A Gestão de Parques em Áreas Metropolitanas: a Busca de um Referencial
para o Parque Municipal de Maceió
Autoria: Agripino Celso Guerreiro Barbosa Filho, Durval Lucas Santos Junior
Resumo
O crescimento desordenado das áreas urbanas e a falta de políticas públicas eficazes para a
conservação das áreas verdes remanescentes são elementos que contribuem para a diminuição
de espaços verdes em cada vez mais cidades no Brasil. Em meio a estas dificuldades e com
vários problemas gerenciais os parques aparecem como instrumentos importantes na
manutenção de tais áreas. Desta forma, o presente trabalho tem como objetivo contribuir, em
termos de método, com a aplicação da teoria do benchmarking na busca por referenciais que
auxiliem na gestão do Parque Municipal de Maceió. Para tanto, foi analisada a realidade do
Parque Municipal, bem como levantada as características dos parques da cidade de São Paulo,
de forma a se construir um ranking que deu suporte para a escolha do benchmark. A definição
do parque foi baseada na construção de critérios que tornaram o processo de escolha mais
objetivo. Como resultados podem-se indicar a própria criação dos critérios de comparação
entre os parques para definição do parque paulistano, o levantamento de fatores críticos na
gestão e os projetos existentes no Parque Municipal, e a definição do Parque Guarapiranga
como o mais semelhante. Conclui-se que a utilização do benchmarking possui grande
potencial para melhorar a gestão do Parque Municipal e mitigar as deficiências encontradas
no mesmo.
Introdução
A dinâmica ambiental da maioria das grandes cidades brasileiras vem se direcionando cada
vez mais para a expansão do cinza e a extinção do verde, conseqüência do crescimento
desordenado das áreas urbanas e da falta de políticas públicas eficazes para a conservação das
áreas verdes remanescentes.
Apesar dessa diminuição do verde na paisagem como um todo, é comum encontrar os
“bolsões verdes” espalhados em algumas regiões das cidades, seja em áreas originais ainda
preservadas, seja em áreas criadas com a finalidade de “amenizar” o concreto e criar um
espaço bucólico em meio à urbe.
Pode-se citar a cidade de São Paulo como exemplo do convívio, de certa forma harmonioso,
entre o cinza e o verde. São mais de 15,5 milhões de metros quadrados, cerca de 20% do
território da capital, dedicados aos 32 parques atualmente em funcionamento. Administradas
pela Secretaria Municipal do Verde e do Meio-Ambiente, todas as áreas são dotadas de uma
infra-estrutura básica de lazer e entretenimento, que propicia à população uma alternativa ao
ritmo frenético da metrópole.
Em Maceió, não contrastando da dinâmica urbana nacional, cada vez mais áreas então
desabitadas e tomadas de verde vêm sendo suprimidas, tanto para a melhoria da infraestrutura da cidade – que já possui, em sua região metropolitana, cerca de 1,1 milhões de
habitantes – como para a especulação imobiliária. Diante deste cenário, faz-se necessário que
políticas de conservação ambiental sejam rapidamente delineadas e transformadas em ações
efetivas, sob pena de irreparável dano ao patrimônio natural ainda existente. Apesar da
existência de marcos legais que regulamentam aspectos importantes para a efetivação das
áreas de preservação ambiental, estas enfrentam problemas tais como o desmatamento, a
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diminuição de seus limites e a poluição dos recursos hídricos existentes em suas
proximidades.
É nesse contexto que se encontram inseridos os parques municipais: objetos recorrentes das
políticas e ações de conservação ambiental que colaboram para a manutenção do verde em
meio ao ambiente complexo das cidades. Complexidade essa que implica não somente na
criação, mas também na gestão eficiente e eficaz dos recursos alocados para este fim.
Baixos custos operacionais e alto retorno social e ambiental são apenas algumas das variáveis
que podem ser relacionadas quando se trata de um parque. Desta forma, pode-se inferir a
necessidade premente de boas práticas administrativas também na gestão dos recursos
ambientais. Mas como reconhecer uma boa prática? A resposta pode ser conseguida com a
utilização de uma técnica bem conhecida no campo da administração: o benchmarking.
Considerando esses aspectos, o presente trabalho tem como objetivo contribuir, em termos de
método, com a aplicação da teoria do benchmarking na busca por referenciais que auxiliem na
gestão de parques em Maceió. Para tanto, analisa a realidade de seu Parque Municipal, bem
como levanta as características dos parques da cidade de São Paulo, de forma a se construir
um ranking que dará suporte no processo de tomada de decisão sobre qual parque utilizar
como benchmark. Ressalta-se a escolha da cidade de São Paulo por apresentar, resguardados
os problemas que toda a grande metrópole possui, boas práticas administrativas na
implementação da gestão de parques.
