Maria Fernanda da Silva de Carvalho
A ABORDAGEM DO TEMA DROGAS PSICOTRÓPICAS NO
ENSINO DE QUÍMICA
Canoas, 2009
2
Maria Fernanda da silva de carvalho
A ABORDAGEM DO TEMA DROGAS PSICOTRÓPICAS NO
ENSINO DE QUÍMICA
Trabalho
de
conclusão
apresentado para o curso de
licenciatura em química do
unilasalle – centro universitário
La salle, como exigência parcial
para a obtenção do grau de
licenciado em química, sob
orientação da professora Dr.
Marisa Tsao.
Canoas, 2009
3
DEDICATÓRIA
Dedico este trabalho em especial a minha
mãe e o meu irmão, pois sem o apoio deles eu
não conseguiria, chegar onde estou.
4
AGRADECIMENTOS
Agradeço a minha família pela compreensão da minha ausência e em
especial a minha mãe e o meu irmão pelo apoio concebido no período deste
curso.
Aos meus familiares que duvidaram da minha capacidade de concluir um
curso superior, isso só me fortaleceu.
À Deus, por me dar forças para enfrentar os desafios que a vida oferece
e por te me dado a oportunidade de fazer um curso superior.
Aos meus professores pelos ensinamentos que me passaram ao longo
da graduação.
As minhas orientadoras Profª Drª Maira Ferreira e Profª Drª Marisa Tsao
pelo apoio, paciência, ensinamento, orientação.
5
RESUMO
O presente trabalho trata de uma pesquisa e de uma experiência didática
desenvolvida junto à alunos da 3º serie do ensino médio, pertencentes a uma
escola publica da cidade de Canoas, em que se relacionou a Química Orgânica
com drogas psicotrópicas. A experiência envolveu atividades de pesquisa das
formulas estruturais das drogas psicotrópicas e de seus efeitos sobre o usuário
e para sociedade. Buscou se tratar esse assunto com uma abordagem
informativa sobre aspectos químicos das drogas psicotrópicas e sua interação
com o organismo.
Palavras chaves: drogas psicotrópicas, ensino de química, química orgânica,
PCNs.
ABSTRACT
This work is a search and a teaching experience developed with students of
the 3 series of high school, belonging to a public school in the city of Canoas,
which related to organic chemistry with drugs psychotropic. The experience
involved activities research of structural formulas of drugs substances and their
effects on the user and to society. We tried it that matter with an informative
aspects chemistry of psychotropic drugs and their interaction the body.
Key words: psychotropic drugs, teaching chemistry, organic chemistry, PCNs.
6
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO.............................................................................................07
2 REFERENCIAL TEÓRICO...........................................................................11
2.1
Parâmetros Curriculares Nacionais e a Contextualização no
Currículo Escolar.............................................................................................11
2.2
A Importância do Ensino de Química para a Formação da
Cidadania..........................................................................................................13
2.3
Tema Drogas e o Ensino de Química Orgânica.................................17
3 METODOLOGIA DO TRABALHO ..............................................................38
3.1
Público Alvo...........................................................................................38
3.2
Pesquisa com os Alunos......................................................................38
3.3
Formulação da Proposta de Ensino....................................................39
3.4
Aplicação de Proposta de Ensino.......................................................39
4 RESULTADO DA PESQUISA ...................................................................41
5 PROPOSTA DE ENSINO.............................................................................47
5.1
Atividades da Proposta de Ensino......................................................48
5.2
Resultados de Aplicação da Proposta de Ensino.............................57
5.3
Resultados da Pesquisa Desenvolvida com Alunos Após Aplicação
de Proposta......................................................................................................68
6 CONSIDERAÇÕES FINAIS.........................................................................72
REFERÊNCIAS.................................................................................................75
APÊNDICE A- Instrumento de Pesquisa........................................................78
APÊNDICE B- Polígrafo...................................................................................79
APÊNDICE C- Revista....................................................................................101
APÊNDICE D- Trabalhos Realizados Pelos Alunos....................................113
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1 INTRODUÇÃO
Segundo Vygostsky (2003), a interação social é de grande importância
para uma aprendizagem efetiva e, portanto, a construção do conhecimento na
sala de aula deve ser um processo de negociação entre professores e alunos.
No entanto, é necessário que o aluno se sinta atraído e envolvido pelas
atividades propostas pelos professores. Cabe ao professor criar e propor
diferentes estratégias didáticas, idealizando maneiras inovadoras, de modo que
desperte o interesse dos alunos pelos estudos.
Minha trajetória na área da educação teve inicio em 2006, quando
passei a desenvolver atividades docentes como professora de Química no
Ensino Médio na Escola Estadual de Ensino Básico Tereza Francescutti da
cidade de Canoas, Estado do Rio grande do sul. Embora tenha cultivado um
bom relacionamento com meus alunos, tenho observado, nesta minha ainda
curta experiência profissional, as dificuldades que os mesmos apresentam no
que diz respeito ao entendimento e o desenvolvimento das habilidades e
competências elementares dos conteúdos de química.
Muitas vezes me questiono se estou preparando meus alunos para o
desenvolvimento da cidadania com as aulas que ofereço, penso que se não
houver condições favoráveis, os estudantes não se tornarão aptos para tomar
decisões e agir diante de inúmeras e diversificadas situações do cotidiano.
Neste caso, meu trabalho terá sido inútil.
Embora tenham sido anunciado (pelos PCNs) mudanças e inovações
pedagógicas no ensino de Química como, por exemplo, a orientação para que
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se busque contextualizar os temas sociais associados à Química, muitos de
nós, Professores de Química, ensinamos esta disciplina de forma tradicional,
isto é, apresentando uma sequência de conteúdos que se repetem na maioria
dos livros didáticos, caracterizando um estudo fragmentado e distante do
cotidiano dos alunos, obrigando – os a memorizar fórmulas e conceitos, o que
gera desinteresse por parte desses alunos. Diante desse contexto, se faz
necessário discutir e refletir sobre os recursos pedagógicos que possam
oferecer suporte para o ensino, de modo que despertem um maior interesse
por parte dos alunos e que os mesmos possam entender melhor o mundo ao
seu redor.
A abordagem do cotidiano associado ao ensino de Química e à
Sociedade vem sendo utilizada numa tentativa de despertar o interesse dos
alunos por essa disciplina. Notícias em jornais e revistas podem levar a uma
discussão de temas interessantes no contexto escolar e promover o
esclarecimento de conceitos químicos que aparecem em situações cotidianas.
Embora existam temas gerais já propostos para o ensino de química no
ensino médio, a exemplo dos PCNs (Química e biosfera, Química e atmosfera,
Química e hidrosfera, Química e litosfera), recomenda-se que eles sejam
selecionados de acordo com as condições e os interesses dos sujeitos no
âmbito da comunidade escolar. Os contextuais organizadores de currículo da
escola podem ser identificados a partir de uma diversidade de temas locais ou
globais (BRASIL, 2007). Pode – se abordar, por exemplo, o tema “drogas
psicotrópicas”, já que o uso de drogas psicotrópicas, substâncias que atuam
sobre o sistema nervoso central (SNC) modificando o comportamento do
usuário, é apontado como um dos mais importantes problemas social e de
saúde publica no mundo. Alem disso, grande parte dos consumidores de
drogas são adolescentes, e a escola não pode se eximir da discussão de uma
temática tão importante.
Este trabalho tem como objetivo promover a integração de tópicos de
Química Orgânica com um assunto de grande repercussão na mídia: as drogas
psicotrópicas. Isso será feito a partir do levantamento do conhecimento dos
alunos sobre o assunto e através de uma proposta metodológica de ensino,
propiciando a compreensão de processos químicos no contexto social e o
9
desenvolvimento de atitudes e valores relacionados à cidadania. Acredita – se,
que tal proximidade, proporciona uma compreensão mais aprofundada e uma
avaliação mais criteriosa dos conteúdos pelos alunos, possibilitando relacionálos à sua vivência.
Tendo esta compreensão, pretendo desenvolver com alunos da 3º série
do Ensino médio, uma proposta de ensino a qual irei relacionar alguns tópicos
de Química Orgânica com o tema drogas psicotrópicas. Busquei tratar esse
assunto a partir de uma abordagem informativa sobre aspectos químicos das
drogas psicotrópicas e sua interação com o organismo.
Minha intenção foi desenvolver uma proposta de ensino como elemento
constitutivo de formação para a cidadania, consolidando o uso de ferramentas
do conhecimento químico no encaminhamento de soluções de problemas
sociais, para o desenvolvimento de valores e atitudes e de cuidados com a
saúde. O trabalho envolveu uma serie de atividades que incluíram pesquisas
sobre a composição químicas de drogas e os efeitos dessas substancias nos
usuários das drogas, discussão da química de algumas drogas e os seus
efeitos no organismo, finalizando com a socialização do trabalho para a escola.
Fez parte desse trabalho, o desenvolvimento de uma pesquisa na qual
analisei meu próprio fazer pedagógico como professora de Química. Essa
pesquisa foi feita em três etapas: na primeira etapa com a aplicação de um
questionário aos alunos para analisar os conhecimentos que os alunos têm
sobre o assunto drogas psicotrópicas e a relação que vêem entre esse tema e
os conteúdos, trabalhos de Química na escola. Já a segunda etapa, envolve
atividades de ensino que possibilite fazer uma analise do desenvolvimento do
ensino e aprendizagem dos alunos, e para finalizar, aplicação do mesmo
questionário da primeira etapa para comparar com os resultados das etapas
anteriores.
A estratégia pedagógica analisada ao longo desse trabalho tem como
objetivo verificar se a associação do tema “drogas psicotrópicas” aos
conteúdos de Química Orgânica ira melhorar a compreensão e a aprendizagem
dos alunos sobre os conceitos químicos.
As atividades didáticas sobre a composição química das drogas e seus
efeitos no organismo são mescladas por reportagens e por diferentes
10
atividades de ensino. Segundo Freire (2002), o trabalho educacional deve ser
direcionado com base na realidade e nas necessidades da comunidade
escolar. Sendo assim, os textos e as sugestões de atividades devem ser
apenas os pontos de partida para o professor elaborar outros textos e
atividades que abordem os mesmos aspectos e que sejam mais adequados à
sua comunidade, de modo a ampliar a compreensão do problema. Para a
realização deste trabalho fiz uma revisão bibliográfica em projetos de ensino
com este mesmo foco. Encontrei por exemplo, o trabalho de Silveira (2008)
sobre a abordagem do tema “Esteróides anabólicos – androgênicos no ensino
de Química Orgânica” e o trabalho de Benvegnú (2007) sobre a abordagem do
tema “drogas” no ensino de Química Orgânica.
O projeto de ensino de Silveira (2008) trata de uma proposta de ensino
em que se relacionou alguns tópicos de Química Orgânica com o uso de
esteróides anabólicos – androgênicos, drogas que, algumas vezes fazem parte
do mundo dos adolescentes que cursam o ensino médio. Já o projeto de
ensino de Benvegnú (2007), trata de uma pesquisa com professores e com
alunos do terceiro ano do ensino médio, na qual a autora buscou ver o que os
professores pensam sobre o papel da escola no tratamento do tema saúde, em
especial no que se refere à prevenção ao uso de drogas, e ver o que os alunos
teriam interesse em estudar em aulas de Química Orgânica, com relação ao
assunto drogas. Em ambos os trabalhos de conclusão, pode-se evidenciar a
aplicação de atividades metodológicas escolares que buscam contextualizar os
conteúdos de Química Orgânica com o tema drogas.
Ao citar esses dois trabalhos de conclusão, indico que o tema que
proponho estudar vem sendo discutido em trabalhos acadêmicos, uma vez que
o assunto não se esgota e sempre requer ações e proposições educativas.
O trabalho esta organizado em seis unidades: na primeira, apresento o
trabalho; na segunda, apresento o referencial teórico; na terceira, apresento a
metodologia do trabalho; na quarta, apresento a proposta de ensino; na quinta,
apresento as considerações finais e na sexta apresento as referências.
11
2 REFERENCIAL TEÓRICO
2.1 Parâmetros Curriculares Nacionais e a Contextualização no Currículo
Escolar
De acordo com a nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional
(lei 9394/96), uma função básica do Ensino Médio é completar a formação do
indivíduo para a vida social, enquanto cidadão. Essa lei vem conferir uma nova
identidade ao Ensino Médio, determinando que o mesmo faça parte da
educação básica, e estabelece em seu artigo 22: “A Educação básica tem por
finalidades desenvolver o educando, assegurar-lhe a formação comum
indispensável para o exercício da cidadania e fornecer-lhe meios para progredir
no trabalho e em estudos posteriores.”
A lei de diretrizes e bases da educação nacional propõe, no nível do
ensino médio, a formação geral, e destaca a necessidade da escola promover
o desenvolvimento de capacidade de pesquisar, buscar informações, analisálas e selecioná-las; a capacidade de aprender, criar, formular, em vez do
simples exercício de memorização; compreendida também como uma
importante etapa da vida para a maturidade intelectual. Vigotski (1997) defende
que é nesse período que se constitui a capacidade do pensamento conceitual,
ou seja, a plena capacidade para o pensamento abstrato ou a consciência do
abstrato ou a consciência do próprio conhecimento. Isso também é expresso
no PCNEM:
[...] mais amplamente integrado à vida comunitária, o
estudante da escola de nível médio já tem condições
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de compreender e desenvolver consciência mais plena
de suas responsabilidades e direitos, juntamente com o
aprendizado disciplinar [...] (BRASIL, 1999, p. 207)
Assim a função do ensino médio seria propiciar um aprendizado com
significado para o educando. Os conceitos e aspectos tecnológicos
desenvolvidos e trabalhados pela área das Ciências da natureza devem fazer
parte da formação geral do cidadão. Outro aspecto bastante valorizado nos
PCNs se refere à contextualização, sendo necessária para que os
conhecimentos, as habilidades e os valores desenvolvidos sirvam para uma
melhor atuação do cidadão na sociedade.
Os PCNs (BRASIL, 2008), destacam que a organização curricular
devera obedecer ao principio da flexibilidade e adequação à realidade escolar,
ou seja, o currículo deve ser organizado, conforme a realidade da comunidade
escolar, de tal forma que contribua para o desenvolvimento de valores na
formação para cidadania.
O principio da contextualização estabelecido nas Diretrizes curriculares
nacionais para o ensino médio (DCNEM) e referendado pelos parâmetros
curriculares nacionais para o ensino médio (PCNEM), é assumido por esses
documentos como tendo papel central na formação da cidadania, por
possibilitar a reflexão crítica e interativa sobre situações reais e existentes para
os estudantes. Alem dessa função, os documentos indicam que a
recontextualização pedagógica do conteúdo químico é também fundamental na
concretização dos conteúdos curriculares pela relação entre teoria e pratica.
Nesse sentido, os processos de construção do conhecimento escolar supõem a
inter – relação dinâmica de conceitos cotidianos químicos, de saberes teóricos
e práticos, não na perspectiva da conversão de um no outro, nem na
substituição de um pelo outro, mas, sim, do dialogo capaz de ajudar no
estabelecimento
de
relações
entre
conhecimentos.
Ainda,
sobre
a
contextualização do currículo, os documentos afirmam que poderá ser
constituída por meio da abordagem de temas sociais e situações reais de
forma dinamicamente articulada, que possibilite a discussão, transversalmente
aos conteúdos e aos conceitos de Química, de aspectos sóciocientificos
concorrentes a questões ambientais, econômicas, sociais, políticas, culturais e
éticas (BRASIL, 2008, p.118).
13
Segundo os parâmetros curriculares nacionais, os temas transversais,
éticas, meio ambientes, saúde, orientação sexual, trabalho e consumo, devem
ser incluídos nos currículos escolares, de forma que o professor possa priorizar
e contextualizar os conteúdos de acordo com as diferentes realidades da
comunidade escolar de cada escola.
Entre os temas transversais, apresentados pelo PCNs, o tema “saúde”
tem sido abordado na educação escolar e um dos enfoques possíveis são os
problemas referentes ao uso de drogas, sejam elas lícitas e ilícitas. Em aulas
de Química pode-se criar um espaço de debate em torno da temática,
buscando socializar informações sobre a composição química das drogas, seus
efeitos no organismo, e na vida social.
De acordo com PCNs, a escola deve ter cuidado ao tratar o tema
“drogas”, já que a abordagem deste tema com os adolescentes é sempre
delicada. Sendo assim, sugerem uma abordagem informativa, que não apenas
considere os aspectos químicos das drogas e de sua interação com o
organismo, mas também que promova discussão de questões psicológicas,
sociais e econômicas, implicadas, sendo desejável que os alunos elaborem
seus próprios critérios de seleção de conhecimento sobre o assunto, para
enfrentar o problema a partir do maior número possível de informações. A
abordagem desse tema deve levar o estudante a entender que o uso das
drogas psicotrópicas causa malefício para a saúde.
2.2 A Importância do Ensino de Química para a formação da Cidadania
Para os autores Pogge e Yager (1987), “o ensino de ciências deve
apresentar
informações
que
preparem
os
cidadãos
para
tratar
responsavelmente as questões sociais relativas às ciências”, estando às
relações de conhecimento produzidas na sala de aula intimamente ligadas aos
saberes empíricos assimilados no convívio social.
Nesse cenário o professor é o principal instrumento do processo de
ensino
e
aprendizagem,
atuando
como
mediador
entre
o
possível
conhecimento trazido pelo estudante e o conhecimento que a escola pretende
transmitir. Nesse processo de mediação, a linguagem vem sendo considerada
14
uma ferramenta cultural constitutiva do próprio sujeito. Segundo Santos (2000),
ressaltar a linguagem no ensino de ciências significa instaurar uma dinâmica
interativa em sala de aula em que os discursos dos alunos sejam
contemplados, para que esse possa incorporar os novos conceitos em estudo.
Nessa perspectiva, faz-se necessário que o professor explore os
conhecimentos trazidos pelos alunos e a partir desses, crie uma proposta de
ensino que possa relacionar estes conhecimentos aos conteúdos de ciências,
de modo que os alunos consigam transpor o conhecimento cientifico para o seu
cotidiano, preparando – se para o exercício consciente da cidadania.
Considerando que cidadania se refere à participação dos indivíduos na
sociedade, torna-se evidente que, para o cidadão efetivar sua participação
comunitária, é necessário que ele disponha de informações. Tais informações
são aquelas que estão diretamente vinculadas aos problemas sociais que
afetam o cidadão, os quais exigem um posicionamento quanto ao
encaminhamento de suas soluções. O conhecimento químico pode contribuir
para ampliar os conhecimentos dos estudantes de forma contextualizada.
Segundo Santos (1997), o ensino de Química deve ter um compromisso
com a formação da cidadania e deve estar centrado na inter-relação da
informação de conceitos químicos com o contexto social, de modo a indicar
que a participação dos indivíduos na sociedade esta além da compreensão do
mundo social.
E se tratando da Química, uma área de conhecimentos de natureza
abstrata, deve-se buscar abordá-la partindo do nível macroscópico indo para o
nível microscópico, em um ensino contextualizado que possibilite aos alunos
uma compreensão mais critica dos conhecimentos químicos e que lhes permita
um melhor entendimento da sociedade na qual estão inseridos.
Para os autores Schnetzler e Santos (1997), é necessário que os
cidadãos saibam a utilização das substâncias no seu dia-dia, bem como se
posicionem criticamente com relação aos efeitos ambientais referentes aos
investimentos nessa área, a fim de sentirem-se capazes de solucionar os
problemas sociais.
Para Newbold (1987), a química é a chave para a maior parte das
grandes preocupações das quais depende o futuro da humanidade, sejam elas:
15
energia, poluição, recursos naturais, saúde ou população. Entretanto, quantas
pessoas, entre o publico em geral, sabem um pouco que seja a respeito da
relevância da química para o bem estar humano? Infelizmente, muito poucas,
sendo essencial fazer com que o cidadão ao menos tome consciência de
algumas das enormes contribuições da Química à vida moderna. A qualidade
de vida que desfrutamos depende em larga escala dos benefícios advindos de
descobertas
químicas,
e
nós,
como
cidadãos,
somos
continuamente
requisitados pata tomar decisões em assuntos relacionados com a Química.
A partir dessas considerações, percebe-se que a Química no ensino
médio não pode ser ensinada de forma fragmentada, fugindo, assim, do
objetivo central da educação básica, que seria assegurar ao indivíduo a
formação que o possibilitará participar como cidadão na sociedade. Isso implica
um ensino contextualizado, no qual o foco deve ser o conhecimento químico,
mas, também, o preparo para o exercício consciente da cidadania.
Diante desse contexto, percebe-se que uma nova reforma educacional
no ensino de química vem aos poucos se impondo e está chegando à hora das
escolas de ensino médio assumir o compromisso com seu caráter formativo.
Ou seja, esta na hora do professor de Química deixar de lado a tão trabalhada
seqüência de conteúdos impostos pelos livros didáticos, que acaba
estimulando o aluno a decorar conceitos, formulas, regras e partir para um
ensino contextualizado.
Segundo Chassot (1995), “devemos ensinar Química para permitir que o
cidadão possa interagir melhor com o mundo”. Entretanto, grande parte das
escolas está muito distante do que o cidadão necessita conhecer para exercer
sua cidadania. Para Schnetzler (1980), o tratamento do conhecimento químico
nas escolas não relaciona a Química da escola com a química do cotidiano. Já
para Santos (1992), “os objetivos, os conteúdos e as estratégias do ensino de
Química atual estão dissociados das necessidades requeridas para um curso
voltado para a formação da cidadania.
Salienta-se, assim, a importância da contextualização e da abordagem
de temas sociais no ensino de Química, bem como, a necessidade de
organização do processo de ensino e aprendizagem centrada no aluno, cujo
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conhecimento
químico
é
mediado
por
uma
linguagem
socialmente
estabelecida.
Nesse sentido pode-se pensar em um ensino contextualizado a partir da
abordagem do tema “drogas psicotrópicas”, sendo esse um tema relevante de
ser trabalhado, já que nos últimos anos, o consumo de drogas psicotrópicas
vem crescendo entre os brasileiros, especialmente entre os jovens. Segundo
Laranjeira (2007), “o número de usuários de drogas cresce aproximadamente
10% ao ano”, e grande parte dos consumidores dessas substâncias são os
adolescentes, de modo que a escola não pode se eximir da discussão de uma
temática tão importante.
Muito se tem falado que a escola vem sendo usada para disseminação
do uso de drogas. Sabemos que as instituições de ensino são alvo do assédio
dos traficantes e repassadores de substâncias proibidas, pois a escola é um
dos espaços de encontros e interações entre jovens. Por isso, a escola tem um
papel decisivo na prevenção do consumo de drogas.
Para Kandel (2003), a escola é um poderoso agente de socialização da
criança e do adolescente, ressaltando-se certa mística e identidade do tipo de
educandário com o comportamento daqueles que o freqüentam. O ambiente
escolar, pode ter fortes instrumentos de promoção da auto-estima e do autodesenvolvimento, pode ser um fator fundamental na prevenção ao consumo de
drogas.
A família e a escola são ressaltadas como os dois estruturadores
básicas da identidade do jovem, sendo locais ideais para iniciar ações
preventivas. Programas educativos baseados no amedrontamento dos jovens
não se mostram efetivos, já os modelos de prevenção que envolve o
conhecimento científico, a capacitação de professores frente ao tema, a
educação para a saúde e o oferecimento de alternativas têm tido sucesso.
A escola tem um papel decisivo na prevenção do consumo de drogas,
mediante
a
promoção
do
crescimento,
do
desenvolvimento,
do
amadurecimento e da socialização dos jovens. Além disso, ela pode detectar
precocemente certos problemas emocionais dos jovens, ajudando-os a lidar
com eles. Essas considerações, entre outras, configuram a escola como um
17
dos instrumentos e espaço mais importantes ao nosso dispor para criar
programas e propostas preventivas.
Na área relacionada ao consumo de drogas psicotrópicas, o conceito de
prevenção tem sido alvo de modificações. Na atualidade, prefere-se falar em
Educação Preventiva ao invés de prevenção. E isto se deve às mudanças
históricas observadas no papel da escola com relação à vida das pessoas. A
escola não é mais vista como tendo um papel descritivo, mas sim, como um
papel questionador e debatedor dos grandes temas sociais. Sai de um papel
passivo e repassador de opiniões, para desempenhar um papel ativo e
dinâmico dos acontecimentos sociais.
Não se pode mais falar de prevenção ao abuso de drogas com uma
intervenção que não adote medidas que contemplem o desenvolvimento e a
formação dos indivíduos em suas relações sociais, medidas estas que sejam
capazes de intervir ao uso dessas substâncias. Daí porque ao falar-se em
educação preventiva, tem que se falar em valorização da vida, em saúde, em
direitos individuais e coletivos, em ecologia, em relações sociais, etc.
Segundo Vega (1994), se a escola funcionar como instituto educacional,
já estará fazendo prevenção, isto é, uma escola autenticamente educadora é
preventiva por si só. A qualidade do ensino e o aprimoramento contínuo e
progressivo do sistema educacional tendem a potencializar a aquisição de
valores, atitudes e condutas saudáveis, prevenindo a dependência do uso de
drogas.
