Estrutura de uma comunidade de aves em Caxias do Sul, ...
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ECOLOGIA
ESTRUTURA DE UMA COMUNIDADE DE AVES EM
CAXIAS DO SUL, RIO GRANDE DO SUL, BRASIL
Roges Roveda Vinhola da Silva1
RESUMO
Estudos sobre a avifauna evidenciam a importância de áreas verdes no ambiente urbano para a
sobrevivência das aves. O objetivo deste estudo foi verificar a composição, distribuição por ambiente,
hábito alimentar e dados biológicos da avifauna que ocorre na área do Jardim Botânico de Caxias do
Sul. Visitas bimensais foram realizadas de dezembro de 2000 a dezembro de 2003, totalizando 72 visitas e 144 horas de pesquisa em campo. As espécies foram identificadas através de visualização e
vocalização. Foram registradas 114 espécies nos diferentes ambientes encontrados na área: florestal,
campestre e aquático. Dentre os registros destacam-se Crypturellus obsoletus, Leptasthenura setaria,
Leptasthenura striolata e Amazona petrei. Foi ampliada a distribuição de onze espécies no estado. As
ocorrências das espécies insetívoras e onívoras predominaram na área. O maior número de espécies foi
registrado no ambiente florestal, seguido do ambiente campestre e aquático. Os dados biológicos descritos demonstram que a área é importante para a nidificação e alimentação de algumas espécies de aves.
Este estudo fornece subsídios para estudos da avifauna urbana, preservação de ambientes naturais em
cidades e para o monitoramento da assembléia de aves que ocorre no local.
Palavras-chaves: aves urbanas, riqueza, Jardim Botânico, áreas verdes.
ABSTRACT
Structure of avian community in Caxias do Sul , Rio Grande do Sul
Studies on avian fauna corroborate the importance of green areas in the urban environment for the
bird survival. The purpose of this study was to check the composition, distribution per environment,
eating habit and biological data of avian fauna taking place in the Botanical Garden of Caxias do Sul.
Bimonthly visits were made from December 2000 through December 2003 coming to a total of 72 visits
and 11 hours of field research. The species were identified through visualization and vocalization. One
hundred and fourteen species have been recorded in different environments found in forest, field and
aquatic areas. Crypturellus obsoletus, Leptasthenura setaria, Leptasthenura striolata and Amazona petrei
are stood out amongst the bird records. The distribution of eleven species was enlarged in the state. The
occurrence of insectivorous and onivorous species predominate in the area. The largest number of species
has been recorded in the forest environment followed by field and aquatic areas. The biological dada
described have shown that the area is important for the nesting and feeding of some bird species. This
study provides subsidies for the studies of urban avian fauna, natural environmental preservation in
cities and towns, and for the monitoring of bird assemblage taking place locally.
Key words: urban birds, richness, Botanical Garden, green areas.
INTRODUÇÃO
Áreas urbanizadas caracterizam-se por apresentar habitats alterados devido à construção de edificações e paisagens artificiais, dentre outros elementos
(ELTON; MILLER, 1954; MOHR, 1985; ARGEL-
DE-OLIVEIRA, 1987, 1990, 1995). Poucas espécies
de aves são adaptadas para viver em áreas urbanas
(JOKIMÄKI et al., 1996). Com o aumento da urbanização ocorre a redução de habitats naturais e,
conseqüentemente, da diversidade de aves, assim
como a homogeneização da avifauna (BATTEN,
Recebido em: 10.11.2005; aceito em: 08.05.2006.
