Julho 2011 Ano 19 Edição 2 A indústria química mira o seu futuro Die chemische Industrie blickt optimistisch in die Zukunft MERCADO AUTOMÓVEIS EDUCAÇÃO NO BRASIL, A QUÍMICA ESTÁ EM ALTA FUTURO PRÓXIMO DA FICÇÃO ENSINANDO E APRENDENDO QUÍMICA MARKT AUTOS BILDUNG IN BRASILIEN STIMMT DIE CHEMIE DIE ZUKUNFT KOMMT NÄHER CHEMIE: LEHRE UND LERNEN Lanxess AG Sumário / Inhalt 16 Divulgação Automobilindustrie Die Zukunft kommt näher Leichtere Autos, „grüne Reifen“, Hybridmotoren, Biotreibstoffe – die Chemie gewinnt in der Automobilindustrie zunehmend an Bedeutung 32 Divulgação Futuro próximo da ficção Carros mais leves, “pneus verdes”, motores híbridos, biocombustíveis - a importância da química na indústria automobilística é cada vez maior Divulgação Indústria automobilística Nellie Solitrenick 8 Depoimentos Os presidentes têm a palavra No Ano Internacional da Química, presidentes de subsidiárias brasileiras de empresas químicas alemãs falam sobre diferentes aspectos da área. Meinungen Educação Ensinando e aprendendo química Metodologias pedagógicas ultrapassadas dificultam o aprendizado das ciências. Empresas investem em programas para capacitação de professores visando atrair os jovens para o estudo da química Bildung 6 Editorial 12 Mercado / Markt No Brasil, a química está em alta / In Brasilien stimmt die Chemie 20 Cidades / Städte Verdes por convicção e economia / Grün aus Überzeugung und wirtschaftlichem Denken 24 Cosmética / Kosmetika A química da beleza / Die Chemie der Schönheit 26 Moda Setor têxtil investe em inovações / Textilindustrie investiert in Innovationen 28 Saúde / Gesundheit Envelhecimento com qualidade de vida / Lebensqualität im Alter Basf AG Chemie: Lehre und Lernen Überholte Lehrmethoden machen es den Schülern in den Naturwissenschaften schwierig. Unternehmen investieren in Programme zur Lehrerfortbildung, um mehr junge Leute für ein Chemiestudium zu begeistern Die Präsidenten haben das Wort Im Internationalen Jahr der Chemie sprechen Präsidenten von brasilianischen Niederlassungen deutscher Chemieunternehmen über die Branche. Câmaras de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha / Deutsch-Brasilianische Industrie- und Handelskammern: BRASIL-ALEMANHA é uma publicação da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha produzida e editada pelo Departamento de Comunicação Social / Veröffentlichung der Deutsch-Brasilianischen Industrie- und Handelskammern, die von der Abteilung Öffentlichkeitsarbeit erstellt und herausgegeben wird CONSELHO EDITORIAL / HERAUSGEBER Thomas Timm (Vice-Presidente-Executivo Câmara São Paulo / Hauptgeschäftsführer der AHK São Paulo), Hanno Erwes (Diretor-Executivo Câmara Rio de Janeiro / Hauptgeschäftsführer der AHK Rio de Janeiro), Valmor Kerber (Gerente Geral AHK Porto Alegre / Leiter der AHK Porto Alegre) DIRETOR DE COMUNICAÇÃO SOCIAL MERCOSUL / LEITER ÖFFENTLICHKEITSARBEIT MERCOSUR Eckart Michael Pohl DIRETORA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL / ABTEILUNG ÖFFENTLICHKEITSARBEIT Cecilia Degen 4 EDITORA E JORNALISTA RESPONSÁVEL BRASILALEMANHA Cecília Degen - MTB 27.114 (SP) REDAÇÃO / REDAKTION Tatiana Lemos, Karen de Freitas e Katharina Haid (reportagens e textos / Reportagen und Texte); Maurício Capela e Vladimir Goitia (colaboração / Freie Mitarbeiter); Wiebke Herbig e Gardaia von Bothmer (tradução / Übersetzungen); Regina Helena Caetano, Thomas Tünnemann e Gardaia von Bothmer (revisão / Lektorat) ARTE / LAYOUT Glauber Benevenuto FOTO DE CAPA / TITELBILD iStockPhoto PRODUÇÃO GRÁFICA / GRAFISCHE UMSETZUNG Nobreart Comunicação Ltda. São Paulo: Rua Verbo Divino 1488 04719-904 São Paulo - SP Tel.: (+55 11) 5187-5100 Fax: (+55 11) 5181-7013 E-mail: [email protected] Santa Catarina: Rua Hermann Hering 1 89010-600 Blumenau - SC Tel.: (+55 47) 3336-4515 Fax: (+55 47) 3336-4784 E-mail: [email protected] Rio de Janeiro: Av. Graça Aranha 1 20030-002 Rio de Janeiro - RJ Tel.: (+55 21) 2224-2123 Fax: (+55 21) 2252-7758 E-mail: [email protected] Brasília: Quadra 6, Conjunto A, Bloco E, SHS BR 70322-915 Brasília-DF Tel.: (+55 61) 3039-8282/8383 Fax: (+55 61) 3039-8070 E-mail: [email protected] Rio Grande do Sul: Rua Castro Alves, 600 90430-130 Porto Alegre - RS Tel.: (+55 51) 3222-5766 Fax: (+55 51) 3222-5556 E-mail: [email protected] Alemanha/Deutschland: DIHK - Deutscher Industrie- und Handelskammertag Breite Straße 29 10178 Berlin Tel. (+ 0049) 30 20 308-1000 Paraná: Rua Duque de Caxias 150 80510-200 Curitiba - PR Tel.: (+55 41) 3323-5958 Fax: (+55 41) 3222-0322 E-mail: [email protected] Distribuição gratuita a todos os associados das Câmaras de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha. Os conceitos emitidos nas matérias não representam necessariamente a opinião oficial das Câmaras de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha. FORNECEDORES / DRUCK Bandeirantes Indústria Gráfica (Impressão) COORDENAÇÃO COMERCIAL Celia Utsch Bensadon Tel.: (+55 11) 5187-5210 / 5187-5209 Homepage: http://www.brasilalemanhanews.com.br Julho 2011 Divulgação Weber Porto Caros leitores, Liebe Leser, A química é o vaso comunicante que liga todas as matérias apresentadas nesta edição da revista BRASILALEMANHA. O tema foi escolhido não só por estarmos comemorando, em 2011, o Ano Internacional da Química – AIQ, mas também porque temos a oportunidade de mostrar que nesse setor há vários aspectos que unem os dois países. Em especial, essa parceria pode contribuir para vencer os desafios que as sociedades atuais enfrentam: aquecimento global, mudanças climáticas, poluição e saúde da população, entre outros. No ranking mundial da indústria química, Brasil e Alemanha ocupam posição de destaque entre os top ten. Os setores químicos de ambos os países desempenham um importante papel na formação do respectivo PIB industrial. No Brasil, trata-se do quarto maior setor industrial e apresentou, em 2010, um faturamento líquido de US$ 130 bilhões. Desse total, 8% referem-se aos resultados obtidos pelas subsidiárias alemãs, responsáveis pela produção de químicos industriais, fármacos, tintas e vernizes, adubos, fertilizantes e defensivos agrícolas, assim como cosméticos, perfumaria e produtos de higiene pessoal. Segundo dados da Agência Alemã de Estatísticas – Destatis, o comércio bilateral entre os dois países é bastante favorável à Alemanha. O valor das exportações alemãs para o Brasil alcançou, em 2009, € 2 bilhões, enquanto o Brasil enviou para a Alemanha mercadorias que somaram € 440 milhões. As reservas de gás e petróleo descobertas no litoral brasileiro abrem perspectivas positivas para o desenvolvimento do setor químico e petroquímico nacional, contexto no qual as empresas alemãs deverão ter um importante papel a desempenhar. Mas esse não será o único assunto com o qual a indústria química estará envolvida nos próximos anos. Em relação ao setor automobilístico, sabemos que a química estará cada vez mais presente. A participação não se limita às baterias dos carros elétricos, mas também há outros campos de ação como biocombustíveis, etanol, os pneus verdes, os materiais que deverão tornar os carros mais leves, enfim, diferentes aspectos para reduzir o consumo dos combustíveis e as emissões de carbono. A redução do consumo de energia pelo setor de construção civil também é outro foco de desenvolvimento de soluções pela indústria química. As propostas incluem produtos para secagem mais rápida do concreto, produtos para isolamento térmico, tratamento especial para o entulho das construções, células fotovoltaicas, entre outros. Por fim, cabe mencionar a questão do ensino das ciências e da formação profissional na área química. Aqui também, Brasil e Alemanha unem-se para encontrar alternativas que atraiam e facilitem o aprendizado entre os jovens, apresentando-os a uma vibrante opção de carreira profissional. Die Chemie ist der rote Faden, der sich durch die vorliegende Ausgabe der BRASILALEMANHA zieht. Das Thema wurde nicht nur ausgewählt, weil das Jahr 2011 zum Internationalen Jahr der Chemie (IJC) erklärt wurde, sondern auch, weil sich in dieser Branche viele Aspekte der bilateralen Beziehungen widerspiegeln. Die deutsch-brasilianische Partnerschaft kann insbesondere dazu beitragen, die Herausforderungen zu meistern, vor denen die moderne Gesellschaft steht, darunter beispielsweise die globale Erwärmung, der Klimawandel, der Umweltverschutz und die Gesundheit. Im weltweiten Ranking der Chemieindustrie stehen Brasilien und Deutschland in den Top Ten. In beiden Ländern spielt die Chemieindustrie eine wichtige Rolle in der industriellen Wertschöpfung. In Brasilien stand die Branche mit einem Nettoumsatz von US$ 130 Mrd. im Jahr 2010 auf Platz vier unter den Industriezweigen. 8% dieses Umsatzes werden von brasilianischen Niederlassungen deutscher Chemieunternehmen erzielt, die Industriechemikalien, Pharmaprodukte, Farben und Lacke, Düngemittel und Pflanzenschutzmittel sowie Kosmetika, Parfümeriewaren und Körperpflegeprodukte herstellen. Nach Daten des deutschen Statischen Bundesamts ist der bilaterale Handel für Deutschland sehr vorteilhaft. Der Wert der deutschen Exporte nach Brasilien lag im Jahr 2009 bei € 2 Mrd., während Brasilien Güter im Wert von € 440 Mio. nach Deutschland exportierte. Die vor der brasilianischen Küste entdeckten Gas- und Erdölvorkommen eröffnen gute Perspektiven für die Entwicklung der brasilianischen Chemie- und Petrochemieindustrie, und dabei werden voraussichtlich auch die deutschen Unternehmen eine wichtige Rolle spielen. Aber das ist nicht das einzige Thema, das die Chemieindustrie in den nächsten Jahren beschäftigen wird. Für die Automobilindustrie beispielwiese wird die Chemie immer wichtiger. Das beschränkt sich nicht nur auf die Batterien der Elektroautos, sondern erstreckt sich auch auf andere Bereiche: die verschiedenen Möglichkeiten zur Gewinnung von Biotreibstoffen, Etanol, grüne Reifen, leichtere Materialien - kurz, Faktoren, die den Treibstoffverbrauch und den Schadstoffausstoß verringern. Ein weiterer Entwicklungsschwerpunkt ist die Senkung des Energieverbrauchs in der Bauwirtschaft. Dazu gehören beispielsweise Produkte zur schnelleren Trocknung von Beton, Produkte zur Wärmedämmung und besondere Behandlungsmethoden für Bauschutt. Und schließlich geht es auch um die Frage, wie die Naturwissenschaften an den Schulen und in der Berufsausbildung gelehrt werden. Auch hier arbeiten Brasilien und Deutschland zusammen an der Suche nach Alternativen, die den Chemieunterricht für junge Menschen interessanter und leichter machen und die Chemie als spannende Möglichkeit für die Berufswahl zeigen. Weber Porto Presidente da Câmara Brasil-Alemanha de São Paulo Präsident der Deutsch-Brasilianischen Industrie- und Handelskammer São Paulo 6BRASILALEMANHA Julho 2011 Depoimentos Meinungen Os presidentes têm a palavra Die Präsidenten haben das Wort Executivos de empresas alemãs atuantes no Brasil falam sobre os desafios do setor químico Die Chefs deutscher Unternehmen in Brasilien sprechen über die Herausforderungen der Chemiebranche Die Chemieindustrie hat eine große Bedeutung für die brasilianische Wirtschaft, und innerhalb der Branche spielen die deutschen Unternehmen eine wichtige Rolle. Einige dieser Unternehmen sind bereits seit über 100 Jahren in Brasilien tätig. Die wirtschaftliche Entwicklung, die Brasilien für die nächsten Jahre erwartet, wird die Chemieindustrie vor einige Herausforderungen stellen. Die BRASILALEMANHA hat mit einigen Präsidenten deutscher Niederlassungen über das Thema gesprochen. Quais são os maiores desafios que a indústria química enfrenta atualmente? Como superá-los? Welches sind die größten Herausforderungen, vor denen die Chemieindustrie derzeit steht? Wie können sie gemeistert werden? Ciência para uma Vida Melhor”, essa é nossa promessa perante a sociedade. Buscamos e fornecemos novas soluções para enfrentar os grandes desafios globais e a química nos acompanha em todos os nossos processos. Reconhecer o quanto a química faz parte do nosso cotidiano é garantir a nossa própria sustentabilidade como cidadãos. Afinal, ela está presente na prevenção, alívio e cura de doenças, no fornecimento suficiente de alimentos de alta qualidade, além de trazer contribuições significativas nas áreas de eficiência energética e de recursos, mobilidade e habitação. E a Bayer vê no Ano Internacional da Química (AIQ) uma excelente oportunidade para incentivar o interesse pela química na população, principalmente perante o público jovem, e por isso apóia iniciativas como estas. „Science for a Better Life“, Wissenschaft für ein