Diante deste contexto, ressalta-se que o ensino de química deve
contribuir
para
ampliar
os
conhecimentos
dos
estudantes de
forma
contextualizada, que permita aos alunos compreender a composição química
das drogas, seus efeitos no organismo e o impacto social que o uso das drogas
causa.
2.3 Tema Drogas e o Ensino de Química Orgânica
Segundo Benvegnu (2007), é bastante pertinente abordar e relacionar o
tema saúde com a prevenção ao uso de drogas, sendo possível articular esse
assunto com os conteúdos de química, uma vez que a composição química
das drogas é origem orgânica.
18
Podemos
consideração
os
classificar
grupos
as
substâncias
funcionais
presentes
orgânicas
nas
levando
moléculas.
em
Essas
substâncias, geralmente, são constituídas por moléculas que apresentam
cadeias de átomos de carbono, as chamadas cadeias carbônicas, na maior
parte das vezes ligadas a outros grupos que, além do carbono e hidrogênio
podem conter átomos de oxigênio, nitrogênio, cloro, entre outros.
Nas substâncias formadas por moléculas não muito complexas, o grupo
funcional é que vai caracterizar o comportamento químico dessas substâncias.
Nas substâncias mais complexas, como a maioria das drogas, há geralmente
mais de um grupo funcional e o comportamento químico é definido não pela
presença desses grupos, mais também pela forma como eles se distribuem na
estrutura molecular e pelas relações que estabelecem com as substâncias
presentes no organismo.
As pesquisas científicas, feitas pela neurociência, têm evidenciado que
muitas drogas atuam por mimetização da ação de um neurotransmissor ou
medidor. Outras atuam bloqueando o neurorreceptor, impedindo assim a ação
do neurotransmissor específico sobre ele.
Os mais importantes neurotransmissores são os relacionados à seguir:
ü Norepinefrina: presente na vivacidade, na concentração nas emoções positivas
e na analgesia (supressão da dor). Em baixa dosagem, pode acarretar
depressão e falta de atenção; em alta dosagem, acarreta impulsividade e
ansiedade. As bolinhas e os remédios para emagrecer (anfetaminas) podem
camuflar os efeitos da norepinefrina.
ü Dopamina: encontrada em altos níveis no sistema límbico, é considerado a
molécula do prazer. Seu efeito principal é produzir euforia. Em excesso,
ocasiona comportamento psicótico, incluindo alucinações e paranóia. Sua falta
em área específica do cérebro (gânglios basais), leva ao mal de Parkinson. A
cocaína imita o efeito da dopamina.
ü Serotonina: está relacionada com as alterações de humor, com as compulsões
e outros comportamentos inadequados. Os alucinógenos, em geral, interagem
com os receptores de serotonina.
19
ü Acetilcolina: necessária á capacidade de aprendizado, á memória, ao humor e
ao sono. Observa-se perda desse mensageiro na doença de Alzheimer. A
nicotina imita a ação da acetilcolina.
ü Gaba (ácido gama aminobutírico): inibidor das células amplamente disponível
no cérebro. Em excesso pode levar ao mal de Parkinson. O álcool mimetiza os
efeitos da gaba.
Cada substância psicotrópica age no cérebro de uma maneira e são
utilizados pela humanidade com propósitos distintos.
Há várias maneiras possíveis de classificar as drogas psicotrópicas,
dependendo do enfoque a que propõem os pesquisadores ou interessados no
assunto.
Quanto a ação das drogas psicotrópicas sobre o sistema nervoso
central, elas podem ser classificadas como depressoras, estimulantes ou
perturbadoras.
Os
três
grupos
de
drogas
promovem
alterações
na
comunicação química, por meio da ativação ou desativação de certos
neurotransmissores, substâncias responsáveis pela transmissão de sinais
elétricos entre as diversas partes do sistema nervoso central. A diferença entre
os grupos relaciona-se ao tipo de efeito comportamental: as depressoras
diminuem a atividade cerebral, o que significa dizer que a pessoa que faz uso
desse tipo desse tipo de droga fica “desligada’ “devagar”, desinteressada. As
estimulantes aumentam a atividade cerebral, deixando o usuário “ligado”
“elétrico”. Finalmente, as perturbadoras agem modificando qualitativamente a
atividade cerebral, provocando no usuário delírios e alucinações, sendo por
isso, chamadas de alucinógenas.
Quanto ao status legal, as drogas psicotrópicas podem ser classificadas
como líticas ou ilícitas. As drogas lícitas possuem permissão do estado para
serem comercializadas e consumidas. As drogas lícitas não podem ser
consumidas e muito menos comercializadas, pelo menos com a anuência do
estado. Os critérios utilizados para determinar as drogas lícitas e elícitas são
valores sustentados por cada sociedade. Tais valores variam ao longo do
tempo e de nação para nação. Durante o século IX, o uso de aguardente era
proibido na china. Até hoje, as bebidas alcoólicas são proibidas nos países
islâmicos. O consumo de café no império russo (século XVIII) era punido com a
20
mutilação das orelhas. O uso do tabaco era punido com a amputação dos
membros na pérsia e na Turquia (XVII).
Esta divisão eminentemente cultural pode passar a idéia de que as
drogas lícitas são seguras, ao passo que as lícitas são perigosas. Na realidade,
o álcool e o tabaco são drogas lícitas, mais são as substâncias que levam seus
usuários á doença e a morte. Desse modo, não se trata de absorver, minimizar
ou condenar esta ou aquela substância. Todas trazem prejuízo e perigo
potenciais e devem ser sempre considerados, independentemente de serem
lícitas ou ilícitas. É importante notar que mesmo as drogas tidas como lícitas
sofrem controles por parte das nações. Algumas drogas são nocivas, mas com
indicação médica são vendidas com receitas especiais de forma controlada. Na
maior parte do país, o álcool não pode ser vendido para menores de 18 anos, e
não pode haver consumo dentro da escola ou do trabalho.
É possível notar que entre as drogas lícitas há aquelas que não
possuem utilidade médica, mas são consumidas livremente. É o caso do álcool
e do tabaco. Há outra que apesar de causarem dependência possuem
indicações médicas precisas e importantes. São os calmantes, os analgésicos
derivados do ópio e das anfetaminas. Mas há um último grupo, que não possui
indicações para uso de remédio, tampouco se destinam originalmente ao
consumo humano. Tratam-se dos inalantes. Esses compostos orgânicos,
presentes nas tintas acrílicas, sprays, corretores de tintas, combustíveis, colas,
solventes e removedores são causadores potencias de complicações agudas e
crônicas. Seus usuários são principalmente os jovens de classe menos
favorecidas. Essa é uma droga lícita que nos rodeia e precisamos estar atentos
ao mal que causa.
Quanto à origem, as psicotrópicas podem ser classificadas como
naturais semi-sintéticas e sintéticas. As drogas naturais são aquelas extraídas
de uma fonte exclusivamente natural, em geral de plantas. Alguns exemplos
são a cocaína, a maconha, a morfina, a mescalina e a psilocibina. As drogas
semi-naturais são obtidas em laboratório, a partir de uma matriz natural. A
droga semi-sintética mais conhecida é a heroína, obtida em laboratório, sem a
necessidade
de
precursores
naturais.
As
primeiras
drogas
sintéticas
psicotrópicas produzidas foram os barbitúricos e as anfetaminas. Há vários
21
ópios sintéticos em nosso meio, dentre os quais se destacam a meperidina e a
fentanila.
Outra maneira de classificar as drogas é considerar os grupos químicos
presente na estrutura molecular das substância.As drogas psicotrópicas, em
sua maioria, são alcalóides, bases orgânicas nitrogenadas também conhecidas
como aminas.já o álcool etílico é uma substâncias pertencente á função
orgânica alcoóis, que têm um grupo hidroxila (- OH ) ligado a cadeia carbônica.
Todas as drogas são, portanto, compostos orgânicos, ou seja, possuem
cadeias carbônicas. Vejamos alguns tipos de drogas e sua caracterização
química:
a) Bebidas Alcoólicas
O etanol, também conhecido como álcool etílico, é substância
pertencente á função orgânica álcool (apresenta uma hidroxila ligada á carbono
saturado). Está presente em diversas bebidas alcoólicas, cujo consumo está
tão disseminado em todo que dificilmente as pessoas consideram o álcool uma
droga.
H H
H–C–C–O–H
H H
Figura 1: Fórmula estrutural e modelo espacial do etanol
Fonte: Google, 2009
A pessoa que ingere bebidas alcoólicas de forma exagerada poderá,
com o passar do tempo, desenvolver dependência ao álcool, doença conhecida
como alcoolismo.
Segundo os autores Machado e Mortimer (2007), o alcoolismo é um dos
grandes problemas sociais enfrentados por organizações, governamentais e
não
governamentais,
em
todo
o
mundo,
pois
traz
consigo
graves
conseqüências econômicas e sociais para a família do dependente e para
sociedade. O álcool pode levar à dependência e provocar cirrose hepática, que,
em ultima analise, pode causar a morte.
Segundo as informações encontradas no site do CEBRID (Centro
Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas), A ingestão de álcool
22
provoca diversos efeitos, que aparecem em duas fases distintas: uma
estimulante e outra depressora. A ingestão do álcool, mesmo em pequenas
quantidades, diminui a coordenação motora e os reflexos, comprometendo a
capacidade de dirigir veículos ou operar outras máquinas. Pesquisas revelam
que grande parte dos acidentes é provocada por motoristas que haviam bebido
antes de dirigir.
Quadro- 1: Nível de álcool no sangue (g/l)
Quantidade
de Nível de álcool no Alterações
no
bebida alcoólica
sangue (g/l)
organismo
2 latas de cerveja 0,1 a 0,5
Mudança
na
2 taças de vinho
percepção
de
1 dose de Uísque
velocidade,
distância e limites
permitidos por lei
3 latas de cerveja 0,6 a 0,9
Estado de euforia
3 taças de vinho
com redução da
1,5
dose
de
atenção,
Uísque
julgamento
e
controle
5 latas de cerveja 1 a 1,4
Condução
5 taças de vinho
perigosa devido à
2,5 doses de
demora
de
Uísque
reação
e
à
alterações
dos
reflexos
7 latas de cerveja Acima de 1,5
Motorista
sofre
7 taças de vinho
confusão mental
3,5 doses de
e vertigens.
Uísque
Possibilidade de
acidente
Cresce o risco
Duplicada
É
seis
maior
vezes
Aumenta
vezes
25
Fonte:TIBA, 2007, p. 270.
O etanol é absorvido no estômago e intestino delgado. A sua presença
no sangue é detectado 5 minutos após ser ingestão da e a concentração
máxima no sangue é atingida 30 a 90 minutos após a ser ingerido. Beber água
facilita a absorção do álcool pelo organismo. Após entrar na corrente
sanguínea, o álcool é distribuído pelo sistema circulatório por todo organismo,
indo para diversos órgãos do corpo, para o fluido espinhal, urina e ar pulmonar,
em concentrações que mantêm uma relação constante com aquela do sangue.
Por isso, sua presença pode ser detectada por meio de bafômetros.
O etanol é eliminado após ter sido metabolizado no fígado, onde é
inicialmente oxidado a aldeído, o etanal. O etanal é então oxidado a ácido
23
acético e esse é finalmente oxidado a gás carbônico e água. Os produtos
parciais dessa oxidação, o aldeído e o ácido etanóico, produzem o hálito
desagradável e gosto ruim, característico dos sintomas do individuo com
“ressaca”.
O etanol libera uma grande quantidade de energia oxidada, isto é, as
calorias consumidas por meio de sua ingestão, se estiverem acima das
necessidades diárias, são convertidas em gordura, resultando, a longo prazo,
nos indesejáveis “pneus” na barriga. Em segundo lugar, o consumo excessivo
de etanol pode resultar em hipoglicemia para o indivíduo.
b) Tabaco
A nicotina é um alcalóide (bases orgânicas nitrogenadas também
conhecidas como aminas), líquido à temperatura ambiente. É incolor, inodoro e
oleoso; quando exposto ao ar ou a luz, adquire uma coloração marrom e um
odor característico do tabaco.
Figura 2: Fórmula estrutural da Nicotina.
Fonte: Google, 2009
O tabaco é uma planta cujo nome cientifico é Nicotina Tabacum, da qual
é extraída a nicotina. Os principais efeitos da nicotina no Sistema Nervoso
Central são: elevação do humor (estimulação) e diminuição do apetite. A
nicotina produz um pequeno aumento no batimento cardíaco, na pressão
arterial, na frequência respiratória e na atividade motora.
Quando uma pessoa fuma um cigarro, a nicotina é imediatamente
distribuída pelos tecidos. No sistema digestório, provoca diminuição da
contração do estomago, dificultando a digestão. Há ainda, aumento da
vasoconstrição e da forca dos batimentos cardíacos.
As fumaças do cigarro contem um número muito grande de substâncias
tóxicas ao organismo. Entre as principais, estão o benzopireno, o monóxido de
carbono e o alcatrão.
24
Segundo as informações encontradas no site do CEBRID (Centro
Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas), o uso intenso e
constante de cigarros aumenta a probabilidade de ocorrência de algumas
doenças como, por exemplo, pneumonia, câncer (pulmão, laringe, faringe,
esôfago, boca, estomago, etc.), infarto do miocárdio, bronquite crônica,
enfisema pulmonar, acidente vascular cerebral, úlcera digestiva etc. Entre
outros efeitos tóxicos provocados pela nicotina, podemos destacar ainda:
náuseas, dores abdominais, diarréia, vômitos, cefaléia, tontura, braquicardia e
franqueza.
Os fumantes não são os únicos expostos à fumaça do cigarro, pois os
não-fumantes também são agredidos pela fumaça, tornando-se fumantes
passivos.
Os poluentes do cigarro dispersam-se pelo ambiente, fazendo com que
os não-fumantes próximos ou distantes dos fumantes inalem também as
substancias tóxicas.
O hábito de fumar é muito freqüente na população. A associação do
cigarro com imagens de pessoas bem – sucedidas, jovens, esportistas é uma
constante nos meios de comunicação. Esse tipo de propaganda é um dos
principais fatores que estimulam o uso do cigarro. Por outro lado, os programas
de controle do tabagismo vêm recebendo um destaque cada vez maior em
diversos países, ganhando apoio de grande parte da população.
O Instituto Nacional de Câncer (INCA) é o órgão do Ministério da Saúde
responsável pelas ações de controle do tabagismo e prevenção primaria de
câncer no Brasil, por meio da Coordenação Nacional de Controle do
Tabagismo e Prevenção primaria de Câncer (Contapp).
c) Maconha
O principal componente da maconha é o THC. Na formula estrutural do
THC aparecem duas funções orgânicas: o éter (em que um átomo de oxigênio
encontra-se ligado a dois átomos de carbono) e o fenol (em que a hidroxila esta
ligada a hidrocarboneto aromático). Veja a seguir a formula estrutural do THC:
25
Figura 3: Fórmula estrutural e modelo espacial do THC
Fonte: Google, 2009.
A maconha é o nome dado aqui no Brasil a uma planta chamada
cientificamente de Cannabis sativa.
O THC (tetraidrocanabinol) é uma substancia química fabricada pela
própria maconha, sendo o principal responsável pelos efeitos desta. Assim,
dependendo da quantidade de THC presente (o que pode variar de acordo com
solo, clima, estação do ano, época de colheita, tempo decorrido entre a colheita
e o uso), a maconha pode ter potencia diferente, isto é, produzir mais ou
menos efeitos. Essa variação nos efeitos depende também da própria pessoa
que fuma a planta, pois todos sabem que as pessoas são diferentes, assim a
dose de maconha insuficiente para um pode produzir efeito nítido em outro e
até forte intoxicação em um terceiro.
Segundo as informações encontradas no site do CEBRID, os efeitos
psíquicos e físicos que a maconha produz sobre o homem são:
ü Os efeitos físicos agudos são muito poucos: os olhos ficam meio
avermelhados, a boca fica seca e o coração dispara, de 60 a 80 batimentos por
minuto, podendo chegar de 120 a 140 batimentos por minuto ou ate mesmo
mais (taquicardia).
ü Os efeitos psíquicos agudos dependerão da qualidade da maconha fumada e
da sensibilidade de quem fuma. Para uma parte das pessoas, os efeitos são
uma sensação de bem-estar acompanhada de calma e relaxamento, sentir-se
menos fatigado, vontade de rir (hilariedade). Para outras pessoas, os efeitos
são mais para o lado desagradável: sentem angustia, ficam aturdidas,
temerosas de perder o controle mental, trêmulas e suadas. É o que comumente
chamam de “má viagem” ou “bode”. Há ainda, evidente perturbação na
capacidade da pessoa em calcular tempo e espaço e um prejuízo de memória
e atenção. Assim, sob a ação da maconha, a pessoa erra grosseiramente na
discriminação do tempo e espaço, tendo a sensação de que se passaram
26
horas quando passam alguns minutos; um túnel com 10m de comprimento
pode parecer ter 50 ou 100m.
e) Benzodiazepínico
Todos os benzodiazepínicos possuem 2 anéis aromáticos e um
heterocíclico. Alguns benzodiazepínicos possuem um haleto orgânico ligado
em um dos anéis benzênicos. Veja a seguir a formula estrutural do diazepam,
um dos benzodiazepínicos mais conhecidos.
Figura 4: Fórmula estrutural e modelo espacial do diazepam
Fonte: Google, 2009.
Os benzodiazepínicos estão entre os medicamentos mais utilizados no
mundo todo, inclusive no Brasil. Atualmente existe mais de cem remédios em
nosso país à base de benzodiazepínicos. Estes têm nomes químicos que
terminam geralmente pelo sufixo pam.
Alguns exemplos de benzodiazepínicos: diazepam, bromazepam,
clobazam, clorazepam, estazolam, flurazepam, flunitrazepam, lorazepam,
nitrazepam, lexotam, clordizepóxido, etc.
Por
outro
lado,
essas
subst
substâncias
ncias
são
comercializadas
pelos
laboratórios farmacêuticos com diferentes nomes “fantasia”, existindo assim
dezenas de remédios com nomes diferentes: Noam, Valium, Calmociteno,
Dienpax, Psicosedin, Frontal, Frisium, Kiatri
Kiatrium, Lorax, Urbanil, Somaliumetc;
são apenas alguns dos nomes.
Todos os benzodiazepínicos são capazes de estimular os mecanismos
do cérebro que normalmente combatem estados de tensão e ansiedade.
Assim, quando, devido às tensões do dia
dia-a-dia ou por causas mais
ais seriam
determinadas áreas do cérebro funcionam exageradamente, resultando em
estado de ansiedade, os benzodiazepínicos exercem um efeito contrario, isto é,
inibem os mecanismos que estavam hiperfuncionantes, e a pessoa fica mais
tranqüila, como que desligada
ligada do meio ambiente e dos estímulos externos.
27
Segundo as informações encontradas no site do CEBRID, os ansiolíticos
produzem uma depressão da atividade do nosso cérebro que se caracteriza
por: diminuição de ansiedade; indução de sono; relaxamento muscular;
redução do estado de alerta.
É importante notar que os efeitos dos ansiolíticos benzodiazepínicos são
grandemente alimentados pelo álcool, e a mistura do álcool com essas drogas
pode levar ao estado de coma. Alem desses efeitos principais, os ansiolíticos
dificultam os processos de aprendizagem e memória, o que é evidentemente
bastante prejudicial para aqueles que habitualmente se utilizam dessas drogas.
Finalmente, é importante ainda lembrar que essas substâncias também
prejudicam em parte as funções psicomotoras, prejudicando atividades como
dirigir automóveis, aumentando a probabilidade de acidentes.
Os benzodiazepínicos são controlados pelo Ministério da Saúde, isto é,
a farmácia pode vendê-los somente mediante receita especial do medico, que
deve ser retirada para posterior controle, o que nem sempre acontece.
e) Anfetaminas
As anfetaminas são drogas estimulantes da atividade do sistema
nervoso central, isto é, fazem o cérebro trabalhar mais depressa, deixando as
pessoas mais “acesas”, “ligadas”, com menos sono, “elétricas” etc.
São chamadas de “rebite”, principalmente entre os motoristas que
precisam dirigir durante várias horas seguidas sem descanso, a fim de cumprir
prazos predeterminados. Também são conhecidas como “bola” por estudantes
que passam noites inteiras estudando, ou por pessoas que acostumam fazer
regimes de emagrecimento sem acompanhamento medico. Nos Estados
Unidos, há uma forma fumada em cachimbos, recebendo o nome de “ICE”
(gelo).
Outra
anfetamina,
metilenodioximetanfetamina
(MDMA),
também
conhecida pelo nome de “êxtase”, tem sido uma das drogas com maior
aceitação pela juventude inglesa e agora, também, apresenta um consumo
crescente nos Estados Unidos e no Brasil.
As anfetaminas são drogas sintéticas, que apresentam em sua molécula
um grupo beta-feniletilamina, pertencente à função orgânica amina. Existem
28
varias drogas sintéticas que pertencem ao grupo das anfetaminas, e como
cada uma delas pode ser comercializada sob a forma de remédio, por vários
laboratórios e com diferentes nomes comerciais, temos um grande número
desses medicamentos, conforme mostra a tabela a seguir. Vejamos alguns
medicamentos que contêm anfetaminas vendidas no Brasil:
Quadro- 2: Anfetaminas comercializadas no Brasil
Anfetamina
Nomes
comerciais,
vendidos
em
farmácias
Dietilpropiona ou Anfepramona
Dualid S; Hipofagim S; Inibex S;
Moderine
Fenproporex
Desobesil – M; Manzidol; Fagolipo;
Abstem-Plus
Metanfetamina
Pervitin*
Metilfenidato
Ritalina
Fonte: Dados obtidos do dicionário de especialidades farmacêuticas – DEF – 2002/2003.
*Retirado do mercado brasileiro, mas encontrado no Brasil graças à importação ilegal de
outros países sul-americanos.
As
anfetaminas
agem
de
maneira
ampla
afetando
vários
comportamentos do ser humano. A pessoa sob sua ação tem insônia (isto é,
fica com menos sono), inapetência (perde o apetite), sente-se cheia de energia
e fala mais rápido, ficando “ligada”.
Assim, o motorista que toma o “rebite” para não dormir, o estudante que
ingere “bola” para varar a noite estudando, um gordinho que as engole
regularmente para emagrecer ou, ainda, uma pessoa que se injeta com uma
ampola de Pervitin ou com comprimidos dissolvidos em água para ficar
“ligadão” ou ter um “baque”, estão na realidade tomando drogas anfetamínicas.
A pessoa que toma anfetaminas é capaz de executar uma atividade
qualquer por mais tempo, sentindo menos cansaço. Este só aparece horas
mais tarde, quando não há mais a droga no organismo; se uma nova dose for
ingerida as energias voltam, embora com menos intensidade. De qualquer
maneira, as anfetaminas fazem com que o organismo reaja acima de suas
capacidades, com esforços excessivos, o que logicamente é prejudicial à
saúde. E, o pior é que a pessoa ao parar de tomar anfetaminas, sente uma
grande falta de energia (astenia), ficando bastante deprimida, o que também é
29
prejudicial, pois não consegue realizar tarefas que normalmente fazia
anteriormente ao uso dessas drogas.
Segundo as informações encontradas no site do Centro Brasileiro de
Informações sobre Drogas Psicotrópicas (CEBRID), as anfetaminas não
exercem somente efeitos no cérebro. Assim, agem na pupila dos olhos
produzindo dilatação (midríase); esse efeito é prejudicial para os motoristas,
pois à noite ficam mais ofuscados pelos faróis dos carros em direção contrária.
Elas também causam aumento do numero de batimentos cardíacos do coração
(taquicardia) e da pressão sanguínea. Também pode haver sérios prejuízos à
saúde das pessoas que têm problemas cardíacos ou com a pressão arterial, e
que façam uso prolongado dessas drogas sem acompanhamento médico, ou
ainda que se utilizem doses excessivas.
Se uma pessoa exagera na dose (toma vários comprimidos de uma só
vez), todos os efeitos anteriormente descritos ficam mais acentuados e podem
surgir comportamentos diferentes do normal: agressividade, irritação e delírio
persecutório. Dependendo do excesso e da sensibilidade da pessoa, pode
ocorrer um verdadeiro estado de paranóia e ate alucinações. É a psicose
anfetamínica. Os sinais físicos ficam também muito evidentes: midríase
acentuada, pele pálida (devido à contração dos vasos sangüíneos) e
taquicardia. Essas intoxicações são graves, e a pessoa geralmente precisa ser
internada até a desintoxicação completa. Às vezes, durante a intoxicação, a
temperatura aumenta muito e isso é bastante perigoso, pois pode levar a
convulsões.
Finalmente, trabalhos recentes em animais de laboratório mostram que o
uso continuado de anfetaminas pode levar à degeneração de determinadas
células do cérebro. Esse achado indica a possibilidade de o uso crônico de
anfetaminas produzir lesões irreversíveis em pessoas que abusam dessas
drogas.
