O USO DE GEOTECNOLOGIAS NA ELABORAÇÃO DO MAPA TURÍSTICO DE BENTO GONÇALVES/RS The use of Geotechnologies in the Development of the Touristic Map of Bento Gonçalves/RS Milton da Silva Schuvartz Viviane Todt Adriane Brill Thum Universidade do Vale do Rio dos Sinos — UNISINOS Curso de Especialização em Informações Espaciais Georreferenciadas Av. Unisinos, 950, bloco 6A, Caixa Postal 275, 93.022-000, Bairro Cristo Rei, São Leopoldo, RS, Brasil E-mail: [email protected], [email protected], [email protected] RESUMO A relevância do turismo como atividade econômica para o desenvolvimento de uma comunidade é inegável. A organização da informação turística é um dos elementos que contribuem para o sucesso desta atividade. Assim, a cartografia turística assume importante papel. O presente trabalho objetiva realizar a elaboração de um mapa turístico do município de Bento Gonçalves (RS), utilizando ferramentas de geotecnologias. Os pontos turísticos tiveram suas coordenadas coletadas com receptor GPS (Sistema de Posicionamento Global) e transformadas em rotas, utilizando-se o software GPS TrackMaker. Estes dados, aliados a uma base cartográfica digitalizada, passaram a compor o mapa turístico de Bento Gonçalves, assistido pelo aplicativo ArcGis. A inclusão de igrejas como locais de visitação contempla o turismo religioso, que se fortalece, sendo um segmento do turismo cultural. Noções de cartografia mostraram-se cruciais para evitar erros na construção de mapas. Há uma carência de literatura especializada na área. O perfil de altitudes revela-se como uma informação útil ao turista, devido ao terreno acidentado típico de região serrana. As geotecnologias demonstraram ser ferramentas úteis na geração de um produto cartográfico. Palavras-chave: Turismo, Geotecnologia, Cartografia Temática, GPS TrackMaker, ArcGis, Bento Gonçalves (RS). ABSTRACT The importance of tourism as an economic activity to the development of community is undeniable. The organization of the touristic information is one of the elements that contribute to the success of this activity. Thus, touristic cartography has a vital role. This paper aims to make the development of a touristic map of the town of Bento Gonçalves (RS), using geotechnologies tools. The sights had their coordinates collected with GPS (Global Positioning System) and processed in routes, using the GPS TrackMaker software. These data, combined with a digitized map base, were included in the touristic map of Bento Gonçalves town, aided by the ArcGis application. The inclusion of churches as places of visitation includes religious tourism, which is strengthened itself, being a segment of cultural tourism. Basic knowledge of cartography proved crucial to avoid errors in the creation of maps. There is a dearth of specialized literature in the area. The altitude profile reveals itself as useful information for tourists due to the rugged terrain typical of a mountainous region. Geotechnologies has proved to be useful tools in the generation of a cartographic product. Keywords: Tourism, Geotechnology, Thematic Cartography, GPS TrackMaker, ArcGis, Bento Gonçalves (RS). 1. INTRODUÇÃO A relevância do turismo como atividade econômica para o desenvolvimento de uma comunidade é inegável. Infraestrutura é um dos aliados na exploração do setor que, associada à organização da informação turística, tornam-se os principais elementos que contribuem para o sucesso desta atividade. Assim, a cartografia turística assume um importante papel, uma vez que os mapas são essenciais nos planos de viagens dos turistas e a sua geração constitui um suporte imprescindível para o planejamento e o marketing turístico. Os produtos trabalhados em cartografia cumprem papel fundamental de apoio à atividade turística, permitindo ao turista explorar a geografia do local, por cumprir com a tarefa de auxiliar nas suas atividades de visita aos locais e uso inteligente do tempo disponível. Rezende (2011), ao analisar materiais cartográficos turísticos, revela deficiências em sua elaboração, omitindo elementos que são de fundamental importância para uma perfeita comunicação do mapa com o