besseres Leben, das ist unser Versprechen an die Gesellschaft. Wir suchen und finden neue Lösungen, um den großen globalen Herausforderungen zu begegnen, und die Chemie ist uns dabei ein ständiger Begleiter. Indem wir anerkennen, dass die Chemie eine wichtige Rolle in unserem Alltag spielt, können wir unser Leben nachhaltig gestalten. Denn wir brauchen die Chemie, um Krankheiten zu verhindern, zu lindern und zu heilen, zur Gewährleistung der Versorgung mit Lebensmitteln in ausreichender Menge und hoher Qualität sowie in den Bereichen Energie- und Ressourceneffizienz, Mobilität und Wohnen. Bayer sieht das Internationale Jahr der Chemie (IJC) als ausgezeichnete Gelegenheit, um das Interesse der Bevölkerung an der Chemie zu fördern, und zwar besonders bei den jungen Menschen. Deshalb unterstützen wir solche Initiativen. Theo van der Loo Presidente do Grupo Bayer no Brasil Präsident der Bayer-Gruppe in Brasilien 8BRASILALEMANHA Divulgação A indústria química desempenha um papel muito importante na economia brasileira e nesse contexto destacam-se as companhias de origem germânica, algumas atuando no País há mais de 100 anos. O desenvolvimento da economia nacional previsto para os próximos anos trará à indústria química vários desafios. A revista BRASILALEMANHA falou com alguns presidentes de subsidiárias alemãs sobre o tema. Veja aqui o que eles pensam sobre o assunto. Julho 2011 Wie wird sich die brasilianische Chemieindustrie in den nächsten Jahren entwickeln? “As perspectivas de desenvolvimento do setor químico brasileiro para os próximos anos são bastante auspiciosas. Sem contar os grandes eventos esportivos que trarão somas exorbitantes em investimentos, vivemos em uma era de megatendências: mobilidade, urbanização, agricultura e água. A maneira como circulamos, moramos e nos alimentamos tem que passar a ser feita de maneira sustentável e com o menor impacto possível no meio ambiente. O setor químico brasileiro aposta nesse novo cenário como mola propulsora capaz de impulsionar o Brasil a uma posição de destaque no âmbito global, e está disposto a investir maciçamente para que essa realidade seja alcançada. Mas para que isso aconteça, é preciso haver um alinhamento com o poder público. O ponta-pé inicial já foi dado, com a criação do Pacto Nacional da Indústria Química, que envolve um conjunto de compromissos da indústria química com a inovação, o desenvolvimento econômico e social do País e o estabelecimento de condições favoráveis aos investimentos no setor. A aplicação das medidas previstas no Pacto traria como benefícios o aumento da atratividade do País para investimentos internos e externos diretos, a redução da vulnerabilidade externa, a agregação de valor aos insumos, inclusive os oriundos do pré-sal, o estímulo ao desenvolvimento do setor de bens de capital, a ampliação do potencial de aproveitamento dos recursos da biomassa, a criação e desenvolvimento de tecnologia. Consequentemente, poderiam ser criados mais de 2 milhões de empregos, incluindo os diretos, os indiretos e o efeito-renda. Seguindo esse caminho, a indústria química brasileira tem potencial para figurar entre as cinco maiores do mundo, tornando o país superavitário em produtos químicos e líder em química verde”. „Die Aussichten für die brasilianische Chemieindustrie sind für die nächsten Jahre sehr vielversprechend. Ganz abgesehen von den großen Sportveranstaltungen, die astronomische Investitionen nach Brasilien bringen werden, leben wir in einer Zeit der Megatrends: Mobilität, Urbanisierung, Landwirtschaft und Wasser. Wie wir uns fortbewegen, wie wir wohnen und wie wir uns ernähren - wir müssen unser Leben nachhaltig gestalten und die Umweltauswirkungen möglichst gering halten. Die brasilianische Chemieindustrie ist dabei die treibende Kraft, und dank der hohen Investitionen der Branche könnte Brasilien eine weltweite Vorreiterrolle einnehmen. Aber das funktioniert nur, wenn die Politik mitzieht. Ein erster Schritt war die Erarbeitung des Nationalen Pakts für die Chemieindustrie. Darin verpflichtet sich die Chemieindustrie, sich um Innovationen und um die wirtschaftliche und soziale Entwicklung des Landes zu bemühen und günstige Grundlagen für Investitionen der Branche zu schaffen. Die vorgesehenen Maßnahmen würden das Land attraktiver machen für Investitionen aus dem In- und Ausland, die Anfälligkeit gegenüber externen Entwicklungen reduzieren, den Mehrwert der Vorleistungen erhöhen (einschließlich der aus der Pré-Sal-Schicht gewonnen Rohstoffe), Anreize für die Entwicklung der Investitionsgüterindustrie geben, das Nutzungspotential für Biomasse erhöhen und die Entwicklung neuer Technologien ermöglichen. Damit könnten über zwei Millionen neue direkte und indirekte Arbeitsplätze geschaffen und Einkommenseffekte erzielt werden. Wenn die brasilianische Chemieindustrie diesen Weg geht, könnte sie zu einer der fünftgrößten weltweit werden, und Brasilien könnte bei Chemieprodukten einen Handelsbilanzüberschuss erzielen und in der Grünen Chemie marktführend werden.“ Divulgação Quais as perspectivas de desenvolvimento do setor químico brasileiro nos próximos anos? Marcelo Lacerda Presidente da LANXESS no Brasil Präsident von Lanxess in Brasilien Julho 2011 BRASILALEMANHA9 Depoimentos Meinungen Wie lässt sich das Studium der Chemie für junge Leute interessant machen? Wie sieht die berufliche Zukunft für Chemiker aus? O apagão de mão de obra está na pauta das grandes empresas não somente como tendência para os próximos anos, mas como um dos grandes desafios que as organizações têm que enfrentar na atualidade. E esse apagão tem como foco urgente as engenharias e áreas técnicas, quaisquer que elas sejam. O mais preocupante desse novo cenário são, sem dúvida, as consequên cias: guerra de talentos no mercado e, em alguns casos, impacto nas estratégias de crescimento das empresas em regiões em alta, como é o caso da América do Sul. Qual o caminho para empresas químicas ou de setores impactados minimizar as consequências negativas desta situação em seu desempenho? Por um lado, aproximação com a academia, com palestras e encontros que desmistifiquem os setores mais castigados por uma imagem negativa que foi construída e replicada ao longo de muitos anos - como é o caso da química-. Neste sentido, cabe às empresas estabelecer programas de educação desde o ensino básico cujo foco seja mostrar a importância dessas disciplinas para a evolução da sociedade. Por outro lado, devem ser estabelecidas ações específicas para identificar os melhores talentos já na universidade (programa trainee, programa de jovens talentos etc.). As sociedades mais evoluídas promovem, de fato, uma forte relação entre o mundo produtivo e o acadêmico, principalmente em áreas onde a inovação tecnológica e o conhecimento técnico são muito urgentes. O ciclo se complementa com a retenção de talentos. As empresas têm, cada vez mais, que investir em seus melhores colaboradores e isso não se restringe somente a um modelo robusto de remuneração mas, principalmente, está relacionado com treinamento, feedbacks constantes, missões desafiadoras e, é claro, às oportunidades de desenvolvimento dentro da organização. Der Mangel an Arbeitskräften, den die großen Unternehmen für die nächsten Jahre erwarten, ist derzeit eine der größten Herausforderungen. Besonders drängend ist das Problem im Ingenieurwesen und in allen technischen Bereichen. Die Folgen sind besorgniserregend: der Kampf um Talente und in einigen Fällen die Auswirkungen auf die Wachstumsstrategien der Unternehmen in boomenden Regionen wie Südamerika. Wie können die Chemieindustrie und andere betroffene Branchen die negativen Folgen auf die Unternehmensleistungen abfangen? Einerseits durch die Zusammenarbeit mit der Wissenschaft, mit Vorträgen und Seminaren, in denen das Bild der Branchen, die jahrelang unter einem schlechten Image gelitten haben, gerade gerückt wird. Das ist z.B. der Fall der Chemieindustrie. Dazu müssen die Unternehmen Bildungsprogramme durchführen, die schon in der Grundschule ansetzen und die Bedeutung der naturwissenschaftlichen Fächer für die Entwicklung der Gesellschaft aufzeigen. Andererseits muss versucht werden, die größten Talente schon an den Universitäten zu finden (Trainee-Programme, Programme für Nachwuchstalente etc.). In weiter entwickelten Gesellschaften wird die intensive Zusammenarbeit von Industrie und Wissenschaft gefördert, und zwar besonders in Bereichen, in denen Technologie und fachliches Know-how besonders dringend benötigt werden. Der Kreis schließt sich mit der Bindung von Talenten. Die Unternehmen müssen zunehmend in ihre besten Mitarbeiter investieren. Dabei geht es nicht nur um ordentliche Gehälter, sondern v.a. um Schulungen, ein konstantes Feedback, anspruchsvolle Aufgaben und natürlich Möglichkeiten zur beruflichen Entwicklung innerhalb des Unternehmens. Nellie Solitrenick Como atrair jovens para o estudo da química? Qual o futuro profissional para quem atua nessa área? Dr. Alfred Hackenberger Presidente da Basf – América do Sul Präsident von BASF – Südamerika 10BRASILALEMANHA Julho 2011 Welchen Beitrag können die deutschen Chemieunternehmen zur Entwicklung in Brasilien leisten? As empresas químicas alemãs fazem parte da história do desenvolvimento do Brasil. Estão aqui presentes desde quando o País iniciou o processo de alavancar sua posição como um pólo industrializado. Hoje, as empresas químicas alemãs têm um cuidado especial com o Brasil e transferem todo o conhecimento e inovação no que se refere à sustentabilidade, alta performance e eficiência. O Brasil é um mercado potencial para a indústria química, além de se destacar por ser um país em pleno crescimento, que oferece vantagens competitivas e bons retornos para os negócios. A Henkel opera em todo mundo com marcas e tecnologias líderes em três áreas de negócios: Detergentes e Cuidados Domésticos, Cosméticos/ Higiene Pessoal, e Tecnologias em Adesivos. No Brasil, a companhia atua em adesivos, selantes, tratamento de superfícies e cosmética capilar profissional. A Henkel investe 3% do seu faturamento global total em pesquisa e desenvolvimento de produtos inovadores e sustentáveis. Os investimentos mais recentes são em linha de adesivos sem toluol e sem solventes, além da nanotecnologia para os processos de pré-tratamento de superfícies de chapas metálicas. Mundialmente, a empresa busca aplicar as mais avançadas tecnologias em suas soluções bem como trazer a inovação e a sustentabilidade aos produtos e processos produtivos dos clientes. A Henkel desenvolve ainda programas sociais que visam a educação da sociedade e melhores condições de vida para funcionários e comunidade. Die deutschen Chemieunternehmen sind Teil der Entwicklungsgeschichte Brasiliens. Sie sind im Land seit in Brasilien die Indus trialisierung ihren Anfang nahm. Heute spielt Brasilien eine wichtige Rolle für die deutschen Chemieunternehmen, die ihr gesamtes Know-how und alle Innovationen in den Bereichen Nachhaltigkeit, Wirksamkeit und Effizienz mit ins Land bringen. Brasilien ist ein potentieller Markt für die Chemieindustrie und weist außerdem ein deutliches Wirtschaftswachstum auf, was Wettbewerbsvorteile und rentable Geschäfte verspricht. Henkel ist weltweit mit führenden Marken und Technologien in drei Sparten tätig: Waschmittel und Haushaltsreiniger, Kosmetik und Körperpflege sowie Klebstofftechnologien. In Brasilien arbeitet das Unternehmen mit Klebstoffen, Dichtstoffen, Oberflächenbehandlungen und professionellen Haarpflegeprodukten. Henkel investiert 3% der weltweiten Umsätze in die Forschung und in die Entwicklung von innovativen und nachhaltigen Produkten. Die jüngsten Investitionen gingen in eine Linie von Klebstoffen ohne Toluol und andere Lösungsmittel sowie in Nanotechnologien für die Oberflächenvorbehandlung von Metallblechen. Weltweit versucht das Unternehmen, für seine Lösungen die neuesten Technologien einzusetzen und seinen Kunden innovative und nachhaltige Produkte und Produktionsverfahren zu bieten. Außerdem entwickelt Henkel soziale Programme im Bildungsbereich und zur Verbesserung der Lebensbedingungen für die Mitarbeiter und die umliegenden Gemeinden. Divulgação Qual é a contribuição que as empresas do setor químico alemão podem trazer ao desenvolvimento brasileiro? Julio Muñoz Kampff Presidente da Henkel Mercosul Präsident von Henkel Mercosur Julho 2011 BRASILALEMANHA11 Mercado Markt No Brasil, a química está em alta A caminho de integrar o grupo dos maiores produtores mundiais, o Brasil implanta uma completa cadeia de fornecedores químicos. Aqui, um panorama do quarto maior setor econômico do País Gloria Rose da Germany Trade & Invest* A indústria química é um dos setores mais dinâmicos da economia brasileira e ainda oferece grande potencial de crescimento. De 2002 para cá, a produção dobrou. Faturando, aproximadamente, US$ 130 bilhões, o segmento foi, em 2010, um dos principais pilares da indústria transformadora nacional, ao lado das indústrias petroquímica, alimentícia e automobilística. A produção de químicos industriais, especialmente de resinas termoplásticas e de materiais petroquímicos básicos, responde por cerca da metade do produto setorial. A outra metade é composta pela produção das indústrias farmacêutica, cosmética e agroquímica. Mercado Com um volume de US$ 150 bilhões, o consumo aparente do Brasil é um dos maiores do mundo. Por enquanto, a maior parte da responsabilidade recai sobre os produtores estrangeiros. Res- Fábrica da Lanxess no Brasil, localizada no município de Duque de Caxias (RJ), produz, aproximadamente, 200 mil toneladas por ano de elastômeros. / In der Fabrik von Lanxess in Brasilien, in Duque de Caxias (im Bundesstaat Rio de Janeiro) werden pro Jahr ca. 200.000 Tonnen Elastomere produziert. 