O consumo dessas drogas no Brasil chega a ser alarmante, tanto que
até a Organização das Nações Unidas vem alertando o Governo brasileiro a
respeito. Por exemplo, entre estudantes brasileiros do ensino fundamental e do
ensino médio das maiores capitais do País, 4,4% revelaram já ter
experimentado pelo menos uma vez na vida uma droga tipo anfetamina. O uso
30
freqüente (6 ou mais vezes no mês) foi relatado por 0,7% dos estudantes,
sendo mais comum entre as meninas. Outro dado preocupante diz respeito ao
total consumido no Brasil: em 1995 atingiu mais de 20 toneladas, o que
significa muitos milhões de
e doses.
f) Cocaína, crack e merla
A cocaína é um alcalóide tendo propriedades químicas semelhantes às
das aminas.
Figura 5: Fórmula estrutural da cocaína
Fonte: Google, 2009.
A
cocaína é
extraída
das folhas de uma
planta encontrada
exclusivamente na America do Sul, a Erythroxylon Coca, conhecida como coca
ou epadu, este último
ltimo nome dado pelos índios brasileiros
brasileiros.. A cocaína pode
chegar até o consumidor sob a forma de um sal, o cl
cloridrato
oridrato de cocaína, o “pó”,
“farinha”, “neve” ou “branquinha”, que é solúvel em água e serve para ser
aspirado (“cafungado”) ou dissolvido em água para uso intravenoso (“pelos
canos”, “baque”),, ou sob a forma de base, o crack, que é pouco solúvel em
água, mas que se volatizam quando aquecida e, portanto, é fumada em
“cachimbos”.
Também sob a forma base, a merla (mela, mel ou melado), um produto
ainda sem refino e muito contaminado com as substâ
substâncias
ncias utilizadas na
extração, é preparada de forma diferente do crack, mas também é fumada.
Enquanto o crack ganhou popularidade em São Paulo, Brasília foi a cidade
vitima da merla. De fato, pesquisas mostram que mais de 50 % dos usuários de
drogas da Capital
tal federal fazem uso de merla, e apenas 2% de crack.
Por apresentar aspecto de “pedra” no caso do crack e “pasta” no caso
da merla (não podendo ser transformado em pó fino), tanto o crack como a
merla não podem ser aspirados, como a cocaína (pó), e por não
o serem
solúveis em água também não podem ser injetados. Por outro lado, para
passar do estado sólido
lido ao de vapor quando aquecido, o crack necessita de
31
uma temperatura relativamente baixa (95º C), o mesmo ocorre com a merla, ao
passo que o “pó” necessita de 195º C; por esse motivo o crack e a merla
podem ser fumados e o “pó” não.
Tanto o crack como a merla também são derivados da cocaína, portanto,
todos os efeitos provocados no cérebro pela cocaína também ocorrem com o
crack e a merla. Porém, a via de uso dessas duas formas (via pulmonar, já que
ambos são fumados) faz toda a diferença em relação ao “pó”.
Assim que o crack e a merla são fumados, alcançam o pulmão, que é
um órgão intensivamente vascularizado e com grande superfície, levando a
uma absorção instantânea. Através do pulmão, cai quase imediatamente na
circulação, chegando rapidamente ao cérebro. Com isso, pela via pulmonar, o
crack e a merla “encurtam” o caminho para chegar ao cérebro, surgindo os
efeitos da cocaína muito mais rápido do que por outras vias. Em 10 a 15
segundos, os primeiros efeitos já ocorrem, enquanto os efeitos após cheirar o
“pó” surgem após 10 a 15 minutos, e após a injeção, em 3 a 5 minutos. Essa
característica faz do crack uma droga “poderosa” do ponto de vista do usuário,
já que o prazer acontece quase instantaneamente após uma “pipada” (fumada
no cachimbo).
Segundo as informações encontradas no site do CEBRID, os efeitos
provocados pela cocaína ocorrem por todas as vias (aspirada, inalada,
endovenosa). O crack e a merla podem produzir aumento das pupilas
(midríase), que prejudica a visão; é chamada “visão borrada”. Ainda pode
provocar dor peito, contrações musculares, convulsões e até coma. Mas é
sobre o sistema cardiovascular que os efeitos são mais intensos. A pressão
arterial pode elevar-se e o coração pode bater muito mais rapidamente
(taquicardia). Em casos extremos, chega a produzir parada cardíaca por
fibrilação ventricular. A morte também pode ocorrer devido à diminuição de
atividade de centros cerebrais que controlam a respiração.
O uso crônico da cocaína pode levar a degeneração irreversível dos
músculos esqueléticos, conhecida como rabdomiólise.
g) Alucinógenos
32
Como o próprio nome diz, são drogas geradoras de alucinações,
principalmente visuais, e alteração do pensamento e humor. Alucinações são
percepções visual, auditiva, gustativa, olfativa ou tátil de estímulos que
realmente não existem. Delírios são distúrbios de julgamento. Se uma pessoa
tem uma alucinação e julga que é real, ela esta delirante. Ilusão é a percepção
distorcida de um estimulo real. O que eles produzem é um quadro
psicodislépticos por distorcerem os processos mentais.
Os
efeitos
alucinógenos
são
resultantes
da
combinação
entre
alucinógenos e os receptores, principalmente de setorina, no cérebro. Os
alucinógenos eram usados em cerimônia e rituais ligados à religiosidade e à
transcedência espiritual, algo entre o divino e o sagrado, não era comum para
os “simples mortais”.
Os alucinógenos naturais extraídos de vegetais, existem há muito
tempo, e os sintéticos, desde o começo do século passado. Seu usado
disseminou muito na geração hippie. Atualmente, o cultivo posse e venda dos
alucinógenos são proibidos, e seu uso caiu muito.
Segundo as informações encontradas no site do CEBRID, os
alucinógenos mais comumente encontrados são:
ü Akiteno e Artene: remédio usado para doenças de Parkison.Seus efeitos
anticolinérgicos inibem a transmissão dos impulsos dos neurônios para células
musculares. Em grande quantidade pode provocar náuseas agitação, confusão
mental e alucinações.
ü Benflogin: remédio usado como antiinflamatório, contem cloridrato de
benzidamina, que em doses altas provoca alucinações.
ü Chá de lírio (atropina e escoplamina): produz delírios e alucinações por ser
anticolinérgico.
ü Cogumelos (Psilocibina): é o principal ativo encontrado nos cogumelos. Usado
sob forma de chás e até bolos, produzem efeitos menos intensos e menos
duradouros que o LSD. O risco é usar cogumelos venenosos.
ü LSD (ácido dietilamida lisérgico): alucinógeno sintético, ilegal, muito potente:
uma fração de gota pode provocar grandes “viagens”, com alucinações
principalmente visuais e táteis. Podem ser acompanhadas por ansiedade,
paranóia, sudorese intensiva, taquicardia e mudanças de comportamento,
33
como instabilidade de humor, etc. Os grandes riscos são os quadros psicóticos.
Das drogas sintéticas foi a mais usada at
até o surgimento do Ecstasy,
Ecstasy que
passou a ser muito mais utilizado.
Veja a seguir a fórmula molecular do LSD (acido dietilamida lisérgico).
Figura 6: Fórmula estrutural e modelo espacial do LSD
Fonte: Google, 2009.
ü Ecstasy: o princípio ativo do Ecstasy é Metilenodioxidometaanfetamina
(MDMA). Sua forma de consumo é por via oral, através da ingestão na forma
de um comprimido. Os usuários normalmente consomem o Ecstasy em
ambientes festivos, com bebidas alcoólicas, o que intensifica ainda mais os
seus efeitos e agrava os riscos de complic
complicações.
ações. Os principais efeitos do
Ecstasy são uma euforia e um bem
bem-estar
estar intensos, que chegam a durar 10h,
prorrogando por muito, a capacidade de um individuo participar de um evento
festivo sem descanso. A droga age no cérebro aumentando a concentração de
duas
uas substancias: a dopamina, que alivia as dores, e a serotonina, que esta
ligada a sensações amorosas
amorosas. Por isso, a pessoa sob efeito de Ecstasy fica
muito sociável, com uma vontade incontrolável de conversar e até de ter
contato físico com as pessoas. O Ecstasy tem a capacidade de provocar
também alucinações visuais em pessoas suscetíveis.
Veja a seguir a fórmula molecular do Ecstasy (MDMA).
Figura 7: Fórmula estrutural do MDMA
Fonte: Google, 2009.
h) Derivados do Ópio
34
Muitas substâncias com grande atividade farmacológica podem ser
extraídas
de
uma
planta
chamada
Papaver
Somniferum,
conhecida
popularmente com o nome de “Papoula do Oriente”. Ao fazer cortes na cápsula
da papoula, quando ainda verde, obtém-se um suco leitoso, o ópio (a palavra
ópio em grego quer dizer “suco”).
Quando seco, esse suco passa a se chamar pó de ópio. Nele existem
varias substâncias com grande atividade. A mais conhecida é a morfina,
palavra que vem do deus da mitologia grega Morfeu, o deus dos sonhos.
Pelo próprio segundo nome da planta somniferum, de sono, e do nome
morfina, de sonho, já da para fazer uma idéia da ação do ópio e da morfina no
homem:são depressores do sistema nervoso central, isto é, fazem o cérebro
funcionar mais devagar. Mas o ópio ainda contém substâncias, sendo a
codeína também bastante conhecida. A heroína é uma substancia obtida
sinteticamente a partir da morfina, por uma reação de esterificação (reação
entre álcool e acido carboxílico, produzindo ésteres), e é mais potente que a
morfina, pois penetra no cérebro, onde se transforma na morfina. Os grupos
funcionais amina e éter, presente na molécula da morfina, se mantêm na
molécula da heroína.
Veja a seguir a formula estrutural da morfina e da heroína, respectivamente:
Figura 8: Fórmula estrutural da morfina e da heroína
Fonte: Google, 2009.
Existem várias substâncias sintéticas com ação semelhantes à dos
opiáceos: a meperidina, a oxicodona, o propoxifeno e a metadona são alguns
exemplos. Essas substâncias totalmente sintéticas são chamadas de opióides
(isto é, semelhantes aos opiáces). Todas são colocadas em comprimidos ou
ampolas, tornando-se, então, medicamentos. Como por exemplo, o Tylex, as
pastilhas Veabon e Warton, o Benzotiol, o Alfagan, o Femidol, o Doloxene A, o
Previum Compositum, o Fentanil, o Metadon, o Inoval, entre outros.
35
Segundo informações encontradas no site do CEBRID, todas as drogas
tipo opiáceo ou opióide têm basicamente os mesmos efeitos no sistema
nervoso central: diminuem sua atividade. As diferenças ocorrem mais em
sentido quantitativo, isto é, são mais ou menos eficientes em produzir os
mesmos efeitos; tudo fica, então, sendo principalmente uma questão de dose.
Assim, temos que todas essas drogas produzem analgesia e hipnose
(aumentam o sono), daí receberam também o nome de narcóticos. Para
algumas drogas a dose necessária para esse efeito é pequena, ou seja, são
bastante potentes, como por exemplo, a morfina e a heroína.
Algumas drogas podem ter, ainda, ação mais específica, por exemplo,
de deprimir os acessos de tosse. É por essa razão que a codeína é tão usada
como antitussígeno, ou seja, é muito boa para diminuir a tosse. Outras
apresentam a característica de levar a uma dependência mais facilmente; daí
serem muito perigosas, como é o caso da heroína.
Felizmente, são pouquíssimos os casos de dependência dessas drogas
no Brasil, principalmente quando comparado com o problema em outros
países. Entretanto, nada garante que essa situação não poderá modificar-se no
futuro.
i) Inalantes e Solventes
A palavra solvente significa substância capaz de dissolver coisas, e
inalante é toda substância que pode ser inalada, isto é, introduzida no
organismo através da aspiração pelo nariz ou pela boca. Em geral, todo
solvente é uma substância altamente volátil, ou seja, evapora-se muito
facilmente, por esse motivo pode ser facilmente inalado. Outra característica
dos solventes ou inalantes é que muitos deles (mas não todos) são inflamáveis,
quer dizer, pegam fogo facilmente.
Um número enorme de produtos comerciais, como esmaltes, colas,
tintas, tíneres, propelentes, gasolina, removedores, vernizes etc., contém esses
solventes. Eles podem ser aspirados tanto involuntária (por exemplo,
trabalhadores de indústrias de sapatos ou de oficinas de pintura, o dia inteiro
expostos ao ar contaminado por essas substâncias) quanto voluntariamente
(por exemplo, a criança de rua que cheira cola de sapateiro, o menino que
36
cheira em casa acetona ou esmalte, ou o estudante que cheira o corretivo
Carbex, etc.).
A maioria desses solventes ou inalantes são substâncias pertencentes a
um grupo químico chamado de hidrocarbonetos, como o tolueno, xilol, hexano,
etc. Para exemplificar, eis a composição de algumas colas de sapateiro
vendidas no Brasil:
ü Cascola – mistura de tolueno + hexano;
ü Patex Extra – mistura de tolueno com acetato de etila e aguarrás mineral;
ü Brascoplast– tolueno com acetato de etila e solvente para borracha.
Um produto muito conhecido no Brasil é o “cheirinho” ou “loló”, também
conhecido como “cheirinho da loló”. Trata-se de um preparado clandestino (isto
é, fabricado não por um estabelecimento legal, mas, sim, por pessoas do
submundo), à base de clorofórmio mais éter, utilizado somente para fins de
abuso. Mas já se sabe que, quando esses “fabricantes” não encontram uma
daquelas duas substâncias, eles misturam qualquer outra coisa em
substituição.
Ainda, é importante chamar a atenção para o lança-perfume. Esse nome
designa inicialmente aquele líquido que vem em tubos e que se usa no
Carnaval. À base de cloreto de etila ou cloretila, é proibida sua fabricação no
Brasil e só aparece nas ocasiões de Carnaval, contrabandeada de outros
países sul-americanos. Mas cada vez mais o nome lança-perfume é também
utilizado para designar o “cheirinho da loló” (os meninos de rua de várias
capitais brasileiras já usam estes dois nomes – cheirinho e lança – para
designar a mistura de clorofórmio e éter).
Segundo informações encontradas no site do CEBRID, o início dos
efeitos, após a aspiração, é bastante rápido – de segundos a minutos no
máximo – e em 15 a 40 minutos já desaparecem; assim, o usuário repete as
aspirações várias vezes para que as sensações durem mais tempo. De acordo
com o aparecimento dos efeitos, após inalação de solventes, pode-se
classificá-los em quatro fases:
ü Primeira fase: a pessoa fica eufórica, aparentemente excitada, sentindo
tonturas e tendo perturbações auditivas e visuais. Essas podem ser
37
acompanhadas de náuseas, espirros, tosse, muita salivação e as faces podem
ficar avermelhadas.
ü Segunda fase: depressão, a pessoa fica confusa, desorientada, com a voz
meio pastosa, visão embaçada, perda do autocontrole, dor de cabeça, palidez,
ela começa a “ver ou a ouvir coisas”.
ü Terceira fase: a depressão profunda, com redução acentuada do estado de
alerta, falta de coordenação ocular (a pessoa não consegue mais fixar os olhos
nos objetos), falta de coordenação motora com marcha vacilante, fala
“engrolada”, reflexos deprimidos, podendo ocorrer processos alucinatórios
evidentes.
ü Quarta fase: depressão tardia, que pode chegar à inconsciência, queda da
pressão, sonhos estranhos, podendo ainda a pessoa apresentar surtos de
convulsões (“ataques”). Essa fase ocorre com freqüência entre aqueles
cheiradores que usam saco plástico e, após um certo tempo, já não
conseguem afastá-lo do nariz e, assim,a intoxicação torna-se muito perigosa,
podendo mesmo levar ao coma e à morte.
38
3 METODOLOGIA DO TRABALHO
3.1 Público Alvo
Considerando que o tema “drogas” pode ser abordado no Ensino Médio
e buscando relacionar Química com o cotidiano, foi desenvolvida uma proposta
de ensino em duas turmas da terceira série do Ensino Médio do turno da
manhã, do Colégio Estadual Tereza Francescutti, situado na Avenida Rio
Grande do Sul, em Canoas- RS. As turmas eram formadas, em média por 30
alunos, numa faixa etária entre 16 e 19 anos, e com certo equilíbrio quantitativo
entre meninos e meninas. A escolha das turmas deve-se ao fato, do conteúdo
abordado nesta proposta constar no plano de estudos da terceira série do
ensino médio.
3.2 Pesquisas Com os Alunos
O trabalho de investigação foi realizado em três etapas: na primeira
etapa foi aplicado aos respectivos alunos da terceira série do Ensino Médio um
questionário (apêndice A), com objetivo de saber quais são os conhecimentos
que os alunos têm sobre o assunto drogas psicotrópicas e a relação que vêem
entre esse tema com a química; na segunda etapa foram realizadas atividades
que possibilitassem fazer uma análise do desenvolvimento do ensino e
aprendizagem dos alunos, e para finalizar houve a aplicação do mesmo
questionário da primeira etapa, comparando com os resultados da primeira e
da segunda etapa, com o objetivo de avaliar se houve associação do tema
39
drogas psicotrópicas com a Química Orgânica e se isso implicou um maior
interesse pelos conteúdos de Química, o que, espera-se, venha facilitar o
processo de ensino e aprendizagem da Química Orgânica no Ensino Médio.
3.3 Formulação da Proposta de Ensino
A metodologia do trabalho adotada envolve, essencialmente, pesquisa
em livros, revistas, internet, etc, sobre conteúdos que relacionam as drogas
psicotrópicas com a Química Orgânica.
Para um melhor aproveitamento das aulas expositivas confeccionei um
polígrafo (apêndice B) com os seguintes conteúdos: estrutura do carbono, os
tipos de ligações do carbono, as classificações do carbono e das cadeias
carbônicas, principais funções orgânicas (hidrocarbonetos, alcoóis, aldeídos,
cetonas, ácido carboxílicos, aminas, amidas e haletos orgânicos) algumas
reações químicas, iniciando cada conteúdo a partir de textos informativos sobre
os efeitos das drogas psicotrópicas (cigarro, bebidas alcoólicas, maconha,
derivados do ópio, anfetaminas, benzodiazepínicos e os derivados da cocaína).
Para confecção do polígrafo foi necessário uma pesquisa na internet, em
jornais, revistas, livros didáticos de Ensino Médio e Ensino Superior e em livros
da área da saúde sobres os efeitos das drogas psicotrópicas na sociedade e no
corpo humano. Nessa pesquisa, fiz um levantamento da fórmula estrutural e
das reações envolvidas na produção e combustão das respectivas drogas
psicotrópicas, com a finalidade de trabalhar os conceitos de Química Orgânica
envolvidos, como estrutura do carbono, os tipos de ligações do carbono, as
classificações do carbono e das cadeias carbônicas, algumas funções
orgânicas e algumas reações orgânicas. Fiz também, uma pesquisa na internet
buscando imagens que representem a fórmula estrutural das respectivas
drogas psicotrópicas.
3.4 Aplicação de Proposta de Ensino
Foram ministradas aulas teóricas expositivas com auxílio de um
polígrafo confeccionado pela professora, composto por textos informativos
40
sobre a composição e caracterização das drogas psicotrópicas, que pudessem
ser relacionadas aos conteúdos de Química Orgânica abordados. O período de
execução da proposta foi de oito semanas ou dezesseis aulas.
Também foram realizadas pesquisas em livros, revistas, internet, etc,
sendo cada turma dividida em cinco grupos e ficando cada grupo responsável
para pesquisar um tema, sorteado pela professora. Os temas abordados foram:
“Alimentação e o uso de anfetaminas”, “Álcool, tabaco, maconha e cocaína”,
“Morfina
e
heroína”,
“Crack
e
ecstasy”,
Antidepressivos
(Diazepam,
clonozapam). Com auxílio da professora os alunos elaboraram atividades para
apresentação em seminário. Para o fechamento desta atividade será realizado
a produção, pelas duas respectivas turmas envolvidas na proposta, de uma
revista coletiva tratando do tema.
O período total de execução da proposta foi de quatro semanas para as
aulas expositivas, uma semana para elaboração das atividades, duas semanas
para apresentação do seminário e uma semana para produção da revista,
totalizando dezesseis aulas.
41
4 RESULTADOS DA PESQUISA DESENVOLVIDA COM OS ALUNOS DO
ENSINO MÉDIO
a) Quando perguntados sobre os conhecimentos que teriam em relação às
substâncias psicotrópicas, responderam:
Ø Afeta o SNC (25%)
Ø Estimula e deprime (15%)
Ø Deixaram em branco (60%)
b) Ao serem solicitados a indicar substâncias psicotrópicas, indicaram* :
Ø Café (65 %)
Ø Heroína (65 %)
Ø Cocaína (65 %)
Ø Maconha (35 %)
Ø Cigarro (35 %)
Ø Morfina (35 %)
Ø LSD (35 %)
Ø Remédios para emagrecer (35 %)
Ø Remédios antidepressivos (35 %)
Ø Coca-cola (35 %)
Ø Anabolizantes (35 %)
*Nesta questão o total de respostas ultrapassa 100% porque os alunos poderiam ter mais de
uma resposta.
c) Ao serem questionados sobre qual seria a composição das drogas
psicotrópicas mais comuns, responderam:
Ø Cafeína e álcool (15%)
Ø Alucinações e depressões (5%)
42
Ø Deixaram em branco (80%)
d) Quando perguntados sobre se sabiam qual a relação entre drogas
psicotrópicas e a química, responderam:
Ø Sim, existe é a composição (22%)
Ø A química estuda a composição (20%)
Ø São produtos, substâncias (18%)
Ø Os dois tipos viciam (20%)
Ø Não sei (20 %)
e) Quando perguntados se a disciplina de Química poderia abordar o tema
drogas, responderam:
Ø Sim (37%)
Ø Não sei (63%)
f) Quando perguntados sobre como explicariam com termos científicos o que são
drogas psicotrópicas, responderam:
Ø Afetam o SNC (22%)
Ø Deixam dependentes e viciados (39%)
Ø Não sei (39%)
g) Com relação ao texto “Como as células nervosas não se tocam, as
informações são conduzidas entre elas por mensageiros químicos, os
neurotransmissores. As drogas, em geral, têm estaturas semelhantes a esses
mensageiros podendo imitar ou impedir sua ação”, foram questionados sobre o
significado do termo “tipo de estrutura semelhante”, responderam:
Ø Estruturas da cabeça (16%)
Ø Não sei (84%)
h) Quando questionados sobre os comportamentos de risco gerados pelo o uso
de substâncias psicotrópicas e sobre quais seriam as consequências dessas
ações, responderam:
Ø Leva a dependência, violência, vício, agressão (60%)
43
Ø Não sei (40%)
i) Quando questionados sobre quais órgãos são afetados pelo uso de bebidas
alcoólicas, responderam:
Ø Fígado (75%)
Ø Rins (15%)
Ø Pâncreas e estômago (10%)
j) Quando questionados sobre quais órgãos são afetados pelo cigarro,
responderam:
Ø Pulmões (68%)
Ø Boca (10%)
Ø Garganta (10%)
Ø Cérebro (12%)
k) Quando perguntado sobre as substâncias presentes na combustão do cigarro,
responderam:
Ø Milhares de substâncias (10%)
Ø Veneno para rato, formol, nicotina (35%)
Ø Carbono (5%)
Ø Tabaco (5%)
Ø Não sei (45%)
l) Com relação às bebidas alcoólicas de modo geral, foi questionado a diferença
entre elas, através da seguinte questão: qual delas apresentam maior teor
alcoólico, responderam:
Ø Fermentada e destilada, destiladas apresentam maior teor alcoólico (23%)
Ø Uísque e Vodka (13%)
Ø Não sei (63%)
m) Ao serem questionados sobre o significado do termo alcalóides, responderam:
Ø Alcoóis (25%)
Ø Alcalinos, portanto, se comportam como ácido na maioria das reações (45%)
Ø Não sei (30%)
44
n) Quando questionados sobre o que são anfetaminas, responderam:
Ø São drogas estimulantes (12%)
Ø São drogas sintéticas, fabricadas em laboratório
Ø Servem para emagrecer, são anabolizantes (13%)
Ø Não sei (70%)
o) Quando questionados sobre o que são benzodiazepínicos, responderam:
Ø Não sei (100%)
p) Quando questionados se os remédios são considerados drogas, responderam:
Ø Sim, antidepressivos, remédios para dormir, morfina (27%)
Ø Não sei (73%)
q) Ao serem questionados sobre a diferença das drogas lícitas e ilícitas,
responderam:
Ø Lícitas são drogas legais e ilícitas são drogas ilegais (40%)
Ø Lícitas podem ser comercializadas, ilícitas não (10%)
Ø Não sei (50%)
Após o levantamento e análise dos dados referentes à pesquisa com os
alunos, percebi que eles têm opiniões equivocadas a respeito das substâncias
psicotrópicas. Com relação à composição das drogas psicotrópicas 58%
desconhecem a natureza química das drogas e 22% responderam “sim, existe
é a composição”. Respostas deste tipo afirmam a natureza química das drogas,
mas não mostram um mínimo de relação entre conceitos químicos, sugerem
que os estudantes podem estar empregando o termo químico em sentido
espontâneo, do modo que muitas vezes é veiculado na mídia: a química como
atividade poluidora, adulteradora e, neste caso, causadora de doenças.
Quando perguntados se a disciplina de Química poderia abordar o tema
drogas, 63% responderam “não sei” e 37% responderam “sim”, tais respostas
salientam a hipótese citada anteriormente, que os estudantes podem estar
45
empregando o termo “química” em sentido espontâneo, ou seja, referem-se ao
termo “química” como é comumente empregado pelo mídia.