A necessidade do estabelecimento deste ranking baseia-se na tentativa de se buscar como
referencial o parque paulistano que possua características físicas mais semelhantes ao Parque
Municipal de Maceió e melhores condições de gerenciamento, o que pode ser visto como uma
tentativa de utilização da teoria do benchmarking no contexto da gestão ambiental. Também
pode ser citada como elemento de análise a especificidade do contexto pesquisado: apesar de
tanto uma empresa quanto um parque necessitarem de boas ferramentas de gestão, este possui
ativos que nem de perto se assemelham aos de uma empresa (como a fauna e a flora), criando,
por este motivo, um ambiente complexo e totalmente distinto.
Gestão e Política Ambiental no Brasil
A gestão ambiental no Brasil só tomou corpo institucional com a criação da Secretaria
Especial do Meio ambiente, em 1973, pelo Governo Federal. A lei 6.938/1981, que
institucionalizou a Política Nacional do Meio Ambiente, buscou então reunir sob um arranjo
administrativo as problemáticas existentes em diversos âmbitos (nacional, regional e local),
culminando com o surgimento do Sistema Nacional de meio Ambiente – SISNAMA.
A criação do SISNAMA visava articular e descentralizar as ações de planejamento e
operacionalização necessárias para solucionar os problemas relativos à questão ambiental.
Sistema composto, basicamente, de duas esferas: uma para a formulação da Política nacional
de Meio Ambiente e articulação interinstitucional, e outra para a execução de ações para a
conservação do meio ambiente e melhoria da qualidade ambiental (Ministério do Meio
Ambiente, 2001). Da primeira esfera, fazem parte o Conselho Nacional do Meio Ambiente
(CONAMA) e o Ministério do Meio Ambiente, sendo este criado em 1992; da segunda, o
Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), criado
em 1988, órgãos setoriais da administração pública federal e órgãos estaduais e municipais de
meio ambiente.
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Dentro deste contexto, a Constituição Federal de 1988 salienta que é obrigação da União,
Estados, Distrito Federal e Municípios proteger o meio ambiente e combater a poluição em
qualquer de suas formas, além de preservar as florestas, a fauna e a flora. Enuncia também
que todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do
povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o
dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações, o que implica dizer que
a noção de sustentabilidade é fundamental para garantir equilíbrio ambiental em um contexto
de reflexão sobre a atuação do homem na natureza.
É possível perceber, pelo menos em termos de legislação, o quanto de importância é dado ao
meio ambiente. Com a atual evidencia das questões concernentes às mudanças climáticas, a
conservação ambiental passa a ser um dos grandes pontos de discussão a nível global. A
pressão de diversos atores sobre a gestão ambiental do governo e das empresas cresce com o
passar do tempo, o que implica no aumento da complexidade em lidar com esta problemática.
Isto é particularmente relevante quando se enfatiza que o homem interfere sobre o meio
ambiente construindo e reordenando os espaços físicos de acordo com o seu interesse. Estas
modificações alteram o equilíbrio de uma natureza que não é estática, mas que apresenta um
dinamismo harmonioso (ROSS, 1990).
Desta forma, o meio ambiente vem sofrendo alterações que em muitos casos geraram
conseqüências negativas à humanidade. A partir da consciência de que as modificações
implementadas na natureza, em sua maioria, contribuíram para aumentar os prejuízos na
mesma e, por conseqüência, aumenta os riscos de grandes catástrofes para a própria
sociedade, começa a fortalecer-se a idéia de preservar o meio onde se vive. No entanto, a idéia
prevalecente de que os recursos naturais são inesgotáveis, age como uma das barreiras para a
adoção de medidas mais efetivas para a preservação da natureza (SILVA E ZAIDAN, 2004).
Nesta linha, é imperativo comentar a promulgação da lei 9.985/2000, que institui o Sistema
Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC) como um mecanismo que
fortalece as ações de preservação do meio ambiente. Tal lei estabelece ainda critérios e
normas para a criação, implantação e gestão de unidades de conservação.
Entre os objetivos do SNUC, podem ser destacados por explicitamente ter relação com o
presente trabalho:
9 Promover a utilização dos princípios e práticas de conservação da natureza no
processo de desenvolvimento;
9 Proteger paisagens naturais e pouco alteradas de notável beleza cênica;
9 Proporcionar meios e incentivos para atividades de pesquisa científica, estudos e
monitoramento ambiental; e
9 Favorecer condições e promover a educação e interpretação ambiental, a recreação em
contato com a natureza e o turismo ecológico.
Apesar de diversos avanços conseguidos em termos de gestão ambiental no Brasil, existem
algumas barreiras que precisam ser ultrapassadas para que se possa alcançar uma situação
mais satisfatória. Entre estas barreiras, pode-se citar a impossibilidade de um número
significativo de unidades de conservação sair do papel, mesmo estando em operação, por falta
de estrutura administrativa e institucional, bem como a falta de recursos financeiros e
orçamentários que inviabilizam a sua operação diária.
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Acredita-se que uma das formas para minimizar a existência de tais dificuldades seja a busca
por boas práticas de gestão e a definição de referenciais que se tornem parâmetros a serem
alcançados por gestores com dificuldades. Desta forma, a utilização do benchmarking poderá
oportunizar melhorias para a gestão ambiental e contribuir para aumentar a capacidade
gerencial dos diversos parques brasileiros.
