Título:
PROJETO DE REDE DE DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA
REDE COMPACTA DE MÉDIA TENSÃO – LOT FRADEMIR ANTÔNIO DE ALCANTES
MEMÓRIA DE CÁLCULO
Cliente:
FRADEMIR ANTÔNIO DE ALCANTES
Endereço:
RUA NORBERTO RADUENZ – TESTO CENTRAL – POMERODE SC
00
Emissão Inicial
Nº
Revisão
Engenheiro Responsável
CREA-SC
Eng. Gilson Gubler
063.972-0
Nº Arquivo
445/2013
Gilson
Gilson
Proj.
Verif.
Arquivo
25/07/2013
Data
Folha
MC-ELE01
01/25
Titulo
Projeto de Rede de Distribuição de Energia Elétrica
Folha:
2/25
RESPONSÁVEIS TÉCNICOS
Gilson Gubler
Crea
063.972-0
SC
Robson Mantuani
Crea
067.804-9
SC
Jefferson Oliver
Crea
099.580-4
SC
Rafael Rocha
Crea
116.025-0
SC
EMPRESA
GUBLER ENGENHARIA ELÉTRICA LTDA
Rua Lauro Muller nº 18 – SL 203 – Centro – Indaial –SC
Telefone: (47) 3333-9999
Fax: (47) 3333-9999
E-mail: [email protected]
USO DA CELESC
___________________________________
FRADEMIR A. DE ALCANTES
ENG° GILSON GUBLER
RESPONSÁVEL TÉCNICO
Crea
106.259-3 SC
Titulo
Projeto de Rede de Distribuição de Energia Elétrica
Folha:
3/25
ÍNDICE
1)
INTRODUÇÃO. .................................................................................................................................6
2)
DIMENSIONAMENTO DOS CONDUTORES DE AT E BT. .............................................................6
2.1) CONDUTORES DE ALTA TENSÃO. ....................................................................................................7
TABELA 2.1 – RESISTÊNCIA – REATÂNCIA – (Ω/KM) ............................................................................7
TABELA 2.2 – IMPEDÂNCIAS DE SEQUÊNCIAS (Ω/KM) ........................................................................7
TABELA 2.3 – COEFICIENTE QUEDA DE TENSÃO - %/MVA X KM ........................................................7
TABELA 2.4 – CAPACIDADE DE CONDUÇÃO DE CORRENTE – 25KV .................................................8
TABELA 2.5 – LIMITES DE QUEDA DE TENSÃO (RESOLUÇÃO 414 ANEEL).......................................8
2.2) CONDUTORES DE BAIXA TENSÃO. ..................................................................................................8
TABELA 2.6 – CARACTERÍSTICAS FÍSICAS DO CONDUTOR FASE .....................................................8
TABELA 2.7 – CARACTERÍSTICAS ELÉTRICAS DO CONDUTOR FASE ...............................................9
TABELA 2.8 – COEFICIENTE DE QUEDA DE TENSÃO PARA SISTEMA TRIFÁSICO 380/220V. .........9
3)
CÁLCULO DE QUEDA DE TENSÃO DO CIRCUITOS....................................................................9
3.1) CIRCUITO DE ALTA TENSÃO .............................................................................................................9
3.2) CIRCUITO DE BAIXA TENSÃO ............................................................................................................9
4) CÁLCULO E DIMENSIONAMENTO MECÂNICO DOS POSTES. ....................................................... 11
4.1) CÁLCULO DA RESULTANTE PELO MÉTODO GEOMÉTRICO:..................................................... 11
4.2) CÁLCULO DA RESULTANTE PELO MÉTODO ANALÍTICO:.......................................................... 11
5) CÁLCULO DE ENGASTAMENTO DOS POSTES. .............................................................................. 12
5.1) ABERTURA DE CAVAS..................................................................................................................... 13
5.2) IÇAMENTO DOS POSTES. ................................................................................................................ 13
Titulo
Projeto de Rede de Distribuição de Energia Elétrica
Folha:
4/25
5.3) FIXAÇÃO DA BASE DO POSTE. ...................................................................................................... 13
5.3.1) POSTE COM BASE NORMAL. ....................................................................................................... 13
5.3.2) POSTE COM BASE REFORÇADA. ................................................................................................ 13
5.3.3) POSTE COM BASE CONCRETADA. ............................................................................................. 14
5.4) PRUMAGEM DOS POSTES. ............................................................................................................. 14
6) ESTRUTURAS PADRONIZADA EM REDE COMPACTA DE ENERGIA EM AT. ............................... 14
7) ESTRUTURAS PADRONIZADA EM REDE COMPACTA DE ENERGIA EM BT. ............................... 15
8) LANÇAMENTOS DOS CABO DE REDE COMPACTA DE AT. ........................................................... 16
