“O Espiritismo só pode considerar como crítico sério aquele que tudo viu e estudou, em tudo se
aprofundando com a paciência e a perseverança de um observador consciencioso.” - Allan Kardec
Suicídios e depressão custaram US$ 32 bilhões ao Japão
O site UOL, no dia 08 de setembro passado, apresentou a
seguinte notícia:
“O governo do Japão disse que suicídios e depressão
custaram quase 32 bilhões de dólares à economia do país em
2009. Os números, baseados em um levantamento nacional,
somam custos como renda perdida, tratamentos e benefícios
sociais. É a primeira vez que o país divulga esse tipo de dado. O
Japão tem um dos índices de suicídio mais altos do mundo – no
ano passado, mais de 32 mil pessoas se mataram. Autoridades
dizem que entre as principais causas para
depressão e suicídios estão perda de
emprego e má situação financeira. O
primeiro-ministro japonês, Naoto Kan, vê
nos números um sinal de tempos ruins,
tanto econômica como emocionalmente.
Seu governo está criando uma força
tarefa para tentar reduzir esses índices.
(...) O premiê Naoto Kan disse
que os índices de suicídio são prova
daquilo que, segundo ele, está errado
com o país: muitas pessoas sofrendo
economicamente e emocionalmente. "Há
muitas causas para suicídios. Diminuí-las
seria uma forma de construir uma sociedade com um nível mínimo
de infelicidade", ele disse.
(...) Mas as atitudes em relação à depressão no Japão
também requerem atenção urgente, dizem correspondentes. Em
um país onde estoicismo e consenso são altamente valorizados,
muitas pessoas, em particular os mais velhos, veem a doença
mental como um problema que pode ser superado se a pessoa se
esforçar mais. Segundo os correspondentes, o uso de psicoterapia
para tratar depressão fica bem atrás dos índices praticados na
América do Norte e na Europa e médicos japoneses tendem a
considerar remédios a única resposta para o problema.”
...
Os números são incríveis: 30 mil pessoas por ano
cometem suicídio no Japão! No Brasil, a média tem sido de 9 mil
pessoas por ano, o que ainda é muito.
Mas é lamentável quando a preocupação com os
suicídios tem a ver mais com os prejuízos financeiros do que com a
infelicidade do ser humano.
Quem chega ao ato extremo de tirar a própria vida é
porque não tem fé, perdeu a esperança e a alegria, está
desanimado, desesperado ou revoltado, sem estímulo qualquer
para prosseguir.
Se é certo que a sociedade deve melhorar as condições
de vida dos cidadãos, para lhes garantir o mínimo necessário a
uma vida digna, as causas do suicídio estão mais relacionadas
com as crenças das pessoas e sua filosofia de vida, uma vez que
dificuldades sempre existiram em todos os tempos da
Humanidade.
O Espiritismo oferece importantes e esclarecedores
argumentos para evitar cheguemos ao suicídio. Mesmo assim, não
raros são os espíritas que tiraram as próprias vidas, revelando quão
intensos podem ser os sofrimentos e os dramas conscienciais.
Bem por isso, devemos aprofundar a questão, para que nos
fortaleçamos ante os problemas e resistamos à inútil tentativa de
fuga.
Seja qual for a causa do suicídio, este
será sempre um crime, uma infração à lei
de justiça de Deus, porquanto ninguém
tem o direito de dispor da própria vida.
Desequilibrando o corpo espiritual de
maneira violenta e quando o corpo carnal
ainda está carregado de fluido vital, o
espírito suportará sofrimento no plano
espiritual, com reflexos em vidas futuras.
A intensidade desse sofrimento poderá
ser maior ou menor, conforme o grau de
consciência do espírito, os seus motivos e
as circunstâncias.
A sobrevivência da alma, portanto, é
um argumento forte, já que o suicida não acabará com a vida,
destruindo apenas o seu corpo físico. Imaginando livrar-se de
alguns problemas, cairá num estado de sensações dolorosas e
sofrimento moral indescritíveis, piores que aqueles pelos quais
vinha passando.
Acrescente-se, ainda, o argumento da reencarnação. Os
problemas e as adversidades na Terra são expiações ou provas
para a educação do espírito, para conduzi-lo à felicidade. Quando
fugimos, deixamos de ter o aprendizado de que necessitávamos e
somos compelidos a repetir a lição, o que se dará em próxima vida,
mas agora em condições piores, mais difíceis e com um corpo
debilitado, por conta dos danos que causamos ao perispírito. Tratase simplesmente da aplicação da lei de causa e efeito, que também
podemos chamar de lei de responsabilidade pessoal.
O Espiritismo igualmente nos oferece a compreensão do
Evangelho de Jesus, fazendo-nos recordar com o Mestre de que
somos deuses e podemos fazer muitas coisas, de que basta-nos a
fé do tamanho de um grão de mostarda para removermos as
montanhas de dificuldades, e de que Ele estaria conosco até o fim
dos tempos.
Não caminhamos, pois, sozinhos. Quando estivermos
nos limites das nossas forças, oremos com humildade e
sinceridade, e com certeza receberemos do Alto o amparo
necessário para suportarmos mais um pouco e encontrarmos a
solução para os nossos problemas e as nossas dores. Todo
sofrimento passará, só o Bem permanecerá para a eternidade.
Edição 93 - página 2
PERDÃO e CURA
José Benevides Cavalcante
Você sabia que, quando
guardamos mágoa de alguém, é como
se estivéssemos cultivando uma
doença, que nos afeta profundamente
o corpo e a alma? E que, quanto mais
tempo mantivermos essa ferida viva,
atuando dentro de nós, recorrendo a
ela para curtir a condição de vítima,
mais estaremos contribuindo para que
alguma enfermidade se manifeste?
