A DIVERSIDADE DA GEOGRAFIA BRASILEIRA: ESCALAS E DIMENSÕES DA ANÁLISE E DA AÇÃO DE 9 A 12 DE OUTUBRO POLÍTICAS TERRITORIAIS NO OESTE BAIANO: UMA ANÁLISE DAS AÇÕES DO ESTADO PÓS DÉCADA DE 1980 MARIA APARECIDA BRITO OLIVEIRA1 Resumo: O histórico de políticas territoriais no oeste baiano se caracteriza até a década de 1980 pela ausência de ações efetivas por parte do Estado. A partir deste período, cuja introdução da agricultura moderna ocorreu de maneira marcante, os municípios que compõem o território ocidental da Bahia, experimentaram mudanças significativas em todas as dimensões (políticas, econômicas, sociais). Estas transformações, contudo, não se deram de maneira heterogênea, concentrando-se em pontos específicos e diferenciando-se ao longo do processo de formação territorial. Em virtude deste histórico, a necessidade de uma maior articulação das diferentes instâncias sociais deve ser um indicativo para que novas políticas possam ser implementadas, de forma a contemplar toda a totalidade territorial e buscar a efetivação de ações mais democráticas. Palavras-chave: Políticas territoriais, Oeste baiano; Estado. Abstract: The history of territorial policies in western Bahia characterized until the 1980 by the absence of effective action by the State. From this period, whose introduction of modern agriculture occurred in such a manner, municipalities that make up the western territory of Bahia have experienced significant changes in all dimensions (political, economic, social). These changes, however, did not make themselves heterogeneously, focusing on specific points and differentiating along the territorial formation process. Because of this history, need for greater articulation of different social levels should be indicative for that new policies could be implemented in order to contemplate the whole totality and get putting more democratic actions Keywords: Territorial Policies, West of Bahia; State. 1 – Introdução O presente trabalho pretende analisar a atuação do Estado no território baiano compreendido pelos 35 municípios localizados à margem esquerda do Rio São Francisco e que convém denominar-se de oeste baiano (Figura 1). Numa abordagem inserida no campo da geografia política, buscar-se-á apontar as políticas territoriais mais significativas para transformações territoriais ocorridas nas últimas décadas. A metodologia utilizada concentrou esforços no levantamento de dados referentes às ações destinadas, tanto na escala federal quanto estadual, através dos relatórios de governos, dados primários e secundários, dados quantitativos (econômicos e sociais), matérias jornalísticas, mapas históricos e demais 1 - Mestre em Geografia pelo Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Federal da Bahia. Email de contato: [email protected] 7343 A DIVERSIDADE DA GEOGRAFIA BRASILEIRA: ESCALAS E DIMENSÕES DA ANÁLISE E DA AÇÃO DE 9 A 12 DE OUTUBRO documentos, que permitiram traçar a trajetória das ações implementadas na periodização estabelecida entre 1980 e 2014. Para cumprir com estes requesitos, buscou-se realizar um levantamento de informações em órgãos oficiais do governo, em bibliotecas e bancos de dados físicos e eletrônicos. Figura 1- Municípios do Oeste Baiano Fonte: SEI (2000) Elaboração: Maria Aparecida Brito Para os dados encontrados é possível indicar um distanciamento do Estado no tocante às políticas territoriais no oeste baiano, demonstrando que houve até a década de 1980, certa ausência de ações no território, situação que modifica-se com a implantação de novos modelos agrícolas voltados para exportação de grãos, especialmente de soja. Este dito isolamento pode ser evidenciado em dois momentos: 1) um isolamento primário e pensado quando o Estado não agiu e não demonstrou interesse no território; 2) um isolamento secundário quando o Estado inseriu algumas áreas e acabou por marginalizar ainda mais outros pontos no oeste. 7344 A DIVERSIDADE DA GEOGRAFIA BRASILEIRA: ESCALAS E DIMENSÕES DA ANÁLISE E DA AÇÃO DE 9 A 12 DE OUTUBRO As reflexões deste trabalho tendem a apontar a urgência de um novo posicionamento no planejamento e gestão das ações. Neste sentido, para que as políticas territoriais sejam condizentes com as aspirações e necessidades da população local, a consolidação de diferentes arranjos políticos e participativos torna-se um ponto necessário. A construção destes mecanismos, em diferentes escalas, pode contribuir para o fortalecimento das bases territoriais visando contemplar as demandas sociais. Contudo, isto só se tornará possível se novos espaços políticos e sujeitos empenhamos na construção de propostas mais democráticas buscarem redefinir o conteúdos das políticas territoriais no oeste baiano. 