8.1) CUIDADOS EXIGIDOS. ...................................................................................................................... 17
8.2) INSTALAÇÃO DAS FERRAGENS E ROLDANAS DE LANÇAMENTO........................................... 17
8.3) PREPARAÇÃO PARA LANÇAMENTO DOS CABOS DAS FASES ................................................ 17
8.4) MÉTODOS DE LANÇAMENTO DOS CABOS. ................................................................................. 18
8.4.1) POSTE A POSTE ............................................................................................................................ 18
8.4.2) CORTINA ......................................................................................................................................... 18
8.5) INSTALAÇÃO DOS ESPAÇADORES LOSANGULARES................................................................ 19
8.6) EMENDA NOS CONDUTORES. ........................................................................................................ 21
8.7) DERIVAÇÕES E LIGAÇÕES DE EQUIPAMENTOS. ........................................................................ 21
8.8) CABO MENSAGEIRO ........................................................................................................................ 21
9) INSTALAÇÃO DE PARA RAIOS .......................................................................................................... 21
10) CARACTERÍSTICAS DA REDE SECUNDÁRIA (BT). ....................................................................... 22
11) AFASTAMENTOS MÍNIMOS. ............................................................................................................. 22
12) CUIDADOS EXIGIDOS APÓS A CONSTRUÇÃO. ............................................................................. 23
13) ILUMINAÇÃO PÚBLICA DAS RUAS. ................................................................................................ 24
Titulo
Projeto de Rede de Distribuição de Energia Elétrica
Folha:
5/25
14) ATERRAMENTO ................................................................................................................................. 24
15) ATERRAMENTO TEMPORÁRIO ........................................................................................................ 24
16) ASPECTOS GERAIS. .......................................................................................................................... 25
17) NORMAS APLICADAS. ...................................................................................................................... 25
Titulo
Projeto de Rede de Distribuição de Energia Elétrica
Folha:
6/25
1) INTRODUÇÃO.
O presente memorial de cálculo, tem por objetivo estabelecer os detalhes técnicos e
dimensionamento da rede de distribuição mista composta por rede compacta de
energia de AT em cabos cobertos para tensão de 23,1KV e rede multiplexada de baixa
tensão, para atender o Loteamento Residencial em nome Frademir Antônio de Alcantes
a ser construído na transversal da Rua Norberto Raduenz
no – Bairro Testo Central
– Pomerode – SC.
2) DIMENSIONAMENTO DOS CONDUTORES DE AT E BT.
Como o loteamento é composto por lotes com áreas diferentes, foi considerado a
demanda de cada lote em função de sua área:
- Para lotes com área até 360m² - Médio Padrão- 2,0kVA
- Para lotes com área de 361m² a 450m² - 3,00 KVA;
- Para lotes com área de 361m² a 450m² - Alto Padrão- 4,00KVA;
- Para lotes com área acima de 450m² - 5,00kVA
O loteamento é composto por 120 lotes, sendo:
- 16 lotes com 5,00kVA;
A carga do loteamento será dividida em circuitos distintos:
O dimensionamento da potência do transformador foi baseado na Norma NT03 AT
(Norma de Entrada de Instalações Consumidoras em Alta Tensão), pela tabela 07 –
Fatores para Diversificação de Carga em Função do Número de Lotes.
Cálculo da potência média por lote:
𝑃𝑃𝑚𝑚é𝑑𝑑𝑑𝑑𝑑𝑑 =
𝐶𝐶𝑡𝑡𝑡𝑡𝑡𝑡𝑡𝑡𝑡𝑡
𝑁𝑁º𝐿𝐿𝐿𝐿𝐿𝐿𝐿𝐿𝐿𝐿
𝑃𝑃𝑚𝑚é𝑑𝑑𝑑𝑑𝑑𝑑 =
80𝑘𝑘𝑉𝑉𝑉𝑉
= 5,0𝑘𝑘𝑘𝑘𝑘𝑘/𝑙𝑙𝑙𝑙𝑙𝑙𝑙𝑙
16
Pelo fator de diversificação da tabela 07 da NT 03 AT, para 16 lotes considera-se o
total de 14,32 lotes.
Titulo
Projeto de Rede de Distribuição de Energia Elétrica
Folha:
7/25
∴ 𝐶𝐶𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷. = 𝑃𝑃𝑚𝑚é𝑑𝑑𝑑𝑑𝑑𝑑 × 14,32 = 5,0 × 14,32 = 71,6𝑘𝑘𝑘𝑘𝑘𝑘
Será instalado transformador de distribuição de 75,00kVA, denominado de
transformador 01.
2.1) CONDUTORES DE ALTA TENSÃO.
Na potência do transformador de 75kVA , a corrente nominal é de aproximadamente
de 1,87 A, como o projeto segue os padrões e normas da CELESC de Santa Catarina,
os cabos cobertos de 25KV são de 50mm² e 185mm² - (alumínio XLPE 90).
