Curso Básico de Lógica de Programação - Iurih Cherly A. Bezerra – ELLO CONSULTORIA Lógica de Programação Banco de Dados Relatórios Autor: Iurih Cherly A. Bezerra Ultima Atualização: 21 de Agosto de 2002 Página 1 Curso Básico de Lógica de Programação - Iurih Cherly A. Bezerra – ELLO CONSULTORIA INDICE Página 1 1.1 1.2 1.3 1.4 1.5 1.6 2 2.1 2.2 2.3 2.4 2.5 2.6 3 3.1 3.2 3.3 4 4.1 4.2 4.3 4.4 4.5 5 5.1 5.2 5.3 5.4 6 6.1 7 7.1 7.1.1 7.1.2 7.1.3 7.1.4 7.2 7.2.1 7.2.2 7.2.3 8 8.1 9 9.1 9.2 9.2.1 9.3 9.3.1 9.3.2 9.3.3 9.3.4 9.4 9.5 9.5.1 9.6 9.7 9.8 9.8.1 9.8.2 9.9 10 10.1 10.1.1 10.1.2 10.1.3 10.2 10.3 10.4 10.4.1 10.4.2 10.5 10.6 10.7 10.8 10.9 11 Introdução à Lógica de Programação Lógica Seqüência Lógica Instruções Algoritmo Programas EXERCÍCIOS Desenvolvendo algoritmos Pseudocódigo Regras para construção do Algoritmo Fases Exemplo de Algoritmo Teste de Mesa EXERCÍCIOS Diagrama de Bloco O que é um diagrama de bloco? Simbologia EXERCÍCIOS Constantes, Variáveis e Tipos de Dados Constantes Variáveis Tipos de Variáveis Declaração de Variáveis EXERCÍCIOS Operadores Operadores Aritméticos Operadores Relacionais Operadores Lógicos EXERCÍCIOS Operações Lógicas EXERCÍCIOS Estrutura de Decisão e Repetição Comandos de Decisão 3 3 3 3 4 4 6 7 7 7 7 8 8 9 10 10 10 12 13 13 13 14 14 14 16 16 16 18 19 20 21 24 24 SE...FIMSE / IF...ENDIF SE...ENTÃO...FIMSE / IF... ELSE…ENDIF FAÇA CASO / DO CASE EXERCÍCIOS 24 24 25 27 Comandos de Repetição 30 FAÇA ENQUANTO / DO WHILE PARA...ATÉ...FIMPARA / FOR...TO...ENDFOR EXERCÍCIOS 30 30 31 Funções e Procedures Funções mais utilizadas Banco de Dados O que é um Gerenciador de Banco de Dados Banco de dados e seus componentes 33 34 36 36 36 Tipos de dados 37 Criação de um arquivo de dados 39 Inserindo os primeiros registros Modificação da estrutura do arquivo de dados Como listar dados na tela Como abrir e fechar uma tabela 40 41 41 42 EXERCÍCIOS Comando BROWSE 42 43 Exercícios 44 Ponteiro de Registros Funções e Comandos mais utilizados em Banco de Dados Indexação de Arquivos 45 45 46 Comando SET ORDER Comando SEEK 47 47 Relacionamento entre Arquivos Relatórios Projeto de Relatórios 48 49 49 Page Header Detail Page Footer 50 50 50 Barras de Ferramentas Especificação do layout das Páginas Bandas Opcionais 50 51 51 Title Band Summary Band 51 51 Grupos de Registros Variáveis nos Relatórios Visualização do Relatório Impressão do Relatório Dicas para Montagem Rápida de Relatórios Referências 52 52 52 52 52 53 Página 2 Curso Básico de Lógica de Programação - Iurih Cherly A. Bezerra – ELLO CONSULTORIA 1 Introdução à Lógica de Programação 1.1 Lógica A lógica de programação é necessária para pessoas que desejam trabalhar com desenvolvimento de sistemas e programas, ela permite definir a seqüência lógica para o desenvolvimento. Então o que é lógica? Lógica de programação é a técnica de encadear pensamentos para atingir determinado objetivo. 1.2 Seqüência Lógica Estes pensamentos, podem ser descritos como uma seqüência de instruções, que devem ser seguidas para se cumprir uma determinada tarefa. Seqüência Lógica são passos executados até atingir um objetivo ou solução de um problema. 1.3 Instruções Na linguagem comum, entende-se por instruções “um conjunto de regras definidas para a realização de algo”. Em informática, porém, instrução é a informação que indica a um computador uma ação elementar a executar. Convém ressaltar que uma ordem isolada não permite realizar o processo completo, para isso é necessário um conjunto de instruções colocadas em ordem seqüencial lógica. Por exemplo, se quisermos fazer uma omelete de batatas, precisaremos colocar em prática uma série de instruções: descascar as batatas, bater os ovos, fritar as batatas, etc... É evidente que essas instruções tem que ser executadas em uma ordem adequada – não se pode descascar as batatas depois de fritá-las. Dessa maneira, uma instrução tomada em separado não tem muito sentido; para obtermos o resultado, precisamos colocar em prática o conjunto de todas as instruções, na ordem correta. Página 3 Curso Básico de Lógica de Programação - Iurih Cherly A. Bezerra – ELLO CONSULTORIA 1.4 Algoritmo Um algoritmo é formalmente uma seqüência finita de passos que levam a execução de uma tarefa. Podemos pensar em algoritmo como uma receita, uma seqüência de instruções que dão cabo de uma meta específica. Estas tarefas não podem ser redundantes nem subjetivas na sua definição, devem ser claras e precisas. Como exemplos de algoritmos podemos citar os algoritmos das operações básicas (adição, multiplicação, divisão e subtração) de números reais decimais. Outros exemplos seriam os manuais de aparelhos eletrônicos, como um videocassete, que explicam passo-a-passo como, por exemplo, gravar um evento. Até mesmo as coisas mais simples, podem ser descritas por seqüências lógicas. Por exemplo: “Chupar uma bala”. • • • • Pegar a bala Retirar o papel Chupar a bala Jogar o papel no lixo “Somar dois números quaisquer”. • Escreva o primeiro número no retângulo A • Escreva o segundo número no retângulo B • Some o número do retângulo A com número do retângulo B e coloque o resultado no retângulo C RETÂNGULO A RETÂNGULO B + RESULTADO = 1.5 Programas Os programas de computadores nada mais são do que algoritmos escritos numa linguagem de computador (Pascal, C, Cobol, Fortran, Visual Basic, Visual FoxPro, entre outras) e que são interpretados e executados por uma máquina, no caso um computador. Notem que dada esta interpretação rigorosa, um programa é por natureza muito específico e rígido em relação aos algoritmos da vida real. Página 4 Curso Básico de Lógica de Programação - Iurih Cherly A. Bezerra – ELLO CONSULTORIA 1.6 EXERCÍCIOS 1) Crie uma seqüência lógica para tomar banho: ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ 2) Faça um algoritmo para somar dois números e multiplicar o resultado pelo primeiro número ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ Página 5 Curso Básico de Lógica de Programação - Iurih Cherly A. Bezerra – ELLO CONSULTORIA 3) Descreva com detalhes a seqüência lógica para Trocar um pneu de um carro. ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ 4) Faça um algoritmo para trocar uma lâmpada. Descreva com detalhes: ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ Página 6 Curso Básico de Lógica de Programação - Iurih Cherly A. Bezerra – ELLO CONSULTORIA 2 Desenvolvendo algoritmos 2.1 Pseudocódigo Os algoritmos são descritos em uma linguagem chamada pseudocódigo. Este nome é uma alusão à posterior implementação em uma linguagem de programação, ou seja, quando formos programar em uma linguagem, por exemplo Visual FoxPro, estaremos gerando código em Visual FoxPro. Por isso os algoritmos são independentes das linguagens de programação. Ao contrário de uma linguagem de programação não existe um formalismo rígido de como deve ser escrito o algoritmo. O algoritmo deve ser fácil de se interpretar e fácil de codificar. Ou seja, ele deve ser o intermediário entre a linguagem falada e a linguagem de programação. 2.2 Regras para construção do Algoritmo Para escrever um algoritmo precisamos descrever a seqüência de instruções, de maneira simples e objetiva. Para isso utilizaremos algumas técnicas: • Usar somente um verbo por frase • Imaginar que você está desenvolvendo um algoritmo para pessoas que não trabalham com informática • Usar frases curtas e simples • Ser objetivo • Procurar usar palavras que não tenham sentido dúbio 2.3 Fases No capítulo anterior vimos que ALGORITMO é uma seqüência lógica de instruções que podem ser executadas. É importante ressaltar que qualquer tarefa que siga determinado padrão pode ser descrita por um algoritmo, como por exemplo: COMO FAZER ARROZ DOCE ou então CALCULAR O SALDO FINANCEIRO DE UM ESTOQUE Entretanto ao montar um algoritmo, precisamos primeiro dividir o problema apresentado em três fases fundamentais. ENTRADA PROCESSAMENTO SAÍDA Onde temos: ENTRADA: São os dados de entrada do algoritmo PROCESSAMENTO: São os procedimentos utilizados para chegar ao resultado final SAÍDA: São os dados já processados Página 7 Curso Básico de Lógica de Programação - Iurih Cherly A. Bezerra – ELLO CONSULTORIA 2.4 Exemplo de Algoritmo Imagine o seguinte problema: Calcular a média final dos alunos da 3ª Série. Os alunos realizarão quatro provas: P1, P2, P3 e P4. Onde: Média Final = P1 + P2 + P3 + P4 4 Para montar o algoritmo proposto, faremos três perguntas: a) Quais são os dados de entrada? R: Os dados de entrada são P1, P2, P3 e P4 b) Qual será o processamento a ser utilizado? R: O procedimento será somar todos os dados de entrada e dividi-los por 4 (quatro) P1 + P2 + P3 + P4 4 c) Quais serão os dados de saída? R: O dado de saída será a média final Algoritmo Receba a nota da prova1 Receba a nota de prova2 Receba a nota de prova3 Receba a nota da prova4 Some todas as notas e divida o resultado por 4 Mostre o resultado da divisão 2.5 Teste de Mesa Após desenvolver um algoritmo ele deverá sempre ser testado. Este teste é chamado de TESTE DE MESA, que significa, seguir as instruções do algoritmo de maneira precisa para verificar se o procedimento utilizado está correto ou não. Veja o exemplo: Nota da Prova 1 Nota da Prova 2 Nota da Prova 3 Nota da Prova 4 Utilize a tabela abaixo: P1 P2 P3 Página 8 P4 Média Curso Básico de Lógica de Programação - Iurih Cherly A. Bezerra – ELLO CONSULTORIA 2.6 EXERCÍCIOS 1) Identifique os dados de entrada, processamento e saída no algoritmo abaixo • • • • • Receba código da peça Receba valor da peça Receba Quantidade de peças Calcule o valor total da peça (Quantidade * Valor da peça) Mostre o código da peça e seu valor total 2) Faça um algoritmo para “Calcular o estoque médio de uma peça”, sendo que ESTOQUEMÉDIO = (QUANTIDADE MÍNIMA + QUANTIDADE MÁXIMA) /2 3) Teste o algoritmo anterior com dados definidos por você. Página 9 Curso Básico de Lógica de Programação - Iurih Cherly A. Bezerra – ELLO CONSULTORIA 3 Diagrama de Bloco 3.1 O que é um diagrama de bloco? O diagrama de blocos é uma forma padronizada e eficaz para representar os passos lógicos de um determinado processamento. Com o diagrama podemos definir uma seqüência de símbolos, com significado bem definido, portanto, sua principal função é a de facilitar a visualização dos passos de um processamento. 