1 PPG em Ecologia, Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS. <[email protected]>.
BIOCIÊNCIAS, Porto Alegre, v. 14, n. 1, p. 27-36, jun. 2006
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SILVA, R. V. da
1972; WALCOTT, 1974; JOKIMÄKI et al., 2002;
CROOKS; SUAREZ; BOLGER, 2004). A riqueza das
espécies de aves em áreas urbanas é baixa, onde as
comunidades de aves são dominadas por poucas espécies, freqüentemente introduzidas (GAVARESKI,
1976; LANCASTER; REES, 1979; BEISSINGER;
OSBORNE, 1982; CARN et al., 2000). O ecossistema
urbano oferece uma oportunidade ao estudo de comunidades de aves, a qual é composta geralmente por
espécies oportunistas ou exóticas (MATARAZZONEUBERGER, 1995). De acordo com Willis (2000)
estudos sobre as aves podem determinar se áreas verdes como parques e jardins realmente preservam
espécies importantes.
No Brasil o estudo das aves urbanas tem fornecido uma importante contribuição sobre a composição
das espécies que ocorrem em praças, parques, jardins
e outras áreas verdes (Argel-de-Oliveira 1987, 1990,
1995, Matarazzo-Neuberger 1990, 1992, 1995, Souza
1995 e Azevedo 1995). Para o Rio Grande do Sul
os estudos de Voss (1976, 1979 e 1981), Voss e
Widholzer (1980), Voss e Sander (1981), Sander e
Voss (1982), Tampson (1990), Grillo e Bencke (1995),
Aguiar et al. (1998), Mendoça-Lima e Fontana (2000),
Efe et al. (2001) e Accordi (2001) caracterizaram a
avifauna urbana no estado e a importância de áreas
verdes nas cidades. Na região de Caxias do Sul, segundo Silva (2005) em um estudo sobre as aves que
ocorrem no Complexo Esportivo do SESI foram
registradas 71 espécies de aves, no entanto a região
carece de estudos sobre a avifauna. O objetivo deste
estudo foi verificar a composição e a distribuição por
ambiente, caracterizar o hábito alimentar e fornecer
dados biológicos das aves observadas na área do Jardim Botânico de Caxias do Sul.
MATERIAL E MÉTODOS
O município de Caxias do Sul ocupa uma área
de aproximadamente 1.264.040 km2 com cerca de
400.000 habitantes. O clima da região é subtropical
sendo o calor pouco intenso no verão e o frio é rigoroso no inverno (MENDES e MOSELI, 1987). O levantamento de Recursos Naturais do IBGE (1986) define a região como estando no domínio da Floresta
Ombrófila Mista-Montana, que faz limite principalmente com áreas campestres pertencentes à região
da Savana e com a região da Floresta Estacional
Decidual. A área do Jardim Botânico de Caxias do Sul
(29º08' S-51º09' W) possui 50 ha e está localizada na
zona urbana do município de Caxias do Sul, Rio GranBIOCIÊNCIAS, Porto Alegre, v. 14, n. 1, p. 27-36, jun. 2006
de do Sul. A área abriga a represa São Paulo com cerca de 5,2 ha e o arroio Dal Bó, sendo composta por
mata nativa, campo e áreas reflorestadas com Pinus
elliottii e Eucaliptus sp. No entorno do local ocorrem
fragmentos de floresta nativa, exótica e bairros. Desde o início do estudo a área está sendo estruturada para
atender as finalidades de um Jardim Botânico.
Os ambientes no presente estudo foram classificados de acordo suas características florísticas, como:
florestal; composto por mata nativa secundária/terciária, com árvores de altura média entre 20 e 30 metros e com a presença de sub-bosque. Neste ambiente
são encontradas algumas espécies como Araucaria
angustifolia (pinheiro-brasileiro), Allophylus edulis
(chal-chal), Gordonia fruticosa (santa-rita), Luchea
divaricata (açoita-cavalo), Rapanea parvula (capororoca), Rapanea ferruginea (capororoca-ferrugínea),
Guetarda uruguensis (veludinho), Zanthoxylum
rhoifolium (mamica-de-cadela), Psidium cattleianum
(araçazeiro), Eugenia uniflora (pitangueira), dentre outras e muitas Mirtáceas e Rutáceas. Campo;
compreende os ambientes cobertos por Gramíneas,
Ciperáceas, Fabáceas, com pouca presença ou ausência de formas arbustivas e árvores. Aquático; corpos
d’água, banhados e bordas de lagos. Aéreo; espaço
aéreo sobre o local de estudo. Os ambientes de floresta cobrem aproximadamente 60% do local, seguido do
ambiente campestre com 30% e aquático com 10%.
