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GESTÃO DE ENSINO
DIREÇÃO DE ENSINO - IFFARROUPILHA CÂMPUS SANTA ROSA
Sidinei Cruz Sobrinho1
O Câmpus Santa Rosa iniciou às suas atividades de ensino com a posse dos primeiros
servidores docentes e técnicos administrativos do câmpus no dia 26 de janeiro de 2010 sendo que, o
próprio Instituto Federal Farroupilha foi constituído apenas dois anos antes em 2008 pela Lei n°
11.892, de 29/12/2008. Essa breve contextualização se faz necessária para justificarmos a temática a
seguir. Trata-se de um câmpus novo iniciando a oferta de Educação Profissional numa instituição
que começa a dar os primeiros passos, ou seja, quase tudo precisa ser (re) criado, planejado e
organizado para se adequar aos objetivos gerais e específicos dessa instituição de ensino.
Embora o IF Farroupilha tenha sido criado mediante a integração do Centro Federal de
Educação Tecnológica de São Vicente do Sul e da Escola Agrotécnica Federal de Alegrete, com
suas respectivas Unidades Descentralizadas de Ensino e acrescida de uma Unidade Descentralizada
de Ensino, pertencente anteriormente ao Centro Federal de Educação Tecnológica de Bento
Gonçalves, cabe ressaltar que os objetivos institucionais passam a serem outros, mais amplos o que
levou à imediata necessidade da construção de um Plano de Desenvolvimento Institucional – PDI –
com objetivo principal reunir informações precisas e atualizadas de cada unidade pertencente ao
IFFarroupilha e, principalmente, a partir disso, definir sua atuação e apresentar seu planejamento
para o período compreendido entre 2009-2013.
Assim, com base nesse PDI é que as unidades já existentes precisaram (re)formular sua
forma de gestão e, a unidades novas, como o Câmpus Santa Rosa, criar todos os Projetos
Pedagógicos de Curso (PPC), procedimentos internos, organização funcional etc pois mesmo sendo
possível usar algumas experiências de gestão que já estavam em andamento nas unidades anteriores
ou já criadas institucionalmente enquanto Instituto Federal, cada câmpus apresenta suas
especificidades exigindo assim a organização da gestão ensino de forma a contemplar as Diretrizes
Institucionais já estabelecidas no PDI e, ao mesmo tempo, garantir o início da criação de uma
identidade específica do ensino ofertado no Câmpus Santa Rosa que, ao contrário das unidades já
existentes que são prioritariamente voltadas para a área agrícola, o Câmpus Santa Rosa surge como
uma unidade especificamente voltada para a área industrial.
1 Professor e Diretor de Ensino no Instituto Federal Farroupilha Cãmpus Santa Rosa. Portaria 013/2010.
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Quando foram iniciadas as atividades de ensino no Câmpus Santa Rosa, os PPCs precisavam
ser construídos bem como organizada a forma pedagógica e administrativa, diferenciada no ensino
profissional - realidade bastante diversa da vivenciada pela maioria dos servidores que iniciavam
suas atividades na rede federal de educação profissional.
A partir deste cenário foi criada a Direção de Ensino do Câmpus Santa Rosa por meio da
Portaria 013/2010, publicada no D.O.U em 15 de março de 2010. Dá-se início assim, ao processo de
planejamento, implementação, acompanhamento, avaliação e desenvolvimento da Gestão de Ensino
no Câmpus e que passamos a relatar.
De acordo com o PDI:
A gestão está relacionada com a condução, direção e governança. Significa
pensar e dirigir de forma abrangente o conjunto complexo de uma instituição
por intermédio da prática efetiva da administração.
Para tanto, cabe aos sujeitos envolvidos na práxis da gestão, a construção
coletiva de planos, ações e mecanismos de trabalho em prol da
concretização dos objetivos da instituição e dos sujeitos. (PDI
IFFARROUPILHA 2009 – 2013 – Grifo Nosso)
Nesse sentido, a Direção de Ensino do Câmpus Santa Rosa, foi organizada em setores,
núcleos e serviços específicos, mas devidamente articulados entre si pelo Núcleo Pedagógico
Integrado, cujas ações são amplamente discutidas e aprovadas nos fóruns legais de discussão com,
no mínimo, representantes de todos os cursos, servidores e discentes conforme regulamentos
próprios construídos e aprovados coletivamente.
Quando se trata da gestão de um ente público deve haver a preocupação mais
ampla de atender as necessidades da sociedade, tendo como foco principal o
bem comum, o que exige responsabilidade e transparência no trato do bem
público. A complexidade aumenta quando se considera a gestão na educação.
Sua prática representa a fluência do trabalho de planejamento, da
organização da estrutura e infraestrutura, da direção e liderança dos
sujeitos e do controle de todas as atividades, diferenciadas pela divisão de
trabalho que ocorre em todas as organizações. (PDI IFFARROUPILHA 2009 –
2013 – Grifo Nosso).