O Dr. Francisco Cajazeiras,
no livro “O VALOR TERAPÊUTICO
DO PERDÃO”, Editora EME, afirma
o seguinte:
“A mágoa, o ressentimento, a
raiva e outras emoções negativas, se
mantidas por tempo mais prolongado,
findam por repercutir negativamente
sobre a saúde, em demonstração
inequívoca da participação das
emoções na origem das doenças”.
Toda vez que sofremos um
impacto emocional negativo – como,
por exemplo, quando nos sentimos
agredidos por palavras ou gestos de
alguém –, uma cadeia de reações
agressivas agitam desordenadamente
nossas funções orgânicas. O Dr.
Cajazeiras, enumera as seguintes:
Intensa palidez cutânea;
Aumento da pressão arterial;
Aumento dos batimentos cardíacos ( a taquicardia);
Aumento da frequência
respiratória (a taquipnéia);
Aumento da glicose sanguínea (a hiperglicemia);
Aumento dos hormônios de
estresse (como a adrenalina, por
exemplo);
Priorização de sangue para os
órgãos vitais.
“Esse estado – diz o médico –
tem curta duração, mas, algum tempo
depois, ao relembrar todo o
acontecido, é como se você vivesse
ainda uma vez toda aquela situação
aflitiva. Como seu organismo não
sabe a diferença entre um acontecimento presente, vivenciado agora, e
um acontecimento passado, ele mais
uma vez se prepara para a fuga ou a
luta, e todas aquelas alterações
orgânicas se repetem”.
Desse modo, quanto mais
vezes lembrarmos do fato, interiorizando o sofrimento pelo qual já
passamos, mais vezes experimentaremos o impacto negativo
daquela situação e mais depressa a
doença tomará conta de nossa alma e
se instalará em nosso corpo.
Assim, podemos entender o
que Jesus quis dizer, quando
afirmou: “Perdoa o teu irmão para
que teu Pai te perdoe, porque se não
perdoares a teu irmão, teu Pai
Celestial também não te perdoará os
pecados”.
Lei de causa e efeito, lei da
natureza, lei de Deus.
Quando conseguimos superar a dor da mágoa, é como se
interrompesse em nós todo um
processo patológico que vinha se
instalando ao longo do tempo.
Aquele momento aflitivo, como não
é mais evocado, em razão da lei do
desuso, vai se apagando da memória,
e o próprio organismo passa a
retomar o equilíbrio de seu funcionamento.
No entanto, caro leitor, o
perdão implica em compreensão. Se
não nos colocarmos no lugar do
ofensor, reconhecendo que ele tem
problemas e sofrimentos a vencer
tanto quanto nós, com certeza, não
teremos como acionar esse processo
de compreensão, porquanto é a
compreensão que nos leva ao perdão.
O perdão, dentro da doutrina
moral de Jesus, é a mais difícil
expressão da caridade; porém, a mais
elevada manifestação do amor. Não
foi por outra razão que Jesus insistiu
tanto no amor aos inimigos,
colocando o perdão como condição
indispensável da prece, como
podemos verificar na oração do PaiNosso.
MÃE DE OUTROS
Se a mãe boa e generosa,
De rebento do ventre seu,
Merece inscrição honrosa
Pelo amor que ofereceu,
Mais glórias terá alcançado,
Aos olhos do senhor nosso Deus,
Por igualmente ter amado
Os filhos que não são seus.
Donizete Pinheiro
-EXPEDIENTEÓrgão de Divulgação da
Doutrina Espírita
Coordenador:
Donizete Pinheiro
Correspondência:
Rua Mecenas Pinto Bueno, 905
Marília/SP - CEP 17.516-030
Telefone: (14) 3454-6393
E-mail: [email protected]
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MARÍLIA ESPÍRITA
rede de comunicação
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PALAVRAS
CRUZADAS
ESPÍRITAS
AJOVEM DESENCARNADA
80- Aqui, não trazemos à mesa qualquer pessoa que se manifeste
perturbada ou desgostosa. A neurastenia e a inquietação emitem
fluidos pesados e venenosos, que se misturam automaticamente
às substâncias alimentares.
81- Na Terra temos sempre a ilusão de que não há dor maior que a
nossa. Pura cegueira: há milhões de criaturas afrontando
situações verdadeiramente cruéis, comparadas às nossas
experiências.
82 -Adescoberta de si mesmo é apanágio de cada um.
NOÇÕES DE LAR
83- O lar terrestre é que, de há muito, se esforça por copiar nosso
instituto doméstico; mas os cônjuges por lá, com raras exceções,
estão ainda a mondar o terreno dos sentimentos, invadido pelas
ervas amargosas da vaidade pessoal, e povoado de monstros do
ciúme e do egoísmo.
85- Na maioria, os casais terrestres passam as horas sagradas do
dia vivendo a indiferença ou o egoísmo feroz. Quando o marido
permanece calmo, a mulher parece desesperada; quando a esposa
se cala, humilde, o companheiro tiraniza. Nem a consorte se
decide a animar o esposo, na linha horizontal de seus trabalhos
temporais, nem o marido se resolve a segui-la no voo divino de
ternura e sentimento, rumo aos planos superiores da Criação.
Dissimulam em sociedade e, na vida íntima, um faz viagens
mentais de longa distância, quando o outro comenta o serviço que
lhe seja peculiar. Se a mulher fala nos fílhinhos, o marido
excursiona através dos negócios; se o companheiro examina
qualquer dificuldade do trabalho, que lhe diz respeito, a mente da
esposa volta ao gabinete da modista.
