LEVANTAMENTO DO NÍVEL DE SATISFAÇÃO DOS USUÁRIOS DA BIBLIOTECA TEBYREÇÁ DE OLIVEIRA DO INSTITUTO FEDERAL DO MARANHÃO Gerlandy Leão da Silva1, Keyse Rodrigo Fonseca Silva2 1 Bibliotecária, Instituto Federal do Maranhão, São Luís, Maranhão 2 Bibliotecário, Instituto Federal do Maranhão, São Luís, Maranhão RESUMO Pesquisa de opinião de usuários. O presente estudo é relato parcial da pesquisa realizada na Biblioteca Tebyreçá de Oliveira do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão. Aborda-se sobre a primeira etapa da pesquisa que tinha como objetivo Identificar a(s) opinião (ões) dos usuários reais e potencias consistirá na elaboração e aplicação de um questionário. A partir da tabulação da entrevista foi realizada uma descrição sumária das respostas, apresentando as forças e fraquezas de cada categoria ouvida na pesquisa, o que permitirá a construção futura de um instrumento de pesquisa que ouvirá uma amostragem mais expressiva para a medir o nível de satisfação desses usuários. Palavras-Chave: Pesquisa de opinião; Serviços de informação; Atendimento do usuário. ABSTRACT Opinion survey of users. The present study is partial report of research conducted at the Library of Oliveri Tebyreca Federal Institute of Education, Science and Technology of Maranhao. This study focuses on the first stage of the research which aimed to identify the (s) opinion (s) of actual and potential users will be the development and implementation of a questionnaire. From the tabulation of the interview was conducted a descriptive summary of the answers, displaying the strengths and weaknesses of each category interviewed in the survey, which will allow future construction of a research tool that you will hear a more significant sample to measure the level of satisfaction these users. Keywords: Opinion research; Information Services; Service user. 1 INTRODUÇÃO Decisões consistentes são baseadas em informações consistentes. Por este motivo, os gestores estão deixando de tomar decisões baseadas apenas em sua intuição. O uso de técnicas para coleta de informações e tomada de decisões estão no objeto de estudo da ciência da administração. O presente estudo visa medir o nível de satisfação do usuário da Biblioteca Tebyrecá de Oliveira (BTO) do Campus Monte Castelo, do Instituto Federal do Maranhão (IFMA), com o intuito de coletar informações para tomada de decisões com relação a serviços e produtos de informação. Como objetivo geral pretende-se identificar a(s) opinião (ões) dos usuários reais e potencias da Biblioteca Tebyreçá de Oliveira do Campus São Luís-Monte Castelo com relação as instalações, serviços e produtos oferecidos. Para tanto será necessário: identificar a concepção de biblioteca que os usuários possuem; levantar os fatores críticos de sucesso do ponto de vista do usuário; analisar os serviços e produtos que os usuários consideram como fatores críticos de sucesso com os que estão sendo desenvolvidos na biblioteca e com a literatura e apurar dos usuários satisfação com as atividades em desenvolvimento. Busca-se com isso a levantar a percepção dos usuários com relação a qualidade dos serviços e produtos em desenvolvimento, bem como identificar oportunidades de desenvolvimento de novos serviços/produtos. 2 NÍVEL DE SATISFAÇÃO DO USUÁRIO Avaliação e desenvolvimento de serviços/produtos de informação tornou-se objeto de estudo de autores ligados da gestão da qualidade. Valls e Vergueiro (2006) realizaram uma revisão de literatura abrangendo o período de 1997 a 2006, classificando estudos em seis blocos temáticos, sendo que dois deles são abordados durante a pesquisa: (1) estudos e experiências práticas relacionadas especificamente ao estabelecimento de padrões de avaliação e indicadores da qualidade, (2) iniciativas ligadas ao estudo do cliente e ao estabelecimento de produtos/serviços segundo sua ótica. O primeiro bloco temático refere-se a estudos que apresentam metodologias para estabelecimento de indicadores para medir a qualidade com os produtos em desenvolvimento, ajudando a corrigir tendências negativas e a aprimorar as positivas. São exemplos desse bloco os estudos de Sampaio et al (2004) e Vergueiro e Carvalho (2001). O estudo descrito em Sampaio et al. (2004) constituiu-se a partir da adequação do modelo SERVQUAL para realidades de bibliotecas, submetidos a apreciação dos gerentes das bibliotecas, e de entrevista com questões abertas aos usuários. A tabulação da entrevista identificou 60 indicadores – destes, apenas 12 indicadores estavam contemplados no questionário baseado no modelo SERVQUAL. Cerca de 80% dos indicadores