A Gestão de Parques em Áreas Metropolitanas: a Busca de um Referencial para o Parque Municipal de Maceió Autoria: Agripino Celso Guerreiro Barbosa Filho, Durval Lucas Santos Junior Resumo O crescimento desordenado das áreas urbanas e a falta de políticas públicas eficazes para a conservação das áreas verdes remanescentes são elementos que contribuem para a diminuição de espaços verdes em cada vez mais cidades no Brasil. Em meio a estas dificuldades e com vários problemas gerenciais os parques aparecem como instrumentos importantes na manutenção de tais áreas. Desta forma, o presente trabalho tem como objetivo contribuir, em termos de método, com a aplicação da teoria do benchmarking na busca por referenciais que auxiliem na gestão do Parque Municipal de Maceió. Para tanto, foi analisada a realidade do Parque Municipal, bem como levantada as características dos parques da cidade de São Paulo, de forma a se construir um ranking que deu suporte para a escolha do benchmark. A definição do parque foi baseada na construção de critérios que tornaram o processo de escolha mais objetivo. Como resultados podem-se indicar a própria criação dos critérios de comparação entre os parques para definição do parque paulistano, o levantamento de fatores críticos na gestão e os projetos existentes no Parque Municipal, e a definição do Parque Guarapiranga como o mais semelhante. Conclui-se que a utilização do benchmarking possui grande potencial para melhorar a gestão do Parque Municipal e mitigar as deficiências encontradas no mesmo. Introdução A dinâmica ambiental da maioria das grandes cidades brasileiras vem se direcionando cada vez mais para a expansão do cinza e a extinção do verde, conseqüência do crescimento desordenado das áreas urbanas e da falta de políticas públicas eficazes para a conservação das áreas verdes remanescentes. Apesar dessa diminuição do verde na paisagem como um todo, é comum encontrar os “bolsões verdes” espalhados em algumas regiões das cidades, seja em áreas originais ainda preservadas, seja em áreas criadas com a finalidade de “amenizar” o concreto e criar um espaço bucólico em meio à urbe. Pode-se citar a cidade de São Paulo como exemplo do convívio, de certa forma harmonioso, entre o cinza e o verde. São mais de 15,5 milhões de metros quadrados, cerca de 20% do território da capital, dedicados aos 32 parques atualmente em funcionamento. Administradas pela Secretaria Municipal do Verde e do Meio-Ambiente, todas as áreas são dotadas de uma infra-estrutura básica de lazer e entretenimento, que propicia à população uma alternativa ao ritmo frenético da metrópole. Em Maceió, não contrastando da dinâmica urbana nacional, cada vez mais áreas então desabitadas e tomadas de verde vêm sendo suprimidas, tanto para a melhoria da infraestrutura da cidade – que já possui, em sua região metropolitana, cerca de 1,1 milhões de habitantes – como para a especulação imobiliária. Diante deste cenário, faz-se necessário que políticas de conservação ambiental sejam rapidamente delineadas e transformadas em ações efetivas, sob pena de irreparável dano ao patrimônio natural ainda existente. Apesar da existência de marcos legais que regulamentam aspectos importantes para a efetivação das áreas de preservação ambiental, estas enfrentam problemas tais como o desmatamento, a 1 diminuição de seus limites e a poluição dos recursos hídricos existentes em suas proximidades. É nesse contexto que se encontram inseridos os parques municipais: objetos recorrentes das políticas e ações de conservação ambiental que colaboram para a manutenção do verde em meio ao ambiente complexo das cidades. Complexidade essa que implica não somente na criação, mas também na gestão eficiente e eficaz dos recursos alocados para este fim. Baixos custos operacionais e alto retorno social e ambiental são apenas algumas das variáveis que podem ser relacionadas quando se trata de um parque. Desta forma, pode-se inferir a necessidade premente de boas práticas administrativas também na gestão dos recursos ambientais. Mas como reconhecer uma boa prática? A resposta pode ser conseguida com a utilização de uma técnica bem conhecida no campo da administração: o benchmarking. Considerando esses aspectos, o presente trabalho tem como objetivo contribuir, em termos de método, com a aplicação da teoria do benchmarking na busca por referenciais que auxiliem na gestão de parques em Maceió. Para tanto, analisa a realidade de seu Parque Municipal, bem como levanta as características dos parques da cidade de São Paulo, de forma a se construir um ranking que dará suporte no processo de tomada de decisão sobre