TABELA 2.1 – RESISTÊNCIA – REATÂNCIA – (Ω/km)
SEÇÃO
RESISTÊNCIA
REATÂNCIA
(mm²)
90° C
INDUTIVA
50
0,8218
0,3354
185
0,2102
0,2864
TABELA 2.2 – IMPEDÂNCIAS DE SEQUÊNCIAS (Ω/km)
SEÇÃO
(mm²)
50
185
XLPE ( 90°C)
Z0
0,9995+j2,4082
0,3879+j2,3589
Z1=Z2
0,8218+j0,3354
0,2102+j0,2864
TABELA 2.3 – COEFICIENTE QUEDA DE TENSÃO - %/MVA x km
SISTEMA TRIFÁSICO
SEÇÃO
COSϕ = 1,0
COSϕ = 0,9
COSϕ = 0,85
COSϕ = 0,80
90°
(mm²)
90° C
90° C
90°C
50
0,4320
0,4592
0,4527
0,4424
185
0,1102
0,1586
0,1652
0,1692
Titulo
Projeto de Rede de Distribuição de Energia Elétrica
Folha:
8/25
TABELA 2.4 – CAPACIDADE DE CONDUÇÃO DE CORRENTE – 25KV
CORRENTE NOMINAL (A)
TEMPERATURA DO CONDUTOR : 90°C
TEMPERATURA
TEMPERATURA
AMBIENTE :30°C
AMBIENTE :40°C
244
226
572
517
SEÇÃO
NOMINAL
(mm²)
50
185
TABELA 2.5 – LIMITES DE QUEDA DE TENSÃO (RESOLUÇÃO 414 ANEEL)
LIMITES
POJETO INICIAL
PROJETO FINAL **
INFERIOR
Min- 3% Máx -3%
Min- 3% Máx -7%
SUPERIOR
Max +5%
Max +5%
** Projeto final: fim da vida útil esperada.
O condutor a ser utilizado será de cabo 50mm² - AL XLPE 90°C 25KV, sustentado por
cabo mensageiro (cordoalha) de 9,53mm em aço galvanizado.
2.2) CONDUTORES DE BAIXA TENSÃO.
Para linha principal de acesso conectados aos transformadores, serão utilizados cabos
multiplexados em alumínio 3x1x70mm² + 70mm²
XLPE e as linhas secundárias
3x1x50mm² + 50mm² conforme orientação na planta baixa do projeto.
TABELA 2.6 – CARACTERÍSTICAS FÍSICAS DO CONDUTOR FASE
CONDUTOR FASE
CABO COMPLETO
SEÇÃO
NÚMERO
DIÂMETRO DO
ESPESSURA
DIÂMETRO
MASSA CABO
NOMINAL
DE FIOS
CONDUTOR (mm)
DA
EXTERNO DO
COMPLETO
(mm²)
(mínimo)
MÍNIMO MÁXIMO
ISOLAÇÃO
CONJUNTO (mm)
kg/km
1x1x35+35
7
6,6
7,5
1,6
18,0
235
3x1x35+35
7
6,6
7,5
1,6
25,0
500
3x1x50+50
7
7,7
8,6
1,6
28,0
670
3x1x70+70
19
9,3
10,2
1,6
33,0
930
3x1x120+70
19
12,5
13,5
2
39,0
1450
Titulo
Projeto de Rede de Distribuição de Energia Elétrica
Folha:
9/25
TABELA 2.7 – CARACTERÍSTICAS ELÉTRICAS DO CONDUTOR FASE
CONDUTOR
FASE
RESISTÊNCIA
REATÂNCIA
CORRENTE
SEÇÃO
ELÉTRICA TEMP.
INDUTIVA
ADMISSÍVEL (A) TEMP.
NOMINAL
NOMINAL NO
(ohm/km)
NO CABO 90°C
CABO 90°C
(mm²)
(ohm/km)
AMB 30°C
AMB 40°
1x1x35+35
1,1131
0,0999
161
142
3x1x35+35
1,1131
0,0999
116
100
3x1x50+50
0,8223
0,0966
141
122
3x1x70+70
0,5687
0,0948
181
157
3x1x120+70
0,3257
0,0916
265
229
TABELA 2.8 – COEFICIENTE DE QUEDA DE TENSÃO PARA SISTEMA TRIFÁSICO
380/220V.
COEFICIENTE DE QUEDA DE TENSÃO
SEÇÃO
( % P/KVA x 100m)
NOMINAL
TEMPERATURA A 90 °C
(mm²)
3x1x35+35
3x1x50+50
3x1x70+70
3x1x120+70
cos ϕ =1,0
0,0773
0,0535
0,0382
0,0223
cos ϕ =0,9
0,0720
0,0516
0,0373
0,0232
cos ϕ =0,8
0,0672
0,0475
0,0364
0,0217
OBS: Para efeito de cálculo admitiu-se uma queda máxima de 3% para o ponto de carga mais
Distante.
3) CÁLCULO DE QUEDA DE TENSÃO DO CIRCUITOS.
3.1) CIRCUITO DE ALTA TENSÃO
Devido a distância do circuito de média tensão ser curto e a corrente do circuito ser
bem abaixo da capacidade de condução do condutor, não é necessário o cálculo de
queda de tensão.