12BRASILALEMANHA Lanxess AG ponsável por cerca de 20% das importações brasileiras, o setor registra um dos maiores déficits da balança comercial – quase US$ 20 bilhões –, originados pela importação de fertilizantes, insumos e produtos farmacêuticos. O início de 2011, quando se comemora o Ano Internacional da Química, foi pior para a indústria química brasileira, em comparação ao início de 2010. No primeiro trimestre deste ano, a indústria química nacional registrou um faturamento 5% inferior ao alcançado no mesmo período do ano anterior. No entanto, a médio prazo, o Brasil é visto como um país muito promissor. A exploração das reservas de petróleo e gás natural no pré-sal provavelmente implicará na expansão da indústria de transformação brasileira. Nesse contexto, também estão previstas as construções de quatro novas refinarias e de dois novos polos químicos. Com isso, a oferta de matérias-primas e a capacidade de produção, inclusive de itens com maior valor agregado, deverão crescer significativamente no País. No setor de cosméticos e de produtos farmacêuticos, o aumento do poder aquisitivo e a forte propensão para o consumo prometem a contínua expansão da demanda e, consequentemente, um bom desenvolvimento do mercado. Também o setor de fertilizantes e de agrotóxicos, cuja importância para a agricultura é inquestionável, está em plena expansão. A dependência das importações, que tem sido muito alta, deverá ser reduzida por meio de apoio público à produção nacional. Perspectivas A Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) prevê que, nos próximos anos, o Brasil ocupará uma das cinco primeiras posições no ranking dos países mais importantes do mundo para a indústria química, ao lado dos EUA, da China, do Japão e da Alemanha. O “Pacto Nacional da Indústria Química“, uma análise feita pela Abiquim, indica a necessidade de investimentos e possíveis dificuldades para alcançar essa meta. De acordo com as estimativas da associação, serão necessários aportes de US$ 167 bilhões até 2020. Para melhorar o clima de investimento, a Abiquim defende medidas como a redução de impostos, a maior facilidade para Julho 2011 Forte presença alemã BASF AG Empresas alemãs são consideradas cofundadoras da indústria química brasileira e ocupam, até hoje, uma forte posição no mercado As reservas de petróleo e gás do pré-sal do Brasil demandarão fortes investimentos em pesquisa / Die Erdöl- und Gasvorkommen in der Pré-Sal-Schicht vor der brasilianischen Küste werden hohe Forschungsinvestitionen erfordern obtenção de créditos e a ampliação da infraestrutura. Segundo informações da Abiquim, até 2015, entrarão em operação no País novas unidades fabris para a produção de químicos industriais, resultados de projetos que somam US$ 26,1 bilhões. A Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec) prevê investimentos de US$ 10,8 bilhões no seu setor. De acordo com estimativas da Abiquim, para atender a crescente demanda doméstica e para alcançar um saldo positivo na balança comercial, até 2020, a produção nacional deverá dobrar, alcançando um faturamento anual de US$ 260 bilhões. Outro objetivo estratégico da associação é posicionar o País na vanguarda da química verde. *Germany Trade & Invest é a agência de comércio exterior e promoção de investimentos da República Federal da Alemanha Ranking da indústria química mundial Ranking der Chemieindustrie weltweit Exatamente há 100 anos, no Rio de Janeiro, a Basf inaugurava a sua primeira representação comercial no País. Hoje, a empresa tem, em Guaratinguetá (SP), o maior polo químico da América do Sul. A Bayer já está presente no Brasil há 115 anos e conta, atualmente, com um quadro de 3.900 funcionários, divididos entre as unidades de São Paulo e Belford Roxo (Região Metropolitana do Rio de Janeiro). Para a Bayer, o Brasil é um dos dez principais mercados estrangeiros. No País, os agroquímicos respondem, aproximadamente, pela metade do faturamento da empresa. A Evonik, atuando no Brasil há 55 anos, é responsável por uma ampla gama de produtos químicos para a indústria e para o agronegócio, com fábricas em Paulínia (SP) e Barra do Riacho (ES). A Henkel também entrou no mercado brasileiro há 55 anos e tornou-se um dos principais fornecedores de adesivos industriais e de químicos para produtos de limpeza e cosméticos. A Merck, uma empresa farmacêutica, abriu a primeira filial no Brasil em 1923. A Wacker Chemie está no País faz 34 anos. No final de 2007, a Lanxess adquiriu, por cerca de € 200 milhões, a brasileira Petroflex, a maior produtora de borracha da América Latina. A empresa passou a denominar-se Lanxess Elastômeros e, em 2010, contribuiu, de maneira decisiva, para o sucesso mundial do grupo. Em 2009, a Süd-Chemie estabeleceu um joint-venture com a brasileira Geosul, para se posicionar como líder no mercado de bentonita. Passada a crise financeira mundial e diante das boas perspectivas nacionais de desenvolvimento do setor da construção civil e da indústria de bens de consumo, as subsidiárias brasileiras de empresas químicas alemãs mostram um forte interesse em continuar a expandir as suas atividades no mercado brasileiro. Faturamento líquido – US$ bilhões / Nettoumsätze - in Mrd. US$ Estados Unidos / USA China / China Japão / Japan Alemanha / Deutschland França / Frankreich Itália / Italien Coréia / Korea Brasil / Brasilien Reino Unido / Vereinigtes Königreich Índia / Indien Holanda / Niederlande US$ 674 US$ 635 US$ 286 US$ 213 US$ 135 US$ 105 US$ 104 US$ 103 US$ 97 US$ 93 US$ 66 Julho 2011 BASF AG Fonte / Quelle: Abiquim BRASILALEMANHA13 Mercado BASF AG Markt O maior site da Basf na América do Sul fica em Guaratinguetá (SP). Mais de 750 diferentes produtos saem de suas 12 unidades fabris / Der größte Standort von BASF in Lateinamerika liegt in Guaratinguetá (im Bundesstaat São Paulo). In den insgesamt zwölf Fabriken werden über 750 Produkte hergestellt In Brasilien stimmt die Chemie Auf dem Weg in die Gruppe der größten Chemienationen der Welt, baut Brasilien eine komplette eigene Lieferkette auf. Ein Blick auf die viertwichtigste Branche des Landes. Gloria Rose, Germany Trade & Invest Die chemische Industrie ist einer der dynamischsten Sektoren der brasilianischen Wirtschaft und bietet noch viel Potential. Seit 2002 hat sich die Produktion verdoppelt. Mit einem Output im Wert von rund 130 Mrd. US$ war die Branche 2010 neben dem Erdölsektor, der Lebensmittelverarbeitung und der Kfz-Industrie wichtigster Pfeiler der verarbeitenden Industrie. Etwa die Hälfte der Wertschöpfung entfällt auf die Erzeugung von Industriechemikalien, insbesondere von thermoplastischen Harzen und petrochemischen Grundstoffen. Die andere Hälfte kommt von den Endprodukten der Pharma-, Kosmetik- und Agrarchemikalienindustrie. Marktsituation Der Absatzmarkt Brasilien ist mit einem Volumen von 150 Mrd. US$ einer der größten weltweit. Bisher schneiden sich 14BRASILALEMANHA Faturamento líquido da indústria química brasileira – 2010 (*) Nettoumsätze der brasilianischen Chemieindustrie - 2010 (*) Produtos químicos de uso industrial Industriechemikalien Produtos farmacêuticos Pharmaprodukte Higiene pessoal, perfumaria e cosméticos Körperpflege, Parfümerie und Kosmetika Adubos e fertilizantes Düngemittel Defensivos agrícolas Pflanzenschutzmittel Sabões e detergentes Seifen und Reinigungsmittel Tintas, esmaltes e vernizes Farben und Lacke Fibras / Fasern Outros / Andere Total / Insgesamt US$ 63,8 bilhões /Mrd.49,0% US$ 19,9 bilhões /Mrd.15,2% US$ 13,8 bilhões /Mrd.10,6% US$ 11,2 bilhões /Mrd.8,6% US$ 7,0 bilhões /Mrd.5,4% US$ 7,7 bilhões /Mrd.5,9% US$ 3,9 bilhões /Mrd.3,0% US$ 1,1 bilhões /Mrd. 0,9% US$ 1,8 bilhões /Mrd.1,4% US$ 130,2 bilhões /Mrd.100,0% (*) Fonte: Associação Brasileira da Indústria Química – Abiquim / (*) Quelle: Brasilianischer Verband der Chemieindustrie - ABIQUIM Julho 2011 besonders ausländische Hersteller ein großes Stück des Kuchens ab. Mit fast 20 Mrd. US$ liegt das Handelsbilanzdefizit höher als in den meisten anderen Branchen und ist für etwa 20% der gesamten Importe verantwortlich. Ein Großteil des Defizits verursachen Düngemittel und Vorprodukte sowie Pharmazeutika. Das internationale Jahr der Chemie begann für die brasilianischen Produzenten nicht so erfolgreich wie 2010. Im ersten Quartal erwirtschafteten sie 5% weniger Umsatz als im Vorjahreszeitraum. Mittelfristig sprechen jedoch viele Gründe für Brasilien. Die Erschließung der Erdöl- und Erdgasvorkommen des Pré-Sal legt einen umfangreichen Ausbau der lokalen Verarbeitung nahe. Auf dem Programm steht der Bau von vier neuen Raffinerien und zwei Chemieparks. Nach deren Fertigstellung werden das Angebot von Rohstoffen, die Produktionskapazität und der Anteil der Wertschöpfung im Land erheblich steigen. Der Markt für Kosmetikartikel und Pharmazeutika verspricht aufgrund der steigenden Kaufkraft und hohen Konsumneigung eine stetig zunehmende Nachfrage und attraktive Marktentwicklung. Hersteller von Dünge- und Pflanzenschutzmitteln sind für die boomende Landwirtschaft von essentieller Bedeutung. Die bislang hohe Importabhängigkeit soll durch staatliche Förderung der inländischen Produktion verringert werden. Perspektiven Der brasilianische Verband der chemischen Industrie, Abiquim, erwartet in den kommenden Jahren die Etablierung unter den fünf wichtigsten Chemienationen zusammen mit den USA, VR China, Japan und Deutschland. Im Rahmen der Studie „Nationaler Pakt für die chemische Industrie“ (Pacto Nacional de Indústria Química) analysierte der Verband erforderliche Investitionen und mögliche Hindernisse auf dem Weg zu diesem Ziel. Abiquim schätzt das notwendige Investitionsvolumen bis 2020 auf 167 Mrd. US$. Zur Verbesserung des Investitionsklimas fordert der Verband Maßnahmen wie Steuersenkungen, Krediterleichterungen und Infrastrukturausbau. Laut Angaben von Abiquim sollen im Zeitraum bis 2015 zusätzliche Anlagen für die Produktion von Industriechemikalien im Wert von 26,1 Mrd. US$ in Betrieb genommen werden. In der Kosmetikindustrie stehen laut Fachverband Abihpec Investitionen von 10,8 Mrd. US$ an. Berechnungen von Abiquim zufolge ist bis 2020 eine erneute Verdopplung der Produktion auf einen Jahresumsatz von 260 Mrd. US$ notwendig, um die zunehmende inländische Nachfrage zu stillen und ein positives Handelsbilanzsaldo zu erzielen. Ein weiteres strategisches Ziel ist die Pionierrolle in der Grünen Chemie. Importação e exportação brasileira de produtos químicos Im- und Export von Chemieprodukten US$ bilhões FOB (*) / in Mrd. US$ FOB (*) Ano/Jahr 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 (*) Fonte / Quelle: Abiquim Julho 2011 Importações/Import 10,7 10,8 10,1 11,0 14,5 15,3 17,4 23,9 35,1 26,1 Exportações/Export 4,0 3,5 3,8 4,8 5,9 7,4 8,9 10,7 11,9 10,4 33,7 13,1 Starke deutsche Präsenz Deutsche Unternehmen gelten als Mitbegründer der chemischen Industrie Brasiliens und halten noch immer eine starke Marktposition Vor genau 100 Jahren eröffnete BASF seine erste Verkaufsniederlassung in Rio de Janeiro. Heute betreibt BASF in Guaratinguetá im Bundesstaat São Paulo den größten Chemiepark Südamerikas. Bayer begann sein Engagement sogar schon vor 115 Jahren und beschäftigt mittlerweile 3.900 Beschäftigte in São Paulo und in Belford Roxo, einem Vorort von Rio de Janeiro. Für Bayer liegt Brasilien unter den Top 10 der Auslandmärkte. Rund die