Maria Fernanda da Silva de Carvalho A ABORDAGEM DO TEMA DROGAS PSICOTRÓPICAS NO ENSINO DE QUÍMICA Canoas, 2009 2 Maria Fernanda da silva de carvalho A ABORDAGEM DO TEMA DROGAS PSICOTRÓPICAS NO ENSINO DE QUÍMICA Trabalho de conclusão apresentado para o curso de licenciatura em química do unilasalle – centro universitário La salle, como exigência parcial para a obtenção do grau de licenciado em química, sob orientação da professora Dr. Marisa Tsao. Canoas, 2009 3 DEDICATÓRIA Dedico este trabalho em especial a minha mãe e o meu irmão, pois sem o apoio deles eu não conseguiria, chegar onde estou. 4 AGRADECIMENTOS Agradeço a minha família pela compreensão da minha ausência e em especial a minha mãe e o meu irmão pelo apoio concebido no período deste curso. Aos meus familiares que duvidaram da minha capacidade de concluir um curso superior, isso só me fortaleceu. À Deus, por me dar forças para enfrentar os desafios que a vida oferece e por te me dado a oportunidade de fazer um curso superior. Aos meus professores pelos ensinamentos que me passaram ao longo da graduação. As minhas orientadoras Profª Drª Maira Ferreira e Profª Drª Marisa Tsao pelo apoio, paciência, ensinamento, orientação. 5 RESUMO O presente trabalho trata de uma pesquisa e de uma experiência didática desenvolvida junto à alunos da 3º serie do ensino médio, pertencentes a uma escola publica da cidade de Canoas, em que se relacionou a Química Orgânica com drogas psicotrópicas. A experiência envolveu atividades de pesquisa das formulas estruturais das drogas psicotrópicas e de seus efeitos sobre o usuário e para sociedade. Buscou se tratar esse assunto com uma abordagem informativa sobre aspectos químicos das drogas psicotrópicas e sua interação com o organismo. Palavras chaves: drogas psicotrópicas, ensino de química, química orgânica, PCNs. ABSTRACT This work is a search and a teaching experience developed with students of the 3 series of high school, belonging to a public school in the city of Canoas, which related to organic chemistry with drugs psychotropic. The experience involved activities research of structural formulas of drugs substances and their effects on the user and to society. We tried it that matter with an informative aspects chemistry of psychotropic drugs and their interaction the body. Key words: psychotropic drugs, teaching chemistry, organic chemistry, PCNs. 6 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO.............................................................................................07 2 REFERENCIAL TEÓRICO...........................................................................11 2.1 Parâmetros Curriculares Nacionais e a Contextualização no Currículo Escolar.............................................................................................11 2.2 A Importância do Ensino de Química para a Formação da Cidadania..........................................................................................................13 2.3 Tema Drogas e o Ensino de Química Orgânica.................................17 3 METODOLOGIA DO TRABALHO ..............................................................38 3.1 Público Alvo...........................................................................................38 3.2 Pesquisa com os Alunos......................................................................38 3.3 Formulação da Proposta de Ensino....................................................39 3.4 Aplicação de Proposta de Ensino.......................................................39 4 RESULTADO DA PESQUISA ...................................................................41 5 PROPOSTA DE ENSINO.............................................................................47 5.1 Atividades da Proposta de Ensino......................................................48 5.2 Resultados de Aplicação da Proposta de Ensino.............................57 5.3 Resultados da Pesquisa Desenvolvida com Alunos Após Aplicação de Proposta......................................................................................................68 6 CONSIDERAÇÕES FINAIS.........................................................................72 REFERÊNCIAS.................................................................................................75 APÊNDICE A- Instrumento de Pesquisa........................................................78 APÊNDICE B- Polígrafo...................................................................................79 APÊNDICE C- Revista....................................................................................101 APÊNDICE D- Trabalhos Realizados Pelos Alunos....................................113 7 1 INTRODUÇÃO Segundo Vygostsky (2003), a interação social é de grande importância para uma aprendizagem efetiva e, portanto, a construção do conhecimento na sala de aula deve ser um processo de negociação entre professores e alunos. No entanto, é necessário que o aluno se sinta atraído e envolvido pelas atividades propostas pelos professores. Cabe ao professor criar e propor diferentes estratégias didáticas, idealizando maneiras inovadoras, de modo que desperte o interesse dos alunos pelos estudos. Minha trajetória na área da educação teve inicio em 2006, quando passei a desenvolver atividades docentes como professora de Química no Ensino Médio na Escola Estadual de Ensino Básico Tereza Francescutti da cidade de Canoas, Estado do Rio grande do sul. Embora tenha cultivado um bom relacionamento com meus alunos, tenho observado, nesta minha ainda curta experiência profissional, as dificuldades que os mesmos apresentam no que diz respeito ao entendimento e o desenvolvimento das habilidades e competências elementares dos conteúdos de química. Muitas vezes me questiono se estou preparando meus alunos para o desenvolvimento da cidadania com as aulas que ofereço, penso que se não houver condições favoráveis, os estudantes não se tornarão aptos para tomar decisões e agir diante de inúmeras e diversificadas situações do cotidiano. Neste caso, meu trabalho terá sido inútil. Embora tenham sido anunciado (pelos PCNs) mudanças e inovações pedagógicas no ensino de Química como, por exemplo, a orientação para que 8 se busque contextualizar os temas sociais associados à Química, muitos de nós, Professores de Química, ensinamos esta disciplina de forma tradicional, isto é, apresentando uma sequência de conteúdos que se repetem na maioria dos livros didáticos, caracterizando um estudo fragmentado e distante do cotidiano dos alunos, obrigando – os a memorizar fórmulas e conceitos, o que gera desinteresse por parte desses alunos. Diante desse contexto, se faz necessário discutir e refletir sobre os recursos pedagógicos que possam oferecer suporte para o ensino, de modo que despertem um maior interesse por parte dos alunos e que os mesmos possam entender melhor o mundo ao seu redor. A abordagem do cotidiano associado ao ensino de Química e à Sociedade vem sendo utilizada numa tentativa de despertar o interesse dos alunos por essa disciplina. Notícias em jornais e revistas podem levar a uma discussão de temas interessantes no contexto escolar e promover o esclarecimento de conceitos químicos que aparecem em situações cotidianas. Embora existam temas gerais já propostos para o ensino de química no ensino médio, a exemplo dos PCNs (Química e biosfera, Química e atmosfera, Química e hidrosfera, Química e litosfera), recomenda-se que eles sejam selecionados de acordo com as condições e os interesses dos sujeitos no âmbito da comunidade escolar. Os contextuais organizadores de currículo da escola podem ser identificados a partir de uma diversidade de temas locais ou globais (BRASIL, 2007). Pode – se abordar, por exemplo, o tema “drogas psicotrópicas”, já que o uso de drogas psicotrópicas, substâncias que atuam sobre o sistema nervoso central (SNC) modificando o comportamento do usuário, é apontado como um dos mais importantes problemas social e de saúde publica no mundo. Alem disso, grande parte dos consumidores de drogas são adolescentes, e a escola não pode se eximir da discussão de uma temática tão importante. Este trabalho tem como objetivo promover a integração de tópicos de Química Orgânica com um assunto de grande repercussão na mídia: as drogas psicotrópicas. Isso será feito a partir do levantamento do conhecimento dos alunos sobre o assunto e através de uma proposta metodológica de ensino, propiciando a compreensão de processos químicos no contexto social e o 9 desenvolvimento de atitudes e valores relacionados à cidadania. Acredita – se, que tal proximidade, proporciona uma compreensão mais aprofundada e uma avaliação mais criteriosa dos conteúdos pelos alunos, possibilitando relacionálos à sua vivência. Tendo esta compreensão, pretendo desenvolver com alunos da 3º série do Ensino médio, uma proposta de ensino a qual irei relacionar alguns tópicos de Química Orgânica com o tema drogas psicotrópicas. Busquei tratar esse assunto a partir de uma abordagem informativa sobre aspectos químicos das drogas psicotrópicas e sua interação com o organismo. Minha intenção foi desenvolver uma proposta de ensino como elemento constitutivo de formação para a cidadania, consolidando o uso de ferramentas do conhecimento químico no encaminhamento de soluções de problemas sociais, para o desenvolvimento de valores e atitudes e de cuidados com a saúde. O trabalho envolveu uma serie de atividades que incluíram pesquisas sobre a composição químicas de drogas e os efeitos dessas substancias nos usuários das drogas, discussão da química de algumas drogas e os seus efeitos no organismo, finalizando com a socialização do trabalho para a escola. Fez parte desse trabalho, o desenvolvimento de uma pesquisa na qual analisei meu próprio fazer pedagógico como professora de Química. Essa pesquisa foi feita em três etapas: na primeira etapa com a aplicação de um questionário aos alunos para analisar os conhecimentos que os alunos têm sobre o assunto drogas psicotrópicas e a relação que vêem entre esse tema e os conteúdos, trabalhos de Química na escola. Já a segunda etapa, envolve atividades de ensino que possibilite fazer uma analise do desenvolvimento do ensino e aprendizagem dos alunos, e para finalizar, aplicação do mesmo questionário da primeira etapa para comparar com os resultados das etapas anteriores. A estratégia pedagógica analisada ao longo desse trabalho tem como objetivo verificar se a associação do tema “drogas psicotrópicas” aos conteúdos de Química Orgânica ira melhorar a compreensão e a aprendizagem dos alunos sobre os conceitos químicos. As atividades didáticas sobre a composição química das drogas e seus efeitos no organismo são mescladas por reportagens e por diferentes 10 atividades de ensino. Segundo Freire (2002), o trabalho educacional deve ser direcionado com base na realidade e nas necessidades da comunidade escolar. Sendo assim, os textos e as sugestões de atividades devem ser apenas os pontos de partida para o professor elaborar outros textos e atividades que abordem os mesmos aspectos e que sejam mais adequados à sua comunidade, de modo a ampliar a compreensão do problema. Para a realização deste trabalho fiz uma revisão bibliográfica em projetos de ensino com este mesmo foco. Encontrei por exemplo, o trabalho de Silveira (2008) sobre a abordagem do tema “Esteróides anabólicos – androgênicos no ensino de Química Orgânica” e o trabalho de Benvegnú (2007) sobre a abordagem do tema “drogas” no ensino de Química Orgânica. O projeto de ensino de Silveira (2008) trata de uma proposta de ensino em que se relacionou alguns tópicos de Química Orgânica com o uso de esteróides anabólicos – androgênicos, drogas que, algumas vezes fazem parte do mundo dos adolescentes que cursam o ensino médio. Já o projeto de ensino de Benvegnú (2007), trata de uma pesquisa com professores e com alunos do terceiro ano do ensino médio, na qual a autora buscou ver o que os professores pensam sobre o papel da escola no tratamento do tema saúde, em especial no que se refere à prevenção ao uso de drogas, e ver o que os alunos teriam interesse em estudar em aulas de Química Orgânica, com relação ao assunto drogas. Em ambos os trabalhos de conclusão, pode-se evidenciar a aplicação de atividades metodológicas escolares que buscam contextualizar os conteúdos de Química Orgânica com o tema drogas. Ao citar esses dois trabalhos de conclusão, indico que o tema que proponho estudar vem sendo discutido em trabalhos acadêmicos, uma vez que o assunto não se esgota e sempre requer ações e proposições educativas. O trabalho esta organizado em seis unidades: na primeira, apresento o trabalho; na segunda, apresento o referencial teórico; na terceira, apresento a metodologia do trabalho; na quarta, apresento a proposta de ensino; na quinta, apresento as considerações finais e na sexta apresento as referências. 11 2 REFERENCIAL TEÓRICO 2.1 Parâmetros Curriculares Nacionais e a Contextualização no Currículo Escolar De acordo com a nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (lei 9394/96), uma função básica do Ensino Médio é completar a formação do indivíduo para a vida social, enquanto cidadão. Essa lei vem conferir uma nova identidade ao Ensino Médio, determinando que o mesmo faça parte da educação básica, e estabelece em seu artigo 22: “A Educação básica tem por finalidades desenvolver o educando, assegurar-lhe a formação comum indispensável para o exercício da cidadania e fornecer-lhe meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores.” A lei de diretrizes e bases da educação nacional propõe, no nível do ensino médio, a formação geral, e destaca a necessidade da escola promover o desenvolvimento de capacidade de pesquisar, buscar informações, analisálas e selecioná-las; a capacidade de aprender, criar, formular, em vez do simples exercício de memorização; compreendida também como uma importante etapa da vida para a maturidade intelectual. Vigotski (1997) defende que é nesse período que se constitui a capacidade do pensamento conceitual, ou seja, a plena capacidade para o pensamento abstrato ou a consciência do abstrato ou a consciência do próprio conhecimento. Isso também é expresso no PCNEM: [...] mais amplamente integrado à vida comunitária, o estudante da escola de nível médio já tem condições 12 de compreender e desenvolver consciência mais plena de suas responsabilidades e direitos, juntamente com o aprendizado disciplinar [...] (BRASIL, 1999, p. 207) Assim a função do ensino médio seria propiciar um aprendizado com significado para o educando. Os conceitos e aspectos tecnológicos desenvolvidos e trabalhados pela área das Ciências da natureza devem fazer parte da formação geral do cidadão. Outro aspecto bastante valorizado nos PCNs se refere à contextualização, sendo necessária para que os conhecimentos, as habilidades e os valores desenvolvidos sirvam para uma melhor atuação do cidadão na sociedade. Os PCNs (BRASIL, 2008), destacam que a organização curricular devera obedecer ao principio da flexibilidade e adequação à realidade escolar, ou seja, o currículo deve ser organizado, conforme a realidade da comunidade escolar, de tal forma que contribua para o desenvolvimento de valores na formação para cidadania. O principio da contextualização estabelecido nas Diretrizes curriculares nacionais para o ensino médio (DCNEM) e referendado pelos parâmetros curriculares nacionais para o ensino médio (PCNEM), é assumido por esses documentos como tendo papel central na formação da cidadania, por possibilitar a reflexão crítica e interativa sobre situações reais e existentes para os estudantes. Alem dessa função, os documentos indicam que a recontextualização pedagógica do conteúdo químico é também fundamental na concretização dos conteúdos curriculares pela relação entre teoria e pratica. Nesse sentido, os processos de construção do conhecimento escolar supõem a inter – relação dinâmica de conceitos cotidianos químicos, de saberes teóricos e práticos, não na perspectiva da conversão de um no outro, nem na substituição de um pelo outro, mas, sim, do dialogo capaz de ajudar no estabelecimento de relações entre conhecimentos. Ainda, sobre a contextualização do currículo, os documentos afirmam que poderá ser constituída por meio da abordagem de temas sociais e situações reais de forma dinamicamente articulada, que possibilite a discussão, transversalmente aos conteúdos e aos conceitos de Química, de aspectos sóciocientificos concorrentes a questões ambientais, econômicas, sociais, políticas, culturais e éticas (BRASIL, 2008, p.118). 13 Segundo os parâmetros curriculares nacionais, os temas transversais, éticas, meio ambientes, saúde, orientação sexual, trabalho e consumo, devem ser incluídos nos currículos escolares, de forma que o professor possa priorizar e contextualizar os conteúdos de acordo com as diferentes realidades da comunidade escolar de cada escola. Entre os temas transversais, apresentados pelo PCNs, o tema “saúde” tem sido abordado na educação escolar e um dos enfoques possíveis são os problemas referentes ao uso de drogas, sejam elas lícitas e ilícitas. Em aulas de Química pode-se criar um espaço de debate em torno da temática, buscando socializar informações sobre a composição química das drogas, seus efeitos no organismo, e na vida social. De acordo com PCNs, a escola deve ter cuidado ao tratar o tema “drogas”, já que a abordagem deste tema com os adolescentes é sempre delicada. Sendo assim, sugerem uma abordagem informativa, que não apenas considere os aspectos químicos das drogas e de sua interação com o organismo, mas também que promova discussão de questões psicológicas, sociais e econômicas, implicadas, sendo desejável que os alunos elaborem seus próprios critérios de seleção de conhecimento sobre o assunto, para enfrentar o problema a partir do maior número possível de informações. A abordagem desse tema deve levar o estudante a entender que o uso das drogas psicotrópicas causa malefício para a saúde. 2.2 A Importância do Ensino de Química para a formação da Cidadania Para os autores Pogge e Yager (1987), “o ensino de ciências deve apresentar informações que preparem os cidadãos para tratar responsavelmente as questões sociais relativas às ciências”, estando às relações de conhecimento produzidas na sala de aula intimamente ligadas aos saberes empíricos assimilados no convívio social. Nesse cenário o professor é o principal instrumento do processo de ensino e aprendizagem, atuando como mediador entre o possível conhecimento trazido pelo estudante e o conhecimento que a escola pretende transmitir. Nesse processo de mediação, a linguagem vem sendo considerada 14 uma ferramenta cultural constitutiva do próprio sujeito. Segundo Santos (2000), ressaltar a linguagem no ensino de ciências significa instaurar uma dinâmica interativa em sala de aula em que os discursos dos alunos sejam contemplados, para que esse possa incorporar os novos conceitos em estudo. Nessa perspectiva, faz-se necessário que o professor explore os conhecimentos trazidos pelos alunos e a partir desses, crie uma proposta de ensino que possa relacionar estes conhecimentos aos conteúdos de ciências, de modo que os alunos consigam transpor o conhecimento cientifico para o seu cotidiano, preparando – se para o exercício consciente da cidadania. Considerando que cidadania se refere à participação dos indivíduos na sociedade, torna-se evidente que, para o cidadão efetivar sua participação comunitária, é necessário que ele disponha de informações. Tais informações são aquelas que estão diretamente vinculadas aos problemas sociais que afetam o cidadão, os quais exigem um posicionamento quanto ao encaminhamento de suas soluções. O conhecimento químico pode contribuir para ampliar os conhecimentos dos estudantes de forma contextualizada. Segundo Santos (1997), o ensino de Química deve ter um compromisso com a formação da cidadania e deve estar centrado na inter-relação da informação de conceitos químicos com o contexto social, de modo a indicar que a participação dos indivíduos na sociedade esta além da compreensão do mundo social. E se tratando da Química, uma área de conhecimentos de natureza abstrata, deve-se buscar abordá-la partindo do nível macroscópico indo para o nível microscópico, em um ensino contextualizado que possibilite aos alunos uma compreensão mais critica dos conhecimentos químicos e que lhes permita um melhor entendimento da sociedade na qual estão inseridos. Para os autores Schnetzler e Santos (1997), é necessário que os cidadãos saibam a utilização das substâncias no seu dia-dia, bem como se posicionem criticamente com relação aos efeitos ambientais referentes aos investimentos nessa área, a fim de sentirem-se capazes de solucionar os problemas sociais. Para Newbold (1987), a química é a chave para a maior parte das grandes preocupações das quais depende o futuro da humanidade, sejam elas: 15 energia, poluição, recursos naturais, saúde ou população. Entretanto, quantas pessoas, entre o publico em geral, sabem um pouco que seja a respeito da relevância da química para o bem estar humano? Infelizmente, muito poucas, sendo essencial fazer com que o cidadão ao menos tome consciência de algumas das enormes contribuições da Química à vida moderna. A qualidade de vida que desfrutamos depende em larga escala dos benefícios advindos de descobertas químicas, e nós, como cidadãos, somos continuamente requisitados pata tomar decisões em assuntos relacionados com a Química. A partir dessas considerações, percebe-se que a Química no ensino médio não pode ser ensinada de forma fragmentada, fugindo, assim, do objetivo central da educação básica, que seria assegurar ao indivíduo a formação que o possibilitará participar como cidadão na sociedade. Isso implica um ensino contextualizado, no qual o foco deve ser o conhecimento químico, mas, também, o preparo para o exercício consciente da cidadania. Diante desse contexto, percebe-se que uma nova reforma educacional no ensino de química vem aos poucos se impondo e está chegando à hora das escolas de ensino médio assumir o compromisso com seu caráter formativo. Ou seja, esta na hora do professor de Química deixar de lado a tão trabalhada seqüência de conteúdos impostos pelos livros didáticos, que acaba estimulando o aluno a decorar conceitos, formulas, regras e partir para um ensino contextualizado. Segundo Chassot (1995), “devemos ensinar Química para permitir que o cidadão possa interagir melhor com o mundo”. Entretanto, grande parte das escolas está muito distante do que o cidadão necessita conhecer para exercer sua cidadania. Para Schnetzler (1980), o tratamento do conhecimento químico nas escolas não relaciona a Química da escola com a química do cotidiano. Já para Santos (1992), “os objetivos, os conteúdos e as estratégias do ensino de Química atual estão dissociados das necessidades requeridas para um curso voltado para a formação da cidadania. Salienta-se, assim, a importância da contextualização e da abordagem de temas sociais no ensino de Química, bem como, a necessidade de organização do processo de ensino e aprendizagem centrada no aluno, cujo 16 conhecimento químico é mediado por uma linguagem socialmente estabelecida. Nesse sentido pode-se pensar em um ensino contextualizado a partir da abordagem do tema “drogas psicotrópicas”, sendo esse um tema relevante de ser trabalhado, já que nos últimos anos, o consumo de drogas psicotrópicas vem crescendo entre os brasileiros, especialmente entre os jovens. Segundo Laranjeira (2007), “o número de usuários de drogas cresce aproximadamente 10% ao ano”, e grande parte dos consumidores dessas substâncias são os adolescentes, de modo que a escola não pode se eximir da discussão de uma temática tão importante. Muito se tem falado que a escola vem sendo usada para disseminação do uso de drogas. Sabemos que as instituições de ensino são alvo do assédio dos traficantes e repassadores de substâncias proibidas, pois a escola é um dos espaços de encontros e interações entre jovens. Por isso, a escola tem um papel decisivo na prevenção do consumo de drogas. Para Kandel (2003), a escola é um poderoso agente de socialização da criança e do adolescente, ressaltando-se certa mística e identidade do tipo de educandário com o comportamento daqueles que o freqüentam. O ambiente escolar, pode ter fortes instrumentos de promoção da auto-estima e do autodesenvolvimento, pode ser um fator fundamental na prevenção ao consumo de drogas. A família e a escola são ressaltadas como os dois estruturadores básicas da identidade do jovem, sendo locais ideais para iniciar ações preventivas. Programas educativos baseados no amedrontamento dos jovens não se mostram efetivos, já os modelos de prevenção que envolve o conhecimento científico, a capacitação de professores frente ao tema, a educação para a saúde e o oferecimento de alternativas têm tido sucesso. A escola tem um papel decisivo na prevenção do consumo de drogas, mediante a promoção do crescimento, do desenvolvimento, do amadurecimento e da socialização dos jovens. Além disso, ela pode detectar precocemente certos problemas emocionais dos jovens, ajudando-os a lidar com eles. Essas considerações, entre outras, configuram a escola como um 17 dos instrumentos e espaço mais importantes ao nosso dispor para criar programas e propostas preventivas. Na área relacionada ao consumo de drogas psicotrópicas, o conceito de prevenção tem sido alvo de modificações. Na atualidade, prefere-se falar em Educação Preventiva ao invés de prevenção. E isto se deve às mudanças históricas observadas no papel da escola com relação à vida das pessoas. A escola não é mais vista como tendo um papel descritivo, mas sim, como um papel questionador e debatedor dos grandes temas sociais. Sai de um papel passivo e repassador de opiniões, para desempenhar um papel ativo e dinâmico dos acontecimentos sociais. Não se pode mais falar de prevenção ao abuso de drogas com uma intervenção que não adote medidas que contemplem o desenvolvimento e a formação dos indivíduos em suas relações sociais, medidas estas que sejam capazes de intervir ao uso dessas substâncias. Daí porque ao falar-se em educação preventiva, tem que se falar em valorização da vida, em saúde, em direitos individuais e coletivos, em ecologia, em relações sociais, etc. Segundo Vega (1994), se a escola funcionar como instituto educacional, já estará fazendo prevenção, isto é, uma escola autenticamente educadora é preventiva por si só. A qualidade do ensino e o aprimoramento contínuo e progressivo do sistema educacional tendem a potencializar a aquisição de valores, atitudes e condutas saudáveis, prevenindo a dependência do uso de drogas. Diante deste contexto, ressalta-se que o ensino de química deve contribuir para ampliar os conhecimentos dos estudantes de forma contextualizada, que permita aos alunos compreender a composição química das drogas, seus efeitos no organismo e o impacto social que o uso das drogas causa. 