Estudo comparativo de política industrial: as trajetórias do Brasil, Argentina, México, Coréia do Sul, EUA, Espanha e Alemanha*. (Relatório Síntese) Coordenação: Ignacio José Godinho Delgado – UFJF Colaboração: Carlos Eduardo Ferreira Fernandes, Diogo Pesquisadores: Ângelo Brigato Esther – UFJF de Carvalho Antunes Silva, Heitor de Andrade Carvalho Eduardo Salomão Condé – UFJF Loureiro, Maedison de Souza Helena da Motta Salles – UFJF Bolsistas: Breno Vieira de Freitas, Bruna Paiva Lenzi, Diogo Gomes de Campos, Fernando Marcus Nascimento Vianini, Priscila Musquim Alcântara, Rene Eberle Rocha, William Rezende Alves Ponte. Política Industrial Comparada - Volume V Variedades de Capitalismo e Política Industrial: Formas Institucionais e Inovação Tecnológica Ficha Catalográfica AGÊNCIA BRASILEIRA DE DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL. . – Brasília: Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial, 2008. 181p.: il.; graf.; tab. (Série Cadernos da indústria ABDI, v. X.) ISBN 978-85-64655-01-0 1- Capitalismo. 2- Política Industrial. 3- Indústria. I-Título. II- Centro de Gestão e Estudos Estratégicos.III-Série ABDI Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial Setor Bancário Norte Quadra 1 - Bloco B - Ed. CNC 70041-902 - Brasília - DF Tel.: (61) 3962-8700 www.abdi.com.br CDD 634.04 CGEE Centro de Gestão e Estudos Estratégicos Setor Comercial Norte Quadra 2 - Bloco A Ed. Corporate Financial Center - Sala 1102 70712-900 - Brasília - DF Tel.: (61) 3224 9600 www.cgee.org.br * Os autores são pesquisadores do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia – Políticas Públicas, Estratégias e Desenvolvimento (INCTPPED). Em boa medida este trabalho valeu-se das reflexões inauguradas pelo estudo Estratégias e Trajetórias: Respostas Nacionais aos Desafios do Desenvolvimento na Nova Ordem Mundial - O Caso Brasileiro em Perspectiva Comparada, que contou com apoio da FAPEMIG. As opiniões expressas neste relatório são de total responsabilidade dos autores e não refletem nescessariamente a opinião da ABDI Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial – ABDI Reginaldo Braga Arcuri Presidente Maria Luisa Campos Machado Leal Diretora Clayton Campanhola Diretor Carla Maria Naves Ferreira Gerente Rogério Dias de Araújo Coordenador Supervisão Maria Luisa Campos Machado Leal Equipe Técnica Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial – ABDI Rogério Dias de Araújo Fundação de Desenvolvimento de Pesquisa – Fundep Márcio Ziviani Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional – Cedeplar Mauro Borges Lemos ©2011 – Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial – ABDI Qualquer parte desta obra pode ser reproduzida, desde que citada a fonte Apresentação Ignacio Godinho Delgado Apresentação O texto que se segue corresponde ao Quinto Relatório de Pesquisa apresentado à ABDI no âmbito do Projeto Estudo comparativo de política industrial: as trajetórias do Brasil, Argentina, México, Coréia do Sul, EUA, Espanha e Alemanha, vinculado ao projeto Estudo sobre como as empresas brasileiras nos diferentes setores industriais acumulam conhecimento para realizar inovação tecnológica, coordenado por Mauro Borges Lemos do CEDEPLAR-UFMG. Desenvolvido entre dezembro de 2009 e janeiro de 2010, a elaboração deste Produto contou com a participação de pesquisadores e bolsistas da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e com o apoio da Faculdade de Economia e Administração, do Instituto de Ciências Humanas, dos Programas de Pós Graduação em História e em Ciências Sociais, do Laboratório em História Política e Social, vinculado ao Departamento de História, e do Centro de Pesquisas Sociais da UFJF. Importante, também, foi a colaboração do CEDEPLAR e da FUNDEP, da UFMG, além da participação da ABDI. Sumário Modelos Econômicos de Capitalismo.���������������������������� 4 Política Industrial, Estado e Empresariado������������������� 14 Política Industrial: Objetivos e Instrumentos���������������� 26 Política Industrial: Competitividade e Inovação em Setores Selecionados����������������������������������������������������� 41 Considerações Finais����������������������������������������������������� 58 Anexo 1 – Referências Utilizadas nos volumes I, II, III e IV������������������������������������������������������� 69 Anexo 2 – Tabelas Utilizadas nos Volumes I e III.���������� 89 Sumário Introdução.���������������������������������������������������������������������� 3 1. Introdução 1) Introdução O Volume 5 do Projeto Estudo comparativo de política industrial: as trajetórias do Brasil, Argentina, México, Coréia do Sul, EUA, Espanha e Alemanha consiste num resumo executivo dos relatórios produzidos ao longo da pesquisa, acompanhado de proposições “relativas à modelagem institucional favorável ao desenvolvimento da inovação tecnológica na indústria brasileira”, tal como previsto no Plano de Ações, submetido à ABDI em janeiro de 2009. Em tal Plano de Ações eram previstas quatro etapas na investigação das políticas industriais desenvolvidas nos EUA, Alemanha, Espanha, Coréia do Sul, Argentina, México e Brasil entre 1998 e 2008. Inicialmente, foi realizado o mapeamento dos diferentes “padrões de articulação entre as empresas e o ambiente nacional, conforme as indicações da literatura sobre as “ variedades de capitalismo”, consideradas as retificações previstas pelo projeto (Volume 1). Em seguida, procurou-se identificar os “Fóruns abrangentes de articulação entre empresariado e Estado em países selecionados” (Volume 2). A apresentação dos “Objetivos gerais contidos nos documentos de política industrial dos países selecionados, bem como os principais instrumentos apontados para seu alcance” era a finalidade da etapa seguinte da pesquisa (Volume 3). Por fim, a percepção dos principais “Instrumentos de política industrial, notadamente para apoio à inovação tecnológica, em setores selecionados nos países em análise” era o intento básico da última etapa da pesquisa (Volume 4). Os quatro relatórios mencionados estão disponíveis no site da ABDI na seção Cadernos da Indústria – Política Industrial Comparada. A delimitação prevista no projeto, 1998 a 2008, respondia ao objetivo de apurar as características da política industrial nos países selecionados após as crises da Coréia e do Brasil, ao final do século passado, quando perde força a percepção de que reformas orientadas para o mercado seriam condição suficiente para o desempenho positivo das economias nacionais. Ao mesmo tempo, ganham destaque percepções sobre a importância de se considerar as condições de governança, as políticas 15 Variedades de capitalismo e política industrial: Formas Institucionais e Inovação Tecnológica públicas e as particularidades nacionais para o alcance de resultados econômicos satisfatórios. Por seu turno, foram escolhidos países que, por diversas razões, podem favorecer a compreensão dos dilemas brasileiros. EUA e Alemanha têm sido tratados como configurações polares de ordenação do ambiente em que operam as empresas industriais. México e Argentina são, junto com o Brasil, as mais relevantes economias da América Latina. A Espanha, por seu turno, dispõe de uma estrutura industrial em diversos aspectos assemelhada à brasileira. A Coréia do Sul, por fim, representa uma trajetória bem sucedida de edificação, a partir de uma posição subalterna na economia mundial, de uma estrutura industrial dotada de elevada capacidade de inovação, decisiva à inserção competitiva das economias nacionais na ordem mundial. 16 As seções 2, 3, 4 e 5 representam resumos dos relatórios já apresentados à ABDI. Nas Considerações Finais efetua-se um balanço do resultado apurado e são apresentadas sugestões, ainda de caráter geral, sobre as políticas que, dado o ambiente institucional, tendem a ser mais efetivas para acentuar a disposição inovativa das empresas brasileiras, bem como proposições de mudanças em tal ambiente que poderiam favorecer o mesmo propósito. O texto que se segue não apresenta as referências contidas nos relatórios que resume, de modo a torná-lo mais leve. Estas podem ser identificadas nos relatórios parciais da pesquisa. De qualquer forma, o Anexo 1 apresenta a relação das fontes utilizadas em cada um dos relatórios parciais, correspondentes às seções deste Produto. No Anexo 2 são apresentadas as tabelas presentes nos volumes I e III. 2. Modelos Econômicos de Capitalismo 2) Modelos Econômicos de Capitalismo Políticas industriais buscam, fundamentalmente, criar estímulos ao investimento privado, seja por via da alteração dos preços relativos, a exemplo da concessão de subsídios e isenções, seja através da redução da incerteza quanto ao retorno de tais investimentos, como é o caso da política de compras governamentais ou da programação de investimentos públicos em áreas como a infraestrutura. Definida a política, espera-se que seja acompanhada de um conjunto articulado, ainda que descentralizado, de decisões de investimento capazes de provocar efeitos que atendam aos seus objetivos. As firmas, contudo, tomam suas decisões em ambientes institucionais diferenciados. Compreender as características de tais ambientes é fundamental, seja para ajustar a política, no sentido de torná-la mais efetiva, face às condições em que operam as empresas que dela serão objeto, seja para projetar reformas que alterem o próprio ambiente, quando têm características inibidoras das decisões de investimento desejadas. A identificação dos elementos centrais dos ambientes institucionais em que operam as empresas pode ser efetuada a partir da abordagem sobre as variedades de capitalismo, que focaliza, fundamentalmente, as firmas e os problemas de coordenação que enfrentam ao tomarem suas decisões de investimento. Em sua versão original, ela distingue cinco domínios interativos em que definições estratégicas dispõem de relevância para as empresas. A governança corporativa é apontada como a esfera em que as firmas resolvem os problemas de financiamento e os investidores buscam garantir o retorno de seus investimentos. Ela agrupa, pois, questões ligadas à relação entre acionistas e direção, à organização da autoridade no interior das firmas e às questões mais propriamente ligadas às finanças corporativas. Três domínios referem-se a diferentes esferas do mundo do trabalho, a saber, questões ligadas à qualificação da mão de obra, às relações industriais – barganha salarial e condições de 21 Variedades de capitalismo e política industrial: Formas Institucionais e Inovação Tecnológica trabalho, que remetem à relação das firmas com os sindicatos – e às relações com os empregados – que se referem aos dilemas associados à disciplina, e à possibilidade de se assegurar a confiança e colaboração dos trabalhadores no âmbito da empresa. Por fim, dilemas de coordenação aparecem também nas relações inter-firmas, associadas aos elos entre fornecedores e clientes. 22 A abordagem sobre as variedades de capitalismo identificou dois padrões polares de interação estratégica das empresas, num espectro em que formas mistas também podem aparecer. Mercado e coordenação são identificados como os mecanismos predominantes de interação estratégica das firmas em cada um destes dois tipos, constituídos por diferentes legados institucionais, regras formais e informais, organizações e padrões culturais que, no ambiente nacional, definem as condições em que se verificam o aprendizado, a confiança e o poder de sanção dos atores sociais. Os tipos apontados referem-se às economias de mercado liberais, em que prevalecem processos de coordenação guiados pelos mecanismos de mercado (os EUA são o paradigma), e as economias de mercado coordenado, em que prevalece a concertação entre os diferentes atores envolvidos (a Alemanha é o paradigma). Em cada um destes casos, desenvolvem-se vantagens institucionais comparativas, que estimulam o apego das empresas às formas de interação predominantes. Os diferentes domínios interativos apontados acima têm implicações sobre a performance das firmas e sobre as condições relativas à sua operação. O predomínio do financiamento bancário e de formas consociativas de governança pode favorecer investimentos em setores que exigem longa maturação. Inversamente, a prevalência do mercado de capitais e de mecanismos de governança em que a direção dispõe de grande autoridade tende a inclinar as 2) Modelos Econômicos de Capitalismo empresas para o curto prazo e para o investimento de rápido retorno. Relações industriais podem afetar os níveis salariais, de emprego e de inflação da economia como um todo, enquanto que a qualificação da mão de obra interfere na competitividade das empresas. Problemas de dano moral emergem mais facilmente na relação com os empregados, quando têm vigência contratos de trabalho precários, ao contrário de situações marcadas pela presença de contratos mais duradouros, que favorecem, também, maior participação dos empregados na gestão das firmas. Por fim, a colaboração interfirmas para transferência de tecnologia e projetos compartilhados de inovação são mais prováveis em situações nas quais a relação com fornecedores e clientes opera de forma concertada, sem guiar-se exclusivamente pelos sinais do mercado. No que se refere às atividades de inovação, a abordagem sobre as variedades de capitalismo sugere que as formas liberais favorecem a ocorrência mais acentuada de inovações radicais, ao passo que as formas coordenadas favorecem a ocorrência de inovações incrementais. As primeiras seriam mais afeitas aos fast-moving technology sectors, que envolvem design ligeiro e desenvolvimento rápido de produtos e processos, como a biotecnologia, semicondutores, software, vinculandose ainda à provisão de componentes para outros setores, como telecomunicações, defesa, dispositivos operacionais do sistema financeiro, defesa e lazer. A estratégia competitiva das firmas estaria relacionada à capacidade de correr riscos com novos produtos, além da implementação rápida. Além dos padrões de financiamento e de governança corporativa, tal estratégia é favorecida pelas relações entre as firmas e o mundo do trabalho, marcadas pelo predomínio do mercado e não da concertação que, embora não conduzam à cooperação para ações inovativas, estimulam a disposição de largar na frente na disputa de 23 Variedades de capitalismo e política industrial: Formas Institucionais e Inovação Tecnológica mercados, com produtos novos devidamente protegidos pelo segredo industrial, desenvolvidos por laboratórios em geral dissociados e protegidos do ambiente do chão da fábrica e da relação com outros atores, ou, ainda, por novas gerações de empresários. Novidade e preço são os elementos fundamentais da estratégia competitiva. 24 As inovações incrementais, por seu turno, estariam mais associadas à produção de bens de capital, como máquinas e equipamentos industriais, bens de consumo duráveis, artefatos e equipamentos de transporte. Neste caso, o que se busca é a introdução de inovações que aperfeiçoem a qualidade de uma linha de produção já estabelecida, de modo a garantir a lealdade do consumidor, além de assegurar a redução progressiva dos custos. A sugestão é que as formas de financiamento e os padrões de governança corporativa das formas coordenadas seriam mais afeitas a este esforço, uma vez que permeáveis às estratégias de longo prazo e à cooperação entre as firmas e outros atores relevantes, como institutos de pesquisa e universidades. Ademais, a relação das firmas com o mundo do trabalho, baseadas na cooperação contínua e na confiança recíproca, predispõem à busca permanente de aperfeiçoamento na produção, embora não favoreçam o segredo industrial. Há pouco espaço para o aparecimento continuado de novas gerações empresariais. Qualidade e lealdade do consumidor são os elementos chaves da estratégia competitiva. A abordagem sobre as variedades de capitalismo focaliza diferentes dimensões da ordem institucional e do sistema político como complementaridades institucionais, que se articulam aos domínios interativos apontados acima, reforçando-os. Assim, modelos políticos mais consociativos seriam tendencialmente afeitos às economias coordenadas, ao passo que nas formas liberais predominariam sistemas em que o poder de agenda e de decisão 2) Modelos Econômicos de Capitalismo do Executivo é mais acentuado. Do mesmo modo, sistemas de proteção social amplos e reduzidos conectam-se, respectivamente, às formas coordenadas e liberais. Por fim, as políticas públicas tendem a ser igualmente afetadas pelas características do ambiente institucional. Nesta medida, nas formas liberais o predomínio do mercado nos processos de coordenação tornaria as empresas mais sensíveis a incentivos propriamente financeiros, ao passo que, nas formas coordenadas a presença de associações vigorosas, capazes de assegurar a lealdade de seus membros para ações concertadas, favorece o desenvolvimento de disposições cooperativas por parte das empresas, sem que o impacto sobre os custos seja tomado como a variável mais importante. No limite, diversos instrumentos de política industrial e tecnológica são usados indiferentemente por todos os países, porém nas formas liberais os incentivos fiscais e subsídios tendem a dispor de maior relevância, ao passo que nas formas coordenadas é mais provável que prosperem programas de cooperação entre as empresas e destas com o Estado para o alcance de determinadas metas, sem a ocorrência de incentivos financeiros imediatos. Neste trabalho, a abordagem sobre as variedades de capitalismo opera, principalmente, como um instrumento heurístico para identificação das características de diferentes ambientes institucionais, sendo retificada e complementada em diferentes dimensões. Em primeiro lugar, são levados em conta outros mecanismos de coordenação, como as redes e hierarquias, além do mercado e coordenação. Em segundo lugar, as variedades de capitalismo não são tomadas como estruturas holísticas, em boa medida estáticas, mas sim como ambientes institucionais derivados de escolhas efetuadas em condições determinadas, que geram incentivos para o apego dos atores sociais à sua permanência, mas abertos à mudança, notadamente em situações de crise, a partir da orquestração de coalizões, que podem 25 Variedades de capitalismo e política industrial: Formas Institucionais e Inovação Tecnológica estabelecer novas configurações. Em terceiro lugar, o Estado é tomado como um domínio interativo de relevo para as firmas, seja pelo papel que exerce no enforcement das condições em que estas operam, seja pela importância das políticas levadas adiante por seus titulares e agências para as decisões empresariais, seja pelo peso que o gasto público tem na configuração da demanda. Finalmente, a inserção internacional é, também, considerada como domínio interativo decisivo na estratégia das firmas, que operam em ambientes econômicos nacionais mais ou menos abertos, mais ou menos protegidos, além de localizados em posições centrais, periféricas ou semi-periféricas da economia mundial, conforme a presença de atividades econômicas que encerram maior potencial inovativo. 26 Levando em consideração os elementos apontados como importantes para a identificação das diferentes configurações da economia capitalista, os EUA aparecem como um modelo marcado pelo predomínio do mercado de capitais no financiamento das empresas e com padrões de governança corporativa em que têm destaque o controle das gerências sobre a gestão, apesar das disposições legais de proteção dos acionistas, em especial os pequenos, no âmbito de um padrão pulverizado de propriedade acionária. As Relações industriais são caracterizadas por contratos precários e atomizados, com pequena participação dos sindicatos na maior parte dos casos, tendem a ser conflitivas, sendo acompanhados de reduzida participação das empresas nos esforços de qualificação, levadas a efeito pelos indivíduos no mercado ou pelo Estado, na educação genérica formal ou em áreas específicas, como o setor militar e aeroespacial. Em consonância com a natureza dos contratos, é reduzida a colaboração entre empresas e seus empregados para esforços de qualificação ou inovação. Esforços de cooperação entre as firmas têm alcance reduzido, prevalecendo mecanismos de coordenação através do A Alemanha exibe um padrão de financiamento da produção industrial em que, apesar de alterações importantes ocorridas nos últimos anos, é destacado o papel dos bancos, que dispõem, também, de participação elevada na propriedade das empresas. Tal característica favorece uma estrutura de propriedade concentrada e padrões de governança marcados pela articulação entre diferentes agentes envolvidos no processo produtivo. As relações industriais na Alemanha reforçam este padrão, dados os contratos de longa duração, negociados com sindicatos fortes e associações empresariais que desempenham papéis abrangentes, seja na barganha coletiva, seja em esforços de qualificação e inovação tecnológica. A prática da concertação estende-se à relação das empresas com seus funcionários, que participam de forma expressiva da gestão das firmas e de iniciativas para qualificação e inovação. Os elos entre os empresários e Estado, por seu turno, num cenário neo-corporativo, são mediados pelas associações em múltiplos canais de intermediação com o Estado. A Alemanha exibe uma economia aberta, com poucas restrições à importação, tecnologicamente dinâmica, embora sejam de pequena expressão os segmentos industriais ligados ao paradigma microeletrônico. 2) Modelos Econômicos de Capitalismo mercado. As relações entre empresários e Estado não dispõem, da mesma forma, de caráter concertado, realizando-se, num cenário pluralista, através da prática do lobby e da advocace, através dos quais as empresas buscam assegurar posições de força na definição das medidas regulatórias e na negociação de contratos com o Estado, cujos gastos têm papel decisivo na dinamização da economia e mesmo no desempenho das firmas no que se refere à inovação tecnológica. Os EUA são a economia hegemônica na ordem mundial, com presença expressiva no comércio global, embora o mercado interno seja o seu mais importante fator de dinamismo. 27 Variedades de capitalismo e política industrial: Formas Institucionais e Inovação Tecnológica 28 Na Espanha o autofinanciamento aparece com destaque nas opções das empresas, em consonância com uma estrutura de governança em que é relevante o controle familiar das firmas, marcada pela grande concentração da propriedade. A flexibilização crescente dos contratos de trabalho nas relações industriais tem reduzido o peso dos sindicatos, inibindo disposições de colaboração entre as firmas e seus empregados, além de deixar pouco espaço para ações coordenadas de qualificação e inovação, apesar do crescimento das iniciativas de cooperação entre as firmas - cujo foco não tem sido, contudo, voltado para aqueles intentos –, bem como dos programas públicos de qualificação. Os elos entre empresas e Estado na Espanha seguem um padrão corporativo marcado pela forte influência de vínculos familiares entre elites políticas e burocráticas e proprietários das empresas. A economia do país, apesar do PIB per capita elevado, tem revelado baixa presença de setores de alta tecnologia em sua estrutura industrial, mediana abertura comercial e participação no comércio internacional, com poucas restrições às importações. Os bancos públicos sempre tiveram papel de relevo no financiamento da indústria coreana, ora diretamente, ora - papel que se acentuou nos últimos anos - como captadores de recursos externos. A estrutura concentrada da propriedade na Coréia do Sul é acompanhada do controle familiar dos grandes conglomerados, definindo um modelo de governança corporativa hierárquico, com pequeno peso de acionistas e trabalhadores. Os contratos de longa duração, que são uma das marcas das relações industriais na Coréia do Sul, não resultam da concertação entre empresas e sindicatos, em geral fracos e atomizados, o que produz um padrão de cooperação entre empresas e seus funcionários basicamente assimétrico, marcado pela forte identificação dos trabalhadores com as empresas, que se envolvem em atividades de qualificação e recrutam funcionários para ações inovativas, mas deixam pouco Na Argentina, os bancos cumprem papel importante no financiamento das indústrias, embora não disponham de peso expressivo na propriedade das empresas, a exemplo da Alemanha. Os recursos externos e o autofinanciamento também são expressivos. O conglomerado familiar sempre teve papel importante na organização das empresas, cujo modelo de governança corporativa segue o padrão latino-americano, com acentuado controle familiar da gestão, embora tenha se elevado a presença de controladores estrangeiros na estrutura industrial do país. As relações industriais são marcadas pelo predomínio do contrato individual e precário, em meio à sobrevivência da estrutura sindical corporativa e importante papel regulador do Estado. São pouco comuns ações de colaboração envolvendo as firmas e seus empregados, que, via de regra, estão ausentes da gestão das empresas. As relações entre Estado e empresários seguem o padrão corporativo presente em vários países latinoamericanos, com tendência à acentuação de mecanismos pluralistas. A economia argentina é medianamente aberta e pouco protegida, com reduzida presença de setores de alta tecnologia e baixa capacidade de inovação. 2) Modelos Econômicos de Capitalismo espaço para a presença dos mesmos na gestão. Relações de cooperação inter-firmas são comuns no âmbito dos chaebols e entre estes e firmas estrangeiras, mas o Estado impõe rígidos limites para que a cooperação resulte em transferência de tecnologia e avanço das empresas no desenvolvimento de sua própria capacidade de inovação. A relação do Estado com o empresariado realiza-se via contatos diretos com os chaebols e a federação industrial que controlam, e tem sido marcada pela forte disposição indutiva do primeiro, embora a consolidação dos chaebols tenha acentuado sua autonomia. A Coréia do Sul é uma economia fortemente integrada ao mercado mundial, mas protegida, revelando grande capacidade de inovação tecnológica. 