Os ambientes em estágio sucessional com capoeira, principalmente compostos de Bacharis sp. (vassoura) estão presentes nas bordas do ambiente florestal,
campestre e dos banhados, sendo que as espécies
registradas nestes ambientes também ocuparam a floresta, campos e os pequenos banhados. Em todos ambientes foram observados sinais de ação antrópica,
como desmatamento, presença de lixo, espécies exóticas plantadas, caça de aves, pesca e descarte de matéria orgânica nos ambientes aquáticos.
Os trabalhos de campo foram realizados entre
dezembro de 2000 e dezembro de 2003, totalizando
144 horas. Em cada estação do ano foram realizadas
12 horas de pesquisa.
Para caracterização da área foram analisadas fotos aéreas do local com escala 1: 8000 do ano de 1998.
Na área foi percorrido um transecto em sentido único
por um período aproximado de 2 horas. As espécies
foram identificadas através de visualização e vocalização. Para o auxílio nas identificações foram utilizados: binóculo 7 × 25, gravador, máquina fotográfica e filmadora. Os nomes científicos e populares
seguem Bencke (2001) assim como a ordem taxonô-
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mica. Para avaliar a composição e a ocorrência nos
ambientes foram registradas todas as espécies de aves
observadas no local em seus respectivos ambientes.
Os registros das espécies nos ambientes da área possibilitaram determinar a distribuição das aves no local
de estudo. As espécies sobrevoantes e que ocorreram
raramente na área foram consideradas como acidentais. A riqueza e a composição das espécies foi considerada sazonalmente por ano de estudo. O hábito
alimentar das espécies segue Sick (1997). Os dados
biológicos referentes à alimentação, nidificação e evidências de nidificação foram descritos, quando observados.
RESULTADOS
Foram registradas 114 espécies no local (Tabela 1). Em revisão aos mapas de distribuição das espécies de aves que ocorrem no Rio Grande do Sul
de acordo Belton (1994), onze espécies não estavam registradas para a região de Caxias do Sul:
Phalacrocorax brasilianus, Casmerodius aIbus,
Egretta thula, Phimosus infuscatus, Amazonetta
brasiliensis, Anas sibilatrix, Aramides cajanea,
Crotophaga ani, Elaenia flavogaster, Saltator similis
e Euphonia chlorotica. Dentre os registros das espécies que não foram citadas para a região de Caxias do
Sul apenas Anas sibilatrix foi registrada em uma única ocasião, um indivíduo que nadava na margem do
lago entre a vegetação em 12.08.03.
O ano de 2002 apresentou maior riqueza de espécies na primavera, verão e outono, seguido de 2003
com maior riqueza no verão e inverno. Os anos de
2000 e 2001 apresentaram menor riqueza específica
em todas as estações em relação aos anos de 2002 e
2003. Considerando somente a sazonalidade a primavera e verão apresentaram maior número de espécies
em comparação com o outono e inverno em todos os
anos do estudo (Figura 1).
De acordo com o tipo de habitat (Tabela 1), 56%
das espécies ocorreram no ambiente florestal e 21%
no ambiente campestre. As aves no ambiente aquático
representaram uma menor proporção de espécies com
cerca de 16%. O restante 6% das espécies foram consideradas acidentais ou raramente desceram na área.
Em relação ao hábito alimentar da avifauna na
área, mais da metade das espécies registradas apresentou dieta insetívora ou onívora, perfazendo um total
de 61% (Figura 2).