3.2) CIRCUITO DE BAIXA TENSÃO
Para o cálculo de queda de tensão foi tomada como base, o coeficiente de queda
de cada tipo de cabo. Para o cabo multiplexado de alumínio de 70mm², foi considerado
circuito trifásico com 0,0373% com resistência elétrica de 0,5687Ω/km, para o cabo
Titulo
Projeto de Rede de Distribuição de Energia Elétrica
Folha:
10/25
multiplexado de alumínio 50mm², foi considerado circuito trifásico com 0,0516 e com
resistência elétrica de 0,8223Ω/km.
Para cálculo foi aplicada a seguinte fórmula matemática:

C
E =  + D× B

2
H (%) = E × G(%)
E = carga em função da distância;
C = a carga distribuída entre os pontos;
D = carga acumulada no final;
B = distância entre os pontos especificados (d/100m);
H = percentual no final do trecho estabelecido;
G = o coeficiente de cálculo de queda de tensão conforme o tipo de cabo.
Foram considerados os seguintes pontos de cálculo de queda de tensão:
Transformador 01 Potência de 75,00KVA
Os cálculos foram efetuados conforme planilhas abaixo.
Orientação do lado “esquerdo” do transformador.
CÁLCULO DE QUEDA DE TENSÃO
MUNICÍPIO:
POMERODE
RUA:
RUA NORBERTO RADUENZDIREÇÃO:
TRANS. Nº
01
S.E. DE DISTRIB.:
POTÊNCIA
75
CARGA
80,00
FOLHA Nº
PROT. Nº
CÁLCULO EXISTENTE
CÁLCULO PROJETADO
TRECHO
SECUNDÁRIA
BND04
LADO ESQUERDO DO TRANSFORMADOR
CARGA
100m
KVA
CONDUTORES
QUEDA DE TENSÃO
%
%
PONTO 00 - 01
0,91
30,00
5,00
18,200
70
0,0373
0,679
0,68
BOM
PONTO 01 - 02
0,40
-
5,00
2,000
50
0,0516
0,103
0,78
BOM
DATA:
25/07/2013
PREPARADO PÔR:
KVA
KVA*100m
MM
%
GILSON GUBLER
VISTO
ANÁLISE
Orientação do lado “direito” do transformador.
CÁLCULO DE QUEDA DE TENSÃO
MUNICÍPIO:
POMERODE
RUA:
RUA NORBERTO RADUENZDIREÇÃO:
TRANS. Nº
01
S.E. DE DISTRIB.:
POTÊNCIA
75
LADO DIREITO DO TRANSFORMADOR
CARGA
80,00
FOLHA Nº
PROT. Nº
CÁLCULO EXISTENTE
CÁLCULO PROJETADO
TRECHO
SECUNDÁRIA
PONTO 00 - 03
PREPARADO PÔR:
BND 04
CARGA
100m
1,69
KVA
KVA
40,00
CONDUTORES
QUEDA DE TENSÃO
KVA*100m
MM
%
%
%
42,250
70
0,0373
1,576
1,58
BOM
DATA:
25/07/2013
5,00
GILSON GUBLER
VISTO
Pelos cálculos o nível de queda de tensão atende o prescrito na norma.
ANÁLISE
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Projeto de Rede de Distribuição de Energia Elétrica
Folha:
11/25
4) CÁLCULO E DIMENSIONAMENTO MECÂNICO DOS POSTES.
Serão utilizados postes de concreto circulares e postes de concreto duplo “T”. O
esforço suportado no topo de um poste circular é direcionado nos 360° em sua
circunferência, porém nos postes de concreto duplo “T”, a bitola indicada no poste é
suportada na face lisa, e 50% da indicação da bitola na face côncava.
Foi considerado como tração de projeto, os cabo de 50mm² - XLPE 90° C mais o cabo
mensageiro de 9,53mm, resultando em 350 daN.
Considera-se nos cálculos de esforço resultante, a ação do vento de 87daN.
4.1) CÁLCULO DA RESULTANTE PELO MÉTODO GEOMÉTRICO:
São representadas por dois vetores em escala, de modo que suas origens coincidam,
construindo um paralelogramo conforme indicado a seguir:
R = Tração resultante
F1 e F2 = Tração dos condutores
α = Ângulo formado pelos condutores
4.2) CÁLCULO DA RESULTANTE PELO MÉTODO ANALÍTICO:
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Folha:
12/25
�F12 + F22 + 2. F1 . F2 . cosβ
Se: F1 = F2 : R= 2.F.sen(α/2)
sendo α = 180 – β
β é o ângulo formado pelos condutores.
Aplicação:
A tração resultante em um poste com o cabo especificado em projeto, com ângulo de
44° é de:
α= 45°
R=2*350*sen(44/2) + 87daN( força do vento)
R= 262 +87
R=349daN
O esforço resultante dos cabos de AT total exercido sobre o poste é de 349daN,
portanto deverá ser utilizado poste de concreto circular de 600daN.
OBS: Sobre a resultante do esforço dos cabos de AT, soma-se a resultante de esforço
dos cabos de BT.
5) CÁLCULO DE ENGASTAMENTO DOS POSTES.
Serão implantados postes de concreto de seção circular e duplo “T”, em diversas
bitolas conforme projeto anexo. O posicionamento dos postes deverá seguir
orientação do projeto.
