tarefas e o uso do modelo probabilístico.
No módulo recursos, estes são ligados diretamente às tarefas e é permitida a
redistribuição de recursos ou nivelamento de recursos, manual ou automática.
O fator custo é um importante aspecto na gestão de projetos. No “MS Project” os custos
devem ser definidos diretamente nas tarefas, nas seguintes modalidades:

Custo fixo da tarefa;

Custo dos recursos que estão alocados às tarefas.
Chama-se custo fixo de uma tarefa ao valor que é fornecido independentemente da sua
duração ou dos recursos que a tarefa vai utilizar. Para utilizar custos em tarefas no “MS
Project”, deve-se inicialmente defini-los na tabela custo.
2.4.4 Visualização do programa
A apresentação inicial do “MS Project” tem a aparência apresentada na Fig. 2.9.
Fig. 2.9. Tela inicial do “MS Project”.
23
2.4.5 O diagrama da rede
Além do gráfico de Gantt, pode-se visualizar o projeto através do diagrama da rede, que
mostra a precedência entre as tarefas. Nesta aplicação, denomina-se diagrama de precedências
e exemplifica-se com a Fig. 2.10.
Fig. 2.10. Exemplo de um diagrama de rede.
2.4.6 Planeamento base
Pode-se guardar o projeto com uma linha de base, que tem como finalidade a
comparação. Assim, as informações iniciais de tempo, recursos e custos foram armazenadas
em campos especiais, de modo a possibilitar futuras comparações do tipo previsto/realizado,
quando o projeto estiver em andamento ou sofrer alterações.
2.4.7 A duração do projeto
Após fornecer os dados de um projeto, é necessário saber qual a sua duração total. Para
isso, deve-se aceder à tela Estatísticas, onde esta informação se encontra disponível.
2.4.8 Calendário de trabalho
O calendário representado na Fig. 2.11 serve para, de uma forma intuitiva, informar os
colaboradores de quais as tarefas e respetiva duração a realizar em cada dia de trabalho.
24
Fig. 2.11. Exemplo de um calendário de trabalho para o mês de Outubro.
2.4.9 Modelo probabilístico
O “MS Project” permite a entrada de dados no chamado modelo probabilístico. Nesta
opção, deve-se inserir a duração otimista, a esperada e a pessimista para cada tarefa.
2.4.10 Relatórios
Diversos relatórios podem ser emitidos pelo “MS Project”, estes contêm um conjunto de
informações sobre o projeto que não aparecem explícitas nos diagramas.
25
3 Obras Realizadas Durante o Estágio
3.1 Organização de Elementos
Durante a realização deste relatório, o estagiário esteve envolvido em diversas obras
industriais, desde a proposta de orçamento até à sua conclusão, que se passam a referir:
BERALT, MOTA PASTAS, NUTRICAFÉS, SANITANA e SOPAC.
O estagiário fez o planeamento de todas as obras referidas anteriormente. No entanto,
devido a diversas dificuldades e trabalhos acumulados, apenas fez um acompanhamento mais
completo e pormenorizado da indústria SOPAC, que considerou como sendo o seu trabalho
de referência.
3.1.1 Trabalho de referência: SOPAC
A SOPAC, S.A., com sede em Setúbal, representada na Fig. 3., é uma indústria que,
como já foi referido anteriormente, tem como principal atividade, a produção de adubos
compostos.
Fig. 3.1. Vista geral da SOPAC, S.A.
É de salientar que duas das condições muito particulares nesta obra foram:
27

O ambiente corrosivo a que a instalação está exposta, obrigando a que todos os
materiais sejam, em aço inox, ou em alguns casos particulares, utilizados os
plásticos.

Os cuidados a ter no cálculo de qualquer canalização e sua proteção, devido ao
sistema de terras instalado nesta unidade industrial ser um sistema TN.
Numa primeira fase, o estagiário assistiu a uma apresentação da indústria SOPAC, à sua
produção e os respetivos processos. Posteriormente, visitou as instalações da mesma, desde os
armazéns aos granuladores, onde se fabricam os adubos, das quais se apresenta a Fig. 3..
Fig. 3.2. Vista exterior da unidade de granulação da SOPAC, S.A.
Visitou também uma das salas de controlo da unidade de produção onde se evidencia a
importância que a empresa dá à segurança dos seus trabalhadores. Por fim o estagiário foi
convidado a visitar o laboratório da fábrica, que controla a produção e investiga novas
técnicas mais eficazes e económicas de produção.
De acordo com o previsto para este estágio, elaborou-se o planeamento necessário e
possível, de acordo com o orçamento Prop2011_073_C, no Anexo I, para a instalação elétrica
e automação industrial, de transporte e armazenamento de adubos, na indústria SOPAC.
Para iniciar o planeamento da obra industrial a realizar na SOPAC, recorreu-se à
aplicação “MS Project”, criando um novo projeto e preenchendo os campos que constituem a
interface inicial.
