Artigo original / Original Artice Perfil do técnico de prótese dentária no município de Campina Grande-PB Profile of dental prosthetic technique in Campina Grande-PB Sérgio d´Avila1, Francisco Roberto Jales de Miranda2, Ruthinéia Diógenes Alves Uchoa Lins1, Ana Flávia Granville-Garcia1, Alessandro Leite Cavalcanti1 ¹Professor Doutor da Universidade Estadual da Paraíba ²Graduado em Odontologia pela Universidade Estadual da Paraíba DESCRITORES: Recursos humanos; Auxiliares de Odontologia; Técnicos em Prótese Dentária. RESUMO Objetivo: Objetiv ou-se, c om est e estudo , elaborar um per fil dos pr ofissionais Técnicos de P rótese Dentária (TPD) do Município de Campina Grande-PB. Método: Desen volveu-se uma in vestigação quantitativa mediant e o desenho de estudo do tipo transversal, com a coleta de dados realizada através de questionário, contendo os elementos de identificação e questões relativas à vida profissional. Entrevistaram-se 25 profissionais de um total de 31 inscritos no Conselho Regional de Odontologia (CRO) neste Município. Resultados: Com base nas respostas obtidas, constatou-se que a maioria (96,0%) é do sexo masculino. A faixa etária pr edominante variou entr e 41 e 50 anos (48,0%). Obser vou-se que 84,0% possuem curso de formação e mais da metade , (64,0%), escolheu a profissão por indicação de t erceiros e/ou da família. Em relação à renda mensal, a faixa mais citada oscilou de 8 a 12 salários mínimos (31,5%), e 56% consideram a relação com o Cirurgião-Dentista boa ou ótima. Conclusão: Há necessidade de discutir e construir parâmetros de satisfação profissional que possam ser utilizados para o melhor conhecimento da realidade desta categoria auxiliar em Odontologia. Keywords: Abstract Human Resour ces, D ental assistants , D ental technicians. Objective: The aim of this study was to reveal the professional profile and describe the satisfaction of dental prosthetic technicians (DPT), in the city of Campina Grande. Method: A quantitativ e investigation with a cr oss sec tional design w as carried out, and the data w ere collected through a questionnair e containing identification data and questions about satisf action with the profession life. The study interviewed 25 professionals out of a total of 31 enrolled in the Regional Council of Dentistry (CRO). Results: Based on the questionnair es, it w as found that the majorit y (96.0%) is male , the pr edominant age group is between 41 to 50 y ears (48.0%), 84.0% hav e attended a pr ofessional course and more than half (64.0%) of the sample chose the profession after recommendation by a third-party or family member. The most common monthly income was in the range between 8 to 12 minimum salaries (31.5%) and 56% believe the relationship with the dentists to be good or excellent. Conclusion: It is important to discuss and design parameters for the professional satisfaction that can be used for better understanding of the reality of this group of dental assistants. Endereço para correspondência Sérgio d´Avila Rua Monteiro da Franca, 554/502 - Manaíra – João Pessoa/PB CEP - 58038-320 Email: [email protected] INTRODUÇÃO A profissão de Técnico em Prótese Dentária (TPD), popularmente conhecido como “protético,” é uma categoria auxiliar da Odontologia, que elabora a etapa laboratorial das próteses dentárias em c onsonância c om o planejament o elaborado pelo Cirurgião-Dentista(CD). Está presente em todos os países onde a pr ofissão odont ológica alcanç ou status univ ersitário. No Brasil, apresentam duas categorias: técnicos e auxiliares de laboratório de prótese odontológica1. Entre as funç ões do TPD, as mais citadas são: montar , incluir, polimerizar e executar o acabamento de próteses, confeccionar pont es fixas e mó veis em modelos de laborat ório, confeccionar c oroas, além de g rampos de apoio e r etenção, consertar peças protéticas, confeccionar aparelhos ortodônticos, ortopédico-maxilares e próteses maxilo-faciais2. Está ficando evident e que a qualidade é um fat or de terminante para o suc esso na pr estação de um ser viço. A ex celência de um laborat ório envolve, além da aptidão t écnica, profissionais pr eparados e bem qualificados, a utilização de bons materiais e equipamentos, principalmente, pontualidade e bom atendimento3. Odontol. Clín.