29 Variedades de capitalismo e política industrial: Formas Institucionais e Inovação Tecnológica 30 No México é destacado o autofinanciamento das empresas, embora crescente a participação do capital externo. O controle familiar, na governança corporativa, acompanha um padrão de propriedade industrial bastante concentrada, no âmbito do conglomerado familiar, que predomina, ao lado das multinacionais, na estrutura industrial do país. Contratos individuais e precários são crescentes, junto a uma estrutura sindical que tem adquirido perfil pluralista, o que revela um processo crescente de americanização das relações industriais. Apesar de associações empresariais fortes, são escassas as experiências de colaboração entre as firmas. Do mesmo modo, não obstante as disposições legais que buscam estimular as empresas nas atividades de qualificação, a importância destas e do Estado é reduzida para o alcance deste objetivo. Os trabalhadores, por seu turno, estão, de maneira geral, ausentes das esferas de gestão das empresas, que mantêm com seus empregados relações em que têm pouca incidência ações colaborativas. Padrões corporativos de articulação com o Estado subsistem nas relações entre as empresas e o poder público, embora com reforço da diversidade na representação de interesses do empresariado, num cenário de acentuação do pluralismo. O México é uma economia aberta, que ostenta níveis elevados de proteção, exceto para os países que compõem o NAFTA, destino da maior parte de suas exportações, pouco diversificadas. É importante a presença de setores de alta tecnologia na indústria mexicana, embora concentrada em alguns setores, mas reduzida a capacidade inovativa de suas empresas. O Brasil tem contado com o autofinanciamento e o Estado, através dos bancos públicos, no financiamento das empresas, não obstante a expansão do mercado de capitais. Os conglomerados familiares predominam entre as grandes empresas nacionais, mas, tal como México e Argentina, é expressiva a presença de 2) Modelos Econômicos de Capitalismo empresas estrangeiras. Num regime de propriedade concentrada, a governança corporativa segue o padrão latino-americano, com peso expressivo do controle familiar e pequena participação de acionistas e funcionários. Nas relações industriais prevalece o contrato individual, em meio a significativa presença do Estado na regulação de direitos individuais do trabalho. O corporativismo sindical, que rege as organizações patronais e de trabalhadores, convive com crescente diversificação da estrutura de representação de interesses. São escassas as ações de colaboração entre empresas e empregados para inovação e qualificação. Esta, via de regra, é efetuada por agências semipúblicas, que oferecem formação profissional elementar, ao lado da formação geral, garantida pelo Estado. Ao lado das relações hierárquicas no interior dos conglomerados familiares, iniciativas para acentuação da colaboração entre as firmas têm sido estimuladas pelo Estado, como os fóruns de competitividade, envolvendo diferentes segmentos das cadeias produtivas dos setores, e o apoio a clusters e arranjos produtivos locais, mas estão longe de ser uma prática generalizada. A relação Estadoempresariado no Brasil tem se efetuado por uma multiplicidade de canais, pluralistas e corporativos, sendo que os últimos, esvaziados na década passada, retomaram sua importância. Todavia, eles têm servido pouco à orquestração de ações concertadas, operando como fórum para definição de medidas de política industrial pelo Estado, que cumpre, também, através do investimento público, um papel historicamente decisivo para a aceleração do crescimento industrial. Dotado de vigoroso mercado interno, a economia brasileira tem se mantido relativamente fechada, com níveis ainda elevados de proteção, sem superar, contudo as deficiências de sua capacidade de inovação tecnológica. Os elementos apontados acima são agrupados no quadro abaixo. 31 Variedades de capitalismo e política industrial: Formas Institucionais e Inovação Tecnológica Domínios Institucionais das Variedades de capitalismo em Países Selecionados Domínio Institucional Governança Corporativa EUA Alemanha Espanha Padrões/Traços Padrões/Traços Padrões/Traços Mercado de Concertação bancos, Capitais e Poder dos empresas e trabalhagerentes dores Diversidade de financiamento e controle familiar - Predomínio do mercado de ações no financiamento propriedade pulverizada - predomínio da gerência sobre a propriedade - predomínio dos bancos no financiamento -propriedade concentrada -equilíbrio na relação entre gerência e proprietários -predomínio do autofinanciamento nas grandes empresas e dos bancos nas PMEs -propriedade concentrada -controle familiar dos órgãos de gestão Conflitiva Colaborativa Pactuação Assimétrica - predomínio de contratos individuais e precários -pluralismo e diversidade da organização sindical -densidade sindical em 2006: 11,15% -Legislação dos mínimos -reduzida organização sindical nos locais de trabalho - presença reduzida do Estado - associações empresariais fracas - predomínio de contratos coletivos regionais -sindicatos setoriais fortes - densidade sindical em 2006: 20,7% - Legislação regulatória -delegados sindicais e conselhos de empresa -Estado regula e acompanha negociação - associações patronais fortes - formas diversas de contratação, com viés flexibilizador -pluralismo sindical -densidade sindical em 2006: 14,6% -Legislação flexível -reduzida organização sindical nos locais de trabalho -Estado regula representação sindical -associações empresariais fracas 32 Relações Industriais continuação Argentina México Brasil Padrões/Traços Padrões/Traços Padrões/Traços Padrões/Traços Articulação Estado conglomerados Conglomerado Familiar Conglomerado Familiar Conglomerado Familiar - peso expressivo do financiamento via bancos públicos-concentração acionáriacontrole familiar da administração - financiamento via bancos, recursos externos e auto-financiamento-propriedade concentrada-gerência definida pelocontrolador principal. -predomínio do autofinanciamentopropriedade concentradacontrole familiar da administração-baixa incidência de redes cooperativas - predomínio do autofinanciamento e de bancos estatais- propriedade concentrada- gerência definida por elos familiares e/ou controlador principal Colaboração Impositiva Corporativismo mitigado Em rota de americanização Corporativismo mitigado - predomínio de contratos individuais, de longa duração -organização sindical por empresa -densidade sindical em 2006: 10% -legislação dos mínimos -organização sindical por local de trabalho reduzida -forte presença reguladora e repressiva do Estado -vínculos estreitos entre as empresas e Estado Predomínio de contratos individuais -organização sindical liberal corporativa -legislação detalhada -densidade sindical em 2006: 20% -organização sindical por local de trabalho reduzida -presença legislativa e arbitral do Estado -associações empresariais financeiramente fortes -predomínio dos contratos individuais e convenção coletiva -organização sindical pluralista mas hierarquizada - densidade sindical em 2006: 18,5% - legislação dos mínimos - organização sindical por local de trabalho reduzida -presença reduzida do Estado - associações patronais fortes Predomínio de contratos individuais -organização sindical liberal corporativa -legislação detalhada -densidade sindical em 2006: 18% -organização sindical por local de trabalho reduzida -presença legislativa e arbitral do Estado -associações empresariais financeiramente fortes 2) Modelos Econômicos de Capitalismo Coréia 33 Variedades de capitalismo e política industrial: Formas Institucionais e Inovação Tecnológica Domínio Relações Interfirmas Qualificação 34 EUA Padrões/Traços Mercado Alemanha Padrões/Traços Coordenação Espanha Padrões/Traços Coordenação -predomínio da colaboração via mercado -forte presença de redes cooperativas -concertação via associações -concertação induzida pelo Estado- aumento da concertação via associações Divisão de trabalho Estado – Mercado Colaboração Estado e Ação indutiva do Atores Sociais Estado - Estado fornece educação genérica - Qualificação individual via mercado- Nas empresas, apenas as de alta tecnologia - Colaboração Estado, associações empresariais, sindicatos e empresas - Ação conjunta Estado-empresas, programas públicos e agências nacionais -conflitiva - colaboração -conflitiva -colaboração empresas e - reduzida trabalhadores Relações com colaboração para para atividades os empregados qualificação e de inovação e inovação - ausência dos trabalhadores na qualificação presença dos gestão funcionários na gestão. Corporativismo Pluralismo Societário Relação com o Estado - coordenação Estado Lobby e advocace e atores sociais Relação com o mercado mundial - reduzida colaboração para qualificação e inovação - ausência dos trabalhadores na gestão - alta rotatividade Corporativismo sem coordenação - ação indutora do Estado - elos familiares Estado/ empresas Hegemonia Central e aberta Posição intermediária - economia fechada, pouco protegida, com elevada participação no comércio mundial, elevada capacidade tecnológica - economia aberta, pouco protegida, com elevada participação no comércio mundial, elevada capacidade tecnológica - economia com nível mediano de abertura e de participação no mercado mundial, reduzidos níveis de proteção e capacidade tecnológica. Argentina Padrões/Traços Hierarquia México Padrões/Traços Hierarquia Brasil Padrões/Traços Hierarquia - relações hierárquicas nos conglomeradoscooperação reduzida,exceto nos manchones - relações hierárquicas nos conglomeradosbaixa incidência de redes cooperativas - relações hierárquicas nos conglomerados - fraca incidência nas cadeias produtivas - expansão ainda limitada de clusters Divisão de trabalho Estado - Mercado Divisão de trabalho Estado - Mercado - Ação conjunta Estado-empresas parte do sistema de contrapartidas - Qualificação individual através do mercado - Pequena presença do Estado - Qualificação individual através do mercado - Pequena presença do Estado - colaboração assimétrica Conflitiva conflitiva conflitiva - colaboração para qualificação e inovação - ausência dos trabalhadores na gestão - reduzida colaboração para qualificação e inovação - ausência dos trabalhadores na gestão - alta rotatividade - reduzida colaboração para qualificação e inovação - ausência dos trabalhadores na gestão - alta rotatividade - reduzida colaboração para qualificação e inovação - ausência dos trabalhadores na gestão - alta rotatividade Cooperação com subordinação Corporativismo sem coordenação Corporativismo sem coordenação Corporativismo sem coordenação - elos Estado/ conglomerados - Articulação para PI, sem contrapartida - Articulação para PI, sem contrapartida - Articulação para PI, sem contrapartida Economia aberta e - Semiperiférica protegida. Transi- inferior ção para o centro Semiperiférica e aberta Semiperiférica e Fechada - economia com nível elevado de abertura, protegida, participação mediana no comércio mundial, elevada capacidade tecnológica. - economia com nível elevado de abertura, pouco protegida, participação mediana no mercado mundial, baixa capacidade tecnológica. - economia fechada, protegia, participação pequena no mercado mundial, baixa capacidade tecnológica. - economia com nível mediano de abertura, pouco protegida, participação reduzida no mercado mundial, baixa capacidade tecnológica. Divisão de trabalho Estado - Mercado Estado fornece educação genérica - Agências semipúblicas fornecem qualificação profissional básica - Nas empresas, apenas as de alta tecnologia 3) Política Industrial, Estado e Empresariado Coréia Padrões/Traços Redes assimétricas -forte presença de redes colaborativas no âmbito dos conglomerados e entre estes, o Estado e institutos de pesquisa Articulação Estado/ conglomerados 35 3. Política Industrial, Estado e Empresariado 3) Política Industrial, Estado e Empresariado Se a política industrial corresponde, em certa medida, ao conjunto de iniciativas do Estado para estimular o investimento privado em determinada direção, uma de suas dimensões cruciais diz respeito às relações entre Estado e empresariado. A presença de uma burocracia profissional, recrutada segundo mecanismos universais e meritocráticos no Estado, e a existência de organizações abrangentes de articulação de interesses no empresariado, têm sido apontadas como condições ideais para que esta relação não resulte em arranjos predatórios. Alternativamente, na ausência de tais condições, a instituição de agências estatais insuladas e a presença de organizações setoriais no meio empresarial podem, também, favorecer processos de colaboração entre o Estado e o empresariado, embora mais vulneráveis. O pior dos mundos seria aquele em que o Estado estivesse organizado predominantemente segundo uma lógica clientelista e os interesses empresariais fragmentados ou circunscritos por associações que, detendo o monopólio da representação, não dispusessem de elos efetivos com seus membros. Relações predatórias podem ocorrer, pois, tanto em formatos pluralistas quanto nos formatos corporativos de intermediação de interesses. Os primeiros são caracterizados pela prevalência de associações fragmentadas, independentes, competitivas, que dificilmente alcançam status público. Neles, a autonomia do Estado pode ser favorecida pela dispersão dos interesses, mas o âmbito de sua ação tende a ser limitada pelo predomínio de funções regulatórias. Os segundos, por seu turno, caracterizados pela prevalência de entidades abrangentes, não competitivas, dotadas de um monopólio representativo no âmbito de seu setor de atividades, tendem a favorecer a colaboração entre o empresariado e o Estado, mas a capacidade das associações garantirem a cooperação de seus membros com os objetivos das políticas públicas acordadas nos fóruns corporativos está associada ao controle de recursos de poder para imporem alguma disciplina à sua base. 39 Variedades de capitalismo e política industrial: Formas Institucionais e Inovação Tecnológica A relação entre Estado e empresariado é afetada, ainda, pelas características do sistema político dos diferentes países. Naturalmente que a sensibilidade dos governos – autoritários ou democráticos – aos interesses empresariais depende das coalizões que os sustentam. Na ordem capitalista, contudo, governo algum pode manter relações de contínua hostilidade com o conjunto dos interesses empresariais, que se vinculam a atividades de onde, no limite, provêm as receitas do Estado. Não obstante, algumas características dos sistemas de governo, como o predomínio do executivo ou do legislativo, ou o relativo equilíbrio entre ambos, ou, ainda, o fato de o processo decisório dispor de poucos ou múltiplos pontos de veto, tendem a influenciar as estratégias empresariais e suas organizações. 40 Por fim, cumpre salientar que, em articulação com as características do sistema político, certos elementos da estrutura econômica podem influenciar as formas como o empresariado se organiza e as coalizões que tende a orquestrar. A influência das grandes e/ou pequenas empresas, o predomínio de determinados setores, o peso das multinacionais, dentre outros aspectos, provocam efeitos diversos na estrutura de representação, favorecendo o predomínio de associações setoriais ou de cúpula, a centralização ou a fragmentação das entidades, a capacidade – maior ou menor – de entidades centrais orquestrarem acordos multissetoriais. Com base nestas observações, apresentamos abaixo as características da organização do Estado, mormente para as ações de política industrial, e da estrutura de representação de interesses do empresariado nos países considerados neste estudo. Entre 1998 e 2008, os EUA estiveram sob o comando dos Presidentes Clinton (três anos do segundo mandato), do Partido Democrata, e George Bush (por dois mandatos), do Partido Republicano. Nos EUA, o As agências, ligadas aos departamentos ou diretamente ao Presidente, muitas vezes operam sob contrato de gestão. Destacam-se a de Segurança Nacional (NSA), a Ambiental (EPA), a de Informação (USIA), de Comércio e Desenvolvimento (TDA). As agências independentes, regulatórias, podem ser ligadas ao Executivo ou ao Legislativo. Em geral, elas são classificadas por setores de mercado (envolvendo interesses coletivos) ou em defesa da concorrência, caso da Divisão Antitruste e da Comissão Federal do Comércio (FTC). Esta última, exemplificando, é independente, tem cinco comissários indicados pelo Presidente, aprovados pelo Senado, com mandato de sete anos, sendo organizada em três escritórios – de defesa do consumidor, de competição e de economia. 3) Política Industrial, Estado e Empresariado Poder Legislativo é bicameral (Câmara de Representantes e Senado), com as duas casas dispondo de diversos comitês e subcomitês de trabalho. O Executivo funciona com base em 15 departamentos, para auxiliar a presidência e formular/executar políticas. São órgãos da administração direta, cada um com seu “secretário”, sendo este aprovado pelo Senado e respondendo diretamente ao chefe do executivo. Cada departamento tem seus “escritórios”, dirigidos por “subsecretários”. Para efeito deste trabalho, se destacam os departamentos do comércio defesa, agricultura, educação, saúde e tesouro. A organização do governo contempla ainda escritórios para atividades específicas e não sobrepostas às agências, como os departamentos de Agricultura, Comércio, Energia, Defesa, Trabalho, Tesouro, Justiça e Departamento de Estado. Existem, ainda, a Comissão para o Comércio Futuro (CFTC), a Agência de Proteção Ambiental (EPA), a Comissão Federal do Comércio (FTC), a Corporação Para o Investimento Privado no Exterior (OPIC), a Comissão Americana de Valores Mobiliários e Câmbio (USSEC), a Agência Americana para Comércio e Desenvolvimento (TDA), a Agência Americana para Desenvolvimento Internacional (USAID), a Comissão Americana para o Comércio Externo (USITC) e 41 Variedades de capitalismo e política industrial: Formas Institucionais e Inovação Tecnológica a Administração de Pequenos Negócios, (SBA) . Entre as comissões e comitês, destacam-se o Laboratório Federal - Consórcio para Transferência de Tecnologia (FLC) e a Fundação Nacional de Ciência (NSF), por seu papel na ciência e tecnologia. 42 Com relação às relações entre o governo e o setor privado, é preciso salientar o caráter marcadamente pluralista da sociedade norteamericana, pela profundidade e número das suas organizações, com o espraiamento dos grupos pela sociedade em relações mais horizontais do que hierárquicas. Mas isto não significa que sindicatos ou associações empresariais não estabeleçam relações diretas com o governo, ainda que esta não seja a forma predominante. Mesmo existindo algo do porte da Câmara Americana do Comércio (US Chamber), uma organização sem fins lucrativos com três milhões de empresários, ela não pode ser vista como um organismo para intermediação de interesses direto com o governo ou o Congresso. Há um modelo de organização que se destaca fortemente no cenário norte-americano: o lobby. Lobbies são grupos de pressão que atuam para mudar integralmente ou alterar leis, operando majoritariamente junto aos comitês da Câmara de Representantes, em curto (quando ocorrem eventos específicos gerando organização) ou longo prazo (manutenção de direitos, p.ex.). Os lobbies também estão presentes nas várias agências governamentais. Organizações como a Câmara Americana de Comércio, Associação Nacional de Manufaturas, Federação Nacional de Negócios Independentes, a União Nacional dos Fazendeiros, a Associação Americana de Banqueiros, a Mesa Empresarial são as maiores organizações que atuam corporativamente por seus interesses e constituem grandes escritórios em Washington. Em outro nível, os grandes sindicatos (como AFL-CIO) e diferentes associações profissionais, grupos cívicos e de direitos também assim agem. O fato da prática de intermediação por lobby ser legal e regulamentada nos Na Alemanha, durante o período estudado neste trabalho, os dois principais partidos políticos alternaram-se no governo central: de 1998 a 2005, governou o Chanceler Gerard Schröder, juntamente com o Presidente Johannes Rau, ambos do Partido Social Democrata (SPD) e, desde 2005, o governo alemão é dirigido pela Chanceler Angela Merkel, tendo como presidente Horst Köhler, ambos pertencentes à União Democrata Cristã (CDU). 3) Política Industrial, Estado e Empresariado EUA lhe confere um caráter único, como a exigência de fiscalização pelos Comitês Assessores Federais. Ainda que isto não garanta accountability, representa um instrumento do Estado de caráter regulatório, conferindo status público a esta dimensão de ação política e econômica. Este controle se processa através de um cadastro federal de lobistas, lista de conhecimento público: o lobby legal somente pode ser exercido por membros cadastrados. O financiamento de todo este sistema se origina das próprias organizações e também por contribuições a partir do campo de interesse e dos indivíduos, naquilo que se refere ao dia a dia da atuação lobista. Os valores oficiais são amplamente divulgados pelo próprio Estado, seja aquilo que o lobby investe por comitê legislativo, seja o que paga aos integrantes de conselhos, que podem receber contribuições. A Alemanha é uma República Parlamentarista, o que implica a existência de Chefe de Estado e Chefe de Governo. O Poder Legislativo é composto pelo Bundestag (órgão supremo) e pelo Bundesrat, que, constituem o Parlamento Federal e o Conselho Federal, respectivamente.O poder Executivo é composto pelo Bundesregierung, que constitui o Governo Federal, liderado pelo Chanceler Federal (Bundeskanzler), e pelo Presidente da República (Bundespräsident), Desde 1949, foram adotados princípios federativos como a base para a organização do Estado alemão. A principal diferença entre a forma do federalismo alemão e de outros sistemas federativos é que os governos estaduais participam diretamente das decisões da Federação. 43 Variedades de capitalismo e política industrial: Formas Institucionais e Inovação Tecnológica O Presidente da República é o Chefe de Estado na República Federal da Alemanha. Embora possua funções representativas e simbólicas, na prática atua como uma espécie de elemento unificador da coletividade política, na medida em que ele não pode pertencer nem ao Governo, nem a uma corporação legislativa federal (Bundestag e Bundesrat) ou estadual, tampouco podendo exercer outra função remunerada, cargo ou profissão. O Chanceler, por sua vez, tem uma posição proeminente no governo. Ele é o único a ter o direito de formar o gabinete, determinando o número de ministros e as diretrizes gerais da política governamental. 44 Tomando-se como referência a formulação e a implantação da política industrial alemã, os órgãos de governo mais significativos são o Ministério da Economia e Tecnologia, e o Ministério da Educação e Pesquisa. O Ministério Federal da Economia e Tecnologia (BMWi) é responsável prioritariamente por estabelecer as bases para a prosperidade econômica e garantir que esta seja amplamente distribuída para toda a população, por meio de diversas agências e conselhos consultivos. O Ministério da Educação e Pesquisa (BMBF) é assessorado pelas secretarias de estado, por várias representações eleitas, bem como pelas Diretorias Gerais, organizadas segundo funções específicas. A este ministério cabe a a educação básica, a educação continuada e o treinamento profissional , enquanto o ensino universitário está sob responsabilidade dos estados (Länder). O ministério é responsável, ainda, por pesquisar fundos, dar suporte a pesquisadores e financiar parcerias internacionais nos campos de treinamento inicial e continuado, educação superior e pesquisa. No âmbito dos dois ministérios, diversos conselhos contam com representantes do empresariado, em geral indicados pelo governo. É possível identificar algumas modalidades de articulação de interesses pelo empresariado. A primeira está associada à operação das Câmaras Alemãs Têm-se, ainda, as Câmaras Alemãs de Indústria e Comércio Internacionais (AHK), que aconselham as empresas sobre investimentos e oportunidades de mercado e as ajudam a fazer contatos para negócios internacionais. As IHKs e as AHKs trabalham em estreita colaboração, coordenada pela DIHK. Estão espalhadas em 120 localidades, por 80 países em todos os continentes do mundo, em locais de grande importância para a indústria e o comércio alemão. 3) Política Industrial, Estado e Empresariado de Indústria e Comércio (IHKS) e à Associação das Câmaras Alemãs de Indústria e Comércio (DIHK). Todas as empresas nacionais registradas na Alemanha, com exceção das empresas artesanais, dos profissionais liberais e fazendas, são obrigadas por lei a aderir a uma câmara. Em contraste com as IHKs, a DIHK não é uma corporação de direito público, mas uma associação registrada. A DIHK não tem autoridade para emitir instruções para a IHKs, mas pode fazer recomendações. No entanto, as IHKs têm conferido à DIHK a representação dos seus interesses e um ponto de vista comum no que diz respeito a todas as questões de interesse geral para o comércio e a indústria em nível federal e europeu. Por fim, há as associações setoriais, encimadas pela entidade geral de representação (Federação das Indústrias Alemãs – BDI), que cumprem importante papel na orquestração de negociações coletivas, processos de qualificação e ações concertadas de pesquisa e desenvolvimento Além disto, diversos organismos servem à articulação entre empresariado e Estado. Na Espanha, entre 1998 e 2008, o governo central esteve sob direção dos dois grandes partidos do país – Partido Socialista Obreiro Espanhol (PSOE) e Partido Popular (PP). Em 1996, o Partido Popular (PP) chegou ao governo do país, permanecendo até 2004, sendo derrotado, então, pelo PSOE, com a eleição de José Luis Rodriguez Zapatero. A Espanha é uma monarquia parlamentar com ordenamento federativo, dada a presença 45 Variedades de capitalismo e política industrial: Formas Institucionais e Inovação Tecnológica de comunidades autônomas. A direção do governo central está a cargo do Presidente do Governo, indicado pelo monarca a partir da composição da Cortes Gerais, o poder legislativo. As Cortes são constituídas por duas câmaras, o Congresso dos deputados e o Senado. Ambas tem participação no processo legislativo. O poder Executivo é exercido pelo Conselho de Ministros, sob direção do presidente do governo. Associados à formulação e implementação das políticas industrial e tecnológica, os ministérios mais relevantes são o Ministério da Indústria, do Turismo e do Comércio, o Ministério da Ciência e Inovação, e o Ministério da Economia e Fazenda. 46 Ao Ministério da Indústria, do Turismo e do Comércio compete prioritariamente cuidar da política de desenvolvimento industrial e comercial, efetivando ações para pequenas e médias empresas, energia e mineração, turismo, telecomunicações, mídia e desenvolvimento da sociedade da informação. O papel do Ministério da Ciência e Inovação está fundamentalmente associado à chamada Lei da Ciência – Lei 13/1986, de 14 de abril de 1986, de Fomento e Coordenação Geral da Investigação Científica e Técnica – que foi elaborada com o objetivo de se constituir num instrumento fundamental da gestão e coordenação dos recursos para o desenvolvimento da investigação científica e desenvolvimento tecnológico da Espanha. A lei da Ciência criou o Plano Nacional de Investigação Científica e Desenvolvimento Tecnológico como instrumento de gestão do governo para tratar do tema. São planos para períodos de quatro anos, de acordo com as prioridades do governo. Atualmente, está em vigência o VI Plano Nacional, correspondente ao período 2008-2011. No âmbito do Ministério da Economia e da Fazenda, o organismo mais importante é a Sociedade Estatal de Participações Industriais Na Espanha, têm importância as entidades setoriais e regionais do empresariado. Em sua quase totalidade, elas estão abrigadas na CEOE – Confederação Espanhola de Organizações Empresariais. Fundada em 1977, ela integra, em caráter voluntário, cerca de um milhão de empresas públicas e privadas de todos os setores de atividades espanholas. A filiação é efetuada através das 2000 associações de base e de 200 organizações territoriais e setoriais. A CEOE é o interlocutor do empresariado com o governo, as administrações públicas e os sindicatos, a opinião publica e os demais poderes políticos e sociais. Também representa os empresários espanhóis diante dos organismos internacionais e das autoridades de outros países. Seu órgão supremo é a Assembleia Geral, composta por 800 delegados que representam todas as organizações territoriais e setoriais. Os órgãos consultivos da Confederação são responsáveis pelo estudo e discussão de questões setoriais, políticas, econômicas e de emprego. 