3.2 Simbologia Existem diversos símbolos em um diagrama de bloco. No decorrer do curso apresentaremos os mais utilizados. Veja no quadro abaixo alguns dos símbolos que iremos utilizar: Símbolo Função Indica o INÍCIO ou FIM de um processamento Exemplo: Início do algoritmo TERMINAL Processamento em geral Exemplo: Calculo de dois números PROCESSAMENTO Indica entrada de dados através do Teclado Exemplo: Digite a nota da prova 1 ENTRADA MANUAL DE DADO Mostra informações ou resultados Exemplo: Mostre o resultado do calculo EXIBIR Dentro do símbolo sempre terá algo escrito, pois somente os símbolos não nos dizem nada. Veja no exemplo a seguir: Página 10 Curso Básico de Lógica de Programação - Iurih Cherly A. Bezerra – ELLO CONSULTORIA Exemplos de Diagrama de Bloco “CHUPAR UMA BALA” “CALCULAR A MÉDIA DE 4 NOTAS INICIO INICIO RECEBER N1 PEGAR A BALA RECEBER N2 RETIRAR O PAPEL RECEBER N3 CHUPAR A BALA RECEBER N4 JOGAR O PAPEL NO LIXO CALCULAR MÉDIA = (N1+N2+N3+N4) / 4 FIM MÉDIA FIM Veja que no exemplo da bala seguimos uma seqüência lógica somente com informações diretas, já no segundo exemplo da média utilizamos cálculo e exibimos o resultado do mesmo. Página 11 Curso Básico de Lógica de Programação - Iurih Cherly A. Bezerra – ELLO CONSULTORIA 3.3 EXERCÍCIOS 1) Construa um diagrama de blocos que : • • • • Leia a cotação do dólar Leia um valor em dólares Converta esse valor para Real Mostre o resultado 2) Desenvolva um diagrama que: • • • • Leia 4 (quatro) números Calcule o quadrado para cada um Somem todos e Mostre o resultado 3) Construa um algoritmo para pagamento de comissão de vendedores de peças, levando-se em consideração que sua comissão será de 5% do total da venda e que você tem os seguintes dados: • • • • Identificação do vendedor Código da peça Preço unitário da peça Quantidade vendida E depois construa o diagrama de blocos do algoritmo desenvolvido, e por fim faça um teste de mesa. Página 12 Curso Básico de Lógica de Programação - Iurih Cherly A. Bezerra – ELLO CONSULTORIA 4 Constantes, Variáveis e Tipos de Dados Variáveis e constantes são os elementos básicos que um programa manipula. Uma variável é um espaço reservado na memória do computador para armazenar um tipo de dado determinado. Variáveis devem receber nomes para poderem ser referenciadas e modificadas quando necessário. Um programa deve conter declarações que especificam de que tipo são as variáveis que ele utilizará e as vezes um valor inicial. Tipos podem ser por exemplo: inteiros, reais, caracteres, etc. As expressões combinam variáveis e constantes para calcular novos valores. 4.1 Constantes Constante é um determinado valor fixo que não se modifica ao longo do tempo, durante a execução de um programa. Conforme o seu tipo, a constante é classificada como sendo numérica, lógica e literal. Exemplo de constantes: P1 + P2 + P3 + P4 4 CONSTANTE 4.2 Variáveis Variável é a representação simbólica dos elementos de um certo conjunto. Cada variável corresponde a uma posição de memória, cujo conteúdo pode se alterado ao longo do tempo durante a execução de um programa. Embora uma variável possa assumir diferentes valores, ela só pode armazenar um valor a cada instante Exemplos de variáveis VARIÁVEL VARIÁVEIS TOTAL = PRODUTO * QUANTIDADE CONTEÚDO DA VARIÁVEL NOME = “JOSÉ” IDADE = 50 Página 13 Curso Básico de Lógica de Programação - Iurih Cherly A. Bezerra – ELLO CONSULTORIA 4.3 Tipos de Variáveis As variáveis e as constantes podem ser basicamente de quatro tipos: Numéricas, caracteres, Alfanuméricas ou lógicas. Numéricas Específicas para armazenamento de números, que posteriormente poderão ser utilizados para cálculos. Podem ser ainda classificadas como Inteiras ou Reais. As variáveis do tipo inteiro são para armazenamento de números inteiros e as Reais são para o armazenamento de números que possuam casas decimais. Caracteres Específicas para armazenamento de conjunto de caracteres que não contenham números (literais). Ex: nomes. Alfanuméricas Específicas para dados que contenham letras e/ou números. Pode em determinados momentos conter somente dados numéricos ou somente literais. Se usado somente para armazenamento de números, não poderá ser utilizada para operações matemáticas. Lógicas Armazenam somente dados lógicos que podem ser Verdadeiro ou Falso. 4.4 Declaração de Variáveis As variáveis só podem armazenar valores de um mesmo tipo, de maneira que também são classificadas como sendo numéricas, lógicas e literais. 4.5 EXERCÍCIOS 1) O que é uma constante? Dê dois exemplos. ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ 2) O que é uma variável? Dê dois exemplos. ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ Página 14 Curso Básico de Lógica de Programação - Iurih Cherly A. Bezerra – ELLO CONSULTORIA 3) Faça um teste de mesa no diagrama de bloco abaixo e preencha a tabela ao lado com os dados do teste: INICIO RECEBE SALÁRIO RECEBE ABONO SALÁRIO ABONO 600,00 60,00 SALNOVO 350,00 150,00 SALNOVO = SALÁRIO + ABONO MÉDIA FIM 4) Sabendo-se que José tem direito a 15% de reajuste de salário, complete o diagrama INICIO NOME = “JOSÉ” SALÁRIO ATUAL = 1.200,00 REAJUSTE = VALORREAJUSTE = SALNOVO = SALNOVO FIM Página 15 Curso Básico de Lógica de Programação - Iurih Cherly A. Bezerra – ELLO CONSULTORIA 5 Operadores Os operadores são meios pelo qual incrementamos, decrementamos, comparamos e avaliamos dados dentro do computador. Temos três tipos de operadores: • Operadores Aritméticos • Operadores Relacionais • Operadores Lógicos 5.1 Operadores Aritméticos Os operadores aritméticos são os utilizados para obter resultados numéricos. Além da adição, subtração, multiplicação e divisão, podem utilizar também o operador para exponenciação. Os símbolos para os operadores aritméticos são: OPERAÇÃO Adição SÍMBOLO Subtração Multiplicação Divisão Exponenciação + * / ^ Hierarquia das Operações Aritméticas 1º 2º 3º 4º ( ) Parênteses Exponenciação Multiplicação, divisão (o que aparecer primeiro) + ou – (o que aparecer primeiro) Exemplo TOTAL = PRECO * QUANTIDADE 1 + 7 * 2 ^ 2 –1 = 28 3 * (1 – 2) + 4 * 2 = 5 5.2 Operadores Relacionais Os operadores relacionais são utilizados para comparar String de caracteres e números. Os valores a serem comparados podem ser constantes ou variáveis. Estes operadores sempre retornam valores lógicos (verdadeiro ou falso/ True ou False) Para estabelecer prioridades no que diz respeito a qual operação executar primeiro, utilize os parênteses. Página 16 Curso Básico de Lógica de Programação - Iurih Cherly A. Bezerra – ELLO CONSULTORIA Os operadores relacionais são : DESCRIÇÃO Igual a RESULTADO = Diferente de <> ou # > < >= <= Maior que Menor que Maior ou igual a Menor ou igual a Exemplo: Tendo duas variáveis A = 5 e B = 3 Os resultados das expressões seriam: EXPRESSÃO A=B A <> B ou A # B A>B A<B A >= B A <= B RESULTADO Falso Verdadeiro Verdadeiro Falso Verdadeiro Falso Símbolo Utilizado para comparação entre expressões Campo com Constante Numérica Campo com Campo Sim Sim Codigo = CodAnt Codigo > 1000 Não Não Campo com Constante Alfanumérica Sim Nome = “JOSÉ” Não Página 17 Curso Básico de Lógica de Programação - Iurih Cherly A. Bezerra – ELLO CONSULTORIA 5.3 Operadores Lógicos Os operadores lógicos servem para combinar resultados de expressões, retornando se o resultado final é verdadeiro ou falso. Os operadores lógicos são: E AND OR NOT OU NÃO E / AND Uma expressão AND (E) é verdadeira se todas as condições forem verdadeiras OR / OU Uma expressão OR (OU) é verdadeira se pelo menos uma condição for verdadeira NOT Um expressão NOT (NÃO) inverte o valor da expressão ou condição, se verdadeira inverte para falsa e vice-versa. A tabela abaixo mostra todos os valores possíveis criados pelos três operadores lógicos (AND, OR e NOT) Tabela Verdade 1º Valor T T F F T T F F T F Operador AND AND AND AND OR OR OR OR NOT NOT 2º Valor T F T F T F T F Resultado T F F F T T T F F T Exemplos: Suponha que temos três variáveis A = 5, B = 8 e C =1 Os resultados das expressões seriam: A=B A#B A>B A<B A >= B A <= B Expressões AND OR NOT AND OR NOT B>C B<C B>C B=C Página 18 Resultado Falso Verdadeiro Verdadeiro Verdadeiro Falso Falso Curso Básico de Lógica de Programação - Iurih