28
Após preenchida esta interface, é apresentada a interface de entrada de dados, na qual
foram introduzidos os dados do projeto em causa, nomeadamente a designação das tarefas
mais importantes na realização desta obra e a duração estimada de cada uma, que está
apresentada em dias/horas, mas que poderia ser em semanas ou meses. Após digitar todos os
dados, obteve-se a janela apresentada na Tabela 3.1.
Posteriormente, o estagiário elaborou a folha de recursos, na qual atribuiu recursos
humanos e materiais a cada tarefa, para realizar a previsão de custos e a previsão do dia de
entrega dos materiais, de forma a otimizar os custos dos mesmos. Indicou ainda, o
departamento a que os recursos pertencem e o respetivo custo individual. Este conjunto de
informações encontra-se representado na Tabela 3.2.
Após a descrição sucinta de todas as tarefas a realizar, duração respetiva e designação
dos recursos envolvidos, indicou-se a data de início e conclusão prevista, para cada etapa da
instalação em causa. Referiu-se ainda as tarefas que precedem cada uma delas e o nome dos
recursos envolvidos em cada atividade. Posteriormente, colocaram-se as diversas restrições,
visto existirem trabalhos que não podem começar sem a conclusão de outros e trabalhos que
terão de ser concluídos para concluir outros. Detalhadamente, pode-se representar o projeto,
como o apresentado na Tabela 3.3.
Em seguida, agregaram-se as tarefas o máximo possível, visto as despesas de deslocação
serem elevadas e não se poder fazer trabalhos dia-a-dia, mas sim, semana a semana.
Já durante o acompanhamento da obra, verificaram-se diversos atrasos, principalmente
da entrega de equipamentos da responsabilidade do instalador metalomecânico, o que obrigou
a diversas alterações no planeamento e por conseguinte um aumento dos custos da obra.
Nos Anexos XV, XVI, XVII, XVIII, XIX, XX, XXI, XXII, XXIII, XXIV e XXV,
apresentam-se os relatórios que são necessários para uma correta análise de todos os dados
deste planeamento e acompanhamento. A Fig. 3.3, representa o Gráfico de Gantt
correspondente ao planeamento descrito anteriormente.
29
Tabela 3.1. Descrição das tarefas a realizar e sua duração.
Nome da Tarefa
Duração
Planeamento SOPAC
49 dias
Planeamento e encomenda de material
4 dias
Entrega de materiais para instalação elétrica de campo
0 dias
Entrega de materiais para eletrificação dos quadros
0 dias
Entrega do quadro de elétrico
0 dias
Carga dos silos
38 dias
Realização do esquema elétrico
2 dias
Realização quadro elétrico
10,75 dias
Eletrificação do quadro elétrico
4 dias
Testes de certificação
2 hrs
Conclusão da instalação de equipamentos mecânicos
0 dias
Instalação de caminhos de cabos
2 dias
Instalação de cabos
2 dias
Instalação de cabos de aço e botoneiras, de emergência
1 dia
Instalação de sensores de rotação e posicionamento
3 dias
Ligação do quadro elétrico
1,5 dias
Carga das tulhas
Realização do esquema elétrico
2 dias
Realização quadro elétrico
7 dias
Eletrificação do quadro elétrico
4 dias
Testes de certificação
2 hrs
Conclusão da instalação de equipamentos mecânicos
0 dias
Instalação de caminhos de cabos
1 dia
Entrega de calha articulada IGUS
0 dias
Instalação de calha articulada IGUS
6,5 dias
Instalação de cabos
3 dias
Instalação de cabos de aço e botoneiras, de emergência
2 dias
Instalação de sensores de rotação e posicionamento
4 dias
Ligação do quadro elétrico
2 dias
Programação do autómato e HMI
4 dias
Quadro parcial de distribuição
25 dias
Realização do esquema elétrico
4 hrs
Realização quadro elétrico
3,13 dias
Eletrificação do quadro elétrico
30
38,5 dias
3 dias
Tabela 3.1. Descrição das tarefas a realizar e sua duração (continuação).
Testes de certificação
1 hr
Instalação de caminhos de cabos
1 dia
Instalação de cabos
2 dias
Ligação do quadro elétrico
1 dia
Melhoramento de terra de proteção
4 hrs
Testes e comissionamento
4 dias
Tabela 3.2. Atribuição de custos a cada recurso.
Nome do
Recurso
Jorge
Santos
Pedro
Cruz
António
Fernandes
Material
Quadros
Material
Campo
Tipo
Machado
Transporte
José
Castanheira
Rui
Reis
Pedro
Calado
António
Martins
Calhas
IGUS
Grupo
Unidades
Taxa
Taxa
Custo
Máx.
Normal
Trab. Ext.
