unesp UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA “JÚLIO DE MESQUITA FILHO” Campus de Rosana - SP GABRIELA FARIAS CARDOSO DE ALMEIDA FEIRA AGROPECUÁRIA AGRISHOW: PLANEJAMENTO E ORGANIZAÇÃO ROSANA – SP. 2009 GABRIELA FARIAS CARDOSO DE ALMEIDA FFEIIRA AGROPEC CU UÁ ÁR RIIA AGRISSH HO OW W: PLANEJAMENTO E ORGANIZAÇÃO Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Curso de Turismo – Unesp/Rosana, como requisito parcial para obtenção do título de Bacharel em Turismo. Orientador: Prof° Ms. Cláudia Corrêa de Almeida Moraes ROSANA – SP. 2009 [VERSO DA FOLHA DE ROSTO] Ficha Catalográfica: deve ser preenchida pela Biblioteca Sobrenome, Prenome do autor Título principal do trabalho: subtítulo / Nome completo do autor. – Local(cidade) xxx f : il. ; xx cm Trabalho de Conclusão de Curso - TCC (Graduação) –– Universidade Estadual Paulista, Local (cidade), ano. 1 Descritor. 2. Descritor. 3 . Descritor. I. Autor II. Título. GABRIELA FARIAS CARDOSO DE ALMEIDA FEIIRA AGROPE ECUÁRIIA AG GR RISSHOW: PLANEJAMENTO E ORGANIZAÇÃO Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Curso de Turismo – Unesp/Rosana, como requisito parcial para obtenção do título de Bacharel em Turismo. Orientador: Profª Ms. Cláudia Corrêa de Almeida Moraes Data de aprovação: ___/___/____ MEMBROS COMPONENTES DA BANCA EXAMINADORA: Presidente e Orientador: Profª. Ms.Claudia Corrêa de Almeida Moraes - UNESP Membro Titular: Prof. Dr. Lélio Galdino Rosa - UNESP Membro Titular: Profª. Ms. Isabela de Fátima Fogaça - UFPB Local: Universidade Estadual Paulista UNESP – Rosana AGRADECIMENTOS Agradeço primeiramente aos meus pais, José Eduardo e Lícia, pelo amor incondicional, pelo apoio em todos os momentos, pelo carinho sempre a mim dedicado, pela compreensão nesses 4 anos morando longe de casa, e por todos os esforços para que eu possa estar aqui hoje. Aos meus irmãos Eduardo e Rafael pelo apoio, pelo carinho, e pela ajuda em todos os momentos. A minha querida avó, Maria Noemi, uma das pessoas que eu mais admiro na minha vida, pelo amor, a ajuda e compreensão em todos os momentos da minha vida. A minha orientadora, Cláudia Moraes, pela paciência, apoio e competência durante todo o período de orientação deste trabalho. Ao professor Sérgio Domingos, pela ajuda e pela disponibilidade oferecida em todos os momentos. Aos amigos e colegas, que estiveram ao meu lado nestes 4 anos, em especial, Juliane Lampiasi, Rafael Ikawa, Gabriel Firmino,Maria Miola amigos que sempre estiveram ao meu lado e os quais eu tenho um enorme carinho. As minhas companheiras de república, Élida Zuchini, Luciana Helmeister, Jackeline Barioni, Tábata Gialorenço e Isabela Dias pela convivência e pela amizade ao longo desses anos. As minhas amigas Mariângela Garcia e Mariana Sobrinho pela ajuda e pela amizade nos últimos momentos. Aos amigos de Ribeirão Preto, sempre presentes na minha vida, Maria Cláudia Moura, e Natália Oliveira, amigas de todas as horas as quais eu posso contar sempre. As novas amigas Bianca Oliveira e Cristiane Ferreira que apesar do pouco tempo de convívio parecem ser amigas de anos. A Júlia Pupin, que perdeu seu sábado para me ajudar com os questionários deste trabalho, e se mostrou presente nos momentos em que mais precisei. As minhas companheira de trabalho, Flávia Thomazin e Shirley Paula, pela ajuda, pelo carinho e pelas barras que enfrentamos juntas. A Ana Bárbara e a Karina Barbieri que mesmo sem ter mais tanto contato sempre estão presentes na minha vida, e a Felipe Estevez e Leandro Sella pelo carinho e pela amizade dedicada de tantos anos. RESUMO Nos últimos anos a área de eventos segue um crescimento no país e no mundo, especialmente o setor de feiras que é uma importante área de comercialização e mostra dos novos produtos que entrarão no mercado. Este Trabalho de Conclusão de Curso tem como objeto de estudo a feira agropecuária Agrishow – Feira de Tecnologia em Ação que se realiza anualmente desde 1994 na cidade de Ribeirão Preto no estado de São Paulo, e neste ano de 2009 teve a sua décima sexta edição. Tem como objetivo geral caracterizar e avaliar a feira Agrishow pela ótica dos visitantes e expositores. A metodologia utilizada para realizá-lo foi à pesquisa descritiva caracterizada por ser um estudo de caso, bibliográfico e documental de caráter quantitativo, e o método utilizado foi o indutivo. Para isso foi feito um levantamento histórico sobre eventos e feiras, explicando os seus conceitos e para tanto foram contempladas bibliografias sobre o agronegócio e as feiras agropecuárias. Durante a AGRISHOW 2009 houve a aplicação de questionários para expositores e visitantes, que tornou possível fazer uma análise quantitativa dos dados que estão apresentadas neste trabalho. Ao final, conclui-se com base na apresentação dos resultados obtidos com essa pesquisa de campo a importância atual das feiras agropecuárias e a relevante participação da Agrishow para o setor do agronegócio. Palavras-Chave: Eventos, Feira Agropecuária, Planejamento e Organização. ABSTRACT The area of events in recent years follows a growth in the country and the world, especially the sector of fairs is an important area of marketing and display of new products entering the market. This work will study the agricultural fair Agrishow - Technology Fair in Action, held annually since 1994 in Ribeirão Preto in São Paulo. It aims to understand how visitors and exhibitors assess the items: receipt, distribution and exposure conditions for dynamic fair Agrishow The methodology used to perform it was the descriptive characterized as a case study, bibliographic and documentary qualitative and quantitative character, and the method used was inductive. For this a historical survey of events and fairs was made, explaining their concepts and both were covered bibliographies on agribusiness and agricultural fairs. During AGRISHOW 2009 was the application of questionnaires to exhibitors and visitors, which made it possible to make a quantitative and qualitative analysis of the data presented in this work. In the end, it is concluded based on results obtained with this field research on the importance of agricultural fairs and especially Agrishow for the agribusiness sector. Keywords: Events, Agricultural Fair, Planning and Organization. LISTA DE ILUSTRAÇÕES Figura 1 – Localização do município e da região de Ribeirão Preto no Estado de São Paulo. Figura 2 – Atividades econômicas ligadas ao agronegócio. Figura 3 – Estandes e Maquinário Agrícola na Agrishow 2005. Figura 4. Mapa da Agrishow 2009. LISTA DE GRÁFICOS Gráfico 1 - Visitantes da Agrishow. Gráfico 2 - Idade dos visitantes da Agrishow. Gráfico 3 - Escolaridade dos visitantes da Agrishow. Gráfico 4 - Frequência de visitação na Agrishow. Gráfico 5 - Motivação do visitante para visitar a Agrishow. Gráfico 6 - Opinião dos visitantes quanto a divulgação. Gráfico 7 - Opinião dos visitantes quanto ao estacionamento. Gráfico 8 - Opinião dos visitantes quanto ao lugar onde a feira está sendo realizada. Gráfico 9 - Opinião dos visitantes do ingresso quanto ao preço. Gráfico 10 - Opinião dos visitantes quanto a segurança. Gráfico 11 - Opinião dos visitantes quanto ao espaço para exposição de máquinas. Gráfico 12 -Opinião dos visitantes quanto as demonstrações de campo. Gráfico 13 - Opinião dos visitantes quanto a iluminação. Gráfico 14 - Opinião dos visitantes quanto a sinalização. Gráfico 15 - Opinião dos visitantes quanto aos banheiros. Gráfico 16 - Opinião dos visitantes quanto aos bares e restaurantes. Gráfico 17 - Caracteristicas encontradas nos estandes. Gráfico 18 - Opinião dos visitantes sobre a provável mudança da Agrishow para o municipio de São Carlos. Gráfico 19 – Número de exposições na Agrishow. Gráfico 20- Opinião dos expositores sobre a estrutura oferecida para os visitantes. Gráfico 21 - Opinião dos expositores sobre a estrutura da feira para a empresa. Gráfico 22 - Opinião dos expositores sobre a data de realização. Gráfico 23 - Opinião dos expositores sobre o local de realização. Gráfico 24 - Opinião dos expositores sobre a abrangência do evento. Gráfico 25 - Opinião dos expositores sobre a periodicidade do evento. Gráfico 26 - Opinião dos expositores sobre o custo do m². Gráfico27 -Opinião dos expositores sobre o provável retorno financeiro. Gráfico 28 - Opinião dos expositores sobre o público-alvo. Gráfico 29 - Opinião dos expositores sobre a captação de novos clientes. Gráfico 30 - Opinião dos expositores sobre a análise da concorrência. Gráfico 31 - Intenção dos expositores em expor novamente na feira. Gráfico 32 - Opinião dos expositores sobre a provável mudança da Agrishow para o municipio de São Carlos. LISTA DE TABELAS Tabela 1 – Crescimento do Mercado de Feiras no Brasil. Tabela 2 - Opinião dos expositores sobre a infra-estrutura do evento. LISTA DE QUADROS Quadro 1 – Área e Estruturas de Apoio LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS ABAG – Associação Brasileira do Agronegócio de Ribeirão Preto. ABIMAQ - Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos. ABRASEM - Associação Brasileira de Sementes e Mudas. ANDA - Associação Nacional para Difusão de Adubos. ANDEF - Associação Nacional de Defesa Vegetal. ANFAVEA - Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores. CATI - Coordenadoria de Assistência Técnica Integral. CNA - Confederação da Agricultura e Pecuária no Brasil. DNMIA – Departamento Nacional de Máquinas e Implementos Agrícolas. IAC - Instituto Agronômico. IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. PIB – Produto Interno Bruto. UBRAFE – União Brasileira dos Promotores de Feiras. SAA – Secretaria de Cultura e Abastecimento. SEBRAE - Serviço Brasileiro de apoio às Micro e Pequenas Empresas. SINDAN – Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para a Saúde Animal. SINDIMAQ – Sindicato Nacional da Indústria de Máquinas. SRB - Sociedade Rural Brasileira. SUMÁRIO INTRODUÇÃO ........................................................................................................................... 12 CAPITULO 1 - FEIRAS: HISTÓRICO, DEFINIÇÃO E TIPOLOGIA............................... 15 1.1. Histórico ............................................................................................................................. 15 1.2. A Procura de Definições..................................................................................................... 19 1.3 Planejamento de Eventos e Feiras ....................................................................................... 23 CAPITULO 2: FEIRAS AGROPECUÁRIAS.......................................................................... 26 2.1 Agronegócios....................................................................................................................... 26 2.2. FEIRAS AGROPECUÁRIAS............................................................................................ 28 2.3 A FEIRA AGROPECUÁRIA AGRISHOW....................................................................... 30 CAPITULO 3 : PESQUISA COM OS EXPOSITORES E COM O PÚBLICO ................... 39 3.1 METODOLOGIA................................................................................................................ 39 3.2. RESULTADOS OBTIDOS COM A PESQUISA DE CAMPO ........................................ 40 3.2.1 Análise das entrevistas com os visitantes ..................................................................... 40 3.2.2 Análise das entrevistas com os expositores.................................................................. 51 CONSIDERAÇÕES FINAIS...................................................................................................... 62 REFERÊNCIAS .......................................................................................................................... 65 APÊNDICES ................................................................................................................................ 70 APÊNDICE A – Formulário de Entrevista Respondido pelos Expositores .............................. 71 APÊNDICE B – Formulário de Entrevista Respondido pelos Visitantes ................................. 73 ANEXOS ...................................................................................................................................... 75 ANEXO A – MANUAL DO EXPOSITOR .......................................................................................76 ANEXO B– Produtos quanto ao número de expositores .......................................................... 98 12 INTRODUÇÃO Este Trabalho de Conclusão de Curso tem como objeto de estudo a Agrishow - Feira de Tecnologia em Ação, que acontece no município de Ribeirão Preto, no estado de São Paulo, anualmente desde 1994. A opção por estudar este tema deve-se pelo fato do evento ser de grande relevância para o setor agrícola e para o município de Ribeirão Preto. A Agrishow é a mais importante feira de agronegócios do país, movimenta uma renda de milhões e atrai mais de milhares de visitantes e centenas de expositores, além de aquecer a economia do município. Para Ribeirão Preto a feira traz benefícios como a altas taxas de ocupação hoteleira, aumento de público nas casas noturnas, nos bares e restaurantes, geração de empregos temporários e outros fatores durante os seis dias do evento (Portal da cidade de Ribeirão Preto, 2009). Ao analisar as feiras que obtêm sucesso, pode-se estudar o quê em seus planejamentos e em suas organizações são adequados e levando a obter os resultados esperados. Perceber pelo estudo da Agrishow a forma como ela se organiza pode trazer aos profissionais de eventos novas reflexões. As feiras são eventos diretamente ligados a negócios, que tem por objetivo reunir um público-alvo especifico para a compra e venda de produtos (BRITTO e FONTES, 2002) e nos agronegócios é uma das estratégias de divulgação e comercialização de produtos de grande importância. O município de Ribeirão Preto é considerado a capital brasileira do agronegócio, devido à importância que ocupa nacionalmente neste segmento, segundo a Associação Brasileira do Agronegócio de Ribeirão Preto (ABAG, 2009). O município brasileiro se localiza no interior do estado de São Paulo distante a 313 km a noroeste da capital e possui um território de 650 km² e a população estimada em 2007 é de 547.417 habitantes, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE (2008), sendo o nono município mais populoso do Estado. 