unesp
UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA
“JÚLIO DE MESQUITA FILHO”
Campus de Rosana - SP
GABRIELA FARIAS CARDOSO DE ALMEIDA
FEIRA AGROPECUÁRIA AGRISHOW:
PLANEJAMENTO E ORGANIZAÇÃO
ROSANA – SP.
2009
GABRIELA FARIAS CARDOSO DE ALMEIDA
FFEIIRA AGROPEC
CU
UÁ
ÁR
RIIA AGRISSH
HO
OW
W:
PLANEJAMENTO E ORGANIZAÇÃO
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Curso
de Turismo – Unesp/Rosana, como requisito parcial
para obtenção do título de Bacharel em Turismo.
Orientador: Prof° Ms. Cláudia Corrêa de Almeida
Moraes
ROSANA – SP.
2009
[VERSO DA FOLHA DE ROSTO]
Ficha Catalográfica: deve ser preenchida pela Biblioteca
Sobrenome, Prenome do autor
Título principal do trabalho: subtítulo / Nome completo do
autor. – Local(cidade)
xxx f : il. ; xx cm
Trabalho de Conclusão de Curso - TCC (Graduação) ––
Universidade Estadual Paulista, Local (cidade), ano.
1 Descritor. 2. Descritor. 3 . Descritor. I. Autor II. Título.
GABRIELA FARIAS CARDOSO DE ALMEIDA
FEIIRA AGROPE
ECUÁRIIA AG
GR
RISSHOW:
PLANEJAMENTO E
ORGANIZAÇÃO
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Curso
de Turismo – Unesp/Rosana, como requisito parcial
para obtenção do título de Bacharel em Turismo.
Orientador: Profª Ms. Cláudia Corrêa de Almeida
Moraes
Data de aprovação: ___/___/____
MEMBROS COMPONENTES DA BANCA EXAMINADORA:
Presidente e Orientador: Profª. Ms.Claudia Corrêa de Almeida Moraes - UNESP
Membro Titular: Prof. Dr. Lélio Galdino Rosa - UNESP
Membro Titular: Profª. Ms. Isabela de Fátima Fogaça - UFPB
Local: Universidade Estadual Paulista
UNESP – Rosana
AGRADECIMENTOS
Agradeço primeiramente aos meus pais, José Eduardo e Lícia, pelo amor incondicional,
pelo apoio em todos os momentos, pelo carinho sempre a mim dedicado, pela compreensão
nesses 4 anos morando longe de casa, e por todos os esforços para que eu possa estar aqui hoje.
Aos meus irmãos Eduardo e Rafael pelo apoio, pelo carinho, e pela ajuda em todos os momentos.
A minha querida avó, Maria Noemi, uma das pessoas que eu mais admiro na minha vida, pelo
amor, a ajuda e compreensão em todos os momentos da minha vida.
A minha orientadora, Cláudia Moraes, pela paciência, apoio e competência durante todo o
período de orientação deste trabalho. Ao professor Sérgio Domingos, pela ajuda e pela
disponibilidade oferecida em todos os momentos.
Aos amigos e colegas, que estiveram ao meu lado nestes 4 anos, em especial, Juliane
Lampiasi, Rafael Ikawa, Gabriel Firmino,Maria Miola amigos que sempre estiveram ao meu
lado e os quais eu tenho um enorme carinho. As minhas companheiras de república, Élida
Zuchini, Luciana Helmeister, Jackeline Barioni, Tábata Gialorenço e Isabela Dias pela
convivência e pela amizade ao longo desses anos. As minhas amigas Mariângela Garcia e
Mariana Sobrinho pela ajuda e pela amizade nos últimos momentos.
Aos amigos de Ribeirão Preto, sempre presentes na minha vida, Maria Cláudia Moura, e
Natália Oliveira, amigas de todas as horas as quais eu posso contar sempre. As novas amigas
Bianca Oliveira e Cristiane Ferreira que apesar do pouco tempo de convívio parecem ser amigas
de anos. A Júlia Pupin, que perdeu seu sábado para me ajudar com os questionários deste
trabalho, e se mostrou presente nos momentos em que mais precisei. As minhas companheira de
trabalho, Flávia Thomazin e Shirley Paula, pela ajuda, pelo carinho e pelas barras que
enfrentamos juntas. A Ana Bárbara e a Karina Barbieri que mesmo sem ter mais tanto contato
sempre estão presentes na minha vida, e a Felipe Estevez e Leandro Sella pelo carinho e pela
amizade dedicada de tantos anos.
RESUMO
Nos últimos anos a área de eventos segue um crescimento no país e no mundo, especialmente o
setor de feiras que é uma importante área de comercialização e mostra dos novos produtos que
entrarão no mercado. Este Trabalho de Conclusão de Curso tem como objeto de estudo a feira
agropecuária Agrishow – Feira de Tecnologia em Ação que se realiza anualmente desde 1994 na
cidade de Ribeirão Preto no estado de São Paulo, e neste ano de 2009 teve a sua décima sexta
edição. Tem como objetivo geral caracterizar e avaliar a feira Agrishow pela ótica dos visitantes
e expositores. A metodologia utilizada para realizá-lo foi à pesquisa descritiva caracterizada por
ser um estudo de caso, bibliográfico e documental de caráter quantitativo, e o método utilizado
foi o indutivo. Para isso foi feito um levantamento histórico sobre eventos e feiras, explicando os
seus conceitos e para tanto foram contempladas bibliografias sobre o agronegócio e as feiras
agropecuárias. Durante a AGRISHOW 2009 houve a aplicação de questionários para expositores
e visitantes, que tornou possível fazer uma análise quantitativa dos dados que estão apresentadas
neste trabalho. Ao final, conclui-se com base na apresentação dos resultados obtidos com essa
pesquisa de campo a importância atual das feiras agropecuárias e a relevante participação da
Agrishow para o setor do agronegócio.
Palavras-Chave: Eventos, Feira Agropecuária, Planejamento e Organização.
ABSTRACT
The area of events in recent years follows a growth in the country and the world, especially the
sector of fairs is an important area of marketing and display of new products entering the market.
This work will study the agricultural fair Agrishow - Technology Fair in Action, held annually
since 1994 in Ribeirão Preto in São Paulo. It aims to understand how visitors and exhibitors
assess the items: receipt, distribution and exposure conditions for dynamic fair Agrishow The
methodology used to perform it was the descriptive characterized as a case study, bibliographic
and documentary qualitative and quantitative character, and the method used was inductive. For
this a historical survey of events and fairs was made, explaining their concepts and both were
covered bibliographies on agribusiness and agricultural fairs. During AGRISHOW 2009 was the
application of questionnaires to exhibitors and visitors, which made it possible to make a
quantitative and qualitative analysis of the data presented in this work. In the end, it is concluded
based on results obtained with this field research on the importance of agricultural fairs and
especially Agrishow for the agribusiness sector.
Keywords: Events, Agricultural Fair, Planning and Organization.
LISTA DE ILUSTRAÇÕES
Figura 1 – Localização do município e da região de Ribeirão Preto no Estado de São Paulo.
Figura 2 – Atividades econômicas ligadas ao agronegócio.
Figura 3 – Estandes e Maquinário Agrícola na Agrishow 2005.
Figura 4. Mapa da Agrishow 2009.
LISTA DE GRÁFICOS
Gráfico 1 - Visitantes da Agrishow.
Gráfico 2 - Idade dos visitantes da Agrishow.
Gráfico 3 - Escolaridade dos visitantes da Agrishow.
Gráfico 4 - Frequência de visitação na Agrishow.
Gráfico 5 - Motivação do visitante para visitar a Agrishow.
Gráfico 6 - Opinião dos visitantes quanto a divulgação.
Gráfico 7 - Opinião dos visitantes quanto ao estacionamento.
Gráfico 8 - Opinião dos visitantes quanto ao lugar onde a feira está sendo realizada.
Gráfico 9 - Opinião dos visitantes do ingresso quanto ao preço.
Gráfico 10 - Opinião dos visitantes quanto a segurança.
Gráfico 11 - Opinião dos visitantes quanto ao espaço para exposição de máquinas.
Gráfico 12 -Opinião dos visitantes quanto as demonstrações de campo.
Gráfico 13 - Opinião dos visitantes quanto a iluminação.
Gráfico 14 - Opinião dos visitantes quanto a sinalização.
Gráfico 15 - Opinião dos visitantes quanto aos banheiros.
Gráfico 16 - Opinião dos visitantes quanto aos bares e restaurantes.
Gráfico 17 - Caracteristicas encontradas nos estandes.
Gráfico 18 - Opinião dos visitantes sobre a provável mudança da Agrishow para o municipio de
São Carlos.
Gráfico 19 – Número de exposições na Agrishow.
Gráfico 20- Opinião dos expositores sobre a estrutura oferecida para os visitantes.
Gráfico 21 - Opinião dos expositores sobre a estrutura da feira para a empresa.
Gráfico 22 - Opinião dos expositores sobre a data de realização.
Gráfico 23 - Opinião dos expositores sobre o local de realização.
Gráfico 24 - Opinião dos expositores sobre a abrangência do evento.
Gráfico 25 - Opinião dos expositores sobre a periodicidade do evento.
Gráfico 26 - Opinião dos expositores sobre o custo do m².
Gráfico27 -Opinião dos expositores sobre o provável retorno financeiro.
Gráfico 28 - Opinião dos expositores sobre o público-alvo.
Gráfico 29 - Opinião dos expositores sobre a captação de novos clientes.
Gráfico 30 - Opinião dos expositores sobre a análise da concorrência.
Gráfico 31 - Intenção dos expositores em expor novamente na feira.
Gráfico 32 - Opinião dos expositores sobre a provável mudança da Agrishow para o municipio de
São Carlos.
LISTA DE TABELAS
Tabela 1 – Crescimento do Mercado de Feiras no Brasil.
Tabela 2 - Opinião dos expositores sobre a infra-estrutura do evento.
LISTA DE QUADROS
Quadro 1 – Área e Estruturas de Apoio
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS
ABAG – Associação Brasileira do Agronegócio de Ribeirão Preto.
ABIMAQ - Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos.
ABRASEM - Associação Brasileira de Sementes e Mudas.
ANDA - Associação Nacional para Difusão de Adubos.
ANDEF - Associação Nacional de Defesa Vegetal.
ANFAVEA - Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores.
CATI - Coordenadoria de Assistência Técnica Integral.
CNA - Confederação da Agricultura e Pecuária no Brasil.
DNMIA – Departamento Nacional de Máquinas e Implementos Agrícolas.
IAC - Instituto Agronômico.
IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
PIB – Produto Interno Bruto.
UBRAFE – União Brasileira dos Promotores de Feiras.
SAA – Secretaria de Cultura e Abastecimento.
SEBRAE - Serviço Brasileiro de apoio às Micro e Pequenas Empresas.
SINDAN – Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para a Saúde Animal.
SINDIMAQ – Sindicato Nacional da Indústria de Máquinas.
SRB - Sociedade Rural Brasileira.
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO ........................................................................................................................... 12
CAPITULO 1 - FEIRAS: HISTÓRICO, DEFINIÇÃO E TIPOLOGIA............................... 15
1.1. Histórico ............................................................................................................................. 15
1.2. A Procura de Definições..................................................................................................... 19
1.3 Planejamento de Eventos e Feiras ....................................................................................... 23
CAPITULO 2: FEIRAS AGROPECUÁRIAS.......................................................................... 26
2.1 Agronegócios....................................................................................................................... 26
2.2. FEIRAS AGROPECUÁRIAS............................................................................................ 28
2.3 A FEIRA AGROPECUÁRIA AGRISHOW....................................................................... 30
CAPITULO 3 : PESQUISA COM OS EXPOSITORES E COM O PÚBLICO ................... 39
3.1 METODOLOGIA................................................................................................................ 39
3.2. RESULTADOS OBTIDOS COM A PESQUISA DE CAMPO ........................................ 40
3.2.1 Análise das entrevistas com os visitantes ..................................................................... 40
3.2.2 Análise das entrevistas com os expositores.................................................................. 51
CONSIDERAÇÕES FINAIS...................................................................................................... 62
REFERÊNCIAS .......................................................................................................................... 65
APÊNDICES ................................................................................................................................ 70
APÊNDICE A – Formulário de Entrevista Respondido pelos Expositores .............................. 71
APÊNDICE B – Formulário de Entrevista Respondido pelos Visitantes ................................. 73
ANEXOS ...................................................................................................................................... 75
ANEXO A – MANUAL DO EXPOSITOR .......................................................................................76
ANEXO B– Produtos quanto ao número de expositores .......................................................... 98
12
INTRODUÇÃO
Este Trabalho de Conclusão de Curso tem como objeto de estudo a Agrishow - Feira de
Tecnologia em Ação, que acontece no município de Ribeirão Preto, no estado de São Paulo,
anualmente desde 1994.