turista. Fernandes, Menezes e Silva (2008) revelam outros problemas ocorridos e que estão relacionados ao abuso das deformações que as cartas turísticas apresentam, fazendo com que os usuários percam a noção de espaço, escala e mesmo de lugar. Tantas deficiências reforçam a necessidade de publicações que venham discutir cartografia turística e que representem uma contribuição no processo de concepção de mapas turísticos. Neste contexto, o objetivo deste artigo foi elaborar um mapa turístico para a cidade de Bento Gonçalves (RS) e, como objetivos específicos, explorar o potencial da cartografia temática e das geotecnologias. O mapa gerado inova ao acrescentar o perfil de altitudes, com ênfase na inserção de igrejas como locais para visitação e, principalmente, por considerar o turismo religioso um segmento do turismo cultural. Como procedimentos metodológicos foi utilizado um GPS de navegação para georreferenciar locais turísticos que, exportados para formatos shapefile e aliados a base cartográfica, são relacionados entre si no aplicativo ArcGis 9.3, gerando o mapa temático proposto. 2. GEOTECNOLOGIAS, CARTOGRAFIA E TURISMO Rosa (2005) preconiza que as geotecnologias, conhecidas como geoprocessamento, são o conjunto de tecnologias para coleta, processamento, análise e oferta de informações com referência geográfica. São compostas por soluções em hardware, software e peopleware que juntos são valiosas ferramentas para a tomada de decisões. Dentre as geotecnologias merecem destaque: o sensoriamento remoto, a topografia, a cartografia digital, o sistema de posicionamento global (GPS) e o sistema de informações geográficas — SIG. Loch, Oliveira e Santo (2006) abordam os SIG’s como sistemas que correlacionam a informação em sua plenitude, obtida da cartografia técnica e temática, e desenvolvem profundos conhecimentos para o estudo e gestão territorial. Em ambiente SIG tornou-se possível apropriar das generalizações cartográficas. Estas se referem à possibilidade de trabalhar tanto com os dados, antes de eles serem dispostos no mapa, quanto a avaliação da disposição desses mesmos dados. E a razão principal, para D’alge (2005), da relação interdisciplinar entre a Cartografia e o Geoprocessamento é o espaço geográfico. De um lado, a Cartografia preocupa-se em apresentar um modelo de representação de dados para os processos que ocorrem no espaço geográfico. Do outro, o Geoprocessamento reproduz a área do conhecimento que utiliza técnicas matemáticas e computacionais para lidar com os processos que ocorrem no espaço geográfico, ou seja, a informação geográfica. Amaral e Silva (2008) afirmam que o desenvolvimento de mapas turísticos em ambiente SIG faz-se necessário à medida que as informações transmitidas precisam ser confiáveis e condizentes com a realidade, deixando de ser só um desenho. Na cartografia temática é possível fazer algumas readequações com o objetivo de chegar aos propósitos do mapa temático. Carvalho (2007) acresce, em sua definição, de que a cartografia Temática é uma linguagem que permite a análise e síntese de fatores espacialmente localizados, favorecendo a interpretação de variáveis geográficas. Aliada às geotecnologias, se potencializa, porque pode ser difundido de forma mais abrangente pelo meio digital e acompanha a dinâmica da transformação espacial. Ao relacionar a cartografia e o turismo, Fernandes, Menezes e Silva (2008) afirmam que estes dois se fundem na cartografia turística — no que tange a apresentação da informação turística sob a forma gráfica —, dando origem aos mapas turísticos. A cartografia e o turismo têm enorme importância no desenvolvimento da atividade turística e podem ser trabalhados tanto em nível de planejamento, quanto em nível de orientação em visita a um sítio turístico. 