Dados biológicos: a área foi utilizada para a
nidificação de algumas espécies: Gallinula chloropus
(ninho em banhado com 3 ovos em 23.10.02),
Furnarius rufus (ninho sendo construído em
Araucaria angustifolia em 26.09.00), Pitangus
sulphuratus (ninho com filhotes em Araucaria
angustifolia em 07.11.01), Troglodytes musculus
(ninho com 5 ovos em arbusto em 12.11.03), Turdus
rufiventris (ninho com 3 ovos em árvore cerca de 2 m
do chão em 15.10.01), Zonotrichia capensis (ninho no
solo entre gramíneas com 3 ovos em 30.09.02) Sicalis
flaveola (nidificando em ninho de Furnarius rufus
em 06.11.03).
Além das espécies que nidificaram na área foram
observados sinais de nidificação para as seguintes espécies: Jacana jacana (com um filhote em 13.12.01),
Columbina picui (um casal com 2 filhotes em
26.11.02), Basileuterus culicivorus (retirando musgos
de um tronco em 21.09.00), Molothrus bonariensis (filhote seguindo Zonotrichia capensis em 04.11.00),
Mimus saturninus (casal com um filhote andando no
solo em 02.01.03) e Carduelis magellanica (casal com
dois filhotes em 06.12.01).
A área foi utilizada para forrageamento de algumas espécies. Os dados sobre a alimentação registrados na área estão resumidos na Tabela 2.
DISCUSSÃO
O número de espécies encontrado representa 18%
da avifauna do Rio Grande do Sul de acordo com
Bencke (2001). Dentre as espécies de aves registradas
no local destacam-se Crypturellus obsoletus, que vem
sofrendo declínio populacional devido à destruição das
florestas, Leptasthenura setaria, inteiramente ligada
à presença da Araucaria angustifolia e Leptasthenura
striolata, restrita ao sul do Brasil (SICK, 1997). O
charão, Amazona petrei, observado na área insere-se
na categoria de espécie vulnerável no estado segundo
Marques et al. (2002). A ampliação da área de distribuição das espécies no estado segundo Belton (1994),
provavelmente deve-se a escassez de estudos sobre a
avifauna na região, alterações climáticas e alterações
dos ambientes com o recente aumento da urbanização.
Para os anos de 2002 e 2003 o aumento da riqueza
de espécies em relação aos anos anteriores pode ter
ocorrido devido às mudanças comportamentais das
espécies, alteração de ambientes, às mudanças climáticas e sazonais, ou estar associada ao método da
amostragem. A variação da riqueza no outono e inverno é um resultado esperado e pode ser considerada devido à diminuição da ocorrência das espécies
migrantes. As variações sazonais na composição geBIOCIÊNCIAS, Porto Alegre, v. 14, n. 1, p. 27-36, jun. 2006
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ralmente ocorrem devido às variações na distribuição
temporal e espacial dos recursos alimentares, juntamente com as atividades reprodutivas (DAVIS, 1946).
O ambiente florestal com cerca de 30 ha reflete o
maior número de espécies de aves florestais (Tabela 1). Ainda que o ambiente florestal da área possua
florestas secundárias e terciárias, estas desempenham
um papel importante para a avifauna urbana, fornecendo abrigo, alimentação e local para a reprodução
de algumas espécies de aves. Em locais onde não ocorrem florestas primárias, florestas secundárias ou em
estado de regeneração conservam uma porcentagem
substancial da taxa de espécies e favorecem a retomada da composição em longo prazo (DUNN, 2004).
Segundo Anjos et al. (1997) os ambientes de florestas
abrigam espécies em habitats exclusivos. O ambiente
campestre possui menor riqueza possivelmente devido ao seu grau de alteração e freqüente tráfico de pessoas. A manutenção do ambiente campestre o mais
próximo ao seu estado original é fundamental para a
ocorrência das aves campestres, visto que estes ambientes fornecem condições para ocorrência de uma
avifauna distinta de outros ambientes (COSTA, 2000,
2001, COSTA et al., 2002 e ACCORDI, 2003).
As aves relacionadas ao ambiente aquático dependem da represa e dos pequenos banhados na área.