86- O homem e a mulher aprenderão no sofrimento e na luta. Por
enquanto, raros conhecem que o lar é instituição essencialmente
divina e que se deve viver, dentro de suas portas, com todo o
coração e com toda a alma. Enquanto as criaturas vulgares
atravessam a florida região do noivado, procuram-se
mobilizando os máximos recursos do espírito, e daí o dizer-se que
todos os seres são belos quando estão verdadeiramente amando.
O assunto mais trivial assume singular encanto nas palestras mais
fúteis. O homem e a mulher comparecem aí, na integração de
suas forças sublimes. Mas logo que recebem a bênção nupcial, a
maioria atravessa os véus do desejo, e cai nos braços dos velhos
monstros que tiranizam corações. Não há concessões recíprocas.
Não há tolerância e, por vezes, nem mesmo fraternidade. E
apaga-se a beleza luminosa do amor, quando os cônjuges perdem
a camaradagem e o gosto de conversar. Daí em diante, os mais
educados respeitam-se; os mais rudes mal se suportam. Não se
entendem. Perguntas e respostas são formuladas em vocábulos
breves. Por mais que se unam os corpos, vivem as mentes
separadas, operando em rumos opostos.
HORIZONTAIS
2. Manifestação mediúnica em outra língua.
6. Raul ... - Conhecido orador e médium brasileiro residente
em Niterói.
9. Lei de Evolução.
10. Mundo.... - a categoria mais elevada dos mundos.
12. ... Nova - uma conhecida cidade espiritual.
13. Um romance do espírito Emmanuel.
VERTICAIS
1. As irmãs dos fenômenos de Hysdesville.
3. Lei natural pela qual todos têm os mesmos direitos e
deveres.
4. É uma prova mais difícil que a da pobreza.
5. Responsáveis pela transmissão das características físicas
do ser vivo.
7. Cidade da Espanha onde foram queimados livros
espíritas, por ordem de um bispo católico.
8. Livro de André Luiz que virou filme.
11.Lembrança do que o espírito viu durante o sono.
CONFIRA
HORIZONTAIS: 2. XENOGLOSSIA; 6. TEIXEIRA; 9.
P R O G R E S S O ; 1 0 . C E L E S T E ; 1 2 . A LV O R A D A ;
13.RENÚNCIA. VERTICAIS:1.FOX; 3. IGUALDADE; 4.
RIQUEZA; 5. GENES; 7. BARCELONA; 8. NOSSOLAR; 11.
SONHO
84- O lar é como se fora um ângulo reto nas linhas do plano da
evolução divina. A reta vertical é o sentimento feminino,
envolvido nas inspirações criadoras da vida. A reta horizontal é o
sentimento masculino, em marcha de realizações no campo do
progresso comum. O lar é o sagrado vértice onde o homem e a
mulher se encontram para o entendimento indispensável. É
templo, onde as criaturas devem unir-se espiritual antes que
corporalmente.
CLUBE DO LIVRO ESPÍRITA
LUZ E VERDADE
CENTRO ESPÍRITA LUZ E VERDADE
Rua XV de Novembro, 1146 - Marília - telefone: 3454-2071
edição 93 - página 4
entrevista
O médico Alexandre Eduardo Wilches Ugolini
Ferrazoli Perez, ou simplesmente ALEXANDRE PEREZ, 38
anos, é casado com Daisy Doro Perez, com quem tem um filho
de 5 anos.
Tendo participado recentemente do seminário
Desafios da Sexualidade, promovido pela USE Marília,
Alexandre, ofereceu-nos a seguinte entrevista, a qual, pelas
informações importantes, mereceu duas páginas desta edição:
FALE UM POUCO DE SUA FORMAÇÃO ACADÊMICA E ATUAIS
ATIVIDADES PROFISSIONAIS.
Sou formado em medicina pela Faculdade de Medicina de Marília
(FAMEMA), em 1995, e fiz especialização em homeopatia no Instituto
François Lamasson, de Ribeirão Preto, concluida em 1998. Atualmente
trabalho na Estratégia de Saúde da Família de Marília, onde estou há
cerca de 8 anos. Mantenho ainda vínculo com a FAMEMA,
ocasionalmente participando da formação de alunos dos cursos de
medicina e enfermagem.
COMO FOI SUA INICIAÇÃO NO ESPIRITISMO?
Na infância e adolescência era católico praticante, tendo feito o
catecismo, a profissão de fé e a crisma. Durante esta última, muitas
perguntas e questionamentos foram feitos por mim. Estudando em
colégio de religiosos, cheguei a ser convidado informalmente para seguir
formação religiosa, naturalmente tendo recusado, pois as dúvidas não
satisfatoriamente respondidas geraram em mim uma profunda
insatisfação, decepção e subsequente cepticismo. Por essa época,
minha mãe já estava se iniciando no Espiritismo e, com a convivência,
interessei-me por alguns temas, fazendo-lhe muitas perguntas, até que
ela permitiu que eu entrasse em contato com alguns livros. Meu primeiro
livro espírita foi Cidade no Além, um pequeno resumo do livro Nosso Lar.
E qual não foi minha surpresa ao encontrar ali a justeza que eu desejava
na vivência religiosa. Lembro-me muito bem de ficar tão entusiasmado
que a cada capítulo pulava da cama em alegria, dizendo que “era isso
mesmo”, e ir correndo compartilhar com minha mãe. Ela pediu que, antes
de me decidir por qualquer outra coisa, continuasse lendo por pelo menos
um ano. E foi o que fiz. Livro atrás de livro. Só então decidi-me pelo
Espiritismo.
QUAIS SUAS ATIVIDADES NO MEIO ESPÍRITA?
Iniciei na mocidade espírita, e ao mesmo tempo em um curso sobre o
desenvolvimento da mediunidade (o antigo COEM). Fui evangelizador
infantil, acabei como presidente da mocidade, e chamado a participar das
reuniões mediúnicas do saudoso Amantes da Pobreza, hoje Amor e Paz,
com o querido senhor Euclides Gava, e muitos outros companheiros.