Hälfte des Umsatzes macht Bayer in Brasilien mit Agrarchemikalien. Evonik ist seit über 55 Jahren in Brasilien aktiv und produziert eine breite Palette chemischer Erzeugnisse für Industrie und Agrobusiness, unter anderem an den Standorten Paulinia in São Paulo und Barra do Riacho in Espirito Santo. Auch Henkel blickt auf rund 55 Jahre Unternehmensgeschichte in Brasilien zurück und ist zu einem wichtigen Lieferanten von Industrieklebstoffen sowie Chemikalien für die Reinigungsmittel- und Kosmetikindustrie geworden. Der Pharmakonzern Merck eröffnete 1923 seine erste Niederlassung in Brasilien. Wacker Chemie ist seit 34 Jahren im Land aktiv. Lanxess übernahm Ende 2007 für etwa 200 Mio. Euro das brasilianische Unternehmen Petroflex, den größten Kautschukhersteller Lateinamerikas. Das nun als Lanxess Elastomeros benannte Unternehmen trug in 2010 maßgeblich zum weltweiten Erfolg der Gruppe bei. Süd-Chemie ging Ende 2009 ein Joint Venture mit dem brasilianischen Konzern Geosol ein, um die führende Position auf dem Bentonit-Markt einzunehmen. Nach dem schnellen Ende der Krise und den guten Aussichten in Bau- und Konsumgüterindustrie zeigen die deutschen Chemiekonzerne ein entsprechend hohes Interesse an einer weiteren Expansion auf dem brasilianischen Markt. BRASILALEMANHA 15 Automóveis Autos Futuro próximo da ficção A química terá um papel cada vez mais importante nos novos desenvolvimentos da indústria automobilística Vladimir Goitia Carros mais leves, motores cada vez menores, baixo consumo e, consequentemente, reduzida carga de poluentes, por um lado. Menos energia, menos água e menos efluentes na fabricação deles, por outro. Tudo isso, graças à química. Parece ficção, mas não é. É nessa direção que a indústria automobilística, aliada à química, caminha. Os materiais utilizados transformam-se tanto a cada ano que fica difícil diferenciar entre o futuro do automóvel e o automóvel do futuro, na opinião de especialistas. Metal versus plástico Mas as inovações não param por aí. A Lanxess, maior produtora de borrachas sintéticas de alto desempenho e de especialidades químicas, também desenvolveu tecnologia que permite substituir componentes metálicos dos carros por plástico de engenharia (hightech plastics), com o qual o veículo fica mais leve e o consumo, menor. A invenção, que combina material sintético e metal, já foi patenteada e vem sendo utilizada no front-end híbrido de carros como o Audi A8. Em relação à peça de alumínio usada na versão anterior desse carro, por exemplo, proporciona uma economia de peso que chega a 20%. Lacerda afirma que a eficiência do plástico de engenharia é tal que o seu uso nos veículos deve crescer pelo menos 7% ao ano até 2020. Hoje, cada Aderência ao asfalto molhado, eficiência energética e baixa emissão sonora são alguns requisitos que os “pneus verdes” precisam atender / Haftung auf nassem Asphalt, Energieeffizienz und geringe Abrollgeräusche sind einige der Anforderungen, die die “grünen Reifen” zu erfüllen haben. 16BRASILALEMANHA Julho 2011 Divulgação Vale Lanxess AG Pneus A Lanxess, por exemplo, desenvolveu borracha sintética de alto desempenho para a fabricação de pneus que permitem que a roda fique menos presa ao chão, mas sem perder a eficiência do atrito. Ou seja, a resistência da pista ao carro ficou menor e, com isso, ficou mais veloz e o consumo de combustível foi reduzido, explica Marcelo Lacerda, presidente da Lanxess no Brasil. Para ele, trata-se de uma inovação “fantástica” que se enquadra perfeitamente à demanda dos consumidores do mundo atual e às mais exigentes normas ambientais e de segurança. Na Europa, por exemplo, os chamados “pneus verdes” terão de levar etiquetas de eficiência energética, aderência em asfalto molhado e baixa emissão sonora já a partir do ano que vem. O objetivo é reduzir as emissões de CO2 e ruídos, mas sem comprometer a segurança. As etiquetas vão variar de “Classe A” (alta performance) a “Classe G” (pior desempenho). Os EUA e o Japão estão avaliando a adoção do mesmo sistema. Basf AG Pequenas e leves, mas com muita potência. Assim deverão ser as baterias de lítio que movimentarão os futuros carros elétricos / Klein und leicht, aber mit hoher Leistung. So sollen die Lithiumbatterien aussehen, mit denen die Elektroautos der Zukunft fahren Die Zukunft kommt näher Die Chemie gewinnt bei den neuen Entwicklungen der Automobilindustrie zunehmend an Bedeutung Vladimir Goitia Leichtere Autos, immer kleinere Motoren, niedrigerer Verbrauch und dadurch ein geringerer Schadstoffausstoß auf der einen Seite. Ein geringerer Energie- und Wasserverbrauch und weniger Abwasser in der Produktion auf der anderen Seite. Das alles dank der Chemie. Was wie Fiktion aussieht, ist Realität. In diese Richtung bewegt sich die Automobilindustrie mit Hilfe der Chemie. Die verwendeten Materialien ändern sich jedes Jahr, und nach Ansichten von Fachleuten ist es schwierig, zwischen der Zukunft des Autos und dem Auto der Zukunft zu unterscheiden. Reifen Das Unternehmen Lanxess beispielsweise hat ein synthetisches Hochleistungsgummi entwickelt, das den Abrieb der Reifen deutlich verringert, ohne dass deshalb die Effizienz beeinträchtigt wird. „Der Rollwiderstand wird wesentlich geringer, das Auto fährt schneller und verbraucht weniger Kraftstoff“, erklärt Marcelo Lacerda, Präsident von Lanxess in Brasilien. Er ist der Ansicht, diese „fantastische“ Innovation passe perfekt zur Nachfrage, die heute auf dem Markt herrscht, und erfülle die höchsten Um- Julho 2011 welt- und Sicherheitsnormen. In Europa beispielsweise müssen ab nächstem Jahr auf den sogenannten „grünen Reifen“ Angaben zur Energieeffizienz, zur Haftung bei Nässe und zu den Abrollgeräuschen gemacht werden. Ziel ist die Verringerung der CO2-Emissionen und der Geräuschemissionen ohne Sicherheitsverluste. Die Etiketten gehen von „Klasse A“ (hohe Leistung) bis „Klasse G“ (schlechteste Einstufung). Die USA und Japan erwägen die Einführung desselben Systems. Metal vs. Kunststoff Aber es gibt noch weitere Innovationen. Das Unternehmen Lanxess, der größte Hersteller von synthetischen Hochleistungsgummis und Spezialchemikalien, hat außerdem eine Technologie entwickelt, die es ermöglicht, Metallteile an Autos durch Hightech-Kunststoffe zu ersetzen, was das Gewicht des Autos und damit den Treibstoffverbrauch verringert. Die Erfindung, die synthetisches Material mit Metall kombiniert, wurde bereits patentiert und wird in Hybrid-Frontends von Autos wie dem Audi A8 verwendet. Im Vergleich zu dem Aluminiumteil, das in der Vorgängerversion verwendet wurde, werden so 20% Gewicht eingespart. Lacerda bestätigt, dass die Effizienz des technischen Kunststoffs so groß ist, BRASILALEMANHA17 Autos Henkel AG Automóveis Novas tecnologias em produtos de vedação e travamento de peças roscadas substituem soluções mecânicas e diminuem o peso do automóvel / Neue Technologien in Produkten zur Dichtung und Blockierung von Gewindestücken ersetzen mechanische Lösungen und verringern das Gewicht von Autos Sustentabilidade A Henkel, líder em produtos para tratamentos anticorrosivos de chapas metálicas usadas nos veículos, é outra que vem inovando tanto que os itens utilizados na vedação e travamento de peças roscadas já estão substituindo soluções mecânicas convencionais (travamentos e soldas, entre outras), proporcionando maior segurança e confiabilidade na aplicação. “Toda essa inovação não só contribui na redução do peso total do veículo, mas também no menor consumo de combustíveis, o que significa carga menor de poluentes na atmosfera”, diz Sergio Crude, gerente regional de Saúde, Segurança, Meio Ambiente e Segurança de Produtos da Henkel América Latina. A Henkel fabrica também produtos com tecnologia nanocerâmica. “A nanotecnologia aplicada a essa linha de itens permite que os processos produtivos de nossos clientes consumam menos energia elétrica e menos água, além de reduzir a quantidade e a complexidade em suas estações de tratamento de efluentes”, acrescenta Crude. Divulgação / VW carro tem, em média, 14 quilos desse plástico. Isso significa que, em mais uma década, cada um deles estará rodando com pelo menos 30 quilos de plástico de alta tecnologia. “Com o aumento do seu uso, a produção global de veículos leves deve se expandir 30% até 2015”, avalia Lacerda. Na linha de carrocerias leves com uso de vários tipos de aço e alumínio, entre outros itens, a Audi avançou tanto que, hoje, 95% dos componentes dos carros que saem de suas linhas de produção são recicláveis. “Cada item tem sua identificação indicando o tipo de material, o que ajuda na hora de separar para o processo de reciclagem”, explica Luis Carlos Bouças, coordenador de Treinamento Técnico da Audi no Brasil. Para ele, trata-se de mais uma solução inovadora e sustentável da Henkel, em que não só os setores da cadeia produtiva têm vantagens ecológicas e econômicas, como também permite que recursos naturais renováveis e não renováveis sejam utilizados de maneira otimizada. A Henkel diz estar investindo 3% de seu faturamento total em produtos inovadores. O que virá O próximo passo da indústria automobilística é o carro do futuro, e o mais próximo dele é o híbrido, movido a energia elétrica e a combustão. “Acredito que, em cinco anos, esses carros estarão no mercado”, diz Bouças, da Audi. Depois, devem vir os ecológicos, movidos a biocombustíveis obtidos a partir de girassol, soja, cana-de-açúcar ou de outras energias alternativas, como luz solar, e os elétricos com bateria. “O grande desafio da indústria é encontrar o equilíbrio perfeito entre o desempenho do carro e o anseio do consumidor [velocidade, conforto e segurança], aliado à menor emissão de CO 2 e a ruídos baixíssimos”, conclui Bouças. Nas estradas brasileiras já circulam caminhões movidos a biodiesel In Brasilien fahren bereits Lkws die mit Biodiesel betrieben werden 18BRASILALEMANHA Julho 2011 Combinação de material sintético e metal torna os carros mais leves / Die Kombination von synthetischen Materialien und Metall macht Autos leichter. dass seine Verwendung in Fahrzeugen bis zum Jahr 2020 voraussichtlich um mindestens 7% ansteigen wird. Heute hat jedes Auto im Durchschnitt 14 Kilogramm dieses Kunststoffs. Das heißt, in zehn Jahren werden es mindestens 30 Kilogramm sein. „Damit sollte die Produktion leichter Fahrzeuge bis 2015 um 30% steigen“, so Lacerda. Bei den leichten Karosserien, für die u.a. verschiedene Arten von Stahl und Aluminium verwendet werden, hat Audi enorme Fortschritte gemacht: Heute sind die Autos, die bei Audi vom Band rollen, zu 95% recyclebar. „Jedes Stück trägt eine Kennzeichnung, aus der hervorgeht, welches Material verwendet wurde. Das hilft bei der Sortierung für das Recycling“, erklärt Luis Carlos Bouças, Koordinator für technische Weiterbildung bei Audi in Brasilien. Nachhaltigkeit Henkel, Marktführer bei Rostschutzmitteln für Autobleche, ist ebenfalls sehr innovativ: Die Produkte des Unternehmens zur Dichtung und Blockierung von Gewindestücken ersetzen bereits die herkömmlichen mechanischen Lösungen (z.B. Sperren und Schweißnäh- Julho 2011 te), was für zusätzliche Sicherheit sorgt. „Diese Innovation senkt nicht nur das Gesamtgewicht des Fahrzeugs, sondern auch den Kraftstoffverbrauch und damit den Schadstoffausstoß“, erklärt Sergio Crude, regionaler Geschäftsführer Gesundheit, Sicherheit, Umwelt und Produktsicherheit von Henkel in Audi AG Lateinamerika. Henkel arbeitet auch mit nanokeramischen Verfahren. „Die Nanotechnologie ermöglicht es unseren Kunden, den Energie- und Wasserverbrauch in ihrem Produktionsprozess zu senken; außerdem werden weniger und weniger komplexe Kläranlagen benötigt“, ergänzt Crude. Das sei eine weitere innovative und nachhaltige Lösung von Henkel, die nicht nur in der Produktionskette ökologische und wirtschaftliche Vorteile bringt, sondern auch die Nutzung erneuerbarer und nicht-erneuerbarer natürlicher Ressourcen optimiert. Nach Unternehmensangaben investiert Henkel 3% des Gesamtumsatzes in Innovationen. Was die Zukunft bringt - Der nächste Schritt der Automobilindustrie ist das Auto der Zukunft. Das nächste Modell ist das Hybridauto mit Elektro- und Verbrennungsmotor. „Ich gehe davon aus, dass solche Autos in fünf Jahren auf dem Markt sein werden“, erklärt Bouças von Audi. Danach kommen wohl die ökologischen Autos, die mit Biotreibstoffen aus Sonnenblumen, Soja oder Zuckerrohr fahren oder mit anderen alternativen Energien wie Solarenergie; außerdem die batteriebetriebenen Elektroautos. „Die große Herausforderung für die Automobilindustrie besteht darin, das perfekte