2.3 Tema Drogas e o Ensino de Química Orgânica Segundo Benvegnu (2007), é bastante pertinente abordar e relacionar o tema saúde com a prevenção ao uso de drogas, sendo possível articular esse assunto com os conteúdos de química, uma vez que a composição química das drogas é origem orgânica. 18 Podemos consideração os classificar grupos as substâncias funcionais presentes orgânicas nas levando moléculas. em Essas substâncias, geralmente, são constituídas por moléculas que apresentam cadeias de átomos de carbono, as chamadas cadeias carbônicas, na maior parte das vezes ligadas a outros grupos que, além do carbono e hidrogênio podem conter átomos de oxigênio, nitrogênio, cloro, entre outros. Nas substâncias formadas por moléculas não muito complexas, o grupo funcional é que vai caracterizar o comportamento químico dessas substâncias. Nas substâncias mais complexas, como a maioria das drogas, há geralmente mais de um grupo funcional e o comportamento químico é definido não pela presença desses grupos, mais também pela forma como eles se distribuem na estrutura molecular e pelas relações que estabelecem com as substâncias presentes no organismo. As pesquisas científicas, feitas pela neurociência, têm evidenciado que muitas drogas atuam por mimetização da ação de um neurotransmissor ou medidor. Outras atuam bloqueando o neurorreceptor, impedindo assim a ação do neurotransmissor específico sobre ele. Os mais importantes neurotransmissores são os relacionados à seguir: ü Norepinefrina: presente na vivacidade, na concentração nas emoções positivas e na analgesia (supressão da dor). Em baixa dosagem, pode acarretar depressão e falta de atenção; em alta dosagem, acarreta impulsividade e ansiedade. As bolinhas e os remédios para emagrecer (anfetaminas) podem camuflar os efeitos da norepinefrina. ü Dopamina: encontrada em altos níveis no sistema límbico, é considerado a molécula do prazer. Seu efeito principal é produzir euforia. Em excesso, ocasiona comportamento psicótico, incluindo alucinações e paranóia. Sua falta em área específica do cérebro (gânglios basais), leva ao mal de Parkinson. A cocaína imita o efeito da dopamina. ü Serotonina: está relacionada com as alterações de humor, com as compulsões e outros comportamentos inadequados. Os alucinógenos, em geral, interagem com os receptores de serotonina. 19 ü Acetilcolina: necessária á capacidade de aprendizado, á memória, ao humor e ao sono. Observa-se perda desse mensageiro na doença de Alzheimer. A nicotina imita a ação da acetilcolina. ü Gaba (ácido gama aminobutírico): inibidor das células amplamente disponível no cérebro. Em excesso pode levar ao mal de Parkinson. O álcool mimetiza os efeitos da gaba. Cada substância psicotrópica age no cérebro de uma maneira e são utilizados pela humanidade com propósitos distintos. Há várias maneiras possíveis de classificar as drogas psicotrópicas, dependendo do enfoque a que propõem os pesquisadores ou interessados no assunto. Quanto a ação das drogas psicotrópicas sobre o sistema nervoso central, elas podem ser classificadas como depressoras, estimulantes ou perturbadoras. Os três grupos de drogas promovem alterações na comunicação química, por meio da ativação ou desativação de certos neurotransmissores, substâncias responsáveis pela transmissão de sinais elétricos entre as diversas partes do sistema nervoso central. A diferença entre os grupos relaciona-se ao tipo de efeito comportamental: as depressoras diminuem a atividade cerebral, o que significa dizer que a pessoa que faz uso desse tipo desse tipo de droga fica “desligada’ “devagar”, desinteressada. As estimulantes aumentam a atividade cerebral, deixando o usuário “ligado” “elétrico”. Finalmente, as perturbadoras agem modificando qualitativamente a atividade cerebral, provocando no usuário delírios e alucinações, sendo por isso, chamadas de alucinógenas. Quanto ao status legal, as drogas psicotrópicas podem ser classificadas como líticas ou ilícitas. As drogas lícitas possuem permissão do estado para serem comercializadas e consumidas. As drogas lícitas não podem ser consumidas e muito menos comercializadas, pelo menos com a anuência do estado. Os critérios utilizados para determinar as drogas lícitas e elícitas são valores sustentados por cada sociedade. Tais valores variam ao longo do tempo e de nação para nação. Durante o século IX, o uso de aguardente era proibido na china. Até hoje, as bebidas alcoólicas são proibidas nos países islâmicos. O consumo de café no império russo (século XVIII) era punido com a 20 mutilação das orelhas. O uso do tabaco era punido com a amputação dos membros na pérsia e na Turquia (XVII). Esta divisão eminentemente cultural pode passar a idéia de que as drogas lícitas são seguras, ao passo que as lícitas são perigosas. Na realidade, o álcool e o tabaco são drogas lícitas, mais são as substâncias que levam seus usuários á doença e a morte. Desse modo, não se trata de absorver, minimizar ou condenar esta ou aquela substância. Todas trazem prejuízo e perigo potenciais e devem ser sempre considerados, independentemente de serem lícitas ou ilícitas. É importante notar que mesmo as drogas tidas como lícitas sofrem controles por parte das nações. Algumas drogas são nocivas, mas com indicação médica são vendidas com receitas especiais de forma controlada. Na maior parte do país, o álcool não pode ser vendido para menores de 18 anos, e não pode haver consumo dentro da escola ou do trabalho. É possível notar que entre as drogas lícitas há aquelas que não possuem utilidade médica, mas são consumidas livremente. É o caso do álcool e do tabaco. Há outra que apesar de causarem dependência possuem indicações médicas precisas e importantes. São os calmantes, os analgésicos derivados do ópio e das anfetaminas. Mas há um último grupo, que não possui indicações para uso de remédio, tampouco se destinam originalmente ao consumo humano. Tratam-se dos inalantes. Esses compostos orgânicos, presentes nas tintas acrílicas, sprays, corretores de tintas, combustíveis, colas, solventes e removedores são causadores potencias de complicações agudas e crônicas. Seus usuários são principalmente os jovens de classe menos favorecidas. Essa é uma droga lícita que nos rodeia e precisamos estar atentos ao mal que causa. Quanto à origem, as psicotrópicas podem ser classificadas como naturais semi-sintéticas e sintéticas. As drogas naturais são aquelas extraídas de uma fonte exclusivamente natural, em geral de plantas. Alguns exemplos são a cocaína, a maconha, a morfina, a mescalina e a psilocibina. As drogas semi-naturais são obtidas em laboratório, a partir de uma matriz natural. A droga semi-sintética mais conhecida é a heroína, obtida em laboratório, sem a necessidade de precursores naturais. As primeiras drogas sintéticas psicotrópicas produzidas foram os barbitúricos e as anfetaminas. Há vários 21 ópios sintéticos em nosso meio, dentre os quais se destacam a meperidina e a fentanila. Outra maneira de classificar as drogas é considerar os grupos químicos presente na estrutura molecular das substância.As drogas psicotrópicas, em sua maioria, são alcalóides, bases orgânicas nitrogenadas também conhecidas como aminas.já o álcool etílico é uma substâncias pertencente á função orgânica alcoóis, que têm um grupo hidroxila (- OH ) ligado a cadeia carbônica. Todas as drogas são, portanto, compostos orgânicos, ou seja, possuem cadeias carbônicas. Vejamos alguns tipos de drogas e sua caracterização química: a) Bebidas Alcoólicas O etanol, também conhecido como álcool etílico, é substância pertencente á função orgânica álcool (apresenta uma hidroxila ligada á carbono saturado). Está presente em diversas bebidas alcoólicas, cujo consumo está tão disseminado em todo que dificilmente as pessoas consideram o álcool uma droga. H H H–C–C–O–H H H Figura 1: Fórmula estrutural e modelo espacial do etanol Fonte: Google, 2009 A pessoa que ingere bebidas alcoólicas de forma exagerada poderá, com o passar do tempo, desenvolver dependência ao álcool, doença conhecida como alcoolismo. Segundo os autores Machado e Mortimer (2007), o alcoolismo é um dos grandes problemas sociais enfrentados por organizações, governamentais e não governamentais, em todo o mundo, pois traz consigo graves conseqüências econômicas e sociais para a família do dependente e para sociedade. O álcool pode levar à dependência e provocar cirrose hepática, que, em ultima analise, pode causar a morte. Segundo as informações encontradas no site do CEBRID (Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas), A ingestão de álcool 22 provoca diversos efeitos, que aparecem em duas fases distintas: uma estimulante e outra depressora. A ingestão do álcool, mesmo em pequenas quantidades, diminui a coordenação motora e os reflexos, comprometendo a capacidade de dirigir veículos ou operar outras máquinas. Pesquisas revelam que grande parte dos acidentes é provocada por motoristas que haviam bebido antes de dirigir. Quadro- 1: Nível de álcool no sangue (g/l) Quantidade de Nível de álcool no Alterações no bebida alcoólica sangue (g/l) organismo 2 latas de cerveja 0,1 a 0,5 Mudança na 2 taças de vinho percepção de 1 dose de Uísque velocidade, distância e limites permitidos por lei 3 latas de cerveja 0,6 a 0,9 Estado de euforia 3 taças de vinho com redução da 1,5 dose de atenção, Uísque julgamento e controle 5 latas de cerveja 1 a 1,4 Condução 5 taças de vinho perigosa devido à 2,5 doses de demora de Uísque reação e à alterações dos reflexos 7 latas de cerveja Acima de 1,5 Motorista sofre 7 taças de vinho confusão mental 3,5 doses de e vertigens. Uísque Possibilidade de acidente Cresce o risco Duplicada É seis maior vezes Aumenta vezes 25 Fonte:TIBA, 2007, p. 270. O etanol é absorvido no estômago e intestino delgado. A sua presença no sangue é detectado 5 minutos após ser ingestão da e a concentração máxima no sangue é atingida 30 a 90 minutos após a ser ingerido. Beber água facilita a absorção do álcool pelo organismo. Após entrar na corrente sanguínea, o álcool é distribuído pelo sistema circulatório por todo organismo, indo para diversos órgãos do corpo, para o fluido espinhal, urina e ar pulmonar, em concentrações que mantêm uma relação constante com aquela do sangue. Por isso, sua presença pode ser detectada por meio de bafômetros. O etanol é eliminado após ter sido metabolizado no fígado, onde é inicialmente oxidado a aldeído, o etanal. O etanal é então oxidado a ácido 23 acético e esse é finalmente oxidado a gás carbônico e água. Os produtos parciais dessa oxidação, o aldeído e o ácido etanóico, produzem o hálito desagradável e gosto ruim, característico dos sintomas do individuo com “ressaca”. O etanol libera uma grande quantidade de energia oxidada, isto é, as calorias consumidas por meio de sua ingestão, se estiverem acima das necessidades diárias, são convertidas em gordura, resultando, a longo prazo, nos indesejáveis “pneus” na barriga. Em segundo lugar, o consumo excessivo de etanol pode resultar em hipoglicemia para o indivíduo. b) Tabaco A nicotina é um alcalóide (bases orgânicas nitrogenadas também conhecidas como aminas), líquido à temperatura ambiente. É incolor, inodoro e oleoso; quando exposto ao ar ou a luz, adquire uma coloração marrom e um odor característico do tabaco. Figura 2: Fórmula estrutural da Nicotina. Fonte: Google, 2009 O tabaco é uma planta cujo nome cientifico é Nicotina Tabacum, da qual é extraída a nicotina. Os principais efeitos da nicotina no Sistema Nervoso Central são: elevação do humor (estimulação) e diminuição do apetite. A nicotina produz um pequeno aumento no batimento cardíaco, na pressão arterial, na frequência respiratória e na atividade motora. Quando uma pessoa fuma um cigarro, a nicotina é imediatamente distribuída pelos tecidos. No sistema digestório, provoca diminuição da contração do estomago, dificultando a digestão. Há ainda, aumento da vasoconstrição e da forca dos batimentos cardíacos. As fumaças do cigarro contem um número muito grande de substâncias tóxicas ao organismo. Entre as principais, estão o benzopireno, o monóxido de carbono e o alcatrão. 24 Segundo as informações encontradas no site do CEBRID (Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas), o uso intenso e constante de cigarros aumenta a probabilidade de ocorrência de algumas doenças como, por exemplo, pneumonia, câncer (pulmão, laringe, faringe, esôfago, boca, estomago, etc.), infarto do miocárdio, bronquite crônica, enfisema pulmonar, acidente vascular cerebral, úlcera digestiva etc. Entre outros efeitos tóxicos provocados pela nicotina, podemos destacar ainda: náuseas, dores abdominais, diarréia, vômitos, cefaléia, tontura, braquicardia e franqueza. Os fumantes não são os únicos expostos à fumaça do cigarro, pois os não-fumantes também são agredidos pela fumaça, tornando-se fumantes passivos. Os poluentes do cigarro dispersam-se pelo ambiente, fazendo com que os não-fumantes próximos ou distantes dos fumantes inalem também as substancias tóxicas. O hábito de fumar é muito freqüente na população. A associação do cigarro com imagens de pessoas bem – sucedidas, jovens, esportistas é uma constante nos meios de comunicação. Esse tipo de propaganda é um dos principais fatores que estimulam o uso do cigarro. Por outro lado, os programas de controle do tabagismo vêm recebendo um destaque cada vez maior em diversos países, ganhando apoio de grande parte da população. O Instituto Nacional de Câncer (INCA) é o órgão do Ministério da Saúde responsável pelas ações de controle do tabagismo e prevenção primaria de câncer no Brasil, por meio da Coordenação Nacional de Controle do Tabagismo e Prevenção primaria de Câncer (Contapp). c) Maconha O principal componente da maconha é o THC. Na formula estrutural do THC aparecem duas funções orgânicas: o éter (em que um átomo de oxigênio encontra-se ligado a dois átomos de carbono) e o fenol (em que a hidroxila esta ligada a hidrocarboneto aromático). Veja a seguir a formula estrutural do THC: 25 Figura 3: Fórmula estrutural e modelo espacial do THC Fonte: Google, 2009. A maconha é o nome dado aqui no Brasil a uma planta chamada cientificamente de Cannabis sativa. O THC (tetraidrocanabinol) é uma substancia química fabricada pela própria maconha, sendo o principal responsável pelos efeitos desta. Assim, dependendo da quantidade de THC presente (o que pode variar de acordo com solo, clima, estação do ano, época de colheita, tempo decorrido entre a colheita e o uso), a maconha pode ter potencia diferente, isto é, produzir mais ou menos efeitos. Essa variação nos efeitos depende também da própria pessoa que fuma a planta, pois todos sabem que as pessoas são diferentes, assim a dose de maconha insuficiente para um pode produzir efeito nítido em outro e até forte intoxicação em um terceiro. Segundo as informações encontradas no site do CEBRID, os efeitos psíquicos e físicos que a maconha produz sobre o homem são: ü Os efeitos físicos agudos são muito poucos: os olhos ficam meio avermelhados, a boca fica seca e o coração dispara, de 60 a 80 batimentos por minuto, podendo chegar de 120 a 140 batimentos por minuto ou ate mesmo mais (taquicardia). ü Os efeitos psíquicos agudos dependerão da qualidade da maconha fumada e da sensibilidade de quem fuma. Para uma parte das pessoas, os efeitos são uma sensação de bem-estar acompanhada de calma e relaxamento, sentir-se menos fatigado, vontade de rir (hilariedade). Para outras pessoas, os efeitos são mais para o lado desagradável: sentem angustia, ficam aturdidas, temerosas de perder o controle mental, trêmulas e suadas. É o que comumente chamam de “má viagem” ou “bode”. Há ainda, evidente perturbação na capacidade da pessoa em calcular tempo e espaço e um prejuízo de memória e atenção. Assim, sob a ação da maconha, a pessoa erra grosseiramente na discriminação do tempo e espaço, tendo a sensação de que se passaram 26 horas quando passam alguns minutos; um túnel com 10m de comprimento pode parecer ter 50 ou 100m. e) Benzodiazepínico Todos os benzodiazepínicos possuem 2 anéis aromáticos e um heterocíclico. Alguns benzodiazepínicos possuem um haleto orgânico ligado em um dos anéis benzênicos. Veja a seguir a formula estrutural do diazepam, um dos benzodiazepínicos mais conhecidos. Figura 4: Fórmula estrutural e modelo espacial do diazepam Fonte: Google, 2009. Os benzodiazepínicos estão entre os medicamentos mais utilizados no mundo todo, inclusive no Brasil. Atualmente existe mais de cem remédios em nosso país à base de benzodiazepínicos. Estes têm nomes químicos que terminam geralmente pelo sufixo pam. Alguns exemplos de benzodiazepínicos: diazepam, bromazepam, clobazam, clorazepam, estazolam, flurazepam, flunitrazepam, lorazepam, nitrazepam, lexotam, clordizepóxido, etc. Por outro lado, essas subst substâncias ncias são comercializadas pelos laboratórios farmacêuticos com diferentes nomes “fantasia”, existindo assim dezenas de remédios com nomes diferentes: Noam, Valium, Calmociteno, Dienpax, Psicosedin, Frontal, Frisium, Kiatri Kiatrium, Lorax, Urbanil, Somaliumetc; são apenas alguns dos nomes. Todos os benzodiazepínicos são capazes de estimular os mecanismos do cérebro que normalmente combatem estados de tensão e ansiedade. Assim, quando, devido às tensões do dia dia-a-dia ou por causas mais ais seriam determinadas áreas do cérebro funcionam exageradamente, resultando em estado de ansiedade, os benzodiazepínicos exercem um efeito contrario, isto é, inibem os mecanismos que estavam hiperfuncionantes, e a pessoa fica mais tranqüila, como que desligada ligada do meio ambiente e dos estímulos externos. 