Depois dali, nem poderia mais enumerar em quais situações participei na
Casa do Caminho, Comunidade Eurípedes Barsanulfo, Luz, Fé e
Caridade, Vicente de Paulo, Amélie Boudet, João de Camargo, Chico
Xavier – neste permaneci por mais de 10 anos, chegando a ser
presidente por um período – e outras entidades mais eventualmente.
Desde o início interessei-me muito pelo aspecto científico da Doutrina,
por isso mesmo desempenhei a maioria de minhas funções na área
mediúnica e fluidoterápica, além de organizar cursos específicos para o
aprofundamento nessa área. Com o amadurecimento dessas atividades,
resolvi pesquisá-las a fundo, sistematizando todo o conhecimento que
pudesse encontrar, até que foi inevitável estudar com o mesmo afinco as
áreas filosófica e religiosa. Hoje participo igualmente dos estudos das 3
áreas e organizo, há cerca de 18 anos, uma formação e assistência geral
dentro da medicina espiritual, para os interessados, tarefa esta que
ocupa meu maior tempo, junto à Comunidade Eurípedes Barsanulfo.
Com o passar do tempo fui sendo convidado para discutir e palestrar
sobre diversos temas, não necessariamente sobre medicina espiritual,
nas casas espíritas de Marília e região, acontecimento que tem ganho
uma importância crescente dentro de minha rotina.
DENTRE OS TRÊS ASPECTOS DO ESPIRITISMO, POR QUAL DELES
VOCÊ TEM PREFERÊNCIA OU ACHA MAIS IMPORTANTE?
Hoje reverencio igualmente o tripé que Kardec propôs, por que vejo com
muito carinho, importância e entusiasmo as relações que cada aspecto
desempenha com o outro, e, principalmente, a contribuição de cada um
para o entendimento de todos os espíritas. A ciência inegavelmente
explica os fenômenos e abre as portas da curiosidade e da compreensão
para os fundamentos da fé raciocinada. A adoção da filosofia espírita
cristã, com a compreensão das Leis Morais, é o primeiro fruto do
entendimento e da atitude rumo à regeneração e ao progresso pessoal,
construindo e elevando o ser humano. O aspecto religioso é aquele que dá
sentido e autoridade à Doutrina Espírita, para todo aquele que se dispõe a
estudá-la. É o que dá justificativa frente à realidade cósmica, e situa o
espiritismo dentro das Leis Evolutivas. É o aspecto que faz da Doutrina um
instrumento da evolução para a humanidade, colocando Deus como
criador e como o caminho a ser seguido. De uma maneira muito simples,
mas razoavelmente ilustrada, poderíamos imaginar a ciência como as
raízes e o tronco da Doutrina, a filosofia como seus galhos e folhas, e o
aspecto religioso como as flores e os frutos dessa árvore, que não pode
existir sem todos os seus componentes.
O ÚLTIMO SEMINÁRIO FOI O “DESAFIOS DA SEXUALIDADE”. VOCÊ
ACHA QUE ESTAMOS VIVENDO UMA ÉPOCA DIFERENCIADA NA
SEXUALIDADE OU SEMPRE FOI ASSIM?
Acho que diferenciada é a maneira pela qual estamos vendo a
sexualidade! Aliás, nada mais natural, não é mesmo? Desde sempre a
expressão da sexualidade é diretamente relacionada aos conceitos da
sociedade na qual se expressa, e, como estes conceitos tem
obrigatoriamente que mudar, uns evoluindo, outros aparentemente não,
esta expressão da sexualidade está sempre se alterando. O que sempre
faltou para nós, em minha opinião, foi a capacidade de entender os
verdadeiros motivos e objetivos da sexualidade, não por falta de buscálos, mas por falta de maturidade espiritual para compreendê-los. Se hoje
estamos um pouco mais “maduros”, em nosso caso, isto se deve à noção
que a Doutrina Espírita nos forneceu a todos. No entanto, não há dúvida
de que o prazer imediato e a vida descompromissada é a ideologia que
sobressai no momento. Embora não tenha a adesão da maioria, é a idéia
disseminada por muitos dos espíritos ainda atrasados, vivenciando a
oportunidade dada aos trabalhadores da última hora. O sexo, cuja
vivência traz uma recompensa muito intensa, é um dos instrumentos mais
vilipendiados dentro dessa ideologia desequilibrada.
NA SUA OPINIÃO, POR QUE NAS CASAS ESPÍRITAS NÃO SE
DISCUTE MUITO SOBRE SEXUALIDADE?
Por preconceito, por despreparo, por fuga, e outras razões menos
evidentes e menos gerais. Acredito que, de uma maneira ou outra, a
grande maioria de nós tem algum tipo de dúvida ou conflito na vivência
sexual, devido mesmo à falta de educação, informação e discernimento.
Tentando levar à frente nossa existência, vamos “encaixando” o problema
em diferentes rótulos, procurando aliviar sua importância, ou desviando
as sensações desagradáveis, diluindo-as na rotina do dia a dia, sempre
deixando para depois. Por isso evitamos tocar nesses assuntos que nos
envolvem diretamente, acabando por não nos sentirmos com a devida
“autoridade moral” para falar deles. No centro espírita lidamos também
com essas dificuldades, deixando esse “assunto delicado” para outros
mais capacitados, que, na verdade, quase nunca aparecem. Além disso, é
bem verdade que até recentemente este assunto sempre se manteve
meio que “nebuloso” dentro de nossa literatura, e até hoje ainda
carecemos de maiores esclarecimentos em certos tópicos mais
edição 93 - página 5
específicos. Portanto, tem sido mais cômodo, tanto para dirigentes como
para frequentadores ou trabalhadores, deixar o assunto de lado ou em
suspense.