13 Figura 1. Localização do município e da região de Ribeirão Preto no Estado de São Paulo. Fonte: Portal da cidade de Ribeirão Preto, 2009 O município foi fundado no século XIX, a partir de doações de terra feitas por fazendeiros que cultivavam café, tendo sua economia fundamentada no mesmo produto. Atualmente sua principal economia continua sendo o setor agrícola, com base na cana de açúcar. A região apresenta um bom padrão de vida e altos indicadores sociais, uma localização privilegiada próxima a importantes centros consumidores, e acesso facilitado devido à boa qualidade da infraestrutura de transportes e comunicação. (Portal da cidade de Ribeirão Preto, 2009). Ribeirão Preto possui importância relevante no setor de eventos de negócios e sua estrutura é composta de dez centros de convenções que atraem um grande público. Segundo dados apresentados no Seminário de Multiplicação, que aconteceu na cidade de Ribeirão Preto nos dias 28 e 29 de outubro deste ano, o município apresenta requisitos necessários para o pleno desenvolvimento do segmento de negócios e eventos devido aos fatores citados no parágrafo anterior (CBC&VB, 2009). Assim o objetivo principal deste trabalho é caracterizar e avaliar a feira Agrishow pela ótica dos visitantes e expositores. Como objetivos específicos: Descrever a feira Agrishow 2009, e 14 Identificar como os expositores e visitantes avaliam os itens recepção. divulgação e condições para exposição da feira Agrishow. A Agrishow é organizada pela Reed Exhibitions Alcântara Machado, pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAC), ABAG e Sociedade Rural Brasileira (SRB), trata-se de um evento fixo que ocorre anualmente nos últimos dias de abril e inicio de maio (AGRISHOW, 2009). Esta pesquisa caracteriza por ser um estudo de caso, bibliográfico e documental de caráter quantitativo, com o uso de pesquisa de campo por meio da observação direta intensiva e com entrevistas aos expositores. Para melhor compreensão do estudo, este Trabalho de Conclusão de Curso está dividido em três capítulos. No primeiro capítulo apresenta um histórico de feiras e eventos desde os primórdios, até os dias atuais. Mostram-se as definições destes dois conceitos citados anteriormente e exemplifica as tipologias utilizadas. Para encerrar este capitulo há uma breve explicação do que é planejamento de eventos. O segundo capítulo aborda sobre o surgimento das feiras agropecuárias, alguns aspectos históricos e as definições das mesmas. Após, será abordada a feira Agrishow, desde o seu surgimento no ano de 1994, até a contemporaneidade e a importância desta para o seu município sede, Ribeirão Preto. No terceiro capítulo são analisados os dados obtidos nas pesquisas e por fim, as conclusões finais. 15 CAPITULO 1 - FEIRAS: HISTÓRICO, DEFINIÇÃO E TIPOLOGIA. 1.1. HISTÓRICO Os eventos são acontecimentos que ocorrem ao longo de toda a História da Humanidade e foram adquirindo as características sociais, políticas e econômicas desses períodos (MATIAS, 2001). Deve-se, no entanto, destacar que segundo Camargo (2003) a humanidade não viveu um processo contínuo, sem rupturas para satisfazer suas diversas necessidades. Nas sociedades anteriores às pré-industriais suas articulações foram diferentes da que vieram a seguir, pois a história não ocorre de forma linear, os sistemas de valores se alteram, considerando dimensões distintas de espaço-tempo. Muitas vezes aparentemente situações de determinadas épocas parecem análogas, mas não são. Cada época pensa-se de uma forma têm-se determinadas necessidades e a composição político-social organiza-se diferentemente (MORAES, 2008). Um dos tipos de eventos são as feiras que surgiram ainda na Idade Média, mais precisamente no período feudal. Aparecem pela necessidade de se trocar produtos para garantir a subsistência familiar, e se tornaram grandes festividades e importantes para a economia medieval (SILVA, 2005). Com a Revolução Industrial, que se deu por volta de 1760, aconteceram grandes transformações na qualidade de vida, nos meios de transportes e na comunicação, o que acabou ocasionando um impulso para os negócios e as feiras, dinamizando o setor comercial. O resultado foi um aumento no número de feiras e exposições como forma de mostrar e vender os produtos que eram produzidos pelas indústrias e também para manter o nível de emprego (HAMAM, 2006). Neste período as feiras passam a motivar o deslocamento das pessoas em busca de informações e troca de produtos, fazendo com que as viagens passassem a ter uma característica comercial. Neste momento da história, surgem os primeiros espaços, construídos ou adaptados para a realização dessas atividades. Matias (2001, p.12) afirma que o primeiro pavilhão de feiras e exposições do mundo, construído com a finalidade de sediar eventos, foi o Palácio de Cristal, em Hyde Park, Londres. Planejado para receber a primeira grande Exposição Mundial, em 1851, este evento contou com uma grande repercussão no mundo. Foi também, para esta exposição que Thomas Cook realizou a primeira viagem organizada para eventos levando 165 mil pessoas para prestigiá-lo (SILVA, 2005). 16 Após a primeira Exposição Mundial seguiram outras exposições e estas trouxeram várias contribuições para a maneira em que as feiras comerciais ocorrem na contemporaneidade. Uma grande contribuição são os congressos técnicos, encorajados pelo surgimento de novas entidades de classe e associações industriais. Plum (1979, p.64) destaca a criação da estatística internacional comparada, como um dos resultados mais significativos da primeira feira mundial em Londres, servindo como base de preparação para o “Congresso Internacional de Estatística”, que aconteceria pela primeira vez, dois anos mais tarde em Bruxelas e se repetiria em 1855 durante a segunda exposição mundial em Paris. Em 1878 a Exposição Mundial de Paris, deu lugar a cerca de 30 congressos internacionais especializados. Essa edição contou também com a ainda inacabada Estátua da Liberdade que expressava o pensamento da amizade duradoura entre os povos e foi presenteada pela França em homenagem à constituição dos Estados Unidos. Os eventos da contemporaneidade foram criados visando à divulgação comercial e cultural, tendo como inicio desta tendência às feiras e mostras de materiais na Alemanha e nos Estados Unidos. Por causa de dificuldades na divulgação, estes primeiros eventos citados, podem ser considerados tímidos e pouco concorridos. Somente no pós-guerra, as idéias e conceitos de eventos se afirmaram. Os homens de negócios, os artistas, e os cientistas buscavam modos de divulgar, difundir e apresentar seus produtos e trabalhos respectivamente. Com isso surgiu à necessidade de grupos, com os mesmos interesses, em encontrar formas de vender seus produtos a baixos custos e uma das soluções foram os eventos (MENESCAL, 2000). As primeiras feiras eram abertas ao público com o objetivo de mostrar o seu significado e assim, as feiras atingiram seu grau de maturidade e conquistaram espaço como a grande vitrine da indústria de forma definitiva na década de 1990 (SILVA, 2005). Na contemporaneidade as feiras têm o seguinte sentido: As feiras nos moldes atuais, mais do que simples espaços para compra e venda, são ótimas ferramentas de marketing, pois apresentam elevado índice de negócios, são locais para renovação e reciclagem de informações devido a grande troca de conhecimentos, atuam como veículo de comunicação dirigida entre empresa e consumidor e ainda possibilitam ao visitante uma experiência mais dinâmica podendo observar in loco os objetos que em outro momento desejou comprar, ou até mesmo consumir algo que apenas despertou interesse ao participar da feira (CALDEIRA, 2008, p. 14). No Brasil, em 1908, observamos uma iniciativa embrionária no setor, com a realização da Exposição Nacional, promovida pelo Governo Federal na cidade do Rio de Janeiro, então capital 17 do país. O evento ocorreu no Pavilhão de Feiras da Praia Vermelha com a justificativa de celebrar o centenário da Abertura dos Portos às Nações Amigas, sendo realizada nos mesmos moldes das grandes exposições mundiais do século XIX, abrigando construções individuais que representavam estados do território brasileiro (SILVA, 2005). Em 1922, foi realizada a Exposição Internacional do Centenário, um evento realizado em comemoração aos cem anos da independência do Brasil. Este evento foi realizado no Palácio de Festas no Rio de Janeiro, e tinha por objetivo mostrar ao mundo a independência do país nos mais diversos campos (MARTIN, 2006). Em 1940 acontece a primeira grande feira do país a Feira Nacional das Indústrias de São Paulo, que foi organizada pelo Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo. Nesta época a cidade de São Paulo se destaca como grande pólo da indústria brasileira (HAMAM, 2006). No entanto, as feiras com características comerciais de um determinado setor econômico, com o intuito de venda e exposição de seus produtos, surgem na década de 1950, com o empresário Caio de Alcântara Machado (SILVA, 2005). Machado era um publicitário renomado no país quando recebeu de Charles Snitow o convite para organizar a participação do Brasil na feira US World Trade Fair, em 1956, nos EUA. No inicio, o governo brasileiro tentou vetar a sua participação no evento, mas o empresário insistiu e conseguiu o apoio do governo de Juscelino Kubitschek para transformar o então projeto da capital federal, Brasília, em uma das principais atrações do estande no evento (REVISTA DOS EVENTOS, 2000). O empresário gostou da experiência, e começou a desenvolver projetos de feiras comerciais e industriais no Brasil, lançando-se no mercado praticamente sozinho na busca de convencer o empresariado nacional sobre as vantagens que suas empresas teriam ao participar das então nascentes feiras brasileiras. A primeira feira que Machado realizou foi a Feira Nacional da Indústria Têxtil – FENIT, realizada no ano de 1958, em um pavilhão extinto no Parque Ibirapuera, construído para as comemorações do IV Centenário da Cidade de São Paulo. O evento foi um fracasso, com um prejuízo contabilizado em aproximadamente US$ 1 milhão, por não contar com a participação da comunidade árabe, que na época liderava as principais tecelagens de São Paulo. O empresário não desistiu, e em 1959, ocorre à primeira feira de sucesso o considerado precursor das feiras no 18 Brasil, A Mecânica – Feira Nacional de Maquinas e Equipamentos e em 1960, o Salão do Automóvel e a UD – Feira de Utilidades Domésticas. Caio de Alcântara Machado abriu horizontes para os diversos organizadores de feiras que atuam no mercado brasileiro, além de conseguir implantar no país uma nova forma de comercialização de produtos e serviços, aliada à publicidade e ao marketing (SILVA, 2005, p. 70). Quando percebeu que os espaços que a cidade de São Paulo disponibilizava para as feiras não eram adequados, Machado começou a buscar recursos para fundar o Centro Interamericano de Feiras e Salões. Após um longo período de busca, que incluía vôos panorâmicos pela cidade às margens do rio Tietê, o empresário encontrou logo na entrada da cidade, a área que tanto buscava para montar o que acabou virando o maior centro de eventos da América Latina: o Anhembi (SILVA, 2005). Assim em 15 de novembro de 1970, o Anhembi foi inaugurado, como um espaço de primeiro mundo recebendo a sétima edição do Salão do Automóvel. Desde a primeira feira brasileira realizada por Machado até hoje, o mercado cresceu em âmbito nacional, e foram surgindo outras empresas promotoras de feiras, que fizeram com que em meados dos anos 1980 o Brasil já contasse com um calendário razoavelmente consolidado, com mais de 20 eventos anuais (HAMAN, 2006). Houve uma expansão no número de feiras, aumentando o número de visitantes a cada ano, como mostra a Tabela 1: Tabela 1. Crescimento do Mercado de Feiras no Brasil. 19 Fonte: UBRAFE, 2009 Nesta tabela verifica-se o crescimento do número de feiras no Brasil nos últimos 16 anos. Em 1992 eram realizadas 38 feiras por ano movimentando 7.500 empresas numa área locada de 500.00 m², em 2000 a realidade já mudou com 128 feiras por ano com 5.600 visitantes e com 25.500 empresas expositoras. No ano de 2004 ocorre o maior número de feiras no país, sendo realizadas 161 feiras, com 38.000 empresas expositoras, 6500 visitantes e uma área locada de 2.400.000 m². No ano passado, 2008 o número de feiras diminuiu comparado com os últimos anos sendo realizadas 118 feiras durante o ano com 32.500 empresas expositoras, 5.100.000 visitantes e uma área locada de 2.250.000 m², a maior desde 2004 (UBRAFE, 2009). 