Gleichgewicht zwischen Leistung und Kundenwünschen (Tempo, Bequemlichkeit und Sicherheit) und geringeren CO2- und Geräuschemissionen zu finden“, so Bouças abschließend. BRASILALEMANHA19 Cidades Städte Verdes por convicção e economia Indústria química investe bilhões de dólares em produtos, serviços e soluções que permitam também reduzir o consumo de energia Vladimir Goitia Ilhas de calor provocadas por edifícios cada vez mais altos e entulho decorrente da construção deles são apenas alguns dos inúmeros problemas causados ao meio ambiente pelo ritmo de expansão alucinante dos centros urbanos onde estão concentrados mais de 50% da população mundial. São mais de 3,3 bilhões de pessoas que vivem em megalópoles como São Paulo, Nova York, Londres, Tóquio e Cidade do México. Mas o pior ainda pode estar por vir porque, em média, a cada dois segundos mais duas pessoas deixam o campo para se instalar nas grandes cidades. De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), dois terços (mais de 66%) da população mundial estarão 20 Bayer AG BRASILALEMANHA BRASIL concentrados nas capitais em 2030, exigindo cada vez mais moradias e, provavelmente, gerando mais detritos. Especialistas dizem que, ao lado da geração de energia, o setor que mais polui é o da construção civil e, ao mesmo tempo, é um dos que menos adotam novas tecnologias e processos para evitar o desperdício de materiais. Somente na região metropolitana de São Paulo, dizem eles, o entulho de obras enche diariamente 2.500 caminhões, duas vezes mais que o lixo urbano produzido. O que fazer? Procuram-se soluções diante de tamanho dilema e para evitar que as grandes cidades fiquem ainda mais poluídas. Nesse contexto, a indústria química vem buscando respostas. Algumas empresas do setor perceberam que, ao lado dos aspectos socioambientais, existe também a dimensão econômica. Isto é, eficiência no uso de recursos também dá lucro. Por isso, elas investem todo ano alguns bilhões de dólares em pesquisa e em novas tecnologias, criam manuais de boas práticas e indicadores de rentabilidade e disseminam experiências bem-sucedidas ao redor do mundo. Todas em busca de soluções para que o tijolo, cimento, concreto, asfalto, vidros e tintas – entre milhares de outros itens usados na construção – sejam mais eficientes e poluam menos. Nos últimos três anos, por exemplo, a Bayer investiu € 1 bilhão em seu programa mundial de proteção do clima, focando tanto a redução interna de emissão de gases do efeito estufa como o aumento da eficiência energética de seus clientes. “Com o crescimento da população e a tendência de urbanização, a demanda por energia está evoluindo exponencialmente. Isso aumenta a necessidade de nossas casas e escritórios serem mais eficientes e os materiais, muito mais inteligentes”, avalia Ulrich Ostertag, presidente da Bayer MaterialScience para a América Latina. Em 2030, mais de 66% da população mundial estará vivendo nas cidades. Im Jahr 2030 werden über 66% der Weltbevölkerung in den Städten leben. Julho 2011 Grün aus Überzeugung und wirtschaftlichem Denken Die Chemieindustrie investiert Milliarden in energiesparende Produkte, Dienstleistungen und Lösungen Wärmeinseln aufgrund der immer höheren Gebäude sowie Bauschutt sind nur zwei der zahllosen Umweltprobleme, die durch das schwindelerregende Wachstum der Städte entstehen, wo über 50% der Weltbevölkerung leben. Mehr als 3,3 Mrd. Menschen leben in den Metropolregionen wie São Paulo, New York, London, Tokio und Mexiko-Stadt. Und das Schlimmste kommt erst noch, denn durchschnittlich zieht pro Sekunde ein Mensch mehr vom Land in die Großstadt. Nach Angaben der Vereinten Nationen werden bis 2030 zwei Drittel (über 66%) der Weltbevölkerung in den Städten leben, wo sie immer mehr Wohnraum brauchen und voraussichtlich immer mehr Abfälle erzeugen werden. Fachleuten zufolge ist neben der Energieerzeugung das Baugewerbe der umweltschädlichste Industriezweig, in dem außerdem kaum in neue Technologien und Verfahren investiert wird, mit denen sich die Materialverschwendung eindämmen ließe. Allein im Großraum São Paulo würden täglich 2.500 LkwLadungen Bauschutt produziert; Haushalte und Handel produzieren nur halb so viele Abfälle. Lösungsansätze An der Suche nach Lösungen, um die zunehmende Verschmutzung der Großstädte zu verhindern, beteiligt sich auch die Chemieindustrie. Einige Unternehmen der Branche haben festgestellt, dass es dabei neben sozialen und ökologischen Aspekten auch eine wirtschaftliche Dimension gibt: Durch die effiziente Nutzung von Ressourcen lassen sich auch Gewinne erzielen. Deshalb investieren sie jedes Jahr Milliarden Dollar in die Forschung und in die Entwicklung neuer Technologien, erstellen Leitfäden zu guten Praktiken, erarbeiten Rentabilitätskennzahlen und berichten weltweit über erfolgreiche Erfahrungen. Alle suchen nach Lösungen, damit Backsteine, Zement, Beton, Asphalt, Glas und Farben - und Julho 2011 Bayer AG Vladimir Goitia Isolamento térmico protege residências do calor e do frio / Isolierungen schützen Gebäude vor Hitze und Kälte Tausende andere Baumaterialien - effizienter und weniger umweltschädlich eingesetzt werden. In den letzten drei Jahren beispielsweise investierte Bayer € 1 Mrd. in ein weltweites Klimaschutzprogramm, bei dem es sowohl um die interne Reduzierung der Treibhausgasemissionen als auch um die Erhöhung der Energieeffizienz bei den Kunden geht. „Angesichts des Bevölkerungswachstums und der Verstädterung steigt die Nachfrage nach Energie exponentiell an. Deshalb müssen unsere Häuser und Büroräume effizienter gestaltet werden, und wir müssen viel intelligentere Materialien einsetzen“, erklärt Ulrich Ostertag, Leiter Bayer MaterialScience Lateinamerika. Neue Produkte Wie Ostertag berichtet, hat sich Bayer MaterialScience um Lösungen für diese Probleme bemüht, und die Produkte des Unternehmens bieten bereits ein großes Energiesparpotential. „Für jedes Kilo Polyurethan-Hartschaum, der zur Wärmedämmung im Bau verwendet wird, werden während des Lebenszyklus eines Gebäudes 360 kg bis 750 kg weniger CO2 ausgestoßen. Damit und im Verhältnis zum Energiebedarf in der Herstellung ist das Polyurethan von Bayer eins der Produkte mit der besten CO2-Bilanz der Welt“, so Ostertag. BASF wiederum hat die Produktlinie Cementium entwickelt, die einen erheblichen Mehrwert für die Zement herstellung bedeutet. Die Zementadditive steigern die Effizienz des Baumaterials. „Diese Additive senken die Kosten, ermöglichen eine Reduzierung des Energieverbrauchs, erhöhen die Effizienz in der Produktion und gewährleisten die Qualität des Produkts. Außerdem tragen sie zur Senkung der CO2-Emissionen bei“, erklärt Marcos Correia Santos, Geschäftsführer der Sparte Bauchemie bei BASF. BASF stellt auch Blöcke aus expandiertem Polystyrol her, die dazu beitragen, den Energieverbrauch in Wohnräumen zu reduzieren, die Ener- BRASILALEMANHA21 Cidades Städte BASF AG Os entulhos gerados pela construção civil contribuem para deteriorar o meio ambiente das grandes metrópoles / Der Schutt aus der Bauwirtschaft schädigt die Umwelt in den großen Metropolen Novos produtos De acordo com Ostertag, a Bayer MaterialScience correu atrás de soluções para esses problemas e seus produtos já oferecem grande potencial de economia de energia. “Para cada quilo de espuma rígida de poliuretano usado para o isolamento térmico na construção, são reduzidos entre 360 e 750 quilos em emissão de CO2 durante o ciclo de vida do edifício. Com isso, o poliuretano da Bayer é um dos produtos com o melhor balanço de redução na emissão de CO2 no mundo quando comparado à energia gasta em sua produção”, explica. A BASF, por sua vez, desenvolveu a linha Cementium, que agrega valor significativo à cadeia produtiva do cimento. A linha conta com aditivos que são utilizados no seu processo de fabricação e agem como “potencializadores” de desempenho. “Esses aditivos reduzem os custos, proporcionam menor consumo de energia, aumentam a eficiência da produção e garantem um produto de qualidade, além de contribuírem para a redução da emissão de CO2”, explica Marcos Correia Santos, gerente responsável pela área de Construção da BASF. 22BRASILALEMANHA Além disso, a multinacional fabrica blocos de poliestireno expandido que contribuem para diminuir o consumo de energia residencial, melhorar a eficiência e reduzir os custos. “A economia de energia numa casa pode chegar a 70%, já que o bloco é ótimo para o isolamento térmico, tanto para o calor como para o frio”, diz o executivo da BASF. Mas não é só isso, os blocos têm flexibilidade maior, baixo peso e excelente resistência mecânica. A Evonik, que investe mais de 300 milhões de euros por ano em P&D, também avançou a passos largos em tecnologias modernas para a fabricação de insumos livres de VOC (Compostos Orgânicos Voláteis), que ajudam a diminuir o consumo de recursos naturais e reduzir as emissões de CO2. Os produtos são fabricados, por exemplo, à base de matérias-primas renováveis, como peróxido de hidrogênio e ácido peracético, que podem ser utilizados no tratamento de água e esgoto e, em sua decomposição, produzem somente água e oxigênio. Outras soluções da Evonik incluem matérias-primas essenciais para a indústria de energia solar. A empresa desenvolveu também materiais modernos, leves e econômicos, para os setores de transporte e construção civil. “A Evonik acredita que, com a escassez de recursos naturais, o aumento do preço da energia e as mudanças climáticas, o futuro está repleto de desafios, que só poderão ser superados mediante esforços dirigidos”, afirma Regina Barbara, chefe de Comunicação Corporativa da Evonik Degussa Brasil. Diante desses desafios, a empresa elaborou o prospecto “21 Amazing Answers to the Next Big Thing: Energy Efficiency” (21 Respostas Incríveis para a Grande Questão: Eficiência Energética), no qual apresenta um resumo dos projetos em que está trabalhando para enfrentar os desafios que o mundo tem pela frente. Entre eles, carros sem escapamento, geladeiras com espuma especial e energia das profundezas da terra são alguns. “Os projetos mostram que é possível aliviar o ônus que recai sobre o meio ambiente, ao mesmo tempo em que se mantém uma rentabilidade sustentada”, afirma Regina. Julho 2011 Julho 2011 nehmen hat außerdem moderne, leichte und ökonomische Materialien für die Automobilindustrie und für die Bauwirtschaft entwickelt. „Evonik ist davon überzeugt, dass mit der Knappheit der natürlichen Ressourcen, den steigenden Energiepreisen und dem Klimawandel die Zukunft voller Herausforderungen ist, die nur mit vereinten Kräften gemeistert werden können“, erklärt Regina Bárbara, Leiterin der Abteilung für Öffentlichkeitsarbeit bei Evonik Degussa Brasil. Angesichts dieser Problematik hat das Unternehmen die Broschüre „21 erstaunliche Antworten auf den Megatrend Energie-Effizienz“ mit einer Zusammenfassung der Projekte herausgegeben, an denen Evonik arbeitet, um die Herausforderungen zu meistern, vor denen die Welt steht. Dazu gehören Autos ohne Auspuff, Kühlschränke mit Spezialschäumen und Energie aus der Tiefe der Erde, um nur einige Beispiele zu nennen. „Die Projekte zeigen, dass es möglich ist, die Umweltbelastung zu verringern und gleichzeitig eine nachhaltige Rentabilität zu erreichen“, so Bárbara. © DENA gieeffizienz zu erhöhen und die Kosten zu senken. „Diese Blöcke bieten eine optimale Wärme- und Kältedämmung. Damit lassen sich in einem Haus bis zu 70% Energie sparen“, so Santos. Außerdem haben die Blöcke eine hohe Elastizität, ein geringes Gewicht und eine optimale mechanische Widerstandsfähigkeit. Evonik investiert jedes Jahr € 300 Mio. in Forschung und Entwicklung und hat ebenfalls große Fortschritte mit modernen Technologien zu Herstellung von Zwischenprodukten gemacht, die frei von flüchtigen organischen Verbindungen sind und dazu beitragen, den Verbrauch natürlicher Ressourcen und die CO2-Emissionen zu senken. Die Produkte werden beispielsweise aus erneuerbaren Rohstoffen wie Wasserstoffperoxid und Peressigsäure hergestellt, die in der Behandlung von Wasser und Abwasser verwendet werden können und bei deren Zersetzung lediglich Wasser und Sauerstoff freiwerden. Andere Lösungen von Evonik sind beispielsweise essentielle Rohstoffe für die Solarenergieindustrie. Das Unter- BRASILALEMANHA23 Cosmética Kosmetika A química da beleza O uso de nanotecnologias e de ingredientes sintéticos resulta em fórmulas sofisticadas que impulsionam os lançamentos do setor cosmético Tatiana Lemos Moléculas, pigmentos e partículas tão pequenas que chegam a medir um bilionésimo do metro