27 Segundo as informações encontradas no site do CEBRID, os ansiolíticos produzem uma depressão da atividade do nosso cérebro que se caracteriza por: diminuição de ansiedade; indução de sono; relaxamento muscular; redução do estado de alerta. É importante notar que os efeitos dos ansiolíticos benzodiazepínicos são grandemente alimentados pelo álcool, e a mistura do álcool com essas drogas pode levar ao estado de coma. Alem desses efeitos principais, os ansiolíticos dificultam os processos de aprendizagem e memória, o que é evidentemente bastante prejudicial para aqueles que habitualmente se utilizam dessas drogas. Finalmente, é importante ainda lembrar que essas substâncias também prejudicam em parte as funções psicomotoras, prejudicando atividades como dirigir automóveis, aumentando a probabilidade de acidentes. Os benzodiazepínicos são controlados pelo Ministério da Saúde, isto é, a farmácia pode vendê-los somente mediante receita especial do medico, que deve ser retirada para posterior controle, o que nem sempre acontece. e) Anfetaminas As anfetaminas são drogas estimulantes da atividade do sistema nervoso central, isto é, fazem o cérebro trabalhar mais depressa, deixando as pessoas mais “acesas”, “ligadas”, com menos sono, “elétricas” etc. São chamadas de “rebite”, principalmente entre os motoristas que precisam dirigir durante várias horas seguidas sem descanso, a fim de cumprir prazos predeterminados. Também são conhecidas como “bola” por estudantes que passam noites inteiras estudando, ou por pessoas que acostumam fazer regimes de emagrecimento sem acompanhamento medico. Nos Estados Unidos, há uma forma fumada em cachimbos, recebendo o nome de “ICE” (gelo). Outra anfetamina, metilenodioximetanfetamina (MDMA), também conhecida pelo nome de “êxtase”, tem sido uma das drogas com maior aceitação pela juventude inglesa e agora, também, apresenta um consumo crescente nos Estados Unidos e no Brasil. As anfetaminas são drogas sintéticas, que apresentam em sua molécula um grupo beta-feniletilamina, pertencente à função orgânica amina. Existem 28 varias drogas sintéticas que pertencem ao grupo das anfetaminas, e como cada uma delas pode ser comercializada sob a forma de remédio, por vários laboratórios e com diferentes nomes comerciais, temos um grande número desses medicamentos, conforme mostra a tabela a seguir. Vejamos alguns medicamentos que contêm anfetaminas vendidas no Brasil: Quadro- 2: Anfetaminas comercializadas no Brasil Anfetamina Nomes comerciais, vendidos em farmácias Dietilpropiona ou Anfepramona Dualid S; Hipofagim S; Inibex S; Moderine Fenproporex Desobesil – M; Manzidol; Fagolipo; Abstem-Plus Metanfetamina Pervitin* Metilfenidato Ritalina Fonte: Dados obtidos do dicionário de especialidades farmacêuticas – DEF – 2002/2003. *Retirado do mercado brasileiro, mas encontrado no Brasil graças à importação ilegal de outros países sul-americanos. As anfetaminas agem de maneira ampla afetando vários comportamentos do ser humano. A pessoa sob sua ação tem insônia (isto é, fica com menos sono), inapetência (perde o apetite), sente-se cheia de energia e fala mais rápido, ficando “ligada”. Assim, o motorista que toma o “rebite” para não dormir, o estudante que ingere “bola” para varar a noite estudando, um gordinho que as engole regularmente para emagrecer ou, ainda, uma pessoa que se injeta com uma ampola de Pervitin ou com comprimidos dissolvidos em água para ficar “ligadão” ou ter um “baque”, estão na realidade tomando drogas anfetamínicas. A pessoa que toma anfetaminas é capaz de executar uma atividade qualquer por mais tempo, sentindo menos cansaço. Este só aparece horas mais tarde, quando não há mais a droga no organismo; se uma nova dose for ingerida as energias voltam, embora com menos intensidade. De qualquer maneira, as anfetaminas fazem com que o organismo reaja acima de suas capacidades, com esforços excessivos, o que logicamente é prejudicial à saúde. E, o pior é que a pessoa ao parar de tomar anfetaminas, sente uma grande falta de energia (astenia), ficando bastante deprimida, o que também é 29 prejudicial, pois não consegue realizar tarefas que normalmente fazia anteriormente ao uso dessas drogas. Segundo as informações encontradas no site do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (CEBRID), as anfetaminas não exercem somente efeitos no cérebro. Assim, agem na pupila dos olhos produzindo dilatação (midríase); esse efeito é prejudicial para os motoristas, pois à noite ficam mais ofuscados pelos faróis dos carros em direção contrária. Elas também causam aumento do numero de batimentos cardíacos do coração (taquicardia) e da pressão sanguínea. Também pode haver sérios prejuízos à saúde das pessoas que têm problemas cardíacos ou com a pressão arterial, e que façam uso prolongado dessas drogas sem acompanhamento médico, ou ainda que se utilizem doses excessivas. Se uma pessoa exagera na dose (toma vários comprimidos de uma só vez), todos os efeitos anteriormente descritos ficam mais acentuados e podem surgir comportamentos diferentes do normal: agressividade, irritação e delírio persecutório. Dependendo do excesso e da sensibilidade da pessoa, pode ocorrer um verdadeiro estado de paranóia e ate alucinações. É a psicose anfetamínica. Os sinais físicos ficam também muito evidentes: midríase acentuada, pele pálida (devido à contração dos vasos sangüíneos) e taquicardia. Essas intoxicações são graves, e a pessoa geralmente precisa ser internada até a desintoxicação completa. Às vezes, durante a intoxicação, a temperatura aumenta muito e isso é bastante perigoso, pois pode levar a convulsões. Finalmente, trabalhos recentes em animais de laboratório mostram que o uso continuado de anfetaminas pode levar à degeneração de determinadas células do cérebro. Esse achado indica a possibilidade de o uso crônico de anfetaminas produzir lesões irreversíveis em pessoas que abusam dessas drogas. O consumo dessas drogas no Brasil chega a ser alarmante, tanto que até a Organização das Nações Unidas vem alertando o Governo brasileiro a respeito. Por exemplo, entre estudantes brasileiros do ensino fundamental e do ensino médio das maiores capitais do País, 4,4% revelaram já ter experimentado pelo menos uma vez na vida uma droga tipo anfetamina. O uso 30 freqüente (6 ou mais vezes no mês) foi relatado por 0,7% dos estudantes, sendo mais comum entre as meninas. Outro dado preocupante diz respeito ao total consumido no Brasil: em 1995 atingiu mais de 20 toneladas, o que significa muitos milhões de e doses. f) Cocaína, crack e merla A cocaína é um alcalóide tendo propriedades químicas semelhantes às das aminas. Figura 5: Fórmula estrutural da cocaína Fonte: Google, 2009. A cocaína é extraída das folhas de uma planta encontrada exclusivamente na America do Sul, a Erythroxylon Coca, conhecida como coca ou epadu, este último ltimo nome dado pelos índios brasileiros brasileiros.. A cocaína pode chegar até o consumidor sob a forma de um sal, o cl cloridrato oridrato de cocaína, o “pó”, “farinha”, “neve” ou “branquinha”, que é solúvel em água e serve para ser aspirado (“cafungado”) ou dissolvido em água para uso intravenoso (“pelos canos”, “baque”),, ou sob a forma de base, o crack, que é pouco solúvel em água, mas que se volatizam quando aquecida e, portanto, é fumada em “cachimbos”. Também sob a forma base, a merla (mela, mel ou melado), um produto ainda sem refino e muito contaminado com as substâ substâncias ncias utilizadas na extração, é preparada de forma diferente do crack, mas também é fumada. Enquanto o crack ganhou popularidade em São Paulo, Brasília foi a cidade vitima da merla. De fato, pesquisas mostram que mais de 50 % dos usuários de drogas da Capital tal federal fazem uso de merla, e apenas 2% de crack. Por apresentar aspecto de “pedra” no caso do crack e “pasta” no caso da merla (não podendo ser transformado em pó fino), tanto o crack como a merla não podem ser aspirados, como a cocaína (pó), e por não o serem solúveis em água também não podem ser injetados. Por outro lado, para passar do estado sólido lido ao de vapor quando aquecido, o crack necessita de 31 uma temperatura relativamente baixa (95º C), o mesmo ocorre com a merla, ao passo que o “pó” necessita de 195º C; por esse motivo o crack e a merla podem ser fumados e o “pó” não. Tanto o crack como a merla também são derivados da cocaína, portanto, todos os efeitos provocados no cérebro pela cocaína também ocorrem com o crack e a merla. Porém, a via de uso dessas duas formas (via pulmonar, já que ambos são fumados) faz toda a diferença em relação ao “pó”. Assim que o crack e a merla são fumados, alcançam o pulmão, que é um órgão intensivamente vascularizado e com grande superfície, levando a uma absorção instantânea. Através do pulmão, cai quase imediatamente na circulação, chegando rapidamente ao cérebro. Com isso, pela via pulmonar, o crack e a merla “encurtam” o caminho para chegar ao cérebro, surgindo os efeitos da cocaína muito mais rápido do que por outras vias. Em 10 a 15 segundos, os primeiros efeitos já ocorrem, enquanto os efeitos após cheirar o “pó” surgem após 10 a 15 minutos, e após a injeção, em 3 a 5 minutos. Essa característica faz do crack uma droga “poderosa” do ponto de vista do usuário, já que o prazer acontece quase instantaneamente após uma “pipada” (fumada no cachimbo). Segundo as informações encontradas no site do CEBRID, os efeitos provocados pela cocaína ocorrem por todas as vias (aspirada, inalada, endovenosa). O crack e a merla podem produzir aumento das pupilas (midríase), que prejudica a visão; é chamada “visão borrada”. Ainda pode provocar dor peito, contrações musculares, convulsões e até coma. Mas é sobre o sistema cardiovascular que os efeitos são mais intensos. A pressão arterial pode elevar-se e o coração pode bater muito mais rapidamente (taquicardia). Em casos extremos, chega a produzir parada cardíaca por fibrilação ventricular. A morte também pode ocorrer devido à diminuição de atividade de centros cerebrais que controlam a respiração. O uso crônico da cocaína pode levar a degeneração irreversível dos músculos esqueléticos, conhecida como rabdomiólise. g) Alucinógenos 32 Como o próprio nome diz, são drogas geradoras de alucinações, principalmente visuais, e alteração do pensamento e humor. Alucinações são percepções visual, auditiva, gustativa, olfativa ou tátil de estímulos que realmente não existem. Delírios são distúrbios de julgamento. Se uma pessoa tem uma alucinação e julga que é real, ela esta delirante. Ilusão é a percepção distorcida de um estimulo real. O que eles produzem é um quadro psicodislépticos por distorcerem os processos mentais. Os efeitos alucinógenos são resultantes da combinação entre alucinógenos e os receptores, principalmente de setorina, no cérebro. Os alucinógenos eram usados em cerimônia e rituais ligados à religiosidade e à transcedência espiritual, algo entre o divino e o sagrado, não era comum para os “simples mortais”. Os alucinógenos naturais extraídos de vegetais, existem há muito tempo, e os sintéticos, desde o começo do século passado. Seu usado disseminou muito na geração hippie. Atualmente, o cultivo posse e venda dos alucinógenos são proibidos, e seu uso caiu muito. Segundo as informações encontradas no site do CEBRID, os alucinógenos mais comumente encontrados são: ü Akiteno e Artene: remédio usado para doenças de Parkison.Seus efeitos anticolinérgicos inibem a transmissão dos impulsos dos neurônios para células musculares. Em grande quantidade pode provocar náuseas agitação, confusão mental e alucinações. ü Benflogin: remédio usado como antiinflamatório, contem cloridrato de benzidamina, que em doses altas provoca alucinações. ü Chá de lírio (atropina e escoplamina): produz delírios e alucinações por ser anticolinérgico. ü Cogumelos (Psilocibina): é o principal ativo encontrado nos cogumelos. Usado sob forma de chás e até bolos, produzem efeitos menos intensos e menos duradouros que o LSD. O risco é usar cogumelos venenosos. ü LSD (ácido dietilamida lisérgico): alucinógeno sintético, ilegal, muito potente: uma fração de gota pode provocar grandes “viagens”, com alucinações principalmente visuais e táteis. Podem ser acompanhadas por ansiedade, paranóia, sudorese intensiva, taquicardia e mudanças de comportamento, 33 como instabilidade de humor, etc. Os grandes riscos são os quadros psicóticos. Das drogas sintéticas foi a mais usada at até o surgimento do Ecstasy, Ecstasy que passou a ser muito mais utilizado. Veja a seguir a fórmula molecular do LSD (acido dietilamida lisérgico). Figura 6: Fórmula estrutural e modelo espacial do LSD Fonte: Google, 2009. ü Ecstasy: o princípio ativo do Ecstasy é Metilenodioxidometaanfetamina (MDMA). Sua forma de consumo é por via oral, através da ingestão na forma de um comprimido. Os usuários normalmente consomem o Ecstasy em ambientes festivos, com bebidas alcoólicas, o que intensifica ainda mais os seus efeitos e agrava os riscos de complic complicações. ações. Os principais efeitos do Ecstasy são uma euforia e um bem bem-estar estar intensos, que chegam a durar 10h, prorrogando por muito, a capacidade de um individuo participar de um evento festivo sem descanso. A droga age no cérebro aumentando a concentração de duas uas substancias: a dopamina, que alivia as dores, e a serotonina, que esta ligada a sensações amorosas amorosas. Por isso, a pessoa sob efeito de Ecstasy fica muito sociável, com uma vontade incontrolável de conversar e até de ter contato físico com as pessoas. O Ecstasy tem a capacidade de provocar também alucinações visuais em pessoas suscetíveis. Veja a seguir a fórmula molecular do Ecstasy (MDMA). Figura 7: Fórmula estrutural do MDMA Fonte: Google, 2009. h) Derivados do Ópio 34 Muitas substâncias com grande atividade farmacológica podem ser extraídas de uma planta chamada Papaver Somniferum, conhecida popularmente com o nome de “Papoula do Oriente”. Ao fazer cortes na cápsula da papoula, quando ainda verde, obtém-se um suco leitoso, o ópio (a palavra ópio em grego quer dizer “suco”). Quando seco, esse suco passa a se chamar pó de ópio. Nele existem varias substâncias com grande atividade. A mais conhecida é a morfina, palavra que vem do deus da mitologia grega Morfeu, o deus dos sonhos. Pelo próprio segundo nome da planta somniferum, de sono, e do nome morfina, de sonho, já da para fazer uma idéia da ação do ópio e da morfina no homem:são depressores do sistema nervoso central, isto é, fazem o cérebro funcionar mais devagar. Mas o ópio ainda contém substâncias, sendo a codeína também bastante conhecida. A heroína é uma substancia obtida sinteticamente a partir da morfina, por uma reação de esterificação (reação entre álcool e acido carboxílico, produzindo ésteres), e é mais potente que a morfina, pois penetra no cérebro, onde se transforma na morfina. Os grupos funcionais amina e éter, presente na molécula da morfina, se mantêm na molécula da heroína. Veja a seguir a formula estrutural da morfina e da heroína, respectivamente: Figura 8: Fórmula estrutural da morfina e da heroína Fonte: Google, 2009. Existem várias substâncias sintéticas com ação semelhantes à dos opiáceos: a meperidina, a oxicodona, o propoxifeno e a metadona são alguns exemplos. Essas substâncias totalmente sintéticas são chamadas de opióides (isto é, semelhantes aos opiáces). Todas são colocadas em comprimidos ou ampolas, tornando-se, então, medicamentos. Como por exemplo, o Tylex, as pastilhas Veabon e Warton, o Benzotiol, o Alfagan, o Femidol, o Doloxene A, o Previum Compositum, o Fentanil, o Metadon, o Inoval, entre outros. 35 Segundo informações encontradas no site do CEBRID, todas as drogas tipo opiáceo ou opióide têm basicamente os mesmos efeitos no sistema nervoso central: diminuem sua atividade. As diferenças ocorrem mais em sentido quantitativo, isto é, são mais ou menos eficientes em produzir os mesmos efeitos; tudo fica, então, sendo principalmente uma questão de dose. Assim, temos que todas essas drogas produzem analgesia e hipnose (aumentam o sono), daí receberam também o nome de narcóticos. Para algumas drogas a dose necessária para esse efeito é pequena, ou seja, são bastante potentes, como por exemplo, a morfina e a heroína. Algumas drogas podem ter, ainda, ação mais específica, por exemplo, de deprimir os acessos de tosse. É por essa razão que a codeína é tão usada como antitussígeno, ou seja, é muito boa para diminuir a tosse. Outras apresentam a característica de levar a uma dependência mais facilmente; daí serem muito perigosas, como é o caso da heroína. Felizmente, são pouquíssimos os casos de dependência dessas drogas no Brasil, principalmente quando comparado com o problema em outros países. Entretanto, nada garante que essa situação não poderá modificar-se no futuro. i) Inalantes e Solventes A palavra solvente significa substância capaz de dissolver coisas, e inalante é toda substância que pode ser inalada, isto é, introduzida no organismo através da aspiração pelo nariz ou pela boca. Em geral, todo solvente é uma substância altamente volátil, ou seja, evapora-se muito facilmente, por esse motivo pode ser facilmente inalado. Outra característica dos solventes ou inalantes é que muitos deles (mas não todos) são inflamáveis, quer dizer, pegam fogo facilmente. Um número enorme de produtos comerciais, como esmaltes, colas, tintas, tíneres, propelentes, gasolina, removedores, vernizes etc., contém esses solventes. Eles podem ser aspirados tanto involuntária (por exemplo, trabalhadores de indústrias de sapatos ou de oficinas de pintura, o dia inteiro expostos ao ar contaminado por essas substâncias) quanto voluntariamente (por exemplo, a criança de rua que cheira cola de sapateiro, o menino que 36 cheira em casa acetona ou esmalte, ou o estudante que cheira o corretivo Carbex, etc.). A maioria desses solventes ou inalantes são substâncias pertencentes a um grupo químico chamado de hidrocarbonetos, como o tolueno, xilol, hexano, etc. Para exemplificar, eis a composição de algumas colas de sapateiro vendidas no Brasil: ü Cascola – mistura de tolueno + hexano; ü Patex Extra – mistura de tolueno com acetato de etila e aguarrás mineral; ü Brascoplast– tolueno com acetato de etila e solvente para borracha. Um produto muito conhecido no Brasil é o “cheirinho” ou “loló”, também conhecido como “cheirinho da loló”. Trata-se de um preparado clandestino (isto é, fabricado não por um estabelecimento legal, mas, sim, por pessoas do submundo), à base de clorofórmio mais éter, utilizado somente para fins de abuso. Mas já se sabe que, quando esses “fabricantes” não encontram uma daquelas duas substâncias, eles misturam qualquer outra coisa em substituição. Ainda, é importante chamar a atenção para o lança-perfume. Esse nome designa inicialmente aquele líquido que vem em tubos e que se usa no Carnaval. À base de cloreto de etila ou cloretila, é proibida sua fabricação no Brasil e só aparece nas ocasiões de Carnaval, contrabandeada de outros países sul-americanos. Mas cada vez mais o nome lança-perfume é também utilizado para designar o “cheirinho da loló” (os meninos de rua de várias capitais brasileiras já usam estes dois nomes – cheirinho e lança – para designar a mistura de clorofórmio e éter). Segundo informações encontradas no site do CEBRID, o início dos efeitos, após a aspiração, é bastante rápido – de segundos a minutos no máximo – e em 15 a 40 minutos já desaparecem; assim, o usuário repete as aspirações várias vezes para que as sensações durem mais tempo. De acordo com o aparecimento dos efeitos, após inalação de solventes, pode-se classificá-los em quatro fases: ü Primeira fase: a pessoa fica eufórica, aparentemente excitada, sentindo tonturas e tendo perturbações auditivas e visuais. Essas podem ser 37 acompanhadas de náuseas, espirros, tosse, muita salivação e as faces podem ficar avermelhadas. ü Segunda fase: depressão, a pessoa fica confusa, desorientada, com a voz meio pastosa, visão embaçada, perda do autocontrole, dor de cabeça, palidez, ela começa a “ver ou a ouvir coisas”. ü Terceira fase: a depressão profunda, com redução acentuada do estado de alerta, falta de coordenação ocular (a pessoa não consegue mais fixar os olhos nos objetos), falta de coordenação motora com marcha vacilante, fala “engrolada”, reflexos deprimidos, podendo ocorrer processos alucinatórios evidentes. ü Quarta fase: depressão tardia, que pode chegar à inconsciência, queda da pressão, sonhos estranhos, podendo ainda a pessoa apresentar surtos de convulsões (“ataques”). Essa fase ocorre com freqüência entre aqueles cheiradores que usam saco plástico e, após um certo tempo, já não conseguem afastá-lo do nariz e, assim,a intoxicação torna-se muito perigosa, podendo mesmo levar ao coma e à morte. 38 3 METODOLOGIA DO TRABALHO 3.1 Público Alvo Considerando que o tema “drogas” pode ser abordado no Ensino Médio e buscando relacionar Química com o cotidiano, foi desenvolvida uma proposta de ensino em duas turmas da terceira série do Ensino Médio do turno da manhã, do Colégio Estadual Tereza Francescutti, situado na Avenida Rio Grande do Sul, em Canoas- RS. As turmas eram formadas, em média por 30 alunos, numa faixa etária entre 16 e 19 anos, e com certo equilíbrio quantitativo entre meninos e meninas. A escolha das turmas deve-se ao fato, do conteúdo abordado nesta proposta constar no plano de estudos da terceira série do ensino médio. 3.2 Pesquisas Com os Alunos O trabalho de investigação foi realizado em três etapas: na primeira etapa foi aplicado aos respectivos alunos da terceira série do Ensino Médio um questionário (apêndice A), com objetivo de saber quais são os conhecimentos que os alunos têm sobre o assunto drogas psicotrópicas e a relação que vêem entre esse tema com a química; na segunda etapa foram realizadas atividades que possibilitassem fazer uma análise do desenvolvimento do ensino e aprendizagem dos alunos, e para finalizar houve a aplicação do mesmo questionário da primeira etapa, comparando com os resultados da primeira e da segunda etapa, com o objetivo de avaliar se houve associação do tema 39 drogas psicotrópicas com a Química Orgânica e se isso implicou um maior interesse pelos conteúdos de Química, o que, espera-se, venha facilitar o processo de ensino e aprendizagem da Química Orgânica no Ensino Médio. 3.3 Formulação da Proposta de Ensino A metodologia do trabalho adotada envolve, essencialmente, pesquisa em livros, revistas, internet, etc, sobre conteúdos que relacionam as drogas psicotrópicas com a Química Orgânica. Para um melhor aproveitamento das aulas expositivas confeccionei um polígrafo (apêndice B) com os seguintes conteúdos: estrutura do carbono, os tipos de ligações do carbono, as classificações do carbono e das cadeias carbônicas, principais funções orgânicas (hidrocarbonetos, alcoóis, aldeídos, cetonas, ácido carboxílicos, aminas, amidas e haletos orgânicos) algumas reações químicas, iniciando cada conteúdo a partir de textos informativos sobre os efeitos das drogas psicotrópicas (cigarro, bebidas alcoólicas, maconha, derivados do ópio, anfetaminas, benzodiazepínicos e os derivados da cocaína). Para confecção do polígrafo foi necessário uma pesquisa na internet, em jornais, revistas, livros didáticos de Ensino Médio e Ensino Superior e em livros da área da saúde sobres os efeitos das drogas psicotrópicas na sociedade e no corpo humano. Nessa pesquisa, fiz um levantamento da fórmula estrutural e das reações envolvidas na produção e combustão das respectivas drogas psicotrópicas, com a finalidade de trabalhar os conceitos de Química Orgânica envolvidos, como estrutura do carbono, os tipos de ligações do carbono, as classificações do carbono e das cadeias carbônicas, algumas funções orgânicas e algumas reações orgânicas. Fiz também, uma pesquisa na internet buscando imagens que representem a fórmula estrutural das respectivas drogas psicotrópicas. 3.4 Aplicação de Proposta de Ensino Foram ministradas aulas teóricas expositivas com auxílio de um polígrafo confeccionado pela professora, composto por textos informativos 40 sobre a composição e caracterização das drogas psicotrópicas, que pudessem ser relacionadas aos conteúdos de Química Orgânica abordados. O período de execução da proposta foi de oito semanas ou dezesseis aulas. Também foram realizadas pesquisas em livros, revistas, internet, etc, sendo cada turma dividida em cinco grupos e ficando cada grupo responsável para pesquisar um tema, sorteado pela professora. Os temas abordados foram: “Alimentação e o uso de anfetaminas”, “Álcool, tabaco, maconha e cocaína”, “Morfina e heroína”, “Crack e ecstasy”, Antidepressivos (Diazepam, clonozapam). Com auxílio da professora os alunos elaboraram atividades para apresentação em seminário. Para o fechamento desta atividade será realizado a produção, pelas duas respectivas turmas envolvidas na proposta, de uma revista coletiva tratando do tema. O período total de execução da proposta foi de quatro semanas para as aulas expositivas, uma semana para elaboração das atividades, duas semanas para apresentação do seminário e uma semana para produção da revista, totalizando dezesseis aulas. 