1.2. A PROCURA DE DEFINIÇÕES Com o desenvolvimento do setor de eventos, alguns conceitos começaram a ser criados para explicar este fenômeno. Segundo Melo Neto (1999) eventos é muito mais do que o planejamento, a programação, a execução, e o monitoramento de uma seqüência de atividades destinada a um público especifico e realizadas num local apropriado, é também uma atividade econômica, que gera benefícios para as empresas patrocinadoras, para a cidade receptora, para o comércio local e para a comunidade. Para Britto e Fontes (2002) os eventos envolvem o planejamento prévio, a organização e a coordenação, pode ser institucional ou promocional, e tem por objetivo reunir pessoas motivadas por um designo especifico de adquirir produtos e serviços, atualizar ou divulgar informações; 20 conseguir aperfeiçoamentos ou motivações para alcançar ou superar metas; aumentar a capacidade técnica dos participantes e/ou comprar bens e equipamentos complementares, no mesmo espaço físico e temporal, é a soma de esforços e ações planejadas com o objetivo de alcançar melhores resultados junto ao determinado público alvo. Os eventos são pontos de contato poderoso entre o mercado e o consumidor. Para entender melhor os eventos, e a maneira como eles influenciam na vida das pessoas na atualidade, é necessária uma abordagem sobre as suas formas e inserções. Os eventos podem ser classificados a partir de sua área de abrangência, público-alvo, periodicidade, dimensão e finalidade. Quanto à área de abrangência, para Giacaglia (2003), podem ser classificados em: locais, regionais, nacionais ou internacionais. No entanto, para serem internacionais os eventos devem conter no mínimo 20% dos participantes residentes em continentes diversos daquele que está sediando o evento. Para Matias (2001) quanto ao público alvo pode-se considerar uma classificação conforme a forma de adesão, ou seja, eles podem ser abertos, quando o público pode ter acesso livre ao evento, como cortesia ou mesmo pagando uma taxa de inscrição ou ingresso pela sua participação e, fechados quando a forma de adesão é restrita a convite ou convocação por parte dos responsáveis pela realização. Tenan (2002) classifica os eventos quanto á periodicidade em quatro situações: • permanentes, que ocorrem com repetição periódica (mensal, anual, bienal etc.); • esporádicos, que acontecem em intervalos de tempo irregulares; • únicos, realizados sem previsão de repetição; • de oportunidade, aproveitando um grande acontecimento paralelo ou uma época tradicional. Quanto à dimensão, Martin (2003) relaciona os eventos com o número total de participantes. Desta forma, temos os macro-eventos, os eventos de grande porte, os eventos de médio porte, e os de pequeno porte. O primeiro mobiliza milhares de pessoas e é operado quase em sua totalidade por entidades públicas; o segundo mobiliza o mesmo número de pessoas que o primeiro, mas são promovidos por grandes empresas privadas; o terceiro conta com menos de mil participantes presentes; e a última conta com um pequeno número de participantes. 21 De acordo com a função do evento Martin (2003) classifica em promocional, político, social, comercial, institucional, cientifico, artístico, educacional, esportivo e religioso. Hamam (2006, p.20) classifica os eventos de acordo com sua tipologia: • Eventos mercadológicos: caracterizados pelo objetivo da comercialização direta ou indireta de um produto ou serviço a curto, médio ou longo prazo. Exemplos: feiras comerciais, convenções, lançamento de produtos e desfiles. • Eventos técnico-científicos: reuniões de grupos de pessoas com interesses em comum pela busca de informação ou de desenvolvimento do conhecimento. Como exemplos podem citar congressos, seminários, conferências, simpósios, fóruns, entre outros. • Eventos artístico-culturais: apresentações de artes plásticas, musicais, visuais e cênicas. Exemplos: shows musicais, exposições de arte, fotografia, teatro, cinema, desenho, entre outros. • Eventos esportivos: jogos e competições desportivas individuais ou coletivas. Como exemplos podem citar basquete, automobilismo, surfe, judô, entre outros. • Eventos sociais: nos quais é predominante o caráter de integração e confraternização, sem interesses comerciais diretos ou indiretos. Exemplos: casamentos, formaturas, recepções, aniversários, entre outros. • Eventos políticos: organizados por partidos políticos ou manifestações públicas de interesses de uma comunidade. Exemplos: comícios, passeatas, manifestações, convenções partidárias, entre outros. • Eventos comunitários: destaca-se o caráter cultural, folclórico ou cívico de representação de hábitos ou tradições de uma comunidade. Exemplos: aniversário da cidade, carnaval, datas comemorativas, entre outros. • Eventos religiosos: encontros caracterizados por reunir indivíduos de mesma crença ou fé em determinada religião. Exemplos: procissões, missas em datas especiais, cortejos, entre outros. É de suma importância informar que nem todos os tipos de eventos estão aqui relacionados, e que um evento pode ter mais de uma tipologia, pois não existe uma concordância entre todos os estudiosos por uma determinada classificação. As feiras são eventos, que promovem o contato entre o consumidor e o mercado e Silva (2005) as define como eventos que tem por objetivo atrair um grande público alvo em um 22 determinado espaço físico e geográfico, com período de realização e horário pré-estabelecido, com a finalidade de reunir no mesmo local a oferta e a demanda por produtos e serviços. Matias (2006), afirma que as feiras são exibições públicas que visam à venda direta ou indireta, constituída de vários estandes montados em lugares especiais onde se colocam produtos e são eventos que possuem acesso livre ou com cobrança de ingresso, podendo ser visitada por qualquer cidadão interessado (MARTIN, 2003) Para Sousa (2000, p.15) as feiras são: Ponto de encontro onde se reúne, habitualmente em data fixa e periodicidade regular, no mesmo espaço físico a oferta (expositores) e a procura (visitantes), funcionando como uma economia em escala reduzida. Da comunicação estabelecida entre os agentes surgem oportunidades: Para os visitantes: de ver algo novo, aprender algo ou estabelecer novos contactos. Para o expositor: de gerar vendas, introduzir e promover novos produtos/serviços, fidelizar clientes, contactar com a concorrência, reforçar a imagem institucional, ou aumentar o reconhecimento e notoriedade da empresa. A partir dos autores citados podemos afirmar que as feiras são eventos comerciais que acontecem pela iniciativa de uma ou mais empresas com o interesse em divulgar e promover seus produtos, técnicas e serviços e são eventos diretamente ligados a negócios, que tem por objetivo reunir um público-alvo especifico. Quanto sua organização Britto e Fontes (2002, p.64) explicam que: É uma iniciativa de uma ou várias empresas que se associam para divulgar ou promover seus produtos, técnicas e serviços, visando a comercialização. A finalidade principal da feira é, em última instância, a conquista de mercado, isto é, o aumento da demanda pelos produtos em exposição. Na montagem da feira as mercadorias são expostas e preparadas de forma a permitir que sejam examinadas, tocadas e degustadas pelos visitantes. Esse contato direto do público com os produtos estimula a concretização dos negócios, fazendo com que a feira funcione como eficiente recuso de marketing dos produtos. Para atingir um maior número de visitantes e conquistar mais clientes a cada ano, o expositor precisa se preocupar com a hospitalidade, ou seja, em receber bem os seus clientes. Silva (2005) diz que, a hospitalidade é o ato de acolher e prestar serviços a alguém que por qualquer motivo esteja fora de seu local de domicílio. Segundo Britto e Fontes (2002) as feiras são um tipo de negócio tão promissor que expõe vantagens aos promotores e expositores em longo prazo, devido ao número de visitantes que tende a aumentar anualmente. 23 Para definir os objetivos de uma feira, precisamos entender sua tipologia quanto ao público-alvo a ser atingido e o tipo de produto a ser exposto. Buendía (1991 apud MATIAS, 2001, p. 66-67), analisa as feiras quanto ao tipo de produto a ser apresentado pelos expositores, dividindo-as em industriais, comerciais e promocionais. A primeira tem a presença de expositores que fornecem bens e serviços para a indústria da transformação, já a segunda é quando os distribuidores e fabricantes de produtos acabados mostram suas ofertas aos compradores e público em geral, a terceira é quando são expostos serviços, equipamentos ou materiais relacionados diretamente a um determinado grupo de atividade profissional. Quanto a seu público-alvo as feiras podem ser classificadas como: setoriais, quando de caráter seletivo, dirigidas a determinado segmento específico do mercado ou gerais, quando se destina a massa de consumidores finais, sem a preocupação de selecionar clientes (ALABY, 1986). 1.3 PLANEJAMENTO DE EVENTOS E FEIRAS Planejamento, em sua definição mais simples, é uma forma de se organizar o futuro, Barreto (2002, p.12) define planejamento como: [...] uma atividade, não é algo estático, é um devir, um acontecer de muitos fatores concomitantes, que tem de ser coordenados para se alcançar um objetivo que está em outro tempo. Sendo um processo dinâmico é licita a permanente revisão, a correção de rumos, pois exige um repensar constante, mesmo após a concretização dos objetivos. O planejamento é um “fator fundamental ao desenvolvimento de qualquer atividade e de modo especial, para a organização de eventos, permitindo a racionalização das atividades, o gerenciamento dos recursos disponíveis e a implantação do projeto” (MEIRELLES, 1999, p. 37). Planejar um evento é melhorar a eficiência na execução das tarefas e obter agilidade no desempenho é mensurar os resultados e ter referências para avaliá-los(MARTIN,2007) O planejamento define o rumo e a sustentação do evento e deve associar e relacionar com freqüência as variáveis quantitativas e qualitativas para escolher a melhor forma de conduzir uma situação atual não desejada a uma situação futura desejada (MOLINA,2005). 24 Segundo Canton (1997) o planejamento é um ato que deve ser visualizado como um processo composto e não de forma isolada, visando ações inter-relacionadas e interdependentes que visam realizar os objetivos previamente estabelecidos. A mesma autora afirma que para se planejar um evento estrategicamente deve-se definir sua meta, definir seu propósito, definir seus valores, definir estratégia de negócios e definir o composto estratégico de crescimento. Matias (2007) divide as fases do processo de organização e planejamento de eventos em concepção que é a incorporação da idéia, o pré-evento que é o planejamento e a organização, o per ou trans-evento que é a realização e o pós-evento que é a avaliação e o encerramento. O pré-evento é a fase essencial do evento, onde há a definição do projeto e o planejamento de todas as atividades, o evento precisa que a primeira fase seja bem feita para que ocorra com sucesso, sem grandes problemas. Para Britto e Fontes (2002) dividem o processo de planejamento de qualquer evento e quatro fases básicas, elas são: pesquisa de mercado, objetivos, definição de estratégias e elaboração do projeto do evento. Em cada uma dessas etapas há três momentos distintos: pré, trans e pós-evento. As autoras concordam que para o planejamento de um evento ter sucesso se torna necessário investir em um levantamento de dados e análises para se criar um plano de ação, isso é uma pesquisa de mercado que engloba normalmente a pesquisa de opinião e a determinação do público-alvo potencial. Com estes resultados define-se com quais segmentos de mercado pretende-se trabalhar. Os objetivos são compreendidos como metas a serem atingidas durante um evento, portanto o deve-se estabelecer um objetivo geral e outros específicos quantitativa e qualitativamente. Para se alcançar os objetivos traçados é preciso definir as estratégias. Deve-se considerar como estratégia a análise das variáveis socioambientais, a alocação de recursos financeiros, a definição do local, a definição da data e do horário e o programa de marketing. Após essas três etapas deve-se elaborar o projeto do evento que deve conter de forma sistêmica a determinação das necessidades, a definição dos objetivos, a identificação das restrições, a geração de alternativas, a seleção de alternativas, o ajuste, execução e controle das ações e a avaliação de realimentação. Após essas informações se torna possível iniciar as atividades de execução. Ao final do primeiro capitulo foi possível fazer uma análise histórica de eventos e de feiras, entendendo os seus conceitos e as suas tipologias, e definindo o que é um planejamento de 25 eventos e feiras. O próximo capitulo abordará o histórico e os conceitos das feiras agropecuárias e o principal objeto de estudo deste trabalho a feira Agropecuária Agrishow. 