Anna Prado
a mulher que falava com os mortos
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Notícias Biográficas
Na terra dos bois-bumbás
Abrimos esse capítulo com um pouco da história de Parintins.
Terra natal da inesquecível médium Anna Rebello Prado, a famosa
ilha, situada à margem direita do Baixo Amazonas, foi descoberta, em
1749, pelo navegador e explorador português José Gonçalves da Fonseca.
Habitada naquela época por várias tribos indígenas – Tupinambás, Sapupé, Peruviana, Mundurucu, Mawe e Parintins21 – foi batizada, em 1796, com o nome de Ilha Tupinambarana, pelo capitão de
milícias José Pedro Cordovil.
Após essa primeira denominação, a grande ilha recebeu vários
outros nomes.
Devolvida à Coroa Portuguesa, em 1803, ocasião em que foi elevada à categoria de Missão Religiosa, recebeu o nome de Vila Nova da
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Também conhecida como tribo dos parintintins.
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Rainha e em 25 de julho de 1833, Freguesia de Nossa Senhora do Carmo de Tupinambarana. Posteriormente, em 24 de outubro de 1848, alcançando o status de vila, foi rebatizada como Vila Bela da Imperatriz,
para finalmente, em 30 de outubro de 1880, denominar-se Parintins.
Com vegetação típica da Amazônia, formada por florestas de
terra firme, várzeas e igapós, apresenta vários lagos, ilhotas e uma pequena serra, de modestas proporções, localizada já quase na fronteira
entre os estados do Amazonas e Pará. Com uma área de 7.096 km² e
abrigando uma população de aproximadamente cento e dez mil habitantes, possui um clima onde se verifica acentuada precipitação pluviométrica, alta umidade e elevadas temperaturas. Sua economia gira em
torno da pesca, da pecuária, do comércio e do turismo.
Constituindo um dos principais polos intelectuais amazônicos, berço de ilustres poetas, respeitados escritores e grandes artistas, o
município guarda com muito zelo e carinho todas as suas mais caras
tradições, com destaque para o seu festival folclórico – considerado a
maior festa popular do norte do país. Promovido pelos integrantes dos
bois-bumbás Garantido22 e Caprichoso23, esse festival, que ocorre a cada
ano, divide literalmente a afamada ilha em vermelho e azul, cores que
representam cada um desses grupos, revelando claramente a indubitável paixão que despertam na população parintinense.
Com um notável acervo cultural, uma prestigiosa influência política e uma relevante economia para a região, Parintins é hoje, como
outrora, um dos mais importantes municípios amazonenses.
O pioneirismo espírita de uma família
Numa época em que o preconceito e a ignorância sobre as transcendentes questões do espírito imperavam de maneira generalizada e opresso22
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Segundo alguns historiadores, o Boi Garantido foi fundado em 12 de junho de 1913 por Lindolfo Monteverde.
Consoante alguns registros históricos, o Boi Caprichoso foi fundado em 20 de outubro de 1913
por José Furtado Belém e pelos irmãos Cid.
Anna Prado, a mulher que falava com os mortos
ra, provocando temores e receios tanto na alma popular quanto nas elites
intelectuais, alguns membros da família Rebello lograram dilatar as fronteiras de influência dos conhecimentos espíritas na região norte do país.
Voluntariamente dedicados à causa do bem comum e perfeitamente integrados aos postulados kardequianos, participaram ativamente de várias agremiações espiritistas na capital amazonense,
oferecendo-lhes considerável contributo ao aperfeiçoamento de suas
atividades e estabelecendo, com outros companheiros, os pródromos
do movimento espírita local. Dentre essas contribuições, todas importantes, merecem destaque as atuações de Emiliano Olympio de Carvalho Rebello e Jovita Olympio de Carvalho Rebello24.
Dignitários funcionários do serviço público federal25, o que
lhes garantia um lugar de relevo na sociedade manauara, esses dois
valorosos companheiros sofreram as mais ásperas críticas e soezes
zombarias, pela ousadia de comungarem naqueles tempos com
as refulgentes e profundas verdades espíritas. Nada obstante tais
incompreensões, alheios aos desvarios dos contumazes detratores
daquilo que não conhecem ou não conseguem compreender, eles,
com grande bravura, consagraram-se à ingente e meritória tarefa
difusora do Espiritismo.
Emiliano Olympio de Carvalho Rebello, membro ativo da Sociedade de Propaganda Espírita – instituição responsável pelo excelente
jornal Mensageiro26 –, ali exerceu várias atividades, desempenhando,
entre outras, a função de diretor da escola Curso Noturno Gratuito27,
inaugurada pela referida entidade em 31 de julho de 1901.