Segundo Weller (1999) as áreas úmidas constituem
habitats exclusivos para as aves aquáticas, fornecendo recursos necessários para a sobrevivência e reprodução.
As atividades humanas e conseqüentemente as alterações nos ambientes da área podem refletir uma
menor riqueza e abundância das espécies de aves,
de acordo com Villanueva e Silva (1995) a descaracterização de uma região pode influenciar a composição da avifauna. Para Vadas e Newman (1997) ocorre uma correlação entre a estrutura vegetal da área
urbana com a assembléia de aves. Neste contexto a
preservação da estrutura vegetal nativa e a limitação
da ação antrópica na área podem favorecer a sobrevivência da avifauna silvestre.
Os padrões onde predominam onívoros e insetívoros em áreas urbanas também foram observados por
Matarazzo-Neuberger (1995) e Efe et al. (2001). Estes padrões certamente estão relacionados com a porcentagem de cobertura vegetal na área, sendo refletido pelo maior número de áreas florestadas do local.
Os frugívoros assim como os granívoros podem desempenhar importante função ecológica com outras
espécies, segundo Hasui e Hofling (1998) a comunidade de plantas de uma área pode ser influenBIOCIÊNCIAS, Porto Alegre, v. 14, n. 1, p. 27-36, jun. 2006
SILVA, R. V. da
ciada pelos frugívoros, uma baixa ocorrência de
frugívoros pode trazer conseqüências graves no processo de dispersão e colonização das plantas. A ocorrência de piscívoros está relacionada à presença da
represa. Os carnívoros e nectarívoros são encontrados
ocasionalmente na área, assim como os necrófagos,
pois dependem de alimentação específica.
A maioria das espécies são residentes no estado
segundo Bencke (2001), entretanto a área fornece subsídios para a ocorrência de migrantes. De acordo com
Sick (1981) as espécies migrantes buscam satisfazer
necessidades como alimentação, proteção temporária
e nidificação. O registro de Anas sibilatrix, migrante
vindo do Cone Sul do Continente segundo (Bencke,
2001), possivelmente deve-se a um indivíduo que procurava descanso no local ou alimentação. Descarta-se
a hipótese de ser um indivíduo domesticado, pois o
indivíduo voava normalmente.
CONCLUSÃO
A área do Jardim Botânico de Caxias do Sul possui número importante de espécies devido à manutenção de ambientes com características semelhantes aos
naturais, paisagem no entorno que ainda conserva uma
vegetação original e a ação antrópica limitada na área.
Este estudo além de registrar dados inéditos para a
avifauna no estado fornece subsídios para a conservação de áreas verdes que podem manter uma avifauna
variada em ambientes urbanos. A preservação de ambientes específicos como florestal, campestre e aquático, são essências para garantir a sobrevivência das
espécies de aves na área. Estes dados podem contribuir para o monitoramento das espécies no local
durante a implantação da infra-estrutura na área do
Jardim Botânico de Caxias do Sul.
AGRADECIMENTOS
À Dra. Sandra M. Hartz pela breve revisão e Walter A. Voss
pelo auxílio nas identificações das espécies no primeiro ano do
estudo.
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1981.
VOSS, W. A.; WIDHOLZER, F. L. Aves de Porto Alegre, RS:
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abr./jun. 1981.
WALCOT, C. F. Changes in bird life in Cambridge, Massachusetts
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WILLIS, E. O. Ranking urban avifaunas (Aves) by number of
localities per spicies in São Paulo, Brazil. lheringia, sér. Zoologia, Porto Alegre, v. 88, p. 139-146, maio 2000.
TABELA 1 – Lista das espécies das aves observadas na área do Jardim Botânico de Caxias do Sul, composição, hábito alimentar:
O = Onívoro, I = Insetívoro, F = Frugívoro, G = Granívoro, C = Carnívoro, P = Piscívoro, N = Necrófago e Ne = Nectarívoro; e a
distribuição por ambiente: FL = Florestal, CA = Campo, AQ = Aquático e AE = Aéreo.