qual parque utilizar como benchmark. Ressalta-se a escolha da cidade de São Paulo por apresentar, resguardados os problemas que toda a grande metrópole possui, boas práticas administrativas na implementação da gestão de parques. A necessidade do estabelecimento deste ranking baseia-se na tentativa de se buscar como referencial o parque paulistano que possua características físicas mais semelhantes ao Parque Municipal de Maceió e melhores condições de gerenciamento, o que pode ser visto como uma tentativa de utilização da teoria do benchmarking no contexto da gestão ambiental. Também pode ser citada como elemento de análise a especificidade do contexto pesquisado: apesar de tanto uma empresa quanto um parque necessitarem de boas ferramentas de gestão, este possui ativos que nem de perto se assemelham aos de uma empresa (como a fauna e a flora), criando, por este motivo, um ambiente complexo e totalmente distinto. Gestão e Política Ambiental no Brasil A gestão ambiental no Brasil só tomou corpo institucional com a criação da Secretaria Especial do Meio ambiente, em 1973, pelo Governo Federal. A lei 6.938/1981, que institucionalizou a Política Nacional do Meio Ambiente, buscou então reunir sob um arranjo administrativo as problemáticas existentes em diversos âmbitos (nacional, regional e local), culminando com o surgimento do Sistema Nacional de meio Ambiente – SISNAMA. A criação do SISNAMA visava articular e descentralizar as ações de planejamento e operacionalização necessárias para solucionar os problemas relativos à questão ambiental. Sistema composto, basicamente, de duas esferas: uma para a formulação da Política nacional de Meio Ambiente e articulação interinstitucional, e outra para a execução de ações para a conservação do meio ambiente e melhoria da qualidade ambiental (Ministério do Meio Ambiente, 2001). Da primeira esfera, fazem parte o Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) e o Ministério do Meio Ambiente, sendo este criado em 1992; da segunda, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), criado em 1988, órgãos setoriais da administração pública federal e órgãos estaduais e municipais de meio ambiente. 2 Dentro deste contexto, a Constituição Federal de 1988 salienta que é obrigação da União, Estados, Distrito Federal e Municípios proteger o meio ambiente e combater a poluição em qualquer de suas formas, além de preservar as florestas, a fauna e a flora. Enuncia também que todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações, o que implica dizer que a noção de sustentabilidade é fundamental para garantir equilíbrio ambiental em um contexto de reflexão sobre a atuação do homem na natureza. É possível perceber, pelo menos em termos de legislação, o quanto de importância é dado ao meio ambiente. Com a atual evidencia das questões concernentes às mudanças climáticas, a conservação ambiental passa a ser um dos grandes pontos de discussão a nível global. A pressão de diversos atores sobre a gestão ambiental do governo e das empresas cresce com o passar do tempo, o que implica no aumento da complexidade em lidar com esta problemática. Isto é particularmente relevante quando se enfatiza que o homem interfere sobre o meio ambiente construindo e reordenando os espaços físicos de acordo com o seu interesse. Estas modificações alteram o equilíbrio de uma natureza que não é estática, mas que apresenta um dinamismo harmonioso (ROSS, 1990). Desta forma, o meio ambiente vem sofrendo alterações que em muitos casos geraram conseqüências negativas à humanidade. A partir da consciência de que as modificações implementadas na natureza, em sua maioria, contribuíram para aumentar os prejuízos na mesma e, por conseqüência, aumenta os riscos de grandes catástrofes para a própria sociedade, começa a fortalecer-se a idéia de preservar o meio onde se vive. No entanto, a idéia prevalecente de que os recursos naturais são inesgotáveis, age como uma das barreiras para a adoção de medidas mais efetivas para a preservação da natureza (SILVA E ZAIDAN, 2004). Nesta linha, é imperativo comentar a promulgação da lei 9.985/2000, que institui o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC) como um mecanismo que fortalece as ações de preservação do meio ambiente. Tal lei estabelece ainda critérios e normas para a criação, implantação e gestão de unidades de conservação. Entre os objetivos do SNUC, podem ser destacados por explicitamente ter relação com o presente trabalho: 9 Promover a utilização dos princípios e práticas de conservação da natureza no processo de desenvolvimento; 9 Proteger paisagens naturais e pouco alteradas de notável