O bem comum almejado pela gestão de ensino do câmpus é o atendimento qualificado ao
educando proporcionando todas as ações necessárias para concretização dos projetos pedagógicos
dos curso e a formação integral dos educandos através da integração entre a formação básica e a
formação específica. Por esse motivo o planejamento, implementação, acompanhamento, avaliação
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e revisão das atividades do ensino conta com a comunicação eficiente entre os setores e serviços
que, embora naturalmente diversos pela divisão dos trabalhos, procurem estar em uníssono na
realização dos objetivos coletivamente planejados. Além disso, a realização das atividades se dá
pelo autocontrole exercido através da responsabilidade compartilhada intrínseca a todo processo
democrático participativo.
São muitos os elementos envolvidos no trabalho de gestão, destacando-se a
necessidade da criatividade e inovação. Estes se constituem como aspectos
essenciais, pois são ingredientes importantes quando se trata de pensar,
organizar e conduzir uma instituição.
Em qualquer campo de atuação a gestão é atividade meio, cuja
existência articula-se com uma atividade fim. No caso de sistemas
educativos,reporta-se sempre para iniciativas voltadas para o ensino e a
aprendizagem e o aprender em espaços educativos (VIEIRA, 2005). Por
conseguinte, cabe aos gestores o bom senso de trabalhar de forma responsável e
sustentável.
No contexto da responsabilidade do Instituto Federal Farroupilha está a
prerrogativa da geração de resultados que efetivem a missão da instituição.
Há, portanto, a necessidade de um olhar minucioso sobre as condições de
trabalho do conjunto de profissionais que forma o todo da instituição.
Afinal, a Missão será executada se as pessoas em seus espaços e
responsabilidades desenvolverem suas funções e consolidarem resultados
que possibilitem à instituição concretizar a Visão.
Aos gestores cabe o papel de prover as condições necessárias ao trabalho
das equipes, considerando suas demandas. Às equipes e aos profissionais
cabe a responsabilidade do trato pertinente das estruturas e materiais e
todo e qualquer recurso, tangível e intangível. (PDI IFFARROUPILHA 2009
– 2013 – Grifo Nosso)
A criatividade e a inovação são possíveis, dentro de um espaço aberto onde os agentes
trabalham com vistas ao bem comum de forma crítica, comprometida e responsável. Cabe à gestão
de ensino garantir que este espaço seja preservado e que o trabalho individual e coletivo desperte a
criatividade e inovação com a finalidade de espaços educativos qualificados e promissores. Com
base nessa premissa é que será construído, anualmente, o Plano de Ação Anual, a partir das
demandas identificadas durante o ano anterior e com estratégias cujos resultados serão consolidados
com o trabalho coletivo e os desempenhos responsáveis das funções individuais.
No que diz respeito à sustentabilidade, a gestão precisa ocorrer em consonância
com as melhores práticas em relação à conservação e proteção de todos os
recursos necessários para a consecução da Missão da instituição. Isso significa o
uso consciente e sustentável, em primeiro lugar, dos recursos que a
instituição dispõe para suas atividades.
A gestão e os processos operacionais da instituição também são
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elementos formativos e devem primar pela formação pessoal e profissional
dos sujeitos, atendendo aos princípios básicos para a sobrevivência e
desenvolvimento do planeta sem comprometer a possibilidade de satisfação das
necessidades das gerações futuras.
O trabalho responsável e sustentável não ocorrerá se não forem
praticados os pressupostos da “gestão participativa” (gestão democrática).
Esta se caracteriza como um processo político por meio do qual as pessoas
discutem, deliberam e planejam, solucionam problemas e os encaminham,
acompanham, controlam e avaliam o conjunto de ações voltadas ao
desenvolvimento das instituições. Todo esse processo é sustentado pelo
diálogo, considerando os preceitos da alteridade, responsabilidade,
empoderamento e autonomia das pessoas. Tem como base a participação
efetiva de todos os segmentos da comunidade escolar, o respeito a normas
coletivamente construídas para a tomada de decisões e a garantia de amplo
acesso às informações aos sujeitos da instituição (SOUZA, et. al. 2005 apud
(PDI IFFARROUPILHA 2009 – 2013 – Grifo Nosso).
A Gestão Democrática adotada pelo IFFarroupilha no PDI é o modelo de gestão adotado
pela Direção de Ensino, através da qual se pretende, em todas as ações, oportunizar espaços de
participação direta ou indireta, por meio de representantes instituídos (coordenações, lideres,
direções...), e pelo acesso direto oportunizado a todos para contribuição com críticas construtivas e
sugestões plausíveis. Ressalta-se a importância de, como diz SOUZA. 2005, ser todo esse processo
sustentado pelo diálogo e ter como base o respeito a normas coletivamente construídas a
garantia de amplo acesso às informações aos sujeitos da instituição.