3. A ELABORAÇÃO DE MAPAS TURÍSTICOS Le Sann (2005) disserta que, atualmente, são utilizados softwares especializados para os trabalhos de cartografia temática. Porém, o domínio de um software não necessariamente resulta em qualidade gráfica. Por isso, grande parte da produção gráfica atual apresenta problemas. Dessa forma, de acordo com Loch, Oliveira e Rech (2005) deve-se procurar uma maior interação entre o mapa e o usuário, dando destaque aos elementos que vão distinguir o mapa de outro desenho qualquer, como a escala e a projeção cartográfica, coordenadas, legenda ou convenções cartográficas, e do título, nessa ordem de importância. Ao analisar a construção de um mapa turístico com objetivo de comunicação, Rezende (2011) leva em consideração a sua expressividade, isto é, a capacidade de atrair a atenção do usuário final aos aspectos abordados pelo mapa, valorizando os pontos importantes que tenham relação ao tema abordado. Borborema e Martinelli (2012) acrescentam a ideia de que podem ser usados os elementos pictóricos. Estes são desenhos-cópia dos elementos representados e sua construção é feita em perspectiva, devendo-se utilizar de efeitos como sombreamento para atingir uma maior proximidade com a realidade. Já, para Amaral e Silva (2008), a importância do pictograma está no fato de que ele é o que caracteriza um mapa turístico, além de permitir a associação direta entre o desenho e a palavra correspondente. Ainda, Borborema e Martinelli (2012) alertam para não misturar elementos com variação da terceira dimensão e elementos bidimensionais, fato que ocorre com frequência em mapas turísticos. Ao não atenderem às técnicas de generalização, tais mapas figuram cada elemento com símbolos que não atendem à dimensão que deveriam ser representados numa determinada escala. No processo de construção de um mapa, Amaral e Silva (2008) frisam a necessidade da utilização de operações da generalização cartográfica. Várias recomendações são divulgadas por Rizzi (2012): o título deve ser destacado, estar na parte superior e ser bastante expressivo em relação ao tema; a legenda deve ser suficientemente legível e bem posicionada na parte inferior, para ser facilmente reconhecida e o fundo de mapa não deve nunca disputar a atenção do observador com as informações que realmente são importantes. Finalmente, o autor recomenda que a base tenha a função de georreferenciar as informações sem interferir na comunicação principal. E sob a ótica de Rezende (2011), um modelo de mapa turístico deve ser constituído de: título e subtítulo; legenda de todos os elementos representativos; escala numérica; indicadores cardeais e coordenadas geográficas; e, principalmente, composto por elementos semiológicos. Desse modo, podem-se associar todas essas características através de uma disposição harmônica para, assim, evitar sobreposição e, consequentemente, confusão na sua interpretação. 4. LOCALIZAÇÃO E DESCRIÇÃO DA ÁREA DE ESTUDO IBGE (2012) estima uma população de 109.653 mil habitantes para Bento Gonçalves, que figura entre as 15 maiores economias do Rio Grande do Sul. Lovatel, Possamai e Tomazzoni (2010) revelam que a cidade é conhecida como a capital brasileira do vinho, o maior e mais expressivo polo moveleiro do Estado. E, para Brasil (2012), é um dos 65 destinos indutores do país definidos pelo Estudo de Competitividade do Desenvolvimento Turístico Regional, realizado pelo Ministério do Turismo e pela Fundação Getúlio Vargas. O pavilhão do Parque de Eventos, onde aconteceu a I Fenavinho em 1967, hoje conta com 50.000 metros quadrados de área construída totalmente climatizada, competindo com o Parque do Anhembi, em São Paulo, e constituindo-se num atrativo de eventos internacionais (IBGE, 2012). Lovatel, Possamai e Tomazzoni (2010) afirmam que o município tem se mantido na liderança regional do turismo, como principal destino na Região Uva e Vinho, sendo um dos principais destinos do Estado. O número de turistas recebidos na cidade anualmente gira em torno de 500.000. Roteiro garantido para o turismo de negócios, sedia importantes feiras do Brasil e da América Latina como FIMMA Brasil, Movelsul Brasil, a Transpo-Sul, FIEMA, além da Expobento, destinada ao comércio da cidade e da região (DAMAZZINI, 2012). Nos últimos dois anos, realizaram-se os eventos: Festa da Colheita, de abrangência estadual e FRUTTI FEST, de abrangência regional. Esses eventos fazem parte do calendário oficial de eventos do país. Recentemente foi lançado o Bento Convention