26 CAPITULO 2: FEIRAS AGROPECUÁRIAS 2.1 AGRONEGÓCIOS O Brasil é o país mais extenso da América do Sul, o terceiro das Américas e o quinto do mundo, com 851 milhões de hectares. É superado em número de hectares pela a União Soviética (2.240 milhões de hectares), o Canadá (997 milhões de hectares), a China (951 milhões de hectares) e os Estados Unidos (937 milhões de hectares). Apenas 254 milhões de hectares, ou 29%, são utilizados para atividades agropecuárias, sendo 77 milhões de hectares para a agricultura (9%) e 177 milhões de hectares (20%) para a pecuária. O Brasil possui 115 milhões de hectares em Unidades de Conservação Ambiental, 109,1 milhões de hectares em Reservas Indígenas, 25 milhões de hectares de áreas Quilombolas e 77,4 milhões de hectares em Assentamentos, o que somam 326 milhões de hectares, ou seja, 38% do território (ABAG, 2009), mesmo assim, o país é um dos mais importantes no agronegócio mundial. Segundo a Embrapa, o agronegócio brasileiro tem sua raiz nos primórdios da história econômica brasileira, foi com a exploração de uma madeira, o pau-brasil, que ocorreu a primeira atividade agroexportadora do país. O processo de colonização e crescimento esteve ligado a várias atividades agroindustriais, como a cana-de-açúcar, com grande desenvolvimento no Nordeste; a borracha na região amazônica e o café, no século XIX, que foi a mais importante fonte de poupança interna e o principal financiador do processo de industrialização no sudeste do Brasil, o charque e o mate na região sul e o gado foi o principal produto agropecuário da região centro oeste. Hoje em dia o país é grande produtor de soja, carnes, produtos florestais, açúcar e etanol, sucos de frutas, cereais, farinhas e preparados (BOLSA DE NEGÓCIOS, 2009). O agronegócio produz alimentos, gera mais de 17 milhões de empregos no Brasil, além de diversificar e aumentar consideravelmente as exportações. O setor do agronegócio como um todo envolve mais de 1/3 do PIB brasileiro. A produção de grãos foi cerca de 120 milhões de toneladas em 2003 e 2004. O rebanho bovino tem cerca de 200 milhões de cabeças. Em 2003, as exportações do agronegócio somaram mais de US$ 30 bilhões, o que significa 42% do total das exportações brasileiras. Em 2004 atingiram US$ 39 bilhões (MELLO, 2004). Como serviços auxiliares ao agronegócio incluem-se os financeiros, de pesquisa e assistência técnica. Segundo o site da ABAG (2009) o “Agronegócio é a soma das operações de 27 produção e distribuição de suprimentos agrícolas, das operações de produção nas unidades agrícolas, do armazenamento, processamento e comercialização dos produtos agrícolas e itens produzidos a partir deles. Agronegócio envolve desde a pesquisa científica até a comercialização de alimentos, fibras e energia”. O agronegócio brasileiro compreende atividades econômicas ligadas, basicamente aos fornecedores de insumo e bens de produção; as produções agropecuárias, compreendendo lavouras, pecuária, florestas e extração vegetal; o processamento e a transformação dos produtos primários; a distribuição e o consumo de produtos primários e processados e os consumidores. Conforme mostra a Figura 2 abaixo: Figura 2. Atividades econômicas ligadas ao agronegócio. Fonte: ABAG (2009) 28 O agronegócio é importante na geração de renda e riqueza do País. No Brasil, o setor de agronegócio é responsável por 33% do PIB, 42% das exportações totais e 37% dos empregos, segundo Portal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (2004) este acontecimento deve-se ao clima diversificado, a quantidade de chuvas, e a quantidade de água doce disponível no país, assim tendo propensão para a agropecuária. Segundo Pimenta e Renó (2006) houve um levantamento da Confederação da Agricultura e Pecuária no Brasil - CNA informou que o agronegócio gera U$ 6,5 trilhões ao ano e, no Brasil, são cerca de R$ 350 bilhões. Sendo o país um dos líderes mundiais na produção e exportação de vários produtos agropecuários. No aspecto social, a agricultura ocupa a mão de obra ao redor de 17 milhões de pessoas, que somados a 10 milhões dos demais componentes do agronegócio, representa 27 milhões de pessoas, no total, sendo o setor que mais ocupa mão de obra no país. A importância do agronegócio reside também em sua capacidade de impulsionar outros setores. (CONTINI, 2001). 2.2. FEIRAS AGROPECUÁRIAS As feiras agropecuárias no Brasil têm relação com as touradas como aconteciam na Praça do Curro, atual Praça da República, na São Paulo do século XIX. Em 1876, foi criado no atual bairro da Mooca em São Paulo, o Clube Paulista de Corridas de Cavalo, atual Jockey Club, cujas arquibancadas comportavam 1200 pessoas, no sopé das chamadas colinas da Mooca. Em 1928, foi construído o Parque da Água Branca, que reuniu a sede da Diretoria de Indústria Animal das antigas dependências do Posto Zootécnico de São Paulo e o Recinto de Exposições de Animais da Mooca. Na década de 1970, as grandes exposições de animais foram transferidas para o Recinto de Exposições da Água Funda, atualmente Centro de Exposições Imigrantes (PARQUEAGUABRANCA, 2009). Os primeiros eventos não eram ainda exposições ou feiras, mas atividades recreativas como as encontradas nos atuais rodeios ou festas do Peão de Boiadeiro. Uma das primeiras exposições agropecuárias ocorre em Araçatuba na década de 1930, como veículo de divulgação e comercialização de produtos oriundos do agronegócio. Em 1973 foi criada a Lei n.º181, de 4 de dezembro que dispõe sobre a realização de Exposições Pecuárias ou Festas Agrícolas e segundo esta Lei as festas e exposição visam o aprimoramento da produção agropecuária, a valorização do elemento genético e a melhoria dos 29 plantéis, mediante a difusão de conhecimento especializados e o intercâmbio entre técnicos e criadores ou produtores. Em seu artigo 2ª conceitua-se Exposição e Festas de caráter competitivo e promocional como: I. Exposição Pecuária é a exibição conjunta de animais de diferentes espécies, raças e categorias; II. Exposição Agrícola é a que se constitui pela apresentação conjunta de produtos vegetais de expressão socioeconômica na região; III. Festa Agrícola é a que consiste na apresentação de um só produto agrícola de importância socioeconômica na região. Melo Neto (1999, p.174), define as feiras agropecuárias como: As feiras agropecuárias são os eventos mais importantes do interior, em especial no Sul do país. Muitas ganharam uma maior dimensão ao absorveram o segmento agroindustrial. De simples feiras de animais e mostras agropecuárias evoluíram para macroeventos agropecuários e agroindustriais. O mesmo autor aponta que as feiras agropecuárias compreendem rodeios, exposições de animais, shows, promoções diversas, leilões, mostras de produtos e equipamentos e balcão de negócios, havendo pouco espaço para o entretenimento, já que o visitante está preocupado em conhecer as novidades do setor. Assim, as feiras se tornam o melhor lugar para este público – alvo fazer seus negócios e lançar seus novos produtos. O autor afirma também, que em eventos desse tipo o interesse principal da maioria dos visitantes é conhecer os estandes, as novidades do setor e participar de leilões, havendo pouco lazer e entretenimento. Alguns organizadores de feiras optam pela realização de shows musicais ou parque de diversão como forma de atrair o grande público. Independente do tipo de feira, o seu acontecimento traz projeção à cidade sede, pois atrai homens de negócios, fazendeiros, agricultores e público em geral. Contemporaneamente os equipamentos e tecnologias agroindustriais passaram a ser um segmento específico das feiras agrícolas que são atualmente denominadas Feiras Técnicas Agrícolas. A importância das feiras agropecuárias é fundamental para a realização de negócios no setor, são nestes espaços que a comercialização e a mostra novos produtos acontecem. Em um único espaço milhares de pessoas e uma dezena de empresas conhecem as novidades do setor e de encontrar uma nova oportunidade para seu negócio. 30 O Estado de São Paulo sempre foi importante produtor agrícola, muitos de seus municípios se iniciaram no auge das lavouras de café em conjunto com a construção das estradas de ferro (LUCA, 2001). Essas características se adéquam ao município de Ribeirão Preto que foi tem a sua fundação diretamente ligada ao setor cafeeiro e como já foi escrito anteriormente, continua sendo um importante centro agrícola, mas com outra cultura, a cana de açúcar. Por ser um município importante para o agronegócio, foi escolhido para ser a sede da Agrishow. Sua primeira versão ocorreu em 1994 e inovou o setor de feiras agropecuárias por ser a primeira feira agropecuária dinâmica do país, sendo que esta inovação atraiu milhares de pessoas. 2.3 A FEIRA AGROPECUÁRIA AGRISHOW Em 22 de maio de 1993, surge a idéia da criação de uma feira agropecuária dinâmica, menos política e mais técnica. Isto ocorreu em uma reunião na sede da Carborundum, em Vinhedo, SP, presidida pelo diretor desta empresa, Ivan Pupo Lauandos e então presidente do DNMIA – Departamento Nacional de Máquinas e Implementos Agrícolas da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAC). Essa reunião contou com a presença de importantes representantes do setor como membros das empresas Marchesan, Valdan e Jumil e membros da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), e teve como principal objetivo a realização da “Exposição Nacional Dinâmica de Máquinas e Insumos”, sendo decidido que a primeira edição ocorreria no estado de São Paulo e seria uma feira essencialmente de negócios, sendo que a ABIMAC,a Anfavea,a Associação Nacional para Difusão de Adubos(ANDA) a Associação Nacional da Defesa Vegetal (ANDEF) e a Associação Brasileira de Sementes e Mudas (ABRASEM) deveriam ser envolvidas no projeto, após a identificação de uma empresa organizadora.1 Em 22 de junho do mesmo ano, em uma reunião realizada entre representantes das entidades e das empresas fabricantes, na sede da ABIMAQ, foram definidas as primeiras providências, como um levantamento sobre as empresas organizadoras e com capacidade e experiência para tornar realidade uma feira dinâmica, como a Farm Progress Show que ocorre 1 Todas as informações sobre a feira foram retiradas no site oficial do evento. 31 nos Estados Unidos da América. Em 27 de julho, a ABAG, a Sociedade Rural Brasileira (SRB), a Anfavea e a ABIMAC confirmaram sua intenção de participação no evento que, naquele momento, era denominado provisoriamente de “1ª Feira Dinâmica de Máquinas Agrícolas”. Os representantes dessas entidades também decidiram reiterar o convite de participação a ANDA, ANDEF e ABRASEM. Em 3 de agosto, Celso Luís Casale, sugeriu o nome Agrishow para denominar o evento definitivamente, e propôs as cidades de Ribeirão Preto, São Carlos e Araras, por ordem de preferência para sediar o evento. A preferência era para se realizar a feira na cidade de Ribeirão Preto, porém se tinha dúvida sobre qual propriedade poderia ser utilizada, então ficou decidido que iria uma comissão ao município no dia 10 de agosto e não havendo consenso sobre um local apropriado a feira seria realizada em São Carlos. Assim, no dia 14 de setembro de 1993, foi decidido que a feira seria implantada no município de Ribeirão Preto. No período de 04 a 07 de maio do ano seguinte, acontece à primeira Agrishow - Feira de Tecnologia em Ação, na Estação Experimental do Instituto Agronômico, em Ribeirão Preto - SP. Uma promoção conjunta da ABAG, ABIMAQ/ Sindicato Nacional da Indústria de Máquinas(SINDIMAQ), ABRASEM, ANDA, ANDEF, NEW HOLLAND, Secretaria de Cultura e Abastecimento(SAA)/Instituto Agronômico(IAC)/Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI), Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para a Saúde Animal(SINDAN), SRB e VALMET DO BRASIL, com o patrocínio do Banco do Brasil e apoio da Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto (AGRISHOW, 2009). Na primeira edição, em 1994, participaram 86 expositores, atraindo um público de 17 mil visitantes. No ano seguinte, a feira atraiu um público de 60 mil pessoas. Daí em diante, tanto visitantes quanto expositores foram aumentando ano a ano. Em 1998, a feira começa a contar com expositores internacionais, e ter a participação de instituições financeiras, assim passa a se chamar Agrishow - Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação. Em 2000, os organizadores criam dentro na própria Agrishow Ribeirão Preto, a Feira Internacional de Pastagem e Fenação, atendendo a demanda detectada em edições anteriores, criando um espaço especifico para os produtores de insumo de gado. Em 2001, o Serviço Brasileiro de apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo (SEBRAE-SP) começa a promover a Rodada Internacional de Negócios, com micro e pequenas empresas com a participação de 101 empresas. 32 Em 2002, a feira ocupou 240 hectares e teve 450 expositores, dos quais 55 estrangeiros, com 1,6 mil marcas. As atividades de campo chegam a 800 demonstrações, com público visitante de 130 mil pessoas e negócios acima de R$ 1 bilhão. Foram realizados palestras sobre os mais variados assuntos sobre rastreabilidade e certificação, agricultura de precisão, reciclagem de resíduos, entre outros. Participam quatro empresas certificadoras do país, que atestam a rastreabilidade dos animais e qualidade orgânica da carne. Na piscicultura foi apresentado todo o ciclo produtivo, desde alevinos até a degustação do filé de tilápia tailandesa, além da novidade de todo o seu sequenciamento genético. A 10ª edição a Agrishow 2003, realizada de 28 abril a 3 maio, repetiu o movimento de negócios de 2002, superando o volume de R$ 1,2 bilhão. A feira recebeu 140 mil visitantes, 550 expositores, dos quais 60 estrangeiros, que puderam participar de 880 demonstrações de campo, em uma área de 260 hectares. A Agrishow 2005 atraiu 138 mil visitantes e teve um movimento de R$ 760 milhões. De acordo com Sérgio Magalhães, presidente do Sistema Agrishow, que afirmou que o faturamento da edição 2005 do evento foi 40% inferior ao obtido em 2004, ou seja, R$ 1,288 bilhão (AGRISHOW 2009) ver Figura 3. 