Incansável trabalhador de nossa seara, participou também da fundação da Federação Espírita Amazonense28 em 1 de janeiro de 1904 –
marco determinante para a organização do movimento espírita estadual
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Tios maternos de Anna Prado.
Funcionários da Alfândega – Manaus – Amazonas.
Primeiro jornal espírita a circular no Amazonas.
Contando com mais de quatrocentos alunos matriculados na data de sua inauguração e ofertando o estudo de várias disciplinas como português, matemática, geografia e francês, o Curso
Noturno Gratuito foi, provavelmente, a primeira escola brasileira a funcionar sob a direção de
uma instituição espírita. Trouxe valiosos benefícios à população de Manaus.
Segundo órgão espírita de caráter federativo estadual brasileiro.
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Fig. 3 – Jovita Olympio de Carvalho
Rebello (1865 – 1943)
Fig. 4 – José Furtado Belém (1867 – 1934)
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– ocasião em que juntamente com
Antônio José Barbosa, Joaquim
Francelino de Araújo, Antônio
Ulysses de Lucena Cascaes e Antônio Lucullo de Souza e Silva compôs a primeira comissão encarregada da elaboração dos estatutos da
novel instituição.
Quanto a Jovita Olympio de
Carvalho Rebello, nossas pesquisas revelam que foi igualmente um
ardoroso e intrépido defensor da
causa espírita. Fundador do Centro
Espírita São Vicente de Paula29, integrou o Conselho Fiscal da Sociedade
Cosmopolita de Benefícios Mútuos –
Previdente Amazonense30, instituída
pelo referido grupo em 21 de abril
de 1905, participando de 1907 a
1911 da Comissão de Contas da Federação Espírita Amazonense.
Colaboradores entusiastas
da seara espírita, sempre impulsionados por superiores inspirações,
Emiliano e Jovita realizaram ainda
muitas outras tarefas em favor do
Espiritismo, sem que, em momento algum, mesmo ante as dificuldades enfrentadas, fenecesse-lhes o
ideal iluminativo.
Ao lado de outros pioneiros como Carlos Theodoro Gon-
Fundado em 11 de abril de 1905 (Manaus, AM).
Conforme jornal O Guia de 15 de janeiro de 1910.
Anna Prado, a mulher que falava com os mortos
çalves, Raymundo de Carvalho
Palhano, José Furtado Belém
e Eurípides de Albuquerque
Prado, propiciaram expressivo
impulso à imprensa espírita nacional, num tempo em que as
publicações eram extremamente custosas e difíceis. Enquanto
Carlos Theodoro fez editar o
jornal Mensageiro31, Furtado Belém e Eurípides Prado, o jornal
O Semeador32, e, alguns outros,
o jornal A Luz da Verdade33, eles,
juntamente com Raymundo Palhano, fizeram circular em 15 de
dezembro de 1905 o primeiro
número do jornal O Guia, cuja
Fig. 5 – Raymundo de Carvalho Palhano
(1868 – 19480)
tiragem se estendeu até pelo menos o início da década seguinte34.
Todo esse trabalho emprestou significativo avanço ao nascente movimento espírita amazonense. Cumpre-nos anotar, ainda, que
além desses dois ascendentes consanguíneos da nossa querida médium, tomaram igualmente parte nas mesmas fileiras, Ermelinda
de Carvalho Rebello35, João Rebello Corrêa36, Clóvis de Albuquer31
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Fundado em 1 de janeiro de 1901, em Manaus (AM).
Fundado em julho de 1907, em Parintins (AM).
Fundado em 5 de setembro de 1919, em Porto Velho (AM). O município de Porto Velho, criado
em 2 de outubro de 1914, pertencia originalmente ao estado do Amazonas. Com a instituição
do Território Federal do Guaporé, em 13 de setembro de 1943, passou à condição de capital do
novo território. Depois, em 17 de fevereiro de 1956, o Território do Guaporé passou a se chamar Território Federal de Rondônia, para, finalmente, em 22 de dezembro de 1981, ser elevado
à categoria de estado federativo, com o nome de Estado de Rondônia.
Conforme cópias de exemplares em nosso poder.
Mãe de Anna Prado. A Sra. Ermelinda Rebello possuía um exemplar de O Evangelho Segundo o
Espiritismo – edição comemorativa do centenário de Allan Kardec, publicado pela FEB em 1904
– que hoje faz parte do acervo do Memorial do Espiritismo no Amazonas, por nós idealizado
e executado, entre os anos de 2002 e 2004, e instalado na sede administrativa da Federação
Espírita Amazonense.