Bureau, entidade que conta com profissionais dedicados à captação de eventos (LOVATEL; POSSAMAI; TOMAZZONI, 2010). De acordo com Damazzini (2012), Bento Gonçalves também é sede de festas e feiras alusivas à uva e ao vinho como a Festa Nacional do Vinho (FENAVINHO) e a Avaliação Nacional de Vinhos. Na área da cultura destacam-se os eventos Bento em Dança e o Congresso Brasileiro de Poesia. A região também engloba uma área de patrimônio natural expressivo. Também foram criados e lançados no mercado novos produtos, serviços e atrativos turísticos como o roteiro Vale do Rio das Antas, parque temático Epopeia Italiana, o Tour Via Del Vino — em fase de implementação —, além das vinícolas que são abertas todos os anos e são o ponto fundamental do enoturismo (LOVATEL; POSSAMAI; TOMAZZONI, 2010). Para Lavandoski (2008), a visitação aos vinhedos, a degustação de vinhos, o comércio de produtos locais e a gastronomia são os principais atrativos turísticos na região do Vale dos Vinhedos. O município de Bento Gonçalves/RS (Figura 1), esta localizado sob as coordenadas 29.17˚S e 51.51˚W (IBGE, 2013). O clima é subtropical úmido — classificação climática Coppe: Cá. O relevo local apresenta-se desde suave até montanhoso. A vegetação natural é caracterizada por floresta ombrófila mista (FALCADE e MANDELLI, 1999). Fig. 1 – Mapa de localização de Bento Gonçalves/RS. 5. MATERIAL E MÉTODOS O fluxograma da Figura 2 descreve todas as tarefas executadas no projeto. Para elaborar a carta foi desenvolvida uma metodologia separando trabalhos de campo e de escritório. Foi necessário conhecer os locais de visitação para posterior coleta de coordenadas geográficas com o receptor GPS. Alguns desses locais foram fotografados. Estas fotos juntaram-se àquelas levantadas na pesquisa bibliográfica. Além da pesquisa, a aquisição da base cartográfica digital e a organização dos dados vieram a compor um banco de dados geográficos. O encerramento dos trabalhos de escritório caracteriza-se pelo processamento dos dados por meio dos softwares GPS TrackMaker e ArcGis 9.3 (ESRI, 2013), gerando o mapa turístico. Fig. 2 – Processo de organização e estruturação do trabalho. 5.1 Coleta de dados GPS e obtenção de dados vetoriais Através de um receptor GPS Garmim Etrex-20, foram coletados pontos de interesse em 67 (sessenta e sete) pontos turísticos situados em área rural e urbana, do município de Bento Gonçalves, entre os dias 02/01/2013 e 26/02/2013. Em todos os pontos turísticos não há cobrança de taxa por visitante e aberto à visitação. Esse foi o critério de seleção adotado. A obtenção dos dados deu-se através da técnica de posicionamento absoluto, padrão do receptor, pois não há formas para a correção do erro médio das coordenadas. O receptor do sistema GPS foi configurado com os seguintes parâmetros: unidade de comprimento, profundidade e altitude em metros, sistema de coordenadas em UTM — Universal Transversa de Mercador — e Datam WGS 84. O software GPS TrackMaker foi utilizado para importar os waypoints do receptor de sinal GPS, onde se gerou quatro rotas: Vale dos Vinhedos, Caminhos de Pedra, Vale do Rio das Antas e Rota de Ligação. As rotas tiveram tratamento em cores e inserção de nomenclatura, tendo seu formato (KMZ) exportado para o formato shapefile (SHP), para serem utilizadas, posteriormente, no aplicativo ArcGis 9.3. Para compor o mapa turístico, fez-se necessário a utilização da rede viária, rede hidrográfica, mancha urbana, limite municipal e sede municipal em shapefile (escala de 1:50.000) e georreferenciados. Foi utilizada a base cartográfica vetorial contínua do Rio Grande do Sul de Hasenack e Weber (2010). 