beleza cênica; 9 Proporcionar meios e incentivos para atividades de pesquisa científica, estudos e monitoramento ambiental; e 9 Favorecer condições e promover a educação e interpretação ambiental, a recreação em contato com a natureza e o turismo ecológico. Apesar de diversos avanços conseguidos em termos de gestão ambiental no Brasil, existem algumas barreiras que precisam ser ultrapassadas para que se possa alcançar uma situação mais satisfatória. Entre estas barreiras, pode-se citar a impossibilidade de um número significativo de unidades de conservação sair do papel, mesmo estando em operação, por falta de estrutura administrativa e institucional, bem como a falta de recursos financeiros e orçamentários que inviabilizam a sua operação diária. 3 Acredita-se que uma das formas para minimizar a existência de tais dificuldades seja a busca por boas práticas de gestão e a definição de referenciais que se tornem parâmetros a serem alcançados por gestores com dificuldades. Desta forma, a utilização do benchmarking poderá oportunizar melhorias para a gestão ambiental e contribuir para aumentar a capacidade gerencial dos diversos parques brasileiros. Em Busca do Benchmarking A complexidade que envolve a gestão, em seus diversos níveis hierárquicos e setores econômicos, tem exigido dos dirigentes das organizações maior empenho em relação à melhoria de suas operações. Neste contexto, a organização que se mantém letárgica e não acompanha as melhores práticas tende a enfrentar problemas gerenciais advindos das transformações sociais e, entre as quais, a forma de se relacionar com essa sociedade. Na busca de melhor adequação a tais transformações, muitas organizações se valem de processos e técnicas gerenciais com vistas a implementar uma cultura de melhoria contínua e de busca por padrões aceitáveis de suas operações. Dentre estas técnicas gerenciais, podemos citar o benchmarking. Esta técnica ganhou visibilidade após a constatação de que os métodos tradicionais de fixação de metas das empresas americanas falharam e as tornaram suscetíveis à concorrência com as empresas japonesas. Isto ocorreu porque as empresas japonesas reconheceram a necessidade de descobrir novos métodos, processos e práticas e, sobretudo, integrá-los para prover uma vantagem frente aos seus concorrentes (CAMP, 1998). Deste modo, em 1979, é retratado o seu surgimento nos Estados Unidos, sendo a Xerox Corporation a pioneira em sua utilização (FERREIRA, REIS e PEREIRA, 1997). Nesta empresa, o processo iniciou em suas operações manufatureiras, com o intuito de examinar seus custos unitários de fabricação. Para tanto, compararam-se as capacidades e características operacionais de copiadoras concorrentes, a partir do desmonte dos componentes mecânicos para análise (CAMP, 1998). Tais análises revelaram que os concorrentes estavam vendendo máquinas a um preço igual ao que custava à Xerox produzi-las. Com tais resultados, a empresa decidiu por constituir uma joint venture com a japonesa Fuji e adotar como estratégia mundial para a empresa o comprometimento com a qualidade total. Assim, pode-se conceituar benchmarking como um “processo contínuo de medir produtos, serviços ou processos com relação aos concorrentes mais fortes ou aos líderes internacionais reconhecidos do setor” (ZAIRI e LEONARD, 1995:45). Esta definição é reconhecida como a definição formal e a partir dela são extraídas algumas considerações, no que segue: A primeira relaciona-se ao fato de que, sendo um processo contínuo, deve ser perpetuado ao longo da história da organização e não ser tratado como um fato isolado e pontual. A segunda diz respeito à questão da medição, ou seja, é necessário quantificar as diferenças existentes entre a empresa que está adotando o benchmarking e as suas concorrentes. A terceira corresponde ao fato de que pode ser aplicado a todas as facetas de uma empresa (seus serviços, produtos e processos). E, por fim, a de que tal processo não deve visar somente os concorrentes diretos dos produtos de uma empresa, mas também empresas de outros setores que sejam reconhecidas como líderes. 