-Cient., Recife, 9 (4) 337-340, out./dez., 2010 www.cro-pe.org.br 337 Perfil tecnico em protese dentária no municipio de Campina Grande D'avila S, et al. Dessa forma, objetivou-se identificar o perfil do Técnico em Prótese Dentária - TPD que exerce a profissão no Município de Campina Grande-PB. M ETODOLOGIA 338 Trata-se de um estudo quantitativo com um desenho do tipo transversal, realizado na cidade de C ampina Grande - PB . Segundo dados obtidos no C onselho Regional de Odont ologia (CRO-PB), existiam, em dezembro de 2009, 31 Técnicos em Prótese Dentária - TPD devidamente inscritos, enquanto que o Estado da Paraíba possui 165 devidamente inscritos no Conselho. A coleta de dados foi realizada por meio de questionário individualizado, contendo dados de identificação e quest ões relativas à satisfação profissional. A pesquisa f oi encaminhada e apr ovada pelo C omitê de Ética em P esquisa da UEPB sob o pr otocolo nº CAAE 0042.0.133.000-07, seguindo o que preconiza a Resolução 196 do Conselho Nacional de Saúde do Brasil 4 assim como os preceitos da Declaração de Helsinque5. No primeir o moment o, houv e o c ontato inicial c om o entrevistado, sendo explicado o motiv o, a natur eza e a r elevância da pesquisa para a Odontologia. Em seguida, solicitou-se a participação do profissional com a assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. A participação desses profissionais neste trabalho foi voluntária. Dos que aceitaram participar do estudo, os dados foram coletados a par tir da obser vação dir eta int ensiva, at ravés da entrevista pessoal. Quanto ao tipo de entr evista, utilizou-se a padronizada ou estruturada, em que o aut or foi o entr evistador. O instrumento da coleta de dados foi um questionário contendo dados de identificação e per guntas referentes à satisfação dos respondentes com a profissão. A técnica utilizada foi a obser vação direta intensiva através de questioná rio. No momento da entr evista, o aut or/entrevistador não adapt ou nem uma per gunta nem alt erou a or dem das per guntas, não foram f eitas outras per guntas, e f oi f eita uma per gunta de cada v ez. A s r espostas f oram anotadas no moment o, permitindo uma maior fidedignidade e veracidade das informações, evitando-se, dessa forma, falhas de memória e/ou distorções das respostas. A análise dos dados foi realizada através da uma estatística descritiva dos dados coletados. RESULTADOS Foram entr evistados 25 TPD’s, o que c orresponde a 80.6% do total de 31 regularmente inscritos no C onselho Reg ional de Odont ologia ( CRO-PB) no Município de C ampina Grande. Dentre estes, quatro (12,9%) não se dispuseram a assinar o Termo de Consentimento Livr e e Esclar ecido, sendo c omputados como não r espondentes, e 02 (6,5%) não f oram encontrados, devido ao fat o de os ender eços constantes no CRO-PB não estarem atualizados. Na Tabela 1, apr esenta-se a distribuição por sexo, faixa etária, idade , estado civil e raça declarada. Dessa tabela, é possível destacar que a maioria da amostra foi composta de pesquisados do sex o masculino (96,0%). Em r elação à faixa etária, a mais pr evalente f oi a de 41 a 50 anos , r epresentando 48,0% dos pesquisados. A situação marital mais relatada no momento da entrevista foi a de casados/relação estável, com 72%, e a raça mais declarada foi a de brancos, com 48%. Odontol. Clín.