41 4 RESULTADOS DA PESQUISA DESENVOLVIDA COM OS ALUNOS DO ENSINO MÉDIO a) Quando perguntados sobre os conhecimentos que teriam em relação às substâncias psicotrópicas, responderam: Ø Afeta o SNC (25%) Ø Estimula e deprime (15%) Ø Deixaram em branco (60%) b) Ao serem solicitados a indicar substâncias psicotrópicas, indicaram* : Ø Café (65 %) Ø Heroína (65 %) Ø Cocaína (65 %) Ø Maconha (35 %) Ø Cigarro (35 %) Ø Morfina (35 %) Ø LSD (35 %) Ø Remédios para emagrecer (35 %) Ø Remédios antidepressivos (35 %) Ø Coca-cola (35 %) Ø Anabolizantes (35 %) *Nesta questão o total de respostas ultrapassa 100% porque os alunos poderiam ter mais de uma resposta. c) Ao serem questionados sobre qual seria a composição das drogas psicotrópicas mais comuns, responderam: Ø Cafeína e álcool (15%) Ø Alucinações e depressões (5%) 42 Ø Deixaram em branco (80%) d) Quando perguntados sobre se sabiam qual a relação entre drogas psicotrópicas e a química, responderam: Ø Sim, existe é a composição (22%) Ø A química estuda a composição (20%) Ø São produtos, substâncias (18%) Ø Os dois tipos viciam (20%) Ø Não sei (20 %) e) Quando perguntados se a disciplina de Química poderia abordar o tema drogas, responderam: Ø Sim (37%) Ø Não sei (63%) f) Quando perguntados sobre como explicariam com termos científicos o que são drogas psicotrópicas, responderam: Ø Afetam o SNC (22%) Ø Deixam dependentes e viciados (39%) Ø Não sei (39%) g) Com relação ao texto “Como as células nervosas não se tocam, as informações são conduzidas entre elas por mensageiros químicos, os neurotransmissores. As drogas, em geral, têm estaturas semelhantes a esses mensageiros podendo imitar ou impedir sua ação”, foram questionados sobre o significado do termo “tipo de estrutura semelhante”, responderam: Ø Estruturas da cabeça (16%) Ø Não sei (84%) h) Quando questionados sobre os comportamentos de risco gerados pelo o uso de substâncias psicotrópicas e sobre quais seriam as consequências dessas ações, responderam: Ø Leva a dependência, violência, vício, agressão (60%) 43 Ø Não sei (40%) i) Quando questionados sobre quais órgãos são afetados pelo uso de bebidas alcoólicas, responderam: Ø Fígado (75%) Ø Rins (15%) Ø Pâncreas e estômago (10%) j) Quando questionados sobre quais órgãos são afetados pelo cigarro, responderam: Ø Pulmões (68%) Ø Boca (10%) Ø Garganta (10%) Ø Cérebro (12%) k) Quando perguntado sobre as substâncias presentes na combustão do cigarro, responderam: Ø Milhares de substâncias (10%) Ø Veneno para rato, formol, nicotina (35%) Ø Carbono (5%) Ø Tabaco (5%) Ø Não sei (45%) l) Com relação às bebidas alcoólicas de modo geral, foi questionado a diferença entre elas, através da seguinte questão: qual delas apresentam maior teor alcoólico, responderam: Ø Fermentada e destilada, destiladas apresentam maior teor alcoólico (23%) Ø Uísque e Vodka (13%) Ø Não sei (63%) m) Ao serem questionados sobre o significado do termo alcalóides, responderam: Ø Alcoóis (25%) Ø Alcalinos, portanto, se comportam como ácido na maioria das reações (45%) Ø Não sei (30%) 44 n) Quando questionados sobre o que são anfetaminas, responderam: Ø São drogas estimulantes (12%) Ø São drogas sintéticas, fabricadas em laboratório Ø Servem para emagrecer, são anabolizantes (13%) Ø Não sei (70%) o) Quando questionados sobre o que são benzodiazepínicos, responderam: Ø Não sei (100%) p) Quando questionados se os remédios são considerados drogas, responderam: Ø Sim, antidepressivos, remédios para dormir, morfina (27%) Ø Não sei (73%) q) Ao serem questionados sobre a diferença das drogas lícitas e ilícitas, responderam: Ø Lícitas são drogas legais e ilícitas são drogas ilegais (40%) Ø Lícitas podem ser comercializadas, ilícitas não (10%) Ø Não sei (50%) Após o levantamento e análise dos dados referentes à pesquisa com os alunos, percebi que eles têm opiniões equivocadas a respeito das substâncias psicotrópicas. Com relação à composição das drogas psicotrópicas 58% desconhecem a natureza química das drogas e 22% responderam “sim, existe é a composição”. Respostas deste tipo afirmam a natureza química das drogas, mas não mostram um mínimo de relação entre conceitos químicos, sugerem que os estudantes podem estar empregando o termo químico em sentido espontâneo, do modo que muitas vezes é veiculado na mídia: a química como atividade poluidora, adulteradora e, neste caso, causadora de doenças. Quando perguntados se a disciplina de Química poderia abordar o tema drogas, 63% responderam “não sei” e 37% responderam “sim”, tais respostas salientam a hipótese citada anteriormente, que os estudantes podem estar 45 empregando o termo “química” em sentido espontâneo, ou seja, referem-se ao termo “química” como é comumente empregado pelo mídia. Vale registrar que os alunos que participaram desse projeto não estudaram o sistema nervoso central, conteúdo previsto no programa de Biologia, por que houve mudança no planejamento desta disciplina. Portanto, esses estudantes não sabiam como explicar o que são drogas psicotrópicas, apenas citaram alguns dos efeitos das drogas. Por isso, não conseguiram estabelecer relação com a estrutura química das drogas psicotrópicas e o sistema nervoso central. Na verdade ninguém entendeu o significado do termo “tipo de estrutura semelhante” citado no texto de Tiba “Como as células nervosas não se tocam, as informações são conduzidas entre elas por mensageiros químicos, os neurotransmissores. As drogas, em geral, têm estruturas semelhantes a esses mensageiros podendo imitar ou impedir sua ação”. Os estudantes não souberam indicar que as drogas com ação no SNC possuem uma estrutura química semelhante à de um neurotransmissor. Os alunos não demonstraram conhecimento detalhado acerca dos riscos toxicológicos envolvidos no uso dessas e de outras drogas. Tal desconhecimento é um indicador da necessidade desses jovens entenderem como agem as substâncias psicotrópicas no organismo humano, sejam elas consumidas de forma isolada ou combinada. Quando perguntados sobre as substâncias presentes na combustão do cigarro, os alunos não conseguiram distinguir as substâncias presentes na combustão do cigarro dos ingredientes do cigarro. Em relação ao processo de obtenção das diferentes bebidas alcoólicas, pode-se constatar que os alunos sabem diferenciar bebidas destiladas das bebidas fermentadas e identificam as bebidas destiladas como as que possuem maior teor alcoólico. Ao serem questionados sobre o significado do termo alcalóide, os alunos não souberam responder que o termo alcalóide refere-se a substâncias alcalinas e, portanto, se comportam como base na maioria das reações ácidobase. Os alunos não sabiam o que são anfetaminas e benzodiazepínicos, 13% responderam, equivocadamente, que os anabolizantes são anfetaminas. 46 A maioria dos alunos 73% desconheciam o fato que os medicamentos são substâncias que quando não são administradas em doses corretas, e sem prescrição médica, podem agir no organismo como potentes drogas prejudicando o funcionamento do metabolismo natural do ser humano. Fica nítido que há falta de conhecimento de que os medicamentos, que afetam o sistema nervoso central, são considerados drogas psicotrópicas como, por exemplo, as anfetaminas e os benzodiazepínicos. Ao tratar sobre drogas lícitas e ilícitas, 40% dos alunos afirmaram que drogas lícitas são drogas legais e as drogas ilícitas são ilegais, 10% dos alunos afirmaram que drogas lícitas podem ser comercializadas e as drogas ilícitas não podem e 50% dos alunos não sabiam o que são drogas lícitas e ilícitas. Diante desse contexto, pode se afirmar que o tema drogas psicotrópicas deve ser tratado na educação escolar, em diferentes disciplinas. No caso da disciplina de Química, pode-se abordar o tema drogas psicotrópicas contextualizando-o com conteúdos de Química Orgânica, sendo necessário promover, através dessa contextualização, a aquisição do conhecimento científico, para que os alunos possam reelaborar seu conhecimento cotidiano e assim exercerem melhor a sua cidadania. 47 5 PROPOSTA DE ENSINO Visando uma abordagem metodológica potencialmente aplicável ao processo de ensino e aprendizagem no Ensino Médio, desenvolvi uma proposta de ensino, associando o tema drogas psicotrópicas a alguns tópicos de Química Orgânica tais como a classificação de cadeias carbônicas, as funções orgânicas, as reações orgânicas, assuntos esses que podem ser abordados a partir do tema drogas. A perspectiva da abordagem temática contida nesta proposta vai além da mera motivação ou informação. O fundamental desta proposta é levar o jovem a entender as implicações sociais da Química em sua vida e desenvolver valores e atitudes para uma ação social responsável, priorizando a pesquisa feita pelos alunos sobre as fórmulas das drogas, relacionando-as com alguns tópicos de Química Orgânica. A proposta aqui apresentada se contrapõe a ênfase na memorização de informações, nomes, fórmulas e conhecimento fragmentado desligada da realidade do aluno. Ao contrário disso, pretende-se que o aluno reconheça e compreenda, de forma significativa, as transformações químicas que ocorrem nos processos sociais, naturais e tecnológicos em diferentes contextos. Esta proposta esta organizada em três unidades: na primeira unidade, o estudo será sobre: o átomo do carbono, os tipos de ligações do carbono e as classificações de cadeias carbônicas (polígrafo no apêndice B); na segunda unidade, serão estudadas as principais funções orgânicas e a classificação das drogas psicotrópicas quanto ao grupo funcional presente em sua estrutura molecular; na terceira unidade, serão trabalhadas algumas reações químicas 48 envolvidas no processo de obtenção e na combustão de algumas drogas, relacionando-as com os efeitos nocivos ao ser humano. 5. 1 Atividades da Proposta de Ensino Atividade 1 a) Construir uma tabela relacionando as drogas psicotrópicas com os efeitos que elas provocam na atividade do Sistema Nervoso Central (SNC): depressão, estímulo e/ ou perturbação. (no mínimo 6 tipos de drogas psicotrópicas) b) Quais comportamentos de riscos são gerados a partir do uso das substâncias psicotrópicas? E quais as conseqüências dessas reações? c) Procurar o significado para os termos: dependências químicas, tolerâncias às drogas, síndrome de abstinência. d) Pesquise a fórmula das drogas psicotrópicas citadas no item 1 e classifique a cadeia carbônica, determine sua fórmula molecular e a hibridação dos átomos carbono que apresentam ligações com os átomos de oxigênio e os átomos de nitrogênios presentes na estrutura dessas drogas. Quadro– 3: Texto sobre os hidrocarbonetos aromáticos e a ocorrência de câncer de pulmão entre os fumantes Associação entre o hábito de fumar e o câncer de pulmão é conhecida há décadas. Algumas estatísticas apontam que o tabagismo está associado a 90% dos casos de câncer de pulmão; 80% dos casos de enfisema pulmonar; 40% de bronquites crônicas e derrame cerebral; e 25% dos casos de enfarto miocárdio. Os cientistas, no entanto, geralmente afirmam que nenhum tipo de câncer pode ser inteiramente atribuído a uma causa ou evento único. Em geral, o câncer é resultado de ocorrência ao acaso de vários incidentes numa célula, que são independentes mas têm efeitos acumulativos. Existem, contudo, alguns agentes cancerígeno que aumentam a probabilidade da ocorrência de eventos críticos de tal forma que se pode praticamente ter certeza de que a exposição a uma dosagem suficientemente alta desse agente irá transformar, pelo menos, uma célula normal do corpo em célula tumoral. O benzopireno é um composto cancerígeno liberado na combustão da hulha e do tabaco, substância encontrada na fumaça do cigarro. Acredita-se que esta substância pode relacionar o hábito de fumar com o câncer de pulmão. 49 O benzopireno é um exemplo de hidrocarboneto aromático. Todos os hidrocarbonetos aromáticos são formados por um ou mais núcleos ou anéis benzênicos. Fonte: autoria própria, 2009. Atividade 2 Pesquise sobre o tabaco a) Pesquise sobre outras substâncias encontradas na fumaça do cigarro. Escreva suas fórmulas, procure classificá-las de acordo com a função química e aponte suas principais características. b) Consumir cigarros com baixos teores significa fumar com moderação? c) Existe alguma quantidade recomendada para fumar com moderação/ d) Qual é a diferença entre nicotina e alcatrão? e) Como é o processo de fabricação dos cigarros? f) O que são os ingredientes do cigarro? Cite alguns. g) O que são os constituintes da fumaça do cigarro? Cite alguns. h) Qual é a diferença entre os ingredientes adicionados ao fumo e os constituintes da fumaça do cigarro? i) A fumaça ambiental do cigarro é prejudicial à saúde dos não fumantes? j) Quais são os principais riscos do cigarro à saúde do fumante? Quadro- 4: Texto sobre o efeito nocivo do etanol no organismo O etanol é absorvido no estômago e no intestino delgado. A sua presença no sangue é detectado 5 minutos após a ingestão. A concentração máxima no sangue é atingida entre 30 e 90 minutos após ser ingerida. Beber água facilita a absorção do álcool pelo organismo. Após entrar na corrente sanguínea, o álcool é distribuído pelo sistema circulatório por todo organismo, indo para diversos órgãos do corpo, para o fluido espinhal, urina e ar pulmonar, em concentrações que mantêm uma relação constante com aquela do sangue. Por isso, sua presença pode ser detectada por meio de bafômetros. O etanol é eliminado após ter sido metabolizado no fígado, onde é inicialmente oxidado a aldeído, o etanal. O etanal é então oxidado a ácido acético e esse é finalmente oxidado a gás carbônico e água. Os produtos parciais dessa oxidação, o aldeído e o ácido acético, produzem o hálito desagradável com ressaca de bebida alcoólica. 50 Reação de oxidação do etanol: CH3CH2OH etanol oxidação CH3CHO oxidação CH3COOH etanal ácido etanóico O etanol libera uma grande quantidade de energia oxidada, isto é, as calorias consumidas por meio de sua ingestão, se estiverem acima das necessidades diárias, são convertidas em gordura, resultando, a longo prazo, nos indesejáveis “pneus” na barriga. Em segundo lugar, o consumo excessivo de etanol pode resultar em hipoglicemia para o indivíduo. Café forte e banho frio não aceleram o metabolismo do etanol no organismo humano. A ingestão de álcool provoca diversos efeitos, que aparecem em duas fases distintas: uma estimulante e outra depressora. A ingestão do álcool, mesmo em pequenas quantidades, diminui a coordenação motora e os reflexos, comprometendo a capacidade de dirigir veículos ou operar outras máquinas. Pesquisas revelam que grande parte dos acidentes é provocada por motoristas que haviam bebido antes de dirigir. Embora o etanol seja chamado geralmente de “álcool”, para os químicos o termo álcool engloba a classe funcional de compostos com a semelhança estrutural de apresentar grupo OH ligado a um carbono saturado Fonte: autoria própria, 2009. Atividade 3 a) Procure nos documentos do Departamento Nacional de Trânsito, na secretaria de transporte da prefeitura da sua cidade ou na página do Denatran (www.denatran.gov.br), a informação sobre a equivalência do limite permitido por lei para o álcool no sangue de condutores de veículos automotor. b) Identifique as funções orgânicas presentes nas substâncias citadas no texto acima. Quadro- 5: Texto sobre obtenção do etanol · O etanol pode ser obtido das seguintes maneiras: Por hidratação do etileno (fora do Brasil, é o processo de fabricação do etanol) CH2=CH2 + H2O etileno água · CH3CH2OH etanol Por fermentação de açúcar ou cereias: No Brasil, o álcool é obtido por fermentação do açúcar de cana. Em outros países, usam-se como matérias-prima a beterraba, o milho, o arroz, etc. 51 As reações de fermentação são: C12H22O11 + H2O sacarose água Enzima C6H12O6 Enzimas glicose ou frutose C6H12O6 + C6H12O6 glicose frutose CH3CH2OH + 2 CO2 etanol gás carbônica Fonte: autoria própria, 2009. Atividade 4 a) Pesquisa: Com relação ao modo de produção, qual é a diferença entre as bebidas alcoólicas fermentadas e destiladas? Quais dessas bebidas apresentam o maior teor alcoólico. Justifique sua resposta. b) Identifique as funções orgânicas presentes nas substâncias citadas no texto acima. c) Com base no seu conhecimento sobre funções orgânicas, explique o que representa uma reação de hidratação? Quadro- 6: Texto sobre morfina e heroína Muitas substâncias com grande atividade farmacológica podem ser extraído de uma planta chamada Papaver Somniferum, conhecida popularmente com o nome de “Papoula Oriente”. Ao se fazer cortes na cápsula da papoula, quando ainda verde, obtém-se um suco leitoso, o ópio ( a palavra ópio em grego que dizer “suco”). Em sua forma bruta, o ópio pode apresentar bactérias e fungos. Nele existem várias substâncias com grande atividade. A mais conhecidas são a morfina (palavra que vem do deus da mitologia grega Morfeu, o deus dos sonho) e a codeína, ambas são depressoras do sistema nervoso central (SNC). Ainda é possível obter-se outra substância, a heroína, que é obtida sinteticamente a partir da morfina . Num esforço para eliminar a dependência da morfina, farmacêuticos alemães inventaram um derivado diacetilmorfina. A companhia Bayer chamouo heroína e comercializou a substância como menos viciante e menos tóxica do que a morfina. Divulgada pela Bayer como sedativo da tosse, tão naturalmente 52 como se divulga o uso de aspirina, a heroína se revelou, tragicamente, muito mais perigosa do que a morfina. Era, na verdade, uma versão já metabolizada da morfina, assim, a heroína tinha uma rota mais direta para o cérebro do que a morfina. Fonte: autoria própria, 2009. Atividade 5 a) Pesquise sobre o processo de obtenção da heroína a partir da morfina e diferencie o efeito dessas drogas no organismo. b) O que são alcalóides? Cite exemplos de outras drogas psicotrópicas classificadas como alcalóides. c) Compare as fórmulas moleculares e estruturais da morfina e da heroína. d) A morfina é uma droga que tem uso medicinal? Qual é a utilidade da morfina na medicina? Justifique sua resposta. e) Qual foi a intenção da companhia Bayer em sintetizar a heroína a partir da morfina? Quadro- 7: Texto sobre anfetaminas As anfetaminas são drogas sintéticas, que apresentam em sua molécula um grupo beta-feniletilamina, pertencente à função orgânica amina. Em estado puro, as anfetaminas têm a forma de cristais amarelados, com sabor intragavelmente amargo. As anfetaminas agem estimulando o sistema nervoso central através de uma intensificação da noradrenalina, um neurotransmissor que ativa partes do sistema nervoso simpático. Efeitos semelhantes aos produzidos pela adrenalina no cérebro são causados pelas anfetaminas, levando o coração e os sistemas orgânicos a funcionarem em alta velocidade. As anfetaminas são poderosos estimulantes do sistema nervoso central, que aumentam a pressão sanguínea, reduz a fadiga, o apetite e suspendem temporariamente a vontade de dormir. As anfetaminas mais usadas (mesmo que ilegais) são os “rebites” usado principalmente por motoristas que precisam dirigir durante várias horas seguintes sem descanso, as “bolinhas” usadas por estudantes que passam noites inteiras estudando, ou por pessoas que fazem regimes de emagrecimento sem o acompanhamento médico. Outra anfetamina bastante conhecida é a metilenodióximetanfetamina (MDMA), também conhecida pelo nome de “Ecstasy”, que tem sido uma das drogas com maior aceitação pela juventude inglesa e agora também nos Estados Unidos e no Brasil. O uso de anfetaminas facilmente induz ao seu abuso gerando, em decorrência, tremores, insônia, pressão alta, alucinações e psicose. 53 Fonte: Autoria Própria, 2009. Atividades 6 a) Identifique os grupos funcionais presentes nas substâncias representadas a seguir: Ecstasy (MDMA) Fenilpropanolamina Metanfetamina b) O que são anfetaminas? Cite 5 exemplos de anfetaminas e indique seus efeitos no organismo humano. c) Todas as anfetaminas podem ser comercializadas? Justifique sua resposta. Quadro- 8: Texto sobre benzodiazepínicos enzodiazepínicos São os mais potentes ansiolíticos, são medicamentos usados para diminuir a ansiedade exibem efeitos tranquilizantes e anticonvulsivantes. Todos os benzodiazepínicos são capazes de estimular os mecanismos do cérebro que normalmente combatem estados de ten tensão são e ansiedade. Assim, devido às tensões do dia dia-dia ou por causas mais sérias, determinadas áreas do cérebro funcionam exageradamente, resultando em estado de ansiedade, os benzodiazepínicos exercem um efeito contrário, isto é, inibem os mecanismos que estavam hiperfuncionantes, e a pessoa fica mais tranqüila, como que desligada do meio eio ambiente e dos estímulos externos. Como consequência dessa ação, os ansiolíticos produzem uma depressão da atividade do nosso cérebro que se caracteriza por: uma diminuição de ansiedade, indução do sono, relaxamento muscular, redução do estado alerta. A mistura de etanol com essas drogas pode levar ao estado de coma. Além desses afeitos principais, os ansiolíticos dificulta dificultam m os processos de aprendizagem, memória, por isso, são substâncias que prejudicam prejudica as atividades como dirigir automóveis, aumentando a probabilidade de acidentes. Os benzodiazepínicos, quando usados durantes alguns meses seguidos, podem levar as pessoas a um estado de dependência. Como consequência, sem a droga o dependente passa a sentir muita irritabilidade, insônia 54 excessiva, dor pelo corpo todo, podendo, em casos extremos, apresentar convulsões. Fonte: Autoria Própria, 2009. Atividade 7 a) O diazepam (Valium), o flurazepam e o oxazepam são tranquilizantes de uma classe diferente: os benzodiazepínicos.Todos possuem 2 anéis aromáticos e um heterocíclico. O diazepam foi primeiramente preparado em 1933. Todos são fortes tranquilizantes e relaxantes muscular. Estas drogas induzem ao sono e à perda de consciência. São utilizados para combater a insônia, nervosismo, stress, entre outros. A fórmula estrutural do diazepam é assim representada: Identifique dentifique os grupos funcionais presentes nessa molécula. b) O que são benzodiazepínicos benzodiazepínicos? Cite 5 exemplos de benzodiazepínicos e indique seus efeitos no organismo humano. c) Todos os benzodiazepínicos podem ser comercializados? ? Justifique sua resposta Quadro- 9: Texto sobre Cocaína e Crack A cocaína é produzida a partir de folhas de coca, e geralmente é um pó branco, mas com outras formas de produção pode pode-se chegar a uma pedra (crack). Normalmente, os traficantes colocam outros compostos juntos ao pó branco (como talco, areia fina, etc) para "render" mais. O crack é uma mistura de cloridrato de cocaína (cocaína em pó), bicarbonato de sódio ou amónia e água destilada, que resulta em pequeninos grãos, fumados em cachimbos (improvisados ou não). É mais barato que a cocaína, mas como seu efeito dura muito pouco, acaba sendo usado em maiores quantidades, o que torna o vício muito car caro, o, pois seu consumo passa a ser maior. Estimulante seis vezes mais potente que a cocaína, o crack provoca dependência física e leva à morte por sua ação fulminante sob sobre re o sistema nervoso central e cardíaco. 55 O caminho da droga no organismo Do cachimbo ao cérebro 1. O crack é queimado e sua fumaça aspirada passa pelos alvéolos pulmonares. 2. Via alvéolos o crack cai na circulação e atinge o cérebro. 3. No sistema nervoso central, a droga age diretamente sobre os neurônios. O crack bloqueia a recaptura do neurotransmissor dopamina, mantendo a substância química por mais tempo nos espaços sinápticos. Com isso as atividades motoras e sensoriais são superestimuladas. A droga aumenta a pressão arterial e a frequência cardíaca. Há risco de infarto e derrame cerebral. http://google/imagens 4. O crack é distribuído pelo organismo por meio da circulação sanguínea. 5. No fígado, ele é metabolizado. 6. A droga é eliminada pela urina. Ação no sistema nervoso Em uma pessoa normal, os impulsos nervosos são convertidos em neurotransmissores, como a dopamina (1), e liberados nos espaços sinápticos. Uma vez passada a informação, a substância é recapturada (2). Nos usuários de crack, esse mecanismo encontra-se alterado. A droga (3) subverte o mecanismo natural de recaptação da substância nas fendas sinápticas. Bloqueado esse processo, ocorre uma concentração anormal de dopamina na fenda (4), superestimulando os receptores musculares - daí a sensação de euforia e poder provocada pela droga. A alegria, entretanto, dura pouco. Os receptores ajustam-se às necessidades do sistema nervoso. Ao perceber que existem demasiados receptores na sinapse, eles são reduzidos. Com isso as sinapses tornam-se lentas, comprometendo as atividades cerebrais e corporais. O crack nasceu nos guetos pobres das metrópoles, levando crianças de rua ao vício fácil e a morte rápida. Agora chega à classe média, aumentando seu rastro de destruição. Fonte: Google, 2009. Atividades 8 a) O que é crack? 