Em Busca do Benchmarking
A complexidade que envolve a gestão, em seus diversos níveis hierárquicos e setores
econômicos, tem exigido dos dirigentes das organizações maior empenho em relação à
melhoria de suas operações. Neste contexto, a organização que se mantém letárgica e não
acompanha as melhores práticas tende a enfrentar problemas gerenciais advindos das
transformações sociais e, entre as quais, a forma de se relacionar com essa sociedade.
Na busca de melhor adequação a tais transformações, muitas organizações se valem de
processos e técnicas gerenciais com vistas a implementar uma cultura de melhoria contínua e
de busca por padrões aceitáveis de suas operações. Dentre estas técnicas gerenciais, podemos
citar o benchmarking.
Esta técnica ganhou visibilidade após a constatação de que os métodos tradicionais de fixação
de metas das empresas americanas falharam e as tornaram suscetíveis à concorrência com as
empresas japonesas. Isto ocorreu porque as empresas japonesas reconheceram a necessidade
de descobrir novos métodos, processos e práticas e, sobretudo, integrá-los para prover uma
vantagem frente aos seus concorrentes (CAMP, 1998).
Deste modo, em 1979, é retratado o seu surgimento nos Estados Unidos, sendo a Xerox
Corporation a pioneira em sua utilização (FERREIRA, REIS e PEREIRA, 1997). Nesta
empresa, o processo iniciou em suas operações manufatureiras, com o intuito de examinar
seus custos unitários de fabricação. Para tanto, compararam-se as capacidades e características
operacionais de copiadoras concorrentes, a partir do desmonte dos componentes mecânicos
para análise (CAMP, 1998). Tais análises revelaram que os concorrentes estavam vendendo
máquinas a um preço igual ao que custava à Xerox produzi-las. Com tais resultados, a
empresa decidiu por constituir uma joint venture com a japonesa Fuji e adotar como estratégia
mundial para a empresa o comprometimento com a qualidade total.
Assim, pode-se conceituar benchmarking como um “processo contínuo de medir produtos,
serviços ou processos com relação aos concorrentes mais fortes ou aos líderes internacionais
reconhecidos do setor” (ZAIRI e LEONARD, 1995:45). Esta definição é reconhecida como a
definição formal e a partir dela são extraídas algumas considerações, no que segue:
A primeira relaciona-se ao fato de que, sendo um processo contínuo, deve ser perpetuado ao
longo da história da organização e não ser tratado como um fato isolado e pontual. A segunda
diz respeito à questão da medição, ou seja, é necessário quantificar as diferenças existentes
entre a empresa que está adotando o benchmarking e as suas concorrentes. A terceira
corresponde ao fato de que pode ser aplicado a todas as facetas de uma empresa (seus
serviços, produtos e processos). E, por fim, a de que tal processo não deve visar somente os
concorrentes diretos dos produtos de uma empresa, mas também empresas de outros setores
que sejam reconhecidas como líderes.
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Pode-se, ainda, indicar uma definição operacional que evidencia o benchmarking como “a
busca das melhores práticas na indústria que conduzem ao desempenho superior” (CAMP,
1998). Nesta conceituação, o foco está na prática, que deve ser bem conhecida para que a
constatação da efetividade do desempenho superior ocorra sem distorções.
Através de processos de benchmarking é possível identificar oportunidades de melhoria sejam
elas relativas à condução de atividades operacionais (como a produção de um bem), como
também no que se refere aos processos decisórios. Para LEIBFRIED e McNAIR (1994), tratase de um instrumento gerencial de mudança. Ele identifica lacunas no desempenho e
oportunidades de aperfeiçoamento, além de transformar a percepção sobre métodos de
trabalho antigos.
Outra vantagem na adoção de processos de benchmarking relaciona-se à prioridade dada a
determinados projetos, principalmente em contextos onde recursos são escassos. Para
LEIBFRIED e McNAIR (1994), ao utilizar referências externas, a decisão relativa a que
projeto deve ser priorizado torna-se mais objetiva. Isto ocorre porque, antes de realizar as
comparações externas, a organização precisa começar compreendendo a si mesma. Desta
forma, o benchmarking é uma comparação das práticas existentes na organização com aquelas
usadas externamente, com o intuito de criar medidas de excelência (idem).
Para CAMP (1998) os passos filosóficos básicos do benchmarking são fundamentais para o
sucesso, sendo estes:
a) Conheça sua operação (avaliação das forças e fraquezas da operação interna);
b) Conheça os líderes da indústria ou concorrentes (avaliação das forças e fraquezas do
concorrente);
c) Incorpore o melhor (prospecção de boas práticas para adotá-las internamente, com
modificações ou não);
d) Conquiste superioridade (correção de fraquezas e incorporação do melhor do melhor).