Utilização
Trabalho
JS
Projeto
100%
28,00 €/hr
35,00 €/hr
0,00 €
Trabalho
PC
Oficina
100%
18,00 €/hr
20,00 €/hr
0,00 €
Trabalho
AFS
100%
25,00 €/hr
30,00 €/hr
0,00 €
Material
MQ
Materiais
5.000,00 €
250,00 €
Material
MC
Materiais
15.000,00 €
300,00 €
PL
Oficina
100%
16,00 €/hr
19,00 €/hr
0,00 €
Trabalho
RM
Oficina
100%
16,00 €/hr
19,00 €/hr
0,00 €
Material
T
Logística
Trabalho
JC
Obras
100%
20,00 €/hr
25,00 €/hr
0,00 €
Trabalho
RR
Oficina
100%
18,00 €/hr
20,00 €/hr
0,00 €
Trabalho
PCA
Obras
100%
20,00 €/hr
25,00 €/hr
0,00 €
Trabalho
AM
Obras
100%
18,00 €/hr
20,00 €/hr
0,00 €
Material
IGUS
Materiais
LG
Programação
Pedro Lousada Trabalho
Romeu
Iniciais
Luís Gonçalves Trabalho
Planeamento
Acomp.
150,00 €
150,00 €
13.000,00 €
100%
25,00 €/hr
250,00 €
30,00 €/hr
0,00 €
31
Tabela 3.3. Agendamento e atribuição de constrangimentos a cada tarefa.
Nome da
Tarefa
Planeamento
SOPAC1
Planeamento
Duração
Início
Conclusão
49 dias
Sex 16-09-11
Seg 28-11-11
e
encomenda
Predecessoras
Nomes de Recursos
6CC+1
de 4 dias
Seg 19-09-11
Sex 23-09-11
material
dia;17CC+1
António Fernandes
dia;31CC+1 dia
Entrega de materiais
para
instalação 0 dias
Qui 06-10-11
Qui 06-10-11
1CI+5 dias
Seg 03-10-11
Seg 03-10-11
1CI+5 dias
0 dias
Qui 20-10-11
Qui 20-10-11
20;34;9
38 dias
Sex 16-09-11
Sex 11-11-11
2 dias
Sex 16-09-11
Seg 19-09-11
elétrica de campo
Entrega de materiais
para eletrificação dos 0 dias
quadros
Entrega do quadro de
elétrico
Carga dos silos
Realização
do
esquema elétrico
Realização
quadro
elétrico
Eletrificação
do
quadro elétrico
Conclusão
da
instalação
de
equipamentos
Campo[0]
Material
Quadros[0]
Transporte[0]
Jorge Santos
10,75 dias Ter 04-10-11
Qua 19-10-11
4 dias
Ter 04-10-11
Seg 10-10-11
3
Qua 19-10-11
Qua 19-10-11
8
0 dias
Qua 02-11-11
Qua 02-11-11
2 dias
Qua 02-11-11
Qui 03-11-11
2;10
2 dias
Sex 04-11-11
Seg 07-11-11
11
Sex 11-11-11
Sex 11-11-11
12
Ter 08-11-11
Qui 10-11-11
12
Testes de certificação 2 hrs
Material
Romeu Machado;
Pedro Lousada
Pedro Cruz
mecânicos
Instalação
de
caminhos de cabos
Instalação de cabos
Instalação de cabos de
aço e botoneiras, de 1 dia
emergência
Instalação de sensores
de
rotação
posicionamento
32
e 3 dias
António Martins;
José Castanheira
António Martins;
José Castanheira
António Martins;
José Castanheira
António Martins;
José Castanheira
Tabela 3.3. Agendamento e atribuição de constrangimentos a cada tarefa (continuação).
Ligação
do
quadro
elétrico
13CC+4
1,5 dias
Qua 26-10-11
Qui 27-10-11
hrs;14CC+4
Pedro Calado
hrs;4CI+1 dia
Carga das tulhas
38,5 dias
Ter 20-09-11
Qua 16-11-11
2 dias
Ter 20-09-11
Qua 21-09-11
7 dias
Ter 11-10-11
Qua 19-10-11
4 dias
Ter 11-10-11
Sex 14-10-11
3
Qua 19-10-11
Qua 19-10-11
19
0 dias
Ter 25-10-11
Ter 25-10-11
1 dia
Ter 25-10-11
Qua 26-10-11
2;21
0 dias
Sex 30-09-11
Sex 30-09-11
1CI+5 dias
6,5 dias
Seg 17-10-11
Ter 25-10-11
23
3 dias
Qui 27-10-11
Qua 02-11-11
22;24
aço e botoneiras, de 2 dias
Seg 14-11-11
Ter 15-11-11
25
Qui 03-11-11
Ter 08-11-11
25
Realização
do
esquema elétrico
Realização
quadro
elétrico
Eletrificação
do
quadro elétrico
Testes de certificação 2 hrs
Conclusão
da
instalação
de
equipamentos
Jorge Santos
Pedro Lousada;
Romeu Machado
Pedro Cruz
mecânicos
Instalação
de
caminhos de cabos
Entrega
de
calha
articulada IGUS
Instalação
de
calha
articulada IGUS
Instalação de cabos
Instalação de cabos de
emergência
Instalação de sensores
de
rotação
e 4 dias
posicionamento
Ligação
do
quadro
elétrico
Programação
Rui Reis
Calhas IGUS[0]
Pedro Calado;
Rui Reis
Pedro Calado;
Rui Reis
José Castanheira;
António Martins
Rui Reis;
Pedro Calado
26CC+4
2 dias
Seg 14-11-11
Qua 16-11-11
hrs;27CC+4
Pedro Calado
hrs;4CI+1 dia
do
autómato e HMI
Quadro parcial de
distribuição
Pedro Calado;
4 dias
Seg 24-10-11
Qui 27-10-11
25 dias
Qui 22-09-11
Qui 27-10-11
28;37
Luís Gonçalves
33
Tabela 3.3. Agendamento e atribuição de constrangimentos a cada tarefa (continuação).