Cherly A. Bezerra – ELLO CONSULTORIA 5.4 EXERCÍCIOS 1) Tendo as variáveis SALARIO, IR e SALLIQ, e considerando os valores abaixo. Informe se as expressões são verdadeiras ou falsas. SALARIO 100,00 200,00 300,00 IR 0,00 10,00 15,00 SALLIQ 100,00 190,00 285,00 EXPRESSÃO (SALLIQ >= 100,00) (SALLIQ < 190,00) SALLIQ = SALARIO - IR V ou F 2) Sabendo que A=3, B=7 e C=4, informe se as expressões abaixo são verdadeiras ou falsas. a) (A + C) > B b) B >= (A + 2) c) C = (B – A) d) (B + A) <= C e) (C + A) > B ( ( ( ( ( ) ) ) ) ) 3) Sabendo que A=5, B=4 e C=3 e D=6, informe se as expressões abaixo são verdadeiras ou falsas. a) (A > C) AND (C <= D) b) (A + B) > 10 OR (A + B) = (C + D) c) (A >= C) AND (D >= C) ( ( ( ) ) ) Página 19 Curso Básico de Lógica de Programação - Iurih Cherly A. Bezerra – ELLO CONSULTORIA 6 Operações Lógicas Operações Lógicas são utilizadas quando se torna necessário tomar decisões em um diagrama de bloco. Num diagrama de bloco, toda decisão terá sempre como resposta o resultado VERDADEIRO ou FALSO. Como no exemplo do algoritmo “CHUPAR UMA BALA”. Imaginemos que algumas pessoas não gostem de chupar bala de Morango, neste caso teremos que modificar o algoritmo para: “Chupar uma bala” • Pegar a bala • A bala é de morango? • Se sim, não chupe a bala • Se não, continue com o algoritmo • Retirar o papel • Chupar a bala • Jogar o papel no lixo Exemplo: Algoritmo “Chupar Bala” utilizando diagrama de Blocos INICIO PEGAR A BALA Não É DE MORANGO Sim RETIRAR O PAPEL NÃO CHUPAR A BALA CHUPAR A BALA JOGAR O PAPEL NO LIXO FIM Página 20 Curso Básico de Lógica de Programação - Iurih Cherly A. Bezerra – ELLO CONSULTORIA 6.1 EXERCÍCIOS 1) Elabore um diagrama de blocos que leia um número. Se positivo armazene-o em A, se for negativo, em B. No final mostrar o resultado. 2) Ler um número e verificar se ele é par ou ímpar. Quando for par armazenar esse valor em P quando for ímpar armazená-lo em I. Exibir P e I no final do processamento. 3) Construa um diagrama de blocos para ler uma variável numérica N e imprimi-la somente se mesma for maior que 100, caso contrário imprimi-la com o valor zero. 4) Tendo como dados de entrada a altura e o sexo de uma pessoa, construa um algoritmo que calcule seu peso ideal, utilizando as seguintes fórmulas: Para homens: (72.7*h) - 58 Para mulheres: (62.1*h) - 44.7 (h = altura) 5) Faça um teste de mesa do diagrama apresentado abaixo, de acordo com os dados fornecidos: INICIO LER SALBASE LER GRATIF SALBRUTO = SALBASE + GRATIF IR = SALBRUTO * (20 / 100) Não SALBRUTO < 1000 SALLIQ = SALBRUTO - IR SALLIQ FIM Página 21 Sim IR = SALBRUTO * (15 / 100) Curso Básico de Lógica de Programação - Iurih Cherly A. Bezerra – ELLO CONSULTORIA Teste o diagrama com os dados abaixo SALBASE 3.000,00 1.200,00 500,00 GRATIF 1.200,00 400,00 100,00 Memória SALBASE GRATIF SALBRUTO Dados de Saída SALLIQ Página 22 IR SALLIQ Curso Básico de Lógica de Programação - Iurih Cherly A. Bezerra – ELLO CONSULTORIA Página 23 Curso Básico de Lógica de Programação - Iurih Cherly A. Bezerra – ELLO CONSULTORIA 7 Estrutura de Decisão e Repetição Como vimos no capítulo anterior em “Operações Lógicas”, verificamos que na maioria das vezes necessitamos tomar decisões no andamento do algoritmo. Essas decisões interferem diretamente no andamento do programa. Trabalharemos com dois tipos de estrutura. A estrutura de Decisão e a estrutura de Repetição. 7.1 Comandos de Decisão Os comandos de decisão ou desvio fazem parte das técnicas de programação que conduzem a estruturas de programas que não são totalmente seqüenciais. Com as instruções de SALTO ou DESVIO pode-se fazer com que o programa proceda de uma ou outra maneira, de acordo com as decisões lógicas tomadas em função dos dados ou resultados anteriores. As principais estruturas de decisão são: “Se...Fim Se”, “Se...Senão...Fim Se” e “Faça Caso...Fim Caso” 7.1.1 SE...FIMSE / IF...ENDIF A estrutura de decisão “SE” normalmente vem acompanhada de um comando, ou seja, se determinada condição for satisfeita pelo comando SE então execute determinado comando. Imagine um algoritmo que determinado aluno somente estará aprovado se sua média for maior ou igual a 5.0, veja no exemplo de algoritmo como ficaria. SE MEDIA >= 5.0 ENTÃO ALUNO APROVADO FIM SE Comando entre [Colchetes] não são obrigatórios. Em Visual FoxPro IF MEDIA >= 5 [THEN] Resultado = “ALUNO APROVADO” ENDIF 7.1.2 SE...SENÃO...FIMSE / IF...ELSE...ENDIF A estrutura de decisão “SE/SENÃO”, funciona exatamente como a estrutura “SE”, com apenas uma diferença, em “SE” somente podemos executar comandos caso a condição seja verdadeira, diferente de “SE/SENÃO” pois sempre um comando será executado independente da condição, ou seja, caso a condição seja “verdadeira” o comando da condição será executado, caso contrário o comando da condição “falsa” será executado Em algoritmo ficaria assim: SE MÉDIA >= 5.0 ALUNO APROVADO SENÃO ALUNO REPROVADO FIM SE Em Visual FoxPro IF MEDIA >= 5 Resultado = “ALUNO APROVADO” ELSE Resultado = “ALUNO REPROVADO” ENDIF Página 24 Curso Básico de Lógica de Programação - Iurih Cherly A. Bezerra – ELLO CONSULTORIA No exemplo anterior está sendo executada uma condição que, se for verdadeira, executa o comando “APROVADO”, caso contrário executa o segundo comando “REPROVADO”. Podemos também dentro de uma mesma condição testar outras condições. Como no exemplo abaixo: SE MEDIA >= 5 SE MEDIA >= 7.0 Aluno APROVADO SENÃO Aluno Necessita fazer outra Avaliação FIM SE SENÃO Aluno REPROVADO ENDIF Em Visual FoxPro IF MEDIA >= 5 IF MEDIA >= 7.0 Resultado = “Aluno APROVADO” ELSE Resultado = “Aluno Necessita fazer outra Avaliação” ENDIF ELSE Resultado = “Aluno REPROVADO” ENDIF 7.1.3 FAÇA CASO / DO CASE A estrutura de decisão FAÇA CASO é utilizada para testar, na condição, uma única expressão, que produz um resultado, ou, então, o valor de uma variável, em que está armazenado um determinado conteúdo. Compara-se, então, o resultado obtido no teste com os valores fornecidos em cada cláusula “Caso”. No exemplo do diagrama de blocos abaixo, é recebido uma variável “Op” e testado seu conteúdo, caso uma das condições seja satisfeita, é atribuído para a variável Resultado a String “Opção X”, caso contrário (OTHERWISE) é atribuído a string “Opção Errada”. Página 25 Curso Básico de Lógica de Programação - Iurih Cherly A. Bezerra – ELLO CONSULTORIA INICIO RESULTADO = “ ” RECEBE Op Sim Op = 1 RESULTADO = “OPÇÃO 1” Não Sim Op = 2 RESULTADO = “OPÇÃO 2” Não Sim Op = 3 RESULTADO = “OPÇÃO 3” Não Não Sim Op = 4 RESULTADO = “OPÇÃO 4” RESULTADO = “OPÇÃO ERRADA” RESULTADO FIM Página 26 Curso Básico de Lógica de Programação - Iurih Cherly A. Bezerra – ELLO CONSULTORIA Em Visual FoxPro utilizamos a seguinte seqüência de comandos para representar o diagrama anterior. Em Visual FoxPro RESULTADO = “ ” OP = 0 @ 10,10 SAY “DIGITE A OPÇÃO : ” GET OP READ DO CASE CASE OP = 1 RESULTADO = “OPÇÃO 1” CASE OP = 2 RESULTADO = “OPÇÃO 2” CASE OP = 3 RESULTADO = “OPÇÃO 3” CASE OP = 4 RESULTADO = “OPÇÃO 4” OTHERWISE RESULTADO = “OPÇÃO ERRADA” ENDCASE ? RESULTADO 7.1.4 EXERCÍCIOS 1) João Papo-de-Pescador, homem de bem, comprou um microcomputador para controlar o rendimento diário de seu trabalho. Toda vez que ele traz um peso de peixes maior que o estabelecido pelo regulamento de pesca do estado da Bahia (50 quilos) deve pagar um multa de R$ 4,00 por quilo excedente. João precisa que você faça um diagrama de blocos que leia a variável P (peso de peixes) e verifique se há excesso. Se houver, gravar na variável E (Excesso) e na variável M o valor da multa que João deverá pagar. Caso contrário mostrar tais variáveis com o conteúdo ZERO. 2) Elabore um diagrama de bloco que leia as variáveis C e N, respectivamente código e número de horas trabalhadas de um operário. E calcule o salário sabendo-se que ele ganha R$ 10,00 por hora. Quando o número de horas exceder a 50 calcule o excesso de pagamento armazenando-o na variável E, caso contrário zerar tal variável. A hora excedente de trabalho vale R$ 20,00. No final do processamento imprimir o salário total e o salário excedente. 3) Desenvolva um diagrama que: • • • • Leia 4 (quatro) números; Calcule o quadrado de cada um; Se o valor resultante do quadrado do terceiro for >= 1000, imprima-o e finalize; Caso contrário, imprima os valores lidos e seus respectivos quadrados. Página 27 Curso Básico de Lógica de Programação - Iurih Cherly A. Bezerra – ELLO CONSULTORIA 4) Faça um diagrama de bloco que leia um número inteiro e mostre uma mensagem indicando se este número é par ou ímpar, e se é positivo ou negativo. 5) A Secretaria de Meio Ambiente que controla o índice de poluição mantém 3 grupos de indústrias que são altamente poluentes do meio ambiente. O índice de poluição aceitável varia de 0,05 até 0,25. Se o índice sobe para 0,3 as indústrias do 1º grupo são intimadas a suspenderem suas atividades, se o índice crescer para 0,4 as industrias do 1º e 2º grupo são intimadas a suspenderem suas atividades, se o índice atingir 0,5 todos os grupos devem ser notificados a paralisarem suas atividades. Faça um diagrama de bloco que leia o índice de poluição medido e emita a notificação adequada aos diferentes grupos de empresas. 