A gestão democrática é educadora na sua prática e como instituição
educadora deve-se ter o cuidado com modos de gestão que alienam e submetem
os sujeitos, reproduzindo a relação de dominantes e dominados, tão comum na
sociedade e nas organizações tradicionais.
A qualidade das ações desenvolvidas na instituição depende
diretamente do potencial das pessoas que dela fazem parte. Sendo assim, uma
gestão que valoriza a participação não pode descuidar da formação
permanente de seus sujeitos, a partir do estabelecimento de um plano
estruturado para este fim, o qual contemple cursos de diversas modalidades e
duração, palestras, participação em eventos, desenvolvimento de atividades
culturais, de forma sistemática, proporcionando integração entre os diversos
segmentos da instituição.
Essa formação, alinhada com as políticas públicas educacionais do
MEC, ou seja, dedicada ao Ensino Integrado, EaD, Formação Pedagógica,
PROEJA, (...), obedecerá aos critérios de liberação para qualificação definidos
de forma clara, de modo a possibilitar igualdade de acesso a todos/as. A
definição será objeto de documento específico.( (PDI IFFARROUPILHA 2009 –
2013 – Grifo Nosso)
Além disso, a gestão de ensino garantirá aos servidores lotados na Direção de Ensino, a
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Formação Continuada de Docente em Serviço, através de projetos construídos coletivamente e
implementados anualmente com recurso do campus ou de colaboradores externos.
O fundamento da gestão está também no desenvolvimento de
uma cultura organizacional voltada ao aprendizado, e até mais que ele,
uma cultura voltada ao apoio mútuo entre todos os sujeitos imbuídos ou
não de cargos de gestão, por meio da socialização do conhecimento em
suas indistintas áreas, tanto relacionadas aos meios quanto aos fins da
instituição.
É importante destacar que a base para a prática dessa gestão
requer que sejamos todos partícipes de uma organização saudável. Ou
seja, uma instituição que prima pelo bem estar físico, psíquico, social e
econômico dos sujeitos. Assim teremos condições de extrapolar as
atuais práticas de gestão e de participação e todos poderão se constituir
sujeitos agentes, construtores de decisões e práticas administrativas e
pedagógicas que possibilitem aperfeiçoar a qualidade do ensino,
pesquisa e extensão.
Toda base da gestão participativa terá efeito se houver um bom
trabalho de comunicação. A comunicação assume papel estratégico
na medida em que o resultado efetivo é objetivo sinérgico dos
sujeitos da instituição, tanto docentes, discentes e técnicos. Para
tanto, ocorre a necessidade intrínseca de alinhamento de ações e
conduta de todos em relação aos objetivos e responsabilidades mútuas
que serão possíveis a partir de uma processualidade de comunicação
efetiva para os diferentes públicos envolvidos.
A preocupação em informar “para dentro” evidencia a
necessidade de instrumentos e métodos intrainstituição. Já a
preocupação “para fora” expõe pressupostos de interligar o instituto com
a sociedade em geral, de modo a construirmos consonância entre suas
ações e as necessidades demandadas pela sociedade.
Neste sentido, a transparência na divulgação das
informações institucionais necessita de elementos facilitadores do
processo comunicacional como: criação de mecanismos rotineiros de
divulgação; espaços para debate; viabilização de horário para reuniões,
etc; boletins informativos; página eletrônica do Instituto e de cada
campus, envolvimento os alunos na captação e divulgação de notícias
de interesse institucional; intranet; reuniões gerais periódicas; reuniões
pedagógicas
e
administrativas
com
periodicidade.
(PDI
IFFARROUPILHA 2009 – 2013, p.96 – 98 – Grifo Nosso)
A garantia da comunicação é o instrumento que permitirá o constante espaço de
conhecimento, avaliação, autocontrole a autocrítica na gestão educacional. Nesse sentido
mecanismos rotineiros de divulgação citados acima, dentre outros, permitirão que a informação
circule e que os interessados possam se manifestar a qualquer momento participando ativamente do
processo. Vale ressaltar que, para isso, deve-se compreender que informar não é uma questão de
justificar ou dar satisfação das ações, mas de possibilitar a participação de todos para que ações não
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ocorram de forma fragmentada e, ao mesmo tempo, se possa criar também uma espécie de
autocontrole através do qual os sujeitos partilham e compartilham responsabilidades e
competências.
A partir dessa base política é que se estabelecem os objetivos da Gestão no IF Farroupilha
e, por conseguinte, no Câmpus Santa Rosa de acordo ainda com a realidade na qual este Câmpus
está inserido e, mais precisamente, a Direção de Ensino do Câmpus.