A PEDOFILIA TEM SIDO BASTANTE COMENTADA E SÃO COMUNS
AS DESCOBERTAS DE VÁRIAS PESSOAS ENVOLVIDAS NESSAS
SITUAÇÕES, INCLUSIVE ENTRE RELIGIOSOS. QUAL A
EXPLICAÇÃO ESPIRITUAL PARA ESSE DESVIO?
É evidente que cada caso possui sua história e causas muito particulares,
que somente uma psicoterapia individualizada poderia detectar e ajudar
a sanar, mas, de maneira geral, poderíamos relacionar fenômenos
comuns nesses casos: Parece estar sempre presente uma fixação
mental, do tipo “fetiche”, que obriga o indivíduo a relacionar seu prazer
sexual com o abuso de menores. Essa fixação, por sua vez, possui
origem bastante diversa, podendo ser provocada por processos
obsessivos adiantados, ou vivências traumáticas da infância ou de outras
reencarnações, que provocam uma distorção bastante importante na
expressão da libido do indivíduo assim afetado. Lembremo-nos de que a
libido, ou “apetite sexual” é “neutro” em si mesmo, e o ser humano
associa-lhe a afetividade e valores que acha mais adequado para
expressá-la. Uma grande gama de situações muito particulares,
vivenciadas por cada ser humano, e frequentemente conflituosas, pode
determinar, lenta ou rapidamente, o comportamento pedófilo. Portanto, a
causa é sempre espiritual, mas também sempre particular, cabendo ao
próprio interessado, ou ao terapeuta do Espírito, ou à Lei de Causa e
Efeito, levar esse indivíduo a reprojetar, remodelar, reaprender os tais
valores, emoções e afetividade associados à expressão da libido.
QUALA IMPORTÂNCIA DO SEXO PARA O ESPÍRITO?
O Espírito em si, essência inteligente, separada da matéria, não
experimenta sensações de natureza sexual. Mas o sexo é para ele, nos
primórdios de sua existência, um importante instrumento evolutivo. O
sexo, as diferentes polaridades sexuais e a reprodução são fenômenos
exclusivos das esferas materiais, necessários, antes de tudo, à
conservação das estruturas materiais que o Princípio Inteligente ou o
Espírito utilizam para sua expressão e aprendizado. Eis aí sua utilidade
primordial, e o aspecto no qual o sexo serve ao Espírito. Naturalmente
nos referimos somente ao sexo como fenômeno evolutivo e reprodutor,
conquista do Princípio Inteligente estagiando nos reinos inferiores da
Criação. O sexo tornou-se mais importante para o espírito encarnado na
Terra ou ainda errante nas esferas espirituais que lhe circundam
imediatamente, quando a Providência Divina resolveu usá-lo para
despertar, na essência espiritual ainda primitiva, os primórdios do afeto,
alicerçando as bases das futuras sociedades. Com isso almejava retirá-lo
do domínio do raciocínio instintivo, para os fundamentos do raciocínio
racional. Foi principalmente com o advento da gestação intra-uterina e
posterior amamentação, surgidas entre os mamíferos, que o
individualismo atroz começou a dar lugar à instituição familiar. Com um
pouco mais de evolução, a afetividade, ainda que primitiva, foi se
associando às manifestações brutais da libido, tornando-a mais
significativa. Assim, as uniões sexuais estáveis tornaram-se a principal
fonte do desenvolvimento afetivo das sociedades, à medida que levam o
homem egoísta a preocupar-se com uma família. Ainda mais um pouco, e
as noções éticas e legais dos direitos familiares e conjugais apareceram
e, em torno delas, toda uma verdadeira sociedade apareceu, no princípio
mais familiar (clãs), para depois tornar-se o que conhecemos hoje em dia.
Portanto, como disseram os Espíritos a Kardec: o desaparecimento do
casamento e da família seria um grande retrocesso, levando a
humanidade ao retorno ao primitivismo. Ainda hoje, para a maioria dos
espíritos encarnados, o sexo é um dos poucos atrativos que levam os
indivíduos a se associarem de maneira mais duradoura, embora não
permanente, fazendo-os desistirem ou mudarem a sua maneira egoísta
de existir. Não há dúvida, e somente os desinformados desconheceriam –
e somos muitos deles – que a maioria dos compromissos familiares
surgiram do interesse sexual, da paixão que atrai, que é rapidamente
complementado com as obrigações familiares pouco tempo depois.
Portanto, o sexo continua desempenhando o papel de aproximar os
espíritos altamente egoístas que ainda somos na Terra, a fim de, com
este forte estímulo, resolvamos mudar nossos comportamentos
individualistas e participarmos do todo da Criação.
PARA NOS MELHORARMOS NA TERRA, DEVEMOS ABANDONAR A
PRÁTICA DO SEXO?
De maneira geral não, devemos é sublimá-lo cada vez mais. Sublimar o
sexo não é transformá-lo em interesse pelas “artes, esportes, etc”, porque
isso, em nosso entender, não é possível. Sublimar o sexo é utilizá-lo e
discipliná-lo a fim de se conseguir mais eficazmente os objetivos para os
quais ele nos leva: fraternidade, desprendimento, renúncia,
responsabilidade, cidadania baseada nos valores familiares, vida em
coletividade, serviço ao próximo, etc, até conseguirmos estes objetivos
sem precisar utilizar, nem depender do ato sexual propriamente dito. Para
algumas pessoas, porém, as imposições reeducativas da encarnação
pedem o celibato, como instrumento específico, e sempre temporário,
para o melhor entendimento e equilíbrio da expressão da libido. Para
outras, o celibato é já consequência do adiantamento e sublimação nesta
área, desde que não seja praticado por ressentimento, revolta, medo,
egoísmo ou traumas do passado. Que fique claro, no entanto, que seres
do nosso estágio evolutivo normalmente levam muito tempo para se
chegar a isso. Desde que nos disciplinemos na medida em que nossa
consciência já nos cobra, estaremos acertando.