3) Política Industrial, Estado e Empresariado – SEPI. A SEPI é uma entidade de direito público, cujas atividades estão em conformidade com a forma jurídica privada, diretamente subordinada ao Vice-Ministro da Economia e das Finanças, que se reporta diretamente ao ministro. A sua constituição, como marco de um processo de reorganização e modernização do setor público empresarial, foi concretizada para gerir as participações industriais de titularidade pública dos antigos Instituto Nacional de Indútria (INI) e Instituto Nacional de Hidrocarbonetos (INH). A CEOE participa de diferentes fóruns internacionais (incluindo a UE) e mantém relacionamento com organizações semelhantes em outros países. Também promove as empresas espanholas nos mercados estrangeiros e mantêm um intercâmbio de experiências e iniciativas de investimento com vários países. Dedica especial atenção à melhoria das técnicas de gestão empresarial, através da programação de cursos e seminários para empresários, que são realizadas regularmente nos seus centros de formação, além de possuir programas, em colaboração 47 Variedades de capitalismo e política industrial: Formas Institucionais e Inovação Tecnológica com instituições acadêmicas e profissionais para jovens estudantes que começam novos negócios ou demandam determinada qualificação. 48 Outra organização de destaque é a Confederação Espanhola da Pequena e Média Empresa (CEPYME), uma organização profissional de caráter confederativo e inter-setorial, de âmbito nacional, para a defesa, representação e fomento dos interesses da pequena e média empresa e empresariado autônomo. É reconhecida como a organização empresarial mais representativa no âmbito estatal. Entre suas funções está a atenção às necessidades de informação, assessoramento, assistência técnica, investigação e aperfeiçoamento das organizações, empresas e empresários filiados, estudando e divulgando os temas que podem afetar as potencialidades das pequenas e medias empresas. A CEPYME é, também, membro da União Européia de Artesanato e da Pequena e Media Empresa (UEAPME). Participa, também, de grupos de trabalho sobre pequenas e médias empresas na comissão de assuntos industriais da UNICE (Union of Industrial and Employers’ Confederations of Europe), bem como da OIT (Organização Internacional do Trabalho) e da OLAMP (Organização Latino Americana das Medias e Pequenas Empresas). Na República da Coréia do Sul, o sistema de governo é um híbrido entre presidencialismo e parlamentarismo, com oPresidente mais forte do que o Primeiro Ministro. No período analisado, o país conheceu quatro presidentes e nove primeiros ministros. A coalizão de governo é relativamente frágil, com partidos de baixa estabilidade e com constantes mudanças, inclusive no nome das agremiações. Estas são muito utilizados pelo próprio presidente para fortalecer seu controle sobre o parlamento. As características do modelo político conferem ao Presidente um grande poder de agenda, mas uma constante busca de cooptação política dos partidos. A baixa coesão destes é uma ameaça constante às coalizões, enfraquecendo os governos e construindo um cenário de instabilidade. Por outro lado, ela é incapaz de abalar O governo é mantido por dezessete ministérios, sendo os mais importantes para este trabalho os seguintes: Relações Exteriores e Comércio; Economia do Conhecimento; Trabalho; Defesa Nacional; de Estratégia e Finanças; Educação Ciência e Tecnologia; Meio-Ambiente; Alimentação e Agricultura e Legislação. Existem as agências ligadas ao Presidente e apresentadas como independentes, como a Comissão Independente Contra a Corrupção e a de Auditoria e Inspeção. Próximas do interesse deste trabalho estão a Comissão Presidencial para Pequenas e Médias Empresas e a Conselho Assessor para a Economia Nacional. Existe um segundo vice ministro que guarda relação direta com a ciência e a tecnologia. Aqui podem ser identificados quatro “escritórios” – Ciência e Tecnologia, Política de Pesquisa Acadêmica, Energia Atômica e Cooperação Internacional. Cada um deles reflete tanto a preocupação coreana com planejamento, quanto com o controle do sistema de ciência e tecnologia. Da mesma forma, existe um grande número de agências ligadas ao Primeiro Ministro, também denominadas como independentes. As que mais interessam, do ângulo desta pesquisa são a Administração das Pequenas e Médias Empresas; o Escritório Coreano de Propriedade Intelectual e a “Comissão para um Comércio Justo”. 3) Política Industrial, Estado e Empresariado a profissionalização do aparelho de Estado e sua forte burocracia. A tradição de recrutamento de competências e a ação regulatória reforçam o poder burocrático e conferem ao Estado uma dimensão importante, de força diante dos interesses privados. Do ponto de vista das relações entre o governo e o empresariado é indispensável refletir sobre a lógica organizacional coreana. O governo tem uma organização tentacular e com presença muito significativa do poder executivo e suas agências. A notória relação entre os chaebols e o governo, particularmente devido às metas de exportação e ao aporte de recursos governamentais, produziu uma estreita “parceria” entre os grandes conglomerados e a burocracia estatal. A criação 49 Variedades de capitalismo e política industrial: Formas Institucionais e Inovação Tecnológica da Comissão de Supervisão Financeira (FSC), em 1997 (após a “crise asiática”), procurou estabelecer restrições aos chaebols, inclusive com relação à extrema diversificação dos braços produtivos das empresas. A FSC tem poderes de veto ao crédito, seja devido às dificuldades das empresas, seja pelos projetos apresentados, bem como cuida da fiscalização do mercado financeiro e do sistema bancário em geral. Facilitou a entrada de capital estrangeiro e introduziu critérios de risco para as empresas e o gerenciamento das dívidas. Foi também criada a “Comissão para o Comércio Justo” (FTC), a agência encarregada de fiscalizar as “condições” de concorrência, anualmente verificando a dimensão dos ativos industriais. Na prática, a relação entre as agências é crucial no aspecto regulatório. 50 Alguns atores não estatais merecem destaque: a Federação e a Confederação dos Sindicatos, o Conselho Nacional dos Sindicatos, a Associação do Comércio Internacional, a Associação Coreana das Pequenas Empresas e, particularmente, a Federação das Indústrias Coreanas (FKI). Na FKI estão os conglomerados e membros associados, envolvendo as pequenas e médias empresas, que dispõem de papel relativamente importante, ainda que operem, em boa medida, sob a influência dos chaebols. A FKI é uma entidade com poder de ação significativo, possuindo um Banco de Crédito de Longo Prazo, uma Associação Coreana de Invenções e Patentes e uma corporação ligada à energia. Trata-se de uma associação independente, no sentido de não operar compulsoriamente em relação aos seus filiados e ao governo. Este caráter privado lhe confere uma função de interlocutor importante, mas, simultaneamente, sua composição reflete claramente o desejo de influir e intervir nas políticas gerais, como um contrapeso às agências. Por sua vez, a Câmara de Comércio e Indústria, a Associação do Comércio Internacional e a de Pequenas Empresas são entes regulados em lei. As pequenas e médias empresas tem filiação obrigatória à Câmara de Comércio e Indústria, enquanto as empresas cooperadas tem filiação compulsória à Associação de Pequenas Empresas. A Argentina adota a forma republicana, o regime democrático e um sistema de governo presidencialista. A constituição prevê a divisão de poderes entre Executivo, Legislativo e Judiciário e a ordem federativa. O país é constituído por 23 províncias e a cidade autônoma de Buenos Aires. O período de abrangência desta pesquisa foi particularmente turbulento, com a simultaneidade de crises econômicas e instabilidade política. Após o término do governo Menem (1989-1999), seguem-se os presidentes Fernando de La Rua (10/12/1999-21/12/2001), Ramón Puerta (21/12/2001 a 23/12/2001), Adolfo Rodríguez Saá ( 23/12/2001 a 30/12/2001), Eduardo Camaño (assume após renúncia de Saá), Eduardo Duhalde (em 02/01/2002 assume provisoriamente), Nestor Kirchner (20032007), e Cristina Kirchner (2007-). 3) Política Industrial, Estado e Empresariado Resumidamente, a Coréia do Sul é um estado democrático com forte presença estatal, burocracia profissional e capacitada e grandes conglomerados definindo o perfil da economia. O governo opera regulando e intervindo na vida econômica por agências e financiamento de setores chaves. Neste ambiente, é inevitável que a interlocução opere mais por vontade estatal do que pelas empresas. No tocante às relações entre Estado e empresariado, há grande pulverização de vínculos. Não obstante a herança da estrutura estatalcorporativa cujas raízes encontram-se no peronismo do século XX, não se observa atualmente uma articulação organizada e hierárquica entre órgãos governamentais e empresariais no país. Ao contrário, há grande dispersão nesses contatos e até mesmo superposição de funções, devido à existência de muitos entes estatais encarregados de interfaces com a área empresarial: dez instituições governamentais para comércio interno e externo, e sete no campo do desenvolvimento industrial e tecnológico. As instituições relacionadas com os setores econômicos mais proeminentes do país são: ProsperAr – Agência Nacional de Desenvolvimento de 51 Variedades de capitalismo e política industrial: Formas Institucionais e Inovação Tecnológica Investimentos, BICE – Banco de Investimento e Comércio Exterior; Banco da Nação Argentina; os Ministérios, da Economia e da Produção, este último sobretudo através das secretarias “Alimentos Argentinos” e a Secretaria de Agricultura, Pecuária, Pesca e Alimentos. No âmbito da articulação de interesses do empresariado, quatro associações sobressaem-se no cenário argentino: a CGE – Confederação Geral Empresarial da República Argentina, criada e bastante favorecida no período governado por Perón; a UIA – União Industrial Argentinae a SRA – Sociedade Rural Argentina, ambas criadas no século XIX e existentes até hoje, bem como a CEA, também do período peronista e que, em 2002, torna-se a AEA – Associação Empresarial Argentina. 52 A UIA, a mais antiga (1887), age no interesse da indústria, nos níveis nacional, provincial e municipal, exercendo sua representação diante de autoridades nacionais e internacionais. A CGE, originária do período peronista, representa as pequenas e médias empresas. Cada província possui sua CGE, mas a filiação não é obrigatória. O deslocamento da grande influência exercida pela SRA na primeira metade do século XX para a AEA, atualmente, é indicativo das mudanças ocorridas no país. Na primeira metade do século XX , cinco dos nove presidentes, 15% de todos os membros do congresso e 40% de todos os ministros eram oriundos da SRA. Por outro lado, a AEA, que se origina da CEA, também do período peronista, a partir de 2002 passa a reunir as grandes empresas cujo volume de negócios gira em torno de 200 milhões de pesos, sobretudo as multinacionais como Arcor, Fiat, Techint, Volkswagen, Grupo Santander, Citröen. Ocupase sobremaneira em produzir a participação ativa na formulação de políticas públicas. O México é uma república federal regida pela constituição de 1917, com sistema de governo presidencialista e um poder legislativo No período de abrangência desta pesquisa o fato político marcante foi a substituição do PRI – Partido Revolucionário Institucional, que estivera no poder por seis décadas, pelo PAN – Partido da Ação Nacional. O presidente Ernesto Zedillo Ponce de León , do PRI, governa de 1994 a 2000, quando é substituído por Vicente Fox Quesada, do PAN, mesmo partido do atual presidente, Felipe Calderón Hinojosa (2006 -). Os órgãos governamentais mais diretamente vinculados às questões empresariais são a Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Naturais, criada em 2000 ainda pelo presidente Ponce de León, a Secretaria de Economia (que inclui entre suas subsecretarias a das Pequenas e Médias Empresas, a de Competitividade e Normatividade e a de Indústria e Comércio) e o Conacyt – Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia, responsável pela formulação das políticas de Ciência e Tecnologia no México. 3) Política Industrial, Estado e Empresariado bicameral. Tanto o presidente do país como os integrantes do senado e da câmara dos deputados são eleitos pelo voto direto. No âmbito da estrutura de representação de interesses do empresariado destacam-se a CONCANACO – Confederação de Câmaras Nacionais de Comércio, Serviço e Turismo; a CONCAMIN – Confederação das Câmaras Industriais dos Estados Unidos Mexicanos; a CANACINTRA – Câmara Nacional da Indústria de Transformação; a COPARMEX Confederação Patronal da República Mexicana; o COMCE – Conselho Mexicano do Comércio Exterior; o CMHN – Conselho Mexicano de Homens de Negócio; o CCE – Conselho Coordenador Empresarial. As duas primeiras, CONCANACO E CONCAMIN, são as mais antigas, do início do século XX, 1917 e 1918, respectivamente. O desempenho dos setores representados pela CONCAMIN define o rumo da economia mexicana por sua amplitude nacional e pela participação de setores 53 Variedades de capitalismo e política industrial: Formas Institucionais e Inovação Tecnológica 54 estratégicos, além da interlocução e acesso direto aos principais atores políticos, econômicos e sociais do país e da participação de mais de 1200 empresários de instituições diversas em todo o país. A CANACINTRA foi criada em 1941 e faz parte da estratégia do governo de apoio à industrialização por substituição de importações; ela dispõe de muitos convênios com variados organismos de governo. A COPARMEX foi criada em 1929, à margem da estrutura corporativa, de afiliação voluntária e com empresários de todos os setores. Tem nfluenciado na adoção pelo governo de políticas mais de acordo com os interesses empresariais e na criação de outras organizações. O COMCE é de 1960, embora a denominação atual seja de 1999; representa o setor privado nos temas relacionados com o comércio internacional e dá atenção especial às Pymes – pequenas e médias empresas. O CMHN foi criado em 1962 por homens de negócio. Desde os anos setenta tem contatos informais com os membros dos governos através de almoços mensais; conquistou o direito ao voto no CCE no final desta década. O CCE foi fundado em 1976, e detém posição bastante central nos processos de interlocução com o governo; pretende ser porta voz das inquietações do empresariado diante do Executivo, do Legislativo, e dos meios de comunicação. Nesse sentido, criou o Enlace Legislativo, para garantir acesso permanente aos trabalhos em curso no poder legislativo e influenciá-los no que tange aos interesses empresariais. São seus associados: CONCANACO, CONCAMIN, COPARMEX, ABM (Associação de Bancos do México), CMHN, AMIS (Associação Mexicana de Instituições de Seguro), CNA (Conselho Nacional Agropecuário). São convidados permanentes: CANACO (Câmara Nacional de Comércio da Cidade do México), CANACINTRA, AMIB (Associação Mexicana de Intermediários “Bursátiles”), COMCE, ANTAD (Associação Nacional de Lojas de Auto-Serviço e Departamentais).Vários presidentes do CCE eram também presidentes do CMHN e a maior parte dos fundos do CCE são também provenientes dessa instituição. Os “homens de negócio” são, portanto, a maior força atuante no CCE e nos contatos empresariais com os governos. Apesar das inclinações diversas, Fernando Henrique Cardoso e Lula elegeram-se a partir de coalizões heterogêneas, em boa medida um efeito do sistema político do país. O Brasil é uma república federativa, com executivo presidencialista, eleito pelo voto majoritário dos eleitores habilitados, e parlamento bicameral. Apesar de crescentemente consolidados, os partidos dispõem de pouco poder sobre seus parlamentares, eleitos em listas nominais. No processo decisório, combina-se elevado poder de agenda do presidente da República, com a presença de múltiplos pontos de veto. 3) Política Industrial, Estado e Empresariado Entre 1998 e 2008, o Brasil foi governado por Fernando Henrique Cardoso e Luis Inácio Lula da Silva. O primeiro, eleito em primeiro mandato em 1994, levou adiante parte da agenda das reformas de mercado definidas pelas agências multilaterais na década de 1990, embora ao final de seu segundo mandato, iniciado em 1998, tenha associado tal agenda a medidas pontuais de política industrial. Lula, eleito em 2002, no seu primeiro mandato, manteve a política macroeconômica de seu antecessor, mas reduziu o ritmo das reformas de mercado, buscou fortalecer a burocracia do Estado, promoveu diversas ações redistributivas e colocou a política industrial no centro de sua agenda. A estrutura do executivo brasileiro é bastante fluída e complexa. A cada governo pode ser alterada a composição dos ministérios, dirigidos por titulares indicados pelo presidente da República, sem apreciação pelo parlamento, com poucas exceções. O organismo de destaque na condução da política industrial é o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, mas o Ministério da Ciência e Tecnologia também cumpre papel de relevo. Ligado ao primeiro encontram-se o Banco Nacional de Desenvolvimento, talvez a agência mais decisiva para a implementação da política industrial no país, e a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial, criada em 2004 para a coordenação das ações do governo no que se refere a tal política . No âmbito do Ministério 55 Variedades de capitalismo e política industrial: Formas Institucionais e Inovação Tecnológica da Ciência e Tecnologia, têm destaque o CNPq – Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, além da FINEP – Financiadora de Estudos e Projetos. O primeiro tem por objetivo principal a formação de recursos humanos para a pesquisa científica e tecnológica. A FINEP orienta-se para o financiamento de atividades de inovação e a pesquisa científica em empresas, universidades, centros de pesquisa e quaisquer instituições públicas ou privadas, com o objetivo de “aumentar a capacidade competitiva do setor empresarial no mercado”. 56 A estrutura de representação de interesses do empresariado industrial brasileiro é, ainda, fortemente marcada pela presença do formato corporativo, estabelecido pelo Estado ao longo da década de 1930. Neste formato, sindicatos por ramo de atividade, em geral de base municipal, federações estaduais e a Confederação Nacional da Indústria compõem uma estrutura piramidal, custeada por uma contribuição compulsória, arrecadada pelo Estado, o que pode ensejar relações de lealdade pouco efetivas entre seus componentes. As entidades gerais não têm, ainda, a incumbência de representar o setor em processos de barganha salarial e só conduzem atividades de qualificação indiretamente, através de agências semi-públicas também custeadas com recursos compulsoriamente obtidos pelo Estado. O impacto da ordem corporativa sobre empresários e trabalhadores foi desigual. Enquanto os primeiros tiveram sua organização totalmente circunscrita, até 1988, à estrutura corporativa, os empresários mantiveram suas antigas associações, os centros industriais, que funcionam ao lado das entidades oficiais. Ademais, a partir da década de 1950, começam a surgir as entidades paralelas da indústria, via de regra de caráter nacional, representando setores de atividades inteiros. Por fim, o empresariado brasileiro conheceu significativa diversificação de sua estrutura de representação de interesses, assinalando a passagem de um modelo dual para um arranjo tendencialmente pluralista, embora seja importante enfatizar que as entidades corporativas permaneçam Formas diversas de articulação entre Estado e empresariado acompanharam a formação de uma economia industrial moderna no Brasil. Até a década de 1950 foi preponderante o corporativismo setorial e bipartite, em que a CNI ou lideranças empresariais isoladas participavam de órgãos diversos de intermediação corporativa, sem a presença dos trabalhadores. Sob o regime militar ganham relevo os anéis burocráticos, caracterizados pela ocorrência de contatos diretos entre lideranças empresariais e círculos burocráticos. Arenas corporativas diversas subsistem até a década de 1990, quando são colocadas em xeque pelas disposições de reforma do Estado numa perspectiva neoliberal, levadas adiante no primeiro mandato de Fernando Henrique Cardoso. Por fim, novas arenas corporativas têm ressurgido desde o início deste século, em consonância com a retomada da disposição de levar adiante medidas de política industrial. Destacam-se os fóruns de competitividade, instalados a partir de 1999, envolvendo representantes do Estado, dos empresários e dos trabalhadores no âmbito de diferentes cadeias produtivas, e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial, definido como um “órgão consultivo para as diretrizes do desenvolvimento industrial”, reunindo treze ministros e o presidente do BNDES, além de quatorze representantes da sociedade civil. 3) Política Industrial, Estado e Empresariado dispondo de um caráter público mais pronunciado do que as demais. Cumpre registrar, por fim, o empenho das entidades corporativas para a adaptação às arenas de intermediação de interesses que ganham relevo desde 1980, como é o caso do Parlamento, além das iniciativas desenvolvidas para adensar sua representatividade. Assim é com a CNI, que criou a COAL para acompanhamento das deliberações de interesse da indústria no Congresso, além de instituir o Fórum Nacional da Indústria, agrupando as entidades paralelas. 57 4. Política Industrial: Objetivos e Instrumentos Políticas industriais orientadas para a correção de falhas de mercado estão vinculadas a modalidades de intervenção estatal ex post, destinadas à instauração de situações de equilíbrio prejudicadas pela ocorrência de problemas como a produção de bens públicos, externalidades, informações imperfeitas, registradas pelo sistema de preços. O problema aqui é a impossibilidade de definir ações orientadas para a mudança, uma vez que situações de equilíbrio podem se verificar em estágios incipientes de desenvolvimento econômico e tecnológico, ao passo que políticas industriais orientadas para a mudança pretendem exatamente romper com tais situações de equilíbrio rebaixado, exigindo formas de coordenação ex ante. 4) Política Industrial: Objetivos e Instrumentos A criação de condições para o desenvolvimento de empresas dotadas de capacidade inovativa tem sido apontada como o principal objetivo das modernas políticas industriais. Neste sentido, elas distanciam-se das políticas que buscam tão somente corrigir falhas de mercado, bem como daquelas orientadas para a equiparação de países atrasados aos padrões econômicos e tecnológicos presentes nas economias que ocupam posições centrais na economia mundial. Políticas industriais orientadas para processos de equiparação buscam fortalecer ou internalizar atividades econômicas que dispõem de pequena relevância nos países de desenvolvimento retardatário, reconhecidas como fundamentais à dinâmica econômica moderna, identificada àquela que se processa nas economias capitalistas centrais. Seus mecanismos foram, classicamente, a adoção de tarifas protecionistas, crédito subsidiado, indução pública do investimento, de modo a assegurar a edificação de setores industriais inteiros, por via da alteração dos preços relativos e da redução da incerteza dos investimentos privados. O problema a considerar é se tais políticas são adequadas à elevação da competitividade em escala global, associada à redução da proteção dispensada aos mercados internos nacionais e elevação da mobilidade internacional dos capitais. 61 Variedades de capitalismo e política industrial: Formas Institucionais e Inovação Tecnológica Neste cenário é que a elevação da competitividade das empresas, a partir da acentuação de sua capacidade de inovar, ganha relevo. Mesmo tomando a inovação em um sentido amplo – isto é, envolvendo novas combinações de modo a gerar produtos e processos diferenciados, sem, necessariamente, associar-se à criação de uma nova tecnologia -, a acentuação da capacidade de inovação das firmas é inseparável da elevação dos dispêndios em pesquisa e desenvolvimento e de sua capacidade de gerar internamente novas combinações, a partir de conhecimentos amplamente disponíveis e daqueles que acumula em sua própria experiência e trajetória. 62 O dilema da ação estatal é, pois, não só criar as condições adequadas para a inovação, no sentido da expansão e da formação de recursos e da infra-estrutura necessárias a esta, mas também definir os estímulos adequados a cada contexto para que as diferentes empresas venham a se valer dos recursos humanos e da infra-estrutura de inovação, estabelecendo a atividade inovativa como parte de sua estratégia competitiva. Ademais, cabe ao Estado desenvolver ações antecipadoras, que fortaleçam setores e atividades expressivos das tendências mais recentes e futuras do desenvolvimento tecnológico, de modo a evitar a exigência da busca perene do emparelhamento, combinando, pois, ações horizontais e seletivas. Se a formação de recursos humanos e a criação de uma infra-estrutura adequada à inovação são indispensáveis para que esta possa vir a processar-se de forma generalizada, o desenvolvimento de determinados setores é indispensável também para isto ou mesmo para a perspectiva de ocupação de posições competitivas no futuro, como é o caso, respectivamente, do setor de informática ou da nanotecnologia. Por fim, em que pese a centralidade da inovação como objetivo das políticas industriais, não pode o Estado deixar de lado outros objetivos, como o crescimento econômico, a preservação do nível de emprego, a sustentabilidade ambiental do desenvolvimento. 