A opção por estudar este tema deve-se pelo fato do evento ser de grande relevância para o
setor agrícola e para o município de Ribeirão Preto. A Agrishow é a mais importante feira de
agronegócios do país, movimenta uma renda de milhões e atrai mais de milhares de visitantes e
centenas de expositores, além de aquecer a economia do município. Para Ribeirão Preto a feira
traz benefícios como a altas taxas de ocupação hoteleira, aumento de público nas casas noturnas,
nos bares e restaurantes, geração de empregos temporários e outros fatores durante os seis dias do
evento (Portal da cidade de Ribeirão Preto, 2009).
Ao analisar as feiras que obtêm sucesso, pode-se estudar o quê em seus planejamentos e
em suas organizações são adequados e levando a obter os resultados esperados. Perceber pelo
estudo da Agrishow a forma como ela se organiza pode trazer aos profissionais de eventos novas
reflexões.
As feiras são eventos diretamente ligados a negócios, que tem por objetivo reunir um
público-alvo especifico para a compra e venda de produtos (BRITTO e FONTES, 2002) e nos
agronegócios é uma das estratégias de divulgação e comercialização de produtos de grande
importância.
O município de Ribeirão Preto é considerado a capital brasileira do agronegócio, devido à
importância que ocupa nacionalmente neste segmento, segundo a Associação Brasileira do
Agronegócio de Ribeirão Preto (ABAG, 2009). O município brasileiro se localiza no interior do
estado de São Paulo distante a 313 km a noroeste da capital e possui um território de 650 km² e a
população estimada em 2007 é de 547.417 habitantes, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística - IBGE (2008), sendo o nono município mais populoso do Estado.
13
Figura 1. Localização do município e da região de Ribeirão Preto no Estado de São
Paulo.
Fonte: Portal da cidade de Ribeirão Preto, 2009
O município foi fundado no século XIX, a partir de doações de terra feitas por fazendeiros
que cultivavam café, tendo sua economia fundamentada no mesmo produto. Atualmente sua
principal economia continua sendo o setor agrícola, com base na cana de açúcar. A região
apresenta um bom padrão de vida e altos indicadores sociais, uma localização privilegiada
próxima a importantes centros consumidores, e acesso facilitado devido à boa qualidade da infraestrutura de transportes e comunicação. (Portal da cidade de Ribeirão Preto, 2009).
Ribeirão Preto possui importância relevante no setor de eventos de negócios e sua
estrutura é composta de dez centros de convenções que atraem um grande público. Segundo
dados apresentados no Seminário de Multiplicação, que aconteceu na cidade de Ribeirão Preto
nos dias 28 e 29 de outubro deste ano, o município apresenta requisitos necessários para o pleno
desenvolvimento do segmento de negócios e eventos devido aos fatores citados no parágrafo
anterior (CBC&VB, 2009).
Assim o objetivo principal deste trabalho é caracterizar e avaliar a feira Agrishow pela
ótica dos visitantes e expositores. Como objetivos específicos:
Descrever a feira Agrishow 2009, e
14
Identificar como os expositores e visitantes avaliam os itens recepção. divulgação
e condições para exposição da feira Agrishow.
A Agrishow é organizada pela Reed Exhibitions Alcântara Machado, pela Associação
Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAC), ABAG e Sociedade Rural
Brasileira (SRB), trata-se de um evento fixo que ocorre anualmente nos últimos dias de abril e
inicio de maio (AGRISHOW, 2009).
Esta pesquisa caracteriza por ser um estudo de caso, bibliográfico e documental de caráter
quantitativo, com o uso de pesquisa de campo por meio da observação direta intensiva e com
entrevistas aos expositores.
Para melhor compreensão do estudo, este Trabalho de Conclusão de Curso está dividido
em três capítulos. No primeiro capítulo apresenta um histórico de feiras e eventos desde os
primórdios, até os dias atuais. Mostram-se as definições destes dois conceitos citados
anteriormente e exemplifica as tipologias utilizadas. Para encerrar este capitulo há uma breve
explicação do que é planejamento de eventos. O segundo capítulo aborda sobre o surgimento das
feiras agropecuárias, alguns aspectos históricos e as definições das mesmas. Após, será abordada
a feira Agrishow, desde o seu surgimento no ano de 1994, até a contemporaneidade e a
importância desta para o seu município sede, Ribeirão Preto. No terceiro capítulo são analisados
os dados obtidos nas pesquisas e por fim, as conclusões finais.
15
CAPITULO 1 - FEIRAS: HISTÓRICO, DEFINIÇÃO E TIPOLOGIA.
1.1. HISTÓRICO
Os eventos são acontecimentos que ocorrem ao longo de toda a História da Humanidade e
foram adquirindo as características sociais, políticas e econômicas desses períodos (MATIAS,
2001). Deve-se, no entanto, destacar que segundo Camargo (2003) a humanidade não viveu um
processo contínuo, sem rupturas para satisfazer suas diversas necessidades.
Nas sociedades anteriores às pré-industriais suas articulações foram diferentes da que
vieram a seguir, pois a história não ocorre de forma linear, os sistemas de valores se alteram,
considerando dimensões distintas de espaço-tempo. Muitas vezes aparentemente situações de
determinadas épocas parecem análogas, mas não são. Cada época pensa-se de uma forma têm-se
determinadas necessidades e a composição político-social organiza-se diferentemente
(MORAES, 2008).
Um dos tipos de eventos são as feiras que surgiram ainda na Idade Média, mais
precisamente no período feudal. Aparecem pela necessidade de se trocar produtos para garantir a
subsistência familiar, e se tornaram grandes festividades e importantes para a economia medieval
(SILVA, 2005).
Com a Revolução Industrial, que se deu por volta de 1760, aconteceram grandes
transformações na qualidade de vida, nos meios de transportes e na comunicação, o que acabou
ocasionando um impulso para os negócios e as feiras, dinamizando o setor comercial. O resultado
foi um aumento no número de feiras e exposições como forma de mostrar e vender os produtos
que eram produzidos pelas indústrias e também para manter o nível de emprego (HAMAM,
2006).
Neste período as feiras passam a motivar o deslocamento das pessoas em busca de
informações e troca de produtos, fazendo com que as viagens passassem a ter uma característica
comercial. Neste momento da história, surgem os primeiros espaços, construídos ou adaptados
para a realização dessas atividades. Matias (2001, p.12) afirma que o primeiro pavilhão de feiras
e exposições do mundo, construído com a finalidade de sediar eventos, foi o Palácio de Cristal,
em Hyde Park, Londres. Planejado para receber a primeira grande Exposição Mundial, em 1851,
este evento contou com uma grande repercussão no mundo. Foi também, para esta exposição que
Thomas Cook realizou a primeira viagem organizada para eventos levando 165 mil pessoas para
prestigiá-lo (SILVA, 2005).
16
Após a primeira Exposição Mundial seguiram outras exposições e estas trouxeram várias
contribuições para a maneira em que as feiras comerciais ocorrem na contemporaneidade. Uma
grande contribuição são os congressos técnicos, encorajados pelo surgimento de novas entidades
de classe e associações industriais. Plum (1979, p.64) destaca a criação da estatística
internacional comparada, como um dos resultados mais significativos da primeira feira mundial
em Londres, servindo como base de preparação para o “Congresso Internacional de Estatística”,
que aconteceria pela primeira vez, dois anos mais tarde em Bruxelas e se repetiria em 1855
durante a segunda exposição mundial em Paris. Em 1878 a Exposição Mundial de Paris, deu
lugar a cerca de 30 congressos internacionais especializados. Essa edição contou também com a
ainda inacabada Estátua da Liberdade que expressava o pensamento da amizade duradoura entre
os povos e foi presenteada pela França em homenagem à constituição dos Estados Unidos.
Os eventos da contemporaneidade foram criados visando à divulgação comercial e
cultural, tendo como inicio desta tendência às feiras e mostras de materiais na Alemanha e nos
Estados Unidos. Por causa de dificuldades na divulgação, estes primeiros eventos citados, podem
ser considerados tímidos e pouco concorridos. Somente no pós-guerra, as idéias e conceitos de
eventos se afirmaram. Os homens de negócios, os artistas, e os cientistas buscavam modos de
divulgar, difundir e apresentar seus produtos e trabalhos respectivamente. Com isso surgiu à
necessidade de grupos, com os mesmos interesses, em encontrar formas de vender seus produtos
a baixos custos e uma das soluções foram os eventos (MENESCAL, 2000).
As primeiras feiras eram abertas ao público com o objetivo de mostrar o seu significado e
assim, as feiras atingiram seu grau de maturidade e conquistaram espaço como a grande vitrine
da indústria de forma definitiva na década de 1990 (SILVA, 2005).
Na contemporaneidade as feiras têm o seguinte sentido:
As feiras nos moldes atuais, mais do que simples espaços para compra e venda,
são ótimas ferramentas de marketing, pois apresentam elevado índice de
negócios, são locais para renovação e reciclagem de informações devido a
grande troca de conhecimentos, atuam como veículo de comunicação dirigida
entre empresa e consumidor e ainda possibilitam ao visitante uma experiência
mais dinâmica podendo observar in loco os objetos que em outro momento
desejou comprar, ou até mesmo consumir algo que apenas despertou interesse ao
participar da feira (CALDEIRA, 2008, p. 14).
No Brasil, em 1908, observamos uma iniciativa embrionária no setor, com a realização da
Exposição Nacional, promovida pelo Governo Federal na cidade do Rio de Janeiro, então capital
17
do país. O evento ocorreu no Pavilhão de Feiras da Praia Vermelha com a justificativa de celebrar
o centenário da Abertura dos Portos às Nações Amigas, sendo realizada nos mesmos moldes das
grandes exposições mundiais do século XIX, abrigando construções individuais que
representavam estados do território brasileiro (SILVA, 2005).
Em 1922, foi realizada a Exposição Internacional do Centenário, um evento realizado em
comemoração aos cem anos da independência do Brasil. Este evento foi realizado no Palácio de
Festas no Rio de Janeiro, e tinha por objetivo mostrar ao mundo a independência do país nos
mais diversos campos (MARTIN, 2006).
Em 1940 acontece a primeira grande feira do país a Feira Nacional das Indústrias de São
Paulo, que foi organizada pelo Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio e da Federação das
Indústrias do Estado de São Paulo. Nesta época a cidade de São Paulo se destaca como grande
pólo da indústria brasileira (HAMAM, 2006).
No entanto, as feiras com características comerciais de um determinado setor econômico,
com o intuito de venda e exposição de seus produtos, surgem na década de 1950, com o
empresário Caio de Alcântara Machado (SILVA, 2005).
Machado era um publicitário renomado no país quando recebeu de Charles Snitow o
convite para organizar a participação do Brasil na feira US World Trade Fair, em 1956, nos
EUA. No inicio, o governo brasileiro tentou vetar a sua participação no evento, mas o empresário
insistiu e conseguiu o apoio do governo de Juscelino Kubitschek para transformar o então projeto
da capital federal, Brasília, em uma das principais atrações do estande no evento (REVISTA
DOS EVENTOS, 2000).
O empresário gostou da experiência, e começou a desenvolver projetos de feiras
comerciais e industriais no Brasil, lançando-se no mercado praticamente sozinho na busca de
convencer o empresariado nacional sobre as vantagens que suas empresas teriam ao participar das
então nascentes feiras brasileiras.
A primeira feira que Machado realizou foi a Feira Nacional da Indústria Têxtil – FENIT,
realizada no ano de 1958, em um pavilhão extinto no Parque Ibirapuera, construído para as
comemorações do IV Centenário da Cidade de São Paulo. O evento foi um fracasso, com um
prejuízo contabilizado em aproximadamente US$ 1 milhão, por não contar com a participação da
comunidade árabe, que na época liderava as principais tecelagens de São Paulo. O empresário
não desistiu, e em 1959, ocorre à primeira feira de sucesso o considerado precursor das feiras no
18
Brasil, A Mecânica – Feira Nacional de Maquinas e Equipamentos e em 1960, o Salão do
Automóvel e a UD – Feira de Utilidades Domésticas.
Caio de Alcântara Machado abriu horizontes para os diversos organizadores de
feiras que atuam no mercado brasileiro, além de conseguir implantar no país
uma nova forma de comercialização de produtos e serviços, aliada à publicidade
e ao marketing (SILVA, 2005, p. 70).
Quando percebeu que os espaços que a cidade de São Paulo disponibilizava para as feiras
não eram adequados, Machado começou a buscar recursos para fundar o Centro Interamericano
de Feiras e Salões. Após um longo período de busca, que incluía vôos panorâmicos pela cidade às
margens do rio Tietê, o empresário encontrou logo na entrada da cidade, a área que tanto buscava
para montar o que acabou virando o maior centro de eventos da América Latina: o Anhembi
(SILVA, 2005). Assim em 15 de novembro de 1970, o Anhembi foi inaugurado, como um espaço
de primeiro mundo recebendo a sétima edição do Salão do Automóvel.
Desde a primeira feira brasileira realizada por Machado até hoje, o mercado cresceu em
âmbito nacional, e foram surgindo outras empresas promotoras de feiras, que fizeram com que
em meados dos anos 1980 o Brasil já contasse com um calendário razoavelmente consolidado,
com mais de 20 eventos anuais (HAMAN, 2006).