Vale registrar que os alunos que participaram desse projeto não
estudaram o sistema nervoso central, conteúdo previsto no programa de
Biologia, por que houve mudança no planejamento desta disciplina. Portanto,
esses estudantes não sabiam como explicar o que são drogas psicotrópicas,
apenas citaram alguns dos efeitos das drogas. Por isso, não conseguiram
estabelecer relação com a estrutura química das drogas psicotrópicas e o
sistema nervoso central. Na verdade ninguém entendeu o significado do termo
“tipo de estrutura semelhante” citado no texto de Tiba “Como as células
nervosas não se tocam, as informações são conduzidas entre elas por
mensageiros químicos, os neurotransmissores. As drogas, em geral, têm
estruturas semelhantes a esses mensageiros podendo imitar ou impedir sua
ação”. Os estudantes não souberam indicar que as drogas com ação no SNC
possuem uma estrutura química semelhante à de um neurotransmissor.
Os alunos não demonstraram conhecimento detalhado acerca dos riscos
toxicológicos
envolvidos
no
uso
dessas
e
de
outras
drogas.
Tal
desconhecimento é um indicador da necessidade desses jovens entenderem
como agem as substâncias psicotrópicas no organismo humano, sejam elas
consumidas de forma isolada ou combinada.
Quando perguntados sobre as substâncias presentes na combustão do
cigarro, os alunos não conseguiram distinguir as substâncias presentes na
combustão do cigarro dos ingredientes do cigarro.
Em relação ao processo de obtenção das diferentes bebidas alcoólicas,
pode-se constatar que os alunos sabem diferenciar bebidas destiladas das
bebidas fermentadas e identificam as bebidas destiladas como as que
possuem maior teor alcoólico.
Ao serem questionados sobre o significado do termo alcalóide, os alunos
não souberam responder que o termo alcalóide refere-se a substâncias
alcalinas e, portanto, se comportam como base na maioria das reações ácidobase.
Os alunos não sabiam o que são anfetaminas e benzodiazepínicos, 13%
responderam, equivocadamente, que os anabolizantes são anfetaminas.
46
A maioria dos alunos 73% desconheciam o fato que os medicamentos
são substâncias que quando não são administradas em doses corretas, e sem
prescrição médica, podem agir no organismo como potentes drogas
prejudicando o funcionamento do metabolismo natural do ser humano. Fica
nítido que há falta de conhecimento de que os medicamentos, que afetam o
sistema nervoso central, são considerados drogas psicotrópicas como, por
exemplo, as anfetaminas e os benzodiazepínicos.
Ao tratar sobre drogas lícitas e ilícitas, 40% dos alunos afirmaram que
drogas lícitas são drogas legais e as drogas ilícitas são ilegais, 10% dos alunos
afirmaram que drogas lícitas podem ser comercializadas e as drogas ilícitas
não podem e 50% dos alunos não sabiam o que são drogas lícitas e ilícitas.
Diante desse contexto, pode se afirmar que o tema drogas psicotrópicas
deve ser tratado na educação escolar, em diferentes disciplinas. No caso da
disciplina de Química, pode-se abordar o tema drogas psicotrópicas
contextualizando-o com conteúdos de Química Orgânica, sendo necessário
promover, através dessa contextualização, a aquisição do conhecimento
científico, para que os alunos possam reelaborar seu conhecimento cotidiano e
assim exercerem melhor a sua cidadania.
47
5 PROPOSTA DE ENSINO
Visando uma abordagem metodológica potencialmente aplicável ao
processo de ensino e aprendizagem no Ensino Médio, desenvolvi uma
proposta de ensino, associando o tema drogas psicotrópicas a alguns tópicos
de Química Orgânica tais como a classificação de cadeias carbônicas, as
funções orgânicas, as reações orgânicas, assuntos esses que podem ser
abordados a partir do tema drogas.
A perspectiva da abordagem temática contida nesta proposta vai além
da mera motivação ou informação. O fundamental desta proposta é levar o
jovem a entender as implicações sociais da Química em sua vida e
desenvolver valores e atitudes para uma ação social responsável, priorizando a
pesquisa feita pelos alunos sobre as fórmulas das drogas, relacionando-as com
alguns tópicos de Química Orgânica.
A proposta aqui apresentada se contrapõe a ênfase na memorização de
informações, nomes, fórmulas e conhecimento fragmentado desligada da
realidade do aluno. Ao contrário disso, pretende-se que o aluno reconheça e
compreenda, de forma significativa, as transformações químicas que ocorrem
nos processos sociais, naturais e tecnológicos em diferentes contextos.
Esta proposta esta organizada em três unidades: na primeira unidade, o
estudo será sobre: o átomo do carbono, os tipos de ligações do carbono e as
classificações de cadeias carbônicas (polígrafo no apêndice B); na segunda
unidade, serão estudadas as principais funções orgânicas e a classificação das
drogas psicotrópicas quanto ao grupo funcional presente em sua estrutura
molecular; na terceira unidade, serão trabalhadas algumas reações químicas
48
envolvidas no processo de obtenção e na combustão de algumas drogas,
relacionando-as com os efeitos nocivos ao ser humano.
5. 1 Atividades da Proposta de Ensino
Atividade 1
a) Construir uma tabela relacionando as drogas psicotrópicas com os
efeitos que elas provocam na atividade do Sistema Nervoso Central
(SNC): depressão, estímulo e/ ou perturbação. (no mínimo 6 tipos de
drogas psicotrópicas)
b) Quais comportamentos de riscos são gerados a partir do uso das
substâncias psicotrópicas? E quais as conseqüências dessas reações?
c) Procurar o significado para os termos: dependências químicas,
tolerâncias às drogas, síndrome de abstinência.
d) Pesquise a fórmula das drogas psicotrópicas citadas no item 1 e
classifique a cadeia carbônica, determine sua fórmula molecular e a
hibridação dos átomos carbono que apresentam ligações com os
átomos de oxigênio e os átomos de nitrogênios presentes na estrutura
dessas drogas.
Quadro– 3: Texto sobre os hidrocarbonetos aromáticos e a ocorrência de
câncer de pulmão entre os fumantes
Associação entre o hábito de fumar e o câncer de pulmão é conhecida
há décadas. Algumas estatísticas apontam que o tabagismo está associado a
90% dos casos de câncer de pulmão; 80% dos casos de enfisema pulmonar;
40% de bronquites crônicas e derrame cerebral; e 25% dos casos de enfarto
miocárdio. Os cientistas, no entanto, geralmente afirmam que nenhum tipo de
câncer pode ser inteiramente atribuído a uma causa ou evento único. Em geral,
o câncer é resultado de ocorrência ao acaso de vários incidentes numa célula,
que são independentes mas têm efeitos acumulativos.
Existem, contudo, alguns agentes cancerígeno que aumentam a
probabilidade da ocorrência de eventos críticos de tal forma que se pode
praticamente ter certeza de que a exposição a uma dosagem suficientemente
alta desse agente irá transformar, pelo menos, uma célula normal do corpo em
célula tumoral.
O benzopireno é um composto cancerígeno liberado na combustão da
hulha e do tabaco, substância encontrada na fumaça do cigarro. Acredita-se
que esta substância pode relacionar o hábito de fumar com o câncer de
pulmão.
49
O benzopireno é um exemplo de hidrocarboneto aromático. Todos os
hidrocarbonetos aromáticos são formados por um ou mais núcleos ou anéis
benzênicos.
Fonte: autoria própria, 2009.
Atividade 2
Pesquise sobre o tabaco
a) Pesquise sobre outras substâncias encontradas na fumaça do
cigarro. Escreva suas fórmulas, procure classificá-las de acordo com
a função química e aponte suas principais características.
b) Consumir
cigarros
com
baixos
teores
significa
fumar
com
moderação?
c) Existe alguma quantidade recomendada para fumar com moderação/
d) Qual é a diferença entre nicotina e alcatrão?
e) Como é o processo de fabricação dos cigarros?
f) O que são os ingredientes do cigarro? Cite alguns.
g) O que são os constituintes da fumaça do cigarro? Cite alguns.
h) Qual é a diferença entre os ingredientes adicionados ao fumo e os
constituintes da fumaça do cigarro?
i) A fumaça ambiental do cigarro é prejudicial à saúde dos não
fumantes?
j) Quais são os principais riscos do cigarro à saúde do fumante?
Quadro- 4: Texto sobre o efeito nocivo do etanol no organismo
O etanol é absorvido no estômago e no intestino delgado. A sua presença
no sangue é detectado 5 minutos após a ingestão. A concentração máxima no
sangue é atingida entre 30 e 90 minutos após ser ingerida. Beber água facilita
a absorção do álcool pelo organismo. Após entrar na corrente sanguínea, o
álcool é distribuído pelo sistema circulatório por todo organismo, indo para
diversos órgãos do corpo, para o fluido espinhal, urina e ar pulmonar, em
concentrações que mantêm uma relação constante com aquela do sangue. Por
isso, sua presença pode ser detectada por meio de bafômetros.
O etanol é eliminado após ter sido metabolizado no fígado, onde é
inicialmente oxidado a aldeído, o etanal. O etanal é então oxidado a ácido
acético e esse é finalmente oxidado a gás carbônico e água. Os produtos
parciais dessa oxidação, o aldeído e o ácido acético, produzem o hálito
desagradável com ressaca de bebida alcoólica.
50
Reação de oxidação do etanol:
CH3CH2OH
etanol
oxidação
CH3CHO oxidação CH3COOH
etanal
ácido etanóico
O etanol libera uma grande quantidade de energia oxidada, isto é, as
calorias consumidas por meio de sua ingestão, se estiverem acima das
necessidades diárias, são convertidas em gordura, resultando, a longo prazo,
nos indesejáveis “pneus” na barriga. Em segundo lugar, o consumo
excessivo de etanol pode resultar em hipoglicemia para o indivíduo.
Café forte e banho frio não aceleram o metabolismo do etanol no organismo
humano.
A ingestão de álcool provoca diversos efeitos, que aparecem em duas fases
distintas: uma estimulante e outra depressora.
A ingestão do álcool, mesmo em pequenas quantidades, diminui a
coordenação motora e os reflexos, comprometendo a capacidade de dirigir
veículos ou operar outras máquinas. Pesquisas revelam que grande parte dos
acidentes é provocada por motoristas que haviam bebido antes de dirigir.
Embora o etanol seja chamado geralmente de “álcool”, para os químicos o
termo álcool engloba a classe funcional de compostos com a semelhança
estrutural de apresentar grupo OH ligado a um carbono saturado
Fonte: autoria própria, 2009.
Atividade 3
a) Procure nos documentos do Departamento Nacional de Trânsito, na
secretaria de transporte da prefeitura da sua cidade ou na página do
Denatran (www.denatran.gov.br), a informação sobre a equivalência do
limite permitido por lei para o álcool no sangue de condutores de
veículos automotor.
b) Identifique as funções orgânicas presentes nas substâncias citadas no
texto acima.
Quadro- 5: Texto sobre obtenção do etanol
·
O etanol pode ser obtido das seguintes maneiras:
Por hidratação do etileno (fora do Brasil, é o processo de fabricação do etanol)
CH2=CH2 + H2O
etileno
água
·
CH3CH2OH
etanol
Por fermentação de açúcar ou cereias:
No Brasil, o álcool é obtido por fermentação do açúcar de cana. Em outros
países, usam-se como matérias-prima a beterraba, o milho, o arroz, etc.
51
As reações de fermentação são:
C12H22O11 + H2O
sacarose
água
Enzima
C6H12O6
Enzimas
glicose ou frutose
C6H12O6 + C6H12O6
glicose
frutose
CH3CH2OH + 2 CO2
etanol
gás carbônica
Fonte: autoria própria, 2009.
Atividade 4
a) Pesquisa: Com relação ao modo de produção, qual é a diferença entre
as bebidas alcoólicas fermentadas e destiladas? Quais dessas bebidas
apresentam o maior teor alcoólico. Justifique sua resposta.
b) Identifique as funções orgânicas presentes nas substâncias citadas no
texto acima.
c) Com base no seu conhecimento sobre funções orgânicas, explique o
que representa uma reação de hidratação?
Quadro- 6: Texto sobre morfina e heroína
Muitas substâncias com grande atividade farmacológica podem ser
extraído de uma planta chamada Papaver Somniferum, conhecida
popularmente com o nome de “Papoula Oriente”. Ao se fazer cortes na cápsula
da papoula, quando ainda verde, obtém-se um suco leitoso, o ópio ( a palavra
ópio em grego que dizer “suco”).
Em sua forma bruta, o ópio pode apresentar bactérias e fungos. Nele
existem várias substâncias com grande atividade. A mais conhecidas são a
morfina (palavra que vem do deus da mitologia grega Morfeu, o deus dos
sonho) e a codeína, ambas são depressoras do sistema nervoso central (SNC).
Ainda é possível obter-se outra substância, a heroína, que é obtida
sinteticamente a partir da morfina .
Num esforço para eliminar a dependência da morfina, farmacêuticos
alemães inventaram um derivado diacetilmorfina. A companhia Bayer chamouo heroína e comercializou a substância como menos viciante e menos tóxica do
que a morfina. Divulgada pela Bayer como sedativo da tosse, tão naturalmente
52
como se divulga o uso de aspirina, a heroína se revelou, tragicamente, muito
mais perigosa do que a morfina. Era, na verdade, uma versão já metabolizada
da morfina, assim, a heroína tinha uma rota mais direta para o cérebro do que
a morfina.
Fonte: autoria própria, 2009.
Atividade 5
a) Pesquise sobre o processo de obtenção da heroína a partir da
morfina e diferencie o efeito dessas drogas no organismo.
b) O que são alcalóides? Cite exemplos de outras drogas psicotrópicas
classificadas como alcalóides.
c) Compare as fórmulas moleculares e estruturais da morfina e da
heroína.
d) A morfina é uma droga que tem uso medicinal? Qual é a utilidade da
morfina na medicina? Justifique sua resposta.
e) Qual foi a intenção da companhia Bayer em sintetizar a heroína a
partir da morfina?
Quadro- 7: Texto sobre anfetaminas
As anfetaminas são drogas sintéticas, que apresentam em sua molécula
um grupo beta-feniletilamina, pertencente à função orgânica amina. Em estado
puro, as anfetaminas têm a forma de cristais amarelados, com sabor
intragavelmente amargo.
As anfetaminas agem estimulando o sistema nervoso central através de
uma intensificação da noradrenalina, um neurotransmissor que ativa partes do
sistema nervoso simpático. Efeitos semelhantes aos produzidos pela
adrenalina no cérebro são causados pelas anfetaminas, levando o coração e
os sistemas orgânicos a funcionarem em alta velocidade.
As anfetaminas são poderosos estimulantes do sistema nervoso central,
que aumentam a pressão sanguínea, reduz a fadiga, o apetite e suspendem
temporariamente a vontade de dormir.
As anfetaminas mais usadas (mesmo que ilegais) são os “rebites” usado
principalmente por motoristas que precisam dirigir durante várias horas
seguintes sem descanso, as “bolinhas” usadas por estudantes que passam
noites inteiras estudando, ou por pessoas que fazem regimes de
emagrecimento sem o acompanhamento médico.
Outra anfetamina bastante conhecida é a metilenodióximetanfetamina
(MDMA), também conhecida pelo nome de “Ecstasy”, que tem sido uma das
drogas com maior aceitação pela juventude inglesa e agora também nos
Estados Unidos e no Brasil.
O uso de anfetaminas facilmente induz ao seu abuso gerando, em
decorrência, tremores, insônia, pressão alta, alucinações e psicose.
53
Fonte: Autoria Própria, 2009.
Atividades 6
a) Identifique
os
grupos
funcionais
presentes
nas
substâncias
representadas a seguir:
Ecstasy (MDMA)
Fenilpropanolamina
Metanfetamina
b) O que são anfetaminas? Cite 5 exemplos de anfetaminas e indique seus
efeitos no organismo humano.
c) Todas as anfetaminas podem ser comercializadas? Justifique sua
resposta.
Quadro- 8: Texto sobre benzodiazepínicos
enzodiazepínicos
São os mais potentes ansiolíticos, são medicamentos usados para
diminuir a ansiedade exibem efeitos tranquilizantes e anticonvulsivantes.
Todos os benzodiazepínicos são capazes de estimular os mecanismos
do cérebro que normalmente combatem estados de ten
tensão
são e ansiedade.
Assim, devido às tensões do dia
dia-dia ou por causas mais sérias, determinadas
áreas do cérebro funcionam exageradamente, resultando em estado de
ansiedade, os benzodiazepínicos exercem um efeito contrário, isto é, inibem os
mecanismos que estavam hiperfuncionantes, e a pessoa fica mais tranqüila,
como que desligada do meio
eio ambiente e dos estímulos externos.
Como consequência dessa ação, os ansiolíticos produzem uma
depressão da atividade do nosso cérebro que se caracteriza por: uma
diminuição de ansiedade, indução do sono, relaxamento muscular, redução do
estado alerta. A mistura de etanol com essas drogas pode levar ao estado de
coma. Além desses afeitos principais, os ansiolíticos dificulta
dificultam
m os processos de
aprendizagem, memória, por isso, são substâncias que prejudicam
prejudica
as
atividades como dirigir automóveis, aumentando a probabilidade de acidentes.
Os benzodiazepínicos, quando usados durantes alguns meses seguidos,
podem levar as pessoas a um estado de dependência. Como consequência,
sem a droga o dependente passa a sentir muita irritabilidade, insônia
54
excessiva, dor pelo corpo todo, podendo, em casos extremos, apresentar
convulsões.
Fonte: Autoria Própria, 2009.
Atividade 7
a) O diazepam (Valium), o flurazepam e o oxazepam são tranquilizantes
de uma classe diferente: os benzodiazepínicos.Todos possuem 2 anéis
aromáticos e um heterocíclico. O diazepam foi primeiramente preparado
em 1933. Todos são fortes tranquilizantes e relaxantes muscular. Estas
drogas induzem ao sono e à perda de consciência. São utilizados para
combater a insônia, nervosismo, stress, entre outros.
A fórmula estrutural do diazepam é assim representada:
Identifique
dentifique os grupos funcionais presentes nessa molécula.
b) O que são benzodiazepínicos
benzodiazepínicos? Cite 5 exemplos de benzodiazepínicos e
indique seus efeitos no organismo humano.
c) Todos os benzodiazepínicos podem ser comercializados?
? Justifique sua
resposta
Quadro- 9: Texto sobre Cocaína e Crack
A cocaína é produzida a partir de folhas de coca, e geralmente é um pó
branco, mas com outras formas de produção pode
pode-se chegar a uma pedra
(crack). Normalmente, os traficantes colocam outros compostos juntos ao pó
branco (como talco, areia fina, etc) para "render" mais.
O crack é uma mistura de cloridrato de cocaína (cocaína em pó),
bicarbonato de sódio ou amónia e água destilada, que resulta em pequeninos
grãos, fumados em cachimbos (improvisados ou não). É mais barato que a
cocaína, mas como seu efeito dura muito pouco, acaba sendo usado em
maiores quantidades, o que torna o vício muito car
caro,
o, pois seu consumo passa a
ser maior. Estimulante seis vezes mais potente que a cocaína, o crack provoca
dependência física e leva à morte por sua ação fulminante sob
sobre
re o sistema
nervoso central e cardíaco.
55
O caminho da droga no organismo
Do cachimbo ao cérebro
1. O crack é queimado e sua fumaça aspirada
passa pelos alvéolos pulmonares.
2. Via alvéolos o crack cai na circulação e atinge
o cérebro.
3. No sistema nervoso central, a droga age
diretamente sobre os neurônios. O crack bloqueia
a recaptura do neurotransmissor dopamina,
mantendo a substância química por mais tempo
nos espaços sinápticos. Com isso as atividades
motoras e sensoriais são superestimuladas. A
droga aumenta a pressão arterial e a frequência
cardíaca. Há risco de infarto e derrame cerebral.
http://google/imagens 4. O crack é distribuído pelo organismo por meio
da circulação sanguínea.
5. No fígado, ele é metabolizado.
6. A droga é eliminada pela urina.
Ação no sistema nervoso
Em uma pessoa normal, os impulsos
nervosos são convertidos em
neurotransmissores, como a dopamina (1), e
liberados nos espaços sinápticos. Uma vez
passada a informação, a substância é
recapturada (2).
Nos usuários de crack, esse mecanismo encontra-se alterado.
A droga (3) subverte o mecanismo natural de recaptação da substância nas
fendas sinápticas. Bloqueado esse processo, ocorre uma concentração anormal
de dopamina na fenda (4), superestimulando os receptores musculares - daí a
sensação de euforia e poder provocada pela droga. A alegria, entretanto, dura
pouco. Os receptores ajustam-se às necessidades do sistema nervoso. Ao
perceber que existem demasiados receptores na sinapse, eles são reduzidos.
Com isso as sinapses tornam-se lentas, comprometendo as atividades cerebrais e
corporais.
O crack nasceu nos guetos
pobres das metrópoles, levando
crianças de rua ao vício fácil e a
morte rápida. Agora chega à
classe média, aumentando seu
rastro de destruição.
Fonte: Google, 2009.
Atividades 8
a) O que é crack?
56
b) Qual é a sua composição?
c) Quais são principais sintomas (psíquicos e físicos) decorrentes do
consumo de crack?
d) Quais são os problemas sociais decorrentes do consumo de crack?
ü
ü
ü
ü
ü
Quadro- 10: Texto sobre neurotransmissores
O sistema nervoso é constituído por bilhões de neurônios (células
nervosas) que veiculam as informações entre o cérebro e as outras partes do
corpo. Cada função do corpo é controlada por determinada região do cérebro,
porém a mesma área pode coordenar mais que uma função corporal. Os
neurônios comunicam-se entre si formando milhares de conexões, as
chamadas sinapses. Como as células não se tocam, as informações são
conduzidas entre elas por mensageiros químicos, os neurotransmissores.
É importante conhecê-los, porque as drogas psicotrópicas, em geral têm
estruturas semelhantes a esses mensageiros, podendo imitar ou impedir sua
ação. Os mais importantes neurotransmissores são os relacionados a seguir:
Norepinefrina: presente na vivacidade, na concentração, nas emoções
positivas e na analgesia (supressão da dor). Em baixa dosagem, pode
acarretar depressão e falta de atenção; em alta impulsividade e ansiedade. As
bolinhas e os remédios para emagrecer (anfetaminas) podem camuflar os
efeitos da norepinefrina.
Dopamina: encontrada em altos níveis no sistema límbico, é considerado a
molécula do prazer. Seu efeito principal é produzir euforia. Em excesso,
ocasiona comportamento psicótico, incluindo alucinações e paranóia. A falta
em áreas específicas do cérebro (gânglios basais) leva ao mal de Parkinson. A
cocaína imita o efeito da dopamina.
Serotonina: está relacionada com as alterações de humor, com as compulsões
e outros comportamentos inadequados. Os alucinógenos, em geral, interagem
com os receptores.
Acetilcolina: necessária à capacidade de aprendizado, à memória, ao humor e
ao sono. Observa-se perda desse mensageiro na doença de Alzheimer. A
nicotina imita a ação da acetilcolina.
Gaba (ácido gama aminobutírico): inibidor das células amplamente disponível
no cérebro. Em excesso pode levar ao mal de Parkison. O álcool e os
barbitúricos mimetizam os efeitos do Gaba.
Fonte: Tiba, 2007.
Atividade 9: O texto sobre neurotransmissores foi usado como ferramenta para
os alunos explicar na apresentação do seminário a ação das drogas no sistema
nervoso central, pois as drogas psicotrópicas, em geral têm estrutura química
semelhantes a esses mensageiros, podendo imitar ou impedir sua ação.
57
5. 2 Resultados da Aplicação da Proposta de Ensino
Atividade 1:
Para a realização dessa atividade os alunos utilizaram as fontes mais
diversas possíveis: livros e revistas disponíveis na escola e em casa,
dicionário, jornais e internet. Uma semana depois as respostas foram trazidas à
escola para discussão. Esta aula teve como objetivo estabelecer a relação
entre o conhecimento químico e o tema social em questão. Partindo da
constatação que todas as drogas psicotrópicas são substâncias orgânicas,
estudamos as fórmulas estruturais de algumas substâncias que fazem parte da
composição das drogas mais usadas entre os jovens, como: as bebidas
alcoólicas (etanol), a maconha (THC), o crack, o ecstasy (MDMA), as
anfetaminas e os benzodiazepínicos. Nestes compostos as cadeias carbônicas
foram classificadas, a fórmula molecular e a hibridação dos átomos carbono
que apresentam ligações com os átomos de oxigênio e os átomos de
nitrogênios foram determinados.
Atividade 2:
Após da leitura do texto 1 “Os hidrocarbonetos aromáticos e a ocorrência de
câncer entre os fumantes”, os alunos fizeram em casa um trabalho em dupla e
responderam as seguintes questões:
a)
Pesquise sobre outras substâncias encontradas na fumaça do cigarro.
Escreva sua fórmula e procure classificá-las de acordo com a função química e
aponte suas principais características.