6) Elabore um algoritmo que dada a idade de um nadador classifique-o em uma das seguintes categorias: Infantil A = 5 a 7 anos Infantil B = 8 a 11 anos Juvenil A = 12 a 13 anos Juvenil B = 14 a 17 anos Adultos = Maiores de 18 anos 7) Construa um algoritmo que leia 5 valores inteiros e positivos e: • Encontre o maior valor • Encontre o menor valor • Calcule a média dos números lidos Página 28 Curso Básico de Lógica de Programação - Iurih Cherly A. Bezerra – ELLO CONSULTORIA Página 29 Curso Básico de Lógica de Programação - Iurih Cherly A. Bezerra – ELLO CONSULTORIA 7.2 Comandos de Repetição Utilizamos os comandos de repetição quando desejamos que um determinado conjunto de instruções ou comandos sejam executados um número definido ou indefinido de vezes, ou enquanto um determinado estado de coisas prevalecer ou até que seja alcançado. Trabalharemos com modelos de comandos de repetição: • Faça Enquanto , processar (Do While ...); • Para ... Até ... Seguinte (For ... To ... Next) 7.2.1 Faça Enquanto (Do While ...) Neste caso, o bloco de operações será executado enquanto a condição x for verdadeira. O teste da condição será sempre realizado antes de qualquer operação. Enquanto a condição for verdadeira o processo se repete. Podemos utilizar essa estrutura para trabalharmos com contadores, banco de dados, etc. Exemplo de Contador Nr = 0 Faça Enquanto Nr <= 100 Nr = Nr + 1 Mostre Nr Fim Faça Em Visual FoxPro : Nr = 0 Do While Nr <= 100 Nr = Nr + 1 ? Nr EndDo Para abandonar uma sequência DO WHILE, você deve emitir o comando EXIT. Para retornar ao início da sequência DO WHILE, você deve emitir um comando LOOP. 7.2.2 Para...Até...FimPara (For...To...EndFor) Neste caso, o bloco de operações será executado a quantidade exata de vezes que a instrução solicitar. Enquanto a variável for menor ou igual à condição, o processo se repete. Podemos utilizar essa estrutura para trabalharmos com contadores, funções, etc. Exemplo de Contador Para Nr = 1 até 100 Mostre Nr FimPara Em Visual FoxPro : Para abandonar uma sequência FOR, você deve emitir o comando EXIT. For Nr = 1 to 100 ? Nr EndFor Para retornar ao início da sequência FOR, você deve emitir um comando LOOP. Página 30 Curso Básico de Lógica de Programação - Iurih Cherly A. Bezerra – ELLO CONSULTORIA 7.2.3 EXERCÍCIOS 1) Faça um algoritmo que determine o maior entre N números. A condição de parada é a entrada de um valor 0, ou seja, o algoritmo deve ficar calculando o maior até que a entrada seja igual a 0 (ZERO). 2) Uma rainha requisitou os serviços de um monge e disse-lhe que pagaria qualquer preço. O monge, necessitando de alimentos , indagou à rainha sobre o pagamento, se poderia ser feito com grãos de trigo dispostos em um tabuleiro de xadrez, de tal forma que o primeiro quadro deveria conter apenas um grão e os quadros subseqüentes , o dobro do quadro anterior. A rainha achou o trabalho barato e pediu que o serviço fosse executado, sem se dar conta de que seria impossível efetuar o pagamento. Faça um algoritmo para calcular o número de grãos que o monge esperava receber. 3) Faça a tabuada de 1 a 50 de um determinado número informado pelo usuário. 4) Faça um algoritmo que conte de 1 a 100 e a cada múltiplo de 10 emita uma mensagem : “Múltiplo de 10”. 5) Faça a tabuada de 1 até Y de um determinado número informado pelo usuário, onde Y também será um número fornecido pelo usuário. Página 31 Curso Básico de Lógica de Programação - Iurih Cherly A. Bezerra – ELLO CONSULTORIA Página 32 Curso Básico de Lógica de Programação - Iurih Cherly A. Bezerra – ELLO CONSULTORIA 8 Funções e Procedures Em muitos programas, certas rotinas são repetidas com freqüência. Definir as rotinas comumente utilizadas como funções separadas reduz o tamanho e a complexidade do programa e facilita a sua manutenção. Função é um cálculo pré-programado que pode ser efetuado mediante solicitação a partir de qualquer ponto em um programa do Visual FoxPro. Visto que uma função pega um ou mais argumentos e retorna um valor único, ela pode ser incorporada a uma expressão. As funções contêm parênteses que as diferenciam dos comandos. Por exemplo, DATE() é uma função. As funções podem ser do Visual FoxPro ou definidas pelo usuário. Argumento Um valor sobre o qual uma função opera. Por exemplo, na instrução do Visual Foxpro SPACE(10) o número 10 é o argumento. Expressão É qualquer combinação de variáveis, operadores, constantes, funções, nome de campos, controles e propriedades que resulta em um valor único. Função Definida pelo Usuário (UDF) Código criado por um usuário que retorna um valor. Funções definidas pelo usuário incluem programas independentes salvos com a extensão .PRG, bem como procedimentos e funções contidos em um programa. Comando FUNCTION Identifica o início de uma definição para uma função definida pelo usuário. Sintaxe FUNCTION NomeFunção Comandos [RETURN [eExpressão]] ENDFUNC Argumentos NomeFunção caracteres. No Visual FoxPro, os nomes de função podem ter até 254 Comentários FUNCTION NomeFunção é uma instrução dentro de um programa. Designa o início de uma função em um programa e identifica a função pelo nome. FUNCTION NomeFunção é seguido de uma série de comandos do Visual FoxPro que compõem a função. Você pode incluir RETURN em qualquer lugar da função para retornar controle ao programa de chamada ou a outro programa e para definir um valor retornado pela função definida pelo usuário. Se você não incluir um comando RETURN, um RETURN implícito é automaticamente executado quando a função é fechada. Se o comando RETURN não incluir um valor de retorno (ou se um RETURN implícito for executado), o Visual FoxPro atribuirá .T. (Verdadeiro) como valor de retorno. Página 33 Curso Básico de Lógica de Programação - Iurih Cherly A. Bezerra – ELLO CONSULTORIA A função é finalizada com o comando ENDFUNC. Esse comando é opcional, a função é fechada quando encontra outro comando FUNCTION, um comando PROCEDURE ou o final do arquivo de programa. Os comentários podem ser colocados na mesma linha depois de FUNCTION e ENDFUNC. Esses comentários são ignorados durante a compilação e a execução do programa. Você não pode incluir um código de programa executável normal em um arquivo de programa depois de utilizar as funções definidas pelo usuário; somente funções definidas pelo usuário, procedimentos e definições de classe podem seguir o primeiro comando FUNCTION ou PROCEDURE no arquivo. Quando você emite DO com um nome de função, o Visual FoxPro procura a função em uma ordem específica, da forma a seguir: 1. O Visual FoxPro procura no arquivo que contém o comando DO. 2. Caso a função não seja encontrada ali, o Visual FoxPro procura nos arquivos de procedimentos abertos. Os arquivos de procedimentos são abertos com SET PROCEDURE. 3. Caso a função não seja encontrada em um arquivo de procedimentos aberto, o Visual FoxPro procura nos programas da seqüência de execução. Os arquivos de programa são procurados desde o último até o primeiro programa executado. 4. Caso a função ainda não tenha sido encontrada, o Visual FoxPro procura um programa independente. Se um arquivo de programa correspondente for encontrado, o programa é executado. Caso contrário, o Visual FoxPro gera uma mensagem de erro. A cláusula IN deve ser incluída em DO para executar uma função em um arquivo específico. Como padrão, os parâmetros são passados para as funções por valor. Para obter informações sobre a passagem de parâmetros para funções por referência, consulte SET UDFPARMS. É possível passar no máximo 27 parâmetros para uma função. Os parâmetros podem ser passados para uma função incluindo uma instrução PARAMETERS ou LPARAMETERS na função ou colocando uma lista de parâmetros imediatamente depois de FUNCTION NomeFunção. Coloque a lista de parâmetros entre parênteses e separe os parâmetros com vírgulas. 8.1 Funções mais utilizadas O Visual Foxpro dispõe de milhares de funções. Existem funções que utilizamos mais comumente para tratarmos as informações, elas são muito importantes para convertermos os dados. Vamos dar uma olhada em algumas delas. UPPER() - Retorna a expressão de caracteres especificada em maiúscula. LOWER() - Retorna a expressão de caracteres especificada em minúscula. ALLTRIM() - Remove os espaços em branco do início e do final da expressão de caracteres especificada e retorna a expressão com os espaços removidos como uma seqüência de caracteres. LTRIM() - Retorna a expressão de caracteres especificada sem os espaços à esquerda. Página 34 Curso Básico de Lógica de Programação - Iurih Cherly A. Bezerra – ELLO CONSULTORIA RTRIM() - Retorna a expressão de caracteres especificada sem os espaços à direita. SUBSTR() - Retorna uma seqüência de caracteres da expressão de caracteres ou campo de dados fornecido. STR() - Retorna o equivalente de caractere de uma expressão numérica especificada. VAL() - Retorna um valor numérico de uma expressão de caracteres composta de números. DATE() - Retorna a data do sistema atual, que é controlada pelo sistema operacional. DATETIME() - Retorna a data e a hora atuais como um valor de DataHora. DTOC() - Retorna uma data tipo Caractere a partir de uma expressão Data ou DataHora. CTOD() - Converte uma expressão de caracteres em uma expressão de data. DAY() - Retorna o número do dia do mês para uma dada expressão