Continua
Espécies
Nome vulgar
Hábito alimentar
Ambiente
Tinamidae
Crypturellus obsoletus
Inambuguaçu
F
FL
Nothura maculosa
Perdiz
O
CA
Mergulhão
O
AQ
Biguá
P
AQ
Podicipedidae
Podilymbus podiceps
Phalacrocoracidae
Phalacrocorax brasilianus
Ardeidae
Syrigma sibilatrix
Maria-faceira
O
AQ
Casmerodius albus
Garça-branca-grande
O
AQ
Egretta thula
Garça-branca-pequena
O
AQ
Nycticorax nycticorax
Savacu
O
AQ
Phimosus infuscatus
Maçarico-de-cara-pelada
C
AQ
Theristicus caudatus
Curicaca
C
CA
Coragyps atratus
Urubu-de-cabeça-preta
N
AE
Cathartes aura
Urubu-de-cabeça-vermelha
N
AE
Gavião-carijó
C
FL
Caracara plancus
Caracará
O
CA
Milvago chimango
Chimango
O
CA
Falco sparverius
Quiriquiri
C
FL
Threskiornithidae
Cathartidae
Accipitridae
Buteo magnirostris
Falconidae
BIOCIÊNCIAS, Porto Alegre, v. 14, n. 1, p. 27-36, jun. 2006
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Estrutura de uma comunidade de aves em Caxias do Sul, ...
TABELA 1 – Lista das espécies das aves observadas na área do Jardim Botânico de Caxias do Sul, composição, hábito alimentar:
O = Onívoro, I = Insetívoro, F = Frugívoro, G = Granívoro, C = Carnívoro, P = Piscívoro, N = Necrófago e Ne = Nectarívoro; e a
distribuição por ambiente: FL = Florestal, CA = Campo, AQ = Aquático e AE = Aéreo.
Continuação
Nome vulgar
Espécies
Hábito alimentar
Ambiente
Anatidae
Amazonetta brasiliensis
Anas sibilatrix
Rallidae
Marreca-pé-vermelho
Marreca-oveira
O
O
AQ
AQ
Pardirallus sanguinolentus
Pardirallus nigricans
Aramides cajanea
Saracura-do-banhado
Saracura-sanã
Três-potes
O
O
O
AQ
AQ
AQ
Gallinula chloropus
Jacanidae
Jacana jacana
Galinhola
O
AQ
Jaçanã
O
AQ
Quero-quero
I
CA
Charadriidae
Vanellus chilensis
Columbidae
Zenaida auriculata
Pomba-de-bando
G
CA
Columbina talpacoti
Columbina picui
Rolinha-roxa
Rolinha-picui
G
G
CA
CA
Leptotila verreauxi
Leptotila rufaxilla
Juriti-pupu.
Juriti-gemedeira
F
F
FL
FL
Psittacidae
Pyrrhura frontalis
Tiriba-de-testa-vermelha
F
FL
Amazona petrei
Cuculidae
Charão
F
FL
Piaya cayana
Crotophaga ani
Alma-de-gato
Anu-preto
O
O
FL
FL
Guira guira
Anu-branco
O
FL
Speotyto cunicularia
Coruja-do-campo
C
CA
Apodidae
Chaetura meridonalis
Andorinhão-do-temporal
I
AE
Strigidae
Trochilidae
Stephanoxis lalandi
Beija-flor-de-topete
Ne
FL
Chlorostilbon aureoventris
HyIocharis chrysura
Besourinho-de-bico-vermelho
Beija-flor-dourado
Ne
Ne
FL
FL
Leucochloris aIbicollis
Beija-flor-de-papo-branco
Ne
FL
Martim-pescador-grande
Martim-pescador-verde
P
P
AQ
AQ
Picumnus nebulosus
Pica-pau-anão-carijó
I
FL
Veniliornis spilogaster
Colaptes campestres
Picapauzinho-verde-carijó
Pica-pau-do-campo
I
I
FL
CA
Colaptes melanochlorus
Pica-pau-verde-barrado
I
FL
Alcedinidae
Cery1e torquata
Chlorocery1e amazona
Picidae
BIOCIÊNCIAS, Porto Alegre, v. 14, n. 1, p. 27-36, jun. 2006
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SILVA, R. V. da
TABELA 1 – Lista das espécies das aves observadas na área do Jardim Botânico de Caxias do Sul, composição, hábito alimentar:
O = Onívoro, I = Insetívoro, F = Frugívoro, G = Granívoro, C = Carnívoro, P = Piscívoro, N = Necrófago e Ne = Nectarívoro; e a
distribuição por ambiente: FL = Florestal, CA = Campo, AQ = Aquático e AE = Aéreo.