-Cient., Recife, 9 (4) 337-340, out./dez., 2010 www.cro-pe.org.br TABELA 1 - Distribuição dos usuários entrevistados de acordo com o perfil sócio-demográfico – Campina Grande- PB, 2009. VARIÁVEIS IDADE (anos) 18-30 31-40 41-50 Acima de 51 Total SEXO Masculino Feminino Total ESTADO CIVIL Solteiro/Viúvo/Divorciado Casado/União Estável Total RAÇA Branco Afro-descendente Pardo Total N % 5 5 12 3 25 20,0 20,0 48,0 12,0 100 24 1 25 96,0 4,0 100 07 18 25 28,0 72,0 100 12 2 11 25 48,0 8,0 44,0 100 Na Tabela 2, analisam-se os resultados das variáveis: possuir curso de formação, o motivo da escolha da profissão, a r enda média e o local onde obt eve a sua formação. TABELA 2 - Distribuição dos usuários entrevistados de acordo com as características: possuir curso de formação, escolha da profissão, renda média e local de formação – Campina Grande- PB, 2009 VARIÁVEIS POSSUI CURSO DE FORMAÇÃO Sim Não Total ESCOLHA DA PROFISSÃO Indicação de terceiros/família Escolha própria Outras Total RENDA MÉDIA Até 05 SM Acima de 05 até 08 SM Acima de 09 SM Total LOCAL DA FORMAÇÃO Escolas particulares Escolas públicas Inscrição pelo CRO Inscrição pela Secretaria de Educação Total N % 21 4 25 84 16 100 16 7 2 25 64 28 8 100 5 14 6 25 20 56 24 100 15 6 2 2 25 60 24 8 8 100 TABELA 3 – Distribuição dos usuários entrevistados quanto ao tempo de formação, inscrição no Conselho Regional, participação em congressos, relação com o CD – Campina Grande- PB, 2009. VARIÁVEIS TEMPO DE FORMAÇÃO Até 05 anos Mais de 05 a 10 anos Mais de 10 a 20 anos Acima de 20 anos Total TEMPO DE INSCRIÇÃO NO CONSELHO Até 05 anos Mais de 05 a 10 anos Mais de 10 a 20 anos Acima de 20 anos Total PARTICIPAÇÃO EM CONGRESSO NOS ÚLTIMOS 2 ANOS Sim Não Total RELAÇÃO COM O CIRURGIÃO DENTISTA Boa e ótima Regular Péssima Total N % 2 6 16 1 25 8 24 64 4 100 2 15 8 25 8 60 32 100 16 9 25 64 36 100 14 10 1 25 56 40 4 100 Dessa tabela, destaca-se que (84,0%) possui curso de f ormação, e (64,0%) da amostra esc olheu a profissão por indicação de terceiros e ou da família. Quanto à variá vel renda mensal (56,0%) ficou com a faixa c ompreendida entr e 05 a 08 salários mínimos, e, quando indagados sobr e o local onde fizeram sua formação, 60,0% c orresponderam a esc olas par ticu- Perfil tecnico em protese dentária no municipio de Campina Grande D'avila S, et al. lares. O t empo de f ormado mais r eferenciado pelos TPD’s foi o da faixa compreendida entre 10 a 20 anos de formado (64,0%). Em r elação à r enda mensal em salário mínimo (SM), a faixa f oi entre 8 a 12 salários mínimos - SM (31,5%). O tempo de inscrição no CRO mais referenciado foi o da faixa de mais de 05 at é 10 anos de f ormado (60,0%). A par ticipação em c ongressos foi referenciada por 64,0% dos entrevistados, e 56% consideram a relação com o CD boa ou ótima. DISCUSSÃO Nesta pesquisa, observou-se que a maioria dos profissionais é do sex o masculino, diferentemente do que oc orre em outras profissões da ár ea de Odont ologia, como o Cirur gião-Dentista (CD) e seus Auxiliares de Saúde Bucal (ASB), os quais são, em geral, do sexo feminino. O C onselho F ederal de Odont ologia – CFO evidencia que, no País, 45,3% dos Cirurgiões-Dentistas são do sexo masculino, e 54,7%, do f eminino. O Nor deste ac ompanha essa tendência de pr edomínio do sex o f eminino. O Estado que apresenta maior c oncentração de Cirur giões-Dentistas do sexo f eminino é a P araíba, c om um per centual chegando a 68,32%6,7,8. Em Santa Catarina, entretanto, a situação é oposta: 54,71% dos pr ofissionais são do sexo masculino, e 45,28%, do feminino6. No estudo de Queluz 9, entrevistando Auxiliares de Saúde Bucal ( ASB) e Técnicos em Saúde Bucal ( TSB), verificou-se a pr edominância de pr ofissionais do sex o f eminino (99,2%), solteiros(as) (60,6%) e