É importante, ainda, apontar que o objetivo primordial do benchmarking é gerar ação. Deste
modo, é utilizado para focar a organização em oportunidades de melhoria técnicas e
gerenciais. As mudanças empreendidas são realizadas cuidadosamente usando informações
objetivas e com base externa, que apontam fraquezas e sugerem soluções. Para tanto, é
preciso entender o benchmarking como um processo de aperfeiçoamento que é: dotado de
propósito, externamente focalizado, baseado em medidas, intensivo em informações, objetivo
e gerador de ações (ibidem).
CAMP (1998) corrobora com esta afirmação ao mostrar o processo de aplicação desta
ferramenta. Para o autor são cinco as fases, sendo estas: Planejamento, Análise, Integração,
Ação e Maturidade.
Na fase de “Planejamento” a preocupação esta voltada para: o que será comparado; com quem
será realizada a comparação; e como serão coletados os dados. Além de ser obtidas métricas
que norteiam o processo de comparação é preciso compreender que este processo investiga e
documenta as melhores práticas da indústria.
A fase de “Análise” envolve a compreensão das práticas correntes nos seus processos, bem
como dos parceiros. Aquilo que se deseja é uma compreensão do desempenho interno, a partir
do qual se possa avaliar as forças e fraquezas. Dimensionar a lacuna de desempenho e prover
uma base objetiva sobre qual agir serão os resultados desta fase.
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Com a “Integração” fixam-se as metas operacionais das mudanças. Nela planeja-se a
incorporação das novas práticas à operação e que as descobertas se integrem aos processos
formais de planejamento. É ainda necessário que as descobertas do benchmarking sejam
comunicadas a todos os níveis organizacionais para que haja apoio, comprometimento e senso
de propriedade. Convertem-se as descobertas do benchmarking em declarações de princípios
operacionais que pautarão as mudanças.
Na fase de “Ação” os passos dados na fase de “Integração” devem ser convertidos em ação
propriamente dita. Desta forma, os planos de mudanças contam com marcos para atualização
dos próprios pontos de referência, dado que as práticas externas estão em constantes
mudanças. Comunicar os avanços em relação aos pontos de referência também pautam a
condução desta fase.
Na “Maturidade” alcançam-se as melhores práticas. Neste momento, as melhores práticas da
indústria estão incorporadas a todos os processos da empresa. A empresa também alcança
superioridade quando a utilização desta ferramenta ocorre permanentemente, além de ser
essencial para o processo gerencial. Cabe ressaltar que a partir do momento que o foco sobre
as práticas externas passa a ser uma responsabilidade de toda a organização é que o
benchmarking atinge seus objetivos de assegurar a superioridade através da incorporação das
melhores práticas da indústria.
A figura 1 mostra o encadeamento dos passos do processo de benchmarking:
1. IDENTIFICAR O QUE MARCAR PARA REFERÊNCIA
PLANEJAMENTO
2. IDENTIFICAR EMPRESAS COMPARATIVAS
3. DETERMINAR MÉTODO DE COLETA DE DADOS E EFETUAR A COLETA
4. DETERMINAR A "LACUNA" CORRENTE DE DESEMPENHO
ANÁLISE
5. PROJETAR FUTUROS NÍVEIS DE DESEMPENHO
6. COMUNICAR DESCOBERTAS DE MARCOS DE REFERÊNCIA OBTER ACEITAÇÃO
INTEGRAÇÃO
7. ESTABELCER METAS FUNCIONAIS
8. DESENVOLVER PLANOS DE AÇÃO
AÇÃO
9. IMPLEMENTAR AÇÕES ESPECÍFICAS E MONITORAR PROGRESSOS
10. RECALIBRAR MARCOS DE REFERÊNCIAS
▪ POSIÇÃO DE LIDERANÇA ATINGIDA
MATURIDADE
▪ PRÁTICAS PLENAMENTE INTEGRADA AOS PROCESSOS
Figura 1 – Passos do processo de benchmarking
Fonte: CAMP, 1998, p. 16.
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Em relação a utilização do benchmarking, ZAIRI e LEONARD (1995) indicam diversas
aplicações desta ferramenta em setores como: utilidades, serviços financeiros, inovação,
recursos humanos, satisfação fornecedor-consumidor, marketing, educação, saúde, P&D,
meio ambiente, sistema de qualidade e setor público. No que diz respeito ao uso do
benchmarking como forma de analisar boas práticas relacionadas ao meio ambiente, os
autores concentram-se em indicar ações implementadas por grandes empresas para mitigar
seus efeitos sobre o ambiente, além de apresentar um modelo de sistema de gestão ambiental
(baseado na empresa British Telecom) que consideram como líder.
Vale ressaltar que a presente pesquisa tem como objeto de estudo um parque florestal,
instituição que se diferencia de uma empresa que visa lucro e, portanto, utiliza-se de práticas
de gestão com um foco diferenciado. Por este motivo, indica-se que o contexto do estudo ora
apresentado possui uma singularidade.