COMO OS PAIS PODEM ORIENTAR SEUS FILHOS NO CAMPO DA
SEXUALIDADE, ESPECIALMENTE AGORA QUE O “FICAR” É UMA
PRÁTICA ENTRE OS JOVENS?
Realmente, o “ficar” é uma prática altamente alarmante nos hábitos de
nossa juventude, sinal de que a promiscuidade, o descompromisso, o
império da libido como força exclusivamente instintiva, e, portanto,
obliterante da consciência racional, estão campeando quase à vontade,
disputando nossos jovens à consciência amadurecida dos valores
sociais, éticos e familiares. No entanto, para educá-los, é preciso educarse. Mas o que se vê são pais sem capacidade, ou com valores deformados
por vivências conflitantes. Sem autoridade moral, outorgada pelo
exemplo, sem informação que possa construir verdadeiramente, sem
confiança no próprio proceder e, por isso mesmo, não parecendo
confiáveis aos seus filhos, não poderão modificar o rumo dos
acontecimentos. Antes que este preparo seja providenciado, e que os pais
realmente assumam a condição de pais orientadores confiáveis, todas as
orientações não passarão de fórmulas, receitas prontas, sem significação
para os jovens, já que estarão nas mãos de quem não lhes parece
autorizado a falar do assunto. Assim, amigos, vizinhos, conhecidos,
professores, a mídia, psicólogos e psiquiatras passam a ser a referência
do jovem. Abençoado, porém, é o jovem que encontra nestes outros
caminhos o que não pode encontrar num lar equilibrado, de pais
responsáveis. Mas é claro que mesmo em lares assim fundamentados
reencarnam aqueles que precisarão da reeducação sexual, expressandose pela revolta, conflito e desequilíbrios vários. É neste caso que
recomendamos a informação fundamentada e clara como o arado que
preparará o terreno e retirará as ervas daninhas que por ventura já tenham
iniciado o brotamento. Juntamente com as informações, as
consequências de cada ato devem rigorosamente e adequadamente
serem fornecidas e explicadas, funcionando como “amarrações” e
estacas guias, não deixando que as plantas nascentes venham a entortar.
Devemos, sempre que possível, respeitar o livre arbítrio de cada espírito,
mesmo que ainda infante, na proporção da autonomia que já conquistou,
permitindo que ele construa seus próprios valores sem “castrações” e
imposições absurdas, sob pena de incentivar a revolta e o inconformismo.
Informando e orientando estaremos contribuindo mais do que
simplesmente conduzindo. Há casos, reconhecemos, em que o
desequilíbrio beira o perigo, e as consequências de um mau proceder
podem comprometer seriamente o futuro do jovem em questão.
Pequenos revezes por nós já previstos, mas que a teimosia leva a
materializarem-se, levando o jovem aos pequenos e moderados
sofrimentos, podem muito bem servir de material educativo. Mas perigos
de vida, envolvimentos de grande risco e outros que reconhecidamente o
discernimento do jovem em questão não é capaz de prever, pedem a
disciplina rígida, o controle severo e a limitação imposta, como único meio,
embora temporário, para salvaguardar sua saúde espiritual. Mas mesmo
nestas circunstâncias, os meios externos e extremos só surtirão algum
efeito se a educação e informação estiverem também presentes.
edição 93 - página 6
SEMINÁRIO:
DESAFIOS DA
SEXUALIDADE
CURSO:
COMO IMPLANTAR
O ESDE
Cerca de 170 pessoas participaram do seminário
DESAFIOS DA SEXUALIDADE, promovido pela USE
Marília e apresentado pelo médico ALEXANDRE PEREZ,
na manhã do domingo 22 de agosto, na sede do Centro
Espírita Luz, Fé e Caridade.
No primeiro período, Alexandre, de forma serena e
dentro das orientações médicas e espíritas, abordou temas
relativos à sexualidade, dentre eles: Sexualidade conjugal,
libido, homossexualidade; promiscuidade, infidelidade;
educação sexual na infância. Após um intervalo, respondeu
às questões formuladas pelos presentes.
Cerca de 25 pessoas de várias casas espíritas de
Marília, Garça, Tupã e Pompéia participaram do curso que a
USE Marília promoveu para ensinar a implantar o ESDEEstudo Sistematizado da Doutrina Espírita.
O curso foi ministrado pelo casal MARIO
GONÇALVES e MARLENE, de Ribeirão Preto, e todos
puderam ter uma exata compreensão de como funciona e de
como o ESDE pode ser aplicado na casa espírita, inclusive
sendo apresentada uma aula prática.
Em Marília, o ESDE já foi implantado no CE Luz e
Verdade e no CE Luz, Fé e Caridade.
8º ENCONTRO DA USE
COM PRESIDENTES DE
CASAS ESPÍRITAS
25º ENCONTRO DE DIRIGENTES
E TRABALHADORES ESPÍRITAS
DA REGIÃO DE MARÍLIA
A USE promoveu o seu 8º Encontro de Presidentes
de casas espíritas, uma iniciativa que tem resultado
positivamente.
O evento ocorreu no dia 28 de julho, na sede na
União Espírita João de Camargo, com a presença de 23
pessoas, representando 14 instituições.
Foram tratados de diversos assuntos, destacando-se
a realização do Mês Espírita para o mês de março do próximo
ano, com as presenças confirmadas do médico Alberto
Almeida e do músico Plínio Oliveira.