4 Pode-se, ainda, indicar uma definição operacional que evidencia o benchmarking como “a busca das melhores práticas na indústria que conduzem ao desempenho superior” (CAMP, 1998). Nesta conceituação, o foco está na prática, que deve ser bem conhecida para que a constatação da efetividade do desempenho superior ocorra sem distorções. Através de processos de benchmarking é possível identificar oportunidades de melhoria sejam elas relativas à condução de atividades operacionais (como a produção de um bem), como também no que se refere aos processos decisórios. Para LEIBFRIED e McNAIR (1994), tratase de um instrumento gerencial de mudança. Ele identifica lacunas no desempenho e oportunidades de aperfeiçoamento, além de transformar a percepção sobre métodos de trabalho antigos. Outra vantagem na adoção de processos de benchmarking relaciona-se à prioridade dada a determinados projetos, principalmente em contextos onde recursos são escassos. Para LEIBFRIED e McNAIR (1994), ao utilizar referências externas, a decisão relativa a que projeto deve ser priorizado torna-se mais objetiva. Isto ocorre porque, antes de realizar as comparações externas, a organização precisa começar compreendendo a si mesma. Desta forma, o benchmarking é uma comparação das práticas existentes na organização com aquelas usadas externamente, com o intuito de criar medidas de excelência (idem). Para CAMP (1998) os passos filosóficos básicos do benchmarking são fundamentais para o sucesso, sendo estes: a) Conheça sua operação (avaliação das forças e fraquezas da operação interna); b) Conheça os líderes da indústria ou concorrentes (avaliação das forças e fraquezas do concorrente); c) Incorpore o melhor (prospecção de boas práticas para adotá-las internamente, com modificações ou não); d) Conquiste superioridade (correção de fraquezas e incorporação do melhor do melhor). É importante, ainda, apontar que o objetivo primordial do benchmarking é gerar ação. Deste modo, é utilizado para focar a organização em oportunidades de melhoria técnicas e gerenciais. As mudanças empreendidas são realizadas cuidadosamente usando informações objetivas e com base externa, que apontam fraquezas e sugerem soluções. Para tanto, é preciso entender o benchmarking como um processo de aperfeiçoamento que é: dotado de propósito, externamente focalizado, baseado em medidas, intensivo em informações, objetivo e gerador de ações (ibidem). CAMP (1998) corrobora com esta afirmação ao mostrar o processo de aplicação desta ferramenta. Para o autor são cinco as fases, sendo estas: Planejamento, Análise, Integração, Ação e Maturidade. Na fase de “Planejamento” a preocupação esta voltada para: o que será comparado; com quem será realizada a comparação; e como serão coletados os dados. Além de ser obtidas métricas que norteiam o processo de comparação é preciso compreender que este processo investiga e documenta as melhores práticas da indústria. A fase de “Análise” envolve a compreensão das práticas correntes nos seus processos, bem como dos parceiros. Aquilo que se deseja é uma compreensão do desempenho interno, a partir do qual se possa avaliar as forças e fraquezas. Dimensionar a lacuna de desempenho e prover uma base objetiva sobre qual agir serão os resultados desta fase. 5 Com a “Integração” fixam-se as metas operacionais das mudanças. Nela planeja-se a incorporação das novas práticas à operação e que as descobertas se integrem aos processos formais de planejamento. É ainda necessário que as descobertas do benchmarking sejam comunicadas a todos os níveis organizacionais para que haja apoio, comprometimento e senso de propriedade. Convertem-se as descobertas do benchmarking em declarações de princípios operacionais que pautarão as mudanças. Na fase de “Ação” os passos dados na fase de “Integração” devem ser convertidos em ação propriamente dita. Desta forma, os planos de mudanças contam com marcos para atualização dos próprios pontos de referência, dado que as práticas externas estão em constantes mudanças. Comunicar os avanços em relação aos pontos de referência também pautam a condução desta fase. Na “Maturidade” alcançam-se as melhores práticas. Neste momento, as melhores práticas da indústria estão incorporadas a todos os processos da empresa. A empresa também alcança superioridade quando a utilização desta ferramenta ocorre permanentemente, além de ser essencial para o processo gerencial. Cabe ressaltar que a partir do momento que o foco sobre as práticas externas passa a ser uma responsabilidade de toda a organização é que o benchmarking atinge seus objetivos de assegurar a superioridade através da incorporação das melhores práticas da indústria. A figura 1 mostra o encadeamento dos passos do processo de benchmarking: 1. IDENTIFICAR O QUE MARCAR PARA REFERÊNCIA PLANEJAMENTO 2. IDENTIFICAR EMPRESAS COMPARATIVAS 3. DETERMINAR MÉTODO DE COLETA DE DADOS E EFETUAR A COLETA 4. DETERMINAR A "LACUNA" CORRENTE DE DESEMPENHO ANÁLISE 5. PROJETAR FUTUROS NÍVEIS DE DESEMPENHO 6. COMUNICAR DESCOBERTAS DE MARCOS DE REFERÊNCIA OBTER ACEITAÇÃO INTEGRAÇÃO 7. ESTABELCER METAS FUNCIONAIS 8. DESENVOLVER PLANOS DE AÇÃO AÇÃO 9. IMPLEMENTAR AÇÕES ESPECÍFICAS E MONITORAR PROGRESSOS 10. RECALIBRAR MARCOS DE REFERÊNCIAS ▪ POSIÇÃO DE LIDERANÇA ATINGIDA MATURIDADE ▪ PRÁTICAS PLENAMENTE INTEGRADA AOS PROCESSOS Figura 1 – Passos do processo de benchmarking Fonte: CAMP, 1998, p. 16. 