Único irmão de Anna Prado. Filho do segundo casamento da Sra. Ermelinda Rebello.
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que Prado37 e sua mulher Cristina Rebello Prado38, revelando uma
marcante presença de seus familiares nas lides espíritas do final do
século XIX e início do século XX.
Isto nos leva a uma clara e natural conclusão de que a nobre
medianeira, bem antes dos extraordinários fenômenos verificados
em Belém do Pará, vivera cercada pelas meridianas luzes do Es-
Fig. 6 – Jornal Mensageiro
Fig.7 – Jornal O Guia
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Irmão de Eurípides Prado.
Irmã de Anna Prado. Filha do segundo casamento da Sra. Ermelinda Rebello.
Anna Prado, a mulher que falava com os mortos
piritismo, o que seguramente lhe favoreceu uma sólida e elevada
formação moral e espiritual. Por fim, gostaríamos de lembrar que
o seu orientador mediúnico – o espírito João – fora em verdade o
seu tio materno Felismino Olympio de Carvalho Rebello, que retornando do mundo espiritual veio, por meio de suas excepcionais
faculdades psíquicas, reafirmar para o mundo a alvissareira verdade
da sobrevivência da alma.
Fig.8 – Jornal A Luz da Verdade
Anna, Eurípides e filhos
Anna Rebello Prado nasceu em Parintins, Amazonas, por volta
do ano de 188339, filha do casal Francisco Maximiano de Sousa Rebello e Ermelinda de Carvalho Rebello.
Sobre a sua infância e adolescência, infelizmente, não encontramos qualquer registro. Provavelmente viveu e foi educada em sua
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Apesar das buscas que realizamos em cartórios, cúrias católicas, bibliotecas e cemitérios, não
conseguimos encontrar a exata data de seu nascimento.
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cidade natal, onde se casou a 9 de junho de 190140, com o cearense
Eurípides de Albuquerque Prado41, que se tornaria, mais tarde, o firme
arrimo de sua tarefa espiritual.
Lamentamos essa escassez de informações acerca de determinados aspectos de sua vida, inclusive no que diz respeito às suas
inclinações religiosas – até a eclosão de suas faculdades mediúnicas
– conquanto tenhamos comprovado em nossas pesquisas que vários
membros de sua família foram dedicados trabalhadores espíritas.
Quanto a Eurípides Prado, consoante suas próprias palavras, desde
a sua adolescência muito se preocupava com os destinos da alma após a
morte. Educado na religião católica, votava elevada estima aos seus princípios morais. Contudo, sempre achara inconcebível a ideia de um Deus
exclusivista e vingativo, criador de seres destinados a intérminos sofrimentos, conforme preceitua a doutrina das penas eternas. Sua razão refutava
vigorosamente tal possibilidade, não aceitando as explicações que lhe eram
oferecidas, por entendê-las inteiramente destituídas de bases concretas.
Oportunamente chegara às suas mãos o livro O céu e o inferno,
de Allan Kardec. Lendo-o com grande avidez, aceitara de pronto as
ideias ali expendidas, como uma revelação. Posteriormente, adquirindo e estudando outras obras sobre o assunto, reconhecera-se espírita,
despreocupando-se de procurar, desde então, desvendar o mistério
da morte, que sempre o atraíra, para mergulhar no trabalho de sua
própria reforma íntima42.
Comerciante, jornalista, professor e homem público, apesar de
seus muitos afazeres profissionais e familiares, sempre encontrou tempo e disposição para cooperar com as atividades espíritas de sua cidade.
Redator do jornal parintinense O Tacape, editado a partir de 15 de
novembro de 1902, contando com a cooperação de alguns companheiros, fez publicar com relativa regularidade, em suas páginas, textos de
Léon Denis, Gabriel Delanne e de outros consagrados autores espíritas,
além de inúmeros excertos das obras de Allan Kardec. Essa sua dedicação
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Conforme certidão de nascimento de seus filhos Eurídice, Eratósthenes, Antonina e Dinamérico.
Filho de Joaquim Freire do Prado e Maria de Albuquerque Prado.
FARIA, Raymundo Nogueira de. O trabalho dos mortos. 4ª ed. Rio de Janeiro: FEB, p. 50.
Anna Prado, a mulher que falava com os mortos
ao ideal espiritista o levaria, em 1907, a participar ativamente da fundação do periódico O Semeador e do Grupo Espírita Amor e Caridade43.