33 Figura 3. Maquinário e Estandes Agrícola na Agrishow 2005. Fonte: AGROLEITE, 2009. Em 2008, em sua 15ª edição, o evento reuniu 774 expositores nacionais e internacionais e atraiu 140 mil visitantes de diferentes países. A Agrishow – Feira de Tecnologia e Ação inovou sendo a primeira feira agropecuária a promover uma grande reunião de todos os elos da cadeia produtiva do agronegócio no Brasil, e reunir os principais lançamentos de máquinas, implementos, sementes, defensivos, fertilizantes e as tecnologias necessárias para o agricultor e o pecuarista brasileiro. A diferenciação da feira é a existência da dinâmica, espaço reservado para as demonstrações de máquinas, insumos e implementos, em que o produtor rural tem a oportunidade de avaliar o desempenho dos equipamentos em condições reais de operação. Assim a Feira Agrishow tem por objetivos: • Promover negócios com os agentes da oferta e da demanda da boa ciência e da tecnologia; • Valorizar a imagem do agrobusiness brasileiro; 34 • Contribuir para o desenvolvimento da produção agropecuária; • Proporcionar aos expositores e agricultores conhecimento e experiência além de gerar renda e empregos em todos os âmbitos da cadeia produtiva. A feira é realizada no período em que os agricultores estão terminando de colher à safra anterior e se preparam para a próxima, ou seja, nos últimos dias do mês de abril e primeiros dias do mês de maio, de segunda-feira a sábado, pois neste período os agricultores têm mais disponibilidade para se afastarem de sua propriedade e sabem da necessidade sobre novas aquisições de máquinas, implementos e demais insumos. A inovação tecnológica apresentada na feira contribui para o aumento de visitantes e expositores a cada ano. O município Ribeirão Preto, se mostra cada vez mais adequada para receber o evento e atualmente está em pleno desenvolvimento urbano, recebendo investimentos de diversos segmentos, como o imobiliário, principalmente na área nobre da cidade. Ribeirão Preto conta com três shoppings, que recebem visitantes de toda a região, movimentando a economia da cidade, além de ter uma vida noturna muito ativa em função de bares, boates, restaurantes, cinemas, teatros e similares. Quanto a rede hoteleira, o município possui 7.000 unidades de hospedagem, contando com grandes redes como a Accor, a Atlântica, a Nacional Inn, Shelton Inn entre outras. Conforme a tipologia apresentada anteriormente, a Agrishow se caracteriza por ser um evento mercadológico, internacional, permanente, de grande porte e comercial. Quanto ao seu público-alvo a feira pode ser considerada como um evento aberto, e uma feira dirigida a segmento do mercado do agronegócio. Seu público–alvo são agricultores, pecuaristas, agroindustriais, estudantes, industriais, gerentes comerciais e de marketing, profissionais de entidades de classe, entre outros. As empresas expositoras da Agrishow são dos setores de: • Máquinas e implementos agrícolas (tratores, colheitadeiras, armazenagem, irrigação e componentes – pneus, bombas etc.). • Fertilizantes • Defensivos agrícolas • Sementes • Rações e suplementos minerais • Defensivos e medicamentos veterinários • Equipamentos e Instalações para pecuária 35 • Produtos e Serviços de Informática • Equipamentos eletrônicos e de Comunicação • Peças e Acessórios • Publicações Técnicas A feira é dividida em 23 setores, são eles: • Implementos Agrícolas • Máquinas Agrícolas • Corretivos, Fertilizantes e Defensivos Silos e Armazéns • Equipamentos para Irrigação • Aviões • Veículos Utilitários e Logística • Equipamentos para Agricultura Familiar • Software e Hardware • Peças, Autopeças e Pneus • Ferramentas • Bombas e Motores • Poços Artesianos • Sacarias e Embalagens • Equipamentos de Comunicação Rural • Equipamentos de Segurança/EPI Telas, Arames e Cercas • Construções Pré-Fabricadas • Produção de Biodiesel • Bovinocultura, Caprinocultura, Ovinocultura, Suinocultura • Sistemas de Informação • Centros de Pesquisa e Universidades • Financiamentos Serviços Financeiros e Seguros • Revistas e Publicações Técnicas Como citado anteriormente a cada ano, a Agrishow atrai maior público e maior número de expositores, neste ano, ocorreu a Agrishow 2009 -16ª Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação, dos dias 27 de abril a 2 de maio, das 8 às 18 horas, na Secretaria da Agricultura e 36 Abastecimento do Estado de São Paulo – Pólo Regional de Desenvolvimento Tecnológico dos Agronegócios do Centro Leste.O evento foi realizado pela ABIMAC, ABAG, Anda e SRB e organizada pela Reed Exhibitions Alcantara Machado movimentando financeiramente R$ 680 milhões. Neste ano por conseqüência da crise global, cinco grandes fabricantes de maquinário agrícola John Deere, Massey Ferguson, New Holland, Valtra e Case estiveram ausentes. Uma empresa deste porte gasta cerca de R$ 1 milhão para participar da feira e em meio a crise se torna muito caro participar optando por retornar a participar da feira no próximo ano. A feira contou com uma área de exposição de 240 mil m²,725 empresas expositoras e 120 mil visitantes, sendo 2.500 internacionais. A área expositora foi dividida em máquinas e equipamentos, produção vegetal, produção animal, empresas de diferentes segmentos, laboratórios de produtos veterinários e equipamentos, área central e imprensa como se mostra no quadro de áreas e estruturas de apoio. No anexo deste trabalho encontra-se a divisão de quantas empresas expuseram cada tipo de produto apresentado na feira. Área Número Máquinas e Equipamentos 390 Produção Vegetal 133 Produção Animal 71 Empresas de diferentes segmentos 74 Laboratórios de produtos veterinários e equipamentos 80 Área Central 18 Imprensa 29 Total 725 Quadro 1: Áreas e Estruturas de Apoio Para os expositores a organizadora responsável pelo evento disponibilizou o manual do expositor, encontrado em anexo neste trabalho e que explica sobre a maioria dos panoramas e dúvidas que o expositor pode encontrar na feira. Sobre o ingresso o manual deixa claro que não haverá distribuição de ingressos gratuitos, porém há venda de ingressos promocionais aos 37 expositores. Quanto ao estacionamento foram disponibilizados credenciais para os funcionários e prestadores de serviço das empresas expositoras conforme a quantidade de m² expostos na feira. A feira é dividida conforme podemos visualizar no mapa: Figura 4. Mapa da Agrishow 2009. Fonte: AGRISHOW, 2009. Como podemos visualizar no mapa a feira conta com sete ruas e dezesseis quadras e conta com quatro instituições financeiras, estandes da Embrapa, da secretaria da Agricultura do Estado de São Paulo, para facilitar a negociação durante a feira. Foram disponibilizados duas áreas de alimentação em lados opostos da feira, quatro banheiros, dois pavilhões coberto, e uma área de 240 mil m², para a exposição de produtos. Ao final deste capitulo foi possível verificar alguns fatos históricos das feiras agropecuárias e da feira agropecuária Agrishow, permitindo entender a Feira de Ribeirão Preto 38 quanto sua dimensão, a sua importância bem como sua forma de organização e atividades desenvolvidas. 39 CAPITULO 3 : PESQUISA COM OS EXPOSITORES E COM O PÚBLICO 3.1 METODOLOGIA A metodologia utilizada para realizar este trabalho foi à pesquisa descritiva, que objetiva descrever as características do processo estudado. Esta pesquisa caracteriza como um estudo de caso, bibliográfico e documental de caráter quantitativo, com pesquisas de campo. A pesquisa bibliográfica e a pesquisa documental são procedimentos técnicos que visam à busca de fontes e informações em materiais já elaborados, no entanto a pesquisa bibliográfica baseia-se em livros, artigos científicos, este tipo de pesquisa também é definido por Dencker e Viá (2003) como a principal forma para revisão de literatura devido a sua amplitude em curto espaço de tempo e pela possibilidade de levantamento de dados históricos. Estes dados foram utilizados para escrever os dois capítulos que precederam a este. O método utilizado foi o indutivo “cuja aproximação dos fenômenos caminha geralmente para planos cada vez mais abrangentes” (LAKATOS E MARCONI, 2001, p.106). Para melhor aprimoramento sobre o tema, e para cumprir os objetivos previstos no inicio deste trabalho, foram aplicados questionários com perguntas fechadas, que se encontram em apêndice neste trabalho. A pesquisa realizada foi de caráter quantitativo para perceber a visão dos visitantes e expositores sobre a feira. Para determinar o público entrevistado foi utilizado o método da amostragem que é utilizado quando não se é possível estudar determinadas características da população (universo) pesquisada, este método consiste em estudar a distribuição de determinados caracteres na totalidade de um universo a partir de uma fração dele, ou seja, uma amostra. Para os expositores foi utilizada a amostragem probabilística, isto é, todos os elementos da população têm as mesmas probabilidades de pertencer à amostra (SCHLÜTER, 2003). Foram entrevistados 10% do total de 725 expositores o que resulta em 72 entrevistados, a intenção foi levantar a opinião destas empresas sobre a organização e o planejamento do evento. Para os visitantes a escolha da amostragem foi intencional para garantir que a amostra tenha uma distribuição semelhante. foi determinada a amostragem de 200 questionários aplicados, sendo todos os entrevistados escolhidos de forma aleatória. A análise dos dados foi realizada primeiramente por meio de uma tabulação que permitiram a confecção de gráficos e após foram analisados frente à teoria anteriormente exposta sobre feiras, possibilitando nossa reflexão sobre os objetivos traçados. 40 3.2. RESULTADOS OBTIDOS COM A PESQUISA DE CAMPO Apresentamos os resultados das entrevistas realizadas durante a Agrishow 2009: 3.2.1 Análise das entrevistas com os visitantes Para compreender o planejamento e a organização da Agrishow segue a tabulação e analise da pesquisa de campo. 3.2.1.1 Público 80% 70% 60% 50% 40% 30% 20% 10% 0% masculino feminino Gráfico 1. Visitantes da Agrishow. 41 11% 0% 33% 15 a 24 anos 25 a 44 anos 45 a 65 anos acima de 66 anos 56% Gráfico 2. Idade dos visitantes da Agrishow. 8% 3% 25% Ensino Fundamental Ensino Médio Ensino Superior Pós Graduação 64% Gráfico 3. Escolaridade dos visitantes da Agrishow. 42 Gráfico 4. Frequência de visitação na Agrishow Gráfico 5. Motivação do visitante para visitar a Agrishow Quanto à classificação biossocial é composta por 70% de homens e 30% de mulheres, sendo que a faixa etária predominante entre 25 e 44 anos, que tem como ocupação vendedores, técnicos agrícolas, estudantes, metalúrgicos, engenheiros de produção, cartográficos, agrônomos, gerentes de vendas, professores, entre outros. A maioria do público da feira possui ensino superior. Por ser a maioria composta por homens adultos com ensino superior e profissões 43 relacionadas ao tema do evento, pode-se supor que o perfil atende ao público desejado, ou seja, os profissionais do agronegócio citado por Kitamura (2002). Quanto às estruturas receptivas e transportes, o meio de transporte utilizado para comparecer a feira para a maioria dos entrevistados foi o veiculo próprio, sendo que alguns com o carro da empresa. Parte significativa dos entrevistados estava hospedada em hotéis, ou em chácaras ou casas alugadas pela empresa. O número de estacionamento existente na feira, a facilidade do transporte por rodovias na região de Ribeirão Preto, a sua localização e pelo custo do transporte rodoviário ser mais atrativo coloca o carro como o veículo preferido pelos participantes. Esta diversificação para hospedagens extra-hoteleira foi por opção e não por falta de oferta, pois pela analise da pesquisa do CVB&VB(2009) o município tem estrutura para receber hoteleira grandes eventos. Quanto à motivação e número de freqüência, a maior parte do público presente já havia participado pelo menos uma vez na feira, seguido dos entrevistados, em torno de 10% menos, daqueles que estavam participando da feira pela primeira vez. Contanto que uma porcentagem considerável visitou a feira mais de cinco vezes, pode-se aferir que o evento possui um público fiel motivado por negócios e na sequência para conhecer as inovações tecnológicas, ou seja, para conhecer as novidades do mercado, despertando o interesse da compra. Porém, um número pequeno de participantes procuraram o divertimento e o convivio social, o que reafirma que o maior interesse na feira são os negócios e a inovação. Sobre a Agrishow 2009: O público visitante foi de aproximadamente 140 mil pessoas, correspondendo às expectativas dos organizadores. Desse total, entre 2,5 mil e 3 mil eram estrangeiros. Segundo os organizadores da feira, houve uma natural seleção dos visitantes de forma qualitativa para que viessem focados na realização de negócios (PAGINA RURAL, 2009). Estes dados apresentados na Página Rural, confirmam as informações sobre o público da feira ser bastante focado pela organização do evento. 