6 Em relação a utilização do benchmarking, ZAIRI e LEONARD (1995) indicam diversas aplicações desta ferramenta em setores como: utilidades, serviços financeiros, inovação, recursos humanos, satisfação fornecedor-consumidor, marketing, educação, saúde, P&D, meio ambiente, sistema de qualidade e setor público. No que diz respeito ao uso do benchmarking como forma de analisar boas práticas relacionadas ao meio ambiente, os autores concentram-se em indicar ações implementadas por grandes empresas para mitigar seus efeitos sobre o ambiente, além de apresentar um modelo de sistema de gestão ambiental (baseado na empresa British Telecom) que consideram como líder. Vale ressaltar que a presente pesquisa tem como objeto de estudo um parque florestal, instituição que se diferencia de uma empresa que visa lucro e, portanto, utiliza-se de práticas de gestão com um foco diferenciado. Por este motivo, indica-se que o contexto do estudo ora apresentado possui uma singularidade. Procedimentos Metodológicos A fim de atender ao objetivo central deste estudo, foram analisados os 32 parques oficialmente criados e referenciados no “Mapa Verde” da Secretaria Municipal do Verde e do Meio-Ambiente da cidade de São Paulo, relacionados no Quadro 1 abaixo: Quadro 1: Parques Paulistanos Analisados Zona Leste Zona Norte Zona Sul Zona Oeste Santa Amélia Anhanguera Luz Centro Independência Chácara das Flores Chico Mendes Raul Seixas Carmo Piqueri Lions Club Tucuruvi Rodrigo de Gásperi Jardim Felicidade São Domingos Cidade de Toronto Vila Guilherme Vila dos Remédios Buenos Aires Ten. Siqueira Campos (Trianon) Aclimação Ibirapuera Eucaliptos Lina e Paulo Raia Severo Gomes Burle Marx Santo Dias Nabuco Guarapiranga Luís Carlos Prestes Raposo Tavares Alfredo Volpi Cemucam Previdência Fonte: Mapa Verde (SVMA, 2008) Após a coleta de dados sobre as características principais do Parque, foram estabelecidas as variáveis e os valores de controle para a comparação com os parques municipais paulistanos. Considerando a necessidade descrita por CAMP (1998) de uma identificação dos potenciais internos antes das projeções baseadas nas práticas de outras organizações, a organização dos critérios do ranking levou em consideração essas duas vertentes: de um lado, a identificação dos parques que mais se assemelham ao Parque Municipal de Maceió, por meio da observação das características físicas e ambientais inerentes; de outro, aqueles que possuem aspectos gerenciais considerados ideais, observados os projetos e perspectivas já vislumbrados pela administração do Parque. Determinadas as variáveis, foram estabelecidos os métodos de cálculo para a geração do ranking entre os parques paulistanos (conforme detalhado no Quadro 2 abaixo). Os pesos foram distribuídos de forma a se obter maior influência dos elementos considerados como base do referencial (critérios ‘D’ e ‘E’ – 55%), em relação ao diagnóstico dos parques em si (critérios ‘A’, ‘B’ e ‘C’ – 45%). Assim, de acordo com a proposta, dentro de uma escala entre 0 e 100 pontos, o mais bem colocado foi considerado o mais semelhante ao Parque, e teve suas características detalhadas em seção própria, a seguir. 7 Além disso, foram entrevistados os responsáveis pela gestão do Parque em Maceió (presencial) e do parque paulistano (via telefone) considerado o modelo de referência. Estas entrevistas tiveram como objetivo principal descrever as características de ambos, conhecer os projetos mais importantes e as perspectivas para o Parque de Maceió, bem como as particularidades do “parque-modelo”. Variável Quadro 2: Critérios para Elaboração do Ranking Descrição Método de Cálculo Peso A = 100 - |D| Grau de Semelhança entre as Áreas (A) Parte-se do pressuposto de que, quanto mais semelhantes as áreas em tamanho absoluto, mais parecidos serão os parques. Existência de Mata Nativa (B) Existência de Fauna (C) A existência de mata nativa representa uma característica comum com o Parque. A existência de fauna representa uma característica comum com o Parque. Infra-estrutura Instalada (D) Item analisado à parte do Parque, a partir da comparação entre a infra-estrutura instalada em cada parque. Quanto mais infraestrutura, mais positiva a referência. Grau de Semelhança de Projetos (E) Considerando a perspectiva de estruturação do Parque, mais parecido será o parque analisado que já possuir o maior número de projetos executados. sendo D = 