Gestão e estrutura organizacional funcional da Direção de Ensino do Instituto Federal
Farroupilha Câmpus Santa Rosa
Para efetivar a proposta de gestão, a Direção de Ensino age com base nos princípios da
Gestão Escolar Democrática através de um gerenciamento de Gestão Participativa. “A Gestão se
baseia nas funções evidenciadas por Fayol, que são: planejar, organizar, controlar, coordenar e
comandar, no ambiente organizacional (CHIAVENATO,1996)”.
A Gestão de Ensino segue um modelo pelo qual cada educador e cada educando mantêm
sua identidade institucional e programática dirigindo pessoas, esforços e recursos para fins comuns
e integrados, evitando ações isoladas, paralelismo e sobreposições.
O objetivo da Gestão de Ensino é tornar mais eficiente a execução das Políticas de Ensino
do Câmpus, assegurando a qualidade, a equidade e a responsabilidade social. Para isso, está
associada a mecanismos de descentralização administrativa e de participação dos integrantes da
comunidade escolar.
Entre estas estruturas e processos são de referir, segundo a caracterização que Lise
Demailly (1991) faz do «ideal-tipo» de gestão participativa:
. divisão de tarefas e funções que permitam manter, ao nível da pessoa, a coerência entre a escolha dos objetivos, os
métodos, a organização, a execução e o controle;
· substituição de uma hierarquia de autoridade, por uma hierarquia de competências, de ajuda técnica e de animação de
equipes;
· criação de espaços de negociação sobre os objetivos do trabalho, a qualidade, a organização e as condições de trabalho, no quadro de modelos de decisão mista;
· avaliação (e progressão na carreira) a partir das capacidades técnicas, mas também da implicação e do grau de participação, envolvendo neste processo os profissionais de base e a hierarquia;
· utilização da preocupação pela qualidade, como forma de estabelecer relações entre as atividades concretas dos trabalhadores e as finalidades da empresa (criação de estruturas de participação, coletivos de trabalho, redes de comunicação,
grupos de projeto, etc.).
Desta forma se constitui a base para construção do principais objetivos da Gestão de Ensino
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do Câmpus Santa Rosa, que são:
I – Implementar e executar as políticas públicas de educação assegurando a qualidade, a equidade
e a responsabilidade social de todos os envolvidos;
II – Assegurar a transparência dos mecanismos administrativos, financeiros e pedagógicos;
III – Otimizar os esforços da coletividade para a garantia da eficiência, eficácia e relevância do
plano de trabalho e da proposta pedagógica do IF Farroupilha e do Campus Santa Rosa;
IV – Garantir a autonomia das ações educacionais de educadores e educandos do campus no que
lhes couber pela legislação vigente, na gestão pedagógica, administrativa e financeira por meio do
Conselho Escolar de caráter deliberativo;
V - Assegurar o processo de avaliação institucional mediante mecanismos internos e externos, a
transparência de resultados e a prestação de contas à comunidade; e
VI – Assegurar mecanismos de suporte para a utilização, com eficiência, dos recursos descentralizados diretamente às instituições educacionais.
Nesse sentido a Direção de Ensino do Câmpus Santa Rosa tem a função primordial de
garantir, nas atividades de ensino, a concretização da Democracia através do Direito Fundamental à
Educação. Para isso, é imprescindível que a Direção compartilhe com Educadores, Educandos e
Sociedade, no alcance e limite profissional, pessoal, legal e administrativo de cada envolvido, a
gestão pedagógica e administrativa do câmpus no que se refere as atividades pertinentes à Direção
de Ensino.
Para cumprir tal função, a Direção de Ensino do Câmpus deve lançar mão de uma
administração estratégica, a fim de edificar uma equipe capacitada, reflexiva, crítica e
comprometida com a Formação Integral dos Educandos.
Para Bateman e Snell (1998), a administração estratégica é um processo envolvendo
administradores de todos os níveis da organização, que formulam e implementam objetivos
estratégicos. Já o Planejamento Estratégico seria o processo de elaboração da estratégia, na qual se
definiria a relação entre a organização e o ambiente interno e externo, bem como os objetivos
organizacionais, com a definição de estratégias alternativas (MAXIMIANO, 2006).
Assim, após envolver representantes de todos os níveis da instituição de ensino para
formular e implementar objetivos estratégicos, a Direção de Ensino poderá, continuamente, manter
um planejamento estratégico capaz de consolidar e qualificar a Gestão Escolar Democrática e a
Formação Integral dos Educandos.
A ênfase nos sistemas para representar a Gestão Participativa, indica
para SANTOS et al. (2001) que duas vertentes sustentam a gestão
participativa, sendo estas a participação de todos e o comprometimento
total com os resultados.
A Participação de todos significa que, a princípio, nenhuma pessoa, em qualquer nível hierárquico, deve ser excluída do
processo participativo. Porém, a participação deve ser entendida como um processo na organização e não apenas como
uma estratégia que gera assembleias de negociação ou de decisão. A partir disto, faz-se necessária a segunda ênfase:
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O Comprometimento total com os resultados, garante a sustentabilidade e efetividade do Modelo de Gestão baseado na
Verdadeira Gestão Participativa.