Procedimentos Metodológicos
A fim de atender ao objetivo central deste estudo, foram analisados os 32 parques
oficialmente criados e referenciados no “Mapa Verde” da Secretaria Municipal do Verde e do
Meio-Ambiente da cidade de São Paulo, relacionados no Quadro 1 abaixo:
Quadro 1: Parques Paulistanos Analisados
Zona Leste
Zona Norte
Zona Sul
Zona Oeste
Santa Amélia
Anhanguera
Luz
Centro
Independência
Chácara das Flores
Chico Mendes
Raul Seixas
Carmo
Piqueri
Lions Club Tucuruvi
Rodrigo de Gásperi
Jardim Felicidade
São Domingos
Cidade de Toronto
Vila Guilherme
Vila dos Remédios
Buenos Aires
Ten. Siqueira Campos
(Trianon)
Aclimação
Ibirapuera
Eucaliptos
Lina e Paulo Raia
Severo Gomes
Burle Marx
Santo Dias
Nabuco
Guarapiranga
Luís Carlos
Prestes
Raposo Tavares
Alfredo Volpi
Cemucam
Previdência
Fonte: Mapa Verde (SVMA, 2008)
Após a coleta de dados sobre as características principais do Parque, foram estabelecidas as
variáveis e os valores de controle para a comparação com os parques municipais paulistanos.
Considerando a necessidade descrita por CAMP (1998) de uma identificação dos potenciais
internos antes das projeções baseadas nas práticas de outras organizações, a organização dos
critérios do ranking levou em consideração essas duas vertentes: de um lado, a identificação
dos parques que mais se assemelham ao Parque Municipal de Maceió, por meio da
observação das características físicas e ambientais inerentes; de outro, aqueles que possuem
aspectos gerenciais considerados ideais, observados os projetos e perspectivas já
vislumbrados pela administração do Parque.
Determinadas as variáveis, foram estabelecidos os métodos de cálculo para a geração do
ranking entre os parques paulistanos (conforme detalhado no Quadro 2 abaixo). Os pesos
foram distribuídos de forma a se obter maior influência dos elementos considerados como
base do referencial (critérios ‘D’ e ‘E’ – 55%), em relação ao diagnóstico dos parques em si
(critérios ‘A’, ‘B’ e ‘C’ – 45%). Assim, de acordo com a proposta, dentro de uma escala entre
0 e 100 pontos, o mais bem colocado foi considerado o mais semelhante ao Parque, e teve
suas características detalhadas em seção própria, a seguir.
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Além disso, foram entrevistados os responsáveis pela gestão do Parque em Maceió
(presencial) e do parque paulistano (via telefone) considerado o modelo de referência. Estas
entrevistas tiveram como objetivo principal descrever as características de ambos, conhecer os
projetos mais importantes e as perspectivas para o Parque de Maceió, bem como as
particularidades do “parque-modelo”.
Variável
Quadro 2: Critérios para Elaboração do Ranking
Descrição
Método de Cálculo
Peso
A = 100 - |D|
Grau de Semelhança entre
as Áreas
(A)
Parte-se do pressuposto de que, quanto mais
semelhantes as áreas em tamanho absoluto,
mais parecidos serão os parques.
Existência de Mata Nativa
(B)
Existência de Fauna
(C)
A existência de mata nativa representa uma
característica comum com o Parque.
A existência de fauna representa uma
característica comum com o Parque.
Infra-estrutura Instalada
(D)
Item analisado à parte do Parque, a partir da
comparação entre a infra-estrutura instalada
em cada parque. Quanto mais infraestrutura, mais positiva a referência.
Grau de Semelhança de
Projetos
(E)
Considerando a perspectiva de estruturação
do Parque, mais parecido será o parque
analisado que já possuir o maior número de
projetos executados.
sendo
D = 1 - (P/C)
onde:
D = diferença entre as áreas
P = área do Parque Municipal de Maceió
C = área do parque em comparação
A presença confere 100 pontos ao parque
0,20
0,10
A presença de aves confere 50 pontos ao
parque; a de outros animais de maior porte,
mais 50 pontos
Sendo 14 os itens identificados como
características infra-estruturais, o cálculo
estruturou-se da seguinte forma:
D = (n x 100) / 14
onde:
n = número de itens encontrados no parque
Sendo 12 os itens identificados como
projetos potenciais para o Parque, o cálculo
estruturou-se da seguinte forma:
E = (n x 100) / 12
onde:
n = número de itens encontrados no parque
0,15
0,25
0,30
Fonte: Os Autores
O Parque Municipal de Maceió
Particularmente no tocante aos parques municipais, há pouca informação disponível. Em
consulta ao sítio do Ministério do Meio-Ambiente na Internet, o conteúdo disponível sobre o
Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) faz referência apenas às Unidades de
Conservação de responsabilidade da União e dos Estados ou áreas privadas. Não só o SNUC
não distingue nem cataloga as áreas de competência dos municípios, como são poucos os que
realmente possuem parques instalados e estruturados e mantêm bancos de dados eficientes e
acessíveis sobre suas Unidades de Conservação.
Considerando que o Parque Municipal de Maceió é a única área do gênero na cidade, pouco
se tem escrito a seu respeito. Nas publicações encontradas, fala-se principalmente sobre seu
aspecto físico e ambiental, mas também há referências à participação da comunidade
científica bem como sugestões de melhoria em sua infra-estrutura.