A profundidade de engastamento do poste foi determinada de acordo com a
seguinte expressão matemática:
e=
L
+ 0,60(m)
10
Onde:
L = comprimento do poste (m).
Titulo
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Folha:
13/25
e = profundidade de engastamento.
Para estruturas de rede compacta o comprimento mínimo dos postes é de 11 metros.
Aplicando o valor a equação, resulta em cava com profundidade de de 1,7 metros.
5.1) ABERTURA DE CAVAS.
Em locais em que o solo for de argila, poderá ser escavado manual ou com perfuratriz.
Em locais rochosos deverá ser usado explosivos, para atingir a profundidade
normatizada descrita no memorial de cálculo, no caso para postes de 11 metros a
profundidade do engastamento deverá ser de 170 cm.
5.2) IÇAMENTO DOS POSTES.
Para içamento dos postes deverá ser utilizado caminhão quindauto e em locais que
não há acesso de caminhões o levantamento poderá ser efetuado manualmente, desde
de que seja respeitado as normas de segurança.
É imprescendível a visita um loco do executor, para planejamento dos serviços a serem
executados.
5.3) FIXAÇÃO DA BASE DO POSTE.
A forma de fixação da base dos postes, é determinada pelo esforço resultante exercido
sobre o mesmo.
5.3.1) POSTE COM BASE NORMAL.
Para postes de 300daN e com ângulo menor ou igual a 10°, a base poderá fixada
apenas com argila compactada, compactando de 20 em 20cm, até o enchimento
completo da cava.
5.3.2) POSTE COM BASE REFORÇADA.
Titulo
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Folha:
14/25
Para postes de 300daN e com ângulo maior que 10°, a base deverá ser reforçada,
utilizando tora de madeira de 100cm ou matacão, instalando no fundo da cava do
poste no lado oposto do esforço resultante dos cabos e outra tora de madeira
instalando a 20cm da superfície do terreno do lado do esforço resultante dos cabos,
compensando assim a força de torção na base do poste, evitando que o poste saia de
prumo.
5.3.3) POSTE COM BASE CONCRETADA.
Para postes acima de 300daN independente do ângulo, a base deverá ser concretada,
com camadas distribuídas de 50cm no fundo da cava em concreto socado, seguido de
20 cm de terra socada dependendo do comprimento do poste e mais 50 cm de
concreto socado, resultando na superfície 15 cm de terra a ser compactada.
Toda superfície do poste na faixa concretada, deverá ser protegida por papelão ou
plástico, a fim de facilitar a retirada, sem danificá-lo.
OBS: Quando a profundidade de engastamento do poste não for alcançada, os
mesmos deverão ter sua base concretada.
5.4) PRUMAGEM DOS POSTES.
Em tangentes os postes deverão ser prumados em 0° de inclinação e para postes
instalados em ângulos, deverá ser deixada inclinação com distância da espessura do
topo dos poste, para o lado oposto da resultante de tração dos condutores,
aproximadamente 1,5° de inclinação. Esta inclinação é necessária para compensação
da flambagem do poste, devido ao esforço dos condutores.
6) ESTRUTURAS PADRONIZADA EM REDE COMPACTA DE ENERGIA EM AT.
Estrutura CE1
Estrutura utilizada em tangente ou quando ocorre deflexão horizontal máxima de seis
graus. Estaestrutura exige dois espaçadores losangulares instalados a um metro
eqüidistantes do braço tipo “L”(ver anexo I)
Titulo
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Folha:
15/25
Estrutura CE1A
Estrutura com braço tipo “L”, estribo para espaçador, espaçador losangular e braço
anti-balanço, permitindo deflexão horizontal da rede compacta de até seis graus,
tracionando ou comprimindo o referido braço anti-balanço. Pode ser utilizada também
em estruturas contendo conector derivação de cunha, em ligações que não têm
grampo de linha viva.
Estrutura CE2
Estrutura em ângulo, com braço tipo “C” e o mensageiro fixado no poste, permitindo
deflexão máxima horizontal de sessenta graus. Esta estrutura exige dois espaçadores
losangulares instalados no máximo a doze metros de distância, um de cada lado da
estrutura.
Estrutura CE3
Estrutura de ancoragem simples, com braço tipo “C”, isolador de ancoragem,
mensageiro fixado no poste, cabos cobertos em configuração triangular, podendo, no
caso de equipamentos, conter páraraios,conector derivação ou estribo e grampo de
linha viva.
Estrutura CE4
Estrutura de ancoragem dupla, semelhante à estrutura C3,
utilizada em ângulos
superiores a 60 sessenta graus ou em casos de mudança de bitola.
Estrutura CE PR
Estrutura destinada a instalação
de para raios, geralmente instalada em estrutura
CE1A.
7) ESTRUTURAS PADRONIZADA EM REDE COMPACTA DE ENERGIA EM BT.
Titulo
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Folha:
16/25
Estrutura SI1
Estrutura de baixa tensão para cabo multiplexado, aplicado em tangentes ou ângulos
de no máximo até 45° de deflexão
Estrutura SI3
Estrutura de baixa tensão para cabo multiplexado, aplicado em fins de redes.