Houve uma expansão no número de feiras, aumentando o número de visitantes a cada ano,
como mostra a Tabela 1:
Tabela 1. Crescimento do Mercado de Feiras no Brasil.
19
Fonte: UBRAFE, 2009
Nesta tabela verifica-se o crescimento do número de feiras no Brasil nos últimos 16 anos.
Em 1992 eram realizadas 38 feiras por ano movimentando 7.500 empresas numa área locada de
500.00 m², em 2000 a realidade já mudou com 128 feiras por ano com 5.600 visitantes e com
25.500 empresas expositoras. No ano de 2004 ocorre o maior número de feiras no país, sendo
realizadas 161 feiras, com 38.000 empresas expositoras, 6500 visitantes e uma área locada de
2.400.000 m². No ano passado, 2008 o número de feiras diminuiu comparado com os últimos
anos sendo realizadas 118 feiras durante o ano com 32.500 empresas expositoras, 5.100.000
visitantes e uma área locada de 2.250.000 m², a maior desde 2004 (UBRAFE, 2009).
1.2. A PROCURA DE DEFINIÇÕES
Com o desenvolvimento do setor de eventos, alguns conceitos começaram a ser criados
para explicar este fenômeno. Segundo Melo Neto (1999) eventos é muito mais do que o
planejamento, a programação, a execução, e o monitoramento de uma seqüência de atividades
destinada a um público especifico e realizadas num local apropriado, é também uma atividade
econômica, que gera benefícios para as empresas patrocinadoras, para a cidade receptora, para o
comércio local e para a comunidade.
Para Britto e Fontes (2002) os eventos envolvem o planejamento prévio, a organização e a
coordenação, pode ser institucional ou promocional, e tem por objetivo reunir pessoas motivadas
por um designo especifico de adquirir produtos e serviços, atualizar ou divulgar informações;
20
conseguir aperfeiçoamentos ou motivações para alcançar ou superar metas; aumentar a
capacidade técnica dos participantes e/ou comprar bens e equipamentos complementares, no
mesmo espaço físico e temporal, é a soma de esforços e ações planejadas com o objetivo de
alcançar melhores resultados junto ao determinado público alvo. Os eventos são pontos de
contato poderoso entre o mercado e o consumidor.
Para entender melhor os eventos, e a maneira como eles influenciam na vida das pessoas
na atualidade, é necessária uma abordagem sobre as suas formas e inserções. Os eventos podem
ser classificados a partir de sua área de abrangência, público-alvo, periodicidade, dimensão e
finalidade.
Quanto à área de abrangência, para Giacaglia (2003), podem ser classificados em: locais,
regionais, nacionais ou internacionais. No entanto, para serem internacionais os eventos devem
conter no mínimo 20% dos participantes residentes em continentes diversos daquele que está
sediando o evento.
Para Matias (2001) quanto ao público alvo pode-se considerar uma classificação conforme
a forma de adesão, ou seja, eles podem ser abertos, quando o público pode ter acesso livre ao
evento, como cortesia ou mesmo pagando uma taxa de inscrição ou ingresso pela sua participação
e, fechados quando a forma de adesão é restrita a convite ou convocação por parte dos
responsáveis pela realização.
Tenan (2002) classifica os eventos quanto á periodicidade em quatro situações:
•
permanentes, que ocorrem com repetição periódica (mensal, anual, bienal etc.);
•
esporádicos, que acontecem em intervalos de tempo irregulares;
•
únicos, realizados sem previsão de repetição;
•
de oportunidade, aproveitando um grande acontecimento paralelo ou uma época
tradicional.
Quanto à dimensão, Martin (2003) relaciona os eventos com o número total de
participantes. Desta forma, temos os macro-eventos, os eventos de grande porte, os eventos de
médio porte, e os de pequeno porte. O primeiro mobiliza milhares de pessoas e é operado quase
em sua totalidade por entidades públicas; o segundo mobiliza o mesmo número de pessoas que o
primeiro, mas são promovidos por grandes empresas privadas; o terceiro conta com menos de mil
participantes presentes; e a última conta com um pequeno número de participantes.
21
De acordo com a função do evento Martin (2003) classifica em promocional, político,
social, comercial, institucional, cientifico, artístico, educacional, esportivo e religioso.
Hamam (2006, p.20) classifica os eventos de acordo com sua tipologia:
•
Eventos mercadológicos: caracterizados pelo objetivo da comercialização direta ou
indireta de um produto ou serviço a curto, médio ou longo prazo. Exemplos: feiras
comerciais, convenções, lançamento de produtos e desfiles.
•
Eventos técnico-científicos: reuniões de grupos de pessoas com interesses em comum pela
busca de informação ou de desenvolvimento do conhecimento. Como exemplos podem
citar congressos, seminários, conferências, simpósios, fóruns, entre outros.
•
Eventos artístico-culturais: apresentações de artes plásticas, musicais, visuais e cênicas.
Exemplos: shows musicais, exposições de arte, fotografia, teatro, cinema, desenho, entre
outros.
•
Eventos esportivos: jogos e competições desportivas individuais ou coletivas. Como
exemplos podem citar basquete, automobilismo, surfe, judô, entre outros.
•
Eventos sociais: nos quais é predominante o caráter de integração e confraternização, sem
interesses comerciais diretos ou indiretos. Exemplos: casamentos, formaturas, recepções,
aniversários, entre outros.
•
Eventos políticos: organizados por partidos políticos ou manifestações públicas de
interesses de uma comunidade. Exemplos: comícios, passeatas, manifestações,
convenções partidárias, entre outros.
•
Eventos comunitários: destaca-se o caráter cultural, folclórico ou cívico de representação
de hábitos ou tradições de uma comunidade. Exemplos: aniversário da cidade, carnaval,
datas comemorativas, entre outros.
•
Eventos religiosos: encontros caracterizados por reunir indivíduos de mesma crença ou fé
em determinada religião. Exemplos: procissões, missas em datas especiais, cortejos, entre
outros.
É de suma importância informar que nem todos os tipos de eventos estão aqui
relacionados, e que um evento pode ter mais de uma tipologia, pois não existe uma concordância
entre todos os estudiosos por uma determinada classificação.
As feiras são eventos, que promovem o contato entre o consumidor e o mercado e Silva
(2005) as define como eventos que tem por objetivo atrair um grande público alvo em um
22
determinado espaço físico e geográfico, com período de realização e horário pré-estabelecido,
com a finalidade de reunir no mesmo local a oferta e a demanda por produtos e serviços.
Matias (2006), afirma que as feiras são exibições públicas que visam à venda direta ou
indireta, constituída de vários estandes montados em lugares especiais onde se colocam produtos
e são eventos que possuem acesso livre ou com cobrança de ingresso, podendo ser visitada por
qualquer cidadão interessado (MARTIN, 2003)
Para Sousa (2000, p.15) as feiras são:
Ponto de encontro onde se reúne, habitualmente em data fixa e periodicidade
regular, no mesmo espaço físico a oferta (expositores) e a procura (visitantes),
funcionando como uma economia em escala reduzida. Da comunicação
estabelecida entre os agentes surgem oportunidades: Para os visitantes: de ver
algo novo, aprender algo ou estabelecer novos contactos. Para o expositor: de
gerar vendas, introduzir e promover novos produtos/serviços, fidelizar clientes,
contactar com a concorrência, reforçar a imagem institucional, ou aumentar o
reconhecimento e notoriedade da empresa.
A partir dos autores citados podemos afirmar que as feiras são eventos comerciais que
acontecem pela iniciativa de uma ou mais empresas com o interesse em divulgar e promover seus
produtos, técnicas e serviços e são eventos diretamente ligados a negócios, que tem por objetivo
reunir um público-alvo especifico.
Quanto sua organização Britto e Fontes (2002, p.64) explicam que:
É uma iniciativa de uma ou várias empresas que se associam para divulgar ou
promover seus produtos, técnicas e serviços, visando a comercialização. A
finalidade principal da feira é, em última instância, a conquista de mercado, isto
é, o aumento da demanda pelos produtos em exposição. Na montagem da feira
as mercadorias são expostas e preparadas de forma a permitir que sejam
examinadas, tocadas e degustadas pelos visitantes. Esse contato direto do
público com os produtos estimula a concretização dos negócios, fazendo com
que a feira funcione como eficiente recuso de marketing dos produtos.
Para atingir um maior número de visitantes e conquistar mais clientes a cada ano, o
expositor precisa se preocupar com a hospitalidade, ou seja, em receber bem os seus clientes.
Silva (2005) diz que, a hospitalidade é o ato de acolher e prestar serviços a alguém que por
qualquer motivo esteja fora de seu local de domicílio.
Segundo Britto e Fontes (2002) as feiras são um tipo de negócio tão promissor que expõe
vantagens aos promotores e expositores em longo prazo, devido ao número de visitantes que
tende a aumentar anualmente.
23
Para definir os objetivos de uma feira, precisamos entender sua tipologia quanto ao
público-alvo a ser atingido e o tipo de produto a ser exposto.
Buendía (1991 apud MATIAS, 2001, p. 66-67), analisa as feiras quanto ao tipo de
produto a ser apresentado pelos expositores, dividindo-as em industriais, comerciais e
promocionais. A primeira tem a presença de expositores que fornecem bens e serviços para a
indústria da transformação, já a segunda é quando os distribuidores e fabricantes de produtos
acabados mostram suas ofertas aos compradores e público em geral, a terceira é quando são
expostos serviços, equipamentos ou materiais relacionados diretamente a um determinado grupo
de atividade profissional.
Quanto a seu público-alvo as feiras podem ser classificadas como: setoriais, quando de
caráter seletivo, dirigidas a determinado segmento específico do mercado ou gerais, quando se
destina a massa de consumidores finais, sem a preocupação de selecionar clientes (ALABY,
1986).
1.3 PLANEJAMENTO DE EVENTOS E FEIRAS
Planejamento, em sua definição mais simples, é uma forma de se organizar o futuro,
Barreto (2002, p.12) define planejamento como:
[...] uma atividade, não é algo estático, é um devir, um acontecer de muitos
fatores concomitantes, que tem de ser coordenados para se alcançar um objetivo
que está em outro tempo. Sendo um processo dinâmico é licita a permanente
revisão, a correção de rumos, pois exige um repensar constante, mesmo após a
concretização dos objetivos.
O planejamento é um “fator fundamental ao desenvolvimento de qualquer atividade e de
modo especial, para a organização de eventos, permitindo a racionalização das atividades, o
gerenciamento dos recursos disponíveis e a implantação do projeto” (MEIRELLES, 1999, p. 37).
Planejar um evento é melhorar a eficiência na execução das tarefas e obter agilidade no
desempenho é mensurar os resultados e ter referências para avaliá-los(MARTIN,2007)
O
planejamento define o rumo e a sustentação do evento e deve associar e relacionar com
freqüência as variáveis quantitativas e qualitativas para escolher a melhor forma de conduzir uma
situação atual não desejada a uma situação futura desejada (MOLINA,2005).
24
Segundo Canton (1997) o planejamento é um ato que deve ser visualizado como um
processo composto e não de forma isolada, visando ações inter-relacionadas e interdependentes
que visam realizar os objetivos previamente estabelecidos. A mesma autora afirma que para se
planejar um evento estrategicamente deve-se definir sua meta, definir seu propósito, definir seus
valores, definir estratégia de negócios e definir o composto estratégico de crescimento.
Matias (2007) divide as fases do processo de organização e planejamento de eventos em
concepção que é a incorporação da idéia, o pré-evento que é o planejamento e a organização, o
per ou trans-evento que é a realização e o pós-evento que é a avaliação e o encerramento.
O pré-evento é a fase essencial do evento, onde há a definição do projeto e o
planejamento de todas as atividades, o evento precisa que a primeira fase seja bem feita para que
ocorra com sucesso, sem grandes problemas.
Para Britto e Fontes (2002) dividem o processo de planejamento de qualquer evento e
quatro fases básicas, elas são: pesquisa de mercado, objetivos, definição de estratégias e
elaboração do projeto do evento. Em cada uma dessas etapas há três momentos distintos: pré,
trans e pós-evento.
As autoras concordam que para o planejamento de um evento ter sucesso se torna
necessário investir em um levantamento de dados e análises para se criar um plano de ação, isso é
uma pesquisa de mercado que engloba normalmente a pesquisa de opinião e a determinação do
público-alvo potencial. Com estes resultados define-se com quais segmentos de mercado
pretende-se trabalhar. Os objetivos são compreendidos como metas a serem atingidas durante um
evento, portanto o deve-se estabelecer um objetivo geral e outros específicos quantitativa e
qualitativamente. Para se alcançar os objetivos traçados é preciso definir as estratégias. Deve-se
considerar como estratégia a análise das variáveis socioambientais, a alocação de recursos
financeiros, a definição do local, a definição da data e do horário e o programa de marketing.
Após essas três etapas deve-se elaborar o projeto do evento que deve conter de forma sistêmica a
determinação das necessidades, a definição dos objetivos, a identificação das restrições, a geração
de alternativas, a seleção de alternativas, o ajuste, execução e controle das ações e a avaliação de
realimentação. Após essas informações se torna possível iniciar as atividades de execução.