No que diz respeito aos aspectos físicos, o Parque encontra-se localizado no bairro de
Bebedouro (um dos primeiros eixos de povoação da cidade de Maceió), numa área de 820 mil
metros quadrados, contígua à Área de Preservação Permanente (APP) do IBAMA e cercada
de mananciais. Além dos cursos d’água que cortam o Parque, a proximidade com a Lagoa
Mundaú é uma característica peculiar desta área, influenciando na fauna e na flora:
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“A exposição [aos ventos] é garantida porque o vale se constitui num canal
de recepção dos referidos ventos carregados de umidade, uma vez que a sua
desembocadura, na margem esquerda da lagoa Mundaú, fica defronte para o
mar.” (ASSIS, 1998)
A vegetação encontrada no Parque é predominantemente de floresta, apesar de ASSIS duvidar
da originalidade da vegetação, ao dizer que a mata é “considerada secundária, já que é
resultante de uma fase posterior aos desmatamentos iniciais para a implantação dos extintos
engenhos de açúcar e seus respectivos canaviais” (idem). Entrementes, o Parque, junto à APP
do IBAMA, se constitui no mais vasto contínuo de vegetação preservada da cidade, motivo
pelo qual tem merecido a atenção da comunidade científica, devido a ainda faltar catalogação
de espécies animais e vegetais.
A partir da entrevista realizada com a administração do Parque, ligada à Secretaria Municipal
de Proteção ao Meio-Ambiente, foram levantados os principais elementos que influenciam na
viabilização do Parque como equipamento de lazer e entretenimento:
9 Infra-estrutura: A iluminação precária (ou até inexistente) obriga que o Parque feche
as portas às 17h. Além disso, não há pavimentação nem estrutura para descanso
(assentos, por exemplo) na estrada principal, nem nas trilhas complementares,
inviabilizando o trânsito de idosos, deficientes físicos e pessoas com dificuldades de
locomoção. Há apenas uma bateria de banheiros localizada no final do Parque, e as
áreas de estar (como os espaços para prática de atividades físicas) não possuem
estrutura de permanência.
9 Segurança: A convivência com a vizinhança é dificultada, entre outros fatores, pela
proximidade a bolsões de pobreza e a áreas dominadas por organizações criminosas.
Os vizinhos consideram o Parque o “quintal de casa”, utilizando-o principalmente para
coleta de lenha e área de plantio. Além disso, o Parque não possui uma área delimitada
de fato (com o uso de cercas, por exemplo), o que compromete a segurança dos
freqüentadores e a própria integridade de seu perímetro. A segurança do patrimônio
físico, natural e das pessoas é responsabilidade da Guarda Municipal, que não dispõe o
contingente adequado para atender às necessidades de segurança do lugar;
9 Serviços: Não existem serviços básicos como quiosques com água, bebidas e lanches,
por exemplo. Evidenciada a necessidade de maior fluxo de pessoas para compensar
um investimento privado, a administração do Parque não cogitou a existência de
projetos nesse sentido.
O Parque, no que diz respeito aos aspectos administrativos, é um apêndice da Secretaria de
Proteção ao Meio-Ambiente. Isso fica evidenciado com o fato de não existir um orçamento
próprio para a gestão do Parque, ficando a manutenção deste vinculada e dependente da
Secretaria. Não existe pessoal qualificado em número suficiente com dedicação exclusiva ao
Parque, ficando o trabalho dividido entre o expediente da Secretaria e a rotina do Parque.
Sobre os projetos previstos para o Parque, cita-se:
9 A estruturação das trilhas e caminhos;
9 O cercamento e o controle de acesso;
9 A estruturação de um orquidário / bromeliário / borboletário;
9 O reflorestamento de áreas degradadas com plantas nativas e exóticas e
9 O intercâmbio de espécies com outros parques, especialmente no estado da Paraíba,
onde o contato já está estabelecido.
9
Além de todas essas potencialidades, ASSIS (1998) destaca a “criação de um zoológico, como
suprimento dessa lacuna no estado de Alagoas, especialmente para a sua capital”.
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O Ranking
A importância da realização do ranking com critérios quantitativos previamente estabelecidos
ficou evidenciada quando da obtenção dos resultados, que ratificaram a diversidade de
características dos parques paulistanos. Sem critérios objetivos, o risco de uma escolha
equivocada seria bastante grande. Na Tabela 1 abaixo, são apresentados os resultados da
análise, bem como aquele que foi apontado como “parque-modelo”.