1 - (P/C) onde: D = diferença entre as áreas P = área do Parque Municipal de Maceió C = área do parque em comparação A presença confere 100 pontos ao parque 0,20 0,10 A presença de aves confere 50 pontos ao parque; a de outros animais de maior porte, mais 50 pontos Sendo 14 os itens identificados como características infra-estruturais, o cálculo estruturou-se da seguinte forma: D = (n x 100) / 14 onde: n = número de itens encontrados no parque Sendo 12 os itens identificados como projetos potenciais para o Parque, o cálculo estruturou-se da seguinte forma: E = (n x 100) / 12 onde: n = número de itens encontrados no parque 0,15 0,25 0,30 Fonte: Os Autores O Parque Municipal de Maceió Particularmente no tocante aos parques municipais, há pouca informação disponível. Em consulta ao sítio do Ministério do Meio-Ambiente na Internet, o conteúdo disponível sobre o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) faz referência apenas às Unidades de Conservação de responsabilidade da União e dos Estados ou áreas privadas. Não só o SNUC não distingue nem cataloga as áreas de competência dos municípios, como são poucos os que realmente possuem parques instalados e estruturados e mantêm bancos de dados eficientes e acessíveis sobre suas Unidades de Conservação. Considerando que o Parque Municipal de Maceió é a única área do gênero na cidade, pouco se tem escrito a seu respeito. Nas publicações encontradas, fala-se principalmente sobre seu aspecto físico e ambiental, mas também há referências à participação da comunidade científica bem como sugestões de melhoria em sua infra-estrutura. No que diz respeito aos aspectos físicos, o Parque encontra-se localizado no bairro de Bebedouro (um dos primeiros eixos de povoação da cidade de Maceió), numa área de 820 mil metros quadrados, contígua à Área de Preservação Permanente (APP) do IBAMA e cercada de mananciais. Além dos cursos d’água que cortam o Parque, a proximidade com a Lagoa Mundaú é uma característica peculiar desta área, influenciando na fauna e na flora: 8 “A exposição [aos ventos] é garantida porque o vale se constitui num canal de recepção dos referidos ventos carregados de umidade, uma vez que a sua desembocadura, na margem esquerda da lagoa Mundaú, fica defronte para o mar.” (ASSIS, 1998) A vegetação encontrada no Parque é predominantemente de floresta, apesar de ASSIS duvidar da originalidade da vegetação, ao dizer que a mata é “considerada secundária, já que é resultante de uma fase posterior aos desmatamentos iniciais para a implantação dos extintos engenhos de açúcar e seus respectivos canaviais” (idem). Entrementes, o Parque, junto à APP do IBAMA, se constitui no mais vasto contínuo de vegetação preservada da cidade, motivo pelo qual tem merecido a atenção da comunidade científica, devido a ainda faltar catalogação de espécies animais e vegetais. A partir da entrevista realizada com a administração do Parque, ligada à Secretaria Municipal de Proteção ao Meio-Ambiente, foram levantados os principais elementos que influenciam na viabilização do Parque como equipamento de lazer e entretenimento: 9 Infra-estrutura: A iluminação precária (ou até inexistente) obriga que o Parque feche as portas às 17h. Além disso, não há pavimentação nem estrutura para descanso (assentos, por exemplo) na estrada principal, nem nas trilhas complementares, inviabilizando o trânsito de idosos, deficientes físicos e pessoas com dificuldades de locomoção. Há apenas uma bateria de banheiros localizada no final do Parque, e as áreas de estar (como os espaços para prática de atividades físicas) não possuem estrutura de permanência. 9 Segurança: A convivência com a vizinhança é dificultada, entre outros fatores, pela proximidade a bolsões de pobreza e a áreas dominadas por organizações criminosas. Os vizinhos consideram o Parque o “quintal de casa”, utilizando-o principalmente para coleta de lenha e área de plantio. Além disso, o Parque não possui uma área delimitada de fato (com o uso de cercas, por exemplo), o que compromete a segurança dos freqüentadores e a própria integridade de seu perímetro. A segurança do patrimônio físico, natural e das pessoas é responsabilidade da Guarda Municipal, que não dispõe o contingente adequado para atender às necessidades de segurança do lugar; 9 Serviços: Não existem serviços básicos como quiosques com água, bebidas e lanches, por exemplo. Evidenciada a necessidade de maior fluxo de pessoas para compensar um investimento privado, a administração do Parque não cogitou a existência de projetos nesse sentido. O Parque, no que diz respeito aos aspectos administrativos, é um apêndice da