- Tanto na turma 301, quanto na turma 302, todos os alunos responderam
acetona (cetona), formol (aldeído), tolueno (hidrocarboneto aromático),
benzopireno (hidrocarbonetos aromático), benzeno (hidrocarboneto aromático),
ar, água, dióxido de carbono.
b)
Consumir cigarros com baixos teores significa fumar com moderação?
- Não, porque fumar com moderação é diminuir o consumo de cigarros (33%).
- Não, pois não existe comprovação que cigarros de baixos teores ofereçam
menos riscos a saúde, o fumante não deve ver nos cigarros de baixos teores
58
uma forma de diminuir os riscos, e sim uma opção de cigarro com
características mais suaves (17%).
- Mesmos que as conclusões dos dados científicos disponíveis indiquem uma
redução geral de risco para produtos de teores mais baixos comparados aos
produtos de altos teores, ainda são necessárias mais pesquisas (14 %).
- Governos e autoridades médicas internacionais têm sugerido modificações no
produto, com o objetivo de reduzir teores de alcatrão, nicotina e monóxido de
carbono. Mesmo assim, não existem comprovações de que cigarros de baixos
teores ofereçam menos riscos ao fumante, e a Souza Cruz nunca fez esse tipo
de associação em suas campanhas. O consumidor não deve ver nos cigarros
de baixos teores uma forma de diminuir os riscos, e sim uma opção de cigarro
com características mais suaves (36%).
c)
Existe alguma quantidade recomendada para fumar com moderação?
- Não, o indicado é não fumar ( 48%).
- Não existe uma quantidade recomendada para fumar com moderação (46 %).
- Não, pois cada pessoa possui características genéticas próprias e esta
exposta a diferentes níveis. Além disso, cada fumante fuma de um modo
distinto dos demais, em quantidades de tragadas por cigarros ou na
intensidade das mesmas. Sendo assim, a moderação para consumo de
cigarros deve ser avaliada em cada caso concreto pelo próprio fumante como
uma questão de bom senso, mas sempre lembrando que a única forma segura
de evitar os riscos relacionados ao consumo de cigarros é não fumar (6 %).
d)
Qual é a diferença entre nicotina e alcatrão?
- O alcatrão é o total de partículas existentes na fumaça excluindo-se a água e
a nicotina é uma substância nitrogenada da família dos alcalóides que existe
naturalmente no fumo, responsável pelo aroma (43 %).
- A nicotina é responsável pela dependência ou vicio de fumar e o alcatrão é a
substância que provoca vários tipos de câncer (57%).
e)
Como é o processo de fabricação dos cigarros?
59
- O fumo é processado nas usinas de processamento de fumo onde e separado
o talo do resto da folha, chamado de lâmina. A lâmina e o talo são
acondicionados, secados e embalados em caixas de papelão e são enviados
para as fábricas de cigarros. Nas fábricas de cigarros, a lâmina e o talo seguem
por linhas de processos diferentes. Na linha da lâmina são misturadas diversas
classes de fumo, que passam por cilindros especiais, onde são adicionados
água, vapor e alguns ingredientes, tais como açúcares e ameliorantes. Em
seguida o fumo é cortado e secado. A linha de talos segue processo
semelhante. Após seco, o talo e lâmina são misturados e os flavorizantes são
adicionados. Esta mistura chamamos de fumo desfiado. O fumo desfiado é
levado, através de tubulações, para máquinas que produzem até 16 mil
cigarros por minuto. Os cigarros são encarteirados, empacotados e enviados
para os depósitos para distribuição nos pontos de venda (100%).
f)
O que são os ingredientes do cigarro? Cite alguns.
- Os ingredientes são as substâncias adicionadas ao fumo durante a fabricação
dos cigarros e têm diferentes funções (11%).
- Os ingredientes são substâncias adicionadas ao tabaco durante a fabricação
e têm diferentes funções. Os ameliorantes equilibram o sabor natural do fumo,
os açúcares vão substituir aqueles que são perdidos na cura do fumo, os
umectantes minimizam a troca de umidade do produto final com o ambiente, os
agentes aglutinantes mantêm as partículas de fumo reconstituindo os
aglutinados e os flavorizantes são responsáveis pelo sabor e aroma
característicos de cada marca (89%).
g)
O que são os constituintes da fumaça do cigarro? Cite alguns.
- Os constituintes da fumaça são todas as substâncias presentes na fumaça do
cigarro. Essas substâncias são formadas durante a queima do cigarro. Durante
a combustão do cigarro o fumo é exposto a temperaturas que variam entre a
temperatura ambiente e 900 °C. Cerca de 90% da composição da fumaça de
cigarros é composta por ar, água e dióxido de carbono, um produto natural da
combustão. Dos dez por cento restantes, apenas o monóxido de carbono e o
60
alcatrão encontram-se em quantidades acima de um miligrama por cigarro
(100%).
h)
Qual é a diferença entre os ingredientes adicionados ao fumo e os
constituintes da fumaça do cigarro?
- Os constituintes da fumaça do cigarro são produtos de uma reação de
combustão. E os ingredientes são utilizados na fabricação do cigarro (100%).
i)
A fumaça ambiental do cigarro é prejudicial à saúde dos não fumantes?
- Com base em estudos epidemiológicos, a Organização Mundial da Saúde,
outras instituições de saúde pública e alguns governos concluíram que pessoas
expostas à fumaça ambiental de cigarro estariam mais propensas a
desenvolver diversos problemas de saúde. Entre outras coisas, eles associam
a fumaça ambiental com câncer de pulmão e doenças do coração em adultos
não-fumantes, além de doenças respiratórias, infecções de ouvido em crianças
e síndrome da morte súbita infantil. Assim sendo, é compreensível que as
pessoas se preocupem quando elas ou seus filhos não possam evitar situações
nas quais a fumaça do cigarro esteja presente no ar que respiram. Baseada na
avaliação das informações científicas disponíveis, a Souza Cruz acredita que
muitas das afirmações envolvendo a fumaça ambiental de cigarros sejam
exageradas, conforme divulgado em um dos mais recentes estudos sobre
fumaça ambiental publicado no renomado British Medical Journal (BMJ), em
maio de 2003. Este estudo, onde foram monitorados mais de 118.000 adultos
da Califórnia, por mais de 40 anos, sugere que os efeitos sobre os supostos
fumantes passivos foram superestimados, particularmente em relação a
doenças coronarianas e não foi encontrada nenhuma evidência que sustente a
relação entre a fumaça ambiental de cigarros (FAC) e doenças tabaco
relacionadas. Da mesma forma, o maior estudo realizado pela própria
Organização Mundial da Saúde, por exemplo, não encontrou aumento
significativo no risco do desenvolvimento de câncer pulmonar entre as pessoas
que convivem, trabalham, viajam ou mantêm relações sociais com um fumante.
Por essas razões a Souza Cruz não acredita que tenha sido demonstrado que
a fumaça ambiental de cigarros esteja relacionada à doenças crônicas, tais
61
como câncer no pulmão, doenças cardiovasculares ou doenças pulmonares
crônicas obstrutivas em adultos não-fumantes. No entanto, a Souza Cruz não
pode afirmar que tenha sido provado que a FAC seja inofensiva para todos,
pois existem evidências estatísticas de que a exposição à FAC está associada
a males como infecções respiratórias e auditivas em crianças que convivem
com fumantes. Atmosferas que contém fumaça ambiental de cigarros podem
também causar desconforto, especialmente para pessoas que sofrem de
problemas respiratórios, como a asma. Desta forma, a Souza Cruz considera
que a fumaça ambiental de cigarros é uma questão de saúde pública e acredita
que os fumantes precisam se preocupar com o conforto dos não fumantes e
não devem fumar perto de crianças (23%).
- A fumaça ambiental do cigarro pode causar desconfortos, especialmente para
pessoas que sofrem de problemas respiratórios, como a asma. A fumaça
ambiental de cigarros é uma questão de importância pública em que os
fumantes precisam se preocupar com o conforto dos não fumantes e não
devem fumar perto de crianças (77%).
j)
.
Quais são os principais riscos do cigarro à saúde do fumante?
- Estudos estatísticos têm mostrado que, em geral, o risco dos fumantes
contraírem determinadas doenças é maior do que o risco dos não-fumantes. As
autoridades de saúde pública têm divulgado que fumar está associado a certas
doenças, como câncer de pulmão, doenças cardiovasculares e respiratórias. A
associação entre o ato de fumar e os riscos à saúde é decorrente de estudos
epidemiológicos, cujos resultados mostram que a incidência de determinadas
doenças é maior em grupos de indivíduos que fumam do que em grupos de
não-fumantes.
Atividade 3:
Após da leitura do texto sobre o efeito nocivo do etanol no organismo, os
alunos fizeram individualmente, em casa, um trabalho e responderam as
seguintes questões:
a) Procure nos documentos do Departamento Nacional de Trânsito, na secretaria
de transporte da prefeitura da sua cidade ou na página do Denatran
62
(www.denatran.gov.br), a informação sobre a equivalência do limite permitido
por lei para o álcool no sangue de condutores de veículos automotor.
- A nova Lei 11.705, que altera o Código de Trânsito Brasileiro, proíbe o
consumo de praticamente qualquer quantidade de bebida alcoólica por
condutores de veículos. A partir de agora, motoristas flagrados excedendo o
limite de 0,2 gramas de álcool por litro de sangue pagarão multa de 957 reais,
perderão a carteira de motorista por um ano e ainda terão o carro apreendido.
Para alcançar o valor-limite, basta beber uma única lata de cerveja ou uma taça
de vinho. Quem for apanhado pelos já famosos "bafômetros" com mais de 0,6
gramas de álcool por litro de sangue (equivalente três latas de cerveja) poderá
ser preso. Entenda melhor a nova "Lei seca" brasileira (78%).
- 0,5 g por litro de sangue corresponde a multa gravíssima e 0,6 por litro de
sangue corresponde a crime (22%).
b) Identifique as funções orgânicas presentes nas substâncias citadas no texto
acima.
- álcool, aldeído e ácido carboxílico (100%).
Atividade 4:
Após da leitura do texto “Reações de obtenção do etanol”, os alunos
fizeram individualmente, em casa, um trabalho e responderam as seguintes
questões:
a) Pesquisa: Com relação ao modo de produção, qual é a diferença entre as
bebidas alcoólicas? Qual das bebidas alcoólicas apresentam o maior teor
alcoólico. Justifique sua resposta.
-Destiladas e fermentadas. As destiladas contêm muito mais álcool do que as
fermentadas (vinho e cerveja). O que pouca gente sabe é que todo destilado
surge primeiro como fermentado - a primeira etapa na fabricação do uísque,
por exemplo, é a fermentação dos grãos de cevada ou de milho, que, por si só,
já nos dá a cerveja. Isso acontece porque a fermentação de cereais ou de
frutas é a forma primordial de obter álcool. Para isso, os sucos extraídos
dessas matérias-primas são misturados a leveduras, fungos que se alimentam
de açúcar, produzindo álcool em troca: a fermentação propriamente dita.
63
Quando acaba a fermentação, não há mais açúcar para ser convertido em
álcool. A destilação existe para isso: tornar mais concentrado o pouco álcool
presente nos líquidos fermentados. O primeiro passo é ferver esses líquidos.
Como o ponto de ebulição do álcool (78,5°C) é inferior ao da água (100°C),
obtém-se um vapor rico no primeiro. Ao ser condensado, esse vapor forma um
líquido que pode ter até 70% de álcool. Dependendo da bebida que está sendo
fabricada, mistura-se, então, um pouco de água para suavizar a birita (46%).
- Fermentadas destiladas e fermentadas não destiladas. As bebidas destiladas
têm teor alcoólico mais alto; todas as bebidas passam pela fermentação, mas
algumas, depois disso, passam ainda pelo processo de destilação. As
destiladas têm os teores entre 38 e 254 °GL. As mais conhecidas são a
caninha, a água ardente, o Uísque e a Vodka, obtidas da fermentação do
mosto fermentado do melaço e depois destilada. As fermentadas passam
apenas pelo processo de transformação dos açúcares em álcool. As mais
conhecidas são as cerveja e o vinho (64%).
b) Identifique as funções orgânicas presentes nas substâncias citadas no texto
acima.
- alceno e álcool (80 %)
- etileno, água, etanol, sacarose, glicose, frutose e gás carbônico (20%).
c) Com base no seu conhecimento sobre funções orgânicas, explique o que
representa uma reação de hidratação?
- Alceno reage com a água produzindo álcool (18%)
- O etileno é misturado com a água produzindo etanol (34%)
- Deixaram em branco (48%).
Atividade 5:
Após da leitura do texto sobre “ Morfina e heroína”, os alunos fizeram em
casa um trabalho individualmente e responderam as seguintes questões:
a) Pesquise sobre o processo de obtenção da heroína a partir da morfina e
diferencie o efeito dessas drogas no organismo.
64
- A heroína é obtida sinteticamente a partir da morfina através de uma reação
de esterificação. A morfina age sobre o sistema nervoso central, tendo efeito
sedativo e a heroína age sobre o sistema nervoso central provocando
alucinações (63 %).
- A produção da heroína foi feita a partir da molécula da morfina com um ácido.
A morfina alivia a dor e a heroína provoca alucinações (37%).
b) O que são alcalóides? Cite exemplos de outras drogas psicotrópicas
classificadas como alcalóides.
- São substâncias naturais extraídas de plantas, substâncias alcalinas que
apresentam em sua estrutura nitrogênio, carbono e hidrogênio. Cocaína,
nicotina e cafeína (19%).
- Substância que contém nitrogênio, carbono e hidrogênio, tem propriedades
químicas semelhantes às aminas e são extraídas de vegetais. Cocaína e
nicotina (81%).
c) Compare as fórmulas moleculares e estruturais da morfina e da heroína.
- A morfina tem amina, éter, fenol e álcool e a heroína tem amina, éter e
ésteres (100%).
d) A morfina é uma droga que tem uso medicinal? Qual é a utilidade da morfina
na medicina? Justifique sua resposta.
-Sim, a morfina é muito usada para aliviar a dor (83%).
-Sim, a morfina tem efeito sedativo (17%).
e) Qual foi a intenção da companhia Bayer em sintetizar a heroína a partir da
morfina?
- A intenção da companhia Bayer foi produzir um remédio menos viciante que a
morfina, mas que tivesse a mesma função de amenizar a dor. Mas não foi o
que aconteceu, pois a heroína acabou, sendo muito mais perigosa, pois a
heroína tem uma rota direta para o cérebro (100%), criando maior
dependência..
65
Atividade 6:
Após da leitura do texto sobre “Anfetaminas
Anfetaminas e aminas”, os alunos
fizeram durante a aula um trabalho individualmente e responderam as
seguintes questões:
a) Identifique os grupos funcionais presentes nas fórmulas a seguir:
Ecstasy (MDMA)
Fenilpropanolamina
- amina e éter (9%)
- amina e álcool (89%)
- amina (91%)
- amina e fenol (11%)
Metanfetamina
- amina (100%)
b) O que são anfetaminas? Cite 5 exemplos de anfetaminas e indique seus efeitos
no organismo humano.
- São poderosos estimulantes do sistema nervoso central, que aumentam a
pressão sanguínea, reduz a fadiga, reduz o apetite, suspende temporariamente
a
vontade
de
dormir.
Ecstasy
Ecstasy,
balinhas,
rebite,
Fenilpropanolamina,
nolamina,
Metanfitamina (100%).
c) Todas as anfetaminas podem ser comercializadas? Justifiq
Justifique sua resposta.
- Algumas anfetaminas são ile
ilegais como os “rebites”, o ecstasy,, mas grande
parte são legais, sendo comercializadas perante uma receita médica (30 %)
- Sim, remédio para emagrecer,
ecer, somente com receita controlada ((70%).
%).
Atividade 7:
Após da leitura do texto sobre “ Benzodiazepínicos”, os alunos fizeram
durante a aula um trabalho individualmente e responderam as seguintes
questões:
66
a) O diazepam, o flurazepam e o oxazepam são tranquilizantes que uma classe
pertencem a classe dos benzodiazepínicos, ttodos
odos possuem 2 anéis aromáticos
e um heterocíclico. O diazepam foi primeiramente preparado em 1933. Todos
são fortes tranquilizantes e relaxantes muscular. Estas drogas induzem ao
sono e a perda de consciência. São utilizados para combater a insônia,
nervosismo, stress, entre outros.
A fórmula estrutural do diazepam é assim representada:
Identifique
dentifique os grupos funcionais presentes nessa molécula.
- Haleto orgânico, amida e nitrila (72 %).
- Haleto orgânico, amida e amina (28%).
b) O que são benzodiazepínicos
benzodiazepínicos? Cite 5 exemplos de benzodiazepínicos e
indique seus efeitos no organismo humano.
- são os mais potentes ansiolíticos
ansiolíticos, diminuem a ansiedade, exibem efeitos
tranqüilizantes e anticonvulsivantes
anticonvulsivantes, alguns exemplos são o diazepam,
diazepam o
flurazepam e o oxazepam (100%).
c) Todos os benzodiazepínicos podem ser comercializados? Justifique sua
resposta
- O s benzodiazepínicos são controlados pelo Ministério da Saúde, isto é, a
farmácia pode vendê-los
los somente mediante receita especial de prescrição
médica, que deve ser retida para posterior controle o que nem sempre
acontece (33%).
- Pode ser vendidos mediante prescrição médica (67%)
Atividade 8:
Após da leitura do texto 7 “ Cocaína e o Crack”, os alunos fizeram em
casa um trabalho em dupla e responderam as seguintes questões:
a) O que é crack?
-É uma droga estimulante seis vezes mais potente que a cocaína (77%).
(77%)
67
- É uma droga ilegal obtida de um subproduto (merla), administrada através de
um cachimbo. É a droga mais consumida por brasileiros (23%).
b) Qual é a sua composição?
-É uma mistura de cloridrato de cocaína com bicarbonato de sódio ou amônia e
água destilada (100%)
c) Quais são principais sintomas (psíquicos e físicos) decorrentes do consumo de
crack?
-
Efeitos
paranóicas,
psíquicos:
Altamente
estimulante,
delírios
persecutórios
intensos,
intensa
tagarelice,
alucinações,
idéias
agressividade.
Efeitos físicos: Insônia, inapetência, dilatação de pupilas, aumento da pressão
arterial, taquicardia, chegando à convulsão (77%)
- As pessoas que utilizam o crack, mesmo que por poucas vezes, correm risco
de sofrer infartos, derrames, problemas respiratórios e problemas mentais
sérios, que podem levar a morte( 23%).
d) Quais são os problemas sociais decorrentes do consumo de crack?
- As drogas são o primeiro passo para o crime, causando danos irreparáveis
para a sociedade (100%).
Mesmo que as atividades não tenham motivado todos os alunos, foi
possível instigar, despertar e promover alguma mudança que, por menor que
pareça, pode auxiliar aprendizagens.
Após o término das atividades referente as aulas expositivas , os alunos
apresentaram um seminário, onde foi abordado o tema ‘drogas psicotrópicas”.
Nesta atividade ficou evidente o envolvimento dos alunos, bem como
sua integração nos grupos e o entusiasmo de realizar uma atividade
diferenciada daquelas comumente desenvolvidas em sala de aula.
A atividade obedeceu à seguinte organização interna das equipes,
controle de tempo e das falas.
A proximidade dos alunos com o tema enriqueceu o debate que, em
alguns momentos, se transformou em um grande palco para os alunos
68
relataram problemas familiares decorrentes do consumo de substâncias
psicotrópicas.
Aspectos relativos aos danos à saúde, aos problemas sociais, à
composição química, às causas do consumo, à associação das drogas com
violência, à influência da mídia, entre outros, apareceram no seminário e
durante o debate como, por exemplo, o relato de um dos alunos, componente
do grupo que apresentou o seminário sobre Crack e ecstasy:
“Os usuários de crack, não vivem sem o crack,
eles não comem, não dormem, não tomam banho,
roubam para adquirir o crak, se prostituem para
conseguir o crack, eles só pensam em crack, e
isso, acaba com sua vida e com o sossego da
família. Meu amigo foi criado pela avó, sempre a
tratou com muito carinho e respeito, mas quando
se envolveu com o crack roubou e agrediu a avó,
o usuário do crack perde a razão”
Verificou-se, durante todo o processo, que as implicações sociais do uso
das substâncias psicotrópicas predominaram sobre as questões de ordem
química. Tal fato pode ser atribuído a um maior interesse pelos aspectos que
se ligam fortemente a vivência dos alunos. Para o fechamento desta atividade
foi realizado a produção, pelas duas respectivas turmas envolvidas na
proposta, de uma revista coletiva (apêndice c) tratando do tema.
5.3 Resultados da Pesquisa Desenvolvida com os Alunos do Ensino Médio
Após a Aplicação da Proposta
a) Quando perguntados sobre os conhecimentos que teriam em relação às
substâncias psicotrópicas, responderam:
Ø São substâncias que afetam o SNC (100%).
b) Ao serem solicitados a indicar substâncias psicotrópicas, indicaram* :
Ø Café (65 %)
Ø Heroína (65 %)
Ø Cocaína (65 %)
Ø Maconha (35 %)
Ø Cigarro (35 %)
Ø Morfina (45 %)
69
Ø LSD (35 %)
Ø Remédios para emagrecer (65 %)
Ø Remédios antidepressivos (55 %)
Ø THC (65 %)
*Nesta questão o total de respostas ultrapassa 100% porque os alunos poderiam ter mais de
uma resposta.
c) Ao serem questionados sobre qual seria a composição das drogas
psicotrópicas mais comuns, responderam:
Ø Todas são de origem orgânica. A maioria apresenta o grupo funcional amina,
algumas apresentam o grupo funcional hidroxila, éter e ésteres, haleto
orgânicos, hidrocarbonetos aromáticos (47%).
Ø Amina, hidrocarbonetos (53%).
d) Quando perguntados sobre se sabiam qual a relação entre drogas
psicotrópicas e a química, responderam:
Ø Sim, pois a química estuda as composições das substâncias (100%)
e) Quando perguntados se a disciplina de Química poderia abordar o tema
drogas, responderam:
Ø Sim (100%)
f) Quando perguntados sobre como explicariam com termos científicos o que são
drogas psicotrópicas, responderam:
Ø Drogas que podem causar dependência física ou psíquica (34%).
Ø Qualquer substância que é capaz de modificar o comportamento das pessoas,
resultando em mudanças físicas e psicas (43%).
Ø É aquelas que atuam sobre o nosso cérebro, alterando de alguma maneira o
nosso psiquismo (33%).
g) Com relação ao texto “Como as células nervosas não se tocam, as
informações são conduzidas entre elas por mensageiros químicos, os
neurotransmissores. As drogas, em geral, têm estaturas semelhantes a esses
mensageiros podendo imitar ou impedir sua ação”, foram questionados sobre o
significado do termo “tipo de estrutura semelhante”, responderam:
70
Ø Estruturas químicas (100%)
h) Quando questionados sobre os comportamentos de risco gerados pelo o uso
de substâncias psicotrópicas e sobre quais seriam as consequências dessas
ações, responderam:
Ø Causam problemas sóciais, problemas de saúde, causam dependência, causam
violência (90%)
Ø Leva a dependência, violência (10%)
i) Quando questionados sobre quais órgãos são afetados pelo uso de bebidas
alcoólicas, responderam:
Ø Fígado (65%)
Ø Rins (15%)
Ø Pâncreas e estômago (10%)
Ø Cérebro (10%)
j) Quando questionados sobre quais órgãos são afetados pelo cigarro,
responderam:
Ø Pulmões (68%)
Ø Boca (10%)
Ø Garganta (10%)
Ø Cérebro (12%)
k) Quando perguntado sobre as substâncias presentes na combustão do cigarro,
responderam:
Ø Milhares de substâncias (10%)
Ø Alcatrão, dióxido de carbono, água, benzopireno, acetona e formol (68%).
Ø Alcatrão, dióxido de carbono e água (32%).
l) Com relação às bebidas alcoólicas de modo geral, foi questionado a diferença
entre elas, através da seguinte questão: qual delas apresentam maior teor
alcoólico, responderam:
71
Ø Fermentadas não destiladas e as fermentadas destiladas, as destiladas
apresentam maior teor alcoólico (100%).
m) Ao serem questionados sobre o significado do termo alcalóides, responderam:
Ø Alcalinos, portanto, se comportam como base na maioria das reações (92%)
Ø Não sei (8%)
n) Quando questionados sobre o que são anfetaminas, responderam:
Ø São drogas sintéticas que estimulam o sistema nervoso central (100%).
o) Quando questionados sobre o que são benzodiazepínicos, responderam:
Ø São drogas depressoras do SNC (91%)
Ø São poderosos ansiolíticos (9%)
p) Quando questionados se os remédios são considerados drogas, responderam:
Ø Sim, antidepressivos, remédios para emagrecer, morfina (91%)
Ø Não sei (9%)
q) Ao serem questionados sobre a diferença das drogas lícitas e ilícitas,
responderam:
Ø Lícitas são drogas legais e podem ser comercializadas e ilícitas são drogas
ilegais e não podem ser comercializadas (100%)
Após o levantamento e análise dos dados referentes à pesquisa
realizada após a aplicação da proposta de ensino com os alunos, percebeu-se
uma mudança em relação à concepção inicial dos alunos sobre o tema
abordado.