4) Política Industrial: Objetivos e Instrumentos O desenvolvimento das modernas políticas industriais exige, ainda, mais duas condições complementares. A primeira é a presença de formas de articulação entre o Estado e o empresariado que assegurem a fixação de metas, a colaboração e a confiança recíprocas para a condução efetiva das políticas industriais. A segunda é a preservação da estabilidade institucional, de marcos regulatórios favoráveis às inversões privadas e a presença de um ambiente macroeconômico pró-investimento. Não se trata aqui, importa ressaltar, de estabelecer formas precárias de contratação da força de trabalho para assegurar o crescimento econômico, correlação baseada numa crença repetida à exaustão na década passada. Na verdade, o contrário é que tende a prevalecer, quando se trata de combinar crescimento econômico com aumento da capacidade de inovação das empresas. Trata-se de garantir condições institucionais e macro-econômicas para assegurar estímulos ao investimento e certa imunidade das economias nacionais diante das flutuações derivadas da intensa mobilidade internacional dos capitais, além de mecanismos que assegurem a participação de diferentes atores no processo de inovação. Abaixo apresentamos as proposições de política industrial e de inovação, de caráter geral, levadas adiante pelos países considerados neste estudo. Os EUA sempre desempenharam um papel de grande importância na produção científica e tecnológica, sobretudo pelos gastos governamentais, nas universidades e nas empresas. A fatia deste gasto, em relação ao maior PIB do mundo, foi de 2,6% em 2008. Ainda que hoje sob forte concorrência, dado o papel desempenhado no campo tecnológico por Coréia do Sul, Alemanha e China, os EUA permanecem entre os países líderes. Diferente de outros países, o grande investimento tecnológico realizado pelas empresas é o destaque, mas as administrações federais não são passivas.. O Instituto Nacional de Standards e Tecnologia (NIST) tem um importante 63 Variedades de capitalismo e política industrial: Formas Institucionais e Inovação Tecnológica papel, sendo uma agência federal que opera junto ao Departamento de Comércio. Ele possui laboratórios, um programa nacional de qualidade, uma rede nacional de apoio para pequenas indústrias e um programa de inovação tecnológica (TIP), este apoiando indústrias, universidades e organizações de pesquisa sem fins lucrativos, com valores importantes de investimento (previsão para 2009 de US$ 1,6 bilhão para projetos). Em resumo, um tripé importante: as empresas, os fundos de investimento em P&D do governo central e a ênfase no tema do “ambiente adequado”, a exemplo das patentes e a definição de nítidos marcos regulatórios, como o incentivo às empresas. 64 O documento Tecnologia para o Crescimento Econômico da América – Uma Nova Direção para a Construção do Fortalecimento Econômico (1993), sob Clinton, é uma importante referência de orientação geral sobre políticas de inovação e tecnologia. Seu objetivo é incrementar a competitividade para o crescimento da indústria, dos trabalhadores e consumidores, promover inovação e competitividade industrial, defender a propriedade intelectual e manter a liderança em tecnologia, ciência e matemática. Defende o fortalecimento da ciência básica e a ampliação do papel dos laboratórios estatais, sob fiscalização do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia (NSTC). O intento é fortalecer as relações com o setor privado, incluindo o investimento em alta tecnologia, redesenhando o papel do investimento federal em P&D e ampliando o link pesquisa-indústria. O período de George Bush na Casa Branca apresentou ênfase diferenciada. O impacto dos ataques terroristas de 2001 operou uma inflexão para algumas áreas mais diretamente vinculadas ao rótulo de “defesa”. Para o orçamento de 2002 foram incluídos gastos de US$1,5 bilhão para a luta contra o bioterrorismo e a defesa doméstica, com todas as agências ligadas a P&D recebendo recursos adicionais (US$103 bilhões de gasto federal total). A preocupação antiterrorismo incentivou iniciativas nacionais de ciência e tecnologia, como a Os instrumentos básicos para as políticas indicam três iniciativas multiagências: ciência em nanoescala, engenharia e iniciativa em tecnologia. A estrutura de financiamento para a pesquisa acadêmica recebe apoio federal, mas incentiva a competição entre os pleiteantes. Da mesma forma, há uma defesa direta, pelo governo, de que os investimentos em pesquisa básica estejam concentrados na Fundação Nacional de Ciência (NSF). Em 2006, é lançada a Iniciativa para a Competitividade Americana. A maior atenção é dada ao investimento em P&D, envolvendo as diferentes capacidades nacionais e o incremento da produtividade pelos setores da economia. Um dos instrumentos importantes para esta política foram as isenções fiscais para empresas investidoras em P&D. 4) Política Industrial: Objetivos e Instrumentos Iniciativa Nacional de Nanotecnologia que associa 10 departamentos federais com empresas envolvidas nesta linha. As pequenas e médias empresas recebem programas federais de “Pesquisa e Inovação em Pequenos Negócios” (SBIR) e da Transferência de Tecnologia em Pequenos Negócios (SBTT). Este programa foi reautorizado em 2008. Os instrumentos gerais para a consecução da política científica e tecnológica envolvem o crédito tributário e o incentivo ao investimento privado, mas também é indicada a necessidade do investimento em professores de física, matemática e ciências da educação e no incentivo aos programas para a competitividade e produtividade fabril. A NSF passaria a operar como a principal agência para promover áreas científicas. O Departamento de Comércio desenvolveu um plano estratégico (20072012) neste campo. O Programa para Administração de Tecnologia enfatiza a cooperação interagências, como a Administração Nacional para os Oceanos e a Atmosfera (NOOA), a Administração Nacional de Telecomunicações e Informação (NTIA, telecomunicações e internet), o Escritório de Indústria e Segurança (BIS, para exportação de tecnologia) 65 Variedades de capitalismo e política industrial: Formas Institucionais e Inovação Tecnológica e a Administração para o Comércio Internacional (ITA, para tecnologia compartilhada). O NIST é o articulador entre agências, o setor privado e os laboratórios de pesquisa. Basicamente há uma grande preocupação com o tema da propriedade intelectual, defendendo-se uma ação forte contra a “pirataria”, capacitando-se inovadores para proteger seus direitos, atacar empresas “criminosas” envolvidas em pirataria, trabalhar juntamente com a indústria e buscar apoio de parceiros comerciais dos norte-americanos. Os republicanos são refratários a uma política industrial ativa, preferindo que as empresas tenham seu link com o Estado pela via de créditos tributários e incentivos às melhorias para a produtividade. Menos iniciativa estatal e, enfim, mais “ambiente favorável” e pesquisa básica. 66 O governo da Alemanha tem a educação e a pesquisa como alta prioridade, fazendo investimentos constantes e crescentes nessas áreas, com o objetivo de aumentar a eficiência e a inovação da ciência alemã. Para o período de 1998 a 2008, são vários os programas que vêm sendo desenvolvidos. Em termos gerais, observa-se que o governo alemão tem como objetivo central eliminar as barreiras entre pesquisa pública e iniciativa privada, tornando atraentes as transferências entre uma e outra. Para isso, o governo e as länder decidiram avaliar as instituições que financiam conjuntamente a fim de assegurar e melhorar a qualidade do sistema de financiamento da pesquisa. Ressalta-se, nesse contexto, o papel primordial assumido pelos institutos de pesquisa e universidades, que passam a atuar, enfaticamente, em parceria com as pequenas e médias empresas. Paralelamente, o governo procura mais flexibilidade e desempenho com o emprego e as estruturas de remuneração para o ensino superior e as instituições de pesquisa nãouniversitárias. No período de governo do Chanceler Gerard Schröder (1998 a 2005) alguns programas merecem destaque. O Industrielle Gemeinschafts- 4) Política Industrial: Objetivos e Instrumentos forschung visa apoiar as PMEs da ex-Alemanha Oriental, tendo a iniciativa ZuTech (“Futuro de Tecnologias para Pequenas e Médias Empresas“) para financiar o desenvolvimento de soluções para a renovação estrutural da economia baseada em tecnologias de maior valor, além dos Competence Centres to Support Small and Medium–sized Enterprises (programa de três anos de consultoria e de informação, especialmente para as PMEs no domínio do comércio eletrônico). Em 1999, destacam-se os programas de cooperação em pesquisa (Forschungskooperation) envolvendo as PMEs e os institutos de pesquisa. É dada, também, continuidade ao programa FUTOUR, para promoção e apoio da tecnologia orientada para abertura de novos negócios nas novas Länder da Alemanha. O InnoRegio – Innovative Stimuli for Region” (InnoRegio – Innovative Impulse für die Region) orienta-se, do mesmo modo, para ao apoio às novas Länder. Criam-se ainda redes regionais temáticas de apoio ao arranque e crescimento de empresas inovadoras EXIST – PUSH! (Stuttgart) e KEIM (Karlsruhe/Pforzheim). Em 2000, o programa de financiamento Microsystem Technologies 2000 + (MST 2000 +, cuja duração abrange o período 2000- 2003) é instituído com o fito de estabelecer uma ampla base de knowhow tecnológico na indústria e na ciência. Destaca-se, também, o PROgramm INNOvation-competence of medium-sized enterprises (PROINNO), iniciado pelo BMWi, que apoia a P&D e a cooperação das PMEs para a inovação de produtos, processos e serviços. Em 2001, destaca-se o Framework Programme Biotechnology – Using and Shaping Opportunities, para apoiar o programa de biotecnologia, além de recursos disponibilizados para o National Genome Research Network. No campo da tecnologia de informação (TI), o programa do governo Innovation and Jobs in the Information Society of the 21st Century define o curso para a construção da chamada sociedade baseada no conhecimento. Em 2004, cria-se a Excellence initiative” (promoção da excelência e pesquisas acadêmicas de alto nível em universidades), e o Pact for Research and Innovation (aumento do financiamento institucional para as instituições públicas de pesqui- 67 Variedades de capitalismo e política industrial: Formas Institucionais e Inovação Tecnológica sa não-universitárias que recebem apoio do Governo Federal – Max Planck Society, da Sociedade Fraunhofer, Helmholtz-Centres, Leibniz Association – em 3% ao ano até 2010). Em 2005, promove-se a expansão do programa EXIST, através da sub-medida, EXIST Seed, de uma escala regional para o âmbito federal. No Outono de 2005, um novo sub-programa no âmbito do programa de biotecnologia foi lançado, o EXIST Goes Bio, que oferece financiamento para o arranque da pesquisa pública de biotecnologia. 68 Devido ao aumento das despesas de P&D pelo setor empresarial, a participação dos gastos públicos no financiamento de P&D diminuiu nos últimos anos. O financiamento público de P&D em organizações públicas de pesquisa tende a se deslocar para o financiamento baseado em projetos. Consequentemente, há um vasto leque de instrumentos da política de inovação na Alemanha, que envolvem a política fiscal, a política de concorrência, a simplificação dos procedimentos burocráticos, além da política científica, que prevê vários financiamentos (empréstimos, garantias, subsídios de capital) e as medidas de sensibilização orientadas às empresas. Como resultado, não há quase nenhuma categoria de plano de ação sem uma medida de ação. Uma exceção notável é a área de incentivos fiscais, que não são aplicados na Alemanha como uma forma de estimular os investimentos de P&D das empresas. Atualmente, o governo alemão pretende alcançar o objetivo da Agenda de Lisboa para a União Europeia, que prevê 3% do PIB investido em P&D em 2010. Em resumo, o governo alemão está tentando incrementar o objetivo mais amplo de criar condições sustentáveis para fomentar a inovação e o progresso tecnológico, especialmente para promover a capacidade inovadora das pequenas e médias empresas. Dentre as principais políticas de apoio à inovação, destaca-se a HighTech Strategy do governo federal (lançado em 2006, no governo da Chanceler Angela Merkel), que é uma estratégia nacional que abrange O governo federal também está introduzindo uma nova política de inovação contínua, sob a forma do Six Billion Euro Programme e do High-Tech Strategy. Como um elemento importante da sua política de inovação, está investindo seis bilhões de euros adicionais em projetos de pesquisa P&D durante este período legislativo. Estes fundos adicionais são destinados a projetos que prometem ter um grande efeito de mobilização para a inovação e os mercados futuros. 4) Política Industrial: Objetivos e Instrumentos todos os ministérios. Estabelece estratégias para 17 “campos de futuro” e pretende traduzir ideias de tecnologias básicas o mais rapidamente possível em produtos comercializáveis, serviços e processos. Em fevereiro de 2008, o governo federal lançou uma estratégia de internacionalização para atrair pesquisadores, estudantes e investimento estrangeiro, com um forte foco em P&D. No âmbito da Initiative for Excellence, a Alemanha está oferecendo financiamento de projetos de apoio às escolas de pós-graduação, “clusters de excelência” e de pesquisa de ponta nas universidades. Várias novas políticas visam taxas de graduação superior, incluindo o Higher Education Pact 2020 e o Qualifications Initiative (OECD, 2008). Através do programa PROINNO II, o Ministério da Economia apoia a cooperação de investigação cross-border entre empresas alemãs e estrangeiras e instituições de pesquisa. Um suporte similar está disponível para projetos realizados no âmbito da iniciativa EUREKA para promover a inovação europeia, que inclui os países da UE também. Por fim, por via de uma série de outras medidas, que se somam às indicadas anteriormente, o governo alemão está reagindo ao fato de que os investimentos em P&D por parte da indústria estão se tornando cada vez mais dependente da evolução econômica. Os especialistas têm observado que as empresas estão se retirando da pesquisa a longo prazo. Em vez de tomar partido de pesquisa estratégica para a abertura de novos mercados, elas estão adquirindo novas competências através 69 Variedades de capitalismo e política industrial: Formas Institucionais e Inovação Tecnológica da terceirização de pesquisa ou de compra de resultados de pesquisa – incluindo os resultados da pesquisa financiada por fundos públicos. A Pesquisa financiada publicamente, assim, torna-se mais importante. A política industrial da Espanha vem sendo desenvolvida pela Comissão Interministerial de Ciência e Tecnologia, quando assumiu a presidência do país José Maria Alfredo Aznar López em 1996. O documento em que está consubstanciada a política é o chamado Plano Nacional I+D (Plano Nacional de Investigação Científica Desenvolvimento e Inovação Tecnológica), que continua sendo elaborado pelo governo atual de Zapatero (2004 -). O PN original foi criado em 1988, com a aplicação da Lei de Fomento e Coordenação Geral de Investigação Científica e Técnica (1986) – Lei da Ciência – sendo revisto a cada quatro anos. 70 O governo espanhol entende que a competitividade internacional deve ser baseada em áreas de grande dinamismo associadas ou baseadas no conhecimento, que geram inovações tecnológicas, as quais devem, de forma rápida e eficiente, ser convertidas em produtos comercializáveis. Além disto, tem assinalado que embora a empresa seja o agente que cristaliza a inovação, a competitividade é resultado de múltiplas interações entre agentes diversos, tais como os grandes grupos empresariais, as PMEs, os centros técnicos, os centros públicos de pesquisa ou de inovação (CPI), os administradores e clientes, as entidades financeiras e os poderes públicos. Deste modo, O PN destaca quatro entornos fundamentais: científico, tecnológico, produtivo e financeiro. Os programas setoriais são coordenados basicamente pelo Ministério da Educação e Ciência e outros órgãos. A coordenação interterritorial é realizada pelo Conselho Geral de Ciência e Tecnologia. Finalmente, os fundos estruturais da Uniao Europeia têm se mostrado um instrumento eficaz de cooperação entre o Estado e as Comunidades A partir do PN I+D 2000-2003, a inovação é incorporada como tema e valor central. Assim, o plano passou a se chamar Plano Nacional de Investigação Científica, Desenvolvimento e Inovação Tecnológica. A diferença, na prática, é que se passa a compreender de forma articulada todas as ações de pesquisa e desenvolvimento desde a pesquisa básica até a inovação tecnológica, envolvendo todos os ministérios competentes em P&D. Além disso, ressalta-se a criação, em 2000, do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCYT). O PN é estruturado em torno de três eixos complementares: eixo temático (áreas prioritárias e suas linhas temáticas); eixo instrumental (modalidades de participação dos diversos agentes do sistema de ciênciatecnologia-empresa e os instrumentos financeiros correspondentes); e o eixo orçamentário (cenário econômico). É abrangente e leva em conta a atuação da UE – especialmente o V Programa Marco de P&D (V PM) e aquelas financiadas pelos fundos estruturais, bem como as iniciativas das comunidades autônomas através de seus planos regionais e equivalentes. 4) Política Industrial: Objetivos e Instrumentos Autônomas. Além disto, o PN é financiado pelo Fundo Nacional (Fondo Nacional), dentro do qual foi criado o Programa Nacional de Fomento da Articulação do Sistema Ciência-Tecnologia-Indústria (PACTI). Todas as ações previstas no PN estão associadas a uma modalidade de participação prevista na legislação espanhola de acesso a crédito. Os mecanismos financeiros podem ser subvenção total ou parcial, subvenção simultânea, associada a um crédito, crédito reembolsável, refinanciamento de crédito, participação em capital (“fondos de arranque”) para fomentar a abertura de empresas de base tecnológica, e fundos de investimento mútuo (“fondo de coinversión”) para consolidar empresas de base tecnológica. Ainda no que tange ao aspecto financeiro, o PN assume que o setor privado é o grande 71 Variedades de capitalismo e política industrial: Formas Institucionais e Inovação Tecnológica responsável pelas atividades de P&D, devendo aumentar, portanto, seus investimentos nesse campo. Em outubro de 2005, o governo aprovou o chamado Programa Nacional de Reformas (PNR), que consiste na resposta espanhola ao relançamento da Estratégia de Lisboa, estabelecendo como objetivo estratégico a plena convergência com a União Europeia até 2010, tanto no que diz respeito à renda per capita, quanto em emprego e sociedade do conhecimento. Atualmente, são definidas quatro grandes áreas no PN: geração de conhecimentos e capacidades; fomento à cooperação em P&D; desenvolvimento e inovação tecnológica setorial; ações estratégicas. 72 Destacam-se duas situações. A primeira, em relação à área de geração de conhecimentos e capacidades, é a criação do programa Severo Ochoa, cujo objetivo é incorporar aos centros nacionais pesquisadores de renome internacional que desenvolvem suas atividades num centro de excelência. Além disso, introduz-se o mecanismo de financiamento, o Programa Nacional de Fortalecimento Institucional, ligado a objetivos de excelência tecnológica e científica. A segunda, relacionada à área de fomento à cooperação em P&D, pretende eliminar a principal debilidade do sistema, que é cooperação escassa entre agentes de diferentes naturezas, sobretudo entre empresas e as universidades e centros públicos de pesquisa, tanto em âmbito nacional quanto internacional. Por fim, o PN aposta na simplificação das estruturas de gestão, racionalizando e integrando instrumentos existentes, criando novos e eliminando outros, quando for o caso, tendo como foco a participação plena das comunidades autônomas. A Coréia do Sul é um dos mais exemplares saltos de crescimento no setor de P&D entre todos os países. O investimento nesta área corresponde a A própria estrutura do governo mostra a preocupação coreana com o tema, dados os ministérios envolvidos - Educação, Ciência e Tecnologia, Economia do Conhecimento, Comunicação; quatro escritórios associados ao tema, vinculados ao segundo vice-ministro de Educação, Ciência e Tecnologia (Ciência e Tecnologia, Política de Pesquisa Acadêmica, Energia Atômica e Cooperação Internacional). A ênfase governamental está localizada na preocupação com pesquisas em biotecnologia, nanotecnologia e software, com fundos governamentais específicos. Em 1997 foi promulgada a Lei Especial de Ciência e Tecnologia em Inovação, englobando a criação do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia (NSTC), estruturado a partir da cooperação interministerial entre Ciência & Tecnologia e Educação. Foi estabelecido um Plano para Inovação em Ciência e Tecnologia, a ser desenvolvido em 5 anos. O documento detalhando a “Estrutura Geral da Política” indica a intenção de ampliar competências nas áreas tecnológicas para o desenvolvimento de um sistema de inovação adequado à competição. É enfatizada a relação indústria/universidade e a pesquisa universitária como infraestrutura-base de investigação, incluindo a criação de novos centros de pesquisa e melhoria da própria pesquisa. Têm destaque a engenharia de base tecnológica, a tecnologia de informação e a biotecnologia, complementadas pelo programa de reforma universitária “Brain Korea 21” (BK21), voltado para a pesquisa com mais qualidade e a pós-graduação de excelência. 4) Política Industrial: Objetivos e Instrumentos 3,2% do PIB, a maior parte pelos conglomerados; que chegam a responder por 75% do gasto nesta área. O investimento em pesquisas aplicadas, e em relação direta com as plataformas de exportação e desenvolvimento industrial, conduziu o próprio investimento governamental à aplicação mais direta em pesquisa básica. Entretanto, é verdade que a maioria das patentes de alta tecnologia é menos expressiva do que em outros países, como os EUA ou Alemanha. A ação coreana envolve uma política fiscal forte. Se as empresas 73 Variedades de capitalismo e política industrial: Formas Institucionais e Inovação Tecnológica aumentarem o investimento em P&D em 50% (nos últimos quatro anos), podem realizar dedução de até 5% do investimento total em equipamentos e instalações ou no desenvolvimento de recursos humanos. Empresas baseadas em P&D recebem dedução em relação ao imposto sobre consumo, bem como engenheiros e cientistas estrangeiros nesta área, têm isenção de imposto sobre a renda. São isentas de imposto as operações de transferência de direitos de propriedade intelectual, sendo também passíveis de crédito fiscal as doações realizadas para entidades governamentais ligadas à pesquisa. É previsto ainda o financiamento para novas ideias que promovam teste do produto e/ou comercialização de novas tecnologias. 74 A preocupação com políticas contínuas entre governo, universidades e empresas é uma constante. A Lei de Ciência e Tecnologia (2001) define prioridades em C&T e P&D, particularmente biotecnologia, bioindústria e nanotecnologia. Iniciou-se o programa Fronteira do século XXI em P&D para, em dez anos, desenvolver um núcleo tecnológico relacionado a dez projetos em nanotecnologia, biotecnologia, novos materiais e tecnologia ambiental, estruturado por consórcio público-privado (US$ 8 milhões por ano durante dez anos). Está em desenvolvimento uma Visão de longo Prazo para Ciência e Tecnologia, com horizonte até 2025. O Ministério do Comércio, Indústria e Energia ganhou relevo particularmente após as determinações governamentais relativas às reformas internas nas empresas e no setor financeiro (1997). Suas ações envolveram medidas para ampliar a competitividade e fortalecer o investimento externo. No setor industrial foram tomadas medidas saneadoras e de reestruturação das companhias, a defesa de uma produção ambientalmente amigável, o estímulo ao e-commerce, à pequena e média empresa, a privatização de companhias estatais e ao fortalecimento da rede infraestrutural. Investimento em pesquisa básica e em recursos humanos qualificados, bem como a maior concentração de investimentos em tecnologias selecionadas, são A ação governamental incorporou ao NSTC dirigentes industriais, associando interesses da indústria ao sistema nacional de C&T e P&D. São mantidos fundos públicos destinados às firmas associadas a P&D, disponibilizando recursos para empréstimos e participação pela via de projetos (para produção, por contrato, por subvenções), incluindo-se , ainda, o estímulo à competitividade entre as próprias firmas. Para as pequenas e médias empresas podem ser concedidos financiamentos adicionais para pesquisa e inovação e existe a intenção de promover fundos de capital de risco e apoio para novas empresas de base tecnológica. Como importante adição às políticas, o governo propõe reformar regras de propriedade e licenciamento intelectual oriundas de financiamento público, criando incentivos adicionais para determinados tipos de invenção (como genética, software, inovações nos negócios) e fortalecer os direitos de propriedade intelectual através de cortes especializadas. 4) Política Industrial: Objetivos e Instrumentos outros pontos importantes. O governo identificou dez setores relevantes: TV digital, displays (LCD, LED, PDP), robôs, automóveis de nova geração, semicondutores, telefones móveis, soluções digitais, novas tecnologias de armazenamento (baterias), biomedicina e home network. A Argentina não tem uma tradição de inovação tecnológica. Seu processo de desenvolvimento ficou muito prejudicado pelas políticas de corte neoliberal do governo Menem (1989-1999), das quais o país até hoje se ressente. No governo Menem (1989 – 1999) foi criado um programa de incentivo às pequenas e médias empresas, o Regime de Bonificação de Taxas de Juros. O objetivo era facilitar o acesso das PYMEs ao crédito dos bancos que participavam do programa, através de um subsídio do governo para as taxas de juros praticadas. Tal financiamento cobria desde a constituição de capital de giro dessas empresas até a aquisição de 75 Variedades de capitalismo e política industrial: Formas Institucionais e Inovação Tecnológica bens de capital e o investimento em inovação tecnológica. Ainda com o foco nas PYMEs, foi criado no mesmo governo o PRE – Programa de Reestruturação Empresarial – através do qual as empresas obtêm empréstimos a fundo perdido para o acesso a serviços profissionais e assistência técnica. Ainda no período Menem, no âmbito de uma reforma do sistema de Ciência e Tecnologia da Argentina, foi criada a Agência Nacional de Promoção Científica e Tecnológica e o GAGTEC –Gabinete Interministerial de Ciência e Tecnologia. Os setores privilegiados pela Agência foram a metalurgia, a biotecnologia, as energias alternativas, as TIC (tecnologias de informação). 