de data ou de data e hora. MONTH() - Retorna o número do mês de uma expressão de Data ou de DataHora especificada. YEAR() - Retorna o ano de uma data específica ou de uma expressão de data e hora. CDOW() - Retorna o dia da semana de uma determinada expressão de data ou de data e hora. CMONTH() - Retorna o nome do mês de uma determinada expressão de data ou Data Hora. DOW() - Retorna um valor numérico de dia da semana a partir de uma expressão de Data ou DataHora. INT() - Retorna um valor inteiro de uma expressão numérica. MOD() - Retorna um valor decimal de uma expressão numérica. Página 35 Curso Básico de Lógica de Programação - Iurih Cherly A. Bezerra – ELLO CONSULTORIA 9 Bancos de Dados Os dados manipulados até o momento, estavam em memória, ou seja, após a execução do diagrama os dados se perdiam. Para resolver esse problema começaremos a trabalhar com arquivos, onde poderemos guardar os dados e também manipula-los. 9.1 O que é um gerenciador de Banco de Dados Gerenciador de Banco de Dados é uma ferramenta que utilizamos para informações, e que nos permite de forma prática e lógica, posteriormente acessar e/ou atualizar tais informações. Podemos fazer uma analogia para compreendermos melhor um Banco de Dados, se compararmos com os tradicionais armários de fichários. Tais armários possuem em cada uma das suas fichas um item cadastral pode ser de qualquer tipo, como uma ficha de funcionários, foto de um associado, descrição de uma conta bancária, cadastro de uma peça em estoque, entre outras milhares de informações que podem ser guardadas em um formato de uma ficha. Cada cadastro é um arquivo de dados. Quando possuímos vários arquivos de dados relacionados por assuntos entre si, então possuímos um banco de informações. A este banco de informações atribuímos o termo Banco de Dados. O Visual Foxpro é um sistema gerenciador de Banco de Dados (SGBD) Relacional. Onde podemos criar vários arquivos de dados relacionados entre si. Como operações de apoio a manipulações destas informações, o VFP oferece ao usuário a possibilidade deste criar seus próprios arquivos de dados, bastando detalhar o que este deseja guardar, organizar automaticamente por ordem crescente ou decrescente as informações cadastradas, pesquisas de itens dentro dos seus cadastros com respostas rápidas e precisas independente do volume (quantidade) de informações que este arquivo de dados possui. Relatórios com cálculos podem ser confeccionados pelos próprios usuários. 9.2 Banco de dados e seus componentes Antes de começarmos a trabalhar com VFP devemos conhecer alguns conceitos relacionados ao SGBD. Tais informações são as seguintes : Arquivo / Tabela Os arquivos de dados podem ser criados pelo próprio usuário e todos devem possuir um nome. Neste arquivo de dados é que serão armazenadas as fichas (registro). O que será guardado dentro do arquivo de dados dependerá exclusivamente do que for especificado durante as especificações do layout dos registros (fichas). Registro Podemos fazer uma analogia dos registros de um arquivo de dados como sendo as fichas do arquivo. Estas fichas possuem sempre o mesmo layout. Este layout é a lista de itens (campos) que estes podem reter em termos de preenchimento. Campo Campo é cada item independente do registro que preenchemos. A lista do campo é o que forma o layout do registro. Cada campo possui um “nome descritivo” (como endereço, estado, cep, etc...), tamanho de preenchimento e tipo de preenchimento. O tamanho de cada campo a ser preenchido está relacionado ao tipo da informação que será armazenada. Página 36 Curso Básico de Lógica de Programação - Iurih Cherly A. Bezerra – ELLO CONSULTORIA 9.2.1 Tipo de dados Decidir quais informações devem ser gravadas em uma tabela é apenas metade da batalha no planejamento da estrutura de uma nova tabela. Depois, você precisa analisar cada item de dados e determinar se você deve armazena-lo como character (alfabético), numeric (numérico), date (de data), ou algum outro tipo de dados. Além disso, para campos alfabéticos e numéricos, você precisa determinar o número de caracteres exigidos. Você começa com a análise dos tipos de dados disponíveis no Visual Foxpro 7.0 Character Character (alfabético) é o tipo de dados mais comum em muitas tabelas. Esses campos armazenam de uma a 254 caracteres. Eles consistem em caracteres que podem ser impressos, incluindo letras, números, espaços e marcas de pontuação. Cartos caracteres, tais como “ENTER”, não podem aparecer em um campo alfabético regular. Você tem que definir campos que exigem mais caracteres, como os campos memo. Campos alfabéticos têm um tamanho fixo. Se você definir um campo tal como “endereço” com 35 caracteres, ele consome 35 caracteres em cada registro, mesmo se “endereço” corresponder a “Rua do Perdiz, 15”. Embora isso possa parecer trivial, a diferença de 5 caracteres em um arquivo de registro de 300.000 é superior a 1.4MB. por outro lado, se “endereço” exigir mais que 35 caracteres, o VFP irá armazenar somente os primeiros 35, e truncar o restante. Você pode até usar campos alfabéticos que consistem integralmente em números. Por exemplo, você deve armazenar códigos postais, números de telefone, etc... como campos alfabéticos. Há várias razões para isso. Primeiro, campos numéricos truncam zeros à esquerda. Desse modo, se você gravar um código postal como 01995, o VFP o armazenaria como 1995. Segundo, você pode desejar formatar um campo de número de telefone como 0(74)31-532-1010. Por ultimo, você pode precisar combinar um campo como “CÓDIGO” de um cliente com o “Nome” do cliente. Talvez a melhor forma de determinar se você deve criar um campo alfabético é perguntar, “Vou fazer cálculos com esse campo ?” se você responder que sim, então deve armazena-lo como numérico. Caso contrário, armazene-o como alfabético. Currency Para armazenar valores em moeda tipo Real, Dólar, Euro, etc... utilize um tipo especial denominado Currency. Como um valor máximo, ele pode armazenar pouco mais de US$ 922 trilhões. Padrões de moeda até o máximo de quatro casas decimais. Valores de moeda variam de – 222.337.203.477,5807 até 922.337.203.477,5807. Date e DateTime Estes dois tipos de campo são semelhantes no aspecto em que ambos armazenam dados. Eles exigem 8 bytes para armazenar dados na forma DDMMYYYY independentemente de o SET CENTURY estar ativado (ON) ou desativado (OFF). Os campos DateTime usam 6 bytes adicionais para armazenar a hora no formato HHMMSS com HH registrado por um relógio de 24 horas. Se você converter um campo Date em um campo DateTime, a hora assume o valor padrão de 00:00:00. Dica : Você pode indicar um registro que possua um campo DateTime, com a data e a hora atual através da função DATETIME(). A datas variam de 01/01/100 a 31/12/9999, e as horas de 00:00:00 a 23:59:59. Página 37 Curso Básico de Lógica de Programação - Iurih Cherly A. Bezerra – ELLO CONSULTORIA Da mesma forma que você pode incluir 1 em um campo Date para incrmentá-lo em um dia, pode incrementar um campo DateTime em segundos. Como há 86.400 segundos em um dia, você precisa incluir 86.400 em um campo DateTime para incrementá-lo em um dia. Double Campos Double (duplos) são campos de ponto flutuante que aramazenam até 18 dígitos em um formato compactado que usa extremamente 8 bytes. Na mesma realidade, independente da quantidade de dógitos que você utilize, o número de bytes permanece fixo em 8. A única decisão que você toma é sobre o número de casas decimais. Valores duplos vão de –4,94065648541247E-324 a 1,79769313486232E+308. Float e Numeric Esses dois tipos de campo oferecem suporte a até 20 dígitos com um máximo de 19 casas decimais, e cada dígito exige 1 byte de armazenamento. O Visual Foxpro trata os dois tipos de forma idêntica, o que resulta no mesmo nível de precisão. No entanto, é necessário que os dois campos mantenham compatibilidade com o dBase IV, o que faz diferença entre eles. Ao contrário dos campos Double, você pode especificar o número de bytes exigidos por Float e Numeric, pois o Visual Foxpro armazena o código ASCII para cada dígito em um byte separado. Assim, se um valor de campo sempre usa valores inteiros menores que 100.000, uma largura de campo de 6 com 0 casas decimais é o suficiente. Para definir melhor o tamanho de um campo numérico, tente determinar os maiores e menores valores possíveis. Definir um campo com um tamanho muito pequeno para os valores armazenados força o Visual Foxpro o armazenar asteriscos no campo. Valores de flutuação variam de -.9999999999E-19 a .9999999999 Atenção : Se você armazenar o resultado de um cálculo em um campo com um número fixo de casas decimais, o Visual Foxpro trunca o valor para adaptar-se à definição do campo. Isso pode prejudicar a precisão do valor. Cálculos subseqüentes com esse campo truncado pode levar a erros de arredondamento aparentes. Dica : Ao definir campos, lembre-se de que valores negativos precisam de uma posição para armazenar o sinal de menos. Logical Campos Logical (lógico) armazenam informações binárias na forma .T. (trueverdadeiro) ou .F. (false-falso). Campos Logical armazenam informações com apenas dois estados, tais como tributável versus não-tributável, entregue versus não-entregue, e assim por diante. Memo