O encontro será realizado no
domingo 17 de outubro, nas
dependências da Fundação
Eurípides/Univem, localizadas no
Campus Universitário de Marília.
O tema central será
TRANSFORMARASSISTIDOS EM
ASSISTENTES, que compreenderá
orientação e debate sobre como
acolher e integrar o assistido, para
capacitá-lo e prepará-lo para ser um assistente ativo na casa
espírita. A apresentação e coordenação será do médico
ALEXANDRE PEREZ.
A programação é a seguinte:
08h00 às 08h50 - recepção
09h00 às 12h00 - atividades
12h00 às 13h30 - almoço (no local)
13h30 às 16h00 - atividades e encerramento
As casas deverão confirmar o número de participantes até
o dia 10 de outubro, pelo telefone (14) 3422-1644 (com
Alessandra), ou pelos e-mail:
- [email protected]
- [email protected]
É SO QUERER
Orson Peter Carrara
O exercício da vontade é o agente impulsionador na
alteração das circunstâncias e fatos. É preciso ter vontade,
querer, modificar estados emocionais depressivos para que
todo o panorama interior e exterior comece apresentar os
efeitos desse esforço.
É comum que nos fechemos em pontos de vista
sombrios, fixados no desânimo, na tristeza, no desprezo ou
indiferença, na desconfiança ou no descrédito de nossa própria
capacidade em vencer obstáculos ou superar dificuldades.
O simples fato de acreditar-se incapaz já é fator
determinante de fracasso. A primeira postura é, pois, de
confiança em si mesmo. Acreditar, confiar, pensar de maneira
positiva, por sua vez, igualmente é fator determinante para que
se alterem as circunstâncias e se abram os espaços que
procuramos.
O fato de confiar e querer altera nossa maneira de
pensar, de ver e analisar os fatos. E isso facilita o andamento
melhor dos acontecimentos e a superação dos obstáculos.
Portanto, é só querer. Com um detalhe: é preciso saber
querer. Afinal, esse querer tem que ser compatível com o
tempo, o bom senso e a lógica. É comum que exageremos nas
opiniões; é comum que nos deixemos vencer pela ansiedade,
pelo medo ou pela precipitação... Até que uma certa dose de
ansiedade e medo são salutares, defendendo-nos. Mas,
existem comportamentos ansiosos que são extremamente
danosos à serenidade que se busca.
Timidez, medo, complexo de inferioridade ou
superioridade, insegurança chegam até a ser comportamentos
normais, face à nossa condição humana. Tudo que é novo ou
traz mudanças causa isso. O segredo está, porém, na
administração da situação para superação desses desafios.
Aceitar-se a si mesmo, amar – principalmente a si
mesmo igualmente –, ponderar com critério as situações,
analisar com calma, saber esperar, refletir, são as atitudes
recomendáveis. Todos somos capazes e detemos
potencialidades imensas, interiormente. Mas é preciso querer.
Sim, querer desenvolver-se, querer aprender, querer libertarse do medo, das dependências...
E, ao mesmo tempo, procurar tirar de cada
acontecimento, de cada obstáculo, de cada adversidade ou
contrariedade, uma lição. Pois sempre há lições.
Por outro lado, renunciar à inveja, esquecer o ciúme.
Eles são verdadeiros bloqueadores psicológicos de nossa
intensa capacidade.
Fácil? Não, não é fácil. É, todavia, um exercício. Que
vai exigir perseverança, determinação, mas cujos resultados
trarão equilíbrio e paz interior.
Não é o que desejamos?
Portanto, se você está triste, cansado, deprimido,
analise a situação, busque as razões. Entreviste-se com
perguntas claras e respostas honestas. Se está achando que
tudo na vida lhe dá errado, reflita com mais atenção e
descobrirá muitas vezes as causas na ansiedade, na
precipitação, ou até mesmo em sentimentos que são
simplesmente dispensáveis e muitas vezes inúteis. Já será meio
caminho para recuperar-se.
E se você está bem, espalhe sua alegria, contagie o
ambiente com o otimismo e estenda suas mãos para aqueles
que estão vivendo momentos de dificuldades. Com isso
estaremos melhorando o ambiente do planeta...
Espalhar alegria e esperança e melhorar nosso
ambiente familiar ou profissional, também é só querer...
palavras de
edição 93 - página 7
Emmanuel
Emmanuel
POLÍTICA DIVINA
“Eu, porém, entre vós, sou como aquele que
serve.” – Jesus. (LUCAS, 22:27.)
O discípulo sincero do Evangelho não necessita
respirar o clima da política administrativa do mundo para
cumprir o ministério que lhe é cometido.
O Governador da Terra, entre nós, para atender aos
objetivos da política do amor, representou, antes de tudo,
os interesses de Deus junto do coração humano, sem
necessidade de portarias e decretos, respeitáveis embora.
Administrou servindo, elevou os demais,
humilhando a si mesmo.
Não vestiu o traje do sacerdote, nem a toga do
magistrado.
Amou profundamente os semelhantes e, nessa
tarefa sublime, testemunhou a sua grandeza celestial.
Que seria das organizações cristãs, se o apostolado
que lhes diz respeito estivesse subordinado a reis e
ministros, câmaras e parlamentos transitórios?
Se desejas penetrar, efetivamente, o templo da
verdade e da fé viva, da paz e do amor, com Jesus, não
olvides as plataformas do Evangelho Redentor.
Ama a Deus sobre todas as coisas, com todo o teu
coração e entendimento.
Ama o próximo, como a ti mesmo.
Cessa o egoísmo da animalidade primitiva.
Faze o bem aos que te fazem mal.
Abençoa os que te perseguem e caluniam.