5.2 Organização dos dados e processamento Os dados de altitude, através da obtenção das coordenadas geográficas no GPS de navegação, serviram para gerar o perfil topográfico das rotas turísticas. Para a organização dos dados, foi elaborada uma tabela no Microsoft Office Excel 2007, com as principais informações turísticas: número do ponto turístico; nome do ponto turístico; latitude e longitude (em grau decimal); altitude; coordenadas planas x e y; data da coleta de dados no receptor GPS e classificação (Igreja, Vinícola, Atrações, Restaurantes, Natureza, sítio/Link e Hotéis). Esta tabela foi convertida para o formato shapefile, utilizando-se o programa GPS TrackMaker. Um arquivo shapefile (SHP) é composto de três arquivos que se complementam, com as seguintes extensões: “*.shp”, “*.shx” e “*.dbf”. É necessário que todos esses três arquivos estejam no mesmo diretório para que a informação se realize com sucesso (MOISÉS JÚNIOR, 2010). O formato shapefile é um dos formatos base do ArcGis, podendo ser criado neste ambiente ou em outros softwares — no GPS TrackMaker, por exemplo. Shapefiles são extremamente simples de se trabalhar, uma vez que não dispõem de estrutura topológica para armazenamento da localização geométrica das entidades geográficas e da informação referenciada em vários arquivos distintos: arquivos “.shp” armazenam a geometria das entidades (ponto, linha ou polígono, pois é um arquivo dos vetores); arquivos “.dbf” contêm a informação descritiva das entidades, pois é um arquivo de banco de dados; e, arquivos “.shx” armazenam as ligações entre as entidades vetoriais e a sua informação descritiva. Com a utilização do ArcGis 9.3 efetuou-se a ligação entre os vetores gerados pelo aplicativo GPS TrackMaker e os vetores contidos na base cartográfica digital, permitindo construir o mapa temático. Silva (2001) afirma que os dados vetoriais identificam dados singularmente como pontos (nascentes, sedes municipais e poços), linhas (estradas, rios e curvas de nível) ou polígonos (solos, divisão política e manchas urbanas). Ao utilizar-se de um vetor — um shapefile de uma rota turística, por exemplo —, alguns dados também são disponibilizados por estarem vinculados a estes vetores. Assim, o número de um ponto turístico está diretamente relacionado a uma determinada coordenada geográfica. É desta maneira que este dado foi inserido na rota turística, do presente mapa temático. 6. RESULTADOS OBTIDOS E DISCUSSÃO A elaboração do mapa temático envolveu, inicialmente, a pesquisa bibliográfica sobre turismo, especificamente dos locais turísticos. Assim, o usuário do produto cartográfico tem a opção de informar-se a respeito do contexto histórico dos sítios turísticos. O mapa turístico de Bento Gonçalves contempla 67 (sessenta e sete) pontos turísticos. Alguns locais de visitação revelam curiosidades (Figura 3): Capela das Neves — Figura 3a: a igreja foi construída com vinho, devido a uma grande seca. A construção foi iniciada em 1904 e concluída em 1907 (BIGOLIN e MAZZOTTI, 2012); Ponte do Rio das Antas — Figura 3b: é a terceira no mundo no gênero e a maior em arcos paralelos. Apenas a Suíça e a Espanha possuem pontes similares (DE PARIS, 2006); Igreja Cristo Rei — Figura 3c: em junho de 1954 um avião tentou fazer um pouso na pista, localizada a 500 metros da igreja. Em sua terceira tentativa, quase se chocou contra a torre da igreja (BIGOLIN e MAZZOTTI, 2012); Mirante Ferradura — Figura 3d: prensado de ambos os lados por altas montanhas, o Rio das Antas forma um vale profundo. E, onde se forma a formosa Ferradura, há um local beneficiado pela pródiga natureza, num quadro de encanto e beleza (DE PARIS, 2006); Memorial do Vinho — Figura 3e: Anexo ao Hotel Villa Michelon, o memorial conta a história do vinho. O visitante viaja no tempo, vivendo a evolução das técnicas na produção de uvas e dos vinhos, desde 1875 até o final do Século XX (APROVALE, 2013); Maria Fumaça — Figura 3f: passeio turístico de trem a vapor, com degustação de vinho. Durante o passeio, há festejos conduzidos por atrações típicas italianas e gaúchas (GIORDANI TURISMO, 2013). (a) Capela das Neves. Fonte: http://www.serragaucha.com/pt. (b) Ponte do Rio das Antas. Fonte: Milton da Silva Schuvartz. (c) Igreja Cristo Rei. Fonte: Bigolin e Mazzotti. (d) Mirante Ferradura. Fonte: Milton da Silva Schuvartz. (e) Memorial do Vinho. Fonte: http://www2.turismo.rs.gov.br. (f) Maria Fumaça. Fonte: bentofilmcommission.bentogon calves.rs.gov.br. Fig. 3 - Alguns dos pontos turísticos abordados no mapa temático. Constam 08 (oito) igrejas neste mapa turístico, contemplando o turismo religioso. No Brasil, esse