Campos Memo armazenam grandes strings de caracteres (maiores que 254 caracteres), e também fornecem uma área de armazenamento variável por registro com base no tamanho do bloco. Um bloco é um número fixo de caracteres que o Visual Foxpro reserva para um campo memo. Por padrão, o Visual Foxpro usa 64 bytes por bloco. Isso significa que cada grupo de 64 caractres em um string de texto exigem um bloco adicional. Se você tiver um string de 72 bytes, para os 8 bytes adicionais, é necessário um segundo bloco de 64 caracteres. Página 38 Curso Básico de Lógica de Programação - Iurih Cherly A. Bezerra – ELLO CONSULTORIA O Visual Foxpro armazena campos memo em um arquivo diferente do DBF com a extensão FTP. Independente de haver uma campo memo ou vários em uma tabela, ele armazena todos os memos nesse arquivo FTP. Utilizações típicas para campos Memo : 9 9 9 Campos alfabéticos que apenas ocasionalmente contêm texto. Campos alfabéticos com grandes variações no comprimento ou cujo comprimento não possa ser previsto. Arquivos de texto como currículos, cartas, etc... General A utilização mais comum para campos General (gerais) é o armazenamento de imagens gráficas. Um campo general é um campo Memo específico. O Visual Foxpro armazena um campo general no mesmo arquivo FTP usado por outros campos Memo em uma tabela, mas você não pode usa-lo da mesma forma. Sua principal função é armazenar referências a objetos OLE vinculados. 9.3 Criação de um Arquivo de Dados Para criarmos um arquivo de dados no Visual FoxPro podemos proceder de duas formas. Através do comando CREATE TABLE Utilizando a ajuda do Visual Foxpro Página 39 Curso Básico de Lógica de Programação - Iurih Cherly A. Bezerra – ELLO CONSULTORIA Através do menu NEW Acessar o menu FILE e escolher a opção NEW ou CTRL+N Salve o arquivo como CLIENTES.DBF Crie uma tabela com a seguintes estrutura : Nome do Campo Tipo Tamanho Decimais Field Name CODCLI NOME ENDERECO CIDADE ESTADO CEP CREDITO DATACAS VALORCRED FOTO OBS Type Character Character Character Character Character Character Logical Date Numeric General Memo Width 5 30 30 15 2 8 1 8 12 4 4 Dec 2 9.3.1 – Inserindo os primeiros registros Quando terminarmos de especificar a estrutura do arquivo, o Visual Foxpro perguntará se desejamos inserir os registros. Neste ponto do trabalho podemos começar a cadastrar os nossos clientes. Quando terminarmos de cadastrar o primeiro, imediatamente surgirá uma ficha em branco fazendo uma rolagem vertical no interior da janela. Para os campos tipo character, numeric, logical e date você deve pressionar <ENTER> ao final de cada digitação. Se você preencher, esta automaticamente salta para o próximo campo. Para os campos memo e general, você deve clicar duas vezes sobre o campo ou posicionar o cursor sobre o campo e pressionar as teclas <CTRL><HOME>. Nesses dois tipos especiais de campo você notará que se abrirá uma janela onde poderá inserir as informações. Memo : O campo memo, na verdade é editado na forma de um texto, onde você pode ainda escolher o tipo de letra, utilizando o menu FORMAT e escolhendo a opção FONT. General : Este tipo de dado deve ser editado a partir de outras ferramentas que estejam devidamente instaladas no WINDOWS, como o WORD, EXCEL, PAINTBRUSH e outros aplicativos que suportam o implemento do OLE. Para editar este campos você deve acessar o menu EDIT e escolher a opção INSERT OBJECT. Você deve escolher qual o tipo de Objeto considerando que, cada ferramenta produz um trabalho diferente a partir de uma lista de utilitários que está instalada em seu disco. Para encerrar a edição destes dois campos, que são editados em uma janela especial, basta que você pressione <CTRL><W> para salvar e fechar automaticamente ou <ESC> para descartar. Página 40 Curso Básico de Lógica de Programação - Iurih Cherly A. Bezerra – ELLO CONSULTORIA 9.3.2 – Modificação da estrutura do Arquivo de Dados A qualquer momento do nosso trabalho podemos sentir a necessidade de incluirmos ou mesmo excluirmos alguns campos da estrutura de nossa tabela. Para isso devemos utilizar o comando MODIFY STRUCTURE ou através do controle Data Session. 9.3.3 – Como listar os dados na tela Ao retornar à caixa de comandos podemos realizar consultas simples utilizando o comando LIST. Exemplo : LIST <ENTER> Lista todos os campos dos registros do banco de dados. LIST NOME, ENDERECO, ESTADO <ENTER> Lista somente o nome, endereço e estado dos clientes cadastrados. Página 41 Curso Básico de Lógica de Programação - Iurih Cherly A. Bezerra – ELLO CONSULTORIA 9.3.4 – Como abrir e fechar uma tabela Para abrir uma tabela você deve utilizar o comando USE <nome do arquivo>. Exemplo : USE “C:\CURSO VFP\CLIENTES.DBF” IN 0 Dica : quando o caminho de diretório contiver caracteres especiais é necessário colocar o caminho e nome do arquivo entre aspas. Para fechar uma tabela você deve selecionar a tabela desejada e emitir o comando USE. Exemplo : Procure na ajuda pelo comando USE e preste bem atenção no termo ALIAS, é muito importante. SELECT CLIENTES USE O controle Data Session faz tudo isso interativamente, acostume-se a utiliza-lo. 9.4 EXERCÍCIOS 1) Criar um arquivo de dados PRODUTOS.DBF seguindo a estrutura a seguir. CODMAT C DESCRICAO PRECO QUANTIDADE DTULTVEND OBS 5 C N N D M 30 12 5 2 2) Inserir os registros abaixo : CODMAT 50145 34890 45609 90345 89899 55748 6546 2544 15544 2544 2447 1444 14555 DESCRICAO LAPIS DE COR BORRACHA CANETA TINTEIRO CADERNOS LIVROS INFANTIS PAPEL COM PALTA CADEIRA MOCHILA AGENDA INFANTIL CARTOLINA CANETA AZUL CANETA VERMELHA APAGADOR PRECO 10,00 3,00 1,50 5,50 60,40 2,00 70,56 40,32 14,00 3,20 1,70 1,80 3,50 QUANTIDADE DTULTVEND 100 01/05/02 50 02/06/02 500 31/03/02 1000 15/12/01 0 08/06/01 1900 05/04/02 3500 06/03/02 25 01/08/01 2552 24/08/02 25543 07/04/01 232 06/03/00 25 07/02/02 32 22/02/02 OBS memo memo memo memo memo memo memo memo memo memo memo memo memo 3) Modifique a estrutura da tabela incluindo o seguinte campo : QUANTMIN Numeric 5 4) Preencha o campo QUANTMIN de todos os registros. 5) Liste todos os materiais na tela. 6) Liste todos os materiais na tela, porém somente os campos CODMAT, DESCRICAO e PRECO. 7) Liste todos os materiais na tela, porém somente os campos CODMAT, DESCRICAO, PRECO e VALOR TOTAL. 8) Liste todos os materiais na tela, porém somente os campos CODMAT, DESCRICAO, QUANTIDADE e QUANTIDADE A RESSUPRIR Página 42 Curso Básico de Lógica de Programação - Iurih Cherly A. Bezerra – ELLO CONSULTORIA 9.5 – Comando BROWSE O comando BROWSE é um dos comandos mais antigos e eficientes de todos os comandos do Xbase. Ao longo dos anos, ele passou de um mero comando que exibia tabelas como se fossem planilhas para um comando capaz de criar aplicativos totalmente funcionais. Apesar de Toda essa mudança e maior complexidade, os usuários que utilizam o Visual Foxpro como um gerenciador de banco de dados ainda podem contar com o BROWSE como uma ferramenta eficaz e de fácil utilização para acessar e tratar dados de registros específicos. Abrir uma janela Browse pode ser tão fácil quanto executar um comando ou selecionar um item do menu do Visual Foxpro. Além disso, em muitos parâmetros, o BROWSE será a única ferramenta de que você irá precisar diariamente para acessar e manter suas tabelas. A interface de fácil uso e no estilo de planilhas permite usar as conhecidas teclas de deslocamentos em segundo plano, ao passo que a tecnologia de banco de dados fundamental do Visual Foxpro fornece recursos de velocidade e pesquisa mais avançados. Cada coluna representa um campo da tabela, e todas as células em uma determinada coluna devem conter o mesmo tipo de dados. Além disso, cada linha dessa exibição no estilo de planilhas corresponde a um registro na tabela que você está pesquisando. Sintaxe BROWSE [FIELDS ListaCampos] [FOR lExpressão1 [REST]] [FREEZE NomeCampo] [LAST] [NOAPPEND] [NODELETE] [NOEDIT | NOMODIFY] [NOLGRID] [NORGRID] [TITLE cTextoTítulo] Argumentos FIELDS ListaCampos - Especifica os campos exibidos na janela Pesquisar. Os campos são exibidos na ordem especificada em ListaCampos. Você pode incluir campos de outras tabelas relacionadas na lista de campos. Quando um campo de uma tabela relacionada é incluído, antes do nome dele, deve ser colocado o alias de tabela e um ponto. Se você omitir FIELDS, todos os campos da tabela serão exibidos na ordem em que aparecem na estrutura da tabela. FOR lExpressão1 - Especifica uma condição pela qual somente registros para os quais lExpressão1 é verdadeira são exibidos na janela Pesquisar. Inclua FOR para mover o ponteiro do registro até o primeiro registro que corresponda à condição. Inclua REST para manter o ponteiro do registro na sua posição atual. FREEZE NomeCampo - Permite que sejam feitas alterações somente em um campo da janela Pesquisar. Este campo é especificado com NomeCampo. Os demais campos são exibidos e não podem ser editados. LAST - Salva qualquer alteração na configuração feita na aparência de uma janela Pesquisar NOAPPEND - Impede que o usuário adicione registros à tabela pressionando as teclas CTRL+Y ou selecionando Incluir registro no menu Tabela Página 43 Curso Básico de Lógica de Programação - Iurih Cherly A. Bezerra – ELLO CONSULTORIA NODELETE - Impede que os registros