Os resultados obtidos nesta pesquisa feita após a aplicação da proposta
de ensino foram melhores quando comparados aos resultados obtidos da
pesquisa feita antes da aplicação da proposta de ensino, podendo-se observar
que os alunos demonstraram uma aprendizagem significativa e que
conseguiram estabelecer relações entre o tema abordado e os conteúdos de
química.
72
6 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Diante dos resultados obtidos com a execução da proposta de ensino,
conclui-se que a contextualização deve-se constituir em uma prática frequente
em sala de aula, que estimule e que promova mudanças nas concepções
iniciais dos alunos, isto é, fazer com que os alunos possam transpor o
conhecimento científico para questões referente ao seu cotidiano.
Segundo os PCNs (BRASIL, 2008), a contextualização é um recurso que
a escola tem para retirar o aluno da condição de espectador passivo. Se bem
trabalhado permite que, ao longo da transposição didática, o conteúdo do
ensino conduza a aprendizagens significativas.
Quando o ensino contextualizado aborda temas próximos do cotidiano
dos alunos como, por exemplo, o tema droga psicotrópicas, os conteúdos
químicos podem ter significado, levando a sua aprendizagem. Espera-se que o
aluno ao fazer a ponte entre o que aprende na escola com o que observa no
seu dia-a-dia, consiga ampliar as possibilidades de interação dos conteúdos
escolares com o seu cotidiano, tornando a aprendizagem mais significativa.
Segundo os autores Mortimer e Machado (2007), para que ocorra uma
aprendizagem mais significativa, não basta interagir como os alunos, permitir
que eles falem ou expressem suas maneiras de pensar, suas próprias visões
de mundo. Para que o aluno possa dar sentido ao que aprende, o professor
deve possibilitar que o aluno compare suas formas de pensar e falar com as do
professor, colegas, livros, etc.
A proposta de ensino aqui desenvolvida apresentou a Química como
uma ciência em que sem estudo é capaz de contribuir para a formação de
cidadão consciente e participante na sociedade em que vive.
73
Um dos propósitos deste trabalho é levar os alunos a perceberem que a
Química está presente em sua vida e que ela pode ajudá-los a compreender
muitos dos problemas dos quais ouvem falar e dos quais são informados pelos
meios de comunicação, tendo como finalidade tornar as aulas de Química mais
interativas e motivadoras para a aprendizagem.
Durante a proposta de ensino os alunos foram incentivados a realizarem
atividades em grupo. Para Mortimer e Machado (2007), é de suma importância
abrir espaços para os trabalhos em grupo, para diversificação das atividades
propostas aos alunos e para uma abordagem que considere as relações do
contexto social nas discussões sobre conceitos químicos. As discussões
realizadas entre os alunos organizados em grupos são fundamentais para
aprendam os conceitos, aprendendo a falar com e sobre eles. Além disso, no
grupo o aluno tem oportunidade de confrontar suas opiniões com as dos
colegas, que, muitas vezes, são diferentes e até contraditórias. E ele não se
sente constrangido em expressar essas opiniões na presença de colegas, algo
que muitas vezes ocorre com os alunos mais tímidos nas discussões entre toda
a classe, organizados pelo professor. A discussão em grupo promove e
desenvolvimento das habilidades de ouvir, negociar consenso, respeitarem a
opinião do outro, argumentar e procurar justificativas racionais para as
opiniões. Todas essas habilidades têm sido cada vez mais, exigidas em
diferentes atividades profissionais. Dessa forma, o ensino da Química também
estará contribuindo para a formação do cidadão e do futuro profissional.
O tema drogas psicotrópicas abordado neste trabalho, tornou as aulas
de Química Orgânica mais interativas, pois os alunos demonstraram bastante
interesse,
participando
com
entusiasmo
das
atividades
propostas,
questionando, debatendo assuntos e opiniões, relatando problemas familiares
decorrentes do consumo de substâncias psicotrópicas, demonstrando,
também, empenho para buscar informações sobre composição química das
drogas, problemas sociais, efeitos no organismo, entre outros.
Mesmo que se tenha verificado que as implicações sociais do uso das
substâncias psicotrópicas predominaram sobre as questões de ordem química,
considero válida a hipótese de que a contextualização torna a aprendizagem
mais significativa, pois ao fazer a análise dos resultados da proposta de ensino
74
e da pesquisa feita com os alunos, pude perceber uma mudança em relação às
concepções iniciais dos alunos sobre aspectos químicos relacionados ao tema
drogas.
O tema drogas psicotrópicas propicia uma oportunidade para trabalhar
temas transversais como, por exemplo, saúde, com os alunos de ensino médio.
Por último, quero ressaltar, que ao abordar um a tema de suma
importância como, as drogas psicotrópicas, o professor deve estar atento ao
que os alunos têm a dizer, pois respostas politicamente corretas sobre as
drogas devem ser questionadas por parte do professor. De nada adianta que
eles digam o que queremos ouvir ou o que a sociedade considera como certo,
o importante é que expressem como pensam e como se sentem em relação
aos problemas que podem evidenciar referentes a presença de drogas na
escola e na sociedade de modo geral.
75
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1999.
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76
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RUSSEL, Jhon B. Química Orgânica; tradução e revisão técnica Márcia
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SCHNETZLER, Roseli P. O tratamento do conhecimento químico em livros
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SOLOMONS, T. W. Graham; FRYHELE, Graig B. Química Orgânica. 8.ed. Rio
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77
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VIGOTSKI, L. S. A Construção do pensamento e da linguagem. São Paulo:
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VIGOTSKI, L.S. Psicologia Pedagógica – edição comentada. Porto Alegre:
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WIKIPEDIA. Etanol. Disponível em: www. Wikipédia.org/wiki/etanol. Acesso
em: 04/ 2009.
78
APÊNDICE A- Instrumento de Pesquisa
Instrumento de pesquisa aplicado nas turmas 301 e 302, do Colégio Estadual
Tereza Francescutti, nos dia 19 de março, e nos dia 02 de junho.
1- Quais conhecimentos você tem, em relação às substâncias
psicotrópicas?
2- Assinale a alternativa que, NA SUA OPINIÃO, apresentam substâncias
psicotrópicas.
a) café
e) morfina
i) acetona
m) anabolizante
b) cigarro
f) heroína
j) THC
n) coca-cola
c) chocolate
g) maconha
k)remédios antidepressivos
d) LSD
h)chá verde
l) remédios para emagrecer
3- Qual é a composição das drogas psicotrópicas mais comuns?
4- Existe alguma relação entre drogas psicotrópicas e a química? Justifique
sua resposta.
5- Na sua opinião a disciplina de Química poderia abordar o tema drogas?
6- Incluindo termos científicos como você explicaria o que são drogas
psicotrópicas?
7- “Como as células nervosas não se tocam, as informações são
conduzidas
entre
elas
por
mensageiros
químicos,
os
neurotransmissores. As drogas, em geral, têm estaturas semelhantes a
esses mensageiros podendo imitar ou impedir sua ação”. (Tiba, 1999)
Que tipo de estrutura refere-se o autor.
8- Quais comportamentos de risco são gerados pelo o uso de substâncias
psicotrópicas? E quais seriam as consequências dessas ações?
9- Quais são os órgãos mais afetados pelo uso de bebidas alcoólicas?
10- Quais são órgãos mais afetados pelo cigarro?
11- Quais são as substâncias presentes na combustão do cigarro?
12- Com relação às bebidas alcoólicas de modo geral, qual delas
apresentam maior teor alcoólico?
13- As drogas, em sua maioria, são alcalóides. O termo alcalóides indica
que esses produtos são:
14- O que são anfetaminas?
15- O que são benzodiazepínicos?
16- Os remédios são considerados drogas? Quais? Por quê?
17- Diferencie drogas lícitas de ilícitas.
79
APÊNDICE B - Polígrafo
INTRODUÇÃO À
QUÍMICA
ORGÂNICA
INTRODUÇÃO
¢
A Qu ím ica Or gâ n ica é o r a m o da Qu ím ica qu e
est u da os com post os con st it u ídos por á t om os de
ca r bon o, ch a m a dos de com post os or gâ n icos.
¢
P odem os en con t r a r a qu i u m n ú m er o im en so, de
exem plos de com post os, qu e fa zem pa r t e de n osso
cot idia n o.
¢
P lá st icos, det er gen t es, pet r óleo, dr oga s, den t r e
ou t r os sã o exem plos de su bst â n cia s or gâ n ica s.
80
CARACTERÍS TICAS D OS COMP OS TOS
ORGÂNICOS
¢
A m a ior ia dos com post os or gâ n icos sã o con stit u ídos,
fu n da m en ta lm en t e, por qu a t r o elem en t os: car bon o (C),
h idr ogên io (H ), oxigên io (O) e n itr ogên io (N). Veja a lgu n s
E xem plos:
Ca feín a
E t a n ol
Tolu en o
¢
Át om os de h idr ogên io est ã o pr esen t es n a m a ior ia dos com post os
or gâ n icos, qu a lqu er á t om o difer en t e de ca r bon o e h idr ogên io em
u m a m olécu la or gân ica , qu e est eja posicion a do en t r e ca r bon os é
den om in a do h et er oá t om o com o podem ser , por exem plo, os
elem en t os O, S, N e P .
¢
Com o por exem plo n a m olécu la do LSD o á t om o de
n it r ogên io est a posicion a do en t r e dois ca r bon os, sen do
a ssim ,den om in a do de h et er oá t om o.
O LSD é u m for t e a lu cin ógen o, por t a n t o,
Produz distorções no funcionamento do cérebro.
Pessoas sob o efeito desta droga criam ilusões e
delírios , como cores que podem ser ouvidas.
Além de perder a noção da realidade, e por perder
a noção da realidade, julgam-se capaz de fazer
coisas impossíveis como andar sobre as água,
produzir fogo ou até mesmo voar.
81
CAR ACT E R ÍS T ICAS DOS COM POS T OS OR GÂN ICOS
N A TAB ELA AB AIXO ES TÃO R EP R ES EN TAD AS AS MAN EIR AS
COMO O CAR B ON O E O N ITR OGÊN IO P OD EM R EALIZAR
LIGAÇÕES
Ca r bon o _ sem pr e qu a t r o
liga ções (tet r a va len t e)
C
C
C
C
Nit r ogên io _ Tr iva len te
N
N
N
N A TAB ELA AB AIXO ES TÃO R EP R ES EN TAD AS AS MAN EIR AS
COMO O HID R OGÊN IO , OXIGÊN IO , O EN XOFR E E OS
HALOGÊN IOS P OD EM R EALIZAR LIGAÇÕES .
Oxigên io e E n xofr e _ Biva len t es
Hidr ogên io e Ha logên ios (clor o,
flú or , br om o e iodo) _
Mon ova len t e
O
O
S
S
H
Cl
Br
I
F
82
A
VÁRIAS P OS S ÍVEIS MAN EIRA D E REP RES EN TAR A
ES TRU TU RA D OS COMP OS TOS ORGÂN ICOS
E xem plo: Veja m os, a lgu m a s da s possíveis m a n eir a de
r epr esen t a r a est r u t u r a do clor ofór m io.
E st ru t u r a I- Most r a t oda s a s
liga ções, in clu sive a geom et ria
t et ra édr ica do ca r bon o.
E st ru t u r a II- Most r a t oda s a s
liga ções, m a is om it e o ca r á t er
t et ra édr ico do ca r bon o, da n do
im pr essã o de qu e a ca deia é pla n a .
.
E st ru t u r a III- vem ga n h a n do for ça
com a popu la r iza çã o dos
com pu t a dor es, pois dá a n oçã o
volu m ét r ica da m olécu la . E la m ost r a
a r ela çã o de t a m a n h o en t r e os
elem en t os
T E TRAH IDROCANABINOL (TH C): P RINCIP AL
COMP ONE NTE
ATIVO DA MACONH A
O t er m o m a con h a r efer e-se a u m a pr epa r a çã o que r eú n e a s folha s,
a s flor es, a sem en t e, e pequ en os ga lh os da pla n t a Ca n n abis Sa t iva .
Qu a n do essa pr epa r a çã o é seca , a dr oga est á pr on t a pa r a ser fu m a da . O
pr in cipa l com pon en t e a t ivo da m a con h a é o TH C. E xist em n a r ea lida de,
diver sos ca n a bin óides a t ivos n a m a con h a .
As pla nt a s de Ca n n abis Sa t iva podem a pr esen t a r con cen t r a ções
va r ia da s de TH C. Qu a n t o m a ior a con cen tr a çã o de TH C n a m a con h a , m a is
for t e é o efeit o.
Os efeit os da m a con ha sã o difíceis de m edir , pa r cia lm en t e devido à
gr a n de va r ieda de de pr epa r a ções com difer en t es con cen tr a ções de TH C.
E ssa va r ia çã o n os efeit os depen de t a m bém do u su á r io dessa dr oga . Assim ,
a dose de m a con h a in su ficien t e pa r a u m pode pr odu zir efeit o n ít ido em
ou t r o e a t é for t e in t oxica çã o em u m t er ceir o.
Algu n s dos efeit os da m a con h a podem ser m edidos em
exper im en t os r epr odu t íveis: fu m a r m a conh a a u m en t a a pu lsa çã o, distor ce
a per cepçã o de t em po e debilit a a lgu m a s fu n ções m ot or as com plexa s.
E xist e a lgu m a evidência , t a n t o dir et a com o in dir et a , de qu e a
m a con h a ca u sa da n os n o cér ebr o.
83
Exem plo: Veja m os, a lgu m a s da s possíveis m a n eir a de r epr esen ta r a
est r u t u r a do tet r a idr oca n a bin ol (TH C)
E st ru t u r a I - Most r a t oda s a s
liga ções, m a is om it e o ca r á t er
t et ra édr ico do ca r bon o, da n do
im pr essã o de qu e a ca deia é
pla n a .
E st ru t u r .a II – É a for m a m a is
sim plifica da , m a s n os per m ite
obt er t oda s a s in for m a ções a
r espeit o da ca deia
E st ru t u r a III – É a fór m u la
m olecu la r . Mostr a som en t e a
qu a n t ida de de ca da elem en t o n a
for m a çã o da m olécu la .
CHO
21
30
2
P ROP RIE DADE S F ÍSICAS
DOS
C OMP OSTOS O RGÂNICOS
P OLARIDADE
¢
A pola r ida de de u m a m olécu la r efer e-se à s
con cen t r a ções de ca r ga s da n u vem elet r ôn ica em
volt a da m olécu la . É possível u m a divisã o em du a s
cla sses dist in t a s: m olécu la s pola r es e a pola r es.
POLAR
APOLAR
84
P OLARIDADE
¢
As liga ções ligações dos
com post os or gân icos
for m a dos som en t e por
ca r bon o e h idr ogên io sã o
a pola r es, pois os á t om os
u n idos a pr esen t a m u m a
pequ en a difer en ça de
elet r on ega t ivida de.
P OLARIDADE
—
P OLAR
CH 4
—
AP OLAR
¢
Qu a n do n a m olécu la de u m
com posto or gâ n ico, h ou ver
ou t r o elem en t o qu ím ico
a lém de ca r bon o e
h idr ogên io, su a s m olécu la s
pa ssa r ão a a pr esen t a r
cer t a pola r ida de.
DE SUBSTÂNCIAS ORGÂNICAS
85
P ON TO DE F U S ÃO E P ONTO EB U LIÇÃO
¢
As su bst â n cia s or gâ n ica s
sã o em ger a l c o v a le n te s e
fr eqü en t em en t e a p o la re s ;
em con seqü ên cia t em P F e
P E ba ix o s . Isso ju st ifica a
pr edom in â n cia de
com post os or gâ n icos
ga sosos e líqu ido. Os
sólidos exist en t es sã o, em
gr a n de pa r t e, fa cilm en t e
fu síveis.
S OLUBILIDADE
¢
O s com post os or gâ n icos, em ger a l, sã o solú veis em solven t es
pola r es e pou qu íssim o solú veis em solven tes pola r es com o a
á gu a .
¢
A gr a xa (or gâ n ica ) é r em ovida qu a n do a dissolvem os com
ga solin a (or gâ n ica ) . No en t a n to , t a m bém exist em com post os
or gâ n icos pola r es, por t a n t o solú veis em á gu a . Algu n s deles :
a çú ca r , álcool com u m , á cido a cét ico (con t ido n o vin a gr e ), ét er
com u m , et c.
¢
Sem elh an t e dissolve sem elh a n t e!
P OLAR, dissolve P OLAR
AP OLAR, dissolve APOLAR
86
COMBUSTÃO
¢
Com o t odos os com post os or gâ n icos con t êm ca r bon o e a
m aior ia possu i h idr ogên io, a qu eim a com plet a dessa s
su bst â n cia s pr odu z CO 2 e H 2 O. A com bu st ã o in com plet a
pr odu z CO, en qu a n t o a pa r cia l, a pen a s c (fu ligem ).
P or t a n t o, pa r a u m com post o or gâ n ico qu e con t ém som en t e
C e H ou C, H e O, pode-se escr ever :
Co m p o s to o rg â n ic o + O 2
Co m bu s t ã o c o m p le t a
CO 2 + H 2 O
CARACTERÍS TICAS D O ÁTOMO D E
CARB ON O
¢
O á t om o de ca r bon o é t et r a va len t e, ist o é, os
á t om os de ca r bon o for m a m qu a t r o liga ções.
87
¢
Além de liga ções sim ples, pode h aver liga ções du pla s e
t r ipla s, en t r e á t om os de ca r bon o e, t a m bém en t r e ca r bon os
e elem en t os difer en t es.
Át om os de
Ca r bon o
Liga ções
est a belecida s
Hibr ida çã o
Geom et ria
Ân gu lo
en t r e a s
liga ções
4 σ (Siglim a )
sp³
t et r a edro
109º28
3 σ e 1π
sp²
t r ia n gu la r
120º
2σ e2π
sp
lin ea r
180º
2 σe 2 π
sp
lin ea r
180°
C
C
C
C
88
¢
Át om os de ca r bon o t êm en or m e ca pa cida de de
liga r -se a ou t r os á t om os, de ca r bon o ou de
difer en t es elem en t os, form a n do est r u t u r a s
den om in a da s ca deia s ca rbôn ica s, essa s
con st it u em o “esqu elet o” dos com post os
or gâ n icos.
Veja a lgu n s exem plos de fór m u la est r u t u r a l:
Mor fin a
¢
H eroín a
Os á t om os de ca r bon o podem ser cla ssifica dos com o
pr im á r io, secu n dá r io, t er ciá r io, qu a t er n á r io
con for m e est eja m liga dos, r espect iva m en t e a u m ,
dois, t r ês ou qu a t r o ca r bon os.
Ca rbon o
Defin içã o
P r im á r io
Liga do dir eta m en t e,
n o m á xim o, a u m
ca r bon o
Secu n dá r io
Liga do dir eta m en t e a
dois ca r bon os
Ter ciá r io
Liga do dir eta m en t e a
t r ês ca r bon os
Qu a t er n á r io
Liga do dir eta m en t e a
qu a t r o ca r bon os
exem plo
89
¢
As ca deia s ca r bôn ica s podem ser cla ssifica da s
con for m e m ost r a o qu a dr o o a ba ixo.
Ca deia
Aber t a , a cíclica ou
a lifá t ica
Ca r a ct er íst ica s
Apr esen t a
ca r bon os livr es n a
ext r em ida de
F ech a da ou cíclica
Os ca r bon os liga m se u n s a os ou t r os
for m a n do ciclo
Ar om á t ica
P ossu i a n el
ben zên ico
Alicíclica s
Nã o possu i a n el
ben zên ico
Nor m a l (a ber t a )
Con t ém a pen a s
ca r bon os pr im á r ios
e secu n dá r ios
Ram ifica da
(aber t a )
P ossu i pelo m en os
u m ca r bon o
t er ciá r io
E xem plos
90
Sa t u r a da (a ber t a ou Apr esen t a som en t e
liga ções
sim ples
fech a da )
en t r e á tom os de
ca r bon o
.
In sa t u r a da ou n ã o- H á pelo m en os u m a
sa t u r a da (a ber t a ou liga çã o du pla ou
fech a da )
t r ipla en tr e á t om os
de ca r bon o
H eter ogên ea (a ber t a Apr esen t a
ou fech a da )
h et er oá t om o (S, O,
N ou P en tr e á t om os
de ca r bon o)
H om ogên ea
ou fech a da )
Mist a
¢
(a ber t a Nã o
a pr esen t a
h et er oá t om o
Ca deia a ber t a e
fech a da
A m a n eir a com o os elem en t os a pa r ecem liga dos n a s ca deia s
ca r bôn ica s per m it e-n os cla ssifica r o gr a n de n ú m er o de
com post os or gâ n icos em n ú m er o r elat iva m en t e pequ en o de
fa m ília s com ba se n a s su as est r u t u r as. As m olécu la s de
com post os or gâ n icos em u m a fa m ília em pa r t icu la r sã o
ca r a ct er iza da s pela pr esen ça de u m det er m in a do a r r a n jo de
á t om os den om in a do gr u po fu n cion a l.
91
F UNÇÕE S ORGÂNICAS
¢
Um gr u po fu n cion a l é a
pa r t e da m olécu la on de a s
su a s r ea ções qu ím ica s
ocor r em . È a pa r t e qu e
efet ivam en t e det er m in a a s
pr opr ieda des qu ím ica s dos
com post os or gâ n icos e,
t a m bém m u it a s das su a s
pr opr ieda des físicas.
¢
A pr esen ça do gr u po fu n cion a l
em u m a ca deia ca r bôn ica
det er m in a o t ipo de
su bst â n cia , qu e é den om in a do
fu n çã o or gâ n ica . Den t r e a s
pr in cipa is fu n ções qu ím ica s
est ã o: h idr oca r bon et os,
alcoóis, fen óis, ét er es,
aldeídos, cet on a s, á cidos
car boxílicos, ést er es, a m ida s,
am in a s, n it r ila s, e h a letos
or gâ n icos.
H IDROCARBONE TOS
Os h idr ocar bon et os são com post os or gâ n icos cu ja s
m olécu la s con t êm a pen a s á t om os de ca r bon o e h idr ogên io.
Os h idr ocar bon et os cu ja s m olécu la s con t êm liga ções
sim ples car bon o-ca r bon o sã o ch a m a dos de a lca n os, os
h idr oca r bon et os qu e con t êm liga ções du pla s ca r bon oca r bon o são ch a m a dos de a lca n os e a qu eles qu e con t êm
liga ções t r ipla s ca r bon o-ca r bon o sã o ch a m a dos de a lcin os.
Os h idr ocar bon et os qu e con t êm u m a n el especia l sã o
ch a m a dos de h idr oca r bon et os a r om á t icos. O gr u po
fu n cion a l de u m a lcin o é a su a liga çã o t r ipla ca r bon oca r bon o, de u m a lcen o é a su a liga çã o du pla ca r bon oca r bon o. Os a lca n os n ã o t êm gr u po fu n cion al.
92
H idr oca r bon et os Ar om á t icos
Fór m u la est r u t u r a l do
Ben zen o
( u m a n el ben zên ico)
A
F ór m u la est r u t u r a do 3,4ben zopir en o
( cin co a n eis ben zên icos)
S EGU IR , A REP RES EN TAÇÃO D E ALGU MAS
F U N ÇÕES ORGÂN ICAS
F u n ções Or gâ n ica s
ÁLCOOL
F ór m u la Gera l
R
OH
F E NOL
É TE R
ALDE ÍDO
CE TONA
ÁCIDO
CARBOXÍLICO
Ar
R
OH
O
R1
93
A
S EGU IR , A REP RES EN TAÇÃO D E ALGU MAS
F U N ÇÕES ORGÂN ICAS
É STE R
AMINA
Am in a 1º
Am in a 2º
Am in a 3º
AMIDA
NITRILO
H ALE TO
ORGÂNICO
R
C
N
R X
(F, Cl, Br , I)
OBSE RVAÇÃO
¢
E m est r u t ur a s m a is com plexa s, é m u it o com u m en cont r a r m os m a is qu e
u m gr u po fun cion a l, esses com post os são cla ssifica dos com o su bst â ncia s de
fu n çã o m ista , com o por exem plo, o TH C e a coca ín a ( um a lca lóide,
su bst â n cia qu e con t ém n it r ogên io, ca r bon o e h idr ogênio e t em
pr opr ieda des qu ím ica s sem elh a n t es à s a m in a s e sã o ext r a ída s de veget a is)
TH C
Coca ín a
At ivida des: Iden t ifiqu e os gr u pos fu n cion ais pr esen t e n o TH C e n a coca ín a e
in diqu e a geom et r ia dos ca r bon os on de os gr u pos fu n cion a is est ã o liga dos.
94
E XE RCÍCIOS
1- O ben zopir en o é u m a su bst â n cia pr esen t e n a fu m a ça do ciga r ro, qu e é
oxida do a u m ca n cer ígen o, su bst â n cia qu e t r a n sfor m a u m a célu la
n or m a l n u m a célu la ca n cer osa . O 3,4- ben zoa pir en o é u m exem plo de
ca deia ca r bôn ica cla ssifica da com o:
a ) H om ogên ea , sa t u r a da , a ber t a
b) H et er ogên ea , in sa t u r a da , fech a da
c) H om ogên ea , in sa t u r a da , a r om á t ica
2- O gost o a m a r go ca r a ct er íst ico da cer veja , deve-se a o com post o m ir cen o,
pr oven ien t e da s folh a s de lú pu lo, a dicion a do à bebida du r a n t e a su a
fa br ica çã o.