76 No governo De La Rua (1999-2001) foi criado o programa Regime de Importação de Linhas de Produção Usadas e Novas, destinado às empresas exportadoras, com o objetivo de aumentar os investimentos na competitividade dos produtos industrializados. É também deste governo o Regime de Incentivos para a produção dos Bens de Capital, para estimular a fabricação nacional de bens de capital, informática e telecomunicações, através de abono fiscal. No governo Duhalde foi criado o programa Rede de Agências de Desenvolvimento Produtivo, com mais de setenta agências distribuídas pelo país, para assistência técnica e financeira às pequenas e médias empresas, envolvendo parcerias público-privado e co-financiamento entre governo federal, províncias e municípios. No governo De Nestor Kirchner foi elaborado em 2006, o PMT3 – Programa de Modernização Tecnológica, com o objetivo de formar recursos humanos para o setor público, com recursos do BID e do próprio governo. Foram priorizados os setores de combustíveis, metalurgia, saúde, software, nanotecnologia e biotecnologia. Cristina Kirchner também elegeu como prioridade o apoio às pequenas e médias empresas. É de seu governo o Regime de Promoção de Investimentos em Bens de Capital e Obras de Infra-Estrutura, que visa o crescimento econômico e a geração de empregos e utiliza-se de benefício fiscal, a isenção de IVA – Imposto sobre o Valor Agregado. Além disso, foi criado também o programa Formulação e Aplicação de Políticas para a Indústria, para melhorar a competitividade da indústria nacional, através da especialização industrial e consequente obtenção de produtos com alto valor agregado. Finalmente ao governo de Cristina Kirchner deve ser creditada a criação do CONICET – Conselho Nacional de Investigações Científicas e Técnicas, para desenvolver todas as atividades relacionadas com o desenvolvimento científico e tecnológico do país. 4) Política Industrial: Objetivos e Instrumentos Ainda nesse governo foi criado o Programa de Apoio à Indústria de Software e Serviços Informáticos, visando melhorar o padrão de qualidade dentro das indústrias através de assistência técnica e crédito a taxas subsidiadas. Também é do governo Nestor Kirchner o programa Fomento à Pequena e Média Empresa, que, além da assistência técnica e apoio financeiro, busca auxiliá-las em sua integração internacional, com o desenvolvimento de negócios de exportação. Há uma defasagem clara entre o nível de desenvolvimento do México e os outros países integrantes da OCDE. Um exemplo disso é a intensidade da P&D, cuja despesa bruta atinge apenas 0,5% do PIB, das mais baixas em comparação com os outros países. Mas o país vem aumentando seus investimentos na área e seu desafio maior é criar condições para a inovação, o que envolve a educação e o ambiente regulatório e competitivo, além de aumentar as habilidades das firmas de acesso a saltos tecnológicos. No governo de Ponce de León (1994-2000), foi criado um Programa de Política Industrial e Comércio Exterior, com objetivos amplos e 77 Variedades de capitalismo e política industrial: Formas Institucionais e Inovação Tecnológica ambiciosos, como a melhora da infraestrutura física e base humana e institucional, estímulo à integração das cadeias produtivas, promoção de exportações, entre outros. A avaliação permanente de resultados e a interação entre o governo e produtores eram previstos pelo governo. Quanto à política de melhoramento da infra-estrutura tecnológica para a indústria, dois elementos são destacados, a modernização tecnológica e a promoção da qualidade, e, para alcançá-los, foram planejados diversos arranjos institucionais. 78 No governo de Vicente Fox (2000-2006) foi elaborado o Programa de Desenvolvimento Empresarial 2000-2006, com objetivos que vão da criação de um ambiente econômico, jurídico e normativo propício ao desenvolvimento das empresas até objetivos mais específicos como promover habilidades administrativas, laborais e produtivas, etc. Para alcançá-los foram criados 151 programas de apoio do governo federal, dos quais uma fração expressiva (39) era de programas de capacitação, assistência técnica e consultoria empresarial e outra (30) de créditos e serviços financeiros. O Plano Nacional de Desenvolvimento Industrial 2000-2006 propôs a criação de um Sistema Nacional de Indicadores para o acompanhamento dos resultados dos programas e esperava obter muitos resultados até 2006, entre eles o aumento da integração de insumos nacionais em cinco pontos percentuais para exportações manufatureiras não maquiladoras e em vinte pontos percentuais para as exportações da indústria maquiladora. Quanto ao desenvolvimento tecnológico, o governo Fox propôs o Programa Especial de Ciência e Tecnologia de 2001-2006, que tinha como objetivos criar uma política de Estado de valorização da C&T, aumentar a capacidade científica e tecnológica, promover a competitividade e a inovação das companhias. Em 2002, a nova Lei de Ciência e Tecnologia regulamentou a área. No governo de Calderón Hinojosa, ainda em curso, foi formulado o Plano Nacional de Desenvolvimento para 2006-2011, que inclui, entre seus objetivos, promover a criação, desenvolvimento e consolidação das micro, pequenas e médias empresas (MIPyMES).A Secretaria de Economia criou dez programas de apoio empresarial. Em relação ao desenvolvimento tecnológico o governo criou o INNOVAPYME, o PROINNOVA e o INNOVATEC. Os setores priorizados pelo INNOVAPYME são as micro, pequenas e médias empresas, pelo PROINNOVA as Associações ou redes entre empresas, Instituições de Ensino Superior e Centros de Pesquisa, pelo INNOVATEC são as empresas inovadoras de todos os tamanhos. Além disso o governo criou o COMPITE – Comitê Nacional de Produtividade e Inovação Tecnológica,para dar consultoria e assistência técnica às empresas. O PROSOFT – Programa para o desenvolvimento da indústria do Software – aprova subsídios para programas da área. 4) Política Industrial: Objetivos e Instrumentos Os setores priorizados eram a tecnologia da informação, a eletrônica e telecomunicações, a saúde (remédios, sistemas de diagnósticos, materiais e equipamentos), a agricultura, a pesca e alimentação, a energia e a construção civil. Até 1999, o governo Fernando Henrique Cardoso manteve-se reticente à adoção de diretrizes de política industrial, não obstante a presença do documento, de 1996, Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior – Reestruturação e Expansão do Sistema Industrial Brasileiro, sob responsabilidade do Ministério da Indústria, do Comércio e do Turismo. O sentido geral da política proposta é criação de um ambiente favorável à elevação da competitividade, através, principalmente, da eliminação do Custo Brasil, por via de correções no sistema tributário e regulatório e do desenvolvimento da infra-estrutura. Destaca-se, ainda, a preservação da estabilidade econômica, “com regras claras e não discriminatórias”, a modernização das relações trabalhistas, o “crescimento dos investimentos diretos estrangeiros”, a integração 79 Variedades de capitalismo e política industrial: Formas Institucionais e Inovação Tecnológica das empresas brasileiras em redes internacionais. Por fim, “políticas específicas” são apontadas como relevantes, tão somente, para correção de “falhas de mercado”. Importa registrar, contudo, que, não obstante esta orientação geral, medidas pontuais de política industrial foram adotadas, em favor do setor automotivo, de softwares e de medicamentos. Por seu turno, ao final do segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso, embora não exista um documento geral de orientação da política industrial, esta passa a fazer parte da agenda do governo, especialmente através da criação dos fóruns de competitividade e dos fundos setoriais. 80 O governo Lula manteve a orientação macroeconômica de seu antecessor, assim como os fundos setoriais e fóruns de competitividade, e reabilitou a perspectiva de um papel mais ativo do Estado na promoção do desenvolvimento, conferindo grande destaque à idéia de política industrial, bem como ao estabelecimento de mecanismos de intermediação entre Estado e empresariado. Tal perspectiva se revela já em 2003 com o Roteiro para Agenda de Desenvolvimento. Em março de 2004, as Diretrizes de Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior definem como linhas de ação básicas a inovação e desenvolvimento tecnológico, a elevação da inserção externa, a modernização industrial, a ampliação da capacidade produtiva e da escala de produção das empresas brasileiras, a definição de opções estratégicas, a saber, o desenvolvimento da indústria de semicondutores, de fármacos e medicamentos, de softwares e de bens de capital. No Acompanhamento da Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior, de 2005, além das linhas de ação horizontais e das opções estratégicas presentes nas Diretrizes, apresentam-se como metas da PITCE o reforço das atividades portadoras de futuro, a saber, a biotecnologia, a nanotecnologia e a biomassa e outras fontes de energia renováveis. Para a coordenação das ações desenvolvidas foram criados o Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial Considerada as opções mais amplas do governo Lula para o desenvolvimento, a ênfase conferida às exportações e inovação tecnológica aparecia como elemento subordinado, dentro da “estratégia de longo prazo” estabelecida no Plano Plurianual de 20042007, que fixava como objetivo a incorporação progressiva das famílias trabalhadoras ao mercado consumidor das empresas modernas No segundo mandato do governo Lula, todavia, a ênfase nas exportações e na inovação permanece na Política de Desenvolvimento Produtivo que, ao contrário da PITCE, não destaca setores a serem objeto preferencial das ações a serem desenvolvidas. A PDP é apresentada como uma política pragmática, que prevê medidas de “implementação imediata”, com “metas factíveis”. As metas-país para 2010 são a ampliação do investimento fixo, de 17,6% do PIB em 2007 para 21%; a ampliação da participação das exportações brasileiras para 1,25%, contra 1,18% apurados em 2007; a elevação do gasto privado em P& D de 0,51% do PIB em 2005 para 0,65% em 2010; a dinamização das MPEs, envolvendo a elevação em 10% do número de empresas exportadoras. Os destaques estratégicos da política seriam o fortalecimento da MPEs, a expansão das exportações, a integração produtiva com a América Latina e o Caribe, a integração com a África, a regionalização da produção e a produção ambientalmente sustentável. Por fim os programas estruturantes para sistema produtivos seriam construídos a partir de estratégias diferenciadas que levam em consideração os estágios e as oportunidades para os diferentes sistemas, a saber, o alcance da liderança mundial, a conquista de mercados, a focalização, a diferenciação e a ampliação de acesso. 4) Política Industrial: Objetivos e Instrumentos e a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial, através da Lei 11.080 de 30 de dezembro de 2004, embora o primeiro já operasse informalmente desde abril de 2004 (MDICE, 2005b). Apontam-se como instrumentos da política os instrumentos de incentivo fiscais e tributários, o poder de compra governamental 81 Variedades de capitalismo e política industrial: Formas Institucionais e Inovação Tecnológica 82 e instrumentos de regulação. No âmbito das ações sistêmicas, a PDP destaca iniciativas como a elevação dos recursos para investimento e a redução do spread do BNDES em suas operações de financiamento, medidas diversas de desoneração tributária, a ampliação das linhas de financiamento do BNDES para inovação, a simplificação de procedimentos administrativos, a integração da política às outras ações do governo, em especial as desenvolvidas pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC); pelo Plano de Ação de Ciência, Tecnologia e Inovação, do Ministério da Ciência e Tecnologia; pelo Plano Nacional de Educação, do Ministério da Educação; pelo Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural; pelo Plano Nacional de Qualificação do Ministério do Trabalho e Emprego; pelo Programa de Educação para a Nova indústria, da CNI, SESI, e SENAI. A PDP cria, além disto, uma estrutura de governança da política, com a coordenação geral da política ficando a cargo do MDIC, além de comitês gestores subordinados aos organismos responsáveis pela condução de seus diferentes programas (MF, MDIC, ABDI, BNDES, MCT). 5. Política Industrial: Competitividade e Inovação em setores selecionados Parte das dificuldades relativas ao levantamento de políticas setoriais é a objeção firmada em muitos círculos acadêmicos e de governo contra a adoção de políticas seletivas, por suposto inclinadas a favorecer procedimentos predatórios, rent seeking, tal como sugerido pelas perspectivas neo-utilitaristas, que ganham proeminência a partir da década de 1970, com base na identificação de falhas de governo, que tornariam o Estado inepto para a intervenção no mercado. Admitida a presença de falhas de mercado – produção de bens públicos, externalidades, informações imperfeitas –, em que medida é razoável que o Estado intervenha no domínio econômico, sem o risco de agravar as falhas do mercado ou produzir distorções alocativas? 5) Política Industrial: Competitividade e Inovação em setores selecionados Nesta seção, o objetivo é identificar elementos das políticas específicas levadas adiante entre 1998 e 2008 nos países focalizados neste estudo, tendo como referência os setores contemplados no projeto que serviu de base ao levantamento realizado. Os setores considerados são o complexo automotivo; couro, calçados e artefatos; higiene pessoal, perfumaria e cosméticos; madeira e móveis; plásticos; têxtil e confecções; bens de capital; complexo aeronáutico; naval; tecnologias de informação e comunicação; complexo industrial da saúde; complexo energia (bioetanol, biodiesel, petróleo e gás); sistema agroindustrial; defesa. Todavia, seja pelos limites dos procedimentos adotados pela pesquisa, seja pela ausência ou pequena importância conferida às políticas para determinados setores nos sites dos órgãos de governo dos diferentes países, apenas no Brasil – e, em especial, sob a Política de Desenvolvimento Produtivo, de 2008 – foi possível identificar ações de política públicas projetadas para todos os setores mencionados. As falhas de governo referem-se, fundamentalmente, à atribuição de comportamento equivalente, em seus componentes, àquele que se supõe prevalecente no mercado. Relacionam-se, também, à indicação da possibilidade de captura do Estado por agentes econômicos beneficiados pela intervenção estatal e à existência de assimetria de 87 Variedades de capitalismo e política industrial: Formas Institucionais e Inovação Tecnológica informações na relação entre tomadores de decisão e burocratas – problema associado à relação principal-agente. No limite, políticos e burocratas seriam tão maximizadores quanto os indivíduos no mercado, o que os conduz a iniciativas, na busca de votos e rendas, que distorcem as sinalizações do mercado, além de produzir privilégios. A adoção de políticas em favor de determinados grupos econômicos, por seu turno, levaria à criação de rendas de monopólio e à ineficiência. Por fim, ainda que as determinações de políticos e dirigentes possam ser bem intencionadas, esbarrariam nas dificuldades para obtenção e processamento de informações e na capacidade de que dispõem os burocratas para brecar ou distorcer sua implementação. 88 A crítica à teoria sobre as falhas de governo, sem recusar plenamente validade aos problemas que aponta no funcionamento do Estado, indica como suas limitações a percepção unilateral sobre as motivações dos indivíduos e a incipiência da compreensão sobre os desenhos institucionais pertinentes à estrutura do Estado e sua relação com a sociedade. A forma de recrutamento da burocracia, seu treinamento, a presença de uma vigorosa ideologia orientada para o serviço público, a natureza mesmo da burocracia weberiana, a possibilidade de contar com mecanismos de controle externo mitigam os efeitos do comportamento maximizador, que não seria, de todo modo, inerente ao comportamento dos indivíduos em qualquer situação. Por seu turno, a indicação da possibilidade de captura do Estado por setores econômicos beneficiados por políticas industriais dá por resolvido o problema da ação coletiva de tais setores, desconsidera os diversos elementos que participam na formação da agenda pública e deixa obscuro o processo em que a penetração de interesses privados no Estado se realiza. Por fim, a afirmação de que problemas de informação tornam inefetivas as ações estatais negligencia a generalidade do problema da ausência de informações, além de assentar-se num postulado de racionalidade substantiva – em que se presume o domínio completo das informações relevantes no processo de tomada de decisões -, que deve ser contraposta Contornada a objeção relativa à presença de falhas de governo, a restrição às políticas seletivas dirige-se para a defesa de políticas dirigida, tão somente à correção de falhas de mercado ou, no limite, àquelas de caráter horizontal, orientada para o alcance de requisitos – capital humano, infra-estrutura e desenvolvimento tecnológico – que afetam a atividade econômica em seu conjunto, sem seleção de grupos e setores. Na verdade estas duas proposições de política industrial aproximam-se por negarem ao Estado qualquer papel na orientação dos rumos a serem tomados pelas atividades econômicas. Na primeira formulação, a intervenção estatal, como observado atrás, ocorre ex post, destinando-se à correção de desequilíbrios e imperfeições verificados no mercado, de modo a restaurar situações anteriores de equilíbrio. O problema aqui é a impossibilidade de definir ações orientadas para a mudança, uma vez que situações de equilíbrio podem se verificar em estágios incipientes de desenvolvimento econômico e tecnológico. A idéia de políticas horizontais compartilha do ceticismo em relação à intervenção estatal, que se associa às teorias sobre as falhas de governo, enfatizando as dificuldades para o gerenciamento de políticas seletivas e os riscos que elas trazem no sentido da distorção dos sinais produzidos pelo mercado e na criação de facilidades à corrupção e ao favoritismo. Neste sentido, admite-se, tão somente, a ação estatal na produção de bens que podem ser utilizados por todas as indústrias. O problema é a impossibilidade de contornar a seletividade de tais políticas, por um lado, e a sua eventual inefetividade, por outro. Políticas de apoio genérico à pesquisa e desenvolvimento, num quadro de recursos escassos, vão beneficiar primordialmente indústrias intensivas em tecnologia. Políticas de qualificação deverão definir quais profissionais serão formados, o que implica orientar a 5) Política Industrial: Competitividade e Inovação em setores selecionados à perspectiva da racionalidade procedimental, cuja efetividade está relacionada à definição de um desenho institucional que favoreça a troca e o compartilhamento de informações. 89 Variedades de capitalismo e política industrial: Formas Institucionais e Inovação Tecnológica qualificação para as necessidades de algumas indústrias. Criação de infra-estrutura – portos, por exemplo – está associada a necessidades de determinadas atividades econômicas. Por seu turno, se não estão definidos os mecanismos de transmissão dos bens produzidos ao tecido industrial, é possível que eles permaneçam sem aproveitamento. Ademais, as políticas horizontais não garantem a efetividade de esforços de equiparação, nem resolvem problemas de coordenação econômica, que podem exigir a indicação precisa de ramos e setores que se encontram defasados e/ou cuja magnitude é insuficiente para assegurar o equilíbrio entre os setores na atividade econômica. 90 A indicação do caráter seletivo das políticas industriais evita a incoerência inerente à idéia de políticas horizontais. A seletividade, por seu turno, deve estar associada à perseguição de objetivos gerais. No limite, política industrial é aquela que se dirige a grupos específicos de indústrias para o alcance de resultados que são percebidos pelo Estado como eficientes para a economia em seu conjunto. Entretanto, boa parte das políticas seletivas são apresentadas no âmbito de políticas genéricas, associadas, principalmente, à defesa, à energia e à inovação tecnológica. Isto não significa que inexistam como políticas seletivas, mas sua identificação torna-se ainda mais complexa. Abaixo apresentamos alguns elementos básicos das políticas industriais de corte setorial nos países contemplados neste estudo. Nos EUA as políticas industriais setoriais nos EUA não estão ausentes, mas nem sempre aparecem com este formato. Duas atividades transversais aparecem claramente - nanotecnologia (a Iniciativa para a Nanotecnologia, de 2007) e biotecnologia (2005) – bem como o grande interesse na defesa da propriedade intelectual. Outros setores, considerados neste trabalho, apresentam forte entrelaçamento – complexo aeronáutico, naval, de tecnologia da informação (TI) e, certamente, a defesa. A Agência de Projetos para Pesquisa Avançada em Defesa (DARPA), escritório específico do Departamento de Defesa, tem por finalidade gerenciar projetos inovadores e investigações científicas de laboratório e construção de protótipos para sistemas militares. Sua área de atuação é ampla, abrangendo computação, matemática, engenharia, ciência de materiais, neurociência e até ciências sociais. O gerenciamento e financiamento de projetos ocorre mediante “chamadas públicas” (muitas em P&D) pelas Federal Business Oportunitties, um site semelhante a um pregão americano de ofertas. 5) Política Industrial: Competitividade e Inovação em setores selecionados O setor de defesa é o grande locus de investimento. Em 2003, quase o auge das ações contra o terror, se estruturou a iniciativa em Pesquisa e Desenvolvimento para a Segurança Doméstica. Ela objetivava impedir a importação de arma ou material nuclear, deter, avaliar e responder a ataque biológico, usar com eficácia informações da Inteligência e determinar vulnerabilidades na infraestrutura. De um montante previsto de US$ 300 milhões em 2002, elevou-se para acima de US$ 1 bilhão em 2006, montante sob responsabilidade da Fundação Nacional de Ciência (NSF). Em 2004 a iniciativa governamental em torno de segurança e defesa foi marcada pelo “Projeto Escudo Biológico”, para melhorar a alimentação e a defesa na área agrícola. Junto a ele, a iniciativa para apoiar o desenvolvimento de P&D para uma nova geração de medicamentos e contramedidas para enfrentar agentes de destruição em massa. O complexo aeronáutico, de grande relação com a defesa, ganhou um novo programa para a NASA, denominado Nova Visão Para os Programas da NASA. Sua meta central era ampliar a exploração humana e robótica do sistema solar, inclusive missões tripuladas, em um programa de longo prazo iniciado em 2005. No mesmo setor, em 2006, foi instituída a Política Aeronáutica Nacional em P&D, sob os auspícios do Escritório de Ciência e Tecnologia (OSTP). O documentobase enfatiza a segurança na aviação como ponto relevante, além do 91 Variedades de capitalismo e política industrial: Formas Institucionais e Inovação Tecnológica desenvolvimento da próxima geração de aeronaves. O orçamento para P&D na área aeronáutica - NASA, FAA e DOD – atingiu US$ 1,8 bilhão em 2007, sendo US$950 milhões somente para o DOD e US$ 724 milhões para a defesa. No setor de TI, conjugado ao de defesa, o governo americano desenvolve um plano federal ligado a “supercomputadores” (high end computing) através da multiagência federal Pesquisa e Desenvolvimento em Rede e Tecnologia de Informação (NITRD), que coordena agências voltadas a este tema – DARPA, NASA, NSF, DOE. Além das agências interessadas, o programa conta com participação do setor privado através da IBM, Sun Microsystens, Cray e NEC. Seu grande objetivo é manter a liderança tecnológica americana nos campos de hardware e software de alto desempenho. 92 O complexo de energia tem sua Iniciativa Para Combustível de Hidrogênio - HFI (a partir de 2003, com incremento em 2005) para o apoio aos esforços industriais no desenvolvimento de práticas e tecnologias econômicas para o uso de hidrogênio em automóveis. O plano prevê, até 2015, que deverá ser desenvolvido um veiculo em escala comercial e reduzir a dependência americana de combustíveis fósseis. O orçamento federal prevê US$ 289 milhões em 2007. Entre 2006 e 2008, no mesmo setor, foi estabelecida uma Iniciativa Avançada de Energia (AEI), cujo objetivo era acelerar a viabilidade técnica e reduzir o custo de tecnologias para diminuir a dependência de petróleo e reduzir a emissão de gases poluentes. O projeto implica em utilizar veículos híbridos (como tecnologia de hidrogênio) e biocombustíveis, (etanol) a partir de resíduos agrícolas e florestais (como o etanol de celulose). Para 2008 foram previstos US$ 3,16 bilhões nesta iniciativa. Ainda no setor de energia, surgiu a FutureGen, uma iniciativa presidencial concebida como parceria público-privado para projetar, construir e operar a produção de energia limpa, em uma única planta, obtendo produção Basicamente, apesar de o investimento estatal setorial não ser hegemônico, os EUA adotam a prática do acesso aos fundos federais das diferentes agências por financiamentos envolvendo parcerias (como as público-privado), “chamadas” públicas, pelas pesquisas em laboratórios nacionais e compras governamentais. No caso das pesquisas em laboratórios nacionais, recomenda-se às agências que os conhecimentos sejam disseminados com presteza, particularmente pela interface com as indústrias. Na Alemanha, as políticas e diretrizes para a indústria estão consubstanciadas basicamente no programa guarda-chuva High Tech Strategy, desenvolvido em parceria pelo Ministério da Educação e da Pesquisa (BMBF) e pelo Ministério da Economia e Tecnologia (BMWi), em 2006. A política industrial alemã para o complexo automotivo envolve quatro grandes programas: a) O High Tech Strategy abrange o período de 2006 a 2009, envolvendo o montante de mais de 770 milhões de euros para financiamento de projetos de P&D no setor automotivo e de tecnologias de tráfego; b) em 2007, o governo federal lançou o East German Automotive Cluster, para tornar a indústria mais competitiva; c) o CARS 21 (Competitive Automotive Regulatory System for the 21st Century) é um programa no âmbito da União Europeia, e contém os princípios relativos à redução de emissão de CO2, e ao uso de combustíveis alternativos e mais seguros; d) o Transatlantic Economic Council, criado na EU/US Summit em 2007, tem como objetivo reduzir as barreiras comerciais não-tarifárias (como os regulamentos e normas do comércio transatlântico). 5) Política Industrial: Competitividade e Inovação em setores selecionados de hidrogênio, energia elétrica, captura de dióxido de carbono e gaseificação de carvão. Por parte do governo, o Departamento de Energia é o órgão participante, atuando com grandes empresas geradoras privadas, incluindo uma chinesa e uma britânica. O projeto piloto prevê o investimento de US$ 1 bilhão até 2010. 93 Variedades de capitalismo e política industrial: Formas Institucionais e Inovação Tecnológica A indústria de plásticos também está considerada no programa guarda-chuva High Tech Strategy. Podem ser consideradas três grandes linhas de atuação: tecnologias de microssistemas, tecnologias de materiais e novos materiais para a indústria e a sociedade. Destacam-se as iniciativas Polymer Microsystems, Micro-Nano Systems Integration, e Micro-Systems Programme em tecnologia médica e técnicas de logística e segurança”, e o programa WING – Materials Innovations for Industry and Society, que integra a pesquisa de materiais clássicos com a disciplina básica da química e a área de nanotecnologia, e foca o desenvolvimento de materiais. 