são alguns dos elementos que compõem uma indústria milionária – a de cosméticos. Movidos pela promessa de perfeição, juventude eterna, beleza natural e perfumes mágicos, os produtos que chegam aos consumidores envolvem uma parcela cada vez maior de pesquisa e tecnologia de ponta. A química é, também nessa área, responsável pela transformação de ingredientes microscópicos em poderosas fórmulas usadas em cremes para a pele, maquiagens e produtos capilares, só para citar alguns exemplos. A lista de variedades e novidades se expande a cada ano, assim como as vendas do setor. Destaque brasileiro A vaidade e o interesse dos brasileiros por produtos de higiene e beleza refletem-se no tamanho desse mercado: terceiro maior do mundo, somando US$ 37,4 bilhões em vendas no varejo, em 2010. Visando expandir sua atuação, a alemã Merck, indústria farmacêutica e química, elevou a importância da área cosmética de sua subsidiária brasileira, conferindo-lhe uma posição de destaque dentro do Grupo. “Houve uma reestruturação de negócios na matriz, feita de acordo com a participação em vendas. O Brasil foi notado como um mercado promissor, com crescimento nos últimos anos, e passou a se destacar nos resultados da América Latina”, explica a gerente de Marketing de Cosméticos da Merck Brasil, Geni Torrente. Anualmente, a Merck lança 16 produtos no mercado, resultado de pelo menos quatro anos de investimentos em pesquisa. Um dos carros-chefes da cosmética avançada são os produtos com ação antienvelhecimento, como a molécula Rona Care Ciclopeptídeo-5, da Merck, que protege e estimula a síntese de colágeno e elastina, hidratando a pele e diminuindo a profundidade das rugas. De acordo com Silvana Nakayama, da área técnica de Pigmentos Cosméticos da Merck, as moléculas avançadas conseguem manter a integridade celular, prolongando o aspecto de jovialidade. “Aos 50 anos, é possível ter uma aparência de 10 anos a menos”, diz. Sustentabilidade e nanotecnologia A evolução da química aplicada aos cosméticos gerou também benefícios ao meio ambiente. Por meio da produção de moléculas sintéticas idênticas às naturais, são preservados os recursos esgotáveis que servem como matérias-primas para maquiagens e tintas de cabelo, por exemplo. O futuro dos cosméticos encontra ainda grandes possibilidades no uso da nanotecnologia, ou seja, na formulação de produtos com nanopartículas que possuem inúmeras aplicações e agem como potencializadores. “Em um produto convencional, existe uma partícula que age para alcançar o efeito desejado. Colocando-se essa substância dentro de uma nanopartícula, modifica-se o seu padrão de distribuição sobre a pele e a velocidade com que o efeito será alcançado”, explica Sílvia Guterres, Professora de Farmácia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). “É uma plataforma que vai fazer com que haja um direcionamento e uma melhor aderência do produto à pele, ao cabelo ou às unhas”, diz a especialista, que também é coordenadora da Rede de Centros de Inovação em Nanocosméticos. Segundo Silvana, da Merck, a tendência das pesquisas com produtos cosméticos é buscar moléculas que tenham uma identificação perfeita com a fisiologia da pele e que atinjam alta performance. “O objetivo é alcançar, por meio da cosmética, um efeito terapêutico, evitando que se chegue a uma intervenção cirúrgica.” Produtos que rejuvenescem a pele atendem à demanda do mercado feminino em todo o mundo / Produkte, die die Haut verjüngen, sind weltweit gefragt 24BRASILALEMANHA Merck AG Julho 2011 Die Chemie der Schönheit Der Einsatz von Nanotechnologien und synthetischen Zutaten ermöglicht die Entwicklung komplexer Formulierungen, die neue Impulse in die Kosmetikbranche bringen Tatiana Lemos Mit Molekülen, Pigmenten und Partikeln, die gerade einmal einen Milliardstel Meter groß sind, lassen sich in der Kosmetikindustrie Millionen machen. Die Produkte versprechen Perfektion, ewige Jugend, natürliche Schönheit und magische Düfte. Sie werden immer forschungsintensiver und enthalten immer mehr Spitzentechnologie. Auch hier ist die Chemie für die Umwandlung mikroskopisch kleiner Zutaten in kraftvolle Formulierungen verantwortlich, die in Hautcremes, in Make-up und in Haarpflegeprodukten verwendet werden, um nur einige zu nennen. Die Liste der Variationen und Neuheiten wird jedes Jahr länger, und auch der Umsatz der Branche steigt von Jahr zu Jahr. und hat die Kosmetiksparte in der brasilianischen Niederlassung ausgebaut, die heute eine besondere Stellung innerhalb der Gruppe hat. „Die Geschäfte im Stammhaus wurden entsprechend den Umsatzanteilen umstrukturiert. Brasilien wurde als vielversprechender Markt erkannt, der in den letzten Jahren gewachsen ist und für einen großen Teil des Lateinamerika-Umsatzes verantwortlich ist“, erklärt die Geschäftsführerin für Kosmetikmarketing von Merck Brasil, Geni Torrente. Merck bringt jedes Jahr 16 neue Produkte auf den Markt, und für jedes Produkt wird mindestens vier Jahre lang in die Forschung investiert. Zu den Flaggschiffen von Merck gehören Anti-Aging-Produkte wie RonaCare Cyclopeptide-5, das die Kollagen- und Elastinsynthese unterstützt, die Haut mit Feuchtigkeit versorgt und die Falten reduziert. Silvana Nakayama aus der Abteilung Kosmetikpigmente erklärt, die Moleküle schützten die Zellen, so dass das jugendliche Aussehen der Haut bewahrt werde. „Damit können 50-Jährige zehn Jahre jünger aussehen“, so Nakayama. Nachhaltigkeit und Nanotechnologie Die Fortschritte in der Verwendung von Chemikalien in der Produktion von Kosmetika kommen auch der Umwelt zugute. Durch die synthetische Herstellung naturidentischer Moleküle werden die erschöpfbaren natürlichen Ressourcen geschont, die beispielsweise für Make-up und Haarfärbemittel verwendet werden. Die Zukunft der Kosmetika liegt in der Nanotechnologie. Für Nanopartikel mit ihrer verstärkenden Wirkung gibt es unzählige Verwendungsmöglichkeiten. „In einem herkömmlichen Produkt gibt es einen Partikel, der die gewünschte Wirkung erzielt. In einem Nanopartikel verteilt sich diese Substanz anders auf der Haut und wirkt schneller“, erklärt Sílvia Guterres, Dozentin für Pharmakologie an der Bundesuniversität in Rio Grande do Sul (UFRGS) „Der Wirkstoff wird gezielter transportiert und haftet besser auf der Haut, den Haaren oder den Nägeln“, so Guterres, die außerdem das Netzwerk der NanokosmetikInnovationszentren koordiniert. Nakayama von Merck erklärt, der Trend in der Kosmetikforschung gehe zur Suche nach Molekülen, die perfekt auf die Physiologie der Haut abgestimmt sind und eine hohe Wirkung erzielen. „Ziel ist es, die Kosmetika therapeutisch einzusetzen, um operative Eingriffe zu vermeiden.“ Der brasilianische Markt Der brasilianische Schönheitssinn und das Interesse der Brasilianer an Körperpflegeprodukten und Kosmetika spiegeln sich in der Größe des Marktes wider: Der brasilianische Markt ist mit einem Einzelhandelsumsatz von US$ 37,4 Mrd. (2010) der drittgrößte der Welt. Das deutsche Pharma- und Chemieunternehmen Merck will seine Präsenz auf dem brasilianischen Markt erhöhen O desenvolvimento de novos produtos cosméticos envolve investimentos em pesquisa, toxicologia, tecnologia de aplicação e produção / Die Entwicklung neuer Kosmetika erfordert Investitionen in die Forschung, in die Toxikologie sowie in die Anwendungs- und Produktionstechnik Julho 2011 Merck AG BRASILALEMANHA25 Mode Setor têxtil investe em inovações Soluções que economizam água e energia atendem às demandas por consumo consciente e proteção climática Maurício Capela O Brasil está na moda. Depois de viver um período difícil no começo da década de 1990, quando a abertura da economia possibilitou uma invasão de produtos têxteis importados, a indústria verde-amarela desse setor se reinventou. E eventos de porte internacional, como “São Paulo Fashion Week”, ganharam espaço no calendário internacional dos desfiles, e modelos brasileiras, como Gisele Bündchen, passaram a dominar as passarelas do circuito Milão, Paris, Nova York e outros. Mas por trás dessa reinvenção e da concepção de cada figurino no mundo fashion há um silencioso trabalho de um setor, que investe, ano após ano, na criação de novos corantes, dispersantes e serviços para que os tecidos ganhem vida no mundo da moda. E essa indústria tem nome: química, formada de um conjunto de multinacionais e companhias brasileiras. “O profissional químico tem um papel muito importante no desenvolvimento de produtos e soluções inovadoras, já que no segmento têxtil as diferentes demandas do mercado da moda exigem que ele esteja muito próximo dos negócios para buscar as soluções cada vez mais rapidamente”, afirma Marcelo Paciello, gerente de Vendas de Químicos para Têxtil da alemã Basf no Brasil. A companhia atua na indústria têxtil há mais de 100 anos. Novos conceitos De fato, a proximidade é ponto-chave no desenvolvimento do relacionamento entre moda e companhias químicas. Mas também há uma mudança de comportamento da sociedade em relação às vestimentas. “Antes, as roupas eram simplesmente peças de vestuário. Hoje, valorizam-se seus atributos e funcionalidades”, comenta Monica Heineken, gerente da filial brasileira da alemã CHT. Evelson de Freitas/ Agência Estado A cada temporada, a indústria química renova as propostas oferecidas ao setor têxtil com novos corantes, pigmentos e tratamentos aos tecidos / In jeder Saison entwickelt die Chemieindustrie neue Produkte für die Textilbranche, darunter neue Farbstoffe, Pigmente und Stoffbehandlungsmittel 26BRASILALEMANHA É o caso, por exemplo, de uma simples camisa esportiva. Monica explica que atualmente essa peça do vestuário não contempla apenas o ato de vestir ou a combinação de cores. Vai além. “Já existem no mercado camisas esportivas que têm proteção contra mosquitos, contra raios ultravioletas e que evitam o odor da transpiração”, conta a executiva. A CHT tem tecnologia para oferecer produtos com esses valores agregados. Para isso, mantém um laboratório próprio no Brasil, que consumiu recursos de R$ 625 mil em 2010 e que deverá receber algo como R$ 600 mil neste ano. Atuando em toda a cadeia têxtil, a CHT tem um tripé consolidado que norteia a ampliação de seu negócio. “Nossa estratégia global e local é desenvolver produtos que sejam biodegradáveis, que propiciem economia de energia e de água”, explica Monica. A Basf também trilha caminho semelhante. Com mais de um século junto à indústria têxtil, a companhia procura ter um papel ativo no que diz respeito à sustentabilidade do meio ambiente. E aposta no conceito “Putting Future into Textiles” (Colocando Futuro nos Têxteis, em tradução livre), procurando seguir três pilares: consumo consciente, preservação dos recursos naturais e proteção climática. Recentemente, a empresa reformulou o seu portfólio não apenas para atender às exigências das normas ecológicas europeias que seguem os rigorosos critérios de ecotoxicologia têxtil da UE, mas porque acredita nos benefícios que trarão à comunidade. Um dos exemplos dessa reformulação foi o processamento têxtil sem formaldeídos, que há muito tem chamado atenção da indústria. No processo têxtil, esse componente está presente principalmente nas atividades de tingimento, estamparia e acabamento. Sendo assim, a empresa desenvolveu produtos e soluções que têm adição zero de formaldeídos aos tecidos. Julho 2011 Divulgação Vale Moda Textilindustrie investiert in Innovationen Wasser- und energiesparende Lösungen entsprechen den Anforderungen des bewussten Konsums und tragen zum Klimaschutz bei Die brasilianische Mode feiert Erfolge. Nach einer schwierigen Zeit Anfang der 1990er Jahre, als die Öffnung des Marktes zu einer Schwemme importierter Textilprodukte führte, hat sich die brasilianische Textilindustrie neu erfunden. Internationale Modenschauen wie die „São Paulo Fashion Week“ haben an Bedeutung gewonnen, und brasilianische Models wie Gisele Bündchen dominieren die Laufstege in Mailand, Paris und New York. Aber hinter einer solchen Neukonzeption steckt in der Modewelt immer die stille Arbeit einer ganzen Branche, die jedes Jahr in die Entwicklung neuer Farbstoffe, Lösungsmittel und Dienstleistungen investiert, damit die Textilien an Leben gewinnen. Und das ist die Chemieindustrie, die aus einer Reihe multinationaler und brasilianischer Unternehmen besteht. „Chemiker spielen eine sehr wichtige Rolle in der Entwicklung innovativer Produkte und Lösungen, denn die verschiedenen Anforderungen der Textilindustrie erfordern, dass die beiden Branchen eng zusammenarbeiten und Lösungen immer schneller gefunden werden“, erklärt Marcelo Paciello, Vertriebsleiter Textilchemikalien bei BASF in Brasilien. Das Unternehmen stellt seit über 100 Jahren Zwischenprodukte für die Textilindustrie her. Neue Konzepte Die enge Zusammenarbeit zwischen Mode und Chemie ist der Schlüssel Julho 2011 für die Entwicklung. Aber auch die Einstellung der Gesellschaft hat sich geändert: „Früher war Kleidung einfach nur eine Notwendigkeit. Heute werden ihre Eigenschaften und Funktionen geschätzt“, so Monica Heineken, Geschäftsführerin der brasilianischen Niederlassung des deutschen Unternehmens CHT. Das gilt beispielsweise auch Tecidos que evitam o odor da transpiração e tecidos que für einfache Sporthemden. protegem contra raios UV já são uma realidade no mercado Heineken erklärt, heute wer- têxtil / Stoffe, die Schweißgeruch verhindern und gegen UVStrahlen schützen, sind bereits auf dem Markt de dabei nicht mehr nur auf die Farbe geachtet. Es gäbe bereits der ökologischen Nachhaltigkeit viel mehr Optionen: „Es gibt Sport- eine aktive Rolle zu spielen. Dabei hemden mit Mückenschutz, mit setzt BASF auf das Konzept „Putting UV-Schutz und mit Schutz gegen Future into Textiles“ („Zukunft in Schweißgeruch.