a faixa etária c om uma média de 27,6 anos. As maiores porcentagens localizaram-se na faixa etária compreendida entre 21 e 25 anos (27,9%). No estudo de P aranhos8, foram encontrados somente dois técnicos em prótese dentária, ambos do gêner o feminino. Neste nosso estudo , 95,2% eram do gênero masculino, prevalecendo a faixa etária de 41 a 50 anos (42,8%), sendo a profissão de TPD, por tanto, predominantemente masculina. A força de trabalho do TSB e do ASB é c onsiderada jo vem, e, ao tentar explicar os motivos que poderiam ter levado o jovem para est e trabalho, justifica com base na baixa esc olaridade e na dificuldade de empr ego na situação atual no Brasil9. Entretanto, na pesquisa de Williams et al.10, ao levantar o per fil de auxiliar es nos EU A, referiram que esse pr ofissional é pr edominantemente do sex o f eminino, estando a maioria (76,9%) na faixa etária de 20 a 40 anos , enquanto que 72,6% são casados. De acordo com dados colhidos na Delegacia do CRO, na cidade de Campina Grande, existe um total de 31 TPD’S inscritos. Apesar de ser responsabilidade do Conselho a fiscalização do exercício profissional dos que possuem a inscrição , encontramos frequentemente propagandas de TPD nas ruas das cidades, provavelmente devido à fragilidade na fiscalização. Tal como ocorre com o Cirur gião-Dentista, para inscr ever-se no C onselho Regional de sua jurisdição , o TPD deverá preencher um dos r equisitos exigidos pela sua cat egoria, estabelecidos no ar tigo 8º da r esolução CFO-185/9311, a saber : possuir diploma ou certificado de conclusão de curso de prótese dentária, ao nível do 2º grau, conferido por estabelecimento oficial ou reconhecido; possuir diploma ou c ertificado, devidamente revalidado e registrado no país; possuir r egistro no ser viço de fiscalização do ex ercício pr ofissional, ant es de novembro de 1979; possuir prova de que se encontrava legalmente autorizado ao exercício profissional em 06 de novembro de 197912. No Brasil , atuam legalment e mais de 17 mil TPD’s, ou seja, menos de 8% do c ontingente nacional de Cirur giões- -Dentistas, 217.00013, sendo que exist e um númer o bem maior de pr ofissionais que não estão r egularizados e que contam c om a ineficiência da fiscalização, ou ainda, c om a conivência e ignorância dos pacientes, que, muitas vezes, procuram p rofissionais apenas pelo fat or pr eço, sem o c onhecimento de que quem está habilitado par a o at endimento ao paciente é o cirurgião-dentista, e não, os técnicos. Queluz9, ao indagar sobre o registro no Conselho Regional de Odont ologia (CRO), encontrou apenas 21,3% dos pr ofissionais auxiliares inscritos, no entanto Tomasso 13 assinalou que 60% de A CD’s enc ontravam-se legalment e inscrit os no CRO. Mais da metade dos entrevistados (66,6%) têm mais de 15 anos de profissão, porém 80,9% somente se inscreveram no Conselho há menos de 5 anos. Dentre os entr evistados, quando indagados se tinham realizado algum curso de formação de TPD, 95,2% responderam que sim. S obre a satisfação na r elação entre os TPD e os CD, 47,6% responderam que era boa, enquanto 33,3% assinalaram ser regular. O TPD, durante muito tempo, considerou-se discriminado. Hoje podemos notar que há um aumento no respeito dentro de cada pr ofissão, e que os TPD que par ticipam de enc ontros e c ongressos podem discutir os no vos rumos da categoria. Para valorizar o ofício do TPD e formar “verdadeiros técnicos”, seria necessário reduzir significativamente o número de escolas de pr ótese. Para ele, muitos destes estabelecimentos não dispõem de estrutura e pr ofessores habilitados para funcionarem, além de ha ver restrições quanto à duração do curso. Na opinião do aut or, a duração mínima deveria ser de tr ês anos. Afirma, também, que os cursos precários formam apenas “simples