94 Para o setor de bens de capital, destaca-se o 7th Research Framework Program, criado no âmbito da UE, para o período de 2007 a 2013. Foi destinado um orçamento de 3,5 bilhões de euros para o período, para financiamento mais aplicável ao setor de máquinas e equipamentos (envolvendo as nanociências, nanotecnologias, materiais e produção). Mais 9 bilhões de euros também foram reservados para tecnologias de informação e comunicação, com ênfase particular no domínio da robótica. O complexo aeronáutico vem merecendo especial atenção do governo alemão, por meio do programa High-tech strategy, em suas diretrizes de inovação: tecnologias de tráfego aéreo, tecnologias aeroespaciais, programa de pesquisa em transporte aéreo, promoção de pesquisa e tecnologia aeroespacial A indústria naval também é contemplada no âmbito da High Tech Strategy, com o objetivo de fazer do país uma referência em alta tecnologia para o setor, inovando em processos para firmar a posição no mercado mundial de navios especializados. Destacam-se os programas Shipbuilding and Marine Technology for the 21st Century, e Innovative Shipbuilding to Secure Competitive Jobs. Em vigor desde 2006, o complexo de saúde está contemplado no High Tech Strategy com as diretrizes para a pesquisa em saúde e tecnologia médica. Espera-se a incorporação dos resultados de pesquisa o mais rápido possível aos cuidados de saúde com os pacientes. Destaca-se o Medical Technology Plan, criado em 2007, com a finalidade de aperfeiçoar a tecnologia médica. Visando o uso de energia segura, econômica e ambientalmente compatível, entrou em vigor, em 2006, o programa de pesquisa em energia denominado Energy for Germany. Foi previsto um orçamento de cerca de 2 bilhões de euros para o período de 2006 a 2009. De forma complementar, entrou em vigor, em 2007, o Market Incentive Programme on Renewable Energies, com um aporte de 1,7 bilhões de euros. Finalmente, destaca-se a política para o setor de defesa, também no âmbito do High Tech Strategy, com foco no desenvolvimento de tecnologia de segurança e de materiais. Entrou em vigor em 2006, e nele é assinalado que o objetivo central é garantir a liberdade dos indivíduos e da sociedade, bem como abrir o potencial econômico da tecnologia de segurança e posição no mercado mundial. 5) Política Industrial: Competitividade e Inovação em setores selecionados No setor de tecnologias da informação e comunicação, destacam-se a Cúpulas de TI (IT Summit), no âmbito do High Tech Strategy. Destacam-se, basicamente, quatro iniciativas: The ICT of the future, The Community in the Digital World, Recruits and Skilled Personnel in the ICT Sector, e Confidence in the Digital World. Em termos gerais, o governo pretende tornar a Alemanha um centro de ICT, através da cooperação entre o Estado, a indústria e a pesquisa. No que concerne à pesquisa na área, destaca-se o ICT 2020, em vigor desde 2007. O setor de higiene, pessoal, perfumaria e cosméticos tem sua diretriz estabelecida no Regulamento REACH (Registro, Avaliação e Autorização de Produtos Químicos), que está em vigor desde 2007, e abrange 95 Variedades de capitalismo e política industrial: Formas Institucionais e Inovação Tecnológica os países da EU. A Comissão Europeia acompanha a implementação do REACH por meio dos RIPs (REACH Implementation Projects). Por fim, os setores de nano e biotecnologia na Alemanha vêm merecendo significativa atenção por parte do governo federal, o que torna o país um dos líderes globais em pesquisa básica de nanotecnologia. Destaca-se, no âmbito do High Tech Strategy, a Nano-Initiative, direcionada a vários setores, como a indústria ótica, eletrônica, de ciências da vida, de produção de nanomateriais, além de um programa de financiamento para as pequenas e médias empresas. O mesmo ocorre com a biotecnologia. Atualmente, a Alemanha possui mais empresas de biotecnologia do que qualquer outro país na Europa. A indústria do núcleo de biotecnologia alemã é representada por mais de 500 empresas, caracterizadas principalmente por pequenas e médias empresas com menos de 50 empregados. 96 As políticas industriais e de inovação da Espanha estão basicamente consubstanciadas nos Planos Nacionais plurianuais e no Plano Nacional de Reformas, em consonância com a Estratégia de Lisboa. Nesse contexto, o Programa INGENIO 2010 é uma iniciativa do Governo da Espanha, apresentado em junho de 2005, como resposta ao relançamento da Estratégia de Lisboa, aprovada pelo Conselho de Primavera em 2005, e que estabelece o objetivo estratégico de plena convergência com a UE em 2010, no que diz respeito a renda per capita,emprego e sociedade do conhecimento. Envolve os esforços coletivos do Estado, empresa, universidade e organismos públicos de pesquisa. No campo das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) destaca-se o Plano Estratégico AVANZ@, que agrupa todas as políticas de P&D e de inovação. O plano é estruturado em três grandes linhas horizontais que pretendem incorporar a sociedade da informação aos cidadãos, empresas e administrações públicas. Alguns dos seus objeti- O complexo de saúde é contemplado pelo plano estratégico CONSOLIDER, no âmbito do INGENIO 2010 e de acordo com o Plano Nacional de I+D+I 2008-2011. O plano é uma linha estratégica que visa alcançar excelência em pesquisa, aumentando a cooperação entre pesquisadores e a formação grupos de pesquisa. Espera-se o aporte de cerca de 2 bilhões de euros para o período do PN, sendo cerca de 50% por conta do Estado. No setor automobilístico, a principal diretriz está contida no Plan Integral de Automoción (PIA), lançado em fevereiro de 2009, com abrangência até 2011. Ele é integrado ao plano espanhol para estímulo da economia e emprego. Tem como objetivo manter ativas as unidades produtivas na Espanha, estabelecendo planos de melhorias da competitividade que posicionem a indústria espanhola em condições de competir em segmentos de mercado promissores. O governo estima a aplicação de cerca de 4 bilhões de euros envolvendo diversas iniciativas. O plano também envolve a melhoria e potencialização do transporte de mercadoria por ferrovias, por carretas e por mar, para tornar o custo logístico menor. Algumas medidas de fomento foram criadas, como a dedução fiscal e financiamento de empresas, inclusive das pequenas e médias. Por fim, destaca-se o financiamento do Banco Europeu de Investimentos, para otimizar o impacto da Iniciativa Europeia de Transporte Limpo sobre esse setor na Espanha. 5) Política Industrial: Competitividade e Inovação em setores selecionados vos são incrementar o porcentual de empresas que utilizam comércio eletrônico, de 8% a 55%, promover o uso de fatura eletrônica, dentre outros. Além disso, prevê a regionalização do plano mediante convênios com cada comunidade autônoma e corporações locais. Em 2006, o plano teve uma dotação orçamentária de cerca de 2 bilhões de euros e, em 2007, de cerca de 1,5 bilhão de euros. Dentre os instrumentos de ajuda financeiros destacam-se as subvenções e os empréstimos de caráter plurianual. O objetivo geral é fazer com que os gastos com TIC cheguem a 7% do PIB no ano de 2010. 97 Variedades de capitalismo e política industrial: Formas Institucionais e Inovação Tecnológica Em relação ao setor de energia, o governo espanhol lançou em julho de 2007 o Plan de Acción Estrategica de Ahorro y Eficiencia Energética en España (E4), para o período de 2008 a 2012 (PAE4 2008-2012), em continuidade ao anterior (2005 a 2007). O plano foi elaborado pelo IDAE (Instituto para la Diversificación y Ahorro de la Energía), que é uma entidade pública empresarial atrelada ao Ministério de Industria, Turismo e Comércio (MITYC). O grande marco que orienta sua ação institucional é a consecução do Plan de Acción 2005-2012, da Estrategia de Ahorro y Eficiencia Energética para Espanha e o Plan de Energías Renovables 20052010. 98 No país, está em vigor desde 2005 o Plan de Energías Renovables 2005-2010 (PER), que tem o propósito de reforçar os objetivos prioritários da política energética do governo, ou seja, a garantia da segurança e qualidade do abastecimento elétrico preservado o respeito ao meio ambiente, com o cumprimento dos termos do Protocolo de Kioto, de modo a manter o país na UE. Em conjunto com o PAE4, o governo pretende investir cerca de 23 bilhões de euros de modo a reduzir o consumo de energia e diminuir a dependência do país de energia importada, contribuindo, simultaneamente, para reduzir a contaminação. Em relação aos setores de bio e nanotecnologia, a Espanha traçou suas diretrizes e políticas estratégicas no PN I+D+I 2008-2011. No entanto, a despeito dos esforços, o país ainda caminha de forma incipiente nessa direção. Destaca-se, entretanto, a criação do Laboratório Internacional Ibérico de Nanotecnologia, em julho de 2009. Ele será gerido sob a responsabilidade conjunta de Espanha e Portugal, tendo um caráter internacional e aberto à participação de instituições e de especialistas de todo o mundo, devendo constituir-se um pólo internacional de excelência. Da mesma forma, destaca-se o Centro Nacional de Biotecnologia, criado em 1992. De certa forma, a Coréia do Sul é uma antípoda dos EUA, particularmente porque a política industrial é parte central de sua estratégia de desenvolvimento. O papel ativo do governo atinge ações regulatórias de largo escopo, incentivos fiscais, fundos públicos para pesquisa, parcerias público-privado e investimento governamental direto para captação de empresas e capital externo. A chave da preocupação coreana é bem expressa no rótulo “economia do conhecimento”, tema recorrente em documentos oficiais. Por suas características, a biotecnologia é tratada, como em outros países, como um setor transversal. Com abrangência entre 2006 e 2011, foi lançado o Plano de Implementação para o Crescimento da Biotecnologia (2006), sob responsabilidade direta do governo. Envolvendo até 1000 companhias industriais, o governo incentiva a formação de “Bio Clusters” regionais, com financiamento de pesquisa, relação mais estreita com as universidades e desenvolvimento de infraestrutura para implantação industrial, inclusive por incubadoras. 5) Política Industrial: Competitividade e Inovação em setores selecionados Como pode ser observado, a elaboração de planos abrangentes é uma marca espanhola. Há uma nítida opção por políticas horizontais. Um exceção de destaque é a indústria automobilística que, embora de reduzido controle nacional, tem um peso importante na economia do país. O complexo automotivo desenvolve dois programas importantes: uma Estratégia Tecnológica de Médio Prazo e um Projeto de Desenvolvimento Centrado em Base Tecnológica, abrangendo 2006-2011. Ligados ao Ministério da Economia do Conhecimento incentivam ações público-privado e a relação com as universidades. Para enfrentar as mudanças em tecnologia automotiva, realizam investigações ligadas aos combustíveis, meio ambiente e eletrônica, agregando funções em TI e meio-ambiente. 99 Variedades de capitalismo e política industrial: Formas Institucionais e Inovação Tecnológica O complexo aeronáutico tem a atenção governamental através de uma política de investimento ( 2004 a 2015) para o desenvolvimento de projetos locais, em maior escala que a preocupação direta com a transferência de tecnologia. O programa prevê o desenvolvimento de recursos científicos e tecnológicos, investimento direto, além da atração de capital externo via benefícios fiscais (definido como “exceções tributárias”), particularmente por empresas que contribuam para o rápido desenvolvimento do setor. 100 O setor de Tecnologia da Informação e Comunicação é marcado pelo Plano Básico U-Coréia, com vigência entre 2006 e 2011 e acompanhado pelo Ministério da Economia do Conhecimento. A idéia de uma sociedade de “informação onipresente” (U-Society), representada pela convergência de meios de mídia e pela perspectiva de uma rede integrada de operações eletrônicas, para uma sociedade conectada “sem fio”, vem ganhando força. A ação governamental concentra-se em novas gerações de comunicação móvel e novas tecnologias, construindo parcerias do governo com as indústrias e instituições de pesquisa para a produção de equipamentos em comunicação, infraestrutura de rede e para a ampliação da capacidade de tráfego de dados. O complexo industrial da saúde desenvolve programa relativo ao Desenvolvimento da Indústria de Cuidados em Saúde, incentivando a cooperação entre empresas, hospitais, universidades e laboratórios para o desenvolvimento de novos medicamentos e equipamento médico avançado. Até 2012, estão previstos US$1,03 bilhão em investimentos em centros de apoio e facilidades para a atração de empresas, a maior parte de origem privada. No setor de energia, a estatal KEPKO permanece sendo a principal geradora e distribuidora. As metas gerais do governo, expressas na Visão Sobre Energia 2030 (de 2006), indicam três grandes questões: segurança energética, eficiência e preocupação ambiental. As Para o setor de defesa, com vigência entre 2005 e 2020, foi aprovado o Plano Mestre para Reforma da Defesa, envolvendo a aquisição de capacidade e estrutura militar avançada, e destaque para a transparência de suas ações visando o apoio da comunidade internacional. A direção geral do plano implica na estruturação legal de suas ações e na manutenção de uma sólida aproximação com os EUA. O setor naval apresentou uma interessante inovação: as companhias de investimento naval. Esta iniciativa governamental pretende garantir capital próprio para as companhias com baixa capacidade de investimento e também providenciar formas alternativas de financiamento. Os fundos para as companhias são obtidos por emissão de ações, títulos corporativos ou empréstimos. Eles são investidos em navios e retornam aos investidores na forma de dividendos e pagamento dos empréstimos. Na Coréia do Sul o papel do governo em atuação setorial preserva grande importância, seja pelo investimento direto, seja por incentivos ou pela oferta de recursos, mostrando importante capacidade regulatória. A preocupação com o crescimento econômico, a orientação externa da economia e a busca de liderança tecnológica não arrefeceu na Coréia do Sul mesmo em tempos recentes. 5) Política Industrial: Competitividade e Inovação em setores selecionados estratégias de ação implicam em incentivar a produção de energias alternativas em biomassa, geotérmica, vento e com base no hidrogênio, com apoio do governo e parcerias, bem como um programa de tarifas diferenciadas para estes setores. Uma prática coreana é a participação da companhia estatal de petróleo em explorações fora do país, por mecanismos como joint-ventures e blocos de exploração, além da participação em companhias estrangeiras. A Argentina não tem uma tradição de inovação tecnológica, como já observado, entre outras razões, pelo seu passado de industrialização 101 Variedades de capitalismo e política industrial: Formas Institucionais e Inovação Tecnológica por substituição de importações. A despeito disso, tomou algumas iniciativas no sentido da equiparação tecnológica, voltadas para setores identificados como “tecnologias do futuro”, a Biotecnologia e a Nanotecnologia. Foi criado em 2003 o Programa de Biotecnologia Industrial para estimular a bio-indústria local e a utilização da biotecnologia na produção, especialmente nas pequenas e médias empresas. Em 2007, foi promulgada a lei 26.270 de Promoção do Desenvolvimento e Produção da Biotecnologia Moderna, com duração prevista até 2022. Em relação à Nanotecnologia foi criada em 2005 a FAN- Fundação Nacional de Nanotecnologia. Há atualmente quatro redes relacionadas com a Nanociência e a Nanotecnologia e a Argentina constituiu junto com o Brasil o Centro Argentino-Brasileiro de Nanociência e Nanotecnologia. 102 Quanto aos setores tradicionais predominam as políticas de desoneração fiscal. Em relação à indústria automobilística o decreto 774/2005 previa uma restituição financeira entre 6% e 8% sobre o valor da compra das autopeças locais, adquiridas pelas empresas fabricantes de automóveis localizadas em território nacional. A condição era que as empresas apresentassem projetos de produção de novas plataformas. Em 2008, é sancionada a lei 26.393 que novamente estabelece uma restituição financeira entre 6% e 8% sobre o valor da compra de autopeças locais pelos fabricantes de carros e picapes de até 1500 kg, caminhões, ônibus e motores. A medida em vigor, de dezembro de 2008, cria incentivos para a fabricação de motocicletas e motopeças, através da redução de tarifas nos cinco primeiros anos. Para as empresas serem habilitadas devem apresentar um plano de produção e um programa de importações e exportações e devem comprometer em crédito ou investimentos quantia não inferior a um milhão de dólares, em ativos fixos, em edifícios ou instalações ou bens de capital. As TICs – Tecnologias de Informação e Comunicação – estão incluídas no decreto 379/01, cujo objetivo era promover a fabricação nacional de bens de capital, de informática e de telecomunicações e dos bens que façam parte de linhas de produção completas e autônomas, fabricados por produtores locais e que se encontrem ligados a novas plantas industriais, ou à ampliação e/ou modernização de plantas já existentes. O benefício consiste em um abono fiscal de 14%. A lei 25.922 cria um sistema de proteção à indústria de softwares, através da estabilidade fiscal de dez anos relativa a todos os tributos nacionais. No setor de biocombustíveis a lei 26334 estabelece a isenção do IVA e do imposto sobre o lucro para empresas relacionadas com a produção do Bioetanol, segundo algumas condições. 5) Política Industrial: Competitividade e Inovação em setores selecionados Quanto aos bens de capital a lei 25.924 prevê a devolução antecipada do Imposto sobre o Valor Agregado ou a amortização acelerada do imposto sobre os lucros. A lei 23.360, de 2007, prevê também a devolução antecipada do IVA ou a amortização do imposto sobre os lucros para as empresas que apresentarem projetos de investimento em obras de infra-estrutura e atividades produtivas de alto impacto econômico e social, vinculadas a geração de energia, produção e exploração de hidrocarbonetos, obras hídricas, rodovias, ferrovias e demais projetos que permitam a expansão da capacidade produtiva em qualquer setor econômico. No que respeita às tecnologias do futuro, embora o México não tenha grandes resultados a exibir, o tema da Nanotecnologia está presente na agenda governamental, o que se demonstra pelo documento do governo atual, de Calderón Hinojosa (2006-2012), Diagnóstico e Prospectiva de La Nanotecnologia em México. Este documento considera que o México poderá se tornar competitivo em Nanotecnologia, utilizando-a para o tratamento da água, em materiais para construção, assim como nos processos de extração e refino de petróleo, atividade fundamental 103 Variedades de capitalismo e política industrial: Formas Institucionais e Inovação Tecnológica na economia mexicana; não obstante, o que se detecta até o momento é, apenas, um conjunto de metas e intenções. As políticas relacionadas com os setores econômicos tradicionais no México têm como característica a desoneração, fiscal ou tarifária. As políticas relativas ao setor automotivo estão presentes em dois documentos do governo Vicente Fox (Decreto para el apoyo a la competitividad de la industria terminal y el impulso al desarrollo del mercado interno de automóviles, de 31 de dezembro de 2003, e suas Reglas de Aplicación publicadas em 30 de junho de 2004) e um do governo Calderón Hinojosa (Estúdio de Prospectiva Tecnológica de La Industria Automotriz en México de 11 de janeiro de 2007). 104 O decreto de 2003 estabelece benefícios para as empresas produtoras de veículos, como facilidades aduaneiras, tarifas baixas para importação de insumos, participação em licitações públicas nacionais com veículos de qualquer origem, importação de veículos com tarifa zero ao amparo da cota unilateral de qualquer país, mesmo que o México não tenha com o mesmo um Tratado de Livre Comércio. O documento de 2007, Estúdio de Prospectiva Tecnológica de La Industria Automotriz en México,do governo Hinojosa, propõe para a indústria automobilística uma meta de crescimento até 2015 de US$78 bilhões e até 2030 de US$118 bilhões, reorientando o foco da indústria para as tecnologias de maior atratividade: Veículos ligeiros – trem motriz, Interiores e Eletrônica; e Veículos comerciais- Trem motriz, Eletrônica e Carroceria. Quanto à Siderurgia, foi elaborado em 2008 o Plano de Ação Estratégico para o Setor Siderúrgico no México. Foi definido um plano de crescimento com o objetivo de duplicar o PIB do setor do aço para 2020 de US$6 milhões a US$ 12 milhões, o que representa um incremento na produção nacional de 17.8 a 32 MMton/ano. Em relação à indústria têxtil há o Programa de Redução de tarifas da Cadeia Fibras – Têxtil - Vestuário (05/06/ 2008) sob a responsabilidade Quanto às TICs, a pré-condição para seu desenvolvimento foi a política mais ampla para a Ciência e Tecnologia prevista no Programa de Ciência e Tecnologia 1995 – 2000, de 18 de Abril de 1996 (governo Ponce de León). No tocante à informática o governo Ponce de León produziu o Programa de Desenvolvimento Informático 1995-2000 com metas gerais como promover o uso de computadores na vida pública, privada e social; além do incentivo ao desenvolvimento da indústria de computadores, etc. No setor de eletrônica há o Programa de Redução de Tarifas para a Competitividade da Indústria eletrônica e a Economia de Alta tecnologia, visando aumentar a competitividade do país no setor. Em 2010, o governo Fox emitiu o decreto “Itaplus”, que estabelece diversas tarifas para a competitividade da indústria eletrônica e a economia de alta tecnologia. O ITA – Information Technology Agreement – estabelece, nos marcos da OMC, o compromisso de dedução fiscal por parte de 58 países, de diversos insumos, componentes e bens finais para esses setores. Através do “ITAplus” o México amplia as condições do acordo e inclui produtos de interesse para o país. No setor de energia há um programa de desenvolvimento e reestruturação do setor de 1996, com ênfase no aumento do investimento e incremento à eficiência, embora faça-se referência à preservação do meio ambiente. O Programa Setorial de Energia 2007-2012, do governo Hinojosa tem foco na necessidade de maior participação de fontes renováveis, superando a dependência excessiva do México em relação ao petróleo. 5) Política Industrial: Competitividade e Inovação em setores selecionados da Secretaria de Economia, num esforço de compensar a perda de competitividade do setor nos últimos anos. No Brasil, embora reticente quanto à importância da política industrial, o governo Fernando Henrique Cardoso adotou medidas de apoio a alguns setores, diante de dificuldades derivadas da abertura da 105 Variedades de capitalismo e política industrial: Formas Institucionais e Inovação Tecnológica economia e de iniciativas de outros países. Neste último caso, figura o regime automotivo brasileiro, que consistiu na adoção de medidas de desoneração tributária em favor das montadoras já instaladas no país e daquelas que viessem a se instalar, em virtude das medidas de atração de investimentos efetuadas na Argentina. Sob o governo Lula, o setor automotivo não aparece na PITCE, de 2004, mas está incluída na Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP), de 2008, entre os Programas para Fortalecer a Competitividade. As principais metas definidas são a ampliação da produção e dos investimentos em P&D. As iniciativas mais relevantes estão associadas a medidas de desoneração tributária e as linhas de financiamento do BNDES para engenharia de projetos e para apoio ao setor de autopeças. 106 Os setores de couro, calçados e artefatos; higiene pessoal, perfumaria e cosméticos; madeira e móveis; plásticos; têxteis e confecções figuram entre aqueles que não contaram com políticas específicas no período considerado neste estudo, não obstante a criação dos fóruns de competitividade para diversos setores e das medidas de apoio aos arranjos produtivos locais. Na PDP eles figuram nos programas para fortalecer a competitividade. As metas da PDP para o setor de couro, calçados e artefatos são a conquista da segunda posição na produção mundial e a da terceira nas exportações internacionais. As principais medidas destacadas são a linha de financiamento REVITALIZA, do BNDES, aberta a setores intensivos em trabalho, além de diversas iniciativas de promoção comercial e regulatórias para firmar a marca brasileira. Na PDP, as metas para o setor de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos são o alcance de U$ 700 milhões em exportações em 2010. As medidas destacadas referem-se à promoção comercial, as linhas de financiamento à inovação do BNDES e medidas regulatórias que favoreçam o aproveitamento da biodiversidade brasileira, em especial Para o setor de madeira e móveis, a PDP fixa como metas a elevação das exportações e das vendas no mercado interno, além da ampliação do investimento em P&D. Destacam-se entre as medidas definidas o REVITALIZA e ações de promoção comercial com o objetivo de firmar a marca Brazilian Furniture no exterior. Para o setor de plásticos na PDP, a meta fixada é a elevação para U$2 bilhões nas exportações em 2010, face ao desempenho de U$ 1 bilhão em 2006. As principais medidas anunciadas referem-se ao apoio a fusões e aquisições, à fixação de marcas, além de programas de capacitação em gestão empresarial. Para o setor de têxteis e confecções, a meta fixada pela PDP é a ampliação do faturamento de U$33 bilhões em 2006 para U$41,6 bilhões em 2010. Dentre as medidas anunciadas destacam-se o REVITALIZA e a criação do selo QUAL, contemplando qualidade, meio ambiente e responsabilidade social. O setor de bens de capital beneficiou-se de programas dirigidos a outros setores no governo Fernando Henrique Cardoso, como o MODERFROTA, para aquisição de máquinas e equipamentos agrícolas. No governo Lula, foi colocado, na PITCE, como um setor estratégico, dispondo de uma linha especial do BNDES, o MODERMAQ, que facilita a aquisição de máquinas e equipamentos por diversos setores da economia, além do RECAP, na Lei do Bem, que introduz medidas de isenção tributária na compra de equipamentos. No âmbito da PDP, o setor está incluído em dois programas para fortalecer a competitividade, dirigidos aos bens de capital seriados e por encomenda. As metas fixadas envolvem ampliação das exportações, do investimento em P&D, do 5) Política Industrial: Competitividade e Inovação em setores selecionados com utilização de tecnologias avançadas, como a biotecnologia e a nanotecnologia. 107 Variedades de capitalismo e política industrial: Formas Institucionais e Inovação Tecnológica faturamento e da capacidade de produção, contando com diversas medidas de isenção e linhas de financiamento do BNDES. 