Realização
do
esquema elétrico
Realização
quadro
elétrico
Eletrificação
do
quadro elétrico
4 hrs
Qui 22-09-11
Qui 22-09-11
3,13 dias
Seg 17-10-11
Qui 20-10-11
3 dias
Seg 17-10-11
Qua 19-10-11
3
Qui 20-10-11
Qui 20-10-11
33
1 dia
Ter 11-10-11
Ter 11-10-11
2
2 dias
Qui 13-10-11
Sex 14-10-11
35
1 dia
Qui 27-10-11
Qui 27-10-11
4 hrs
Qua 26-10-11
Qua 26-10-11
4 dias
Qua 16-11-11
Seg 28-11-11
Testes de certificação 1 hr
Instalação
de
caminhos de cabos
Instalação de cabos
Ligação
do
quadro
elétrico
Melhoramento
de
terra de proteção
Testes
comissionamento
34
e
6;17
Jorge Santos
Pedro Lousada;
Romeu Machado
Pedro Cruz
Rui Reis;
Pedro Calado
Rui Reis;
Pedro Calado
36CC+4
António Martins;
hrs;4CI+1 dia;38
José Castanheira
2
Rui Reis
15;29CC+1
dia;37;38
José Castanheira
Fig. 3.3. Planeamento da obra.
35
3.1.2 Funcionamento das tulhas
O sistema de alimentação das tulhas, é constituído por um quadro de controlo remoto,
que foi interligado através de uma rede CompoBus-S ao Programmable Logic Controller
(PLC) do quadro de comando do transporte e armazenamento SICON existente.
O diagrama representado na Fig. 3.4 exemplifica o sistema implementado nesta obra.
Fig. 3.4. Diagrama de automação industrial – sistema de alimentação das tulhas.
A Fig. 3.5 e a Fig. 3.6 apresentam a vista interior e exterior, respetivamente, deste quadro
de comando remoto e a sua indispensável chapa de características Fig. 3.7.
Durante o seu processo de fabrico, ainda nas instalações na EXSEPI, este quadro foi
submetido a um rigoroso processo de controlo de qualidade, a fim de ser emitido um
certificado CE do mesmo.
Nos Anexos IV, VI, VII e VIII apresenta-se toda a documentação existente relativa a esse
processo.
36
Fig. 3.5. Interior do quadro instalado nas tulhas.
Fig. 3.6. Exterior do quadro instalado nas tulhas.
37
Fig. 3.7. Chapa de características do quadro das tulhas.
O sistema de transporte de adubos, conforme apresentado no desenho do Anexo XIV, é
constituído por um primeiro tapete n.º 30, o qual possui uma tremonha de receção de adubo
proveniente do sistema existente, chamado SICON, que posteriormente descarrega o adubo no
elevador de alcatruzes E30, que por sua vez irá descarregar o adubo no último transportador
n.º 31, como se pode visualizar na Fig. 3.8.
Fig. 3.8. Transportador nº 31 com tripper.
Este último transportador possui uma pequena tremonha de receção e um equipamento
chamado tripper, que tem como função “dar a volta” ao tapete, por forma a descarregar o
adubo na tulha em que está posicionado.
38
Este tripper, representado na Fig. 3.9, possui ainda um sistema de tração, que o faz
posicionar de entre os cinco centros de cada tulha.
Fig. 3.9. Tripper de carga das tulhas.
Para a instalação deste equipamento móvel foi imprescindível instalar uma calha de
cabos articulada, no seu curso total de oitenta metros, calha essa que para funcionar
necessitou obrigatoriamente das respetivas calhas guias, e que se apresenta no desenho de
instalação no Anexo IX.
O equipamento de comando necessário baseou-se em sensores indutivos para deteção do
escorregamento dos tapetes e elevador, para além de três sensores fixos ao tripper, que
através de atuadores com combinação binária informam o sistema de qual a posição do
mesmo. Apresentam-se no Anexo X as características destes sensores de posicionamento.