44 3.2.1.2 Organização da Feira Gráfico 6. Opinião dos visitantes quanto a divulgação. A divulgação feita pela mídia especializada e pela informação pessoa para pessoa foi considerada satisfatória pela maioria dos entrevistados. Como é um evento conhecido e para muitos é a primeira participação à divulgação torna-se mais fácil. No entanto, 20 % acharam que a divulgação do evento, deste ano, foi regular e alguns destes participantes consideraram a divulgação em mídias especializadas insuficiente. Gráfico 7. Opinião dos visitantes quanto a estacionamento. Quanto ao estacionamento, uma pequena parte dos participantes do evento o consideraram bom, sendo que a maior parte dos entrevistados não fez uma boa avaliação deste item.Isso se 45 deve ao alto valor cobrado para o uso do estacionamento e a que o mesmo se encontrava do local aonde o evento estava sendo realizado. Gráfico 8. Opinião dos visitantes quanto ao lugar onde a feira está sendo realizada. Gráfico 9. Opinião dos visitantes quanto ao preço do ingresso. 46 Gráfico 10. Opinião dos visitantes quanto a segurança. Apesar de se localizar na rodovia, e ser afastado do centro do municipio, o local onde a feira foi realizada, o Pólo Regional de Desenvolvimento Tecnológico dos Agronégócios do Centro-Leste, conhecido como Centro de Cana, construído principalmente para a realização da Agrishow, foi considerado adequado por quase a totalidade dos visitantes. Houve uma diferença de 18% entre o público que considerou o preço justo para que considerou o preço caro,no entanto muitos dos visitantes entrevistados, tiveram o ingresso fornecido pela sua empresa, ou seja, não pagaram pelo ingresso, o que mostra que a maioria do público da Agrishow, frequenta a feira motivados a fazer negócios. Cerca de 56% do público visitante, considerou favorável a segurança do evento, seguido de 40 % que considerou este item regular, observando-se as opinioes contrárias por parte do público. Este fato justifica-se por terem sido registrados alguns furtos durante o evento, que não eram de conhecimento do público em geral, podendo observar que a segurança de um evento desta magnitude deve ser reforçada. 47 Gráfico 11. Opinião dos visitantes quanto ao espaço para exposição de máquinas. Gráfico 12. Opinião dos visitantes quanto as demonstrações de campo. Quase a totalidade dos entrevistados avaliaram como satisfatório os itens espaço para a esposição de máquinas e demonstrações de campo. As máquinas eram expostas nos próprios estandes, muitas vezes ao ar livre, tendo o consumidor acesso as mesmas.As demonstrações de campo aconteceram em espaço especifico, elas caracterizam a feira dinâmica, facilitando visualização dos produtos, para compra e venda das máquinas. Este é um dos fatores essenciais desta análise, pois são eles que classificam este tipo de feira. 48 Gráfico 13. Opinião dos visitantes quanto a iluminação. Por acontecer durante o dia, a maior parte do público considerou satisfatória a iluminação da feira,. No entanto, vale ressaltar, que no local aonde estavam localizadas parte das empresas que comercializam insumos agricolas, e produtos para animais, a iluminação estava insuficiente, gerando diversas criticas sobre este assunto. Gráfico 14. Opinião dos visitantes quanto a sinalização. A maior parte dos entrevistados considerou a sinalização satisfatória, no entanto uma porcentagem considerável a avaliou como regular, por ser considerada por estes entrevistados como confusa. Este fato ocorre pela grandeza do evento, de ambito internacional e com área de 49 240 mil m², sendo dificil a localização no evento que contava com poucas centrais de informação e mapas disponiveis. Gráfico 15. Opinião dos visitantes quanto aos banheiros.. Gráfico 16. Opinião dos visitantes quanto aos bares e restaurantes. 50 Gráfico 17.Caracteristicas encontradas nos estandes. Quando questionado sobre as caracteristicas encontradas nos estandes, a maioria dos entrevistados elogiou o atendimento que tiveram pelas empresas, afirmando ter boas instalações e encontrando os produtos que procuravam com facilidade, incluindo a presença de três instituições financeiras durante o evento foi fácil a negociação ao adquirir os produtos que ali estavam sendo comercializados. Estes fatores mostram que os expositores estavam preparados para receber a quantidade do público que frequentou o evento deste ano, sendo um ponto positivo no planejamento do evento. 51 Gráfico 18. Opinião dos visitantes sobre a provável mudança da Agrishow para o municipio de São Carlos. Sobre a provável mudança da Agrishow do municipio de Ribeirão Preto para o municipio de São Carlos no ano de 2010, anunciada no inicio deste ano e com atual relutância da prefeitura e orgãos públicos do municipio de Ribeirão Preto, um pouco mais de 50% dos entrevistados considerou essa mudança ruim, os motivos citados para defenderem essa opinião foram a distância, o movimento que Ribeirão Preto oferece, a infra-estrutura de São Carlos ser insuficiente, a perda de foco, e lá o acesso será restrito sendo que Ribeirão Preto tem aeroporto e fácil acesso a cidade. Como fatores favoráveis para a mudança de cidade, foi citado a distância, que a mudança pode ser boa para a feira que está estagnada em Ribeirão Preto, que a estrutura de Ribeirão pe muito ruim e com a mudança pode haver melhoras alem de ser bom para o desenvolvimento do municipio de São Carlos. 3.2.2 Análise das entrevistas com os expositores Para complementar o estudo feito com os visitantes da feira agropecuária Agrishow 2009 foram entrevistados, alguns expositores. A avaliação deles é de extrema relevância para entendermos o motivo do sucesso desses 16 anos de Agrishow, e entender o pré, trans e pós evento. A pesquisa iniciou com o questionamento sobre quantas vezes cada empresa havia exposto na Agrishow o resultado pode ser observado no gráfico a seguir: 52 Gráfico 19. Número de exposições na Agrishow. Do total das setenta e duas empresas expositoras entrevistadas, somente duas estavam expondo pela primeira vez. Doze empresas já expuseram na feira de duas a quatro vezes, dezenove empresas, entre cinco e dez vezes. Porém, quarenta e uma das empresas expositoras entrevistadas já expuseram seus produtos na feira mais de dez vezes, mostrando a satisfação, o retorno financeiro e promocional que o evento proporciona podendo também entender melhor a organização do mesmo. Gráfico 20. Opinião dos expositores sobre a estrutura oferecida para os visitantes. 53 Quando questionado se a estrutura oferecida para os visitantes estava adequada, e foi verificado que para mais da metade dos entrevistados a estrutura estava plenamente adequada, porém, uma porcentagem considerável atesta que o evento atendeu razoavelmente o esperado, isso demonstra a insatisfação de alguns expositores para com a feira que se pode visualizar nos gráficos posteriores. Quando perguntado para os expositores se a estrutura da feira atendeu as necessidades da empresa, vinte e três dos entrevistados concordam que a feira atendeu plenamente as suas necessidades, quarenta e cinco dos entrevistados têm opinião que o evento atendeu razoavelmente, e seis das empresas entrevistadas afirmaram que o evento não atendeu as necessidades da sua empresa, comprovando o fato citado no parágrafo anterior e que pode ser visualizado no gráfico abaixo: Gráfico 21. Opinião dos expositores sobre a estrutura da feira para a empresa. Foi perguntado aos expositores se os itens abaixo atenderam as necessidades de sua empresa. As porcentagens poderão ser vista nos gráficos abaixo: 54 Gráfico 22.Opinião dos expositores sobre a data de realização. Em relação a data escolhida para o evento, ou seja o periodo entre-safras, é considerada pelas empresas expositoras entrevistadas um bom período para a realização de negócios, isto ocorre devido ao planejamento e a organização do evento que escolhe o melhor periodo para a realização deste. Gráfico 23.Opinião dos expositores sobre o local de realização. Para a maior parte dos expositores o local de realização do evento, que apesar de estar distante do centro do municipio, o Pólo Regional de Desenvolvimento Tecnológico dos 55 Agronégócios do Centro-Leste atendeu as necessidades das empresas expositoras. Fato que explica-se pela facilidade de acesso e pela sinalização colocada em todo o municipio durante os seis dias do evento. Gráfico 24. Opinião dos expositores sobre a abrangência do evento. Gráfico 25. Opinião dos expositores sobre a periodicidade do evento. Para a maior parte das empresas expositoras a periodicidade e a abrangência do evento que é considerado internacional, e recebeu 120 mil visitantes, atendeu a expectativa da maior parte dos expositores. Alguns expositores são da opinião de que o evento deveria acontecer com 56 maior espaço de tempo, como por exemplo de três em três anos como citado por um entrevistado, pois na opinião dele o evento já está saturado, segundo este entrevistado, este fato levou alguns expositores a deixarem de frequentar o evento todos os anos. Gráfico 26.Opinião dos expositores sobre o custo do m². A maior parte das empresas entrevistadas consideram o preço do m² muito caro pela estrutura que a feira oferece. Isto se deve ao fato do preço ser elevado frente a estrutura oferecida. A maioria das feiras agropecuárias do país ocorrem em espaços cobertos, com climatização adequada e essa foi uma das críticas mais escutadas. 57 Gráfico27 -Opinião dos expositores sobre o provável retorno financeiro. Quase 50% das empresas expositoras disseram receber o retorno financeiro esperado, porém um número considerável de empresas, consideram que o retorno financeiro não atendeu plenamente as expectativas da empresa. Isso se deve a uma diminuição do número de visitantes em alguns setores da feira, devido a desistencia de alguns grandes expositores em participar do evento deste ano. Gráfico 28. Opinião dos expositores sobre o público-alvo. 58 Sobre o público alvo, um pouco mais da metade dos entrevistados considera que o atendeu as suas expectativas, porém existe uma pequena diferença quanto ao número das empresas que atenderam em partes as expectativas sobre o público esperado isto se deve pelo mesmo motivo explicado no gráfico anterior. Gráfico 29. Opinião dos expositores sobre a captação de novos clientes. Quando questionados sobre a captação de novos clientes, mais de cinquenta por cento dos entrevistados afirmaram que surgiram novos clientes. Isto deve-se ao fato de além do público fiel, a cada versão da feira um novo público participa. No entanto um número considerável de expositores, opinou que a feira não atendeu suas expectativas neste item. 59 Gráfico 30. Opinião dos expositores sobre a análise da concorrência. A maioria das empresas considera que foi possível analisar a concorrência na Agrishow 2009, porém houve reclamação de alguns expositores, que os principais concorrentes não compareceram na feira este ano, devido a problemas nos anos anteriores, e ao custo elevado para a participação no evento, muitos afirmaram que a feira está desgastada. Tabela 2. Opinião dos expositores sobre a infra-estrutura do evento. Infra - estrutura Vias de acesso Pavilhão de exposições Segurança Iluminação Estacionamento Sinalização (interna e Externa) Estrutura da cidade Demonstrações de campo Praça de alimentação Excelente 22% Bom 58% Regular 12% Ruim 7% Péssimo 1% 20% 12% 11% 2% 60% 50% 70% 17% 12% 22% 9% 25% 5% 12% 5% 24% 3% 4% 5% 32% 4% 14% 54% 67% 26% 17% 11% 2% 5% Zero 6% 66% 28% zero Zero 2% 32% 18% 24% 24% Fonte: ALMEIDA, 2009. Quando questionados sobre a infra-estrutura da feira, a maioria dos expositores, consideram satisfatório, os seguintes itens: vias de acesso, pavilhão de exposições, 60 demonstracões de campo e iluminação. Com relação a segurança, mais de 50 % dos entrevistados consideram que ela estava adequada, no entanto, alguns expositores, relataram caso de pequenos roubos durante o evento. A sinalização, obteve uma análise favorável, porém alguns expositores, afirmaram que ela estava confusa, e que se era dificil encontrar alguns estandes na feira. Quanto ao estacionamento a maioria dos visitantes concordam que ele estava péssimo ou ruim, isso se deve a distância do estacionamento até o local do evento, e ao preço cobrado por este serviço. Quanto a estrutura da cidade, mais de 80% das empresas entrevistadas, consideram boa ou excelente, devido a qualidade da ampla rede hoteleira da cidade, aos shoppings, e a grande quantidade de bares e casas noturnas da cidade, que nesta época recebe um grande número de visitantes e fica muito movimentado. A praça de alimentação não foi bem avaliada pelos expositores, conforme tinha acontecido com os visitantes fato que mostra insatisfação dos dois lados pesquisados neste trabalho. Gráfico 31. Intenção dos expositores em expor novamente na feira. Pelo gráfico acima é possível verificar que apenas uma pequena parcela dos entrevistados, não pretendem expor novamente na Agrishow, no entanto, muitos dos entrevistados afirmam que a feira está desgastada e que só retornariam no próximo ano devido a participação de seus concorrentes. 