Tal ênfase implica que cada pessoa está consciente da sua responsabilidade individual com os resultados a serem perseguidos pela equipe, pela empresa, por todos. Este comprometimento é a
característica mais importante da administração participativa, pois disciplina a atuação individual
de cada pessoa, impossibilitando da gestão participativa ser conduzida para uma estratégia de assembleia ou apenas de conter reclamações dos colaboradores”.
A partir dessa premissa de gestão, a Direção de Ensino do Câmpus foi estruturada em
cinco instâncias administrativas estratégicas incumbidas de partilhar na gestão e implementação das
Politicas de Ensino no Câmpus Santa Rosa.
Dentro dessa perspectiva cada uma dessas instâncias e, por consequência, cada um dos
agentes diretamente envolvidos nelas, terão a função de desenvolver ações pedagógicas e
administrativas específicas de acordo com os objetivos estratégicos formulados anteriormente para
cada ação em parceria com setores, seções, núcleos e pessoas específicas através de outros setores,
seções e pessoas específicas formando uma gestão linear, descentralizada, responsavelmente
participativa e democraticamente estabelecida.
As instâncias acima referidas foram erigidas com base em agrupamentos de objetivos e
ações direcionadas com foco em um grupo ou área específica do ensino-aprendizagem para
fortalecer os principais agentes e programas institucionais. A partir delas são constituídas, conforme
a realidade que se constrói, os demais serviços, núcleos, setores e funções necessárias para atender
as demandas que surgem.
Sob esta lógica resultam:
1 - Núcleo Pedagógico Integrado (NPI): Principal instância responsável pelas ações de
motivação do planejamento, implementação, supervisão, revisão e inovação das Políticas de Ensino
do Campus garantindo estratégias de integração e comunicação eficiente entre todas as ações a
serem desenvolvida no departamento de ensino conforme os princípios, objetivos e fundamentos
acima expostos;
2 – Setor de Assessoria Didático-Pedagógica (SADiP): Instância responsável pelas ações
pedagógicas e administrativas com foco na atuação dos educadores do campus e efetivação dos
programas e politicas públicas de educação adotados institucionalmente;
3 – Setor de Atendimento Estudantil (SAE): Instância responsável pelas ações
pedagógicas e administrativas com foco na atuação dos educandos do campus e efetivação das
Políticas de Assistência Estudantil, do Serviço de Orientação Educacional, e das Ações Inclusivas;
4 -
Setor de Registros Acadêmicos (SRA): Instância responsável pelas ações
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pedagógicas e administrativas com foco na gestão dos registros da vida acadêmica dos
educandos e pesquisa de dados institucionais de acordo com a legislação vigente;
5 – Núcleo educação à Distância (NEaD):
Instância responsável pelas ações
pedagógicas e administrativas com foco na mediação didático-pedagógica nos processos de ensino e
aprendizagem que ocorre com a utilização de meios e tecnologias de informação e comunicação,
com estudantes e professores desenvolvendo atividades educativas em lugares ou tempos
diversos (BRASIL, Decreto n° 5622 /05 Artigo 1º).
Estas cinco instâncias formam a estrutura macro da Direção de Ensino cujo objetivo geral
poder ser comungado da seguinte forma:
Agir estrategicamente a fim de planejar, organizar, controlar,
coordenar e comandar, no ambiente organizacional a participação de
todos e o comprometimento total com os resultados.
Para concretização deste objetivo faz-se imprescindível que todos os envolvidos direta ou
indiretamente na Direção de Ensino tenham presente que a Direção de Ensino e as cinco instâncias
que compõe essa estrutura macro agem de forma conjunta para:
- Desenvolver e Ações Estratégicas especificas para concretização das Politicas de Ensino sempre
em parceria com pessoas que exercem funções especificas na gestão agrupadas de acordo com o
foco principal de atendimento de cada uma das cinco instâncias. Essa lógica gera um movimento
cíclico e aberto, porém sem deixar de ter claras as competências e responsabilidades de todos os
envolvidos, fortalecendo assim o comprometimento e ampliando a própria participação na gestão
de ensino.
Dessa forma, desde março de 2010 até junho de 2012 a Direção de Ensino ganhou forma e
conteúdo, constituindo espaços específicos para desenvolvimento das inúmeras ações que envolvem
essa atividade.
A o rol a baixo apresenta os setores e serviços que se agregaram à Direção de Ensino durante
esse período e contribuíram diretamente no desenvolvimento da Gestão Democrática possibilitando
assim, a observação permanente e a efetivação dos princípios da descentralização, participação e
transparência.