2 – Trajetória de políticas no Brasil e as particularidades no oeste baiano. O histórico brasileiro de políticas territoriais vai apresentar que a gama de ações desenvolvidas assumiram um viés centralista e verticalizado cujas marcas repercutiram diretamente no espaço (Costa, 2011). Estas características segundo Becker e Egler (2011) foram fruto do controle político e do projeto nacional autoritário assumido no Brasil, cuja expressão se concretizou em inúmeros projetos/programas, além da materialização de formas geográficas seguindo o padrão de atuação centralista do Estado em diversos pontos do país. A partir da segunda metade do século XX, o quadro de transformações espaciais e produtivas se apresentou de maneira mais expressiva, fato que se confirma pelos investimentos em modernização tecnológica, industrialização, urbanização, mecanização agrícola e demais aspectos relevantes, na tentativa de transformar o Brasil em uma potência econômica mundial (BECKER; EGLER, 2011). A incorporação diferenciada das técnicas, no recente estágio científico/informacional, complexificou a implantação de políticas territoriais, assumindo o caráter de grupos que controlaram o poder político. Na área mais ocidental da Bahia, os objetos geográficos implantados, os meios técnicos e seus usos diferenciados acabaram por trazer ritmos mais acelerados para alguns municípios específicos, incluindo estes na economia estadual/nacional e deixando 7345 A DIVERSIDADE DA GEOGRAFIA BRASILEIRA: ESCALAS E DIMENSÕES DA ANÁLISE E DA AÇÃO DE 9 A 12 DE OUTUBRO excluídos aqueles que não participaram ou não receberam um quantitativo de políticas territoriais. Atualmente, este oeste baiano apresenta uma dinâmica econômica, política e social bastante peculiar, fato que não fora percebido ao longo da sua formação territorial conforme apontam os trabalhos de Santos (2000; 2007), Haesbaert (2008) e Santos Filho (1989). O marco das mudanças está atribuído à transição entre as décadas de 1970 e 1980, cujos incentivos para exploração dos cerrados baianos e todo o conjunto de ações à ele atrelados, provocaram uma ruptura no conteúdo das políticas, acompanhando as tendências do planejamento nacional em direção ao cerrado brasileiro, a nova fronteira agrícola do país. A análise de diversos documentos, relatórios e projetos de órgãos federais e estaduais, permite apontar que historicamente este território apresentou certa ausência de políticas territoriais nas diferentes escalas federativas (nacional e estadual), levando a construção da idéia de abandono e esquecimento por parte do Estado. A emergência do discurso de abandono do território e a existência de uma nova perspectiva de atuação são compreendidos neste trabalho conforme os argumentos de Sánchez (1992). O referido autor pontua que a ausência de políticas territoriais pode se transformar na medida em que vantagens econômicas e produtivas vão sendo atribuídas à determinado território, a cada contexto histórico. En la práctica, solo las relaciones de poder de cada momento darán la respuesta real a las diversas aspiraciones y deseos proyectados sobre um território. La historia, no es la historia de las ideias y de las aspiraciones, sino del domínio resultante de cada relación de poder concreta (SÁNCHEZ, 1992, p. 38) Interpretando dessa maneira, há um reconhecimento que o Estado negligenciou durante muito tempo, a área mais ocidental do território baiano, contudo, a emergência de novos interesses pautados num tipo específico de planejamento territorial alterou o padrão de intervenção no oeste baiano, transformando toda a estrutura territorial. Se em um dado momento, o oeste não compunha o planejamento na Bahia, isto fora em virtude de outros interesses econômicos e da conjuntura política/econômica do período. Além disso, para Sanchéz (1992) uma não ação/política também configura um tipo de política 7346 A DIVERSIDADE DA GEOGRAFIA BRASILEIRA: ESCALAS E DIMENSÕES DA ANÁLISE E DA AÇÃO DE 9 A 12 DE OUTUBRO territorial, tendo em vista que os impactos não previsíveis pela sua ausência também repercutem no território, tanto positivamente quanto negativamente. A realidade do oeste baiano, também pode ser justificada pela perspectiva de Moraes (2005; 2011), quando o mesmo afirmar que ao longo da formação territorial brasileira, diversas áreas funcionaram como reserva de espaço, cuja ação se consolida pela exploração das riquezas e das potencialidades naturais e normalmente se projeta para o futuro. Estas áreas foram denominadas de fundos territoriais e se caracterizaram por serem os estoques de território não incorporados à economia. Esta explicação é pertinente para compreender a trajetória de políticas no oeste da baiano, tendo em vista que ao longo de sua formação territorial, esta área apresentou-se como um tipo de reserva territorial, cujos investimentos começaram a ser viabilizados, nas últimas quatro décadas. 