A fór m u la est r u t u r a l do m ir cen o a pr esen t a : (m a rqu e a a lt er n a t iva
cor r et a e corr ija a s fa lsa s)
a ) u m ca r bon o t er ciá r io
b)
ca deia a cíclica e in sa t u ra da
c) ca deia ca r bôn ica sa t u r a da e r a m ifica da
d) c) cin co ca r bon os pr im á rios
e)
ca deia ca r bôn ica h et er ogên ea
7- Cit e dois pr ocedim en t os exper im en t a is pa r a dist in gu ir u m a a m ost r a de
com post o in or gâ n ico de ou t r a a m ost r a de com posto or gâ n ico, a m ba s
sólida s.
8- Da da s a s r epr esen t a ções a ba ixo, in diqu e qu a l dela s é a cor r et a pa r a o
m et a n o. J u st ifiqu e su a escolh a .
9- Cit e os t ipos de liga çã o exist en t es n a m olécu la do com post o de fór m u la :
95
3- A m a con h a con tém u m a va rieda de de su bst â n cia s qu ím ica s,
m u it a s dela s n ã o iden t ifica da s. O pr in cipa l com pon en t e a t ivo é o
t etr a idr oca n a bin ol (TH C). Exist e a lgu m a evidên cia – t a n t o dir et a
com o in dir et a - de qu e a m a con h a ca u sa da n os a o cérebr o.
A ca deia ca r bôn ica do t et r a idr oca n a bin ol r epr esen t a da a o la do
pode ser cla ssifica da com o:
a)
Hom ogên ea , m ist a , in sa t u r a da
b)
Het er ogên ea , m ist a , sa t u ra da
c)
Het er ogên ea , m ist a , in sa tu r a da
4- Um dos solven tes pr esen t e n a com posiçã o de a lgu m a s cola s de
sa pa t eir o ven dida n o Br a sil é o t olu en o.
A fór m u la m olecu la r do t olu en o é:
a ) C 7H 8
b) CH 2
c)
CH 4
d) C 5 H 4
e)
CH 3
5- A ca feín a é u m a su bst â n cia pr esen t e n a s sem en t es de ca fé. E la
a ge, qu a n do in ger ida , sobr e o sist em a n er voso, deixa n do a pessoa
m a is a ler t a . P or ém , é t óxica em a lt a s doses. Su a fór m u la
est r u t u r a l é da da a segu ir . Qu a n t os á t om os de h idr ogên io est ã o
pr esen t es n u m a m olécu la de ca feín a ?
6- A n icot in a , su bst â n cia a lt a m en t e t óxico, ocor r e n a por cen t a gem
m édia de 5%, em peso, n a s folh a s seca s de Nicot ia n a t a ba cu m .
a)
Qu a n t os gra m a s de n icot in a se obt êm a pa r t ir de 1,8 kg de folh a s
seca s de Nicot in a t a ba cu m ?
b)
Dê a fór m u la m olecu la r da n icot in a , cu ja fór m u la est r u t u r a l
a pa r ece a o la do?
96
10 - A nicotina é alcalóide extraído das folhas do tabaco, que se apresenta na
forma de líquido amarelo, de cheiro desagradável e venenoso, utilizado
como pesticida. Um artigo publicado na revista Veja de maio de 1996
denuncia: "O cigarro brasileiro está turbinado. As indústrias Souza Cruz e
Philip Morris, detentoras de mais de 90% do mercado brasileiro, adicionam
amônia ao tabaco para que o fumo, ao ser queimado, e a fumaça, inalada,
liberem uma quantidade maior de nicotina no organismo do fumante.
Mais nicotina = maior dependência do cigano = mais prejuízos à saúde.".
.."Sabe-se que a absorção da nicotina da fumaça do cigarro pelo fumante
relaciona-se fortemente à acidez ou à alcalinidade do tabaco. Um tabaco
mais ácido pode ser muito rico em nicotina, mas, sob o efeito da acidez,
liberará uma quantidade bem menor da substância no organismo do
fumante. O inverso acontece com um tabaco mais alcalino - mesmo fumos
pobres liberarão mais nicotina no fumante. Acontece que a adição de
amônia, NH3, ao cigarro reduz a acidez do fumo, tornando-o mais alcalino.
Logo, fazendo com que ele libere mais nicotina"
a)Indique a fórmula molecular da nicotina a partir de sua fórmula estrutural
esquematizada a seguir:
b) Indique a hibridação e geometria do
carbono terciário.
[
11- A t est ost er on a , u m dos pr in cipa is h or m ôn ios sexu a is m a scu lin os, possu i
fórm u la est r u t u r a l pla n a :
Det erm in e:
a ) o n ú m er o de á t om os de ca r bon o, cla ssifica dos com o,
t er ciá r ios, de su a m olécu la .
b) a h ibr ida çã o do ca r bon o on de est a liga do a h idr oxila .
12- In diqu e a fór m u la est r u t u ra l e a fór m u la m olecu la r de u m com post o
or gâ n ico, de ca deia in sa t u r a da e h et er ogên ea , com 7 á t om os de ca r bon o e 1
á t om o de n it r ogên io e qu e a in da possu i u m ca r bon o qu a t er n á r io e dois
ca rbon os com h ibr ida çã o sp 2.
13- Um det er m in a do com post o or gâ n ico possu i a s segu in t es ca r a ct eríst ica s: .
A m olécu la t em 1 á t om o de n it r ogên io; É for m a do por 7 á t om os de ca r bon o, sen do 4
pr im á r ios, 1 secun dá r io e 2 t er ciá r ios; Os ca r bon os t er ciá r ios sofr em h ibr ida çã o sp2,
a pen a s 1 ca r bon o sofr e h ibr ida çã o sp e os dem a is sofr em h ibr ida çã o sp3.
In diqu e a fór m u la est r u t u r a l desse com post o e cla ssifiqu e sua ca deia ca r bôn ica .
97
14- Sa ben do qu e os qu a t r o elem en t os C, H , O e N fa zem r espect iva m en te 4,
1, 2 e 3 liga ções cova len t es com u n s, for n eça a fór m u la est r u t u r a l dos
segu in t es com post os:
a ) C 4 H 11 N , em qu e t odos os ca r bon os sã o pr im á r ios.
b) C 2 H 4 O 2 , qu e possu i o gr u po fu n cion a l ést er .
c) C 3 H 8 O, cuja ca deia ca r bôn ica é h et er ogên ea .
d) C 2 H 5 ON , cu ja ca deia ca r bôn ica é h om ogên ea.
15- A coca ín a é u m a lca lóide cu jo u so pr olonga do leva à depen dên cia física , a
per íodos de gr a n de depr essã o, poden do cau sa r a m or t e. E la é t a m bém u m
a n est ésico loca l. A con iín a é u m ou t r o a lca lóide m u it o tóxico; su a in gest ã o
pode ca u sa r fr a qu eza , t on t ur a s, n á u sea s, r espir a çã o difícil, pa r a lisia e
m or t e. E la é a su bst â n cia tóxica da pla n ta de n om e cicut a , u t iliza da na
execu çã o do filósofo Sócr a t es. Aba ixo, estã o a s est r u t u r a s qu ím ica s da
coca ín a e da con iín a .
a ) E scr eva a fór m u la m olecu lar da coca ín a
e da con iín a .
b) Cit e os gr u pos fu n cion a is exist en t es
na m olécu la de coca ín a .
16- In diqu e a s fun ções or gâ n ica s qu e est ã o pr esen t es n a m olécu la de
glicose :
17- A su bst â n cia r espon sá vel pelo a r om a ca r a ct er íst ico da m a çã ver de
pode ser r epr esen t a do por :
a ) Qu a n t os h idr ogên ios complet a m cor r et a m en t e essa m olécu la ?
b) E scr eva su as fór m u la s est r u t u r a is simplifica da s e a fór m u la
m olecu la r .
c) Cla ssifiqu e os ca r bon os pr esen t e n a est r u t u r a .
d) Qu a l é o gr upo fu n cion a l pr esen t e n essa m olécu la ?
98
18- Qu a is a s liga ções (sim ples, du pla s ou t r ipla s )en t r e á t om os de
ca r bon o qu e com pleta m de m a n eir a a dequ a da a s est r u t u ra s, n a s
posições in dica da s por 1, 2, 3 e 4 ?
a)
c)
b)
19- Con sider e a ca deia a segu ir ;
Os ca r bon os n u m er a dos cla ssifica m -se r espect iva m ent e com o:
a ) pr im á r io, t er ciá r io, qu at er n á r io, secun dá r io
b) pr im á r io, qu a t er n á r io, secu n dá r io, t er ciá r io
c) secu n dá r io, qu a t er n á r io, t er ciá r io, pr im á r io
d) t er ciá r io, secu n dá r io, pr im á r io, qu a t er n á r io
e) t er ciá r io, pr im á r io, secu n dá r io, qu a t er n á r io
28- A ben zoilm et ilecgon in a , vu lga r m en t e ch a m a da de coca ín a é u m a lca lóide
qu e é obt ida a pa rt ir da s pla n ta s der iva da s da E r yt h r oxylon coca , é u m a
dr oga per igosa qu e ca u sa depen dên cia e m u it os da n os à sa ú de de seu s
con su m idor es. A fór m u la est r u t u r a l do ben zoilm et ilecgon in a pode ser , a ssim
r epr esen t a da :
a )Iden t ifiqu e e n om eie a s
fu n ções or gâ n ica s presen t es n a
fór m u la est r u t u r a l da coca ín a .
29- A m or fin a é u m pot en t e n a r cót ico e a n a lgésico ext r a ído do ópio. A h er oín a é
obt ida sin t et ica m en t e a pa r t ir da m or fin a e é m a is pot en t e qu e a m or fin a ,
pois pen et r a n o cér ebr o, on de se t r a n sfor m a n a m or fin a .
a )Iden t ifiqu e e n om eia a s fu n ções
or gâ n ica s qu e sã o preser va da s n a
con ver sã o da m or fin a em h er oín a .
b) E m ter m os de fu n ções or gâ n ica s
pr esen t es n a s m olécu la s de
m or fin a e h er oín a , qu a l é a
difer en ça en t r e ela s?
Mor fin a
H er oín a
99
20 - O LSD é u m a dr oga a lu cin ógen a qu e ofer ece a lt o r isco pa r a o
u su á r io. A est r u t u r a do LSD é:
a ) H á gr u po fu n cion a l a m ida n a m olécu la de LSD?
b) H á gr u po fu n cion a l a m in a n a m olécu la de LSD?
E m ca so a fir m a t ivo, é a m in a pr im á r ia , secu n da r ia ,
ou t erciá r ia ?
d) Qu a n t os h idr ogên ios exist em n o a n el ben zên ico da m olécu la de LSD?
21- O TH C ou t et ra h idr oca n a bin ol, de fór m u la :
É o prin cipa l com pon en t e a t ivo da m a con h a ,
com efeit o de ca u sa r a ba n don o da s a t ivida des
Socia is e r edu zir a cen t u a da m en t e o desejo
sexu a l .
O THC a pr esen t a , n a su a fór m u la , os gr u pos
fu n cion a s:
a)
Álcool e ést er
d) F en ol é ést er
b)
Álcool e ét er
e) F en ol e ét er
c)
F en ol e cet on a
f) Álcool e cet on a
22- O com post o or gâ n ico de fór m u la m olecu la r C 3 H 8 O deve ser cla ssifica do
com o:
a ) Ácido
b) Álcool
c) Aldeído
d) Cet on a
e) F en ol
23 - O com posto or gâ n ico de fór m u la m olecu la r C 2 H 6O pode per t en cer a s
fu n ções:
a ) Álcool e ést er
c) Aldeído e cet on a
e) Álcool e ét er
24- A fór m u la m olecu la r do com post o C 6 H 5 NH 2 cor respon de a u m a :
a )Am ida secu n dá r ia
b) Am ida pr im á r ia
c) Am in a
25- Com o solven t e de esm a lt e de u n h a s, u sa -se u m a su bst â n cia cu ja
m olécu la con t ém seis á t om os de H , e u m á t om o de O, liga dos a t r ês
á t om os de ca r bon o, for m a n do u m a ca deia h om ogên ea e sa t u r a da .
E scr eva a fór m u la m olecu la r e est r u t u ra l pla n a dessa su bst â n cia .
100
26 - Mu it os fá r m a cos livr em en t e ven didos em fa r m á cia s sã o t a m bém
deriva dos da fen ilet ila m in a s. O m a ior gru po é o da s a n fe ta m in a s ,
su bst â n cia s estim u la n t es, ca pa zes de a u m en t a r a pr essã o sa n gu ín ea ,
r edu zir a fa diga e in ibir o son o. Sã o u t iliza da s em descon gest ion a n t es
n a sa is, a n t i-h em or r á gicos, in ibidor es de a pet it e, est im u la n t es.
Ta m bém ca u sa m depen dên cia e da n os físicos e m en t a is a lon go pra zo.
A m a ior ia dest a s dr oga s, en t r et a n t o, pode ser a dqu ir ida sem n en h u m
pr oblem a em fa r m á cia s br a sileir a s. E st a s dr oga s sã o t oda s sin t ét ica s, e
fora m fr u t os de a n os de pesqu isa em la bor a t ór io. Um a da s m a is
a n tiga s é a pr ópr ia a n fet a m in a (ben zidrin a ), qu e é o 2-fen il-1-m etilet a n oa m in a . A fór m u la estr u t u r a l do 2-fen il-1-m et il-et a n oa m in a é
a ssim r epr esen ta do:
a )Qu a l a fór m u la m olecu la r do 2-fen il-1-m et il-et a n oa m in a ?
b) O gr u po fu n cion a l a m in a est a liga do a u m ca r bon o
de h ibr ida çã o sp³, sp² ou sp?
c) Deter m in e o n ú m er o de ca r bon o, cla ssifica do
com o t er ciá r io, de su a m olécu la .
d) Det er m in e a geom et r ia dos ca r bon os pr esen t es
n a ca deia a r om á t ica .
R E F E RÊ NCIAS
¢
CAN TO, E dua r do L; P E RUZZO, F r a n cisco, M. QU ÍMICA n a
Abo rd a g e m d o Co t id ia n o,Sã o P a u lo: Edit or a Moder na , 2003. V 3.
¢
F E RRE IRA, Ma ir a ; MORAIS, La vín ia ; NICH E LE , Ta t ia n a Z; DE L P IN O,
Cla u dio J . Qu ím ic a Org ân ic a , P or t o Alegr e: E dit or a Ar t m ed, 2007.
¢
MICH E L, Oswa ldo R. S a ú d e P ú blic a : ris c o s e h u m an is m o , Rio de
J a n eir o: E ditor a Revin t er , 2002.
¢
MORTIME R, E . F ; MACH ADO, A. H . Qu ím ic a . Sã o P a u lo: E dit or a
Scipion e, 2007.
¢
RU SSE L, J hon B. Qu ím ic a Org â n ic a ; tr a du çã o e r evisã o t écn ica Már cia
Gu ekezia n . 2 ed. Sã o P a u lo: E dit or a Makr on Books, 1994, V 2.
¢
SOLOMOS, T. W. Gr a h a m ; F RYH E LE , Gr a ig B. Qu ím ic a Org â n ic a. 8.
ed. Rio de J an eir o: LTC, 2006. v. 1.
Sit es Con su lt a dos
ht t p://google/ima gen s
ht t p://200.144.91.102/cebr idweb/defa u lt .a spx
ht t p://im a ges.google.com .br /im a ges
101
APÊNDICE C- Para a produção da revista foram mesclados os textos
pesquisados pelos alunos sobre drogas psicotrópicas com os textos
trabalhados nas aulas de química durante a execução da proposta de ensino.
102
APÊNDICA D- Trabalhos Realizados Pelos Alunos
Figura 1: Grupo de alunos da turma 302, apresentação do seminário sobre “Álcool,
tabaco, maconha e cocaína”.
Figura 2: Grupo de alunos da turma 302, apresentação do seminário sobre “Álcool,
tabaco, maconha e cocaína”.
103
Figura 3: Grupo de alunos da turma 302, apresentação do seminário sobre
“Anfetaminas”.
Figura 6: Grupo de alunos da turma 301, apresentação do seminário sobre
“Benzodiazepíonicos”.
104
Figura 7: Grupo de alunos da turma 301, apresentação do seminário sobre
“Benzodiazepíonicos”.
Figura 8: Grupo de alunos da turma 302, apresentação do seminário sobre “Crack e
êxtase”.
105
Figura 9: Grupo de alunos da turma 302, apresentação do seminário sobre
“Benzodiazepínicos”.
Figura 10: Grupo de alunos da turma 302, apresentação do seminário sobre
“Benzodiazepínicos”.
106
Figura 11: Grupo de alunos da turma 302, apresentação do seminário sobre
“Benzodiazepínicos”.
Figura 12: Grupo de alunos da turma 302, apresentação do seminário sobre
“Anfetaminas”.
107
LSD
O lsd , mais precisamente LSD25 é
um composto cristalino, que ocorre
naturalmente como o resultado das
reações metabólicas do fungo
Claviceps Purpúrea, relacionado com
os alcalóides do ergot podendo ser
produzido a partir do processamento
das substâncias do esporão do centeio.
Foi sintetizado pela primeira vez em
1938 e, em 1943 o químico Albert
Hofmann descobriu os seus efeitos de
uma forma acidental.
Efeitos do LSD:
O LSD é um alucinógeno e produz distorções no funcionamento do cérebro. Os
efeitos variam de acordo com o organismo que está ingerindo a droga e de acordo com
o ambiente em que está sendo consumida. O usuário pode sentir euforia e excitação ou
pânico e ilusões assustadoras.
A droga dá uma sensação de que tudo ao redor do usuário está sendo distorcido.
As formas, cheiros, cores e situações, para a pessoa que está sob o efeito da droga, se
alteram, criando ilusões e delírios, como paredes que escorrem, cores que podem ser
ouvidas e mania de grandeza ou perseguição. Além disso, uma pessoa sob o efeito do
LSD perde o juízo da realidade e com isso a capacidade de avaliar corretamente uma
situação qualquer. Por perder a noção da realidade, o usuário LSD pode se julgar capaz
de fazer coisas impossíveis como andar sobre as águas, produzir fogo ou mesmo voar,
também causa um fenômeno chamado “flashback”: o usuário, um tempo depois de
consumir a droga, começa a sentir os efeitos novamente, como se tivesse acabado de
consumi-lá. E podem acontecer a qualquer momento.
Ecstasy
O ECSTASY é uma droga moderna
sintetizada,neurotóxica, cujo efeito na fisiologia
humana é o bloqueio da reabsorção da
serotonina, dopamina no cérebro. As alterações
ao nível do tacto promovem o contato físico,
embora não tenha propriedades afrodisíacas,
como se pensa.
No corpo, os efeitos são relativamente leves, aceleração de batimentos cardíacos,
pupilas dilatadas e aumento de suor. Pode acontecer convulsões, mas é raro. O maior
perigo do consumo do LSD é suas conseqüências psíquicas.
É vendido sob a forma de compridos e
ocasionalmente em cápsulas. Embora estudos
mostrem que a neurotoxidade do ecstasy não
cause danos permanentes em doses recreativas,
ainda suspeita-se que o consumo de ecstasy cause
tais danos a cada dose, e perigo de
desenvolvimento de doenças psicóticas. Os
estudos a respeito do ecstasy em humanos são
poucos difundidos por questões legais que
proíbem ministrar doses de MDMA para
humanos.
Efeitos do ECSTASY:
Os Neurotransmissores
Os efeitos físicos são taquicardia, aumento da pressão
sanguínea, secura da boca, diminuição do apetite,
dilatação das pupilas, dificuldade em caminhar, reflexos
exaltados, vontade de urinar, tremores, transpiração,
câimbras ou dores musculares.
As substâncias bioquímicas que transmitem mensagens através das sinapses nervosas
se chamam neurotransmissores porque transmitem informação de um neurônio à
outro. São eles: dopamina, endorfina, encefalina, serotonina, epinefrina, substância
“P”, aceticolina, etc. As drogas psicoativas alteram o funcionamento normal dos
neurotransmissores. Por exemplo, um estimulante como a cocaína forçará a liberação
de grandes quantidades de epinefrina e dopamina criando mensagens que de dirigem
ao sistema nervoso central ou surgindo dele. Um depressor como a heroína inibirá a
liberação da substância “P”, unindo-se à célula nervosa emissora, de tal forma que
amortecerá o sinal doloroso, obstaculizando ou debilitando. Também pode se unir ao
centro respiratório, deprimindo a respiração. Um alucinógeno como o LSD pode
estimular aos neurotransmissores, mas fundamentalmente os confundirá, exagerando
algumas mensagens, distorcendo outras e inclusive criando mensagens imaginárias,
especialmente imagens visuais e auditivas.
O Ecstasy, a nível cerebral, age aumentando a
produção e a diminuição da reabsorção da serotonina,
dopamina e noradrenalina. Seus efeitos surgem após
vinte e setenta minutos, atingindo estabilidade em duas
horas, pode agrupar efeitos da cannibis, das
anfetaminas e do álcool.
Quanto aos efeitos, ocasiona sensação de intimidade e
de proximidade com outras pessoas, aumento da
comunicação, sensualidade, euforia, despreocupação,
autoconfiança e perda da noção de espaço. Em longo
prazo podem ocorrer alguns efeitos tais como lesões
celulares irreversíveis, depressão, paranóia,alucinação,
despersonalização, ataques de pânicos, perda de autocontrole, impulsividade, dificuldade de memória e de
tomar decisões.
As drogas e o Cérebro
O Cérebro controla e integra todo
movimento e conduta humana. Quase todas
as drogas, em seu abuso, modificam a
conduta pela ação que exercem no cérebro e
no tronco encefálico. As modificações de
conduta causadas por drogas que provocam
emoções incontroláveis, restrição do
armazenamento se informação, capacidade
limitada para tomar decisões e outros tipos
de conduta sem controle, há levado
pesquisadores a estudar as reações nas
diversas áreas do cérebro.
Depois que a droga entra no tecido
nervoso, pode ocorrer várias reações, porque
as várias drogas parecem ter como destino,
áreas diferentes.
Problemas sociais
Entre os impedimentos para a auto-identificação, no período da adolescência,
destaca-se a rejeição. Caracterizado pelo abandono a que se sente relegado o jovem no
lar, esse estigma o acompanha na escola, no grupo social, em toda parte, tornando-o
tão amargurado quão infeliz, sentindo-se impossibilitado de auto realizar-se, o
adolescente que vem de uma infância de desprezo, foge para dentro de si,rebelando-se
contra a vida, que é a projeção inconsciente da família desestruturada.
Os exemplos domésticos, como usar qualquer medicamento, para buscas de
equilíbrio, de repouso, só tem resultados negativos de resistência para enfrentar
desafios. Demonstrando incapacidade para suportar problemas sem ajuda de químicos,
que ingeridos, abrem espaço na mente da prole, fugindo para os recantos da cultura
das drogas. Os mecanismos de fuga pelas drogas, produzem esquecimento, ou
sentimento de maior apreciação da simples beleza do mundo, o que é efêmera,
deixando pesadas marcas na emoção e na conduta, e no psiquismo, fazendo
desmoronar todas as construções as fantasia e do desequilíbrio.
Diante do desafio das drogas, a terapia do amor, ao lado das demais especializadas,
constitui recurso de urgência, que não deve ser postergado a pretexto algum, sob pena
de agravar-se o problema, tornando-se irreversível e de efeitos destruidores.
Figura 13: Apresentação do seminário sobre “LSD e Êxtase”, turma 301.
108
O que são anfetaminas ? para que servem
As anfetaminas são drogas estimulantes da atividade do
sistema nervoso central ,isto é fazem o cérebro trabalhar
mais depressa deixando as pessoas mais acesas ,ligadas ,com
menos sono .
São chamadas de rebite principalmente entre os motoristas
que precisam dirigir durante várias horas seguidas sem
descanso ,a fim de cumprir prazos de predeterminados
também são conhecidas como bolas por estudantes que
passam a noite inteiras estudando ,ou por pessoas que
costumam fazer regimes de emagrecimento sem
acompanhamento médico.
Nos Estados Unidos a metanfetamina (uma anfetamina)tem
sido muito consumida na forma fumada em cachimbos
recebendo o nome de ice (gelo)
Outra anfetamina metilenodioximetanfetamina ( mdma)
também conhecida pelo nome de êxtase tem sido uma das
drogas com maior aceitação pela juventude inglesa.
As anfetaminas são drogas sintéticas fabricadas em
laboratório não são portanto produtos naturais .
Neurotransmissores e as drogas
A anfetamina inibe as proteínas transportadoras de
dopamina e norepinefrina
Existentes nos neurônios:
Norepinefrina presente na vivacidade, na
concentração nas emoções positivas e na
analgésica (supressão da dor )em baixa dosagem
pode acarretar depressão e falta de atenção em alta
impulsidade e ansiedade .As bolinhas e os
remédios parar emagrecer(anfetaminas)podem
camuflar os efeitos da norepinefrina .