Estrutura SI4
Estrutura de baixa tensão para cabo multiplexado, com ancoragem
sem
seccionamento dos condutores, para ângulos acima de 45°.
Estrutura SI5
Estrutura de baixa tensão para cabo multiplexado, com ancoragem
com
seccionamento dos condutores, para divisão de circuitos.
Estrutura SI6
Estrutura de baixa tensão para cabo multiplexado, com transição de rede nua para rede
isolada.
Estrutura SI7
Estrutura de baixa tensão para cabo multiplexado, com derivação na tangente.
8) LANÇAMENTOS DOS CABO DE REDE COMPACTA DE AT.
Para lançamento dos condutores de média tensão bem como o cabo mensageiro,
deverá ser seguida a tabela ilustrada em projeto, que é definida pela fórmula:
VB = Vmed+0,66*(Vmáx - Vmed)
VB = vão de base;
Vmed = vão médio;
Vmáx = vão máximo.
O cálculo da tração está descrito no projeto.
Titulo
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Folha:
17/25
8.1) CUIDADOS EXIGIDOS.
Tratando-se de cabos cobertos, deverão ser tomadas todas as precauções necessárias
durante o transporte, manuseio e execução do serviço de lançamento.
O cabo não deve em hipótese alguma sofrer qualquer atrito com o solo, ou outros
elementos que possam danificar sua cobertura.
8.2) INSTALAÇÃO DAS FERRAGENS E ROLDANAS DE LANÇAMENTO
Todos os postes deverão estar equipados com as ferragens correspondentes, de
acordo com o projeto a ser executado.
As bobinas dos cabos das fases e mensageiro deverão estar nos porta bobinas.
Em locais com ângulo na rede, deverão ser instaladas as carretilhas específicas para
tração em ângulo, na furação do isolador tipo pino no braço tipo “C” e a carretilha do
mensageiro na porca olhal. (Após o lançamento e tracionamento, instalar os grampos
de ancoragem e retirar as carretilhas).
O cabo mensageiro deverá ser lançado e tracionado primeiro, conforme tabela de
tração de montagem.
8.3) PREPARAÇÃO PARA LANÇAMENTO DOS CABOS DAS FASES
Colocar camisa de puxamento na ponta de cada cabo, prendendo as carretilhas de
puxamento.
Através de corda, posicionar a carretilha de tração no cabo mensageiro, fixando os
cabos das fases.
Deverão ser montadas várias carretilhas unidas umas as outras, devendo, através de
rádio comunicador, ser solicitado o início do puxamento, parando o lançamento para
fixação de outras carretilhas.
Este trabalho deverá ser realizado até o final do lançamento, o serviço deverá contar
com o apoio de eletricista na cesta aérea e na preparação de subida das carretilhas, a
fim de evitar embaraço nas cordas de ligação, além dos eletricistas que estarão nos
portas bobinas, controlando as mesmas.
Quando no trecho a ser lançado houver deflexões superiores a 6º, aplicar o método
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cortina em sub-trechos, definidos pelos ângulos da rede.
Uma carretilha para condutores deverá ser fixada no primeiro poste. Isto permitirá que
os cabos sejam puxados com maior facilidade e na configuração própria.
As carretilhas para condutores devem ser instaladas com o lado de abertura para
alojamento dos cabos voltado para o lado do posteamento.
NOTA: É importante a coordenação técnica em solo, entre os trechos iniciais, ângulos
e final de trecho, a fim de evitar destacamentos da carretilha de lançamento e
acidentes com os cabos das fases.
8.4) MÉTODOS DE LANÇAMENTO DOS CABOS.
8.4.1) POSTE A POSTE
Consiste no lançamento de pequenos vãos, onde a carretilha é instalada ao poste com
2 cintas tipo B, possui 3 roldanas confeccionadas em alumínio ou material polimérico,
realizando o lançamento individual de cada fase, ancorando-se ao final do trecho.
As carretilhas deverão ser instaladas abaixo da cinta da mão francesa, os cabos
existentes deverão ser apoiados nas roldanas após a desmontagem da cruzeta.
8.4.2) CORTINA
Lançamento de cabo em grandes trechos, onde são utilizadas as carretilhas para rede
alinhada e cabos protegidos, que darão a tração do lançamento simultâneo dos cabos
das 3 fases.
As bobinas dos condutores devem ser posicionadas na extremidade do trecho em que
houver maior facilidade de execução do serviço. As bobinas deverão permanecer
afastadas não menos de 5 metros do primeiro poste e guardar o maior alinhamento
possível com o posteamento.
Durante a operação de lançamento dos cabos, deverá ser controlada a velocidade das
bobinas, a fim de evitar que os condutores entrem em contato com o solo.
As carretilhas deslizam pelo cabo mensageiro, seguindo penduradas, lembrando a
forma de uma cortina.