Foram ainda instalados quatro fins de curso neste equipamento móvel, dos quais dois
deles foram utilizados para posição de referência do equipamento e outros dois para a
paragem de emergência da sua movimentação, para além de fins de curso de desvio de tela,
em cada extremidade dos transportadores.
Como equipamento de segurança foram instalados cabos de aço de emergência com
respetivos fins de curso nos tapetes e betoneiras de emergência em cada extremo do elevador.
A
esquematiza o modo de funcionamento do sistema de alimentação das tulhas.
39
Fig. 3.10. Esquema representativo do funcionamento das tulhas.
40
3.1.3 Funcionamento dos silos
O sistema de alimentação dos silos é constituído por um quadro de comando e controlo
remoto, que ficou ligado através de uma rede ProfiBus com módulos da SIEMENS, com um
quadro de comando e controlo central, dos silos existentes.
A Fig. 3.11 e Fig. 3.12, apresentam a vista interior e exterior, respetivamente, deste
quadro de comando remoto e a sua indispensável chapa de características, representada na
Fig. 3.13.
Fig. 3.11. Interior do quadro instalado nos silos.
41
Fig. 3.12. Exterior do quadro instalado nos silos.
Fig. 3.13. Chapa de características do quadro dos silos.
Durante o seu processo de fabrico, ainda nas instalações na EXSEPI, este quadro foi
submetido a um rigoroso processo de controlo de qualidade, a fim de ser emitido um
certificado CE, o qual se apresenta no Anexo III.
42
A linha de transporte tem como objetivo carregar os silos com adubo armazenado nas
tulhas. Este é carregado com uma pá mecânica, que enche a tremonha principal de
abastecimento do tapete transportador n.º 1, representado na Fig. 3.14, que por sua vez
descarrega no elevador n.º 1, representado na Fig. 3.15.
Fig. 3.14. Transportador n.º 1, carga do elevador n.º 1.
Fig. 3.15. Elevador nº 1.
Este elevador, por sua vez, irá descarregar no elevador n.º 2, que carrega os silos
existentes, de onde os camiões são carregados, com controlo automático de peso.
A Fig. 3.16 esquematiza o modo de funcionamento do sistema de alimentação dos silos.
43
Fig. 3.16. Esquema representativo do funcionamento dos silos.
44
3.1.4 Tarefas realizadas durante a obra na SOPAC
Na fase do planeamento, o estagiário fez todas as listas de materiais e encomendas de
material necessário à obra, conforme se demonstra no Anexo XI e no Anexo XII. Realizou
reuniões de preparação com os responsáveis do cliente, alocação de recursos físicos e
humanos para a obra e transmissão de informação e documentação necessária aos
responsáveis em obra.
Ainda nesta fase, mas que se estendeu também à fase de acompanhamento da obra, o
estagiário manteve diversas reuniões de entendimento com o construtor metalomecânico.
O acompanhamento da obra foi feito através de reuniões, telefonemas e correio
eletrónico, com o responsável do cliente e os responsáveis em obra, de modo a resolver os
diversos problemas que foram surgindo.
Na fase da fiscalização e fecho da obra, realizou-se uma análise in-loco da obra, com
termografia e medições de grandezas elétricas, da qual se apresenta o respetivo relatório no
Anexo XIII.
Foi ainda realizada uma reunião com os responsáveis do cliente no local, com a
finalidade da entrega de obra através da assinatura do respetivo auto de entrega e
preenchimento do inquérito de satisfação a cliente, com a entrega do dossier de obra.
3.1.5 Trabalhos complementares realizados na SOPAC
Um dos trabalhos complementares realizados nesta obra foi a substituição de um quadro
parcial de distribuição, devido ao seu avançado estado de degradação, do qual se apresenta
fotografia na Fig. 3.17.
45
Fig. 3.17. Exterior do quadro antigo a substituir.
O novo quadro, representado na Fig. 3.18 e na Fig. 3.19, consiste num armário de
distribuição com interruptor e barramento de 630A e triblocos para instalação dos fusíveis das
respetivas proteções de saída, por forma a alimentar a potência dos novos quadros parciais.
Apresenta-se no Anexo II o certificado CE de conformidade deste equipamento desenvolvido.
Fig. 3.18. Exterior do novo quadro implementado.
46
Fig. 3.19. Interior do quadro novo, projetado, construído e montado.
A EXSEPI eletrificou e forneceu ainda um quadro parcial de iluminação e tomadas, do
qual se apresenta no Anexo V a respetiva declaração de conformidade CE.
3.2 Outras Informações
Na execução dos trabalhos anteriores, foram consideradas as normas e regulamentos
aplicáveis, nomeadamente:
CEI EN 60439-1: 1999+A1: 2004 – Aparelhos de proteção e manobra de baixa tensão.
CEI EN 60204-1: 2005 – Segurança de maquinaria/Equipamentos elétricos de máquinas.
CEI EN 60446-1: 2007/05 – Identificação de condutores por cor ou alfanumérico.