Secretaria de Proteção ao Meio-Ambiente. Isso fica evidenciado com o fato de não existir um orçamento próprio para a gestão do Parque, ficando a manutenção deste vinculada e dependente da Secretaria. Não existe pessoal qualificado em número suficiente com dedicação exclusiva ao Parque, ficando o trabalho dividido entre o expediente da Secretaria e a rotina do Parque. Sobre os projetos previstos para o Parque, cita-se: 9 A estruturação das trilhas e caminhos; 9 O cercamento e o controle de acesso; 9 A estruturação de um orquidário / bromeliário / borboletário; 9 O reflorestamento de áreas degradadas com plantas nativas e exóticas e 9 O intercâmbio de espécies com outros parques, especialmente no estado da Paraíba, onde o contato já está estabelecido. 9 Além de todas essas potencialidades, ASSIS (1998) destaca a “criação de um zoológico, como suprimento dessa lacuna no estado de Alagoas, especialmente para a sua capital”. 10 O Ranking A importância da realização do ranking com critérios quantitativos previamente estabelecidos ficou evidenciada quando da obtenção dos resultados, que ratificaram a diversidade de características dos parques paulistanos. Sem critérios objetivos, o risco de uma escolha equivocada seria bastante grande. Na Tabela 1 abaixo, são apresentados os resultados da análise, bem como aquele que foi apontado como “parque-modelo”. Tabela 1: Resultados do Ranking Parque Analisado Posição no Ranking (A) Guarapiranga Piqueri Cemucam Cidade de Toronto Ibirapuera Luz Independência Alfredo Volpi Chico Mendes Carmo Burle Marx Raposo Tavares Vila dos Remédios Santo Dias Ten. Siqueira Campos (Trianon) São Domingos Anhanguera Aclimação Luís Carlos Prestes Chácara das Flores Severo Gomes Jardim Felicidade Vila Guilherme Raul Seixas Lina e Paulo Raia Lions Club Tucuruvi Santa Amélia Nabuco Buenos Aires Previdência Eucaliptos Rodrigo de Gásperi 1ª 2ª 3ª 4ª 5ª 6ª 7ª 8ª 9ª 10ª 11ª 12ª 13ª 14ª 15ª 16ª 17ª 18ª 19ª 20ª 21ª 22ª 23ª 24ª 25ª 26ª 27ª 28ª 29ª 30ª 31ª 32ª 19,13 18,51 19,87 18,70 19,90 18,75 19,18 19,05 17,54 19,91 19,01 19,36 18,71 18,98 16,78 18,15 19,82 18,74 14,15 16,27 15,50 14,51 17,55 15,23 9,27 13,28 15,38 14,96 13,64 18,41 9,58 15,99 Pontuação Obtida (B) (C) (D) (E) 10,00 10,00 10,00 10,00 0,00 10,00 10,00 10,00 10,00 10,00 10,00 0,00 10,00 10,00 10,00 10,00 10,00 0,00 10,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 10,00 0,00 0,00 10,00 0,00 0,00 10,00 0,00 15,00 15,00 15,00 15,00 15,00 15,00 15,00 15,00 15,00 7,50 15,00 15,00 15,00 7,50 15,00 7,50 0,00 15,00 7,50 15,00 15,00 7,50 7,50 7,50 7,50 15,00 7,50 0,00 7,50 7,50 7,50 0,00 17,86 17,86 16,07 16,07 19,64 12,50 14,29 12,50 16,07 16,07 8,93 17,86 10,71 14,29 10,71 14,29 14,29 12,50 10,71 12,50 10,71 14,29 10,71 12,50 10,71 10,71 12,50 8,93 10,71 5,36 5,36 10,71 22,50 22,50 22,50 20,00 22,50 20,00 17,50 17,50 15,00 17,50 17,50 17,50 15,00 15,00 12,50 15,00 20,00 15,00 15,00 12,50 15,00 17,50 17,50 15,00 12,50 10,00 12,50 10,00 10,00 10,00 5,00 10,00 Total 84,49 83,87 83,44 79,77 77,04 76,25 75,97 74,05 73,61 70,98 70,44 69,72 69,42 65,77 64,99 64,94 64,11 61,24 57,36 56,27 56,21 53,80 53,26 50,23 49,98 48,99 47,88 43,89 41,85 41,27 37,44 36,70 O “Parque-Modelo” O Parque Guarapiranga (do tupi, lagoa vermelha), criado em 1974, situa-se junto à represa de mesmo nome, na Zona Sul da capital paulista. Possui uma área de 152,6 mil m2. Consta, no trecho a seguir, a descrição das características gerais do parque, segundo o Mapa Verde de São Paulo: “Seu projeto foi elaborado pelo escritório Burle Marx e Cia. com a função de proteger a produção hídrica, minimizando erosão e sedimentação. Seu grande destaque é a bela vista da represa. A vegetação – composta por eucaliptal e pequenos bosques de plantas da Mata Atlântida – forma 11 caminhos abrigados que descem até as margens da represa. Os peixes atraem, de maio a julho, garças-brancas grandes, aves migratórias que ocupam áreas do parque como dormitório. Na mata são avistados ainda corujas, gaviões, sanhaços, sabiás, bem-te-vis, cambacicas, entre outras espécies [entre elas cambacicas, lagartos, boipeva, gambás e diversas espécies de peixes].” (SVMA, 2007) A história do parque se confunde com a história da expansão da cidade, e sua importância é automaticamente ligada à questão hídrica: “A represa foi construída em 1908 (...) para promover a regularização da vazão do Rio Tietê, pois a Light instalara uma Usina em Santana do Parnaíba (a primeira hidrelétrica a abastecer a cidade) que dependia das águas do rio. Hoje a represa contribui com 1/3 do fornecimento de água para a Grande São Paulo.” (idem) O Quadro 3 apresenta, de forma sucinta, a