tipo de segmento se fortalece na medida em que, como maior país católico do mundo, há uma grande demanda para o desenvolvimento desta prática. Além disso, segundo estudos de Brasil (2008), o turismo religioso é um segmento do turismo cultural. Daí a justificativa para as igrejas ilustrarem a carta. Bento Gonçalves é conhecida como a Capital Brasileira do Vinho e, segundo Lavandoski (2008), possui a maior rota de enoturismo do país: o Vale dos Vinhedos. Hall e Macionis (1998 apud TONINI, 2009) também relatam que o principal produto na região é o enoturismo, tipologia caracterizada pela visitação aos vinhedos, por aqueles que se interessam pela uva, vinho e mais diversas características de uma região vitivinícola. Neste contexto, fez-se necessário a inserção de rotas especialmente traçadas para esta finalidade, dada a sua importância para o turismo local. É o caso da Rota Vale dos Vinhedos e Rota Caminhos de Pedra. Esta última rota, não necessariamente volta-se para o enoturismo, apesar de possuir diversas vinícolas. O programa GPS TrackMaker possibilitou criar, editar e apagar rotas, track logs e waypoints facilmente. Contém banco de dados com mais de 280 diferentes referências de datum. Além disso, as informações podem ser armazenadas em muitos formatos, calcula distâncias, velocidades e médias. Permite a navegação sobre a imagem digitalizada no mapa e permite a inserção de várias imagens de fundo de tela. O software possui outras aplicações, além das mencionadas. Dessa maneira, após a coleta dos dados do GPS para o computador foram criadas rotas denominadas Vale dos Vinhedos, Caminhos de Pedra, Vale do Rio das Antas e, por fim, a Rota de Ligação. Esta última, como o próprio nome sugere, é uma rota de ligação entre as rotas Caminho de Pedra e Vale dos Vinhedos. A Figura 4 mostra detalhes do aplicativo GPS TrackMaker após a transferência dos dados do receptor GPS, onde foi gerada uma rota com tratamento em cores e sem nomenclatura. Fig. 4 - Rota de Ligação, com tratamento em cores e sem nomenclatura. Com o objetivo de informar o turista, o contexto histórico — com seus personagens, datas e curiosidades – é apresentado em um encarte ao usuário do mapa. As informações, nele contidas, são: nome do ponto turístico, latitude e longitude, altitude e breve histórico. A maneira como estas informações são apresentadas, e como elas estão dispostas, são mostradas na Tabela 1. TABELA 1 – INFORMAÇÕES ÚTEIS, AOS TURISTAS, A RESPEITO DOS PONTOS TURÍSTICOS. PONTO TURÍSTICO LATITUDE LONGITUDE ALTITUDE (m) Capela das Almas 29°10’34,1” 51°33’42,0” 532 HISTÓRICO O imigrante italiano Valentino Giordani é o precursor da Capela das Almas. Chegou ao Brasil em 1876. Na mala, ele trouxe um quadro com a pintura das “Almas do Purgatório”. Valentino constrói, com pedra e barro, aquela que é considerada a primeira igreja do Vale dos Vinhedos. Ela foi erguida com a intenção de lembrar seus dez filhos e demais familiares falecidos na Itália. O quadro deu origem ao nome da construção. Sua inauguração aconteceu em 1885 (BIGOLIN e MAZZOTTI, 2012). O GPS TrackMaker possui a ferramenta “perfil de altitudes”, disponibilizando um gráfico onde se pode visualizar a elevação em função da distância percorrida. Mas, só é possível visualizar um perfil para cada rota. Assim, foi traçado um perfil de altitude para todas as rotas (Figura 5), contendo os pontos coletados com GPS (no eixo das abscissas) e os valores de altitude (no eixo das ordenadas). Fig. 5 - Perfil de altitude para diferentes rotas disponíveis no produto cartográfico. O perfil de altitudes mostrou-se uma informação importante ao turista, uma vez que são apresentadas as variações de altitudes ao se percorrer uma determinada rota turística. A apresentação destes dados, junto às feições do mapa poderia gerar certa poluição visual. Mesmo assim, optou-se pela representação do perfil altimétrico na carta temática. Sugere-se aos autores que, ao construírem mapas turísticos, optem por inserir uma imagem — no fundo do mapa — representando a morfologia do terreno. A Rota Vale do Rio das Antas apresenta a maior diferença na altimetria (em torno de 500 