sejam marcados para exclusão de dentro de uma janela Pesquisar. NOEDIT | NOMODIFY - Impede que um usuário modifique a tabela. NOEDIT e NOMODIFY são idênticas. Se você incluir qualquer uma destas cláusulas, poderá pesquisar ou percorrer a tabela, mas não poderá editá-la. TITLE cTextoTítulo - Substitui o alias ou o nome de tabela padrão exibido na barra de título da janela Pesquisar pelo título especificado com cTextoTítulo. Caso contrário, o nome ou o alias da tabela que está sendo pesquisada será exibido na barra de título. Comentários Se você pressionar ESC para sair da janela Pesquisar, as alterações feitas no último campo modificado serão descartadas. No entanto, se você mover para outro registro após modificar um campo, as alterações feitas nele serão salvas. A lista de campos pode especificar qualquer combinação de campos ou campos calculados. A sintaxe da lista de campo é: Um campo calculado contém dados somente para leitura criados com uma expressão. Esta pode ter qualquer forma, mas deve ser do Visual FoxPro. O formato da instrução que você utiliza para criar um campo calculado é o seguinte: NomeCampoCalculado = eExpressão Este exemplo cria um campo calculado chamado location: BROWSE FIELDS localizacao = ALLTRIM(cidade) + ', ' + pais 9.5.1 - Exercícios 1) Editando todos os registros de um arquivo. USE CLIENTES BROWSE 2) Editando somente campos (colunas) declaradas na clausula FIELDS. BROWSE FIELDS NOME,ENDERECO,ESTADO,CEP 3) Editando somente os registros em que os clientes são paulistas. BROWSE FOR ESTADO = ‘SP’ 4) Editando os dados quando clientes forem do estado de São Paulo, porém somente os campos nome e estado. BROWSE FIELDS NOME, ESTADO FOR ESTADO = ‘SP’ 5) Editando três colunas, porém congelando a navegação do cursor em apenas uma coluna. BROWSE FIELDS NOME,ENDERECO,FOTO,ESTADO FREEZE ENDERECO. 6) Editando os dados somente para consultas BROWSE NOESDIT Página 44 Curso Básico de Lógica de Programação - Iurih Cherly A. Bezerra – ELLO CONSULTORIA 9.6 – Ponteiro de Registros Ponteiro de registro é uma posição lógica onde o usuário se encontra trabalhando dentro do arquivo. Quando acessando Browse navegamos pelos registros existe uma mensagem que nos diz em qual registro do banco de dados estamos aditando (posicionado). Esta mensagem seria a cláusula RECORD: n1/n2 (onde n1 é o numero seqüencial do registro que o usuário está posicionado, e n2 é o numero total de registros em uma tabela. A clausula RECORD: 1/5 indica a posição do usuário dentro do arquivo e a quantidade de registros existentes, respectivamente. Independentemente de que o seu arquivo de dados possua 1, 100, 1000 ou 10000 registros, você está sempre em apenas um dos registros desse arquivo. A esta posição dá-se o nome de ponteiro (cursor). Este ponteiro fica apontado para o registro que você está trabalhando, mesmo que você abandone o Browse. Comando GO | GOTO - Move o ponteiro do registro para o número de registro especificado. Exemplos : GO 4 – Vai para o registro número 4 GOTO 99 – Vai para o registro número 99 GO TOP – Vai para o primeiro registro da tabela GO BOTTOM – Vai para o ultimo registro da tabela. BOF() – Begin of File - Determina se o ponteiro do registro está posicionado no início de uma tabela. Utilize BOF( ) para testar uma condição de início do arquivo para uma tabela. BOF( ) retornará verdadeiro (.T.) se você tiver tentado mover o ponteiro do registro para uma posição anterior ao primeiro registro da tabela. EOF() – End of File – Determina se o ponteiro do registro está posicionado após o último registro na tabela atual ou especificada. EOF( ) retornará verdadeiro (.T.) se o ponteiro do registro alcançar o final do arquivo de tabela (EOF). O final da tabela é alcançado quando o ponteiro do registro passa pelo último registro da tabela. 9.7 - Funções e Comandos mais utilizados em banco de dados. CALCULATE CNT() – Conta os registros de uma tabela. CALCULATE AVG() – Calcula a média aritmética da expressão. CALCULATE MAX() – Avalia um conjunto de expressões e retorna a expressão de maior valor. CALCULATE MIN() – Avalia um conjunto de expressões e retorna a expressão de menor valor. CALCULATE SUM() – Totaliza todos campos numéricos ou os especificados na tabela atualmente selecionada. RECNO( ) – Retorna o número do registro selecionado na janela Pesquisar ativa. LOCATE – Procura seqüencialmente na tabela o primeiro registro correspondente à expressão lógica especificada. Página 45 Curso Básico de Lógica de Programação - Iurih Cherly A. Bezerra – ELLO CONSULTORIA APPEND BLANK – Adiciona um ou mais registros novos ao fim de uma tabela. REPLACE – Atualiza os registros da tabela. O REPLACE pode ser utilizado para alterar qualquer campo do arquivo de dados. Exemplos : 1 – Alterar o nome de um cliente. REPLACE NOME WITH “JOÃO PEDRO DE ALCANTARA” 2 – Atualiza os preços de todos os produtos em 20% REPLACE ALL PRECO WITH PRECO * 1.20 3 – Atualiza os preços em 5% dos produtos que começam com a letra “C” REPLACE ALL PRECO WITH PRECO * 1.05 FOR DESCRICAO = “C” DELETE – Marca registros para exclusão. RECALL – Desmarca registros marcados para exclusão. PACK – Remove de modo permanente todos os registros marcados para exclusão na tabela atual e reduz o tamanho de um arquivo de Memo associado à tabela. ZAP – Remove todos os registros de uma tabela, deixando apenas sua estrutura. SET DELETE ON | OFF – Podemos utilizar o comando SET DELETE para escondermos ou apresentarmos registros que estejam marcados para deleção, simulando assim o comando PACK, mas sem apagar definitivamente os registros. SET FILTER TO – Especifica uma condição que os registros da tabela atual devem atender para serem acessíveis, ou seja, filtra os dados que serão disponibilizados. Quando o SET FILTER for emitido, apenas os registros que satisfizerem a condição especificada pela expressão lógica lExpressão estarão disponíveis na tabela. Todos os comandos que acessam a tabela respeitam a condição SET FILTER. Um filtro separado pode ser definido para cada tabela aberta. A condição especificada por SET FILTER não será avaliada até que o ponteiro do registro seja movido na tabela. Emitir SET FILTER TO sem lExpressão desativa o filtro da tabela atual. 9.8 – Indexação de Arquivos O Visual Foxpro possui um processo para ordenar os dados, que é conhecido como “Arquivo de Índice”. Este arquivo de índice é diferente do arquivo de dados (.DBF), pois este funciona como se fosse um gerente, que tem como responsabilidade cuidar da ordenação dos registros do arquivo, a partir de um ou de vários outros campos do arquivo. Para criar um índice devemos modificar a estrutura da tabela e inserir os índices nos campos desejados. Página 46 Curso Básico de Lógica de Programação - Iurih Cherly A. Bezerra – ELLO CONSULTORIA 9.8.1 – Comando SET ORDER Uma tabela pode ter diversos arquivos de índices abertos simultaneamente. Mas, apenas um arquivo de índice simples (.IDX) (o arquivo de índice controlador) ou uma marca de um arquivo de índice composto (.CDX) (a marca controladora) determina a ordem na qual os registros de uma tabela são exibidos ou acessados. SET ORDER permite que você designe o arquivo ou marca de índice controladores. Caso você queira visualizar seus registros na forma original de entrada no arquivo, basta selecionar o arquivo e emitir o comando SET ORDER TO. 9.8.2 – Comando SEEK Apresentamos anteriormente o comando LOCATE para localização rápida de registros dentro de um arquivo de dados, necessário principalmente quando um arquivo de dados possui muitos registros. Porém o Visual Foxpro possui outro comando mais eficiente e veloz para a localização de registros em arquivos de dados, mas este somente funciona em arquivos que estejam indexados (ordenados). O comando SEEK procura na coluna em que se encontra ordenado pela expressão que for declarada. Este comando sempre encontra o primeiro registro que coincidir com a expressão. Quando o registro é encontrado, o ponteiro lógico de registro fica posicionado neste arquivo, ficando como registro corrente. LOCATE x SEEK O comando SEEK somente pode ser utilizado por arquivos que possuem índices. Este comando consome menos tempo nas pesquisas, ou seja, em menos tempo nos é informado o resultado, se foi encontrado ou não o registro pesquisado. O comando LOCATE pode ser utilizado em arquivo com ou sem índices, porém apresenta uma característica negativa, pois em arquivo com um volume muito grande de registros se torna demorado para finalizar a pesquisa. Função FOUND() - Retornará verdadeiro (.T.) se LOCATE ou SEEK obtiver êxito. Página 47 Curso Básico de Lógica de Programação - Iurih Cherly A. Bezerra – ELLO CONSULTORIA 9.9 – Relacionamento entre arquivos O Visual Foxpro é um gerenciador de arquivo de dados relacionais, ou seja, permite a junção lógica de dois ou mais arquivos de dados, porém que possuam campos relacionais entre si. Nos exercícios anteriores manipulamos um arquivo de dados sobre materiais em estoque, de nome PRODUTOS.DBF Imagine agora que pretendamos criar um arquivo de vendedores de nossa empresa, e que cada vendedor é responsável pela promoção de alguns produtos. O relacionamento de arquivos somente acontece quando os dois arquivos de dados possuem informações