Ao final do primeiro capitulo foi possível fazer uma análise histórica de eventos e de
feiras, entendendo os seus conceitos e as suas tipologias, e definindo o que é um planejamento de
25
eventos e feiras. O próximo capitulo abordará o histórico e os conceitos das feiras agropecuárias
e o principal objeto de estudo deste trabalho a feira Agropecuária Agrishow.
26
CAPITULO 2: FEIRAS AGROPECUÁRIAS
2.1 AGRONEGÓCIOS
O Brasil é o país mais extenso da América do Sul, o terceiro das Américas e o quinto do
mundo, com 851 milhões de hectares. É superado em número de hectares pela a União Soviética
(2.240 milhões de hectares), o Canadá (997 milhões de hectares), a China (951 milhões de
hectares) e os Estados Unidos (937 milhões de hectares). Apenas 254 milhões de hectares, ou
29%, são utilizados para atividades agropecuárias, sendo 77 milhões de hectares para a
agricultura (9%) e 177 milhões de hectares (20%) para a pecuária. O Brasil possui 115 milhões
de hectares em Unidades de Conservação Ambiental, 109,1 milhões de hectares em Reservas
Indígenas, 25 milhões de hectares de áreas Quilombolas e 77,4 milhões de hectares em
Assentamentos, o que somam 326 milhões de hectares, ou seja, 38% do território (ABAG, 2009),
mesmo assim, o país é um dos mais importantes no agronegócio mundial.
Segundo a Embrapa, o agronegócio brasileiro tem sua raiz nos primórdios da história
econômica brasileira, foi com a exploração de uma madeira, o pau-brasil, que ocorreu a primeira
atividade agroexportadora do país. O processo de colonização e crescimento esteve ligado a
várias atividades agroindustriais, como a cana-de-açúcar, com grande desenvolvimento no
Nordeste; a borracha na região amazônica e o café, no século XIX, que foi a mais importante
fonte de poupança interna e o principal financiador do processo de industrialização no sudeste do
Brasil, o charque e o mate na região sul e o gado foi o principal produto agropecuário da região
centro oeste. Hoje em dia o país é grande produtor de soja, carnes, produtos florestais, açúcar e
etanol, sucos de frutas, cereais, farinhas e preparados (BOLSA DE NEGÓCIOS, 2009).
O agronegócio produz alimentos, gera mais de 17 milhões de empregos no
Brasil, além de diversificar e aumentar consideravelmente as exportações. O
setor do agronegócio como um todo envolve mais de 1/3 do PIB brasileiro. A
produção de grãos foi cerca de 120 milhões de toneladas em 2003 e 2004. O
rebanho bovino tem cerca de 200 milhões de cabeças. Em 2003, as exportações
do agronegócio somaram mais de US$ 30 bilhões, o que significa 42% do total
das exportações brasileiras. Em 2004 atingiram US$ 39 bilhões (MELLO,
2004).
Como serviços auxiliares ao agronegócio incluem-se os financeiros, de pesquisa e
assistência técnica. Segundo o site da ABAG (2009) o “Agronegócio é a soma das operações de
27
produção e distribuição de suprimentos agrícolas, das operações de produção nas unidades
agrícolas, do armazenamento, processamento e comercialização dos produtos agrícolas e itens
produzidos a partir deles. Agronegócio envolve desde a pesquisa científica até a comercialização
de alimentos, fibras e energia”. O agronegócio brasileiro compreende atividades econômicas
ligadas, basicamente aos fornecedores de insumo e bens de produção; as produções
agropecuárias, compreendendo lavouras, pecuária, florestas e extração vegetal; o processamento
e a transformação dos produtos primários; a distribuição e o consumo de produtos primários e
processados e os consumidores. Conforme mostra a Figura 2 abaixo:
Figura 2. Atividades econômicas ligadas ao agronegócio.
Fonte: ABAG (2009)
28
O agronegócio é importante na geração de renda e riqueza do País. No Brasil, o setor de
agronegócio é responsável por 33% do PIB, 42% das exportações totais e 37% dos empregos,
segundo Portal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (2004) este
acontecimento deve-se ao clima diversificado, a quantidade de chuvas, e a quantidade de água
doce disponível no país, assim tendo propensão para a agropecuária. Segundo Pimenta e Renó
(2006) houve um levantamento da Confederação da Agricultura e Pecuária no Brasil - CNA
informou que o agronegócio gera U$ 6,5 trilhões ao ano e, no Brasil, são cerca de R$ 350
bilhões. Sendo o país um dos líderes mundiais na produção e exportação de vários produtos
agropecuários.
No aspecto social, a agricultura ocupa a mão de obra ao redor de 17 milhões de pessoas,
que somados a 10 milhões dos demais componentes do agronegócio, representa 27 milhões de
pessoas, no total, sendo o setor que mais ocupa mão de obra no país. A importância do
agronegócio reside também em sua capacidade de impulsionar outros setores. (CONTINI, 2001).
2.2. FEIRAS AGROPECUÁRIAS
As feiras agropecuárias no Brasil têm relação com as touradas como aconteciam na Praça
do Curro, atual Praça da República, na São Paulo do século XIX. Em 1876, foi criado no atual
bairro da Mooca em São Paulo, o Clube Paulista de Corridas de Cavalo, atual Jockey Club, cujas
arquibancadas comportavam 1200 pessoas, no sopé das chamadas colinas da Mooca. Em 1928,
foi construído o Parque da Água Branca, que reuniu a sede da Diretoria de Indústria Animal das
antigas dependências do Posto Zootécnico de São Paulo e o Recinto de Exposições de Animais
da Mooca. Na década de 1970, as grandes exposições de animais foram transferidas para o
Recinto de Exposições da Água Funda, atualmente Centro de Exposições Imigrantes
(PARQUEAGUABRANCA, 2009).
Os primeiros eventos não eram ainda exposições ou feiras, mas atividades recreativas
como as encontradas nos atuais rodeios ou festas do Peão de Boiadeiro. Uma das primeiras
exposições agropecuárias ocorre em Araçatuba na década de 1930, como veículo de divulgação e
comercialização de produtos oriundos do agronegócio.
Em 1973 foi criada a Lei n.º181, de 4 de dezembro que dispõe sobre a realização de
Exposições Pecuárias ou Festas Agrícolas e segundo esta Lei as festas e exposição visam o
aprimoramento da produção agropecuária, a valorização do elemento genético e a melhoria dos
29
plantéis, mediante a difusão de conhecimento especializados e o intercâmbio entre técnicos e
criadores ou produtores. Em seu artigo 2ª conceitua-se Exposição e Festas de caráter competitivo
e promocional como:
I. Exposição Pecuária é a exibição conjunta de animais de diferentes espécies, raças e
categorias;
II. Exposição Agrícola é a que se constitui pela apresentação conjunta de produtos
vegetais de expressão socioeconômica na região;
III. Festa Agrícola é a que consiste na apresentação de um só produto agrícola de
importância socioeconômica na região.
Melo Neto (1999, p.174), define as feiras agropecuárias como:
As feiras agropecuárias são os eventos mais importantes do interior, em
especial no Sul do país. Muitas ganharam uma maior dimensão ao absorveram
o segmento agroindustrial. De simples feiras de animais e mostras
agropecuárias evoluíram para macroeventos agropecuários e agroindustriais.
O mesmo autor aponta que as feiras agropecuárias compreendem rodeios, exposições de
animais, shows, promoções diversas, leilões, mostras de produtos e equipamentos e balcão de
negócios, havendo pouco espaço para o entretenimento, já que o visitante está preocupado em
conhecer as novidades do setor. Assim, as feiras se tornam o melhor lugar para este público –
alvo fazer seus negócios e lançar seus novos produtos.
O autor afirma também, que em eventos desse tipo o interesse principal da maioria dos
visitantes é conhecer os estandes, as novidades do setor e participar de leilões, havendo pouco
lazer e entretenimento. Alguns organizadores de feiras optam pela realização de shows musicais
ou parque de diversão como forma de atrair o grande público. Independente do tipo de feira, o
seu acontecimento traz projeção à cidade sede, pois atrai homens de negócios, fazendeiros,
agricultores e público em geral.
Contemporaneamente os equipamentos e tecnologias agroindustriais passaram a ser um
segmento específico das feiras agrícolas que são atualmente denominadas Feiras Técnicas
Agrícolas.
A importância das feiras agropecuárias é fundamental para a realização de negócios no
setor, são nestes espaços que a comercialização e a mostra novos produtos acontecem. Em um
único espaço milhares de pessoas e uma dezena de empresas conhecem as novidades do setor e
de encontrar uma nova oportunidade para seu negócio.
30
O Estado de São Paulo sempre foi importante produtor agrícola, muitos de seus
municípios se iniciaram no auge das lavouras de café em conjunto com a construção das estradas
de ferro (LUCA, 2001). Essas características se adéquam ao município de Ribeirão Preto que foi
tem a sua fundação diretamente ligada ao setor cafeeiro e como já foi escrito anteriormente,
continua sendo um importante centro agrícola, mas com outra cultura, a cana de açúcar. Por ser
um município importante para o agronegócio, foi escolhido para ser a sede da Agrishow. Sua
primeira versão ocorreu em 1994 e inovou o setor de feiras agropecuárias por ser a primeira feira
agropecuária dinâmica do país, sendo que esta inovação atraiu milhares de pessoas.
2.3 A FEIRA AGROPECUÁRIA AGRISHOW
Em 22 de maio de 1993, surge a idéia da criação de uma feira agropecuária dinâmica,
menos política e mais técnica. Isto ocorreu em uma reunião na sede da Carborundum, em
Vinhedo, SP, presidida pelo diretor desta empresa, Ivan Pupo Lauandos e então presidente do
DNMIA – Departamento Nacional de Máquinas e Implementos Agrícolas da Associação
Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAC).
Essa reunião contou com a presença de importantes representantes do setor como
membros das empresas Marchesan, Valdan e Jumil e membros da Associação Nacional dos
Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), e teve como principal objetivo a realização da
“Exposição Nacional Dinâmica de Máquinas e Insumos”, sendo decidido que a primeira edição
ocorreria no estado de São Paulo e seria uma feira essencialmente de negócios, sendo que a
ABIMAC,a Anfavea,a Associação Nacional para Difusão de Adubos(ANDA) a Associação
Nacional da Defesa Vegetal (ANDEF) e a Associação Brasileira de Sementes e Mudas
(ABRASEM) deveriam ser envolvidas no projeto, após a identificação de uma empresa
organizadora.1
Em 22 de junho do mesmo ano, em uma reunião realizada entre representantes das
entidades e das empresas fabricantes, na sede da ABIMAQ, foram definidas as primeiras
providências, como um levantamento sobre as empresas organizadoras e com capacidade e
experiência para tornar realidade uma feira dinâmica, como a Farm Progress Show que ocorre
1
Todas as informações sobre a feira foram retiradas no site oficial do evento.
31
nos Estados Unidos da América. Em 27 de julho, a ABAG, a Sociedade Rural Brasileira (SRB), a
Anfavea e a ABIMAC confirmaram sua intenção de participação no evento que, naquele
momento, era denominado provisoriamente de “1ª Feira Dinâmica de Máquinas Agrícolas”. Os
representantes dessas entidades também decidiram reiterar o convite de participação a ANDA,
ANDEF e ABRASEM.
Em 3 de agosto, Celso Luís Casale, sugeriu o nome Agrishow para denominar o evento
definitivamente, e propôs as cidades de Ribeirão Preto, São Carlos e Araras, por ordem de
preferência para sediar o evento. A preferência era para se realizar a feira na cidade de Ribeirão
Preto, porém se tinha dúvida sobre qual propriedade poderia ser utilizada, então ficou decidido
que iria uma comissão ao município no dia 10 de agosto e não havendo consenso sobre um local
apropriado a feira seria realizada em São Carlos. Assim, no dia 14 de setembro de 1993, foi
decidido que a feira seria implantada no município de Ribeirão Preto.
No período de 04 a 07 de maio do ano seguinte, acontece à primeira Agrishow - Feira de
Tecnologia em Ação, na Estação Experimental do Instituto Agronômico, em Ribeirão Preto - SP.
Uma promoção conjunta da ABAG, ABIMAQ/ Sindicato Nacional da Indústria de
Máquinas(SINDIMAQ), ABRASEM, ANDA, ANDEF, NEW HOLLAND, Secretaria de Cultura
e Abastecimento(SAA)/Instituto Agronômico(IAC)/Coordenadoria de Assistência Técnica
Integral (CATI), Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para a Saúde Animal(SINDAN),
SRB e VALMET DO BRASIL, com o patrocínio do Banco do Brasil e apoio da Prefeitura
Municipal de Ribeirão Preto (AGRISHOW, 2009).
Na primeira edição, em 1994, participaram 86 expositores, atraindo um público de 17 mil
visitantes. No ano seguinte, a feira atraiu um público de 60 mil pessoas. Daí em diante, tanto
visitantes quanto expositores foram aumentando ano a ano. Em 1998, a feira começa a contar
com expositores internacionais, e ter a participação de instituições financeiras, assim passa a se
chamar Agrishow - Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação. Em 2000, os
organizadores criam dentro na própria Agrishow Ribeirão Preto, a Feira Internacional de
Pastagem e Fenação, atendendo a demanda detectada em edições anteriores, criando um espaço
especifico para os produtores de insumo de gado.