56 b) Qual é a sua composição? c) Quais são principais sintomas (psíquicos e físicos) decorrentes do consumo de crack? d) Quais são os problemas sociais decorrentes do consumo de crack? ü ü ü ü ü Quadro- 10: Texto sobre neurotransmissores O sistema nervoso é constituído por bilhões de neurônios (células nervosas) que veiculam as informações entre o cérebro e as outras partes do corpo. Cada função do corpo é controlada por determinada região do cérebro, porém a mesma área pode coordenar mais que uma função corporal. Os neurônios comunicam-se entre si formando milhares de conexões, as chamadas sinapses. Como as células não se tocam, as informações são conduzidas entre elas por mensageiros químicos, os neurotransmissores. É importante conhecê-los, porque as drogas psicotrópicas, em geral têm estruturas semelhantes a esses mensageiros, podendo imitar ou impedir sua ação. Os mais importantes neurotransmissores são os relacionados a seguir: Norepinefrina: presente na vivacidade, na concentração, nas emoções positivas e na analgesia (supressão da dor). Em baixa dosagem, pode acarretar depressão e falta de atenção; em alta impulsividade e ansiedade. As bolinhas e os remédios para emagrecer (anfetaminas) podem camuflar os efeitos da norepinefrina. Dopamina: encontrada em altos níveis no sistema límbico, é considerado a molécula do prazer. Seu efeito principal é produzir euforia. Em excesso, ocasiona comportamento psicótico, incluindo alucinações e paranóia. A falta em áreas específicas do cérebro (gânglios basais) leva ao mal de Parkinson. A cocaína imita o efeito da dopamina. Serotonina: está relacionada com as alterações de humor, com as compulsões e outros comportamentos inadequados. Os alucinógenos, em geral, interagem com os receptores. Acetilcolina: necessária à capacidade de aprendizado, à memória, ao humor e ao sono. Observa-se perda desse mensageiro na doença de Alzheimer. A nicotina imita a ação da acetilcolina. Gaba (ácido gama aminobutírico): inibidor das células amplamente disponível no cérebro. Em excesso pode levar ao mal de Parkison. O álcool e os barbitúricos mimetizam os efeitos do Gaba. Fonte: Tiba, 2007. Atividade 9: O texto sobre neurotransmissores foi usado como ferramenta para os alunos explicar na apresentação do seminário a ação das drogas no sistema nervoso central, pois as drogas psicotrópicas, em geral têm estrutura química semelhantes a esses mensageiros, podendo imitar ou impedir sua ação. 57 5. 2 Resultados da Aplicação da Proposta de Ensino Atividade 1: Para a realização dessa atividade os alunos utilizaram as fontes mais diversas possíveis: livros e revistas disponíveis na escola e em casa, dicionário, jornais e internet. Uma semana depois as respostas foram trazidas à escola para discussão. Esta aula teve como objetivo estabelecer a relação entre o conhecimento químico e o tema social em questão. Partindo da constatação que todas as drogas psicotrópicas são substâncias orgânicas, estudamos as fórmulas estruturais de algumas substâncias que fazem parte da composição das drogas mais usadas entre os jovens, como: as bebidas alcoólicas (etanol), a maconha (THC), o crack, o ecstasy (MDMA), as anfetaminas e os benzodiazepínicos. Nestes compostos as cadeias carbônicas foram classificadas, a fórmula molecular e a hibridação dos átomos carbono que apresentam ligações com os átomos de oxigênio e os átomos de nitrogênios foram determinados. Atividade 2: Após da leitura do texto 1 “Os hidrocarbonetos aromáticos e a ocorrência de câncer entre os fumantes”, os alunos fizeram em casa um trabalho em dupla e responderam as seguintes questões: a) Pesquise sobre outras substâncias encontradas na fumaça do cigarro. Escreva sua fórmula e procure classificá-las de acordo com a função química e aponte suas principais características. - Tanto na turma 301, quanto na turma 302, todos os alunos responderam acetona (cetona), formol (aldeído), tolueno (hidrocarboneto aromático), benzopireno (hidrocarbonetos aromático), benzeno (hidrocarboneto aromático), ar, água, dióxido de carbono. b) Consumir cigarros com baixos teores significa fumar com moderação? - Não, porque fumar com moderação é diminuir o consumo de cigarros (33%). - Não, pois não existe comprovação que cigarros de baixos teores ofereçam menos riscos a saúde, o fumante não deve ver nos cigarros de baixos teores 58 uma forma de diminuir os riscos, e sim uma opção de cigarro com características mais suaves (17%). - Mesmos que as conclusões dos dados científicos disponíveis indiquem uma redução geral de risco para produtos de teores mais baixos comparados aos produtos de altos teores, ainda são necessárias mais pesquisas (14 %). - Governos e autoridades médicas internacionais têm sugerido modificações no produto, com o objetivo de reduzir teores de alcatrão, nicotina e monóxido de carbono. Mesmo assim, não existem comprovações de que cigarros de baixos teores ofereçam menos riscos ao fumante, e a Souza Cruz nunca fez esse tipo de associação em suas campanhas. O consumidor não deve ver nos cigarros de baixos teores uma forma de diminuir os riscos, e sim uma opção de cigarro com características mais suaves (36%). c) Existe alguma quantidade recomendada para fumar com moderação? - Não, o indicado é não fumar ( 48%). - Não existe uma quantidade recomendada para fumar com moderação (46 %). - Não, pois cada pessoa possui características genéticas próprias e esta exposta a diferentes níveis. Além disso, cada fumante fuma de um modo distinto dos demais, em quantidades de tragadas por cigarros ou na intensidade das mesmas. Sendo assim, a moderação para consumo de cigarros deve ser avaliada em cada caso concreto pelo próprio fumante como uma questão de bom senso, mas sempre lembrando que a única forma segura de evitar os riscos relacionados ao consumo de cigarros é não fumar (6 %). d) Qual é a diferença entre nicotina e alcatrão? - O alcatrão é o total de partículas existentes na fumaça excluindo-se a água e a nicotina é uma substância nitrogenada da família dos alcalóides que existe naturalmente no fumo, responsável pelo aroma (43 %). - A nicotina é responsável pela dependência ou vicio de fumar e o alcatrão é a substância que provoca vários tipos de câncer (57%). e) Como é o processo de fabricação dos cigarros? 59 - O fumo é processado nas usinas de processamento de fumo onde e separado o talo do resto da folha, chamado de lâmina. A lâmina e o talo são acondicionados, secados e embalados em caixas de papelão e são enviados para as fábricas de cigarros. Nas fábricas de cigarros, a lâmina e o talo seguem por linhas de processos diferentes. Na linha da lâmina são misturadas diversas classes de fumo, que passam por cilindros especiais, onde são adicionados água, vapor e alguns ingredientes, tais como açúcares e ameliorantes. Em seguida o fumo é cortado e secado. A linha de talos segue processo semelhante. Após seco, o talo e lâmina são misturados e os flavorizantes são adicionados. Esta mistura chamamos de fumo desfiado. O fumo desfiado é levado, através de tubulações, para máquinas que produzem até 16 mil cigarros por minuto. Os cigarros são encarteirados, empacotados e enviados para os depósitos para distribuição nos pontos de venda (100%). f) O que são os ingredientes do cigarro? Cite alguns. - Os ingredientes são as substâncias adicionadas ao fumo durante a fabricação dos cigarros e têm diferentes funções (11%). - Os ingredientes são substâncias adicionadas ao tabaco durante a fabricação e têm diferentes funções. Os ameliorantes equilibram o sabor natural do fumo, os açúcares vão substituir aqueles que são perdidos na cura do fumo, os umectantes minimizam a troca de umidade do produto final com o ambiente, os agentes aglutinantes mantêm as partículas de fumo reconstituindo os aglutinados e os flavorizantes são responsáveis pelo sabor e aroma característicos de cada marca (89%). g) O que são os constituintes da fumaça do cigarro? Cite alguns. - Os constituintes da fumaça são todas as substâncias presentes na fumaça do cigarro. Essas substâncias são formadas durante a queima do cigarro. Durante a combustão do cigarro o fumo é exposto a temperaturas que variam entre a temperatura ambiente e 900 °C. Cerca de 90% da composição da fumaça de cigarros é composta por ar, água e dióxido de carbono, um produto natural da combustão. Dos dez por cento restantes, apenas o monóxido de carbono e o 60 alcatrão encontram-se em quantidades acima de um miligrama por cigarro (100%). h) Qual é a diferença entre os ingredientes adicionados ao fumo e os constituintes da fumaça do cigarro? - Os constituintes da fumaça do cigarro são produtos de uma reação de combustão. E os ingredientes são utilizados na fabricação do cigarro (100%). i) A fumaça ambiental do cigarro é prejudicial à saúde dos não fumantes? - Com base em estudos epidemiológicos, a Organização Mundial da Saúde, outras instituições de saúde pública e alguns governos concluíram que pessoas expostas à fumaça ambiental de cigarro estariam mais propensas a desenvolver diversos problemas de saúde. Entre outras coisas, eles associam a fumaça ambiental com câncer de pulmão e doenças do coração em adultos não-fumantes, além de doenças respiratórias, infecções de ouvido em crianças e síndrome da morte súbita infantil. Assim sendo, é compreensível que as pessoas se preocupem quando elas ou seus filhos não possam evitar situações nas quais a fumaça do cigarro esteja presente no ar que respiram. Baseada na avaliação das informações científicas disponíveis, a Souza Cruz acredita que muitas das afirmações envolvendo a fumaça ambiental de cigarros sejam exageradas, conforme divulgado em um dos mais recentes estudos sobre fumaça ambiental publicado no renomado British Medical Journal (BMJ), em maio de 2003. Este estudo, onde foram monitorados mais de 118.000 adultos da Califórnia, por mais de 40 anos, sugere que os efeitos sobre os supostos fumantes passivos foram superestimados, particularmente em relação a doenças coronarianas e não foi encontrada nenhuma evidência que sustente a relação entre a fumaça ambiental de cigarros (FAC) e doenças tabaco relacionadas. Da mesma forma, o maior estudo realizado pela própria Organização Mundial da Saúde, por exemplo, não encontrou aumento significativo no risco do desenvolvimento de câncer pulmonar entre as pessoas que convivem, trabalham, viajam ou mantêm relações sociais com um fumante. Por essas razões a Souza Cruz não acredita que tenha sido demonstrado que a fumaça ambiental de cigarros esteja relacionada à doenças crônicas, tais 61 como câncer no pulmão, doenças cardiovasculares ou doenças pulmonares crônicas obstrutivas em adultos não-fumantes. No entanto, a Souza Cruz não pode afirmar que tenha sido provado que a FAC seja inofensiva para todos, pois existem evidências estatísticas de que a exposição à FAC está associada a males como infecções respiratórias e auditivas em crianças que convivem com fumantes. Atmosferas que contém fumaça ambiental de cigarros podem também causar desconforto, especialmente para pessoas que sofrem de problemas respiratórios, como a asma. Desta forma, a Souza Cruz considera que a fumaça ambiental de cigarros é uma questão de saúde pública e acredita que os fumantes precisam se preocupar com o conforto dos não fumantes e não devem fumar perto de crianças (23%). - A fumaça ambiental do cigarro pode causar desconfortos, especialmente para pessoas que sofrem de problemas respiratórios, como a asma. A fumaça ambiental de cigarros é uma questão de importância pública em que os fumantes precisam se preocupar com o conforto dos não fumantes e não devem fumar perto de crianças (77%). j) . Quais são os principais riscos do cigarro à saúde do fumante? - Estudos estatísticos têm mostrado que, em geral, o risco dos fumantes contraírem determinadas doenças é maior do que o risco dos não-fumantes. As autoridades de saúde pública têm divulgado que fumar está associado a certas doenças, como câncer de pulmão, doenças cardiovasculares e respiratórias. A associação entre o ato de fumar e os riscos à saúde é decorrente de estudos epidemiológicos, cujos resultados mostram que a incidência de determinadas doenças é maior em grupos de indivíduos que fumam do que em grupos de não-fumantes. Atividade 3: Após da leitura do texto sobre o efeito nocivo do etanol no organismo, os alunos fizeram individualmente, em casa, um trabalho e responderam as seguintes questões: a) Procure nos documentos do Departamento Nacional de Trânsito, na secretaria de transporte da prefeitura da sua cidade ou na página do Denatran 62 (www.denatran.gov.br), a informação sobre a equivalência do limite permitido por lei para o álcool no sangue de condutores de veículos automotor. - A nova Lei 11.705, que altera o Código de Trânsito Brasileiro, proíbe o consumo de praticamente qualquer quantidade de bebida alcoólica por condutores de veículos. A partir de agora, motoristas flagrados excedendo o limite de 0,2 gramas de álcool por litro de sangue pagarão multa de 957 reais, perderão a carteira de motorista por um ano e ainda terão o carro apreendido. Para alcançar o valor-limite, basta beber uma única lata de cerveja ou uma taça de vinho. Quem for apanhado pelos já famosos "bafômetros" com mais de 0,6 gramas de álcool por litro de sangue (equivalente três latas de cerveja) poderá ser preso. Entenda melhor a nova "Lei seca" brasileira (78%). - 0,5 g por litro de sangue corresponde a multa gravíssima e 0,6 por litro de sangue corresponde a crime (22%). b) Identifique as funções orgânicas presentes nas substâncias citadas no texto acima. - álcool, aldeído e ácido carboxílico (100%). Atividade 4: Após da leitura do texto “Reações de obtenção do etanol”, os alunos fizeram individualmente, em casa, um trabalho e responderam as seguintes questões: a) Pesquisa: Com relação ao modo de produção, qual é a diferença entre as bebidas alcoólicas? Qual das bebidas alcoólicas apresentam o maior teor alcoólico. Justifique sua resposta. -Destiladas e fermentadas. As destiladas contêm muito mais álcool do que as fermentadas (vinho e cerveja). O que pouca gente sabe é que todo destilado surge primeiro como fermentado - a primeira etapa na fabricação do uísque, por exemplo, é a fermentação dos grãos de cevada ou de milho, que, por si só, já nos dá a cerveja. Isso acontece porque a fermentação de cereais ou de frutas é a forma primordial de obter álcool. Para isso, os sucos extraídos dessas matérias-primas são misturados a leveduras, fungos que se alimentam de açúcar, produzindo álcool em troca: a fermentação propriamente dita. 63 Quando acaba a fermentação, não há mais açúcar para ser convertido em álcool. A destilação existe para isso: tornar mais concentrado o pouco álcool presente nos líquidos fermentados. O primeiro passo é ferver esses líquidos. Como o ponto de ebulição do álcool (78,5°C) é inferior ao da água (100°C), obtém-se um vapor rico no primeiro. Ao ser condensado, esse vapor forma um líquido que pode ter até 70% de álcool. Dependendo da bebida que está sendo fabricada, mistura-se, então, um pouco de água para suavizar a birita (46%). - Fermentadas destiladas e fermentadas não destiladas. As bebidas destiladas têm teor alcoólico mais alto; todas as bebidas passam pela fermentação, mas algumas, depois disso, passam ainda pelo processo de destilação. As destiladas têm os teores entre 38 e 254 °GL. As mais conhecidas são a caninha, a água ardente, o Uísque e a Vodka, obtidas da fermentação do mosto fermentado do melaço e depois destilada. As fermentadas passam apenas pelo processo de transformação dos açúcares em álcool. As mais conhecidas são as cerveja e o vinho (64%). b) Identifique as funções orgânicas presentes nas substâncias citadas no texto acima. - alceno e álcool (80 %) - etileno, água, etanol, sacarose, glicose, frutose e gás carbônico (20%). c) Com base no seu conhecimento sobre funções orgânicas, explique o que representa uma reação de hidratação? - Alceno reage com a água produzindo álcool (18%) - O etileno é misturado com a água produzindo etanol (34%) - Deixaram em branco (48%). Atividade 5: Após da leitura do texto sobre “ Morfina e heroína”, os alunos fizeram em casa um trabalho individualmente e responderam as seguintes questões: a) Pesquise sobre o processo de obtenção da heroína a partir da morfina e diferencie o efeito dessas drogas no organismo. 64 - A heroína é obtida sinteticamente a partir da morfina através de uma reação de esterificação. A morfina age sobre o sistema nervoso central, tendo efeito sedativo e a heroína age sobre o sistema nervoso central provocando alucinações (63 %). - A produção da heroína foi feita a partir da molécula da morfina com um ácido. A morfina alivia a dor e a heroína provoca alucinações (37%). b) O que são alcalóides? Cite exemplos de outras drogas psicotrópicas classificadas como alcalóides. - São substâncias naturais extraídas de plantas, substâncias alcalinas que apresentam em sua estrutura nitrogênio, carbono e hidrogênio. Cocaína, nicotina e cafeína (19%). - Substância que contém nitrogênio, carbono e hidrogênio, tem propriedades químicas semelhantes às aminas e são extraídas de vegetais. Cocaína e nicotina (81%). c) Compare as fórmulas moleculares e estruturais da morfina e da heroína. - A morfina tem amina, éter, fenol e álcool e a heroína tem amina, éter e ésteres (100%). d) A morfina é uma droga que tem uso medicinal? Qual é a utilidade da morfina na medicina? Justifique sua resposta. -Sim, a morfina é muito usada para aliviar a dor (83%). -Sim, a morfina tem efeito sedativo (17%). e) Qual foi a intenção da companhia Bayer em sintetizar a heroína a partir da morfina? - A intenção da companhia Bayer foi produzir um remédio menos viciante que a morfina, mas que tivesse a mesma função de amenizar a dor. Mas não foi o que aconteceu, pois a heroína acabou, sendo muito mais perigosa, pois a heroína tem uma rota direta para o cérebro (100%), criando maior dependência.. 65 Atividade 6: Após da leitura do texto sobre “Anfetaminas Anfetaminas e aminas”, os alunos fizeram durante a aula um trabalho individualmente e responderam as seguintes questões: a) Identifique os grupos funcionais presentes nas fórmulas a seguir: Ecstasy (MDMA) Fenilpropanolamina - amina e éter (9%) - amina e álcool (89%) - amina (91%) - amina e fenol (11%) Metanfetamina - amina (100%) b) O que são anfetaminas? Cite 5 exemplos de anfetaminas e indique seus efeitos no organismo humano. - São poderosos estimulantes do sistema nervoso central, que aumentam a pressão sanguínea, reduz a fadiga, reduz o apetite, suspende temporariamente a vontade de dormir. Ecstasy Ecstasy, balinhas, rebite, Fenilpropanolamina, nolamina, Metanfitamina (100%). c) Todas as anfetaminas podem ser comercializadas? Justifiq Justifique sua resposta. - Algumas anfetaminas são ile ilegais como os “rebites”, o ecstasy,, mas grande parte são legais, sendo comercializadas perante uma receita médica (30 %) - Sim, remédio para emagrecer, ecer, somente com receita controlada ((70%). %). Atividade 7: Após da leitura do texto sobre “ Benzodiazepínicos”, os alunos fizeram durante a aula um trabalho individualmente e responderam as seguintes questões: 66 a) O diazepam, o flurazepam e o oxazepam são tranquilizantes que uma classe pertencem a classe dos benzodiazepínicos, ttodos odos possuem 2 anéis aromáticos e um heterocíclico. O diazepam foi primeiramente preparado em 1933. Todos são fortes tranquilizantes e relaxantes muscular. Estas drogas induzem ao sono e a perda de consciência. São utilizados para combater a insônia, nervosismo, stress, entre outros. A fórmula estrutural do diazepam é assim representada: Identifique dentifique os grupos funcionais presentes nessa molécula. - Haleto orgânico, amida e nitrila (72 %). - Haleto orgânico, amida e amina (28%). b) O que são benzodiazepínicos benzodiazepínicos? Cite 5 exemplos de benzodiazepínicos e indique seus efeitos no organismo humano. - são os mais potentes ansiolíticos ansiolíticos, diminuem a ansiedade, exibem efeitos tranqüilizantes e anticonvulsivantes anticonvulsivantes, alguns exemplos são o diazepam, diazepam o flurazepam e o oxazepam (100%). c) Todos os benzodiazepínicos podem ser comercializados? Justifique sua resposta - O s benzodiazepínicos são controlados pelo Ministério da Saúde, isto é, a farmácia pode vendê-los los somente mediante receita especial de prescrição médica, que deve ser retida para posterior controle o que nem sempre acontece (33%). - Pode ser vendidos mediante prescrição médica (67%) Atividade 8: Após da leitura do texto 7 “ Cocaína e o Crack”, os alunos fizeram em casa um trabalho em dupla e responderam as seguintes questões: a) O que é crack? -É uma droga estimulante seis vezes mais potente que a cocaína (77%). (77%) 67 - É uma droga ilegal obtida de um subproduto (merla), administrada através de um cachimbo. É a droga mais consumida por brasileiros (23%). b) Qual é a sua composição? -É uma mistura de cloridrato de cocaína com bicarbonato de sódio ou amônia e água destilada (100%) c) Quais são principais sintomas (psíquicos e físicos) decorrentes do consumo de crack? - Efeitos paranóicas, psíquicos: Altamente estimulante, delírios persecutórios intensos, intensa tagarelice, alucinações, idéias agressividade. Efeitos físicos: Insônia, inapetência, dilatação de pupilas, aumento da pressão arterial, taquicardia, chegando à convulsão (77%) - As pessoas que utilizam o crack, mesmo que por poucas vezes, correm risco de sofrer infartos, derrames, problemas respiratórios e problemas mentais sérios, que podem levar a morte( 23%). d) Quais são os problemas sociais decorrentes do consumo de crack? - As drogas são o primeiro passo para o crime, causando danos irreparáveis para a sociedade (100%). Mesmo que as atividades não tenham motivado todos os alunos, foi possível instigar, despertar e promover alguma mudança que, por menor que pareça, pode auxiliar aprendizagens. Após o término das atividades referente as aulas expositivas , os alunos apresentaram um seminário, onde foi abordado o tema ‘drogas psicotrópicas”. Nesta atividade ficou evidente o envolvimento dos alunos, bem como sua integração nos grupos e o entusiasmo de realizar uma atividade diferenciada daquelas comumente desenvolvidas em sala de aula. A atividade obedeceu à seguinte organização interna das equipes, controle de tempo e das falas. A proximidade dos alunos com o tema enriqueceu o debate que, em alguns momentos, se transformou em um grande palco para os alunos 68 relataram problemas familiares decorrentes do consumo de substâncias psicotrópicas. Aspectos relativos aos danos à saúde, aos problemas sociais, à composição química, às causas do consumo, à associação das drogas com violência, à influência da mídia, entre outros, apareceram no seminário e durante o debate como, por exemplo, o relato de um dos alunos, componente do grupo que apresentou o seminário sobre Crack e ecstasy: “Os usuários de crack, não vivem sem o crack, eles não comem, não dormem, não tomam banho, roubam para adquirir o crak, se prostituem para conseguir o crack, eles só pensam em crack, e isso, acaba com sua vida e com o sossego da família. Meu amigo foi criado pela avó, sempre a tratou com muito carinho e respeito, mas quando se envolveu com o crack roubou e agrediu a avó, o usuário do crack perde a razão” Verificou-se, durante todo o processo, que as implicações sociais do uso das substâncias psicotrópicas predominaram sobre as questões de ordem química. Tal fato pode ser atribuído a um maior interesse pelos aspectos que se ligam fortemente a vivência dos alunos. Para o fechamento desta atividade foi realizado a produção, pelas duas respectivas turmas envolvidas na