em comum. Seria interessante que no momento que estivéssemos pesquisando os produtos, pudéssemos também pesquisar as informações sobre os vendedores que estivessem ligados a estes. O arquivo de vendedores adotado pelo nosso exemplo terá a seguinte estrutura de campos : Devemos também fazer uma alteração em nossa tabela de PRODUTOS.DBF e incluir o campo : CODVEND CHARECTER 5 A partir desse campo incluído (CODVEND) e o campo CODIGO do arquivo VENDEDORES.DBF podemos unir os dois arquivos, porém é necessário preencher a nova coluna da tabela PRODUTOS.DBF. Comando SET RELATION – Estabelece um relacionamento entre duas tabelas abertas. Antes de estabelecer um relacionamento, uma tabela (a tabela pai) precisa ser aberta e a outra tabela (a tabela filho) precisa ser aberta em uma outra Área de trabalho. As tabelas relacionadas possuem um campo comum. Por exemplo, vamos supor que uma tabela chamada CLIENTES contenha as informações do cliente. Ela tem campos para nome, endereço e um número de cliente exclusivo. Uma segunda tabela chamada ORDEM contém as informações de ordem de venda. Também possui um campo para o número do cliente, juntamente com os campos para datas e informações de expedição. SET RELATION relaciona essas duas tabelas nos seus campos comum — o campo Número do cliente. Para definir a relação, a tabela filho deve ser indexada no campo comum. Depois de definida a relação, sempre que você Página 48 Curso Básico de Lógica de Programação - Iurih Cherly A. Bezerra – ELLO CONSULTORIA mover o ponteiro do registro para um registro com um determinado número de cliente na tabela pai CLIENTES, o ponteiro de registro na tabela filho ORDEM se move para o registro que tenha o mesmo número de cliente. Se não for encontrado um registro correspondente na tabela filho, o ponteiro de registro na tabela filho é posicionado no final da tabela. Exemplo : SELECT VENDEDORES SET ORDER TO CODIGO SELECT PRODUTOS SET RELATION TO CODVEND INTO VENDEDORES ADDITIVE 10 – Relatórios Uma das maiores vantagens de um programa de banco de dados relacional é a possibilidade de criar relatórios que façam sentido. O Visual Foxpro oferece muitos recursos eficientes para o trabalho com relatórios. Esses recursos permitem a você criar relatórios elaborados e com um aspecto visual satisfatório. Apesar de o Visual Foxpro facilitar a criação de uma relatório básico devido aos recursos inteligentes e rápidos que oferece, você também pode incluir cálculos complexos e análises detalhadas. Aprenderemos os seguintes tópicos : 9 9 9 9 9 9 Como criar um relatório Como incluir controle de relatório Como visualizar e imprimir um relatório Como incluir faixas de grupo, cabeçalhos e rodapés de página e faixas de titulo e resumo. Como incluir expressões complexas Como visualizar variáveis nos relatórios 10.1 – Projeto de Relatórios Antes de iniciar a criação de seu relatório, seria interessante fazer um esboço do relatório em uma folha de papel. Assim, você saberá exatamente onde posicionar os campos e quais elementos serão incluídos no projeto (um logotipo, por exemplo). Esse procedimento é importante principalmente se você não tiver muita experiência com Visual Foxpro ou com programas de banco de dados em geral. Você cria um relatório do visual Foxpro no Report Designer. Página 49 Curso Básico de Lógica de Programação - Iurih Cherly A. Bezerra – ELLO CONSULTORIA 10.1.1 – Page Header Nesta banda devemos escrever o que desejamos escrever no início de todas as páginas, ou seja, o Cabeçalho do Relatório. Podemos escrever na banda Page Header informações como nome da empresa, data e hora do relatório, nomes das colunas (campos) que identificarão os dados a serem impressos, entre outras. 10.1.2 – Detail Nesta banda escrevemos normalmente o nome dos campos definidos na estrutura da tabela. Não é obrigatório a impressão de todos os campos do arquivo, e a ordem das colunas também pode ser definida. 10.1.2 – Page Footer Nesta banda devemos escrevemos o que desejamos imprimir no final de todas as páginas, ou seja, rodapé do relatório. Podemos escrever na banda Page Footer informações como número da página, nome do relatório, etc... 10.2 – Barras de Ferramentas Normalmente, a janela Report Designer irá apresentar a barra de ferramentas Report Designer. Report Controls – Controles de Relatório Nas faixas report, o Visual Foxpro permite que você inclua vários tipos de controles nos relatórios que contenham campos, rótulos, figuras e outros objetos de projeto como, por exemplo, linhas, retângulos e retângulos arredondados. A principal finalidade desses controles é proporcionar um maior controle sobre o projeto final e o aspecto visual do relatório. Color Palette – Paleta de Cores A barra de ferramentas Color Palette permite a você alterar as cores dos campos e dos controles no relatório. Layout A barra de ferramentas Layout torna mais fácil posicionar os controles exatamente onde você deseja. Página 50 Curso Básico de Lógica de Programação - Iurih Cherly A. Bezerra – ELLO CONSULTORIA 10.3 – Especificação do Layout das Páginas Podemos trabalhar com diversos formatos de formulários ou impressoras. Para especificar estes parâmetros de trabalho obedecemos os seguintes procedimentos. 9 9 Acessar o menu File Escolher a opção Page Setup A partir da escolha desta opção podemos especificar informações referentes a layout da página e informações referentes à impressora que iremos utilizar para imprimir o nosso relatório. 10.4 – Bandas Opcionais Além das três bandas principais de todos os relatórios, você pode incluir duas bandas opcionais. Estas bandas atendem a certas necessidades que podemos encontrar no dia-a-dia, no trabalho de confecção de relatórios. 10.4.1 – Title Band Caso você marque esta opção, será criada, antes da banda Page Header a banda Title (título). Tudo que for colocado nesta banda será impresso uma única vez no início do relatório, independente do número de páginas em que será quebrado o relatório. Caso você marque a opção New Page, será destinada a primeira página do relatório somente para o que for colocado nesta banda. 10.4.2 – Summary Band Caso você marque esta opção, será criada, depois da banda Page Footer a banda Summary (resumo). Tudo que for colocado nesta banda será impresso uma única vez no final do relatório, independente do número de páginas em que será quebrado o relatório. Página 51 Curso Básico de Lógica de Programação - Iurih Cherly A. Bezerra – ELLO CONSULTORIA 10.5 – Grupos de Registros O Report Designer do Visual Foxpro possui um recurso onde é possível agrupar registros, separando-os por informações que estes possuem em comum, a partir de um determinado campo. Para criar grupos no relatório é necessário primeiro escolher qual campo em que os registros serão agrupados. Um detalhe importante é que o arquivo de dados deve estar Indexado (ordenado) pelo campo de agrupamento, no momento em que o relatório for impresso. Ao fechar a tela Data Grouping você retornará a montagem do relatório. Você notará também que existem as bandas que você criou. Estas bandas correspondem ao que será impresso quando houver mudança nos valores do grupo. 10.6 – Variáveis nos Relatórios Para visualizar variáveis no relatório o Visual Foxpro dispõe de uma tela chamada Report Variables, porém sugiro que não a utilize, é bem mais fácil definir sua variável como pública no seu programa que ela ficará disponível no seu relatório. Exemplo : PUBLIC vNomeDaEmpresa vNomeDaEmpresa = “EMPRESA ABC LTDA” 10.7 – Visualização do Relatório (Preview) À medida que vamos criando nosso relatório podemos pedir ao Visual Foxpro que nos forneça um preview do mesmo. A partir deste recurso é possível verificar como serão impressos os nossos registros no papel da impressora. REPORT FORM nomedorelatório PREVIEW 10.8 – Impressão do Relatório Para imprimir um relatório devemos emitir o seguinte comando : Verifique na Ajuda a sintaxe do comando REPORT FORM REPORT FORM nomedorelatório TO PRINT 10.9 – Dicas para Montagem Rápida de Relatórios Para montar um relatório de forma quase que instantânea podemos utilizar o Data Enviroment ou o Report Wizard. Página 52 Curso Básico de Lógica de Programação - Iurih Cherly A. Bezerra – ELLO CONSULTORIA 11 – Referências 9 Curso Básico de Lógica de Programação Paulo Sérgio de Moraes, Abril de 2000 Unicamp – Centro de Computação – DSC 9 Foxpro Básico Compucenter LTDA, 1993 9 Usando Visual Foxpro 3 for Windows Editora Campus, 1996. Considerações Escrever uma apostila sobre Lógica de Programação, Banco de Dados e Relatórios foi um grande desafio, levando-se em conta que este é meu primeiro trabalho na área de treinamento. Tornar este curso dinâmico e interessante era o “X” da questão, por isso mesclamos a lógica com inícios de programação, método que não é muito recomendado. Depois do estudo deste material espero que você esteja apto a se iniciar em qualquer linguagem de programação, possa criar pequenos bancos de dados e relatórios no seu trabalho do dia-a-dia Não pare por aqui, a programação poderá abrir seus horizontes e lhe trazer muitas oportunidades. Abraços, Iurih Cherly Avelino Bezerra Ello Consultoria Página 53 Curso Básico de Lógica de Programação - Iurih Cherly A. Bezerra – ELLO CONSULTORIA Página 54