Em 2001, o Serviço Brasileiro de apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo
(SEBRAE-SP) começa a promover a Rodada Internacional de Negócios, com micro e pequenas
empresas com a participação de 101 empresas.
32
Em 2002, a feira ocupou 240 hectares e teve 450 expositores, dos quais 55 estrangeiros,
com 1,6 mil marcas. As atividades de campo chegam a 800 demonstrações, com público visitante
de 130 mil pessoas e negócios acima de R$ 1 bilhão. Foram realizados palestras sobre os mais
variados assuntos sobre rastreabilidade e certificação, agricultura de precisão, reciclagem de
resíduos, entre outros. Participam quatro empresas certificadoras do país, que atestam a
rastreabilidade dos animais e qualidade orgânica da carne. Na piscicultura foi apresentado todo o
ciclo produtivo, desde alevinos até a degustação do filé de tilápia tailandesa, além da novidade de
todo o seu sequenciamento genético.
A 10ª edição a Agrishow 2003, realizada de 28 abril a 3 maio, repetiu o movimento de
negócios de 2002, superando o volume de R$ 1,2 bilhão. A feira recebeu 140 mil visitantes, 550
expositores, dos quais 60 estrangeiros, que puderam participar de 880 demonstrações de campo,
em uma área de 260 hectares.
A Agrishow 2005 atraiu 138 mil visitantes e teve um movimento de R$ 760 milhões. De
acordo com Sérgio Magalhães, presidente do Sistema Agrishow, que afirmou que o faturamento
da edição 2005 do evento foi 40% inferior ao obtido em 2004, ou seja, R$ 1,288 bilhão
(AGRISHOW 2009) ver Figura 3.
33
Figura 3. Maquinário e Estandes Agrícola na Agrishow 2005.
Fonte: AGROLEITE, 2009.
Em 2008, em sua 15ª edição, o evento reuniu 774 expositores nacionais e internacionais e
atraiu 140 mil visitantes de diferentes países.
A Agrishow – Feira de Tecnologia e Ação inovou sendo a primeira feira agropecuária a
promover uma grande reunião de todos os elos da cadeia produtiva do agronegócio no Brasil, e
reunir os principais lançamentos de máquinas, implementos, sementes, defensivos, fertilizantes e
as tecnologias necessárias para o agricultor e o pecuarista brasileiro. A diferenciação da feira é a
existência da dinâmica, espaço reservado para as demonstrações de máquinas, insumos e
implementos, em que o produtor rural tem a oportunidade de avaliar o desempenho dos
equipamentos em condições reais de operação.
Assim a Feira Agrishow tem por objetivos:
•
Promover negócios com os agentes da oferta e da demanda da boa ciência e da tecnologia;
•
Valorizar a imagem do agrobusiness brasileiro;
34
•
Contribuir para o desenvolvimento da produção agropecuária;
•
Proporcionar aos expositores e agricultores conhecimento e experiência além de gerar
renda e empregos em todos os âmbitos da cadeia produtiva.
A feira é realizada no período em que os agricultores estão terminando de colher à safra
anterior e se preparam para a próxima, ou seja, nos últimos dias do mês de abril e primeiros dias
do mês de maio, de segunda-feira a sábado, pois neste período os agricultores têm mais
disponibilidade para se afastarem de sua propriedade e sabem da necessidade sobre novas
aquisições de máquinas, implementos e demais insumos. A inovação tecnológica apresentada na
feira contribui para o aumento de visitantes e expositores a cada ano.
O município Ribeirão Preto, se mostra cada vez mais adequada para receber o evento e
atualmente está em pleno desenvolvimento urbano, recebendo investimentos de diversos
segmentos, como o imobiliário, principalmente na área nobre da cidade. Ribeirão Preto conta
com três shoppings, que recebem visitantes de toda a região, movimentando a economia da
cidade, além de ter uma vida noturna muito ativa em função de bares, boates, restaurantes,
cinemas, teatros e similares. Quanto a rede hoteleira, o município possui 7.000 unidades de
hospedagem, contando com grandes redes como a Accor, a Atlântica, a Nacional Inn, Shelton Inn
entre outras.
Conforme a tipologia apresentada anteriormente, a Agrishow se caracteriza por ser um
evento mercadológico, internacional, permanente, de grande porte e comercial. Quanto ao seu
público-alvo a feira pode ser considerada como um evento aberto, e uma feira dirigida a
segmento do mercado do agronegócio. Seu público–alvo são agricultores, pecuaristas,
agroindustriais, estudantes, industriais, gerentes comerciais e de marketing, profissionais de
entidades de classe, entre outros. As empresas expositoras da Agrishow são dos setores de:
•
Máquinas e implementos agrícolas (tratores, colheitadeiras, armazenagem, irrigação e
componentes – pneus, bombas etc.).
•
Fertilizantes
•
Defensivos agrícolas
•
Sementes
•
Rações e suplementos minerais
•
Defensivos e medicamentos veterinários
•
Equipamentos e Instalações para pecuária
35
•
Produtos e Serviços de Informática
•
Equipamentos eletrônicos e de Comunicação
•
Peças e Acessórios
•
Publicações Técnicas
A feira é dividida em 23 setores, são eles:
•
Implementos Agrícolas
•
Máquinas Agrícolas
•
Corretivos, Fertilizantes e Defensivos Silos e Armazéns
•
Equipamentos para Irrigação
•
Aviões
•
Veículos Utilitários e Logística
•
Equipamentos para Agricultura Familiar
•
Software e Hardware
•
Peças, Autopeças e Pneus
•
Ferramentas
•
Bombas e Motores
•
Poços Artesianos
•
Sacarias e Embalagens
•
Equipamentos de Comunicação Rural
•
Equipamentos de Segurança/EPI Telas, Arames e Cercas
•
Construções Pré-Fabricadas
•
Produção de Biodiesel
•
Bovinocultura, Caprinocultura, Ovinocultura, Suinocultura
•
Sistemas de Informação
•
Centros de Pesquisa e Universidades
•
Financiamentos Serviços Financeiros e Seguros
•
Revistas e Publicações Técnicas
Como citado anteriormente a cada ano, a Agrishow atrai maior público e maior número de
expositores, neste ano, ocorreu a Agrishow 2009 -16ª Feira Internacional de Tecnologia Agrícola
em Ação, dos dias 27 de abril a 2 de maio, das 8 às 18 horas, na Secretaria da Agricultura e
36
Abastecimento do Estado de São Paulo – Pólo Regional de Desenvolvimento Tecnológico dos
Agronegócios do Centro Leste.O evento foi realizado pela ABIMAC, ABAG, Anda e SRB e
organizada pela Reed Exhibitions Alcantara Machado movimentando financeiramente R$ 680
milhões.
Neste ano por conseqüência da crise global, cinco grandes fabricantes de maquinário
agrícola John Deere, Massey Ferguson, New Holland, Valtra e Case estiveram ausentes. Uma
empresa deste porte gasta cerca de R$ 1 milhão para participar da feira e em meio a crise se torna
muito caro participar optando por retornar a participar da feira no próximo ano.
A feira contou com uma área de exposição de 240 mil m²,725 empresas expositoras e 120
mil visitantes, sendo 2.500 internacionais. A área expositora foi dividida em máquinas e
equipamentos, produção vegetal, produção animal, empresas de diferentes segmentos,
laboratórios de produtos veterinários e equipamentos, área central e imprensa como se mostra no
quadro de áreas e estruturas de apoio. No anexo deste trabalho encontra-se a divisão de quantas
empresas expuseram cada tipo de produto apresentado na feira.
Área
Número
Máquinas e Equipamentos
390
Produção Vegetal
133
Produção Animal
71
Empresas de diferentes segmentos
74
Laboratórios de produtos veterinários e
equipamentos
80
Área Central
18
Imprensa
29
Total
725
Quadro 1: Áreas e Estruturas de Apoio
Para os expositores a organizadora responsável pelo evento disponibilizou o manual do
expositor, encontrado em anexo neste trabalho e que explica sobre a maioria dos panoramas e
dúvidas que o expositor pode encontrar na feira. Sobre o ingresso o manual deixa claro que não
haverá distribuição de ingressos gratuitos, porém há venda de ingressos promocionais aos
37
expositores. Quanto ao estacionamento foram disponibilizados credenciais para os funcionários e
prestadores de serviço das empresas expositoras conforme a quantidade de m² expostos na feira.
A feira é dividida conforme podemos visualizar no mapa:
Figura 4. Mapa da Agrishow 2009.
Fonte: AGRISHOW, 2009.
Como podemos visualizar no mapa a feira conta com sete ruas e dezesseis quadras e conta
com quatro instituições financeiras, estandes da Embrapa, da secretaria da Agricultura do Estado
de São Paulo, para facilitar a negociação durante a feira. Foram disponibilizados duas áreas de
alimentação em lados opostos da feira, quatro banheiros, dois pavilhões coberto, e uma área de
240 mil m², para a exposição de produtos.
Ao final deste capitulo foi possível verificar alguns fatos históricos das feiras
agropecuárias e da feira agropecuária Agrishow, permitindo entender a Feira de Ribeirão Preto
38
quanto sua dimensão, a sua importância bem como sua forma de organização e atividades
desenvolvidas.
39
CAPITULO 3 : PESQUISA COM OS EXPOSITORES E COM O PÚBLICO
3.1 METODOLOGIA
A metodologia utilizada para realizar este trabalho foi à pesquisa descritiva, que objetiva
descrever as características do processo estudado. Esta pesquisa caracteriza como um estudo de
caso, bibliográfico e documental de caráter quantitativo, com pesquisas de campo. A pesquisa
bibliográfica e a pesquisa documental são procedimentos técnicos que visam à busca de fontes e
informações em materiais já elaborados, no entanto a pesquisa bibliográfica baseia-se em livros,
artigos científicos, este tipo de pesquisa também é definido por Dencker e Viá (2003) como a
principal forma para revisão de literatura devido a sua amplitude em curto espaço de tempo e pela
possibilidade de levantamento de dados históricos. Estes dados foram utilizados para escrever os
dois capítulos que precederam a este. O método utilizado foi o indutivo “cuja aproximação dos
fenômenos caminha geralmente para planos cada vez mais abrangentes” (LAKATOS E
MARCONI, 2001, p.106). Para melhor aprimoramento sobre o tema, e para cumprir os objetivos
previstos no inicio deste trabalho, foram aplicados questionários com perguntas fechadas, que se
encontram em apêndice neste trabalho. A pesquisa realizada foi de caráter quantitativo para
perceber a visão dos visitantes e expositores sobre a feira.
Para determinar o público entrevistado foi utilizado o método da amostragem que é
utilizado quando não se é possível estudar determinadas características da população (universo)
pesquisada, este método consiste em estudar a distribuição de determinados caracteres na
totalidade de um universo a partir de uma fração dele, ou seja, uma amostra.
Para os expositores foi utilizada a amostragem probabilística, isto é, todos os elementos
da população têm as mesmas probabilidades de pertencer à amostra (SCHLÜTER, 2003). Foram
entrevistados 10% do total de 725 expositores o que resulta em 72 entrevistados, a intenção foi
levantar a opinião destas empresas sobre a organização e o planejamento do evento.
Para os visitantes a escolha da amostragem foi intencional para garantir que a amostra
tenha uma distribuição semelhante. foi determinada a amostragem de 200 questionários
aplicados, sendo todos os entrevistados escolhidos de forma aleatória.
A análise dos dados foi realizada primeiramente por meio de uma tabulação que
permitiram a confecção de gráficos e após foram analisados frente à teoria anteriormente exposta
sobre feiras, possibilitando nossa reflexão sobre os objetivos traçados.
40
3.2. RESULTADOS OBTIDOS COM A PESQUISA DE CAMPO
Apresentamos os resultados das entrevistas realizadas durante a Agrishow 2009:
3.2.1 Análise das entrevistas com os visitantes
Para compreender o planejamento e a organização da Agrishow segue a tabulação e
analise da pesquisa de campo.
3.2.1.1 Público
80%
70%
60%
50%
40%
30%
20%
10%
0%
masculino
feminino
Gráfico 1. Visitantes da Agrishow.
41
11%
0%
33%
15 a 24 anos
25 a 44 anos
45 a 65 anos
acima de 66 anos
56%
Gráfico 2. Idade dos visitantes da Agrishow.
8%
3%
25%
Ensino
Fundamental
Ensino Médio
Ensino Superior
Pós Graduação
64%
Gráfico 3. Escolaridade dos visitantes da Agrishow.
42
Gráfico 4. Frequência de visitação na Agrishow
Gráfico 5. Motivação do visitante para visitar a Agrishow
Quanto à classificação biossocial é composta por 70% de homens e 30% de mulheres,
sendo que a faixa etária predominante entre 25 e 44 anos, que tem como ocupação vendedores,
técnicos agrícolas, estudantes, metalúrgicos, engenheiros de produção, cartográficos, agrônomos,
gerentes de vendas, professores, entre outros. A maioria do público da feira possui ensino
superior. Por ser a maioria composta por homens adultos com ensino superior e profissões
43
relacionadas ao tema do evento, pode-se supor que o perfil atende ao público desejado, ou seja,
os profissionais do agronegócio citado por Kitamura (2002).