3 - Crescimento da demanda de políticas territoriais e a formação do “novo oeste” Para o recorte de municípios considerados, observou-se um crescente número de políticas que, contudo, apresentou-se de modo concentrado e seletivo, no tempo (últimas décadas) e no espaço (poucos municípios). As ações refletiram as perspectivas de atuação do Estado e o conteúdo das políticas destinadas ao território fazendo emergir o que se denomina neste trabalho de Oeste na Bahia. Tal denominação se baseia nas transformações que parte dos municípios sofreu nas últimas décadas, estas se traduzindo na implantação de barragens, hidrelétricas, estradas federais e estaduais, órgãos de gestão governamental e demais políticas. O conjunto de ações foi resultante da implantação de novos modelos agrícolas, acompanhados da chegada de produtores individuais, empresas e cooperativas com práticas diferenciadas, pautadas numa agricultura científica (Haesbaert, 2008). Estes fatores contribuíram para formação de um “novo oeste”, o que não necessariamente é sinônimo de algo positivo. Segundo Haesbaert (2008) este é parte constituinte do denominado “novo Nordeste” (ARAÚJO, 2000) que se caracteriza por áreas dinâmicas e modernas contrastando com espaços tradicionais, cuja expansão geográfica da agricultura moderna tem se mostrado expressiva. 7347 A DIVERSIDADE DA GEOGRAFIA BRASILEIRA: ESCALAS E DIMENSÕES DA ANÁLISE E DA AÇÃO DE 9 A 12 DE OUTUBRO Uma das características expressivas deste “novo oeste” foi marcada pelo avanço das atividades agroindustriais em direção aos cerrados baianos, inserido-o num conjunto maior dos cerrados brasileiros e seguindo a perspectiva de “desconcentração da economia” do eixo Sul-Sudeste em direção aos novos espaços (ARAUJO, 2000). Contudo, ao tempo que experimentaram um rápido crescimento econômico, o mesmo ritmo não fora observado para as condições sociais e de vida da população. A parte baiana dos cerrados se inseriu economicamente, sem garantir socialmente as mudanças esperadas, o que leva a caracterizar que este fora mais um processo concentrador e de ação verticalizada. O Estado foi justamente um dos grandes responsáveis para criação da infraestrutura em diversos aspectos, permitindo desde as pesquisas científicas e tecnologia de ponta até o incentivo à atração de capitais nacionais e internacionais pelo marketing territorial desenvolvido, com a venda da imagem dos cerrados baianos (SANTOS, 2007). Especialmente neste recorte territorial baiano, as condições naturais e as vantagens da presença do bioma do cerrado tornou-se um fator positivo para sua inserção na economia estadual e nacional. Nessa interpretação, os fundos territoriais que antes era o espaço de repulsão e de ausência de políticas tornou-se o espaço de atração, tendo em vista esta “nova” ocupação dos cerrados baianos, a nova promessa para economia agrícola brasileira. A Figura 2 detalha a intensidade das principais políticas territoriais destinadas aos municípios do Oeste na Bahia entre 1980 e 2014. Para o período em análise foi destinado um total 342 de ações/políticas, entre construção de barragens, universidades, aeródromos, estradas, órgãos de gestão, tanto de escala estadual quanto federal. Entretanto, apesar do grande volume de ações apresentados, a maioria dos municípios ainda carece de ações efetivas, necessitando de mais investimentos de amplitude territorial. Do que se pode extrair da figura, observa-se que a grande maioria dos entes administrativos recebeu um volume inferior a dez ações, perfazendo um total de vinte e cindo municípios. Se forem somadas todas as ações, em termos de políticas territoriais, para o período de 1980 a 2014, constata-se que os municípios que receberam mais de dez ações, o que representa a minoria ou um total de dez municípios (28,6% das unidades investigadas) concentrou cerca de 54,4% das 7348 A DIVERSIDADE DA GEOGRAFIA BRASILEIRA: ESCALAS E DIMENSÕES DA ANÁLISE E DA AÇÃO DE 9 A 12 DE OUTUBRO políticas territoriais conforme Gráfico 1, enquanto que os outros vinte e cinco municípios (71,4% das unidades administrativas estudadas) recebeu apenas 45,6% do total de políticas. Os municípios que foram contemplados com um número maior de ações estão localizados predominantemente na porção mais ocidental compreendendo os municípios de Barreiras, Correntina, Santa Maria da Vitória, Santana, Coribe, Formosa do Rio Preto, Luis Eduardo Magalhães e São Desidério, acompanhados de Casa Nova e Remanso na porção mais a norte. Estes últimos não possuem a vegetação típica do cerrado, enquanto que os outros têm predominância desta característica. Figura 2-Intensidade e localização das Políticas Territoriais do Oeste na Bahia -1980-2014 Fonte de dados: Pesquisa de Campo (2014) Elaboração: Maria Aparecida Brito Oliveira. 