108 Excluído o setor aeroespacial, que conta com política específica através da Agência Espacial Brasileira, o setor aeronáutico brasileiro deixou de contar com ações relevantes do governo brasileiro desde 1994, quando a EMBRAER foi privatizada. Na PDP ela está incluída nos programas para consolidar e expandir a liderança. As metas fixadas são a preservação do espaço conquistado nas exportações de aeronaves comerciais, a duplicação das exportações de helicópteros na América Latina e da participação nas exportações mundiais de aeronaves executivas, além da elevação da produtividade e da participação brasileira na indústria fornecedora de aeropeças. A principal medida anunciada é o PROAERONÁUTICA, linha do BNDES para a cadeia produtiva do setor. Além disto, são projetadas medidas de isenção tributária e de compras governamentais, além de estudos para distribuição, comercialização e de garantia de crédito para as MPEs na cadeia produtiva. Desde 1958, a indústria naval conta com o Fundo da Marinha Mercante. No governo Fernando Henrique Cardoso, a Lei 9.943, de 1997 concedeu isenção tributária para a importação de componentes, medida orientada para a modernização do setor que afetou, contudo, negativamente a indústria de navipeças. No primeiro governo Lula, a principal medida de apoio ao setor foi a política de compras da Petrobrás, que passou a priorizar a indústria de capital nacional, revitalizando os estaleiros brasileiros. Na PDP a indústria naval está incluída entre os programas para fortalecer a competitividade. As metas definidas são a ampliação da participação das navipeças nacionais, a elevação para 1% da participação da bandeira brasileira na marinha mercante mundial, a geração de 25000 empregos na cadeia produtiva. As principais iniciativas são o Programa de Modernização e Expansão da Frota (PROMEF) e o Programa de Renovação da Frota de Apoio O setor de tecnologia de informação e comunicação contou, até a década de 1990, com a reserva de mercado para informática, estabelecida nos anos 1970, e com as compras da Telebrás. Em 1992 extinguiu-se a reserva de mercado e criou-se o programa SOFTEX 2000, de assistência técnica para elevação da competitividade do setor. A privatização da Telebrás, contudo, afetou a negativamente a cadeia produtiva. Fernando Henrique Cardoso manteve o SOFTEX 2000 e criou uma linha de financiamento no BNDES, o PROSOFT, para a indústria de software. Sob o governo Lula, na PITCE, a indústria de software figurava entre os setores estratégicos e contou com diversas iniciativas para promoção comercial, fusões e aquisições, além da ampliação do PROSOFT. NA PDP, o setor de tecnologia da informação e comunicação aparece em cinco programas para fortalecer a competitividade, dirigidos às indústrias de software e serviços de TI, microeletrônica, displays, inclusão digital e adensamento da cadeia produtiva. As metas fixadas para o conjunto do setor envolvem a elevação das exportações, a criação de uma fábrica de semicondutores (a CEITEC), de uma empresa de painéis delgados e de outra fornecedora de insumos, além da elevação do acesso a serviços relacionados e a ampliação da oferta interna de componentes. Dentre as medidas de apoio figuram diversas linhas de financiamento do BNDES, editais da FINEP, medidas de desoneração tributária para apoio à exportação, programas específicos para semicondutores e inclusão digital, compras governamentais, bem como a atração de investimentos externos. 5) Política Industrial: Competitividade e Inovação em setores selecionados Marítimo (PROREFAM), da Petrobrás, orientados para a elevação da nacionalização na produção e navios e embarcações, dentre outras medidas de certificação, de desoneração tributária, de formação de recursos humanos e de apoio à pesquisa. Duas medidas se destacam no governo Fernando Henrique Cardoso no complexo industrial da saúde. A lei de patentes, que reduziu a competitividade dos laboratórios nacionais, e a legislação dos 109 Variedades de capitalismo e política industrial: Formas Institucionais e Inovação Tecnológica genéricos, que estimulou sua recuperação. Foi instituída, ainda, uma linha especial no BNDES para os fármacos, o PROFARMA. No governo Lula a PITCE situou os fármacos entre os setores estratégicos. Ampliou-se o PROFARMA e criou-se a HEMOBRÁS, empresa estatal de hemoderivados. Na PDP, o complexo industrial da saúde figura entre os programas mobilizadores em áreas estratégicas. Trata-se do Mais Saúde, gerido pelo Ministério da Saúde, cujas metas envolvem a redução do déficit comercial, o adensamento da cadeia produtiva, o fortalecimento da indústria interna, a modernização de laboratórios públicos e privados, a produção de itens diversos necessários para o SUS. As principais medidas envolvem a ampliação do PROFARMA, compras governamentais e apoio a atividades de P&D. 110 Na PDP, o complexo da energia está incluído entre os programas mobilizadores em áreas estratégicas (energia nuclear), entre os programas para fortalecer a competitividade (biodiesel) e entre os programas para consolidar e expandir a liderança (bioetanol e as industrias de petróleo, gás natural e petroquímica). As metas para o biodiesel são a elevação da capacidade, para o bioetanol a reconquista da liderança mundial e, para as indústrias de petróleo, gás natural e petroquímica, a conquista da auto-suficiência, a elevação das exportações e o aumento do conteúdo local dos fornecedores na cadeia produtiva. O biodiesel conta com o Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel, que envolve medidas para elevação de sua participação no diesel vendido no mercado brasileiro, além de outras medidas de apoio à pesquisa e à agricultura familiar. Para o bioetanol estão previstos recursos do BNDES para apoio ao investimento, medidas de certificação, ações de apoio à exportação, mudanças no marco regulatório para reconhecimento do bioetanol como combustível, além do Programa Tecnológico de Transportes, do Plano Nacional de Agroenergia e recursos para P&D. Por fim, na indústria de petróleo, gás natural e petróleo, a principal iniciativa está relacionada ao Plano de Negócios da Petrobrás, orientado para a No âmbito das atividades industriais relacionadas à defesa, a PDP fixa como metas básicas a elevação do investimento e do fornecimento, nas compras da defesa, por empresas nacionais. Não foram, contudo, definidas medidas efetivas, mas diretrizes para sua implantação, basicamente centradas na regulamentação das compras governamentais, ampliação de recursos para P&D e atração de investimentos. Por fim, importa registrar as iniciativas voltadas para o desenvolvimento da biotecnologia e nanotecnologia. No governo Lula, na PITCE elas são apresentadas como atividades portadoras de futuro. No primeiro mandato de Lula foram criados o Programa nacional de Nanociência e Nanotecnologia e a Política Nacional de Biotecnologia. Além do centro de Biotecnologia da Amazônia, criou-se, também, o Fórum de Competitividade em Biotecnologia e o Comitê nacional de Biotecnologia, além do apoio a redes de pesquisa em nanotecnologia. Na PDP, a biotecnologia e a nanotecnologia estão incluídas entre os programas mobilizadores em áreas estratégicas. Para a primeira são fixadas metas de desenvolvimento de produtos e processo, apoio a centros de desenvolvimento, e ampliação da produção nacional de biofármacos e imunobiológicos. A meta para a nanotecnologia é a elevação do investimento em P&D. São definidos recursos para a biotecnologia, através do PROFARMA e outras medidas de apoio à pesquisa e desenvolvimento. As medidas previstas para a nanotecnologia são ainda vagas, envolvendo a criação de grupos de trabalho para identificação da oportunidade de investimentos, apoio à formação de joint ventures, redefinição do marco legal e divulgação da nanotecnologia entre as empresas. 5) Política Industrial: Competitividade e Inovação em setores selecionados elevação das compras junto a fornecedores nacionais. Ademais, foi criado o Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás (PROMINP), com ações diversas para qualificação e pesquisa, além de medidas diversas de apoio a micro e pequenas empresas, de adensamento da cadeia produtiva, de pesquisa e desenvolvimento. 111 6. Considerações Finais 6) Considerações Finais O ambiente institucional que emoldura a operação das empresas industriais afeta suas escolhas. Padrões distintos de governança corporativa, de relações industriais, de processos de qualificação da força de trabalho, de relação das empresas com seus empregados, de relações das empresas entre si e com o Estado, bem como as modalidades de integração das economias nacionais ao mercado mundial produzem efeitos em diferentes dimensões das estratégias empresariais. Compreender como estes elementos se combinam no espaço nacional favorece a definição de políticas que tenham impacto positivo nas disposições de investimento das empresas. Há uma grande convergência nas políticas industriais contemporâneas, em diferentes países, ao fixarem como seu principal objetivo a elevação da capacidade inovativa das empresas, por força da elevação da mobilidade internacional dos capitais, da abertura crescente dos mercados internos nacionais à concorrência internacional, bem como da exigência crescente que o acesso e domínio das atividades de fronteira na economia do conhecimento impõem para o desempenho positivo das economias nacionais. Neste caso, quais elementos no ambiente institucional dos países selecionados parecem favorecer a elevação das disposições inovativas das empresas? Nos tipos polares apontados pela abordagem sobre as variedades de capitalismo, padrões diversos de financiamento e de governança empresarial não parecem impedir ações inovativas. Acompanhando formulações clássicas, tal abordagem sublinhou que o financiamento bancário e formas mais consociativas de governança favorecem o desenvolvimento de inovações incrementais, ao passo que o financiamento que se vale fundamentalmente do mercado de capitais e padrões de governança menos consociativos favorecem inovações radicais. O mesmo padrão acompanharia as modalidades polares de ordenação das relações das empresas entre si e com mundo do trabalho, nas três dimensões consideradas neste estudo: relações industriais, relação das empresas com seus empregados e processos de qualificação. Onde é maior a 115 Variedades de capitalismo e política industrial: Formas Institucionais e Inovação Tecnológica cooperação e a confiança recíproca, mais favorável é o ambiente às inovações incrementais. Inversamente, onde é maior a competição aberta e a desconfiança, maiores as chances de ocorrerem inovações radicais. 116 Os demais casos analisados, todavia, tornam complexa a relação entre os diferentes domínios apontados acima - além de realçar a importância de se levar em conta as formas de inserção das economias nacionais no mercado mundial e as relações entre empresariado e Estado como dimensões interativas relevantes na definição das estratégias empresariais. Assim, em contraste com os demais casos, apenas os EUA apresentaram um padrão em que formas precárias de contratação são acompanhadas de disposição inovativa por parte das empresas. Países que contam de forma expressiva com o autofinanciamento revelaram pequena inclinação para a inovação tecnológica. Por seu turno, o caso da Coréia do Sul não parece autorizar a conexão entre controle familiar da propriedade e ausência de disposição inovativa. Mesmo que a orientação exportadora da economia estimule o desenvolvimento de ações inovativas, sua presença em economias voltadas para fora ou para dentro e com índices mais ou menos elevados de proteção parece estar associado à maior ou menor distância em relação ao centro da economia capitalista, isto é, ao peso alcançado pelas atividades mais dinâmicas na estrutura produtiva e na pauta de exportações, bem como ao controle interno sobre a propriedade industrial. O que parece comum a todas as estratégias inovativas bem sucedidas é a contenção do grau de incerteza das empresas em relação ao risco embutido nas atividades de inovação, combinada à presença de uma forte capacidade indutiva do Estado. EUA, Coréia e Alemanha aparecem com destaque no investimento em atividades portadoras de futuro, na produção de bens com elevado conteúdo tecnológico e peso acentuado no comércio internacional e em todos os indicadores relativos à inovação (registro de patentes, peso dos gastos com inovação em relação ao PIB 6) Considerações Finais e participação das empresas nas atividades de inovação). Nos EUA, papel decisivo na montagem de seu sistema nacional de inovações foi a presença do aparato industrial-militar, que favoreceu a redução da incerteza, através de relações de mercado, no interior de um dos núcleos mais importantes na geração de novas tecnologias no âmbito da economia norte-americana. Na Coréia do Sul, o controle estatal do financiamento, associado a forte ação diretiva do Estado cumpriram papel também decisivo no esforço coreano de alcançar o centro e o domínio das atividades tecnologicamente mais dinâmicas. Por fim, na Alemanha, as práticas de coordenação entre os atores, sancionadas pelo Estado, elevam a confiança das empresas em inversões inovativas, embora não pareçam suficientes para dotar o país da capacidade de liderar um ciclo de inovação, pela adequação dos atores a uma configuração institucional que não favorece iniciativas disruptivas. Nos EUA, a relação entre o Estado e o empresariado é marcada pela presença de um sistema político em que pontifica razoável equilíbrio entre o executivo e o legislativo, associado à existência de uma estrutura de representação de interesses empresariais pulverizada, que se conecta ao Estado por via do mecanismo do lobby, ensejando poucas oportunidades a estratégias de concertação. Neste sentido, os EUA estariam próximos daquela configuração marcada pela passividade do Estado face aos interesses privados que é enfatizada pelos críticos do pluralismo. Todavia, há um importante fator a contrabalançar esta característica que é, de fato, a presença de um interesse nacional solidamente firmado no país, vinculado à sua condição de potência hegemônica. Assim, se nos EUA a concertação tem pouca relevância, é significativa a capacidade de indução do Estado, especialmente através de mecanismos como as compras governamentais, que afetam principalmente, mas não só, o setor industrial ligado ao complexo militar. São importantes, também, para o setor aeroespacial e para o complexo de energia, irradiando efeitos para o conjunto do setor industrial. 117 Variedades de capitalismo e política industrial: Formas Institucionais e Inovação Tecnológica 118 Embora não exclusivas das economias liberais, as compras governamentais são, na verdade, a principal forma liberal de intervencionismo estatal, que se realiza através de mecanismos de mercado. Em boa medida, é possível identificar, entre os democratas e republicanos, diferentes ênfases no papel atribuído, respectivamente, ao financiamento público e às isenções fiscais como instrumentos de apoio ao investimento privado, bem como percepções distintas sobre a importância dos gastos com a defesa, em contraposição a outras áreas. A despeito disto, nenhuma destas perspectivas polares é estranha à prática dos governos das duas agremiações partidárias dominantes nos EUA. Os indicadores norteamericanos relativos a investimento, crescimento do produto industrial e inovação podem revelar certa perda de fôlego da economia norteamericana. Todavia partem de um patamar extremamente elevado e revelam como os instrumentos de política levados a efeito pelos EUA têm eficácia, no contexto do ordenamento liberal de suas variedades de capitalismo, para manter em alta a atividade inovativa nos EUA. Problemas de outra ordem referem-se, por um lado, à sustentabilidade de tal política, se levarmos em conta os indicadores de endividamento dos EUA. Por outro lado, nada parece indicar que a inclinação para as inovações radicais, inscrita na variedade liberal de capitalismo, possa dotar os EUA de condições competitivas capazes de enfrentar outros concorrentes em dimensões como a qualidade e o aperfeiçoamento contínuo dos produtos, afetos ao predomínio de inovações incrementais, que tendem a se associar às variedades coordenadas de capitalismo. Não poderá, entretanto, a recente intervenção do governo norte-americano na indústria automobilística, acentuando a dimensão consociativa da governança de suas empresas favorecer uma reorientação deste importante setor da economia dos EUA? Na Alemanha, as características consociativas do sistema político combinam-se à presença de formas abrangentes e inclusivas de articulação de interesses do empresariado e a uma grande multiplicidade de canais de intermediação com o Estado, que têm nos conselhos Os diferentes e múltiplos programas estabelecidos e desenvolvidos nos últimos anos na Alemanha replicam várias dimensões próprias da tradição consociativa do país, ao buscarem a articulação de institutos de pesquisa, universidades e empresas. A condição de país líder na construção da União Européia impõe desafios a tal tradição, cujo perfil é marcadamente setorial e regional, mas não a dissolveu. Todavia, é cada vez mais evidente o destaque conferido à necessidade de orientar as instituições de ensino e pesquisa para o mercado, através de mudanças nas formas de remuneração, no incentivo ao registro de patentes. É visível também a preocupação com a regulamentação dos direitos de propriedade e com a criação de diferentes mecanismos para apoiar o empreendedorismo tecnológico e as pequenas empresas, potencialmente menos enrijecidas que as grandes firmas alemãs no que se refere à inclinação para modalidades de inovação não incrementais. Não serão estes elementos indicadores da percepção dos limites das vantagens institucionais competitivas que se associam às variedades coordenadas de capitalismo? 6) Considerações Finais presentes nos principais ministérios seu mecanismo mais relevante. Em certa medida, estes elementos favorecem a orquestração de coalizões abrangentes e processos mais consistentes de colaboração do Estado com o empresariado, mas podem dificultar a produção de respostas rápidas a situações de crise. A Espanha parece representar um caso em que a presença de padrões consociativos no sistema político e de organizações empresariais abrangentes favorece a concertação entre os diferentes atores sociais. Todavia, a presença expressiva do capital estrangeiro no país e a participação relativamente pequena da indústria entre os principais ramos empresariais podem tornar pouco efetiva a concertação para objetivos de política industrial. Além disto, a crescente desregulamentação das relações de trabalho pode mitigar a pactuação efetuada através dos diálogos sociais. Não encontramos, 119 Variedades de capitalismo e política industrial: Formas Institucionais e Inovação Tecnológica por seu turno, uma variedade expressiva de fóruns para definição de políticas, incrustados nos aparatos do executivo, ao contrário da Alemanha, o que pode reduzir a operação cotidiana dos processos de concertação. Tal como a Alemanha, o Estado espanhol desenvolve suas ações com limitações derivadas da estrutura federativa do país e de sua inserção numa unidade mais abrangente, a União Européia. Todavia, na Alemanha a presença de um interesse nacional associado à indústria tende a dispor de mais relevância, dado o peso da indústria e das empresas alemãs na estrutura produtiva do país. 120 A Espanha reedita, a cada quatro anos, planos abrangentes sujeitos à coordenação de conselhos intra-governamentais e abertos à cooperação com os atores sociais relevantes na ordem econômica e nas atividades de inovação. Prevalecem as políticas de perfil horizontal e a busca da criação de um ambiente adequado à inovação, de efeito incerto no estímulo ao gasto privado com inovação, não obstante os instrumentos diversos mobilizados, desde medidas de assistência técnica, formação, incentivos fiscais, financiamento público. Os expressivos índices de investimento e de crescimento do produto industrial exibidos pelo país contrastam com o êxito acanhado da política de inovação, que têm resultado num crescimento modesto das atividades inovadoras, preponderantes em setores de menor significação econômica e, em boa parte, lideradas pelo Estado e por residentes estrangeiros. Se é possível aí identificar um padrão, ele só tem equivalência com o México – também incluso num processo de absorção crescente de sua economia nacional a um espaço mais amplo, embora em posição de grande subalternidade –, mas, até o momento, não é possível afirmar que dispõe de potencialidade para reverter a posição intermediária ocupada pelo país no que se refere à inovação. A Coréia é, definitivamente, um caso especial. Dotada de um executivo forte e de organizações empresariais lideradas pelos principais grupos industriais, o país tem revelado uma grande capacidade de estabelecer 6) Considerações Finais metas e objetivos em suas políticas, bem como de responder com agilidade aos desafios que as situações de crise lhe impõem, lidando com um repertório variado de política industrial. Contudo, a colaboração entre Estado e empresariado opera com um número reduzido de atores relevantes, o que torna sua coordenação um processo relativamente simples, além de ser fortemente impositiva, mesmo sobre os grandes conglomerados, deixando à margem diversos setores. Não obstante as medidas de desregulamentação econômica vividas nas últimas décadas e das tentativas de conter o poder dos conglomerados, a Coréia mantém sua tradição de formular políticas com metas de longo prazo, envolvendo as empresas nos organismos públicos de formulação e implementação, preservando os mecanismos de contrapartida. O apoio às pequenas empresas não parece empalidecer o protagonismo dos conglomerados que, em articulação com o Estado, participam, para o bem ou para o mal, de um projeto nacional, que tem na elevação da capacidade de inovação de suas empresas um elemento de destaque, sendo permanentemente reiterado, não obstante a volatilidade política do país. Argentina, México e Brasil apresentam modalidades diversas de transição de estruturas originalmente corporativas para formatos pluralistas. Em todos os casos, prevalece um poder executivo dotado de grande poder de agenda, mas o Estado tem se revelado cada vez mais poroso a interesses empresariais imediatos, pela acentuação de mecanismos como o lobby, o que reduz sua capacidade de firmar ações de longo prazo. Evidentemente que esta capacidade é variada, menor na Argentina e no México e mais expressiva no Brasil, por força da preservação de instrumentos importantes de indução pública dos investimentos privados como o BNDES. A capacidade de o Estado orquestrar processos de colaboração consistentes com o empresariado tende a permanecer limitada por força da estrutura de representação de interesses deste último. Na Argentina esta inclina-se a uma 121 Variedades de capitalismo e política industrial: Formas Institucionais e Inovação Tecnológica fragmentação crescente e à afirmação expressiva dos interesses das empresas estrangeiras. No Brasil, apesar da capacidade revelada pela estrutura corporativa para adaptar-se à emergência de um cenário marcado pela emergência de novas associações empresariais, suas entidades permanecem com reduzido poder de sanção para assegurar a lealdade de seus membros a esforços de cooperação para os objetivos de política industrial. Além disto, embora menor do que na Argentina, o peso das empresas estrangeiras na estrutura produtiva é elevado. Por fim, no México, apesar da criação de mecanismos de coordenação entre as entidades empresariais, a importância da participação das empresas estrangeiras, das maquiladoras e a opção pelo NAFTA têm reduzido a capacidade de definição de um interesse nacional autônomo. 122 Na Argentina o dilema parece ser recuperar as condições para formular programas mais abrangentes. As imensas dificuldades legadas pelas políticas da década de 1990 tornam pouco efetivos os propósitos enunciados em documentos como os Programas de Modernização, que já alcançam sua terceira edição. Políticas ad hoc para criar capital de giro das empresas, para recuperar alguns setores, para o apoio a pequenas empresas convivem com iniciativas orientadas para a inovação que pouco ultrapassam as medidas de assistência técnica. Só muito recentemente, por outro lado, a Argentina construiu instituições orientadas para a formação de pesquisadores que possam vir a compor um segmento apto a incorporar-se às atividades de inovação. Ademais, em que medida a crescente participação do capital estrangeiro na economia do país proporciona oportunidades para as ações cooperativas? Inversamente, de que forma uma modalidade liberal de intervencionismo estatal, via compras do governo, pode se efetuar em face das dificuldades vividas pelo Estado argentino? É significativo que na política industrial argentina prevaleçam as medidas de desoneração fiscal e tarifárias. São dispositivos que afetam a estrutura de custo da produção industrial, estimulando a demanda e o investimento, mas não parecem muito promissores para as atividades de inovação. 6) Considerações Finais No México, o incremento recente da participação das empresas nas atividades de inovação ocorre sem alteração de sua exiguidade no conjunto da economia do país. Até recentemente os diversos programas do governo mexicano marcaram-se pela perspectiva de criação de um ambiente institucional favorável ao investimento privado, com destaque para medidas regulatórias, além de programas de assistência técnica. Tal como na Argentina, prevalecem medidas de desoneração fiscal e tarifárias na política industrial. No governo Vicente Fox e de Felipe Calderon Hinojosa ampliaram-se as fontes de financiamento, com o desenvolvimento inclusive de programas setoriais. Importa saber se terão efeito sem uma definição clara de contrapartidas estabelecidas para as empresas. Resta saber, também, se o peso expressivo dos gastos com inovação efetuados por estrangeiros resulta da crescente incorporação da economia mexicana ao NAFTA e qual seu impacto sobre a economia do país. Importante, de qualquer forma, é a sinalização para uma articulação entre as atividades portadoras de futuro e a indústria petrolífera, que pode criar processos de retroalimentação, desde que o Estado possa impor à indústria do petróleo um conjunto de metas que a induza a preparar sua própria transição, no rumo de uma nova matriz energética. No Brasil, a ênfase conferida à ampliação da capacidade de inovação das empresas como objetivo fundamental das políticas industriais do país aparece com destaque desde o final da década de 1980. O país dispõe do mais complexo sistema de ensino e pesquisa da América Latina; forma em escala crescente um número expressivo de doutores; enfrenta dificuldades nos esforços de qualificação da força de trabalho, mas dispõe de um sistema de dimensão nacional para este fim; tem instrumentos diversos de apoio à pesquisa e à inovação, que envolvem desde fundos, agências financiadoras, legislação que estimula e favorece a articulação entre as empresas e as universidades, mas o impacto destas condições sobre a elevação da capacidade inovativa das empresas é reduzido. No período considerado, as políticas de inovação iniciaram-se 123 Variedades de capitalismo e política industrial: Formas Institucionais e Inovação Tecnológica 124 com disposições genéricas que apostavam na criação de um ambiente institucional adequado e no incremento de políticas horizontais voltadas para o aperfeiçoamento da infra-estrutura de inovação como condições, no limite, suficientes para desencadear disposições inovativas das empresas. Desde a instituição dos fundos setoriais e dos fóruns de competitividade a sinalização é diversa. Medidas presentes na PITCE e na Lei do Bem elevaram as possibilidades de financiamento e os estímulos fiscais à inovação, embora não fixassem metas e contrapartidas. O resultado no que se refere ao crescimento econômico, à geração de empregos e a elevação da renda parecem positivos, atendendo a um objetivo central do atual governo que é incorporação de novos contingentes ao mercado de consumo de massa nucleado pelas grandes empresas. No que se refere à elevação da capacidade de inovação das empresas, todavia, os resultados não parecem, ainda, expressivos. A Política de Desenvolvimento Produtivo diversifica a abordagem da política industrial brasileira, dando tratamento diferenciado a setores diversos, e sinaliza para o estabelecimento de metas e contrapartidas. Nos próximos anos veremos se altera de forma substantiva nossa trajetória inovativa. Se tomarmos apenas os documentos e as disposições expressas pelos governos dos países analisados neste estudo são confirmados diversos elementos de convergência. A elevação da capacidade de inovação das empresas, em especial, aparece como objetivo central das políticas industriais de todos eles, associada ao desenvolvimento de ações para domínio das atividades portadoras de futuro. Outro elemento comum é a ênfase conferida às pequenas empresas e ao empreendedorismo tecnológico. A necessidade de articulação entre o Estado e o empresariado, de reorientação do sistema de ciência e tecnologia para a inovação, e de aproximação das universidades e institutos de pesquisa com a iniciativa privada, são também aspectos comum às políticas ou às suas intenções. Neste quadro, alterações nos sistemas de remuneração dos pesquisadores universitários, estímulos Considerando-se as políticas de corte setorial, vários aspectos são, também, convergentes. Ações para o desenvolvimento da biotecnologia e nanotecnologia aparecem em todos os países envolvidos neste estudo, assim como os programas orientados para a obtenção de fontes de energia renováveis. Há uma agenda que se impõe por força dos dilemas ambientais. Nos setores industriais convencionais, a indústria automobilística permanece objeto de tratamento preferencial por parte dos governos, pela importância que têm em todos os países selecionados. Não há, pois, distinção relevante nas prioridades anunciadas. 