metros). Num extremo da rota está localizada a Ponte do Rio das Antas, que se encontra a 129 metros de elevação, na divisa com o município de Veranópolis. No outro extremo encontra-se a área urbana da cidade a, aproximadamente, 640 metros de altitude. Os valores encontrados nas variações de altura eram esperados, sendo visualmente perceptíveis em campo. Para Falcade e Mandelli (1999), o relevo do Vale dos Vinhedos se apresenta em patamares e as vertentes formam “escarpas”, o que designa a denominação de região serrana, com altitudes médias de 300 a 900 metros, em terrenos de topografia acidentada. O maior desafio, ao criar o mapa turístico de Bento Gonçalves (Figura 6), foi escolher o que era realmente uma informação relevante para o turista e de que forma apresentá-las. Para isso, é necessário que o autor tenha conhecimento sobre noções básicas de cartografia, pois a literatura fornece valiosas informações que se mostram ferramentas necessárias na elaboração da carta temática. Dessa forma, levaram-se em consideração algumas dessas regras: A primeira função de um mapa para turistas é localizar, com precisão e clareza, onde estão os atrativos turísticos num determinado lugar (OLIVEIRA, 2005); A teoria da Semiologia Gráfica objetiva a construção de mapas ou gráficos para serem “vistos”, e não para serem “lidos” (LEÃO; MOURA; OLIVEIRA, 2006); É preciso filtrar informações desnecessárias que tornariam o mapa carregado visualmente e dificultariam a localização; O mapa deve ser visto como forma de comunicação com o turista e utilizar uma linguagem adequada ao tipo de turista, sob pena de ser descartado ou virar peça meramente ilustrativa (OLIVEIRA, 2005). Fig. 6 – Mapa turístico de Bento Gonçalves 2012/2013. Pesquisa formulada e divulgada por Fiori (2010) indica que os mapas convencionais são mais práticos e menos poluídos, preferidos quando em trânsito (dirigindo), proporcionam fácil localização, leitura rápida e orientação imediata. Os resultados da pesquisa influenciaram na decisão de formular um mapa convencional. A edição do mapa priorizou aumentar a legibilidade, enfatizar informações consideradas importantes, definir os detalhes a serem eliminados para melhorar a visualização cartográfica. Alguns autores classificam este processo como generalização. Parte da legenda foi escolhida com símbolos de formas idênticas, variando apenas a cor. Espera-se que o processo de comunicação, através desta escolha, seja estabelecido sem significativas perdas e que a linguagem seja adequada. Classificar os pontos turísticos importa em ter um menor número de símbolos, facilitando a sua memorização, recorrendo o menos possível à legenda. Como todo mapa, houve atenção especial para que fosse incluído título, norte geográfico, escala (gráfica e numérica), fonte de dados e da base cartográfica referência de localização da área, legendas curtas e principalmente ser colorido, visto que o objetivo é integrar o usuário e permitir o fácil acesso as suas informações. Para diversos autores, a falta destes itens configura como os maiores erros na elaboração de mapas turísticos. Para a delimitação de pontos turísticos na área urbana, o ideal seria possuir uma base cartográfica em escala maior — em 1:10.000, por exemplo —, o que permitiria maiores detalhes. Na tentativa de buscar uma base cartográfica junto à Prefeitura percebeu-se que não há uma política de mapeamento do território. Não há uma malha cartográfica atualizada. O produto, como resultado final, revela o grau de dedicação de quem o elaborou. Segundo Fiori (2010), a eficácia pressupõe que o autor do mapa deva estar atento ao contexto que vai determinar as expectativas e a capacidade de compreensão da informação pelo usuário. Este autor preconiza que o presente produto temático é classificado como convencional, pois tende a uma orientação mais rápida, direta e menos poluída visualmente. E tem a possibilidade de representação somente em duas dimensões e apoia-se no uso de legenda para decodificar as informações do mapa, dando grande importância à legenda, escala e norte geográfico. Na etapa de pesquisa bibliográfica, observou-se uma carência de uma literatura especializada em mapa temático, que abordasse uma metodologia própria para atender à elaboração de produtos cartográficos do turismo. Por outro lado, permitiu-se maior liberdade para espacializar melhor as informações, criando encartes de localização e ampliação da informação. 