Neste tipo de lançamento recomenda-se que todos os postes estejam com braço tipo L,
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pois este braço permite a passagem da carretilha de tração e das carretilhas de
condutores, sem interrupção. Após o lançamento e tracionamento dos cabos, nas
estruturas em que o braço tipo L não for utilizado, este deverá ser retirado.
As carretilhas para lançamento dos condutores das fases deverão ser fixadas umas às
outras, através de cordas de 9,5 mm de diâmetro aproximado, e com 8,0 m de intervalo
entre uma e outra.
As cordas são afixadas e centralizadas no próprio corpo da carretilha.
As carretilhas deverão ser preparadas no solo e as cordas de ligação das carretilhas
deverão estar desembaraçadas e enfileiradas. As carretilhas devem ser montadas uma
a uma no cabo mensageiro, com apoio de eletricista em cesta aérea.
NOTA:
• Antes do lançamento deverá ser verificado o tamanho do trecho, a fim de separar a
quantidade aproximada de carretilhas.
• Antes de se determinar a flecha dos condutores deve-se proceder a ancoragem dos
mesmos.
• Determinar a flecha dos condutores enquanto eles estiverem nas roldanas.
• Depois de determinar a flecha, substituir as roldanas dos condutores pelos
espaçadores e proceder amarração.
8.5) INSTALAÇÃO DOS ESPAÇADORES LOSANGULARES.
Com o término do lançamento, tracionamento e encabeçamento dos cabos das fases,
deverá ser iniciada a instalação dos espaçadores losangulares.
Deve-se observar as estruturas instaladas nos postes e posicionar os espaçadores de
acordo com a tabela de vãos e tipos de estruturas, conforme padrão de construção.
Tabela com a quantidade de instalação de espaçadores.
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Para vãos superiores aos indicados na Tabela, a quantidade de espaçadores deve ser
calculada utilizando-se a mesma regra.
Na planta estão locados e quantificados os espaçadores losangulares necessários
neste loteamento.
Esta atividade deverá ser executada com cesta aérea, podendo, para facilitar a
instalação dos espaçadores, ser marcado no chão os locais de fixação dos mesmos.
Em locais que não tiver acesso com cesta aérea, deverá ser instalada com a escada
estaiada por cordas.
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8.6) EMENDA NOS CONDUTORES.
Deverá ser evitada ao máximo a instalação de emendas nos condutores das fases. Em
longos trechos de alinhamento de rede é recomendável intercalar estruturas de
ancoragem a cada 500 m, aproximadamente, assegurando maior confiabilidade ao
projeto mecânico da rede, além de facilitar a construção e eventual troca de
condutores.
Se for inevitável a instalação de emenda, deve-se utilizar o conector elétrico luva
comum de alumínio, emenda por compressão. Após a realização da emenda, a mesma
deverá ser coberta com 3 camadas de fita auto-aglomerante (auto-fusão) e com 2
camadas de fita isolante, ou com cobertura para emendas a frio ou a quente.
8.7) DERIVAÇÕES E LIGAÇÕES DE EQUIPAMENTOS.
Nas derivações, deverá ser utilizado conector tipo cunha alumínio com protetor de
conector, inclusive no conector com estribo para ligação de equipamentos, onde deverá
ser feita uma fenda no protetor de conector para instalação do estribo.
8.8) CABO MENSAGEIRO
O cabo mensageiro não poderá sofrer emendas, em caso de rompimento, deverá ser
substituído todo o vão.
9) INSTALAÇÃO DE PARA RAIOS
Os pára-raios utilizados na rede compacta são os de óxido de zinco sem “gap”, com
corpo polimérico e com desligador automático 21KV – 10KA. Portanto, durante a sua
instalação, e/ou manutenção, deve-se tomar o máximo cuidado, pois tensões elevadas
poderão aparecer na base do mesmo.
Deverá ser prevista a instalação de pára-raios nos seguintes pontos:
• Transições da Rede Compacta para outros tipos de Redes;
• Finais de linha;
• Pontos de instalação de equipamentos;
• Em linhas expressas é recomendado a colocação a cada 300m, aproximadamente,
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mesmo quando não existirem equipamentos.
Na baixa tensão: Deverão ser instalados para raios de baixa tensão na transição de
rede nua para rede isolada e na baixa tensão na instalação de transformadores.
10) CARACTERÍSTICAS DA REDE SECUNDÁRIA (BT).
A rede secundária deverá atender as seguintes características:
- Deverá ser instalado no lado oposto da face do poste, olhal para atender os lotes
deste lado do passeio;
- As estruturas de BT deverão ser com conjunto de grampo de suspensão;
- Em cada estrutura deverá ser instalado jamper (bigode), 3 fases e 1 neutro, estes
deverão ser instalados do lado esquerdo, posicionando-se de frente para estrutura;
- A cada final de BT ou mudança de condutores, deverá ser instalado junto ao cabo no
laço pré formado, uma braçadeira plástica de no mínimo 6mm de espessura, para
evitar que o cabo se desenrole.
- As pontas dos cabos isolados multiplexados deverão ser isoladas com fita de auto
fusão, para evitar contaminação.