proposta, de uma revista coletiva (apêndice c) tratando do tema. 5.3 Resultados da Pesquisa Desenvolvida com os Alunos do Ensino Médio Após a Aplicação da Proposta a) Quando perguntados sobre os conhecimentos que teriam em relação às substâncias psicotrópicas, responderam: Ø São substâncias que afetam o SNC (100%). b) Ao serem solicitados a indicar substâncias psicotrópicas, indicaram* : Ø Café (65 %) Ø Heroína (65 %) Ø Cocaína (65 %) Ø Maconha (35 %) Ø Cigarro (35 %) Ø Morfina (45 %) 69 Ø LSD (35 %) Ø Remédios para emagrecer (65 %) Ø Remédios antidepressivos (55 %) Ø THC (65 %) *Nesta questão o total de respostas ultrapassa 100% porque os alunos poderiam ter mais de uma resposta. c) Ao serem questionados sobre qual seria a composição das drogas psicotrópicas mais comuns, responderam: Ø Todas são de origem orgânica. A maioria apresenta o grupo funcional amina, algumas apresentam o grupo funcional hidroxila, éter e ésteres, haleto orgânicos, hidrocarbonetos aromáticos (47%). Ø Amina, hidrocarbonetos (53%). d) Quando perguntados sobre se sabiam qual a relação entre drogas psicotrópicas e a química, responderam: Ø Sim, pois a química estuda as composições das substâncias (100%) e) Quando perguntados se a disciplina de Química poderia abordar o tema drogas, responderam: Ø Sim (100%) f) Quando perguntados sobre como explicariam com termos científicos o que são drogas psicotrópicas, responderam: Ø Drogas que podem causar dependência física ou psíquica (34%). Ø Qualquer substância que é capaz de modificar o comportamento das pessoas, resultando em mudanças físicas e psicas (43%). Ø É aquelas que atuam sobre o nosso cérebro, alterando de alguma maneira o nosso psiquismo (33%). g) Com relação ao texto “Como as células nervosas não se tocam, as informações são conduzidas entre elas por mensageiros químicos, os neurotransmissores. As drogas, em geral, têm estaturas semelhantes a esses mensageiros podendo imitar ou impedir sua ação”, foram questionados sobre o significado do termo “tipo de estrutura semelhante”, responderam: 70 Ø Estruturas químicas (100%) h) Quando questionados sobre os comportamentos de risco gerados pelo o uso de substâncias psicotrópicas e sobre quais seriam as consequências dessas ações, responderam: Ø Causam problemas sóciais, problemas de saúde, causam dependência, causam violência (90%) Ø Leva a dependência, violência (10%) i) Quando questionados sobre quais órgãos são afetados pelo uso de bebidas alcoólicas, responderam: Ø Fígado (65%) Ø Rins (15%) Ø Pâncreas e estômago (10%) Ø Cérebro (10%) j) Quando questionados sobre quais órgãos são afetados pelo cigarro, responderam: Ø Pulmões (68%) Ø Boca (10%) Ø Garganta (10%) Ø Cérebro (12%) k) Quando perguntado sobre as substâncias presentes na combustão do cigarro, responderam: Ø Milhares de substâncias (10%) Ø Alcatrão, dióxido de carbono, água, benzopireno, acetona e formol (68%). Ø Alcatrão, dióxido de carbono e água (32%). l) Com relação às bebidas alcoólicas de modo geral, foi questionado a diferença entre elas, através da seguinte questão: qual delas apresentam maior teor alcoólico, responderam: 71 Ø Fermentadas não destiladas e as fermentadas destiladas, as destiladas apresentam maior teor alcoólico (100%). m) Ao serem questionados sobre o significado do termo alcalóides, responderam: Ø Alcalinos, portanto, se comportam como base na maioria das reações (92%) Ø Não sei (8%) n) Quando questionados sobre o que são anfetaminas, responderam: Ø São drogas sintéticas que estimulam o sistema nervoso central (100%). o) Quando questionados sobre o que são benzodiazepínicos, responderam: Ø São drogas depressoras do SNC (91%) Ø São poderosos ansiolíticos (9%) p) Quando questionados se os remédios são considerados drogas, responderam: Ø Sim, antidepressivos, remédios para emagrecer, morfina (91%) Ø Não sei (9%) q) Ao serem questionados sobre a diferença das drogas lícitas e ilícitas, responderam: Ø Lícitas são drogas legais e podem ser comercializadas e ilícitas são drogas ilegais e não podem ser comercializadas (100%) Após o levantamento e análise dos dados referentes à pesquisa realizada após a aplicação da proposta de ensino com os alunos, percebeu-se uma mudança em relação à concepção inicial dos alunos sobre o tema abordado. Os resultados obtidos nesta pesquisa feita após a aplicação da proposta de ensino foram melhores quando comparados aos resultados obtidos da pesquisa feita antes da aplicação da proposta de ensino, podendo-se observar que os alunos demonstraram uma aprendizagem significativa e que conseguiram estabelecer relações entre o tema abordado e os conteúdos de química. 72 6 CONSIDERAÇÕES FINAIS Diante dos resultados obtidos com a execução da proposta de ensino, conclui-se que a contextualização deve-se constituir em uma prática frequente em sala de aula, que estimule e que promova mudanças nas concepções iniciais dos alunos, isto é, fazer com que os alunos possam transpor o conhecimento científico para questões referente ao seu cotidiano. Segundo os PCNs (BRASIL, 2008), a contextualização é um recurso que a escola tem para retirar o aluno da condição de espectador passivo. Se bem trabalhado permite que, ao longo da transposição didática, o conteúdo do ensino conduza a aprendizagens significativas. Quando o ensino contextualizado aborda temas próximos do cotidiano dos alunos como, por exemplo, o tema droga psicotrópicas, os conteúdos químicos podem ter significado, levando a sua aprendizagem. Espera-se que o aluno ao fazer a ponte entre o que aprende na escola com o que observa no seu dia-a-dia, consiga ampliar as possibilidades de interação dos conteúdos escolares com o seu cotidiano, tornando a aprendizagem mais significativa. Segundo os autores Mortimer e Machado (2007), para que ocorra uma aprendizagem mais significativa, não basta interagir como os alunos, permitir que eles falem ou expressem suas maneiras de pensar, suas próprias visões de mundo. Para que o aluno possa dar sentido ao que aprende, o professor deve possibilitar que o aluno compare suas formas de pensar e falar com as do professor, colegas, livros, etc. A proposta de ensino aqui desenvolvida apresentou a Química como uma ciência em que sem estudo é capaz de contribuir para a formação de cidadão consciente e participante na sociedade em que vive. 73 Um dos propósitos deste trabalho é levar os alunos a perceberem que a Química está presente em sua vida e que ela pode ajudá-los a compreender muitos dos problemas dos quais ouvem falar e dos quais são informados pelos meios de comunicação, tendo como finalidade tornar as aulas de Química mais interativas e motivadoras para a aprendizagem. Durante a proposta de ensino os alunos foram incentivados a realizarem atividades em grupo. Para Mortimer e Machado (2007), é de suma importância abrir espaços para os trabalhos em grupo, para diversificação das atividades propostas aos alunos e para uma abordagem que considere as relações do contexto social nas discussões sobre conceitos químicos. As discussões realizadas entre os alunos organizados em grupos são fundamentais para aprendam os conceitos, aprendendo a falar com e sobre eles. Além disso, no grupo o aluno tem oportunidade de confrontar suas opiniões com as dos colegas, que, muitas vezes, são diferentes e até contraditórias. E ele não se sente constrangido em expressar essas opiniões na presença de colegas, algo que muitas vezes ocorre com os alunos mais tímidos nas discussões entre toda a classe, organizados pelo professor. A discussão em grupo promove e desenvolvimento das habilidades de ouvir, negociar consenso, respeitarem a opinião do outro, argumentar e procurar justificativas racionais para as opiniões. Todas essas habilidades têm sido cada vez mais, exigidas em diferentes atividades profissionais. Dessa forma, o ensino da Química também estará contribuindo para a formação do cidadão e do futuro profissional. O tema drogas psicotrópicas abordado neste trabalho, tornou as aulas de Química Orgânica mais interativas, pois os alunos demonstraram bastante interesse, participando com entusiasmo das atividades propostas, questionando, debatendo assuntos e opiniões, relatando problemas familiares decorrentes do consumo de substâncias psicotrópicas, demonstrando, também, empenho para buscar informações sobre composição química das drogas, problemas sociais, efeitos no organismo, entre outros. Mesmo que se tenha verificado que as implicações sociais do uso das substâncias psicotrópicas predominaram sobre as questões de ordem química, considero válida a hipótese de que a contextualização torna a aprendizagem mais significativa, pois ao fazer a análise dos resultados da proposta de ensino 74 e da pesquisa feita com os alunos, pude perceber uma mudança em relação às concepções iniciais dos alunos sobre aspectos químicos relacionados ao tema drogas. O tema drogas psicotrópicas propicia uma oportunidade para trabalhar temas transversais como, por exemplo, saúde, com os alunos de ensino médio. Por último, quero ressaltar, que ao abordar um a tema de suma importância como, as drogas psicotrópicas, o professor deve estar atento ao que os alunos têm a dizer, pois respostas politicamente corretas sobre as drogas devem ser questionadas por parte do professor. De nada adianta que eles digam o que queremos ouvir ou o que a sociedade considera como certo, o importante é que expressem como pensam e como se sentem em relação aos problemas que podem evidenciar referentes a presença de drogas na escola e na sociedade de modo geral. 75 REFERÊNCIAS BRASIL. Ministério da Educação, Secretaria da Educação Média e Tecnológica. Parâmetros curriculares nacionais: ensino médio. Brasília, 1999. BRASIL. Ministério da Educação. Orientações Curriculares para o Ensino Médio, Ciências da Natureza, Matemática e Suas Tecnologias, 2007. BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais. Brasilia: MEC, 2008. BENVEGNÚ, Rosane P. Abordagem do tema drogas no ensino de química. Monografia de Graduação em Química Licenciatura- Centro Universitário La Salle , 2007 . CANTO, Eduardo L; PERUZZO, Francisco, M. QUÍMICA na Abordagem do Cotidiano,São Paulo: Moderna, 2003. V. 3. CEBRID. Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas. 2009. 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O tratamento do conhecimento químico em livros didáticos brasileiros para o ensino médio secundário de 1875 a 1978: análise do capítulo de reações químicas. Dissertação de (Mestrado em Educação)- Faculdade de Educação: Universidade Estadual de Campinas, 1980. SILVEIRA, Tiane R. P. Uso de esteróides anabólico-androgênicos por adolescentes do ensino médio: uma proposta metodológica. Monografia de Graduação em Química Licenciatura- Centro Universitário La Salle , 2007 . SOLOMONS, T. W. Graham; FRYHELE, Graig B. Química Orgânica. 8.ed. Rio de Janeiro: LTC, 2006. V. 1. SOLOMONS, T. W. Graham; FRYHELE, Graig B. Química Orgânica. 8.ed. Rio de Janeiro: LTC, 2006. V. 2. SOUZA CRUZ. [Empresa de cigarros]. 2009. Disponível em: www.sozacruz.com.br. Acesso em: 05/ 2009. TIBA, Içami. Juventude e drogas: Anjos caídos. 3. ed. São Paulo: Integrare, 2007. 77 VEGA, Francisca. Drogas na escola: Prevenção e intervenção nos problemas de comportamento. 2. ed. São Paulo: Ática, 1994. VIGOTSKI, L. S. A Construção do pensamento e da linguagem. São Paulo: Martins Fontes, 2003. VIGOTSKI, L.S. Psicologia Pedagógica – edição comentada. Porto Alegre: Artmed, 1997. WIKIPEDIA. Etanol. Disponível em: www. Wikipédia.org/wiki/etanol. Acesso em: 04/ 2009. 78 APÊNDICE A- Instrumento de Pesquisa Instrumento de pesquisa aplicado nas turmas 301 e 302, do Colégio Estadual Tereza Francescutti, nos dia 19 de março, e nos dia 02 de junho. 1- Quais conhecimentos você tem, em relação às substâncias psicotrópicas? 2- Assinale a alternativa que, NA SUA OPINIÃO, apresentam substâncias psicotrópicas. a) café e) morfina i) acetona m) anabolizante b) cigarro f) heroína j) THC n) coca-cola c) chocolate g) maconha k)remédios antidepressivos d) LSD h)chá verde l) remédios para emagrecer 3- Qual é a composição das drogas psicotrópicas mais comuns? 4- Existe alguma relação entre drogas psicotrópicas e a química? Justifique sua resposta. 5- Na sua opinião a disciplina de Química poderia abordar o tema drogas? 6- Incluindo termos científicos como você explicaria o que são drogas psicotrópicas? 7- “Como as células nervosas não se tocam, as informações são conduzidas entre elas por mensageiros químicos, os neurotransmissores. As drogas, em geral, têm estaturas semelhantes a esses mensageiros podendo imitar ou impedir sua ação”. (Tiba, 1999) Que tipo de estrutura refere-se o autor. 8- Quais comportamentos de risco são gerados pelo o uso de substâncias psicotrópicas? E quais seriam as consequências dessas ações? 9- Quais são os órgãos mais afetados pelo uso de bebidas alcoólicas? 10- Quais são órgãos mais afetados pelo cigarro? 11- Quais são as substâncias presentes na combustão do cigarro? 12- Com relação às bebidas alcoólicas de modo geral, qual delas apresentam maior teor alcoólico? 13- As drogas, em sua maioria, são alcalóides. O termo alcalóides indica que esses produtos são: 14- O que são anfetaminas? 15- O que são benzodiazepínicos? 16- Os remédios são considerados drogas? Quais? Por quê? 17- Diferencie drogas lícitas de ilícitas. 79 APÊNDICE B - Polígrafo INTRODUÇÃO À QUÍMICA ORGÂNICA INTRODUÇÃO ¢ A Qu ím ica Or gâ n ica é o r a m o da Qu ím ica qu e est u da os com post os con st it u ídos por á t om os de ca r bon o, ch a m a dos de com post os or gâ n icos. ¢ P odem os en con t r a r a qu i u m n ú m er o im en so, de exem plos de com post os, qu e fa zem pa r t e de n osso cot idia n o. ¢ P lá st icos, det er gen t es, pet r óleo, dr oga s, den t r e ou t r os sã o exem plos de su bst â n cia s or gâ n ica s. 80 CARACTERÍS TICAS D OS COMP OS TOS ORGÂNICOS ¢ A m a ior ia dos com post os or gâ n icos sã o con stit u ídos, fu n da m en ta lm en t e, por qu a t r o elem en t os: car bon o (C), h idr ogên io (H ), oxigên io (O) e n itr ogên io (N). Veja a lgu n s E xem plos: Ca feín a E t a n ol Tolu en o ¢ Át om os de h idr ogên io est ã o pr esen t es n a m a ior ia dos com post os or gâ n icos, qu a lqu er á t om o difer en t e de ca r bon o e h idr ogên io em u m a m olécu la or gân ica , qu e est eja posicion a do en t r e ca r bon os é den om in a do h et er oá t om o com o podem ser , por exem plo, os elem en t os O, S, N e P . ¢ Com o por exem plo n a m olécu la do LSD o á t om o de n it r ogên io est a posicion a do en t r e dois ca r bon os, sen do a ssim ,den om in a do de h et er oá t om o. O LSD é u m for t e a lu cin ógen o, por t a n t o, Produz distorções no funcionamento do cérebro. Pessoas sob o efeito desta droga criam ilusões e delírios , como cores que podem ser ouvidas. Além de perder a noção da realidade, e por perder a noção da realidade, julgam-se capaz de fazer coisas impossíveis como andar sobre as água, produzir fogo ou até mesmo voar. 81 CAR ACT E R ÍS T ICAS DOS COM POS T OS OR GÂN ICOS N A TAB ELA AB AIXO ES TÃO R EP R ES EN TAD AS AS MAN EIR AS COMO O CAR B ON O E O N ITR OGÊN IO P OD EM R EALIZAR LIGAÇÕES Ca r bon o _ sem pr e qu a t r o liga ções (tet r a va len t e) C C C C Nit r ogên io _ Tr iva len te N N N N A TAB ELA AB AIXO ES TÃO R EP R ES EN TAD AS AS MAN EIR AS COMO O HID R OGÊN IO , OXIGÊN IO , O EN XOFR E E OS HALOGÊN IOS P OD EM R EALIZAR LIGAÇÕES . Oxigên io e E n xofr e _ Biva len t es Hidr ogên io e Ha logên ios (clor o, flú or , br om o e iodo) _ Mon ova len t e O O S S H Cl Br I F 82 A VÁRIAS P OS S ÍVEIS MAN EIRA D E REP RES EN TAR A ES TRU TU RA D OS COMP OS TOS ORGÂN ICOS E xem plo: Veja m os, a lgu m a s da s possíveis m a n eir a de r epr esen t a r a est r u t u r a do clor ofór m io. E st ru t u r a I- Most r a t oda s a s liga ções, in clu sive a geom et ria t et ra édr ica do ca r bon o. E st ru t u r a II- Most r a t oda s a s liga ções, m a is om it e o ca r á t er t et ra édr ico do ca r bon o, da n do im pr essã o de qu e a ca deia é pla n a . . E st ru t u r a III- vem ga n h a n do for ça com a popu la r iza çã o dos com pu t a dor es, pois dá a n oçã o volu m ét r ica da m olécu la . E la m ost r a a r ela çã o de t a m a n h o en t r e os elem en t os T E TRAH IDROCANABINOL (TH C): P RINCIP AL COMP ONE NTE ATIVO DA MACONH A O t er m o m a con h a r efer e-se a u m a pr epa r a çã o que r eú n e a s folha s, a s flor es, a sem en t e, e pequ en os ga lh os da pla n t a Ca n n abis Sa t iva . Qu a n do essa pr epa r a çã o é seca , a dr oga est á pr on t a pa r a ser fu m a da . O pr in cipa l com pon en t e a t ivo da m a con h a é o TH C. E xist em n a r ea lida de, diver sos ca n a bin óides a t ivos n a m a con h a . As pla nt a s de Ca n n abis Sa t iva podem a pr esen t a r con cen t r a ções va r ia da s de TH C. Qu a n t o m a ior a con cen tr a çã o de TH C n a m a con h a , m a is for t e é o efeit o. Os efeit os da m a con ha sã o difíceis de m edir , pa r cia lm en t e devido à gr a n de va r ieda de de pr epa r a ções com difer en t es con cen tr a ções de TH C. E ssa va r ia çã o n os efeit os depen de t a m bém do u su á r io dessa dr oga . Assim , a dose de m a con h a in su ficien t e pa r a u m pode pr odu zir efeit o n ít ido em ou t r o e a t é for t e in t oxica çã o em u m t er ceir o. Algu n s dos efeit os da m a con h a podem ser m edidos em exper im en t os r epr odu t íveis: fu m a r m a conh a a u m en t a a pu lsa çã o, distor ce a per cepçã o de t em po e debilit a a lgu m a s fu n ções m ot or as com plexa s. E xist e a lgu m a evidência , t a n t o dir et a com o in dir et a , de qu e a m a con h a ca u sa da n os n o cér ebr o. 83 Exem plo: Veja m os, a lgu m a s da s possíveis m a n eir a de r epr esen ta r a est r u t u r a do tet r a idr oca n a bin ol (TH C) E st ru t u r a I - Most r a t oda s a s liga ções, m a is om it e o ca r á t er t et ra édr ico do ca r bon o, da n do im pr essã o de qu e a ca deia é pla n a . E st ru t u r .a II – É a for m a m a is sim plifica da , m a s n os per m ite obt er t oda s a s in for m a ções a r espeit o da ca deia E st ru t u r a III – É a fór m u la m olecu la r . Mostr a som en t e a qu a n t ida de de ca da elem en t o n a for m a çã o da m olécu la . CHO 21 30 2 P ROP RIE DADE S F ÍSICAS DOS C OMP OSTOS O RGÂNICOS P OLARIDADE ¢ A pola r ida de de u m a m olécu la r efer e-se à s con cen t r a ções de ca r ga s da n u vem elet r ôn ica em volt a da m olécu la . É possível u m a divisã o em du a s cla sses dist in t a s: m olécu la s pola r es e a pola r es. POLAR APOLAR 84 P OLARIDADE ¢ As liga ções ligações dos com post os or gân icos for m a dos som en t e por ca r bon o e h idr ogên io sã o a pola r es, pois os á t om os u n idos a pr esen t a m u m a pequ en a difer en ça de elet r on ega t ivida de. P OLARIDADE — P OLAR CH 4 — AP OLAR ¢ Qu a n do n a m olécu la de u m com posto or gâ n ico, h ou ver ou t r o elem en t o qu ím ico a lém de ca r bon o e h idr ogên io, su a s m olécu la s pa ssa r ão a a pr esen t a r cer t a pola r ida de. DE SUBSTÂNCIAS ORGÂNICAS 85 P ON TO DE F U S ÃO E P ONTO EB U LIÇÃO ¢ As su bst â n cia s or gâ n ica s sã o em ger a l c o v a le n te s e fr eqü en t em en t e a p o la re s ; em con seqü ên cia t em P F e P E ba ix o s . Isso ju st ifica a pr edom in â n cia de com post os or gâ n icos ga sosos e líqu ido. Os sólidos exist en t es sã o, em gr a n de pa r t e, fa cilm en t e fu síveis. S OLUBILIDADE ¢ O s com post os or gâ n icos, em ger a l, sã o solú veis em solven t es pola r es e pou qu íssim o solú veis em solven tes pola r es com o a á gu a . ¢ A gr a xa (or gâ n ica ) é r em ovida qu a n do a dissolvem os com ga solin a (or gâ n ica ) . No en t a n to , t a m bém exist em com post os or gâ n icos pola r es, por t a n t o solú veis em á gu a . Algu n s deles : a çú ca r , álcool com u m , á cido a cét ico (con t ido n o vin a gr e ), ét er com u m , et c. ¢ Sem elh an t e dissolve sem elh a n t e! P OLAR, dissolve P OLAR AP OLAR, dissolve APOLAR 86 COMBUSTÃO ¢ Com o t odos os com post os or gâ n icos con t êm ca r bon o e a m aior ia possu i h idr ogên io, a qu eim a com plet a dessa s su bst â n cia s pr odu z CO 2 e H 2 O. A com bu st ã o in com plet a pr odu z CO, en qu a n t o a pa r cia l, a pen a s c (fu ligem ). P or t a n t o, pa r a u m com post o or gâ n ico qu e con t ém som en t e C e H ou C, H e O, pode-se escr ever : Co m p o s to o rg â n ic o + O 2 Co m bu s t ã o c o m p le t a CO 2 + H 2 O CARACTERÍS TICAS D O ÁTOMO D E CARB ON O ¢ O á t om o de ca r bon o é t et r a va len t e, ist o é, os á t om os de ca r bon o for m a m qu a t r o liga ções. 87 ¢ Além de liga ções sim ples, pode h aver liga ções du pla s e t r ipla s, en t r e á t om os de ca r bon o e, t a m bém en t r e ca r bon os e elem en t os difer en t es. Át om os de Ca r bon o Liga ções est a belecida s Hibr ida çã o Geom et ria Ân gu lo en t r e a s liga ções 4 σ (Siglim a ) sp³ t et r a edro 109º28 3 σ e 1π sp² t r ia n gu la r 120º 2σ e2π sp lin ea r 180º 2 σe 2 π sp lin ea r 180° C C C C 88 ¢ Át om os de ca r bon o t êm en or m e ca pa cida de de liga r -se a ou t r os á t om os, de ca r bon o ou de difer en t es elem en t os, form a n do est r u t u r a s den om in a da s ca deia s ca rbôn ica s, essa s con st it u em o “esqu elet o” dos com post os or gâ n icos. Veja a lgu n s exem plos de fór m u la est r u t u r a l: Mor fin a ¢ H eroín a Os á t om os de ca r bon o podem ser cla ssifica dos com o pr im á r io, secu n dá r io, t er ciá r io, qu a t er n á r io con for m e est eja m liga dos, r espect iva m en t e a u m , dois, t r ês ou qu a t r o ca r bon os. Ca rbon o Defin içã o P r im á r io Liga do dir eta m en t e, n o m á xim o, a u m ca r bon o Secu n dá r io Liga do dir eta m en t e a dois ca r bon os Ter ciá r io Liga do dir eta m en t e a t r ês ca r bon os Qu a t er n á r io Liga do dir eta m en t e a qu a t r o ca r bon os exem plo 89 ¢ As ca deia s ca r bôn ica s podem ser cla ssifica da s con for m e m ost r a o qu a dr o o a ba ixo. Ca deia Aber t a , a cíclica ou a lifá t ica Ca r a ct er íst ica s Apr esen t a ca r bon os livr es n a ext r em ida de F ech a da ou cíclica Os ca r bon os liga m se u n s a os ou t r os for m a n do ciclo Ar om á t ica P ossu i a n el ben zên ico Alicíclica s Nã o possu i a n el ben zên ico Nor m a l (a ber t a ) Con t ém a pen a s ca r bon os pr im á r ios e secu n dá r ios Ram ifica da (aber t a ) P ossu i pelo m en os u m ca r bon o t er ciá r io E xem plos 90 Sa t u r a da (a ber t a ou Apr esen t a som en t e liga ções sim ples fech a da ) en t r e á tom os de ca r bon o . In sa t u r a da ou n ã o- H á pelo m en os u m a sa t u r a da (a ber t a ou liga çã o du pla ou fech a da ) t r ipla en tr e á t om os de ca r bon o H eter ogên ea (a ber t a Apr esen t a ou fech a da ) h et er oá t om o (S, O, N ou P en tr e á t om os de ca r bon o) H om ogên ea ou fech a da ) Mist a ¢ (a ber t a Nã o a pr esen t a h et er oá t om o Ca deia a ber t a e fech a da A m a n eir a com o os elem en t os a pa r ecem liga dos n a s ca deia s ca r bôn ica s per m it e-n os cla ssifica r o gr a n de n ú m er o de com post os or gâ n icos em n ú m er o r elat iva m en t e pequ en o de fa m ília s com ba se n a s su as est r u t u r as. As m olécu la s de com post os or gâ n icos em u m a fa m ília em pa r t icu la r sã o ca r a ct er iza da s pela pr esen ça de u m det er m in a do a r r a n jo de á t om os den om in a do gr u po fu n cion a l. 91 F UNÇÕE S ORGÂNICAS ¢ Um gr u po fu n cion a l é a pa r t e da m olécu la on de a s su a s r ea ções qu ím ica s ocor r em . È a pa r t e qu e efet ivam