“ CHT bietet die Textilien bringen“) und baut auf drei notwendigen Technologien für solche Grundsätze: bewusster Konsum, ErProdukte. Zu diesem Zweck unterhält haltung der natürlichen Ressourcen das Unternehmen in Brasilien ein ei- und Klimaschutz. genes Labor, in das im vergangenen Kürzlich hat das Unternehmen sein Jahr R$ 625.000 geflossen sind; im Portfolio umstrukturiert, nicht nur, um laufenden Jahr wird mit ungefähr R$ die strengen europäischen Normen zur 600.000 gerechnet. CHT ist in der geökotoxikologischen Unbedenklichkeit samten textilen Kette tätig, und beim von Textilien einzuhalten, sondern Ausbau seiner Geschäfte folgt das auch aus der Überzeugung heraus, dass Unternehmen drei Prinzipien: „Wir dies der Gesellschaft zugute kommt. verfolgen global und lokal die Stra- Ein Beispiel ist die Verarbeitung von tegie, biologisch abbaubare Produkte Textilien ohne Formaldehyd, die von zu entwickeln, bei deren Herstellung der Industrie schon lange angestrebt wenig Wasser und Energie verbraucht wird. In der Textilindustrie wird Formwird“, erklärt Heineken. aldehyd v.a. zum Färben, Bedrucken BASF geht einen ähnlichen Weg. und Veredeln verwendet. BASF hat D as Unternehmen beliefert die dazu Lösungen entwickelt, bei denen Textilindustrie seit über einem Jahr- die Zugabe von Formaldehyd nicht hundert und bemüht sich, in Fragen erforderlich ist. Basf AG Maurício Capela BRASILALEMANHA27 Saúde Gesundheit Envelhecimento com qualidade de vida Indústria farmacêutica investe em tratamentos contra doenças crônicas, de olho na redução dos custos de internação Maurício Capela BigStockPhoto Os números são claros e não deixam dúvida. Em todo o planeta, aumenta a expectativa de vida de seus habitantes, assim como a proporção de idosos em relação ao total da população. Até mesmo nas nações emergentes, a pirâmide demográfica já não é mais a mesma. O Brasil não foge à regra. Os últimos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a expectativa média de vida atual do brasileiro é superior a 73 anos, ante os 63 da década de 1980. Na esteira do envelhecimento da população, entra uma questão cru- 28 BRASILALEMANHA cial: a qualidade de vida. Algo que a indústria farmacêutica olha de perto. “O crescimento econômico e o envelhecimento da população no Brasil aumentaram o acesso das pessoas aos planos privados de saúde. Sem contar que o governo também procura aprimorar a gestão na área de saúde pública. Todos esses fatores recaem sobre a prevenção de doenças, pois aumentam as chances de surgimento de enfermidades crônicas com o avanço da idade”, explica Afonso Sousa, Diretor-Executivo Comercial da filial brasileira da farmacêutica alemã B. Braun. O executivo não está sozinho nessa avaliação. Sonia Dainesi, DiretoraMédica do laboratório Boehringer Ingelheim no Brasil, lembra também que a longevidade requer um incremento na qualidade de vida. “Prevenir doenças é o sonho de todos os médicos”, conta a executiva. Focos de atuação A Boehringer não vem economizando na hora de pesquisar e desenvolver novos medicamentos. Dona de uma receita líquida global de € 12,6 bilhões, a companhia investe anualmente perto de 24% desse total na busca de novos tratamentos. E os recursos vêm sendo alocados em iniciativas contra doenças respiratórias, cardiovasculares, câncer, diabetes, entre outras. “São mais de 600 estudos em andamento”, completa a diretora-médica. Linha idêntica segue a B. Braun. Com uma receita líquida mundial perto de € Projeções feitas pela Organização das Nações Unidas (ONU) indicam que, em 2100, o grupo de pessoas com mais de 65 anos representará 26% da população mundial, ante os atuais 6% / Nach Prognosen der Vereinten Nationen machen die über 65-Jährigen im Jahr 2100 26% der Weltbevölkerung aus, im Vergleich zu derzeit 6% Julho 2011 Bayer AG O diabetes é uma doença cuja incidência mundial cresce em proporções epidêmicas. Aqui, um pen drive com um software que analisa os níveis de glicose no sangue / Diabetes ist eine Krankheit, die weltweit epidemische Ausmaße annimmt. Auf diesem USB-Stick befindet sich eine Software, die den Glukosegehalt im Blut analysiert Lebensqualität im Alter Die Pharmaindustrie investiert in die Behandlung chronischer Krankheiten, zur Senkung der Krankenhauskosten Maurício Capela Die Zahlen lassen keinen Raum für Zweifel. Weltweit steigen die Lebenserwartung und der Anteil alter Menschen an der Bevölkerung. Auch in den Schwellenländern hat sich die Bevölkerungspyramide verändert. Brasilien bildet da keine Ausnahme. Nach den jüngsten Daten des Statistikinstituts IBGE liegt die durchschnittliche Lebenserwartung der Brasilianer bei über 73 Jahren, während es in den 1980ern noch 63 Jahre waren. Angesichts der alternden Bevölkerung gewinnt die Frage nach der Lebensqualität entscheidende Bedeutung. Und hier kommt die Pharmaindustrie ins Spiel. „Der Anteil von Senioren an der brasilianischen Gesamtbevölkerung steigt, und dank des Wirtschaftswachstums haben mehr Menschen Zugang zu privaten Krankenversicherungen. Außerdem versucht die Regierung, Julho 2011 das öffentliche Gesundheitssystem zu verbessern. Prävention wird immer wichtiger, denn mit fortschreitendem Alter steigt das Risiko chronischer Krankheiten“, erklärt Afonso Sousa, Vertriebsleiter der brasilianischen Niederlassung des deutschen Pharmaunternehmens B. Braun. Sonia Dainesi, medizinische Leiterin des Labors von Boehringer Ingelheim do Brasil, ist ebenfalls der Ansicht, dass angesichts der steigenden Lebenserwartung die Lebensqualität verbessert werden müsse. „Krankheiten zu verhindern ist der Traum aller Ärzte“, so Dainesi. Schwerpunkte Boehringer spart nicht an Investitionen in die Forschung zur Entwicklung neuer Medikamente. Das Unternehmen erzielt weltweit einen Nettoumsatz von € 12,6 Mrd. und investiert davon jährlich etwa 24% in die Suche nach neuen Therapien. Diese Mittel fließen in Projekte zur Behandlung von Atemwegserkrankungen, Herz-Kreislauferkrankungen, Krebs, Diabetes etc. „Derzeit laufen über 600 Studien“, erklärt Dainesi. Bei B. Braun sieht es ganz ähnlich aus. Etwa 5% der weltweiten Nettoumsätze in Höhe von € 4,4 Mrd. investiert das Unternehmen in Forschung und Ent- wicklung. Neben Diabetes ist die Krankenhausausrüstung ein Schwerpunkt des deutschen Unternehmens, das in dieser Sparte eine führende Rolle spielt. In Brasilien beispielsweise werden etwa 70% der 13.000 Produkte, die das Unternehmen anbietet, ausschließlich an Krankenhäuser verkauft, darunter z.B. Sera, Produkte für die parenterale Ernährung. Die übrigen 30% sind Produkte für die ambulante Behandlung, der sogenannte Out Patient Market (OPM). „OPM ist eine der Sparten, die weltweit das größte Wachstum verzeichnen, denn ein Krankenhausaufenthalt dauert heute im Durchschnitt nur vier bis fünf Tage“, erklärt Sousa. Zu dieser Sparte gehören beispielsweise Produkte zur Infektionskontrolle oder für die enterale Ernährung, und zwar besonders bei Krankheitsbildern mit mittlerer oder niedriger Komplexität. Blick in die Zukunft Gerade die OPM-Sparte gewinnt in Brasilien für B. Braun an Bedeutung. Von den Nettoumsätzen in Höhe von R$ 400 Mio., die das Unternehmen heute verzeichnet, werden 90% durch den Verkauf von Krankenhausausrüstung und 10% in der OPM-Sparte und mit Produkten für die Dialyse erzielt. In zehn Jahren, so Sousa, werde der Umsatz in Brasilien nicht nur erheblich höher liegen, sondern sich auch anders zusammensetzen: „Der Krankenhausbedarf wird einen Anteil BRASILALEMANHA29 Gesundheit Medicamentos para as áreas cardiovascular, respiratória, diabetes e oncologia são priorizadas pela indústria farmacêutica / Medikamente zur Behandlung von Diabetes, Herz-Kreislauferkrankungen, Hepatitis und Krebs haben in der Pharmaindustrie Priorität 4,4 bilhões, a empresa investe por volta de 5% dos seus recursos no desenvolvimento e na pesquisa de novos tratamentos. Além de diabetes, o grupo alemão observa o setor médico-hospitalar, onde tem presença marcante. Por exemplo, dos 13 mil itens de produtos que a companhia negocia no Brasil, cerca de 70% são de uso exclusivamente hospitalar, como soros, nutrição parenteral, entre outros. Já os 30% restantes seguem para o segmento extra-hospitalar, definido na companhia como “Out Patient Market (OPM)”. “A OPM é uma das áreas que mais crescem no mundo, porque hoje o tempo de permanência em hospitais tem sido, em média, por volta de quatro ou cinco dias”, explica Sousa. O segmento OPM reúne, por exemplo, tratamentos para controle de infecção, nutrição enteral e outras, com foco em situações de média e baixa complexidade. B.Braun AG No futuro É justamente no setor OPM que a B. Braun observa de perto o Brasil. Dos R$ 400 milhões de receita líquida que a companhia tem hoje, 90% são ligados ao setor hospitalar e 10% distribuemse por OPM e diálise. Em uma década, assegura o executivo, além do aumento do faturamento no País, a divisão do bolo deverá sofrer uma boa modificação. “Perto de 75% ficarão com o setor hospitalar e o restante se dividirá entre os segmentos OPM e diálise”, conta. A Boehringer também tem lá sua projeção para uma década. E imagina que os estudos em andamento vão trazer novos medicamentos nas áreas cardiovascular, respiratória, de diabetes, hepatite e oncologia. Uma das boas apostas da Boehringer recai em um medicamento indicado para o tratamento de Acidente Vascular Cerebral (AVC) em pacientes com fibrilação atrial. E esse é um dos transtornos de ritmo cardíaco mais comum, porque afeta cerca de 1% da população mundial. E a incidência aumenta conforme a idade. Segundo o laboratório, em pessoas com mais de 80 anos, esse indicador sobe para até 10%. Em linhas gerais, pacientes com fibrilação atrial apresentam maior risco de formação de coágulos sanguíneos, aumentando o risco de um AVC em cinco vezes. No mundo, estima-se que 3 milhões de pessoas sofram AVCs relacionados à fibrilação atrial. E metade das pessoas corre o risco de ir a óbito dentro de um ano. De acordo com especialistas, um tratamento à base de medicamento teria potencialmente a capacidade de prevenir cerca de 1 milhão de casos de AVC em todo o mundo. E isso daria uma boa mão no que diz respeito aos custos sociais e encargos ao sistema de saúde. Sozinha, por exemplo, a fibrilação atrial está associada a um gasto de € 13,5 bilhões na União Europeia. Fica evidente, portanto, que o aumento de medicamentos contra doenças crônicas traz uma nova perspectiva: a redução de internações. Um efeito colateral dos mais desejáveis pelos pacientes e também pela indústria de saúde. Mas o remédio não faz efeito sozinho. É preciso também a conscientização por parte de quem o utiliza, como, por exemplo, mudando seus hábitos do cotidiano, sempre com supervisão médica. “A informação é uma questão fundamental em doenças crônicas”, afirma o diretor-executivo da B. Braun. B.Braun AG Saúde 30BRASILALEMANHA von 75% ausmachen, die OPM-Sparte und die Dialyse-Produkte einen Anteil von 25%.