Tabela 1: Resultados do Ranking
Parque Analisado
Posição no
Ranking
(A)
Guarapiranga
Piqueri
Cemucam
Cidade de Toronto
Ibirapuera
Luz
Independência
Alfredo Volpi
Chico Mendes
Carmo
Burle Marx
Raposo Tavares
Vila dos Remédios
Santo Dias
Ten. Siqueira Campos (Trianon)
São Domingos
Anhanguera
Aclimação
Luís Carlos Prestes
Chácara das Flores
Severo Gomes
Jardim Felicidade
Vila Guilherme
Raul Seixas
Lina e Paulo Raia
Lions Club Tucuruvi
Santa Amélia
Nabuco
Buenos Aires
Previdência
Eucaliptos
Rodrigo de Gásperi
1ª
2ª
3ª
4ª
5ª
6ª
7ª
8ª
9ª
10ª
11ª
12ª
13ª
14ª
15ª
16ª
17ª
18ª
19ª
20ª
21ª
22ª
23ª
24ª
25ª
26ª
27ª
28ª
29ª
30ª
31ª
32ª
19,13
18,51
19,87
18,70
19,90
18,75
19,18
19,05
17,54
19,91
19,01
19,36
18,71
18,98
16,78
18,15
19,82
18,74
14,15
16,27
15,50
14,51
17,55
15,23
9,27
13,28
15,38
14,96
13,64
18,41
9,58
15,99
Pontuação Obtida
(B)
(C)
(D)
(E)
10,00
10,00
10,00
10,00
0,00
10,00
10,00
10,00
10,00
10,00
10,00
0,00
10,00
10,00
10,00
10,00
10,00
0,00
10,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
10,00
0,00
0,00
10,00
0,00
0,00
10,00
0,00
15,00
15,00
15,00
15,00
15,00
15,00
15,00
15,00
15,00
7,50
15,00
15,00
15,00
7,50
15,00
7,50
0,00
15,00
7,50
15,00
15,00
7,50
7,50
7,50
7,50
15,00
7,50
0,00
7,50
7,50
7,50
0,00
17,86
17,86
16,07
16,07
19,64
12,50
14,29
12,50
16,07
16,07
8,93
17,86
10,71
14,29
10,71
14,29
14,29
12,50
10,71
12,50
10,71
14,29
10,71
12,50
10,71
10,71
12,50
8,93
10,71
5,36
5,36
10,71
22,50
22,50
22,50
20,00
22,50
20,00
17,50
17,50
15,00
17,50
17,50
17,50
15,00
15,00
12,50
15,00
20,00
15,00
15,00
12,50
15,00
17,50
17,50
15,00
12,50
10,00
12,50
10,00
10,00
10,00
5,00
10,00
Total
84,49
83,87
83,44
79,77
77,04
76,25
75,97
74,05
73,61
70,98
70,44
69,72
69,42
65,77
64,99
64,94
64,11
61,24
57,36
56,27
56,21
53,80
53,26
50,23
49,98
48,99
47,88
43,89
41,85
41,27
37,44
36,70
O “Parque-Modelo”
O Parque Guarapiranga (do tupi, lagoa vermelha), criado em 1974, situa-se junto à represa de
mesmo nome, na Zona Sul da capital paulista. Possui uma área de 152,6 mil m2. Consta, no
trecho a seguir, a descrição das características gerais do parque, segundo o Mapa Verde de
São Paulo:
“Seu projeto foi elaborado pelo escritório Burle Marx e Cia. com a função
de proteger a produção hídrica, minimizando erosão e sedimentação. Seu
grande destaque é a bela vista da represa. A vegetação – composta por
eucaliptal e pequenos bosques de plantas da Mata Atlântida – forma
11
caminhos abrigados que descem até as margens da represa. Os peixes
atraem, de maio a julho, garças-brancas grandes, aves migratórias que
ocupam áreas do parque como dormitório. Na mata são avistados ainda
corujas, gaviões, sanhaços, sabiás, bem-te-vis, cambacicas, entre outras
espécies [entre elas cambacicas, lagartos, boipeva, gambás e diversas
espécies de peixes].” (SVMA, 2007)
A história do parque se confunde com a história da expansão da cidade, e sua importância é
automaticamente ligada à questão hídrica:
“A represa foi construída em 1908 (...) para promover a regularização da
vazão do Rio Tietê, pois a Light instalara uma Usina em Santana do
Parnaíba (a primeira hidrelétrica a abastecer a cidade) que dependia das
águas do rio. Hoje a represa contribui com 1/3 do fornecimento de água
para a Grande São Paulo.” (idem)
O Quadro 3 apresenta, de forma sucinta, a estrutura que o Parque Guarapiranga dispõe:
Quadro 3: Estrutura do Parque Guarapiranga
Acessibilidade
Atividades e Lazer
Flora
Estacionamento
Acesso a cadeirantes
Sanitários
Aparelhos de ginástica
Pista de cooper/caminhadas/trilhas
Ciclovia/Bicicletário
Playground
Quadra de campo
Quadra poliesportiva
Quiosque
Lagos
Bosque
Mata nativa
Fonte: SVMA
De acordo com as informações obtidas na entrevista, diversas ações de educação ambiental
são desenvolvidas no parque, principalmente junto às escolas públicas, por intermédio do
Núcleo Sul de Educação Ambiental da SVMA. Também ocorrem diversas atividades
culturais, iniciativas de entidades externas à Secretaria. Neste caso, porém, há a necessidade
de que as propostas estejam em conformidade com as normas do parque.