Problema social
Atualmente,a anfetamina é proibida em
vários paises.Em alguns paises da Europa a
substância foi totalmente proibida ,sendo
encontrada somente de forma clandestina
vinda de outros locais.
No Brasil a substância é comercializada em
forma de remédios para tratamento de
obesidade e pessoas que sofrem de
distúrbio psicológicos sendo encontradas
portanto em medicamentos controlados que
exigem receita medica do paciente
Composição química
Anfetaminas: São drogas sintéticas ,fabricadas em
laboratórios. Não são portanto produtos naturais apresentam
pelo menos um grupo funcional amina
exemplo:fenilpropanolamina
Êxtase(MDMA)
Efeitos no organismo
Estimulantes,como as anfetaminas,elevam o gasto cardíaco
(volume de sangue bombeado pelo coração)e pressão
sanguinea,o que os torna perigosos para pacientes com
histórico de doença cardíaca a hipertensão.Pacientes com
históricos de dependência de drogas ou anorexia também não
devem ser trados com anfetaminas,devido às suas
propriedades de dependência e supressão de apetite.
Os efeitos físicos das anfetaminas podem incluir redução de
apetite,sensações aumentadas ou distorcidas,hiperatividade
pupilas dilatadas ,rubor,agitação boca seca,disfunção erétil
dor de cabeça ,batimento cardíaco elevado,aumento da
pressão sanguinea;febre,suor,diarréia,tontura,tremor,insônia.
Em altas doses ou uso crônico pode ocorrer convulsão pele
seca acne e palidez.O abuso de anfetaminas também pode
aumentar o risco de ataque cardíaco.
conclusão
Então podemos dizer que as anfetaminas
são drogas estimulantes que deixam as
pessoas mais acesas.
Antes da anfetamina
Depois de 3 anos e meio usando
Figura 14: Apresentação do seminário sobre “Anfetaminas”, turma 301.
109
O que é MORFINA ?
§
A morfina é a primeira droga derivada do ópio
produzida em laboratório. Foi produzida em 1803 e é
usada no tratamento da dor.
A morfina é uma droga perigosa e causa euforia,
bem estar e dependência rápida. A dependência da
morfina é tanto física quanto psicológica sendo que
o usuário precisa de doses cada vez maiores. A
dependência se caracteriza por tremores, ereção
dos pêlos, suores, lacrimejamento, rinorreia,
respiração rápida, temperatura elevada, ansiedade,
anorexia, dores musculares, hostilidade, vômitos e
diarréia.
§
A heroína é uma das drogas mais
prejudiciais drogas de que se tem
notícia. Além de ser extremamente
nociva ao corpo, a heroína causa
rapidamente dependência química e
psíquica. Ela age como um poderoso
depressivo do sistema nervoso central
Logo após injetar a droga, o
usuário fica em um estado sonolento,
fora da realidade. Esse estado é
conhecido como "cabeceio" ou
"cabecear".
MORFINA & HEROÍNA
A morfina causa sofrimento considerável para o
dependente, pois seus sinais só desaparecem após
uma dose de opióide. As conseqüências deixadas
pela morfina são várias: deprimem as regiões do
cérebro que controlam a respiração, os batimentos
cardíacos e a pressão arterial do sangue. As pupilas
ficam contraídas, o estômago e o intestino paralisam
e apresenta forte prisão de ventre.
A morfina também leva o usuário ao coma
apresentado por perda de consciência, perda de
oxigenação no sangue e a queda de pressão arterial
que se não for socorrido rapidamente pode levar a
morte.
O que é HEROÍNA ?
§
Da morfina, logo foram sintetizadas
várias derivações como diamorfina,
codeína, codetilina, heroína, metopon.
A heroína é a mais conhecida delas. Na
década de 20 foi constatado que a
heroína causava dependência química
e psíquica, por isso foi proibida sua
produção e comércio no mundo todo. A
heroína voltou a se expandir pelo
mundo depois da Segunda Guerra
Mundial e hoje é produzida no mercado
negro principalmente no Sudeste
Asiático e na Europa.
110
§ As pupilas ficam muito
contraídas e as primeiras
sensações são de euforia e
conforto.
Em seguida, o usuário entra em
depressão profunda, o que o leva a
buscar novas e maiores doses
para conseguir repetir o efeito.
§
Fisicamente, o usuário de heroína
pode apresentar diversas
complicações como surdez, cegueira,
delírios, inflamação das válvulas
cardíacas, coma e até a morte. No caso
de ser consumida por meios injetáveis,
pode causar necrose (morte dos
tecidos) das veias. Isto dificulta o
viciado a encontrar uma veia que ainda
esteja em condições adequadas para
poder injetar uma nova dose.
Fórmula molecular da morfina.
O corpo fica desregulado deixando de
produzir algumas substâncias vitais como a
endorfina ou passando a produzir outras
substâncias em demasia, como a
noradrenalina que, em excesso, acelera os
batimentos cardíacos e a respiração.
O mesmo perde também a capacidade
de controlar sua temperatura causando
calafrios constantes. O estômago e o
intestino ficam completamente
descontrolados causando constantes
vômitos, diarréias e fortes dores abdominais.
Neurotransmissores e as drogas
§ Os ópios como por exemplo a Morfina
podem camuflar os efeitos dos
neurotransmissores que regulam a
sensação de dor, que são as
Endorfinas e as Ancefalinas.
Fórmulas: Morfina & Heroína
Referencias
§ www.wikipedia.com.br
§ www.abrid.emp.br
§ Tiba, Içami: Anjos caídos> São Paulo:
Editora Saipione. 2003
Figura 15: Apresentação do seminário sobre “Morfinas e heroína”, turma 301.
111
As Drogas
O que são?
O que são?
• Drogas são substâncias que
produzem mudanças e
sensações,no grau de
consciência e no estado
emocional das pessoas.As
alterações causadas por
essas substâncias variam de
acordo com as
características da pessoas
que usa, da droga escolhida,
da quantidade, frequencia,
expectativas e circunstâncias
em que é consumida.
Composição
química
Maconha
Cocaína
• A maconha é
feita com as
flores e folhas
secas da
Cannabis Sativa.
• Cocaína é uma
substância
“natural” extraída
do epabú ou folha
de coca.
Alcool
Tabaco
• O Álcool é produzido
pela fermentação de
açúcares contidos em
frutas, grãos e em
caules (como na cana
de açúcar). As
bebidas alcólicas são
classificadas em
fermentados,
destilados e
compostas.
• O Tabaco é uma
planta cujo nome
científico é Nicotina
Tabacum, da qual é
extraída uma
substância chamada
nicotina. Um cigarro
possui mais de 4mil
substâncias
químicas e entre
elas está o formol.
112
Crack
• O crack deriva da
planta de coca, é
resultante da mistura
de cocaína,
bicarbonato de sódio
ou amônia e água
destilada, resultando
em grãos que são
fumados em
cachimbos.
Alcool
• O álcool encontrado nas bebidas é o etanol, uma
substância resultante da fermentação de elementos
naturais.Quando ingerido, o etanol é digerido no
estômago e absorvido no intestino.Pela sua corrente
sanguínea suas moléculas são levadas ao cerébro.A
longo prazo, o álcool prejudica todos os órgãos, em
especial o fígado, que é responsável pela destribuição
das substâncias tóxicas ingeridas ou produzidas pelo
corpo durante a digestão.Assim,havendo uma grande
dosagem de álcool no organismo, o fígado se
sobrecarrega.I álcool no fígado causa inflamações que
podem ser:
Funções no
organismo
• Gastrite, quando ocorre
no estômago;
• Hepatite, no fígado;
• Pancreatite, no
pâncreas;
• Neurite, nos nervos.
Crack
Tabaco
• Devido à sua ação sobre o sistema
nervoso central, o crack gera aceleração
dos batimentos cardíacos, aumento da
pressão arterial, dilatação das pupilas,
suor intenso, tremores, excitação, maior
aptidão física e mental. Os efeitos
psicológicos são euforia, sensação de
poder e aumento da auto-estima.
• O tabaco produz um pequeno aumento
nos batimentos cardíacos, na pressão
arterial, na freqüência respiratória e na
atividade motora. No sistema digestivo
diminue as contrações do estômago,
dificultando a digestão. É irritante para
os brônquios (pulmões) e provoca insônia
(tira o sono).
Maconha
Cocaína
• Os sintomas físicos da intoxicação incluem:
• - Taquicardia (aceleração dos batimentos cardíacos);
- Aumento da frequência respiratória;
- Hiperemia conjuntival (olhos vermelhos);
- Boca seca;
- Aumento do apetite.
• Os sinais psicológicos costumam ser:
• - Euforia;
- Distorções do tempo;
- Ansiedade;
- Depressão;
- Perda da memória recente;
- Paranóia;
- Pensamentos míticos;
• Aceleração ou diminuição do ritmo
cardíaco, dilatação da pupila,
elevação ou diminuição da pressão
sanguínea, calafrios, náuseas e
vômitos, perda de peso e apetite
são alguns dos efeitos biológicos da
cocaína.
113
Problema social
• A maioria dos usuários de
drogas usam-nas para fugir
da realidade.Após o uso
excessivo da droga o corpo
passa a depender da
droga.Quando o usuário já
está dependente ele perde o
seu senso moral e faz de
tudo para consegui-lá,
passando por cima de sua
família e amigos.Assim
infelizmente, se o usuário não
se der conta do que está
acontecendo e tentar se
recuperar, ele pode sofrer
consequências graves,como
ser preso por porte de
drogas ou ser perseguido por
traficantes.
Referências
• www.google.com.br
• www.wikipedia.com.br
• www.google.com.br/imagens
Figura 16: Apresentação do seminário sobre “Álcool, Maconha, Tabaco e Cocaína”,
turma 301.
Composição química
INTRODUÇÃO
BENZODIAZEPíNiCOS
•Neste trabalho falaremos
sobre dois antidepressivos
perigosos que as pessoas
usam para controlar a
ansiedade ea insônia.O
diazepam eos
benzodiazepinicos podem
causar dependencia fisica e
psicológica, e sendo usado
em maior dose pode induzir
ao coma e levar a morte.
Comprimidos de diazepam
Pílulas de
Benzodiazepínicos
• Ingrediente ativo do diazepam : 7-cloro-1,3-diidro-1-metil5-fenil-2H-1,4-benzodiazepina-2-ona (Diazepam).
Excipientes: (Diazepam) 5 mg: Lactose, amido de milho,
óxido de ferro amarelo e estearato de magnésio.
(Diazepam) 10 mg:
114
Relação com drogas
neurotransmissoras
Efeitos no organismo
o Os benzodiazepínicos tem um efeito sedativo-hipnótico dependo da
dose utilizada. Como o aumento progressivo da dose os efeitos são:
sono, inconsciência, anestesia cirúrgica, coma e por fim a depressão
fatal da regulação respiratória e cardio-vascular. O coma só ocorre em
doses muito elevadas, e a ocorrência de depressão respiratória fatal é
muito difícil. Ainda em doses terapêuticas os benzodiazepínicos têm a
capacidade de dilatar os vasos coronarianos, já em doses altas pode
também bloquear a transmissão neuromuscular.
• Os diazepam causam Sonolência, confusão emocional,
capacidade de reação diminuída.
• fadiga, cefaléias, tonturas, fraqueza muscular, ataxia,
visão dupla.
• Outros
efeitos
adversos
como
problemas
gastrintestinais, alterações da libido ou reações
cutâneas e com a superdosagem pode ter confusão
mental,coma e áte levar a morte.
Efeito social
É mas uma droga no Brasil,capaz de levar a pessoa a
dependência mas só podem ser comprados perante a receita
médica,mas sendo muitas vezes comercializados
ilegalmente,aonde as pessoas utilizam em muitas doses sem
saber das consequências que pode levar a morte.
·
u
Os benzodiazepínicos, incluindo o Diazepam, causam efeitos
depressores aditivos no SNC quando administrados
concomitantemente a outros depressores do Sistema Nervoso
Central como álcool, barbitúricos, antipsicóticos,
sedativos/hipnóticos, ansiolíticos, analgésicos narcóticos, antihistamínicos, anticonvulsivantes e anestésicos.
u
Agem sobre um sub receptor específico, o receptor das
benzodiazepinas, no receptor A do GABA, um
neurotransmissor inibitório do snc. Tornam os receptores
GABA a mais sensíveis à ativação pelo próprio GABA (agem
num subreceptor da proteína do receptor). O GABA é um
neurotransmissor que abre canais de cloro, hiperpolarizando
o neurónio e inibindo a geração de potêncial de ação. Ou seja
potenciam o efeito do GABA fisiológico no seu próprio
receptor..
conclusão
·
·
·
No decorrer deste trabalho vimos que os
antidepressivos como diazepam são muito
perigosos quando usados incorretamente
e pode levar a morte.
Para nós abordar esse tema foi muito
interessante pois descobrimos que o
diazepam pode ser um remédio como
pode se transformar em uma droga
perigosa.
Referências
·
·
·
·
http://pt.wikipedia.org/wiki/Diazepam
http://www.sono.org.br/pdf/2006
http://virtualpsy.locaweb.com.br/
www.antidrogas.com.br
Figura 17: Apresentação do seminário sobre “Benzodiazepínicos”, turma 302.
Efeitos na Saúde:
O que são Anfetaminas??
115
Composição Química:
Relação das Anfetaminas
e neurotransmissores:
Efeito Social:
Conclusão:
— Descobrimos as suas composições
que são drogas estimulantes que
afetam o sistema nervoso central, a
sua estrutura química e entre outras
coisas.
— Concluímos que o nosso trabalho
fala dos vários tipos de anfetaminas,
o problema que elas causam na
saúde das pessoas.
Referências:
http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://media.
ueba.com.br/0602/meth/meth10.jpg&imgrefurl=http://ueb
a.com.br/forum/lofiversion/index.php/t21472.html&usg=_
_MEw8zo43IU9neIaCDOXfkRfOtCI=&h=420&w=590&sz=4
6&hl=ptBR&start=112&tbnid=LMRi0f22q1IZ8M:&tbnh=96&tbnw=
135&prev=/images%3Fq%3Dpessoas%2Bcom%2Bdanos%2Bpe
las%2BAnfetaminas%26gbv%3D2%26ndsp%3D20%26hl%3
Dpt-BR%26sa%3DN%26start%3D100
http://neuromed88.blogspot.com/2008/10/anfetaminas.ht
mlz
Figura 18: Apresentação do seminário sobre “Anfetaminas”, 302.
Introdução
Entorpecentes
Neste trabalho entraremos
no submundo das drogas;
o fator social que mais atinge
a população brasileira.
116
Crack
É uma droga ilegal obtida
de um subproduto
(merla), administrada
através de um caximbo. É
a droga mais consumida
por brasileiros.
Efeitos colaterais
As pessoas que utilizam o crack,
mesmo poucas vezes, correm riscos
de sofrer infartos,derrames,
problemas respiratórios e problemas
mentais sérios. Que podem levar a
morte.
Composição química
O MDMA (ecstasy) é produzida
sinteticamente em laboratório a
partir de metanfetamina.
MDMA
Neurotransmissores
As drogas podem agir de várias
maneiras, mas provavelmente
agem, principalmente,
aumentando a liberação de
neurotransmissores causando
euforia e alucinações.
Composição química
O crack é uma mistura de cloridrato de
cocaína com bicarbonato de sódio ou
amônia e água destilada, resultando em
grãos que são consumidos em
caximbos.
Cocaínaartesanais.
Ecstasy
É uma droga sintética,
neurotóxica, cujo efeito
na fisiologia humana é o
bloqueio da reabsorção
da serotonina, dopamina
e noradrenalina no cérebro,
causando euforia e sensação
de bem-estar.
Efeitos colaterais
•Dificuldade de memória, tanto
verbal como visual
•Dificuldade de tomar decisões
•Impulsividade e perda do
autocontrole
•Ataques de pânico
•Recorrências de paranóia,
alucinações e despersonalização
•Depressão profunda
Efeito Social
As drogas são os primeiros
passos para o crime, causando
danos irreparáveis para a
sociedade.
117
Conclusão
Drogas, o caminho direto para
um único destino ...
Integrantes do grupo:
Referências
www.wikipedia.com.br
www.piscosite.com.br
http://images.google.com.br
/
Anderson
Camil a
Cristian
Debora
Jairo
Wil ian
Figura 19: Apresentação do seminário sobre “Crack e êxtase”, turma 302.
O grupo que apresentou o seminário sobre Crack e êxtase finalizou a
apresentação com a leitura dessa reportagem , encontrada no
endereço eletrônico: http://images.google.com.br/imgres?com/2009/04/15/serieespecial-mostra-o-drama-das-vitimas-do-crack/&usg
Série especial mostra o drama das vítimas do crack
In Special Reports on 15/04/2009 at 3:52 PM
Considerada a pior das drogas, pedra tem feito um número cada vez maior de
vítimas/Nádia de Toni
Toda vez que um viciado em crack acende seu cachimbo assina uma nova sentença de
morte. Com o poder de escravizar às primeiras tragadas, a pedra à base de cocaína arrasta o
usuário à sarjeta em pouquíssimo tempo. A droga, que avança como uma praga pelo
território gaúcho, faz mais vítimas do que qualquer outra porque afunda o dependente numa
degradação física e psicológica que o empurra ao crime para saciar o vício devastador.
118
A estimativa oficial é de que haja 50 mil usuários de crack no Rio Grande do Sul. O dado é
alarmante, mas a realidade pode ser ainda pior, uma vez que a estatística se baseia em
pessoas que procuram ajuda em centros de reabilitação, o que exclui uma imensa parcela
que convive com a droga e o tráfico diariamente.
O estrago social provocado pelo crack tem impacto nítido em Caxias, a começar pela
violência. Desde que a droga aportou na cidade, há duas décadas, os índices de
criminalidade só aumentaram. Até março deste ano, a droga já motivou 51% dos 31
assassinatos.
— Na fissura por mais droga, muitos usuários se envolvem em assaltos, furtos, se
endividam com traficantes. Terminam pagando com a própria morte — diz o delegado
Marcelo Grolli, do 3º Distrito Policial (3º DP) de Caxias.
O crack, assim denominado porque a pedra emite pequenos estalos quando queimada, leva
fama de ser uma droga barata desde que seu consumo explodiu nas periferias brasileiras,
nos anos 1990. Mas o baixo custo da pedra, em torno de R$ 5, é uma ilusão. Da mesma
maneira que não se tem notícia de alguém que tenha experimentado crack uma única vez,
um dependente não se satisfaz com uma pedra. Na fissura, o usuário fuma 20, 30 pedras ao
dia. Para custear o vício, primeiro se desfaz do que tem, depois parte para o crime.
No Estado, as apreensões de crack se multiplicam a cada ano, um indício claro de que mais
gente está consumindo e precisa de dinheiro para tal. Entre janeiro e março, a Brigada
Militar (BM) de Caxias realizou 52 operações de combate ao tráfico e apreendeu 697 pedras
(264,14 gramas), quase o dobro das 378 (326,47) recolhidas no mesmo período do ano
passado. Em 2008, 10.293 pedras (2,6 quilos) foram apreendidas.
A polícia calcula que, em Caxias, haja pelo menos 160 pontos de venda de crack e outras
drogas, como maconha e cocaína, ainda mais consumidas do que o crack. Ano passado, a
Polícia Civil responsabilizou 126 pessoas por tráfico. De janeiro a março de 2009, 36
pessoas já foram indiciadas. Nos pontos de venda, traficantes costumam aceitar de tudo dos
viciados em desespero, de laptops a bonecas.
— É comum encontrar todo tipo de material nos pontos de tráfico. Qualquer coisa serve
como moeda de troca – revela o tenente-coronel Júlio César Marobin, comandante do 12º
Batalhão de Polícia Militar (12º BPM), de Caxias.
— Num Natal, meu filho conseguiu trocar por crack até o peru da nossa ceia. Toda noite eu
tinha que colocar o botijão de gás no meu quarto senão meu filho vendia por pedra – conta a
caxiense Everly de Jesus Rodrigues, 45 anos, mãe de um garoto de 18 anos morto a tiros em
consequência do vício, mês passado.
O drama que o crack leva para dentro das famílias não aparece nas estatísticas policiais,
mas é gravíssimo. Nos últimos tempos, casos de mães que acorrentam seus filhos na
tentativa de conter o vício têm aparecido com frequência na imprensa. Entretanto, a maioria
119
das famílias silencia, por medo ou vergonha, enquanto dinheiro e objetos são levados de
casa.
— O usuário não se penaliza com barbaridades que comete, com parentes ou
desconhecidos, porque o crack anestesia o afeto — diz Maria Virgínia Agustini,
coordenadora da política de saúde mental da Secretaria Municipal da Saúde.
A lotação de instituições de reabilitação e ambulatórios de desintoxicação é uma
demonstração dessa epidemia que atinge centenas de lares gaúchos, ricos e pobres. Só em
Caxias, 514 pessoas em atendimento, sendo que 90% são dependentes de crack.
— Se o diabo inventou um inferno na terra, esse inferno é o crack — ressalta Roberto
Faleiro, coordenador da Casa de Passagem São Francisco.
Do total de usuários em tratamento, 35% abandonarão tudo no meio do caminho. Entre os
que concluírem o processo, 90% vão recair na pedra.
— O crack provoca muitas sequelas no organismo e é difícil conseguir algum resultado de
longo prazo — revela o psiquiatra Celso Luís Cattani, especialista em dependência química.
Quando o assunto é crack, não há motivos para otimismo. JORNAL PIONEIRO DE
CAXIAS DO SUL
O que é morfina?
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Conseqüências da morfina
Suas características são:
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Tremores;
Ereção dos pelos;
Suores;
Respiração rápida;
Temperatura elevada ;
Ansiedade;
Anorexia;
Dores musculares;
Hostilidade;
Vomito e diarréia.
É a primeira droga derivada do ópio produzida
em laboratório é usada no tratamento da dor;
É uma droga perigosa que causa dependência.
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Deprimem as regiões do cérebro que controlam a
respiração, os batimentos cardíacos e a pressão
arterial do sangue;
As pupilas ficam contraídas;
O estomago e o intestino paralisam causando prisão
de ventre;
Leva o usuário ao como apresentando perda de
consciência e queda de pressão arterial se não for
socorrido a tempo pode levar a morte.
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Os efeitos clínicos:
Efeitos úteis clinicamente da
morfina são:
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Analgésica central com supressão de dores
física e emocionais;
Anestesia para sedação;
Tratamento de dores crônica e pós-operativa;
Alivia dores agudas e fortes;
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A droga é cultivada principalmente
no:
O que é Heroína?
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A heroína é descendente da morfina
A droga tem sua origem da papoula,planta da
qual é extraída do ópio.
Assim sendo:
O ópio produz morfina que em seguida é
transformado em heroína.
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Como foi “criada”
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Os efeitos duram de 4 a 6 horas;
Causando diminuição do sentimento de desconfiança;
Alivio da dor e da ansiedade;
Euforia;
Tranqüilidade;
Sonolência;
Depressão;
Impotência;
Incapaz de concentração;
Prisão de ventre;
Sensação de saciedade.
México;
Turquia;
China;
Índia;
E nos países chamados triangulo
dourado(britânica,Laos e Tailândia).
“A verdadeira heroína”
Foi criada em laboratório;
Para substituir o uso da morfina;
a droga passou a ser comercializada como uma
substancia menos viciosa e menos tóxica.
Ao contrario do que se pensava a droga se
revelou muito mais perigosa do que a morfina.
Era na verdade uma versão já metabolizada da
morfina.
Assim a heroína tinha uma rota mais direta para
o cérebro.
Causas da heroína:
Conseqüências da heroína:
Ao ser consumida pode causar vomito e
náusea,
Mas a medida que o organismo se adapta o
usuário passa a se sentir num estado de grande
excitação e euforia as vezes é semelhante ao
prazer sexual.
O efeito da droga é de mais ou menos 1 hora.
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Ao ficar sem a droga o usuário perde o interesse pelas coisas que o cercam
e cada vez mais obcecado pela droga;
Passa a sentir dores atrozes;
Febre;
Delírios;
Suores frios;
Náusea;
Diarréia;
Tremores;
Depressão;
Fraqueza;
Crises de choro;
Vertigens.
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A boca de uma pessoa que fuma
heroína
Complicações físicas:
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O usuário apresenta surdez;
Cegueira;
Inflamação das válvulas cardíacas;
Morte dos tecidos da veia(necrose)dificultando o viciado a
encontrar uma veia que esteja em condições para injetar uma
nova dose;
O corpo fica desregulado e passa a produzir substancias em
excesso como a noradrenalina, que acelera os batimentos
cardíacos e a respiração;
o estomago e o intestino ficam desregulados causando
vômitos, diarréia e fortes dores abdominais.
Uma das causas físicas do uso da
heroína é a perca dos dentes
Referencias
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www.brasilescola.com
www.infoescola.com/
http://veja.abril.uol.com.br/230200/p_076.html
wikipedia.org/
Figura 20: Apresentação do seminário sobre “Morfina e heroína”, da turma 302.
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Maria Fernanda da Silva de Carvalho A ABORDAGEM DO TEMA