Quanto às estruturas receptivas e transportes, o meio de transporte utilizado para
comparecer a feira para a maioria dos entrevistados foi o veiculo próprio, sendo que alguns com o
carro da empresa. Parte significativa dos entrevistados estava hospedada em hotéis, ou em
chácaras ou casas alugadas pela empresa. O número de estacionamento existente na feira, a
facilidade do transporte por rodovias na região de Ribeirão Preto, a sua localização e pelo custo
do transporte rodoviário ser mais atrativo coloca o carro como o veículo preferido pelos
participantes. Esta diversificação para hospedagens extra-hoteleira foi por opção e não por falta
de oferta, pois pela analise da pesquisa do CVB&VB(2009) o município tem estrutura para
receber hoteleira grandes eventos.
Quanto à motivação e número de freqüência, a maior parte do público presente já havia
participado pelo menos uma vez na feira, seguido dos entrevistados, em torno de 10% menos,
daqueles que estavam participando da feira pela primeira vez. Contanto que uma porcentagem
considerável visitou a feira mais de cinco vezes, pode-se aferir que o evento possui um público
fiel motivado por negócios e na sequência para conhecer as inovações tecnológicas, ou seja, para
conhecer as novidades do mercado, despertando o interesse da compra. Porém, um número
pequeno de participantes procuraram o divertimento e o convivio social, o que reafirma que o
maior interesse na feira são os negócios e a inovação.
Sobre a Agrishow 2009:
O público visitante foi de aproximadamente 140 mil pessoas, correspondendo às
expectativas dos organizadores. Desse total, entre 2,5 mil e 3 mil eram estrangeiros.
Segundo os organizadores da feira, houve uma natural seleção dos visitantes de forma
qualitativa para que viessem focados na realização de negócios (PAGINA RURAL,
2009).
Estes dados apresentados na Página Rural, confirmam as informações sobre o público da
feira ser bastante focado pela organização do evento.
44
3.2.1.2 Organização da Feira
Gráfico 6. Opinião dos visitantes quanto a divulgação.
A divulgação feita pela mídia especializada e pela informação pessoa para pessoa foi
considerada satisfatória pela maioria dos entrevistados. Como é um evento conhecido e para
muitos é a primeira participação à divulgação torna-se mais fácil. No entanto, 20 % acharam que
a divulgação do evento, deste ano, foi regular e alguns destes participantes consideraram a
divulgação em mídias especializadas insuficiente.
Gráfico 7. Opinião dos visitantes quanto a estacionamento.
Quanto ao estacionamento, uma pequena parte dos participantes do evento o consideraram
bom, sendo que a maior parte dos entrevistados não fez uma boa avaliação deste item.Isso se
45
deve ao alto valor cobrado para o uso do estacionamento e a que o mesmo se encontrava do local
aonde o evento estava sendo realizado.
Gráfico 8. Opinião dos visitantes quanto ao lugar onde a feira está sendo realizada.
Gráfico 9. Opinião dos visitantes quanto ao preço do ingresso.
46
Gráfico 10. Opinião dos visitantes quanto a segurança.
Apesar de se localizar na rodovia, e ser afastado do centro do municipio, o local onde a
feira foi realizada, o Pólo Regional de Desenvolvimento Tecnológico dos Agronégócios do
Centro-Leste, conhecido como Centro de Cana, construído principalmente para a realização da
Agrishow, foi considerado adequado por quase a totalidade dos visitantes. Houve uma diferença
de 18% entre o público que considerou o preço justo para que considerou o preço caro,no entanto
muitos dos visitantes entrevistados, tiveram o ingresso fornecido pela sua empresa, ou seja, não
pagaram pelo ingresso, o que mostra que a maioria do público da Agrishow, frequenta a feira
motivados a fazer negócios.
Cerca de 56% do público visitante, considerou favorável a segurança do evento, seguido
de 40 % que considerou este item regular, observando-se as opinioes contrárias por parte do
público. Este fato justifica-se por terem sido registrados alguns furtos durante o evento, que não
eram de conhecimento do público em geral, podendo observar que a segurança de um evento
desta magnitude deve ser reforçada.
47
Gráfico 11. Opinião dos visitantes quanto ao espaço para exposição de máquinas.
Gráfico 12. Opinião dos visitantes quanto as demonstrações de campo.
Quase a totalidade dos entrevistados avaliaram como satisfatório os itens espaço para a
esposição de máquinas e demonstrações de campo. As máquinas eram expostas nos próprios
estandes, muitas vezes ao ar livre, tendo o consumidor acesso as mesmas.As demonstrações de
campo aconteceram em espaço especifico, elas caracterizam a feira dinâmica, facilitando
visualização dos produtos, para compra e venda das máquinas. Este é um dos fatores essenciais
desta análise, pois são eles que classificam este tipo de feira.
48
Gráfico 13. Opinião dos visitantes quanto a iluminação.
Por acontecer durante o dia, a maior parte do público considerou satisfatória a iluminação
da feira,. No entanto, vale ressaltar, que no local aonde estavam localizadas parte das empresas
que comercializam insumos agricolas, e produtos para animais, a iluminação estava insuficiente,
gerando diversas criticas sobre este assunto.
Gráfico 14. Opinião dos visitantes quanto a sinalização.
A maior parte dos entrevistados considerou a sinalização satisfatória, no entanto uma
porcentagem considerável a avaliou como regular, por ser considerada por estes entrevistados
como confusa. Este fato ocorre pela grandeza do evento, de ambito internacional e com área de
49
240 mil m², sendo dificil a localização no evento que contava com poucas centrais de informação
e mapas disponiveis.
Gráfico 15. Opinião dos visitantes quanto aos banheiros..
Gráfico 16. Opinião dos visitantes quanto aos bares e restaurantes.
50
Gráfico 17.Caracteristicas encontradas nos estandes.
Quando questionado sobre as caracteristicas encontradas nos estandes, a maioria dos
entrevistados elogiou o atendimento que tiveram pelas empresas, afirmando ter boas instalações e
encontrando os produtos que procuravam com facilidade, incluindo a presença de três instituições
financeiras durante o evento foi fácil a negociação ao adquirir os produtos que ali estavam sendo
comercializados. Estes fatores mostram que os expositores estavam preparados para receber a
quantidade do público que frequentou o evento deste ano, sendo um ponto positivo no
planejamento do evento.
51
Gráfico 18. Opinião dos visitantes sobre a provável mudança da Agrishow para o municipio de
São Carlos.
Sobre a provável mudança da Agrishow do municipio de Ribeirão Preto para o municipio
de São Carlos no ano de 2010, anunciada no inicio deste ano e com atual relutância da prefeitura
e orgãos públicos do municipio de Ribeirão Preto, um pouco mais de 50% dos entrevistados
considerou essa mudança ruim, os motivos citados para defenderem essa opinião foram a
distância, o movimento que Ribeirão Preto oferece, a infra-estrutura de São Carlos ser
insuficiente, a perda de foco, e lá o acesso será restrito sendo que Ribeirão Preto tem aeroporto e
fácil acesso a cidade.
Como fatores favoráveis para a mudança de cidade, foi citado a distância, que a mudança
pode ser boa para a feira que está estagnada em Ribeirão Preto, que a estrutura de Ribeirão pe
muito ruim e com a mudança pode haver melhoras alem de ser bom para o desenvolvimento do
municipio de São Carlos.
3.2.2 Análise das entrevistas com os expositores
Para complementar o estudo feito com os visitantes da feira agropecuária Agrishow 2009
foram entrevistados, alguns expositores. A avaliação deles é de extrema relevância para
entendermos o motivo do sucesso desses 16 anos de Agrishow, e entender o pré, trans e pós
evento.
A pesquisa iniciou com o questionamento sobre quantas vezes cada empresa havia
exposto na Agrishow o resultado pode ser observado no gráfico a seguir:
52
Gráfico 19. Número de exposições na Agrishow.
Do total das setenta e duas empresas expositoras entrevistadas, somente duas estavam
expondo pela primeira vez. Doze empresas já expuseram na feira de duas a quatro vezes,
dezenove empresas, entre cinco e dez vezes. Porém, quarenta e uma das empresas expositoras
entrevistadas já expuseram seus produtos na feira mais de dez vezes, mostrando a satisfação, o
retorno financeiro e promocional que o evento proporciona podendo também entender melhor a
organização do mesmo.
Gráfico 20. Opinião dos expositores sobre a estrutura oferecida para os visitantes.
53
Quando questionado se a estrutura oferecida para os visitantes estava adequada, e foi
verificado que para mais da metade dos entrevistados a estrutura estava plenamente adequada,
porém, uma porcentagem considerável atesta que o evento atendeu razoavelmente o esperado,
isso demonstra a insatisfação de alguns expositores para com a feira que se pode visualizar nos
gráficos posteriores.
Quando perguntado para os expositores se a estrutura da feira atendeu as necessidades da
empresa, vinte e três dos entrevistados concordam que a feira atendeu plenamente as suas
necessidades, quarenta e cinco dos entrevistados têm opinião que o evento atendeu
razoavelmente, e seis das empresas entrevistadas afirmaram que o evento não atendeu as
necessidades da sua empresa, comprovando o fato citado no parágrafo anterior e que pode ser
visualizado no gráfico abaixo:
Gráfico 21. Opinião dos expositores sobre a estrutura da feira para a empresa.
Foi perguntado aos expositores se os itens abaixo atenderam as necessidades de sua
empresa. As porcentagens poderão ser vista nos gráficos abaixo:
54
Gráfico 22.Opinião dos expositores sobre a data de realização.
Em relação a data escolhida para o evento, ou seja o periodo entre-safras, é considerada
pelas empresas expositoras entrevistadas um bom período para a realização de negócios, isto
ocorre devido ao planejamento e a organização do evento que escolhe o melhor periodo para a
realização deste.
Gráfico 23.Opinião dos expositores sobre o local de realização.
Para a maior parte dos expositores o local de realização do evento, que apesar de estar
distante do centro do municipio, o Pólo Regional de Desenvolvimento Tecnológico dos
55
Agronégócios do Centro-Leste atendeu as necessidades das empresas expositoras. Fato que
explica-se pela facilidade de acesso e pela sinalização colocada em todo o municipio durante os
seis dias do evento.
Gráfico 24. Opinião dos expositores sobre a abrangência do evento.
Gráfico 25. Opinião dos expositores sobre a periodicidade do evento.
Para a maior parte das empresas expositoras a periodicidade e a abrangência do evento
que é considerado internacional, e recebeu 120 mil visitantes, atendeu a expectativa da maior
parte dos expositores. Alguns expositores são da opinião de que o evento deveria acontecer com
56
maior espaço de tempo, como por exemplo de três em três anos como citado por um entrevistado,
pois na opinião dele o evento já está saturado, segundo este entrevistado, este fato levou alguns
expositores a deixarem de frequentar o evento todos os anos.
Gráfico 26.Opinião dos expositores sobre o custo do m².
A maior parte das empresas entrevistadas consideram o preço do m² muito caro pela
estrutura que a feira oferece. Isto se deve ao fato do preço ser elevado frente a estrutura oferecida.
A maioria das feiras agropecuárias do país ocorrem em espaços cobertos, com climatização
adequada e essa foi uma das críticas mais escutadas.
57
Gráfico27 -Opinião dos expositores sobre o provável retorno financeiro.
Quase 50% das empresas expositoras disseram receber o retorno financeiro esperado,
porém um número considerável de empresas, consideram que o retorno financeiro não atendeu
plenamente as expectativas da empresa. Isso se deve a uma diminuição do número de visitantes
em alguns setores da feira, devido a desistencia de alguns grandes expositores em participar do
evento deste ano.
Gráfico 28. Opinião dos expositores sobre o público-alvo.
58
Sobre o público alvo, um pouco mais da metade dos entrevistados considera que o
atendeu as suas expectativas, porém existe uma pequena diferença quanto ao número das
empresas que atenderam em partes as expectativas sobre o público esperado isto se deve pelo
mesmo motivo explicado no gráfico anterior.
Gráfico 29. Opinião dos expositores sobre a captação de novos clientes.
Quando questionados sobre a captação de novos clientes, mais de cinquenta por cento dos
entrevistados afirmaram que surgiram novos clientes. Isto deve-se ao fato de além do público fiel,
a cada versão da feira um novo público participa. No entanto um número considerável de
expositores, opinou que a feira não atendeu suas expectativas neste item.
59
Gráfico 30. Opinião dos expositores sobre a análise da concorrência.
A maioria das empresas considera que foi possível analisar a concorrência na Agrishow
2009, porém houve reclamação de alguns expositores, que os principais concorrentes não
compareceram na feira este ano, devido a problemas nos anos anteriores, e ao custo elevado para
a participação no evento, muitos afirmaram que a feira está desgastada.