Continuação
Nome vulgar
Hábito alimentar
Ambiente
Arapaçu-verde
Arapaçu-grande
Arapaçu-escamoso-do-sul
I
I
I
FL
FL
FL
João-de-barro
Grimpeiro
Grimpeirinho
Pichorré
João-teneném
Pi-puí
Arredio-oliváceo
Trepador-quiete
Trepadorzinho
I
I
I
I
I
I
I
I
I
CA
FL
FL
FL
AQ
FL
FL
FL
FL
Choca-da-mata
Choca-de-boné-vermelho
I
I
FL
FL
Chupa-dente
I
FL
Risadinha
Guaracava-de-barriga-amarela
Guaracava-de-bico-curto
Tuque
Alegrinho
Borboletinha-do-mato
Tororó
Bico-chato-de-orelha-preta
Filipe
Suiriri-cavaleiro
Irré
Bem-te-vi
Bem-te-vi-rajado
Peitica
Suiriri
Tesourinha
I
F
F
F
I
I
I
I
I
I
I
O
I
I
I
I
FL
FL
FL
FL
FL
FL
FL
FL
FL
CA
FL
FL
FL
FL
FL
CA
Andorinha-de-testa-branca
Andorinha-doméstica-grande
Andorinha-pequena-de-casa
Andorinha-serradora
I
I
I
I
AE
AE
AE
AE
Corruíra
I
CA
Sabiá-do-campo
O
CA
Espécies
Dendrocolaptidae
Sittasomus griseicapillus
Dendrocolaptes platyrostris
Lepidocolaptes falcinellus
Furnariidae
Furnarius nufus
Lepthastenura setaria
Lepthastenura striolata
Synallaxis ruficapilla
Synallaxis spixi
Synallaxis cinerascens
Cranioleuca obsoleta
Syndactyla rufosuperciliata
Heliobletus contaminatus
Formicariidae
Thamnophilus caerulescens
Thamnophilus ruficapillus
Conopophagidae
Conopophaga lineata
Tyrannidae
Camptostoma obsoletum
Elaenia flavogaster
Elaenia parvirostris
Elaenia mesoleuca
Serpophaga subcristata
Phylloscartes ventralis
Todirostrum plumbeiceps
Tolmomyias sulphurescens
Myiophobus fasciatus
Machetornis rixosus
Myiarchus swainsoni
Pitangus sulphuratus
Myiodynastes maculatus
Empidonomus varius
Tyrannus melancholicus
Tyrannus savana
Hirundinidae
Tachycineta leucorrhoa
Progne chalybea
Notiochelidon cyanoleuca
Slelgidopteryx ruficollis
Troglodytidae
Troglodytes musculus
Mimidae
Mimus saturninus
Muscicapidae
BIOCIÊNCIAS, Porto Alegre, v. 14, n. 1, p. 27-36, jun. 2006
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Estrutura de uma comunidade de aves em Caxias do Sul, ...
TABELA 1 – Lista das espécies das aves observadas na área do Jardim Botânico de Caxias do Sul, composição, hábito alimentar:
O = Onívoro, I = Insetívoro, F = Frugívoro, G = Granívoro, C = Carnívoro, P = Piscívoro, N = Necrófago e Ne = Nectarívoro; e a
distribuição por ambiente: FL = Florestal, CA = Campo, AQ = Aquático e AE = Aéreo.