O maior fluxo de freqüentadores é percebido aos finais de semana, principalmente devido ao
acesso à represa, utilizada pela população como “praia de água doce”. Da mesma forma que o
Parque, em Maceió, o Guarapiranga possui um horário de funcionamento relativamente
reduzido, das 6h às 18h (considerando que parques mais centrais, como o Ibirapuera,
funcionam ate à meia-noite).
No que diz respeito às questões administrativas, toda a manutenção da infra-estrutura é
administrada diretamente pela SVMA, inclusive segurança (privada, contratada por meio de
concorrência pública). Apesar de não haver dotação orçamentária específica para o
Guarapiranga, os parques municipais de São Paulo são considerados um único centro de
custos. Desta forma, todos os contratos assinados para manutenção de infra-estrutura e
segurança, por exemplo, fazem parte do mesmo “pacote”.
Sobre novos projetos de infra-estrutura, destaca-se a urbanização da orla da represa, obra que
está sendo realizada pela Secretaria de Gestão Municipal em parceria com a SVMA, e que
marcará as comemorações do centenário de criação da represa.
12
Considerações Finais
Corroborando os critérios do ranking, os parques comparados são bastante parecidos. Assim
como o parque Guarapiranga, a proximidade com uma grande reserva de mananciais é a
grande característica do Parque Municipal de Maceió. Ambos se encontram em áreas ainda
reservadas, considerando a dinâmica do crescimento das cidades. Desta forma, o Parque, em
sua área original, deve ser projetado para receber pessoas principalmente aos finais de
semana, ou em grupos e excursões.
Apesar de ser utilizado, em geral, em organizações privadas, entende-se que o benchmarking,
se bem utilizado pelo Parque Municipal de Maceió, pode contribuir para a implementação de
boas práticas de gestão. Conforme observado na elaboração deste trabalho, a administração do
Parque Municipal de Maceió carece de uma cultura gerencial que auxilie nos graves
problemas existentes, principalmente os relativos à pressão exercida pelo crescimento urbano
desordenado, à falta de investimentos governamentais e ao descaso inclusive da população
local.
Limitações e Perspectivas da Pesquisa
Este artigo é limitado pelo seu próprio objetivo. Apesar de identificar o parque paulistano que
mais poderá colaborar no desenvolvimento do Parque Municipal de Maceió, ainda é
necessário o estabelecimento de critérios e ações que visem à efetividade da adoção do
benchmarking. Desta forma, será objeto de novos estudos a efetivação do benchmarking, por
meio da estruturação do processo de comparação entre os parques (conforme evidencia
CAMP, 1998) e da análise de seus efeitos na melhoria do gerenciamento do Parque de
Maceió.
Referências
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de Doutorado. Universidade Estadual Paulista “Julio de Mesquita Filho” – UNESP, Campus
Rio Claro. Rio Claro: UNESP, 1998.
CAMP, R. Benchmarking: o caminho da qualidade total. São Paulo: Pioneira, 1998.
LIMA, M. J. et al. Unidades de Conservação da Natureza (UCN): Identificação e
Mensuração das características geoambientais em Maceió e área de influência. In: I
Simpósio Regional de Geoprocessamento e Sensoriamento Remoto. Aracaju, 2002. Anais...
Versão
eletrônica
disponível
no
endereço
eletrônico
<http://www.cpatc.embrapa.br/labgeo/srgsr1/pdfs/poster16.PDF>. Último acesso em 26 de
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LEIBFRIED, K. H. J. e McNAIR, C. J. Benchmarking: uma ferramenta para a melhoria
contínua. Rio de Janeiro: Campus, 1994.
MENEZES, A. F. A Reserva da Biosfera da Mata Atlântica no Estado de Alagoas. São
Paulo: Conselho Nacional da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, 2004. Versão eletrônica
disponível no endereço eletrônico <http://www.rbma.org.br/rbma/pdf/Caderno_29.pdf>.
Último acesso em 26 de janeiro de 2008.
MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE. Gestão Ambiental no Brasil: compromisso com o
desenvolvimento sustentável. Brasília: Ministério do Meio Ambiente, 2001.
ROSS, J. Geomorfologia, Ambiente e Planejamento. São Paulo: Contexto, 1990.
SÃO PAULO, Prefeitura da Cidade de. Mapa Verde: Guia dos Parques Municipais de São
Paulo. São Paulo: Secretaria Municipal do Verde e do Meio-Ambiente, 2007. Disponível no
13
endereço eletrônico <http://ww2.prefeitura.sp.gov.br/mapa_verde/asp/home.asp>. Último
acesso em 26 de janeiro de 2008.
SILVA, J. X.; ZAIDAN, R. T. Geoprocessamento e Análise Ambiental: aplicações. Rio de
Janeiro: Bertrand Brasil, 2004.
ZAIRI, M.; LEONARD, P. Benchmarking Prático: o guia completo. São Paulo: Atlas,
1995.
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A Gestão de Parques em Áreas Metropolitanas: a Busca de um