Tabela 2. Opinião dos expositores sobre a infra-estrutura do evento.
Infra - estrutura
Vias de acesso
Pavilhão de
exposições
Segurança
Iluminação
Estacionamento
Sinalização (interna
e Externa)
Estrutura da cidade
Demonstrações de
campo
Praça de
alimentação
Excelente
22%
Bom
58%
Regular
12%
Ruim
7%
Péssimo
1%
20%
12%
11%
2%
60%
50%
70%
17%
12%
22%
9%
25%
5%
12%
5%
24%
3%
4%
5%
32%
4%
14%
54%
67%
26%
17%
11%
2%
5%
Zero
6%
66%
28%
zero
Zero
2%
32%
18%
24%
24%
Fonte: ALMEIDA, 2009.
Quando questionados sobre a infra-estrutura da feira, a maioria dos expositores,
consideram satisfatório, os seguintes itens: vias de acesso, pavilhão de exposições,
60
demonstracões de campo e iluminação. Com relação a segurança, mais de 50 % dos entrevistados
consideram que ela estava adequada, no entanto, alguns expositores, relataram caso de pequenos
roubos durante o evento. A sinalização, obteve uma análise favorável, porém alguns expositores,
afirmaram que ela estava confusa, e que se era dificil encontrar alguns estandes na feira. Quanto
ao estacionamento a maioria dos visitantes concordam que ele estava péssimo ou ruim, isso se
deve a distância do estacionamento até o local do evento, e ao preço cobrado por este serviço.
Quanto a estrutura da cidade, mais de 80% das empresas entrevistadas, consideram boa ou
excelente, devido a qualidade da ampla rede hoteleira da cidade, aos shoppings, e a grande
quantidade de bares e casas noturnas da cidade, que nesta época recebe um grande número de
visitantes e fica muito movimentado. A praça de alimentação não foi bem avaliada pelos
expositores, conforme tinha acontecido com os visitantes fato que mostra insatisfação dos dois
lados pesquisados neste trabalho.
Gráfico 31. Intenção dos expositores em expor novamente na feira.
Pelo gráfico acima é possível verificar que apenas uma pequena parcela dos entrevistados,
não pretendem expor novamente na Agrishow, no entanto, muitos dos entrevistados afirmam que
a feira está desgastada e que só retornariam no próximo ano devido a participação de seus
concorrentes.
61
Gráfico 32. Opinião dos expositores sobre a provável mudança da Agrishow para o municipio de
São Carlos.
Quando perguntado aos expositores o que eles achavam sobre a mudança da Agrishow
para o municipio de São Carlos, a maioria dos expositores considerou a mudança ruim , e citaram
alguns motivos para não ocorrer essa mudança como São Carlos não ter a infra-estrutura
suficiente para receber e administrar um evento dessa magnitude, pela cidade não oferecer
estrutura hoteleria em quantidade para os visitantes e a distância também foi apontada, por alguns
expositores. Outros não vêem o porque da feira mudar de municipio, mas sim, a feira de Ribeirão
Preto que precisa melhorar.
No entanto um número considerável de empresas expositoras, quase 40 % consideram que
seria bom a feira passar a ser realizada no municipio de São Carlos, e apontaram alguns fatores
favoráveis para ocorrer essa mudança: melhorar a
renovação.
infra-estrutura da feira e uma provável
62
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A pesquisa desenvolvida neste trabalho abordou duas visões de participantes da
Agrishow, a do expositor e a do visitante. Para alcançar o resultado pretendido utilizou-se
primeiramente à fundamentação teórica sobre o assunto, abordando o histórico e os conceitos de
eventos e feiras agropecuárias e depois, a importância do planejamento nos eventos e feiras, em
especial, a Agrishow.
Em um país em que o agronegócio corresponde por 33% do PIB, 42% das exportações e
37% pela geração, as feiras agropecuárias são ferramentas importantes para movimentar esse
grande negócio. Como se abordou anteriormente, as feiras proporcionam espaços para troca,
novos conhecimentos e para a realização de negócios e neste caso, pela dimensão do setor, elas
tornam-se essenciais.
Pode-se observar pela pesquisa a importância atual destas feiras e principalmente da
Agrishow para o setor do agronegócio. Este tipo de feira agropecuária difere-se muito dos outros
tipos de feiras desta tipologia existentes no Brasil, pelo seu conceito de feira dinâmica, onde o
participante conhece “in locu” as novas tecnologias para o setor.
No caso da Agrishow o participante tem como foco principal a feira em si, ou seja, a
tecnologia e a inovação. Atualmente não é apenas a Agrishow que realiza este tipo de feira, seus
concorrentes principais são a Tecnoshow Comigo (Rio Verde – GO) e a ExpoDireto (Não me
Toques – RS). Estas feiras têm características muito semelhantes a Agrishow, porém em formato
menor e de público mais regional. Outra feira que também é considerada uma feira dinâmica é o
Show Rural da Coopavel (Cascavel- PR) que difere das demais, porque conta com show de
cantores famosos na área de entretenimento como chamariz para atrair o público. Frente às
concorrentes a Agrishow ainda mantêm a liderança nas feiras desta tipologia.
A feira possui diversos pontos positivos, iniciando pela empresa responsável pela sua
organização. A Reed Exhibitions Alcantara Machado, uma das mais famosas marcas mundiais
em organização de eventos, que foi constituída a partir da joint venture entre a Reed Exhibitions,
principal marca mundial do mercado de feiras de negócios, que organiza em torno de 500
eventos, em 38 países, e a Alcantara Machado, maior empresa de eventos da América Latina
Outro aspecto importante foi seu pioneirismo, por ser a primeira com o conceito de feira
dinâmica conseguiu fixar seu nome no mercado de feiras desta categoria, mesmo com as
concorrentes no país.
63
A escolha de Ribeirão Preto para realizar a feira também se mostra adequada, pois a
região e o município são importantes no agronegócio brasileiro, sua localização e infra-estrutura
para o evento são adequadas. Estes itens foram atestados nas pesquisas realizadas com os
visitantes e com o expositores. No inicio deste ano a imprensa noticiou que a Agrishow, a partir
de 2010, mudaria para o município de São Carlos-SP, por isso foi questionado aos pesquisados o
que achavam desta alteração e a maioria dos expositores e dos visitantes concordaram que não
seria um boa opção.
O período de realização no final da safra, a abrangência do evento e a sua periodicidade
foram vistos pelos entrevistados, em sua maioria, como oportunos.
A estrutura para o evento corresponde ao espaço físico composto de local para exposição
de máquinas e demonstrações de campo com os serviços de sinalização, segurança, iluminação,
estacionamentos, banheiros e alimentação. O que tange a estes itens, banheiros, bares e
restaurantes foram considerados satisfatório por parte dos entrevistados e não pela maioria, o que
precisa ser revisto por parte da empresa organizadora. Na teoria deste trabalho foi apresentado
que um evento precisa não somente de suas atividades fins, mas também, de uma estrutura que
apóie o participante com qualidade, o que não aconteceu na integra neste caso. O item mais
insatisfatório foi o estacionamento. Este foi avaliado como péssimo pela metade dos consultados
e o principal problema era à distância a ser percorrida até o evento e a organização poderia ter
usado meio de transportes alternativos como carros elétricos, “trezinhos” ou outras opções que já
são utilizadas em eventos. Neste caso, pode-se atestar que mesmo as melhores organizadoras de
eventos com muita experiência, também comentem falhas. Mesmo com alguns itens satisfatórios,
para os expositores, o evento de 2009 não apresentou um custo/beneficio em serviços pelo custo
por m² de stands.
Se a estrutura oferecida não agradou por completo os expositores, já o objetivo de suas
participações no evento como a captação de novos clientes e a manutenção dos atuais foi
atingida, mesmo sendo 2009 um ano de crise econômica mundial. Por causa da crise as maiores
montadoras de máquinas e implementos agrícolas ligadas a Anfavea não estiveram presentes,
pois o custo para participar de um evento deste porte para as grandes montadoras, girava em
torno de R$ 1 milhão o que levou a Anfavea a optar por participar bienalmente do evento. Esta
opção abriu portas para marcas menos conhecidas e o direcionamento para a apresentação das
tecnologias disponíveis para melhorar a produtividade e reduzir custos agrícolas.
64
Mesmo com as dificuldades apresentadas às empresas entrevistadas, com exceção de
quatro, pretendem voltar a participar na próxima edição pela importância dos negócios realizados
e também para marcar presença na maior feria agropecuária do país por causa da concorrência.
Se metade dos expositores é um público fiel que já expôs mais de uma vez na feira e
pretende voltar a expor, o visitante também tem um percentual fiel significativo em torno de 40%
que apreciam a feira e sua estrutura, com as ressalvas já citadas, e também acha o preço justo ao
acesso a feira.
Esta pesquisa teve como objetivo principal entender como os visitantes e expositores caracterizar
e avaliar a feira Agrishow pela ótica dos visitantes e expositores. e creio que este objetivo geral
foi atingido mostrando que a avaliação dos expositores sobre a feiratem aspectos bastante
positivos, porém existem também aspectos negativos que precisam ser melhorados. Quanto ao
objetivo específico “Conhecer dados sobre a organização da Agrishow no ano de 2009” foi
satisfatório, mas não completamente, pois a Reed Exhibitions Alcantara Machado não
disponibiliza dados completos sobre a feira. Deveria seguir o exemplo da organizadora da
ExpoDireta Cortijal que expõe todos os dados da feira, possibilitando um análise mais
aprofundada de sua organização e de sua história, o que seria muito interessante para o estudo da
Agrishow.
No decorrer deste trabalho pudemos perceber que existe um segmento pouco estudado
pelos organizadores de eventos: as feiras dinâmicas agropecuárias. Embora este não fosse o nosso
objetivo principal, o despertar para esse novo tema de pesquisa abre a oportunidade para a
continuação deste estudo por outros pesquisadores.
65
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67
EMBRAPA
–
Monitoramento
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organização
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de
Feiras.
eventos:
Disponível
planejamento
em:
e
70
APÊNDICES
71
APÊNDICE A – FORMULÁRIO DE ENTREVISTA RESPONDIDO PELOS EXPOSITORES
QUESTIONÁRIO PARA LEVANTAMENTO DE DADOS DOS VISITANTES E
EXPOSITORES DA FEIRA AGRISHOW 2009.
Introdução
Este questionário tem por objetivo pesquisar dados que auxiliem a analise dos questionamentos
feitos no Trabalho de Conclusão de Curso com o Tema: A Feira Agropecuária Agrishow:
Planejamento e Organização.
Seu objetivo é aferir a percepção dos visitantes e expositores a respeito do planejamento e
organização da Feira Agrishow 2009.
A pesquisa será realizada nos dias 27 de abril ao dia 02 de maio procurando atingir o número de
72 expositores.
Nome da Empresa: _______________________________________________________
1. Quantas vezes já expôs na Agrishow?
( ) uma vez ( ) entre duas e quatro vezes ( ) entre cinco vezes a dez vezes ( ) + de dez
vezes.
2. A estrutura oferecida este ano para o evento atendeu as necessidades de sua empresa?
( ) plenamente ( ) razoavelmente ( )não atendeu
3. Achou a estrutura oferecida para os visitantes no evento de 2009 adequada?
( ) plenamente ( ) razoavelmente ( )não se adequou
4. Os itens abaixo atenderam a necessidade de sua empresa:
Data de realização
( ) atendeu ( ) atendeu parcialmente ( ) não atendeu
Local de realização
( ) atendeu ( ) atendeu parcialmente ( ) não atendeu
Abrangência do evento
( ) atendeu ( ) atendeu parcialmente ( ) não atendeu
Periodicidade do evento
( ) atendeu ( ) atendeu parcialmente ( ) não atendeu
Custo do m2
( ) atendeu ( ) atendeu parcialmente ( ) não atendeu
Provável retorno financeiro
( ) atendeu ( ) atendeu parcialmente ( ) não atendeu
Público-alvo
72
( ) atendeu ( ) atendeu parcialmente ( ) não atendeu
Captação de novos clientes
( ) atendeu ( ) atendeu parcialmente ( ) não atendeu
Análise da concorrência
( ) atendeu ( ) atendeu parcialmente ( ) não atendeu
5. Quanto a infra-estrutura da Agrishow 2009 analise:
Vias de acesso / localização
( ) Excelente ( ) Bom ( ) Regular ( ) Ruim ( ) Péssimo
Pavilhão de Exposições
( ) Excelente ( ) Bom ( ) Regular ( ) Ruim ( ) Péssimo
Segurança
( ) Excelente ( ) Bom ( ) Regular ( ) Ruim ( ) Péssimo
Iluminação
( ) Excelente ( ) Bom ( ) Regular ( ) Ruim ( ) Péssimo
Estacionamento
( ) Excelente ( ) Bom ( ) Regular ( ) Ruim ( ) Péssimo
Sinalização (interna e externa)
( ) Excelente ( ) Bom ( ) Regular ( ) Ruim ( ) Péssimo
Estrutura da cidade
( ) Excelente ( ) Bom ( ) Regular ( ) Ruim ( ) Péssimo
Demonstrações de campo
( ) Excelente ( ) Bom ( ) Regular ( ) Ruim ( ) Péssimo
Praça de Alimentação
( ) Excelente ( ) Bom ( ) Regular ( ) Ruim ( ) Péssimo
6. Pretende expor em outra edição da AGRISHOW?
( ) Sim b) ( ) Não
7. A Agrishow 2010 está prevista para acontecer no município de São Carlos. Para a sua
empresa esta mudança é:
( ) boa ( ) ruim ( ) indiferente
Por quê? ____________________________________________________________________
73
APÊNDICE B – FORMULÁRIO DE ENTREVISTA RESPONDIDO PELOS VISITANTES
QUESTIONÁRIO PARA LEVANTAMENTO DE DADOS DOS VISITANTES E
EXPOSITORES DA FEIRA AGRISHOW 2009.