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1 - Núcleo Pedagógico Integrado - NPI
2- Coordenação Geral de Ensino CGE - Setor de Apoio Didático Pedagógico – SADIP
3 - Supervisora Educacional - SE
4 - Técnicos em Assuntos Educacionais - TAE
5 - Orientadora Educacional - OE
6 - Setor de Registros Acadêmicos - SRA
7 - Serviço Social
8 - Assistentes de Alunos
9 - Serviço de Saúde Biopsicosocial – SeSB (psicóloga, enfermeira e assistente social)
10 - Docentes
11 – Coordenação do PROEJA e PROEJA-FIC
12 – Coordenação do Eixo Tecnológico de Infraestrutura
13 - Coordenação do Eixo Tecnológico de Produção Alimentícia
14 - Coordenação do Eixo Tecnológico de Ambiente, Saúde e Segurança
15 - Coordenação do Eixo Tecnológico de Gestão e Negócios
16 - Coordenação do Bacharelado em Administração
17 - Coordenação do Eixo Tecnológico de Produção Industrial
18 - Coordenação do Licenciatura em Matemática
19 – Biblioteca
20 – Núcleo de Educação à Distância - NEaD
21 - Conselheiros de Turma
22 – Núcleo de Apoio às Pessoas com Necessidades Especiais - NAPNE
23 – Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas - NEABI
Administrativamente, para gerir estes vinte e três setores, serviços e coordenações que
participam da Direção de Ensino cuidando das especificidades das atividades que os compete e
11
pensam o coletivo ao mesmo tempo, esquematiza-se a principal ação da Direção de Ensino e das
cinco instâncias estratégico administrativas, incluindo agora, como se dá a relação da Direção de
Ensino com as demais direções e setores do câmpus bem como com a pró-reitoria de ensino:
Principais parceiros FOCO
de GESTÃO PARTI- de
CIPATIVA
ATENDIMENTO
SETOR /
AÇÃO ESTRATÉGICA
NÚCLEO
D.E.
- Planejamento;
- Implementação;
DESENVOLVER - Assessoria;
Políticas de Ensino - Intervenção;
de:
- Avaliação;
- Inovação e
- Comunicação
Ações pedagógicas e
administrativas no
Campus e na Sociedade, em PARCERIA
com:
das:
NPI
- Planejamento;
- Implementação;
DESENVOLVER - Assessoria;
Estratégias de:
- Intervenção;
- Avaliação;
- Inovação e
- Comunicação
Políticas de
Ensino, em
PARCERIA
com:
das:
SADiP
- Implementação;
- Assessoria;
DESENVOLVER - Intervenção;
Ações pedagógicas - Supervisão;
e administrativas - Comunicação e
de:
- Inovação
Políticas de
Ensino em
PARCERIA
com:
das:
SAE
- Implementação;
DESENVOLVER - Assessoria;
Ações pedagógicas - Intervenção;
e administrativas - Supervisão
de:
- Comunicação e
- Inovação
das:
Políticas de
Ensino em
PARCERIA
com:
- DE / DG,DEP,
DAP;
- CGE
- SE
- SAE
- OE
- SRA
- NEAD
- Coordenações
- Docentes e Técnicos
- Educandos;
- Conselho Escolar;
ATRAVÉS do:
SRA
Políticas de
ATRAVÉS do NPI e
demais colaboradores
internos e externos ao
Campus.
- Departamento de
Ensino do Campus
Santa Rosa
- Educandos;
- NPI
- CGE
- SE
- SAE
- OE;
- SRA;
- NEaD;
- DE /DEP e DAP
- NEaD
- Docentes e Técnicos
- Educandos;
ATRAVÉS do(as):
-Coordenações;
- OE
- CGE;
- SE
- SRA;
- NeaD;
- DE /DEP e DAP
- Assistente de Alunos;
ATRAVÉS do(as):
DESENVOLVER - Implementação;
Ações pedagógicas - Assessoria;
- PRENSINO;
- DG,DEP, DAP;
- Conselho Escolar;
- CGE;
- SE
- SAE
- Docentes;
- Biblioteca
- NEABI
- Laboratoristas;
- Cons.de Turma
- Educandos;
- Família e Sociedade.
- Educandos;
- Serviço Social;
- Serviço de Saúde;
- NAPNE;
- Grêmio Estudantil;
- Diretório Acadêmico;
- Líderes de Turma;
- Família e Sociedade.