Alma laboriosa e voltada para a assistência às camadas menos
favorecidas da sociedade, Eurípides Prado sempre trabalhou com
essa finalidade, apoiando toda ação digna que tivesse por objeto a
melhoria de vida das pessoas. Exercendo a função de Superintendente Municipal de Parintins44 – atual cargo de prefeito municipal
– no período de 1911 a 1913, desincumbiu-se de suas funções com
honradez e responsabilidade, promovendo consideráveis melhorias
na infraestrutura daquele município, com inequívocos benefícios
para toda a população.
Mais tarde, sem abandonar por completo a cidade natal de sua
querida esposa, onde havia estabelecido sólidas amizades e fortes laços
afetivos, transferiu-se com ela e seus filhos45 – Eurídice, Eratósthenes,
Antonina e Dinamérico – para a capital paraense.
Com os mais velhos vivendo a adolescência, percebeu que eles
se inclinavam fortemente para o materialismo. Preocupado com essa
tendência, que considerava extremamente nociva, passou a frequentar
as reuniões espíritas locais no intuito de levá-los a uma reflexão sobre
os equívocos e males do culto exclusivista da matéria.
A princípio, não demonstraram grande interesse pelo assunto.
Todavia, com o desenvolvimento das atividades mediúnicas de Anna
Prado, vamos encontrá-los, tempos depois, perfeitamente ajustados
às tarefas espíritas.
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O Grupo Espírita Amor e Caridade foi reorganizado em julho de 2004, com a presença do médium e orador José Raul Teixeira, numa promoção do Centro de Documentação Espírita do
Amazonas e Federação Espírita Amazonense.
Conforme o jornal Parintins, de 1 de janeiro de 1911.
O professor Raymundo Nogueira de Faria não faz nenhuma referência aos nomes de Eurídice ou
Dinamérico em seus livros O trabalho dos mortos e Renascença da alma. Todavia, nossas pesquisas
revelaram, por meio de suas certidões de nascimento, que Eurídice era a filha mais velha do casal
e Dinamérico o filho mais novo. Tudo indica que Alice, tantas vezes mencionada por Nogueira de
Faria e Ettore Bosio, este, em seu livro O que eu vi, seja a mesma Eurídice, já que não encontramos
fora dessas citações nenhum registro documental da existência de Alice. Reforçando esse nosso
raciocínio, a certidão de óbito de Anna Prado, expedida pelo Registro Civil de 1º Ofício Guedes de
Oliveira (Belém - PA), informa que ela deixou os filhos Eurídice, Eratósthenes, Antonina e Dinamérico. Outra informação que corrobora essa conclusão pode ser vista na Nota de Rodapé 23, Cap. 24
de O trabalho dos mortos, quando registrou Nogueira de Faria: Há mais ainda: em nossas experiências íntimas, todos nós: os esposos Prado, seus três filhos maiores, sempre tirávamos as nossas fichas.
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Fig. 9 – Família Prado – Antonina Prado, Eurípides Prado, Anna Prado, Alice Prado e Eratosthenes Prado
Eratósthenes cooperava assiduamente com a organização
das reuniões.
Antonina servia de intermediária a diversos espíritos pela psicografia mecânica e se tornou, depois, trabalhadora do Centro Espírita
Caminheiros do Bem.
Alice tocava ao piano durante as sessões de materializações a
pedido do espírito João e, após a desencarnação de sua mãe, colaborou
igualmente com as tarefas do Centro Espírita Caminheiros do Bem.
Cultos, esclarecidos e reconhecidamente dignos, inúmeros foram os membros das famílias Rebello Prado, Carvalho Rebello e Albuquerque Prado que integraram as fileiras espíritas naqueles dias.
Reencarnados com tarefas específicas no campo da comprovação da vida além-túmulo, aqui perlustraram por muitos anos, sofrendo a incompreensão de uns e a intolerância de outros, sempre
arrimados à fé raciocinada.
Claro, caberia a Anna Prado, elevada cota de trabalhos e sacrifícios!
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Numa época em que pouco ou nenhum espaço era oferecido à
manifestação da mulher na sociedade, nossa irmã foi chamada a dar
público testemunho sobre uma das mais importantes questões da vida:
a existência da alma e a sua sobrevivência. Não abandonando os seus
compromissos de madona do lar, ela soube se desdobrar a fim de cumprir fielmente a nobre missão de fortalecer a fé daqueles que ainda
tateiam nas sombras das próprias dúvidas.
Fig. 10 – Fac-símile Registro do Civil de Eurídice
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Fig. 11 – Fac-símile Registro do Civil de Eratósthenes
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Fig. 12 – Fac-símile Registro do Civil de Antonina
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Fig. 13 – Fac-símile Registro do Civil de Dinamérico
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