“ Auch Boehringer hat Prognosen für die nächsten zehn Jahre aufgestellt. Das Unternehmen erwartet, dass sich aus den laufenden Studien neue Medikamente zur Behandlung von Diabetes, Herz-Kreislauferkrankungen, Atemwegserkrankungen, Hepatitis und Krebs entwickeln lassen. Unter anderem setzt Boehringer dabei auf ein Medikament zur Behandlung von Schlaganfallpatienten mit Vorhofflimmern. Vorhofflimmern ist die häufigste Herzrhythmusstörung, von der etwa 1% der Weltbevölkerung betroffen ist. Und die Häufigkeit nimmt mit steigendem Alter zu. Nach Angaben des Labors sind unter den über 80-Jährigen bis zu 10% betroffen. Im Allgemeinen bilden sich bei Patienten mit Vorhofflimmern leichter Blutgerinnsel, was das Schlaganfallrisiko verfünffacht. Weltweit erleiden schätzungsweise drei Millionen Menschen Schlaganfälle, die mit Vorhofflimmern in Zusammenhang stehen. Und die Hälfte der Betroffenen stirbt innerhalb eines Jahres. Fachleuten zufolge könnte eine medikamentöse Behandlung die Zahl der Schlaganfälle weltweit etwa um eine Million reduzieren. Das wäre eine Entlastung der Sozialkassen und der Gesundheitssysteme. Allein das Vorhofflimmern verursacht in der Europäischen Union Kosten von € 13,5 Mrd. im Jahr. Durch verstärkte medikamentöse Behandlung lässt sich die Zahl der Krankenhauseinweisungen reduzieren. Und das ist eine der besten Nebenwirkungen, die sich die Patienten und auch die Gesundheitsindustrie wünschen können. Aber Medikamente allein sind nicht genug. Wichtig ist auch die Aufklärung der Patienten, die beispielsweise ihre Gewohnheiten ändern müssen, was stets unter ärztlicher Aufsicht erfolgen sollte. „Informationen sind der entscheidende Punkt, wenn es um chronische Krankheiten geht“, erklärt Sousa von B. Braun. A indústria farmacêutica investe em soluções para tratamentos extra-hospitalares / Die Pharmaindustrie Julho 2011 investier in Lösungen für die ambulante Behandlung Educação Bildung Ensinando e aprendendo química A falta de interesse pelas ciências já se reflete no mercado de trabalho. Instituições públicas e privadas unem esforços para mostrar à sociedade a importância de se adotar uma metodologia de ensino diferenciada Karen de Freitas O Brasil é o 53º colocado, de um total de 65 países, no ranking de ciências do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA), realizado, a cada três anos, pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OECD). A pontuação média obtida pelos brasileiros na última edição do exame, ocorrida em 2009, foi de 405 pontos, ante 520 pontos da Alemanha (13º lugar) e 575 do primeiro colocado da lista, a China. O mercado de trabalho também sofre com a falta de interesse pelas ciências 32BRASILALEMANHA Basf AG naturais. Enquanto as faculdades de direito formam anualmente 240 mil novos profissionais, apenas 2,8 mil químicos entram no mercado brasileiro no final de cada ano. O “x” do problema Para o professor Guilherme Marson, doutor em química e docente do Instituto de Química da Universidade de São Paulo, o problema está na falta de conexão entre o que é ensinado em sala de aula e a vida real. “A química é ensinada nas escolas de uma forma dogmática, baseada na memorização e sem nenhum tipo de conexão verdadeira com o mundo em que o aluno vive”, pontua. A opinião é compartilhada por Ivânia Palmeira, coordenadora de Gestão Social e Sustentabilidade da BASF. “Os professores que dão aula no Ensino Infantil e no Fundamental I são generalistas. Eles ensinam o aluno a fazer contas, a ler, a escrever e também ciências. Eles não têm conhecimento aprofundado da matéria e, por não entenderem muito bem do assunto, também não sabem explicar. É exatamente nesse momento que o aluno começa a perder o interesse pelas ciências”, afirma. Segundo Ivânia, isso se reflete depois no mercado de trabalho. “Como um estudante vai escolher como profissão uma área da qual ele não entende e pela qual não tem interesse?”, questiona. Iniciativas Algumas empresas procuram alternativas para amenizar o problema. A BASF, Um dos objetivos do Ano Internacional da Química é mostrar a sua importância no mundo moderno e atrair os jovens para o seu estudo. / Eins der Ziele des Internationalen Jahres der Chemie ist es, die Bedeutung der Chemie in derJulho 2011 modernen Welt aufzuzeigen und Jugendliche für ein Chemiestudium zu begeistern. Para muitos, o interesse das crianças pelas ciências deve ser despertado já a partir dos primeiros anos escolares / Viele Fachleute sind der Ansicht, das Interesse von Kindern an den Naturwissenschaften müsse bereits in den ersten Schuljahren geweckt werden Chemie: Lehre und Lernen Karen de Freitas Brasilien steht unter den 65 Ländern, in denen die Organisation für Wirtschaftliche Zusammenarbeit und Entwicklung (OECD) alle drei Jahre die PISA-Studien (Programm zur internationalen Schülerbewertung) durchführt, bei den Naturwissenschaften auf Platz 53. Im Jahr 2009 erreichten die brasilianischen Schüler durchschnittlich 405 Punkte, im Vergleich zu 520 Punkten in Deutschland (Platz 13) und den 575 Punkten, mit denen es die chinesischen Schüler auf Platz eins schafften. Auch auf dem Arbeitsmarkt ist das mangelnde Interesse an den Naturwissenschaften deutlich zu spüren. Während an den juristischen Fakultäten jährlich 240.000 Studenten ihren Abschluss machen, kommen jedes Jahr nur 2.800 Chemiker auf den Arbeitsmarkt. Der Kern des Problems Guilherme Marson, promovierter Chemiker und Dozent an der Fakultät für Chemie an der Universität São Paulo, sieht das Julho 2011 Basf AG Das mangelnde Interesse an den Naturwissenschaften spiegelt sich bereits auf dem Arbeitsmarkt wider. Öffentliche und private Institutionen engagieren sich gemeinsam für neue didaktische Methoden Problem darin, dass der Unterricht in der Schule keine Verbindung zum wirklichen Leben herstellt. „Der Chemieunterricht an den Schulen ist dogmatisch. Die Schüler müssen Dinge auswendig lernen, die nichts mit der Welt zu tun haben, in der sie leben“, so Marson. Dieser Ansicht ist auch Ivânia Palmeira, Koordinatorin im Bereich soziale Verantwortung und Nachhaltigkeit bei BASF. „Die Lehrer an den Vor- und Grundschulen sind Generalisten. Sie unterrichten Rechnen, Lesen, Schreiben und auch Naturwissenschaften. Ihre Kenntnisse sind nicht sehr fundiert, und weil sie sich mit dem Thema nicht gut auskennen, können sie es auch nicht erklären. Und genau dann fängt der Schüler an, das Interesse an den Wissenschaften zu verlieren“, erklärt Palmeira. Das spiegle sich auch auf dem Arbeitsmarkt wider: „Warum sollte jemand einen Beruf in einem Bereich wählen, von dem er nichts versteht und der ihn auch nicht interessiert?“ Initiativen Einige Unternehmen suchen nach Wegen, um das Problem in den Griff zu bekommen. BASF beispielsweise entwickelt seit 2006 in den Schulen von Guaratinguetá ein Programm zur Ausbildung von Lehrern in den Naturwissenschaften. Über 500 Fachkräfte machen ein Jahr lang einen Kurs über Grundprinzipien der Wissenschaft und erhalten Anleitungen, wie sie diese den Schülern erklären können, nämlich durch die Durchführung von einfachen Experimenten, die den Unterricht dynamischer und interaktiv gestalten. Jedes Jahr profitieren mehr als 10.000 Schüler von dem Programm ReAção („ReAktion“), und die Ergebnisse sind bereits spürbar. „Die Schüler erzielen wesentlich bessere Noten und fehlen viel weniger im Unterricht“, bestätigt Margarida Guimarães, pädagogische Koordinatorin des Projekts. Auch Bayer fördert die Naturwissenschaften an den Schulen. Seit 2009 werden im Rahmen des Programms PontocomCiência („dotcomWissenschaft“) gemeinsam mit Lehrern und Schülern von öffentlichen Schulen Umweltdiagnosen in der Region von Capela do Socorro in der Stadt São Paulo durchgeführt und Verbesserungs- BRASILALEMANHA33 Bildung Empresas investem em programas de capacitação dos professores para melhorar o rendimento dos alunos / Unternehmen investieren in die Fortbildung von Lehrern, um die Leistungen der Schüler zu verbessern por exemplo, desenvolve, desde 2006, um programa de capacitação de professores de ciências na rede municipal de ensino de Guaratinguetá. Mais de 500 profissionais recebem, durante um ano, cursos sobre princípios básicos da ciência e instruções de como explicá-los aos seus alunos executando experimentos simples para tornar as aulas mais dinâmicas e interativas. Por ano, mais de 10 mil alunos são beneficiados por meio do programa ReAção e os resultados já podem ser notados. “As notas e a frequência dos alunos aumentaram significativamente”, afirma Margarida Guimarães, coordenadora pedagógica do projeto. A Bayer é outra empresa envolvida com ações direcionadas à promoção das ciências. Desde 2009, o programa PontocomCiência realiza, em conjunto com professores e alunos da rede pública de ensino, um diagnóstico sobre as condições ambientais da região da Capela do Socorro, em São Paulo, propondo melhorias para o bairro. O projeto visa despertar o interesse de crianças e adolescentes para a ciência e a pesquisa, além de contribuir para o desenvolvimento socioambiental da região. Basf AG Ano Internacional da Química Para mostrar à sociedade a importância da química e aumentar o interesse de jovens e crianças pelo seu estudo, instituições ligadas às ciências estão promovendo no mundo todo o Ano Internacional da Química (AIQ). No Brasil, a iniciativa vem sendo coordenada pela Associação da Indústria Química (Abiquim), juntamente com a Sociedade Brasileira de Química (SBQ) e Conselhos de Química, que se aliaram ao Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP). “O Ano Internacional da Química é uma oportunidade única de mostrar para as pessoas o que é química, o que faz um químico e como a química está presente na nossa vida”, destaca o professor Guilherme Marson, um dos articuladores do projeto. Exposições, palestras, visitas monitoradas e concursos vão mostrar como a pesquisa científica pode ser a solução de grandes problemas enfrentados pela sociedade moderna, como alimentação, abastecimento e tratamento de água, saúde, energia, transporte e saneamento. Além disso, professores e alunos já têm à sua disposição sites interativos e kits educativos com informações e curiosidades sobre a ciência. O portal Química Nova Interativa, por exemplo, é uma contribuição de diversos especialistas brasileiros para que o ensino da química se torne mais divertido e natural. Na página, que já recebe cerca de 2 mil visitantes por dia, os professores podem obter explicações, modelos em 3D e vídeos de experimentos para trabalhar com seus alunos em sala de aula. Todo o material é avaliado e aprovado pela SBQ e continuará disponível mesmo após o término do AIQ. “Nossos esforços são para transformar essas ações do AIQ em estruturas estáveis, em mudanças efetivas nas salas de aula e no ensino das ciências no Brasil”, finaliza Marson. Basf AG Educação 34BRASILALEMANHA Jogos e brincadeiras – a química precisa ser ensinada de uma maneira diferente! / Spiele und Experimente - Der Chemieunterricht muss anders werden! vorschläge erarbeitet. Das Projekt soll bei Kindern und Jugendlichen das Interesse an Wissenschaft und Forschung wecken und außerdem zur sozialen und ökologischen Entwicklung beitragen. Internationales Jahr der Chemie - Um der Gesellschaft die Bedeutung der Chemie aufzuzeigen und das Interesse von Kindern und Jugendlichen an dem Fach zu wecken, nutzen Wissenschaftsinstitutionen das Internationale Jahr der Chemie (IJC). Die Initiative wird in Brasilien von dem Verband der Chemieindustrie (ABIQUIM) gemeinsam mit der brasilianischen Gesellschaft für Chemie (SBQ), den Berufsverbänden und der Fakultät an der Universität São Paulo (USP) koordiniert. „Das Jahr der Chemie ist eine einzigartige Gelegenheit, den Menschen zu zeigen, was Chemie ist, was ein Chemiker macht und welche Rolle die Chemie in unserem Leben spielt“, erklärt Guilherme Marson, einer der Koordinatoren des Projekts. Ausstellungen, Vorträge, Unternehmensbesuche und Wettbewerbe sollen zeigen, wie die wissenschaftliche Forschung Lösungen für die großen Probleme finden kann, vor denen die Gesellschaft heute steht, z.B. in den Bereichen Ernährung, Wasserversorgung und Wasseraufbereitung, Gesundheit, Energie, Verkehr und Sanierung. Außerdem wurden Lehrern und Schülern interaktive Websites und Chemiebaukästen zur Verfügung gestellt, mit Informationen und Wissenswertem aus der Chemie. Das Portal Química Nova Interativa („neue interaktive Chemie“) wurde von einer Reihe brasilianischer Fachleute entwickelt, um den Chemieunterricht spannender und natürlicher zu gestalten. Das Portal zählt bereits etwa 2.000 Besucher täglich. Hier finden die Chemielehrer Erklärungen, 3-D-Modelle und Videos von Experimenten, die sie im Unterricht verwenden können. Das gesamte Material wurde von der SBQ bewertet und genehmigt und wird auch nach dem IJC weiterhin zur Verfügung stehen. „Wir wollen aus diesen IJC-Aktionen stabile Strukturen machen. Der Unterricht und die Lehre der Chemie in Brasilien sollen sich nachhaltig verändern“, so Marson abschließend. Julho 2011