61 Gráfico 32. Opinião dos expositores sobre a provável mudança da Agrishow para o municipio de São Carlos. Quando perguntado aos expositores o que eles achavam sobre a mudança da Agrishow para o municipio de São Carlos, a maioria dos expositores considerou a mudança ruim , e citaram alguns motivos para não ocorrer essa mudança como São Carlos não ter a infra-estrutura suficiente para receber e administrar um evento dessa magnitude, pela cidade não oferecer estrutura hoteleria em quantidade para os visitantes e a distância também foi apontada, por alguns expositores. Outros não vêem o porque da feira mudar de municipio, mas sim, a feira de Ribeirão Preto que precisa melhorar. No entanto um número considerável de empresas expositoras, quase 40 % consideram que seria bom a feira passar a ser realizada no municipio de São Carlos, e apontaram alguns fatores favoráveis para ocorrer essa mudança: melhorar a renovação. infra-estrutura da feira e uma provável 62 CONSIDERAÇÕES FINAIS A pesquisa desenvolvida neste trabalho abordou duas visões de participantes da Agrishow, a do expositor e a do visitante. Para alcançar o resultado pretendido utilizou-se primeiramente à fundamentação teórica sobre o assunto, abordando o histórico e os conceitos de eventos e feiras agropecuárias e depois, a importância do planejamento nos eventos e feiras, em especial, a Agrishow. Em um país em que o agronegócio corresponde por 33% do PIB, 42% das exportações e 37% pela geração, as feiras agropecuárias são ferramentas importantes para movimentar esse grande negócio. Como se abordou anteriormente, as feiras proporcionam espaços para troca, novos conhecimentos e para a realização de negócios e neste caso, pela dimensão do setor, elas tornam-se essenciais. Pode-se observar pela pesquisa a importância atual destas feiras e principalmente da Agrishow para o setor do agronegócio. Este tipo de feira agropecuária difere-se muito dos outros tipos de feiras desta tipologia existentes no Brasil, pelo seu conceito de feira dinâmica, onde o participante conhece “in locu” as novas tecnologias para o setor. No caso da Agrishow o participante tem como foco principal a feira em si, ou seja, a tecnologia e a inovação. Atualmente não é apenas a Agrishow que realiza este tipo de feira, seus concorrentes principais são a Tecnoshow Comigo (Rio Verde – GO) e a ExpoDireto (Não me Toques – RS). Estas feiras têm características muito semelhantes a Agrishow, porém em formato menor e de público mais regional. Outra feira que também é considerada uma feira dinâmica é o Show Rural da Coopavel (Cascavel- PR) que difere das demais, porque conta com show de cantores famosos na área de entretenimento como chamariz para atrair o público. Frente às concorrentes a Agrishow ainda mantêm a liderança nas feiras desta tipologia. A feira possui diversos pontos positivos, iniciando pela empresa responsável pela sua organização. A Reed Exhibitions Alcantara Machado, uma das mais famosas marcas mundiais em organização de eventos, que foi constituída a partir da joint venture entre a Reed Exhibitions, principal marca mundial do mercado de feiras de negócios, que organiza em torno de 500 eventos, em 38 países, e a Alcantara Machado, maior empresa de eventos da América Latina Outro aspecto importante foi seu pioneirismo, por ser a primeira com o conceito de feira dinâmica conseguiu fixar seu nome no mercado de feiras desta categoria, mesmo com as concorrentes no país. 63 A escolha de Ribeirão Preto para realizar a feira também se mostra adequada, pois a região e o município são importantes no agronegócio brasileiro, sua localização e infra-estrutura para o evento são adequadas. Estes itens foram atestados nas pesquisas realizadas com os visitantes e com o expositores. No inicio deste ano a imprensa noticiou que a Agrishow, a partir de 2010, mudaria para o município de São Carlos-SP, por isso foi questionado aos pesquisados o que achavam desta alteração e a maioria dos expositores e dos visitantes concordaram que não seria um boa opção. O período de realização no final da safra, a abrangência do evento e a sua periodicidade foram vistos pelos entrevistados, em sua maioria, como oportunos. A estrutura para o evento corresponde ao espaço físico composto de local para exposição de máquinas e demonstrações de campo com os serviços de sinalização, segurança, iluminação, estacionamentos, banheiros e alimentação. O que tange a estes itens, banheiros, bares e restaurantes foram considerados satisfatório por parte dos entrevistados e não pela maioria, o que precisa ser revisto por parte da empresa organizadora. Na teoria deste trabalho foi apresentado que um evento precisa não somente de suas atividades fins, mas também, de uma estrutura que apóie o participante com qualidade, o que não aconteceu na integra neste caso. O item mais insatisfatório foi o estacionamento. Este foi avaliado como péssimo pela metade dos consultados e o principal problema era à distância a ser percorrida até o evento e a organização poderia ter usado meio de transportes alternativos como carros elétricos, “trezinhos” ou outras opções que já são utilizadas em eventos. Neste caso, pode-se atestar que mesmo as melhores organizadoras de eventos com muita experiência, também comentem falhas. Mesmo com alguns itens satisfatórios, para os expositores, o evento de 2009 não apresentou um custo/beneficio em serviços pelo custo por m² de stands. Se a estrutura oferecida não agradou por completo os expositores, já o objetivo de suas participações no evento como a captação de novos clientes e a manutenção dos atuais foi atingida, mesmo sendo 2009 um ano de crise econômica mundial. Por causa da crise as maiores montadoras de máquinas e implementos agrícolas ligadas a Anfavea não estiveram presentes, pois o custo para participar de um evento deste porte para as grandes montadoras, girava em torno de R$ 1 milhão o que levou a Anfavea a optar por participar bienalmente do evento. Esta opção abriu portas para marcas menos conhecidas e o direcionamento para a apresentação das tecnologias disponíveis para melhorar a produtividade e reduzir custos agrícolas. 64 Mesmo com as dificuldades apresentadas às empresas entrevistadas, com exceção de quatro, pretendem voltar a participar na próxima edição pela importância dos negócios realizados e também para marcar presença na maior feria agropecuária do país por causa da concorrência. Se metade dos expositores é um público fiel que já expôs mais de uma vez na feira e pretende voltar a expor, o visitante também tem um percentual fiel significativo em torno de 40% que apreciam a feira e sua estrutura, com as ressalvas já citadas, e também acha o preço justo ao acesso a feira. Esta pesquisa teve como objetivo principal entender como os visitantes e expositores caracterizar e avaliar a feira Agrishow pela ótica dos visitantes e expositores. e creio que este objetivo geral foi atingido mostrando que a avaliação dos expositores sobre a feiratem aspectos bastante positivos, porém existem também aspectos negativos que precisam ser melhorados. Quanto ao objetivo específico “Conhecer dados sobre a organização da Agrishow no ano de 2009” foi satisfatório, mas não completamente, pois a Reed Exhibitions Alcantara Machado não disponibiliza dados completos sobre a feira. Deveria seguir o exemplo da organizadora da ExpoDireta Cortijal que expõe todos os dados da feira, possibilitando um análise mais aprofundada de sua organização e de sua história, o que seria muito interessante para o estudo da Agrishow. No decorrer deste trabalho pudemos perceber que existe um segmento pouco estudado pelos organizadores de eventos: as feiras dinâmicas agropecuárias. Embora este não fosse o nosso objetivo principal, o despertar para esse novo tema de pesquisa abre a oportunidade para a continuação deste estudo por outros pesquisadores. 65 REFERÊNCIAS ABAGRP – Associação Brasileira do Agronegócio da Região de Ribeirão Preto. Disponível em: < http://www.abagrp.org.br> Acesso em: out. 2009. AGRISHOW. Informações e Histórico sobre o evento. Disponível <http://www.agrishowribeiraopreto.com.br/info.asp?img=info_visitantes&cat=historico> Acesso em: out. 2009. em: . AGROLEITE. Feira Agrishow 2005. Disponível em: <http://www.agroleite.com.br/index.php?lingua=1&pagina=agrishow_2005> Acesso em: dez. 2009. ANDRADE, José Vicente de. Turismo: fundamentos e dimensões. 2.ed. São Paulo: Atica, 1997. AVEZUM, Laura Maria Mattar. Eventos agropecuários e turismo: a 42ª Exposição Agropecuária de Araçatuba-SP. 2002. 109f. Dissertação (Mestrado em Turismo) - Universidade de São Paulo – Escola de Comunicação e Artes, São Paulo, 2002. BARRETO, Margarita. Planejamento e Organização em turismo. 7. ed. Campinas: Papirus, 2002. BENI, Mario Carlos. Análise estrutural do turismo. 5.ed. São Paulo: Editora Senac São Paulo, 2001. BRAGA, Débora Cordeiro. A margem das feiras de negócios: o uso do tempo livre do turista em São Paulo. 2005. 161f. Tese (Doutorado em Turismo) – Escola de Comunicação e Artes, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2005. BRESSAN, Flávio. O método do Estudo de caso. Administração online: prática, pesquisa, estudo. FECAP- Fundação Escola de Comercio Álvares Penteado. Vol. 1, n° 1, janeiro/fevereiro/março/2000. BRITTO, Janaina; FONTES, Nena. Estratégia para eventos: uma ótica do marketing e do turismo. São Paulo. Aleph, 2002. 66 CANAL RURAL. Candidatos a prefeito de Ribeirão Preto colocam agronegócio na plataforma eleitoral. Disponível em: <http://www.canalrural.com.br/canalrural/jsp/default.jsp?uf=1&local=1&action=noticias&id=21 53345§ion=noticias> Acesso em : out. 2009. CALDEIRA, Mayka Perosa . Feicana:A Organização da feira sob a perspectiva dos visitantes e expositores e da profissionalização do setor de eventos. 2008. 163f. Monografia (apresentado ao final do curso de Turismo)- UNESP – Universidade Estadual Paulista, Rosana. CANTON, Antonia Marisa. Evento: da proposta ao planejamento. Turismo em análise, São Paulo, 1997. CAMARGO, Haroldo L. Fundamentos multidisciplinares do turismo: história. In: TRIGO, Luiz Gonzaga de Godoi (Org.). Turismo. Como aprender, como ensinar. 3.ed. São Paulo: Editora Senac, 2003. CANAL BOLSA DE NEGÓCIOS. Saldo positivo para exportações do agronegócio. Disponível em: < http://www.netbabillons.com.br/bolsa/NotiBolsa/notibolsa453.htm > Acesso: nov. 2009. CANTON, Antonia Marisa. Os eventos no contexto da hospitalidade – um produto e um serviço diferencial. In: DIAS, Célia Maria de Morais (Org.). Hospitalidade, reflexões e perspectivas. Barueri-SP: Manole, 2002. CESCA, Cleuza G. Gimenes. Organização de eventos: manual para planejamento e execução. São Paulo: Summus, 1997. CBC&VB. MTur apresenta levantamento de dados sobre Ribeirão Preto. Disponível em: < http://www.fbcvb.com.br/noticias_detalhes.asp?id=6168 > Acesso em nov. 2009. DENCKER, Ada de Freitas Maneti; VIÁ, Sarah Chucid de. Pesquisa Empírica em ciências humanas (com ênfase em comunicação). São Paulo: Futura, 2001. DENCKER, Ada de Freitas Maneti. Métodos e Técnicas de Pesquisa em Turismo. São Paulo: Futura, 1998. 67 EMBRAPA – Monitoramento por satélite. Disponivel em: <http://www.temasemdebate.cnpm.embrapa.br/conteudo/con_agronegocio.htm> Acesso em: out. 2009. GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2002. HAMAM, Rogério. Entretenimento em Feiras Comerciais sob a Ótica da Hospitalidade: A Erótika Fair. 2005. 149f. Dissertação (Mestrado em Hospitalidade) – Universidade Anhembi Morumbi, São Paulo, 2006. IBGE. Ribeirão Preto – SP. Disponível <http://www.ibge.gov.br/cidadesat/xtras/perfil.php?r=2&codmun=354340> Acesso 2009. em em: out. KITAMURA, P.C.; IRIAS, L.J.M. O profissional de pesquisa & desenvolvimento rural para os novos tempos. Cadernos de Ciência & Tecnologia v.19, n.1, p. 119-134, 2002. LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Metodologia do trabalho cientifico: procedimentos básicos, pesquisa bibliográfica, projeto e relatório, publicações e trabalhos científicos. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2001. LAGE, Beatriz H. Gelas; MILONE, Paulo César. Economia do Turismo. 2 ed. Campinas: Papirus, 1996. MARTIN, Vanessa. Manual prático de eventos. São Paulo: Atlas, 2003. MATIAS, Marlene. Organização de eventos: procedimentos e técnicas. 4.ed. Barueri-SP: Manole, 2007. MEIRELLES, Gilda Renato. Manual de eventos. Caxias do Sul: Educs, 1999. MELO, Dirce Regina G. de Azeredo. Dados Recentes do Agronegócio Brasileiro. Disponível em: < http://www.proec.ufg.br/revista_ufg/agro/E25_agronegocio.html > Acesso em: nov. 2009. MELO NETO, Francisco Paulo de. Marketing de eventos. 2.ed. Rio de Janeiro: Sprint, 1999. 68 MENESCAL, Luiz Cláudio de A. et al. Eventos: oportunidade de novos negócios. Rio de Janeiro: Editora Senac Nacional, 2000. MOLINA, Sérgio. Turismo: Metodologia e Planejamento. Bauru, SP: Edusc, 2005. MORAES, Claudia Correia de Almeida. Apostila UNESP – Curso de Turismo. Disciplina de Teoria Geral do Turismo I. Rosana, SP, 2008. PÁGINA RURAL. Agrishow Ribeirão Preto 2009. Disponível em: < http://www.paginarural.com.br/evento/2354/agrishow-ribeirao-preto-2009> Acesso em: Nov. 2009. PARQUE ÁGUA BRANCA. História do Parque. Disponível http://www.parqueaguabranca.sp.gov.br/oparque.asp > Acesso em: Nov. 2009. em: < PLUM, Werner. Exposições mundiais no século XIX: espetáculos da transformação sóciocultural.Wanderlei de Paula Barreto e Ana Maria Zanutto de Paula Barreto (trad.). São Paulo: Friedrich-Ebert-Stiftung, 1979. Portal da cidade de Ribeirão Preto. Disponível em: http://www.ribeiraopreto.sp.gov.br/, Acesso em out. 2009. Portal do Ministério da Agricultura, da Pecuária e do Abastecimento. Disponível em <http://www.agricultura.gov.br/portal/page?_pageid=33,969647&_dad=portal&_schema=PORT AL>, Acesso em out. 2009. PIMENTA, Caroline Petian; RENÓ, Denis Porto. A Importância da Comunicação Empresarial no Agronegócio Brasileiro. Disponível em: < http://www.cem.itesm.mx/dacs/publicaciones/logos/anteriores/n55/portopetian.html>, Acesso em set. 2009. REVISTA DOS EVENTOS. São Paulo: Expo Planejamento, Marketing e Consultoria, edição nº.11, julho / agosto de 2000. SCHLÜTER, Regina G. Metodologia da Pesquisa em Turismo e Hotelaria. Tradução:Tereza Jardini. São Paulo: Aleph, 2003. 69 SEADE. Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados. Disponível em: www.seade.gov.br, Acesso em out. 2009. SILVA, Shirley de Fátima Salazar da. Feiras comerciais e hospitalidade: estudo de caso da Feira Escolar. 2005. 197f. Dissertação (Mestrado em Hospitalidade) – Universidade Anhembi Morumbi, São Paulo, 2005. SOUSA, Márcia C. dos Santos Viegas de. Marketing de feiras: manual do expositor. Lisboa: Edições Silabo, 2000. TENAN, Ilka. Eventos. São Paulo: Aleph, 2002. (ABC do Turismo). UBRAFE. União Brasileira dos Promotores <www.ubrafe.org.br/port> Acesso em out. 2009. ZANELLA, Luis Carlos. Manual de operacionalização. São Paulo: Atlas, 2004. organização de de Feiras. eventos: Disponível planejamento em: e 70 APÊNDICES 71 APÊNDICE A – FORMULÁRIO DE ENTREVISTA RESPONDIDO PELOS EXPOSITORES QUESTIONÁRIO PARA LEVANTAMENTO DE DADOS DOS VISITANTES E EXPOSITORES DA FEIRA AGRISHOW 2009. Introdução Este questionário tem por objetivo pesquisar dados que auxiliem a analise dos questionamentos feitos no Trabalho de Conclusão de Curso com o Tema: A Feira Agropecuária Agrishow: Planejamento e Organização. Seu objetivo é aferir a percepção dos visitantes e expositores a respeito do planejamento e organização da Feira Agrishow 2009. A pesquisa será realizada nos dias 27 de abril ao dia 02 de maio procurando atingir o número de 72 expositores. Nome da Empresa: _______________________________________________________ 1. Quantas vezes já expôs na Agrishow? ( ) uma vez ( ) entre duas e quatro vezes ( ) entre cinco vezes a dez vezes ( ) + de dez vezes. 2. A estrutura oferecida este ano para o evento atendeu as necessidades de sua empresa? ( ) plenamente ( ) razoavelmente ( )não atendeu 3. Achou a estrutura oferecida para os visitantes no evento de 2009 adequada? ( ) plenamente ( ) razoavelmente ( )não se adequou 4. Os itens abaixo atenderam a necessidade de sua empresa: Data de realização ( ) atendeu ( ) atendeu parcialmente ( ) não atendeu Local de realização ( ) atendeu ( ) atendeu parcialmente ( ) não atendeu Abrangência do evento ( ) atendeu ( ) atendeu parcialmente ( ) não atendeu Periodicidade do evento ( ) atendeu ( ) atendeu parcialmente ( ) não atendeu Custo do m2 ( ) atendeu ( ) atendeu parcialmente ( ) não atendeu Provável retorno financeiro ( ) atendeu ( ) atendeu parcialmente ( ) não atendeu Público-alvo 72 ( ) atendeu ( ) atendeu parcialmente ( ) não atendeu Captação de novos clientes ( ) atendeu ( ) atendeu parcialmente ( ) não atendeu Análise da concorrência ( ) atendeu ( ) atendeu parcialmente ( ) não atendeu 5. Quanto a infra-estrutura da Agrishow 2009 analise: Vias de acesso / localização ( ) Excelente ( ) Bom ( ) Regular ( ) Ruim ( ) Péssimo Pavilhão de Exposições ( ) Excelente ( ) Bom ( ) Regular ( ) Ruim ( ) Péssimo Segurança ( ) Excelente ( ) Bom ( ) Regular ( ) Ruim ( ) Péssimo Iluminação ( ) Excelente ( ) Bom ( ) Regular ( ) Ruim ( ) Péssimo Estacionamento ( ) Excelente ( ) Bom ( ) Regular ( ) Ruim ( ) Péssimo Sinalização (interna e externa) ( ) Excelente ( ) Bom ( ) Regular ( ) Ruim ( ) Péssimo Estrutura da cidade ( ) Excelente ( ) Bom ( ) Regular ( ) Ruim ( ) Péssimo Demonstrações de campo ( ) Excelente ( ) Bom ( ) Regular ( ) Ruim ( ) Péssimo Praça de Alimentação ( ) Excelente ( ) Bom ( ) Regular ( ) Ruim ( ) Péssimo 6. Pretende expor em outra edição da AGRISHOW? ( ) Sim b) ( ) Não 7. A Agrishow 2010 está prevista para acontecer no município de São Carlos. Para a sua empresa esta mudança é: ( ) boa ( ) ruim ( ) indiferente Por quê? ____________________________________________________________________ 73 APÊNDICE B – FORMULÁRIO DE ENTREVISTA RESPONDIDO PELOS VISITANTES QUESTIONÁRIO PARA LEVANTAMENTO DE DADOS DOS VISITANTES E EXPOSITORES DA FEIRA AGRISHOW 2009. Introdução Este questionário tem por objetivo pesquisar dados que auxiliem a analise dos questionamentos feitos no Trabalho de Conclusão de Curso com o Tema: A Feira Agropecuária Agrishow: Planejamento e Organização. Seu objetivo é aferir a percepção dos visitantes e expositores a respeito do planejamento e organização da Feira Agrishow 2009. A pesquisa será realizada nos dias 27 de abril ao dia 02 de maio procurando atingir o número de 200 participantes. Questionário Questões biossocial e econômicas 1) Sexo ( ) masculino ( ) feminino. 2) Idade ( ) 15 a 24 anos ( ) 25 a 44 anos ( ) 45 a 65 anos e acima de 65 ( ). 3) Grau de Escolaridade 4) Qual sua ocupação?__________________________________________________. 5) Onde está hospedado_________________________________________________. 6) Que transporte foi utilizado para a vir a Ribeirão Preto ( ) ônibus de turismo ( ) ônibus fretado ( ) carro próprio ( ) carro alugado ( ) ônibus de linha ( ) avião. Questões sobre a Feira 7) Quantas vezes já freqüentou a Agrishow? ( ) uma vez ( vezes. ) entre duas e quatro vezes ( ) entre cinco vezes a dez vezes ( ) + de dez 74 8) O que motivou a sua visita a Agrishow 2009? ( ) negócios ( ) inovação tecnológicas ( ) divertimento ( ) convívio social 9) Avalie a organização da Agrishow 2009 Divulgação: ( ) muito boa ( ) boa ( ) regular ( ) ruim ( ) péssima. Estacionamento: ( ) muito bom ( ) bom ( ) regular ( ) ruim ( ) péssimo. Lugar onde a Feira esta sendo realizada: ( ) muito boa ( ) boa ( ) regular ( ) ruim ( ) péssima. Ingresso quanto ao preço ( ) caro ( ) justo ( ) barato Segurança: ( ) muito boa ( ) boa ( ) regular ( ) ruim ( ) péssima. Espaço para exposição de máquinas: ( ) muito boa ( ) boa ( ) regular ( ) ruim ( ) péssima. Espaço para exposição de insumos agrícolas: ( ) muito boa ( ) boa ( ) regular ( ) ruim ( ) péssima Iluminação: ( ) muito boa ( ) boa ( ) regular ( ) ruim ( ) péssima. Sinalização: ( ) muito boa ( ) boa ( ) regular ( ) ruim ( ) péssima. Banheiros: ( ) muito boa ( ) boa ( ) regular ( ) ruim ( ) péssima. Bares e Restaurantes: ( ) muito boa ( ) boa ( ) regular ( ) ruim ( ) péssima. 10) Quais das características abaixo relacionadas que encontrou nos estandes que freqüentou na feira: ( ) atendimento simpático. ( ) boas informações sobre os produtos. ( ) disposição visível de seus produtos. ( ) ambiente agradável ( ) produtos que despertou seu interesse ( ) nenhuma das respostas acima. Outras: ______________________________________________________________________. 11) A Agrishow 2010 está prevista para acontecer no município de São Carlos. Para você esta mudança é: ( ) boa ( ) ruim ( ) indiferente Por quê? ____________________________________________________________________ 75 ANEXOS 76 ANEXO A – MANUAL DO EXPOSITOR 77 78 79 80 81 82 83 84 85 86 87 88 89 90 91 92 93 94 95 96 97 98 ANEXO B– PRODUTOS QUANTO AO NÚMERO DE EXPOSITORES Produto Número de Expositores Acomplamentos, Freios e Embreagens 4 Adubo, Calcário de Fertilizantes 5 Aerador 4 Ancinho 7 Aparador de cerca viva 7 Aplicador de Corretivo e/ou calcário 10 Aplicador de Fertilizante 15 Aquecedor de Ar 3 Arado 10 Arames/Cabo 1 Arrancador de Brotos 1 Arrancador e Invertedor de Amendoim 2 Arrancadora de Batata 3 Arruador para café 6 Aspersor 10 Aspirador Industrial 1 Assessoria Empresarial 1 Associações, entidades e órgãos do governo 1 Atomatizador 5 Balança Rodoviária 3 Balanças para Animais 6 Bancos 1 Baterias e acessórios 3 Bebedouro 8 Beneficiadora de grãos e cereais 5 Beneficiadora de sementes 4 Bicos de Pulverização 13 Bitrem e Rodotrem 1 99 Bombas e Motobombas 32 Bombas Submersas 1 Borrachas para reconstrução de pneus 1 Cabo de aço 3 Caçambas e Contêiners 5 Caixa d’água 2 Campânula 1 Capotas e cabines para máquinas agrícolas 2 Carregador de cana de açúcar 3 Carregador de fardo e feno 3 Carregador Florestal 5 Carregadores Agrícolas 11 Carreta Agrícola 23 Carreta Canavieira 7 Carreta Forrageira 8 Carreta Graneleira 9 Carreta Tanque 8 Carretel enrolador 3 Carrocerias, furgões e reboques 6 Ceifadora 6 Cerca elétrica e acessórios 4 Classificador de sementes 8 Climatização ambiental 1 Cobridor de sulco 6 Coletor de amostra 2 Colhedora de azeitona e laranja 1 Colhedora de café 5 Colhedora de cana-de-açúcar 11 Colhedora de Forragem 8 Colhedora de Grãos 2 100 Colhedora de milho/ despigadora 4 Comboio de lubrificação 1 Comedouro / cocho 3 Compactador de solo 1 Componentes eletrônicos 6 Componentes para motores 8 Compostador de resíduos orgânicos 3 Consultoria Ambiental 1 Cordas 1 Cordoalha 1 Correias 3 Cortador de ferro e pedra 1 Cortador de grama 8 Cortadora de cana-de-açúcar 3 Cortadora-enleiradora de feijão 2 Cortina para aviário 3 Cultivador/motocultivador 12 Curral 1 Cursos 2 Curvadora de tubos 3 Defensivos agrícolas 2 Derriçadora de café 6 Desensiladeira mescladora 1 Distribuidor de cana picada 2 Distribuidor de esterco sólido 14 Distribuidor de fertilizante 20 Distribuidor de ração 4 Distribuidor de sementes 11 Distribuidor de torta 7 Ducha veterinária 3 101 Eixos, cardan e cruzetas 10 Elevador de canecas 10 Elevador hidráulico 4 Embaladora de fardos 1 Empilhadeira 4 Energia Alternativa 1 Energia Solar 1 Enfardadora de fardos redondos e retangulares 2 Engenho de cana 1 Engrenagens, polias, pinos, buchas e roletes 4 Ensiladora estacionária 6 Enxada rotativa 4 Equipamentos de comunicação 1 Equipamentos hidráulicos e pneumáticos 16 Equipamentos para a indústria alimentícia 6 Equipamentos para a indústria de ração 8 Equipamentos para abastecimento e lubrificação 9 Equipamentos para beneficiamento de algodão 1 Equipamentos para combate a incêndios 6 Equipamentos para extração de óleos vegetais 3 Equipamentos para manutenção de veículos 4 Equipamentos para manutenção de carga 12 Equipamentos para radiocomunicação 1 Equipamentos para topografia 6 Equiptos 6 Escavadeira 2 Escreiper de arrasto 2 Espalhador de palha 2 Estação meteorológica 5 Estruturas metálicas 1 102 Estufas 1 Exaustor 4 Facas, facões e canivetes 2 Faróis e lanternas 2 Ferramentas agrícolas 7 Ferramentas elétricas 1 Filtros e equipamentos para filtragem 16 Fumigador 3 Garfo para silagem e fenação 8 Garra hidráulica 2 Gerador de ar quente/fornalha 1 Gerador elétrico 4 Gotejador 3 GPS 14 Grade 6 Grupos geradores 7 Guincho/Winch/Cabrestante 13 Guindaste 2 Importação de exportação de produtos agrícolas 7 Incubadora avícola 1 Injetora de fertilizantes 4 Inseticida / pesticida / bioinseticida 3 Instituições financeiras 1 Instrumentos e aparelhos veterinários 3 Irrigação 18 Juntas Automotivas 2 Lâmina dianteira 5 Lâmina traseira 4 Lavadora de alta pressão 6 Lonas 1 103 Lubrificantes e combustíveis 2 Macacos 5 Mancais 9 Mangueiras e conexões 17 Manômetros 9 Máquinas de corte e plasma para metal 1 Máquinas de revestimento por plasma 1 Máquinas para embalagem, fechamento e costura 1 Máquinas para limpeza de grãos 9 Máquinas para mecher cama de aviário 5 Marcador de animais 1 Marcador de linhas 6 Mata – burro 1 Microaspersor 5 Misturador de adubo 3 Misturador de ração 7 Misturador de sementes 1 Moinho de martelo para madeira 2 Moinho para ração 8 Molas 3 Moldes 1 Monitor para implantadeira 5 Motocicleta 1 Motoniveladora 2 Motor de popa / rabetas 3 Motores diesel / gasolina 9 Moto-serra 5 Mourão 1 Nebulizador 6 Niveladora de solo / plaina 5 104 Nutrição animal 4 Ordenharia 8 Pá – carregadeira 10 Painel de controle 10 Paisagismo 3 Paleteira 2 Peças para equipamentos agrícolas 27 Peças para veículos 5 Peneira vibratória e rotativa 1 Perfurador de solo 5 Picador de forragem 10 Picador de raízes e tubérculos 1 Picador triturador de galhos 13 Picapes e automóveis 2 Piscicultura (equipamentos) 1 Pivô central 3 Pivô linear 2 Pivô rebocável 3 Plantadora de batata 1 Plantadora de cana de açúcar 7 Plantadora de ortaliças e vegetais 1 Plantadora de mandioca 4 Plantadora de trigo, soja e milho 9 Plataforma elevadora 5 Plataforma hidráulica roll–on 2 Pneus e câmaras 7 Podadora de árvore 3 Poliguindaste 3 Polvilhadora costal 1 Portal internet 1 105 Portas e portões 1 Prensa enfardadeira 1 Prensa hidráulica p/ fixação de terminais em mangueiras 2 Produtos para higienização de equiptos e saúde animal 4 Produtos para reparo em pneus 1 Produtos Plásticos 1 Produtos químicos e combustíveis 2 Produtos veterinários 3 Projeto e equipamento para biodiesel 4 Pulverizador 19 Raspador de correia 1 Recolhedor de café 3 Recolhedor para colhedora 1 Recolhedora-trilhadora de cereais 2 Recuperação de poços artesianos 1 Redutores de velocidade 5 Repicador para madeira 2 Reprodução e inseminação de sêmen bovino 1 Resfriador para leite 3 Retentor 2 Retroescavadeira sobre rodas 1 Revistas jornais e livros 2 Roçadora 21 Roda d’água 1 Rodas 3 Rolo compactador 1 Saúde animal 4 Secador 11 Secador de sementes 7 Segadora 4 106 Semeadora 10 Sementes 4 Serras circulares 3 Serras para poda 4 Serviços de escavação terraplanagem, perfuração de poços 2 Serviços de geoprocessamento e levantamentos topográficos 3 Serviços de usinagem 4 Serviços florestais 1 Silos 12 Sistema de Abatimento de pó 3 Sistema de aeração para silos e armazéns 5 Sistema de climatização 2 Sistema de identificação e monitoramento de animais 2 Sistema de monitoramento 10 Sistema de ordenha 4 Sistema de pulverização 12 Sistemas e projetos de irrigação 10 Softwares e informática 7 Sulcadores 10 Tanques 15 Telas e alambrados 1 Telefonia 1 Tesoura de poda 3 Tomada de força 3 Tosquiadeiras 1 Trações para colheitadeiras e tratores 3 Transmissões 6 Transportador 8 Tratamento de água e esgoto 4 Trator agrícola / trator de rodas 4 107 Trator de esteiras 2 Trilhadora de cereais 3 Triturador de fertilizante 1 Triturador de restos culturais 12 Tronco para imobilização 1 Troncos para imobilização 3 Tubos e conexões 19 Umidificador de ambiente 2 Vagão tratador autocarregável 6 Valetadora 1 Válvulas 14 Veículos especiais 4 Ventiladores 9