Introdução
Este questionário tem por objetivo pesquisar dados que auxiliem a analise dos questionamentos
feitos no Trabalho de Conclusão de Curso com o Tema: A Feira Agropecuária Agrishow:
Planejamento e Organização.
Seu objetivo é aferir a percepção dos visitantes e expositores a respeito do planejamento e
organização da Feira Agrishow 2009.
A pesquisa será realizada nos dias 27 de abril ao dia 02 de maio procurando atingir o número de
200 participantes.
Questionário
Questões biossocial e econômicas
1) Sexo ( ) masculino ( ) feminino.
2) Idade (
) 15 a 24 anos (
) 25 a 44 anos (
) 45 a 65 anos e acima de 65 (
).
3) Grau de Escolaridade
4) Qual sua ocupação?__________________________________________________.
5) Onde está hospedado_________________________________________________.
6) Que transporte foi utilizado para a vir a Ribeirão Preto (
) ônibus de turismo ( ) ônibus fretado (
) carro próprio ( ) carro alugado (
) ônibus de linha (
) avião.
Questões sobre a Feira
7) Quantas vezes já freqüentou a Agrishow?
( ) uma vez (
vezes.
) entre duas e quatro vezes (
) entre cinco vezes a dez vezes (
) + de dez
74
8) O que motivou a sua visita a Agrishow 2009?
(
) negócios ( ) inovação tecnológicas (
) divertimento ( ) convívio social
9) Avalie a organização da Agrishow 2009
Divulgação: ( ) muito boa ( ) boa ( ) regular ( ) ruim ( ) péssima.
Estacionamento: ( ) muito bom ( ) bom ( ) regular ( ) ruim ( ) péssimo.
Lugar onde a Feira esta sendo realizada: ( ) muito boa ( ) boa ( ) regular ( ) ruim (
) péssima.
Ingresso quanto ao preço ( ) caro ( ) justo ( ) barato
Segurança: ( ) muito boa ( ) boa ( ) regular ( ) ruim ( ) péssima.
Espaço para exposição de máquinas: ( ) muito boa ( ) boa ( ) regular ( ) ruim ( )
péssima.
Espaço para exposição de insumos agrícolas: ( ) muito boa ( ) boa ( ) regular ( ) ruim
( ) péssima Iluminação: ( ) muito boa ( ) boa ( ) regular ( ) ruim ( ) péssima.
Sinalização: ( ) muito boa ( ) boa ( ) regular ( ) ruim ( ) péssima.
Banheiros: ( ) muito boa ( ) boa ( ) regular ( ) ruim ( ) péssima.
Bares e Restaurantes: ( ) muito boa ( ) boa ( ) regular ( ) ruim ( ) péssima.
10) Quais das características abaixo relacionadas que encontrou nos estandes que freqüentou na
feira:
( ) atendimento simpático.
( ) boas informações sobre os produtos.
( ) disposição visível de seus produtos.
( ) ambiente agradável
( ) produtos que despertou seu interesse
( ) nenhuma das respostas acima.
Outras: ______________________________________________________________________.
11) A Agrishow 2010 está prevista para acontecer no município de São Carlos. Para você esta
mudança é:
( ) boa ( ) ruim ( ) indiferente
Por quê? ____________________________________________________________________
75
ANEXOS
76
ANEXO A – MANUAL DO EXPOSITOR
77
78
79
80
81
82
83
84
85
86
87
88
89
90
91
92
93
94
95
96
97
98
ANEXO B– PRODUTOS QUANTO AO NÚMERO DE EXPOSITORES
Produto
Número de Expositores
Acomplamentos, Freios e Embreagens
4
Adubo, Calcário de Fertilizantes
5
Aerador
4
Ancinho
7
Aparador de cerca viva
7
Aplicador de Corretivo e/ou calcário
10
Aplicador de Fertilizante
15
Aquecedor de Ar
3
Arado
10
Arames/Cabo
1
Arrancador de Brotos
1
Arrancador e Invertedor de Amendoim
2
Arrancadora de Batata
3
Arruador para café
6
Aspersor
10
Aspirador Industrial
1
Assessoria Empresarial
1
Associações, entidades e órgãos do governo
1
Atomatizador
5
Balança Rodoviária
3
Balanças para Animais
6
Bancos
1
Baterias e acessórios
3
Bebedouro
8
Beneficiadora de grãos e cereais
5
Beneficiadora de sementes
4
Bicos de Pulverização
13
Bitrem e Rodotrem
1
99
Bombas e Motobombas
32
Bombas Submersas
1
Borrachas para reconstrução de pneus
1
Cabo de aço
3
Caçambas e Contêiners
5
Caixa d’água
2
Campânula
1
Capotas e cabines para máquinas agrícolas
2
Carregador de cana de açúcar
3
Carregador de fardo e feno
3
Carregador Florestal
5
Carregadores Agrícolas
11
Carreta Agrícola
23
Carreta Canavieira
7
Carreta Forrageira
8
Carreta Graneleira
9
Carreta Tanque
8
Carretel enrolador
3
Carrocerias, furgões e reboques
6
Ceifadora
6
Cerca elétrica e acessórios
4
Classificador de sementes
8
Climatização ambiental
1
Cobridor de sulco
6
Coletor de amostra
2
Colhedora de azeitona e laranja
1
Colhedora de café
5
Colhedora de cana-de-açúcar
11
Colhedora de Forragem
8
Colhedora de Grãos
2
100
Colhedora de milho/ despigadora
4
Comboio de lubrificação
1
Comedouro / cocho
3
Compactador de solo
1
Componentes eletrônicos
6
Componentes para motores
8
Compostador de resíduos orgânicos
3
Consultoria Ambiental
1
Cordas
1
Cordoalha
1
Correias
3
Cortador de ferro e pedra
1
Cortador de grama
8
Cortadora de cana-de-açúcar
3
Cortadora-enleiradora de feijão
2
Cortina para aviário
3
Cultivador/motocultivador
12
Curral
1
Cursos
2
Curvadora de tubos
3
Defensivos agrícolas
2
Derriçadora de café
6
Desensiladeira mescladora
1
Distribuidor de cana picada
2
Distribuidor de esterco sólido
14
Distribuidor de fertilizante
20
Distribuidor de ração
4
Distribuidor de sementes
11
Distribuidor de torta
7
Ducha veterinária
3
101
Eixos, cardan e cruzetas
10
Elevador de canecas
10
Elevador hidráulico
4
Embaladora de fardos
1
Empilhadeira
4
Energia Alternativa
1
Energia Solar
1
Enfardadora de fardos redondos e retangulares
2
Engenho de cana
1
Engrenagens, polias, pinos, buchas e roletes
4
Ensiladora estacionária
6
Enxada rotativa
4
Equipamentos de comunicação
1
Equipamentos hidráulicos e pneumáticos
16
Equipamentos para a indústria alimentícia
6
Equipamentos para a indústria de ração
8
Equipamentos para abastecimento e lubrificação
9
Equipamentos para beneficiamento de algodão
1
Equipamentos para combate a incêndios
6
Equipamentos para extração de óleos vegetais
3
Equipamentos para manutenção de veículos
4
Equipamentos para manutenção de carga
12
Equipamentos para radiocomunicação
1
Equipamentos para topografia
6
Equiptos
6
Escavadeira
2
Escreiper de arrasto
2
Espalhador de palha
2
Estação meteorológica
5
Estruturas metálicas
1
102
Estufas
1
Exaustor
4
Facas, facões e canivetes
2
Faróis e lanternas
2
Ferramentas agrícolas
7
Ferramentas elétricas
1
Filtros e equipamentos para filtragem
16
Fumigador
3
Garfo para silagem e fenação
8
Garra hidráulica
2
Gerador de ar quente/fornalha
1
Gerador elétrico
4
Gotejador
3
GPS
14
Grade
6
Grupos geradores
7
Guincho/Winch/Cabrestante
13
Guindaste
2
Importação de exportação de produtos agrícolas
7
Incubadora avícola
1
Injetora de fertilizantes
4
Inseticida / pesticida / bioinseticida
3
Instituições financeiras
1
Instrumentos e aparelhos veterinários
3
Irrigação
18
Juntas Automotivas
2
Lâmina dianteira
5
Lâmina traseira
4
Lavadora de alta pressão
6
Lonas
1
103
Lubrificantes e combustíveis
2
Macacos
5
Mancais
9
Mangueiras e conexões
17
Manômetros
9
Máquinas de corte e plasma para metal
1
Máquinas de revestimento por plasma
1
Máquinas para embalagem, fechamento e costura
1
Máquinas para limpeza de grãos
9
Máquinas para mecher cama de aviário
5
Marcador de animais
1
Marcador de linhas
6
Mata – burro
1
Microaspersor
5
Misturador de adubo
3
Misturador de ração
7
Misturador de sementes
1
Moinho de martelo para madeira
2
Moinho para ração
8
Molas
3
Moldes
1
Monitor para implantadeira
5
Motocicleta
1
Motoniveladora
2
Motor de popa / rabetas
3
Motores diesel / gasolina
9
Moto-serra
5
Mourão
1
Nebulizador
6
Niveladora de solo / plaina
5
104
Nutrição animal
4
Ordenharia
8
Pá – carregadeira
10
Painel de controle
10
Paisagismo
3
Paleteira
2
Peças para equipamentos agrícolas
27
Peças para veículos
5
Peneira vibratória e rotativa
1
Perfurador de solo
5
Picador de forragem
10
Picador de raízes e tubérculos
1
Picador triturador de galhos
13
Picapes e automóveis
2
Piscicultura (equipamentos)
1
Pivô central
3
Pivô linear
2
Pivô rebocável
3
Plantadora de batata
1
Plantadora de cana de açúcar
7
Plantadora de ortaliças e vegetais
1
Plantadora de mandioca
4
Plantadora de trigo, soja e milho
9
Plataforma elevadora
5
Plataforma hidráulica roll–on
2
Pneus e câmaras
7
Podadora de árvore
3
Poliguindaste
3
Polvilhadora costal
1
Portal internet
1
105
Portas e portões
1
Prensa enfardadeira
1
Prensa hidráulica p/ fixação de terminais em mangueiras
2
Produtos para higienização de equiptos e saúde animal
4
Produtos para reparo em pneus
1
Produtos Plásticos
1
Produtos químicos e combustíveis
2
Produtos veterinários
3
Projeto e equipamento para biodiesel
4
Pulverizador
19
Raspador de correia
1
Recolhedor de café
3
Recolhedor para colhedora
1
Recolhedora-trilhadora de cereais
2
Recuperação de poços artesianos
1
Redutores de velocidade
5
Repicador para madeira
2
Reprodução e inseminação de sêmen bovino
1
Resfriador para leite
3
Retentor
2
Retroescavadeira sobre rodas
1
Revistas jornais e livros
2
Roçadora
21
Roda d’água
1
Rodas
3
Rolo compactador
1
Saúde animal
4
Secador
11
Secador de sementes
7
Segadora
4
106
Semeadora
10
Sementes
4
Serras circulares
3
Serras para poda
4
Serviços de escavação terraplanagem, perfuração de poços
2
Serviços de geoprocessamento e levantamentos topográficos
3
Serviços de usinagem
4
Serviços florestais
1
Silos
12
Sistema de Abatimento de pó
3
Sistema de aeração para silos e armazéns
5
Sistema de climatização
2
Sistema de identificação e monitoramento de animais
2
Sistema de monitoramento
10
Sistema de ordenha
4
Sistema de pulverização
12
Sistemas e projetos de irrigação
10
Softwares e informática
7
Sulcadores
10
Tanques
15
Telas e alambrados
1
Telefonia
1
Tesoura de poda
3
Tomada de força
3
Tosquiadeiras
1
Trações para colheitadeiras e tratores
3
Transmissões
6
Transportador
8
Tratamento de água e esgoto
4
Trator agrícola / trator de rodas
4
107
Trator de esteiras
2
Trilhadora de cereais
3
Triturador de fertilizante
1
Triturador de restos culturais
12
Tronco para imobilização
1
Troncos para imobilização
3
Tubos e conexões
19
Umidificador de ambiente
2
Vagão tratador autocarregável
6
Valetadora
1
Válvulas
14
Veículos especiais
4
Ventiladores
9
Baixar

Gabriela Farias Cardoso de Almeida