en t e det er m in a a s pr opr ieda des qu ím ica s dos com post os or gâ n icos e, t a m bém m u it a s das su a s pr opr ieda des físicas. ¢ A pr esen ça do gr u po fu n cion a l em u m a ca deia ca r bôn ica det er m in a o t ipo de su bst â n cia , qu e é den om in a do fu n çã o or gâ n ica . Den t r e a s pr in cipa is fu n ções qu ím ica s est ã o: h idr oca r bon et os, alcoóis, fen óis, ét er es, aldeídos, cet on a s, á cidos car boxílicos, ést er es, a m ida s, am in a s, n it r ila s, e h a letos or gâ n icos. H IDROCARBONE TOS Os h idr ocar bon et os são com post os or gâ n icos cu ja s m olécu la s con t êm a pen a s á t om os de ca r bon o e h idr ogên io. Os h idr ocar bon et os cu ja s m olécu la s con t êm liga ções sim ples car bon o-ca r bon o sã o ch a m a dos de a lca n os, os h idr oca r bon et os qu e con t êm liga ções du pla s ca r bon oca r bon o são ch a m a dos de a lca n os e a qu eles qu e con t êm liga ções t r ipla s ca r bon o-ca r bon o sã o ch a m a dos de a lcin os. Os h idr ocar bon et os qu e con t êm u m a n el especia l sã o ch a m a dos de h idr oca r bon et os a r om á t icos. O gr u po fu n cion a l de u m a lcin o é a su a liga çã o t r ipla ca r bon oca r bon o, de u m a lcen o é a su a liga çã o du pla ca r bon oca r bon o. Os a lca n os n ã o t êm gr u po fu n cion al. 92 H idr oca r bon et os Ar om á t icos Fór m u la est r u t u r a l do Ben zen o ( u m a n el ben zên ico) A F ór m u la est r u t u r a do 3,4ben zopir en o ( cin co a n eis ben zên icos) S EGU IR , A REP RES EN TAÇÃO D E ALGU MAS F U N ÇÕES ORGÂN ICAS F u n ções Or gâ n ica s ÁLCOOL F ór m u la Gera l R OH F E NOL É TE R ALDE ÍDO CE TONA ÁCIDO CARBOXÍLICO Ar R OH O R1 93 A S EGU IR , A REP RES EN TAÇÃO D E ALGU MAS F U N ÇÕES ORGÂN ICAS É STE R AMINA Am in a 1º Am in a 2º Am in a 3º AMIDA NITRILO H ALE TO ORGÂNICO R C N R X (F, Cl, Br , I) OBSE RVAÇÃO ¢ E m est r u t ur a s m a is com plexa s, é m u it o com u m en cont r a r m os m a is qu e u m gr u po fun cion a l, esses com post os são cla ssifica dos com o su bst â ncia s de fu n çã o m ista , com o por exem plo, o TH C e a coca ín a ( um a lca lóide, su bst â n cia qu e con t ém n it r ogên io, ca r bon o e h idr ogênio e t em pr opr ieda des qu ím ica s sem elh a n t es à s a m in a s e sã o ext r a ída s de veget a is) TH C Coca ín a At ivida des: Iden t ifiqu e os gr u pos fu n cion ais pr esen t e n o TH C e n a coca ín a e in diqu e a geom et r ia dos ca r bon os on de os gr u pos fu n cion a is est ã o liga dos. 94 E XE RCÍCIOS 1- O ben zopir en o é u m a su bst â n cia pr esen t e n a fu m a ça do ciga r ro, qu e é oxida do a u m ca n cer ígen o, su bst â n cia qu e t r a n sfor m a u m a célu la n or m a l n u m a célu la ca n cer osa . O 3,4- ben zoa pir en o é u m exem plo de ca deia ca r bôn ica cla ssifica da com o: a ) H om ogên ea , sa t u r a da , a ber t a b) H et er ogên ea , in sa t u r a da , fech a da c) H om ogên ea , in sa t u r a da , a r om á t ica 2- O gost o a m a r go ca r a ct er íst ico da cer veja , deve-se a o com post o m ir cen o, pr oven ien t e da s folh a s de lú pu lo, a dicion a do à bebida du r a n t e a su a fa br ica çã o. A fór m u la est r u t u r a l do m ir cen o a pr esen t a : (m a rqu e a a lt er n a t iva cor r et a e corr ija a s fa lsa s) a ) u m ca r bon o t er ciá r io b) ca deia a cíclica e in sa t u ra da c) ca deia ca r bôn ica sa t u r a da e r a m ifica da d) c) cin co ca r bon os pr im á rios e) ca deia ca r bôn ica h et er ogên ea 7- Cit e dois pr ocedim en t os exper im en t a is pa r a dist in gu ir u m a a m ost r a de com post o in or gâ n ico de ou t r a a m ost r a de com posto or gâ n ico, a m ba s sólida s. 8- Da da s a s r epr esen t a ções a ba ixo, in diqu e qu a l dela s é a cor r et a pa r a o m et a n o. J u st ifiqu e su a escolh a . 9- Cit e os t ipos de liga çã o exist en t es n a m olécu la do com post o de fór m u la : 95 3- A m a con h a con tém u m a va rieda de de su bst â n cia s qu ím ica s, m u it a s dela s n ã o iden t ifica da s. O pr in cipa l com pon en t e a t ivo é o t etr a idr oca n a bin ol (TH C). Exist e a lgu m a evidên cia – t a n t o dir et a com o in dir et a - de qu e a m a con h a ca u sa da n os a o cérebr o. A ca deia ca r bôn ica do t et r a idr oca n a bin ol r epr esen t a da a o la do pode ser cla ssifica da com o: a) Hom ogên ea , m ist a , in sa t u r a da b) Het er ogên ea , m ist a , sa t u ra da c) Het er ogên ea , m ist a , in sa tu r a da 4- Um dos solven tes pr esen t e n a com posiçã o de a lgu m a s cola s de sa pa t eir o ven dida n o Br a sil é o t olu en o. A fór m u la m olecu la r do t olu en o é: a ) C 7H 8 b) CH 2 c) CH 4 d) C 5 H 4 e) CH 3 5- A ca feín a é u m a su bst â n cia pr esen t e n a s sem en t es de ca fé. E la a ge, qu a n do in ger ida , sobr e o sist em a n er voso, deixa n do a pessoa m a is a ler t a . P or ém , é t óxica em a lt a s doses. Su a fór m u la est r u t u r a l é da da a segu ir . Qu a n t os á t om os de h idr ogên io est ã o pr esen t es n u m a m olécu la de ca feín a ? 6- A n icot in a , su bst â n cia a lt a m en t e t óxico, ocor r e n a por cen t a gem m édia de 5%, em peso, n a s folh a s seca s de Nicot ia n a t a ba cu m . a) Qu a n t os gra m a s de n icot in a se obt êm a pa r t ir de 1,8 kg de folh a s seca s de Nicot in a t a ba cu m ? b) Dê a fór m u la m olecu la r da n icot in a , cu ja fór m u la est r u t u r a l a pa r ece a o la do? 96 10 - A nicotina é alcalóide extraído das folhas do tabaco, que se apresenta na forma de líquido amarelo, de cheiro desagradável e venenoso, utilizado como pesticida. Um artigo publicado na revista Veja de maio de 1996 denuncia: "O cigarro brasileiro está turbinado. As indústrias Souza Cruz e Philip Morris, detentoras de mais de 90% do mercado brasileiro, adicionam amônia ao tabaco para que o fumo, ao ser queimado, e a fumaça, inalada, liberem uma quantidade maior de nicotina no organismo do fumante. Mais nicotina = maior dependência do cigano = mais prejuízos à saúde.". .."Sabe-se que a absorção da nicotina da fumaça do cigarro pelo fumante relaciona-se fortemente à acidez ou à alcalinidade do tabaco. Um tabaco mais ácido pode ser muito rico em nicotina, mas, sob o efeito da acidez, liberará uma quantidade bem menor da substância no organismo do fumante. O inverso acontece com um tabaco mais alcalino - mesmo fumos pobres liberarão mais nicotina no fumante. Acontece que a adição de amônia, NH3, ao cigarro reduz a acidez do fumo, tornando-o mais alcalino. Logo, fazendo com que ele libere mais nicotina" a)Indique a fórmula molecular da nicotina a partir de sua fórmula estrutural esquematizada a seguir: b) Indique a hibridação e geometria do carbono terciário. [ 11- A t est ost er on a , u m dos pr in cipa is h or m ôn ios sexu a is m a scu lin os, possu i fórm u la est r u t u r a l pla n a : Det erm in e: a ) o n ú m er o de á t om os de ca r bon o, cla ssifica dos com o, t er ciá r ios, de su a m olécu la . b) a h ibr ida çã o do ca r bon o on de est a liga do a h idr oxila . 12- In diqu e a fór m u la est r u t u ra l e a fór m u la m olecu la r de u m com post o or gâ n ico, de ca deia in sa t u r a da e h et er ogên ea , com 7 á t om os de ca r bon o e 1 á t om o de n it r ogên io e qu e a in da possu i u m ca r bon o qu a t er n á r io e dois ca rbon os com h ibr ida çã o sp 2. 13- Um det er m in a do com post o or gâ n ico possu i a s segu in t es ca r a ct eríst ica s: . A m olécu la t em 1 á t om o de n it r ogên io; É for m a do por 7 á t om os de ca r bon o, sen do 4 pr im á r ios, 1 secun dá r io e 2 t er ciá r ios; Os ca r bon os t er ciá r ios sofr em h ibr ida çã o sp2, a pen a s 1 ca r bon o sofr e h ibr ida çã o sp e os dem a is sofr em h ibr ida çã o sp3. In diqu e a fór m u la est r u t u r a l desse com post o e cla ssifiqu e sua ca deia ca r bôn ica . 97 14- Sa ben do qu e os qu a t r o elem en t os C, H , O e N fa zem r espect iva m en te 4, 1, 2 e 3 liga ções cova len t es com u n s, for n eça a fór m u la est r u t u r a l dos segu in t es com post os: a ) C 4 H 11 N , em qu e t odos os ca r bon os sã o pr im á r ios. b) C 2 H 4 O 2 , qu e possu i o gr u po fu n cion a l ést er . c) C 3 H 8 O, cuja ca deia ca r bôn ica é h et er ogên ea . d) C 2 H 5 ON , cu ja ca deia ca r bôn ica é h om ogên ea. 15- A coca ín a é u m a lca lóide cu jo u so pr olonga do leva à depen dên cia física , a per íodos de gr a n de depr essã o, poden do cau sa r a m or t e. E la é t a m bém u m a n est ésico loca l. A con iín a é u m ou t r o a lca lóide m u it o tóxico; su a in gest ã o pode ca u sa r fr a qu eza , t on t ur a s, n á u sea s, r espir a çã o difícil, pa r a lisia e m or t e. E la é a su bst â n cia tóxica da pla n ta de n om e cicut a , u t iliza da na execu çã o do filósofo Sócr a t es. Aba ixo, estã o a s est r u t u r a s qu ím ica s da coca ín a e da con iín a . a ) E scr eva a fór m u la m olecu lar da coca ín a e da con iín a . b) Cit e os gr u pos fu n cion a is exist en t es na m olécu la de coca ín a . 16- In diqu e a s fun ções or gâ n ica s qu e est ã o pr esen t es n a m olécu la de glicose : 17- A su bst â n cia r espon sá vel pelo a r om a ca r a ct er íst ico da m a çã ver de pode ser r epr esen t a do por : a ) Qu a n t os h idr ogên ios complet a m cor r et a m en t e essa m olécu la ? b) E scr eva su as fór m u la s est r u t u r a is simplifica da s e a fór m u la m olecu la r . c) Cla ssifiqu e os ca r bon os pr esen t e n a est r u t u r a . d) Qu a l é o gr upo fu n cion a l pr esen t e n essa m olécu la ? 98 18- Qu a is a s liga ções (sim ples, du pla s ou t r ipla s )en t r e á t om os de ca r bon o qu e com pleta m de m a n eir a a dequ a da a s est r u t u ra s, n a s posições in dica da s por 1, 2, 3 e 4 ? a) c) b) 19- Con sider e a ca deia a segu ir ; Os ca r bon os n u m er a dos cla ssifica m -se r espect iva m ent e com o: a ) pr im á r io, t er ciá r io, qu at er n á r io, secun dá r io b) pr im á r io, qu a t er n á r io, secu n dá r io, t er ciá r io c) secu n dá r io, qu a t er n á r io, t er ciá r io, pr im á r io d) t er ciá r io, secu n dá r io, pr im á r io, qu a t er n á r io e) t er ciá r io, pr im á r io, secu n dá r io, qu a t er n á r io 28- A ben zoilm et ilecgon in a , vu lga r m en t e ch a m a da de coca ín a é u m a lca lóide qu e é obt ida a pa rt ir da s pla n ta s der iva da s da E r yt h r oxylon coca , é u m a dr oga per igosa qu e ca u sa depen dên cia e m u it os da n os à sa ú de de seu s con su m idor es. A fór m u la est r u t u r a l do ben zoilm et ilecgon in a pode ser , a ssim r epr esen t a da : a )Iden t ifiqu e e n om eie a s fu n ções or gâ n ica s presen t es n a fór m u la est r u t u r a l da coca ín a . 29- A m or fin a é u m pot en t e n a r cót ico e a n a lgésico ext r a ído do ópio. A h er oín a é obt ida sin t et ica m en t e a pa r t ir da m or fin a e é m a is pot en t e qu e a m or fin a , pois pen et r a n o cér ebr o, on de se t r a n sfor m a n a m or fin a . a )Iden t ifiqu e e n om eia a s fu n ções or gâ n ica s qu e sã o preser va da s n a con ver sã o da m or fin a em h er oín a . b) E m ter m os de fu n ções or gâ n ica s pr esen t es n a s m olécu la s de m or fin a e h er oín a , qu a l é a difer en ça en t r e ela s? Mor fin a H er oín a 99 20 - O LSD é u m a dr oga a lu cin ógen a qu e ofer ece a lt o r isco pa r a o u su á r io. A est r u t u r a do LSD é: a ) H á gr u po fu n cion a l a m ida n a m olécu la de LSD? b) H á gr u po fu n cion a l a m in a n a m olécu la de LSD? E m ca so a fir m a t ivo, é a m in a pr im á r ia , secu n da r ia , ou t erciá r ia ? d) Qu a n t os h idr ogên ios exist em n o a n el ben zên ico da m olécu la de LSD? 21- O TH C ou t et ra h idr oca n a bin ol, de fór m u la : É o prin cipa l com pon en t e a t ivo da m a con h a , com efeit o de ca u sa r a ba n don o da s a t ivida des Socia is e r edu zir a cen t u a da m en t e o desejo sexu a l . O THC a pr esen t a , n a su a fór m u la , os gr u pos fu n cion a s: a) Álcool e ést er d) F en ol é ést er b) Álcool e ét er e) F en ol e ét er c) F en ol e cet on a f) Álcool e cet on a 22- O com post o or gâ n ico de fór m u la m olecu la r C 3 H 8 O deve ser cla ssifica do com o: a ) Ácido b) Álcool c) Aldeído d) Cet on a e) F en ol 23 - O com posto or gâ n ico de fór m u la m olecu la r C 2 H 6O pode per t en cer a s fu n ções: a ) Álcool e ést er c) Aldeído e cet on a e) Álcool e ét er 24- A fór m u la m olecu la r do com post o C 6 H 5 NH 2 cor respon de a u m a : a )Am ida secu n dá r ia b) Am ida pr im á r ia c) Am in a 25- Com o solven t e de esm a lt e de u n h a s, u sa -se u m a su bst â n cia cu ja m olécu la con t ém seis á t om os de H , e u m á t om o de O, liga dos a t r ês á t om os de ca r bon o, for m a n do u m a ca deia h om ogên ea e sa t u r a da . E scr eva a fór m u la m olecu la r e est r u t u ra l pla n a dessa su bst â n cia . 100 26 - Mu it os fá r m a cos livr em en t e ven didos em fa r m á cia s sã o t a m bém deriva dos da fen ilet ila m in a s. O m a ior gru po é o da s a n fe ta m in a s , su bst â n cia s estim u la n t es, ca pa zes de a u m en t a r a pr essã o sa n gu ín ea , r edu zir a fa diga e in ibir o son o. Sã o u t iliza da s em descon gest ion a n t es n a sa is, a n t i-h em or r á gicos, in ibidor es de a pet it e, est im u la n t es. Ta m bém ca u sa m depen dên cia e da n os físicos e m en t a is a lon go pra zo. A m a ior ia dest a s dr oga s, en t r et a n t o, pode ser a dqu ir ida sem n en h u m pr oblem a em fa r m á cia s br a sileir a s. E st a s dr oga s sã o t oda s sin t ét ica s, e fora m fr u t os de a n os de pesqu isa em la bor a t ór io. Um a da s m a is a n tiga s é a pr ópr ia a n fet a m in a (ben zidrin a ), qu e é o 2-fen il-1-m etilet a n oa m in a . A fór m u la estr u t u r a l do 2-fen il-1-m et il-et a n oa m in a é a ssim r epr esen ta do: a )Qu a l a fór m u la m olecu la r do 2-fen il-1-m et il-et a n oa m in a ? b) O gr u po fu n cion a l a m in a est a liga do a u m ca r bon o de h ibr ida çã o sp³, sp² ou sp? c) Deter m in e o n ú m er o de ca r bon o, cla ssifica do com o t er ciá r io, de su a m olécu la . d) Det er m in e a geom et r ia dos ca r bon os pr esen t es n a ca deia a r om á t ica . R E F E RÊ NCIAS ¢ CAN TO, E dua r do L; P E RUZZO, F r a n cisco, M. QU ÍMICA n a Abo rd a g e m d o Co t id ia n o,Sã o P a u lo: Edit or a Moder na , 2003. V 3. ¢ F E RRE IRA, Ma ir a ; MORAIS, La vín ia ; NICH E LE , Ta t ia n a Z; DE L P IN O, Cla u dio J . Qu ím ic a Org ân ic a , P or t o Alegr e: E dit or a Ar t m ed, 2007. ¢ MICH E L, Oswa ldo R. S a ú d e P ú blic a : ris c o s e h u m an is m o , Rio de J a n eir o: E ditor a Revin t er , 2002. ¢ MORTIME R, E . F ; MACH ADO, A. H . Qu ím ic a . Sã o P a u lo: E dit or a Scipion e, 2007. ¢ RU SSE L, J hon B. Qu ím ic a Org â n ic a ; tr a du çã o e r evisã o t écn ica Már cia Gu ekezia n . 2 ed. Sã o P a u lo: E dit or a Makr on Books, 1994, V 2. ¢ SOLOMOS, T. W. Gr a h a m ; F RYH E LE , Gr a ig B. Qu ím ic a Org â n ic a. 8. ed. Rio de J an eir o: LTC, 2006. v. 1. Sit es Con su lt a dos ht t p://google/ima gen s ht t p://200.144.91.102/cebr idweb/defa u lt .a spx ht t p://im a ges.google.com .br /im a ges 101 APÊNDICE C- Para a produção da revista foram mesclados os textos pesquisados pelos alunos sobre drogas psicotrópicas com os textos trabalhados nas aulas de química durante a execução da proposta de ensino. 102 APÊNDICA D- Trabalhos Realizados Pelos Alunos Figura 1: Grupo de alunos da turma 302, apresentação do seminário sobre “Álcool, tabaco, maconha e cocaína”. Figura 2: Grupo de alunos da turma 302, apresentação do seminário sobre “Álcool, tabaco, maconha e cocaína”. 103 Figura 3: Grupo de alunos da turma 302, apresentação do seminário sobre “Anfetaminas”. Figura 6: Grupo de alunos da turma 301, apresentação do seminário sobre “Benzodiazepíonicos”. 104 Figura 7: Grupo de alunos da turma 301, apresentação do seminário sobre “Benzodiazepíonicos”. Figura 8: Grupo de alunos da turma 302, apresentação do seminário sobre “Crack e êxtase”. 105 Figura 9: Grupo de alunos da turma 302, apresentação do seminário sobre “Benzodiazepínicos”. Figura 10: Grupo de alunos da turma 302, apresentação do seminário sobre “Benzodiazepínicos”. 106 Figura 11: Grupo de alunos da turma 302, apresentação do seminário sobre “Benzodiazepínicos”. Figura 12: Grupo de alunos da turma 302, apresentação do seminário sobre “Anfetaminas”. 107 LSD O lsd , mais precisamente LSD25 é um composto cristalino, que ocorre naturalmente como o resultado das reações metabólicas do fungo Claviceps Purpúrea, relacionado com os alcalóides do ergot podendo ser produzido a partir do processamento das substâncias do esporão do centeio. Foi sintetizado pela primeira vez em 1938 e, em 1943 o químico Albert Hofmann descobriu os seus efeitos de uma forma acidental. Efeitos do LSD: O LSD é um alucinógeno e produz distorções no funcionamento do cérebro. Os efeitos variam de acordo com o organismo que está ingerindo a droga e de acordo com o ambiente em que está sendo consumida. O usuário pode sentir euforia e excitação ou pânico e ilusões assustadoras. A droga dá uma sensação de que tudo ao redor do usuário está sendo distorcido. As formas, cheiros, cores e situações, para a pessoa que está sob o efeito da droga, se alteram, criando ilusões e delírios, como paredes que escorrem, cores que podem ser ouvidas e mania de grandeza ou perseguição. Além disso, uma pessoa sob o efeito do LSD perde o juízo da realidade e com isso a capacidade de avaliar corretamente uma situação qualquer. Por perder a noção da realidade, o usuário LSD pode se julgar capaz de fazer coisas impossíveis como andar sobre as águas, produzir fogo ou mesmo voar, também causa um fenômeno chamado “flashback”: o usuário, um tempo depois de consumir a droga, começa a sentir os efeitos novamente, como se tivesse acabado de consumi-lá. E podem acontecer a qualquer momento. Ecstasy O ECSTASY é uma droga moderna sintetizada,neurotóxica, cujo efeito na fisiologia humana é o bloqueio da reabsorção da serotonina, dopamina no cérebro. As alterações ao nível do tacto promovem o contato físico, embora não tenha propriedades afrodisíacas, como se pensa. No corpo, os efeitos são relativamente leves, aceleração de batimentos cardíacos, pupilas dilatadas e aumento de suor. Pode acontecer convulsões, mas é raro. O maior perigo do consumo do LSD é suas conseqüências psíquicas. É vendido sob a forma de compridos e ocasionalmente em cápsulas. Embora estudos mostrem que a neurotoxidade do ecstasy não cause danos permanentes em doses recreativas, ainda suspeita-se que o consumo de ecstasy cause tais danos a cada dose, e perigo de desenvolvimento de doenças psicóticas. Os estudos a respeito do ecstasy em humanos são poucos difundidos por questões legais que proíbem ministrar doses de MDMA para humanos. Efeitos do ECSTASY: Os Neurotransmissores Os efeitos físicos são taquicardia, aumento da pressão sanguínea, secura da boca, diminuição do apetite, dilatação das pupilas, dificuldade em caminhar, reflexos exaltados, vontade de urinar, tremores, transpiração, câimbras ou dores musculares. As substâncias bioquímicas que transmitem mensagens através das sinapses nervosas se chamam neurotransmissores porque transmitem informação de um neurônio à outro. São eles: dopamina, endorfina, encefalina, serotonina, epinefrina, substância “P”, aceticolina, etc. As drogas psicoativas alteram o funcionamento normal dos neurotransmissores. Por exemplo, um estimulante como a cocaína forçará a liberação de grandes quantidades de epinefrina e dopamina criando mensagens que de dirigem ao sistema nervoso central ou surgindo dele. Um depressor como a heroína inibirá a liberação da substância “P”, unindo-se à célula nervosa emissora, de tal forma que amortecerá o sinal doloroso, obstaculizando ou debilitando. Também pode se unir ao centro respiratório, deprimindo a respiração. Um alucinógeno como o LSD pode estimular aos neurotransmissores, mas fundamentalmente os confundirá, exagerando algumas mensagens, distorcendo outras e inclusive criando mensagens imaginárias, especialmente imagens visuais e auditivas. O Ecstasy, a nível cerebral, age aumentando a produção e a diminuição da reabsorção da serotonina, dopamina e noradrenalina. Seus efeitos surgem após vinte e setenta minutos, atingindo estabilidade em duas horas, pode agrupar efeitos da cannibis, das anfetaminas e do álcool. Quanto aos efeitos, ocasiona sensação de intimidade e de proximidade com outras pessoas, aumento da comunicação, sensualidade, euforia, despreocupação, autoconfiança e perda da noção de espaço. Em longo prazo podem ocorrer alguns efeitos tais como lesões celulares irreversíveis, depressão, paranóia,alucinação, despersonalização, ataques de pânicos, perda de autocontrole, impulsividade, dificuldade de memória e de tomar decisões. As drogas e o Cérebro O Cérebro controla e integra todo movimento e conduta humana. Quase todas as drogas, em seu abuso, modificam a conduta pela ação que exercem no cérebro e no tronco encefálico. As modificações de conduta causadas por drogas que provocam emoções incontroláveis, restrição do armazenamento se informação, capacidade limitada para tomar decisões e outros tipos de conduta sem controle, há levado pesquisadores a estudar as reações nas diversas áreas do cérebro. Depois que a droga entra no tecido nervoso, pode ocorrer várias reações, porque as várias drogas parecem ter como destino, áreas diferentes. Problemas sociais Entre os impedimentos para a auto-identificação, no período da adolescência, destaca-se a rejeição. Caracterizado pelo abandono a que se sente relegado o jovem no lar, esse estigma o acompanha na escola, no grupo social, em toda parte, tornando-o tão amargurado quão infeliz, sentindo-se impossibilitado de auto realizar-se, o adolescente que vem de uma infância de desprezo, foge para dentro de si,rebelando-se contra a vida, que é a projeção inconsciente da família desestruturada. Os exemplos domésticos, como usar qualquer medicamento, para buscas de equilíbrio, de repouso, só tem resultados negativos de resistência para enfrentar desafios. Demonstrando incapacidade para suportar problemas sem ajuda de químicos, que ingeridos, abrem espaço na mente da prole, fugindo para os recantos da cultura das drogas. Os mecanismos de fuga pelas drogas, produzem esquecimento, ou sentimento de maior apreciação da simples beleza do mundo, o que é efêmera, deixando pesadas marcas na emoção e na conduta, e no psiquismo, fazendo desmoronar todas as construções as fantasia e do desequilíbrio. Diante do desafio das drogas, a terapia do amor, ao lado das demais especializadas, constitui recurso de urgência, que não deve ser postergado a pretexto algum, sob pena de agravar-se o problema, tornando-se irreversível e de efeitos destruidores. Figura 13: Apresentação do seminário sobre “LSD e Êxtase”, turma 301. 