Ora pela paz dos que te ferem.
Bendize os que te contrariam o coração inclinado
ao passado inferior.
Reparte as alegrias de teu espírito e os dons de tua
vida com os menos afortunados e mais pobres do caminho.
Dissipa as trevas, fazendo brilhar a tua luz.
Revela o amor que acalma as tempestades do ódio.
Mantém viva a chama da esperança onde sopra o
frio do desalento.
Levanta os caídos.
Sê a muleta benfeitora dos que se arrastam sob
aleijões morais.
Combate a ignorância, acendendo lâmpadas de
auxílio fraterno, sem golpes de crítica e sem gritos de
condenação.
Ama, compreende e perdoa sempre.
Dependerá, acaso, de decretos humanos para
meter mãos à obra?
Lembra-te, meu amigo, de que os administradores
do mundo são, na maioria das vezes, veneráveis prepostos
da Sabedoria Imortal, amparando os potenciais
econômicos, passageiros e perecíveis do mundo; todavia,
não te esqueças das recomendações traçadas no Código da
Vida Eterna, na execução das quais devemos edificar o
Reino Divino, dentro de nós mesmos.
do livro “VINHA DE LUZ”
psicografia de Francisco Cândido Xavier
edição 93 - página 8
Histórias de
Tiamara
TEMPO DE APRENDER
Todos os domingos, Dona Andorinha voava até o
lindo pessegueiro onde se reuniam as aves para a oração
dominical. Chegava feliz e pousava no seu galho preferido,
sempre guardado por dona Pardoca, que ao avistá-la batia
suas asinhas chamando a atenção de todos.
Dona Coruja, mestre de cerimônia, sempre iniciava
sua palestra com os agradecimentos a todos os presentes e
convidava uma ave para fazer a oração inicial.
Nesse momento, as duas amiguinhas cochichavam
baixinho e Dona Pardoca dizia:
– Nunca fomos chamadas para
fazer a oração!
– É mesmo, Pardoca, acho que
Dona Coruja não simpatiza conosco!
– Pode ser.
Assim que a oração era feita, o
coral de Dona Arara encantava a todos
com suas melodias. Esse era um
momento mágico de contato com o Pai Criador.
Após o encerramento das melodias, sob o frenético
bater de asas de todos, Dona Coruja iniciava sua fala na qual
todos os presentes prestavam muita atenção.
Ao final da exposição, Dona Coruja chamava uma ave
para fazer os agradecimentos ao Pai Criador.
As duas avezinha novamente cochichavam:
– Sempre os outros e nunca nós. Isso É um
preconceito!
Após o encerramento, todas se despediam e voavam
para suas casas, satisfeitas e felizes.
Mas as duas amiguinhas ficavam em frente ao
pessegueiro comentando das outras aves. Dona Pardoca
dizia:
UM OLHAR SOBRE A HONESTIDADE
Esse é o título do novo livro de Donizete Pinheiro,
publicado pela editora EME, que assim o apresenta:
"Nestas reflexões, o autor demonstra como
podemos ser melhores no dia a dia e como é possível ter uma
convivência harmoniosa. Ele considerou oportuno elaborar
um livro que estimulasse a prática da honestidade e,
juntamente com ela, de muitas outras virtudes necessárias
para o nosso crescimento. É preciso enfrentarmos a nossa
realidade com coragem, conhecendo a nós mesmos e
modificando as nossas atitudes, pois tanto a honestidade
quanto as demais virtudes estão latentes em cada um de nós,
já que somos filhos de Deus. Em capítulos curtos, objetivos e
de leitura agradável, podemos encontrar um caminho para a
prática constante da honestidade, conhecendo um pouco
sobre mentira, amizade, sinceridade, certo e errado, bem e
mal, livre arbítrio, hipocrisia, sexo e muito mais."
O lançamento em Marília foi feito no domingo 5 de
setembro, nas dependências do Centro Espírita Luz e
Verdade, com a presença de cerca de 90 pessoas.
A renda decorrente dos direitos autorais é destinada
DEVOLUÇÃO PELO CORREIO PARA
Rua Mecenas Pinto Bueno, 905 - Marília/SP- CEP 17.516-030
– Você viu como o bico de Dona Coruja está gasto?
–Vi, um horror!
– E a DonaArara? Magra de dar dó!
– Não sabe, amiga? Ela foi abandonada na semana
passada!
– Que horror!
Quando não tinham mais nada para falar dos outros, se
despediam com a mesma frase:
– Será que Dona Coruja vai nos escolher para fazer a
oração dominical?!
– Espero que sim, amiga!
Assim, as duas aves voavam cada
uma para o seu destino.
– Que pena! Que pena! Quantas
horas desperdiçadas para falar e criticar o
próximo! – dizia o pequeno Beija-Flor,
que tudo ouvira.
– Como desejam fazer uma oração
com o coração tão carregado de sentimentos inferiores?
– Elas ainda não estão preparadas, e o Pai Criador, que
tudo ouve e que tudo vê, com certeza vai ajudá-las. Afinal,
alguns aprendem com o amor e outros aprendem pela dor,
infelizmente.
Crianças:
Todos nós temos o nosso tempo para aprender. E
aprendemos de diversas formas, inclusive pela dor, quando
não queremos estudar, observar e trabalhar.
Mas temos que respeitar o amadurecimento das
pessoas com paciência, piedade e muito amor. Despertar para
as coisas do Criador depende somente de nós!
às atividades da USE Intermunicipal de
Marília.
Em Marília, os livros podem
ser adquiridos na Biblioteca Espírita de
Marília e no C.E. Luz e Verdade.
Também podem ser comprados
diretamente da editora, acessando a
página: www.editoraeme.com.br/; e
em distribuidoras de livros espíritas.
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