6) Considerações Finais ao registro de patentes pelas universidades, apoio a formas diversas de parcerias entre universidades, institutos de pesquisa e empresas aparecem recorrentemente nos documentos analisados. Todavia, se as trajetórias dos países analisados indicam várias dimensões convergentes no que se refere aos objetivos e ao repertório de políticas adotadas, elas distinguem-se em relação à importância efetivamente conferida às políticas de inovação e às orientadas para o desenvolvimento das atividades portadoras de futuro, bem como parecem revelar que tais políticas dispõem de eficácia diversa conforme o ambiente institucional, tal como compreendido a partir dos elementos indicados pela abordagem sobre as variedades de capitalismo. Por que, não obstante a inclinação generalizada pela aproximação entre universidades e empresas, os resultados são tão diversos, no que toca à elevação da capacidade inovativa destas últimas? Se o ambiente que emoldura esta relação não estimular as firmas a tomarem a inovação como um diferencial competitivo, não bastam a abertura do sistema nacional de ciência e tecnologia ao mundo empresarial e simples elevação dos requisitos de capital humano e a infra-estrutura de pesquisa e inovação. No limite, a disseminação de padrões de tecnologia industrial básica, medidas de certificação, investimento em capital humano e infra-estrutura tecnológica são condições decisivas ao 125 Variedades de capitalismo e política industrial: Formas Institucionais e Inovação Tecnológica desenvolvimento de esforços inovativos por parte das empresas, mas não são suficientes. A decisão de inovar envolve a percepção de que é possível contornar o custo de oportunidade envolvido em inversões que exigem a mobilização de ativos intangíveis, de retorno incerto. Sem isto, as empresas vão preferir operar nas linhas de menor resistência, acentuando sua competitividade através de outros mecanismos. 126 O papel das políticas públicas é, entre outros, induzir a mudanças de comportamento, seja por alterações no ambiente institucional, seja calibrando as políticas para a obtenção de resultados positivos, no que se refere á elevação da capacidade de inovação das empresas, ainda que não alteradas os elementos centrais do ambiente institucional. Neste sentido, qual poderá ser o caminho do Brasil? Em nossa trajetória tiveram relevo a presença de relações precárias no mercado de trabalho, a reduzida cooperação entre as firmas, o predomínio da produção voltada para dentro, as formas mistas de financiamento - mas com peso expressivo do Estado -, o controle familiar da propriedade - mas com elevada presença estrangeira -, em meio à persistência de formas corporativas de intermediação entre Estado e empresariado. Como, e a que custo, tais características podem combinar-se à elevação da capacidade inovativa das empresas brasileiras? O que pode ser reformado ou fortalecido no ambiente institucional? Como elevar a capacidade indutora do Estado e através de quais mecanismos e instrumentos de política industrial e de inovação? Consideradas as características das relações industriais e dos mecanismos de cooperação entre as firmas, o Brasil aproxima-se das formas liberais de capitalismo, o que torna o mecanismo das compras governamentais um elemento central para as políticas públicas voltadas para a inovação. Neste sentido, deve tornar-se parte central da agenda do governo brasileiro a adaptação da legislação a este intento, assegurando que o processo de compras governamentais confira mais importância à qualidade e aos componentes tecnológicos dos produtos do que ao 6) Considerações Finais preço. Ademais, deve ser capaz de vir acompanhado de compromissos das empresas com a atividade de inovação. Ao contrário dos EUA, o Brasil não dispõe de um setor de defesa capaz de operar como guardachuva para o desenvolvimento de atividades inovadoras, com potencial irradiador sobre todo o tecido industrial. Todavia, o mapeamento das oportunidades no setor energético, no complexo industrial da saúde, na infra-estrutura, dentre outros, permite vislumbrar um cenário de enormes possibilidades de utilização das compras governamentais como fator de estímulo à inovação e ao desenvolvimento de atividades portadoras de futuro, vitais a uma mudança de patamar da economia brasileira na estrutura da economia mundial. Talvez a estrutura industrial brasileira seja muito complexa e diversificada para permitir mecanismos de indução como os desenvolvidos pela Coréia, em que a combinação de controle estatal do sistema bancário e a presença do sistema de contrapartidas favorecem a inclinação das empresas para atividades inovadoras, especialmente para a exportação. Contudo, o peso que tem o BNDES no financiamento da atividade industrial confere ao poder público brasileiro um poder relativamente pouco utilizado. O desafio é acentuar as exigências de contrapartidas em ações inovativas na concessão de financiamento, associadas a medidas que assegurem aos empresários confiança para a realização de tais inversões, no âmbito da segurança de crédito e do segredo industrial. Se a produção para a exportação é tendencialmente mais apta a beneficiar-se deste tipo de política, também a produção para o mercado interno pode dela valer-se, dentro da perspectiva de incorporação de amplos contingentes ao mercado de massas nucleado pelas grandes empresas, que, ao lado da elevação da renda, deve envolver a ampliação da capacidade das empresas produzirem mais e mais barato. Adicionalmente, a política de apoio a fusões e aquisições, orientada para a criação de empresas brasileiras capazes de atuar como players internacionais, deveria buscar atingir os setores de atividade tecnologicamente mais dinâmicos, de modo a reduzir 127 Variedades de capitalismo e política industrial: Formas Institucionais e Inovação Tecnológica o impacto negativo que a elevada internacionalização do mercado interno brasileiro acarreta para as atividades de inovação. 128 É possível, por outro lado, reforçar os elementos de coordenação que existem no ambiente institucional brasileiro, frequentemente mitigados pela fragmentação dos interesses empresariais e pelo reduzido poder de sanção de que dispõem determinados organismos. A presença da estrutura corporativa de representação de interesses e a experiência de intermediação neo-corporativa entre Estado e empresariado, que se reitera de formas diversas ao longo da trajetória brasileira, está longe de desenvolver todas as suas potencialidades para a orquestração de ações cooperativas para atividades de inovação. A ampliação das atribuições das entidades corporativas pode favorecer este intento, tornando-as mais representativas para assegurar a lealdade de seus membros a programas abrangentes. Por seu turno, experiências como as dos fóruns de competitividade podem ser dinamizadas não só para acentuar a cooperação inter-firmas, mas, também, como mecanismo de mobilização do setor empresarial pelo Estado, no sentido da produção de bens de conteúdo tecnológico que atendam à demanda do setor público. Simplicidade é o que não se pode exigir do caso brasileiro. Não só nosso legado institucional é marcado pela presença de diferentes arranjos em certa medida conflitantes, como a diversidade de nossa estrutura produtiva torna difícil a definição de um conjunto reduzido de metas, comuns a todos os setores industriais. Dispomos, contudo, de experiência na utilização de um vasto repertório de instrumentos, desde as medidas de isenção tributária, passando pelo financiamento público e as compras governamentais. A PDP, neste sentido, parece responder a um desafio inescapável que é a construção de políticas seletivas para TODOS os setores industriais, mobilizando este conjunto variado de instrumentos. Importa, todavia, estabelecer alguma hierarquia neste processo, de modo a não diluir a importância a ser conferida às ações 6) Considerações Finais voltadas ao desenvolvimento de atividades portadoras de maior potencial inovativo. Ademais, é significativo definir procedimentos que permitam a fixação de metas no nível das empresas para o alcance dos objetivos perseguidos pelas políticas setoriais. Por fim, é possível definir uma agenda de reformas institucionais que, considerando as características da governança corporativa das empresas e suas relações com as finanças e o mundo do trabalho, favoreçam a acentuação da colaboração de todos os atores envolvidos na atividade produtiva para processos de inovação. 129 7. Anexo 1 – Referências dos Produtos • ABELSHAUSER, W. (2005) The dynamics of German Industry: Germany´s path toward the new economy and the American challenge. New York and Oxford: Berghahn Books. • AKKERMANS, D., CASTALDI, C. & LOS, B. (Mar. 2007). Do ‘Liberal Market Economies’ Really Innovate more Radically than ‘Coordinated Market Economies’. HALL & SOSKICE. Reconsidered. Research Memorandum GD – 91. 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Anexo 2 – Tabelas TABELA 1 - PIB – TOTAL E PER CAPITA (US$ BILHÕES) 1998 Total Per capita Ano país 2002 Total Per Capita 2006 Total Per Capita Alemanha 2.184.474,59 26.586,54 2.017.012,51 24.453,02 2.900.828,60 35.101,63 Argentina 299.097,95 8.284,81 102.041,76 2.710,84 217.300,73 5.552,69 Brasil 787.742,24 4.658,81 464.145,41 2.589,43 1.099.336,61 5.806,67 Coréia do sul 345.433,38 7.485,63 546.935,00 11.567,62 872.788,68 Espanha 600.849,31 15.148,79 686.278,16 16.581,45 1.225.006,87 27.912,87 35.602,18 13.166.784,98 42.915,13 Estados unidos 8.752.441,00 México 421.008,37 30.955,35 10.492.427,00 4.346,12 648.629,56 6.375,74 Anexo 2 – Tabelas Volume11 18.164,01 836.995,38 7.945,50 FONTE: UNITED NATIONS UNCTAD. Unctad Handbook of Statistics. Disponível em : http:// stats.unctad.org/handbook/ReportFolders/ReportFolders.aspx. Acesso em 05/2009 TABELA 2 – INDICADORES SOCIAIS - IDH Ano 2003 2004 2006 Alemanha 0.935 0.937 0.940 Argentina 0.844 0.849 0.86 Brasil 0.789 0.800 0.80 Coréia do sul 0.911 0.91 0.92 Espanha 0.937 0.942 0.949 Estados unidos 0.949 0.949 0.950 México 0.827 0.833 0.842 1 Em geral são utilizados dados sobre 1998, 2002 e 2006, quando não foi possível recolher informações relativas aos anos posteriores para todos os países. Se algumas tabelas não seguem este padrão, é porque não foi possível recolher, do mesmo modo, informações para todos os países nos três momentos destacados. O ano de 2002 foi escolhido para captar, em certa medida, o impacto da crise argentina. 173 Variedades de capitalismo e política industrial: Formas Institucionais e Inovação Tecnológica TABELA 3 - ÍNDICE DE GINI ANO 1998 2002 2004 ALEMANHA 24,4 29,0 28,0 ARGENTINA 50,2 53,3 51,0 BRASIL 59,2 58,3 56,6 CORÉIA DO SUL 38,4 35,9 38,0 ESPANHA 33,3 31,5 31,8 ESTADOS UNIDOS 45,3 46,2 46,4 MÉXICO 53,3 51,1 49,9 FONTE: UNITED NATIONS DEVELOPMENT PROGRAMME. United Nations Human Development Report. Disponível em: http://hdr.undp.org/en/statistics/data/. Acesso em 05/2009. TABELA 4 - GRAU DE ABERTURA DA ECONOMIA* 174 1998 2002 2006 ANO PAÍS TOTAL EXPORT. IMPORT. TOTAL EXPORT. IMPORT. TOTAL. EXPORT. IMPORT ALEMANHA 46,43% 24,87% 21,56% 54,77% 30,49% 24,28% 69,43% 38,18% 31,24% ARGENTINA 19,33% 8,84% 10,49% 33,95% 25,14% 8,81% 37,15% 21,43% 15,72% BRASIL 14,25% 6,49% 7,76% 23,72% 13,00% 10,71% 21,25% 12,54% 8,72% CORÉIA DO SUL 65,31% 38,30% 27,00% 57,52% 29,71% 27,81% 72,74% 37,29% 35,45% ESPANHA 41,34% 18,62% 22,72% 42,32% 18,29% 24,03% 44,26% 17,44% 26,82% ESTADOS UNIDOS 18,58% 7,79% 10,79% 18,04% 6,61% 11,44% 22,46% 7,89% 14,58% MÉXICO 59,00% 27,90% 31,10% 52,00% 24,77% 27,23% 61,96% 29,92% 32,04% FONTE: UNITED NATIONS UNCTAD. Unctad Handbook of Statistics. Disponível em: http://stats.unctad.org/handbook/ReportFolders/ReportFolders.aspx. Acesso em 05/2009 * CONSIDERA-SE APENAS BENS, EXCLUÍDO SERVIÇOS TTRI/MFN – Índice que apura o impacto de políticas não discriminatórias nas importações agregadas de cada país. Seu objetivo é capturar as distorções no comércio exterior impostas por tarifas MFN, isto é, orientadas para nações mais favorecidas. Não leva em consideração subsídios domésticos ou impostos sobre exportações. Quanto menor, menor a restrição às importações. TTRI – Índice que apura o impacto das políticas de comércio exterior nas importações agregadas de cada país. Seu objetivo é capturar as distorções no comércio exterior impostas por tarifas, incluindo preferenciais. Não leva em consideração subsídios domésticos ou impostos sobre exportações.. Quanto menor, menor a restrição às importações. OTRI - Índice que apura o impacto de política não discriminatórias nas importações agregadas de cada país. Seu objetivo é capturar as distorções no comércio exterior impostas por tarifas de importação e medidas não tarifárias.Não leva em consideração subsídios domésticos ou impostos sobre importações. . Quanto menor, menor a restrição às importações. Fonte: WORLD BANK. World Trade Indicators: User Guide, Disponível em: http://info.worldbank.org/etools/ wti2008/docs/userguide.pdf. Acesso em: 15/05/2009 . E WORLD BANK. World Trade Indicators 2008. Country Ranking Disponível em: http://info.worldbank.org:80/etools/wti2008/1a.asp Acesso em: 15/05/2009. 2008 56,7 22,1 32,6 34,7 56,7 53,3 28,4 Anexo 2 – Tabelas TABELA 7 - MFN ZERO-DUTY IMPORTS* (% NO TOTAL DAS IMPORTAÇÕES) ANO 1995-1999 2000-2004 2005-2007 27,4 44,3 58,8 ALEMANHA 7,7 4,8 19,8 ARGENTINA 3,6 14,4 32,0 BRASIL 2,3 20,6 29,9 CORÉIA DO SUL 27,4 44,3 58,8 ESPANHA 22,8 36,0 53,9 ESTADOS UNIDOS 8,8 7,3 30,8 MÉXICO * PERCENTUAL DAS IMPORTAÇÕES DO PAÍS NÃO SUJEITAS A NENHUM TIPO DE TARIFA. FONTE: WORLD BANK. World Trade Indicators: User Guide, Disponível em: http://info.worldbank.org/ . E WORLD BANK. World Trade Indicators 2008. Country Ranking Disponível em: http://info.worldbank.org:80/etools/wti2008/1a.asp Acesso em: 15/05/2009. etools/wti2008/docs/userguide.pdf. Acesso em 15/05/2009 TABELA 8 - MAXIMUM RATE* ANO ALEMANHA ARGENTINA BRASIL CORÉIA DO SUL ESPANHA ESTADOS UNIDOS MÉXICO 1995-1999 2000-2004 2005-2007 2008 1635,3 2102,4 201,3 31,2 32,4 153,1 50,0 51,0 41,7 377,5 897,3 801,4 1635,3 2102,4 201,3 404,8 350,0 124,0 201,3 260,0 289,1 228,8 207,3 35,0 803,5 228,8 123,7 306,7 * MAIOR TARIFA APLICADA NO PAÍS. WORLD BANK. World Trade Indicators: User Guide, Disponível em: http://info.worldbank.org/etools/wti2008/ . E WORLD BANK. World Trade Indicators 2008. Country Ranking Disponível em http://info.worldbank.org:80/etools/wti2008/1a.asp Acesso em: 15/05/2009. docs/userguide.pdf. Acesso em: 15/05/2009 TABELA 9 - PARTICIPAÇÃO DOS GRANDES SETORES NO PIB 1998 2002 ANO PAÍS PRIM. SECUND. TERC. PRIM. SECUND. TERC. ALEMANHA 1,24% 30,93% 67,83% 1,15% 29,15% 69,70% ARGENTINA 5,62% 28,57% 65,81% 10,68% 31,99% 57,33% BRASIL 7,83% 32,93% 59,24% 8,23% 36,04% 55,73% CORÉIA DO 5,10% 40,68% 54,22% 4,09% 38,45% 57,46% SUL ESPANHA 4,86% 29,11% 66,03% 3,87% 29,03% 67,10% ESTADOS 1,17% 23,96% 74,87% 0,91% 21,95% 77,14% UNIDOS MÉXICO 5,16% 28,35% 66,49% 3,82% 26,11% 70,07% 2006 PRIM. SECUND. 0,97% 29,97% 9,25% 32,88% 9,02% 37,30% 3,25% 39,60% TERC. 69,06% 57,87% 53,68% 57,15% 3,47% 0,92% 29,21% 67,32% 22,13% 76,95% 3,82% 26,42% 69,76% FONTE: UNITED NATIONS UNCTAD. Unctad Handbook of Statistics. Disponível em: <http://stats.unctad.org/handbook/ReportFolders/ReportFolders.aspx>. Acesso em: 05/2009 175 Variedades de capitalismo e política industrial: Formas Institucionais e Inovação Tecnológica TABELA 10 – PARTICIPAÇÃO DA INDÚSTRIA NO PIB ANO 1998 2002 2006 ALEMANHA 22,7% 22,4% 23,7% ARGENTINA 19,1% 21,3% 21,9% BRASIL 19,7% 22,0% 23,0% CORÉIA DO SUL 27,3% 26,9% 27,8% ESPANHA 19,4% 17,4% 16,2% ESTADOS UNIDOS 16,7% 14,3% 13,3% MÉXICO 21,1% 18,4% 17,8% FONTE: UNITED NATIONS UNCTAD. Unctad Handbook of Statistics. Disponível em: <http://stats.unctad.org/handbook/ ReportFolders/ReportFolders.aspx>. Acesso em: 05/2009 Tabela 11 - % DOS SETORES DE ALTA E MÉDIA ALTA TECNOLOGIA NA PRODUÇÃO TOTAL DA INDÚSTRIA* 176 ANO 1998 2001 2005 ALEMANHA 52,66% 54,05% 56,66% ARGENTINA 31,25% 28,10% - BRASIL 36,95% 38,77% 38,26% CORÉIA DO SUL 50,46% 53,96% 55,74% ESPANHA 34,47% 33,92% 32,62% ESTADOS UNIDOS 44,94% 42,42% 41,38% MÉXICO 37,73% 39,18% - *ALTA E MÉDIA ALTA TECNOLOGIA: PRODUTOS QUÍMICOS, MÁQUINAS P/ ESCRITÓRIO E EQUIPAMENTOS DE INFORMÁTICA, RÁDIO, TELEVISÃO E EQUIPAMENTOS DE COMUNICAÇÃO, EQUIPAMENTOS DE INSTRUMENTAÇÃO MÉDICOHOSPITALARES, INSTRUMENTOS DE PRECISÃO E ÓTICOS, EQUIPAMENTOS P/ AUTOMAÇÃO INDUSTRIAL, CRONÔMETROS E RELÓGIOS, MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS, MÁQUINAS, APARELHOS E MATERIAIS ELÉTRICOS, MONTAGEM DE VEÍCULOS AUTOMOTORES E OUTROS EQUIPAMENTOS DE TRANSPORTE. FONTE: Organization for Economic Co-operation and Development (OECD) OECD STATISTICS PORTAL. Disponível em: http://stats.oecd.org/index.aspx. Acesso em 05/2009. ARGENTINA - Instituto Nacional de Estadistíca e Censo de la República Argentina. Disponível em <http://www.indec.mecon.ar/>. Acesso em: 05/2009. BRASIL - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Pesquisa industrial anual. Disponível em: http://www.sidra.ibge.gov.br/bda/pesquisas/pia/ default.asp?o=16&i=P>. Acesso em: 05/2009.ESPANHA. Instituto Nacional de Estadística. Disponível em: http://www. ine.es/ . Acesso em 02/06/2009. PAÍS ALEMANHA ARGENTINA BRASIL CORÉIA ESPANHA EUA MÉXICO PRODUTOS QUÍMICOS 9,66% 15,6% 12,83% 12,32% 8,95% 10,65% 9,78% MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS 14,91% 5,07% 6,12% 6,11% 6,67% 7,74% 3,42% MÁQUINAS PARA ESCRITÓRIO E EQUIPAMENTOS DE INFORMÁTICA 1,07% 0,03% 0,68% 2,34% 1,02% 2,25% 3,37% MÁQUINAS, APARELHOS E MATERIAL ELÉTRICO 7,08% 2,10% 2,92% 3,00% 3,36% 3,11% 2,76% MATERIAL ELETRÔNICO E APARELHOS DE COMUNICAÇÃO 2,03% 1,07% 3,16% 14,25% 1,63% 6,46% 3,52% INSTRUMENTAÇÃO MÉDICO HOSPITALAR ETC. 3,39% 0,65% 0,67% 1,12% 1,05% 2,79% VEÍCULOS AUTOMOTORES, REBOQUES CARROCERIAS 12,68% 6,12% 9,26% 6,19% 9,53% 7,55% 14,29% OUTROS EQUIPAMENTOS DE TRANSPORTE 1,83% 0,63% 1,31% 5,13% 2,26% 4,40% 0,59% SETOR Anexo 2 – Tabelas Tabela 12 - % DOS SETORES DE ALTA E MÉDIA TECNOLOGIA NA PRODUÇÃO TOTAL DA INDÚSTRIA - 1998 - FONTE: Organization for Economic Co-operation and Development (OECD) OECD STATISTICS PORTAL. Disponível em: http://stats.oecd.org/index.aspx. Acesso em: 05/2009. ARGENTINA - Instituto Nacional de Estadistíca e Censo de la República Argentina. Disponível em http://www.indec.mecon.ar/. Acesso em: 05/2009. BRASIL - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Pesquisa industrial anual. Disponível em: http://www.sidra.ibge.gov.br/bda/pesquisas/pia/default.asp?o=16&i=P. Acesso em: 05/2009. ESPANHA. Instituto Nacional de Estadística. Disponível em: http://www.ine.es/ . Acesso em: 02/06/2009. 177 Variedades de capitalismo e política industrial: Formas Institucionais e Inovação Tecnológica TABELA 13 - % DOS SETORES DE ALTA E MÉDIA TECNOLOGIA NA PRODUÇÃO TOTAL DA INDÚSTRIA - 2001 PAÍS ALEMANHA ARGENTINA BRASIL CORÉIA ESPANHA EUA MÉXICO PRODUTOS QUÍMICOS 9,83% 17,5% 13,44% 10,06% 9,41% 10,77% 10,15% MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS 14,99% 3,60% 5,83% 8,32% 7,23% 7,07% 3,44% MÁQUINAS PARA ESCRITÓRIO E EQUIPAMENTOS DE INFORMÁTICA 0,76% 0,06% 1,36% 2,78% 0,69% 1,44% 2,75% MÁQUINAS, APARELHOS E MATERIAL ELÉTRICO 6,84% 1,49% 2,81% 3,95% 3,43% 3,37% 2,94% MATERIAL ELETRÔNICO E APARELHOS DE COMUNICAÇÃO 2,00% 0,62% 4,04% 14,74% 1,46% 5,38% 4,25% INSTRUMENTAÇÃO MÉDICO HOSPITALAR ETC. 3,94% 0,49% 0,66% 1,15% 1,21% 2,56% VEÍCULOS AUTOMOTORES, REBOQUES CARROCERIAS 13,50% 3,89% 8,49% 8,71% 8,41% 7,10% 15,01% OUTROS EQUIPAMENTOS DE TRANSPORTE 2,19% 0,45% 2,13% 4,21% 2,09% 4,74% 0,65% SETOR 178 FONTE: Organization for Economic Co-operation and Development (OECD) OECD STATISTICS PORTAL. Disponível em http:// stats.oecd.org/index.aspx. Acesso em 05/2009. ARGENTINA - Instituto Nacional de Estadistíca e Censo de la República Argentina. Disponível em <http://www.indec.mecon.ar/>. Acesso em: 05/2009. BRASIL - Instituto Brasileiro de Geografia E Estatística (IBGE). Pesquisa industrial anual. Disponível em <http://www.sidra.ibge.gov.br/bda/pesquisas/pia/default.asp?o=16&i=P>. Acesso em: 05/2009. ESPANHA. Instituto Nacional de Estadística. Disponível em: http://www.ine.es/ . Acesso em 02/06/2009. 1998 2002 2006 ANO PAÍS MANUFAT. COMMOD. MANUFAT. COMMODIT. MANUFAT. COMMODIT. ALEMANHA 90,56% 9,44% 90,50% 9,50% 88,76% 11,24% ARGENTINA 37,23% 62,77% 33,52% 66,48% 34,43% 65,57% BRASIL 57,55% 42,45% 55,79% 44,21% 53,85% 46,15% CORÉIA DO SUL 87,03% 12,97% 91,94% 8,06% 89,69% 10,31% ESPANHA 79,43% 20,57% 79,28% 20,72% 77,93% 22,07% ESTADOS UNIDOS 84,80% 15,20% 84,96% 15,04% 82,09% 17,91% MÉXICO 85,47% 14,53% 84,46% 15,54% 76,25% 23,75% Anexo 2 – Tabelas TABELA 14 - BENS MANUFATURADOS E COMODITIES PRIMÁRIAS NO CONJUNTO DAS EXPORTAÇÕES* * BENS MANUFATURADOS: PRODUTOS QUÍMICOS, MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS DE TRANSPORTE, OUTROS BENS MANUFATURADOS COMODITIES PRIMÁRIAS: ALIMENTOS, BEBIDAS, MATÉRIAS PRIMAS AGRÍCOLAS METAIS NÃO FERROSOS, OUTROS MINÉRIOS E METAIS, PÉROLAS, PREDRAS PRECIOSAS E OURO, COMBUSTÍVEIS FONTE: UNITED NATIONS UNCTAD. Unctad Handbook of Statistics. Disponível em: http://stats.unctad.org/handbook/ ReportFolders/ReportFolders.aspx. Acesso em 05/2009 TABELA 15 - ÍNDICE DE CONCENTRAÇÃO DE PRODUTOS E MERCADOS DE EXPORTAÇÃO** 1995-1999 2000-2004 2005-2007 2008 ANO PAÍS E.P.C.I* E.M.C.I** E.P.C.I E.M.C.I E.P.C.I E.M.C.I E.P.C.I E.M.C.I ALEMANHA 8.9 22.6 10.1 22.4 9.2 22.4 8.9 22.4 ARGENTINA 13.5 32.0 14.3 28.1 13.3 28.1 13.0 28.1 BRASIL 9.0 26.3 8.7 27.9 8.9 27.9 9.1 27.9 CORÉIA DO SUL 14.8 26.8 15.3 29.1 15.9 29.1 15.6 29.1 ESPANHA 13.0 29.6 12.5 28.9 10.9 28.9 10.6 28.9 ESTADOS UNIDOS 8.3 28.2 8.9 29.4 7.5 29.4 7.6 29.4 MÉXICO 12.4 84.4 13.4 88.6 14.9 88.6 15.3 88.6 * BENS MANUFATURADOS: PRODUTOS QUÍMICOS, MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS DE TRANSPORTE, OUTROS BENS MANUFATURADOS COMODITIES PRIMÁRIAS: ALIMENTOS, BEBIDAS, MATÉRIAS PRIMAS AGRÍCOLAS METAIS NÃO FERROSOS, OUTROS MINÉRIOS E METAIS, PÉROLAS, PREDRAS PRECIOSAS E OURO, COMBUSTÍVEIS FONTE: UNITED NATIONS UNCTAD. Unctad Handbook of Statistics. Disponível em: http://stats.unctad.org/handbook/ReportFolders/ReportFolders.aspx. Acesso em 05/2009 FONTE: WORLD BANK. World Trade Indicators 2008. Country Ranking Disponível em: http://info.worldbank.org:80/etools/ wti2008/1a.asp. Acesso em: 15/05/2009. 179 Variedades de capitalismo e política industrial: Formas Institucionais e Inovação Tecnológica Tabela 16 - GASTOS DE INOVAÇÃO COMO % DO PIB ANO 2000 2002 2005 ALEMANHA 2,5% 2,5% 2,5% ARGENTINA 0,4% 0,4% 0,4% BRASIL 0,9% 0,9% 0,8% CORÉIA DO SUL 2,4% 2,5% 3,0% ESPANHA 0,9% 1,0% 1,1% ESTADOS UNIDOS 2,7% 2,7% 2,6% MÉXICO 0,4% 0,4% 0,5% FONTE: UNESCO INSTITUTE FOR STATISTICS. Disponível em: http://stats.uis.unesco.org/unesco/TableViewer/document.aspx?ReportId=143&IF_Language=eng >. Acesso em: 05/2009. 180 TABELA 17 - DISTRIBUIÇÃO % DOS GASTOS COM INOVAÇÃO: SETOR PÚBLICO, EMPRESAS, ESTRANGEIROS E OUTROS ANO PAÍS 2000 2002 S.Pub Emp. Estr. 2005 Outr. S.Pub Emp. Estr. Outr. S.Pub Emp. Estr. Outr. ALEMANHA 31,4 66,0 2,5 0,4 31,6 65,5 2,4 0,5 28,4 67,6 3,70 0,3 ARGENTINA 70,7 23,3 3,0 4,4 70,2 24,3 1,2 4,2 65,3 31,0 0,8 2,9 BRASIL 58,7 40,0 - 1,30 57,9 40,3 - 1,8 58,3 39,4 - 2,3 CORÉIA DO SUL 23,9 72,4 0,1 3,6 25,4 72,2 0,4 2,0 23,0 75,0 0,7 1,3 ESPANHA 38,6 49,7 6,7 6,7 39,1 48,9 6,8 5,2 43,0 46,3 5,7 5,0 ESTADOS UNIDOS 25,8 69,5 - 2,3 29,1 65,2 - 3,0 30,4 64,0 - 3,1 MÉXICO 63,0 29,5 8,0 6,6 55,5 34,7 8,2 9,0 45,3 46,5 6,6 7,4 FONTE: UNESCO INSTITUTE FOR STATISTICS. Disponível em: http://stats.uis.unesco.org/unesco/TableViewer/document. aspx?ReportId=143&IF_Language=eng>. Acesso em: 05/2009. 1998 Ano País Epo 19,49% 0,03% 0,05% 0,97% 0,50% 30,35% 0,02% Alemanha Argentina Brasil Coréia do sul Espanha Estados unidos México 2002 Uspto 5,77% 0,03% 0,04% 2,39% 0,11% 55,76% 0,04% Epo 18,27% 0,03% 0,09% 2,00% 0,67% 27,70% 0,02% 2005 Uspto 6,37% 0,02% 0,05% 2,94% 0,13% 53,22% 0,02% Epo Uspto 17,59% 0,02% 0,11% 3,98% 0,87% 26,81% 0,04% 5,79% 0,01% 0,04% 3,74% 0,16% 43,82% 0,03% Anexo 2 – Tabelas TABELA 18 - PATENTES: EUROPEAN PATENT OFFICE (EPO) APPLICANTS E US PATENT AND TRADEMARK OFFICE (USPTO) APPLICANTS* * SÃO CONSIDERADAS AS PROPRIEDADES SOBRE PATENTES NO MOMENTO DE SUA APLICAÇÃO. FONTE: UNESCO INSTITUTE FOR STATISTICS. Disponível em: http://stats.uis.unesco.org/unesco/TableViewer/document.aspx?ReportId=143&IF_Language=eng >. Acesso em: 05/2009. Organization for Economic Co-operation and Development (OECD). OECD STATISTICS PORTAL. Disponível em: http://stats.oecd.org/index.aspx. Acesso em: 05/2009. Volume 3 TABELA 19 - FORMAÇÃO BRUTA DE CAPITAL FIXO COMO PERCENTUAL DO PIB PAÍS ANO 1998 2002 2006 Alemanha 21,14% 18,37% 17,85% Argentina 19,93% 11,96% 16,38% Brasil 19,69% 18,32% 16,80% Estados Unidos 19,15% 17,93% 19,10% Espanha 23,05% 26,28% 30,39% México 20,90% 19,25% 19,67% República da Coréia 30,35% 29,09% 29,35% Fonte: Unctad Handbook of Statistics 2008 http://stats.unctad.org/handbook/ReportFolders/ReportFolders.aspx TABELA 20 - TAXA DE CRESCIMENTO PIB INDUSTRIAL PAÍS PERÍODO 1998/2006 Alemanha 37,96% 1998/2002 2002/2006 -9,28% 52,08% Argentina -16,75% -61,08% 113,91% Brasil 57,82% -34,45% 140,78% Estados Unidos 20,42% 2,69% 17,27% Espanha 67,35% 2,13% 63,87% México 65,82% 34,94% 22,89% 152,43% 51,28% 66,86% República da Coréia Fonte: Unctad Handbook of Statistics 2008 http://stats.unctad.org/handbook/ReportFolders/ReportFolders.aspx 181 Variedades de capitalismo e política industrial: Formas Institucionais e Inovação Tecnológica 182 183 X. Xxxxxxx xxxxx XXxxx Variedades de capitalismo e política industrial: Formas Institucionais e Inovação Tecnológica 184