7. CONSIDERAÇÕES FINAIS Noções básicas de cartografia são cruciais na elaboração de mapas temáticos, pois ditam regras que ao serem ignoradas são responsáveis pelos principais erros observados na construção de mapas turísticos. Há carência de uma literatura especializada em mapas temáticos, com metodologia própria para atender à elaboração de produto cartográfico para o turismo. De qualquer forma, a geração de uma cartografia turística não difere daquela existente para a cartografia temática como um todo. A aplicação de conceitos já conhecidos nas áreas de comunicação e percepção visual pode se adequar às especificidades da cartografia turística. Para a construção do presente mapa surgiu a necessidade de uma base cartográfica em escala maior — em 1:10.000, por exemplo — que permitisse maiores detalhes do espaço geográfico urbano. E não há uma política de mapeamento deste território, por parte do poder público municipal, pois falta uma malha cartográfica atualizada para Bento Gonçalves. Oliveira (2005) preconiza que são poucos os municípios brasileiros que dispõem de uma malha cartográfica atualizada e, entre os que a possuem, a maioria refere-se apenas à área urbana. O perfil de altitudes observado nas rotas turísticas mostrou-se uma informação útil ao turista, pois são apresentadas as variações de altitudes ao se percorrer uma determinada rota turística. As informações do perfil confirmam o terreno de topografia acidentada, típico em relevo de região serrana. O mapa turístico de Bento Gonçalves é um mapa convencional e, segundo alguns autores, tem maior aceitação por parte de iniciantes e o nível de abstração permite uma leitura rápida e direta. Os mapas convencionais caracterizam-se pela menor poluição visual, uso mais frequente de escala, o que comprova menor descaracterização da base cartográfica. A concepção do produto final apoiou-se na ótica de autores de que a primeira função de um mapa para turistas é localizar onde estão os atrativos turísticos num local específico e o caminho para se chegar a eles. O mapa deve ser visto como forma de comunicação com o usuário e ter um papel cognitivo, sob pena de ser descartado ou virar material simplesmente ilustrativo. Foi preciso considerar a necessidade de filtrar informações desnecessárias, que tornariam o mapa carregado visualmente e prejudicariam a localização dos atrativos. As geotecnologias são ferramentas bastante úteis na construção de mapas. Sem a utilização do GPS Garmin Etrex-20, do software GPS TrackMaker e do ArcGis 9.3, este trabalho não seria possível. O GPS de navegação foi fundamental na captura das coordenadas geográficas. O GPS TrackMaker realizou a conversão destes dados para arquivos shapefiles, que vieram a compor o mapa temático através da utilização das ferramentas disponíveis no aplicativo ArcGis 9.3. A partir do domínio da fundamentação teórica é possível desenvolver um produto cartográfico de qualidade. Assim, uma literatura especializada em mapas temáticos representaria uma significativa contribuição na área. Em relação à Simiologia Gráfica — e também à Gestalt — sugere-se um estudo minucioso de suas contribuições para a cartografia temática. As premissas da psicologia de Gestalt são fundamentais para a concepção e uso dos mapas como meios de comunicação. Outra sugestão, ao se construírem mapas turísticos, é que sejam utilizadas as ferramentas de webmapping. Estas ferramentas se caracterizam como um recurso computacional que permite disponibilizar mapas na internet a partir da requisição feita pelo usuário através de um navegador web. Isso proporciona maior propagação, visualização e integração dos trabalhos realizados. REFERÊNCIAS AMARAL, F. M.; SILVA, G. de J. Elaboração de mapas turísticos em ambiente SIG: região do circuito de Ouro/MG. 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