7349 A DIVERSIDADE DA GEOGRAFIA BRASILEIRA: ESCALAS E DIMENSÕES DA ANÁLISE E DA AÇÃO DE 9 A 12 DE OUTUBRO Isto sugere que os investimentos do Estado concentraram-se naqueles municípios cuja expansão do capital, do agronegócio e das ações “de modernização” se tornou mais expressiva nos últimos decênios. Além disso é possível considerar que as ações encontram-se espacialmente concentradas, na porção mais ocidental e que a os municípios na área mais central estão sendo pouco inseridos. Neste sentido, existe a necessidade de uma melhor coordenação para que outros municípios sejam contemplados e novas políticas possam ser implementadas. Cabe pontuar que esta questão merece um maior aprofundamento de discussão, tendo em vista que para que este cenário possa ser revertido, o planejamento das políticas territoriais em todas as escalas, deve urgir de um maior envolvimento com os diversos seguimentos da sociedade. As pesquisas de Borges (2015) e Silva (2015) apontam que há uma necessidade de criação de novos espaços participativos, apesar de uma tendência de surgimento de muitas propostas nos últimos anos. Contudo, tem-se demonstrado que em vários recortes da Bahia, como exemplo o oeste baiano, ainda existe uma fraca articulação de experiências de gestão compartilhada, tais como os conselhos gestores de políticas públicas e consórcios públicos. Mesmo reconhecendo que a presença destas instâncias não é efetivamente a garantia de resultados operativos, atenta-se para o fato de que a sua ausência pode ser reflexo da fragilidade de articulação entre os diferentes segmentos sociais e a gestão de políticas. 54,4% 45,6% Municípios com até 10 políticas Municípios com mais de 10 políticas Gráfico1-Percentual de Políticas Territoriais do Oeste na Bahia -1980-2014 Fonte de dados: Pesquisa de Campo (2014) Elaboração: Maria Aparecida Brito Oliveira. 7350 A DIVERSIDADE DA GEOGRAFIA BRASILEIRA: ESCALAS E DIMENSÕES DA ANÁLISE E DA AÇÃO DE 9 A 12 DE OUTUBRO A indicação deste trabalho é que as políticas territoriais no oeste baiano somente serão capazes de alterar o cenário de modo menos discrepante, se uma multiplicidade de sujeitos estiver inserido no planejamento e gestão das mesmas, incorporando às demandas do território, construindo mecanismos de gestão e ampliando a capacidade de ação em novos arranjos espaciais. Além disso, o conjunto das políticas deverão ser pensadas de modo à contemplar a totalidade territorial, não mais de forma pontual, mas buscando transformações mais positivas e operativas para o conjunto dos municípios que compreende o oeste baiano. .4 – Considerações finais Com base nas informações reunidas pode-se compreender que o Estado negligenciou, em termos de políticas territoriais, a porção mais ocidental da Bahia no longo processo de formação territorial. Contudo, com o incentivo para exploração dos cerrados e introdução de novos modelos agrícolas voltados para exportação de grãos, a situação se inverte. Resultante do discurso de isolamento é possível reconhecer que a ação do Estado se concretizou em dois momentos históricos distintos: primeiro marcado por um isolamento primário em que o Estado não agiu, não direcionando ações de grande impacto para o território e um segundo contexto marcado por um isolamento secundário quando inseriu apenas algumas áreas e acabou por marginalizar alguns municípios no oeste. O caminho para que a mudança deste cenário e a construção de novas propostas possam se consolidar deve levar em conta a inserção de elementos sociais, políticos, econômicos e culturais visando contemplar a diversidade de demandas do território. Uma direção propositiva pode ser alcançada através da constituição e fortalecimento de novos espaços participativos, com inserção de sujeitos que visem à redefinição de políticas territoriais para o oeste baiano e possibilite a concretização de ações em diferentes escalas de gestão. Além disso, para que um “outro oeste” seja construído torna-se necessário que o planejamento de políticas territoriais considere as demandas da população local, especialmente 7351 A DIVERSIDADE DA GEOGRAFIA BRASILEIRA: ESCALAS E DIMENSÕES DA ANÁLISE E DA AÇÃO DE 9 A 12 DE OUTUBRO direcionando ações que mudem a qualidade de vida da grande maioria e não apenas de poucos sujeitos, fortalecendo/qualificando a base organizacional para o exercício da cidadania. REFERÊNCIAS ARAÚJO, Tania Barcelar. Ensaios sobre o desenvolvimento brasileiro: heranças e urgências. – Rio de Janeiro: Revan, 2000. BECKER, Bertha Koiffmann; EGLER, Claudio A. G. Brasil: uma nova potência regional na economia-mundo. 8. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2011. BORGES, Sergio Silva. Espaços políticos participativos: caminhos e descaminhos da participação social nos conselhos municipais em Salvador, Bahia. 138f. 2015. Dissertação (Mestrado) – Universidade Federal da Bahia. Instituto de Geociências, 2015. 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