- O cálculo de tracionamento dos cabos de BT foram calculados pela fórmula VB =
Vmed+0,66*(Vmáx - Vmed), conforme planilha no projeto.
11) AFASTAMENTOS MÍNIMOS.
Os cabos cobertos devem ser considerados como condutores nus no que se refere a
todos os afastamentos mínimos já padronizados para redes primárias nuas para
garantir a segurança de pessoas.
Os afastamentos entre condutores do mesmo circuito ou de circuitos diferentes,
inclusive
condutores
aterrados,
estabelecidos nas tabelas a seguir:
devem
respeitar
os
afastamentos
mínimos
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Tabela de distância entre condutores de circuitos diferentes.
Tabela de distâncias entre os condutores e o solo.
12) CUIDADOS EXIGIDOS APÓS A CONSTRUÇÃO.
Após a construção da rede de distribuição aérea protegida compacta e após a rede ter
sido colocada em operação, faz-se necessário a inspeção com equipamento de
termovisão e radio interferência de modo a verificar a existência de pontos de
aquecimento e/ou de fuga de alta freqüência.
As podas de árvores deverão ser diminuídas, devendo ser realizadas apenas podas em
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um raio de 80 cm em volta da rede.
13) ILUMINAÇÃO PÚBLICA DAS RUAS.
A rede de iluminação pública terá comando individual, acionado por relé fotoelétrico
instalado com base própria.
Os braços de iluminação pública, serão de 1 metro, luminária fechada IP 65 para
lâmpada vapor de sódio 70W e reatores 220V – 60HZ com alto fator de potência.
14) ATERRAMENTO
O aterramento do neutro comum (cabo mensageiro) da rede compacta e neutro do
secundário (pré-reunido), deverão ser executados em todos pontos de instalação de
equipamentos. Caso não haja equipamentos, deverá ser executado a cada 200 metros,
devendo ter no máximo uma resistência de 20 ohms.
O valor acima poderá ser obtido com emprego de 1, 2 ou 3 hastes. Se com 3 hastes
não for conseguido o valor desejado, devem ser feitas outras ligações à terra nos
postes adjacentes.
Todos finais de linha deverão ser aterrados.
Junto aos transformadores e finais de baixa tensão, serão instaladas malhas de
aterramento que serão interligados ao neutro da rede e na massa do transformador e
para raios.
O valor da resistência de terra deverá ser de no máximo 20 OHMS para
transformadores e 25 OHMS para as demais situações, medidas em qualquer época do
ano, não permitindo qualquer tipo de tratamento de solo para melhor o valor da
resistência de terra.
15) ATERRAMENTO TEMPORÁRIO
Deverá ser previsto
ponto para aterramento temporário, no máximo, a cada 300
metros da rede. O adaptador estribo (estribo de espera) deve ser utilizado para
aterramento temporário, respeitando os afastamentos e devem ser instalados em
estruturas com ponto de fixação, por exemplo, CE2, CE3, CE4 e estruturas com
equipamentos.
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16) ASPECTOS GERAIS.
A rede compacta de AT e rede multiplexada de BT, devem ser tratadas como rede
convencional nua, para os aspectos de segurança, construção e operação. Desta
forma os cabos bem como os componentes da rede não devem ser tocados enquanto
o circuito estiver energizado.
Para qualquer intervenção de manutenção, o circuito deverá ser desligado, testado
aterrado e devidamente sinalizado.
17) NORMAS APLICADAS.
Segue normas aplicadas ao desenvolvimento deste memorial.
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA E PLANEJAMENTO DO SISTEMA ELÉTRICO
– DPEP - CELESC
DIVISÃO DE ENGENHARIA E NORMAS - DVEN
CÓDIGO TÍTULO FOLHA
NE 102-E PADRÕES PARA ESTRUTURAS DE REDES DE DISTRIBUIÇÃO AÉREA
PRIMÁRIA COMPACTA COM CABO COBERTO EM ESPAÇADORES
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA E PLANEJAMENTO – DPEP CELESC
DIVISÃO DE ENGENHARIA E NORMAS - DVEN
CÓDIGO TÍTULO FOLHA
NE-105E
Rev.1 - 20/06/2003 ESPECIFICAÇÃO DE FERRAGENS PARA REDE DE 01 / 35
DISTRIBUIÇÃO AÉREA PRIMÁRIA COMPACTA COM
CABO COBERTO EM ESPAÇADORES
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA E PLANEJAMENTO DO SISTEMA ELÉTRICO
– DPEP - CELESC
DIVISÃO DE ENGENHARIA E NORMAS - DVEN
NE-114E PADRÕES PARA ESTRUTURAS DE REDES DE DISTRIBUIÇÃO
AÉREA SECUNDÁRIA MULTIPLEXADA ATÉ 1KV
NORMA REGULAMENTADORA Nº 10
SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE - D.O.U de
08/12/2004 – Seção I
DIRETORIA DE DISTRIBUIÇÃO
DEPARTAMENTO DE SERVIÇOS E CONSUMIDORES
DIVISÃO DE MEDIÇÃO
Norma de Entrada de Instalações Consumidoras em Alta Tensão NT03-AT
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