estrutura que o Parque Guarapiranga dispõe: Quadro 3: Estrutura do Parque Guarapiranga Acessibilidade Atividades e Lazer Flora Estacionamento Acesso a cadeirantes Sanitários Aparelhos de ginástica Pista de cooper/caminhadas/trilhas Ciclovia/Bicicletário Playground Quadra de campo Quadra poliesportiva Quiosque Lagos Bosque Mata nativa Fonte: SVMA De acordo com as informações obtidas na entrevista, diversas ações de educação ambiental são desenvolvidas no parque, principalmente junto às escolas públicas, por intermédio do Núcleo Sul de Educação Ambiental da SVMA. Também ocorrem diversas atividades culturais, iniciativas de entidades externas à Secretaria. Neste caso, porém, há a necessidade de que as propostas estejam em conformidade com as normas do parque. O maior fluxo de freqüentadores é percebido aos finais de semana, principalmente devido ao acesso à represa, utilizada pela população como “praia de água doce”. Da mesma forma que o Parque, em Maceió, o Guarapiranga possui um horário de funcionamento relativamente reduzido, das 6h às 18h (considerando que parques mais centrais, como o Ibirapuera, funcionam ate à meia-noite). No que diz respeito às questões administrativas, toda a manutenção da infra-estrutura é administrada diretamente pela SVMA, inclusive segurança (privada, contratada por meio de concorrência pública). Apesar de não haver dotação orçamentária específica para o Guarapiranga, os parques municipais de São Paulo são considerados um único centro de custos. Desta forma, todos os contratos assinados para manutenção de infra-estrutura e segurança, por exemplo, fazem parte do mesmo “pacote”. Sobre novos projetos de infra-estrutura, destaca-se a urbanização da orla da represa, obra que está sendo realizada pela Secretaria de Gestão Municipal em parceria com a SVMA, e que marcará as comemorações do centenário de criação da represa. 12 Considerações Finais Corroborando os critérios do ranking, os parques comparados são bastante parecidos. Assim como o parque Guarapiranga, a proximidade com uma grande reserva de mananciais é a grande característica do Parque Municipal de Maceió. Ambos se encontram em áreas ainda reservadas, considerando a dinâmica do crescimento das cidades. Desta forma, o Parque, em sua área original, deve ser projetado para receber pessoas principalmente aos finais de semana, ou em grupos e excursões. Apesar de ser utilizado, em geral, em organizações privadas, entende-se que o benchmarking, se bem utilizado pelo Parque Municipal de Maceió, pode contribuir para a implementação de boas práticas de gestão. Conforme observado na elaboração deste trabalho, a administração do Parque Municipal de Maceió carece de uma cultura gerencial que auxilie nos graves problemas existentes, principalmente os relativos à pressão exercida pelo crescimento urbano desordenado, à falta de investimentos governamentais e ao descaso inclusive da população local. Limitações e Perspectivas da Pesquisa Este artigo é limitado pelo seu próprio objetivo. Apesar de identificar o parque paulistano que mais poderá colaborar no desenvolvimento do Parque Municipal de Maceió, ainda é necessário o estabelecimento de critérios e ações que visem à efetividade da adoção do benchmarking. Desta forma, será objeto de novos estudos a efetivação do benchmarking, por meio da estruturação do processo de comparação entre os parques (conforme evidencia CAMP, 1998) e da análise de seus efeitos na melhoria do gerenciamento do Parque de Maceió. Referências ASSIS, J. A. Uma Proposta de Unidades de Conservação para o Estado de Alagoas. Tese de Doutorado. Universidade Estadual Paulista “Julio de Mesquita Filho” – UNESP, Campus Rio Claro. Rio Claro: UNESP, 1998. CAMP, R. Benchmarking: o caminho da qualidade total. São Paulo: Pioneira, 1998. LIMA, M. J. et al. Unidades de Conservação da Natureza (UCN): Identificação e Mensuração das características geoambientais em Maceió e área de influência. In: I Simpósio Regional de Geoprocessamento e Sensoriamento Remoto. Aracaju, 2002. Anais... Versão eletrônica disponível no endereço eletrônico <http://www.cpatc.embrapa.br/labgeo/srgsr1/pdfs/poster16.PDF>. Último acesso em 26 de janeiro de 2008. LEIBFRIED, K. H. J. e McNAIR, C. J. Benchmarking: uma ferramenta para a melhoria contínua. Rio de Janeiro: Campus, 1994. MENEZES, A. F. A Reserva da Biosfera da Mata Atlântica no Estado de Alagoas. São Paulo: Conselho Nacional da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, 2004. Versão eletrônica disponível no endereço eletrônico <http://www.rbma.org.br/rbma/pdf/Caderno_29.pdf>. 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