Conclusão
Nome vulgar
Espécies
Hábito alimentar
Ambiente
O
FL
Turdinae
Turdus subalaris
Sabiá-ferreiro
Turdus rufiventris
Sabiá-Laranjeira
O
FL
Turdus amaurochalinus
Turdus albicollis
Sabiá-poca
Sabiá-coleira
O
O
FL
FL
Zonotrichia capensis
Ammodramus humeralis
Tico-tico
Tico-tico-do-campo
O
G
CA
CA
Donacospiza albifrons
Poospiza nigrorufa
Poospiza lateralis
Sicalis flaveola
Tico-tico-do-banhado
Quem-te-vestiu
Quete
Canário-da-terra-verdadeiro
G
G
G
G
CA
AQ
FL
CA
Embernagra platensis
Volatinia jacarina
Sabiá-do-banhado
Tiziu
G
G
AQ
CA
Sporophila caerulescens
Coleirinho
G
CA
Trinca-ferro-verdadeiro
Azulinho
G
G
FL
FL
Cabecinha-castanha
Sanhaçu-cinzento
Sanhaçu-papa-laranja
Saíra-viúva
Fim-fim
F
F
F
F
F
FL
FL
FL
FL
FL
Cambacica
Ne
CA
Saí-andorinha
F
FL
Mariquita
Pia-cobra
Pula-pula
Pula-pula-assobiador
I
I
I
I
FL
FL
FL
FL
Pitiguari
Juruviara
O
O
FL
FL
Vira-bosta
O
CA
Pintassilgo
G
CA
Gralha-azul
F
FL
Emberizidae
Emberezinae
Cardinalinae
Saltator similis
Cyanoloxia glaucocaerulea
Thraupinae
Pyrrhocoma ruficeps
Thraupis sayaca
Thraupis bonariensis
Pipraeidea melanonota
Euphonia chlorotica
Coerebinae
Coereba flaveola
Tersininae
Tersina viridis
Parulidae
Parula pitiayumi
Geothlypis aequinoctialis
Basileuterus culicivorus
Basileuterus leucoblepharus
Vireonidae
Cyclarhis gujanensis
Vireo olivaceus
Icteridae
Molothrus bonariensis
Fringillidae
Carduelis magellanica
Corvidae
Cyanocorax caeruleus
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SILVA, R. V. da
TABELA 2 – Alimentação de algumas espécies de aves registradas na área do Jardim Botânico de Caxias do Sul, RS.
Espécies
Egretta thula
Gallinula chloropus
Jacana jacana
Pyrrhura frontalis
Piaya cayana
Speotyto cunicularia
Leucochloris albicollis
Colaptes campestris
Turdus amaurochalinus
Turdus rufiventris
Sicalis flaveola
Thraupis sayaca
Carduelis magellanica
Data
24.03.01
22.04.00
12.07.00
15.11.02
10.02.01
22.02.02
19.09.03
02.08.02
03.07.01
13.10.00
20.11.01
30.09.02
08.03.03
Substrato/Vegetação
lago
margem do lago
lago
Araucaria angustifolia
Ocotea sp.
solo
flor de Brunfelsia uniflora
Rapanea parvula
solo
solo
Rapanea parvula
Eucaliptus sp.
Eugenia uniflora
gramíneas
Alimento
pequeno peixe (Peixes)
mosquito (Díptero)
mosquito (Díptero)
semente
grilo (Ortóptera)
roedor (Rodentia)
néctar
fruto
mosquito (Díptero)
minhoca (Anelídeo)
fruto
formiga alada (Himenóptero)
fruto
sementes
Fig. 1. Riqueza de espécies por estações e por ano de estudo na área do Jardim Botânico de Caxias do Sul, RS.
Fig. 2. Hábito alimentar e riqueza da avifauna observada na área do Jardim Botânico de Caxias do Sul.
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