- Assistentes de
Administração;
- Servidores do cam-
12
e administrativas
de:
- Supervisão
- Comunicação e
- Inovação
das:
Ensino em
PARCERIA
com:
- OE;
- NeaD;
- DE /DEP e DAP;
- DG/
Reitoria/MEC/SETEC
pus;
- Educandos;
- Sociedade
ATRAVÉS do(as):
- Implementação;
- Assessoria;
- Supervisão
- Avaliação;
- CGE
- SE
- SAE
- OE;
- DE /DEP e DAP;
Políticas de
Ensino de
EaD em
PARCERIA
- Servidores do campus;
- Prefeituras;
- Polos de EaD;
- Sociedade;
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IF Farroupilha - Campus SR
Departamento de Ensino
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Reitoria/MEC/SETEC/ETEC;
ATRAVÉS do(as):
- Educandos;
13
Com base na organização acima se construiu o Organograma Funcional e a
Estrutura Organizacional da Direção de Ensino do Campus Santa Rosa:
Organograma funcional Direção de Ensino SR
14
Com base na concepção de gestão de ensino e na estrutura administrativa funcional acima
expostas a Direção de Ensino se organizou nesse processo construtivo de um câmpus novo e com
todo o processo a ser construído o que implica grandes desafios a capacidade de resiliência por
parte dos gestores.
De modo geral podemos dizer que essa organização inicial possibilita uma base sólida para o
desenvolvimento das atividades fins relacionadas à Direção de Ensino tanto que tange
especificamente ao ensino quanto no que se refere à questão administrativa que dá suporte àquela,
de forma a se tentar manter a coesão e qualidade no desenvolvimento do ensino-aprendizagem por
meio da Gestão Democrática. Exemplo disso é que, como já mencionado acima, praticamente todos
os procedimentos administrativos, projetos de curso, organização das atividades, formulários,
registros acadêmicos, biblioteca, serviços de atendimento ao educando, políticas pedagógicas para
garantir o acesso, ingresso e permanência escolar etc precisava ser criado quando a Direção de
Ensino iniciou sua gestão. Neste breve espaço de tempo muito se alcançou nesse sentido e que
demonstra o sucesso e a importância de se planejar a gestão em nível macro antes de se começar a
agir apenas levado pelas demandas mais emergentes. Podemos citar como algumas das principais
ações de gestão nesse período:
– Construção coletiva dos:
– REGULAMENTO de atribuições DIREÇÃO DE ENSINO; REGULAMENTO de
atribuições COORDENAÇÃO GERAL DE ENSINO; REGULAMENTO de atribuições
COORDENAÇÕES DE CURSO; REGULAMENTO de atribuições ORIENTAÇÃO
EDUCACIONAL; REGULAMENTO de atribuições SUPERVISÃO EDUCACIONAL;
REGULAMENTO de atribuições ASSISTENTE DE ALUNOS; REGULAMENTO de
atribuições PROFESSOR CONSELHEIRO DE TURMA; REGULAMENTO de atribuições
TÉCNICO EM ASSUNTOS EDUCACIONAIS, REGULAMENTO de atribuições
BIBLIOTECÁRIO;REGULAMENTO de atribuições PSICÓLOGO(A); REGULAMENTO
de atribuições ASSISTENTE SOCIAL;
– Regulamento e Documentos do Setor de Registros Acadêmicos - SRA;
– Regulamento Setor de Atendimento ao Educando – SAE;
– Regulamento do Núcleo Pedagógico Integrado do Campus Santa Rosa – NPI;
– Criação dos grupo de estudos dos alunos do Câmpus Santa Rosa, como estratégia de
recuperação paralela e qualificação do ensino-aprendizagem;
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– Organização, elaboração coletiva, revisão e arquivo dos Planos de Ensino e comprovantes
de Recuperação Paralela;
– Orientações NAPNE para o acesso e permanência de PNEs Surdos – Avaliação;
– Organização de ementário e estudo da Legislação de Ensino vigente, a fim de garantir
suporte e legalidade às atividades de ensino;
– Elaboração dos Projetos Pedagógicos dos Cursos (12 cursos ofertados entre 2010 e 2012 e
mais três projetos prontos para três cursos novos com previsão de oferta a partir de 2013);
– Formação de grupo de pesquisa e estudos contínuos sobre educação profissional tecnológica
nos IFs;
– Projetos de Formação Continuada de Docente em Serviço com o objetivo de Proporcionar
ao grupo de docentes do IFFarroupilha - Campus Santa uma formação docente
continuada objetivando oportunizar aos professores momentos de reflexão, bem como
fundamentos teóricos sobre a prática docente em uma Instituição de Educação Profissional e
Tecnológica e que se propõe a ofertar um currículo integrado a seu corpo discente.
– Sistematização planejadas de realização dos conselhos de classe e socializações de turmas e
docentes;
– Incentivo à criação das organizações estudantis: Grêmios e Centros Acadêmicos;
– Dentre inúmeras outras atividades mais específicas que podem ser verificadas no próprio
câmpus ou nos relatórios anuais de gestão.
Cabe destacar, para garantia desse modelo de gestão, o planejamento anual das atividades de
ensino envolvendo todos os serviços, setores, coordenações da Direção de Ensino de forma a
garantir a participação e a responsabilidade de todos no processo de ensino-aprendizagem. Para
isso, a Direção de Ensino elabora para o ano subsequente o Plano de Ação Anual.