auxiliares”, que terão dificuldade até de conseguir estágio em laboratórios15. Na verdade, é necessário monitorar a qualidade de estabelecimentos que oferecem os cursos de t écnico em prótese, pois muitos devem possuir apenas finalidade lucrativa. É n ecessário que os Conselhos Federal e Regional de Odontologia procurem fiscalizar, atentando para a duração e para a qualidade do curso, o que repercutirá mais inscrições e no registro desses profissionais. ABO14 considera que o entrosamento entre as classes de TPD’s e CD ’s amadureceu bastante nos últimos dez anos . No entanto, acredita que o seu segmento ainda tem muito a realizar. O relacionamento entre Cirurgiões-Dentistas e os Técnicos em Prótese Dentária ev oluiu bastante. Na década de 1970, a convivência entr e as duas cat egorias, embora dependent es uma d a o utra, e ra c onflitante. Além disso , os TPD’s tinham acesso limitado a ev entos e a atividades de educação c ontinuada e , por c onseguinte, utiliza vam t écnicas rudimentar es na c onfecção das pr óteses. O c onhecimento era transmitido entre colegas de bancada ou em enc ontros informais de profissionais de diferentes laboratórios. Existe uma par cela de Cirur giões-Dentistas que sent em certo temor que os pr ofissionais auxiliares se t ornem futuros concorrentes no mer cado de trabalho , porém o desc onhecimento sobre os limit es da atuação dos auxiliar es e dos bene fícios que est es podem oferecer faz c om que Cirur giões-Dentistas percam tempo efetuando manobras que não r equerem o n ível d e c onhecimento q ue a dquiriram d urante a s ua f ormação pr ofissional. Tarefas que poderiam ser delegadas aos auxiliares acabam t ornando o trabalho cansativ o e o t empo improdutivo8. Gouvêa et al.15 entrevistaram 120 dentistas, dentre eles, 65% não c onhecem o laborat ório do TPD c om o qual trabalham e c onsideram que a c omunicação entre CD e TPD deve ser clara, para que não se t orne um fat or limitant e da qualidade. No Brasil , o mer cado é f ormado, em sua maior par te, Odontol. Clín.-Cient., Recife, 9 (4) 337-340, out./dez., 2010 www.cro-pe.org.br 339 Perfil tecnico em protese dentária no municipio de Campina Grande D'avila S, et al. por pequenos e médios laborat órios de pr ótese dentária, geralmente de caráter familiar 17. É necessário que haja maior fiscalização, evitando -se c om isso que os auxiliar es ex erçam atividades que não c ondizem com sua f ormação ou adequação profissional8. Há uma nec essidade de discutir e c onstruir parâmetros de satisfação profissional que possam ser utilizados para o melhor conhecimento da realidade das categorias auxiliares em Odontologia. 17 - Cury DB. Marketing Externo e I nterno. Rev. APDESP. 2007 jan./fev. 22(133): 36. CONCLUSÕES A profissão de Técnico em Prótese Dentária em Campina Grande é predominantemente composta por homens, e a faixa etária predominante varia entre de 41 a 50 anos . Os inscritos no CRO possuem curso de formação, e a maioria considera boa a relação com o Cirurgião-Dentista. 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TPDs e CDs, parceria de sucesso. Jornal da ABO. [homepage na internet]. 2006 nov./ dez [ac esso em 2009 ago12] disponív el em http://w ww.abo. org.br/jornal/104/profissao2.php 15 - Gouvêa CVD, Faria MA, Paula LD de. Avaliação da relação profissional entre o Cirurgião-Dentista e o técnico em prótese dental, int erferindo na qualidade final da pr ótese Odont ologia. Odontol. clín. cient. 2006 5 (3): 215-21. 16 - Brasil, Lei Nº 4.324, de 14 de abril de 1964. I nstitui o Conselho Federal e os Conselhos Regionais de Odontologia e dá outras providências. Diário Oficial da União 1964; 14 abril. Odontol. Clín.-Cient., Recife, 9 (4) 337-340, out./dez., 2010 www.cro-pe.org.br Recebido para publicação: 06/05/10 Aceito para publicação: 15/07/10