Conformidade CE.
3.3 Obras Complementares
3.3.1 ETAM - BERALT TIN
A Sojitz BeralT Tin & WOLFRAM, S.A., empresa que se encontra a explorar as Minas
da Panasqueira, localizadas na Aldeia São Francisco de Assis, contratou à EXSEPI, a
47
construção de uma primeira ETAM (Estação de Tratamento das Águas da Mina). A Fig. 3.20
representa uma vista geral das minas.
Fig. 3.20. Vista geral das Minas da Panasqueira.
Esta ETAM é composta por duas zonas:

Tanque de equalização, correção de PH e bombagem do afluente.

Misturadores estáticos, de sequestrante e de soda caustica, para correção de PH,
misturadores de floculante, decantadores e tanque de lamas com agitador.
Nesta obra realizada por colaboradores da EXSEPI, o estagiário foi o responsável pela
mesma, desde a fase de adjudicação da obra, passando por várias reuniões com o cliente, para
posteriormente transmitir essa informação aos colegas de trabalho. Foi também o responsável
por fazer o levantamento do material necessário e encomenda do mesmo. Com vista ao ótimo
desenrolar dos trabalhos propostos, o estagiário fez o planeamento da obra, tendo
acompanhado a obra desde o início dos trabalhos até à entrega da mesma.
Nas Fig. 3.21, Fig. 3.22, Fig. 3.23, Fig. 3.24 e Fig. 3.25, visualiza-se respetivamente, as
várias zonas da ETAM, desde a zona de decantação, passando pelos misturadores de
floculante, depósito de lamas, cabine de comando até uma vista geral de todos estes
elementos.
48
Fig. 3.21. Vista geral da ETAM – zona de decantação.
Fig. 3.22. Misturadores de floculante e decantadores.
Fig. 3.23. Cabine de comando com quadros e produtos.
49
Fig. 3.24. Decantadores e tanque de lamas.
Fig. 3.25. Vista geral decantadores, misturadores de floculante, passerelle e cabine de comando.
3.3.2 MARONAGRÊS
Na indústria MARONAGRÊS – Comércio e Indústria de Cerâmicas, S.A., com sede no
concelho de Ílhavo, que produz pavimentos e revestimentos cerâmicos, o estagiário realizou
um acompanhamento e fiscalização da instalação de dois quadros automáticos de correção de
fator de potência, cada um composto por um banco de condensadores com 450kVAr, um para
o moinho contínuo e outro para o atomizador, que se apresentam nas Fig. 3.26, Fig. 3.27 e
Fig. 3.28, incluindo a substituição de cinco relés varimétricos antigos, e parametrização de
todos os equipamentos instalados.
50
A tipologia da carga, presente nesta instalação, é indutiva, como por exemplo, motores e
transformadores, que produzem energia reativa, encontrando-se a onda de corrente com atraso
em relação à tensão.
Neste caso é possível corrigir o fator de potência para um valor próximo ao unitário. Essa
prática é conhecida como correção do fator de potência e é conseguida mediante o
acoplamento de bancos de condensadores, que produzem potência reativa, com onda de
corrente avançada relativamente à tensão, logo ao contrária da carga, tentando ao máximo
anular essa componente, chamada fator de potência.
Fig. 3.26. Exterior do quadro.
51
Fig. 3.27. Visualização de baterias no interior do quadro.
Fig. 3.28. Vista geral do interior do quadro.
Estes quadros foram construídos por colaboradores da EXSEPI e sujeitos a um rigoroso
controlo de qualidade, com respetivos documentos para certificação dos quadros elétricos.
52
Os quadros foram eletrificados, transportados e instalados, por colaboradores da EXSEPI
supervisionados pelo estagiário.
Posteriormente foram trocados os cinco relés varimétricos existentes na instalação e
interligados por uma comunicação série, ao sistema de gestão de energia, criado pela
EXSEPI, em funcionamento há já algum tempo.
No dia 23 de Agosto de 2011, realizou-se o registo de energia, com o relatório
apresentado no Anexo XXVI e relatório de termografia apresentado no Anexo XXVII.
3.3.3 NUTRICAFÉS
A indústria NUTRICAFÉS é uma empresa de torrefação de café, que contratou à
EXSEPI a instalação elétrica e automação de todos os equipamentos necessários à integração
de mais dez silos de café verde no sistema de produção. Para tal foram instalados variadores
de velocidade num quadro existente e instalados e cablados variados sensores e atuadores,
conforme a Fig. 3.29, de forma a possibilitar uma correta automação dos referidos silos.
Fig. 3.29. Sensores e atuadores instalados num dos silos de café verde.
53
Posteriormente, foi feita a alteração da programação de autómatos e terminais HMI e
software de supervisão pelo departamento de programação da EXSEPI, por intermédio do
programa de cooperação PARTNER SOLUTION da OMRON.