apontados pelos usuários não estavam previstos no questionário inicial. A adoção ou adequação de um modelo específico pode não permitir a mensuração ou compreensão plena das expectativas dos usuários. A entrevista forneceu informações sobre variáveis que deveriam ser mensuradas por meio do questionário. O estudo chegou a outra relevante conclusão: “A entrevista foi considerada pela maioria das equipes das bibliotecas como o melhor momento do PAQ, permitindo que fossem tomadas medidas de imediato para a adequação da qualidade na prestação de serviço.” (SAMPAIO et. al. 2004, p. 147, grifo nosso). Vergueiro e Carvalho (2001) realizaram um procedimento metodológico diferente. Primeiro, os pesquisadores levantaram na literatura 16 indicadores aplicados a realidades de bibliotecas. Em seguida, por meio de questionários destinados a bibliotecários e usuários analisaram sua viabilidade em unidades de informação da área de odontologia. Destaque-se neste estudo o interesse em se avaliar a convergência entre as opiniões dos fornecedores e usuários de serviços de informação. O segundo bloco temático – iniciativas ligadas ao estudo do cliente e ao estabelecimento de produtos/serviços segundo sua ótica – além de buscar entender a qualidade percebida pelo cliente de um serviço em desenvolvimento, pode ainda perceber as expectativas dele referentes a serviços que ainda não foram desenvolvidos pela biblioteca e/ou percebidos pelos gerentes. Segundo Valls e Vergueiro (2006, p. 127): [...] o relevante na literatura estudada é o destaque para a ótica do cliente, ou seja, espera-se entender e captar as suas reais expectativas, buscando atendê-las e, antes de tudo, entendê-las. [...] o que pode ser ressaltado nos trabalhos citados é a premissa de que ninguém melhor do que o próprio cliente para definir suas necessidades e o nível de qualidade do serviço recebido. A presente pesquisa com os usuários da BTO utiliza as duas abordagens de forma complementar, combinando aspectos positivos dos dois blocos: (1) estabelecimento de dimensões e variáveis a partir da coleta de dados junto a comunidade e (2) medição do nível de satisfação com base nestes indicadores, fornecendo dados concretos para tomada de decisões. 3 MATERIAIS E MÉTODOS O estudo é desenvolvido no Campus São Luís-Monte Castelo do IFMA, cuja população é composta por 109 servidores administrativos, 639 professores, 1078 alunos de cursos profissionais de nível técnico, 1225 alunos de cursos de nível superior e 66 alunos de pós-graduação. Trata-se de uma pesquisa de satisfação de caráter descritivo. Que consiste em duas etapas: a) Formulário com perguntas abertas – o objetivo é levantar fatores analisados positiva ou negativamente pelos usuários, no que se refere a ações e recursos oferecidos pela BTO. A partir de então será realizada uma comparação dos fatores levantados com as atividades em desenvolvimento na BTO e com a literatura da área; b) Medição do nível de satisfação dos usuários e do nível de aceitação de novos serviços – o objetivo é utilizar critérios quantitativos para mensurar as informações subjetivas levantadas na primeira etapa. Nesta será verificado se os produtos e serviços que estão em desenvolvimento atendem as expectativas dos usuários; Para a primeira fase da pesquisa, foi adotada uma amostra de cerca de 2% do universo entre professores e administrativos, discentes dos cursos de nível profissional, superior e pós-graduação (lato e stricto). Cada categoria de usuário foi subdividida em inscritos e não-inscritos. Totalizou-se 10 subgrupos, com amostras de 6 pessoas em cada grupo. O instrumento de coleta de dados foi um formulário com questões abertas, aplicado a pessoas escolhidas acidentalmente, contendo as seguintes perguntas: 1) O que você mais gosta em nossa biblioteca? 2) O que você menos gosta em nossa biblioteca? 3) Caso pudesse o que você mudaria em nossa biblioteca? 4) Para você como seria a biblioteca ideal? A tabulação do questionário aberto deu-se pela organização das respostas por afinidade de idéias, seguida de uma descrição sumária das respostas. Seguindo as seguintes etapas: a) resumo das respostas de cada entrevistado; b) organização das idéias por afinidade, atribuindo temas específicos para cada grupo de idéias; c) redação de texto com as conclusões iniciais com base na análise das relações e contradições. A próxima etapa consistirá na elaboração e aplicação de um questionário. Nesta etapa ocorrerá a operacionalização dos conceitos levantados na pesquisa aberta, definindo, através de indicadores (variáveis) específicos, como eles serão mensurados. O