108 O que são anfetaminas ? para que servem As anfetaminas são drogas estimulantes da atividade do sistema nervoso central ,isto é fazem o cérebro trabalhar mais depressa deixando as pessoas mais acesas ,ligadas ,com menos sono . São chamadas de rebite principalmente entre os motoristas que precisam dirigir durante várias horas seguidas sem descanso ,a fim de cumprir prazos de predeterminados também são conhecidas como bolas por estudantes que passam a noite inteiras estudando ,ou por pessoas que costumam fazer regimes de emagrecimento sem acompanhamento médico. Nos Estados Unidos a metanfetamina (uma anfetamina)tem sido muito consumida na forma fumada em cachimbos recebendo o nome de ice (gelo) Outra anfetamina metilenodioximetanfetamina ( mdma) também conhecida pelo nome de êxtase tem sido uma das drogas com maior aceitação pela juventude inglesa. As anfetaminas são drogas sintéticas fabricadas em laboratório não são portanto produtos naturais . Neurotransmissores e as drogas A anfetamina inibe as proteínas transportadoras de dopamina e norepinefrina Existentes nos neurônios: Norepinefrina presente na vivacidade, na concentração nas emoções positivas e na analgésica (supressão da dor )em baixa dosagem pode acarretar depressão e falta de atenção em alta impulsidade e ansiedade .As bolinhas e os remédios parar emagrecer(anfetaminas)podem camuflar os efeitos da norepinefrina . Problema social Atualmente,a anfetamina é proibida em vários paises.Em alguns paises da Europa a substância foi totalmente proibida ,sendo encontrada somente de forma clandestina vinda de outros locais. No Brasil a substância é comercializada em forma de remédios para tratamento de obesidade e pessoas que sofrem de distúrbio psicológicos sendo encontradas portanto em medicamentos controlados que exigem receita medica do paciente Composição química Anfetaminas: São drogas sintéticas ,fabricadas em laboratórios. Não são portanto produtos naturais apresentam pelo menos um grupo funcional amina exemplo:fenilpropanolamina Êxtase(MDMA) Efeitos no organismo Estimulantes,como as anfetaminas,elevam o gasto cardíaco (volume de sangue bombeado pelo coração)e pressão sanguinea,o que os torna perigosos para pacientes com histórico de doença cardíaca a hipertensão.Pacientes com históricos de dependência de drogas ou anorexia também não devem ser trados com anfetaminas,devido às suas propriedades de dependência e supressão de apetite. Os efeitos físicos das anfetaminas podem incluir redução de apetite,sensações aumentadas ou distorcidas,hiperatividade pupilas dilatadas ,rubor,agitação boca seca,disfunção erétil dor de cabeça ,batimento cardíaco elevado,aumento da pressão sanguinea;febre,suor,diarréia,tontura,tremor,insônia. Em altas doses ou uso crônico pode ocorrer convulsão pele seca acne e palidez.O abuso de anfetaminas também pode aumentar o risco de ataque cardíaco. conclusão Então podemos dizer que as anfetaminas são drogas estimulantes que deixam as pessoas mais acesas. Antes da anfetamina Depois de 3 anos e meio usando Figura 14: Apresentação do seminário sobre “Anfetaminas”, turma 301. 109 O que é MORFINA ? § A morfina é a primeira droga derivada do ópio produzida em laboratório. Foi produzida em 1803 e é usada no tratamento da dor. A morfina é uma droga perigosa e causa euforia, bem estar e dependência rápida. A dependência da morfina é tanto física quanto psicológica sendo que o usuário precisa de doses cada vez maiores. A dependência se caracteriza por tremores, ereção dos pêlos, suores, lacrimejamento, rinorreia, respiração rápida, temperatura elevada, ansiedade, anorexia, dores musculares, hostilidade, vômitos e diarréia. § A heroína é uma das drogas mais prejudiciais drogas de que se tem notícia. Além de ser extremamente nociva ao corpo, a heroína causa rapidamente dependência química e psíquica. Ela age como um poderoso depressivo do sistema nervoso central Logo após injetar a droga, o usuário fica em um estado sonolento, fora da realidade. Esse estado é conhecido como "cabeceio" ou "cabecear". MORFINA & HEROÍNA A morfina causa sofrimento considerável para o dependente, pois seus sinais só desaparecem após uma dose de opióide. As conseqüências deixadas pela morfina são várias: deprimem as regiões do cérebro que controlam a respiração, os batimentos cardíacos e a pressão arterial do sangue. As pupilas ficam contraídas, o estômago e o intestino paralisam e apresenta forte prisão de ventre. A morfina também leva o usuário ao coma apresentado por perda de consciência, perda de oxigenação no sangue e a queda de pressão arterial que se não for socorrido rapidamente pode levar a morte. O que é HEROÍNA ? § Da morfina, logo foram sintetizadas várias derivações como diamorfina, codeína, codetilina, heroína, metopon. A heroína é a mais conhecida delas. Na década de 20 foi constatado que a heroína causava dependência química e psíquica, por isso foi proibida sua produção e comércio no mundo todo. A heroína voltou a se expandir pelo mundo depois da Segunda Guerra Mundial e hoje é produzida no mercado negro principalmente no Sudeste Asiático e na Europa. 110 § As pupilas ficam muito contraídas e as primeiras sensações são de euforia e conforto. Em seguida, o usuário entra em depressão profunda, o que o leva a buscar novas e maiores doses para conseguir repetir o efeito. § Fisicamente, o usuário de heroína pode apresentar diversas complicações como surdez, cegueira, delírios, inflamação das válvulas cardíacas, coma e até a morte. No caso de ser consumida por meios injetáveis, pode causar necrose (morte dos tecidos) das veias. Isto dificulta o viciado a encontrar uma veia que ainda esteja em condições adequadas para poder injetar uma nova dose. Fórmula molecular da morfina. O corpo fica desregulado deixando de produzir algumas substâncias vitais como a endorfina ou passando a produzir outras substâncias em demasia, como a noradrenalina que, em excesso, acelera os batimentos cardíacos e a respiração. O mesmo perde também a capacidade de controlar sua temperatura causando calafrios constantes. O estômago e o intestino ficam completamente descontrolados causando constantes vômitos, diarréias e fortes dores abdominais. Neurotransmissores e as drogas § Os ópios como por exemplo a Morfina podem camuflar os efeitos dos neurotransmissores que regulam a sensação de dor, que são as Endorfinas e as Ancefalinas. Fórmulas: Morfina & Heroína Referencias § www.wikipedia.com.br § www.abrid.emp.br § Tiba, Içami: Anjos caídos> São Paulo: Editora Saipione. 2003 Figura 15: Apresentação do seminário sobre “Morfinas e heroína”, turma 301. 111 As Drogas O que são? O que são? • Drogas são substâncias que produzem mudanças e sensações,no grau de consciência e no estado emocional das pessoas.As alterações causadas por essas substâncias variam de acordo com as características da pessoas que usa, da droga escolhida, da quantidade, frequencia, expectativas e circunstâncias em que é consumida. Composição química Maconha Cocaína • A maconha é feita com as flores e folhas secas da Cannabis Sativa. • Cocaína é uma substância “natural” extraída do epabú ou folha de coca. Alcool Tabaco • O Álcool é produzido pela fermentação de açúcares contidos em frutas, grãos e em caules (como na cana de açúcar). As bebidas alcólicas são classificadas em fermentados, destilados e compostas. • O Tabaco é uma planta cujo nome científico é Nicotina Tabacum, da qual é extraída uma substância chamada nicotina. Um cigarro possui mais de 4mil substâncias químicas e entre elas está o formol. 112 Crack • O crack deriva da planta de coca, é resultante da mistura de cocaína, bicarbonato de sódio ou amônia e água destilada, resultando em grãos que são fumados em cachimbos. Alcool • O álcool encontrado nas bebidas é o etanol, uma substância resultante da fermentação de elementos naturais.Quando ingerido, o etanol é digerido no estômago e absorvido no intestino.Pela sua corrente sanguínea suas moléculas são levadas ao cerébro.A longo prazo, o álcool prejudica todos os órgãos, em especial o fígado, que é responsável pela destribuição das substâncias tóxicas ingeridas ou produzidas pelo corpo durante a digestão.Assim,havendo uma grande dosagem de álcool no organismo, o fígado se sobrecarrega.I álcool no fígado causa inflamações que podem ser: Funções no organismo • Gastrite, quando ocorre no estômago; • Hepatite, no fígado; • Pancreatite, no pâncreas; • Neurite, nos nervos. Crack Tabaco • Devido à sua ação sobre o sistema nervoso central, o crack gera aceleração dos batimentos cardíacos, aumento da pressão arterial, dilatação das pupilas, suor intenso, tremores, excitação, maior aptidão física e mental. Os efeitos psicológicos são euforia, sensação de poder e aumento da auto-estima. • O tabaco produz um pequeno aumento nos batimentos cardíacos, na pressão arterial, na freqüência respiratória e na atividade motora. No sistema digestivo diminue as contrações do estômago, dificultando a digestão. É irritante para os brônquios (pulmões) e provoca insônia (tira o sono). Maconha Cocaína • Os sintomas físicos da intoxicação incluem: • - Taquicardia (aceleração dos batimentos cardíacos); - Aumento da frequência respiratória; - Hiperemia conjuntival (olhos vermelhos); - Boca seca; - Aumento do apetite. • Os sinais psicológicos costumam ser: • - Euforia; - Distorções do tempo; - Ansiedade; - Depressão; - Perda da memória recente; - Paranóia; - Pensamentos míticos; • Aceleração ou diminuição do ritmo cardíaco, dilatação da pupila, elevação ou diminuição da pressão sanguínea, calafrios, náuseas e vômitos, perda de peso e apetite são alguns dos efeitos biológicos da cocaína. 113 Problema social • A maioria dos usuários de drogas usam-nas para fugir da realidade.Após o uso excessivo da droga o corpo passa a depender da droga.Quando o usuário já está dependente ele perde o seu senso moral e faz de tudo para consegui-lá, passando por cima de sua família e amigos.Assim infelizmente, se o usuário não se der conta do que está acontecendo e tentar se recuperar, ele pode sofrer consequências graves,como ser preso por porte de drogas ou ser perseguido por traficantes. Referências • www.google.com.br • www.wikipedia.com.br • www.google.com.br/imagens Figura 16: Apresentação do seminário sobre “Álcool, Maconha, Tabaco e Cocaína”, turma 301. Composição química INTRODUÇÃO BENZODIAZEPíNiCOS •Neste trabalho falaremos sobre dois antidepressivos perigosos que as pessoas usam para controlar a ansiedade ea insônia.O diazepam eos benzodiazepinicos podem causar dependencia fisica e psicológica, e sendo usado em maior dose pode induzir ao coma e levar a morte. Comprimidos de diazepam Pílulas de Benzodiazepínicos • Ingrediente ativo do diazepam : 7-cloro-1,3-diidro-1-metil5-fenil-2H-1,4-benzodiazepina-2-ona (Diazepam). Excipientes: (Diazepam) 5 mg: Lactose, amido de milho, óxido de ferro amarelo e estearato de magnésio. (Diazepam) 10 mg: 114 Relação com drogas neurotransmissoras Efeitos no organismo o Os benzodiazepínicos tem um efeito sedativo-hipnótico dependo da dose utilizada. Como o aumento progressivo da dose os efeitos são: sono, inconsciência, anestesia cirúrgica, coma e por fim a depressão fatal da regulação respiratória e cardio-vascular. O coma só ocorre em doses muito elevadas, e a ocorrência de depressão respiratória fatal é muito difícil. Ainda em doses terapêuticas os benzodiazepínicos têm a capacidade de dilatar os vasos coronarianos, já em doses altas pode também bloquear a transmissão neuromuscular. • Os diazepam causam Sonolência, confusão emocional, capacidade de reação diminuída. • fadiga, cefaléias, tonturas, fraqueza muscular, ataxia, visão dupla. • Outros efeitos adversos como problemas gastrintestinais, alterações da libido ou reações cutâneas e com a superdosagem pode ter confusão mental,coma e áte levar a morte. Efeito social É mas uma droga no Brasil,capaz de levar a pessoa a dependência mas só podem ser comprados perante a receita médica,mas sendo muitas vezes comercializados ilegalmente,aonde as pessoas utilizam em muitas doses sem saber das consequências que pode levar a morte. · u Os benzodiazepínicos, incluindo o Diazepam, causam efeitos depressores aditivos no SNC quando administrados concomitantemente a outros depressores do Sistema Nervoso Central como álcool, barbitúricos, antipsicóticos, sedativos/hipnóticos, ansiolíticos, analgésicos narcóticos, antihistamínicos, anticonvulsivantes e anestésicos. u Agem sobre um sub receptor específico, o receptor das benzodiazepinas, no receptor A do GABA, um neurotransmissor inibitório do snc. Tornam os receptores GABA a mais sensíveis à ativação pelo próprio GABA (agem num subreceptor da proteína do receptor). O GABA é um neurotransmissor que abre canais de cloro, hiperpolarizando o neurónio e inibindo a geração de potêncial de ação. Ou seja potenciam o efeito do GABA fisiológico no seu próprio receptor.. conclusão · · · No decorrer deste trabalho vimos que os antidepressivos como diazepam são muito perigosos quando usados incorretamente e pode levar a morte. Para nós abordar esse tema foi muito interessante pois descobrimos que o diazepam pode ser um remédio como pode se transformar em uma droga perigosa. Referências · · · · http://pt.wikipedia.org/wiki/Diazepam http://www.sono.org.br/pdf/2006 http://virtualpsy.locaweb.com.br/ www.antidrogas.com.br Figura 17: Apresentação do seminário sobre “Benzodiazepínicos”, turma 302. Efeitos na Saúde: O que são Anfetaminas?? 115 Composição Química: Relação das Anfetaminas e neurotransmissores: Efeito Social: Conclusão: — Descobrimos as suas composições que são drogas estimulantes que afetam o sistema nervoso central, a sua estrutura química e entre outras coisas. — Concluímos que o nosso trabalho fala dos vários tipos de anfetaminas, o problema que elas causam na saúde das pessoas. Referências: http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://media. ueba.com.br/0602/meth/meth10.jpg&imgrefurl=http://ueb a.com.br/forum/lofiversion/index.php/t21472.html&usg=_ _MEw8zo43IU9neIaCDOXfkRfOtCI=&h=420&w=590&sz=4 6&hl=ptBR&start=112&tbnid=LMRi0f22q1IZ8M:&tbnh=96&tbnw= 135&prev=/images%3Fq%3Dpessoas%2Bcom%2Bdanos%2Bpe las%2BAnfetaminas%26gbv%3D2%26ndsp%3D20%26hl%3 Dpt-BR%26sa%3DN%26start%3D100 http://neuromed88.blogspot.com/2008/10/anfetaminas.ht mlz Figura 18: Apresentação do seminário sobre “Anfetaminas”, 302. Introdução Entorpecentes Neste trabalho entraremos no submundo das drogas; o fator social que mais atinge a população brasileira. 116 Crack É uma droga ilegal obtida de um subproduto (merla), administrada através de um caximbo. É a droga mais consumida por brasileiros. Efeitos colaterais As pessoas que utilizam o crack, mesmo poucas vezes, correm riscos de sofrer infartos,derrames, problemas respiratórios e problemas mentais sérios. Que podem levar a morte. Composição química O MDMA (ecstasy) é produzida sinteticamente em laboratório a partir de metanfetamina. MDMA Neurotransmissores As drogas podem agir de várias maneiras, mas provavelmente agem, principalmente, aumentando a liberação de neurotransmissores causando euforia e alucinações. Composição química O crack é uma mistura de cloridrato de cocaína com bicarbonato de sódio ou amônia e água destilada, resultando em grãos que são consumidos em caximbos. Cocaínaartesanais. Ecstasy É uma droga sintética, neurotóxica, cujo efeito na fisiologia humana é o bloqueio da reabsorção da serotonina, dopamina e noradrenalina no cérebro, causando euforia e sensação de bem-estar. Efeitos colaterais •Dificuldade de memória, tanto verbal como visual •Dificuldade de tomar decisões •Impulsividade e perda do autocontrole •Ataques de pânico •Recorrências de paranóia, alucinações e despersonalização •Depressão profunda Efeito Social As drogas são os primeiros passos para o crime, causando danos irreparáveis para a sociedade. 117 Conclusão Drogas, o caminho direto para um único destino ... Integrantes do grupo: Referências www.wikipedia.com.br www.piscosite.com.br http://images.google.com.br / Anderson Camil a Cristian Debora Jairo Wil ian Figura 19: Apresentação do seminário sobre “Crack e êxtase”, turma 302. O grupo que apresentou o seminário sobre Crack e êxtase finalizou a apresentação com a leitura dessa reportagem , encontrada no endereço eletrônico: http://images.google.com.br/imgres?com/2009/04/15/serieespecial-mostra-o-drama-das-vitimas-do-crack/&usg Série especial mostra o drama das vítimas do crack In Special Reports on 15/04/2009 at 3:52 PM Considerada a pior das drogas, pedra tem feito um número cada vez maior de vítimas/Nádia de Toni Toda vez que um viciado em crack acende seu cachimbo assina uma nova sentença de morte. Com o poder de escravizar às primeiras tragadas, a pedra à base de cocaína arrasta o usuário à sarjeta em pouquíssimo tempo. A droga, que avança como uma praga pelo território gaúcho, faz mais vítimas do que qualquer outra porque afunda o dependente numa degradação física e psicológica que o empurra ao crime para saciar o vício devastador. 118 A estimativa oficial é de que haja 50 mil usuários de crack no Rio Grande do Sul. O dado é alarmante, mas a realidade pode ser ainda pior, uma vez que a estatística se baseia em pessoas que procuram ajuda em centros de reabilitação, o que exclui uma imensa parcela que convive com a droga e o tráfico diariamente. O estrago social provocado pelo crack tem impacto nítido em Caxias, a começar pela violência. Desde que a droga aportou na cidade, há duas décadas, os índices de criminalidade só aumentaram. Até março deste ano, a droga já motivou 51% dos 31 assassinatos. — Na fissura por mais droga, muitos usuários se envolvem em assaltos, furtos, se endividam com traficantes. Terminam pagando com a própria morte — diz o delegado Marcelo Grolli, do 3º Distrito Policial (3º DP) de Caxias. O crack, assim denominado porque a pedra emite pequenos estalos quando queimada, leva fama de ser uma droga barata desde que seu consumo explodiu nas periferias brasileiras, nos anos 1990. Mas o baixo custo da pedra, em torno de R$ 5, é uma ilusão. Da mesma maneira que não se tem notícia de alguém que tenha experimentado crack uma única vez, um dependente não se satisfaz com uma pedra. Na fissura, o usuário fuma 20, 30 pedras ao dia. Para custear o vício, primeiro se desfaz do que tem, depois parte para o crime. No Estado, as apreensões de crack se multiplicam a cada ano, um indício claro de que mais gente está consumindo e precisa de dinheiro para tal. Entre janeiro e março, a Brigada Militar (BM) de Caxias realizou 52 operações de combate ao tráfico e apreendeu 697 pedras (264,14 gramas), quase o dobro das 378 (326,47) recolhidas no mesmo período do ano passado. Em 2008, 10.293 pedras (2,6 quilos) foram apreendidas. A polícia calcula que, em Caxias, haja pelo menos 160 pontos de venda de crack e outras drogas, como maconha e cocaína, ainda mais consumidas do que o crack. Ano passado, a Polícia Civil responsabilizou 126 pessoas por tráfico. De janeiro a março de 2009, 36 pessoas já foram indiciadas. Nos pontos de venda, traficantes costumam aceitar de tudo dos viciados em desespero, de laptops a bonecas. — É comum encontrar todo tipo de material nos pontos de tráfico. Qualquer coisa serve como moeda de troca – revela o tenente-coronel Júlio César Marobin, comandante do 12º Batalhão de Polícia Militar (12º BPM), de Caxias. — Num Natal, meu filho conseguiu trocar por crack até o peru da nossa ceia. Toda noite eu tinha que colocar o botijão de gás no meu quarto senão meu filho vendia por pedra – conta a caxiense Everly de Jesus Rodrigues, 45 anos, mãe de um garoto de 18 anos morto a tiros em consequência do vício, mês passado. O drama que o crack leva para dentro das famílias não aparece nas estatísticas policiais, mas é gravíssimo. Nos últimos tempos, casos de mães que acorrentam seus filhos na tentativa de conter o vício têm aparecido com frequência na imprensa. Entretanto, a maioria 119 das famílias silencia, por medo ou vergonha, enquanto dinheiro e objetos são levados de casa. — O usuário não se penaliza com barbaridades que comete, com parentes ou desconhecidos, porque o crack anestesia o afeto — diz Maria Virgínia Agustini, coordenadora da política de saúde mental da Secretaria Municipal da Saúde. A lotação de instituições de reabilitação e ambulatórios de desintoxicação é uma demonstração dessa epidemia que atinge centenas de lares gaúchos, ricos e pobres. Só em Caxias, 514 pessoas em atendimento, sendo que 90% são dependentes de crack. — Se o diabo inventou um inferno na terra, esse inferno é o crack — ressalta Roberto Faleiro, coordenador da Casa de Passagem São Francisco. Do total de usuários em tratamento, 35% abandonarão tudo no meio do caminho. Entre os que concluírem o processo, 90% vão recair na pedra. — O crack provoca muitas sequelas no organismo e é difícil conseguir algum resultado de longo prazo — revela o psiquiatra Celso Luís Cattani, especialista em dependência química. Quando o assunto é crack, não há motivos para otimismo. JORNAL PIONEIRO DE CAXIAS DO SUL O que é morfina? n n Conseqüências da morfina Suas características são: n n n n n n n n n n Tremores; Ereção dos pelos; Suores; Respiração rápida; Temperatura elevada ; Ansiedade; Anorexia; Dores musculares; Hostilidade; Vomito e diarréia. É a primeira droga derivada do ópio produzida em laboratório é usada no tratamento da dor; É uma droga perigosa que causa dependência. n n n n Deprimem as regiões do cérebro que controlam a respiração, os batimentos cardíacos e a pressão arterial do sangue; As pupilas ficam contraídas; O estomago e o intestino paralisam causando prisão de ventre; Leva o usuário ao como apresentando perda de consciência e queda de pressão arterial se não for socorrido a tempo pode levar a morte. 120 Os efeitos clínicos: Efeitos úteis clinicamente da morfina são: n n n n Analgésica central com supressão de dores física e emocionais; Anestesia para sedação; Tratamento de dores crônica e pós-operativa; Alivia dores agudas e fortes; n n n n n n n n n n n A droga é cultivada principalmente no: O que é Heroína? n n n n A heroína é descendente da morfina A droga tem sua origem da papoula,planta da qual é extraída do ópio. Assim sendo: O ópio produz morfina que em seguida é transformado em heroína. n n n n n Como foi “criada” n n n n n n Os efeitos duram de 4 a 6 horas; Causando diminuição do sentimento de desconfiança; Alivio da dor e da ansiedade; Euforia; Tranqüilidade; Sonolência; Depressão; Impotência; Incapaz de concentração; Prisão de ventre; Sensação de saciedade. México; Turquia; China; Índia; E nos países chamados triangulo dourado(britânica,Laos e Tailândia). “A verdadeira heroína” Foi criada em laboratório; Para substituir o uso da morfina; a droga passou a ser comercializada como uma substancia menos viciosa e menos tóxica. Ao contrario do que se pensava a droga se revelou muito mais perigosa do que a morfina. Era na verdade uma versão já metabolizada da morfina. Assim a heroína tinha uma rota mais direta para o cérebro. Causas da heroína: Conseqüências da heroína: Ao ser consumida pode causar vomito e náusea, Mas a medida que o organismo se adapta o usuário passa a se sentir num estado de grande excitação e euforia as vezes é semelhante ao prazer sexual. O efeito da droga é de mais ou menos 1 hora. n n n n n n n n n n n n Ao ficar sem a droga o usuário perde o interesse pelas coisas que o cercam e cada vez mais obcecado pela droga; Passa a sentir dores atrozes; Febre; Delírios; Suores frios; Náusea; Diarréia; Tremores; Depressão; Fraqueza; Crises de choro; Vertigens. 121 A boca de uma pessoa que fuma heroína Complicações físicas: n n n n n n O usuário apresenta surdez; Cegueira; Inflamação das válvulas cardíacas; Morte dos tecidos da veia(necrose)dificultando o viciado a encontrar uma veia que esteja em condições para injetar uma nova dose; O corpo fica desregulado e passa a produzir substancias em excesso como a noradrenalina, que acelera os batimentos cardíacos e a respiração; o estomago e o intestino ficam desregulados causando vômitos, diarréia e fortes dores abdominais. Uma das causas físicas do uso da heroína é a perca dos dentes Referencias n www.brasilescola.com www.infoescola.com/ http://veja.abril.uol.com.br/230200/p_076.html wikipedia.org/ Figura 20: Apresentação do seminário sobre “Morfina e heroína”, da turma 302.