Na Fig. 3.30 visualiza-se a balança de pesagem, que tem como função pesar os vários
tipos de café.
Fig. 3.30. Balança de pesagem de café verde.
Esta obra foi atribuída ao estagiário, com a função de coordenação e acompanhamento da
mesma, assim como na maioria das obras apresentadas neste trabalho. Nesta obra o estagiário
estabeleceu a ponte de ligação entre os vários departamentos intervenientes na mesma, assim
como pedido de alguns materiais e acompanhamento da obra em campo, por forma a verificar
se o que estava a ser executado ia de encontro aos requisitos e expectativas do cliente.
3.3.4 MOTA PASTAS
Na obra realizada na indústria MOTA PASTAS, com sede em Vagos, o estagiário apenas
fez o acompanhamento da manutenção e relatório final, apresentado no Anexo XXVIII.
3.3.5 SANITANA
Na indústria SANITANA – Fábrica de Sanitários de Anadia, S.A. com sede em Anadia,
o estagiário foi responsável pelo planeamento e acompanhamento da instalação de um sistema
de gestão de energia.
Atualmente está a ser realizada a preparação para a substituição dos quadros, dos quatro
depósitos de armazenamento de pasta da olaria 7, apresentados na Fig. 3.31, Fig. 3.32, e Fig.
3.33, pelos novos quadros apresentados na Fig. 3.34, Fig. 3.35, e Fig. 3.36.
54
Fig. 3.31. Antigo quadro de comando dos agitadores dos depósitos de pasta da olaria 7.
Fig. 3.32. Antigo quadro de distribuição da olaria 7.
55
Fig. 3.33. Antigos quadros de comando de níveis dos depósitos de pasta da olaria 7.
Fig. 3.34. Novo quadro de distribuição da olaria 7.
56
Fig. 3.35. Exterior do novo quadro de pasta da olaria 7.
Fig. 3.36. Interior do novo quadro de comando de pasta da olaria 7.
57
3.4 Outras Atividades Realizadas Durante o Estágio
Durante o estágio e como já foi referido anteriormente, o estagiário esteve envolvido em
diversas obras e com cargos diferentes. Uma das atividades contínuas do estagiário consiste
na realização de medições e respetivos relatórios, referentes à exploração de instalações
elétricas das fábricas industriais mencionadas na Fig. 3.37, das quais é técnico responsável.
ALUPORT
HAERTHA
PRIMEFIX
TORMACO
AGUIMÓVEIS
Fig. 3.37. Empresas com instalações elétricas da responsabilidade do estagiário.
Verificou-se ainda o estado dos disjuntores e de outros equipamentos, em que se
detetaram algumas anomalias. Posteriormente, registou-se os valores medidos e as anomalias
nos relatórios entregues ao Ministério da Economia e aos diretores das empresas,
solucionando como resolver as anomalias detetadas.
A seguir apresenta-se uma breve descrição do objetivo da exploração de uma instalação
elétrica, apresentando a sua legislação e referindo ainda as principais obrigações do técnico
responsável, bem como, o procedimento a seguir, no caso de serem detetadas algumas
anomalias.
3.4.1 Objetivo
A responsabilidade por exploração de uma instalação elétrica, tem como principal
objetivo, proceder à verificação, ensaios e medições regulamentares de toda a instalação e
seus equipamentos.
3.4.2 Legislação
O estatuto do técnico responsável por instalações elétricas, apresentado no decreto
regulamentar nº 31/83, de 18 de abril [11], regulamenta a atividade dos técnicos responsáveis
no que diz respeito à elaboração de projetos, à execução e à exploração de instalações
elétricas de serviço particular.
58
3.4.3 Obrigações do técnico responsável
O técnico responsável pela exploração deverá inspecionar a instalação elétrica com a
frequência exigida pelas características da exploração, no mínimo duas vezes por ano, a fim
de proceder às verificações, ensaios e medições regulamentares. As duas inspeções
obrigatórias devem ser feitas, uma durante os meses de Verão e outra durante os meses de
Inverno.
3.4.4 Instalações irregulares
Sempre que o técnico responsável pela exploração detetar algumas deficiências, deve dar
conhecimento, por escrito, à entidade exploradora da instalação com vista à sua eliminação
dentro de um prazo compatível com a importância e natureza daquelas, que para o efeito
fixará. Quando as deficiências colidam notoriamente com a segurança de pessoas e
equipamento, devem ser rapidamente eliminadas.
59
4 Conclusão
O relatório de estágio que se apresenta, encerra toda uma experiência ao longo do estágio
na EXSEPI, que teve como principal tema, o planeamento e acompanhamento de uma obra
realizada na indústria SOPAC.
A primeira grande barreira a vencer, foi a inexistência de elementos de suporte de projeto
e, a inexistência de infraestruturas de apoio com a qualidade desejável.
Apesar desta falta de informação, que o estagiário considera pertinente, a SOPAC não
adjudicou o projeto à EXSEPI, talvez por razões económicas, o que dificultou bastante a
realização do planeamento da obra em causa.