conteúdo do questionário fechado levará em conta as ações em desenvolvimento e recursos disponíveis. Vale ressaltar que a forma de tabulação. A validação do instrumento se dará mediante a aplicação de um questionário piloto, levando em conta os mesmos critérios de amostragem para aplicação do questionário com perguntas abertas. No entanto, esses indivíduos serão identificados e após a análise dos questionários eles serão entrevistados. A amostragem para esta etapa é probabilística estratificada proporcional, escolhida aleatoriamente. Buscando um nível de confiabilidade de 95% e uma margem de erro entre ±3% e ±10%, a amostra variará entre 97 e 843 pessoas. Segundo Marconi e Lakatos (2007, p. 42) a opção por uma amostragem probabilística deve ganhar primazia, pois “[...] permite compensar erros amostrais e outro aspectos relevantes para a representatividade e significância da amostra”. 4 RESULTADOS PARCIAIS As dimensões estabelecidas na tabulação da pesquisa com questões abertas não coincidiram com as delineadas na literatura. Em alguns casos, não há clareza na definição da variável que pode estar em diversas dimensões, gerando assim ambiguidade. Portanto, a primeira análise revela a necessidade realizar estudos e análises para adequar a medotologia abordada por Vergueiro e Carvalho (2001) e Sampaio et al (2004), a realidade apontada pelos usuários. Foi realizada uma tabulação por afinidade de idéias que apresentou divergência pré-estabelecida pelos autores citados. Neste contexto, compreende-se a necessidade da construção de um instrumento próprio baseado nos indicadores estabelecidos pelos autores estudados e as variáveis apresentadas pelos usuários neste primeiro momento. As dimensões encontradas foram: espaço físico; mobiliário e equipamentos; acervo e normas/funcionamento, descritas a seguir: ESPAÇO FÍSICO MOBILIÁRIO E EQUIPAMENTOS Ambiente abafado; Ambiente agradável para debates; Ambiente agradável para estudo; Ambiente bom para conversar, responder as atividades; Ambiente climatização; Ambiente silencioso e tranquilo; Ambiente silencioso e tranquilio do subsolo; Banheiro localizado dentro da biblioteca; Design mais ou menos moderno e agradável; Divisão do espaço; Espaço amplo para estudo e pesquisa; Espaço físico insuficiente; Estrutura ruim; Falta de salas para estudo em grupo; Infiltrações; Má utilização do subsolo deveria ter mais salas para reuniões e um laboratório de informática; Organização do espaço separando acervo da área de leitura; Poucas tomadas para laptop. Baixa quantidade de mesas e cadeiras; Cadeiras desconfortáveis; Computadores para acesso web. Computadores para pesquisa web parados Conexão wireless de qualidade Disposição dos equipamentos Falta de computadores; Inexistência de reprodução em PDF; Mobiliário velho e desconfortável; Porta barulhenta; Poucos computadores para acesso a internet e sem funcionamento ACERVO NORMAS/ FUNCIONAMENTO Acervo antigo Acervo atual e antigo misturado. Acervo bom em determinada área; Acervo de baixa qualidade Acervo de boa ou razoável qualidade Acervo desatualizado Acervo desorganizado Acervo pequeno ou insuficiente; Acervo pouco diversificado; Acervo que atende as necessidades de informação Alguns livros são complexos demais e é preciso mais opções. Diversidade do acervo. Falta de eficácia na localização das obras Falta de periódicos científicos, apesar do portal CAPES; Investimentos no aumento do acervo; Atendimento (educação, gentileza, atenção ao usuário, interesse dos servidores); Atendimento (eficácia nas ações e resoluções de problemas); Atendimento (falta de informações ou de clareza); Atendimento (orientação ao uso dos recursos); Atendimento (tempo decorrido); Atendimento ao professor (este deve ser diferenciado); Atendimento do bibliotecário; Automação (consulta on-line, empréstimo sem carteira, etc) Barulho dos usuários em alguns momentos Burocracia e demora para inscrição; Comut desativado; Falta de divulgação das normas e serviços; Falta de orientação para normalização; Utilização da biblioteca para outras atividades; Inexistência de reservas; Manutenção do banheiro (sujo, desorganizado, sem papel etc.) Proibição de alimentação na biblioteca Política de empréstimo (quant. livros e prazo de devolução); Política de melhoria; Sistema inoperante em determinados momentos;. Outras - Atendimento - Não conseguiu fazer empréstimo de um livro; Outras - Oportunidade que a biblioteca dá de ouvir os usuários; Outras - processo e rotinas desligados dos demais na instituição, gerando solicitações de dados que já foram fornecidos em outros setores. Quadro 1 – Dimensões e variáveis apontados pelos usuários É válido ressaltar que as dimensões e indicadores apresentadores se referem a um estudo preliminar apenas, e que o mesmo será amadurecido de acordo com a literatura especializada, o que permitirá uma mensuração. No entanto, espera-se contemplar a totalidade dos indicadores mencionados pelos usuários, complementando-os com os que forem considerados pertinentes pelos gestores da biblioteca. O objetivo é desenvolver atividades partindo dos critérios de qualidade apontados pelos usuários, pois conforme percebido em Sampaio et al (2004) cerca de 80% das características destacadas pelos usuários, não estavam contempladas nas dimensões preestabelecidas. A partir das categorias encontradas no quadro de afinidades deste estudo, será possível estabelecer dimensões que determinarão a elaboração de um instrumento mais preciso na mensuração da satisfação 4.1 Consideração sobre as dimensões e variáveis identificadas a partir da primeira fase da pesquisa O presente estudo tem por finalidade divulgar os resultados parciais da primeira etapa da pesquisa descrita na metodologia deste. Foram trabalhadas em essência as seguintes decisões: • Quais as dimensões escolhidas e dentro de cada dimensão quais são as variáveis medidas? • Uma variável será especialmente analisada como a inscrição do usuário na biblioteca. A priori, diferenciamos usuários inscritos e não inscritos, mas com os resultados obtidos, verifica-se que não há muita distinção nas respostas; • Outra variável teve sua necessidade confirmada: a categoria de usuário, pois é realmente válido ouvir uma parcela de cada grupo. Os dados iniciais apontam diferenças significativas entre as opiniões das categorias de usuários, nos permitindo identificar previamente com maior precisão as diferenças de perfil existente entre as mesmas. Percebemos, também, que, mesmo os usuários não inscritos na biblioteca fazem uso dos serviços/produtos por ela oferecidos. Por este motivo, concluímos que não cabe fazer da inscrição na biblioteca uma variável a ser medida, ou considerada em termos de estabelecimento de amostragem para a próxima etapa da pesquisa, que passa a ter um universo de todas as pessoas vinculadas ao Campus e não apenas as inscritas na biblioteca. A próxima etapa envolverá a definição das dimensões e variáveis a serem medidas, a partir da literatura, levando em consideração as especificidades levantadas na primeira fase da pesquisa. Foram extraídos os seguintes pontos de cada grupo pesquisado: a) Profissionais FORÇAS - segundo os profissionais inscritos 90% estão relacionados ao espaço físico. Os 10% restantes se referem a satisfação com as fontes de informação. Os dados com os não inscritos são semelhantes, pois 77,78% as demais forças pontadas se referem a questões da qualidade do acervo. FRAQUEZAS - No que se refere a fraquezas 50% das características mencionadas se referem a aspectos de normas/funcionamento. No caso dos não inscritos a situação é semelhante com cerca de 70% das citações enquadradas neste tema. 10% relacionam-se com acervo (número praticamente igual ao dos inscritos com 8,33%. CONCLUSÃO - Não há diferenças significativas entre inscritos e nãoinscritos. b) Graduação FORÇAS - todas as características mencionadas pelos não inscritos foram citadas pelos inscritos. Não houve menção de características ligadas a normas e funcionamento da biblioteca, ao passo que 18,75% dos inscritos grupos apontaram mencionaram características a mesma relacionadas quantidade de ao tema. características Os dois diferindo apenas na freqüência delas. FRAQUEZAS – encontra-se semelhanças entre as características e diferenças em suas freqüências. Os inscritos apontaram uma maior quantidade de características em todos os temas, mas especialmente nas normas e funcionamento. CONCLUSÃO - A lista de características citadas pelos inscritos foi quase o citadas dobro é dos não pequena, inscritos. A diferença embora haja entre diferença as características significativa entre as frequências. c) Professor FORÇAS – Há predominância em ambas as categorias de características ligadas 44,44%). a normas No características mencionado e entanto, funcionamento 44,44% de espaço entre os das físico, (inscritos menções tema inscritos. A este 70% estão que freqüência e não-inscritos relacionadas nem das mesmo com foi características relacionadas com mobiliário e equipamentos dos inscritos foi o dobro entre não inscritos. FRAQUEZAS – Professores não inscritos enfocam mais aspectos ligados ao espaço físico. Ao passo que os inscritos aspectos relacionados ao acervo. No