O Plano de Ação Anual é o planejamento de todas as ações relacionadas à Direção de Ensino e necessárias para atingir os resultados esperados, dentre eles o principal: qualidade do ensino
profissional público e gratuito no IFFarroupilha Câmpus Santa Rosa. Ou seja, esse plano é de extrema importância para os servidores pensarem, de forma coletiva, sobre a missão da instituição,
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identificando e relacionando as prioridades para o próximo ano letivo revisando o ano que se conclui e dando continuidade às atividades essenciais.
Além disso, para elaboração desse plano, se leva em consideração a avaliação feita pela comunidade acadêmica. Para isso, conta-se, principalmente com instrumentos como os utilizados pela
Comissão Própria de Avaliação – CPA – através das quais se identifica em grande parte as principais ações que precisam ser feitas com urgência bem como as que estão atingindo bons resultados.
Assim, o Plano de Ação, além de possibilitar a organização e o planejamento das ações ao ser elaborado, já possibilita a autocrítica das ações que estão sendo desenvolvidas e ajuda a garantir, nesse
processo, a descentralização e a participação para concretização da gestão democrática de ensino.
O Plano de Ação visa deixar claro tudo o que deverá ser feito, como e quando, para o cumprimento de seus objetivos e metas. Como a sua execução envolve várias pessoas, esclarece quem
será o responsável por cada ação, para evitar possíveis dúvidas. Além disso identifica os “porquês”
da realização de cada ação e onde serão feitas, o que é essencial na gestão pública pois poderá dialogar diretamente com a Direção Geral no planejamento, descentralização orçamentária e prioridades pra o desenvolvimento do câmpus sem prejuízo ao erário e com maior garantia de se atingir as
metas estabelecidas como, por exemplo, controle de evasão, maior índice de aprovação etc...
Em síntese o Plano de Ação contempla:
Objetivo - O QUE FAZER: propósitos específicos, ideais a serem alcançados no decorrer do ano letivo, que, em conjunto, visam cumprir a missão da instituição de ensino.
Estratégias - COMO FAZER: indicam como se pretende concretizar os objetivos propostos. Esse
ponto é crucial para elaboração de respostas às ameaças e às oportunidades identificadas, bem
como, aos pontos fracos e pontos fortes encontrados.
Cronograma – QUANDO FAZER: Define as atividades a serem executadas e o tempo previsto para
sua realização. Assim se pode: estimar o tempo necessário para a execução; recursos disponíveis;
evitar a sobreposição de atividades mas, ao mesmo tempo, a possibilidade de executá-las paralelamente; e identificar a dependência entre as atividades propostas.
Responsável - QUEM IRÁ FAZER: Indica o/os responsável/eis pela execução para que se possa
descentralizar a gestão de forma responsável e comprometida.
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Recursos Necessários – COM QUE FAREMOS: apresentamos recursos necessários para a execução da ação.
Elaborado o Plano de Ação compete ao grupo acompanhar sua execução a fim de garantir a
coerência no desenvolvimento das atividades prioritárias bem como fazer os ajustes necessários
conforme o desenvolvimento destas.
À guisa de conclusão, podemos afirmar que a proposta acima, sinteticamente relatada, surtiu
muitos efeitos positivos e significativos para o Câmpus Santa Rosa. No entanto, é sensato lembrar
que se trata de um câmpus que está apenas iniciando suas atividades acadêmicas e que, portanto, inúmeras ações ainda precisam ser propostas, experimentadas, amadurecidas e revistas até que se solidifiquem procedimentos administrativos e ideologias comuns.
A gestão democrática no ensino exige de toda a comunidade envolvida, paciência, responsabilidade e competência para se efetivar. Além disso, existem fatores externos e no planejamento das
demais direções e da própria instituição que, às vezes, impulsionam e às vezes atrasam a gestão de
ensino no câmpus. Isso é natural nesse processo pois exige o espaço em que todos possam argumentar e defender suas compreensões o que não prejudica a gestão significativamente mas que exige
alta capacidade de resiliência do gestor a fim de nortear a discussão garantindo que a identidade do
câmpus seja construída sem ferir as diretrizes institucionais e objetivos da Educação Profissional
Técnica e Tecnológica em todos os níveis e modalidades de ensino ofertados no câmpus.
Enfim, todo esforço possível foi despendido para que o início das atividades na Direção de
Ensino no Câmpus Santa Rosa, pudesse se solidificar através de uma gestão descentralizada, participativa e transparente, ou seja, buscando aproximar-se, o máximo possível, do ideal da Gestão Democrática. Sabemos no entanto, que esse ideal está distante pois exige tempo e amadurecimento institucional bem como o compromisso, profissionalismo ética e responsabilidade de todos os envolvidos não apenas na gestão de ensino da Direção de Ensino mas com o IFFarroupilha como um todo.
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