Inicialmente o estagiário deslocou-se à obra, para fazer uma recolha de informação no
local pormenorizada e posteriormente realizou o planeamento e acompanhamento da obra a
realizar na indústria SOPAC.
É de salientar que o estudo inicial poderia ter sido mais aprofundado uma vez que
algumas necessidades do sistema apenas foram detetadas quando a equipa de trabalho já se
encontrava na SOPAC.
No entanto, há a salientar o esforço que, tanto a EXSEPI como a SOPAC fizeram em
realizar reuniões periódicas para constatar o andamento dos trabalhos, o que permitiu que a
orientação do mesmo fosse muito mais proveitosa e que muitas das necessidades fossem
detetadas previamente.
De uma forma geral conseguiu-se concluir grande parte das atividades dentro dos prazos
previstos no planeamento, mas o facto de a obra em causa depender de alguns trabalhos a
realizar por outras entidades, fez com que por vezes algumas tarefas tivessem que ser adiadas
ou o seu prazo prolongado.
Devido à complexidade da obra, quando não era possível prosseguir numa determinada
tarefa, existiam sempre outras que poderiam ser adiantadas.
Assim que os trabalhos começaram a decorrer na indústria SOPAC, notou-se que
algumas funcionalidades não previstas teriam que ser obrigatoriamente desenvolvidas para
possibilitar o correto funcionamento do sistema.
61
No entanto, não foi necessário nada excecional, uma vez que o funcionamento pensado e
planeado ia de encontro à realidade encontrada e as alterações poderiam ser implementadas
sem modificar a filosofia de funcionamento.
Essas alterações não previstas fizeram com que o tempo previsto para desenvolvimento
final, instalação, teste e formação nas instalações da SOPAC fosse ligeiramente aumentado.
Em relação à elaboração do relatório existiram algumas dificuldades devido à falta de
tempo e na parte final do mesmo, encontrando-se nas instalações do cliente, pouco tempo
restou para despender no mesmo. Posteriormente, para além de alguns contratempos pessoais,
notou-se um aumento significativo de trabalho na EXSEPI, em que o estagiário esteve
envolvido.
A SOPAC esperava alcançar com a instalação do novo sistema um considerável aumento
na sua capacidade de armazenamento automático, tendo este sido alcançado.
Uma das maiores dificuldades verificadas nesta obra consistiu na distância entre a sede
da EXSEPI e o local da obra em Setúbal.
7.2 Perspetivas futuras
A obra realizada na indústria SOPAC encontra-se concluída e entregue, decorrendo
atualmente o período de garantia para correção de possíveis anomalias que sejam detetadas.
Para o estagiário e para a própria EXSEPI, os conhecimentos adquiridos foram
considerados muito úteis podendo, futuramente, abrir novas portas nesta indústria.
Em síntese, com a realização deste relatório de estágio e após a instalação do novo
sistema, verificou-se um considerável aumento na sua capacidade de armazenamento
automático, tendo o objetivo principal sido alcançado.
Com a conclusão deste estágio, termina mais uma etapa da formação do engenheiro. É de
salientar ainda, que para além da formação acima mencionada é intenção do estagiário, no
decorrer da atividade profissional, aprofundar os conhecimentos adquiridos na frequência do
curso de Mestrado, na área de Automação.
62
Referências
[1] Decreto-Lei 59/99 de 2 de março, “Regime Jurídico das Empreitadas de Obras
Públicas”.
[2] Despacho n.º19780/2009 do IPC, “Estatutos do ISEC”, publicado no DR, 2.ª série –
n.º 167 de 28 de agosto de 2009.
[3] ISEC, “Instituto Superior de Engenharia de Coimbra”, (2011, janeiro), [Online].
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Isec_dfm.jpg
[4] Exsepi, “Estudos e Projetos Industriais” (2011, dezembro), [Online].
http://www.exsepi.com
[5] ADP, “ADP Fertilizantes S.A.” (2010, dezembro), [Online].
http://www.adp-fertilizantes.pt
[6] MIM “Metalúrgica Ideal do Mondego” (2011, novembro), [Online].
http://www.mim.pt
[7] José Amorim Faria, “O Planeamento de Obras”, FEUP, versão 8, março 2010,
[Online].
http://www.google.pt/webhp?sourceid=navclient&hl=pt-PT
[8] Joaquim Francisco de Almeida, “O Planeamento”, outubro de 2004.
[9] Hugo Carvalho Dias e João Guerra Martins, “Gestão e Direção de Obra”, 1ª edição
de 2008.
[10] “O planeamento”, (2011, dezembro), [Online].
http://www.forma-te.com/geral/mediateca-formaçao-entrada.html
[11] Decreto regulamentar n.º 31/83 “Estatuto do Técnico Responsável por Instalações
Elétricas”, de 18 de abril.
63
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Planeamento e Acompanhamento de Obra