entanto, há uma semelhança significativa na freqüência das características relacionadas a normas e funcionamento da biblioteca (I-45,45%; NI-50%). CONCLUSÃO – é notória a diferença entre os inscritos e não inscritos, no quesito fraquezas, destacando-se entre os inscritos a utilização maior do acervo, portanto uma maior solicitação de sua atualização. Já entre os não inscritos, percebe-se que existe maior preocupação com a utilização do espaço físico. d) Administrativo FORÇAS – Entre os administrativos inscritos o acervo é enfatizado como ponto positivo da Biblioteca, sendo presente entre 44% dos entrevistados. Já os entrevistados não inscritos apontam o tema atendimento ao usuário como elemento principal entre todos citados. FRAQUEZAS- Empatam em 18,8% como fraqueza apontada pelos inscritos na BTO, acervo, que apesar de ser considerado bom, é insuficiente assim como o espaço físico e atendimento. Os não inscritos apontam a manutenção dos banheiros. CONCLUSÂO – O Atendimento ao usuário é destacado como elemento apenas entre administrativos não inscritos. Acredita-se que este seja fator predominante para a não inscrição dos mesmos, já que ambos não destacam a necessidade de empréstimo de livros, se restringindo a visitas como enfatizada por uma ouvinte. e) Pós-graduação FORÇAS – Neste grupo não foi ouvido usuários não inscritos, o que nos levar a acreditar que todos os alunos que frequentam a biblioteca são cadastrados. São destacados Climatização do espaço físico e acervo de razoável qualidade com 28,57% dos pontos positivos levantados por este grupo. FRAQUEZAS – Não há um consenso entre os entrevistados sobre quais características negativas, aparecendo empatados em 14,29% características relacionadas ao espaço físico; mobiliário e equipamentos; acervo e normas de funcionamento. CONCLUSÃO – Nos dados de outras categorias ouvidas percebe-se que há uma diferença entre os que frequentam a biblioteca apenas para estudo e os que fazem empréstimo. Na categoria de pós-graduados, os usuários além de apontarem o acervo como bom, também destacam o ambiente favorável para este estudo. 4.1.1 Dimensão e indicadores 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS O relatório parcial da primeira etapa contribuiu para se elencar características apontadas pelos usuários da BTO o que permitirá a construção de um instrumento que será aplicado a uma amostragem de quantidade maior. O número de pessoas ouvidas foi suficiente para extrair indicadores, mas insuficiente para generalizar de modo leal o nível de satisfação dos usuários. Por isso, através da organização da tabela de afinidades, agruparam-se esses indicadores que em um grupo maior o chamamos de dimensão. Estes grupos serão melhor analisados posteriormente à luz da literatura especializada, mas se justifica a necessidade da criação de uma metodologia própria por analisar que as metodologias prontas que foram analisadas, não contemplam as reais necessidades encontradas nos formulários aplicados. Os estudos desenvolvidos mostram que os usuários desejam participar da tomada de decisão de serviços/produtos de informação que eles utilizam. As organizações precisam procurar meios de permitir que eles emitam juízo de valor com relação ao que lhes afeta. Assim, o estudo contribuirá para o desenvolvimento harmonioso da relação biblioteca usuários. REFERÊNCIAS BAPTISTA, I. Diagnóstico do nível de satisfação do cliente da Biblioteca Central da Universidade Estadual de Maringá com vistas à qualidade. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 11, 2000, Florianópolis. Anais...Florianópolis: UFSC, 2000. Disponível em: <http:/snbu.bvs.br/snbu2000/docs/PT/doc/poster014.doc>. Acesso em: 27 mar. 2010. SAMPAIO, Maria I. C. et al.. PAQ – Programa de avaliação da qualidade de produtos e serviços de informação: uma experiência no SIBi/USP. Ciência da Informação, Brasília, v. 33, n. 1, p. 142-8, jan./abril 2004b. Disponível em: <http://www.ibict.br/cienciadainformacao>. Acesso em: 27 mar. 2010. VALLS, V. M.; VERGUEIRO, W. C. S. A gestão da qualidade e serviços de informação no Brasil: uma revisão de literatura, de 1997 a 2006. Perspectivas em Ciência da Informação, Belo Horizonte, v. 11, n. 1, p. 118-137, jan./abr. 2006. Disponível em: < http://www.eci.ufmg.br/pcionline/>. Acesso em: 23 mar. 2010. VERGUEIRO, W. C. S.; CARVALHO, T.. Definição de indicadores de qualidade: a visão dos administradores e clientes de bibliotecas universitárias. Perspectivas em Ciência da Informação, Belo Horizonte, v. 6, n. 1, p. 27-40, jan./jun. 2001. <http://www.eci.ufmg.br/pcionline/>. Acesso em: 23 mar. 2010.